LAS COMPOSICIONES A LA VIRGEN DE LA ASUNCIÓN El caso de Matías Navarro
María Asunción Rodríguez Mendiola
Valencia, 2014
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María Asunción Rodríguez Mendiola
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ÍNDICE Presentación............................................................................................ Prólogo..................................................................................................... Agradecimientos..................................................................................... INTRODUCCIÓN I. Preámbulo.................................................................................... 17 II. Estado de la cuestión................................................................... 19 III. Objetivos y metodología.............................................................. 24 IV. EL AUTOR: Matías Navarro (ca 1664-1727).............................. 33 Primera parte LISTADO DE OBRAS CATALOGADAS DEDICADAS A LA VIRGEN DE LA ASUNCIÓN
I. Listado de compositores por orden alfabético........................... 41 II. Otras obras sin especificar atribuibles a la Asunción de María............................................................................................ 79 III. Comentarios finales del listado................................................... 84 Segunda Parte DESCRIPCIÓN DE LOS MANUSCRITOS Y TRANSCRIPCIÓN DE LAS TRES OBRAS QUE MATÍAS NAVARRO TIENE EN EL ARCHIVO DE ORIHUELA DEDICADAS A LA ASUNCIÓN
I. Descripción de los manuscritos.................................................. 87 1. Motete Hodie María Virgo...................................................... 87 2. Motete Quae Est Ista.............................................................. 94 3. Dúo Ha De Las Flores............................................................. 102 II. Transcripciones........................................................................... 107 1. Transcripción Motete Hodie María Virgo.............................. 107 2. Transcripción Motete Quae Est Ista..................................... 122 3. Transcripción Dúo Ha De Las Flores.................................... 132
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Índice Tercera Parte ANÁLISIS DE LAS TRES OBRAS DE MATÍAS NAVARRO DEDICADAS A LA VIRGEN DE LA ASUNCIÓN EN EL ARCHIVO DE LA CATEDRAL DE ORIHUELA
I. ANÁLISIS DEL MOTETE HODIE MARIA VIRGO.................... 145 1. Clasificación de la obra......................................................... 145 2. Clase y ámbito de las partes.................................................. 145 3. Texto....................................................................................... 146 4. Armadura, modalidad y compás........................................... 148 5. Análisis melódico................................................................... 148 5.1. Intervalos melódicos...................................................... 148 5.2. Perfil melódico de las voces........................................... 156 5.3. Duración melódica de las partes................................... 162 5.4. Intervalos destacados..................................................... 165 5.5. Notas de adorno............................................................. 173 5.6. Conclusiones melódicas finales..................................... 175 6. Análisis armónico.................................................................. 177 6.1. Exposición de elementos y análisis............................... 177 6.2. Número de acordes utilizados....................................... 181 6.3. Enlaces............................................................................ 181 6.4. Posición de los acordes.................................................. 190 6.5. Retardos.......................................................................... 192 6.6. Cadencias........................................................................ 211 6.7. Alteraciones accidentales............................................... 219 6.8. Conclusiones armónicas finales.................................... 219 7. Análisis formal y temático..................................................... 221 7.1. Parte vocal: motivos melódicos..................................... 222 7.2. Forma musical............................................................... 227 7.3. Bajo continuo................................................................. 238 7.4. Conclusiones formales finales....................................... 246 II. ANÁLISIS DEL MOTETE QUAE EST ISTA............................... 249 1. Clasificación de la obra......................................................... 249 2. Clase y ámbito de las partes.................................................. 250 3. Texto....................................................................................... 