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Quinta-feira

31 DE AGOSTO DE 2017

DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI

ANO XXII - N0 3431 - R$ 1,00

www.tribunadovale.com.br

REGIÃO

Julho registra perda de mais de 500 empregos formais nos últimos 2 anos Antônio de Picolli

Trabalhador rural tem procurado trabalho nas cidades e nem sempre são registrados legalmente

A microrregião de Jacarezinho, composta por seis municípios (Santo Antônio da Platina, Barra do Jacaré, Cambará, Jacarezinho, Jundiaí do Sul e Ribeirão Claro), perdeu no mês de julho dos últimos dois anos 511 empregos formais. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com base nos anos de 2015 e 2017. Por se tratar de uma região onde a economia tem a agricultura como base, a mecanização no campo está modificando as relações de trabalho no agronegócio. O trabalhador rural, antes contratado para fazer o plantio e colheita manual de culturas como a cana-de-açúcar e café está aos poucos sendo substituído por máquinas. O antigo boia-fria tem trocado também o campo pelo trabalho na cidade, em setores como a construção civil – porém, na maioria das vezes informalmente. Das seis cidades que compõe a microrregião, Jacarezinho está no topo do ranking com o maior índice de perda de empregos com carteira assinada. Em 2015, o município registrou admissão de 436 pessoas, já em julho deste ano a queda foi de 177, ou seja, uma redução de 40% das vagas ofertadas. 

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SUPERAÇÃO

Aos 78 anos, ela realiza o sonho de ler e escrever

Idade não é desculpa para dona Maria correr atrás de seus objetivos

O comum é imaginar uma pessoa na faixa dos 80 anos s e nt a d a à n oite n a frente da televisão, enrolada em uma manta esperando o fim da novela para ir para cama, e com sorte, dormir a noite toda. Raro é encontrar uma senhora de 78 anos frequentando diariamente uma escola no período noturno para aprender ler e escrever. E os motivos são simples, mas inacreditáveis: “Não queria morrer sem saber interpretar essas letrinhas que até criança de pré-escola sabe”. “Quero 

ter o prazer de ler as placas nas r uas, os letreiros de nome de lojas, os bilhetes. Quero escrever o que tiver vontade. Quero sair de casa a noite, tirar essa venda que ficou nos meus olhos a vida toda e ver o mundo como ele realmente é”, resumiu a aluna Maria Aparecia Lima Moreira, divorciada , mãe de seis filhos (todos estudados) e avó de um neto que ela mesma cria. Dona Maria é aluna do EJA (Educação para Jovens e Adultos), no Colégio Estadual Maria Dalila Pinto há três anos.

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A-2 Opinião

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TRIBUNA DO VALE

A reforma ética, sem dúvida, é mais importante do que a trabalhista, a econômica, a política e até a social...” Editorial

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Quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Em suma, essas entidades, sim, foram sempre mantidas por impostos indiretos afetados ao preço dos produtos que consumimos.”

A RTIGO

E DITORIAL

Amadeu Roberto Garrido de Paula

A (falta de) ética e a decepção do povo Nunca antes este país – como diz o bordão preferido de um certo político – viveu uma crise moral, econômica e ética como a de hoje. O prestígio da classe política cai a cada nova revelação ou denúncia de irregularidades cometidas no exercício de postos públicos ou na conquista deles. Somas astronômicas que deveriam estar investidas em serviços que o governo e seus órgãos têm o dever legal de prestar à população, foram desviadas para custear as eleições e o enriquecimento ilícito de milhares de homens e mulheres com acesso ao poder, muitos deles auto-intitulados representantes do povo. A Operação Lava Jato é um marco na vida nacional e não pode ser barrada nem enfraquecida, pois além

de trazer de volta uma parcela (ainda que pequena) daquilo que foi roubado, deve impedir a continuação dos crimes. É desolador assistir o presidente da República, ministros, senadores, deputados, governadores, prefeitos e vereadores colocados na linha de suspeição, parte deles já transformada em réus e alguns condenados e presos. Não menos revoltante é receber as notícias de que membros do Executivo, Legislativo e do Judiciário vêm recebendo salários acima do teto legalmente estabelecido de R$ 33 mil que, aos olhos do povo, é generoso, pois muito poucos ganham isso em atividades fora do meio oficial. Além dos tais salários, ainda se verifica os elevados jetons – entre R$ 10 mil e R$

C HARGE

25 mil – pagos a integrantes de conselhos ou a dirigentes de órgãos mantidos com o aporte de verbas ou contribuições oficiais, indicados aos cargos por interferência política. A dinheirama carreada para essa casta é um verdadeiro crime de lesa-pátria, pois enriquece uns privilegiados enquanto o povo sofre com falta de atendimento na saúde, educação deficiente, segurança precária e outras dificuldades decorrentes da penúria oficialmente imposta. É preciso apurar com rigor tudo o que é feito com o dinheiro vazado do cofre público para ONGs e instituições que recebem mas não cumprem os cronogramas. Nesta quarta-feira vimos a Polícia Federal prender os dirigentes da Cruz Vermelha, acusados de des-

vios. Pelo lastro da entidade humanitária, era algo difícil de se imaginar, mas infelizmente aconteceu, assim como ocorreram os roubos na realização da Copa do Mundo, dos Jogos Olímpicos e em muitos outros programas. Esses achaques não podem ficar impunes. Seus responsáveis têm de ser exemplarmente alcançados pela lei. Carecemos da mais rigorosa execução penal não só para os pobres e desvalidos, mas também e principalmente para os barões da corrupção, estejam eles onde estiverem e independente da sua importância no meio político, econômico ou social. A reforma ética, sem dúvida, é mais importante do que a trabalhista, a econômica, a política e até a social...

chargeonline.com.br

A RTIGO Amadeu Roberto Garrido de Paula

Como é bom sair do labirinto tributário A notícia de que o governo federal pretende simplificar nosso sistema de custeio do Estado mastodôntico é a mais alvissareira dos últimos tempos, em par com as privatizações. Somente se espera que o infame presidencialismo de coalizão, de coligação ou de cooptação, não atrapalhe, e que na ideia de simplificação não venha nenhum embuste que encareça a já impossível vida dos contribuintes brasileiros. Em direito, chamamos de obrigação de dar quando temos, por exemplo, o dever de pagar, de dar certa quantia em dinheiro; e obrigação de fazer, relativa ao nosso dever de fazer algo, como, por exemplo, o de pintar um quadro para cuja tarefa fomos contratados. Em direito tributário, dá no mesmo: obrigação de pagar os tributos (impostos, contribuições gerais e contribuições de melhoria). No Brasil, somam-se as angústias: pagar e saber

recolher, e como fazer, nessa Babel de deveres de procedimentos. A consequência tem nomes: insegurança jurídica, ansiedade, neuroses, um cadinho de infelicidades que o Estado todo poderoso, ainda que dito democrático, acarreta aos mais aquinhoados e talvez muito mais aos mais simples, sem assessores. Na contramão da felicidade da nação que é o objetivo do direito e do Estado. Reduzir de 9 (eram 10, já meteram a colher), para um, imposto sobre valor agregado ou seja lá que nome tiver, é muito bom, pois, se nossa carga tributária não for reduzida, pelo menos nossos encargos diários, mensais ou anuais de condutas cuja inconsciência pode gerar multas, juros, correção etc, são afastados. Em verdade, são muito mais de 9, mas comecemos. O fato não é só brasileiro e não é novo. O grande Ítalo Calvino, em uma pequena obra de

TRIBUNA DO VALE

O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 Editora Tribuna do Vale LTDA CNPJ 01.037.108/0001-11 Matriz: Mário Marcondes Marques 38, Vila Claro - Santo Antônio da Platina, PR Fone/Fax: 43 3534 . 4114

