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revista 6°ano A

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PERSONAGENS POPULARES

PERSONAGENS POPULARES

Criando Personagens Inspirados na Cultura Popular Brasileira

Após uma visita a São Luiz do Paraitinga, os alunos do 6º ano mergulharam na rica cultura popular brasileira. Inspirados em personagens como o Saci-Pererê, Curupira, Cuca entre outros, criaram suas próprias personagens e escreveram contos, explorando a imaginação e a criatividade.

Através de desenhos e narrativas, os estudantes demonstraram um profundo conhecimento e apreço pela cultura popular. Cada personagem e cada história é uma janela para o universo folclórico brasileiro, transmitindo tradições e valores de geração em geração.

Este projeto, que une Arte e Lingua Portuguesa, é um convite à reflexão sobre nossas raízes e a importância de preservar a memória cultural. As obras produzidas pelos alunos compõem uma rica coleção que celebra a diversidade e a originalidade da cultura popular brasileira.

6A - Alice Farinazzo

O encanto do cisne

Há várias e várias luas atrás, havia um cisne que vivia nas profundas e cintilantes águas do rio Paraitinga e só saía nas noites de lua cheia, para jogar um encantamento na cidade para protegê-la de qualquer tragédia.

Uns acreditavam, outros não. Tinha uma menininha chamada Ellie, que sempre ouvia várias histórias sobre o cisne, contadas pelos seus pais. Amava ouvi-las.

Em uma linda noite de lua cheia, Ellie, que passeava pelas margens do lindo Rio, por acaso encontrou o majestoso cisne. Ficou tão obcecada por ele que resolveu levá-lo para casa e deu o nome de Moon Light. Por sorte, o cisne já tinha conseguido jogar o encanto na cidade.

Passaram-se cinco dias e então o pai começou a notar que a filha estava agindo de um jeito diferente, começou também a ouvir um tipo de um som de bicho arensando.

Os dias foram se passando, até que chegou o dia em que aconteceria a lua cheia. O pai dela começou a ouvir mais e mais esses barulhos estranhos, não aguentou mais e foi até o quarto dela para ver o que era, mas quando chegou lá, viu o majestoso cisne dentro do armário. Pegou o cisne e saiu correndo em direção ao rio, mas quando chegou já era tarde demais, a lua cheia já tinha terminado As pessoas da comunidade passeavam por aquele lugar e viram o moço, com o cisne no colo, chorando. Perguntaram o que tinha acontecido. Depois que descobriram, começaram a gritar:

- Socorro, vamos morrer! O cisne não jogou o feitiço!

Então, Ellie gritou:

- Para começar, ele tem um nome, Moon Light! Segundo, nós não vamos morrer. Isso é só uma lenda, não é porque ele não jogou o feitiço que quer dizer que algo vai acontecer.

O pai ficou tão furioso que disse:

-Mocinha. Isso não teria acontecido se você não tivesse sido tão sem noção da realidade!

Então Ellie tentou argumentar:

-Mas...

-Mas nada! Isso já foi Mas você deverá ficar atenta que haverá consequências!

Ele deixou o cisne na água e foram embora.

Alguns dias depois, as pessoas da cidade notaram que a água do rio estava subindo cada vez mais e começaram a ficar com medo Naquela hora, Ellie insistiu que não precisavam temer, pois isso era normal por conta da quantidade de chuva. Mas algo terrível aconteceu! Uma tragédia! As águas continuaram a subir a ponto de inundar lares, igrejas e todo o patrimônio da cidade. Apesar de todo sofrimento, a comunidade se uniu. Passaram dois longos dias ajudando todos a se salvar da terrível tragédia. No final não deixaram nenhuma pessoa e nenhum animal morrer. Mesmo todo mundo tendo sobrevivido, vários ficaram desabrigados. Mas a comunidade inteira se uniu para reconstruir a cidade Trabalharam incansavelmente Dia e noite Apesar de tudo isso, no final conseguiram reconstruir a maioria das coisas, mas com algumas não teve jeito... Essa é a lenda do encanto do cisne, falam até hoje que ele mora em baixo do rio, mas agora ele joga o feitiço lá de dentro para não acontecer aquilo de novo

O homem planta Arthur

Há muito tempo, no Vale do Paraíba, vivia um homem com poderes que vieram da terra, seu nome era Argusto (uma mistura de Augusto com arbusto).

Argusto era uma mistura de homem com planta, tinha cabeça de humano e o corpo era coberto de folhas. Apesar de ser novo era muito corajoso

Lá também vivia uma moça que um dia foi fazer compras e quando estava no caminho, prestou atenção para ver se não tinha perdido nada, então percebeu que várias frutas estavam no chão. Chegou perto para pegar e algumas tinham desaparecido, e ela não se importou Mas quando olhou de novo se surpreendeu com o que tinha visto, sobraram poucas frutas.

Chegando em casa, não tinha mais quase nada. Ela achou bem estranho e no outro dia resolveu sair para procurar. Ficou exausta e decidiu voltar para casa, no caminho avistou uma criatura estranha. Se assustou e correu para casa com medo.

Ela não queria mais sair de casa com medo da criatura e de repente ouviu alguém bater na porta No começo não teve coragem de abrir, mas depois foi atender. Quando espiou pela porta, se assustou vendo a criatura, trancou a porta e voltou para sala com medo.

Algumas semanas depois, a criatura voltou para a casa da moça para entregar as frutas que ele tinha roubado

Ela continuava com medo, mas espiou pela porta e viu a cesta de frutas que ela tinha perdido.

A partir disso, a moça percebeu que Argusto só queria se aproximar e virar um amigo.

Eles ficaram mais próximos e a moça resolveu abrigá-lo na sua casa, para protegê-lo das outras pessoas. Argusto, com seu poder vindo da terra, plantava várias frutas que a moça vendia para ganhar dinheiro. Assim como as plantas, cresceu uma amizade frutífera

Pedro, o Salvador Betina Marcondes

Pedro Malasartes estava em péssimas condições, sem dinheiro No almoço, comia somente um ovo e às vezes conseguia pescar um peixe.

Um dia ele foi ao Rio do Paraitinga ver se pegava um peixe para jantar, mas nada, ele foi à feira tentar comprar uma comidinha com as moedas que tinha no bolso No dia seguinte, foi ao rio novamente, mas dessa vez viu algo se mexendo, jogou sua rede de pesca em cima, mas a rede atravessou a criatura. Triste e sem nada, voltou para sua humilde casa, mas depois de um tempo as pessoas de São Luiz começaram a se desesperar, pois receberam uma notícia dizendo que os peixes começaram a sumir e a cada dia o rio ficava ainda mais sujo. A feira não tinha mais peixes para vender ou qualquer outro animal marinho, as pessoas estranhavam essa poluição, pois sempre tiveram um carinho gigante pela sua cidade

Então a prefeitura ofereceu 12.000 em dinheiro para quem desvendasse esse mistério de como isso estava acontecendo. Quando as pessoas souberam do dinheiro, foram direto ao rio, mas todas que foram para lá nunca mais voltaram, assim ninguém quis mais saber do prêmio, mas Pedro não desistiu Quando chegou lá, viu o mesmo movimento que tinha visto na última vez, deu uns cinco passos de distância do rio, e de lá saiu uma onda gigante, que avançou em Pedro, mas a água encostou na terra e fez com que a absorvesse. Nesse tempo, Pedro saiu correndo, foi contar aos moradores o que tinha descoberto, mas ninguém acreditou. Pedro precisava do dinheiro, então ficou pensando dias e noites...

