Skip to main content

Valor Magazine fevereiro'26

Page 1


A liberdAde e A segur Anç A no tr AbAlho

Crédito: A quem re Correr?

Prémios e distinções 2026

Prémio c inco e strelas, e scolha dos Profissionais, e scolha do c onsumidor, Quality awards

relações bilaterais

Portugal- s uécia

euroPa: d esafios e oP ortunidades

Portugal criativo

s andra s oares ceo Br A in Power
aceda ao nosso instagram

Nesta edição da Valor Magazine, celebramos o dinamismo e a resiliência que marcam o presente e moldam o futuro. Vivemos numa época de desafios constantes — nos mercados, nas relações internacionais, na saúde, nas profissões — e, mais do que nunca, é urgente olhar para estas transformações com otimismo crítico e visão estratégica.

A Valor Magazine pretende ser uma bússola para quem quer compreender os caminhos em aberto e tomar decisões informadas. Seja através de análises sobre o crédito e soluções financeiras, reflexões sobre o papel da Europa e das Relações Bilaterais, seja de histórias humanas de superação e sucesso, esta edição está estruturada para oferecer pluralidade de perspetivas, rigor e relevância. O crédito não é apenas uma questão técnica. É uma peça central na vida de cidadãos, famílias e empresas, um veículo de oportunidade quando avaliado com prudência e responsabilidade. Aqui, reunimos especialistas, casos de negócio e soluções que ajudam a distinguir entre risco e potencial, gestão e especulação. Portugal Criativo, seja no setor industrial, nas PME digitais, na saúde ou no design, é outro fio condutor desta revista. Valorizamos as iniciativas que inovam, que criam valor e que projetam a nossa economia para além das fronteiras tradicionais, reforçando a identidade do país como incubadora de talento e excelência.

Não deixamos de abordar temas sensíveis e urgentes: a saúde, a valorização das carreiras profissionais, a promoção do território e a celebração de mulheres de talento. Estes temas são o coração pulsante de uma comunidade que Valoriza o bem-estar, a igualdade e o progresso sustentável. O futuro pertence a quem prepara o presente.

Boa leitura!

i

ção n A vA loriz A ção e P roteção dos P rofission A is inde P endentes

Crédito: A quem re C orrer?

s eguros m ultiris C os: fA ltA P revenção?

C u CP- 150 A nos de históri A

r el A ções Portug A l- s ué C i A

e uro PA : d es A fios e oP ortunid A des

Portug A l Cri Ativo

d i A m undi A l d A e du CA ção Am B ientA l

Prémio Cin C o e strel A s 2026 e s C olh A dos Profission A is 2026

s er mulher no mundo – h istóri A s de s u C esso

m edi A ção i mo B iliári A mA deir A C omo e C ossistem A

A

AwA

2026 e s C olh A do Consumidor 2026

ntern AC ion A l d A m ulher s etor imo B iliário - sil 2026 Promoção do t erritório

l d i

vA loriz Ação dA CA rreir A dos enfermeiros d e P ressão

The all-in-one AI Data solution for car dealers in Europe.

Get live insights on pricing, demand and stock, plus exclusive access to B2B car deals from every major market.

s andra s oares trans Formou a sua ex P eriência como trabal H adora inde P endente numa solução em P resarial: a b rain Power. a em P resa o F erece vínculos contratuais estáveis com direitos com P letos Para P ro F issionais que querem manter autonomia. e m onze anos o gru P o integrou mais de 15 mil colaboradores e continua a desa F iar tradições laborais, combinando F lexibilidade, segurança e inovação.

A Brain Power nasceu de uma necessidade muito concreta do mercado laboral. Que lacunas identificou no início do projeto e de que forma estas continuam atuais hoje?

A Brain Power nasce depois de eu própria sentir as dificuldades de ser trabalhadora independente, sobretudo a falta de estabilidade, de direitos laborais, de segurança contributiva e de apoio burocrático e fiscal. Esse vazio foi a base para a criação do modelo que hoje caracteriza a empresa.

Essas lacunas continuam muito atuais. Em Portugal, muitos profissionais continuam a trabalhar a recibos verdes, com insegurança financeira, sem benefícios laborais e com grandes dificuldades no acesso a apoios sociais ou crédito. É precisamente nessas áreas que a Brain Power procura intervir, oferecendo um vínculo contratual com direitos completos.

O conceito de transformar trabalhadores independentes em trabalhadores dependentes, mantendo a liberdade profissional, é pioneiro. Quais foram os maiores desafios para implementar este modelo?

O nosso modelo enfrentou, desde o início, muitos desafios, sobretudo ao nível legislativo, cultural e de mentalidade. Empresas e profissionais estavam habituados a modelos tradicionais ou à lógica da economia gig e olharam com algum ceticismo para uma solução híbrida que junta segurança e flexibilidade.

No que concerne a legislação laboral em vigor, a mesma continua a não ser flexível o suficiente para que possamos oferecer soluções mais personalizáveis e adaptadas ao conceito.

Foi um trabalho de pedagogia e de consistência, para mostrar que é possível proteger os profissionais sem lhes retirar autonomia.

Costuma afirmar que a Brain Power é mais do que uma empresa, é uma missão pessoal. Em que momentos essa missão se tornou

sandra soares ceo
“Em Portugal, muitos profissionais continuam a trabalhar a recibos verdes, com insegurança financeira, sem benefícios laborais e com grandes dificuldades no acesso a apoios

sociais ou crédito. É precisamente nessas áreas que a Brain Power procura intervir, oferecendo um vínculo contratual com direitos completos”.

mais evidente?

Esta missão esteve presente desde o início, porque a Brain Power nasce da minha própria experiência e da vontade de resolver um problema que me tocava diretamente e que afetava muitos outros profissionais.

Um dos momentos mais marcantes foi a transformação do projeto num grupo empresarial,

com presença em várias áreas, sempre mantendo o foco na estabilidade e nos direitos dos trabalhadores. Ao fim de 11 anos, termos mais de 15 mil colaboradores que escolhem a Brain Power é algo muito reconfortante, mas também uma enorme responsabilidade.

A estabilidade e os direitos laborais estão no centro da vossa atuação. Considera que

o mercado português está preparado para este tipo de soluções híbridas?

O mercado português não estava, inicialmente, preparado para modelos híbridos como o nosso, muito por causa de um enquadramento legal que favorece o vínculo tradicional e não contempla soluções intermédias de forma clara. Cada vez mais, com a passagem dos anos e apos covid, notamos que o mercado está mais disponível para encontrar soluções hibridas.

A globalização e a transformação digital têm alterado o mundo do trabalho. Como é que a Brain Power se mantém ágil e relevante?

Mantemo-nos relevantes através de uma adaptação constante e de uma forte aposta na inovação. Toda a informação e relação com os colaboradores é gerida em tempo real, o que nos permite responder rapidamente às necessidades.

Investimos também em tecnologia, como a automação de processos, e em formação con-

tínua, para preparar os profissionais para novos desafios e diferentes cenários de trabalho.

A confiança e a proximidade são valores-chave do grupo. Como se constrói essa relação?

A confiança constrói-se desde o primeiro momento, através de relações próximas, personalizadas e transparentes. Fazemos questão de conhecer bem cada profissional e cada empresa, respondendo às suas necessidades específicas.

Desde sempre, o meu foco foi tratar cada profissional como uma pessoa e não como um número. Essa proximidade é essencial para criar relações de confiança duradouras.

O investimento contínuo na formação da equipa é um dos pilares da Brain Power. Que impacto tem essa aposta?

A formação contínua é fundamental para melhorar o desempenho individual e coletivo. Apostamos no desenvolvimento de competências que permitem aos colaboradores crescer dentro da organização e sentir que existe um verdadeiro percurso profissional.

“A formação contínua é fundamental para melhorar o desempenho individual e coletivo. Apostamos no desenvolvimento de competências que permitem aos colaboradores crescer dentro da organização e sentir que existe um verdadeiro percurso profissional. Este investimento ajuda-nos também a responder melhor às mudanças tecnológicas e às exigências constantes do mercado”.

membro da equiPa brain Power

“O nosso modelo não é “tamanho único”. Gosto de lhe chamar um verdadeiro “fato à medida”. Parte sempre de uma avaliação personalizada, com acompanhamento, formação, contrato estável, apoio administrativo e um plano de carreira ajustado à realidade e aos objetivos de cada profissional”.

Este investimento ajuda-nos também a responder melhor às mudanças tecnológicas e às exigências constantes do mercado.

O vosso modelo de integração profissional é composto por várias fases. De que forma responde às diferentes realidades dos profissionais?

O nosso modelo não é “tamanho único”. Gosto de lhe chamar um verdadeiro “fato à medida”. Parte sempre de uma avaliação personalizada, com acompanhamento, formação, contrato estável, apoio administrativo e um plano de carreira ajustado à realidade e aos objetivos de cada profissional. Esta flexibilidade permite que pessoas com em contextos diferentes encontrem um equilíbrio entre segurança e liberdade.

No apoio às empresas, o Grupo Brain Power assume-se como um departamento de recursos humanos externo. Que vantagens oferece face aos modelos tradicionais?

Oferecemos soluções completas de gestão de carreiras e de recursos humanos, libertando as empresas de toda a carga administrativa, fiscal e burocrática. Ao mesmo tempo, garantimos aos profissionais contratos com todos os direitos. Isto permite às empresas focarem-se no seu crescimento, sem terem de gerir contratos, salários ou obrigações legais.

A irreverência e a ousadia fazem parte dos valores da organização. Como influenciam a estratégia do grupo?

A irreverência e a ousadia estão no ADN da Brain Power, porque o nosso modelo é, por si só, disruptivo. Procuramos constantemente soluções fora dos padrões habituais, devidamente enquadrados na legislação em vigor. Esses valores levam-nos a inovar, a testar novas abordagens e a não aceitar respostas pré-definidas para problemas laborais que são complexos e exigem novas formas de pensar.

Olhando para o futuro do trabalho, que mensagem deixaria aos profissionais que sentem insegurança entre liberdade e estabilidade?

A mensagem é simples: é possível ter o melhor dos dois mundos. Juntar segurança, direitos e proteção com liberdade e autonomia profissional. O futuro do trabalho não deve estar preso a um único tipo de contrato. Deve passar por modelos que respeitem a liberdade, sem abdicar dos direitos fundamentais do trabalhador.

crédito: a Q uem recorrer? | iro P erties

crónica

2025 : mA is C rédito à h AB it A ção, menos fin A n C i A mento às em P res A s

O ano de 2025 marcou uma viragem clara no mercado de crédito em Portugal. Depois de um período de forte pressão sobre os orçamentos das famílias, provocado pela subida abrupta das taxas de juro, assistimos a uma normalização progressiva das condições financeiras e a um regresso da confiança. Os dados mais recentes do Banco de Portugal confirmam essa tendência: o crédito voltou a crescer, sobretudo no segmento da habitação, atingindo ritmos que não víamos há quase duas décadas. O crédito à habitação foi, de forma inequívoca, o grande motor desta recuperação. O crescimento anual acima dos 10% no final de 2025 reflete não apenas a descida da Euribor, mas também a conjugação de vários fatores: maior previsibilidade nas prestações, alguma recuperação do rendimento disponível e medidas públicas que facilitaram o acesso dos jovens à compra da primeira casa. O mercado reagiu, e reagiu bem. As famílias voltaram a tomar decisões de longo prazo, sinal de confiança no futuro.. Mas esta evolução positiva esconde um desequilíbrio que merece reflexão: enquanto o crédito à habitação acelerou, o financiamento às empresas manteve-se praticamente estagnado. Os dados mostram um crescimento muito modesto do crédito às empresas num ano em que a economia portuguesa continuou a crescer, ainda que de forma moderada. Esta divergência não é irrelevante. Pelo contrário, é estrutural.

Portugal continua a ter uma economia fortemente apoiada no consumo e no imobiliário, mas com dificuldades persistentes em canalizar financiamento para o investimento produtivo. O crédito às empresas continua a enfrentar critérios exigentes, perceções de risco elevadas e uma abordagem bancária muito prudente, num contexto em que o crédito à habitação é visto como um produto de menor risco, com garantias mais sólidas e menor taxa de incumprimento. Esta lógica é compreensível do ponto de vista da gestão do risco bancário. Mas, do ponto de vista económico, levanta um problema: sem financiamento adequado, muitas empresas (em particular PME) adiam investimento, inovação e crescimento. O resultado é uma economia que cresce abaixo do seu potencial e que tem dificuldade em reforçar a sua competitividade. O sistema financeiro mostrou capacidade de adaptação ao novo ciclo de taxas de juro. O desafio agora é outro: garantir que o crédito cumpre plenamente a sua função económica e social. Isso implica ir além da habitação e do consumo e olhar com mais ambição para o financiamento das empresas, sobretudo daquelas que criam emprego, exportam e investem. O balanço de 2025 é, portanto, misto. O crédito voltou a crescer e isso é uma boa notícia. Mas cresceu de forma desequilibrada. Se quisermos uma economia mais resiliente é essencial que o financiamento às empresas deixe de ser o parente pobre do sistema de crédito. O verdadeiro teste para os próximos anos será saber se o crédito continua a crescer, mas onde cresce e se está, de facto, a apoiar o desenvolvimento sustentável da economia portuguesa.

A SUA SAÚDE FINANCEIRA COMEÇA AQUI

t i Ago v il Aç A Presidente e fundador da anica
sem regime de exclusividade, tendo celebrado contrato com as seguintes entidades: Abanca Portugal, S.A.; Banco BPI, S.A.; Banco CTT, S.A.; Banco Santander Totta, S.A.; Bankinter, S.A.

“ o nosso propósito é sempre o mesmo: n A s pesso A s”

com a nova loJa em loures, a iProPerties mostra que o verdadeiro valor está na Proximidade, transParência e tranquilidade de ter um esPecialista ao lado.

Como se pode distinguir entre as várias opções de crédito disponíveis e saber “a quem recorrer”?

Atualmente, o maior desafio não é a falta de oferta, mas sim o excesso de informação. O cidadão é confrontado com taxas, siglas, campanhas e promessas que mudam constantemente, e nem sempre tem tempo ou conhecimento para interpretar. A primeira regra é perceber que não existe “o melhor crédito” em abstrato, mas sim o crédito mais adequado à realidade de cada pessoa ou família. Por isso, mais do que comparar anúncios, é fundamental recorrer a alguém independente, como são os Intermediários de Crédito, que conheça o mercado e que esteja verdadeiramente do lado do cliente e não de uma instituição específica.

Ter um acompanhamento técnico e humano faz hoje toda a diferença na qualidade das decisões financeiras.

“A nossa estratégia nunca

foi crescer por crescer, mas sim estar fisicamente

presente onde sentimos que podemos gerar impacto real na vida das Famílias”.

Quais os maiores erros que se comete ao procurar crédito e o que pode ajudar a tomar decisões informadas?

Um dos erros mais comuns é olhar-se isoladamente para os vários chavões das campanhas dos Bancos. A opção certa depende sempre do tipo de Consumidor, que vai do que precisa do menor encargo mensal possível, ao que olha apenas para o custo total do crédito ao longo do tempo, preferindo prazos mais curtos, pagando mais mensalmente, para reduzir esse custo. Outro é decidir com base na ur-

gência ou na emoção, sem fazer simulações realistas de cenários futuros. O segredo é analisar as propostas de forma holística, como a prestação mensal, impacto de pequenas variações na taxa de juro, seguros e comissões associadas. O conselho principal é simples: fazer perguntas, pedir simulações comparáveis e não ter receio de pedir ajuda.

Que benefícios podem os clientes esperar ao recorrer aos vossos serviços?

O maior benefício é ter alguém que representa, acima de tudo, os interesses do cliente.

A iProperties, nas nossas Lojas Doutor Finanças em Oeiras e Loures, analisamos o processo como um todo, negociamos com várias entidades em simultâneo e traduzimos a linguagem técnica para algo claro e compreensível. Para muitos clientes, o mais importante nem é poupar dinheiro – é ganhar tranquilidade, saber que alguém está a acompanhar, a explicar e a defender o seu processo.

“O conselho principal é simples: fazer perguntas, pedir simulações comparáveis e não ter receio de pedir ajuda”.

O nosso serviço é gratuito para o cliente e o nosso Propósito é sempre o mesmo: foco nas Pessoas e na solução para as suas “dores”, encontrando uma solução equilibrada, sustentável e ajustada à sua realidade.

antónio Fernandes cfo (sócio)

Qual a importância da nova loja e que serviços estarão disponíveis?

A abertura da loja no Infantado, em Loures, com inauguração já no dia 25 de Fevereiro, é uma extensão natural daquilo que já fazemos em Oeiras: estar perto das pessoas. É por isso que escolhemos sempre uma localização central e visível. A nossa estratégia nunca foi crescer por crescer, mas sim estar fisicamente presente

onde sentimos que podemos gerar impacto real na vida das Famílias. Loures é uma região dinâmica, com muitos jovens casais e projetos de vida em construção, e queremos ser um ponto de apoio local, acessível e próximo.

Na nova loja estarão disponíveis serviços de crédito habitação, crédito pessoal, consolidação, seguros e acompanhamento financeiro. Mais do que uma loja, queremos que seja um espaço de confiança, onde as pessoas se sintam à vontade para falar de dinheiro sem julgamentos e com total transparência.

o olh A r estr Atégico que pode mud A r A form A como escolhe crédito

Para climénia mestre, ceo e Fundadora da cm grouP, comParar, analisar e comPreender o custo total do Financiamento é essencial Para tomar decisões sustentáveis. com exPeriência em contabilidade, tecnologia e intermediação de crédito, deFende uma abordagem inFormada, transParente e aJustada ao PerFil de cada cliente.

Qual a importância de recorrer a um intermediário de crédito em comparação junto dos bancos?

Recorrer a um intermediário de crédito permite ao cliente ter uma visão mais clara e comparativa do mercado, com acompanhamento ao longo de todo o processo. Costumo dizer que “o melhor que o nosso banco nos pode ofere-

cer não significa que seja o melhor que existe no mercado”. Muitas vezes, quem procura diretamente um banco foca-se apenas na prestação mensal, quando o mais relevante é compreender o custo total do crédito, as condições contratuais e os riscos associados. O intermediário ajuda a tomar uma decisão mais informada, ajustada ao perfil e aos objetivos do cliente.

“O intermediário ajuda a tomar uma decisão mais informada, ajustada ao perfil e aos objetivos do cliente”.

Quais os principais fatores que considera ao analisar e recomendar soluções de crédito aos clientes, e como a sua experiência contribui para essa avaliação?

A análise começa sempre pela capacidade financeira real do cliente: rendimentos, estabilidade, encargos, compromissos e taxa de esforço. Depois avaliamos o objetivo do crédito, o prazo mais adequado e as propostas disponíveis no mercado, considerando fatores como a TAEG, o MTIC, os seguros, as comissões e a flexibilidade contratual. Enquanto Contabilista Certificada, tenho um olhar muito focado na sustentabilidade: mais

do que aprovar crédito, importa garantir que ele é suportável ao longo do tempo, com margem para imprevistos. Importa também reforçar que o cliente tem sempre a decisão final. O nosso papel passa por analisar várias propostas, esclarecer todas as dúvidas e recomendar aquela que consideramos mais vantajosa, atuando sempre no superior interesse do cliente, com total transparência quanto à nossa atuação e cumprindo rigorosamente todos os deveres de informação e documentação.

Como a CM Group, através do seu investimento em tecnologia e processos inovadores, torna a experiência de obtenção de crédito mais ágil e segura?

A digitalização tornou o processo mais eficiente e cómodo. Trabalhamos com procedimentos totalmente digitais que centralizam documentação, reduzem falhas, aceleram etapas e permitem maior controlo do processo. Para o cliente, isso traduz-se em mais rapidez, menos burocracia e maior segurança, mesmo à distância. Num mercado em que a oferta de habitação é reduzida e as oportunidades surgem e desaparecem rapidamente, a rapidez no processo de crédito é hoje um fator decisivo, permitindo que os clientes avancem com maior confiança e capacidade de resposta.

Que conselhos daria a quem procura crédito?

O crédito deve ser encarado como um compromisso de longo prazo, e não apenas como uma prestação mensal. É essencial comparar propostas pelo custo total, simular cenários de subida de taxas e manter margem na taxa de esforço. Para empresas, é igualmente importante ter informação financeira organizada e objetivos claros para o financiamento. O crédito pode ser uma ferramenta útil, desde que seja assumido com estratégia, prudência e responsabilidade. t elemóvel: +351 960 456 043 e mail: i.credito @ cm-grou P P t

climénia mestre ceo e fundadora

t r A nsform A r A form A de gerir fin A nç A s e imóveis

carlos mendes, diretor da agência decisões e soluções em abrantes, garante que a unidade Pretende simPliFicar a vida Financeira dos clientes da região, oFerecendo um acomPanHamento comPleto em crédito, seguros e imóveis, PouPando temPo e Promovendo decisões mais seguras e inFormadas.

De que forma podem fazer a diferença para os clientes da região de Abrantes?

A Decisões e Soluções destaca-se no mercado pela abrangência e qualidade dos seus serviços, oferecendo um acompanhamento 360º que garante apoio completo em todas as fases.

Quando chegamos ao mercado em Abrantes, os clientes estavam habituados ao modelo tradicional de mediação limitada à compra e venda de imóveis, a nossa abordagem permite que todas as etapas complementares – como a negociação de crédito bancário, contratação de seguros obrigatórios e marcação da escritura – sejam tratadas pela agência, sem preocupações para o cliente. No que respeita à angariação de imóveis para venda, prestamos igualmente um serviço personalizado, que inclui, em muitos casos, a elaboração de um estudo de mercado específico para cada imóvel, permitindo definir um valor de venda realista e ajustado à realidade do cliente.

Que benefícios podem os clientes usufruir da relação privilegiada da agência com as instituições bancárias, financeiras e seguradoras do país?

Os clientes beneficiam de vantagens práticas graças à relação privilegiada da agência com as principais instituições bancárias, financeiras e seguradoras. Esta ligação permite aceder a várias soluções em simultâneo, comparar condições e identificar rapidamente as opções mais competitivas, sem que o cliente tenha de contactar cada entidade individualmente. Assim, ganham-se tempo, maior poder negocial e condições mais ajustadas ao perfil de cada cliente.

carlos

Por outro lado, a independência no aconselhamento significa que o foco está nas necessidades do cliente e não numa única instituição. A agência analisa diferentes propostas, apresenta a solução mais vantajosa, com aconselhamento personalizado e acompanhamento em todas as fases do processo, promovendo decisões financeiras mais seguras e informadas.

Com a inauguração da agência em Abrantes, que impacto teve na comunidade local? Teve como principal impacto aproximar o aces-

so ao crédito e aconselhamento financeiro especializado da comunidade local. Ao disponibilizar um serviço de intermediação de crédito, seguros e consultoria imobiliária, a agência contribui para que famílias e empresas tenham acesso a soluções mais informadas e ajustadas ao seu perfil, simplificando processos que muitas vezes são complexos e demorados.

Inserida numa rede nacional líder nestas áreas, a agência beneficia de uma estrutura que permite apresentar várias soluções ao cliente e prestar aconselhamento independente e personalizado, reforçando a confiança e a literacia financeira na região.

“A nossa abordagem permite que todas as etapas complementares – como a negociação de crédito bancário, contratação de seguros obrigatórios e marcação da escritura – sejam tratadas pela agência, sem preocupações para o cliente”.

Quais as principais metas que ainda pretendem alcançar?

O nosso foco passa por continuar a reforçar a proximidade à população, aumentando o número de clientes apoiados nas áreas do crédito e proteção financeira. Pretendemos ainda consolidar a nossa presença local como uma referência de aconselhamento financeiro independente e acompanhando a estratégia global de crescimento e expansão do grupo.

mendes diretor da agência

“ n ão há decisões A certA d A s, há decisões conscientes”

n um contexto de subida dos P reços da H abitação e maior P ressão sobre as Famílias, recorrer ao crédito é atualmente uma decisão que exige mais in F ormação e P rudência. t iago vaz, ceo da za Finanças, alerta Para uma nova Fase de ex P osição ao risco e de F ende o Pa P el crucial dos intermediários de crédito na trans Parência, na com Paração de soluções e na P roteção do consumidor.

O mercado imobiliário e o crédito à habitação atravessam um período de forte dinamismo, apesar das pressões inflacionistas e da estagnação salarial. Na sua análise, este contexto representa uma retoma sustentada e saudável do setor ou estaremos, pelo contrário, a entrar numa nova fase de maior vulnerabili-

“Se o intermediário apresentar as soluções no mercado, e todos os custos alocados a cada uma, e tiver o cuidado de ouvir o consumidor e os seus objetivos, poderá certamente ajudar na tomada dessa decisão consciente, protegendo-o”.

tiago vaz ceo
“Ainda existe muito apenas a preocupação com o valor mensal com que se começa a pagar o financiamento, e não com os riscos que poderão surgir mais à frente”.

dade e exposição ao risco para as famílias? Temos de ser práticos e objetivos: eu vejo este novo ciclo como uma fase de exposição ao risco. A inflação e a evolução dos salários, não acompanham o aumento dos preços das casas, logo temos um aumento do esforço de quem vai comprar com recurso a financiamento. Apesar da existência da taxa de esforço e a regulamentação existente no acesso ao crédito, a verdade é que as pessoas acabam por não ter grande alternativa que não seja aproximar do limite dessa mesma taxa de esforço, pela falta de produto existente que leva a esse aumento de preço.

Num cenário marcado por preços elevados da habitação, taxas de juro ainda voláteis e maior exigência regulatória no acesso ao crédito, que cuidados fundamentais os particulares devem ter hoje antes de avançarem para um financiamento bancário? Que erros continuam a ser mais frequentes na avaliação destas decisões?

Devem ter em atenção para além da sua capacidade de esforço para pagamento da prestação, também outros fatores, desde financeiros a imobiliários. Falamos desde logo a algo como os restantes custos com o banco que estão a escolher, o tipo de taxa, os anos de crédito, como até à tipologia do imóvel, áreas, custos de condomínio e manutenção.

Ainda existe muito apenas a preocupação com o valor mensal com que se começa a pagar o financiamento, e não com os riscos que poderão surgir mais à frente.

Os intermediários de crédito têm vindo a ganhar maior protagonismo no processo de financiamento. De que forma podem estes profissionais contribuir para uma maior transparência do mercado, uma comparação efetiva entre propostas bancárias e, sobretudo, para a proteção do consumidor face a decisões financeiramente sensíveis e de longo prazo?

O intermediário desde logo deve ser transparente e idôneo com o consumidor desde o primeiro contacto: explicar que o seu papel não é participar na tomada de decisão do consumidor, mas ajudar o mesmo a ter todas as informações para que haja uma decisão consciente. Eu costumo utilizar uma máxima: Não há decisões acertadas, há apenas decisões conscientes. Se o intermediário apresentar as soluções no mercado, e todos os custos alocados a cada uma, e tiver o cuidado de ouvir o consumidor e os seus objetivos, poderá certamente ajudar na tomada dessa decisão consciente, protegendo-o.

A literacia financeira continua a ser apontada como um entrave relevante no acesso responsável ao crédito. Até que ponto este défice condiciona as decisões das famílias portuguesas e que papel podem empresas como a ZA Finanças desempenhar na mitigação deste problema estrutural?

Sim, ainda é um problema diário, embora se note uma evolução nos últimos anos. Trabalhei neste ramo noutros países, e a diferença na literacia financeira ainda é enorme. É algo que certamente demora mais do que uma geração a corrigir. Da parte do intermediário de crédito, é tentar ajudar um cliente de cada vez. Se todos os dias ajudarmos alguém a ter um pouco mais de literacia financeira, essa mesma pessoa também ajudará outros a aumentar a sua literacia, e é a grande chave para o sucesso.

contacto: +351 912 652 246 geral@zaFinancas.com

e ize: A ponte que tr A nsform A crédito em confi A nç A

artur cardoso, diretor da eize, exPlica como um intermediário de crédito Pode ser mais do que um simPles Facilitador: um verdadeiro Parceiro na literacia Financeira, caPaz de guiar Jovens e Famílias Pelo labirinto dos Juros, aPoios e escolHas resPonsáveis, sem nunca Perder de vista a inovação e a Proximidade com o cliente.

Como nasceu a Eize, que necessidades procurou responder e de que forma define hoje o seu posicionamento enquanto intermediário de crédito?

A Eize nasce da ligação direta ao negócio de família. O meu pai trabalha há vários anos na mediação imobiliária e, no contacto diário com

Qual o papel dos intermediários de crédito e como a Eize se diferencia e contribui para a literacia financeira?

