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TCC I - PARQUE DE ESPORTE, LAZER, EDUCAÇÃO E CULTURA DE SANTA ISABEL - TAYANE CAMARGO SALLES

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UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES TAYANE CAMARGO SALLES 11151505548

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO I PARQUE DE ESPORTE, LAZER, EDUCAÇÃO E CULTURA DE SANTA ISABEL

Professora Orientadora: Elisabete Chia I Huang

Mogi das Cruzes, SP 2019 1


UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES TAYANE CAMARGO SALLES 11151505548

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO I PARQUE DE ESPORTE, LAZER, EDUCAÇÃO E CULTURA DE SANTA ISABEL

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso

de

Arquitetura

e

Urbanismo

da

Universidade de Mogi das Cruzes como parte dos requisitos para a avaliação da banca

Professora Orientadora: Elisabete Chia I Huang

Mogi das Cruzes, SP 2019 2


TAYANE CAMARGO SALLES TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO PARQUE DE ESPORTE, LAZER, EDUCAÇÃO E CULTURA DE SANTA ISABEL

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso

de

Arquitetura

e

Urbanismo

da

Universidade de Mogi das Cruzes como parte dos requisitos para a avaliação da banca

Aprovado em: ________________________

BANCA EXAMINADORA

_______________________________________ Professora Orientadora Arquiteta Elisabete Chia I Huang Universidade de Mogi das Cruzes

_______________________________________ Professor Convidado Universidade de Mogi das Cruzes

_______________________________________ Arquiteto Convidado

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Dedico este trabalho ao meu Avô Paulo que sempre me ajudou em sua vida. Á minha mãe por tudo que fez e ainda faz por mim. A meu esposo que sempre me ajudou sem medir esforços e foi meu companheiro em muitas madrugadas. 4


Agradeço A Deus pela oportunidade. A meu esposo por sempre me acompanhar nas visitas técnicas. E a todos os professores que fizeram parte da minha formação contribuindo com seus conhecimentos. 5


O trabalho de um arquiteto é sempre uma obra educacional ainda que não seja ele um professor. Entretanto, quando se juntam mestre e arquiteto então uma obra poderá ser duplamente exaltada. (Arquiteto Hélio Duarte) 6


RESUMO O adensamento urbano acarretou grandes mudanças nas cidades, apropriações de áreas verdes para expansões dos centros urbanos e para atender a demanda viária só aumentou com o passar do tempo, causando grandes agressões ao meio ambiente. Entender essa evolução contribuiu para o desenvolvimento deste trabalho, que teve como objeto de estudo os parques urbanos, e qual a sua relação com o avanço das cidades, e a necessidade da implantação de um parque na cidade de Santa Isabel – SP que é carente de áreas de lazer e de contato com a natureza mesmo contendo mais de 80% de sua área dentro da lei de proteção aos mananciais. Analisando através de pesquisas, consultas bibliográficas, estudos de caso e visitas técnicas, para melhor compreender essa relação do parque com a cidade e com os visitantes, observando através das análises o impacto e a importância de um parque para a cidade, constatando que além de uma área de esportes, lazer, educação e cultura um parque precisa de infraestrutura para se manter e não cair no abandono. Palavras-Chave: Parque. Adensamento Urbano. Contemplação. Sustentabilidade.

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LISTA DE ILUSTAÇÕES Figura 1 - Blenheim, Inglaterra: primeiro momento, 1705 ...................................................... 29 Figura 2 - Blenheim. Inglaterra: segundo momento, 1758 - 1764. .......................................... 29 Figura 3 – Esquema dos trabalhos de Haussmann, 1853 -1870 ............................................... 30 Figura 4 - Birkenhead Park, Inglaterra, 1843. .......................................................................... 30 Figura 5 - Buxton Pavilion Gardens, Londres (1871) .............................................................. 30 Figura 6 - Central Park (Nova York), 1858. ............................................................................. 31 Figura 7 - Prospect Park, Brooklyn (Nova York), 1865. .......................................................... 32 Figura 8 - Riverside Estate (Chicago), 1869. ........................................................................... 32 Figura 9 - Sistema de Parques de Boston, de 1876 a 1890. ...................................................... 32 Figura 10 - Passeio Público, projeto de Auguste Glaziou de 1875 - RJ ................................... 33 Figura 11 – Jardim Botânico – RJ (1996)................................................................................. 34 Figura 12 – Campo de Santana – RJ (1996) ............................................................................. 34 Figura 13 - Quinta da Boa Vista – RJ (1997) ........................................................................... 34 Figura 14 - Parque do Flamengo – RJ (1996) .......................................................................... 34 Figura 15 - Jardim da Luz (1997) ............................................................................................. 35 Figura 16 - Parque Tenente Siqueira Campos .......................................................................... 35 Figura 17 - Parque da Aclimação (1996).................................................................................. 35 Figura 18 - Parque Dom Pedro II em obras (1920) .................................................................. 36 8


Figura 19 - Viaduto Glicério em 1971, mostrando o Complexo viário do Parque Dom Pedro II .................................................................................................................................................. 36 Figura 20 - Parque do Ibirapuera .............................................................................................. 37 Figura 21 - Parque Alfredo Volpi – SP (1996)......................................................................... 37 Figura 22 - Parque do Carmo (1977) ........................................................................................ 37 Figura 23 - Parque Conceição (1996) ....................................................................................... 38 Figura 24 - Antiga Sede da Fazenda agora parte do Parque Ecológico Chico Mendes (1996) 38 Figura 25 - Vista área do Parque Ecológico Chico Mendes (2012) ......................................... 38 Figura 26 - Jardim e Mural projetados por Burle Marx no Parque (1995) ............................... 39 Figura 27 - Vista área do Parque da Juventude (2005)............................................................. 39 Figura 28 - Parque do Povo (2005) .......................................................................................... 40 Figura 29 - Parque Prefeito Mário Covas (2019) ..................................................................... 40 Figura 30 - Projeto da prefeitura para a criação do Campo de Marte ...................................... 41 Figura 31 - Acesso principal ao Parque Educativo .................................................................. 42 Figura 32 - Acesso por escadas vindo das quadras .................................................................. 42 Figura 33 - Passeio no nível inferior a edificação .................................................................... 42 Figura 34 - Vista área da área da implantação do projeto ........................................................ 43 Figura 35 - Implantação do Parque na Borda do Talude .......................................................... 43 Figura 36 – Vista área do local ................................................................................................. 43 Figura 37 - Fachada .................................................................................................................. 44 9


Figura 38 - Lateral do edifício .................................................................................................. 44 Figura 39 - Acesso para a sala de aula...................................................................................... 44 Figura 40 - Acesso escada interna ............................................................................................ 44 Figura 41 - Setorização ............................................................................................................. 45 Figura 42 - Corte AA ................................................................................................................ 45 Figura 43 - Elevação Sul .......................................................................................................... 46 Figura 44 - Elevação Oeste ....................................................................................................... 46 Figura 45 - Vista área da Tecelagem Parahyba ........................................................................ 47 Figura 46 - Mapa Geral do Parque da Cidade Roberto Burle Marx ......................................... 48 Figura 47 - Setorização ............................................................................................................. 49 Figura 48 - Vista aérea Residência Olivo Gomes..................................................................... 50 Figura 49 - Residência Olivo Gomes ....................................................................................... 50 Figura 50 - Galpão Gaivota projeto de Rino Levi .................................................................... 50 Figura 51 - Usina de Leite projeto de Rino Levi ...................................................................... 50 Figura 52 - Painel espacial artístico com pontos de interesse turístico de autoria do artista plástico Edison Braga ............................................................................................................... 51 Figura 53 - Parque Canino ........................................................................................................ 51 Figura 54 - Painel Externo – Piso Inferior (Burle Marx) ......................................................... 52 Figura 55 - Painel Externo – Piso Inferior (Burle Marx) ......................................................... 52 Figura 56 - Museu do Folclore ................................................................................................. 52 10


Figura 57 - Teatro de Arena ..................................................................................................... 52 Figura 58 - Lago da Casa da Ilha .............................................................................................. 52 Figura 59 - Alameda das Figueiras ........................................................................................... 52 Figura 60 - Vista área do Parque Passeio Público .................................................................... 53 Figura 61 – Vista área por satélite do parque ........................................................................... 53 Figura 62 - Passeio Público em 1886 ....................................................................................... 54 Figura 63 - Ponte ...................................................................................................................... 55 Figura 64 - Lago para passeio com pedalinhos ........................................................................ 55 Figura 65 - Portal da Entrada .................................................................................................... 55 Figura 66 - Lago ....................................................................................................................... 55 Figura 67 - Ponte pênsil ............................................................................................................ 55 Figura 68 - Fonte do Passeio Público ....................................................................................... 55 Figura 69 - Gruta debaixo do aquário ....................................................................................... 56 Figura 70 – Usuários de drogas no Parque ............................................................................... 56 Figura 71 - Setorização ............................................................................................................. 57 Figura 72 – Vista área do parque .............................................................................................. 59 Figura 73 - Ponte de acesso que liga os dois lados do parque .................................................. 59 Figura 74 - Rua Alameda Santos vista da Ponte do parque...................................................... 59 Figura 75 - Acesso principal pela Avenida Paulista ................................................................. 60 11


