Ministério do Turismo apresenta e BB Seguros apresenta e patrocina
MOVIMENTO ARMORIAL 50 ANOS
de 18 de outubro de 2022 a 15 de janeiro de 2023
no CCBB Brasília
Exposição que celebra os 50 anos do Movimento Armorial, liderado por Ariano Suassuna, chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
"Eu comecei a ficar preocupado com a descaracterização da cultura brasileira. Pensei em reunir um grupo de artistas que atuassem em todas as áreas e que tivessem preocupações semelhantes às minhas, para que nós, juntos, procurássemos uma arte brasileira erudita, fundamentada nas raízes populares da nossa cultura. E, através dessa arte, a gente lutar contra esse tal processo de descaracterização da cultura brasileira”
Ariano Suassuna, em entrevista à Rede Globo Recife, em novembro de 2013
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília abre ao público, na terça-feira 18 de outubro, a mostra MOVIMENTO ARMORIAL 50 ANOS, exposição que reúne arte, encontros musicais e conversas sobre a arte armorial. Este importante movimento artístico, lançado no Recife, foi criado e liderado pelo dramaturgo, professor, pintor e consagrado escritor Ariano Suassuna (1927-2014). A data de abertura da visitação à exposição, 18 de outubro, coincide com o dia de lançamento do movimento em 1970. O projeto tem patrocínio do Banco do Brasil e BB Seguros, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Com curadoria de Denise Mattar e a coordenação geral de Regina Rosa de Godoy, a exposição ocupará diferentes galerias do CCBB Brasília Além da exposição, haverá ainda programação especial com espetáculos musicais, exibição de documentário e eventos para debater o legado do movimento armorial. A mostra também oferece atividades interativas e acesso a conteúdos digitais como tour virtual da mostra e playlist em streaming de áudio, além de acessibilidade para todos os públicos
Como destaque, o público poderá conferir cerca de 140 obras de arte de artistas importantes para o Movimento Armorial, como Ariano Suassuna, Francisco Brennand, Gilvan Samico, Aluísio Braga, Zélia Suassuna e Lourdes Magalhaes A grande maioria das obras nunca havia saído do Recife.
“A exposição é fiel à proposta de Ariano Suassuna, apresentando às novas gerações o trabalho pioneiro e engajado do autor, mostrando como ele propunha uma volta às raízes brasileiras, com profundo respeito à diversidade e às tradições, mas apresentando tudo de forma mágica, lúdica e plena de humor um humor que faz pensar”, afirma a curadora Denise Mattar.
Sobre a exposição
Organizada em núcleos, a mostra toma conta do térreo e do subsolo da Galeria I e da Galeria II do CCBB Brasília. Para cada galeria foi definida uma expografia exclusiva, que trazem à tona a diversidade, as tradições e as mais representativas raízes da cultura popular nordestina, tal qual idealizado por Ariano Suassuna.
A imersão do visitante no fascinante universo da arte Armorial começa no piso térreo da Galeria I, onde será apresentada a chamada Fase Experimental (1970-1974), que marcou o início do movimento lançado no dia 18 de outubro de 1970, com uma exposição de artes plásticas e a apresentação da Orquestra Armorial. Entre os artistas plásticos desse período estão representados, nesta exposição: Aluísio Braga, Fernando Lopes da Paz, Miguel dos Santos, Fernando Barbosa e Lourdes Magalhães.
Ainda na Galeria I, apresentam-se os figurinos criados pelo artista plástico pernambucano Francisco Brennand (1927-2019) para o filme A Compadecida (1969), primeiro longametragem dirigido por George Jonas, baseado na consagrada peça O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Além de 12 desenhos realizados em nanquim aquarelado, são apresentados também figurinos dos cinco principais personagens da história.
A indumentária da Compadecida é original. Já os figurinos do Palhaço, Diabo, João Grilo, e Emanoel - o Cristo Negro, foram recriados, especialmente para a exposição, pela figurinista Flávia Rossette. Na galeria, o público também poderá ver cenas do filme, que reunia um elenco de famosos atores da época, como Antonio Fagundes e Armando Bógus, além de fotos da filmagem, realizada em Brejo da Madre de Deus, Pernambuco.
A Galeria I apresenta, também, um ambiente de destaque para a obra de Gilvan Samico (1928-2013), alinhado, desde os anos 1970 até 2013, aos princípios do Movimento Armorial. Muito conhecido por suas xilogravuras, o artista também é representado na exposição por pinturas. Neste módulo é também resgatado o trabalho musical da Orquestra e do Quinteto Armorial, grupos que atuaram com grande sucesso, desenvolvendo uma música erudita com influência popular.
O premiado Quinteto Armorial teve como integrantes figuras consagradas da música nordestina, como o maestro, violonista e compositor Antônio José Madureira e o multiartista Antônio Carlos Nóbrega. O grupo gravou quatro LPs, discografia que a exposição revisita com capas de discos, além de fotos e instrumentos musicais.
No subsolo da Galeria I, visitantes apreciam o núcleo Ariano Suassuna, Vida e Obra, que traz uma completa cronologia ilustrada, capas de livros, manuscritos do autor e vídeo de suas famosas aulas-espetáculos. Um mergulho cultural no fértil imaginário criativo do mestre do Movimento Armorial. Neste espaço, ganha também destaque o alfabeto sertanejo, criado com base na pesquisa Ferros do Cariri, uma Heráldica Sertaneja.
Também no subsolo, o núcleo Armorial - Hoje e Sempre reúne produções para cinema e TV, realizadas a partir das peças teatrais de Suassuna, como a Farsa da Boa Preguiça, A Pedra do Reino, O Auto da Compadecida, e o espetáculo Lunário Perpétuo de Antônio Nóbrega.
Na Galeria II do CCBB Brasília, o visitante é recebido pela Onça Caetana, elemento cenográfico inspirado nos desenhos de Suassuna, que é a anfitriã da exposição. Nesse ambiente, o público se encantará com o módulo Armorial – Referências, que contempla a beleza das xilogravuras, assinadas, entre outros, por J. Borges, Mestre Noza e Mestre Dila. Há também a Cidade de Cordel, criada especialmente para a exposição por Pablo Borges, filho de J. Borges. E, ao fim da exposição, o visitante encontrará referências a folguedos populares como o Maracatu, o Reisado e o Cavalo-Marinho, a partir da reunião de objetos como máscaras, trajes, fotos, vídeos, estandartes e adereços.