Num mercado cada vez mais complexo, o intermediário de crédito assume um papel essencial de orientação, comparação e proteção do cliente. Na Eize, não vendemos crédito: ajudamos a compreender as opções disponíveis e a escolher a solução mais adequada a cada situação financeira. Trabalhamos com várias instituições e a submissão simultânea dos processos promove

“A Eize atua como intermediário de crédito independente, transparente e em total conformidade com o Banco de Portugal”.

clientes, tornou-se clara a dificuldade em compreender o financiamento na compra de casa. A Eize surge para criar uma ponte sólida entre o imobiliário e o crédito, garantindo informação e confiança. Percebendo que o crédito é, no geral, complexo e pouco acessível, a nossa missão passou a ser simplificar o acesso ao crédito. Hoje, a Eize atua como intermediário de crédito independente, transparente e em total conformidade com o Banco de Portugal.

O atual crescimento do crédito indica um ciclo económico saudável ou prenuncia uma maior exposição ao risco?

Os dados do Banco de Portugal mostram uma retoma clara do crédito, sobretudo no crédito à habitação, refletindo uma normalização do mercado após um período de incerteza. O apoio do Governo, que permitiu financiamento até 100%, trouxe para o mercado muitos jovens e famílias antes excluídas. Este apoio teve impacto positivo, mas exige maior responsabilidade. As taxas de juro continuam a pesar nos orçamentos, tornando essencial avaliar a real capacidade de endividamento, antecipar cenários futuros e analisar o custo total do crédito. O crédito é uma oportunidade quando assente em informação e planeamento. É aqui que a Eize faz a diferença, ajudando a tomar decisões seguras com confiança no futuro.

concorrência, resultando em condições mais vantajosas. Acompanhamos todo o percurso, da análise à assinatura, explicando cada custo e compromisso. Cada processo é também uma oportunidade para reforçar a literacia financeira, acreditamos que um cliente informado é um cliente mais protegido.

Que balanço faz do ano 2025 e do mercado em geral? Que perspetivas e estratégias delineia para 2026, e que inovações tenciona apresentar no futuro?

Para a Eize, 2025 foi um ano de grande aprendizagem, marcado pelo aumento da procura de jovens e famílias por financiamento, impulsionado pelo apoio do Governo aos 100%. Este dinamismo trouxe também maior responsabilidade na análise de cada caso. Para o mercado, foi um ano de adaptação, com bancos a ajustarem a oferta e a apresentarem condições mais competitivas. Para 2026, queremos reforçar o apoio próximo e apostar na inovação: simplificar processos, alargar soluções personalizadas, investir em literacia financeira e fortalecer parcerias bancárias. O objetivo é continuar a ser um parceiro de confiança, com clareza, proximidade e inovação em cada decisão de crédito.

r enegoci A r é cuidA r: o segredo d A l oj A de c rédito

Paulo m ac H ado, ceo da l oJa de c rédito, desmisti F ica o universo F inanceiro: a verdadeira motivação não está nas taxas nem nos P rodutos, mas nas relações que se constroem com cada cliente.

No universo financeiro, onde os números frequentemente se sobrepõem às pessoas, Paulo Machado acredita que a motivação verdadeira vem das relações humanas. “Para mim, a verdadeira motivação está nas relações que estabelecemos com as pessoas. É extraordinariamente gratificante sentir a gratidão daqueles a quem conseguimos ajudar”, afirma.

A Loja de Crédito distingue-se de bancos e de outros intermediários de crédito por colocar o cliente no centro. “O banco só tem a sua oferta para os clientes. Nós temos a oferta do mercado bancário na íntegra. Cada cliente é tratado como um ser humano, não como um número”, explica.

A equipa, com mais de 20 anos de experiência em consultoria e gestão de crédito, alia conhecimento financeiro a uma relação de proximidade que se mantém ao longo do tempo. “Temos clientes com quem mantemos contacto há 20 anos. Não se trata apenas de uma transação comercial: trata-se de acompanhar pessoas ao longo de etapas importantes da vida”, sublinha.

Para o gestor, ouvir é fundamental: “com a larga experiência que temos na gestão de pessoas, aprendemos a saber ouvir. Por vezes somos mais amigos e ouvintes do que simples gestores. Isso é muito importante”. Esta escuta permite identificar soluções ajustadas às necessidades concretas, muitas vezes diferentes do pedido inicial do cliente, garantindo que o crédito não se transforma numa armadilha financeira.

O acompanhamento contínuo é outro pilar da empresa: revisões periódicas do crédito podem representar poupanças significativas, chegando a milhares de euros ao longo do contrato.

O CEO critica a literacia financeira superficial e as práticas enganosas do mercado. “Muitas entidades falam em promover literacia financeira, mas o que mais lhes interessa é o volume de negócio. Nós somos frequentemente dos

poucos a clarificar e orientar o cliente sobre as consequências e alternativas de cada crédito”, refere. A Loja de Crédito privilegia a análise personalizada, começando sempre pelo crédito já existente do cliente e só depois considerando transferências ou renegociações.

Sobre as medidas governamentais, Paulo Machado tem opiniões fixas: “o financiamento a 100% foi mal implementado e acabou por intensificar a valorização do mercado imobiliário. A isenção de impostos é positiva, mas poderia ser mais abrangente e equilibrada”. Para si, o mercado não está estagnado, mas os preços continuam elevados e exige-se realismo.

“Com

a larga experiência que temos na gestão de pessoas, aprendemos a saber ouvir. Por vezes somos mais amigos e ouvintes do que simples gestores. Isso é muito importante”.

Quanto ao excesso de intermediários de crédito, esclarece que o problema não é apenas a quantidade, mas a qualidade. “Tornar-se intermediário de crédito é relativamente fácil, sem exigência de experiência ou formação, muitos profissionais prejudicam a reputação da atividade. É necessário criar regulamentação, uniformizar comissões e profissionalizar o setor para que o cliente seja sempre o foco principal”.

Deste modo, a Loja de Crédito construiu um modelo baseado em proximidade, ética e experiência. “Cada cliente é um ser humano, alguém que merece ser tratado com respeito, atenção e igualdade, independentemente do valor monetário que representa”. Uma filosofia que continuará a guiar a empresa e a transformar o mercado do crédito.

Para mais informações visite o nosso site: www.lc-lo J adocredito. P t

Paulo macHado ceo

mA is do que imóveis, soluções pA r A pesso A s

a b@Home não se limita a vender casas, constrói conFiança. nascida do regresso às origens de bruno mendes, a emPresa Prova que ainda Há esPaço Para um imobiliário Feito de Proximidade, estratégia e Humanidade.

Na Charneca da Caparica, a B@Home destaca-se pela sua simplicidade estratégica e compromisso com as pessoas. Fundada em 2024 por Bruno Mendes e Andreia Mendes, nasceu do regresso às origens de um profissional com 21 anos de experiência em mediação imobiliária. “Sempre considerei a Charneca da Caparica não apenas o meu mercado, mas a minha casa”, explica.

Nos primeiros anos de carreira, o CEO dedicou-se exclusivamente à obra nova e ao domínio do crédito à habitação: “Primeiro vendia o crédito, depois a casa”. Antes da regulamentação dos intermediários de crédito, já acompanhava clientes nos balcões bancários, aprendendo com gerentes e preparando processos de financiamento. Em 2011, abriu a sua própria empresa numa rede imobiliária multinacional: “A minha empresa chama-se Zeradversidades, um nome que acabou por refletir a minha forma de estar: para mim, não há obstáculos, apenas desafios a ultrapassar”, recorda.

Após vender a franquia em 2023, lançou a B@ Home, com equipas pequenas, foco local e serviço completo, obtendo resultados imediatos: “Em apenas mês e meio angariámos mais de 130 imóveis”. Atualmente, a empresa destaca-se pela reputação online, mas, para Bruno Mendes, “a visibilidade é apenas um meio para um fim: a relação com as pessoas”.

serviço cHave na mão

O posicionamento da B@Home assenta num rigoroso processo de qualificação e acompanhamento: “Antes de qualquer visita, realizamos sempre uma reunião presencial com o cliente para compreender as suas necessidades e avaliar a viabilidade financeira”. Esta condição evita visitas inúteis e negociações perdidas, ao mesmo tempo que assegura que os processos enviados aos bancos estão completos e alinhados. Deste modo, oferece um serviço chave na mão, que

inclui mediação, intermediação de crédito e um departamento processual, liderado por Andreia Mendes, acompanhando o cliente desde a análise financeira até ao pós-venda.

Ao trabalhar com vários bancos, mas cinco dos quais na região, a empresa defende ativamente os interesses dos clientes: “após 15 anos de trabalho, distinguimo-nos claramente no mercado. Isto porque o nosso foco é o cliente e a confiança que estabelecemos. A experiência que tenho em crédito permite-me orientar clientes em situações complexas, conseguindo muitas vezes propostas melhores do que as dos próprios bancos”.

A rapidez na aprovação, o acompanhamen-

to constante e o serviço pós-venda explicam a elevada taxa de recomendações, uma vez que cerca de 90% do negócio vem por boca a boca. Além disso, a diferença faz-se no marketing limpo e no atendimento personalizado: não se trata apenas de colocar sinalética e outdoors, mas de construir relações locais sustentadas. “Eu penso nas pessoas e não nas comissões. Comprar casa é uma das decisões mais importantes da vida. Não é apenas um negócio”.

PerFil de clientes

Os dados do Banco de Portugal mostram um crescimento contínuo do crédito, mas o empresário observa que o mercado é mais infor-

andreia e bruno mendes diretora do departaMento processual | ceo aMbos fundadores

mado e exigente: jovens entre os 25 e 35 anos procuram frequentemente financiamento a 100%, enquanto clientes entre os 40 e 50 anos focam-se na negociação de taxas de juro e seguros. “Mesmo empresários ou atletas, com rendimentos elevados, procuram-nos para otimizar condições”, refere.

Num mercado onde proliferam intermediários, o recurso a um intermediário de crédito credenciado continua a ser essencial: “Defendo o acompanhamento presencial e completo, garantindo soluções seguras e personalizadas. Há quem trate tudo por WhatsApp ou e-mail. Para mim, isso não funciona”, critica.

Esta proximidade também garante um crédito sustentável. “O objetivo não é apenas aprovar créditos, mas garantir segurança financeira. Para uma pessoa viver minimamente, devem restar pelo menos 50% da sua taxa de esforço. Com filhos, é naturalmente mais”.

“A experiência que tenho em crédito permite-me orientar clientes em situações complexas, conseguindo muitas vezes propostas melhores do que as dos próprios bancos”.

Futuro

Em 2025, a B@Home registou um aumento de 79% na faturação em relação a 2024, tornando este o melhor ano desde 2011, um feito notável para uma empresa com apenas dois anos de existência. “O nosso crescimento no crédito habitação foi impulsionado pela parceria com a rede de IC Simplefy”.

A ambição futura é regional e fundamentada: consolidar a liderança na Charneca da Caparica, Costa da Caparica, Sobreda e Almada, com exclusividade em obra nova licenciada e soluções de crédito adaptadas. “O sucesso vem do conhecimento do mercado, dedicação e atenção ao cliente. A ambição não é crescer em quantidade, mas em qualidade, mantendo a capacidade de dizer não quando necessário”.

Bruno Mendes deixa uma mensagem simples: “Sou grato aos clientes compradores e vendedores, parceiros, construtores, bancos e sobretudo à minha equipa comercial, processual e marketing, por fazerem parte do meu percurso, temos colegas na equipa que já nos acompanham há mais de 15 anos, já são família. Na B@Home, cada decisão é pensada para apoiar pessoas, garantindo segurança, confiança e um futuro sustentável. Gratidão é a palavra que resume o meu caminho e a nossa filosofia de trabalho”.

O verdadeiro sucesso mede-se nas recomendações e na calma com que uma família aborda o seu futuro financeiro. É este equilíbrio que a B@Home promete manter enquanto cresce na Margem Sul.

“ n um pA ís vulnerável, continuA mos A re A gir em vez de prevenir”.

nuno Ferreira, diretor executivo da divitotal, alerta Para o déFice de literacia de risco e sustenta que o Futuro da mediação Passa Por assumir um PaPel consultivo e estratégico na Proteção de Famílias e emPresas.

literacia de risco e Prevenção em Portugal

Sim, existe um défice estrutural de literacia de risco em Portugal – e é um dos principais problemas do setor. Continuamos a assistir a uma

cultura de reação em vez de prevenção. O seguro é muitas vezes encarado como uma obrigação legal ou bancária, não como uma decisão estratégica de proteção patrimonial.

Isto traduz-se em capitais desatualizados, coberturas mal ajustadas e na ilusão de que “ter seguro” significa estar protegido. Não significa. Estar protegido implica compreender o risco, rever a apólice regularmente e ajustar soluções à realidade económica. O setor – e os mediadores em particular – tem de assumir um papel mais exigente. O futuro da mediação será consultivo ou deixará de ser relevante.

modelo de seguros Face à crise climática

A crise climática expôs uma fragilidade do modelo tradicional de seguros: foi desenhado para exceções, mas hoje enfrenta uma nova normalidade de eventos extremos mais frequentes e severos. O setor tem de deixar de reagir ao

Ter seguro não é o mesmo que estar protegido”.

risco para passar a antecipá-lo. Isso exige revisões periódicas de capitais, maior rigor na análise territorial e combate ativo ao subseguro. Com a subida dos custos de construção, manter capitais desatualizados é transferir risco para o cliente. Quem não incorporar esta revisão sistemática na sua prática estará a falhar na sua responsabilidade técnica. Famílias vs Pme: quem está mais vulnerável?

As PME são estruturalmente mais vulneráveis do que as famílias. Uma família reorganiza o orçamento; uma PME pode não sobreviver.

consultoria estratégica de Proteção

Para Famílias e Pme.

Uma paragem prolongada significa perda de clientes, tesouraria e, muitas vezes, encerramento definitivo.

O problema não é apenas a ausência de seguro, é a falsa perceção de proteção. Capitais desajustados e ausência de coberturas como Perdas de Exploração ou Avaria de Máquinas continuam a revelar um preocupante gap de proteção. Se tratarmos o seguro como formalidade contratual, continuaremos a ter empresas que descobrem tarde demais que estavam mal protegidas. O seguro deve ser visto como investimento estratégico em resiliência – não como custo.

quem somos – divitotal

A Divitotal é uma empresa de mediação de seguros com presença física em Marco de Canaveses e Felgueiras e atuação nacional. Somos uma equipa de 9 consultores especializados que trabalham numa lógica de proximidade, responsabilidade e acompanhamento contínuo. Assumimos um posicionamento claro: a mediação tradicional, centrada na venda de apólices, está ultrapassada. Defendemos uma abordagem baseada em diagnóstico, revisão periódica e planeamento de proteção ajustado à evolução económica e pessoal de cada cliente.

Aliamos presença local a capacidade de resposta nacional, suportados por processos digitais que reforçam eficiência e controlo, sem substituir a relação humana. Na Divitotal, a proteção não é um produto. É uma estratégia que exige método, acompanhamento e visão de longo prazo.

nuno Ferreira diretor executivo

t r A nspA rênci A , independênci A e estr Atégi A m A rc A m novo ciclo do fin A nci A mento

A Asterisco Capital assume um compromisso claro: otimizar a prestação do cliente até ao último cêntimo, sem lhe cobrar um único cêntimo. “Trabalhamos com os bancos mais competitivos, sem qualquer relação de exclusividade económica e com o propósito de garantir ao cliente final a máxima competitividade possível”, explica Francisco Simas. A empresa apresenta um leque diversificado de soluções, analisadas e explicadas ao detalhe, assegurando ao cliente uma visão global do mercado em cada momento. A especialização jurídica e financeira da equipa é outro fator diferenciador. A análise financeira assegura decisões sólidas e sustentáveis, enquanto a componente jurídica, nomeadamente em situações de divórcio, heranças, compropriedades ou imóveis onerados, pode revelar-se determinante para a aprovação do crédito. “Ter uma visão integrada e 360º do negócio permite antecipar problemas, construir processos mais robustos e encontrar soluções rápidas e eficientes”, sublinha.

Num mercado em constante mudança, lembra que o crédito à habitação assenta em três pilares: contexto económico, situação familiar e condições contratuais. Alterações nas taxas de juro, nos rendimentos ou nas condições do contrato – como perdas de bonificações ou nas condições do contrato – podem motivar uma nova análise ao contrato de financiamento.. “Mais do que um contrato ‘para a vida’, o crédito à habitação deve ser visto como uma solução que pode evoluir ao ritmo da vida financeira de cada família”.

A Asterisco Capital disponibiliza, por isso, análises independentes e personalizadas para avaliar a melhor solução. A transformação do mercado de trabalho trouxe perfis profissionais não tradicionais – como a criação de empresas unipessoais, trabalhadores independentes ou com rendimentos irregulares – sujeitos a critérios distintos entre bancos. “Não existe uma solução única nem um banco ‘universal’ para todos os casos. Nós procuramos encontrar a melhor solução para cada caso, consoante o perfil do investidor e os critérios de avaliação utilizados por cada banco. Um intermediário minucioso poupa tempo e frustração porque sabe

a asterisco caPital é uma boutique de intermediação de crédito Focada em estruturar soluções Financeiras ráPidas, sólidas e Personalizadas. o diretor geral, Francisco simas, licenciado em direito e com uma carreira na advocacia, deFende que um Financiamento bem-sucedido não começa numa simPles simulação, mas numa análise Jurídico-Financeira ProFunda, transParente e adaPtada a cada cliente.

quais os bancos que têm maior probabilidade de aceitar determinado rendimento”, destaca.

“O propósito da Asterisco Capital é otimizar a prestação do cliente até ao último cêntimo, sem lhe cobrar um único cêntimo”.

Apesar do crescimento das fintechs e da inteligência artificial, Francisco Simas acredita que “o intermediário de crédito continuará a ganhar reconhecimento e relevância”. A especialização

técnica e jurídica dos intermediários cria ainda oportunidades no financiamento empresarial, aumentando a eficiência e competitividade. “Há ainda um enorme caminho por percorrer no financiamento corporativo. Porque razão não hão de as empresas recorrer a intermediários especializados e ter acesso às melhores condições disponíveis no mercado financeiro?”

Reconhecendo a inteligência artificial como aliada de agilidade e assertividade, reforça o propósito da Asterisco Capital: otimizar a prestação do cliente até ao último cêntimo, sem lhe cobrar um único cêntimo.

Francisco simas diretor-geral

A consultori A e intermedi A ção de crédito A o serviço do cliente

a o b J etivo e xaustivo dis P õe de um acom Pan H amento P ersonalizado Para quem P rocura crédito. c laúdia Pio, ceo da em P resa, acredita que a ca Pacidade de acom Pan H ar, educar e P roteger o cliente, trans F orma a com P lexidade do crédito numa ex P eriência segura e esclarecida.

No panorama financeiro, onde o acesso ao crédito continua a ser um desafio para muitas famílias e empresas, a Objetivo Exaustivo tem vindo a afirmar-se como um parceiro de confiança, focado em orientar decisões conscientes e seguras. Fundada em 2024, a empresa nasceu da experiência de Cláudia Pio nos setores imobiliário e financeiro, tanto na vertente processual como comercial.

“Percebi que muitos clientes, sejam particulares ou empresas, tomavam decisões erradas devido à falta de acompanhamento adequado e à incompreensão total das implicações das suas escolhas. Foi precisamente esta lacuna no mercado que nos motivou a criar a Objetivo Exaustivo, com o propósito de oferecer orientação eficaz e apoio personalizado”.

Desde então, a empresa consolidou um posicionamento diferenciado no mercado português, destacando-se pela proximidade com o cliente e pela transparência nos processos.

“Acredito

que o setor bancário continuará a crescer de forma consistente, uma vez que a necessidade de habitação é universal e a maioria dos portugueses depende do crédito para a adquirir. Com um acompanhamento responsável e adequado, este crescimento deverá manter-se no futuro”.

cláudia Pio ceo
“Percebi que muitos clientes, sejam particulares ou empresas, tomavam decisões erradas devido à falta de acompanhamento adequado e à incompreensão total das

implicações das suas escolhas. Foi precisamente esta lacuna no mercado que nos motivou a criar a Objetivo Exaustivo, com o propósito de oferecer orientação eficaz e apoio personalizado”.

“O nosso objetivo é criar uma relação próxima com os clientes. Afinal, é diferente lidar com alguém que nunca nos viu do que estabelecer um contacto direto e pessoal, baseado na transparência e na responsabilidade”, acrescenta.

serviços adaPtados à realidade do cliente

A Objetivo Exaustivo oferece um leque completo de serviços financeiros, como o crédito à habitação, o pessoal, o automóvel, para obras, a consolidação de crédito e as transferências de crédito personalizadas. Além disso, presta apoio financeiro a empresas, com destaque para pequenas e médias empresas.

O processo de acompanhamento é estruturado em cinco etapas: avaliação inicial da situação financeira, comparação de propostas, negociação com mutantes, acompanhamento até à assinatura do contrato e serviço pós-venda. “Antes de avançar para a intermediação de crédito, reunimo-nos com o cliente para compreender a sua situação financeira real. Se a situação não permite avançar de imediato, oferecemos aconselhamento contínuo até que o objetivo seja alcançado.

Em alguns casos, informamos de forma transparente que não é possível prosseguir”, esclarece. Desta forma, a consultoria financeira e a intermediação de crédito estão integradas, garantindo que o cliente recebe orientação adequada e soluções financeiras compatíveis com a sua realidade.

entre oPortunidades e riscos

Atualmente, o setor do crédito em Portugal re-

gista um crescimento, sobretudo no crédito à habitação e ao consumo. Contudo, a intermediária alerta para a elevada exposição ao risco sistémico e individual. A razão passa pelas taxas de juro ainda elevadas e à recuperação da confiança das pessoas na banca: “O risco não reside tanto no sistema bancário, mas nas decisões tomadas pelos clientes. Um cliente que toma decisões conscientes, informadas e responsáveis evita repetir erros do passado, mitigando o risco individual e sistémico”.

Deste modo, os intermediários de crédito desempenham um papel crucial na proteção do consumidor. “Garantimos transparência, comparamos propostas, explicamos custos, avaliamos a capacidade financeira e alertamos para riscos potenciais, promovendo uma tomada de decisão segura”, sublinha.

De forma a reduzir os conflitos de interesse e melhorar a decisão informada, a responsável defende que “é fundamental implementar a literacia financeira desde o contexto escolar até ao familiar, garantir clareza total das propostas e alinhar expectativas entre clientes e bancos. Muitos clientes olham apenas para o valor da prestação e não compreendem todos os outros elementos da proposta, incluindo o custo total envolvido”.

acesso ao crédito

As famílias que conseguem aceder mais facil-

mente ao crédito são aquelas cuja faixa etária se situa entre os 30 e os 45 anos, desde que apresentem rendimentos estáveis e um histórico financeiro positivo. No que diz respeito às empresas, as pequenas e médias empresas são as que mais facilmente obtêm financiamento, desde que estejam bem estruturadas, com contabilidade organizada, e atuem em setores considerados mais resilientes. “O acesso ao crédito não depende só da idade e estabilidade financeira, mas também da maturidade, organização e setor de atuação”.

Enquanto que os jovens, trabalhadores independentes e start-ups enfrentam barreiras relacionadas com documentação, vínculos precários, falta de garantias e avaliação de risco. “Um dos sinais mais preocupantes é o desfasamento entre os salários e o crescimento da inflação imobiliária. Quem pretende comprar um imóvel sozinho, com um salário mínimo, dificilmente consegue aceder a uma habitação dentro das suas possibilidades”.

o futuro do setor

Para o futuro, Claúdia Pio antevê uma indústria em crescimento contínuo, com digitalização crescente e maior regulação, mas reforça que a proximidade e especialização serão sempre determinantes. “Acredito que o setor bancário continuará a crescer de forma consistente, uma vez que a necessidade de habitação é universal e a maioria dos portugueses depende do crédito para a adquirir. Com um acompanhamento responsável e adequado, este crescimento deverá manter-se no futuro”.

Com esta abordagem, a Objetivo Exaustivo pretende intermediar crédito e transformar o acesso a produtos financeiros numa experiência segura, consciente e esclarecida.

o Político mais votado de semPre: seguro vence

António José Seguro é o novo Presidente da República, confirmado pelo Tribunal Constitucional com mais de 3,5 milhões de votos na segunda volta. Seguro alcançou 66,84% dos votos, tornando-se o Presidente eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia portuguesa. A abstenção situou-se nos 49,97%.

Prego a Fundo no crédito à Habitação

Os dados mais recentes do Banco de Portugal confirmam que o montante total de empréstimos para a compra de casa voltou a aumentar cerca de 10,2%. Trata-se da maior subida, no fecho do ano, desde 2005.

os estados devem ser resPeitados

“A Gronelândia não pode ser precificada, e os Estados soberanos e o direito dos povos à autodeterminação devem ser respeitados”, afir-

mou a Primeira-Ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, na 62ª Conferência de Segurança de Munique. Frederiksen participou num painel de discussão sobre segurança europeia, o futuro da NATO e os desafios geopolíticos.

sorria, está a ser Premiado

Diversas marcas a operar em Portugal foram recentemente distinguidas, como os Quality Awards, Escolha do Consumidor, Escolha dos Profissionais e Prémio Cinco Estrelas. As distinções abrangem setores como banca, retalho,

tecnologia, beleza e serviços, refletindo a avaliação direta de consumidores e profissionais. Estes galardões funcionam como indicadores de reputação e qualidade no mercado nacional, destacando as marcas que se evidenciam junto do público português.

Mads claus rasMussen | reuters

u m serviço que A crescentA vA lor à vid A d A s pesso A s

a gestão Financeira consciente e estratégica tornou-se Prioridade Para Famílias e emPresas em Portugal. é neste cenário

que a clc – Financial Partners, liderada Por cátia cardoso entra Para oFerecer soluções integradas de crédito, consultoria e investimento.

Cátia Cardoso cresceu numa família de empreendedores, habituada desde cedo ao contacto com os números, a gestão e o risco. Apesar dessa base, optou por formar-se em Direito, especializando-se em Direito Fiscal.

Mais tarde, uma mudança pessoal levou-a a sair de Portugal. Longe de representar um retrocesso, esse período revelou-se decisivo: “decidi encarar esse período como uma oportunidade para refletir e desenvolver um serviço que pudesse realmente acrescentar valor à vida das pessoas”. Foi junto da comunidade emigrante portuguesa que começou a apoiar, de forma informal, investimentos sobretudo no imobiliário. A confiança de amigos e conhecidos, aliada ao seu conhecimento jurídico e fiscal, conduziu à estruturação de uma atividade que evoluiu para a intermediação de crédito. Em 2023, fundou a CLC – Financial Partners, integrando fiscalidade, investimento, crédito e acompanhamento estratégico.

Desde então, a procura tem crescido, especialmente na consultoria fiscal a investidores e empresários portugueses. “Não é fácil ser empresário em Portugal. A carga fiscal é elevada, mas ainda assim há quem faça tudo para manter postos de trabalho e garantir a continuidade das empresas”. O departamento de crédito ganhou igualmente destaque, com maior procura de crédito a 100%, sobretudo por jovens na aquisição da primeira habitação.

Para Cátia Cardoso, o crédito deve ser entendido como instrumento e não como um fim. “O crédito é uma ferramenta. Pode ser uma alavanca de crescimento ou uma fonte de instabilidade, dependendo da forma como é utilizado”. Defende, por isso, uma abordagem integrada, em que rendimentos, fiscalidade, investimento e crédito são analisados em conjunto, evitando decisões desajustadas e riscos desnecessários.

Essa visão concretiza-se no programa HIVE Finance, um acompanhamento intensivo de três meses que visa criar um verdadeiro ecossistema financeiro. Com um diagnóstico detalhado e reuniões quinzenais, os clientes passam a

compreender fluxos financeiros, riscos e oportunidades. “O objetivo é que deixem de decidir por impulso e passem a decidir com base em estratégia, dados e planeamento”, sublinha.

Na intermediação de crédito, Cátia Cardoso atua como intermediária certificada pelo Banco de Portugal, assegurando transparência, imparcialidade e cumprimento de regras rigorosas. A certificação permite comparar propostas de várias instituições e ajustá-las ao perfil do cliente. “Ter um profissional independente ao nosso lado é muito diferente de falar apenas com quem quer vender um produto específico”, reforça.

“Não é fácil ser empresário em Portugal. A carga fiscal é elevada, mas ainda assim há quem faça tudo para manter postos de trabalho e garantir a continuidade das empresas”.

