cmyb
Quarta-feira
20 DE JULHO DE 2016
DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI
ANO XXI - N0 3158 R$ 1,00
www.tribunadovale.com.br AEN
Antônio de Picolli
DO TROTE AO EQUILÍBRIO - A prática de andar a cavalo se tornou um método fisioterapêutico para pessoas portadoras de alguma deficiência ou de necessidades especiais. É num passo após outro, corrigindo a postura e ajudando no equilíbrio dos alunos sobre o animal, que a Apae (foto) de Santo Antônio da Platina tem colhido resultados expressivos no tratamento de crianças, jovens e adultos. PÁG. A4
QUATRO MIL MULTAS - Desde o dia 8 de julho, usar farol baixo de dia nas rodovias se tornou obrigatório. O Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) intensificou a fiscalização nos mais de 12 mil quilômetros de rodovias estaduais e em dez dias registrou 4.322 autos de infração de trânsito. Os condutores que descumprem a determinação cometem uma infração com perda de quatro pontos na CNH e multa. PÁG. A8
NA CURVA DO UBÁ
Morre 4ª vítima de acidente na 153 LUIZ GUILHERME BANNWART/ARQUIVO
Lucas Carvalho Dias Amadei, 24, condutor do Fiat Uno, com placas de Cambará, que teria provocado o grave acidente no início da manhã do dia 10, no quilômetro 36 da BR-153, próximo ao viaduto do Ubá, entre Santo Antônio da Platina e Jacarezinho, faleceu na tarde de ontem, 19, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho. De acordo com o Instituto Médio Legal (IML) de Jacarezinho, a morte do paciente foi confirmada pela direção da Santa Casa por volta das 15 horas. O corpo passou por necropsia, e foi liberado à família pouco antes das 18 horas. Amadei é quarta vítima da colisão a perder a vida. Luís Felipe Cavalari, 19, Rodrigo dos Santos, 23, e Ana Cláudia Germiniasi, 24, morreram ainda no local.
Violenta colisão na BR-153 matou quatro jovens com idade entre 19 e 24 anos
PÁG. A3
MEIO AMBIENTE
Depósito recebe cerca de 30 mil embalagens de agrotóxicos por ano
Antônio de Picolli
Embalagens são perfuradas antes de seguirem para a reciclagem
O depósito de recebimento de embalagens de agrotóxicos da região, instalado na área onde funciona o Aterro Sanitário de Santo Antônio da Platina, recebe entre 20 e 30 mil embalagens por ano. As embalagens vêm da maioria das propriedades rurais existentes na região de abrangência da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi), que reúne 26 cidades, além de indústrias como as usinas de cana de açúcar.
PÁG. A5
cyan magenta yellow black
A-2 Opinião
“
TRIBUNA DO VALE
Como de hábito, a conta adicional a ser transferida aos contribuintes vem embalada em marca publicitária e bons propósitos.” Editorial
“
Quarta-feira, 20 de julho de 2016
O benefício do Estado vem com a preservação da arrecadação fiscal. O da sociedade, com um ambiente ético nos negócios.”
A RTIGO
E DITORIAL
Luciano de Souza Godoy
O quê será do velho Chico? Dado o inglório padrão do investimento público no país, não chegaram a causar surpresa o atraso e os custos extras da faraônica transposição do São Francisco. Há mais, no entanto: uma década depois do início da empreitada, constata-se agora que esteve subestimada também a severidade da degradação do rio. C onforme revelou reportagem da Folha, restam dúvidas no governo federal quanto à disponibilidade de água para atender aos propósitos da obra polêmica, cuja inauguração está programa-
da para dezembro. Aprovou-se, diante disso, um plano para desembolsar, ao longo dos próximos dez anos, mais R$ 10 bilhões –além dos R$ 2,2 bilhões já gastos até aqui– em ações de revitalização socioambiental. Como de hábito, a conta adicional a ser transferida aos contribuintes vem embalada em marca publicitária e bons propósitos. Anuncia-se que o programa Novo Chico, como foi batizado, envolverá obras de saneamento, irrigação, remoção de entulhos e recuperação de nascentes na região da bacia hidrográfica.
C HARGE
Nada disso configura a novidade que o nome fantasia sugere. Em 2012, relatório do Tribunal de Contas da União considerou dispersas e insuficientes as iniciativas do programa de controle de processos erosivos e recuperação da área. Das providências então recomendadas, muito pouco se fez, como observou o mesmo TCU em 2015. Não se sai melhor no retrospecto a própria obra de transposição do rio. Orçada na origem em R$ 4,5 bilhões, a serem gastos até 2012, a construção dos canais que levarão as águas ao semiárido
já consumiu mais que o dobro desse valor e se tornou alvo das investigações da Lava Jato. São cifras às quais pouco se prestava atenção nos tempos de bonança orçamentária do governo Lula (PT), quando foi posto em andamento, sem suficiente cotejo de custos e benefícios, o projeto grandioso –hoje um fato consumado. Resta torcer para que a penúria dos dias atuais conduza os governantes ao planejamento e à temperança no manejo dos dispêndios restantes. Como pregava o santo que dá nome ao rio, que da pobreza venha a purificação.
chargeonline.com.br
A RTIGO Marli Gonçalves
Nossas terríveis armas Andamos todos nós armados até os dentes. Aliás, literalmente, porque uma mordida pode causar uma boa inflamação, há de se lembrar. Marcante como impressão digital, naquele formato meia lua. Unhas podem ser garras que tiram sangue para se defender, ou uma outra forma de arma - para a conquista, quando suavemente usadas. Nosso corpo é arma poderosa quando luta, quando golpeia, quando fechamos os punhos, chutamos certeiros pontapés. Até dentro dele moram muitas armas, que criam monstros, que matam células, que podem nos suicidar envenenados por emoções ou tristezas, estou convencida. Assim como criamos nossos próprios cabelos brancos. Um olhar. Quer coisa que pode ser mais arma letal do que um olhar? Dependendo de quem o desfere em sua direção seus efeitos
são imediatos, tanto quanto aqueles que os nossos pais nos dirigiam quando éramos crianças e saíamos da linha - fulminantes. E a palavra, então? - essa arma ainda tem sua capacidade multiplicada dependendo do uso do tom da voz, da cadência, do volume, da entonação do aposto. Dependendo do que desfaz, a palavra pode levar à morte por amor. Gestos podem ser mortais. Mas agora temos mais uma outra dimensão do perigo. Muito além daquela que já representava alguém bêbado ao volante, muito aquém dos irresponsáveis dos rachas. Um caminhão assassino. Já tínhamos visto os aviões assassinos, mas eles pareciam mais distantes, mais complexos, mais difíceis de ocorrer. Esta semana, ainda, lá de cima no céu da Turquia, helicópteros despejaram balas no curso de suas rotas durante o embate da tentativa
TRIBUNA DO VALE
O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 Editora Jornal Tribuna do Vale LTDA CNPJ 01.037.108/0001-11 Matriz: Mário Marques Marcondes 38, Vila Claro - Santo Antônio da Platina, PR Fone/Fax: 43 3534 . 4114
Luciano de Souza Godoy
Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br
de golpe - dezenas de mortos a esmo. Mas caminhões? E se os ônibus também começarem a ser usados? As motos, bicicletas, skates? As vans? E se for necessário manter por muito mais tempo e além dos grandes eventos os tanques de guerra pelas ruas como já estamos vendo percorrendo no Rio de Janeiro? Ate r ror i z ante p orqu e muita coisa pode ser arma, como disse, para atacar ou se defender. Uma garrafa, um cinzeiro atirado. Um trivial estilingue. O canivete que zune no ar movido por mãos ágeis. Uma torneira enrolada com um pano, empunhada como bem tentou um ladrão outro dia, que a tornou muito ameaçadora - e qualquer coisa apontada para a gente não é para ficar perguntando se é verdadeira, falsa ou inventada. Pode ser elástico de cabelo, bola de gude, isqueiro, spray de desodorante, gás
pimenta. Até flor pode ser arma, apontando seus espinhos afiados e pinicantes. Aí, o cerne da questão e de nossos medos. Pensando, somos armas. Além das líquidas, nucleares, químicas. Delirando, podemos ser invencíveis e corajosos. Sem noção da vida, nada impede de buscar a morte levando muita gente, querendo ser um nome na história, nos sites de busca, mesmo que nas páginas de terror e ódio, de crimes de lesa humanidade, lesa pátria. Falo em corações e almas desarmadas, mas sei bem que isso é utopia. Pior: não temos arma melhor, algum argumento estrategicamente guardado que faça com que todos acreditem de verdade e se desarmem. Ao contrário, dia após dia parece que tudo fica muito mais perigoso.
