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Terça-feira

12 DE JULHO DE 2016

DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI

ANO XXI - N0 3152 R$ 1,00

www.tribunadovale.com.br

ACIDENTES

Fim de semana com sete mortes nas estradas foi o mais violento de 2016 Luiz GUILHERME BANNWART

Sete pessoas morreram entre a manhã de sexta-feira, 8, e a madrugada de domingo, 10, nas estradas do Norte Pioneiro. O fim de semana violento nas estradas do Norte Pioneiro em 2016, ainda contabilizou 11 feridos em razão dos graves acidentes registrados nas rodovias da região, três deles com risco de morte. A ocorrência mais grave foi registrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no final da madrugada de domingo, na BR153, no trecho entre Santo Antônio da Platina e Jacarezinho. Por volta das 6h30, um Fiat Uno com placas de Cambará e um GM Corsa Classic de Santo Antônio da Platina colidiram frontalmente em uma curva no quilômetro 36 da rodovia, próximo ao viaduto do Ubá. A batida resultou em três mortos e outras três pessoas gravemente feridas. 

Violenta colisão na BR-153 no domingo pela manhã matou três jovens e deixou outros três feridos gravemente

PÁG. A4

EXTENSÃO

LUTO

UENP auxilia produtores de queijos a sair da informalidade PÁG. A5

João Bicicleteiro morre aos 82 anos PÁG. A8

Interessados devem deixar o currículo em nossa portaria: Rua Artur Celestino da Silva, 600 Parque Pavão III. Ou entrar em contato: (43) 3534-8819 | 3534-8808 Email: lorena.sacco@br.yazaki.com

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A-2 Opinião

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TRIBUNA DO VALE

Requião já vem cantando vitória no Twitter, garantindo que Dilma tem os 28 votos necessários para ser absolvida e voltar a governar” Editorial

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Terça-feira, 12 de julho de 2016

or exemplo, o filme de nossa política pública social pode ser pensado a partir da Constituição de 1988, que transforma a área, então domínio da filantropia e benesses de primeiras-damas, em direito universal.”

A RTIGO

E DITORIAL O feirão montado por Lula em um hotel de Brasília, pouco antes que a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff fosse votada na Câmara, em abril, foi um f r a c a s s o r e t u m b a nt e . A oferta de cargos e liberaç ã o d e e me nd as f a l hou, e Dilma perdeu feio: ela precisava de pouco mais de 170 deputados, entre votos “não”, aus ências e abstenções, mas conseguiu apenas 146. Isso não impediu o ex-presidente d e v i aj a r p a r a B r a s í l i a , d i a s at r á s , p a r a re a br i r seu balcão de negociatas, agora buscando conquistar os senadores que votarão, provavelmente em agosto, a cass ação def initiva da presidente afastada. O cálculo de Lula é simples: ele precisa de 28 senadores (ou 27, caso o presidente da casa não vote) para salvar o pescoço de Dilma. PT, PCdoB, Rede e PDT somam 16 parlamentares – é verdade que alguns deles votaram pelo afastamento da pre-

Feirão de barganhas

sidente, como o pedetista Acir Gurgacz, de Rondôni a, mas ele não adi an t ou s e u v ot o a re s p e it o da cassação. Dilma conta também com aliados convictos em outros partidos, como PTB, PSB e PMDB – coube ao peemedebista paranaens e Rob er to Requião oferecer jantares a colegas, com a presença de Lula. Ou seja, não seria preciso convencer muitos senadores indecisos para atingir o número mágico. E, assim como na Câmara, ausências e abstenções de senadores também contam a favor de Dilma. O que Lula ofereceu aos senadores? Em primeiro lugar, ele quer convencê-los de que Dilma, devolvida ao Planalto, seguirá adiante com a ideia de um plebiscito para que a população decida se deseja uma nova eleição presidencial – um casuísmo oportunista que, sob o pretexto de encerrar a crise política, abala a segurança jurídica e ignora as possibilidades já previstas pela lei para

qu e s e re a l i z e u m n ov o pleito, uma das quais ainda está na mesa: a possível cassação, ainda em 2016, da chapa Dilma-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral, por crime eleitoral. Para alguns senadores com ambições nas eleições mu n i c i p a i s d e o u t u b ro, seja como candidatos eles mesmos, seja por meio d e a l g u m ap a d r i n h a d o, Lula ainda prometeu o seu ap oio – o que, nos di as que correm, não necessariamente representa uma vantagem. Mas não é apenas isso: Lula quis mostrar aos s e n a d ore s q u e , s e o P T v o l t a r à P re s i d ê n c i a d a República, vai abandonar os esforços pela austerid a d e f i s c a l e re t om a r a “n o v a m a t r i z e c o n ô m i ca” bas e ada na gastança de s e n f re ad a e p opu list a que levou o país à recess ã o e a o d e s e mpre go. É a mesma tese que estará presente na tal carta que Dilma, Lula e o PT andam elaborando para divulgar em breve. Mas, desta vez,

Wanda Engel

o ex-presidente quis assegurar aos senadores que o c o m a n d o, n a p r át i c a , estará com ele, que tem mais jogo de cintura para l i d ar c om o C on g re s s o, a o c o nt r á r i o d e D i l m a . Em outras palavras, quem tem repetido aos quatro ventos o discurso de “golp e” e s t á t r am an d o p ar a que o comando de facto do Brasil esteja nas mãos de quem não recebeu voto nenhum em 2014 (ao contrário de Temer, eleito na mesma chapa que teve 54 milhões de votos). Requião já vem cantando vitória no Twitter, garantindo que Dilma tem o s 2 8 voto s n e c e s s ár i o s para ser absolvida e voltar a governar. Era o mesmo tipo de confiança que os petistas demonstravam p ou c o ante s d a vot a ç ã o na Câmara – e o resultado final todos sabemos qual foi. De fato, o que o Brasil e s p e r a a g or a , q u a n d o a votação definitiva se aproxima, é que o balcão de negócios do ex-presidente repita o fiasco de abril.

A RTIGO Pedro Cardoso

S empre fico a dever quando comento sobre o comportamento de pessoas, especialmente dos formadores de opinião, por não conhecer mais a fundo outros povos. Conheço superficialmente os brasileiros. Por aqui, os denominados formadores de opinião distorcem tudo em demasia. Pode ser na política, nos hábitos cotidianos, na cobertura de catástrofes, no esporte. E se superam em elogios quando se referem às estatísticas positivas dos gestores públicos. Neste momento, interessa tentar rebater a distorção sobre o apoio que os brasileiros teriam dado à realização de uma Olimpíada, no momento em que o Brasil foi escolhido como país-sede. Cabe ressaltar que, devido à magnitude do evento, sua realização na América do Sul era, à época, inimaginável. Qualquer pessoa, com o mínimo de bom senso se sentiria orgulhosa de ver seu país como uma vitrine mundial positiva, mesmo que por alguns dias. Tal euforia, inevitavelmente, pode ser equiparada àquela que se exibiu por ocasião da Copa do Mundo aqui realizada. Naquela ocasião, muit o s s e e nt u s i a s m a r a m a nt e a p o s s i b i l i d a d e d e realização do maior evento desportivo do mundo em solo brasileiro e ante a visão de um possível re-

Olimpíada do desalento

conhecimento internacional, em cujo bojo viriam benfeitorias concretas pelo “l e ga do” deix ado com a infraestrutura construída para os jogos, pelos empregos gerados naturalmente, além de rendimentos financeiros deixados pelos turistas. Num contexto de p e rsp e c t iv as c omo e ste, s ó s eria contrário quem fosse muito despeitado ou torcesse pelo “quanto pior, melhor”. Tudo isso, obviamente, enquanto a Copa do Mundo ainda não se tor-

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Tal euforia, inevitavelmente, pode ser equiparada àquela que se exibiu por ocasião da Copa do Mundo aqui realizada.

nava realidade. S omente depois dela, se refrearia o otimismo dos mais céticos. Não ocorreu nenhuma mudança nas ações governamentais após sua realização. Nenhum indicador social melhorou. O leque diário de tragédias na Cidade Maravilhosa continuou como cartão de visitas exibido ao mundo. Nesse período, uma criança teve sua massa encefálica espalhada pelo asfalto, após ser arrastada presa a um carro;

