“A decisão tomAdA connosco hoje será umA ‘oportunidAde fAvorável’ durAnte todos os Anos do contrAto”.
Joaquim Pereira e Vanessa Ferreira, os rostos da oPortunidade FaVoráVel, deFendem um noVo olhar sobre o crédito: mais inFormado, mais humano e mais sustentáVel.
Joaquim Pereira e Vanessa Ferreira | ceo e coordenadora técnica
Num tempo marcado por incerteza económica e transformação social, a Re
vista Valor Digital propõe uma reflexão integrada sobre temas que impac
tam diretamente a vida dos portugueses. O acesso ao crédito, por exemplo, continua a ser um dos pilares fundamentais para famílias e empresas, mas exige hoje maior literacia financeira e discernimento na escolha das entidades a quem recorrer. Mais do que nunca, a confiança e a transparência são critérios decisivos. No campo do Direito, assistimos a transformações relevantes.
As heranças indivisas continuam a levantar questões complexas no seio das famílias portuguesas, enquanto o fim do regime dos residentes não habituais marca uma nova etapa na política fiscal do país. Acresce a importância crescente do Direito das Crianças, que exige uma abordagem mais sensível, protetora e alinhada com os desafios contemporâneos. A saúde, em particular a saúde oral, merece igualmente destaque no âmbito do Dia Mundial da Saúde Oral. A prevenção e o acesso a cuidados adequados são essenciais para o bem-estar geral, sendo os seguros de saúde uma ferramenta cada vez mais valorizada pelas famílias.
Paralelamente, celebramos as Mulheres de Valor, protagonistas de mudança num país que, embora progressivamente mais inclusivo, ainda enfrenta desafios no que toca à igualdade de oportunidades. Reconhecer o seu contributo é não só um dever, mas também um investimento no futuro coletivo.
Por fim, destacamos o papel da arquitetura e do design na construção de um país mais sustentável, funcional e esteticamente consciente. Em paralelo, o Portugal Criativo reforça a identidade nacional através da inovação cultural e empresarial. Este é, pois, um convite à reflexão e à ação informada — porque valor é, acima de tudo, conhecimento aplicado! c rédito:
um acomPanHamento 360º Para ajudar Famílias a decidir
j oaquim Pereira e vanessa Ferreira ex P licam P or que razão recorrer a um intermediário P ode Fazer toda a di F erença na escol H a de um crédito. e ntre literacia F inanceira, com Paração de P ro P ostas e acom Pan H amento ao longo de todo o P rocesso, de F endem que o verdadeiro valor está em garantir a solução mais sustentável Para cada Família.
Num mercado cada vez mais competitivo e complexo, a quem deve realmente recorrer quem precisa de crédito hoje: à banca tradicional ou a um intermediário especializado? O que distingue a Oportunidade Favorável nesse processo?
j.Pereira: A banca tradicional oferece os seus próprios produtos, nós oferecemos o mercado inteiro. Recorrer a um intermediário de crédito como a Oportunidade Favorável é ter um ‘advogado’ do cliente junto das instituições financeiras. O que nos distingue é o acompanhamento 360º: não entregamos apenas uma taxa, entregamos a solução mais sustentável para a vida daquela família em particular. Acompanhamos todo o processo e o mesmo não acaba na escritura, fazemos questão de continuar na vida dos nossos clientes e continuar a acompanhar os mesmos mesmo após a contratação.
A Oportunidade Favorável integra o grupo DS, mas tem vindo a afirmar-se com identidade própria. Como nasceu a marca e qual tem sido a estratégia para consolidar o seu posicionamento no mercado?
j.Pereira: A imagem da Oportunidade Favorável nasceu como consequência do aumento do número de lojas dentro do grupo DSI e com a necessidade de criar uma equipa unida em torno de uma imagem, uma marca com métodos muito próprios mas respeitando sempre as nossas origens e ensinamentos.
O Grupo DSI garante nos a solidez e acompanhamento de um gigante, mas é nossa alma favorável o que nos distingue dentro do grupo.
Não estamos aqui apenas para tratar de papéis ou números; estamos aqui para lutar pelos sonhos das famílias como se fossem os nossos. A nossa estratégia nunca foi sobre vender crédito, mas sim sobre cuidar de pessoas. Colocamos paixão em cada negociação porque sabemos que, por trás de cada contrato, está uma vida que merece clareza, respeito e, acima de tudo, uma equipa que veste a camisola até ao fim.
O grupo conta com lojas em Joane, Vila Verde, Vizela, Felgueiras Centro e Olhão. O que motivou esta expansão e que desafios encontrou?
j.Pereira: A expansão foi ditada pela necessidade de estar perto das pessoas. O maior desafio não foi a logística, mas sim encontrar equipas que partilhassem o nosso ADN. Queremos que
Joaquim Pereira e Vanessa Ferreira ceo e coordenadora técnica
“O conselho de ouro é: não se precipite e não se limite ao seu banco de sempre. O mercado é dinâmico e o que era bom ontem pode não ser hoje. Devem recorrer à Oportunidade Favorável porque nós fazemos o ‘trabalho de casa’ por si, ou seja, a recolha de propostas, a análise e a viabilidade do processo”.
um cliente em Olhão sinta o mesmo rigor e acolhimento que um cliente em Vila Verde.
Atualmente, quais as principais preocupações dos clientes e de que forma os auxiliam na tomada de decisões informadas?
j.Pereira: A maior dúvida do cliente, hoje em dia, é: ‘Vou conseguir pagar a minha casa daqui a cinco anos?’. Na Oportunidade Favorável ajudamos a tomar decisões informadas comparando cenários (taxa fixa vs. mista) e analisando as condições e ‘letras miúdas’ dos seguros, que muitas vezes é onde se consegue a maior poupança imediata. Analisamos, ainda, o plano de amortizações porque ter uma prestação mais baixa não é, necessariamente, ter a melhor opção. Por vezes, existem diferenças assinaláveis no percentagem anual de amortização de uma entidade bancária para outra.
Qual é o perfil de cliente que mais procura os vossos serviços atualmente e que tendências têm observado?
j.Pereira: Vemos dois grandes polos: os jovens que lutam pela primeira habitação, e precisam de orientação sobre garantias e capitais próprios e procedimentos, e as famílias já instaladas que procuram transferir o crédito para baixar a prestação mensal. A tendência atual é a da procura pela estabilidade e segurança.
Enquanto Diretor, qual é a sua visão estratégica para o futuro da Oportunidade Favorável? Pretende continuar a expandir o grupo? Que metas tem definidas a médio prazo?
j.Pereira: A nossa meta não é apenas abrir lojas, é ser a referência de confiança no setor.
Joaquim Pereira
ceo e diretor
“Acompanhamos
todo o processo e o mesmo não acaba na escritura, fazemos questão de continuar na vida dos nossos clientes e continuar a acompanhar os mesmos mesmo após a contratação”.
O nosso foco é crescer onde sentimos que podemos fazer a diferença, mantendo o equilíbrio entre a tecnologia (rapidez) e o contacto humano (confiança). Além disso, valorizamos e reconhecemos os nossos profissionais, porque eles são o maior ativo da empresa, e queremos que quem nos acompanha cresça connosco. Na Oportunidade Favorável, todos têm a possibilidade de evoluir na carreira. Por exemplo, a nossa coordenadora-geral começou na empresa como gestora de crédito e hoje lidera uma equipa com mais de 40 pessoas.
Enquanto Coordenadora, qual é o seu papel no dia a dia das várias lojas do grupo? Como garante a qualidade e uniformidade do serviço prestado em diferentes localizações?
v.Ferreira: O meu papel é, essencialmente, garantir que a estrutura funciona sem falhas. Isso consegue-se através da uniformização de processos e de formação contínua. Independentemente da loja, o método de análise e o padrão de atendimento têm de ser de excelência. Faço a ponte entre as equipas, partilhando boas práticas e corrigindo desvios, para que o sucesso de uma loja seja o sucesso de todo o grupo.
Fala-se cada vez mais em liderança no femi-
nino. Como descreve o seu estilo de liderança e que contributo acredita que traz para a cultura organizacional da Oportunidade Favorável?
v.Ferreira: Acredito numa liderança que equilibra o rigor com a empatia. O meu estilo foca-se muito na capacitação e na escuta ativa: uma equipa motivada e que se sente ouvida entrega resultados muito superiores. Na cultura da Oportunidade Favorável, trago um olhar atento ao detalhe e à humanização dos processos. A liderança no feminino traz, muitas vezes, essa capacidade multitarefa e uma maior sensibilidade para gerir as expectativas individuais, transformando-as em objetivos comuns.
No contacto direto com clientes, que preocupações mais sente, sobretudo no que toca à literacia financeira? Considera que ainda há muito desconhecimento sobre as soluções de crédito disponíveis?
v.Ferreira: Sim, infelizmente ainda existe uma grande lacuna ao nível da literacia financeira em Portugal. Muitos clientes chegam até nós focados apenas na prestação mensal, sem compreenderem o impacto dos seguros, das taxas fixas versus variáveis ou do custo total do crédito (MTIC). A maior preocupação que sinto é o receio pelo futuro. O meu papel, e o da minha
equipa, é “traduzir” o economês para uma linguagem simples, garantindo que o cliente não assina apenas um papel, mas compreende exatamente o compromisso que está a assumir.
Para quem está neste momento a ponderar pedir crédito, qual seria o principal conselho que gostariam de deixar? E por que razão devem considerar recorrer à Oportunidade Favorável antes de tomar uma decisão? em conjunto: O conselho de ouro é: não se precipite e não se limite ao seu banco de sempre. O mercado é dinâmico e o que era bom ontem pode não ser hoje. Devem recorrer à Oportunidade Favorável porque nós fazemos o “trabalho de casa” por si — desde a recolha de propostas à análise e viabilidade do processo. Temos acesso a condições que, individualmente, o cliente dificilmente conseguirá.
Além disso, o nosso serviço é especializado, isento e focado em poupar tempo e dinheiro ao cliente. No fundo, somos o parceiro que garante que a decisão tomada hoje será uma “oportunidade favorável” durante todos os anos do contrato.
juntos por mArcelo pinto – umA iniciAtivA do Grupo oportunidAde fAvorável
a história de marcelo Pinto é um Verdadeiro exemPlo de resiliência e de como a Força da comunidade Pode Fazer a diFerença em momentos desaFiantes.
aos 27 anos, viu a sua vida mudar após um acidente de mota que o deixou tetraplégico. o choque inicial, deu lugar a uma luta diária Pela recuPeração e autonomia. perante este cenário, o grupo oportunidade favorável deu origem a um iniciativa solidária, reforçando o seu compromisso com a comunidade.
mais do que a sua atuação no setor financeiro, o gruPo assume uma Postura ativa na Promoção de causas sociais, evidenciando uma cultura de P roximidade e res P onsabilidade. um dos momentos desta iniciativa F oi a camin H ada solidária, realizada a 8 de março, nos Passadiços de vizela.
o eVento reuniu dezenas de ParticiPantes, unidos Pelo ProPósito de aPoiar marcelo, e Permitiu angariar cerca de cinco mil euros. este montante rePresenta um contributo releVante Para Fazer Face aos tratamentos e cuidados contínuos indisPensáVeis à sua recuPeração. contudo, esta ação não se esgota num único momento.
a reabilitação de marcelo é um Processo longo, exigente e contínuo, que requer aPoio consistente ao longo do temPo. nesse sentido, a iniciatiVa mantém-se atiVa, aPelando à continuidade da solidariedade e ao enVolVimento da comunidade.
u ma intermediação de crédito mais Próxima
carla claudino decidiu criar a Find oPtions Para oFerecer aos clientes um acomPanHamento mais abrangente, transParente e Personalizado na Procura de Financiamento, esPecialmente no crédito à Habitação.
“O nosso papel é estruturar o processo de forma estratégica, enquadrar corretamente a realidade financeira do cliente, alinhar expectativas e ajudá-lo a preparar-se para que o crédito seja aprovado de forma sustentável”.
O que a motivou a criar a Find Options e a apostar na intermediação de crédito de forma independente?
Iniciei o meu percurso no setor bancário há mais de 20 anos. A minha primeira experiência foi na área de cobranças, num período de grande instabilidade económica, o que me permitiu desenvolver sensibilidade para a realidade financeira das famílias e a importância de encontrar soluções equilibradas e responsáveis. Aprendi, desde cedo, que o crédito não é apenas uma operação financeira – envolve pessoas, histórias e momentos de vida.
Mais tarde, transitei para a área do crédito habitação e descobri aí a minha vocação: acompanhar clientes na compra de casa. Com o tempo percebi que, enquanto colaboradora bancária, estava limitada às soluções de uma única instituição. A vontade de oferecer um acompanhamento mais abrangente, personalizado e independente levou-me a criar a Find Options. Foi também nesse momento que decidi juntar forças com a minha sócia, Patrícia Cardoso, que partilha o mesmo percurso profissional, valores e preocupação pelo serviço ao cliente.
Na Find Options o nosso compromisso é simples: prestar um acompanhamento transparente, próximo e independente, sempre orientado para ajudar cada cliente a tomar decisões informadas e a concretizar os seus projetos de vida.
Como materializam a aposta na personalização e proximidade com o cliente e como essa abordagem vos distingue no mercado?
A nossa primeira preocupação é perceber os objetivos e as preocupações do cliente, tanto atuais como futuras – antes de falar em soluções, falamos em pessoas, porque cada situação é única.
A proximidade reflete-se num acompanhamento contínuo: garantimos que o cliente
compreende cada etapa, documentação e decisão, esclarecemos dúvidas, antecipamos obstáculos e negociamos diretamente com as instituições financeiras. O que nos diferencia é a combinação entre independência, experiência acumulada no setor e conhecimento em análise de risco, que nos permite avaliar antecipadamente a situação do cliente e preparar um processo completo e alinhado com os requisitos das entidades financeiras.
“A nossa primeira preocupação é perceber os objetivos e as preocupações do cliente, tanto atuais como futuras –antes de falar em soluções, falamos em pessoas”.
Que desafios os clientes enfrentam na procura de crédito e como procuram ajudá-los a ultrapassá-los?
Hoje o maior desafio é conseguir que o crédito acompanhe a realidade do mercado: a subida dos preços, o impacto das taxas de juro e os critérios de análise mais exigentes criam dificuldades. Muitas vezes, o cliente tem capacidade financeira para determinado financiamento, mas não encontra imóveis nos valores que a banca está confortável em aprovar. Além disso, o perfil dos clientes mudou – trabalhadores independentes, empresários, famílias com rendimentos mistos ou emigrantes a regressar a Portugal – são perfis viáveis, mas nem sempre encaixam nos modelos tradicionais.
O nosso papel é estruturar o processo de forma estratégica, enquadrar corretamente a realidade financeira do cliente, alinhar expectativas e ajudá-lo a preparar-se para que o crédito seja aprovado de forma sustentável.
www.sim P le F y. P t/conheca/ F ind_o P tions
carla claudino
ceo
o reForço da conFiança no mercado imobiliário
a vitriol tem-se di F erenciado através do con H ecimento do território e de serviços de valor acrescentado, como a g arantia era . s ob a liderança de r ui d ias, P re Para-se Para re Forçar o a P oio aos clientes na obtenção de crédito através da marca
Pou Par g an H ar.
Como chegou à direção da ERA Imobiliária e quais foram os principais desafios que enfrentou até aqui?
A agência ERA Oliveira do Hospital/Tábua foi inaugurada em 2018, após 25 anos de experiência no setor bancário, onde desempenhei funções de gestão. A escolha da rede foi motivada pela oferta de um modelo de negócio sólido e já testado. Desde o início enfrentámos vários desafios: abrimos a empresa num território que ainda recuperava dos incêndios de 2017. Depois surgiu a COVID-19, que obrigou ao encerramento das duas agências durante três meses. Em 2023, a elevada inflação, perda de poder de compra e subida das taxas de juro reduziram a procura de crédito à habitação e o número de transações. A partir de 2024, o mercado voltou a apresentar sinais de recuperação, embora se mantenha a escassez de oferta habitacional.
Quais são os fatores diferenciadores?
A VITRIOL assenta em três pilares: proximidade, inovação tecnológica e serviços de valor acrescentado. Valorizamos a presença local e o conhecimento do território, onde os nossos consultores atuam como especialistas da sua zona de atuação. Paralelamente, recorremos à tecnologia para tornar os processos mais eficientes e melhorar a experiência do cliente.
Disponibilizamos ainda serviços, como a Garantia ERA, que reforçam a confiança e a segurança nas transações.