Devo, não nego, e não pago! Esse é o lema do chamado “devedor contumaz” -um empresário antiético que, diferentemente do devedor eventual, deixa de recolher tributos de forma sistemática, com o intuito premeditado de obter vantagem competitiva, gerando assim desequilíbrios concorrenciais. Como empresários ineficientes, que só funcionam por não pagarem impostos, geram um benefício (ilegal) e apenas sobrevivem à base de um custo artificialmente alcançado. Em setores com alta carga tributária (combustíveis, cigarros, bebidas e medicamentos), de consumo imediato e baixa margem de retorno, o fato de não pagar impostos concede ao empresário-devedor contumaz uma vantagem competitiva abissal. Só para se ter uma ideia, em um maço de cigarro vendido a R$ 3, os impostos chegam a R$ 2. Da mesma forma, em um litro de gasolina C, cujo o custo ao consumidor final é em torno de R$ 3,50, o Fisco abocanha R$ 2. Uma dúvida sempre aparece quando se debate este assunto: como essas empresas permanecem por tanto tempo à margem da legalidade? Apesar do evidente absurdo, a explicação é simples. O devedor contumaz necessita do litígio tributário com o Fisco para alongar a sua permanência no mercado. Discute e rediscute em processos administrativos e judiciais, patrocina teses jurídicas esfumaçadas que confundem a Justiça e as procuradorias públicas. Num momento de crise econômica e grande deficit de arrecadação, combater o devedor contumaz é uma necessidade para estancar a sangria da falta de pagamento de tributos em setores com alta inadimplência. Entre os 500 maiores devedores do país, há vários que acumulam dívidas acima de R$ 1 bilhão. Usam e abusam da morosidade da Justiça, da burocracia dos fiscos, valendo-se da jurisprudência tradicional do Supremo Tribunal Federal que proíbe ao Poder Público aplicar sanções políticas para cobrar tributos. Tais precedentes vêm de uma época em que havia tão somente a figura do devedor eventual, aquele que deixa de pagar impostos por uma dificuldade momentânea, passageira, cuja superação o coloca de volta à normalidade. Nesse caso, um programa de parcelamento gera resultados positivos. Já o devedor contumaz age na contramão da ética. Deixar de pagar a dívida fiscal faz parte do negócio. A perda da arrecadação para o Fisco é permanente, nunca mais se recupera. O patrimônio dessas empresas, normalmente ocultado em nome de “laranjas”, alimenta a corrupção, o crime organizado e a lavagem de dinheiro. A jurisprudência tradicional do STF sobre proibição de sanções políticas para cobrança de tributos não cabe ser aplicada em casos de devedores contumazes. Abre-se um novo capítulo. Em análise de caso concreto, o STF já entendeu pela cassação do registro especial de uma empresa de cigarros com grandes débitos fiscais, determinando, assim, o encerramento de suas atividades. Nesses casos, há necessidade de bloqueio da função empresarial ou de cobrança antecipada dos impostos. O benefício do Estado vem com a preservação da arrecadação fiscal. O da sociedade, com um ambiente ético nos negócios. Em um período da vida nacional em que os três níveis de governo penam com a falta de recursos, é urgente um olhar diferenciado sobre o devedor contumaz. Os fiscos, as procuradorias, o Ministério Público e, especialmente, os magistrados precisam estar atentos a esse moderno fenômeno. Para combatê-lo, devemos ir além da tradicional aplicação do direito tributário. É fundamental preservar a ética concorrencial e proteger o Estado. LUCIANO DE SOUZA GODOY, ex-juiz federal, doutor em direito civil pela USP, é advogado e professor da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas
Marli Gonçalves, jornalista
Representação: MERCONET Representação de Veículos de Comunicação LTDA Rua Dep. Atílio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PR Fone: 41-3079-4666 ¦ Fax: 41-3079-3633 Vendas Assinatura Anual R$ 200,00 Semestral R$ 100,00
Combater o devedor contumaz é fundamental em tempos de crise
Impressão e Fotolito: Editora Jornal Tribuna do Vale Fone/Fax : 43 3534 . 4114
Circulação: Abatiá ¦ Andirá ¦ Arapoti ¦ Bandeirantes ¦ Barra do Jacaré ¦Cambará ¦ Carlópolis ¦ Conselheiro Mairink ¦ Figueira¦Guapirama ¦ Ibaiti ¦ Itambaracá ¦ Jaboti ¦ Jacarezinho Jaguariaíva ¦ Japira ¦ Joaquim Távora ¦ Jundiaí do Sul ¦ Pinhalão ¦ Quatiguá ¦ Ribeirão Claro ¦ Ribeirão do Pinhal ¦ Salto do Itararé ¦Santana do Itararé¦ Santo Antônio da Platina ¦ São José da Boa Vista ¦ Sengés ¦ Siqueira Campos ¦Tomazina ¦ Wenceslau Bráz
Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná
* Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
Cotidiano A-3
TRIBUNA DO VALE
Quarta-feira, 20 de julho de 2016
Motorista que teria provocado grave acidente na BR-153 morre na UTI COLISÃOLucas Carvalho Dias Amadei permaneceu internado por nove dias na Santa Casa de Jacarezinho
Aequivo Pessoal
Luiz Guilherme Bannwart
Acidente no dia 10 de julho matou quatro pessoas e deixou outras duas gravemente feridas Luiz Guilherme Bannwart
Lucas Carvalho Dias Amadei, 24, condutor do Fiat Uno com placas de Cambará, que teria provocado o grave acidente no início da manhã do domingo, 10, no quilômetro 36 da BR-153, próximo ao viaduto do Ubá, entre Santo Antônio da Platina e Jacarezinho, faleceu na tarde desta terça-feira, 19, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho.
De acordo com o Instituto Médio Legal (IML) de Jacarezinho, a morte do paciente foi confirmada pela direção da Santa Casa por volta das 15 horas. O corpo passou por necropsia, e foi liberado à família pouco antes das 18 horas. Por volta das 6h30 de domingo, 10, Amedei e um amigo, identificado por Luís Felipe Cavalari, 19, retornavam de um evento em Wenceslau Braz, quando o Fiat Uno em que viajavam teria invadido a pista contrária em uma curva
e colidido frontalmente com o GM Corsa conduzido por Ronivaldo Pereira da Silva, 26, que tinha três amigos como passageiros e também retornava de um evento em Ribeirão Claro. Luís Felipe Cavalari, e os passageiros do Corsa, Rodrigo dos Santos, 23, e Ana Cláudia Germiniasi, 24, morreram na hora. Já os motoristas Lucas Amedei e Ronivaldo da Silva, e passageiro Jonas Daniel Antunes do Prado, 21, foram encaminhados em estado gra-
Lucas Amadei dirigia o Fiat Uno que pode ter provocado o acidente na BR-153
ve – com risco de morte – à Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho. Na sexta-feira, 15, chegou a circular nas redes sociais que apenas o passageiro do Corsa, Jonas Daniel Antunes do Prado, ainda permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e que ambos os motoristas teriam apresentado melhora no quadro de saúde. Parentes do paciente Ronivaldo da Silva chegaram a publicar fotos dele recebendo visitas no quarto da Casa de
Saúde. Fontes ligadas à família do motorista Lucas Amadei, no entanto, informaram que seu estado de saúde ainda era considerado grave e que ele havia retornado à UTI. Sem informação Apesar de se tratar de um órgão público, a Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho se nega, insistentemente, a repassar informações sobre os estado de saúde dos seus pacientes. A unidade não possui assessoria de imprensa e, raramente, através do seu
provedor, Nelson Toloto, atende às solicitações dos veículos de comunicação. Desde quando ocorreu o acidente envolvendo as vítimas de Santo Antônio da Platina e Cambará, a Casa de Saúdejamais informou sobre o estado de saúde dos pacientes. Na tarde desta terça-feira, 19, a medida mais uma vez se repetiu sob a alegação de que as equipes médicas e de enfermagem não teriam autorização para se pronunciarem.
APLICATIVO
Novo bloqueio do WhatsApp gera reclamações e prejuízos Antônio de Picolli
Gladys Santoro
O novo bloqueio WhatsApp, determinado pela Justiça do Rio de Janeiro, ontem (19), causou uma gritaria generalizada. As redes sociais estão abarrotadas de reclamações. Além do bate-papo informal entre amigos, o aplicativo se transformou em um curto espaço de tempo, em uma ferramenta fundamental de trabalho. Para os jornalistas, o Whats encurtou distâncias. As informações chegam rapidamente, assim como facilitou a transmissão de fotos. É a notícias praticamente em temp o real. Para profissionais de outras áreas, como a maquiadora e designer Aline Maria de Souza Abdalla de Oliveira, a falta do whats é sinônimo de prejuízo. “Agendo to dos os meus atendimentos pelo whatsApp. É muito mais rápido, discreto e barato do que qualquer outro meio de comunicação. Além do mais, dou uma atenção melhor a pessoa interessada. Se eu não responder na hora, p oss o p erder a cliente”, comentou. Aline disse que sem o whats, praticamente não trabalhou ontem. “Só atendi clientes que já haviam marcado antes. Para me c omu n i c ar, pre c is e i usar o messenger do Faceb o ok, mas nem to dos u s a m e s s a f e r r a m e nt a”, comentou. A radialista Thays Silva, da radio Difusora AM e Vale do Sol FM de Santo Antônio da Platina, contou que atualmente, toda a
Advogado Leonardo Goes Almeida defende alternativas de punição, que seja o bloqueio
comunicação feita com ouvintes é através do whats.
“
São 90 milhões de brasileiros dependentes do WhatsApp. Acho a medida legal, mas desproporcional. Acredito que os juízes devem ter alternativas para punir o facebook por descumprimento de decisões judiciais”
“Toda vez que há bloqueios
temos problemas para trabalhar. Ontem, por exemp l o, t i v e m o s i n ú m e r a s participações. Hoje, com o bloqueio, tivemos bem menos”, afirmou. A radialista ainda comentou que nessas ocasiões, otelefone f i x o d a e m i s s or a a c a b a f i c an d o c on g e s t i on a d o. “Desde o surgimento do whats, o telefone fixo passou a ser usado quase que exclusivamente para a área administrativa. Todos os locutores se utilizam do aplicativo para se comunic ar com os ouv intes”, afirmou. O n ov o b l o q u e i o d o aplicativo também mexeu com a rotina do advogado especializado em Direito Digital, Leonardo Goes de Almeida, que também é professor na Faculdade do Norte Pioneiro (Fanorpi). Para responder a enxurrada de perguntas que recebeu durante todo o dia, ele
postou em sua rede social algumas explicações sobre o problema (veja arte na página). Além dos esclarecimentos, o advogado admitiu que também usa o aplicativo para trabalhar e que o bloqueio causa transtornos. “São 90 milhões de brasileiros dependentes do WhatsApp. Acho a medida legal, mas desproporcional. Acredito que os juízes devem ter alternativas para punir o facebook por descumprimento de decisões judiciais”, disse sugerindo, por exemplo, multas com valores bem altos. “Dessa forma, somente o dono do aplicativo seria punido e não todo o País”, salientou. O ut r a d i c a of e re c i d a p el o a dvo g a d o é nã o s e apavorar e usar outro aplicativo, não tão conhecido, mas com as mesmas características: o Telegram Messenger.
