CHARLOTTH BACK
13
LA MARCHA ES LENTA, PERO SIGUE SIENDO MARCHA O Tribunal Internacional para a Aplicação da Justiça Restaurativa em El Salvador
perspectivas iberoamericanas sobre la justicia
LA MARCHA ES LENTA, PERO SIGUE SIENDO MARCHA O Tribunal Internacional para a Aplicação da Justiça Restaurativa em El Salvador Volumen 13
COMITÉ CIENTÍFICO DE LA EDITORIAL TIRANT LO BLANCH María José Añón Roig
Catedrática de Filosofía del Derecho de la Universidad de Valencia
Ana Cañizares Laso
Catedrática de Derecho Civil de la Universidad de Málaga
Jorge A. Cerdio Herrán
Catedrático de Teoría y Filosofía de Derecho Instituto Tecnológico Autónomo de México
José Ramón Cossío Díaz
Ministro en retiro de la Suprema Corte de Justicia de la Nación y miembro de El Colegio Nacional
Eduardo Ferrer Mac-Gregor Poisot
Juez de la Corte Interamericana de Derechos Humanos Investigador del Instituto de Investigaciones Jurídicas de la UNAM
Owen Fiss
Catedrático emérito de Teoría del Derecho de la Universidad de Yale (EEUU)
José Antonio García-Cruces González
Catedrático de Derecho Mercantil de la UNED
Luis López Guerra
Catedrático de Derecho Constitucional de la Universidad Carlos III de Madrid
Ángel M. López y López
Catedrático de Derecho Civil de la Universidad de Sevilla
Marta Lorente Sariñena
Catedrática de Historia del Derecho de la Universidad Autónoma de Madrid
Javier de Lucas Martíndd
Catedrático de Filosofía del Derecho y Filosofía Política de la Universidad de Valencia
Víctor Moreno Catena
Catedrático de Derecho Procesal de la Universidad Carlos III de Madrid
Francisco Muñoz Conde
Catedrático de Derecho Penal de la Universidad Pablo de Olavide de Sevilla
Angelika Nussberger
Catedrática de Derecho Constitucional e Internacional en la Universidad de Colonia (Alemania) Miembro de la Comisión de Venecia
Héctor Olasolo Alonso
Catedrático de Derecho Internacional de la Universidad del Rosario (Colombia) y Presidente del Instituto Ibero-Americano de La Haya (Holanda)
Luciano Parejo Alfonso
Catedrático de Derecho Administrativo de la Universidad Carlos III de Madrid
Tomás Sala Franco
Catedrático de Derecho del Trabajo y de la Seguridad Social de la Universidad de Valencia
Ignacio Sancho Gargallo
Magistrado de la Sala Primera (Civil) del Tribunal Supremo de España
Tomás S. Vives Antón
Catedrático de Derecho Penal de la Universidad de Valencia
Ruth Zimmerling
Catedrática de Ciencia Política de la Universidad de Mainz (Alemania)
Procedimiento de selección de originales, ver página web: www.tirant.net/index.php/editorial/procedimiento-de-seleccion-de-originales
LA MARCHA ES LENTA, PERO SIGUE SIENDO MARCHA O Tribunal Internacional para a Aplicação da Justiça Restaurativa em El Salvador Volumen 13
CHARLOTTH BACK
tirant lo blanch Valencia, 2022
Copyright ® 2022 Todos los derechos reservados. Ni la totalidad ni parte de este libro puede reproducirse o transmitirse por ningún procedimiento electrónico o mecánico, incluyendo fotocopia, grabación magnética, o cualquier almacenamiento de información y sistema de recuperación sin permiso escrito de los autores y del editor. En caso de erratas y actualizaciones, la Editorial Tirant lo Blanch publicará la pertinente corrección en la página web www.tirant.com.
Colección Perspectivas Iberoamericanas sobre la Justicia Directores: HÉCTOR OLASOLO CAROL PRONER
© VV. AA.
