O carnaval que não acabou: Badu transforma restos de fantasias em arte contemporânea
Em Carnavalesco Canibalesco, o artista paraibano residente em Goiânia, Badu apresenta sua primeira individual fora de casa com obras que misturam devoção, festa e fabulação. A mostra tem curadoria de Geovanna Belizze
Em Carnavalesco Canibalesco, Badu reúne um conjunto expressivo de obras inéditas, especialmente criadas para o contexto expositivo, além de uma retomada de trabalhos anteriores que dialogam com o recorte proposto pelo artista. Em trânsito entre o bordado, a pintura, o desenho e objetos, Badu subverte e recria possibilidades carnavalizantes ao unir as práticas artísticas carnavalescas com técnicas tradicionais da arte contemporânea.
Pinturas, bordados e outras "costuras" conceituais dão o tom de uma produção que o próprio artista denomina como "badulescalização" — uma operação estética que mistura devoção, festa, corpo e fabulação.