Skip to main content

II FESTIVAL GALERIA ABERTA: ARTE DA TERRA

Page 1

Jardim Botânico de Brasília recebe mostra que transforma o Cerrado em espaço de criação artística II Festival Galeria Aberta: Arte da Terra reúne seis artistas do Distrito Federal em instalações inéditas concebidas para dialogar com a paisagem

Há exposições em que a paisagem serve de cenário. Nesta, ela é parte da própria obra. Durante dois meses, o Jardim Botânico de Brasília deixará de ser apenas um espaço de contemplação da natureza para se transformar em um território de criação, onde árvores, vento, luz, chuva, sons e os próprios visitantes passam a integrar a experiência artística. É nesse diálogo permanente entre arte e Cerrado que nasce o II Festival Galeria Aberta: Arte da Terra. Com curadoria de Patricia Bagniewski e Renata Azambuja, a mostra reúne obras inéditas de Adriane Kariú, Coletivo Vaga-mundo – poéticas nômades, Daisy Barros, Nina Coimbra, Patricia Bagniewski e Valéria Pena-Costa, concebidas especialmente para o Jardim Botânico de Brasília. Entre 2 de agosto e 30 de setembro, o público será convidado a percorrer um circuito de instalações que propõem novas formas de perceber a paisagem, aproximando arte contemporânea, memória, ancestralidade, ciência e meio ambiente. Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FACDF), o projeto retoma uma iniciativa criada em 2012 e reafirma sua vocação de transformar um dos mais importantes patrimônios naturais da capital em espaço de experimentação estética. Criada a partir do desejo de romper os limites das galerias e museus, a Galeria Aberta parte de uma ideia simples e, ao mesmo tempo, radical: antes de ser exposta em salas de paredes brancas, a arte nasceu na própria paisagem. Ao ocupar o Jardim Botânico, a mostra não leva obras prontas para um ambiente natural. Ao contrário, convida os artistas a criar a partir do encontro com o Cerrado, fazendo da natureza uma presença ativa na construção de cada instalação. "Antes de habitar museus e galerias, a arte habitava a paisagem. As primeiras imagens produzidas pela humanidade surgiram em cavernas, rochas e territórios específicos, inseparáveis do lugar que lhes dava origem", observa a curadora Patricia Bagniewski. A curadora ressalta ainda que o próprio parque se transformou desde a primeira edição do projeto, tornando-se um espaço ainda mais vivo de convivência e experimentação. "Toda paisagem é também uma memória: um espaço vivo de relações, experiências e temporalidades. Como a própria paisagem, as obras também se inventam na duração." Para Renata Azambuja, a exposição foi concebida para ser vivida em movimento, acompanhando o ritmo da caminhada pelo Jardim Botânico. "Cada instalação oferece uma maneira singular de experimentar o Jardim Botânico. A Galeria Aberta convida o visitante a caminhar sem pressa, permitindo que arte e paisagem revelem novas possibilidades de encontro."