© TIRANT LO BLANCH EDITA: TIRANT LO BLANCH C/ Artes Gráficas, 14 - 46010 - Valencia TELFS.: 96/361 00 48 - 50 FAX: 96/369 41 51 Email:tlb@tirant.com www.tirant.com Librería virtual: www.tirant.es ISBN: 978-84-1113-433-0 MAQUETA: Tink Factoría de Color Si tiene alguna queja o sugerencia, envíenos un mail a: atencioncliente@tirant.com. En caso de no ser atendida su sugerencia, por favor, lea en www.tirant.net/index.php/empresa/politicas-de-empresa nuestro procedimiento de quejas. Responsabilidad Social Corporativa: http://www.tirant.net/Docs/RSCTirant.pdf
Directores de la colección: HÉCTOR OLASOLO Presidente del Instituto Ibero-Americano de la Haya para la Paz, los Derechos Humanos y la Justicia Internacional (Países Bajos); Catedrático de Derecho internacional en la Universidad del Rosario (Colombia), donde dirige el Programa de Maestría en Derecho Internacional, la Clínica Jurídica Internacional (CJI), el Anuario Iberoamericano de Derecho Internacional Penal (ANIDIP) y la Colección International Law Clinic Reports (ILCR); Coordinador General de las Redes de Investigación “Perspectivas Ibero-Americanas sobre la Justicia” y “Respuestas a la Corrupción Asociada al Crimen Organizado Transnacional”; Senior Lecturer en la Universidad de La Haya para las Ciencias Aplicadas (Países Bajos). CAROL PRONER Directora para América Latina del Instituto Joaquín Herrera Flores (Brasil); Codirectora de la Maestría en Derechos Humanos, Multiculturalidad y Desarrollo, Universidad Pablo Olavide y Universidad Internacional de Andalucía (España); Profesora de Derecho Internacional de la Universidad Federal de Río de Janeiro (Brasil).
Ao meu irmão Theo Back, Que me ensinou que, se o amor permanecer, nunca estaremos sós. Continuamos juntos em mais esta conquista.
Agradecimentos À minha mãe Margit Richter, por ser um exemplo de como transformar a dor em força e união; Ao meu pai Sylvio Back, por me incentivar a nunca parar de caminhar; À minha vovó Dorothea Richter, pelo apoio incondicional de todos os momentos; À minha madrinha Pingo Richter, pelo amparo de hoje e sempre; A João Guilherme Fidélis de Oliveira, por todo apoio e incentivo diários; Ao meu tio Guilherme Mansur, por me acompanhar nesta aventura ibérica; A Camila Maria Rosa Arruda, por compreender minha ausência em tantos momentos; A Rodrigo Azambuja, por sempre me apoiar nos sonhos mais loucos. Ao Professor Doutor Paulo Abrão Pires Junior, pelo incentivo em todos os momentos; Ao Professor Doutor Francisco Infante Ruiz, pela disposição em me auxiliar sempre; Ao Professor Doutor Bruno Sena Martins, pelas luzes metodológicas e teóricas; À Professora Doutora Carol Proner, pela generosidade, por me levar a El Salvador, e por confiar no meu trabalho e na minha capacidade; À Professora Doutora Maria José Fariñas Dulce, pelas preciosas dicas e pelo carinho de sempre. Ao querido amigo Professor Doutor Jesús Sabariego, pela revisão minuciosa e pela motivação nos momentos de crise. À amiga Paola Nava Urrego, pela transcrição das entrevistas, e por ser tão companheira nas aventuras sevilhanas; Aos amigos Ricardo Mendonça e Camila Milek e aos pequenos Gabriel e Leonardo por terem me adotado em Sevilla; Aos amigos Lucia Rodrigues de Matos, Charles Lopes Kuhn, Laira e Raul, pela generosidade de me acolherem em Sevilha e pelas alegrias proporcionadas nos nossos encontros; À amiga Iraida Giménez, pela assistência jurídica e pela colaboração de sempre; À amiga Luisa de Pinho Valle, pelas conversas e pela companhia na fria Coimbra; Ao amigo Sérgio Barbosa, pelas risadas sem fim; Ao amigo Marco Meloni, por todas as comidas com amor;
À Erika Pallotino, pela disponibilidade e paciência ao longo dos últimos anos; Ao querido Pedro Ferreira Duarte Neto, pela revisão cuidadosa deste texto. Ao Instituto Joaquín Herrera Flores, pela ajuda para minha manutenção em Sevilha; Ao Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, pela aceitação do meu período de instância doutoral, cujos meses foram determinantes para a confecção deste trabalho; À equipe da Biblioteca Norte/Sul do CES, pelas valiosas ferramentas de pesquisa, e, especialmente, a Maria José Carvalho, Acácio Machado e Inês Sequeira Lima, pela acolhida e ajuda; À equipe do CEDEP- UPO, pelo auxílio burocrático; Ao Instituto Iberoamericano de la Haya para la Paz, los Derechos Humanos y la Justicia Internacional, em especial ao Professor