Figura 76 - Escultura do Fauno – Victor Brecheret.................................................................. 60 Figura 77 - Bosque ................................................................................................................... 60 Figura 78 - Bancos feitos com o tronco das árvores caídas...................................................... 60 Figura 79 - Playground 01 com acesso pela Avenida Paulista ................................................. 61 Figura 80 - Academia ao ar livre .............................................................................................. 61 Figura 81 – Vista Panorâmica do Playground 02 com acesso pela Rua Peixoto Gomide ....... 61 Figura 82 - Acesso aos Sanitários............................................................................................. 61 Figura 83 - Bicicletário ............................................................................................................. 61 Figura 84 - Administração do Parque ....................................................................................... 61 Figura 85 - Setorização ............................................................................................................. 62 Figura 86 - Bosque ................................................................................................................... 62 Figura 87 - Bosque com destaque para as pedras Portuguesas ................................................ 62 Figura 88 - Árvore derrubada ................................................................................................... 63 Figura 89 - Espelho d’água vazio ............................................................................................. 63 Figura 90 – Vista área do parque .............................................................................................. 64 Figura 91 - Entrada Parque pela avenida paulista .................................................................... 64 Figura 92 - Rampa de Acesso ao CIT ...................................................................................... 64 Figura 93 - Vista Panorâmica do Parque .................................................................................. 65 Figura 94 - Croqui de Implantação ........................................................................................... 65 12


Figura 95 - Paraciclo ao lado do CIT ....................................................................................... 66 Figura 96 - Ponto de coleta de descarte de Lixo Eletrônico ..................................................... 66 Figura 97 - Caminho cimentado para acesso aos sanitários ..................................................... 66 Figura 98 - Sanitários ............................................................................................................... 66 Figura 99 - Barras de alongamento instaladas no deck ............................................................ 66 Figura 100 - Pérgula extensa pelo meio do parque .................................................................. 66 Figura 101 - Mesa com bancos de cimento .............................................................................. 66 Figura 102 - Bosque ................................................................................................................. 66 Figura 103 - Bosque com vegetação mais densa ...................................................................... 67 Figura 104 – Vista área do parque por Satélite ........................................................................ 68 Figura 105 - Acesso pela Estação da Luz ................................................................................. 68 Figura 106 - Vista do parque para o Museu da Língua Portuguesa ......................................... 68 Figura 107 - Lago ao fundo da Pinacoteca ............................................................................... 69 Figura 108 – Planta do Parque.................................................................................................. 69 Figura 109 - Lago Cruz de Malta ............................................................................................. 70 Figura 110 - Cruz Malta vista do Mirante do Parque ............................................................... 70 Figura 111 - Cascata ................................................................................................................. 70 Figura 112 - Gruta .................................................................................................................... 70 Figura 113 - Acesso ao mirante ................................................................................................ 70 13


Figura 114 - Acesso ao mirante ................................................................................................ 70 Figura 115 - Vista do mirante ................................................................................................... 70 Figura 116 - Vista do mirante ................................................................................................... 70 Figura 117 - Coreto do Parque ................................................................................................. 71 Figura 118 - Sanitários ............................................................................................................. 71 Figura 119 - Passeio irregular no parque .................................................................................. 71 Figura 120 - Desníveis que podem causar acidentes ................................................................ 71 Figura 121 - Árvore caída perto da entrada do parque ............................................................. 71 Figura 122 - Preenchimento em concreto feito no tronco da árvore ........................................ 71 Figura 123 - Aquário subterrâneo em 2011 .............................................................................. 72 Figura 124 - Espelho d’água localizado acima do aquário ....................................................... 72 Figura 125 - Espelho d’água contendo somente água da chuva ............................................... 72 Figura 126 - Aquário desativado .............................................................................................. 72 Figura 127- Peixe morto encontrado no lago ........................................................................... 72 Figura 128 – Delimitação do parque ........................................................................................ 74 Figura 129 - Fase de obras na pista de skate ............................................................................ 74 Figura 130 - Piscina de skate .................................................................................................... 74 Figura 131 - Estacionamento do Parque ................................................................................... 74 Figura 132 - Acesso principal ................................................................................................... 74 14


Figura 133 - Aparelhos de ginástica ......................................................................................... 75 Figura 134 - Aparelhos de ginásticas ....................................................................................... 75 Figura 135 - Lago ..................................................................................................................... 75 Figura 136 - Playground ........................................................................................................... 75 Figura 137 - Área para shows ................................................................................................... 75 Figura 138 - Minicidade com pista para educação de trânsito infantil ..................................... 75 Figura 139 - Jardim dos Sentidos ............................................................................................. 76 Figura 140 - Lago inativo no jardim dos sentidos .................................................................... 76 Figura 141 - Acesso Sala Verde ............................................................................................... 76 Figura 142 - Interno da Sala ..................................................................................................... 76 Figura 143 - Detalhes construtivos da laje em frente a sala verde ........................................... 76 Figura 144 - Rampa para acesso a Sala Verde ......................................................................... 76 Figura 145 - Acesso pelo parque a Biblioteca .......................................................................... 76 Figura 146 - Biblioteca Municipal............................................................................................ 76 Figura 147 - Área para Funcionários ........................................................................................ 77 Figura 148 - Quiosque com bebedouro .................................................................................... 77 Figura 149 - Detalhe da elevação do deck ................................................................................ 77 Figura 150 - Espaço Pet cercado .............................................................................................. 77 Figura 151 - Croqui Interno ...................................................................................................... 77 15


Figura 152 – Vista área do Parque por Satélite ........................................................................ 79 Figura 153 - Entrada do Parque da Cidade com ciclovia contornando a área .......................... 79 Figura 154 - Acesso principal pela Portaria 1 .......................................................................... 79 Figura 155 - Portaria 1 .............................................................................................................. 80 Figura 156 - Portaria 2 .............................................................................................................. 80 Figura 157 - Entrada Administração ........................................................................................ 80 Figura 158 - Placa de Setorização do Parque ........................................................................... 80 Figura 159 - Pergolados ............................................................................................................ 81 Figura 160 - Playground 1 ........................................................................................................ 81 Figura 161 - Playground 2 ........................................................................................................ 81 Figura 162 - Quadra de Tênis ................................................................................................... 81 Figura 163 - Quadra Poliesportiva ........................................................................................... 81 Figura 164 - Palco .................................................................................................................... 81 Figura 165 - Fonte Desativada ................................................................................................. 81 Figura 166 - Lanchonete ........................................................................................................... 81 Figura 167 – Sanitários Acessíveis ........................................................................................... 82 Figura 168 - Quadra de Futsal/Handebol ................................................................................. 82 Figura 169 - Administração do Parque ..................................................................................... 82 Figura 170 - Academia da Melhor Idade .................................................................................. 82 16


Figura 171 - Espaço Multiuso .................................................................................................. 82 Figura 172 - Jardim Japonês ..................................................................................................... 82 Figura 173 - Jardim Japonês ..................................................................................................... 82 Figura 174 - Quiosque .............................................................................................................. 82 Figura 175 – Vista área do parque com descrição do entorno.................................................. 84 Figura 176 - Acesso Parque Botyra .......................................................................................... 84 Figura 177 - Circulação horizontal do parque .......................................................................... 84 Figura 178 - Setorização Interna do Parque ............................................................................. 85 Figura 179 - Pista de Skate ....................................................................................................... 85 Figura 180 - Mobiliário ............................................................................................................ 85 Figura 181 - Pista da Escola Mirim de Trânsito ....................................................................... 85 Figura 182 - Caminho para acesso a área infantil .................................................................... 85 Figura 183 - Parque Infantil...................................................................................................... 86 Figura 184 - Bebedouro Ativo .................................................................................................. 86 Figura 185 - Sujeiras nos bebedouros ...................................................................................... 86 Figura 186 - Bebedouro acessível inativo ................................................................................ 86 Figura 187 - Bebedouro com apenas um lado funcionando ..................................................... 86 Figura 188 - Aparelhos de Ginástica ........................................................................................ 86 Figura 189 - Quadra de Areia ................................................................................................... 86 17


Figura 190 - Mato crescendo na quadra de areia ...................................................................... 86 Figura 191 – Administração ..................................................................................................... 87 Figura 192 - Sanitários ............................................................................................................. 87 Figura 193 - Quadra Poliesportiva ........................................................................................... 87 Figura 194 - Pavimentação do Parque ...................................................................................... 87 Figura 195 - Desníveis na pavimentação .................................................................................. 87 Figura 196 - Localização de Santa Isabel no Estado de São Paulo .......................................... 91 Figura 197 - Demarcação do Território de Santa Isabel ........................................................... 91 Figura 198 - Mapa de Zoneamento de Santa Isabel ................................................................. 93 Figura 199 - Relevo de Santa Isabel ......................................................................................... 94 Figura 200 - Vegetação em Santa Isabel .................................................................................. 94 Figura 201 - Imagem área por satélite do terreno ..................................................................... 95 Figura 202 - Acesso pela Avenida Pres. Getúlio Vargas ......................................................... 95 Figura 203 - Interno do terreno com vista a esquerda para a rua José Bueno .......................... 95 Figura 204 - Interno do Terreno (parte plana) .......................................................................... 96 Figura 205 - Aclive ao fundo do terreno .................................................................................. 96 Figura 206 - Interno do Terreno ............................................................................................... 96 Figura 207 - Interno do Terreno ............................................................................................... 96 Figura 208 - Acesso viário ao terreno ...................................................................................... 97 18


