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Valor Magazine agosto

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Distribuído com o semanário SOL

Mensal Agosto de 2020 nº009 Gratuíto

Sérgio Vasconcelos o líder de uma das equipas imobiliárias

o líder de uma das equipas imobiliárias mais mais produtivas produtivas do do país país (CON)VIVER COM A COVID-19

ENSINO E FORMAÇÃO Artigo exclusivo da Secretária de Estado da Educação

Os novos hábitos e as medidas indispensáveis

ESPECIAL ARQUITETURA, CONSTRUÇÃO E IMOBILIÁRIO Mercados que não pararam


Agosto é, por definição, o mês de férias da maioria dos portugueses. Este ano, a chegada da Covid-19 ao país acabou por obrigar a que muitas pessoas usufruíssem do seu tempo de descanso antes daquilo que estava previamente estabelecido. Todavia, a tradição impôs-se, ainda assim, e agosto levou muitas pessoas ao descanso merecido. Se algumas tinham decidido fazer férias em Portugal, outras há que desejavam viajar, mas acabaram por não fazer, dadas as condições de segurança exigidas atualmente ou mesmo porque optaram livremente por alterar os planos e ficar em Portugal, ajudando o país a retomar a atividade económica. Para quem está de férias, para quem já usufruiu do seu período de descanso e para quem ainda aguarda pela data que assinala o fim dos compromissos laborais, a Valor Magazine deste mês tem um artigo que lhe interessa.

Propriedade e Administração: Sinónimos Breves Unipessoal, Lda

Diretor: José Moreira

Gerência detentora de 100% do capital social José Moreira

Editora e responsável de conteúdos: Sara Freixo

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Gestores de Comunicação: Fernando Costa, Miguel Machado e Rui Moreira Jornalistas: Andreia Rodrigues Fotógrafo de Capa: Diogo Luís NIF: 515 541 664 Registo ERC nº 127356 ISSN: 2184-6073 Depósito Legal: 462265/19

Falámos com quem está a preparar o próximo ano letivo e quisemos conhecer o que está a ser feito para garantir segurança no regresso às aulas. Viajámos até Proença-a-Nova, para lhe trazer bons exemplos de atividades turísticas no Centro de Portugal. Fomos, mais uma vez, conhecer histórias de mulheres criativas e empreendedoras, capazes de recomeçar o seu negócio quando as circunstâncias são desfavoráveis. Trazemos-lhe, também, bons exemplos de mercados que laboraram durante o período de confinamento, como o imobiliário. A Valor Magazine é uma ótima companhia, também nas férias! Desfrute!

www.mariacafe.pt VALOR - aquilo que uma coisa vale; importância que se atribui ou reconhece a algo ou alguém; qualidade que desperta admiração por alguém; valia, mérito, préstimo; qualidade de quem pratica atos difíceis, extraordinários ou perigosos; valentia; coragem.

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iSling Mãos livres, colo cheio.

FICHA TÉCNICA

Editorial


DESTAQUES Decunify

Universidade de ร vora

APAT

CM Proenรงa-a-Nova

PUB


ESPECIAL ARQUITETURA, CONSTRUÇÃO E IMOBILIÁRIO 06 - Team Vasconcelos: uma das equipas imobiliárias mais produ vas em Portugal 08 - J&R Alexandre - "É urgente apostar em mão de obra qualificada" 09 - Projecto 84 - "O Design adapta-se e reinventa-se" 10 - Remax Forever - "O mercado de luxo vai con nuar a crescer" 12 - B-Conforto - "A personalização de uma peça é o que nos destaca" 14 - Remax Ideias - "O confinamento despertou a necessidade de sair das cidades"

PORTUGAL CRIATIVO

ÍNDICE

16 - Proposta Capital - "Acredito que 2021 será um ano de recuperação" 18 - Decunify - "Este é o momento para as empresas melhorarem os seus processos" 20 - PRF - Hidrogénio, um futuro mais verde 22- Uni2All - "O confinamento mostrou a fragilidade do método de estudo tradicional" 23 - Miniplás -"A Covid-19 deu-nos oportunidades de negócio"

PORTUGAL CRIATIVO - CRIATIVIDADE FEMININA

24 - Secretdevo on: sinónimo de dinamismo e transparência 26 - Rita Roccha: corajosa e apaixonada por desafios 27 - Indexit - "Teremos de nos reinventar"

EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO

28 - Secretária de Estado da Educação - Educação: É urgente permanecer 29 - Modatex: a formar o futuro do Têx l 30 - Universidade de Évora -"Somos pouco reconhecidas socialmente, (...)" 32 - Externato Santa Joana - "Regemo-nos pela excelência, competência e equilíbrio" 33 - Escola Profissional de Tondela -"É um período par cularmente exigente" 34 - Universidade Europeia -"Preparamos o estudante para ser um profissional global" 36 - Externato Nossa Senhora do Rosário -"As aulas à distância basearam-se (...)" 37 - Inovinter -"Disponibilizamos formação totalmente customizada" 38 - OPCO -"O futuro passa por um equilíbrio entre ensino presencial e à distância" 40 - CECOA - "A formação online deve ser integradora" 42 - Associação Empresarial de Portugal - A inovar a par r da experiência

MULHERES DE VALOR

44 - Paula Pinto Almeida - "Todas as crianças são únicas" 45 - Ana Morgado - "As mulheres estão cada vez mais a assumir o papel (...)" 46 - Capote's Emo on -"Inovar é não desvirtuar"

RETOMA ECONÓMICA

50 - APAT - "Pode surgir um novo padrão de consumo e de consumidor" 52 - Dirigeste - "Alterámos ro nas sem influenciar a rapidez de resposta" 53 - Condomínio Online - A primeira empresa de condomínios online em Portugal 54 - Real Vida Seguros -"Teremos um papel fundamental nos próximos tempos"

REGRESSO AO (NOVO) NORMAL

55 - Câmara Municipal de Proença-a-Nova - "Temos turismo para todo o ano" 58 - Limpo Bem Limpinho - "Nunca parámos de trabalhar e ainda crescemos" 60 - Marclean - "Os pedidos de limpeza aumentaram na pandemia" 61 - Minc - "Já se verifica alguma retoma" 62 - Team Transformerz - "Nenhum suplemento subs tui uma alimentação saudável"

SAÚDE E BEM-ESTAR

63 - ORPEA - "Queremos ser uma extensão da unidade familiar" 66 - Godental - "É preciso rigor na escolha dos locais de tratamento"

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Especial: Arquitetura, Construção e Imobiliário

TEAM VASCONCELOS: UMA DAS EQUIPAS IMOBILIÁRIAS MAIS PRODUTIVAS EM PORTUGAL zome.pt

Sérgio Vasconcelos Consultor imobiliário e líder de equipa

Sérgio Vasconcelos era empresário, no Porto, de onde é natural quando, em 2013, decidiu mudar a sua vida. Em plena crise económica, mudou-se com a família para Cascais, deixou para trás a empresa de consultoria em telecomunicações de que era proprietário e arriscou recomeçar. Fora da sua zona de conforto, o agora consultor imobiliário e líder da equipa – Team Vasconcelos, da Zome, descobriu nesta área uma atividade apaixonante que o entusiasma.

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érgio Vasconcelos chegou a Cascais, há sete anos. Trouxe a família e alguns planos, que esperava concretizar. Tudo o resto ficou no Porto, cidade onde nasceu, cresceu, desenvolveu a sua atividade profissional e criou família, até 2013: “Decidi sair da minha zona de conforto e, uma vez que a minha esposa é natural de Cascais, mudámo-nos para cá. Não pretendia encontrar um trabalho em Lisboa. O ideal era conseguir trabalhar e viver em Cascais. Foi assim que me interessei por um anúncio, que falava na venda de imóveis da Banca, e comecei a trabalhar com a PRIME”.

“As múltiplas viagens na Europa e nos Estados Unidos permitiram-me conhecer as melhores práticas, participar nos maiores eventos mundiais, efetuar networking internacional e conhecer espaços imobiliários de Londres a Paris, ou de Nova Iorque a Beverly Hills”. Recentemente, associei-me também à NAR – National Association of Realtors dos Estados Unidos – a maior associação mundial de consultores imobiliários, de forma a manter esse importante networking e estar a par de todas as tendências e inovações no setor”.

Nessa época, a PRIME trabalhava com a Remax. Sérgio Vasconcelos identificou-se imediatamente com os valores do Grupo PRIME. Pouco tempo depois, a PRIME trocou a parceria para a KW, marca americana que estava a entrar no país: “Mantive a minha ligação à PRIME e comecei a ir, anualmente, aos Estados Unidos, para se perceber exatamente como se trabalha o setor imobiliário naquele país, uma vez que os americanos são reconhecidamente os melhores do mundo nesta área. Durante quatro anos, de 2015 a 2019, fiz muitas viagens, e acabei por ser considerado em 2018, pela KW em Los Angeles, como embaixador internacional de cultura da marca. Foi um dos pontos altos da minha carreira”.

Foi quando a PRIME decidiu começar a trabalhar a sua própria marca – a Zome – que Sérgio Vasconcelos voltou a repensar a sua vida: a Zome é, nas palavras de Sérgio Vasconcelos, um “projeto inovador, tecnológico e pensado para as pessoas”. Atualmente, esta é a maior multinacional imobiliária portuguesa e foi distinguida em 2019, pela revista Exame, como a melhor imobiliária para trabalhar em Portugal.

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Especial: Arquitetura, Construção e Imobiliário

Quando questionado sobre as mais-valias desta marca, Sérgio Vasconcelos é perentório: “Primeiro, é um projeto muito tecnológico. O master da Zome não tem o lucro como objetivo, pelo que investe tudo no desenvolvimento da sua própria tecnologia, para que não dependa de terceiros para a sua evolução. Esta tecnologia é desenvolvida em Braga, no departamento Tecnológico. Em jeito de exemplo, consigo fazer um estudo de mercado em segundos, consigo enviar um relatório semanal das atividades para um cliente de uma forma automática através da nossa plataforma, e um cliente, em qualquer parte do mundo, consegue comprar uma casa através do nosso site – mais nenhuma imobiliária o permite. Isso é importante, porque permite que o cliente reserve o imóvel sem depender do consultor mas, em paralelo, o consultor não deixa de ganhar a sua comissão, tendo em conta que o processo acaba por passar por ele, posteriormente”. Esta possibilidade surgiu através da plataforma Zome Now, criada recentemente, bem como a Zome Meet, que permite realizar videoconferências entre consultores e clientes: “Este desenvolvimento tem também por detrás grandes parceiros, como a IBM, a Amazon e a Microsoft. Além disso, a Zome valoriza as opiniões dos seus líderes de equipa e hub directors e conta com a nossa experiência para ir sempre melhorando a utilização destas tecnologias”. Para lá da intensa utilização da tecnologia, os consultores da Zome contam ainda com a Neurociência no desenvolvimento de conteúdos do seu programa de formação para estudar os comportamentos dos clientes. Os clientes são, por isso, o centro das atenções dos consultores. No que toca a Sérgio Vasconcelos e à sua equipa, o cliente tem à sua disposição consultores especializados, de acordo com os objetivos a atingir: “Comecei a trabalhar como consultor individual, mas depois percebi que seria fundamental encontrar alguém que me ajudasse com as questões administrativas e contratei uma assistente. Comecei a conseguir angariar mais imóveis, pois tinha mais tempo para o fazer, e isso fez-me contratar mais pessoas, para trabalhar quer as angariações, quer as vendas. Atualmente lidero uma equipa de nove elementos, dois deles especializados em angariações de imóveis, cinco especializados em clientes compradores nacionais e internacionais e duas pessoas para o setor administrativo, além de dois

elementos externos que se ocupam do Marketing e Design. Na nossa equipa os consultores estão divididos por áreas e cada um é especialista em determinadas tarefas, o que garante um maior acompanhamento ao cliente, uma menor probabilidade de erro, uma maior disponibilidade para as necessidades específicas dos clientes e uma maior rapidez de resposta, em todas as fases”. “Por exemplo, um especialista em clientes compradores da nossa equipa dedica-se exclusivamente a acompanhar um cliente comprador, na pesquisa e selecção de imóveis, agendamento e realização de visitas, e apoio na respetiva transação”. Sérgio Vasconcelos destaca a importância da formação e da preparação técnica dos consultores imobiliários da Zome e da Team Vasconcelos em particular, como justificação para um maior índice de produtividade per capita por consultor, face às outras grandes marcas presentes no mercado português. Os consultores da ZOME não pararam de trabalhar, durante o confinamento: “Recebemos m e s m o m u i to t ra b a l h o, a q u an d o d o confinamento. Muitas das imobiliárias fecharam – algumas definitivamente – e muito trabalho acabou por vir ter connosco. Felizmente, tivemos capacidade de resposta para conseguir lidar com ele, porque estávamos preparados. Mais uma vez, a Zome antecipou-se e logo no início do confinamento estabelecemos um gabinete de crise, que estudou as soluções necessárias para continuar a falar com os clientes, a colocar casas no mercado e a fechar negócios, tudo em segurança”. Com os preços ajustados à realidade do mercado nacional, Sérgio Vasconcelos reconhece que não sentiu um impacto negativo nas transações efetuadas nos últimos meses, apesar de sentir alterações no setor: “Estamos num ponto de viragem e de maturidade do mercado, onde os compradores são mais exigentes e os proprietários dos imóveis têm de estar muito atentos quando se decidem pelo consultor e pela imobiliária A ou B, e questionar o que estes vão fazer pelo seu imóvel. Na nossa equipa, tudo acontece com grande dinamismo porque trabalhamos com grande responsabilidade, um fortíssimo e exclusivo investimento em marketing e asseguramos a partilha dos imóveis com todo o mercado imobiliário nacional e internacional”.

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Especial: Arquitetura, Construção e Imobiliário

“É URGENTE APOSTAR EM MÃO DE OBRA QUALIFICADA” Bernardo Alexandre é o CEO da J&R Alexandre, uma empresa de construção, que opera no mercado das requalificações de edifícios, obras públicas e privadas. Empresa familiar, foi reconhecida com o prémio PME Líder e Excelência em 2019, ano em que celebrou o vigésimo aniversário.

Bernardo Alexandre CEO

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ue significado teve o reconhecimento de PME Excelência e Líder para vós?

A J.&R. Alexandre foi fundada em 1999 e trabalhava sobretudo no concelho de Vila Franca de Xira, no entanto, hoje em dia está presente de Norte a Sul, em alguns países da União Europeia e, a cada ano que passa, surgem novas metas a alcançar. Sinceramente, não sei se os fundadores pensaram que algum dia evoluíssemos tanto, mas tenho a certeza que tudo isto só é possível graças ao seu empenho e dedicação ao longo destes 20 anos. Por isso, acabo por ver este reconhecimento como o resultado da dedicação da nossa família em torno deste projeto. É muito gratificante chegar até aqui, mas o caminho continua! Como caracteriza a empresa, no que respeita à sua capacidade de resposta perante os diferentes desafios? Creio que a base de valores incutidos na empresa desde o seu início é o grande pilar do nosso crescimento. Apesar de termos começado como uma empresa familiar, hoje temos uma dimensão que só é possível manter porque nunca pusemos de parte a responsabilidade e profissionalismo com que encaramos todos os projetos em que nos inserimos. Se é para ser, tem de ser à séria, ou se faz bem feito ou não se faz! Quantidade não significa qualidade e nós privilegiamos sempre a satisfação do cliente. Preferimos oferecer um serviço premium em detrimento do resultado fácil. Creio que será sempre esse o nosso caminho perante os desafios que nos vão surgindo. No final, o cliente reconhece e essa é a nossa maior recompensa.

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É difícil encontrar mão-de-obra correspondente à necessidade? Infelizmente nunca houve uma verdadeira aposta do nosso país na profissionalização deste setor. Não havendo cursos profissionais inseridos no ensino obrigatório, esta área continua ligada a pessoas pouco qualificadas e isto reflete-se na qualidade da construção. Tentamos formar todos os jovens que nos chegam, encontrando uma área que gostem e que a desenvolva junto de bons profissionais. Não pode estagnar e ser um simples ajudante toda a vida. A pandemia criou alguns constrangimentos. Como se adaptaram? Numa primeira fase a maior preocupação foi com a nossa “linha da frente”. Os trabalhadores que estão em obra são os que naturalmente correm mais riscos e de tudo fizemos para garantir a sua segurança. No escritório já tínhamos implementado um sistema que nos permitia ter praticamente tudo informatizado e por isso acessível à distância. Foi apenas uma questão de adaptação ao teletrabalho e o balanço é positivo. Que análise faz do mercado, pré e pós-confinamento? A verdade é que, no geral, havia uma procura como nunca se tinha visto e a pandemia veio travar esta grande onda de desenvolvimento que se verificava no imobiliário. O setor estava com pouca capacidade de resposta, era difícil cumprir os prazos e no final o prejudicado era o cliente. Felizmente, fomos conseguindo contornar estas situações e cumprir com os objetivos propostos. Com o confinamento houve um abrandamento natural, que agora não se reflete por ainda estarem a decorrer os projetos previstos antes da pandemia. Contudo, o mercado imobiliário já deu alguns sinais de instabilidade, que são naturais em qualquer situação de crise. Como prevê os próximos tempos, no que respeita à retoma económica? Haverá uma desaceleração do investimento estrangeiro em Portugal e, tendo em conta que esse foi o principal motor de desenvolvimento da economia nos últimos anos, iremos sofrer as consequências. Estamos perante uma forte crise europeia, mas “vai ficar tudo bem” e somos optimistas, sem nos deslumbrarmos. jralexandre.pt


Especial: Arquitetura, Construção e Imobiliário

“O DESIGN ADAPTA-SE E REINVENTA-SE” Fátima Gonçalves Fundadora

Daniela Mateus Fundadora

Daniela Mateus e Fátima Gonçalves criaram a Projecto 84 em 2009, baseado numa filosofia de que o espaço deve adaptarse a quem o habita e utiliza. Com a pandemia e o confinamento, a Projecto 84 viu-se privada de um dos seus pilares de funcionamento – a relação presencial com o cliente, mas tal não impediu o desenrolar dos projetos.

Q

ual a vossa conceção de Design?

Sendo a nossa formação em Design de Ambientes, consideramos o design como sendo a capacidade de interpretar e de modificar o que nos rodeia. O design é fundamental para o nosso dia-a-dia, não só num aspeto estético, mas também ao nível funcional. O design funcional é um desafio maior que o design conceptual? Acreditamos que o espaço tem de se adaptar a quem nele habita e não o inverso, logo a premissa entre o design de todos os dias e o design conceptual está interligada, uma vez que a forma segue a função, seja ela num objeto, num espaço ou até mesmo na comunicação gráfica. A importância de saber interpretar um briefing dado pelo cliente e as suas necessidades dita o sucesso de conseguir criar um espaço com identidade, tornando-o único. Como caracterizariam a vossa forma de envolver um cliente no projeto? O Cliente faz parte da equipa a partir do momento em que estamos a projetar para ele, pois é o cliente que traça as suas necessidades, objetivos e sonhos. Estes são os elementos necessários para conseguirmos atingir o objetivo pretendido, um espaço funcional, que corresponda ao estilo de vida de cada um. A pandemia e o confinamento criaram dificuldades à empresa? A maior dificuldade foi gerir projetos entre a equipa à distância, uma vez que fazê-lo de forma presencial torna várias situações de mais fácil

resolução. Mas, como referimos, na Projecto 84 apreciamos desafios. Com o recurso à criatividade, há que superá-los e concretizar novas ideias. No entanto, a construção continuou, logo, a gestão de obra nunca ficou suspensa. Assim, optámos por tirar partido desta pequena franja de manobra recorrendo a novas estratégias de reporting e comunicação online, o que permitiu que todos os trabalhos ongoing assim o permanecessem. Quais os maiores desafios que o regresso ao trabalho vos trouxe? O maior desafio foi, sem dúvida, a ausência de contacto presencial com os clientes, uma vez que esse contacto é algo fundamental para o desenvolvimento do projeto. Diferenciamo-nos pelo acompanhamento que damos ao cliente em todo o processo. A distância só nos trouxe uma nova forma de comunicar. Como antevê a retoma económica? Estamos a passar um momento de mudança. Um presente que exige reinvenção. Há novas linhas de negócio que se abrem. Com a questão do confinamento as pessoas começaram a dar prioridade à sua casa, em fazer mudanças. Tivemos contactos nesse sentido, pois a prioridade passou a ser o conforto do espaço, que muitas vezes estava esquecido. Em paralelo a este cenário, houve quem aproveitasse para realizar novos projetos, uma vez que os negócios estavam parados. A retoma económica faz parte de uma vontade de querer fazer mais. Todo um trabalho de equipa é fundamental. Mais do que nunca, o Design acompanha esta nova fase da vida, em que teremos de adaptar os espaços às novas necessidades. projecto-84.pt

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Especial: Arquitetura, Construção e Imobiliário

“O MERCADO DE LUXO VAI CONTINUAR A CRESCER”

Maria João Gonçalves desenvolve a sua atividade enquanto consultora imobiliária na Remax há mais de oito anos e é uma profissional certificada em imóveis de luxo, um mercado que considera estar a crescer. Acredita que a existência de uma relação de confiança entre cliente e consultor é fundamental e diz-se apaixonada pela sua atividade.

Maria João Gonçalves Consultora Imobiliária e Chefe de Equipa

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onta com mais de oito anos de experiência no setor imobiliário. Esta foi sempre a área em que quis trabalhar?

Sempre estive ligada à área comercial e, na altura em que procurava uma nova oportunidade profissional, que aconteceu ser em plena crise, acabei por ir a uma entrevista na Remax For.Ever, onde logo me identifiquei com o modelo de negócio e com as pessoas. Descobri uma atividade profissional apaixonante, o que me tem feito evoluir pessoal e profissionalmente e querer sempre mais e melhor para os meus clientes.. Como define o seu modo de trabalhar o produto e os clientes? Procuro aconselhar o melhor possível os clientes, tanto na compra como na venda. Acredito que antes do negócio vem sempre a relação de confiança entre cliente e consultor. Só criando uma base de confiança mútua se pode chegar a bom porto. Tenho muitas situações de clientes que compram ou vendem o seu imóvel comigo e que, posteriormente, referenciam o meu trabalho a amigos ou familiares, bem como clientes antigos que, ao fim de

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alguns anos, me voltam a contactar para novos negócios. Esta é a melhor validação que posso ter. Quando um cliente me entrega um imóvel para vender, está a confiar-me o seu bem material mais precioso, pelo que deposito todas as minhas energias e ferramentas disponíveis, com o objetivo de conseguir o melhor negócio possível. É uma consultora certificada em imóveis de luxo. Como caracteriza este segmento de mercado? Considero que é um segmento de mercado que tem crescido imenso e que vai crescer ainda mais. Há uns anos não havia muita oferta no segmento de luxo no nosso país, mas com toda a reabilitação urbana que houve, principalmente em Lisboa, a situação alterou-se e hoje temos bastantes opções para quem procura um imóvel de luxo. Tratase de um mercado bastante exigente e exclusivo, pelo que a promoção deste tipo de imóvel é sempre feita através da Remax Collection e por consultores certificados, como eu.


