A VOZ DAS MULHERES NO CAMINHO DA SINODALIDADE
BOLETÍM UISG
NÚMERO 176, 2021
APRESENTAÇÃO
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AS MULHERES NUMA IGREJA SINODAL. SINODALIDADE E INCLUSÃO DAS MULHERES NA DELIBERAÇÃO ECLESIAL E NA TOMADA DE DECISÕES.
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Ir. Nathalie Becquart, XMCJ A VOZ DAS MULHERES CONSAGRADAS NO CAMINHO DA SINODALIDADE
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Ir. Liliana Franco Echeverri, ODN 17
Ir. Anne Béatrice Faye, CIC FORMAÇÃO HOLÍSTICA DE LÍDERES DE CONGREGAÇÕES RELIGIOSAS PARA MISSÃO EM UM MUNDO EM RÁPIDA MUDANÇA
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Ir. Chinyeaka C. Ezeani, MSHR PACTO EDUCACIONAL GLOBAL: DECLARAÇÃO DE INTENÇÕES E DIRETRIZES PARA AÇÃO
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Comissão de Educação UISG-USG A VIDA NA UISG
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PESSOAL DA UISG
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UISG - Boletím Número 176 - 2021
50 ANOS DE «JUSTIÇA NO MUNDO»: O «SÍNODO CATALISADOR» DA VIDA CONSAGRADA
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APRESENTAÇÃO
A voz das mulheres no caminho da sinodalidade O próximo Sínodo dos Bispos, intitulado: «Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão», convida a Igreja a fazer uma caminhada organizada em várias etapas, que prevê a participação de todo o povo de Deus através de um longo processo de consulta. A sinodalidade, dimensão constitutiva da Igreja, é, portanto, o eixo principal no qual este caminho se desenvolverá, na busca de maior relacionalidade, diálogo, inclusão, por parte de toda a Igreja.
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Qual será a voz das mulheres e das mulheres consagradas neste longo caminho de preparação e pesquisa? Qual é a contribuição delas?
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Ir. Nathalie Becquart, XMCJ As Mulheres numa Igreja sinodal. Sinodalidade e inclusão das mulheres na deliberação eclesial e na tomada de decisões. Para aplicar a sinodalidade no dia a dia, é necessário integrar e viver uma espiritualidade particular que requer atitudes de fé e confiança (em Deus, nos outros), escuta e humildade, diálogo e liberdade para buscar a verdade. Esta espiritualidade alimenta uma verdadeira cultura do encontro ao serviço do bem comum, acolhendo e respeitando as diferenças com a convicção de que o Espírito fala em cada pessoa e que nesta escuta mútua só podemos discernir os apelos do Espírito. Sinodalidade significa passar de “eu” para “nós” redescobrindo o primado do “nós” eclesial de uma comunidade aberta e inclusiva que caminha junto, com Cristo no centro. Ao colocar Cristo e os outros no centro, a sinodalidade nos edifica como Povo de Deus. Ir. Liliana Franco Echeverri, ODN A voz das mulheres consagradas no caminho da sinodalidade É outra lógica, a do Espírito, que sempre nos leva além do que somos capazes de calcular ou supor. Aquela que nos coloca no lugar do pequeno e nos faz valorizar o livre, celebrar a amizade e cuidar da comunidade. Aquela que nos lança por caminhos desconhecidos e exige que ousemos ao insuspeitado do Reino, da mão
de Deus. É a lógica de quem confia. O estilo sinodal é, neste momento histórico, a nova forma de ser e fazer da Igreja. Caminhar juntos, caminar juntas, é a condição para escutar a realidade, responder de forma evangélica aos desafios deste momento histórico. Ir. Anne Béatrice Faye, CIC 50 anos de «Justiça no mundo»: o «sínodo catalisador» da Vida Consagrada Qual justiça para mais dignidade humana e promoção do desenvolvimento integral na África? Ao falar de dignidade humana, estamos nos referindo a todas as expressões de direitos fundamentais, liberdades individuais, relacionamentos e bem-estar em todos os níveis. Mais concretamente, qual é o resultado destas cinco décadas de «Justiça no mundo», na Igreja e nos nossos Institutos religiosos, em particular na África?
Comissão de Educação UISG-USG Pacto Educacional Global: Declaração de intenções e diretrizes para ação Continuamos a “sinodalizar”! Como educadoras, queremos continuar a aprender a caminhar, ou melhor ainda, a nadar (a decolar!) Juntas. Seguindo o exemplo de Jesus que caminha sobre as águas, guiadas pelo Espírito e cuidados pelo Pai Misericordioso. Queremos continuar a navegar, neste tempo de tantas marés líquidas, com novo vigor para a outra margem onde o Pacto Global- Impacto para a Educação, já é uma realidade. Sabemos que para ir longe devemos continuar a nadar devagar e temos a convicção de que a única forma de saber se estamos realmente avançando é saber se os últimos, que são os rejeitados e excluídos da nossa sociedade, também estão avançando conosco e entre nós.
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Ir. Chinyeaka C. Ezeani, MSHR Formação Holística de Líderes de Congregações Religiosas para Missão em um Mundo em Rápida Mudança O serviço de liderança, inquestionavelmente, é desafiador. No entanto, Deus é fiel. Sempre que uma pessoa é chamada para a liderança, Deus dá as graças necessárias. Na vida religiosa, o serviço de liderança oferece uma oportunidade única de servir aos irmãos e irmãs - ajudando a carregar seus fardos, animando e encorajando-os a abraçar plenamente sua vocação. Expostas às lutas humanas, as lideranças crescem ao lidar com suas próprias questões pessoais. O acesso ao trabalho interior de outras pessoas e perceber como Deus caminha com elas é um grande graça que as pessoas que exercem a liderança recebem. É um privilégio. Por isso, a liderança deve conduzir com respeito e dignidade a vida de quem lidera e manter suas histórias sagradas.
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As mulheres numa Igreja sinodal
Ir. Nathalie Becquart, XMCJ
AS MULHERES NUMA IGREJA SINODAL
SINODALIDADE E INCLUSÃO DAS MULHERES NA DELIBERAÇÃO ECLESIAL E NA TOMADA DE DECISÕES.
Ir. Nathalie Becquart, XMCJ
Nathalie Becquart, Subsecretária da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, é uma religiosa católica francesa e membro da Congregação de Xavières. Ela obteve um mestrado em Gestão na HEC Paris. Becquart estudou filosofia e teologia no Centre Sévres de Paris e Sociologia na Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais (EHESS). Irmã Becquart se especializou em eclesiologia no Boston College, com pesquisas sobre sinodalidade. Ela foi nomeada consultora do Sínodo dos Bispos da Igreja Católica em 2019 e nomeada uma de suas subsecretárias em 2021. De 2008 a 2018, ela supervisionou o Serviço Nacional para a Evangelização dos Jovens e para as Vocações (SNEJV) na Conferência dos Bispos da França.
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Original em inglês
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A sinodalidade tornou-se para muitos uma palavra da moda! Em diferentes países agora, por exemplo, muitas iniciativas e publicações defendem a implementação, em todos os níveis, de uma Igreja mais sinodal. Essa é uma boa notícia, pois o Papa Francisco promove a sinodalidade como um eixo principal de seu pontificado como um novo estilo de ser a Igreja no século XXI. Conforme anunciado em 7 de março de 2020, o Papa Francisco escolheu “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão” como tema para a próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. 1 Isso significa que todos os batizados são chamados a ser promotores e atores da sinodalidade, especialmente as mulheres que, com os jovens, são muitas vezes as primeiras a clamar por uma Igreja mais sinodal. Portanto, a sinodalidade vem capacitar todo o Povo de Deus, sob a orientação do Espírito Santo, para que possam discernir em comum como enfrentar os desafios missionários do mundo de hoje. É um modo de vida cristão e uma prática marcada pela escuta e pelo discernimento. É uma espiritualidade que requer atitudes de fé e confiança (em Deus, nos outros), de escuta e humildade recíprocas, de diálogo e de liberdade para procurar a verdade. Trata-se de desenvolver uma verdadeira cultura do encontro a serviço do bem comum, de acolher e respeitar as diferenças com a convicção de que o Espírito fala em cada pessoa e que só nesta escuta mútua podemos discernir os apelos do Espírito.
De fato, os dois últimos sínodos dos bispos destacaram o tema das mulheres numa Igreja sinodal. Uma Igreja sinodal, por sua própria definição, é uma Igreja masculina e feminina. Uma Igreja sinodal é uma Igreja inclusiva que transcende os limites da hierarquia, cultura, sexo e os limites de uma visão meramente humana da realidade, porque a sinodalidade é o desafio de Deus para que todos na Igreja sejam protagonistas e discirnam juntos a voz do Espírito Santo. Resumindo, sinodalidade significa passar do “eu” ao “nós”, redescobrindo o primado do “nós” eclesial da comunidade, uma comunidade aberta e inclusiva que permite aos homens e mulheres caminharem juntos com Cristo no Centro. Sinodalidade.
Ir. Nathalie Becquart, XMCJ
As mulheres numa Igreja sinodal
Este artigo descreve uma Igreja sinodal e explica como ela inclui as mulheres no processo de sinodalidade, promovendo uma visão de uma Igreja sinodal que é relacional, inclusiva, dialógica, discernente, geradora e pluricultural. Assim, uma Igreja sinodal é uma Igreja missionária renovada e uma Igreja de participação e corresponsabilidade tentando viver a deliberação e a tomada de decisões para além dos papéis sacramentais tradicionais, pois sua vida não é predeterminada, mas vivida e experienciada em cada espaço eclesial aberto ao mundo.
Compreendendo o significado de “sinodalidade”
Este modus vivendi et operandi atua através da comunidade escutando a Palavra e na celebração da Eucaristia, da fraternidade de comunhão e da corresponsabilidade e da participação de todo o Povo de Deus na sua vida e missão, em todos os níveis e distinguindo os vários serviços e funções. 2 A sinodalidade, por assim dizer, é um estilo, uma prática, uma forma de ser Igreja na história «à imagem da comunhão trinitária», como nos diz o Papa Francisco: … A prática da sinodalidade, tradicional, mas sempre renovada, é a implementação, na história do Povo de Deus no seu caminho, da Igreja como mistério de comunhão, à imagem da comunhão trinitária. Como sabem, este tema me toca muito bem: a sinodalidade é um estilo, é caminhar juntos, caminhar juntas, e é o que o Senhor espera da Igreja do terceiro milênio. 3 Esta noção antiga era de fato característica da Igreja primitiva porque, nos primeiros séculos, muitos sínodos e concílios locais foram organizados para
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O que exatamente é sinodalidade? Que visão da Igreja expressa? Que práticas isso exige? Muitas vezes, para simplificar, a sinodalidade é apresentada de acordo com a etimologia da palavra sínodo, que deriva do grego sun-odos, ou seja, “caminhando juntos, juntas”, especificamente isso “caminhar juntos, caminhar juntas” na escuta do Espírito. Mas, sinodalidade, uma noção antiga cujo equivalente em latim concilium (em Português Concílio) designa uma assembleia de bispos, é uma noção rica e poliforme que não tem uma definição completamente estabelecida, pois sinodalidade é um modus vivendi et operandi:
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As mulheres numa Igreja sinodal
permitir que os bispos reunidos discutissem e discernissem as decisões a serem tomadas num contexto marcado por controvérsias e heresias que deveriam estar resolvidas. Com o historiador John O’Malley, pode-se reconhecer que “do ponto de vista histórico, a governança tradicional da Igreja era a governança sinodal”; mais precisamente, “em ambos os níveis da igreja local e da igreja universal, a governança tradicional da igreja era sinodal, isto é, colegiada”. 4 Se a sinodalidade tem suas raízes na Bíblia, e em particular na referência da fonte frequentemente citada que é o ‘Concílio’ de Jerusalém em Atos 15, que é considerado o ‘modelo paradigmático’ 5 de todos os concílios subsequentes, numa visão moderna e de reapropriação é considerada e desenvolvida hoje como fruto do Concílio Vaticano II. De fato, a instituição do Sínodo dos Bispos em setembro de 1965 pelo Papa Paulo VI, na abertura da quarta e última sessão do Concílio, pretendia ser uma expressão da sinodalidade e um meio de acompanhamento da experiência de colegialidade, vivido e desejado pelos padres conciliares. 6
Aplicando sinodalidade Hoje, nesta fase atual da recepção do Vaticano II, no contexto histórico que é nosso, somos chamadas a fortalecer e implantar a sinodalidade em todos os níveis da Igreja. Como afirma o Papa Francisco, é claro que:
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… Devemos seguir em frente neste caminho. O mundo em que vivemos, e ao qual somos chamados a amar e servir mesmo em suas contradições, exige que a Igreja fortaleça as sinergias em todas as áreas de sua missão. O caminho da sinodalidade é precisamente o que Deus espera da Igreja do terceiro milênio. … 7
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À luz do que precede, todas somos convidadas a viver a nossa fé cristã neste estilo sinodal, que é um estilo missionário, para anunciar o Evangelho aos homens e às mulheres deste tempo. Trata-se, em primeiro lugar, de dar vida às instituições sinodais que não são apenas o Sínodo dos Bispos ou o Sínodo diocesano, mas também um Conselho pastoral diocesano ou paroquial, um conselho sacerdotal, um capítulo local, provincial ou geral para comunidades religiosas, assembleias gerais e conselhos de movimentos eclesiais ... Como nos diz o Papa Francisco: Ser Igreja é ser uma comunidade que caminha junto. Não basta ter um sínodo, você tem que ser um sínodo. A Igreja precisa de um intenso intercâmbio interior: um diálogo vivo entre os pastores e entre eles e os fiéis. 8 A sinodalidade, portanto, é um estilo missionário que consiste num modo de vida e uma prática marcada pela escuta e pelo discernimento. Para aplicar a sinodalidade no dia a dia, é necessário integrar e viver uma espiritualidade particular que requer atitudes de fé e confiança (em Deus, nos outros), escuta e humildade, diálogo e liberdade para buscar a verdade. Esta espiritualidade alimenta uma verdadeira cultura do encontro ao serviço do bem comum, acolhendo e respeitando as diferenças com a convicção de que o Espírito fala em cada pessoa e que nesta escuta mútua só podemos discernir os apelos do
Espírito. Sinodalidade significa passar de “eu” para “nós” redescobrindo o primado do “nós” eclesial de uma comunidade aberta e inclusiva que caminha junto, com Cristo no centro. Ao colocar Cristo e os outros no centro, a sinodalidade nos edifica como Povo de Deus.
