provocações abertas
VOZES DO INTERIOR
“teatro de cabo a rabo” na memória
por daniel arcades
centro de pesquisa e memória do teatro vila velha - nós, por exemplo


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“teatro de cabo a rabo” na memória
por daniel arcades
centro de pesquisa e memória do teatro vila velha - nós, por exemplo


centro de pesquisa e memória do teatro vila velha - nós, por exemplo

ColeçãoProvocaçõesAbertas
Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha - Nós, Por exemplo | Vol. 1
pesquisa e concepção por DANIEL ARCADES com a orientação de THIAGO ROMERO
diretor artístico do centro de pesquisa e memória do teatro vila velha - nós, por exemplo: MARCIO MEIRELLES
coordenação geral do projeto TEMPO: WILSON FRANÇA
orientadores/as das provocações do acervo: ANA DUMAS, GIL MACIEL E THIAGO ROMERO
pesquisadores/as das provocações do acervo: DÉBORA DE SOUZA, LUCAS FRÓES, DANIEL ARCADES, DENISE PEREIRA, HEWELIN FERNANDES, DAVID ALBARRACÍN C., CLARA CERQUEIRA E TÚLIO CARAPIÁ
produção executiva do acervo: MILENA NASCIMENTO
Colaboradores AC-DOC
diretora: ALINE CARVALHO
consultor de ti: ALAN BITTENCOURT
arquivista supervisor: JOEMERSON SANTOS auxiliar de arquivo: ACATIA SANTOS auxiliar de arquivo: LINDINEI FERREIRA
auxiliar de arquivo (estagiária): SAWARA SANTANA auxiliar de arquivo (estagiária): LAÍS CORREIA auxiliar de arquivo: TAÍS LOPES
Convênio UFBA consultoria arquivística: MABEL MOTA consultoria arquivística: DEREK WARWICH
direção de arte: RAMON GONÇALVES
editora de conteúdo e memória: GABRIELA WENZEL
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Arcades, Daniel Vozes do interior [livro eletrônico] : “teatro de cabo a rabo” na memória / Daniel Arcades. Salvador, BA : Teatro Vila Velha, 2026 (Provocações Abertas ; v. 1) PDF
ISBN 978-65-83534-08-8
1. Bahia (BA) - Aspectos culturais 2. Cultura 3. Inclusão social 4. Narrativas 5. Memórias autobiográficas 6. Teatro brasileiro I. Título II. Série.
26-362946.0
Índices para catálogo sistemático: 1. Teatro 792
Camila Aparecida Rodrigues - Bibliotecária CRB - SP-010133/O

CDD-792
“teatro

Provocações Abertas
Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha - Nós,Porexemplo Vol.1
provocações abertas


A coleção Provocações Abertas surge do desejo de movimentar o acervo do Teatro Vila Velha a partir de uma perspectiva inovadora e artística, adicionando às possibilidades de pesquisa na memória uma camada de inquietação. Movimento. E a rebeldia que é característica desse teatro construído há mais de 60 anos como um movimento cultural que questiona e impulsiona o pensamento para o futuro.
O Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha – Nós, Por Exemplo reúne mais de 200 mil documentos coletados ao longo da história do teatro. São registros que começam no início do século XX e se intensificam a partir da criação do Teatro dos Novos, em 1959, e atravessam décadas. Um conjunto construído por artistas e colaboradores que se preocuparam em registrar o presente para que outras gerações pudessem acessar o tempo de cada era do Vila.
Agora, em 2026, em vias da reabertura da sede do teatro – que se encontra em processo de reforma desde novembro de 2024 -, a coleção Provocações Abertas vem para celebrar e compartilhar com o público as pesquisas realizadas dentro do acervo durante o período de ocupação dos documentos na sede do Banco do Brasil, onde foram higienizados, catalogados por equipe técnica de acervo, e digitalizados, para serem compartilhados gratuitamente e online.
A possibilidade dessas pesquisas surge como fruto da parceria entre o Teatro Vila Velha e a Fundação Banco do Brasil, por meio do projeto TEMPO: Disseminação Cultural e Inclusão Social no Teatro Vila Velha, que busca ampliar o acesso à arte e à cultura a partir do Vila. Como parte essencial deste projeto, está o acervo, e a importância de reverberar a memória e a cultura do teatro no
país. Pensando nisso, em setembro de 2025, o Vila abre a chamada PROVOCAÇÃO ABERTA, e recebe mais de 40 propostas de pesquisas multi linguagens. Originalmente, a chamada receberia apenas quatro pesquisadores, mas o interesse das pesquisas no acervo e as propostas criativas recebidas ampliaram as vagas, e o projeto pode receber sete pesquisas e oito pesquisadores.
O que se apresenta aqui não é apenas resultado, mas percurso. É o registro de um dos processos conduzidos por pesquisadores-artistas que se debruçaram sobre o acervo para fazer emergir histórias, conexões e perguntas que permaneciam latentes.
Orientados por Ana Dumas, Thiago Romero e Gil Maciel, as pesquisas se apresentam em diferentes linguagens. São elas: “Vozes do interior: Teatro de Cabo a Rabo na memória, de Daniel Arcades (artigo, dramaturgia e performance); “O Avesso da atriz - Sonia Robatto”, por Hewelin Fernandes (documentário e roteiro); Um passeio fora da caixa: dos Novos ao Vila”, por Clara Cerqueira & Túlio Carapiá (quadrinho e roteiro); “Instruções para caminhar a contrapelo”, por David Albarracín C. (caderno-colagem e performance); Nós, Por Exemplo… O show que uniu Gil, Caetano, Bethânia, Gal e Tom Zé”, por Lucas Fróes (vídeodocumentário e roteiro); “A multiartista Maria Manuela e o Teatrinho Chique-Chique: poética, política e experiência teatral no Vila”, por Débora de Souza (artigo e livreto); e “Jovens historiadores: a escola vai ao Vila”, por Denise Pereira Silva (prática pedagógica). Todos eles registrados no formato de livros, acessíveis pela plataforma Issuu. Cada proposta se apresenta de uma forma própria, criando novas memórias a partir do acervo. Um acervo vivo e conectado com o futuro. Aproveite a provocação!
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Daniel Arcades é desses artistas que nunca romperam com a nascente. Mesmo quando o mundo se abre diante de seus passos, há nele uma fidelidade rara ao chão de onde veio, às águas do interior, às primeiras paisagens que ensinaram seu corpo a sonhar. Conheci Daniel em Alagoinhas, quando ainda éramos atravessados por uma juventude de olhos acesos e pelo desejo imenso de fazer teatro. Quando cheguei ao NATA – Núcleo Afrobrasileiro de Alagoinhas, grupo do qual fiz parte por dez anos, ele já estava lá: menino do interior com brilho nos olhos, como quem já compreendia, mesmo sem dizer, que sonhar também é uma forma de permanência. E talvez seja essa uma das grandes potências do interior: fazer com que o sonho ganhe espessura, crie raiz, atravesse encruzilhadas e encontre, com mais nitidez, sua conversa com Exu.
Daniel sempre foi um potencializador desse lugar. Em tantos processos que vivemos juntos, havia quase sempre um gesto inaugural dele: “vamos levar para Alagoinhas”. E esse impulso nunca foi apenas logístico; era ético, afetivo, político. Voltávamos com os espetáculos do NATA, depois com os trabalhos do Teatro da Queda e, mais recentemente, com as criações da DAN – Território de Criação. Seguimos criando sem perder de vista o lugar de onde saímos. Eu também sou do interior, e talvez por isso reconheça tão profundamente o valor desse gesto. Há cidades que não apenas nos veem nascer: elas moldam a escala dos nossos desejos, forjam nossa insistência, ensinam o tamanho da travessia. Quando um artista do interior sonha, não sonha sozinho; sonha com sua rua, sua vizinhança, suas ausências, seus espantos e seus modos de inventar futuro.
Na pesquisa que Daniel desenvolve para o projeto
Provocações do Vila, ele revisita justamente um dos acontecimentos que ajudaram a abrir esse horizonte: o projeto Teatro de Cabo a Rabo, experiência fundamental na história do Teatro Vila Velha e na formulação de um olhar expandido para a cultura do interior baiano. Quando me deparei com a proposta de Daniel ainda no processo de curadoria, reconheci imediatamente ali algo precioso: não se tratava apenas de rememorar um projeto importante, mas de produzir uma volta carregada de sentido. Como uma Sankofa, Daniel avança olhando para trás, não por nostalgia, mas porque sabe que a memória, quando bem convocada, é também ferramenta de futuro.
Seu texto revela isso com delicadeza e vigor. Ao retornar à chegada da caravana do Vila em Alagoinhas, à descoberta de outros artistas, à viagem para Salvador, à experiência de ver o interior ocupar a cena, Daniel recompõe não só uma lembrança pessoal, mas uma cartografia sensível de formação artística. O que ele recupera é o instante em que muitos artistas compreenderam que seu trabalho não era menor por nascer fora da capital. Ao contrário: carregava a força de uma experiência territorial própria, de uma linguagem atravessada por outros ritmos, outras urgências, outras formas de comunidade. Em sua escrita, o interior surge como campo de fabulação, pensamento e criação.
Durante essa provocação, nossa troca também se deu na sala de ensaio, porque em Daniel a pesquisa não se encerra na palavra. O corpo comparece como arquivo vivo. A cena reaparece como método. E foi desse encontro entre escrita, memória e presença que criamos Interiorada, um estudo performativo em que a palavra escrita ganha corpo e atravessa a cena.