Especial: Arquitetura, Construção e Imobiliário

Estando o grupo a celebrar os seus 20 anos, que análise faz do seu percurso profissional, particularmente enquanto consultora Remax? Te m s i d o u m p e r c u r s o i n t e n s o d e aprendizagem e crescimento, tanto a nível pessoal como profissional. Todo um conjunto de questões importantes, que passam pela experiência de anos no setor, o contacto com diversas áreas profissionais, a formação, a interação com os colegas e com a rede em geral, e a partilha genuína de experiências de negócio resultam num conhecimento mais profundo de todas as vertentes relacionadas com a atividade, que vão desde a relação com o cliente, ao marketing até ao puro trabalho comercial e de negociação. De salientar que a Remax trabalha, eficazmente, em rede e promove a partilha de negócio entre colegas, o que contribui para aumentar a probabilidade de venda de um imóvel. É chefe da sua própria equipa. Que responsabilidades acrescidas isso traz a um consultor? Quando se cria uma equipa torna-se necessário dar um acompanhamento contínuo a quem está connosco e focar num caminho e objetivo. Para mim é importante garantir que se sentem motivados, acompanhados e acima de tudo que crescem pessoal e profissionalmente comigo. Com o período pandémico, quais as dificuldades que reconhece como sendo as mais difíceis de ultrapassar? A maior dificuldade foi durante o confinamento e a ausência quase total de visitas durante esse período. Agora é tempo de nos adaptarmos a uma nova realidade. Como resultado da pandemia, aperfeiçoámos novas formas de mostrar os imóveis aos clientes, desde as visitas virtuais até às visitas por videochamada, onde o cliente interage em tempo real connosco e com o imóvel, e partilha as suas dúvidas. Não obstante, continuamos também a fazer visitas presenciais, assegurando todas as medidas de segurança e proteção.

Como se motiva – a si e à sua equipa – numa altura em que todos estavam confinados? Confesso que foi complicado trabalhar a partir de casa com a alteração de rotinas, mas hoje tudo é facilitado pela tecnologia. Na realidade nunca parámos, mesmo estando confinados, o que nos deu alguma motivação. Aproveitámos para organizar e otimizar o nosso backoffice e sobretudo manter o contacto com os nossos clientes.

Como caracterizaria este período de confinamento, no que respeita à concretização de negócios? Fechámos uma série de negócios que já estavam em curso. Durante o confinamento, muitas pessoas sentiram necessidade de procurar novas habitações, pelo que fomos contactados por vários clientes no sentido de procurar casas maiores ou com varandas ou até mesmo com espaços exteriores.

Acredita que a formação e a capacidade de aprimorar o saber profissional pode, em certa medida, ser decisiva para o desenvolvimento dos negócios, atualmente? Concordo a 100%. No meu caso fico sempre muito motivada quando faço alguma formação porque sei que, para além de ampliar o meu conhecimento, vou prestar um melhor serviço ao cliente. A constante formação que nos é dada, tanto a nível da Remax Portugal, como na For.Ever, contribui para que assim seja.

Como vê a evolução do mercado e quais as suas expectativas para o futuro? Penso que tudo dependerá da evolução da pandemia. Não obstante, a única coisa que tenho por certo é que vamos ter de ser mais persistentes, resilientes e ter de nos munir de todas as ferramentas possíveis para que possamos ajudar o mercado. Acredito numa estabilização do mercado que esteve em constante subida nos últimos anos, até porque assistimos a uma grande valorização dos imóveis nesse período.

remax.pt

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Especial: Arquitetura, Construção e Imobiliário

“A PERSONALIZAÇÃO DE UMA PEÇA É O QUE NOS DESTACA” Com os melhores materiais, novos designs e profissionais com uma experiência de três décadas na área, a B-Conforto é uma empresa nacional, gerida por Paulo Barbeiro, que acredita que a arte de estofar objetos está finalmente a recuperar o seu espaço, no que diz respeito à Hotelaria e aos consumidores particulares.

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aulo Barbeiro tem atualmente 24 anos, mas há seis que assumiu a função de CEO da B-Conforto: “O meu pai é estofador e tem mais de 30 anos de experiência neste setor. É com ele e com a restante equipa, também bastante experiente, que a B-Conforto se tem afirmado no mercado desde 2014”. Quando Paulo Barbeiro iniciou funções, o negócio consistia essencialmente nas reparações operadas em peças antigas, como sofás e cadeiras, mas atualmente a B-Conforto trabalha para a área da Hotelaria, servindo hotéis por todo o país, com sommiers e cabeceiras de cama personalizadas, bem como para lojas de renome internacional nas mais variadas áreas de atividade: “Tudo que fazemos está de acordo com um tema ou uma especificação que nos é dada. Por isso, podemos desenvolver, por exemplo, cabeceiras, completamente costumizadas, em tamanho, forma e estofagem, mas também temos algumas simples, catalogadas, de onde o cliente pode escolher um modelo. Também costumizamos peças, como sofás, cadeiras e outros objetos, para clientes internacionais”. Além disso, o CEO da empresa criou a marca OmeuQuarto, que tem como objetivo alcançar o consumidor final: “Para esta marca, fazemos peças com designs nossos, atrativos”. Esta marca foi desenhada para clientes particulares e está apenas disponível, atualmente, através das redes sociais ou da ida à fábrica da B-Conforto, mas tal vai mudar brevemente: “Iremos mudar de instalações, e no novo armazém teremos, aí sim, uma loja d’OmeuQuarto, para visitar”. Para Paulo Barbeiro, os negócios são feitos de investimentos e relações. Com uma empresa em expansão, fazer escolhas é inevitável: “É necessário um investimento muito grande em equipamento, que depois pode nem vir a ser rentabilizado. Como tal, optei por trabalhar essencialmente com parceiros porque, além do investimento em maquinaria, é necessário também investir em pessoal qualificado para trabalhar com essas máquinas”.

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Especial: Arquitetura, Construção e Imobiliário

Paulo Barbeiro CEO

Nos últimos quatro anos, a criatividade ganhou um maior espaço. As peças da empresa, sediada em Ponte da Pedra (Leiria), podem ser vistas em inúmeros espaços hoteleiros. O crescimento turístico catapultou a marca B-Conforto para um reconhecimento que vai além da decoração de interiores: “O conforto que a hotelaria transmite ao cliente começa nos seus recursos humanos, mas a componente visual é muito importante, daí a crescente procura por produtos únicos, diferentes de todos os outros. Na B-Conforto conseguimos dar resposta a estas solicitações específicas e isso permitiu-nos crescer nestes anos”. As matérias-primas usadas no desenvolvimento destes produtos são fundamentais para a qualidade final da peça, mas Paulo Barbeiro confessa que é praticamente impossível conseguir os tecidos em território nacional: “É muito difícil conseguir matéria-prima nacional, pois grande parte dos nossos tecidos vem do estrangeiro. Todavia, também não sinto uma grande preocupação dos clientes em tentarem saber se o tecido é nacional”.

A pandemia e o confinamento obrigatório forçaram a B-Conforto a uma paragem, que Paulo Barbeiro aproveitou para criar e desenvolver a marca OmeuQuarto, enquanto os colaboradores estavam de férias. Ainda assim, a empresa não ficou fechada muito tempo: “As encomendas diminuíram, no início da pandemia, mas depois as empresas perceberam que podiam aproveitar este tempo para realizar alguns projetos e as encomendas começaram a surgir. Além disso, o consumidor particular também percebeu a importância de ter bons produtos estofados em sua casa, para lhe assegurar conforto. O confinamento obrigou as pessoas a ficarem em casa e isso fê-las reconhecer que podiam dar à sua casa mais conforto, algo que não tinham percebido enquanto trabalhavam fora de casa”. Apesar do ressurgimento das encomendas, o CEO da B-Conforto ainda não está seguro em relação ao próximo ano, que diz ser uma incógnita: “Estamos numa fase de aumento de encomendas, mas é impossível saber se vai continuar assim”. b-conforto.com

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Especial: Arquitetura, Construção e Imobiliário

“O CONFINAMENTO DESPERTOU A NECESSIDADE DE SAIR DAS CIDADES” António Carlos é consultor imobiliário há cerca de seis anos e este ano tornou-se chefe de equipa. Com um mercado sobretudo rural, reconhece que a procura pelos imóveis do interior do país aumentou, desde a chegada da pandemia, e realça os bons resultados conseguidos até agosto de 2020, que já superaram os valores do ano passado.

E

sta foi sempre a área em que quis trabalhar?

Não, tive outra atividade que sempre desenvolvi com gosto, dedicação e profissionalismo. Depois, devido à conjuntura que a Europa sofreu, fechei a empresa que tinha e, em 2014, dediquei-me inteiramente ao mercado imobiliário, por convite dos brokers da RE/MAX Ideias Covilhã: Paula Soares e Jorge Silva. Como caracterizaria a sua forma de trabalhar os clientes e os projetos? Eu dedico-me inteiramente aos clientes e angariações e os respetivos seguimentos mais diretos, chamados de atividades de alta rentabilidade. O restante delego na minha assistente, Marta Cardoso, e no outro consultor da equipa, Ivo Henriques. Depressa percebi que, para se crescer nesta atividade, necessitava de alguém que me ajudasse a dar resposta mais rápida, na logística e no acompanhamento, de modo a ter um crescimento mais equilibrado e, para tal, solicitei uma assistente, em 2016. Faço questão de acompanhar as visitas aos meus imóveis, mesmo que sejam clientes dos colegas, devido a trabalhar um mercado muito específico, nomeadamente propriedades agrícolas, numa zona periférica.

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remax.pt

Experiência, profissionalismo e resultado. Este é o vosso lema? Sim, enquanto equipa identificamo-nos muito com essas três palavras. A Remax está a celebrar 20 anos. Quais as mais-valias que trabalhar neste grupo oferece? Segurança, formação, partilha, trabalho em equipa, seguimento e a divulgação em rede. Conhecemos pessoas de Norte a Sul do país, litoral, interior, ilhas… e temos um encontro anual, a Convenção Nacional, geralmente na Herdade dos Salgados, no Algarve, onde somos reconhecidos e premiados pelo trabalho do ano anterior, que nos possibilita quatro dias de convívio e troca de experiências e contactos. Nesta rede qualquer um pode vingar. É chefe da sua própria equipa. Isso traz responsabilidades acrescidas a um consultor? Sim, claro. Temos de delinear e planificar não só a curto, como a médio e longo prazo. Acima de tudo, tenho de ser um exemplo e ter uma presença ativa no trabalho dos restantes membros. Não os posso deixar desamparados.


Especial: Arquitetura, Construção e Imobiliário

poucas visitas e pré-angariações presenciais que fiz foi sempre munido de luvas, proteções de sapatos, máscara e gel desinfetante para mim e para oferecer aos clientes.

António Carlos Consultor imobiliário e chefe de equipa

Talvez seja uma das maiores dificuldades no cargo, encontrar pessoas com a mesma garra, gosto pela atividade e dinamismo, daí só ter formado equipa em 2020. Afinal de contas, os membros da equipa passam a representála sem perder a sua imagem própria. Somos vistos pelas outras empresas como uma equipa de referência e temos sido muito solicitados para promover e patrocinar eventos de destaque tanto a nível regional, no caso da Feira Medieval de Belmonte, como nacional, como foi o caso das Jornadas de Psicologia e a Beira Noivos. Quais as dificuldades com que se deparou, enquanto profissional e chefe de equipa, durante o período pandémico? Estive sempre ativo. A nossa agência proporcionava vários momentos de reunião e formação diária. O restante tempo era passado ao telemóvel com os clientes proprietários, a definir a melhor estratégia para a divulgação dos seus imóveis e a gerir os pedidos de visitas, não presenciais, mas virtuais que nunca pararam, talvez por trabalhar numa zona do interior do país, que felizmente foi mais poupada em termos de focos de contágio. Mas ainda assim, as

Como se motiva uma equipa numa altura e m q u e o c onfi n am e n to o br i go u a o teletrabalho ou ao fecho das atividades empresariais? Reuniões diárias com a equipa. Começámos por fazê-lo ao final do dia e agora é às 8 horas da manhã. A minha assistente ainda continua em teletrabalho, mas tenho consciência que se trabalha mais horas, se bem que o rendimento é sempre menor. Foi possível fazer negócios durante o confinamento? Como caracterizaria a relação entre a oferta e a procura? Muitos dos negócios que tínhamos previsto ficaram suspensos, mas ainda assim outros avançaram. O confinamento despertou a necessidade das pessoas escaparem das grandes cidades e eu tinha esse produto pronto a vender. Em oito meses de 2020 atingimos o volume de negócios do ano de 2019. Sempre tive uma carteira de imóveis

muito superior à procura, devido a ser um produto muito mais rural do que citadino. Neste momento é o mais apetecível, tendo fechado negócios em 48 horas. Acho que estes resultados vieram divulgar mais a minha equipa e temos sido muito solicitados na zona urbana. A formação é um fator decisivo para o desenvolvimento dos negócios, atualmente? Cada vez mais. O mercado muda e a conjuntura também. Necessitamos repensar e ajustar estratégias e a formação está na base de tudo. Como caracterizaria este período de confinamento, no que respeita à concretização de negócios? Menos procura, mas muito mais assertiva. As pessoas deixaram de pedir para ver cinco imóveis, querem um ou outro já muito específico. Parece que nos chegam já qualificadas e só temos de fazer uma última triagem. Passei a optar por enviar vídeos dos imóveis, porque os próprios clientes têm receio de vir fazer visitas longas. Como prevê a evolução do mercado e quais as suas expectativas em relação à retoma económica? Estou um pouco apreensivo com o ano 2021, por uma questão do aumento do desemprego. Os investidores continuarão a procurar oportunidades e as pessoas tenderão a adaptar-se à nova realidade, podem ter necessidade de vender um imóvel maior e comprar outro mais pequeno. Acredito que haverá um aumento de compra de segundas habitações fora da confusão citadina.

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Portugal Criativo

“ACREDITO QUE 2021 SERÁ UM ANO DE RECUPERAÇÃO” Alexandre Mascarenhas iniciou a carreira de consultor imobiliário há nove anos, tendo posteriormente abraçado um projeto que viria a dar origem à Proposta Capital. Sendo a transparência um dos fatores-chave desta imobiliária, o objetivo final é orientado para a realização dos sonhos dos clientes.

O

que o fascina no setor?

O que me fascina nesta área de trabalho é a ligação que criamos com os nossos clientes, criar-lhes condições para realizarem os seus sonhos, a fim de encontrarem possibilidades de vida mais positivas.

Alexandre Mascarenhas Como caracterizaria a forma de trabalhar da Proposta Capital? Toda a organização precisa de compreender que desenvolver pessoas significa cuidar do seu principal ativo, o que significa dizer que é a partir delas que toda e qualquer operação será executada, aliando-se a outras áreas de conhecimento, como a Tecnologia da Informação e o Marketing. Mas, por mais Marketing que exista, o resultado que entregamos ao nosso cliente diz muito sobre a empresa. Se o seu produto final é bem conseguido e cumpre aquilo que prometemos, então estamos no

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CEO

caminho certo para nos distinguirmos da concorrência. Norteia-nos, assim, a transparência em relação às condições em que o mercado opera. Quando surgiu a necessidade de confinamento, como lidaram com esta questão? A experiência de trabalhar a partir de casa, até ao presente, não tinha sido sequer ponderada. Na nossa atividade, que vive primordialmente do contacto direto foi inicialmente, no mínimo, estranho. Contudo e com o decorrer dos dias, fomos agilizando processos e nas nossas videoconferências diárias fomos encontrando soluções para ir ao encontro das pretensões dos nossos clientes.


Criatividade PortugalFeminina Criativo

O mercado imobiliário parou, durante esse período, ou tal não sucedeu? Até há bem pouco tempo, estávamos com o mercado imobiliário em records históricos em venda de casas, com os preços muito acima do que seria espectável. Tempos áureos dos imóveis estão e serão afetados por esta pandemia, com proporções que ainda estão a ser analisadas, a cada dia que passa, porque estamos a viver uma crise global, com impactos em todos os setores e o mercado imobiliário não é nem será exceção. Que análise faz do mercado, pré e pós-pandemia? Mantendo a tendência que já vinha de 2019, o período de prépandemia vinha em crescendo. Para nós, particularmente, no primeiro trimestre deste ano batemos todos os recordes de vendas desde a nossa existência. Chegados à fase de pós-pandemia, acredito que muitos investidores vão voltar a investir no imobiliário. Trata-se de um ativo físico, que não desaparece, que acumula valor e produz rentabilidade. Mas as melhores notícias são, muito provavelmente, a manutenção de juros baixos por mais tempo, o que permite antever, no médio prazo, uma recuperação relativamente rápida. O mercado da capital foi gravemente influenciado pelo desaparecimento dos turistas? O que fazer para reverter esta situação? Para um país em que o Turismo representa uma parte consideravelmente importante na economia, este impacto já se está a refletir, por estar a existir um desinvestimento que se projeta como um impacto negativo no investimento total estrangeiro a entrar em Portugal. Lisboa não é exceção, contudo estamos convictos que 2021 seja um ano de forte recuperação, estimando que será uma das principais cidades europeias com subida significativa no preço dos imóveis de luxo.

Como definiria, atualmente, no que respeita à oferta e à procura, o mercado da região em que se inserem? No mercado residencial, vai assistir-se a uma expansão da promoção para outros concelhos e uma maior diversificação do tipo de oferta, nomeadamente com mais produto para a classe média. Como se motiva uma equipa, num período de crise e, sobretudo, quando o confinamento não permitia trabalhar diretamente com os clientes? Pela comunicação constante, a valorização pessoal de cada um dos nossos elementos e, sobretudo, pelos workshops. Como prevê a evolução do mercado e quais as suas expectativas, a médio prazo, em relação à retoma económica? Conforme referi, prevejo que o próximo ano seja um ano de crescimento no setor imobiliário. São necessárias medidas de implementação imediatas, que devolvam ao setor do investimento imobiliário a necessária confiança, atratividade e segurança. Por este facto, a APPII lançou um manifesto, com o qual concordo em absoluto e que, entre as principais medidas avançadas, encontram-se o relançamento dos programas ‘golden visa’ e regime do Residente Não Habitual para captação de investimento estrangeiro, o encurtamento dos prazos de licenciamento camarário, a redução da taxa de IVA na construção nova, de modo a viabilizar projetos orientados para a classe média, bem como o fim do adicional ao IMI na habitação, que defendem ser “uma das maiores contradições atuais da política fiscal”, uma vez que representa uma dupla tributação para as empresas que querem investir.

propostacapital.pt

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“ESTE É O MOMENTO PARA AS EMPRESAS MELHORAREM OS SEUS PROCESSOS” A Decunify desenvolve soluções tecnológicas em várias áreas distintas, cujo propósito final é ajudar as empresas a transformar-se e a resolver problemas que, antes, representavam riscos ou desafios difíceis de ultrapassar. Durante a pandemia, não parou e procurou garantir que os seus clientes poderiam, também eles, trabalhar em segurança, através das soluções tecnológicas que lhes apresentaram.

A

Decunify apresenta diversas soluções tecnológicas. Qual a vossa resposta durante a pandemia?

A Decunify atua no mercado das Tecnologias de Informação e Comunicação e implementa soluções tecnológicas nas áreas de Data Center, Infraestrutura Digital, Colaboração, Áudio e Vídeo. A nossa empresa está focada em compreender as necessidades dos seus clientes e ajudá-los a transformar as suas empresas. Durante a pandemia, não alterámos a nossa postura, antes pelo contrário, fomos à procura de sermos mais proativos e desenvolvemos soluções diretamente ligadas a esta situação e que contribuíssem para mitigar os riscos com que as mesmas se deparavam. Mobilizámos competências, recursos e tecnologias, que nos permitiram continuar a trabalhar normalmente e, além disso, conseguimos ajudar muitos dos nossos clientes a manter as atividades das suas empresas. Houve necessidade de se reposicionarem no mercado? A abordagem que temos com os nossos clientes é sempre de conseguirmos encontrar, em conjunto, as melhores soluções que contribuam para otimizar

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os seus processos, diminuir os constrangimentos de comunicações e segurança e fazê-los evoluir dentro da transição digital, a que todos assistimos. Durante a primeira fase de confinamento, a nossa abordagem ao mercado foi aconselhar e criar condições para que pudesse ser feita uma transição pacífica, para situações de teletrabalho, com todas as ferramentas de colaboração e segurança profissionalmente implementadas. Já nesta fase de transição, estamos a trabalhar de uma forma proativa, na implementação de soluções que permitam às empresas o regresso gradual ao trabalho presencial, implementando soluções de controlo de temperatura e ocupação de espaços, bem como fazendo o papel de consultores para o que poderá ser o futuro e as adaptações a que esta nova realidade obrigará. Aí, estamos conscientes que o papel das TIC’s será fundamental. A Decunify irá continuar a projetar e implementar soluções que irão permitir que as organizações possam operar em qualquer lugar, com agilidade e eficiência.


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José Oliveira CEO

Quais os desafios para quem lidera uma empresa e se depara com uma pandemia? Como se gere este tipo de crise? A situação de pandemia apanhou-nos, a todos, desprevenidos e provocou uma redefinição de algumas estratégias estabelecidas. No entanto, logo no imediato, a nossa forte aposta passou por sermos capazes de cumprir o nosso dever social de garantir o bem-estar das famílias dos nossos colaboradores, o que cumprimos integralmente. Paralelamente tomamos a decisão de pormos em teletrabalho todas as funções possíveis, deixando somente a laborar, no terreno, as nossas equipas de logística e serviços. Para estes, criámos todas as condições de segurança para que o risco fosse o mínimo possível e, felizmente, conseguimos. Importa referir que já possuíamos uma infraestrutura de TIC’s implementada, que nos dava garantias que pudéssemos fazer este movimento, como o fizemos, da manhã para a tarde, mas que nunca tinha sido verdadeiramente testada “alive”. A verdade é que funcionou e até superou as expectativas. Não menos importante foi sermos capazes de garantir aos nossos clientes e parceiros os serviços necessários para que eles pudessem continuar a operar em cada um dos seus ramos de atividade, ajudando muitos deles em processos de transformação para novas realidades de funcionamento e contribuindo também, para manter viva a economia do país.