Bloqueios Somando-se a esta terça-feira, esta é quarta vez que o WhatsApp fica fora do ar por determinação da Justiça. Desta vez, do Rio de Janeiro. O primeiro bloqueio ocorreu em fevereiro de 2015 e foi pedido pelo juiz Luis Moura Correia, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina. O segundo, foi em dezembro de 2015, determinado pela 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo e corria em segredo de
Justiça. 3º bloqueio já aconteceu este ano, em maio, através da decisão do juiz Marcel Maia Montalvão, da Justiça de Sergipe. Desbloqueio Por v o lt a d a s 1 7 h 3 0 , o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandwski suspendeu o bloqueio determinado pela justiça do R i o d e Jane i ro, mas até às 18 horas, o aplicativo ainda não havia sido restabelecido.
SAIBA MAIS SOBRE O BLOQUEIO DO WHATS 1-
Não há nada de ilegal no bloqueio do WhatsApp
2-
Embora não seja ilegal, toda e qualquer or-
dem judicial pode muito bem ser questionada (eu por exemplo acredito que seja legal porém desproporcional...) 3-
Não só questionada como também a ordem
pode ser cassada (para isso existe a chamada 'segunda instância') 4-
Em tese, a mesma tecnologia que criptografa
também 'descriptografa' (mas seria necessária uma perícia minuciosa no caso do WhatsApp, algo que até hoje, ainda não foi feito - pelo menos oficialmente...) 5-
Sim, o Facebook é 'dono' do WhatsApp
6-
Sim, muitas decisões judiciais que a Google,
num passado recente, descumpria por 'impossibilidade técnica', milagrosamente passou a acatar de uns tempos para cá 7-
Por fim, uma ref lexão: achou ruim ficar
WhatsApp? Coloque-se no lugar de inúmeras pessoas que diariamente são vítimas de algum ilícito (civil ou penal) e não conseguem identificar os respectivos ofensores por 'impossibilidade técnica'..”.
A-4 Geral
TRIBUNA DO VALE
Quarta-feira, 20 de julho de 2016
Equoterapia: do trote ao equilíbrio TRATAMENTOTerapia com cavalos ajuda 28 alunos da Apae a melhorar qualidade de vida Dayse Miranda
A prática de andar a cavalo se tornou um método fisioterapêutico para pessoas portadoras de alguma deficiência ou de necessidades especiais. É num passo após outro, corrigindo a postura e ajudando no equilíbrio dos alunos sobre o animal, que a Associação de Pais e Amigos do Excepcionais (Apae) de Santo Antônio da Platina tem colhido resultados expressivos no tratamento de crianças, jovens e adultos. Com uma bela paisagem às margens da PR-439, árvores, montanhas e animais na Apae Rural, a equoterapia oferece um tratamento não convencional que valoriza o contato entre paciente e animal ao ar livre. O tratamento passa a ser um diferencial na vida dos alunos, pois, muitos são cadeirantes e não tem uma visão tão ampla. O responsável pelo tratamento é o fisioterapeuta Flávio Junior Guidotti, que buscou se especializar na área. Guidotti, que atua duas vezes por semana na Apae Rural, explica que com a equoterapia, a cada passo do cavalo, ele proporciona à pessoa que está montada, o movimento tridimensional da pélvis e movimento de
rotação – ou seja, 98% parecido com o caminhar do ser humano. “É uma espécie de estímulo para o corpo, quando está montado no cavalo, o movimento vai simular uma caminhada”. O especialista ainda ressalta que estando sobre o animal, o aluno vai aos poucos desenvolvendo os estímulos do equilíbrio e o controle da postura. Cada sessão dura em média 30 minutos, mas é o suficiente por ser bem cansativa aos alunos. Guidotti comenta que os resultados aparecem de acordo com cada pessoa, até porque outros tratamentos oferecidos pela Apae, entre elas, a fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, neurologista e hidroterapia. “Trata-se de um conjunto de tratamentos que faz muita diferença no desenvolvimento. Existem alunos que só conseguem fazer o tratamento com um parente montado, porque não há equilíbrio ou segurança”. São dois cavalos disponíveis na Apae Rural para atuar nas sessões de terapia. O animal mais disputado é a égua “Morena”. Extremamente dócil e próximo dos 30 anos, ela sabe exatamente como fazer o seu trabalho. Acompanhada de um guia, ela obedece a todos os movimentos desig-
Antônio de Picolli
Lucas de 16 anos era cadeirante e hoje usa andador: evolução com a equoterapia
nados para o tratamento dos alunos. “Morena é um animal fantástico. A Apae recebeu essa égua por meio de uma doação e contribuiu muito com o nosso trabalho”, revela o fisioterapeuta. Resultados O aluno Lucas Antônio Benedicto, 16, foi um dos primeiros a ingressar na Apae Rural. O jovem faz tratamento há oito anos e já teve mudanças importantes no seu desenvolvimento.
FUNDO ROTATIVO
Escolas receberam R$ 37,3 milhões para reparos e compra de materiais
A família comemora as conquistas e cada passo de Lucas é uma vitória. A mãe Ângela Maria da Silva conta que ele nasceu com paralisia e não andava até os oito anos. A partir do início do tratamento, Lucas passou a usar o andador e consegue se locomover. A sequencia no tratamento melhora o seu desenvolvimento e postura. Hoje Lucas estuda no Colégio Estadual Moralina Eleutério e fala que tem
AEN
Dinheiro do Fundo Rotativo serve para pequenos reparos e despesas de consumo
As 2,1 mil escolas da rede pública estadual já receberam, de março a julho, R$ 37,3 milhões do programa Fundo Rotativo. O dinheiro, repassado diretamente para a conta das escolas, é administrado pela direção, em conjunto com a comunidade escolar, e serve para pequenos reparos e despesas de consumo, como compra de materiais de expediente, produtos de limpeza . O valor inclui cotas de consumo, para compra de materiais, e de serviço, destinadas a pequenos reparos e consertos, além de valores extras
para aquisição de alimentos e reparos descentralizados. O maior volume se refere às cotas normais de consumo, que alcançam R$ 15,8 milhões. Segundo o chefe da Coordenadoria de Apoio Financeiro à Rede Escolar (CAF), Manoel José Vicente, os recursos estão sendo repassados dentro do cronograma. “Isso facilita a administração, porque tendo os recursos à disposição os gestores não precisam esperar para providenciar as compras e serviços necessários”, diz Manoel. “Às vezes é apenas um reparo no banheiro, uma telha quebrada, uma impressora parada ou falta de papel,
dificuldade e inclusive consegue realizar arremesso de bola na cesta e atividades com bambolê, tudo sobre o animal. “ Tudo isso foi possível realizar com o tratamento ao longo dos anos. Tem que ter paciência e incentivar sempre. Acredito que em todas as cidades que tem Apae deveria ser oferecido esse tipo de fisioterapia, porque realmente vemos os resultados”, indicou a mãe.
HOMENAGEM
Professores da UENP recebem título de Cidadão Honorário de Jacarezinho Da Assessoria
Da Agência Estadual
to da acessibi lidade p ara a sua frequência escolar. “Andar a cavalo me ajuda a melhorar minha postura, fortalecer minha musculatura e também já estou andando melhor”, disse Lucas. Ângela comenta que a primeira vez que ele tentou abrir os braços em cima do cavalo ele teve uma queda, por conta da falta de equilíbr io. Oito anos dep ois do tratamento ele faz este movimento sem nenhuma
mas resolver essas questões na hora é fundamental para o bom andamento da rotina da escola”, explica ele. Ano passado Ao longo de 2015, o Governo do Paraná repassou R$ 73,8 milhões do programa Fundo Rotativo para as escolas estaduais. Foram enviadas dez parcelas da cota normal consumo, quatro da cota serviço e duas cotas extras. Com os recursos, as unidades de ensino puderam deixar a manutenção em dia, comprar ítens de consumo e investir em melhorias na infraestrutura, que refletem diretamente na qualidade de ensino.