Até que lembrou de quando o monstro foi absorvido pela terra, e pensou se eu colocar algo lá e não tiver mais espaço pra ele no rio ele, vai ser absorvido por inteiro! MAS O QUÊ! Pedro ficou pensando por dias e dias, ele não poderia colocar nada que poluiria o rio, mais do que já estava sendo poluído, foi aí que lembrou de uma das coisas que poderia dar certo: ÁGUA!

Ele rezou, rezou e rezou para São Pedro fazer chover... até que um dia houve a maior enchente que viram em suas vidas, todos perderam tudo, casas sendo destruídas pelas impiedosas águas que destruíram São Luiz e sua amada igreja Matriz, caindo aos pedaços.

Então viram uma criatura saindo aos poucos da água, seus olhos não acreditavam no que estavam vendo, um monstro feito com uma água totalmente poluída, todo mundo saiu correndo, quer dizer, nadando Mas Pedro gritou: -EI, MONSTRENGO, VEM ME PEGAR SE TIVER CORAGEM!!!

O bicho começou a sugar tudo: água, casas, TUDO, mas mesmo isso sendo terrível, era exatamente o que Pedro queria. Quanto mais água ele sugava maior ficava, o monstro ficou do tamanho de um prédio, sugou toda a água que havia em São Luiz, com isso, ele foi diminuindo porque a terra começou a absorver.

Todos ficaram aliviados, agradeceram a Pedro Malasartes por salvar a vida de todos e ninguém morreu. Como prometido, ele ganhou 12.000 em dinheiro, ficou tão feliz que nunca mais comeu peixe nem ovo.

E agora as pessoas começaram a dar presentes e cestas cheias de comida, mas como já tinha dinheiro o bastante começou a dar para as pessoas que estavam passando pela mesma situação que antes passava. Agora só se falava disso em São Luiz, virou o assunto do ano. Pedro Malasartes recebia elogio a cada lugar que passava e começou a ser chamado de Pedro, o Salvador

A lenda da cobra que mama, a enchente e Jonas, o Deus Buno

Num certo dia, nas águas do rio Paraíba, que todos conhecem quanta riqueza vive em suas águas tortuosas, escuras, barrentas e misteriosas, como uma cobra imensa, que é temida pelos pescadores e pessoas que moram nas margens do Paraíba, que dizem que cobra é bicho de surpresa que sempre aparece onde não devia contam que, principalmente quando anoitece, uma cobra sobrenatural costuma aparecer de vez em quando no meio do rio Paraíba, falam que essa cobra imensa mama, é grossa e muito comprida, mas o que mais assusta é que essa minhoca safada tem cabeça de boi, com chifre e tudo.

Mas tem gente, como um casal recém-chegado à cidade, que dá risada e acha que é tudo mentira. Dizem que quando tiveram um filho, coisas estranhas começaram a ocorrer com o filho do casal, como toda manhã o filho do casal acordava como se não tivesse mamado na noite anterior, com a pele murcha e chorando, pedindo para mamar o pai, perguntou para um velho:

-Ei, você aí, acha que está acontecendo alguma coisa com o meu filho?

-VISH, isso é coisa da cobra que mama -KAKAKA, que mané, cobra que mama, duvido!

-Já que duvida, então escute bem, você vai à noite ficar escondido num canto da sua casa para que consiga ver seu filho dormindo.

Enquanto o pai via a criança dormindo, se surpreendeu, aquele velho estava certo, o pai viu a cobra que mama, que tirou o filho do peito da mãe e colocou a ponta do rabo na boca da pobre criança, o pai ficou surpreendido e irritado, falando dentro de si como ousa sugar quase todo o leite pela boca do meu bebê, e quando foi amanhecendo a cobra estava indo de volta ao rio. O pai, irritado com a cobra, não queria que isso se repetisse Sem pensar, ele lançou um machado, matando a cobra Com a morte dela, todo o seu corpo gigante virou água, causando uma enchente de águas impiedosas, levando tudo o que tinha na cidade da beira do rio Paraíba aos poucos.

Todos ficaram desesperados e preocupados uns com os outros ao ver tamanha enchente destruindo tudo o que havia. Todos começaram a perder a fé e desacreditar que não iriam sobreviver, então ao perceber a situação, o padre começou a reunir todos da cidade com um barco, levando cada um que encontrava para o lugar mais alto da cidade. Após reunir todos, as pessoas começaram a chorar porque tinham perdido tudo e ao mesmo tempo aliviados por não terrem morrido, mas o padre estranhou que não conseguiu encontrar a família recém-chegada

O padre pediu para todos começarem a rezar por sua cidade, rezaram tanto que Deus escutou e ajudou, mandando outro Deus para ajudar aquela pobre cidadezinha. Mas não era um Deus qualquer, era Jonas, o Deus da natureza, que ajudou o povo com o seu poder usado para reviver toda mata que havia sido destruída na enchente. Acabou com a enchente e abaixou o nível do rio, fazendo com que não acontecessem mais enchentes tão cedo e ele sumiu no meio da floresta

Toda a cidade o agradeceu tanto que começou a ter uma festa nesse mesmo dia e então sempre que acontece uma catástrofe natural ou sobrenatural que afeta a natureza e a cidade ele ajuda na recuperação da floresta e faz a catástrofe sumir, isso tudo só se eles rezarem toda vez que realmente acontecer um fenômeno sobrenatural.

Pontina, A Ponte Carolina

Há alguns anos, viviam várias pessoas em São Luís do Paraitinga Depois de três anos, aconteceu uma terrível enchente, arrastando casas, construções e museus, tinha água para cá, água para lá, destruiu até a ponte que dava para passar.

Dos restos da ponte, se criou um ser grande, com olho de números romanos, destroços e pedaços da ponte, era meio desengonçado e mudo. Os restos da ponte eram as pernas do bicho.

Todas as pessoas da vila tinham medo desse ser estranho, quando descobriram que o nome desse ser sobrenatural era Pontina. Ela ajudava a reconstruir o que estava destruído e arrumar o que estava bagunçado. Só que durante essa arrumação toda... apareceu um outro monstro, ele era uma criatura meio barrenta, parecia o monstro da água com terra O bicho lamacento começou a destruir as casas e as construções Mas a Pontina não deixou, arrumou tudo de volta, a criatura não gostou e começou uma briga.