Importante lembrar que a mostra conta com obras de colecionadores particulares, de artistas e de instituições como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM), a Oficina Brennand, Manuel Dantas Suassuna, Diogo Cantareli, Maria Paula Costa Rêgo, J. Borges, Lourdinha Vasconcelos, entre outros.
Noite de Autógrafos - A Pedra do Reino
Na terça-feira 18 de outubro, dia da abertura da exposição ao público, data em que há 52 anos iniciava-se o movimento na cidade do Recife, haverá uma noite de autógrafos do romance
A Pedra do Reino, de autoria de Ariano Suassuna, celebrado por críticos e historiadores. A edição especial, comemorativa dos 50 anos do épico nordestino, ganha nova roupagem em um box especial em dois volumes, pela editora Nova Fronteira. O evento acontece às 18h na loja de arte popular Mão Brasileira, localizada no Vão Central do CCBB Brasília.
A seleção, organização e apresentação do volume especial do romance A Pedra do Reino é assinada por Carlos Newton Júnior. O projeto gráfico de todo o conjunto é de autoria de Ricardo Gouveia de Melo e a direção de arte, bem como as ilustrações das capas, são de Manuel Dantas Suassuna, filho do escritor. Manuel e Ricardo estarão presentes na noite de autógrafos.
Além do romance propriamente dito, o box traz um belíssimo caderno de textos e imagens, contendo a reprodução de vários documentos e obras de arte ligados ao seu processo de criação e à sua divulgação, incluindo preciosidades do acervo do escritor, dentre estas, trechos do manuscrito “sinésio, o alumioso”, a mais antiga versão da narrativa de quaderna, datado de 1958 e até hoje jamais divulgado, na íntegra ou em parte.
Documentário no Cine CCBB
Na mesma noite de terça-feira 18 de outubro, às 19h30 no Cine CCBB, dá-se a sessão de estreia nacional do documentário Cavalgada à Pedra do Reino, missão e festa de Ariano Suassuna, com direção, roteiro e pesquisa de Inez Viana. Nesta empreitada, a diretora apresenta uma bela entrevista ainda inédita com Suassuna, falecido em 2014, na qual ele fala sobre sua obra, a importância do Movimento Armorial e a ligação do romance A Pedra do Reino com a festa popular Cavalgada à Pedra do Reino, realizada em São José do Belmonte, no sertão pernambucano. Após a exibição do documentário, haverá um bate-papo com Inez Viana e Manuel Dantas Suassuna, filho do escritor
No documentário, Inez traça um paralelo entre suas idas à festa e pensa a trajetória do Brasil nestes 22 anos desde que esteve lá pela primeira vez. “Apresentar esse novo documentário no dia em que se completam 52 anos da criação do Movimento Armorial tem por objetivo preservar a memória da ainda pouco conhecida festividade e homenagear a memória de um dos maiores escritores brasileiros: Ariano Suassuna”, diz Inez Viana
Conversas sobre a Arte Armorial e Espetáculos de Música Armorial
Ao longo dos meses em que a exposição fica em cartaz no CCBB Brasília, o público terá contato mais profundo com o Movimento Armorial por meio de uma série de eventos que apresenta e recria para o público do CCBB Brasília a atmosfera de compartilhamento de ideais e de efervescência cultural da época da criação do movimento, capitaneado por Ariano Suassuna e outros artistas envolvidos.
Os Espetáculos de Música Armorial reúnem, de 4 a 6 de novembro, músicos de altíssima qualidade que atuam em variados estados brasileiros, apresentando no CCBB Brasília novos e já consagrados compositores de música Armorial. Apresentam-se Rosa Armorial, no dia 4 de novembro; Duo Ana Oliveira e Sérgio Raz, no dia 5; e Quinteto da Paraíba, encerrando a série, no dia 6 de novembro.
Já as Conversas sobre a Arte Armorial formam um ciclo de encontros que ocorre entre 16 e 20 de novembro e que aborda a criação Armorial em diversos gêneros: Literatura, Teatro, Música, Dança e Artes Visuais. Para explorar a versatilidade do Movimento Armorial e sua interlocução com várias linguagens artísticas, o curador convidado é o poeta, professor, e ensaísta Carlos Newton Júnior, um dos consultores da exposição e especialista na obra de
Ariano Suassuna. “Ao promover uma retrospectiva dos 50 anos do Armorial, a exposição deixa claro que a poética do Movimento idealizado por Ariano Suassuna continua viva e fecunda, indicando uma direção que vem sendo seguida por artistas de mais de uma geração, cada um deles percorrendo o seu próprio caminho. Não há que se falar, portanto, em uniformização ou tolhimento à liberdade criadora, muito pelo contrário. A riqueza inesgotável da cultura popular, fonte maior da arte armorial, com seus elementos ibéricos, indígenas e africanos, induziu a criação de uma poética aberta, que nos liga, em última instância, tanto à tradição da cultura mediterrânica quanto às tradições da arte popular de países do terceiro mundo”, diz Carlos Newton Júnior. Ficcionista e ensaísta, Carlos Newton Júnior é um dos consultores da exposição e especialista na obra de Ariano Suassuna.
“Ao promover uma retrospectiva dos 50 anos do Armorial, a exposição deixa claro que a poética do movimento idealizado por Ariano Suassuna continua viva e fecunda, indicando uma direção que vem sendo seguida por artistas de mais de uma geração, cada um deles percorrendo o seu próprio caminho. Não há que se falar, portanto, em uniformização ou tolhimento à liberdade criadora, muito pelo contrário. A riqueza inesgotável da cultura popular, fonte maior da arte armorial, com seus elementos ibéricos, indígenas e africanos, induziu a criação de uma poética aberta, que nos liga, em última instância, tanto à tradição da cultura mediterrânica quanto às tradições da arte popular de países do terceiro mundo”, diz Carlos Newton Júnior.
