Distribuído com o semanário SOL
Mensal Novembro de 2020 nº012 Gratuito
ColchaoNet
15 anos a cuidar do seu descanso Luís Fialho, Diretor-geral
Especial: Saúde Oral Prevenir e tratar em segurança
Web Design: o futuro chegou mais cedo O crescimento do mercado digital
Empreendedorismo e criatividade feminina Mulheres que lideram e inovam
Apoiamos no presente, construindo o futuro
Esperança e Coragem Juntos ultrapassaremos as dificuldades! Solidários com os colegas contabilistas, trabalhamos para ajudar a reerguer as empresas. Obrigada a quem sempre confiou em nós!
Avenida D. João IV, Edifício Módulo, n.º 466, 3º andar, Salas 5 e 6 - 4810-533 Guimarães Tel. 253 438 536/7 Fax 253 438 538 | geral@capitalges.pt | www.capitalges.pt
A edição de novembro da Valor Magazine está novamente nas bancas e, mais uma vez, traz-lhe artigos que acrescentam valor e conhecimento a quem os lê e partilha. Nesta edição, trazemos-lhe um Especial sobre Saúde Oral e a importância da prevenção e cuidado contínuo da dentição. Em simultâneo, damos-lhe a conhecer novos métodos de tratamento em algumas especialidades da Medicina Dentária, que devolvem em poucas horas o sorriso e o bem-estar a quem o havia perdido. O Web Design e a Comunicação Digital é outro tema sobre o qual nos debruçamos pois, numa altura em que muitos negócios migraram para o digital, é importante perceber como se posicionam o país e os empresários no que respeita ao e-commerce e ao relacionamento virtual com os consumidores.
DESTAQUES
Editorial
Sofia Lobo Cera
Your Soul Brand
O empreendedorismo e a criatividade feminina também estarão em destaque, com exemplos de mulheres líderes, que têm histórias de sucesso, mas também de resiliência e persistência. A Medicina Estética também está representada nesta edição, onde se desmistifica a importância da estética para o bem-estar e autoestima de quem recorre a estes tratamentos. Folheie a sua revista de novembro e desfrute do que preparámos para si!
Allure Clinic
PORTUGAL CRIATIVO 06 - ColchaoNet - "Não descansar corretamente afeta a nossa saúde" 10 - Capitalges - "Um conselho errado prejudica muito uma empresa" 12 - Yarteck Construções - "Yarteck é sinónimo de qualidade"
PT CRIATIVO - EMPREENDEDORISMO E CRIATIVIDADE FEMININA 20 - Teprel - Sensibilidade e intuição: caracterís cas basilares da liderança feminina 25 - BI4ALL - "A informação é a chave para o sucesso das empresas"
ESPECIAL SAÚDE ORAL 26 - Clínica Dentária Dr. Vítor Familiar - Um sorriso familiar 30 - Clínica Jesus Mar Couto - "O sorriso é o nosso cartão de visita" 32 - Corpus Dental - "Ir ao den sta ainda não é uma prioridade" 34 - Clínica Médica e Dentária Rajada de Sorrisos - "As pessoas valorizam pouco a saúde oral"
WEB DESIGN: O FUTURO CHEGOU MAIS CEDO 44 - Agência beSeen - "Falta reconhecer importância ao digital" 47 - YNB - "E-Commerce, novos e constantes desafios para as marcas" 51 - Dinâmica Digital - E-commerce: peça-chave para a recuperação económica 53 - Digital Connec on - "Digital" é sinónimo de "simples"
MEDICINA: ESTÉTICA E SAÚDE 54 - Syrah Clinic - "Na Medicina Esté ca Facial, o menos pode ser mais" 56 - Rclinic - A clínica nº1 em rejuvenescimento 58 - Allure Clinic - "A Esté ca é muito importante para o bem-estar"
ARQUITETURA, CONSTRUÇÃO E IMOBILIÁRIO 62 - Maria do Céu Ayiku - "É importante ouvir o cliente" 66 - Danosa - Conforto que respeita o planeta
MULHERES DE VALOR 67 - Ei! Assessoria Migratória - "É urgente uniformizar procedimentos burocrá cos" 68 - Interconsulta - "Orgulho-me de mulheres independentes"
DIREITO 69 - ASQ & Associados - "É necessário regulamentar a a vidade digital"
ESTUDOS DE MERCADO 70 - Equação Lógica - "Ter informação fiável é ter poder"
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PORTUGAL
O tema Portugal Criativo foi criado com o objetivo de transmitir aos leitores alguns dos melhores exemplos e boas práticas do que de melhor existe e se desenvolve em Portugal, contrariando assim, em simultâneo, a ideia de que “se é bom não está em Portugal”. São vários os exemplos - da Engenharia à Construção, passando pela Arquitetura, Gastronomia, Saúde, Tecnologia, Turismo... Também somos exemplo no Empreendedorismo e Criatividade Feminina. Nesta edição, poderá encontrar alguns destes bons exemplos: ColchaoNet, Capitalgés, Yarteck Construções, Sofia Lobo Cera, OGC Construção, We Scout, Teprel, Your Soul Brand, Maria Vilhena Interior Design, DM Productions & Events e BI4ALL. .
Portugal Criativo
“NÃO DESCANSAR CORRETAMENTE AFETA A NOSSA SAÚDE” A ColchaoNet surgiu há 15 anos, fruto de uma mudança no mercado, e tornou-se na maior cadeia de lojas especialistas em descanso em Portugal. Luís Fialho é, desde há dois anos, o diretor-geral da empresa e ressalva a importância de uma boa noite de sono para o funcionamento correto do corpo humano e o consequente bem-estar do indivíduo, bem como o quão diferenciador pode ser um colchão totalmente personalizado para o descanso correto.
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uando a ColchaoNet iniciou atividade – há 15 anos – fê-lo porque o mercado estava em mudança. Que análise faz atualmente, tendo em conta o tempo que passou e essa mesma evolução? A ColchaoNet surge há 15 anos, de um negócio de mobiliário e decoração que se converte num especialista de descanso, respondendo assim a um mercado que, como refere, estava em mudança. No mercado dos colchões assistiu-se, nos últimos anos, a uma enorme evolução, em termos de tecnologia e materiais utilizados, e essa inovação é sinónimo de maior conforto e de maior qualidade. Como verdadeira especialista, a ColchaoNet tem estado, desde o início, comprometida com essa evolução, estando sempre na linha da frente, oferecendo a melhor seleção de artigos que permitem garantir um descanso ideal e que se adaptam às necessidades, preferências e conforto dos nossos clientes, apresentando sempre um serviço de excelência, com um atendimento personalizado, através de uma equipa de profissionais, verdadeiros técnicos, na nossa área de negócio. O sono ainda é algo pouco valorizado em Portugal? Como se posiciona a empresa no sentido de dar a conhecer a importância do sono? É verdade, o sono é algo muito pouco valorizado em Portugal, vivemos por vezes até de uma cultura de orgulho da privação do sono, de pensar “dormir para quê?”, dando até prioridade a muitas horas de trabalho, a muitas horas para o desporto, a viagens, mas não pensando que até podemos estar muito melhor para essas atividades se tivermos uma boa noite de sono. Está provado que não descansarmos corretamente afeta a nossa qualidade de vida e a nossa saúde. Luís Fialho Diretor-geral
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É no sono que o nosso organismo realiza tarefas muito importantes para a nossa boa saúde e para reequilibrar o desgaste natural do nosso dia a dia. O dormir poucas horas ou não dormir bem, por não ter o colchão ideal, prejudica o desempenho dessas funções. É neste campo que a ColchaoNet se posiciona, com uma equipa de técnicos nas suas lojas que têm toda a formação e conhecimento que permitem ao cliente ter um atendimento profissional e personalizado e só assim é possível encontrar a melhor solução e o colchão ideal. Para a ColchaoNet, o colchão é a peça mais importante que temos na nossa casa e, num mercado como Portugal, onde não se vive a cultura de uma boa noite de sono, não se pensa e não se sabe que o colchão deve ser o mais personalizado possível e de acordo com as características e necessidades de cada um. A compra de um colchão não deve ser um ato comum ou um ato simples, deve ser uma decisão criteriosa e é importante recorrer a um especialista, que conhece verdadeiramente o produto. O nosso foco é e vai continuar a ser esse, de dar a conhecer, pelas nossas equipas ,nas lojas ColchaoNet, e pela nossa comunicação, a importância do sono na nossa vida. Trabalham com as principais marcas do mercado. Como asseguram os padrões de qualidade que são vossa referência? É importante representarmos as principais marcas do mercado e ter o melhor de cada um, ter uma gama completa e diversificada de artigos que possa corresponder ao mercado onde estamos inseridos, e o mais importante, ir ao encontro de todas as necessidades dos clientes. Apostamos nos melhores produtos e na melhor tecnologia, que resulta sempre de um trabalho permanente que fazemos em conjunto com os nossos fornecedores, com os melhores da indústria de colchões. Um trabalho que passa, inclusivamente, pelo desenvolvimento de gamas exclusivas, onde tudo é pensado criteriosamente, sempre com o objetivo de alcançar a combinação perfeita entre a tecnologia e os materiais utilizados, para garantir o melhor conforto, equilíbrio e estabilidade. O que é necessário saber para se adquirir o colchão certo? O colchão certo é aquele que nos garante o total conforto e, para isso, é necessário que se ajuste corretamente à curvatura do nosso corpo e que permita manter a coluna numa linha reta. É importante que o colchão selecionado permita um suporte ponto por ponto nas diferentes partes do nosso corpo, prevenindo assim dores de costas e dando maior qualidade ao sono. As características que mais influenciam a escolha do colchão são o peso e a altura, ou seja, o colchão deve sempre corresponder à relação dessas características. É com base nessas características que devemos partir para o colchão ideal, para a escolha certa ao nível da tecnologia, da firmeza e da densidade, que varia conforme os materiais utilizados. O colchão é um produto com alguma tecnologia. Como é possível inovar e manterse sempre na vanguarda, apresentando as últimas novidades aos clientes? Sabemos que inovar é o único caminho que nos permite conquistar e manter
a confiança dos nossos clientes. Para isso, trabalhamos diariamente, em conjunto com as marcas, facultando-lhes informações sobre o mercado e as suas necessidades e, ao mesmo tempo, recebemos das mesmas o que se está a desenvolver em termos de novas tecnologias. É essa relação e esse trabalho que nos permitem estar sempre na vanguarda e, simultaneamente, apresentar as melhores soluções aos nossos clientes. A formação de recursos humanos é fundamental para a prestação de um bom serviço. Os vossos colaboradores dispõem de uma formação especial, sobre estes produtos e as suas especificidades? Consideramos que os nossos recursos humanos são o nosso maior ativo, o principal pilar da ColchaoNet. Uma equipa que valorizamos muito, que formamos para estar preparada a cumprir a nossa missão, o nosso objetivo, o nosso compromisso para com os nossos clientes. Por isso, disponibilizamos uma formação intensa, contínua e muito técnica sobre o produto, que é dada em conjunto com as marcas. É pela nossa equipa que nos diferenciamos, é pela sua experiência e formação técnica que podemos corresponder às expectativas dos nossos clientes, sabendo qual a melhor solução para o seu descanso. Que comportamento teve este setor, durante o confinamento que o país atravessou? A procura por estes produtos sofreu alterações significativas? Durante o confinamento, e a exemplo de outros setores, existiu uma alteração significativa de hábitos de consumo, sobretudo no que respeita ao aumento da procura online. No pós-confinamento, assistiu-se de facto a um aumento de procura por produtos para a casa. Consideramos que o cliente, tendo em conta esta nova realidade em que se exige uma maior permanência na sua casa, está mais preocupado com o seu bem-estar, pelo que está mais recetivo a comprar produtos que lhe permitam esse conforto e, claramente, o setor do descanso é essencial. Enquanto diretor-geral da ColchaoNet, há cerca de dois anos no cargo, que balanço faz? A minha chegada à ColchaoNet está relacionada com a aquisição da empresa por parte do Grupo Aquinos, grupo multinacional 100% português, atualmente um dos maiores produtores de colchões e sofás na Europa e com clientes em mais de 20 países. Conhecendo bem o setor de descanso especializado nos principais mercados mundiais, acreditamos que Portugal irá seguir o mesmo caminho, acompanhando a evolução quer tecnológica, ao nível do produto, quer de procura, por parte do consumidor, e foi nesse sentido que o Grupo apostou na compra da ColchaoNet. O primeiro ano permitiu-nos preparar a empresa para uma expansão em Portugal, onde queremos ter uma maior cobertura nacional, passando a estar presentes em distritos onde ainda não estamos e, desde logo definimos como objetivo a abertura de 15 novas lojas em três anos.
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Portugal Criativo
No final do segundo ano, e mesmo com a pandemia que veio limitar e condicionar em parte os nossos objetivos, temos mais oito novas lojas e estamos presentes em mais quatro distritos. Consideramos que estamos, também, a fazer um caminho importante ao nível da comunicação, no que respeita ao produto e à sua importância para o bem-estar dos portugueses. Em tempos de maior incerteza, quais as características que mais importam num líder? Liderar através de uma comunicação transparente, de confiança e solidariedade com a equipa, é a única forma de garantir o seu envolvimento. Assegurar, pela comunicação, que toda a equipa percebe que o seu envolvimento tem impacto no futuro da empresa e que podem todos fazer a diferença. Estar sempre disponível para ouvir é também essencial nestes momentos e permite fortalecer a relação de confiança entre a equipa. Considero ser da responsabilidade do líder, e agora mais do que nunca, conduzir a sua equipa, garantir a sua segurança, transmitir confiança e otimismo e prepará-la para ultrapassar esta crise. Qual a evolução que antecipa para este setor, no que respeita ao comportamento do mercado e aos investimentos das marcas em I&D? O setor é muito dinâmico, tanto tecnologicamente como comercialmente, e o avanço constante da tecnologia vai permitir melhorar não só os processos de fabrico, mas também a forma de utilizar e trabalhar novas matérias-primas, que permitam mais conforto, mais adaptabilidade e sejam mais sustentáveis. As pesquisas e os estudos relacionados com o sono e a saúde facultam ao setor informações muito importantes, que permitem o desenvolvimento de novos produtos, cada vez mais personalizáveis, seja ao nível de colchões ou almofadas. É um setor que vai continuar a investir muito em inovação e desenvolvimento, pois só assim vai conseguir responder a um mercado mais exigente e a um consumidor que vai, cada vez mais, procurar soluções que lhe garantam um sono de qualidade. Porquê escolher as lojas ColchaoNet? Porque comprar um colchão, uma almofada ou uma cama deve ser uma compra criteriosa e devemos escolher o que melhor se adapta às nossas verdadeiras necessidades, que nos permita o melhor descanso e, para isso, é importante procurar o melhor especialista. A ColchaoNet tem um atendimento personalizado e preparado para aconselhar o que é melhor, tendo em conta as características de cada cliente. Além disso, tem a credibilidade de 15 anos no mercado e a confiança de um verdadeiro especialista. Quais os projetos futuros para a sua empresa? Vamos continuar o nosso plano de expansão e iniciar uma reestruturação ao nosso site, para que possa corresponder melhor ao que os nossos clientes procuram e para que possa ter uma maior e melhor oferta. colchaonet.com
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Portugal Criativo
“UM CONSELHO ERRADO PREJUDICA MUITO UMA EMPRESA” João Cunha trabalha na área da Contabilidade desde 1994 e fundou a Capitalges em 2008. De uma equipa de cinco pessoas, a empresa cresceu e conta agora com 10 profissionais de Contabilidade, Fiscalidade e Apoio à Gestão. Durante o confinamento, a empresa reinventou-se, sem nunca deixar de servir os clientes.
João Cunha Gerente
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ue avaliação faz da evolução do mercado, ao longo destes 12 anos de existência da Capitalges?
Eu já trabalho com a área da contabilidade desde 1994 e a Capitalges foi constituída em 2008. Durante cerca de seis anos, mantivemos uma estrutura fixa de cinco pessoas, mas foi necessário aumentar a equipa e foi o que fizemos. Contratámos mais um elemento e, a partir daí, crescemos até aos 10 colaboradores, sendo oito mulheres e dois homens. Apesar da crise, em 2009, o mercado recuperou e evoluiu. Nós temos boa reputação, os clientes gostam do nosso serviço e isso permitiu-nos angariar, inclusivamente, clientes de uma dimensão superior. Não tenho a ambição de ser extremamente grande, pois isso faria com que eu não continuasse a poder dedicar tempo às pessoas e ao negócio de cada um. Este negócio também se faz de pessoas e de qualidades humanas, apesar de ser muito ligado aos números. Procuramos, neste momento, consolidar o conhecimento e os processos que fomos implementando ao longo dos anos, procurando sempre melhorar, com o objetivo último de alcançar a satisfação dos colaboradores – um colaborador que se sinta bem no local de trabalho está sempre mais comprometido com a empresa e com os resultados – e também dos nossos clientes. Que serviços disponibilizam neste momento? Nós focamo-nos essencialmente nos serviços de Contabilidade, Fiscalidade, Processamento de Salários e Apoio à Gestão. Naturalmente, ajudamos os clientes também na negociação com a Banca, num pedido de apoio, num
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projeto de investimento ou qualquer outra área que esteja relacionada com a área financeira. Também já prestámos serviço na área dos Recursos Humanos – durante muito tempo, fomos responsáveis pelos processos de recrutamento para alguns clientes, que nos pediam esse apoio. Atualmente, apenas acompanhamos o processo na fase final. O Apoio à Gestão é o serviço que considero mais importante, no entanto, as restantes áreas e tarefas são fundamentais para que esse apoio seja eficaz e em tempo útil. Precisamente sobre esse serviço, como se posicionou a Capitalges para ajudar as empresas suas clientes, sobretudo durante a época de pandemia, tendo em conta toda a legislação que foi sendo criada nestes últimos meses? É uma questão muito pertinente, porque de facto os contabilistas têm sido muito pouco valorizados, apesar de terem estado na linha da frente no apoio às empresas, quando estas necessitaram. Tivemos dificuldades tremendas de tempo e de conhecimento porque, de repente, as empresas viram-se na necessidade de não faltar a nenhuma obrigação fiscal, mas também de tentar perceber todas as novas medidas que eram publicadas diariamente e o que podia ser mais adequado para si. No conjunto de instrumentos de ajuda às empresas, como o lay-off, o mais recente programa ADAPTAR ou o apoio à retoma, só os contabilistas as podiam ajudar. Os contabilistas não dominavam a informação e, além disso, todos os dias havia alterações na legislação. Tivemos de ler, interpretar, falar com outros colegas, pedir opiniões diversas e recorrer à Ordem dos Contabilistas para poder, depois de um estudo prévio, aconselhar a melhor medida a tomar. Temos noção de que um conselho
errado pode prejudicar muito uma empresa, por isso o nosso trabalho é de muita responsabilidade. Os clientes compreenderam esta incerteza e a necessidade de lhes ligar várias vezes, pois sabiam que trabalhávamos de acordo com os factos que tínhamos. Os próprios clientes mandavam-nos notícias e artigos que encontravam na internet, para estarmos o mais informados possível. Sabemos que, se nos enganarmos, podemos prejudicar muito uma empresa. Por isso é que a nossa profissão é desafiante, é de muita responsabilidade e devia ser mais valorizada.
temos de estar presentes num determinado local ou ação, e o cliente já não existe, tendo sido declarada insolvência, por exemplo. O tempo de trabalho que despendemos não nos é pago... Além disso, poderia utilizar-se o conhecimento dos contabilistas nos programas de televisão, como debates, de forma a dar a conhecer à sociedade o conhecimento dos contabilistas e a sua importância para o esclarecimento de dúvidas fiscais, por exemplo. Isso talvez ajudasse a valorizar a profissão, tal como tem acontecido nos últimos tempos com a nossa Bastonária.
O que falta fazer para valorizar a profissão? Eu não estou por dentro de todo o trabalho que está a ser feito pela Ordem dos Contabilistas para valorizar a profissão. Todavia, acredito que a valorização parte sempre de nós. Nós, contabilistas, temos de conseguir fazer cada cliente perceber que a nossa profissão tem uma importância grande na sociedade. Eu e a minha equipa temos procurado fazer isso e sinto, com algum orgulho, que os nossos clientes valorizam o nosso trabalho. Entendo, porém, que algumas questões deveriam ser tidas em conta, nomeadamente quando acompanhamos situações em que, por questões legais ou judiciais,
Como é que a Capitalges inovou e evoluiu, no que respeita à digitalização? A digitalização facilita muito os processos de arquivamento e consulta de documentos, além de ajudar muito quando estamos em teletrabalho. A Capitalges começou a implementar o processo de digitalização precisamente este ano, numa altura que coincidiu com a chegada da pandemia ao país. Em março, começámos imediatamente a tomar medidas de prevenção, como por exemplo a divisão da equipa em três turnos – um turno que trabalhava a partir de casa, um outro que trabalhava durante o dia e outro que trabalhava durante a noite, para evitarmos o convívio entre todos. As
reuniões passaram a ser quase sempre por videoconferência. Designámos, inclusivamente, a pessoa que atenderia o telefone, para que houvesse apenas uma pessoa com acesso ao equipamento, entre outras medidas. Tudo isto em simultâneo com a implementação do sistema digital e enquanto fazíamos formação sobre o mesmo. A digitalização permitirá, entre outras coisas, que a equipa possa trabalhar parte do tempo em qualquer local. Que análise faz do comportamento do mercado? Acredito que tudo vai depender do tempo que esta situação demorar a resolver. A minha expectativa é que, se não demorar muito, a nossa recuperação será muito, muito rápida, pois as pessoas estão ansiosas por poder voltar a sair e a consumir. O problema é se a pandemia demorar muito tempo, isto porque atualmente existem atividades que ainda não foram afetadas pela crise que já se apresenta, como a construção civil, mas que poderão vir a sofrer. No entanto, somos um povo com uma capacidade de superação inigualável, pelo que acredito que iremos ultrapassar este período.
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Portugal Criativo
“YARTECK
É SINÓNIMO DE QUALIDADE” Criada em 2007, a Yarteck surgiu quando o arquiteto Yannick Santos decidiu ter uma empresa sua, para poder trabalhar segundo os seus preceitos. A empresa atravessou a crise económica e financeira de finais da década passada e confronta-se, agora, com uma pandemia, mas o administrador assegura que nunca faltou trabalho.
A
Yarteck nasceu em 2007, com o objetivo de construir casas funcionais e acolhedoras. Treze anos depois, que balanço faz deste objetivo? Temos vindo a conseguir alcançar esse objetivo, apesar de tudo o que já vivenciámos. Tivemos uma primeira crise, agora temos uma pandemia…Ainda não conseguimos beneficiar de 10 anos de crescimento. Trabalhar nestas condições é um desafio, aprende-se muito, porque estamos sempre sob pressão, mas a margem de lucro, que permite crescer, tem sido sempre reduzida. Todavia, nunca parámos de trabalhar, graças à aposta na qualidade e diferenciação, e granjeámos nome e obra feita. Como caracteriza a Arquitetura do futuro? Na Yarteck, antecipamos um problema que sabemos que irá existir: a falta de mão-de-obra para a construção tradicional. A maioria dos trabalhadores da construção civil tem mais de 40 anos. Chegará o dia em que deixaremos de ter pedreiros, por exemplo. Assim, queremos inovar através da utilização de um novo método construtivo. Ainda não o aplicámos neste projeto
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que temos atualmente em promoção e venda – os edifícios Ria Gallega – mas iremos aplicá-lo nos nossos próximos projetos. Todavia, sentimos também que as pessoas ainda não confiam noutro sistema construtivo que não o tradicional. Ainda gostam de sentir a parede, em tijolo. Na verdade, este método construtivo tradicional será inviável em pouco tempo, pois não teremos mãode-obra para executá-lo. Em seu lugar, temos a hipótese de construir em gesso cartonado e préfabricados, por exemplo, que resulta numa construção mais rápida e mais eficiente, mesmo no que respeita à sustentabilidade. A nossa aposta vai no sentido de começar a desmistificar esta realidade e a assegurar a viabilidade do novo método de construção. Os próprios materiais, atualmente, já são mais ecológicos e eficientes. Esses materiais são importantes para vós, enquanto construtores? Não tenho a certeza de que estes materiais sejam utilizados em grande escala na construção civil nacional. As empresas produtoras de materiais estão, de facto, a produzi-los, mas o facto de estes materiais ecológicos e sustentáveis serem mais
caros e encarecerem, assim, o produto final, limita a sua utilização, pois a maioria dos construtores civis considera o preço o mais importante. Para nós, a qualidade e o preço são ambos importantes. Sabemos que, quando utilizamos materiais como a cortiça, estamos a encarecer o edifício, mas quando iniciamos um projeto, definimos um público-alvo para a sua construção e condicionamos todos os materiais, equipamentos e acabamentos a este tipo de comprador. Os edifícios Ria Gallega têm estas características? Os edifícios são modernos, de Arquitetura marcante, mas são construídos de uma forma tradicional. No que respeita aos materiais e à eficiência energética, são edifícios muito bons. Tentámos sempre diferenciar-nos, ao longo do nosso caminho, pelo equilíbrio entre a qualidade e o preço. Se os edifícios são mais caros, têm de ser melhores e, para isso, utilizamos materiais diferenciados. Queremos garantir que a qualidade está associada ao nosso nome.