3 a ,
oliveira do HosPital e s ão Paio de gramaços
“Valorizamos a presença local e o conhecimento do território, os nossos consultores atuam como especialistas da sua zona de atuação e não apenas como mediadores genéricos”.
Quais são os objetivos estratégicos para os próximos anos?
Estamos a reforçar a intermediação de crédito através da marca Poupar Ganhar, com presença online em www.pouparganhar.pt. No primeiro semestre deste ano iremos inaugurar um novo espaço em Oliveira do Hospital dedicado exclusivamente a este serviço, permitindo um acompanhamento ainda mais personalizado e especializado. O objetivo é apoiar clientes na obtenção de diferentes tipos de crédito com soluções ajustadas às suas necessidades.
Que mensagem gostaria de deixar aos clientes que ainda têm dúvidas sobre recorrer ao crédito?
A compra de uma habitação é uma das de -
cisões financeiras mais importantes para a maioria das famílias. Por isso, é essencial definir um orçamento realista, analisar a documentação do imóvel, avaliar o estado da propriedade e considerar fatores como localização e potencial de valorização.
O acompanhamento profissional faz a diferença: a nossa equipa ajuda a definir um preço justo, identificar oportunidades e conduzir todo o processo de negociação e formalização, garantindo segurança jurídica através do nosso Departamento Processual. Paralelamente, o Departamento de Intermediação de Crédito procura as melhores condições junto dos bancos, oferecendo um serviço personalizado e gratuito para que os clientes tomem decisões informadas e poupem tempo e recursos.
equiPa era imobiliária
av. dr. Francisco s á c arneiro
3400-059
aPrender a escol Her o crédito
olinda tomé, contabilista e intermediária de crédito na rede xFin, alerta Para os riscos de decisões Financeiras PreciPitadas. com uma abordagem 360º, ensina clientes a interPretar contratos, analisar taxas e comPreender o imPacto Fiscal, Promovendo literacia Financeira Para escolHas mais seguras.
Apresenta-se como intermediária na área do crédito e contabilista. Como se conjugou o interesse por estas duas áreas?
Sou contabilista desde 2002 e trabalho nesta área com muito gosto e dedicação, mas a profissão é desgastante. Confesso que me sentia muito cansada desta rotina, e sentia a necessidade de trazer para o meu gabinete um dinamismo diferenciador. Como tinha algumas noções sobre o trabalho do intermediário de crédito e me identifiquei bastante com a forma de trabalhar da XFin, percebi que faria todo o sentido ter este serviço na minha carteira. Conjugar as duas áreas foi natural devido às fortes sinergias financeiras: a visão abrangente sobre finanças e fiscalidade, o rigor de análise e a confiança junto dos clientes.
“Os intermediários de crédito são o elo entre a complexidade do sistema bancário e a necessidade do cliente. Funcionam como um agregador de mercado, poupando tempo e evitando erros de interpretação, comparando spreads, comissões e seguros de várias instituições”.
Qual é a vantagem em recorrer a alguém que não seja só intermediário, mas também com formação em contabilidade?
O cliente recebe uma consultoria financeira 360º. Como contabilista, não olho apenas para a prestação mensal, a taxa de juro ou outros componentes do crédito, mas analiso toda a vida fi
nanceira do cliente: a taxa de esforço real, impacto fiscal e sustentabilidade da dívida a longo prazo. Tenho uma visão analítica que permite detetar
pormenores em balancetes e declarações de IRS que influenciam a decisão bancária, garantindo soluções tecnicamente sólidas e seguras.
Que papel desempenham os intermediários na comparação de soluções e proteção do consumidor?
Os intermediários de crédito são o elo entre a complexidade do sistema bancário e a necessidade do cliente. Funcionam como um agregador de mercado, poupando tempo e evitando erros de interpretação, comparando spreads, comissões e seguros de várias instituições. Além disso, traduzem indicadores complexos como a TAEG ou o MTIC para que a comparação seja feita com base no custo real e total do crédito. Na proteção do consumidor, a atividade é regulada pelo Banco de Portugal (ao abrigo do Decreto-Lei n.º 81-C/2017), destacando-se os deveres de imparcialidade e lealdade, priorizando o interesse do consumidor, garantindo transparência e adequação ao perfil do cliente.
A literacia financeira continua a ser um problema no acesso ao crédito?
Sim, muitos clientes ainda confundem conceitos básicos ou focam-se apenas na prestação mensal, tornando o acesso ao crédito mais arriscado. O meu papel é educar o cliente durante o processo, para que tome decisões conscientes e informadas, mitigando o risco de incumprimento. A educação financeira deve abranger toda a família, não só as crianças, para que os resultados do trabalho desenvolvido sejam mais consistentes e duradouros.
Para 2026, que cuidados devem ter os particulares que ponderam recorrer ao crédito?
É essencial a prudência num cenário pós-volatilidade e atenção às taxas mistas/fixas. Em 2026 o cenário exige uma prudência estratégica e o meu conselho principal é a constituição de uma almofada financeira, analisar todas as componentes do contrato e privilegiar a previsibilidade o quanto possível. Mais importante que o “spread” é importante avaliar o MTIC e a flexibilidade do crédito perante mudanças pessoais ou económicas.
olinda tomé contabilista e intermediária de crédito na rede xfin
intermediário de crédito: a missão de s ervir o cliente
Para joana vaz recorrer a ProFissionais que exPliquem o Processo, simPliFiquem as ProPostas da banca e acomPanHem o cliente até à escritura Pode PouPar temPo, evitar erros e ajudar as Famílias a tomar decisões Financeiras mais inFormadas.
Quais são os principais critérios que alguém deve considerar antes de escolher um intermediário de crédito? Porque é que recorrer a especialistas pode fazer a diferença?
Um intermediário de crédito destaca-se quando tem como missão Servir o cliente. É aquele que vai além do dever, que é mais do que um facilitador de documentos para a banca, tem de ser capaz de explicar sucintamente todo o processo de crédito, o cliente deve ter especial atenção se está registado no Banco de Portugal.
O processo de crédito habitação é longo, um especialista sabe quais os passos a seguir, simplifica a informação dos bancos, e economiza tempo na busca das propostas ajustadas. O serviço de intermediação de crédito é gratuito.
“Aliando a oportunidade com a experiência que já tinha e o querer fazer a diferença na vida das pessoas, decidimos vestir a bata e ajudar as pessoas a
tomarem melhores decisões
financeiras”.
O que a motivou a abraçar esta área e como foi a sua chegada ao projeto do Doutor Finanças?
Durante sete anos fui consultora imobiliária e sempre vi o intermediário como um parceiro, sendo fundamental para que o processo de compra de casa fosse mais simples, é sempre importante ter um acompanhamento personalizado, para que corra da melhor forma.
Com os balcões da zona onde resido a fecha-
rem, eu e o meu sócio (e marido), aliando a oportunidade com a experiência que já tinha e o querer fazer a diferença na vida das pessoas, decidimos vestir a bata e ajudar as pessoas a tomarem melhores decisões financeiras.
A nova loja na Quinta da Piedade, em Póvoa de Santa Iria, com data de abertura a 27 de março, representa um novo capítulo na sua atividade. Que objetivos traça para esta loja e que impacto espera ter na comunidade local?
Sendo nascidos e criados aqui faz todo o sentido criar impacto na comunidade local. Sempre fomos bastante ativos na comunidade e vemos a nossa loja como um local de bem-estar financeiro, onde o cliente poderá beneficiar de vários serviços num mesmo sítio.
De que forma a vossa equipa ajuda a otimizar o orçamento familiar, a negociar melhores condições de mercado e a garantir acompanhamento ao longo de todo o processo?
Temos desenvolvido ações de partilha de conhecimento em atividades de desenvolvimento social e para os mais pequenos temos iniciativas para terem noções de literacia financeira.
De uma forma simplista, dizemos que contratar um crédito habitação é como casar, e tal como um casamento os clientes precisam de saber os prós e os contras de cada proposta, que o mercado é volátil e que vão existir períodos de bonança e outros de crise e qual o impacto que isso pode ter na sua prestação, condensamos toda a informação que a FINE entrega e fazemos questão de acompanhar os clientes, em pessoa, no dia da escritura.
Que perspetivas traças para o ano de 2026?
Que mensagem deixaria a quem está a pon-
derar contratar ou transferir crédito?
Em 2026 vamos estar ainda mais perto das pessoas e perspetivamos ter uma influência positiva na comunidade onde nos inserimos. Se está a pensar contratar ou transferir crédito fale com a equipa da Vaz & Sequeira, o seu processo vai ser customizado adequando-se ao que necessita, sobre a burocracia, é algo que não irá mudar num longo prazo e não devemos usá-la como desculpa para não agir, até porque vai ter um especialista dedicado a si ajudando em todo o processo. quintA d A pied A de.povo A des A ntA iri A @rede.doutorfin A nc A s.pt tel .: 912 333 736 | r ua do t ejo, n º18 b , l oja e squerda, 2625-204 Póvoa de s anta i ria
Joana Vaz
diretora da loja e especialista de crédito habitação
gurus do crédito: o seu guia Para decisões acertadas
criada Por uma equiPa de antigos bancários, a gurus do crédito quer simPliFicar o acesso ao Financiamento e ajudar os Portugueses a tomar decisões Financeiras mais inFormadas. marta bexiga, gestora de crédito da emPresa, exPlica como nasceu o Projeto, quais os serviços mais P rocurados e de que F orma a literacia F inanceira P ode evitar P roblemas nas F inanças P essoais.
Com mais de 16 anos de experiência na banca e atualmente líder na Gurus do Crédito, como foi o seu percurso profissional e o que a motivou a transitar da banca tradicional para a intermediação de crédito?
Após concluir a licenciatura em Economia, iniciei o meu percurso profissional na banca através de um estágio de verão. Pouco tempo depois, integrei outra instituição bancária onde permaneci durante 16 anos. Foi um percurso muito enriquecedor, no qual tive a oportunidade de evoluir profissionalmente e passar por diferentes funções, o que me permitiu adquirir uma visão bastante completa do setor financeiro.
Com a regulamentação da atividade de intermediação de crédito, comecei a perceber que este poderia ser um caminho mais alinhado com aquilo que eu realmente procurava na minha carreira. Na banca tradicional, por vezes sentia alguma limitação quando os créditos eram recusados ou quando não existiam soluções que respondessem verdadeiramente às necessidades dos clientes.
A intermediação de crédito veio trazer essa possibilidade de olhar para cada caso de forma mais abrangente. Trabalhamos com várias instituições financeiras, o que nos permite encontrar soluções mais adequadas para cada cliente. É um trabalho muito dinâmico e desafiante, que nos obriga a aprender continuamente e a procurar sempre a melhor resposta para quem nos procura. No fundo, a intermediação de crédito permite-nos fazer exatamente aquilo que mais nos motiva: ajudar as pessoas a encontrar soluções financeiras ajustadas à sua realidade.
A Gurus do Crédito apresenta-se como uma
equipa de ex-bancários que coloca a sua experiência ao serviço das decisões dos clientes. Como nasceu este projeto e qual é a missão que orienta o trabalho da empresa?
A Gurus do Crédito nasceu da experiência e da visão de uma equipa que conhece profundamente o setor financeiro. Atualmente somos sete elementos, todos com percurso anterior na banca, o que nos dá uma base muito sólida de conhecimento sobre o funcionamento do crédito e das instituições financeiras.
Antes da criação da marca, também tivemos experiência na intermediação de crédito enquanto franchisados de uma marca nacional. No final de 2025, ao analisarmos o nosso percurso e os resultados alcançados, percebemos que queríamos dar um passo diferente: criar uma marca própria, com uma identidade mais próxima das pessoas e que pudesse trazer algo novo ao mercado. Foi assim que nasceram os Gurus do Crédito.
A nossa missão passa por acompanhar os clientes em todo o processo de decisão financeira, desde o primeiro contacto até à concretização do crédito — e muitas vezes mesmo depois disso, quando surgem dúvidas ou novas necessidades. Mais do que intermediar crédito, queremos ser um parceiro de confiança que ajuda as pessoas a tomar decisões informadas e seguras.
Paralelamente, decidimos também apostar na promoção da literacia financeira de uma forma mais acessível e próxima. Para isso criámos as nossas próprias personagens ilustradas, os Gurus das Finanças, que nos ajudam a comunicar temas importantes de forma simples e descontraída. Atualmente contamos com cinco personagens: o Guru do Crédito, o Guru da
“Felizmente, temos conseguido ajudar muitas pessoas a reorganizar as suas finanças e acreditamos que promover uma maior literacia financeira é essencial para que cada vez mais clientes possam tomar decisões informadas e seguras”.
marta bexiga ceo e gestora de crédito
“A nossa
missão passa por acompanhar os clientes em todo o processo de decisão financeira, desde o primeiro contacto até à concretização do crédito — e muitas vezes mesmo depois disso, quando surgem dúvidas ou novas necessidades. Mais do que intermediar crédito, queremos ser um parceiro de confiança que ajuda as pessoas a tomar decisões informadas e seguras”.
Poupança, o Guru do Investimento, o Guru da Sustentabilidade e o Guru da Proteção, acompanhado pelo seu amigo Cão Guru. Cada um deles aborda diferentes áreas da gestão financeira do dia a dia, tornando estes temas mais fáceis de compreender para todos.
Queremos que as pessoas sintam que têm ao seu lado verdadeiros gurus a ajudá-las a tomar melhores decisões financeiras.
O que distingue a Gurus do Crédito de outras empresas do setor? Que fatores considera verdadeiramente diferenciadores na forma como acompanham os clientes ao longo do processo?
Um dos principais fatores que distingue a Gurus do Crédito é a experiência da nossa equipa. Somos todos ex-bancários e trazemos connosco muitos anos de trabalho no setor financeiro, em diferentes funções — desde gestores de clientes particulares a gestores de negócios e até direção de balcão. Esta diversidade de experiência permite-nos ter uma visão muito completa de todo o processo de crédito.
O facto de já termos estado “do outro lado” dá-nos uma grande vantagem: compreendemos bem a realidade das instituições financeiras, os
procedimentos internos e também os desafios que hoje existem nos balcões, onde muitas vezes há muitos clientes e poucos recursos disponíveis. Ao mesmo tempo, entendemos perfeitamente o lado do cliente, que procura soluções rápidas, claras e um acompanhamento próximo, sem ter de investir demasiado tempo em deslocações ou processos burocráticos. É precisamente nesta ponte entre cliente e banca que criamos valor. A nossa experiência permite-nos analisar cada caso com profundidade, apresentar diferentes soluções e acompanhar todo o processo de forma próxima e personalizada. Muitas vezes conseguimos proporcionar ao cliente uma experiência mais simples, transparente e eficiente do que aquela que teria ao procurar diretamente várias instituições financeiras.
Entre os vários serviços que disponibilizam, desde crédito habitação, crédito consolidado e pessoal, até soluções para empresas, quais são atualmente os mais procurados pelos clientes e porquê?
Atualmente, os serviços mais procurados pelos clientes são sobretudo o crédito habitação e o crédito consolidado. No caso do crédito habitação, temos acompanhado muitos processos relacionados com a aquisição de imóveis, o que continua a ser uma das decisões financeiras
mais importantes para as famílias. Paralelamente, também temos registado um número significativo de pedidos de transferência de crédito habitação, muitas vezes com o objetivo de reduzir encargos mensais, melhorar condições contratuais ou ajustar a estrutura do crédito, como por exemplo a retirada de titulares do contrato. O crédito consolidado é outra solução bastante procurada, sobretudo por clientes que pretendem reorganizar as suas finanças e reduzir o peso das prestações mensais através da junção de vários créditos num único.
Mais recentemente, temos também verificado um aumento gradual na procura de soluções de financiamento por parte das empresas. Ainda é um segmento em crescimento dentro da nossa atividade, mas acreditamos que representa uma área com grande potencial de desenvolvimento no futuro.
Para quem ainda não conhece o conceito, qual é exatamente o papel de um intermediário de crédito e de que forma pode facilitar o processo para quem procura financiamento?
Um intermediário de crédito tem como principal função apoiar o cliente na procura da melhor solução de financiamento junto de várias instituições financeiras. Em vez de o cliente ter de contactar diferentes bancos, analisar várias propostas e tratar de toda a burocracia, o intermediário assume esse papel e faz essa gestão de forma profissional. O processo começa com uma análise ao perfil financeiro do cliente e às suas necessidades. A partir daí, ajudamos a reunir toda a documentação necessária, preparamos o processo e apresentamos o pedido de financiamento a várias instituições bancárias, solicitando diferentes simulações e condições. Posteriormente, analisamos as propostas recebidas e apresentamos ao cliente as várias opções de forma clara e simplificada, explicando todas as condições para que possa tomar uma decisão informada e segura. Acompanhamos todo o processo do início ao fim, desde a análise inicial até à concretização do crédito. E uma das grandes vantagens para o cliente é que este
“Decidimos apostar na promoção da literacia financeira de uma forma mais acessível e próxima. Para isso criámos as nossas próprias personagens ilustradas, os Gurus das Finanças, que nos ajudam a comunicar temas importantes de forma simples e descontraída”.