Como a Pontina não gostava de brigas, pediu paz e amor entre os moradores e o monstrengo. Ele pensou, aceitou, e começou a ajudar os moradores e a Pontina

A lenda do urucum Daniel

Tempos atrás, um pai decidiu levar o filho para mostrar o local onde passava horas de sua infância, era uma clareira que ficava à beira do rio Paraitinga, quando batia uma brisa, a grama fazia um movimento quase como se fosse energia, e as folhas caíam suavemente sobre o chão E no meio da clareira, havia um poço

Então, os dois ouviram um som de algo rastejando pelo buraco do poço, o filho foi averiguar, enquanto isso, o pai olhava o soberbo pôr do sol atrás da montanha e se lembrava de sua infância. De repente, o filho começou a gritar e o pai se virou, era uma cobra gigantesca que o estava arrastando para o fundo do poço, o pai até tentou lutar, mas a cobra foi mais rápida e fugiu.

Quando o pai achava que estava tudo perdido, alguns cachorros começaram a latir em sua direção, como se quisessem que os seguissem, o pai começou a andar e chegou bem perto deles, mas quando ia acariciá-los, eles fugiram, ele tentou de novo, mas quando chegava perto, eles fugiam, depois percebeu que estava correndo atrás dos cachorros, então o pai chegou em um rio, e os cachorros simplesmente sumiram, então desanimou, primeiro olhou para o céu. A lua já despontava, estrelas a seguiam, como se seguissem um tesouro. Então olhou para a água, que refletia os pequenos pontos estrelares em suas águas turvas, de repente apareceram peixes dourados brilhantes, iluminavam um grande pedaço do rio, e como se quisessem que o seguissem eles começaram a nadar, o homem foi com eles e chegou a outra margem do rio, olhou para um lado e viu só mata, olhou para o outro e havia só mata, então foi ver se os peixes continuavam ali e eles haviam sumido, deixando a luz para a lua e as estrelas.

Desta vez não desanimou, viu uma pequena luz vermelha vindo da mata, e entrou cada vez mais a fundo, até que achou uma lâmina, o seu cabo tinha pequenas argolas vermelhas e pretas, sua madeira era vermelho vivo, já sua lâmina era afiadíssima, perfeita para o corte, havia pequenas listras nas quais o vermelho parecia estar vivo, pulsando, aumentando e diminuindo seu brilho, o homem refez todo o caminho, até chegar ao poço, viu seu filho lá em baixo e gritou, mas o filho o repreendeu, pois a cobra estava dormindo, o pai decidiu dar a lâmina a seu filho, que quando a agarrou, cortou a cobra em incontáveis pedaços, espalhando um sangue vermelho.

Depois o pai ajudou o filho a subir e eles lá se foram voltando para a casa, mas ninguém percebeu que a cobra havia morrido sobre um pequeno arbusto, este arbusto se desenvolveu com o sangue sobrenatural da cobra e criou um fruto único, com a cor vermelha como o sangue da cobra, este fruto é chamado de urucum.

Marok e os lenhadores

Davi Predebon

Há muito tempo existia um grupo de lenhadores que estava destruindo uma floresta e deixando diversos animais desabrigados. Os animais diziam:

-Parem!

-Saiam daqui!

-Vocês estão destruindo a floresta!

Mas os lenhadores ignoravam os animais.

Os animais avisaram tudo para Marok, o guardião da floresta, um ser baixo que só tem pequenas pernas de madeira e uma cabeça grande com dois olhos brancos e feita de um fogo tão quente que consegue evaporar água só de chegar perto, mas é inofensivo a árvores e animais.

Um dia, que os lenhadores estavam na floresta, Marok prendeu eles e primeiro disse:

-Vocês estão destruindo a floresta e como não pararam, só sairão desse lugar se prometerem fazer três coisas, a primeira é replantar todas as árvores que cortaram e nunca mais cortar nenhuma, a segunda é realizar um desejo de cada animal da floresta e a terceira é construir uma barreira para que nenhum humano malintencionado pise nessa floresta.

Os lenhadores aceitaram a proposta, mas na hora de cumprir o primeiro combinado, um lenhador disse:

-Nós não precisaremos replantar nenhuma árvore, já que foram os nossos machados que as cortaram e não nós, e eles podem cortar mais árvores, já que não prometeram nada.

Marok ouviu tudo, mas esperou antes de agir. E continuou assistindo os lenhadores até começarem a realizar um desejo de cada animal da floresta, só que aí um lenhador disse:

-Se perguntarmos a cada animal se ele quer uma fruta e ele disser que sim, é só darmos a ele que teremos realizado um desejo.

E foi isso que aconteceu. Marok ficou observando tudo, cada vez mais escondido. Depois de algum tempo, os lenhadores começaram a construir a barreira em volta da floresta, só que ela era feita com pedrinhas muito pequenas e qualquer um conseguia passar, além de parecer só uma marcação Tudo isso deixou Marok muito irritado. Ele bolou um plano e disse aos lenhadores:

-Agora vocês já devem ter terminado os combinados, então venham jantar comigo hoje à noite.

Os lenhadores foram e quando já tinham terminado de comer, Marok botou o plano em ação e tentou matar os lenhadores, que fugiram, mas estavam sendo perseguidos. Quando um lenhador percebeu que ele estava próximo, eles se esconderam em algumas árvores e deixaram Marok confuso, que voltou para procurá-los. Enquanto isso, os lenhadores se afastaram. Depois de um tempo, isso se repetiu, só que dessa vez eles se esconderam entre rochas e Marok desconfiou por mais tempo, mas voltou para procurá-los mais atrás, só que quando Marok percebeu que eles estavam mais a frente, desistiu e pensou:

-Bom, se eles não pararem, toda a cidade deles será punida, não por mim, mas pela natureza.

Alguns dias depois, muitos animais estavam invadindo a cidade e muitas enchentes estavam acontecendo lá por não ter uma mata ciliar entre o rio e a terra E por causa disso a cidade virou ruínas

A MENINA Heloisa

Era uma vez uma menina que morava no sítio com os pais e com os avós, um dia a mãe dela foi no quarto da

filha desligar o despertador e ele fez uma voz fina e rouca, aí a mãe foi embora, e falou para as pessoas da casa que o despertador estava fazendo barulhos estranhos, mas ninguém acreditou.

Passaram-se algumas horas, a menina olhou pela janela do quarto e viu uma árvore se mexendo, ela foi falar para a mãe e um tempo depois ela fez um plano para todos acreditarem nela e ela dar o troco na família que não acreditava. A menina colocou barbante transparente nas cadeiras, nas cortinas, nos sapatos, até na roupa social e nas coisas da mãe

Um tempo passou e a avó se sentou na cadeira, que foi puxada, o pai foi pegar o copo para beber água, o copo saiu da mão dele, o tio foi colocar o sapato e o sapato saiu, a mãe tinha uma reunião, foi colocar sua roupa social e a roupa saiu do cabide sozinha, a mãe reuniu a família toda e falou bem assustada:

- Eu acho que tem fantasma nessa casa!

