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EXPEDIENTE Edição 01 - Ano 01 Julho/ Agosto/ Setembro - 2026
A Top Doctor Magazine Brasil é uma publicação digital trimestral dedicada à disseminação de conteúdo científico, inovação, educação continuada e promoção do valor dos profissionais de saúde. Seu compromisso editorial é promover informações de excelência, com ética, responsabilidade e credibilidade, contribuindo para o avanço da medicina, odontologia, tecnologia aplicada à saúde e áreas afins.
Representante no Brasil da Revista Top Doctor Top Doctor Magazine Latino América
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John Highland - Editor Dr. Val Torres - Diretor Executivo | Medicina e Inteligência Artificial na Área da Saúde Dr. Ardy Hakhamian - Diretor de Estratégia| Conselho Científico Odontologico Vana Blanker - Diretora Financeira e Desenvolvimento de Negócios. Conselho Científico Dr. Bruno Lages - CRM-SP 153057 Dr. Aldi de Miranda Rocha Neto - CRM-SP 287585 Conselho Editorial Diretora Executiva Vana Blanker Editora-chefe Alexandra Teodoro Coord. de Pautas Cândido Coelho Neto Diretora de Marketing e Comunicação Katherine Alves Capa e Projeto Gráfico Alexandra Teodoro Design gráfico e diagramação Atenas Vídeo e Produção Estratégia Digital Luigi Ziravello Periodicidade: Trimestral Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Rocha, Tania Top doctor : magazine Brasil / Tania Rocha, Otávio Macedo, Paulo Michels. – Salvador, BA : Editora Paginæ, 2026. Bibliografia. ISBN 978-65-89459-76-7 1. Ciências da saúde 2. Educação em saúde 3. Medicina e saúde 4. Profissionais da saúde 5. Saúde – Pesquisa I. Macedo, Otávio. II. Michels, Paulo. III. Título. 26-386492.0
CDD-610
Índices para catálogo sistemático: 1. Medicina e saúde 610 Aline Graziele Benitez – Bibliotecária – CRB-1/3129 A Top Doctor Magazine Brasil é uma publicação independente. Os artigos, entrevistas e opiniões assinados são de responsabilidade exclusiva de seus respectivos autores e não representam necessariamente a posição da Direção, do Conselho Científico ou da Equipe Editorial da revista. A reprodução desta publicação, total ou parcial, por qualquer meio, é proibida sem a prévia autorização por escrito da Editora. Revista Top Doctor Brasil – Todos os direitos reservados.
EDITORIAL
É com grande entusiasmo que lançamos a primeira edição da revista Top Doctor Magazine Brasil, versão nacional de uma publicação que já se consolidou nos Estados Unidos como referência em medicina, odontologia, tecnologia e bem-estar. Nossa missão é clara: criar um espaço de diálogo e inspiração para profissionais da saúde, pesquisadores e leitores que desejam compreender como ciência e humanidade se encontram para transformar vidas. Assim como a edição americana, a nossa versão brasileira nasce com o compromisso de valorizar histórias, trajetórias e descobertas que ampliam os horizontes da prática médica e odontológica. Queremos ser mais do que uma revista — queremos ser uma ponte entre conhecimento e experiência, inovação e tradição, ciência e sensibilidade. Nesta primeira edição, reunimos temas que refletem a diversidade e a riqueza da saúde no Brasil e no mundo: Infectologia em tempos de grandes desafios globais Ciência e pesquisa como inspiração e legado Formação médica internacional e a realidade dos estudantes fora do Brasil Odontologia e arte em diálogo criativo Carreira e propósito como reflexão profissional Dermatologia e tricologia com avanços e novas perspectivas Envelhecimento saudável e dignidade na geriatria Saúde integrada e a importância de desacelerar Cirurgia plástica e medicina global Odontopediatria com ciência, acolhimento e inovação Inteligência artificial e ética na odontologia estética Inovação em saúde e democratização do conhecimento Além disso, destacamos iniciativas como o Latino Executive Exchange e a Bienvenido Community Solutions, que ampliam o olhar sobre saúde e comunidade. Cada página, entrevista e reflexão desta edição foi cuidadosamente pensada para inspirar, informar e provocar novas ideias. Queremos que o leitor encontre aqui não apenas informação, mas também motivação para seguir transformando a saúde em todas as suas dimensões. Seja bem-vindo(a) à Top Doctor Magazine Brasil. Este é apenas o início de uma jornada que promete unir ciência, humanidade e inovação em cada página.
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NOTA DO EDITOR DA TDM Celebramos o lançamento da edição brasileira
A Top Doctor Magazine nasceu da convicção de que seria possível destacar o melhor da medicina de forma elegante e visualmente sofisticada. Nossos designers e editores chamam esse conceito de “medicina com beleza”. Após centenas de edições e diversos livros publicados para médicos, conquistamos o posto de segunda maior revista médica do mundo. Hoje, nosso alcance é global: reunimos uma das maiores redes de médicos, dentistas, farmacêuticos, profissionais hospitalares e especialistas de saúde. No ambiente digital, nossa presença é igualmente marcante: o perfil no Instagram alcança cerca de 500 mil pessoas por mês, enquanto nossa rede no LinkedIn conecta mais de 117 mil profissionais. Produzimos mais de 100 artigos mensais, otimizados por palavras-chave, e administramos o PeptideHub.com, considerado pelo Google o principal site de educação sobre peptídeos no mundo. Realizamos webinars todos os domingos e quartas-feiras, durante 50 semanas por ano, e participamos de centenas de congressos e eventos médicos e de bem-estar. Entrevistamos médicos renomados, profissionais da saúde e autoridades governamentais para compartilhar suas visões sobre o futuro da medicina. Nossa equipe é formada por jornalistas, designers, editores, repórteres e especialistas em condicionamento físico. Acreditamos que o corpo pode ser cuidado e fortalecido por meio da alimentação, nutracêuticos, peptídeos, oração, jejum, meditação, equipamentos médicos e medicamentos farmacológicos. Reconhecemos também a importância da vacinação e dos tratamentos médicos adequados em situações críticas, além de valorizarmos práticas tradicionais como a acupuntura e a quiropraxia. A odontologia ocupa lugar de destaque em nossas páginas: uma boca saudável é essencial para o bem-estar integral. Ao longo da trajetória, apresentamos o trabalho de pesquisadores, epidemiologistas, oncologistas, cardiologistas, neurologistas e especialistas de diversas áreas. Estamos entusiasmados com a expansão para o Brasil e Portugal, seguida pelo Caribe, América Central, América do Sul e Espanha. Nosso objetivo é que pacientes encontrem na revista não apenas grandes médicos, mas também os equipamentos, tecnologias e protocolos que transformam a prática da saúde. É com alegria que celebramos o lançamento da edição brasileira e o início dessa nova fase. Agora, acomode-se, relaxe e aproveite nossa edição mais recente. Não deixe de se inscrever, seguir e curtir nossos canais. Atenciosamente, John Hyland, Publisher Top Doctor Magazine
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FOCUS INTERNATIONAL GLOBAL Construindo o Futuro da Saúde por Meio da Conexão Global
Construindo o Futuro da Saúde por Meio da Conexão Global Como a FOCUS International Global conecta profissionais e instituições a cursos de imersão, Cadaver Labs e oportunidades internacionais de educação em saúde A área da saúde vive um momento de profunda evolução. Novos modelos de educação profissional, treinamentos práticos, pesquisa clínica e colaboração internacional estão transformando a forma como médicos, dentistas, enfermeiros e outros profissionais aperfeiçoam suas habilidades e atendem seus pacientes. A FOCUS International Global foi criada para conectar conhecimento, experiência prática e oportunidades globais, contribuindo para uma formação mais completa, segura e alinhada às necessidades reais da saúde.
de docentes e projetos colaborativos, transformamos conexões promissoras em experiências educacionais de alto impacto e programas capazes de gerar valor duradouro.
Cursos de Imersão e Cadaver Labs: Conhecimento que se Transforma em Prática Os cursos de imersão da FOCUS são desenvolvidos para proporcionar uma experiência educacional intensiva, aproximando o participante de especialistas reconhecidos, instituições de referência e metodologias aplicadas à prática clínica. Em grupos cuidadosamente organizados, os profissionais aprofundam conceitos, discutem casos, observam técnicas e desenvolvem habilidades que podem ser incorporadas com mais confiança à sua atuação.
A FOCUS International Global é uma organização internacional dedicada à educação em saúde e ao desenvolvimento de negócios, que constrói pontes entre especialistas, universidades, hospitais, organizações de pesquisa, associações profissionais, inovadores em tecnologia e comunidades. Nossa atuação abrange o Brasil, a América Latina, o Caribe, os Estados Unidos, Portugal e outros mercados globais, criando caminhos para o intercâmbio de conhecimento e para a colaboração institucional.
Nos Cadaver Labs, a anatomia deixa de ser apenas um conteúdo teórico e se torna uma experiência de aprendizado tridimensional e realista. O treinamento anatômico permite revisar estruturas, compreender relações espaciais, reconhecer variações e praticar abordagens e procedimentos em um ambiente controlado, sob a orientação de professores e especialistas. Essa vivência é especialmente valiosa em áreas como odontologia, implantodontia, cirurgia plástica, medicina, enfermagem, ultrassonografia e outras especialidades que exigem pre-
Nossa missão é ampliar o acesso à educação de alta qualidade e a parcerias estratégicas que fortaleçam os profissionais da saúde e as organizações que representam. Por meio de cursos de imersão, Cadaver Labs, capacitação em habilidades clínicas, observerships, eventos científicos, intercâmbio internacional
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FOCUS INTERNATIONAL GLOBAL Construindo o Futuro da Saúde por Meio da Conexão Global
cisão técnica e conhecimento anatômico aprofundado. Cada programa integra preparação teórica, discussão clínica e prática em laboratório, com atenção à segurança, à ética, à qualidade dos espécimes e à organização de toda a experiência educacional. A FOCUS coordena instituições anfitriãs, docentes, laboratórios, logística e parceiros especializados para que o participante possa concentrar-se no aprendizado. Mais do que demonstrar técnicas, buscamos criar um espaço de troca profissional, aperfeiçoamento de habilidades e construção de relações internacionais duradouras.
ção, à pesquisa, à eficiência e à tomada de decisões, sempre com supervisão humana. A tecnologia complementa, mas não substitui o conhecimento anatômico, o julgamento clínico e a experiência prática que constituem a base de uma assistência de excelência.
Educação Internacional, Observerships e Desenvolvimento Profissional
O que Este Ecossistema Global Pode Representar para Você
A FOCUS International Global atua em um ecossistema crescente de educação clínica e parcerias internacionais. Criamos oportunidades para que profissionais da saúde aprendam com docentes de destaque, participem de treinamentos especializados, conheçam boas práticas em instituições de referência e construam relacionamentos capazes de abrir novos caminhos profissionais e institucionais.
Para o profissional da saúde, participar desse ecossistema pode significar acesso a cursos de imersão, Cadaver Labs, docentes e mentores internacionais, observerships, conferências e uma rede que ultrapassa as fronteiras de um único país ou especialidade. Essas experiências fortalecem o conhecimento anatômico, a segurança técnica, a capacidade de liderança e a preparação para novas oportunidades.
Os observerships complementam os cursos de imersão ao permitir que profissionais acompanhem rotinas, protocolos, equipes e modelos de atendimento em ambientes internacionais. Embora não envolvam assistência direta ao paciente, essas experiências ampliam a visão profissional, estimulam a troca cultural e ajudam o participante a identificar práticas que podem ser adaptadas à realidade de sua instituição ou comunidade. A inovação também faz parte desse ecossistema. A FOCUS aborda a inteligência artificial de maneira objetiva e responsável, como ferramenta de apoio à educa-
Para hospitais, universidades, associações e empresas, o ecossistema oferece uma plataforma para desenvolver programas educacionais personalizados, receber grupos internacionais, promover intercâmbio de docentes, realizar treinamentos em laboratório, estabelecer colaborações científicas e acessar novos mercados. Cada parceria é construída com base em objetivos claros, valor mútuo e benefícios concretos para os profis-
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FOCUS INTERNATIONAL GLOBAL Construindo o Futuro da Saúde por Meio da Conexão Global
sionais, as instituições e as comunidades.
Uma Visão sem Fronteiras Minha visão é contribuir para um futuro no qual o Brasil e a América Latina sejam protagonistas da educação em saúde, da pesquisa e da formação prática de excelência. O Caribe oferece extraordinária diversidade cultural e profundo conhecimento das comunidades. Portugal representa uma importante ponte entre a Europa e os mercados de língua portuguesa. Em conjunto com parceiros nos Estados Unidos e em outras regiões, esses territórios podem formar um corredor dinâmico de cursos de imersão, Cadaver Labs, intercâmbio acadêmico e mobilidade profissional. O próximo capítulo da saúde será escrito por meio da colaboração. Nenhuma instituição ou país pode solucionar todos os desafios isoladamente. Quando
conectamos profissionais de excelência, educação prática, treinamento anatômico e propósito compartilhado, criamos mais do que cursos: criamos experiências capazes de transformar carreiras, fortalecer organizações e beneficiar comunidades por muitas gerações.
Um Convite para Participar A FOCUS International Global recebe profissionais da saúde, instituições acadêmicas, hospitais, associações e parceiros estratégicos que desejem aprender, contribuir e crescer além das fronteiras. Seja para participar de uma imersão clínica, realizar um Cadaver Lab, desenvolver um observership, criar um programa internacional ou levar uma experiência educacional especializada à sua instituição, este ecossistema oferece um ponto de partida e parceiros preparados para avançar.
“O futuro da saúde pertence aos profissionais que unem excelência clínica, treinamento prático, visão global e a capacidade de colaborar além das fronteiras.” FOCUS INTERNATIONAL GLOBAL Conectando saúde, conhecimento e oportunidades sem fronteiras. www.focusibc.com
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DR VAL TORRES Liderança Global em Saúde e Inovação
Liderança Global em Saúde e Inovação Dr. Val Alexandre Torres, MD, MBA, FIADFE, é médico, empreendedor e executivo de saúde com atuação voltada à inteligência artificial, inovação e desenvolvimento de ecossistemas globais. Sua trajetória combina medicina, gestão, estratégia executiva e colaboração internacional, conectando profissionais, instituições, empresas de tecnologia, governos e organizações para transformar ideias em iniciativas concretas e escaláveis. Formado em Medicina e com MBA em Gestão Multissetorial da Saúde pela St. George’s University, construiu sua carreira na criação de parcerias estratégicas e na integração da inteligência artificial à educação, à gestão e à inovação em saúde. Atualmente, exerce múltiplas funções de liderança: é Co-CEO e Diretor de Inteligência Artificial e Tecnologias Emergentes da FOCUS International Global,
Cofundador e CEO do Latino Executive Exchange™, CEO da Top Doctor Magazine Latinoamérica — também responsável pela edição brasileira — e Cofundador, Presidente e Chief Partnerships Officer da Health Board Advisors. Seu trabalho inclui iniciativas internacionais voltadas à governança da inteligência artificial, ao desenvolvimento da força de trabalho em saúde, à educação médica e odontológica e à colaboração entre líderes de diferentes países.
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DR. ARDY HAKHAMIAN Integrando Odontologia, Medicina e Inovação Global em Saúde
Dr. Ardy Hakhamian: Integrando Odontologia, Medicina e Inovação Global em Saúde O Dr. Ardy Hakhamian, DDS, MPHD, FIADFE, é cirurgião-dentista e estrategista em saúde que construiu sua carreira na interseção entre odontologia, medicina, inteligência artificial e liderança global. Ele acredita que o consultório odontológico, por ser um dos pontos de contato mais frequentes dos pacientes, deve assumir papel estratégico na detecção precoce de doenças sistêmicas e na promoção da medicina preventiva personalizada. Para ele, a saúde bucal é um reflexo direto de condições como doenças cardiovasculares, diabetes, distúrbios do sono, processos inflamatórios e até mesmo de aspectos neurodegenerativos, o que coloca o dentista em posição privilegiada dentro do ecossistema da saúde. Com o avanço da inteligência artificial, das tecnologias vestíveis e do monitoramento fisiológico contínuo, o Dr. Hakhamian defende que a odontologia está deixando de ser apenas uma especialidade voltada ao tratamento da cavidade oral para se tornar uma porta de entrada para a medicina integrada. Ele enxerga um futuro em que consultas odontológicas de rotina se transformam em momentos valiosos de prevenção, capazes de identificar tendências de saúde que ultrapassam os limites da boca e contribuem para estratégias clínicas mais precisas e personalizadas.
ticas públicas, sempre com o objetivo de fortalecer a colaboração interdisciplinar e melhorar os resultados para os pacientes. Entre suas principais áreas de atuação estão a integração entre saúde bucal e sistêmica, a inteligência artificial aplicada à prática clínica, a medicina preventiva e de precisão, a transformação digital na saúde, a colaboração multidisciplinar e a liderança médica global. Reconhecido internacionalmente, o Dr. Hakhamian participa de palestras, fóruns e iniciativas voltadas para o futuro da saúde integrada, sempre reforçando sua filosofia de que inovação não substitui profissionais, mas oferece melhores ferramentas e informações para que os pacientes recebam atendimento de maior qualidade.
Sua liderança se estende a organizações internacionais de grande relevância, como o Global Summits Institute, a BlockHaven AI, o Latino Executive Exchange, a Focus International, a Scriptura Health e a Health Board Advisors. Nessas funções, ele promove inovação responsável e constrói pontes entre profissionais da saúde, pesquisadores, empreendedores, investidores e formuladores de polí-
Para ele, a tecnologia nunca foi o destino, mas sim a ponte que conecta compaixão com inteligência, prevenção com precisão e colaboração com inovação.
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VANA BLANKER Educação e relações internacionais
Uma trajetória dedicada à educação e às relações internacionais
Há mais de duas décadas, Vana Blanker constrói uma carreira marcada pelo desenvolvimento de negócios, pela educação médica e pela criação de parcerias estratégicas entre profissionais e instituições dos Estados Unidos, do Brasil e da Europa. Sua atuação é guiada pela convicção de que o conhecimento só se torna verdadeiramente transformador quando compartilhado em ambientes de colaboração e confiança.
servação de espécimes anatômicos. Nessa função, contribui para projetos que unem inovação tecnológica, educação médica e treinamento profissional, ampliando as possibilidades de estudo e prática em anatomia aplicada. É também, fundadora e presidente da Medical Systems International, criada com o propósito de aproximar profissionais da saúde de novos conhecimentos, procedimentos, tecnologias e avanços científicos. Sua visão empreendedora tem permitido que médicos e instituições acessem recursos de ponta e estabeleçam conexões internacionais que impulsionam o progresso da medicina.
Atualmente, Vana é Co-CEO e Head de Clinical Skills & Anatomy Training da FOCUS International Global, onde lidera o desenvolvimento de cursos internacionais, programas de imersão, treinamentos clínicos, atividades práticas e cadaver labs. Seu trabalho oferece aos profissionais da saúde oportunidades de aprendizado técnico e intercâmbio de experiências em contextos acadêmicos e clínicos de excelência, fortalecendo a formação médica em escala global. Ela também desempenha papel estratégico na Global AnatomX — GAX, empresa especializada em tecnologias de pre-
Ao longo de sua trajetória, Vana aprendeu que os melhores projetos nascem da confiança, do respeito e de objetivos compartilhados. Para ela, cada parceria representa mais do que uma oportunidade profissional: é uma ponte que aproxima pessoas, dissemina conhecimento e contribui para o desenvolvimento daqueles que dedicam suas vidas ao cuidado com o próximo.
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HEALTH BOARD ADVISORS Destaques: Investimentos globais em saúde
Além da
renda extra:
Por Val Alexandre Torres, MD, MBA, FIADFE, e Sabrina Runbeck, MPH, MHS, PA-C, cofundadores da Health Board Advisors
que você deixa de comparecer ou executar o trabalho. A participação societária funciona de forma diferente. Você realiza o trabalho no momento do investimento e da contribuição estratégica, mas o valor pode continuar crescendo, mesmo quando você não está presente naquela semana. O que realmente significa ter participação societária
Todo médico conhece a lista tradicional de alternativas para obter uma renda adicional: plantões de telemedicina, atuação como perito, consultoria para empresas de dispositivos médicos ou revisão de prontuários nos fins de semana. Independentemente de você atuar em São Paulo, Miami ou Port of Spain, o padrão é o mesmo: você troca horas de trabalho por um valor determinado, e a renda termina no momento em que deixa de trabalhar.
Muitos médicos já tiveram contato com uma versão diferente desse conceito: o cargo em um conselho consultivo que utilizou seu nome, mas nunca voltou a solicitar sua opinião; ou o título honorário em uma organização sem fins lucrativos, após anos de serviço, horas reais de dedicação e responsabilidades importantes, mas sem qualquer participação na empresa.
Existe um segundo caminho, sobre o qual a maioria dos médicos nunca ouve falar, porque ele exige uma infraestrutura que poucas pessoas constroem. É o caminho que transforma conhecimento especializado em participação societária. O mesmo julgamento clínico que hoje você disponibiliza por hora pode se transformar em propriedade nas empresas que estão construindo o futuro da saúde, da odontologia e do bem-estar — não apenas nos Estados Unidos, mas onde quer que você esteja.
Isso é trabalho voluntário com um título, não participação societária. Uma participação real envolve três elementos: ●Uma parcela de propriedade; ●Poder legítimo de voto nas decisões importantes; ●Alinhamento de interesses, no qual a empresa somente vence quando sua avaliação também estava correta.
Por que existe um limite Plantões temporários, avaliações médicas independentes, remunerações por participação em conselhos e produção de conteúdo médico podem oferecer bons rendimentos. No entanto, todos deixam de se acumular no momento em
É a diferença entre ser apenas uma imagem decorativa em uma apresentação para investidores e ser uma das razões pelas quais aquela apresentação funciona.
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HEALTH BOARD ADVISORS Destaques: Investimentos globais em saúde
Por que investir especificamente em startups Um investimento bem avaliado em uma startup que alcança sucesso geralmente pode gerar um retorno de duas a dez vezes o capital investido ao longo da operação. Entretanto, a maioria dos investidores precisa manter pelo menos dez posições diversificadas para que essas probabilidades funcionem a seu favor. Isso ocorre porque aproximadamente 65% dos investimentos em startups retornam menos do que o capital aplicado, e apenas cerca de 4% superam a marca de dez vezes o investimento.
senvolvendo esse método parte do mesmo instinto. A diferença é que, desta vez, você também pode ser recompensado por estar certo. “Você não construiu uma carreira cuidando de pessoas para terminar apenas como um nome no slide de outra pessoa. A verdadeira participação societária significa que seu julgamento finalmente tem o mesmo peso que o seu investimento.” Informações essenciais Investindo além das fronteiras: o que médicos fora dos Estados Unidos devem saber?
Muitos fundos aceitam essas probabilidades porque apostam no momento do mercado e em modelos de negócios que já funcionaram anteriormente, e não necessariamente na capacidade das pessoas responsáveis pela empresa de executar o plano apresentado.
Não é necessário possuir cidadania ou residência nos Estados Unidos para investir em uma startup norte-americana de saúde. Como investidor estrangeiro, também não é necessário atender ao limite norte-americano de investidor credenciado para participar da maioria das ofertas privadas.
É essa lacuna que a Health Board Advisors busca preencher.
Quatro fatores são especialmente importantes:
Antes de qualquer oportunidade ser apresentada aos nossos membros, realizamos uma avaliação proprietária do risco de execução da liderança, analisando os fundadores, a equipe executiva e o conselho administrativo. Utilizamos avaliações mais abrangentes do que os testes unidimensionais de personalidade ainda adotados por muitos fundos.
1- Uma conta bancária ou entidade nos Estados Unidos: A maioria das colocações privadas exige que o investidor envie os recursos e receba os retornos por meio de uma conta bancária norte-americana. 2-Documentação fiscal, não residência fiscal: Investidores estrangeiros apresentam o formulário W-8BEN, para pessoas físicas, ou o W-8BEN-E, para pessoas jurídicas, a fim de comprovar sua condição de não residentes nos Estados Unidos e solicitar eventuais reduções de retenção previstas em tratados tributários entre os Estados Unidos e o país de residência.