Os professores-doutores Fernando de Brito Alves e Vladmir Brega Filho, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), receberam, na quinta-feira (14) os títulos de Cidadão Honorário de Jacarezinho. A entrega da homenagem foi feita durante sessão extraordinária da Câmara Municipal, realizada no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da UENP, no Campus de Jacarezinho. A homenagem foi proposta pela Câmara Municipal como reconhecimento ao trabalho dos professores na implantação do Programa de Doutorado em Ciência Jurídica da UENP, aprovado em dezembro do ano passado. A UENP é a única dentre as sete universidades públicas do Paraná e a primeira do interior do país a ter um curso de Doutorado na área totalmente gratuito. Ao se dirigir aos homenageados durante a sessão, o vereador Ricardo Tonet d iss e qu e a atu a ç ã o d o s professores aumenta ainda mais o prestígio do curso de Direito de UENP e eleva o nome da cidade. “Quem vive em Jacarezinho, sente orgulho de ter aqui um dos melhores cursos de Direito do país que, agora, tem um Programa de Doutorado”, afirmou. “Vossas excelênci as s e dest ac am não s ó pelo notório saber jurídico que possuem, mas também pelo empenho demonstrado na luta pela realização desse s onho que engrandece a todos nós”, falou. Emocionado, o professor doutor Fernando Brito dedicou a homenagem a toda
comunidade acadêmica. “O título de cidadão honorário que me foi outorgado é devido, por sua história, ao nosso curso de Direito. Ao seu Programa de Pós-Graduação e ao conjunto de seus professores, servidores, estagiários, bolsistas e a todos que de alguma forma colaboram com esse projeto”, destacou. “Em nome deles eu recebo essa honraria e agradeço imensamente a Câmara de Vereadores pela outorga”, concluiu. O professor doutor Vladmir Brega Filho também agradeceu a entrega do título e falou de sua identificação com a cidade. “Ingressei aqui, para dar aulas, em 1995. E por isso, muitos amigos me reconhecem como sendo de Jacarezinho. Onde me encontram perguntam se ainda estou em Jacarezinho”, contou. “Assim a entrega desse título é uma formalização do que já eu me considerava desde que comecei a dar aulas aqui no curso de Direito. Um cidadão de Jacarezinho”, pontuou. A reitora da UENP, professora Fátima Padoan, também participou da solenidade. Durante o discurso, ela relembrou a trajetória dos dois professores desde que começaram a trabalhar para a conquista do curso de D outorado. “O título que os professores recebem nesta noite ratifica seus respectivos compromissos não apenas com esta Instituição de Ensino, mas, e sobretudo, com toda nossa região que será beneficiada com este doutorado”, ressaltou. “Portanto, esta homenagem, não é apenas o reconhecimento de trajetórias pessoais, mas sim, um reconhecimento para toda a UENP, que por Agronegócio A-5
TRIBUNA DO VALE
Quarta-feira, 20 de julho de 2016
Depósito recebe cerca de 30 mil embalagens de agrotóxicos por ano
MEIO AMBIENTEProdutores e usinas da região entregam as embalagens no depósito de Santo Antônio da Platina Gladys Santoro
O depósito de recebi m e nt o d e e mb a l a ge ns de agrotóxicos da região, instalado na área onde funciona o Aterro Sanitário de Santo Antônio da Platina, receb e entre 20 e 30 mil embalagens por ano. Elas vêm da maioria d as propr ie d ades r urais e x i s t e nt e s n a re g i ã o d e abrangência da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi), que reúne 26 cidades, além de indústrias como as usinas de cana de açúcar. Daqui, elas são enviadas para a Associação dos Distribuidores do Norte Paranaens e (Ad an), em C or nélio Procópio, que as entrega ao Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPE) para reciclagem. Boa parte delas se transforma em conduites para fios elétricos e outros materiais utilizados na construção civil. O armazenamento e a destinação de embalagens de agrotóxicos têm regras rigorosas. O consumidor, no caso, o agricultor, tem um ano para devolver as embalagens à indústria onde comprou o produto, e o fabricante é obrigado a encaminhá-las para reciclagem. Toda essa movimentação é responsável pelas associações distribuidoras e depósitos existentes em várias cidades br as i l e i r as . O I N PE é o
órgão que encaminha os recipientes para reciclagem. O b a r r a c ã o d e S a nt o Antônio da Platina, que foi construído há cerca de seis anos, mede 80 metros quadrados, e o responsável Natalino de Jesus Bianco, tem o compromisso de não deixar que o depósito receba mais recipientes do que comporta. “Quando vejo q u e e s t á l ot a n d o, av i s o a Adan, que envia caminhões para fazer a retirada das embalagens”, explicou. Nest a terç a-feira, 19, a Ad an e nv i ou d oi s c a minhões para esvaziar o posto. “Quando os agricultores e empresas enviam os recipientes para cá, eles devem obedecer a uma série de regras, inclusive fazer a t r íplice l avagem para evitar qualquer tipo de contaminação e perfura-las para que não sejam reutilizadas”, explicou Natalino. Assim que chegam ao depósito, Natalino, munido de avental e máscara, precisa retirar os rótulos e os restos da tampa de alumínio. “Essa atividade também faz parte das regras de segurança”, disse. Segundo Natalino, depois de preparadas, elas são armazenadas dentro de bags (sacos), apropriados para recipientes de até 20 litros. “Cabem dentro de um bag,889 embalagens de um litro de agrotóxico ou 36 de 20 litros”, exemplificou.
Antônio de Picolli
Natalino Bianco ensina produtores a perfurar a embalagens para inutilizá-las
Adan – O engenheiro agrônomo responsável pela Associação dos Distribuidores de Agroquímico do Norte Paranaense (Adan), Rodolfo Albino Filho, explicou que o produtor rural tem um ano para fazer a devolução das embalagens, e que eles podem agendar a entrega. “O responsável pelo posto de Santo Antônio da Platina sabe com antecedência, quando o depósito será esvaziado, portanto, ele pode agendar previamente a entrega das embalagens,
para não correr o risco de não haver lugar dentro do barracão”, explicou. O Engenheiro agrônomo também avisou que as embalagens devem chegar ao posto limpas e perfuradas. “Distribuímos a todos os produtores, um folder com informações de como proceder. Há diversos tipos de embalagens e de produtos. Cada uma delas tem um método de limpeza”, explicou. A l e i fe d e r a l qu e d e termina a devolução das embalagens de agroquími-
cos é a 9974/00. A medida também determina que na propriedade rural, elas devem ser guardadas com suas tampas e rótulos e em local trancado, coberto e com boa ventilação. Em um ano, o produtor tem que devolvê-las vazias com as tampas e rótulos. As rígidas precisam ser lavadas três vezes com água limpa. As f lexíveis devem ser esvaziadas completamente na ocasião do uso e guardadas dentro de uma embalagem chamada de “resgate” e não precisa
de lavagem. ReciclagemNa reciclagem, embalagens de agrotóxicos podem set ransfor mar em sup or te para sinalização rodoviária, cruzeta de poste, caixa de descarga, caçamba plástica, caixa para massa de cimento, caixa de bateria automotiva, roda plástica para carriola, embalagens para óleo lubrificante, barrica plástica para incineração, conduite, duto corrugado, caixa de passagem para fios elétricos, tubo para esgoto etc.
EXTENSÃO RURAL
MERCADO
Produção de hortaliças no PR segue Richa nomeia 143 profissionais para normal apesar das baixas temperaturas reforçar quadro do Instituto Emater Da Agência Estadual
Muitos produtores protegem produção, por isso, não se justifica aumento de preços ao consumidor Da Agência Estadual
O cultivo de hortaliças no Paraná não foi afetado pela queda de temperatura e geadas localizadas, principalmente na macrorregião sul, onde se concentra 62% da área plantada. A informação é do coordenador estadual de Olericultura do Instituto Emater, Iniberto Hamerschmidt. “Embora a maior parte da produção esteja em regiões mais frias, muitos produtores fazem a proteção das folhosas, por isso, não se justifica aumento de preços ao consumidor”. O agronômo reforça que as espécies que estão no campo agora são repolho, beterraba, cenoura, que não foram afetadas, além das folhosas alface, couve, almeirão e escarola, que em geral têm cobertura para proteção. “Apenas a couve-flor, que é um pouco mais sensível, sofreu um pouco. Já o tomate, pepino e abobrinha são cultu-
ras da primavera-verão, portanto não estão no campo, e o reajuste de preços nestes casos é pura especulação”, disse. Segundo dados do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, o crescimento da produção de olerícolas no Estado no período de 2000 a 2014 foi de 73%. “Este desempenho se deve basicamente à organização dos produtores, investimento em novas tecnologias e aumento de produtividade”, afirma o agrônomo Carlos Alberto Salvador. Na safra 2013/2014, o Paraná produziu 2,9 milhões de toneladas de hortaliças, em 114 mil hectares, movimentando aproximadamente R$ 3,3 bilhões. A Região Metropolitana de Curitiba responde por 38% do volume total de hortaliças, o que representa 36% do Valor Bruto da Produção (VBP), ou seja, R$ 1,2 bilhão. Depois vem
a região norte com 28%, oeste/ sudoeste com 8% e noroeste com 2%. AGRICULTURA FAMILIAR - Os produtores de olerícolas são essencialmente familiares, sendo a área média de cada propriedade de aproximadamente três hectares. A atividade está presente em cerca de 13% das 300 mil propriedades familiares existentes no Estado. Ao todo são 212 municípios que exploram a olericultura em escala comercial. As principais espécies cultivadas são batata, cebola, tomate, repolho, cenoura, couve-flor, pepino, alface, beterraba, pimentão, chuchu e abobrinha. Segundo Salvador, a maior produção é de batata, com 847,4 mil toneladas, seguida do repolho, com 332,8 mil toneladas, e tomate com 256 mil toneladas. “A batata, tomate e couve-flor são as que mais agregam valor a produção rural”, diz ele.
O governador Beto Richa assinou ontem (19) o decreto de nomeação de 143 profissionais para o quadro do Instituto Emater. Com os novos engenheiros agrônomos, de pesca, de alimentos, de segurança e florestal, além de médicos veterinários, zootecnistas e técnicos agrícolas a empresa reforça sua atuação no Interior, ampliando o suporte à produção agropecuária do Estado. “A nomeação destes novos profissionais fortalecerá o trabalho de apoio e assistência técnica para nossos produtores rurais, sobretudo aos pequenos e médios agricultores”, afirmou Richa. “O aumento da produtividade e a diversificação das culturas e lavouras, com consequente ampliação da renda das famílias dos produtores, são os nossos objetivos mais imediatos com esta iniciativa”, disse. R icha re ss a lt a que as últimas contratações para o Instituto Emater foram fe it a s e m 2 0 0 9 e h oj e a empresa cont a com cerca de 1.200 funcionários. “Iniciamos o processo de reformulação do quadro da Emater dentro da realidade atual das contas públicas”, disse o governador, ressaltando a qualidade técnica
da empresa e a contribuição para o desenvolvimento do Paraná. O secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, explica que os novos profissionais iniciam suas atividades já sabendo em que região do Estado irão atuar. “Este primeiro grupo está indo para áreas mais deprimidas, que precisam de suporte do poder público para desenvolver a produção agrícola e gerar mais renda”, disse. Ortigara afirma que o governo do Estado fará todo o esforço necessário para que mais profissionais aprovados em concurso sejam chamados pelo Instituto Emater. “Temos que obedecer os limites da lei com o gasto com pessoal”, destaca ele. “Mas temos que ser otimistas e tentar trazer mais gente assim que a situação permita”, afirmou o secretário. A contratação dos profissionais foi possível após a implementação do Plano de D emiss ão Volunt ár ia (PDV) no Instituto Emater, que abriu espaço para a entrada de novos funcionários. “Ao liberar funcionários mais antigos para uma aposentadoria digna, abrimos espaço para a oxigenação e modernização da empresa com a entrada de novos servidores”, disse Ortigara.