“É precisamente nesta ponte entre cliente e banca que criamos valor. A nossa experiência permite-nos analisar cada caso com profundidade, apresentar diferentes soluções e acompanhar todo o processo de forma próxima e personalizada. Muitas vezes conseguimos proporcionar ao cliente uma experiência mais simples, transparente e eficiente do que aquela que teria ao procurar diretamente várias instituições financeiras”.
serviço não tem qualquer custo, uma vez que a intermediação é remunerada pelas próprias instituições financeiras.
A vossa equipa atua sobretudo na zona sul do país. Existem particularidades ou diferenças no mercado de crédito nesta região quando
comparada com outras zonas de Portugal? Atualmente contamos com três lojas físicas no Algarve, localizadas em Olhão, Faro e Portimão, e temos planos de continuar a expandir a nossa presença na região, precisamente para estarmos cada vez mais próximos da população e dos clientes que procuram apoio nestas decisões financeiras.
O mercado de crédito no Algarve tem algumas particularidades quando comparado com outras regiões do país. Para além do tradicional crédito habitação para residência própria, existe uma procura muito significativa relacionada com habitações secundárias, casas de férias e imóveis para investimento. Também acompanhamos muitos processos ligados ao arrendamento de longa duração e ao alojamento local, algo muito característico de uma região com forte dinâmica turística como o Algarve.
Estas características fazem com que o perfil de financiamento seja, muitas vezes, mais diversificado, envolvendo não apenas famílias que procuram a sua primeira habitação, mas também clientes que pretendem investir no setor imobiliário ou adquirir um imóvel para utilização sazonal.
Num contexto em que as decisões financeiras têm um impacto direto na vida das pessoas, que desafios identifica atualmente no setor do crédito e que papel pode ter a literacia financeira na tomada de decisões mais informadas?
No nosso dia a dia lidamos frequentemente com situações que demonstram como as decisões financeiras podem ter um impacto profundo na vida das pessoas. Por vezes chegam até nós clientes com várias prestações em atraso ou já numa situação de grande pressão financeira, à procura de soluções urgentes. Em muitos casos, estas situações resultam não apenas de dificuldades económicas, mas também de falta de informação ou de aconselhamento adequado.
Ainda existe um nível reduzido de literacia financeira em algumas áreas, o que faz com que muitas pessoas não tenham plena consciência da sua situação financeira.
É relativamente comum encontrarmos clien-
tes que acreditam estar numa situação equilibrada apenas porque não têm prestações em atraso, mas quando analisamos o seu perfil percebemos que estão a recorrer a novos créditos para pagar compromissos anteriores, criando aquilo que muitas vezes chamamos de “efeito bola de neve”.
É precisamente aqui que a literacia financeira assume um papel fundamental. Parte do nosso trabalho passa por ajudar os clientes a compreender melhor a sua situação, explicar as diferentes opções disponíveis e orientá-los para decisões mais sustentáveis no longo prazo.
Felizmente, temos conseguido ajudar muitas pessoas a reorganizar as suas finanças e acreditamos que promover uma maior literacia financeira é essencial para que cada vez mais clientes possam tomar decisões informadas e seguras.
Quais são os principais objetivos e ambições para a Gurus do Crédito nos próximos anos e que impacto gostaria que o projeto tivesse na vida dos clientes e no setor financeiro? O nosso principal objetivo é continuar a fazer a diferença no setor da intermediação de crédito, tanto no Algarve como em todo o País. A nossa ambição é crescer de forma sustentável, alicerçada em bases sólidas, expandindo a nossa presença em novas regiões e, a médio prazo, também no estrangeiro.
Para nós, o impacto mais importante do projeto é na vida das pessoas. Queremos chegar a cada vez mais clientes, tornando-nos um parceiro de confiança que os ajuda a tomar decisões financeiras conscientes, seguras e adaptadas à sua realidade.
Acreditamos que o crédito, quando bem utilizado e contratado nas melhores condições, pode ser um verdadeiro aliado na concretização de sonhos pessoais e profissionais. O nosso propósito é que os clientes nos vejam não apenas como intermediários de crédito, mas como impulsionadores de mudanças positivas nas suas vidas, ajudando-os a transformar escolhas financeiras complexas em oportunidades de crescimento e estabilidade. www.gurusdocredito.Pt
aP ostar na Proximidade Para simPliF icar o crédito
Com 28 anos no setor bancário, incluindo funções de liderança, o que o levou a transitar para intermediário de crédito?
O meu percurso na banca começou aos 21 anos, desde cedo ligado à área comercial, que sempre reconheci como a minha vocação. Mais tarde, ainda na banca, trabalhei durante quatro anos na prevenção do branqueamento de capitais, o que me permitiu adquirir novas competências e uma visão diferente do setor financeiro. Ainda assim, o gosto pela componente comercial manteve-se.
Após esse período, tive a oportunidade de negociar a minha saída da banca e regressar à área comercial, focado no crédito à habitação como intermediário de crédito. Foi um passo desafiante, sobretudo pela criação da minha própria empresa, mas a adaptação foi muito positiva, sobretudo pela minha ligação à comunidade Simplefy. Hoje, continuo a fazer o que mais gosto: apoiar clientes, encontrar soluções e acompanhá-los em decisões financeiras importantes.
Como se posiciona a NRS Credit no apoio ao cliente e quais são os seus principais fatores diferenciadores?
Apesar de dispormos de várias tecnologias que trazem maior agilidade e privacidade aos processos, nomeadamente através da minha associação à Simplefy e do seu conceito Tech by Human, acredito que a proximidade, disponibilidade e acompanhamento personalizado continuam a fazer a diferença. Para mim, é essencial manter uma relação próxima, tanto com os parceiros bancários como com o cliente, garantindo confiança, eficiência e um serviço ajustado a cada situação. O meu princípio é simples: tratar cada processo como se fosse meu e procurar sempre a melhor solução para o cliente.
Que vantagens traz o acompanhamento de um intermediário de crédito vinculado?
As vantagens são claras: estamos em contacto diário com a banca, o que nos permite acompanhar as melhores campanhas e soluções, ajustadas ao perfil de cada cliente. Ao mesmo tempo, ajudamos a simplificar e desburocratizar processos que envolvem vários intervenientes, como vendedores, advogados, bancos ou real state brokers.
Para muitos clientes, sobretudo estrangeiros, transformamos um processo complexo numa
nuno santos deFende um serviço baseado na Proximidade, transParência e Personalização, destacando a simPliFicação de Processos, a PouPança de temPo e o acesso a melHores soluções como PrinciPais vantagens Para quem recorre a um intermediário de crédito.
experiência mais simples, transparente e compreensível em todas as etapas. Importa ainda destacar a poupança de tempo que este acompanhamento representa, evitando deslocações a vários bancos e permitindo respostas mais rápidas das instituições bancárias.
Como garante que os clientes tomam decisões informadas?
Apresentamos várias propostas de diferentes bancos e com diferentes modalidades de taxa – variável, mista ou fixa. Posteriormente, anali-
samos em conjunto cada solução, identificando os prós e contras, bem como as condições específicas, como seguros de vida, comissões e outros encargos associados.
Quais são os objetivos estratégicos da NRS Credit e de que forma pretende continuar a simplificar o acesso ao crédito?
O objetivo é manter a qualidade de serviço e a forma de atuação que nos define no mercado, assentes na idoneidade e na transparência, e crescendo de forma sustentada ao nível da equipa, para continuar a garantir um serviço de elevada qualidade.
“Apresentamos
várias propostas de diferentes bancos e com diferentes modalidades de taxa – variável, mista ou fixa. Posteriormente, analisamos em conjunto cada solução, identificando os prós e contras, bem como as condições específicas, como seguros de vida, comissões e outros encargos associados.”
nuno
“ d istinguimo-nos Pela H umanização do Processo”
maria cavalHeiro, diretora da xFin trust, aPosta numa relação de Proximidade com os clientes e numa análise rigorosa das soluções bancárias Para tornar o acesso ao crédito mais claro, inFormado e adaPtado à realidade de cada Família.
O que a motivou a seguir esta área e quais foram os passos decisivos para a fundação da XFIN TRUST?
O meu percurso começou na área jurídica. Sou licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra e cheguei a integrar a Ordem dos Advogados, atualmente com a inscrição suspensa. No final de 2020 entrei numa imobiliária como gestora processual e acabei por acumular funções na intermediação de crédito, mas esse “vamos tentar” revelou-se uma verdadeira vocação.
Mais tarde, Luís Coutinho, Diretor de Tecnologia da XFIN, convidou-me a integrar uma empresa de intermediação, que mais tarde veio dar origem à XFIN. Em 2025 iniciei o meu percurso como franchisada da XFIN através da Jornada D’Aplausos, Lda., Intermediário de Crédito Vinculado, n.º 0008303. Olhando para trás, sinto que tive muita sorte com as pessoas e oportunidades que se cruzaram no meu caminho.
“Na XFIN TRUST prezamos um acompanhamento próximo e dedicado: contacto direto, simples e transparente, ouvimos os clientes e acompanhamos todas as fases do processo para que possam tomar decisões conscientes e informadas”.
O que distingue o vosso trabalho e que serviços disponibilizam a quem procura soluções de crédito?
A XFIN é uma marca de referência nacional que aposta fortemente nas pessoas, na formação e na tecnologia. Na XFIN TRUST prezamos um acompanhamento próximo e dedicado: contacto direto, simples e transparente, ouvimos os clientes e acompanhamos todas as fases
do processo para que possam tomar decisões conscientes e informadas. Distinguimo-nos pela humanização do processo.
Qual é o papel de um intermediário de crédito e como pode este pode auxiliar a tomar decisões de crédito mais esclarecidas?
Eu vivo esta atividade como alguém que está sempre ao lado do cliente, de forma verdadeira e independente. O cliente percebe o rigor e quando lhe damos a mão. A análise prévia do processo, a análise financeira das propostas e o conhecimento das campanhas dos bancos e do mercado financeiro permite-me enquadrar bem cada cliente. Na XFIN TRUST apresentamos soluções que se transformam na concretização de sonhos reais.
Com presença na região Centro, em Coimbra, como é que avaliam a importância de uma relação local e personalizada para os clientes?
A digitalização e a reconfiguração da rede de agências trouxeram maior eficiência, mas também desafios na proximidade com os clientes. Neste contexto, a XFIN TRUST assume um papel cada vez mais próximo das famílias: ao acompanhar o cliente de forma personalizada ao longo de todo o processo, contribuímos para uma experiência mais clara e reforçamos a ligação entre clientes e banca.
Como avalia a evolução do crédito e quais são os futuros objetivos da XFIN TRUST?
O crédito habitação mudou muito: a conjuntura económica, a subida das taxas de juro e as medidas públicas para facilitar o acesso à habitação obrigaram a uma adaptação do setor e reforçaram a importância do acompanhamento especializado.
Para a XFIN TRUST o futuro passa por crescer de
forma sustentável, reforçar a proximidade com clientes e parceiros e liderar a evolução da intermediação de crédito em Portugal. Queremos simplificar o acesso ao crédito e, numa era cada vez mais digital, manter o nosso princípio base: trabalhar de pessoas para pessoas. Crescer sem critério, nesta área de atuação, acaba por fazer desaparecer profissionais.
maria caValheiro diretora
a imP ortância da solução certa Para cada Família
com um Percurso marcado Pela Paixão Pela literacia Financeira e exPeriência Pessoal no crédito Habitação, soFia salgueiro encontrou na intermediação de crédito a Forma de unir Finanças e imobiliário Para aPoiar decisões mais conscientes.
Enquanto intermediária de crédito, como tem sido o seu percurso e o que a motivou a abraçar esta área?
Ao longo dos anos, fui desenvolvendo uma grande paixão por literacia financeira e comecei a ajudar familiares e amigos com as suas finanças. Mais à frente, na compra da minha primeira casa, vim a perceber que escolhi o crédito sem pesquisar muito, apenas por ter pressa em comprar a casa e, mais tarde, percebi o impacto dessa decisão. Paralelamente, criei a minha empresa no ramo imobiliário, e a intermediação de crédito surgiu naturalmente, unindo o amor por finanças à vontade de ajudar outros a tomar decisões seguras. Hoje, sinto este propósito realizado ao conectar finanças, imobiliário e ajudar pessoas.
Quais considera serem os fatores diferenciadores do vosso serviço?
Considero que o nosso diferencial passa por
três pontos: informação credível, poupança e experiência do cliente. Foco-me em garantir que cada família compreende o que está a ser oferecido, escolhendo não só o crédito mais barato, mas o que melhor se encaixa na sua realidade. Analiso objetivos, perfil financeiro e fatores como a tolerância e oscilações na prestação – um dos mais importantes, ainda que não o único.
Trabalhar com a rede Doutor Finanças reforça esta credibilidade e missão para com a literacia financeira, sendo uma marca já muito reconhecida e diria até acarinhada pelos portugueses.
Como explica o seu papel e de que forma ajuda os clientes a encontrar as melhores soluções?
O meu papel passa por servir como uma ponte entre o cliente e o banco, simplificando termos e explicando condições para uma escolha informada. Inicio com uma reunião de diagnóstico, seguida da recolha de simulações e apoio na escolha do financiamento mais adequado.
O acompanhamento não termina aqui: estou presente ao longo de todo o processo até à escritura, garantindo a resolução de qualquer questão que possa surgir, bem como nos passos após a compra, como alteração de morada, pedido de isenção de IMI, entre outros detalhes importantes.
Que conselhos dá a quem procura crédito habitação ou quer otimizar o orçamento?
Diria que há três passos essenciais: definir uma prestação que caiba no orçamento familiar, procurar constantemente novas ofertas, renegociando quando fizer sentido, e tentar fixar a taxa por um período confortável que não deixe
“Estou presente ao longo de todo o processo até à escritura, garantindo a resolução de qualquer questão pedido de isenção de IMI, que possa surgir, bem como entre outros detalhes imnos passos após a compra, como alteração de morada,
portantes”.
a pessoa exposta a um aumento brusco da prestação. Com a instabilidade mundial a que temos vindo a assistir, cada vez fazem mais sentido as soluções de taxa mista que os bancos têm vindo a oferecer.
Por último, é fundamental contar com um intermediário de crédito de confiança, que acompanhe e apoie em todas estas decisões.
Quais são os principais objetivos para o futuro? O maior objetivo passa por elevar o nível da intermediação de crédito em Portugal, com um serviço cada vez mais rigoroso, transparente e centrado no cliente. Pretendo continuar a oferecer acompanhamento personalizado, garantindo não só a melhor solução no momento, mas também apoio contínuo, para que as famílias nunca se sintam sozinhas nas suas decisões financeiras.
Em paralelo, a missão é continuar a promover a literacia financeira, em conjunto com a marca Doutor Finanças, e continuar a ajudar as famílias a ganhar mais autonomia, confiança e segurança.
soFia salgueiro intermediária de crédito
Humanizar o crédito
ana soFia costa, ceo da mycredibox, decidiu criar uma emPresa de intermediação de crédito centrada na Proximidade com o cliente e no acomPanHamento contínuo.
O que a motivou a criar a MyCredibox e que lacunas identificava no mercado?
Ao longo do meu percurso no setor bancário percebi que, muitas vezes, o crédito era tratado apenas como um produto e não como um verdadeiro projeto de vida. Faltava proximidade, tempo para ouvir o cliente e uma abordagem realmente personalizada. A MyCredibox nasce dessa vontade de fazer diferente: acompanhar cada cliente de forma próxima, transparente e contínua, e não apenas até à assinatura do contrato. Sentia também uma lacuna clara no acompanhamento pós-crédito e na explicação simples das condições. Este projeto surge da convicção de que cada processo deve ser tratado com a mesma responsabilidade com que trataríamos o nosso próprio.
Na prática, como se constrói um acompanhamento financeiro verdadeiramente personalizado?
Começa pela escuta ativa: cada cliente tem uma realidade financeira e familiar diferente, o que exige tempo para compreender objetivos, receios e expectativas. Defendo um modelo de decisões informadas, não condicionadas. Isso significa explicar claramente as condições, analisar as propostas dos bancos em detalhe e traduzir termos técnicos em linguagem simples. Mais do que procurar apenas a taxa mais baixa, o objetivo é estruturar uma solução sustentável a médio e longo prazo.