As Mulheres e uma Igreja Sinodal De que forma a sinodalidade é relevante para as mulheres? Conforme mencionado em nossa introdução, os dois últimos sínodos falaram muito sobre a questão das mulheres. Os Documentos Finais do Sínodo da Juventude e do Sínodo da Amazônia contêm palavras fortes que apelam, por um lado, a combater toda a discriminação contra as mulheres na sociedade e, por outro lado, a dar mais responsabilidade às mulheres na Igreja. Assim, no parágrafo 13 do Documento Final do Sínodo dos Jovens: “A Bíblia apresenta o homem e a mulher como companheiros iguais perante Deus (cf. Gn. 5,2): qualquer dominação e discriminação com base no sexo ofende a dignidade humana”; ou novamente no parágrafo 148:
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As mulheres numa Igreja sinodal
Na mesma linha, o Sínodo sobre a Amazônia conclamou a Igreja a consultar as mulheres e a reconhecer e fortalecer sua participação nos processos de tomada de decisão. 10 O Documento Final deste Sínodo da Pan-Amazônia até clama por um ministério instituído de ‘liderança feminina da comunidade’ em um parágrafo importante intitulado c. O tempo da presença feminina: §102. Vendo o sofrimento concreto das mulheres vítimas de violência física, moral e religiosa, incluindo o feminicídio, a Igreja se compromete a defender seus direitos e as reconhece como protagonistas e guardiãs da criação e de nossa casa comum. Reconhecemos o ministério que Jesus reservou para as mulheres. É necessário promover a formação das mulheres em teologia bíblica, teologia sistemática e direito canônico, valorizando sua presença nas organizações e lideranças dentro e fora da Igreja. Queremos fortalecer os laços familiares, especialmente para as mulheres migrantes. Asseguramos o lugar das mulheres na liderança e formação. Solicitamos que o Motu Propio de São Paulo VI, Ministeria
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Uma Igreja que busca viver um estilo sinodal não pode prescindir de uma reflexão sobre a condição e o papel da mulher nela e, consequentemente, também na sociedade. Homens e mulheres jovens pedem isso com veemência. As reflexões desenvolvidas devem ser concretizadas por meio de um trabalho de corajosa conversão cultural e mudança na prática pastoral cotidiana. Uma área de particular importância a este respeito é a presença das mulheres nos corpos eclesiais em todos os níveis, especialmente em cargos de responsabilidade, e a participação das mulheres nos processos de decisão eclesial, respeitando o papel do ministério ordenado. É um dever de justiça, inspirado tanto na forma como Jesus se relacionou com os homens e mulheres do seu tempo, como na importância do papel de certas figuras femininas na Bíblia, na história da salvação e na vida da Igreja. 9
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As mulheres numa Igreja sinodal
quaedam (1972), seja revisado, para que as mulheres devidamente formadas e preparadas possam receber os ministérios de Leitora e Acólita, entre outros a serem desenvolvidos. Nos novos contextos de evangelização e ministério pastoral na Amazônia, onde a maioria das comunidades católicas são lideradas por mulheres, pedimos que um ministério instituído de “liderança feminina comunitária” seja criado e reconhecido como parte do atendimento às demandas em mudança da evangelização e cuidado das comunidades. 11 Este caminho sinodal da Igreja é baseado em uma maior reciprocidade dentro de uma abordagem relacional que não pode desconectar os líderes dos membros da comunidade a que servem. O próximo Sínodo dos Bispos - Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação, missão - será um encontro construído em dois anos de preparação, com a participação dos fiéis das bases em um longo processo de consulta, em cada país, para discernir nossas prioridades. É um processo que termina com delegados de Bispos de todo o mundo passando um mês com o Papa. Não são muitos os líderes mundiais que passam um mês devotando-se a esse intercâmbio, e espero que possa inspirar outras entidades. Ao colocar Cristo e os outros no centro, a sinodalidade nos edifica como Povo de Deus. Portanto, podemos entender e sublinhar como a ‘caminhada’ juntas, homens e mulheres, é uma questão fundamental para a sinodalidade. A diferença entre homens e mulheres é um mistério, é uma diferença “elusiva” que é uma espécie de matriz de todas as diferenças. A forma de pensar e lidar com essa diferença evidencia a igualdade de todos os batizados que está no cerne da sinodalidade. Assim, homens e mulheres numa igreja sinodal devem encontrar maneiras de implementar e articular a igualdade batismal e a diferença dos sexos. O documento final do Sínodo da Juventude oferece orientações sobre este assunto: §13, Homens e mulheres:
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Não podemos negligenciar a diferença entre homens e mulheres com seus dons, percepções e experiências de vida específicas. Esta diferença pode dar origem a formas de dominação, exclusão e discriminação das quais todas as sociedades, incluindo a Igreja, devem ser libertadas.
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A Bíblia apresenta o homem e a mulher como parceiros iguais aos olhos de Deus (cf. Gn 5: 2); toda dominação e discriminação com base no sexo são, portanto, uma ofensa à dignidade humana. A Bíblia também apresenta a diferença entre os sexos como um mistério constitutivo de nossa humanidade, que não pode ser reduzido a estereótipos. A relação entre homem e mulher é entendida como vocação para viver juntos na reciprocidade e no diálogo, na comunhão e na fecundidade (cf. Gn 1, 27-29; 2, 21-25) em todos os âmbitos da experiência humana: viver como um casal, trabalho, educação e assim por diante. Deus confiou a terra à aliança do homem e da mulher. A ideia de que a sinodalidade é necessária para “reparar a Igreja” também está se tornando mais aguda. Isso requer outras práticas eclesiais mais colegiadas, mais dialógicas, mais participativas, mais inclusivas, permitindo que todas as pessoas - homens e mulheres, jovens e idosos - sejam atores e os leigos se associem aos
processos de decisão. Reconstruir a Igreja neste estilo sinodal para que seja mais evangélica, mais missionária e mais sinodal exige que os menores, os mais fracos, os mais pobres e os mais feridos sejam associados a esta busca. Para ‘reparar’ a Igreja, mas ainda mais para testemunhar Cristo nas culturas e nas línguas do século XXI, as pessoas batizadas, os discípulos e discípulas missionários, seja qual for a sua vocação, são chamadas a discernir e a traçar juntas os caminhos da missão. Trata-se, portanto, de encontrar modos de agir que traduzam concretamente, em cada contexto, esta identidade profunda da Igreja que é «uma comunhão missionária» enraizada no mistério trinitário. Sem dúvida, as mulheres têm um papel central a desempenhar na promoção, com tantos leigos e leigas que aspiram a ocupar o seu lugar pleno nesta Igreja sinodal. As palavras-chave destas práticas eclesiais são escuta, serviço, humildade e conversão, participação e corresponsabilidade. As mulheres trazem imediatamente a “alteridade” para o sistema clerical e carregam o desejo de colaboração em reciprocidade com os homens para uma maior fecundidade pastoral. Entre eles estão os religiosos, pela experiência de vida fraterna comunitária, de discernimento comunitário, de obediência vivida como ‘escuta comum do Espírito’.
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As mulheres numa Igreja sinodal
Assim, ajudarão a promover a compreensão da Igreja como Igreja geradora, como eclesiogênese, trata-se de unir-se e formar-se como povo, Povo de Deus. Ou seja, uma Igreja relacional e criativa sempre em movimento, uma Igreja em caminho pascal.
Em conclusão, esta breve reflexão sobre o papel da mulher na Igreja sinodal procurou não dar modelos rígidos de Igreja sinodal, nem dar respostas preparadas sobre o que é uma Igreja sinodal. Em vez disso, ao compreender o papel das mulheres como central para uma Igreja que é relacional, inclusiva, dialógica, discernente, generativa e pluricultural, podemos começar a viver como uma Igreja em saída”, num processo onde homens e mulheres caminham juntos pela estrada de Emaús na esperança de reconhecer Jesus ressuscitado num caminho de cura e reconciliação. ‘Para respirar juntos’ homens e mulheres, pastores e leigos e leigas, em espírito de parceria e corresponsabilidade pela missão da Igreja, precisamos experimentar confiança e conversão. Então podemos passar de um padrão de dominação e competição que caracteriza a mentalidade patriarcal, para um padrão de reciprocidade e cooperação entre todos os discípulos missionários animados pelo desejo de compartilhar a alegria do Evangelho, uma alegria a ser compartilhada com todo o mundo.
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Como anunciado em 7 de março de 2020, o Papa Francisco escolheu “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão” como tema para a próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. https://press.vatican.va/content/salastampa/it/bollettino/pubblico/2020/03/ 07/0145/00318.html
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Pensamentos finais
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As mulheres numa Igreja sinodal
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Ibid.
3
Francisco, Discurso aos membros da Comissão Teológica Internacional, 29 de novembro de 2019.
4
O’Malley, John, When Bishops Meet: an essay comparing Trent, Vatican I, and Vatican II, / O’Malley, John, Quando os Bispos se encontram: um ensaio comparando Trento, Vaticano I e Vaticano II, Cambridge, Massachusetts 2019, 58.
5
Meloni Alberto and Scatena Silvia (eds.), Synod and Synodality. Theology, History, Canon Law and Ecumenism,/ Sínodo e sinodalidade. Teologia, História, Direito Canônico e Ecumenismo LIT Editora, Münster 2005, 113.
4
Meloni Alberto and Scatena Silvia (eds.), Synod and Synodality. Theology, History, Canon Law and Ecumenism, LIT Verlag, Münster 2005, 113.
5
Se sinodalidade e colegialidade participam do mesmo “dinamismo de comunhão” que constitui a Igreja, no sentido técnico, hoje, distinguimos entre colegialidade - no sentido de colegialidade episcopal como reintroduzida no Vaticano II - e sinodalidade, que não é mais a expressão da colegialidade episcopal apenas, mas envolve todos os fiéis.
6
Francisco, Discurso para a audiência com o Arcebispo-Mor, os Metropolitas e o Sínodo Permanente da Igreja Greco-Católica Ucraniana, 5 de julho de 2019
7
Documento Final do Sínodo dos Jovens, §148.
8
Documento Final do Sínodo dos Jovens, §148
9
Final Document of the Pan-Amazon Synod §101
10
Documento Final do Sínodo Pan-Amazônia §102
Ir. Liliana Franco Echeverri, ODN Liliana Franco Echeverri, religiosa da Ordem da Companhia de Maria. Assistente Social da Universidade de Antioquia, Mestre em Teologia Bíblica, atualmente candidata ao Doutorado em Teologia pela mesma Universidade. Provincial da Companhia de Maria, na Província do Pacífico. Presidente da CLAR.
Ir. Liliana Franco Echeverri, ODN
A voz das mulheres consagradas no caminho da sinodalidade
A VOZ DAS MULHERES CONSAGRADAS N O CAMINHO DA SINODALIDADE
Original em espanhol
O cuidado com a vida deve ser o horizonte que inspira, anima e orienta a nossa consagração. A vida é uma dádiva, cheia de possibilidades, mas também habitada por fragilidade e vulnerabilidade, por isso é preciso cuidar dela com esmero.
E a compaixão implica um modo de relacionamento, consiste fundamentalmente em perceber o sofrimento dos outros como próprio, ou seja, na capacidade de internalizar o sofrimento de outro ser humano e vivê-lo como se fosse a sua própria experiência. Ter compaixão de alguém é uma atitude do coração. A compaixão supõe um compromisso com a solidariedade. A compaixão nos leva a abraçar a vulnerabilidade, a nossa e a das outras pessoas. Leva-nos a abrir os olhos para perceber a situação de sofrimento em que vivem outros seres humanos. Ter compaixão de alguém não significa substituí-lo ou decidir por ele ou por ela. É ser capaz de colocar-se no lugar deste alguém, sem roubar sua identidade, sem invadir seu território. A confiança é essencial em qualquer exercício de cuidado. Confiar em alguém é acreditar nele, colocar-se em suas mãos, colocar-se à disposição deste alguém. O mais importante na lógica do cuidado, será cuidar do DOM e do RELACIONAMENTO: Há uma história de Eduardo Galeano, o escritor uruguaio, que gosto muito e me parece que expressa com beleza o que se reaviva quando falamos de sinodalidade:
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O cuidado surge quando a existência de alguém é importante. É então que nos dedicamos a ele ou ela, para participar de seu destino, de suas buscas, de seus sofrimentos e de seus sucessos, enfim, de sua vida. Trata-se de ter compaixão.