251 4. Armadura, modalidad y compás........................................... 251 5. Análisis melódico................................................................... 252 5.1. Intervalos melódicos...................................................... 252 5.2. Perfil melódico de las voces........................................... 259 5.3. Duración Melódica De Las Partes................................. 269 5.4. Intervalos destacados..................................................... 272 5.5. Notas de adorno............................................................. 277 5.6. Conclusiones melódicas finales..................................... 279 6. Análisis armónico.................................................................. 281 6.1. Exposición de elementos y análisis............................... 281
Índice
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6.2. Número de acordes utilizados....................................... 286 6.3. Enlaces............................................................................ 287 6.4. Posición de los acordes.................................................. 289 6.5. Retardos.......................................................................... 291 6.6. Cadencias........................................................................ 302 6.7. Alteraciones Accidentales.............................................. 308 6.8. Conclusiones armónicas finales.................................... 309 7. Análisis formal y temático..................................................... 310 7.1. Parte vocal. Motivos musicales..................................... 311 7.2. Forma musical............................................................... 312 7.3. Parte del bajo continuo.................................................. 322 7.4. Conclusiones formales finales....................................... 326 III. ANÁLISIS DEL DÚO HA DE LAS FLORES............................... 330 1. Clasificación de la obra......................................................... 330 2. Clase y ámbito de las partes.................................................. 330 3. Texto....................................................................................... 330 4. Armadura, modalidad y compás........................................... 332 5. Análisis melódico................................................................... 333 5.1. Intervalos melódicos...................................................... 333 5.2. Perfil melódico de las voces........................................... 337 5.3. Duraciones melódicas de las partes.............................. 342 5.4. Intervalos destacados..................................................... 344 5.5. Notas de adorno............................................................. 353 5.6. Conclusiones melódicas finales..................................... 354 6. Análisis armónico - contrapuntístico.................................... 354 6.1. Exposición de elementos y análisis............................... 354 6.2. Número de acordes utilizados....................................... 358 6.3. Enlaces............................................................................ 358 6.4. Cifrado de los acordes.................................................... 360 6.5. Retardos.......................................................................... 364 6.6. Cadencias........................................................................ 372 7. Alteraciones accidentales...................................................... 378 7.1. Conclusiones armónicas finales.................................... 379 8. Análisis formal y temático..................................................... 380 8.1. Forma musicaly motivos............................................... 380 8.2. El Bajo Continuo............................................................ 400 8.3. Conclusiones formales finales....................................... 406 Consideraciones finales.......................................................................... 409 Bibliografía y fuentes documentales..................................................... 413