Quais são hoje as principais preocupações das famílias quando recorrem ao crédito?
A principal preocupação é a previsibilidade. No crédito habitação, as famílias procuram estabilidade nas prestações e segurança nas decisões,
“Num setor exigente, a empatia, a escuta e a construção de relações de confiança fazem toda a diferença. A minha liderança assenta numa gestão próxima, transparente e orientada para as pessoas”.
sobretudo perante as oscilações das taxas de juro. Na consolidação de créditos, a prioridade é reduzir encargos mensais e ganhar folga financeira. Já no crédito ao consumo nota-se maior prudência, com clientes mais atentos ao custo total do financiamento. A literacia financeira em Portugal ainda é limitada e, perante tanta informação dispersa, é natural que surjam dúvidas. Um acompanhamento próximo ajuda a tomar decisões mais seguras.
Que vantagens traz o modelo de intermediação de crédito?
Enquanto intermediários de crédito vinculados, conseguimos oferecer acesso a várias instituições financeiras através de um único ponto de contacto. Isto permite comparar propostas de diferentes bancos, negociar condições mais competitivas e adaptar a solução ao perfil de cada cliente, sem custos diretos para quem recorre ao serviço.
Cada família tem a sua realidade e cada banco características próprias, o verdadeiro valor está em encontrar a solução mais adequada para cada caso.
Que aprendizagens retira do seu percurso enquanto empreendedora?
Num setor exigente a empatia, a escuta e a construção de relações de confiança fazem a diferença. Acredito que o sucesso sustentável nasce de relações sólidas — com clientes, parceiros e equipa — e essa é a base da visão da MyCredibox.
ana soFia costa team leader e ceo
crédito com riscos externos e Prudência Financeira
segundo Pedro gonçalves, o aumento da Procura Por Financiamento indica uma retoma saudável, desde que sustentada Por critérios rigorosos e decisões inFormadas. ainda assim, alerta Para o imPacto da instabilidade geoPolítica e da baixa literacia Financeira.
Considera que estamos perante um ciclo saudável de retoma ou perante uma nova fase de exposição ao risco?
Estamos a assistir a uma retoma clara da procura por financiamento, o que pode ser saudável quando assenta em rendimentos estáveis, critérios de concessão rigorosos e decisões informadas. Ainda assim, a instabilidade geopolítica associada à guerra no Médio Oriente, pode refletir-se em variáveis críticas para o crédito, como os preços da energia, custos de transporte, inflação importada, confiança dos consumidores e, pressão sobre taxas de juro e condições de financiamento. Por isso, pode haver retoma, mas com um alerta: o risco não está apenas dentro do mercado de crédito, está também no ambiente macroeconómico e geopolítico.
Que cuidados devem ter os particulares que ponderam recorrer ao crédito?
Num cenário de maior incerteza externa, o principal cuidado é evitar decisões no limite. O crédito deve ser encarado como um compromisso capaz de resistir a choques, por isso, é essencial:
Simular cenários de stress: como subida de taxas, aumento de despesas com energia, combustíveis ou alimentação, e até uma redução temporária do rendimento;
• Evitar taxas de esforço demasiado elevadas: a prestação tem de ser confortável mesmo em meses menos favoráveis;
Avaliar o tipo de taxa (fixa, variável ou mista): tendo em conta que a previsibilidade pode ser uma forma de proteção;
• Olhar para a prestação: é fundamental analisar o custo total, através da TAEG e do MTIC, e manter sempre um fundo de emergência.
Que papel desempenham os intermediários
“Estamos a assistir a uma retoma clara da procura por financiamento, o que pode ser saudável quando assenta em rendimentos estáveis, critérios de concessão rigorosos e decisões informadas”.
na transparência, comparação de soluções e proteção do consumidor?
Num contexto instável, o papel do intermediário torna-se ainda mais relevante, porque o consumidor precisa de clareza e de comparação real para decidir com segurança. Um intermediário de crédito competente pode traduzir o impacto de cenários macroeconómicos em decisões práticas, comparar propostas com base no custo total, na flexibilidade e no risco, e garantir que o cliente percebe o que está a contratar. Isso ajuda a reduzir decisões por impulso e reforça a proteção do consumidor, evitando soluções desajustadas ao seu perfil financeiro. Para este papel ser verdadeiramente positivo, é essencial transparência sobre com quem o intermediário trabalha, como decorre o processo e qual o racional de cada recomendação.
A literacia financeira continua a ser um problema no acesso ao crédito?
Sim, a literacia financeira continua a falhar em três pontos: confundir uma “prestação que consigo pagar hoje” com uma “prestação sustentável ao longo do tempo”, não compreender totalmente o impacto das taxas e do custo total do crédito, e subestimar a forma como choques externos podem afetar o orçamento. Melhorar a literacia financeira é melhorar o acesso e a qualidade do crédito, com menos risco, mais decisões conscientes e maior proteção do consumidor.
Pedro gonçalVes
diretor da agência
novo incentivo reduz beneFiciários e estabiliza sistemas
João mota camPos advogado
Em 2024 referiu que o novo incentivo fiscal substituiria o regime dos Residentes Não Habituais (RNH) e abrangeria poucas pessoas. Essa realidade manteve-se?
Em 2024 verificou-se uma verdadeira corrida ao estatuto de RNH, antes da entrada em vigor do novo regime — o Incentivo à Investigação Científica e Inovação, previsto no artigo 58.º – do Estatuto dos Benefícios Fiscais. Em 2025, o novo regime estabilizou e, devido ao seu âmbito mais restrito e critérios de acesso mais exigentes, registou-se uma redução muito significativa de beneficiários.
Além disso, o fim do regime “geral” levou à saída
de muitos residentes estrangeiros que se tinham fixado em Portugal em função do RNH e que entretanto completaram o período de dez anos de benefício.
“A
Lei do Orçamento não deveria introduzir mudanças significativas em impostos que já dispõem de códigos e enquadramento próprio. Ainda assim, salientaria dois aspetos: a redução gradual da taxa de IRC, que poderá atingir os 17%, e a criação de um novo regime fiscal para o arrendamento habitacional.”
Confirmaram-se os receios de aumento de contencioso relacionados com expectativas frustradas de acesso ao antigo regime?
No nosso escritório tratamos de vários casos borderline que acabaram por ser resolvidos pela Autoridade Tributária. Aliás, essa solução decorreu de orientações da própria AT, que optou claramente por evitar processos contenciosos que implicariam elevados custos de tempo e recursos.
Quais as alterações mais relevantes introduzidas pela Lei do Orçamento do Estado para 2026?
É difícil destacar alterações, uma vez que a Lei do Orçamento não deveria introduzir mudanças significativas em impostos que já dispõem de códigos e enquadramento próprio. Ainda assim, salientaria dois aspetos: a redução gra-
joão mota camPos acredita que o novo regime de incentivo à investigação e inovação, criado Para substituir os residentes não Habituais, levou a uma Forte diminuição de beneFiciários e à saída de estrangeiros, enquanto as alterações Fiscais de 2026 destacam incentivos ao arrendamento Habitacional e uma redução gradual do irc.
dual da taxa de IRC, que poderá atingir os 17%, e a criação de um novo regime fiscal para o arrendamento habitacional. Tendo em conta que a tributação das rendas é autónoma (salvo opção pelo englobamento), a aplicação de uma taxa de 10% às “rendas moderadas” — até 2,5 vezes o salário mínimo — constitui um incentivo relevante ao arrendamento.
A que contratos se aplicam as novas taxas de IRS sobre rendimentos prediais habitacionais?
As novas taxas aplicam-se exclusivamente ao arrendamento habitacional, excluindo-se situações como casas de férias ou arrendamentos temporários. Os benefícios fiscais incidem sobre contratos com “rendas moderadas”, até 2,5 vezes o salário mínimo, sendo aplicada uma taxa de 10%. Além disso, a duração do contrato influencia a taxa aplicável: contratos entre cinco e dez anos, entre dez e 20 anos, ou superiores a 20 anos podem beneficiar de reduções progressivas, podendo a taxa descer até 5%.
Existe um regime fiscal justo para o arrendamento não habitacional?
Tenho a perceção de que sim. A taxa aplicável é de 28%, podendo o rendimento ser englobado se resultar numa taxa efetiva inferior. Existe alguma disparidade face ao regime habitacional, mas essa diferença limita-se às “rendas moderadas”. O legislador procurou incentivar a oferta de habitação para arrendamento, mantendo ainda uma carga fiscal sobre o arrendamento não habitacional inferior à taxa máxima de IRS.
a de F esa do suPerior interesse da criança
“A
criança deve ser ouvida, sem dúvida, mas com muito cuidado. Não pode sentir que tem de escolher ou carregar esse peso. A opinião dela é importante, mas tem de ser enquadrada — perceber de onde vem, se há influências, se é consistente”
O seu Escritório de Advocacia apresenta uma atuação marcada pela personalização, rigor técnico e compromisso ético. Que percurso a trouxe até aqui, o que distingue o seu posicionamento no mercado jurídico e de que forma
procura responder às necessidades dos clientes nas várias áreas em que atua?
O meu percurso foi-se construindo muito na prática e no contacto direto com as pessoas. Claro que há o lado jurídico, técnico, mas há também tudo o resto — e isso pesa muito na forma como trabalho. Sou mãe, e isso mudou a forma como olho para muitos processos, sobretudo os mais sensíveis. Gosto de acompanhar os clientes de perto, perceber a realidade deles e não tratar os processos como algo standard.
Tento equilibrar rigor com proximidade — sem perder nenhum dos dois.
Enquanto advogada com prática em Direito da Família, quais considera serem os maiores desafios na gestão de conflitos parentais intensos e que papel deve o advogado assumir para promover soluções equilibradas e estáveis?
Nos conflitos parentais mais intensos, o mais difícil é conseguir tirar o foco do conflito entre os adultos e voltar a colocá-lo na criança. Muitas vezes há mágoas, desgaste, e isso acaba por contaminar tudo.
Acho que o advogado tem de ter aqui um papel mais consciente — não é só defender, é também ajudar a trazer alguma clareza e evitar que a situação escale ainda mais.
Nos últimos anos, a residência alternada tem vindo a ganhar maior expressão nas decisões dos tribunais portugueses. Na sua perspetiva, esta solução deve começar a ser privilegiada como modelo de referência, ou continua a exigir uma análise muito casuística?
A residência alternada pode funcionar muito bem, mas não é uma solução “tamanho único”.
l inda o liveira destaca a imP ortância de P ersonalizar cada P rocesso e recentrar os con F litos Parentais no su P erior interesse da criança. s ublin H a ainda o Pa P el do advogado como agente de equilíbrio e a im P ortância de ouvir a criança sem a sobrecarregar com res P onsabilidades que P ertencem aos adultos.
Depende muito da relação entre os pais, da forma como comunicam e da estabilidade que conseguem garantir. Quando há cooperação, faz sentido. Quando não há, pode acabar por ser mais prejudicial do que benéfico.
Em que circunstâncias entende que a residência alternada pode não corresponder ao superior interesse da criança, apesar de ser juridicamente possível ou até desejável em teoria?
Na prática, há muitos casos em que a residência alternada até seria possível no papel, mas não resulta na vida real. Situações de conflito constante, falta de comunicação ou instabilidade acabam por pesar muito. E aí temos de ser realistas: o que interessa não é a solução ideal em teoria, é o que funciona para aquela criança em concreto.
Nos processos de regulação das responsabilidades parentais, que peso deve ser atribuído à opinião da criança e de que forma deve o tribunal avaliar essa manifestação de vontade sem a instrumentalizar?
A criança deve ser ouvida, sem dúvida, mas com muito cuidado. Não pode sentir que tem de escolher ou carregar esse peso. A opinião dela é importante, mas tem de ser enquadrada — perceber de onde vem, se há influências, se é consistente. Ouvir é essencial, mas decidir continua a ser responsabilidade dos adultos.
linda oliVeira advogada
Heranças indivisas: menos bloqueios, mais controlo
carlos deus Pereira considera que o novo mecanismo ProPosto Pelo governo Para a venda de imóveis em Heranças indivisas rePresenta um avanço no combate a bloqueios Prolongados, ainda que o equilíbrio entre celeridade e Proteção de direitos dePenda de uma aPlicação rigorosa e Prudente do regime.
Na prática jurídica, como funcionará o novo mecanismo que permite a um herdeiro iniciar a venda de um imóvel de uma herança indivisa?
Na minha perspetiva e pelo que foi anunciado pelo Governo, não estamos perante a possibilidade de um herdeiro vender sozinho e à margem dos restantes. O objetivo é criar um mecanismo formal de venda ou partilha do imóvel indiviso, permitindo que qualquer herdeiro, após um período de bloqueio — apontado como dois anos após a aceitação da herança — requerer judicialmente o início do processo. Os demais herdeiros deverão ser notificados e poderão opor-se, sendo o produto da venda integrado na herança e repartido segundo as respetivas quotas.
Paralelamente, prevê-se a arbitragem sucessória para acelerar litígios. Assim, elimina-se o veto absoluto, mas mantêm-se o contraditório, o controlo e a tutela jurídica.
“Do ponto de vista económico, evita-se a degradação do imóvel, a perda de valor e a imobilização do património. Contudo, o equilíbrio dependerá de um desenho prudente do regime: definição de prazos claros, avaliação rigorosa do bem, possibilidade de oposição fundamentada e proteção especial para menores, incapazes e para a casa de morada de família”.
Este regime conseguirá conciliar maior rapidez com a proteção dos direitos individuais dos herdeiros?
A solução reconhece que o direito de cada herdeiro à sua quota não deve ficar dependente da inércia ou discordância dos demais. Do ponto de vista económico, evita-se a degradação do imóvel, a perda de valor e a imobilização do património. Contudo, o equilíbrio dependerá de um desenho prudente do regime: definição de
prazos claros, avaliação rigorosa do bem, possibilidade de oposição fundamentada e proteção especial para menores, incapazes e para a casa de morada de família. Na minha perspetiva, a celeridade é um valor, mas nunca pode transformar-se em compressão arbitrária de direitos nem na diminuição das garantias de defesa.
Que meios terá um herdeiro para se opor à venda e até que ponto essa oposição pode impedir o processo?
O herdeiro discordante terá direito a notificação judicial e a um prazo — referido como 30 dias — para apresentar oposição formal. Esta poderá basear-se em irregularidades processuais, existência de soluções alternativas menos gravosas (como adjudicação ou pagamento de tornas), proteção da habitação familiar ou subavaliação do imóvel. A oposição não deverá servir mecanismo dilatório automático, mas como instrumento para levar ao tribunal razões objetivas e juridicamente atendíveis. Em suma, a discordância poderá travar, suspender ou ajustar o processo, mas dificilmente permitirá bloqueios indefinidos.
O modelo garante transparência e evita vendas abaixo do valor de mercado?
O risco existe sempre em património partilhado por vários titulares, sendo essencial garantir transparência do procedimento. Se houver avaliação independente, contraditório efetivo, supervisão judicial ou arbitral e integração do preço na herança para posterior repartição, o risco de abuso diminui substancialmente. Se, pelo contrário, o modelo permitir pressa sem controlo, poderá haver vendas abaixo do valor de mercado e novos litígios. A intenção legislativa é adequada ao combater impasses e dar utilidade económica aos bens, mas só um regime com garantias sólidas, fiscalizáveis e equilibradas assegura a verdadeira segurança jurídica.
carlos deus Pereira advogado
Herança indivisa – Partil H as sem imPasse
rita duarte deFende que o aumento do valor dos imóveis e a escassez de Habitação estão a intensiFicar os conFlitos em Heranças indivisas, sublinHando a necessidade de cautela na administração dos bens, atenção aos riscos Fiscais e recurso a soluções extrajudiciais ou judiciais Para desbloquear PartilHas.
“Um
advogado deve saber interpretar pessoas, bens, interesses e timings, conjugando legalidade e rapidez. A prioridade é reduzir o desgaste emocional e alcançar acordos em meses, evitando processos judiciais que podem durar anos”.
Com o aumento do valor dos imóveis nas principais cidades, tem-se verificado maior pressão para resolver heranças indivisas que incluam bens urbanos?
Sim, para além do aumento do valor dos imóveis, a crise na habitação e o acumular de imóveis devolutos, têm intensificado essa pressão.
Em 2026, o Governo justificou as novas medidas com a existência de 250 mil casas indisponíveis por estarem retidas em heranças indivisas, além das 130 mil a necessitar de obras.
