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Quarta-feira
02 DE AGOSTO DE 2017
DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI
ANO XXII - N0 3410 R$ 1,00
www.tribunadovale.com.br
RIBEIRÃO DO PINHAL
Bares e lanchonetes ficam abertos só até meia noite Antônio de Picolli
Desde o dia 10 julho, bares, lanchonetes, restaurantes e demais comércios de entretenimento de Ribeirão do Pinhal só podem funcionar no máximo, até a meia-noite.Exceto aos sábados, quando o limite do horário de atendimento se estende
até às 2 horas. O decreto assinado pelo prefeito Wagner Luiz Oliveira Martins (PHS) tem por objetivo reduzir a criminalidade na cidade, porém, a medida polêmica tem provocado bastante discussão entre os comerciantes e moradores.
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MEMÓRIA VIVA
SANTO ANTÔNIO DA PLATINA
Feirantes assinam termo de compromisso com a prefeitura
Casa da Cultura recebe exposição fotográfica
Antônio de Picolli
Representantes da Prefeitura de Santo Antônio da Platina se reuniram na segunda-feira, 30, com a Comissão de Feirantes, composta por 12 pessoas, para acordar algumas regras que devem ser obedecidas na Feira Livre até que seja feito um estudo técnico para instalação definitiva dos ambulantes em outro local com toda estrutura necessária. O termo tem finalidade de iniciar o processo de regularização da feira, como o recadastramento, padronização das barracas, horários para montagem e desmontagem das estruturas.
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Exposição Memória Vivia conta também com máquinas fotográficas raras
A Casa da Cultura Antônio de Freitas em Santo Antônio da Platina promove até o dia 20 a Exposição Fotográfica Memória Viva, com 32 retratos que reúnem três gerações de fotógrafos: José Tanko, Paulo Tanko e Guilherme Tanko. As obras mostram um pouco da história do município, como vida cotidiana, eventos, esporte, prédios e patrimônios, música, religião, política e os belos ipês da avenida Oliveira Motta.
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40 DIAS SEM CHUVA
Região começa a sofrer com efeitos da estiagem
Os produtores de trigo e de milho da região já estão preocupados com a estiagem prolongada. Segundo o Instituto Meteorológico Simepar, ontem, 1º, a região completou 41 dias sem chuva. Alguns agricultores estimam que esse período é superior a 50 dias.
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EDUCAÇÃO
Zezão empossa mais 37 professores e nove servidores
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A-2 Opinião
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TRIBUNA DO VALE
Todo esse panorama desestimula os investidores estrangeiros e inibe os investidores nacionais em face das incertezas e da desconfiança.” Editorial
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Quarta-feira, 02 de agosto de 2017
O impacto existencial dessa conversão ficou registrado num livro que ocupou por muito tempo as listas dos best- sellers: Deus existe, eu O encontrei. ”
A RTIGO
E DITORIAL
Carlos Alberto Di Franco
Crise política e recessão A recessão econômica – cuja marca essencial é a queda do Produto Interno Bruto (PIB) – é sempre um probl e ma e m s i me s ma , porquanto significa menor PIB por habitante e, por consequência, menor padrão de consumo médio. A gravidade se torna maior quando é levada em consideraç ão a depre ci aç ão do chamado “estoque de capital nacional”, ou seja, o desgaste físico de todos o s b e n s d e c apit a l , t a i s como: rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, usinas de energia, sistema de telecomunicações, fábricas, máquinas, equipamentos, prédios e todo tipo de instrumento de produção. No caso dos países em q u e a p opu l a ç ã o c re s c e regularmente, a soma de queda no PIB com a depreciação do capital nacional e o crescimento do número de habitantes transforma a recessão em causa de empobrecimento acelerado, cujo resultado é a piora sensível do bem-estar social médio. Esse é o caso do Brasil.
A queda do PIB nos anos de 2014, 2015 e 2016 foi de 7,4% e a população c re s c e u , n e s s e p e r í o d o, 4,8 milhões de habitantes, re su lt and o nu m d e s e m prego de 14,2 milhões de trabalhadores, equivalente a 13,8% das p ess oas em c on d i ç õ e s d e t r ab a l h ar. Com isso, o padrão de vida da população caiu, praticamente anulando a melhoria na distribuição de renda ocorrida nos últimos governos, situação que faz a prioridade mais premente ser a retomada do crescimento econômico a uma taxa capaz de reduzir o desemprego, melhorar o padrão médio de bem-estar e evitar que o Brasil chegue ao fim da segunda década deste século com renda por habitante igual ao que era em 2010. A recuperação depende de fatores econômicos e de condições políticas que o Brasil, atualmente, não está conseguindo apresentar. No início do ano havia certo otimismo em relação ao crescimento do PIB em 2017, com alguns analis-
tas chegando a prever que poderia ser de até 1,5% em relação ao ano anterior. As estimativas foram sendo revistas pelo mercado e p e l o g ov e r n o, c om a s ú lt imas p es quis as feit as pelo Banco Central (BC) informando que a taxa de crescimento de 2017 não passará de 0,4%, ou seja, metade da taxa de aumento da população no ano. Nesse sentido, a renda por habitante continuará caindo e terminará o próximo mês de dezembro menor do que era no fim de 2016. Entre as causas do pessimismo estão a interminável crise política, a gigantesca rede de corrupção envolvendo políticos e dirigentes estatais e a falência financeira do setor público. Apesar de alguns avanços – como a reforma trabalhista, a emenda constitucional limitando os gastos do gover no, a l i b e r a ç ã o d a Pe t r o b r a s da obrigação de investir em todos os projetos de exploração do pré-sal –, as f inanças públicas est ã o d e s e qu i l ibr a d as no s
municípios, nos Estados e na União, o que provoca elevação da dívida pública e redução dos investimentos do governo, fatores esses que contribuem para a estagnação do PIB e a lent a re c up eração. Todo esse panorama desestimula os investidores estrangeiros e inibe os investidores nacionais em face das incer tezas e da desconfiança. Assim, a primeira condição para melhorar o ambiente econômico é a solução da crise política, especialmente no âmbito do governo federal, coisa qu e s om e nte p are c e s e r viável com as eleições estaduais e federais do fim do ano que vem. O preço que o país vem pagando pelos problemas políticos e a cr is e e conômica é o empobrecimento visível da população. O lento crescimento do PIB é apenas um aspecto da grave crise, embora seja o principal fator a dificultar a melhoria da renda nacional e, por consequência, o aumento da renda por pessoa.