Amadeu Roberto Garrido de Paula

Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br

ficção cujo título mais parece o de um artigo de jornal de economia - “A especulação imobiliária”, assim falava da Itália de seu tempo sobre os impostos: “ ... A preocupação de não ter no mundo nem a décima parte para pagá-los (os impostos) e o atávico rancor dos agricultores lígures parcimoniosos e antiestatistas contra o Fisco, e ainda a eliminável acrimônia dos honestos que se consideram os únicos seres massacrados pelos impostos, “enquanto os grandes, como se sabem, sempre conseguem escapar”, e mais a suspeita de que houvesse naquele labirinto de cifras uma arapuca evitável, mas que só nós desconhecemos, todo esse torvelinho de sensações que os pálidos carnês de impostos suscitam nos contribuintes mais imaculados se misturava com a consciência de ser um mau proprietário, incapaz de fazer render os próprios bens...” Uma primeira notícia

melhorzinha (há de ver-se), depois de “não sei”, “não foi encontrado” etc, falas de seres do mundo encarregado de manipular nosso dinheiro, que diuturnamente nos deprimem. A simplificação também poderá ser transparência, mas há ainda um ponto na consciência de governantes que parece não ter sido despertado: quanto menores as alíquotas, maior a capacidade contributiva, o esquecimento do “camponês ligúrico” e o recolhimento espontâneo de tributos, cujo retorno, por óbvio, possamos ver. Não se trata de reforma tributária (ponto de prova quando cursava direito, em 1974), apenas de um aspecto, mas que pode alimentar alguma esperança, num mundo de notícias invariáveis que só nos provocam náuseas. Amadeu Roberto Garrido de Paula, é Advogado e sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados.

Representação: MERCONET Representação de Veículos de Comunicação LTDA Rua Dep. Atílio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PR Fone: 41-3079-4666 ¦ Fax: 41-3079-3633 Vendas Assinatura Anual R$ 200,00 Semestral R$ 100,00

Impressão e Fotolito: Editora Tribuna do Vale Fone/Fax : 43 3534 . 4114

A verdade sobre o sistema sindical brasileiro Sobre a excelente matéria publicada hoje (30.08.17) no jornal “Valor Econômico”, a respeito, precisamente, do sistema S (Sesi, Senai, Sesc e Senac), sob o título “Entidades patronais levam R$ 1 bi para “gerir” Sistema S”, nos permitimos acrescentar o seguinte: O custeio e outros aspectos dos quatro institutos é feito por meio de contribuições (tributos), que incidem sobre a folha de pagamento das empresas industriais e comerciais. É regulado pelo Decreto-Lei nº 4.048, de 22.01.1942, Decreto-lei nº 6.426, de 05.02.1944, Decreto-Lei nº 9.403, de 25-06.1946 e Decreto-Lei 9.853, de 13.09.1946. Como se vê, por sua simples natureza (decretos-lei) todos da era Vargas. Já a lei 8.029, de 12.4.199 disciplinou o Sebrae. Verifica-se que todas as normas que atribuiu-se à Confederação Nacional da Indústria e à Confederação Nacional do Comércio a gestão última dessas entidades, porém sem legitimar o aporte de sequer um real a essas confederaçõ es, que já tinham sua fonte de custeio, tal como em relação aos sindicatos de empregados, regulado pela CLT. No entanto, como s e constata na matéria, tais Confederações incidiram em verdadeira farra com o dinheiro dos institutos (R$ 1 bi mensal), o que explica os palácios que ambas têm em Brasília (o plural ser ve a cada uma delas), segundo informações com o aluguel de uma de suas dep endências à AGU (Advo cacia-Geral da União). Os abusos estão minudentemente descritos no texto jornalístico. Já em rel aç ão à cont r ibuiç ão compu ls ór i a dos sindic atos, cor resp ondente a um di a de t rab a l ho, valor descontado do trabalhador, embora também considerado tributo por decisão recente do STF, não onerou folhas de salários e tampouco, por via de consequência, o bolso dos consumidores, já que os empregadores apenas descontavam e não tinham nenhum ônus repassável. Assim, sempre nos causou espécie a crítica ao imposto sindical, eclipsado o terreno amplo dos institutos e do sistema como um todo. E somente agora veio a radiografia do sistema S e do repasse indevido dos recolhimentos às citadas Confederações, por meio século e quase um quartel, sem nenhuma previsão legal. Em suma, essas entidades, sim, foram sempre mantidas por impostos indiretos afetados ao preço dos produtos que consumimos. O resultado é que, no momento, os sindicatos de trabalhadores estão na UTI, porquanto a contribuição compulsória representava, em média, 30% de suas receitas e, com sua conversão em voluntária, não deverá passar de 20% dessas receitas. Os 70% restantes vinham das denominadas contribuições assistenciais, est as f u lminad as p or de cis ão do Minist ro Gi lmar Mendes, do STF, por decisão monocrática, que só pode ser aplicadora da jurisprudência da Corte, mas que foi totalmente oposta a essa mesma jurisprudência. A contribuição assistencial sempre foi aprovada em assembleia e vinha no bojo de convenções ou acordos coletivos de trabalho, como justa contraparte a um sem-número de benefícios aos empregados alcançados pelos sindicatos nas negociações coletivas. Nessa realidade, a grande maioria dos sindicatos brasileiros está fechando suas portas, sob os aplausos incompreensíveis de muitos desavisados. Isso porque vige, desde tempos imemoriais, no direito coletivo do trabalho, o princípio da “cont r af a ç ã o”, ou s e j a , a org an i z a ç ã o d o s s iste mas d e representação de empregados e empregadores sob o conceito da paridade de armas contrapostas, para que não se gerasse um desequilíbrio nas relações capital-trabalho. Agora, chegamos a um momento em que o Brasil é único, no s entido de ter confederaçõ es patronais equiparáveis a nossas maiores empresas e instituições, enquanto foi desidratado seu adversário obreiro. Um país só de sindicatos patronais, ricos e sem adversários legítimos. Claramente, o equilíbrio e a iniquidade nos levou a preparar um ingresso na Suprema Corte e no Tribunal de Contas da União, porquanto setor essencial da sociedade e da economia não pode estar sujeito a esse estado patológico. Certos de sua costumeira atenção a esses temas fundamentais à nação brasileira, receba nosso cordial abraço. *Amadeu Roberto Garrido de Paula- advogado de organismos sindicais Circulação: Abatiá ¦ Andirá ¦ Arapoti ¦ Bandeirantes ¦ Barra do Jacaré ¦Cambará ¦ Carlópolis ¦ Conselheiro Mairink ¦ Figueira¦Guapirama ¦ Ibaiti ¦ Itambaracá ¦ Jaboti ¦ Jacarezinho Jaguariaíva ¦ Japira ¦ Joaquim Távora ¦ Jundiaí do Sul ¦ Pinhalão ¦ Quatiguá ¦ Ribeirão Claro ¦ Ribeirão do Pinhal ¦ Salto do Itararé ¦Santana do Itararé ¦ Santo Antônio da Platina ¦ São José da Boa Vista ¦ Sengés ¦ Siqueira Campos ¦Tomazina ¦ Wenceslau Bráz

Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná

* Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.


Política A-3

TRIBUNA DO VALE

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Quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Tivemos um bom encontro para discutir maneiras de acelerar o projeto Angra Doce, que é uma arrojada iniciativa de estímulo e promoção do turismo sustentável na divisa dos dois estados” Cida Borghetti

P anorama Regional B. Francisquini

A imagem da cidade A vereadora platinense, Mirian Montanheiro (PTN), é, seguramente, uma mulher preparada. Culta, com vasta experiência profissional (psicóloga e administradora), é uma das figuras mais queridas da cidade. Por conta de seu cartel social, candidatou-se pela primeira vez a um cargo público e foi consagrada nas urnas. Mas, a impressão que se tem é que todo esse arsenal de conhecimento não é suficiente no campo da política. Na sessão da última

segunda-feira (28), ela perdeu uma ótima oportunidade de ficar calada, quando, ao tomar a palavra, desandou a criticar a imprensa e os colegas de oposição como responsáveis pela péssima imagem do município dentro e fora de suas fronteiras por conta da divulgação de fatos negativos envolvendo a administração municipal. Mais uma vez o lobo revolta-se porque alguém divulgou que ele está querendo comer a chapeuzinho vermelho!