Informações mais detalhadas sobre cada série de eventos estarão disponíveis em breve na página do projeto no site bb.com.br/cultura
Informações complementares
A mostra MOVIMENTO ARMORIAL 50 ANOS surgiu com um compromisso ousado: reapresentar ao público, sobretudo às novas gerações, a proposta singular e desafiadora de Ariano de criar, há pouco mais de cinco décadas, uma arte erudita a partir das mais autênticas e tradicionais manifestações artístico-culturais populares do Nordeste e de outras regiões do país. Concebida para marcar o cinquentenário do Movimento Armorial, comemorado em outubro de 2020, o projeto teve seu lançamento postergado devido à pandemia de Covid-19, e chega em Brasília após ter passado pelo CCBB Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo com enorme sucesso.
Do preto e branco das xilogravuras, passando pelo multicolorido dos ornamentos e fantasias das festas populares e pelas coreografias das danças. Pelos ritmos dos cantos e da música, de sons de rabeca, pífano e viola. Pela sonoridade dos versos dos cordéis e dos cantadores. Todos os caminhos conduzem a uma experiência única. Uma trilha cultural sem fronteiras, como a ideia plantada, lá atrás, por Ariano e que, agora, chega revigorada, pouco mais de 50 anos depois, à exposição.
A exposição oferece ainda outro presente para o público: quem quiser pode fazer o tour pela exposição ouvindo duas horas de musical Armorial acessando o código QR localizado em pontos específicos. A playlist está no Spotify do Banco do Brasil e oferece o espectador mergulhar ainda mais no eclético, múltiplo e fantástico universo do Movimento criado, em 1970, por Ariano Suassuna. Só conferir: https://open.spotify.com/playlist/3khehNaZ5lMS4IULmn6TQq
O conceito da exposição MOVIMENTO ARMORIAL 50 ANOS foi traçado pela curadora Denise Mattar, que fez um minucioso trabalho de pesquisa e garimpagem no vastíssimo acervo do Movimento para rememorar - com delicadeza, encanto e graça - a riqueza dos saberes e fazeres culturais impregnados na arte Armorial. A expografia e a arquitetura da exposição ficaram sob a responsabilidade do designer Guilherme Isnard. A consultoria é do artista plástico Manuel Dantas Suassuna (filho de Ariano Suassuna) e do poeta, ficcionista, ensaísta e professor da Universidade Federal de Pernambuco, Carlos Newton Júnior. Já a identidade visual é assinada por Ricardo Gouveia de Melo e Ana Lucas. Por fim, o projeto e a coordenação geral é da produtora Regina Rosa de Godoy, diretora da empresa R. Godoy Marketing e Cultura.
Acessibilidade
A exposição MOVIMENTO ARMORIAL 50 ANOS segue padrões de acessibilidade e inclusão. A mostra conta com audioguia bilíngue e com recursos do aplicativo Musea, plataforma de conteúdo voltado para exposições que permite uma melhor inserção nos conteúdos, com audiodescrição e visita em libras, além de trazer mais informações, como curiosidades e visitas virtuais.
Sobre Denise Mattar
Denise Mattar é uma das mais premiadas curadoras da atualidade. Exerceu o cargo de diretora técnica de instituições culturais, como o Museu da Casa Brasileira (1985-1987), o Museu de Arte Moderna de São Paulo (1987-1989) e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (19901997). Desde 1997, atua como curadora independente, tendo recebido ao longo dos anos quatro prêmios da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e dois prêmios ABCA (Associação Brasileira de Críticos de Arte). Aceitou o convite de Regina Godoy para este desafio de retratar o Movimento Armorial, com seus animais fantásticos e toda sua pluralidade.
Sobre Regina Godoy
Idealizadora da mostra Movimento Armorial 50 Anos, Regina Rosa de Godoy marca com esta exposição 30 anos de atuação na gestão e produção cultural e 20 anos da parceria com a curadora Denise Mattar. Especializada na realização de eventos de especial importância para a arte brasileira, viabiliza ações criativas e transformadoras nas mais diversas linguagens, atendendo expressivas Instituições do segmento no país. Em parceria com o CCBB tem realizado ao longo de 15 anos eventos nas áreas de Dança, Música, Teatro, palestras sobre Filosofia e Arte e exposições de arte.
Fotos de divulgação: https://bit.ly/MovimentoArmorial50Anos
Serviço:
Movimento Armorial 50 Anos
De 18 de outubro de 2022 a 15 de janeiro de 2023
De terça a domingo, das 9h às 21h
Entrada gratuita – Ingressos disponíveis em https://ingressos.ccbb.com.br/exposicaomovimento-armorial-50-anos__275
Tour virtual: https://tourvirtual360.com.br/armorial/
- Gilvan Samico, expoente do Movimento (https://bit.ly/ArianoSuassunaeGilvanSamico)
Sobre o Movimento Armorial
“A Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos "folhetos" do Romanceiro Popular do Nordeste (Literatura de Cordel), com a Música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus "cantares", e com a Xilogravura que ilustra suas capas, assim como com o espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro relacionados.”, Ariano Suassuna para o Jornal de Semana, 20 de maio de 1975.
Criado por Ariano Suassuna na década de 70, o Movimento Armorial teve por objetivo a valorização das singularidades das artes nordestinas com raízes populares. O Movimento envolveu a literatura, música, dança, teatro, artes plásticas, arquitetura, cinema etc.
Biografa de Ariano Suassuna
Poeta, dramaturgo, romancista e artista plástico, Ariano Suassuna nasceu na capital da Paraíba, em 1927, e faleceu no Recife, em 2014. Adquiriu renome nacional e internacional com obras como o Auto da Compadecida, no campo do teatro, e o Romance d’A Pedra do Reino, na prosa de ficção. Membro da Academia Brasileira de Letras e grande defensor da cultura brasileira, foi o idealizador do Movimento Armorial, lançado no Recife em 1970 com o objetivo de, nas suas palavras, “realizar uma arte erudita brasileira a partir das raízes populares da nossa cultura”. (fonte: Editora Nova Fronteira).
Biografia de Gilvan Samico
Gilvan Samico (1928 - 2013), um dos maiores nomes da gravura nacional que se valia da cultura nordestina, revela a magia de mundos míticos e poéticos. O artista ficou conhecido por suas xilogravuras, elaboradas e criadas meticulosamente com, muitas vezes, mais de 100 esboços até a impressão final, chegando a fazer até três Provas do Artista. A simplicidade e rigor, dedicação e ausência de pressa que construiu seu reino imagético o levou, a certa altura da carreira, a produzir apenas uma gravura por ano e, nesse processo, fazia esboços e estudos a lápis grafiti, matrizes únicas para experimentar a criação.