PRESENTACIÓN Con el objeto de incentivar la investigación universitaria en torno al drama ilicitano en el año 2008 la cátedra de investigación Misteri d’Elx de la UMH convocaba sus primeras ayudas para la realización de trabajos de doctorado y final de carrera sobre la Festa. En aquella ocasión, el jurado integrado por el gerente del Instituto de Cultura del Excmo. Ayuntamiento de Elche, D. Joan Antoni Oltra, el profesor D. Miguel Ors y el archivero e investigador. D. Joan Castaño seleccionaron el proyecto de Encarnación Rodríguez Mendiola sobre las composiciones del Mestre de capella Matías Navarro dedicadas a la Virgen de la Asunción en el siglo XVII. A todos ellos agradezco su ayuda y colaboración desinteresada. Con este fallo iniciábamos un camino que ha permitido que durante estos últimos años jóvenes estudiantes de diversas áreas de conocimiento como el derecho, la música, la antropología o la ingeniería, dirijan su actividad científica en torno al Misteri d’Elx. Ahora, transcurrido un quinquenio desde aquella edición, obtenemos los primeros frutos con la publicación del citado trabajo de Encarnación Rodríguez Mendiola. Acompaña a esta monografía un prólogo del catedrático de musicología del conservatorio superior de Música de Alicante, D. José María Vives Remiro, especialista en la materia, quien se ha encargado de la dirección y tutela académica de esta investigación. A ambos transmito mi enhorabuena por el esfuerzo y la excelente labor realizada. Con este libro la cátedra Misteri d’Elx amplía la colección editorial que iniciara hace ahora tres años con el respaldo de Tirant Lo Blanch. La traducción del Rescripto del papa Urbano VIII sobre el Misteri d’Elx, así como el análisis y publicación del Consueta de 1709 pretendían acercar a la comunidad científica materiales básicos para el estudio de la Festa. Ahora, damos la bienvenida a una investigadora novel que comien-
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José Antonio Pérez Juan
za a dar sus primeros pasos en el ámbito de la investigación universitaria auspiciada por la cátedra Misteri d’Elx. Espero que en el futuro esta línea de publicación vea continuación y asistamos a un nuevo resurgir de estudiosos e investigadores interesados en el drama asuncionista. Esta edición ha sido posible gracias al acuerdo de colaboración firmado entre la cátedra Misteri d’Elx de la Universidad Miguel Hernández de Elche y el Institut Municipal de Cutlura del Excmo. Ayuntamiento de Elche. Asimismo, el respaldo de la Fundación Pascual Ros Aguilar ha sido fundamental para que este proyecto llegara a buen término. Finalmente, debo reseñar el apoyo prestado por el Patronato del Misteri d’Elx a las actividades desarrolladas por la cátedra en estos últimos años. José Antonio Pérez Juan Director Cátedra Misteri d’Elx Universidad Miguel Hernández de Elche
PRÓLOGO El plan de estudios de la titulación de Musicología en los conservatorios superiores de Música de nuestro país pretende responder con exigencia cada vez mayor al desarrollo intelectual global en el que estamos inmersos, no solo en el ámbito de la información, sino también en el de la formación. Para la obtención del Grado en Musicología, además de superar cuatro cursos de aprendizaje tras una prueba selectiva, los estudiantes deben elaborar exitosamente un trabajo fin de carrera en el que evidencien con excelencia los resultados de una investigación personal, original e inédita, dirigida por un profesor del Departamento y confeccionada con el rigor científico inherente a la metodología musicológica. Por ello, una de las cuestiones que suscita inquietud entre los educandos es la elección del tema, aunque en la ocasión presente devino paradigmática la sugerencia que al respecto me hizo el patrono del Misteri D. Carlos Lozano, con el compartido ánimo de que la Capilla de la Festa tuviera a su disposición obras musicales históricas compuestas por antiguos maestros relacionados con Elche, su basílica, la Asunción de María o el drama sacrolírico asuncionista. Así, la propuesta resultó un reto estimulante —y aun diría yo que excitante— para nuestra discípula ilicitana María Asunción Rodríguez Mendiola quien, con el propósito aludido, supo seleccionar las herramientas precisas, de entre las adquiridas en el seno del Departamento de Musicología del Conservatorio Superior de Música de Alicante, para poner en pie una obra que trasciende el mero interés académico y se interna en el campo más amplio de la cognición cultural, musicológica y mística de su propio pueblo. Estas circunstancias no pasaron inadvertidas al tribunal examinador que premió sin reservas su esfuerzo y mérito.
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José María Vives Ramiro
Una vez dada a conocer en el año 2008 la primera convocatoria de ayudas a la investigación para la realización de trabajos de suficiencia investigadora, de final de carrera o tesis doctorales, llevada a cabo con el telón de fondo de la Festa por el Instituto Municipal de Cultura del Excmo. Ayuntamiento de Elche y la Universidad Miguel Hernández a través de su Cátedra del Misteri, tan acertadamente dirigida por el Prof. Dr. D. José Antonio Pérez Juan, nuestra alumna decidió presentar su proyecto que —una vez examinado por el Jurado constituido por el Director de la Cátedra y D. Joan Antoni Oltra, D. Joan Castaño y D. Miguel Ors Montenegro— fue galardonado con una beca y, asimismo, con la edición de los resultados. Todo ello es para nuestro Departamento, naturalmente, tanto motivo de orgullo, como de agradecimiento a las mencionadas personas e instituciones. Felicitemos, pues, el alumbramiento de este laureado trabajo fin de carrera con el que Mª Asunción da un espléndido comienzo a su singladura pública en el apasionante universo de la Musicología. Altabix, 25 de julio de 2011