As outras pessoas da casa falaram o que tinha acontecido com elas, mas chegou a vez da irmã, que tinha armado tudo, ela falou gaguejando:

- Eu fui deitar e a cama foi arrastada.

A família olhou para ela e falou:

- Olha, filha, eu acho que você está tentando nos enganar!

Ela falou, gaguejando:

- Eu não estou mentindo! Por que você acha que eu estou mentindo?

- Você está gaguejando! Você só fala gaguejando, você ficou vermelha antes de falar e sua mão estava tremendo, como eu vou achar que você não está mentindo para mim, você pode me provar?

- Eu não tenho como te provar, mas...

- Mas nada! Você vai pagar tudo o que você fez! Vai ficar de castigo até o fim do mês!

- Não mãe, tudo menos isso!

- Quem mandou você fazer isso?

- Vocês não acreditavam em mim!

- Claro, você me engana toda hora, como eu acredito em você?

- Se você tirar o castigo, eu prometo que eu paro.

- Promete?

- Prometo, mãe! - ela sussurra. Só que não eu nunca paro.

- Acho que eu não ouvi direito, é o que eu estou pensando? Porque, se for, você já sabe, direto para o castigo, você já fez sua lição?

O Segredo do Rio Paraitinga Lorena Brito

Um dia, um homem chamado Christian, foi morar num sítio em São Luiz do Paraitinga, na beira do rio com sua família. Quando ele chegou, todos ficavam falando para ele que existia uma criatura no rio que se chamava

Aline, perto da casa dele, então ele disse:

- Quem é essa tal de Aline, afinal? Ela nem existe!

Depois que eles se acomodaram e almoçaram, alguém acabou deixando a torneira ligada, alagando a casa deles e o homem reclamou para os vizinhos que disseram:

- Isso só pode ter sido a Aline!

- Que Aline, o quê? - perguntava o Christian – Ela não existe.

Então tudo piorou, acontecia a maior chuva em cima dele, ele tentava regar as plantas, mas não tinha água no regador mesmo se ele acabou de encher e a casa dele, a cada catorze dias alagava bem cedo de manhã. Ele reclamava e sempre diziam:

- Foi por causa da Aline!

- Que é isso? Isto tem que ser piada! Ela não é real! - dizia Christian. À noite, a esposa dele, Marinda, estava preparando sopa para o jantar e disse:

- Família, o jantar está pronto! Hoje é sopa!

Todos desceram para jantar, mas ao provarem uma colherada todos cuspiram a sopa, aparentemente a água foi trocada pelo óleo de peixe e a Marinda reclamou junto de Christian, dizendo:

-Alguém trocou água por óleo de peixe! Ainda estragado!

-Só pode ser a Aline. - um dos vizinhos exclamou.

-É mesmo - concordou Christian – Deve ter realmente ter sido a Aline

A HISTÓRIA NÃO CONTADA SOBRE O SARGENTO DE PAU

Lucca

Certa vez, uma mulher fugia de casa, pois o pai queria se casar com ela. No caminho, encontrou o rio Paraitinga e para sua surpresa, ela conheceu uma gentil criatura chamada Zé Moita. Sim, de fato era uma moita, meio estranho né? Uma moita que falava e se movia, se mostrava viva e alegre Mas o que ela não sabia, era que Zé Moita tinha uma grande conexão com a natureza. Eram superpoderes que seriam muito úteis para esse momento.

Precisa de ajuda? - disse Zé Moita.

A mulher confusa, olhou para todos os lados, mas não encontrou nada, porém percebeu que era uma moita falante e que se mexia Então, ela perguntou:

Quem é você?

Zé Moita respondeu:

- Me chamo Zé Moita, o que você precisa?

- Preciso de ajuda, meu pai quer se casar comigo, mas eu não quero, você pode me ajudar?

- Sim, claro!

De repente, o pai apareceu furioso, perseguindo a filha.

-Filha! Case comigo. - disse o pai.

-Eu não quero! - disse a mulher

-Eu mando em você e acabou! - exclamou o pai.

-Zé Moita, vamos fugir! - disse a mulher. - Pegue seu barco e vamos!

A mulher e Zé Moita pegaram o barco e deram uma volta pelo rio Paraitinga Enquanto davam essa volta, Zé Moita contou a mulher seus poderes com a natureza e planejaram fazer uma emboscada com o pai.

Para isso, Zé Moita chamou criaturas da natureza, incluindo animais e raízes das plantas e com o trabalho em equipe, todos estavam esperando o momento certo. Felizmente, o pai apareceu e disse:

-Vamos voltar para casa logo!

-É agora, Zé Moita! - exclamou a mulher

Zé Moita usou seus poderes, prendendo o pai com raízes, fazendo ele não poder se mexer, pois as raízes prenderam o pai pelas mãos e pernas e vários animais apareceram atacando o pai, para finalizar, milhares de plantas apareceram, criando um enorme tornado de folhas que jogaram o pai para longe Depois dessa queda, o pai desistiu e foi para casa furioso. A mulher agradeceu ao Zé Moita:

-Muito obrigada!

-Não há de quê! - disse Zé Moita. Os dois se tornaram amigos e qualquer dia se reencontrarão.

A menina continuará sua jornada de fuga sentindo-se mais segura e determinada a ficar longe de seu pai.

O homem que um dia virou metade nuvem Luisa Cavalcanti

Em uma cidadezinha, havia uma casa bem simples e pequena onde vivia um homem que se chamava Chico. Ele sempre ficava trancado para dentro de casa Em uma noite de muito frio, tinha um culto na igreja de sua cidade, São Luiz do Paraitinga. Ele foi até essa igreja e quando chegou, todos olharam para ele com uma cara de que nunca tinham visto aquele rapaz, ele se sentou no banco e viu o culto até o final. Quando acabou, Chico ficou sentado no banco, ele estava tão quieto que os padres nem o viram. Mais tarde, Chico se levantou e foi ver se tinha alguém por ali, mas nada, ele estava sozinho na igreja, até que uma hora ele ouviu uma voz:

-ESCUTE MEU PEDIDO, ABRA ESSA PORTA AGORA!!!

Mas Chico apenas ignorou, abriu o portão da igreja e quando estava indo, a voz voltou:

-ESCUTE NOVAMENTE, ABRA ESSA PORTA AGORA!!!!

Chico viu que havia uma porta atrás da mesa onde o padre falava, Chico foi até lá, abriu a porta e viu que havia um buraco, mas não era tão fundo Chico, com coragem, resolveu descer Quando ele chegou em terra firme, viu que tinha um palácio em sua frente, mas esse palácio era diferente, era dourado com vermelho e não era tão grande como o dos contos de fadas. Chico estava andando por ali e avistou uma garota com uma coroa vermelha. Olhou para ele e ele também, a garota lhe disse:

-Posso te ajudar com algo?