Para o futuro, espera um mercado mais profissional e centrado no cliente. “A diferença está em quem vive realmente das finanças e investe no conhecimento contínuo, e quem apenas encaminha contactos”. A sua mensagem final resume a visão que orienta o seu percurso: “devemos concentrar-nos no nosso percurso e servir bem todas as pessoas com quem nos cruzamos. Esse equilíbrio é o que realmente importa”. Num tema como o crédito, esta perspetiva pode fazer a diferença entre uma decisão precipitada e um futuro financeiramente sustentável.

e-mail: info @ catialopescardoso.co M telemóvel: +351 964 818 052

cátia cardoso

“ o medi A dor deve ser um tr A dutor fin A nceiro entre o cliente e o merc A do”

contrair um crédito vai muito além de escol H er a taxa mais baixa, exige P laneamento, consciência de risco e visão de F uturo. s ílvia Portela ex P lica P orque é que o mediador de crédito é a P eça-c H ave Para trans F ormar decisões F inanceiras em escol H as sustentáveis e a J ustadas à realidade de cada cliente.

Num contexto de crédito, seja habitação, pessoal ou empresarial, que papel considera que um mediador desempenha no aconselhamento dos clientes?

O mediador deve ser um tradutor financeiro entre o cliente e o mercado e, por isso, tem um papel fundamental no aconselhamento por diversos motivos. O primeiro deve-se ao facto de que antes de dar qualquer parecer analisa detalhadamente o perfil, objetivos e necessidades do cliente, onde posteriormente ao fazer uma comparação imparcial de várias soluções, consegue corresponder e dar uma resposta ajustada às expectativas e ao que o cliente procura.

O segundo motivo, prende-se ao facto da explicação clara de custos, riscos e impactos a curto e a longo prazo, havendo assim uma consciencialização para todo o processo. Por fim, mas não menos importante, o acompanhamento antes, durante e após a contratação.

Quando um consumidor está a ponderar recorrer a um crédito, quais são os principais riscos que aconselha a considerar antes de escolher uma solução financeira?

Diria que a existência de um fundo de emergência é fundamental para prevenir cenários

não tão favoráveis, e ter em consideração os compromissos a longo prazo vs. a estabilidade profissional e autonomia financeira, são os principais riscos que eu aconselho considerar.

No início, muitas pessoas recorrem a bancos ou plataformas online para obter crédito. Na sua experiência, quais são as vantagens de procurar uma consultoria especializada em vez de tratar tudo diretamente com o banco?

Da minha experiência, o mediador não substitui o banco, mas complementa e protege o cliente uma vez que compara o mercado e os bancos vendem as suas próprias soluções.

É certo que as plataformas online são céleres, mas também são pouco personalizadas, enquanto uma consultoria especializada analisa o contexto completo do cliente, negocia condições, antecipa alguns riscos e tem o fator humano, o apoio contínuo, que em áreas mais sensíveis ainda é fundamental.

“É fundamental existir um planeamento estratégico a médio e longo prazo, não comprometendo toda a margem financeira e simular cenários mais pessimistas construindo com isso um plano B”.

Que recomendações deixa para quem está hoje a planear um crédito, pensando não apenas no presente, mas também na sua estabilidade financeira futura?

Diria que é fundamental existir um planeamento estratégico a médio e longo prazo, não comprometendo toda a margem financeira e simular cenários mais pessimistas construindo com isso um plano B. Pensar no crédito como parte de um plano de vida e não como um fim, porque não termina de um dia para o outro. Por fim, dar prioridade à flexibilidade também, no que diz respeito especialmente à renegociação que pode fazer toda a diferença no orçamento familiar ou pessoal.

contacto: +351 918 682 017 geral@sPic.com

sílvia Portela interMediária de crédito

t r A nsform A r A intermedi A ção fin A nceir A num A experiênci A hum A n A

Que momentos foram determinantes até assumir a direção da ASVB e que visão trouxe para a empresa desde o primeiro dia?

O meu percurso profissional iniciou-se na banca, onde trabalhei durante 15 anos. Ao longo desse período, fui percebendo que muitos clientes chegavam à banca com pouca informação, sem uma compreensão das alternativas disponíveis e das suas implicações a médio e longo prazo. Essas experiências foram determinantes para assumir a direção da ASVB com uma visão muito clara: criar uma estrutura independente, rigorosa e próxima, que colocasse o cliente no centro de todo o processo.

Como define o posicionamento da ASVB e de que forma se afirma como um parceiro de confiança?

A ASVB posiciona-se como um parceiro estratégico. O nosso papel é traduzir a complexidade financeira em informação clara, acessível e útil para o cliente. Trabalhamos com uma abordagem independente, analisando várias instituições e soluções, sempre com base no perfil, objetivos e capacidade financeira. É esta independência, aliada à proximidade e ao rigor técnico, que nos permite construir relações de confiança duradouras com particulares, empresas e investidores.

O que distingue o vosso serviço face à banca tradicional e a outros intermediários de crédito?

A principal diferença está na forma como o cliente é acompanhado. Enquanto na banca tradicional a lógica é centrada no binómio produto-cliente, na ASVB o ponto de partida é, e sempre será, as pessoas. Prestamos um serviço completo – desde a análise inicial até à concretização do financiamento – sem custos para o cliente, garantindo negociação ativa com as entidades bancárias, acompanhamento documental e apoio contínuo mesmo após a formalização do crédito. Esta visão integrada e personalizada distingue-nos da concorrência.

De que maneira o acompanhamento personalizado e contínuo da ASVB se manifesta na

ana batista trocou o mundo dos números Pelo desaFio de colocar as Pessoas no coração do crédito. diretora da asvb intermediação, redeFiniu o PaPel do intermediário: não vender Produtos, mas guiar cada cliente com indePendência, rigor e Proximidade.

prática diária dos clientes?

O acompanhamento personalizado não é apenas um conceito, mas uma prática diária. Cada processo é tratado de forma individual, com tempo para ouvir, esclarecer dúvidas e ajustar soluções sempre que necessário. Esta proximidade permite antecipar riscos, evitar decisões financeiras desajustadas e aumentar a confiança dos clientes ao longo do processo. Como resultado, registamos elevados níveis de satisfação, fidelização e recomendação, o que confirma que colocar as pessoas no centro das decisões financeiras é também uma estratégia sustentável de crescimento.

Quais são os objetivos estratégicos da ASVB e que papel ambicionam desempenhar nos próximos anos?

Os principais objetivos passam por consolidar a nossa posição como referência no aconselhamento de crédito independente e responsável, alargando gradualmente a nossa atuação a novos perfis de clientes e soluções financeiras. Pretendemos ainda assumir um papel ativo no apoio à concretização dos projetos financeiros dos portugueses, ajudando-os a tomar decisões informadas, sustentáveis e alinhadas com os seus objetivos de vida.

ana batista diretora

t er m A is por menos: como A dsi r io m eão negoci A o seu crédito

“Como intermediários, conhecemos os critérios de aprovação, os produtos e as margens de negociação de cada instituição. Isso permite-nos defender o cliente e, muitas vezes, alcançar condições que dificilmente conseguiria sozinho”.

num cenário Financeiro marcado Por taxas voláteis e critérios bancários cada vez mais exigentes, recorrer a intermediários de crédito deixou de ser uma oPção secundária. carla saúde, diretora da dsi rio meão, exPlica como a inFormação, a transParência e o acomPanHamento Personalizado Podem transFormar um Processo comPlexo numa decisão segura e vantaJosa Para o cliente.

Num mercado tão competitivo como o atual, quais são os principais motivos pelos quais um cliente deve considerar recorrer à DSI Rio Meão para tratar do seu crédito em vez de procurar diretamente os bancos?

Recorrer à DSI Rio Meão é escolher informação, transparência e apoio especializado. O cliente deixa de depender das condições de um único banco e passa a ter acesso a várias propostas, analisadas de forma imparcial. Como intermediários, conhecemos os critérios de aprovação, os produtos e as margens de negociação de cada instituição. Isso permite-nos defender o cliente e, muitas vezes, alcançar condições que dificilmente conseguiria sozinho. No fundo, transformamos um processo complexo num percurso seguro e vantajoso – sempre com o cliente no centro.

Ao longo do processo de obtenção ou renegociação de crédito, que tipo de apoio personalizado é oferecido pela vossa equipa? Pode dar exemplos concretos de como acompanham os clientes “passo a passo”?

O acompanhamento começa logo na primeira conversa, com a análise da situação financeira e dos objetivos do cliente. Ajudamos a reunir a documentação, tratamos da pré-avaliação e fazemos a submissão aos bancos parceiros. Durante a negociação, explicamos cada condição, simulamos cenários e antecipamos exigências. No crédito habitação, acompanhamos também a avaliação do imóvel, a emissão

carla saúde diretora da loja
“O cliente sabe sempre o que está

a

acontecer

e o que vem a seguir. Mesmo após a escritura o nosso acompanhamento mantém-se presente na monitorização da evolução das taxas ao longo do tempo e aconselhamento contínuo”.

usam para escolher a melhor proposta para cada cliente e como personalizam essa recomendação?

A avaliação começa pelos critérios objetivos: taxa global, MTIC, estabilidade da prestação, flexibilidade contratual e rapidez de aprovação. Depois, apresentamos ao cliente todas as opções de forma clara e comparável. A decisão final é sempre dele, mas é tomada com total consciência dos custos, riscos e impacto futuro. O nosso papel é garantir que escolhe a solução mais adequada ao seu perfil e aos seus objetivos.

da FINE e a preparação da escritura. O cliente sabe sempre o que está a acontecer e o que vem a seguir. Mesmo após a escritura o nosso acompanhamento mantém-se presente na monitorização da evolução das taxas ao longo do tempo e aconselhamento contínuo.

Quais são os erros mais comuns dos clientes e como os ajudam a evitá-los?

Um erro frequente é olhar apenas para a taxa de juro, ignorando custos como seguros ou comissões. Outro é avançar para um banco sem saber se cumpre os critérios internos, acumulando reprovações. Muitos clientes também

não preparam a documentação corretamente, o que atrasa ou compromete o processo. Há ainda quem subestime a taxa de esforço ou não considere o impacto de futuras subidas de taxas e alterações contratuais.

A DSI Rio Meão evita estes problemas com uma análise rigorosa, simulações completas e preparação documental orientada. O cliente toma decisões mais seguras e com total consciência das implicações.

A DSI negocia com várias instituições bancárias parceiras. Quais são os critérios que

ds intermediários de crédito rio meão

avenida santiago, 221 4520 - 475 rio meão

tlm: 925 595 725 | telf: 256 757 353

Olhando para a experiência de centenas de clientes que já ajudaram a poupar milhares de euros, que mensagem gostaria de transmitir a quem está a pensar recorrer a um crédito neste momento? E o que espera do setor nos próximos anos?

A mensagem é simples: informação e acompanhamento certo de quem realmente sabe, fazem toda a diferença. Num contexto de taxas voláteis e critérios mais exigentes, ter apoio especializado evita erros, poupa tempo e pode representar uma poupança significativa ao longo dos anos.

A “CARLA SAÚDE UNIPESSOAL, Lda.”, intermediário de crédito vinculado, com o registo nº 7643, autorizado pelo Banco de Portugal para a prestação de serviços de consultoria e autorizado para a prestação de serviços de intermediação de crédito (Apresentação ou proposta de contratos de crédito a consumidores; Assistência a consumidores, mediante a realização de atos preparatórios ou de outros trabalhos de gestão pré-contratual relativamente a contratos de crédito que não tenham sido por si apresentados ou propostos). Contratos de crédito abrangidos: Crédito à Habitação e Crédito aos Consumidores. Mutuantes ou grupos de mutuantes com quem mantém contrato de vinculação: BANCO SANTANDER TOTTA, S.A., BANCO BPI S.A., BANKINTER, SA - SUCURSAL EM PORTUGAL, UNICRE – INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE CRÉDITO, CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS, S.A., BANCO CTT, S.A., ABANCA CORPORACIÓN BANCÁRIA, S.A., SUCURSAL EM PORTUGAL,UNION DE CRÉDITOS INMOBILIÁRIOS, S.A., ESTABLECIMIENTO FINANCIERO DE CRÉDITO (SOCIEDAD UNIPERSONAL) – SUCURSAL EM PORTUGAL, NOVO BANCO, S.A., informação verificável em https://www.bportugal.pt/intermediariocreditofar/carla-saude-unipessoal-lda. A “DS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO” é uma marca titulada pela DECISÕES E SOLUÇÕES – INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO, LDA, Intermediário de Crédito Vinculado, com o registo nº. 0000926

c omo tr A nsform A r o crédito em decisões conscientes

aPós vários anos dedicada exclusivamente à advocacia, trocou os tribunais Pela loJa românico da rede doutor Finanças em Paredes Para a Judar Famílias e emPresas a tomar decisões Financeiras seguras. combinando rigor Jurídico e análise estratégica, Faz do crédito uma Ferramenta de Planeamento e Proteção.

O que a levou a transitar para a área do crédito e de que modo a sua experiência jurídica constitui uma mais-valia no acompanhamento dos clientes?

A minha formação em Direito, Gestão e Fiscalidade deu-me uma base analítica sólida, aliada a uma abordagem prática e orientada para resultados. A minha experiência como advogada nas áreas bancária e fiscal permitiu-me compreender de perto a realidade financeira de famílias e empresas, mostrando-me que muitas dificuldades resultam da falta de acompanhamento estratégico e informação qualificada. Esta constatação levou-me à intermediação de crédito, onde posso intervir mais cedo e de

forma preventiva. Hoje, encaro o crédito como uma ferramenta de decisão, analisando pessoas, contextos familiares, património e objetivos de vida para antecipar riscos e promover escolhas conscientes e informadas.

Ter conhecimento jurídico num processo de crédito pode fazer a diferença?

Faz toda a diferença: o conhecimento jurídico permite analisar de forma pormenorizada as condições e circunstâncias de cada cliente e, muitas vezes, antecipar soluções que não lhe ocorreriam. A linguagem técnica e os trâmites contratuais deixam de ser um obstáculo e

tornam-se ponto de partida para identificar a melhor solução. Este domínio possibilita alertar para vários cenários, apresentar opções com as respetivas vantagens e desvantagens e assegurar decisões seguras — por exemplo, numa promessa de compra e venda, identificar quando o comprador está menos protegido ou o vendedor menos comprometido.

Porquê abrir a Loja Românico em Paredes? Quando me foi proposto o desafio, fez todo o sentido começar em Paredes, onde cresci, estudei e estão as minhas raízes e pessoas. O objetivo foi claro: impactar quem me rodeia, acompanhar, esclarecer e capacitar. A recetividade das famílias e empresários confirmou a importância da literacia financeira como ferramenta de desenvolvimento, permitindo decisões mais conscientes e projetos estruturados. Embora sediada em Paredes, a loja atua em todo o país e ilhas. Começar aqui foi uma escolha de identidade e responsabilidade, não um limite geográfico.

“Na Loja Românico somos acessíveis, bem-dispostos e próximos, e saber que transmitimos confiança e segurança aos clientes é o que verdadeiramente nos gratifica”.

Tratar sozinho ou recorrer a um intermediário? Recorrer a um intermediário é optar por decisões baseadas em informação esclarecida, isenta e abrangente. Permite comparar propostas, compreender o que se contrata e ter acompanhamento e negociação ao longo de todo o processo. Sendo gratuito para o cliente, é o melhor dos dois mundos. A maior recompensa do nosso trabalho é participar em decisões importantes. Na Loja Românico somos acessíveis, bem-dispostos e próximos, e saber que transmitimos confiança e segurança aos clientes é o que verdadeiramente nos gratifica.

ana raquel coelHo interMediária de crédito

o intermediário que tr A nsform A crédito em bem-estA r

a ntónio costa, diretor da m ind F ul l iving, rede doutor F inanças, trocou 25 anos no setor bancário P ela P rática e ensino de m ind F ulness, mas voltou às F inanças Para a J udar clientes a negociar crédito de F orma mais consciente e tranquila, unindo bem-estar e literacia F inanceira.

“Os 25 anos no setor bancário deram-me experiência sobre o movimento do dinheiro na sociedade e de todos os seus atores, com destaque à diferença de poder de entre um banco e um consumidor”.

A história de António Costa começa com uma mudança inesperada. Em 2017, após 25 anos no setor bancário, decidiu dedicar-se ao ensino e prática do mindfulness. O regresso à área financeira aconteceu por uma razão pessoal: o processo de financiamento de compra de uma casa, que demorou seis meses e só foi possível com ajuda familiar. “Fez-me tomar consciência de que o bem-estar e o equilíbrio são extremamente difíceis de atingir quando não temos as nossas necessidades básicas asseguradas”, evocando a pirâmide de Maslow.

A experiência acumulada no setor bancário moldou a visão da Mindful Living. “Os 25 anos no setor bancário deram-me experiência sobre o movimento do dinheiro na sociedade e de todos os seus atores, com destaque à diferença de poder de entre um banco e um consumidor”, sublinha. Uma distância que, recorda, o Banco de Portugal tem procurado reduzir e que o intermediário de crédito ajuda a equilibrar. Na prática, o mindfulness é aplicado sobretudo na relação com clientes e bancos: “na paciência, empatia e resposta às diversas situações”.

A opção por um modelo de franchising foi estratégica. “Um franchising era e é imprescindível para obter toda a informação sempre atualizada dos bancos, assim como o suporte em áreas de marketing, contabilística e financeira”, explica. E a escolha só podia recair sobre o Doutor Finanças, “onde a responsabilidade social e o bem-estar financeiro estão presentes”, alinhados com a sua missão.

Um dos pontos que suscita dúvidas é a gratuitidade do serviço: “O serviço é gratuito para o cliente, agora para o banco não é”, esclarece. Ou seja, a remuneração do intermediário é assegurada pela instituição financeira por cada

operação concretizada, não havendo custos diretos para quem procura melhores condições de crédito. Já a transparência é garantida pelo enquadramento legal. A atividade é regulada pelo Banco de Portugal, entidade “bastante exigente no dever de informação ao cliente”. O intermediário recolhe e apresenta as simulações fornecidas pelos bancos, permitindo comparar propostas num único local. Em vez de contactar vários bancos, “o cliente analisa diferentes spreads e condições de forma centralizada e informada”.

Apesar de ainda não dispor de dados consolidados sobre volume de negócios, a Mindful Living apresenta casos concretos. Numa transferência de crédito habitação, uma cliente reduziu a prestação mensal em cerca de 150 euros. “Para esta família fez a diferença e, sem dúvida, o seu bem-estar emocional aumentou”, relata. Para António Costa, porém, o verdadeiro desafio está na literacia financeira: “o tema está nas crenças limitantes que o cliente tem sobre a possibilidade de negociar com os bancos e acreditar que existe realmente alguém que o pode ajudar”.

Quanto ao futuro, o crescimento será orgânico: “os planos de crescimento são determinados pelos clientes”. A prioridade é manter a missão intacta, ao ajudar pessoas a aumentar o seu bem-estar, conciliando aconselhamento financeiro e atenção ao lado humano. “O mais importante é que a missão seja a mesma, com acompanhamento do cliente do princípio ao fim do processo”, conclui.

antónio costa diretor

A simplific A ção do crédito

sónia correia, ceo da soluções integradas, exPlica como o acomPanHamento esPecializado, a caPacidade negocial e a visão global do mercado Permitem simPliFicar o acesso ao crédito, garantir condições mais comPetitivas e Promover escolHas inFormadas e sustentáveis a longo Prazo.

Que sinais deve o consumidor procurar para decidir entre recorrer a um intermediário de crédito ou tratar diretamente com o banco?

O consumidor deve ter em conta que tratar diretamente com um único banco o limita às condições dessa instituição, sem uma visão global do mercado. Mesmo quando tenta comparar propostas, a diversidade de preços, comissões, seguros e regras contratuais torna essa análise complexa. O intermediário de crédito simplifica esse processo: centraliza o contacto com os bancos, apresenta as opções de forma clara e comparável e explica, em linguagem simples, o impacto real de cada proposta no custo total do crédito, permitindo uma decisão informada e adequada à capacidade financeira do cliente.

Outro sinal importante é a necessidade de apoio na burocracia. O intermediário acompanha todo o processo, desde a recolha de documentação e pré-análise até à negociação com os bancos e, no crédito à habitação, até à escritura. Além disso, por trabalhar com um volume elevado de operações, o intermediário tem maior conhecimento dos critérios das instituições e maior capacidade negocial, conseguindo muitas vezes melhores condições ou acesso a campanhas específicas.

Como funciona o processo de negociação

das melhores condições?

A negociação é feita diretamente com os bancos. O volume de operações e a relação contínua com as instituições permitem apresentar processos bem estruturados, o que facilita a negociação de spreads mais competitivos, redução de comissões, melhores condições nos seguros associados e, em alguns casos, acesso a campanhas reservadas a parceiros.

Que critérios utilizam para avaliar e recomendar um produto de crédito?

A avaliação começa com a análise da situação financeira – rendimentos, vínculo laboral, encargos mensais, créditos em curso e histórico bancário – permitindo perceber a capacidade financeira real do cliente. Paralelamente, através de reuniões e contacto direto, procuramos compreender as necessidades e objetivos do

“O consumidor deve ter em conta que tratar diretamente com um único banco o limita às condições dessa instituição, sem uma visão global do mercado”.

cliente, como comprar casa, reduzir a prestação, financiar obras ou reorganizar créditos. A conjugação destas análises permite recomendar soluções ajustadas e sustentáveis no longo prazo.

Que objetivos estratégicos, desafios e oportunidades antevê para o setor?

Os nossos objetivos passam por simplificar o acesso ao crédito, tornando os processos mais rápidos, digitais e transparentes, sem perder o acompanhamento personalizado, e por desenvolver parcerias que acrescentem valor real ao consumidor.

O setor enfrenta desafios relevantes, como a volatilidade das taxas de juro, o reforço das exigências regulatórias e um contexto concorrencial cada vez mais exigente. Em simultâneo, abrem-se oportunidades sustentadas pela procura por habitação, pelo crescimento do investimento imobiliário e pela valorização de soluções digitais e de educação financeira. Neste enquadramento, o futuro da concessão de crédito afirma-se, de forma cada vez mais clara, através do papel dos Intermediários de Crédito

sónia correia ceo

td crédito: um fAcilitA dor responsável do Acesso Ao fin A nci A mento

samuel neves, diretor-geral da td crédito, sublinHa que a emPresa coloca as Pessoas no centro do Processo de Financiamento, aPostando numa abordagem Personalizada, comunicação clara e rigor no cumPrimento das novas exigências regulatórias Para assegurar decisões inFormadas e resPonsáveis.

Que papel a TD Crédito desempenha hoje no apoio às pessoas que querem concretizar os seus projetos?

Hoje, a TD Crédito assume um papel essencial como facilitador responsável do acesso ao financiamento. O nosso objetivo é garantir que cada cliente encontre uma solução adequada à sua realidade, com total transparência e equilíbrio entre necessidade e capacidade financeira. Num momento em que muitas famílias enfrentam maiores exigências na avaliação do risco, estamos focados em ajudar pessoas a concretizarem projetos importantes – como a compra de viatura, a reorganização das suas finanças ou a melhoria da sua estabilidade – sempre de forma sustentável e consciente.

“O nosso acompanhamento é transparente, educativo e orientado para escolhas informadas –mostrando alternativas, explicando impactos e ajustando a solução ao perfil de cada pessoa”.

A TD Crédito afirma que coloca as pessoas no centro de tudo o que faz. De que forma essa filosofia se traduz na prática?

Na prática, colocar as pessoas no centro significa ouvir antes de propor. Cada cliente é acompanhado de forma personalizada, garantindo que compreendemos a situação financeira, os objetivos e possíveis limitações. O nosso acompanhamento é transparente, educativo e orientado para escolhas informadas – mostrando alternativas, explicando impactos e ajustando a solução ao perfil de cada pessoa. Trabalhamos não apenas para aprovar o crédito, mas para assegurar que esse crédito melhora verdadeiramente a vida do cliente.

Como é que garantem que os clientes compreendem verdadeiramente as condições do crédito que contratam?

Garantimos isso através de uma comunicação simples e clara, sem linguagem técnica desnecessária, e disponibilizando sempre toda a informação em formato compreensível. Explicamos cada componente do crédito – taxa, prazos, juros, encargos e responsabilidades – de forma direta, com simulações reais e comparações que ajudam o cliente a perceber exatamente o que vai assumir. A transparência não é apenas um princípio: é um processo continuo desde o primeiro contacto até ao acompanhamento pós-contratação.

Quais são os desafios e oportunidades do mercado de crédito e como se posicionam para manter a confiança dos clientes?

O mercado de crédito atravessa uma fase de maior exigência, impulsionada tanto pelo contexto económico como pela evolução do enquadramento regulatório. Um dos principais desafios passa pela adaptação às orientações cada vez mais rigorosas do Banco de Portugal, bem como pela implementação do novo Regime Jurídico dos Intermediários de Crédito (RJIC), que reforça responsabilidades, requisitos de conformidade e padrões de proteção ao consumidor. Apesar de representar um desafio operacional, este novo enquadramento é também uma oportunidade para elevar a qualidade do serviço, reforçar a con-

fiança do mercado e diferenciar práticas verdadeiramente responsáveis.

Para responder a este cenário, a TD Crédito está focada em três eixos:

Digitalização e eficiência, tornando os processos mais rápidos, seguros e transparentes;

Aprofundamento do acompanhamento ao cliente, garantindo decisões mais informadas e ajustadas;

• Rigor no risco e no compliance.

samuel neves diretor-geral

cucp celebr A 150 A nos de tr A dição, confi A nç A e inovA ção

A Companhia União de Crédito Popular celebrou os seus 150 anos de existência. Como surgiu e quais foram os principais marcos históricos da sua evolução?

Em 1875 Portugal estava a meio da Revolução Industrial e o Porto destacava-se como centro empresarial e industrial, com fábricas de lanifícios, têxteis e outras indústrias, o que fazia com que os industriais e novos comerciantes necessitam de mais dinheiro. Eis que alguns distintos Senhores, da cidade, dão corpo à CUPP

– Companhia União Popular Penhorista, Lda.,

a comPanHia união de crédito PoPular assinala 150 anos de História como reFerência no setor do crédito Pessoal em Portugal. sob a liderança de maria luísa borges, combina tradição e conFiança com inovação tecnológica, mantendo-se Próxima dos clientes e PreParada Para os desaFios do mercado contemPorâneo.

para colmatar as necessidades de financiamento dos comerciantes emergentes.

A 13/4/1875, João José Pereira Alves, diretor, paga o emolumento nº 193 no valor de 500 réis no Ministério das Obras

Públicas, Comércio e Indústria para constituição da CUPP, cujos estatutos são aprovados em 17/04/1875 e tendo como objeto emprestar sobre penhor. Na época já havia penhoristas na cidade, mas a falta de capacidade financeira destes, para fazer face às novas necessidades leva-os a juntarem-se à CUPP com algumas regras específicas. E os diretores substitutos passam a ser João Luís de Pinho e Silva; Francisco José Eugénio e Félix Hilário.

De notar que o Presidente da Assembleia Geral era o Conde de Samodães; vice-presidente Thomaz Joaquim Dias e o Conselho Fiscal tinha como Presidente Conde de Samodães e como vogais: Dr. Luiz Antonio de Andrade; António Ferreira dos Santos; Francisco José de Faria; Francisco Augusto Vaz Cerquinho; José Joaquim Moreira Freire e Luiz José Ribeiro da Costa. Entendemos que era necessário fazer jus a quem deu vida à atual CUCP. Como marcos: de 1930 a 1935 relançamento da companhia após um desfalque dado pelos diretores da época. Na década de 70 o foco sobre os empréstimos de ouro. Em 2002 o grande desenvolvimento informático. Em 2008 o enorme roubo de que a CUCP foi alvo. Em 2015 a nova expansão.

A confiança é elemento central no vosso modelo de negócio. Como garantem elevados padrões de transparência, ética e profissionalismo?

Com trabalho, palavra, colaboradores dedicados e dirigentes que pensam no capital humano de que dispõem, tudo se consegue, é isto que nos caracteriza. O mercado chega para todos os que são capazes de fazer bem com simplicidade, honestidade e olhos postos nos clientes que são a continuidade das empresas. Não há segredos.

O mercado atual apresenta novos desafios. Como caracteriza o momento atual do setor em Portugal, e que oportunidades e riscos identifica para os próximos anos?