José María Vives Ramiro
AGRADECIMIENTOS En el planteamiento de un trabajo de investigación hay varios factores que deben tenerse en cuenta para valorar si se puede o no llevar a cabo. Sin embargo, el elemento más importante y sin el cual ningún estudio puede realizarse es el factor humano, es decir, que en tu camino encuentres personas que te faciliten, ayuden y permitan el acceso a todo el material que necesites. Si este requisito no se cumple es imposible o al menos poco probable que puedas hacer esta labor. En mi caso he tenido la fortuna de contar con muchas personas que me han ayudado y se han implicado en este proyecto casi como yo. Gracias a todos ellos este trabajo se ha podido llevar a cabo de la manera en que aquí se ofrece. Así pues, quisiera agradecer de forma especial al director de este trabajo, el catedrático de Musicología del Conservatorio Superior de Música Oscar Esplá de Alicante José María Vives Ramiro, por haberse implicado tanto con su colaboración como con su esfuerzo (pues hemos pasado interminables jornadas de revisión y estudio). La extensa e importante labor de José María Vives como musicólogo me ha aportado una ayuda indispensable para la correcta realización de mi proyecto. Ha sido un honor para mí haber hecho este trabajo con José María puesto que he tenido la oportunidad de “aprovecharme” de sus conocimientos, con lo que siento que mi formación como musicóloga se ha enriquecido enormemente (siendo este un punto de partida hacia lo que espero sea un largo camino de instrucción dentro de la Musicología). También quisiera mostrar agradecimiento a mis profesores Carles Valls y Carolina Montalt por su desinteresada colaboración. A Carles Valls le agradezco profundamente su ayuda (han sido horas al teléfono consultándole) con el programa de música Finale sin el cual no hubiera podido hacer las transcripciones, así como su apoyo con este trabajo. A Carolina
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Montalt, profesora mía durante el último curso de Musicología, quisiera agradecerle especialmente su colaboración con la información que me suministró durante el curso tanto de archivos, biografías y de transcripciones que se habían publicado de Matías Navarro, así como su preocupación y apoyo. Agradezco la gran colaboración en todos los archivos a los que he acudido: al Archivo Municipal de Elche, especialmente a Rafael Navarro y a su mujer, quienes con enorme atención me han proporcionado todo el material y ayuda que ha estado a su alcance; a Joan Castaño, archivero de la Basílica Santa María de Elche, quién amablemente me ha abierto las puertas del archivo de esta basílica prestándome toda su ayuda y colaboración; y especialmente a los dos archiveros de la Catedral de Orihuela por haberme ofrecido toda su cooperación. Quisiera destacar de todos los lugares aludidos el excelente trato que se me ha proporcionado en todo momento. También me gustaría dar mi agradecimiento a la Cátedra Misteri d’Elx por haber premiado mi trabajo con una beca de investigación y la posterior publicación del mismo. Mencionar a José Antonio Pérez Juan, Director de la Cátedra Misteri d’Elx, por su amabilidad y accesibilidad. Por último, quisiera agradecer a mi familia toda su enorme ayuda durante la confección de este trabajo. Agradezco a mi hermano Salvador Rodríguez Mendiola su indispensable colaboración con la grabación en PDF del proyecto; a mi hermana Isabel Rodríguez Mendiola por su contribución con su experiencia en trabajos académicos y el tener que soportar mis innumerables correcciones del proyecto. Agradezco de manera muy especial a mi marido, a mis hijos y a mi madre por haber sufrido mis largas horas de trabajo que no conocían horario. Espero que el enorme esfuerzo tanto mío como de todas las personas aquí citadas se vea reflejado en este trabajo que se ha llevado a cabo con la máxima ilusión y empeño del que quiere dar lo mejor de sí mismo. Mª Asunción Rodríguez Mendiola