-Ah é, pode, primeiro, onde estamos?

-Ah, estamos no inferno.

-O quê?! – gritou Chico.

-Fale baixo, meu pai não pode te ver!

E quando ela falou isso, surgiu o grito de uma das janelas do castelo falando:

- Aline, venha, vamos jantar.

- Ok, pai.

A princesa foi e Chico ficou lá Alguns minutos depois, Chico foi até as portas do fundo do castelo, entrou em uma sala, essa sala parecia de estar, ele viu o diabo e sua esposa sentados na mesa. Quando Chico tentou sair, o diabo o viu e lhe disse:

-O que pensa que está fazendo!?

-Eu estava querendo trabalhar para o senhor. - Chico disse se tremendo todo.

O diabo sem entender levou ele até o trono e lhe disse:

-Me traga 200 peixes!

Então Chico, sem saber como arrumar os 200 peixes, resolveu pedir ajuda a Aline. Ela concordou e os dois foram até o rio Aline conseguiu os peixes, mas Chico sentiu dois de seus dedos virarem nuvem, mas ele pensou que era só uma parte do trabalho feita. Ele voltou, deu ao diabo o balde e o diabo lhe disse:

-Como os conseguiu tão rápido?

Chico fingiu que não o escutou

O diabo lhe disse:

-Então vai, mais um pedido, me traga um pote cheio de ouro.

Chico fez a mesma coisa, pediu novamente ajuda a Aline, mas quando Aline fez sua magia, novamente o braço e uma perna de Chico viraram nuvem, agora só restou a sua cintura. Mas, quando voltou, o diabo havia percebido que ele estava virando metade nuvem e lhe disse:

-Eu sabia que não era você que estava fazendo isso!

E rapidamente seu corpo virou metade nuvem, Chico começou a ficar em desespero. À noite, Aline entrou na cela onde o Chico estava e o chamou para fugir, os dois fugiram com os seus cavalos, e mesmo o Chico tendo a sua metade nuvem, sua vida foi muito feliz junto com Aline.

A lenda de Tamari, nem anjo, nem demônio

LUNA CHAIA

Em uma cidade que se chamava São Luís do Paraitinga, tinha uma floresta, atrás da capela tinha uma criatura, seu nome era Tamari, seu sorriso era tenebroso e tinham boatos que ele escondia segredos sombrios.

Diziam que ela não era nem anjo nem demônio, trazendo uma sensação tenebrosa por onde passava. Tamari tinha conexão com animais, fazendo eles reviverem, mas não da forma como todos desejavam Ao trazer de volta à vida aqueles que já haviam partido, ela os tornava seres sem alma, fazendo os sortudos perderem uma parte de quem eles eram.

Tamari tinha um grande interesse pelos segredos das florestas e dos seres que nelas habitavam, ela mesma fez um pacto com o próprio Saci, o travesso e malicioso. Diziam que juntos eles tramavam planos que traziam desgraça e confusão para os humanos que ousavam adentrar os domínios das florestas. Os poucos que ousaram a cruzar seu caminho e desafiar seus poderes nunca mais foram vistos.

Mas Tamari não tinha apenas uma mente maligna e um sorriso tenebroso, dizem que em algumas noites ela caminhava pelas estradas escuras, ajudando viajantes perdidos a encontrarem o caminho de volta para casa, não só os viajantes perdidos, mas também crianças, aquelas que têm a ideia brilhante de fugir de casa porque acham que já é adulta, mas acaba sentando-se na beira da estrada e começa a chorar desesperadamente com saudades dos pais, diziam que fazia esses atos de bondade para se redimir com seus erros do passado, mas nem sempre isso era de graça, quando Tamari estava com fome, tinha que dar uma pequena parte de sua fé.

No fim de 2009, um rapaz disse que não daria sua fé a ela em troca de achar seu lar, mas a dos outros sim. Então, infelizmente, assim dito, assim feito, Tamari roubo a fé das pessoas, deixando-as tristes e sem acreditar nelas mesmas, trazendo a desgraça ao povo da cidade Em 2010, veio o preço por o rapaz não usar o suor dele, mas sim o dos outros, ele acordou com sua casa alagada pelas águas do rio.

A lenda da Sassá MAITSA

O Saci e a Sassá eram melhores amigos, um dia ela o encontrou fazendo suas malandragens e foi impedir, mas como ele não deu ouvidos, aconteceu exatamente como na lenda do Saci, então a Sassá fez um feitiço para revivê-lo, mas deu tudo errado Uma hora, ela encontrou a cobra que mama

Após muitos anos, a cobra teve seu fim, pois foi se alimentar na casa errada, então outra catástrofe aconteceu. Após mais mil amizades perdidas, ela se mudou para São Luís do Paraitinga e depois de muitos anos solitários, acabou encontrando Maria e elas viraram melhores amigas Maria foi envelhecendo, envelhecendo e como Sassá é imortal, ela queria viver o mesmo tempo de vida de Maria que era uma humana, então, após alguns anos, ela morreu, então a Sassá adoeceu e uma enorme enchente destruiu

São Luís do Paraitinga.

Sentindo-se muito culpada por destruir uma cidade, ela fugiu, se escondeu e foi caçada, mas ninguém a encontrou.

Um dia ela decidiu sair do seu esconderijo e viajar, ela viajou e viajou, mas nada e nem um lugar a fez feliz como São Luís do Paraitinga a fez, então ela decidiu que não faria nem uma amizade e só ficaria vagando igual ao corpo seco

Mas cansada de viver sozinha, ela voltou para São Luís do Paraitinga e mesmo depois de muito tempo, ainda a reconheceram, a capturaram e a colocaram em uma caverna. Ela foi presa e mesmo ela gritando, ninguém a socorreu

Como ela tinha gastado toda a sua energia tentando sair de lá, ela ficou fraca, dizem os mais velhos que ela ainda está lá e quando ela ficar forte o suficiente para sair, ela vai fazer a cidade ser destruída de novo e buscará um novo melhor amigo ou amiga para ser feliz.

Maria Flor

MANUELA CASSEB

Há muito tempo, vivia numa árvore bem próxima do rio Paraitinga uma mulher chamada Maria flor. Todos tinham medo dela e achavam que ela era do mal só porque tinha pele amarela. Sua cabeça era grande e no lugar do cabelo havia pétalas Usava um top e uma saia de folhas e seus pés e suas mãos também eram folhas

Maria Flor não tinha amigos. Era seu sonho ter um.

Um dia os animais da floresta se reuniram e fizeram uma armadilha para capturá-la, amarraram uma rede na árvore onde ela morava para que quando ela pisasse caísse no chão. Assim matariam ela.

No dia seguinte ao levantar da sua cama e pronta para descer da árvore, caiu na armadilha.