A RTIGO Arcênio Rodrigues da Silva
Fim da contribuição sindical obrigatória, uma conquista dos trabalhadores O Senado Federal, p o r 5 0 v o t o s a 2 6 , ap r o vou a re for m a t r ab a l h i s ta após cenas lamentáv e i s pro t a g on i z a d a s p or u m g r up o d e s e n a d or a s , demonstrando ainda mais a triste realidade do nosso parlamento, cuja atuação é simplesmente estarrecedora, c o n s e g u i n d o n o s e nv e rgonhar cada vez mais. O Brasil havia muito necessitava de uma amp l a re f or m a t r a b a l h i s t a , pois contava com uma legislação totalmente arc ai c a , c r i a d a e m 1 9 4 3 , ultrapassada em todos os sentidos, inclusive na criação e geração de empregos. Assim, é de s e d e s t a c a r qu e o g ov e rn o Te m e r, m e s m o a f u n dado em uma crise sem pre c e d e nt e s , t e n h a c on s eguido, com sua f rágil base governista, os 50 votos favoráveis no plenário do S enado.A proposta aprovada, se não resolve todas as questões trabalhistas, n o m í n i m o pro p orc i on a uma relação madura e equilibrada entre empregadores e empregados tendo como base sempre a livre negociação e a prevalência do acordo entre as partes. C ons i d e ro c omo e nor me avanço a possibilidade
de empregado e empreg a d o r, d e f o r m a d i r e t a , n e g o c i a re m p ont o s f u n d am e nt ai s n a re l a ç ã o d e trabalho como jornada de trabalho, trabalho intermitente, inter valo para almoço, período de férias de forma escalonada e a contratação de autônomos, entre outras mudanças. Ta i s m e d i d a s r e p r e sentarão uma maior transparência e segurança jurídica tanto para patrões como para os empregados, sem ferir qualquer direito trabalhista e, princip a l m e nt e , a f a s t a n d o e m muito a judicialização da relação trabalhista, resultando, portanto, na geração de empregos principalmente por parte das pequenas e médias empresas, em especial do setor de serviços, que hoje se r e s s e nt e m d o a l t o c u s t o com encargos sociais, d e u m a l e g i s l a ç ã o bu ro c r át i c a e d e f a s a d a e d o s pro c e s s o s m a n e j a d o s n a Ju s t i ç a Tr a b a l h i s t a . Mas, sem dúvida, a maior conquista para trabalhadores e empregadores aprovada na reforma trabalhista é a limitação da atuação dos sindicatos e o fim da obrigatoriedade
TRIBUNA DO VALE
O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 Editora Tribuna do Vale LTDA CNPJ 01.037.108/0001-11 Matriz:Mário Marcondes Marques, 38 Vila Claro - Santo Antônio da Platina, PR Fone/Fax: 43 3534 . 4114
Carlos Alberto Di Franco
Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br
do pagamento da contribuição sindical, um av a n ç o s e m pre c e d e nt e s n a re l a ç ã o d e e mpre g o e uma modernização na legislação trabalhista. A medida soltar todas as amarras predatórias de sindicatos que em nada representam os trabalhadores, atuando simplesmente como longa manus de partidos políticos à custa de recursos financeiros e n t ã o r e t i r a d o s d e f o rm a o b r i g at ó r i a n a f o l h a de salários, gerando a astronômica cifra de cerca de R$ 3 bilhões a título de contribuição sindical. Segundo dados do M i n i s t é r i o d o Tr a b a l h o e Emprego, no ano de 2015 constavam como registrados e ativos 10.847 sindicatos de trabalhadores, sendo que, na fila de registro, outras 2.232 representações pleiteavam novas cartas sindicais junto ao órgão ministerial – todos interessados em abocanhar uma fatia da famigerada contribuiç ão. C omo resu lt ado, o Brasil transformou-se em um imenso cartório sindical onde qualquer política pública de geração de empre-
go, abertura de empresas, investimentos em tecnologia e outras iniciativas fatalmente encontraria pela frente um sindicato que causaria uma série de transtornos sob o velho e surrado argumento de defesa dos trabalhadores, quando na verdade estão somente interessados na defesa de seus próprios interesses, de seus dirigent e s e d o s “c o m p a n h e i ro s” d e p ar t i d o s . Que o g o v e r n o Te m e r, c o m todas as suas mazelas, não ceda às pressões sindic a list as e manten ha o f im d a cont r ibuiç ão sindical obrigatória, permitindo que os verdadeiros trabalhadores decid am os seus destinos em negociações abertas e transparentes com os patrões, sempre com o acompanhamento dos competentes órgãos do M i n i s t é r i o d o Tr a b a l h o, que deve sair das sombras e verdadeiramente atuar na composição entre patrões e empregados.
D i a 8 d e ju l ho d e 1 9 3 5 : u m r ap a z d e 2 0 ano s , que estava à procura de um amigo com quem tinha combinado jantar, entrava, por engano, numa capela de Paris. Chamava-se André Frossard. Era filho do líder sindical L.O. Frossard, jornalista e primeiro-secretário do Partido Comunista Francês. Dizia-se “cético e ateu de extrema-esquerda. Ainda mais do que cét ico, aind a mais do que ateu, indiferente e ocupado em coisa bem diversa do que um Deus que nem pensava mais negar”. Cinco minutos depois, saía de lá “católico, apostólico, romano”, “transportado, levantado, retomado e envolvido pela onda de uma alegria inexaurível”. O impacto existencial dessa conversão ficou registrado num livro que ocupou por muito tempo as listas dos best- sellers: Deus existe, eu O encontrei. André Frossard, jornalista de prestígio, cronista do Figaro, redator-chefe da revista Temps Présent e, de 1988 até sua morte, em 1997, membro da Academia Francesa de Letras, faz parte daquela estirpe de intelectuais que cinzelam a cultura dos povos. Por isso, Deus em Questões, livro que acabo de reler com muito prazer, merece ser compartilhado com você, caro leitor. Trata-se de um livro estimulante, quase interativo. O autor, armado de uma coragem afiada e de um bom humor cativante, assume um desafio inusitado. Frossard condensa, em 47 “questões”, cerca de 2 mil perguntas que lhe foram feitas por estudantes franceses. Em cada questão, expõe primeiro as objeções, assumindo lealmente o ponto de vista crítico, e depois formula respostas que extrai da sua “experiência da fé”. Por que viver? Ciência e fé são compatíveis? Deus é da esquerda ou da direita? A fé e o Big Bang. A bioética. A Aids. O sofrimento humano. A liberdade. Eis, respigados ao acaso, alguns dos temas que compõem um mosaico de grande atualidade jornalística. A liberdade, adverte Frossard, “não consiste em fazer o que se tem vontade, mas também o que não se quereria, por bom senso, por respeito aos outros, e muitas vezes por amor, primeiro princípio de tudo aquilo que é, foi ou será”. “Essa liberdade ultrapassa todas as tendências, os gostos, o interesse pessoal, o egoísmo; vence tudo aquilo que efetivamente poderia ‘condicionar’ o ser humano e refulge com um brilho magnífico na renúncia de si próprio em favor do outro ou dos outros. Tem por divisa o dom de si e, por insígnia, a cruz de Cristo. Nesse sentido, a liberdade é um combate. É o ‘nome de guerra’ da caridade.” Num mundo tantas vezes dominado por uma visão utilitária e hedonista, Frossard rasga o generoso horizonte da autêntica liberdade. De fato, poucas ideias gozam, por parte dos homens em geral, de um apreço tão imediato e universal quanto a liberdade, mas nem todos aprofundam igualmente na sua essência. Muitos se conformam com uma concepção superficial desse conceito: a liberdade lhes sugere simples espontaneidade, ausência de compromissos, e isso já é o suficiente. Na sua defesa da liberdade, contudo, Frossard não fica num conceito descomprometido, mas mergulha na raiz existencial da liberdade: o amor – amor a Deus e amor aos outros. A lib erdade, p ara ele, tem uma ver tente t ranscendental, uma orientação para Deus. Não é que a liberdade deixe de ser uma realidade humana para se tornar só (ou principalmente) um conceito de tipo religioso. B em ao contrário. Precisamente por dizer respeito a Deus e ao fim último da vida, essa concepção da liberdade é radicalmente humana. O l iv ro d e Fro ss ard é d e g r and e atu a l i d a d e. O pêndulo da história aponta o reencontro do homem com suas raízes genuínas, sua inquieta peregrinação rumo ao Criador. Na verdade, a busca de Deus é um fato sociológico. A religião, sintoma de alienação na geração passada, ganha espaço nos dias que correm, sobretudo no mundo dos jovens. Deus, os pais, anjos e milagres são campeões da credibilidade no mundo dos adolescentes. Toda uma geração assiste, perplexa, a uma contrarrevolução comportamental protagonizada por seus filhos e netos. Carlos Alberto Di Franco é jornalista.
Arcênio Rodrigues da Silva, advogado, mestre em Direito e pós-graduado e professor universitário nas áreas de Direito Tributário e Direito Público.