INTRODUCCIÓN I. PREÁMBULO En el campo musicológico, por lo que afecta a transcripciones y estudios de obras musicales en la Comunidad Valenciana, existe todavía un gran número de ellas pertenecientes a siglos pasados que necesitan ser rescatadas. La producción de composiciones de los siglos, XVI, XVII, XVIII y XIX, contenidas en archivos es numerosa y requiere de su estudio para no solo su conservación sino para su conocimiento y reproducción hoy en día, al fin y al cabo, objetivo de toda Música. En especial los siglos XVII y XVIII en la Comunidad Valenciana fueron una época de una creciente producción musical en lo que piezas religiosas. Los archivos eclesiásticos de esta Comunidad se encuentran repletos de obras de autores que aún hoy en día nos resultan prácticamente desconocidos. A pesar de que se tiene constancia de la importancia de la Música de los compositores barrocos españoles, todavía muchos de ellos no han sido estudiados. La mayor parte de la producción musical sacra de los siglos XVI, XVII, XVIII y XIX de la Comunidad Valenciana aparece recopilada en cuatro catálogos escritos por José Climent. El primero de ellos recoge las obras que hay en el archivo de la Catedral Metropolitana de Valencia. El segundo incluye las que están en el archivo del Real Colegio de Corpus Christi, Patriarca. Ambos archivos pertenecen a la provincia de Valencia. El tercero de estos catálogos recopila las obras del archivo de la Catedral de Segorbe, provincia de Castellón. Y el último de ellos contiene la música del archivo de la Catedral de Orihuela en la provincia de Alicante. Todas estas composiciones que aparecen en estos cuatro catálogos están dedicadas a algún momento especial del calendario litúrgico (como puede ser navidad o la Pasión), a algún Santo, a Jesús o a la Virgen María, tanto como Madre de
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Dios como en alguna de sus advocaciones, entre las que se encuentra la Asunción. La Asunción de María, dentro de la Iglesia Católica Apostólica Romana, tiene gran importancia. En la liturgia Católica las celebraciones de la Asunción ocupan un lugar preeminente junto otras como el Corpus, la Inmaculada Concepción, el día de Todos los Santos, Navidad, la Epifanía del Señor o la Pascua de Resurrección. Como Madre de Dios, la Asunción a los Cielos de la Virgen tiene una relevancia equiparable a la Resurrección de Cristo, constituyendo uno de los Misterios Gozosos de María, más celebrados y venerados en el mundo por la comunidad Católica. Por ello la imagen de la Virgen de la Asunción ha sido objeto de numerosas composiciones de carácter religioso en toda la Comunidad Valenciana. Esta categoría y especial devoción a la Asunción de María se encuentra reflejada en la Provincia de Alicante, en concreto en la ciudad de Elche, que tiene como patrona de la ciudad a la Virgen de la Asunción. Según apunta Alejandro Ramos1 ya aparecen vestigios arqueológicos en el yacimiento ilicitano de la Alcudia que demuestran que en el siglo IV d.C. había una basílica cristiana en la ciudad. Con la conquista a los musulmanes, en el siglo XIII, llevada a cabo por Jaime I de Aragón para la corona de Castilla, de esta ciudad ilicitana, el cristianismo se instaura en el territorio como único culto. Según Alejandro Ramos2, una de las primeras disposiciones que llevó a cabo en Elche este monarca fue el transformar la mezquita existente en un templo cristiano dedicado a la Virgen de la Asunción, debido a la singular devoción que este rey aragonés le tenía. Sin embargo, es a partir del siglo XV cuando el culto a la Asunción empieza a tomar mayor relevancia como patrona de la ciudad de Elche.
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RAMOS FOLQUÉS, Alejandro: Historia de Elche, Elche, Ediciones Picher, 1971, págs. 54, 55, 56. Ibid, pág. 376.
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La veneración y fervor a esta advocación mariana será tal que dará lugar a una de las obras sacro-líricas más importantes representadas en la actualidad, La Festa o Misteri d’ Elx. Aunque el origen del Misteri no se ha podido determinar con exactitud, ya que del Consueta original nunca se ha tenido constancia, según la tradición podría considerarse que su origen se encontraría en el siglo XIII. Uno de los logros que este drama asuncionista obtuvo en el siglo XVII fue un rescripto del Papa Urbano VIII por el que se permitía la representación del Misteri en Santa María a perpetuidad, a pesar de haber sido prohibidas las representaciones en el interior de los templos por el Concilio de Trento. En el año 2001 la UNESCO le concedió a esta obra, debido a sus singulares características musicales, de conservación y representación, la categoría de Patrimonio de la Humanidad, que la hacen en la actualidad única en su género. Así pues, la relevancia tanto de las fiestas asuncionistas y por tanto de las obras que su culto ha generado así como la importancia de los que fueron maestros de capilla, en una época donde son estos los que se dedican a crear prácticamente todo el volumen de la producción musical, hace necesario el estudio y rescate este tipo de composiciones con la finalidad de poder tener un pleno conocimiento de lo que fue nuestro pasado musical. En definitiva, al igual que la arqueología, la musicología debe desenterrar los tesoros musicales de nuestra tierra, donde a través de pequeños pero intensos estudios se pueda trazar la línea histórico-musical que nos permita conocer mejor nuestra herencia musical y así poder conocer mejor nuestro presente cultural.