Enquanto um fundo tradicional pode levar de quatro a seis meses para decidir qual equipe merece apoio, conseguimos avançar com mais agilidade porque nosso processo não depende apenas de suposições. Essa abordagem também não está distante da prática médica. Você já escolhe o método que pode prevenir uma doença em vez daquele que é apenas familiar. Investir na empresa que está de-
3- As regras do seu próprio país continuam válidas: O Brasil, as-
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HEALTH BOARD ADVISORS Destaques: Investimentos globais em saúde
Essa é a avaliação que realizamos antes que qualquer oportunidade seja apresentada aos nossos membros, independentemente da localização da empresa. Este conteúdo possui finalidade exclusivamente educacional e não constitui aconselhamento jurídico ou tributário. Recomendamos que cada investidor confirme as particularidades da operação com seus próprios advogados, contadores ou consultores antes de realizar qualquer investimento internacional.
sim como os Estados Unidos, possui categorias específicas de investidores regulamentadas pela CVM — Comissão de Valores Mobiliários. Uma operação internacional normalmente precisa atender às exigências dos dois países. 4-O mesmo padrão de análise deve ser aplicado em qualquer lugar: Independentemente de você investir em uma startup nos Estados Unidos, no Brasil ou em outro país da América Latina, a pergunta permanece a mesma: Essa equipe de liderança realmente possui capacidade para executar o que apresentou?
Sobre os fundadores Val Alexandre Torres, MD, MBA, FIADFE, é cofundador e presidente da Health Board Advisors. Médico e articulador de conexões globais, construiu sua carreira desenvolvendo redes executivas e de saúde nos Estados Unidos, no Caribe e na América Latina. Atualmente, também lidera estratégias de inteligência artificial e tecnologias emergentes, paralelamente à sua atuação na Health Board Advisors. Sabrina Runbeck, MPH, MHS, PA-C, é cofundadora e diretora de Estratégia da Health Board Advisors. Profissional da saúde que se tornou estrategista de negócios, palestrante TEDx e autora de três best-sellers internacionais, Sabrina desenvolveu a infraestrutura de execução que ajuda profissionais da saúde a evoluírem da renda adicional para uma participação societária real e uma atuação relevante em conselhos. Dê o próximo passo Conheça o modelo em ação. Participe do nosso próximo Mastermind: luma.com/HealthBoardAdvisors Está preparado para evoluir da renda adicional para uma participação societária real? Candidate-se para participar do nosso ecossistema como especialista consultor ou médico-investidor: healthboardadvisors.com/apply
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LATINO EXECUTIVE EXCHANGE: Onde a Confiança se Transforma em Oportunidade
Latino Executive Exchange:
Onde a Confiança se Transforma em Oportunidade
Sua próxima oportunidade provavelmente não virá do envio de mais um currículo. Ela virá por meio de alguém que conhece o seu caráter, confia no seu trabalho e está disposto a abrir uma porta que você não conseguiria abrir sozinho.
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LATINO EXECUTIVE EXCHANGE: Onde a Confiança se Transforma em Oportunidade
É por isso que existe o Latino Executive Exchange (LEE). O LEE é uma consultoria centrada nas pessoas, que adota a inteligência artificial como prioridade, e um ecossistema global de liderança latina criado para ajudar líderes latinos - e os aliados que os apoiam - a construir relacionamentos de confiança, ampliar sua influência e ter acesso a oportunidades que moldam o futuro da saúde, dos negócios, da tecnologia, da educação e da inovação.
fiança, gestor do ecossistema e construtor de comunidade da FOCUS International Global, o LEE transforma parcerias estratégicas em relacionamentos de confiança que aceleram a inovação, fortalecem a colaboração e geram valor mensurável. Em vez de atuar de forma isolada, o LEE conecta intencionalmente organizações cujas competências se complementam, facilitando a colaboração entre profissionais e instituições de diferentes setores e países.
Sua missão é elevar líderes latinos a posições de influência, criando acesso intencional por meio de uma liderança que prioriza a inteligência artificial, de parcerias estratégicas e da colaboração entre diferentes setores. Sua visão de longo prazo é construir um mundo no qual os líderes latinos deixem de ser exceção na liderança executiva e passem a ser reconhecidos como participantes essenciais, contribuindo para decisões que impactam setores e comunidades em todo o mundo.
Esse ecossistema em expansão inclui colaborações estratégicas com Latino Professionals, Latina Professionals, Bienvenido Community Solutions, nxT Innovation Lab, Future Caribbean e Health Board Advisors. Juntas, essas organizações reúnem conhecimentos complementares em formação de comunidades profissionais, desenvolvimento da força de trabalho, inovação em saúde, empreendedorismo, inteligência artificial, educação executiva e consultoria estratégica. O resultado é um ecossistema no qual apresentações baseadas em confiança se transformam em colaborações significativas; as colaborações se transformam em oportunidades; e as oportunidades geram valor duradouro para profissionais, organizações e as comunidades às quais servem.
Diferentemente das organizações tradicionais de networking, o LEE não foi criado para colecionar cartões de visita nem apenas para promover eventos sociais. Ele foi estruturado para ajudar você a desenvolver relacionamentos significativos que gerem oportunidades reais. Seja você profissional da saúde, executivo, empreendedor, educador, pesquisador, investidor ou líder organizacional, o LEE aproxima você de pessoas que acreditam que a colaboração gera mais valor do que a competição.
Para você, isso significa muito mais do que ingressar em outra organização de liderança. Significa descobrir oportunidades que talvez nunca encontrasse por conta própria. Significa ampliar sua rede para além de sua cidade, setor ou país. Significa participar de programas de educação executiva voltados à inteligência artificial, liderança, inovação em saúde e colaboração internacional. Acima de tudo, significa estar cercado de pessoas que valorizam a integridade, a execução e o serviço mais do que títulos, status e autopromoção.
No centro do LEE está uma filosofia de liderança diferente. O acesso importa mais do que a criação de barreiras. A execução importa mais do que as ideias isoladas. A colaboração importa mais do que os silos. A responsabilidade importa mais do que as aparências. Esses valores orientam cada parceria, cada iniciativa e cada conversa em todo o ecossistema. Como motor de con-
Sob a liderança do cofundador e diretor-executivo, Dr. Val Alexandre Tor-
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LATINO EXECUTIVE EXCHANGE: Onde a Confiança se Transforma em Oportunidade
res, MD, MBA, FIADFE, o LEE adotou intencionalmente um modelo conduzido por profissionais com experiência prática, voltado à execução e não ao simbolismo. Essa visão é apoiada por uma experiente equipe de liderança executiva, que reúne conhecimentos em saúde, liderança clínica, desenvolvimento da força de trabalho, finanças e marketing.
suas organizações, experiências e redes profissionais para gerar resultados mensuráveis, em vez de simplesmente ampliar listas de contatos. Olhando para o futuro, o LEE está construindo o que acredita que se tornará o ecossistema de liderança latina mais conectado do mundo. Para isso, reúne profissionais dos Estados Unidos, da América Latina, do Caribe, da Espanha, de Portugal e da diáspora latina em geral, ao mesmo tempo que acolhe aliados comprometidos com a liderança servidora, a inovação e a colaboração. O objetivo não é apenas conectar pessoas. É conectar pessoas com propósito.
A equipe executiva é composta por Dr. Val Alexandre Torres, diretor-executivo; Dr. Ardy Hakhamian, DDS, MPHD, FIADFE, diretor clínico; Rafael Magaña, diretor de marketing; Joel Montes, diretor financeiro; e Dr. Gilberto Perez Jr., Ed.D., diretor de desenvolvimento da força de trabalho. Juntos, eles mobilizam
Em última análise, o Latino Executive Exchange não pergunta: “O que você pode fazer por nós?” Ele faz uma pergunta diferente. Como podemos ajudar você a construir os relacionamentos, adquirir os conhecimentos e acessar as oportunidades que transformarão sua carreira, ampliarão seu impacto e farão com que você se torne parte de algo maior do que você mesmo? Porque, quando a confiança vem em primeiro lugar, a oportunidade vem em seguida.
Para saber mais e participar da conversa, escaneie o QR Code e conecte-se no LinkedIn com Dr. Val Alexandre Torres, cofundador e diretor-executivo do Latino Executive Exchange.
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DR. GILBERTO PÉREZ JR Bienvenido Community Solutions, LLC
Bienvenido Community Solutions, LLC Dr. Gilberto Pérez Jr.: Promovendo a saúde comportamental culturalmente responsiva e o bem-estar comunitário
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ambientes acolhedores nos quais os imigrantes possam prosperar por meio da promoção da saúde mental, do desenvolvimento de lideranças, da educação, da inovação na força de trabalho e do engajamento cívico. Nossa visão é a de um mundo em que cada imigrante seja acolhido, valorizado e preparado para contribuir com seus talentos para a construção de comunidades resilientes, prósperas e conectadas.
Um cuidado eficaz em saúde comportamental começa pela compreensão das experiências culturais, dos valores e das potencialidades das pessoas e comunidades que atendemos. Por meio da Bienvenido Community Solutions, nosso objetivo é ajudar profissionais e organizações a estabelecer conexões significativas, fortalecer o bem-estar emocional e oferecer serviços culturalmente responsivos que promovam a autonomia de indivíduos, famílias e comunidades.
A base do nosso trabalho é a Filosofia Bienvenido, uma abordagem fundamentada nas potencialidades e enraizada na comunidade, que reconhece os imigrantes como parceiros na elaboração de soluções, e não apenas como beneficiários de serviços. Por meio do diálogo, da sensibilidade cultural, da dignidade e da confiança, a Bienvenido cria espaços seguros nos quais os participantes podem elaborar suas experiências migratórias, reduzir o isolamento, fortalecer a resiliência e construir vínculos sociais significativos. Nosso programa em grupo, com duração de nove semanas e fundamentado em evidências, aborda o estresse de aculturação, a depressão, a ansiedade, a discriminação e os desafios de adaptação a uma nova cultura, ao mesmo tempo que promove esperança, pertencimento e participação comunitária.
”
Desde sua fundação, em 2012, a Bienvenido Community Solutions, LLC consolidou-se como uma organização de referência nacional na promoção da saúde mental culturalmente responsiva, no desenvolvimento de lideranças e em pesquisas realizadas com a participação ativa das comunidades. Orientada pela convicção de que comunidades acolhedoras constroem sociedades mais saudáveis e resilientes, a Bienvenido estabelece parcerias com organizações de saúde, instituições de ensino, entidades sem fins lucrativos e lideranças comunitárias para fortalecer o bem-estar dos imigrantes e ampliar suas oportunidades de participação cívica e econômica.
O modelo Bienvenido é orientado por cinco princípios fundamentais: cura coletiva por meio do apoio entre pares; escuta qualificada e construção conjunta de soluções com as comunidades; desenvolvimento baseado nas potencialida-
Nossa missão é capacitar pessoas, instituições e comunidades para criar
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DR. GILBERTO PÉREZ JR Bienvenido Community Solutions, LLC
des; prática culturalmente responsiva; e fortalecimento comunitário por meio da capacitação de facilitadores. Ao preparar membros de confiança das comunidades, juntamente com profissionais, para conduzir os programas, a Bienvenido amplia o acesso a serviços de saúde comportamental culturalmente responsivos, fortalece a força de trabalho do setor e aumenta a capacidade de atuação das próprias comunidades, mantendo o trabalho verdadeiramente enraizado em suas realidades.
oferece aos participantes conhecimentos práticos em IA, competências de liderança e redes profissionais necessárias para gerar um impacto duradouro em suas comunidades. Ao integrar saúde comportamental culturalmente responsiva, desenvolvimento de lideranças, engajamento comunitário e preparação para a inteligência artificial, a Bienvenido Community Solutions atua como uma ponte entre a voz das comunidades e a transformação de sistemas em larga escala. Nosso trabalho demonstra que, quando os imigrantes são acolhidos, ouvidos e fortalecidos, tornam-se líderes, inovadores e agentes do desenvolvimento social e econômico de suas comunidades.
A Bienvenido Community Solutions promove a equidade em saúde comportamental por meio de parcerias estratégicas nos âmbitos local, nacional e internacional. Como resultado dessas colaborações, o programa Bienvenido de promoção da saúde mental foi reconhecido como um dos apenas 16 programas nacionais de Evidências Definidas pela Comunidade pela National Network to Eliminate Disparities in Behavioral Health.
Por meio da colaboração, da inovação e de um compromisso permanente com a dignidade humana, a Bienvenido Community Solutions continua contribuindo para a formação de pessoas mais saudáveis, organizações mais fortes e comunidades mais inclusivas nos Estados Unidos e em outros países.
Atualmente, o programa está disponível em inglês, espanhol, bahasa indonésio e coreano, permitindo que as organizações atendam populações cada vez mais diversas.
Na Bienvenido Community Solutions, vislumbramos um futuro no qual os serviços de saúde mental estejam fundamentados nas potencialidades, nas culturas e nas experiências vividas pelas comunidades às quais se destinam. A saúde mental enraizada na comunidade ultrapassará os modelos clínicos tradicionais ao integrar lideranças comunitárias de confiança, facilitadores pares e parcerias intersetoriais para promover acolhimento, pertencimento e resiliência junto às pessoas que enfrentam desafios de saúde mental ou transtornos mentais.
Reconhecendo a crescente importância da inteligência artificial no desenvolvimento de lideranças e da força de trabalho, a Bienvenido também lançou o Programa de Liderança Preparada para a IA Sé Parte del Cambio. A iniciativa prepara líderes atuais e emergentes para integrar a inteligência artificial às suas organizações de maneira responsável, ao mesmo tempo que fortalece o engajamento cívico, a tomada de decisões éticas, o serviço público e a colaboração entre diferentes setores. O programa
Os imigrantes e outros grupos historicamente desassistidos serão reco-
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DR. GILBERTO PÉREZ JR Bienvenido Community Solutions, LLC
nhecidos não como receptores passivos de cuidados, mas como parceiros ativos na elaboração de soluções que promovam o bem-estar individual e coletivo. Os avanços tecnológicos e a inteligência artificial ampliarão o acesso a serviços culturalmente responsivos, preservando, ao mesmo tempo, a conexão humana, a dignidade e a confiança.
ças e inovação, podemos criar sistemas sustentáveis que reduzam desigualdades, melhorem os resultados em saúde comportamental e capacitem cada pessoa a contribuir com seus talentos únicos para a construção de comunidades mais saudáveis, acolhedoras e resilientes para as próximas gerações. Para saber mais sobre a Bienvenido Community Solutions, acesse:
Ao combinar a sabedoria das comunidades, práticas fundamentadas em evidências, desenvolvimento de lideran-
www.bienvenido-wellness.com.
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DR. GILBERTO PÉREZ JR Biografia
Gilberto Pérez Jr., Ed.D., MSW CEO e Presidente da Bienvenido Community Solutions, LLC. Dr. Gilberto Pérez Jr. é reconhecido nacionalmente por sua liderança no ensino superior, no engajamento comunitário e na promoção da equidade em saúde comportamental. Sua trajetória combina atuação acadêmica, empresarial e política, sempre voltada ao fortalecimento das comunidades imigrantes e à ampliação do acesso a serviços de saúde mental culturalmente adequados. Como CEO da Bienvenido Community Solutions, desenvolveu o currículo Bienvenido, um programa inovador de promoção da saúde mental presente em 14 estados norte-americanos e na Coreia do Sul. A iniciativa já capacitou centenas de facilitadores e tornou-se referência na construção de resiliência em comunidades imigrantes. Dr. Pérez também colaborou como consultor em pesquisas sobre disparidades em saúde conduzidas por instituições como Harvard Medical School, Columbia University School of Social Work e University of Nebraska Medical Center. No campo acadêmico, exerce as funções de Vice-Presidente de Vida Estudantil e Decano de Estudantes do Goshen College, em Indiana, onde lidera iniciativas voltadas à comunidade hispânica. Sua experiência de governança inclui a presidência do conselho do Mennonite Central Committee U.S., organização internacional de assistência humanitária com orçamento superior a US$ 80 milhões, além de sua atuação como membro eleito do Conselho Municipal de Goshen. Nesse contexto, promoveu programas de saúde mental, prevenção ao uso de substâncias, projetos de desenvolvimento econômico e habitação acessível, além de iniciativas de aproximação entre jovens, moradores e agentes policiais. Pesquisador e palestrante requisitado, Dr. Pérez publicou trabalhos em veículos como a Stanford Social Innovation Review, a National Association of Social Workers e o Colegio de Trabajadores Sociales de Puerto Rico. Também ministrou conferências internacionais no
Paraguai, Benim e Coreia do Sul, consolidando sua influência global. Sua produção inclui conteúdos em espanhol voltados à saúde mental e participação em programas de rádio e televisão, ampliando o alcance de suas ideias. Ao longo da carreira, recebeu diversos prêmios por sua dedicação ao serviço comunitário e à promoção da saúde mental entre imigrantes. Possui Doutorado em Educação pela University of New England, Mestrado em Serviço Social pela Universidad Interamericana de Puerto Rico e certificado em Transformação de Conflitos pela Eastern Mennonite University.
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DR. GILBERTO PÉREZ JR Biografia
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DR. ENGERS FERNÀNDEZ, MD, MBA, MHILS Democratizando a Inovação em Saúde
Democratizando a Inovação em Saúde Um novo modelo para construir o futuro do cuidado
Por Dr. Engers Fernández, MD, MBA, MHILS Diretor de Inovação e Diretor Executivo Interino · nxT Innovation Lab
A promessa central da tecnologia de hoje não é a inteligência artificial em si. É a capacidade de encurtar a distância entre uma ideia e um cuidado melhor — especialmente para organizações e comunidades que historicamente esperaram mais tempo. reflete as prioridades de organizações situadas mais acima na cadeia. Quando uma nova capacidade chega a um Centro de Saúde Qualificado Federalmente, a um Hospital de Acesso Crítico ou a uma clínica móvel remota, ela já pode estar mais cara, menos flexível e atrasada em relação à próxima onda de inovação.
Quando o ChatGPT mudou o mundo no final de 2022, muitos viram uma ferramenta notável de inteligência artificial. Eu vi algo diferente: uma oportunidade de redesenhar a forma como a inovação em saúde chega às organizações que mais precisam. Por décadas, a inovação percorreu uma cadeia longa e cara. Uma descoberta começa em uma empresa de tecnologia, passa por grandes fornecedores de nuvem e sistemas corporativos, entra em plataformas de prontuário eletrônico e é introduzida primeiro em grandes sistemas de saúde. Só depois viaja por redes regionais e parceiros de distribuição até alcançar centros comunitários de saúde, hospitais rurais, clínicas móveis, consultórios independentes, médicos — e, finalmente, pacientes.
As comunidades com maior necessidade são, muitas vezes, as últimas a se beneficiar. Isso não é m problema de tecnologia. É um problema de distribuição.
“A inteligência artificial não democratizou a saúde. Ela democratizou a inovação. Uma vez que a inovação se torna acessível a todos, uma saúde melhor torna-se uma consequência inevitável.”
Cada etapa consome tempo. Cada camada adiciona custo. Cada adaptação
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Uma Pergunta Diferente No nxT Innovation Lab, nós fizemos uma pergunta diferente: E se cada organização de saúde — independentemente de tamanho, localização ou orçamento — pudesse criar, testar e implementar inovação por conta própria? E se uma clínica odontológica rural pudesse desenhar um prontuário clínico adaptado às realidades do atendimento portátil? E se uma sociedade médica pudesse padronizar processos baseados em evidências em todo um país, preservando ao mesmo tempo a prática e a cultura locais? E se um centro comunitário de saúde pudesse avaliar uma nova capacidade agora, em vez de esperar anos até que ela apareça no roteiro de um fornecedor?
outra pessoa. Estamos ajudando-as a estabelecer seus próprios ecossistemas de inovação — ambientes seguros onde suas equipes podem explorar ideias, simular fluxos de trabalho, construir protótipos, avaliar ferramentas emergentes e determinar o que realmente melhora o cuidado sem expor informações reais de pacientes. Uma vez que uma abordagem tenha sido validada, ela pode seguir para a implementação com muito menos atrito. A inovação passa a ser uma capacidade organizacional contínua, em vez de uma compra ocasional.
Esse é o coração da democratização da inovação em saúde. Não estamos pedindo que as organizações se encaixem na estratégia tecnológica de
Inovação por meio da Colaboração: Médicos realizam treinamentos peer-to-peer (entre pares) sobre o ecossistema do nxT Innovation Lab em um centro de saúde na República Dominicana. Ao compartilhar conhecimento prático no ambiente clínico, os profissionais de saúde desenvolvem as habilidades e a confiança necessárias para testar, adaptar e liderar a inovação dentro de suas próprias organizações.
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De Consumidores a Criadores A mudança mais importante não é de um produto de software para outro. É da dependência para a autonomia. As organizações de saúde não precisam mais permanecer como consumidoras passivas de tecnologia. Elas podem se tornar criadoras, co-desenhadoras e tomadoras de decisão informadas.
A Sociedad Dominicana de Medicina Familiar y Comunitaria (SODOMEFYC) pode explorar processos clínicos compartilhados, educação e padrões que se ajustem às realidades da atenção primária na República Dominicana. Uma clínica rural pode testar ferramentas que reduzam a carga administrativa, fortaleçam a continuidade ou ampliem o conhecimento especializado — e então manter apenas aquilo que realmente gera valor. O objetivo não é construir tecnologia por si só. O objetivo é permitir que as pessoas mais próximas do trabalho definam o problema, participem da solução e aprendam rápido o suficiente para acompanhar o ritmo da mudança.
Uma pequena organização sem fins lucrativos, como a Shine Dental, pode moldar um prontuário odontológico e um fluxo de trabalho adaptados aos serviços móveis em Idaho e ao trabalho comunitário no exterior, em vez de pagar por um sistema corporativo projetado para um grande hospital urbano.
A Coalizão em Ação Nenhuma organização deveria ter que inovar sozinha. Cada membro do ecossistema do nxT Innovation Lab traz sua própria experiência, limitações, conhecimento e ideias para uma coalizão global em crescimento. Um fluxo de trabalho desenvolvido para uma equipe odontológica móvel pode orientar a prestação de cuidados em outra região carente. Um padrão de prática criado por médicos de família na República Dominicana pode inspirar adaptações em outros lugares. Uma solução testada por um centro comunitário de saúde pode gerar aprendizados para hospitais rurais, parceiros acadêmicos ou órgãos públicos. É assim que organizações individuais começam a funcionar como Sistemas de Saúde que Aprendem: elas aprendem a cada ciclo de design, implementação e cuidado. Quando essas organizações se conectam, a própria coalizão se torna um Sistema de Saúde que Aprende ampliado — um sistema que melhora por meio do conhecimento compartilhado, respeitando ao mesmo tempo a propriedade e o contexto locais. O poder da coalizão não está em todos os membros usarem a mesma solução. Está em cada membro ganhar a capacidade de aprender, contribuir e melhorar sem limites artificiais impostos pelo tamanho ou pelo poder de compra.
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A Coalizão em Ação: A Shine Dental, uma organização sem fins lucrativos baseada em Idaho, oferece atendimento odontológico comunitário em Granizal, na zona rural da Colômbia. Com médicos falando inglês e pacientes falando espanhol, uma solução desenvolvida dentro do ecossistema do nxT Innovation Lab possibilitou conversa em tempo real, tradução e documentação clínica — sem interromper o fluxo do atendimento
Tecnologia como Aceleradora A inteligência artificial é importante porque torna esse novo modelo possível em uma velocidade e a um custo antes difíceis de imaginar. Ela pode ajudar equipes a transformar necessidades em protótipos, organizar conhecimento, simular processos, apoiar a educação e iterar rapidamente. Mas a IA não é o destino. Ela é um acelerador da engenhosidade humana. O uso responsável ainda exige privacidade, segurança, transparência, supervisão clínica e avaliação disciplinada. A inovação deve permanecer ancorada na segurança do paciente e nas realidades vividas por médicos e comunidades. O teste de qualquer tecnologia não é o quão impressionante ela parece, mas se realmente ajuda as pessoas a oferecer um cuidado melhor.
