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MARIENY MATOS NASCIMENTO
Manaus 2020 Edição e Revisão : Vanessa Nascimento Oliveira
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N244
Nascimento, Marieny Matos As Amazonenses Libertadoras e o Movimento Abolicionista no Amazonas / Marieny Matos Nascimento. Manaus: edição da autora, 2020. 36 p.; E-book
1. Mulheres Amazonenses. 2. Abolição no Amazonas. 3. Movimento Abolicionista. I. As Amazonenses Libertadoras e o Movimento Abolicionista no Amazonas. II. Marieny Matos Nascimento
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O discurso legislativo do Brasil oitocentista entendia as mulheres como fragilitas sexus, ou seja, elas eram consideradas elegíveis que estavam em permanentes tutela do Pai ou marido. A elas não estavam disponíveis o exercício da cidadania. Esta lógica agia também sobre a delimitação dos espaços sociais do público e do privado. Assim, o espaço público e político estava destinado aos homens e o privado, isto é, o doméstico estava ligado ao sexo feminino. Logo, diante de uma configuração social na qual as mulheres possuíam pouco ou nenhum estatuto de cidadania e que elas estavam guardados o direito ea atuação quase que exclusiva ao território doméstico, como elas podem agir ou fazer uso do poder político e público? A participação feminina no movimento abolicionista participante à imensa capacidade de fluidez das mulheres para se infiltrarem no campo político. Marieny Matos
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SUMÁRIO 1. 2. 3. 4. 5.
A margem esquerda do rio negro surge a estrela do amazonas _______P. 7 Empoderamento __________________________________________P. 10 As mulheres e o movimento abolicionista no amazonas _____________ P. 11 4 de maio de 1884 : veio a luz o periódico abolicionista do Amazonas__ P. 15 A participação feminina foi essencial ao funcionamento da máquina abolicionista_____________________________________________P. 16 6. Manifesto da Marcha das Mulheres Negras 2015 contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver___________________________________P.21 7. Educação para igualdade e cidadania __________________________P.24 8. Perfil da Autora___________________________________________P 36
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Figura 1 – Revista Ilustrada de Ângelo Agostini homenageando a campanha abolicionista no Amazonas Fonte: Revista Ilustrada de Ângelo Agostini, 1884, ano 9, nº 387, p.7.
A História da cidade de Manaus se inicia no atual bairro do Tarumã, Zona Oeste. Historiadores contam que o local foi habitado, por volta de 1657, por índios aruaques e alófila. No mesmo ano chega uma tropa de resgate, que finca uma cruz jesuítica no local e batiza a comunidade com o nome de Missão do Tarumã. A expedição era comandada por Pedro da Costa Favela. Favela era conhecida como o mais famoso matador de índios do Amazonas. Uma segunda tropa de resgate que chegou na região a batizou de arraial do Tarumã. Essa expedição veio continuar a colonização e dar início a extração das Drogas do Sertão e fundou o primeiro núcleo cristão no vale do Rio Negro. Os índios Aruaques conduziram o Capitão Pedro da Costa Favela, em 1668,do rio Urubu ao local onde atualmente localiza-se a formosa capital do Amazonas MANAUS. Conhecendo a ótima situação da localidade, à margem esquerda do Rio Negro, a montante da sua confluência com o Solimões.
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O período de povoação da Amazônia inicia entre os anos de 1580 a 1640, época em que Portugal e Espanha permaneceram sob uma só coroa, tendo os portugueses penetrados no vale amazônico, sem desrespeito oficial aos interesses espanhóis. Devido aos interesses comerciais portugueses que não viam na região a facilidade em obter grandes lucros em curto prazo, pois a região era de difícil acesso e desconheciam a existência de riquezas (ouro e prata), a ocupação do lugar, onde se encontra hoje o município de Manaus, foi demorada. A história da colonização europeia na região de Manaus começou em 1669, com um forte em pedra e barro, com quatro canhões guardando as cortinas. O Forte de São José da Barra do Rio Negro foi construído para garantir o domínio da coroa de Portugal na região, principalmente contra a invasão de holandeses, na época aquartelada onde hoje é o Suriname. O forte desempenhou sua missão durante 114 anos. Foi o seu 1º comandante o capitão Angélico de Barros. A região onde está Manaus nem sempre pertenceu por direito a Portugal. Era parte integrante da Espanha, nos primeiros anos que sucederam ao descobrimento da América, mas foi ocupada e colonizada pelos portugueses. A 3 de junho de 1542 o Rio Negro foi descoberto por Francisco Orellana que lhe pôs o