A poesia do RAP e do Repente em Festival na Casa do Cantador
De raízes distintas, uma sendo dos centros urbanos enquanto a outra do interior, o RAP e o Repente se encontram nas temáticas abordadas e na agilidade do pensamento para construção improvisada de rimas
Nas noites de 14 e 15 de junho, a Casa do Cantador recebe duas expressões artísticas que têm na marcação rítmica e na poesia cantada seus alicerces. Uma traz a vitalidade afro-latina das periferias das cidades, já a outra é a expressão do sertão nordestino. Apesar da distância geográfica, o RAP e o Repente, desde suas origens, dão voz à resistência sociocultural a partir de contextos sociais, históricos e culturais.
E o encontro dessas duas vertentes da música - no mesmo palco - será em Ceilândia. RA que sintetiza a fusão de expressões culturais: uma historicamente trazida do Nordeste; e outra nascida no contexto metropolitano. Ambas tendo sido absorvidas e ressignificadas por novas gerações no conglomerado urbano, com características cosmopolitas