Construindo o Futuro Juntos O futuro da saúde não deve ser entregue de cima para baixo por meio de uma cadeia de repasses cada vez mais caros. Ele deve ser construído de baixo para cima, por organizações que entendem seus pacientes, sua força de trabalho e suas comunidades. No nxT Innovation Lab, nossa missão é dar a essas organizações o ecossistema, a educação e a rede colaborativa para inovar mais rápido e de forma mais responsável. Visualizamos Centros de Saúde Qualificados Federalmente, Hospitais de Acesso Crítico, clínicas rurais e móveis, associações médicas, univer-
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sidades e sistemas de saúde aprendendo lado a lado — cada um tornando-se mais capaz e fortalecendo o todo. O próximo capítulo da saúde não será definido por quem possui o algoritmo mais avançado. Será definido por quem tem o poder de participar. Quando a inovação se torna acessível, uma pequena clínica não precisa mais esperar que o futuro da saúde chegue. Ela pode ajudar a construí-lo.
Inovação Liderada por Médicos: O Dr. Engers Fernández apresenta aplicações desenvolvidas por médicos residentes durante o desafio de inovação Hackea la Salud, realizado na República Dominicana em novembro de 2025. A iniciativa capacita os médicos a irem além do uso da tecnologia e se tornarem criadores — construindo aplicações práticas de saúde dentro do ecossistema do nxT Innovation Lab.
Sobre o Autor O Dr. Engers Fernández, MD, MBA, MHILS é médico, executivo de saúde e líder em inovação, tendo atuado em cargos de alto nível que abrangem liderança clínica, operações, tecnologia da informação em saúde e transformação organizacional. Como Chief Innovation Officer e CEO Interino do nxT Innovation Lab, ele concentra seu trabalho em democratizar a inovação em saúde e ajudar organizações a evoluírem para Sistemas de Saúde que Aprendem. Sua formação acadêmica inclui Medicina, Administração de Empresas e Infraestruturas de Saúde e Sistemas de Aprendizagem pela Universidade de Michigan.
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SCRIPTURA HEALTH A lacuna de segurança dos peptídeos
confiáveis, encontrou barreiras e contradições entre marketing e ciência. Ambos identificaram a mesma lacuna: profissionais sem ferramentas e pacientes sem recursos.
Scriptura Health A Lacuna de Segurança dos Peptídeos
Hoje, existem 322 peptídeos documentados em bases científicas, mas nenhum aprovado pela FDA para uso clínico em humanos. Enquanto isso, pacientes recorrem a depoimentos informais e profissionais sentem a pressão para prescrever sem respaldo adequado. A Scriptura surge como ponte entre ciência e prática, organizando evidências fragmentadas em uma plataforma de apoio à decisão clínica.
O interesse por peptídeos cresce em ritmo acelerado, impulsionado por buscas online e relatos em redes sociais. Em apenas dois anos, as pesquisas sobre o tema aumentaram 652%, enquanto pacientes já discutem semanalmente seus usos com profissionais da saúde. No entanto, a realidade clínica não acompanha essa demanda: faltam estudos robustos em humanos, diretrizes oficiais e infraestrutura para prescrição segura.
Mais do que oferecer respostas prontas, a Scriptura ajuda médicos a compreender o que a pesquisa realmente demonstra e auxilia pacientes a formular perguntas mais informadas. O objetivo é simples e urgente: proteger ambos os lados, garantindo escolhas seguras e resultados consistentes em um campo onde o entusiasmo do mercado avança mais rápido que a ciência. Para conhecer mais sobre a iniciativa, acesse Scriptura Health ou explore o Clinical Intelligence para atualizações sobre pesquisas, regulamentações e protocolos relacionados aos peptídeos. Para mais informações: scriptura.health.a
Foi diante desse cenário que Sabrina Runbeck, PA-C, MPH, MHS, e John Murray fundaram a Scriptura Health. Sabrina, com experiência em cirurgia cardiotorácica, percebeu a sobrecarga dos profissionais diante da medicina reativa e a ausência de protocolos claros para o uso de peptídeos. John, como paciente em busca de informações
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DR. BRUNO LAGES Dermatologia Cosmiatria.Laser.Cirurgia Dermatológica e estética
Excelência em Dermatologia e Medicina Estética naturais, seguros e personalizados para seus pacientes.
A excelência na medicina se constrói pela união entre conhecimento científico, experiência clínica e constante atualização. O Dr. Bruno Silveira representa essa combinação, dedicando sua carreira à dermatologia e à busca por resultados
Graduado em Medicina pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI), especializou-se em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro – Instituto Professor Rubem David Azulay, um dos mais tradicionais centros de formação dermatológica do país. Complementou sua formação em Cirurgia Dermatológica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), o Dr. Bruno mantém forte atuação científica e educacional. É palestrante e speaker de injetáveis, laser e outras tecnologias , compartilhando conhecimento sobre as mais modernas técnicas em procedimentos na medicina estética. Atualmente, é sócio da Clínica Otávio Macedo & Associados, em São Paulo, onde atua na assistência clínica, em procedimentos estéticos e no desenvolvimento de tratamentos dermatológicos de alta complexidade na área de rejuvenescimento facial e corporal. Também exerce a função de Diretor Científico da Top Doctor Magazine Brasil, contribuindo para fortalecer a disseminação do conhecimento médico por meio da produção de conteúdo científico de excelência, da valorização da pesquisa, da inovação e da divulgação de profissionais que se destacam por sua contribuição à medicina e à saúde.
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DR. PAULO MICHELS Brasileiro de reconhecimento internacional
Sua trajetória internacional começou há cerca de dez anos, quando assumiu a chefia do departamento de cirurgia plástica do Saudi German Hospital, em Dubai, liderando a implementação e o desenvolvimento do serviço. Hoje, além de atender pacientes, ministra cursos e treinamentos no Brasil e nos Emirados, preparando a expansão de suas atividades para os Estados Unidos por meio da Focus International. Reconhecido como referência global, atrai cirurgiões de diferentes países interessados em suas técnicas e abordagens inovadoras.
Com mais de 15 anos de experiência, o Dr. Paulo Michels alia a sólida formação adquirida no Brasil a constantes atualizações em centros de excelência mundial. Essa busca contínua pelo aperfeiçoamento o tornou membro ativo de sociedades médicas de prestígio, como a ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e a ASPS (American Society of Plastic Surgeons). Além da prática clínica, contribui para o avanço científico da especialidade como coautor da obra A Nova Cirurgia Plástica: Estado da Arte em Contorno Corporal (Editora Elegantia), assinando capítulos sobre inovações em contorno corporal e sobre o papel do cirurgião plástico em casos complexos, como o tratamento do lipedema.
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Membro ativo de sociedades médicas de prestígio, como a ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e a ASPS (American Society of Plastic Surgeons), o Dr. Michels reforça a importância da ética na prática clínica. Em um mercado altamente competitivo e marcado por estratégias agressivas de marketing, ele defende uma postura transparente e responsável, evitando a banalização dos procedimentos e mantendo o compromisso de oferecer resultados que respeitam a individualidade e a segurança dos pacientes. Para ele, essa escolha, embora desafiadora, é o que garante tranquilidade e integridade em sua atuação profissional. Na prática clínica do Dr. Paulo Michels, a naturalidade nos resultados é um princípio inegociável. Ele acredita que a cirurgia plástica deve resgatar a harmonia estética perdida ao longo do tempo, devolvendo ao paciente aquilo que foi modificado por fatores como a gestação ou o
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envelhecimento, sem recorrer a exageros artificiais. Para Michels, a beleza está na preservação da essência individual, e por isso evita procedimentos que busquem resultados desproporcionais ou artificiais. Essa postura é refletida em sua comunicação com os pacientes e nas redes sociais, onde reforça constantemente o valor da naturalidade. Atuando no Oriente Médio, ele também respeita as particularidades culturais da região, em que a maioria dos pacientes árabes prefere resultados discretos e reservados, em contraste com demandas mais exuberantes comuns em outros contextos. Outro ponto central em sua carreira é a ética na prática médica. Em um mercado altamente competitivo, marcado por estratégias agressivas de marketing e pela banalização de procedimentos, Michels defende uma abordagem transparente e responsável. Para ele, manter-se fiel a princípios éticos é um desafio constante, mas também a única forma de garantir credibilidade e tranquilidade na atuação profissional. Essa postura é reforçada por sua participação ativa em sociedades internacionais de prestígio, como a ISAPS e ASPS já citadas acima. Nessas instituições, além de membro, ele atua como professor, ministrando palestras e cursos que contribuem para o avanço científico da especialidade. Seu reconhecimento internacional foi consolidado em 2025, quando recebeu a medalha de ouro pelo melhor trabalho apresentado nas Olimpíadas de Cirurgia Plástica em Singapura, destacando-se mundialmente na área de contorno corporal.
ultrassonografia, que permitem avaliar gordura, qualidade muscular e possíveis limitações anatômicas. Essa metodologia possibilita mostrar com precisão quais resultados são alcançáveis e quais não são, evitando frustrações no pós-operatório. Quando identifica expectativas irreais ou incompatíveis com a condição física do paciente, prefere recusar a cirurgia ou orientar para que o paciente se prepare melhor antes de realizar o procedimento. Essa combinação de transparência, técnica e ética garante não apenas resultados satisfatórios, mas também confiança e segurança em sua prática clínica. Esses pilares — naturalidade nos resultados, ética na cirurgia plástica, reconhecimento internacional e comunicação clara com pacientes — consolidam o Dr. Paulo Mi-
A comunicação com os pacientes é conduzida de forma clara e objetiva. Michels adota uma postura franca, buscando alinhar expectativas desde a primeira consulta. Ele combina dados subjetivos — como os desejos e percepções do paciente — com dados objetivos obtidos por meio de exames de bioimpedância e
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tação. Além disso, Michels realiza o BBL (Brazilian Butt Lift), sempre associado ao uso de ultrassom para guiar os enxertos de gordura, garantindo maior segurança e precisão. Implantes glúteos, tecnologias de retração de pele como o BodyTite e o plasma de argônio, além de procedimentos mamários tradicionais — aumento, redução e mastopexia — também fazem parte do portfólio da clínica. Entre as inovações, destaca-se a técnica MILA (Minimally Invasive Lipo-Abdominoplasty), que permite realizar a costura do músculo abdominal sem a necessidade de grandes incisões, utilizando vídeo e acessos mínimos semelhantes aos da lipoaspiração. Essa abordagem evoluiu para o conceito de remodelamento corporal total minimamente invasivo, que combina lipoaspiração 360°, enxertos musculares guiados por ultrassom (UGRAFT), remodelamento costal e protocolos clínicos para gordura visceral e tonicidade da pele. O conjunto de procedimentos é realizado em uma única etapa, sem cicatrizes extensas, e foi justamente essa técnica que rendeu ao Dr. Michels a medalha de ouro em 2025, nas Olimpíadas de Cirurgia Plástica em Singapura.
chels como uma referência mundial na cirurgia plástica contemporânea. Na clínica do Dr. Paulo Michels, os procedimentos corporais ocupam um espaço de destaque, sempre com foco em técnicas avançadas e segurança do paciente. Entre eles, a lipoaspiração é realizada em diferentes níveis de definição — alta, moderada, suave, muscular e natural — permitindo personalizar o contorno corporal de acordo com o perfil e o desejo de cada paciente. Outro procedimento de grande relevância é a abdominoplastia, na qual Michels desenvolveu uma técnica inovadora de reconstrução da parede abdominal, voltada especialmente para casos complexos que exigem reestruturação profunda.
O uso de tecnologias avançadas como VASER, BodyTite e plasma de argônio trouxe ganhos significativos para os resultados e para a recuperação dos pacientes. Essas ferramentas permitem maior retração da pele, redução de sangramento e refinamento dos contornos, mas Michels ressalta que o sucesso depende do treinamento adequado do cirurgião. “Uma tecnologia poderosa na mão de quem não está preparado pode ser um desastre”, afirma, reforçando a importância da capacitação contínua.
O cirurgião também se destaca no remodelamento de costelas, sendo um dos primeiros brasileiros a realizar o procedimento e figurando entre os profissionais com maior número de casos no mundo. Essa técnica, ainda pouco conhecida, tem como proposta restaurar o contorno da cintura perdido após alterações anatômicas, como as provocadas pela ges-
O remodelamento costal, por sua vez, é descrito pelo especialista como uma técnica segura e de baixo risco, apesar de ser polêmica por sua novidade. Ele compara o procedimento à rinoplastia:
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assim como o afinamento nasal devolve proporção ao rosto, o remodelamento das costelas devolve a cintura ao corpo feminino. Para Michels, trata-se de uma forma de restaurar o contorno perdido, sem a introdução de elementos artificiais, apenas reposicionando estruturas naturais.
Atuar em Dubai e Abu Dhabi traz desafios únicos. O cirurgião lida diariamente com pacientes de diferentes origens — brasileiros, árabes, europeus, asiáticos, americanos e africanos — cada um com expectativas e padrões distintos de beleza. Essa diversidade exige uma adaptação constante, tanto na abordagem clínica quanto na comunicação. Além disso, Michels coordena equipes multidisciplinares igualmente diversas, formadas por profissionais de várias nacionalidades, o que torna o trabalho mais complexo em comparação ao Brasil, onde há maior uniformidade cultural e médica. Em relação ao futuro da cirurgia plástica, Michels acredita que os próximos dez anos serão marcados pela consolidação dos procedimentos minimamente in-
Com esse conjunto de técnicas — da lipoaspiração de alta definição ao remodelamento costal, passando por procedimentos minimamente invasivos e tecnologias de ponta — o Dr. Paulo Michels se posiciona como referência internacional em contorno corporal, sempre pautado pela inovação, segurança e respeito à individualidade de cada paciente. As diferenças culturais entre pacientes brasileiros e árabes são bastante evidentes na prática clínica do Dr. Paulo Michels. Embora os procedimentos mais procurados — como abdominoplastia, lipoaspiração e cirurgias de mama — sejam semelhantes, a forma como cada público se relaciona com o corpo e com a estética varia de maneira significativa. No Brasil, a cultura das praias e da exposição corporal faz com que os pacientes tenham uma exigência maior em relação ao contorno e à definição estética, buscando resultados mais evidentes. Já nos Emirados Árabes, onde Michels atende uma população cosmopolita formada por mais de 200 nacionalidades, a demanda tende a ser mais discreta e voltada para a naturalidade, em sintonia com a cultura árabe e islâmica, que valoriza a reserva e a moderação na exposição do corpo.
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vasivos, associados ao uso de tecnologias avançadas. Ele destaca o remodelamento ósseo, como o remodelamento costal, como uma nova fronteira da especialidade, capaz de oferecer resultados naturais e duradouros sem grandes incisões. Essa tendência reflete a busca crescente por técnicas menos agressivas, com recuperação mais rápida e cicatrizes discretas. Outro ponto enfatizado pelo especialista é a integração da cirurgia plástica com o bem-estar e a saúde mental. Para Michels, os procedimentos não devem ser vistos apenas como questões estéticas, mas como ferramentas de transformação da autoestima e da qualidade de vida. Pacientes que carregam marcas físicas de grandes perdas de peso, múltiplas gestações ou condições clínicas complexas, muitas vezes, vivem aprisionados em corpos que não refletem sua identidade. Ao corrigir essas alterações, a cirurgia plástica devolve confiança, promove socialização e melhora significativamente o equilíbrio emocional. Com ética, inovação e respeito às diferenças culturais, o Dr. Paulo Michels consolidou-se como referência internacional na cirurgia plástica, antecipando tendências e reafirmando seu papel na autoestima e na saúde integral. Sua trajetória ganhou destaque no congresso mundial da ISAPS, em Singapura, onde apresentou técnicas de remodelamento corporal minimamente invasivo e conquistou a medalha de ouro — reconhecimento que levou o Brasil ao topo da especialidade. Além das premiações, Michels valoriza o intercâmbio cultural e científico proporcionado por congressos, compartilhando técnicas inovadoras e aprendendo com desafios e soluções de colegas de diferentes países. Para ele, cada encontro é oportunidade de ensinar e aprender, ampliando a visão sobre a ci-
rurgia plástica global. Suas palestras introduzem abordagens menos invasivas, seguras e naturais, que já despontam como evolução irreversível da área. Entre as tendências discutidas, destacam-se os procedimentos minimamente invasivos, o uso do ultrassom e o remodelamento costal — técnicas ainda pouco difundidas, mas promissoras. A atuação internacional de Michels fortalece sua carreira e contribui para o avanço da cirurgia plástica mundial, sempre guiada por inovação, ética e bem-estar dos pacientes.
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DRA. SIMONE CÉSAR Dentista musical
“Nem sempre a maior conquista da primeira consulta é realizar um procedimento. Às vezes, o mais importante é que a criança saia dali querendo voltar”. A primeira visita ao dentista costuma ser cercada por expectativas e, muitas vezes, por medo. Para a odontopediatra Dra. Simone César, no entanto, esse momento representa uma oportunidade de construir uma relação positiva entre a criança e a saúde bucal que poderá acompanhá-la por toda a vida. Conhecida como a “Dentista Musical”, a profissional soma 25 anos de atuação exclusiva com o público infantil e encontrou na música, no humor e na comunicação afetiva uma forma de transformar o consultório em um espaço de acolhimento, aprendizado e diversão.
criança, respeitar seu tempo e compreender seus sentimentos. Muitas vezes, um olhar inseguro, uma mãozinha tensa ou um simples silêncio dizem muito mais do que palavras. Foi observando esses detalhes que a dentista desenvolveu uma comunicação mais humanizada, baseada no acolhimento e na criação de vínculos.
Ao longo de sua trajetória, Simone percebeu que seu trabalho ultrapassava os limites da odontologia. Mais do que cuidar dos dentes, ela passou a compreender que também participava da construção das lembranças da infância. “As crianças talvez não se lembrem exatamente do procedimento realizado, mas vão se lembrar de como se sentiram naquele lugar. Foi quando entendi que eu não cuidava apenas dos dentes; eu ajudava a construir memórias”, afirma.
Para a especialista, a primeira consulta tem um papel decisivo na formação dessa relação de confiança. Ela alerta que um dos erros mais comuns cometidos pelos pais é procurar o dentista apenas quando a criança já apresenta dor ou algum problema. Nesses casos, o primeiro contato acontece em um contexto de sofrimento, tornando mais difícil criar uma experiência positiva. O ideal, explica, é que a visita ocorra ainda na fase preventiva, permitindo que a criança conheça o consultório como um ambiente de cuidado. “Nem sempre a maior conquista da primeira consulta
Essa percepção modificou completamente sua maneira de atender. Segundo ela, antes de qualquer procedimento é preciso conquistar a confiança da
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é realizar um procedimento. Às vezes, o mais importante é que a criança saia dali querendo voltar”, ressalta.
tos, ela pensou em abandonar a produção de conteúdo diante das críticas e da constante necessidade de inovação. O incentivo para continuar veio das próprias famílias atendidas. Relatos de mães contando que os filhos passaram a escovar os dentes com mais entusiasmo ou perderam o medo do dentista reforçaram a certeza de que seu trabalho alcançava resultados muito além do consultório.
Essa filosofia também está presente nas redes sociais, onde Dra. Simone alcança milhões de pessoas com vídeos educativos que unem música, personagens e muito bom humor. O processo criativo nasce da própria rotina clínica. As dúvidas, curiosidades, medos e até as desculpas engraçadas apresentadas pelas crianças servem de inspiração para transformar conteúdos técnicos em mensagens simples e acessíveis. Apesar do alcance expressivo de suas publicações, ela enfatiza que o objetivo nunca é apenas viralizar. “O humor aproxima, mas a informação precisa vir sempre em primeiro lugar”, destaca. Com grande alcance digital, a odontopediatra reconhece a responsabilidade que acompanha a produção de conteúdo em saúde. Para ela, cada vídeo publicado pode influenciar decisões importantes de pais e responsáveis. Por isso, faz questão de traduzir o conhecimento científico para uma linguagem compreensível sem abrir mão do rigor técnico. “Por trás de cada visualização existe uma criança ou uma família confiando naquilo que estou dizendo”, observa. Nem sempre, porém, esse caminho foi fácil. Simone lembra que, no início, sua proposta de cantar, criar personagens e levar o lúdico para a odontologia despertou estranhamento entre alguns colegas. Com o tempo, compreendeu que ser autêntica significava justamente aceitar que nem todos entenderiam sua proposta. “A técnica sempre esteve presente. O lúdico era apenas a forma que encontrei de criar conexão com as crianças”, afirma. A exposição nas redes sociais também trouxe desafios. Em alguns momen-
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Dra. Simone César Dentista musical
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Dra. Simone César Dentista musical
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Dra. Simone César Dentista musical
A experiência digital também lhe proporcionou um aprendizado que a universidade não ensina. Se a graduação lhe deu a formação técnica necessária para cuidar da saúde bucal, a internet mostrou que conhecimento só produz transformação quando consegue ser comunicado de forma clara. Para ela, ouvir o público é parte essencial desse processo, e muitas das ideias para novos conteúdos surgem justamente das perguntas enviadas por pais e crianças.
instrumentos odontológicos. Ele nasce no acolhimento, no respeito e na confiança. Sua mensagem para pais, crianças e colegas resume a essência de sua trajetória: uma criança pode esquecer o procedimento realizado, mas dificilmente esquecerá o carinho, a segurança e o afeto que recebeu. É essa convicção que transformou sua carreira e fez da odontologia uma ferramenta capaz de cuidar não apenas dos sorrisos, mas também das memórias que acompanharão seus pacientes por toda a vida.
Aos profissionais que desejam utilizar as redes sociais como ferramenta de educação em saúde, Dra. Simone aconselha autenticidade. Em vez de reproduzir fórmulas prontas, ela acredita que cada dentista deve encontrar sua própria maneira de se comunicar, respeitando sua personalidade e compreendendo profundamente o público que deseja alcançar. Depois de um quarto de século dedicado à odontopediatria, Simone César continua acreditando que o verdadeiro tratamento começa muito antes dos
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DR. OTÁVIO MACEDO
Regeneração celular: a nova fronteira da longevidade
Regeneração celular: a nova fronteira da longevidade Dr. Otávio Macedo explica como ciência e hábitos saudáveis podem transformar a forma de envelhecer embora já existam avanços importantes em áreas como o tratamento de feridas, queimaduras e doenças hematológicas.
Graduado em Medicina pela Universidade de Taubaté, com residências em dermatologia na Suíça e na Argentina, o dermatologista Otávio Macedo atua há 45 anos e é membro de sociedades médicas nacionais e internacionais. Referência na área, ele acompanha de perto os avanços da chamada medicina regenerativa, que promete não apenas prolongar a vida, mas garantir qualidade e autonomia durante o envelhecimento.
Na prática clínica, procedimentos como lasers, ultrassom, radiofrequência e bioestimuladores podem provocar lesões controladas que estimulam a reparação da pele, reorganizando o colágeno. Isso não significa reverter o envelhecimento, mas sim atuar sobre os mecanismos de reparação. Para Macedo, há uma diferença clara entre tratar sinais visíveis — como rugas ou manchas — e agir sobre as causas do envelhecimento, o que envolve cuidados mais amplos com a saúde da pele e do organismo.
O que significa envelhecer com saúde Para Macedo, envelhecer bem não é sinônimo de ausência total de doenças, mas de preservar autonomia, cognição, vínculos sociais e disposição para atividades que dão sentido à vida. Ele lembra que a Organização Mundial da Saúde define envelhecimento saudável como o processo de desenvolver e manter a capacidade funcional que permite bem-estar na velhice. Nesse contexto, a medicina da longevidade busca ampliar o healthspan — o período vivido com saúde e independência — e não apenas prolongar os anos de vida.
Hábitos que fortalecem a saúde celular
A revolução da regeneração celular A regeneração celular é a capacidade natural do organismo de reparar tecidos danificados, como ocorre na renovação da pele ou na remodelação dos ossos. O desafio da ciência atual é compreender esses mecanismos e encontrar formas seguras de estimulá-los, seja por meio de células-tronco, engenharia de tecidos, biomateriais ou tecnologias que favoreçam a produção de colágeno. O médico ressalta, no entanto, que ainda não é possível rejuvenescer todo o organismo de forma comprovada e segura,
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O especialista destaca o papel dos hábitos de vida na regeneração das células. Alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física regular e controle do estresse influenciam diretamente processos como inflamação, metabolismo, imunidade e capacidade de reparação dos tecidos. A atividade física, por exemplo, é uma das intervenções mais consistentes para preservar músculos e ossos, melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir riscos cardiovasculares. O sono regula hormônios e processos de reparação, enquanto a alimentação deve fornecer nutrientes essenciais de forma contínua, sem depender de alimentos isolados considerados “milagrosos”. Para Otávio Macedo, a longevidade saudável depende da integração entre ciência e estilo de vida. A regeneração celular, vista como uma das novas fronteiras da medicina, abre caminho para que o envelhecimento seja encarado não apenas como um aumento de anos vividos, mas como a oportunidade de viver melhor, com qualidade e independência.