Lá como cá A nobilíssima vereadora, mesmo inexperiente em política, repete o comportamento de seus colegas de Brasília, que culpam a imprensa nacional pelo noticiário escancarando o lamaçal em que se converter a prática política deste país. Um congresso apodrecido tenta tomar dos brasileiros R$ 3,6 bilhões para bancar a campanha e o culpado é a imprensa que leva esta informação até o povo brasileiro. É a absoluta inversão de valores! Decepção Na mesma semana em que a Tribuna do Vale dá a notícia que o CMEI Bentão sobre a terceira ação de vandalismo, por absoluto abandono do poder público, o prefeito José Coelho da Silva Neto (PHS), o professor Zezão, encaminha à Câmara de Vereadores um projeto de lei dobrando a gratificação de diretores de departamentos municipais, numa demonstração de menosprezo, desrespeito absoluto a uma população que não aguenta mais as bandalheiras. Recuo Percebendo a mancada, voltou atrás e retirou o projeto, “para maiores estudos”, quando o estrago já estava feito. O que a comunidade questiona é de onde parte essas ideias malucas. É inacreditável o volume de decisões absurdas! Desmoralização Tenho escancarado em vídeos postados nas redes sociais que o governo Zezão está literalmente desmoralizado. Tenho dúvidas se consegue recuperar-se. É uma pena, pois a comunidade esperava tempos de paz e criatividade. Caiu a máscara Publicamente o secretário municipal de planejamento, Coronel Diniz, mantém a pose. Mesmo que pressionado em sabatinas realizadas na Câmara de Vereadores, ele mantém a pose, responde as perguntas sem se alterar. Nesta semana, a máscara caiu, quando atendeu uma ligação do jornalista Guilherme Bannwart, abriu a caixa de ferramenta, acusando o profissional e esta Tribuna de tentar destruir uma reputação que construiu ao longo de uma vida. Mais uma vez a culpa é da imprensa! Lambança cambaraense A primazia de patrocinar lambanças na área política não se limita a Santo Antônio da Platina. Em Cambará, os vereadores Roberto de Oliveira (Tetinha), Raffaello Frascati e Jair Eletricista, assinaram um projeto de lei revogando um artigo da Lei Orgânica do município permitindo ao poder público municipal nomear parentes a cargos da administração. Hoje a legislação local proíbe, considerando tal prática como nepotismo. N Uma momento de comoção nacional, a iniciativa soa como um tapa na cara do povo! Tadinha O comportamento da ex-prefeita de Jacarezinho, Tina Toneti (PT), na sessão da Câmara de Vereadores na última segunda-feira (28), teve momentos de causar pena a quem assistia ao evento no plenário ou redes sociais. Patética, prometeu que não se candidataria mais ao executivo, chorou quando disse que estava falida como empresária, reclamou que o filho menor sofre discriminação, chegando a ensaiar uma crise de choro, logo seguida de um sorriso, como se nada anormal estivesse acontecendo. O que não foi possível constatar foi a presença de lágrimas em sua face! Desempregada O desespero de Tina Toneti é perder o cargo que ocupa no gabinete da senadora petista Gleisi Hoffmann, de onde recebe um gordo salário sem ter que sair de casa. A condenação imposta pelo Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) a inabilita a exercer cargo público pelos próximos 8 anos. Candidatíssimo O presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche, é cotado para ocupar uma das 30 vagas do Paraná na Câmara dos Deputados. Ele deve lançar seu nome no pleito de 2018, com grandes chances de vitória.

Cida e Alckmin reforçam parceria para o Projeto Angra Doce

TURISMOOs governos do Paraná e de São Paulo firmaram parceria para estruturar ações turísticas na região de Angra Doce, que se localiza no entorno da Usina Hidrelétrica de Chavantes

Antônio de Picolli

O projeto Angra Doce engloba 5 cidades do Paraná e 10 de São Paulo Divulgação

AEN

As ações do Projeto Angra Doce foram os temas da reunião da governadora em exercício Cida Borghetti e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na terça-feira (29), no Palácio dos Bandeirantes. O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, A nt on i o C a r l o s B on e t ti, também participou do encont ro. “ Tivemos um bom encontro para discutir maneiras de acelerar o projeto Angra Doce, que é uma arrojada iniciativa de estímulo e promoção do turismo sustentável na divisa dos dois estados”, afirmou Cida. “Com ações integradas, e respeito ao meio ambiente, vamos trabalhar em conjunto com as prefeituras para elevar o índice de desenvolvimento das cidades da região, com geração de empregos e mais qualidade de vida”. Os governos do Paraná e de São Paulo firmaram parceria para estruturar ações turísticas na região de Angra Doce, que se localiza no entorno da Usina Hidrelétrica de Xavantes, na confluência dos rios Paranapanema e Itararé. Um protocolo de intenções, assinado em 3 de fevereiro de 2017, pelos governadores Beto Richa e Alckmin, tornou a região formalmente reconhecida como área de especial interesse turístico. Os 15 municípios abran-

Geraldo Alckmin e Cida Borghetti discutiram desenvolvimento turístico ao entorno da represa Chavantes

gidos iniciaram o planejamento estratégico participativo e integrado da região. Na reunião, Cida e Alckmin discutiram os passos do projeto e o alinhamento de ações para a atração de empreendimentos, promoção de esportes náuticos e da pesca. “Paraná e São Paulo são estados irmãos e têm interesse comum em desenvolver esta região, garantindo progresso e oportunidade para a população”, afirmou Alckmin. REGIÃO - O projeto de Angra Doce engloba cinco cidades do Paraná - Carlópolis, Jacarezinho, Ribeirão Claro, Salto do Itararé e Siqueira Campos - e dez de São Paulo - Barão de Antonina, Bernardino de Campos, Canitar, Chavan-

tes, Fartura, Ipaussu, Itaporanga, Piraju, Ourinhos e Timburi. A região é propícia para a prática de vários esportes, como rafting, canoagem, trekking, asa delta, parapente, equitação e pesca esportiva. Além disso, também possui cachoeiras, trilhas, praias artificiais e lugares históricos, como a ponte pênsil Alves de Lima, que foi destruída durante a Revolução Constitucionalista de 1932 e reconstruída quatro anos mais tarde. A proposta, que é chancelada como projeto inovador pelo Programa Cidades da Organização das Nações Unidas (ONU), é montar uma governança envolvendo vários setores dois estados, envolvendo secretarias

de governo, universidades e sociedade civil. As ações estruturantes de curto prazo envolvem capacitação de agentes e de mão de obra para o turismo, apoio ao empreendedorismo e à instalação de micro e pequenas empresas locais; coleta seletiva, reciclagem e educação ambiental; criação de reservas legais, manejo adequado na produção agrícola e na produção de orgânicos, monitoramento da qualidade da água dos rios que abastecem a represa de Chavantes, apoio à piscicultura. A médio e longo prazo, estão previstos projetos de infraestrutura nas rodovias, melhoria dos serviços de telecomunicações e também de instalações públicas de apoio ao turismo.