TRIBUNA DO VALE

O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 Editora Jornal Tribuna do Vale LTDA CNPJ 01.037.108/0001-11 Matriz: Mário Marques Marcondes, 38 Vila Claro - Santo Antônio da Platina, PR Fone/Fax: 43 3534 . 4114

Wanda Engel

Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br

prenderam, torturaram e sumiram com o pedreiro Amarildo; centenas de pessoas continuaram sendo ass assinadas p elas b a las perdidas mais achadas do planeta. As “retomadas” de territórios permitiram hastear muitas bandeiras ao som do Hino Nacional. Também possibilitaram se disseminar a esperança com a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora, hoje totalmente desacreditadas e desmoralizadas. Obras imponentes foram construídas para as competições esportivas, as mordomias se mantiveram para o pessoal do andar de cima, enquanto o Estado definhava para a inadimplência absoluta. No meio dessa dicotomia entre obras nababescas e atraso no pagamento de salários, uma ciclovia foi construída, inaugurada às pressas com as pompas de praxe e entregue pronta para cair, ceifando mais duas vidas gratuitamente. Agora é a vez dos Jogos Olímpicos. Na estr utura f ísica, p are ce que o R io de Janeiro se equiparará às demais cidades que já realizaram esses mesmos jogos. Somente nisso. Não houve nenhum projeto no p aís inteiro com vist a à preparação de atletas de alto rendimento, capazes de competir em pé de igualdade com desportistas de primeira grandeza. C hega-s e a menos de

um mês dos Jogos com o Estado sem pagar os salários dos ser vidores, que, literalmente, estão passando fome. Se há aspectos positivos na realização desses jogos é que, nos moldes em que foi preparada, a abertura poderá ser a mais bela de todos os tempos, além de haver a possibilidade muito grande de uma receptividade calorosa semelhante à abertura da Copa do Mundo de 2014. Infelizmente, porém, o Brasil será o país-sede que menos ganhará medalhas de ouro em toda a história dos Jogos Olímpicos. Após o grande evento, continuarão os resgates de presos de presídios e de hospitais, as vidas sendo ceifadas gratuitamente, as maravilhosas obras tornar-se-ão esqueletos pichados. D ef init ivamente, voltamos ao tempo do coron e l i s m o, qu a n d o, q u e m preparava o banquete nem sequer tinha o direito de usufruir dele. O brasileiro que apoiou a realização dos Jogos Olímpicos jamais poderia imaginar que seria à custa da fome literal do seu povo e que consistiria apenas em uma fest a p ara ent regar medalhas aos visitantes. Os cariocas têm razão: welcome to hell. Bem-vindos ao inferno.

A melhor maneira de se analisar um processo é entendê-lo como um filme. Por exemplo, o filme de nossa política pública social pode ser pensado a partir da Constituição de 1988, que transforma a área, então domínio da filantropia e benesses de primeiras-damas, em direito universal.Com a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), em 1993, surgem programas de transferência monetária não condicionada (Benefício de Prestação Continuada e Renda Mensal Vitalícia) e um sistema descentralizado e participativo de gestão.Em 1996, é criado o primeiro programa federal de transferência condicionada (que exige alguma contrapartida do beneficiário), o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Mudanças substantivas aparecem em 1999. A lista de programas dá lugar ao desenho de uma política orgânica, com centralidade na família, abordagem intersetorial, ações por etapas do ciclo de vida e proteção especial a grupos vulneráveis. É criado o Bolsa Escola, também com transferência condicionada. Em 2000, tem início o Fundo da Pobreza, e em seu bojo o Projeto Alvorada, que consolida importantes diretrizes da política pública social. O projeto bas e ava-s e na fo calização ge og ráf ica (cidades com baixo IDH), programática (programas de educação, saúde e renda), populacional (famílias em extrema pobreza) e de gênero (em nome da mãe). Utilizava-se a base territorial para articular programas e uma unidade de apoio aos municípios, o Portal do Alvorada, do qual participavam os agentes jovens de desenvolvimento social. Ampliam-se os programas de transferência condicionada e surge a chamada Rede de Proteção Social, cuja integração exigiu um Cadastro Único das Famílias Pobres, de 2001.Após um esforço nacional, no final de 2002, 57% das famílias pobres foram cadastrada, 92% dos municípios tinham cadastros finalizados, ou em andamento, e em todos havia agência ou agente bancário. Em 2003, integram-se os programas de transferência (Bolsa Família), aperfeiçoa-se o Cadastro Único, expande-se o número de beneficiários e articulam-se programas e serviços (Brasil sem Miséria). O trabalho foi organizado em três eixos: renda (Bolsa Família), oferta de serviços e inclusão produtiva. Nesses últimos 30 anos, efetivamente, verifica-se um extraordinário crescimento cumulativo da política pública social no Brasil. Na crise, com menos recursos e mais demandas, o avanço depende do aumento do impacto dos esforços coletivos. Devem ser definidos critérios de saída (graduação) e tempo de permanência no Bolsa Família e um Plano de Desenvolvimento Familiar. O trabalho com as famílias deve ser associado a propostas de desenvolvimento local visando a sustentabilidade do processo. A gestão deve ser mais efetiva. É preciso definir prioridades (primeira infância, juventude), focar em resultados e metas estabelecidas para cada território, mobilizar e institucionalizar parcerias, criar sistemas de acompanhamento e avaliação.A foto atual da política social não é propriedade deste ou daquele governo ou partido. Ela faz parte de um filme construído por toda a sociedade. O final feliz depende de que todos estejam envolvidos no desenvolvimento do país. WANDA ENGEL, doutora em educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), é diretora do Instituto Synergos, que desenvolve projetos de educação no Brasil. Foi secretária de Estado de Assistência Social (governo FHC)

Pedro Cardoso da Costa é bacharel em Direito

Representação: MERCONET Representação de Veículos de Comunicação LTDA Rua Dep. Atílio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PR Fone: 41-3079-4666 ¦ Fax: 41-3079-3633 Vendas Assinatura Anual R$ 200,00 Semestral R$ 100,00

Um processo em construção

Impressão e Fotolito: Editora Jornal Tribuna do Vale Fone/Fax : 43 3534 . 4114

Circulação: Abatiá ¦ Andirá ¦ Arapoti ¦ Bandeirantes ¦ Barra do Jacaré ¦Cambará ¦ Carlópolis ¦ Conselheiro Mairink ¦ Figueira¦Guapirama ¦ Ibaiti ¦ Itambaracá ¦ Jaboti ¦ Jacarezinho Jaguariaíva ¦ Japira ¦ Joaquim Távora ¦ Jundiaí do Sul ¦ Pinhalão ¦ Quatiguá ¦ Ribeirão Claro ¦ Ribeirão do Pinhal ¦ Salto do Itararé ¦Santana do Itararé¦ Santo Antônio da Platina ¦ São José da Boa Vista ¦ Sengés ¦ Siqueira Campos ¦Tomazina ¦ Wenceslau Bráz

Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná

* Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.


TRIBUNA DO VALE

Terça-feira, 12 de julho de 2016

Ex-vereador Dissão volta a ser internado

Geral A-3 Antônio de Picolli

NO HNSSPolítico e empresário sentiu desconforto e médico decidiu interná-lo, mas paciente passa bem e deve receber alta em breve Dayse Miranda

O ex-vereador de Santo Antônio da Platina, Edson da Silva Cudik, o ‘Dissão’, voltou a ser internado no Hospital Nossa Senhora da Saúde no último sábado, 9. O político teve alguns des confor tos e pre cis ou t om ar s oro d e v i d o u m a desidratação. Segundo o médico Luciano Dias dos Reis, havia a possibilidade de dar alta ao paciente no

início da noite de ontem, 11, após avaliação. O médico ainda comentou que a recuperação de Dissão é lenta, portanto, é normal que ele seja encaminhado ao hospital para acompanhamento. E m s e u q u a r t o, D i s são comentou que passou por uma tomografia, que detectou uma pequena inflamação e talvez isso prolongasse seu internamento. Otimista ao falar de seu

estado de saúde, o político ainda contou que não está sentindo dores, e está tomando grande quantidade de remédios, antibióticos e antiinf lamatórios para sua recuperação. “ Tenho fé em Deus que o médico vai me liberar logo e na minha recuperação. Estou bem, sem dores e levando a vida”, disse Dissão. Sua mulher Rosanete da Silva Cudik está sempre ao lado do marido acompa-

RIBEIRÃO CLARO

nhando seu quadro clínico e cuidando dos negócios da família. Ela conta que essa não é a primeira vez que Dissão volta a ser internado. Na terça-feira passada ele também precisou passar uma noite em obs er vaç ão no hospit a l. “Est amos t razendo-o ao hospital quase que diariamente. Mas graças a Deus, ele não corre risco nenhum no momento”, disse Rosanete.