Mitocôndrias: usinas da vitalidade Outro ponto central destacado pelo especialista são as mitocôndrias, responsáveis por transformar nutrientes em energia vital para o corpo. Além disso, regulam metabolismo, influenciam inflamação, participam da resposta ao estresse e até da morte programada das células. Com o passar dos anos, a quantidade e a eficiência das mitocôndrias diminuem, fenômeno conhecido como disfunção mitocondrial, considerado um dos pilares do envelhecimento. Macedo ressalta que não existe suplemento mágico capaz de “recarregar” mitocôndrias e que muitas promessas comerciais ainda carecem de evidências sólidas. A ciência confirma, de forma consistente, que a atividade física é uma das melhores estratégias para estimular adaptações mitocondriais, fortalecendo energia e contribuindo para uma vida mais longa e saudável. Prevenção: nunca é tarde para começar - Para o dermatologista, a prevenção deve ser entendida como um processo contínuo que começa cedo, com pilares como fotoproteção, alimentação equilibrada, atividade física e abstinência do tabaco. No entanto, ele reforça que nunca é tarde para iniciar: mesmo indivíduos que começam a se exercitar aos 50, 60 ou 70 anos apresentam ganhos significativos em força muscular, equilíbrio e capacidade cardiovascular. Na estética, o enfoque preventivo deve priorizar hábitos que preservem a função e a estrutura da pele, como proteção contra radiação ultravioleta e manutenção da hidratação, evitando excessos e intervenções desnecessárias.
Biohacking: entre ciência e modismo O médico costuma falar sobre biohacking, conceito que ganhou força no mercado, mas que em sua essência significa observar o próprio organismo, medir parâmetros e ajustar hábitos para melhorar saúde e desempenho. Isso pode incluir acompanhamento do sono, composição corporal, glicemia, condicionamento cardiovascular e força muscular. Dr. Otávio Macedo alerta, porém, para os riscos de transformar o biohacking em uma sucessão de testes sem indicação, com uso indiscriminado de suplementos, soros intravenosos e hormônios. “Medir tudo não significa compreender tudo”, afirma. Para ele, o biohacking mais eficiente continua sendo pouco glamouroso: dormir bem, praticar exercícios, preservar músculos, controlar fatores de risco e acompanhar a saúde com critérios médicos.
Estética: a busca pelo natural Dr. Otávio Macedo observa uma tendência clara na medicina estética: resultados mais naturais, preservando movimentos do rosto e tratando a qualidade
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Regeneração celular: a nova fronteira da longevidade da pele. Muitos pacientes não querem parecer outra pessoa nem exibir sinais evidentes de procedimentos. Entretanto, ele admite que os excessos ainda existem, principalmente quando há repetição de técnicas sem planejamento ou padronização dos rostos. “Naturalidade depende de diagnóstico, conhecimento anatômico, indicação correta e capacidade de saber quando não tratar”, afirma. Hoje já é possível rejuvenescer estimulando processos naturais do próprio tecido, principalmente a produção e reorganização de colágeno. Isso pode ser feito por meio de bioestimuladores injetáveis e tecnologias que utilizam calor, luz, ultrassom ou microlesões controladas. Esses tratamentos produzem mudanças graduais na firmeza, textura e qualidade da pele, sem modificar necessariamente o formato do rosto. No entanto, Macedo alerta que “estimular o próprio organismo” não significa ausência de riscos: respostas biológicas exageradas ou aplicações inadequadas podem causar complicações como nódulos, queimaduras e fibrose. Tecnologias promissoras na regeneração da pele
ria controlada, levando à produção gradual de novo colágeno.
Na dermatologia contemporânea, diversas tecnologias se consolidaram como ferramentas de remodelação tecidual e estímulo regenerativo. Entre as mais relevantes, Macedo cita os lasers fracionados, que promovem microlesões controladas e induzem reorganização da matriz extracelular, sendo eficazes em cicatrizes e fotoenvelhecimento. A radiofrequência utiliza energia térmica para contrair fibras de colágeno e estimular fibroblastos, enquanto o ultrassom microfocado atua em planos profundos, indicado para casos de flacidez moderada. Já os bioestimuladores de colágeno, como ácido polilático ou hidroxiapatita de cálcio, induzem resposta inflamató-
Uma inovação recente é o Nanofat, emulsão obtida a partir de tecido adiposo autólogo, rica em células da fração vascular estromal. Diferente do enxerto de gordura convencional, não visa preenchimento volumétrico, mas melhora da qualidade tecidual, com aplicações em olheiras, cicatrizes atróficas e alterações de textura. Bioestimuladores, Exossomos e PDRN Apesar de frequentemente agrupados sob o rótulo de “terapias regenerativas”, essas abordagens pertencem a
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Regeneração celular: a nova fronteira da longevidade categorias distintas. Os bioestimuladores são substâncias injetáveis já consolidadas, com protocolos bem estabelecidos e perfil de segurança conhecido. Os exossomos, pequenas vesículas extracelulares liberadas por células, têm potencial de modular reparo tecidual e imunorregulação, mas ainda carecem de evidências robustas e não possuem aprovação clínica pela FDA.
sentença precisa sobre quantos anos uma pessoa “realmente tem”. Atenção: Tratamentos sérios x promessas milagrosas O médico alerta que o primeiro sinal de risco é a promessa absoluta: “reverte o envelhecimento”, “funciona para todos” ou “não tem risco”. Para diferenciar práticas sérias das falsas soluções que circulam nas redes sociais, o paciente deve questionar a indicação aprovada, os estudos que sustentam o tratamento, o número de participantes e o tempo de acompanhamento. Também é essencial verificar a origem do produto, quem fabrica, como é armazenado e quais efeitos adversos já foram descritos.
Já o PDRN, derivado de fragmentos de DNA polinucleotídico, mostra resultados preliminares em hidratação e elasticidade da pele, mas os estudos ainda são pequenos e heterogêneos. Macedo ressalta que, embora todos sejam descritos como regenerativos, seus mecanismos e níveis de evidência são distintos, sendo os bioestimuladores os mais consolidados, enquanto exossomos e PDRN permanecem em estágios iniciais de validação científica.
Outro ponto crucial é a qualificação do profissional e a realização de uma avaliação individual. “Tratamento sério não começa pela venda de um pacote. Começa pelo diagnóstico”, enfatiza. Fotos de antes e depois nas redes sociais não substituem estudos clínicos, já que iluminação, posição e maquiagem podem distorcer resultados.
É possível interromper o processo de envelhecimento? O dermatologista é categórico: não existe tratamento capaz de interromper o envelhecimento humano. O que temos são intervenções que reduzem riscos de doenças, preservam funções e tratam manifestações específicas do envelhecimento. Pesquisas investigam medicamentos que atuam sobre inflamação, metabolismo e células senescentes, mas ainda não há terapia aprovada que pare o envelhecimento ou faça uma pessoa rejuvenescer sistemicamente. Ele lembra que a frase “reverter o envelhecimento” costuma misturar resultados laboratoriais, estudos em animais e marcadores biológicos, sem equivalência direta em seres humanos. Além disso, a chamada idade biológica não é uma medida única e definitiva. Relógios epigenéticos e biomarcadores são ferramentas interessantes de pesquisa, mas não devem ser tratados como uma
Erros comuns no rejuvenescimento Entre os maiores erros cometidos por quem busca rejuvenescimento, Macedo cita procurar procedimentos sem compreender o que realmente incomoda, tratar cada parte isoladamente sem um plano global e acumular técnicas que podem gerar excesso de volume e perda de identidade facial. Outro equívoco é esperar resultados imediatos para alterações que se desenvolveram ao longo de anos, ignorando fatores básicos como exposição solar, tabagismo, sono insuficiente e perda de massa muscular. Ele lembra ainda que o médico deve reconhecer quando a insatisfação do paciente é desproporcional à alteração física, evitando procedimentos que aprofundem o problema.
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idade alcançada, mas pela capacidade de continuar participando da própria vida”, resume. Se tivesse que destacar um eixo central, o médico aponta a atividade física como o pilar mais sólido da longevidade. A combinação de exercício aeróbico e treinamento resistido melhora função cardiovascular, preserva massa muscular e óssea, regula glicemia e perfil lipídico, estimula neuroplasticidade e garante independência funcional. Mas, ele ressalta que longevidade não é construída em um único hábito: sono reparador, nutrição equilibrada, vínculos sociais, vida afetiva e sexual saudável e espiritualidade também são fundamentais para o equilíbrio emocional e a vitalidade.
A inteligência artificial já está mudando a forma de diagnosticar e tratar o envelhecimento. Na dermatologia, pode ajudar na análise de lesões, documentação da evolução da pele e comparação de imagens. Na longevidade, integra exames, histórico, dados de dispositivos e fatores de risco para identificar padrões difíceis de perceber isoladamente. No entanto, Macedo ressalta que a IA não determina, sozinha, a idade biológica nem prescreve programas perfeitos. “Os algoritmos dependem da qualidade dos dados e podem reproduzir erros ou vieses. A decisão clínica continua exigindo contexto, exame, escuta do paciente e responsabilidade médica”, afirma.
O conselho final Se pudesse deixar apenas um conselho para quem deseja começar hoje a cuidar da própria longevidade, Macedo seria direto: “Comece pelo básico, de forma consistente e responsável. Controle fatores de risco, preserve sua massa muscular, organize o sono e estabeleça uma rotina sustentável. A longevidade não é fruto de intervenções pontuais, mas da repetição de decisões corretas ao longo de décadas”. Para ele, viver mais e melhor é resultado da disciplina diária, da ciência aplicada com rigor e da capacidade de cultivar corpo, mente e espírito em harmonia.
O futuro da medicina regenerativa Para os próximos dez anos, o especialista prevê uma medicina regenerativa cada vez mais personalizada e integrativa, capaz de mapear o perfil biológico, inflamatório e genético de cada paciente. Os avanços devem incluir engenharia tecidual, biomateriais inteligentes, terapias celulares específicas e maior integração entre dermatologia, metabolismo, nutrição, atividade física e saúde mental. Na estética, a tendência será o uso de tecnologias combinadas em doses menores, com foco em qualidade tecidual e preservação da anatomia, evitando excessos. Ao mesmo tempo, será essencial ampliar a fiscalização científica e regulatória, protegendo pacientes de soluções precipitadas. Viver mais ou viver melhor? Para Macedo, o grande objetivo da longevidade não é apenas aumentar o número de anos, mas garantir qualidade de vida. Isso significa adiar doenças crônicas, preservar mobilidade, manter cognição e reduzir o período de dependência. “A longevidade não deve ser medida apenas pela
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Ultrassonografia como padrão de excelência
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Há quase dez anos, a Dra. Tânia Rocha revolucionou a ultrassonografia na Odontologia e Harmonização Orofacial. Com sua formação em Radiologia Odontológica e Engenharia Biomédica, percebeu cedo o potencial da tecnologia para ampliar a segurança clínica e a previsibilidade dos tratamentos, ao permitir visualizar estruturas faciais em tempo real. Superando resistências, adaptou equipamentos, criou protocolos, publicou livros e capacitou milhares de profissionais. Hoje, integrada a recursos como Doppler e elastografia, a ultrassonografia tornou-se indispensável no diagnóstico, planejamento e tomada de decisão clínica. Mais do que acompanhar a evolução, ela ajudou a construí-la, consolidando a ultrassonografia como padrão de excelência na Odontologia e Harmonização Orofacial. TDMB: Qual foi o momento em que percebeu que essa tecnologia mudaria o padrão de segurança clínica? Prof.ª Tânia Rocha: Quando vi que era possível identificar vasos, músculos, fáscias, glândulas e preenchedores em tempo real. Isso aumentou a segurança, reduziu riscos e tornou os tratamentos mais previsíveis, especialmente com o crescimento da Harmonização Orofacial. Hoje, a ultrassonografia é indispensável para diagnóstico, planejamento e tomada de decisão. TDMB: Que resistências enfrentou? Prof.ª Tânia Rocha: Havia ceticismo, poucos estudos e a tecnologia não fazia parte da formação dos dentistas. Além disso, os equipamentos precisavam ser adaptados e era necessário criar protocolos e linguagem própria. Transformei essas barreiras em oportunidades: investi em pesquisa, publiquei livros e artigos e compartilhei conhecimento. Hoje, ver a ultrassonografia consolidada em cursos e na prática clínica mostra que ciência e persistência transformam paradigmas.
TDMB: Quando a ultrassonografia era pouco explorada na Odontologia, o que fez você enxergar esse potencial tão cedo? Prof.ª Tânia Rocha: Minha formação em Radiologia Odontológica e Engenharia Biomédica me permitiu perceber que visualizar estruturas faciais em tempo real poderia transformar a prática clínica. Sempre me inquietou trabalhar apenas com referências anatômicas gerais, e isso me levou a estudar e desenvolver protocolos específicos para a Harmonização Orofacial.
TDMB: Como a ultrassonografia redefiniu o planejamento e o diagnóstico na prática odontológica? Prof.ª Tânia Rocha: Passamos a visualizar vasos, nervos e tecidos em tempo real, tornando o planejamento mais
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preciso e personalizado. No diagnóstico, identificamos inflamações, complicações com preenchedores e alterações em glândulas, acompanhando a evolução clínica sem radiação.
TDMB: O que ainda precisa ser estudado ou desenvolvido? Prof.ª Tânia Rocha: Precisamos de mais estudos multicêntricos, protocolos padronizados e integração com inteligência artificial e 3D. Também é essencial investir na formação crítica dos profissionais.
TDMB: Por que tornou-se indispensável na Harmonização Orofacial? Prof.ª Tânia Rocha: Porque permite enxergar antes de agir. Orienta o planejamento, monitora materiais e tecidos e identifica intercorrências com precisão. Essa prática, que chamo de Anatomia Reversa, garante segurança e personalização.
TDMB: O que mudou no perfil dos alunos ao longo do tempo? Prof.ª Tânia Rocha: Antes buscavam apenas diagnosticar intercorrências. Hoje entendem que o ultrassom integra um modelo clínico de precisão e segurança, aprendendo a interpretar imagens e tomar decisões baseadas em evidências.
TDMB: Diferença entre atuar “às cegas” e atuar com a anatomia em tempo real, conte para nós. Prof.ª Tânia Rocha: A diferença está em deixar de trabalhar com pressupostos e tomar decisões baseadas na anatomia individual. O ultrassom potencializa o conhecimento anatômico, ampliando previsibilidade e segurança.
TDMB: Quais erros mais comuns você observa em quem ainda não domina a técnica? Prof.ª Tânia Rocha: Tratar a ultrassonografia como simples obtenção de imagens, sem compreender física, anatomia e correlação clínica. O aprendizado exige raciocínio diagnóstico e prática supervisionada para superar esses equívocos.
TDMB: Que intercorrências podem ser evitadas ou manejadas com mais segurança? Prof.ª Tânia Rocha: Localizamos preenchedores, diferenciamos nódulos e processos inflamatórios, avaliamos complicações vasculares com Doppler e acompanhamos edemas ou migração de materiais. Isso reduz riscos e eleva o padrão de segurança.
TDMB: Como o ensino hands-on contribui para a segurança clínica? Prof.ª Tânia Rocha: A prática desenvolve percepção espacial, coordenação e interpretação em tempo real. O aluno
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aprende a ajustar o equipamento, reconhecer variações anatômicas e correlacionar achados, transformando conhecimento em competência clínica. TDMB: O que muda para o paciente quando o profissional usa ultrassonografia? Prof.ª Tânia Rocha: O paciente percebe mais segurança e personalização. As imagens em tempo real tornam o atendimento transparente e fortalecem a confiança. A consulta fica mais clara e educativa, transmitindo credibilidade e reduzindo a ansiedade em intercorrências.
TDMB: Do que mais se orgulha nessa trajetória? E que conselho você daria para profissionais que desejam inovar, mas enfrentam resistência?
TDMB: Algum caso clínico marcante? Prof.ª Tânia Rocha: Uma paciente com assimetria facial teve o biomaterial identificado pelo ultrassom, orientando a conduta com precisão. Mostrou como a tecnologia transforma hipóteses em decisões objetivas.
Prof.ª Tânia Rocha: De ter consolidado a ultrassonografia na prática clínica e científica, formando milhares de profissionais e desenvolvendo protocolos com foco em ciência, inovação e segurança. Toda inovação enfrenta resistência. O segredo é sustentá-la com estudo, pesquisa e ética, mostrando resultados concretos. É preciso paciência, humildade e clareza de propósito: a tecnologia deve existir para beneficiar o paciente. Persistir com ciência e compromisso abre espaço para a inovação.
TDMB: A ultrassonografia tende a ser padrão obrigatório? Prof.ª Tânia Rocha: Mais que obrigatória, será padrão de excelência. Já é essencial na Harmonização Orofacial e se expande para outras áreas, apoiada por Doppler, elastografia e inteligência artificial.
TDMB: Que legado você espera deixar para a Odontologia e para a Harmonização Orofacial?
TDMB: Como você enxerga o futuro da anatomia facial em tempo real? e Quais áreas da Odontologia ainda serão impactadas?
Prof.ª Tânia Rocha: Quero consolidar uma cultura baseada em diagnóstico por imagem, segurança clínica e individualização dos tratamentos. Desejo ser lembrada por valorizar a ciência e formar profissionais críticos e comprometidos. O conceito da Anatomia Reversa do Ultrassom é parte desse legado, junto com a coragem de inovar e transformar a Odontologia em uma prática mais segura, humana e precisa.
Prof.ª Tânia Rocha: O futuro é a anatomia viva e individual, observada dinamicamente com ultrassom e integrada a novas tecnologias. As áreas da Cirurgia Bucomaxilofacial, Implantodontia, Estomatologia, DTM, Periodontia e Odontologia Hospitalar, todas beneficiadas por diagnósticos rápidos e procedimentos guiados por imagem.
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DR. ALBERTO CONSOLARO Dedicação ao ensino e à pesquisa
Dr. Alberto Consolaro iniciou sua carreira docente na Faculdade de Odontologia de Presidente Prudente. Mestre em Biologia e Patologia pela Unicamp (1983) e doutor em Diagnóstico Bucal pela USP de Bauru (1987), tornou-se professor e patologista nessa instituição. Em 1991 obteve o título de Livre Docente e, em 1995, foi nomeado Professor Titular da USP aos 39 anos. Suas pesquisas abrangem Anatomia Patológica, Inflamação e Reparo, Reabsorções Dentárias, Movimentação Dentária e Biologia da Polpa e do Periápice, áreas que fundamentaram diversos livros. Foi Chefe de Departamento e Coordenador da Pós-Graduação em Patologia da USP de Bauru, e atualmente leciona na graduação em Bauru e na pós-graduação em Ribeirão Preto. Autor de obras como O Ser Professor, Reabsorções Dentárias nas Especialidades Clínicas e Biologia e Patologia da Polpa e do Periápice, também atua como jornalista científico, divulgando conhecimento em artigos e livros para o público geral. Com mais de quatro décadas de carreira, dedica-se ao ensino e à pesquisa com entusiasmo e ética, inspirando novas gerações.
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com a Alberto palavra Consolaro jogo político, e acredito que essa escolha deu certo.
Comecei minha vida profissional muito cedo, entrei na faculdade de Odontologia com apenas 16 anos e já tinha como objetivo ser professor e pesquisador. Sempre acreditei que a casa da ciência no Brasil é a universidade, e foi nesse ambiente que me formei nos princípios científicos e aprendi que, para ser reconhecido, é preciso publicar, estudar e ser respeitado pelos pares. Desde o início, participei de iniciações científicas e percebi que não bastava falar apenas para iguais. Embora minha área fosse a patologia, busquei dialogar com diferentes especialidades da odontologia e da medicina, construindo um trabalho que começou em São Paulo, se expandiu para outros estados, depois para a América Latina e, por fim, alcançou o mundo. Minha ferramenta sempre foi a ciência, nunca o prestígio pessoal ou o
Ao longo da carreira, percebi a importância de relacionar saúde bucal com saúde sistêmica. A boca é a porta de entrada do corpo, o local mais contaminado e exigido, por onde passam alimentos, respiração e até aspectos ligados ao prazer. As bactérias e vírus presentes nela podem se espalhar para o coração, rins, fígado, medula óssea e cérebro. Quando a saúde está debilitada, a resposta imune enfraquece e essas bactérias permanecem mais tempo no organismo, aumentando o risco de doenças como aterosclerose, diabetes, Alzheimer e problemas renais. Não dá para pensar a boca isolada: médicos e dentistas precisam considerar sua condição antes de qualquer tratamento, inclusive os oncológicos, que
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DR. ALBERTO CONSOLARO Dedicação ao ensino e à pesquisa
Minha esposa Ingrid é cirurgiã bucomaxilofacial e juntos decidimos colocar em prática um projeto que já estava nos nossos planos há muito tempo. Há mais de 15 anos reunimos uma equipe multiprofissional formada por fonoaudiólogos, ortodontistas, dentistas, nutricionistas, geneticistas, cirurgiões plásticos e gerais, todos trabalhando em conjunto com apoio do Governo do Estado, que abre os hospitais para que possamos atuar. Assim, pacientes com fissuras labiopalatais do Maranhão e até de estados vizinhos são encaminhados para São Luís, onde a Associação Céu da Boca os recebe, organiza os atendimentos e direciona para os profissionais e hospitais conveniados. Esse trabalho é sustentado também por uma parceria com a ONG internacional Smile Train, que apoia instituições voltadas ao tratamento de fissurados. Cada cirurgia realizada é financiada em dólares pela organização, garantindo recursos para a manutenção da associação, compra de instrumentais, atualização e contratação de profissionais. Essa estrutura nos permite oferecer atendimento contínuo e de qualidade. Paralelamente, mantenho minhas atividades acadêmicas como professor titular da USP de Ribeirão Preto, onde atuo há seis anos, conciliando essa função com o trabalho em São Luís. Essa ponte entre o Maranhão e São Paulo me permite contribuir tanto na formação acadêmica quanto na prática clínica. No campo científico, dedico-me a pesquisas em anatomia patológica, inflamação e reparo, reabsorções dentárias e biologia da polpa e do periápice. Sempre acreditei que a ciência é a ferramenta mais poderosa para transformar vidas, e foi com ela que construí minha trajetória, buscando reconhecimento não pelo prestígio pessoal ou político, mas pela contribuição acadêmica e científica.
reduzem drasticamente a resistência do indivíduo. Também participei de projetos voltados para pacientes com fissuras labiais e palatinas. Durante décadas, muitos eram encaminhados para tratamento em um campus da USP no interior de São Paulo, mas com o tempo o Ministério da Saúde descentralizou essa política e hoje praticamente todos os estados brasileiros contam com instituições próprias. Esse movimento ampliou o acesso e fortaleceu iniciativas como a Associação Céu da Boca, que se tornou referência. Minha trajetória sempre foi marcada pela paixão de ensinar, pesquisar e divulgar ciência. Acredito que envelhecer na carreira acadêmica é continuar se reinventando, mantendo ética, dignidade e entusiasmo, e transmitindo às novas gerações a importância de pensar de forma crítica e analítica, sem nunca perder de vista que a ciência é a ferramenta que transforma vidas.