Representação: MERCONET Representação de Veículos de Comunicação LTDA Rua Dep. Atílio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PR Fone: 41-3079-4666 ¦ Fax: 41-3079-3633 Vendas Assinatura Anual R$ 200,00 Semestral R$ 100,00
Deus em questões
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Circulação: Abatiá ¦ Andirá ¦ Arapoti ¦ Bandeirantes ¦ Barra do Jacaré ¦Cambará ¦ Carlópolis ¦ Conselheiro Mairink ¦ Figueira¦Guapirama ¦ Ibaiti ¦ Itambaracá ¦ Jaboti ¦ Jacarezinho Jaguariaíva ¦ Japira ¦ Joaquim Távora ¦ Jundiaí do Sul ¦ Pinhalão ¦ Quatiguá ¦ Ribeirão Claro ¦ Ribeirão do Pinhal ¦ Salto do Itararé ¦Santana do Itararé¦ Santo Antônio da Platina ¦ São José da Boa Vista ¦ Sengés ¦ Siqueira Campos ¦Tomazina ¦ Wenceslau Bráz
Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná
* Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
Cidades A-3
TRIBUNA DO VALE
Quarta-feira, 02 de agosto de 2017
Casa da Cultura recebe exposição fotográfica
MEMÓRIA VIVA Mostra prossegue até o dia 20 em comemoração ao aniversário da cidade Antônio de Picolli
Mostra conta com exposição de câmeras fotográficas raras Redação
A Casa da Cultura Antônio de Freitas em Santo Antônio da Platina promove até o dia 20 a Exposição Fotográfica Memória Viva, com 32 retratos que reúnem três gerações de fotógrafos: José Tanko, Paulo Tanko e Guilherme Tanko. As obras mostram um pouco da história do município, como v id a cot idi ana, e ventos,
esporte, prédios e patrimônios, música, religião, política e os belos ipês da avenida Oliveira Motta. O historiador João Paulo da Silva, que encabeçou a organização da mostra, conta que as imagens trazem uma ótima cronologia de Santo Antônio da Platina, inclusive com fotos da década de 30. A exposição marca o mês em que se comemora o aniversário da cidade. No
Antônio de Picolli
Comissão Organizadora trabalhava na montagem dos retratos para exposição
dia 20 de agosto, Santo Antônio da Platina completa 103 anos de história. Silva revela uma de suas fotos favoritas no acer vo fotográfico. A imagem que mostra um dos melhores sax sopranos do mundo, o norte americano B ooker Pittman, que em meados do final da década de 50 rodou pelo Norte Pioneiro, quando viveu uma temporada em Santo Antônio da Platina.
HABITAÇÃO
“É uma das minhas fotos favoritas. Saber que ele, um artista que tocou ao lado dos grandes nomes do Jazz, viveu uma temporada em nossa cidade”, explicou. Outra foto histórica que está disponível na mostra tirada em 1955 é a imagem do primeiro fiel batizado em frente ao primeiro prédio da Congregação Cristã do Brasil, que foi construída em 1910 na Rua 24 de Maio.
“Deixo meu convite à toda comunidade para participar e conhecer um pouco mais da história da cidade. E st aremos re ceb endo as escolas a partir de segunda-feira com agendamento programado. A entrada é gratuita. Estamos estudando a possibilidade de fazer a mostra itinerante após o dia 20, para levar o conceito de cultura para outros lugares”, explicou. Além das
fotos, a mostra terá também máquinas fotográficas raras em exposição, avaliadas por colecionadores entre R$ 5 e R$ 20 mil. O evento é aberto para toda comunidade no hall de entrada da Casa da Cultura de segunda a sexta-feira, das 9 às 11 horas e das 14 às 16h30. Para visitas mediadas, basta entrar em cont ato com o D ep ar t amento de Cultura através do telefone (43) 3534-7250.
TSE
Prefeitos de Japira e Jundiaí do Sul Urna eletrônica atual começa a buscam investimentos na Cohapar ser substituída a partir de 2018 Das Agências
Encontro entre prefeitos na sede da Cohapar discutiu projetos para Jundiaí do Sul e Japira Da Assessoria
O presidente da Companhia de Habit ação do Paraná (Cohapar), Abelardo Lupion, recebeu na sede da empresa, em Curitiba, ontem, 1º, os prefeitos de Japira, Walmir Wellington da Silva, e Jundiaí do Sul, Eclair R auen. Durante o encontro, os gestores municipais, da região do Norte Pioneiro, falaram sobre as necessidades de moradia de cada município e possíveis parcerias com o Governo do Estado para viabilizar novos investimentos para o setor. Japira A última reunião entre os órgãos aconteceu no início de julho, quanto foram tratados detalhes para a implantação do programa de regulariza-
ção fundiária da companhia no município. Para tanto, a prefeitura realizou um levantamento das famílias que residem em imóveis sem documentação na cidade. O prefeito informou que já trouxe as documentações do processo, que deve beneficiar cerca de 250 famílias do município em três bairros: Vila Esperança, Vila Nova e Martins Camargo, além do distrito de Novo Jardim. “O próximo passo será a vistoria técnica da empresa licitada para o serviço”, afirma Silva. Jundiaí do Sul O prefeito destacou que município está na expectativa com o lançamento do segundo edital do programa Família Paranaense, programa coordenado pela
Secretaria de Estado da Família e do Desenvolvimento S o c i a l e c om p ar t i c ip a ção da Cohapar que visa o atendimento de pessoas em vulnerabilidade social. A prefeitura também planeja apresentar projetos para a construção de casas subsidiadas a famílias com renda de até R$ 1.800 mensais dentro do programa Minha Casa Minha Vida. O projeto deverá ser elaborado pela Cohapar, com a contratação de um construtora responsável pela execução das obras através de processo licitatório. A reunião foi acompanhada pelo advogado da prefeitura de Japira, Rodrigo Lichtenfels, e pelo assessor do deputado estadual Pedro Lupion, Luiz Otávio Messias.
JUSTIÇA
PC cumpre mandados e prende três condenados em Jacarezinho Da Assessoria
Na semana passada, a Polícia Civil cumpriu três mandados de prisão expedidos pela Vara Criminal de Jacarezinho. Foram presos: Bruno Pedro Costa, 30, e Thiago Nilton Graciano Prudêncio, 37, que já cumpriam pena em regime semiaberto, e Jeferson Luiz da Silva, 31, vulgo ‘Pajé’ condenado recentemente pelo crime de ameaça. Costa já havia cumprido
pena entre 2013 e 2016 por tráfico de drogas, quando foi solto com a promessa de cumprir determinações impostas pelo Juízo de Jacarezinho. No entanto, por descumprir as medidas impostas pela Justiça ele acabou perdendo o benefício e foi novamente recolhido à Cadeia Pública local para cumprir o restante da pena em regime fechado. Prudêncio, que responde pelo crime de roubo agravado, havia cumprido pena entre
2012 e 2013, período em que também ganhou a liberdade provisória, mas por também descumprir as condições impostas acabou preso novamente. Já o preso Jeferson Luiz da Silva foi condenado a pena de um mês e 17 dias em regime semiaberto pelo crime de ameaça. Ele foi recolhido à Cadeia Pública de Jacarezinho no dia 25 de julho, porém, colocado em liberdade menos de 24 horas depois de ser preso
A urna eletrônica ganhou um layout mais moderno, eficiente e funcional. Já a partir das eleições de 2018, a expectativa é de que 30 mil novas máquinas sejam utilizadas em todo o país. Um dos fatores preponderantes para a mudança foi a obrigatoriedade imposta por lei. No entanto, a Justiça Eleitoral já avaliava repaginar a maquina de votar, que já tem mais de 20 anos. O novo equipamento será modular, ou seja, caso ocorra alguma alteração na lei, poderá ser adaptado às mais diversas situações. Por exemplo, pode haver a retirada da parte da impressora, se for preciso. O fato de funcionar em módulos permite que a máquina seja desmontada e ocupe um espaço menor na caixa de armazenamento. Isso, consequentemente, facilita o transporte, gerando economia de recursos públicos. Na região amazônica, por exemplo, que exigiria por volta de três viagens de avião ou de helicóptero para locais de longa distância, possivelmente haverá uma redução de 45% do espaço a ser ocupado na aeronave, permitindo diminuir para duas ou até mesmo uma única viagem. A substituição será gradativa. Como as urnas do modelo atual têm validade de 10 anos, então, a cada dois anos serão substituídas cerca de 30 mil urnas, até que se chegue ao total de equipamentos existentes. Sessão Pública
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já realizou uma sessão pública para apresentar ao mercado tecnológico um novo padrão de contratação para a produção de urnas eletrônicas modelo 2018. A contratação via técnica e preço dará lugar a um processo licitatório na modalidade pregão. “A ideia é mostrar para o mercado, o quanto antes, todas as fases pensadas e planejadas, até porque a gente quer contratar ainda este ano. É uma transparência maior no processo de contratação”, afirmou o chefe da Assessoria de Gestão Eleitoral, Thiago Fini. A previsão é concluir a produção de 30 mil novas urnas até o dia 17 de agosto de 2018 para que elas já possam ser utilizadas nas eleições gerais do próximo ano. Todo o processo produtivo será auditado pelo TSE. “Assim como é feito desde 1996, nenhuma urna eletrônica é produzida sem ter alguém do TSE por perto. Nós sempre fizemos auditorias de qualidade e ultimamente nós temos implementado cada vez mais auditorias de segurança, porque existe uma série de processos que envolvem a segurança da informação”, destacou Rafael Azevedo, coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE. O TSE realizará, ainda este ano, outra sessão pública sobre a futura licitação para produção do novo modelo de urna eletrônica. Os interessados poderão enviar suas dúvidas e sugestões para o e-mail novaurna@tse.jus.br.