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A voz das mulheres consagradas no caminho da sinodalidade
Um homem da cidade de Negua, na costa da Colômbia, conseguiu subir ao céu. No caminho de volta, ele narrou que viu a vida humana lá de cima. Ele disse que somos um mar de pequenos fogos. - O mundo é isso - revelou. Muita gente, um mar de pequenos fogos. Cada pessoa brilha com sua própria luz entre todas as outras. Não existem dois fogos iguais. Existem grandes fogos e pequenos fogos e fogos de todas as cores. Existem pessoas com fogo sereno, que nem percebem o vento, e pessoas com fogo agitado, que enchem o ar de faíscas.Alguns fogos, fogos tolos, não acendem nem queimam; mas outros queimam a vida com tanta ansiedade que você não consegue olhar para eles sem piscar, e quem se aproxima, se incendeia. A chave para caminhar sinodalmente é adicionar pequenos fogos, até que algo novo queime, para que o mais genuíno seja cuidado e fortalecido. A sinodalidade significa exercitar-nos na pedagogia do cuidado. A certeza que nos acompanha na CLAR é que toda relação é baseada no amor e enriquecida pelo vínculo; É onde a alegria aumenta e se abrem canais válidos de comunicação, troca e construção coletiva. José Cristo rey García Paredes, em sua releitura de Vida Consagrada, expressa:
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A Vida Consagrada não pretende isolar-se das outras formas de vida cristã: é chamada a relacionar-se com elas e a fazer parte do “nós eclesial”, do corpo de Cristo que é a Igreja. Portanto, o bem de um membro contribui para a riqueza e o bem-estar de todo o corpo. Todas as pessoas na Igreja participam de uma dignidade comum, todas são chamadas a viver em santidade e a cooperar na edificação do corpo de Cristo; mas o Espírito concede dons diferentes a cada uma. Assim, a Igreja é uma comunhão orgânica de várias vocações, carismas, ministérios.
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É evidente que hoje a Vida Consagrada se manifesta mais frágil, menor, mais ferida e limitada, com menos trincheiras e certezas e, portanto, está mais apta a colocar o coração no fundamental e para que, com humilde ousadia, possa recriarse no Espírito de Deus, capaz de fazer novas todas as coisas. O Papa Francisco, consagrado por vocação e convicção, sabe bem que o nosso momento é fecundo e que, nesta longa noite, só a centralidade em Jesus Cristo restaurará à Vida Religiosa a sua identidade mística, profética e missionária. Perdemos vitalidade quando nos fundimos pacificamente no institucional e esquecemos a essência, nos homogeneizamos em moldes e formas que nos isolam. A fecundidade chega à Igreja quando está pronta para o encontro, quando acolhe a diferença e permite desenvolver dons e carismas na diversidade e na complementaridade. Alcançamos vitalidade quando transcendemos a idolatria do individualismo e nos colocamos na arte do comum, possibilitando a escuta que converte, a palavra que energiza, o compromisso que abre novos caminhos.
Uma nuance específica da existência humana e também da nossa consagração é a experiência comunitária. No carisma concedido a cada uma de nós, há uma tendência para o que se constrói com os outros, em complementaridade e corresponsabilidade e que exige abertura à diversidade, capacidade de unir ritmos, de conjugar linguagens, culturas, sensibilidades e pontos de vista. Supõe um novo olhar contemplativo que nos permite descobrir o bem, a verdade e a beleza que habitam cada ser humano. Num mundo de polarizações e individualismos, a comunhão é o maior testemunho que podemos dar aos nossos concidadãos. A utopia da fraternidade deve ser para nós um horizonte de sentido e isso requer uma dose ilimitada de ternura. Só o exercício diário da ternura nos tornará mais humanas e refletirá com mais clareza o rosto de Deus entre nós.
Ir. Liliana Franco Echeverri, ODN
A voz das mulheres consagradas no caminho da sinodalidade
Nada que nos cerque e proteja é evangélico. O que é próprio do cristão é o caminho, a abertura, o dom do outro, do radicalmente Outro. Somos chamadas à unidade: que todos sejam um. Como tu, Pai, em mim e eu em ti, que eles também sejam um em nós, para que o mundo acredite que tu me enviaste. A unidade é um atributo que configura a identidade, que preserva a essência, que garante a harmonia, que favorece passar na prova do tempo. Onde há unidade há harmonia, comunhão de valores e critérios. A unidade não exclui a diferença e tem como harmonia inalienável que resulta do encontro, da comunicação e do vínculo. Requer relacionamento e o face a face da gratuidade.
Esta peregrinação, com outras, na Igreja, somos chamados a fazê-la também, intercongregacionalmente. Num diálogo carismático que permite que outras sensibilidades se juntem à riqueza da intuição de cada fundador, de cada fundadora, com a consciência de que cada carisma é um dom para a Igreja e um dom da Igreja para todos. O testemunho da amizade entre religiosas de diferentes Congregações, os esforços compartilhados para realizar projetos comuns, a busca incansável de respostas aos desafios do momento histórico, já são evidências de que Deus está entre nós para nos tornar uma só família. O horizonte é caminhar como irmãos e irmãs, na gratuidade, acolhendo as nossas diferenças, promovendo o melhor de cada membro, construindo um projeto comum, cantando a melodia da fraternidade e da sororidade. A Teologia da Vida Consagrada enfrenta o desafio de buscar na fonte, na origem dos carismas fundacionais, desvendar a potencialidade da originalidade e a vitalidade que os habita e que os torna pertinentes e necessários em cada
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A unidade se constrói, e nela há espaço para vulnerabilidades, fragilidades e limites, supõe o exercício permanente de reconciliação e perdão e exige desarmamento e aprendizado. Não é possível onde há orgulho, espirais de poder estagnados, muito menos onde não há flexibilidade e abertura ao Espírito.
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momento da história. O carisma, que nos foi dado gratuitamente e em abundância, compromete-nos a caminhar com coerência e autenticidade, a viver na verdade que liberta, a falar palavras que estimulam e encorajam, a estar junto com aquelas pessoas que procuram a justiça e a paz, a comungar com aquelas que acreditam e compartilhar com aquelas que acham difícil de acreditar. O carisma que nos dá identidade atinge a sua plenitude quando encontra outros carismas e juntos mostram o que há de mais típico e original do Reino: a mesa comum, onde há lugar para todas as pessoas; a mesa que nos faz Igreja, Povo da Deus. É assim que diz o Papa Francisco, convidando-nos a expandir a tenda, a ir mais longe: Ninguém constrói o futuro isolando-se, nem com as próprias forças, mas reconhecendo-se na verdade de uma comunhão sempre aberta ao encontro, ao diálogo, à escuta, à ajuda mútua e que nos preserva da doença da autorreferencialidade. A vida consagrada é chamada a buscar sinergia sincera entre todas as vocações da Igreja, a começar pelos sacerdotes e leigos e leigas, bem como a fomentar a espiritualidade da comunhão, sobretudo dentro de si mesma e, para além, na própria comunidade eclesial. O Papa convida também os Bispos a reconhecer nos vários carismas os dons que enriquecem a Igreja e a se colocarem perante os consagrados com um olhar capaz de valorizar e agradecer o dom que a sua pessoa e o seu carisma levam a toda a Igreja e aos processos de evangelização: Nós, bispos, devemos compreender que as pessoas consagradas não são materiais de ajuda, mas sim carismas que enriquecem a Igreja. As dioceses precisam desses carismas. A inserção diocesana das comunidades religiosas é importante, pois o bispo reconhece e respeita seus carismas. Em geral, os conflitos surgem quando há falta de diálogo.
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82° Asamblea Geral da USG 2013
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A certeza de que, como Povo de Deus, somos chamadas a percorrer novos caminhos, coloca-nos, os que cremos, no lugar da escuta, lugar singular, a partir do qual saberemos mensurar, compreender e assumir os desafios sociais, culturais e ecológicos, que este momento histórico se impõe à Igreja e que supõem o desenvolvimento de uma atitude dialógica, apostando em novas relações e partindo com os outros a partir da experiência que só o diálogo nos faz crescer. Partindo da nossa identidade de sujeitos eclesiais e conscientes de que, através do batismo e do sacerdócio comum, temos a mesma dignidade, sentimo-nos chamadas a contribuir para a configuração de uma Igreja mais sinodal. Começar a caminhar com os outros neste hoje da Igreja e da Vida Consagrada nos levará a construir juntas e podemos fazê-lo a partir dos três “Pês” da comunhão: Pertença: Saber que estamos vinculadas a algo ou alguém que nos transcende.
A experiência de pertença nos dá identidade, é uma questão de amor, de vínculo em torno do qual se constrói o projeto de vida. A consciência de que fazemos parte torna-nos vitalmente responsáveis, por amor tornamo-nos guardiães da dádiva, guardiães do tesouro, semeadoras incansáveis de todas as sementes que antecipam abundância para quem ou ou para aquilo em que vitalmente nos enraizamos. É uma questão de raízes. Participação: O comum nos coloca no lugar da participação, da construção coletiva. É a dinâmica em que a voz de toda as pessoas ressoa de forma diferente e, portanto, complementar. A passividade do espectador não tem lugar nesta lógica, nem o julgamento mesquinho de quem apenas critica. Participar é doar-se, é conhecer-se arquiteta e construtora, é dispor-se para os processos que exigem dedicação e constância, para a gratuidade e o desinteresse do Reino.
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Paciência: sem este dom, nada que dura é possível. Tudo o que é realmente importante leva tempo. Fazer o comum acontecer implica acreditar no valor dos processos e estes requerem tempo e acompanhamento. Paciência é a disposição para que o comum emerja e saíamos de esquemas que, disfarçados num traje de eficiência, limitam a sabedoria, a beleza dos cantos, excluem e não dão origem à diferença sã e necessária. Deus não para de criar e recriar, também o faz à noite e nessa convicção temos que abrir brechas de esperança, por essa razão, o Papa Francisco insiste que:
A esperança tem que renascer e com ela se renovarão as respostas, aquelas que nos permitem repensar ao ritmo do Espírito e da graça. E de acordo com o Papa, A esperança de que falamos não se baseia nos números ou nas obras, mas naquele em quem confiamos (cf. 2Tm 1, 12) e para quem “nada é impossível” (Lc, 1,37). Esta é a esperança que não desilude e que permitirá à vida consagrada de continuar a escrever uma grande história no futuro, para a qual devemos continuar a olhar, conscientes de que é para ele que nos conduz o Espírito Santo para, conosco, continuar a fazer grandes coisas. Testemunhas da Alegria C.A. 2014 É outra lógica, a do Espírito, que sempre nos leva além do que somos capazes de calcular ou supor. Aquela que nos coloca no lugar do pequeno e nos faz valorizar o livre, celebrar a amizade e cuidar da comunidade. Aquela que nos lança por caminhos desconhecidos e exige que ousemos ao insuspeitado do Reino, da mão
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Não devemos ter medo de abandonar os “odres velhos”. Ou seja, para renovar os costumes e as estruturas que, na vida da Igreja e, portanto, também na vida consagrada, reconhecemos que já não respondem ao que Deus nos pede hoje para estender o seu reino no mundo: as estruturas que nos dão falsa proteção e condicionam o dinamismo da caridade; os costumes que nos separam do rebanho para o qual somos enviadas e nos impedem de ouvir o grito dos que esperam a Boa Nova de Jesus Cristo.
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de Deus. É a lógica de quem confia. O estilo sinodal é, neste momento histórico, a nova forma de ser e fazer da Igreja. Caminhar juntos, caminar juntas, é a condição para escutar a realidade, responder de forma evangélica aos desafios deste momento histórico. Isso, como aponta Carlos Martínez Oliveiras, em seu livro Synodus, A partir da certeza de que a Igreja deve se articular internamente de maneira que facilite a responsabilidade de todos para estar presente de uma maneira nova na história, no mundo, na sociedade. A sinodalidade será precisamente um meio necessário ou, pelo menos, possível para combinar o diverso, harmonizar o diferente e equilibrar o oposto. Ancorada na certeza de que a eclesiologia da comunhão nos aparece como elemento constitutivo e necessário da Igreja. O hoje da Igreja e da sociedade exige que nos exercitemos na profecia da comunidade, que andemos com a consciência de que somos povo de Deus e com a audácia de nos posicionarmos com humildade, desmascarando os emaranhados de poder que desumanizam. Trata-se de voltar ao original do Evangelho e optar pelo amor que dignifica. Comprometer-se com a utopia do fraterno, do sororal, é o testemunho mais autêntico que podemos dar neste hoje da humanidade. Nesse momento, a missão das mulheres na Igreja fica mais clara. Chamadas a ser, no tecido eclesial, um sacramento de comunhão, uma ponte que favorece o encontro, um seio no qual se fecunda uma nova forma de relacionamento e se prioriza a arte do acompanhamento. O espírito sinodal com o qual nos comprometemos supõe a participação das mulheres nos espaços e estruturas da Igreja, no discernimento e na tomada de decisões.
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Cabe a nós, na Vida Religiosa, ser as guardiães da vida, e isso significa que nos tornemos especialistas na arte de cuidar. Artesãs de cuidados.
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Que cada uma, cada um de nós, acrescente o seu fogo, para tornar possível o clarão da comunhão, que ilumina e contagia os outros com motivos de fé e esperança.
Ir. Anne Béatrice Faye, CIC Irmã Anne Béatrice Faye, CIC, é Irmã da Congregação do Instituto Imaculada Conceição de Castres. Graduada em Filosofia na Universidade “Cheik Anta Diop”, de Dakar (Senegal), ocupa-se das questões relativas à promoção das mulheres no contexto africano. É professora de Filosofia e membro da Associação dos Teólogos Africanos (ATA).