A atividade prestamista neste momento está ao rubro. A constante subida do preço do ouro leva a que sejamos muito muito prudentes. Como na CUCP não fazemos leilão de penhores com quatro meses de juros em atraso, é preciso ter muito cuidado. Se a cotação do ouro baixa, perde-se muito dinheiro. Temos de olhar cliente a cliente e emprestar de acordo com o perfil de cada um, sendo que na CUCP há uma tabela fixa para o pr/gr de empréstimo.

Mas, atendemos sempre ao cliente. Este, está sempre no nosso horizonte. No entanto, dizemos: “vale mais chorar pelo que deixei de fazer do que chorar pelo que acabei de perder”.

Como caracteriza o posicionamento atual da CUCP no mercado português face à concorrência?

Na CUCP há menos burocracias. Basta trazer ouro e identificação para que na hora se faça o negócio. Se se trata de cliente novo, há que explicar como funciona a atividade e depois proceder ao contrato. Não sabemos se a banca empresta valores tão pequenos quanto os que

os prestamistas emprestam. E, para valores das dezenas de euros, nunca a banca empresta na hora. O Juro atual dos prestamistas é mais barato 15% do que os do cartão de crédito, pelo que, dizemos: RECORRA a um prestamista. Nem sempre se vai ao prestamista porque se precisa de liquidez. Estranho? Pense no seguinte: está a fazer obras em casa. Porquê preocupar-se em esconder o seu ouro? Leva-o a um prestamista e tem o seu ouro seguro.

A inovação e a tecnologia têm um papel cada vez mais central em muitos setores. De que forma a CUCP tem integrado inovação nos seus processos, produtos ou atendimento ao cliente?

Há planos para digitalização ou novas plataformas de serviço? A CUCP tem acompanhado a evolução tecnológica. Já lá vai o tempo em que

“Na CUCP há menos burocracias. Basta trazer ouro e identificação para que na hora se faça o negócio. Se se trata de cliente novo, há que explicar como funciona a atividade e depois proceder ao contrato”.

o registo de penhores e contratos eram manuscritos. Neste momento todas as filiais estão centralizadas e é possível analisar um cliente e movimentos na hora. O atendimento terá de ser, com a tecnologia atual, presencial pois implica a avaliação dos bens dados como garantia. Em termos administrativos estamos em vias de implementar serviços de digitalização de modo a diminuir o papel nomeadamente em faturas.

Que oportunidades e riscos identifica para o setor dos penhores e serviços associados nos

próximos anos?

O grande risco é a concentração dos capitais, que irá fazer com que muitos dos prestamistas possam desaparecer. A CUCP está receosa? Não. Já vivemos 150 anos e vamos ainda viver mais outros 150. Podem esperar sempre que na CUCP vão encontrar: dedicação, seriedade, profissionalismo e assegurar a continuidade dos bens dos clientes. A expansão da CUCP é um dos objetivos para que possamos servir mais clientes de norte a sul de Portugal. Se ainda não nos vêm em mais lados é porque a falta de pessoal é uma realidade.

Praça de c arlos a lberto 79 , 1º, 4050-158 Porto, Portugal tel: 223 392 445 cucP@cucP P t | www.cucP P t

t r A nspA rênci A , A nálise e AcompA nh A mento: o guião pA r A quA lquer pedido de crédito

v ítor l o P es v ieira, intermediário de crédito certi F icado da l oJa d outor Finanças – Fonte l uminosa, de F ende que antes de assinar qualquer contrato o cliente deve con H ecer o seu limite de endividamento e o im Pacto real no orçamento. o serviço começa P or uma análise F inanceira P ersonalizada que P ermite com Parar as condições de F inanciamento de várias instituições bancárias, analisando critérios concretos e evitando decisões baseadas a P enas em simulações, que muitas vezes não es P el H am o valor real do encargo do crédito.

“O nosso papel é descomplicar a linguagem financeira e estruturar o processo antes de entrar no banco, reduzindo a incerteza e evitando decisões baseadas apenas em simulações”.

O que as pessoas devem ter em conta na hora de decidir a quem recorrer?

As pessoas devem exigir três critérios: transparência, análise personalizada e acompanhamento constante. Hoje existe muita informação online, mas não substitui o enquadramento financeiro. Não se trata apenas de conseguir a prestação mais baixa, mas sim de garantir que o crédito é adequado ao perfil da família, evitando que uma decisão de hoje se torne um problema financeiro amanhã.

O que distingue o vosso trabalho de recorrer diretamente a um banco?

Recorrer diretamente a um banco, limita o cliente às condições e critérios dessa entidade.

O serviço que prestamos é personalizado, analisamos primeiro o perfil financeiro e só depois selecionamos os bancos com maior probabilidade de aprovação e melhores condições. O nosso papel é também descomplicar a linguagem técnica e ajudar o cliente a tomar uma decisão mais consciente. Cada banco avalia o risco de forma diferente, pelo que o mesmo cliente pode ter enquadramentos distintos consoante rendimentos, estabilidade profissional ou composição do agregado familiar.

Quais os erros mais comuns de quem tenta tratar de tudo sozinho e como a vossa intervenção ajuda?

Um dos erros mais frequentes dos clientes é escolher o imóvel ou um valor de prestação

desejada sem validar a viabilidade financeira. Outro erro comum, é interpretar e enviar documentos errados, podendo levar a avaliações negativas mesmo com capacidade financeira. O acompanhamento permite preparar o processo antes da submissão, organizando documentação e avaliando riscos.

O intermediário não decide pelo cliente nem pelo banco, mas ajuda a estruturar o pedido para que seja analisado corretamente.

Existem situações em que recorrer a um intermediário pode evitar más decisões financeiras?

Sem dúvida. Muitas vezes, o cliente decide um valor de compra de um imóvel ou da prestação com base em perceções do mercado, sem validar a sua capacidade real, pode gerar expectativas desajustadas quando o processo chega ao banco. Também avançar em negociações sem perceber como alterações em taxas, prazos ou rendimentos afetam a sustentabilidade do crédito. O acompanhamento prévio clarifica limites financeiros e enquadra a decisão no orçamento familiar, garantindo escolhas informadas.

“O acompanhamento prévio clarifica limites financeiros e enquadra a decisão no orçamento familiar, garantindo escolhas informadas”.

Que conselhos deixam a quem pondera pedir crédito?

O primeiro é escolher um intermediário certificado pelo Banco de Portugal, cujo serviço seja gratuito para o cliente, que é o caso do Doutor Finanças. Segundo é ter consciência das próprias despesas e encargos, bem como os seus rendimentos. Por último, o cliente deve decidir com base numa análise completa e não apenas em simulações isoladas, de forma a garantir a saúde financeira do seu agregado a longo prazo.

www.doutorfinancas.pt/rede-loja-fonte-lu

vítor vieira e catarina alves MeMbros da equipa

o pA pel do intermediário como pA rceiro estr Atégico

s ílvia valentim de F ende que o Pa P el do intermediário de crédito deve ser decisivo Para garantir escol H as in F ormadas, sustentáveis e alin H adas com o P roJ eto de vida de cada Família.

O que a levou a tornar-se intermediária de crédito? Que competências considera essenciais para desempenhar este papel?

Sou licenciada em Gestão e pós-graduada em Gestão Estratégica de Recursos Humanos. A minha experiência no IEFP, no departamento financeiro e em programas de apoio ao emprego, aliada ao trabalho como formadora, conduziu-me naturalmente para a intermediação de crédito. Tornar-me intermediária de crédito permitiu unir conhecimento técnico, experiência prática e capacidade pedagógica, ajudando cada pessoa a perceber não apenas o “como”, mas o “porquê” das suas decisões.

Esta função exige competências técnicas, humanas e estratégicas: formação certificada, análise de crédito, comparação de propostas bancárias, certificação profissional, idoneidade, negociação, escuta ativa e acompanhamento contínuo. A visão estratégica, sustentada na leitura do mercado e no perfil do cliente, transforma um processo de financiamento numa decisão consciente e sustentável.

Que serviços presta e o que a distingue de outras soluções no mercado?

Conduzo o processo desde o diagnóstico financeiro detalhado, análise do historial bancário, comparação de propostas, negociação de condições e esclarecimento contratual, até à escritura. Antecipar constrangimentos, interpretar sinais de risco e alinhar expectativas garante segurança e transparência, distinguindo-me de abordagens fragmentadas ou meramente transacionais.

A quem deve uma família ou um comprador recorrer primeiro quando precisa de um crédito habitação?

Num cenário de instabilidade de preços e taxas, aconselho recorrer a um intermediário de cré-

dito, que oferece visão abrangente do mercado, comparação de propostas, negociação de condições e acompanhamento contínuo. Recorrer apenas ao banco limita opções e capacidade de negociação, podendo resultar em decisões menos equilibradas. Por exemplo, dois clientes

com perfis semelhantes podem obter propostas muito diferentes em termos de spread e seguros, traduzindo-se em poupanças significativas ao longo de décadas.

Para quem está a preparar um processo de candidatura a crédito habitação, quais são os erros ou cláusulas mais comuns que deve acautelar?

Para preparar um processo de crédito habitação, recomendo organização documental (identificação, comprovativos de morada e rendimentos, IRS, extratos, mapa de responsabilidades, documentação do imóvel) e disciplina financeira prévia. Evitar novos créditos, descobertos frequentes ou assumir prestações no limite do orçamento aumenta as hipóteses de aprovação e melhores condições. Transparência, responsabilidade financeira e consistência demonstram solidez e protegem a decisão de longo prazo.

“Antecipar constrangimentos, interpretar sinais de risco e alinhar expectativas garante segurança e transparência, distinguindo-me de abordagens fragmentadas ou meramente transacionais”.

Como vê o setor em Portugal no futuro?

Vejo o setor em Portugal a evoluir com maior exigência regulamentar, digitalização e consumidores mais informados. O futuro aponta para um equilíbrio entre ferramentas digitais e acompanhamento humano qualificado, com clientes a procurarem orientação, transparência e continuidade.

O crédito à habitação será tratado como projeto de vida, elevando o intermediário de executor técnico a parceiro de confiança.

sílvia

i ntermediários: ponte ou obstáculo?

“É a nossa obrigação promover decisões informadas, ajudando o cliente a compreender as vertentes do seu crédito”.

Apresenta-se como destinada “a pensar nos jovens”. Tem sentido esse aumento na procura, e como se cria essa identidade numa zona tão mitigada como Lisboa e Cascais?

A AvenueOptions nasceu da minha experiência no imobiliário, ao perceber que muitos jovens casais procuravam casa sem conhecer o seu real poder de compra. Visitavam imóveis, faziam propostas, mas no final o negócio caía por falta de informação, tornando o processo desgastante para todos. O nosso objetivo é precisamente evitar esse sentimento, sobretudo em quem compra casa pela primeira vez, num país onde ainda existe muita desinformação.

Aliás, a médio e longo prazo, pretendemos abrir a AvenueOptions Imobiliária em Lisboa ou Cascais, onde concentramos mais negócio, para tornar o processo mais rápido, simples e eficaz para o consumidor final.

Aos seus olhos, que papel desempenham os intermediários na transparência, comparação de soluções e proteção do consumidor?

O intermediário de crédito facilita a acessibilidade à informação, oferecendo várias opções de crédito sem vinculação. O nosso papel é analisar essas propostas e identificar o banco mais adequado às necessidades do cliente.

avenueoPtions uniPessoal lda tel: +351 917 572 193 | +351 911 925 928 yara.ebrahim@avenueo P tions.com | yara.ebrahim@ Partner.sim P lefy. P t

a avenue oP tions, sob a liderança de yara e bra H im, surge como um guia Para J ovens com P radores em l isboa e cascais, guiando-os num mercado imobiliário com P lexo e muitas vezes P ouco trans Parente.

Para um processo bancário o cliente tem de automaticamente confiar em nós, intermediários de crédito. Para isso, também temos de ser transparentes e ajudar os clientes a entender que estamos nisto juntos, pois este é o nosso papel.

A literacia financeira continua a ser um problema no acesso ao crédito?

A falta de conhecimento sobre os processos bancários é geral, o que é compreensível, dado que as medidas mudam quase todos os anos e surgem constantemente novas regras. Até os intermediários de crédito estão sempre a aprender. Ainda assim, é a nossa obrigação promover decisões informadas, ajudando o cliente a compreender as vertentes do seu crédito. Maior acesso não significa melhor compreensão dos riscos ou dos processos. Os níveis de literacia financeira mantêm-se semelhantes, o que reforça a importância da formação e da informação acessível no nosso trabalho.

Olhando a 2026, e para quem quer comprar a primeira casa, que cuidados devem ter hoje os particulares que ponderam recorrer ao crédito? O mais importante é compreender a taxa de esforço, que indica quanto do orçamento será comprometido com o crédito, incluindo outros encargos existentes. Atualmente, a taxa situa-se entre os 30% e 35%, podendo variar conforme a situação financeira do cliente. É também crucial escolher bem o tipo de crédito – taxa fixa, variável ou mista – garantindo que a prestação se mantém confortável a médio e longo prazo.

E fica aqui também uma dica para os mais jovens: EVITEM os casinos online, compras impulsivas online e não deixem que os valores fiquem a negativo nas contas, mantenham sempre um valor saudável nas mesmas.

yara ebraHim ceo

e lis AB eth e klund embaixadora da suécia em Portugal

relações bilaterais P ortugal-suécia

crónica

A PArCeriA estrAtégiCA de PortugAl – suéCiA

Quando se fala de relações bilaterais entre Portugal e Suécia, muitos imaginam duas capitais europeias distantes por geografia e por tradição. Contudo, o que à primeira vista pode parecer uma aliança improvável revela-se atualmente um vínculo forte, multifacetado e cada vez mais orientado para o futuro. Este relacionamento – que atravessa diplomacia, economia, inovação e valores partilhados – é um exemplo de como a cooperação pode prosperar quando existe visão estratégica e confiança mútua.

A presença sueca em Portugal traduz-se, acima de tudo, em confiança económica concreta. Estima-se que cerca de 260 empresas suecas operem em solo português, tendo gerado 4,2 mil milhões de euros para a economia nacional nos últimos cinco anos e investido mais de 1,1 mil milhões de euros em projetos locais, empregando mais de 18 mil pessoas em 2024. De facto, como observa a Embaixadora da Suécia em Portugal, Elisabeth Eklund, “a Suécia e Portugal partilham uma forte convicção no comércio livre e um compromisso conjunto com a segurança global. Ao celebrarmos marcos na nossa adesão à União Europeia (30 e 40 anos, respetivamente), a nossa parceria está cada vez mais focada no futuro: inovação, sustentabilidade e maior integração europeia”. Essa afirmação resume um ponto essencial: este relacionamento não se baseia numa simples diplomacia, mas numa convergência de valores e objetivos estratégicos.

A evolução desta cooperação económica não acontece em vácuo. As empresas mostram que a presença sueca não se limita ao capital financeiro – ela está enraizada no tecido produtivo português, com efeitos no emprego, na transferência de tecnologia e no desenvolvimento de setores inovadores. Ao mesmo tempo, a dimensão política e de segurança das relações entre os dois países tem ganho relevância. A Suécia, que reforçou a sua posição geoestratégica com a recente adesão à NATO, tem intensificado o diálogo com países membros como Portugal em matérias de segurança coletiva e defesa. Esta faceta do relacionamento assenta não apenas em interesses práticos, mas numa visão partilhada de um espaço europeu estável e resiliente face aos desafios contemporâneos. Mas para além dos números e dos acordos, o laço entre Portugal e Suécia é também cultural e humano. A cooperação entre instituições académicas, o intercâmbio de experiências empresariais e as comunidades suecas em Portugal contribuem para um entendimento mais profundo entre os dois povos. A Suécia vê em Portugal não apenas um mercado, mas um parceiro com quem partilha valores de sustentabilidade, inovação e respeito pelos direitos humanos.

Neste contexto, as palavras da embaixadora ecoam com especial significado: “Portugal oferece um panorama atrativo para o investimento sueco, com uma força de trabalho altamente qualificada, um ambiente empreendedor dinâmico e um forte compromisso com as energias renováveis”. Esta visão conjunta de futuro, onde a economia, a diplomacia e a sociedade se cruzam, deve ser não apenas destacada, mas analisada como um modelo de cooperação europeia à escala bilateral.

Assim, quando olhamos para o presente e para o futuro das relações Portugal-Suécia, percebemos que se trata de um diálogo estratégico que combina interesses económicos, segurança e um projeto cultural comum.

de Fabricante de aeronaves militares Para a suécia a gruPo global de reFerência nos setores da deFesa e segurança, a saab olHa atualmente Para Portugal como um Parceiro estratégico de longo Prazo. ingemar karlsson, country manager de Portugal, destaca a inovação, a sustentabilidade e as Parcerias industriais como Pilares de uma cooPeração que Promete reForçar a soberania tecnológica e a caPacidade deFensiva euroPeia.

Como tem sido a trajetória da Saab e de que forma essa progressão moldou a sua influência global, particularmente nos setores da defesa e segurança?

Quando a Saab foi fundada em 1937, o seu principal objetivo era fornecer aeronaves militares à Suécia. Hoje, serve o mercado global com produtos, serviços e soluções líderes mundiais, desde a defesa militar à segurança civil. Com operações em todos os continentes, desenvolve, adapta e melhora continuamente novas

“O Gripen E ofereceria a Portugal uma solução verdadeiramente europeia, combinando rapidez de inovação, adaptabilidade e relação custo-benefício com total interoperabilidade com a NATO, capacidade de operações dispersas e uma arquitetura preparada para o futuro”.

tecnologias para satisfazer as necessidades em constante mudança dos seus clientes. A Saab baseia a sua estratégia em áreas de foco: mercado, portfólio, desempenho e inovação. Isto significa que nos mantemos próximos dos nossos clientes, desenvolvemos o nosso portefólio continuamente e trabalhamos eficazmente com a inovação como princípio orientador em todos os nossos negócios. A sustentabilidade está no centro do nosso negócio e afeta tudo o que fazemos. Também os nossos colaboradores fazem com que a empresa se destaque, sendo a chave para o nosso crescimento contínuo.

Que fatores levaram a Saab a considerar Portugal como um destino estratégico, principalmente no contexto da potencial aquisição de caças Gripen?

O Gripen E ofereceria a Portugal uma solução verdadeiramente europeia, combinando rapidez de inovação, adaptabilidade e relação custo-benefício com total interoperabilidade com

a NATO, capacidade de operações dispersas e uma arquitetura preparada para o futuro.

Além disso, reforçaria significativamente as capacidades de defesa estratégica portuguesas e europeias através de parcerias industriais de longo prazo e de soberania tecnológica.

Como avaliam a experiência global em Portugal?

A Saab está envolvida em Portugal há décadas em diferentes projetos nos três ramos das Forças Armadas (Exército, Marinha e Força Aérea) e na área não militar, como a Gestão do Tráfego Aéreo. Este projeto aproximou-nos devido às muitas relações de trabalho diferentes, por exemplo, a formação de pessoal de manutenção para o sistema Carl-Gustaf ou de técnicos de manutenção e reparação para o nosso sistema nos submarinos, etc.

Em 2025, a Saab assinou acordos de colaboração com parceiros e setores industriais portugueses como a OGMA e a Critical Software, e mais recentemente com o Cluster AED Portugal para explorar a integração em cadeias de valor globais ligadas ao programa Gripen. Isto é visto como um passo construtivo em direção a objetivos industriais mútuos. As autoridades portuguesas e os clusters industriais têm reforçado o interesse nas parcerias tecnológicas e na participação em projetos de defesa avançada, apoiando a estratégia de envolvimento da Saab. Estes esforços sublinham a atratividade de Portugal como parceiro capaz de fornecer capital humano qualificado e acesso a ecossistemas de defesa europeus mais vastos.

Como avaliam o ambiente empresarial em Portugal?

Portugal tem cultivado uma força de trabalho com elevadas competências técnicas, em setores relevantes para os interesses da Saab. As declarações do Governo e da comunidade empresarial destacam que a força de trabalho e a base de engenharia de Portugal oferecem fortes capacidades em manufatura avançada, software e disciplinas relacionadas com a indústria aeroespacial. O dinâmico panorama empresarial de Portugal e a aposta na inovação e nas tecnologias renováveis, que apoiam ainda mais um ambiente favorável às parcerias tecnologicamente intensivas, são valores partilhados pela Suécia e a Saab.

ingemar karlsson country Manager portugal
“A Saab baseia

a sua estratégia em áreas de foco: mercado, portfólio, desempenho e inovação. Isto significa que nos mantemos próximos dos nossos clientes, desenvolvemos o nosso portefólio continuamente e trabalhamos eficazmente com a inovação como princípio orientador em todos os nossos negócios”.

De que forma a Saab integra a sustentabilidade na sua estratégia?

A sustentabilidade é parte integrante da estratégia da Saab para gerar valor para os clientes, parceiros, colaboradores, acionistas e para toda a sociedade. Contribuindo para sociedades seguras e resilientes, tendo em conta a crescente instabilidade mundial, a Saab está empenhada em maximizar o impacto positivo das suas operações na sustentabilidade, garantindo simultaneamente que a investigação, a inovação e a tecnologia contribuem para o desenvolvimento sustentável.

A sustentabilidade está integrada em todos os aspetos da nossa estratégia e centra-se em três compromissos estratégicos: capacidade de defesa e segurança, programas de conformidade de liderança e responsabilidade para com as pessoas e o ambiente.

Quais são os principais objetivos estratégicos da Saab para o futuro em Portugal e na relação bilateral com a Suécia? Os objetivos da Saab incluem o aprofundamento das parcerias industriais, o apoio à inovação e

ao desenvolvimento de competências e a contribuição para a defesa e segurança europeias. Portugal é visto como um parceiro a longo prazo, onde a cooperação industrial, o desenvolvimento tecnológico e os laços bilaterais com a Suécia podem crescer de forma sustentável e mutuamente benéfica.

cA rs2click: A revolução dos c A rros us A dos

a cars2click está a redesen H ar o comércio b 2 b de veículos usados na e uro Pa. com uma a P osta clara em inteligência arti F icial, quer trans Formar um setor baseado em intuição num mercado orientado P or dados, P revisibilidade e escala internacional.

A Cars2click afirma-se como empresa sueca de comércio transfronteiriço de carros usados na Europa. Como se posiciona atualmente no mercado?

A Cars2click nasceu em 2019 com uma visão clara. Tornar o comércio europeu B2B de carros usados mais transparente, previsível e otimizado com dados reais. Hoje somos uma empresa europeia de trading B2B e de desenvolvimento de soluções de IA para análise de mercado, com equipas em vários países Europeus, e temos atingido crescimentos de 200% ao ano. Operamos um modelo de negócio de compra e venda de viaturas com logística integrada, e desenvolvemos um ecossistema de soluções

“Operamos um modelo de negócio de compra e venda de viaturas com logística integrada, e desenvolvemos um ecossistema de soluções de IA, a Cars2view, que apoia concessionários e gestores de frota a tomar decisões informadas sobre que carros comprar e como os vender ao preço certo, garantindo uma elevada rotação de inventário com margens sólidas”.

tatiana alves madsen chief operating officer

de IA, a Cars2view, que apoia concessionários e gestores de frota a tomar decisões informadas sobre que carros comprar e como os vender ao preço certo, garantindo uma elevada rotação de inventário com margens sólidas. O momento atual é de contínua expansão internacional e otimização de operações e recursos, de forma a consolidar a Cars2view como principal solução de análise de mercado automóvel na Europa.

Quais os fatores diferenciadores da Cars2click e como a Inteligência Artificial tem sido decisiva para essa transformação?

O mercado de veículos usados foi durante décadas orientado por experiência individual, relações comerciais e informação limitada. A Cars2click introduziu no setor um modelo onde a decisão é sustentada por dados em tempo real. Desenvolvemos internamente ferramentas de inteligência artificial que analisam milhões de anúncios, transações e tendências do mercado europeu para gerar previsões de preço, procura e velocidade de venda. Os nossos clientes podem comprar veículos diretamente a nós, com transporte incluído, solicitar sourcing personalizado, ou vender stock excedente à nossa rede internacional.

A Cars2view permite uma análise de mercado robusta, o cálculo de preços e a identificação de oportunidades, sendo utilizada tanto internamente como pelos próprios clientes, o que lhes dá uma visão total do mercado, incluindo histórico de vendas, preços atuais e até monitorização da concorrência. Isto reduz risco, melhora margens e acelera a rotação de inventário.

Que problemas concretos resolvem para concessionários, OEMs e gestores de frotas, e como impacta a rentabilidade do negócio B2B de veículos usados?

A Cars2view é composta por vários módulos, incluindo a GEO Suite, que foi desenvolvida para resolver desafios de preço, procura e destino de veículos. Dentro deste módulo disponibilizamos diferentes ferramentas, como a GEOanalysis, que compara preços de modelos idênticos entre países, a GEOsearch, que apresenta preços reais de mercado com base em anúncios atuais, a GEOsold, que dá acesso ao histórico de vendas de determinados modelos, e a GEOmatch, que identifica compradores com maior probabilidade de adquirirem determinados veículos. Estas ferramentas permitem perceber onde comprar, onde vender e a que preço.

O que se traduz em menor tempo de stock parado, margens mais consistentes e decisões de sourcing baseadas em dados concretos.

Como avalia o papel de Portugal na estratégia da Cars2click e que oportunidades identifica no mercado?

Portugal desempenha um papel estruturante na organização da Cars2click. O país oferece um ecossistema tecnológico sólido, uma comunidade profissional qualificada e uma cultura empresarial aberta à inovação. Foi um local natural para estabelecer equipas de administração, operações, vendas e marketing, criando uma base estável de suporte às relações europeias.

A mentalidade prática, a capacidade de adaptação e a experiência portuguesa em serviços internacionais permitem gerir negócios com proximidade ao cliente e eficiência operacional. A localização geográfica também facilita a ligação entre mercados do sul e centro da Europa, o que é particularmente relevante no nosso modelo de negócio.

Como avalia as relações bilaterais entre Portugal e Suécia e que lições podem ser retiradas da colaboração entre os dois ecossistemas?

Os dois países mantêm relações económicas assentes em confiança institucional, integração europeia e aposta na inovação. Enquanto que a Suécia se distingue pela maturidade tecnológica e cultura de planeamento, Portugal afirma-se na atração de talento digital e criação de equipas multiculturais.

Esta complementaridade cria condições favoráveis à cooperação empresarial, refletida na Cars2click através da combinação dos nossos processos estruturados e do foco em dados concretos, com flexibilidade operacional e proximidade ao cliente, permitindo desenvolver soluções consistentes e adaptadas a diferentes mercados.

Para 2026, quais são as vossas apostas ou novidades?

Em 2026 o foco estará no reforço e otimização da Cars2view como a principal e mais robusta plataforma de IA para análise do mercado automóvel na Europa. Estão previstos novos módulos de análise de dados, maior automação e

expansão da cobertura de mercados. Pretendemos aprofundar parcerias com grupos de concessionários, OEMs e gestores de frota, reforçar Portugal como o nosso centro tecnológico e operacional, e continuar a crescer nos restantes mercados. A ambição é transformar dados complexos em decisões claras para os profissionais do setor automóvel europeu.

cor p ower o ce A n quer p ortug A l A produzir energi A dA s ondA s já em 2030

manuel costeira da rocHa, managing director iberia da corPower ocean Portugal, exPlica como a tecnológica sueca Passou da investigação insPirada no coração Humano à instalação do seu Primeiro conversor comercial ao largo da costa Portuguesa.

“Os próximos passos da CorPower Ocean em Portugal focam-se na transição da fase de demonstração tecnológica para a expansão comercial em larga escala, aproveitando

o novo quadro legal para energias renováveis offshore”.

Como evoluiu a CorPower Ocean da fase de investigação até à instalação do seu primeiro conversor comercial em Viana do Castelo?

A história da CorPower Ocean começa com uma inspiração: o coração humano. O fundador, o cardiologista Stig Lundbäck, utilizou o seu conhecimento sobre como o coração bombeia sangue e regula a pressão para desenhar um sistema que pudesse fazer o mesmo com a energia das ondas. A Fase de Investigação, entre 2012 e 2015, focada no desenvolvimento e melhoria do conceito, em protótipos de pequena escala a operar em tanques de ondas, permitiu validar o conceito de acumulação de energia “WaveSpring”. Seguiu-se uma Fase de Demonstração entre 2015 e 2021. Foram realizados testes muito rigorosos em laboratório, evoluindo até à escala real, utilizando simuladores que replicam as dinâmicas do oceano. A transição para a fase pré-comercial, em curso, passa pelo projeto HiWave-5. O C4, o primeiro conversor de energia das ondas (WEC) em escala real, inclui uma boia produzida em materiais compósitos integralmente concebida e fabricada em Portugal, e está a ser testado no mar da Aguçadoura, ao largo da Póvoa do Varzim.