nome. Os primitivos habitantes dessa área, onde se encontrava o forte de São José da Barra do Rio Negro, foram as tribos: Manáos, Barés, Banibas e Passés, muitos dos quais ajudaram na construção do Forte, por influência dos religiosos portugueses e passaram a morar nas suas proximidades em palhoças humildes. A tribo dos Manáos, considerada orgulhosa pelos portugueses, negavase a ser dominada e servir de mão-de-obra escrava, entrava em confronto com os habitantes do Forte. Essas lutas só terminaram quando os militares portugueses começaram a ligar-se aos Manáos através de casamentos com as filhas dos Tuxauas, dando início assim, a intensa miscigenação na região e dando origem aos caboclos. Um dos líderes dos Manáos foi o indígena Ajuricaba que se opôs a colonização dos portugueses e que, no entanto, apoiava os holandeses: Ajuricaba
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foi aprisionado e enviado ao Pará. Sua morte ocorreu, em situação misteriosa, durante a viagem. Devido à colonização portuguesa, foi efetuado um trabalho de esquecimento ou tentativa de apagar os traços e obras históricas dos povos indígenas. Podemos notar isso pela destruição feita ao cemitério indígena, onde se encontra atualmente a praça D.Pedro II e o Palácio Rio Branco. Quando o governador Eduardo Ribeiro remodelou a praça e mandou nivelar as ruas que a contornavam, grandes números de igaçabas foram encontrados e atualmente não existe nenhum marco indicando a sua existência. A população cresceu tanto que para ajudar na catequese, em 1695 os missionários (carmelitas, jesuítas e franciscanos) resolveram erguer uma capela, próxima ao forte de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira da cidade. Através do decreto de 13 de novembro de 1832, o Lugar da Barra passou a categoria de Vila, já com a denominação de Vila de Manaus, nome que manteria até o dia 24 de outubro de 1848. Com a Lei 145 da Assembléia da Provincial Paraense adquiriu o nome de Cidade da Barra do Rio Negro, em vista da vila ter assumido foros de cidade, cidade de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro. A 5 de setembro de 1850 foi criada a Província do Amazonas pela Lei Imperial nº 1592, tornando-se a Vila da Barra do Rio Negro. situação de atraso melhorou bastante. Foi criada a Biblioteca Pública. O 1º jornal foi fundado em 5 de setembro, mas sua primeira edição só circulou a 3 de maio de 1851 já com o nome de "Estrela do Amazonas", Tornaram-se ambos, as bases do desenvolvimento da cultura local, junto ao teatro e escolas profissionais.
Empoderamento é um processo de simbiose entre o individual e o coletivo por uma transformação social profunda. É um instrumento de luta por emancipação e erradicação das desigualdades, que perpassa diversos campos das nossas vidas.
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Empoderamento não é um conceito novo e nem inédito. Tem raízes históricas e muitas e muitos já se debruçaram sobre ele para catalisar grandes transformações sociais em momentos importantes da história. Trata-se mais de uma redescoberta do que de uma criação, já que há possíveis focos de aplicabilidade antes mesmo da denominação ser cunhada. Entretanto, apesar de ser um conceito debatido há algum tempo, ainda há muita confusão, inclusive nas redes sociais, quanto ao significado e aplicação. Por isso, partindo de pensadoras como Paulo Freire, Vivian Baquero, Patrícia Hill Collins, bell hooks, Lélia Gonzalez, Barbara Bryant Solomon, Angela Davis, Sueli Carneiro, dentre outras, a feminista negra, arquiteta e colunista do Justificando, Joice Berth se debruçou sobre tema candente nos debates atuais, para trazer importantes reflexões.
Figura 2 - DE ESCRAVIZADAS A LIBERTAS SEM RENDA SEM TETO SEM DIREITOS
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Figura 3 - Jornal abolicionista do Ceara.
Figura 4 - Jornal abolicionista Rio de Janeiro.
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Figura 5.13 de maio de 18884 anos depois do Amazonas ter libertado seus escravos se dá a assinatura da lei áurea. Liberdade aos escravizados! Entretanto o cativeiro social continuava e continuou o massacre e a discriminação até os dias atuais.
10 de julho é a data em que o Amazonas libertou seus escravos, tornando-se o segundo Estado brasileiro a proclamar a libertação dos escravos, atrás somente do Estado do Ceará, e, quatro anos antes da Lei Áurea ser sancionada pela Princesa Isabel, ocorrida somente em 1888. Foi com a nomeação do Presidente Theodoreto Carlos de Farias Souto, para a Província do Amazonas, em fevereiro de 1884, que se deu a proliferação das sociedades abolicionistas, na capital e no interior, quando se juntaram à Sociedade Emancipadora Amazonense (1870) e à Libertadora (1881).