Sinopse da Mostra “Movimento Armorial 50 Anos”
A mostra surgiu com um compromisso ousado: reapresentar ao público, sobretudo às novas gerações, a proposta singular e desafiadora de Ariano de criar, há pouco mais de cinco décadas, uma arte erudita a partir das mais autênticas e tradicionais manifestações artísticoculturais populares do Nordeste. Concebida para marcar o cinquentenário do Movimento Armorial, comemorado em 18 outubro de 2020. O projeto teve seu lançamento postergado devido à pandemia de Covid-19, e chega ao CCBB Brasília, onde fica em cartaz até 15 de janeiro de 2023, após ter passado por Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.
Ministério do Turismo apresenta e BB Seguros apresenta e patrocina:
MOVIMENTO ARMORIAL 50 ANOS
Mostra comemorativa do movimento, liderado por Ariano Suassuna, tem noite de lançamento com sessão de cinema e autógrafo de nova edição de A Pedra do Reino. Ambos trazem falas e manuscritos inéditos de Ariano Suassuna
No dia 18 de outubro, abrem-se para visitação ao público as Galerias I e II do CCBB Brasília, espaços expositivos que irão abrigar 140 obras de artistas importantes para o Movimento Armorial.
Para a noite de estreia da Mostra, e que coincide com a data em que há 52 anos iniciava-se o movimento na cidade do Recife, estarão presentes a curadora, Denise Mattar, Manuel Dantas Suassuna, filho de Ariano Suassuna, Regina Rosa, idealizadora da mostra, e a diretora do documentário “Cavalgada à Pedra do Reino, missão e festa de Ariano Suassuna”, Inez Viana.
A programação tem início às 18h com o autógrafo de edição especial, comemorativa dos 50 anos do romance A Pedra do Reino, de autoria de Ariano Suassuna, pelas mãos de Manuel Dantas Suassuna. O épico nordestino ganhou nova roupagem em um box com dois volumes, pela editora Nova Froteira.
A publicação foi lançada em meio à pandemia de Covid-19 e somente agora pode ganhar um evento exclusivo. O livro já está à venda na loja Mão Brasileira, promotora da noite de autógrafos.
O box traz um belíssimo caderno de textos e imagens, contendo a reprodução de vários documentos e obras de arte ligados ao seu processo de criação e à sua divulgação, incluindo preciosidades do acervo do escritor que fazem do conjunto um inestimável presente para os seus leitores e os estudiosos da literatura brasileira.
Dentre estas preciosidades, trechos do manuscrito “sinésio, o alumioso”, a mais antiga versão da narrativa de quaderna, datado de 1958 e até hoje jamais divulgado, na íntegra ou em parte, e o texto integral da também até hoje inédita “conclusão”, que Suassuna escreveu para uma versão televisiva do romance.
A seleção, organização e apresentação do volume é assinada por Carlos Newton Júnior, o projeto gráfico de todo o conjunto é de autoria de Ricardo Gouveia de Melo, e a direção de arte, bem como as ilustrações das capas, são de Manuel Dantas Suassuna.
Na mesma noite, às 19h30, na Sala de Cinema do CCBB Brasília, acontece a sessão de estreia nacional do documentário “Cavalgada à Pedra do Reino, missão e festa de Ariano Suassuna”, com direção, roteiro e pesquisa de Inez Viana. Nesta empreitada, a diretora apresenta uma bela entrevista - ainda inédita - com Ariano.
Nessa entrevista, ocorrida em 1999, Ariano fala sobre sua obra, da importância do Movimento Armorial e da ligação do romance A Pedra do Reino com a festa popular Cavalgada à Pedra do Reino, realizada em São José do Belmonte, no sertão pernambucano.
Ao longo dos 23 minutos do documentário, Inez traça um paralelo entre suas idas à festa, pensa a trajetória 22 anos depois que esteve lá a primeira vez, com o Brasil pré novo milênio e o Brasil de agora, pós pandemia. “Apresentar esse novo documentário no dia em que se completam 52 anos da criação do Movimento Armorial, tem por objetivo preservar a memória da
ainda pouco conhecida festividade e homenagear a memória de um dos maiores escritores
brasileiros: Ariano Suassuna”, diz Inez Viana
Após a exibição, há um bate-papo com Inez Viana e Manuel Dantas Suassuna, filho do Mestre Na oportunidade, Inez e Manuel irão conversar com o público presente sobre as relações entre a festa e o romance, tão celebrado por críticos e historiadores.
Imagens de divulgação: https://bit.ly/AberturaMovimentoArmorial
Serviço:
Noite de lançamento da mostra Movimento Armorial 50 Anos
Dia 18 de outubro
Autógrafo de A Pedra do Reino, às 18h, na loja Mão Brasileira
Estreia de Cavalgada à Pedra do Reino, missão e festa de Ariano Suassuna, às 19h30, no Cinema do CCBB Brasília
Bate-papo com Inez Viana e Manuel Dantas Suassuna, às 20h, no Cinema do CCBB
Temporada de visitação à Mostra
De 18 de outubro de 2022 a 15 de janeiro de 2023
De terça a domingo, das 9h às 21h
Entrada gratuita – Ingressos disponíveis em https://ingressos.ccbb.com.br/exposicaomovimento-armorial-50-anos__275
Tour virtual: https://tourvirtual360.com.br/armorial/
Ministério do Turismo apresenta e BB Seguros apresenta e patrocina
MOVIMENTO ARMORIAL 50 ANOS até 15 de janeiro de 2023 no CCBB Brasília
Mostra que celebra os 50 anos do Movimento Armorial liderado por Ariano Suassuna
Em cartaz no CCBB Brasília até 15 de janeiro de 2023, a Mostra Movimento Armorial 50 Anos exibe, além da exposição de 140 obras de arte de artistas importantes para o Movimento Armorial, uma série de ações paralelas. Entre elas os “Espetáculos de Música Armorial”, momento em que se apresentam três importantes representantes musicais do Movimento.
Os espetáculos trazem Rosa Armorial, no dia 4 de novembro; Duo Ana Oliveira e Sérgio Raz, no dia 5/11; e Quinteto da Paraíba, encerrando a série no dia 6/11. Os shows acontecem no palco do Teatro do CCBB Brasília, sempre às 19h30, e têm entrada franca e classificação indicativa livre. Os ingressos estarão disponíveis a partir do dia 28 de outubro em bb.com.br/cultura.