ELEIÇÕES

Ex-senador Osmar Dias poderá pleitear o governo do Paraná pelo PHS Da Assessoria

O presidente estadual do Partido Humanista da Solidariedade no Paraná, d e put a d o fe d e r a l D i e go Garcia (PHS-PR) convidou na terça-feira (29), o ex-senador paranaense Osmar Dias para ser candidato ao gover no do Paraná p elo PHS nas próximas eleições. O parlamentar afirma que o convite foi realizado com base na história da atuação política do ex-senador. “É uma história política que se identifica muito com o trabalho que vem sendo

desenvolvido por nós no Congresso Nacional. E da mesma forma, buscamos uma transformação da política estadual, em que se reforce o diálogo, a transparência e o combate a corrupção”. Diego Garcia também entende que Osmar Dias contribuirá para o fortalecimento do PHS no Estado. “Entendo que o nome do ex-senador Osmar Dias vem ao encontro do trabalho que vem sendo desenvolvido no Paraná pelo crescimento e fortalecimento da sigla. A nossa união no PHS tem tudo para dar certo, buscando uma nova proposta para

o nosso Estado”, defendeu o deputado. O ex-senador parabenizou a atuação do jovem parlamentar e agradeceu o convite. “É uma honra p ar a m i m . Vou ana l is ar com muito carinho. Estou aguardando a Reforma Política terminar para tomar u m a d e c i s ã o. Ma s p o d e ter certeza, eu me animo muito em poder fazer política com uma pessoa como você, que além de muito atuante e sério, tem o respaldo da população do Paraná”, agradeceu. Do Norte Pioneiro para

o Senado Federal Osmar Dias foi criado e m Mar i ng á n o Par an á . Formou em Agronomia na Fundação Faculdade Luiz Meneghel, em Bandeirantes, onde também foi professor e diretor da instituição. Seu primeiro cargo público foi como presidente da Companhia Agropecuária d e Fom e nto E c on ôm i c o do Estado do Paraná. Em seguida, foi Secretário da Agricultura do Paraná. Em 1994, foi quando disputou seu primeiro cargo eletivo, sendo eleito S enador do Paraná.


A-4 Cidades

TRIBUNA DO VALE

Quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Projeto que libera cerveja e chope nos estádios paranaenses segue para sanção ALEP O texto prevê que apenas cerveja e chope poderão ser comercializados nas praças esportivas, em dias de jogos Da Assessoria

O projeto de lei nº 50/2017, dispondo sobre a venda e o consumo de cerveja e de chope nas arenas desportivas e estádios paranaenses, foi aprovado em redação final pelos deputados estaduais durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná desta quarta-feira (30).

O projeto de autoria dos deputados Luiz Claudio Romanelli (PSB), Alexandre Curi (PSB), Stephanes Junior (PSB), Ademir Bier (PMDB), Pedro Lupion (DEM), Marcio Pauliki (PDT), Tiago Amaral (PSB), Fernando Scanavaca (PDT), Marcio Nunes (PSD), Nelson Justus (DEM) e Anibelli Neto (PMDB) segue agora para sanção, ou veto, do governador

Beto Richa. O texto prevê que apenas cerveja e chope poderão ser comercializados nas praças esportivas, em dias de jogos, sendo proibidas, portanto, demais tipos de bebidas alcoólicas, sejam elas destiladas ou fermentadas. Há previsão, entretanto, de que 20% das cervejas e do chope disponibilizados para o público sejam

 JIU JITSU

de origem artesanal e de produção paranaense. A comercialização ocorrerá desde a abertura dos portões de acesso ao público até o encerramento do evento esportivo, apenas em copos plásticos descartáveis, autorizada tão somente a substituição por copos promocionais de plástico ou de papel. Os locais de venda serão fixos e definidos pelo

gestor responsável pela praça esportiva, e as embalagens metálicas e de vidro também deverão permanecer inacessíveis, no interior dos pontos de venda. Os frequentadores não poderão ingressar nos estádios e arenas portando qualquer tipo de bebida alcoólica, além de permanecer expressamente proibida a comercialização da

bebida aos menores de 18 anos. O torcedor poderá sofrer as penalizações da Lei Federal nº 10.671, de 15 de maio de 2003 (Estatuto do Torcedor), caso promova desordens, tumulto, violência ou entre no estabelecimento portando qualquer tipo de substância não permitida, sujeito assim à impossibilidade de ingresso ou afastamento do recinto esportivo.

 BENEFÍCIO

Jacarezinhense conquista Visitas íntimas em presídios 3º lugar em competição nacional federais são retomadas com novas regras

Fábio Rusig representou o Paraná na competição Jivago França

Fábio Rusig é natural de São Paulo, mas há alguns anos adotou Jacarezinho para morar e trabalhar. O atleta foi o único representante do Paraná em uma competição nacional de Jiu Jitsu em Brasília no último final de semana e conquistou a terceira colocação geral da competição. O GP JK Shopping aconteceu em formato de grupos e pontos corridos. Ao todo, dois atletas de cada grupo se classificavam para a fase final. Rusig venceu três lutas de seu grupo e se classificou. Ele chegou a semifinal, onde foi derrotado pelo atleta Kiko Santoro que

mais tarde sagrou-se campeão do GP. “Primeiramente agradeço a Deus e ao nosso senhor Jesus Cristo, pois sem ele nada aconteceria”, agradeceu. “Fui convidado para representar o Paraná contra mais nove atletas, todos muito bons. Um evento de alto nível. Consegui conquistar a terceira colocação para nosso estado (Paraná)”, destacou Rusig. Fabio também não economizou elogios ao suporte recebido para o evento. “Gostaria muito de agradecer ao professor Augusto Ferrari por todo suporte que me deu, aos treinos por me ajudar muito e me receber tão bem em sua academia. Também uma grati-

 CARGA HORÁRIA

dão enorme aos meus amigos da loja de suplementos Vex de Ourinhos”, salientou. Rusig lembrou ainda da preparação para a competição em Guarulhos na Perfil Academia. “Uma estrutura de aparelhagens de ótima qualidade. Enfim não dá pra citar todos que me ajudaram, pois são muitos, mas todos sabem da tamanha importância em minha vida. Estou muito feliz em voltar as competições de alto nível após um período de tribulações que graças a Jesus foi superado. Muito obrigado a todos de coração!”, finalizou o atleta que é proprietário da academia W&R Sport Team em Jacarezinho.

Redução de jornada ajuda servidor cuidar de familiar com deficiência AEN

O Paraná saiu um ano na frente da União, ao regulamentar, em dezembro de 2015, a redução da jornada de trabalho de servidores estaduais responsáveis por pessoa com deficiência. Poucos estados têm legislações semelhantes. O decreto assinado há pouco mais de um ano e meio pelo governador Beto Richa reforça a preocupação do governo paranaense com os servidores e suas famílias. O Estado foi um dos primeiros a conceder esse benefício no Brasil. No Paraná, 351 funcionários já tiveram a jornada de trabalho reduzida. Trabalham com mais tranquilidade e conseguem se dedicar mais tempo a quem precisa de cuidado especial. “Antes, o papel profissional do servidor entrava em conflito com seu papel dentro da família, o que gerava angústia ou comprometia parte da renda na contratação de cuidador ou outro profissional”, comentou Flávia Bandeira Cordeiro, coordenadora estadual de Políticas dos Direitos da Pessoa

com Deficiência. A redução da carga horária, sem desconto na remuneração, pode ser solicitada por quem trabalha 40 horas semanais e oito horas diárias, até o limite de 50%. Caso haja mais de um servidor responsável pela mesma pessoa, a redução é concedida apenas para um deles. A necessidade é avaliada por médicos antes de ser concedido o benefício. Para Flávia Cordeiro, o decreto representa avanço histórico no reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência e dá tranquilidade para quem precisa cuidá-las. Ela citou o exemplo de sua mãe, que deixou de trabalhar para cuidar da filha caçula. A criança nasceu com fenda palatina (sem o céu da boca) e precisava de atenção integral por parte da mãe. “Ela não teve escolha. Seu papel materno falou mais alto e ela largou o trabalho”, contou. PELO FILHO Ângela Maria Nunes Nascimento teve Davi há 3 anos, quando ainda não existia o decreto. O menino nasceu com

síndrome de Down e, terminada a licença, Ângela viu-se com pouco tempo para as tarefas maternas e as exigências próprias da deficiência do bebê, mesmo sabendo ser essencial dedicar-lhe mais horas. “Ele precisava e precisa de estimulação para andar, falar e se desenvolver”, explicou Ângela. Quando Davi estava já com um ano e seis meses, o decreto foi assinado pelo governador. Hoje, o menino faz terapias relacionadas a fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e integração sensorial, com acompanhamento da mãe. “Se eu tivesse esse tempo logo depois do nascimento, talvez hoje ele já estivesse andando”, supôs. “Não sei como faria se não fosse a redução da jornada de trabalho”. Márcia Wassmansdorf solicitou a redução no mês passado. Ela cuida do pai, Erico, 89 anos, desde que sua mãe morreu, há cinco anos. Doenças degenerativas nos olhos retiraram a visão de Erico, que, agora, depende dos cuidados dela para melhorar suas condições de vida.