Ex-vereador Dissão voltou a ser internado, mas passa bem

FAMÍLIAS

Emater promove encontro Transferências do Estado para sobre Segurança Alimentar municípios ampliam atendimento Marcelo Germano

Da Agência Estadual

Gerente Regional Maurício Castro Alves durante seminário sobre Segurança Alimentar Da Assessoria

O Instituto Emater promoveu na sexta-feira, 8, um seminário para debater questões voltadas à segurança alimentar. O encontro foi realizado em Ribeirão Claro durante a 20ª Expo Feira do Café, Indústria, Comércio e Pecuária – Fescafé - e contou com a participação de cerca de 150 pessoas ligadas ao Território Integração Norte Pioneiro, entre elas, representantes dos municípios que desenvolvem o programa de Aquisição de Alimentos (PAA), como técnicos da Emater e da Secretaria do Estado e Abastecimento do Paraná – regional Jacarezinho - do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional de Curitiba e beneficiários do PAA. O objetivo da reunião foi repassar aos presentes informações sobre o Programa e também proporcionar uma troca de experiências entre as entidades envolvidas nas questões sobre a segurança alimentar, incluindo a fruticultura, como uma das alternativas de alimento para a merenda escolar. O montante dos recursos destinados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário no ano de 2016 para os municípios da região, através do programa PAA, foi bastante expressivo - em torno de R$ 1 milhão – para dezesseis cidades atendidas na região de Santo Antônio da Platina. A informação é da diretora do Departamento de Segurança Alimentar Nutricional

da Seab, Valéria Nitsche. Ela parabenizou a região pelo trabalho organizado que tem sido feito para atender o PAA, através do apoio da técnica regional Maria Pavani. Segundo Valéria, a região foi a que mais utilizou recursos para o PAA, entre outros 120 municípios

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Isso demonstra grande parceira entre o Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da Seab, o Instituto Emater, as Prefeituras Municipais e os grupos de agricultores”

do Estado que desenvolvem o programa. O chefe regional do Núcleo da Seab, o veterinário Fernando Emmanuel Gonçalves Vieira, de Jacarezinho, ressaltou a importância da utilização dos recursos do Estado para o Programa. “Isso demonstra grande parceira entre o Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da Seab, o Instituto Emater, as Prefeituras Municipais e os grupos de agricultores”, explicou di-

zendo que a meta é ampliar a aquisição de alimentos pelos programas institucionais na região em 2017. O gerente regional da Emater, Maurício Castro Alves salientou a importância de estreitar as relações entre as entidades envolvidas no Programa. Ele também afirmou que o PAA é um dos programas que mais dinamizam a economia local e regional, explicando que os técnicos da Emater prestam assistência aos produtores, para que eles consigam produzir mais e com melhor qualidade. “Este alimento chega até a mesa do consumidor, proporcionando uma alimentação mais saudável e segura”, afirmou. Segundo a engenheira agrônoma do Instituto Emater de Ribeirão Claro, Denise Rizzo, a segurança do alimento previne ainda, possíveis contaminações ao longo da cadeia de produção, distribuição, preparo dos alimentos e também a capacitação de todos os envolvidos. Outro tema debatido pelo técnico Antônio Carlos Rossin, da Emater de Cambará, foi sobre a fruticultura, que é uma das cadeias produtivas trabalhadas na região e de grande importância para o Programa. Os produtores vêm investindo nessa área e de acordo com Rossin, as frutas são de qualidade. Além disso, ele salientou também que a fruticultura tem elevado a renda familiar como uma alternativa da pequena propriedade.

Trezentos e quarenta municípios do Paraná já receberam recursos do governo estadual para o atendimento às famílias e pessoas em situação de risco e vulnerabilidade social. A informação é da secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, que na manhã de ontem (11), fez a abertura da segunda turma do curso Gestão Orçamentária e Financeira do Sistema Único de Assistência Social, que acontece Auditório Mario Lobo, no Palácio das Araucárias, em Curitiba. Fernanda ressaltou que o montante repassado pelo Estado aos municípios chegou a R$ 46 milhões, desde 2013, quando foi implantada a modalidade de transferência de recursos do Estado diretamente para os municípios (fundo a fundo). Sem contar os investimentos em programas Luz Fraterna (isenção da tarifa de energia), o Tarifa Social (isenção da tarifa de

água) e o programa Família Paranaense – que atende famílias em situação de vulnerabilidade social, inclusive com transferência de renda diretamente para elas. “Nesta gestão começamos a mudar a realidade das famílias que mais precisam trabalhando com uma política de resgate social, não com assistencialismo”, afirmou a secretária. “Sabemos que a política de manutenção da miséria não muda a realidade das famílias que mais precisam. Nosso foco é apoiá-las para serem protagonistas de suas próprias vidas e não dependerem mais dos programas sociais”, concluiu. Os valores transferidos aos municípios são usados no atendimento a idosos, pessoas com deficiência, moradores de rua, acolhimento de crianças e adolescentes e auxílio à população em situações de calamidades e emergências, como enchentes e desabamentos. Agilidade Em 2013, a Secretaria da

Família e Desenvolvimento Social descentralizou e simplificou a forma de repassar recursos aos municípios com a implantação da modalidade Fundo a Fundo, que faz transferências do Fundo Estadual de Assistência Social direto para os fundos municipais, sem a necessidade de convênio.No mesmo ano, a secretaria criou o Piso Paranaense de Assistência Social que transfere um valor mensal para a assistência social aos municípios com baixos índices de desenvolvimento. A princípio, 86 cidades foram beneficiadas. Este ano houve a primeira expansão, e agora 172 municípios recebem o dinheiro “Esse auxílio financeiro concedido pelo Estado ajuda a melhorar o atendimento às famílias nos municípios que executam o programa Família Paranaense e também na manutenção dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), onde é realizado o acompanhamento familiar”, disse Fernanda.

TSE

Quem pretende se candidatar deve ficar atento às condutas vedadas Da Redação com assessoria

O programa Giro Eleitoral desta semana mostra as condutas proibidas aos agentes públicos no período que antecede as Eleições 2016. Quem pretende se candidatar não pode, por exemplo, comparecer a inaugurações de obras públicas. O objetivo da ação é manter a igualdade de oportunidade entre os candidatos. As restrições começaram a valer a partir do dia 2 de julho, três meses antes das eleições. Além disso, esta edição destaca que a nova legislação eleitoral e o novo Código de Processo Civil foram temas de debate no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA). E mais: servi-

dores da Justiça Eleitoral se preparam para treinar os mesários das Eleições 2016. No programa de rádio, o Giro Eleitoral mostra como foi o primeiro Seminário sobre Direito Eleitoral realizado pelo TRE-PA. No evento, foram discutidas as principais alterações da legislação eleitoral que vai reger as eleições de outubro. Por fim, esta edição traz uma entrevista exclusiva com o assistente de chefia da Seção de Contas Eleitorais do TRE do Amazonas, José Mário Gomes. Na conversa, Gomes fala sobre o papel desempenhado pelos contadores no processo de prestação de contas eleitorais. Na TV O Giro Eleitoral é um programa semanal produzido

pelo núcleo de TV do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O programa vai ao ar todo sábado, às 16h50, e às terças-feiras, às 7h54, na TV Justiça. O conteúdo também pode ser acessado pelo canal oficial do TSE no YouTube. Formato radiofônico O pro g r a m a t a mb é m ganhou uma versão que é transmitida pela Rádio Justiça (104,7 FM). Ele vai ao ar todas as segundas-feiras, em três horários: 8h, 12h50 e 18h50. O Giro Eleitoral, produzido pelo Núcleo de Rádio do TSE, pode ser acessado ainda no canal de rádio do TSE, disponível na página do Tribunal na internet.