Essa proposta ganha forma por meio de seis trabalhos que, embora distintos em linguagem, compartilham uma mesma compreensão: criar na natureza não significa representá-la, mas construir relações com ela. Logo no início do percurso, Adriane Kariú, artista e educadora pertencente ao povo Kariú Kariri, apresenta uma sequência de painéis inspirada na serpente ancestral que, em sua cosmologia, protege as águas subterrâneas. A instalação aproxima memória, território e ancestralidade, refletindo uma pesquisa artística voltada aos saberes indígenas, ao corpo e à contra-colonialidade. Na sequência, Daisy Barros transforma tecidos reaproveitados em uma grande composição têxtil inspirada na forma de uma bandeira. A obra reúne referências às manifestações populares brasileiras, aos diferentes biomas e às práticas sustentáveis de reuso. Sua produção integra importantes acervos institucionais, entre eles os do Palácio do Planalto e do Sesi Lab. O percurso conduz, então, às esculturas de Nina Coimbra, distribuídas como grandes seixos ao longo da caminhada. Entre escultura e mobiliário, as peças convidam à pausa e à contemplação, estabelecendo um diálogo entre experiências vividas pela artista no Brasil e no Japão. Com trajetória em instituições como MASP, CCBB Brasília e Funarte, Nina transforma o próprio ato de permanecer em parte da obra. Também integrante da mostra, Patricia Bagniewski apresenta uma instalação que amplia a percepção sobre a vida vegetal ao permitir que o público ouça as frequências sonoras internas de uma árvore da espécie Clúsia. Reconhecida internacionalmente por suas pesquisas em vidro e instalações ambientais, a artista propõe uma experiência de escuta que revela aspectos normalmente invisíveis da natureza. A dimensão coletiva da exposição aparece na instalação do Coletivo Vagamundo – poéticas nômades, grupo de pesquisa do Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Inspirado na árvore lunar cultivada em Brasília a partir de sementes que viajaram ao espaço, o trabalho aproxima ciência, imaginação e geopoética, expandindo a percepção sobre tempo, paisagem e território. Encerrando o percurso, Valéria Pena-Costa apresenta um conjunto de pequenas casas construídas com materiais naturais. Delicadas e silenciosas, as estruturas evocam abrigo, impermanência e memória, convidando o visitante a aproximar o olhar da terra e dos ciclos de transformação que caracterizam tanto a natureza quanto a existência humana. Além das instalações, o II Festival Galeria Aberta – A Arte da Terra promove uma programação de formação composta por visitas guiadas com as curadoras, artistas e arte-educadores, além de um ciclo de palestras dedicado às relações entre arte contemporânea, biodiversidade, experiências sensoriais, espiritualidade e processos criativos. Mais do que apresentar obras de arte em um parque, a Galeria Aberta propõe uma mudança de perspectiva. Ao reconhecer o Jardim Botânico como parte da criação artística, a mostra transforma o Cerrado em um espaço de experimentação estética, onde cada visita é atravessada pelas mudanças da paisagem e pela experiência singular de quem a percorre.


Serviço: II Festival Galeria Aberta: Arte da Terra Curadoria: Renata Azambuja e Patricia Bagniewski Local: Jardim Botânico de Brasília Visitação: de 2 de agosto a 30 de setembro, de terça a domingo, das 7h às 16h30 Ingressos: https://www.jardimbotanico.df.gov.br/visitacao/horarios-e-ingressos Classificação indicativa: livre para todos os públicos Informações: https://www.instagram.com/galeriaaberta_festival/

Material para a imprensa: https://bit.ly/4fxHVGx


Clipping de mídia estimulada


https://www.premiopipa.com/2026/07/com-curadoria-de-renata-azambuja-e-patriciabagniewski-ii-festival-galeria-aberta-arte-da-terra-reune-instalacoes-ineditas/


https://www.correiobraziliense.com.br/divirtasemais/2026/08/7472976-obras-criadaspara-o-jardim-botanico-convidam-publico-a-reflexao-poetica.html


https://gpsbrasilia.com.br/jardim-botanico-de-brasilia-recebe-o-ii-festival-galeria-aberta/


https://jornaldebrasilia.com.br/viva/agenda-brasilia/othon-bastos-maior-sao-joao-docerrado-e-titas-agitam-o-df/


https://visitebrasilia.com.br/noticias/jardim-botanico-de-brasilia-recebe-mostra-quetransforma-o-cerrado-em-espaco-de-criacao-artistica


https://aquitemdiversao.com.br/festival-galeria-aberta/


https://portalcontexto.com.br/jardim-botanico-de-brasilia-recebe-mostra-quetransforma-o-cerrado-em-espaco-de-criacao-artistica/


https://www.jornaldoplanalto.com.br/jardim-botanico-de-brasilia-recebe-mostra-quetransforma-o-cerrado-em-espaco-de-criacao-artistica/


https://radardigitalbrasilia.com.br/distrito-federal/jardim-botanico-de-brasilia-recebemostra-que-transforma-o-cerrado-em-espaco-de-criacao-artistica/


https://daquidebrasilia.com.br/cultura-lazer/ii-festival-galeria-aberta-arte-da-terrajardim-botanico-brasilia-2026


https://www.tudoai.bsb.br/arte-da-terra-traz-mostra-gratuita-ao-jardim-botanico-debrasilia/


https://www.metropoles.com/agenda-cultural


https://tracosbrasil.com.br/blogs/materias/df-agenda-cultural-o-que-fazer-entre-31-dejulho-e-7-de-agosto