Que soluções existem, dentro daquelas que comercializam, que se tornaram muito úteis nesta “nova realidade”? No cenário que vivemos atualmente, todas as áreas estão muito ativas, mas destacamos as soluções de colaboração (o vídeo está a substituir a voz), soluções de Gestão Documental, para ajudar as empresas para a transição Digital, Secure Remote Desktop, pois existem cada vez mais colaboradores em trabalho remoto e a segurança do posto de trabalho está a ser uma das principais preocupações e, por fim, a segurança física muito ligada à deteção e controlo de acessos conectados com medidas de controlo de temperatura corporal, assim como o controlo do número de pessoas em espaços públicos. Temos consciência que a tecnologia e as suas ferramentas são hoje o principal caminho para a melhoria dos processos e organização da gestão empresarial. Como avalia o mercado pós-confinamento? Este ano, o mercado continuará a pautar-se por inúmeras exigências mas, ao mesmo tempo, representa também uma oportunidade única para as empresas inovarem os seus processos, reduzindo custos, sendo mais eficientes na gestão dos seus processos e, assim, serem mais competitivas no mercado. Neste momento, as organizações estão a ser confrontadas com duas

opções: voltar à sua anterior forma de trabalhar, à medida que os bloqueios se vão levantando, ou aproveitar as mudanças que foram obrigadas a fazer pela pandemia para enfrentar a tarefa da modernização completa. Estamos, neste momento, perfeitamente adaptados à realidade atual mas, paralelamente, num processo de aprendizagem e reorganização, para que possamos reagir ao que, no futuro, os nossos clientes e parceiros venham a necessitar de nós. Como caracteriza a situação económica do país? Os impactos no mercado provocados pela pandemia serão significativos. Já se assiste a uma transformação no setor das TICś, tal como na maioria dos setores económicos, verificamse algumas alterações e adaptações durante este período de pandemia. Consideramos que ainda será demasiado cedo para tirar conclusões convictas sobre uma eventual a l te ra ç ã o d a s ve n d a s. Para a l é m d a s repercussões diretas imediatas, que já se notam, a procura manteve-se sempre ativa, com algum abrandamento face ao ano anterior, mas já apresenta uma recuperação após a retoma da maior parte das atividades. Os gestores pensam agora na adaptação dos seus modelos de negócio e traçam estratégias para ir ao encontro dos novos hábitos de consumo e necessidades.


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HIDROGÉNIO, UM FUTURO MAIS VERDE

Paulo Ferreira CEO

A PRF iniciou a sua atividade em Portugal há 29 anos. Desde sempre, procurou manter-se na vanguarda da tecnologia relacionada com os gases combustíveis e, atualmente, já desenvolve soluções de equipamentos adaptados ao hidrogénio, a nova aposta no setor dos “combustíveis verdes”. O CEO, Paulo Ferreira, explicou que mais-valias trará este produto ao mercado nacional.

Q

ue avaliação faz da evolução do mercado nacional de combustíveis?

Atualmente, os combustíveis fósseis constituem a principal fonte de energia para os setores dos transportes e da eletricidade. As preocupações ambientais, os avanços tecnológicos, o alarmante crescimento da procura de energia e outras forças socioeconómicas conduziram à adoção de novos recursos energéticos. Com a entrada do hidrogénio no setor energético de alguns países, incluindo Portugal, avizinha-se uma nova Era para a energia, que terá uma contribuição importante para a diversificação energética. A comunidade internacional reconhece o hidrogénio como a componentechave de um sistema energético limpo e sustentável, utilizado como vetor energético nos setores elétrico, industrial, comercial, residencial e transportes. Que mais-valias poderá trazer este gás? A contribuição do hidrogénio, utilizado como vetor energético há já vários anos, quando produzido com recurso a fontes de energia renovável, o processo mais sustentável, pode contribuir para a descarbonização de quatro grandes setores: – Energia. A capacidade do hidrogénio para armazenar energia em grande escala é especialmente útil para conseguir uma maior penetração das energias renováveis no “mix” elétrico. – Transporte. Os veículos elétricos de célula de combustível complementam os de bateria. Expandem o mercado da mobilidade elétrica para maiores

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autonomias e para usos contínuos, onde as baterias são atualmente limitadas: camiões, comboios, autocarros, empilhadores... – Indústria. Atualmente, grandes quantidades de hidrogénio são utilizadas em vários setores da indústria, mas obtidas a partir de combustíveis fósseis, pelo que substituí-lo por “hidrogénio verde” conseguiria reduzir consideravelmente as emissões de CO2 associadas a estes processos. – Residencial: A injeção de hidrogénio na rede de gás natural reduz o consumo deste combustível fóssil, tão utilizado nos edifícios particulares, escritórios e empresas. Para além destas mais-valias, a estratégia pretende reduzir a importação de gás natural entre 300 e 600 milhões de euros e criar 8.500 a 12 mil novos empregos, diretos e indiretos, segundo as previsões do Governo. Como poderá o país preparar-se para esta mudança? Portugal é um dos países com maior exposição solar da UE e um país com bastantes investimentos realizados em fontes de energias renováveis (quer solar fotovoltaica, quer eólica), que poderão ser complementados com os investimentos no H2. A via para a descarbonização não pode ser apenas a eletrificação, pois há indústrias e processos que nunca poderão ser exclusivamente elétricos e, portanto, a transição energética será um “mix” de todas as formas de energia, em que o H2 terá um papel relevante. Desde o gás natural e do GNL, ao Biogás, ao Biometano, incluindo ainda o Hidrogénio, em


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todas estas novas formas de energia a PRF tem vindo paulatinamente a desenvolver projetos, quer seja para as diversas formas de mobilidade em substituição de outros combustíveis verdadeiramente mais poluentes, quer seja para a injeção e mistura nas redes de distribuição de gás natural até às diversas formas de produção de energia elétrica. Pensa que o país já se encontra devidamente informado sobre esta nova realidade? Na elaboração do Roteiro Nacional para o Hidrogénio, o Governo promoveu um debate alargado sobre o interesse e a oportunidade de desenvolvimento do hidrogénio enquanto vetor energético e enquadrou a situação da investigação e desenvolvimento tecnológico do hidrogénio em Portugal, de modo a permitir fazer a avaliação do potencial e do impacto, para além de lançar as bases que permitiram a constituição de uma rede formal de apoio à elaboração de um roteiro nacional que contou com a participação de representantes da

comunidade científica, académica e empresarial, nacionais e comunitários. Como resultado, o Roteiro olha para toda a cadeia de valor, desde a produção em grandes projetos centralizados e em pequenos projetos locais, até ao consumo. Além disso, iniciou as alterações legislativas necessárias ao desenvolvimento do setor. O hidrogénio pode recombinar-se com o oxigénio do ar num dispositivo eletroquímico denominado ‘célula de combustível’, que permite obter eletricidade e água como única emissão, sistema em torno do qual estão a ser desenvolvidos os novos usos deste elemento há décadas. Também pode ser utilizado como matéria-prima para uma grande variedade de processos químicos ou ser queimado para obter calor para determinadas aplicações ou para aquecimento. A sua utilização em células de combustível elimina totalmente as emissões poluentes no ponto de consumo da energia, o que faz do hidrogénio o combustível mais limpo que existe.

As infraestr uturas e equipamentos necessários para trabalhar este novo gás terão de ser alteradas? Embora a molécula do hidrogénio seja diferente da do gás natural, a tecnologia associada é toda semelhante à do gás natural, pelo que a abordagem a esta tecnologia foi um passo natural. Desde 2018, ano em que criámos o Departamento de Hidrogénio, que temos vindo a ganhar competências nesta área, aproveitando todas as valências que temos vindo a desenvolver na área do gás natural, ao longo de quase 30 anos. A par da qualidade, da capacidade de realização, da permanente disponibilidade e constante crescimento, a empresa foca-se e acompanha permanentemente a inovação nesta área, apostando na formação de quadros e apresentando soluções inovadoras aos nossos clientes.


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“O CONFINAMENTO MOSTROU A FRAGILIDADE DO MÉTODO DE ESTUDO TRADICIONAL”

Gonçalo Figueiredo Coluna CEO e Fundador

Gonçalo Figueiredo Coluna é médico e docente universitário e fundou, em outubro do ano passado, em conjunto com o irmão, estudante de Medicina, a plataforma Uni2All, cujo objetivo é permitir aos alunos de Medicina e de cursos das Ciências da Saúde um acesso simples a conteúdos de aprendizagem. O projeto foi muito bem recebido e Gonçalo Figueiredo Coluna antecipa um alargamento dos conteúdos a outras áreas de estudo.

O

que vos fez avançar para a criação da plataforma? Eu sempre tive interesse na docência universitária e o meu irmão, por sua vez, tem um grande interesse por empreendedorismo, por isso resolvemos desenvolver uma solução que pudesse ajudar os alunos universitários em alguns problemas que vão surgindo, nomeadamente a existência de uma enorme quantidade de recursos para estudar. O objetivo é que tenham tudo o que precisam à distância de um clique, otimizando o tempo da melhor forma possível. Temos a nossa informação organizada e, com recurso a diferentes recursos de aprendizagem, pretendemos personalizar ao máximo o estudo, de forma a responder às necessidades específicas de cada aluno. Atualmente, funcionamos no segmento das Ciências da Saúde, com temas que são transversais a vários cursos – Medicina, Medicina Dentária, Enfermagem e Ciências Farmacêuticas. Como pode o aluno aceder a estes conteúdos? Temos material demonstrativo que está disponível gratuitamente, sendo o acesso ao restante conteúdo feito através de subscrição. Esta subscrição é feita com base no tempo que o aluno considera necessário para usufruir daquele conteúdo. Quais os problemas que esta plataforma veio resolver? Uma das coisas que os estudantes mais salientam é a diversidade de conteúdos e de formas de estudar que estão disponíveis. Esse foi um objetivo que tivemos desde o início, o de conjugar diferentes metodologias para permitir uma experiência única de estudo. Há vídeos, perguntas e métodos mais complexos, como os interativos. Outra questão importante é a portabilidade que a nossa solução oferece.

Durante o período de confinamento, a plataforma teve um crescimento acentuado? Nas primeiras três semanas, abrimos totalmente a plataforma, para que os alunos pudessem estudar. O confinamento veio mostrar a fragilidade da forma tradicional de estudar e o nosso conceito, sendo inovador, tornou-se absolutamente atual, até porque nem todas as faculdades conseguiram reinventar-se a tempo. Isso levou a que tivéssemos um crescimento muito significativo e o feedback foi o melhor. As pessoas acabaram por se inscrever na plataforma, já depois do fim do período livre. O balanço é positivo? De facto, lançámos este projeto em outubro de 2019 e o balanço tem sido muito positivo. Temos atualmente várias associações de estudantes a negociar connosco protocolos para acesso dos seus sócios à nossa plataforma. Isso, por si só, ajuda-nos a crescer. Existe a possibilidade futura de abrir esta plataforma a outras áreas de estudo? Sim, está nos nossos planos. O objetivo será não só aumentar os conteúdos das áreas de Medicina e Ciências da Saúde, como também alargar a outras áreas de estudo. Queremos ter uma plataforma de referência para os alunos a nível universitário. Todavia, identificámos uma outra necessidade, que diz respeito aos profissionais de saúde, nomeadamente a constante necessidade de atualização dos mesmos. Estamos, por isso, a trabalhar no desenvolvimento de uma solução de recursos inovadores, em conjunto com outros parceiros institucionais, para conseguirmos responder a esta necessidade. uni2all.com


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«A COVID-19 DEU-NOS OPORTUNIDADES Vítor Almeida

DE NEGÓCIO"

Sócio-gerente

A Miniplás surgiu há 13 anos, em nome individual, e foi apenas há cinco anos que surgiu enquanto Miniplás. Fornece peças de plástico pequenas, para diversas indústrias e Vítor Almeida, o fundador e gerente da empresa, viu na pandemia uma oportunidade para não parar de trabalhar.

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que áreas económicas dão resposta? basta mudar os filtros. Se quiser, pode usá-la infinitamente. A segunda parceria prende-se com a produção de dispensadores de álcool-gel. Por Fornecemos componentes de plástico, pequenas esse motivo, os meses de maio, junho e julho peças, para a indústria automóvel, bem como foram os melhores de sempre. A juntar a esta para fabricantes de eletrodomésticos, decoração, nova produção, cerca de 30% dos nossos clientes habituais também não pararam de trabalhar, acessórios e para a indústria de mobiliário. pelo que fomos tendo sempre encomendas. O vosso melhor mês de faturação foi o mês de Estas peças continuarão a ser produzidas no junho. Como explica isso? Nós reinventámo-nos, de certa forma. Entrámos futuro? num nicho de mercado de fabricação de peças Não, a menos que exista de facto uma segunda para máscaras, como os ajustadores de tamanho, vaga de infeções. É um projeto concluído, que foi para os elásticos das máscaras, as peças para as pensado para este período, teve sucesso, mas viseiras, as cintas de apoio às máscaras, os óculos agora queremos voltar aos nossos clientes de proteção para o IPO de Lisboa e para o IPO do habituais. Porto… A pandemia acabou por representar uma oportunidade de negócio. Além destas peças, O plástico estava a ser alvo de uma campanha temos ainda duas parcerias em desenvolvimento, de substituição por outros materiais. Que também elas relacionadas com a Covid-19: uma análise faz, agora que o plástico parece ter sido delas é a primeira máscara de plástico, de nível I e o material que protegeu a população do vírus? II, certificada pelo CITEVE, que é totalmente O plástico não estraga o planeta, é o Ser Humano reciclável, lavável ou esterilizável e à qual apenas que faz isso. No entanto, estamos a desenvolver

Rua dos Combatentes, 130B 3720-444 Pindelo, Oliveira de Azeméis Portugal

peças em bioplástico, um material biodegradável, para assegurar a proteção do planeta O dinheiro que a União Europeia entregará a Portugal será importante para as microempresas? É muito difícil ter acesso aos Fundos e Programas da União Europeia, no que respeita às microempresas, devido à burocracia. As microempresas não têm recursos humanos alocados à tarefa de preparar os projetos e apresentá-los. Por esse motivo, é sempre mais fácil para os grandes grupos empresariais conseguirem ajudas europeias. Como vê a situação económica do país? Em setembro, o problema será a liquidação. As empresas têm de pagar vários impostos no mês de agosto e o mês de setembro trará dificuldades de pagamento. No entanto, já tenho o mês completo, no que respeita a encomendas.

256 667 373l https://miniplas-unipessoal-lda.negocio.site/


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SECRETDEVOTION: SINÓNIMO DE DINAMISMO E TRANSPARÊNCIA

Patrícia Magalhães Fundadora e consultora imobiliária

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omo definiria o seu percurso, enquanto profissional, até à fundação da Secretdevotion? A Patrícia Magalhães é, antes de tudo, uma sonhadora, alguém que sempre acreditou fazer o seu percurso profissional com muita dedicação, empenho e paixão. Formada em Gestão de Empresas, trabalho desde os meus 17 anos. Foi na Sonicel Eletrodomésticos e Ar Condicionado, nas áreas de Marketing e Comercial, que tive uma oportunidade de carreira extremamente motivadora e fantástica. As imensas viagens de negócios, formações e equipa fantástica com quem tive o privilégio de trabalhar durante anos foram os momentos profissionais da minha vida que me fizeram crescer e lidar com diferentes realidades e culturas. Adquiri todas as bases de Marketing e Vendas e, principalmente, o contacto com os clientes (a minha verdadeira paixão), sempre com muita ética, rigor, transparência e muita dedicação, nunca esquecendo as minhas principais referências: os

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meus pais. Depois da Sonicel, estive dois anos na Vodafone, como representante empresarial, onde tive uma experiência enriquecedora, com uma equipa muito profissional e sempre ligada à área comercial e às relações humanas. Com o desejo de mudança, abracei esta área em algumas empresas, apaixonando-me pelo mercado imobiliário. Como sonhadora e apaixonada em tudo o que faço, decidi criar a minha própria empresa, inicialmente em segredo (daí o nome Secretdevotion) e tenho um enorme orgulho em ver o meu trabalho ser reconhecido e valorizado pelas minhas competências. As mulheres são, cada vez mais, responsáveis pela criação de novos negócios. Os cargos de liderança estão reservados para elas? Numa forma global, as mulheres são muito criativas, persistentes e multifacetadas tendo, naturalmente, mais carga pessoal enquanto mães, mulheres e donas de casa. Contudo, e graças a essa “carga”, e conseguindo

Patrícia Magalhães é a fundadora e diretora da Secretdevotion, uma empresa que nasceu da sua vontade de mudança, após um percurso profissional totalmente distinto da área imobiliária. Mulher dinâmica e sonhadora, acredita sempre que pode fazer mais e melhor.

desempenhar funções e cargos que exigem muita dedicação, só prova que nós, mulheres, somos umas verdadeiras guerreiras nos nossos negócios. O preconceito ainda reside, infelizmente, na nossa sociedade, em termos monetários. A questão salarial ainda difere, em muito, em relação ao homem. Esse talvez seja o principal motivo para nós criarmos negócios, o que nos permite usufruir de tempo de qualidade com a família. Que diferenças encontra entre as lideranças masculina e feminina? Acredito que não existem diferenças entre as lideranças de género. No passado, os cargos de liderança eram marioritariamente de homens, mas as mulheres têm vindo a crescer e a desempenhar as suas funções de igual modo. Um bom líder não escolhe género, estatuto, raça ou religião. Numa outra entrevista, onde tive o previlégio de participar, tive uma questão muito similar a esta, onde pretendo ainda focar e realçar: existe, ainda nos dias de hoje, a


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capacidade de não se conseguir distinguir a diferença entre um líder e um chefe! Um chefe dá sempre ordens, impõe-se, age sempre a seu favor e não tolera crescimento. Algumas pessoas veem-se obrigadas a segui-lo infelizmente. Um líder, ao contrário, vê sempre o interesse de todos e é uma pessoa que deseja o crescimento dos que o rodeiam para, em conjunto, alcançarem os mesmos objetivos. Que valores pessoais coloca na sua relação com os clientes? A mediação é uma atividade de grande responsabilidade e, sendo uma mulher muita apaixonada pelo que faço, as relações que tenho com os meus clientes e parceiros são de muita ética e transparência. A minha presença é sempre muito profissional, de relações sinceras e diretas, no entanto, sempre muito divertidas e espontâneas. Sendo o mercado imobiliário uma relação de confiança entre as

pessoas, a ética, a honestidade, transparência e seriedade são as principais prioridades numa relação. A minha principal prioridade é a satisfação dos meus clientes e parceiros, pois são eles que me referenciam e ajudam a alcancar o tão desejado sucesso. No que respeita à Secretdevotion, como avalia o impacto que a crise pandémica teve no mercado onde se insere? Felizmente, foram concretizados alguns negócios. Tivemos experiências muito caricatas, mas muito divertidas, que nos marcaram pela positiva. O meu projeto não tinha como objetivo a abertura de loja física, logo todos os custos inerentes à mesma foram de alguma forma abençoados com esta pandemia. A principal crise com que a Secretdevotion se depara, desde o seu nascimento, são os obstáculos criados por “pessoas pandémicas”, onde reinam a falta de respeito, sensatez e seriedade. No entanto, tal

como referi, têm sido superados com a maior serenidade. Quais as características diferenciadoras deste projeto que criou? Após um mês extremamente intenso no que respeita à criação, preparação e elaboração da marca, estabelecimento de parcerias com uma das melhores criativas que conheço, Patrícia Martins, e um dos melhores fotógrafos nesta área, Saulo Souza, com um curriculo fabuloso, foi com um enorme orgulho que iniciámos este novo projeto com fotorreportagens, vídeos 3D e Matterport diferenciadores do mercado. Mas não basta apenas a tecnologia. A verdadeira essência diferenciadora é marcar a nossa presença através de serviços, relações sinceras e diretas. A Secretdevotion será sempre uma marca em constante evolução, recorrendo sempre às melhores tecnologias e relações pessoais para realizar sonhos e projetos imobiliários.


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RITA ROCCHA CORAJOSA E APAIXONADA POR DESAFIOS Rita Roccha saiu de Maceió e fez-se uma cidadã do mundo há mais de 20 anos. Resiliente e corajosa, a consultora é uma líder nata que tem trabalho reconhecido no Brasil, em Portugal e em Angola, onde é presença assídua em programas de televisão e rádio.

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paixonada pela vida, a empresária e palestrante iniciou o maior desafio da sua vida quando decidiu abandonar o conforto de casa, no Brasil, pela desconhecida África. Em duas décadas de carreira, as novas conquistas, tanto pessoais como profissionais, têm sido uma constante. "Falar de nós é desafiador mas posso dizer que a Rita é uma brasileira do nordeste, de Maceió (Alagoas), que saiu de casa aos 21 anos para ir viver para Angola. Naquela altura, em 2001, o país ainda estava em guerra. Aquela viagem tornou-se no meu maior desafio, profissional e pessoalmente. Sou mãe de um jovem de 19 anos e mulher, como tantas. Como pessoa, não só me considero resiliente como corajosa. Em pouco mais de 20 anos, orgulho-me de ter conquistado um Phd em Gestão de Negócios Internacionais, de ser escritora e uma executiva de relevância, tanto no Governo brasileiro como no angolano". Profissional reconhecida, a sua vida viria a mudar após um período pessoal conturbado. Em 2017, voltaria a ganhar a alegria que a caracteriza e um novo rumo: as palestras. A consultora e coach é especialista em negociação, persuasão e gestão de conflitos. "O foco nos resultados faz parte do meu perfil comportamental. Sou uma pessoa muito focada, isso vem da minha forma de ser e de estar e da coragem com que assumo novos projetos. Enquanto consultora, o meu objetivo final é fazer os negócios crescerem. Sou, inclusivamente, conhecida como ‘Banco de Ideias’", resume, sobre as principais características que transmite no seu trabalho. Depois de muitos sucessos em Angola e no Brasil, Rita Roccha desenvolve atualmente projetos em Portugal e um pouco por toda a Europa: “Neste momento, lidero negociações que envolvem crude, minérios e outras commodities. Além disso, acompanho empresários e investidores que querem internacionalizar os seus negócios e levá-los para outros mercados”. Numa altura de crise, em que a reinvenção pessoal e profissional é necessária, os processos de consultoria, business coaching para executivos e mentoria para empreendedores são também uma parte importante das atividades desenvolvidas por Rita Roccha, que se dedica, ainda, a apoiar as mulheres, através das palestras e sessões de coaching que desenvolve em prol do género feminino. 26

Rita Roccha Empresária, Escritora e Palestrante foto: Ana David

ritaroccha.com rrnpbusiness.pt


Portugal Criativo: Criatividade Feminina

Cristina Murteira Diretora executiva

“TEREMOS DE NOS REINVENTAR”

Cristina Murteira começou a trabalhar na GDC Coop há 11 anos e representa as suas marcas. Com a confiança adquirida junto desta empresa, criou a sua própria agência – a Indexit – que representa as marcas Ubiz e tem exclusividade nas cidades de Porto, Gaia e Oeiras na oferta de produtos Google e algumas aplicações. Mulher de negócios e empreendedora, Cristina Murteira fala sobre como é ser mulher no mundo dos negócios, sem deixar para trás o lado pessoal.