Como está o mercado a receber este novo empreendimento? Acho que estamos num momento estranho. Acabámos os andares-modelo no final de janeiro, ainda vendemos alguns antes de março, mas depois só em agosto e setembro é que voltámos a vender. Neste momento, existe muita incerteza. Acredito que venderei todos os apartamentos, mas não sei se venderei vários em 15 dias ou se terei de esperar muito tempo para vender mais algum.
Yannick Santos Sócio-gerente
Como caracterizaria os clientes que o procuram? No empreendimento de Alcochete, construído
anteriormente, tenho 30% de estrangeiros e os restantes são clientes nacionais. Nos edifícios Ria Gallega, falamos, até ao momento, de metade portugueses e metade estrangeiros. O nosso mercado sempre passou muito pelo cliente de Lisboa, que queria comprar um imóvel, tendo em atenção a relação qualidade/preço. A Margem Sul representa uma boa alternativa às opções disponíveis na capital, sobretudo devido ao preço praticado em Lisboa. Entretanto, os estrangeiros descobriram Lisboa e estão, aos poucos, a descobrir a Margem Sul. É verdade que o mercado da construção se manteve relativamente inalterado relativamente à questão pandémica? Creio que se desvaloriza muito a construção. Diz-se que não devíamos estar dependentes da construção, mas a construção é a base para a economia de todos os países. Se a construção parar, tudo pára. Aqui, a construção conseguiu não ficar afetada com a pandemia porque, para nós, estar quase seis meses sem vender é algo natural. Não vendemos um produto diário. Além disso, o ano passado vendeu-se muito e no início do ano também. Acredito que o cliente estrangeiro irá continuar a vir para Portugal e, por isso, estou convencido de que a construção será um dos pilares que irá aguentar a economia.
Email: geral@yarteck.pt | Site: www.yarteck.pt | Contacto: 913 806 416 | Stand de Vendas: Rua de Maputo | 2870 Montijo | Portugal
Portugal Criativo
Sofia Lobo Cera é consultora profissional de Feng Shui Clássico há mais de 12anos, estudiosa do tema há mais de 20 anos e professora desta arte milenar há mais de 10 anos. Licenciada em Engenharia Química – Ambiente e Qualidade, faz questão de salientar que o Feng Shui nada tem de esotérico e alerta para as melhorias pessoais e profissionais que estas técnicas podem trazer à vida de cada um.
Q
ual a importância do Feng Shui para os espaços de trabalho e a sua resiliência?
Começaria por perguntar a quem nos lê: como se sente quando entra no seu local de trabalho? Quando se sente bem, que diferenças nota na sua produtividade? A realidade é que a maioria das pessoas não se sente bem nos seus locais de trabalho, embora não saiba explicar porquê. É uma sensação. Na verdade, isso pode ser explicado pelo facto de a energia que circula pelos espaços de trabalho, sejam eles a empresa ou (agora) a casa, não ser a correta. E é nisso que o Feng Shui pode ajudar. O Feng Shui promove uma sensação de bem-estar, conseguida através da energia do espaço, sendo esta energia igual à que falamos na Ciência, ou seja, partículas, átomos e moléculas, que compõem um espaço. O Feng Shui integra quer aquilo que compõe a matéria física, quer a decoração, no sentido da disposição dos objetos, o seu formato, textura e cor... Os materiais de que são constituídas as peças de mobiliário podem passar uma determinada sensação, a forma como os colaboradores estão posicionados dentro da empresa também, o local da receção e a sua disposição é́ também importante para um bom Feng Shui... Na realidade tudo importa, desde o espaço exterior que envolve o edifício, que influencia 60 a 70% da energia no interior do mesmo, até ao parque de estacionamento e o caminho que o administrador, colaboradores e mesmo clientes percorrem dentro da empresa, tudo contribui para o bem-estar e os resultados da organização. Por isso mesmo, o ideal é trabalhar o Feng Shui aquando da construção do edifício, dado que esta arte milenar trabalha tudo, desde o posicionamento do edifício, à quantidade de betão nas paredes, a localização da porta principal, dos gabinetes, da receção... Ainda assim, é fundamental aquelas empresas que já estão no espaço pensarem em aplicar as técnicas do Feng Shui. Nunca é tarde. Isso ajuda a melhorar os resultados financeiros e a tornar as pessoas mais felizes, logo mais resilientes.
FENG SHUI É EQUILÍBRIO Sofia Lobo Cera 14
Consultora Profissional de Feng Shui Clássico
Nesse caso, os arquitetos e projetistas deveriam trabalhar em conjunto com um especialista em Feng Shui, para desenhar um espaço que estivesse de acordo com as técnicas desta arte? Sim, claro. Os arquitetos e projetistas não sabem, muitas vezes, que quando desenham a planta de um espaço estão a incutir nele a sua energia. Além disso, ainda há quem pense que o consultor de Feng Shui lhe vai bloquear a criatividade, pois fará exigências sobre os locais onde devem ser posicionados alguns elementos arquitetónicos. Isso não é verdade. Passamos as diretrizes, no sentido de indicar quais as melhores zonas para as portas, principal e interiores, para a sala, para os quartos, entre outros, naquele futuro espaço, mas depois é o arquiteto que monta o puzzle das possibilidades, decidindo exatamente onde desenhar cada espaço, dando asas à sua criatividade e traço. Em Portugal, as habitações da década de 90 para cá têm quase todas a mesma configuração interior, que não segue o Feng Shui e o facto é que a população tem vindo a denotar problemas de autoestima e de acomodação face aos problemas que surgem. O fundamental é que existam sinergias entre estas duas profissões, mas que cada um deles faça estritamente o seu trabalho, porque assim um fará um bom projeto de arquitetura e o outro fará um bom projeto de Feng Shui. É importante haver flexibilidade e adaptabilidade de ambas as partes para conseguirem trabalhar em conjunto. O objetivo é conseguir um espaço bonito, que proporcione saúde, boas relações, nomeadamente familiares, riqueza, carreira e poder pessoal. O Feng Shui é equilíbrio. Em Portugal, é fácil encontrar casas com bom Feng Shui? Nem por isso. Como expliquei acima, falta uma maior ligação entre consultores de Feng Shui e arquitetos e projetistas, por exemplo. Todavia, já existe algum interesse por parte de alguns arquitetos, o que é ótimo, mas não chega. Quando eu andei à procura de casa, há cerca de 10 anos, vi inúmeras habitações, até encontrar uma que cumprisse os requisitos. É importante salientar que a vida é demasiado importante para que sejamos infelizes numa casa ou no local de trabalho. Por isso, aquando do investimento na compra de um espaço ou
mesmo num arrendamento, o ideal é ir acompanhado de um consultor de Feng Shui e fazer um estudo ao espaço. Ainda é necessário esclarecer que o Feng Shui não é esoterismo, junto da população? Sim, sem dúvida. Às vezes, as pessoas dizem-me que “não acreditam nisto” e eu respondo que não se trata de acreditar. O Feng Shui Clássico baseia-se em cálculos matemáticos que, por sua vez, são feitos tendo por base a bússola, que mede o eletromagnetismo da Terra. Nada mais, nada menos do que energia. Assim, o Feng Shui é, de facto, algo que não se vê, mas todos podemos senti-lo, pois está relacionado com como a energia flui. Isto nada tem a ver com a religião de cada um ou outras convicções pessoais, tal como explico no meu livro Mude a Sua Casa Enriqueça a Sua Vida. Este paradigma ainda está tão instituído na sociedade que há quem faça o estudo de Feng Shui e não o assuma perante clientes, colaboradores ou amigos, com receio das suas interpretações. Isso não deveria acontecer. Fazer um estudo de Feng Shui demonstra preocupação com o seu bem-estar e com o de quem o rodeia. Que projetos existem neste momento em preparação? Comigo existe sempre qualquer projeto em preparação, mas nunca revelo um projeto até ao momento do seu lançamento. Agora, durante a pandemia, surgiu a necessidade de me adaptar, dado que a minha profissão implica entrar nas casas e nas empresas. Tive de me reinventar, para conseguir continuar a trabalhar. Criei inclusivamente Lives semanais nas redes sociais, com dicas para a quarentena, para que as pessoas estivessem mais fortes a nível de saúde e financeiro. Brevemente, terei novidades, sobretudo no que respeita ao meio digital. Por enquanto, posso relembrar que no meu canal de Youtube (Sofia Lobo Cera Consultora Profissional de Feng Shui) podem acompanhar alguns projetos que já foram lançados, mas continuam atuais, como o Casa Organizada, Vida Equilibrada, uma série de 25 vídeos com dicas de Feng Shui para aplicar na sua casa e nos seu local de trabalho, ao longo das épocas do ano.
Portugal Criativo
“A NOSSA MÃO DE OBRA É ESPECIALIZADA”
Paulo Julião Gerente
A OGC Construção é um empreiteiro geral especializado em reabilitação urbana, construção e carpintaria, liderado por Paulo Julião desde 2015. Esta empresa sediada em Lisboa tem como área de atuação o mercado nacional, principalmente a região de Lisboa. Formada em 1994, durante alguns anos funcionou apenas como carpintaria. Em 2012, suspendeu a atividade em Portugal, transferindo o negócio para Angola, tendo regressado a Portugal em 2015, onde somou a construção aos serviços prestados.
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omo caracteriza a sua empresa, no que respeita à sua filosofia de trabalho, bem como à questão da escassez dos Recursos Humanos? Estabelecemos como estratégia principal a atuação nacional com contratação local. A maioria dos nossos clientes é da grande Lisboa, no entanto a contratação de colaboradores provém maioritariamente da região Oeste, onde conseguimos equipas distintas e de confiança, profissionais especializados nas diversas áreas da construção e carpintaria. Por isso, apesar de a nossa sede ser em Mafra, mantemos escritórios em Lisboa para apoio às obras e aos nossos
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clientes. Temos assim capacidade para concluir uma reabilitação urbana recorrendo apenas a recursos internos, sem subcontratar, com exceção das atividades de subempreitada das especialidades. A remodelação é, atualmente, a área que mais trabalham? O número de obras de remodelação é superior à de construção, no entanto, no que diz respeito a valores, a nossa carteira de obras de raiz é superior rondando os 2.7 milhões de euros. Em junho, tínhamos em curso 21 obras e apenas 30% eram de construção de moradias e prédios.
No que respeita aos novos materiais e à característica de sustentabilidade que lhes está associada, a OGC Construção já considera este tipo de solução aquando de uma construção / remodelação? Quando estamos perante um pedido de cotação, tentamos sempre sugerir soluções inovadoras, tendo em conta a sustentabilidade e também o conforto da habitação, sobretudo no que respeita a soluções térmicas e acústicas, por exemplo, pavimento radiante, no que concerne a uma solução de aquecimento para a habitação, ou em ventilo-convetores, que permitem melhorar o conforto térmico, ou ainda os isolamentos térmicos exteriores utilizando cortiça como alternativa a integrar na solução de capoto. No entanto, a concretização destas soluções depende da decisão económica do cliente, uma vez que encarecem a obra e por vezes não estão estipuladas no caderno de encargos.
Como avalia a construção em Portugal, comparativamente com os outros países onde já trabalhou? A construção de luxo em Angola é muito semelhante ao tipo de construção feita em Portugal, com os mesmos objetivos. Todavia, enquanto estive em Angola passei por algumas construções de luxo que ultrapassavam a capacidade financeira dos clientes nacionais. Contudo, a qualidade da nossa mão de obra é mais especializada do que outros países onde trabalhei, atingindo um requinte superior nos acabamentos. Que avaliação faz do setor da construção, atualmente? Devido à situação que o país e o mundo atravessam, na OGC a área da reabilitação urbana diminuiu, no que respeita ao número de solicitações de propostas de clientes nacionais, mantendo-se ainda assim bastantes pedidos de investidores estrangeiros. Relativamente à
construção de raiz, os clientes com capacidade económica estão neste momento a optar por investir em moradias, pelo que a cotação para construção deste tipo de obras aumentou significativamente. Como antecipa os próximos tempos? Temos estado em constante crescimento, prevendo neste momento apenas um incremento do volume de negócios de 15% para 2020, contrariamente ao espectável no final do ano anterior, de 25%, resultado da atual pandemia. No entanto, a carteira de obras para 2021 é promissora, o que nos motiva a contratar mais equipas de profissionais. Continuamos a fechar negócios para o próximo ano, no entanto os clientes estão expectantes e há respostas que estão suspensas, aguardando a evolução positiva da pandemia com a chegada da vacina para a Covid-19.
Portugal Criativo
“SER ATLETA-ESTUDANTE NOS EUA É POSSÍVEL”
Rodrigo Alcobia Fundador e CEO
A We Scout foi criada em julho de 2020, por Rodrigo Alcobia e a sua equipa, com o objetivo de proporcionar aos jovens estudantes e desportistas um intercâmbio educacional e desportivo completo, à luz da experiência que o próprio fundador viveu nos Estados Unidos da América.
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que o levou a criar o projeto?
Quando eu estava no segundo ano de faculdade do curso de Marketing, na Escola Superior de Comunicação Social e, em simultâneo, jogava futebol, recebi um convite para ir para os EUA, através de uma bolsa de estudo, que conjugava a parte desportiva com a educacional, e acabei por fazer os últimos dois anos de licenciatura nos EUA. Posso assegurar que foi incrível, em todos os aspetos. Foi muito enriquecedor, por isso decidi que tinha de disponibilizar esta experiência a outros jovens, sobretudo aos da minha comunidade de Santarém. Como estabeleceram estas parcerias com as universidades norte-americanas? Durante o meu segundo ano nos EUA, percebi que queria avançar com este projeto e comecei a falar com os treinadores e com os responsáveis quer da universidade onde eu estudava, e por quem jogava, quer com aqueles contra quem jogava. A concorrência é muito grande, mas na We Scout optamos por passar toda a informação do atleta – enquanto atleta, estudante e pessoa - para
assegurar ao treinador e aos responsáveis universitários o máximo de informação sobre o atleta. Isso pode fazê-lo destacar-se face aos restantes. Com quantas universidades norte-americanas já têm parcerias? O nosso programa conta já com mais de 220 faculdades. Quais as características necessárias para um atleta ser elegível para estes programas? Fazemos um treino de captação, porque é muito importante que tenham qualidade desportiva para ingressar numa universidade dos EUA. Depois, procuramos alguém que seja bom estudante, que tenha um bom nível de inglês e que se sinta à vontade para abraçar desafios. É também importante ter em consideração a faculdade que o atleta-estudante escolhe, porque algumas instituições têm características específicas. Quais as modalidades abrangidas por estes programas? Neste momento, o único desporto com estas
bolsas disponíveis é o futebol, masculino e feminino. Temos a intenção de abrir novas bolsas para ténis, natação e voleibol. Que tipo de apoios são dados aos estudantes? O nosso programa dá as ferramentas necessárias para o sucesso escolar e desportivo. Em termos académicos, damos apoio com materiais e recursos humanos, para que consigam ter as melhores notas nos exames que têm de que realizar. Já em termos desportivos, para além do nosso programa base, temos ainda treinos individuais – físicos, técnicos e táticos – planos de nutrição e planos de ginásio, para que o atletaestudante consiga aprender, melhorar e ser bemsucedido em ambas as vertentes. Quais são as expectativas da We Scout para os próximos tempos? Acredito que teremos mais estudantes a ingressar nos nossos programas em breve. Estamos a estabelecer parcerias para intercâmbios relacionados com outros desportos e iremos promover palestras e ainda campos de férias.
PT Criativo: Empreendorismo e Criatividade Feminina
SENSIBILIDADE E INTUIÇÃO CARACTERÍSTICAS BASILARES DA LIDERANÇA FEMININA A Teprel conta com 31 anos de atividade na área dos equipamentos médicos, nomeadamente na disponibilização de soluções de diagnóstico e tratamento centradas na Laparoscopia, na Função Respiratória, no Aparelho Locomotor, no Pavimento Pélvico (Urologia e Ginecologia) e no Aparelho Digestivo (Gastrenterologia). Representante das principais marcas de tecnologia médica do mundo, a empresa começou este ano a comercializar ventiladores e equipamentos inovadores de reabilitação respiratória. A administradora, Susana Salazar, assume-se como determinada e resiliente e considera que o futuro passa pelo Home Health Care e a maior participação dos doentes no seu processo de recuperação clínica.
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ada vez mais, as mulheres administram empresas. No seu caso, este foi sempre um objetivo de carreira? Como avalia o seu percurso? Sou afortunada, tive oportunidades incríveis, mentores excecionais e todo o apoio necessário para desenvolver a minha carreira. Percebi muito cedo que estava a fazer o que mais me apaixonava, era algo natural e surgia com fluidez. Não persegui um objetivo específico de carreira, simplesmente foi acontecendo, desafio após desafio. Este percurso exigiu de mim muita dedicação, sacrifício e determinação para colocar ideias e projetos em funcionamento e fazê-los resultar e obter resultados financeiros positivos. Quais as características pessoais que utiliza enquanto administradora da Teprel? Determinação, resiliência, gosto de aprender, busca permanente de consensos. Nunca dar nada como adquirido e focar as equipas na obtenção dos melhores resultados. Nunca estar acomodada e questionar constantemente todos nas suas funções e atividades. Fazer da melhoria contínua uma das principais premissas.
os seus negócios. O sucesso deste novo empreendedorismo está na capacidade de encontrar oportunidades geradas pelos momentos de crise. A liderança feminina é distinta da masculina? Em que aspetos? Sim, considero a liderança feminina mais sensível ao que a rodeia e mais próxima dos que a rodeiam. Penso que as mulheres conseguem utilizar a sua intuição nos negócios e ter uma visão com diversas perspetivas. Posicionam-se com mais facilidade no lugar do outro, qualquer que seja o stakeholder. Encontrar consensos e reduzir as zonas de confronto também são formas de atuação que caracterizam a liderança feminina.
35% dos negócios são fundados por mulheres. Este empreendedorismo e capacidade de arriscar podem ser decisivos numa altura delicada, como esta que atravessamos? Tenho verificado que muitos negócios extremamente lucrativos e interessantes criados por mulheres surgiram porque ficaram desempregadas ou algo mudou na sua vida, isto é, nas situações mais complicadas e delicadas tiveram a coragem de arriscar e usar todo o seu potencial para desenvolver Susana Salazar Administradora 20
Que mensagem gostaria de deixar àquelas mulheres que estão a iniciar o seu percurso no mercado de trabalho? As mulheres devem acreditar em si mesmas e nos seus projetos de carreira sem hesitações, mesmo que encontrem barreiras externas em determinadas situações - que ainda existem - mas que estão muito mais baixas do que já estiveram. É possível compatibilizar a atividade profissional e pessoal e acreditar que podem ser boas profissionais e boas mães em simultâneo. Considero que o valor é independente do género. A TEPREL Como está a empresa a posicionar-se para colaborar com o setor da saúde (estatal e privado), sobretudo no que respeita ao fornecimento de equipamentos relacionados com a função respiratória? A empresa impulsionou a unidade de função respiratória com a inclusão, no início do ano, no seu portefólio, de ventiladores e equipamentos para a reabilitação respiratória utilizados no âmbito do combate à Covid-19, estando em estreita cooperação com os hospitais públicos e privados.
Inovação no tratamento de pacientes com Alzheimer
Novo sistema 4K na imagem endoscópica
Esta unidade deteve um reforço de capital humano e técnico. Como caracteriza a filosofia da empresa no que respeita à inovação e à procura constante da evolução científica e técnica? A procura constante de soluções inovadoras está no nosso ADN e tem sido o grande suporte da evolução da atividade da Teprel junto dos clientes. Para isso, contamos com um esforço comum dos nossos fornecedores e parceiros clínicos no aperfeiçoamento, desenvolvimento e implementação da mais recente tecnologia médica, que se tornou já uma imagem de marca da Teprel. A formação constante e a partilha de conhecimento com os maiores players mundiais da área permitenos estar na vanguarda. 31 anos já passaram. Como vê o futuro da empresa? O que falta alcançar e como será trilhado o caminho? A celebração do 31º aniversário foi um marco na transição da nossa organização para uma nova Era. Sob a égide do um novo brand slogan – We Health You, demos o primeiro grande passo rumo à digitalização. Acreditamos que a transformação e a
modernização dos processos dentro das organizações, especialmente as ligadas à saúde, é impreterível. Uma verdadeira mudança de paradigma na forma de estar, de comunicar e de prestar cuidados médicos. O digital será cada vez mais o meio que escolhemos, um meio privilegiado de proximidade e partilha de conhecimento com a comunidade. Pretendemos ter um papel ativo no Big Data, apostando em soluções Home Health Care que permitam a telemonitorização de doentes evitando a exacerbação de sintomas em diversas patologias, facilitando assim o acompanhamento e tratamento. A monitorização, diagnóstico e recolha de dados através da integração de equipamentos médicos e dispositivos móveis são o “novo normal” na Medicina. O paciente terá também um papel mais ativo e consciente no processo clínico. Ambicionamos disponibilizar soluções de telemonitorização inovadoras para diversas especialidades médicas e patologias pouco
Integração de Blocos Operatórios Inteligentes
conhecidas, cuja aposta em desenvolvimentos foi menor nos últimos anos. Na Teprel sempre fomos inovadores e agentes de mudança do mercado e é desta forma que encaramos o futuro com o nosso melhor ativo - a equipa Teprel.
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PT Criativo: Empreendorismo e Criatividade Feminina
MARCAS COM ALMA, À IMAGEM DE CADA UM Rita Pires Fundadora
Rita Pires é a fundadora do Your Soul Brand, um projeto que apoia e guia mulheres empreendedoras no processo de criação da marca e estratégia de marketing, de uma maneira holística e inovadora. A ideia é não só criar marcas com alma e com a expressão única e exclusiva de cada empresária, para se distinguir no mercado, mas também garantir que o negócio proporciona à mulher empresária o estilo de vida desejado.
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liderança e com elas trazem uma lufada de ar fresco em relação a estas crenças retrógradas.
exemplo. Isto é muito comum, sobretudo entre mulheres depois de terem o primeiro filho. Foi exatamente o que me aconteceu e me inspirou a criar a Your Soul Brand.
omo se descobriu uma líder e uma mulher empreendedora? Este foi sempre o seu propósito, guiar-se a si mesmo? Eu cresci numa família de empreendedores, por isso acredito que já estava no meu sangue. Sempre tive uma grande vontade de ter o meu negócio, mas primeiro fiz carreira em Marketing, na Fujitsu, durante nove anos. Aí comecei como designer gráfica e saí como gestora de comunicação para a Europa. Ainda desenvolvi também marketing para Turismo, na última década, antes de ter o meu negócio.
Que mensagem gostaria de deixar às mulheres que estão a iniciar o seu percurso profissional? Acreditem em vocês mesmas. Rodeiem-se de pessoas positivas, realizadas e de sucesso (é contagioso). Não se comparem com ninguém e não deem ouvidos a quem não vos apoiar. Não há limites para os nossos sonhos e devemos sempre persegui-los, para que mais tarde possamos dizer “valeu a pena”.
Quais as principais vantagens em conhecer-se a si mesmo, para concretizar um negócio de sucesso? Quando nos conhecemos a nós próprios, tudo o que criamos faz sentido. Assim criamos um estilo de vida que se adequa a quem somos, tornando-se mais sustentável a todos os níveis: financeiro, saúde mental e física e familiar.
Como avalia o posicionamento das mulheres no mundo empresarial, sobretudo em cargos de liderança? O papel ocupado pela mulher no mercado empresarial nunca foi de tanto destaque, mas ainda não há motivos para comemorar, pois ainda assistimos a grande desigualdade em oportunidades nos cargos de liderança. Mas estamos a presenciar uma grande transformação por todo o mundo com as novas gerações, nascidas depois de 1980, onde o género não define mais o destino ou o comportamento como antes. Estas novas gerações estão agora a assumir cargos de
A Your Soul Brand é um conceito que procura conectar cada pessoa consigo mesma e, a partir daí, ajudar a encontrar o seu negócio de sucesso. Explique-me um pouco mais sobre este conceito. O foco da Your Soul Brand é ajudar empreendedores a criarem a sua marca e estratégia de marketing online e offline, de modo a que o negócio seja lucrativo e criado a partir da paixão individual e dos dotes especiais de cada um. Por vezes criamos um negócio que nos faz sentido e é lucrativo, mas não se adequa ao estilo de vida que gostávamos de ter – estamos fechados num escritório, quando queríamos ter horário flexível, por
Será possível trazer a Your Soul Brand para Portugal? Os cursos da Your Soul Brand estão disponíveis online. Estou a trabalhar no último projeto “8 Weeks to Create Your Unique Soul Brand” que será lançado em janeiro e tenho também sessões individuais de coaching pelo Zoom. Estou também a organizar Your Soul Brand Retreats, em Portugal e África do Sul. Estes retiros são espaços criativos e de reflexão, onde os participantes serão acompanhados num processo de transformação para criarem ou recriarem as suas marcas e estratégias de marketing. Em Portugal, o retiro será em junho de 2021, em Pavia, Alentejo. Espero ver-vos por lá!