As contribuições auxiliarão os estudos técnicos preliminares que irão embasar o termo de referência. Voto impresso O TSE já trabalha para atender a exigência de impressão do voto nas Eleições de 2018, contida na Reforma Eleitoral de 2015 (Lei nº 13.165) aprovada pelo Congresso Nacional. No próximo ano, os brasileiros irão eleger o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Vale destacar que a forma de votação do eleitor não muda, pois continuará ocorrendo na urna eletrônica. Apesar de a Justiça Eleitoral tomar as providências para cumprir a medida, a questão da volta do voto impresso está sendo rediscutida com o Congresso Nacional. Na prática, o ato de votar do eleitor não será alterado com a impressão do voto. A novidade é que as urnas passarão a contar com impressoras, para registrar em papel o voto, que somente poderá ser visualizado por meio de um visor e cairá diretamente num espaço inviolável, que estará acoplado à urna eletrônica. Caso a impressão não corresponda ao voto digitado, o mesário deverá ser avisado. Para preservar a inviol a bi l i d a d e e o s i g i l o d o voto, o eleitor não poderá tocar ou levar consigo o voto impresso. Os votos impressos somente serão considerados como subsídio de uma eventual auditoria a ser realizada em uma urna em particular.
Cidades A-4
TRIBUNA DO VALE
Quarta-feira, 02 de agosto de 2017
Com mais de 40 dias sem chuva, agricultura e abastecimento preocupam Antônio de Picolli
CLIMAPrevisão é de chuva apenas amanha, mesmo assim, de forma leve e com pouco volume Da Redação
Os produtores de trigo e de milho da região já estão preocupados com a estiagem prolongada. Segundo o Instituto Meteorológico Simepar, ontem, 1º, a região completou 41 dias sem chuva. Alguns agricultores estimam que esse período é superior a 50 dias. Segundo o presidente do Sindicato dos Agricultores de Cambará, Aristeu Kazuyuki Sakamoto, a seca nessa época é normal e o trigo e o milho são resistentes, mas dependendo do período do plantio, pode haver perdas. “Quem fez o plantio tardio, vai ter prejuízos, mas é um risco calculado, porque os agricultores sabem que nessa época a umidade é mínima. Já quem plantou no tempo correto está iniciando a colheita e não corre mais riscos de perdas. Pode complicar se chover demais nesse momento”, disse.
Sakamoto também comentou que a área do trigo plantada na região de Cambará foi reduzida. Ele não soube informar naquele momento, a quantidade, mas explicou que muitos produtores migraram para o milho por ser mais lucrativo. “Além disso, já iniciou a colheita do milho. Para o produtor, nessa fase, a chuva não interessa mais. Até pode atrapalhar se for muito forte ou prolongada”, explicou. De acordo com o Simepar, essa semana pode chover apenas amanhã, 3, mesmo assim, de forma leve e com pouco volume. O que deve cair é a temperatura mínima, que no sábado, deve ficar nos 9 graus, mas não há alerta de geadas. Outra preocupação que a seca apresenta, é o abastecimento de água em alguns municípios. Siqueira Campos e Ibaiti sempre sofrem com a seca. Este ano, técnicos da Sanepar garantem que Siqueira
Lavouras de trigo podem perder produtividade por conta do longo período de estiagem
Campos está livre de desabastecimentos por causa de obras já realizadas para aumentar a captação e armazenamento. Em Ibaiti, há obras no mesmo
sentido em andamento, mas ainda não livram o município de um possível racionamento. A assessoria de imprensa da prefeitura de Ibaiti disse que
até o momento, a Sanepar não emitiu nenhum alerta de racionamento nem pediu economia aos moradores. “ Sempre que há riscos, a Sanepar distribui
panfletos na cidade e anuncia nas emissoras de rádio pedidos de racionamento. Até agora não houve nenhum alerta”, explicou o assessor Gilson Sarrafho.
SANTO ANTÔNIO DA PLATINA
Feirantes assinam termo de compromisso com prefeitura Dayse Miranda
Representantes da Prefeitura de Santo Antônio da Platina se reuniram na segunda-feira, 30, com a C o m i s s ã o d e Fe i r a nt e s , composta por 12 pessoas, para acordar algumas regras que devem ser obedecidas na Feira Livre até que seja feito um estudo técnico para instalação definitiva dos ambulantes em outro local com toda estrutura necessária. O termo tem finalidade de iniciar o
processo de regularização da feira, como o recadast r am e nto, p a d ron i z a ç ã o das barracas, horários para montagem e desmontagem das estruturas. Par t i c ip ar am d a re u nião o secretário de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente Luiz Carlos da Silva, o diretor do Depart amento de Fis ca lização de Obras Janderson Figueredo, o chefe do Departamento de Trânsito Bruno Chagas e o técnico agrícola Flávio Pinheiro. Segundo
Silva, a prefeitura já está instalando os padrões exigidos pela Copel para não oferecer risco aos feirantes e clientes nas ligações de e n e r g i a . No t o t a l s e r ã o s eis ligaçõ es com t r int a tomadas cada. “Já estamos atendendo nossa parte do acordo e agora aguardamos que a parte dos feirantes t a m b é m s e j a c u mpr i d a . Hoje (ontem) farei a entrega dos papeis para recadastramento das barracas para que a gente tenha um mapeamento real de quem Antônio de Picolli
Antônio de Picolli
são esses feirantes, qual seguimento eles trabalham e a metragem da barraca”, explicou. O Termo estabelece que não será permitida a montagem das barracas que tenham metragem acima de seis metros de comprimento. O horário de funcionamento da Feira Livre deve ser rigorosamente respeitado. A “Feira da Lua” que acontece às terças-feiras será realizada das 16 às 22 horas, sendo das 16 às 17 horas o horário estipulado para descarregar os veículos e montagem das b ar rac as e d as 21 às 22 horas o horário estipulado para desmontagem e carregamento dos veículos.
“
Já estamos licitando dois banheiros químicos para deixar na feira à disposição dos feirantes”
Representantes da prefeitura explicam os termos contidos no acordo com os feirantes SÚMULA DE REQUERIMENTO DE RENOVAÇÃO DA LICENÇA DE OPERAÇÃO O Senhor ADRIANO FELIX DE ALMEIDA, portador do CPF n° 008.945.258-59, torna público que irá requerer ao IAP, a Renovação da Licença de Operação para atividade de Avicultura implantada no Sitio Santo Antonio, Sn, Bairro Amorinha– município de Ibaiti, Estado do Paraná, CEP. 84.900-000. SÚMULA DE RECEBIMENTO DA LICENÇA DE OPERAÇÃO FOX MILENIUM PLATINA COMERCIO DE COMBUSTIVEIS LTDA,CNPJ: 26.897.252/0001-59, torna público que recebeu do IAP, a Licença de Operação, para COMERCIO DE COMBUSTIVEIS EDERIVADOS DE PETROLEO , LAVAGEM DE VEICULOS , instalada a RUA RIO BRANCO, 380 - CENTRO EM SANTO ANTONIO DA PLATINA - PR.