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Figura 6 – Revista Ilustrada de Ângelo Agostini homenageando a campanha abolicionista no Amazonas Fonte: Revista Ilustrada de Ângelo Agostini, 1884, ano 9, nº 387, p.7.
O discurso legislativo do Brasil oitocentista entendia as mulheres como fragilitas sexus, ou seja, elas eram consideradas indivíduos que estavam em permanente tutela do Pai ou marido. A elas não estavam disponíveis o exercício pleno da cidadania. Esta lógica agia também sobre a delimitação dos espaços sociais do público e do privado. Assim, espaço público e político estavam destinado aos homens e o privado, isto é, o doméstico estava ligado ao sexo feminino. Logo, diante de uma configuração social na qual as mulheres possuíam pouco ou nenhum estatuto de cidadania e que a elas estavam guardados o direito e a atuação quase que exclusiva ao território doméstico, como elas poderiam agir ou fazer uso do poder político e público? A participação feminina no movimento abolicionista demonstrou à imensa capacidade de fluidez das mulheres para se infiltrarem no campo político. Devido aos graus de estratificação de classes na sociedade brasileira a maior parte da população estava impedida de participar nas atividades políticas, uma vez que não eram considerados sujeitos com capacidade cidadãs.
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Entretanto, algumas mulheres por razoes de nascimento, casamento ou herança tiveram autoridade política, ou pelo menos, acesso informal a uma influência política. Assim, as mulheres pertencentes a elite amazonense tornara-se as grandes protagonistas do movimento abolicionista na província em 1884. Associadas em grupos mistos ou só de mulheres, elas foram partes essenciais na formação de uma ideologia e no cotidiano político nesse momento buliçoso da história brasileira. Para uma grande maioria das mulheres, não só no Amazonas, o abolicionismo representou sua entrada na esfera política. É certo que suas ações tinham mais afinidades com as sociabilidades típicas aos recônditos femininos, como doações e recitais. Entretanto, foi no âmbito destes aspectos femininos que se operou o pensamento e o exercício do ato político. Atuar na causa abolicionista fez delas sujeitos vivenciando experiências que estavam para além do ambiente doméstico e da maternidade. São vestígios de que elas estavam inscritas na complexidade social da época. Desde a década de 1870 políticos liberais já debatiam no parlamento imperial que a escravidão era um entrave ao desenvolvimento econômico e social do país. O fim do conflito com o Paraguai alimentou as insatisfações com o sistema. A literatura1 e a imprensa 2 passaram a retratar com mais veemência os contrastes e as problemáticas sociais da escravidão, rascunhando assim os primeiros traços abolicionistas. Contudo, como projeto político, o abolicionismo tomou grande vulto a partir de 1880. Época em que José do Patrocínio e Joaquim Nabuco fundaram a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão no Rio de Janeiro. Este último escreveu que no Brasil o Abolicionismo foi antes de tudo um movimento político, para o qual, sem dúvida, poderosamente concorre o interesse pelos escravos e a compaixão pela sua sorte, mas que nasce de um pensamento diverso: o de reconstruir o Brasil sobre o trabalho livre e a união das raças na liberdade. Desejo esse que se espalhou pelos quatro cantos do império. E o Amazonas foi, juntamente com o Ceará, foram as primeiras províncias a se adiantarem na Abolição da escravidão.”
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: VEIO A LUZ O PERIÓDICO ABOLICIONISTA DO AMAZONAS
Figura 7 - Jornal abolicionista do Amazonas.
Pertencente a uma Associação Beneficente composta por mulheres. O número de estreia exaltava a criação da Lei Áurea, n° 632 de 24 de abril de 1884. Criada pelo governo geral da província esta lei criava um “fundo de 300:000$ réis para o auxilio da libertação dos escravos desta província”. Fato que se constituiu em uma “data legendária de uma conquista para a história da Província do Amazonas”.5 Ademais, festejava que o movimento abolicionista nesta capital, todos os dias toma maior incremento. Todas as classes da sociedade se congregam diariamente e constituem sociedades abolicionistas, para levar a efeito a grandiosa ideia da emancipação do elemento servil do solo amazonense. Provino Pozza Neto demonstra que, desde a década de 1870, na província do Amazonas já havia meios legais e econômicos além de pessoas
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associadas que garantiam e trabalhavam em prol do processo de libertação do braço escravo. Os valores eram estipulados em quotas e provinham, principalmente, dos cofres imperiais.