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50 anos de «Justiça no Mundo»
50 ANOS DE «JUSTIÇA NO MUNDO»: O «SÍNODO CATALISADOR» DA VIDA CONSAGRADA
A palestra foi apresentada no dia 21 de junho de 2021, numa sessão via Webinar organizada pelo “Grupo de Trabalho da África”, da Comissão JPIC, das duas Associações UISG-USG.
Original em francês
O contexto de covid 19 nos reúne, hoje, em torno de uma mesa virtual, para celebrar um Jubileu: os 50 anos do segundo documento pós-sinodal “Justiça no mundo”, cuja atualidade diz respeito a todos nós. No centro desta crise de saúde e de todas as tragédias socioeconômicas que todos e todas nós vivemos, ainda me é oferecida a oportunidade de voltar à atualidade deste documento como um evento que continua a nos inspirar e nos impulsionar para a ação. Com efeito, «ainda percebemos no mundo um conjunto de injustiças que constituem o principal problema do nosso tempo e cujo desaparecimento exige esforços e responsabilidades em todos os níveis da sociedade... A nossa ação deve direcionar-se em primeiro lugar aos homens e mulheres que, por causa das várias formas de opressão e pelas características atuis de nossa sociedade, são vítimas de injustiças silenciosas e até mesmo privadas da possibilidade de serem ouvidas» 1. É por isso que o tratamento da questão da Justiça merece um aspecto «concreto, franco e generoso» 2, como o Sínodo de 1971. De minha parte, optei por repensar a justiça na África, com lucidez. A questão básica é sempre a mesma: qual justiça para mais dignidade humana e promoção do desenvolvimento integral na África? Ao falar de dignidade humana, estamos nos referindo a todas as expressões de direitos fundamentais, liberdades individuais, relacionamentos e
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Introdução
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bem-estar em todos os níveis. Mais concretamente, qual é o resultado destas cinco décadas de «Justiça no mundo», na Igreja e nos nossos Institutos religiosos, em particular na África? Globalmente, o documento Justiça no Mundo teve um impacto imediato, claro e poderoso nas congregações. Isso levou a novas orientações e deslocamentos do lugar da missão. Com efeito, este Sínodo foi um «catalisador» ao deslocar a vida consagrada das estruturas monásticas para um modo de vida e ministérios de proximidade com as populações desfavorecidas do mundo. É isso que explica o duplo jubileu dos 40 anos em 2011 e hoje dos 50 anos em 2021? Minha intervenção não é o resultado de uma pesquisa que poderia refletir todas as realidades da África. É apenas uma reflexão a partilhar, fruto da minha pouca experiência de missão de Senegal em Burkina Faso, quando estive na RDC, e de outras experiências adquiridas nos diferentes grupos de pesquisas interculturais onde estive envolvida durante alguns anos.
1. Quadro referencial e metodológico de nosso intercâmbio.
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Para responder a essas perguntas, primeiro forneceremos uma visão geral do contexto histórico do Sínodo. Eu então a convidaria para uma viagem aos nossos vários institutos, para levantar o terreno, não no jardim secreto de nossos escritórios gerais ou de nossas grandes instituições, mas ao ar livre, no lado da fronteira, no deserto do Mali ou da Líbia, em «O ventre do Atlântico» 3 com os migrantes, no mato, no mercado, com a juventude, as mulheres, nas megalópoles, enfim, no centro da vida quotidiana da maior parte dos africanos.
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Em outras palavras, este quinquagésimo aniversário é fundamentalmente o momento de introspecção para questionar a verdadeira realidade das práticas de justiça no continente e mais particularmente em nossas igrejas locais e em nossos institutos religiosos. Como explicar o aumento do número de homens e mulheres perseguidos pela miséria e a piora de suas condições de vida, enquanto se multiplica o número de grandes projetos no mundo, na Igreja e em particular em nossos Institutos? Ajuda aos pobres, Comissões de Justiça e Paz, publicações, boletins e análises, redes e sites, ONGs...? Diante de situações de emergência, que muitas vezes exigem ação rápida, não deveríamos rever nossos trabalhos assistenciais em prol de iniciativas voltadas para a promoção humana, a fim de evitar a dependência permanente? Finalmente, sabemos o que caracteriza os anos cinquenta. Aos cinquenta, ganha-se em profundidade, sabedoria e experiência. Cinquenta anos é a convergência de maturidade e tempo disponível. Certamente, este Jubileu é a oportunidade para os nossos Institutos Eclesiais revisitarem as nossas missões mais significativas, por vezes dispersas, e fazer delas uma história para encontrar consistência. Inspiradas em “Justiça no Mundo”, vamos compartilhar o que podemos organizar em nível africano, em cada país, diocese e Instituto, não necessariamente para dar uma ou mais respostas, mas para sugerir algumas orientações.
2. Visão geral do contexto histórico do sínodo e aceitação da “Justiça no mundo” Certamente você leu o documento e provavelmente o conhece melhor do que eu. Mas, deixe-me dar um breve panorama para situá-lo em seu contexto global e eclesial. Veremos também sua acolhida e seu impacto no continente, em particular a partir do primeiro jubileu dos 40 anos, também celebrado em torno de uma mesa, durante uma conferência realizada em Roma, em novembro de 2011.
2.1
«Justiça no mundo», questões que irritam
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Notamos que no início, o documento não teve uma influência muito profunda nas Igrejas dos países ocidentais. O motivo está, sem dúvida, ligado ao vigor da linguagem usada para se dirigir aos países ricos. Algumas frases não funcionam. Por exemplo: “Deploramos qualquer negação dos países ricos do ideal de compartilhamento e responsabilidade planetária. A procura de capital e energia, levada a cabo pelas nações mais ricas - capitalistas ou socialistas - (e o mesmo se deve dizer do efeito de poluição causado pelo consumo do mesmo capital e da mesma energia na atmosfera e no mar) - é tal que os elementos essenciais à vida na terra, como o ar e a água, seriam irremediavelmente destruídos, se o nível sempre crescente de consumo e contaminação se espalhasse por toda a humanidade. Na América Latina, na África e na Ásia, muito pelo contrário, foi sentida com mais satisfação nos círculos eclesiais diretamente sensibilizados para os problemas da injustiça econômica internacional. Também vale a pena destacar uma influência particular da Justiça no mundo em muitos institutos religiosos. O documento foi uma inspiração muito importante para atitudes e estilo de vida, para elaboração de materiais de capítulo, para reorientação de estruturas e para a espiritualidade. É a ocasião para relembrar aqui a conferência organizada pela USG / UISG no dia 19 de novembro de 2011 por ocasião do jubileu dos 40 anos da «Justiça no mundo». Como um prelúdio para este encontro, em 15 de agosto de 2011, Irmã Teresa Dagdag, membro da Congregação das Irmãs Maryknoll, das Filipinas, na época, co- secretária da JPIC USG / UISG, lançou um importante questionário para
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Além da clareza do documento no que diz respeito às injustiças internacionais, observemos algumas dificuldades na hora de denunciar as injustiças dirigidas a um determinado país. Por exemplo, a África do Sul pelo racismo, Israel pela tomada dos Lugares Santos, a União Soviética por seu tratamento aos católicos na Ucrânia, a ditadura, etc. Para os padres sinodais, a denúncia das injustiças específicas deve ser uma incumbência sobretudo das Igrejas locais, diretamente conscientes das situações. De fato, para os Bispos, “A Igreja, como comunidade religiosa e hierárquica, não tem soluções sociais, políticas ou econômicas concretas para a justiça no mundo. Mas sua missão inclui a defesa e promoção da dignidade e dos direitos fundamentais da pessoa humana “ 4. Seria bom prolongar a reflexão para ver as outras questões que ficaram sem resposta. Mas e quanto a sua acolhida?
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congregações religiosas em nome da Comissão da JPIC. Mais de 40 respostas às 17 questões foram analisadas. Elas enfocaram a relevância, o impacto e a influência do Sínodo sobre a Vida Consagrada, mas também as limitações, as questões emergentes e preocupações. O objetivo foi recolher reflexões sobre a acolhida e o impacto da «Justiça no mundo» sobre a Vida Consagrada. Em outras palavras, se o Sínodo dos Bispos sobre «Justiça no Mundo» não tivesse acontecido, a Vida Consagrada seria a mesma hoje? Coube ao Padre Dorr Donal 5 e a mim responder a esta pergunta para celebrar este jubileu. 40 anos são cerca de 3 gerações. Respondemos com base em nossas experiências pessoais e conhecimento da realidade da sociedade. A minha intervenção foi orientada para as grandes esperanças do continente africano. Eu o intitulara «Justiça no Mundo”: Continuidade e Descontinuidade na Vida Consagrada na África. Foi um momento de troca muito rico em torno da acolhida deste documento pela Igreja e pelas congregações religiosas ao longo de quatro décadas. Nossa conclusão foi que este documento «Justiça no Mundo» é parte do patrimônio da Igreja. Ele fortalece nosso ministério de JPIC e oferece uma continuidade com as Escrituras. Ele também esclarece essa mudança de paradigma. De agora em diante, a Igreja não é um fim em si mesma, mas tem a missão de realizar o Reino de Deus, o Reino da justiça e da paz. É na solidariedade com os pobres que conheceremos a Deus. Por fim, a característica do reino de Deus é a justiça, a paz e o amor. Dito em outras palavras, a Igreja tem uma responsabilidade específica e própria, que se identifica com a sua missão de testemunhar perante o mundo a exigência de amor e de justiça contida na mensagem cristã, testemunho que deverá realizar nas próprias instituições eclesiais e na vida dos cristãos 6 . Assim, a promoção da justiça é uma exigência absoluta do serviço da fé, assim como o Sínodo qualificou «o combate pela justiça e a participação na transformação do mundo» de «dimensão constitutiva da pregação do evangelho».
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3. Levantar o terreno na nova África: lado da governança e dos políticos
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3.1
Os Os Os Os Os Os Os Os Os
desafios desafios desafios desafios desafios desafios desafios desafios desafios
econômicos e políticos das mulheres na sociedade ecológicos educacionais – a juventude da mobilidade dentro e fora do continente. socioculturais e inter-religiosos da violência em todas as suas formas éticos da modernização
Lado da Governança Política
Faz sentido que um presidente pague bilhões por um barco e um novo avião quando grande parte de seu país ainda está completamente fechado? Faz sentido um presidente organizar reuniões sociais na Riviera Francesa para distribuir
envelopes recheados de notas bancárias para seus convidados num momento em que os hospitais em seu país nem mesmo têm tecido de algodão? Faz sentido que aldeias inteiras cedam seus lotes de terra, por pequenas quantidades, a multinacionais, funcionários públicos e comerciantes para atender às necessidades atuais? Suas terras foram vendidas sem seu conhecimento. Faz sentido a um presidente doente, à beira da morte, votar dentro de seu carro, ignorando todas as regras básicas da democracia? Infelizmente, a lista dessas inconsistências pode ser estendida ainda mais. Vamos continuar levantando terreno e ver o que está acontecendo no lado da educação dos jovens, das mulheres e do meio ambiente.
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3.2 Ao encontro de um jovem graduado: símbolo de vulnerabilidade e coragem.
«Jovens da África e do mundo, o destino quis que no final do século XX, no alvorecer de uma nova era, vocês sejam como uma ponte lançada entre dois mundos: o do passado, onde velhas civilizações aspiram apenas a deixar para vocês seus tesouros antes de desaparecerem, e os do futuro, cheios de incertezas e dificuldades, com certezas, mas também ricos em novas aventuras e experiências emocionantes. Cabe a vocês assumirem o desafio e fazer com que haja, não uma ruptura mutiladora, mas uma serena continuação e fecundação de uma época para a outra. Se os conflitos ameaçam vocês, lembrem-se das virtudes do diálogo e das conversas!» Um dos paradoxos mais marcantes em qualquer país africano é o seguinte: África, continente do futuro com uma juventude que representa um bem essencial para o seu desenvolvimento sustentável, a sua paz e a sua prosperidade. No entanto, essa juventude é a mais negligenciada. Vamos ao encontro de alguns destes paradoxos. Inúmeros jovens em nosso continente estão passando por situações que os afetam seriamente. Estas são, entre outras coisas, as sequelas da pobreza que limitam o crescimento harmônico de suas vidas e geram exclusão. O caso que vamos apresentar é um reflexo do que estão vivenciando em todo o continente. Talvez você conheça outros? Podemos compartilhá-los no 3º momento da partilha. ADOUMARINE 7, desempregado, graduado da Universidade de Lagos (Nigéria),
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Justiça no Mundo nos remete à riqueza da juventude na África. Hoje falamos de um bônus demográfico para qualificar essa riqueza. Que esforços estão sendo feitos para reduzir esse paradoxo, por meio de políticas públicas? Qual é a bússola que a Igreja pode oferecer aos jovens para não se perderem? Em outras palavras, o que ela tem a oferecer aos jovens? Como podemos proclamar Cristo aos jovens com credibilidade? Consciente da importância do conhecimento mútuo para uma paz duradoura entre todas as pessoas da terra, Amadou Hampâté Bâ considerou necessário dirigir-se aos jovens africanos nestes termos:
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explica que muitas vezes a gente encontra jovens graduados nigerianos que fazem biscates. «Eles limpam pisos de hotéis, vendem cartões de recarga de telefones perto de postos de gasolina ou trabalham em fábricas ou como vendedores ambulantes.» Um deles é um vendedor de carnes grelhadas na rua. Escute o que ele fez. Depois de fazer fotocópias de seu diploma de engenheiro, ele usa as fotocópias como embalagem para seus clientes. O subemprego é um problema sério que obscurece a realidade de tantos jovens. Milhões deles estão desempregados, deixados à precariedade, ao desencanto, alguns caem na radicalização ou tomam o caminho do êxodo todos os dias colocando em risco sua vida, sua liberdade, sua dignidade até a última humilhação de serem vendidos e escravizados, como vimos muito recentemente na Líbia. Estas experiências e tantas outras que vocês conhecem ou vivem, leva-me a colocar-lhes estas questões: queridos participantes, neste intercâmbio, como as universidades na África estão de adaptando aos diferentes constrangimentos sociopolíticos e profissionais? Que futuro elas têm reservado para a África? Como elas podem contribuir para o crescimento inclusivo? Como participar da economia do conhecimento, com justiça para todas as pessoas? 8 A transformação radical do mundo, pela justiça à Páscoa do Senhor, dá pleno sentido aos esforços humanos, e em particular aos jovens, para aliviar a injustiça, a violência e o ódio, e para verificar o progresso de todos e simultaneamente, na justiça, na liberdade, na fraternidade e no amor.