Os animais, escondidos atrás de uma árvore, ouviram:

-Poxa... eu nunca fiz nada para ninguém e querem me matar só porque tenho pele amarela!

Os animais comovidos saíram de trás da árvore, tomaram coragem e foram falar com ela.

-Nos desculpe, Maria Flor, não devíamos ter falado que você era malvada só por conta do seu tom de pele -Nós também temos tons de pele diferentes, desculpe!

-Não tem problema gente, está tudo bem.

Os animais desamarraram a rede de seu corpo e viraram grandes amigos Maria Flor realizou seu sonho.

O Boneco de Terra Manuela Ceolin

Era uma vez uma mulher que morava sozinha, numa casa pequenina, entre uma horta e um pomar, com uma mata por perto. O marido já tinha morrido havia muitos anos. Os filhos já tinham crescido e saído de casa, só de vez em quando vinham visitar e trazer os netos. Ela fazia todo o serviço da casa e cuidava da horta, do galinheiro e do jardim. Estava começando a se sentir cansada.

Nos fundos do quintal, tinha uma plantação de girassóis. Ela acompanhava, dia a dia, a flor linda de girassol, as pétalas que caíam Então o vizinho levou para a feira agropecuária para venderem

O vizinho, que era amigo dela, cortava os girassóis e deixava na varandinha dos fundos da casa. Durante o dia, ela dividia as flores boas das murchas, depois colocava as flores boas com cuidado num cesto. Dali a uns dois dias, quando o vizinho ia à vila outra vez, parava em frente à casa dela e perguntava: - Tudo pronto, dona Maria?

Se os girassóis estivessem grandes, ela confirmava. Então, ele pegava o cesto e levava para vender na feira.

Na volta, trazia o dinheiro para ela e mais alguma coisinha que ela tivesse encomendado: sal, óleo, um pacote de macarrão...

Era sempre assim

Até que apareceu Gilria. Quer dizer, sempre apareciam pequenas Gilrias por ali, porque a casa era perto de uma mata. Mas uma vez apareceu uma Gilria um pouco maior e mais esperta, que era muito gulosa e pegava os girassóis ainda nascendo, antes que a dona pudesse tirar da terra e preparar para vender Ela ia lá, arrancava as pétalas, provava, via que estava pequena e nascendo. Então jogava no chão, pegava o do lado, fazia a mesma coisa. Dona Maria tentava espantar a Gilria com uma vassoura, gritava para ela ir embora, mas não adiantava. Ela ria, saía do alcance dela e ainda zombava:

- Você não me pega... Você não me pega...

Não pegava mesmo Ela era ligeira E ela ficava no prejuízo Tinha que pedir ao vizinho para tirar a flor antes da hora. Rendia menos e os girassóis não ficavam bonitos.

Um dia teve uma ideia. Voltou para casa repetindo:

- Não pego? Não pego? Não pego mesmo Mas vou dar um jeito e ver o que te pega

Pensou em fazer uma armadilha para ela. E teve uma ideia de usar uma coisa que iria grudar na Gilria. Fez um boneco de terra do tamanho de um menino e botou de pé no quintal. Nos braços estendidos para frente, o boneco segurava uma bandeja Na bandeja, a mulher deixou um monte de girassóis prontos

Um tempo depois, Gilria chegou ali e viu aqueles girassóis amarelinhos, como ela nunca conseguia comer girassóis da terra. Mas viu que estavam com um menino, que tomava conta. Aproximou-se e pediu:

- Moleque, me dá um girassol...

O boneco nem se mexeu. Gilria insistiu:

- Moleque, me dá um girassol por favor

Não adiantou nada. O boneco continuou imóvel e calado. A Gilria perdeu a paciência:

- Moleque, se você não me der um girassol, eu te dou um tapa...

E como o moleque não se mexeu mesmo, nem deu uma resposta, a Gilria tomou um impulso, levantou o braço direito e tacou um tapa nele. Ficou com as raízes grudadas, claro. Bem grudada, não soltava de jeito nenhum.

Aí, ela pediu:

- Moleque, solta minha mão.

O boneco nem se mexeu. Ela insistiu:

- Moleque, solta minha mão... por favor.

Não adiantou nada. O boneco continuou imóvel e calado. A Gilria perdeu a paciência:

- Moleque, se você não soltar a minha mão, eu te dou outro tapa

E como o boneco não se mexeu mesmo, nem deu uma resposta, a Gilria tomou um impulso, levantou o braço esquerdo e tacou um tapa nele Resultado: ficou com as duas mãos presas na terra Não soltavam de jeito nenhum.

A Gilria pediu, implorou... Não adiantou nada.

- Olha que eu te dou um chute... - ameaçou.

E como o boneco não se mexeu mesmo, nem deu nenhuma resposta, a Gilria tomou impulso e com o pé direito deu um chute nele Ficou grudado com as raízes, bem grudado, não adiantou gritar nem esbravejar As duas mãos e o pé direito estavam presos na terra:

- Me solta, moleque, me solta! - gritava a Gilria.

Lá dentro da casa, a mulher olhava pela janela e dava risada A Gilria continuava:

- Me solta, moleque, ou eu te dou uma cabeçada!

O boneco não soltou. Furiosa, a Gilria deu uma marrada nele, como se fosse um cabrito. E ficou com a cabeça presa. Só faltava uma coisa:

- Me solta logo de uma vez, seu moleque, ou eu vou te dar uma barrigada!

Teve que dar mesmo, porque o boneco não soltou E a Gilria ficou toda grudada, gritando, brigando e chorando. Mas não adiantou nada. Passou a noite inteira assim. De manhã cedo, a mulher foi até lá e ficou com pena. Resolveu ajudar a Gilria. Mas fez um trato:

- Vou aproveitar que o moleque está dormindo e te solto E ainda te dou todos esses girassóis que estão na bandeja. Mas você tem que me prometer que nunca mais vai voltar aqui. Porque se o moleque te pegar outra vez, eu não vou poder te ajudar de novo.

A Gilria prometeu. E cumpriu.

Comeu todos os girassóis e foi-se embora para nunca mais voltar. E não é que a mulher até sentiu saudade dela de vez em quando? Era ladra de girassóis, mas, afinal de contas, era uma Gilria muito engraçada

MARIA BELA

Depois da terrível enchente que destruiu a cidade de São Luís do Paraitinga, uma criatura surgiu das pedras na margem do rio. Ela não tinha nome, família, nem amigos, porque ninguém gostava dela. Tinham medo das artimanhas e brincadeiras de muito mau gosto realizadas pela Menina de Pedra.

Um dia, uma menininha que também tinha sido abandonada pela mãe e que morava em uma cabana na floresta encontrou uma panela feita de pedra no caminho para casa.

- Arra sô, mas só pode ser o destino! Acabei de voltar da feira e tô com os ingredientes perfeitos pra fazer uma sopa das boas!