“CONCILIAR VÁRIOS PAPÉIS É INCRÍVEL” Maria Vilhena Designer
A designer Maria Vilhena é a fundadora da Maria Vilhena Interior Design, uma marca que aplica o modelo de Lean Design aos projetos que desenvolve, dos quais se destacam o restaurante Recatu, em Aveiro, que venceu o prémio Silver, nos Muse Creative Awards, os escritórios da Feedzai S.A., em São Francisco (EUA), Lisboa e Porto e o hotel Garça Real, em Meãs do Campo.
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omo teve início a marca Maria Vilhena Interior Design? Quais as características que coloca no seu trabalho? A criação da marca foi um processo natural. A passagem por uma fábrica de iluminação e um par de lojas de decoração, onde consegui perceber o que me fazia ou não sentido neste tipo de trabalho, aliada a uma herança de princípios e valores de um avô que foi o pilar da família, estimularam o salto para um negócio próprio. Concebemos peças de mobiliário e decoração exclusivas e espaços esteticamente agradáveis, extremamente funcionais, pensados e desenvolvidos à medida de cada cliente. A designer Maria Vilhena tem uma marca com o seu nome. Que importância atribui a uma marca própria? Quando pensei a marca, tendo a noção de que é ela a responsável pela perceção que cada cliente tem da empresa e do serviço que prestamos, quis que transmitisse aquilo que acredito ser um trabalho de qualidade superior: dar em cada projeto o compromisso, o rigor, a atenção ao cliente e àquilo que necessita e deseja. Acredito que, para chegar a um nível de excelência na qualidade dos serviços, é necessário ter uma equipa de colaboradores e fornecedores coesa, que se sinta valorizada e parte integrante de um propósito.
Que características usaria para descrever uma liderança feminina? É distinta da masculina? O tipo de liderança, seja masculina ou feminina, não pode ficar apenas ligado à nossa personalidade, mas sim adequar-se às pessoas que compõem as nossas equipas. A forma como comunicamos, como nos relacionamos e direcionamos cada elemento para que os objetivos da empresa sejam alcançados é muito determinado pela personalidade de cada colaborador. Que mais-valias pode a mulher agregar a si mesma, enquanto pessoa, e à sua vida, quando opta por ter uma carreira profissional e dar-lhe a importância devida? A satisfação de poder conciliar vários papéis, que, cada um à sua maneira, nos preenchem, é algo incrível. E todos eles nos trazem mais-valias mutuamente. Não é cliché que ser mulher, profissional e mãe nos torna melhores gestoras do nosso tempo, mais criativas na resolução de problemas, melhores ouvintes, melhores avaliadoras das dificuldades e acho mesmo que mais corajosas e resilientes. O que é e como se caracteriza o método Lean Design? Desde o início que implementamos o Lean Design, que acreditamos ser o processo mais correto para pensar os ambientes. Através deste método
estudamos o quotidiano, hábitos e processos das pessoas e das empresas, conhecendo a fundo as suas necessidades, o que nos permite projetar espaços totalmente coerentes com o estilo de vida pessoal ou profissional de cada cliente. Trabalhamos para que cada espaço desenvolvido seja dotado de uma simbiose perfeita entre funcionalidade e estética, com o objetivo de proporcionar o máximo de conforto e melhorar a qualidade de vida de quem nos procura, assente no conceito da total excelência. Parece-lhe que o conforto e o bom trabalho dos espaços está a ganhar importância para a população? Como antevê a evolução no mercado, nos próximos tempos? A pandemia trouxe grandes alterações às rotinas das famílias, a necessidade de passarem muito mais tempo juntas e de trabalharem/ estudarem/ brincarem dentro de casa. Naturalmente que as casas ganharam uma importância e atenção acrescidas. Em relação à evolução de mercado, o Design de Interiores é um setor em franco crescimento, pois há mais pessoas a querer repensar as suas casas e a procurar ajuda profissional para isso.
Avenida das Laranjeiras, Edf. das Fontes, Bloco 1, 2ºDrt 3780-222 Anadia | Tel. 912 674 751 / 919 084 715 | E-mail: geral@mariavilhena.pt | www.mariavilhena.pt
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PT Criativo: Empreendorismo e Criatividade Feminina
EVENTOS QUE PROMOVEM A FELICIDADE
Realizar sonhos e concretizar projetos faz parte da forma de ser de Dina Maia. Mãe, mulher e empreendedora, há 10 anos criou a DM Productions & Events, que atualmente continua a trabalhar, apesar da pandemia.
Dina Maia CEO
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omo começou o seu percurso profissional? Ser empresária sempre fez parte dos seus objetivos?
Comecei este meu sonho vai fazer 10 anos em dezembro. Na altura, senti necessidade de fazer algo novo que, acima de tudo, me fizesse sentir mais realizada. Produzir eventos, realizar sonhos, criar projetos novos faz parte do meu ADN e faz-me feliz. Ser empresária foi uma consequência desta busca pela felicidade. Quais as características pessoais que acredita serem úteis enquanto CEO da DM Productions & Events? A capacidade de escutar os outros, de sentir, de sonhar, de imaginar e também de projetar e conseguir implementar o melhor evento de sempre para cada cliente. Acreditamos na felicidade, na nossa e na dos clientes, e esse é o leit-motiv que tem vindo a construir a DM Productions & Events. Believe in happiness. Always! Cada vez mais as mulheres estão a posicionar-se como líderes de empresas. Acredita num maior equilíbrio de género nas posições de liderança das empresas nacionais, em breve? Trabalho todos os dias para mostrar à minha filha que as mulheres podem ser tudo aquilo que sonharem, que podem ser felizes no trabalho e em casa. Temos, infelizmente, um caminho a percorrer para inverter este mundo desigual em que ainda vivemos, mas a inspiração e a esperança de que estamos cada vez mais perto chegam-nos todos os dias. Como descreveria a empresa e os objetivos que procuram atingir em cada trabalho realizado? O que, sem dúvida, me deixa mais feliz é saber que os clientes que iniciaram connosco, em dezembro de 2010, se mantêm até aos dias de
hoje. Já são mais do que clientes. São amigos, são família. Se todos os dias temos novos trabalhos deve-se, essencialmente, ao feedback e à palavra que os nossos clientes transmitem. Não podemos criar eventos semelhantes, cada um é um projeto novo, desenhado e projetado à medida de cada cliente, pensando na marca que representamos como se fosse nossa. Vestimos a camisola e procuramos, de forma muito assertiva e baseada numa relação de confiança, a satisfação total. Associámos recentemente à DM Productions & Events o conceito de wedding planner. Era um projeto antigo que, face aos inúmeros pedidos, resolvemos abraçar. É importante que o cliente tenha um evento à sua imagem. Como se desenvolve o processo, a partir do momento em que o cliente entra em contacto convosco? O primeiro momento é aquele em que ouvimos as expectativas dos clientes e conhecemos a sua ambição. A partir daí, começamos a definir qual será o formato e a estratégia do evento, tendo sempre como foco o público-alvo definido para a campanha e qual a melhor forma de o atrair e conquistar. Só ficamos satisfeitos quando temos uma interação e uma felicidade conjuntas. Tendo em conta o momento socioeconómico que o país atravessa, como se adaptou a DM Productions & Events? Não foram momentos fáceis, contudo conseguimos reinventar-nos e explorar novas áreas de negócios que, até à presente data, não tínhamos desenvolvido. Tenho ao meu lado os melhores colaboradores do mundo, que sempre me apoiaram, e juntos vamos caminhando com novas ideias, pensamento positivo, muita força de vontade e, acima de tudo, um desejo muito grande de produzir e de fazer Acontecer!
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“A INFORMAÇÃO É A CHAVE PARA O SUCESSO DAS EMPRESAS ”
Carla Bastos da Fonseca Diretora de Marketing
Carla Bastos da Fonseca é diretora de Marketing e membro do Board da BI4ALL, uma empresa líder em serviços de consultoria, com competências de excelência em Data Analytics e Inteligência Artificial, que ajuda os seus clientes a obterem vantagens competitivas ao transformarem os seus dados em insights.
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endo em conta o seu percurso profissional, que balanço faz da sua carreira? Liderar era um objetivo último, ou uma consequência do trabalho? Os sucessos e os objetivos alcançados refletem a minha forma de ser, o meu empenho, a minha dedicação e o comprometimento com aquilo que faço. Liderar foi uma consequência da minha postura inovadora, fazedora, resiliente e muito orientada a resultados. Sou uma apaixonada pelo que faço e o balanço destes 18 anos de carreira é, sem dúvida, muito positivo! Trabalho sempre no sentido de fazer a diferença e de dar o meu melhor, claro que já passei por situações mais desafiantes e delicadas, claro que me deparo com dificuldades, mas são também estes momentos que nos ajudam a crescer e a fazer hoje melhor do que ontem. Cada vez mais, as mulheres afirmam-se também em setores que eram associados ao género masculino e, atualmente, mais de metade das licenciaturas são de mulheres. São elas as líderes do futuro? Acredito que as mulheres, cada vez mais, conquistarão um papel de liderança nas empresas, mas não sou apologista de defender o desempenho de um profissional pelo género. Acredito sim em líderes inspiradores e inclusivos, independentemente de serem homens ou mulheres. O verdadeiro líder é aquele que inspira crescimento, desenvolvimento, evolução e transmite energia positiva junto da sua equipa e da empresa e funciona, também, como um agente de mudança e transformação, sendo uma peça-chave para que a empresa consiga alcançar o máximo desempenho. Que avaliação faz do seu percurso e que mensagem deixa às mulheres que estão atualmente a iniciar as suas carreiras? Sou muito feliz a nível profissional, pelo que olho para o meu percurso de uma forma muito positiva, vendo-o como uma consequência do meu empenho,
dedicação e foco ao longo dos anos. A mensagem que deixo é também esta, serem apaixonadas pelo que fazem para serem felizes e realizadas. É tudo muito mais fácil quando gostamos do que fazemos, a inspiração, a boa energia e a vontade de fazer mais e melhor surgem naturalmente. Fazer o seu melhor todos os dias, o resto virá! A BI4ALL “Turning Data into Insights”. Este é o vosso principal objetivo, criar valor para as empresas através da análise dos dados e a criação de soluções a partir dessas conclusões? A BI4ALL nasceu em 2004 e desde essa data que estamos completamente focados na área do Data Analytics e no sucesso dos nossos clientes, com quem partilhamos um conhecimento de excelência, permitindo que as organizações tenham vantagens competitivas ao transformarem os seus dados em insights e saber usar esses dados, estruturados e não estruturados, retirando informações relevantes que possibilitam criar oportunidades, diferenciar-se da concorrência e criar estratégias eficazes. Que mais-valias conseguem os clientes que recorrem ao vosso serviço de consultoria e análise? As atuais soluções tecnológicas disponíveis são valiosíssimas para qualquer organização de qualquer dimensão e de qualquer setor de atividade. Tendo em conta a instabilidade que estamos a viver, qualquer negócio sente necessidade de ter uma visão completa do seu desempenho, por isso é imprescindível que a tomada de decisão seja baseada em insights fiáveis, permitindo assim criar vantagens competitivas e aumentar a rentabilidade do negócio. bi4all.pt
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Especial: Saúde Oral
"UM SORRISO FAMILIAR" Vítor Familiar Médico Dentista e Diretor Clínico
A clínica dentária Dr. Vitor Familiar abriu as portas do seu novo espaço há três anos. Abrangendo todas as áreas da Medicina Dentária , é na Implantologia Oral e, sobretudo, na Reabilitação Total com dentes fixos no mesmo dia que se tem revelado uma referência na área, sendo procurada por pacientes provenientes de todo o país e de vários pontos da Europa.
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Clínica Dentária Dr. Vítor Familiar abriu portas há três anos. De então para cá, que balanço já é possível fazer deste projeto?
(TAC), uma sala de recobro pós-cirúrgico e um espaço disponível para os técnicos de prótese dentária com quem colaboramos.
Esta clínica, com um conceito e espaço diferenciados, não é mais do que a continuidade de um trajeto profissional que já conta com cerca de 10 anos e mais de cinco mil pacientes tratados. Estamos neste novo espaço desde abril de 2017 e o balanço é francamente positivo.
Pode explicar um pouco melhor em que consiste a "Reabilitação Total com dentes fixos no mesmo dia"? Este é um tratamento em que, apenas num dia, conseguimos devolver aos pacientes a função e estética, através da colocação de implantes dentários e próteses fixas. Após uma avaliação e diagnóstico da situação oral do paciente, são realizados os exames complementares de diagnóstico como a Tomografia Computorizada (TAC), de que também dispomos nas nossas instalações. Depois do estudo feito, podemos então proceder à realização da cirurgia, onde realizamos as extrações (se necessárias) e colocamos quatro implantes dentários que vão suportar uma prótese fixa. Todo o processo, desde a chegada do paciente à clínica até à sua saída, demora em média três horas, o que se torna uma mais-valia para o conforto e subsequente recuperação dos pacientes.
Que especialidades de Medicina Dentária existem na clínica? Disponibilizamos aos nossos pacientes o acompanhamento nas várias vertentes da Medicina Dentária, desde a Ortodontia Fixa, Odontopediatria, Prostodontia Removível e Fixa e, claro, com um grande relevo na área da Implantologia, sobretudo na Reabilitação Total, com dentes fixos no mesmo dia. Complementamos também todas as necessidades inerentes ao nosso dia a dia clínico com o equipamento de diagnóstico complementar que realiza a Ortopantomografia (Raio-x panorâmico) e a Tomografia Computorizada
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Sensibilizar para a importância da prevenção, na saúde oral, ainda é necessário? Sim. Ainda é e será sempre necessário haver uma consciencialização da prevenção na saúde oral. A nossa equipa clínica, consciente dessa necessidade, e sempre que possível, leva a cabo ações como rastreios e a indicação dos cuidados básicos de Higiene Oral em escolas e centros de terceira idade. A prevenção e os princípios de uma boa higiene oral devem começar desde cedo, mas devem também estender-se à população mais idosa, pois mesmo os portadores de próteses totais devem entender as consequências de uma deficiente higiene oral, pois nestes casos podem ser evitadas infeções ou inflamações decorrentes dessa má higiene oral, tais como candidíase oral ou estomatite protética. Entendemos assim que a sensibilização será sempre importante para informar, esclarecer e motivar a população. Qual a periodicidade indicada para visitar o dentista? A periodicidade de uma visita ao médico dentista vai sempre depender de alguns fatores, tais como o estado de saúde geral do paciente, o histórico
médico-dentário do mesmo e os cuidados básicos de Higiene Oral que apresenta. Se o paciente apresentar algum tipo de patologia na cavidade oral, como periodontite, por exemplo, apresentar dentes cariados ou uma deficiente Higiene Oral, necessitará sempre de visitas regulares pelo menos de seis em seis meses. No entanto, se atingir uma situação sem patologias, com uma ótima Higiene Oral, poderá visitar o médico dentista apenas uma vez por ano. Infelizmente, o que mais acontece é que uma parte significativa da população apenas recorre ao médico dentista quando algo não está bem e aí poderá ser já tarde. 41% da população assume, todavia, que há mais de um ano que não vai ao dentista. Que consequências pode isso trazer à saúde oral? Essa é uma das razões de sermos um dos países da Europa com maior prevalência de desdentados. O facto de não visitar o dentista há mais de um ano, associado aos fatores acima mencionados, como uma deficiente Higiene Oral, origina que os problemas dentários que possuem quando chegam à clínica sejam, muitas vezes, já irreversíveis ou em estados que requerem um
número maior de tratamentos e consultas. Como consequência, e além dos problemas dentários, isto trará sempre um aumento dos custos inerentes às consultas necessárias para solucionar esses mesmos problemas, pelo que a prevenção e visitas regulares serão sempre uma mais-valia para a população. Como ultrapassaram e se adaptaram ao trabalho pós-confinamento? Após o confinamento, procedemos às alterações de infraestruturas, protocolos de esterilização e desinfeção necessários entre consultas e de espaços partilhados pelos pacientes, aquisição de equipamentos tais como purificadores de ar e aspiradores de aerossóis, para que pudéssemos garantir a maior segurança possível a todos os pacientes e staff da clínica. É a adaptação a uma nova realidade em que toda a logística do dia a dia da clínica teve que ser alterada, o tempo entre consultas tem que ser maior, mas teremos sempre de manter o otimismo e o profissionalismo a que os nossos pacientes estão habituados.
Rua Heróis da Pátria, 1845, Aguda, 4410-001 Arcozelo, Vila Nova de Gaia 222 436 781 / 932 976 395 | geral@drvitorfamiliar.pt | https://drvitorfamiliar.pt
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Especial: Saúde Oral
“A PREVENÇÃO
É UM INVESTIMENTO”
Isabel Gonçalves Médica Dentista e Diretora Clínica
A Nutridente abriu portas há sete anos, quando Isabel Gonçalves resolveu investir numa clínica dentária sua. Situado em Évora, o espaço serve toda a comunidade e conta com áreas de intervenção como Ortodontia, Dentisteria e Implantologia.
A
Nutridente é um projeto que começou em 2013. Que balanço faz, até ao momento? Acabei a minha formação em 2007 – na época, a formação ainda era de seis anos - e abri este espaço em 2013. De então para cá, temos vindo a conquistar clientes. As pessoas têm vindo a conhecer o nosso espaço e atualmente já contamos com uma carteira de clientes. O nosso trabalho tem sido bem aceite e o “passa a palavra” tem sido a nossa maior publicidade. O objetivo é tratar os problemas de cada um, na sua individualidade – uma abordagem holística. Que especialidades disponibiliza na clínica? Além das consultas de Medicina Dentária geral, disponibilizamos também a Ortodontia, a Dentisteria e a Implantologia. No que respeita à Ortodontia, oferecemos um serviço diferenciado, no qual utilizamos mini implantes dentários, que permitem mover os dentes nos maxilares de uma forma mais ampla do que o aparelho fixo. A Implantologia é uma área que estamos agora a iniciar. Funciona em conjunto com a minha colega de Cirurgia Oral, Carolina Goulão Pinto, e é uma área em franca progressão.
41% da população alega que não vai ao dentista há mais de um ano. Parece-lhe que tal está relacionado com o medo e a questão monetária? Cada vez mais, o medo do dentista vem-se desvanecendo. Quando a pessoa se habitua a ir ao dentista, perde o medo. Além disso, uma pessoa que vá regularmente ao dentista nunca terá um custo tão elevado nas consultas, pois os problemas serão detetados e tratados logo no início. Quem protela a ida ao dentista acaba por ser forçado a fazer um plano de tratamentos mais abrangente, pois terá mais problemas que precisam de ser tratados e alguns já num estado mais avançado, o que obriga a tratamentos invasivos. Que avaliação faz do facto de a Medicina Dentária não estar integrada no SNS? Acredito que não é uma questão fácil, pois falamos de integrar um sistema complexo, como a Medicina Dentária, com todas as suas especialidades, no Serviço Nacional de Saúde. Temos exemplos de parcerias – o cheque-dentista, que atende crianças, grávidas e pessoas com HIV, por exemplo - e a possibilidade de fazer um rastreio ao cancro oral. Caso a lesão seja maligna, a resposta do SNS acontece entre uma a duas
semanas. Essas parcerias são muito importantes. Que gestos podemos ter no dia a dia que ajudam a proteger a nossa boca? Aconselha-se fazer pausas entre as refeições, para regular o PH da boca. Com a telescola, os miúdos podem ter tendência para estar sempre a petiscar, o que tende a aumentar a desmineralização dentária. Outra coisa importante é usar fio dentário todos os dias, porque a escova não chega a todas as faces dos dentes. Além disso, a pessoa deve saber como escovar os dentes e o médico dentista é muito importante nesse ensino e auxílio. A prevenção é, sem dúvida, um investimento, que compensa a longo prazo. Quais os planos que delineou para o futuro da clínica? Atualmente há uma grande incerteza, por isso todos os planos estão suspensos, mas esperamos manter este crescimento e a qualidade, ao nível dos tratamentos e do equipamento utilizado. No futuro, pretendemos investir um pouco na digitalização – com a aquisição de um scanner intraoral.
www.nutridente.pt | Rua Hermes da Fonseca Vermelho nº14, R/c, Urbanização do Moinho – 7005-401 Évora Telf.: 266 700 088 Telem.: 963 287 663 E-mail: nutridente@gmail.com
“A MUDANÇA DE MENTALIDADE ESTÁ A ACONTECER” A clínica CBC nasceu em 2012, pela mão da médica dentista e diretora clínica Catarina Braga da Cruz. Localizada na Torreira, Aveiro, esta clínica conta com serviços de Medicina Dentária Generalista, Ortodontia e Implantologia, a mais recente aposta deste espaço.
Q
ue balanço faz destes anos de atividade?
Faço um balanço muito positivo. Esta é uma clínica pequena, ajustada às necessidades da população. Como qualquer empresa, teve um período inicial de conquista de pacientes, a que se seguiu uma evolução muito positiva. A nível de prática médica, fui investindo nas áreas que senti que a clínica precisava e as pessoas reconhecem esse esforço. Quais as especialidades que tem disponíveis? A atividade principal é a Medicina Dentária Generalista – consultas de restaurações, extrações, destartarizações…. Depois, temos a Ortodontia (aparelhos dentários), Prostodontia (próteses removíveis e fixas) e a Implantologia, que estamos agora a iniciar. Cerca de 41% dos portugueses assume que não vai ao dentista há mais de um ano. Além disso, existe o medo do dentista, que impede a prevenção da saúde oral. Parece-lhe que ainda falta salientar a importância da prevenção e desmistificar o medo do dentista? Aqui onde nos situamos, persiste a ideia antiga
Catarina Braga da Cruz Médica Dentista e Diretora Clínica
de que, quando dói um dente, é para tirar. Não há a ideia de cuidar, de tentar conservar a dentição. Todavia, já noto algumas diferenças na mentalidade, sobretudo no que respeita à confiança das pessoas com o médico dentista. A maioria das pessoas chega à clínica e avisa de imediato que não gosta da experiência de ir ao dentista. Essa mentalidade, como todas, não se muda de um dia para o outro. Exige trabalho e paciência. Se transmitirmos confiança aos pais, a criança já vai crescer com outra mentalidade em relação ao dentista. É importante uma visita ao dentista, mesmo para quem não tem dentes naturais? Claro, até porque existem os problemas da gengiva e mucosa, que podem ser bem graves. Depois, as próteses podem não ser para a vida toda, por vários motivos – emagrecemos e a cara altera-se, as gengivas mudam a sua forma, os materiais das próteses também se deterioram e devem, por isso, ser substituídos. A nível de cuidados a ter, o essencial é a escovagem da prótese, bem como a utilização de uma solução de higienização, onde se deve mergulhar a prótese, para a sua limpeza.
Largo 30 de Outubro, 5 3870-324 Torreira | Telf: 234 099 317
Parece-lhe que o facto de a Medicina Dentária não fazer parte do SNS já é uma lacuna, tendo em conta que a profissão de médico dentista já se desenvolveu e profissionalizou? Creio que só faltam resolver questões burocráticas, porque existem clínicas em pleno funcionamento, um pouco por todo o país. Bastava que o Estado fizesse parcerias com estas clínicas privadas e evitava qualquer tipo de investimento em infraestruturas, equipamentos e recursos humanos. Como vê a sua evolução profissional e a da clínica no futuro? O nosso objetivo é sempre crescer, mas de forma sustentada. Todavia, a Medicina Dentária está a caminhar no sentido digital e, no futuro, a compra de equipamentos digitais será um investimento a concretizar. Isso irá requerer mais recursos humanos. Além disso, pretendo sempre alargar a oferta de especialidades disponíveis na clínica, bem como continuar a melhorar a prestação de cuidados a quem nos procura.
clinicacbc | www.clinicacbc.com |
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Especial: Saúde Oral
“O SORRISO É O NOSSO CARTÃO DE VISITA” A Jesus Mar Couto é uma clínica que disponibiliza várias especialidades médicas, sendo a principal a Medicina Dentária. O diretor clínico Gonçalo Jesus e a diretora técnica Catarina Mar Couto, ambos administradores da clínica, falam sobre os aspetos diferenciadores dos serviços oferecidos pela Jesus Mar Couto.