Já na “Feira de Sábado” o horário de funcionamento será das 5 às 13 horas, sendo estabelecido horário para montagem das 5 às 6 horas e desmontagem das 12 às 13 horas. Não será permitido estacionar o veículo em local que venha a prejudicar o trânsito da avenida Oliveira Motta ou em desrespeito as placas de sinalização nas proximidades da feira. Os feirantes não poderão e st a c i onar ve í c u l o d e n tro do espaço destinado à feira, sendo permitido s om e nt e n o p e r í o d o d e montagem das barracas. Eles deverão fazer seleção de lixo comum e lixo reciclável em sacos de cores diferentes para facilitar a coleta do lixo ao término
Novo padrão de instalação já está sendo preparado pela prefeitura
da feira. Além disso, não será permitido o uso de cones, caixas ou outro objeto para garantir espaço na feira, as delimitações estabelecidas pelos fiscais devem ser cumpridas. E deverão realizar o pagamento das taxas e dos a lv ar á s s o l i c it a d o s p e l a prefeitura. Em contrapartida, Silva explica que a prefeitura ficou encarregada de fazer alguns investimentos em infraestrutura para os feirantes tais como: elaborar lei e decreto visando a regulamentação da Feira Livre estabelecendo as regras para comercialização dos produtos, dando sempre prioridade ao pequeno produtor rural de Santo Antônio da Platina; oferecer condições de instalação como banheiros e energia elétrica. “Já esta-
mos licitando dois banheiros químicos para deixar na feira à disposição dos feirantes”, disse Silva. A lém diss o, a prefeitura fica responsável pela fiscalização adequada nas b a r r a c a s pu n i n d o i n d i vidualmente o feirante qu e d e s c u mpr i r c om a s re g r a s e s t a b e l e c i d a s n o termo. Desta forma, quem não cumprir com o termo acordado estará sujeito á s anç õ e s l e g ai s . No c a s o da primeira infração será aplicada uma advertência por escrito. Em situação de reincidência será aplicada uma multa de até 10 Un i d a d e s d e R e fe rê nc i a do Município (URM). Se o feirante descumprir novamente haverá a suspensão de alvará por até 180 dias e em último caso a cassação do alvará e descadastramento.
A-5 Região
TRIBUNA DO VALE
Quarta-feira, 02 de julho de 2017
Em Ribeirão do Pinhal, bares e lanchonetes só até meia noite POLÊMICADecreto publicado no Diário Oficial do Município no dia 10 de julho divide opinião de moradores e comerciantes Luiz Guilherme Bannwart
Desde o dia 10 julho, bares, lanchonetes, restaurantes e demais comércios de entretenimento de Ribeirão do Pinhal só podem funcionar no máximo, até a meia-noite.Exceto aos sábados, quando o limite do horário de atendimento se estende até às 2 horas. O decreto assinado pelo prefeito Wagner Luiz Oliveira Martins (PHS) tem por objetivo reduzir a criminalidade na cidade, porém, a medida polêmica tem provocado bastante discussão entre os comerciantes e moradores. A decisão anunciada pelo prefeito está amparada no Artigo 29 da Lei Municipal 1346/2007, o qual diz que: mediante ato especial, o Prefeito Municipal poderá limitar o horário de funcionamento dos estabelecimentos para atender a determinações legais ou exigências justificadas das autoridades competentes. “Sabíamos que o decreto provocaria bastante polêmica, mas o objetivo é oferecer mais segurança a nossa população e a quem visita Ribeirão do Pinhal. Apesar de fazer parte do nosso plano de
governo, não fomos nós que criamos a respectiva Lei, apenas estamos cumprindo-a”, explica o prefeito. A discussão sobre o assunto envolveu a população, entidades de classes sociais e políticas, e o poder público, que trataram o decreto como de extrema importância para reduzir crimes como a prostituição infantil, aliciamento de menores, tráfico de drogas e, consequentemente, furtos e roubos. “Não podemos generalizar, mas normalmente o que encontramos em alguns bares após o horário estabelecido no decreto são adolescentes consumindo bebidas alcóolicas, se prostituindo e os locais sendo explorados por traficantes de droga conforme relatos da própria Polícia Militar, e o objetivo da medida é justamente evitar que tudo isso ocorra” , defende Martins. Dono de uma lanchonete e petiscaria no centro de Ribeirão do Pinhal, o empresário Andrius Fernandes avalia que o decreto não irá trazer tanto prejuízo aos comerciantes como muitos acreditam. Porém, ele entente que para com-
Wagner Martins: “Objetivo é oferecer mais segurança à nossa população”,
bater a criminalidade é preciso investir mais em segurança pública ao invés de limitar o horário de atendimento aos clientes. “Os moradores vão acabar viajando para outras cidades em busca de diversão, e o dinheiro que poderia girar aqui irá movimentar a economia de outros municípios. Infelizmente temos poucos policiais militares para atender toda a população, e eles fazem
S.A.PLATINA
o que podem para desempenhar o melhor trabalho possível. Porém ainda está muito aquém do ideal. É preciso investir mais em segurança, e não limitar o horário de funcionamento a quem precisa trabalhar”, pondera. Já para uma moradora na Avenida Silveira Pinto, nas imediações da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) – que pediu para não
ser identificada por medo de represálias, o decreto deveria ter sido assinado em 2007, quando a Lei que estabelece o horário de funcionamento aos comércios foi criada. “Bar aberto após a meia noite é para quem não tem o que fazer no outro dia, pois quem sai para se divertir sozinho ou com a família logo volta para casa. Infelizmente, a juventude está se perdendo na droga, na
bebedeira e na prostituição. As autoridades precisam agir rápido”, avalia. O decreto que estabelece o horário de funcionamento noturno aos comércios de entretenimento já está em vigor, e a fiscalização é feita pela Polícia Militar. O proprietário que descumprir a determinação será multado em R$ 474,85 pela prefeitura, e o local poderá ser interditado.
JAPIRA
Prefeito empossa mais 37 Prefeitura promove adequação professores e nove funcionários na rua Prefeito Wilson dos Santos Da Assessoria
A Secretaria de Obras d a P r e f e i t u r a d e Jap i r a realizou na ultima sexta-feira (28), uma adequação na lombada existente na rua Prefeito Wilson Leite dos Santos, que por anos vinha tirando a paz dos japirenses.A lombada fica em uma das principais ruas de acesso à cidade e foi por
muitos anos um obstáculo que só traziatranstornos e prejuízos aos j apirenses. Em muitas ocasiões, motor ist as t iveram s eus veículos danificados por causa dela, que era alta de estreita demais. A obra realizada na última sexta-feira corrigiu o problema, que vinha sendo reivindicado pelos japirenses há anos.
A adequação deixou a lombada em conformidade com a legislação do Conselho Nacional de Trânsito e já foi liberada p ara t rânsito.O prefeito Walmir Wellington da Silva acompanhou a obra juntamente com o secretário de Obras Benedito Reimão e o secretário de Segurança e Trânsito Wilson Cesar de Oliveira Santos.
EDUCAÇÃO
Intenção do prefeito Zezão é reforçar a área da Educação com as novas contratações Da Redação
O prefeito de Santo Antônio da Platina José da Silva Coelho Neto, o Zezão, empossou na manhã de ontem mais 37 professores e nove funcionários contratados por meio de concurso público. A solenidade de posse ocorreu no gabinete do prefeito. Os professores são: Andre za G omes L omb a, Daniele Cr istina Aguiar Matt a Z anette, Karla de Fátima Ribeiro, Jéssica de Oliveira Silva, Crisérica de Góes, Angela Maria Medeiros Este ves, Andrei a G onzaga d a Si lva, Tatiana Azevedo Néspoli de Oliveira, Juliana Cardoso Garcia, Franciane da Cunha Rodrigues, Rafaela Pugliese Biazon, Mariangela Azevedo Nespoli Rodr igues, E laine Cr ist ina Z abott Potzik, Marizane G o m e s B e l c h i o r, B r u n a Tomaz Zava, Aline Julia-
ne da Silva, Kelly Juliana Santana Prado de Oliveira, Joice Nunes Menezes, Edilei Tiago de Lima Ramiro, Leidiane Silva Leite, Jessica da Silva Campos, Suellen de Almeida Freitas, Thaís Costa Nabarro, Gabriella de Paula Santos, B e ne d it a S e l m a R om ã o, Katia Regina Lima, Josileia C out o, E r i c a Ap a re c i d a Bruzarrosco de Oliveira, Cristielen Aparecida Gusmão, Renata da Silva Belchior, Inis Mizue Barbuio, Anyelle Akila Aparecida Rodrigues de Souza, Rejane Alyne Freitas de Souza, Magda Aparecida Figueiredo, Clenida Aparecida da Silva Teodoro, Regilene da Silva Paulo e Lucas Batista Hernandes. Em seu discurso de boas vindas aos novos professores, Zezão disse que “que eles chegam para somar. “Eles chegam para nos ajudar a cumprir nossa missão que é a de ensinar”, disse
em alusão à sua própria profissão, que é também de professor. S egundo funcionários da Secretaria da Educação, os recém-contratados atuarão no Ensino Fundamental e também nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis). Os funcionários que também foram empossados hoje são: Rosângela de Cácia Souza A n n u n c i a ç ã o, c o m o a u x i l i ar d e S e r v i ç o P úbl i co; R afael Fernandes de Oliveira, Agente Comunitário; Rodrigo de Araújo Romanha, Agente Comunitário; Regina Muniz C a v a z z a n i , Té c n i c a e m Enfermagem; Karina Maria da Silva, Técnica. em Enfermagem; Lais Camila da Costa Borges, Técnica em Enfermagem; Lucas dos Santos Vaz, Auxiliar Administrativo; e Jose Alberto D a r t o r a F i l h o, t a m b é m Auxiliar Administrativo.