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3.3
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A dignidade da mulher na África: um apelo à justiça.
René Laurentin observa em seu livro sobre o Sínodo “Justiça no mundo” que «a Sra. Barbara Ward escreveu a parte mais importante do resumo dos debates... É a primeira vez, acrescenta, que uma mulher desempenhou este papel de pivô na elaboração de um documento sob a autoridade suprema da Igreja». 9 Não é surpreendente que «Justiça no mundo» deseje «que as mulheres recebam sua própria cota de responsabilidade e participação na vida comunitária da sociedade e mesmo da Igreja e que um estudo aprofundado sobre este assunto seja feito pelos meios adequados, por exemplo, uma comissão mista de homens e mulheres, religiosas e leigas de diferentes situações e disciplinas 10.» A Igreja reconhece o direito de todos a uma liberdade suficiente de expressão e pensamento, o que pressupõe também o direito de todos a serem ouvidos, num espírito de diálogo, que garante a diversidade legítima na Igreja. No entanto, temos de reconhecer que, na nossa situação quotidiana, a maioria das mulheres africanas luta contra todo o tipo de forças que as privam da sua personalidade e as impedem de assumir o seu destino. Produzem e vendem, por exemplo, 80% dos alimentos, mas, por lei, não são consideradas aptas a possuir o campo que cultivam. Lembre-se que a maioria delas faz esse trabalho sem ferramentas modernas, sem formação para o trabalho e sem comodidades essenciais. A gente constata que existem experiências que são contrárias à justiça: na colaboração com as mulheres, com frequência elas são reduzidas a um nível
inferior. Por isso, o papel das mulheres seria mais eficaz se a Igreja da Família lhes confiasse uma missão mais visível ou as envolvesse de forma mais evidente, pois assim elas iriam humanizar muito mais as sociedades africanas. É do conhecimento geral que na África as mulheres são uma parte ativa da Igreja. Elas são as primeiras colaboradoras da missão evangelizadora. As mulheres podem ser consideradas a espinha dorsal das comunidades cristãs, pois sabemos que elas fazem a maior parte do trabalho organizacional. Em todo o continente, milhares de religiosas proclamam o Reino de Deus por meio de atos concretos de compaixão. Apesar disso, fica a pergunta: em que medida a dignidade dessas mulheres é honrada, reconhecida e celebrada na Igreja e na sociedade?
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A questão da dignidade da mulher às vezes está ligada à ecologia. Na verdade, as mulheres nas áreas rurais dependem muito de seu ambiente natural. Guardiães da vida, elas são as primeiras a serem afetadas pelos danos climáticos ou pela escassez de recursos naturais. Este é nosso último ponto.
3.4 A questão da Eco justiça
Na África, as questões ambientais estão intrinsecamente ligadas aos recursos naturais e à pobreza. Rico em recursos minerais, a África é, no entanto, o continente com a maior percentagem de pobres. 13 A ética ambiental deve, por esta razão, andar de mãos dadas com a justiça ambiental, a fim de promover uma distribuição equitativa dos recursos naturais e, assim, lutar contra as desigualdades e a pobreza. A África é frequentemente apresentada como o lugar de expressão dessas desigualdades e pobreza. De fato, alguns «empresários, governantes e grupos econômicos que, sob o pretexto de reduzir a pobreza e trabalhar pelo desenvolvimento das populações pobres, se engajam em programas de exploração, roubam as propriedades dos camponeses, destroem florestas, poluem o meio ambiente que causam uma desertificação sem precedentes». Diante desses graves ataques contra a pessoa humana e contra a natureza, «a Igreja deve [...] interpelar os governantes, a fim de criar uma nova consciência ecológica que se expresse em ações concretas» 14 . O desafio urgente de salvaguardar a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca do desenvolvimento sustentável e integral,
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A questão da integridade da criação já havia sido percebida pela “Justiça no mundo” de forma incisiva, apontando os países mais ricos como responsáveis pela poluição ambiental. «A demanda por recursos e energia dos países mais ricos é tal que os elementos essenciais da vida na terra, ar e água, seriam irremediavelmente devastados se os padrões de alto consumo e alta poluição em constante crescimento fossem estendidos à toda a humanidade». 11 «A seriedade da crise ecológica e o clamor dos pobres, que sofrem as consequências da degradação ambiental, nos chama a parar e pensar seriamente sobre a maneira como nossos valores operacionais, que alimentam nossas decisões e ações quotidianas, permanecem fundamentalmente consumistas.» 12
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porque sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca volta atrás no seu plano de amor, não se arrepende de nos ter criado. A humanidade ainda tem a capacidade de trabalhar em conjunto para construir nossa casa comum. Quando o Papa Francisco fala em proteger a casa comum, que é o planeta, ele está se referindo àquele mínimo de consciência universal e sentido de solicitude mútua que ainda pode existir entre as pessoas. Seguem algumas interpelações a título de informação, sabendo que uma ampla conscientização já está sendo feita nos diferentes institutos religiosos. -
Fazer da questão da justiça ecológica um eixo transversal da nossa missão. A sustentabilidade deve ser um objetivo de nossas atividades individuais e coletivas, - Em todas as nossas comunidades e locais de trabalho, especialmente nas nossas casas de formação, deve haver uma prática simples e constante de reciclagem de materiais perecíveis e não perecíveis, seguindo os três R: reduzir, reciclar e reutilizar. - Seria desejável priorizar a compra de produtos locais e participar de movimentos sociais de conscientização ambiental para influenciar as políticas públicas. O Papa Francisco, por sua vez, indica o tipo de mudança que a humanidade precisa para enfrentar o desafio do momento. Ele chama primeiro a «investir num outro estilo de vida» num mundo onde «o mercado tende a criar um mecanismo consumista compulsivo para colocar seus produtos» 15. Salienta ainda a importância do desafio educativo que não deve apenas criar uma «cidadania ecológica», mas também cultivar «virtudes sólidas», condição de «dom de si num compromisso ecológico» 16 .
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Conclusão
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Nenhum documento da Igreja enfocou tão fortemente as preocupantes injustiças internacionais, das quais o mundo ainda não emergiu. Tem-se a sensação de que a problemática da justiça internacional é percebida pelos homens e mulheres do terceiro mundo que dominam o debate sinodal. Na verdade, podemos ler: «A esperança que se espalhou entre a humanidade, nos últimos 25 anos, de que o crescimento econômico teria trazido consigo tamanha abundância de bens, que permitiria aos pobres de se alimentarem das migalhas que caíram da mesa, provou ser ineficaz em regiões menos desenvolvidas e entre aquelas pessoas que se encontram reduzidos à pobreza nas regiões mais ricas; por causa do rápido aumento das populações e do aumento da força de trabalho; por causa da estagnação rural e da falta de reformas agrárias; também pelo movimento migratório generalizado para os centros urbanos, em que as indústrias, embora dotadas de forte capital, oferecem empregos em número reduzido, de modo que um quarto dos trabalhadores, muitas vezes, fica inativo» 17 .
Esta situação levou a Igreja a ouvir, com um coração humilde e sincero, a Palavra de Deus, que mostra novos caminhos de ação para a justiça no mundo. A mensagem bíblica e a missão da Igreja com uma reflexão teológica sobre o vínculo entre a esperança e a libertação temporal da humanidade. «A luta pela justiça e a participação na transformação do mundo aparecemnos plenamente como uma dimensão constitutiva da pregação do Evangelho que é a missão da Igreja para a redenção da humanidade e sua libertação de qualquer situação opressora. Ao ouvir o grito de quem sofre violência e se encontra oprimido por sistemas e mecanismos injustos, bem como o questionamento de um mundo que, com sua perversidade, contradiz os planos do Criador, chegamos a uma consciência unânime sobre a vocação de a Igreja estar presente no seio do mundo, pregando a Boa Nova aos pobres, a libertação aos oprimidos e a alegria aos aflitos» 18 .
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Diante das injustiças atuais, o documento termina com a prática da justiça e dando algumas pistas para um testemunho e uma ação efetiva, particularmente por meio da educação. Para alguns, por exemplo, esta ação faz parte de lutas sociais e políticas, nas quais os cristãos dão testemunho do Evangelho, demonstrando que existem, na história, fontes de progresso distintas da luta, como o amor e a lei. Esta prioridade do amor na história leva outros cristãos a preferir o caminho da ação não violenta.
De «Justiça no Mundo», retemos três atitudes: escuta, raciocínio e diálogo. A escuta permite-nos de ouvir e raciocinar sobre estas grandes questões do mundo, do nosso continente, de cada região e de cada país que o compõe. Todos nós sabemos que na África a melhor posição para escutar é sentado. «Sentar-se para escutar o outro», diz-nos o Papa, gesto característico do encontro humano, é paradigma da atitude acolhedora de quem recebe o outro, dá-lhe atenção, acolheo no seu círculo». 19 A segunda atitude ajuda-nos a compreender melhor as mudanças que ocorreram no nosso mundo e na África em particular. O que nos leva à terceira atitude e a propor um itinerário de transformações e algumas orientações para a ação» 20 . Ao reler Justiça no mundo, «pudemos medir as graves injustiças que tecem em torno da terra dos homens uma rede de dominação, opressão e exploração que sufoca as liberdades e impede que grande parte da humanidade participe da construção e alegria de um mundo mais justo e fraterno» 21 . Também percebemos ue tem havido muitas iniciativas junto aos mais desfavorecidos por mais Justiça.
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Observe que as primeiras sessões do debate (20-22 de outubro) foram abertas, não por bispos, mas por especialistas leigos e leigas pertencentes à Pontifícia Comissão “Justiça e Paz”. Eles são Barbara Ward (Lady Jackson), uma renomada economista inglesa que lecionou nos Estados Unidos depois de trabalhar em Gana até 1961; em seguida, Cândido Mendes de Almeida, reitor de um instituto universitário do Rio de Janeiro e, por fim, Kinhide Mushakoji, professor da Sofia Universidade, em Tóquio.
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Ir. Anne Béatrice Faye, CIC
50 anos de «Justiça no Mundo»
1
«Justiça no mundo» n° 21.
2
O discurso social da Igreja Católica de Leão XIII à Bento XVI. Sínodo dos Bispos. Segunda Assembleia Geral. Justiça no Mundo. A Promoção da Justiça no Mundo, 30 de novembro de 1971. Apresentação de Jean - Yves Calvez. p. 609
3
Fatou Dioum, o ventre do Atlântico. Ed. Anne Carrière. 2003. Pp.256
4
Justiça no mundo n° 15
5
Dorr Donal, Espiritualidade e Justiça, Broché. 1986.
6
Justiça no Mundo. n° 39, 79.
7
ADOUMARINE é um acrônimo formado pelas iniciais de nomes de tantos jovens, de homens e mulheres que estão desempregados ou que partem da África para outros lugares. Todos os que viajam nas condições inimagináveis para se encontrar em situações ainda piores daquelas que deixam atrás de si, se neste meio tempo não morrem no deserto da Sahara ou no Mediterrâneo.
8
Abdou Salam Sall, A governança universitária : uma experiência africana. CODESRIA, Dakar, 2016, 216 p.
9
René Laurentin, Reorientação da Igreja depois do terceiro sínodo, Ed. Seuil, Paris, 1972, p. 152.Em Assembleia Geral. Justiça no Mundo. A promoção da Justiça no Mundo, 30 novembro 1971. Apresentação de Jean -Yves Calvez. p. 609.
10
« Justiça no mundo » n° 45-46.
11
«Justiça no mundo» n° 12.
12
Como Grupo de Trabalho em Ecologia da Companhia de Jesus acaba de relembrar. «RELATÓRIO ESPECIAL SOBRE ECOLOGIA. CURANDO UM MUNDO FERIDO» (Promotio Iustitiae. Nº 106, 2011/2). p. 44.
13
Cf. PNUE (2006), Perspectiva ambiental para a África 2, Programa das Nações Unidas para o meioambiente, Nairobi.
14
SCEAM, O futuro da família, nossa missão, Contribuição à 14ª Assembleia Geral do Sínodos dos Bispos,
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SECAM-SCEAM PUBLICATIONS, Accra, 2015, n° 23.
26
15
Laudato Si , n° 203.
16
Laudato Si, n° 211
17
Justiça no mundo, ch. 1
18
Justiça no mundo. n° 2 et 7.