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efiniu sempre o seu percurso de forma a alcançar um lugar, à custa de muita aprendizagem, muito erros e muita dedicação. O nosso cliente sabe que pode ligar 24 horas, se necessitar, oito dias por cargo de liderança como objetivo último? semana, e terá quem o atenda. Não existem tabelas de preços, cada Não defini, aconteceu naturalmente. Depois, assumi o meu objetivo e cliente é um caso único e merece pré-avaliação do negócio, pois a da equipa: um dia percebi que a empresa dos EUA, cujas marcas solução de um nem sempre serve a outro! Temos clientes represento, contava comigo para ajudar na construção da equipa em internacionais feitos há cinco anos e grandes marcas portuguesas já Portugal e agarrei a oportunidade. Cresci com a equipa e acabei por negociaram connosco. criar a própria agência dentro de um negócio que tem uma dimensão O online pode ser o espaço ideal para a reconversão e sobrevivência mundial. Sou uma de muitas vencedoras e vencedores. de muitas empresas? Acredita que as mulheres estão a conquistar o seu espaço na O online é a solução que veio para ficar. Há que descobrir o lado positivo, há reduções de custos, agilização de processos, maior liderança dos negócios? É um facto, mas sempre existiu essa capacidade. As mulheres foram proximidade, sem perda de tempo… apenas “rotuladas” tendo em conta todas as outras funções que lhes são atribuídas - maternidade, gestão da casa, cozinhar -, e ninguém as Como antevê os próximos tempos, a médio prazo? ajudava a crescer profissionalmente. Felizmente, esta condição O próximo ano e meio será de muito trabalho duro. A maioria não irá aguentar, mas julgo que, se soubermos reinventar-nos, há uma saída. mudou. Eu estive quatro semanas parada a avaliar o negócio, dois meses e meio sem receber e despedi toda a equipa. Tínhamos atingido metas neste Que mais-valias destacaria numa liderança feminina? A sensibilidade para lidar com pessoas, a facilidade em criar empatia, a mês de janeiro, com grandes investimentos em 2019, e em março persistência e a flexibilidade. A mulher adapta-se mais facilmente à tivemos de recomeçar. Era nesta altura que íamos recuperar investimentos, e já tínhamos negócios fechados que o asseguravam, mudança. mas perdemos tudo. Mas foi a melhor coisa que podia acontecer, pois No que respeita à Indexit, como se posiciona no mercado e como permitiu avaliar com calma a estrutura, procedimentos, custos e perceber que esta era a oportunidade de evoluir e fazer mais e melhor! avalia esta crise económica e o seu impacto nas empresas? A agência Indexit é um projeto de 11 anos que conquista a cada dia um


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EDUCAÇÃO: “É URGENTE PERMANECER”

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Susana Amador Secretária de Estado da Educação

reparar um novo ano letivo é sempre complexo, mais ainda em contexto de adversidade.

que acompanha o programa nacional de remoção do amianto, que abrange cerca de 600 escolas públicas.

O encerramento de escolas em cerca de 200 países, face à pandemia, evidenciou o papel do ensino presencial, que permite o acesso universal às aprendizagens e a relações de suporte afetivo e psicossocial. Segundo a UNICEF, quanto maior a ausência da escola, maior o risco de carência alimentar, de abusos e outras violações aos direitos das crianças. A UNESCO alerta ainda para a necessidade de recuperar aprendizagens e o Centro Europeu para o Controlo e Prevenção das Doenças reforça que fechar as escolas parece não trazer benefícios pra a comunidade nem para as crianças.

Lamenta-se que essa preocupação ambiental não tenha sido acolhida no Parlamento, com a proposta aprovada do CDS para suspensão da reutilização de manuais escolares, pondo em crise a sustentabilidade deste processo. Uma contradição flagrante na votação de partidos onde o ambiente é central.

O Governo definiu como preferencial o regime presencial, reconhecendo o impacto do encerramento do sistema, apesar da grande dedicação docente no ensino à distância e o papel social da escola pública nestes meses, com as mais de um milhão e meio de refeições servidas até julho, as escolas de acolhimento e a ligação às Comissões de Proteção de Crianças e Jovens. Em setembro, iniciaremos o ano letivo, incluindo mais 2 200 novas vagas na rede pública de educação pré-escolar. As medidas para o espaço escolar, articuladas com a DGS, tornam Portugal um dos países mais garantísticos em termos de proteção na escola. O material de proteção individual será distribuído e gerido pelos agrupamentos, que receberam cerca de 7 milhões de verbas do Ministério da Educação. As máscaras serão laváveis numa lógica ambiental, lógica

Para o pessoal não docente, a par das renovações contratuais, serão lançados concursos para cerca de 700 profissionais e, pela primeira vez, existirão bolsas de recrutamento autónomas. Haverá ainda mais de 800 novos profissionais de várias áreas, para dar corpo a planos de desenvolvimento pelo sucesso escolar e inclusão. Tudo faremos para responder às necessidades de docência, incluindo o concurso nacional para docentes (este ano com mais vagas do que em anos anteriores), entre outros mecanismos reforçados face ao quadro exigente que antecipamos. Fazer soar alarmes desnecessários, cavalgar ondas de medo, num sistema que dá resposta, não é justo para a comunidade educativa resiliente, nem é a melhor forma de cumprir a tarefa exigente em prol do interesse superior de alunos. Nos momentos difíceis “é urgente permanecer” e mede-se a resistência, a visão estratégica e a coragem dos diversos protagonistas. Contamos com todas e todos, neste tempo de agir, porque o “tempo nunca espera por nós”.


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José Manuel Castro Diretor Executivo

MODATEX:

A FORMAR O FUTURO DO TÊXTIL O Modatex é um centro de formação profissional criado em 2011, resultado de um protocolo celebrado entre o Instituto de Emprego e Formação Profissional, a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, a Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção e a Associação Nacional dos Industriais de Lanifícios. Com abrangência nacional, recebe cerca de 12 mil formandos por ano e contribui para a inovação no setor têxtil, atraindo jovens para uma área que procura renovar os seus recursos humanos.

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osé Manuel Castro é o diretor executivo do Modatex e recorda o momento de criação deste centro de formação: “Em plena crise económica, o setor têxtil estava a reconstruir-se, a renovar-se e precisava de novos recursos humanos e de atualizar aqueles que já faziam parte desta área. A urgência foi uniformizar processos, com base nos mais de 30 anos de experiência dos três centros extintos que deram origem ao Modatex: o CITEX, o CIVEC e o CILAN”. Ainda que o foco sido tenha sido nos ativos empregados da indústria têxtil ou pessoas desempregadas, em razão da crise económica, que procuravam uma forma de se (re)qualificarem, o Modatex procurou sempre investir na atração de jovens para o setor, que aí procuram concretizar a sua vocação: “Os centros extintos (nomeadamente o Citex e o Civec) formaram muitos dos estilistas portugueses da atualidade, como Luís Buchinho, Katy Xiomara, Nuno Gama ou Nuno Baltazar, mas ainda hoje existe um grande desconhecimento e má interpretação dos cursos profissionais e do setor têxtil”. Para o diretor executivo do Modatex, falta desmistificar a realidade desta área: “A indústria têxtil nacional trabalha atualmente com tecnologias de ponta e já se executam processos de forma muito sustentável. Além disso, para lá da sua atualização tecnológica, o setor têxtil necessita de recursos humanos qualificados, a quem recebe dignamente e garante boas condições de trabalho”.

Da oferta formativa constam cursos ligados a áreas como Design de Moda, Merchandising e Vitrinismo, Styling, Alfaiataria e Modista, Modelação, tinturaria, estampagem e acabamentos, Tecelagem, Modelação de vestuário e Acessórios de moda, mas José Manuel Castro salienta aqueles relacionados com o mundo digital: “Iniciaremos em breve um curso de E-commerce Fashion Styling, em parceria com a Farfetch, pois os consumidores estão cada vez mais divididos entre as compras físicas e as digitais. Enquanto ainda existem muitos consumidores para quem as compras têxteis exigem prova física do contacto com a peça e tecido, há muitos novos consumidores que compram diretamente pelos canais digitais e temos de nos adaptar a esta realidade”. Neste momento, o Modatex promove a “Academia de Verão”, que oferece cursos acessíveis, com temas atraentes e formadores reconhecidos no mundo da moda: “Queremos dar a conhecer a área têxtil e tudo o que dela faz parte, de forma descontraída e simples. É uma academia totalmente digital, sem quaisquer barreiras geográficas”. José Manuel Castro assegura que a indústria têxtil de hoje é uma indústria tecnologicamente avançada, mais sustentável e ecológica e que garante a quem escolhe este setor um salário compensador e boas condições de trabalho: “É importante dignificar as profissões do setor industrial. Toda a indústria nacional, e a têxtil e vestuário em particular, necessita disso para renovar os seus recursos humanos”.


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Ana Costa Freitas Reitora

A Universidade de Évora é uma instituição académica do Ensino Superior que conta com cerca de oito mil alunos na sua academia, sendo dois mil deles estrangeiros. Esta instituição é fundamental para a região, para a comunidade e para o panorama académico nacional. A reitora, Ana Costa Freitas, concedeu uma entrevista à Valor Magazine onde falou da oferta letiva e dos projetos em curso para os próximos dois anos.

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endo em conta que está situada no interior do país e é um dos polos atrativos da cidade, que importância reconhece à instituição? Há uma importância inerente a todas as instituições de ensino e educação, mas as universidades e institutos politécnicos que estão no interior do país têm sido, talvez, os únicos instrumentos de coesão territorial. Isso é muito importante, pois o “interior” é uma parte significativa do país, que está desertificada e precisa de ser revitalizada. A Universidade de Évora tem também este impacto; não pode nem deve ser regional (uma universidade nunca é regional), tem que ser suficientemente atrativa nacional e internacionalmente e ao mesmo tempo ter a preocupação de promover o desenvolvimento económico, social e cultural da região onde está inserida. Considero esta estratégia fundamental. Este momento de pandemia veio, mais uma vez, mostrar a importância que os estudantes universitários têm na dinâmica das cidades.

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Em que medida a interrupção quer das atividades académicas, quer dos projetos de investigação afetou o funcionamento da Universidade? A digitalização de processos é uma realidade na Universidade, pelo que, ao nível dos serviços, não representou qualquer problema. No que respeita às aulas, não somos por natureza uma Universidade de ensino a distância, mas soubemos de forma rápida adaptarmo-nos às circunstâncias, recorrendo entre outros, ao aplicativo de videoconferência Zoom. Sabemos que nem tudo funcionou na perfeição, mas graças ao esforço e empenho de todos, estamos muito satisfeitos com o resultado. A parte de investigação, durante o Estado de Emergência, manteve-se apenas com alguns pedidos para ensaios de campo. Todavia, após uma revisão de modelos de trabalho (por exemplo, se necessário, em rotatividade), os investigadores adaptaram-se à nova realidade e aos cuidados a ter para poderem continuar a desenvolver os seus projetos de investigação.

Neste momento, já estamos a preparar o próximo ano letivo e a investigação decorre normalmente. Essa preparação para o próximo ano letivo já engloba todas estas medidas anunciadas pela DGS? De um modo geral, as aulas práticas têm de se manter práticas, pelo que faremos um desdobramento de turmas, para garantir que todos conseguem assistir às aulas, mas não, como usualmente, todos os alunos na mesma sala ao mesmo tempo, turmas pequenas e com dimensão adequado ao espaço. Iremos usar todas as salas de aula disponíveis na academia, de forma a acomodar menos alunos por sala. O mesmo acontecerá com aulas teóricas cujas unidades curriculares têm muitos alunos e o desdobramento é necessário. Depois, também existirão aulas online, incluindo algumas aulas práticas, como é o caso das cirurgias em animais, onde o procedimento é transmitido para que os alunos possam assistir, fora da sala de operações com, câmaras de filmar por exemplo. Queremos


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“SOMOS POUCO RECONHECIDAS SOCIALMENTE, MAS SOMOS FUNDAMENTAIS PARA O PAÍS” garantir que os alunos do primeiro ano têm mais aulas presenciais, de preferência todas. Para assegurar todas as condições, as aulas apenas terão início a 6 de outubro. A Universidade é fundamental para ajudar o aluno a exercer a cidadania plena, a integrá-lo enquanto cidadão e a fazê-lo discutir os problemas do dia-a-dia, para lá dos conteúdos letivos? Esse papel é fundamental, embora seja pouco comentado. Nós não formamos pessoas só para exercerem uma profissão. Nós formamos cidadãos. Um cidadão só é completo se tiver uma visão abrangente da sociedade e se tiver a capacidade de tentar perceber o mundo em que se insere. Isso passa pela academia e é por isso que eu considero tão importante o regresso dos alunos à instituição. Eles têm muito mais acesso à informação do que as gerações anteriores. mas precisam muito de ganhar espírito crítico e cidadania. No que respeita aos cursos e à multidisciplinaridade, como lida a Universidade de Évora com esta realidade? Todos os cursos de uma universidade são aprovados previamente e as inovações nem sempre são fáceis de ser aprovadas. Os seres humanos são conservadores por natureza, mas nunca deixámos de fazer pequenas alterações nos cursos, de modo a criar esta maior transversalidade. Para já, fomos conseguindo isso com algumas disciplinas optativas. Além disso, é muito importante que estejamos constantemente alerta para fazer as alterações

que se adequem ao momento. Não podemos transmitir conhecimento sempre da mesma forma, vindo os alunos preparados de maneira diferente. Este é um desafio de adaptação constante, para garantir que saem desta Universidade os melhores cidadãos. Que dinâmica existe, no que respeita à Investigação? Estruturámos a universidade em quatro áreas, que são o Mediterrâneo e a Sustentabilidade Ambiental, o Património e as Artes, Aeroespacial e Transformação Digital e Percursos de Vida e Bem-estar. As duas primeiras áreas já são sólidas no trabalho que desenvolvem e no reconhecimento nacional e internacional da investigação que produzem. No que respeita às áreas emergentes, as duas últimas mencionadas, são áreas em desenvolvimento. Já existem cátedras associadas às mesmas, mas ainda é necessário desenvolver um trabalho de afirmação destas áreas. Assim, pretendemos reforçar as Engenharias, sobretudo as ligadas ao setor Aeroespacial, dado o cluster existente nesta região. Depois, no que respeita à quarta área que mencionei, que está ligada à nova unidade

orgânica e à Escola de Saúde, o objetivo passa exatamente por dar a conhecer e desenvolver esta escola, que terá uma grande ligação com o hospital central que existe em Évora e que permitirá também que todos os investigadores que desenvolvem trabalhos na área da Saúde possam ser recolocados neste espaço. Enquanto reitora da Universidade de Évora, que objetivos gostaria ainda de levar a cabo? Um dos grandes objetivos é a consolidação da Escola de Saúde, a sua maior ligação ao novo hospital central do Alentejo e a afirmação dessa Escola junto da comunidade académica e da sociedade. Depois, seria importante conseguirmos o mestrado em Engenharia Aeroespacial, e dar mais visibilidade ao departamento de Engenharia, sobretudo às engenharias diretamente relacionadas com o cluster da Aeronáutica e do Espaço. Em relação à oferta curricular, estamos a reorganizar o terceiro ciclo, com o objetivo de assegurar aos estudantes uma experiência única ao longo do Doutoramento. Queremos que o terceiro ciclo seja visto como todo um processo de aprendizagem, desde a forma como a informação é recolhida, analisada e aos contactos que se estabelecem para que isso aconteça, com uma vertente de investigação muito forte. Em resumo, será alterar e inovar na oferta de 3º ciclo; consolidar e desenvolver a área das Engenharias; pôr em funcionamento a nova Escola de Saúde com uma oferta inovadora assente num conhecimento sólido.

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“REGEMO-NOS PELA EXCELÊNCIA, COMPETÊNCIA E EQUILÍBRIO”

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Externato Santa Joana está localizado no centro do perímetro urbano de Ermesinde, na Rua Rodrigues de Freitas, área bem servida de transportes públicos e com boas vias de acesso.

de 20 a 30 minutos. Do 1.º ao 3º Ciclo, m an t i ve m o s a c arga h orár i a n or m a l , distribuída em aulas síncronas e assíncronas recorrendo a várias ferramentas digitais.

Como escola católica, propomo-nos a colaborar com os pais na educação integral dos seus educandos, através de um processo educativo dinâmico e atual, que alicerça a sua ação educativa no Evangelho e no testemunho pessoal e comunitário de humildade, simplicidade, alegria, acolhimento e serviço, características do espírito franciscano hospitaleiro.

Atendendo aos vários cenários possíveis da evolução da pandemia, no próximo ano letivo, pr e te n d e m o s garan t i r um q u a d r o d e intervenções que garanta uma progressiva estabilização educativa e social, sem descurar a vertente de saúde pública e as normas estabelecidas pela Direção-Geral da Saúde. Deste modo, reforçaremos os mecanismos de p r o m o ç ã o d e i g u a l d a d e e e q u i d a d e, concebendo respostas escolares específicas que mitiguem as desigualdades, com vista a que todos os alunos alcancem as aprendizagens e competências essenciais, estabelecidas pelo Ministério da Educação. Assim, as planificações dos documentos orientadores terão por base o regime presencial, misto e não presencial.

Face ao contexto de pandemia Covid-19 que assolou o nosso dia-a-dia, com dinamismo, adaptamo-nos ao ensino à distância, mantendo a contínua ligação entre professores e alunos, desde a creche ao 3.º Ciclo do Ensino Básico. Durante o terceiro período, no que respeita à creche e pré-escolar, mantivemos o contacto com sessões síncronas

Para além das áreas da matriz curricular, temos como oferta educativa: creche –musicoterapia; pré-escolar – Inglês e música; 1.º Ciclo - TIC, Trabalho de Projeto e Inglês; 2.º e 3.º Ciclo - Clube de Matemática e Orquestra. D o 1 . º a o 3 . º C i c l o, o s a l u n o s t ê m a p o s s i b i l i d a d e d e f r e q u e n t ar o A p o i o Pedagógico, a Sala de Estudo e o Clube de

Com uma oferta educativa que vai da creche com berçário ao 3.º Ciclo do Ensino Básico, no Externato regemo-nos pela excelência, competência, equilíbrio, valorização pessoal e do outro, bem como pela abertura ao mundo que nos rodeia.

externatosantajoana.com

R. Rodrigues de Freitas 2037, 4445-632 Ermesinde, Portugal

Ecologia e Sustentabilidade, clube que visa potenciar a quinta do Externato e orientar os n o s s o s a l u n o s p a r a a r e fl e xã o s o b r e problemáticas atuais, através do contacto direto com a exploração da horticultura e fruticultura. Sobre Atividades Extracurriculares, o Externato apresenta um leque variado com o fim de desenvolver competências essenciais como a autonomia, a responsabilidade, a cidadania, a expressão oral e artística pela prática do Karaté, Ballet, Hip Hop, Inglês, Piano, Guitarra, Desporto Escolar e Andebol Feminino. Com vista a promover o trabalho colaborativo e cooperativo, continuaremos com o projeto Eco-Escolas e iniciaremos projetos de Voluntariado e de Empreendedorismo. Além do anteriormente referido, o Externato continuará a estabelecer parceria com o Conservatório de Música do Porto, com o Núcleo Desportivo Santa Joana, com a Liga Portuguesa Contra o Cancro (Núcleo Regional do Norte) e com a Escola Superior de Educação.

@esjoana

229 732 043

geral@externatosantajoana.com


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“É UM PERÍODO PARTICULARMENTE EXIGENTE” José Lemos é o diretor pedagógico da Escola Profissional de Tondela que, como todas as instituições de ensino, viu o ano letivo interrompido, na sua forma presencial, para dar lugar a um modelo de aulas à distância. O diretor pedagógico considera o desempenho da instituição muito positivo, mas tal não substitui as aulas presenciais. concretização e avaliação curricular. Foi difícil para todos, principalmente para os alunos.

José Lemos Diretor Pedagógico

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omo se adaptou a Escola Profissional de Tondela ao período de confinamento obrigatório?

Creio que nos adaptámos bem e de forma rápida. Quando, no dia 13 de março, fomos confrontados com a decisão de suspensão da atividade presencial, iniciou-se de imediato um processo de utilização de plataformas de videoconferência, com criação de salas “virtuais”, para aulas síncronas. A comunicação por correio eletrónico, utilização da plataforma “moodle”, comunicação e interação digital, trabalho autónomo e outras formas de atividade letiva eram já práticas comuns no percurso curricular dos cursos profissionais que, n a t ura l m e n te, c om c onfi n am e n to obrigatório em estado de emergência, se tor n aram m o d e l o s i n s t i t u í d o s d e

Que avaliação faz desse período? Foi, e está a ser, um período de exceção particularmente exigente. Todos fomos chamados a uma rápida adaptação, de processos, de comportamentos, de procedimentos, de vivências, com frequentes alterações regulamentares e legislativas, compreensivelmente aceitáveis, mas obviamente “cegas”, quanto a contextos territoriais e assimetrias socioeconómicas. Com meios próprios, conseguimos colocar computadores em casa dos alunos que não possuíam esse equipamento, para que ninguém ficasse excluído. Alguns usaram dados móveis, por insuficiente cobertura de internet. Com excecionais dificuldades, todos aderiram, trabalharam com empenho, o corpo docente foi exemplarmente dedicado, os serviços foram inexcedíveis. Retiro uma avaliação muito positiva do nosso desempenho. Quais as medidas adotadas para garantir a segurança dos alunos no regresso às aulas? Desinfeção periódica de espaços e equipamentos, uso obrigatório de máscara ou viseira, frequente desinfeção das mãos, circuitos de circulação evitando cruzamentos, afastamento social nos

espaços de utilização comum, lotação dos espaços garantindo afastamento de dois metros, manutenção do mesmo grupo no mesmo espaço. Vamos gerir os horários, cumprindo as orientações da DGS e garantir que todos venham à Escola, em segurança e com a alegria do reencontro de todos com cada um. Quais as principais dificuldades que reconhece terem existido? Acima de tudo, no terceiro período, a concretização dos planos curriculares, particularmente a componente técnica e prática, bem como a formação em contexto de trabalho, peças fundamentais na estrutura dos cursos profissionais… a necessidade de “mexer”, “tocar”, “sentir”, exigiu muita criatividade na busca de soluções. Como antevê a preparação e chegada do próximo ano letivo? Estamos a trabalhar nessa organização e planeamento, temos já orientações muito genéricas, aguardamos deliberações específicas das entidades que nos tutelam. As instalações estão preparadas e sentimonos preparados. “O próximo ano letivo começa já amanhã”! eptondela.net

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“PREPARAMOS O ESTUDANTE PARA SER UM PROFISSIONAL GLOBAL” A Universidade Europeia, o IADE e o IPAM são instituições académicas reconhecidas pelo seu modelo académico único. Francisco Teixeira, diretorgeral, explica exatamente como se caracteriza o modelo de aprendizagem destas instituições e quais as apostas para o próximo ano letivo.