Consagrados e virtuoses, os grupos que desembarcam em Brasília com suas formações completas, irão encantar o público com repertórios inspirados nas sonoridades e estilo poético deste importante movimento criado por Ariano Suassuna em 1970.
Abrindo a programação de espetáculos, a banda paranaense Rosa Armorial bebe diretamente da fonte. Tanto na estética quando na música, o grupo, de seis integrantes, faz um resgate do Movimento em suas composições e figurinos.
A segunda atração a se apresentar nasceu em Olinda (PE), no ano de 2018, do encontro entre Ana Oliveira, no violino, e Sérgio Raz, no violão. O duo cria um repertório abrangente que convida a um passeio que parte da música de concerto, passa pela música contemporânea e chega ao jazz. Suas composições são inspiradas em grandes compositores brasileiros e, em especial, na Música Armorial
Fechando em grande estilo, a ilustre participação do Quinteto da Paraíba Na estrada há 30 anos, o grupo trafega com versatilidade entre a música de câmara e o suingue de música popular. Com seis álbuns lançados e responsável pelo resgate do Movimento Armorial, o quinteto de cordas é tido como um dos melhores grupos instrumentais do Brasil.
Quem quiser mergulhar no eclético, múltiplo e fantástico universo do Armorial, a Mostra “Movimento Armorial 50 Anos” preparou uma playlist disponível no Spotify do Banco do Brasil: https://open.spotify.com/playlist/3khehNaZ5lMS4IULmn6TQq
A coordenação dos Espetáculos de Música Armorial, bem como a idealização e produção da Mostra Movimento Armorial 50 Anos têm a assinatura da produtora cultural Regina Rosa. A mostra é apresentada pelo Ministério do Turismo e patrocinada e apresentada pela BB Seguros.
Fotos de divulgação: https://bit.ly/EspetaculosdeMusicaArmorial Vídeos de divulgação:
Rosa Armorial - www.youtube.com/watch?v=DdIH8BOlPYM
Duo Ana Oliveira e Sérgio Raz - www.youtube.com/watch?v=rry7Ydr-150 Quinteto da Paraíba - www.youtube.com/watch?v=ETl3ncQah5E
Serviço:
Espetáculos de Música Armorial
Local: Teatro do CCBB Brasília
Programação: Rosa Armorial, dia 4 de novembro; Duo Ana Oliveira e Sérgio Raz, dia 5/11; e Quinteto da Paraíba, dia 6/11.
Horário: sempre às 19h30
Ingressos: entrada franca, com retirada de ingressos a partir do dia 28 de outubro em bb.com.br/cultura
Classificação indicativa: Livre e acessível para todos os públicos
Duas personalidades contemporâneas e ímpares da cultura popular brasileira têm seus legados artísticos em exposição nas galerias do CCBB Brasília
De um lado, o mineiro Ziraldo, e do outro, o paraibano Ariano Suassuna. Ambos, de humor inteligente, criaram personagens inesquecíveis que povoam o imaginário popular, atravessam gerações e encantam todas as faixas etárias
Fruto da escrita criativa e regionalista de Ariano, nasceu o divertido João Grilo, personagem do clássico O Auto da Compadecida, e dos traços limpos e da literatura que nos faz pensar de Ziraldo, veio o inigualável aventureiro Menino Maluquinho
Ariano e Ziraldo são dois ícones do pensamento contundente, mas sempre expressado de forma leve. Das páginas de seus livros, saem personagens inteligentes e contestadoras, que resgatam a cultura brasileira e as histórias do folclore nacional
Ambos alcançaram o grande público, o povo e não ficaram restritos a intelectualidade embora os dois fossem intelectuais. E por que não arriscar supor que João Grilo é, ou seria, um Menino Maluquinho adulto
As duas exposições estão abertas à visitação gratuita de terça a domingo, sempre das 9h às 21h. “Mundo Zira” segue em cartaz até 18 de dezembro, enquanto a mostra “Movimento Armorial 50 Anos”, fica até 15 de janeiro de 2023. Os ingressos podem ser retirados em https://ccbb.com.br/brasilia/
Perfis no Instagram: @mundozira, @exposicaoarmorial50, @ccbbbrasilia, @territorio.comunicacao, @conteudo.comunicacao
Animação em Stop Motion: https://bit.ly/StopMotionCCBB
Ministério do Turismo apresenta e BB Seguros apresenta e patrocina a mostra
Conversas sobre Arte Armorial
parte da exposição
Movimento Armorial 50 Anos
em cartaz no CCBB Brasília até 15 de janeiro de 2023
Presente no CCBB Brasília desde 18 de outubro deste ano, dia em que se comemora a criação do Movimento Armorial idealizado por Ariano Suassuna, a mostra Movimento Armorial 50 anos, além da exposição de 140 obras nas Galerias I e II, também promove eventos paralelos.
Entre os dias 16 e 20 próximos, acontece o ciclo de Conversas sobre Arte Armorial, com entrada franca, dentro do Cinema do Centro Cultural, de quarta a sexta, às 19h, e sábado e domingo, às 17h. Os ingressos estarão disponíveis na bilheteira uma hora antes do início dos bate-papos. Além das conversas, de 4 a 6 de novembro, foram apresentados três Espetáculos de Música Armorial no Teatro do CCBB.
As Conversas sobre Arte Armorial contarão com a presença de estudiosos e importantes nomes das artes. Nos encontros, será debatida a interlocução do Movimento Armorial com as várias linguagens artísticas como: teatro, literatura, dança, artes visuais e música. Na curadoria, está o poeta, professor titular da Universidade Federal de Pernambuco e ensaísta Carlos Newton Júnior, também especialista na obra de Ariano Suassuna. Ele mediará todas as conversas.
Abrem a programação, no dia 16, Inez Viana, atriz e diretora, responsável pelas recentes montagens de As Conchambranças de Quaderna e Auto de João da Cruz, obras de Suassuna, e Guryva Portela, ator brincante e pesquisador das manifestações populares nordestinas no campo do teatro. Neste encontro, sobre o Teatro Armorial, será discorrida a dramaturgia armorial, as tragédias e as comédias de Ariano, e os pressupostos da poética armorial: cenários, figurinos, trilha sonora etc.