II. ESTADO DE LA CUESTIÓN El hecho de que el Papa Urbano VIII se molestara en otorgar a Elche una licencia especial para que este drama asun-
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cionista se siguiera representando, da a entender hasta qué punto la ciudad era importante durante los siglo XV, XVI, XVII y XVIII. Durante estos siglos Elche gozó de privilegios reales para celebrar ferias y mercados; logró que a petición de la villa ésta dejara de depender eclesiásticamente del obispado de Cartagena, creándose por sentencia papal el obispado de Orihuela en el siglo XV. De esta manera, como ciudad relevante, Elche contaba durante estos siglos con una Capilla de músicos y con su correspondiente Maestro de Capilla. En el siglo XVII la figura del Maestro de Capilla, dentro de la producción musical de obras religiosas era clave. Éste se encargaba tanto de componer obras como de interpretar al órgano casi toda la música que se escuchaba en la iglesia, de dirigir tanto a los cantores como a los músicos que ocasionalmente participaban en alguna ceremonia determinada, así como el instruir a los niños en el canto. Sin embargo, en la ciudad de Elche, el Maestro de Capilla además de desempeñar las funciones anteriormente citadas, cuidaba El Misteri. Durante el siglo XVII en Elche los Maestros de Capilla eran convenidos por consenso entre la iglesia de Santa María y el Concejo Municipal, a diferencia de otras épocas. A lo largo del siglo XVII fueron contratados en Elche varios Maestros de Capilla, siendo uno de ellos Matías Navarro, quien desempeñó en Elche este cargo entre los años 1687 y 1692. La fama de este músico, durante su etapa en la ciudad ilicitana, alcanzó tal importancia que en 1692 se le nombra Maestro de Capilla de la Catedral de Orihuela. A pesar de que en la actualidad Matías Navarro ha sido reconocido como uno de los compositores ilicitanos barrocos relevantes, su música apenas ha sido estudiada. Después de haber reali-
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zado una búsqueda en diversas fuentes3, solo se han encontrado algunos datos biográficos de Matías Navarro, siendo los más extensos los que se recogen en la tesis doctoral de Juan 3
El buscador Google que permitió el enlace con los catálogos de bibliografía musical más importantes como R.I.L.M., R.I.S.M, R.I.D.I.M., I.M.F (Instituto Milá Fontanals), así como el acceso a revistas musicales de publicación por Internet como la Revista de Música Culta Filomúsica o Dialnet. PÉREZ BERNAL, Juan: La capilla musical de la Catedral de Orihuela: las composiciones en romance de Matías Navarro. (ca 1666-1727), Santiago de Compostela, 2007, Tesis doctoral. POMARES PERLASIA, José: “La Festa” o Misterio de Elche (I), Elche, Patronato Nacional del Misteri d’Elx, 2004. POMARES PERLASIA, José: “La Festa” o Misterio de Elche (III), Elche, Patronato Nacional del Misteri d’Elx, 2006. CLIMENT, José: Fondos Musicales de la Región Valenciana volumen I. Catedral Metropolitana de Valencia, Valencia, Instituto de Musicología, Institución Alfonso el Magnánimo, Diputación Provincial de Valencia, 1979. CLIMENT, José: Fondos Musicales de la Región Valenciana volumen II. Real Colegio de Corpus Christi Patriarca, Valencia, Instituto de Musicología, Institución Alfonso el Magnánimo, Diputación Provincial de Valencia, 1984. CLIMENT, José: Fondos Musicales de la Región Valenciana volumen III. Catedral de Segorbe, Valencia, Instituto de Musicología, Institución Alfonso el Magnánimo, Diputación Provincial de Valencia, 1986. CLIMENT, José: Fondos Musicales de la Región Valenciana volumen IV. Catedral de Orihuela, Valencia, Instituto de Musicología, Institución Alfonso el Magnánimo, Diputación Provincial de Valencia, 1986. RAMOS FOLQUÉS, Alejandro: Historia de Elche, Elche, Ediciones Picher, 1971. RODICIO CASARES, Emilio: Diccionario de la Música Valenciana II, Madrid, Iberautor Promociones Culturales S.R.L., 2006. CHAILLEY, Jaques: Compendio de Musicología, Madrid, Alianza Editorial, 1991. Ponencias del Seminario con motivo del VI Festival de Teatro y Música Medieval de Elche, del 29 al 31 de octubre de 200, recogidas en la publicación La mort com a personatge, l’assumpció com a tema. GARRIDO, David: La música en Elche: El Barroco en Información, Elche, Diario Información, domingo 7 de mayo, 2006. TRENADO ROJAS, Paula: Dos partes en un mismo lugar en Internet en la página Apuntes sobre Patrimonio Cultural, 14 de julio de 2007.