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o m o c a ra c t e r i z a a a p o s t a n a investigação e a sua evolução, no que respeita às áreas que mais se destacam? A Universidade Europeia tem vindo a implementar uma estratégia para a área da investigação científica que visa não só reforçar o reconhecimento da instituição enquanto promotora de conhecimento científico, mas também captar talentos e recursos e despertar vocações para a investigação. Procuramos, assim, criar um ecossistema dedicado à Investigação & Desenvolvimento, como pilar da oferta formativa disponibilizada. O que caracteriza o modelo de ensino da Universidade Europeia como único? A Universidade Europeia distingue-se pela sua capacidade de inovação e pelo seu modelo académico único e diferenciador, construído sobre o princípio de “Problem-based learning”. Este modelo fomenta os princípios da qualidade, da internacionalização, da tecnologia e da aproximação às empresas e ao mercado de trabalho. A Universidade Europeia oferece o acesso a um ensino de qualidade, personalizado e centrado no estudante, preparando-o para ser, no futuro, um profissional global, com todas as competências para alcançar o sucesso profissional em qualquer parte do mundo. 34

Francisco Teixeira Diretor-geral da Universidade Europeia e do IPAM

Que oferta académica tem disponível para o ano letivo 2020-21? As nossas instituições têm um portfólio diversificado e de qualidade em áreas distintas, que foi reforçado para o próximo ano letivo. Na parte das licenciaturas destacam-se, na Universidade Europeia, as licenciaturas nas áreas de Gestão; Recursos Humanos; Direito; Turismo; Gestão Hoteleira; D e s p o r to e Ps i c o l o g i a . No I A D E , a s licenciaturas nas áreas de Design, Marketing e Publicidade, Comunicação, Fotografia, Informática e Tecnologias Criativas. No IPAM, as licenciaturas em Gestão de Marketing, que estão disponíveis em regime presencial e à distância e a Licenciatura Global em Marketing (lecionada em inglês). Em termos de Mestrados, temos também uma oferta diversificada e de excelência, nomeadamente em Fisiologia do Exercício, Recursos Humanos, Gestão, Gestão do Turismo e Hotelaria, e Psicologia Clínica e da Saúde na Universidade Europeia; os Mestrados em D e s i g n e Pu b l i c i d a d e. Com un i c a ç ã o Audiovisual e Multimédia, Branding e Design de Moda, Design Management, Design do Produto e do Espaço, Design e Cultura Visual no IADE; e os Mestrados Gestão de Marketing e Mestrado Global em Marketing do IPAM.

As três instituições – Universidade Europeia, IADE e IPAM – têm muito presente a internacionalização. É crucial preparar os jovens para uma carreira internacional? As três instituições têm-se distinguido ao longo destas décadas por apostar na internacionalização, sendo que todas apresentam uma metodologia de ensino exigente e próxima da realidade empresarial, que visa a participação ativa do estudante no seu processo de aprendizagem e desenvolvimento, preparando-o para uma carreira internacional. Para além de disponibilizarmos, na nossa oferta formativa, programas globais, lecionados inteiramente em inglês, promovemos também a experiência de mobilidade internacional através de parcerias com entidades de referência no contexto global que são também fundamentais para o desenvolvimento dos estudantes como profissionais globais. Que desafios existirão, no próximo ano letivo, no que respeita à conjugação do modelo de aulas presencial com a segurança necessária aos alunos? Será seguramente um ano letivo diferente, desafiante, mas para o qual estamos preparados. Na Universidade Europeia, no IADE e no IPAM temos um projeto para o ensino a distância que permite aosestudantes e às suas


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famílias olhar com otimismo e confiança para o futuro assegurando a qualidade da aprendizagem ao longo da formação. Para o próximo ano letivo, as nossas instituições estão preparadas para apresentar uma inovadora proposta de ensino, denominada EXPERIENTIAL LEARNING HYFLEX, que procura responder não apenas aos desafios do presente, mas também antecipar as necessidades de aprendizagem do futuro nas suas dimensões tecnológicas. Este modelo combina as fundamentais aulas presenciais (que se mantêm como o pilar de atuação, mas que se tornam cada vez mais práticas e personalizadas) de contacto direto com os professores e as necessárias aulas à distância que acompanham a digitalização dos processos sociais. Está assente numa componente tecnológica e, ao mesmo tempo, na personalização dos processos de ensino e de aprendizagem, visando integrar os diferentes ritmos e necessidades dos estudantes, que podem aceder permanentemente aos conteúdos das aulas quando e onde o desejarem.

Esta transformação passa pela integração plena da tecnologia na vida académica e pela utilização dos respetivos meios tecnológicos, dando aos estudantes a possibilidade de personalizar o seu modelo de aprendizagem, tornando-o mais orgânico e adaptado às suas circunstâncias pessoais e profissionais. Pretendemos distinguir-nos, cada vez mais, por uma oferta académica inovadora e de referência, que aposta na autonomia do estudo, nas aulas flexíveis e na possibilidade de os estudantes usufruírem de conteúdos exclusivos que estarão permanentemente disponíveis através do seu telemóvel ou computador, em qualquer lugar.

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“AS AULAS À DISTÂNCIA BASEARAM-SE NA PROXIMIDADE E DIÁLOGO”

Ana Sofia Ferreira é diretora pedagógica do Externato Nossa Senhora do Rosário, em Cascais, que pertence às Filhas de Maria Auxiliadora e conta já com mais de 40 anos ao serviço da comunidade. Enquanto instituição de ensino, atravessou as dificuldades colocadas pelas aulas à distância, mas reinventou-se, adaptou-se e conseguiu chegar a todos os seus alunos.

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omo caracterizaria este colégio? O Externato Nossa Senhora do Rosário (ENSR) conta com uma proposta alicerçada numa formação integral, em que se «educa evangelizando e se evangeliza educando». No ENSR, bem como em todas as presenças das Irmãs Salesianas em Portugal, cultiva-se um ambiente de família, pautado por valores cristãos. A nossa missão é ensinar as crianças e os jovens a serem «bons cristãos e honestos cidadãos», tal como o sonharam os fundadores das Salesianas, S. João Bosco e Santa Maria Domingas Mazzarello. Trilhamos caminhos com espírito de missão e de serviço, procurando o melhor para cada pessoa. Em corresponsabilidade, as famílias, crianças, alunos e educadores docentes e não docentes fazem parte de uma casa, habitada por Irmãs Salesianas, suporte carismático desta missão.

conjuntura atual, bem como foi a pedra angular para a gestação de comunidades de aprendizagem à distância, assente num ambiente educativo de proximidade e de diálogo. Alinhavaram-se horários, adequaram-se perspetivas de ensino e assim conseguimos cinco dias de aprendizagens sempre acompanhadas, unidos a cada aluno com alegria e esperança renovadas.

Onde estão situadas as outras escolas pertencentes às Irmãs Salesianas? As Irmãs Salesianas têm sete presenças, caracterizadas por um ambiente de ação educativa partilhada e uma perspetiva evangelizadora. Uma creche e Pré-escolar em Paranhos da Beira - Centro de Assistência Social N.ª Sra. de La Salette. Pré-escolar e 1.º Ciclo em Viana do Castelo – Externato S. João Bosco; Arcozelo, Gaia - Externato N.ª Sra. de Fátima; Cascais - Externato N.ª Sra. da Assunção; Setúbal O lema escolar de 2020 foi abalado pela - Casa Santa Ana; e em Vendas Novas, o Colégio Laura Vicunha. situação de pandemia? O lema anual é uma bússola. «És missão. Estou contigo!» não só se adequou aos tempos da

Como lidaram com as aulas à distância? Reinventámo-nos, mas nunca dispersámos. Entrámos em casa dos alunos, desde o tempo designado de “bom dia,” na voz do diretor de turma/professor titular, até à hora diária de esclarecimento de dúvidas ou do serviço de psicologia. Fomos presença viva em espírito de missão, com a colaboração de todas as pessoas da comunidade. O sucesso a todos se deve. Como estão a preparar o próximo ano letivo? Estamos a cuidar para que as escolas continuem a ser espaços seguros. Iniciaremos com o regime presencial, dando a conhecer à comunidade educativa a atualização do Plano de Contingência e o Plano Pedagógico de Transição. Que mensagem gostaria de deixar aos pais e às crianças e jovens que iniciarão as aulas no ENSR no próximo ano letivo? Confiemos. Juntos, traçaremos caminhos de aprendizagem e enfrentaremos os desafios. Obrigada a todos os que são parte do ENSR.

ensr.salesianas.pt

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Educação e Formação

“DISPONIBILIZAMOS FORMAÇÃO TOTALMENTE CUSTOMIZADA” Alexandre Teixeira Chefe da Unidade de Qualificação

Alexandre Teixeira é o chefe da Unidade de Qualificação do Inovinter, um centro de formação profissional que teve de se adaptar às aulas à distância, aquando do confinamento obrigatório. Ultrapassadas as dificuldades, já está atualmente a receber formandos presencialmente e regista positivamente a adaptação que aconteceu ao ensino à distância.

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omo caracteriza o Inovinter relativamente aos serviços que Como será o regresso, no que respeita às medidas de segurança adotadas? presta e à forma como se posiciona? Estão criadas todas as condições e já estamos a receber formandos/as O Inovinter – Centro de Formação e de Inovação Tecnológica, foi criado ao presencialmente. O cumprimento escrupuloso das orientações da tutela e abrigo do DL nº 165/85, de 16 de maio, pela Portaria nº 407/98, formado da DGS vão permitir um regresso de todos em segurança. entre o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP, I.P.) e a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN). Temos, desde a nossa génese, a missão de contribuir, através da formação profissional, para o desenvolvimento económico e social e para a melhoria das condições de vida e de trabalho dos nossos formandos/as. Como se adaptou aquando da necessidade de confinamento? O processo de adaptação foi rápido. Para o facto contribuiu o nosso Centro Qualifica que, de forma muito ágil, passou a realizar os processos de RVCC de forma remota. Passámos por um processo de formação (serviços, formadores/as) e antecipámos o upgrade da nossa infraestrutura tecnológica. Foi realizado um diagnóstico relativo às necessidades formativas (face ao contexto) e lançada a oferta formativa. Quais as principais dificuldades? Das principais dificuldades destacamos a necessidade de não deixar nenhum/a formando/a sem acesso a formação (missão bem-sucedida até agora). O envio da informação necessária para a formação por outros meios, empréstimo de equipamentos em contexto de sala (cumprindo as normas da DGS) e criação de manuais de acesso às plataformas foram apenas algumas das ações implementadas. Que novidades formativas gostaria de destacar? Destacamos a possibilidade de criar formação totalmente customizada e adaptada. Muito trabalho está a ser desenvolvido com autarquias locais, empresas e associações no sentido de criar percursos formativos que criem impacto. Para além disto, a aposta forte em cursos com elevadas taxas de empregabilidade (tecnologias, turismo, saúde).


Educação e Formação

“O FUTURO PASSA POR UM EQUILÍBRIO ENTRE ENSINO PRESENCIAL E À DISTÂNCIA”

Pedro Silva CEO e Engenheiro

A OPCO é uma entidade formadora certificada, com formações direcionadas, sobretudo, para a indústria automóvel e aeronáutica. Aquando do confinamento obrigatório, tal serviu para implementar a OPCOnline, uma plataforma que servirá agora para e-learning. Pedro Silva, engenheiro e CEO desta instituição, explicou como a OPCO viveu este período e como se preparam as próximas formações.

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OPCO tornou-se independente, através da sua Academia, em 2015, apesar de estar presente no mercado desde 2006. Essa independência foi importante? Na realidade, essa alteração não só foi importante como foi decisiva! Neste espaço de cinco anos não só crescemos em termos de faturação como, principalmente, em termos de “dimensão”. Digo dimensão entre aspas pois na realidade foram várias as dimensões: em termos de parcerias, em termos de imagem, em termos de organização, em termos de estrutura consolidada, consolidada através de alterações nomeadamente na estrutura interna da academia, com a consolidação do grupo de formadores/consultores internos e externos e, no último ano, com uma estrutura mais abrangente para apoiar as iniciativas do Industrial Forum Portugal e do Automotive Summit. Oferecem várias formações, viradas para as áreas da indústria, indústria aeronáutica e automóvel. Falamos sempre de formações certificadas? Sim, trabalhamos principalmente com a indústria automóvel e

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também com a aeronáutica. Temos formações OPCO, enquanto entidade formadora certificada pela DGERT mas, dentro da área de formação, cerca de 80% a 85% dessa formação é certificada pelos nossos parceiros VDA QMC, Odette ou FIEV. Nos últimos anos, se olharmos para o número de formandos qualificados, falamos de, em média, mais de 1.500 profissionais por ano, isto para um universo de cerca de 250 empresas certificadas, como fornecedores do ramo automóvel em Portugal. Gostaria de salientar algumas formações em específico? As formações VDA QMC, associação da indústria automóvel alemã, continuam a dominar, contudo temos estado a desenvolver mais recentemente outras parcerias, com a Plexus International, mais ligada à indústria norte-americana ou com a Renault Consulting, mais ligada à Renault. Tal também só é possível graças ao desenvolvimento dos nossos colaboradores, devidamente aprovados por essas entidades. Neste momento contamos com 15 formadores certificados, entre internos e externos.


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Como enfrentaram a Covid-19, no que respeita à necessidade obrigatória de confinamento? Como muitas organizações, primeiro protegemo-nos, depois adaptámo-nos. Primeiro, tivemos em consideração a nossa própria segurança e a segurança dos nossos clientes. Aproveitámos as primeiras semanas do confinamento para recuperar algumas atividades que tínhamos pendentes, como a implementação de várias das funções relativas ao nosso software de gestão da formação. Podemos assim começar a planear as atividades online e lançar a OPCOnline, começando assim a fase da adaptação, com uma presença online muito mais ativa e com uma oferta mais próxima para o público. O ensino não presencial pode ser uma solução para este tipo de situações. Qual a posição da OPCO sobre esta questão? A resposta a esta questão centra-se no final da última resposta. A OPCOnline irá apostar numa presença 100% de e-learning, com uma plataforma própria e com conteúdos especificamente desenvolvidos para e-learning. Estamos na fase da adaptação de materiais, estando a plataforma já desenvolvida. Quanto às restantes atividades, cremos que o futuro passará por uma situação blended, entre atividades presenciais e atividades remotas. Cremos ser esta a melhor solução para os tempos futuros, inclusive aquela que os clientes irão exigir, pois realidades como 10 a 12 pessoas em sala, durante quatro ou cinco dias, não pensamos ser suportáveis no futuro. Que ferramentas foram criadas durante a pandemia que poderão manter-se de agora em diante? Como dizia, cremos que algumas coisas vieram para ficar. A realidade do teletrabalho, a realidade de várias reuniões, antes apenas feitas presencialmente, agora realizadas através de plataformas de comunicação digital. Tudo aquilo que agora, por exigências das condições, foi testado e aprovado, será para ficar. A tal situação blended, anteriormente referida, cremos que será a nova realidade. Qual o feedback dos formandos sobre o ensino à distância? A nossa crença nesta nova realidade baseia-se no feedback que fomos tendo. Alguns temas tiveram de ser adaptados, como os trabalhos de grupo, agora possíveis com a criação de subgrupos mas, no final,

mesmo a partilha de experiências entre os participantes, continuou a ser referida com um ponto forte. Temos aspetos mais logísticos como numa formação interempresas, onde termos pessoas do Sul, Centro, Norte e mesmo do estrangeiro e essas mesmas pessoas não terem de suportar uma viagem de horas para estarem presentes. Tivemos uma sessão de formação com presença de dois colegas a trabalhar no México. Não fosse esta nova realidade e dificilmente poderiam ter participado naquela ação específica. Como foi possível fazer a gestão destas formações? Como é que tal situação afetou a OPCO? Afetar, claro que afetou. A partir de finais de fevereiro tivemos cancelamentos de formações (ou de outras ações) com o impacto que se imagina em termos de faturação, mas toda a moeda tem duas faces e, se a atividade B2B sofreu, uma outra atividade B2C começou a despontar, com muitos particulares, em casa ou em teletrabalho, a aproveitarem para fazer formação e, assim, aumentarem as suas competências. A situação da OPCOnline, na vertente de e-learning, terá uma componente B2B, claro, mas também alimentará a vertente B2C. Como antevê os próximos tempos, no que respeita à retoma económica das atividades? Cingindo-nos apenas ao tema Covid e deixando de parte cenários de recessão global, prevemos um de três cenários. Uma retoma “normal”, com a pandemia controlada ou com uma eventual vacina ou medicação, e que fará as necessidades virem ao de cima, com a dita nova realidade, em que as empresas não aceitarão disponibilizar as suas pessoas para quatro ou cinco dias fechados em sala. Outro cenário, totalmente oposto, em que se verifique uma nova vaga e em que viveremos novamente meses difíceis, contudo agora já com um período de preparação, em que aqueles que se souberam reinventar, poderão continuar a oferecer soluções. O terceiro cenário, eventualmente o mais provável, com uma situação mista, em que as empresas irão retomar as suas atividades e necessidades, mas com eventuais episódios de surtos, eventuais cancelamentos ou alterações, mas, de uma forma ou de outra, de uma forma controlável.

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Educação e Formação

“A FORMAÇÃO ONLINE DEVE SER INTEGRADORA” O CECOA – Centro de Formação Profissional para o Comércio e Afins é uma entidade formadora dedicada, sobretudo, às áreas relacionadas diretamente com o Comércio, desenvolvendo planos de formação para jovens e adultos e formação adaptada às empresas. Sílvia Coelho é diretora interina e coordenadora da Unidade Qualificação e Certificação e explica como o CECOA enfrentou o confinamento e como se posiciona no mercado.

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omo se adaptou o CECOA à procura massiva de ensino à distância? O CECOA desenhou cursos, em formato online, que foram para além dos webinars que surgiram massivamente. Concebemos cursos com o propósito de ajudar as pessoas e as organizações a gerir o confinamento. Oferecemos gratuitamente ações de formação que pudessem servir quem as procurava. A nossa formação permitiu que cada formando se sentisse em distanciamento físico, o mais protegido possível, mas em proximidade social e pedagógica. A casa de cada um passou a ser sala de formação, onde poderia interagir com os outros elementos do grupo, tal como aconteceria se a formação fosse presencial. Não quisemos fazer ações em que apenas alguém apresenta e outros escutam. Não existe processo formativo

sem existirem processos relacionais de comunicação biunívoca. Que formações tem disponíveis? A melhor forma de se conhecer as nossas ações de formação é sempre consultando o nosso site. Vamos diversificando e abrangendo várias áreas, em função dos interesses dos formandos e das empresas que nos consultam. Procuramos responder às necessidades que nos são colocadas, equilibrando com uma boa parcela de inovação. Escolho destacar as ações de formação ao nível do desenvolvimento pessoal e do comércio eletrónico. Por outro lado, o CECOA posiciona-se de forma a auxiliar as empresas, comerciais e de serviços, a criarem canais de negócio e novas formas de atuarem no mercado. Em termos do indivíduo e das organizações, continuamos a estar sempre do lado da


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Que vantagens existem na utilização do elearning? O e-learning permite a poupança de tempo. Às pessoas e às organizações. Evita gastar-se tempo em deslocações e pernoitas. O meio de transporte a utilizar e o estacionamento deixam de ser uma dor de cabeça. As empresas deixam de precisar de deslocar os seus colaboradores ou de terem de trazer o formador às suas instalações. A partir do momento em que o espaço físico da formação passa a ser virtual, o tempo também passa a ser gerido de forma mais eficaz.

Sílvia Coelho Diretora interina e coordenadora da Unidade Qualificação e Certificação

solução e do suporte à adaptação. Convido-vos a frequentarem uma ação de “Design Thinking para a Inovação” ou uma de “E-commerce: Dos fundamentos à criação de uma loja online”. Como são pensados os vossos cursos em regime de e-learning, de forma a garantir o conforto e a aprendizagem do aluno? Os cursos que são ministrados online têm de permitir isso mesmo. Nem todas as temáticas são passíveis de serem tratadas online. Não existem substituições diretas entre o presencial e o online. As metodologias e os materiais pedagógicos têm de ser adequados à sala virtual. As simulações têm de ser bem concebidas e as durações das sessões também tiveram de diminuir. A distância não permite a mesma plasticidade e dinâmica que a formação presencial. A vossa aposta em I&D, que já conta com 20 anos de história, é um dos vossos fatores diferenciadores. Que inovações conseguem apresentar para ser uma mais-valia para quem vos procura?

O CECOA conseguiu acompanhar, quer ao nível do desenvolvimento pessoal, quer ao nível do desenvolvimento das empresas, as rápidas mudanças que o contexto proporciona. Conseguimos antecipar algumas necessidades e ajudar a resolver outras. De forma mais estrutural, temos contribuído igualmente para a inovação no âmbito do Catálogo Nacional de Qualificações, onde a partir de projetos transnacionais em que participamos, conseguimos conceber Unidades de Formação que foram integradas nos Curricula dos cursos. Por outro lado, concebemos o curso de Técnico/a Especialista em Comércio Internacional, nível 5. A formação empresarial foi afetada diretamente pela chegada da crise pandémica? Neste momento, as empresas estão preocupadas em sobreviver, em manter-se à tona da água. A formação profissional foi uma forma de conseguirem passar por esse processo de sobrevivência, particularmente aquelas que puderam recorrer das medidas governamentais para esse efeito.

O CECOA responde à necessidade atualização profissional constante, por parte de quem vos procura? O CECOA oferece formação à medida das necessidades de cada um e de cada entidade. O desenho de programas de formação baseados no levantamento de necessidades e na definição de objetivos precisos é uma das principais áreas de atividade do CECOA. O Comércio e os Serviços poderão sempre recorrer ao nosso know-how para poderem manter-se atualizados. Quais os desafios na área do ensino e formação profissional que irão surgir nos próximos tempos? Os grandes desafios prendem-se com a mitigação das desigualdades que ainda existem. Também na formação profissional à distância, online, existe um conjunto de pessoas que não tem acesso a este formato de formação pois não é detentor das condições inerentes ao mesmo. Para além das condições tecnológicas em termos de equipamentos e de internet, é necessário que exista literacia digital. Este será um dos grandes desafios da formação online. Ser integradora em vez de segregadora.