As notícias de março de 2026 confirmam a tendência: o Executivo defende um processo especial que permite uma pessoa herdeira desbloquear a venda de um imóvel indiviso após dois anos de impasse, com o objetivo de desbloquear e reforçar a oferta habitacional.
Por iniciativa própria, pode um herdeiro arrendar, alienar ou onerar bens da herança?
Quais são os riscos legais?
Numa herança indivisa, a administração compete à cabeça de casal e os direitos devem ser exercidos conjuntamente pelas pessoas herdeiras. Assim, uma pessoa herdeira isolada não dispõe, em princípio, legitimidade para atos de disposição sobre bens da herança.
Contudo, importa distinguir: atos de administração ordinária, como o arrendamento de um imóvel da herança, podem ser admissíveis se corresponderem à gestão corrente, beneficiarem a herança e não comprometerem a futura partilha; já atos de disposição, vender ou onerar bens, por regra, ultrapassam os poderes de uma pessoa herdeira singular.
Como principais riscos legais, temos a invalidade ou inoponibilidade do ato, podendo uma pessoa herdeira atuar sem poderes para tal e os restantes co-herdeiros podem impugnar o negócio e exigir a respetiva neutralização jurídica; a responsabilidade civil por violação dos deveres de administração e lealdade para com a herança, em que a pessoa herdeira que atue sem legitimidade pode ter de indemnizar pelos prejuízos causados; e a agudização
do litígio sucessório, com a prática unilateral de atos sobre bens hereditários, que costuma provocar incidentes de prestação de contas, pedidos de restituição de frutos, e ações para reconhecimento de nulidade ou anulação, com impacto direto na duração e no custo da sucessão, bem como litígio entre pessoas herdeiras e desgaste emocional.
“Quanto ao IRS sobre rendimentos (ex.: rendas), estes são imputados por quotas aos herdeiros, isto porque a partilha divide bens, alterando imputação e potencial tributação em categoria B ou F”.
A mediação e arbitragem têm relevância na resolução extrajudicial de litígios hereditários? Qual é a vossa experiência nesse campo? Têm um potencial relevante, impulsionado
pelas reformas de 2026, mas o impacto real depende de maior divulgação e uso prático. Na nossa experiência, as pessoas herdeiras continuam a preferir a via tradicional de advocacia. Um advogado deve saber interpretar pessoas, bens, interesses e timings, conjugando legalidade e rapidez. A prioridade é reduzir o desgaste emocional e alcançar acordos em meses, evitando processos judiciais que podem durar anos.
Que encargos fiscais devem ser antecipados na partilha? A estrutura da partilha influencia a tributação final?
Sim, a estrutura da partilha pode alterar significativamente a carga fiscal em heranças indivisas, afetando AIMI, IMT, IRS e mais-valias.
No AIMI (Adicional ao IMI), as heranças indivisas são tratadas como pessoa coletiva (0,7% sobre VPT acima dos 600 mil euros), mas a comunicação de quotas até 31 de março permite tributação individual mais favorável. No IMT e nas mais-valias, a partilha formal pode gerar imposto na aquisição de quinhões ou
em “tornas”. A venda de bens antes da partilha é tributada, ao contrário da transmissão de quotas hereditárias. Quanto ao IRS sobre rendimentos (ex.: rendas), estes são imputados por quotas aos herdeiros, isto porque a partilha divide bens, alterando imputação e potencial tributação em categoria B ou F.
Na prática, os erros de comunicação ao longo destes prazos podem levar a um tratamento fiscal menos favorável.
Que conselho dariam a quem acaba de perder um familiar e vai adquirir uma herança com vários herdeiros, alguns sem interesse em partilhar?
Como advogada, aconselho a agir com calma estratégica, evitando ações unilaterais que agravem conflitos ou riscos fiscais e jurídicos. Para isso, sugerimos os seguintes passos: reunir a documentação essencial, cumprir obrigações fiscais urgentes, gerir as relações entre herdeiros criando opções de resolução, prevenir riscos com uma avaliação independente dos bens e registo de todas as comunicações para prova.
a sua herança , a minha decisão? o que muda(rá) nas noVas regras das Partilhas
c ésar s ousa advogado
Imagine três irmãos que herdaram uma casa do pai. Um quer vender, dois querem ficar. Pela lei atual, ninguém pode fazer nada sozinho - e o imóvel fica parado, talvez durante décadas. Este cenário, repetido por todo o país, é o que o Governo quer agora mudar. Estima-se que existam 3,4 milhões de imóveis rústicos presos em heranças por partilhar, o equivalente a cerca de um terço de todos os terrenos rústicos em Portugal. Nas cidades, cerca de 250 mil casas em boas condições estão fechadas, sem serem vendidas nem arrendadas. O problema tem nome técnico - herança indivisa - e uma causa simples: pela lei atual, basta um único herdeiro discordar para que todo o processo fique bloqueado indefinidamente.
o que muda, concretamente?
A proposta cria um processo especial que permitirá a um único herdeiro desencadear a venda de imóveis ou terrenos quando existir desacordo com os restantes herdeiros durante pelo menos dois anos. Ou seja, passado esse prazo, quem quer vender já não precisa de convencer todos os outros - pode agir. Na prática, o herdeiro que quer desencadear o processo tem de apresentar avaliações do imóvel. Os outros herdeiros podem apresentar as suas e o tribunal definirá a avaliação final. Caso se avance para a venda, esta poderá ocorrer através de leilão eletrónico, negociação particular ou venda por carta fechada.
e os restantes herdeiros Ficam desProtegidos?
Não. Em caso de oposição por qualquer herdeiro, pode ser apresentada uma oposição formal num prazo de 30 dias após notificação judicial, cabendo depois ao tribunal tomar a decisão final. Além disso, o imóvel não poderá ser vendido à revelia - a verba resultante da venda será incluída na herança para que todos os herdeiros recebam a sua quota-parte. E um dos herdeiros que queira ficar com o imóvel pode adquiri-lo por um preço justo. O Governo garante também que serão salvaguardadas situações especiais, como a proteção da casa de família e os direitos de herdeiros menores ou em situação de vulnerabilidade.
mas há riscos?
Sim e há vozes críticas. O presidente da Associação Lisbonense de Proprietários alerta que já existe um processo de inventário onde qualquer herdeiro pode desencadear o processo para partilhas e avisa que a criação de um novo mecanismo pode levantar dúvidas de constitucionalidade. A verdade é que ninguém perde o direito ao que lhe pertence - o dinheiro da venda é de todos. O que muda é que ninguém pode, sozinho, impedir uma venda indefinidamente. É uma mudança de lógica: passa-se do “todos têm de dizer sim” para “qualquer um pode dizer chega e o tribunal decide.” Se a medida equilibra bem os direitos de quem quer agir e os de quem quer manter, só a prática o dirá. Mas o debate está aberto - e a casa, finalmente, também.
a s alterações no regime das Heranças indivisas
vítor oliveira considera a integração da santos de oliveira & associados na andersen uma decisão estratégica que reForça a Projeção internacional e a caPacidade de resPosta. sobre as Heranças indivisas, admite ganHos de celeridade, mas alerta Para riscos de comPressão de direitos e Para a necessidade de salvaguardar a justiça.
Que fatores influenciaram a decisão da Santos de Oliveira & Associados de se integrar na Andersen?
Para um advogado com vários anos de prática, integrar a Andersen é uma decisão estratégica. Ao longo do meu percurso, construí uma prática centrada no contencioso, direito penal e penal económico, com uma forte exposição a processos complexos e tecnicamente exigentes. A Andersen permite projetar essa experiência integrando-a numa organização internacional, com uma forte presença ibérica e uma abordagem multidisciplinar.
Como é que esta operação fortalece a capacidade da Andersen em Portugal?
A afirmação da Andersen em Portugal tem sido consistente, não só pela dimensão, mas pela capacidade integrada de resposta e ambição estratégica. Num contexto em que os clientes exigem soluções globais e equipas articuladas entre áreas, esta nova fase permite conjugar uma prática consolidada com uma estrutura de maior dimensão e alcance. Para a Andersen, representa um reforço numa área crítica. Para mim, significa manter o rigor num contexto mais exigente e com maior projeção.
“As medidas podem simplificar, mas também aumentar o risco jurídico, deslocando o conflito para fases mais sensíveis, com decisões irreversíveis, como a venda de património. Por isso, os herdeiros devem redobrar cautelas, conhecer os seus direitos, agir cedo e evitar situações de inércia.”
O regime atual das heranças indivisas justifica as alterações propostas pelo Governo?
As propostas apontam para uma maior flexibilização, com mecanismos mais céleres, como a arbitragem e soluções de desbloqueio, incluindo a venda-partilha. O objetivo é legítimo: combater a inércia e degradação de património. Contudo, a simplificação não pode significar compressão de direitos sob a pena de criar bloqueios em imposições injustas para alguns herdeiros.
O regime atual tem fragilidades, sobretudo na exigência de consenso, que gera impasses prolongados, mas não se deve confundir lentidão com falha estrutural. Em muitos casos, o conflito resulta da própria natureza das relações familiares e patrimoniais. Problemas como desacordo na administração, impossibilidade de alienação e morosidade processual são recorrentes, mas a solução não pode permitir a imposição da vontade de um herdeiro sem salvaguardas.
As novas regras irão simplificar ou dificultar a vida das famílias?
As medidas podem simplificar, mas também aumentar o risco jurídico, deslocando o conflito para fases mais sensíveis, com decisões irreversíveis, como a venda de património. Por isso, os herdeiros devem redobrar cautelas, conhecer os seus direitos, agir cedo e evitar situações de inércia.
Que desafios se colocam aos profissionais do direito com a eventual entrada em vigor destas medidas?
O principal desafio será garantir que a celeridade não compromete a justiça material. Sur-
www.P t.andersen.com/adVogados
girão questões complexas sobre a ativação de mecanismos de venda, garantias de oposição, proteção de interesses e controlo dos processos. Para os advogados, exigirá uma atuação mais estratégica e preventiva. Para os tribunais, significará menos processos formais, mas litígios mais densos e conflituais. A reforma pode ser útil, desde que não sacrifique garantias fundamentais em nome da rapidez.
Vítor oliVeira advogado
n ova regra P ode destravar Heranças indivisas
Que consequências trazem a possibilidade de um único herdeiro iniciar a venda de um imóvel de herança indivisa sem o consentimento dos restantes?
Até à partilha, os herdeiros de um património comum, adquirido por sucessão mortis causa, são titulares apenas de um direito sobre a herança, e não sobre bens concretos. Ainda assim, esta hipótese pode reduzir bloqueios frequentes, sobretudo quando existe discordância quanto ao valor dos ativos ou quando a unanimidade é impossível. Muitas vezes, um único herdeiro recusa assinar, o que paralisa a operação e conduz a litígios judiciais prolongados.
“Em diversas regiões, existem situações em que a maioria dos herdeiros concorda com a venda, mas um discorda, impedindo a concretização do negócio apesar de existirem interessados. Um regime mais expedito poderá, assim, aumentar a oferta de imóveis no mercado”.
O prazo de dois anos de impasse para avançar com a venda será adequado? Em termos gerais, parece um prazo razoável, mas pode revelar-se curto em situações concretas. Existem casos de herdeiros residentes no estrangeiro, designadamente nos EUA e no Canadá, em que é necessário comunicar o óbito ao consulado, obter certidões, proceder a traduções e concluir habilitações de herdeiros. Há ainda situações em que alguns herdeiros entretanto faleceram, tornando o processo mais complexo, ou casos em que existam menores ou maiores acompanhados.
Nestes contextos, pode faltar tempo útil para assegurar o trato sucessivo hereditário e evitar decisões precipitadas ou injustas.
De que forma estas alterações podem contribuir para colocar mais imóveis no mercado?
A principal vantagem é disponibilizar um mecanismo mais rápido, evitando a morosidade do inventário judicial, que em muitos casos se prolonga por cinco ou mais anos. Ao destravar heranças bloqueadas durante longos períodos, permite-se que imóveis deixem de estar abandonados ou em degradação. Em diversas regiões, existem situações em que a maioria dos herdeiros concorda com a venda, mas um discorda, impedindo a concretização do negócio
rui melo cordeiro aFirma que a Possibilidade de um único Herdeiro avançar com a venda de um imóvel de Herança indivisa exige critérios claros, avaliações indePendentes e cuidados acrescidos Para evitar litígios e decisões injustas.
apesar de existirem interessados. Um regime mais expedito poderá, assim, aumentar a oferta de imóveis no mercado.
Há o risco de estas novas regras aumentarem o número de litígios judiciais entre herdeiros?
O risco existe, mas pode ser mitigado com critérios objetivos. O herdeiro deverá ter, em regra, duas opções: comprar o bem ou vendê-lo e receber a sua quota devidamente calculada. Para tal, seria útil recorrer a avaliações por peritos independentes credenciados, em bolsa própria, com perícia singular e eventual reclamação. Após fixação do valor de mercado, o imóvel poderá ser vendido por mecanismos transparentes, como leilões eletrónicos, tornando o preço o elemento decisivo.
A medida poderá necessitar de ajustes, mas constitui um ponto de partida relevante.
Que cuidados devem os herdeiros ter para se prepararem para este regime legal?
Devem manter as heranças devidamente identificadas e indivisas, com as habilitações de herdeiros em ordem, organizar a situação cadastral, matricial e predial dos imóveis, e evitar celebrar contratos de mediação imobiliária ou promessas de compra e venda sem a assinatura de todos os herdeiros, ou sem condicionar o contrato definitivo à necessária autorização judicial. É igualmente importante obter uma avaliação sólida do imóvel por um técnico credenciado.
Por fim, quem exerça funções de cabeça de casal de facto deve prestar contas anuais aos restantes herdeiros, com registo de receitas e despesas.
rui melo cordeiro advogado
anlorbel celebra 40 anos de resiliência, inovação e ambição
aP ós 40 anos marcados P or crises, reinvenção e crescimento sustentado, a a nlorbel a F irma-se como um caso de resiliência em P resarial no setor dos materiais de construção, a P ostando na inovação, P roximidade ao cliente e continuidade geracional.
Em 2026, a Anlorbel celebra 40 anos de atividade e chega à data com um balanço amplamente positivo. Para João Antunes, diretor-geral da empresa, a história da casa é inseparável da evolução de um setor exigente e sujeito a fortes sobressaltos. “O balanço global destes 40 anos de atividade é francamente positivo”, recordando que a construção e o comércio de materiais atravessaram várias crises, com especial impacto entre 2008 e 2012.
A empresa conheceu o seu momento mais delicado em 2014, quando entrou em colapso financeiro. Porém, foi precisamente aí que surgiu a viragem decisiva. A família Alves adquiriu a Anlorbel, injetou capital, reestruturou o negócio e devolveu-lhe credibilidade. “Este poderia ter sido o fim da empresa, mas acabou por se transformar num dos momentos mais decisivos e marcantes do seu percurso”, afirma.
da loJa Física ao mercado em transFormação
A Anlorbel opera num setor em mudança acelerada, marcado pela digitalização, pela pressão das grandes superfícies e pela escassez de mão de obra qualificada. A resposta da empresa passa por formação contínua, atualização técnica e leitura atenta das tendências. “O setor dos materiais de construção caracteriza-se por ser extremamente dinâmico e exigente”, salienta o diretor-geral.
A renovação permanente do showroom é uma das apostas mais visíveis, garantindo que clientes recorrentes encontram soluções atuais e novas coleções. Ao mesmo tempo, a empresa reconhece que o comércio online será cada vez mais relevante. “Existe uma consciência clara de que será inevitável in-
vestir nessa área no futuro próximo”, refere. A estratégia da Anlorbel assenta ainda numa dupla frente: cliente final e grandes obras. No showroom, o consumidor encontra aconselhamento personalizado e um espaço de inspiração para os seus projetos. Já no segmento profissional, “a empresa trabalha com arquitetos, construtoras e empreiteiros, oferecendo acompanhamento técnico e comercial em obra”.
Essa presença alargada é acompanhada por uma forte aposta na diferenciação. A empresa investiu em logística, exposição e serviços como projetos 3D e instalação, além de equipamentos que permitem personalizar materiais como rodapés, degraus e bordos de piscina. Num mercado competitivo, a resposta passa por valor acrescentado e não apenas por preço.
inoVação e sucessão
A modernização também chega à sustentabilidade. Em 2024, a Anlorbel instalou uma comunidade fotovoltaica, assegurando autonomia energética durante o dia e reduzindo a pegada ecológica. Para João Antunes, este caminho é coerente com a visão de longo prazo da empresa: crescer com responsabilidade, sem perder identidade.