çã á Os modos de sociabilidade foram primordiais para angariar uma porcentagem do montante relativo ao fundo de libertação, Bailes, bazares, leilões e doações em dinheiro eram geridos por associações que contribuíram para o pagamento de algumas cartas. Foi o caso da associação Primeiro de Janeiro organizada pelo tenente coronel Francisco Ferreira de Lima e da qual “fazem parte pessoas de ambos os sexos”.Esta “conforme o seu estatuto, tem por fim constituir por meio de seus associados e bazares, um fundo de abolição.” Sabemos que, para a sociedade da época, a esfera política era apanágio quase que exclusivo dos homens. E que por isso uma dada corrente da historiografia brasileira considerou as ações das mulheres envolvidas nos movimentos abolicionistas como simplórias extensões de sentimentalismos e amabilidades. Visão esta que refletia bem a dualidade do homem público e político e da mulher encastelada e promotora de distrações. Nosso olhar sobre as mulheres abolicionistas vai além desta estreiteza dual de gênero, uma vez que sua atuação “ocorre no espaço da política e do poder, independentemente das diversas estratégias adotadas”. A imprensa, por nós usada como fonte primária para seguir os vestígios das mulheres abolicionistas no Amazonas, deve ser lida com atenção. Mesmo se tratando de um jornal possivelmente escrito por mulheres, como é o caso do Abolicionista do Amazonas. Uma vez que não nos esqueçamos de como a linguagem periodista acentuou os limites entre o feminino e o masculino. Assim que neste discurso a mulher aparece sempre atrelada a sua condição nobre de caridosa.”
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HAHNER, June E. A mulher brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937, p.46. “Por todo o império do Brasil houve associações abolicionistas mistas e algumas exclusivamente composta de mulheres. No Recife a agremiação Aves Libertas era composta somente por mulheres. Nesta tiveram vulto as figuras de Leonor Porto e Ines Sabino que tanto defenderam como trabalharam em prol da causa.” SCHUMAHER, Maria Aparecida, Érico Vital Brasil. Dicionário Mulheres do Brasil:
Outra “sociedade emancipadora de moças filhas do Amazonas” que tinha “por fim promover a libertação dos escravos da província, animando a iniciativa particular e auxiliando os poderes públicos.” Tendo a frente, como presidente, uma jovenzinha de 13 anos, D. Olivia Aranha. Faziam ainda parte da diretoria: “Vicepresidente – D. Maria Sympson de Amorim, 1ª Secretaria – D. Josephina Moreira, 2ª Dita – D. Angela Camara, Thesoureira D. Othilia Sarmento.” Consta ainda que esta agremiação recebeu da sócia D. Maria de La Salecte Castro e Costa a “quantia de 68$000 rs” 15 que formava parte de seu fundo monetário.
Estes dados apontam que as mulheres da elite ao dirigir clubes e associações demonstraram sua plena capacidade de atuar na esfera pública e política borrando assim o limite entre o masculino e o feminino. Estas mulheres lidavam com a burocracia que envolvia não só aquelas que gravitavam em torno das estratégias da política abolicionista. Havia ainda a burocracia aplicada, necessária para a fundação de associações e aquela relativa a gerência dos valores de entrada e saída dos fundos monetários para as manumissões. Estamos, portanto, diante de mulheres manejando documentos e discutindo temas que estavam além de receitas culinárias e histórias de folhetins. Tais perspectivas nos levam a redimensionar o pensamento acerca das atitudes e participação das mulheres na luta abolicionista a fim de enfraquecer a ideia de que as ações masculinas são sempre únicas e dominantes e nas quais as mulheres não passam de meras coadjuvantes.
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Com relação às alforrias assinadas na província percebemos que a maior parte das cartas beneficiavam mulheres. “Elas representam 56% do total dos alforriados, “Corroborando com o padrão típico de alforriados encontrados em outras áreas do Brasil.”.De acordo com Provino Pozza Neto, estes números sustentam-se no escopo de que houve para as mulheres melhores condições para a libertação, uma vez que elas entabulavam laços afetivos com seus senhores. Em oposição, os homens eram mais requisitados para o trabalho, tal fator contribuía para que continuassem como cativos. Algumas cartas de Alforrias de mulheres foram publicadas na imprensa e demonstravam as motivações que seus exproprietários concediam a liberdade plena a sua ex-cativa. O sr. Antônio Sabino da Silva e sua virtuosa consorte a exmaª Sr.ª d. Amaziles Gonçalves de Campos, ao chegar a esta capital, no dia 28 do corrente, deram liberdade sem ônus ou condição alguma a sua escrava de nome Raymunda com 28 anos de idade. Actos desta ordem estão acima de todo o elogio, por isso cingimos a registral-o, publicando em seguida a referida carta: “Nós abaixo assignados, em homenagem ao movimento abolicionista, e querendo concorrer na medida de nossas forças para extinção do elemento servil, declaramos q´ n´esta data concedemos alforria a nossa escrava Raymunda, sem ônus algum”. E para que possa gosar de sua liberdade como se livre nascera, lhe passamos a presente carta que “Assignamos.” Manaus, 28 de abril de 1884. Antônio Sabino da Silva. Amaziles Gonçalves Campos. Testemunhas Antônio Ribeiro dos Santos Silva. Sergio do Areal Souto.”