Mas a menininha cansou de andar, afinal, além da panela, também tinha que carregar as compras do mercado. Parou para descansar, olhou para trás, e cadê? No lugar da panela, tinha um vaso de pedra.

- Oxi, mas num era uma panela?! Ah, tudo bem, vou usar esse vaso pra plantar as sementes da abóbora que eu ia usar para fazer a sopa

A menininha andou, andou, andou e cansou. Parou, olhou para trás, e, de novo, cadê? No lugar do vaso, tinha um tapete de pedra.

- Minha santinha do céu! Cadê o meu vaso de pedra? Tudo bem, tava precisando mesmo de um tapete pra minha casa porque eu sempre me sento com as minhas galochas e sujo todo o chão.

A menininha andou, andou e chegou em casa Quando foi colocar o tapete de pedra na frente de casa, o tapete tinha virado A Menina de Pedra. A menininha ficou surpresa, mas não ficou com medo da Menina de Pedra.

- Você não está com medo?

- Por que estaria? Ocê parece tão gente boa.

A garotinha convidou a Menina de Pedra para entrar. Preparou um chá de semente de abóbora e serviu com biscoitos As duas se divertiram e conversaram até tarde

O povo da aldeia ainda tinha medo da Menina de Pedra, mas a garotinha ria e dizia: - Ela não é má. Só gosta de rir um pouco, só isso.

A filha bonita que surgiu dos rios

NATALIA

Em um vilarejo, bem perto de um rio chamado Rio Paraitinga, um homem estava normalmente trabalhando na sua aldeia. Certo dia, nessa vila, aconteceu uma chuva tenebrosa e o que deveria ter chovido em nove meses aconteceu em dois meses. O rio começou a encher, a encher, até que uma enchente começou a se formar, inundou casas, igrejas e outras coisas.

O homem ficou desesperado com aquilo tudo, desmaiando e indo para as profundezas do rio. Quando acordou, ficou assustado com o lugar que tinha parado, com vários peixes e outros animais aquáticos

Desesperado para sair, o homem pediu socorro para alguma pessoa que talvez estivesse lá, quando apareceu

o Tritão dos rios e lhe deu uma condição para tirá-lo dali:

-Eu só tiro você daqui com uma condição, se você completar os meus três desafios!

O homem respondeu:

- É claro, vossa realeza, farei tudo o que desejar para sair daqui.

- Então está bem, escute muito bem o primeiro desafio: pegue trigo, fubá, leite, ovos e tudo mais para preparar e me entregar hoje mesmo um bolinho delicioso de fubá para o café da tarde.

O homem reclamou:

- Mas senhor, como vou pegar trigo, fubá, ovos, leite e tudo mais se só tem esses ingredientes na superfície?!

Respondeu Tritão:

- Se vira!

O homem ficou abalado, pois nunca iria conseguir pegar tudo aquilo sem estar na superfície. Até que uma criatura estranha apareceu, o que parecia um ser mágico, com uma cabeça parecida com uma gota d´água:

- Olá, eu vi o que o meu pai fez com você, vou te ajudar, mas não conte para ele, ok?

O homem respondeu:

- Ok, muito obrigada, mas, qual é o seu nome?

– Ah, eu já ia me esquecendo, o meu nome é Gota, e continuando com o assunto, vou te ajudar aqui.

Quando ela começou a fazer a magia, o Homem ficou deslumbrado com aquilo, vendo o trigo sendo colhido, os ovos, leite e tudo mais ainda sendo preparado um delicioso bolo de fubá:

- Aqui está! Entregue para o meu pai e cumpra os outros dois desafios.

O Homem foi para o castelo e entregou ao Tritão, que ficou confuso de pensar como o homem tinha feito aquilo. Do mesmo jeito, deu o próximo desafio:

- Ok, esse você venceu, mas agora vou te dar um outro, que será bem mais difícil, escute com muita atenção, você vai ter que colher café e me fazer um quentinho para hoje mesmo. O homem já estava tranquilo, pedindo a Gota uma ajuda e entregando o café para o Tritão, novamente desconfiado, mas não ligou e deu o próximo desafio:

- Escute muito bem, o próximo desafio: você vai ter que fazer um frango assado para mim hoje mesmo. O homem pediu para a Gota novamente e entregou o frango assado para o Tritão. Ele já sabendo que a sua filha tinha feito magia para ajudar o homem fez uma condição: ele iria dormir lá e logo de manhã iria libertálo. Gota sendo esperta viu que o pai iria matá-los quando estivessem dormindo, então acordou o homem, avisando que era para pegar o cavalo marinho roxo, já que era bem mais rápido do que o azul-marinho, o homem sonolento confundiu as duas cores e preparou para correr o azul-marinho. Gota vendo a situação, usou aquele mesmo, saindo correndo pelos mares, já o seu pai descobriu aquilo tudo e mandou um cavaleiro para fazer isso por ele, mas ele se confundiu pelo sono, falando para o novato burro ir matar a sua filha junto com o homem.

Quando o cavaleiro se aproximou deles, já que o seu cavalo era bem mais rápido do que o que o homem tinha pegado, a Gota a transformou em um coral e o homem em um peixinho palhaço, como o novato era burro, desistiu e voltou ao castelo. O Tritão bravo o mandou de volta, avisando que era tudo magia e que deveria ser mais esperto, como o cavalo marinho roxo era rápido, logo alcançaram. A Gota jogou poeira na sua cara, transformando-a em uma pedra e o homem em um caranguejo, o soldado burro, quando tirou a poeira da sua cara, já era tarde demais, não os encontrou, voltou e tomou mais uma bronca, voltando e os alcançando de volta. Gota pegou tudo o que espetava pregos, rosas, espadas etc. O cavaleiro quase que morreu voltando em uma hora que já era tarde demais alcançá-los, tomando mais uma bronca e sendo preso na cadeia do castelo.

Já a Gota e o homem se casaram e reconstruíram a vila do homem, vivendo felizes, morando em sua nova e linda casa.

COMO A ENCHENTE DE 2010 COMEÇOU OTÁVIO

Antes da enchente de 2010, São Luiz do Paraitinga vivia alegre com as marchinhas de Benito Campos. O povo de São Luiz vivia se divertindo com as diversas artes de Benito. O ateliê dele, antes da enchente, estava sujo, pois, ele o usou muito naquela época. Nessa bagunça toda, emergiu uma criatura misteriosa dos materiais bagunçados de Benito: Chama! Chama é quem alegra, ajuda e preenche as pessoas de esperança! Chama é "Cabra bom" segundo os velhos moradores de São Luiz do Paraitinga, pois sempre ajuda as pessoas Chama sempre surge um pouquinho antes de uma tragédia. Suas características são que ele tem um chapéu vivo na cabeça e é um boneco remendado com base em um homem. Ele tem o poder de se teletransportar, para conseguir ajudar as pessoas mais rápido e vive no porão do ateliê de Benito

Até que um dia, Chama encontrou Mercês, o Guardião, uma criatura feita da antiga madeira e um sino no peito. Os dois se desentenderam e isso acabou gerando um conflito perto do rio. Chama deu um soco tão forte em Mercês que ele caiu exatamente em cima da Capela Nossa Senhora das Mercês, destruindo tudo antes da enchente.