A visita íntima poderá ser suspensa caso o preso beneficiado cometa falta disciplinar grave Agência Brasil

Uma portaria do Ministério da Justiça publicada hoje (30), no Diário Oficial da União, regulamenta os casos em que detentos que cumprem penas em um dos quatro presídios federais em funcionamento no país serão autorizados a receber visitas íntimas. O benefício estava suspenso desde o final de junho, por questões de segurança. Segundo o texto da Portaria 718, a regulamentação do benefício leva em conta os “atentados à segurança pública comandados por f a c ç õ e s c r i m i no s a s” e a “função primordial do sistema penitenciário federal de isolar presos considerados de alta periculosidade”. Ao justificar a necessidade da regulamentação, o Ministério da Justiça argumentou, em nota, que as nor mas até ent ão em vigor eram insuficientes para impedir que chefes de organizações criminosas continuem exercendo suas lideranç as de dent ro de presídios de segurança máxima. Para o ministério, “a visita íntima tem sido usada como meio eficaz de difusão de mensagens entre presos e familiares, servindo como ferramenta de coordenação e execução de ordens para b e n e f i c i ar org an i z a ç õ e s criminosas”. O texto destaca que fazem jus à visita íntima os presos que firmaram acordo de delação premiada ou de colaboração com a Justiça.

O benefício, no entanto, não poderá ser concedido a presos que tenham liderado ou par ticipado “de forma relevante” de alguma organização criminosa nem integrantes de quadrilhas ou grupos envolvidos com crimes violentos ou com grave ameaça regulares. Também fica proibida a concessão de visita íntima a presos do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD);

“

função primordial do sistema penitenciário federal de isolar presos considerados de alta periculosidade”

aos que, em razão de seus crimes, corram algum risco, bem como os que tenham participado ou se envolvido em tentativas de fuga ou incidentes violentos. A visita íntima poderá ser autorizada pelo menos uma vez por mês. Dias e horários serão estabelecidos pelo diretor da penitenciária federal em que o detento estiver cumprindo pena. A visita íntima durará uma hora e deverá ocorrer em local apropriado, a fim de preservar a intimidade do apenado e do visitante.Ao ser internado no presídio federal, o detento informará o nome do cônjuge

ou companheira(o), devendo comprovar a união estável por meio da apresentação de declaração lavrada em cartório. A visita íntima poderá ser suspensa ou restringida, por tempo indeterminado, caso o preso já beneficiado comet a fa lt a dis ciplinar grave que exija seu isolamento ou se o(a) visitante c au s a r a l g u m pro b l e m a q u e a m e a c e a ord e m , a segurança ou a disciplina do estabelecimento. A suspensão também poderá ser determinada sempre que as autoridades suspeitarem que há alguma ameaça aos servidores, presos ou segurança do estabelecimento. Todas as visitas aos presos das penitenciárias federais de Campo Grande (MS), Catanduvas (PR), Mossoró (RN) e Porto Velho foram inicialmente suspensas em 29 de maio, após o assassinato da Especialista Federal de Assistência à Execução Penal, Melissa de Almeida Araújo, que trabalhava como psicóloga em Catanduvas. No f i n a l d e ju n h o, o D e p a r t a m e nt o Pe n it e n ciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, renovou a suspensão das visitas íntimas e sociais, autorizando apenas conferências pelo parlatório ou por videoconferência. A medida foi derrubada pela Justiça Federal de Brasília e depois o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) obteve decisão favorável do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.


Geral A-5

TRIBUNA DO VALE

Quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Mês de julho registra perda de mais de 500 empregos formais nos últimos dois anos MICRORREGIÃOSomente em Jacarezinho perda foi de 259 vagas com carteira assinada Da Redação

A microrregião de Jacarezinho, composta por seis municípios (Santo Antônio da Platina, Barra do Jacaré, Cambará, Jacarezinho, Jundiaí do Sul e Rib eirão Claro), p erdeu no mês de julho dos últimos dois anos 511 empregos formais. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com base nos anos de 2015 e 2017. Por se tratar de uma região onde a economia a agricultura como base, a me c an i z a ç ã o no c am p o e s t á m o d i f i c an d o a s rel açõ es de t rab a l ho no agronegócio. O trabalhador rural, antes contratado para fazer o pl ant io e col heit a manual de culturas como a c ana-de-aç úc ar e c afé (as mais exploradas na região), está aos poucos sendo substituído por máquinas. O antigo boia-f r i a t ro c a t amb ém tem trocado o campo pelo trabalho na cidade, em setores como a construção civil – porém, na maioria das vezes informalmente. D a s s e i s c i d a d e s qu e comp õ e a micror reg ião,

Jacarezinho está no topo do ranking com o maior índice de perda de empregos com carteira assinada. Em 2015, o município registrou admissão de 436 pessoas, já em julho deste ano a queda foi de 177, ou seja, uma redução de 40% das vagas ofertadas. Santo Antônio da Platina aparece na segunda colocação: em 2015 admitiu no mês de julho 480 pessoas. No mesmo período deste ano, as contratações caíram para apenas 288. Ribeirão Claro também apresentou um saldo negativo entre julho de 2015 e 2017 de 29 vagas a menos. Cambará com menos 18 e Barra do Jacaré perdeu 11. Apesar de o município de Jundiaí do Sul perder apenas dois empregos formais no mesmo período ressalta-se a baixa contratação, que em 2015 foram cinco admissões em julho e em 2017, apenas três. As vagas que mais têm sido afetadas por essa variação nos últimos dois anos são: vendedor do c om é rc i o v a re j i s t a , a l i mentador da linha de produção, assistente administrativo, auxiliar de escritório, trabalhador da

Antônio de Picolli

Das seis cidades que compõe a microrregião,Jacarezinho está no topo do ranking com o maior índice de perda de empregos com carteira assinada

cultura da cana de açúcar. A família do produtor Ni ls on d a Si lva Franç a, conseguiu uma estratégia para driblar a crise de desemprego. Por meio das linhas de crédito de fomento do governo do Paraná, conseguiu adquirir um trator para atuar na área leiteira.

EDITAL DE LOTEAMENTO CARTÓRIO DO REGISTRO DE IMÓVEIS DA COMARCA DE SANTO ANTÔNIO DA PLATINA, ESTADO DO PARANÁ. HOMERO DOS SANTOS GIOVANNETTI, Registrador Imobiliário da Comarca de Santo Antônio da Platina, Estado do Paraná, na forma da lei, faz público, para ciência dos interessados, em cumprimento ao disposto no artigo 19, § 3º, da Lei nº 6.766, de 19 de dezembro de 1979, que MAJOANAME EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA, inscrita no CNPJ sob nº 16.777.766/0001-17, depositou neste Serviço Registral, na Rua Rio Branco, nº 475, Centro, o projeto e demais documentos relativos ao imóvel de sua propriedade, imóvel urbano composto pela área total de 3,1325 alqueires, ou 75.808,94m² (setenta e cinco mil, oitocentos e oito metros quadrados e noventa e quatro decímetros quadrados), conforme matrícula nº 19.600 – Livro 2 – Registro Geral, loteado com a denominação de “RESIDENCIAL RIVIERA PARK”, sendo Área dos lotes de 43.995,96m², Área de Sistema Viário com 22.717,68m², Área de praça de 3.789,21m² e Área Institucional total de 5.306,09 (ELUP 01 com área de 1.850,21m², ELUP 02 com área de 2.137,51 e ELUP 03 com área de 1.318,37m²), conforme Autorização expedida pela Prefeitura Municipal desta cidade, em 20/10/2015, Decreto nº 459/2015 expedido pela Prefeitura Municipal desta cidade, datado de 20/10/2015, e Decreto nº 309/2017 expedido pela Prefeitura Municipal desta cidade, datado de 28/06/2017. As exigências, dispensas, proibições e ressalvas, inclusive a indicação para cada lote contidas no memorial, ficarão fazendo parte integrante do registro e serão lançadas no seu respectivo campo. Havendo impugnações, estas deverão ser apresentadas neste Registro, durante o expediente, dentro do prazo de quinze dias, contados da terceira e última publicação deste no jornal local Tribuna do Vale. E, não as havendo, será feito de imediato, dentro do prazo legal, o registro. Santo Antônio da Platina, 25 de agosto de 2017. HOMERO DOS SANTOS GIOVANNETTI Oficial

“O programa é rápido, acessível e facilita muito a vida dos produtores. Estamos

muito satisfeitos por mais esta conquista. O programa é excelente e ajuda quem

realmente precisa. Somos donos do noss o próprio negócio”, comemorou.