Que fatores impulsionaram a escolha de Portugal como local de testes em mar aberto e desenvolvimento do projeto VianaWave? Portugal, e em particular Viana do Castelo, reúne condições ímpares para este setor:

recursos naturais: ondas de classe mundial, consistentes e mar com profundidade ideal para conversores do tipo “Point Absorber”; logística e infraestrutura: a proximidade entre o Porto de Viana (a nossa base operacional, com apoio da APDL) e a zona de teste pré-licenciada da Aguçadoura simplifica a complexa logística de instalação e ligação à rede elétrica;

ecossistema industrial: a existência de clusters de construção naval, metalomecânica pesada, e componentes eólicos (materiais compósitos) em Viana oferece o conhecimento técnico necessário e o enquadramento essencial para uma coordenação público-privada produtiva e consequente.

“Verifica-se uma complementaridade estratégica entre a tecnologia sueca, a capacidade de trabalhar materiais compósitos e os recursos endógenos portugueses”.
“Esta colaboração é vital para que a energia das ondas saia do nicho de investigação e se torne uma realidade comercial no mix elétrico europeu”.

Sendo uma empresa sueca com presença em Portugal, como avaliam as relações bilaterais entre os dois países?

Verifica-se uma complementaridade estratégica entre a tecnologia sueca, a capacidade de trabalhar materiais compósitos e os recursos endógenos portugueses. A Suécia possui uma longa tradição em inovação em engenharia de precisão, sistemas de controlo e financiamento de capital de risco para cleantechs. A CorPower Ocean beneficia deste ecossistema de inovação sueco para desenvolver o “cérebro” e o “coração” tecnológico dos seus conversores.

Por outro lado, Portugal oferece uma costa atlântica com uma densidade energética de ondas excecional e águas que não congelam, permitindo testes e operações durante todo o ano. Esta colaboração é vital para que a energia das ondas saia do nicho de investigação e

se torne uma realidade comercial no mix elétrico europeu.

Quais são os próximos passos da CorPower Ocean? Quando poderemos falar de energia das ondas plenamente integrada no mix energético comercial?

Os próximos passos da CorPower Ocean em Portugal focam-se na transição da fase de demonstração tecnológica para a expansão comercial em larga escala, aproveitando o novo quadro legal para energias renováveis offshore (PAER; Resolução do Conselho de Ministros n.º 19/2025). Em termos concretos, estão em curso os últimos testes da versão C4, para a conclusão da certificação do WEC pela DNV (potencia nominal plena e validação de tecnologia em condições reais de operação continua). Em paralelo, estamos a produzir e testar os WECs da família C5, tendo em vista a demonstração de capaci-

dade de operação de um parque de ondas, com a instalação de três dispositivos, totalizando uma capacidade de 1,2 MW, para atingir TRL 8 em final de 2027. O projeto VianaWave, corresponderá a um projeto de capacidade instalada 15 MW, para o qual já estão garantidos apoios europeus de cerca de 80 milhões de euros, esperando-se que a decisão final de investimento, em condições pré-comerciais, seja tomada ainda em 2027, para uma data esperada de colocação em serviço em 2029.

Acreditamos que a partir de 2030 poderemos considerar esta tecnologia como apta a poder integrar o mix energético em termos comerciais. Em todo o caso, será necessário rever o enquadramento regulatório e legal, nomeadamente alguns aspetos fundamentais para a viabilidade económica destes projetos. Fora de Portugal, a CorPower Ocean lidera ou participa em projetos de implementação de sistemas de energia das ondas no Centro Europeu de Energia Marinha (EMEC) em Orkney, na Escócia, incluindo o desenvolvimento de instalações de pequena escala (5 MW em Billia Croo) e a iniciativa multilateral POWER-Farm da UE para comprovar a viabilidade financeira da tecnologia.

artigo de opinião

o futuro A ssente n A competitividA de

nome dra

Pedro s ilvA v ieir A direção de serviços dos a ssuntos euroPeus (dsae)

A Europa e o Mundo atravessam um momento geopolítico muito desafiante, num contexto internacional volátil, que comporta desafios quase diários. A guerra na Ucrânia, com a segurança europeia em causa, a instabilidade causada pela administração Trump com a imposição de direitos aduaneiros que “baralharam” o comércio internacional, tornam 2026 um ano decisivo para a Europa.

O novo colégio de Comissários, com Ursula Von der Lyen à cabeça, apresenta para este seu segundo mandato, a competitividade europeia como pano de fundo para a sua atuação. A palavra competitividade entrou, assim, no léxico da bolha bruxelense, como outras anteriormente se fixaram. O “motto” europeu atual é a competitividade!

Para este desígnio a Comissão Europeia apresentou, em janeiro de 2025, a Bússola para a Competitividade, em torno de três eixos principais, colmatar o défice de inovação, definir um roteiro conjunto para a descarbonização e a competitividade, e, reduzir o excesso de dependências e aumentar a segurança, aproveitando o trabalho assente nos Relatórios Draghi, Letta, Niinistö e Heitor, este último sobre o futuro da Ciência na Europa.

A estes três eixos, somam-se os facilitadores horizontais definidos, a simplificação do quadro regulamentar, a redução dos encargos -favorecendo a rapidez e a flexibilidade-, a aposta no potencial do mercado único, o financiamento através de uma União da Poupança e dos Investimentos e de um orçamento da União Europeia (UE) reorientado, em que se destaca o novo Fundo Europeu para a Competitividade, que adiante abordaremos, a promoção de competências e o emprego de qualidade, assegurando simultaneamente a justiça social e uma melhor coordenação das políticas a nível nacional e da UE.

Para todos estes eixos e facilitadores horizontais, a Bússola para a Competitividade[1] elenca as propostas que a Comissão Europeia apresentará para a sua realização. É assim sem grandes surpresas que o programa de trabalhos da Comissão para 2026[2] aposta fortemente num novo plano para a competitividade sustentável, com muitas medidas a contribuírem para este desígnio. A Europa deve afirmar a sua importância na cena internacional - “Europe’s Independence Moment” - e trabalhar para garantir a sua soberania digital, económica e securitária.

r egistA r m A rc A s: A estr Atégi A que impulsion A A s empres A s europei A s

João n egrão, diretor do i nstituto da Pro P riedade i ntelectual da u nião e uro P eia ( eui P o ), de F ende que o registo de marcas na u nião e uro P eia deixou de ser uma Formalidade administrativa Para se tornar um instrumento central de com P etitividade.

Qual é o papel do registo na União Europeia na proteção e valorização das empresas europeias?

A propriedade intelectual é muitas vezes o ativo mais valioso de uma empresa. À medida que os mercados se tornam mais internacionais e cada vez mais digitais, proteger marcas, designs e outros ativos de propriedade intelectual tornou-se uma necessidade estratégica para as empresas modernas.

As marcas e os desenhos ou modelos da UE oferecem uma proteção simples e económica em todo o Mercado Único. Apoiam a diferenciação através da inovação, desviando o foco dado pela concorrência para a qualidade dos produtos, onde de facto reside a vantagem competitiva da Europa.

A evidência é clara: as empresas com PI registada têm um melhor desempenho – geram receitas mais elevadas, pagam salários mais altos e as start-ups têm muito mais facilidade em atrair investimento. O registo na UE deve, portanto, ser um elemento central de qualquer estratégia de crescimento séria.

Quais são os principais desafios que as empresas, especialmente as PME, ainda enfrentam no reconhecimento da importância estratégica do registo de marcas a nível europeu? Para muitas PME, desafios mais imediatos ao nível da gestão de tesouraria, acesso ao mercado e expansão da empresa, têm prioridade sobre a estratégia de PI. Isto é frequentemente agravado pelo conhecimento limitado do sistema de PI. O Painel de Avaliação (Scoreboard) das PME da EUIPO mostra que apenas cerca de 10 % das PME europeias registaram a sua propriedade intelectual, sendo a falta de conhecimento citada como o principal obstáculo. Isto representa uma grande oportunidade perdida. Colmatar esta lacuna é uma prioridade. Através do Centro Europeu de Informação sobre Propriedade Intelectual e do Fundo para as PME, o EUIPO apoia as PME através da sensibilização para a PI, desenvolvimento de competências e assistência financeira. Mais de 100 mil PME já beneficiaram deste apoio. Até à data, mais de 100 mil PME receberam apoio

“Através do Centro Europeu de Informação sobre Propriedade Intelectual e do Fundo para as PME, o EUIPO apoia as PME através da sensibilização para a PI, desenvolvimento de competências e assistência financeira. Mais de 100 mil PME já beneficiaram deste apoio”.

para ajudar a registar e gerir os seus direitos de propriedade intelectual.

No entanto, os direitos de PI não são um fim em si mesmos, são ferramentas estratégicas de negócio que devem ser compreendidas, valorizadas e utilizadas ativamente. É por isso que o nosso foco vai além do registo, apoiando as PME a transformar a PI num motor de crescimento e competitividade.

“À medida que os mercados se tornam mais internacionais e cada

vez mais digitais, proteger marcas, designs e outros ativos de propriedade intelectual tornou-se uma necessidade estratégica para as empresas modernas”.

Embora os ativos intangíveis sejam agora fundamentais para o valor das empresas, muitas start-ups e PME europeias têm frequentemente dificuldade em aceder a financiamento e expandir-se. Uma das razões é a dificuldade que os investidores e as instituições financeiras enfrentam em avaliar os ativos de PI de forma consistente. O EUIPO, em colaboração com os seus parceiros, está empenhado em eliminar estas barreiras. Para tal, estamos a trabalhar com o Fundo Europeu de Investimento (FEI), com o Banco Europeu de Investimento (BEI) e com a Autoridade Bancária Europeia (ABE), bem como outros parceiros do setor público e privado para desenvolver uma abordagem comum à avaliação da PI, que ajudará a desbloquear o financiamento apoiado pelos ativos de PI e a apoiar o crescimento a longo prazo das empresas da UE.

João negrão
diretor do instituto da propriedaintelectual da ue (euipo)

euro Pa: desafios e o P ortunidades | inês domingos

Artigo de oPinião

40º Aniversário dA Adesão de portugAl às comunidA des e uropei A s

inês domingos

secretÁria de e stado dos a ssuntos euroPeus

A adesão de Portugal às Comunidades Europeias, não foi apenas um marco diplomático, foi uma opção estrutural de desenvolvimento, ancorada na consolidação democrática e na convicção de que a integração europeia oferecia o melhor enquadramento para modernizar a economia, qualificar a sociedade e reforçar a capacidade do Estado. Quarenta anos depois, os dados permitem avaliar essa escolha com rigor – e retirar lições relevantes para os desafios que hoje se colocam à União Europeia.

Os indicadores económicos revelam a dimensão da transformação do nosso país: antes da adesão, o PIB per capita português, em paridade de poder de compra, correspondia a 55,4% do PIB per capita médio da CEE [1]. Atualmente, esse valor subiu para 82,4% face à média da União Europeia. A inflação média anual caiu de 21,7% para 4,1%, estabilizando quase sempre abaixo dos 4% a partir de meados da década de 1990. O investimento direto estrangeiro passou de 0,5% para 3,2% do PIB, refletindo uma abertura económica sem precedentes e maior confiança externa. Estes resultados não foram automáticos: decorreram da integração no mercado interno, da previsibilidade regulatória e da disciplina macroeconómica exigida também pela adesão ao euro.

A política de coesão foi o principal motor dessa convergência. Infraestruturas básicas – transportes, saneamento, água, escolas, hospitais – foram modernizadas em todo o território, reduzindo assimetrias regionais históricas. Em paralelo, registou-se um salto qualitativo no capital humano: a taxa de analfabetismo caiu de 25,8% para 7,1%; o número de estudantes no ensino superior quadruplicou face a 1986, atingindo 339 486, vinte vezes mais do que em 1960. A produção científica passou de 568 para mais de 37 000 artigos indexados, e a despesa em I&D subiu de 0,3% para 1,7% do PIB, ainda aquém da meta europeia, mas com uma trajetória clara de consolidação. Também na saúde os ganhos são evidentes: a esperança média de vida aumentou de 68,1 para 77,8 anos, e o número de médicos por mil habitantes de 1,52 para 3,83.

Portugal deu também contributos relevante à União Europeia: abriu o mercado único ao sul da Europa, com a Espanha e a Grécia, deu uma relevante dimensão atlântica à Europa, em especial o Atlântico Sul, e foi, desde a adesão, uma voz importante na defesa da abertura da Europa ao mundo.

Num contexto de fragmentação geopolítica, regressos à lógica de poder e erosão do multilateralismo, a experiência portuguesa mostra que economias abertas bene-

ficiam de regras comuns e de ação coletiva. A integração europeia protegeu Portugal de choques externos e ampliou as suas opções estratégicas. A Europa beneficiou sempre que reforçou as suas relações com o resto do mundo. Hoje, perante tensões comerciais globais e a instrumentalização da economia, a resposta europeia não pode ser o fechamento, mas uma autonomia estratégica aberta: diversificação de parcerias, defesa do sistema multilateral e proteção de interesses sensíveis sem abdicar da abertura.

O mesmo raciocínio aplica-se ao Quadro Financeiro Plurianual. Os períodos de maior convergência portuguesa coincidiram com ciclos orçamentais europeus ambiciosos. A proposta atualmente em discussão coloca um dilema central: como conciliar novas prioridades – defesa, competitividade, transição climática – com a manutenção de políticas que sempre provaram ser o alicerce do Mercado Interno?

Na competitividade, a experiência nacional oferece uma lição mais exigente. A integração criou oportunidades, mas não substitui reformas. Após um período inicial de convergência rápida, Portugal enfrentou um período de estagnação relativa, demonstrando que a pertença à UE exige adaptação contínua, investimento produtivo, inovação e qualificação. A convergência só retomou quando o país retomou a agenda de reformas em áreas como o mercado de trabalho, a fiscalidade e no âmbito da inovação. A atual agenda europeia – reforço do mercado interno, simplificação administrativa, segurança económica, empenho na dupla transição verde e digital – procura responder às fragilidades que se tornaram visíveis ao longo das últimas décadas.

Por fim, o alargamento. Portugal beneficiou de uma decisão europeia que apostou na consolidação democrática no Sul. Os dados confirmam o acerto dessa escolha. Hoje, o alargamento a Leste e aos Balcãs coloca desafios institucionais e financeiros, mas a experiência portuguesa demonstra que integrar democracias, com regras claras e apoio adequado, reforça a segurança, a estabilidade e a legitimidade do projeto europeu, o que deve servir de inspiração para o atuais candidatos

Quarenta anos depois, a conclusão é inequívoca: a escolha da adesão não foi um atalho, mas uma aposta no longo prazo. Num mundo mais instável e menos previsível, a principal lição portuguesa permanece atual – os maiores desafios só encontram resposta quando, apesar das diferenças entre Estados-Membros, conseguimos encontrar caminhos comuns para reforçar a prosperidade e defender os valores que fundaram esta União.

[1] Média de 15 Estados-Membros

mA is r esiliênci A pArA A eu r opA euro

rodrigo dA CostA

d iretor e xecutivo da a gência da u nião e uro P eia Para

o Programa e s Pacial

autonomia, segurança e comPetitividade VA União Europeia, através do seu programa espacial e da Agência da União Europeia para o Programa Espacial (EUSPA em inglês), está a abrir caminho para um futuro mais resiliente. A autonomia e a competitividade da União têm início no espaço, sendo a segurança um elemento central, com a EUSPA a desempenhar um papel fundamental neste esforço. O Galileo, o sistema europeu de navegação por satélite, foi concebido para promover a autonomia e a competitividade da União. Esta autonomia é crucial, pois a navegação por satélite é um serviço essencial. Basta imaginar as consequências de uma interrupção: milhões de pessoas deixariam de se poder orientar usando os seus telemóveis. Os meios de transporte, as comunicações, os serviços públicos e os serviços de emergência seriam gravemente afetados. A EUSPA é responsável pelo lançamento, manutenção e operação dos satélites Galileo, tendo, por isso, um papel fundamental na gestão deste risco. No entanto, o Galileo é apenas uma parte da equação. O programa Copernicus oferece uma observação independente da Terra, permitindo à União Europeia responder de forma eficaz às alterações climáticas, catástrofes naturais e desafios estratégicos, ao mesmo tempo que reduz dependências externas. A EUSPA promove a comercialização dos seus dados e serviços.

segurança: o Pilar Fundamental da autonomia esPacial euroPeia

A segurança dos sistemas espaciais é condição necessária para a autonomia da UE, e é transversal a todas as atividades da União no espaço. O espaço está hoje integrado na Estratégia de Segurança e Defesa da UE, impulsionando investimentos em programas como o GOVSATCOM (sistema de comunicações governamentais via satélite) e o EU SST (Sistema Europeu de Vigilância e Rastreio Espacial). Enquanto responsável pela segurança do Programa Espacial da UE, a EUSPA trabalha para garantir a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados e serviços prestados.

vantagem comPetitiva num mercado global

O mercado espacial europeu está em crescimento. Prevê-se que a receita global combinada de serviços de navegação por satélite e observação da Terra atinja quase 590 mil milhões de euros até 2033. Enquanto, a procura por serviços de comunicações seguras deverá crescer 14 vezes até 2040. Estes números representam uma oportunidade para empresas e startups europeias que a EUSPA apoia através de vários mecanismos. Através de iniciativas como o Horizonte Europa e CASSINI, milhares de empresas já beneficiaram do nosso apoio, permitindo a criação de um ecossistema robusto de startups e PMEs - incluindo empresas portuguesas. Por exemplo, o projeto SPACE4Cities apoia cidades Europeias, entre elas Guimarães, a gerir de forma mais sustentável os espaços públicos através de dados do Galileo e do Copernicus. Noutra iniciativa, as entidades portuguesas Fórum Oceano e INESC TEC lideram o projeto Blue X. Este projeto está a desenvolver uma ferramenta baseada em dados do Copernicus para otimizar a localização de infrastruturas de produção de energia renovável em alto mar.

liderança da união euroPeia no esPaço

O Programa Espacial da UE garante a autonomia, segurança e competitividade da União, contando com a experiência da EUSPA. À medida que os desafios evoluem, também o Programa Espacial Europeu deve evoluir. O investimento contínuo em tecnologias, infraestruturas e projetos é fundamental para salvaguardar o nosso futuro.

l ei do l obby impõe novA cultur A de tr A nspA rênci A

carolina Porto, advogada criminalista e Presidente da comissão de d ireito comParado b rasil x Portugal, analisa os im Pactos da nova l ei do lobby e de F ende que o verdadeiro risco P enal está na Falta de registo, rastreabilidade e con Formidade J urídica.

Que experiências ou casos a prepararam para analisar o impacto da nova Lei do Lobby? O meu primeiro contacto direto com matérias relacionadas com corrupção e crimes contra a Administração Pública ocorreu durante o estágio realizado no Ministério Público Federal, onde acompanhei investigações envolvendo peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. Essa experiência permitiu-me compreender, desde cedo, a relevância dos mecanismos de controlo e transparência na prevenção de abusos de poder.

Posteriormente, a minha atuação no Direito Penal e o estudo comparado entre os sistemas brasileiro e português proporcionaram-me uma análise técnica sobre os riscos decorrentes da ausência de regulamentação formal da representação de interesses. A nova Lei do Lobby deve ser analisada sob essa perspetiva: como instrumento de prevenção, delimitação de responsabilidades e redução de zonas de opacidade entre a influência legítima e o ilícito penal.

Que tipo de riscos penais podem surgir para pessoas singulares ou empresas que interajam com decisores públicos sem cumprir estas novas normas?

A Lei do Lobby transforma a transparência num dever jurídico estruturado. O incumprimento das obrigações de registo no RTRI ou a prestação de informações falsas pode originar sanções administrativas relevantes, como suspensão do registo e exclusão de participação em consultas públicas.

Para além desse plano sancionatório, o exercício irregular da atividade é comunicado ao Ministério Público. Dependendo do contexto concreto, a atuação informal ou não transparente junto

de decisores públicos pode levantar suspeitas de ilícitos como tráfico de influência (Art. 355, CP) ou corrupção ativa (Art.374, CP).

Assim, o principal risco penal não decorre da representação de interesses em si, que é legítima, mas da ausência de conformidade, rastreabilidade e documentação adequada.

Para empresas ou cidadãos que pretendam atuar dentro da legalidade e minimizar riscos penais, que orientações estratégicas recomenda?

A principal recomendação é investir em transparência preventiva. Isso implica assegurar o registo prévio no RTRI, documentar reuniões e contactos institucionais e identificar de forma clara os interesses representados.

Ao nível interno, é essencial implementar políticas de compliance específicas para interação com entidades públicas, com códigos de

conduta, formação jurídica e mecanismos de controlo documental. A prevenção passa pela formalização e rastreabilidade: quanto maior a organização e a clareza dos procedimentos, menor a exposição penal e reputacional.

Que obstáculos jurídicos ou operacionais antecipa na fiscalização do cumprimento desta lei?

O principal obstáculo será a fiscalização de formas indiretas ou informais de influência, que podem ocorrer através de intermediários, redes profissionais ou contactos não publicitados. Nem toda a interação é facilmente enquadrável como atividade de lobby formal. Do ponto de vista jurídico, o desafio será assegurar uma aplicação rigorosa da lei sem recorrer a interpretações amplas que possam confundir atividade legítima com ilícito. A eficácia do regime dependerá da capacidade de controlo institucional e da clareza dos critérios de fiscalização. Parte inferior do formulário

carolina Porto advogada criMinalista e presidente da coMissão de direito coMparado brasil x portugal

i ncluir é investir: o modelo dA s A ntug A

Como é que a integração profissional e educativa de imigrantes contribui para a competitividade e preparação da Europa face aos desafios?

Num continente envelhecido, a integração profissional e educativa de migrantes é condição estratégica para a sustentabilidade económica. Reconhecer qualificações, apoiar a requalificação e acompanhar a inserção laboral permite recuperar talento que, de outro modo, ficaria invisível ou subaproveitado. Equipas diversas são mais criativas e empreendedoras, o que reforça a capacidade europeia para responder a transi-

a santuga Prova que integrar migrantes é mais do que Justiça social: é uma estratégia Para reForçar talento, inovação e comPetitividade. da cooPeração lusóFona aos direitos Humanos, investir nas Pessoas é investir na euroPa que aí vem.

ções ecológica e digital justas. A experiência da SANTUGA mostra que inclusão, direitos e competitividade não se opõem: quando investimos nas pessoas, ganham as comunidades, ganham as empresas e ganha a Europa.

“A SANTUGA funciona como plataforma que aproxima comunidades, instituições e agentes económicos, promovendo parcerias em educação, cultura, economia social e empreendedorismo. Esta rede facilita a circulação responsável de pessoas, ideias e investimentos, diversifica cadeias de valor e reforça o capital humano nos dois lados”.

Como é que integram os princípios de defesa dos Direitos Humanos e rejeição da discriminação no trabalho diário, e qual é o impacto destas ações?

Na SANTUGA, os direitos humanos são o critério que orienta decisões e prioridades. Isto traduz-se em atendimento personalizado, independência face a agendas partidárias ou religiosas, transparência e opção preferencial por quem se encontra em maior vulnerabilidade. Cada ação – apoio jurídico, formação, projeto cultural ou mediação – procura garantir igualdade de acesso, participação informada e respeito pela identidade de cada pessoa e comunidade.

Assim, oferecemos um modelo concreto de integração baseada em direitos, que ajuda a construir uma Europa onde ninguém é descartado e onde a diversidade é assumida como bem comum.

De que forma a cooperação lusófona entre Portugal, PALOP e as suas diásporas pode contribuir para a consolidação de uma Europa mais sustentável?

A cooperação lusófona cria pontes de confiança entre Europa, África e diásporas, a partir de uma língua e património comuns. A SANTUGA funciona como plataforma que aproxima comunidades, instituições e agentes económicos, promovendo parcerias em educação, cultura, economia social e empreendedorismo. Esta rede facilita a circulação responsável de pessoas, ideias e investimentos, diversifica cadeias de valor e reforça o capital humano nos dois lados. Ao mesmo tempo, torna visível o contributo das culturas dos PALOP no espaço europeu, combatendo narrativas discriminatórias e promovendo uma cidadania global coerente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Que obstáculos ainda persistem na inclusão social e na valorização cultural das comunidades migrantes e que mudanças são essenciais? Persistem obstáculos estruturais, regularização morosa, dificuldades no reconhecimento de qualificações, precariedade laboral, barreiras linguísticas e discursos de ódio que alimentam o racismo e a xenofobia. Soma-se a subvalorização do contributo cultural das comunidades migrantes, muitas vezes vistas apenas como mão de obra e não como sujeitos de direitos e parceiros de desenvolvimento.

São essenciais políticas mais céleres de acesso a direitos, mecanismos eficazes de combate à discriminação, investimento em educação e cultura intercultural e espaços formais de participação cívica e política para pessoas migrantes. Só assim poderemos afirmar que o projeto europeu se constrói verdadeiramente “com” e “para” todos.

+351 934 026 457 | geral@santuga.org

m orada: t rav. s enhora da c onceição, 8 r /c 4000-522 Porto, Portugal - e uro P a

Pedro vilar presidente

dA consciênciA AmbientAl à decisão estr AtégicA no terreno

cristiana PacHeco, ceo da sinambi, exPlica como o rigor técnico, a Proximidade com os clientes e a educação ambiental Prática estão a transFormar a sustentabilidade num verdadeiro motor de decisão, Prevenção e valor Para as organizações.

Como surgiu a SINAMBI e quais foram os passos mais marcantes?

A SINAMBI nasceu de um percurso pessoal e profissional ligado ao ambiente e território. Ao longo dos anos, percebi que muitas decisões eram tomadas sem integrar a dimensão ambiental de forma estratégica. Criar a empresa foi a forma de transformar conhecimento técnico em impacto real. Desde o início quisemos ajudar as organizações a pensar, decidir e prevenir melhor.

Os marcos deste caminho incluem a formação de uma equipa multidisciplinar e implementação de metodologias que traduzem a sustentabilidade em decisões práticas no terreno. Para nós, liderar é transformar o conhecimento em ação estratégica, garantindo resultados concretos e positivos para o território.

Quais os serviços essenciais que disponibilizam? Que aspetos vos distinguem e como esses pontos fortes beneficiam os vossos clientes?

Prestamos serviços de consultoria ambiental técnica e estratégica, com uma especializa-

ção em Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) e licenciamento. O nosso portefólio abrange desde estudos ambientais e monitorização até à avaliação de riscos e apoio à decisão. O principal fator diferenciador é a forma como integramos o rigor técnico com uma visão prática de implementação: a orientação estratégica. Trabalhamos numa lógica de estreita proximidade, adaptando as soluções à realidade operacional de cada projeto.

O valor que geramos reside na combinação entre profundidade técnica e foco constante em soluções que garantam segurança jurídica e viabilidade económica aos projetos.

para um território mais bem preservado para as gerações futuras.

“Para

nós, liderar é transformar o conhecimento em ação estratégica, garantindo resultados concretos e positivos para o território”.

Como define o papel da SINAMBI na promoção da educação ambiental?

A educação ambiental é uma responsabilidade prática, não apenas pedagógica. A SINAMBI contribui através do trabalho direto com promotores, transformando requisitos ambientais em compreensão e cultura de decisão. Cada projeto é também um momento de sensibilização técnica – explicamos impactos, riscos e alternativas. Ao longo do tempo vemos organizações evoluir de uma postura reativa para preventiva, e esse é um dos impactos mais gratificantes. Acreditamos que a educação ambiental eficaz acontece quando o conhecimento gera mudança concreta de comportamento, contribuindo

Que papel pretendem assumir nos próximos anos e qual a mensagem que gostariam de deixar às organizações?

Nos próximos anos, iremos reforçar o nosso papel como parceiro estratégico dos clientes. Queremos ser o braço direito das organizações, garantindo que a sustentabilidade seja um motor de resiliência e valor competitivo. A mensagem que deixo é que a sustentabilidade e educação ambiental são os pilares da viabilidade futura. A empresa que prospera é aquela que investe na consciência ambiental como uma ferramenta de gestão estratégica. Integrar estas dimensões é garantir a relevância e força da organização no amanhã.

cristiana PacHeco ceo

A fórmul A sustentável d A gestão fin A nceir A d A s pme

Pedro m eireles, ceo da i nvisible c Fo, ex P lica como a combinação entre tecnologia e es P ecialistas ex P erientes P ermite às P me e F reelancers tomar decisões mais in Formadas, crescer de Forma sustentável e gan H ar e F iciência.