Pensado inicialmente como um estudo para seu espetáculo Árcade, esse experimento já aponta outro caminho: uma espécie de desvio fértil, uma abertura para a reformulação da própria obra. Como se a pesquisa, ao tocar novamente o interior, fizesse emergir novas perguntas de linguagem, outras respirações cênicas, outras maneiras de organizar a memória em gesto, fala e presença.
Talvez uma das maiores contribuições dessa pesquisa seja justamente reafirmar que não se trata de pensar o interior a partir da autorização da capital. O que Daniel nos devolve é outra perspectiva: a de um estado em diálogo, onde múltiplas pesquisas cênicas se encontram sem hierarquia de origem. O interior não chega como apêndice, nem como promessa a ser validada, mas como produção que já existe, pensa, formula, sustenta e transforma. Sua escrita faz lembrar que projetos como Teatro de Cabo a Rabo foram importantes não porque concederam visibilidade a quem não a tinha, mas porque criaram condições para que diferentes territórios da Bahia se reconhecessem mutuamente em sua potência artística.
Acompanhar Daniel nesse retorno foi também reencontrar parte da minha própria história. E talvez por isso este texto carregue intimidade. Porque falar de sua pesquisa é falar de um artista com quem divido caminhos, sonhos e criações; de alguém que segue me lembrando, com sua insistência amorosa, que criar também é não esquecer de onde se veio. Em sua pesquisa, o interior não aparece como passado imóvel, mas como força que continua a nos empurrar. E Daniel, com sua escuta, sua memória e sua imaginação crítica, nos ajuda a compreender que algumas águas nunca deixam de correr dentro da gente.
provocações abertas


“teatro de cabo a rabo” na memória por daniel arcades



Era uma quinta-feira, 2 de dezembro de 2004, às duas da manhã e com uma máquina fotográfica analógica eu gastava uma das 24 poses do filme comprado para registrar Salvador e o Teatro Vila Velha. Eu arrumava a mala pela primeira vez para viajar com o propósito de apresentar uma peça de teatro na capital do meu estado, Salvador. Eu tinha 14 anos, saía de Alagoinhas pela primeira vez para viver a experiência de fazer teatro fora da minha cidade, e a sensação era a mesma de quem embarca para se apresentar na Broadway.
O palco que me esperava era o do Teatro Vila Velha, que se tornaria, desde aquele dia, uma referência essencial na minha trajetória. A mostra Teatro de Cabo a Rabo não apenas abriu as portas da cena soteropolitana para um jovem artista do interior, mas também estabeleceu uma rede de estímulos e encontros que reverbera até hoje. Toda a minha geração em Alagoinhas, marcada por essa ponte criada pelo Vila Velha, segue produzindo, atuando, escrevendo — e acredito que o mesmo se deu com tantas outras cidades que encontraram no Vila um espaço de acolhimento, troca e afirmação da arte feita no interior da Bahia.
É dessa experiência pessoal e coletiva que nasce este projeto de pesquisa. Pretendo investigar quais dramaturgias do interior chegaram à capital através do Teatro Vila Velha, especialmente nas edições da mostra Teatro de Cabo a Rabo e do projeto O que cabe neste palco, entre os anos 2000 e 2010. Quero compreender sobre o que se falava, quais narrativas eram mobilizadas, como essas dramaturgias dialogaram com Salvador e de que forma transformaram a cena teatral baiana.
A partir do Eixo 03 – Palavras, desejo compreender os textos e narrativas que foram apresentados
nesses espetáculos vindos do interior, e como eles dialogaram com a cena cultural de Salvador. Perguntas que orientam a pesquisa: Sobre o que se falava? Quais dramaturgias eram valorizadas e apresentadas? Como as vozes do interior ressoavam no espaço da capital?
A pesquisa se dará a partir do acervo do Centro de Documentação e Memória do Teatro Vila Velha, de entrevistas e da revisitação da minha própria trajetória, já que meu primeiro contato com o palco do Vila Velha foi neste episódio, quando participei, aos 14 anos, da mostra Teatro de Cabo a Rabo. Naquele mesmo período, lembro de como nove grupos do interior hospedados em um hostel no bairro da Graça teceram redes de convivência e colaboração que permanecem até hoje. Depois disso, as inúmeras participações em projetos como O que cabe neste palco e diálogos com grupos como O Teatro Popular de Ilhéus, NATA – Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas, Cia de Teatro de São Sebastião de Passé e diversos outros grupos que seguem em atividade. Esse gesto comunitário, somado à política do Vila de interiorizar a cena baiana, é a base desta investigação.
Como resultado, pretendo produzir:
• um relatório de pesquisa;
• um artigo acadêmico;
• uma reformulação especial do meu solo teatral “Árcade – Versos para Olhar o Tempo”, em versão reduzida e especial dedicada ao Teatro Vila Velha, mesclando memória pessoal e memória coletiva como ato performativo.

Outubro (início da pesquisa):
• Definição metodológica com orientadores nos encontros mensais. • Levantamento preliminar do acervo do Vila Velha (documentos, programas, cartazes, registros de espetáculos).
• Sistematização dos materiais ligados à mostra Teatro de Cabo a Rabo e ao projeto O que cabe neste palco.
• Participação no 1º encontro com artistaspesquisadores.
Novembro:
• Pesquisa detalhada no Centro de Documentação e Memória (acervo físico e digital).
• Início da reformulação do solo “Árcade – Versos para Olhar o Tempo”, incorporando os achados da pesquisa.
• Entrevistas com artistas que participaram desses projetos.
• Elaboração de primeiras análises e hipóteses críticas sobre dramaturgias do interior.
• Participação no 2º encontro de acompanhamento.
Dezembro:
• Redação parcial do relatório e organização do artigo acadêmico. • Apresentação pública e compartilhamento dos resultados junto a uma sessão especial do espetáculo “Árcade: versos para olhar o Tempo – edição especial Vila Velha”.
• Participação em atividade pública de troca com os demais pesquisadores. • 3º encontro com artistas-pesquisadores.
Janeiro:
• Revisão crítica do relatório e do artigo.
• Ensaios e experimentos artísticos para a versão especial do solo. • 4º encontro com artistaspesquisadores.
Fevereiro (encerramento):
• Finalização do relatório e do artigo.
A importância desta pesquisa começa pelo reconhecimento do Teatro Vila Velha como um espaço de difusão artística fundamental, um território simbólico de legitimação, encontro e experimentação. Quem pisa no palco do Vila Velha carrega a memória de gerações e se insere em uma tradição de luta, invenção e resistência. O modo de fazer teatro no Vila, atravessado por sua história de coletivos, grupos residentes e projetos de longo alcance, molda não só obras, mas também trajetórias inteiras de artistas e públicos.
Ao propor que uma das quatro pesquisas desta provocação aberta seja dedicada ao interior da Bahia , busca-se expandir o conceito da arte que se pretende investigar, valorizando as poéticas e narrativas dos artistas que atravessaram as estradas para encontrar no Vila Velha um espaço de escuta e reverberação. É um gesto de reafirmação da pluralidade e da diversidade da cena teatral baiana, e também um convite para a retomada de uma rede de diálogos que continua pulsando e que pode, através desta pesquisa, ganhar novos contornos.
O intercâmbio entre capital e interior sempre fortaleceu a cena. Quando os espetáculos do interior encontravam o palco do Vila, produziam não apenas encontros estéticos, mas também

profissionalização, circulação e legitimação de trajetórias. Este movimento foi potencializado durante a gestão de Marcio Meirelles, um dos diretores artísticos do Vila, que, à frente da Secretaria de Cultura do Estado, consolidou políticas de interiorização e de descentralização da arte, fazendo com que a cena baiana fosse reconhecida como um corpo vivo que extrapola os limites da capital.
Revisitar este histórico é também retomar uma relação pessoal e coletiva. É revisitar a memória de um jovem de 14 anos que, em 2004, descobriu no Vila Velha a força da cena como lugar de encontro e projeção, mas também é revisitar a memória de grupos, artistas e redes que, vindos do interior, se relacionaram com coletivos residentes do Vila, com técnicos, diretores, dramaturgos e espectadores, alimentando um diálogo constante e transformador.
Assim, esta pesquisa se justifica como um gesto de preservação e atualização da memória. Entender quais dramaturgias do interior chegaram à capital através do Teatro Vila Velha é também reforçar o papel do Vila como ponte entre territórios, como espaço de interiorização e de circulação de saberes, reafirmando sua importância não apenas para Salvador, mas para a Bahia e para o Brasil.

EDIÇÃO ESPECIAL DO ESPETÁCULO “ÁRCADE –VERSOS PARA OLHAR O TEMPO”
O espetáculo “Árcade – Versos para Olhar o Tempo” é um solo performativo criado e interpretado por Daniel Arcades , que coloca em cena o “sujeito árcade” , uma persona contemporânea marcada pelo desejo incessante de otimizar o cotidiano, ganhar tempo, acumular experiências e, assim, sentir-se mais vivo e valorizado. Misturando poesia, humor e reflexão, o espetáculo se debruça sobre a relação do artista com o tempo, sobre a vida moderna e sobre o modo como as identidades múltiplas e os desejos de praticidade atravessam nossa existência.
Descrito pelo Jornal Correio como uma obra que une profundidade e bom humor , “Árcade” já foi apresentado em temporadas curtas em espaços importantes da cena teatral de Salvador, como o T eatro Sesi Rio Vermelho e a Sala do Coro do TCA , conquistando público e crítica com sua proposta de performance poética.
Nesta pesquisa no Teatro Vila Velha, o espetáculo ganhará uma edição especial , ampliando sua proposta inicial e mutável. Algumas cenas do solo original serão apresentadas performaticamente junto a cenas inéditas , criadas especialmente para compartilhar os resultados do processo de investigação sobre as dramaturgias do interior que chegaram à capital através do Vila Velha. Assim, os depoimentos, arquivos e memórias que já atravessam a estrutura do espetáculo serão revisitados e reencenados, agora com foco na experiência da chegada dos artistas vindos do interior à cidade de Salvador, particularmente no contexto da Mostra Teatro de Cabo a Rabo
Essa edição especial se torna, portanto, uma ponte entre memória e criação contemporânea: um convite ao público para refletir não apenas sobre o tempo no plano existencial, mas também sobre os caminhos percorridos pelo teatro baiano, o trânsito
entre interior e capital e as redes que o Vila Velha ajudou a tecer ao longo das últimas décadas.
Por fim, pretendo que esta pesquisa seja uma revisitação das memórias de tantos e tantos artistas que passaram pelo Teatro Vila Velha, reconhecendo suas trajetórias individuais e coletivas, e também um esforço metodológico que articule dimensões quantitativas e qualitativas , para compreendermos de maneira efetiva a importância do Vila não apenas para Salvador, mas para toda a Bahia e para o Brasil.
Que este mergulho no arquivo seja também um gesto de travessia — entre passado e futuro, entre interior e capital — reafirmando o Teatro Vila Velha como um farol de memória e invenção, capaz de iluminar caminhos ainda por vir.
provocações abertas


“Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora, eu queria ser trapezista. Minha paixão era o trapézio, me atirar lá do alto na certeza de que alguém segurava minhas mãos, não me deixando cair. Era lindo mas eu morria de medo. Tinha medo de tudo quase, cinema, parque de diversão, de circo, ciganos, aquela gente encantada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo, do que não ficava para sempre. Era outra vez, outro circo, ciganos e patinadores. O circo chegou a cidade era uma tarde de sonhos e eu corri até lá. Os artistas, eles se preparavam nos bastidores para começar o espetáculo, e eu entrei no meio deles e falei que eu queria ser trapezista. Veio falar comigo uma moça do circo que era a domadora, era uma moça bonita, forte, era uma moçona mesmo. Ela me olhou, riu um pouco, disse que era muito difícil, mas que nada era impossível. Depois veio o palhaço Poli, veio o Topz, veio o Diverlangue que parecia um príncipe, o dono do circo, as crianças, o público. De repente apareceu uma luz lá no alto e todo mundo ficou olhando. A lona do circo tinha sumido e o que eu via era a estrela Dalva no céu aberto. Quando eu cansei de ficar olhando para o alto e fui olhar para as pessoas, só aí, eu vi que eu estava sozinha”.
Antônio Bivar


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Era uma caravana primaveril chegando em Alagoinhas, soubemos que naquele ano a trupe já tinha passado ou ia passar por Madre de Deus, Valença, Santo Amaro e São Francisco do Conde. “Vem aí a Caravana do Teatro Vila Velha. Não percam oficinas de teatro, música, dança, luz, projetos culturais e muito mais! O Vila chega a sua cidade com um mundo de oficina e o espetáculo “Oxente, Cordel de Novo! Pegue a sua inscrição no Centro de Cultura de Alagoinhas e não perca sua chance. O Teatro Vila Velha está na Bahia de Cabo a Rabo!”.
O ano era 2004, tudo ainda meio internet discada, as informações não circulavam com tamanha rapidez. O Orkut nascia em janeiro e o Facebook em fevereiro, poucas pessoas tinham disponibilidade para estar em tempo integral vendo e divulgando coisas por lá. O carro de som passava o dia inteiro pelas praças da cidade avisando da chegada do Teatro Vila Velha. Eu era um adolescente recém iniciado no teatro, estava desde 2002 em atividade, mas havia estreado nos palcos em julho de 2004 com a peça “Nas Entranhas do Amor”, do BAC – Bando de Artistas Cênicos, e direção de Luiz Antônio Sena Jr. Naquela época, era o único menor de idade do grupo e estava na oitava série já alimentando o sonho de fazer teatro. Motivo de estranhamento na casa com a família e na escola com os amigos adolescentes, fazer teatro morando no interior da Bahia parecia para eles, a princípio, uma nova brincadeira. Nas Entranhas do Amor estreou cobrando ingresso e ganhei meu primeiro cachê de rateio de bilheteria: 25 reais. E além disso, comecei a trabalhar no turno oposto da escola como animador de porta de loja, o que dava uns 30 reais por diária. A cidade de Alagoinhas começava a voltar a falar de teatro, assim como o Brasil também, visto que estávamos
há um ano com a felicidade de termos Gilberto Gil como Ministro da Cultura, e apresentando para cidades como a minha a possibilidade de pensar a cultura, fomentar as artes e entender que a contribuição para a imagem cultural do país dependia de todos os seus territórios, não apenas do eixo televisionado como fora até então.
Com os primeiros “cachês” de teatro comprei, em dez vezes, meu caixãozinho Nokia 2280 para poder ter um número de celular. Graças a tê-lo foi que concretizei aquilo que ouvi por alto num carro de som pela cidade. Recebi um sms do produtor local Roque Antônio: “É Marcio Meirelles, tem que fazer!”. E eu não sabia quem era Marcio Meirelles, tampouco sabia o que era o Teatro Vila Velha. Sei que saí da escola às 12h20 e fui a pé pegar minha ficha de inscrição. Eu e quase 300 pessoas da cidade que, provavelmente, não sabiam quem era Marcio Meirelles e nem o que era o Teatro Vila. Só que algo de encantado havia na cidade e mesmo sem saber, se sentia a grandiosidade daquilo. Algo de mágico passava por ali. Estava inscrito na oficina de teatro, eu e mais de 100 pessoas.



Setembro chegou e “o circo chegou a cidade”. A ansiedade era tamanha que os grupos do MSN tinham em várias descrições: “vou fazer oficina de dança amanhã”; “quem vai ver a peça de cordel?”; “finalmente uma atividade grande no Centro de Cultura”. Mesmo sem saber o real tamanho do que vinha, a cidade queria saber o que era o Teatro Vila Velha e seus orientadores das oficinas e, mais ainda, queriam ir ao teatro assistir ao Bando de Teatro Olodum pela primeira vez na cidade. Eu cheguei no teatro embasbacado com tanta gente no foyer, com tantas salas prestes a terem atividades paralelas e ainda uma peça de teatro no fim de tudo. É, foram mais de 100 inscritos só na oficina de teatro e estavam mais de 100 pessoas entre o palco e a plateia fazendo exercícios de improvisação teatral. Foi a minha primeira oficina com algum profissional de fora de Alagoinhas. Chica Carelli que cuidou - durante aquelas duas tardes - deste tanto de gente e conseguiu ainda criar uma cena com todo mundo para ser apresentada ao público que estava nas outras oficinas.
Além das cenas improvisadas, uma surpresa no último dia: os grupos de teatro da cidade apresentariam cenas de seus últimos trabalhos com o objetivo de ter a chance de ser selecionado para uma mostra que aconteceria em dezembro na capital. Quando a notícia se espalhou, grupos em atividade separaram suas cenas mais populares e outros grupos se formaram com o objetivo de apresentar um trabalho para ter a chance de tentar se apresentar sobre os palcos da capital. Foi um festival de teatro criado em três dias praticamente e para finalizar contamos com a presença do Bando de Teatro Olodum apresentando seu espetáculo “Oxente, cordel de novo?”, o público alagoinhense passou duas
cantando “mais fortes são os poderes do povo! UH! Mais fortes são os poderes do povo!”
Teve bando, teve Chica, tiveram os outros responsáveis pelas diversas oficinas, mas e o tal do Marcio que Roque tinha me dito quase como se fosse um despautério eu não saber de sua existência? Estava o tempo inteiro andando pelo espaço, mas só falou no final de tudo, quando recebemos a notícia de que em dezembro três grupos da cidade subiriam no palco do Teatro Vila Velha, em Salvador. Eram eles o grupo de teatro Nata, por apresentarem uma cena do espetáculo “Perfil” com texto de Ariano Suassuna e que, anos depois, descobrimos se tratar de uma transcrição do roteiro de Guel Arraes a partir da obra de Ariano Suassuna, o grupo Macabéicos, formado ali mesmo por universitários das diversas licenciaturas existentes na cidade para criar uma cena que futuramente se transformaria no espetáculo imersivo “Humanos Demais” e nós, o BAC – Bando de Artistas Cênicos, que apresentamos a cena inicial de “Nas Entranhas do Amor”, um recital de textos falando de amor. É, o Márcio deve ser importante, ele traz ótimas notícias.
A passagem do Vila na cidade nos encantou. Bastaram três dias para que eu passasse os outros três meses sonhando com a minha primeira viagem para a capital. Três dias intensos e três grupos enlouquecidos pelos próximos três meses em busca de apoio para o transporte das pessoas, dos cenários e dos figurinos. “Alagoinhas, Alagoinhas, somos a cidade que mais vai levar espetáculos para o Festival Teatro de Cabo a Rabo em Salvador. Eles vão dar hospedagem, comida, lugar pra apresentar, público e a gente só tem que chegar lá.” Foi pedido a todo mundo:
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vereador, empresa de ônibus, escolas, rádio, lojas, médicos e até empresários. Mas, assim como eu, quase ninguém da cidade sabia da existência de um teatro que não fosse o Teatro Castro Alves na cidade de Salvador, portanto, não valeria a pena colocar tanto dinheiro assim. Rateamos o microônibus para ir com nossos cenários, nossos figurinos e nossos grupos para Salvador - O BAC e o grupo NATA (Macabéicos conseguiram um apoio da universidade).


02 de dezembro de 2004. Eram duas da manhã e a ansiedade não permitia o sono. A mala arrumada. Os artistas que chegaram na cidade já tinham ido embora há três meses, chegava a hora de eu ser o artista que chegará na cidade. Eu só sei que entrei num micro-ônibus para chegar em Salvador e saber se o tal Teatro Vila Velha era tão importante mesmo.


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“Os artistas, eles se preparavam nos bastidores para começar o espetáculo, e eu entrei no meio deles e falei que eu queria ser trapezista.” – Esse texto é do Antônio Bivar, mas representa exatamente a sensação de entrar no Passeio público naquela quinta-feira do dia 02 de dezembro de 2004. Era a primeira vez de quase todos os artistas ali presentes em um teatro fora de sua cidade. E para um festival: A Mostra Teatro de Cabo a Rabo. Era a minha primeira vez não só em um teatro fora da minha cidade, como também minha primeira ida à capital da Bahia. Até então só tinha visitado quatro cidades na vida: Entre Rios, Rio Real, Aracaju e Aramari. E de repente, estava num teatro. Não em qualquer teatro.


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Um teatro em que o palco era um chão e a plateia podia se mover de diversas maneiras. Um teatro que tinha três andares que a gente podia fazer cena lá em cima. Um teatro que tinha um cabaré do lado de fora, um restaurante, um jardim enorme do lado de fora e um Palácio. A trupe que chegava de artistas se deparava com um espaço multiuso e infinitas possibilidades de utilizar o palco. Assisti a dois espetáculos neste dia naquele palco imenso: primeiro, um infantil da Cia de Teatro Novos Novos, Alices e Camaleões. Um trabalho cheio de crianças no elenco e que não parecia as mostras escolares que tanto víamos. Falavam de ditadura, de sonhos e de liberdade; Depois, a abertura do Festival com a presença de um dos grupos mais importantes do interior do estado – o Teatro Popular de Ilheús – com “A história engraçada e singela do Fuscão, o quase capão e o Cabo Eleitoral”. O espetáculo de Ilhéus daria o tom dos próximos dias para mostrar na capital o que interior produzia com sua verdade, seu fazer artístico e sua gana de manter-se de pé fazendo arte. Foi um dia memorável para todos os grupos que ali estavam. Seriam dias de chegadas e partidas de artistas de diversas cidades com inúmeras narrativas: alguns já com trânsito entre capital e interior, outros deslumbrados com tamanha novidade e alguns, entendendo aos poucos o funcionamento daquele espaço e daquelas pessoas.
Chegou o dia de Alagoinhas se apresentar no palco do Vila e ocuparíamos logo os dois. Enquanto o grupo Nata apresentava seu Perfil no Cabaré dos Novos, logo depois estávamos com Nas Entranhas do Amor no palco principal. Apesar de tanto falarmos das inúmeras possibilidades com a plateia deita de praticáveis móveis, utilizamos o modelo que tínhamos no palco da nossa cidade, o italiano – apesar de, várias vezes, esse modelo ter sido subvertido em nossa Alagoinhas.







Apresentamos a peça e vimos todas as outras. Conversamos sobre as sete peças produzidas no interior da Bahia e tanta coisa se falou com o olhar do interior: Falamos de amor, fizemos sorrir, críticas ao coronelismo, contextos Nietzschianos, corremos com o nego fugido e até a realidade do artista sertanejo foi assunto de nossa edição naquele festival. Era o terceiro ano daquele projeto e o primeiro ano de teatro da minha vida. Além da magia de dialogar com o público, dialogar com outros espetáculos e de imersão desde a hospedagem de todos os artistas em um hostel, o objetivo de pensar o interior junto com os artistas interioranos e com eles em trânsito, circulação e intercâmbio traz ao projeto Teatro de Cabo a Rabo uma importância surreal na memória de tantos artistas. Naquele ano de 2004, uma carta endereçada ao governo do Estado da Bahia, pedia políticas públicas para o interior e trazia demandas expressivas que até hoje merecem atenção. Peço um pouco de atenção para o conteúdo do documento encontrado no acervo do Teatro Vila Velha durante esse processo reflexivo:


MOVAI – Movimento de Valorização do Artista do Interior
Em reunião no Teatro Vila Velha no dia cinco de dezembro de 2004 os Grupos Teatrais do Interior que participaram da mostra do Projeto Teatro de Cabo a Rabo III, aderiram ao MOVAI - Movimento de Valorização do Artista do Interior, que tem por objetivo criar um espaço de discussão e valorização dos artistas interioranos nas suas cidades, através de políticas culturais públicas, intervenções artísticas, pesquisas de opinião sobre a relevância e importância da cultura, da arte e dos artistas interioranos para as suas cidades. Redefinir o papel da cultura e arte em cada município. Exigir prioridade para quem realmente produz na sua região, através de políticas culturais claras e projetos consistentes de qualificação, profissional nas áreas artísticas, editais e prêmios de incentivo à produção destinados a todos de maneira ética, justa e digna.
Decidiu-se fazer uma carta documento contendo algumas propostas de ações a serem realizadas pelos responsáveis pelas políticas culturais das três esferas do poder: municipal, estadual e federal:
▪ Criação de Centros Culturais equipados ou revitalização dos já existentes, em cada cidade, para a utilização dos artistas locais;
▪ Criação de um Censo Cultural que registre os artistas que estão trabalhando efetivamente em cada região;
▪ Criação de leis municipais de incentivo à cultura nos municípios onde ainda não existem e efetiva aplicação da lei onde já existe;
▪ Fortalecimento dos órgãos de cultura municipais, com autonomia financeira, para o
desenvolvimento de políticas públicas claras de apoio à produção local;
▪ Criação de Fundos Municipais de Investimento para a produção e manutenção dos grupos artísticos locais;
▪ Inclusão dos artistas locais no calendário anual de festas e eventos culturais de suas respectivas cidades;
▪ Criação de sistemas de divulgação dos grupos e artistas interioranos através de:
Calendários de atividades artísticas em cada município;
Criação de portais eletrônicos ou sites de divulgação dos artistas e produção cultural de cada cidade;
Efetivação das Assessorias de Comunicação existente nas próprias Prefeituras locais para Assessorias Artísticas e Culturais de cada cidade;
▪ Regionalização e ampliação dos recursos e Projetos mantidos pela FUNCEB como: Projeto Circulador Cultural, População Cultural, Salões de Artes Plásticas, Edital de Auxílio à Montagem para Teatro e Dança no interior baiano;
▪ Que a avaliação dos projetos em editais para a circulação de grupos pelo interior leve em conta a qualidade das propostas de intercâmbio com os artistas locais com o mesmo rigor e critério com que avalia a qualidade do espetáculo.
▪ Que os projetos que levam artistas e grupos do interior para outras cidades, especialmente capitais, promovam e facilitem o contato e o intercâmbio com os artistas e grupos locais;
▪ Intensificação da participação de grupos e produções do interior no Projeto Circulador Cultural;
▪ Circulação pelas cidades do interior baiano dos espetáculos e trabalhos dos grupos interioranos, através do Projeto Circulador Cultural da

FUNCEB ou de outros Projetos a serem criados, contemplando os artistas interioranos;
▪ Criação de uma rede de intercâmbio entre os artistas do interior com o próprio interior e com os artistas da capital;
▪ Estruturação física e profissional dos Centros de Cultura mantidos pela Fundação Cultural nas cidades do interior baiano;
▪ Criação nos Centros de Cultura, mantidos pela FUNCEB no interior do Estado, de espaços e Projetos de trabalho para os artistas locais, inclusive, menores taxas nas pautas de aluguel das salas e dos próprios teatros para a classe artística local;
▪ Participação dos artistas locais na indicação dos Coordenadores dos Centros de Cultura nas suas Cidades evitando indicações políticas e fora da área de atuação cultural e artística de cada cidade;
▪ Priorizar no calendário e Programação dos Centros de Cultura de cada cidade atividades culturais e artísticas, ao invés de eventos de outras naturezas, que acabam por descaracterizar o propósito nos Centros de Cultura em cada cidade;
▪ Valorizar os artistas interioranos locais através de um atendimento digno nos Centros de Cultura locais, nos Projetos da FUNCEB, evitando comparações arbitrárias, desiguais e preconceituosas;
▪ Inclusão dos artistas do interior em editais que visem o incentivo à produção artística do interior;
▪ Qualificação do artista do interior através de Projetos de Profissionalização Artística e Cultural em várias áreas, que tenham continuidade através de resultados práticos e assistidos pelos profissionais ministrantes;
▪ Qualificação dos profissionais dos órgãos de cultura das cidades do interior;
▪ Criação de Festivais Intermunicipais de Artes
Cênicas no interior baiano;
▪ Criação de políticas públicas que reconheçam e valorizem os grupos e artistas amadores e as suas realizações, incluindo-os em editais que visem o incentivo à produção artística no interior. Assim, encaminhamos as propostas deste documento aprovadas, pelos representantes de cada grupo presente, para apreciação e tomada de providência, aos órgãos competentes e interessados.
Grupo Caçula de Teatro – Vitória da Conquista
Teatro Popular de Ilhéus
Grupo de Teatro Nata – Alagoinhas
Grupo de Teatro e Dança BAC – Alagoinhas
Grupo de Teatro Macabéicos – Alagoinhas
Bando de Teatro Municipal de Santo Antônio de Jesus
Cia Teatral Mont’Arte – São Francisco do Conde”
provocações abertas



Depois da experiência nesta primeira semana de dezembro de 2004, a relação com o teatro e seu fazer nunca mais foi a mesma. Há um desejo de estar em trânsito, de crescer, expandir na metrópole e transitar entre nosso chão e terras estrangeiras para assim, fazer a arte acontecer como deve ser: questionando padrões, provocando identificação e dando a possibilidade da formulação do pensamento crítico além do bel-prazer estético aos olhos do público.
provocações abertas


Se lá em 2004 a chegada daqueles artistas em Alagoinhas parecia um acontecimento extraordinário, quase como o circo que desmonta e segue viagem, hoje eu entendo que aquilo não foi uma passagem. Foi uma abertura. Uma fresta por onde muita coisa passou e, principalmente, por onde muita gente saiu.
Tão importante quanto a chegada do Teatro Vila Velha nas cidades foi a nossa ida. Foi entender, na prática, o que Antônio Bivar já insinuava: o desejo de estar entre aqueles artistas, de atravessar o bastidor, de sair do lugar de quem assiste para o de quem faz. E, mais do que isso, de quem circula.
A Mostra de Teatro de Cabo a Rabo aconteceu ali, nos primeiros anos dos anos 2000 (2002, 2003, 2004, 2005) e depois, como tantas coisas no Brasil, sofreu um intervalo. Mas o que me atravessa agora é perceber que ela não acabou e retorna quase vinte anos depois, em um dos momentos mais duros da nossa história recente, durante a pandemia, quando o encontro parecia impossível. E ainda assim, o encontro aconteceu.
O retorno do projeto Teatro de Cabo a Rabo, já no contexto da pandemia, não aconteceu de forma tímida. Entre 2021 e 2022, no ambiente virtual do Teatro Vila Velha, foram realizados 23 espetáculos, reunindo artistas de diferentes linguagens e territórios da Bahia. Na primeira edição online, em 2021, foram 12 trabalhos cênicos, enquanto em 2022 a mostra contou com 11 espetáculos, além de outras ações formativas e de memória que ampliaram ainda mais o alcance do projeto. O que mais me chama atenção, olhando para esses números, é que há um equilíbrio real entre capital e interior: cidades como Ibotirama, Rio de Contas, Juazeiro, Ilhéus e o Vale do Capão estiveram lado a
lado com Salvador, compondo uma programação onde o interior aparece como parte estruturante da cena.
Se a gente pensa em gente, esse movimento se torna ainda mais potente. Considerando uma média de elencos e equipes, mais de 100 artistas estiveram envolvidos nas duas edições, sendo pelo menos cerca de 50 deles vindos do interior do estado. E isso tudo em um momento em que o encontro presencial era impossível. Ainda assim, o projeto insistiu no trânsito, mesmo que simbólico, e manteve viva uma rede que começou a se desenhar lá atrás. O que antes era a chegada de uma caravana em uma cidade, agora se reinventava como presença virtual, mas sem perder o princípio: criar circulação, provocar encontros e afirmar que o teatro do interior não só existe, como sustenta, junto, a continuidade dessa história.
O retorno do projeto ao formato presencial, dois anos depois, acontece em deslocamento e talvez por isso mesmo reafirme com ainda mais força o seu sentido. Com o Teatro Vila Velha em reforma, o Vila ocupa a cidade e encontra no Museu de Arte da Bahia um território provisório que se torna, rapidamente, espaço de encontro, circulação e permanência. Em 2025, na abertura com Borépeteĩ Uno, do Teatro Popular de Ilhéus, o que se instaura como programação é o lindo gesto de seguir, apesar das mudanças de casa. Ao longo de poucos dias, o MAB recebe espetáculos, oficinas, mesas e ações de memória, reunindo grupos de Ilhéus, Chapada Diamantina e outros territórios, mantendo viva a lógica que sustenta o projeto desde o início: o interior como centro ativo da criação. São apresentações, debates e processos compartilhados que, mais uma vez, colocam lado a lado diferentes modos de fazer teatro, sem hierarquia de origem.

Em 2026, esse movimento se expande e se consolida. Com oito apresentações distribuídas em uma programação que atravessa diferentes linguagens e cidades. De Vitória da Conquista a Porto Seguro, passando por Lauro de Freitas e Ilhéus. O projeto reafirma sua vocação de rede. Espetáculos como PARIRÉ, Metamorfose, Um Corpo de Palavras e O Catador de Histórias ocupam o MAB com sessões pagas e acessíveis, ampliando também as formas de relação com o público. Se em 2025 o retorno presencial marca uma retomada, em 2026 o que se vê é continuidade com maturidade: o Vila fora de si, espalhado pela cidade, mas ainda fiel ao seu princípio fundamental criar encontros, sustentar deslocamentos e afirmar que o teatro feito nos muitos interiores da Bahia não só chega, como permanece e transforma os espaços por onde passa.
Isso diz muito sobre o que sempre foi esse projeto. Nunca foi só sobre apresentar espetáculos. Sempre foi sobre criar deslocamento. Sobre fazer com que artistas do interior se vissem em trânsito físico, simbólico e político. E talvez por isso o retorno da mostra tenha um caráter de uma reafirmação: a de que o interior nunca deixou de produzir, nunca deixou de pensar, nunca deixou de existir artisticamente.
Hoje, quando olho ao redor, vejo que aquele movimento germinou de muitas formas. O interior da Bahia tem fortes representantes do cenário teatral e ainda se provoca esteticamente, mesmo depois de um desmonte tão forte de nossa arte por conta de pensamentos ultraconservadores. Existem aqueles artistas que pararam com o desejo de se profissionalizarem neste caminho, pois viram como a caminhada é longa. Já há aqueles que se dedicaram à academia, ao ensaio, ao
processo. Há intercâmbios entre municípios que antes sequer se olhavam. Há artistas circulando e permanecendo. Há uma produção que não pede mais licença para existir.
E isso também começa a aparecer nas estruturas de reconhecimento. A criação de uma categoria voltada para espetáculos do interior no Prêmio Bahia Aplaude não surge do nada: ela responde a uma produção que se impôs, que se sustentou ao longo dos anos, muitas vezes sem as condições ideais, mas com uma urgência que não cabia mais no silêncio.
Eu não consigo olhar para esse cenário sem voltar para aquele dezembro de 2004. Porque, para mim e para muitos artistas que estavam ali, aquele festival foi um divisor de águas. Foi a primeira vez que entendi que o teatro que a gente fazia na nossa cidade não era menor. Que nossas histórias tinham valor. Que existia um mundo possível para além dos limites que a gente conhecia. No meu caso, esse atravessamento segue reverberando. Hoje, depois de tantos anos, com trabalhos realizados junto ao Teatro Vila Velha, eu consigo reconhecer com mais clareza o tamanho daquele gesto inicial. Não foi só uma oficina, não foi só uma viagem, não foi só um festival. Foi uma convocação. E hoje também já sei quem é Marcio Meirelles, o Teatro Vila Velha e o Bando de Teatro Olodum. Provavelmente se a trupe de artistas decidir passar por Alagoinhas mais uma vez, serei eu que vou enviar mensagens dizendo: É o Vila, é Marcio Meirelles, é o Bando, tem de ir!
Uma convocação para permanecer. E, ao mesmo tempo, para circular. Porque uma das coisas mais bonitas que eu tenho visto nesses últimos anos é justamente esse movimento de ida e

volta. Artistas que saem do interior, passam pela capital, circulam por outros estados e, em algum momento, retornam. Ou permanecem em trânsito, mas sem romper com suas origens. Isso muda tudo. Porque já não se trata de sair para “vencer”, mas de sair para trocar e, quando possível, voltar para transformar.
E, se hoje esse fluxo existe com mais força, eu não tenho dúvida de que o Teatro Vila Velha tem uma responsabilidade enorme nisso. Não como um centro que legitima, mas como um espaço que, desde cedo, entendeu que era preciso descentralizar, escutar, provocar encontros e criar condições para que o interior também se visse como centro.
Talvez seja isso que mais tenha mudado de lá para cá: a ideia de centro. Porque, no fim das contas, o que aquele projeto fez e continua fazendo é deslocar o olhar. E, quando o olhar se desloca, o mapa também muda.

provocações abertas

Voltar a esse percurso é, de alguma forma, voltar para aquele menino que queria ser trapezista. A imagem que Antônio Bivar traz lá no início nunca deixou de me acompanhar. Esse desejo de se lançar, de confiar que alguém vai segurar, de enfrentar o medo do que não permanece.
Fazer teatro no interior sempre teve um pouco disso.
Um salto no escuro.
Mas hoje eu entendo que, se a gente não caiu, é porque nunca esteve sozinho.
Ao longo desses anos, o que se construiu com muita dificuldade, com muitas interrupções, com muitas reinvenções, foi uma rede. Uma rede de artistas, de grupos, de afetos, de espaços e de projetos que, de alguma forma, sustentam esse voo.
O Teatro de Cabo a Rabo é parte fundamental dessa história. Não apenas pelo que realizou naquele momento inicial, mas pelo que ajudou a instaurar como possibilidade. Um modo de fazer que não separa capital e interior como opostos, mas que entende esses territórios em relação, em trânsito constante.
Hoje, quando olho para o teatro que se faz na Bahia, eu vejo esse trânsito acontecendo. Vejo o interior ocupando espaços, sendo reconhecido, criando suas próprias estruturas, tensionando as políticas existentes e inventando outras. Vejo artistas que, como eu, foram atravessados por experiências como aquela de 2004 e que seguem, de diferentes formas, dando continuidade a esse movimento.
E, ao mesmo tempo, ainda vejo desafios. Ainda vejo a necessidade de políticas públicas consistentes, de investimentos contínuos, de reconhecimento que vá além do simbólico. Ainda vejo artistas cansados, como eu reencontrei recentemente, mas que seguem. Porque há algo que insiste.
E talvez esse algo seja justamente a memória.
Essa memória que não é só lembrança, mas motor.


O RETORNO DO PROJETO 16 ANOS DEPOIS NO VILA VIRTUAL(PERÍODO DE PANDEMIA)
Fonte: Programação do Teatro Vila Velha (2021-2026)
Ano 5 - 2021 (Palco Virtual)
I Mostra Teatro de Cabo a Rabo Online
Transmissão pelo YouTube do Teatro Vila Velha (www.youtube. com/@teatrovilavelha)
Live de Lançamento
Período: 26 de setembro de 2021
Horário: 18h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
As Pelejas de Zezim Siriema e Baltazar na Feira
(Espetáculo de abertura)
Equipe de criação
Grupo: Teatro Mistura
Cidade: Ibotirama - Território Velho Chico-BA
Linguagem: teatro de bonecos / cordel
Dramaturgia: inspirada na tradição da literatura de cordel
Elenco: Zezin Siriema e Baltazar
Equipe de produção
Produção geral: grupo Teatro Mistura
Período: 26 de setembro de 2021
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
História de Axé
Equipe de criação
Grupo: Terreiro de Asé Terra de Caboclo
Cidade: Rio de Contas-BA
Linguagem: leitura infantil
Equipe de produção
Produção geral: grupo Terreiro de Asé Terra de Caboclo
Período: 02 de outubro de 2021
Horário: 17h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Dia da Mentira
Equipe de criação
Grupo: Companhia de Circo Pétalas ao Vento

Cidade: Salvador-BA
Linguagem: circo
Equipe de produção
Produção geral: Companhia de Circo Pétalas ao Vento
Período: 03 de outubro de 2021
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Zaizá e a História do Tear
Equipe de criação
Grupo: Vira Toco
Cidade: Rio de Contas-BA
Linguagem: teatro de bonecos
Equipe de produção
Produção geral: grupo Vira Toco
Período: 09 de outubro de 2021
Horário: 17h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Músicas Para Amar Demais
Equipe de criação
Grupo: Pipa Produções
Cidade: Juazeiro-BA
Linguagem: musical
Equipe de produção
Produção geral: Pipa Produções
Período: 10 de outubro de 2021
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Toada Crianceira
Equipe de criação
Grupo: Canastra Real
Cidade: Salvador-BA
Linguagem: espetáculo musical infantil
Equipe de produção
Produção geral: grupo Canastra Real
Período: 16 de outubro de 2021
Horário: 17h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Gota D’Água
Equipe de criação
Grupo: Cia. Baiana de Teatro Brasileiro
Cidade: Salvador-BA
Linguagem: teatro
Autor(a) do texto: obra de Chico Buarque e Paulo Pontes, (1975).
Dramaturgia: Vinícius Lírio
Adaptação: Vinícius Lírio
Direção: Vinícius Lírio
Codireção: Augusto Nascimento
Elenco: Augusto Nascimento (Jasão) e Evana Jeyssan (Joana).
Cenografia: Renata Mota
Figurino: Rino Carvalho
Iluminação: Larissa Lacerda
Sonoplastia / Trilha sonora: Luciano Salvador Bahia
Preparação corporal / Direção de movimentos: Mônica Santana
Preparação vocal: Marcelo Jardim
Equipe de produção
Produção geral: Capricórnio Produções
Período: 17 de outubro de 2021
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Premiações
Indicações: 13 indicações ao Prêmio Cenym e 4 indicações ao braskem
Prêmios: categoria de melhor atriz - Evana Jeyssan (Joana) no 21º
Prêmio Cenym de Teatro Nacional e no 28º Prêmio Braskem de Teatro.
Revoada
Equipe de criação
Grupo: Coletivo Trippé
Cidade: Juazeiro-BA
Linguagem: dança
Equipe de produção
Produção geral: Coletivo Trippé
Período: 24 de outubro de 2021
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Jonas: Dentro do Grande Peixe
Equipe de criação
Grupo: Coletivo Duo
Cidade: Salvador-BA
Linguagem: teatro e audiovisual / solo
Autor(a) do texto: Denisson Palumbo
Dramaturgia / Adaptação: Denisson Palumbo
Direção: Rino Carvalho
Elenco: Saulus Castro
Equipe de produção

Produção geral: Coletivo Duo
Período: 31 de outubro de 2021
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
O Alento Mesmo
Equipe de criação
Grupo: CircoLaSom
Cidade: Vale do Capão-BA
Linguagem: circo-teatro
Idealização: Pusa Plnaud
Direção: Viviane Souto Maior
Elenco: Pusa Plnaud
Sonoplastia / Trilha sonora: Ari Vinicius Pessoa da Costa
Equipe de produção
Produção geral: grupo CircoLaSom
Período: 07 de novembro de 2021
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
ASAS
Equipe de criação
Grupo: O Coletivo 7
Cidade: Ilhéus-BA
Linguagem: performance experimental / ação cênica
Direção: construção colaborativa a partir do projeto de pesquisa
- “Processos Não-Formais de Aprendizado” realizado por Taynah Melo e colaboração de Valdinéia Guerra, Yuri Antony, Natália Santos, Tainá Guerra, Mariana Andrade, Raromine Lopes e Milena Correia.
Equipe de produção
Produção geral: O Coletivo 7
Período: 09 de novembro de 2021 (domingo)
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Projeto Memória do Teatro da Bahia
Equipe de criação
Grupo: Vixe Companhia de Teatro
Cidade: Salvador-BA
Linguagem: roda de conversa
Facilitador: João Guisande
Equipe de produção
Produção geral: Vixe Companhia de Teatro
Produção executiva: Fernanda Beltrão
Período: 16 de novembro de 2021 (terça-feira)
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Projeto Memória do Teatro da Bahia
Quem Somos Nós?
Equipe de criação
Grupo: Vixe Companhia de Teatro
Cidade: Salvador-BA
Linguagem: leitura dramática
Autor(a) do texto: João Guisande
Dramaturgia / Adaptação: João Guisande
Direção: João Guisande
Elenco: Bárbara Laís, Fernanda Beltrão, Fernando Antônio, Iana
Nascimento e Marcos Lopes.
Equipe de produção
Produção geral: Vixe Companhia de Teatro
Produção executiva: Fernanda Beltrão
Período: 18 de novembro de 2021
Horário:19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Projeto Memória do Teatro da Bahia
Websérie Memória do Teatro da Bahia em Docudrama
Equipe de criação
Grupo: Vixe Companhia de Teatro
Cidade: Salvador-BA
Linguagem: documentário-teatro
Roteiro: João Guisande e Sandro Souza
Direção: João Guisande, Ronei Jorge
Assistente de direção: Sandro Souza
Elenco: Bárbara Laís, Fernanda Beltrão, Fernando Antônio, Iana
Nascimento e Marcos Lopes.
Direção de fotografia: Rana Tosto
Equipe de produção
Produção geral: Vixe Companhia de Teatro
Produção executiva: Fernanda Beltrão
Período: 25/11/21 a 23/12/21 (toda quinta-feira)
Episódios: 1° 25/11/21 (merda); 2° 02/12/21 (dias felizes); 3° 09/12/21 (s’tamos em pleno mar); 4 º 16/12/21 (a cor da noite) 5° 23/12/21 (cena em jogo).
Horário: 19h
Duração: 10 minutos cada episódio
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 05

Equipe do Vila Velha na I Mostra Teatro de Cabo a Rabo Online
Núcleo de Transmissão do Teatro Vila Velha: Meniky Marla
Núcleo de Comunicação do Teatro Vila Velha: Jordan Dafne (coordenação), Ramon Gonçalves (direção de arte), Thais Calmon (redação e assessoria), Douglas Rangelly (gestão de mídias sociais).
Produção – Núcleo de Programação do Teatro Vila Velha: Marcio Meirelles, Meniky Marla e Iara Colina.
Apoio institucional
Realização: Teatro Vila Velha
Apoio financeiro: Fundo de Cultura / Governo do Estado da Bahia / Secretaria de Cultura / Secretaria da Fazenda
Edital: Política Nacional Aldir Blanc (PNAB)
Ano 6 - 2022 (Palco Virtual)
II Mostra Teatro de Cabo a Rabo Online
Transmissão pelo YouTube do Teatro Vila Velha (www.youtube. com/@teatrovilavelha)
As Pelejas de Zezim Siriema e Baltazar na Feira (Espetáculo de abertura)
Equipe de criação
Grupo: Teatro Mistura
Cidade: Ibotirama - Território Velho Chico-BA
Linguagem: teatro de bonecos / cordel
Dramaturgia / Adaptação: inspirada na tradição da literatura de cordel
Elenco: Zezin Siriema e Baltazar
Equipe de produção
Produção geral: grupo Teatro Mistura
Local: Teatro Vila Velha (YouTube)
Período: 10 a 23 de outubro de 2022
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
ASAS
Equipe de criação
Grupo: O Coletivo 7
Cidade: Ilhéus-BA
Linguagem: performance experimental / ação cênica
Direção: construção colaborativa a partir do projeto de pesquisa
- “Processos Não-Formais de Aprendizado” realizado por Taynah
Melo e colaboração de Valdinéia Guerra, Yuri Antony, Natália
Santos, Tainá Guerra, Mariana Andrade, Raromine Lopes e Milena Correia.
Equipe de produção
Produção geral: O Coletivo 7
Local: Teatro Vila Velha (YouTube)
Período: 10 a 23 de outubro de 2022
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
IntimIDADES
Onde / Quando / Quantitativo
Local: Teatro Vila Velha (YouTube)
Período: 10 a 23 de outubro de 2022
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Músicas Para Amar Demais
Equipe de criação
Grupo: Pipa Produções
Cidade: Juazeiro-BA
Linguagem: musical
Equipe de produção
Produção geral: Pipa Produções
Período: 10 de outubro de 2021
Horário: não encontrada
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Toada Crianceira
Equipe de criação
Grupo: Canastra Real
Cidade: Salvador-BA
Linguagem: espetáculo musical infantil
Equipe de produção
Produção geral: grupo Canastra Real
Período: 10 a 23 de outubro de 2022
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Revoada
Equipe de criação
Grupo: Coletivo Trippé
Cidade: Juazeiro-BA
Linguagem: dança
Equipe de produção
Produção geral: Coletivo Trippé

Período: 10 a 23 de outubro de 2022
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Dia da Mentira
Equipe de criação
Grupo: Companhia de Circo Pétalas ao Vento
Cidade: Salvador-BA
Linguagem: circo
Equipe de produção
Produção geral: Companhia de Circo Pétalas ao Vento
Período: 10 a 23 de outubro de 2022
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Toada Crianceira: cancioneiro brincante da infância
Equipe de criação
Grupo: Canastra Real
Cidade: Salvador-BA
Linguagem: espetáculo musical infantil
Equipe de produção
Produção geral: grupo Canastra Real
Período: 10 a 23 de outubro de 2022
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Projeto Memória do Teatro da Bahia
Quem Somos Nós?
Equipe de criação
Grupo: Vixe Companhia de Teatro
Cidade: Salvador-BA
Linguagem: leitura dramática
Autor(a) do texto: João Guisande
Dramaturgia / Adaptação: João Guisande
Direção: João Guisande
Elenco: Bárbara Laís, Fernanda Beltrão, Fernando Antônio, Iana
Nascimento e Marcos Lopes.
Equipe de produção
Produção geral: Vixe Companhia de Teatro
Produção executiva: Fernanda Beltrão
Período: 10 a 23 de outubro de 2022
Horário:19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01

Projeto Memória do Teatro da Bahia
Websérie Memória do Teatro da Bahia em Docudrama
Equipe de criação
Grupo: Vixe Companhia de Teatro
Cidade: Salvador-BA
Linguagem: documentário-teatro
Roteiro: João Guisande e Sandro Souza
Direção: João Guisande, Ronei Jorge
Assistente de direção: Sandro Souza
Elenco: Bárbara Laís, Fernanda Beltrão, Fernando Antônio, Iana
Nascimento e Marcos Lopes.
Direção de fotografia: Rana Tosto
Equipe de produção
Produção geral: Vixe Companhia de Teatro
Produção executiva: Fernanda Beltrão
Período: 10 a 23 de outubro de 2022
Episódios: 1° (merda); 2° (dias felizes); 3° (s’tamos em pleno mar);
4º (a cor da noite) 5° (cena em jogo).
Horário: 19h
Duração: 10 minutos cada episódio
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 05
O Alento Mesmo
Equipe de criação
Grupo: CircoLaSom
Cidade: Vale do Capão-BA
Linguagem: circo-teatro
Idealização: Pusa Plnaud
Direção: Viviane Souto Maior
Elenco: Pusa Plnaud
Sonoplastia / Trilha sonora: Ari Vinicius Pessoa da Costa
Equipe de produção
Produção geral: grupo CircoLaSom
Período: 10 a 23 de outubro de 2022
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Zaizá e A História do Tear
Equipe de criação
Grupo: Vira Toco
Cidade: Rio de Contas-BA
Linguagem: teatro de bonecos
Equipe de produção
Produção geral: grupo Vira Toco
Período: 10 a 23 de outubro de 2022
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito (público poderia contribuir com pix)
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 01
Equipe do Vila Velha na II Mostra Teatro de Cabo a Rabo Online
Comunicação / Difusão
Coordenação de comunicação: equipe Teatro Vila Velha
Assessoria de imprensa: equipe Teatro Vila Velha
Design gráfico: equipe Teatro Vila Velha
Fotografia: equipe Teatro Vila Velha
Registro audiovisual: equipe Teatro Vila Velha
Apoio institucional
Realização: Teatro Vila Velha
Apoio financeiro: Fundo de Cultura / Governo do Estado da Bahia / Secretaria de Cultura / Secretaria da Fazenda
Edital: Política Nacional Aldir Blanc (PNAB)
Onde / Quando / Quantitativo
Local: Teatro Vila Velha (YouTube)
O RETORNO DO PROJETO 2 ANOS DEPOIS NO VILA OCUPA A CIDADE
(PERÍODO DO TEATRO EM REFORMA)
Ano 7 - 2025
Local: Auditório do Museu de Arte da Bahia (MAB)
Borépeteĩ Uno (Espetáculo de abertura)
Equipe de criação
Grupo: Teatro Popular de Ilhéus
Cidade: Ilhéus-BA
Linguagem: teatro
Autor(a) do texto: Romualdo Lisboa
Dramaturgia: Romualdo Lisboa
Adaptação: Romualdo Lisboa
Consultoria dramatúrgica: Casé Angatu
Tradução para a língua Tupinambá: Consuelo Costa e Katu Tupinambá
Estudo da língua Tupinambá: Katu Tupinambá
Direção: Romualdo Lisboa, Luís Alonso-Aude
Elenco: Tânia Barbosa, Elane Nascimento, Aldenor Garcia, Pablo Lisboa, Guilherme Pessoa.
Cenografia e dispositivos cênicos: Shicó do Mamulengo
Pintura de faixas: Rildo Foge
Figurino e adereços: Shicó do Mamulengo
Assistente de adereços: Aldenor Garcia e Romualdo Lisboa
Costura: Deko Mutalambô, Isa Lima e Tânia Barbosa
Iluminação, concepção, montagem e operação: Ely Izidro
Direção musical / Letras : Romualdo Lisboa
Sonoplastia / Trilha sonora / Composições: Pablo Lisboa
Som direto: Pablo Lisboa
Mixagem e masterização: Pablo Lisboa
Trilha sonora gravada no estúdio do curso de comunicação social da UESC, gerência: Emiron Gouveia
Preparação vocal: Antônio Melo
Participação vocal: música “na linha do horizonte” - Pytuna
Preparação corporal / Direção de movimentos: Luís Alonso-Aude
Participação em vídeo: Katu Tupinambá, Cacique Ramon, Nádia
Akauã e Pytuna
vozes Îagwara, ancião da Aldeia Tupã, Katu Tupinambá e Casé
Angatu
Equipe técnica
Técnico atuador: Ely Izidro
Captação de imagens: Carlos Ortlad
Operação de som e efeitos sonoros: Pablo Lisboa e Ely Izidro
Vídeo: Mailton Figueiredo e Eli Arruda
Edição, montagem e finalização: Carlos Ortlad
Projeção audiovisual: Praça Produções Culturais
Dispositivo de projeção audiovisual: Shicó do Mamulengo
Operação de projeção: Ely Izidro e Pablo Lisboa

Equipe de produção
Produção geral: Teatro Popular de Ilhéus
Produção executiva: Romualdo Lisboa
Assistência de produção: Marcos Henrique, Romualdo Lisboa e Aldenor Garcia
Comunicação / Difusão
Assessoria de imprensa: Antônio Vicente
Fotografia: Erick Lawrence e Carlos Ortlad
Tratamento de fotografias: Yunan Lobo
Período: 22 de outubro de 2025
Horário: 19h
Valor do ingresso: gratuito
Quantidade de apresentações: 01
Pré-lançamento de livros comemorativos dos 30 anos do Teatro
Popular de Ilhéus
Equipe de criação
Grupo: Teatro Popular de Ilhéus
Cidade: Ilhéus-BA
Linguagem: evento
Facilitador: Romualdo Lisboa
Equipe técnica
Período: 22 de outubro de 2025
Horário: 20h
Valor do ingresso: gratuito
Classificação indicativa: livre
Desmontando Borépeteī Uno
Equipe de criação
Grupo: Teatro Popular de Ilhéus
Cidade: Ilhéus-BA
Linguagem: oficina
Coordenação: Romualdo Lisboa
Atrizes e atores facilitadores: Tânia Barbosa, Aldenor Garcia, Elane
Nascimento, Guilherme Pessoa, Ely Izidro, Pablo Lisboa.
Preparação corporal / Direção de movimentos: Aldenor Garcia
Preparação vocal: Pablo Lisboa
Período: 23 de outubro de 2025
Horário: 09 às 13h
Valor do ingresso: gratuito
Fala Vila: Sustentabilidade além da(o) capital
Equipe de criação
Linguagem: evento / mesa com representante de cada um dos grupos para debater sobre a produção cultural de cada local.
Facilitador: Cia Única - Júlia Lorrana; Finos Trapos - Yoshi Aguiar; Oca Das Artes - Ninha Almeida; Teatro Popular de Ilhéus (TPI)Romualdo Lisboa .
Mediação: Wanderley Meira
Período: 23/10/25
Horário: 19h às 21h
Valor do ingresso: gratuito
Classificação indicativa: livre
Acessibilidade: nenhuma
Néu Armistrongui e o Jegue Apolo
Equipe de criação
Grupo: Finos Trapos
Cidade:
Linguagem: teatro
Autor(a) do texto: Yoshi Aguiar
Dramaturgia / Adaptação: Yoshi Aguiar
Direção: Yoshi Aguiar
Ator(a) / Manipulador(a) de Bonecos: Yoshi Aguiar, Vinícius Martins, Daisy Andrade
Cenografia: Yoshi Aguiar
Iluminação: Yoshi Aguiar
Sonoplastia / Trilha sonora: Tomaz Mota
Equipe técnica
Operação de luz: Tomaz Mota
Operação de som: Tomaz Mota
Equipe de produção
Coordenação de produção: Daisy Andrade
Período: 24/10/25
Horário: 13h (a apresentação será voltada apenas para mediação da FLEM); 15h
(sessão com venda para escolas particulares)
Facilitador; diretor; elenco: Grupo Finos Trapos
Duração: 40 minutos
Classificação indicativa: livre
Quantidade de apresentações: 02
Fala Vila: O caminho é em rede?
Equipe de criação
Linguagem: evento / mesa com representante de cada um dos grupos para debater sobre a produção cultural de cada local.
Facilitador: Lara Torrezan - PAVIO; Gilberto Morais - Rede de Teatro do Velho Chico.
Mediação: Fernanda Paquelet
Período: 24/10/25
Horário: 17h às 19h
Valor do ingresso: gratuito
Classificação indicativa: livre
Acessibilidade: nenhuma
O SALTO
Equipe de criação
Grupo: Oca das Artes
Cidade: Chapada Diamantina-BA
Linguagem: teatro
Direção artística: Lucas Mariani: Intérprete, artista circense e atriz: Ninha Almeida

Iluminação: Diego Besse
Trilha sonora: Ari Vinicius e participações
Sonorização: Diego Oliveira
Produção de comunicação: Ive Farias
Período: 25/10/25
Horário: 17h - Venda Sympla; 19h30 - Venda no Sympla
Duração: 45 min
Classificação indicativa: 10 anos
Quantidade de apresentações: 02
AKOKO LATI WA NI - Tempo de Ser
Equipe de criação
Grupo: Cia ÚNICA de Teatro
Cidade:
Linguagem: teatro
Autor(a) do texto: Onisajé
Dramaturgia: Onisajé
Direção: Onisajé
Assistente de direção: Fabíola Nansurê
Elenco: Aninha Pinheiro, Júlia Lorrana, Júnior Dias
Direção de arte: Guilherme Hunder
Desenho de luz: Nando Zâmbia, Ângelo Máximo
Direção Musical e Trilha Sonora: Jarbas Bittencourt
Preparação corporal / Direção de movimentos: Fabíola Nansurê
Consultoria em Acessibilidade e Tradução em Libras: Sérgio Portto
Equipe técnica
Operação de luz: Ângelo Máximo
Operação de som: Liu Silva
Fotografia: Gabriel Lima
Período: 26/10/25
Horário: 17h - Venda Sympla; 19h30 - Venda no Sympla
Duração: 55 min
Classificação indicativa: 14 anos
Quantidade de apresentações: 02
EQUIPE TEATRO VILA VELHA
Gerente Operacional: Meniky Marla
Operação de luz: Marcos Dedé
Operação de som: Thiago Vinicius de Jesus
Produção executiva: Clara Torres
Assistentes: Pâmela Malta, Ana Clara Veras e Vinicius Varjão
Coordenação de comunicação: Gabriela Wenzel
Assistência de Comunicação: Beatriz Zacharias
Assessoria de imprensa: Arlon Souza
Mediação: equipe Teatro Vila Velha
Design gráfico: Ramon Gonçalves, Mariana Viveiros
Fotografia: equipe Teatro Vila Velha
Registro audiovisual: Rafael Grilo
Apoio institucional
Realização: Teatro Vila Velha / Oca das Artes / MAB
Apoio financeiro: IPAC / Fundo de Cultura / Governo do Estado da
Bahia / Secretaria de Cultura / Secretaria da Fazenda
Ano 8 - 2026
VI Mostra Teatro de Cabo a Rabo Local: Auditório do Museu de Arte da Bahia (MAB)
PARIRÉ
(Espetáculo de abertura)
Equipe de criação
Grupo: Companhia Operakata de Teatro
Cidade: Vitória da Conquista-BA
Linguagem: teatro
Autor(a) do texto: Gilsergio Botelho
Dramaturgia: Gilsergio Botelho
Direção: Gilsergio Botelho
Elenco: Ricardo Fraga e Kecia Prado
Cenografia: Gilsergio Botelho
Figurino: Kecia do Prado
Iluminação: Arthur Nascimento e Gilsérgio Botelho
Sonoplastia / Trilha sonora: Companhia Operakata de Teatro
Equipe de produção
Produção executiva: Ketia Damasceno
Período:
09/04/26 - 19h
10/04/26 - 19h
11/04/26 - 19h
Valor do ingresso: 30,00/15,00 (Sympla)
Quantidade de apresentações: 03
Metamorfose
Equipe de criação
Grupo: Ereoatá Teatro de Bonecos
Cidade: Lauro de Freitas-BA
Linguagem: teatro de bonecos
Dramaturgia: Eliete Teles
Direção: Rubenval Meneses
Construção dos bonecos: Eliete Teles e Rubenval Meneses
Atores animadores: Eliete Teles, Rubenval Meneses e Thiago Sansil
Trilha sonora: Rubenval Meneses e Alberto Paim
Equipe técnica
Operação de luz: Marcos Machado
Captação de Imagens: Gustavo Busson
Equipe de produção
Produção executiva: Ketia Damasceno
Período:
10/04 - 15h
11/04 - 16h
Valor do ingresso: 30,00/15,00 (Sympla)
Quantidade de apresentações: 02

Um Corpo de Palavras
Equipe de criação
Grupo: Naiara Gramacho
Cidade: Ilhéus-BA
Linguagem: teatro
Direção: Naiara Gramacho
Atrizes manipuladoras: Naiara Gramacho, Driely Alves, Mariana
Cabra
Equipe técnica
Operação de som: Pedro Albuquerque
Equipe de produção
Produção: Pedro Albuquerque
Comunicação / Difusão
Fotografia: Mariana Cabra
Período:
10/04 - 11h (Libras)
11/04 - 11h
Valor do ingresso: 30,00/15,00 (Sympla)
Quantidade de apresentações: 02
O Catador de Histórias
Equipe de criação
Grupo: A Patela Banda
Cidade: Porto Seguro-BA
Linguagem: teatro
Direção geral : Robson Vieira
Dramaturgia: Débora Mazochi e Robson Vieira
Direção musical: Du Txai
Em cena: Du Txai, Patric San Kruger, Joane Bittencourte e Robson Vieira
Cenografia: Du Txai e Robson Vieira
Confecção do boneco o Catador: Anita Fernandes
Bonecos em 3d: Rentato Tinoco
Engenharia de manipulação: Patric San Kruger
Criação de luz: Robson Vieira
Equipe técnica
Cenotécnico: Du Txai e Patric San Kruger
Período:
12/04 - 11h (libras)
12/04 - 16h
Valor do ingresso: 30,00/15,00 (Sympla)
Quantidade de apresentações: 02
Equipe do Vila Velha na VI Mostra Teatro de Cabo a Rabo Online
Equipe técnica
EQUIPE TEATRO VILA VELHA
Gerente Operacional: Meniky Marla
Operação de luz: Marcos Dedé
Operação de som: Thiago Vinicius de Jesus

Produção: A Patela
EQUIPE TEATRO VILA VELHA
Produção executiva: Clara Torres
Assistentes: Pâmela Malta, Ana Clara Veras e Vinicius Varjão
Comunicação / Difusão
Designer gráfico: Marcelo Gontijo
EQUIPE TEATRO VILA VELHA
Coordenação de comunicação: Gabriela Wenzel e Diandra Rocha
Assessoria de imprensa: Arlon Souza
Mediação: equipe Teatro Vila Velha
Design gráfico: Ramon Gonçalves, Mariana Viveiros
Fotografia: equipe Teatro Vila Velha
Registro audiovisual: Rafael Grilo
Apoio institucional
Realização: Teatro Vila Velha / A Patela Banda / MAB
Apoio financeiro: IPAC / Fundo de Cultura / Governo do Estado da Bahia / Secretaria de Cultura / Secretaria da Fazenda
provocações abertas



Daniel Arcades é roteirista, escritor, ator, dramaturgo e diretor, nascido em Alagoinhas, interior da Bahia. Formado em Letras pela Universidade do Estado da Bahia e Mestre em Crítica Cultural pela mesma Universidade, é sócio fundador da DAN – Território de Criação, coordenador de roteiro da Tem Dendê Produções e trabalha constantemente com diversos coletivos artísticos e artistas da Bahia. Tem na carreira dois prêmios Braskem de Teatro, de melhor autor pelo espetáculo Rebola (2017) e de melhor espetáculo por “NAU” (2022). arcades é roteirista de dois curtas metragens: “Ainda te amo” (2016) e “As balas que não dei ao meu filho” (2018), que ganhou o prêmio Elo Company de distribuição no Panorama Coisa de Cinema 2018. Recentemente, trabalhou como um dos roteiristas do filme “Ó paí, ó 2”, e lançou seu primeiro livro “Trilogia da Chacina”.

“Provocações Abertas” é parte das ações do projeto “TEMPO: Disseminação Cultural e Inclusão social no Teatro Vila Velha”, projeto 21.792, que tem a parceria da Fundação Banco do Brasil.
coordenação geral do projeto TEMPO: WILSON CHAVES DE FRANÇA
FICHA TÉCNICA TEATRO VILA VELHA
diretor artístico: MARCIO MEIRELLES coordenadora de projetos institucionais: CRISTINA CASTRO gestor de projetos: HUGO BASTOS coordenadora financeira: VÂNIA PAIXÃO diretor de planejamento e gestão: SERGIO ROTH analista administrativo financeiro: HELENA PEIXOTO MEIRELLES gerência operacional: MENIKY MARLA coordenadora de produção: CLARA TORRES produtora: ANA CLARA VERAS assistente de produção: PÂMELA MALTA técnico de iluminação: MARCOS DEDÊ cenotécnico: JOILSON BATISTA técnico de som: THIAGO VINÍCIUS núcleo de formação: CHICA CARELLI núcleo audiovisual: RAFAEL GRILO coordenadora de comunicação: DIANDRA ROCHA assessor de imprensa: ARLON SOUZA social media: JEAN TEIXEIRA diretor de arte: RAMON GONÇALVES produtora do acervo: MILENA NASCIMENTO editora de conteúdo e memória: GABRIELA WENZEL
gestão do teatro vila velha: SOL - MOVIMENTO DA CENA presidente: HUGO BASTOS vice-presidente: VÂNIA PAIXÃO
o teatro vila velha foi construído e é mantido pela SOCIEDADE TEATRO DOS NOVOS sócios: MARCIO MEIRELLES e SONIA ROBATTO
o Teatro Vila Velha tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.