Educação e Formação

A INOVAR A PARTIR DA EXPERIÊNCIA Paula Silvestre Diretora de Formação e Desenvolvimento

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Área de Formação e Desenvolvimento da AEP – Associação Empresarial de Portugal está sempre ao lado dos profissionais e das empresas para suprir as suas necessidades de competências e qualificações. Como tal, foi com agilidade que respondemos às novas necessidades demonstradas pelo nosso público-alvo durante e após a pandemia. O plano de formação foi adaptado para acontecer em formato online. Percebemos junto dos nossos formandos que, pelo estado de confinamento em que se encontravam e pela imprevisibilidade na duração do mesmo, pretendiam uma experiência formativa que pudesse reproduzir a experiência da formação presencial, ou seja, com interação, com partilha, com diálogo refletido. Assim, optamos por trabalhar na plataforma Cisco WebEx que garantia a moderação do Formador num processo de aprendizagem coletiva. Já as soluções à medida que preconizamos em modalidade intraempresa sofreram um compasso de espera enquanto as empresas se ajustavam ao desafio que lhes era colocado, mas com a resiliência que é conhecida ao nosso tecido empresarial, discutimos a reformulação de alguns conteúdos e continuamos a formar os seus profissionais. O nosso destaque vai realmente para a formação de ativos – empregados e desempregados. Relevamos o foco governamental na empregabilidade e na sustentabilidade e qualidade do emprego que a AEP operacionaliza através da Formação Modular para Empregados e Desempregados e a Formação Modular para DLD, projetos cofinanciados pelo Programa

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Operacional Inclusão Social e Emprego, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Social Europeu. Trata-se de projetos que praticamente não conheceram interregno porquanto a sua relevância sai reforçada num contexto de maiores dificuldades socioeconómicas. A AEP é certificada nas áreas de educação e formação que importam às empresas, com particular incidência nas áreas de audiovisuais e produção dos media, comércio, marketing e publicidade, secretariado e trabalho administrativo, qualidade e relações laborais, metalurgia e metalomecânica, turismo e lazer e segurança e higiene do trabalho. Acresce que a AEP opera de forma descentralizada no território, o que lhe permite ir ao encontro da população a formar. Com esta oferta, alinhada com o Catálogo Nacional de Qualificações, a AEP contribui para: i) dotar os ativos de competências e conhecimentos requeridos pelas empresas no curto e no médio-prazo; ii) garantir que as empresas têm ao seu dispor mão-de-obra qualificada para cumprir os projetos empresariais; iii) incrementar as qualificações da população ativa portuguesa. Em formato online ou já presencial, respeitando todas as normas da DGS, todos os participantes obtêm o reconhecimento académico na certificação de cada curso ou formação (níveis 2 a 4). Esta oferta formativa pode ser consultada em https://www.formacaoaep.eu/plano-de-formacao/formacao-cofinanciada/ e todas as questões esclarecidas em permanência através dos contactos 229 981 753, formacao@aeportugal.pt.


Mulheres de Valor

“TODAS AS CRIANÇAS

SÃO ÚNICAS” Paula Pinto de Almeida é especialista em coaching infanto-juvenil, área que descobriu aos 40 anos. Agora, ajuda pais e filhos a perceberem como lidar com algumas situações do quotidiano e assegura que nunca como agora foi tão necessário dotar as crianças e os jovens de capacidade de reconhecerem, assumirem e trabalharem por um propósito próprio.

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que a levou a seguir esta área? Aos 40 anos, no contexto de uma carreira no marketing (disciplina que adoro e a que recorro ainda hoje) descobri no coaching a forma de poder “transformar” crianças em “seres únicos” (o segredo a revelar é que eles já são únicos, mas às vezes não o sabem), devolverlhes a sua essência, contribuir para que sejam plenos deles mesmos, ajudar o seu futuro, fomentar a sua melhor versão. Apaixonada por essa ideia, passei a dedicar-me a esta causa e a procurar ajudar crianças, jovens, pais, escolas, instituições e educadores a serem plenos, sem dramas e a encontrarem a sua melhor versão. Quais as maiores dificuldades que as mulheres enfrentam profissionalmente? Acredito que as questões salariais ainda não estarão 100% alinhadas em Portugal entre géneros e que impactam muito diretamente as mulheres a nível profissional e social. Não faz sentido que uma pessoa que faça exatamente o mesmo que outra, dentro da mesma empresa, receba menos ou mais, seja ela do mesmo género, ou não. Contudo, acredito também que cabe a nós mulheres, continuar a empreender e a mostrarmos a nós próprias e, por osmose, ao mundo, o que queremos, o que defendemos e o que acreditamos. Como vê a capacidade de liderança das mulheres? A capacidade de liderança das mulheres é “teoricamente” igual à dos homens. Prefiro não generalizar, mas acredito que todas as pessoas podem, se quiserem, se definirem uma intenção clara, se se prepararem, atingir os seus objetivos. E se o objetivo de uma mulher for o de ser uma grande líder, deverá trabalhar no sentido de apurar ou potenciar os seus talentos e habilidades para atingir esse objetivo.

O coaching pode ajudar os menores a encontrarem os seus pontos de equilíbrio? Acredito mesmo que sim, principalmente se perspetivarmos que necessitamos de jovens que se responsabilizem pelo seu futuro sem se vitimizarem perante ele. Jovens que tenham espírito crítico, capacidade de pensar, de se questionar, de procurar novas fontes, que consigam ter iniciativa e competências para irem atrás do seu próprio bem-estar e equilíbrio psicológico, emocional e físico. Para isso é necessário que haja profissionais que lhes reconheçam potencial e que os ajudem a extrair, fazer reconhecer e trabalhar todos os seus talentos e capacidades. Quais as vantagens para pais e para filhos? Quero começar a trabalhar aquilo a que chamo coaching preventivo, assente em várias situações do quotidiano dos menores e seus pais, com base em sete áreas-chave do desenvolvimento de crianças e jovens. Se estes as compreenderem a fundo e assumirem de antemão a sua parte da responsabilidade preventiva perante a situação, conseguirão muito mais facilmente atingir um comportamento ajustado às circunstâncias. Tendo em conta o período que estamos a viver, onde pode o coaching ajudar? O coaching tem por base o atingimento de objetivos e, no limite, é nisso mesmo que esta área pode ajudar os menores e os seus pais. Ajudar a reconhecer a realidade em que vivem, aquilo a que se propõem, traçarem os seus objetivos, delinearem uma estratégia e realizarem o proposto.

paulapintoalmeida.com

Paula Pinto de Almeida Especialista em coaching infanto-juvenil


Mulheres de Valor

“AS MULHERES ESTÃO CADA VEZ MAIS A ASSUMIR O PAPEL DE EMPREENDEDORAS” Ana Morgado é CEO e executive manager da Ana Morgado Properties, uma empresa de mediação imobiliária que nasceu em resultado de uma decisão de risco. Ana Morgado saiu da zona de conforto e atualmente assume que sabe exatamente o que quer e que sente orgulho no percurso que fez.

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Ana é uma mulher empreendedora e segura das suas opiniões. Sempre quis ter a sua própria empresa? A resposta é não...Dou muita importância à estabilidade financeira e ter um emprego com um ordenado certo era algo perfeito para mim. Mas cedo percebi que a estabilidade é algo que só existe na nossa cabeça. Ter a minha própria empresa foi algo que aconteceu no seguimento Ana Morgado de uma série de acontecimentos e situações muito difíceis, que me levaram CEO e Executive Manager a decidir arriscar. A vida encarrega-se de nos guiar pelo caminho certo, mas nós temos de ter a capacidade de saber olhar em frente e sempre de cabeça erguida. Nós somos os nossos maiores inimigos, porque não nos damos a oportunidade de fazer coisas novas e diferentes. Hoje sei exatamente o que iniciaram negócios e projetos que já tinham «na gaveta» há séculos. Trabalhar com os filhos agarrados às nossas pernas não é fácil, mas para quero e qual o caminho a seguir. muitas mulheres foi a única maneira de começar. Acredito que quem resiste a esta pressão estará mais bem preparado para enfrentar o futuro. Alguma vez sentiu maiores dificuldades no mercado de trabalho devido ao facto de ser mulher? O seu negócio está desenhado à sua imagem? Sim! Há uns anos, fui selecionada para um trabalho em Lisboa. Dias depois Uma das razões que pesaram muito na minha decisão de avançar com um de me terem comunicado a decisão, descobri que estava grávida. Achei melhor comunicar à empresa e acabei por perder o lugar. Um mês depois negócio próprio foi poder trabalhar de acordo com as minhas regras, as descubro que tinha perdido o bebé. Arrisquei e tentei de novo... Aceitaram- minhas decisões e as minhas convicções, por isso a minha forma de trabalhar está totalmente adaptada àquilo que eu acho que é o melhor e o me de volta! Ainda hoje me lembro disto! mais vantajoso para os meus clientes e enquadrada naquilo que eu defendo. Valores como lealdade e honestidade têm de estar presentes em Que avaliação faz da liderança feminina e masculina? tudo o que faço. Sou incapaz de dizer aos meus clientes aquilo que eles Não há dúvida que homens e mulheres são muito diferentes. Penso que querem ouvir para conseguir assinar um contrato. nós, mulheres, temos mais capacidade para lidar com trabalhos que exijam o ataque em várias frentes. Conseguimos gerir mais do que um processo de Que mensagem gostaria de deixar às mulheres que estão agora a cada vez. No geral, somos mais sensíveis e temos um sexto sentido mais iniciar a sua carreira? apurado que, se for bem usado, nos poderá poupar a alguns problemas. O facto de já terem dado o primeiro passo é fantástico. Agora só há um caminho: sempre em frente. Devem procurar ajuda de alguém que vos Acredita que as mulheres terão um papel preponderante no futuro da possa orientar na divulgação do vosso negócio. Eu encontrei o Ricardo economia? Teixeira por acaso numa publicação do Facebook, cliquei no anúncio e Acredito mesmo que sim. As mulheres estão cada vez mais a assumir o acabei por fazer um dos cursos dele - o KIAI Imparável e depois o KIAI papel de empreendedoras e estão a provar ter capacidade para levar os seus Academy… Saíam da vossa zona de conforto e se tiverem medo... é para ir negócios em frente, mesmo tendo de conciliar o trabalho com a família. com medo, mesmo! Vale muito a pena olhar para trás e ver o percurso que Nesta fase em que estivemos confinados em casa, muitas mulheres fizemos. ANA MORGADO Properties Viela da Beloura, 4 – Galerias Alpha Mall – Loja 17 Quinta da Beloura, 2710-693 SINTRA

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Mulheres de Valor

"INOVAR É NÃO DESVIRTUAR" A Capote's Emotion lançou a primeira linha de capotes e samarras alentejanas em 2013, adaptados ao género feminino e a aposta revelou-se um sucesso. As coleções seguintes incluíram outras peças, sempre com matérias-primas 100% nacionais e sustentáveis. Aliar tradição e modernidade é desafiante, mas Delfina Marques, a fundadora do projeto, garante que, com perícia e paixão, é possível.

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que a fez apostar nestas peças típicas alentejanas e modernizálas, adaptando-as ao género

feminino? O capote e a samarra alentejanos eram peças quase exclusivamente usadas por homens. Tradicionais e com forte identidade cultural foram, apesar de tudo, perdendo fãs e quase só no mundo rural mantiveram os seus fiéis apaixonados. As mulheres que cultivavam esta paixão aceitavam o seu corte pesado e masculino. Para contrariar esta realidade, apostámos num capote com design mais moderno, feminino, leve, curto e colorido, conciliador entre tradição e inovação. O Inverno de 2013 ficou marcado pelo regresso do capote alentejano às ruas da cidade, vestido por mulheres de todas as idades. O sucesso imediato da nossa primeira coleção comprovou que a ideia foi notável e encorajou-nos a avançar.

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Como caracterizaria a coleção que irá ser apresentada em setembro? As consequências da pandemia da Covid-19 sentidas por todos nós obrigam-nos a dedicar ainda mais atenção à cadeia de valor que assenta na produção nacional. As nossa peças são desenhadas e produzidas no nosso atelier, de forma personalizada, por medida e unicamente com matérias-primas portuguesas. Este é o foco da próxima coleção. Recordar que os portugueses têm arte, mestria e sabem fazer bem em muitos setores e o têxtil é um deles. Por que peças é constituída? À semelhança das duas anteriores, a coleção Outono/Inverno 20-21 conta com capote e samarra em versão tradicional, para senhora e homem, e em versão inovadora, com cores vibrantes. A capa tradicional desfila ao lado de outras com design mais arrojado e detalhes diferenciadores. Peças mais leves, de meia estação, os xailes, encharpes, coletes, ponchos e

uma linha de acessórios a condizer, composta por chapéus, mochilas, pastas, bolsas e portachaves. Também a nossa coleção júnior de capote, samarra e capa. Pegar em peças tradicionais do vestuário português e dar-lhe um novo design e modernidade é desafiante? Desafiante, pois o compromisso com a tradição envolve grande dose de responsabilidade. Inovar é não desvirtuar. Equilibrar tradição e inovação requer perícia e paixão, contamos com ambas para evoluir todos os dias. Os materiais que utiliza na confeção das peças são nacionais e sustentáveis. Estas são duas características obrigatórias nos materiais com que trabalha? Trabalhamos com burel e tecidos 100% lã, produzidos em Portugal.


Mulheres de Valor

Delfina Marques Fundadora

Nos forros, utilizamos algodão, vaiela, viscose e cetim. Botões, fivelas, linhas, entretela, fitas de viés, agulhas, alfinetes, etiquetas, tudo nos é fornecido por empresas nacionais. Os locais escolhidos para as sessões fotográficas de apresentação das coleções são elucidativos da tradição. Isso é fundamental para integrar a peça e tirar o máximo partido da sua função? Todas as coleções da Capote’s Emotion ligam as nossas peças aos saberes e sabores do Alentejo. Fazemos peças inspiradas no vinho, no azeite e no mel, no Cante e na olaria pedrada de Nisa, no figurado de Estremoz, no Chocalho e na Manta de capotes.pt

Reguengos e muitos outros... Não deixámos, no entanto, de levar o capote ao resto do país e a nossa coleção de 2017/18 foi fotografada de Sagres a Peso da Régua, em parceria com as Pousadas de Portugal e revelou-se uma experiência enriquecedora. Parece-lhe que, nos próximos tempos, a retoma económica vai acontecer? Estamos a viver momentos novos e pesados e, mais uma vez, temos de usar a capacidade de superação que possuímos e da qual já demos tantas provas ao longo da nossa história. Não duvido que sairemos vencedores desta dura batalha. Fundamental agora é repor a confiança e ter coragem para lidar com a Rua Miguel Bombarda 16 7000-919 Évora

incerteza. A economia nacional pede com urgência uma reformulação estrutural profunda, mas esta é uma questão que, utilizando linguagem de costura, daria pano para muitas mangas... Que mensagem gostaria de deixar para incentivar o consumo de produtos nacionais? Se fizermos agora o melhor com o que somos e com o que temos, certamente faremos muito, como sempre. Fica o apelo que é também o mote da nossa coleção 2020-2021, compre português porque é FEITO POR NÓS.

+351 967 099 330

CapotesEmotion

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Opinião

www.nosconsultores.pt

COMO COMOAPLICAR APLICAROS OS58 58MIL MILMILHÕES MILHÕESDE DEEUROS EUROS DO DOPLANO PLANODE DERETOMA RETOMAEUROPEU? EUROPEU?

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aulo Cunha: «Estamos aqui para realizar uma obra comum. Não para negociar vantagens, mas para procurar as nossas vantagens na vantagem comum. Só eliminando da discussão qualquer sentimento particularista poderemos encontrar uma solução. Na medida em que, aqui reunidos, soubermos mudar os nossos métodos, contribuiremos para transformar pouco a pouco a mentalidade de todos os europeus». Eis como Jean Monnet definiu o espírito dos debates da Conferência intergovernamental de Paris de 20 junho 1950. E agora Europa? E agora Portugal? Onde estamos? De onde vimos? Para onde vamos? Nada melhor que o pensamento deste fundador da Europa Unida como eixo condutor da resposta de Nós Consultores às duas questões colocadas: A União Europeia fecha o acordo entre os Estadosmembros com um orçamento de 1.820 mil milhões de euros, dos quais 58 mil milhões (10 anos) do plano de retoma europeu estão destinados a Portugal. - O que fazer com este dinheiro e como efetuar a sua correta distribuição, fiscalizando a sua aplicação. - Que destino(s) dar a este montante? Quais os sectores mais críticos e com maior necessidade de apoio? Como garantir a correta utilização do dinheiro?

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Carlos Telles de Freitas: Portugal deverá apostar em quatro pilares estruturantes: Eficiência, nas suas várias vertentes: Empresarial, energética, do Estado. Temos de agarrar no melhor que temos e usá-lo bem, evitando ciclos de desenvolvimento que nada trouxeram de positivo. Inovação: copiar o que os outros fazem é muito fácil. O difícil é desenvolver ideias e processos novos que representem descontinuidades relativamente ao passado. Não sendo Portugal um país de grandes recursos naturais, temos de olhar para o que temos e fazê-lo como nunca foi feito. Neste campo, merece-me especial atenção à agricultura (onde o desafio seria tornarmo-nos neutros entre importações e exportações) e a saúde, nomeadamente dispositivos médicos. Reindustrialização: A recente pandemia mostrou que o grau de avareza dos lucros das empresas deslocalizou a produção para países de mão-deobra barata. À escala europeia, cada país vai definir uma estratégia para evitar ficar refém de um país. Terá de ser feita com cabeça, tronco e membros, escolhendo criteriosamente as áreas onde Portugal é deficitário e que já teve indústrias que, entretanto, por má gestão ou por falta de ambição dos empresários, fecharam. O mar (e as indústrias a ele ligadas) são uma excelente oportunidade pela transversalidade de tipos de indústrias envolvidas: Conservas, transformação de pescado, portos, design de produto, etc. Logística: Temos uma posição privilegiada em termos geográficos e não tiramos partido dela. Aproveitar melhor portos e aeroportos, renovar a via férrea para transporte de passageiros e carga, transformando-se no Hub entre o Ocidente e o Oriente, escoamento de produção própria de produtos perecíeis. É neste roadmap que vejo NÓS Consultores: uma equipa multidisciplinar que consegue responder como um todo aos desafios futuros que se colocam a Portugal e à Europa.


Opinião

Helena Pegado 934 288 620 helenapegado@editus.pt www.editus.pt

Helena Sequeira 933 260 464 helenarsequeira@gmail.com

Paulo Taveira 935 467 250 ptaveira@designarte.pt www.designarte.pt

Carlos Telles de Freitas 968 035 898 ctellesfreitas@gmail.com

João Santos 927 524 469 we.are@science351.pt www.science351.pt

Helena Pegado: É unânime que a formação profissional é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento de qualquer processo estratégico - tenha ele a ver com procura de rentabilização, diferenciação no mercado, inovação ou outro. No entanto, é preciso não esquecer que são as pequenas empresas que dominam o tecido empresarial português! E nestas, ainda há défice de quase todo o tipo de competências: desde as chamadas competências transversais (soft skills), passando pelas competências técnicas (ligadas ao exercício da função), até às competências estratégicas (normalmente a própria empresa não tem delineada uma estratégia de desenvolvimento/crescimento). Neste sentido, é importante que no novo quadro de apoio haja respostas diferenciadas para os diferentes tipos de necessidades: - para as grandes empresas, pelo grande impacto que têm na economia; - para as médias empresas, pelo número de empregos que representam, muitas vezes em localidades descentralizadas; - para as micro e pequenas empresas, pelo facto de terem uma tremenda importância em quase todos os sectores e representarem mais de 90% do tecido empresarial português. Preocupações existentes com base no último quadro comunitário: -Incumprimento do calendário de candidaturas. -Tempo de análise / resposta às candidaturas – houve casos que chegou aos 12 meses.

Paulo Cunha 935 028 807 paulocunha@skyhorse.org

Paulo Seco 966 076 381 pseco@impare.pt www.impare.pt

João Santos: São tempos históricos e que por sua vez podem trazer oportunidades de nos redefinirmos enquanto país, enquanto tecido empresarial e enquanto indústria. Sistematicamente, nos 34 anos desde a entrada de Portugal na União Europeia, que o conceito de inovação na indústria portuguesa passa na sua larga maioria pela importação de técnicas e equipamentos de outros congéneres europeus como a Alemanha e Itália para utilização no âmbito da sua atividade. É maioritariamente deste modo que tem sido realizada a inovação produtiva e às vezes até mesmo a investigação e desenvolvimento. A nível da investigação e desenvolvimento também temos tido o problema crónico do distanciamento entre universidades e empresas, resultando em que muito do conhecimento produzido pelas primeiras não seja aplicável ou não esteja adaptado ao contexto real da atividade empresarial e industrial. Urge fazer-se a ponte entre o saber e o fazer, para podermos ser, enquanto indústria, capazes de saber fazer melhor como ninguém. É importante que tanto as universidades como entidades públicas e spin-offs privadas consigam explorar a aplicabilidade do conhecimento científico e que este também comece a ser desenvolvido tendo em conta os desafios e a realidade empresarial. Precisamos de ter investigadores/cientistas próximos da realidade industrial que consigam articular com empresas para criar realmente inovações disruptivas nas indústrias, quer a nível de produto como a nível de processo. NÓS, na SCIENCE 351, vamos colaborar e trabalhar ativamente neste processo de investigação, desenvolvimento e inovação com resultados palpáveis para a atividade empresarial e industrial.

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Retoma Económica

António Nabo Martins Presidente Executivo

“PODE SURGIR UM NOVO PADRÃO DE CONSUMO E DE CONSUMIDOR” O setor da atividade transitária é representado nacionalmente pela APAT - Associação dos Transitários de Portugal. Atualmente conta com 260 associados, a quem auxilia nos processos de licenciamento e renovação de alvará, presta apoio e aconselhamento jurídico e garante uma oferta formativa certificada. O Selo de Excelência foi criado pela APAT para assegurar a qualidade do serviço prestado pelos associados, como explicou o presidente executivo da entidade, António Nabo Martins.

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Retoma Económica

Q

uais as mais-valias do Selo de Excelência para as empresas transitárias?