 POPULAÇÃO

Apenas 5 municípios do Norte Pioneiro têm mais de 30 mil habitantes, segundo IBGE

Alex Daniel

Cornélio Procópio tem hoje mais de 48 mil habitantes e é a maior cidade Das Agências

Cinco cidades da macrorregião do Norte Pioneiro têm hoje mais de 30 mil habitantes, segundo dados de Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados ontem, (30) no Diário Oficial da União. A macrorregião do Norte

Pioneiro tem 46 municípios divididos em cinco microrregiões com cerca de 550 mil habitantes. O maior município continua sendo Cornélio Procópio com 48.677 habitantes. Santo Antônio da Platina em segundo com 45.819. Em terceiro aparece Jacarezinho com 40.263.

Bandeirantes ocupa a quarta posição com 32.486 e Ibaiti vem em quinto com 31.095 habitantes. Segundo o IBGE, o Brasil já tem 207 milhões, 660 mil e 929 de habitantes. No ano passado, o levantamento anual do IBGE indicava uma população de 206,08 milhões de brasileiros.

 JAPIRA

PrefeitoWalmirprotocolaprojeto decalçamentodoConjuntoJapuira Da Assessoria

O pre fe it o d e Japi r a , Walmir Wellington da Silva esteve na manhã de terça-feira (29) em Londrina c u mpr i n d o c omprom i s sos políticos. Pela manhã, Wlamir participou de uma reunião com sua equipe técnica no escritório do Paraná Cidade. Na reunião, o prefeito e sua equipe debateram com o diretor de Operações do SEDU Curitiba, Álvaro José Cabrini Junior e o técnico

João Henrique Machado do Paraná Cidade as soluções e melhorias do projeto de calçamento do conjunto Japuira. O prefeito protocolou o projeto durante a reunião. O calçamento do Japuira é uma das obras mais esperadas pelos moradores. “Estamos trabalhando diariamente para que este projeto se torne realidade o mais rápido possível em nosso município e não vamos medir esforços para que isso aconteça”, disse o prefeito.Walmir também esteve

no escritório do DER com sua equipe técnica e com o procurador geral do município, o advogado Rodrigo Lichtenfels. Eles discutiram questões jurídicas e técnicas para aprovação do projeto de Reurbanização da avenida Joaquim Pedro de Oliveira. “Estamos trabalhando muito e as conquistas já começam a se concretizar, é gratificante ver o progresso de Japira acontecendo, mesmo diante de todos os entraves deixados pela gestão anterior”, disse o prefeito.


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Quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Dois em cada três alimentos consumidos em cantinas têm baixo valor nutricional SAÚDEForam analisadas mais de 1,2 milhão de compras feitas no ano passado por mais de 19 mil estudantes em cantinas de 97 escolas localizadas em 25 cidades de sete estados brasileiros Divulgação

Agência Brasil

Dois de cada três alimentos consumidos por crianças e adolescentes nas cantinas de escolas privadas do país têm baixo valor nutricional. Essa é uma das conclusões da pesquisa Hábitos A liment ares de Crianças e Adolescentes em C antinas de Es colas Privadas no Brasil em 2016, realizada pelo Center for Behavioral Research (CBR) da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV Ebape), em parceria com a empresa Nutrebem. A pesquisa foi divulgada hoje (30), no Rio de Janeiro. Foram analisadas mais de 1,2 milhão de compras feitas no ano passado por mais de 19 mil estudantes em cantinas de 97 escolas localizadas em 25 cidades de sete estados brasileiros (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Santa Catarina e Bahia) e do Distrito Federal. “Ficou claro com esses dados que a maioria do que é consumido é de baixo valor nutricional, tanto para doces, como para salgados e bebidas”, disse à Agência Brasil o professor da FGV Ebape e coordenador do CBR, Eduardo Andrade. “A gente observa isso Brasil afora”, completou. As amostras permitiram

Frituras, por exemplo, deveriam ser substituídas por frutas

constatar que os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo lideram a lista de estados onde os adolescentes consomem mais produtos de baixo valor nutricional. Em torno de 76,9% do que é consumido pelas crianças e adolescentes nas escolas do Rio de Janeiro são de baixo valor nutricional. Esse índice atinge cerca de 60% em São Paulo. Oferta De acordo com a pesquisa, nas escolas em que a oferta de itens saudáveis é maior, a compra desses produtos também aumenta. “Há uma luz no fim do

túnel. Nossas crianças e adolescentes não estão fadadas a comer mal”, disse o coordenador do CBR. Embora, na média, se observe um consumo elevado de produtos de baixo valor nut r iciona l, há a lgu mas escolas em que alimentos melhores estão disponíveis. “Existem poucas escolas em que é oferecido muito produto com médio e alto valor nutricional e também são consumidos muitos produtos saudáveis”. Uma das razões para que a maior parte das escolas ofereça alimentos de baixo valor nutricional é de ordem

econômica. Produtos industrializados de mais baixo valor nutritivo são mais convenientes e lucrativos para as cantinas. “Talvez estejam mais expostos que os produtos mais nutritivos”. Gênero O consumo pouco saudável é comum tanto para meninos quanto para meninas. A partir da adolescência, porém, as garotas começam a comer de maneira um pouco mais saudável que os garotos. Os pesquisadores da FGV acreditam que a pressão social e estética sobre as meninas seja maior a partir dessa fase, o que leva

a um consumo mais consciente de alimentos. A sondagem constatou ainda que entre os produtos mais saudáveis consumidos nas escolas estão frutas e salada de frutas, que também são mais associados com o gênero do estudante. “A gente vê mais meninas comendo salada de frutas do que meninos.” Engajamento Na avaliação de Eduardo Andrade, a mudança desse quadro exige o engajamento de três atores: pais, escolas e o próprio governo. Segundo ele, nem todas as escolas veem o consumo nas canti-

nas como uma responsabilidade também da instituição. “Não há preocupação tão grande com a educação alimentar”. O especialista avalia, entretanto, que não há como colocar a culpa só nas escolas e que os pais têm papel preponderante nesse processo uma vez que a educação alimentar também passa pelo que a criança come em casa e pelo monitoramento dos responsáveis em relação a essa questão. “O engajamento dos pais é importante até para salientar essa questão para as escolas”, lembrou. O terceiro elemento, na avaliação do especialista, são os governos. Atualmente, no país, há diversos municípios e estados com l e i s e s p e c í f i c a s s o bre o que pode ou não pode ser vendido nas cantinas, mas ainda não há um arcabouço federal que monitore e s s e pro c e s s o. S e g u n d o Andrade, dois projetos de lei sobre o tema tramitam na Câmara e no Senado, mas ainda não foram votados. Andrade destacou a importância do debate sobre educação alimentar uma vez que diversos hábitos são formados na infância e na adolescência. “Se nós aprendermos a consumir de maneira pouco saudável, será mais difícil consumir de maneira saudável na vida adulta.”