História O Instituto Emater completou 60 anos de serviços d e a ss i stê nc i a té c n i c a e extensão rural em 2016. Nesse período participou dos diversos ciclos de produção que impulsionaram a economia do Estado como o cafeeiro, de madeiras, implantação das cooperativas paranaenses, soja, carnes e outros. O trabalho também contribuiu para fazer do Paraná um grande polo agroindustrial. O instituto é referência nacional e internacional, principalmente na assistência à produção de alimentos, madeiras e fibras e o cuidado com o meio ambiente. “Esta contratação significa muito para a empresa. Vamos ampliar o trabalho de extensão rural oficial, que é um serviço importante para o nosso Estado, onde temos agricultura como carro-chefe da economia”, afirma o presidente do Instituto Emater, Rubens Niederheitmann. Segundo ele, as nomeações vão permitir ampliar o atendimento a vários municípios. “Vamos poder levar políticas públicas aos agricultores em todo o Estado do Paraná, ampliar nossa atuação na área de crédito, na áre a de org aniza ç ã o, no apoio às cooperativas”, e x pl i c a o pre s i d e nte d o Instituto Emater.
meio desta honraria, compreende ainda mais o seu papel e sua relevância para todo o Estado do Paraná e o Brasil”, discursou a reitora. Além de amigos e familiares dos homenegeados, participaram da solenidade diversas autoridades da região e também professores, servidores e alunos da Universidade. Homenageados Fernando de Brito Alves nasceu em Lucélia (SP), em 1980. Possui graduação em Filosofia pela Universidade do Sagrado C oração, em Marília; e em 2002 se mudou para Jacarezinho, onde fez os cursos de graduação e mestrado na Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro; atual Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UENP. É doutor em Direito pela Instituição Toledo de Ensino, de Bauru (SP) e pós-doutor pela Universidade de Coimbra, em Portugal. Atualmente é assessor jurídico da UENP e coordenador do Programa de Mestrado e Doutorado da Universidade. Vladmir Brega Filho nasceu em São Paulo (SP), em 1968. Possui graduação e mestrado em Direito pela Instituição Toledo de Ensino, em Bauru; e doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Também possui pós-doutorado em Direito pela Universidade de Lisboa. Atualmente é professor adjunto do curso de Direito da UENP, onde leciona desde 1995, e ocupou durante oito anos o cargo de coordenador do Programa de Mestrado da Universidade. Também é promotor de justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo.
Agronegócio A-5
TRIBUNA DO VALE
Quarta-feira, 20 de julho de 2016
Depósito recebe cerca de 30 mil embalagens de agrotóxicos por ano
MEIO AMBIENTEProdutores e usinas da região entregam as embalagens no depósito de Santo Antônio da Platina Gladys Santoro
O depósito de recebi m e nt o d e e mb a l a g e n s de agrotóxicos da região, instalado na área onde funciona o Aterro Sanitário de Santo Antônio da Plat ina, re ceb e ent re 20 e 30 mil embalagens por ano. Elas vêm da maioria d as propr i e d a d e s r u r ais e x i s t e nt e s n a r e g i ã o d e abrangência da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi), que reúne 26 cidades, além de indústrias como as usinas de cana de açúcar. Daqui, elas são enviadas para a Associação dos Distribuidores do Norte Paranaens e ( Ad an ) , e m C or nél i o Procópio, que as entrega ao Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPE) para reciclagem. Boa parte delas se transforma em conduites para fios elétricos e outros materiais utilizados na construção civil. O armazenamento e a destinação de embalagens de agrotóxicos têm regras rigorosas. O consumidor, no caso, o agricultor, tem um ano para devolver as embalagens à indústria onde comprou o produto, e o fabricante é obrigado a encaminhá-las para reciclagem. Toda essa movimentação é responsável pelas associações distribuidoras e depósitos existentes em várias cidades br a s i l e i r a s . O I N PE é o
órgão que encaminha os recipientes para reciclagem. O b a r r a c ã o d e S a nt o Antônio da Platina, que foi construído há cerca de seis anos, mede 80 metros quadrados, e o responsável Natalino de Jesus Bianco, tem o compromisso de não deixar que o depósito receba mais recipientes do que comporta. “Quando vejo q u e e s t á l o t a n d o, av i s o a Adan, que envia caminhões para fazer a retirada das embalagens”, explicou. Ne st a te rç a - fe i r a , 1 9 , a Ad an e nv i ou d oi s c a minhões para esvaziar o posto. “Quando os agricultores e empresas enviam os recipientes para cá, eles devem obedecer a uma série de regras, inclusive f a z e r a t r ípl i c e l av age m para evitar qualquer tipo de contaminação e perfura-las para que não sejam reutilizadas”, explicou Natalino. Assim que chegam ao depósito, Natalino, munido de avental e máscara, precisa retirar os rótulos e os restos da tampa de alumínio. “Essa atividade também faz parte das regras de segurança”, disse. Segundo Natalino, dep ois de preparadas, elas são armazenadas dentro de bags (sacos), apropriados para recipientes de até 20 litros. “Cabem dentro de um bag,889 embalagens de um litro de agrotóxico ou 36 de 20 litros”, exemplificou.
Antônio de Picolli
Natalino Bianco ensina produtores a perfurar a embalagens para inutilizá-las
Adan – O engenheiro agrônomo responsável pela Associação dos Distribuidores de Agroquímico do Norte Paranaense (Adan), Rodolfo Albino Filho, explicou que o produtor rural tem um ano para fazer a devolução das embalagens, e que eles podem agendar a entrega. “O responsável pelo posto de Santo Antônio da Platina sabe com antecedência, quando o depósito será esvaziado, portanto, ele pode agendar previamente a entrega das embalagens,
para não correr o risco de não haver lugar dentro do barracão”, explicou. O Engenheiro agrônomo também avisou que as embalagens devem chegar ao posto limpas e perfuradas. “Distribuímos a todos os produtores, um folder com informações de como proceder. Há diversos tipos de embalagens e de produtos. Cada uma delas tem um método de limpeza”, explicou. A l e i fe d e r a l qu e d e termina a devolução das embalagens de agroquími-
cos é a 9974/00. A medida também determina que na propriedade rural, elas devem ser guardadas com suas tampas e rótulos e em local trancado, coberto e com boa ventilação. Em um ano, o produtor tem que devolvê-las vazias com as tampas e rótulos. As rígidas precisam ser lavadas três vezes com água limp a. As f lexíveis devem ser esvaziadas completamente na ocasião do uso e guardadas dentro de uma embalagem chamada de “resgate” e não precisa
de lavagem. ReciclagemNa reciclagem, embalagens de agrotóxicos podem set r ans for mar e m sup or te para sinalização rodoviária, cruzeta de poste, caixa de descarga, caçamba plástica, caixa para massa de cimento, caixa de bateria automotiva, roda plástica para carriola, embalagens para óleo lubrificante, barrica plástica para incineração, conduite, duto corrugado, caixa de passagem para fios elétricos, tubo para esgoto etc.
EXTENSÃO RURAL
MERCADO
Produção de hortaliças no PR segue Richa nomeia 143 profissionais para normal apesar das baixas temperaturas reforçar quadro do Instituto Emater Da Agência Estadual
Muitos produtores protegem produção, por isso, não se justifica aumento de preços ao consumidor Da Agência Estadual
O cultivo de hortaliças no Paraná não foi afetado pela queda de temperatura e geadas localizadas, principalmente na macrorregião sul, onde se concentra 62% da área plantada. A informação é do coordenador estadual de Olericultura do Instituto Emater, Iniberto Hamerschmidt. “Embora a maior parte da produção esteja em regiões mais frias, muitos produtores fazem a proteção das folhosas, por isso, não se justifica aumento de preços ao consumidor”. O agronômo reforça que as espécies que estão no campo agora são repolho, beterraba, cenoura, que não foram afetadas, além das folhosas alface, couve, almeirão e escarola, que em geral têm cobertura para proteção. “Apenas a couve-flor, que é um pouco mais sensível, sofreu um pouco. Já o tomate, pepino e abobrinha são cultu-
ras da primavera-verão, portanto não estão no campo, e o reajuste de preços nestes casos é pura especulação”, disse. Segundo dados do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, o crescimento da produção de olerícolas no Estado no período de 2000 a 2014 foi de 73%. “Este desempenho se deve basicamente à organização dos produtores, investimento em novas tecnologias e aumento de produtividade”, afirma o agrônomo Carlos Alberto Salvador. Na safra 2013/2014, o Paraná produziu 2,9 milhões de toneladas de hortaliças, em 114 mil hectares, movimentando aproximadamente R$ 3,3 bilhões. A Região Metropolitana de Curitiba responde por 38% do volume total de hortaliças, o que representa 36% do Valor Bruto da Produção (VBP), ou seja, R$ 1,2 bilhão. Depois vem
a região norte com 28%, oeste/ sudoeste com 8% e noroeste com 2%. AGRICULTURA FAMILIAR - Os produtores de olerícolas são essencialmente familiares, sendo a área média de cada propriedade de aproximadamente três hectares. A atividade está presente em cerca de 13% das 300 mil propriedades familiares existentes no Estado. Ao todo são 212 municípios que exploram a olericultura em escala comercial. As principais espécies cultivadas são batata, cebola, tomate, repolho, cenoura, couve-flor, pepino, alface, beterraba, pimentão, chuchu e abobrinha. Segundo Salvador, a maior produção é de batata, com 847,4 mil toneladas, seguida do repolho, com 332,8 mil toneladas, e tomate com 256 mil toneladas. “A batata, tomate e couve-flor são as que mais agregam valor a produção rural”, diz ele.