Figura 209 - Nascimento do sol ao leste as 6:30 da manhã ...................................................... 97 Figura 210 - Incidência solar as 12:00 horas ............................................................................ 98 Figura 211 - Estudo de Insolação e Ventos Predominantes ..................................................... 98 Figura 212 - Mapa de Análise do Uso e Ocupação do Solo – Santa Isabel ............................. 99 Figura 213 - Mapa de Análise do Gabarito de Altura - Santa Isabel...................................... 100 Figura 214 - Mapa de Análise das Áreas Permeáveis - Santa Isabel ..................................... 100 Figura 215 - Mapa de Análise do Sistema Viário - Santa Isabel ............................................ 101 Figura 216 - Mapa de Análise dos Cheios e Vazios - Santa Isabel ........................................ 101

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LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Análise de Swot - Parque Educacional de Marinilla ............................................... 46 Tabela 2 - Análise de Swot - Parque da Cidade - Roberto Burle Marx ................................... 53 Tabela 3 - Análise de Swot - Parque Passeio Público .............................................................. 58 Tabela 4 - Comparativo entre os Estudos de Caso ................................................................... 58 Tabela 5 - Análise de Swot - Parque Tenente Siqueira Campos .............................................. 63 Tabela 6 - Análise de Swot - Parque Prefeito Mário Covas ..................................................... 67 Tabela 7 - Análise de Swot - Parque Jardim da Luz ................................................................ 73 Tabela 8 - Análise de Swot - Parque dos Eucaliptos ................................................................ 78 Tabela 9 - Análise de Swot - Parque da Cidade - Jacareí ......................................................... 83 Tabela 10 - Análise de Swot - Parque Botyra Camorim Gatti ................................................. 88 Tabela 11 - Comparativo entre as Visitas Técnicas ................................................................. 89 Tabela 12 - Programa de Necessidades .................................................................................. 113

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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 25 1.1 INTRODUÇÃO AO TEMA............................................................................................... 25 1.2 PROBLEMATIZAÇÃO ..................................................................................................... 27 1.3 OBJETIVO ......................................................................................................................... 27 1.4 JUSTIFICATIVA ............................................................................................................... 28 2 FUNDAMENTAÇÃO ........................................................................................................... 28 2.1 DEFINIÇÃO DO TEMA ................................................................................................... 28 2.2 REVISÃO HISTÓRICA SOBRE O TEMA ...................................................................... 28 3 ESTUDOS DE CASO ........................................................................................................... 42 3.1 ESTUDOS DE CASO INTERNACIONAL ...................................................................... 42 3.1.1 Parque Educativo de Marinilla ........................................................................................ 42 3.1.1.1 Parecer crítico ............................................................................................................... 46 3.2 ESTUDOS DE CASO NACIONAIS ................................................................................. 47 3.2.1 Parque da Cidade – Roberto Burle Marx......................................................................... 47 3.2.1.1 Parecer crítico ............................................................................................................... 52 3.2.2 Parque Passeio Público .................................................................................................... 53 3.2.2.1 Parecer crítico ............................................................................................................... 57 4 VISITAS TÉCNICAS ........................................................................................................... 59 21


4.1 Parque Tenente Siqueira Campos ....................................................................................... 59 4.1.1 Parecer crítico .................................................................................................................. 63 4.2 Parque Prefeito Mário Covas.............................................................................................. 64 4.2.1 Parecer crítico .................................................................................................................. 67 4.3 Parque Jardim da Luz ......................................................................................................... 68 4.3.1 Parecer crítico .................................................................................................................. 71 4.4 Parque dos Eucaliptos......................................................................................................... 73 4.4.1 Parecer crítico .................................................................................................................. 78 4.5 Parque da Cidade – Jacareí ................................................................................................. 78 4.5.1 Parecer crítico .................................................................................................................. 83 4.6 Parque Botyra Camorim Gatti ............................................................................................ 83 4.6.1 Parecer crítico .................................................................................................................. 87 5 ÁREA DE INTERVENÇÃO................................................................................................. 90 5.1 HISTÓRICO DA CIDADE DE SANTA ISABEL ............................................................ 90 5.2 DADOS ESTATÍSICOS MUNICIPAIS ............................................................................ 90 5.3 ZONEAMENTO E LEGISLAÇÃO MUNICIPAL............................................................ 92 5.4 ASPETOS FÍSICOS ........................................................................................................... 94 5.5 LOCAL DE IMPLANTAÇÃO .......................................................................................... 95 5.6 ESTUDO SOLAR .............................................................................................................. 97 22


5.7 ANÁLISE DO ENTORNO ................................................................................................ 99 6 DIRETRIZES E PREMISSAS ............................................................................................ 102 6.1 NBR 9077 ......................................................................................................................... 102 6.2 NBR 9050 ......................................................................................................................... 103 6.2.1 Locais de Esporte Lazer e Turismo ............................................................................... 104 6.2.2 Calçadas ......................................................................................................................... 104 6.2.3 Estacionamento .............................................................................................................. 105 6.2.4 Sanitários ....................................................................................................................... 106 6.2.5 Bebedouros .................................................................................................................... 106 6.2.6 Ornamentação da paisagem e ambientação urbana – vegetação ................................... 107 6.2.7 Assentos Públicos .......................................................................................................... 107 6.2.8 Centros de Leitura ......................................................................................................... 107 6.2.9 Mesas ............................................................................................................................. 107 6.3 Código Sanitário do Estado de São Paulo, nº 12.342 de setembro de 1978 ..................... 108 6.3.1 Reservatório ................................................................................................................... 108 6.3.2 Lanchonete..................................................................................................................... 108 6.4 Código de Obras e Edificações da Lei nº 11.228/92 ........................................................ 109 6.4.1 Sala de Administração ................................................................................................... 109 6.4.2 Copa ............................................................................................................................... 109 23


6.4.3 Quadro de Energia ......................................................................................................... 109 6.4.4 Deposito de Material de Limpeza .................................................................................. 109 6.5 Lei nº551 de 31 de dezembro de 1696.............................................................................. 110 6.5.1 Águas Pluviais ............................................................................................................... 110 6.5.2 Pés – Direitos ................................................................................................................. 110 6.5.3 Espaços Livres Destinados a Insolação, Ventilação e Iluminação ................................ 110 6.5.4 Áreas Mínimas para aberturas ....................................................................................... 111 7 ESQUEMAS ESTRUTURANTES ..................................................................................... 112 7.1 PERFIL DO USUÁRIO ................................................................................................... 112 7.2 PROGRAMA DE NECESSIDADES ............................................................................... 113 7.3 CONCEITO ...................................................................................................................... 116 7.4 PARTIDO ......................................................................................................................... 116 7.5 ORGANOGRAMA .......................................................................................................... 118 7.6 FLUXOGRAMA .............................................................................................................. 119 7.7 SETORIZAÇÃO .............................................................................................................. 120 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................. 121 REFERÊNCIAS......................................................................................................................122 APÊNDICE A – Estudos Preliminares...................................................................................125

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1 INTRODUÇÃO 1.1 INTRODUÇÃO AO TEMA O grande aumento populacional vem trazendo significativos impactos nos centros urbanos, o crescimento desenfreado e desorganizado nas cidades vem destruindo recursos naturais e fazendo uso inapropriado de diversas áreas verdes. A construção de prédios e empreendimentos que visam aparentemente o desenvolvimento do país, trouxeram um retrocesso na qualidade de vida que é oferecida a população. Aumento da poluição, condições insalubres, pobreza e o difícil contato com o meio ambiente, são alguns dos danos causados pelo avanço urbano, diversas medidas vêm sendo tomadas por órgãos públicos, municipais, estaduais e por iniciativas privadas para conter esses impactos. Contudo a luta pelo urbano evoluído e sustentável é um dever de todos, sendo indispensável a conscientização de todas as partes. Dentre as medidas adotadas, os parques estão ganhando destaque nos centros urbanos e sendo de suma importância para as cidades, segundo Macedo e Sakata (2010, p.13) definem “[...] parque como um espaço livre público estruturado por vegetação e dedicado ao lazer da massa urbana. O parque público, como o conhecemos hoje, é um elemento típico da grande cidade moderna, estando em constante processo de recodificação”, desta forma se tornou muito mais do que os pulmões dos centros urbanos e permitiu uma integração do homem com o meio ambiente. [...] uma unidade física muito diversificada ele recebe igualmente um público muito variado – a criança que tem em suas dependências os primeiros contatos com a flora e a fauna; o escolar que inicia em suas dependências as primeiras aulas de educação ambiental e constata as maravilhosas interações biológicas que são muitas vezes simples na aparência; o estudante universitário que pode realizar em um ambiente construído pelo homem suas primeiras pesquisas; o visitante que busca a paz e a beleza que só a natureza proporciona; o fotografo amador e o profissional que registram imagens de rara delicadeza; o professor que pode realizar importantes experimento em condições de campo; o preservacionismo que encontra no Parque a expressão viva de sua luta, enfim um local onde todos podem ter, resguardadas suas aspirações particulares, um ponto de convívio harmônico. (LEITÃO FILHO, AZEVEDO, 1989, p.11)

No trecho citado acima, temos uma definição simples e tão atual, que demonstra o elo dos parques com o urbano e com toda uma população, contribuindo para a preservação das áreas verdes e para o avanço da sociedade. 25