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ara o bem-estar físico e psicológico da pessoa, qual a importância da Estética Facial e da Implantologia? Gonçalo Jesus (G.J.): Qualquer indivíduo precisa de estar bem consigo mesmo para que possa estar bem com os outros e com a sociedade. Conciliar a saúde oral com a estética facial é parte integrante do nosso do nosso dia a dia e é determinante para o bem-estar do nosso paciente. A Implantologia veio revolucionar a forma como os profissionais de Medicina Dentária podem reabilitar um utente. As próteses removíveis deixaram de ser a única opção de substituição dentária e torna-se possível, em menos de 24 horas, devolver estética, função, conforto na mastigação, fala e deglutição e, acima de tudo, devolver um sorriso que nos contagia! Trabalhamos a estética facial sempre na linha do natural, favorecendo rostos, melhorando linhas e contornos faciais, eliminando rugas, evidenciando lábios, nunca perdendo expressão. Quais as especialidades que disponibilizam? (G.J.): A Jesus Mar Couto tem capacidade de resposta para qualquer problema relacionado com saúde oral. Dispõe de um corpo clínico
altamente especializado que trabalha de forma multidisciplinar, atuando com sucesso em todas as áreas de intervenção da Medicina Dentária. A aparência é um fator que conta cada vez mais. Um sorriso bonito e um rosto expressivo são importantes para o sucesso pessoal? Catarina Mar Couto (C.M.C): Sem dúvida. É por isso que nos dedicamos tanto a todos os pormenores quando trabalhamos o sorriso ou o rosto dos nossos pacientes. Sabemos que o sorriso e as expressões do nosso rosto são o nosso cartão de visita. Quando se alcança a plenitude de bem-estar físico e psicológico, está-se pronto para dar o melhor de si em tudo. No que respeita à Estética Facial, como é conduzido o processo,? (C.M.C.): Quando um utente nos contacta, é agendada uma consulta com o médico que o irá acompanhar do início ao fim. Isto permite-nos conhecer o utente e compreender as suas necessidades e expectativas, para podermos planear o tratamento de forma eficaz. No final de tratamento acompanhamos cada caso, dando o melhor serviço “pós-venda” que já alguma vez vimos em saúde.
Aveiro: Rua Dr. Mário Sacramento Nº 123, 3810-106 Aveiro | Contacto: 960 393 000 Coimbra: Rua da Cabeleireira nº 37, Faíscas. 3140-033 | Contacto: 910 086 007 Email: geral@jesusmarcouto.pt | Site: www.jesusmarcouto.pt |
41% da população assume que não vai ao dentista há mais de um ano. Que consequências isso pode acarretar? (C.M.C.): Podemos considerar que parte dessa amostra só irá ao dentista quando tiver sintomas de que algo não está bem com a sua saúde oral. O investimento monetário será bastante superior ao que seria se tivessem uma atitude preventiva. Como vê o facto de a Medicina Dentária ainda não fazer parte do SNS, à exceção de algumas campanhas realizadas esporadicamente? (G.J.): A saúde oral é parte integrante e fundamental da saúde de cada indivíduo e o desenvolvimento destes cuidados implica a necessidade de investimento em instalações públicas, equipamento, material consumível e não consumível e o recrutamento de médicos dentistas, razão pela qual a sua integração no SNS demora. No entanto, considero que o “cheque dentista” e a integração de alguns postos de Medicina Dentária em alguns centros de saúde são um passo importante para a população portuguesa.
SERVIÇO PERSONALIZADO E QUALIDADE SUPERIOR Clara Panão é médica dentista e diretora clínica da DentalCare Lisboa. Com quase duas décadas ao serviço da Medicina Dentária e da saúde oral, prepara-se agora para um novo projeto: a abertura de uma clínica dentária sustentável e ecológica.
SERVIÇO PERSONALIZADO E QUALIDADE SUPERIOR
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ue avaliação faz da evolução da Medicina Dentária e da sua prática em Portugal? Saímos de uma Era em que nem todos tinham acesso a cuidados de saúde oral e os portugueses apenas recorriam ao médico dentista em situação de dor. Hoje, os cuidados de saúde oral são mais acessíveis. Mas a Medicina Dentária enfrenta um grande desafio: gerir o excesso de médicos dentistas sem diminuir a sua qualidade (temos o dobro do rácio dentista/nº de habitantes recomendado pela OMS). Há ainda muito a fazer no setor público (apesar da presença de médicos dentistas no SNS e Cheque Dentista) para que, independentemente da localização ou situação financeira da população, haja acesso à Medicina Dentária.
manutenção. Nos mais novos, o objetivo é formar adultos “zero cáries” e usar a Ortodontia (aparelhos dentários) para corrigir casos de malposição dentária e intervenção ortopédica nos maxilares. Quanto ao tratamento da cárie (patologia mais comum), apostamos na Dentisteria biomimética, com restaurações que imitam a Natureza, tanto na cor como na forma dentária.
Já existe, por parte da população, o reconhecimento da importância de uma boa prevenção oral para o estado de saúde geral? Há ainda desconhecimento da população em geral na influência da saúde oral em patologia geral como a diabetes, cardiopatias, síndromes posturais e até a doença de Alzheimer. Temos procurado, através das redes sociais, sensibilizar e informar a população neste sentido, em Quais as especialidades que oferece aos seus parceria com outras especialidades da medicina geral, com ótimo feedback. clientes? Direcionamos os tratamentos consoante o que as pessoas procuram, personalidade e fase de Vai abrir, em janeiro de 2021, uma clínica vida em que se encontram. Dos dentária com um conceito inovador. Em que melhoramentos estéticos com facetas ou consiste? coroas de porcelana (Prótese Fixa), Queremos ser uma das primeiras clínicas em branqueamento dentário, ou cirurgia estética Lisboa com preocupação ambiental, num gengival à recuperação da função mastigatória conceito de clínica sustentável e ecológica. com implantes dentários (uma das vertentes Desde a construção do espaço aos materiais e que mais trabalhamos). Fazemos um procedimentos utilizados nas consultas, todo o importante trabalho de prevenção e controlo planeamento se baseia no objetivo de oferecer da higiene oral, motivando vindas periódicas a melhor Medicina Dentária, reduzindo a ao dentista, com serviço personalizado: pegada ecológica empresarial. contactamos cada doente para consulta de Clara Panão Médica Dentista e Diretora Clínica
Campo Grande, 46D, 1º Esq, 1700-093 Lisboa | Tel / WhatsApp: 913 913 800 | Email: info@dentalcarelisboa.com | www.dentalcarelisboa.com | @dentalcarelisboa
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Especial: Saúde Oral
“IR AO DENTISTA AINDA NÃO É UMA PRIORIDADE” Octávio Ribeiro é o diretor clínico da Corpus Dental, que se apresenta como um espaço dedicado à Medicina Dentária que dispõe, também, de outras especialidades médicas. Nesta entrevista, a importância da visita regular ao dentista e a garantia de segurança em todos os procedimentos clínicos estão em evidência.
Q
ual a importância desta complementaridade entre especialidades?
A Medicina Dentária tem um leque de atuação mais abrangente do que se julga. A primeira palavra que nos vem à cabeça é “dentes”. E tenho a certeza que era o grande foco de atuação, desta subárea da Medicina, até fins dos anos 80 do séc. XX. No início da década de 90, começou-se a dar importância às estruturas anexas dos dentes (gengiva, osso, músculos, articulação…) e atualmente ninguém descarta a importância da área, na prevenção de doenças cardiológicas, gastrointestinais, Psiquiatria, Psicologia e Nutrição. Um sorriso bonito e funcional, aliado a bons hábitos físicos e alimentares, ainda não é prioridade na sociedade portuguesa, mas estamos por cá para alertar para esse facto. Que especialidades ligadas à saúde oral tem na clínica? É impossível um médico dentista conseguir dominar todas as áreas ligadas à Medicina Dentária. Assim, é necessário construir uma equipa que consiga abranger todas as áreas da saúde oral. O nosso diretor clínico para a Medicina Dentária (Dr. Octávio Ribeiro) é o responsável pela reabilitação oral dos nossos pacientes. A reabilitação oral inclui áreas como a prótese fixa e removível, Oclusão, Implantologia e Periodontologia (doenças das gengivas e tecidos moles). A Dr.ª Vanessa Almeida atua na área de Dentisteria (restauração dos dentes), Endodontia (tratamento de canal) e Implantologia. A Prof.ª Dr.ª Ana Paula Botto é ortodontista (aparelho dos dentes) e a Dr.ª Carla Lourenço, para além de ortodontista, implantologista e periodonlogista, também atua em Odontopediatria.
Octávio Ribeiro Médico Dentista e Diretor Clínico
Rua Dr. Estevão Lopes Morago, Lt 21 R/C 3510-085 Viseu | Tel: 232104310 Tlm: 927112077 | E-mail: corpus.policlinica@gmail.com | www.corpusdental.pt
Qual a periodicidade indicada para as visitas ao dentista? A periodicidade anual para as visitas ao dentista depende de fatores fisiológicos próprios de cada indivíduo. Mas é consensual a vinda de seis em seis meses. O médico dentista faz uma análise, nessas consultas, aos tecidos duros, tecidos moles, musculatura e articulação temporomandibular.
Qual a importância de um bom acompanhamento da saúde oral? (A Medicina Dentária tem três áreas gerais de atuação: a prevenção, o tratamento da dor e a reabilitação estética/funcional. A prevenção ajuda a manter a nossa cavidade oral equilibrada, tanto ao nível das peças dentárias (ausência de cáries), como ao nível dos tecidos moles (ausência de inflamação das gengivas, por exemplo). A prevenção permite atuar precocemente na patologia, garantindo tratamentos mais rápidos, eficazes e mais baratos. O aumento da higiene oral aliado a uma modificação da dieta (mais frutas e eliminação dos açúcares) são os pontos mais focados nesse acompanhamento. 41% da população assume que não vai ao dentista há mais de um ano. Que consequências isso pode trazer? O pior cenário que pode acontecer é a não deteção de cancro oral e ausência de tratamento. O cenário mais previsível é a deterioração das peças dentárias, ao ponto de ter de as extrair ou de termos de executar tratamentos conservadores, mais invasivos, como a Endodontia (desvitalização, tratamento de canal). A “não ida ao dentista” acarreta custos ao nível psicológico, fisiológico e económico.
garantir que a população mais carenciada tenha acesso aos tratamentos que necessita.! Tendo em conta as medidas de segurança impostas pela DGS, que garantias de segurança oferece na sua clínica? As clínicas de Medicina Dentária estão habituadas a controlar a infeção cruzada nos ambientes clínicos. Todas estão equipadas com um ou mais autoclaves (garantem a esterilização dos materiais), e possuem protocolos de desinfeção e esterilização há muito tempo definidos e com garantias absolutas de eficácia. Qual é a novidade? O controlo da qualidade do ar. Até agora tinha sido “negligenciado”. As clínicas tiveram de adquirir equipamentos que possam garantir essa esterilização do ar (raio de dois metros do equipamento) ou a desinfeção do mesmo no consultório de atuação clínica. A outra prioridade é garantir a não contaminação dos profissionais de saúde. Para isso, instituiu-se a obrigatoriedade do uso de óculos, melhorou-se a capacidade de filtração das máscaras de proteção e optou-se por adicionar mais equipamentos que impeçam a propagação de material contaminado na própria clínica. Que análise faz do mercado pré e pós-pandemia? Não existe alteração do mercado da “Medicina Dentária” antes e do pós- pandemia. As pessoas chegaram facilmente à conclusão que as clínicas dentárias são muito seguras e que os próprios profissionais esforçam-se para garantir essa segurança. A grande modificação no cenário póspandémico é ao nível do vestuário dos profissionais de saúde. Essa alteração do equipamento aumentou consideravelmente a segurança pessoal.
Como vê o facto de a Medicina Dentária ainda não fazer parte do SNS? É um erro que se está a perpetuar no tempo. O SNS já há muito tempo que devia atuar, ao nível da prevenção, nos centros de saúde, e das urgências, por dor ou trauma, a nível hospitalar. As restantes subespecialidades também deviam existir, para
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Especial: Saúde Oral
“AS PESSOAS VALORIZAM POUCO A SAÚDE ORAL” A Clínica Médica e Dentária Rajada de Sorrisos abriu portas em março de 2020 e, uma semana depois da inauguração, precisou de fechar portas, devido ao confinamento geraldecretado pelo Governo. Apesar disso, o diretor clínico, Francisco Teixeira, está confiante no projeto e assegura que o início foi prometedor. Francisco Teixeira Médico Dentista e Diretor Clínico
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Clínica Médica e Dentária Rajada de Sorrisos iniciou atividade em março deste ano. Como avalia este percurso, tendo em conta a pandemia? Na verdade, a clínica abriu há oito meses, precisamente uma semana antes de fechar devido à pandemia, tendo agora somente seis meses de atividade. No entanto, tem sido um início de percurso prometedor e muito gratificante, principalmente tendo em conta as circunstâncias em que vivemos. Aliás, decidimos dar o passo de abrir a Rajada de Sorrisos porque tínhamos máxima confiança no projeto, devido à nossa qualidade como profissionais e também à nossa natureza humana, regida por valores essenciais na área da Medicina, como a honestidade, seriedade e uma paixão imensa pelo que fazemos, aliadas à simpatia e boa disposição que nos caracterizam e que fazem toda a diferença no consultório dentário. Acima de tudo, tratamos pessoas, caso a caso, com o objetivo de lhes trazer felicidade individual e de as pôr a sorrir, que tanta falta faz no mundo atual.
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Quais as especialidades presentes na clínica? Contamos com todas as subespecialidades associadas à Medicina Dentária, com uma equipa multidisciplinar de médicos dentistas especialistas, dedicados a cada uma das áreas, nomeadamente a Implantologia e Cirurgia Oral, Ortodontia, prótese fixa e removível, Estética Dentária, Endodontia, Periodontologia e Odontopediatria. Estamos em constante atualização e formação, pois a Medicina Dentária não pára de evoluir e, tal como na Medicina, é imperativo acompanharmos a Ciência. Deste modo, sentimo-nos capazes de tratar todo e qualquer caso com que nos deparamos diariamente, da simples “limpeza” à complexa reabilitação total estética e funcional. Acreditamos que um correto diagnóstico e planeamento são chaves para o sucesso e, consoante o interesse, a necessidade clínica e a disponibilidade económica de cada um, há várias possibilidades de tratamento tendo em vista sempre uma melhor saúde oral. Acima de tudo, adoramos ajudar a mudar vidas!
Para além da Medicina Dentária, temos uma profissional na área da Terapia da Fala e contamos, brevemente, ter Nutrição e Medicina Geral e Familiar. Futuramente, iremos ter Medicina Estética, uma área cada vez mais procurada e que anda de mãos dadas com a Medicina Dentária Estética, que já praticamos na clínica.
Qual a periodicidade ajustada a um correto acompanhamento da saúde oral? Cada caso é um caso, mas o ideal é as consultas serem semestrais. Alguns casos podem ser anuais, outros trimestrais, mas o mais comum é mesmo de seis em seis meses. Que consequências pode acarretar para a saúde geral o negligenciar da saúde oral? Problemas de natureza cardiovascular, devido às infeções dentárias, problemas gástricos, devidos a falta de dentes para uma correta mastigação, problemas psicológicos, pela falta de autoestima e, inclusive, em casos mais dramáticos, problemas oncológicos. Os seguros dentários são uma ajuda para a população poder, efetivamente, visitar regularmente o dentista? De alguma maneira sim, por outro lado não. É um "pau de dois bicos", porque as seguradoras têm preços estipulados para tratamentos generalizados que muitas vezes são incomportáveis para se poder fazer um trabalho com qualidade. Na nossa clínica, trabalhamos com sistema de reembolso, que apesar de não ser tão vantajoso para os clientes como ter um acordo direto, permite-nos manter o padrão de qualidade em todos os tratamentos, sendo que a maior parte das seguradoras paga, à posteriori, parte do tratamento, através de apresentação de fatura do mesmo.
A Medicina Dentária ainda não faz parte do SNS. Que análise faz dessa questão? É um facto, infelizmente. Se por um lado permitiria dar trabalho a muitos colegas, principalmente recém-licenciados, para poderem evoluir, por outro permitiria que a população que vive com mais dificuldades pudesse ter acesso mais fácil a cuidados de saúde oral. Por acaso a minha primeira experiência pós-graduação foi precisamente um estágio profissional no Hospital de Santo António, no serviço de Estomatologia, onde aprendi muito, mas também constatei que há muitíssima gente com uma saúde oral paupérrima, mesmo em tenra idade. De qualquer forma, a integração de forma séria e organizada da Medicina Dentária no SNS não é algo que preveja que vá ser fácil acontecer nos próximos anos, com muita pena minha.
Como se adaptaram ao trabalho pósconfinamento? A nossa área sempre foi pautada pelo extremo e rigoroso protocolo de higiene e desinfeção, para evitar a infeção cruzada. No entanto, tivemos que adotar algumas novas regras e medidas preventivas para a Covid-19, principalmente a nível de EPI’s, redução do número de consultas e marcação das mesmas via telefone ou redes sociais, de modo a evitar o aglomerar de pessoas na sala de espera e permitir a desinfeção e o arejamento do consultório entre cada atendimento. É pacífico afirmar que trabalhamos num ambiente seguro e de risco mínimo (em nada existe o risco nulo) para as pessoas. Um conselho que posso deixar à população é que não deixe de ir ao dentista com medo do vírus, pois é dos locais mais seguros onde se pode estar.
DE
/rajadadesorrisos | Av. Frei Bartolomeu dos Mártires, 76, 4715-385 Braga | Telf: 913 686 029 | rajadadesorrisos@gmail.com
Especial: Saúde Oral
“O SORRISO TEM PODER” Eduarda Faria Médica Dentista e Diretora Clínica
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A Clínica Médica e Dentária Eduarda Faria disponibiliza várias especialidades clínicas que contribuem para uma melhor saúde oral. Higiene, segurança e formação são as principais características que a diretora clínica e médica dentista, Eduarda Faria, salienta.
omo foi a evolução desta clínica?
Quando terminei a licenciatura em Medicina Dentária pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, em 2001, vim para Braga assistir às consultas de um colega que havia sido meu docente. Em 2014, assumi a propriedade da clínica. Temos tido uma postura de honestidade na nossa prática, valorizando a Medicina Dentária, sem ceder nos pressupostos de higiene e segurança para os nossos utentes. Quais as especialidades que disponibiliza? O corpo clínico é composto por três médicos dentistas, todos com formação diferenciada. Eu fiz formação pós-graduada nas áreas da Oclusão e Ortodontia. O Dr. Rui Lopes completou formação nas áreas da Reabilitação Oral e Endodontia. O Dr. Fran c i s c o Cor r e i a te m for m a ç ã o e m Periodontologia e Implantologia. Mais recentemente, tenho sentido necessidade de ampliar a oferta, através da integração de outras áreas, nomeadamente a Odontopediatria, que espero resolver em breve.
41% da população afirma não ir ao dentista há mais de um ano. Falta sensibilizar para a prevenção? Eu penso que existe sensibilização para a prevenção em saúde oral. O sorriso tem um poder muito grande e é cada vez mais um requisito em termos profissionais. Tenho registado uma evolução bastante satisfatória no que diz respeito à dentição das crianças, que já têm noções de higiene oral, o que outrora não acontecia. O que me parece é que, apesar disso, a população mais velha ainda não vê a dentição como parte integrante do corpo humano, que deve ser tratada e preservada. Que consequências pode trazer para a saúde geral uma saúde oral deficiente? Na saúde oral temos igualmente de observar o paciente como um todo. As doenças oncológicas envolvendo cabeça e pescoço são uma realidade bastante significativa. Assiste-se a um aumento dos pacientes com patologia autoimune, que se revela através de manifestações orais. Além disso, surgem as alterações da posição, formato dos dentes e maxilares que interferem com a autoestima do indivíduo. Portanto, deve ser
entendida como um fator importante no equilíbrio do indivíduo. Os seguros dentários são uma solução para quem precisa de ir dentista com frequência? O que observo é que há um esforço financeiro para muitas famílias, de modo a poderem aceder aos nossos serviços. Por outro lado, há pessoas que têm seguros atribuídos pela entidade patronal. Nestes casos, entendo que possa compensar a adesão aos seguros. De outro modo, para obter um seguro de Medicina Dentária, o investimento do beneficiário é significativo e cada um terá de fazer os seus cálculos para verificar se se justifica. A Medicina Dentária ainda não faz parte do SNS. Como vê essa questão? A integração da Medicina Dentária no Sistema de Nacional de Saúde, na minha opinião, seria benéfica. Valorizava-se a mão de obra altamente especializada que existe, os médicos dentistas. Permitia que a população que é encaminhada para ambiente hospitalar fosse reduzida e poderia permitir custos mais acessíveis.
Av. Dr. António Palha, nºs 87/89 4715-091 Braga | Telefones: 253 252 199 / 927 817 716 | eduardafaria.clinica@gmail.com @eduardafariaclinica
“A HIGIENE ORAL É MUITO IMPORTANTE”
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omo avalia o percurso desde a abertura da clínica? Como foi a adaptação às regras pós-confinamento? De forma muito positiva. É de facto para mim um privilégio ter aberto clínica na cidade de Faro e ter tido um tão bom acolhimento. Natural de Lamego, onde cresci, e verificar a adesão dos pacientes à clínica, proporcionando o seu atendimento ao longo dos anos, tem sido muito gratificante. Todas as mudanças exigem um período de adaptação. A OMD tem desenvolvido esforços, no sentido de orientar médicos dentistas e restante equipa, sobre metodologia a adotar em época de pandemia. A utilização de equipamento de proteção individuais, redução de número de pacientes nas instalações e todo o sistema de desinfeção são exemplos. Que especialidades existem na clínica e quais as mais procuradas? Não existe uma especialidade específica a referir. Os pacientes que nos procuram são em norma referenciados por outros utentes nas mais diversas valências: Ortodontia, Implantologia, Estética Dentária, Odontopediatria e Endodontia.
Acredita que falta sensibilizar para a prevenção e para uma adequada saúde oral? Segundo o barómetro de saúde oral de 2019, cerca de 30% dos portugueses só vão ao médico dentista em caso de urgência. Estes números são preocupantes. É necessário continuar a sensibilizar a população para a importância dos cuidados de higiene oral e visitas regulares ao dentista, alertando para o impacto que a saúde oral tem a diversos níveis. Que consequências pode ter para a saúde geral o negligenciar da saúde oral? Segundo um artigo da Lancet, intitulado “Oral diseases: a global public health challenge” de 2019, as doenças orais estão entre as doenças com maior prevalência, com grande impacto na saúde e na economia, reduzindo a qualidade de vida para quem delas padece. Dor, risco de sépsis, faltas trabalho/escola, diminuição da capacidade de trabalho, são alguns exemplos. O isolamento social é outra das consequências.
A Clínica Médica e Dentária Débora Alves situa-se em Faro e disponibiliza uma variedade de especialidades ligadas à Medicina Dentária. A diretora clínica, Débora Alves, explica os problemas que uma má prevenção da saúde oral pode acarretar para a população. Os seguros dentários são cada vez mais solicitados pela população como forma de ter mais facilmente acesso ao dentista? Os seguros são uma alternativa. Não me parece que constituam a solução. No entanto, permitem que mais pessoas tenha acesso a cuidados de saúde dentária. A Medicina Dentária ainda não faz parte do SNS. Como avalia esse facto? O acesso aos cuidados de saúde oral não deveria ser considerado um privilégio, mas sim um bem essencial. Parcerias público privadas, aproveitando os recursos já existentes: consultórios dentários e recursos humanos com fo r m a ç ã o e s p e c i a l i z a d a . Po s s í v e l comparticipação de atos médicos financiados pelo Estado, mesmo que executados no privado. Atos esses que deveriam incluir consultas de check up dentário, tratamento de cáries e outro tipo de lesões e reabilitação oral, de forma a recuperar o aparelho estomatognático, tanto em função, como em estética. Estou convicta que tal protocolo teria o aval da classe profissional e da população em geral.
Facebook: @clinicadeboraalves | Telf: 968 516 066 | Email: cmd.deboraalves@gmail.com | Rua João de Deus, 28B, 8000 - 368 Faro
Especial: Saúde Oral
“ALIAR TECNOLOGIA E EXPERIÊNCIA É O IDEAL”
A
Medicina Dentária sofreu uma grande evolução nas últimas décadas. Que avaliação faz desta área clínica e da fase que atravessa? A Medicina Dentária é uma área da saúde com fortes investimentos em investigação e desenvolvimento de materiais e técnicas de tratamento. A parte digital permite-nos planear a reabilitação de casos complexos e extensos através de sistemas CAD-CAM. Na clínica Previlege, o planeamento de todos os casos cirúrgicos é feito através de software 3D. A área da Ortodontia passou recentemente a incluir também o acesso a alinhadores invisíveis, alargando o leque de possibilidades de tratamento ortodôntico.
Patrícia Rubiana Médica Dentista e Diretora Clínica
A clínica dentária Previlege dispõe de um conceito de clínica familiar, com um acompanhamento conjunto de pais e filhos, dispondo de diversas especialidades da Medicina Dentária, para oferecer um tratamento personalizado e atento a quem a procura. Patrícia Rubiana é médica dentista e a diretora clínica deste espaço, em Lisboa.
Qual a periodicidade indicada para um bom acompanhamento da saúde oral? O ideal, e dependendo da situação específica do paciente, é duas vezes por ano, para prevenir situações mais graves em desenvolvimento. Somos uma clínica com um conceito de consultório familiar, em que trabalhamos a Medicina Dentária para a família e para gerações, por isso temos pacientes que acompanhamos desde pequenos.
Que especialidades de Medicina Dentária disponibiliza? Dispomos de serviços de Implantologia, Reabilitação Oral, Ortodontia e preocupamonos muito com a prevenção no contexto geral de Medicina Dentária.