Richa nomeia 287 professores para rede estadual de Educação Da Agência Estadual
O governador Beto Ric h a n om e ou ont e m 2 8 7 professores e pedagogos para atuar na rede estadual de ensino. Os nomeados foram aprovados em concurso público e deverão assumir uma carga horária de 20 horas semanais nas disciplinas de português, matemática, biologia, história, química, geografia, arte e inglês. “Demonstramos, na prática, a prioridade do nosso governo com a Educação”, afirmou o governador B eto Richa. “Esta nova contratação é mais um exemplo do resultado do ajuste fiscal que fizemos para equilibrar as contas públicas. Isso permite reforçar o quadro do magistério e pagar avanços de carreira aos servidores estaduais”. Os novo s profe ss ore s
vão atuar em colégios estaduais dos núcleos regionais de educação de Curitiba, Área Metropolitana Norte, Área Metropolitana Sul, Campo Mourão, Cianorte, Francisco Beltrão, Guarapuava, L aranjeiras do Sul, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa e Toledo. “Além de novos professores, o governo está revitalizando colégios com o programa Escola 1000”, destacou o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni. A secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, destaca que a decisão de chamar os remanescentes do último concurso público do mag istér io cont r ibui p ara va lor izar o quadro próprio de professores da rede estadual. “É um ganho para a educação do Paraná”, disse a secretária. Atualmente, a rede públi c a e st adu a l te m mais de cem mil profissionais -
entre professores e funcionários de escolas concursados e temporários -, 2,1 mil escolas e um milhão de estudantes matriculados. Remuneração Hoj e , a re mu n e r a ç ã o do professor que inicia a c ar re i r a no E st ado é de R$ 3,6 mil (sendo R$ 2,8 mil de salário e R$ 800 de auxílio-transporte), contra R$ 2,1 mil em 2010. A remuneração média dentro do quadro do mag istér io é próxima a R$ 5,2 mil. O contracheque varia conforme o tempo de carreira, se o profissional ganha adicional p or trabalho noturno e se pós-graduações, por exemplo. D es de 2011, considerando a remuneração média dos professores da rede estadual, houve aumentos salariais de 146% e foram contratados 23,5 mil servidores da educação (professores e funcionários).
A-6 Geral
TRIBUNA DO VALE
Quarta-feira, 02 de agosto de 2017
Casos de dengue caem 98% no Paraná
Divulgação
REDUÇÃOCasos de zika também reduziram comparados ao período epidemiológico anterior, passando de 263 para apenas seis casos Da Agência Estadual
O período epidemiológico da dengue foi encerrado com 870 casos e nenhum óbito no Paraná entre agosto de 2016 e julho de 2017. O informe técnico divulgado na segunda-feira (31) apontou uma redução de 98% de casos, comparado ao período anterior – de agosto de 2015 a julho de 2016 – que foi finalizado com 56.351 casos de dengue e 63 óbitos. “Finalizamos este período com uma situação muito mais favorável. Isso mostra que as estratégias adotadas pelo Governo no combate à dengue estão sendo efetivas. Além de recursos para as prefeituras, também organizamos comitês, visitas domiciliares, fumacês, mutirões de limpeza, campanhas publicitárias, entre outras ações para reduzir esses números cada vez mais”, detalha o secretário de Saúde em
exercício, Sezifredo Paz. Entretanto, o cuidado com o Aedes aegypti deve continuar. “Mesmo com a significativa redução de casos que tivemos do período anterior para este, os cuidados não podem parar”, diz a chefe do Centro estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte. Ela explica que a dengue é uma doença cíclica, ou seja, pode reaparecer periodicamente. Outras doenças Ivana t amb é m d e st aca que, além da dengue, o mosquito transmite a chikungunya e a zika. “Alguns estados do Brasil estão apresentando alta nos casos de chikungunya. No Paraná, o município de Paranaguá, por exemplo, confirmou nove casos da doença em maio. Portanto, a orientação de eliminar todos os focos de água parada que podem se tornar possíveis criadouros do Aedes continua”, diz.
Recomendação é de reservar ao menos um dia na semana para realizar uma limpeza em casa e no ambiente de trabalho
Os casos de zika também reduziram comparados ao período epidemiológico anterior, passando de 263 para apenas seis casos em todo o Paraná. Ao contrário da dengue e da zika, os casos de chikungunya foram os únicos a aumentarem no Estado, com
um total de 73 confirmações. São 17 a mais do que no período de 2015/2016, quando foram confirmados 56 casos. Para evitar novas epidemias, a recomendação é de reservar ao menos um dia na semana para realizar uma limpeza em casa e no ambiente
de trabalho. O mosquito leva de três a sete dias para se desenvolver do ovo até sua forma adulta, dependendo das temperaturas e da quantidade de chuvas, portanto uma semana é o período de intervalo máximo para realizar as vistorias. Boletim
Mais informações podem ser acessadas no site dengue. pr.gov.br. O último informe técnico foi publicado na segunda-feira. Entretanto, pode sofrer alterações, pois municípios têm até o mês de setembro para revisar e atualizar os dados.