Contudo, mesmo com a implantação de parques em diversas áreas para tentar diminuir o impacto do crescimento urbano e propiciar uma integração maior com o meio ambiente, outro fator vem sendo posto em pauta, que é a manutenção e infraestrutura destes locais. Um levantamento feito pelo Instituto Semeia em abril de 2018 aponta que 47% da população entrevistada não frequentam os parques urbanos devido à falta de segurança, seguido pelas más instalações ou até falta delas como os sanitários, a precária iluminação, além da falta de equipamentos de esporte e lazer ¹. O presente trabalho tem como objetivo a implantação de um parque na cidade de Santa Isabel – SP, na Avenida Presidente Getúlio Vargas a mais ou menos 800 metros do centro da cidade, seguindo o programa de necessidades estipulado e respeitando os índices urbanísticos, em um terreno que conta com uma área em torno de 123 mil metros quadrados, um local que possa oferecer benefícios à cidade e aos moradores, bem como suprir a falta de áreas de lazer para a população. Para a elaboração do mesmo, foi feito uma pesquisa para descobrir a origem e influências dos parques pelo mundo, que ocorreram desde os tempos antigos com base nos grandes jardins, projetos de Haussmann no início dos anos de 1850 para Paris foram muito importantes para a criação dos primeiros parques, além do trabalho do arquiteto – paisagista Olmsted pela américa e seu destaque para o Central Park de Nova York. Os conhecimentos passados por Rosa Grena Kliass no seu livro Parque Urbanos de São Paulo (1993) e o livro Parques Urbanos no Brasil (2010) de Silvio Soares Macedo e Francine Gramacho Sakata foram fundamentais para o desenvolvimento do projeto, além da contribuição de Sun Alex em Projeto Praça: convívio e exclusão no espaço público (2011) e Critérios gerais para a Implantação de um parque ecológico de Hermógenes de Freitas Leitão Filho e Dennis Baganha Azevedo. Além das biografias consultadas, o conhecimento em projetos existentes é de suma importância para melhor entender o funcionamento dos parques. Com isso foram feitas visitas em São Paulo, no Parque Jardim da Luz, no Tenente Siqueira Campos e no Parque Prefeito Mário Covas, na ________________________ ¹ SEMEIA, Instituto. Parques do Brasil – Percepções da População. Abril de 2018. Disponível em: <http://semeia.org.br/relatorios/semeia_parquesdobrasil_percepcoes.pdf>. Acesso em: 18 de fevereiro às 8:00.

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cidade de Jacareí a realização das visitas no Parque dos Eucaliptos e no Parque da Cidade e no Parque Botyra em Mogi das Cruzes. Através da análise feita nos estudos de caso, foi possível observar quesitos de implantação, setorização bem como a utilização de materiais para serem utilizados nas áreas de apoio. Com base nas informações que foram obtidas e dos projetos analisados, foi possível compreender a importância da implantação de um parque na cidade de Santa Isabel e como deverá ser o seu desenvolvimento.

1.2 PROBLEMATIZAÇÃO O grande aumento da população nos centros urbanos, causaram o afastamento de muitas áreas verdes, contudo a solução vem sendo ao longo do tempo a criação dos parques para diminuir esse impacto. A cidade de Santa Isabel mesmo contendo mais de 80% da sua área territorial dentro da lei de proteção aos mananciais (Lei n° 9.866, de 28 de novembro de 1997), possuí um déficit de áreas de lazer que se integrem com a natureza, de forma bem projetada e com a infraestrutura necessária para o funcionamento do local. Atualmente a cidade conta com um Parque Municipal, porém seus atrativos são apenas uma quadra de areia, um campo de futebol e a pista de caminhada, não possuindo áreas de apoio e de uso essencial para a população. Toda essa falta de infraestrutura aos visitantes vem causando um maior número de desinteresse pela visitação ao local, algo que vem sendo crescente em muitos parques e em diversas áreas públicas espalhadas pelos centros urbanos. 1.3 OBJETIVO O objetivo deste trabalho é demonstrar através de pesquisas, visitas e estudos mediante a apuração dos fatos, a necessidade e importância da implantação de um parque na cidade de Santa Isabel, um local que possa oferecer qualidade de vida, sustentabilidade e proteção ao meio ambiente, além de complementar a cidade com áreas de esporte, lazer, educação e cultura, contribuindo com o desenvolvimento geral da cidade e despertar ainda mais o interesse dos turistas pelo local.

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1.4 JUSTIFICATIVA O abandono e a falta de infraestrutura nas áreas públicas de lazer são os principais motivos do desinteresse da população, bem como a localização desses espaços oferecidos. Os munícipes de Santa Isabel contam com pontos turísticos na cidade como as cachoeiras e a represa do Jaguari, contudo são áreas de lazer e integração com a natureza em áreas rurais, o que dificulta o acesso para grande parte da população ou se torna um obstáculo devido ao tempo de percurso, principalmente para aqueles que querem um momento rápido de descanso e algumas horas de lazer. A implantação do Parque ELEC seria uma maneira de assegurar a preservação da massa vegetativa existente no terreno escolhido, além de agregar áreas que possam propiciar lazer, oferecendo atrativos esportivos, e contribuir para atividades de educação e cultura á toda a população. A utilização da arquitetura sustentável para construção das áreas de apoio no parque seria indispensável, assim como toda a infraestrutura necessária para o bom funcionamento do local.

2 FUNDAMENTAÇÃO 2.1 DEFINIÇÃO DO TEMA [...] Consideramos como parque todo espaço de uso público destinado à recreação de massa, qualquer que seja o seu tipo, capaz de incorporar intenções de conservação e cuja estrutura morfológica é auto-suficiente, isto é, não é diretamente influenciada em sua configuração por nenhuma estrutura construída em seu entorno. (MACEDO, SAKATA 2010, p.14)

2.2 REVISÃO HISTÓRICA SOBRE O TEMA A evolução dos Parques se deve ao grande processo de urbanização da cidade, na qual foi sendo modificado ao longo da história, fazendo parte de diversos momentos importantes para toda a população. Para se entender o surgimento dos parques urbanos, o relato de suas influências é indispensável. Não deixando de lado o mundo antigo, encontra-se relatos do século VI a. C. sobre os jardins suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo, que foi edificado a mando do rei Nabucodonosor II para sua esposa Amitis. Os parques foram inspirados nos jardins ingleses, que buscavam retratar o romantismo em parceria com a natureza, pertenciam ao palácio com direito a visitação do público mediante a 28


abertura dos portões. Segundo Alex (2011, p.62) os jardins franceses e holandeses “[...] procuravam reproduzir cenários naturais e românticos de campos ondulados e florestas, adaptados a terrenos rugosos e ao clima úmido inglês”, ficando conhecidos como os jardins paisagens.

Figura 1 - Blenheim, Inglaterra: primeiro momento, 1705

Figura 2 - Blenheim. Inglaterra: segundo momento, 1758 - 1764.

Fonte: Alex (2011, p.63)

Fonte: Alex (2011, p.63)

Contudo o termo parque segundo Kliass (1993, p.20) surge com certa relevância no final do século XVIII na Inglaterra, porém ganha forças no seu desenvolvimento apenas cem anos depois. É entre 1850 e 1860, na Europa que de acordo com Kliass é feita “[...] a inserção de parques nas estruturas urbanas, com ênfase na França, especificamente por ocasião do plano de reformulação do centro de Paris, idealizado pelo barão Georges Eugene Haussmann, prefeito de Sena no período de Napoleão III”. Por volta da segunda metade do século XIX é elaborado por Haussmann os sistemas de parques que se interligam com as grandes avenidas. A figura 3 mostra o plano urbanístico do barão Haussmann e Les promenades, jardins et parcs (passeios, jardins e praças) do engenheiro paisagista Jean Charles Alphonse Alphand, durante a renovação urbana de Paris, na qual contém os dois grandes parques Vicennes e o Bois de Boulogne, e destaque para o Buttes Chaummont que conecta as avenidas.

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Figura 3 – Esquema dos trabalhos de Haussmann, 1853 -1870

Fonte: Benevolo (1997, p.592)

A complementação das paisagens com o uso de outros elementos construtivos quebrou a formalidade dos então espaços verdes, com formas mais irregulares de maneira proposital, bem como o uso de pedras, estátuas e grandes folhagens. Londres se destaca não somente pelos grandes jardins dos palácios, mas sobretudo pelo destaque dos empreendimentos imobiliários que na época foram formulados por iniciativas privadas, e criaram as famosas cidades jardins, e os projetos de loteamentos e parque público como o Birkenhead, empreendimento que destaca Kliass (1993, p.20) em seu livro o “[...] Buxton Pavilion Gardens e o Birkenhead Park, de autoria de Joseph Paxton. Este último foi visitado por Olmsted e o inspirou na elaboração do Central Park de Nova York”. Figura 4 - Birkenhead Park, Inglaterra, 1843.

Figura 5 - Buxton Pavilion Gardens, Londres (1871)

Fonte: Alex (2011, p.66)

Fonte: Kliass (1993, p.21)

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Na América se destaca o arquiteto – paisagista Frederick Law Olmsted (1822-1903) que foi responsável pelo Movimento de Parques Americanos, com grande destaque para o projeto do Central Park de Nova York nos Estados Unidos, que propunha atender à necessidade de áreas de lazer devido a acelerada expansão urbana². [...] De 1830 a 1850, Nova York passou por dois grandes incêndios e duas epidemias de cólera...A questão de saúde pública, exacerbada por essas epidemias de cólera, foi decisiva para a aquisição de uma grande área a fim de construir um parque e descongestionar a cidade. (ALEX, SUN, 2011, p.68)

A partir disso surge o concurso para o projeto do Central Park (1858) na qual Olmsted ganha e trabalha junto com o arquiteto inglês Calvert Vaux com uma área de 3.400.000 m², Segundo Olmsted (1928, p.45/46 apud Kliass, 1993, p.19) “[...] Duas classes de melhoramentos deveriam ser planejadas com este propósito: uma, dirigida a assegurar ar puro e integral para atuar sobre os pulmões; outra, para atuar como paliativo, por impressões na mente e estimulando a imaginação”. Figura 6 - Central Park (Nova York), 1858.