A-4 Cidades

TRIBUNA DO VALE

Terça-feira, 12 de julho de 2016

Sete morrem em fim de semana violento nas estradas da região REGIÃOAcidente mais grave ocorreu na manhã de domingo, entre Santo Antônio da Platina e Jacarezinho

Divulgação

Luiz Guilherme Bannwart

Acidente na BR-153 no domingo de manhã matou três jovens e deixou dois gravemente feridos Luiz Guilherme Bannwart

Sete pessoas morreram entre a manhã de sexta-feira, 8, e a madrugada de domingo, 10, nas estradas do Norte Pioneiro. O fim de semana violento nas estradas do Norte Pioneiro, ainda contabilizou 11 feridos em razão dos graves acidentes registrados nas rodovias da região, três deles com risco de morte. A ocorrência mais grave foi registrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no final da madrugada de domingo, na BR-153, no trecho entre Santo Antônio da Platina e Jacarezinho. Por volta das 6h30, um Fiat Uno com placas de Cambará e um GM Corsa Classic de Santo Antônio da Platina colidiram frontalmente em uma curva

no quilômetro 36 da rodovia, próximo ao viaduto do Ubá. A batida resultou em três mortos e outras três pessoas gravemente feridas. Conforme os socorristas e patrulheiros da PRF háindícios de que o Uno conduzido por Lucas Carvalho Dias Amadei, 24, invadiu a pista contrária. Segundo o pai do condutor, o filho e o passageiro do veículo, Luís Felipe Cavalari, 19, retornavam de um evento em Wenceslau Braz.No chão do veículo foi encontrada uma garrafa de bebida alcoólica quebrada. Amadei foi encaminhado à Santa Casa de Jacarezinho em estado grave, Cavalari, porém, não resistiu aos ferimentos e morreuno local. Dois passageiros do Corsa também morreram na batida.

Rodrigo dos Santos, 23, e Ana Cláudia Germiniasi, 24. O motorista Ronivaldo Pereira da Silva, 26, e o passageiro Jonas Daniel Antunes do Prado,21,também foram conduzidos à unidade hospitalar de Jacarezinho, ambos com risco de morte. Os corpos das vítimas foram sepultados na manhã de ontem, 11, em cemitérios de Santo Antônio da Platina, Cambará e Curitiba. A direção da Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho foi procurada para informar sobre o estado de saúde das três vítimas encaminhadas à unidade, porém, disse que não estaria autorizada a revelar dados sobres o quadro clínico dos pacientes. As causas do acidente estão sendo investigadas pela 38ª

 QUALIDADE DE VIDA

Ribeirão do Pinhal distribui 200 agasalhos para Projeto Melhor Idade

Tiemi Abe

Agasalhos serão utilizados principalmente nas atividades promovidas pela prefeitura Dayse Miranda/Assessoria

A prefeitura de Ribeirão do Pin ha l p or meio d as secretarias de Assistência S ocial, Espor te, Saúde e Educação realizou na ultima sexta-feira, 8, a entrega de 200 agasalhos para o grupo que compõe o Projeto Melhor Idade. A entrega aconteceu no C entro Cultural José Martinez Sobrinho, com a participação de autoridades. Os beneficiados são idosos que participam semanalmente de atividades

físicas. Este projeto foi implantado na gestão do prefeito Dartagnan Calixto Fraiz, onde profissionais da área do esporte, da saúde e técnicos da Assistência Social trabalham constantemente para oferecer melhor qualidade de vida aos idosos, em busca de melhor saúde e o convívio social. Além das práticas dos alongamentos diários, os idosos participam de eventos em datas comemorativas durante o ano. Estes eventos levam o grupo a

conhecer parques de lazer e clubes, sendo uma única oportunidade para que os idosos possam desfrutar de momentos de descontração. Os agasalhos serão utilizados, principalmente nas atividades desenvolvidas pela prefeitura. S egundo os organizadores do projeto, alguns idosos viviam em situação de isolamento social e sem estrutura familiar, mas com a inclusão do projeto, passaram a relacionar melhor, tendo acesso e garantia dos seus direitos.

Caminhonete apresentou problemas de freios e capotou na PR-151: uma criança estado grave

Delegacia de Polícia Civil de Santo Antônio da Platina. Colisão na PR-436 Na manhã de sexta-feira, 8, dois jovens morreram em uma colisão que envolveu um Fiat 147 e um caminhão canavieiro na PR-436, entre Abatiá e Bandeirantes. Wanderson César da Silva, 25,filho do vereador de Abatiá, Santo Caetano da Silva, e a passageira Bruna Rafaela Tamura, 27, morreram na hora. O casal seguia para Bandeirantes, e o carro em que viajavam também teria invadido a pista contrária. Atropelamento na PR-431 No início da noite de sexta-feira, um ciclista morreu atropelado por uma carreta na PR-431, em Cambará. Pedro Henrique Francisquini, de 17 anos, foi atingido no acosta-

mento, próximo à fazenda Belo Horizonte. Segundo testemunhas, o veículo forçava uma ultrapassagem e provocou o acidente. O adolescente foi socorrido, mas faleceu antes de dar entrada no pronto-socorro. O motorista da carreta fugiu sem prestar socorro à vítima. Capotamento na PR-436 Na noite de sábado, 9, uma mulher de 24 anos morreu em um capotamento na PR-436, no trecho entre Ibaiti e Ribeirão do Pinhal. O Ford Escort com placas de Jaboti era conduzido pelo marido da vítima. Ele e os quatro filhos do casal (com 4 meses, 3, 4 e 8 anos), que também estavam no carro, tiveram apenas ferimentos superficiais.Silvia de Oliveira Moreira chegou a ser socorrida

com vida, mas morreu antes de chegar ao hospital. Capotamento na PR-151 Outro capotamento foi registrado na tarde de domingo, 10, no ‘Trevo da Cachoeira’, na PR-151, entre Ribeirão Claro e Carlópolis. Uma caminhonete GM C10 apresentou problemas no sistema de freios na decida da serra e invadiu o canteiro no entroncamento das rodovias. O motorista e duas crianças com 6 e 10 anos foram socorridos e encaminhados ao pronto-socorro de Ribeirão Claro. No entanto, pouco depois uma das crianças foi transferida à Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho devido à gravidade das lesões. A unidade, porém, também não informou sobre o estado de saúde do paciente.

 FÉRIAS ESCOLARES

Recesso escolar começa dia 18 para 50 escolas públicas da região

Antônio de Picolli

Gladys Santoro

Cerca de 19 mil alunos das 50 escolas dos 12 municípios da abrangência do Núcleo Regional da Educação, com sede em Jacarezinho, estarão em férias no período de 18 a 29 deste mês. A Rede Municipal segue o mesmo calendário para que não haja divergências em relação ao transporte escolar, que ele é de responsabilidade das prefeituras. Nos dias 28 e 29 os professores participarão da Semana Pedagógica. Em Santo Antônio da Platina, a Secretaria Municipal da Educação já estabeleceu que dos 12 Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), quatro permanecerão abertos para receber crianças cujos pais não podem deixar de trabalhar durante o recesso escolar. As escolas que fun-

Na rede pública estadual, 19 mil estudantes entram em recesso

cionarão são: Gente Miúda, no centro, Hermínia Patrial, no Aparecidinho1, Maria Thereza Rennó, no Parque Rennó, e Célia Monteiro, no centro. Ao todo, elas atenderão cerca de 120 crianças do berçário aos três anos. Santo Antônio da Platina possui 11 escolas de Ensino Fundamental, que atendem cerca de 4 mil alunos, e 12

Cmeis, que recebem, hoje, 787 crianças. Segundo a secretária Estela Garcia Noal, as creches manterão pedagogos, estagiários e servidores que fazem os serviços gerais, das 7h30 às 17 horas. “Chamamos esse período nas creches de colônia de férias, porque a meta é oferecer diversão às crianças”, comentou.