Doutor Héctor Olásolo, pela inclusão deste livro na Coleção “Perspectivas Iberoamericanas sobre la Justicia”; À Editora Tirant Lo Blanch, pela publicação da presente investigação. Aos juízes José María Tomás y Tío, José Ramón Juaniz Maya, Belisario dos Santos Jr., Aronette Días e Silvia Cuellar, por terem me recebido de braços abertos para a experiência Tribunal em El Salvador; Ao Instituto de Direitos Humanos da Universidade Centro Americana e a todos os seus amáveis funcionários, especialmente ao P. José María Tojeira e a Arnau Baulenas Bardía, por aceitarem minha participação nas atividades do Tribunal; À Universidade Centro Americana José Simeón Cañas, pelo acolhimento para acompanhar as atividades do Tribunal, e ao reitor P. Andreu Oliva de la Esperanza, pela concessão da entrevista. Aos entrevistados Alejandro Ramírez Hernández, Carlota Ramírez Fernández, David Córdova Menjívar, Érica Paola Guerrero Pobel, Esperanza Cortez de Meléndez, Jaime Enrique García Fernández, José Eli Callejas Madrid, José Rafael Martínez Segura, Kathia Gabriela López, Manuel Ernesto Escalante Zaracais, María Vicenta Montano Palacio, Mercedes Alfaro, Rolando Ernesto González Morales e Vilma Vásquez, por cederem parte de seu tempo e de suas experiências para me auxiliarem no presente livro. À Rede de Comitês de Vítimas do Conflito Armado de El Salvador, por me receberem com o coração aberto e estarem dispostos a participar da minha pesquisa; Às vítimas que passaram pelo Tribunal, por me confiarem suas palavras e suas memórias, por conseguirem transformar uma situação de tragédia em um grande exercício de compaixão e afeto e por me fazerem ver, na prática, a força da permanência daqueles que já se foram, mas continuam presentes em nossas vidas.
El pueblo salvadoreño tiene el cielo por sombrero tan alta es su dignidad en la búsqueda del tiempo en que florezca la tierra por los que han ido cayendo y que venga la alegría a lavar el sufrimiento y que venga la alegría a lavar el sufrimiento Dale que la marcha es lenta pero sigue siendo marcha dale que empujando al sol se acerca la madrugada dale que la lucha tuya es pura como una muchacha cuando se entrega al amor con el alma liberada Dale salvadoreño, dale que no hay pájaro pequeño, dale que después de alzar el vuelo, dale se detenga en su volar Al verde que yo le canto es el color de tus maizales no al verde de las boinas de matanzas tropicales las que fueron al Vietnam a quemar los arrozales y andan por estas tierras como andar por sus corrales Dale salvadoreño, dale que no hay pájaro pequeño, dale que después de alzar el vuelo, dale se detenga en su volar Hermano salvadoreño viva tu sombrero azul dale que tu limpia sangre germinará sobre el mar y será una enorme rosa de amor por la humanidad hermano salvadoreño viva tu sombrero azul
Tendrán que llenar el mundo con masacres de Sumpul para quitarte las ganas del amor que tienes tú Dale salvadoreño, dale que no hay pájaro pequeño, dale que después de alzar el vuelo, dale se detenga en su volar (Música “Sombrero Azul”, de Alí Primera)
Nota preliminar A autora possui os documentos originais de autorização para utilização, divulgação e publicação das entrevistas, inclusas no anexo deste livro, de cada uma das treze pessoas entrevistadas para este trabalho. Da mesma forma, todas as pessoas entrevistadas, com exceção da pessoa na entrevista nº 9, deram nos referidos documentos de consentimento informado a sua autorização para a divulgação pública do seu nome vinculado à sua entrevista. Consequentemente, exceto no caso da entrevista nº. 9 - da qual foram eliminados o nome e quaisquer informações que pudessem identificar a pessoa entrevistada -, todas as outras entrevistas foram publicadas na íntegra, divulgando os nomes das pessoas, os quais também foram referidos ao longo do texto principal do manuscrito, especialmente em relação às suas opiniões pessoais retiradas das suas respectivas entrevistas. Com base no exposto, a autora assume total e exclusivamente qualquer responsabilidade que possa surgir quanto à divulgação dos nomes e da identificação dos entrevistados nas entrevistas publicadas no Anexo deste volume. No documento de autorização para divulgação e publicação coletado pela autora no momento da entrevista, o nome do entrevistado n.º 7 consta como José Rafael Segura, ainda que seu nome completo seja José Rafael Martínez Segura.