Através da nota temos condições de perceber como a imprensa abolicionista fazia o uso pedagógico de semelhante ato como um exemplo a ser seguido. Igualmente, diz respeito ao processo de concessão “sem ônus” da manumissão dada a escrava Raymunda. Esta ação foi realizada dentro da esfera privada e animada pela congregação abolicionista amazonense.
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Notamos ainda que a decisão de alforriar Raymunda deu-se logo após a instalação do casal de proprietários a Manaus. Isto significa dizer que a pequenina cidade estava exaltada, haja vista um número significativo de mulheres e homens atuando na causa. Esta animação abolicionista foi efusivamente comemorada com a entrega das cartas de manumissão aos últimos escravos da capital. Eram 23 de maio de 1884 e Manaus estava em festa, “tudo era movimento e vida. Tudo denotava contentamento” dizia a folha Abolicionista do Amazonas. Reunidas junto a seus pares abolicionistas ou acompanhadas de seus maridos, as mulheres estavam às voltas pela praça D. Pedro II e pela Câmara municipal no centro da cidade. No interior da casa de governo, em meio a calorosos discursos destacaram-se D. Maria Telles, D. Zara Teixeira, umas tantas alunas do Colégio Amazonense e “uma jovem representante do Club Escolas Abolicionista”. Essas mulheres subiram a tribuna e se pronunciaram evocando a importância política, o pioneirismo e o exemplo que a província do Amazonas dava ao restante do império.
Figura 8 - Elisa Souto ainda na adolescência, uma das raras imagens de uma da nossa primeira presidente de Associação de Mulheres do brasil. Elisa Souto lutou pelas causas abolicionistas, especialmente no que desrespeito às mulheres negras do Amazonas.
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Figura 9. Comunidade quilombola realiza ações sociais no Dia da Consciência Negra em Manaus. Autoria : Bruna Souza.
Figura 10- Encontro de mulheres afro-ameríndias e caribenhas, na UFAM
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Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha nasceu em 1992 em um encontro de mulheres negras em Santo Domingos, na República Dominicana. Elas definiram a data e criaram uma rede para pressionar a Organização das Nações Unidas (ONU) a assumir a luta contra as opressões de raça e gênero.população negra no Brasil corresponde a maioria, 54%, segundo o IBGE. De acordo com a Associação de Mujeres Afro, na América Latina e no Caribe, 200 milhões de pessoas se identificam como afrodescendentes. Porém, tanto no Brasil quanto fora dele, essa parcela populacional, principalmente as mulheres, também é a que mais sofre com violência. A mulher negra é, ainda hoje, a principal vítima de feminicídio, das violências doméstica, obstétrica e da mortalidade materna, além de estar na base da pirâmide socioeconômica do país. Em busca de refletir e mudar esse cenário, as amefricanas - mulheres afrodescentes nas Américas são chamadas de amefricanas por Lélia Gonzales, não apenas por partilharem o mesmo espaço geográfico, mas também o histórico e cultura - se reuniram em 1992 para o Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas. Desse encontro nasceu a Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas. A Rede, junto à ONU lutou para o reconhecimento do dia 25 de julho como o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha. Do México e ilhas do Caribe pra baixo, os países da América Latina têm uma constituição comum, que nega o racismo e são essencialmente racistas. O ponto comum das amefricanas é o anúncio do racismo e sexismo, as mulheres negras são vítimas de dupla opressão
ê “Nós, mulheres negras brasileiras, descendentes das aguerridas quilombolas e que lutam pela vida, vimos neste 25 de Julho – Dia da Mulher Afrolatinoamericana e Afrocaribenha denunciar a ação sistemática do racismo e do sexismo com que somos atingidas diariamente mediante a conivência do poder público e da sociedade, com a manutenção de uma rede de privilégios e de vantagens que nos expropriam oportunidades de condição e plena participação da vida social.