Com três gerações já envolvidas no negócio, a sucessão está em marcha. “Sozinhos vamos mais depressa, mas juntos vamos mais longe”, resume o diretor-geral, apontando a cultura de equipa como um dos pilares do sucesso.
Aos 40 anos, a Anlorbel quer consolidar-se como uma empresa sólida, inovadora e preparada para continuar a contar a sua história no setor da construção.
geral@anlorbel.P t | www.anlorbel.P t t el.: 219 827 200
“A empresa trabalha com arquitetos, construtoras e empreiteiros, oferecendo acompanhamento técnico e comercial em obra”.
João antunes diretor-geral
seguros de saúde crescem com FalHas do sns
o número de Portugueses com seguro de saúde já ultraPassa os quatro milHões e continua a crescer a um ritmo acelerado, imPulsionado sobretudo Pela Perceção de incaPacidade de resPosta do sns luís tavares exPlica as diFerenças entre seguros e Planos de saúde, alerta Para a comPlexidade crescente da oFerta e anteciPa um mercado mais comPetitivo, mas também mais caro, marcado Por novos oPeradores e Pela Pressão inFlacionista sobre os custos das seguradoras.
O estudo recente da Nova SBE indica que o seguro de saúde já cobre mais de quatro milhões de portugueses e está a alterar os padrões de consumo de cuidados de saúde. Como interpreta este crescimento e que fatores estão a impulsionar esta tendência em Portugal?
Os seguros de Saúde têm tido um crescimento anual sempre superior a dois dígitos, praticamente durante toda a última década, são por norma o segmento de seguros que mais cresce.
Há vários fatores que contribuem para o crescimento e para a alteração dos padrões de consumo, com uma utilização mais intensiva dos seguros de Saúde, mas o mais expressivo, é perceção da população em relação à falta de capacidade de resposta do SNS.
Ainda existe alguma confusão entre seguro de saúde e plano de saúde. Quais são as principais diferenças e em que situações cada um faz mais sentido para o consumidor?
Plano de Saúde é na prática um cartão que dá descontos em atos médicos, em ambulatório, como consultas e exames de diagnostico, mas não tem capital/cobertura de hospitalização.
“Há vários fatores que contribuem para o crescimento e para a alteração dos padrões de consumo, com uma utilização
mais intensiva dos seguros
de Saúde, mas o mais expressivo, é perceção da população em relação à falta de capacidade de resposta do SNS.”
O Plano de Saúde é uma boa solução para famílias sem capacidade financeira de contratar um Seguro de Saúde ou para casos de pessoas que pela idade ou historial clínico já não conseguem fazer um seguro de
Saúde.
Que fatores têm maior peso na definição do preço de um seguro de saúde e de que forma os consumidores podem ajustar a apólice ao seu orçamento sem comprometer a proteção?
Os Seguros de Saúde têm muitas variáveis que influenciam o preço, mas sem dúvida que há algumas que tornam o preço bem mais elevado sem que a contrapartida para o cliente, seja proporcional ao prémio pago, nomeadamente coberturas que têm a ver com área dentária e oftalmológica, onde é preferível terem um plano fora do Seguro de Saúde.
Numa altura em que a procura por seguros de saúde está a crescer, que soluções ou produtos diferenciadores a DS SEGUROS está a disponibilizar aos seus clientes?
Nos últimos anos a oferta de Seguros de Saúde aumentou exponencialmente, tanto em termos de seguradoras, a oferecer o Seguro de Saúde, como em termos de oferta de produtos, com características cada vez mais diversas, mais completas, mais complexas, uma imensidão de opções, coberturas, capitais, exclusões, etc…que tornam a escolha de um seguro de saúde, adequado para uma pessoa ou um agregado familiar, uma decisão difícil, sem o conhecimento especializado, de muitas horas de formação e experiência na área.
Assim a DS SEGUROS, enquanto mediador de seguros tem tido a preocupação de ter todas as opções de mercado, disponíveis na sua oferta, estudar cada uma ao pormenor e dessa forma poder aconselhar cada cliente, seja particular
ou empresa, para a melhor solução em cada caso, tendo em conta as reais necessidades e relação preço qualidade.
Que papel pode uma mediadora como a DS SEGUROS desempenhar na literacia financeira e na escolha informada de soluções de saúde, especialmente num mercado cada vez mais complexo?
São muito poucas as mediadoras que têm a possibilidade de trabalhar com todas as seguradoras do mercado, a esmagadora maioria dos mediadores, representa apenas uma ou duas seguradoras, pelo que vende o seguro dessas seguradoras, sem poder ter conhecimento e uma opinião critica e fundamentada da melhor solução a oferecer ao seu cliente.
“Vai continuar a aumentar a oferta de novas seguradoras que estão a preparar-se para entrar em Portugal, pois o mercado português, é muito atrativo, dado o seu nível de crescimento neste seguro na última década e ainda o potencial de crescimento.”
É aqui que o serviço da DS SEGUROS, enquanto mediador de seguros, líder de mercado, no segmento de particulares, faz toda a diferença, pois por intermédio do mediador
DS SEGUROS, os clientes têm com um único mediador a possibilidade de aceder à melhor solução que existe no mercado.
“A DS SEGUROS, enquanto mediador de seguros, líder de mercado, no segmento de particulares, faz toda a diferença, pois por intermédio do mediador DS SEGUROS, os clientes têm com um único mediador a possibilidade de aceder à melhor solução que existe no mercado.”
Olhando para o futuro, que tendências antecipa para o mercado dos seguros de saúde e que desafios e oportunidades se colocam aos diferentes intervenientes do setor em Portugal?
A tendência claramente é o Seguro de Saúde continuar a crescer em Portugal, pois o SNS não vai ter oportunidade de melhorar, logo a alternativa não existe.
A diversidade de oferta vai continuar a aumentar, com a competitividade de muitas seguradoras a lutar pela sua cota de mercado.
Vai continuar a aumentar a oferta de novas seguradoras que estão a preparar-se para entrar em Portugal, pois o mercado português, é muito atrativo, dado o seu nível de crescimento neste seguro na última década e ainda o potencial de crescimento.
Existe depois um grande desafio para as seguradoras, que é manterem este segmento de seguro equilibrado e rentável, pois o nível de consumo dos clientes está a aumentar muito e a pressão do aumento dos preços, por parte dos prestadores, devido à inflação, nos materiais, nos consumos, aumento do custo da mão de obra, etc, faz com que os gastos das seguradoras estejam a subir exponencialmente nos seguros de Saúde, o que terá de levar a um aumento generalizado no preço dos seguros de saúde para os clientes.
Prevenção oral continua negligenciada
aP esar do am P lo acesso a in Formação, a lexandra m atos o liveira sublin H a que os P ortugueses continuam a negligenciar a saúde oral devido à Falta de H ábitos consistentes, medo e desvalorização cultural.
Em Portugal, com tanto acesso a informação de saúde, como se explica a baixa adesão da população a hábitos de prevenção oral?
Apesar de termos hoje acesso a uma enorme quantidade de informação, o desafio está na tradução desse conhecimento em hábitos diários. Muitas pessoas sabem o que é recomendado, mas a prevenção exige disciplina, consistência e acompanhamento profissional. Além disso, fatores como medo, desinformação sobre procedimentos e falta de hábitos estabelecidos desde a infância continuam a limitar a adesão.
Na sua opinião, qual é a importância das consultas regulares de ‘check-up’ dentário e que sinais de alerta são ignorados pelos portugueses?
As consultas regulares de check-up são essenciais porque permitem detetar problemas antes que se tornem graves, garantindo um tratamento mais simples e eficaz. Muitos pacientes só procuram o médico dentista quando há dor, mas sinais como sangramento gengival, sensibilidade aumentada, alterações na cor ou textura da mucosa oral são frequentemente ignorados. Identificar estes sinais precocemente pode prevenir complicações maiores e promover uma saúde oral duradoura.
Que doenças orais crónicas podem ser prevenidas/minimizadas com higiene básica e acompanhamento regular, e qual o seu impacto na saúde geral?
Doenças como a cárie dentária e a periodontite podem ser prevenidas e controladas com cuidados de higiene oral diária e consultas regulares de visita ao médico dentista. Além do impacto direto na cavidade oral, estas condições podem afetar a saúde geral, contribuindo
s aúde 23 s ão Félix c línica m édica e d entária rua dr. milHeiro nº 466 4410-193 são Félix da marinHa (vn gaia) contatos: 220 500 116 | 965 189 903 | s aude 23 sao F elix@gmail.com
para problemas como diabetes descontrolada, doenças cardiovasculares e complicações na gravidez. Ao apostarmos na prevenção estamos não só a cuidar dos dentes mas também a proteger o corpo como um todo.
“Muitos pacientes só procuram o médico dentista quando há dor, mas sinais como sangramento gengival, sensibilidade aumentada, alterações na cor ou textura da mucosa oral são frequentemente ignorados.”
Porque é que o acompanhamento dentário continua a não ser tão valorizado como outras áreas da saúde?
A saúde oral continua a ser desvalorizada sobretudo por uma perceção cultural ainda muito enraizada de que é “menos essencial” do que outras áreas da saúde. Muitos doentes só procuram o dentista em situação de dor, o que perpetua uma abordagem reativa em vez de preventiva. Além disso, a limitada integração da medicina dentária nos sistemas públicos reforça essa ideia. Na minha perspetiva, é urgente mudar este paradigma: a saúde oral faz parte da saúde geral e deve ser encarada como tal, com mais literacia, prevenção e acesso.
Ainda existe a perceção de que os cuidados de saúde oral são caros. É um mito ou uma realidade? Que mensagem gostaria de deixar aos leitores sobre este tema?
É verdade que alguns tratamentos podem ter custos significativos, mas a ideia de que manter a saúde oral é cara é, em grande parte, um mito.
A mensagem que deixo é simples: investir em prevenção diária e consultas regulares é, na realidade, a forma mais económica de evitar problemas mais graves e tratamentos complexos e dispendiosos no futuro.
s aúde 23 c ar Valhos c línica m édica e d entária av. dr. moreira de sousa nº 1142 4415-381 Pedroso (vn gaia) contatos: 227 846 451 | 914 605 549 | s aude 23 car V alhos@gmail.com
alexandra matos oliVeira
diretora da clínica
a aPosta em estética, tecnologia e Prevenção
eduarda alvoeiro diniz, médica dentista e diretora clínica do imd évora, revela como a tecnologia e a literacia em saúde oral estão a transFormar a Forma como os Portugueses cuidam da boca, do diagnóstico à reabilitação.
Quais são as especialidades de Medicina Dentária mais procuradas atualmente no IMD Évora?
Há uns anos, a principal motivação para visitar o dentista era a dor. Hoje, o foco mudou totalmente, a motivação é sobretudo estética. As áreas mais procuradas refletem essa tendência: Ortodontia, Reabilitação, Branqueamento, Higiene Oral, Harmonização Orofacial, entre outras. Claro que, direta ou indiretamente, a função e a saúde oral saem sempre a ganhar!
alVoeiro diniz médica dentista e diretora clínica
“No
geral, a confiança da população no Médico Dentista aumentou, acompanhando o crescimento da literacia em saúde oral. Hoje, as pessoas têm mais capacidade para tomar decisões conscientes sobre cuidados e tratamentos”.
mentou, acompanhando o crescimento da literacia em saúde oral. Hoje, as pessoas têm mais capacidade para tomar decisões conscientes sobre cuidados e tratamentos. Muitos procuram-nos para esclarecer dúvidas e elaborar planos de tratamento coerentes. Um paciente informado tende a apostar na prevenção, o que tem impacto direto na qualidade de vida e no bem estar.
De que forma a tecnologia é uma aliada nos tratamentos dentários e diagnósticos no IMD Évora?
logias que se destacam estão:
• Scanners intraorais – substituem moldagens antigas, tornando o processo mais cómodo e extremamente preciso;
• Radiologia digital 3D (CBCT) – essencial nos diagnósticos e planeamento de implantes, ortodontia e procedimentos complexos.
• Impressão 3D – para fabricar modelos, alinhadores, guias cirúrgicas ou protótipos de próteses, diretamente na clínica.
• Software de planeamento digital – permite visualizar o tratamento antes de o realizar, envolvendo o paciente na decisão.
A tecnologia não substitui o médico, mas eleva a qualidade do seu trabalho.
Como os scanners intraorais e a impressão 3D simplificam o tratamento e beneficiam o paciente?
Os scanners intraorais substituem as moldagens tradicionais, com eles fazemos uma digitalização rápida, limpa e extremamente precisa, o que é importante em pessoas mais sensíveis ou mais receosas, como as crianças. A impressão 3D transforma o scan digital em modelos de estudo, aparelhos e alinhadores, guias cirúrgicas mais seguras ou provas de sorriso para aprovação prévia, resultando em menos consultas, desconforto, tratamentos personalizados ao milímetro e resultados naturais. É um processo mais humano, previsível e eficiente.
A aposta contínua em tecnologia permite oferecer tratamentos dentários avançados?
Atualmente, acha que a população portuguesa encara o dentista de forma diferente, procurando-o mais do que no passado?
No geral, a confiança no Médico Dentista au-
A Medicina Dentária tornou-se altamente digital e, no IMD Évora, a tecnologia é uma verdadeira aliada clínica. Ela permite-nos diagnosticar melhor, planear com precisão e tratar com maior conforto e previsibilidade. Entre as tecno-
Sim, absolutamente. No IMD Évora acreditamos que a inovação é um compromisso contínuo, não uma tendência momentânea. A tecnologia faz parte da identidade clínica, permitindo tratamentos avançados e melhorando a experiência do paciente. O foco é tratar com precisão, cuidar com empatia e oferecer resultados que se veem e se sentem, investindo continuamente em formação, investigação e desenvolvimento, sempre com o paciente no centro.
imd@imdevora. P t
c ontactos: 910 720 792 | 266 098 104
eduarda
a Falta de estratégia na saúde oral
césar vieira critica a ausência de uma Política eFetiva de saúde oral em Portugal e sublinHa a necessidade de Prevenção regular, maior literacia e integração tecnológica Para democratizar o acesso e melHorar a saúde geral da PoPulação.
Como se explica que os hábitos de prevenção em saúde oral continuem aquém do desejável e o que falha na mudança de comportamentos?
Considero que Portugal continua sem uma política efetiva de saúde oral, que esta área permanece desvalorizada pelas entidades responsáveis e não existem programas que a promovam como meio essencial para garantir a saúde geral.
Num setor onde a comunicação é insuficiente, reforçamos a divulgação da necessidade de consultar um médico dentista duas vezes por ano e não só quando surgem sintomas, tentando assim mudar os comportamentos.
Que impacto se espera das mudanças propostas no Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral 2030?
Não acredito que vá ter a eficiência desejada, como provam os dados de um número elevado de cheques-dentista nunca utilizados pelos pacientes. Este programa é vago, sem estratégia e alcance junto de quem mais precisa. É precisamente esta lacuna que nos interpela enquanto rede de saúde oral, a democratização do acesso não pode depender só de políticas públicas – exige também um papel ativo do setor privado. Para a Smile.up, democratizar o acesso é uma responsabilidade.
Que riscos existem ao adiar as consultas de check-up e que doenças crónicas podem ser prevenidas?
A saúde oral faz parte de um todo para manter a saúde geral do corpo, e como tal, deveria ser mais valorizada. Existem estudos científicos que comprovam a relação entre uma má saúde oral e patologias sistémicas, cardiovasculares, digestivas, musculares, neurológicas degenerativas, entre outras.
Nas nossas clínicas, integrámos um teste genético bacteriológico que fornece informação sobre microrganismos presentes na cavidade oral, em quantidade e na identificação de cada estirpe. Esta ferramenta permite diagnósticos mais precisos e orienta terapêuticas mais adequadas.
“A saúde oral faz parte de um todo para manter a saúde geral do corpo, e como tal, deveria ser mais valorizada. Existem estudos científicos que comprovam a relação entre uma má saúde oral e patologias sistémicas, cardiovasculares, digestivas, musculares, neurológicas degenerativas, entre outras”.
A inovação digital e a Inteligência Artificial estão a transformar a área da saúde. Que papel podem ter na medicina dentária?
A inteligência artificial na medicina dentária é incontornável e, na Smile.up, lideramos essa transformação em Portugal. Estamos na vanguarda da implementação de ferramentas como protocolos clínicos digitais, impressão 3D e análise de imagens radiológicas 2D e 3D, sendo, provavelmente, a única rede de clínicas em Portugal a operar com este nível de integração tecnológica. Esta plataforma apoia em decisões clínicas e permite planos de tratamento mais precisos e personalizados. Acreditamos que a tecnologia, quando bem aplicada, não substitui o médico: potencia-o, otimiza resultados e melhora o bem-estar global dos nossos pacientes.