19
Papa Francisco, Encíclica Fratelli Tutti sobre a fraternidade e amizade social. Libreria Editrice Vaticana. 2000, n° 48.
20
Cf. Vatican II, G.S, 1 «As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, dos pobres e sobretudo dos que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de e Cristo, e não há nada de verdadeiramente humano que não encontre eco em seu coração. (…) A comunidade dos cristãos se reconhece como verdadeira e intimamente solidária ao gênero humano e à sua história.
21
Justiça no mundo. n°3.
Ir. Chinyeaka C. Ezeani, MSHR Chinyeaka C. Ezeani, Irmã missionária do Santo Rosário, serviu na liderança de sua congregação.
Ir. Chinyeaka C. Ezeani, MSHR
Formação Holística de Líderes
FORMAÇÃO HOLÍSTICA DE LÍDERES DE CONGREGAÇÕES RELIGIOSAS PARA MISSÃO EM UM MUNDO EM RÁPIDA MUDANÇA
Atualmente, ela é vice-postuladora da Causa da Canonização de seu fundador Bispo Joseph Shanahan CSSp. Ela é autora de “ Enraizado em Cristo - Insights sobre a Formação Religiosa e Sacerdotisa Contemporânea/ Rooted in Christ - Insights into Contemporary Religious and Priestly Formation e “Interculturalidade na Vida Religiosa - Uma Bênção em Cores Diferentes”.
Original em ingles
Duas imagens dos Evangelhos se destacam sempre que reflito sobre o tema da liderança. O primeiro é onde Jesus se inclinou e lavou os pés de seus discípulos, e convidou-os a fazer o mesmo (cf. Jo 13,3-17): “Agora que eu, seu Senhor e Mestre, lavei seus pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei um exemplo de que vocês devem fazer o que eu fiz por vocês” (vv. 14, 15). A segunda é quando Jesus foi para lugares solitários para rezar (Mt 1,23; Mc 1,35; Lc ,21; 6:12; 9:28). Em todas as oportunidades, ele foi o modelo para seus discípulos e discípulas de uma relação pessoal com o Pai. Ele ensinou-lhes que a autoridade é o serviço, e a humildade é a marca registrada do verdadeiro discipulado. Deus escolhe e chama qualquer pessoa de acordo com a sabedoria e o projeto divinos. São Paulo lembrou à comunidade cristã de Corinto que sua vocação não foi por qualquer mérito deles, mas por causa da intenção de Deus para o mundo (cf. 1Cor 1,26-31). Isso também se aplica ao chamado à liderança em congregações religiosas – um sinal, um lembrete, para que o orgulho não tome conta do coração
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Introdução
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da pessoa enquanto líder e direcione seus pensamentos e ações. Para serem discípulos e discípulas autênticas de Jesus e guardiães do corpo de Cristo, as lideranças das congregações religiosas devem ser fundamentadas nos valores de Jesus Cristo. O mundo está mudando rapidamente. As experiências das pessoas que entraram na vida religiosa há cerca de vinte a quarenta anos atrás, diferem notavelmente daquelas das pessoas que entraram nos tempos atuais. As pessoas que estão liderando hoje, lidam com um mundo mais complexo do que o de nossos antepassados. Por exemplo, os novos membros de congregações religiosas são, em sua maioria, filhos e filhas da era cibernética. São uma geração que cresceu com telefones celulares, acesso à internet e mídias sociais. As lideranças, atualmente, também estão enfrentando muitos e novos desafios, incluindo aqueles colocados pela atual pandemia da Covid-19, e lutam para encontrar maneiras úteis de lidar com eles. Há, portanto, uma necessidade cada vez maior de formação holística contínua às lideranças para prepará-las adequadamente para a missão nestes tempos desafiadores. Vou me concentrar nos seguintes elementos ao explorar este tópico: (1) breve reflexão sobre a importância da liderança na comunidade cristã e na vida religiosa. (2) as graças, bem como os desafios da liderança na vida religiosa do contexto de hoje 3) diferentes dimensões da formação holística de líderes para a eficácia em sua dupla vocação de vida consagrada e serviço de liderança (4) o exercício da liderança em relação aos Conselhos Evangélicos como uma parte igualmente essencial da formação holística de quem exerce a liderança.
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O artigo será dividido em duas partes e publicado em dois números do Boletim.
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PRIMEIRA PARTE LIDERANÇA: UM SERVIÇO ESSENCIAL NA IGREJA E NA VIDA RELIGIOSA
A liderança sempre foi um serviço essencial na comunidade cristã. Entre seus muitos seguidores, Jesus escolheu doze apóstolos com quem compartilhou mais intimamente e os comissionou a sair e anuncia a sua mensagem de amor. Dos doze, ele fez de Simão Pedro o líder e a rocha sobre a qual construiu a sua Igreja, que nenhum poder do submundo poderia superar (cf. Mt 16,18). Jesus escolheu essas pessoas simples e comuns, alguns eram pescadores, não escribas nem doutores da Lei. Essas pessoas simples, eventualmente, levaram a mensagem de vida de Cristo e deram testemunho de sua ressurreição. Este é um exemplo de como Deus pode escolher as coisas aparentemente “tolas, fracas, humildes e desprezadas deste
mundo” para envergonhar os sábios do mundo… (cf. 1 Cor 1, 27,28), para que ninguém possa vangloriar-se ou orgulhar-se diante de Deus (v.29). Como o chamado para seguir Cristo na vida cristã, a liderança é igualmente um convite, um chamado dentro do chamado à vida consagrada. A comunidade religiosa das pessoas consagradas convive enquanto procuram ser fiéis à vontade de Deus na sua vida, cada uma desempenhando a sua parte no papel que lhe é atribuído na comunidade. “… Enquanto toda a comunidade é chamada a buscar o que agrada ao Senhor e a obedecê-lo, algumas são chamadas, em geral, temporariamente, a exercer a tarefa particular de ser sinal de unidade e guia da busca comum em nível pessoal e comunitário na realização da vontade de Deus. Este é o serviço da autoridade” (CICLSAL, 2008, p. 3). O objetivo é servir ao corpo de Cristo, seguindo o exemplo de Cristo, para que todos os membros continuem com suas funções e não sejam oprimidos por todas as necessidades da comunidade. Na comunidade cristã primitiva, diante do desafio de cuidar adequadamente das necessidades temporais das pessoas, especialmente das viúvas, os apóstolos escolheram sete homens de boa reputação para servirem como diáconos. Isso os capacitou a se concentrar mais plenamente na pregação da Palavra (cf. Atos 6, 17).
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As Graças do Ministério da Liderança
As lideranças, ao enfrentarem os muitos desafios inerentes à sua função, têm seus horizontes estendidos e ampliados e um consequente crescimento pessoal. Essas experiências podem motivar a liderança a crescer em admiração pelas ações de Deus nos membros de sua congregação. A liderança também oferece oportunidades para serem agentes de reconciliação e conexão com os membros da congregação. Como líder, não é incomum sofrer o impacto do fracasso de projetos ou decisões consideradas impopulares entre os membros. Assim, a pessoa líder muitas vezes se depara com a necessidade de sempre perdoar e deixar ir as mágoas vividas em decorrência desses elementos da condição humana. A auto transcendência é um valor cristão importante. Por causa das demandas da liderança, a pessoa que exerce a liderança pode muitas vezes ser obrigada a ir além de si mesma ao lidar, especialmente, com questões relacionadas à liderança.
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O serviço de liderança, inquestionavelmente, é desafiador. No entanto, Deus é fiel. Sempre que uma pessoa é chamada para a liderança, Deus dá as graças necessárias. Na vida religiosa, o serviço de liderança oferece uma oportunidade única de servir aos irmãos e irmãs - ajudando a carregar seus fardos, animando e encorajando-os a abraçar plenamente sua vocação. Expostas às lutas humanas, as lideranças crescem ao lidar com suas próprias questões pessoais. O acesso ao trabalho interior de outras pessoas e perceber como Deus caminha com elas é um grande graça que as pessoas que exercem a liderança recebem. É um privilégio. Por isso, a liderança deve conduzir com respeito e dignidade a vida de quem lidera e manter suas histórias sagradas.
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A conversão e a transformação pessoal são constantes no serviço da liderança religiosa. Com experiências desafiadoras e sintonia constante com o Deus que chamou alguém para a liderança, existe a probabilidade de ouvir e discernir o sempre presente chamado para a conversão. Ao ouvir a voz interior do Espírito lidando com as irmãs e irmãos, o chamado à conversão pode ser ouvido. Às vezes, também, erros pessoais ou a raiva dos membros em relação à pessoa que exerce a liderança podem agir como um catalisador para sua conversão. Parece que as experiências de liderança ajudam a santificar e promover o crescimento das pessoas que servem como líderes. A liderança religiosa pode e abre as portas do coração para abraçar e testemunhar o amor universal de Deus. Na liderança, também existem oportunidades para viagens. Estas podem ser igualmente uma fonte de graça, o que amplia ainda mais a visão e o horizonte das lideranças.
Os desafios enfrentados pelas lideranças religiosas contemporâneas A liderança em todas as esferas pode ser bastante desafiadora. Devemos examinar duas fontes principais de desafio na liderança religiosa. Existem aquelas que surgem de dentro da pessoa líder (fontes internas) e outros de fora da pessoa líder (fontes externas).
Fontes Internas Nem todo desafio enfrentado por uma líder vem de fora de si mesma. É importante reconhecer isso. A consciência das lutas pessoais humanas pode ajudar a líder a se envolver no trabalho da alma necessário para o crescimento. Culpar os outros, especialmente os confrades e membros de sua congregação, por todos ou a maioria dos desafios que a líder enfrenta, na verdade não traz nenhum progresso interior ou desenvolvimento pessoal. Reconhecer as fraquezas pessoais é melhor do que negá-las. Isso pode ser libertador e, na verdade, tira qualquer influência que essas fraquezas possam ter sobre a líder. UISG - Boletím Número 176 - 2021
A luta entre o “eu ideal” e o “eu real”
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Como religiosas e principalmente como pessoas “boas”, que provavelmente abraçaram a Vida Religiosa para viver mais ativamente o Evangelho, o desejo de viver os ideais costuma estar presente. Consequentemente, a líder pode experimentar lutas entre a pessoa real que ele ou ela é e o eu ideal a que aspira.
Dilema de escolhas Existe também o sempre presente dilema de escolhas entre atos bondosos e malevolência. Também é fato que, ocasionalmente, pode-se escolher entre dois “bens” que justificam o discernimento por parte da líder. Com as complexidades da condição humana, a capacidade de uma pessoa de fazer escolhas pode ser limitada por várias condições; nesse caso, a culpabilidade pode ser nula e sem efeito. A Igreja, em sua sabedoria, reconhece esta realidade, por isso afirma em seu Catecismo: “A imputabilidade e responsabilidade por uma ação podem ser diminuídas
ou mesmo anuladas pela ignorância, inadvertência, coação, medo, hábito, apegos desordenados e outros fatores psicológicos ou sociais. (Catecismo da Igreja Católica nº 1735). Essas condições mencionadas acima às vezes podem limitar a liberdade da líder em tomar decisões e ações centradas em Cristo.
Sede desordenada de poder e influência Este é outro grande problema com o qual uma líder pode ser sobrecarregada. Enquanto em algumas comunidades hoje é quase impossível de que membros religiosos estejam dispostos a aceitar a prestar o serviço de liderança, em outras, alguns membros competem e se envolvem em estratagemas para serem as pessoas eleitas para uma posição de liderança. As líderes podem ficar muito preocupadas em “deixar uma marca” para impressionar os membros da congregação ou para fazer um nome para si mesmo. Expectativa demais sobre si mesmo pode ser prejudicial. Já, as pessoas tendem a esperar muito de suas líderes, às vezes, demais. É como uma dupla agonia quando uma líder adiciona esse tipo de pressão sobre si mesma. Existem perigos quando essas pressões auto impostas internas governam as decisões e ações de uma líder. Isso pode levar à busca de si mesma, portanto, à busca de projetos e ambições que negligenciam o cultivo da vida interior. A vida interior é invisível aos olhos, portanto, a líder que valoriza excessivamente o que pode ser visto e elogiado, dificilmente dará muita energia e atenção a isso.
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Fontes externas
Histórias de secularização e hostilidade crescentes contra padres e religiosos e religiosas, em certas partes do mundo, podem dar uma sensação de segurança a alguns em outras partes do mundo. Ninguém está realmente imune a essa tendência. Por exemplo, ultimamente em alguns países africanos, muitos religiosos, padres e seminaristas foram atacados e sequestrados. Também parece haver uma tendência com os jovens retornando à Religião Tradicional Africana, muitas vezes por raiva e desafio às autoridades da Igreja, devido à percepção de abuso de poder e arrogância. Esses acontecimentos são preocupantes. As lideranças precisam de uma reflexão e avaliação honestas dessas realidades, de sua própria parte nelas, e de como podem enfrentar esse desafio.
Oposição dos membros A interferência e a crítica não construtiva de confrades e irmãs, e às vezes a oposição ativa a quem está exercendo o serviço de liderança é uma realidade. Às vezes, também, facções e panelinhas podem crescer em comunidades religiosas. Não são apenas facções formadas, algumas minam ativamente o trabalho da liderança. Isso geralmente vem de membros professos perpétuos que têm um senso errôneo de indenização e de imunidade. Esses membros acreditam que, uma
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Crescente secularização na sociedade e hostilidade em relação aos religiosos e às religiosas
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vez que sejam finalmente professos ou ordenados, “ninguém pode me mandar para fora desta congregação”. Tais atitudes constituem enormes problemas para as lideranças e podem minar a energia que poderia ser investida em outras dimensões vitais da vida consagrada. Para as líderes, os desafios estarão sempre presentes. Como lidar com estes desafios é crucial. Aprender a lidar com os desafios sem ser superado por eles é uma graça pela qual rezar. Alguns membros podem realmente testar a paciência das pessoas que servem como líderes; a percepção desse fato pode ser útil para que não se leve ao lado pessoal toda oposição.