O governador Beto Richa assinou ontem (19) o decreto de nomeação de 143 prof issionais para o quadro do Instituto Emater. Com os novos engenheiros agrônomos, de pesca, de alimentos, de segurança e florestal, além de médicos veterinários, zootecnistas e técnicos agrícolas a empresa reforça sua atuação no Interior, ampliando o suporte à produção agropecuária do Estado. “A nomeação destes novos profissionais fortalecerá o trabalho de apoio e assistência técnica para nossos produtores rurais, sobretudo aos pequenos e médios agricultores”, afirmou Richa. “O aumento da produtividade e a diversificação das culturas e lavouras, com consequente ampliação da renda das famílias dos produtores, são os nossos objetivos mais imediatos com esta iniciativa”, disse. R i ch a re ss a lt a qu e a s últimas contratações para o Instituto Emater foram fe it a s e m 2 0 0 9 e h oj e a empres a cont a com cerca de 1.200 funcionários. “Iniciamos o processo de reformulação do quadro da Emater dentro da realidade atual das contas públicas”, disse o governador, ressaltando a qualidade técnica
da empresa e a contribuição para o desenvolvimento do Paraná. O secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, explica que os novos profissionais iniciam suas atividades já sabendo em que região do Estado irão atuar. “Este primeiro grupo está indo para áreas mais deprimidas, que precisam de suporte do poder público para desenvolver a produção agrícola e gerar mais renda”, disse. Ortigara afirma que o governo do Estado fará todo o esforço necessário para que mais profissionais aprovados em concurso sejam chamados pelo Instituto Emater. “Temos que obedecer os limites da lei com o gasto com pessoal”, destaca ele. “Mas temos que ser otimistas e tentar trazer mais gente assim que a situação permita”, afirmou o secretário. A contratação dos profissionais foi possível após a implementação do Plano de D emiss ão Volunt ár i a (PDV) no Instituto Emater, que abriu espaço para a entrada de novos funcionários. “Ao liberar funcionários mais antigos para uma aposentadoria digna, abrimos espaço para a oxigenação e modernização da empresa com a entrada de novos servidores”, disse Ortigara.
História O Instituto Emater completou 60 anos de serviços de assistência técnica e extensão r ural em 2016. Nesse período participou dos diversos ciclos de produção que impulsionaram a economia do Estado como o cafeeiro, de madeiras, implantação das cooperativas paranaenses, soja, carnes e outros. O trabalho também contribuiu para fazer do Paraná um grande polo agroindustrial. O instituto é referência nacional e internacional, principalmente na assistência à produção de alimentos, madeiras e fibras e o cuidado com o meio ambiente. “Esta contratação significa muito para a empresa. Vamos ampliar o trabalho de extensão rural oficial, que é um ser viço importante para o nosso Estado, onde temos agricultura como carro-chefe da economia”, afirma o presidente do Instituto Emater, Rubens Niederheitmann. Segundo ele, as nomeações vão permitir ampliar o atendimento a vários municípios. “Vamos poder levar políticas públicas aos agricultores em todo o Estado do Paraná, ampliar nossa atuação na área de crédito, na áre a d e org an i z a ç ã o, no apoio às cooperativas”, e x p l i c a o pre s i d e nt e d o Instituto Emater.
Agronegócio A-5
TRIBUNA DO VALE
Quarta-feira, 20 de julho de 2016
Depósito recebe cerca de 30 mil embalagens de agrotóxicos por ano
MEIO AMBIENTEProdutores e usinas da região entregam as embalagens no depósito de Santo Antônio da Platina Gladys Santoro
O depósito de recebi m e nt o d e e mb a l a g e n s de agrotóxicos da região, instalado na área onde funciona o Aterro Sanitário de Santo Antônio da Plat ina, re ceb e ent re 20 e 30 mil embalagens por ano. Elas vêm da maioria d as propr i e d a d e s r u r ais e x i s t e nt e s n a r e g i ã o d e abrangência da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi), que reúne 26 cidades, além de indústrias como as usinas de cana de açúcar. Daqui, elas são enviadas para a Associação dos Distribuidores do Norte Paranaens e ( Ad an ) , e m C or nél i o Procópio, que as entrega ao Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPE) para reciclagem. Boa parte delas se transforma em conduites para fios elétricos e outros materiais utilizados na construção civil. O armazenamento e a destinação de embalagens de agrotóxicos têm regras rigorosas. O consumidor, no caso, o agricultor, tem um ano para devolver as embalagens à indústria onde comprou o produto, e o fabricante é obrigado a encaminhá-las para reciclagem. Toda essa movimentação é responsável pelas associações distribuidoras e depósitos existentes em várias cidades br a s i l e i r a s . O I N PE é o
órgão que encaminha os recipientes para reciclagem. O b a r r a c ã o d e S a nt o Antônio da Platina, que foi construído há cerca de seis anos, mede 80 metros quadrados, e o responsável Natalino de Jesus Bianco, tem o compromisso de não deixar que o depósito receba mais recipientes do que comporta. “Quando vejo q u e e s t á l o t a n d o, av i s o a Adan, que envia caminhões para fazer a retirada das embalagens”, explicou. Nest a terç a-feira, 19, a Ad an e nv i ou d oi s c a minhões para esvaziar o posto. “Quando os agricultores e empresas enviam os recipientes para cá, eles devem obedecer a uma série de regras, inclusive fazer a t r íplice l avagem para evitar qualquer tipo de contaminação e perfura-las para que não sejam reutilizadas”, explicou Natalino. Assim que chegam ao depósito, Natalino, munido de avental e máscara, precisa retirar os rótulos e os restos da tampa de alumínio. “Essa atividade também faz parte das regras de segurança”, disse. Segundo Natalino, depois de preparadas, elas são armazenadas dentro de bags (sacos), apropriados para recipientes de até 20 litros. “Cabem dentro de um bag,889 embalagens de um litro de agrotóxico ou 36 de 20 litros”, exemplificou.
Antônio de Picolli
Natalino Bianco ensina produtores a perfurar a embalagens para inutilizá-las
Adan – O engenheiro agrônomo responsável pela Associação dos Distribuidores de Agroquímico do Norte Paranaense (Adan), Rodolfo Albino Filho, explicou que o produtor rural tem um ano para fazer a devolução das embalagens, e que eles podem agendar a entrega. “O responsável pelo posto de Santo Antônio da Platina sabe com antecedência, quando o depósito será esvaziado, portanto, ele pode agendar previamente a entrega das embalagens,
para não correr o risco de não haver lugar dentro do barracão”, explicou. O Engenheiro agrônomo também avisou que as embalagens devem chegar ao posto limpas e perfuradas. “Distribuímos a todos os produtores, um folder com informações de como proceder. Há diversos tipos de embalagens e de produtos. Cada uma delas tem um método de limpeza”, explicou. A l e i fe d e r a l qu e d e termina a devolução das embalagens de agroquími-
cos é a 9974/00. A medida também determina que na propriedade rural, elas devem ser guardadas com suas tampas e rótulos e em local trancado, coberto e com boa ventilação. Em um ano, o produtor tem que devolvê-las vazias com as tampas e rótulos. As rígidas precisam ser lavadas três vezes com água limpa. As f lexíveis devem ser esvaziadas completamente na ocasião do uso e guardadas dentro de uma embalagem chamada de “resgate” e não precisa
de lavagem. ReciclagemNa reciclagem, embalagens de agrotóxicos podem set r ans for mar e m sup or te para sinalização rodoviária, cruzeta de poste, caixa de descarga, caçamba plástica, caixa para massa de cimento, caixa de bateria automotiva, roda plástica para carriola, embalagens para óleo lubrificante, barrica plástica para incineração, conduite, duto corrugado, caixa de passagem para fios elétricos, tubo para esgoto etc.
EXTENSÃO RURAL
MERCADO
Produção de hortaliças no PR segue Richa nomeia 143 profissionais para normal apesar das baixas temperaturas reforçar quadro do Instituto Emater Da Agência Estadual
Muitos produtores protegem produção, por isso, não se justifica aumento de preços ao consumidor Da Agência Estadual
O cultivo de hortaliças no Paraná não foi afetado pela queda de temperatura e geadas localizadas, principalmente na macrorregião sul, onde se concentra 62% da área plantada. A informação é do coordenador estadual de Olericultura do Instituto Emater, Iniberto Hamerschmidt. “Embora a maior parte da produção esteja em regiões mais frias, muitos produtores fazem a proteção das folhosas, por isso, não se justifica aumento de preços ao consumidor”. O agronômo reforça que as espécies que estão no campo agora são repolho, beterraba, cenoura, que não foram afetadas, além das folhosas alface, couve, almeirão e escarola, que em geral têm cobertura para proteção. “Apenas a couve-flor, que é um pouco mais sensível, sofreu um pouco. Já o tomate, pepino e abobrinha são cultu-
ras da primavera-verão, portanto não estão no campo, e o reajuste de preços nestes casos é pura especulação”, disse. Segundo dados do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, o crescimento da produção de olerícolas no Estado no período de 2000 a 2014 foi de 73%. “Este desempenho se deve basicamente à organização dos produtores, investimento em novas tecnologias e aumento de produtividade”, afirma o agrônomo Carlos Alberto Salvador. Na safra 2013/2014, o Paraná produziu 2,9 milhões de toneladas de hortaliças, em 114 mil hectares, movimentando aproximadamente R$ 3,3 bilhões. A Região Metropolitana de Curitiba responde por 38% do volume total de hortaliças, o que representa 36% do Valor Bruto da Produção (VBP), ou seja, R$ 1,2 bilhão. Depois vem
a região norte com 28%, oeste/ sudoeste com 8% e noroeste com 2%. AGRICULTURA FAMILIAR - Os produtores de olerícolas são essencialmente familiares, sendo a área média de cada propriedade de aproximadamente três hectares. A atividade está presente em cerca de 13% das 300 mil propriedades familiares existentes no Estado. Ao todo são 212 municípios que exploram a olericultura em escala comercial. As principais espécies cultivadas são batata, cebola, tomate, repolho, cenoura, couve-flor, pepino, alface, beterraba, pimentão, chuchu e abobrinha. Segundo Salvador, a maior produção é de batata, com 847,4 mil toneladas, seguida do repolho, com 332,8 mil toneladas, e tomate com 256 mil toneladas. “A batata, tomate e couve-flor são as que mais agregam valor a produção rural”, diz ele.