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Nesta data vimos visibilizar a incidência do racismo e do sexismo em nossas vidas, assim como as nossas estratégias de sobrevivência, nosso legado ancestral e nossos projetos de futuro e afirmar que a continuidade de nossa comunidade, da nossa cultura e dos nossos saberes se deve única e exclusivamente, a nós, mulheres negras. Transcorrido esse marco histórico e a atualidade de nossas lutas, nos valemos do Dia da Mulher Afrolatinoamericana e Afrocaribenha para anunciar a realização da Marcha das Mulheres Negras 2015 Contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, que realizaremos em 13 de maio do próximo ano, em Brasília. Somos 49 milhões de mulheres negras, isto é, 25% da população brasileira. Vivenciamos a face mais perversa do racismo e do sexismo por sermos negras e mulheres. No decurso diário de nossas vidas, a forjada superioridade do componente racial branco, do patriarcado e do sexismo, que fundamenta e dinamiza um sistema de opressões que impõe, a cada mulher negra, a luta pela própria sobrevivência e de sua comunidade. Enfrentamos todas as injustiças e negações de nossa existência, enquanto reivindicamos inclusão a cada momento em que a nossa exclusão ganha novas formas. Impõe-se na luta pela terra e pelos territórios quilombolas, de onde tiramos o nosso sustento e mantemo-nos ligadas à ancestralidade. A despeito da nossa contribuição, somos alvo de discriminações de toda ordem, as quais não nos permitem, por gerações e gerações de mulheres negras, desfrutarmos daquilo que produzimos.Fomos e continuamos sendo a base para o desenvolvimento econômico e político do Brasil sem que a distribuição dos ativos do nosso trabalho seja revertida para o nosso próprio benefício. Consideramos que, mesmo diante de um quadro de mobilidade social pela via do consumo, percebido nos últimos anos, as estruturas de desigualdade de raça e de gênero mantêm-se por meio da concentração de poder racial, patriarcal e sexista, alijando a nós, mulheres negras, das possibilidades de desenvolvimento e disputa de espaços como deveria ser a máxima de uma sociedade justa, democrática e solidária. Não aceitamos ser vistas como objeto de consumo e cobaias das indústrias de cosméticos, moda ou farmacêutica. Queremos o fim da ditadura da estética europeia branca e o respeito à diversidade cultural e estética negra. Nossa luta é por cidadania e a garantia de nossas vidas. Estamos em Marcha para exigir o fim do racismo em todos os seus modos de incidência, a exemplo da saúde, onde a mortalidade materna entre mulheres negras estão relacionadas à dificuldade do acesso aos serviços de saúde, à baixa qualidade do atendimento recebido aliada à falta de ações e de capacitação de profissionais de saúde voltadas especificamente para os riscos a que as mulheres negras estão expostas; da segurança pública cujos operadores e operadoras decidem quem deve viver e quem deve morrer mediante a omissão do Estado e da sociedade para com as nossas vidas negras. Denunciamos as batalhas solitárias contra a drogadição e a criminalização do nosso povo e contra a eliminação de nossas filhas e filhos pelas forças policiais e pelo tráfico, há muito tempo! Denunciamos o encarceramento desregrado de nossos corpos, vez que representamos mais de 60% das mulheres que ocupam celas de prisões e penitenciárias deste país. Ao travarmos batalhas solitárias por justiça num quadro de extrema violência racial, denunciamos a cruel violência doméstica que vem levando aos maus tratos e homicídios de mulheres negras, silenciados em dados oficiais. Lutamos pelo fim do racismo estrutural patriarcal que promove a inoperância do poder público e da sociedade sobre a exterminação da nossa população negra.
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Estamos em marcha para reivindicamos o livre culto de nossas divindades de matriz africana sem perseguições, nem profanações e depredações de nossos templos sagrados. Estamos em marcha contra a remoção racista das populações das localidades onde habitam. Lutamos por moradia digna; por cidades que não limitem nosso direito de ir e vir e contra a segregação racial do espaço urbano e rural; por transporte coletivo de qualidade; por condições de trabalho decente nas diferentes profissões que exercemos. Valorizamos nosso patrimônio imaterial em terreiros, escolas de samba, blocos afros, carimbó, literatura e todas as demais manifestações culturais, definidoras da nossa identidade negra. Estamos em marcha porque somos a imensa maioria das que criam nossos filhos e filhas sozinhas, as chefes de famílias, com parcos recursos e o suor de nosso único e exclusivo trabalho. Estamos em Marcha: antia de nossas vidas; mulheres negras, com a penalização dos culpados; dos nos veículos de comunicação promovendo a violência simbólica e física contra as mulheres negras;
mulheres negras em casas de detenções; ento e acesso à saúde de qualidade às mulheres negras e pela penalização de discriminação racial e sexual nos atendimentos dos serviços públicos; mulheres negras, pois é de onde tiramos o nosso sustento e mantemo-nos ligadas à ancestralidade; práticas ancestrais de matriz africana;
Buscamos num processo de protagonismo político das mulheres negras, em que nossas pautas de reivindicação tenham a centralidade neste país. Nosso ponto de chegada e início de uma nova caminhada é 13 de maio de 2015 – Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo – em Brasília/DF. Conclamamos, a todas as mulheres negras, para que se juntem a esse processo organizativo, nos locais onde estiverem, e a se integrarem nessa Marcha pela nossa cidadania. Imbuídas da nossa força ancestral, da nossa liberdade de pensamento e ação política, levantamo-nos – nas cinco regiões deste país – para construir a Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, para que o direito de vivermos livres de discriminações seja assegurado em todas as etapas de nossas vidas.