Também me envolvo na atenção a pacientes oncológicos, que necessitam de cuidados especiais antes, durante e
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nam muito mais frequentes. Na minha trajetória científica, sempre me disseram que eu precisava ter foco em uma única linha de pesquisa. Mas eu nunca fui exemplo disso. Sempre me interessei por várias áreas, como um polímata, e isso me deu prazer intelectual e pessoal. Foi assim que acabei me envolvendo em temas como inflamação e reparo, anatomia patológica e reabsorções dentárias. Esse último surgiu quando colegas da ortodontia me desafiaram a explicar por
após o tratamento. A boca precisa estar saudável para evitar complicações, já que a neoplasia maligna compromete a imunidade e a resposta inflamatória do organismo. Quando esse cuidado é feito de forma adequada, os riscos de problemas secundários se reduzem quase a zero. Minha vida profissional sempre foi guiada pelo desejo de ensinar, pesquisar e aplicar a ciência em benefício das pessoas. Hoje, vejo que esse caminho me permitiu unir a prática clínica, a pesquisa acadêmica e a extensão social, ampliando o alcance do conhecimento e oferecendo dignidade e qualidade de vida a quem mais precisa. Quando eu falo sobre o paciente oncológico, sempre reforço que ele é aquele que tem uma neoplasia maligna, independentemente de estar em tratamento com quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia. O simples fato de ter um câncer já o coloca nessa condição, porque a neoplasia é uma verdadeira parasita do corpo: ela se alimenta dos nutrientes, diminui a eficiência da inflamação e da resposta imunológica, e vai se disseminando sem se preocupar se o organismo vai suportar ou não. Muitas vezes não é o tumor em si que leva ao óbito, mas sim a desnutrição e o colapso metabólico que ele provoca.
que dentes em movimentação sofriam reabsorções. Aceitei o desafio e, ao longo dos anos, já produzimos mais de 700 trabalhos sobre o assunto. As reabsorções dentárias acontecem quando o organismo, diante de um trauma, movimento intenso ou infecção, passa a reabsorver as raízes dos dentes. A raiz, normalmente escondida e protegida, não é reconhecida pelo corpo como própria. Quando exposta, o organismo a trata como um corpo estranho e inicia o processo de reabsorção. Estudar isso me levou a escrever livros, inclusive um que já está na terceira edição e é o único no mundo dedicado exclusivamente ao tema. Além disso, recentemente lancei uma obra sobre dentes não irrompidos e distúrbios da erupção, com mais de 650 páginas e milhares de figuras expli-
Por isso, o cuidado bucal é essencial antes, durante e depois do tratamento oncológico. Antes, é preciso limpar a boca de raízes, cáries e doenças que possam gerar complicações. Durante, o acompanhamento evita que problemas secundários se instalem. E depois, o controle garante que o paciente não sofra consequências adicionais. Quando esse protocolo é seguido, a chance de complicações cai quase a zero. Mas quando não há integração entre oncologia e odontologia, os problemas secundários se tor-
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cativas. Meu objetivo é sempre oferecer conhecimento prático para preservar os dentes e mantê-los funcionais. E, no meio dessa caminhada, descobri que também era jornalista sem perceber. Sempre fui curioso, sempre quis entender e comunicar os assuntos de forma clara. Para mim, o jornalista é isso: alguém que busca saber e traduzir. E percebi que a divulgação científica é tão importante quanto a pesquisa, porque não adianta falar só para os pares. É preciso levar o conhecimento para a sociedade, para que ele faça diferença na vida das pessoas.
Minha reputação como professor foi se consolidando naturalmente. Alunos comentavam, organizadores de congressos me convidavam, e assim fui ampliando minha presença em eventos nacionais e internacionais. No início, muitos diziam que isso não daria futuro, mas eu segui juntando material, construindo conteúdo e, sem perceber, alcancei um patamar que jamais imaginei. Meu sonho inicial era ser professor em uma escola oficial; chegar a professor titular da USP foi além de qualquer expectativa. A odontologia também passou por uma revolução nesse período. Tive a felicidade de acompanhar a transformação trazida pelos implantes osseointegrados, criados pelo professor Brånemark, na Suécia. Antes deles, até 1985, a odontologia era um caos, limitada tecnicamente e cientificamente. Depois, tornou-se altamente tecnológica, capaz de oferecer soluções para praticamente todos os problemas da boca. Os materiais evoluíram de forma impressionante e os implantes mudaram a vida dos pacientes e dos profissionais. Essa evolução mostra como a ciência aplicada pode transformar realidades e como é fundamental que continuemos a investir em pesquisa, ensino e divulgação.
Eu sempre acreditei que a ciência não pode ficar trancada dentro da universidade. Desde cedo percebi que a sociedade é quem sustenta a ciência e, por isso, ela precisa receber de volta o conhecimento em uma linguagem acessível. Criei uma forma de explicar que fosse clara tanto para especialistas quanto para leigos, porque o cérebro é o mesmo: se a explicação é boa, todos entendem. Hoje vejo que essa postura foi reconhecida, já que a CAPES e o CNPq passaram a valorizar cientistas que fazem essa interface com a sociedade, seja por meio das redes sociais, jornais ou serviços de divulgação científica. Essa visão também me levou à escrita. Já publiquei 23 livros ao longo de 50 anos de carreira, uma média de um a cada dois anos, alguns individuais e outros em coletâneas. Não escrevo apenas por escrever, mas para servir à ciência e oferecer soluções práticas para problemas que antes não tinham resposta. Esse compromisso me levou a participar de congressos e eventos, sempre com prazer. Dar uma aula, preparar uma conferência, organizar meu próprio material — fotografias, desenhos, slides — é algo que me realiza profundamente. Nunca terceirizei esse trabalho, porque gosto de construir cada detalhe.
Para mim, ser professor e pesquisador é mais do que profissão: é vocação. E cada aula, cada livro, cada congresso é uma oportunidade de compartilhar conhecimento e contribuir para que a ciência cumpra seu papel social. Eu vivi uma odontologia que não tinha tomografia, nem ressonância magnética. O diagnóstico era feito com pequenas películas radiográficas, imagens limitadas e pouco precisas. Hoje é impensável trabalhar sem os recursos digitais que permitem ampliar, detalhar e analisar cada estrutura com clareza. O salto tecnológico foi tão grande que podemos dividir a odontologia em duas fases: antes de 1985 e
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foi que o conhecimento tivesse aplicação real aqui, no Brasil, e que os brasileiros se beneficiassem diretamente dos resultados. Claro que o mundo acabou se beneficiando também, porque a ciência não tem fronteiras, mas a minha motivação sempre foi contribuir para o crescimento do país.
depois de 1985. A chegada dos implantes osseointegrados mudou completamente a prática, não apenas na odontologia, mas também em outras especialidades médicas que passaram a se beneficiar desse conhecimento. Sem entrar em ideologias, é preciso reconhecer que, a partir dos anos 2000, a odontologia social no Brasil também deu um salto imenso. Houve democratização do acesso, programas como o Brasil Sorridente foram criados, e o SUS incorporou a saúde bucal como parte de sua oferta. Para quem viveu o período anterior, em que simplesmente não havia nada, essa evolução foi como sair do caos para um cenário de possibilidades. Não é perfeito, ainda há desigualdades, mas o avanço é inegável.
Ao longo da carreira, recebi convites para morar e trabalhar nos Estados Unidos, mas optei por permanecer aqui. Sempre acreditei que era importante fortalecer a ciência brasileira e mostrar que temos capacidade de produzir conhecimento de ponta. Hoje posso afirmar com orgulho: a odontologia brasileira é a mais respeitada do mundo. E a Universidade de São Paulo é considerada a número um na área, com três escolas de excelência — Bauru, Ribeirão Preto e São Paulo — independentes, mas em consonância. A odontologia brasileira é exemplar porque recebe pacientes e profissionais de diferentes países e consegue oferecer soluções que muitas vezes chegam mais rápido aqui do que em outros lugares. Olhar a boca de um brasileiro é diferente de olhar a de um europeu ou asiático, porque nossa população se beneficia de uma rede ampla de profissionais e escolas. Isso nos coloca em posição de liderança.
O que considero fundamental é que houve continuidade. Independentemente de quem assumiu o governo, os programas sociais não foram desfeitos, e isso garantiu estabilidade e progresso. Essa visão de que saúde pública não pode ser interrompida foi essencial para que chegássemos até aqui. Muitas vezes é difícil explicar isso para quem tem 25 anos e não viveu o passado. Sem parâmetro histórico, a impressão é de que tudo está ruim. Mas quando contextualizamos, percebemos que o mundo hoje é muito melhor do que há 40 anos, com mais tecnologia, mais soluções e mais acesso.
O Brasil tem exportado muitos profissionais, que hoje atuam em países árabes, asiáticos e até na China, onde a maior rede de clínicas odontológicas é brasileira. Esse know-how mostra a força e a qualidade da nossa formação. Por isso, sempre digo que a odontologia brasileira merece ser reconhecida como a melhor do mundo. E é gratificante saber que esse trabalho, iniciado aqui, reverbera internacionalmente sem que eu tenha precisado sair do meu país para buscar reconhecimento. Minha marca é essa: fazer ciência no Brasil, para o Brasil. E perceber que esta ciência se transforma em referência mundial.
E se há algo que sempre marcou minha trajetória é que eu faço ciência no Brasil para o Brasil. Claro que o mundo se beneficia dos resultados, mas meu compromisso é com a nossa realidade, com os nossos pacientes e com a nossa sociedade. Essa é a missão que me guia: transformar conhecimento em benefício direto para as pessoas. Eu nunca fiz ciência pensando apenas em publicar em revistas internacionais ou buscar prestígio fora do país. Meu objetivo sempre
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DRA. MÁRCIA MORETE Prática clínica, pesquisa e ensino
Dra. Márcia Morete
Prática clínica, pesquisa e ensino
Entrevistada nesta edição, a Dra. Márcia Morete tem trajetória marcada pela excelência acadêmica e dedicação ao cuidado integral de pacientes. Enfermeira e Doutora pela USP, tornou-se referência nacional e internacional no estudo e manejo da dor, com especialização em Cuidados Paliativos e certificações em centros de excelência como a University of Sidney e a Harvard Medical School. Sua atuação ultrapassa fronteiras: é membro da IASP, da SBED, da American Pain Society e sócia fundadora da ADOR. Combinando prática clínica, pesquisa e ensino, construiu um legado de ciência e humanização, formando profissionais críticos e comprometidos com a qualidade de vida dos pacientes.
O que te levou a escolher a enfermagem e, posteriormente, a se especializar no estudo e manejo da dor?
mensões psíquica, social e espiritual (o conceito de “dor total”), nunca entregaria um alívio verdadeiro.
Dra. Márcia Morete: Escolhi a enfermagem pelo desejo intrínseco de cuidar e aliviar o sofrimento humano. Ao longo da prática assistencial, percebi que a dor era a queixa mais frequente e, muitas vezes, a menos compreendida e pior tratada. Essa lacuna me moveu a buscar a especialização: entendi que dominar a dor era a chave para transformar a qualidade de vida do paciente de forma imediata e profunda.
Como sua trajetória acadêmica até o doutorado pela USP moldou sua visão sobre o cuidado ao paciente com dor? Dra. Márcia Morete: O doutorado na USP consolidou minha prática na ciência baseada em evidências. A academia me deu o rigor científico necessário para entender os mecanismos neurofisiológicos da dor, mas, acima de tudo, me ensinou a traduzir a complexidade da pesquisa em protocolos clínicos práticos e aplicáveis à beira do leito, elevando o patamar da assistência de enfermagem.
Em que momento você percebeu que a dor precisava ser tratada como um fenômeno complexo e multidimensional?
Ainda hoje, a dor é subdiagnosticada ou subtratada? Por quê?
Dra. Márcia Morete: Foi no contato diário com pacientes crônicos e oncológicos. Aplicar apenas um analgésico baseado em um número de 0 a 10 era insuficiente. A dor afetava o sono, o humor, as relações e a dignidade do indivíduo. Ali compreendi que, sem olhar para as di-
Dra. Márcia Morete: Sim. Isso ocorre por uma combinação de formação acadêmica deficitária na saúde, preconceitos em relação ao uso de opioides (opiofobia) e a naturalização do sofrimento — a velha e errônea premissa de que “sentir
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dor depois de uma cirurgia ou no câncer é normal”. Não é. Qual a diferença entre dor aguda, dor crônica e dor persistente do ponto de vista clínico e humano? Dra. Márcia Morete: Clinicamente, a dor aguda é um sinal de alerta biológico, temporal e associado a uma lesão tecidual. A dor crônica (e persistente) perdeu sua função de alerta; ela se tornou a própria doença, prolongando-se por meses. Do ponto de vista humano, a dor aguda traz urgência, enquanto a crônica traz exaustão, isolamento e desespero. Por que a dor não pode ser avaliada apenas pela intensidade relatada pelo paciente? Dra. Márcia Morete: Porque a intensidade é apenas a ponta do iceberg. Duas pessoas podem relatar dor “nota 7”, mas o impacto funcional e o sofrimento gerado em cada uma delas são completamente diferentes. Precisamos avaliar como a dor limita a vida do paciente e como ela se manifesta no seu comportamento e no seu contexto. A dor passa pelo crivo do cérebro, que é moldado por experiências anteriores, medo, ansiedade e cultura. O suporte social e as crenças culturais determinam como o paciente expressa e suporta o sintoma. Tratar a dor sem acolher o contexto psicossocial é tratar apenas o estímulo doloroso, ignorando o sofrimento.
papel é estratégico tanto na triagem multidimensional quanto na coordenação do plano de cuidados interdisciplinar. O que muda na evolução do paciente quando a enfermagem atua de forma especializada em dor? Dra. Márcia Morete: Reduzem-se o tempo de internação, os riscos de cronificação da dor e as complicações pós-operatórias. O paciente ganha mais autonomia, adere melhor ao tratamento e experimenta um restabelecimento funcional muito mais rápido e seguro. É o que costumo chamar de navegação do paciente de dor.
Qual é o papel estratégico da enfermagem no cuidado integral do paciente com dor?
Como a comunicação e a escuta qualificada impactam diretamente no alívio da dor?
Dra. Márcia Morete: A enfermagem é o elo principal. Somos nós que passamos as 24 horas ao lado do paciente, observando as flutuações do quadro do paciente, avaliando a eficácia terapêutica e identificando efeitos colaterais. Nosso
Dra. Márcia Morete: A escuta qualificada reduz a ansiedade do paciente, o que, por si só, diminui a liberação de neurotransmissores do estresse que amplificam
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a percepção dolorosa. Quando o paciente se sente ouvido e validado, a resposta terapêutica melhora significativamente.
Quais avanços científicos têm impactado o tratamento da dor?
O que as experiências de formação em instituições como Harvard e no Einstein agregaram à sua prática profissional?
Dra. Márcia Morete: A melhor compreensão da neuroinflamação, os avanços em neuromodulação não invasiva, desenvolvimento de ferramentas de avaliação digital e novos alvos farmacológicos que oferecem analgesia com menos efeitos colaterais.
Dra. Márcia Morete: A coordenação da pós-graduação no Einstein me deu a visão de liderança, gestão de protocolos e excelência clínica. Já as atualizações internacionais em centros como Harvard abriram meus horizontes para o que há de mais moderno na vanguarda da pesquisa, além de consolidar a certeza de que a enfermagem de alta performance precisa dominar a autonomia profissional.
Como a ciência e a tecnologia podem ajudar a tornar o cuidado mais humano, e não mais distante? Dra. Márcia Morete: A tecnologia deve servir para otimizar os processos burocráticos e dar precisão aos dados. Quando ferramentas digitais e aplicativos facilitam o monitoramento da dor à distância, o profissional ganha tempo de qualidade para exercer o que a máquina não faz: olhar nos olhos, acolher e individualizar o cuidado.
Quais são as diferenças observadas na abordagem da dor entre o Brasil e outros países?
Existe uma abordagem ideal ou personalizada para o tratamento da dor?
Dra. Márcia Morete: Lá fora, há uma cultura muito mais enraizada de enfermeiros especialistas com autonomia clínica e de prescrição no manejo da dor. No Brasil, embora tenhamos evoluído muito com sociedades como a SBED, ainda lutamos para que a dor receba a prioridade acadêmica e institucional que merece desde a graduação.
Dra. Márcia Morete: Sim, a medicina e a enfermagem de precisão. A abordagem ideal é a “personalizada”, desenhada sob medida para a assinatura fenotípica daquele paciente — considerando sua genética, seu tipo de dor, suas comorbidades e suas expectativas de vida. Como sempre digo: Não tratamos dor, cuidamos de pessoas que tem dor.
De que maneira o trabalho interdisciplinar transforma os resultados no tratamento da dor?
Expique de que maneira a pesquisa científica pode transformar a prática clínica no manejo da dor.
Dra. Márcia Morete: A dor complexa é um quebra-cabeça. O médico entra com o diagnóstico e a intervenção, a enfermagem com o gerenciamento clínico contínuo e terapias integrativas, a fisioterapia com a reabilitação do movimento e a psicologia com o manejo cognitivo-comportamental. Quando essas engrenagens giram juntas, o resultado deixa de ser o “controle provisório” e passa a ser a reabilitação real do paciente.
Dra. Márcia Morete: A pesquisa tira a prática profissional do campo do empirismo (“eu acho que funciona”) e a coloca no campo da segurança (“eu sei que funciona”). Ela estabelece diretrizes que protegem o paciente e dão respaldo legal e técnico para as tomadas de decisão da equipe de saúde.
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Que lacunas ainda precisam ser preenchidas na formação dos profissionais de saúde sobre dor? Dra. Márcia Morete: Precisamos de disciplinas obrigatórias e robustas sobre dor nas graduações de saúde. A maioria dos profissionais se forma sabendo tratar a doença de base, mas sem ferramentas técnicas para tratar de pessoas que estão vivendo com esse fenômeno que mais causa sofrimento: a dor. Além disso é importante combater mitos e crenças equivocadas sobre a dor, tanto entre pacientes, quanto entre profissionais, através da psicoeducação em dor. Precisamos desmistificar o uso de opioides quando bem indicados, combater a ideia de que a dor crônica é psicológica ou “falta de força de vontade” e disseminar informação clara e acessível baseada em neurociência moderna.
Como você enxerga o futuro do cuidado em dor no Brasil? Dra. Márcia Morete: Enxergo com otimismo, capitaneado pela expansão da enfermagem especializada e pelo fortalecimento de práticas interdisciplinares. O futuro será focado em cuidados preditivos, telessaúde e na consolidação de clínicas especializadas em dor por todo o país. Quero dizer aos profissionais de saúde que estudem profundamente a neurociência da dor, mas nunca percam a sensibilidade humana. Domine a farmacologia e os protocolos, mas lembre-se de que atrás de uma escala de dor existe uma biografia que merece ser respeitada e reabilitada.
O que significa, na prática, cuidar da dor com empatia? Dra. Márcia Morete: Significa crer piamente no relato do paciente. A dor é uma experiência totalmente subjetiva; portanto, a dor do paciente é exatamente o que ele diz que é, e não o que o profissional acha que deveria ser. Como validar a dor do outro sem reforçar o sofrimento? Dra. Márcia Morete: Validar é dar legitimidade ao sentimento (“eu entendo e acredito que você está sofrendo”), construindo em seguida uma ponte para a ação e esperança (“estamos juntos e vamos aplicar a melhor estratégia para mudar esse cenário”). É acolher o sofrimento sem se lamentar passivamente com ele. Abaixar-se para falar na altura dos olhos do paciente, perguntar como a dor afetou o seu dia e o seu sono, explicar detalhadamente como o tratamento vai funcionar e garantir que ele não estará desamparado se a dor piorar.
Que mensagem você gostaria de deixar para pacientes que convivem diariamente com a dor? Dra. Márcia Morete: A sua dor é real e você merece ser ouvido. Não aceite o isolamento nem o diagnóstico de que “não há nada a ser feito”. A ciência da dor avançou muito e, com o suporte especializado e integrado correto, é sim possível recuperar o controle da sua vida e redescobrir o bem-estar.
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Reportagem: Alexandra Teodoro Fotos: Cândido Neto
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O Dr. Carlos Portela, cardiologista formado pela Universidade Federal de São Paulo, com especialização em medicina esportiva e pós-graduação em nutrologia, é referência em saúde integrativa e performance. Empreendedor visionário, palestrante inspirador e mentor de produtividade, alia ciência, prática clínica e inovação para promover bem-estar e qualidade de vida. Sua abordagem única conecta corpo, mente e propósito, transformando o caos em disciplina e oferecendo às pessoas a chance de se resetar todos os dias.
ver melhor. A diferença entre lifespan e healthspan está justamente na qualidade de vida ao longo dos anos. Hoje, apesar de maior expectativa de vida, as pessoas convivem com doenças neurodegenerativas e inflamatórias cada vez mais comuns em jovens”. Pesquisas mostram que o aumento na expectativa de vida global não veio acompanhado da mesma proporção de saúde. Isso significa que muitas pessoas vivem mais, porém convivem com limitações, dependência ou doenças crônicas durante a terceira idade. O Estudo Global da OMS e Mayo Clinic traz uma dessas pesquisas publicada no JAMA Network Open, que analisou 183 países e revelou que a diferença global entre o tempo de vida e o tempo de vida com saúde chegou a quase 10 anos. Ou seja, as pessoas vivem mais, mas passam cerca de uma década lidando com doenças crônicas ou limitações. Ele explica que ainda estamos presos a um modelo de saúde que controla doenças sem tratá-las. Remédios e suplementação atuam sobre sintomas, mas não eliminam a causa. Ele compara esse processo a uma pirâmide: “antes ficávamos apenas na ponta (controle da doença), hoje avançamos para o meio (suplementação), mas ainda não chegamos à base, que é o comportamento e a causa real”. Comenta que o cérebro, como órgão central, interpreta tanto o real quanto o imaginário. Isso significa que estímulos mentais podem gerar respostas fisiológicas concretas. O resultado é um estado de alerta constante, ativando o sistema de luta ou fuga, que mantém o corpo em inflamação crônica. “Esse processo explica o aumento de doenças autoimunes e inflamatórias”, reforça.
“Vivemos hoje na chamada era do caos mental”, diz Carlos Portela, ao reforçar que excesso de estímulos visuais, auditivos e táteis sobrecarrega o cérebro, que perde a capacidade de analisar e interpretar adequadamente. “Esse “curto-circuito” gera disfunções em diversos sistemas do corpo: arritmias e hipertensão no coração, hiperventilação nos pulmões, disfunções gastrointestinais, alterações hormonais e até problemas de fertilidade e menopausa precoce”, fala. O conceito de longevidade é analisado de forma mais ampliada por ele: “Não basta viver mais, é necessário vi-
Dr. Carlos nos deu uma verdadeira aula ao demonstrar que em gran-
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de parte da nossa vida – cerca de 93 a 95% – estamos guiados pelo inconsciente, uma programação que começa ainda na gestação e se consolida na infância. Se não revisada, essa programação influencia negativamente a saúde ao longo da vida adulta. Há cerca de cinco anos nasceu o Projeto RESET, fruto da inquietação do Dr. Carlos Portela diante da lógica simplista da medicina tradicional, que reduz problemas complexos a soluções imediatas como “colesterol alto = remédio” ou “pressão alta = remédio”. Médico do esporte, nutrólogo e cardiologista, ele buscou inspiração na neurociência e no estudo do comportamento humano para criar uma metodologia capaz de reprogramar padrões mentais e emocionais. Hoje, o RESET está presente em 24 países, oferecendo programas de imersão, clínicas e até hotéis de saúde. Esses espaços, chamados de health centers, seguem uma tendência internacional já consolidada na Europa e nos Estados Unidos, formando ecossistemas completos de bem-estar integral dentro do conceito Wellness. Para Portela, saúde vai além da ausência de doença: é a capacidade de adaptação do corpo. “Se uma lesão não cicatriza ou se uma demanda emocional vira trauma, significa que o corpo perdeu sua capacidade de se adaptar”, explica. A proposta é devolver às pessoas essa capacidade de adaptação, reorganizando o caos e promovendo longevidade com qualidade. Cada indivíduo traz consigo dores, rotinas, histórias e traumas particulares, e é justamente nesse ponto que o projeto se diferencia: ao integrar natureza, ciência e comportamento, cria ambientes que permitem ao corpo e à mente recuperar equilíbrio e resiliência.
si só, mas quando não há adaptação, o trauma permanece guardado. Ele explica que não existe vida sem traumas, mas o impacto deles depende da percepção de cada pessoa: uma rachadura pequena pode se tornar um grande problema, enquanto uma grande ‘ferida’ pode ser interpretada como algo irrelevante. Dentro da metodologia do RESET, a jornada ensina como criar resistência. “Assim como o coração cria redes colaterais diante de uma obstrução, o cérebro também pode formar novos caminhos neurais — a chamada neuroplasticidade”, ressalta, nos explicando que antes acreditava-se que isso só ocorria na infância, mas hoje se sabe que adultos também têm essa capacidade. “O desafio é aprender a utilizá-la de forma eficiente: uma percepção negativa fortalece o problema, enquanto uma percepção positiva abre caminhos para resolução de conflitos”, comenta.