Cidades A-5

TRIBUNA DO VALE

Terça-feira, 12 de julho de 2016

Projeto da UENP auxilia produtores de queijos a sair da informalidade

EXTENSÃOEquipe oferece assistência gratuita para que queijeiros do NP consigam o registro e a certificação Da Assessoria

Quando Doraci Martins, 38 anos, começou a fazer queijo para vender, há mais de 10 anos, ela nunca tinha ouvido falar em registro ou certificação do produto. “Eu só fui ouvir falar disso há uns cinco anos. Parecia uma coisa muito distante. Eu sabia que tinha que ter. Mas não sabia nem por onde começar”, disse. As cois as come ç aram a mudar quando D oraci conheceu o “Programa de Registro e Certificação de Queijos Produzidos em Regime de Agricultura Familiar”. Um projeto desenvolvido pela UENP, por meio do Centro Mesorregional de Excelência em Tecno-

logia do Leite instalado no Campus Luiz Meneghel, em Bandeirantes. O programa foi criado para ajudar os produtores de queijo da região a sair da informalidade, e Doraci aproveitou a oportunidade. Primeiro ela participou de um curso de “Boas práticas da manipulação de alimentos” em Joaquim Távora, cidade onde mora com a família. Depois, aprendeu a pasteurizar o leite. “Eu não achei que tinha como fazer queijo pasteurizando o leite. Fiquei encantada. O queijo dura bem mais. Não precisa sair correndo vender com medo de estragar”, conta Doraci. Além de ofertar o curso, a equipe da UENP também

faz visitas aos produtores que querem se regularizar. “A nossa função é orientar para que eles possam produzir de acordo com o que a legislação exige”, explica Glacy Costa, médica veterinária do Programa. “Assim eles podem conseguir o registro no serviço de inspeção local e comercializar o queijo deles sem nenhum receio, porque se trata de um produto sem riscos à saúde”, complementa. O trabalho inclui também a análise laboratorial do queijo, que é coletado durante as visitas da equipe. “A análise nos permite saber se há alguma contaminação no produto, e se as adequações feitas pelo produtor estão dando resultado. É com base nela que sabemos se estamos

Parceria em Joaquim Távora Divulgação

(Da esq. para a dir.) Robson, Silvio e Mara Garcia preparam produtos para entrega na região

O “Programa de Registro e Certificação de Queijos da UENP” atende produtores de quatro cidades da região: Andirá, Cornélio Procópio, Joaquim Távora e Leópolis. Em todos os municípios, o programa atua em conjunto com o Serviço de Inspeção Municipal (S.I.M), que controla a qualidade dos produtos de origem animal. O S.I.M também é o responsável por emitir a certificação de qualidade aos produtores que se adequam à legislação. Em Joaquim Távora, foi o S.I.M que procurou a UENP para trabalhar com os produtores locais. “É maravilhoso. Eles são responsáveis técnicos, fazem o plano de produção e a análise laboratorial do produto”, disse Simone Correa, médica veterinária do S.I.M. “Tudo o que o produtor não tem condição de fazer e que poucos médicos

veterinários fazem, a equipe da UENP faz com qualidade e de graça”, afirma. No total, 13 produtores participam do projeto em Joaquim Távora. Alguns, como a Doraci, já estão adiantados no processo de Registro. Outros ainda cumprem etapas para se adequar. “A maioria produz o queijo em casa. E, às vezes, para atender às normas do S.I.M, é preciso adequar as instalações. Isso tem custo. E nem todos têm dinheiro para fazer essas adaptações imediatamente. Por isso, a agilidade no processo depende muito das condições do produtor também”, conta Bruna Terci Ferreira. Silvio Luiz Garcia é um dos que estão se adequando para conseguir o Registro. Há quatro anos, ele, a esposa e o filho fabricam diferentes tipos de queijo, qualhada e

iogurte. A produção acontece num cômodo da casa onde vive a família, na zona rural do município. “No começo, fazíamos só para o nosso consumo. Mas depois as pessoas começaram a pedir, e a produção foi aumentando. Hoje, nós vendemos os produtos na feira e em alguns pontos comerciais da cidade”. O curso de boas práticas e a visita da equipe da UENP à propriedade trouxeram um novo ânimo à família Garcia. Eles não só querem a certificação, como também querem expandir o negócio. “Primeiro, nós vamos fazer algumas adequações aqui mesmo, para atender o que pede a inspeção. Mas eu já estou planejando construir um prédio próprio para abrigar a fábrica. Agora que sabemos por onde ir, não podemos parar de crescer”, planeja Silvio.

 REGIÃO

Detran participa da 27 ª Edição da Fetexas em Jacarezinho Da Agência Estadual

O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) participará de 14 a 17 de julho da 27ª Edição da Fetexas, em Jacarezin h o. C o m s u a Un i d a d e Móvel, Detran-PR vai permitir que o usuário realize consultas de débitos dos veíc ulos, p ontuação na Carteira de Habilitação e cadastro no Detran Fácil, que libera o acesso

do cidadão aos s er viços restritos pela Internet, como alteração de endereço, entrada de recursos de multa, suspensão e cassação. Durante a tarde a equipe do Detran fará abordagens com materiais educativos, jogos e cartilhas de colorir para crianças e demonstração do uso da cadeirinha de segurança. À noite, a ação “Se Liga n o Tr âns ito” s e r á re a l i -

z a d a p ar a c ons c i e nt i z ar jovens e adultos sobre os riscos da combinação de direção e álcool. Fetexas O evento é considerado um dos principais do município, por movimentar o turismo de entretenimento e a economia local. O público vai contar, também, com shows de músicas sertanejas, gastronomia, motocross e a tradicional cavalgada.

Divulgação

Doraci separa queijos que serão entregues à merenda escolar com acompanhamento da UENP

no caminho certo”, disse a bióloga Bruna Terci Ferreira. “A e t ap a s e g u i nt e d o projeto será a certificação UENP sobre a qualidade do queijo produzido pelas agroindústrias familiares do Norte do Paraná. Para t anto, o L ab or atór i o d e Análises de leite e derivados da UENP, somente certificará os queijos dos produtores que atenderem as recomendações técnicas e os padrões de qualidade físico-químicos/microbiológicos previstos na legislação”, comenta o professor co ordenador do Proj eto Éder Paulo Fagan. Em poucos meses, Doraci cumpriu todos os requisitos para receber o registro e, hoje, aguarda a entrega

“

Com as recomendações da equipe do projeto da UENP e atendidas às exigências do Serviço de Inspeção local, será fornecido o registro e reconhecimento de que estou fazendo tudo certo. ”

formal do documento. A Prefeitura, inclusive, já liberou Doraci para fornecer queijo para a merenda escolar da cidade. “Tudo que eu tenho foi vendendo queijo na rua de porta em porta. Minha mãe me criou vendendo queijo. Com as recomendações da equipe do projeto da UENP e atendidas às exigências do Serviço de Inspeção local, será fornecido o registro e reconhecimento de que estou fazendo tudo certo. Eu vou ter o maior orgulho de oferecer o meu queijo para as pessoas e dizer que eles podem comer sem nenhum receio. Porque o meu produto tem um registro dizendo que é de qualidade”, emociona-se Doraci.

Universidade Sem Fronteiras O “Programa de Registro e Certificação de Queijos Produzidos em Regime de Agricultura Familiar” é financiado pelo “Programa Universidade Sem Fronteiras”. Um programa de extensão universitária criado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI). Além da médica veterinária Glacy dos Santos Costa e da bióloga Bruna Terc i Fer reira, t amb ém fazem parte do projeto os estudantes de graduação Júlia dos Santos Gutierres e Aline Garcia da Silva (Ciências Biológicas), e Jú lio C és ar de Oliveira (Medicina Veterinária), todos bolsistas do “Unive rs i d a d e s e m Fronte i ras”. Também fazem parte,

como voluntários, os acadêmicos de Medicina Veterinária Amanda Barroso Castelani, Marcela Spinelli Flores de Túlio e

“

É um projeto maravilhoso, que muda não só a vida desses produtores, mas a nossa também. Nós também aprendemos muito com eles. ”

Enrico Tozzi. Júlia Gutierres, 21, é aluna do segundo ano de Ci-

ências Biológicas. Ela conta que participar do programa tem sido uma experiência muito satisfatória. “O Programa facilita muito nosso aprendizado em sala de aula. Têm coisas que aprendi aqui que ainda não vi em sala e já sei como funciona na prática. É muito bom. Sem contar o crescimento pessoal que temos”. O Programa é coordenado pelo professor-doutor É d e r Pau l o Fa g an , qu e destaca o aspecto social do projeto. “É um projeto maravilhoso, que muda não só a vida desses produtores, mas a nossa também. Nós também aprendemos muito com eles. E ver o produtor agregando qualidade e valor ao produto dele é algo muito satisfatório”, partilha.