Como prevê a evolução da saúde oral nos próximos anos?
Sendo otimista, com o apoio das entidades responsáveis, poderemos chegar à maioria da população e democratizar o acesso à saúde oral. A Smile.up continuará a apostar na comunicação, na educação das novas gerações e na prevenção através de consultas regulares. Portugal tem uma medicina dentária de excelência e dotada das melhores competências humanas e tecnológicas.
www.smileu P. P t c ontacto: 800 100 222 (cH amada grátis)
césar Vieira
diretor clínico smile.up
Prevenção e conFiança na saúde oral inFantil
dr.ª diana Freitas deFende uma aboragem integrativa na saúde oral Pediátrica, onde a Prevenção, a educação e o envolvimento Familiar são essenciais Para combater Problemas como a cárie dentária e Promover o bem-estar global da criança desde os Primeiros anos de vida.
Que momentos foram determinantes para a sua especialização em odontopediatria e para a forma como encara a saúde oral infantil?
Desde cedo senti o carinho das crianças. Percebi que a experiência no consultório pode marcar a relação da criança com a saúde oral. O medo, a ansiedade e experiências negativas reforçaram em mim a vontade de fazer diferente.
Ver o crescimento, os hábitos e a educação precoce foi decisivo. Hoje encaro a saúde oral como parte do bem-estar global e vice-versa. Por isso, cada consulta é uma oportunidade para educar, prevenir e criar uma relação positiva e de confiança.
No IKIMED – Instituto de Medicina Integrativa do Baixo Vouga, esta visão integral e preventiva permite-me olhar para a criança como um todo, com atenção a fatores como alimentação, sono, comportamento e contexto familiar, com um atendimento humanizado. Esta visão holística e menos reducionista tem sido essencial para promover uma saúde oral mais equilibrada e sustentável.
O que a motivou a escolher esta área e quais são os maiores desafios e recompensas?
A escolha surgiu de forma natural, pelo carinho que sempre senti pelos mais pequenos, e consolidou-se ao perceber o impacto real que podemos ter na vida de uma criança. Sempre me motivou intervir cedo, não só para tratar, mas sobretudo para prevenir e educar. Ao trabalhar com crianças, também influenciamos pais e cuidadores, promovendo hábitos duradouros. O que mais me encanta é a união entre ciência e relação humana.
Cada criança é única e exige criatividade, adaptação e amor. O maior desafio é gerir o medo e a ansiedade, envolver as famílias e reforçar a literacia. A maior recompensa é ver uma criança entrar no consultório com confiança e entusiasmo, e perceber que contribuímos para
uma relação saudável com a saúde, é algo muito marcante e emocionante.
Quais são os problemas mais frequentes nas crianças em Portugal e que fatores contribuem?
Um dos problemas mais frequentes continua a ser a doença cárie, muito comum na infância. Apesar de haver melhorias, a prevenção continua insuficiente. Observo também gengivite, má oclusão, apinhamento dentário, hábitos orais nocivos prolongados como alterações dos maxilares, que podem afetar o desenvolvimento craniofacional, sucção não nutritiva, bruxismo, onicofagia, respiração oral, entre outros.
A alimentação é crucial: açúcar e ultraprocessados aumentam o risco, tal como petiscar ao longo do dia, que mantém o meio oral ácido. A falta de literacia é outro obstáculo, porque leva a higiene inadequada e à ideia errada de que se deve ir ao médico dentista quando há dor.
“No IKIMED – Instituto de Medicina Integrativa do Baixo Vouga, esta visão integral e preventiva permite-me olhar para a criança como um todo, com atenção a fatores como alimentação, sono, comportamento e contexto familiar, com um atendimento humanizado”.
Que orientações deixaria aos pais e que mensagem gostaria de partilhar no Dia Mundial da Saúde Oral?
A prevenção deve começar antes até do nascimento, na pré-conceção com a mudança de hábitos, promoção da saúde e educação dos próprios pais. A primeira consulta deve ocorrer com o primeiro dente ou até ao primeiro ano. É essencial a escovagem supervisionada, uma rotina consistente, orientações nutricionais, acompanhamento regular e os pais como modelo. Importa criar uma cultura de saúde na família. A saúde oral começa nos pequenos gestos e tem impacto para toda a vida. A maioria
das doenças orais são preveníveis.
Começar cedo faz toda a diferença, na experiência e no ganho de hábitos saudáveis. Pequenas mudanças, grandes resultados. Investir na saúde oral das crianças é investir na sua qualidade de vida, autoestima e bem-estar geral. É dar-lhes ferramentas para crescerem mais saudáveis e conscientes. Cuidado na criança como um todo, hoje e no futuro.
diana Freitas especialista em ordontopediatria
como o arquiteto assume um novo Pa Pel na construção
Como é que a profissão de arquiteto e as suas responsabilidades na construção têm evoluído?
Os donos de obra, sobretudo empresariais, têm vindo a reconhecer o valor estratégico do arquiteto como parceiro técnico-jurídico. Esta mudança também resulta de uma evolução cultural na perceção – ou reconhecimento – do arquiteto, durante muito tempo limitada pela regulamentação tardia e ainda escassa da profissão em Portugal. O Simplex Urbanístico reduziu burocracias, mas aumentou a nossa responsabilização, evidenciando as vantagens de um arquiteto capaz de coordenar projetos densamente regulados (territorial, ambiental e especialidades técnicas). Nesse contexto, os clientes percebem cada vez mais os benefícios de o arquiteto assumir funções adicionais, como Project Manager ou Diretor de Fiscalização.
Como avalia os materiais utilizados e que desafios identifica?
Para além da estética e da durabilidade, destaco o impacto na descarbonização e na saúde humana. O carbono incorporado – gerado no fabrico e transporte – continua pouco valorizado face ao carbono operacional, que é mais fácil
a bra H am m iguel a raújo ex P lica como a P ro F issão tem vindo a assumir um Pa P el mais estratégico e res P onsabilizado na construção, im P ulsionado P or mudanças regulamentares e P or uma maior consciência dos clientes.
de reduzir com eficiência energética e energias renováveis. A escolha de materiais produzidos longe do local de construção implica custos ambientais e culturais adicionais. Além disso, muitos revestimentos e tintas libertam compostos voláteis que degradam a qualidade do ar interior. Defendo, por isso, o uso de materiais de proximidade e com ciclo de vida documentado. Esta abordagem não rejeita a inovação, mas exige análise rigorosa do desempenho e pode favorecer pequenos produtores e o regresso ao artesanato local, melhorando simultaneamente a sustentabilidade e a qualidade do ar interior.
“Há muito greenwashing na construção: soluções que cumprem normas no papel, mas que não resolvem a raiz do problema”.
Considerando a sua experiência em França, quais são as principais diferenças entre as metodologias francesas e portuguesas? O principal fosso vem da regulamentação tardia em Portugal e da subvalorização histórica do arquiteto. Em França a cadeia de responsabilização é rígida, do promotor ao subcontratado, com seguros que impõem rigor técnico através dos DTU (Documents Techniques Unifiés) e cadernos prescritivos de valor legal.
Em Portugal as “regras de arte” dependem mais do brio individual do que de normas escritas. Na minha opinião, a transferência de competências do Estado para a Ordem dos Arquitetos em 1998 não foi acompanhada por suficiente intervenção política e técnica para colmatar essa lacuna.
Quais são as tendências que vieram para ficar e quais são apenas passageiras?
A distinção que importa não é entre tendências antigas e novas, mas entre descarbonização operacional e descarbonização incorporada. Há muito greenwashing: soluções que cumprem normas no papel sem resolver a raiz do problema. O que veio para ficar responde a necessidades verificáveis: reutilização adaptativa, design passivo, atenção ao carbono incorporado e resiliência climática. O reforço do artesanato local e do detalhe intencional é uma tendência genuína e de valor. Uma regulamentação técnica mais detalhada, trabalho para instituições como o LNEC, poderia acelerar estas mudanças, mas depende de vontade política e de uma cultura que aceite maior precisão normativa.
abraham miguel araúJo arquiteto e project manager
moradia em carrazeda de ansiães (em obra)
a arquitetura Portuguesa que se reinventa
david dionísio deFende que a reabilitação da quinta do esPírito santo e do centro interPretativo das águas de caneças, no municíPio de odivelas, são exemPlos de como se Pode conciliar Preservação Patrimonial, inovação técnica e um PaPel Pedagógico da arquitetura.
Como a crescente valorização da arquitetura portuguesa, impulsionada pela reabilitação urbana e sustentabilidade, está a moldar o futuro das nossas cidades?
A reabilitação urbana, enquanto herdeira das doutrinas de conservação e restauro do edificado classificado, esteve associada a uma certa especialização arquitetónica. Com a mudança de paradigma, os saberes da reabilitação diversificaram-se, assumindo uma abordagem pluridisciplinar e integrada na forma como hoje pensamos a cidade sustentável. A arquitetura portuguesa soube interpretar esta realidade de forma notável, revelando sensibilidade e reflexão sobre o espaço construído. Não surpreende, por isso, o reconhecimento internacional neste domínio, também fruto de uma cultura disciplinar exigente, consolidada nas últimas décadas.
interrogação ética – como intervir neste edifício? – e conduziu a uma abordagem assente em diferentes níveis de intervenção, procurando equilibrar a integração de novas funções com a revelação da sua herança identitária. Os Espaços foram caracterizados quanto ao seu valor intrínseco, definindo o potencial de conservação ou adaptação, com a incorporação de soluções específicas para as infraestruturas, num diálogo pluridisciplinar permanente.
“A reabilitação urbana, enquanto herdeira das doutrinas de conservação e restauro do edificado classificado, esteve associada a uma certa especialização arquitetónica. Com a mudança de paradigma, os saberes da reabilitação diversificaram-se”.
No projeto do Centro Interpretativo das Águas de Caneças, como a arquitetura pública deve assumir um papel de sensibilização ambiental?
Na reabilitação da Quinta do Espírito Santo, quais foram os maiores desafios na conciliação da preservação histórica com as exigências técnicas e funcionais?
A intervenção na Quinta do Espírito Santo foi singular, um epítome no contexto municipal, permitindo aplicar de forma criteriosa os princípios da reabilitação. O projeto nasceu de uma
É evidente a ligação afetiva da comunidade local ao seu conjunto de fontes classificadas, o que teve um impacto gratificante no resultado da intervenção. Com este projeto, a Fonte das Piçarras adquiriu um propósito distinto do original – divulgar o seu legado identitário, cultural e ambiental – já distante das memórias ligadas ao comércio da água. A arquitetura, sobretudo na reabilitação, expõe-se e assume a responsabilidade de se distinguir e integrar. A intervenção em edifícios públicos deve também despertar um papel pedagógico na transição digital e ambiental, gradualmente incorporado no próprio modus operandi do ato de projetar, independentemente da existência de uma normativa reguladora.
Temos assistido a um declínio do minimalismo mais rígido e impessoal, dando lugar a
formas mais expressivas e a um “código humano” na conceção dos espaços. Estamos no fim de uma era excessivamente minimalista? Como interpreta estas novas tendências? De facto, é percetível uma inflexão que pode indiciar um renovado interesse por uma estética mais expressiva, enquadrada no carácter cíclico dos padrões artísticos. A arquitetura, enquanto “arte de fazer abrigos”, tem um impacto direto sobre o ser humano e interfere nas dimensões psicológicas, comportamentais e espirituais da experiência do espaço. No plano estético, deve comunicar e guiar nas várias dimensões espaciais e sensoriais. A categorização estilística pode ser intuída nas fases de projeto, mas não deve orientá-lo antecipadamente; deve antes surgir como resultado de uma reflexão posterior, mais analítica e contextual.
daVid dionísio
arquiteto na câmara municipal de odivelas
da química ao desemPenHo industrial
alberto Pérez Pereira, diretor executivo, sublinHa que Portugal está a ganHar relevância no mercado, num contexto em que a indústria exige soluções mais esPecializadas, validadas e comPetitivas à escala global.
Em Portugal, que áreas de aplicação ou soluções considera ainda pouco conhecidas pelo tecido industrial?
Em Portugal, muitas empresas enfrentam dificuldades em encontrar suporte técnico especializado para resolver aplicações complexas, identificar a melhor solução ou garantir um fornecimento estável sem comprometer qualidade e custo. Neste contexto, a adoção de tecnologias avançadas de adesão, selagem e materiais compósitos continua limitada. Soluções como adesivos estruturais, coatings funcionais ou sistemas de dispensação (doseamento) avançados permanecem subutilizadas, não por falta de valor, mas pela complexidade da sua implementação.
Na Bodo Möller Chemie respondemos a este desafio com presença global, agilidade local, rede própria de laboratórios e engenheiros altamente qualificados, capazes de transformar a química em soluções de engenharia. Operamos com os mais elevados padrões, permitindo industrializar tecnologias em planta (fábrica) com eficiência, fiabilidade e sustentabilidade.
“Com certificações como AS9120 no setor aeroespacial, uma rede própria de laboratórios e presença global, a empresa acompanha clientes internacionais com consistência em todos os mercados”.
Que oportunidades de mercado existem em Portugal para as tecnologias do setor automóvel, ferroviário, aeronáutico e eletrónico desenvolvidas pela empresa?
Portugal está a evoluir para um modelo industrial mais avançado, onde setores como mobilidade elétrica, energias renováveis, eletrónica ou fabrico avançado exigem soluções técnicas de maior nível. Neste contexto, a crescente complexidade torna essencial um parceiro especializado. Estamos preparados para dar resposta a indústrias como a aeroespacial, defesa ou robótica, onde os requisitos de qualidade, rastreabi-
lidade e validação são especialmente elevados. A nossa combinação de conhecimento técnico, capacidade de ensaio e acesso a tecnologias líderes permite reduzir incerteza e acelerar a implementação de soluções fiáveis e competitivas a nível global.
De que forma a rede global de parceiros se traduz em valor acrescentado concreto para os clientes em Portugal?
O grupo Bodo Möller Chemie trabalha com fabricantes líderes a nível mundial. Em Portugal, colaboramos com parceiros como Henkel, Rampf, Medmix e Aksa Carbon, mantendo sempre uma abordagem independente: encontrar a melhor solução para cada aplicação.
A amplitude do nosso portefólio — desde adesivos e selantes de engenharia até materiais compósitos e soluções de tratamento de superfícies — aliada à capacidade técnica, permite avaliar diferentes alternativas sem compromissos. Selecionar o material certo é decidir o desempenho final do produto.
equi Pa b odo m öller c hemie
“Em Portugal, muitas empresas enfrentam dificuldades em encontrar suporte técnico especializado para resolver aplicações complexas, identificar a melhor solução ou garantir um fornecimento estável sem comprometer qualidade e custo”.
A isto junta-se a validação em laboratórios próprios e uma estrutura global que garante estabilidade de fornecimento e consistência de qualidade.
A filial portuguesa foi criada em 2022, com armazém próprio no Porto. Que balanço faz dos primeiros anos de operação e dos desafios enfrentados?
A nossa entrada em Portugal realizou-se através da aquisição da Anmapi, referência em soluções Henkel Bonderite (distribuidor premium da Henkel em tratamento de superfícies – marca Bonderite), o que nos proporcionou uma base sólida de conhecimento técnico e posicionamento no mercado. A partir daí, evoluímos para novas indústrias e aplicações mais complexas.
Atualmente, acompanhamos os nossos clientes não apenas no fornecimento, mas na resolução de desafios técnicos, aportando conhecimento de engenharia e capacidade de implementação em ambientes produtivos exigentes.
Que papel está a Bodo Möller Chemie a desempenhar na transição para soluções mais sustentáveis?
A sustentabilidade e a segurança são critérios centrais na seleção das nossas soluções. Promovemos alternativas a substâncias restritas e tecnologias que reduzem o consumo energético e químico. No tratamento de metais, soluções como Bonderite permitem otimizar processos e reduzir exposição química e recursos. Isto permite aos clientes avançar nos
seus objetivos de sustentabilidade sem comprometer eficiência ou fiabilidade.
Quais são as prioridades estratégicas da Bodo Möller Chemie para Portugal e Espanha nos próximos anos?
A estratégia da Bodo Möller Chemie em Portugal e Espanha passa por consolidar a sua posição como parceiro técnico de referência em aplicações de elevada exigência. Com certificações como AS9120 no setor aeroespacial, uma rede própria de laboratórios e presença global, a empresa acompanha clientes internacionais com consistência em todos os mercados.