O trauma, segundo o Dr. Carlos Portela, é a falta de capacidade do cérebro de se adaptar. Quando saudável, o corpo consegue resolver problemas por
Outro ponto que abordamos foi sobre a relação entre saúde e emagrecimento. Muitas pessoas associam bem-estar
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mercado, que passou a oferecer produtos mais alinhados com a busca por saúde. Nesse contexto, o médico observa que o mercado também mudou. As chamadas “canetinhas emagrecedoras” ganharam espaço, o setor de fast foods passou por adaptações e os grandes players da indústria alimentícia perceberam essa transformação, ajustando seus produtos ao novo comportamento de consumo. Existe, sim, uma população específica que busca mais saúde, mas ele alerta para um dado importante: o fenômeno da fuga. Ou seja, muitas pessoas iniciam mudanças positivas, mas acabam voltando a padrões antigos, mostrando que o desafio não é apenas o acesso a soluções, mas a capacidade de manter consistência e adaptação.
apenas à perda de peso, mas o médico explica que a gordura tem funções importantes: produção de hormônios, proteção mecânica e reserva energética. “O problema surge quando o corpo acumula gordura em excesso, especialmente a visceral, que é altamente inflamatória. Esse acúmulo está ligado ao estresse crônico e à elevação do cortisol”, diz o médico.
Carlos Portela observa que muitas pessoas estão buscando alternativas de saúde, como a corrida, um dos esportes que mais cresce. Apesar de seus benefícios, ele alerta para o risco de práticas desreguladas e sem acompanhamento. “A busca desenfreada por adrenalina reflete o caos moderno: o corpo vive constantemente em estado de alerta. Assim, embora a atividade física seja o “remédio mais barato e eficiente”, o excesso pode se tornar veneno, gerando lesões e agravando o estado psicológico”, alerta. Ele explica que “existe uma biomecânica natural: primeiro sustentamos o pescoço, depois engatinhamos, andamos e só então corremos. Ignorar essa progressão, iniciando corridas sem preparo ou estando acima do peso, sobrecarrega articulações e músculos, levando a lesões que podem comprometer meses de evolução. O excesso de treinos, sem tempo de recuperação, transforma o estresse físico em disfunções psicológicas e doenças, já que o corpo perde sua capacidade adaptativa”.
Carlos Portela destaca que o corpo humano busca rotina como forma de segurança. Alterações bruscas nos hábitos — como ocorre nos finais de semana, quando se dorme mais tarde e se consome alimentos inflamatórios — geram fadiga e sensação de cansaço na segunda-feira. Isso acontece porque o corpo possui um ciclo circadiano, um relógio biológico que regula pressão arterial, funcionamento intestinal e produção hormonal. Dormir fora do horário adequado compromete esse ciclo e a qualidade do sono. O comportamento social também está mudando. Antes, baladas começavam tarde da noite e iam até a madrugada. Hoje, há movimentos que promovem eventos de saúde e bem-estar já nas primeiras horas da manhã, como uma “balada saudável”. Esse fenômeno reflete uma mudança cultural: redução do consumo de bebidas alcoólicas, melhora gradual da alimentação e até adaptação do
Ele destaca a importância de espaços estruturados como o RESET Com-
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plexo Bosque. Criado para olhar a saúde da família de forma integral, o Bosque reúne centros gastronômicos, modalidades de atividade física e tecnologias de ponta, sempre com foco no cérebro e na reprogramação comportamental. A bandeira do Bosque é o hiperfoco, metodologia que integra exercícios e neurociência. Recebe apenas dez pessoas por hora, garantindo atendimento personalizado e tecnologias de ponta para recuperação e desinflamação. O objetivo é oferecer um ecossistema completo de saúde, capaz de reorganizar corpo e mente, combater os efeitos do estresse e promover longevidade com qualidade.
atividade convencional em apenas uma sessão. Há também o BSQ Lab, laboratório de performance com estrutura comparável a grandes clubes europeus, além de um clube de corrida e centro de treinamento monitorado. O público-alvo inicial foi o empresário, que vive em constante caos e precisa de soluções rápidas e eficazes para equilibrar performance profissional e saúde física e mental. O RESET complementa essa visão, sendo um espaço criado para receber empresários e empresas que vivem sob pressão constante. A metodologia acompanha líderes, diretores e colaboradores, com auditórios e programas corporativos. A ideia é reorganizar o caos mental e emocional, fortalecendo a resistência e a capacidade de adaptação. Foi instalado estrategicamente próximo à maior avenida de Tere-
O complexo conta com o BSQ Wellness Center, que oferece terapias regenerativas capazes de equivaler a dias de
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sina, onde há intensa prática de atividade física. Além disso, abriga o Instituto Bosque, voltado para o desenvolvimento infantil, acompanhando crianças desde os primeiros meses de vida até a adolescência. A proposta é oferecer o input correto na fase de hiper aprendizado, garantindo adultos mais saudáveis no futuro. “O trabalho também envolve os pais, já que muitas vezes a disfunção familiar impacta diretamente o desenvolvimento da criança. Por isso, as duas bandeiras principais do Bosque são desenvolvimento infantil e saúde mental e emocional”.
frentou resistências e dificuldades, mas foi nesse processo que se lapidou. Passou por experiências pessoais intensas, como o Burnout, aos 31 anos, quando já tinha fama e sucesso, e por perdas familiares dolorosas. Esses episódios lhe ensinaram resiliência e a importância de transformar sentimentos em ação. O Burnout mudou sua trajetória. No momento em que deveria celebrar, viveu o luto. Foi nesse episódio que compreendeu o verdadeiro sentido da resiliência: transformar sentimentos em energia e ação. Dessa dor nasceu um novo projeto, uma clínica em São Paulo que hoje é referência nacional. Ele reconhece que sua vida é feita de quedas e reconstruções. Costuma dizer à esposa que todos os dias ela está casada com um homem diferente, porque diariamente se reinventa. Para ele, manter o ego sob controle é essencial. “Fama, dinheiro e poder podem cegar, e é por isso que tantos líderes caem”, destaca.
Dr. Carlos destaca que o Brasil é um país de grande criatividade justamente por viver em meio ao caos. Porém, o que trava o desenvolvimento é a saúde emocional. O medo ocupa lugar central na prateleira das emoções, bloqueando ações e perpetuando padrões culturais. “No Piauí, por exemplo, os índices de suicídio são alarmantes, reflexo de disfunções emocionais e sociais. A falta de miscigenação cultural, diferente das capitais litorâneas, mantém resquícios da colonização e pressões sociais que aprisionam as pessoas em “caixas”. Buscamos quebrar essas barreiras, trazendo novas referências e mostrando que é possível ir além.
Hoje, Carlos Portela afirma que sua missão é transformar pessoas. “Cada pessoa tem a chance de se resetar todos os dias, buscando propósito real e concreto, que mova para a ação”, diz. Sua filosofia é simples e poderosa: mudar uma pessoa por dia. Mesmo diante de grandes públicos, sua disciplina é transformar pelo menos uma vida diariamente.
Ao retornar ao Piauí, Dr. Carlos Portela inicialmente pensava em deixar definitivamente o estado. Porém, ao visitar o espaço onde hoje está o Bosque, teve uma experiência transformadora, sentindo arrepios em diferentes pontos do local. Decidiu cuidar da área, limpando e revitalizando o espaço, até que recebeu a notícia de que seria pai. Esse momento redefiniu sua missão e fortaleceu sua visão de criar um ambiente voltado para famílias e crianças. Ele relata que o projeto nasceu de uma visão sobrenatural, construída aos poucos, sem um plano prévio, mas guiada por percepções. Durante três anos en-
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DRA. PATRÍCIA GUEDES/ DR. EDUARDO VIEIRA Método GUÉV e o futuro da odontologia estética
Método GUÉV e o futuro da odontologia estética Conheça a história da Dra. Patrícia Guedes e Dr. Eduardo Vieira, o casal que é referência em harmonização facial e cirurgias estéticas da face
PATRÍCIA GUEDES Doutora pela Universidade Federal de Minas Gerais e mestre pela Universidade de São Paulo, a Dra. Patrícia Guedes Maciel Vieira construiu uma carreira sólida que une tradição acadêmica e inovação clínica. Com múltiplas especializações em harmonização orofacial, cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, implantodontia, periodontia e docência no ensino superior, ela se destaca como uma das principais referências da odontologia estética no Brasil e no exterior. Habilitada em laserterapia e sedação consciente com óxido nitroso, alia conhecimento científico às técnicas mais avançadas para oferecer resultados seguros e de excelência. Professora há 27 anos, coordenadora de cursos de especialização em harmonização facial e implantodontia, diretora do Colégio Brasileiro de Cirurgia Orofacial e CEO do Instituto THOPPI, Patrícia também representa o Brasil em instituições internacionais e atua como palestrante nacional e internacional. Reconhecida por sua visão estratégica e por sua capacidade de integrar ciência, estética e inovação, ela se tornou uma voz influente na construção do futuro da odontologia estética e da harmonização facial.
A trajetória da Dra. Patricia é marcada por uma filosofia que transcende a técnica e coloca o raciocínio clínico como o maior patrimônio de um profissional da saúde. Formada pela UFMG e pela USP, ela afirma que sua base acadêmica lhe ensinou a compreender profundamente a biologia, a anatomia e o comportamento dos tecidos antes de qualquer intervenção. Essa visão científica moldou sua
prática e a fez enxergar a estética facial como uma expressão de identidade, e não apenas como resultado de procedimentos ou materiais aplicados. Atualmente ela e o marido, Dr. Eduardo Vieira, tem uma clínica de alto padrão, um andar inteiro, com rooftop no bairro de Lourdes, região da Savassi, em Belo Horizonte. Ao longo de sua carrei-
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DRA. PATRÍCIA GUEDES/ DR. EDUARDO VIEIRA Método GUÉV e o futuro da odontologia estética
ridade clínica nasce quando se domina ambas as áreas e se entende quando não intervir”, afirma. Com mais de 27 anos dedicados ao ensino, Patricia continua motivada pela missão de formar especialistas capazes de pensar criticamente e compreender que cada paciente é único em sua anatomia, comportamento e identidade. Essa filosofia também orienta o Instituto THOPPI, criado para suprir a lacuna entre profissionais que apenas executam técnicas e aqueles que sabem diagnosticar com profundidade. A instituição oferece uma formação integrada que abrange cirurgia estética orofacial, harmonização, implantodontia, regeneração tecidual, anatomia avançada e tecnologias digitais, sempre com foco no julgamento clínico. Entre suas maiores contribuições está o Método GUÉV, desenvolvido a partir de décadas de experiência. Mais do que um protocolo, trata-se de uma filosofia de diagnóstico que integra anatomia, envelhecimento, estrutura óssea, dinâmica dos tecidos e arquétipos comportamentais. O objetivo é compreender quem é o paciente antes de definir qualquer tratamento, preservando sua identidade e autenticidade. Para Patricia, o verdadeiro resultado de excelência não é aquele que chama atenção, mas aquele que faz o paciente parecer mais saudável, harmônico e autêntico.
ra, Patricia percebeu que nenhuma especialização isolada seria suficiente para oferecer excelência clínica. A cirurgia lhe trouxe respeito pelos limites biológicos, a implantodontia ampliou sua percepção estrutural, a periodontia reforçou a importância dos tecidos e da estabilidade, enquanto a harmonização orofacial trouxe alternativas capazes de complementar ou até evitar cirurgias. Para ela, o verdadeiro diferencial está em dominar todas as possibilidades terapêuticas e, sobretudo, reconhecer seus limites. “A matu-
Ela também acompanha de perto os avanços tecnológicos na odontologia estética. Scanners intraorais, tomografia computadorizada, impressão 3D e inteligência artificial trouxeram previsibilidade e precisão inéditas, mas Patricia ressalta que nenhuma tecnologia substitui o julgamento clínico. O mesmo vale para recursos como laserterapia, que hoje ocupa posição estratégica em procedimentos de rejuvenescimento e cicatrização, e para a sedação consciente com óxido nitroso,
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Dra. Patrícia Guedes/ Dr. Eduardo Vieira Método GUÉV e o futuro da odontologia estética
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DRA. PATRÍCIA GUEDES/ DR. EDUARDO VIEIRA Método GUÉV e o futuro da odontologia estética
que ampliou o conforto e a segurança dos pacientes. Para ela, tecnologia e farmacologia são ferramentas valiosas, mas a verdadeira segurança continua dependendo da formação e da capacidade crítica do profissional. Representando o Brasil em instituições internacionais, Patricia observa uma tendência global de abandonar padrões universais de beleza em favor de tratamentos personalizados e regenerativos. Essa visão dialoga diretamente com o Método GUÉV e com sua filosofia de preservar identidade. Em suas palestras nacionais e internacionais, temas como rejuvenescimento facial, Deep Plane Facelift, cervicoplastia, blefaroplastia e o Método de Lifting Central despertam grande interesse, sempre com foco em diagnóstico, planejamento tridimensional e segurança. uma mudança de paradigma na odontologia estética. Mais do que novos materiais ou técnicas, a transformação virá da forma como os profissionais pensam o paciente. A integração entre cirurgia estética orofacial, harmonização, medicina regenerativa, engenharia tecidual e inteligência artificial será cada vez maior, mas o diferencial estará na maturidade clínica e na capacidade de escolher a melhor indicação para cada indivíduo. “O conhecimento permite executar uma técnica; a experiência ensina quando utilizá-la; mas é a sabedoria clínica que nos mostra quando não intervir. É nesse equilíbrio que nasce a verdadeira excelência”, conclui.
Para o futuro, Patricia acredita em
Esse olhar humano e científico, aliado à experiência acumulada em quase três décadas de prática e ensino, faz da Dra. Patricia uma das vozes mais influentes na odontologia estética contemporânea. Sua mensagem é clara: a verdadeira inovação não está apenas na tecnologia, mas na forma como escolhemos utilizá-la para preservar identidade, respeitar anatomia e oferecer resultados autênticos.
Dra. Patrícia e a filha primogênita, Marcela Guedes, que é médica e atua na equipe da clínica, trabalha em São Paulo e Belo Horizonte
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DRA. PATRÍCIA GUEDES/ DR. EDUARDO VIEIRA Método GUÉV e o futuro da odontologia estética
EDUARDO VIEIRA A carreira do Dr. Eduardo Vieira é marcada pela integração entre ciência, tecnologia e prática clínica, sempre com foco na individualização dos tratamentos e na formação de especialistas preparados para os desafios da odontologia estética contemporânea. Doutorando em Ciências Biomédicas e especialista em Harmonização Orofacial, Prótese, Implantodontia e Docência do Ensino Superior, ele atua como diretor do Instituto THOPPI ao lado da Dra. Patrícia Guedes, além de ser professor há mais de duas décadas e palestrante nacional e internacional. Sua trajetória combina excelência acadêmica, inovação clínica e compromisso ético. Eles tem 4 filhos: Marcela Guedes (médica), Bruna Guedes (acadêmica de medicina), Eduardo José Vieira (acadêmico de medicina), Vinicius Vieira (estudante e jogador do time de base de futebol profissional).
Segundo Dr. Eduardo Vieira, o Método GUÉV transformou profundamente sua forma de analisar a face, especialmente em procedimentos de mandíbula e mento. Antes vistos apenas como estruturas de contorno, hoje são compreendidos como elementos que representam identidade, equilíbrio e personalidade. Essa mudança de perspectiva o levou a abandonar protocolos padronizados e a construir planejamentos individualizados, considerando estrutura óssea, tecidos moles, dinâmica muscular, envelhecimento e perfil comportamental. Para ele, técnica sem diagnóstico perde o sentido, e é justamente essa filosofia que transmite aos seus alunos.
aplicada e regeneração tecidual, permite resultados mais naturais, seguros e duradouros. Eduardo enfatiza que muitas vezes a solução não está em aumentar volume, mas em melhorar sustentação, tratar a qualidade da pele ou até indicar uma abordagem cirúrgica.
O grande diferencial do método, em relação às técnicas tradicionais de harmonização, está no raciocínio clínico. Em vez de perguntar “qual produto utilizar?”, a abordagem parte da questão “qual é a real necessidade do paciente?”. Essa visão integrada, que combina implantodontia, prótese, cirurgia, anatomia
Para ele, estética e função caminham juntas. A mandíbula, além de definir contornos faciais, é responsável por mastigação, estabilidade oclusal e equilíbrio muscular. Procedimentos de harmo-
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DRA. PATRÍCIA GUEDES/ DR. EDUARDO VIEIRA Método GUÉV e o futuro da odontologia estética
nização podem contribuir para um envelhecimento mais harmonioso, mas nunca substituem tratamentos reabilitadores ou cirúrgicos quando necessários. Essa visão reforça sua preocupação ética: nem tudo o que é tecnicamente possível deve ser realizado. Preservar a identidade do paciente é prioridade, e muitas vezes a melhor decisão clínica é contraindicar um procedimento.
Eduardo também destaca a conexão absoluta entre implantodontia, prótese e estética facial. A perda dentária altera suporte labial, contorno mandibular e acelera o envelhecimento. Reabilitar com implantes e próteses corretamente planejados devolve função mastigatória, fonética, autoestima e suporte facial. Nesse contexto, inovações como planejamento digital, cirurgia guiada, escaneamento
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DRA. PATRÍCIA GUEDES/ DR. EDUARDO VIEIRA Método GUÉV e o futuro da odontologia estética
intraoral, fluxo CAD/CAM e biomateriais regenerativos ampliaram a previsibilidade clínica, mas ele ressalta que nenhuma tecnologia substitui conhecimento — apenas potencializa o profissional que domina anatomia e biomecânica. Recursos como laserterapia e sedação consciente com óxido nitroso também ganharam espaço em sua prática. O laser contribui para reduzir inflamação, controlar dor e acelerar reparo tecidual, enquanto a sedação consciente garante conforto e segurança para pacientes ansiosos. Para Eduardo, esses recursos humanizam o atendimento e fazem parte da odontologia moderna. Na coordenação de cursos de especialização no Brasil e no exterior, ele enfrenta o desafio de adaptar conteúdos às diferentes realidades sem perder o padrão de excelência. Sua metodologia é baseada em casos clínicos reais, prática intensiva e tomada de decisão, formando profissionais capazes de atuar com segurança em qualquer lugar do mundo. Essa filosofia consolidou o Instituto THOPPI como referência nacional e internacional, unindo assistência clínica de excelência e formação de especialistas. Em relação às tendências globais, Eduardo observa uma valorização crescente da estética natural, da regeneração tecidual e da preservação anatômica. O excesso dá lugar à individualização, e o futuro da estética estará menos relacionado à quantidade de procedimentos e mais à qualidade do diagnóstico. Para ele, equilibrar tradição acadêmica e inovação tecnológica é essencial: a tradição fornece bases sólidas, enquanto a inovação amplia possibilidades. O verdadeiro diferencial está em saber quando e por que utilizar cada recurso.
profissionais comprometidos com o conhecimento, com a responsabilidade clínica e com o respeito à identidade dos pacientes. “Se conseguir formar especialistas tecnicamente excelentes, eticamente responsáveis e apaixonados pelo conhecimento, acredito que esse será o maior legado que posso deixar para a odontologia”, resume.
Como mentor e palestrante, Eduardo deseja deixar um legado de ética, ciência e humanização. Mais do que técnicas, ele quer ser lembrado por formar
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Dr. João DR. JOÃOMacedo MACEDO A inteligência artificial e ética na odontologia estética
A inteligência artificial e ética na odontologia estética
A trajetória do Dr. João Batista de Macedo Sobrinho é marcada pela busca constante por inovação tecnológica aliada ao rigor científico e ao compromisso ético. Doutor em Laser em Odontologia pela UFBA/UFPB e mestre em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais em Paris, ele acumula especializações em Harmonização Orofacial, Cirurgia Estética Orofacial, Odontologia Hospitalar e Disfunção Têmporo-Mandibular e Dor Orofacial. Fundador e presidente da
Associação Brasileira de Cirurgia Estética Orofacial (CEOFBRASIL), além de membro ativo em diversas comissões do Conselho Federal e regionais, João Batista se consolidou como uma das principais vozes da odontologia estética contemporânea. Sua formação na França foi decisiva para moldar sua visão sobre tecnologia e inovação. Ele aprendeu que avanços só têm valor quando apoiados em conhecimento anatômico, diag-
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DR. JOÃO MACEDO A inteligência artificial e ética na odontologia estética
Dr. João Macedo A inteligência artificial e ética na odontologia estética
nóstico preciso e responsabilidade profissional. Essa filosofia o acompanha desde os anos 1990, quando foi um dos pioneiros no uso da toxina botulínica na odontologia brasileira. O recurso, inicialmente visto com resistência, evoluiu de uma aplicação meramente estética para um instrumento terapêutico em dores musculares, assimetrias faciais e hiperatividade muscular. Para João Batista, o grande avanço não foi apenas o aumento das indicações, mas o amadurecimento da técnica e a consciência de que a toxina deve ser usada com critério e planejamento.
interpretação de exames de imagem, análise de fotografias, organização de prontuários e acompanhamento da evolução dos pacientes. Em harmonização, os algoritmos permitem avaliar proporções, assimetrias e padrões de envelhecimento com maior objetividade, além de simular possibilidades de tratamento. Contudo, João Batista alerta: previsibilidade não é promessa de resultado, já que variáveis biológicas individuais sempre influenciam a resposta clínica. A IA também pode reduzir riscos e complicações, funcionando como uma camada adicional de segurança ao lembrar o profissional sobre alergias, medicamentos e as demais contraindicações, além de identificar sinais precoces de intercorrências no pós-operatório. Mas, para ele, a segurança
Nos últimos anos, sua atenção voltou-se para a integração da inteligência artificial (IA) na odontologia e na harmonização orofacial. Ele destaca que a IA já impacta diagnósticos e planejamentos clínicos, auxiliando na
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continua fundamentada em formação sólida, conhecimento anatômico e capacidade de reconhecer complicações. “A tecnologia deve apoiar o profissional, nunca substituí-lo”, enfatiza. Outro ponto de destaque é a personalização dos tratamentos. A IA permite análises detalhadas que respeitam as características únicas de cada paciente, evitando a padronização de rostos e preservando identidade e naturalidade. João Batista também vê grande potencial na integração da IA com protocolos de laser, auxiliando na organização de parâmetros e na avaliação da resposta individual, além de aplicações em dor orofacial, onde pode ajudar a identificar
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padrões de sintomas e evolução clínica.
Os desafios éticos são, para ele, inseparáveis dessa evolução. A proteção de dados sensíveis, o risco de viés nos algoritmos e a manipulação de imagens que criam expectativas irreais são pontos de atenção. Transparência e responsabilidade são indispensáveis: o paciente deve saber quando a tecnologia está sendo utilizada e quais são suas limitações. Para João Batista, o equilíbrio entre inovação e humanização é o caminho. “O futuro da odontologia não será apenas tecnológico. Será a combinação entre conhecimento científico, experiência clínica, inovação e empatia”, resume.
O futuro, segundo ele, passa por ferramentas como realidade aumentada e robótica associada à IA. A primeira pode melhorar a comunicação com o paciente e o planejamento tridimensional, enquanto a segunda promete maior precisão em procedimentos. Ainda assim, João Batista reforça que a decisão clínica e a responsabilidade sempre serão humanas. A análise de grandes volumes de dados também desponta como tendência, permitindo identificar padrões e prever resultados, mas exige rigor na qualidade das informações e proteção da privacidade dos pacientes.
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DR. RODRIGO PIRMEZ Especialista fala sobre alopecia
A tricologia, ciência dedicada ao estudo dos cabelos, dos pelos e do couro cabeludo, vem se consolidando como uma área essencial tanto para a saúde quanto para a estética. Seu campo de atuação abrange desde a anatomia e fisiologia dos fios até o diagnóstico e tratamento de patologias como alopecia androgenética, alopecia areata e dermatite seborreica. Essa integração entre ciência médica e estética torna a tricologia cada vez mais relevante, especialmente diante do impacto social e emocional que a perda dos cabelos exerce sobre os indivíduos.
do. Realizou estágios em centros de referência internacional, como a University of Miami, a University of San Francisco Califórnia e o Centre Sabouraud, em Paris, e desde então construiu uma carreira marcada pela pesquisa e pela prática clínica. Atualmente, é chefe do Centro de Estudos do Cabelo da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, presidente da International Trichoscopy Society e membro do Comitê Científico da American Hair Research Society. Sua produção acadêmica inclui artigos científicos e o livro Hair & Scalp Treatment – A Practical Guide, traduzido para diversos idiomas.