Como incorporam a criatividade e inovação no vosso modelo de negócio?

Durante muitos anos, a contabilidade serviu apenas para cumprir obrigações fiscais, mas a Invisible CFO veio mudar isso. Com software próprio, baseado em automação e inteligência artificial, fornecemos informação financeira em tempo real. Ao mesmo tempo, contamos com especialistas com percursos em multinacionais como a Deloitte, EY, P&G ou Barclays, experientes em fiscalidade, finanças e estratégia que ajudam a interpretar os números, permitindo decisões mais inteligentes, crescimento sustentável e maior eficiência. É esta combinação que permite aos nossos clientes serem mais eficientes, crescerem de forma sustentável e tomarem decisões financeiras mais inteligentes.

Que desafios encontraram ao implementar soluções digitais e IA na gestão financeira para pequenas empresas e freelancers, e como os superaram?

O maior desafio não é a tecnologia, é mudar hábitos. O tecido empresarial português ainda é pouco digital e passar para uma contabilidade em tempo real implica, por exemplo, enviar faturas em formato digital todos os dias, em vez de aparecer de três em três meses com um saco cheio de papéis. No início há alguma resistência, mas quem dá esse passo sente rapidamente a diferença.

De que forma têm ajudado microempresas e freelancers a tomar decisões financeiras mais informadas e a crescer de forma sustentável?

Não há boa gestão sem boa informação. Ter a contabilidade atrasada pode servir para cumprir obrigações fiscais, mas não ajuda a gerir um negócio. Na Invisible CFO damos acesso a informação financeira em tempo real e apoio especializado, o que permite identificar problemas mais cedo e tomar decisões certas no momento certo. Quando apresentamos a Invisible CFO fazem-nos quase sempre a mesma pergunta: “Isso é muito caro, não é?” A resposta é

“O nosso objetivo é crescer de forma sustentável, criando mais valor para clientes, colaboradores e para o setor como um todo”.
Pedro meireles ceo
“Na Invisible CFO damos acesso a informação financeira em tempo real e apoio especializado, o que permite identificar problemas mais cedo e tomar decisões certas no momento certo”.

simples: não. Cobramos o mesmo que a empresa já paga ao contabilista e ainda oferecemos três meses de garantia de satisfação ou devolução do dinheiro, sem perguntas.

Como aplicam as vossas iniciativas de sustentabilidade ambiental, redução de disparidades regionais e promoção de economias locais, e qual o impacto dessas ações?

A sustentabilidade e o impacto local fazem parte do ADN da Invisible CFO. Estamos sediados em Monchique e temos orgulho em trabalhar a partir do interior algarvio. Praticamos preços mais baixos para empresas do interior e apoiamos ativamente a comunidade local –por exemplo, através de um acordo com o Jornal de Monchique, que é a única publicidade

paga que fizemos até hoje. A nível ambiental, a contabilidade digital reduz o uso de papel e água, e as reuniões online ajudam a diminuir as emissões de CO₂. Mas o nosso maior impacto está em ajudar as PME a tomar melhores decisões: negócios mais saudáveis criam emprego, pagam melhores salários, exportam mais e ajudam a reduzir as desigualdades regionais, tornando a economia mais forte e resiliente.

Somos financiados por fundos europeus, através do Algarve 2030, e queremos ter impacto na região. 75% da nossa equipa é do Algarve, uma região com muito talento, mas também marcada pelo desemprego e pela sazonalidade. Apostamos em emprego qualificado, com um salário mínimo de mil e quinhentos euros para 35 horas semanais, e em formação contínua.

Como imagina o futuro da gestão financeira digital, e qual será o vosso papel nesse cenário?

O setor fintech está a mudar rapidamente e queremos estar na linha da frente dessa mudança, democratizando o acesso a serviços de gestão estratégica e financeira digital para as PME. Apesar de só termos começado a aceitar clientes em janeiro deste ano, estamos a crescer rapidamente. O nosso cliente típico são microempresas, mas temos clientes que faturam mais de 100 milhões de euros por ano. O setor da contabilidade vai continuar a transformar-se e a concentrar-se, e muitos pequenos escritórios vão desaparecer. O nosso objetivo é crescer de forma orgânica e sustentável, mas também crescer de forma inorgânica, comprando escritórios de contabilidade, integrando e dando formação aos colaboradores e criando mais valor para os clientes.

r einventA r A experiênci A d A águA com inovA ção sustentável

carlos s antos, country m anager Portugal da Hansgro H e g rou P, ex P lica como a memória técnica e a visão de F uturo da em P resa trans Formam tradição em soluções que economizam água sem renunciar ao P razer do ban H o.

Como é que a longa história e o reconhecimento da Hansgrohe impulsionam a empresa a inovar e a satisfazer as novas exigências do mercado, em vez de a limitarem?

Cumprindo 125 anos de história precisamente este ano, esta experiência deu-nos algo muito valioso; uma cultura profundamente enraizada na curiosidade, de engenharia funcional de excelência e na coragem de questionar o status quo. É essa combinação entre memória e visão do futuro que nos permite pensar “fora da caixa” de forma sustentável e relevante para o mercado atual.

Como se distinguem tanto a nível global como no mercado português?

A identidade da Hansgrohe constrói-se na interseção entre design, tecnologia e experiência do utilizador. Num contexto global altamente competitivo, mantemos uma linguagem clara: inovação com propósito, qualidade sem compromissos e soluções que melhoram efetivamente a relação das pessoas com a água. Em Portugal, essa identidade traduz-se numa forte proximidade ao mercado – arquitetos, designers, parceiros e clientes – aliada a uma adaptação sensível às especificidades locais, sem nunca perder o ADN do Grupo. O resultado é uma marca global com atuação local, consistente e credível.

Como é que o “coração verde” do Grupo se materializa em soluções práticas que unem

eficiência, responsabilidade ambiental e a experiência sensorial da água?

A sustentabilidade, para nós, não é um conceito abstrato, mas um critério de decisão. O chamado “coração verde” do Grupo reflete-se no desenvolvimento de tecnologias que reduzem o consumo de água e energia, sem com-

prometer o conforto ou a experiência sensorial. Cada produto é pensado para equilibrar eficiência, responsabilidade ambiental e prazer no uso da água. Essa abordagem permite-nos responder às exigências crescentes do mercado – regulatórias, ambientais e sociais – enquanto oferecemos soluções que fazem sentido para o dia a dia das pessoas.

“A identidade da Hansgrohe constrói-se na interseção entre design, tecnologia e experiência do utilizador”.

Como a diversidade de marcas como a hansgrohe e a AXOR, contribui para a estratégia de inovação e diferenciação do Grupo, e de que forma isso se traduz na criação de valor para arquitetos, designers e consumidores finais?

A coexistência de marcas com posicionamentos distintos é uma das grandes forças do Grupo Hansgrohe. A hansgrohe e a AXOR permitem-nos responder a diferentes universos criativos, expectativas e formas de viver a água, mantendo um denominador comum: inovação, qualidade e design de referência. Esta diversidade cria valor ao oferecer aos arquitetos, designers e consumidores finais um leque alargado de soluções, desde propostas funcionais e acessíveis até conceitos altamente personalizados e icónicos.

Quais as tendências para o futuro do setor e como pretendem manter a liderança?

O futuro da casa de banho e da cozinha será marcado por três grandes tendências: sustentabilidade integrada, personalização e experiência. Os consumidores procuram soluções mais conscientes, adaptadas ao seu estilo de vida e que transformem o contacto com a água num momento de bem-estar. Liderar, para nós, significa antecipar necessidades, não apenas responder a tendências – e fazê-lo sempre com qualidade, responsabilidade e visão de longo prazo.

carlos santos
country Manager portugal

A novA ger A ção de pme digitA is

A ByTheLaw é uma spin-off da Universidade de Coimbra que nasceu da ambição de cruzar tecnologia e Direito. “A ideia surgiu durante a faculdade. Inicialmente, comecei por fazer um ano de Engenharia Física, mas depois mudei para Engenharia e Ciência de Dados, onde tive simultaneamente cadeiras de IA e Direito e pensei: ‘Por que não juntar estas duas áreas e criar algo inovador?’”, explica André Dionísio.

O interesse pelo setor jurídico aprofundou-se com uma disciplina de Direito focada em Inteligência Artificial e Tecnologia, onde “fui confrontado com comparações entre o que se fazia no Brasil e o que ainda não acontecia em Portugal, e isso despertou a minha curiosidade”. Esse contacto permitiu identificar, numa fase ainda precoce, o potencial dos grandes modelos de linguagem aplicados ao Direito.

O percurso empreendedor tem sido exigente, mas recompensador: “empreender, apesar de muitas vezes romantizado, é muito mais difícil do que parece. Sempre que atingimos uma nova fase, apercebo-me de que as competências que possuía já não são suficientes e tenho de me reinventar. Contudo, apesar de todas as dificuldades, tem sido extremamente gratificante”.

adoção das tecnologias

Desde o início, a empresa conseguiu validar a sua solução através de projetos-piloto, resultado de “uma combinação de sorte, timing e algumas conexões estratégicas”, aliada à formação do CEO em Direito e Inteligência Artificial. A equipa trabalhou diretamente com escritórios de advogados, como a Sérvulo e Associados, para compreender as suas necessidades reais, o que permitiu ajustar o produto e estabelecer parcerias.

A ByTheLaw procura resolver a dispersão de conhecimento no setor jurídico: “o nosso objetivo é permitir que advogados e equipas jurídicas se concentrem na análise e na estratégia, em vez de perderem tempo a procurar informação dispersa ou a organizar manualmente conhecimento acumulado ao longo dos anos”.

equiPa com know-How técnico e Jurídico

A construção de uma equipa forte é um dos maiores desafios. “Em Portugal, enfrentamos uma dificuldade específica. Há poucos inves-

andré dionísio transFormou uma inquietação académica numa startuP legaltecH, a bytHelaw, que Promete reorganizar o conHecimento Jurídico através da inteligência artiFicial.

“Empreender,

apesar de muitas vezes romantizado, é muito mais difícil do que parece. Sempre que atingimos uma nova fase, apercebo-me de que as competências que possuía já não são suficientes e tenho de me reinventar. Contudo, apesar de todas as dificuldades, tem sido extremamente gratificante”.

tidores em fases iniciais, o que torna o financiamento e a atração de talento uma tarefa exigente”, destaca.

O fundador sublinha a importância de recrutar pessoas com energia, vontade de arriscar e capacidade de aprendizagem rápida, num contexto de crescimento e recursos limitados.

Apesar das barreiras estruturais e culturais à adoção tecnológica, reconhece sinais de mudança. “Muitos gestores ainda não têm a mentalidade de explorar ativamente novas soluções ou de procurar aprender de forma autónoma. A informação está disponível, basta procurar e entrar nos círculos certos”.

Ainda assim, nota que “hoje em dia, o merca-

do está muito mais aberto, e muitas pessoas percebem que a IA vai transformar a profissão”.

Plano de exPansão e estratégia de Produto Quanto ao futuro, André Dionísio antevê uma transformação profunda do setor jurídico, com a estruturação acessibilidade dos dados como um dos principais desafios.

Para o próximo ano, a ByTheLaw prepara uma nova ronda de investimento e o arranque de projetos-piloto nos Estados Unidos. “Este mercado unificado beneficia a nossa solução, que se foca na gestão documental e do conhecimento”, mantendo em paralelo a consolidação da presença no mercado português.

crónica

mA r CA s Portugues A s: t r A dição, i nov A ção e r e C onhe C imento

Há algo de singular em caminhar pelas ruas e reconhecer, em pequenas montras ou grandes armazéns, o selo de uma marca portuguesa. É um orgulho discreto, mas persistente, que nos faz sentir parte de uma história maior do que nós próprios. As marcas nacionais não são apenas logótipos ou embalagens: são memórias de infância, sabores que atravessam gerações, serviços que nos acompanham no dia a dia e, acima de tudo, testemunhos de um país que se reinventa constantemente. O panorama empresarial português tem evoluído de forma notável nas últimas décadas. Já não se trata apenas de produzir para o mercado interno ou de seguir tendências internacionais, muitas das marcas portuguesas apostam na inovação, na sustentabilidade e no design, criando produtos que conquistam reconhecimento lá fora, sem perder a essência local. A autenticidade tornou-se um ativo valioso: o consumidor procura histórias e valores, não apenas produtos.

Neste contexto, os prémios de 2026 assumem um papel de relevo. O Prémio Cinco Estrelas continua a distinguir marcas que se destacam na satisfação do consumidor, valorizando a qualidade, a confiança e a consistência. Já a Escolha dos Profissionais tem um olhar diferente, mais técnico e especializado, avaliando o desempenho e a inovação de produtos e serviços segundo critérios rigorosos do setor. Complementando estas distinções, a Escolha do Consumidor dá voz direta ao público, mostrando quais são as marcas que efetivamente conquistam corações e fidelidades. E, finalmente, os Quality Awards reforçam o compromisso com a excelência, premiando aqueles que demonstram padrões elevados e consistentes em todas as suas áreas de atuação.

Ao refletirmos sobre estas distinções, percebemos que não se trata apenas de prémios. Cada selo é um reconhecimento do esforço, da visão e da identidade. Representa empresários e equipas que acreditaram numa ideia, muitas vezes em condições difíceis, e que conseguiram transformar essa crença em algo tangível. É também um indicador de confiança para o consumidor, um sinal de que investir numa marca portuguesa é apostar numa economia que valoriza qualidade, ética e inovação. Olhando mais de perto, nota-se que a diversidade das marcas nacionais é impressionante. Encontramos empresas centenárias que preservam tradições, como a produção artesanal de cortiça ou têxteis, mas também startups que desafiam paradigmas tecnológicos e modelos de negócio disruptivos. Esta coexistência entre tradição e modernidade é talvez a maior força do mercado português: a capacidade de se reinventar sem perder raízes.

No fundo, apoiar marcas portuguesas não é apenas um gesto económico: é um ato de reconhecimento, uma celebração da identidade e do esforço coletivo. E enquanto existirem consumidores atentos e profissionais exigentes, o futuro das marcas nacionais promete continuar a ser feito de inovação, autenticidade e orgulho. Porque uma marca portuguesa bem-sucedida é, acima de tudo, a prova de que Portugal consegue transformar criatividade em excelência.

a r umos é eleita m arca nº1 na categoria de Formação ProF issional em t ecnologias de i n Formação. a lin H ada com as tendências tecnológicas e com Forte ligação ao mercado de trabal H o, transForma a a P rendizagem em resultados concretos, P reParando P ro F issionais Para o P resente e Para os desaF ios do F uturo digital.

A Rumos recebe pelo 3º ano consecutivo a distinção de Marca nº1 na Escolha dos Profissionais na categoria de Formação Profissional em Tecnologias de Informação. Que fatores a diferenciam e a tornam a escolha preferencial? Esta distinção reflete a confiança que os profissionais depositam na Rumos enquanto parceiro de desenvolvimento de competências e de carreiras. Os principais fatores diferenciadores, são a grande proximidade aos principais atores do mercado das tecnologias da informação, tanto na área das soluções de software como hardware, como nas metodologias, frameworks e regulamentação. Também a forte ligação ao mercado, que nos permite desenvolver e apresentar uma oferta formativa atualizada, alinhando as necessidades reais das organizações e as principais tendências tecnológicas emergentes.

A isso soma-se a aposta consistente na qualidade pedagógica: em formadores com experiência prática no terreno; em percursos bem estruturados, práticos e orientados para a realidade das organizações; e no seu impacto, com a adoção de novas metodologias mais flexíveis e alinhados com as exigências dos profissionais.

A Rumos tem vindo a reforçar a ligação entre formação e empregabilidade. De que forma são desenhados os vossos percursos formativos para preparar os formandos para os desafios do mercado de trabalho?

A preparação para o mercado de trabalho está no centro da forma como a Rumos estrutura a sua oferta formativa. Os percursos são desenhados com base numa análise contínua das

necessidades das empresas e das tendências do setor tecnológico, garantindo conteúdos relevantes, atuais e alinhados com os desafios reais enfrentados pelos profissionais. Para além disso, a formação privilegia uma forte vertente prática, permitindo que as competências adquiridas sejam facilmente transferidas para o contexto profissional.

As formações deixaram de ser com uma base muito teórica, entregue de forma intensiva, e passaram a ser experiências que combinam conteúdos digitais em formato de microlearning com momentos presenciais ou síncronos de elevado valor com o formador, focados na aplicação prática, desenvolvimento de projetos e esclarecimento de dúvidas. O processo de aprendizagem é ainda apoiado por ferramentas de inteligência artificial, bem como por soluções de diagnóstico e avaliação que permitem medir o impacto da formação.

Paralelamente, é dada uma atenção crescente às competências transversais, como a adaptação à mudança, o pensamento crítico e a resolução de problemas, essenciais num mercado em constante evolução.

Que novidades ou projetos preveem para continuar a liderar e contribuir para o desenvolvimento do setor?

Encaramos este reconhecimento como um estímulo para continuar a evoluir e a inovar na forma como capacitamos profissionais para os desafios do setor tecnológico.

A nossa aposta passa por uma abordagem cada vez mais centrada no formando. Temos

vindo a investir na modernização dos modelos de aprendizagem, integrando novas metodologias, formatos mais dinâmicos e o uso crescente de tecnologias como a IA, com o objetivo de tornar a experiência formativa mais personalizada, eficiente e orientada para resultados. Em paralelo, mantemos um foco claro na atualização contínua dos conteúdos e na antecipação das competências que serão críticas no futuro.

Que balanço faz do ano 2025 e que impactos destaca ao nível da formação e do desenvolvimento de competências em Portugal?

2025 foi um ano particularmente relevante para a Rumos Formação, marcado por um crescimento consistente e um forte impacto na qualificação de profissionais em Portugal. Ao longo do ano, ultrapassámos as 18 mil horas de formação e formámos mais de 8500 profissionais, números que refletem a crescente procura por competências digitais e especializadas.

Este crescimento foi acompanhado por uma forte adesão a mecanismos de apoio à formação, como o Cheque-Formação + Digital, cuja utilização registou um aumento significativo face ao ano anterior. Em paralelo, mantivemos elevados padrões de qualidade, refletidos numa avaliação média de 3,6 em 4 atribuída pelos formandos e numa taxa de sucesso superior a 76% nas certificações técnicas.

Estes resultados reforçam o papel da Rumos enquanto parceiro estratégico na qualificação do talento tecnológico, contribuindo para carreiras mais sustentáveis e para organizações mais preparadas para responder aos desafios da transformação digital.

alguns elementos da equiPa rumos no evento de entrega dos Prémios

j ob&tA lent powered by m ultitempo consolid A A confi A nç A no merc A do de tr A b A lho

a Job&talent Powered by multitemPo conquista Pelo segundo ano consecutivo o Prémio cinco estrelas, reForçando a conFiança de clientes, trabalHadores e candidatos num setor altamente comPetitivo. isabel borges, country manager, sublinHa que a distinção destaca a ambição de crescimento sustentável e de maior automatização do ciclo de serviço. com uma receita suPerior a 100 milHões de euros em 2025 e um crescimento anual Próximo dos 20%, a emPresa quer agora aProFundar a integração de dados e a inteligência artiFicial Para tornar as oPerações ainda mais Previsíveis e eFicientes.

“Num setor exigente e altamente competitivo, esta distinção reconhece a consistência e o rigor do trabalho desenvolvido ao longo dos anos e valida o trabalho diário das equipas em todo o país”.

A Job&Talent powered by Multitempo foi distinguida pelo 2º ano consecutivo com o Prémio Cinco Estrelas na categoria de Trabalho Temporário. Qual é o significado desta distinção para a empresa e a equipa?

Receber o Prémio Cinco Estrelas pelo segundo ano consecutivo é particularmente relevante por refletir uma avaliação global do mercado, que integra clientes, trabalhadores e candidatos – alguns dos principais stakeholders da nossa atividade. Num setor

exigente e altamente competitivo, esta distinção reconhece a consistência e o rigor do trabalho desenvolvido ao longo dos anos e valida o trabalho diário das equipas em todo o país. É, acima de tudo, um sinal claro de confiança, que confirma que a nossa forma de trabalhar – combinando proximidade, rigor e tecnologia – gera impacto real na vida das pessoas e no desempenho das empresas.

Quais são os fatores que contribuíram para que se destacassem neste reconhecimento?

Este reconhecimento resulta da capacidade de executar operações de grande escala, sem perder qualidade e proximidade. Em 2025, recrutámos e colocámos cerca de 18 mil trabalhadores em Portugal, mantendo uma taxa média de fulfillment superior a 95%. A integração de tecnologia com inteligência artificial nativa, que aporta um valor 360º ao serviço, tem sido determinante para aumentar a rapidez, a previsibilidade e a transparência. No final, o que é

avaliado é a execução diária – e é essa consistência que sustenta este reconhecimento.

O prémio destaca o elevado nível de confiança e qualidade percebida pelos consumidores e trabalhadores. Como conseguem manter este padrão de excelência no dia a dia?

A qualidade não acontece por acaso: resulta de processos robustos, tecnologia integrada e equipas experientes. A plataforma com inteligência artificial nativa permite maior controlo, consistência e visibilidade sobre as operações, enquanto as equipas asseguram acompanhamento próximo e gestão contínua da relação.

Este modelo permitiu ultrapassar os 100 milhões de euros de faturação em 2025, com um crescimento anual próximo dos 20%, mantendo elevados níveis de cumprimento e qualidade operacional.

A Job&Talent powered by Multitempo é conhecida por ligar talentos a grandes empresas. Como tem evoluído a abordagem da empresa em termos de recrutamento e seleção?

A evolução tem sido marcada pela integração da inteligência artificial no recrutamento, sobretudo no início do funil. A IA permite identificar, contactar e qualificar candidatos de forma rápida e consistente, aumentando a capacidade de trabalhar em volume e reduzir tempos de resposta. O recrutamento mantém, contudo, uma forte componente de curadoria humana, pela responsabilidade que o emprego representa na vida das pessoas e no funcionamento das empresas. As equipas especializadas asseguram validação, decisão e acompanhamento, garantindo rigor e qualidade da experiência.

Quais são os principais fatores diferenciadores face à concorrência no mercado?

O posicionamento assenta numa combinação difícil de replicar: escala, tecnologia e proximidade. A plataforma digital integrada, com IA nativa, cobre toda a jornada do trabalhador e do cliente, permitindo maior rapidez, transparência e controlo operacional. Em paralelo, mantemos equipas locais com profundo conhecimento do mercado português, assegurando acompanhamento próximo e adaptado a cada operação. Esta combinação permite gerir operações de grande escala com consistência e previsibilidade.

Quais são os objetivos estratégicos e as iniciativas que pretendem implementar para continuar a consolidar a posição da marca e a satisfação dos clientes e trabalhadores?

O foco mantém-se no crescimento sustentável, reforçando a integração de dados, automação e inteligência artificial ao longo de todo o ciclo de serviço. Queremos continuar a melhorar a

experiência de trabalhadores e clientes, aumentar a previsibilidade das operações e consolidar o posicionamento como parceiro estratégico das empresas. Mais do que acompanhar a evolução do setor, queremos contribuir ativamente para a sua transformação, ajudando a construir um mercado de trabalho mais eficiente, transparente e equilibrado, onde tecnologia e proximidade evoluem lado a lado.

isabel borges country Manager

j A ps eguros A firm A lider A nç A pel A voz dos clientes

“A distinção obtida resulta de um conjunto de fatores que têm pautado a atuação da JAPSeguros: a proximidade com o cliente, a transparência no aconselhamento, a capacidade de resposta rápida e personalizada e a aposta consistente na formação das equipas”.

O que representa para vocês o Prémio Cinco Estrelas 2026?

Representa um motivo de grande orgulho para a JAPSeguros e para toda a equipa que diariamente contribui para o seu sucesso. Este reconhecimento assume particular relevância por resultar diretamente da avaliação e satisfação dos clientes, validando de forma objetiva o compromisso contínuo da empresa com a excelência no serviço. É, acima de tudo, um sinal do profissionalismo que marca a atuação da JAP-

Seguros no mercado nacional.

Que fatores mais contribuíram para que fosse considerada a melhor Mediadora de Seguros em Portugal?

A distinção obtida resulta de um conjunto de fatores que têm pautado a atuação da JAPSeguros: a proximidade com o cliente, a transparência no aconselhamento, a capacidade de resposta rápida e personalizada e a aposta consistente na formação das equipas. Para além disso, a diversidade e adequação das soluções apresentadas, aliadas a uma postura orientada para as necessidades reais de cada cliente, têm sido determinantes. Estes elementos criam uma experiência de serviço diferenciadora, reconhecida pelos consumidores.

Como têm trabalhado a relação de proximidade e credibilidade com os seus clientes ao longo dos anos?

A confiança construída ao longo dos anos assenta numa política de atuação transparente e centrada no cliente. O Grupo JAP, bem como a JAPSeguros, têm vindo a consolidar esta relação através de um serviço de acompanhamento permanente, do cumprimento rigoroso de compromissos e da criação de canais de comunicação acessíveis e eficientes.

A aposta numa equipa especializada, capaz de oferecer aconselhamento claro e adequado, tem igualmente contribuído para reforçar a credibilidade da marca e a segurança que transmite aos seus clientes.

De que forma a inovação e qualidade do serviço têm sido integradas na estratégia da JAP Seguros?

A JAPSeguros tem incorporado inovação de forma estratégica, através da digitalização de processos, do desenvolvimento de soluções tecnológicas – que não só agilizam o contacto

a distinção da J a P s eguros como mel H or m ediadora de s eguros em Portugal, no âmbito do Prémio c inco e strelas 2026, re F lete a con F iança dos clientes e o trabal H o consistente de uma equi Pa orientada Para a excelência no serviço e a anteci Pação das exigências de um mercado cada vez mais com P etitivo.

com o cliente como também garantem uma maior rapidez na apresentação de soluções – e da otimização dos seus sistemas internos de gestão. Paralelamente, mantém um foco permanente na qualidade do serviço, investindo na formação contínua das equipas e na melhoria das metodologias de atendimento. Esta combinação permite oferecer soluções eficientes e ajustadas às necessidades de um mercado cada vez mais exigente.

Quais os próximos desafios e objetivos para continuar a elevar os padrões de excelência no setor?

O principal objetivo passa por consolidar a posição alcançada, reforçando ainda mais os padrões de qualidade e inovação que caracterizam a JAPSeguros. Entre os próximos desafios está a expansão da oferta de soluções, a modernização contínua dos canais de atendimento e a aposta em ferramentas digitais que permitam melhorar a experiência do cliente. Adicionalmente, pretendemos fortalecer parcerias estratégicas e intensificar a presença no mercado, sempre com o propósito de antecipar tendências e responder de forma exemplar às expectativas dos consumidores.

tel: +351 255 788 034 geral@ japseguros.pt gestao.seguros@ japseguros.pt www.jaPseguros.Pt

Paulo vieira diretor geral

c hez s óni A tr A nsform A experiênci A s em reconhecimento

o azores Private cHeF, nascido da visão de sónia melo, Foi reconHecido Pelos consumidores com o Prémio quality award 2026. um Prémio que valida um Percurso Feito de escuta, Personalização e uma cozinHa enraizada na identidade açoriana.

O que representa para si e para a Chez Sónia a conquista do Quality Award 2026 – Gastronomia – Serviço de Private Chef, um prémio da escolha dos consumidores?

Receber o Quality Award 2026 tem um significado muito especial, precisamente por essa particularidade: ser um prémio atribuído pelos consumidores. É um reconhecimento que nasce da experiência real, vivida à mesa e da relação de confiança construída ao longo do tempo. Para mim e para o nosso projeto, este prémio representa a validação de um percurso feito com consistência, verdade e um enorme sentido de responsabilidade para com cada cliente e o futuro. E isso tem um peso emocional e profissional muito grande.

Este reconhecimento influencia a forma como gere o projeto Chez Sónia?

Este reconhecimento não altera a essência do projeto, mas reforça-a. Obriga-me, ainda mais,

a manter um elevado nível de exigência e coerência em tudo o que faço. A estratégia da Chez Sónia continua a assentar na personalização absoluta do serviço, na exclusividade e numa relação muito próxima com cada cliente, mas este prémio consolida o posicionamento

da marca como uma referência de confiança, tanto a nível nacional como internacional.

Que fatores contribuíram para que os consumidores distinguissem o serviço Chez Sónia como um dos melhores?