Atitude de Onipotência e Compulsão para ajudar O serviço de liderança em si pode ser bastante exigente. Há sempre uma longa série de expectativas das irmãs e dos confrades. A liderança pode sentir um grande peso de pressão como resultado, ainda pode ficar com medo ou desconfortável em mostrar vulnerabilidade. Por conseguinte, a líder pensa que deve cuidar constantemente dos membros, dos outros, mas não de si mesma. Isso pode resultar em “independência compulsiva” que também leva à “constante ânsia de ajudar os outros, ao mesmo tempo em que recusa qualquer ajuda de que ela própria possa precisar (SteindlRast, 1984, p. 24). A vulnerabilidade da liderança pode ser um incentivo para os irmãos e as irmãs que lutam, sabendo que estamos todos no mesmo barco e que precisamos tanto da ajuda humana quanto da misericórdia divina.
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Lidando com a Saída de Membros da Congregação
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Recentemente, registrou-se um grande número de homens e mulheres consagrados deixando seus votos ou buscando a dispensa deles. Isso levou a Santa Sé a pedir uma reflexão sobre nossa vocação e compromisso. Sempre que qualquer membro toma a decisão de deixar a comunidade religiosa, geralmente é um momento desafiador para todos. O indivíduo particular em transição e a liderança são os atores ativos no processo. Quando este é um processo harmonioso e devidamente discernido pelo religioso ou pela religiosa que está saindo, ajuda a diminuir o peso de um evento tão importante para todos os envolvidos. Por outro lado, pode haver animosidade e tensão quando a decisão vem da liderança. A liderança carrega o fardo de ser culpada por ser a responsável pela decisão. Esta é uma das áreas de grande desafio para os e as líderes, em parte, devido ao fato de que em certas sociedades a saída da vida religiosa ainda é vista como um fracasso e algo de que se deve envergonhar. As lideranças religiosas precisam estar bem informadas sobre os passos canônicos a serem dados em tais assuntos. Isso pode facilitar muito o difícil processo de acomodação da pessoa e do pedido de dispensa, etc. O discernimento vocacional e a formação adequada podem ajudar a minimizar algumas dessas situações difíceis.
A realidade da atual pandemia A Covid-19 provou ser fiel ao seu nome de pandemia. Todas as pessoas no mundo foram afetadas de uma forma ou de outra pelo vírus corona. À medida que
Referências Brown, B., The Gifts of Imperfection (Os dons da Imperfeição) – Deixe para trás quem você pensa que você deveria ser e abrace quem você é – Seu Guia para uma vida na verdade, Minnesota, Hazelden Publishing, 2010. Catecismo da Igreja Católica, Paulines Publications-Africa, 1994. CICLSAL, O Serviço da Autoridade e da Obediência – Faciem tuam, Domine, requiram, Instruction, Vatican City, Libreria Editrice Vaticana, 2008.
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países e famílias enfrentam o desafio que isso representa, o mesmo ocorre com as congregações religiosas. Isso afetou as lideranças e as comunidades religiosas. Algumas congregações perderam um número considerável de membros. Essas múltiplas mortes e funerais, especialmente durante a primeira onda da pandemia, e mesmo agora, não têm sido fáceis para ninguém. Esta pandemia e seus efeitos deixaram muitas lideranças de congregações traumatizadas. Não se trata apenas de enterrar seus mortos, mas também estão lutando para descobrir a melhor forma de se manterem fiéis ao seu serviço de liderança, de negociar questões delicadas e de manter seus membros seguros, especialmente os mais vulneráveis e idosos entre eles. A questão permanece: o que pode ser feito para curar, processar e compartilhar essas histórias dos efeitos da Covid-19 em todos? Os religiosos e as religiosas, homens e mulheres, precisam se curar primeiro, antes de serem instrumentos de cura e reconciliação para os outros. As lideranças têm um grande papel a desempenhar com relação a isso.
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Formação Holística de Líderes
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Formação Holística de Líderes Edman, D., Suas fraquezas são suas forças – Transformação do Ser através da Analise das Fraquezas Pessoais, Chicago, Loyola University Press, 1994. Ezeani, C. C., Interculturalidade na Vida religiosa, Uma bênção em Cores Diferentes, Abuja, Paulines Publications Africa, 2019. João Paulo II, Exortação Apostólica Pós Sinodal, Vita Consecrata, Nairobi, Paulines Publications-Africa, 1996. Nwagwu, M. G., ‘Prática da Disciplina dentro das Comunidades no Contexto Africano; Especialmente Manuseio Indevido de Fundos, na Vida Consagrada e Direito Canônico, UISG Boletim, Número 162, 2017, 11 - 24. O’Donohue J., Benedictus – Um Livro de Bênçãos, London, Bantam Press, 2007. Palmer, P. J., Liderar a partir de dentro – Reflexões sobre a Espiritualidade e a Liderança, Indiana, Campus Ministry and Lily Endowment Inc., 1990. Palmer, P. J., Deixe Sua Vida Falar – Escutar pela Voz da Vocação, San Francisco, John Wiley & Sons, Inc., 2000. Papa Francisco, Evangelii Gaudium – A Alegria do Evangelho, Exortação Apostólica, Londres, Catholic Truth Society, 2013. Radcliff, T., ‘Vida Religiosa após 11 de setembro: Que sinais oferecemos?’ em Paixão por Cristo, Paixão pela Humaniodade – Atos do Congresso sobre a Vida Consagrada, Nairobi, Paulines Publications, 2005. Steindl-Rast, D., Gratidão, o Coração da Oração – Uma abordagem de Vida em Plenitude, Nova Iorque/ Ramsey, Paulist Press, 1984. Ukwuije, B. (2013) “Fé na África num contexto de Nova Evangelização”, em SEDOS Boletim, Vol. 45, No. 9/10 de setembro e outubro de 211-221. Leitura recomendada Ezeani, C. C., Enraizados em Cristo- Inspirações para a Formação Religiosa e Sacerdotal Contemporânea, Iperu, Nigeria, Ambassador Publications, Missionary Society of St Paul, 2007.
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Papa Francisco, Fratelli Tutti, 2020.
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Comissão de Educação UISG-USG A Comissão de Educação das duas Uniões das Superioras e dos Superiores Gerais (UISG-USG), revisou o trabalho realizado durante a edição 2020 do Seminário “Reconstruindo o Pacto Global pela Educação”, realizado nos dias 12, 13 e 14 de novembro e dirigido por Miriam Subirana e Pep Buetas, com a metodologia da Investigação Apreciativa.
Comissão de Educação UISG-USG
Pacto Educacional Global
PACTO EDUCACIONAL GLOBAL: DECLARAÇÃO DE INTENÇÕES E DIRETRIZES PARA AÇÃO
O documento resultante é fruto da integração das “Declarações de aspirações” e das “Linhas de ação”, desenvolvidas durante um trabalho de síntese realizado após o Seminário. Nesta edição do Boletim propomos alguns trechos deste documento. Esperamos que o lançamento do Pacto Global pela Educação represente o estímulo para promover uma mudança na nossa forma de educar, de considerar as pessoas, de estar presente no mundo em que vivemos. Nossos sonhos de um futuro diferente e de uma escola diferente, em um mundo que queremos mudar, coincidem. SONHAMOS JUNTOS a construção de um mundo mais humano para todas as pessoas!
1 . Caminhemos juntas na sinodalidade que nos fascina e nos desafia. Somos uma orquestra, em que cada uma toca o seu instrumento, nenhuma pessoa se sente excluída e, mantemos o olhar no Maestro, todas seguimos o ritmo, o andamento e as notas que a partitura nos dá, para cuidar de cada ser humano envolvido nesta melodia. Cada pessoa dá o melhor de si, sentindo a responsabilidade de fazer frutificar as suas aptidões, sabendo que o contributo de cada instrumento é único e indispensável para a concretização do objetivo de uma melodia. Sentimos um sentimento de pertença e vivência, mesmo na nossa fragilidade, alegria, plenitude, força e solidez para resistir às tempestades do tempo e a todos presentear a beleza desta harmonia. 2 . Continuamos a “sinodalizar”! Como educadoras, queremos continuar a aprender a caminhar, ou melhor ainda, a nadar (a decolar!) Juntas. Seguindo o exemplo de Jesus que caminha sobre as águas, guiadas pelo Espírito e cuidados pelo Pai Misericordioso. Queremos continuar a navegar, neste tempo de tantas marés líquidas, com novo vigor para a outra margem onde
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Vamos caminhar juntas
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Comissão de Educação UISG-USG
Pacto Educacional Global
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o Pacto Global- Impacto para a Educação, já é uma realidade. Sabemos que para ir longe devemos continuar a nadar devagar e temos a convicção de que a única forma de saber se estamos realmente avançando é saber se os últimos, que são os rejeitados e excluídos da nossa sociedade, também estão avançando conosco e entre nós. Caminhemos juntas e vivamos nosso sonho: renovar a sociedade a partir da flor da humanidade, que é a criança, em grupos fraternos que se arriscam e se transformam, fazendo florescer um novo paradigma educativo. Cruzemos fronteiras e sintamos a necessidade de dar e de receber. Ajudemos a todas as pessoas a crescerem, educando-as para a vida, cuidando do futuro das crianças e das juventudes, preparando-as para um amanhã desconhecido, com competência, ética e espiritualidade. As gerações futuras verão a bondade de Deus por meio de nossa responsabilidade pessoal. Mostremos uma compreensão coletiva do que significa mover-se com outras pessoas. Por meio de nossa transparência, outras pessoas serão motivadas a assumir a responsabilidade pelo que cada pessoa faz e diz com paixão. Nenhuma pessoa está excluída, todas estão incluídas e comprometidas. Estamos felizes porque conseguimos unir os diversos carismas: assim, em comunhão, aderimos à Igreja, disponibilizando o nosso tempo para estabelecer um diálogo comum entre os vários agentes pastorais. Construímos o Reino através de alianças multiculturais / interculturais, com generosidade na busca do bem comum. Com alegria e esperança construamos uma escola católica segura da sua identidade, da sua missão e da sua visão, comprometida com uma educação de qualidade que evangeliza educando e educa evangelizando. Nela, a comunidade educativa, identificada com seu carisma, dá testemunho dos valores de Jesus, na missão compartilhada. Nossas raízes são uma rede que nos apoia e nos impulsiona a melhorar no cuidado com a vida.
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Diretrizes para ação
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Reavivar a aliança entre escola, família, congregações religiosas, comunidades eclesiais, sociedade, através de redes de fraternidade e colaboração. Trabalhar em sinodalidade. Incentivar as alianças inter congregacionais. Trabalhar online em um projeto compartilhado. Unir-se para responder de forma inovadora às necessidades concretas da realidade. Ter uma visão clara da missão (consciência deste compromisso). Promover metodologias de participação, como Pesquisa de Valorização e outras formas de engajamento social que ajudem a implementar o Pacto Global pela Educação.
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Promover as relações “inter” humanas: pessoais, comunitárias, institucionais, culturais ..., para unir forças e enriquecer-se mutuamente. Promover a capacidade criativa da comunidade educativa, alicerçada no que somos (Evangelho, Carismas). Preencher o Projeto Institucional Educacional com a proposta do Pacto Global pela Educação. Gerar espaços para compartilhar sonhos e forças com outras pessoas e caminhar juntos. Gerar processos de análise, escuta e diálogo para tomar decisões, enriquecer o conhecimento e a interação com os outros, com empatia e no cuidado do outro. Formar uma equipe internacional que promova e administre projetos educacionais comuns.
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Pacto Educacional Global
1 . A preocupação de nos comunicarmos pacificamente com tudo o que nos rodeia, animais, plantas, para que possamos estar em paz e serenidade. A preocupação em construir pontes com as gerações mais novas, pois temos apenas uma Terra. O criar relacionamento com o outro, o senso de comunicação. O ensinar as crianças a amar o canto dos pássaros. 2 . O mundo em que vivemos é lindo e somos uma comunidade convencida da importância de cuidar e regenerar a casa comum, onde o valor é reconhecido por todos. Entendemos e integramos os processos da ecologia integral, vivemos em contato com a natureza, podemos mergulhar em qualquer rio, beber água de fontes limpas, comer qualquer fruta, as estradas estão sempre abertas, somos todos irmãos, os vizinhos ajudam/se mutuamente, as cidades são sempre bonitas, limpas e com clima equilibrado. O sonho de Deus é possível! 3 . Estamos em um espaço de silêncio compartilhado onde encontramos os outros, nós mesmos e o transcendente, o que nos permite perceber em profundidade a realidade através do conhecimento e da autorregulação emocional, tornando-nos pessoas sensíveis que constroem relações saudáveis e interconectadas com nosso lar comum.
Diretrizes para ação -
Promover o contato com a natureza e a solidariedade, um sentido de contemplação e silêncio. Promover itinerários internos de educação, educando a pessoa para o cuidado da casa comum.