No segundo encontro, Alexei Bueno, poeta, crítico literário e de arte, vencedor do I Prêmio Candango de Literatura, e com extensa obra publicada no Brasil e no exterior, e Cláudio Neves, também poeta e crítico literário, autor de vários livros, debaterão a Literatura Armorial. Bueno e Neves irão apresentar os princípios da poética armorial, o romanceiro popular nordestino, as poética dos cantadores, além de examinar as Iluminogravuras de Ariano enquanto fusão da literatura com as artes plásticas.
As experiências da Dança Armorial será o tema, no dia 18, explorado por Maria Paula Costa Rêgo, bailarina e fundadora, com Ariano Suassuna, do Grupo Grial, além coreógrafa de números apresentados nas aulas-espetáculo de Ariano, e Pedro Salustiano, bailarino popular com participação em várias aulas-espetáculo. Ambos irão compartilhar suas vivências ao lado do Mestre.
As artes visuais do Movimento Armorial serão debatidas, dia 19, por Denise Mattar, pesquisadora ensaísta e crítica de arte, com vários livros publicados, e premiada curadora que assina a curadoria da exposição “Movimento Armorial: 50 anos”, e Daniella Almada, autora da tese de doutorado, pela Universidade Paris sobre a obra de Ariano Suassuna. Na conversa, elas apresentarão as características da pintura armorial e dissertar sobre as criações de Gilvan Samico, Francisco Brennand dentre outros expoentes do Movimento Armorial.
Encerrando o ciclo de Conversas sobre Arte Armorial, no dia 20, ganha destaque a Música nas vozes de Isaar França, cantora tendo participado de muitas aulas-espetáculo, e
Francisco Andrade, compositor e pesquisador vinculado ao Núcleo de Estudos Ariano Suassuna, da UFPB. Na pauta, estarão as influências da discografia de música armorial na cena atual, e as trajetórias do Quinteto Armorial, das Orquestras Armorial e Romançal Brasileira
Muito do que será conversado neste ciclo pode ser apreciado por quem visitar a exposição, como apresenta Regina Rosa, idealizadora da mostra Movimento Armorial 50 Anos: “na Galeria I, estão expostas xilogravuras e pinturas de Gilvan Samico, desenhos e croquis de Brennand, obras de Ariano Suassuna, a exemplo das Iluminogravuras, além de figurinos e vídeos do Grupo Grial e da Aula-Espetáculo, bem como trechos de versões para o cinema de roteiros de Ariano”.
Na Galeria II, Regina destaca a literatura de cordel, matrizes de xilos de grandes mestres e as danças populares como o Maracatu, o Cavalo Marinho e o Reisado. “É um convite aos visitantes mergulharem no espetacular e fantástico universo armorial reunido em um único espaço”, resume a idealizadora.
Sobre a mostra, Carlos Newton indica: “a realização de uma retrospectiva dos 50 anos do Armorial, deixa claro que a poética do Movimento continua viva e fecunda, indicando uma direção que vem sendo seguida por artistas de mais de uma geração, cada um percorrendo o seu próprio caminho.” E conclui, “não há que se falar, portanto, em uniformização criadora, muito pelo contrário.”
Fotos
de divulgação: https://bit.ly/ConversassobreArteArmorial
Serviço:
Conversas sobre Arte Armorial
Curadoria e mediação: Carlos Newton Júnior
Local: Cinema do CCBB Brasília
Endereço: SCES Trecho 2 Lt. 22 – Brasília/DF
Dias: de 16 a 20 de novembro de 2022
Horários: quarta, quinta e sexta, das 19h às 21h; e sábado e domingo, das 17h às 19h
Entrada gratuita mediante retirada de ingressos na bilheteria do CCBB, uma hora antes de início de cada sessão
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 12 anos
Informações: (61) 3108-7600
Programa:
16/11 – Teatro Armorial, com Inez Vianna e Guryva Portela 17/11 – Literatura Armorial, com Alexei Bueno e Cláudio Neves 18/11 – Dança Armorial, com Maria Paula Costa Rêgo e Pedro Salustiano 19/11 – Artes Visuais, com Denise Mattar e Daniella Almada 20/11 – Música Armorial, com Isaar e Francisco Andrade
Movimento Armorial 50 Anos
Até 15 de janeiro de 2023
De terça a domingo, das 12h às 20h
Entrada gratuita – Ingressos em bb.com.br/cultura
Mais informações: (61) 3108-7600
CCBB Brasília
Aberto de terça a domingo, das 9h às 21h SCES Trecho 2 Lt. 22 – Brasília/DF
Ministério do Turismo apresenta e BB Seguros apresenta e patrocina
MOVIMENTO ARMORIAL 50 ANOS
Celebrada mostra que circulou pelos quatro Centros Culturais Banco do Brasil, para apresentar as vertentes artísticas que compõem o Movimento Armorial, despede-se em Brasília com um evento musical
Concebida para comemorar os 50 anos de sua criação pelo mestre Ariano Suassuna no ano de 1970, a Mostra Movimento Armorial 50 Anos cumpriu longas temporadas em Belo Horizonte, onde estreou, depois esteve nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.
Para o encerramento da itinerância da mostra, em Brasília, o Centro Cultural Banco do Brasil convida o público para assistir, dia 15 de janeiro de 2023, domingo, a três shows musicais com entrada franca, a partir das 16h30 e de classificação indicativa livre para todos os públicos. Ingressos já disponíveis em https://ingressos.ccbb.com.br/exposicao-movimentoarmorial-50-anos__275
Por onde passou, a Mostra levou um conjunto de eventos culturais de forma que, o público de cada CCBB pudesse apreciar toda a riqueza deste Movimento de valorização da cultura genuinamente nordestina. Além do conjunto de obras visuais da exposição, a Mostra apresentou 15 espetáculos musicais, 20 ciclos de conversas, exibição de documentário e oficinas de xilogravura. Mais de 250 mil pessoas, de todas as idades, visitaram as quatro temporadas da Mostra.
Idealizada por Regina Rosa, Mostra Movimento Armorial 50 Anos se despede com um encontro de artistas nordestinos, residentes em Brasília, que ressaltam em seus trabalhos musicais as tradições da cultura negra, enaltecida por Ariano: Martinha do Coco, Baque MulherNação Maracatu Encanto do Pina de Brasília e Encantaria das Matas.