https://brasiliamaisnoticias.com.br/noticia/7879/jardim-botanico-de-brasilia-recebemostra-que-transforma-o-cerrado-em-espaco-de-criacao-artistica


https://www.pandoranews.com.br/arte-e-cerrado-se-encontram-no-ii-festival-galeriaaberta/


https://glaunacapital.com/2026/07/29/jardim-botanico-de-brasilia-recebe-mostra-quetransforma-o-cerrado-em-espaco-de-criacao-artistica/


https://elafaladosbastidores.blogspot.com/2026/07/jardim-botanico-de-brasiliarecebe.html


https://www.camara.leg.br/radio/programas/feijoada-completa/1297986-estatuto-dascidades-patrimonio-historico-cursos-ead-e-visitacao-na-camara


https://radionacional.ebc.com.br/programas/espaco-arte/festiva-galeria-abertatransforma-o-jardim-de-brasilia-em-galeria-de-arte-a-ceu-aberto


https://noticias.r7.com/brasilia/balanco-geral-df/video/fim-de-semana-em-brasilia-temteatro-musica-comedia-e-atracoes-gratuitas-21082026/ (4min39)


Arte, natureza e experiências sensoriais em encontro no Jardim Botânico Artistas e pesquisadores se reúnem no Jardim Botânico de Brasília para conversas sobre arte, biodiversidade, experiências sensoriais e espiritualidade

Neste domingo, 6 de setembro, o II Festival Galeria Aberta – A Arte da Terra promove um ciclo de palestras no Jardim Botânico de Brasília, das 9h30 às 16h30. As conversas aproximam arte contemporânea, biodiversidade, experiências sensoriais, espiritualidade e processos criativos, ampliando as reflexões propostas pela exposição em cartaz no local. A programação começa com Mirian Araújo, das 9h30 às 11h, com “O Invisível em exposição: arte olfativa e novas experiências sensoriais”. Em seguida, Maibe Maroccolo apresenta “Cartografias da Cor: percursos entre biodiversidade, território e criação”, das 11h às 12h30. À tarde, Carlos Lin conduz “No Cerrado infinito”, das 13h30 às 15h, e Daniel Mira, do Instituto NOUS, encerra o encontro com “Arte, natureza e espiritualidade”, das 15h às 16h30. Com curadoria de Patricia Bagniewski e Renata Azambuja e fomento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), a mostra segue até 30 de setembro e reúne seis trabalhos que incorporam a paisagem do Cerrado à criação artística. O ciclo integra a programação de formação do festival, que também contempla visitas guiadas com curadoras, artistas e arte-educadores, convidando o público a experimentar o Jardim Botânico por meio de outras formas de olhar, sentir e perceber. Ampliar o diálogo com as obras e estimular novas formas de perceber a natureza são os propósitos da programação de formação do II Festival Galeria Aberta – A Arte da Terra. Ao promover encontros entre público, artistas e pesquisadores, o projeto cria oportunidades de troca que aprofundam a experiência da exposição e aproximam a criação artística das questões sensoriais, ambientais e culturais que a atravessam. Serviço Local: Jardim Botânico de Brasília Ciclo de palestras — II Festival Galeria Aberta – A Arte da Terra Data: domingo, 6 de setembro Horário: das 9h30 às 16h30 Classificação indicativa: livre Ingressos: https://www.jardimbotanico.df.gov.br/visitacao/horarios-e-ingressos Mais informações: @galeriaaberta_festival

Material para a imprensa: https://bit.ly/4fxHVGx


Clipping de mídia estimulada https://radardigitalbrasilia.com.br/distrito-federal/arte-natureza-e-experienciassensoriais-em-encontro-no-jardim-botanico/