Fonte: Alex (2011, p.67)

Olmsted e Vaux produziram o Prospect Park do Brooklyn em Nova York em 1865, fazendo o oposto do retângulo do Central Park, projetando uma área de aproximadamente 2 milhões de metros quadrados em forma de um pentágono (figura 7). Juntos impactaram também no meio urbanístico com Riverside Estate de Chicago em 1869, que foi um dos primeiros subúrbios-jardins que segundo Alex (2011, p.71) era um “[...] Conceito de parque aplicado ao desenho residencial fora da cidade: uma alternativa voltada exclusivamente para as classes mais inteligentes afortunadas.” (figura 8). ________________________ ² KLIASS, Rosa Grena. Parques urbanos de São Paulo e sua evolução na cidade. São Paulo: Pini, 1993.

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Figura 7 - Prospect Park, Brooklyn (Nova York), 1865.

Figura 8 - Riverside Estate (Chicago), 1869.

Fonte: Alex (2011, p.69)

Fonte: Alex (2011, p.71)

Olmsted desenvolve com a colaboração de Jonh Olmsted e Charles Eliot o sistema de parque em Boston no ano de 1876 a 1890 que ganhou destaque por dotar mais de 8 milhões de metros quadrados de área verde, composto por mais de cinco parques na qual a prefeitura buscou por meio do planejamento urbano direcionar o crescimento das cidades, visando as condições de saúde, saneamento e embelezando a cidade ³. O modelo de cidades – jardins e das interligações de avenidas serviram de inspirações para a América do Sul, bem como no Uruguai e no Brasil. Figura 9 - Sistema de Parques de Boston, de 1876 a 1890.

Fonte: Alex (2011, p.72)

________________________ ³ ALEX, Sun. Projeto da praça: convívio e exclusão no espaço público. 2. ed. São Paulo: SENAC São Paulo, 2011.

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Diferente dos outros lugares, no Brasil a implantação dos parques surgiu não devido a expansão da massa urbana, mas como um cuidado com a paisagem devido a vinda de Dom João VI, como relata Macedo e Sakata no trecho abaixo: [...] O parque é criado, então, como uma figura complementar ao cenário das elites emergentes, que controlavam a nova nação em formação e que procuravam construir uma figuração urbana compatível com a de seus interlocutores internacionais, especialmente ingleses e franceses. (MACEDO, SAKATA 2010, p.16)

Essa chegada acarretou diversas transformações no Rio de Janeiro, como as inúmeras transformações urbanas, neste contexto surgiu os primeiros parques públicos como conhecemos hoje, datado de 1783 o Passeio Público no Rio de Janeiro (figura 10) é o parque urbano mais antigo no país, passando por uma grande reforma em 1862, segundo Macedo e Sakata, 2010: [...] sua origem precede a própria constituição do país como nação. Criado em 1783 por ordem do vice-rei Luís de Vasconcelos de Sousa, foi concebido por mestre Valentim da Fonseca e Silva segundo um traçado extremamente geométrico, inspirado nas tradições de desenho do jardim clássico francês e construído em área alagadiça conquistada ao mar. (MACEDO, SAKATA 2010, p.18) Figura 10 - Passeio Público, projeto de Auguste Glaziou de 1875 - RJ

Foto: Arquivo Geral do Acervo da cidade do Rio de Janeiro Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.16

O famoso Jardim Botânico do Rio de Janeiro (figura 11) de 1808 foi criado inicialmente para acervo e cultivo de especiarias vindas da Índia por Dom João VI contanto com um acervo de mais de 8 mil espécies paisagísticas. No Segundo Império o primeiro parque público é projetado em 1873 por Auguste François Marie Glaziou, o Campo de Santana (figura 12) seguiu o padrão romântico inspirados nos parques e jardins de Paris, sendo palco de diversos eventos da época e de festas populares. 33


Figura 11 – Jardim Botânico – RJ (1996)

Figura 12 – Campo de Santana – RJ (1996)

Foto: Silvio Macedo Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.143

Foto: Ana Castro Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.141

Diversos projetos de parques se destacaram no Rio de Janeiro, como o Quinta da Boa Vista (figura 13) que foi residência da família real até 1816, sendo transformado em espaço público em 1876 com projeto de Glaziou, além da grande contribuição dos projetos paisagísticos de Roberto Burle Marx, como no Parque do Flamengo (figura 14) de 1961. Figura 13 - Quinta da Boa Vista – RJ (1997)

Figura 14 - Parque do Flamengo – RJ (1996)

Foto: Francine Sakata Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.144

Foto: Silvio Macedo Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.149

Em São Paulo o início dos parques começa com o Horto Botânico no bairro do Bom Retiro, muitos são os relatos da sua criação, mas de acordo com o Guia dos Parques Municipais publicado pela prefeitura do Estado (2012) sua inauguração é de 1825, e após passar por uma remodelação ficou conhecido com Jardim da Luz em 1838, sendo tombado pelo CONDEPHAAT em 1981 (figura 15). A partir desse momento diversos outros parques foram sendo criados, buscando a inserção do urbano com o meio vegetativo, sendo na maioria das vezes criados pelo poder Municipal e Estadual, contudo a iniciativa privada teve grande importância na expansão de parques pela cidade “[...] como é o caso do Parque Villon, hoje Parque Siqueira 34


Campos, conservado como parque privado por dezenove anos até tornar-se propriedade do município.” (KLIASS, 1993, p.27), sendo inaugurado em 1892 como uma área particular e aberto ao público em 1911, sendo conhecido popularmente como Trianon (figura 16). Figura 15 - Jardim da Luz (1997)

Figura 16 - Parque Tenente Siqueira Campos

Foto: Silvio Macedo Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.178

Foto: Silvio Macedo Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.183

O Parque da Aclimação teve sua origem por volta de 1892 que segundo Macedo o local foi aberto como um parque zootécnico e botânico, no ano de 1920 contava com espaço para exposições, restaurante, botes e até salão de baile, sendo adquirido como espaço público pela prefeitura no ano de 1939 4. Figura 17 - Parque da Aclimação (1996)

Foto: Mauro Font. Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.188

Não se pode deixar de lado um dos parques que melhor representa essa evolução na cidade de São Paulo bem como o processo de ocupação do seu entorno, o Parque Dom Pedro II, construído a partir da ocupação da várzea do Carmo do Rio Tamanduateí, contou com o ________________________ 4

MACEDO, Silvio Soares; SAKATA, Francine Gramacho. Parques urbanos no Brasil. São Paulo:

Editora da Universidade de São Paulo, 2010.

35


projeto paisagístico do francês E. F. Cochet em 1911, com sua construção em torno de 1914 e 1922, representando grande evolução para a cidade em torno do rio. Figura 18 - Parque Dom Pedro II em obras (1920)

Fonte: Kliass (1993, p.122)

Contudo, com a formulação do Plano das Avenidas em 1930 e colocado em prática por Prestes Maia em 1938, o foco passo a ser o sistema viário da grande cidade, afetando assim o espaço do parque, causando dificuldade no uso e sua descaracterização mais tarde devido a criação de viadutos e terminais de ônibus. Figura 19 - Viaduto Glicério em 1971, mostrando o Complexo viário do Parque Dom Pedro II

Foto: Ivo Justino. Fonte: Acervo do Museu da cidade de São Paulo Disponível em: www.acervodacidade.prefeitura.sp.gov.br

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Outros surgiram devido as suas próprias condições físicas, bem como a ocupação do vazio que é o caso do Parque do Ibirapuera na Vila Mariana criado no IV Centenário da cidade em 1954 5. Figura 20 - Parque do Ibirapuera

Foto: Silvio Macedo. Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.39

O Parque Alfredo Volpi conhecido como o Bosque do Morumbi (figura 21) surge em 1966 sendo implantado em uma área de nascentes, com inauguração em 1971, mantendo sempre o foco na natureza o parque utiliza de brinquedos feitos dos próprios eucaliptos. Em 1976 a partir das terras do loteamento da Fazendo do Carmo pertencentes a Oscar Americano de Caldas Filho, surge o Parque do Carmo (figura 22) no bairro de Itaquera, que atualmente conta com mais de 2.388.930m² de área segundo o Guia dos Parques Municipais de São Paulo (2012). Figura 21 - Parque Alfredo Volpi – SP (1996)

Figura 22 - Parque do Carmo (1977)

Foto: Camila Ferreira Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.191

Foto: Silvio Macedo Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.193

________________________ 5

KLIASS, Rosa Grena. Parques urbanos de São Paulo e sua evolução na cidade. 1. ed., São Paulo: Pini, 1993

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Em meados dos anos 70 segundo Macedo, Sakata (2010, p.198) “[...] o bairro do Jabaquara foi submetido a um plano de renovação urbana em função da instalação da linha norte-sul do metrô paulistano e do Plano de Reurbanização de Conceição, o qual possibilitou a implantação do parque.” Surge então em 1980 o Parque Conceição em função da desapropriação de três lotes com grandes jardins e com densas arborizações. Figura 23 - Parque Conceição (1996)

Foto: Guilherme de Toledo Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.198