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Harmonia com a natureza
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Comissão de Educação UISG-USG
Pacto Educacional Global
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Gerar processos educativos / formativos que levem à descoberta da vulnerabilidade e da riqueza da diversidade, na dignidade de cada pessoa e de cada ser vivo: a. Promover a consciência de si mesmo e de pertencer à terra b. Reconhecer-nos como parte de um todo (fraternidade universal) c. Gerar uma conversão na vida cotidiana, por meio de experiências de encontro com a terra, a natureza e os outros. Educar para a capacidade de admirar, maravilhar-se, contemplar as pequenas coisas do dia a dia e a natureza que nos rodeia. Ensinar as crianças a amar o canto dos pássaros. Construir planos de ação transversais, que permitam a inclusão e a transformação social, na consciência do cuidado do lar comum. Conhecer e estudar a encíclica Laudato Si'. Educar sobre gestão de água, resíduos e energia.
A VIDA NA UISG
A vida na UISG
Do escritório da Secretária Executiva Ao olharmos para o início de 2022, enviamos um lembrete das várias etapas do processo para a Assembleia da UISG Parte 1: 14 de março (online)
Explorar o tópico “Abraçar a Vulnerabilidade na Caminhada Sinodal”. Parte II: 4 de abril (online) O que está emergindo enquanto nos preparamos para a Assembleia de maio? Parte III: 2 a 6 de maio (presencial/online) ASSEMBLEIA E AUDIÊNCIA COM PAPA FRANCISCO (5 de maio) Parte IV: 11 de julho (online) Colher os frutos
Durante estes últimos meses de 2021, as várias Comissões sinodais – Espiritualidade, Teologia, Metodologia e Comunicações – estiveram muito ativas. Todas estão preparando recursos para o site do Sínodo, que pode ser acessado em www.synod.va. Aqui você encontrará várias seções importantes, incluindo: ToolKit (Kit de ferramentas), Ferramentas para Facilitar a Consulta Sinodal, Roteiro para a Fase Diocesana, bem como o Documento Preparatório, o Vade Mecum (manual), o Logo e a Oração Adsumus (oração ao Espírito - sinodal), todas disponíveis em vários idiomas. As religiosas e religiosos são incentivados a participar da fase diocesana por meio de suas paróquias e outros grupos. Além disso, os Presidentes da UISG e USG lançaram um processo de reflexão simples para os Líderes e as Líderes Congregacionais para escolher os membros que desejam envolver no processo. Uma equipe de teólogos – Gemma Simmonds, CJ, José Christo Rey Garcia Paredes, CMF, Orlando Torres, SJ, e Ir. Maria Cimperman, RSCJ – recolherá as respostas e preparará o resumo final em nome das duas Associações. Espera-se que este resumo seja útil para a reflexão contínua. Muitos webinars (seminários) foram oferecidos, durante este período, sobre aspectos de Direito Canônico, Semeando Esperança para o Planeta – Biodiversidade, Mudanças Climáticas e Mineração e a necessidade de se engajar em Advocacia (Advocacy). O Escritório da JPIC da USG-UISG ofereceu um programa de capacitação para promotores e promotoras de JPIC intitulado: Engajar Laudato Si
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A intenção é prosseguir com a Assembleia presencial mesmo que os números sejam significativamente inferiores ao habitual por causa da Covid-19 e da nova variante Omicron. Estes são tempos difíceis para todas e especialmente para aquelas partes do mundo que não têm fácil acesso às vacinas.
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e Justiça no Mundo – Continuar a Narração. Mais de 400 participantes de todos os continentes participaram do workshop de cinco dias, realizado em inglês, espanhol e francês. Os principais temas tratados foram o quadro global de Justiça e Paz, fundamentos de JPIC na Doutrina Social Católica (CST), espiritualidade de JPIC, ação sagrada de JPIC, exposição sobre Laudato Si & Justiça no Mundo, o ciclo pastoral, Sociedades Religiosas/Apostólicas na ONU, Objetivos da SDGs e Laudato Si, Sinodalidade na Igreja, estrutura do DPIHD e encontro e diálogo para construir um mundo melhor. Atualizações mensais sobre o trabalho da Comissão e Escritório de JPIC da USG-UISG e uma infinidade de recursos de JPIC podem ser obtidos no site de JPIC https://jpicroma.org/ . Por favor, passe a informação aos promotores e às promotoras de JPIC. O lançamento do Chamado de Ação da Talitha Kum, em 25 de novembro de 2021, foi um evento muito significativo para a UISG. Esta é a primeira vez que o Conselho Executivo da UISG endossou um plano tão abrangente para a ação e a advocacia em uma área significativa do ministério. O Plano de Ação pode ser encontrado no site da Talitha Kum, em vários idiomas - https://www.talithakum.info/ en/call-to-action/. O evento contou com a presença do Cardeal Parolin, vários Embaixadores junto à Santa Sé e funcionários de diferentes organizações internacionais e intergovernamentais com o apoio do Fundo Global de Solidariedade (GSF). -
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Os seguintes conferencistas ofereceram importantes intervenções e reflexões: Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano Maria Grazia Giammarinaro, ex-Relatora Especial das Nações Unidas sobre Tráfico de Pessoas Dra. Azza Karam das Religiões para a Paz Internacional Embaixador Pietro Sebastiani, Embaixador da Itália junto à Santa Sé Laurence Hart da Organização Internacional para as Migrações (OIM) Ir. Angela Reed, Chefe da Misericórdia Internacional ; Mercy International Irmãs Jolanta Kafka e Patricia Murray da UISG
Os membros do comitê internacional da Talitha Kum apresentaram o Chamado de Atenção. Ir. Abby Avellino, Ir. Carmen Ugarte Garcia, Ir. Gabriella Bottani, Ir. Maria Luisi Puglisi e Ir. Yvonne Bambara, também compartilharam suas experiências na África, Ásia, Europa e América Latina, onde crises econômicas, guerras e migrações alimentam a exploração dos mais vulneráveis, especialmente mulheres e meninas. Outros participantes notáveis incluíram o Dr. Paolo Ruffini, Prefeito do Dicastério do Vaticano para a Comunicação; Francesca di Giovanni, Subsecretária de Assuntos Multilaterais da Secretaria de Estado do Vaticano; os Embaixadores e Delegados de 10 Embaixadas junto à Santa Sé (Austrália, Canadá, Colômbia, República Tcheca, Irlanda, Itália, Holanda, Polônia, Espanha, Reino Unido); e representantes da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o Instituto Inter-regional de Pesquisa sobre Crime e Justiça da ONU (UNICRI) e Maria Lia Zervino, presidente da União Mundial de Organizações de Mulheres Católicas (WUCWO).
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A expressão Talitha Kum define a identidade e a missão da rede global que reúne mais de 3.000 Irmãs católicas, aliadas e amigas. Formalmente estabelecido em 2009 como uma iniciativa internacional contra o tráfico e a exploração de seres humanos, a Talitha Kum está organizada em 60 redes locais em quase 90 países, apoiando ativamente vítimas, sobreviventes e pessoas em risco. Enquanto cada rede Talitha Kum mantém sua identidade única e opera dentro de seu próprio país ou região, o Comitê de Coordenação da União Internacional de Superioras Gerais (UISG) apoia o desenvolvimento de competências e capacitação para redes e membros, e facilita o compartilhamento de informações, recursos e experiências. Convidamos as Irmãs de todo o mundo a identificar sua rede local e a colaborar juntas para tornar conhecido e vivido o Plano de Ação Talitha Kum.
Noticias XXII Plenária da UISG em 2022 A Assembleia Plenária da UISG é um dos eventos mais importantes da vida da Associação e está reservada exclusivamente aos seus membros, às Superioras Gerais das Congregações religiosas de Vida Apostólica. Pela primeira vez, elaboramos um PROCESSO DA ASSEMBLEIA de 2022 intitulado ABRAÇANDO A VULNERABILIDADE NO CAMINHO SINODAL, que prevê três fases e são reservadas às Superioras Gerais: Segunda Fase (online e presencial): Reunião em ROMA no Ergife Palace Hotel: de 2 a 6 de maio de 2022 Fase Final: Reunião online no dia 11 de julho de 2022 A Irmã Jolanta Kafka, Presidente da UISG, explica o tema escolhido para a primeira reunião da UISG da seguinte forma: ABRAÇAR: com ternura e aceitação a nossa realidade e a do mundo como ele é; proximidade com as feridas da humanidade. VULNERABILIDADE: como vida religiosa compartilhamos nossas vulnerabilidades que nos tornam tão frágeis quanto nossos irmãos e irmãs. CAMINHO: todos e todas estamos envolvidas, cada um e cada uma com suas possibilidades e sua palavra.
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Primeira Fase: 2 Reuniões online nos dias 14 de março e 4 de abril de 2022
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SÍNODAL: um estilo e um horizonte que se torna visão, uma pedagogia que nos torna uma comunidade eclesial, mesmo com as pessoas mais distantes. Pedimos a todas as irmãs que acompanhem este processo com suas orações. Informações: www.uisg.org
Plataforma Laudato Si Cuidar de nossos irmãos e irmãs significa cuidar da casa que compartilhamos. Esta responsabilidade é “parte essencial de uma existência virtuosa” (LS 217). A Plataforma de Iniciativa Laudato Si do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral é um espaço no qual instituições, comunidades e famílias podem aprender e crescer juntas, enquanto caminhamos em direção à sustentabilidade plena, no espírito holístico da ecologia integral. A plataforma oferece iniciativas e materiais para 7 anos de caminhada sobre os seguintes temas: Resposta ao grito da Terra; Resposta ao grito dos pobres; Economia ecológica; Adoção de estilos de vida sustentáveis; Educação ecológica; Espiritualidade ecológica e Compromisso comunitário e ação participativa. Para informações: https://piatresteiniziativelaudatosi.org ou você pode entrar em contato com a Ir. Sheila Kinsey, coordenadora da Campanha Semeando Esperança para o planeta: info@sowinghopefortheplanet.org
Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação, missão
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A caminhada sinodal foi oficialmente aberta em outubro de 2021 com o início da primeira fase: a diocesana.
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A UISG também está envolvida neste processo. Em particular, junto com a Rede Mundial de Oração do Papa, uma experiência de oração mundial que acompanha todo o caminho do Sínodo, sob o título de “A Igreja a caminho. Reze por uma Igreja Sinodal “, que foi lançada em 13 de outubro de 2021 com a abertura de um site prayforthesynod.va, onde será possível publicar orações em forma de textos, imagens, poemas. “Para” caminhar juntos, juntas” na escuta do Espírito Santo, precisamos rezar. Não há caminho sinodal sem oração pessoal e comunitária. A oração dispõe nossos corações para ouvir uns aos outros e nos ajuda a discernir a ação do Espírito Santo no mundo.” Com estas palavras abre-se a página de oração do Sínodo, no site. Para baixar o documento preparatório e o vademecum, você pode visitar o site oficial do Sínodo de 2023: www.synod.va
Capítulos Gerais em 2022 O seu Capítulo Geral será em 2022? Pedimos que você nos envie as informações
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para que possamos partilhá-las com os membros da UISG e acompanhar com nossas orações. Pedimos que você use este link para nos enviar as informações, pois só serão aceitas por este meio: https://bit.ly/3kT7PYT
Webinar UISG 2020-2021 Você perdeu um webinar? Você não pôde participar? Quer organizar um encontro de formação com sua comunidade sobre vida religiosa, interculturalidade, ecologia integral?
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No link abaixo, você encontrará as listas temáticas (temas gravados) para que possa escolher o webinar de seu interesse: www.youtube.com/c/UISGRome/ playlists
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PESSOAL DA UISG SECRETARIADO
Ir. Patricia Murray, ibvm Secretária Executiva
segretaria.esecutiva@uisg.org 06 684002 36
Rosalia Armillotta Assistente da Secretária Executiva
ufficio.segreteria@uisg.org 06 684002 38
FINANÇAS
Aileen Montojo economato@uisg.org Administradora de Finanças 0668.400.212 Sr. Sunitha Luscious, zsc Assistente Administradora de Finanças Patrizia Balzerani assistente.economato@uisg.org Secretária Membership 06 684002 49
COMUNICAÇÃO
Patrizia Morgante Responsável de Comunicação
comunicazione@uisg.org 06 684002 34
Sr. Thérèse Raad, sdc assistente.comunicazione@uisg.org Escritório de Comunicação (Voluntária) 0668.400.233 Antonietta Rauti Coordinadora de Boletim UISG SERVIÇOS
PROJECTOS
bollettino@uisg.org 06 684002 30
Bianca Pandolfi UISG Information Office Svetlana Antonova Assistente Técnica Serviços Gerais Riccardo Desai Assistente técnico para computadores e tecnologia online Ir. Florence de la Villeon, rscj Projecto Migrantes Ir. Gabriella Bottani, smc Coordinadora “Talitha Kum” Sr. Mayra Cuellar, mb Talitha Kum Database
info@uisg.org assis.tec@uisg.org 0668.400.250 tecnico@uisg.org 0668.400.213 rete.migranti@uisg.org 06 68400.231 coordinator@talithakum.info 06 684002 35
Sr. Mary Niluka Perera, sgs Catholic Care for Children International Claudia Giampietro Office for Care and Protection Sr. M. Cynthia Reyes, sra Programa Formação UISG Paula Jordão Formation Coordinator Giulia Oliveri Grant Manager Conselho de Canonistas
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ccc@uisg.org 0668.400.225 safeguarding@uisg.org 0668.400.225
formators.programme@uisg.org 0668.400.227 formation@uisg.org 0668.400.245 gm@uisg.org 0668.400.229 canoniste@uisg.org 0668.400.223