A Lei n.º 5/2013 simplificou o acesso à atividade através da eliminação de alguns requisitos que a APAT considerava e considera importantes por isso, em 2013, nasceu o Selo de Excelência APAT, para distinguir os associados que continuaram a reunir esses requisitos, juntamente com outros depois adotados pela APAT. Em 2016, o Selo de Excelência teve um “upgrade”, porque julgámos oportuno corrigir algumas das exigências, por forma a conferir uma ainda maior credibilidade, visibilidade e dignidade ao Selo de Excelência. Consideramos por isso que é uma distinção que começa a ser equiparada a uma “ISO” de qualidade, competência, segurança e confiança. No último ano, a distinção foi atribuída a cerca de 50 empresas transitárias. A APAT está convicta que o Selo de Excelência APAT veio preencher plenamente a lacuna criada pela desregulação parcial da atividade e que o mercado reconhece a distinção da APAT como uma garantia da qualidade do serviço prestado pela empresa transitária sua parceira. O desafio do confinamento e a paragem de muitas atividades económicas que necessitam de serviços de transitários deixaram as empresas prestadoras destes serviços sujeitas ao impacto da crise económica mundial. É verdade, tal afirmação? Claro que é verdade, porque é nestas alturas de crise que muitas regras se alteram e se adaptam às novas realidades. Mas também é nestas alturas que conseguimos, por força da competência e do conhecimento, encontrar as melhores soluções. Vejamos o que aconteceu em Portugal quando foi necessário ir buscar

equipamentos médicos e EPI’s à China: foram os transitários que encontraram as soluções de transporte, que encontraram a disponibilidade, que intermediaram a negociação e que não deixaram faltar nada a quem mais precisava desses bens. Em que medida é que a transformação digital e a automação vieram ajudar este setor? A capacidade de inovar e de adaptar são fundamentais para a sobrevivência das empresas e, acima de tudo, para o crescimento. Mais e melhor formação é sempre igual a melhor capacitação e mais competência. Apostar na formação profissional, nomeadamente na digitalização e informatização, trabalhar para a desmaterialização de processos, ganhando eficiência para ser mais competitivo, é um dos caminhos que temos de seguir. É, no entanto, nosso entendimento que a própria inovação é ávida no setor transitário e por isso mesmo devemos estar muito atentos a todos estes processos, porque novos desenvolvimentos surgem diariamente. Se todos, por vezes mais negligentes ou menos atentos, promovemos erros e falhas, os sistemas também as têm, e estas, de algum modo, podem ser aproveitadas para acesso a informação indevida, ou gerar pontos de entrada e de lançamento de ataques informáticos. Que desafios falta ultrapassar para que este setor possa contribuir ainda mais para a economia nacional? Na APAT acreditamos que é fundamental apostar em mais parcerias. Entendemos que o ambiente colaborativo digital é um fator

verdadeiramente disruptivo e diferenciador e que constitui uma vantagem para as empresas. Hoje as empresas, colaboradores, clientes e parceiros convergem, colaboram e comunicam num mundo digital – mundo esse que se pretende que seja um espaço tecnologicamente seguro, ágil, produtivo e envolvente. As ferramentas digitais exponenciam o significado da colaboração, pois incentivam o trabalho em equipa e a cooperação. É ajudando as nossas empresas exportadoras, é estando presente nos organismos institucionais a promover o negócio internacional, é apoiando os nossos associados nas matérias que não são o seu “core” promovendo maior disponibilidade para a sua atividade, é por aqui que entendemos que podemos crescer e ajudar a crescer a nossa economia. Como antevê a recuperação económica nacional nos próximos tempos? É nossa convicção que a retoma surgirá mais no quarto trimestre, ainda temos o período de férias, e com alguma lentidão. As pessoas vão ter de ganhar confiança na própria economia, ou seja, tudo dependerá muito de como ficarão as trocas comerciais internacionais e o seu rendimento familiar. Entendemos que é perfeitamente plausível esperar por um novo padrão do consumo e do consumidor.


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“ALTERÁMOS ROTINAS

SEM INFLUENCIAR A RAPIDEZ DE RESPOSTA”

Paulo Silva

Paulo Silva é consultor de seguros e, há mais de 20 anos, foi credibilizando o seu nome no mercado segurador. Mesmo durante o confinamento e com muitas empresas paradas, a atividade seguradora da Dirigeste não sofreu oscilações, considerando que trabalha essencialmente com PME’s e clientes particulares.

Sócio-gerente

C

omo caracteriza a Dirigeste Mediação Seguros a sua posição no mercado, tendo em conta o aumento de players na área seguradora? A Dirigeste está no mercado segurador há mais de 20 anos, tempo que permitiu credibilizar e solidificar de forma sustentada. Trabalhamos maioritariamente com o cliente particular e com PME’s, o que permite à empresa não sofrer grandes oscilações de volume de negócios, principalmente em épocas atípicas, como a recente pandemia. No que respeita ao aumento dos players, é algo que vemos de uma forma natural, mas que só nos motiva a ser cada dia melhores, tendo como objetivo oferecer um serviço de excelência, designadamente no acompanhamento do cliente nas diversas fases da contratação de uma apólice de seguro e, mais importante, o acompanhamento e gestão de toda a sua carteira nos vários momentos da mesma. Cada vez mais pretendemo-nos diferenciar pela qualidade do serviço prestado! Quais as mais-valias de trabalhar com mais do que uma seguradora? A nossa principal preocupação é receber e aconselhar cada cliente de acordo com a sua necessidade, logo é importante trabalhar com várias seguradoras. No caso da Dirigeste, trabalhamos com a Allianz, Zurich, Seguradoras Unidas e Metlife, para que seja possível apresentar ao cliente produtos com diferentes especificidades e que possam ir ao encontro das suas ambições. O cliente é bastante conhecedor e exigente nesta área de negócio. O preço não pode nem deve ser exclusivamente o fator de decisão final para o cliente, sendo a nossa obrigação elucidar o cliente sobre todas as implicações de uma apólice.

Rua José António Madeira Loja 1 8100-662 Loulé 289413657 seguros@dirigeste.pt https://dirigeste.allianz.pt/

Quais os principais desafios a que falta dar resposta, relativamente aos efeitos da crise pandémica na atividade económica? Essencialmente perceber como e quando se poderá efetuar a retoma económica, sendo certo que o mercado segurador dificilmente voltará a ser o que era, quer no seu contexto económico, quer na forma de comercialização dos seguros, e, neste campo, estou muito orgulhoso pela forma rápida como a Dirigeste alterou rotinas de trabalho mas conseguiu responder sempre aos seus clientes. Nos tempos atuais, é fundamental reinventarmo-nos e estar prontos para acompanhar e responder às necessidades dos clientes, principalmente desta nova geração denominada digital. O aparecimento de alguns players totalmente online influencia a forma como se posicionam junto dos clientes? Não tem qualquer influência, até porque é algo com que estamos bastante familiarizados, mesmo antes da pandemia já recorríamos bastante aos meios digitais no contacto com o cliente. Cada vez mais, o digital está e estará presente nas nossas vidas, pelo que foi bastante fácil adaptar-nos e reforçar os meios para dar uma resposta célere aos clientes. Como lhe parece que a economia evoluirá, nos próximos tempos? Esta crise pandémica mostrou-nos que o mundo pode mudar a cada minuto e, por consequência, a economia, pelo que é difícil perspetivar um futuro imediato. Creio que a vontade de retoma económica é transversal a todas as áreas de negócio, no entanto, mais do que esperar, é importante agir e reinventar novas formas de ter sucesso no mercado segurador.


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A PRIMEIRA EMPRESA DE CONDOMÍNIOS ONLINE EM PORTUGAL

Márcio Lopes Fundador e Diretor-geral

Criado há um ano, a Condomínio Online iniciou a sua atividade, sob a liderança de Márcio Lopes, que já tem 11 anos de experiência na área de gestão de condomínios. Quando começou, a perspetiva de administrar um condomínio totalmente online gerava dúvidas, mas atualmente é um serviço reconhecido no mercado, que gere 31 condomínios, focando-se nas áreas de administração, manutenção e limpeza dos espaços.

A

quando criou a empresa, a necessidade de gestão online já se fazia sentir? Existimos para simplificar todos os processos numa área conhecida por ser burocrática e antiga. Quando me iniciei nesta área, pensei logo em como é que a podia melhorar, responder melhor ao cliente e a empresa ganhar tempo. Há 10 anos, o conceito da Condomínio Online assustaria as pessoas e seria um fracasso, hoje é normal. Contudo, existe sempre a curiosidade para saber como trabalhamos, se existimos, como é que os emails são respondidos, como é que a central telefónica funciona ou se vamos dar assistência ao edifício. Como se processa o início da relação com um novo condomínio? O processo é bastante simples. Basta entrarem em contacto com a Condomínio Online, indicarem os serviços que pretendem e a morada completa do edifício e, em 48 horas, o cliente tem o orçamento no seu e-mail. Através da morada completa do edifício, conseguimos perceber as necessidades do mesmo, bem como os equipamentos que o edifício possui.

Quais as mais-valias que este serviço, sendo digital, aporta a quem o solicita? As mais-valias existem para o cliente e para a empresa. Para o cliente, porque reduz custos com o serviço de administração de condomínios: não há papel, não há instalações, nem existe uma grande carga salarial com trabalhadores. Para a empresa, todos os processos são mais simples, mais autónomos e permite-nos ter melhor qualidade de vida, uma vez que trabalhamos através de casa ou de um espaço de coworking.

manutenção e limpeza. Relativamente à Covid19, os nossos serviços não pararam, antes pelo contrário, foram reforçados. No caso específico das limpezas, reforçámos a periodicidade das mesmas, para limpar e desinfetar tudo. Elaborámos, ainda, planos de contingência de reposta a pandemia, algo que só se faz a nível de edifícios públicos e centros comerciais, mas nós aplicámos aos edifícios residenciais todos. Foram colocados avisos nos elevadores e foram também criados circuitos de entrada e saída dos edifícios.

A inovação é constante, pela vossa parte, seja na tecnologia, nos recursos humanos ou na atualização dos meios disponíveis. Esse é um fator fundamental para já terem mais de 30 condomínios a vosso cargo? Em apenas um ano deste conceito da Condomínio Online, o resultado tem sido largamente superado. Todos os meses têm estado a entrar clientes, prova de que a inovação e a ideia em que apostamos está a dar confiança aos clientes. Os números falam por si.

Qual lhe parece que será a evolução deste tipo de serviços, tendo em conta a maior procura pelos serviços digitais em quase todas as áreas? Coincidência ou fruto do trabalho, temos tido um aumento de procura. O conceito, do qual pareciam existir dúvidas no mercado há um ano, agora é o presente. A pandemia só veio reforçar e acelerar o nosso crescimento. Todo o género de serviços tem de existir de diversas maneiras, é assim que o mercado funciona. Tem de existir liberdade de escolha, contudo, o futuro somos nós.

Que serviços disponibilizam? Temos três serviços: administração,

condominioonline.pt

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“TEREMOS UM PAPEL FUNDAMENTAL NOS PRÓXIMOS TEMPOS” A Real Vida Seguros está presente no mercado segurador nacional há mais de 30 anos e garante soluções aos seus clientes em várias áreas de seguros. Marta Graça Ferreira, Board vice-president e head of Sales and Distribution, falou sobre o posicionamento no mercado e das mudanças que a pandemia veio operar na área seguradora.

C

om o aumento de players no mercado, como asseguram a vossa posição junto dos clientes? A Real Vida Seguros é especialista com 30 anos de experiência nas áreas de Vida, Acidentes Pessoais, Saúde e Poupança. Nos últimos seis anos, com o novo acionista Patris, registámos um crescimento forte e sustentado, com a nossa oferta a chegar ao cliente final através de vários canais de distribuição. Este posicionamento é fruto de uma conquista de mercado muito próxima dos nossos parceiros e clientes, através da aposta na digitalização e na racionalização de processos, permitindo obter ganhos de eficiência e oferecer um serviço de maior qualidade. Que oferta têm, neste momento, disponível para os particulares e as empresas que vos procuram? Somos uma seguradora de pessoas e para pessoas. Todas as nossas soluções vão nesse sentido. Os nossos produtos são desenhados internamente em função das necessidades dos clientes, particulares ou empresas, adequados a cada momento da sua vida e atualizados face à evolução do mercado.

Porto Avenida de França, 316 Loja 55 - Edifício Capitólio 4050-276 Porto Telefone: 220 410 700

realvidaseguros.pt

Quais as situações que carecem de resposta, no que respeita aos efeitos da crise pandémica na atividade económica? Ninguém pode equacionar hoje como esta crise pandémica vai terminar, sendo nosso objetivo responder aos clientes, com a proteção mais adequada. Apostámos em informar e esclarecer, pois muitos clientes desconhecem que, por exemplo, os nossos seguros de vida têm a proteção em caso de pandemia. Focados na sensibilização das necessidades de proteção das pessoas e famílias patrocinámos programas de rádio e lançámos o blog Ajuda Real, onde partilhamos conhecimento sobre Seguros. A digitalização dos processos de seguros teve influência na forma como a Real Vida Seguros aborda o mercado? Eu diria que a digitalização é uma inevitabilidade que “força” as seguradoras a atuar e que, face a esta realidade, dificilmente “sobreviverão” os que não aceitarem esta transição. A Real Vida Seguros está lado a lado com os parceiros pois assumimos que os iríamos apoiar neste percurso, que consideramos inadiável. No que diz respeito à compra “online” e pelas características intrínsecas do seguro de vida, os consumidores ainda não se sentem confortáveis para esta mudança.

Marta Graça Ferreira Board vice-president e Head of Sales and Distribution

Como lhe parece que a economia evoluirá, a médio prazo? Fazemos parte de um tecido único, sendo que alguns dos pilares de desenvolvimento económico estão a ser afetados, com um nítido efeito de retrocesso e que, em certos setores específicos, está em risco a sobrevivência das empresas. Para além dos impactos económicos, assistimos a efeitos colaterais da pandemia, com uma redução no acesso aos cuidados de saúde, tanto de doenças crónicas, como dos tratamentos e diagnósticos tardios de outras doenças, com impacto na taxa de mortalidade. Como seguradora do ramo Vida, contamos com um aumento da sinistralidade, mais expressiva no médio prazo. A atividade seguradora terá sempre um cariz social no seu desígnio, quer pela sua função face ao mercado, quer pelo impacto direto e indireto no tecido empresarial. O nosso papel será fundamental nos tempos difíceis que se avizinham.

Lisboa: Rua Duque de Palmela, 37 1250-097 Lisboa Telefone: 210 992 475

info.clientes@realvidaseguros.pt


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“TEMOS TURISMO PARA TODO O ANO” Proença-a-Nova é uma vila e sede de concelho do distrito de Castelo Branco, com uma área de 400 quilómetros quadrados. Dotado de um património natural sem igual, este município tem a sua vida económica, social e cultural intrinsecamente ligada à floresta e à biodiversidade, como faz questão de salientar o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, que aproveita ainda para destacar as variadas opções turísticas de que esta vila dispõe.

C

omo apresentaria Proença-a-Nova a quem não a conhece?

Proença-a-Nova é uma região com um território 80% ocupado por floresta que, desde há dois séculos, se tornou uma das nossas principais valências – económicas e ambientais. Além desta característica, somos também um concelho com História – desenvolvemos um campo arqueológico há cerca de nove anos, cinco dos quais com investigadores internacionais e que estuda, entre outro património, os monumentos megalíticos encontrados nesta região e objetos em pedra e cerâmica que foram sendo descobertos, o que prova que este território é antigo e habitado por sociedades organizadas desde há muito tempo. Outro dos nossos grandes projetos é o Centro Ciência Viva da Floresta, que comemorou 13 anos de funcionamento e já recebeu cerca de 174 mil visitantes. Este ano, assinalamos o “Ano Municipal das Aromáticas e Medicinais” com um conjunto de atividades diversificadas e

estamos a desenvolver a Rota das Aromáticas, que será construída ao longo dos próximos anos, e temos ainda em curso, baseado no Projeto-Escola Bioaromas, o Laboratório de Integração e Inovação Social – desenvolvido em parceria com o Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova, com o Centro Ciência Viva da Floresta e a Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue, com a finalidade de inclusão social para jovens adultos com necessidades especiais. Este território é atrativo para empresas que aqui se queiram instalar? A luta contínua dos autarcas dos territórios de baixa densidade passa por combater a extinção lenta destes territórios. Temos três polos industriais: a Zona Industrial de Proença-aNova; o Parque Empresarial de Proença-aNova, que vai entrar agora na sua segunda fase de expansão; o Polígono Industrial de Sobreira Formosa; e temos o projeto de criação da Área de Acolhimento Empresarial de Vale Porco que

servirá para uma nova oferta com a vertente de coworking. Além disso, trabalhamos também em conjunto com as Universidades, Politécnicos e as empresas, de forma a permitir aos alunos estagiarem nas empresas. Como avalia o programa +CO3SO Emprego, lançado recentemente pelo Governo, para ajudar a trazer população ativa e criar empregos para o interior do país? O programa é interessante e arrojado, do ponto de vista daquilo que é um programa de empregabilidade, uma vez que assume 100% do seu financiamento, o que significa que existe uma ajuda muito importante relativamente às empresas. É uma resposta muito acertada que o Governo encontrou para a condição de precisarmos de uma resposta rápida para um problema que se vai adensar. Já reconhece dificuldades nas atividades económicas da região? O impacto da Covid-19 ainda é ténue e acredito

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João Lobo Presidente

que, em territórios como os nossos, esse impacto será mais longínquo. Até agora, tenho a indicação de 10 empregos que se perderam com a pandemia. A restauração e a hotelaria foram os primeiros a reportar dificuldades, porque estiveram fechados. Estamos a estudar medidas adicionais para ajudar a prevenir o impacto desta retração e da própria desconfiança por parte dos consumidores. A COVID-19 NO MUNDO URBANO Que ações de prevenção e ajuda promoveu a autarquia, junto da população? Assim que se registaram os primeiros casos em Portugal, aprovámos o nosso Plano de Contingência Municipal e fomos adequando as medidas assim que íamos tendo informação. Fizemos testes de despistagem aos profissionais de saúde, aos trabalhadores das IPSS, aos bombeiros, à GNR, aos trabalhadores municipais da recolha de resíduos…no fundo, a todos aqueles que tinham de continuar a trabalhar na linha da frente. Criámos uma rede de solidariedade entre as Juntas de Freguesia e a Ação Social do município, para distribuir bens

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de primeira necessidade e a medicação às pessoas que não deviam sair de casa por pertencerem ao grupo de risco, para além do alargamento do prazo para pagamento das faturas até 30 de junho, sem cobrança de juros de mora para todos os consumidores de água. Em relação às empresas que estiveram fechadas, ajudámos a tesouraria, eliminando a taxa de água, saneamento e resíduos, a taxa municipal de ocupação do espaço, isenção do pagamento de renda nos estabelecimentos concessionados pelo Município, assim como os vendedores dos mercados e feiras. Para a autarquia, representa uma perda de receita que ronda os 240 mil euros, mas traduziu- se em apoios às famílias e às empresas. Os alunos não foram esquecidos. Disponibilizámos equipamentos para todos poderem assistir às aulas e tentámos minorar os problemas de rede, que ainda se verificam nessa zona. No caso específico dos transportes escolares, foi criada uma rede de transporte escolar especial, assegurada pelas viaturas da Câmara Municipal e por uma empresa de transporte contratada.

A dificuldade de rede é um dos problemas a resolver em conjunto com o poder central? A dificuldade em conseguir cobertura de banda larga em algumas zonas da região ainda não está resolvida, e esta é uma prioridade de investimento ao nível do poder central que estes territórios exigem. É fundamental termos uma boa cobertura, pois isso, por si só, representa um fator positivo de atratividade, quer para empresas, quer para pessoas que trabalham à distância utilizando a Internet. Hoje, as vias são de telecomunicações e temos de ter a capacidade de comunicar em qualquer ponto. TURISMO E SUSTENTABILIDADE Proença-a-Nova venceu o prémio “Autarquia do Ano” relativo à Consciencialização Ambiental. A que se deve este prémio? Tendo em consideração os incêndios de 2017 e querendo dar uma resposta decisiva às populações face ao ordenamento da floresta, criámos programas para alertar a população para a importância da floresta e da sua limpeza. Em 2018, criámos o Ano Municipal da Floresta e


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desenhámos e efetuámos mais de 50 ações de sensibilização, em conjunto com os Bombeiros, a Proteção Civil e a GNR, para consciencializar as pessoas para cuidar da floresta. Para levar as pessoas a interessarem-se pelo território e a cuidar dele, criámos o programa de Reconversão de Áreas Florestais em Áreas Agrícolas, que oferece a mobilização dos terrenos e as árvores de fruto aos proprietários dos terrenos localizados dentro dos 100 metros do perímetro de proteção das aldeias, contribuindo para a segurança dos aglomerados populacionais. Realizámos também muitas iniciativas viradas para os mais pequenos para que certos hábitos se enraízem desde cedo, pois a transformação que operamos na sociedade faz- se através da educação. Este projeto foi um sucesso e as ações de sensibilização continuam até hoje.

Que condições existem, relativamente a infraestruturas e oferta turística, para atrair pessoas a visitar Proença-a-Nova? Temos várias praias fluviais, incluindo a praia de Aldeia Ruiva, a primeira praia da Zona Centro, que agora está em obras de requalificação. Mas há outras: Malhadal, Alvito da Beira, Fróia e a Cerejeira, oferta complementada pelas piscinas públicas e zonas de lazer de São Pedro do Esteval e da Pedra do Altar e, este ano, abrimos também a piscina municipal para utilização livre durante a época balnear, devido às obras que estão a decorrer na Aldeia Ruiva. Associados às praias fluviais temos os percursos pedestres e os de BTT, bem como os trilhos de praia e a Grande Rota da Cortiçada, que passa pela grande maioria dos alojamentos locais que hoje temos no território. Além disso, há o património

natural, histórico e arqueológico, o Roteiro das Artes, desenvolvido em conjunto com a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e ainda a gastronomia, onde se destaca a tigelada de Proença-a-Nova, o queijo cabreiro, o maranho, o afogado da boda, o bolo finto, o plangaio, um enchido curado feito com a massa da farinheira e os ossos do espinhaço de porco, e as sopas de peixe do rio ou o peixe do rio frito, pescado nos muitos cursos de água que existem no concelho. Temos turismo para todo o ano e para todos os gostos. Para quem nunca visitou a região, n a d a m e l h o r d o q u e v i r c o n h e c e r. Esperamos por todos, naquele que é o sítio certo para viver, investir e visitar.


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“NUNCA PARÁMOS DE TRABALHAR E AINDA CRESCEMOS”

Rosária Santos Diretora

Em 2008, Rosária Santos viu-se obrigada a procurar um novo emprego, pois não podia continuar na função que desempenhava. As limpezas foram a solução encontrada e, o que começou por ser um trabalho em nome individual, tornou-se na Limpo Bem Limpinho, uma empresa que opera em todo o tipo de limpezas e que está em fase de expansão.

P

or que resolveu iniciar esta empresa?

Em 2008, tive de me despedir do meu trabalho anterior, devido a motivos pessoais. Surgiu a ideia de começar a fazer limpezas e procurei trabalho, batendo de porta em porta, falando com administradores de condomínios e, neste meu caminho, encontrei algumas pessoas que me deram a oportunidade de mostrar o meu trabalho. Foi assim que surgiu a Limpo Bem Limpinho. Comecei como empresária em nome individual, mas com a ajuda dos clientes e a sua confiança no meu trabalho, bem como dos meus excelentes colaboradores, que estiveram ao meu lado incondicionalmente, a LBL cresceu e tornou-se em empresa. Atualmente, tenho 20 colaboradores a trabalhar comigo e oito carrinhas. Todos os dias temos trabalho e as pessoas já procuram os nossos serviços.

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Quais as áreas de atuação em que estão presentes? A Limpo Bem Limpinho efetua serviços em condomínios (escadas e garagens), limpezas domésticas, em escritórios e lojas e ainda limpezas pós-obras. Também efetuamos limpezas em clínicas e consultórios e jardins de infância. Muitos dos serviços que disponibilizam implicam a entrada em casa dos clientes. Como ultrapassaram essa questão, em tempo de confinamento? A LBL não parou a sua atividade, assegurando todos os cuidados com os colaboradores, usando máscaras, luvas e desinfetantes e, acima de tudo, transmitindo o máximo de confiança aos nossos clientes. Fizemos questão de explicar a importância da limpeza numa altura de pandemia e de deixar claro que estávamos preparados para a efetuar em segurança. Não foi difícil que confiassem em nós, pois já conhecem o nosso trabalho.