O governador Beto Richa assinou ontem (19) o decreto de nomeação de 143 profissionais para o quadro do Instituto Emater. Com os novos engenheiros agrônomos, de pesca, de alimentos, de segurança e florestal, além de médicos veterinários, zootecnistas e técnicos agrícolas a empresa reforça sua atuação no Interior, ampliando o suporte à produção agropecuária do Estado. “A nomeação destes novos profissionais fortalecerá o trabalho de apoio e assistência técnica para nossos produtores rurais, sobretudo aos pequenos e médios agricultores”, afirmou Richa. “O aumento da produtividade e a diversificação das culturas e lavouras, com consequente ampliação da renda das famílias dos produtores, são os nossos objetivos mais imediatos com esta iniciativa”, disse. R i cha re ss a lt a qu e as últimas contratações para o Instituto Emater foram fe it a s e m 2 0 0 9 e h oj e a empres a cont a com cerca de 1.200 funcionários. “Iniciamos o processo de reformulação do quadro da Emater dentro da realidade atual das contas públicas”, disse o governador, ressaltando a qualidade técnica
da empresa e a contribuição para o desenvolvimento do Paraná. O secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, explica que os novos profissionais iniciam suas atividades já sabendo em que região do Estado irão atuar. “Este primeiro grupo está indo para áreas mais deprimidas, que precisam de suporte do poder público para desenvolver a produção agrícola e gerar mais renda”, disse. Ortigara afirma que o governo do Estado fará todo o esforço necessário para que mais profissionais aprovados em concurso sejam chamados pelo Instituto Emater. “Temos que obedecer os limites da lei com o gasto com pessoal”, destaca ele. “Mas temos que ser otimistas e tentar trazer mais gente assim que a situação permita”, afirmou o secretário. A contratação dos profissionais foi possível após a implementação do Plano de D emiss ão Volunt ár i a (PDV) no Instituto Emater, que abriu espaço para a entrada de novos funcionários. “Ao liberar funcionários mais antigos para uma aposentadoria digna, abrimos espaço para a oxigenação e modernização da empresa com a entrada de novos servidores”, disse Ortigara.
História O Instituto Emater completou 60 anos de serviços d e a s s i s tê n c i a té c n i c a e extensão rural em 2016. Nesse período participou dos diversos ciclos de produção que impulsionaram a economia do Estado como o cafeeiro, de madeiras, implantação das cooperativas paranaenses, soja, carnes e outros. O trabalho também contribuiu para fazer do Paraná um grande polo agroindustrial. O instituto é referência nacional e internacional, principalmente na assistência à produção de alimentos, madeiras e fibras e o cuidado com o meio ambiente. “Esta contratação significa muito para a empresa. Vamos ampliar o trabalho de extensão rural oficial, que é um ser viço importante para o nosso Estado, onde temos agricultura como carro-chefe da economia”, afirma o presidente do Instituto Emater, Rubens Niederheitmann. Segundo ele, as nomeações vão permitir ampliar o atendimento a vários municípios. “Vamos poder levar políticas públicas aos agricultores em todo o Estado do Paraná, ampliar nossa atuação na área de crédito, na áre a d e org an i z a ç ã o, no apoio às cooperativas”, e x pl i c a o pre s i d e nt e d o Instituto Emater.
TRIBUNA DO VALE
Quarta-feira, 20 de julho de 2016 PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ DECRETO Nº 1001/2016. DATA: 19 de julho 2016. SÚMULA: Dispõe sobre exoneração por aposentadoria por tempo de contribuição de servidor Cargo Professor que abaixo especifica e dá outra providencias. O Prefeito Municipal de Barra do Jacaré, Estado do Paraná, no uso de suas atribuições legais, e considerando a concessão de aposentadoria – espécie 57 (Professor), benefício 159.220.929-4 da Previdência Social e a solicitação contida no pedido de exoneração conforme requerimento protocolado sob o nº 6843 em 19 de julho de 2016: DECRETA: Artº 1º - Fica EXONERADA, do quadro de servidores públicos municipais, a partir de 19/07/2016, a Srª OLGA BEZERRA BRAGA, cargo efetivo de Professora, nomeada desde 08/06/1978. Artº 2º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Prefeitura Municipal de Barra do Jacaré, em 19 de julho de 2016. EDIMAR DE FREITAS ALBONETI Prefeito Municipal PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ DECRETO Nº 1002/2016. DATA: 19 de julho de 2016. SÚMULA: Dispõe sobre exoneração por APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO de servidor Cargo Efetivo que abaixo especifica e dá outra providencias. O Prefeito Municipal de Barra do Jacaré, Estado do Paraná, no uso de suas atribuições legais, e considerando a Concessão de Aposentadoria – Espécie 42, benefício nº 176.729.533-0 da Previdência Social, protocolado sob nº 6844 em 19/07/2016. DECRETA: Artº 1º - Fica EXONERADO do quadro de servidores públicos municipais, a partir de 20/07/2016, o Srº ANTONIO ERILDO ROSA, cargo efetivo de Auxiliar de Serviços Gerais, nomeado desde 04/02/2002. Artº 2º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Prefeitura Municipal de Barra do Jacaré, em 19 de julho de 2016. EDIMAR DE FREITAS ALBONETI Prefeito Municipal PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ PORTARIA nº. 145/2016. DATA: 15 de julho de 2016 SUMULA: Dispõe sobre concessão de Licença Premio que abaixo especifica e dá outra providencias. O Prefeito Municipal de Barra do Jacaré, Estado do Paraná, no uso de suas atribuições legais, nos termos do § 2º do Artigo 5º da Lei Municipal nº. 200/05de 07/07/05 e conforme requerimento protocolado sob nº 6831 em 11/07/2016. RESOLVE: I – CONCEDER Licença-Prêmio de 2 (dois) meses remunerada, ao servidor público municipal, Srº. MARIO ANTONIO NORBERTO COSTA, cargo de Escriturário, iniciando em 15/07/2016 à 12/09/2016, com retorno em 13/09/2016. II – A presente portaria entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário. Registre-se, Publique-se. Prefeitura Municipal de Barra do Jacaré, 15 de julho de 2016. EDIMAR DE FREITAS ALBONETI Prefeito Municipal CÂMARA MUNICIPAL DE GUAPIRAMA – PR TOMADA DE PREÇOS Nº 001/2015 EXTRATO DE ADITIVO DE CONTRATO DATA DA ASSINATURA: 19 de julho de 2016 CONTRATANTE: Câmara Municipal de Guapirama CONTRATADA: Construtora Pinhalense Ltda-Me PRAZO: O presente Termo Aditivo de prazo vigorará de 20/07/2016 a 19/10/2016 (90 dias). OBJETO: Prestação de serviços de construção civil: Construção do Prédio Sede da Câmara Municipal de Guapirama. CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE RIBEIRÃO DO PINHAL – PR RESOLUÇÃO Nº 010/2016 O CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE RIBEIRÃO DO PINHAL – PR, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS, CONFERIDAS POR LEI Nº 1.431/2009, em reunião realizada em 19 de julho, RESOLVE: Art. 1º: Aprovar o Plano de Ação referente ao recurso repassado pelo Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS), conta do Piso Paranaense de Assistência Social (PPAS IV) Acolhimento. Este recurso foi regulamentado pela Resolução nº 090/2016, que custeará a Proteção Social Especial de Alta Complexidade, no Serviço de Acolhimento para crianças e adolescentes de até vinte e um anos. Art. 2º: Esta resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário. Ribeirão do Pinhal, 19 de julho de 2016. JOSÉ ROBERTO DA SILVA Presidente do C.M.A.S PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ PORTARIA nº. 146/2016. O Prefeito Municipal de Barra do Jacaré, Estado do Paraná, no uso de suas atribuições legais, que lhe são conferidas por lei, CONSIDERANDO o que determina o Art. 1º da Lei nº 11.770/08 de 09/09/08 (que prorroga p/ 60 dias a duração da licença maternidade prevista no inciso XVIII do caput do art. 7º da Constituição Federal e de acordo com o Art. 224 da Lei Municipal nº. 16/93.: RESOLVE: I – CONCEDER Licença Maternidade à gestante, servidora pública municipal, Cargo de Professora, Srª ERICA DAS GRAÇAS GUALIUME VIEIRA DE MIRA, por 180 (cento e oitenta) dias, a partir do dia 15 de julho de 2016 à 10 de janeiro de 2017, com retorno em 11/01//2017, conforme requerimento e Atestado Médico do Drº Gerson Gomes (CMR 1837) protocolados sob nº. 6846/2016 em 19/07/2016. II – Conceder a servidora em questão em virtude de nascimento de filha, Auxílio Natalidade, valor ref ao menor piso salarial pago pelo município, conforme certidão de nascimento nº 6804 Lv 013 Flh 158 CRC de Barra do Jacaré/Comarca de Andirá – PR, protocolado sob nº 6846 em 19/07/2016 III – Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Registre-se, Certifique-se e Publique-se. Prefeitura Municipal de Barra do Jacaré, em 19 de julho de 2016. EDIMAR DEFREITAS ALBONETI Prefeito Municipal SÚMULA DE REQUERIMENTO DE LICENÇA DE OPERAÇÃO DE AMPLIAÇÃO CORNELLIS HOOGERHEIDE NETO, torna público que requereu ao IAP, a LICENÇA DE OPERAÇÃO DE AMPLIAÇÃO, para ATIVIDADE DE SUINOCULTURA, situado a FAZENDA SIRIEMA, BAIRRO 6ª LOMBA, município de JAGUARIAÍVA.