41% da população assume que há mais de um ano que não vai ao dentista. Que consequências pode isso trazer à saúde oral? Em 2019, o barómetro da saúde oral da OMD refere que houve um aumento de pessoas que vão ao dentista, passando para cerca de 35% os pacientes que não fazem consultas há um ano. Este é um bom indicador e revela a confiança nos profissionais, com consequências positivas na manutenção da saúde oral. Neste estudo também alia este aumento à adesão de seguros e planos de saúde.
A tecnologia é cada vez mais importante nesta área da Medicina, pois ajuda a tornar os tratamentos menos dolorosos, mais rápidos e eficientes. É importante a atualização constante, a nível tecnológico? A formação dos médicos dentistas neste período de pandemia passou a ser preferencialmente por webinars. No futuro, tal como aconteceu no passado recente, a importância da formação presencial será novamente incorporada com a prática em novas técnicas menos dolorosas e mais eficientes. A tecnologia não substitui a experiência de cada médico dentista. Assim, tentamos oferecer a inovação contínua e a experiência adquirida ao longo de 20 anos.
O regresso ao trabalho pós-confinamento obrigou a medidas de segurança extra? Tal repercutiu-se na confiança dos clientes? Adotámos as novas normas da OMD e DGS logo após a quarentena, para defender a segurança dos nossos pacientes e a proteção da nossa equipa. A Medicina Dentária vai continuar a evoluir e não irá voltar atrás na segurança contra a infeção cruzada. A confiança dos nossos pacientes reflete-se na continuidade dos tratamentos iniciados antes do confinamento e também nos novos tratamentos iniciados após o regresso ao trabalho, em maio. O cuidado para com os pacientes é uma constante na nossa prática de atendimento diário.
Avenida António Augusto de Aguiar, 76, 1050, Lisboa | facebook.com/previlegeclinicadentaria | 21 099 8037 | previlegeclinicadentaria@gmail.com
“ESTA ÁREA EVOLUIU MUITO” A Clínica do Implante Dentário já tem 18 anos de experiência na área da Implantologia. Gustavo Brehn D’Avila, médico dentista e diretor clínico, falou sobre o quanto a área da Implantologia evoluiu e como os portugueses se posicionam face a um tratamento dentário deste género.
Q
ue evolução aconteceu nesta área específica da Medicina Dentária, ao longo deste tempo? Houve muita evolução. Desde o desenho dos implantes, aos protocolos cirúrgicos e à Imagiologia. Para o paciente, isso traduz-se em menor tempo de espera para ter os dentes finais instalados, intervenções mais rápidas e previsíveis, assim como menor desconforto póscirúrgico. Na nossa clínica, cerca de 30% das intervenções acontecem na técnica Flap-less, sem que se faça qualquer corte na gengiva ou sejam necessárias suturas. Podemos ser muito mais exigentes quanto aos resultados estéticos e funcionais, não só pela evolução dos materiais e técnicas, mas pela capacidade que temos de planeamento virtual. Como avalia a qualidade dos implantes dentários, atualmente? Está bastante alta. Há 20 anos, o foco era diminuir o índice de rejeição dos implantes. Hoje, isso já é 98% certo. O foco das pesquisas atualmente está no resultado estético final ótimo, na digitalização dos processos e no maior conforto e rapidez para o paciente. As pessoas sabem como cuidar de forma correta dos seus implantes ou muitos ainda não
reconhecem a importância desse cuidado? De modo geral, os pacientes valorizam os seus tratamentos, principalmente se envolveram a instalação de implantes dentários. Cumprem a rotina de manutenção proposta e têm cuidados de higiene adequados. Quando isso não acontece, o risco de problemas aumenta. Invisto na sensibilização para uma rotina de higiene adequada e para a necessidade de visitas de rotina, para avaliação de possíveis alterações quando essas ainda estão incipientes. Apesar da situação de pandemia, as pessoas continuam a procurar os vossos serviços? As pessoas continuam a procurar os nossos serviços. Durante a quarentena de março e abril estivemos encerrados, a atender somente casos de urgência. A partir de maio, fomos autorizados a abrir e seguimos todas as normas ditadas pela DGS e pela OMD. No início, foi stressante e cansativo, tanto para nós como para os pacientes. As máscaras especiais, os aventais, os cobre-sapatos, a medição da temperatura, bochechos especiais e toda a rotina em si implicou uma adaptação a uma nova realidade. Percebo que os pacientes se sentem seguros com as medidas de segurança que adotámos e têm vindo à clínica para os tratamentos necessários.
Gustavo Brehn D'Avila Diretor Clínico
Como avalia a saúde oral da população portuguesa? As gerações mais novas, que têm menos de 40 anos, já têm muito menos perda de dentes do que as gerações mais velhas. Significa que a prevenção está a funcionar melhor, que já há mais cuidado, mais higiene na infância e juventude e que isso está já a diminuir a necessidade de grandes reabilitações. Quanto ao acesso ao tratamento dentário pela população em geral, têm sido feitos progressos nos últimos anos, com os cheques-dentista e a colocação de dentistas nos centros de saúde, mas ainda há um grande caminho pela frente. O implante dentário está mais acessível financeiramente? Sim, os valores praticados hoje são mais pequenos. No meu caso, os valores que praticamos hoje são 30 a 40% mais baixos do que há 20 anos. Na nossa clínica, procuramos sempre uma solução de pagamento adequada às possibilidades de cada paciente, para que possa fazer o tratamento que realmente necessita, pois fazer uma reabilitação oral em fases não é uma boa opção.
www.implantedentário.com.pt | Av Fernando Valle Lote 30 Loja C 2700-392 Vila Chã Mina Amadora, Lisboa | geral@implantedentario.com.pt (+351) 210 939 628 / 913977300
Especial: Saúde Oral
VALORIZAR A SAÚDE ORAL Sofia Mira de Almeida é médica dentista e é também a diretora clínica da clínica dentária com o mesmo nome. Oferecendo várias especialidades a quem a procura, com serviços para adultos e crianças e a preocupação intrínseca com a segurança, a clínica dentária Sofia Mira de Almeida caracteriza-se pela personalização no relacionamento com o utente.
O
que a levou a tornar-se médica dentista? Como foi o seu percurso académico até ao momento em que decidiu abrir uma clínica em nome próprio? O que me fez optar por Medicina Dentária foi o facto de ter observado constantemente a ausência de peças dentárias em pessoas conhecidas, entendi a importância de ter uma boa saúde oral e as consequências de não a ter levaram-me a ter um percurso académico como a meta de entrar no curso de Medicina Dentária. Comecei a trabalhar como médica dentista em 2008, após terminar o meu mestrado integrado em Medicina Dentária, no Instituto Universitário Egas Moniz. Entre 2014 e 2017, fui colaboradora da consulta assistencial de Ortodontia no Instituto Superior Egas Moniz, autora e co-autora de dois posters científicos. Em 2015, fiz uma pósgraduação em Ortodontia Intercetiva, pelo Instituto Universitário Egas Moniz. Atualmente, estou a fazer o mestrado em Medicina Legal, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. O que me levou a abrir a minha própria clínica foi permitir ter liberdade de escolha dos materiais dentários de marcas mais nobres, com os quais pretendo exercer a minha profissão. De igual forma, permite-me pagar honradamente às pessoas que fazem parte da minha equipa, algo que, infelizmente, não é comum na nossa área , tornando-a precária.
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Sofia Mira de Almeida Diretora Clínica e Médica Dentista
Como definiria a Clínica Médica Dentária Sofia Mira de Almeida, no que respeita a sua filosofia de trabalho e de relacionamento com o cliente? A Clínica Médica Dentária Sofia Mira de Almeida tem presente que a Medicina Dentária é a especialidade médica que aplica conhecimentos médicos ao aparelho estomatognático. Entendendo a Medicina Dentária como uma c i ê n c i a e m c on s t an te e vo l u ç ã o e o relacionamento com o paciente como um processo clínico e não um produto comercial. Sinto-me lisonjeada por ter pacientes que me acompanham desde o início, sendo pessoas que estimo muito e com as quais me preocupo. Quais as especialidades presentes na clínica? As especialidades são Ortodontia, Cirurgia, Dentisteria, Endodontia e reabilitação oral, viradas para a criança e adulto. Muitas pessoas não vão ao dentista com frequência, alegando medo ou dificuldades financeiras. Ainda falta sensibilizar para a prevenção e para uma adequada saúde oral? Concordo. Faz falta a sensibilização para toda a sua importância atualmente, surgindo a Medicina Dentária como última especialidade.
Qual a frequência correta para um bom acompanhamento da saúde oral? Pelo menos duas vezes por ano. Que consequências pode trazer para a saúde geral o negligenciar da saúde oral? A saúde oral é vista, por uma grande maioria, como separada do restante organismo. A cavidade oral e suas estruturas adjacentes contribuem para a fonética, estética e mastigação. Falta uma sensibilização para o utente sobre o conceito de saúde geral. Na população portuguesa, é notória a ausência de peças dentárias que devemos ter presentes numa dentição adulta. Os dentes são como outro órgão, não devendo chegar a um estado que torne a exodontia uma prática frequente. Qual a sua opinião sobre os seguros dentários? Estes são uma mais-valia para a população visitar regularmente o dentista? Os seguros dentários deveriam ser regidos pelas mesmas regras que outros seguros de saúde. Existe um divórcio presente entre a Medicina Dentária e as restantes especialidades médicas. Os seguros dentários fariam sentido com tabelas de honorários revistas. Propusemos a clínica a vários grupos de seguradoras e foi indeferido, alegando que existiam outras clínicas na área circundante. O paciente não deveria ter o livre arbítrio na escolha do médico?
A Medicina Dentária ainda não faz parte do SNS. Como avalia esta questão? A Medicina Dentária deveria fazer parte do SNS nos mesmos moldes que as outras áreas da Medicina fazem. Não deveria estar integrado no SNS em regime de prestações de serviços, através de empresas escolhidas para o efeito. Deveria estar sujeita a um concurso público, uma carreira médica. Com o decorrer do tempo, faz sentido falar de uma Medicina Dentária com valências que ainda hoje são pouco trabalhadas, mas cuja utilidade é do que mais que evidente. Como se adaptaram ao trabalho pósconfinamento? Sem grandes constrangimentos. Já tínhamos como metodologia de trabalho consultas com o devido espaçamento entre pacientes, evitando tempos de espera. Neste momento, abdicámos da sala de espera (só para os acompanhantes de menores). Os pacientes fora do agregado familiar não se cruzam dentro da clínica. Reduzimos o período diário de consultas, para que possamos assegurar a presença de uma luz UV a funcionar por um período de 12-14h, entre outras medidas que já tínhamos presentes e que os pacientes aceitaram muito bem.
Telf: 215 853 098 | Rua Pedro Ivo, 2B, 1700-044 Lisboa |facebook.com/miradealmeidamedicinadentaria | Email:clinicadrasofiamiradealmeida@gmail.com
Web Design: O Futuro Chegou mais Cedo
João Mateus Rosa CEO
A FlyBizz é uma agência de Marketing Digital com 14 anos de mercado e mais de 350 projetos desenvolvidos. O CEO, João Mateus Rosa, explica o que a distingue das restantes agências de comunicação.
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omo avalia a evolução do mercado, no que respeita ao digital?
A Flybizz desenvolveu-se em torno da vontade de querermos chegar ao cliente de uma forma muito personalizada e de mantermos com ele uma relação próxima e profissional. Posicionamo-nos num mercado extremamente exigente e competitivo, com uma oferta personalizada e adaptada às necessidades dos nossos clientes. Hoje, o mercado obriga os negócios a estarem presentes na internet, com uma imagem cuidada e uma comunicação apelativa e organizada e é isso que leva uma organização a procurar-nos: o facto de se querer destacar, de desejar ser a primeira opção. Que serviços são mais requisitados? Os serviços mais requisitados são a Gestão de Redes Sociais e Publicidade, Campanhas Google Ads - Search, Display e Google Shopping -, Desenvolvimento de Websites e Lojas Online, Programação à medida e Branding e Rebranding. Quais os fatores a ter em conta quando se desenvolve um plano de marketing? Quando desenvolvemos um plano de marketing definimos, em primeira instância, objetivos, o horizonte temporal da ação e definimos o públicoalvo. Seguidamente, tentamos desenhar o
processo de compra ideal do consumidor e quais as ações a tomar para conseguir captar toda a sua atenção e levá-lo à fidelização. Depois, define-se o plano de ação e especificam-se as ações de marketing a desenvolver e que possibilitem a tangibilidade dos objetivos, controlando e otimizando o orçamento previsto.
O confinamento representou o impulso necessário para que muitos empresários assumissem o canal digital como uma mais-valia fundamental para o seu negócio? Obviamente que sim. Quem não tiver uma presença sustentada e organizada a nível digital, num momento de escolha, verá a sua imagem de credibilidade posta em causa. É crucial para qualquer entidade envolver o seu público-alvo e dar-lhe
resposta dentro dos prazos considerados razoáveis. Atualmente, a comunicação digital deve ser "personalizada", isto é, "pessoas a procurar por pessoas" e não "empresas apenas a servir pessoas". O aumento do e-commerce veio obrigar a uma melhoria dos sites já existentes? A melhoria é fundamental em vários aspetos. As pessoas consultam a internet no menor espaço de tempo possível, o que faz com que lojas online lentas, sem segurança e com pouca informação relevante não cativem e remetam os clientes para outras opções. Além disso, aumentam também os ataques às plataformas digitais para roubar dados pessoais de clientes, fraudes a cartões de crédito e tentativas de phishing, o que obriga a uma melhoria nos serviços. Como evoluirá este mercado? A Comunicação e Marketing vão estar totalmente focados nas plataformas móveis e tudo será orientado para "mobile first", ou seja, o momento de decisão de cada um vai acontecer no telemóvel, orientado por pesquisas de voz e conteúdos cada vez mais personalizados. A agência Flybizz está preparada para acompanhar e responder a todas as necessidades, presentes e futuras.
www.flybizz.net | email: geral@flybizz.net | Av. João de Deus, nº 69 Cartaxo 2070-011 Portugal | Telf: 913 492 725 |
912 129 105
REINVENTAR OS NEGÓCIOS
Filipe Raposo CEO
Filipe Raposo é o CEO da AcoresPro, uma empresa de marketing digital que nasceu há 12 anos, com dois elementos e que hoje conta com 16 pessoas para fazer frente ao desafio que o mundo digital representa.
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omo analise este projeto e a sua evolução?
A AcoresPro nasceu em 2008 na garagem dos meus pais. Éramos apenas duas pessoas, eu e o meu sócio Marco Ferreira, e focávamo-nos, essencialmente, em dois serviços: construção de sites e manutenção de computadores. Trabalhámos muito para chegar até aqui. Hoje, somos uma empresa que apresenta um serviço completo na área do marketing digital. A nossa missão é ajudar, principalmente, as pequenas e médias empresas dos Açores a encarar o mundo digital de forma profissional, criativa e coerente. Como conseguem assegurar uma constante inovação e criatividade nos vossos projetos? A formação é uma constante, para a equipa? Fazemos disso uma prioridade. Temos uma equipa de 16 profissionais qualificados nas mais variadas áreas, como programação, web design, design gráfico, multimédia, marketing e gestão de projetos. No entanto, há sempre coisas novas para aprender e todos nós, na AcoresPro, fazemos, regularmente, várias formações e cursos, sobretudo online.
Houve um aumento de trabalho para a AcoresPro, no que respeita sobretudo ao e-commerce? Sim, sem dúvida. Muitos empresários tiveram de “reinventar” os seus negócios e, por isso, tivemos vários contactos, no sentido de criar estratégias para as empresas açorianas continuarem a chegar aos seus clientes, como a criação de lojas online e websites com marcações/agendamento de consultas. Também podemos apresentar outras soluções, como o desenvolvimento de plataformas à medida (sistemas de informação), que permitem criar métodos de trabalho e gerir equipas à distância. Fazer um vídeo, por exemplo, também é uma ótima forma de mostrar que estão prontos para receber as pessoas, com todas as medidas de segurança. Que análise faz do comportamento do mercado digital e dos consumidores? O digital será, cada vez mais, uma opção? Uma empresa que não tenha presença digital é quase como se não existisse. Hoje, qualquer consumidor, antes de realizar uma compra, faz sempre uma pesquisa online. Ora, se a sua empresa não estiver lá, nunca poderá ser contactada por esse cliente. Para além de poupar
muito tempo e dinheiro, através dos meios digitais é possível analisar o retorno do investimento e isso é essencial nos tempos em que vivemos. Que importância terão as redes sociais para um maior engajamento dos consumidores com as marcas? As redes sociais são muito importantes, sobretudo para criar uma maior relação com o cliente e gerar mais visitas para os websites/lojas online. Sabemos que existem milhões de utilizadores nas redes sociais e as marcas têm de tirar proveito disso. É preciso saber gerir corretamente as páginas e temos tido cada vez mais clientes a pedirem-nos este serviço. Que desafios antecipa para este setor? O maior desafio passa essencialmente por apresentar novas soluções para os nossos clientes e um serviço 360 graus. O mundo online está sempre a evoluir e este é um ramo muito competitivo. Nós queremos ser a empresa de referência de marketing digital nos Açores. Para isso, procuramos sempre ser inovadores, criativos e produtivos.
Web Design: O Futuro Chegou mais Cedo
“FALTA RECONHECER IMPORTÂNCIA AO DIGITAL” O mercado português está a abrir-se para as vendas online em larga escala, mas alguns ainda não perceberam a importância de se adaptar ao ambiente digital e essas empresas podem perder uma excelente oportunidade. Essa é a opinião de Thiago Vaz, especialista em Marketing Digital há mais de 15 anos, que veio do Brasil, decidido a ajudar as empresas nacionais na tarefa de implementar esse novo mercado de oportunidades, através da sua agência facilitadora, a beSeen.
O
que é uma Agência de Marketing Digital?
A BeSeen não só faz serviços para agências de comunicação como também presta consultoria avançada para empreendedores com visão estratégica. Não trabalhamos com o cliente final, aquele que compra das empresas. No entanto, há quase dois anos que estou em Portugal para implementar a beSeen no país, bem como em Espanha e também na Irlanda, com vista ao consumidor, nomeadamente às PME’s e às grandes empresas.
Que avaliação faz do mercado português relativamente ao marketing digital? O mercado nacional está agora a passar pela transformação digital. É um mercado que ainda é muito tradicional, no que diz respeito ao marketing digital e ainda não consolidado. As pessoas e as empresas estão agora a migrar para o digital, pois reconheceram a internet como um meio de captação de clientes de larga escala. Que tipo de serviços diferenciadores oferecem? A nossa proposta é full service. Trabalhamos com todas os serviços de desenvolvimento digital. Além disso, temos uma estrutura desenvolvida em Wordpress que permite aos sites o carregamento quase instantâneo, o que é muito importante para o desempenho das vendas. Depois, somos especialistas em Landpages, uma estratégia criada especialmente para responder a um anúncio publicitário. Trabalhamos também a técnica do funil de vendas, que vai preparando a
Thiago Vaz
pessoa para o momento da compra e assim conseguimos acompanhar o cliente, desde a primeira vez em que ele clica no anúncio até ao momento em que efetivamente compra. Qual a maior mais-valia para as empresas de trabalharem com uma empresa como a beSeen? As empresas nacionais ainda não perceberam a importância de um plano de comunicação nas redes sociais. A maioria dos empresários acredita que basta ir publicando anúncios, seja de serviços ou promoções e os clientes ficam interessados, mas as redes sociais não funcionam assim. Quem procura um determinado produto, pesquisa num motor de busca. As redes sociais servem para distração. O marketing, nessa situação, deve captar a atenção, através de um artigo interessante ou de uma história divertida e com a qual o público-alvo da empresa se identifique. O que nós fazemos é exatamente isso: estudamos o perfil dos seguidores da empresa, percebemos quais os temas que mais lhes captam a atenção e produzimos conteúdo que lhes vai interessar. Como lhe parece que o nosso mercado vai evoluir? A tendência é de que cada vez mais empresas reconhecerão a mais-valia da internet. Além disso, crescerá a confiança nos sites. Depois, com os pagamentos hoje muito mais seguros e rápidos, o que ajuda a completar o processo de compra, todos os setores apostarão no mundo digital e o mercado português reconhecerá essa importância. Mesmo assim, ganhará mais quem chegar primeiro.
CEO
www.agenciabeseen.pt | +351 232 095 942 / +351 926 777 626 | geral@agenciabeseen.pt
“O MERCADO DIGITAL
É GLOBAL” A Fucking Amazing é uma agência de Marketing Digital que se assume sem tabus. Com uma comunicação descomplicada e focada nos objetivos do cliente, a equipa da Fucking Amazing é diversificada e capaz de responder a várias áreas do digital, como explicou o CEO, João Fernandes.
João Fernandes CEO
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Fucking Amazing é uma agência de marketing e comunicação sem tabus. Como se traduz isso em projetos e tratamento do cliente? Tentamos desburocratizar ao máximo a interação com o cliente, não complicamos, não temos medo de analisar o que está mal nem de criar e recriar novas soluções quando é necessário, de inovar, de pensar em novas abordagens e perspetivas e, essencialmente, de arriscar e fazer algo diferente, sempre com a exigência de cumprir os objetivos dos nossos clientes. Quais os principais desafios de trabalhar n(o) mundo digital? Por um lado, a velocidade com que a tecnologia e as ferramentas evoluem abrem-nos novas portas e novos desafios, num mercado cada vez mais global e digital. Por outro, isto obriga-nos a estar em constante atualização de conhecimentos, pois competimos cada vez mais com empresas globais e os nossos clientes também. Como se mantêm sempre atualizados no que respeita às estratégias e metodologias de Marketing e Design? As metodologias não mudam com tanta frequência e os pilares essenciais do Marketing e do Design continuam a ser os mesmos. O que tem mudado a uma velocidade enorme é o avanço da tecnologia, das ferramentas e das plataformas que usamos no dia a dia. Na Fucking Amazing, a equipa é completamente diversificada e de diferentes áreas. Partilhamos imenso conhecimento interno, seja em formações, seja no dia a dia. Além disto, procuramos fazer formações de referência regularmente.
Sentiram realmente um aumento nos pedidos para criação / melhoramento de websites e criação de lojas online, com a chegada da pandemia? Por consequência dos dias que vivemos com a pandemia, o mercado também mudou e as pessoas estão a adaptar-se. Desde o início da pandemia que se fez sentir um aumento de pedidos, não tanto a nível de websites institucionais, mas principalmente no desenvolvimento de lojas online e outras plataformas de vendas ou encomendas. Além das lojas, vão surgindo alguns projetos novos. Ideias que as pessoas tinham guardadas no armário, mas não tinham coragem de arriscar e, por necessidade ou mudança do contexto em que vivemos, resolveram arriscar. Parece-lhe que os empresários já reconhecem valor à presença online? Reconhecem. Uns mais que outros. Ainda há negócios que não dispensam a visualização do produto antes da compra, ou de uma negociação cara a cara, mas isto acontece cada vez menos e a tecnologia tem-nos colocado ao dispor cada vez mais ferramentas que permitem isto acontecer online. Que análise faz do mercado digital nacional? Apesar de ainda termos muitas empresas no panorama nacional sem uma presença digital, comparativamente com outros países europeus, acho que estamos na dianteira do digital. As empresas têm vindo a digitalizar-se e a adaptar-se bem às novas tendências e temos cada vez mais empresas nacionais a dar cartas nas mais variadas áreas, num mercado global.
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“A EUROPA ESTÁ ATRASADA DIGITALMENTE” Rui Veríssimo CEO
Q
ual a vossa filosofia de trabalho e a respetiva interação com os clientes?
A pandemia não nos apanhou desprevenidos porque sempre trabalhámos remotamente, dado que temos projetos com clientes do mercado norteamericano e asiático. Isso exige de nós um leque de horários alargado, uma disponibilidade total para atender os clientes e um conjunto de ferramentas e métodos que encurtam as distâncias. Fazemos sempre uma análise do cliente (pessoa, entidade e projeto), de forma a compreender exatamente o que quer e o que precisa. No que respeita aos mercados que trabalhamos, são completamente distintos entre si. Enquanto que o mercado regional só agora começa a dar passos na direção da economia digital, nos mercados internacionais temos clientes que são cotados em Bolsa e que não se importam de pagar para terem exatamente aquilo que pretendem para a sua solução. Existe um desequilíbrio entre o mercado digital português e o resto do mundo? Estamos muito atrasados, embora nos últimos cinco, seis anos tenhamos progredido imenso. Neste momento, quer os Estados Unidos da América, quer a China são mercados com grandes empresas e visão tecnológica. São mercados com grande escala, apetência digital e tecnológica, que cedo perceberam as vantagens da aposta no digital.
A Lavaimagem tem 17 anos de mercado e conta com dois escritórios, nas ilhas do Pico e de S. Miguel, nos Açores. Trabalhando com clientes regionais e internacionais, o CEO, Rui Veríssimo, reconhece que a economia digital nacional está a crescer, mas precisa de acelerar face aos restantes mercados mundiais.