O processo de desapropriação da antiga Fazenda Chácara Figueira Grande comandado pela Prefeitura em 1987 gerou a implantação do Parque Ecológico Chico Mendes que foi aberto ao público no ano seguinte, com foco no uso cultural e de lazer e ainda permite pesquisas e conhecimentos voltados para o meio ambiente. Figura 24 - Antiga Sede da Fazenda agora parte do Parque Ecológico Chico Mendes (1996)

Figura 25 - Vista área do Parque Ecológico Chico Mendes (2012)

Foto: Silvio Macedo Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.203

Fonte: Guia dos Parques Municipais de São Paulo, 2012, p.71

Inspirados no modelo Riverside (figura 8) diversos loteamentos no Brasil foram criados como o Jardim América e o Jardim Europa em meados de 1930, esse processo de 38


crescimento e valorização imobiliária motivou a criação de outros parques, como é o caso do Parque Burle Marx perto das margens do rio Pinheiros, que no final da década de 40 era casa do empresário Baby Pignatari e teve o projeto paisagístico feito pelo próprio Roberto Burle Marx em frente à casa projetada por Oscar Niemeyer. Em 1991 o local passou por uma restauração paisagística que foi realizada pelo próprio Burle Marx, e a elaboração do parque foi coordenado pela arquiteta paisagista Rosa Kliass, sendo aberto ao público em 1995. Figura 26 - Jardim e Mural projetados por Burle Marx no Parque (1995)

Foto: Ana Castro. Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.208

A partir da desativação do Complexo Penitenciário do Carandiru foi construído entre 2003 e 2005 o Parque da Juventude com arquitetura paisagística de Rosa Grena Kliass e participação no projeto de José Luiz Brenna, Aflalo e Gasperini Arquitetos. O setor esportivo é se separado por uma marquise do restante do parque que contém o setor institucional com pavilhões culturais, possibilitando a utilização das quadras no período noturno. Figura 27 - Vista área do Parque da Juventude (2005)

Foto: Alex Villalón Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.210

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[...] Graças ao seu desenho sinuoso no setor destinado ao passeio contemplativo e assimétrico nos setores esportivo e institucional, ao uso do solo-cimento para boa parte dos caminhos, ao trabalho de modelagem do relevo em suaves morrinhos e ao aproveitamento de estruturas existentes para criação de pergolados e passarelas, o Parque da Juventude tem um aspecto inédito. (MACEDO, SAKATA 2010, p.210)

Mesmo com as grandes construções imobiliárias muitos bairros sofrem com a falta de áreas verdes ao entorno, e foi essa escassez de praças e parques na região do Itaim Bibi que fez com que a prefeitura retomasse uma grande área que estava ocupada apenas por campos de futebol e com a ajuda de uma construtora que arcou com os custos da implantação, inaugurando em 2008 o Parque do Povo (figura 28) com uma área de 112.000m². Figura 28 - Parque do Povo (2005)

Foto: Silvio Macedo Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.212

Em 2010 é inaugurado o Parque Prefeito Mário Covas (figura 29) com uma área de 5.369m² após um decreto em abril de 2008 vinculando a área ao Parque Tenente Siqueira Campos na Avenida Paulista. Figura 29 - Parque Prefeito Mário Covas (2019)

Fonte: Arquivo da Autora

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Em 2017 o então prefeito de São Paulo, João Doria firmou um acordo com a União para destinar parte do terreno do Campo de Marte em um Parque Municipal, com uma área em torno de 406 mil m², contudo até a conclusão deste trabalho os projetos para a construção do mesmo estavam parados 6. Figura 30 - Projeto da prefeitura para a criação do Campo de Marte

Fonte:https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/11/projeto-da-prefeitura-de-sp-preve-campo-demarte-como-parque-e-sem-avioes.shtml

________________________ 6

FOHA UOL. Projeto da Prefeitura de SP prevê Campo de Marte como parque e sem aviões.

Disponível

em:

<https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/11/projeto-da-prefeitura-de-sp-preve-

campo-de-marte-como-parque-e-sem-avioes.shtml>. Acesso em: 03 de maio de 2019 às 9:30.

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3 ESTUDOS DE CASO 3.1 ESTUDOS DE CASO INTERNACIONAL 3.1.1 Parque Educativo de Marinilla Localizado na cidade de Marinilla na Colômbia o projeto da Equipe Mazzanti do Parque Educativo conta com uma área de 700m². Figura 31 - Acesso principal ao Parque Educativo

Foto: Rodrigo Dávila. Fonte:www.archdaily.com.br (2017) Figura 32 - Acesso por escadas vindo das quadras

Foto: Rodrigo Dávila Fonte:www.archdaily.com.br (2017)

Figura 33 - Passeio no nível inferior a edificação

Foto: Rodrigo Dávila. Fonte:www.archdaily.com.br (2017)

Sendo uma iniciativa do ex-governador do departamento de Antioquia, Sérgio Fajardo em abril de 2015 que propunha a construção de 80 parques educativos que incentivem as pesquisas em arte, cultura e tecnologia, oferecendo qualificação com treinamentos frequentes aos professores e proporcionando aos moradores novos espaços públicos, de forma incompleta porém cumprindo a maior parte das funções iniciais, a obra foi entregue em pouco mais de seis meses. O projeto foi implantado nas proximidades da várzea do rio que corta a cidade, contando com as quadras da Unidade de Esportes Rámon Emilio Arcila no nível inferior do terreno, com a Instituição Acadêmica, e no topo localiza-se o Ginásio Poliesportivo e o Coliseu 42


Municipal o principal estádio da cidade (Figura 34), e na separação dos dois níveis está o Parque Educativo de Marinilla na borda do talude (Figura 35).

Figura 34 - Vista área da área da implantação do projeto

Foto: Sérgio Gomez. Fonte:www.archdaily.com.br (2017)

Figura 35 - Implantação do Parque na Borda do Talude

Foto: Sérgio Gomez. Fonte:www.archdaily.com.br (2017)

Figura 36 – Vista área do local

Fonte: www.google.com/maps (2019) Editado por: Tayane Camargo

A concepção do projeto foi a partir de formas geométricas abertas que pudessem se expandir ao longo do tempo e permitir conexões e adaptações de acordo com a necessidade do local. A estrutura metálica suspensa chama a atenção, assim como as

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fachadas que são cobertas por painéis pré-fabricados de malha expandida, o que facilitou a montagem do edifício. Figura 37 - Fachada

Figura 38 - Lateral do edifício

Foto: Rodrigo Dávila Fonte:www.archdaily.com.br (2017)

Foto: Rodrigo Dávila Fonte:www.archdaily.com.br (2017)

Segundo o Arquiteto Giancarlo a escolha da forma e o material foram devido ao cronograma apertado da construção, porém buscando atender ao conforto e a funcionalidade, além do uso da iluminação e ventilação natural. No interior o deck de madeira permite a geração de calor sem interferir no restante do conjunto, assim como os revestimentos avermelhados nas salas (Figuras 39 e 40) buscaram dar um destaque para as atividades realizadas no local. Figura 39 - Acesso para a sala de aula

Figura 40 - Acesso escada interna

Foto: Sérgio Gomez. Fonte:www.archdaily.com.br (2017)

Foto: Rodrigo Dávila Fonte:www.archdaily.com.br (2017)

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Figura 41 - Setorização

Fonte:www.archdaily.com.br (2017) Editado por: Tayane Camargo LEGENDA:

Figura 42 - Corte AA

Fonte:www.archdaily.com.br (2017)

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Figura 43 - Elevação Sul

Fonte:www.archdaily.com.br (2017) Figura 44 - Elevação Oeste

Fonte:www.archdaily.com.br (2017)

3.1.1.1 Parecer crítico A ideia principal da construção consiste em oferecer um sistema de integração da população com a natureza, o que ocorre devido a escolha dos materiais para a concepção do edifício, o uso da malha perfurada permite essa visibilidade de quem está dentro com o entorno, além do máximo aproveitamento solar, e com um sistema construtivo limpo, rápido e fácil, proporcionando aos moradores um espaço para estudos e pesquisas, bem como para as manifestações culturais que são bem fortes na cidade. Tabela 1 - Análise de Swot - Parque Educacional de Marinilla TABELA DE ANÁLISE PONTOS POSITIVOS

PONTOS NEGATIVOS

- Iluminação e Ventilação natural

- Pouca sinalização interna dos ambientes

beneficiada

- Acesso apenas por escadas para quem faz

- Aproveitamento Topográfico do

uso das quadras esportivas no nível inferior,

Terreno

o que dificulta a locomoção de pessoas com

- Arquitetura de montagem rápida e

mobilidade reduzida.

simples. 46


AMEAÇAS

OPORTUNIDADES

- Fácil acumulo de poeira e entrada de

- Expandir as áreas pelo entorno do parque

insetos devido a malha perfurada que

sem que seja necessário a movimentação de

envolve a fachada, além da entrada de

terra, devido ao sistema de montagem sobre

água nos dias chuvosos.

pilotis. - Implantação de uma rampa com acesso das quadras descobertas até o nível da edificação. - Implantação de vegetação já desenvolvida para a valorização do local.