O objetivo é claro: reduzir a complexidade técnica e elevar o nível competitivo da indústria.
contabilidade com Proximidade e visão estratégica
a accounting intelligence aFirma-se como um Projeto que romPe com o modelo tradicional da contabilidade, com Foco na consultoria Fiscal e numa abordagem estratégica e Humana, Procura gerar valor real, consolidar crescimento sustentado e Posicionar-se como reFerência de rigor, inovação e excelência no setor.
Com mais de dez anos de experiência, o que a levou a fundar a Accounting Intelligence? A criação da Andreia Olival – Accounting Intelligence nasce de uma vontade clara de trabalhar por conta própria e construir algo alinhado comigo. Ao trabalhar por conta de outrem, senti que a minha criatividade, forma de pensar e de me relacionar com o trabalho e com os clientes estavam limitadas, o que gerou a necessidade de fazer diferente. Quando percebi que tinha uma base sólida — Licenciatura e Mestrado em Economia, mais de dez anos de experiência em Contabilidade, Fiscalidade, Recursos Humanos e Controlo
“A Inteligência Artificial é uma aliada, mas nunca substitui o conhecimento técnico e o julgamento profissional.”
“Naturalmente, existe ambição de crescer e reforçar ainda mais o investimento no projeto, a visibilidade a estrutura, valorizando também a necessidade de existirem mais apoios a empresas jovens e qualificadas na área dos serviços profissionais, sobretudo quando apresentam uma visão diferenciadora, forte componente técnica e aposta na inovação”.
andreia oliVal fundadora e ceo
Financeiro, bem como certificação como Contabilista — senti que reunia condições para avançar. Não queria criar mais um gabinete tradicional, focado no papel e na rotina. A Accounting Intelligence surge com uma visão mais próxima, estratégica e humana. O projeto começou na pandemia, reforçando a transição para modelos digitais, flexíveis e eficientes, permitindo hoje trabalhar de forma desmaterializada com clientes em todo o país e no estrangeiro.
A AINO destaca-se pela empatia, ética e inovação. De que forma estes valores influenciam a relação com os clientes e a prestação dos serviços?
Estes valores refletem a minha forma de estar e de trabalhar. A empatia traduz-se na capacidade de ouvir e compreender cada situação, encontrando soluções ajustadas e sustentadas.
“O objetivo é continuar a consolidar um projeto com identidade própria, assente no profissionalismo, rigor técnico, proximidade e capacidade de adaptação a um mercado em constante transformação. Ao mesmo tempo, procuro um crescimento sustentado, alinhado com a minha capacidade de investimento, assente na persistência, qualidade do trabalho prestado e presença estratégica junto do público certo”.
O rigor e a ética caminham juntos, com elevada exigência técnica, validação da informação e cumprimento da legislação e boas práticas. A inovação não se limita à tecnologia, mas também à forma de prestar o serviço. A digitalização aumenta a eficiência e liberta tempo para análise, acompanhamento e aconselhamento consciente. No fundo, estes valores traduzem-se numa abordagem próxima, estruturada e orientada para o cliente, baseada na confiança e na entrega de valor real.
Que serviços considera mais estratégicos para gerar valor real aos clientes e porquê?
Apesar da nossa diversidade de serviços, existe uma forte interligação entre as várias áreas. A contabilidade e a consultoria fiscal são o núcleo central, sendo esta última a mais estratégica no acompanhamento de clientes individuais e empresariais. Os recursos humanos ligam-se à contabilidade através do processamento salarial e cumprimento das obrigações legais, permitindo uma resposta completa, integrada e eficiente.
A área de investimento surge em projetos específicos, como candidaturas a apoios e programas europeus. Existem ainda outros serviços complementares, como a gestão de propriedades através da Andreia Olival – Property Intelligence, que oferece acompanhamento local e um apoio mais abrangente, quase numa lógica de concierge. Ainda assim, o foco mantém-se na consultoria fiscal, onde se gera maior valor através de análise cuidada, proximidade e apoio nas decisões.
Apostam na Inteligência Artificial para fornecer informação contabilística e de gestão em tempo real. Que desafios e oportunidades existem na integração destas tecnologias?
A Inteligência Artificial é uma evolução natural do setor e permite automatizar tarefas repetitivas, aumentando a eficiência e a capacidade de análise em tempo real. No entanto, deve ser sempre utilizada uma ferramenta de apoio e nunca substituir o conhecimento técnico e o julgamento profissional.
Um dos principais desafios é ultrapassar a tradição de procedimentos assentes no papel, na
materialização dos processos e na ideia de que a contabilidade só é segura se for feita desta forma e demonstrar que é possível trabalhar com o mesmo rigor — ou até com mais rigor — com modelos totalmente digitais, mais organizados, rápidos e eficientes. Por outro lado, a grande oportunidade está no tempo libertado para análise, cálculos, simulações, acompanhamento e aconselhamento.
O papel do contabilista evolui para consultor estratégico, capaz de apoiar decisões e oferecer uma leitura mais aprofundada da realidade financeira e fiscal. No meu caso, a tecnologia já está integrada, permitindo simplificar processos e reforçar o valor acrescentado.
Que são os objetivos estratégicos para o futuro da Accounting Intelligence?
O objetivo é continuar a consolidar um projeto com identidade própria, assente no profissionalismo, rigor técnico, proximidade e capacidade de adaptação a um mercado em constante transformação. Ao mesmo tempo, procuro um crescimento sustentado, alinhado com a minha capacidade de investimento, assente na persistência, qualidade do trabalho prestado e presença estratégica junto do público certo, incluindo expatriados.
Naturalmente, existe ambição de crescer e reforçar ainda mais o investimento no projeto, a visibilidade a estrutura, valorizando também a necessidade de existirem mais apoios a empresas jovens e qualificadas na área dos serviços profissionais, sobretudo quando apresentam uma visão diferenciadora, forte componente técnica e aposta na inovação. Paralelamente, acredito num crescimento complementar entre áreas de atividade, como a Property Intelligence, que responde às necessidades concretas dos clientes e acabam por reforçar o ecossistema global do projeto.
Pretendo, por isso, consolidar a empresa como referência de rigor, qualificação e excelência, combinando conhecimento técnico sólido, tecnologia e inteligência artificial, acompanhamento próximo e uma visão empresarial de longo prazo.
uma liderança com transParência e talento Feminino
m arta a lmeida de F ende que com critérios objetivos, trans Parência e desenvolvimento ativo de talento F eminino será P ossível construir organizações mais justas e verdadeiramente meritocráticas.
Como avalia o caminho que fez enquanto mulher num setor competitivo? Sentiu que teve de ultrapassar obstáculos específicos por ser mulher?
Avalio o meu percurso como um processo de construção exigente, onde nada foi imediato e tudo teve de ser sustentado em resultados. Cresci dentro do Grupo DS, o que me deu uma visão muito completa do negócio, mas também me obrigou a provar, em cada etapa, que estava preparada para o nível seguinte.
Existe ainda um contexto em que as mulheres sentem maior necessidade de validação, sobretudo em ambientes mais competitivos, o que se traduz numa pressão adicional. A forma de ultrapassar isso nunca foi confrontar o “sistema”, mas superá-lo com consistência. Resultados, clareza de pensamento e capacidade de decisão acabam por eliminar qualquer ruído. A credibilidade constrói-se ao longo do tempo.
Quais foram os maiores desafios que enfrentou ao longo da sua carreira? Houve momentos decisivos que marcaram esse percurso? O maior desafio foi perceber que liderança não é uma extensão do desempenho individual. Deixamos de fazer para decidir e de executar para orientar. Outro desafio foi crescer em paralelo com a expansão do próprio Grupo DS. Assumir projetos estruturais, como o desenvolvimento de novas áreas de negócio, implica tomar decisões com impacto real, muitas vezes sem histórico ou referência. Isso exige leitura de mercado, capacidade de antecipação e, sobretudo, responsabilidade.
Existiram vários momentos marcantes, mas os mais decisivos foram aqueles em que tive de assumir riscos sem garantias.
Quais são os fatores que perpetuam diferenças entre homens e mulheres no mercado de
“É preciso definir critérios objetivos de desempenho e progressão, ter transparência nas políticas salariais, promo-
ver a flexibilidade organizacional real, sem penalização de carreira e garantir a identificação e desenvolvimento ativo de talento feminino”.
trabalho em Portugal?
Há fatores estruturais que continuam a influenciar estas diferenças. A maternidade ainda é vista, em muitos contextos, como um fator de risco profissional; os modelos de carreira continuam desenhados para percursos lineares e contínuos; existe menor exposição das mulheres a funções com maior visibilidade estratégica; e há, ainda, uma componente comportamental: menor tendência para negociação e autoexposição.
Mas, há um ponto crítico: muitas organizações ainda não têm critérios totalmente objetivos de avaliação e progressão. E sempre que há subjetividade, há espaço para desigualdade.
Que medidas considera essenciais para acelerar a igualdade de género, e que papel podem ter as líderes femininas nesse processo de mudança?
A igualdade de género não se resolve com intenção, resolve-se com estrutura. É preciso definir critérios objetivos de desempenho e progressão, ter transparência nas políticas salariais, promover a flexibilidade organizacional real, sem penalização de carreira e garantir a identificação e desenvolvimento ativo de talento feminino. Uma líder tem de garantir duas coisas. Primeiro, que chegou pela sua competência e entrega, isso é inegociável.
Segundo, que deixa o caminho mais estruturado para quem vem a seguir. O futuro vai exigir organizações mais exigentes e mais justas. E isso não depende do género, depende da qualidade da liderança.
marta almeida diretora coordenadora nacional da ds imobiliária, ds intermediários de crédito e ds travel
a verdadeira liderança gera imPacto Positivo
t elma costin H a de F ende que equi Pas diversas e uma liderança assente em P ro P ósito, estratégia e H umanidade são essenciais Para criar valor sustentável.
Que momentos ou decisões ao longo do seu percurso considera terem sido determinantes para afirmar a sua liderança?
Os momentos mais decisivos foram certamente quando saí da minha zona de conforto. Mais que gerir indicadores, liderar acarreta inspirar confiança, tomar decisões de impacto e manter coerência sob pressão.
Fazer parte do grupo ACCIONA reforçou mais esta visão, mostrou-me que a verdadeira diferenciação está no gerar valor de forma sustentável, no liderar assumindo responsabilidade pelos resultados, pelo impacto positivo no setor e na sociedade.
A minha liderança assenta em três vertentes: aprender continuamente, rodear-me das melhores equipas e lembrar que serviços são sobre pessoas. Alinhar propósito, estratégia e execução, transforma a liderança em influência positiva e permite elevar um setor exigente com excelência, inovação e humanidade.
De que forma a sua visão estratégica enquanto mulher líder tem contribuído para gerar valor acrescentado para os clientes e transformar o Facility Management em Portugal?
Defendo que o Facility Management deve ser estratégico, exigindo visão, decisão e coragem para desafiar modelos instalados. A liderança feminina traz colaboração aliada a rigor, transparência e foco em resultados. Na ACCIONA, elevamos o setor em Portugal, mostrando que a presença feminina é uma vantagem competitiva real para organizações e clientes. Integrando pessoas, processos e cultura, o nosso ‘Modelo FM’ demonstra que equipas diversas geram melhores soluções e desempenho superior.
Que desafios sentiu ao longo do seu percurso e como os transformou em oportunidades?
Os desafios foram muitas vezes silenciosos, mas formativos. Num setor técnico e dominado por
homens, por vezes precisava provar a minha competência antes de exercê-la. Esta pressão foi combustível: dificuldades tornaram-se oportunidades para aprender e demonstrar resultados. Cada obstáculo ensinou-me resiliência, autenticidade e coragem. Liderar não é replicar modelos, mas equilibrar firmeza e empatia, decisão e escuta, estratégia e humanidade, abrindo caminho para inspirar equipas e criar oportunidades para outras mulheres.
Que características considera essenciais para que mais mulheres assumam posições de decisão?
São fundamentais três características: confiança, coragem e autenticidade. Confiança para acreditar na própria capacidade, coragem para assumir riscos e desafiar práticas instaladas, e autenticidade para liderar segundo os próprios valores. Mulheres que se apoiam, constroem redes de ligação e aprendem com erros. Não só abrem caminho para si próprias, mas transformam culturas organizacionais, tornando-as mais inclusivas, resilientes e inovadoras.
“A minha liderança assenta em três vertentes: aprender continuamente, rodear-me das melhores equipas
e lembrar que serviços são sobre pessoas. Alinhar propósito, estratégia e execução, transforma a liderança em influência positiva e permite elevar um setor exigente com excelência, inovação e humanidade”.
Que mensagem gostaria de deixar às novas gerações de mulheres?
Acreditem no vosso valor, mesmo quando os espaços parecem dominados por outros. Liderar, inovar e empreender exige coragem para desafiar o status quo, resiliência para transformar obstáculos em oportunidades e autenticidade para manter a vossa visão. Não esperem que alguém abra portas: construam-nas e inspirem outras a seguir-vos. O mundo precisa da vossa liderança!
telma costinha gerente de desenvolvimento de negócios
ePdrac como reFerência de excelência no ensino
vera tita destaca a ePdrac como uma escola de excelência, sustentada Pela tradição, Pela ligação à coudelaria de alter e à Formação equestre, Pela qualidade do ensino e Por Parcerias que aProximam os alunos da realidade ProFissional.
Quais são os principais fatores que sustentam o reconhecimento da EPDRAC?
A excelência da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão (EPDRAC) resulta da combinação entre tradição, recursos técnicos, qualidade do ensino e forte ligação ao mercado de trabalho, com foco no saber-ser/ estar e no saber-fazer, sempre em contexto real de aprendizagem. Os principais pilares que explicam este sucesso são a ligação à Coudelaria de Alter e à formação equestre, que fazem da escola uma referência internacional na equitação, na gestão equina e nas atividades do sector agropecuário. Além disso, respondemos às necessidades do Alentejo e do setor agrícola e turístico nacional, apostando também na formação integral do aluno com competências socioemocionais e valores, como integridade, compaixão e empatia.
“As parcerias estratégicas, sobretudo nas áreas equestre e agrícola, funcionam como um acelerador de competências, uma vez que permitem formação em cenários reais, na Coudelaria de Alter e em explorações agropecuárias da região, aproximando os alunos da realidade profissional”.
De que forma a sua experiência influenciou a sua liderança desde 2020?
A tomada de posse, em Maio de 2020, coincidiu com a pandemia e com a necessidade de garantir continuidade pedagógica. O conhecimento profundo da escola, a proximidade à comunidade educativa, o trabalho em equipa e a capacidade de adaptação foram decisivos
para responder aos desafios. Procurou-se preservar a cultura de “escola-família” e adaptar rapidamente as práticas ao ensino à distância. A equipa educativa reagiu de forma exemplar e, em 15 dias, foram alteradas todas as práticas convencionais. A parceria com a Coudelaria de Alter foi essencial para manter a formação prática dos alunos. Atualmente, a escola desenvolve projetos inovadores e sustentáveis, com preocupação ambiental, sustentabilidade e eficiência energética.
Qual é o impacto das parcerias na formação e no desenvolvimento rural?
As parcerias estratégicas, sobretudo nas áreas equestre e agrícola, funcionam como um acelerador de competências, uma vez que permitem formação em cenários reais, na Coudelaria de Alter e em explorações agropecuárias da região, aproximando os alunos da realidade profissional. Contribuem também para a fixação no território, combatendo a desertificação e criando oportunidades de carreira, empreendedorismo e prestação de serviços. Ao mesmo tempo, reforçam a inovação e a sustentabilidade. No final do curso, os alunos saem com experiência prática e uma rede de contactos que os coloca numa posição muito vantajosa no mercado de trabalho.
Qual a visão para o futuro da EPDRAC e o seu papel na formação profissional?
O futuro da EPDRAC passa por se afirmar como um centro de inteligência rural e equestre. Isso implica integrar agricultura de precisão, monitorização digital e dados aplicados ao maneio e ao bem-estar animal, apostar na economia circular e transformar a exploração agropecuária num exemplo de práticas regenerativas. Passa também pela internacionalização, com recurso ao Erasmus+, e pelo alargamento da oferta formativa a áreas pouco exploradas, como siderotecnia ou arqueologia, aproveitando o potencial único do concelho. A escola terá cada vez mais um papel social de âncora contra a desertificação, mostrando que o ensino profissional é um caminho sólido para a empregabilidade e para a revitalização do interior.
Vera tita diretora da escola profissional de desenvolvimento rural de alter do chão (epdrac)
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Preço definido logo na fase de planeamento Acompanhamento técnico dedicado em todas as fases do projeto.