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Pérez Bernal en 2007, los que Pomares Perlasia recoge en el volumen III de “La Festa” o Misterio de Elche, el artículo Matías Navarro (1668?-1727), Maestro de Capilla de la Catedral de Orihuela escrito por Paulino Capdepón Verdú publicado en el año 1998 y los que se incluyen en el Diccionario de la Música Valenciana. Cabe decir que en las tres fuentes anteriormente citadas aparecen prácticamente las mismas referencias, salvo en el libro de Pomares Perlasia donde se agrega alguna información más sobre la estancia en Elche de este compositor. A pesar de todo, todavía existen datos contradictorios y algunos momentos de la vida de Matías Navarro están aún por investigar. Por lo que respecta a la música de este compositor, tanto en lo que se refiere a transcripción como al análisis de sus obras, en la bibliografía que se especifica no se ha encontrado nada. En cuanto a estudios y publicaciones en torno a la Virgen de la Asunción estas son muy numerosas4, sin embargo, no se
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RAMOS FOLQUÉS, Alejandro: Historia de Elche, Elche Ediciones Picher, 1971. CASTAÑO GARCÍA, Juan: L’organització de la Festa d’Elx a través del temps, Valencia, Consell Valencià de Cultura, 1997. CASTAÑO GARCÍA, Juan: La Imagen de la Virgen de la Asunción patrona de Elche, Alicante, Caja de Ahorros Provincial de Alicante y Patronato Nacional del Misterio de Elche, 2004. CASTAÑO GARCÍA, Juan: Fiestas y Tradiciones de Elche, Elche, Diario Información, 1993. POMARES PERLASIA, José: “La Festa” o Misterio de Elche (I), Elche, Patronato Nacional del Misteri d’Elx, 2004. POMARES PERLASIA, José: “La Festa” o Misterio de Elche (II), Elche, Patronato Nacional del Misteri d’Elx, 2005 POMARES PERLASIA, José: “La Festa” o Misterio de Elche (III), Elche, Patronato Nacional del Misteri d’Elx, 2006. BOMBI, Andrea: “Como vara de humo a su región: villancicos oratorios y óperas asuncionistas en Valencia (1679-1750)” en La mort com a personatge, l’assumpció com a tema, Actos del IV Festival de Teatro y Música Medieval de Elche, Elche, Ayuntamiento de Elche, 2000, págs. 53 a 67.
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ha hallado ningún estudio de obras musicales dedicadas a la Asunción. A este respecto, cabe mencionar que en la ponencia realizada por Andrea Bombi con el título Como vara de humo a su región: villancicos, oratorios y óperas asuncionistas en Valencia incluida dentro de la publicación La mort com a personatge, l’assumpció com a tema, sí que se realiza un pequeño estudio del volumen de obras dedicadas a la Asunción tomando como fuentes cuatro cancioneros: dos conservados en la Biblioteca Nacional de Madrid, y otros dos en la Biblioteca Serrano Morales de Valencia, y el catálogo de José Climent Fondos Musicales de la Región Valenciana. Catedral Metropolitana de Valencia. Este trabajo contiene en primer lugar una valoración estadística del volumen de obras dedicadas a la Virgen de la Asunción durante los siglos XVII y XVIII, en las fuentes anteriormente citadas, para posteriormente centrarse en un pequeño estudio acerca del villancico en estos siglos, concretando el objeto de esta ponencia en un breve análisis de cinco villancicos dedicados a la Virgen de la Asunción y dos óperas. Los cinco villancicos a la Asunción que Andrea Bombi analiza son tres de Francisco Figuerola puestos en música por Antonio Ortells, otros dos de José Vicente Ortí con música de José Pradas. Como así indica Bombi “no entraré aquí en el detalle de una descripción estilística de los textos: me limitaré a describir su estructura y la distribución en ella de los contenidos”, en ningún momento se incluye la partitura o algún tipo de escritura o análisis musical. De esta manera a tenor de la búsqueda documental realizada hasta la fecha de elaboración de este trabajo, se ha podido constatar: por un lado que no se ha encontrado ninguna publicación que incluya todas las obras musicales religiosas, pertenecientes a los archivos de la Comunidad Valenciana, relativas a una de las advocaciones marianas más veneradas e importantes en el mundo Católico Apostólico Romano, la Asunción de María; y por otro lado la inexistencia del estudio y trascripción musical de la obra o parte de ella, de uno de