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ESTAMOS EM MARCHA ! “UMA SOBE E PUXA A OUTRA!” Brasil, 25 de Julho de 2014.
Comitê Impulsor Nacional da Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver 2015” --------------------------------------------------------------------------------------------------
Figura 11. Tia Lurdinha, fundadora da Escola de Samba Vitória Régia (Manaus). Uma das quituteiras e matriarca do Quilombo. Trouxe o legado da Festa de São Benedito e manteve as tradições do festejo no Quilombo Urbano da Praça 14 de Janeiro.
çã Desde o início do século XX, a luta das mulheres pela ampliação de sua cidadania esteve presente na sociedade ocidental, desvendou novos temas para o exercício da cidadania e orientou diversos ramos do conhecimento. Este movimento social consolidou novas forças políticas e, ao questionar velhos estereótipos sobre o papel feminino, abriu novas possibilidades e oportunidades na sociedade para que as mulheres pudessem exercer atividades fora do espaço doméstico.
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A importância da educação para consolidação do exercício de direitos e para construção da autonomia individual e coletiva, bem como para o desenvolvimento econômico e social do mundo moderno, é reconhecida mundialmente. É um meio fundamental para o desmonte das desigualdades sociais de gênero, raciais, étnicas, geracionais, de orientação sexual,regionais e locais. Esta constatação está contemplada nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, que têm como uma de suas metas a eliminação das disparidades entre os sexos em todos os níveis de ensino até 2015. O movimento de mulheres, desde seus primórdios, voltou seu olhar para o processo educacional para explicar como são produzidas as desigualdades entre mulheres e homens no âmbito educacional; entendendo-o também como importante veículo de mudança da sociedade reivindicando acesso igualitário para todas as pessoas.Uma avaliação de gênero do processo educacional nacional implica na análise das políticas educacionais contemporâneas praticadas pelo Estado nas últimas décadas. Este olhar sobre as relações de gênero aponta para o caráter construído de mulheres e homens como sujeitos históricos em contraponto com a naturalização do feminino e masculino. É com este enfoque que estas políticas são avaliadas por pesquisadores e pesquisadoras, pelo movimento de mulheres e feminista, e são identificados os mecanismos que existem e contribuem para a discriminação contra as mulheres. Atento em relação a este aspecto, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) liderou a adoção pela Assembleia Geral das Nações Unidas da Convenção dos Direitos da Criança,em 1989. O Conselho Executivo do Unicef elegeu a menina como centro de suas atenções na década de 1990. Na trajetória dessa ofensiva,cinco conferências internacionais foram realizadas pela ONU, nos anos 1990, sobre mulheres, desenvolvimento e educação. Particularmente a Conferência Mundial “Educação para Todos” em Dakar, em 2000, retomou os princípios da Conferência de Jomtien (Tailândia)que havia reiterado o enfoque da igualdade de acesso educacional entre os sexos e dedicou atenção especial à educação das meninas e às diferenças entre as relações de gênero.Este cenário internacional repercutiu no Brasil e vários indicadores quantitativos foram construídos para monitorar ações governamentais de modo a identificar as desigualdades de gênero. No Brasil, desde 2004, o Plano Nacional de Políticas
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para as Mulheres trata a educação como um dos eixos fundamentais para a construção de uma sociedade igualitária entre mulheres e homens.
Figura 12 - Cartazes comemorativos
Figura 13 Cartaz comemorativo da macha das mulheres negras.