Acredito que o principal fator tenha sido a forma como o cliente se sente ao longo de todo o processo. O serviço Chez Sónia não começa no prato e não termina na sobremesa. Começa no primeiro contacto, na escuta atenta, na compreensão das expectativas e no cuidado com cada detalhe, por mais pequeno que pareça. Existe também uma forte componente emocional no meu trabalho. Não me limito a cozinhar – procuro ser anfitriã, criar conforto, ligação e momentos que ficam na memória. A valorização do produto, a honestidade da cozinha, a identidade regional e a consistência do serviço ao longo dos anos são fatores que, acredito, fizeram a diferença aos olhos dos consumidores.

Como este prémio reforça o papel da gastronomia açoriana, na sua abordagem como Private Chef?

Este prémio reforça claramente a importância da gastronomia regional no meu trabalho. A cozinha açoriana, os produtos locais, as histórias e o território sempre estiveram no centro da minha abordagem. Não de forma folclórica, mas com respeito, contemporaneidade e verdade. A conquista do Quality Award não muda os meus planos, mas confirma que este caminho faz sentido. Reforça a vontade de continuar a levar os Açores à mesa, tanto em contexto local como internacional, mostrando que uma cozinha de identidade forte pode ser sofisticada, emocional e universal.

O que os clientes e o público podem esperar da Chez Sónia em 2026?

Os clientes podem esperar exatamente aquilo que sempre nos definiu: rigor, proximidade, personalização e experiências pensadas ao detalhe. Em 2026, a prioridade continua a ser a qualidade e não a quantidade. Sem revelar demasiado – porque gosto de manter algum secretismo – posso dizer que estão a ser pensadas novas experiências gastronómicas e projetos ligados à partilha, à identidade e ao turismo gastronómico. O futuro constrói-se no presente, com consistência e respeito pelo caminho já feito.

sónia melo ceo e fundadora

crédito com confi A nç A : como A mA xfin A nce conquistou os portugueses

A Maxfinance foi distinguida com o prémio Escolha do Consumidor 2026. O que representa este reconhecimento num setor tão competitivo?

A Escolha do Consumidor tem um significado muito especial para toda a Rede Maxfinance. É um prémio que resulta diretamente da avaliação dos próprios clientes, o que lhe con -

n um setor com P etitivo e altamente regulado, ser distinguido P elos consumidores é um recon H ecimento signi F icativo. Francisco Ferreira l ima, ceo da m ax F inance, revela como a P roximidade, es P ecialização e trans Parência trans Formam cada decisão F inanceira numa ex P eriência de con F iança e valor Para os P ortugueses.

“Neste negócio a reputação e credibilidade são os vetores mais importantes da marca”.

fere uma legitimidade acrescida. Num setor altamente competitivo, exigente e regulado como a intermediação de crédito, ser escolhido pelos consumidores confirma a relevância e qualidade do serviço que oferecemos. Acredito que estamos no caminho certo, um caminho assente na confiança, transparência e criação de valor real para as famílias portuguesas. Estamos orgulhosos, mas sabemos que este reconhecimento acarreta uma responsabilidade acrescida para continuarmos a prestar um serviço de excelência.

Que fatores considera terem contribuído para que a Maxfinance se destacasse junto dos consumidores e tenha sido considerada uma marca de referência?

Diria que há três fatores-chave. Proximidade e relação. Somos uma marca nacional, mas trabalhamos a nível local. Estamos verdadeiramente ao lado do cliente em momentos financeiros decisivos, como a compra de casa ou a reorganização do crédito. Especialização e independência. Os nossos gestores e intermediários de crédito analisam o mercado de forma objetiva para encontrar as melhores soluções adequadas ao perfil de cada cliente em particular. E, por fim, transparência. Transparência ao longo de todo o processo. Os nossos clientes são esclarecidos sobre todas as propostas e têm toda a informação para decidirem em consciência. Estes fatores traduzem-se invariavelmente em poupança financeira, decisões mais informadas e, acima de tudo, tranquilidade para os clientes, que sabem que encontram na Maxfinance um parceiro de confiança,

com acesso à oferta de todos os bancos, que os ajuda a negociar e contratar um crédito com as melhores condições possíveis.

Como a Maxfinance assegura que a sua extensa rede de intermediários de crédito e cobertura nacional se traduzem numa experiência de serviço de excelência e proximidade para cada cliente?

Os gestores e intermediários de crédito são o grande motor da Maxfinance. Assegurar um elevado nível de serviço de forma transversal na Rede apenas é possível através da adoção de critérios rigorosos no recrutamento, formação contínua e acompanhamento permanente das nossas equipas. Trabalhamos com processos bem definidos, padrões de qualidade elevados e uma cultura muito clara de foco no cliente. Neste negócio a reputação e credibilidade são os vetores mais importantes da marca. Temos mais de 200 Agências no continente e ilhas, temos conhecimento das diferentes realidades locais, mas o objetivo é garantir uma abordagem consistente e alinhada com os valores da marca a nível nacional.

Que iniciativas ou inovações estão a planear implementar em 2026?

Em 2026 vamos continuar a investir fortemente na tecnologia e inovação. O objetivo é automatizar processos e reforçar a experiência do cliente, sem nunca perder o acompanhamento humano que distingue a Maxfinance no mercado. Estamos a trabalhar para acelerar a análise e apresentação de propostas personalizadas para cada cliente. Vamos manter o foco na formação da Rede, garantindo que os nossos intermediários estão sempre atualizados num contexto regulatório e económico em constante evolução. Nesta marca, a inovação tem que servir para aumentar a eficiência das equipas e melhorar o nível de serviço prestado aos clientes.

Francisco Ferreira lima ceo

r owentA : um A m A rc A de confi A nç At

eleita escolHa nº1 do consumidor em asPiradores Pelo 9º ano consecutivo, a rowenta vê este Prémio como Prova de conFiança e como um imPulso Para continuar a inovar em durabilidade, reParabilidade e exPeriência do utilizador nos lares Portugueses.

A Rowenta foi eleita Escolha nº1 do Consumidor na categoria de aspiradores pelo 9º ano consecutivo. Qual foi a sua reação a este resultado e que significado pessoal e estratégico atribui este reconhecimento para a marca em Portugal?

Este reconhecimento enche-nos de orgulho e responsabilidade. Ser eleita Escolha do Consumidor pelo nono ano consecutivo confirma a confiança que os consumidores portugueses depositam na qualidade, eficiência e durabilidade dos nossos aspiradores. A nível pessoal e estratégico, é um sinal claro de que o nosso compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a proximidade com o consumidor está no caminho certo. Este prémio não é apenas uma distinção – é também um estímulo para continuarmos a antecipar necessidades e a elevar os padrões da experiência de limpeza nos lares portugueses.

“Acreditamos que o desempenho técnico consistente dos nossos produtos, aliado à sua durabilidade, eficiência energética e conforto de utilização, foram determinantes para esta distinção”.

Que fatores concretos considera terem sido determinantes para que os consumidores tenham distinguido a Rowenta em 2025?

consistente dos nossos produtos, aliado à sua durabilidade, eficiência energética e conforto de utilização, foram determinantes para esta distinção. Os consumidores valorizam cada vez mais soluções versáteis, silenciosas e de fácil utilização, sem comprometer a eficácia. Além disso, a nossa aposta em modelos reparáveis e o contacto direto com o consumidor – desde o aconselhamento até ao pós-venda – reforça a confiança e a relação a longo prazo com a marca.

A marca destaca soluções com e sem saco. Como gerem o equilíbrio entre inovação técnica e sustentabilidade, sem comprometer a acessibilidade para o consumidor português?

Na Rowenta, inovação e sustentabilidade caminham lado a lado. Desenvolvemos modelos com e sem saco que integram tecnologias avançadas de filtragem (ideais para pessoas com alergias), níveis de ruído reduzido e elevada eficiência energética. Simultaneamente, mantemos uma política clara de reparabilidade – a maioria dos nossos produtos é concebida para ser reparável até 15 anos – o que prolonga o seu ciclo de vida e reduz o impacto ambiental.

Tudo isto sem descurar a acessibilidade, garantindo gamas diversificadas e adaptadas aos diferentes poderes de compra das famílias portuguesas, graças ao esforço diário da nossa equipa de R&D.

consumidores no desenvolvimento de novos modelos e na melhoria contínua dos serviços? O feedback dos consumidores é fundamental em todas as fases do desenvolvimento de produto. Recolhemos informação através de estudos de mercado, reviews online e interações diretas com a equipa do nosso Centro de Contacto do Consumidor e acompanhamento pós-venda. Um exemplo concreto foi a introdução de soluções ainda mais ergonómicas nos aspiradores verticais, após ouvirmos os consumidores sobre a importância da leveza e facilidade de manuseamento para o uso diário. Essa escuta ativa resulta em melhorias contínuas, que

Siga Rowenta Portugal
marta santos brand Manager

Mediação i M obiliária que valoriza o a lto Minho

A ArcobArcA destAcA-se como umA AgênciA imobiliáriA que AliA proximidAde, profissionAlismo e inovAção. sob A liderAnçA de venâncio fernAndes, A AgênciA reforçA o seu pApel enquAnto referênciA regionAl, prepArAdA pArA enfrentAr desAfios, explorAr oportunidAdes e contribuir pArA o desenvolvimento económico e sociAl do Alto minho.

Como surgiu a Arcobarca e como se afirma enquanto agência imobiliária de referência, distinguindo-se da concorrência pelos seus valores, estratégias e abordagem ao cliente?

A Arcobarca surgiu da vontade de criar um projeto imobiliário sólido, próximo das pessoas e profundamente ligado ao território do Alto Minho. Desde o início, o foco esteve na mediação responsável, na valorização do património local e num acompanhamento profissional e transparente dos clientes. Hoje, a Arcobarca afirma-se como uma agência imobiliária de referência na região, reconhecida pela sua proximidade, conhecimento do mercado local e capacidade de responder também a clientes nacionais e internacionais. Desde cedo, alargamos a nossa atuação além-fronteiras, acompanhando a procura externa por imóveis em Portugal.

O principal fator diferenciador da Arcobarca é a forma como coloca o cliente no centro da sua atuação. Mais do que vender imóveis, procura criar relações de confiança duradouras, baseadas na transparência, no rigor e no acompanhamento personalizado. Este reconhecimento assenta em valores sólidos como a postura profissional, o conhecimento do mercado, a inovação na promoção dos imóveis e a aposta na qualificação da equipa.

A Arcobarca oferece mediação de compra e venda, arrendamento e intermediação de crédito sem custos para os clientes. Como se articulam estes serviços na prática e que soluções integrais oferecem ao cliente?

Na prática, estes serviços funcionam de forma articulada, permitindo ao cliente encontrar na Arcobarca uma solução completa para todo o processo imobiliário. Desde a identificação do imóvel, passando pela negociação, até ao apoio no financiamento, tudo é tratado de forma integrada e um único interlocutor.

A intermediação de crédito, sem custos para o cliente, é um complemento essencial, permitindo encontrar as melhores soluções de financiamento junto das instituições bancárias, simplificando processos e poupando tempo.

venâncio fernAndes gerente

Qual a sua leitura sobre o atual mercado imobiliário em Portugal, sobretudo no contexto do Alto Minho? Que desafios e oportunidades identificam para os próximos anos?

O mercado imobiliário em Portugal mantém uma procura consistente, embora marcada por desafios como o aumento dos custos de construção, a escassez de oferta. No Alto Minho, verifica-se um interesse crescente, tanto de compradores nacionais como internacionais, atraídos pela qualidade de vida e pelo território. Os principais desafios passam por equilibrar oferta e procura, continuar a apostar na reabilitação urbana sustentável, desencadeando oportunidades na valorização do território e fixação de população, através de um investimento responsável.

Quais as principais novidades para o futuro da Arcobarca?

O futuro da Arcobarca passa por continuar a crescer de forma sustentada, reforçando a qualidade dos serviços e acompanhando a evolução do mercado. A aposta continua, na digitalização dos processos e na formação contínua da equipa mantém-se como prioridade.

Paralelamente, a Arcobarca pretende reforçar o seu impacto positivo nos territórios onde atua, contribuindo para a valorização do património, o desenvolvimento local e uma mediação imobiliária responsável e próxima da comunidade.

no coração do sudoeste alenteJano e da costa vicentina, o mar e a serra encontram-se num cenário único. José brito, arquiteto e Fundador da sw-Places, traça o retrato de um mercado imobiliário em transFormação. entre a escalada dos Preços imPosta Pela Procura internacional, leis que Prometem mas nem semPre cHegam a cumPrir e soluções Para os Jovens, a Pequena vila de alJezur revela-se um microcosmo das tensões e oPortunidades do setor em Portugal.

Considerando a particularidade do mercado imobiliário de Aljezur, quais são os desafios e oportunidades que se perspetivam para o setor na região, tendo em conta a crescente diversidade da proveniência dos compradores?

O mercado imobiliário em Aljezur tem-se mantido, ao longo dos últimos anos, fiel à hA bitA r o futuro: regul A mentos, merc A do e o des A fio de c A s A própri A em Aljezur

génese do local, ou seja, sempre foi uma zona mais procurada pela linha alternativa da sociedade europeia, nomeadamente os alemães, suíços e neerlandeses. A oferta do mercado imobiliário está dispersa pelo território, promovendo a individualidade na escolha, o que sempre foi apetecível a este grupo da sociedade, que há

uns 30 ou 40 anos atrás era um pequeno grupo representado, na sua maioria, por cidadão vindos do norte da Europa, mas hoje representam uma dimensão considerável da sociedade, e provêm dos “quatro cantos do mundo”.

Como descreveria a particularidade dos preços praticados na região, tendo em conta as suas características únicas, que atraem quem procura Natureza e tranquilidade?

O Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina tem um potencial de fauna, flora e paisagístico muito particular, mas são as autoridades administrativas que impedem o aproveitamento desse potencial.

Compreendo que regras são essenciais para o desenvolvimento em sociedade, mas as regras não deverão assentar somente na “proibição de”, mas sim na educação e contribuição para a sociedade, “podes fazer, mas deverás fazer isto”. Nos PDMs já se veem essa forma de autorização, mas o mesmo não podemos afirmar sobre os regulamentos regionais.

Os preços na zona têm sido fiéis à lei da “oferta e da procura”, e como a procura disparou nos últimos anos, os preços acompanharam. Portugal está a passar uma fase de grande procura por parte cidadãos das mais variadas nacionalidades, muitos somente devido à nossa localização geográfica e clima, outros por razões de segurança e outros ainda por sermos parte integrante da Comunidade Europeia e termos o Euro como moeda oficial.

A recente legislação que facilita a reclassificação de terrenos rústicos para urbanos tem sido, na prática, uma solução eficaz para mitigar a escassez de habitação a preços acessíveis para a classe média e os jovens em Portugal?

A lei a que se refere entrou há muito pouco tempo em vigor para já ser possível vermos resultados práticos, mas se quer a minha opi-

nião, eu acho que não vai resultar, e porquê?

Aquilo que deveria ser o Estado a fazer, este passa a tarefa para o privado, e este não vai construir, para vender 70% do empreendimento com o preço antecipadamente estabelecido e só 30% do edificado é que poderá ser vendido a preço de mercado.

Uma solução, à semelhança de outras regiões europeias, seria promover urbanizações para tiny-houses, em que os preços – aí sim – são mais acessíveis aos jovens.

Que impacto se prevê que esta nova medida governativa terá em Aljezur, uma região conhecida pela sua natureza preservada e ainda não sujeita a urbanização massificada?

Esta lei não foi feita para pequenas vilas como Aljezur, mas sim para zonas de pressão urbana como Oeiras, Braga, onde existe muita gente e existe a expectativa de que se houvessem mais habitações estas não ficariam vazias.

A nova garantia bancária assegura, de verdade, aos jovens, uma maior facilidade na aquisição de habitação própria? Que considerações tece a esta medida, face aos desafios reais do mercado imobiliário e à capacidade financeira da geração mais jovem?

A experiência prática diz-me que nos últimos quatro meses a procura por apartamentos na cidade por casais entre os 20 e 30 anos tem aumentado, devido às novas condições de acesso ao crédito. Quando as regras do jogo se traduzem pela positiva nas vidas das pessoas, eu acho que estamos no caminho certo.

A SW-Places, enquanto player do mercado imobiliário, que análise projeta para o futuro do setor? Antecipa-se uma evolução em continuidade ou perspetivam-se mudanças significativas?

Ao nível global o mercado imobiliário é, atrás do petróleo, o mercado com o maior movimento de capital, e acho que essa posição se manterá

nos próximos tempos, mas quem sabe, com os veículos elétricos já aí e o Hidrogénio ao virar da esquina, por quanto tempo o petróleo conseguirá manter a posição no ranking mundial, enquanto com o mercado imobiliário não se veem concorrentes.

A evolução no mercado imobiliário passará pela implementação de regras claras, que confiram às mediadoras maior responsabilidade e acesso a documentos do imóvel, nomeadamente os relacionados com o contrato de mediação imobiliária celebrado com o cliente vendedor. A inteligência artificial poderá ser uma ferramenta que promove evolução dos players no mercado, mas ainda está muito pouco desenvolvida.

h onr A r A medi A ção imobiliári A é muito m A is do que vender c A s A s

andré gonçalves, ceo da buycasa, deFende que o Futuro do setor Passa Por devolver credibilidade e ProPósito à ProFissão. num mercado em transição, marcado Pela escassez de oFerta e Pela exigência crescente dos clientes, sustenta que Honrar a mediação imobiliária imPlica PreParação, transParência e Foco nas reais necessidades de quem comPra e vende casa.

A BuyCasa tem como missão “honrar a mediação imobiliária”. O que significa honrar esta profissão?

O cliente atualmente tem acesso a toda a informação num piscar de olhos, e com a Inteligência artificial, acaba por ser muito fácil o acesso a essa informação, no entanto, este facilitismo também trás a desinformação, e é aqui que os profissionais do imobiliário têm de estar preparados para dar resposta ao cliente. A profissão de agente imobiliário no nosso país ainda tem de crescer muito e são os próprios agentes que terão de honrar o que é de facto a mediação imobiliária, pois ela não é vender casas.

De que forma os valores da BuyCasa têm impacto no desempenho das equipas e na experiência do cliente?

O compromisso traduz-se em equipas que “vestem a camisola” e operam com o propósito claro aumentando a coesão interna e o foco no cumprimento da missão da BuyCasa. Também incentivamos a evolução diária e a procura de melhores métodos, focada na superação de desafios e na excelência operacional.

Para o cliente, este empenho e foco prestado pela BuyCasa proporciona uma experiência

mais tranquila e clara, eliminando a ansiedade comum em processos de compra e venda. Como já foi dito, a busca pela melhoria e o foco nas pessoas permite-nos prestar um serviço personalizado, adaptada às necessidades especificas de cada cliente.

No que diz respeito ao apoio aos nossos clientes, este valor estabelece uma norma de comportamento onde os agentes priorizam a empatia e transparência para um serviço mais profissional e personalizado. Relembramos que os clientes não são iguais.

“O compromisso traduz-se em equipas que “vestem a camisola” e operam com o propósito claro aumentando a coesão interna e o foco no cumprimento da missão da BuyCasa”.

Quais são os principais desafios e oportunidades para 2026?

Os desafios que iremos encontrar em 2026, passa pela falta de imóveis, mantendo a pressão dos preços. Necessitamos de mais construção, mas esta área enfrenta dificuldades em acompanhar a procura devido aos elevados custos de materiais, mão de obra e burocracia. Quanto às oportunidades para 2026, temos a sustentabilidade e eficiência energética que deixou de ser um extra. Imóveis com maior certificação energética irão ter maior liquidez e facilidade de financiamento. Descentralização, já temos uma procura acentuada fora dos mercados principais (Porto, Lisboa e Faro), mas acreditamos que esta procura aumente consideravelmente, devido ao puder de compra. Novos modelos de negócios e construção, pensamos que haverá um aumento do arrendamento profissional, e um forte crescimento de métodos de construção que vem como alternativa à construção tradicional.

Que aprendizagens do seu percurso considera fundamentais e que conselho deixaria aos profissionais que querem evoluir no setor imobiliário?

Eu ao contrário de muitos, gosto bastante de trabalhar clientes compradores. No modelo atual, o foco é a angariação, mas na minha visão, é nos compradores que está o segredo. Se focarmos nas necessidades especificas do cliente, ouvir com a atenção e apresentarmos as soluções certas, podemos prestar um serviço de excelência a todas as partes envolvidas poupando assim tempo, simplicidade de processos e maior rentabilidade. E é aqui que quero deixar o meu conselho, foco nos clientes compradores.

andré gonçalves ceo

r eferênci A em soluções de higiene e limpez A profission A l

a Higimax entrou no mercado Português com a ambição de se aFirmar como Parceiro de reFerência em soluções de Higiene e limPeza ProFissional, aPostando na Produção PróPria através da marca olimPo®. atualmente, distingue-se Pela conJugação entre Proximidade ao cliente, Produção nacional e inovação contínua.

O percurso pessoal de Francisco Reis marcou profundamente a liderança da Higimax. “Cheguei à liderança da empresa num momento desafiante a nível pessoal, uma vez que tive de assumir o negócio depois do falecimento do meu pai”. Apesar dos desafios, a solidez da gestão familiar foi determinante para definir a sua visão clara de futuro. “Tive a sorte de ter o meu irmão mais novo – diretor de operações – a trabalhar na empresa, e juntos fazemos a melhor das equipas. Acredito que o sucesso da empresa resulta dessa solidez familiar”, explica.

Para o gestor, a proposta de valor da Higimax resulta da conjugação de vários fatores. A diversidade e amplitude da oferta, suportada por parcerias internacionais de referência, permite atuar “como um interlocutor único capaz de responder a todas as necessidades de higiene e limpeza profissional”. A este fator junta-se o fabrico próprio de detergentes e desinfetantes registados, assegurando “uma relação preço-qualidade muito competitiva”.

No setor público, a presença consolidada em plataformas de contratação, aliada ao estatuto de PME Líder e Excelência, reforçam a credibilidade junto de clientes e instituições. A cobertura nacional, assegurada por frota própria e parceiros logísticos, permite “garantir entregas rápidas e fiáveis em todo o território”. Ainda assim, Francisco Reis destaca que o maior diferencial é a proximidade e o conhecimento que têm do

Francisco José dos reis e Francisco antónio dos reis
diretor de operações e diretor-geral

mercado: “somos consultores que acompanham os clientes na escolha das melhores soluções, otimizando custos sem comprometer a qualidade”.

“Tive a sorte de ter o meu irmão mais novo – diretor de operações – a trabalhar na empresa, e juntos fazemos a melhor das equipas. Acredito que o sucesso da empresa resulta dessa solidez familiar”.

Ser uma empresa portuguesa com raízes em Mirandela é motivo de orgulho e responsabilidade social. A criação de emprego qualificado contribui para o desenvolvimento regional e para a fixação da população. “Cada posto de trabalho que criamos é uma família que pode permanecer no território, contribuindo para fixar população e dinamizar a economia local”. A produção nacional através da marca Olimpo permite igualmente “criar valor acres-

centado em território português e gerando riqueza que fica no país”. A inovação surge como resposta constante às exigências do mercado, através da atualização do portefólio, do desenvolvimento de soluções customizadas e de um serviço proativo, sustentado pelo investimento nas pessoas. “Os funcionários de qualquer empresa são essenciais para o seu sucesso”, num espírito de equipa onde a excelência “surge de forma natural, todos os dias”.

O futuro passa pela consolidação da presença nacional, pela expansão internacional e pelo reforço da sustentabilidade. “Queremos ser reconhecidos como o parceiro de referência em Portugal para organizações que levam a sério os seus compromissos de sustentabilidade. A Higimax quer crescer, mas quer crescer bem, com responsabilidade, valores e sempre em benefício das comunidades onde atua”, conclui.

A trajetória da Higimax reflete uma empresa enraizada no interior que procura inovar, produzir localmente e crescer com responsabilidade.

mA deir A como ecossistem A oper Ativo pA r A empres A s glob A is

a m adeira tornou-se um P olo internacional Para em P resas e investidores. tânia castro, Partner e diretora-geral da t P mc – i nternational m anagement s olutions, revela como o ecossistema F iscal com P etitivo, aliado a uma rede de Parceiros ex P erientes e a P oio P ersonalizado, trans Forma barreiras burocráticas em o P ortunidades e P osiciona a il H a como P lata Forma de negócios global.

Que fatores tornam a Madeira atrativa para quem quer estruturar operações internacionais?

A atratividade da Madeira resulta da combinação de fatores fiscais, institucionais, geográficos e qualitativos. O Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) constitui o principal pilar dessa atratividade. O seu regime fiscal assente numa taxa de IRC reduzida e o acesso pleno à rede de convenções para evitar a dupla tributação de Portugal, oferece uma solução fiscal eficiente e alinhada com os padrões internacionais.

Por fim, a Madeira oferece uma estabilidade política e jurídica, um sistema legal português inserido na UE e Zona Euro, bem como elevados níveis de proteção ao investimento estrangeiro e previsibilidade regulatória. A isto soma-se um custo operacional inferior ao dos grandes centros europeus.

Que tipo de parcerias são mais decisivas para o sucesso de um investidor que chega à Madeira e qual é o papel concreto da TPMC nessas redes?

Escolher parceiros experientes, credíveis e com provas dadas no mercado regional é essencial. Qualquer investidor necessita de conhecer o mercado para onde vai estruturar o seu negó-

“A TPMC atua como facilitadora deste processo de integração, promovendo a participação dos seus clientes em eventos regionais, câmaras de comércio e associações empresariais”.

tânia castro partner e diretora-geral

cio e rodear-se dos melhores services provider, desde o consultor fiscal, legal e contabilístico. A TPMC permite ao investidor ter esses mesmos consultores todos no mesmo sítio. Estamos no mercado há cerca de 35 anos, com departamentos que permitem ao investidor ter assistência em diversos setores, nomeadamente legal, contabilidade, recursos humanos, fiscal, administrativo, recrutamento e family office.

Quais as maiores barreiras que os investidores e novos residentes encontram ao instalar-se na Madeira e que soluções a TPMC utiliza? Uma das principais dificuldades são os processos administrativos que podem ser complexos e

demorados. O facto de a legislação nacional coexistir com especificidades próprias da Madeira, pode gerar alguma confusão, sobretudo para quem provém de sistemas jurídicos diferentes. Para ultrapassar estes obstáculos, prestamos um apoio integrado desde o início, assegurando a preparação e submissão de toda a documentação necessária até ao licenciamento no Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM).

Apesar do caráter acolhedor da população madeirense, subsistem práticas culturais e dinâmicas de negócio próprias que podem diferir das expectativas de investidores, ao nível da comunicação, dos tempos de decisão ou de normas implícitas de relacionamento profissional. A TPMC atua como facilitadora, promovendo a

participação dos clientes em eventos regionais, câmaras de comércio e associações empresariais. Outra dificuldade é a disponibilidade de talento especializado em áreas como a tecnologia, serviços internacionais ou funções altamente especializadas. Para responder a esta necessidade, temos um departamento de recrutamento especializado, que apoia na identificação e contratação de profissionais, bem como na definição de pacotes de remuneração competitivos e ajustados ao mercado.

Que setores ou atividades oferecem maior potencial na Madeira nos próximos anos?

Destacam-se, em particular, a Economia Digital e a Tecnologia, através de parcerias Universidade–Empresa para pesquisa aplicada, estágios e incubação de start-ups, da criação de hubs de

inovação setoriais (ex.: saúde digital, agrotech, turismo tech), e de incentivos à captação de talento internacional e programas de realocação.

A Logística Marítima e a Economia Azul surgem igualmente como áreas estratégicas, apoiadas por investimentos em infraestruturas portuárias, digitalização das cadeias logísticas, parcerias com operadores globais e políticas de promoção de clusters ligados à manutenção naval e às atividades do mar.

Complementarmente, a Educação e a captação de talento assumem um papel central, através do reforço de programas de formação técnica e da facilitação do acesso a mercados internacionais, nomeadamente por via de acordos com redes de hubs empresariais em cidades como Lisboa, Madrid, Londres, Dubai ou Nova Iorque.

“Qualquer investidor necessita de conhecer o mercado para onde vai estruturar o seu negócio e rodear-se dos melhores services provider, desde o consultor fiscal, legal e contabilístico”.

domingas tavares Francisco, diretora do colégio luar do saber, Prova que a verdadeira liderança nasce do serviço, escuta e criação de esPaços emocionalmente seguros. mulHer, mãe e gestora, deFende uma educação que vai além dos conteúdos Formais: uma escola onde identidade, talento e emPatia são Ferramentas essenciais.