3.2 ESTUDOS DE CASO NACIONAIS 3.2.1 Parque da Cidade – Roberto Burle Marx Localizado na cidade de São José dos Campos na Avenida Olivo Gomes, 100 no bairro de Santana, o Parque da Cidade conhecido também como Parque Municipal Roberto Burle Marx, conta com uma área 960.160,17m², funcionando todos os dias das 6h às 18h. A área que hoje é destinada ao Parque da Cidade, foi da antiga Fábrica de Tecelagem Parahyba criada em 1925 pelos então acionistas na época Ricardo Severo da Fonseca Costa e Carlos Leôncio de Magalhães, e como diretores o Dr. Paulo de Moraes Barros, Eduardo da Fonseca Costa e José Severo Dumont da Fonseca, entre outros. Figura 45 - Vista área da Tecelagem Parahyba

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016

47


Figura 46 - Mapa Geral do Parque da Cidade Roberto Burle Marx

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade â&#x20AC;&#x201C; Roberto Burle Marx/2016 (p.13) Editado por: Tayane Camargo

48


Figura 47 - Setorização

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016 (p.55) SETOR 1 – Este Setor é voltado a atividades esportivas individuais ou de pequenos grupos, a atividades de lazer, brincadeiras e jogos, bem como as atividades de maior impacto como eventos esportivos organizados, espetáculos musicais, manifestações artísticas e festas de porte. SETOR 2 – Este Setor é voltado ao lazer contemplativo, a brincadeiras, jogos e atividades esportivas individuais ou de pequenos grupos, e que tenham baixo impacto.

Com os autos e baixos a fábrica passou por diversas mudanças, em especial na sua gestão que em 1933 passou a ter como presidente o Sr. Olivo Gomes. Em 1935 o local passa por uma crise, e Olivo propõe melhorias para a vida dos operários como escola industrial, consultório dentário, farmácia, até mesmo um mercado para operários. Começa com um complexo agro-industrial com produção de leite, arroz, café, avelã entre outros. Com essa expansão Olivo adquire as terras em torno da tecelagem bem como as fazendas da Boa Vista, a Santana do Rio Abaixo, a Pilão Arcado, a Fazendo do Cipó e a Chácara São José. Por volta de 1950 Olivo conhece o arquiteto Rino Levi devido ao contato de seus filhos com o Clube dos Artistas em São Paulo, surge então o projeto da construção da nova residência Gomes (figuras 48 e 49) com uma arquitetura moderna, contendo o projeto paisagístico de Roberto Burle Marx.

49


Figura 48 - Vista aérea Residência Olivo Gomes

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016 Figura 50 - Galpão Gaivota projeto de Rino Levi

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016

Figura 49 - Residência Olivo Gomes

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016

Figura 51 - Usina de Leite projeto de Rino Levi

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016

Com sua morte em 1957 a empresa passa a ser gerenciada pelos filhos, ao passar do tempo a empresa enfrenta diversos problemas políticos – econômicos e entre a década de 70 e 80 acaba contraindo muitas dívidas, entregando assim em 1993 parte de seus bens para o Governo do Estado. Surge então em julho de 1996 o Parque da Cidade “Roberto Burle Marx” em São José dos Campos. Tendo o patrimônio tombado pelo Comphac – Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural, e a Residência Olivo Gomes e os jardins de Burle Marx tombados pelo Condephaat.

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Figura 52 - Painel espacial artístico com pontos de interesse turístico de autoria do artista plástico Edison Braga

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016

Um espaço que permite a integração com a natureza e contato com os animais como as famosas capivaras, graças, papagaios, macacos e tucanos, também oferece aos visitantes espaço para prática de exercícios, recreações, atividades culturais e para educação ambiental. O local conta com uma área dedicada aos cães com equipamentos de treinamento, bebedouros e depósito para os dejetos dos cães. Figura 53 - Parque Canino

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016

Além do lindo jardim projetado por Burle Marx e os painéis decorativos, o parque abriga uma rica diversidade de espécies da flora, compondo com os lagos, ilhas artificiais e bosques. Playground, teatro arena, museu do Folclore, borboletário são algumas das atrações disponíveis no local. 51


Figura 54 - Painel Externo – Piso Inferior (Burle Marx)

Figura 55 - Painel Externo – Piso Inferior (Burle Marx)

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016

Figura 56 - Museu do Folclore

Figura 57 - Teatro de Arena

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016

Figura 58 - Lago da Casa da Ilha

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016

Figura 59 - Alameda das Figueiras

Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016

3.2.1.1 Parecer crítico O Parque da Cidade conta com uma grande área verde, contendo em pontos estratégicos uma massa arbórea mais densa e em outros pontos áreas mais abertas, o que torna o ambiente mais agradável, até mesmo nos dias de muito sol. A rica arquitetura de Rino Levi enaltece juntamente com o projeto paisagístico de Burle Marx o parque, valorizando ainda mais todo o conjunto da obra.

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Tabela 2 - Análise de Swot - Parque da Cidade - Roberto Burle Marx TABELA DE ANÁLISE PONTOS POSITIVOS -

Valorização

do

local

PONTOS NEGATIVOS devido

as - Algumas áreas do parque possuem difícil

arquiteturas existentes;

acesso;

- Projeto paisagístico de Burle Marx;

- Irregularidades no piso;

- Vegetação Densa e agradável em - Quantidade de Sanitários e distância. diversos pontos. AMEAÇAS

OPORTUNIDADES

- Perigo de carrapatos no local devido ao - Aumentar o número de sanitários em grande número de capivaras.

pontos chaves; - Implantar mais bebedouros e lixeiras; - Criar atividades que convidem as pessoas a utilizar frequentemente o local; - Construção de uma lanchonete ou restaurante.

3.2.2 Parque Passeio Público Localizado no centro de Curitiba na Rua Carlos Cavalcanti, o parque municipal Passeio Público possuí uma área de 69.285m² com funcionamento de terça a domingo das 6h às 20h. Figura 60 - Vista área do Parque Passeio Público

Figura 61 – Vista área por satélite do parque

Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/haus/paisagis mo-jardinagem/os-130-anos-de-historia-dopasseio-publico/ Fonte: www.google.com/maps (2019) Editado por: Tayane Camargo

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A proposta inicial em 1857 era da criação de um Jardim Botânico com foco nas atividades agrícolas em torno da área pantanosa do Rio Belém, porém na época o presidente da província do Paraná Alfredo D’Escragnolle Taunay (1843-1899), propôs a criação de uma área que pudesse ter integração dos moradores com natureza, surge então o Passeio Público inaugurado em 02 de maio de 1886 sendo o primeiro parque para os curitibanos. Dessa forma o rio foi canalizado e com a mudança no curso da água, a construção dos lagos e canais passou a ser alimentado por poços artesianos, sendo a primeira grande obra de saneamento da cidade, além de ter sido o local aonde a primeira lâmpada elétrica foi acessa em 1887. Figura 62 - Passeio Público em 1886

Foto: Acervo Casa da Memória Fonte: https://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=20427#&panel1-3

Segundo o site da Prefeitura de Curitiba no local está instalado a sede do Departamento de Proteção e Conservação da Fauna e abriga pequenas espécies da Fauna que permaneceram no local desde que o Zoológico (que era no parque do Passeio Público) foi transferido para o Parque Iguaçu em 1982, devido ao nível de barulho e a demanda de espaço, além das diversidade da Flora o parque conta com restaurante, playground, aquário, terrário, sanitários, ponte, posto da Polícia Militar, pedalinhos que são muito utilizados pelos visitantes, ciclovia e bicicletário7.

________________________ 7

PORTAL DA PREFEITURA DE CURITIBA. Parques e bosques - Passeio público. Disponível em: <http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/parques-e-bosques-passeio-publico/324>. Acesso em: 28 de fevereiro de 2019 às 7:30.

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Figura 63 - Ponte

Figura 64 - Lago para passeio com pedalinhos

Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/haus/paisagis mo-jardinagem/os-130-anos-de-historia-dopasseio-publico/

Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/haus/paisagis mo-jardinagem/os-130-anos-de-historia-dopasseio-publico/

Conta ainda com uma réplica do antigo portão de entrada do Cemitério de Cães de Paris, que foi desenhado pelo arquiteto Bouvard a convite do então prefeito em 1912 Cândido de Abreu para a realização de uma reforma no parque (figura 65). Figura 65 - Portal da Entrada

Figura 66 - Lago

Foto: Anderson Tozato Fonte: https://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=20 427#&panel1-3

Foto: Anderson Tozato Fonte: https://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=20 427#&panel1-3

Figura 67 - Ponte pênsil

Figura 68 - Fonte do Passeio Público

Foto: M. Cheli, Pref. de Curitiba Fonte: http://www.curitibaparana.net/parques/passeio-publico.htm (2019)

Foto: M. Cheli, Pref. de Curitiba Fonte: http://www.curitibaparana.net/parques/passeio-publico.htm (2019)

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Mesmo sendo o primeiro parque da cidade e o único incluso na grande área central de Curitiba, o parque tem passado por algumas crises. Segundo uma matéria publicada pelo site Gazeta do Povo (2018) 8, muitos moradores deixaram de visitar o local devido à falta de segurança, a transferência da base da Polícia Militar diminuiu a quantidade de rondas e aumentou o número de usuários de drogas dentro do parque além dos registros de assalto. Sem o olhar dos policiais e da fiscalização, os usuários têm utilizado de áreas mais afastadas e cobertas para o consumo de drogas, como é o caso do lago seco que fica abaixo do aquário (figura 69).

Figura 69 - Gruta debaixo do aquário

Figura 70 – Usuários de drogas no Parque

Foto: Raquel Derevecki Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/curitiba/viole ncia-no-passeio-publico-dispara-comdesativacao-do-modulo-da-pm32gce9ig9x9rx0yrm2tyjcjqc/ (2018).