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Figura 14- CARTAZES COMEMORATIVOS DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA LATINO AMERICANA E CARIBENHA
Figura 15 - Cartazes comemorativos
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Figura 16 - Folhetos de Campanha contra a violĂŞncia Ă s mulheres
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Figura 17 - Folhetos de Campanha contra a violência às mulheres
Figura 18 - Folhetos de Campanha contra a violência às mulheres
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Figura 19 - Folhetos de Campanha contra a violência às mulheres
Figura 20 - Folhetos de Campanha contra a violência às mulheres
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Figura 21 - Fotografia da Comissão de Frente da G.R.E.S Paraíso do Tuiuti, em 2018. Autor Desconhecido
Samba Enredo 2018 : “Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?” G.R.E.S Paraíso do Tuiuti Não sou escravo de nenhum senhor Meu Paraíso é meu bastião Meu Tuiuti, o quilombo da favela É sentinela na libertação Irmão de olho claro ou da Guiné Qual será o seu valor? Pobre artigo de mercado Senhor, eu não tenho a sua fé, e nem tenho a sua cor Tenho sangue avermelhado O mesmo que escorre da ferida Mostra que a vida se lamenta por nós dois Mas falta em seu peito um coração Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz Eu fui mandiga, cambinda, haussá Fui um Rei Egbá preso na corrente Sofri nos braços de um capataz Morri nos canaviais onde se plantava gente Ê, Calunga, ê! Ê, Calunga! Preto Velho me contou, Preto Velho me contou Onde mora a Senhora Liberdade Não tem ferro nem feitor Ê, Calunga Preto Velho me contou Onde mora a Senhora Liberdade Não tem ferro nem feitor Amparo do Rosário ao negro Benedito Um grito feito pele do tambor Deu no noticiário, com lágrimas escrito Um rito, uma luta, um homem de cor E assim, quando a lei foi assinada Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
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Áurea feito o ouro da bandeira Fui rezar na cachoeira contra a bondade cruel Meu Deus! Meu Deus!Se eu chorar, não leve a mal Pela luz do candeeiro Liberte o cativeiro social Meu Deus! Meu Deus! Se eu chorar, não leve a mal Pela luz do candeeiro Liberte o cativeiro social iberte o cativeiro social.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS HAHNER, June E. A mulher brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937. São Paulo: Brasiliense, 1981.
MUNIZ, Diva do Couto Gontijo, MACENA, Fabiana Francisca. Mulheres e política: a participação nos movimentos abolicionistas do século XIX. Revista Mosaico, v.5, n.1, pp.45-54, jan./jun. 2012.
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PINHEIRO, Luís Balkar Sá Peixoto. De mocambeiro a cabano: Notas sobre a presença negra na Amazônia na primeira metade do século XIX. Revista Terra das Águas, v.1, n.1,1999.
REIS, Maria Firmina. Úrsula. Florianópolis: Mulheres; Belo Horizonte: PUC Minas, 2004.
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SCHUMAHER, Maria Aparecida, Érico Vital Brasil. Dicionário Mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade biográfica e ilustrada. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
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SIQUEIRA, Elizabeth Angelica Santos; de 1500 atĂŠ a atualidade biogrĂĄfico e ilustrado, p. 274
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Marieny Matos Nascimento é Manauara (AM), pedagoga, produtora cultural, educadora social e pesquisadora independente. Trabalha atualmente com vídeo-aulas e projetos de Economia Criativa, Cultura e Empreendedorismo Cultural nos cursos relacionados à área de produção que tem como foco a elaboração de projetos artísticos e socioculturais. Com o intuito de preparar os artistas e comunidade na confecção de seus projetos para apresentação em editais. Novos estímulos para a execução de seus processos em 2020 Foi Conselheira Municipal eleita na categoria de Projetos Especiais, no período de 2015 a 2017, em Manaus. Trabalhou com produção e pesquisa nos livros “Vermelho um Pessoal Garantido” e “ Caprichoso a Terra é Azul”. Em 2018 lançou o E-book “As Viúvas da Expedição Calleri ,Amazonas 1968”1
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MATOS N.Marieny. As Viúvas da Expedição Calleri ,Amazonas 1968. 2018.Edição indepente. Disponível em <https://ler.amazon.com.br/kp/embed?asin=B07JJT392H&preview=newtab&linkCode=kpe&ref_=cm_ sw_r_kb_dp_rBD0Bb3HM28J3>
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É Sócia-fundadora do AFROAMAZONAS , fundado em 2006.
É
Fundadora e Coordenadora do Ponto de Cultura Conexão Afro Amazonas , que é reconhecido pelo Ministério da Cultura , Secretaria de Diversidade e Cidadania . Atua na valorização da moda étnica no estado sendo colaboradora da marca “Cunhã Nauru – Moda Étnica”2 Atuou na assessoria da Secretaria De Assistência Social e Cidadania e no Conselho Municipal de Geração de Renda e Cidadania. Foi conselheira representante da Assistência Social e Cidadania Na Sedema entre 2005- 2008. Também atuou como conselheira representante no Conselho Municipal de Políticas para Mulheres, representando A Fundação Doutor Thomas entre 2006- 2008 Coordenou a arrecadação de alimentos com a Manaustur- Boi Manaus,entre 20052006 em prol dos ribeirinhos vítimas da seca no Amazonas. Participando dos projetos de atenção básica e cursos para geração de renda, ampliação e implementação da Bolsa Família, de elaboração de proposta equipe técnica para o acompanhamento de Cadastro Único nas comunidades (2005 a 2008).
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Disponível em : < https://prosas.com.br/empreendedore s/6453-marienymatosnascimento?atividades >
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