As apresentações têm início no Vão do CCBB, às 16h30, com Martinha do Coco. Em seguida, saindo da Galeria II, o grupo Baque Mulher conduz um cortejo que sobre a Rampa, que dá acesso à Galeria I, atravessa o Deck, passeia pelo Jardim, contornando a área externa do Teatro, e retorna ao Vão, onde se encontra com o Encantaria e, juntos, formam uma grande roda dançante. No caso de chuva, os shows se concentrarão no Vão e Rampa.
Enraizadas na essência da cultura popular brasileira, as três atrações apresentam ritmos afro nas versões Roda de Coco, Maracatu de Baque Virado e o Som de Tambores. A escolha deste conjunto de shows por Regina, ao que denominou Referências Armoriais, se deu por “apresentarem um recorte da versatilidade sonora que influenciou Ariano Suassuna a pensar numa arte popular e erudita caminhando juntas”, justifica.
Nas palavras da idealizadora, encerrar a itinerância do projeto com estas apresentações mostra ao público o encantamento “para vibrar e manter viva a cultura popular, com seus cantos, instrumentos e principalmente suas histórias, que inspiraram o início e a continuidade do Movimento Armorial”, acentua Regina Rosa e cita frase do consultor em Arte Armorial, Carlos Newton Junior, “O Movimento, permanece vivo e atual, na medida em que sua poética continua inspirando artistas por todo o Brasil”.
O Movimento Armorial lançado em 1970 difundiu-se, articulando produções artísticas no âmbito da música, das artes plásticas, da literatura, do teatro e das poéticas do corpo, desdobrando também os caminhos que Ariano Suassuna empreendia em sua trajetória de dramaturgo. Seu objetivo principal foi produzir uma arte brasileira erudita autêntica, tendo como matéria prima elementos das raízes culturais do Nordeste do Brasil, valorizando e revelando nossa cultura popular.
Sobre os artistas
Martinha do Coco
Mulher negra e periférica, a pernambucana é hoje referência de tradição para os moradores no Distrito Federal e teve seu reconhecimento como Mestra pelo Prêmio da Cultura Popular da Secretaria de Cultura do DF. Há mais de quinze anos produz arte e cultura popular em todo Distrito Federal, é incontestável em seus saberes e fazeres, e também na descontração. E nessa energia, celebra a Cultura dos Encontros, que tem como proposta a interação da mestra Martinha com artistas, conectados às pautas de transformação social, educação, arte, cultura, negritude e afetos.
Encantaria das Matas
Consagrando o sagrado e o toque do tambor, o grupo brasiliense contempla as mais diversas formas de comunicar o sagrado por meio da música, através dos toques tirados dos atabaques, maracás e alfaias. Os cantos de trabalho fazem referência à força elementar presente no cotidiano do Brasileiro. Os cantos do grupo consagram a festividade e a força do povo brasileiro. Com o toque de tambor e percussão artesanais, a música evoca a intimidade com o que vem da natureza. “Trazemos a musicalidade, a ancestralidade e a cultura brasileira”, ressalta um dos integrantes, o cantador e arte-educador Apoena Machado. Tocando coco, samba de roda, jongo e ijexá e maracatu, o Encantaria das Matas mostra arte indígena e negra do povo brasileiro. “Trouxemos um pouco dessa força pra esse encontro”, completa Apoena. A Encantaria das Matas chama a força, expressa e alegra.
Baque Mulher - Nação Maracatu Encanto do Pina de Brasília Grupo de Maracatu exclusivo para Mulheres, fundado em 2008 pela Mestra Joana Cavalcante em Recife-PE com filial criada em Brasília no ano de 2018. O Baque Mulher Brasília recebeu, em 2021, o Prêmio Inspirar, que premia mulheres, lideranças artísticas e culturais, nos estados do Rio de Janeiro e Pernambuco, pelo Instituto Neoenergia. 15 após seu início, o Baque tem 39 filiais espalhadas pelo Brasil e em Lisboa. O Baque Mulher tem como finalidade o desenvolvimento, a manutenção e a disseminação da cultura do maracatu entre mulheres. O maracatu nação, também conhecido como maracatu de baque virado, é uma manifestação artística da cultura popular e carnavalesca da Região Metropolitana do Recife em que um cortejo real desfila pelas ruas, acompanhado de um conjunto musical percussivo.
Fotos de divulgação: https://bit.ly/ReferenciasArmoriais
Vídeos:
Encantaria das Matas - https://www.youtube.com/watch?v=k9XjRI7rMfA Baque Mulher - https://www.youtube.com/watch?v=edTC43_yLN8 Martinha do Coco - https://www.youtube.com/watch?v=bUIiN1893Hs
Serviço:
Referências Armoriais
Encerramento da Mostra Movimento Armorial 50 Anos
Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Endereço: SCES Trecho 2 Lt. 22 – Brasília/DF
Dia: 15 de janeiro de 2023
Horário: das 16h30 às 18h40
Entrada gratuita – Ingressos disponíveis em https://ingressos.ccbb.com.br/exposicaomovimento-armorial-50-anos__275
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Para celebrar os 50 Anos do Movimento Armorial, idealizado pelo paraibano e mestre das artes Ariano Suassuna no ano de 1970, O Centro Cultural Banco do Brasil fez itinerar a Mostra Movimento Armorial 50 Anos, concebida pela produtora cultural Regina Rosa. Exibindo as diferentes vertentes artísticas, que compõem o Movimento Armorial, a mostra ARMORIAL 50, com curadoria de Denise Mattar apresenta a brasilidade e força cultural do Movimento que, aliadas à qualidade do trabalho apresentado na passagem da mostra pelas cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, foi selecionada pelo Programa Petrobras Cultural para uma itinerância a Campina Grande e Recife, cidades afetivas de Suassuna, aonde chegará ainda este ano.
Pauta - A presença do Movimento Armorial no Distrito Federal
Está em cartaz nas principais Galerias do CCBB uma exposição que conta como o Movimento Armorial foi criado, como se desenvolveu e as produções artísticas contemporâneas que se inspiraram nele.
Das artes que motivaram Ariano Suassuna a criar o Movimento, destacam-se importantes representantes da nossa cidade. E eles têm a Casa do Cantador, em Ceilândia, como seu Palácio da Poesia.