São muito mais predispostos ao investimento em opções digitais, ao ponto de um cliente internacional estar disposto a pagar mais 300% do que um cliente regional para ter a melhor solução para si, e não apenas uma solução. A situação de pandemia que vivemos veio confirmar exatamente isso: existe muito trabalho a fazer, a nível regional, nacional e europeu. Ainda falta legislar a parte ética das aplicações? Os dados de cada um são “sagrados”, devem ser guardados perante todas as instâncias. Todavia, o que as aplicações e redes sociais “vendem/cedem” às agências de marketing são dados. É assim que começamos a receber anúncios ou artigos relacionados com um assunto que, supostamente, nos interessa. A ideia, claro, é levar-nos a comprar. Nesse aspeto, a Europa, e Portugal, já deram passos concretos, mas existe ainda muita falta de sensibilização dos utilizadores para esta questão. As pessoas ainda não perceberam o valor que os seus dados têm. Novamente, a pandemia trouxe à ribalta este assunto e demonstrou o tal desconhecimento do utilizador. A polémica que se gerou em torno da aplicação Stayaway Covid é ridícula, se comparado com outras apps que usamos todos os dias.
Que características destaca na sua empresa que levam ao seu sucesso internacional? Destacaria as pessoas que trabalham na empresa e a sua atitude. São pessoas autodidatas e que se sacrificam pelo bem comum. Estas áreas exigem que tenhamos uma disponibilidade muito grande para o cliente, tendo em conta os diferentes fusos horários e todos são dedicados. Depois, há a questão da confiança, pois é importante que o cliente compreenda que estamos na vanguarda de conceitos, metodologias e tecnologias. A frontalidade entre cliente e colaborador também é muito importante, para chegarmos a um produto que satisfaça e seja positivo para o cliente. Por fim, o nosso leque de serviços permite apresentar soluções que incluam conceitos e estratégias de várias áreas, o que resulta em produtos sólidos, funcionais e com apetência para o sucesso. Como lhe parece que será o futuro? O digital veio para ficar. Já há muitas empresas que ainda não querem começar a vender online, mas que já querem ter tudo preparado caso tal seja necessário. O dinheiro digital veio para ficar, a informatização e digitalização veio para ficar, assim como o teletrabalho. As pessoas estão mais predispostas para comprar online, o que alterará a questão da concorrência, pois esta passará a ser mundial.
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E-COMMERCE, NOVOS E CONSTANTES DESAFIOS PARA AS MARCAS José Pedro Castanheira Managing Director
José Pedro Castanheira é o Managing Director da Your New Brand (YNB), uma agência de comunicação com sede em Guimarães, especializada na Transformação Digital e na Internacionalização das marcas dos seus clientes. Em fase de expansão, esta empresa conta, em 2021, aumentar a quota de clientes internacionais.
C
omo definiria a YNB e a sua forma de trabalhar os projetos e os clientes?
A Your New Brand é uma agência de comunicação criativa e disruptiva. Criamos, desenvolvemos e comunicamos marcas. Dispomos de uma gama de serviços criativos, complementares entre si, que colocamos ao dispor dos nossos clientes de forma personalizada. As soluções para cada negócio, cada cliente, são avaliadas tendo em conta, por um lado, as tecnologias disponíveis, por outro os contextos de atuação do cliente. Dada a necessidade presente de confinamento, os websites e as lojas online sofreram um aumento e uma atualização. Como se posicionou a YNB para responder a estas solicitações? A transformação digital da atividade dos nossos clientes foi sempre a nossa principal motivação. As atuais restrições a que a sociedade está sujeita apenas reforçam a certeza de que a nossa aposta no recente reforço dos recursos humanos está alinhada com o que o mercado espera de nós.
No que respeita aos restantes serviços que prestam, quais aqueles que gostaria de salientar e que mais vos diferenciam? Complementando o setor do e-commerce, dispomos de recursos especializados em Design Gráfico, Branding, Sinalização Digital, Modelação 3D, Realidade Virtual e Aumentada. Que avaliação faz do mundo digital nacional, nomeadamente no que respeita ao e-commerce e à importância que lhe é atribuída pelas empresas? Em Portugal persiste a ideia de que para vender eficazmente online basta publicar um site. Ter um site é apenas o início. Ter uma loja online, sem mais, será como termos um telefone de topo que apenas utilizamos para fazer chamadas. Vender online, onde a concorrência é muito ágil e agressiva, carece de uma matriz multidisciplinar que vai desde a produção de conteúdos capazes de gerar empatia, boas políticas de SEO, métodos de pagamento seguros, serviços de logística capazes, conhecimento dos perfis dos potenciais compradores, serviços de helpdesk, entre muitos
outros. As empresas ainda relegam para planos secundários os ecossistemas de e-commerce, apesar da consciência de que é fundamental colocar nas mesas de reunião estes assuntos. Estão atualmente a passar por um processo de expansão. Como será esse crescimento? Quais os objetivos a alcançar, a médio prazo? Efetivamente estamos em expansão. Somos uma empresa portuguesa, com sede em Guimarães, unidades em Coimbra e em França, Paris e Montluçon. A recente entrada de investimento nacional no capital da empresa consolida o aparecimento de duas marcas adicionais, a Vizual, para o setor da realidade Virtual e modelação 3D e, já em 2021, a materialização de um Marketplace YNB, para a internacionalização de produtos portugueses cuja operacionalização está ainda reservada à equipa responsável pelo seu desenvolvimento. Pretendemos aumentar estrategicamente em 2021 a quota de clientes internacionais, assim como reforçar a equipa que dará apoio ao Marketplace YNB.
Web Design: O Futuro Chegou mais Cedo
“AS PESSOAS SÃO FUNDAMENTAIS NOS NEGÓCIOS”
Marco Nascimento CEO
O WEO Group é um grupo focado em comunicação, marketing e consultoria. O CEO, Marco Nascimento, explicou a importância da complementaridade entre as áreas de trabalho que o grupo possui e como antevê o futuro do setor.
Q
ue vantagens existem na existência dos vossos departamentos especializados em cada uma das áreas? Como se dá, depois, o cruzamento das necessidades dos clientes? O nosso foco é a satisfação das necessidades dos clientes, através de um serviço personalizado de proximidade e de qualidade. A base para essa qualidade é a qualificação e a especialização dos nossos recursos. A existência em cada projeto de um gestor responsável pelo relacionamento com o cliente é o reflexo da estratégia de proximidade que representa uma das principais filosofias do grupo. As áreas do WEO Group são independentes, mas complementares, conjugando-se mediante os requisitos de cada projeto, que é único, e que por isso merece uma solução distinta, personalizada, desenhada à medida. Com a mudança que surgiu no digital, quais são os vossos serviços mais requisitados? Todas as nossas áreas atuam essencialmente no meio digital, quer seja no desenvolvimento de software de gestão online, na implementação de uma estratégia de marketing digital ou na criação de uma marca e na promoção da sua presença nos meios digitais. São normalmente utilizadas em conjunto.
Como avalia o mercado português no que respeita ao e-commerce e à comunicação digital? Há uma forte tendência dos negócios na utilização do comércio eletrónico e redes sociais e eles são importantes, se um negócio quiser ser encontrado, reconhecido, comentado e referenciado. No entanto, um website ou loja online não são suficientes se não tiverem uma estratégia de promoção e divulgação que, por sua vez, não irá funcionar se não tiver a imagem e uma lógica de comunicação corretas. Como vê a importância que já é dada aos vossos serviços, por parte dos empresários? Verificamos que o marketing digital ainda é muito feito numa vertente ‘DIY’, ou seja, as pessoas tentam trabalhar a comunicação e o marketing por si sós e, normalmente, a c a b am p or n ã o c on s eg u i r a t i n g i r objetivos. A confiança nas empresas especializadas será um fator essencial na mudança. O confinamento trouxe novos comportamentos e hábitos de consumo dos clientes. Os negócios têm que, utilizando as ferramentas do mundo digital, reinventar-se, otimizar os processos e recursos e incutir mais qualidade aos produtos e serviços prestados.
Quais as características que devem possuir os websites para cumprir os critérios de usabilidade e segurança? A usabilidade e a segurança dos websites são fundamentais. A presença digital dos negócios terá de ter fatores diferenciadores, quer em termos do produto quer da forma como o promove, para a criação de uma experiência única ao utilizador, tendo em conta as suas preferências e interesses. Como evoluirá o mercado da comunicação e marketing, nos próximos tempos? Acreditamos que, durante este período, as pessoas digitalizaram-se e as empresas humanizaram-se. Nos próximos tempos o relacionamento humano será fulcral no sucesso dos negócios, será fundamental estreitar parcerias, ligações, relações de confiança. O conceito de capital social, quer aplicado às empresas quer às pessoas, medir-se-á pelo volume de ligações e relacionamentos que poderão ser mobilizados de forma efetiva em prol de um objetivo. O WEO Group acreditando nesta realidade está a desenvolver uma ferramenta digital que poderá servir de base a este futuro. Para breve!
weo.group
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“A PRIMEIRA IMAGEM DA EMPRESA É A DIGITAL” A INSIDE é uma agência de Comunicação e Web Design que se foca no relacionamento a 360 graus com o cliente. Com uma equipa jovem, atualizada e dinâmica, como explicou a diretora, Alexandra Alves, esta empresa procura a excelência em cada projeto que desenvolve.
“
Assumimos o compromisso de sermos o parceiro mais valioso dos nossos clientes”. Como cumprem este compromisso? Compreendendo quais as reais necessidades que os nossos clientes têm em comunicar com os seus parceiros de negócios, através de um contacto permanente, que nos permite adequar a oferta dos nossos produtos à forma como eles o pretendem comunicar, utilizando as mais atuais ferramentas para atingir esses objetivos. Quais as áreas em que desenvolvem a vossa atividade e quais as mais procuradas atualmente? A INSIDE foca o seu campo de atuação em Design Gráfico, Web Design, Identidade Corporativa, Multimédia e Gestão de Redes Sociais, sendo as mais procuradas atualmente o Web Design e o Ecommerce. Com o aumento do público online e o e-commerce a ser pensado como uma verdadeira forma de vender os produtos, que análise faz dos websites e do Marketing Digital que se desenvolve em Portugal? Muitas empresas ainda não estão conscientes que a primeira imagem que passam para os seus clientes
é aquela que é percebida através da sua presença online. Muitos empresários ainda têm a ideia de que um familiar que se disponibiliza a ajudar pode criar uma imagem corporativa em todas as suas vertentes: não atrativa ou condizente com a mensagem que se quer passar, mas apenas algo. Com esta ação não se está a criar uma solução, mas um problema com resultados difíceis de quantificar. A comunicação nas redes sociais é muito importante para o relacionamento da marca com os clientes, mas nem todos os empresários sabem como comunicar numa rede social com o fim de vender o seu produto. Como pode a INSIDE ajudar? O relacionamento que temos com os nossos clientes é de 360 graus. Vamos ao seu encontro; ajudamos a compreender quais as suas dificuldades; lançamos desafios e encontramos soluções; definimos projetos; criamos milestones; aferimos resultados e propomos correções aos desvios detetados. E só nos damos como satisfeitos com o sucesso do plano delineado e com os objetivos alcançados. As redes sociais são ferramentas imprescindíveis para comunicar em tempo real de forma coerente e organizada todos os momentos desse processo.
Alexandra Alves Diretora
Que desafios se irão apresentar ao setor, a médio prazo? Mais do que desafios, são oportunidades para compreender que as ferramentas que apresentamos são um método fácil, capaz, com um potencial tremendo para chegar a potenciais clientes que antes não seriam alcançáveis. É o momento para atualizar a forma de comunicar e transmitir a mudança e as melhorias que são necessárias implementar para se tornarem mais competitivos e atuais. O momento para se disciplinarem com novas ferramentas de comunicação e retirarem delas todo o potencial que até ali só se equacionava se seria o momento certo. Como se posiciona a INSIDE para responder a esses mesmos desafios? A equipa INSIDE é uma equipa jovem, dinâmica, curiosa, perspicaz e atualizada. Todos esses atributos são partilhados com os clientes e aplicados nos projetos que desenvolvemos em conjunto. A forma como estamos presentes na vida dos nossos clientes é constante e ativa.
Web Design: O Futuro Chegou mais Cedo
Eduardo Rodrigues Designer
A
eMutation é uma empresa com grande potencial de crescimento e um grande leque de soluções e serviços. Como avalia este projeto e o percurso já feito? A eMutation é um projeto pessoal. Quando criei a marca, quis incluir a letra “E” como marca pessoal, a palavra “mutação” é inspirada em algo orgânico, alterações de DNA e seres que se alteram, e uma necessidade de nos adaptarmos a todas as situações. O percurso é uma montanha russa, muitas vezes. As ideias e os métodos de trabalho estão bem definidos, o potencial de crescimento é uma possibilidade, mas tudo depende da evolução do mercado, no entanto acredito nos métodos de trabalho. As marcas procuram que o seu público se identifique consigo. Quais os fatores a ter em conta quando se desenvolve um plano de marketing e de rebranding? No início não era bem assim, mas ultimamente já tive alguns casos em que as pessoas elogiam o website e identificam-se com as ideias e a marca, por isso acredito que sim, é no fundo uma representação de ambos, os clientes porque fazem essa escolha e eu porque posso corresponder essa confiança com trabalho e orgulho. Os fatores a ter em conta serão sempre analisar a imagem atual,
"É DIGITAL A MUTAÇÃO" A eMutation foi criada com o propósito de ser uma empresa adaptável e com capacidade evolutiva, na área do Marketing Digital, do Design e do Web Design, como explicou Eduardo Rodrigues, o fundador do projeto. entender a opinião do cliente e dar algumas sugestões, fazer escolhas personalizadas, trocar ideias e propostas. O marketing envolve essencialmente a ideia de criar meios para vender um produto ou serviço, é necessário fazer uma análise da situação atual, identificar o público-alvo, criar objetivos e estratégias para que seja bemsucedido. No marketing digital é essencial ter bons conteúdos, relevantes e interessantes, uma boa imagem e sites rápidos e funcionais. É importante ter websites otimizados com estratégias SEO para os melhores resultados nos motores de busca e estratégias adequada para as redes sociais. Com o confinamento, muitas empresas tiveram de colocar os negócios online, para chegarem ao público-alvo. Como foi esse momento para a eMutation ? Houve um aumento de trabalho? Sim, efetivamente notou-se uma maior procura nesses serviços. Se, por um lado, estavam a surgir novos projetos na área do turismo e da restauração, que foram colocados em pausa, por outro lado surgiram outras ideias e necessidades, com projetos que querem vender online ou que querem mudar a imagem e a comunicação. A comunicação com o cliente, ainda que por via digital, continua a ser vital para o sucesso do
negócio. Como se adapta uma comunicação direta e pessoal para uma realizada por via digital? Comunicar por telemóvel ou por e-mail já era uma prática usual, a qualquer dia e hora. Quando ficámos confinados em casa, houve clientes que optaram por utilizar as videochamadas para reunirmos todas as pessoas envolvidas nos projetos. Ainda há espaço, todavia, para uma comunicação por outdoors e flyers? É mais fácil chegar a cada pessoa pelas redes sociais, com contactos diretos, ou com campanhas d e m ar ke t i n g d i g i t a l , o s c u s to s s ã o significativamente menores e ainda podemos poupar o ambiente. Nos outdoors não há um contacto direto e um reclamo ou publicidade em múpies pode sim marcar a diferença, desde que a comunicação também seja diferenciadora. Que desafios antecipa para este setor, nos próximos tempos? Vejo alguma concorrência neste setor, vão aparecer mais empresas no mercado, de Design e de Web Design. O maior desafio será transmitir a distinção entre o “faça você mesmo” dos websites, em que só muda o logótipo, e o texto, ou fazer um trabalho personalizado para cada situação ou empresa, como nos é característico.
www.emutation.net | V.N Famalicão, Portugal | geral@emutation.net | + 351 915 205 831
E-commerce:
Peça-chave para a recuperação económica
Sílvia Patrícia Fundadora
A Dinâmica Digital é uma agência de Marketing Digital, situada em Oleiros, Castelo Branco e que, de acordo com a fundadora, Sílvia Patrícia, é uma empresa que desenvolve um trabalho sempre ajustado às necessidades dos clientes. A administradora salienta ainda a importância do e-commerce para a recuperação económica.
C
omo têm a Dinâmica Digital respondido à procura por novas lojas online e websites? Que soluções apresentam que vos distinguem da concorrência? Muitas empresas tentaram correr contra o tempo para minimizar os prejuízos da pandemia pela via do E-commerce e do Marketing Digital. Quem já tinha o seu espaço de venda online levou vantagem. A nossa oferta é muito vasta e cada projeto é único, estamos focados nos resultados dos clientes. Fazemos um estudo holístico do negócio e do mercado. Entregamos valor a quem nos procura. Quais as características fundamentais que um site deve apresentar? Um site destaca-se se oferecer um serviço diferenciado. É importante ter o site alojado num servidor seguro, os conteúdos bem estruturados e equilibrados para o layout traduzir a identidade da marca. Todo o site deve proporcionar uma boa experiência na versão mobile, até porque há motores busca a penalizarem quem não cumpre esta regra. Em média 60% dos acessos aos sites têm origem em telemóveis e a tendência é para aumentar. Uma loja que facilite o processo de compra e ofereça modalidades de pagamentos ajustadas a diferentes públicos irá ter mais peso na decisão de compra do consumidor.
Como é feita a gestão das redes sociais de quem vos contacta? Gerir uma rede social profissional não é só postar qualquer coisa. Trabalhamos com o foco no objetivo dos nossos clientes. Recomendo comunicar com verdade, criatividade e sem rodeios, ajustando os conteúdos a cada target. Estamos localizados no interior de Portugal e orgulhamo-nos de ser pioneiros na nossa região, desde 2009 que dinamizamos estratégias de comunicação digital vocacionadas para negócios de pequena dimensão. Também prestamos serviços de consultoria digital e orientação estratégica, onde o cliente gere a informação de modo partilhado connosco. Como se adapta uma comunicação direta e pessoal para uma realizada por via digital? O digital é fundamental nos negócios de hoje, quem não se adaptar a este panorama vai perder vantagem, claramente. Neste meio tudo é mais dinâmico, rápido e informal. Uma comunicação online imprecisa pode resultar numa crise ou conflito e, por isso, quem gere uma rede social terá de ter maturidade e experiência suficientes para saber lidar com isso.
Como avalia o mercado digital português? Já está desenvolvido? O mercado digital nacional está em crescimento e consta que os setores do vestuário e das viagens são os mais maduros. A pandemia acelerou a economia digital, o registo de domínio.pt triplicou desde março, mas ainda há muito caminho para «trilhar». Há muitas empresas sem qualquer presença na internet e outras apenas estão numa rede social. Eu considero isso um risco, pois ninguém nos garante que, de um dia para o outro, essa rede social fique inacessível e toda a informação (contactos, clientes) se perde. O foco deve ser o site. Que desafios antecipa para este setor? Há muitos desafios a chegar. A pesquisa por voz, a inteligência artificial, novos e grandes players no setor, a falta de capacidade da logística para responder às entregas, a iliteracia digital e financeira dos e-shoppers, a legislação atual desajustada ao comércio eletrónico. É importante que o Governo não crie dificuldades ao e-commerce nacional antes de ele chegar à fase de maturidade. Considero a economia digital crucial para a recuperação do país e do mundo durante e depois da Covid-19. Até porque esta pandemia mostra-nos que não podemos dar nada como adquirido e tudo pode mudar num ápice.
Web Design: O Futuro Chegou mais Cedo
“MARKETING DIGITAL É O FUTURO”
Luís Barata
A Central 7 foi criada há três anos, para responder a solicitações de clientes da RJB Publicidade. Luís Barata, gestor de projetos desta agência de Marketing Digital, explica a reação do mercado digital à mudança nos hábitos de consumo da população.
Gestor de Projetos
N
segurança SSL, o que permite que toda a troca de informação entre as partes seja encriptada, as pessoas simplesmente não compram. Além disso, a empresa deverá aparecer nas primeiras páginas do Google.
o vosso site, encontramos a frase “crescemos para ajudar a crescer”. Que avaliação faz da criação da Central 7 e do seu posicionamento no mercado? A Central 7 pertence ao Grupo Barata, que também possui a RJB Publicidade, que atua no mercado publicitário através de outdoors espalhados pelo país. Há uns anos, verificámos que os clientes da RJB Publicidade questionavam frequentemente se a empresa também fazia serviços de Marketing Digital, principalmente criação de sites e lojas online, e assim nasceu a Central 7, uma empresa que foi criada em 2017 e que “cresceu para ajudar a crescer” outras empresas no mundo digital.
Com o confinamento, muitos negócios tiveram de se digitalizar. Acredita que este momento representou o impulso que faltava a muitos empresários para se posicionarem online? Esta pandemia veio acelerar a perceção de que não é suficiente um negócio estar presente no mercado apenas fisicamente. Costumo dizer que se uma empresa não está presente na Internet, ela não existe para potenciais clientes.
Quais as características fundamentais, aquando da criação de um site /loja digital, que garantam a aceitação do público? O aspeto visual de um site ou loja online deve ser excelente e apelativo, de forma a captar o interesse dos seus visitantes, funcional e userfriendly, com uma estrutura bem intuitiva e de fácil acessibilidade. Outra característica a salientar é a segurança que um site ou loja devem proporcionar aos seus visitantes, principalmente quando falamos de pagamentos online. Se uma loja online ou site não tiverem um certificado de
Com o confinamento, os negócios que já estavam preparados digitalmente sofreram menos danos económicos do que aqueles que não têm presença digital. Como se adapta uma comunicação direta e pessoal para uma realizada por via digital? Penso que o segredo é tornar a comunicação o mais humana possível, incluindo informação clara, precisa e sempre com o objetivo de solucionar um problema ou melhorar algo no negócio do cliente. Cada empresa deve conhecer bem o seu público-alvo, de forma usar o “tom de
voz “ indicado, com o objetivo final de conseguir passar a mensagem de forma eficaz, verdadeira e impactante. O aumento do e-commerce obrigou a uma melhoria dos sites já existentes? Acredito que é possivel melhorar um site já existente, de forma a torná-lo mais competitivo e, acima de tudo, que consiga gerar mais receitas para o negócio. Com o crescimento do ecommerce, assistiu-se a um novo fenómeno de fusão entre sites e lojas online. Negócios que apenas tinham um site empresarial quiseram fundir esse site com uma opção de loja online, de forma a poderem servir melhor os seus clientes e aumentarem as suas receitas. Que desafios antevê para o setor? Um dos grandes desafios é mostrar às empresas que o Marketing Digital é o Marketing do futuro, pois muitas empresas nacionais ainda não perceberam que este setor poderá projetá-las para uma nova realidade de crescimento e sustentabilidade a nível global. Um departamento de Marketing Digital em cada empresa será uma coisa banal num futuro não muito longínquo.
Av. D. Vicente Afonso Valente Nº14 A 2625-253 Póvoa de Santa Iria | +351 210 497 980 / +351 916 438 555 | www.central7.pt
‘DIGITAL’ É SINÓNIMO DE
‘SIMPLES’ Gonçalo Freitas
O
Cofounder e web manager
que vos levou a criar a empresa e qual a vossa filosofia de trabalho?
Eu e o João Silva percebemos que havia uma oportunidade de negócio na área do marketing digital. Era e é pouco explorado por bons profissionais e, como sempre quisemos ter um negócio em conjunto, criar uma agência de Marketing Digital seria a solução. Procuramos estar sempre informados e formados, através de interação com diferentes profissionais e culturas e muita formação. A última, devido à pandemia, foi em fevereiro deste ano, em Dublin, na Google. No ano passado, fomos a Los Angeles, à Instagram Academy. Como avalia o mercado português no que respeita ao digital? Comparado com outros países, o mercado português está um pouco atrasado. Contudo o confinamento obrigatório, em março, serviu para os empresários e as marcas perceberem que as melhores ferramentas para comunicar com os seus stakeholders estão online. Na digital connection, trabalhamos de Portugal para o mundo, além de termos uma equipa com pessoas de diferentes nacionalidades, temos clientes nos diferentes continentes. Quais os grandes desafios de trabalhar na área do online, sobretudo relacionado com websites? O desafio maior é tornar tudo o mais simples possível. O objetivo é sempre tentarmos manter a experiência do utilizador o mais simples e autêntica possível – a procura pela informação, dados sobre um produto, pagamentos – o utilizador tem de conseguir satisfazer a sua necessidade rapidamente e com o mínimo de cliques.
A digital connection nasceu em 2015, fruto de um desejo antigo de Gonçalo Freitas e João C. Silva, dois amigos que sempre quiseram criar o próprio negócio na área do Marketing Digital e criação de websites, uma forma de conjugar as áreas da Engenharia Multimédia e da Comunicação.