Outra criatura estranha apareceu um pouco depois dessa luta entre Mercês, o Guardião e Chama. Essa criatura é feita dos antigos chãos, dos tetos e dos sinos da

Igreja Matriz São Luiz de Tolosa. Os dois se desentenderam e acabaram em uma batalha. Chama, depois de uma longa batalha, conseguiu vencer e como estava perto da Igreja

Matriz São Luiz de Tolosa, finalizou essa criatura estranha, jogando-a na atual igreja.

Depois dessa batalha, Chama encontrou outra bizarra criatura feita dos antigos tijolos, dos tetos e dos vitrais da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Eles não se entendiam direito e acabaram em um conflito. O conflito foi perto do rio. Quando Chama, novamente iria ganhar, a criatura o empurrou no rio, enquanto Chama deu um soco nele. Só que a criatura o empurrou tão forte que fez o rio vazar, subir e fez a enchente.

O gato, o cachorro e o cavalo RAFAEL CHAVES

Certo dia, em São Luís do Paraitinga, três amigos, o gato, o cachorro e o cavalo, estavam brincando perto do rio Paraitinga.

O cavalo tinha uma crina radiante e pelagem reluzente, com olhos azuis marcantes Já o cachorro, tinha uma listra de pelagem invertida nas suas costas, ele também tinha pelo bem curto e rente ao corpo, de cor caramelo, com olhos castanhos. E o gato era totalmente laranja e olhos vermelhos.

Havia boatos de que na cidade tinha um tornado que vivia irritando o povo, ele derrubava as pessoas, destruía as casas, derramava o leite das vacas entre outras coisas. Mas agora ele passou dos limites, do nada deu na telha dele de causar uma enchente.

A enchente foi horrorosa, ela destruiu a cidade inteira e os animais que estavam brincando na beira do rio perceberam que a enchente estava chegando, então os três animais correram e pediram ajuda para os outros animais para tirarem todas as pessoas da área atingida Os três usaram seus poderes para ajudar

O cavalo controlou a água e a abaixou, o gato tirou as pessoas com seu poder mental e o cachorro usou seu poder de gelo para congelar a água do rio.

A partir disso, os três amigos ficaram reconhecidos como os três heróis de São Luís Já o tornado se deu mal.

Poseidon RAFAEL RIBEIRO

Em um certo dia, uma família se mudou para uma casa perto do rio Paraitinga, em São Luiz do Paraitinga.

Quando lhe avisaram que por lá vivia Poseidon, o espírito das águas, a família deu risada e disse:

- Poseidon, espírito das águas, fala sério, isso é só mito Poseidon não existe, nunca existiu nem vai existir.

A família viveu feliz até que certo dia eles começaram a perceber coisas estranhas. As torneiras abriam sozinhas e toda vez que eles saíam de casa começava a chover só na cabeça deles.

Os vizinhos continuaram avisando sobre a criatura das águas, mas a família só ignorava tudo. Depois de algum tempo, eles começaram a perceber que as coisas só pioravam e agora, água suja subia dos ralos, o chão sempre estava molhado e ao preparar comida, a água fervia demais e vazava das panelas.

As coisas foram ficando piores e depois de muito tempo, a família começou a acreditar na criatura, então eles foram pedir ajuda para os vizinhos que disseram:

-Vocês vão três dias na beira do rio levando uma flor. No quarto dia, vocês plantam uma árvore e cuidam dela para sempre assim Poseidon vai virar amigo de vocês.

Dito e feito, a família fez aquilo e deu certo, agora Poseidon era amigo deles e as coisas estranhas pararam de acontecer.

A ENCHENTE RAPHAEL FORMIGA

Existiam muitas lendas sobre um monstro que vivia no Rio Paraitinga e de como ele assustava todos os pescadores.

Até que um dia, que chovia muito, o monstro se irritou, pois caíam muitos raios nele. Por causa disso, formou-se acidentalmente uma enchente que destruiu a cidade de São Luiz do Paraitinga Esta destruição invocou Mercês, o Guardião que ajudava na reconstrução da cidade e secretamente começou a caçar o monstro que tinha destruído a cidade.

Mas o monstro não fez de propósito, por isso quando soube que estava sendo caçado foi tentar ajudar

São Luiz do Paraitinga. Mas quando chegou, Mercês não o recebeu bem e já partiu para briga sem nem pensar. O monstro tentou conversar:

Calma! Eu só quero ajudar.

Calma, nada, você destruiu tudo!

O monstro irritado foi para cima e venceu a briga com Mercês.

Quando estava indo embora, um menino disse para darem uma segunda chance para o monstro que queria dizer algo quando Mercês o atacou. Todos concordaram e deixaram o monstro falar:

Eu apenas queria dizer que não fiz de propósito, pois eu só quero ajudar na reconstrução da cidade

Quando os raios me assustaram, eu agi sem pensar...

As pessoas da cidade viram que o monstro tinha se arrependido, e deram uma segunda chance para ele.

Após isso, eles começaram a reconstruir a cidade e meses depois, ela estava completa, pois com a ajuda do Mercês e do monstro foi muito mais rápido.

A cidade ficou toda nova e o monstro foi embora, mas fez um trato com os moradores, de que caso a cidade se destruísse novamente, ele ajudaria a reconstruir.

Virou uma lenda na cidade de São Luiz do Paraitinga e os moradores contam que Mercês e o monstro ajudariam toda vez que a cidade fosse destruída!

Estudantes

Alice Antunes Farinazzo

Arthur Kido Pitwak

Betina Marcondes Schreurs

Bruno De Oliveira E Soares

Carolina Nakano Sakamoto

Daniel Scalabrin Ribeiro

Davi Predebon Ramos

Heloisa Tibyriçá Loureiro

João Werneck Justo

Lorena Brito Ribeiro

Lucca Felipe Bonato

Luisa Cavalcanti Duque

Luna Chaia Alves

Maitsa Yawalapiti Schaper

Manuela Casseb Budano

Manuela Ceolin Peres Costa

Maria Bela Loiola Caluwaerts Miazaki De Toledo

Natalia Aidar Pereira

Otávio Augusto Marcon Fabiani Capano

Pedro De Tullio Scrignoli Vasconcelos

Rafael D`Almeida Chaves

Rafael Ribeiro Baptista

Raphael Chola Freire Formiga

Direção

Ligia Berenguel

Orientação

Irene Antunes

Roge Carnaval do Nascimento

Auxiliar de Coordenação

Carolina Sandri

Secretária

Ana Célia

Professor de Artes

Carlos Serejo

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