ECONOMIA
PARANÁ
Agosto Azul incentiva a paternidade responsável Endividamento baixa,
porém mais famílias estão com as contas atrasadas
Da Agência Estadual
O incentivo ao cuidado com a saúde do homem é lei no Paraná. Em 2012, o Agosto Azul foi instituído no Estado pela Lei nº 17.099. Desde então, a Secretaria de Estado da Saúde organiza ações de promoção à saúde voltadas ao público mas c u lino. Para 2017, a campanha incentiva a paternidade responsável com o mote ‘Pai, seja presente!’. O lançamento ocorreu ontem (1º) no Pa l á c i o d as Ar au c ár i as , em Curitiba. “A expectativa de vida dos homens no Paraná já é de sete anos a menos do que a das mulheres. Queremos que os eles também tenham um cuidado com sua saúde, que tenham bons hábitos e um estilo de vida saudável. E agosto é o mês para reforçar isso e mobilizar a população masculina paranaense”, ressalta o secretário da Saúde em exercício, Sezifredo Paz. A s ecret ár ia est adual da Família e Desenvolvimento S o cial, Fer nanda Richa, também participou d o e v e n t o . “Q u e r e m o s homens presentes na formação da família, no atendimento aos filhos e com respeito à saúde. Também é necessário acabar com comportamentos de risco e situações de intolerância. São em ações educativas, como esta, que contamos com o apoio de todos para reduzir estatísticas ruins e nos tornarmos uma sociedade mais serena, mais tranquila. Isso não é utopia”, afirma. D e acordo com o repres ent ante d a C o ordenação Nacional de Saúde do Homem, Juliano Mattos Rodrigues, o Paraná é único estado do país a desenvolver uma política estadual para a área. “É um diferencial e fundamental para o Ministério
Da Assessoria da Fecomercio
Fernanda Richa: “Queremos homens presentes na formação da família”
da Saúde, que os estados incentivem e consigam garantir cada vez mais a presença dos homens nos serviços de saúde”, reforça. Campanha A campanha lembra aos homens sobre as mudanças que a paternidade traz e sugere atitudes que devem fazer parte da rotina de um pai responsável. “A paternidade é um momento que carrega várias novas responsabilidades para a vida de um homem e exige uma nova organização na vida”, acons elha o sup erintendente de Atenção à Saúde, Juliano Gevaerd. O homem precisa envolver-se durante a grav i d e z , p ar t i c ip an d o d a s consultas de pré-natal e au x i l i an d o a mu l h e r n a tomada de decisões. Também deve e preparar para o nascimento, conhecendo os sinais de alerta de parto e os procedimentos para o dia. A presença do pai na sala de parto transmite segurança à gestante e é garantida por meio da Lei d o Ac o m p a n h a n t e ( L e i Federal nº 11.108/2005). Após o parto, as orient a ç õ e s s ã o i n c e nt i v a r o
aleitamento materno, que auxilia no crescimento e desenvolvimento da criança, e, principalmente, participar do desenvolvimento do filho. “A proximidade estimula na formação da criança e no fortalecimento dos vínculos familiares”, complementa o superintendente. Os homens também devem participar do planejamento reprodutivo da família, se informando sobre métodos cont racept ivos. Outra atitude necessária é colaborar de maneira igualitária em casa, dividindo as tarefas domésticas e o c u i d a d o c om o f i l ho d e maneira justa, de forma que fique mais fácil para todos. Saúde E p a r a v i v e n c i a r p or completo a paternidade, é primordial cuidar da própria saúde. “Recomendamos que os homens façam avaliações médicas de rotineiras, mantenham uma alimentação equilibrada e realizem atividades físicas. Também devem evitar o c i g ar ro, á l c o ol e out r a s drogas. Além de manter a saúde em dia, isso também
servirá de exemplo para a família”, orienta o coordenador estadual de Saúde do Homem, Rubens Bendlin. Dentre as dicas estão subir e descer escadas; ir ao trabalho a pé ou de bicicleta; realizar atividades ao ar livre; e praticar um esporte regularmente. A alimentação deve conter produtos naturais, como legumes, frutas e verduras; reduzir a quantidade de gordura, açúcar e sal; evitar o consumo de alimentos processado s ; e beber água. Atividades D u r a nt e t o d o o m ê s , uma agenda extensa de atividades será desenvolvida p or to do o Estado. A programação deve ser verificada diretamente n a s re g i on ai s d e s aú d e . Quem tiver interesse em divulgar a campanha em suas empresas ou outras instituições pode retirar car tazes, fôlderes e f ilip e t a s n o pré d i o c e nt r a l d a S e c re t ar i a d e E st a d o d a S aú d e , e m C u r i t i b a , ou n a s 2 2 R e g i on ai s d e S a ú d e d o E s t a d o. M a i s informações pelo telefone (41) 3330 4528.
Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), 87,8% das famílias paranaenses estavam endividadas em julho. A média nacional de endividamento ficou em 57,1%, o que representa alta em relação ao mês anterior (56,4%). O levantamento mostra que houve ligeira queda no percentual de endividados no Estado na comparação com o mês anterior, quando 88,7% dos paranaenses possuíam algum tipo de dívida. No entanto, as contas em atraso, a inadimplência e a falta de condições de pagamento piorou. As contas atrasadas chegaram a 29,8% em julho, ante 26,8% em junho e 26,9% em julho de 2016. Os consumidores que assumem que não terão condições de quitar seus débitos, permanecendo inadimplentes, chegaram a 11,6%. No mês de junho esse percentual era de 10,7% e em julho de 2016, de 10,6%.
As dificuldades financeiras são mais evidentes entre as famílias de menor renda. Entre aquelas que recebem até dez salários mínimos mensais, 33,3% estavam com dívidas em atraso. Na variação mensal, houve aumento de quatro pontos percentuais, uma vez que essa situação ocorria em 29,2% das famílias das classes C, D e E em junho. Já entre as famílias com renda superior, apenas 13,6% possuíam contas atrasadas. A falta de condições de quitar os débitos na praça também é mais acentuada entre os que ganham menos. Nesta parcela da população, 14,1% reconhecem que não têm condições de pagar as contas atrasadas, ante apenas 3% nas classes A e B. O tipo mais comum de dívida é o cartão de crédito, com 69,3%. Na sequência estão o financiamento de veículo, com 10,3%, e o financiamento imobiliário, com 8,3%. Tempo médio e parcela da renda O tempo médio de comprometimento com dívidas é de 7 meses. E a parcela da renda comprometida é de 32,4%. Entre os endividados, 20% têm mais da metade dos rendimentos afetada por dívidas.
Agronegócio A-7
TRIBUNA DO VALE
Quarta-feira, 02 de agosto de 2017
Paraná vai colher 40 milhões de toneladas de grãos nesta safra SEABDeral já registrou as perdas iniciais na safra de trigo, devido à geada recente, seca durante a evolução da cultura e, ainda, menor área de plantio Da Agência Estadual
Em nova reavaliação de safra, a Secretaria da Agricultura e Abastecimento estima que a safra agrícola 2016/17 poderá superar 40 milhões de toneladas, entre as três safras plantadas no Paraná. O relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), que acompanha mensalmente a evolução das lavouras, já registrou as perdas iniciais na safra de trigo, devido à geada recente, seca durante a evolução da cultura e, ainda, menor área de plantio. De acordo com o secretário Norberto Ortigara, ainda há riscos pela frente. “Estamos praticamente na metade do inverno, sendo assim, poderão ocorrer novas perdas para os cereais de inverno como aveia, cevada, centeio, trigo e triticale”, explicou. Para o trigo, principal cereal de inverno no Paraná, as geadas ocorridas no mês de junho não causaram prejuízos às lavouras. Já as de julho causaram alguns danos que começam a ser contabilizados. “Podemos considerar essa situação como normal no período de inverno”, observou Ortigara. É importante ressaltar que as grandes lavouras já escaparam do período mais vulnerável. No entanto, o alerta permanece para o trigo e outros grãos de inverno, cujas plantas estão suscetíveis às quedas drásticas de temperaturas que poderão ocorrer até o
fim da estação. “Mesmo assim, o Paraná mais uma vez colhe uma grande safra”, comemora o secretário. Safra de Verão Para o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni, a safra de grãos de verão foi encerrada no Paraná, consolidando-se com um volume de 25 milhões de toneladas, um aumento de 24% sobre a safra do ano passado. A segunda safra de grãos, em andamento, está com expectativa de aumento de 30% sobre o mesmo período do ano passado, devendo atingir 14 milhões de toneladas puxada pelo milho segunda safra. “Nossas atenções estão concentradas na cevada e no trigo, que representam cerca de 81,5% da área cultivada no inverno e 88,3% da produção esperada. Até agora estamos bem, mesmo convivendo com frentes frias no final de abril, nos primeiros dez dias de junho e na segunda quinzena de julho com ocorrências de geadas”, explica Simioni. Apesar do frio, chuva e agora seca, esse ano os produtores têm driblado as variações abruptas do clima. “De maneira geral, as estimativas feitas pelo Deral continuam apontando que o Paraná vem de uma sequência de boas safras, beneficiado pelo clima, como ocorreu nas demais regiões produtoras de grãos do mundo na safra 2016/2017”, observou Simioni.