A-6 Economia

TRIBUNA DO VALE Terça-feira, 12 de julho de 2016

Secretário da Agricultura pede ajustes no Plano Safra 2016/2017 RURALSecretaria elaborou um documento com várias sugestões ao governo federal Da Agência Estadual

Taxas de juros mais competitivas a médio prazo, ampliação de limites de financiamento, especialmente em investimentos, aperfeiçoamento do seguro rural e agilidade na inspeção agropecuária. Estas são algumas das propostas para aperfeiçoar o Plano Safra 2016/2017. Com lideranças rurais, a Secretaria de Estado da Agricultura e dos Abastecimento elaborou um documento com várias sugestões ao governo federal. O secretário Norberto O r t i g ar a d e fe n d e qu e a retomada do crescimento do País depende da competitividade da agricultura. “Quem tem um negócio a céu aberto, sujeito a riscos d e m e rc a d o, pre c i s a d e crédito diferenciado e mais segurança na hora de plantar”, diz Ortigara. E m ju l ho, qu and o o s agricultores paranaenses estão se preparando para a safra de verão, surge a preocupação com um dos grandes gargalos para o planejamento do agronegócio: a falta de políticas públicas de longo prazo. Em outros países, como nos Estados Unidos, os programas da

agricultura são feitos para períodos quinquenais e não anuais, o que dá mais segurança ao produtor na hora de tomar as decisões. Risco rural As mudanças climáticas também são uma grande preocupação dos produtores e as lideranças pedem que seja fortalecido o Prog r ama d e Subve nç ã o a o Prêmio do Seguro Rural. “Os valores previstos para 2016 são de apenas R$ 400 milhões, que não cobrem 10% da área agrícola do país”, destaca o documento. O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken defende a universalização do seguro rural, para que mais produtores possam aderir. “Se cresce o número de segurados, o valor fica mais acessível”. Mas os riscos agrícolas não se restringem ao meio físico e biológico. Os mercados também estão sujeitos a grandes variações de preços. Por se tratar de um produto básico, essencial à vida, a demanda de alimentos está sempre presente. Por outro lado, a ofer ta destes produtos demora a responder a estímulos de preços, pois tem ciclo de produção longo. Ortigara destacou como

AEN

Ortigara:“Precisamos ter mecanismos que possam sustentar preços e não termos falta de produtos essenciais”

e xe mp l o a pre o c up a ç ã o com a questão da redução da área de trigo neste ano, porque o produtor optou pelo milho que está remunerando melhor. “Precisamos ter mecanismos que possam sustentar preços e não termos falta de produtos essenciais”, diz ele. Um a d a s prop o st a s é reajustar os preços da Política de Garantia de Preços Mínimos conforme o aumento do custo de produção e divulgar os novos preços

FIEP

mínimos com pelo menos 60 dias antes do plantio. Defesa e sanidade As lideranças rurais do Paraná destacaram que a rede de laboratórios oficiais não consegue atender a demanda atual de exames e testes para controle de doenças. O Brasil é líder na exportação de carne de franco, e depende da agilidade nos testes, por isso é necessário ampliar o número de laboratórios oficiais credenciados pelo MAPA. “ Isto vale para o leite e outros

produtos de origem animal”, diz Ortigara. Na sanidade vegetal é crescente a preocupação com incidência da ferrugem asi át ic a nas l avouras de soja. Os agroquímico para o controle dessa doença já não tem bons resultados. Neste sentido, foi proposto que o MAPA coordene o processo de definição do vazio sanitário e limite da data de plantio em todos os estados do País. “O Paraná j á tomou su as me d i d as ,

mas é preciso que todas as regiões produtoras e até outros país es adotem as mesmas medidas para evitar o avanço da doença.” O documento com as Propostas do Estado do Paraná para as Políticas do Agronegócio Brasileiro, elaborado por Seab, Ocepar, Emater e Faep, foi apresentado ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, em reunião realizada em Curitiba, na última sexta-feira (8).

RENDA

Indústria paranaense registra terceiro Barracões transformados em mês de queda e não esboça reação pequenas fábricas geram emprego Da Agência Estadual

Indústria paranaense amarga o terceiro mês consecutivo de queda Da Assessoria

A indústria paranaense não reage. Esta é a constatação feita pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) a partir dos resultados dos Indicadores Conjunturais relativos ao mês de maio. Os três principais índices que compõem o l e v ant am e nto, ve n d a s industriais, compras industriais e nível de emprego, apresentaram nova queda, agora na comparação de janeiro a maio deste ano com o mesmo período do ano passado. Com os resultados, a indústria paranaense amarga o terceiro mês consecutivo de queda, caindo para os níveis de vendas registrados em 2007. Em vendas industriais, o recuo foi de 3,78% se comparados os cinco primeiros mes es de 2016 cont ra o

mesmo momento de 2015. Se comparado os dois meses de maio, deste ano e do ano passado, a queda é de 5,96%. No mês a mês, a retração é de 1,55%. O resultado negativo se repete também no indicador compras de insumos. Os cinco primeiros meses de 2016 apresentaram queda de 3,33% em relação a igual período de 2015. Ainda que tenha registrado aumento de 2,04% em maio sobre abril, indicando algum aumento de atividade em junho e julho, a elevação não é suficiente para representar alento para a indústria paranaense. O nível de emprego observado na indústria do Estado no acumulado de janeiro a maio contra igual período de 2015 apresenta redução de 2,83% no pessoal empregado total e de 0,38% no pessoal empregado na produção. A massa

salarial líquida apresentou, e m m a r ç o c o nt r a a b r i l , queda de 0,16%. Já as horas trabalhadas caíram 4,79%, e a u t i l i z a ç ã o d a c ap a cid ade inst a l ad a re c uou dois pontos percentuais, situando-se em 70%. Este nível de utilização de capacidade é três pontos percentuais abaixo do registrado em maio de 2015. “A atividade industrial paranaense não reage: as vendas industriais de maio tiveram desempenho inferior ao registrado em maio de 2015”, avalia Roberto Zu rche r, e c onom ist a d a Fiep. Para ele, os primeiros cinco meses do ano oferecem sinais negativos nas compras de insumos, na utilização de capacidade instalada e também, no nível de emprego. “As condições do ambiente econômico e político nacional não dão trégua aos negócios”, destaca.

Os municípios paranaenses contam com o apoio do Governo do Estado para desenvolver ações que gerem emprego e renda à população. Uma delas é o Projeto de Barracões Industriais, gerenciado pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano, em parceria com a Fomento Paraná. Desde 2011, quase R$ 19 milhões foram destinados para 26 cidades construírem barracões. Depois de erguidos, esses esp aços abr igam p e quenas fábricas que oferecem trabalho para a comunidade local. O secretário do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior, afirma que a população dos pequenos municípios é a mais beneficiada. “Mais importante do que o financiamento das obras é o resultado, pois são ações que geram oportunidades de trabalho e renda aos cidadãos, em especial nos pequenos municípios”, diz Ratinho Junior. É o que ocorre em Guap orema, município com cerca de três mil habitantes no Noroeste paranaense. Os dois barracões construídos n a c i d a d e abr i g am u m a fábrica de doces e uma indústria de confecção. “Juntas, as fábricas criaram 30 empregos e cada emprego gerado é importante para as famílias terem mais renda e resgatarem a dignidade”, reforça Ratinho Júnior. A prefeitura abriu uma licitação para a atração das

empresas, que têm contrato de 24 meses para utilizar os barracões, podendo ser renovados. A meta agora é fazer com que dois outros terrenos do município também sejam transformados em área industrial. Em Campo Mourão, na região Centro-Oeste, três barracões industriais financiados pelo Governo do Estado abrigam empreendimentos que criaram 100 empregos diretos. Um deles é a empresa Dopytt Alimentos, instalada no Jardim Modelo, que produz mais de mil quilos de doces por mês. Outro espaço, instalado no Jardim Tropical, foi revitalizado e abriga hoje a Campo Silos, fabrica de estruturas de metal para silos de armazenagem onde trabalham 60 pessoas. A terceira unidade foi construída no conjunto habitacional Milton Luiz Pereira e beneficia diretamente os moradores do local. No barracão, inaugurado no último mês, foi instalada a indústria de confecção Jeans Unimarcas. A empresa tem uma produção de 500 a 1.000 peças por dia, comercializadas em todo o País. Desenvolvimento “A determinação do governador Beto Richa é promover o desenvolvimento para melhorar a qualidade de vida em todos os municípios paranaenses. E o financiamento para construção dos barracões é parte importante deste compromisso com a população”, afirma