ÍNDICE Autora....................................................................................................... 19 Abreviaturas.............................................................................................. 21 Prefácio..................................................................................................... 23 Capítulo I INTRODUÇÃO........................................................................................ 27 Capítulo II ABRINDO CAMINHOS.......................................................................... 43 1. Visibilizar e questionar os pressupostos modernos do Direito, do Direito Internacional e dos Direitos Humanos............................... 46 2. Expandir o pluralismo jurídico internacional................................. 55 3. Propor novas sementes e caminhos................................................ 63 Capítulo III UM PASSO DE CADA VEZ...................................................................... 87 1. Definição do conceito de tribunal internacional de mobilização social................................................................................................. 93 2. Direito Internacional após a Segunda Guerra Mundial.................. 110 3. Origem dos tribunais internacionais de mobilização social............ 120 4. O Tribunal Russell......................................................................... 123 5. O Tribunal Permanente dos Povos................................................. 130 6. Críticas recorrentes aos tribunais internacionais de mobilização social............................................................................................. 135 7. A importância de conhecer os tribunais internacionais de mobilização social na atualidade.............................................................. 137 Capítulo IV ANDANÇAS JURÍDICAS E SOCIOLÓGICAS DOS TRIBUNAIS INTERNACIONAIS DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL...................................... 147 1. Porque os tribunais internacionais de mobilização social são diferentes das comissões da verdade ou das comissões de inquérito..... 148 2. O desafio de uma alternativa à justiça liberal................................. 150
18
Índice
3. Estratégias jurídicas e sociológicas dos tribunais internacionais de mobilização social.......................................................................... 159 Capítulo V O PERCURSO DO TRIBUNAL INTERNACIONAL PARA A APLICAÇÃO DA JUSTIÇA RESTAURATIVA EM EL SALVADOR................. 175 1. 2. 3. 4.
A escolha do TIJR como estudo de caso......................................... 175 O contexto histórico em que surge o TIJR..................................... 178 A criação do TIJR.......................................................................... 200 O cenário político jurídico após uma década de TIJR.................... 222
Capítulo VI A MARCHA PARA ALÉM DOS OLHOS: A EXPERIÊNCIA DO TRIBUNAL INTERNACIONAL PARA A APLICAÇÃO DA JUSTIÇA RESTAURATIVA EM EL SALVADOR............................................................ 225 1. Descolonização da justiça.............................................................. 228 2. As tensões e contradições do TIJR................................................. 239 3. La marcha es lenta, pero sigue siendo marcha................................ 253 Capítulo VII CONCLUSÕES......................................................................................... 267 Referências audiovisuais e bibliográficas................................................... 275 Transcrição das entrevistas........................................................................ 295
Autora Charlotth Back Doutora em Ciências Jurídicas e Políticas pela Univeridade Pablo de Olavide (UPO), com menção internacional obtida com estágio no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra; Mestre em Direitos Humanos, Interculturalidade e Desenvolvimento pela Universidad Pablo de Olavide (UPO); Mestre em Relações Internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); Advogada; Professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e da Universidade Estacio de Sá (UNESA); Integrante do setor de direitos humanos do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST); Pesquisadora do HOMA – Centro de Direitos Humanos e Empresas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); Vice presidente da Comissão de Direito Internacional e Membro da Comissão de Direito Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ); Membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD); Membro do Conselho Latinoamericano de Justiça e Democracia (CLAJUD – Grupo de Puebla); Participou da Coalizão Internacional de Juristas pela Paz e pela Democracia na Venezuela e no Haiti em 2019; Integra o TRINO (Tribunal Internacional de Opinión – Colombia) em 2021.