AEN
Expectativa inicial do Deral era colher três milhões de toneladas de trigo e agora foi reavaliada para 2,8 milhões de toneladas
Trigo O trigo plantado no Paraná já registra perdas de 6% na produção devido às geadas recentes e período de seca que atingiu as lavouras do Oeste e Centro do Estado. Fora isso, houve redução de área ocupada pela cultura, que este ano foi 13% menor. A expectativa inicial do Deral era colher três milhões de toneladas de trigo e agora foi reavaliada para 2,8 milhões de toneladas, uma perda de 200 mil toneladas do grão. O engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, prevê novas perdas com a previsão com a ocorrência de, pelo menos, mais duas geadas até o final do inverno, conforme estão prevendo os especialistas em clima. Além disso, essas perdas serão melhores dimensionadas à medida que as plantas crescem e revelam com mais intensidade os danos ocorridos. Segundo Godinho, 56% da área plantada (955.835 hectares) ainda está exposta a risco de geadas. O mercado esboçou uma reação tímida a esse cenário
e o produtor ainda está com o produto cotado abaixo do custo de produção. O preço de venda está estimado em R$ 36 a saca, enquanto o custo foi de R$ 38 a saca para o produtor plantar. A preocupação é que o período ainda é de entressafra e quando for de colheita, a tendência é de caírem os preços pagos ao produtor. Milho Com metade da segunda safra de milho já colhida, é possível prever um grande volume do grão este ano no Estado. As duas safras devem totalizar 18,5 milhões de toneladas, cerca de cinco milhões acima da colheita obtida no ano passado. A primeira safra, já encerrada, rendeu 4,9 milhões de toneladas, um aumento de 47% sobre igual período no ano passado. A segunda safra, com a colheita em curso, deverá atingir 13,7 milhões de toneladas, um aumento de 35% sobre o mesmo período do ano passado. Apesar de um bom volume, a segunda safra de milho apresenta uma perda de 3% em relação ao
potencial produtivo estimado pelo Deral, que apontava para uma colheita de 14,2 milhões de toneladas.De acordo com o analista e administrador Edmar Gervásio, a primeira safra de milho do Paraná contribuiu com 47% a mais no volume e 24% a mais na área plantada. A segunda safra contribuiu com 35% a mais no volume e 10% na área plantada. A produção de milho paranaense atende ao mercado interno no suprimento das cadeias produtivas de suínos e aves. Mas, este ano, a tendência é aumentar o ritmo de exportações que podem atingir entre três e quatro milhões de toneladas, ressaltou Gervásio. Com maior oferta, os preços pagos aos produtores caíram de R$ 30 a saca, há um ano, para cerca de R$ 18 a saca, atualmente – uma queda de 48%. De acordo com o técnico, os preços retornaram próximos à média histórica, de R$ 20 a saca, devido ao excesso de oferta do grão. Feijão A segunda safra de feijão já está totalmente colhida e
atingiu um volume de 339 mil toneladas, 14% maior que a produção obtida no mesmo período do ano passado. Apesar disso, as lavouras apresentavam um potencial produtivo estimado pelo Deral, de 455 mil toneladas. Segundo o economista Methódio Groxco, houve uma perda de 25% sobre o potencial produtivo em decorrência das primeiras geadas que atingiram as lavouras de feijão no Sudoeste do Estado, no mês de abril. Além disso, ocorreram chuvas em excesso entre os meses de maio e junho que também prejudicaram as lavouras. Segundo Groxco, a comercialização do feijão este ano está mais lenta porque o mercado está com muita oferta, com grandes volumes do grão vindos de outros estados e também da Argentina. Além disso, no período de férias reduz-se o consumo de feijão, o que vem provocando queda nos preços pagos ao produtor. No mês de julho, o feijão de cor está com queda de 42% e o feijão preto, com 70% de redução.
cmyb
A-8 Agronegócio
TRIBUNA DO VALE
Quarta-feira, 02 de agosto d e2017
Mulheres do Café apresenta projeto em evento internacional MÉXICOApresentação do projeto será na quinta-feira, em Puebla, a convite da Aliança Internacional das Mulheres do Café Redação/Emater
O Projeto Mulheres do Café do Norte Pioneiro do Paraná será apresentado na 5ª IWCA Convention, em Puebla, no México, que ocorre no período de 3 a 5 deste mês. A participação do grupo de mulherescafeeiras do Norte Pioneiro foi um convite da Aliança Internacional das Mulheres do Café, principal parceira do projeto na região. Em formato de pôster bilíngue (espanhol e inglês), o trabalho será exposto no dia 3, por Luciana S. Morais - uma dos 12 técnicos do Emater envolvidos no trabalho. O projeto destacou-se como referência entre os trabalhos realizados junto a mulheres nos 21 países onde a Aliança Internacional das Mulheres do Café está presente atualmente. A participação no evento internacional, além de valorizar o trabalho feminino e mostrar as atividades que vem sendo realizadas junto aos grupos de mulheres de 11 municípios do Norte Pio-
neiro, certamente contribuirá para a divulgação do café produzido na região, atraindo a atenção de outros parceiros e compradores. Esta participação só foi possível graças ao apoio do governo do Estado do Paraná, que está custeando as despesas da viagem. O projeto Mulheres do Café do Norte Pioneiro começou em 2013, por iniciativa do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater, com o objetivo de capacitar as cafeicultoras para produção de cafés de qualidade e organização delas em grupos, com objetivo demelhor a produção e renda. Segundo o gerente regional da Emater de Santo Antônio da Platina, a atividade trouxe também bons resultados, como maior valor agregado ao café e melhoria da renda da familiar, reconhecimento estadual, nacionale agora visibilidade internacional, além de novas oportunidades de negóciospara o café da região, capacitação das mulheres nos processos produtivos, aumento da participação das
Divulgação
Projeto foi criado em 2013 e já ganhou reconhecimento do governo do Estado e até de organizações estrangeiras
mulheres nas decisões sobre a propriedade, melhoria da qualidade do produto, participação e premiação
nos concursosestaduais ( as mulheres foram campeãs nas ultimas três edições ), valorização do trabalho feminino,
além dos efeitos positivos da autoestima.“A autorização e custeio da viagem foram feitas pelo governador Beto
Richa, que reconhece o trabalho das mulheres cafeicultoras da nossa região”, afirmou o gerente regional.
Derrubando barreiras e preconceitos
Segundo a extensionista da Emater de Pinhalão, Cintia Mara Lopes de Sousa, que acompanha as produtoras desde o início do proj eto, o t rab a l ho com as mulheres paranaens es vem mudando a realidade da região do Norte Pioneiro “No começo não foi fácil. Essas mulheres já trabalhavam na cafeicultura com suas famílias, e podiam se especializar, porém, havia desafios quase intransponíveis, como as questões econômicas e familiares. Existiam produtoras que nunca tinham saído de seus sítios. Como iriam participar de cursos, convenções, congressos, encontros? Era preciso alterar toda a estrutura familiar para que uma produtora pudesse ficar uma semana fora de casa. O marido era obrigado a assumir seu lugar junto aos filhos, a casa e também na terra”, exemplificou a extensionista orgulhosa das famílias que enfrentaram as dificuldades e se dispuseram a aprender e a produzir um café de qualidade. “Quem realmente aprecia e compra um bom café gosta tam-
Emater
Existe uma história atrás de cada mulher do Café, que precisou mudar sua estrutura familiar para integrar o projeto
bém de uma boa história”, comentou animada. “O projeto foi idealizado, coordenado e desenvolvido pelo Instituto Emater, desde 2013, em doze municípios. Em cada localidade
foi organizado um grupo de mulheres cafeicultoras, em parceria com a Aliança Internacional das Mulheres do Café, Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Paraná (Fetaep), Serviço
Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Cooperativa Cres ol Ib ait i, pro dutora OlamCoffee, e prefeituras municipais, além de outros apoiadores”, explicou. As cafeicultoras que par-
ticipam do projeto já colhem os resultados, como melhor qualidade dos cafés produzidos, a criação d o Pr i m e i ro Su b c apitu lo da Aliança Internacional das Mulheres do café
- I WC A ( Int e r n at i o n a l Women’sCoffee Alliance); primeiro lugar nas três categorias do Concurso Café Qualidade do Estado do Paraná, feito inédito nas 13ª edições do concurso em 2015.Em 2016, primeiro lugar em duas das quatro categorias do Concurso Café Qualidade do Paraná. Em 2015, publicação do projeto nas B oas Práticas da Agricultura Familiar no site da FAO/ONU; primeiro, segundo e décimos lugares do Concurso Nacional promovido pela ABIC em 2015; primeiro lugar em concurso regional na Feira Internacional do Café de Jacarezinho (Ficafé) na categoria café natural-micro lote em 2016. Em 2017, além da programação do projeto, o focoé aumentar a comercialização de cafés especiais. Para isso, muitos g r up o s a d ot a r a m u m a antiga prática na colheita do café, “o mutirão”. “Assim elas conseguem otimizar a mão de obra e separar os grão maduros “cereja” e cuidar melhor do manejo na colheita, garantindo uma bebida”, contou a extensionista.
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