o presidente da Fomento Paraná, Juraci Barbosa. Desde 2011, a Fomento já contratou cerca de R$ 1,1 bilhão com os municípios para obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos urbanos e construção de escolas. “É um dinheiro que movimenta a economia dessas cidades e ajuda na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos”, completa Juraci. Vocação econômica A vocação econômica de cada região é levada em conta na instalação das indústrias. Bituruna, no Sul do Paraná, está prestes a inaugurar um laticínio que empregará 80 pessoas, além da geração dos empregos indiretos. A administração municipal já trabalha na assistência técnica aos produtores de leite de Bituruna. O laticínio instalado com o apoio do Estado é fundamental para o fortalecimento da bacia leiteira do município. A p ecuária é também uma das principais atividades econômicas da região Sudoeste do Paraná, que se consolida como a maior produtora de leite do Estado. Em dois dos quatro barracões industriais construídos cem Pérola do Oeste foram instalados laticínios. As outras duas unidades, a Prefeitura cedeu para uma metalúrgica e uma fábrica de móveis. As empresas empregam quase 50 pessoas. As indústrias podem ocupar os barracões por um prazo de cinco anos.


Geral A-7

TRIBUNA DO VALE

Terça-feira, 12 de julho de 2016 CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO DO PINHAL ERRATA, a Portaria nº 020/2016 do Poder Legislativo publicada em 06/07/2016, na edição nº 3148; Onde se lê: Secretaria da Presidência da Câmara Municipal de Ribeirão do Pinhal, aos quatro dias do mês de janeiro de dois mil e dezesseis; Leia-se: Secretaria da Presidência da Câmara Municipal de Ribeirão do Pinhal, aos quatro dias do mês de julho de dois mil e dezesseis. MARLUCE MARCELINO PECCIN COUTINHO - Presidente do Legislativo CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO DO PINHAL = P O R T A R I A 022/2016= A Senhora Marluce Marcelino Peccin Coutinho Presidente da Câmara Municipal de Ribeirão do Pinhal, Estado do Paraná, no uso de suas atribuições legais: R E S O L V E: Conceder, ao servidor CEZAR MANZANO, ocupante do cargo de Procurador Jurídico, 15 ( quinze) dias de férias regulamentares, a partir do dia 11 de julho de 2016, referente ao período aquisitivo de 14 de abril de 2015 a 13 de abril de 2016, bem como 1/3 constitucional. Usufruindo as férias de 11 de julho de 2016 a 25 de julho de 2016. REGISTRE-SE E PUBLIQUE-SE Secretaria da Câmara Municipal de Ribeirão do Pinhal, aos onze dias do mês de julho de dois mil e dezesseis. MARLUCE MARCELINO PECCIN COUTINHO - Presidente do Legislativo

PGE pede R$ 40 mi de indenização por fraudes em obras escolares PARANÁAções atingem dono da Valor Construtora e mais sete investigados pela Operação Quadro Negro Diego Ribeiro/Gazeta do Povo

A Procuradoria de Ações Coletivas, órgão ligado a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), ingressou com cinco ações indenizatórias que pedem mais de R$ 40 milhões de Eduardo Lopes S ouza, o dono da Va lor Construtora, e de mais sete pessoas envolvidas na operação Quadro Negro. O objetivo é ressarcir o estado do Paraná com indenizações por dano ao erário, material e moral. A primeira ação c om e ç ou a t r am it ar e m novembro do ano passado e a última no mês passado. A operação Quadro Negro investigou fraude em dez contratos entre a Secretaria de Estado da Educação do Paraná e a Valor, que foi contratada para executar construções e reformas de escolas estaduais. Na época, tanto o Núcleo de Repressão ao Crime Econômico (Nurce), da Polícia Civil, como o Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), verificaram que havia um esquema de desvios com base em medições de execuções falsas para recebimento dos recursos do estado. Os desvios investigados passavam de R$ 20 milhões. “ Tais elementos (conduta lesiva, dano e nexo c au s a l e nt r e u m a c o i s a e outra) são cabalmente comprovados mediante a documentação que ora se junta (extraída de processo administrativo, inquér ito p ol i c i a l, p e d i d o d e sequestro, etc.)”, afirmou o procurador em uma das p etiçõ es iniciais. A Gazeta do Povo teve acesso a quatro petições iniciais

de cinco ações requeridas. Segundo o procurador responsável, Juliano Ribas Dea, as ações são referentes apenas aos cinco contratos mantidos com a Valor somam um pedido de ressarcimento de R$ 15 milhões. O estado também pede mais R$ 5 milhões em cada uma das ações por dano moral. “A comunidade toda estava sendo prejudicada. Isso é visível”, disse o procurador. Dea pretende também alcançar outros cinco contratos que ainda estão em fase de auditoria na Paraná Edificações e na Seed. De acordo com ele, em todas as cinco ações impetradas, os magistrados das Varas da Fazenda Pública de Curitiba já concederam bloqueio e indisponibilidade dos bens dos réus. Na última ação requerida, por exemplo, já houve sequestro de quatro veículos de luxo da marca Mercedez Benz e Audi, além de um apartamento em Curitiba e outro em Balneário Camboriú. “Tem um apartamento do Eduardo Lopes de Souza, um em Camboriú, vários veículos. Pedimos a penhora”, mencionou Dea. Ele afirmou que o pedido de ressarcimento do estado faz parte de uma pr imeir a fas e pl ane j ad a pela PGE. A próxima etapa envolve ações por improbidade a agentes públicos supostamente envolvidos no caso. “Para cada uma dessas ações indenizatórias também será ajuizada uma ação por improbidade administrativa para atingir os agentes públicos envolvidos. Pedi o ingresso do estado também como assistente do

Ministério Público na ação penal do caso”, ressaltou. Espanto Parte de uma das petições iniciais, o procurador mostrou-se estarrecido ao perceber como funcionava o esquema. “Causa espanto a conduta descarada dos requeridos – e dos agentes públicos – que atestaram a conclusão de percentual de obra inexistente no plano fático, tudo com a finalidade de legitimar e justificar ilícito, indevido e criminoso pagamento à ré Valor, com recursos públicos que deveriam ser destinados para a construção de escola pública”, escreveu na ação que visa o ressarcimento do contrato para construção da Escola Estadual Arcângelo Nadi, em Santa Terezinha do Itaipu, no oeste do estado. Outro lado O a d v o g a d o Fe r n a n do Dissenha, defensor da engenheira Viviane Lopes de Souza, afirmou que sua cliente foi vítima de todo esquema desvendado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Viviane, que é irmã de Eduardo Lopes de Souza - considerado verdadeiro dono da construtora Valor, assinou somente as primeiras medidas. “São as únicas que atestaram a medição correta. Em todas as outras onde o nome dela foi fa lsif icado”, af ir mou Dissenha. S egundo ele, p erícias particulares e a oficial feita pelo Instituto de Criminalística do Paraná já comprovaram a assinatura, o que, em tese, tira a responsabilidade de Viviane com o ressarcimento do erário. “Ela não sabia dos

pagamentos recebidos da empresa e não recebeu nenhum valor indevido. Teve a conta corrente bloqueada e é onde ela recebe uma p ens ão p ara sustent ar a filha dela, que é especial”, ressaltou o advogado. Já a advogada Fernanda Souto, que defende Eduardo, afirmou que ele ainda não recebeu a citação de todas as ações e, por isso, aguardam ainda para apresentar a defesa e se manifestar sobre seus argumentos. As a d v o g a d a s A l e x s sandra Saldanha Cabral e Dayane Alves Batista, que defendem as funcionárias da Valor Vanessa Domingues de Oliveira e Tatiane de Souza, afirmaram que suas clientes são vítimas da empresa e, por isso, não têm o que ressarcir o estado. “Elas são vítimas desta fraude, inclusive possuem demandas judiciais na área trabalhista e cível contra esta empresa pedindo reparação”, afirmou Alexssandra. De acordo com as advogadas, Vanessa e Tatiane jamais se beneficiaram com os recursos públicos. A Gazeta do Povo também procurou a advogada de Patrícia Baggio, Rose Meri Baggio, mas não houve retorno. Ela é esposa de Eduardo Lopes Souza. Marcelo Paulo Wacheleski, advogado de Jonathan Silva de Azevedo, envolvido no caso, e Guilherme Mussi, defensor da assessora jurídica a empreiteira, não retornaram as ligações realizadas para s eus escr itór ios. A rep or t agem não cons eguiu lo c a lizar o a dvo g a d o d o f i l ho d e Eduardo, Gustavo Baruque de Souza.