O Dr. Rodrigo Pirmez é um dos principais nomes da tricologia no Brasil e no mundo. Médico dermatologista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, descobriu ainda na residência seu interesse pelas doenças dos cabelos e do couro cabelu-
Segundo o especialista, qualquer tipo de queda capilar deve ser avaliado por um tricologista, já que existem formas reversíveis e irreversíveis de alopecia. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de recuperação dos fios. O processo diagnóstico envolve
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anamnese detalhada, exame clínico, tricoscopia — microscopia de superfície que permite observar minuciosamente couro cabeludo e fios — e, em casos específicos, biópsia. Nos últimos anos, dois avanços se destacaram: o uso do Minoxidil oral e os inibidores de JAK, que revolucionaram o manejo da alopecia areata grave. O Dr. Pirmez também ressalta a importância da alimentação para a saúde capilar. Dietas equilibradas garantem fios saudáveis, enquanto restrições severas ou emagrecimento rápido — como os provocados por medicamentos como semaglutida e tirzepatida — podem desencadear o eflúvio telógeno agudo, caracterizado por queda intensa e súbita, geralmente reversível. No campo dos tratamentos cirúrgicos, o transplante capilar é indicado principalmente nos casos de alopecia androgenética em estágio avançado, quando o tratamento clínico já não oferece resultados satisfatórios. O procedimento exige que a calvície esteja estabilizada e que o tratamento clínico seja mantido mesmo após o transplante. O maior limitante é a área doadora insuficiente, embora atualmente seja possível utilizar pelos corporais em alguns casos. Além dos aspectos médicos, o especialista enfatiza o impacto social e emocional da perda dos cabelos. Estudos demonstram que pacientes com alopecia areata apresentam maior risco de depressão, afastamento do trabalho e até tentativa de suicídio, evidenciando que a alopecia deve ser encarada como questão de saúde e não apenas estética.
cabelo antes dos 21 anos e 66% já apresentam perda significativa aos 35 anos. A incidência varia entre etnias, sendo mais comum em homens caucasianos e menos frequente em populações asiáticas. O impacto social é igualmente relevante. Quarenta por cento das mulheres com alopecia relatam problemas conjugais e 63% enfrentam dificuldades profissionais relacionadas à queda capilar. Esses números reforçam que a tricologia deve ser considerada uma área estratégica da medicina, com implicações diretas na qualidade de vida. O mercado mundial de tratamentos e produtos contra queda capilar movimentou 52,3 bilhões de dólares em 2022 e deve alcançar 88 bilhões em 2030, com crescimento médio anual de 6,7%. Os Estados Unidos lideram o setor, com 18,3 bilhões em vendas anuais, enquanto países europeus como Espa-
A prevalência das alopecias é alta em todo o mundo. Estima-se que até 85% dos homens e 33% das mulheres enfrentarão algum grau de queda capilar ao longo da vida. Aproximadamente 50% dos homens e 25% das mulheres apresentam algum grau de calvície, sendo que 25% dos homens começam a perder
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nha, Itália e França apresentam algumas das maiores taxas de calvície masculina. No Brasil, a tricologia cresce rapidamente. O país irá sediar neste ano de 2026 o Congresso Mundial de Tricoscopia, dos dias 29 de outubro a 01 de Novembro, no Rio de Janeiro. O país também se posiciona como referência em transplantes capilares, com custos competitivos e profissionais altamente qualificados, rivalizando com centros internacionais como a Turquia. O futuro da tricologia aponta para avanços promissores. Entre eles estão as terapias regenerativas com células-tronco e fatores de crescimento, a personalização dos tratamentos baseada no perfil genético de cada paciente, o uso da inteligência artificial para diagnóstico precoce, o desenvolvimento de cosméticos sustentáveis, a pesquisa em folículos produzidos através de bioengenharia e a integração da tricologia com a saúde sistêmica, ampliando seu papel além da estética.
Com maior entendimento dos mecanismos de funcionamento do folículo capilar e o surgimento de novas medicações, a expectativa é que os próximos anos tragam tratamentos cada vez mais eficazes e seguros para diferentes tipos de alopecia. Outro ponto relevante é o papel da formação médica. A Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, onde o Dr. Rodrigo Pirmez atua como professor, é um centro histórico de ensino e pesquisa, berço da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O Centro de Estudos do Cabelo integra o Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay e recebe tanto residentes quanto fellows nacionais e internacionais, contribuindo para a formação de novos especialistas e para a expansão da tricologia como campo de conhecimento. Com o crescimento exponencial da área, o mercado de trabalho para tricologistas no Brasil apresenta perspectivas positivas. A demanda por especialistas aumenta à medida que novos tratamentos surgem e que a sociedade passa a compreender a importância da saúde capilar não apenas como questão estética, mas como parte integrante do bem-estar físico e emocional.
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DR. CLÁUDIO ROBERTO GONSALEZ: Ciência e humanidade na infectologia
CIÊNCIA E HUMANIDADE
NA INFECTOLOGIA O Dr. Cláudio Roberto Gonsalezconstruiu uma carreira sólida na infectologia hospitalar, marcada pela competência técnica e pela visão humanista. Atuou em hospitais de referência, liderando iniciativas voltadas ao controle de infecções, ao uso racional de antibióticos e ao enfrentamento da resistência antimicrobiana. Além da prática clínica, contribuiu com pesquisas, palestras e publicações científicas, sempre com foco na segurança do paciente e na capacitação contínua das equipes de saúde. Sua trajetória une ciência e humanidade, defendendo que o futuro da especialidade depende da integração de novas tecnologias, da valorização da educação médica e da construção de uma cultura hospitalar voltada à prevenção.
mento e prevenção de doenças causadas por vírus, bactérias, fungos e parasitas. Entre os temas centrais estão o manejo do HIV/AIDS, a investigação de febres de origem indeterminada, o uso racional de antimicrobianos e o controle das infecções hospitalares.
Conversamos com ele sobe infectologia clínica, que abrange diagnóstico, trata-
TDMB: Após a pandemia, que mudanças são essenciais na rotina hospitalar e nos protocolos de prevenção?
cassez de insumos e leitos, além da capacidade de adaptação com os Hospitais de Campanha. Também ficou clara a importância de proteger profissionais e familiares com uso adequado de EPI, protocolos assistenciais e vigilância epidemiológica.
Cláudio Roberto Gonsalez: A COVID-19 revelou fragilidades dos sistemas de saúde e a necessidade de protocolos rigorosos. É essencial fortalecer a vigilância epidemiológica, estruturar serviços para proteger pacientes e profissionais e valorizar o papel dos infectologistas e SCIRAS. O legado é investir continuamente em infraestrutura, treinamento e planejamento.
TDMB: Como avalia o papel das vacinas diante das variantes emergentes? Cláudio Roberto Gonsalez: A vacinação em massa foi decisiva para reduzir casos graves e óbitos. Mesmo com variantes, as vacinas mantêm alta proteção contra formas graves. É indispensável investir em vigilância genômica, pesquisa contínua e vacinas atualizadas. A mensagem é clara: vacine-se. TDMB: O que a COVID-19 nos ensinou sobre novos patógenos zoonóticos?
TDMB: Quais os maiores aprendizados da infectologia hospitalar durante a pandemia? Cláudio Roberto Gonsalez: Aprendemos a reorganizar processos diante da es-
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DR. CLÁUDIO ROBERTO GONSALEZ: Ciência e humanidade na infectologia
Cláudio Roberto Gonsalez: Reforçou o conceito de Saúde Única (One Health), mostrando que desmatamento e perda de biodiversidade aumentam o risco de novos patógenos. Preparação exige vigilância integrada, preservação ambiental e políticas públicas baseadas nesse equilíbrio.
seja infecciosa. É essencial investigação sistemática e evitar antimicrobianos sem evidência, de maneira assertiva, pois isso atrasa o diagnóstico e favorece resistência.
TDMB: Que medidas podem ajudar no fortalecimento da vigilância epidemiológica em regiões com poucos recursos?
Cláudio Roberto Gonsalez: É preciso identificar o perfil do paciente e confirmar o agente etiológico para ajustar o tratamento sem comprometer a terapia da doença de base. O manejo exige condução individualizada, avaliação da imunossupressão e acompanhamento multidisciplinar.
TDMB: Como manejar infecções oportunistas em pacientes imunodeprimidos?
Cláudio Roberto Gonsalez: A detecção precoce é essencial. Medidas simples como capacitação contínua, simplificação da notificação, fortalecimento da atenção primária e sistemas ágeis de monitoramento permitem conter surtos e proteger populações vulneráveis. TDMB: Quais estratégias de Stewardship reduzem a resistência antimicrobiana? Cláudio Roberto Gonsalez: A educação permanente das equipes é o principal impacto, garantindo prescrição correta. Também são eficazes auditorias de prescrições, protocolos institucionais, acompanhamento pelos SCIRAS e medidas restritivas associadas à capacitação. TDMB: Como equilibrar a prescrição de antibióticos diante da pressão de pacientes e familiares? Cláudio Roberto Gonsalez: A decisão deve ser baseada em critérios clínicos e científicos, nunca na pressão externa. O uso inadequado traz riscos como resistência, eventos adversos e infecções oportunistas. Educação contínua e comunicação clara fortalecem a confiança e garantem uso racional. TDMB: Quais os principais erros diagnósticos são comuns em Febre de Origem Indeterminada (FOI)? Cláudio Roberto Gonsalez: O erro mais frequente é presumir que toda febre
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DR. CLÁUDIO ROBERTO GONSALEZ: Ciência e humanidade na infectologia
TDMB: Quais estratégias podem reduzir a hesitação vacinal entre profissionais de saúde e pacientes?
são negligenciados o uso correto de EPI, etiqueta respiratória, limpeza adequada de equipamentos e retirada precoce de dispositivos invasivos. Educação permanente e cultura de segurança são essenciais.
Cláudio Roberto Gonsalez: Entre profissionais, educação permanente e atualização científica são fundamentais. Para pacientes, comunicação clara, combate à desinformação, empatia e fortalecimento da confiança são as estratégias mais eficazes. Vacinar é investir em saúde individual e coletiva.
TDMB: Como o senhor avalia o impacto das bactérias multirresistentes no aumento das IRAS e quais estratégias têm sido mais eficazes para combatê-las? Cláudio Roberto Gonsalez: Elas não aumentam a incidência, mas tornam as infecções mais graves e difíceis de tratar. O ciclo de resistência é alimentado pelo uso inadequado de antimicrobianos. As estratégias incluem programas de Stewardship, vigilância ativa, precauções rigorosas, higienização das mãos e boas práticas de segurança.
TDMB: Como garantir equidade no acesso às vacinas diante da escassez de insumos e desigualdade regional? Cláudio Roberto Gonsalez: O Brasil tem o PNI, mas regiões remotas ainda enfrentam desafios. É preciso fortalecer infraestrutura, investir na cadeia de frio, ampliar ações com equipes móveis, promover campanhas educativas e assegurar financiamento e logística adequados para manter a cobertura vacinal.
TDMB: Como criar uma cultura hospitalar que envolva médicos, enfermeiros e gestores na prevenção das IRAS? Cláudio Roberto Gonsalez: É preciso transformar o SCIRAS em parceiro estratégico, apoiando equipes na análise de riscos e protocolos. Os pilares são adesão às medidas preventivas, responsabilidade compartilhada, apoio da alta gestão, integração com setores de qualidade e capacitação contínua. A liderança institucional e o engajamento coletivo são decisivos.
TDMB: Quais são as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) mais prevalentes e quais representam maior risco de mortalidade? Cláudio Roberto Gonsalez: As mais comuns são infecções urinárias, de sítio cirúrgico, pneumonias ligadas à ventilação mecânica e infecções da corrente sanguínea. Estas últimas têm maior risco de mortalidade, seguidas das pneumonias em pacientes críticos e das cirúrgicas. A prevenção depende de higiene das mãos, bundles assistenciais, uso criterioso de dispositivos e vigilância contínua. TDMB: Quais medidas simples de prevenção ainda são negligenciadas na rotina hospitalar? Cláudio Roberto Gonsalez: A higienização das mãos continua sendo a medida mais eficaz e ainda pouco aderida. Também
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ADRIANA FELLIPELLI: Liderança e comportamento
NR-1, RISCOS PSICOSSOCIAIS, BURNOUT, E OS DESAFIOS DA GESTÃO A Fellipelli é uma consultoria especializada em resolver perdas de performance causadas por comportamento. Atua onde a estratégia costuma travar na prática — em líderes despreparados, equipes desalinhadas, baixa colaboração, falhas de comunicação, conflitos e resistência à mudança. Seu trabalho combina diagnóstico e soluções personalizadas para desenvolver lideranças, fortalecer equipes, apoiar mudanças culturais e transformar desenvolvimento em impacto real no negócio. O posicionamento da empresa é claro: organizações não perdem resultado apenas por falta de estratégia, mas quando o comportamento não sustenta a execução. Por isso, a Fellipelli identifica os pontos que travam a performance e constrói soluções que conectam liderança, cultura e equipes diretamente aos resultados. Entre seus diferenciais estão começar pela dor do negócio, realizar diagnóstico antes da solução, conectar desenvolvimento à estratégia, traduzir profundidade técnica em linguagem simples e entregar soluções personalizadas ao contexto de cada cliente. Em resumo, a Fellipelli resolve desafios de performance por meio das pessoas. A Revista Top Doctor Magazine Brasil entrevistou Adriana Fellipelli, CEO da Fellipelli, psicóloga e especialista em desenvolvimento organizacional. Sócia-fundadora da empresa, Adriana é referência em desenvolvimento humano e organizacional, com mais de 30 anos de atuação. Criadora de programas e metodologias que impactaram milhares de profissionais no Brasil e no exterior, ela conecta ciência do comportamento, neurociência e estratégia de negócios para gerar resultados sustentáveis.
baseado em neurociência, destaca-se por sua atuação global e parcerias exclusivas com metodologias internacionais de desenvolvimento. Esse conjunto reforça a essência da Fellipelli: transformar comportamento, liderança e cultura em resultados concretos e sustentáveis.
Além de sua trajetória na Fellipelli, Adriana foi cofundadora e executiva no Brasil de uma consultoria internacional e também cofundadora do Capitalismo Consciente Brasil, iniciativa voltada à disseminação de práticas empresariais mais conscientes e humanizadas. Com doutorado em andamento em Psicologia, graduação em Psicologia e Psicanálise, pós-graduação em Marketing de Serviços e certificações internacionais em coaching
ADRIANA FELLIPELLI: Eu vejo que a contribuição da Fellipelli, neste momento, está em ajudar as empresas a fazer uma transição importante: sair de uma abordagem pontual e intuitiva para uma gestão mais estruturada dos riscos psicossociais. Nós atuamos combinando diagnóstico, desenvolvimento de lideranças e consultoria aplicada, sempre com foco na realidade empresarial e na transformação de cultura, equipes e gestão. Na prática, isso
TDM BRASIL: Como a Fellipelli está inserida nessa demanda atual sobre a NR-1? Como tem atuado junto às empresas?
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ADRIANA FELLIPELLI: Liderança e comportamento
significa apoiar organizações na leitura do ambiente, na identificação de fatores que podem ampliar desgaste e adoecimento e, principalmente, na construção de respostas concretas. Eu entendo que a NR-1 não convida a empresa a medicalizar o trabalho, mas a profissionalizar a forma como ela gerencia fatores de risco que impactam pessoas, clima, produtividade e continuidade do negócio.
tão do ambiente. O burnout não surge de um episódio isolado. Ele tende a aparecer quando há exposição contínua a sobrecarga, baixa autonomia, ambiguidade de papel, percepção de injustiça e falha de suporte da liderança. No contexto brasileiro, eu vejo alguns agravantes muito claros. Ainda existe, em muitos ambientes, a valorização da disponibilidade irrestrita, da resposta imediata, de metas agressivas sem a estrutura correspondente e da crença de que suportar pressão extrema é sinal de força. Quando isso se soma a lideranças despreparadas para gerir pessoas em contextos exigentes, o risco de esgotamento cresce de forma relevante.
TDM BRASIL: Panorama atual: O Brasil é o segundo país com mais casos de burnout no mundo. Como você interpreta esse dado e quais fatores culturais ou organizacionais mais contribuem para isso?
TDM BRASIL: Os gastos do governo com afastamentos por transtornos mentais cresceram exponencialmente. Como esse impacto financeiro pode ser usado como argumento para convencer empresas a agir preventivamente?
ADRIANA FELLIPELLI: Eu interpreto esse dado como um reflexo de um modelo de trabalho que, muitas vezes, ainda normaliza excesso de pressão, urgência permanente e pouca qualidade na ges-
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ADRIANA FELLIPELLI: Liderança e comportamento
ADRIANA FELLIPELLI: Eu costumo dizer que o afastamento é apenas a parte mais visível e mais cara de um problema que começa muito antes. Quando os dados oficiais mostram crescimento expressivo das concessões por transtornos mentais, isso sinaliza um custo previdenciário para o Estado, mas também um custo operacional direto e indireto para as empresas. Do ponto de vista empresarial, o prejuízo não começa no afastamento. Ele começa na queda de energia, no presenteísmo, no erro, no retrabalho, no conflito recorrente, na perda de talentos e na redução da capacidade de execução. Por isso, o argumento econômico é muito forte: prevenir é mais inteligente, mais barato e mais sustentável do que reagir quando o problema já comprometeu pessoas, liderança e resultado.
Em geral, os sinais aparecem em dimensões físicas, emocionais, cognitivas e comportamentais. Entre os mais frequentes, eu destacaria cansaço persistente, dificuldade de concentração, irritabilidade, alterações de sono, desmotivação, queda na qualidade da entrega, isolamento, cinismo, sensação de incompetência e perda de energia para tarefas que antes eram administradas com mais equilíbrio. Para líderes e RH, o mais importante é perceber tendência, e não esperar um colapso. TDM BRASIL: Diferença entre burnout e estresse: Muitas vezes os termos se confundem. Como diferenciar o estresse cotidiano do burnout clínico? ADRIANA FELLIPELLI: Eu explico de forma simples: estresse é uma resposta do organismo a demandas e pressões. Ele pode ser transitório e, em alguns contextos, até funcional. Já o burnout está ligado ao estresse crônico no trabalho que não foi adequadamente gerenciado e costuma aparecer com uma combinação de exaustão, distanciamento mental ou cinismo e redução da eficácia profissional. Então, não é correto tratar qualquer cansaço como burnout. O estresse cotidiano tende a oscilar e pode diminuir com descanso, reorganização e recuperação. O burnout é um processo mais profundo, mais persistente e ligado diretamente ao ambiente ocupacional. Ele não significa apenas estar cansado; significa estar progressivamente drenado, desconectado e menos eficaz no trabalho.
TDM BRASIL: Reconhecimento oficial: Desde 2022, a OMS reconhece o burnout como doença ocupacional. Como essa mudança influencia a relação entre empresas e colaboradores? ADRIANA FELLIPELLI: Aqui eu faço sempre uma distinção técnica importante: a OMS enquadra o burnout, na CID-11, como um fenômeno ocupacional, e não como doença em sentido clínico tradicional. Mesmo assim, essa mudança é muito relevante porque ela reforça que não estamos falando apenas de fragilidade individual, e sim de algo diretamente relacionado ao contexto de trabalho. Na prática, isso muda a conversa entre empresas e colaboradores porque aumenta a responsabilidade organizacional. Fica mais difícil tratar exaustão crônica como um problema exclusivamente privado.
TDM BRASIL: Quais ferramentas ou metodologias você recomenda para que empresas identifiquem riscos psicossociais?
TDM BRASIL: Quais sinais de alerta líderes e RH devem observar para identificar colaboradores em risco?
ADRIANA FELLIPELLI: Eu recomendo uma combinação entre assessment estruturado, leitura de indicadores internos e análise do trabalho real. Não basta depender apenas de percepção subjetiva. A
ADRIANA FELLIPELLI: Eu recomendo atenção especial a mudanças de padrão.
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empresa precisa mapear onde estão os focos de sobrecarga, quais áreas concentram maior vulnerabilidade e como esses sinais se conectam com absenteísmo, turnover, afastamentos, conflitos e clima. Nesse contexto, eu entendo que ferramentas como o E.MO.TI.V.E. têm valor porque ajudam a transformar sinais difusos em dados gerenciais acionáveis. O diferencial está justamente em sair da opinião e avançar para diagnóstico, análise, devolutiva e plano de ação. Mas eu sempre reforço que o instrumento, por si só, não resolve. O valor real aparece quando a leitura gera intervenção concreta sobre liderança, metas, ritos, comunicação e desenho do trabalho. TDM BRASIL: Como preparar gestores para garantir segurança psicológica e evitar práticas que gerem esgotamento? ADRIANA FELLIPELLI: O primeiro passo é ajudar o gestor a entender que liderar não é apenas cobrar entrega. Liderar também é administrar contexto, pressão, clareza e qualidade das relações. Por isso, eu defendo a capacitação em comunicação, inteligência emocional, feedback, priorização, gestão de conflitos e leitura de sinais de risco psicossocial. Segurança psicológica, para mim, não significa reduzir exigência nem eliminar cobrança. Significa criar um ambiente em que as pessoas possam sinalizar dificuldades, riscos, erros e limites sem medo de humilhação ou retaliação. É essa maturidade que torna a performance mais sustentável. Um líder pode manter alto padrão de resultado sem transformar pressão em desgaste desnecessário. TDM BRASIL: Mudanças regulatórias: A NR-1 exige gestão obrigatória de riscos psicossociais. Como você avalia essa mudança?
ADRIANA FELLIPELLI: Eu avalio essa mudança como um avanço necessário. O principal mérito dessa mudança, na minha leitura, é obrigar a empresa a sair da reação tardia e entrar numa lógica de gestão contínua. A partir daí, não basta falar de saúde mental em campanha ou palestra; é preciso identificar, avaliar, agir, monitorar e revisar os fatores de risco de forma documentada e consistente. TDM BRASIL: Adequação das empresas: Quais os maiores desafios que as empresas vão enfrentar para atualizar seus Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR)? ADRIANA FELLIPELLI: Eu vejo três desafios principais. O primeiro é maturidade: muitas empresas ainda não têm método, indicadores ou linguagem comum para tratar riscos psicossociais com a mesma seriedade dedicada a outros riscos ocupacionais. O segundo, integração, porque esse tema não pode ficar isolado em RH, jurídico ou segurança do trabalho; ele exige articulação real entre liderança, gestão de pessoas, SST e alta direção. O terceiro, talvez o mais importante, é transformar diagnóstico em ação. Registrar risco no papel é insuficiente. A empresa terá de revisar metas, ritos, fluxos, papéis, lideranças e formas de cobrança quando esses elementos estiverem contribuindo para o adoecimento. Esse é o ponto em que a adequação deixa de ser formal e passa a ser efetiva. TDM BRASIL: O que pode acontecer com empresas que não se adequarem até o prazo? ADRIANA FELLIPELLI: A não conformidade amplia a exposição da empresa em várias frentes ao mesmo tempo. Existe risco regulatório, trabalhista, reputacional e também risco operacional. A fiscalização
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ADRIANA FELLIPELLI: Liderança e comportamento
pode considerar documentos, organização do trabalho, indícios de adoecimento, relatos de trabalhadores e evidências de que a empresa monitora ou não esses fatores. Além disso, há um efeito interno muito sério. Quando a empresa ignora sinais claros de risco ou reconhece o problema sem agir, ela enfraquece a confiança das equipes e amplia o custo silencioso do desgaste. Não se trata apenas de cumprir prazo mas, de preservar credibilidade, capacidade de execução e sustentabilidade do negócio. TDM BRASIL: Você acredita que a saúde mental finalmente será tratada com a mesma importância que a segurança física no trabalho? ADRIANA FELLIPELLI: Eu acredito que estamos caminhando nessa direção. Talvez não da mesma forma, porque são fenômenos diferentes, mas certamente com muito mais peso estratégico do que no passado. A combinação entre dados de afastamento, pressão por produtividade sustentável e avanço regulatório torna esse movimento praticamente inevitável. O mais importante, para mim, é que a saúde mental saiu do campo da sensibilização genérica e entrou no campo da governança, da prevenção e da responsabilidade organizacional. Isso muda completamente a forma como as empresas precisam encarar o tema. TDM BRASIL: Integração com ESG: Como a pauta da saúde mental se conecta com práticas de ESG e responsabilidade social corporativa? ADRIANA FELLIPELLI: Eu vejo essa conexão como direta, especialmente no eixo social e também na governança. Uma empresa que leva a sério os riscos psicossociais demonstra compromisso com condições mais sustentáveis de trabalho,
com qualidade de liderança, com responsabilidade sobre o impacto que gera nas pessoas e com coerência entre discurso e prática. Esse tema dialoga com reputação institucional, retenção de talentos, confiança das partes interessadas e sustentabilidade da operação. Na prática, saúde mental deixou de ser apenas uma pauta de cuidado e passou a ser também um indicador de maturidade empresarial. Organizações que tratam isso com método e consistência tendem a ser percebidas como mais sólidas e mais responsáveis.