CLIMA

CURSOS

Baixa umidade do ar deixa Norte do PR em alerta

Prepare-se para as oportunidades de fim de ano

Divulgação

Falta de chuva e ar seco demais podem prejudicar a saúde Bem Paraná com sites

Mu n i c ípi o s d o Nor t e do Paraná estão em estado de alerta por causa da baixa umidade relativa do ar no começo da tarde de ontem,30. Em Londrina, Apu c ar an a e Mar i ng á o índice de umidade estava em 19% às 14h30. Entre 12% e 20% indica situação de alerta, em que devem ser evitadas atividades ao ar livre entre 11 e 15 horas; umidificar o ambiente através de vaporizadores,

t o a l h a s m ol h a d a s , re c i pientes com água e molhamento de jardins. Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas, e consumir água à vontade. Abaixo de 12% de umidade, entra-se no estado de emergência, e deve-se interromper qualquer atividade ao ar livre entre 10 e 16 horas como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência. Determinar a suspensão de atividades que

exij am ag lomeraçõ es de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas, etc., entre 10 e 16 horas, e durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças, hospitais e entre outros. Em Curitiba a temperatura passa dos 30ºC nesta tarde de quarta, com umidade em 31%. A maior temperatura no Estado era verificada em Antonina, no Litoral, que marcava 36ºC pouco depois das 14 horas.

Da Assessoria

As festas de fim de ano sempre geram oportunidades de emprego temporário e geração de renda. A queda dos juros e da inflação e o saldo positivo na criação de postos de trabalho formal levam o mercado acreditar que o segundo semestre será mais favorável para o consumo. Segundo uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), 58% dos empresários paranaenses declaram ter boas expectativas para os próximos meses, o que representa alta de quase 30% em relação ao mesmo período de 2016. Mas para aproveitar tais oportunidades, é preciso estar preparado. Por isso o Senac elaborou uma seleção especial de cursos para quem quer obter renda extra, por conta dos eventos e vagas temporárias de fim de ano. São diversas opções de cursos rápidos nas

áreas de gastronomia, beleza e informática. E quem fizer sua matrícula online terá até 15% de desconto. Em Santo Antônio da Platina será ofertado o curso de Produção de Vídeos para Youtube, para quem deseja aprender a criar roteiros e entender toda a dinâmica de criação de vídeos conhecendo as ferramentas para edição, criação de vídeos e, quem sabe se tornar um Youtuber de sucesso. Também dá para ganhar dinheiro no ramo da gastronomia, aproveitando as celebrações de Natal e fim de ano para comercializar preparações culinárias especiais. Uma das opções nesta área é o curso Preparo de Naked Cake, que ensina a produzir este tipo bolo que faz sucesso em festas, com suas camadas e recheio aparentes pela ausência de cobertura. Durante as aulas, os alunos aprenderão a preparar diferentes massas, cremes e decorações para encher os

olhos e satisfazer diferentes paladares. Outro curso ofertado pela unidade é o de Massagem com Óleos, para os interessados em aproveitar o aumento da procura por serviços de beleza e cuidados com o corpo durante o verão. Todas as turmas terão início em 18 de setembro. Para se inscrever, basta acessar o site www.pr.senac.br ou então procurar a central de matrículas da unidade. Serviço: Programação de cursos: • PRODUÇÃO DE VÍDEOS PARA YOUTUBE (noite) • P R E PA R O D E NAKED CAKE (noite) • MASSAGEM COM ÓLEOS (noite) Início das aulas: 18 de setembro Local: Senac Santo Antonio da Platina - Rua Rui Barbosa, 799, Centro Contato: (43) 3534-4358 Inscrição: www.pr.senac.br


Geral A-7

TRIBUNA DO VALE

Quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Banco Central lança campanha para incentivar circulação de moedas ECONOMIA A quantidade de moedas hoje alcança R$ 6,3 bilhões em valor, o que corresponde a uma disponibilidade por pessoa de R$ 31 em moedas, equivalente a 123 unidades por habitante , acrescentou Goldfajn Agência Brasil

O Banco Central (BC) lançou hoje (30) campanha nacional para incentivar a c i rc u l a ç ã o d e m o e d a s n o p a í s . Um v í d e o q u e será veiculado nas mídias sociais vai mostrar à população a importância de retirar mo edas de cof rinhos, gavetas e cinzeiros, por exemplo, para aumentar a oferta do numerário, facilitar o troco e reduzir o gasto público. “É papel do Banco Central sensibilizar o público quanto à necessidade de promover a recirculação das moedas guardadas, p o i s o e nt e s o u r a m e nt o, a lé m d e cont r ibu ir p ara a d i f i c u l d a d e d e t r o c o, motiva a necessidade de produção de novas moedas, cujos custos têm sido c re s c e nte s . A re c i rc u l a ção de moedas contribui para a redução do gasto p ú b l i c o”, d i s s e o p r e s i dente do Banco C entral, Ilan Goldfajn, ao lançar a campanha. De acordo com Goldfajn, o custo de suprimento de moedas alcançou cerca de R$ 243 milhões, no ano

passado. “Além disso, colocar moedas para circular é bom para o setor real da e c on om i a e b om p ar a o meio ambiente. Fabricar m e n o s m o e d a s i mp l i c a , p o r e x e mp l o, e c o n o m i a

“

A quantidade de moedas hoje alcança R$ 6,3 bilhões em valor, o que corresponde a uma disponibilidade por pessoa de R$ 31 em moedas, equivalente a 123 unidades por habitante”

de energia e de minérios”, destacou. Goldfajn disse também que o conjunto das moedas e nte s ou r a d as re pre s e nt a cerca de 35% do total. Se

O presidente do Banco Central disse que no ano passado foram postas em circulação 761 milhões de unidades de novas moedas

foram consideradas quase 25 bilhões de moedas de Re al, emitidas des de 1994, chega-se ao número estimado de 8,7 bilhõ es de moedas entesouradas, o que corresponde aproximadamente a R$ 1,4 bilhão. “A quantidade de moedas hoje alcança R$ 6,3

SÚMULA DE RECEBIMENTO DE LICENÇA DE INSTALAÇÃO DE AMPLIAÇÃO Bruno Natale Perino, portador do CPF nº 039.325.209-47, torna público que recebeu do IAP a Licença de Instalação de Ampliação, para atividade de Avicultura de Corte a ser implantada no Sítio Três Irmãos, Bairro Água da Ortiga, Município de Abatiá – PR. SÚMULA DE REQUERIMENTO DE LICENÇA DE OPERAÇÃO DE AMPLIAÇÃO Bruno Natale Perino, portador do CPF nº 039.325.209-47, torna público que irá requerer ao IAP a Licença de Operação de Ampliação, para atividade de Avicultura de Corte a ser implantada no Sítio Três Irmãos, Bairro Água da Ortiga, Município de Abatiá – PR. SÚMULA DE REQUERIMENTO DE RENOVAÇÃO DE LICENÇA DE OPERAÇÃO R.V DE FARIA E CIA LTDA ME, empresa inscrita no CNPJ 03.583.385/0001-55, torna público que irá requerer ao IAP (Instituto Ambiental do Paraná) a Renovação de Licença de Operação, para atividade de porto e depósito de areia e extração de areia, localizada no Leito do Rio Paranapanema, Zona Rural, no município de Cambará/PR. Cambará 29 de agosto de 2017. SÚMULA DE REQUERIMENTO DE LICENÇA PRÉVIA CERTANO COMERCIAL DE ALIMENTOS LTDA, inscrita no CNPJ nº 84.961.473/0001-45 torna público que REQUER do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) a licença prévia para atividade de lavador de veículos a ser implantada na Rua Antônio Luiz Dias, s/n, bairro Popular Nova no município de Cambará/PR, CEP: 86390-000. SÚMULA DE RECEBIMENTO DE RENOVAÇÃO DE LICENÇA DE OPERAÇÃO MAZINI E CIA LTDA empresa inscrita no CNPJ 84.814.946/0003-43, torna público que recebeu do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) a Renovação da Licença de Operação, para a atividade de fabricação de produtos cerâmicos, localizada na Rodovia PR 218, km 4,5, Parque Industrial, no município de Carlópolis/PR. SÚMULA DE RECEBIMENTO DE RENOVAÇÃO DE LICENÇA DE OPERAÇÃO HOCHSCHEIDT, SANINI E CIA LTDA, inscrita no CNPJ 22.638.737/0001-77, torna público que recebeu do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) a Renovação da Licença de Operação nº 129137-R1, válida até 16/08/2021 para a atividade de posto revendedor de combustíveis, localizado na Rua Paraná, 1050, Centro, no município de Jacarezinho/PR. Jacarezinho, 29 de agosto de 2017. SÚMULA DE RECEBIMENTO DE LICENÇA DE INSTALAÇÃO E REQUERIMENTO DE LICENÇA DE OPERAÇÃO AGROPECUÁRIA D. LAURA LTDA - ME, inscrita no CNPJ 80.603.418/0001-22, torna público que recebeu do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) a Licença de Instalação nº 23037, válida até 28/08/2019 e requer a Licença de Operação, para a atividade de extração de cascalho, localizado na Fazenda Santa Cecília, Bairro Palmeira, no município de Santo Antônio da Platina/PR. Santo Antônio da Platina, 29 de agosto de 2017. SÚMULA DE RECEBIMENTO DE LICENÇA DE OPERAÇÃO ADRIANO FELIX DE ALMEIDA, portador do CPF n° 008.945.258-59, torna público que recebeu do IAP, a Licença de Operação para atividade de Avicultura implantada no Sitio Santo Antonio, Sn, Bairro Amorinha– município de Ibaiti, Estado do Paraná, CEP. 84.900-000. Sumula de Recebimento de Licença Prévia SILVAGAS COMERCIO E TRANSPORTES DE GAS LTDA - EPP CNPJ : 82.008.574/0001-70 torna público que recebeu junto ao IAP /JACAREZINHO, a Licença Prévia para o Comércio de Gás denominado na RUA AFONSO PENA n° 344 – CENTRO , localizado no município de Santo Antônio da Platina –Paraná.