Últimos dias para visitar o II Festival Galeria Aberta no Jardim Botânico Em cartaz até 30 de setembro, mostra reúne seis instalações integradas à paisagem do Cerrado e celebra o envolvimento do público com uma experiência de arte em meio à natureza O público tem até 30 de setembro para visitar o II Festival Galeria Aberta: Arte da Terra, no Jardim Botânico de Brasília e como última ação, Patrícia Bagniewski, que assina também assina a curadoria e tem obra exposta, conduz uma visita orientada pela mostra, domingo (27), a partir das 11h. A mostra reúne instalações inéditas de Adriane Kariú, Coletivo Vaga-mundo – poéticas nômades, Daisy Barros, Nina Coimbra, Patricia Bagniewski e Valéria Pena-Costa, concebidas especialmente para o local. Ao longo do percurso, as obras se relacionam com árvores, luz, vento, sons e outros elementos do Cerrado, convidando cada visitante a perceber a paisagem como parte da criação artística. Com curadoria de Renata Azambuja e Patricia Bagniewski, o Festival retomou, nesta segunda edição, a proposta iniciada em 2012: deslocar a experiência da arte contemporânea dos espaços expositivos tradicionais e aproximá-la do ambiente natural. A visitação transforma a caminhada pelo Jardim Botânico em um exercício de observação, escuta e descoberta, no qual as mudanças da paisagem também modificam a maneira de ver e sentir cada obra. Nesta reta final, as curadoras destacam a satisfação com a resposta dos visitantes e com a capacidade do projeto de envolver diferentes públicos em uma forma menos habitual de fruição artística. “É muito gratificante perceber que o público aceitou o convite para desacelerar, caminhar e se deixar atravessar por obras que não estão apenas instaladas na natureza, mas que se transformam com ela. Esse envolvimento confirma a potência de criar encontros entre arte, Cerrado e vida cotidiana”, afirma Patricia Bagniewski. Para Renata Azambuja, a adesão do público também revela o interesse por experiências culturais que estimulam novas relações com o espaço. “A maior conquista desta edição foi engajar o público em uma experiência de fruição construída no contato direto com as obras e com o meio ambiente. Vimos pessoas de diferentes idades percorrendo o circuito com curiosidade, permanecendo diante das instalações e descobrindo outras maneiras de olhar para o Jardim Botânico”, celebra a curadora. As seis instalações aproximam arte contemporânea, ancestralidade, memória, ciência e sustentabilidade. O circuito reúne desde painéis inspirados na cosmologia Kariú Kariri e uma composição têxtil feita com materiais reaproveitados até esculturas que convidam à pausa, a escuta das frequências internas de uma árvore, uma criação inspirada na árvore lunar de Brasília e pequenas casas construídas com elementos naturais. Em comum, os trabalhos propõem uma relação sensível com o território e fazem do Cerrado uma presença ativa na experiência artística. Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o II Festival Galeria Aberta pode ser visitado de terça a domingo, das 7h às 16h30. A classificação é livre para todos os públicos. Serviço


II Festival Galeria Aberta: Arte da Terra Curadoria: Renata Azambuja e Patricia Bagniewski Local: Jardim Botânico de Brasília Visita orientada: domingo, 27, a partir das 11h (de graça e sem inscrição prévia) Visitação: até 30 de setembro, de terça a domingo, das 9h às 16h30 Ingressos: https://www.jardimbotanico.df.gov.br/visitacao/horarios-e-ingressos Classificação indicativa: livre para todos os públicos Informações: https://www.instagram.com/galeriaaberta_festival/

Material para a imprensa: https://bit.ly/4fxHVGx


Clipping de mídia estimulada https://www.capitaldoentorno.com.br/ultimos-dias-para-visitar-o-ii-festival-galeriaaberta-no-jardim-botanico/


https://visitebrasilia.com.br/noticias/ultimos-dias-para-visitar-o-ii-festival-galeria-abertano-jardim-botanico


https://cidadecult.com.br/?p=19945


https://radardigitalbrasilia.com.br/distrito-federal/ultimos-dias-para-visitar-o-ii-festivalgaleria-aberta-no-jardim-botanico/


https://conectadoaopoder.com.br/ii-festival-galeria-aberta-no-jardim-botanico-vai-ate30-de-setembro/


https://flavioresende.com.br/noticia/ultimos-dias-para-visitar-o-ii-festival-galeria-abertano-jardim-botanico/


https://www.alobrasilia.com.br/2026/09/ultimos-dias-para-visitar-o-ii-festival.html


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
II FESTIVAL GALERIA ABERTA: ARTE DA TERRA by Território Comunicação - Issuu