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Robert Willian Garcia Estudar medicina na Argentina
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ROBERT WILLIAM GARCIA Estudar medicina na Argentina
Cursar na
Medicina Argentina
Oportunidade atrativa e desafios para futuros médicos brasileiros Estudar medicina na Argentina tornou-se uma alternativa bastante procurada por brasileiros, principalmente pela ausência de vestibular, pelo ensino público gratuito e pela tradição acadêmica de qualidade. O curso tem duração média de seis a sete anos e, após a formatura, é necessário realizar o Exame Revalida para poder exercer a profissão no Brasil. As universidades mais buscadas incluem a Universidade de Buenos Aires, considerada uma das melhores da América Latina. Embora não haja vestibular, o ingresso exige aprovação no Ciclo Básico Comum e comprovação de proficiência em espanhol. A Universidade Nacional de La Plata, localizada próxima à capital, é uma opção pública que atrai estudantes pelo menor custo de vida. Já a Universidade Nacional de Rosário também possui excelente reputação e é bastante procurada por estrangeiros. Entre as instituições privadas, a Universidad Barceló se destaca por oferecer ingresso mais rápido, mas cobra mensalidades. O processo de ingresso exige documentação como passaporte, histórico escolar do ensino médio e certidão de nascimento, todos devidamente apostilados conforme a Convenção de Haia. Além disso, é necessário solicitar o visto de estudante no consulado argentino e, posteriormente, tramitar a residência temporária junto à Dirección Nacional de
Migraciones. As universidades públicas exigem certificado de proficiência em espanhol, geralmente em nível B2, como o SIELE ou o CELU. Quanto aos custos, o valor de vida na Argentina aumentou nos últimos anos, aproximando-se de grandes capitais brasileiras. Aluguel, transporte e alimentação costumam variar entre dois e três mil reais por mês, além de taxas administrativas universitárias que devem ser consideradas. Atualmente, mais de vinte mil brasileiros estudam medicina na Argentina, número que quintuplicou em sete anos. Eles representam metade dos estrangeiros matriculados e cerca de doze por cento do total de alunos de medicina no país. Nas instituições privadas, chegam a compor quase um terço dos matriculados. A presença brasileira transformou a vida acadêmica local, com maior uso do português nos corredores, comidas típicas em lanchonetes e até associações atléticas e festas universitárias organizadas por brasileiros. Apesar da atratividade do ensino público gratuito e da ausência de vestibular, apenas cerca de um quarto dos médicos formados no exterior consegue validar o diploma no Brasil via Revalida. O exame é obrigatório para registro no Conselho Regional de Medicina e é composto por duas etapas: uma prova teórica, com
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ROBERT WILLIAM GARCIA Estudar medicina na Argentina
questões objetivas e discursivas, e uma prova prática, com simulações clínicas em áreas como clínica médica, pediatria e cirurgia. As taxas de aprovação são historicamente baixas. Em 2021, a aprovação foi de 28,6%, em 2022 caiu para apenas 3,7%, e em 2025 voltou a subir para 25,5%. Em média, apenas um em cada quatro candidatos consegue validar o diploma. Em resumo, estudar medicina na Argentina é uma oportunidade real e atrativa, mas exige planejamento financeiro e acadêmico. O ingresso é facilitado, porém a validação do diploma no Brasil é um desafio, com taxas de aprovação baixas no Revalida. Para quem considera essa opção, é essencial preparar-se desde cedo para o exame e acompanhar as mudanças regulatórias tanto na Argentina quanto no Brasil. Conversamos com um brasileiro que sempre esteve nos holofotes em seu país de origem. Frequentou altas rodas, trabalhou em TV. É daqueles que não abria mão de uma virada de ano em Copacabana, trabalhou para instituições de referência mas, carregava um desejo de infância: ser médico. Na maturidade encontrou no país vizinho, a oportunidade para realizar esse sonho. Robert William Garcia (RWG) nos conta sobre decisão, desafios e vantagens de estudar na Argentina. Robert William Garcia vivia uma vida de prestígio e reconhecimento no Brasil antes de decidir mudar radicalmente sua trajetória. Ele era apresentador do programa Stampa, que fazia sucesso na televisão, e desfrutava de fama, dinheiro, carro de luxo, amigos, família e amor. Estava em sua melhor fase profissional, mas mesmo assim escolheu deixar tudo para trás para realizar o sonho de cursar Medicina na Argentina.
A decisão foi rápida e sem planejamento: em apenas sete dias comprou passagem, organizou documentos e partiu para Buenos Aires. Comunicou apenas familiares e amigos próximos, evitando opiniões que pudessem interferir em sua escolha. Para Garcia, recomeçar era dar sentido à vida, e absorver uma nova cultura, aperfeiçoar o espanhol e reduzir custos foram fatores decisivos. Na Argentina, enfrentou a solidão e o desafio cultural, mas encontrou um modelo de ensino que valoriza autono-
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ROBERT WILLIAM GARCIA Estudar medicina na Argentina
vide a sala com colegas de diferentes países, como Colômbia, Venezuela, Chile, Portugal e Peru, o que ampliou sua visão de mundo. Apesar das diferenças culturais e linguísticas, afirma nunca ter sofrido preconceito por ser brasileiro, destacando que o respeito e a postura pessoal são determinantes para ser bem tratado. Os custos principais da formação concentram-se na moradia e alimentação, mas ele considera a escolha viável para quem tem disciplina e constância. Para o futuro, Garcia pretende atuar tanto no Brasil quanto na Argentina, além de buscar residência médica na Europa para aperfeiçoar o francês. Seu objetivo é tornar-se cirurgião plástico e abrir um hospital no Brasil que acolha médicos formados no exterior, unindo prática médica e empreendedorismo.
mia, pesquisa e respeito aos professores. As avaliações são estruturadas em etapas — teóricas, orais e práticas — e o contato clínico ocorre de forma gradual, começando com simuladores e visitas a comunidades carentes até chegar ao atendimento real de pacientes. Ele afirma que essa formação prepara de forma consistente para os desafios da vida médica. A convivência multicultural também marcou sua experiência. Garcia di-
Ele acompanha as discussões sobre o Revalida e a residência médica no Brasil, mas não vê a revalidação como barreira. Para ele, cada etapa é apenas mais um desafio a ser vencido. A medicina, afirma, é mais que uma profissão: é uma missão humanitária que exige dedicação, abdicação e fé. Momentos marcantes reforçaram sua escolha, como participar de um processo de intubação e perceber a fragilidade da vida diante da morte. “Nenhuma riqueza material se compara ao ato de tentar salvar alguém”, diz. Para Garcia, a medicina é uma ferramenta que prolonga e melhora a qualidade de vida.
Robet Wiliam Garcia aconselha brasileiros que sonham em cursar Medicina a não desistirem diante das dificuldades: “Sigam seus sonhos e os materializem. Nada é mais prazeroso do que ver um sonho realizado.” Para ele, a América Latina sempre precisará de médicos, pois a longevidade depende do cuidado com o corpo e da atenção à saúde.
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DR. GLENDA MOREIRA Reflexões sobre Longevidade e Dignidade
A Dra. Glenda Moreira — médica geriatra, Mestre em Saúde da Família; Preceptora Médica HU-UFPI e Doutora pela Fiocruz RJ — propõe uma provocação essencial: envelhecer ainda continua sendo uma novidade para muitos brasileiros, mesmo diante da transição demográfica acelerada. Embora as estatísticas confirmem o envelhecimento populacional, a sociedade brasileira ainda engatinha na compreensão do que significa viver bem as décadas extras que ganhamos. Para se ter uma ideia da situação, em 2025 já havia mais de 35 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que corresponde a 16,6% da população, e as projeções do IBGE indicam que em 2050
esse número deve dobrar, tornando o país majoritariamente idoso. A expectativa de vida média está em torno de 76 anos, ultrapassando os 80 em alguns estados do Sul e Sudeste. A pirâmide etária mudou: 58,6% da população tem mais de 30 anos, enquanto os jovens abaixo dessa faixa caíram para 41,4%. O envelhecimento não ocorre de forma homogênea, já que o Sudeste e o Sul concentram 18,1% de idosos, enquanto o Norte permanece mais jovem. Outro dado relevante é que cerca de 15,6 milhões de brasileiros vivem sozinhos, em sua maioria mulheres acima dos 60 anos, o que reforça os desafios ligados à solidão e à autonomia. Para a médica, envelhecer bem exige preparo antecipado, e pessoas entre 40 e 55 anos já começam a se reinventar antes da aposentadoria. “O lugar onde se vive é determinante, pois o CEP define acesso à saúde, alimentação, atividade física e informação. Em grandes metrópoles há mais recursos, enquanto em regiões remotas, como a Amazônia, os desafios são maiores”, comenta. Globalmente, o Brasil deve se tornar, já em 2030, o quinto país com maior número de idosos, atrás apenas de China, Índia, Estados Unidos e Indonésia, o que mostra que envelhecer bem é um desafio coletivo que envolve políticas públicas, saúde e inclusão digital. Ela lembra que o SUS - Sistema Único de Saúde ain-
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da precisa lidar com mortalidade infantil, desnutrição e doenças infectocontagiosas, mas também deve se preparar para a população idosa crescente. Para isso, é essencial uma equipe multidisciplinar e uma cultura voltada ao cuidado do envelhecimento. Glenda Moreira faz uma observação sobre o mercado bilionário do antienvelhecimento, que vende fórmulas mágicas, e alerta que o maior medo do brasileiro não é envelhecer, mas ser descartado pela sociedade. Em sua visão, é preciso mudar a cultura: velho não é pejorativo, e o segredo está em manter a funcionalidade, treinando corpo e mente para preservar músculos, raciocínio e condição de poder ir e vir. As doenças mais comuns na terceira idade são hipertensão, diabetes, artrite/artrose, osteoporose, depressão e Alzheimer. Essas condições são alvo de pesquisas aprofundadas, como o Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI), que monitora milhares de pessoas acima de 50 anos. O estudo aponta que cerca de 7 em cada 10 idosos brasileiros sofrem de pelo menos uma doença crônica e destaca desafios
estruturais, como o medo de quedas devido às calçadas irregulares. O IBGE mapeia essas morbidades por meio da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Esses dados cruzados ao dados das projeções populacionais revelam um cenário de alta dependência financeira e vulnerabilidade social. Os impactos socioeconômicos do adoecimento na terceira idade afetam diretamente o orçamento das famílias,
Os problemas de saúde mais prevalentes são classificados da seguinte forma: DOENÇAS CARDIOVASCULARES
Líderes em estatísticas de mortalidade. A hipertensão arterial atinge mais de 60% dos idosos, sendo o principal fator de risco para infartos e Acidente Vascular Cerebral (AVC).
TRANSTORNOS COGNITIVOS E MENTAIS
O Mal de Alzheimer e outras demências têm incidência crescente. Além disso, a depressão atinge parcela significativa da população idosa, muitas vezes agravada pela solidão e limitações físicas.
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DISTÚRBIOS METABÓLICOS
DOENÇAS OSTEOARTICULARES
O diabetes tipo 2 é muito frequente, exigindo controle rígido para evitar complicações renais e oculares (como a catarata).
Problemas crônicos de coluna, artrite, artrose e osteoporose afetam severamente a mobilidade e a independência física.
DR. GLENDA MOREIRA Reflexões sobre Longevidade e Dignidade
o gasto do SUS e a sustentabilidade da previdência. O Relatório Mundial sobre Envelhecimento e Saúde da OMS - Organização Mundial da Saúde enfatiza que o declínio funcional não é uma consequência linear e obrigatória da idade cronológica, mas sim o resultado de eventos e estilos de vida ao longo de toda a vida, reforçando que muitas dessas condições podem ser prevenidas ou controladas. Especialmente sobre o Alzheimer, perguntamos à Dra Glenda quando os esquecimentos devem merecer mais atenção. Ela observa que esquecimentos comuns na meia-idade muitas vezes não são sinais de doença, mas reflexo da sobrecarga da vida moderna. Defende uma medicina que considere não apenas a biologia, mas também a biografia do paciente, valorizando crenças, valores e história pessoal. Inspirada na Medicina 3.0, descrita por Peter Attia, destaca que prevenção e estilo de vida são determinantes da saúde. A médica destaca que a solidão é um dos maiores desafios do envelhecimento, pois impacta diretamente a cognição, a força muscular e a memória. Por isso, defende a criação e o fortalecimento de espaços de convivência, lembrando como exemplo a iniciativa da Inglaterra, que instituiu um Ministério da Solidão para enfrentar esse problema. Segundo ela, a grande “pílula” para um envelhecimento saudável é a conexão social. Outro desafio apontado é a inclusão digital. Muitos idosos tornam-se analfabetos digitais diante de tecnologias cada vez mais complexas e pouco intuitivas. A dificuldade não está relacionada ao nível de escolaridade — até mesmo pessoas com pós-graduação enfrentam barreiras —, o que reforça a necessidade de desenvolver ferramentas mais acessíveis e estratégias de acolhimento e capacitação.
Dra. Glenda Moreira conclui que envelhecer com qualidade vai muito além da preservação da saúde física. Trata-se de um processo que envolve prevenção, acesso à cultura, fortalecimento dos vínculos sociais e capacidade de adaptação às constantes transformações da sociedade. Para ela, o envelhecimento deve ser compreendido como uma etapa de novas possibilidades, aprendizado e reinvenção, vivida com autonomia, propósito e dignidade — jamais como um período de limitações ou desistência.
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DR. RODRIGO MARTINS A Odontologia como vocação e legado
Entre ciência, clínica e ensino: A trajetória de um mestre que transforma conhecimento em impacto humano e inspira novas gerações de dentistas. A vida e carreira do Dr. Rodrigo Martins são um verdadeiro testemunho de como vocação, disciplina e paixão podem moldar não apenas um profissional, mas também influenciar toda uma área da odontologia. Desde muito jovem, ainda no segundo ano da faculdade, ele já tinha clareza de que a Periodontia seria seu caminho. Essa decisão precoce, rara entre estudantes, mostra sua capacidade de enxergar além do óbvio: compreender que toda a odontologia depende de uma base biológica sólida e que sem um periodonto saudável não há como sustentar qualquer tratamento. Com o tempo, ao se deparar com casos de perda dentária, Rodrigo encontrou na Implantodontia a continuidade natural de sua missão.
sob orientação de ícones mundiais como Magda Feres e Jamil Shibli.
Para ele, implantes não são apenas substitutos de dentes, mas estruturas que também exigem cuidados peri-implantares, reforçando a integração entre as duas áreas. Sua formação acadêmica é marcada por perseverança e humanidade: após concluir a especialização na USP Bauru, adiou o mestrado por motivos familiares e retomou o caminho acadêmico duas décadas depois, ingressando no mestrado e doutorado
Essa trajetória revela não apenas um profissional dedicado, mas alguém que soube equilibrar vida pessoal e carreira, mostrando que o sucesso acadêmico pode ser construído com paciência e maturidade. Rodrigo enxerga as lacunas do conhecimento como combustível para o pesquisador e defende que a ciência deve responder às demandas clínicas, ainda que o processo seja longo e custoso. Ele critica a subvalorização da
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Dr. Rodrigo Martins A Odontologia como vocação e legado
Periodontia e alerta para o uso indiscriminado de técnicas sem respaldo científico, lembrando que o consultório não é lugar de experimentação arriscada, mas de aplicação segura e eficaz do que já foi validado. Cirurgião chefe Tenente Coronel da Polícia Militar do Tocantins, chefe do serviço de odontologia hospitalar do Hospital Geral de Palmas, Dr. Rodrigo também atende na Clínica Maestra Odontologia de Excelência, em Palmas/TO. Sua experiência internacional na Harvard Dental Medicine School foi transformadora, mostrando como pesquisa e clínica podem caminhar juntas de forma equilibrada. Essa vivência ampliou sua visão sobre a odontologia, reforçando a importância da integração entre prática e ciência. Como consultor científico, atua garantindo a confiabilidade dos resultados de pesquisas e colaborando com
empresas na definição de critérios para novos produtos odontológicos, sempre com o olhar crítico de quem valoriza a evidência científica acima de interesses comerciais. No ensino, sua missão é clara: formar profissionais críticos, capazes de interpretar artigos científicos e não apenas reproduzir conclusões alheias. Para ele, o futuro da odontologia depende de jovens dentistas que saibam filtrar informações, avaliar metodologias e aplicar apenas aquilo que foi validado como seguro e eficaz. Rodrigo acredita que unir clínica e pesquisa é o melhor dos mundos, pois permite avaliar o impacto real das metodologias e transformar conhecimento em benefício humano. E quando perguntado sobre seu legado, responde sem hesitar: ensinar. Para ele, ensinar não é apenas transmitir conteúdo, mas formar pessoas e profissionais comprometidos com a humanidade, capazes de transformar vidas e destinos de pacientes. Essa vocação para o ensino é o que o move e o que define sua contribuição para a odontologia. O Dr. Rodrigo Martins representa uma odontologia que vai além da técnica: uma odontologia inspiradora, que une ciência, prática e ensino em prol do ser humano. Seu legado é a prova de que vocação e dedicação podem não apenas construir uma carreira brilhante, mas também transformar a própria essência da profissão.
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Há profissionais que escolhem uma especialidade. Outros parecem ter sido escolhidos por ela. A trajetória da odontopediatra Dra. Adriana Cátia Mazzoni é um exemplo dessa segunda possibilidade. Desde a graduação, quando conheceu a odontopediatria, teve a certeza de que havia encontrado seu lugar. O interesse pelas crianças, aliado à paixão pelos sorrisos, definiu um caminho que hoje reúne mais de três décadas de dedicação clínica, ensino, pesquisa e inovação tecnológica. A identificação com o universo infantil foi imediata. Ainda na faculdade, costumava permanecer além do horário das aulas para acompanhar os atendimentos e aproveitar cada oportunidade de aprendizado. “Quando cheguei à odontopediatria, senti que era o meu lugar”, recorda. A afinidade com a especialidade foi fortalecida anos depois, com o nascimento da própria filha. As dificuldades enfrentadas durante a amamentação despertaram uma inquietação que mudaria os rumos de sua carreira. Em uma época em que pouco se discutia sobre o apoio às famílias nesse processo, ela passou a atender bebês com dificuldades de sucção e diagnóstico de anquiloglossia, conhecida popularmente como língua presa. Foi justamente a busca por tratamentos mais seguros e menos invasivos que a levou ao universo da Medicina Biofotônica. Com a chegada dos lasers à odontologia, Adriana percebeu o potencial dessa tecnologia e decidiu aprofundar seus estudos. Incentivada pela professora Sandra Kalil, ingressou no mestrado e, posteriormente, no doutorado, construindo uma sólida carreira acadêmica sem abandonar a prática clínica. Hoje, é uma das referências em Odontopediatria para bebês com anquiloglossia e dificuldades na amamentação. Segundo a especialista, a Medicina Biofotônica - área que utiliza diferentes aplicações do laser para potencializar tratamentos e promover uma recuperação mais confortável aos pacientes- representa um dos caminhos mais promissores da odontologia contemporânea. O laser de baixa potência, explica, tem papel importante no tratamento de inflamações gengivais, dores provocadas pela erupção dentária e lesões como aftas, estomatites, herpes e síndrome mão-pé-boca. Já o laser de alta potência permite realizar procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, como a
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Dra. Adriana Mazzoni Ciência, acolhimento e inovação
remoção de lesões e a liberação dos freios lingual e labial, oferecendo maior conforto e recuperação mais rápida. Para ela, essa tecnologia deixou de ser um diferencial e passou a integrar a prática odontológica moderna. Mesmo acompanhando os avanços tecnológicos, Adriana acredita que o maior desafio da odontopediatria continua sendo compreender quem é o paciente antes mesmo de iniciar qualquer tratamento. Para ela, acolher a criança significa também entender sua família, seus hábitos, seus medos e seu contexto de vida. É desse vínculo de confiança que nasce um atendimento realmente humanizado. Na prática clínica, cada fase da infância exige um olhar diferente. Bebês, crianças e adolescentes apresentam necessidades distintas, tanto em relação ao desenvolvimento bucal quanto ao comportamento. Enquanto os pequenos demandam uma abordagem lúdica voltada ao crescimento, aos hábitos e à formação da dentição, os adolescentes necessitam de orientações que dialoguem com seu momento de vida, incentivando escolhas saudáveis e autonomia nos cuidados com a saúde. A prevenção, entretanto, continua sendo uma das maiores aliadas da odontologia infantil. A especialista recomenda que o primeiro contato da família com o odontopediatra aconteça ainda durante a gestação, período ideal para que os pais recebam orientações sobre amamentação, higiene bucal e desenvolvimento oral do bebê. Quando isso não for possível, a avaliação deve ocorrer o mais cedo possível, antes mesmo do surgimento de qualquer problema. Entre os hábitos mais negligenciados pelas famílias, Adriana destaca um dos mais simples e importantes: iniciar a escovação desde o nascimento do primeiro dente. Ela reconhece que o momento nem sempre é agradável para a criança, mas reforça que os pais precisam compreender a importância dessa rotina. Sua orientação é que adultos e crianças tenham escovas separadas, permitindo que os pequenos participem do processo enquanto os responsáveis realizam a higiene de forma adequada. Outro aspecto que merece atenção é a alimentação. Em vez de trabalhar com culpa ou medo quando o assunto é açúcar e cárie, Adriana defende a conscientização. Quanto mais natural for a dieta, com redução de alimentos ultraprocessados e valorização de alimentos fibrosos, maiores serão os benefícios não apenas para a saúde bucal, mas para o desenvolvimento integral da criança. Ao longo da entrevista, fica evidente que, para a odontopediatra, competência técnica e sensibilidade caminham juntas. Ela acredita que não existe boa formação clínica sem desenvolvimento humano. Empatia, acolhimento, atualização constante e amor pelo trabalho com crianças são, em sua visão, competências indispensáveis para os novos profissionais. Esses mesmos princípios orientam sua atuação como professora da Escola Essekabê, onde participa da formação de cirurgiões-dentistas e incentiva o compromisso permanente com o conhecimento científico. A comunicação também ocupa espaço importante em sua rotina. Nas redes sociais, utiliza o ambiente digital para aproximar informação de qualidade das famílias e dos colegas de profissão. Para quem deseja produzir conteúdo na internet, seu conselho é simples e direto: estudar, divulgar apenas informações respaldadas por evidências científicas e evitar opiniões sem fundamento.
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Entre tantos momentos marcantes da carreira, um permanece vivo na memória da especialista: o primeiro bebê que conseguiu mamar após um atendimento realizado por ela. A experiência simboliza o impacto que um diagnóstico correto e um tratamento adequado podem exercer não apenas sobre uma criança, mas sobre toda a família. Esse olhar amplo para o cuidado também impulsiona seus projetos atuais. Ao lado da professora Sandra Kalil, Adriana participa da organização dos Summits Essekabê Internacionais, encontros que promovem intercâmbio científico e cultural entre especialistas de diferentes países. Recentemente, integrou o IV Summit Essekabê Internacional, realizado em Lisboa durante um encontro luso-brasileiro que reuniu importantes nomes da odontologia brasileira e portuguesa para compartilhar experiências e discutir os avanços da profissão. Ao reunir ciência, tecnologia, ensino e acolhimento, Dra. Adriana Mazzoni reafirma uma convicção que acompanha toda a sua trajetória: cuidar da saúde bucal infantil significa, antes de tudo, cuidar das pessoas. E esse cuidado começa pelo conhecimento, passa pela escuta sensível e se fortalece na construção de vínculos capazes de transformar a experiência de crianças e famílias dentro e fora do consultório.
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