bilhõ es em valor, o que corresponde a uma disponibilidade por pessoa de R$ 31 em moedas, equivalente a 123 unidades por h a b i t a nt e”, a c r e s c e nt o u Goldfajn. O presidente do Banco Central disse ainda que, n o a n o p a s s a d o, f o r a m postas em circulação 761

milhõ es de unidades de novas moedas, 11% acima do total disponibilizado eem 2015 (685 milhões). Neste ano, até o dia 31 de julho, já foram postas em circulação 434 milhões de novas moedas. Antes do dis curs o de lançamento da campanha, Goldfajn depositou

R$ 3,90 em moedas em uma máquina do B C. A máquina emite um recibo que serve para trocar por cédulas no Banco Central. O equipamento só está disponível para funcionários da instituição. No entanto, Goldfajn disse que a iniciativa poderá ser levada a outros órgãos.


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A-8 Local

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Quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Estou realizando um sonho aos 78 anos , diz aluna do Eja

SUPERAÇÃO Aluna do Colégio Maria Dalila de Santo Antônio da Platina, se tornou exemplo para colegas e professores pela coragem, disposição e determinação . Sua meta: aprender ler e escrever Gladys Santoro

O comum é imag inar uma pessoa na faixa dos 80 anos s ent ad a à noite na f rente d a tele v is ão, enrolada em uma manta esp erando o f im d a nov e l a p ar a i r p ar a c a m a , e com sorte dormir a noite toda. Raro é encontrar uma s enhora de 78 anos frequentando d i ar i ame nte u m a e s c ol a no período noturno para

“

Eu só queria aprender ler, escrever, fazer algumas contas e ampliar um pouco mais os meus conhecimentos. Já estou chegando lá. Em dezembro termino o curso e paro por aí. Já cumpri a minha determinação”

aprender ler e escrever. E os mot ivos s ão simples, mas inacreditáveis: “Não queria morrer sem saber interpretar essas letrinhas qu e at é c r i an ç a d e pré -escola sabe”. “Quero ter o prazer de ler as placas nas ruas, os letreiros de

nome de lojas, os bilhetes. Quero escrever o que tiver vontade. Quero sair de casa a noite, quero tirar essa venda que ficou nos meus olhos a vida toda e ver o mundo como ele realmente é”, resumiu a a lu n a Mar i a Ap are c i a L i m a More i r a , 7 8 an o s , divorciada , mãe de seis filhos (todos estudados) e avó de um neto que ela mesma cria. Dona Aparecida faz o EJA (Educação para Jovens e Adultos), no Colégio Estadual Maria Dalila Pinto há três anos. Já eliminou uma série de disciplinas e na noite de terça-feira, 29, estava assistindo uma aula de Geografia com a profess or a Gr aç a Zu rlo, diretora da Faculdade do Nor te Pioneiro (Fanorpi), quando a reportagem d a Tr i bu n a d o Va l e foi entrevistá-la. Surpresa, a idosa não achou que merecia tanta atenção, afinal, estudar é uma obrigação. “ Tive seis filhos e todos estudaram. Fiz questão disso, porque durante toda a minha vida, passei uma série de dificuldades por não saber ler nem escrever”, comentou. Dona Aparecida morava no Mato Grosso, casou-se com um platinense e mudou-se para Santo Antônio da Platina. Divorciou-se e foi trabalhar de doméstica na casa do médico Alício Dias dos Reis. “Quando dr Alício se tornou prefeito, me ar r umou um empre-

go de servente de escola. Trab a l hei 30 anos ness e serviço, mas sofria quando alguém me dava uma lista de compras para fazer. Eu olhava aquele papel e não sabia o que estava escrito. Era obrigada a confiar nos funcionários dos comércios onde eu tinha que fazer a compra. Essa era uma situação que me aborrecia muito”, contou salientando que no decorrer da vida, passou por inúmeras situações dessa natureza, que a envergonhavam. “Um dia cansei de sentir vergonha e resolvi que tudo dependia ap e n a s d e m i m m e s m a . “contou. Mas as coisas não foram tão fáceis. Enfrentar os filhos que achavam sua i n i c i at iv a d e s n e c e s s ár i a foi uma das dificuldades. Outra foi deixar de cuidar do neto. “Entrei e saí várias vezes do Eja, mas depois peguei firme. É um sonho que tenho direito de realizar”, afirmou. Embora disposta, a idosa deixa claro que assim que se formar, vai parar com os estudos. “Eu s ó q u e r i a apre n d e r l e r, e s c r e v e r, f a z e r a l g u mas c ont as e ampl i ar um pouco mais os meus conhecimentos. Já estou chegando lá. Em dezembro termino o curso e paro por aí. Já cumpri a m i n h a d e t e r m i n a ç ã o”, concluiu. A boa vontade de Dona Aparecida e a realização d e s e u s on h o a c a b a r a m

não sendo uma vantagem

“

Tive seis filhos e todos estudaram. Fiz questão disso, porque durante toda a minha vida, passei uma série de dificuldades por não saber ler nem escrever”

só para ela. Os alunos que dividem a mesma sala de aula, não se sentem mais no direito de abandonar o curso, por mais dificuldade que estejam passando. Para a aluna Vera Amador, acompanhar a trajetória de dona Aparecida é uma m o t i v a ç ã o. “E l a p e rd e u um filho há pouco mais de um ano. Sofreu tanto que achamos que não voltaria às aulas, mas tirou força do sofrimento e manteve Dona Maria Aparecida entre a diretora Ester e a professora Graça sua convicção”, contou a M a r i a Ap a r e c i d a . B e m certas. Ela é um exemplo companheira lamentando mais novo, com apenas 23 e um incentivo para mim”, que a amiga vai parar de anos, ele está lutando para afirmou.A professora Graestudar quando terminar terminar o ensino funda- ça Zurlo também comenta: essa etapa. “Ela me anima, mental e tocar a vida para “Quando estou cansada ou me encoraja. Só a presença frente. “Às vezes dá pregui- desanimada penso nessa dela me ajuda. Vai ser di- ça de vir para a escola, dá a luna. S e el a tem forç a, fícil seguir em frente sem vontade de descansar em coragem e disposição para s e u e xe mpl o”, l a s t i m ou . casa, mas quando penso realizar um sonho, eu não C ai qu e G abr i el t amb é m na dona Maria Aparecida, tenho direito de abandonar faz o EJA na sala de dona t r at o d e f a z e r a s c oi s a s os meus”, comentou.

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