Geral A-7 Sanepar lança projeto-piloto para dessalinizaraáguadomar LITORALEquipamentos utilizam as tecnologias de osmose reversa e ultravioleta Das Agências
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) transportou ontem (19) um sistema de tratamento avançado de água, desde sua base de pesquisa, em Curitiba, até a Estação de Tratamento de Água de Praia de Leste, na cidade de Pontal do Paraná, no Litoral. O sistema é estudado desde 2013 pelos profissionais Sanepar e conta com apoio de pesquisadores da University of North Texas, University College London e da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Parte do projeto é custeada pela Secretaria do estado americano, depois de ter concorrido com mais de 300 outros projetos ligados à implantação e monitoramento de sistemas sustentáveis de dessalinização em escala piloto. Os equipamentos utilizam as tecnologias de osmose reversa e ultravioleta. Para facilitar seu transporte e acomodação nas plantas da Sanepar, eles foram montados em um container e em um skid, que é uma base móvel. No Litoral, além dos testes de dessalinização da água do mar, os equipamentos também serão usados para pesquisas de tratamento em água com carga orgânica alta, mas podem servir para uso na remoção de sais dissolvidos, na remoção de metais em água de poços, na redução de flúor e na produção de água industrial, que reutiliza a água de efluentes. Em Praia de Leste, o material ficará por seis meses em testes, que iniciarão em agosto.
O diretor de Meio Ambiente da Sanepar, Glauco Requião, explica que a intenção da Sanepar é desenvolver as melhores soluções possíveis para o sistema de tratamento de água. “Isso faz parte da preocupação constante da Sanepar de garantir as melhores condições para a prestação de seus serviços. Esse sistema piloto dá suporte para técnicas avançadas de tratamento da água e para o polimento secundário de efluentes, que poderá ser aplicado no futuro. Os testes podem nos dar respostas importantes para avaliarmos e medirmos muitas variáveis”, afirma. Os pesquisadores da Sanepar, Ronald Gervasoni, Mariana Espíndola de Souza e Ana Claudia Brueckheimer, responsáveis pelo projeto, explicam que no Litoral será utilizada energia de fontes eólica e solar. “Um dos maiores gastos operacionais de um sistema com membranas está na energia elétrica. Queremos verificar se com o uso dessas outras fontes o sistema se torna mais sustentável e econômico”, diz Gervasoni. Ele conta que, além de pesquisas sobre técnicas de tratamento, os testes podem ajudar a definir a concepção de novos sistemas e mesmo o aperfeiçoamento dos atuais. “A planta servirá também para avaliar a tecnologia em situações diferentes como água de barragem, de rios e de poços. O efluente tratado também será avaliado para verificar o potencial de reúso e poderemos obter parâmetros para projeto em cada situação”,
afirma. Piloto O sistema-piloto tem capacidade para produzir 1.000 litros de água tratada por hora e é composto por filtro de discos, sistema de abrandamento duplo, filtro de cartucho, sistema de filtração por membranas de osmose reversa de duplo passo, sistema de desinfecção por ultravioleta e dosadora de cloro. Segundo o gerente de pesquisa da Sanepar, Gustavo Possetti, a especificação e a entrega do sistema-piloto atendem os objetivos traçados para o Centro de Tecnologias Sustentáveis da Sanepar (Cets) em relação à antecipação de tendências tecnológicas. “A aquisição deste sistema avançado orientará os futuros parâmetros para o dimensionamento, otimização e implantação de novas tecnologias na Sanepar. Com esta última aquisição, o Cets complementa sua estrutura de pesquisa e desenvolvimento, referência entre as empresas de saneamento do Brasil”, diz. O Centro de Tecnologias Sustentáveis da Sanepar conta, atualmente, com dois laboratórios analíticos, um laboratório de protótipos, um laboratório de tecnologias de tratamento de águas, que possui uma Estação de Tratamento de Água piloto convencional, um skid com membranas de ultrafiltração, um skid de ozonização, equipamentos analíticos, protótipos de simulação de tratamento de água e a mais nova planta piloto de tratamento de água avançado por membranas de osmose reversa.
SAÚDE
Paraná registrou mais de 55 mil casos de dengue em um ano Das Agências
O Governo do Paraná divulgou um novo boletim com dados da dengue no Estado. Segundo números da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), já foram registrados 55.360 casos confirmados desde agos-
to de 2015 até o mesmo mês em 2016, esse número mostra que o Paraná ultrapassou o número recorde de casos que aconteceu em 2013 com aproximadamente 54 mil pessoas afetadas. Nesse período o Paraná registrou 61 mortes por dengue.
A cidade que mais registrou óbitos foi Paranaguá, com 30 pessoas mortas por dengue no período. No total 318 municípios do Paraná tiveram casos confirmados de dengue, zika com 321 casos e chikungunya com 71 casos registrados.
cmyb
A-8 Cidades
TRIBUNA DO VALE
Quarta-feira, 20 de julho de 2016
Mais de quatro mil já foram multados por viajar com faróis desligados Antônio de Picolli
PARANÁCondutores que descumprem a determinação cometem infração com perda de quatro pontos na CNH Da Agência Estadual
Desde o dia 8 de jul h o, u s ar f aro l b ai xo d e dia nas rodovias se tornou obrigatório. O Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) intensificou a fiscalização nos mais de 12 mil km de rodovias estaduais e em dez dias registrou 4.322 autos de infração de trânsito. Os condutores que descumprem a determinação cometem uma infração média com perda de quatro pontos na Carteira Nacional d e Habi l it a ç ã o ( C N H ) e multa no valor de R$ 85,13. O porta-voz do BPRv, capitão Cristiano Carrijo Gonçalves Mota, ressalta que ações educativas foram feitas 30 dias antes da nova determinação entrar em vigor, nos 58 postos do batalhão espalhados pelo Estado. Os condutores foram abordados e receberam informativos sobre o uso da luz baixa. Por região A 1ª C ompanhia, em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, registrou 539
infrações; a 2ª Companhia, de Londrina e imediações, lavrou 588 infrações; na 3ª Companhia, na região de Cascavel, foram 631 infrações; a 4ª Companhia, área de Maringá, registrou 1.971 infrações; a 5ª Companhia, em Ponta Grossa e imediações, lavrou 363 infrações; e
“
É preciso atenção, pois a alteração imposta não estabeleceu distinção entre estes trechos e os rurais”
na 6ª Companhia, na região de Pato Branco (PR), foram 230 infrações. “Em todos os nossos postos as equipes policiais fazem operações de fiscalização, mas também orientam os condutores”, conta o capitão Carrijo. “Em algumas regiões onde há um
PRE promoveu ações educativas 30 dias antes da nova determinação entrar em vigor
grande f luxo de veículos há uma maior quantidade de autos de infração, como é o caso de Maringá, que possui eixos estaduais muito movimentados que cortam a cidade.” Mudança A nova norma foi estabelecida na Lei nº 13.290,
de 23 de maio de 2016, que entrou em vigor no dia 8 de julho. Ela estabelece que o condutor deverá manter acesos os faróis do veículo, utilizando luz baixa, durante a noite e o dia nos túneis prov i d o s d e i lu m i n a ç ã o pública e nas rodovias. “A maior dificuldade é a
rodovia que passa pelo perímetro urbano, pois muitos condutores es quecem da mudança da lei. É preciso atenção, pois a alteração imp osta não estab eleceu distinção entre estes trechos e os rurais”, explica o capitão Carrijo. Além disso, muitos mo-
toristas também não sabem distinguir qual a luz correta. “A luz baixa não deve ser confundida com a luz de posição, luz de neblina ou farol alto, pois, embora componham o sistema de iluminação do veículo, possuem finalidades e conceitos distintos”, explica.
DIFERENÇAS DAS LUZES DO VEÍCULO LUZ ALTA É o facho de luz destinado a iluminar a via até uma grande distância de onde está o veículo. Deve ser usada nas vias não iluminadas, exceto ao cruzar com outro veículo ou ao segui-lo. LUZ BAIXA É o facho de luz destinado a iluminar a via diante do veículo (pequena distância), sem ocasionar ofuscamento ou incômodo injustificáveis aos condutores que venham em sentido contrário. LUZ DE FREIO É a luz acionada quando o motorista freia e destinada a alertar os condutores do veículo que está atrás. LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca): É a luz destinada a indicar aos demais usuários da via que o condutor tem o propósito de mudar de direção para a direita ou para a esquerda. LUZ DE MARCHA À RÉ: ilumina a traseira do veículo e adverte os demais usuários da via que o condutor está efetuando uma manobra de marcha à ré. LUZ DE NEBLINA: É destinada a aumentar a iluminação da via em caso de neblina, chuva forte ou nuvens de pó. LUZ DE POSIÇÃO (lanterna): é a luz destinada a indicar a presença e a largura do veículo. FONTE: POLÍCIA RODOVIÁRIA ESTADUAL
cyan magenta yellow black