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Quais as diferenças pré e pós-pandemia, no que respeita ao vosso trabalho? A LBL sempre teve em atenção a limpeza e desinfeção dos espaços, limpando com muito cuidado todas as zonas de utilização coletiva (WC, secretárias, ratos, teclados, telefones, maçanetas, corrimões, etc...). Pós-pandemia, esse cuidado foi reforçado, utilizando desinfetantes específicos contra o vírus e incutindo essa responsabilidade aos nossos colaboradores, para que todos os cuidados fossem assegurados, para nossa segurança e dos clientes. Utilizamos golas de proteção, máscaras e luvas e todos os dias nos reunimos para reforçar a importância de assegurar todas as normas de segurança e transmitindo toda a calma, pois lidamos com pessoas e emoções e ninguém esperava passar por algo assim. A vossa recente expansão irá permitir aumentar a vossa área de atuação? No passado mês de julho, resolvi expandir a LBL. Temos alguns clientes na Margem

Sul e dispensávamos um dia na semana para poder enviar uma equipa e efetuar os serviços contratados, mas deixou de ser suficiente, devido a bastantes pedidos para essa zona. Por essa razão, resolvi abrir um novo escritório, que nos pudesse apoiar e chegar a várias zonas na Margem Sul. O local encontrado e escolhido foi a Moita, zona bastante central. É uma aventura, pois vamos começar quase do zero - eu não domino a zona e ninguém conhece a nossa empresa - mas a verdade é que já temos alguns serviços contratados e outros contactos bastante positivos. Vamos poder ajudar mais pessoas, tanto como empregadores, que é muito importante nesta altura, como oferecer os nossos serviços com honestidade e responsabilidade. Que análise faz do mercado atualmente? No início desta pandemia, o pânico foi geral, quer a nível de clientes, quer de funcionários e mesmo eu, mas tive de manter a calma para manter unida,

otimista e firme a minha equipa. Tivemos bastantes clientes a suspender os serviços por motivos de encerramento de empresas, receios de estar em contacto com pessoas fora do círculo familiar restrito… mas uma vez que a LBL efetua serviços em várias áreas, enquanto algumas pararam - como o caso do alojamento local - outras solicitaram limpezas extras, como os condomínios, e acabou por ser possível equilibrar a faturação. Aliás, ressalvo que muitos dos nossos clientes efetuaram os pagamentos dos serviços de igual forma, mesmo com a suspensão em vigor, o que muito lhes agradeço. Além deles, é importante referir também os meus colaboradores, que estiveram sempre disponíveis para trabalhar. Atualmente, estamos a voltar ao normal e muito poucos foram os clientes que não voltaram. Reconheço que a retoma económica vai ser muito demorada, em certos setores, mas na área da limpeza penso que vamos conseguir ultrapassar. limpobemlimpinho.com

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“OS PEDIDOS DE LIMPEZA AUMENTARAM NA PANDEMIA”

Ana Ribeiro Diretora

P

or que resolveu iniciar esta empresa?

A empresa nasceu da vontade de criar uma oportunidade de investimento numa lavandaria self-service e serviço de engomadoria. Simultaneamente, e com base num estudo de mercado, verificámos a necessidade de um serviço de limpezas que facilitasse e estivesse próximo do cliente. No sentido de tirar partido da minha experiência pessoal e profissional, a empresa ficou também dotada de valências como a gestão de arrendamentos, alojamentos locais e condomínios. Agora, dois desafios que se nos colocam são a atração de novos clientes e o acompanhamento permanente das necessidades do setor.

A Marclean foi criada reconhendo uma oportunidade de investimento em lavandarias self-service e engomadoria. Todavia, outras necessidades também se apresentaram e, de uma empresa pensada para ter dois serviços, passou a contar com sete serviços distintos. Sediada em Celorico de Basto, expandiu a atividade para as áreas do Porto e Braga e já contam com uma significativa carteira de clientes. Como ultrapassaram a questão de entrada no domicílio, em tempo de confinamento? Ficámos apreensivos, mas percebemos que não iríamos suspender a nossa atividade. Fomos solicitados a prestar serviços de lavandaria, limpeza e desinfeção de áreas Covid-19 em lares, clínicas e unidades de saúde. Os nossos clientes da área da saúde solicitaram também um reforço dos nossos serviços nos seus domicílios. Outro fator importante foi o cumprimento dos contratos de limpeza pós-obra de empreendimentos, que não ficaram suspensos. Foi fulcral a atualização permanente das orientações da Direção-Geral da Saúde e a formação contínua dos colaboradores da empresa, no que respeita a equipamentos de proteção individual e normas de utilização e aplicação de produtos. Os serviços self-service mantiveram procura? Os serviços com menor procura, no início da pandemia, foram os de lavandaria self-service, mas com a nossa rápida atuação retomámos a normalidade. Quais as diferenças pré e pós-pandemia, no que respeita ao vosso trabalho? As diferenças passam essencialmente pela utilização de EPI. No entanto, consideramos que essas diferenças são mínimas, pois já seguíamos as recomendações da DGS.

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MORADA: Av. dos Combatentes do Ultramar 4890-357- Celorico de Basto Nova LOJA: Vila Nova de Gaia na Rua Soares dos Reis 101 e loja 22 4400-315 TELF: 918 853 504 EMAIL: info@marclean.pt

Que análise faz do mercado atualmente? Ainda é cedo para tirar ilações, uma vez que uma grande fatia das empresas recorreu ao lay-off até ao final de junho/julho e, entretanto, entrámos num período de férias. Considero que já se verifica algum retorno para a nossa economia uma vez que, nos setores que trabalhamos diretamente, as atividades como o turismo e a gestão de alojamento local têm aumentado. Na prestação de limpeza em AL, o aumento foi bastante significativo a partir de junho. marclean.pt


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“JÁ VERIFICA “JÁ SESE VERIFICA

ALGUMA RETOMA”

Maria do Carmo Salema Fundadora e sócia-gerente

A Minc – Fardas e Uniformes nasceu em janeiro de 2006, fruto do acreditar de Maria do Carmo Salema. Com 14 anos de mercado, a Minc afirma-se hoje como uma empresa que garante a satisfação total do cliente.

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omo foi todo o trajeto até à criação da Minc?

O trajeto foi cheio de dúvidas, solavancos, avanços e retrocessos, mas o acreditar no projeto fez-me estruturar o caminho até à criação da Minc. Isto passou-se em 2005, que foi um ano de mudança na minha vida e de mentalização de que ia, de facto, arrancar com este projeto, no qual acreditava há algum tempo. O que distingue o vosso serviço das restantes empresas? O serviço core da Minc é fardamento e uniformes personalizados e assenta em dois pilares: produtos de elevada qualidade e uma estratégia de proximidade com o cliente. Acompanhamos o cliente desde o design da peça até à entrega final da encomenda, garantindo a sua total satisfação. Existe mercado em Portugal para trabalhar especificamente com uniformes, lenços e gravatas personalizados? Claro que existe esse mercado em Portugal. A unificação dos uniformes, assim como as gravatas e os lenços, fazem parte do dress code

de praticamente todas as empresas e da sua identidade. Há uma grande procura por este tipo de serviço. Os nossos principais clientes são hotéis, restauração, banca, saúde, entretenimento, ensino, serviços de transporte e logística, telecomunicações e outros consultores de serviços. A partir do momento que um cliente vos contacta, como se desenrola o processo? Em primeiro lugar, reunimos com o cliente para entender o que o cliente pretende e qual a sua necessidade. Depois passamos à fase criativa, com a nossa designer Luísa Coelho. Em seguida, apresentamos o projeto com algumas alternativas ao cliente, discutimos o mesmo e eventuais alterações à proposta. Após a adjudicação, passamos à fase de produção, acompanhamento de perto da mesma e, finalmente, à entrega do produto final, procurando sempre obter o feedback e opinião do cliente. O estar sempre próximo das expectativas do cliente garante-nos a sua total satisfação.

Que influência tiveram nas confeções da Minc as medidas de segurança e proteção dos colaboradores atualmente necessárias? Todos os fardamentos de EPI são feitos com tecidos certificados pelo CITEVE, que os nossos fornecedores foram desenvolvendo devido às circunstâncias impostas pela pandemia da Covid-19, assim como tecidos certificados para máscaras em várias composições (100% algodão, poliéster/algodão, várias texturas e cores), tecidos antimicrobianos, tecidos antibacterianos, além de tecidos certificados para EPI (fatos, batas, mangas, proteção de perneiras e proteção de calçado), e tecidos com proteção de líquidos. Como antecipa os próximos tempos, no que respeita à retoma da economia? Estamos com graves dificuldades a nível da hotelaria, restauração e entretenimento, e estamos a vivê-las, mas enquanto esperamos que estes setores retomem, estamos com uma maior procura a nível do setor da Saúde. Assistimos já a alguma retoma e acreditamos que a tendência será para um aumento gradual e sustentável até que os efeitos da pandemia se diluam.


Regresso ao (novo) normal

“NENHUM SUPLEMENTO SUBSTITUI UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL” Tânia Francisco é nutricionista e responsável técnica da Team Transformerz, uma empresa que conjuga as três valências que mais contribuem para a manutenção da saúde – Nutrição, Treino e Psicologia/Coaching. Criada há sete anos, já tem provas dadas junto dos seus clientes, mas a procura por fazer sempre mais e melhor é uma constante.

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omo explica o papel da Covid-19 no enfraquecimento do sistema imunitário? O Coronavírus tem maior facilidade de infetar pessoas que tenham algum grau de comprometimento do sistema imunitário. O seu papel no enfraquecimento do mesmo, bem como a resposta imunitária desencadeada pelo nosso corpo, permanecem alvo de estudos, embora algumas descobertas tenham sido feitas recentemente. Como podemos evitar que tal aconteça? As únicas formas de nos protegermos contra uma possível infeção são o distanciamento social e as boas práticas de higiene. Contudo, pessoas saudáveis poderão correr menos riscos de serem infetadas e, em caso de infeção, poderão permanecer assintomáticas ou ter uma recuperação mais fácil e célere. Palavra chave – “PODERÃO” -, cada pessoa é uma pessoa e a forma como cada organismo responde é única. É possível garantir um sistema imunitário reforçado através da alimentação? Uma alimentação equilibrada não vai reforçar o sistema imunitário, mas uma alimentação pobre em vitaminas, minerais e fibras pode contribuir para o comprometimento do mesmo. E nenhum suplemento substitui uma alimentação saudável. O padrão alimentar equilibrado, no que ao seu conteúdo em macro e micronutrientes diz respeito, com uma presença forte de alimentos naturais, por

oposição aos alimentos processados tem, de facto, um grande contributo na manutenção de um sistema imunitário competente. Em caso de infeção por Covid-19, o que fazer para recuperar o sistema imunitário da forma mais plena possível? É necessário voltar a um padrão alimentar que assente nas premissas que são recomendadas a todos nós, e aqui a roda dos alimentos é uma excelente referência. Além disso, de quanto mais preparação os alimentos necessitarem, melhor, tudo o que seja muito prático, rápido e fácil não deve ser opção. Como se relaciona a Psicologia e o Coaching com a Nutrição e o Treino? A Psicologia tem uma importância determinante, pois sem ela é muito frequente os esforços por manter uma rotina nutricional equilibrada e um hábito regular de prática de exercício físico não se manterem. Apostamos em ensinar as pessoas a fazer uma alimentação inteligente e a abraçar um estilo de vida flexível, em que o nosso apoio é constante, mas as pessoas ganham autonomia para controlar a sua alimentação e os seus hábitos, sendo as escolhas integralmente suas. Pessoas que treinam e se focam em si mesmas têm comprovadamente uma maior resistência às doenças? A combinação de equilíbrio emocional, nutricional e físico é a grande arma na

www.teamtransformerz.pt info@teamtransformerz.pt 91 691 94 44

manutenção do equilíbrio do sistema imunitário. Existem estudos que mostram isso. Mas a moderação é sempre a palavra-chave, já que tudo o que nos faz bem, quando em excesso, pode ter efeitos prejudiciais. Temos orgulho de ser o único serviço nacional que oferece as três valências mais importantes na manutenção da saúde, tanto do p on to d e vista físico, como mental e emocional. Temos vindo a evoluir desde o início, indo ao encontro das necessidades que todos temos nos dias de hoje.

Tânia Francisco Nutricionista e Responsável Técnica

Nº1 em Nutrição e Coaching Online Pessoas Reais, Resultados Reais


Saúde e Bem-estar

“QUEREMOS SER UMA EXTENSÃO

DA UNIDADE FAMILIAR” A ORPEA foi criada em 1989 e, 31 anos depois, está presente em 16 países e é líder europeia na área dos cuidados geriátricos. Com quase 1000 centros geriátricos e mais de 60 mil trabalhadores, instalou-se há dois anos em Portugal e, desde então, conta com oito unidades geriátricas, uma clínica de reabilitação e um hospital. O diretor operacional, Frederico Vidal, explicou à Valor Magazine o mercado que encontrou e a filosofia deste grupo.

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omo definem a vossa filosofia de trabalho e como explicam que sejam considerados líderes europeus nesta área?

Neste momento temos uma rede de 951 centros, com 96.677 camas em países como Holanda, França, Espanha, Itália, Bélgica, Suíça, Alemanha, República Checa, Áustria, Polónia e China. Entrámos em Portugal em 2018 e detemos à data oito residências, uma clínica e um hospital, com um total de 711 camas. Contamos manter o nosso crescimento de forma a poder chegar a mais famílias e cuidar daqueles que nos são queridos. Pertencer a um grupo internacional, com tantos profissionais, permite-nos trocar experiências, opiniões, ideias, o que faz com que sejamos um grupo em constante evolução e inovação tanto em termos de terapias e atividades, como na própria dinâmica de equipas nas residências e isto reflete-se no nosso modelo de cuidados, que não é estanque, é flexível e, acima de tudo, personalizado. Os nossos residentes não encontram nas nossas residências um regime de rigor, consistente e metódico. Cada qual chega às nossas residências e encontra uma equipa flexível, que se vai moldar às suas necessidades e preferências. Estamos conscientes que os vamos receber nas “suas casas” e contamos ser uma extensão da sua unidade familiar.

Chegaram a Portugal há dois anos. Que mercado encontraram? Rapidamente percebemos que o mercado em Portugal estava muito otimizado e era muito metódico e que tínhamos aqui uma oportunidade de colocar em prática o nosso modelo de cuidados que, para além de inovador e humanizado, não se focaliza apenas no residente e no seu bemestar, mas sim em toda a sua família. Todo o agregado familiar tem de se sentir confortável, sereno e feliz. Quais as condições infraestruturais e de serviços que oferecem? Já contamos com oito residências, uma clínica de reabilitação e um hospital. Portugal é o primeiro país, a nível mundial, a ter um hospital do Grupo ORPEA. O Hospital Nossa Senhora da Arrábida está aberto ao público em geral e não só aos nossos residentes, disponibilizando a todos os seus utentes cuidados de saúde multidisciplinares, proporcionados por equipas multi/interdisciplinares centradas nas necessidades globais do utente e da sua família. A Clínica Giesta, localizada em Chaves, vê a sua atividade centrada na recuperação funcional de movimento, aumento da autonomia e qualidade de vida dando especial ênfase à prevenção de lesão.

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Saúde e Bem-estar

Quão importante é a empatia e a confiança na relação existente entre os recursos humanos da ORPEA e os residentes? A dedicação das nossas equipas e a relação que mantêm com os residentes é um dos nossos fatores diferenciadores. Os nossos profissionais abraçam diariamente o compromisso de manter a individualidade e responder às necessidades de cada um dos residentes, respeitando as suas diferenças e integrando-os naquela que será uma segunda unidade familiar. A formação das equipas é também fundamental, o Grupo reúne profissionais especializados em geriatria e saúde: enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, animadores, entre outros. Equipas que trabalham todos os dias com a missão de cuidar e apoiar aqueles que decidiram viver numa residência ORPEA para que possam desfrutar de maior bem-estar, qualidade de vida, cuidados e experiências e isso reflete-se na liderança do Grupo no setor. Todas as residências possuem instalações adaptadas às necessidades dos seus residentes e um dos seus objetivos é prolongar o tempo de autonomia pessoal e retardar o surgimento de uma possível situação de dependência. Para isso são desenvolvidas atividades e visitas socioculturais a terapias como ateliers de memória, culinária terapêutica, balneoterapia, horta terapêutica, programas intergeracionais, entre outros.

Para reforçar o nosso compromisso com a prestação de bons cuidados em ambiente residencial, o Grupo desenvolveu o “Manifesto de Bons Tratos” para disponibilizar aos residentes no momento da sua admissão em qualquer um dos nossos centros. Nele, os residentes são informados sobre os seus direitos, a fim de lhes proporcionar um cuidado integral, físico, emocional e social de qualidade. É fácil encontrar pessoas qualificadas para este serviço? O Grupo ORPEA oferece várias oportunidades profissionais. É um setor altamente vocacional e na ORPEA procuramos os melhores profissionais, os mais dedicados e comprometidos em cuidar tanto dos mais autónomos, como dependentes e, por isso, não é um processo fácil nem rápido, mas acredito que isso aconteça em todos os setores que procuram os melhores profissionais. Que análise faz da realidade geriátrica em Portugal? A sociedade está cada vez mais envelhecida e, portanto, serão necessários cada vez mais serviços que ofereçam soluções para o perfil sénior. O nosso maior objetivo é melhorar a qualidade de vida dos nossos residentes e dar tranquilidade às suas famílias. Parece-lhe que existem estruturas suficientes para dar resposta às necessidades da sociedade nos próximos anos? Serão necessárias mais unidades para dar resposta ao panorama de sociedade que se avizinha. No Grupo ORPEA temos previsto a abertura de mais residências para uma maior cobertura do território nacional.


Saúde e Bem-estar

Que características possuem as residências que considerem importantes destacar? Que características possuem as residências que considerem A escolha de uma residência é uma decisão muito importante e, por isso, deve acontecer com absoluta tranquilidade e convicção em saber que se está a tomar a decisão certa. A tomada de consciência da importância desta decisão faz assentar o nosso modelo de atuação em quatro pontos fundamentais: a valorização do fator humano, onde relevamos a relação entre profissionais, residentes e respetivas famílias; a qualificação dos nossos profissionais que incentivamos diariamente, promovendo acções de formação / especialização. Outro ponto que consideramos essencial é a inovação, trabalhamos

diariamente na melhoria contínua dos programas, atividades e terapias não-farmacológicas, que promovem a autonomia dos nossos residentes e um envelhecimento ativo e saudável e, por fim, a excelência do departamento de qualidade do Grupo ORPEA, que garante a estrita conformidade dos procedimentos e orientações, em cada uma das etapas dos cuidados para com os residentes, sempre em coordenação com a Direção Médica do grupo.

coordenação com a Direção Médica do grupo.

Conheça as unidades ORPEA RESIDÊNCIA CHAVES

RESIDÊNCIA CASTÊLO DA MAIA

RESIDÊNCIA CERNACHE

RESIDÊNCIA VILA SECA

RESIDÊNCIA PÓVOA DE STA. IRIA

RESIDÊNCIA MONTIJO

RESIDÊNCIA COLARES

RESIDÊNCIA AZEITÃO

HOSPITAL Nª. Sª. DA ARRÁBIDA

Saiba mais em

www.orpea.pt


Saúde e Bem-estar

"É PRECISO RIGOR NA ESCOLHA DOS LOCAIS DE TRATAMENTO" Gabriela Correia é médica dentista há 22 anos. Como proprietária e diretora clínica da Godental Medicina Dentária, com duas clínicas em Portimão e em Lagos, afirma que é seguro ir ao dentista, desde que haja rigor nas implementação e execução das medidas de proteção.

Gabriela Correia Diretora Clínica e Médica Dentista

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o que toca à Covid-19, pensa ser seguro ir ao dentista?

É seguro ir ao dentista, desde que sejam tomadas medidas rigorosas de biossegurança e distanciamento social. Agora mais do que nunca, devemos estar alertas e vigilantes e ser muito criteriosos na escolha das unidades de saúde onde somos tratados. Na minha opinião, a única forma possível para reduzir o risco de contágio é assumirmos que estamos sempre diante de um caso positivo. Não podemos esquecer que o número de assintomáticos é crescente e que, apesar do desconfinamento, a pandemia não acabou. Que tipo de serviços desenvolvem nas vossas clínicas? A nossa filosofia é ver os pacientes como um todo, pelo que temos uma abordagem integrativa, primando por contribuir para a melhoria da saúde oral, mas também da saúde geral, da autoestima e assim da melhoria do bem-estar geral dos nossos pacientes. Somos focados na prestação de serviços diferenciados como reabilitação oral, ortodontia e estética dentária e temos três pilares diferenciadores: o rigor na execução dos tratamentos, o uso de

materiais de qualidade e a delicadeza no atendimento. Em 2015, iniciámos o nosso projeto “gobeautiful” na área de estética e harmonização orofacial e realizamos diversos tratamentos de foro estético, nomeadamente aplicação de toxina botulínica (Botox®), preenchimentos faciais com ácido hialurónico e bioestimuladores de colagénio, colocação de fios tensores para lifting facial, mesoterapia, peelings, entre outros. Quais foram as medidas preventivas implementadas nas vossas clínicas? Todos os circuitos de pessoas e materiais foram repensados e revistos face à nova realidade. As nossas medidas de proteção também incluem, para além da utilização de EPI’s elaborados, desinfeção regular das superfícies e redução do número de pessoas nas salas de espera, o aumento da capacidade de renovação do ar e a adaptação dos sistemas de ventilação dos nossos espaços, para transformar os gabinetes de consulta em salas com pressão negativa. Foram instaladas lâmpadas UV que reduzem os microrganismos no ar e as marcações são feitas de forma a que os pacientes não se encontrem ou que seja pelo mínimo de tempo possível. O nosso standard é aguardar

que, entre as consultas, quando há produção de aerossóis, haja a renovação do mínimo de cinco vezes o volume de ar do gabinete. Como foi a retoma da atividade? Na medicina dentária estamos muito habituados a operar num universo com muitos vírus e bactérias, mas devido aos novos protocolos de trabalho, a retoma está a ser muito exigente: fisicamente, devido à adição de novos e diferentes EPI's e em termos de logística, requer que a concentração e foco sejam ainda maiores. Foi requerido um grande investimento financeiro para a devida adaptação da atividade, realizado com capitais próprios, pois o apoio por parte do Estado foi praticamente inexistente. Considero-me privilegiada por ter uma equipa dedicada e temos as agendas completas, graças à confiança dos nossos pacientes. O que espera no futuro para a sua profissão? Como em todas as áreas, a nova realidade tem os seus desafios, mas a atual conjuntura traz também um lado positivo: vejo que as pessoas estão mais atentas a si próprias e a valorizarem mais a prevenção e tratamento das questões de saúde.

www.godental.pt | www.gobeautiful.pt instagram:@dragabrielacorreia Portimão: 282 427 346 – 962 823 900 Lagos: 282 763 565 – 965 002 520


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