ORIENTAÇÃO

Copel promove encontro com eletricistas particulares Da Assessoria

Serviços de Encomendas da Emp. Princesa do Norte

As encomendas transportadas em ônibus não aguardam lotação e seguem no primeiro horário, Inúmeras viagens cobrem diariamente mais de 150 cidades nos Estados de São Paulo, Paraná,Minas Gerais, Goiás, Sta Catarina e Distrito Federal .

Curitiba – PR :

Rua Jackson Figueiredo, 72 - Parolim (garagem) Fone: (41) 3332-1244 / 3332- 5526 /3030-1078

Londrina -PR :

R. Antônio Mano, 1065 Jd. Pacaembu ( garagem da Til ) Fone: (43) 3329-0630

São Paulo -SP :

Av. Comendador Martinelli, 276 – Água Branca ( garagem) Central: 3333-7900

Brasília -DF :

S.G.C.V. Sul lote 18 (garagem ) Fone: (61) 3362-9651

Uberlândia -MG :

Av. Estrela do Sul, 758 Martins ( garagem ) Fone: (34)3235-4585

Avaré -SP :

Av. Pará,791 Terminal Rodoviário Fone: (14) 3733-5090

EMPRESA PRINCESA DO NORTE S/A. Matriz: Rua 24 de Maio, 253-A - Vila Claro CEP: 86.430-000 - Santo Antônio da Platina - PR Fone: (43) 3534-8400 - Fax (43) 3534-1616 Informações: (43) 3534- 1826 site: www.princesadonorte.com.br

QUALIDADE, SEGURANÇA E EFICIÊNCIA COM SUAS ENCOMENDAS

Eletricistas particulares responsáveis pela instalação da estrutura necessária para novas ligações de energia estão sendo convidados pela Copel para participar de encontros técnicos, em toda a região. O objetivo é dar maior agilidade ao atendimento aos clientes, reduzindo ao máximo o número de reprovas por falhas na construção dos padrões de entrada de serviço, além de orientar os profissionais quanto à prevenção de aci-

dentes com a energia elétrica. O evento já teve a participação de 200 eletricistas, nos municípios de Apucarana, Arapongas, Astorga, Carlópolis, Joaquim Távora, Ribeirão do Pinhal e Santo Antônio da Platina. Nas próximas semanas, a programação será levada a pelo menos outras dez localidades do norte paranaense. Entre os assuntos tratados, ganha destaque a revisão da norma técnica que estabelece os padrões construtivos e condições de segurança para o fornecimento de energia em

baixa tensão (NTC 901100), em vigor desde maio deste ano. Uma das alterações trata da flexibilização dos limites para a exigência de apresentação de projeto elétrico. Em alguns casos ele agora é dispensado, sendo necessária apenas a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), o que confere mais agilidade ao atendimento. Outras mudanças que são detalhadas aos eletricistas no encontro são as exigências de acabamento na parte de obra civil do padrão, e a eliminação da sobretampa

na caixa do medidor. O gerente da Copel na região de Santo Antônio da Platina, Edison Ferreira Bandeira, ressalta que as reuniões têm resultado em um excelente diálogo entre os eletricistas e a concessionária de energia: “A participação deles superou nossa expectativa, e quem ganha com isto é o cliente”, avalia. A nova versão da Norma Técnica Fornecimento em Tensão Secundária de Distribuição está disponível no endereço www.copel.com/ normas.


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A-8 Local

TRIBUNA DO VALE

Terça-feira, 12 de julho de 2016

João Bicicleteiro morre aos 82 anos LUTOSeo João era mineiro, mas chegou a Santo Antônio da Platina em 1956

Gladys Santoro

Santo Antônio da Platina perdeu na manhã de ontem, 11, uma das figuras mais queridas e conhecidas da cidade: João Batista Ferreira, ou como se tornou conhecido, João Bicicleteiro, morreu nesta segunda-feira, 11, aos 82 anos. Mineiro, de Brazópolis, seo João morou em Santo Antônio durante 58 anos. Casado com dona Therezinha, eles tiveram 17 filhos, 24 netos e 14 bisnetos. Na semana passada, sentiu um mal-estar, teve uma convulsão, foi levado ao hospital, mas se recursou a ser internado. Ontem cedo, levantou, tomou o café da manhã, e logo em seguida, sofreu um infarto fulminante. Encerrava aí, a história de um homem que adotou Santo Antônio da Platina como sua terra de coração. Trabalhou, criou 12 dos 17 filhos – há poucos anos, perdeu mais um, Renilson - o que lhe causou uma enorme tristeza, que acabou se transformando em depressão. Sua trajetória na cidade foi reconhecida pela Câmara Municipal de Vereadores, que concedeu a ele, em 2008, o título de Cidadão Honorário. Segundo sua filha Cristina, além de consertar bicicletas, seo João gostava de dirigir e de ajudar quem precisava. “Foi consertando bicicletas que meu pai criou todos os filhos e ajudou cada um em suas maiores dificul-

Antônio de Picolli

dades. Meu pai era carinhoso, cuidadoso e fez tudo o que pode pela família”, comentou. Cristina contou que seo João saiu de Minas Gerais em busca de emprego. “Ele tinha 24 anos naquela época, era casado e já tinha dois filhos. Trabalhou em um frigorífico

“

Desde que meu irmão morreu, meu pai nunca mais foi mesmo. Aos poucos foi perdendo o gosto pela vida. Foi deixando de trabalhar, dizia que estava cansado. Na verdade, ele estava depressivo . O tempo não o ajudou a superar essa perda”

e depois em uma fábrica de farinha”, disse. Com um pouco de dinheiro que juntou, montou uma oficina de conserto de bicicletas na Vila São José, em Santo Antônio da Platina, e aos poucos ensinou a profissão a todos os filhos. Dois deles se interessaram

Seo João foi tema de reportagem na Tribuna da Vale durante as comemorações do centenário de Santo Antônio da Platina em 2014

em deram continuidade à profissão do pai. Hoje, o comércio é mantido por Júnior, o penúltimo dos filhos de João e Therezinha. Para Cristina, o que realmente mudou o rumo da história de seu pai foi a morte de Renilson. “Desde que meu irmão morreu, meu pai nunca mais foi mesmo. Aos poucos foi perdendo o gosto pela vida. Foi deixando de trabalhar, dizia que estava cansado. Na verdade, ele estava depressivo . O tempo

não o ajudou a superar essa perda”, comentou lembrando que no ano passado, as pernas de seo João já não o sustentavam mais. “Ele precisou de uma cadeira de rodas e depois de um andador”, disse. Seu neto, Alecsander Ferreira, filho de Júnior, que hoje toca a bicicletaria, lamentou a perda. “Meu avô era cativante e sua alegria era ajudar as pessoas. Vai fazer muita falta”, afirmou. Tribuna do Vale No centenário de Santo

Antônio da Platina, comemorado há quase dois anos (20 de agosto 2014), o Jornal Tribuna do Vale fez uma homenagem a seo João por meio de uma matéria especial, onde ele mesmo contou parte de sua história, que praticamente se mistura a de Santo Antônio da Platina. Segundo ele, em 1956, quando chegou à cidade, nem a BR-153 era pavimentada. O bairro onde foi morar e montou seu comércio, ficava afastado de tudo. “Minha casa na

Vila São José foi feita no meio do mato. Antigamente tudo aqui era um mato só. A BR-153 era uma estrada de terra. Tudo cresceu muito e rápido. Para ser sincero, minha vontade é de nunca mais sair daqui, quero morrer e ser enterrado aqui”, disse na ocasião. Seu desejo foi cumprido. O corpo está sendo velado no Velório Platinense e o sepultamento está marcado para esta terça-feira, 12, às 10 horas, no Cemitério São João Batista.

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