Na literatura, a Poesia de Cordel tem como representantes no DF Donzílio Luiz, que em 2023 completa 90 anos e em plena atividade, e o jovem Davi Mello. Nas artes visuais, mais especificamente a Xilogravura, Valdério Costa é mestre e professor desta vertente.
Enquanto na música, da Cantoria de Repente, está o talento premiado da dupla Chico de Assis e João Santana, e das tradições populares, o Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro e o Pé de Cerrado, que bebem do Movimento Armorial em suas composições, toadas e figurinos. E nas artes cênicas, temos o grande Chico Simões, com seu mamulengo.
A presença destes grupos e artistas no DF se dá pelas referências culturais, que os migrantes nordestinos trouxeram para nossa região. Os nomes citados são apenas alguns dentre muitos outros, como a poeta Lilia Diniz, os repentistas Valdenor de Almeida, Ramalho de Oliveira e Messias de Oliveira, e o grupo Chinelo de Couro.
Além da exposição, em cartaz nas Galerias I e II do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília até 15 de janeiro de 2023, a Mostra Movimento Armorial 50 Anos vai promover um ciclo de conversas entre os dias 16 e 20 de novembro.
Fontes:
Chico de Assis: 61 9.8115-9328
Valdério Costa: 61 9.9175-0526
Lilia Diniz: 61 9.8215-1171
Davi Mello: 61 9.9147-8074
Chico Simões: 61 9.8408-2031
Manuel Dantas Suassuna, filho de Ariano Suassuna: 81 9.9979-2676
Pauta - Conversa com Bial
Comemoração dos 50 Anos do Movimento Armorial, que precisou ser adiada por conta da Pandemia do Covid-19
Entrevistadas/o:
- Denise Mattar, curadora de exposição sobre o Movimento que circula por quatro capitais
- Inez Viana, diretora do documentário “Cavalgada à Pedra do Reino, missão e festa de Ariano Suassuna” com entrevista inédita com Ariano Suassuna, de 1999
- Manuel Dantas Suassuna, filho de Ariano Suassuna
Denise estudou a fundo o Movimento, a obra e legado de Suassuna para curar uma exposição com o desafio de montá-la em galerias e cidades distintas
Inez conviveu com Ariano e foi umas das primeiras diretoras artísticas a apresentar sua obra no Sudeste
Dantas, artista plástico, assinou a direção de arte da reedição comemorativa dos 50 de A Pedra do Reino, celebrado romance de Ariano
Contatos:
Dantas Suassuna – (81) 8.9979-2676
Denise Mattar – (11) 9 5027-3001
Inez Viana – (21) 9 7200-2657
Edição especial, comemorativa dos 50 anos do Romance A Pedra do Reino, de autoria de Ariano Suassuna. O épico nordestino ganhou nova roupagem em um box com dois volumes, pela editora Nova Froteira. A publicação foi lançada em meio à pandemia de Covid-19
O box traz um belíssimo caderno de textos e imagens, contendo a reprodução de vários documentos e obras de arte ligados ao seu processo de criação e à sua divulgação, incluindo preciosidades do acervo do escritor que fazem do conjunto um inestimável presente para os seus leitores e os estudiosos da literatura brasileira.
Dentre estas preciosidades, trechos do manuscrito “sinésio, o alumioso”, a mais antiga versão da narrativa de quaderna, datado de 1958 e até hoje jamais divulgado, na íntegra ou em parte, e o texto integral da também até hoje inédita “conclusão”, que Suassuna escreveu para uma versão televisiva do romance.
A seleção, organização e apresentação do volume é assinada por Carlos Newton Júnior, o projeto gráfico de todo o conjunto é de autoria de Ricardo Gouveia de Melo, e a direção de arte, bem como as ilustrações das capas, são de Manuel Dantas Suassuna.
Documentário Cavalgada à Pedra do Reino, missão e festa de Ariano Suassuna, com direção, roteiro e pesquisa de Inez Viana. Nesta empreitada, a diretora apresenta uma bela entrevista - ainda inédita - com Ariano. A entrevista, ocorrida em 1999, Ariano fala sobre sua obra, da importância do Movimento Armorial e da ligação do romance A Pedra do Reino com a festa popular Cavalgada à Pedra do Reino, realizada em São José do Belmonte, no sertão pernambucano.
Ao longo dos 23 minutos do documentário, Inez traça um paralelo entre suas idas à festa, pensa a trajetória 22 anos depois que esteve lá a primeira vez, com o Brasil pré novo milênio e o Brasil de agora, pós pandemia. “Apresentar esse novo documentário no dia em que se completam 52 anos da criação do Movimento Armorial, tem por objetivo preservar a memória da ainda pouco conhecida festividade e homenagear a memória de um dos maiores escritores brasileiros: Ariano Suassuna”, diz Inez Viana.
A mostra Movimento Armorial 50 Anos surgiu com um compromisso ousado: reapresentar ao público, sobretudo às novas gerações, a proposta singular e desafiadora de Ariano de criar, há pouco mais de cinco décadas, uma arte erudita a partir das mais autênticas e tradicionais manifestações artístico-culturais populares do Nordeste e de outras regiões do país. Concebida para marcar o cinquentenário do Movimento Armorial, comemorado em outubro de 2020, o projeto teve seu lançamento postergado devido à pandemia de Covid-19, e chega em Brasília após ter passado pelo CCBB Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.
Do preto e branco das xilogravuras, passando pelo multicolorido dos ornamentos e fantasias das festas populares e pelas coreografias das danças. Pelos ritmos dos cantos e da música, de sons de rabeca, pífano e viola. Pela sonoridade dos versos dos cordéis e dos cantadores. Todos os caminhos conduzem a uma experiência única. Uma trilha cultural sem fronteiras, como a ideia plantada, lá atrás, por Ariano e que, agora, chega revigorada, pouco mais de 50 anos depois, à exposição.
O conceito da exposição foi traçado pela curadora Denise Mattar, que fez um minucioso trabalho de pesquisa e garimpagem no vastíssimo acervo do Movimento para rememorar - com delicadeza, encanto e graça - a riqueza dos saberes e fazeres culturais impregnados na arte Armorial. A consultoria é do artista plástico Manuel Dantas Suassuna (filho de Ariano Suassuna) e do poeta, ficcionista, ensaísta e professor da Universidade Federal de Pernambuco, Carlos Newton Júnior.