Quais as tendências que se notam atualmente no mercado? A tendência é a digitalização. Tanto a nível de web design como ecommerce, mais uma vez a simplicidade é uma tendência. O utilizador tem de encontrar o que procura rapidamente, os sites têm de ser rápidos, seguros e autênticos, as cores apelativas, imagens, muitos vídeos curtos e pouco texto. Quando os empresários vos procuram, já têm uma noção do que querem? Há uns que sabem muito bem o que querem e não estão abertos a ideias. Há outros que vêm com algumas ideias e que nos mostram o que gostariam de ter. Mas o processo é o mesmo. Começamos com consultoria, para perceber quais as necessidades que devem ser colmatadas. De seguida, enviamos uma proposta de estratégia de comunicação ao cliente e só depois prosseguimos para o design do website. É importante que o site seja rápido, senão os users vão embora. Tentamos proporcionar uma experiência de 360 graus aos nossos clientes, no que respeita à sua experiência com o site. É essencial que eles próprios percebam como funciona o site e aquilo que podem acompanhar e medir através do digital. Cinco anos depois, conta com 15 colaboradores e já ganhou prémios. Que balanço faz? Começámos dois e, passado cinco anos, já temos uma equipa fantástica que nos apoia em tudo. O que se espera agora é continuar a crescer e fazer nos próximos cinco anos o dobro do que fizemos até agora.
Medicina: Estética e Saúde
"NA MEDICINA ESTÉTICA FACIAL, O MENOS PODE SER MAIS"
Rui Fernandes
F
Médico Dentista e Diretor Clínico
ale-me um pouco sobre si, o seu percurso académico e profissional e o porquê de ter optado pela área da Medicina Estética Facial. O meu nome é Rui Fernandes, sou médico dentista, licenciado pela Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa. Desde muito cedo, após a conclusão do meu mestrado, me vi, como tantos outros profissionais de saúde a olhar para fora de portas e abraçar um projeto internacional, em França, onde comecei a dar os meus primeiros passos na Medicina Dentária. Fui-me apercebendo cada vez mais da relação incomensurável que o sorriso tem com a harmonização e a estética facial como um todo. Em Paris, tive um grande professor, dermatologista, que me ensinou as técnicas e os conceitos mais importantes na Medicina Estética Facial. Sendo eu médico dentista, era-me perguntado várias vezes a minha opinião estética da relação sorriso/lábios com o resto da face. Foi-me ensinado que devemos, enquanto profissionais, olhar para a face do paciente como um todo e que a beleza é 100% subjetiva.
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A Medicina Estética Facial está em tudo ligada ao bem-estar físico e emocional das pessoas. Para Rui Fernandes, médico dentista e diretor clínico da Syrah Clinic, esta é uma área que pode fazer uma grande diferença no aspeto físico do paciente, melhorando pequenos detalhes, de forma natural. físicos, como pequenas curvaturas do nariz, lábios assimétricos, a deficiência do queixo (que muitas vezes só é corrigida com cirurgia), melhorando enormemente a autoestima do paciente.
O que é a Medicina Estética Facial? O objetivo da Medicina Estética Facial é realçar linhas e expressões que o paciente tem mas que, com a idade, foram perdendo, não querendo dizer com isto que a Medicina Estética é o elixir da juventude, mas pode fazer-nos sentir com um ar mais saudável, jovial e fresco. Em Medicina Estética, o médico pode ter um papel preponderante atenuando, ou mesmo eliminando, alguns defeitos
Considera que, em Portugal, existe ainda um estigma associado à Medicina Estética Facial? Exerci muitos anos em Paris, e deparo-me todos os dias com a diferença cultural entre os pacientes franceses e os pacientes portugueses. Quero dizer com isto que, em Portugal, ainda vivemos muito o estigma que quem faz procedimentos médicoestéticos está a desvirtuar-se, a alterar feições naturais ou a procurar uma perfeição que é utópica, que não existe. Vivemos também numa cultura machista em que, na sua maioria, as mulheres fazem os tratamentos para se sentirem melhor, mas não contam aos respetivos cônjuges, ou não afirmam socialmente que o fazem. Podemos envelhecer, é um ato belo e importante da Natureza, mas podemos envelhecer bem, e a sentirmo-nos bem connosco.
Qual o público-alvo desta área? O público-alvo da Medicina Estética são pessoas dos 25 aos 95 anos. Podemos tratar pessoas jovens, fazendo tratamentos preventivos, no que ao envelhecimento diz respeito. Costuma dizer-se que quanto mais cedo melhor e que mais vale prevenir do que remediar. Não querendo dizer com isto que uma pessoa mais velha não possa amenizar rugas de expressão e sentir se realmente mais jovem. Existem alterações de expressão, após os tratamentos? Existem “milhares” de tratamentos não invasivos e indolores, como o ácido hialurónico, o botox (que até e usado de forma terapêutica), bioestimuladores, fios tensores, enfim… tratamentos que, se bem executados, podem ter resultados muito bonitos e naturais. Na Syrah Clinic, e eu, como diretor clínico, defendemos uma abordagem holística e pouco invasiva no que toca à Medicina Estética Facial. As clínicas, e os médicos, vendem mililitros de ácido hialurónico e ampolas de botox. Todos nós precisamos de viver e de ganhar dinheiro, mas será que realmente o paciente necessita de ácido hialurónico? Ou de botox? Ou de fios tensores? Devemos, em primeira instância, perceber a expectativa do paciente e se esta é de facto real. Devemos fazer uma análise facial pormenorizada do paciente e se o tratamento que ele pretende se adequa realmente. Defendemos uma abordagem de que o menos é mais, e é preferível, na nossa opinião, um melhoramento
gradual e progressivo do que a alteração de expressões e de feições naturais, injetando quantidade absurdas de produto.
Há cada vez mais médicos generalistas e médicos dentistas a exercerem nesta área. Devem fazê-lo? Claro que sim. O médico ou o médico dentista, com a devida formação, podem e devem exercer nesta área tão gratificante. Para ter uma ideia, em Medicina Dentária temos anos comuns com Medicina, Anatomia, Fisiologia, Farmacologia… para além destas, durante seis anos focamos a nossa área de estudo e de prática clínica no pescoço e na face. Conheço poucos profissionais que tenham o conhecimento e a destreza manual de um
médico dentista com seringas e agulhas. Numa prática clínica comum, o médico dentista realiza cirurgias num contexto diário, portanto, o médico dentista tem tantas ou mais valências que um médico generalista. Existem excelentes profissionais nos dois lados, o segredo está na formação, no interesse e na boa gestão de intercorrências que possam ocorrer. Sou contra a intrusão de pessoal não habilitado e não médico. Vemos muitas clínicas de estética e até salões de cabeleireiro a realizarem procedimentos médicoestéticos. E neste contexto, muitas vezes, os azares acontecem. A Estética deve trabalhar com a Medicina Estética, de mãos dadas, para obter o melhor resultado para o paciente. Dou formação/mentoria privada, tanto a médicos como a médicos dentistas, e concluo que, com a devida formação, o médico ou o médico dentista especializado estão mais do que capacitados para exercer nesta área médica. Como lhe aprece que este setor tem evoluído? Estamos na vanguarda da Medicina Estética? Portugal está sem dúvida na vanguarda da Medicina Estética, com profissionais mais do que habilitados para exercerem nesta área e proporcionarem experiências magníficas aos pacientes. Nas redes sociais, vemos muitas fotos de antes e depois, vulgarizamos até os conceitos mais básicos de beleza. Será que todas as mulheres têm o mesmo tipo de lábio? Será que todos os pacientes devem ter maçãs do rosto projetadas e salientes? Vulgarizamos de uma forma iniqua o que a Medicina Estética pode fazer por cada um de nós. O sentido da Medicina Estética é, sem dúvida, a harmonia facial, o atenuar de linhas de envelhecimento e a prevenção do inevitável aparecimento deste. Envelhecer faz parte da vida e podemos envelhecer bem. Eu, como profissional nesta área, defendo que menos é mais.
+351 913 834 422 | syrahclinic@gmail.com | @syrah.clinic | Rua Angola 164B Sala 2B 4430-014, Vila Nova de Gaia (junto ao El Corte Inglês)
Medicina: Estética e Saúde
A CLÍNICA Nº1 EM REJUVENESCIMENTO Rita Figueira CEO
Rita Figueira é a CEO da Rclinic, a clínica número 1 em Portugal em rejuvenescimento e técnicas anti-aging. Frequentada por muitas personalidades famosas nacionais, entre os quais Ricardo Carriço e Ana Salazar, este espaço destaca-se pelo atendimento personalizado e distinto, altos níveis de segurança e profissionais clínicos reputados. Em entrevista, destacaram-se os serviços disponibilizados e o estigma ainda associado à Medicina Estética.
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Rclinic é a clínica nº 1 em Portugal em rejuvenescimento. A que se deve, na sua opinião, este sucesso?
Com uma equipa técnica e corpo clínico de excelência, a Rclinic prima pela inovação. O rejuvenescimento é feito ao nível celular e o resultado é perfeito e imediato, com efeito natural e sem alterar as feições. Os pacientes rejuvenescem 10 anos com uma única sessão. O nosso sucesso é-nos dado diariamente pelos resultados obtidos e pela confiança em nós depositada pelos nossos pacientes. Que serviços oferecem, quer no que respeita ao tratamento de rosto, corpo e capilar, que são inovadores e que se destacam face à restante oferta? Inovamos em Portugal com o rejuvenescimento com células estaminais, os fios lifting integral rosto 6D, o Hi-Fu de quinta geração, para efeito tensor tissular e, agora, o nosso mais recente ex-líbris, o rejuvenescimento de células estaminais com fatores de crescimento. Com este rejuvenescimento interno, o resultado perdura no tempo. O aumento de glúteos e mamário sem cirurgia, assim como
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a lipo com fibra óptica e tecnologia laser para retirar gorduras localizadas também são de mencionar. Quanto aos implantes e transplantes capilares, e porque temos uma equipa reputada de médicos nesta área, oferecemos a garantia de 10 anos pelos tratamentos executados. Todos estes procedimentos diferenciam-nos face às restantes ofertas. A autoestima e o bem-estar são importantes para que os indivíduos se sintam bem na sua pele. Quais as mais-valias inerentes a um tratamento de rejuvenescimento, que poderão ir além da questão estética? A Rclinic não podia estar mais de acordo com as questões subjacentes à pergunta formulada. Na verdade, a saúde e a autoestima dos indivíduos são a “marca de água” da atividade central da Rclinic. É da combinação criteriosa e rigorosa dos fatores acima apontados que os indivíduos se sentem confortáveis na sua alma e na sua pele. Logo, o rejuvenescimento, que é, com grande profissionalismo, administrado na Rclinic, perdura os efeitos, que estão muito para além da visão estética.
Na RCLINIC tratam-me com mimo e luxo. Dispõem de tratamentos inovadores com células estaminais e fatores de crescimento, aliados à mais alta tecnologia para um REJUVENESCIMENTO integral com efeito natural. São pioneiros (e únicos). O objetivo? Resultados perfeitos.
Os tratamentos são realmente inovadores, Os tratamentos RCLINIC permitem-me ter mais autoestima e valorizar-me. fabulosos. A clínica número 1 em rejuvenescimento.
Deixo-vos o convite, apareçam, vale a pena!
Ana Salazar
João Malheiro
Sim, é possível rejuvenescer 10 anos (rugas, processo de envelhecimento. Hoje, e como é O que considera que seria importante mudar, para marcas, manchas, flacidez) numa única internacionalmente conhecido, estes tratamentos desmistificar a importância e utilidade destes podem parar o tempo e promover de forma efetiva o tratamentos socialmente? sessão e com este resultado magnífico! RCLINIC, A MINHA CLÍNICA ANTI-AGING! Ricardo Carriço
Os tratamentos de Medicina Estética, de rejuvenescimento e anti-aging são ainda pouco assumidos socialmente, por quem os procura. A que se deve este paradigma? Deve-se ainda a uma questão cultural e preconceituosa, na justa medida em que este tipo de procedimentos está muito associado, de forma errada, a quem pensa neles só para retardar o seu
rejuvenescimento. Mas provoca sobretudo o bem- Mais informação, mais formação. Mais campanhas estar à saúde do indivíduo, designadamente à sua de sensibilização que informem as grandes vantagens para a saúde da sociedade. Mais saúde mental, o que não é de desvalorizar. competência, honestidade e rigor nos métodos Tendo em conta a pandemia e a (nova) necessidade aplicados são o grande antídoto para reverter o de confinamento, como tem sido possível continuar estigma e o preconceito social. a levar a cabo a vossa atividade? Porque oferecemos, desde a origem e de forma acrescida nesta fase de pandemia, segurança aos nossos pacientes. Segurança para nós é igual a confiança. Além disso, somos uma clínica credenciada com níveis de segurança análogos ao nível hospitalar. Daí mantermos as nossas portas abertas. A confiança e a segurança dos nossos pacientes são o ADN da Rclinic.
911 550 673 * 215 813 579 | rclinic@rclinic.pt. | Rua Capitão Leitão, 105 A - Almada
Medicina: Estética e Saúde
“A ESTÉTICA É MUITO IMPORTANTE PARA O BEM-ESTAR” A Allure Clinic é uma clínica de Cirurgia Vascular, Medicina Estética e Dermatologia que promove o tratamento genuíno de cada paciente. A diretora clínica, Joana de Carvalho, destacou os tratamentos não invasivos – alguns exclusivos da Allure Clinic – e a importância dos mesmos para o bem-estar das pessoas.
C
omo classificaria a população nacional, no que respeita às necessidades de tratamento por Cirurgia Vascular e Dermatologia?
Cada vez mais, acredito que os portugueses e, em particular, as portuguesas, estão mais sensibilizadas para os problemas dermatológicos e vasculares que as podem preocupar. A verdade é que, tanto uma especialidade como outra, abordam não somente a vertente estética, mas também, e prioritariamente, a saúde. Naturalmente, quem tem varizes não aprecia a imagem das pernas e esse é muitas vezes o motivo de consulta, mas as varizes podem associar-se a tromboflebites ou alterações irreversíveis da pele da perna. Isto é apenas um dos muitos exemplos desta dualidade estética/saúde. No que respeita à Medicina Estética, como classifica a evolução cultural no que concerne ao estigma de assumir que se fez uma cirurgia estética? Sem dúvida que se assistiu a uma evolução no sentido de assumir a realização dos procedimentos estéticos. Para isto, contribuiu a cada vez maior oferta destas intervenções e a sua “banalização”, muitas vezes entre figuras públicas e mediáticas. A preocupação das mulheres com a sua imagem e os sinais mais ou menos precoces de envelhecimento também evoluiu muito. A mulher de 40 anos dos dias de hoje é muito mais jovem e cuidada do que era regra há uns anos. Quais os procedimentos mais procurados? Na nossa clínica, o tratamento de “vasinhos” inestéticos nas pernas (na área de Cirurgia Vascular) e os procedimentos de rejuvenescimento facial ou eliminação de manchas na face têm grande destaque. Curiosamente, uma outra área muito procurada atualmente é o tratamento da hiperidrose (excesso de transpiração), pelo impacto que esta condição tem na qualidade de vida, particularmente em adultos jovens.
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Quais as últimas e mais inovadoras soluções de tratamento presentes no mercado e que gostaria de destacar, nas diferentes áreas do vosso trabalho? Pelo passo acelerado em que vivemos, cada vez mais são procurados procedimentos rápidos, eficazes, menos invasivos e sem necessidade de recuperação prolongada. Neste âmbito, os lasers assumem um papel muito importante, tanto na área vascular como dermatológica. A verdade é que reúnem todas estas qualidades. É muito cómodo ser intervencionado para eliminar varizes e poder trabalhar no dia seguinte. Do mesmo modo, é também perfeitamente exequível submeter-se a um tratamento de rejuvenescimento facial (nomeadamente com o Laser Alma-Q, exclusivo da Allure Clinic) retomando a atividade laboral de imediato, sem necessidade de esconder ou proteger a face. A autoestima e o bem-estar são importantes para que os indivíduos se sintam bem na sua pele. No “Antes e Depois” das vossas intervenções, conseguem distinguir uma mudança psicológica no paciente? Sem dúvida. Não raras vezes, ouvimos agradecimentos por fazermos as pessoas sentirem-se novamente felizes e confiantes. Conseguimos quase auscultar essa transformação: na sua postura, na forma como passam a vestirse e em toda a sua atitude. É extremamente gratificante. Os tratamentos de Medicina Estética ainda estão mais associados ao sexo feminino ou tem-se assistido a equilíbrio na procura, por parte dos homens? É notório o aumento de procura deste tipo de tratamentos pelo sexo masculino. Contudo, a diferença ainda é muito grande.
Tendo em conta a pandemia e as novas medidas de prevenção, como têm conseguido prosseguir com a vossa atividade? Na nossa clínica são adotadas medidas muito rigorosas de proteção. Dispomos de dois espaços distintos no mesmo edifício, o que é uma grande vantagem, pois conseguimos manter um atendimento muito individualizado praticamente sem cruzamento de pacientes. Todos os pacientes são equipados à entrada, com equipamento de proteção individual, sem qualquer custo para o paciente: protetores de sapatos e touca. A sensibilização para a desinfeção repetida das mãos é uma constante. Entre cada paciente todas as superfícies – cadeiras, mesas, puxadores, balcão de atendimento - são cuidadosamente desinfetados. Conseguimos, assim, assegurar um sentimento de segurança e confiança que não passa despercebido aos nossos pacientes. O que considera que seria importante mudar, para desmistificar a importância e utilidade destes tratamentos socialmente? Acima de tudo, disponibilizar informação fiável. Saliento que a informação é importante não só para a população em geral, mas para os próprios profissionais de saúde – muito pouco sensíveis ao impacto na qualidade de vida e na autoestima que questões do foro estético podem adquirir. Nunca será demais salientar que este tipo de procedimentos é de responsabilidade médica e, entre os médicos, haverá alguns mais especializados nestas áreas. Serão estes profissionais de saúde especializados e experientes que se encontram em posição de obter os melhores resultados e, em caso de alguma complicação, também as saberem melhor resolver.
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Medicina: Estética e Saúde
Francisco Melo Bento
“O SETOR PRIVADO REORGANIZOU-SE”
Diretor Clínico
Francisco Melo Bento é o diretor clínico da Clínica São Sebastião, em Ponta Delgada, nos Açores. Com mais de 30 especialidades médicas disponíveis e 70 clínicos que dão resposta às necessidades da população, esta clínica sentiu um aumento da procura por parte de quem evita dirigir-se a hospitais públicos.
C
omo descreveria a clínica e a sua filosofia de trabalho e relação com os clientes?
A Clínica de São Sebastião tem a sua filosofia de trabalho assente na noção de que o Serviço Regional de Saúde sofre de carências, consequentemente não dando resposta atempada e equitativa a toda a população em áreas mais solicitadas. É daí que a noção de medicina convencionada nasce, com legislação própria, que permite colmatar estas falhas. Durante muito tempo, no entanto, nos Açores não havia a capacidade técnica e humana no setor privado que respondesse a essa falha. A clínica tem uma preocupação de formação de profissionais mais novos, acolhendo-os através do recurso a programas de incentivo ao emprego jovem. Como vê o papel do serviço de saúde privado na ajuda à população, na atual situação? O papel do serviço de saúde privado é complementar as dificuldades do setor público,
como sempre fez, embora com uma necessidade cada vez maior de atenção às regras necessárias e justas que a tutela estabelece, uma vez que é um setor que, ao contrário do público, não pode sobreviver sem uma rigorosa política de gestão. Os serviços da Clínica São Sebastião podem ser uma solução para quem não quer dirigir-se a hospitais públicos? A Clínica de São Sebastião tem capacidade organizacional em diversas patologias, nomeadamente nas situações com necessidade de resposta prioritária ou urgente. Tem também capacidade de triar ou organizar o processo de investigação clínica, que permite minimizar a dependência ou o tempo de permanência hospitalar. Quais as áreas de especialidade mais procuradas? As áreas mais procuradas têm sido as de Medicina Geral e Familiar, Oftalmologia, Psiquiatria, Urologia e Pneumologia, esta última com um acréscimo nesta fase pandémica. Os exames auxiliares de diagnóstico como TAC, Ecografia e
Raio-x têm tido uma procura acentuada. Desde que a pandemia teve início, sentiram alterações na afluência de pessoas à clínica? Desde o fim do confinamento assistimos a um aumento da procura. A nossa leitura é que isto se deve ao facto de os doentes evitarem idas ao hospital, assim como à limitação nas viagens para fora das ilhas. Como avalia as condições atuais de prestação de cuidados de saúde na sua região? As condições atuais dos cuidados de saúde são preocupantes. Com vista à garantia da resposta à patologia urgente e prioritária, assim como na proteção dos profissionais neste contexto de pandemia, é inevitável uma quebra muito significativa de resposta no setor público. Por outro lado, toda a contingência atual obrigou o setor privado a reorganizar-se, com inevitáveis custos acrescidos. Urge pensar rápido em soluções que unam esforços e que os responsáveis políticos os viabilizem com a devida justiça e celeridade.
Rua da Arquinha 95 9500-032 Ponta Delgada | www.clinicasaosebastiao.com | 296 650 850 | geral.css@grupomarques.org @ClinicaDeSaoSebastiao
Arquitetura, Construção e Imobiliário
“É IMPORTANTE OUVIR O CLIENTE”
Maria do Céu Ayiku sempre foi apaixonada por imobiliário, mas só há cinco anos investiu na sua entrada neste setor. Enquanto consultora imobiliária, já ganhou vários prémios e assume que adora o que faz, salientando ainda a importância da formação para uma maior profissionalização do setor.
Maria do Céu Ayiku Consultora imobiliária
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O
que a levou a entrar para o setor?
Eu sempre gostei muito de casas e de tudo o que elas envolvem. Recordo-me de ter vendido uma casa minha, em 1996, e ter adorado a experiência de preparar a casa para a visita dos potenciais interessados. Fui professora de Inglês e Alemão, do Ensino Secundário, durante vários anos, e foi só em 2015 que me decidi a seguir esta paixão, por estar cansada do que fazia. Com base na minha vivência com os clientes descobri, entretanto, que esta é uma atividade muito mais relacional do que transacional. A ideia que tinha do setor correspondeu às suas expectativas? De certa forma sim. Eu tenho paixão por aquilo que faço. Sempre gostei muito de pessoas. Tenho um relacionamento fácil, no geral, e esta é uma atividade de pessoas – há o comprador, que chega normalmente cheio de sonhos, os proprietários, que têm sempre vários motivos para vender um imóvel – pode ser por necessidade ou por precisarem daquele dinheiro para adquirir um novo imóvel, com características mais adaptadas ao período familiar que atravessam – e, por isso, a relação que se estabelece com as pessoas é ótima. Mesmo estando apenas há cinco anos no setor, já tenho clientes que me recomendam, o que significa que se estabelece verdadeiramente uma relação de confiança entre nós. Depois, por outro lado, existe a incerteza que esta área transmite, com contratos que
se concretizam, outros que ficam em suspenso e as contrapropostas que acontecem constantemente. Quais os grandes desafios que identifica neste setor? Um dos desafios é a angariação de imóveis. Eu ando sempre a tentar angariar mais imóveis porque vendo muito rapidamente aqueles que tenho em carteira. Além disso, penso que uma das coisas pelas quais se deveria lutar é por uma maior profissionalização do setor. Deixo a sugestão. Não me refiro ao facto de as pessoas terem de estar na área imobiliária desde sempre, mas acredito que a formação é mesmo muito importante e esta deve acontecer em vários domínios. Não é que possamos aconselhar um cliente em termos legais, mas devíamos ter formação – pelo menos de base – para poder responder às questões iniciais dos clientes sobre financiamento e legislação. Depois, claro, encaminhá-lo para o especialista na matéria. A acrescentar a isso, existe ainda a questão da exclusividade. O exclusivo da angariação devia ser prática corrente para todas as marcas, com partilha obrigatória. Isso transformaria o setor, tornando-o mais transparente – entre colegas - e o proprietário e o comprador teriam a ganhar. Qual a importância da formação para o desenvolvimento dos negócios? Que avaliação faz da formação da Remax?
A Remax tem, de facto, bastante formação, que é contínua e muito alargada. Por influência da minha anterior profissão, acredito que a formação é a base de tudo. Por isso mesmo, faço formações dentro e fora da Remax. Além disso, tendo em conta o cada vez maior número de clientes estrangeiros, a formação em Línguas é fundamental. Que tipo de cliente existe atualmente? Cada vez mais, o cliente é mais informado. Quando ele vem com um pedido de visita, já conhece o meu imóvel e os outros com as mesmas características. Todos vão à internet à procura de imóveis antes de vir falar connosco. Quais as principais características que destacaria em si, enquanto profissional? Sou muito perfecionista! Faço questão de trabalhar sempre com profissionais, no que respeita a fazer as fotografias das casas e os vídeos de apresentação dos imóveis. Seleciono as melhores fotos para destacar o imóvel e tenho muito cuidado com a ortografia aquando da descrição do imóvel. Além disso, sou sempre educada com o cliente, mas o que considero mais importante é a capacidade de ouvir. Só ouvindo mesmo o cliente é que lhe posso propor as melhores soluções e as mais adequadas ao seu caso. Acredito que mais do que ser interessantes, devemos ser interessados. É esta sua forma de ser que lhe granjeou os prémios que recebeu enquanto consultora? Eu entrei para o imobiliário em finais de 2015. O ano seguinte considero-o como de adaptação. A partir daí, os prémios têm surgido todos os anos. Inclusivamente há um – o Balão de Prata – que é já o acumulado de carreira. Depois existe o ‘Golden Club’, que também tenho recebido todos os anos, que resulta de um acumular trimestral de faturação. Acredito que o ganhar destes e dos outros prémios tem sobretudo a ver com o gostar do que se faz. Como antevê a sua evolução, enquanto consultora? Vou continuar a investir em formação. A próxima que farei será sobre decoração de interiores. Já fiz uma pequena formação em home staging e quero aprofundar os conhecimentos, porque acredito que esta é a minha forma de ajudar os proprietários na venda de um imóvel. O respeito e a atenção ao cliente são as bases a manter sempre! 63
Arquitetura, Construção e Imobiliário
“REGULAMENTAR A ATIVIDADE É ESSENCIAL” Carlos Andrade formou-se em Engenharia Eletrotécnica e, apesar de ter trabalhado mais de 20 anos em manutenção de edifícios, nunca parou de ambicionar ter o seu próprio negócio. O setor imobiliário surgiu de forma natural, quando procurou concretizar esse objetivo e atualmente é consultor imobiliário da KW Focus.