Como sente que ser mulher influenciou a forma como lidera o Colégio Luar do Saber e como enfrenta os desafios do empreendedorismo em Angola?

Biológica e socialmente somos feitas de resiliência, empatia, foco e uma capacidade multifacetada para desempenhar distintas tarefas em ambientes emocionalmente exigentes e de certo modo, desconhecidos. O projeto Luar foi a melhor prova de que quando queremos conseguimos, que muitas das vezes já temos as ferramentas necessárias, que não precisamos de 20 anos de experiência ou de mais uma formação na instituição de referência X para fazer as coisas como devem ser: só precisamos de querer servir, antes de ganhar o que quer que seja. E, assim, tem sido a minha trajetória enquanto mulher, líder e gestora de um projeto voltado para a comunidade. Servir, entregar qualidade, dar amor, ouvir, criar um espaço emocionalmente seguro são as principais ferramentas que tenho usado para levar esse barco avante.

Como pode a educação contribuir para a promoção da igualdade de género?

A educação pode e deve ser o mais importante palco para se explorar a criatividade humana de qualquer criança. E essa tem sido uma das muitas causas que defendo enquanto mãe e gestora escolar. A Escola de hoje não dá resposta, em larga medida, à complexidade das relações humanas; não se trata apenas dos efeitos da tecnologia, mas sim da nossa identidade pessoal e profissional. Quero com isto dizer que a construção da identidade pessoal da criança deveria ser explorada ao mesmo tempo em que se “descobrem” os dons e talentos, para que nos anos de escolaridade seguintes tivéssemos mais ferramentas para escolher o caminho profissional. Acredito piamente que cada um de nós nasceu com um talento, um dom que precisa ser descoberto e explorado desde cedo, para que não se perca no caos das obrigações sociais para se ter um bom emprego.

“A Escola de hoje não dá resposta, em larga medida, à complexidade das relações humanas; não se trata apenas dos efeitos da tecnologia, mas sim da nossa identidade pessoal e profissional”.

Que iniciativas do colégio promovem no empoderamento das crianças?

Mais do que um projeto, o que tenho implementado é uma mudança de mentalidade. Não sinto que essa mudança que tanto almejamos deva ser, somente, trabalhada ao nível do empoderamento feminino, sob pena de criarmos desequilíbrios inesperados no sistema social. O que temos é de garantir que cada um ocupe o seu lugar na sua própria vida para, futuramente, saber onde e como se posicionar na relação com o outro. Não acredito em soluções rápidas quando se trata de resolver problemas dessa natureza.

Por outro lado, tenho trabalhado muito diretamente com a nossa Psicóloga, no sentido de proporcionar momentos de aprendizagem informal, junto dos nossos meninos e meninas, que promovam a autoestima e, construção e consolidação de uma identidade pessoal.

“Mulheres, todas nós nascemos com um talento e um tom de voz únicos que precisam ser vistos e ouvidos: é dessa forma que evoluímos enquanto sociedade”.

Que conselhos daria a mulheres para desenvolver as suas carreiras?

Mulheres, todas nós nascemos com um talento e um tom de voz únicos que precisam ser vistos e ouvidos: é dessa forma que evoluímos enquanto sociedade. Segura nos teus medos, caminha com eles faz da educação, do teu negócio um lugar seguro, feliz, com espaço para a individualidade, criatividade, amor, compaixão e empatia. Não precisas carregar o mundo sozinha, aprende a confiar na tua equipa e delega. Enquanto isso, sê muito feliz, porque é nesse caos que a vida acontece.

domingas tavares Francisco
diretora do colégio luar do saber

marta sousa, gestora da irmãos sousa, tem vindo a consolidar o seu esPaço num setor tradicionalmente masculino. a gestora Fala de resiliência, comPetência e inovação como Pilares de uma liderança construída com credibilidade, num Percurso marcado Pelo desaFio de Provar o seu valor e Pela resPonsabilidade de Honrar um legado Familiar.

Como tem sido o seu percurso enquanto mulher líder e que desafios sentiu ao assumir funções de liderança?

O meu percurso enquanto líder tem sido simultaneamente desafiante e enriquecedor. Assumir responsabilidades numa empresa com história, fundada pelo meu avô e hoje liderada pelo meu pai, trouxe-me um forte sentido de responsabilidade, mas também a necessidade de construir a minha própria identidade.

Num setor tradicional como o da indústria de cereais, onde muitos empresários têm idade para serem meus pais, senti que precisava de provar mais, não apenas pela idade, mas também por ser mulher. Com o tempo, percebi que a melhor forma de afirmar a minha visão não era pela imposição, mas pela competência e pelo conhecimento profundo do negócio.

Ser mulher influenciou o seu percurso enquanto empresária?

Obrigou-me a desenvolver maior resiliência, inteligência emocional e capacidade de adaptação. Existem ainda preconceitos, sobretudo sendo uma mulher jovem, mas transformei essa pressão em motivação. Os desafios só se tornam obstáculos quando definem os nossos limites. A estratégia foi assumir uma postura afirmativa, preparar-me, conhecer profundamente o negócio e agir com confiança, dando todos os dias o meu melhor para terminar com o sentimento de dever cumprido.

Que valores orientam a sua liderança e a cultura da Irmãos Sousa?

A empresa assenta em compromisso, qualidade e respeito, valores que atravessam gerações. Procuro honrar esse legado, acrescentando

inovação, sustentabilidade e responsabilidade social. Num setor ligado à cadeia alimentar, temos responsabilidade acrescida na promoção de práticas sustentáveis, na eficiência de recursos e na garantia de qualidade e segurança. Internamente, privilegio a proximidade com os colaboradores, para que se sintam valorizados e envolvidos no crescimento da empresa.

“Existem ainda preconceitos, sobretudo sendo uma mulher jovem, mas transformei essa pressão em motivação. Os desafios só se tornam obstáculos quando definem os nossos limites”.

Como tem lidado com períodos de incerteza e crise?

Liderar é, inevitavelmente, lidar com incerteza. O nosso setor foi impactado pelas flutuações dos preços das matérias-primas, sobretudo durante a pandemia de Covid-19 e no início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, grandes potências no mercado de cereais. A instabilidade e o aumento abrupto dos preços exigiram decisões rápidas, com informação em constante mudança, obrigou-nos a arriscar com prudência e visão de futuro. Foram períodos de enorme pressão, sem precedentes na minha experiência, mas determinantes para o meu crescimento pessoal e profissional.

Que mensagem deixa às jovens mulheres que ambicionam liderar?

Não esperem sentir-se totalmente prontas, a liderança constrói-se no caminho. Invistam em formação, conheçam bem o setor e, acima de tudo, acreditem em vocês. Tenham ambições claras, responsabilidade e compromisso diário. Ser jovem e mulher exige respeito mútuo e coerência pelo exemplo. Nunca permitam que o sucesso ultrapasse as vossas raízes. Há uma frase que me acompanha: “Empresária por escolha, líder por essência”. Isto mostra que a liderança se aprende e faz evoluir, mas também nasce connosco.

Artigo de oPinião

m ulheres +40 | younger

s ílvi A l o Pes e s Pecialista em drh Pessoas & imobili Á rio f ormadora ie /hr +10 anos em rh | mentoria em rh

tel: 932 415 098 | silviaandreialopes 2025@ g M ail.co M

A série da Netflix Younger é uma verdadeira apologia à vida da mulher, em particular, da realidade que me é familiar em Portugal. Fala de uma mulher de 40 anos, recém-divorciada, mãe, com a filha a estudar na Índia, que durante 15 anos esteve afastada da sua área profissional e que, após perder tudo com o divórcio — casa, marido, estabilidade financeira —, necessita de regressar ao mercado de trabalho. E é aí que lida, de forma muito clara, com o fator idade como um entrave real ao recomeço. Aos 40, segundo o preconceito social, seria suposto já ter uma carreira longa, consolidada, ser uma líder sênior, e ter trabalhado sempre no mesmo sítio, uma vida inteira. Ainda assim, ninguém lhe dá uma oportunidade. No entanto, ela tem uma vantagem: a sua fisionomia não aparenta a idade que tem. O desafio passa então por encontrar uma nova identidade. Veste a pele de uma jovem de 26 anos, millennial, para voltar a trabalhar e, nesse processo, cria um mundo que é seu, mas que, ao mesmo tempo, não é.

A roupa é juvenil, a postura é juvenil, mas, nas entrelinhas, estão o conhecimento, a perspicácia e a destreza que só 40 anos de vida permitem adquirir. A maturidade não se aprende em livros: adquire-se vivendo, errando, recomeçando. No meio do mundo das miúdas, das noitadas e dos copos, surge um amor imaturo que, inevitavelmente, é sabotado pela experiência de vida que já lhe ensinou o que é perder um grande amor. Enquanto vive uma vida mais leve com amigas de vinte e poucos anos, mantém também a ligação à sua amiga de 40+, que é mãe, e enfrenta os desafios típicos dessa fase. Tudo isto faz-me perceber, na minha singela opinião, a parábola que o autor pretende construir: quem somos, verdadeiramente, para ser em sociedade? O que permitimos ser perante os preconceitos que nos são impostos? Nesta série, tudo isso se torna visível e quase desconfortavelmente real.

Quem decide que, a partir dos 40, passamos automaticamente a ser “senhoras”? Quem determinou que as primeiras rugas nos retiram valor, competência ou dignidade profissional?

Esta série, que devorei numa sexta-feira, a 30 de janeiro, fez-me pensar no quanto engolimos para caber na sociedade. É uma série leve, sem dramatismos excessivos, mas profundamente reflexiva. Leva-nos a pensar nas rugas que aparecem, na papada que se insinua e na forma como confundimos sinais físicos com a perda de jovialidade interior — quando, na verdade, muitas vezes nunca estivemos tão vivas. A capacidade de adaptação ao meio é uma das maiores forças do ser humano e, em particular, da mulher. Inseridas em determinados contextos, moldamo-nos, sem perder a essência.

Enquanto Especialista em GRH, consultora em liderança e equipas de alta performance — e mulher de 40 anos — reconheço diariamente esta realidade mas, também, reconheço que o meu trabalho é criar oportunidades. O mercado de trabalho continua, muitas vezes, a valorizar mais a aparência da juventude do que a solidez da experiência. No entanto, é precisamente nesta fase que a mulher reúne competências raras: resiliência, visão estratégica, empatia, capacidade de decisão e aprendizagem contínua. Vejamos mulheres +40, + 50 e + 60 a dominar o mundo: Ursula von der Leyen, Presidente da União Europeira, Christine Lagarde, Presidente do Banco Central Europeu, Isabel Guerreiro – a nova presidente e primeira mulher em Portugal a liderar um Banco. Aos 40, há mais consciência, mais autonomia e, acima de tudo, mais coragem para escolher. A garra que se constrói com o tempo não se ensina, vive-se.

r einventA r o pil Ates em p ortug A l

ao reinventar o Pilates em Portugal, vanessa motte não só desaFiou um setor tradicional, como construiu uma liderança baseada na resiliência, no ProPósito e na coragem.

Que obstáculos enfrentou ao longo da sua jornada empreendedora e como esses desafios moldaram a líder que é hoje?

A Prescription Pilates nasceu da constatação de que, em Portugal, o Pilates era ensinado quase exclusivamente numa perspetiva clínica. Vi uma oportunidade de introduzir uma abordagem mais dinâmica, inspiradora e orientada para a comunidade, que fosse rigorosa, mas também mais acessível, energizante e focada no estilo de vida. Lançar este conceito num novo país foi um desafio. Como fundadora de primeira viagem e expatriada francesa, tive de construir tudo de raiz, sem um plano definido, enquanto me adaptava a um novo sistema, liderava equipas e geria o crescimento. Fazer tudo isto enquanto me tornava mãe de dois filhos levou-me a desenvolver clareza, estrutura e foco no que realmente cria valor a longo prazo. Com o tempo, isto reforçou a minha convicção de que a liderança não se trata de ter todas as respostas, mas sim de estar disposta a desafiar o status quo, aprender continuamente e assumir responsabilidades.

Apenas um terço das mulheres acredita ser possível alcançar o sucesso sozinhas. Em que medida a sua história contradiz esta perceção e que fatores considera cruciais para construir um negócio como o da Prescription?

A minha história mostra que é possível, mas também realça que “sozinha” não significa isolamento. Empreender exige autonomia, mas também a capacidade de construir as relações certas com clientes, equipas, mentores e parceiros. O sucesso a longo prazo não se resume apenas ao crescimento, mas à criação de um modelo resiliente, equilibrado e alinhado com a vida real. Para mim, os principais fatores para construir a Prescription Pilates foram ter uma visão clara, manter-me profundamente ligada à qualidade do serviço e manter-me fiel ao conceito, mesmo sob a pressão do crescimento. A consistência, a atenção aos detalhes e o pensamento a longo prazo foram essenciais. O sucesso não se trata de velocidade, mas sim de alinhamento entre o propósito, a execução e os valores.

Que medidas concretas devem ser implementadas em Portugal para fomentar o em-

“O sucesso a longo prazo não se resume ao crescimento, mas sim à criação de um modelo resiliente, equilibrado e alinhado com a vida real”.

preendedorismo feminino?

A nível institucional, o acesso ao financiamento e à formação deve ser mais inclusivo e ajustado às diferentes fases do empreendedorismo. Programas de mentoria entre empreendedoras experientes e fundadoras emergentes podem ter um impacto relevante. É também essencial promover modelos femininos visíveis e apoiar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, através de políticas como a educação de infância e estruturas flexíveis, enquanto facilitadores económicos.

Que mensagem quer deixar às mulheres que ambicionam criar o seu próprio projeto?

Não precisa de se sentir pronta para começar, precisa de começar para se sentir pronta. A confiança não é um pré-requisito; constrói-se com a experiência. Esperar pelo momento perfeito ou pela certeza absoluta significa, muitas vezes, esperar indefinidamente. Rodeie-se de pessoas que a apoiem e desafiem, mantenha-se curiosa e lembre-se que a sua perspetiva tem valor. O mundo não precisa de mais perfeição; precisa de mais mulheres dispostas a tentar.

vanessa motte fundadora e ceo

saúde ocular: olho seco | essilor

i mpA cto dos A pA relhos digitA is n A sA úde o cul A r

J. sA lg A do Borges diretor clínico da clinsborges, embaixador em Portugal do tfos (tear film & ocular surface society) e membro da eudes (euroPean dry e ye society)

desaFios e PersPetivas Futuras Vivemos numa era dominada pela digitalização, em que os aparelhos digitais se tornaram indispensáveis no nosso dia-a-dia. Desde computadores e smartphones a tablets e e-readers, a tecnologia transformou a forma como trabalhamos, comunicamos e nos entretemos. Esta dependência crescente, embora tenha trazido inegáveis benefícios em termos de eficiência e conectividade, também tem suscitado preocupações significativas no campo da saúde ocular.

olHo seco e Fadiga visual: o Fenómeno na era digital O olho seco é uma condição multifatorial que ocorre devido à instabilidade do filme lacrimal, resultando em desconforto ocular, alterações visuais e, em casos mais graves, danos na superfície ocular. Entre as suas principais causas destacam-se o envelhecimento, condições ambientais adversas e doenças sistémicas, como a síndrome de Sjögren. Na era digital, o uso prolongado de aparelhos digitais surge como um dos fatores mais significativos para a disfunção do filme lacrimal.

Ao fixar o olhar em ecrãs durante longos períodos, a frequência do pestanejo é reduzida, comprometendo a distribuição uniforme das lágrimas na superfície ocular. Este fenómeno agrava a evaporação das lágrimas e pode intensificar os sintomas de olho seco, como ardor, sensação de corpo estranho e visão turva. A prevalência do olho seco está em constante aumento, afetando milhões de pessoas em todo o mundo, sendo particularmente preocupante entre trabalhadores em ambientes digitais e utilizadores frequentes de dispositivos móveis.

O impacto da fadiga visual digital é agravado por fatores como iluminação inadequada, distâncias reduzidas ao ecrã e a falta de pausas regulares. Estes elementos tornam-se ainda mais problemáticos num contexto de crescente dependência tecnológica, especialmente em ambientes de trabalho e educação remotos. Os desafios impostos pelo olho seco e pela fadiga visual digital sublinham a necessidade de abordagens preventivas e terapêuticas adaptadas às exigências da era digital, promovendo não apenas o conforto ocular, mas também uma saúde visual mais sustentável.

mecanismos subJacentes às doenças oculares na era digital

A utilização prolongada de aparelhos digitais trouxe novos desafios para a saúde ocular, sendo os seus impactos cada vez mais evidentes. Um dos fatores mais discutidos é o efeito da luz azul emitida pelos ecrãs, que pode penetrar profundamente na retina, contribuindo para o stress oxidativo e possíveis danos a longo prazo. Embora a luz azul seja essencial para regular o ciclo circadiano, a exposição excessiva, especialmente durante a noite, pode interferir na produção de melatonina, afetando o sono e a regeneração ocular.

Outro mecanismo subjacente é a redução do pestanejo durante o uso de aparelhos digitais. Estudos demonstram que os utilizadores tendem a pestanejar menos quando fixam os olhos em ecrãs, o que prejudica a distribuição do filme lacrimal, essencial para a hidratação e proteção da superfície ocular. Este comportamento contribui diretamente para o aumento dos

casos de olho seco, intensificando os sintomas de desconforto e irritação ocular. Além disso, a postura inadequada durante o uso prolongado destes aparelhos pode intensificar o esforço ocular. A proximidade dos ecrãs, aliada à má iluminação e ângulos visuais desfavoráveis, exige maior esforço de foco e convergência, exacerbando a fadiga visual. Estas condições combinadas criam um ciclo de desconforto e esforço ocular que afeta diretamente o conforto visual.

PersPetivas Futuras na saúde ocular

A evolução tecnológica tem sido uma aliada na procura por soluções que minimizem os impactos dos aparelhos digitais na saúde ocular. Um dos avanços mais promissores é o desenvolvimento de ecrãs e aparelhos com redução de luz azul, já presentes em alguns modelos de smartphones e monitores. Estes equipamentos permitem atenuar a exposição prolongada a comprimentos de onda potencialmente nocivos, protegendo a retina e promovendo um uso mais saudável. Outro destaque é o uso de inteligência artificial (IA) no campo da saúde ocular. A IA já está a transformar o diagnóstico de condições oculares, permitindo a identificação precoce de problemas como o olho seco e fadiga visual.

Além disso, a personalização dos tratamentos é cada vez mais possível, com algoritmos capazes de sugerir abordagens terapêuticas adaptadas às necessidades individuais de cada paciente, promovendo maior eficácia e conforto. No campo das terapias, os avanços continuam a trazer esperança para pacientes com condições oculares relacionadas com o uso digital. Uma das opções mais inovadoras é a terapia de luz pulsada intensa (IPL), que tem demonstrado grande eficácia no tratamento de disfunções das glândulas de Meibómio, uma das principais causas do olho seco. Esta tecnologia não invasiva, que está disponível no nosso Centro Integrado de Olho Seco na Clinsborges, ajuda a restaurar a função das glândulas, melhorando significativamente a qualidade do filme lacrimal. Além disso, os fármacos inovadores têm desempenhado um papel essencial na gestão do olho seco e da fadiga ocular. Novos colírios estão a ser desenvolvidos com compostos que não apenas lubrificam os olhos, mas também promovem a regeneração celular e reduzem a inflamação. Estas soluções avançadas prometem proporcionar maior alívio aos pacientes e favorecer uma recuperação mais eficaz da saúde ocular.

As lentes Essilor® Stellest® abrandam a progressão da miopia em média 67%2, comparativamente às lentes unifocais standard, quando usadas 12 horas por dia. artigo comPleto em www.valormagazine. P t

Marca Nº 1 de lentes recomendada por profissionais de saúde v sual em todo o mundo

s indic Ato dos e nfermeiros Acus A g overno de “retir A r direitos” e promete lutA

guadaluPe simões, dirigente do sindicato dos enFermeiros, critica a nova ProPosta de acordo coletivo de trabalHo do ministério da saúde Por reduzir direitos Históricos e desvalorizar a ProFissão. além disso, Prevê uma Forte contestação no sns devido à Falta de avanços nas negociações.

Como avalia o estado atual das negociações entre o Sindicato dos Enfermeiros e o Ministério da Saúde sobre a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho, e que significado atribui à estagnação do processo?

O processo negocial foi recentemente retomado. O Ministério da Saúde remeteu uma nova versão da sua proposta que, no essencial, nada muda incluindo o seu objetivo de retirar direitos. Um exemplo, é o artigo que antes se intitulava de Banco de Horas e que é chamado agora de Computo de Horas. Mantém a proposta de Adaptabilidade, ou seja, a possibilidade do aumento do trabalho diário é quatro horas, sendo que a duração média do trabalho é apurada por

referência a períodos máximos de 12 meses. Os enfermeiros rejeitaram de forma veemente a proposta do Ministério da Saúde de 3 de setembro e, seguramente, irão rejeitar as alterações de semântica da nova proposta.

Quais os principais pontos críticos da proposta que impedem o consenso e que impacto poderão ter nas condições de trabalho e valorização profissional dos enfermeiros?

Toda a proposta do Ministério da Saúde é um atentado aos enfermeiros e à Enfermagem. O horário de trabalho dos enfermeiros é de 35 horas semanais e está em vigor desde 23 de

“A proposta de ACT do Ministério da Saúde não tem razões humanistas, de segurança no trabalho, conciliação da vida pessoal e profissional, garantia de tempo para formação contínua, proteção na parentalidade, redução dos altíssimos índices de stress físico e psíquico ou proteção de quem trabalha há anos por turnos e com risco e penosidade”.

junho de 1981, na sequência da ratificação, pelo Governo liderado por Pinto Balsemão, da Convenção n.º 149 da Organização Internacional do Trabalho. No SNS exerciam, por esta altura, cerca de 20 mil enfermeiros. Atualmente são cerca de 51 mil, insuficientes face aos 75 mil que deveriam de existir, num contexto de crescente envelhecimento da população, aumento das necessidades de cuidados de saúde, expansão de hospitais e centros de saúde, implementação de redes de cuidados continuados, paliativos e de saúde mental, e criação de comissões com objetivos específicos, como prevenção de

infeções hospitalares e formação, entre outros. Todos estes fatores são essenciais no funcionamento, cada vez mais complexos das organizações de saúde.

Ora, o regime das 35 horas nunca constituiu um obstáculo ao funcionamento das instituições de saúde e está plenamente consagrado na lei, incluindo o período de referência de quatro semanas, a organização do trabalho de segunda a domingo e as diferentes modalidades de horário. Assim, não existem razões objetivas para o Ministério da Saúde alterar o que até agora tem funcionado. A proposta de ACT do Ministério da Saúde não tem razões humanistas, de segurança no trabalho, conciliação da vida pessoal e profissional, garantia de tempo para formação contínua, proteção na parentalidade, redução dos altíssimos índices de stress físico e psíquico ou proteção de quem trabalha há anos por turnos e com risco e penosidade.

A proposta do Ministério da Saúde só tem um objetivo: manter tudo na mesma à exceção

de pagar menos porque muitas das horas de trabalho deixarão de ser consideradas como extraordinárias. Esta proposta está também em linha com a proposta de Pacote Laboral do Governo: mercantilizar e explorar os trabalhadores, incluindo os enfermeiros?

Face à greve realizada em setembro, às milhares de assinaturas entregues no Ministério da Saúde sob a forma de abaixo-assinado e à forte adesão dos enfermeiros à greve geral de dezembro, antevê-se um período conturbado.

Que visão tem para o futuro e que papel considera que os enfermeiros devem ter na sua sustentabilidade e reforço?

Os enfermeiros têm, como sempre tiveram, um papel fundamental na defesa e reforço do Serviço Nacional de Saúde. No entanto, a escassez planeada – não só de enfermeiros, mas de todos os profissionais de saúde – por sucessivos governos coloca em risco o SNS. Quando se encerram camas em hospitais (quatro mil na região de Lisboa), reorganizam e concentram serviços,

não resolvem o caos das urgências, deixam cidadãos sem médico e enfermeiro de família, não aumentam o número de visitas domiciliárias, não resolvem o problema das listas de espera para cirurgia ou consultas de especialidade, sob a justificação da falta de profissionais.

O que se está a fazer é seguir um plano de emagrecimento do SNS, com vista a justificar progressivamente a entrega da gestão de hospitais e unidades funcionais dos centros de saúde ao setor privado, bem como o aumento das convenções com os setores privado e social.

Paralelamente, e integrando o mesmo plano, incentiva-se a adesão a seguros de saúde – que este ano aumentaram 10% – os quais, porém, nunca garantem acesso universal aos cuidados necessários, mas beneficiam as companhias de seguros. Grupos privados de saúde, companhias de seguros e bancos são acionistas entre si, ou seja, os lucros com a doença estão assegurados, com a colaboração patente do Governo e dos partidos que o apoiam na Assembleia da República.

Artigo de oPinião

d epressão: o silêncio que precis A de ser escutA do

e duA rdA f igueir A s Psicóloga

Portugal continua a apresentar uma das mais elevadas prevalências de depressão e ansiedade na Europa. Este dado não surge por acaso. A sociedade do século XXI trouxe avanços inegáveis, mas também novas pressões sociais, económicas e tecnológicas que moldam a nossa saúde mental. Vivemos num ritmo acelerado, onde a produtividade, a rapidez e o desempenho constante são valorizados quase como virtudes morais. Muitas pessoas sentem que “nunca são suficientes”. Esta pressão contínua conduz à exaustão emocional e, frequentemente, ao burnout, abrindo caminho à depressão. As redes sociais intensificam esta realidade: promovem comparações permanentes e criam a ilusão de que a vida dos outros é sempre mais feliz e bem-sucedida. A exposição constante a notícias negativas, crises globais e conflitos reforça sentimentos de insegurança e impotência. Apesar de estarmos mais conectados digitalmente, sentimo-nos cada vez mais isolados. A pandemia apenas agravou esta fragilidade relacional, reduzindo o tempo dedicado a vínculos profundos e ao apoio comunitário.

A depressão não se resume a tristeza. Pode manifestar-se através da sensação persistente de vazio, irritabilidade, perda de interesse por atividades antes prazerosas, dificuldades de concentração, pensamentos de culpa ou inutilidade. A nível físico e comportamental, surgem alterações do sono e do apetite, cansaço constante, isolamento social e diminuição da produtividade. Embora possa afetar qualquer pessoa, observo diferenças na forma como se expressa: as mulheres tendem a verbalizar mais tristeza e ansiedade e procuram apoio com maior frequência; os homens revelam muitas vezes irritabilidade, maior recurso a substâncias e tendência para ocultar o sofrimento, o que atrasa a intervenção.

Importa distinguir entre uma fase difícil e um quadro depressivo. Todos temos dias maus. No entanto, quando os sintomas persistem por duas semanas ou mais, com intensidade suficiente para interferir no trabalho, nos estudos, nas relações ou no autocuidado, já não falamos de algo passageiro. Procurar ajuda é um gesto de responsabilidade e cuidado pessoal, não um sinal de fraqueza. O diagnóstico enfrenta obstáculos significativos. O estigma continua presente e leva muitos a esconderem o sofrimento. A normalização do cansaço extremo e da sobrecarga faz com que sinais claros sejam desvalorizados. A depressão pode ainda ser confundida com ansiedade, burnout ou problemas físicos. Acrescem barreiras no acesso a cuidados especializados e uma baixa literacia em saúde mental, que dificulta o reconhecimento precoce. O tratamento passa por psicoterapia, podendo incluir medicação quando clinicamente indicada. A combinação destas abordagens é, muitas vezes, a mais eficaz. Paralelamente, mudanças no estilo de vida – sono regular, atividade física, redução de substâncias e reforço do suporte social – são determinantes na recuperação.

Contudo, tão importante como tratar é prevenir. A nível individual, investir em autoconhecimento, gestão de stress e relações saudáveis é essencial. A nível social, urge combater o estigma, promover literacia em saúde mental e melhorar o acesso a cuidados.

A depressão não é uma fraqueza individual, é um desafio coletivo. Escutá-la com seriedade é o primeiro passo para a transformar.

Work, made easy.

Com mais de 30 anos de experiência, simplificamos a forma como as empresas recrutam, planeiam e gerem talento.

A tecnologia global, aliada a equipas locais especializadas, traz escalabilidade às operações e permite às empresas decidir com confiança, ligando pessoas às oportunidades certas.

powered by
Uma marca Cinco Estrelas
Vamos falar?

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook