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Terça-feira

02 DE AGOSTO DE 2016

DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI

ANO XXI - N0 3167 R$ 1,00

www.tribunadovale.com.br Antônio de Picolli

Divulgação

Ipê florido - Santo Antônio da Platina foi tomada por quatro cores na chegada do mês de agosto. Os ipês que costumam florescer entre julho e setembro, já encantam e enfeitam as ruas da cidade de outras localidades como o distrito de Monte Real (foto). Brancos, rosas, roxos e amarelos, dividem atenção dos olhos de quem transita pela cidade. 

PDT e PSC - O empresário Admar Pucci Junior anunciou ontem, 1º, que o PSC está fora da aliança de partidos que deveria apoiar a pré-candidatura de Celso Schmidt (PSD). Com a decisão, Pucci já costurou nova aliança com o ex-deputado José Arthur Ritti (PDT), que é pré-candidato a prefeito e deverá ter na vice o professor e vereador Aguinaldo (na foto com Ritti e Pucci). 

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Antônio de Picolli

Voyage atravessou a pista, bateu em duas árvores e caiu em um barranco nas margens da BR-153

CONSELHEIRO MAIRINCK

Dois morrem em acidente na rodovia BR-153

Duas pessoas morreram e outras duas f icaram fer idas em mais um grave acidente na tarde desta segunda-feira, 1º, na BR-153, no Norte Pio-

neiro. Um VW Voyage com placas de Carapicuíba (SP) saiu da pista em uma reta no quilômetro 84 da rodovia e caiu em uma ribanceira. Almirio 

Ricardo da Silva, 41, e Solange dos Santos, 39, morreram no local. Uma adolescente de 16 anos e uma idosa foram encaminhadas a hospitais da região.

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SANTO ANTÔNIO DA PLATINA

Grupo rende funcionários e rouba caixa eletrônico da Princesa do Norte Integrantes de uma quadrilha, provavelmente especializada em roubos a caixas eletrônicos, agiram na

madrugada de ontem, 1º, em Santo Antônio da Platina. Funcion ár i o s d a g ar a ge m de ônibus da empre

S.A.PLATINA

Concluída reforma do antigo Cmei Avenida

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REGIÃO

UENP oferece certificação orgânica Divulgação

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JACAREZINHO

TCE analisa contas de 2015 em apenas quatro meses  PÁG. A3

COMÉRCIO

Associações investem pouco nas campanhas para o Dia dos Pais  PÁG. A5

sa Princesa do Norte foram rendidos e o dinheiro do terminal levado pelos bandidos.

José Avilar Rissá e a sua mulher Maria de Lourdes trabalham juntos na produção de orgânicos na propriedade da família

Há quase 20 anos, José Avilar Rissá cuida de um pequeno sítio na zona rural de Ribeirão Claro, onde vive com a esposa. Ali eles passam o dia cultivando frutas, verduras e legumes. Tudo orgânico, sem nenhum t i p o d e a g r o t ó x i c o. Mas nem sempre foi assim. A produção na propriedade é acompanhada pelo Programa Paranaense de Certificação de Produtos Orgânicos (PPCPO). No Norte Pioneiro, O PP C P O é c o ord e n a do pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), através do Núcleo de Estudos de Agroecologia e Territórios (NEAT) do C ampus Lu i z Me ne ghel em Bandeirantes. 

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A-2 Opinião

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TRIBUNA DO VALE

São dois assuntos que, ao amadurecer, podem contribuir para a melhoria do ambiente de negócios no Brasil.” Editorial

“

Terça-feira, 02 de agosto de 2016

O caso de um menino baleado, já há algum tempo, por policiais em Manaus exemplifica. Porém, todas as autoridades só tomam uma medida, sempre tímida, sempre recheada de desculpas, depois de se tornarem públicas. ”

A RTIGO

E DITORIAL Em uma reunião na última quarta-feira (27), o governo abriu um canal de diálogo com as centrais sindicais para debater a reforma trabalhista. Na conversa, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, expôs as três linhas de mudanças que estão na pauta do presidente interino Michel Temer e saiu com o compromisso das centrais – excluindo-se CUT e CGT, que preferem esperar a votação final do impeachment antes de conversar – de que aceitam debater as mudanças. A abertura de conversas com as centrais faz bastante sentido em duas das propostas: a criação de um mecanismo perene de manutenção de empregos nos moldes do Programa de Proteção ao Emprego (PPE) e a revisão da legislação trabalhista para que as negociações possam prevalecer sobre o legislado. Sobre o terceiro ponto, a regulamentação da terceirização, é menos clara a necessidade de se retomar a discussão do

Reforma trabalhista

início, pois um projeto de lei, já aprovado pela Câmara e nas mãos do Senado, tramita no Congresso desde 2004. Na reunião, Nogueira disse que o governo estuda enviar um novo projeto sobre o tema para o Congresso. A ideia é que ele não legalize a terceirização das chamadas atividades-fim, ou seja, a contratação de prestadores de serviços no mesmo segmento de atuação da empresa contratante, contrariando o texto provado pela Câmara no ano passado. A regulamentação da terceirização da atividade-fim foi alvo de um debate amplo e prevaleceu entre os deputados federais o argumento de que ela é necessária para o setor privado e não reduz os direitos dos trabalhadores. Apresentar um novo projeto contrariando a votação na Câmara do ano passado traz implicações políticas e econômicas. Do ponto de vista econômico, qualquer atraso na regulamentação aumenta

C HARGE

a insegurança jurídica de empresas que precisam recorrer a prestadores de serviço para conduzir seus negócios. A terceirização é um modelo que permite a especialização de empresas em atividades que exigem o acúmulo de conhecimento e vai muito além do fornecimento de mão de obra para áreas tidas como secundárias, como segurança e limpeza. É justamente nas áreas mais especializadas que a linha que divide atividades-meio e atividades-fim fica mais tênue. Empresas na fronteira tecnológica costumam terceirizar o desenvolvimento de partes de seus softwares e o design de partes de seus produtos. Mesmo em setores tradicionais, como a construção civil, a terceirização traz ganhos de especialização – uma empresa especializada em fundações, por exemplo, pode fazer obras em diversos canteiros de outras construtoras. Nada disso implica na contratação sem

Pedro Cardoso da Costa

o respeito aos direitos trabalhistas A inclusão do tema em uma nova negociação com sindicatos traria um sinal político importante e negativo. Em primeiro lugar, desvalorizaria uma votação já feita na Câmara. Além disso, tiraria do Senado a responsabilidade de avaliar o texto que recebeu. É certo que, assim como as centrais sindicais, as entidades empresariais também têm ressalvas sobre o texto que chegou ao Senado e será salutar que os senadores façam uma análise crítica do projeto. Avançar imediatamente na votação do projeto de lei que está no Senado, portanto, não atropelaria o debate público. Quanto aos outros dois temas–novo modelo de PPE e a prevalência do negociado sobre o legislado –, a abertura do diálogo é bem-vinda. São dois assuntos que, ao amadurecer, podem contribuir para a melhoria do ambiente de negócios no Brasil.

chargeonline.com.br

A RTIGO Marcia Hirota e Mario Mantovani

Paraná, pare de desmatar a Mata Atlântica!

A araucária é a árvore-símbolo do Paraná. Pertencente à Mata Atlântica, até a década de 1970 foi a matéria-prima mais importante do setor madeireiro no país. Como resultado dessa exploração comercial, restam apenas 3% das florestas que abrigam essa espécie ameaçada de extinção. Aos poucos, a araucária retoma seu papel de símbolo, porém o ressignifica. Antes, era força e resistência, já que essa espécie de 200 milhões de anos enfrentou drásticas mudanças climáticas, se espalhando por metade do território do Paraná e alimentando, com seus frutos, animais e humanos. Hoje, a árvore simboliza o descompromisso do governo do Paraná e órgãos de fiscalização com a conservação e proteção desse patrimônio natural. A Mata Atlântica é o bioma predominante no Paraná, presente em 99% de sua área. Restam 11,7% da vegetação original – um pouco menos de 2,3 milhões de hectares (ha). De acordo com os dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica

divulgados em maio deste ano, o desmatamento voltou a avançar no estado, e com força – saltou de 921 ha de florestas nativas desmatadas entre 2013 e 2014 para 1.988 ha no último período: aumento de 116%. E um dado ainda mais preocupante: do total devastado, 1.777 ha (89%) ocorreram em regiões de florestas com araucária. Criado em 1985, o monitoramento realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) permitiu, nesta edição, quantificar o desmatamento acumulado em alguns estados nesses 30 anos. O Paraná lidera este ranking, com 456.514 ha desmatados, área que equivale aproximadamente a 11 cidades de Curitiba. O motivo: o estado sempre criou resistência à Lei da Mata Atlântica (Lei 11.428/2006) e continua a promover sistematicamente subterfúgios para não aplicá-la, o que fica evidente nas licenças de corte que continuam a ser emitidas

TRIBUNA DO VALE

O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 Editora Jornal Tribuna do Vale LTDA CNPJ 01.037.108/0001-11 Matriz: Mário Marcondes Marques 38, Vila Claro - Santo Antônio da Platina, PR Fone/Fax: 43 3534 . 4114

Pedro Cardoso da Costa

Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br

e também no apoio recente do governo à alteração do Código Florestal e à aprovação de uma lei estadual que possibilita a perda de áreas naturais hoje protegidas. Importante destacar que o Paraná, assim como os outros 16 estados do bioma, é um dos signatários da carta “Nova história para a Mata Atlântica”, na qual as secretarias estaduais de Meio Ambiente assumiram, em maio de 2015, o compromisso de investir em restauração florestal e alcançar o desmatamento ilegal zero até 2018. Passado o primeiro ano do pacto, os dados apresentados pelo Atlas não apenas frustram a expectativa de já assistirmos aos primeiros passos da erradicação do desmatamento, como apontam o quanto ainda precisa ser feito para que essas metas se tornem uma realidade. A Mata Atlântica que ainda resta em pé deve ser vista como um ativo econômico cada vez mais importante para estados e municípios. A prestação de serviços que vão da polinização à conservação da água e à

estabilidade dos solos também faz da floresta uma importante aliada da agropecuária, atividade da qual ainda dependem muitos de seus estados, como o Paraná. E o bioma, o mais próximo dos grandes centros urbanos, traz ainda uma série de oportunidades para o ecoturismo, um potencial ainda pouco aproveitado no país. Só quando a agenda ambiental estiver no centro das decisões políticas, sociais e econômicas da gestão pública é que daremos um passo estratégico para que nosso país se desenvolva de forma sustentável. Como aponta a carta “Nova história para a Mata Atlântica”, a sociedade não admite mais que o desmatamento de nossas florestas seja o preço a pagar pela geração de riqueza. E o governo paranaense precisa ouvir esse recado: Paraná, pare de desmatar a Mata Atlântica!

Pedro Cardoso da Costa é bacharel em Direito

Marcia Hirota e Mario Mantovani são, respectivamente, diretora-executiva e diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica.

Representação: MERCONET Representação de Veículos de Comunicação LTDA Rua Dep. Atílio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PR Fone: 41-3079-4666 ¦ Fax: 41-3079-3633 Vendas Assinatura Anual R$ 200,00 Semestral R$ 100,00

Depois do Fantástico Há mais de dez anos este foi o título de um texto que escrevi, no qual apontava que as medidas dos governos para combater algum problema só vinham após denúncias no famoso programa da TV Globo. Isso se aplicaria ao governo federal, aos estaduais e aos municipais e até para quaisquer instituições, mesmo as organizações não governamentais, ligadas direta ou indiretamente à administração pública. Pois, após dez anos, tudo continua na mesma: não há problema que seja detectado antes pelas autoridades; as medidas só vêm depois de denúncias na imprensa. O caso de um menino baleado, já há algum tempo, por policiais em Manaus exemplifica. Porém, todas as autoridades só tomam uma medida, sempre tímida, sempre recheada de desculpas, depois de se tornarem públicas. Logo após as denúncias pela imprensa, as primeiras negativas são dos envolvidos. Eles negam afirmações gravadas há poucos dias, ou até há algumas horas. Depois, vêm as explicações das autoridades, tentando justificar por que nunca fizeram nada antes. A população encaminha inúmeras cartas às seções dos jornais e revistas, telefonemas indignados às emissoras de rádio e de televisão; nada mais. As famosas sindicâncias são abertas e os resultados todos já conhecem. Anteriormente, as denúncias geralmente só recaíam sobre funcionários do baixo clero. Mas a corrupção foi galgando postos e já chegou a derrubar dois ministros da Casa Civil. Os casos são tantos que talvez ninguém mais se lembre de Waldomiro Diniz, José Roberto Arruda e de Maurício Marinho, que desencadeou a máfia do mensalão, e de tantos outros, cujos superiores nunca sabiam de nada. Existem fatos mais amplos que causam prejuízos e mortes sem nunca haver punição alguma. Em 2007, um pedaço do estádio da Fonte Nova voou e 8 vidas se foram. Na final do Campeonato Brasileiro de 1992 outros tantos morreram em voos filmados no Maracanã. Assassinatos de torcedores viraram rotina e por muito tempo só se ouviram desculpas. Depois de muitas mortes, algumas medidas óbvias praticamente não resolveram o problema. Somente um jeito brasileiro de administrar explica por que as medidas só são tomadas após a publicidade. Deveriam servir de parâmetro os exemplos caseiros. Quando os filhos mudam de comportamento em casa, seus pais ou responsáveis percebem. Quando um funcionário de empresa privada muda de comportamento, seu chefe percebe. Quando um departamento vai mal, os diretores da empresa desconfiam rápido. Apenas nos serviços públicos a percepção vem de fora, especialmente da imprensa. Não pode ser razoável que haja necessidade de a imprensa mostrar as condições das estradas ou a qualidade do ensino público fundamental e médio; de mostrar o atendimento médico em postos e hospitais públicos, os ônibus lotados, a sujeira das cidades. Bastaria que as autoridades superiores exigissem dos seus subalternos que cumprissem suas funções a contento. Bastaria que os órgãos fiscalizadores tomassem medidas preventivas, bem como que a Justiça punisse imediatamente. Efetivamente criou-se a cultura de que tudo pode, desde que não se torne público. Decorre dessa cultura o fato de a ação só ser punida depois de se tornar pública. Nesses casos é muito comum que a punição recaia sobre as vítimas, com o objetivo de alimentar a cultura do medo e para não denunciarem as investidas dos transgressores.Ainda não é fácil ter acesso a dados estatísticos sobre as diversas atividades dos governos, como também é complicado saber o andamento de procedimentos e de processos relativos a desvios ocorridos na administração pública. Já a Rede Globo precisaria ser mais consciente de seu papel de órgão fiscalizador e aumentar a vigilância e ampliar a exposição de atos públicos mal resolvidos. Resta, pois, esperar a próxima denúncia no Fantástico e as explicações nada convincentes das nossas autoridades.

Impressão e Fotolito: Editora Jornal Tribuna do Vale Fone/Fax : 43 3534 . 4114

Circulação: Abatiá ¦ Andirá ¦ Arapoti ¦ Bandeirantes ¦ Barra do Jacaré ¦Cambará ¦ Carlópolis ¦ Conselheiro Mairink ¦ Figueira¦Guapirama ¦ Ibaiti ¦ Itambaracá ¦ Jaboti ¦ Jacarezinho Jaguariaíva ¦ Japira ¦ Joaquim Távora ¦ Jundiaí do Sul ¦ Pinhalão ¦ Quatiguá ¦ Ribeirão Claro ¦ Ribeirão do Pinhal ¦ Salto do Itararé ¦Santana do Itararé¦ Santo Antônio da Platina ¦ São José da Boa Vista ¦ Sengés ¦ Siqueira Campos ¦Tomazina ¦ Wenceslau Bráz

Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná

* Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.


Política A-3

TRIBUNA DO VALE

Terça-feira, 02 de agosto de 2016

P anorama Regional B. Francisquini

Sinuca de bico O atual prefeito de Cambará, João Mattar Olivato (PSC) havia decidido que não entraria na disputa eleitoral deste ano, principalmente em razão de problemas familiares. Além de lutar contra um tumor na garganta, teve que submeter a filha, de 10 anos a uma delicadíssima cirurgia de coluna. Para completar, seu pai, de pouco mais de 60 anos, sofreu um grave infarto, passou quase um mês hospitalizado parte do tempo ocupando um leito de UTI, mas agora se recupera em casa, porém com quadro de saúde que exige muito cuidado. Nos últimos dias ele vem sofrendo pressão de correligionários para que dispute a reeleição, mas João Mattar vem se mantendo firme, assinalando que precisa dar um tempo para dedicar-se mais à família e a seus próprios negócios, negligenciados nos últimos anos. “Tenho a política nas minhas veias, embora atuar nessa área em Cambará esteja se tornando cada vez mais difícil pela ação de figuras sórdidas, que usam todo tipo de expediente para agredir adversários. Venho sofrendo horrores nos últimos anos e nem minha filha tem sido poupada”, observa.

Pucci rompe com Celso Schmidt e decide apoiar José Artur Ritti ELEIÇÕESAnúncio foi feito durante em entrevista, na manhã desta segunda-feira, na redação da Tribuna do Vale

Divulgação

Indefinição Por conta das indefinições, ninguém sabe ainda quem efetivamente concorrerá à prefeitura de Cambará. O grupo que parece mais definido, liderado pelo ex-prefeito José Salim Haggi Neto, carrega o fantasma das impugnações judiciais por conta de condenação judiciais de Neto como é mais conhecido. Caso ele fique de fora, seria substituído pela ex-esposa, Claudia Baptista, que já foi anunciada como vice. Indefinição 2 No grupo de João Mattar, o nome que iria substituí-lo era o do vereador Marcio Albertini, mas, ao que parece, o rapaz jogou a toalha diante da indefinição se vai ou não haver uma aliança co o grupo do atual vice-prefeito, Luiz Antônio Dias. Nos últimos dias corrida para definir os nomes, ninguém arrisca um desfecho. Indefinição 3 Quem pensa que a situação é diferente em outras cidades da região, engana-se. Em Santo Antônio da Platina parece briga de foice no escuro. O grupo do ex-prefeito Celso Schmidt está fechado com a aliança de cinco partidos, mas gostaria de ter o PMDB e o PSC. Nas últimas horas a direção estadual do PMDB decidiu intervir no diretório municipal por conta do bloqueio à candidatura própria liderada pelo vereador Cação. O PSB desceu do barco liderado por Celso Schmidt e desembarcou em águas do ex-deputado Ritti. Certo mesmo está a candidatura do professor Cezão, tendo como parceiro de chapa, Chico da Aramon. Fábio Galdino ainda não escolheu o vice. Desespero O atual prefeito de Joaquim Távora, Gelson Mansur Nassar (PSDB) morre de medo de ter que enfrentar Cláudio Revelino (PR). Recentemente ele esteve por mais de 5 horas na chácara do antecessor numa tentativa desesperada de convencê-lo a compor a chapa majoritária como vice. Segundo personagens que atuam na política local, ainda não há nada definido do cenário a curto e médio prazos. Certidões criminais O artigo 27, II, b, da Resolução 23.455/2015 exige a instrução do Requerimento de Registro de Candidatura, dentre outros documentos, com a certidão criminal negativa de 2º grau da Justiça Comum. Nesse sentido, o TRE-PR solicita aos Diretórios Municipais e aos pré-candidatos que antecipem os requerimentos das certidões criminais perante o Tribunal de Justiça, evitando um eventual indeferimento de registro de candidatura pela falta da documentação não obtida em tempo hábil.

Da esquerda para direita José Artur Filho, José Artur Riti, Júnior Pucci e Aguinaldo do Carmo: aliança Benedito Francisquini

O empresário e membro da executiva estadual do PSC, Admar Pucci Junior, o Junior Pucci, informou manhã de ontem, 1º, que sua agremiação está fora da aliança de partidos que deveria apoiar a pré-candidatura do ex-prefeito Celso de Souza Schmidt (PSD). Com a decisão, Pucci já costurou nova aliança com o cartorário e ex-deputado José Arthur Ritti (PDT), que é pré-candidato a prefeito e deverá ter na vice o professor e vereador Aguinaldo do Carmo, que presidente o PSC em Santo Antônio da Platina. Embora Pucci não queira entrar em detalhes, o rompimento se dá em função de uma suposta agravação na qual Celso Schmidt faz duras críticas ao futuro parceiro, que abdicou da candidatura própria para apoiar o ex-prefeito platinense, motivado, em sua maior parte, pelas ligações entre o PSD de Schmidt (presidido no estado pelo secretário

Ficha limpa O Corregedor Regional Eleitoral, desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, expediu ofício circular a todos os chefes de cartório determinando que, antes dos autos de registro serem conclusos ao juiz eleitoral, sejam consultados e certificadas as informações do INFODIP (Sistema de Informações de Direitos Políticos), o cadastro eleitoral, bem como do Conselho Nacional de Justiça, dos Tribunais de Contas da União e do Estado, para que seja dado integral cumprimento a Lei da Ficha Limpa, verificando, deste forma, a existência de condenação criminal ou por improbidade administrativa, a rejeição de contas. Segundo o Des. Xisto Pereira, “aqui no Paraná a Lei da Ficha Limpa será rigorosamente cumprida”.

misso com Ratinho Junior de que o PSD estaria juntamente com o PSC coligados na sua candidatura à prefeitura de Santo Antônio da Platina. “A candidatura do PSD (Celso Schmidt) apenas se viabilizou pelo fato de eu, Pucci, ter abdicado da candidatura nesse pleito, adiando o projeto para 2020”, observa. Ele cita as gravações de Ratinho, Edmar Arruda e Paranhos nas quais as lideranças, em conversa por celular, confirmaram que Pucci era o candidato do grupo. Na nota, de forma sutil, mas sem citar Schmidt, Junior Pucci alfineta o ex-parceiro, que na sua visão, tem agido para atrapalhar outras candidaturas, numa alusão ao veto do PMDN platinense ao nome do vereador Cláudio Domingues, o Cação, cuja candidatura a prefeito pela sigla foi rejeitada em convenção controla por membros do PMDB ligados ao ex-prefeito. “Em um estado democrático de direito não se deve impedir candida-

turas, ao contrário, deve-se incentivá-las para que o povo possa livremente escolher seus mandatários”, criticou. Por conta de tudo isso, Pucci assinala: “vimos a público esclarecer o destino de nosso partido nas eleições municipais em Santo Antônio da Platina. Estamos nos coligando com o PDT e lançando como pré-candidato a prefeito José Arthur Ritti e como seu vice o vereador e membro de nosso partido Professor Aguinaldo. Essa coligação também tem o apoio do da cúpula do PSC estadual e do próprio secretário Ratinho”. Sem comentários Procurado na manha de ontem, o pré-candidato do PSD, Celso Schmidt assinalou que não se manifestaria a respeito da polêmica. Para ele, cada partido político deve buscar seu caminho e que sua preocupação imediata é com a convenção dos cinco partidos que já decidiram apoiar seu nome à prefeitura de Santo Antônio da Platina.

RAPIDEZ

TCE analisa contas de 2015 de Jacarezinho e mais três cidades em apenas quatro meses Da Assessoria do TCE

Julgamento Isto porque, além da enorme demanda de certidões criminais oriunda do pleito municipal, ainda ocorreu a redução dos prazos para julgamento dos pedidos de registro de candidatura pela Lei 13.165/2015, a minirreforma eleitoral. A certidão criminal deverá ser requerida pela Internet através da página do Tribunal de Justiça (https://www.tjpr.jus.br/certidao-negativa), mediante comprovação de pagamento da guia de recolhimento das taxas. As certidões negativas serão expedidas eletronicamente, mas as certidões positivas deverão ser retiradas no Tribunal de Justiça, na Rua Mauá, 920, 6º andar, em Curitiba.

Ratinho Junior) e o PSC, controlado pelo mesmo grupo que deu origem as duas legendas. Pucci se acha traído pelos comentários de Schmid e cita gravações de posse da reportagem da Tribuna do Vale em que os deputados estaduais Ratinho Junior (PSD), Leonaldo Paranhos (PSC) e do deputado federal Edmar Arruda (PSD), fizeram declarações de que o candidato a prefeito platinense com seus seria o empresário que presidente o Conselho Estadual dos Corretores de Imóveis (CREA-PR). “Minha intenção era engajar-me na campanha do candidato do PSD (Celso Schmidt), mas diante dessas circunstâncias, sinto-me impedido moralmente. Iríamos estabelecer uma aliança histórica, mas agora vamos seguir outro caminho”, assinalou. Junior emitiu uma nota de esclarecimento distribuída à imprensa em que evita entrar no motivo que pesou na decisão de romper com o PSD. Ele relembra que havia o compro-

A correta prestação de contas por parte dos municípios - o que significa respeitar os prazos e enviar toda a documentação prevista nos regulamentos - é fundamental para uma análise ágil e um julgamento rápido dos processos. Foi o que aconteceu com as prestações de contas de 2015 de Jacarezinho, Francisco Beltrão, Ivaiporã e Missal. Protocoladas entre 22 e 31 de março último, em apenas quatro meses elas tiveram o parecer prévio pela regularidade expedido pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR). Após trânsito em julgado, os pareceres são enviados pela corte de contas às câmaras municipais. Segundo a legislação, cabe aos vereadores o julgamento das contas dos prefeitos. "Um julgamento mais rápido das contas públicas significa dar uma satisfação também mais veloz à população, que é quem paga os impostos e quer o dinheiro revertido em melhores serviços prestados pelos órgãos

públicos", observa o presidente do TCE-PR, conselheiro Ivan Bonilha. "O cidadão tem o direito de saber se o gestor foi correto na aplicação desses recursos e quem emite esse parecer é o órgão de controle externo", lembra. Composição "O correto encaminhamento das contas é importante para comprovar ao Tribunal a utilização dos recursos e o respeito aos princípios que regem a administração pública", explica a coordenadora de Fiscalização Municipal do TCE, Regina Cristina Braz. As prestações de contas municipais são compostas por duas partes: uma documental (digitalizada e enviada por meio do portal e-Contas); e outra eletrônica, encaminhada pelos sistemas informatizados. Isso significa que, além do encaminhamento dos documentos definidos em Instrução Normativa (IN) após o encerramento do exercício, é necessária a remessa dos dados municipais por meio dos sistemas eletrônicos ao longo

de todo o exercício objeto da prestação de contas. "O envio de todas as informações solicitadas, nos prazos estabelecidos, assegurará o exercício da função fiscalizatória com rapidez e eficiência", destaca Regina. Para garantir a agilidade da análise e julgamento dos processos de prestações de contas, é imprescindível que todos os documentos previstos em IN sejam remetidos completos e apropriadamente digitalizados; que outros documentos e justificativas solicitados sejam enviados na primeira oportunidade; que sejam observados os prazos fixados na Agenda de Obrigações, em especial a remessa dos dados pelo Sistema de Informações Municipais - Acompanhamento Mensal (SIM-AM); e que sejam respeitados os prazos processuais previstos na Lei Orgânica e no Regimento Interno do TCE-PR. Ampliação Nos últimos anos, o entendimento do gestor público quanto

à correta prestação de contas tem se ampliado. "Os gestores municipais se mostram mais conscientes do dever de prestar corretamente as contas, da necessidade de servidores públicos municipais preparados para desempenho das atividades técnicas e, por conseguinte, de terem manifestações favoráveis deste Tribunal acerca das contas", revela a titular da Coordenadoria de Fiscalização Municipal (Cofim), antiga DCM. Essa mudança é uma decorrência natural da fiscalização cada vez mais ampla e significativa dos órgãos de controle, com a consequente responsabilização e aplicação de sanções, além do crescimento do controle social, considera Regina. Outros fatores, porém, colaboram para a melhoria: a evolução dos recursos de tecnologia da informação, quanto à captação, análise de dados e comunicação com as partes; e a capacitação dos gestores, por meio dos cursos oferecidos pela Escola de Gestão Pública (EGP) do TCE-PR.


A-4 Cidades

TRIBUNA DO VALE

Terça-feira, 02 de agosto de 2016

Associações investem pouco nas campanhas para o Dia dos Pais ECONOMIAEntre os prêmios para quem comprar no comércio de Jacarezinho, há um kit de produtos da Natura Antônio de Picolli/Arquivo

ciação não. Ela tem que agir de forma prudente e jamais se endividar”, afirmou. O gerente das Lojas Colombo, Claudinei Moreira disse que a matriz já preparou um estoque diferenciado para agradar aos pais. “Além dos eletrônicos, das televisões, dos celulares, a loja também está oferecendo churrasqueiras de vários tipos, ferramentas de qualidade, furadeiras, barbeadores e outros produtos que agradam os homens em geral. Os preços a vista estão bons, mas também tudo pode ser parcelado”, conta.

A Loja Colombo não costuma aderir à campanha da Acesap. Interagindo Na pagina do Facebook da Loja Setime Barreto, tem informações de como concorrer a prêmios oferecidos através de uma brincadeira bem divertida. Em primeiro lugar, o internauta deve curtir a página, depois enviar uma selfie com o pai e postar na hashtag #DiaDosPaisNaSetimeBarreto. As cinco selfies mais curtidas receberão um vale compras no valor de R$100 para gastar no próprio estabelecimento.

Dia os Pais deve ser melhor do que em 2015

Comércio depende exclusivamente da criatividade das lojas para vender mais Da Redação

Os dois maiores pólos comerciais da região – Santo Antônio da Platina e Jacarezinho – parecem não apostar muito nas vendas do Dias dos Pais. As campanhas das associações comerciais das duas cidades estão longe de ser atrativas. A Associação Comercial e Empresarial de Santo Antônio da Platina (Acesap) iniciou ontem, 1º, a campanha, que deve durar o mês todo, e que premia, por meio de sorteio, três consumidores com vales compras de R$ 500 cada, totalizando um investimento de R$ 1.500. As lojas associadas não terão custos adicionais com os cupons que serão oferecidos aos consumidores. O sorteio dos prêmios será dia 3 de setembro. Na mesma toada, a Asso-

ciação Comercial e Empresarial de Jacarezinho criou uma campanha ainda mais desinteressante. Os consumidores que comprarem no comércio poderão ganhar, no sorteio que acontecerá dia 11 de agosto, uma Churrasqueira a Gás, um Smartphone e um kit de produtos da Natura. Para a organizadora da promoção da Acija, Maria Claudia Leopoldino, “a campanha, com certeza, será um sucesso”. “A população pode comprar e preencher os cupons que serão entregues pelas lojas participantes”, explicou. A proprietária da loja que leva seu nome, Setime Barreto, em Santo Antônio da Platina, acredita que em época de crise econômica, o que vale é a criatividade. “ Minha loja sempre participa das campanhas da Acesap, mas também fazemos a nossa. Temos que

criar mecanismo para atrair o consumidor, sempre levando em consideração a questão financeira. Aqui na loja, os filhos têm diversas opções de produtos e preços para agradar seus pais”, comentou. Para Setime, as vendas do Dia dos Pais têm sido boas já há alguns anos. “O Dia dos Pais de 2015, por exemplo, nos surpreendeu, vendemos bem”, comentou salientando que este ano, o frio no começo do inverno alavancou bem as vendas. “Os lojistas precisam se preparar para as estações e quando temos inverno quente, consequentemente temos problemas com as vendas. Mas este ano foi bom. Acredito na criatividade do comerciante para driblar tempos difíceis e também na sensibilidade, para saber o que oferecer”, disse.Setime também ressaltou que mesmo no auge da

crise financeira do País, não precisou demitir funcionários. “Não contratei ninguém, mas também não demiti. Estou trabalhando dentro do limite da nossa necessidade”, comentou. Para esse ano, a loja Setime Barreto preparou promoções que cabem no bolso da maioria dos consumidores. “Temos peças com preços bem acessíveis. Acredito que os presentes vão girar na faixa dos R$ 50”, comentou. Como os demais comerciantes, Setime espera que o movimento para o Dia dos Pais aumente nas vésperas da comemoração. Quanto a campanha da Acesap, Setime, que já foi presidente da Associação em outras épocas, disse que entende o motivo da campanha não ser mais ousada. “Não dá para arriscar. Um lojista pode ser mais ousado com o seu patrimônio, mas uma asso-

 S.A.PLATINA

Concluída reforma do antigo Cmei Avenida

Divulgação

Fecomércio – Sondagem realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), levantou que 68% dos paranaenses devem presentar neste Dia dos Pais. No ano passado, os que disseram que pretendiam presentear somavam 61%. O percentual apresentou recuperação com relação à mesma data comemorativa do ano passado, mas não chegou a superar 2014, quando 72% dos entrevistados pretendiam comprar um presente. De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio S esc/S enac-PR , Darci Piana, o aumento é condizente com o otimismo revelado pela Pesquisa de Opinião do Empresário, cujo resultado mostrou que 65% dos entrevistados esperam um segundo semestre mais favorável que os anteriores. “Não só o empresário está mais

 CAMBARÁ

Prefeito é multado por atraso no envio de dados ao SIM Da Assessoria

Prédio está pronto e vai atender 200 crianças Gladys Santoro

Cerca de 200 crianças entre quatro e cinco anos de idade (pré 1 e pré 2), terão escola nova para estudar em 2017. O prédio onde funcionava o Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei Avenida) - antigo imóvel da Legião Brasileira de Assistência (LBA) agora chama-

-se Centro Municipal de Educação Infantil Iracema Baggio. Depois de uma ampla reforma e ampliações, o imóvel está pronto. Foram investidos na obra cerca de R$ 300 mil de recursos municipais. Segundo a secretária municipal da E ducação, E stela Garcia Noal, embora o prédio esteja pronto, ele não funcio-

nará este ano. “Temos que comprar todos os móveis e ainda realizar um concurso público para contratação de funcionários. Por isso, só atenderá em 2017”, explicou. A secretária ainda explicou que o Cmei atenderá turmas diferentes em dois p e r í o d o s . “ Te re m o s u m grupo de alunos no período

da manhã e outro à tarde”, avisou. Também deve entrar em processo de licitação na próxima semana, a construção de um novo prédio para a escola Hercílio Custódio, que hoje atende no Jardim Colorado. Por conta dos problemas estruturais,a prefeitura vai construir o novo imóvel no Jardim Eunice Eleutério.

otimista, mas o consumidor, aos poucos, dá sinais de que acredita em uma recuperação da economia nos próximos meses. Isso é bom para o comércio e para o Paraná como um todo”, sinaliza. Entre os que pretendem presentear, a maioria (56%) disse que investirá de R$ 0 a R$ 100 no presente, enquanto 24% ficarão na faixa de R$ 101 a R$150. Os que pretendem investir entre R$ 151 e R$200 somam 10%, e os mais generosos, que gastarão mais de R$ 200, somam 10%. O ticket médio ficou em R$109,75. Em 2015 foi de R$104,50. Os presentes mais citados foram roupas e calçados, apontados por 61% dos que pretendem presentar. Aparelhos eletrônicos, como tablets e celulares, serão a segunda escolha dos filhos, com 7%. Os que citaram que presenteariam com outra coisa são 13%.

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) multou o prefeito de Cambará, João Mattar Olivato (gestão 2013-2016), em R$ 725,48 devido ao atraso de 131 dias na alimentação dos dados do sexto bimestre de 2012 no Sistema deInformaçõesMunicipais-Acompanhamento Mensal (SIM-AM). Os conselheiros julgaram regulares as contas de 2012 do município, ressalvando o resultado financeiro das fontes não vinculadas de R$ 121.911,67, que corresponde a 0,86% da receita de Cambará naquele ano. A Coordenadoria de Fiscalização Municipal (Cofim) do TCE-PR, antiga DCM, responsável pela instrução do processo, afirmou que a desoneração do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) impactou negativamente em R$ 364.244,61 o valor repassado ao município pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM), segundo estudo da Confederação Nacional de Municípios. Além disso, a unidade técnica opinou pela aplicação de multa ao atual prefeito pelo atraso na entrega dos dados do SIM-AM. O parecer do Ministério Público de Contas (MPC) acompanhou o entendimento da Cofim.

A decisão, da qual cabem recursos, ocorreu na sessão de 21 de junho da Primeira Câmara, na qual os conselheiros aprovaram por unanimidade o voto do relator, conselheiro Artagão de Mattos Leão. Assim, emitiram parecer prévio pela regularidade com ressalva das contas do município em 2012, com aplicação ao atual prefeito da sanção prevista no artigo 87, III, da Lei Orgânica do Tribunal (Lei Complementar Estadual nº 113/2005). Os prazos para recurso passaram a contar a partir da publicação do acórdão nº 148/15, na edição nº 1.393 do Diário Eletrônico do TCE-PR, em 5 de julho. Após o trânsito em julgado do processo, o parecer prévio do TCE será encaminhado à Câmara Municipal de Cambará. A legislação determina que cabe aos vereadores o julgamento das contas do chefe do Executivo municipal. Para desconsiderar a decisão do Tribunal expressa no parecer prévio são necessários dois terços dos votos dos vereadores. Outro lado O prefeito de Cambará João Mattar Olivato foi procurado pela reportagem para comentar a multa que terá que pagar, mas ele não atendeu as ligações feitas para o seu celular no final da tarde de ontem.


Cidades A-5

TRIBUNA DO VALE

Terça-feira, 02 de agosto de 2016

Duas pessoas morrem e outras duas ficam feridas em acidente na BR-153 COSELHEIRO MAIRINCK Vítimas viajavam Carapicuíba para a casa de parentes em Ventania Luiz Guilherme Bannwart

D u a s p e ss o a s m or re ram e outras duas ficaram feridas em mais um grave acidente registrado na tarde desta segunda-feira, 1º, na BR-153, no Norte Pioneiro. Um VW Voyage com placas de Carapicuíba (SP) saiu da pista em uma reta no quilômetro 84 da rodovia, e caiu em uma ribanceira. Almirio Ricardo da Silva, 41, e Solange dos Santos, 39, morreram no local. Uma adolescente de 16 anos e uma idosa foram encaminhadas a hospitais da região. De acordo com populares que ajudaram no resgaste das vítimas, o acidente ocorreu por volta das 14h30. O carro cruzou a pista contrária, atingiu duas árvores e uma parede a cinco metros de profundidade construída com pedras para conter a água das chuvas. Socorristas do Samu e do Corpo de Bombeiros de Ibaiti e Santo Antônio da Platina, equipes da Polícia Militar e patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) trabalharam no socorro aos sobreviventes. A idosa – ainda não identifi-

cada – foi encaminhada ao Hospital de Ibaiti, e a adolescente ao pronto-socorro de Conselheiro Mairinck. Uma testemunha disse ter ouvido a adolescente contar aos PMs que atend i am a o c or rê n c i a , qu e minutos antes ao acidente a família havia parado em um posto de combustíveis e que o motorista teria comentado que estava cansado, mas que iria seguir viagem, pois estavam próximos ao destino. A adolescente também informou aos socorristas que haveria uma quinta pessoa no interior do veículo. As equipes realizaram buscas na área do acidente, mas a informação não foi confirmada. Segundo relatos da própria adolescente às equipes d e r e s g at e , o c a s a l q u e faleceu seria seus pais e a idosa uma tia. Um gato da família foi encontrado ao lado do veículo com a coluna vertebral lesionada. O animal foi levado ao quartel do Corpo de Bombeiros em Santo Antônio da Platina. Apesar de conscientes, somente o resultado dos exames médicos poderão

Antônio de Picolli

Bombeiros e policiais tentam virar carro que caiu em um barranco às margens da BR-153

avaliar o estado de saúde dos s obre viventes.Os corpos do motorista e da passageira – que não usava o cinto de segurança e foi arremessada para fora do carro – foram recolhidos ao Instituto Médico Legal (IML).

 OUSADIA

Colisão frontal Na noite de domingo, 31, uma colisão frontal envolvendo um VW Puma, com placas de Quatiguá, e uma carreta de Telêmaco Borba, resultou em uma morte no quilômetro 54 da BR-153, no trecho entre Santo Antô-

nio da Platina e Guapirama. O acidente ocorreu por volta das 21 horas, pouco d e p oi s d o p ont i l h ã o d e acesso à PR-092. Segundo testemunhas, o carro teria invadido a pista contrária. Oulinconl Marinelo Ferro, 43, motorista do car-

ro, chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no pronto-socorro de Santo Antônio da Platina.O sepultamento aconteceu na tarde de ontem, 1º, no Cemitério Municipal de Quatiguá.

 FROTA

Bandidos rendem funcionários e roubam Começa prazo para pagamento do caixa eletrônico da Princesa do Norte Licenciamento Anual de veículo Antônio de Picolli

Quadrilha invadiu a garagem da Princesa do Norte pouco depois da 1 hora desta segunda-feira Luiz Guilherme Bannwart

Integrantes de uma quadrilha, provavelmente especializada em roubos a caixas eletrônicos, agiram na madrugada de ontem, 1º, em Santo Antônio da Platina. Funcionários da garagem de ônibus da empresa Princesa do Norte foram rendidos e o dinheiro do terminal levado pelos bandidos. De acordo com a Polícia Militar, o grupo chegou ao local pouco depois da 1 hora e rendeu os trabalhadores.

O vigia e outro funcionário foram amarrados por três homens armados e com os rostos cobertos, que em seguida cobriram as câmeras de segurança para não serem identificados e arrobaram o caixa eletrônico da empresa utilizando um maçarico. Um dos funcionários conseguiu se soltar e ligou para a Polícia Militar. Quando os PMs chegaram ao endereço, o ambiente ainda estava tomado por fumaça. No pátio da empresa foram encontradas algumas cédulas deixadas

para trás pela a quadrilha, que carregou três sacolas com o dinheiro do caixa eletrônico. Os bandidos não agiram com violência contra as vítimas, e fugiram em um veículo de cor preta.O valor levado pela quadrilhanão foi informado à PM. Na manhã de ontem, papiloscopistas do Instituto Médico Legal (IML) de Jacarezinho periciaram o local à procura de impressões digitais dos suspeitos. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil

Da Agência Estadual

Desde de ontem (1) até o fim de novembro proprietários de veículos emplacados no Estado devem pagar o Licenciamento Anual - exercício 2016. A cobrança é de competência do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) e a data de vencimento varia de acordo com os dígitos finais de cada placa. O licenciamento para veículos com placas finais 1 e 2 deve ser quitado em agosto. Já para as placas que terminam com dígito 3, 4 e 5 o vencimento ocorrerá em setembro e para as que têm final 6, 7 e 8 o prazo expira em outubro. Em novembro o prazo termina para placas com dígitos 9 e 0. “É importante que os proprietários de veículos fiquem atentos ao prazo para pagamento. Aqueles que forem flagrados sem o documento, de porte obrigatório, podem sofrer as penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro”, alerta o diretor-geral do

Detran, Marcos Traad. Cobrança A Guia de Recolhimento é no valor de R$ 75,59 (para todos os veículos). Os proprietários que estão em atraso com débitos de multas, Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) ou Dpvat, além do valor do Licenciamento exercício 2016, terão os valores a serem quitados acrescidos a guia.A tabela completa com as datas e a consulta a situação do veículo estão disponíveis no site www.detran. pr.gov.br, na aba “veículos”, “licenciamento anual”. Pagamento O licenciamento deve ser pago nas instituições bancárias credenciadas junto ao órgão de trânsito: Banco do Brasil, Sicredi, Bancoob e Banco Rendimento. Correntistas do Banco do Brasil podem fazer o pagamento com o número do Renavam no caixa do autoatendimento ou pela internet. Após o pagamento do Licenciamento Anual e de todos os demais débitos o Certifi-

cado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) será enviado para o endereço cadastro junto ao sistema do departamento. Por isso, o Detran reforça o pedido para que o usuário mantenha sempre os dados atualizados. Caso o documento não chegue após dez dias é possível consultar onde se encontra pelo site do Detran, em “veículo”, “licenciamento”, “entrega do CRLV”. Legislação O documento de Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), de porte obrigatório do veículo e na forma original, só é emitido após a quitação do Licenciamento Anual e demais débitos. Quem for flagrado com veículo não licenciado comete uma infração gravíssima de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro. A multa é de R$ 191,54 e a penalidade é de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação. Como medida administrativa o proprietário tem o veículo apreendido.


A-6 Agronegócio

TRIBUNA DO VALE

Terça-feira, 02 de agosto de 2016

Paraná deverá colher 35,9 milhões de toneladas no ano agrícola 2015/16 SAFRAVolume é 6% menor que a anterior (2014/15), que rendeu 38 milhões de toneladas Antônio de Picolli

esse quadro de menor oferta é preocupante, principalmente para manutenção dos custos de produção das cadeias de produção de aves, suínos e bovinos de leite, que dependem do milho como principal insumo para a ração animal. O executivo acredita que a eleva-

ção dos preços do milho, em especial no período de entressafra, poderá contribuir para novos aumentos nos preços na produção de alimentos oriundos dessas cadeias produtivas. Por isso há uma pressão de compra por parte de empresas integradoras e fabricantes de

rações para formação de estoques de milho. Há incerteza sobre como vai se comportar o mercado lá na frente, sendo esse um fator de sustentação de preços, explicou Simioni. “Com a escassez, o milho virou um produto disputado e valioso”, acrescentou.

Lavouras de trigo tem bom desenvolvimento Antônio de Picolli

Colheita de soja foi encerrada com um volume 10% abaixo do potencial de produção Da Agência Estadual

A produção de grãos no Paraná do ano agrícola 2015/16 caminha para o seu final, com a expectativa de colher um total de 35,9 milhões de toneladas entre as três safras plantadas no Estado: de verão, outono/inverno e inverno. Esse volume é 6% menor que a anterior (2014/15), que rendeu 38 milhões de toneladas. Este ano a safra foi atingida por vários eventos climáticos negativos desde a primavera do ano passado até o inverno deste ano, informou o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. No relatório de acompanhamento de safra do Deral, relativo ao mês de julho, divulgado sexta-feira (29), o destaque é a finalização das lavouras de segunda safra de milho e de trigo, que estão em campo. Segundo o relatório, houve redução na produção de milho, soja e feijão por conta do clima, que influenciou na queda de produção e na qualidade dos grãos. Para o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, os produtores enfrentaram todas as variações possíveis de clima. “Esse período vem desde a primavera de 2015, quando iniciou o plantio da safra 20152016, e o inverno que estamos atravessando neste momento, com chuvas no verão, calor e seca entre março/abril/2016. E agora um frio intenso no início do inverno com cerca de seis geadas consecutivas que acabaram prejudicando especialmente a produção de milho segunda safra”, afirmou. Para o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni, se por um lado as variações constantes do clima contribuíram para reduzir a produtividade e a qualidade dos grãos, por

outro, contribuiu para a elevação dos preços dos principais produtos cultivados no Estado. Esse fator não foi bom para os consumidores, mas está dando condições para os produtores se manterem capitalizados de maneira geral, observou Simioni.Para ele, a sustentação dos preços dos grãos está ajudando a manter o produtor na atividade, apesar de alguns problemas localizados de endividamento em algumas explorações. Soja A colheita de soja foi encerrada com um volume de 16,5 milhões de toneladas, cerca de 10% abaixo do potencial de produção, que apontava para uma produção de 18,3 milhões de toneladas. Mesmo assim, a produção de soja da safra 2015/16 é a segunda maior da história. Houve uma redução de 1,8 milhão de toneladas de soja, motivada pelo histórico de eventos climáticos que afetaram as demais culturas de grãos no Estado. Com a redução da oferta, os preços se mantêm elevados, em parte impulsionados pelo câmbio, ainda atrativo para exportação. No mês de julho, o preço pago pela soja ao produtor esteve em média cotado a R$ 77,25 a saca com 60 quilos, valor 26% superior à média de comercialização no mesmo mês do ano passado, quando a saca foi vendida pelo produtor por R$ 61,00, em media. O ritmo de exportações de soja do Paraná está mais acelerado este ano. De janeiro a junho, o Estado exportou 6,1 milhões de toneladas do grão, volume 35% maior que no mesmo período do ano passado quando foram exportadas 4,5 milhões de toneladas. A segunda safra de soja, que foi a última plantada no período da entressafra, também apresentou quebra de 8% em relação ao potencial

de produção que previa um volume de 351 mil toneladas. Após os eventos climáticos, a safra rendeu um volume de 323 mil toneladas, mesmo assim 6% maior que o colhido no ano passado que foi 304 mil toneladas. Milho A segunda safra de milho está com mais de dois terços da área plantada (2,2 milhões de hectares) já colhida. Segundo o economista do Deral, Marcelo Garrido, a safra tinha um potencial de produção de 12,9 milhões de toneladas, mas a colheita deve se encerrar com um volume ao redor de 11,3 milhões de toneladas, uma redução de 13% em relação à estimativa inicial. O milho foi muito afetado por uma sequência de eventos climáticos negativos que incidiram sobre o atraso no plantio, seguido de um período de excesso de calor no mês de abril deste ano. Depois, vieram várias ocorrências de geadas, que influenciaram na perda de qualidade do grão. De acordo com Garrido, a perda do milho na quantidade foi influenciada pelo excesso de calor em abril e a perda de qualidade foi provocada pela sucessão de geadas. Esse quadro fez a comercialização do grão se manter sustentada em pleno período de colheita. Como o quadro é de escassez de oferta de milho no País, a tendência para os preços é se manterem elevados no período de entressafra até a colheita da próxima safra (de verão) que vai acontecer a partir de fevereiro do ano que vem. No mês de julho, o milho foi comercializado pelo produtor, em média, por R$ 34,69 a saca com 60 quilos, um aumento de 67,26% no ano. No mesmo mês do ano passado a saca de milho era vendida pelo produtor por R$ 20,74 a saca. Para Francisco Simioni,

Safra de trigo deverá ser 19% menor do que no ano passado

O trigo, um dos últimos produtos da safra de grãos do Paraná a permanecer em campo até o final do ano agrícola, encontra-se 100% plantado, com uma área ocupada de 1,1 milhão de hectares. Até agora, a safra está com bom desenvolvimento e ela deverá ser 19% menor do que no ano passado, quando foram plantados 1,34 milhão de hectares. Naquele ano, a produção de trigo no Estado enfrentou problemas como chuvas na colheita que reduziram a produção esperada. Apesar da redução de área, o Deral prevê uma produção maior este ano, de 3,35 milhões de toneladas, 2% a mais que no ano passado, quando foram colhidos 3,28 milhões de toneladas de trigo. Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Hugo Godinho, a estimativa de produção de trigo no Paraná está mantida, “apesar de alguns sustos como seca em abril que atrasou o plantio”. Houve um período seco de quase um mês, que voltou à normalização com as chuvas. Mas depois houve a sequência de geadas que voltou a ameaçar, mas não ao ponto de refletir na produtividade esperada, salientou Godinho. Apesar do bom desempenho das lavouras até agora, a comercialização não está animando muito o produtor que vive sob a ameaça de importação de trigo, que pode derrubar os preços do grão

no mercado. No mês de julho, a média de preços recebidos pelo produtor foi de R$ 45,71 a saca/60-kg. Ocorre que no mercado internacional os preços estão competitivos, o que favorece as importações. O Paraná está concluindo a colheita da terceira safra de feijão plantada no Estado, que é pequena, mas que também apresentou quebra de produção como nas duas safras anteriores. No total, o Paraná está colhendo um volume de 595 mil toneladas entre as três safras plantadas no ano agrícola 2015/16, que é 17% menor em relação ao volume colhido no ano anterior que somou 715 mil toneladas. Essa redução representa uma redução de 120 mil toneladas, que está fazendo falta no mercado, disse o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador. Este ano, explicou Salvador, a redução na produção de feijão ocorreu em todo o País, o que motivou a explosão de preços no mercado, com efeitos devastadores sobe o consumidor que viu o preço do grão subir até a R$ 18,00 ou R$ 19,00 o quilo no varejo. Segundo a Companhia Nacional de Alimentos (Conab), a produção de feijão no País este ano foi de 2,7 milhões de toneladas, volume 16% menor que o ano anterior quando foram produzidas 3,2 milhões de toneladas. Houve uma perda de 592 mil

toneladas, que equivale a uma safra inteira do Paraná, que é o maior produtor do País”, comparou Salvador. Segundo ele, é como se o Paraná se retirasse do mercado durante um ano inteiro. Essa quebra nacional está refletida nos preços, cuja tendência é de se manterem firmes até a entrada da safra de verão que começa a ser plantada em agosto, com início da colheita previsto para outubro. Como não há estoques de feijão, a produção é ajustada ao consumo, cerca de 95% da primeira e da segunda safra de feijão plantadas no Paraná já foram vendidas. “Feijão novo só por outubro”, disse Salvador. Em um ano, os produtores tiveram aumento de 260% no feijão de cor, que passou de R$ 110,00 a saca de 60 quilos no mês de julho do ano passado para R$ 395,00, em julho deste ano. O feijão preto teve aumento de 148%, passando de R$ 86,00 a saca no ano passado para R$ 213,00 a saca este ano. Esses são os maiores preços de feijão alcançados na história. Segundo acompanhamento do Deral, a média dos preços de feijão de cor, este ano, alcançou valor de R$ 250,56 a saca. Preços altos ocorreram, mas em menor intensidade, nos anos de 2013, quando a média alcançou R$ 149,58 a saca e em 2015 quando a média de preços foi de R$ 127,00 a saca.

RENEGOCIAÇÃO

Das Agências

Os produtores rurais que tiveram redução da capacidade de pagamento devido aos problemas climáticos como chuvas excessivas ou aos aumentos do custo de produção estão protocolando nos agentes financeiros os pedidos de prorrogação de parcelas de custeio e investimento. Segundo algumas fontes do mercado bancário, a suino-

Prorrogação do crédito rural

cultura e a mandiocultura são as que mais têm demandado renegociações, seguidas de bovinocultura de leite, dentre outras atividades. Vale lembrar que o Manual do Crédito Rural (MCR) determina a prorrogação da dívida, aos mesmos encargos financeiros antes pactuados no instrumento de crédito, desde que se comprove incapacidade de pagamento ao mutuário, em consequência de dificuldade de

comercialização dos produtos, frustração de safras, por fatores adversos e eventuais ocorrências prejudiciais ao desenvolvimento das explorações. Além disso, os agentes financeiros calculam toda a renda proveniente da venda da produção obtida e de seguros em caso de perdas e esses valores são amortizados nos financiamentos. As análises de prorrogação são feitas “caso a caso” e os pe-

didos devem ser protocolados nos agentes financeiros com no mínimo 15 dias de antecedência do vencimento da parcela. Nos financiamentos de investimento, a prorrogação do valor das parcelas do principal com vencimento no ano pode ser incorporado ao saldo devedor e redistribuído nas parcelas restantes, ou ser prorrogado para até 12 meses após a data prevista para o vencimento vigente do contrato, mantidas

as demais condições pactuadas. Nem todas as linhas de investimento são prorrogáveis, recomenda-se consultar o gerente do agente financeiro. O MCR não prevê prorrogação aos financiamentos com recursos de fundos e programas de fomento, que estão sujeitos a normas próprias. A Federação da Agricultura do Paraná (Faep) encaminhou ao governo federal e parlamentares* ofício solicitando alte-

rações no Manual do Crédito Rural, que estabelece à instituição financeira, conforme seu critério e nos casos em que ficar comprovada a incapacidade de pagamento, a possibilidade do mutuário renegociar as parcelas de crédito de investimento rural contratadas com recursos repassados pelo BNDES e equalizadas pelo Tesouro Nacional. No entanto, essa regra não se aplica a algumas modalidades de investimento.


Geral A-7

TRIBUNA DO VALE

Terça-feira, 02 de agosto de 2016 PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO DO PINHAL DECRETO Nº. 60/2016. SÚMULA:- Abertura de crédito adicional suplementar com recursos de remanejamento de dotações orçamentárias O Senhor Dartagnan Calixto Fraiz, Prefeito do Município de Ribeirão do Pinhal, Estado do Paraná, usando de suas atribuições legais, e em especial a Lei nº Lei nº 1.711/2015 de 10 de novembro de 2015; decreta. ARTIGO 1º - Fica aberto no orçamento vigente um crédito adicional Suplementar, no valor de R$ 158.874,20 (cento e cinquenta e oito mi oitocentos e setenta e quatro reais e vinte centavos), com recursos de remanejamento de dotações orçamentárias, na seguinte dotação de despesas: Órgão:- 05 - DEPARTAMENTO DE SAÚDE. Unidade:- 001 – Fundo Municipal de Saúde. Projeto/Atividade:- 10.301.0010.2048 – Fundo Municipal de Saúde. 3.3.90.30.00.00 – Material de Consumo. Conta de Despesa:- 01200 – 00303 - 0303/01/02/00/00 Saúde – Rec. Vinculadas (E. C. 29/00 - 15%). Valor R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) 3.3.90.39.00.00 – Outros Serviços de Terceiros Pessoa Jurídicas. Conta de Despesa:- 01240 – 00303 - 0303/01/02/00/00-Saúde – Rec. Vinculadas (E. C. 29/00 - 15%). Valor R$ 118.874,20 (cento e dezoito mil oitocentos e setenta e quatro reais e vinte centavos) ARTIGO 2º - Servirá como recurso para o custeio do presente Crédito Suplementar, os cancelamentos de dotações orçamentárias que abaixo seguem. Órgão:- 03 - DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS. Unidade:- 002 – Assessoria e Planejamento. Projeto/Atividade:- 04.122.0003.2005 – Assessoria e Planejamento. 4.4.90.52.00.00 – Equipamento e Material Permanente. Conta de Despesa:- 00320 - 00000 - 0000/01/07/00/00 - Recursos Ordinários (Livres). Valor R$ 3.636,00 (três mil seiscentos e trinta e seis reais). Unidade:- 005 – Divisão de Tesouraria. Projeto/Atividade:- 04.123.0003.2008 – Manutenção do Departamento de Tesouraria. 3.3.90.39.00.00 – Outros Serviços de Terceiros Pessoa Jurídica. Conta de Despesa:- 00440 - 00000 - 0000/01/07/00/00 - Recursos Ordinários (Livres). Valor R$ 10.000,00 (dez mil reais). Unidade:- 006 – Divisão de Tributação e Fiscalização. Projeto/Atividade:- 04.129.0003.2009 – Manutenção do Departamento de Tributação. 3.3.90.39.00.00 – Outros Serviços de Terceiros Pessoa Jurídica. Conta de Despesa:- 00490 - 00000 - 0000/01/07/00/00 - Recursos Ordinários (Livres). Valor R$ 10.000,00 (dez mil reais). Unidade:- 007 – Divisão de Recursos Humanos. Projeto/Atividade:- 11.332.0003.2010 – Manutenção do Depto de Recursos Humanos. 3.3.90.39.00.00 – Outros Serviços de Terceiros Pessoa Jurídica. Conta de Despesa:- 00570 - 00000 - 0000/01/07/00/00 - Recursos Ordinários (Livres). Valor R$ 10.000,00 (dez mil reais). Órgão:- 04 - DEPARTAMENTO DE VIAÇÃO, OBRAS E URBANISMO. Unidade:- 001 – Divisão de Obras. Projeto/Atividade:- 04.122.0009.2043 – Manutenção do Departamento de Obras. 3.3.90.39.00.00 – Outros Serviços de Terceiros Pessoa Jurídica. Conta de Despesa:- 00950 - 00000 - 0000/01/07/00/00 - Recursos Ordinários (Livres). Valor R$ 3.062,58 (três mil sessenta e dois reais e cinquenta e oito centavos). Unidade:- 002 – Divisão de Serviços Rodoviários. Projeto/Atividade:- 15.452.0009.2046 – Manutenção da Limpeza Pública. 4.4.90.52.00.00 – Equipamentos e Material Permanente. Conta de Despesa:- 01030 - 00000 - 0000/01/07/00/00 - Recursos Ordinários (Livres). Valor R$ 8.002,00 (oito mil e dois reais). 3.3.90.36.00.00 – Outros Serviços de Terceiros Pessoa Física. Conta de Despesa:- 01010 - 00000 - 0000/01/07/00/00 - Recursos Ordinários (Livres). Valor R$ 10.000,00 (dez mil reais). Unidade:- 003 – Divisão de Urbanismo. Projeto/Atividade:- 15.452.0009.2045 MANUTENÇÃO DO DEPARTAMENTO DE URBANISMO. 3.3.90.36.00.00 – Outros Serviços de Terceiros Pessoa Física. Conta de Despesa:- 01060 - 00000 - 0000/01/07/00/00 - Recursos Ordinários (Livres). Valor R$ 10.000,00 (dez mil reais). Projeto/Atividade:- 15.452.0009.2046 – Manutenção da Limpeza Pública. 3.3.90.30.00.00 – Material de Consumo Conta de Despesa:- 01100 - 00000 - 0000/01/07/00/00 - Recursos Ordinários (Livres). Valor R$ 12.656,08 (doze mil seiscentos e cinquenta e seis reais e oito centavos). 3.3.90.39.00.00 – Outros Serviços de Terceiros Pessoa Jurídica. Conta de Despesa:- 01110 - 00000 - 0000/01/07/00/00 - Recursos Ordinários (Livres). Valor R$ 11.115,00 (onze mil cento e quinze reais). Projeto/Atividade:- 15.452.0009.2047 – Gestão de Resíduos Sólidos. 3.3.90.30.00.00 – Material de Consumo Conta de Despesa:- 01120 - 00000 - 0000/01/07/00/00 - Recursos Ordinários (Livres). Valor R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais). Órgão:- 05 - DEPARTAMENTO DE SAÚDE Unidade:- 001 – Fundo Municipal de Saúde Projeto/Atividade:- 10.301.0010.2048 – Fundo Municipal de Saúde 3.3.90.36.00.00 – Outros Serviços de Terceiros Pessoa Física. Conta de Despesa:- 01220 - 00303 - 0303/01/02/00/00-Saúde – Rec. Vinculadas (E. C. 29/00 - 15%) Valor R$ 29.000,00 (vinte e nove mil reais). 3.3.90.91.00.00 – Sentenças Judiciais Conta de Despesa:- 01260 - 00303 - 0303/01/02/00/00 - Saúde – Rec. Vinculadas (E.C. 29/00 - 15%) Valor R$ 10.000,00 (dez mil reais) 4.4.90.52.00.00 – Equipamentos e Material Permanente Conta de Despesa:- 01270 - 00303 - 0303/01/02/00/00 - Saúde – Rec. Vinculadas (E.C. 29/00 - 15%) Valor R$ 6.402,54 (seis mil quatrocentos e dois reais e cinquenta e quatro centavos). ARTIGO 3º - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Ribeirão do Pinhal – Pr, em 01 de agosto de 2.016. ________________________________ Dartagnan Calixto Fraiz Prefeito Municipal PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO DO PINHAL = P O R T A R I A 056/2016= O Senhor Dartagnan Calixto Fraiz, Prefeito Municipal de Ribeirão do Pinhal, Estado do Paraná, no uso de suas atribuições legais e na forma da Lei. RESOLVE: EXONERAR à Pedido, a Sra. Taiza Carla Ferreira de Lima contratada de acordo com o Processo Seletivo Simplificado nº 001/2016, do cargo em que vinha exercendo de Professora, a partir da presente data e do corrente exercício (01/08/2016). REGISTRE-SE E PUBLIQUE-SE Edifício da Prefeitura Municipal de Ribeirão do Pinhal, Estado do Paraná, ao primeiro dia do mês de Agosto do ano dois mil e dezesseis. Gabinete do Prefeito. Dartagnan Calixto Fraiz Prefeito Municipal

Estudantes retornam às aulas na rede estadual de ensino ESCOLAS SEED Tomou as medidas necessárias para garantir a normalidade das aulas, organizando transporte escolar, entrega de merenda e distribuição de aulas Da Agência Estadual

Mais de um milhão de estudantes da rede estadual de ensino voltaram às aulas ontem, 1º, para o segundo semestre letivo de 2016, após duas semanas de recesso. As aulas prosseguem até o dia 21 de dezembro. A Secretaria da Educação tomou as medidas necessárias para garantir a normalidade das aulas, organizando transporte escolar, entrega de merenda e distribuição de aulas. “Trabalhamos constantemente para que nossas escolas tenham o quadro completo de professores e funcionários, bem como a oferta do transporte escolar e a entrega da merenda escolar sem nenhum inconveniente. É evidente que casos pontuais podem acontecer por causa do tamanho da rede, mas sempre estamos buscando garantir a qualidade de ensino aos nossos estudantes”, explicou a secretária da Educação, professora Ana Seres. No Colégio Estadual Barão do Rio Branco, em Curitiba, o clima entre os alunos foi de

alegria por rever os amigos. Segundo o diretor do colégio, Pedro Billo, a unidade está em ordem para atender alunos e comunidade escolar. “As expectativas são boas para o segundo semestre. Depois de dois dias de formação da semana passada, na Semana Pedagógica, professores e funcionários estão animados. Tivemos atividades que foram uma injeção de ânimo para esta etapa”, disse o diretor. Ele afirmou que está tudo dentro da normalidade em relação à equipe de profissionais e ao estoque de merenda escolar na unidade. A ansiedade tomou conta da estudante do segundo ano do ensino médio, Juliana Cruz, 16 anos. Ela contava os dias para o retorno às aulas. “A escola é parte da nossa vida. Dá saudades dos amigos, dos professores e de estudar”, disse a jovem, que adora a disciplina de língua portuguesa e espera que o segundo semestre seja tranquilo. Maria Cristina de Souza acompanhou seus dois filhos, Cristina e João Francisco,

neste primeiro dia de retorno ao colégio. “Uma boa escola é quando o aluno se sente à vontade, como neste colégio, que é organizado, tem bons professores, dedicados”, comentou a mãe. Ela entende que é preciso existir uma boa relação entre a família e a instituição de ensino. “A escola precisa conhecer a vida do aluno, da família. E a família tem que acompanhar o aluno. Eu venho à escola, falo com os professores, conheço o sistema de avaliação, vejo os cadernos dos meus filhos”, disse. Tem ação Esse envolvimento da família na vida escolar está, inclusive, previsto no Programa Minha Escola Tem Ação (META), da Secretaria de Estado da Educação, que busca reduzir os índices de evasão e reprovação. “A melhoria da educação passa por uma boa gestão escolar. E para uma boa gestão, o diretor precisa do apoio e do envolvimento da comunidade. A participação de todos é fundamental”, esclarece a secretária professora Ana Seres.

CONTRAPARTIDA

Paraná receberá R$ 1,7 mi em equipamentos para as polícias

Divulgação

Da Agência Estadual

A participação de cerca de 250 policiais paranaenses no esquema de segurança montado para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro vai render cerca de R$ 1,7 milhão em equipamentos para o Estado. Fruto de contrapartida da União, a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) vai repassar seis viaturas 4x4, além de armas de grosso calibre e equipamentos como escudos balísticos para controle de distúrbios civis, coletes, capacetes, luvas táticas e munições diversas. Alguns equipamentos mais específicos - de proteção respi-

“

Isso é extremamente importante pelo contato com ambientes diversos que agregam experiências diferenciadas.”

ratória, saco de dormir camuflado, rede de selva, cintos de guarnição, coldres e mochilões camuflados - também integram o material que será doado ao Paraná. Após a realização das Olimpíadas, serão enviados, ainda, 200 coletes balísticos, 70 pistolas MD6, 40 carabinas e outras quatro viaturas 4x4. Missões O secretário da Segurança Pública e Administração Pe-

Polícia vai receber armas, escudos balísticos, coletes e munições

nitenciária, Wagner Mesquita, ressalta que, além da Olimpíada do Rio, a polícia paranaense sempre participa de missões da Força Nacional. “Isso é extremamente importante pelo contato com ambientes diversos que agregam experiências diferenciadas. Por meio de convênio firmado com o Ministério da Justiça, o efetivo recebe especialização e cursos técnicos voltados tanto para a área de inteligência quanto para a área operacional”, explica Mesquita. Fronteira O secretário ressalta que o Paraná também tem reforço no efetivo com homens da Força Nacional atuando, por

exemplo, na faixa de fronteira, em situações estratégicas, fruto dessa parceria com a União. Especificamente para a região fronteiriça paranaense com outros países, 750 pistolas Imbel calibre 40 foram doadas para utilização de policiais militares daquela região, pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O armamento é oriundo do programa Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras (Enafron) e será distribuído para as unidades policiais militares de fronteira assim que os profissionais passarem por treinamento específico para utilização do equipamento.


cmyb

A-8 Cidades

TRIBUNA DO VALE

Terça-feira, 02 de agosto de 2016

Santo Antônio da Platina em quatro cores

Antônio de Picolli

INVERNOFlorada dos ipês entre julho e setembro encanta e enfeita as ruas da cidade Dayse Miranda

Santo Antônio da Platina foi tomada por quatro cores na chegada do mês de agosto. Os ipês que costumam florescer entre julho e setembro, já encantam e enfeitam as ruas da cidade. Brancos, rosas, roxos e amarelos, dividem atenção dos olhos de quem transita pela cidade. O ponto de maior concentração dos ipês fica na avenida Oliveira Motta. São dezenas de árvores que chamam a atenção nesta época do ano pela sua beleza. Ao longo do ano, essas árvores se passam despercebidas aos olhos de quem transita pela cidade, pois, as copas ficam totalmente prov i d a s d e fol h a s b e m verdes. Mas quando suas folhas começam a cair, pela proximidade do outono e inverno, é o sinal de que as flores estão por surgir. A espécie proporciona que a copa das árvores ganhe destaque, pois fica completamente florescida. É entre os meses de julho e setembro que os ipês começam a florescer por toda parte, e sua floração se torna vistosa e muito atrativa

devido à ausência de folhas. Por ser tão chamativa, em 2005 Santo Antônio da Platina estabeleceu através da Lei Municipal nº 248 o Ipê como ár vore símbolo do município. A espécie também é considerada como símbolo nacional dos países como Brasil, Argentina e Portugal. Para florescer, a espécie precisa de pelo menos um dia com pico de frio, com temperaturas em 10 ou 12 graus e, simultaneamente, e s t a re m e m p e r í o d o d e queda de folhas. E as bruscas quedas de temperatura registradas neste inverno já foram o suficiente para que as flores brotassem. Mas vale lembrar que nem todas florescem ao mesmo tempo. Há uma pequena variação nas cores. Geralmente, os ipês amarelos brotam depois do rosa e do roxo, mas já é possível observar alguns amarelos florescendo um pouco antes do tempo. Para a servidora pública Maria Vani de Oliveira, que trabalha no setor de limpeza pública, é um prazer imenso trabalhar nesta época do ano. Segundo ela, as cores deixam o seu dia mais alegre. “É melhor varrer flores

do que varrer lixo”, confessa. Há 11 anos no setor de limpeza, Maria conta que os ipês amarelos neste ano floresceram mais rápido, pois, geralmente sua floração acontece em setembro. Ela acompanha há anos as árvores que fazem parte da sua rotina. Apesar das folhas e flores fazerem parte da natureza, Maria ressalta que mesmo assim tem gente que se incomoda com a sujeira. Mas para ela, é um prazer trabalhar com os ipês nesta época. “Observei que o número de flores diminuiu muito este ano. Sabia que dá até pena de varrer?”, brincou. A secretária de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente de Santo Antônio da Platina, Eliani Simões, explica que ainda não é possível contabilizar o número de ipês espalhados pela cidade, mas adiantou que há previsão de executar um plano de arborização na cidade no ano que vem. Segundo ela, o projeto é executado por um grupo de biólogos terceirizados que fazem um mapeamento real de todas as árvores da cidade. “Os ipês são árvores muito utilizadas em calçadas porque

Ipês da avenida Oliveira Motta deixam parte da cidade coloridas durante o inverno

suas raízes não danificam as estruturas e asfalto. No verão ficam extremamente secos e sem folhas e nesta época deixam a cidade encantadora”, comentou. Eliani ainda explicou que

a idade média dos ipês da avenida Oliveira Motta é de aproximadamente 80 anos. Apesar de serem ar vores antigas, ela acredita que não haja árvores condenadas, mas que precisam de

uma manutenção constante. “Não vejo a necessidade de replantio inicialmente, mas isso, só podemos garantir após o plano de arborização ser executado por especialistas”, enfatizou.

PROGRAMA

UENP oferece certificação orgânica a produtores da região Divulgação

Da Assessoria da UENP

Há quase 20 anos, José Avilar Rissá cuida de um pequeno sítio na zona rural de Ribeirão Claro, onde vive com a esposa. Ali eles passam o dia cultivando frutas, verduras e legumes. Tudo orgânico, sem nenhum tipo de agrotóxico. Mas nem sempre foi assim. “Nós começamos a plantar orgânicos em 2010. Na época isso ainda era novidade aqui na região. Os outros produtores olhavam meio desconfiados. Não achavam que pudesse dar certo. Mesmo assim investimos”, conta seo Avilar, como é conhecido. A produção na propriedade é acompanhada pelo Programa Paranaense de Certificação de Produtos Orgânicos (PPCPO). No Norte Pioneiro, O PPCPO é coordenado pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), através do Núcleo de Estudos de Agroecologia e Territórios (NEAT) do Campus Luiz Meneghel em Bandeirantes. “O objetivo do Programa é ajudar a fortalecer a produção de alimentos orgânicos no Paraná, por meio do apoio técnico e orientação à adequação da propriedade ao que exige a legislação brasileira sobre este tipo de produção”, explica o professor-doutor Rogério Macedo, coordenador do NEAT. “Cada Núcleo de Certificação conta com profissionais e estudantes de Agronomia e de outras áreas. Os profissionais também são formados em Auditoria da Produção Orgânica pelo TECPAR”, complementa. Para participar do programa o interessado tem que ser Agricultor Familiar e possuir a Declaração de Aptidão (DAP)

José Avilar Rissá e a mulher Maria de Lourdes preparam produtos orgânicos para entrega

ao PRONAF. O processo de certificação é gratuito. Segundo Maria Eliza Galiardi, engenheira agrônoma do PPCPO na UENP, esse é o diferencial do Programa. “Geralmente, esses produtores não têm condições de arcar com os custos de uma certificação. Nós fazemos todo esse acompanhamento de graça. O que ganhamos com isso é o conhecimento que adquirimos como Universidade e a satisfação de vê-los certificados”, disse. Depois que conseguiu a certificação orgânica, a produção do seo Avilar começou a ganhar mercado. Tudo que é produzido na propriedade é encaixotado e segue para Ourinhos (SP), onde os produtos são entregues a uma rede de supermercados. “Sem a certificação não teríamos como vender para supermecados, por

exemplo. A certificação é o que nos dá o respaldo para a entrega. E hoje temos percebido que o orgânico tem conseguido cada vez mais espaço no mercado. Estamos felizes”, comemora Avilar. Como funciona A visita ao produtor é o primeiro passo para o processo de Certificação Orgânica. Os técnicos do PPCPO conferem se a propriedade tem (ou teve recentemente) algum plantio com uso de agrotóxico e analisam se o uso desses produtos nas propriedades vizinhas não inviabilizam a produção de orgânicos. “Às vezes o produtor vizinho faz uso de agrotóxicos e, sem perceber, acaba contaminando a área destinada para o plantio. E nós precisamos ter certeza de que não haverá nenhum tipo de contaminação. Para isso o

produtor precisa tomar algumas precauções como construir uma cerca vegetal que proteja sua área de plantio, por exemplo”, explicou Diego Contiero, biólogo e auditor do PPCPO. O Programa também orienta nas adaptações necessárias, caso a área escolhida para o plantio não esteja de acordo com o que exige a legislação. “Nós sempre reforçamos aos produtores que existem formas de melhorar a qualidade da terra e combater pragas sem usar agrotóxicos. Esse é o caminho que mostramos a eles. O caminho do manejo orgânico”, disse Maria Eliza Galiard. “Hoje, eles mesmos começam a perceber a importância disso. Nós já tivemos produtores que foram intoxicados com agrotóxicos e que resolveram partir para o or-

gânico”, afirma. Somente depois que o produtor toma todas as medidas necessárias e passa por uma auditoria, é que ele recebe a certificação. Inês Sasaki é uma produtora de Carlópolis, cidade vizinha a Ribeirão Claro. Há 18 anos, ela planta frutas e verduras no sítio da família para vender na feira da cidade. O plantio ainda é convencional, mas Inês está disposta a trabalhar com orgânicos. “Eu sempre tive vontade. Principalmente por ser um produto mais saudável, sem veneno. Eu já comprei tomate que dava até pra sentir o gosto do agrotóxico e tive que jogar fora” conta. A coragem para começar a plantar orgânicos veio depois que Inês soube da existência do projeto. Ela acredita que uma assistência técnica é fundamental

para que nada saia errado. “Esse projeto é uma ajuda e tanto. Aqui na nossa propriedade, nós só usamos agrotóxicos quando não tem jeito. Mas eu não gosto. O que a gente não quer pra gente, não devemos desejar para os outros, né?”, conclui. PPCPO O PPCPO é uma política pública da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI) em parceria com o Tecpar, Emater e Rede EcoVida; e executada pelos Núcleos de Certificação instalados nas Universidades Públicas Estaduais e no Centro Parananese de Referência em Agroecologia (CPRA), em Curitiba. O objetivo é oferecer certificação gratuita para produtores da Agricultura Familiar do Estado. O Programa também capacita a comunidade acadêmica para atuação em serviços de extensão rural, formando mão de obra qualificada para o Estado e promovendo a inserção de produtos com o selo “Orgânico Brasil” no mercado. O Tecpar realizou investimentos na qualificação de profissionais das instituições parceiras, seguindo a regulamentação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No Norte Pioneiro, a UENP é a responsável pelo Programa. A equipe é formada pelo biólogo e mestre em agronomia Diego Contiero da Silva, e pelos agrônomos Maria Eliza Galiard e Victor Hugo Kovaski. Todos bolsistas do programa. Também fazem parte do Programa os acadêmicos Jean Guerino (Sistemas de Informação) e Gizele Figueiredo (Agronomia). A equipe é coordenada pelo professor-doutor Rogério Macedo.

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