O
que o fez mudar de área e optar pelo imobiliário?
As funções que exerci ao longo dos 20 anos em que trabalhei na manutenção de edifícios permitiramme desenvolver competências comerciais e a sensibilidade para a importância que a disponibilidade e o rigor têm para satisfazer as necessidades dos clientes e prestar um bom serviço. Por outro lado, há já muitos anos que tinha a ambição de ter o meu próprio negócio e ser responsável pelo meu trabalho. Estudando um pouco o ramo imobiliário, percebi que as minhas competências
profissionais encaixavam perfeitamente nesta atividade e, ao mesmo tempo, garantia-me a liberdade e a responsabilidade de gerir o meu trabalho e construir uma carreira de sucesso. Como classificaria a sua experiência enquanto consultor KW? Iniciei a minha atividade como consultor em dezembro de 2019 e devo dizer que tem sido um percurso de contínua aprendizagem e tem superado as minhas expectativas. O espírito de equipa e colaboração que existe no Market Center, as ferramentas e a formação sempre disponível têm contribuído decisivamente para o caminho que tenho construído. Para além disso, sinto-me grato pela confiança que os clientes têm depositado no meu trabalho e por ter a oportunidade de ajudar cada uma dessas famílias a vender ou a encontrar uma nova casa. Sinto que estou a concretizar o meu desígnio pessoal e profissional como consultor na KW. A KW é reconhecida como uma empresa de formação e consultoria e tem ferramentas próprias para ajudar os seus consultores. Como funcionam estas ferramentas e de como contribuem para uma melhoria do serviço prestado aos clientes? Desde 2018 que o Gary Keller posicionou a KW como uma empresa de formação e consultoria, impulsionada por tecnologia, que se dedica ao negócio da mediação imobiliária. Assim, a KW estabeleceu parcerias com a Google e com o Facebook e iniciou o desenvolvimento da plataforma “Command”, que visa incorporar as vertentes de gestão de base de dados, campanhas de marketing com integração nas redes sociais, gestão de angariações e base de dados de propriedades com relatórios personalizados num único local, tornando mais simples o trabalho dos consultores.
Quais os desafios, quando se entra no mercado imobiliário, e como é que a estrutura KW ajuda a resolver essas dificuldades? Para além do desconhecimento dos aspetos processuais que uma transação imobiliária encerra, a maior dificuldade que encontrei foi o facto de, enquanto consultor, ter de “vender os meus serviços” e assim conquistar a confiança dos potenciais clientes. Nesse aspeto, a KW assegura a todos os consultores formação contínua e atualizada, assente em modelos e sistemas testados e com resultados comprovados. Temos o apoio direto dos nossos “Productivity Coaches”, que nos acompanham e partilham o seu conhecimento sobre as diferentes estratégias de desenvolvimento do nosso trabalho e, na retaguarda, temos o staff dos departamentos processual, de crédito e jurídico. Como se descreve, enquanto consultor? Percebi, quando ingressei nesta área, no ano passado, que o fator diferenciador para o sucesso nesta atividade seria aliar uma boa capacidade de entender as necessidades dos clientes e prestar um serviço rigoroso e de elevada disponibilidade, que permita alcançar o resultado que estes procuram. É com esta visão presente que me descrevo como um facilitador de soluções para quem quer vender a sua casa ou encontrar a casa certa para comprar. Enquanto profissional do imobiliário, como antecipa os próximos tempos? Antecipo um crescimento do número de casas em venda e, com isso, um mercado cheio de boas oportunidades para comprar. Desse ponto de vista, todos os profissionais que posicionem o seu serviço num patamar de excelência estarão mais habilitados a ajudar aqueles que procurem os nossos serviços. Espero ainda que os nossos governantes aproveitem a oportunidade para regulamentar a entrada nesta atividade, à semelhança do que já acontece noutros países. linkedin.com/in/carlos-andrade-kw
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Carlos Andrade Consultor Imobiliário
“A MOTIVAÇÃO E A FORMA DE PENSAR SÃO A BASE DE TUDO” Adelino Mandriana Team leader
Adelino Mandriana começou a sua carreira como engenheiro eletrotécnico, mas descobriu a área do imobiliário em 2002. Desde então, tornou-se consultor imobiliário e especialista em pessoas. Atualmente, é team leader da KW Área Carcavelos, onde lidera uma equipa de mais de 80 pessoas.
O
que o fez avançar para a área imobiliária?
Venho da área de Engenharia Eletrotécnica, tendo trabalhado no setor das telecomunicações. Tive, inclusivamente, uma empresa minha, no início do ano 2001, mas que acabei por fechar. Foi nesse momento que surgiu a hipótese de ir trabalhar para a área do imobiliário. Confesso que o que me levou a ir trabalhar para esta área foi a possibilidade de trabalhar com pessoas, pois sentia-me realizado a desenvolver as suas características. Neste momento, sou team leader e responsável pelo Market Center da KW Área Carcavelos. Que características destacaria em si próprio que o fazem ser um bom team leader? O mais importante é gostar de trabalhar com pessoas e de as servir. Devemos ter em conta que todos nós temos potencial para liderar, todavia isso deve ser desenvolvido. Algumas pessoas são líderes de forma natural, outras pessoas necessitam de
desenvolver mais as capacidades de liderança, mas a liderança deve ser trabalhada todos os dias. Um líder deve sempre abraçar o projeto com paixão e gostar de servir os outros, pois este é um trabalho que nunca termina. Só conseguimos crescer ajudando a crescer, se trabalharmos acrescentando valor propositadamente. Como faz a formação e o acompanhamento de todas as pessoas? A KW é uma empresa de formação, consultoria e coaching na área do imobiliário, assente em tecnologia, que nos faculta modelos e sistemas e nós trabalhamos com base neles. Temos um Modelo Organizacional onde a equipa é organizada assegurando que diferentes pessoas têm responsabilidade sobre diferentes grupos de consultores. No meu caso, enquanto team leader, tenho a responsabilidade de trabalhar com o grupo de consultores Top 20% mais produtivos do Market Center. Estes consultores têm muito mais necessidade de apoio, formação, consultoria, coaching para
desenvolver capacidades de negócios, que os levam a fazer crescer o seu negócio e obter mais lucro. Qual é o perfil de consultores mais adequado para a KW? Eu acredito que toda a gente vende, por isso não creio que exista um perfil único. A motivação e trabalhar a forma de pensar são a base de tudo. O mais importante é perceber o motivo pelo qual a pessoa quer ingressar na área imobiliária. Assim, a pessoa reconhece os seus interesses e pontos fortes e irá trabalhá-los, para atingir os resultados esperados. Da mesma forma, os pontos fracos devem ser trabalhados. É fundamental trabalhar o modo como a pessoa pensa, porque isso limita verdadeiramente o sucesso de alguém. Esta é uma atividade muito dinâmica, que seleciona naturalmente quem quer continuar a trabalhar no setor ao longo do tempo. Ter motivação forte, forma de pensar adequada e capacidade de adaptação é determinante. kwportugal.pt/KWAreaCarcavelos
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Arquitetura, Construção e Imobiliário
CONFORTO QUE RESPEITA O PLANETA Pedro Ribeiro Engenheiro e Sales and Technical Country Manager
A DANOSA é uma empresa multinacional que apresenta, entre outras, soluções de isolamento térmico, acústico e materiais ecologicamente sustentáveis aos seus clientes. O engenheiro Pedro Ribeiro, sales e technical country manager da DANOSA Portugal, partilhou a sua visão do setor e da evolução do mesmo.
C
omo caracteriza o mercado nacional, no que respeita à utilização destas soluções de isolamento? É identificável um crescimento da procura por soluções capazes de dar resposta a uma exigência de conforto permanente, nomeadamente no âmbito do isolamento térmico/acústico. O setor da construção em Portugal evoluiu positivamente, quer ao nível do know-how relativo a estas matérias, quer a nível regulamentar e de exigência de melhores performances no desenvolvimento das soluções construtivas em projeto mas, sobretudo, em obra. Que produtos gostaria de destacar, pela sua inovação e eficiência? Gostaria de destacar a linha acústica da DANOSA, que é composta por produtos multicamada que permitem um isolamento acústico a todo o espectro de frequências, com espessuras bastante reduzidas, produtos amortecedores de ruído de percussão ou impacto e produtos antiressonantes. Gostaria também de destacar a nossa mais recente gama de membranas impermeabilizantes NOX, desenhada com o intuito de reduzir a poluição do ar.
O isolamento térmico e acústico em Portugal ainda é deficiente. O que falta fazer para alterar isso? Considero que está em marcha um processo de consciencialização claro dos diversos stakeholders. Não obstante, ainda está numa fase muito primitiva e essa consciencialização, somada a uma revisão regulamentar, serão o caminho para continuar a melhorar o nosso conforto invisível. Muitos consumidores acreditam que uma casa bem isolada térmica e acusticamente é necessariamente mais cara. É um investimento que compensa? É inevitável irmos apresentando uma melhoria do isolamento térmico e acústico das novas construções, sendo que o acréscimo financeiro a considerar no investimento inicial é compensado pela poupança na fatura da energia num prazo máximo de cinco anos. Somando a esta poupança energética e económica a melhoria da qualidade de vida do utilitário e a utilização deste produto em espessuras solidárias, traduz-se inequivocamente numa mais-valia. Quanto à acústica, os seus benefícios não são economicamente quantificáveis.
O vosso compromisso com a sustentabilidade e a economia circular fez-vos comprometer com objetivos específicos? Temos traçado objetivos ambiciosos nesta matéria, em linha com o que já têm sido os últimos anos dentro do mundo DANOSA, onde podemos destacar a criação de uma empresa dentro do grupo destinada unicamente a racionalizar recursos e diminuir o impacto ambiental da nossa produção, a aquisição de uma empresa de reciclagem de EPS (convertendo inúmeros desperdícios em matériasprimas) ou até a obtenção de diversos Documentos Ambientais de Produto onde está evidente o impacto ambiental do ciclo de vida de cada produto. A curto prazo prevemos a integração de muito mais produtos reciclados nos nossos processos produtivos. Qual o impacto desta crise pandémica no vosso trabalho e como antecipam os próximos tempos? Até agora o impacto económico da pandemia na nossa empresa foi residual. Em Portugal não sentimos uma redução do volume de faturação. No que concerne ao ano de 2021, a expectativa é tão grande como a incerteza, pois sabemos do impacto económico que provoca esta pandemia e, ainda que não numa primeira instância, acabará por refletir-se no setor da construção. portal.danosa.com
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Mulheres de Valor
“É URGENTE UNIFORMIZAR PROCEDIMENTOS BUROCRÁTICOS”
A Ei! – Assessoria Migratória foi a primeira empresa nacional criada com o objetivo de ajudar aqueles que querem sair ou entrar em Portugal, para viver, trabalhar e investir. A fundadora e gerente é Gilda Pereira que, em entrevista, salientou alguns dos problemas que carecem de resolução neste setor.
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Ei! nasceu em 2014. Que balanço faz da área das migrações? Gilda Pereira fundadora e administradora
A mudança mais positiva foi a da imigração altamente qualificada que Portugal tem vindo a viver nos últimos três anos. Para tal, muito contribuiu o programa TechVisa, um programa certificado pelo IAPMEI que permite às empresas contratarem mãode-obra qualificada, emitindo elas próprias um termo de responsabilidade em como irão “patrocinar a contratação de um quadro altamente qualificado”. Este é um tipo de imigração que nos interessa enquanto sociedade, mas ainda existe muita disparidade entre os diferentes consulados e mesmo as diferentes delegações do SEF, no que respeita a um entendimento uniforme da lei. Em relação à Autoridade Tributária, vimos uma grande evolução pós-Covid, com o E-Balcão, que já nos permite obter os NIFs dos nossos clientes eletronicamente. A digitalização dos serviços do Estado ajuda ou ainda é um processo que não funciona a 100%? Na minha opinião, ainda não está a funcionar a 100%, mas o problema consiste na divergência de interpretações por parte de quem recebe os processos. Entregamos sempre os documentos da mesma forma, mas dependendo da pessoa que analisa o processo, existem exigências extras que temos de cumprir, e, muitas vezes, temos de ir presencialmente a um serviço público resolver a
questão. Não há procedimentos uniformizados. Que avaliação faz do movimento migratório de 2020? Desde que entrámos em pandemia, temos mais procura por parte de pessoas individuais – nós trabalhávamos muito o mercado corporate (no auxílio à contratação de estrangeiros) e isso estagnou um pouco. No caso dos indivíduos, com a generalização do trabalho remoto, podem agora trabalhar a partir de qualquer lugar e Portugal é um país apetecível. Temos muitos pedidos dos EUA, Canadá, África do Sul e Índia. Como é que Portugal é visto pelos outros países, no que toca às medidas tomadas para fazer face à pandemia? Houve dois aspetos que impressionaram os estrangeiros: a unidade política para lidar com a pandemia, entre os diferentes partidos e Presidente da República e a quase inexistência dos movimentos que rejeitam a utilização de máscara e as medidas de proteção. Por outro lado, muitas pessoas que nos procuram nem sabem que Portugal tomou a medida de tratar os imigrantes que estavam em processo de legalização como se estivessem legalizados, para permitir o acesso a cuidados de saúde. Eu faço questão de referir isso, porque foi uma medida única a nível europeu e orgulho-me dela. Foi uma medida extremamente humanitária e que demonstra muito bem o nosso ADN.
Além das pessoas qualificadas, que outra imigração é que temos? Temos muitos reformados – as reformas dos nossos clientes são muito superiores aos salários médios portugueses, conseguem ter aqui um estilo de vida que de outra forma não lhes era permitido. A segurança, o clima, a boa qualidade de vida, o sistema de saúde pública e a diversidade de oferta cultural são outros aspetos importantes. Se tivesse de deixar alguns pontos que carecem de alteração, neste setor, que problemas destacaria? Era importante uniformizar o entendimento sobre a legislação e a regulamentação dos vistos e os respetivos procedimentos, por parte das várias entidades envolvidas, nomeadamente os consulados e o SEF. A discrepância de interpretações que atualmente se verifica torna o nosso trabalho muito difícil. Há consulados, alguns deles membros da CPLP, com os quais é muito difícil trabalhar.
Gilda Pereira Fundadora e gerente
Lisboa: Avenida Fontes Pereira de Melo, 35 2ª, 1050-118 Lisboa | Tel.: 217 960 436 | Porto: Rua Feliciano de Castilho, 66, 4150-311 Boavista/Porto | Tel.: 221 450 297 Email: geral@eimigrante.pt | www.eimigrante.com e www.eimigrante.pt | Horário de atendimento: 2ª a 6ª feira das 10h às 18h
Mulheres de Valor
“ORGULHO-ME DE MULHERES INDEPENDENTES” Rita Maria Nunes é a CEO da Interconsulta, uma empresa familiar que está sob sua administração desde o início do ano de 2020. Mulher otimista, empreendedora e cheia de energia, Rita Maria Nunes começou a trabalhar aos 14 anos e conta-nos a sua experiência enquanto líder e mulher trabalhadora. Rita Maria Nunes
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CEO
omo se define, enquanto pessoa e profissional? Que características pessoais acredita que utiliza no seu dia a dia profissional? A energia e dedicação com que encaro os meus desafios, pessoais ou profissionais, são as características que mais inspiram os outros a se superarem. Sempre me senti uma mulher independente, livre, tendo na capacidade de liderança uma das minhas maiores virtudes. Em Portugal, as mulheres estão cada vez mais a ocupar lugares de liderança. Todavia, a nível salarial a igualdade ainda não se manifesta. Como vê esta questão? Vejo com profunda tristeza. É lamentável que o teu género condicione à partida o teu salário, quando na verdade deveria ser a dedicação, empenho e conhecimento que deveriam ser a bitola de quanto vais receber no fim do mês. Tornei-me empresária para não ter de lidar com estas diferenças mas, acima de tudo, para poder acabar com elas.
Quais os desafios a ter em conta nos próximos anos, no que respeita às mulheres e ao seu reposicionamento e afirmação no mundo empresarial? Acompanho com muito orgulho movimentos de mulheres que se tornam independentes, que lutam pelos seus ideais. Sempre que vejo uma mulher num lugar de liderança importante sinto uma tremenda alegria. O mundo está a mudar muito nesta questão, felizmente de forma cada vez mais rápida e intensa. Mas há ainda muito a fazer. Os desafios são imensos, mas qualquer pessoa pode chegar onde quiser. Que mensagem gostaria de deixar às novas gerações, que estão atualmente na faculdade ou a iniciar o seu percurso enquanto empresárias? Ninguém sabe aos 20 anos o que vai de facto fazer aos 30 ou aos 40. Mas eu sabia que queria mudar o mundo. Optei por ser empresária e gerar valor criando postos de trabalho. Lewis Carrol escreveu, no livro “Alice no País das Maravilhas”, que podemos sempre alcançar o impossível, bastando para isso acreditar que é possível. Para quem está a sair agora da faculdade e quer ser empresária, o único conselho que posso dar é: sigam em frente!
ENDEREÇO
Que soluções e serviços presta atualmente a Interconsulta a quem a procura? Trabalhamos consultoria em negócios de franchising, para franchisadores e franchisados. Temos programas pré-definidos para redes de franchising, nomeadamente para quem quer lançar um novo conceito em franchising ou para quem já tem e quer melhorar o desempenho da sua rede. O nosso modelo de trabalho assenta em duas condições importantes: é sempre um trabalho entre duas entidades - empresa e consultor; damos ferramentas e ensinamos as técnicas necessárias para alcançar o objetivo. Tendo em conta o seu positivismo, empreendedorismo e a capacidade de resolver problemas, como avalia a atual situação socioeconómica em que o país e o mundo se encontram? Acredito que os tempos que se seguem vão ser desafiantes. As famílias vão perder poder económico e vamos ter de nos reinventar enquanto sociedade. No entanto, vamos valorizar coisas que antes nos passavam ao lado, como o nosso tempo ou a nossa casa. foto: André Areias
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Direito
“É NECESSÁRIO REGULAMENTAR A ATIVIDADE DIGITAL”
António Santos Quintas Advogado e Administrador
Em período de pandemia, a ASQ & Associados adaptou-se às exigências burocráticas e legislativas, bem como a outros desafios, como a transformação digital na Advocacia, como salienta, em entrevista, o advogado António Santos Quintas, administrador desta sociedade de advogados.
A
chegada da pandemia levantou muitas questões legais e burocráticas. Como se posicionou a ASQ & Associados no mercado para responder a estas questões? Criámos uma task force interna dedicada a acompanhar a produção legislativa relativa ao tema e a desenhar um pacote abrangente de soluções adaptáveis às necessidades específicas de cada cliente. Estas soluções são muito diversas, indo desde minutas até FAQ de linguagem acessível a não juristas, sem descurar as consultas por via digital. Quais os principais desafios que as empresas sentiram e que a ASQ & Associados enfrentou, também, no seguimento das alterações da economia e do mercado? As empresas precisaram de mudanças intensas na maneira de operar, mas o maior desafio das empresas foi manter a ligação entre as equipas, os clientes e os parceiros em face do distanciamento físico. Foi necessário fomentar o compromisso, o vanguardismo e a confiança.
Em tempo de confinamento, o meio digital foi uma solução de proximidade para continuar a trabalhar e a acompanhar os clientes? A Advocacia abraçou o meio digital como meio de trabalho, com reuniões virtuais, adaptou os métodos de trabalho, conduziu a uma redução de custos e aumentou a produtividade. A tecnologia e o digital transformaram o modo de pensar na Advocacia. Para as empresas de todas as áreas económicas, a presença online e o e-commerce passaram a representar uma alternativa à presença física. Já existe legislação suficiente para regular as transações por comércio eletrónico? Existem ainda várias áreas que precisam de ser devidamente regulamentadas, como a privacidade, a responsabilidade das plataformas, a segurança dos meios de pagamento e a fiscalidade. A nível de defesa do consumidor, o principal diploma vigente é o Decreto-Lei nº24/2014, contudo encontra-se neste momento na União Europeia, em fase de conclusão, o Digital
Services Act, que visa a introdução de alterações a nível da economia digital. Quais as áreas do Direito que necessitam de uma maior atualização, para responder aos novos desafios que se apresentam? O comércio eletrónico é um campo onde o legislador deve criar métodos de proteção do consumidor, através de procedimentos de segurança e modos de ressarcibilidade. Também a Inteligência Artificial constitui um desafio, que deve ser objeto de regulamentação. Que avaliação faz deste período e quais as mudanças que lhe parece que vieram para ficar e que urge, por isso, legislar? Este período é uma oportunidade para as instituições se reinventarem. O teletrabalho, a celebração de contratos e a realização de atos notariais e judiciais à distância são realidades que importa regular e legislar.
Estudos de Mercado
“TER INFORMAÇÃO FIÁVEL
É TER PODER”
A Equação Lógica foi criada há 10 anos e centra o seu trabalho nas áreas dos estudos de mercado e consultoria, como explica Fernanda Pereira, CEO da empresa.
Fernanda Pereira CEO
Q
ue balanço faz desta década e da evolução da empresa?
A Equação Lógica foi criada há 10 anos tendo como ponto de partida o desenvolvimento de uma estrutura operacional competitiva e de grande qualidade. Passado pouco mais de dois anos, tornámo-nos uma empresa de serviço completo, disponibilizando aos nossos clientes a mesma qualidade operacional de sempre, mas reforçada com consultoria de negócios baseada em estudos de mercado. Tornámo-nos membros APODEMO e é com orgulho que, passados 10 anos, vemos o percurso e sucessos alcançados, em Portugal e em outros países de língua oficial portuguesa e não só, onde tivemos oportunidade de trabalhar diretamente e através de parcerias. Quais os estudos qualitativos e quantitativos mais frequentes? Os estudos mais frequentes passam pelo teste de novas fórmulas de produtos, inovação, brand equity e comunicação. Fazemos ainda estudos de shopper, que nos permitem um acompanhamento muito aprofundado do comportamento e motivações de compra. Mais recentemente, a realização de estudos qualitativos digitais foi uma realidade, assim como os estudos que integram a abordagem de Design Thinking. O leque diversificado de setores de
atividade permite uma ampla cobertura de targets e de categorias em estudo. De FMCG a serviços ou B2B. A Equação Lógica adquiriu nos últimos 10 anos uma vasta experiência de testes de produto, packaging e comunicação, que nos permite oferecer aos nossos clientes um sólido benchmarking como valor acrescentado na leitura de resultados. Temos também experiência na utilização de ferramentas de Neuromarketing. Quais as mais-valias de um estudo de mercado para os clientes e o que pode melhorar numa empresa, através de um estudo deste género? Ter informação fiável e relevante é ter poder, mas a posse da informação só se traduz em poder se a mesma for utilizada como suporte para a ação. A posse de um sólido estudo de mercado dá aos nossos clientes a possibilidade de tomar as decisões mais adequadas para minimizar os riscos naturalmente inerentes a qualquer decisão e maximizar a rentabilidade dos investimentos. Que características destacaria da forma de trabalhar e apresentar um estudo da Equação Lógica que a fazem corresponder aos objetivos de grandes clientes, como os que já possuem? A Equação Lógica® é constituída por uma equipa de técnicos experientes em estudos de mercado de âmbito nacional e internacional, permitindo dar
resposta às diferentes necessidades dos nossos clientes. Com uma aposta na abordagem ad hoc, desenhamos soluções de research qualitativas ou quantitativas ou integradas que permitam a melhor resposta aos objetivos do cliente. O que é a PRE.COM e a POS.COM, a nova ferramenta de avaliação da Equação Lógica, e que vantagens ela traz a quem utiliza? Estas ferramentas foram criadas especificamente pelas solicitações dos clientes, que procuravam instrumentos de avaliação das suas campanhas publicitárias. São soluções ágeis de teste quantitativo ou qualitativo, para ajudar os clientes a maximizar o potencial das suas campanhas e obter o maior e melhor retorno das ideias criativas e mensagens das marcas, nos targets dos teens, kids e seniores. Com base nos vossos conhecimentos sobre o mercado e o comportamento do mesmo, como lhe parece que será a evolução da economia nos próximos tempos? Infelizmente, com a situação pandémica que todos vivemos, não se pode dizer que as perspetivas para a economia, quer nacional, quer internacional sejam boas. No entanto, estamos em crer que a retoma económica se trata sobretudo de uma questão de tempo.
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