Foto: Raquel Derevecki Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/curitiba/viole ncia-no-passeio-publico-dispara-comdesativacao-do-modulo-da-pm32gce9ig9x9rx0yrm2tyjcjqc/ (2018)

________________________ 8

GAZETA DO POVO. Violência no Passeio Público dispara com desativação no módulo da PM. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/curitiba/violencia-no-passeio-publico-dispara-comdesativacao-do-modulo-da-pm-32gce9ig9x9rx0yrm2tyjcjqc/>. Acesso em: 28 de fevereiro de 2019 às 10:40

56


Figura 71 - Setorização

Fonte: www.curitiba.pr.gov.br (2019)

3.2.2.1 Parecer crítico Desde a proposta inicial para a melhoria da área em torno do Rio Belém, muitas mudanças ocorreram no Passeio Público, contudo na última década o abandono e falta de interesse pelo local aumentou. Planos de Revitalização estão sendo discutidos de acordo com a Câmara Municipal de Curitiba, para tentar reaproximar o público do parque, bem como o incentivo a atividades que possa atrair novamente a população e oferecer acima de tudo segurança nas dependências do parque. 57


Tabela 3 - Análise de Swot - Parque Passeio Público TABELA DE ANÁLISE PONTOS POSITIVOS

PONTOS NEGATIVOS

- Grande Massa Vegetativa

- Falta de segurança

- Diversas espécies da Fauna e da Flora

- Área abandonadas

- Diversidade nas atividades oferecidas

- Lagos desativados

- Alimentação no Local AMEAÇAS

OPORTUNIDADES

- Perigo de assaltos no local devido a - Revitalizar os lagos e fontes diminuição de policiamento no local.

- Realizações de Atividades culturais para

- Algumas áreas sem gradil ou barreira de atrair a população proteção

- Um espaço que ofereça a história e a trajetória do Parque para o conhecimento de toda a população. - Reforço no patrulhamento e na iluminação noturna.

Tabela 4 - Comparativo entre os Estudos de Caso PARQUE EDUCATIVO DE MARINILLA

PARQUE DA CIDADE – ROBERTO BURLE MARX

PARQUE PASSEO PÚBLICO

Localização

Marinilla – Colômbia

São José dos Campos - SP

Curitiba – SP

Acesso

1,2 km do centro

3,8km do centro

Centro da cidade

Área total

700m²

960.160,17m²

69.285m²

Data

2015

1996

1886

Espaços interativos e multiusos para a população, salas de aula para diversas atividades.

Área contemplativa e de preservação, atividades esportivas, lazer e recreação.

Lago para pedalinhos, contemplação e preservação da fauna e da flora, pista de caminhada.

Sim

Sim

Sim

Principais Áreas

Áreas de Apoio

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4 VISITAS TÉCNICAS 4.1 Parque Tenente Siqueira Campos Visita Técnica realizada em 03 de março de 2019. Localizado em São Paulo na Rua Peixoto Gomide número 949, no bairro Jardim Paulista, com acesso principal pela Avenida Paulista, o parque mais conhecido como Trianon conta com uma área de 48.600m² com funcionamento diariamente das 6h às 18h, sendo obra do paisagista francês Paul Villon. Figura 72 – Vista área do parque

Fonte:www.google.com/maps (2019) Editado por: Tayane Camargo

Figura 73 - Ponte de acesso que liga os dois lados do parque

Figura 74 - Rua Alameda Santos vista da Ponte do parque

Fonte: Arquivo da autora (2019)

Fonte: Arquivo da autora (2019)

Em meados de 1880 o empreendedor Joaquim Eugênio de Lima comprou juntamente com seus sócios, todos os terrenos do alto da região, tendo como eixo principal a Avenida Paulista. Preservando os dois quarteirões de mata tropical, graças ao replantar de árvores cortadas, é 59


inaugurado em 1892 o Parque Villon, como uma área particular, somente dezenove anos depois o parque foi aberto ao público e doado a prefeitura em meados de 1924. Ficou popularmente conhecido como Trianon devido ao clube da Elite construído alguns anos depois pelo arquiteto Ramos de Azevedo (1851-1928), sendo batizado de Parque Tenente Siqueira Campos somente em 1931 em homenagem ao herói da Revolta Tenentista. Sendo a única área com reserva remanescente da Mata Atlântica contendo espécies como jequitibá, pau-ferro, cedro, araribá-rosa, bem como algumas espécies exóticas e outras nativas plantadas para complementar a grande variedade de vegetação no local, ao todo são registradas 135 espécies, sendo 8 ameaças de extinção como a Cabreúva, o chichá e o palmito-jussara segundo os dados da prefeitura de São Paulo. A área possui como atrativo a Trilha do Fauno, com destaque para a escultura de Victor Brecheret (figura 76), bem como a Aretusa de Francisco Leopoldo Silva. Figura 75 - Acesso principal pela Avenida Paulista

Figura 76 - Escultura do Fauno – Victor Brecheret

Fonte: Arquivo da autora (2019)

Fonte: Arquivo da autora (2019)

Voltado para atividades de contemplação o parque conta com bosque que compõem este cenário, com bancos espalhados pelo trajeto sendo alguns deles com a própria madeira das árvores caídas. Figura 77 - Bosque

Figura 78 - Bancos feitos com o tronco das árvores caídas

Fonte: Arquivo da autora (2019)

Fonte: Arquivo da autora (2019)

60


Outras opções disponíveis no Trianon são os playgrounds (figuras 79 e 81) para as crianças e a academia ao ar livre para os adultos (figura 80). Figura 79 - Playground 01 com acesso pela Avenida Paulista

Fonte: Arquivo da autora (2019)

Figura 80 - Academia ao ar livre

Fonte: Arquivo da autora (2019)

Figura 81 – Vista Panorâmica do Playground 02 com acesso pela Rua Peixoto Gomide

Fonte: Arquivo da autora (2019)

Áreas de apoio também são oferecidas como sanitários, bicicletário e administração do local. Figura 82 - Acesso aos Sanitários

Figura 83 - Bicicletário

Fonte: Arquivo da autora (2019)

Fonte: Arquivo da autora (2019) Figura 84 - Administração do Parque

Fonte: Arquivo da autora (2019)

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Figura 85 - Setorização

Fonte: Ilustração de Marcelo Pacheco no Guia do Parque Trianon Editado por: Tayane Camargo

O parque conta com uma topografia em declive que foi bem distribuída com as trilhas e bosque, com uma paginação feita em pedras portuguesas, e tendo a mata nativa como grande destaque o local foi tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico ) e pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo).

Figura 86 - Bosque

Figura 87 - Bosque com destaque para as pedras Portuguesas

Fonte: Arquivo da autora (2019)

Fonte: Arquivo da autora (2019)

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4.1.1 Parecer crítico A concepção do parque preservou bem os aspectos do terreno e da vegetação local com uma grande e agradável massa arbórea, contudo alguns aspectos poderiam ser melhorados. Como a acessibilidade aos sanitários, o aumento da quantidade de bebedouros no local, além de uma manutenção mais cuidadosa, como a retirada de árvores caídas, o cuidado com os equipamentos locais, e uma revigorada em algumas áreas, como no espelho d’água que se encontra vazio a tanto tempo (figuras 88 e 89). Figura 88 - Árvore derrubada

Figura 89 - Espelho d’água vazio

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Tabela 5 - Análise de Swot - Parque Tenente Siqueira Campos TABELA DE ANÁLISE PONTOS POSITIVOS

PONTOS NEGATIVOS

- Grande massa vegetativa nativa no local

- Falta de sanitários acessíveis para pessoas com

- Aproveitamento Topográfico do Terreno

mobilidade reduzida

- Bancos em diversos pontos e sinalização das - Falta de manutenção nos equipamentos da atividades no parque.

academia ao ar livre - Falta de equipamentos e manutenção nos playgrounds.

AMEAÇAS

OPORTUNIDADES

- Risco de queda em algumas árvores, até - Melhorar os equipamentos das atividades mesmo devido a uma possível falta de oferecidas no parque fiscalização.

- Colocar mais informações e de fácil acesso a

- A falta de uma cerca em torno do boque todos os visitantes sobre as espécies encontradas devido ao declive existe, pode ocasionar no local. acidentes com crianças.

- Adicionar mais bebedouros e instalar sanitários acessíveis.

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4.2 Parque Prefeito Mário Covas Visita Técnica realizada em 03 de março de 2019. Localizado na Avenida Paulista 1853, Bela Vista em São Paulo, o Parque Prefeito Mário Covas possuí uma área de 5.396m², sendo inaugurado em janeiro de 2010 após o decreto de abril de 2008 (Decreto n° 49.418) e que vincula a área ao Parque Municipal Tenente Siqueira Campos, funcionando diariamente das 7h às 18h. Figura 90 – Vista área do parque

Fonte:www.google.com/maps (2019) Editado por: Tayane Camargo

Na década de 70, o local abrigava os jardins da residência Vila Fortunato da família Thiollier, que foi demolida em 1972. No ano de 1991 o CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) deu início ao processo de tombamento do terreno e estabeleceu diretrizes para a sua ocupação, para que a vegetação existente fosse preservada. Figura 91 - Entrada Parque pela avenida paulista

Figura 92 - Rampa de Acesso ao CIT

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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O parque apresenta uma vegetação variada que compõe o bosque, ornamentado por aráceas, bromeliáceas, além de abacateiro, cedro, figueira-da-índia entre outras, além de contar com 31 espécies catalogadas na fauna. Figura 93 - Vista Panorâmica do Parque

Fonte: Arquivo da Autora (2019) Figura 94 - Croqui de Implantação

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Além do bosque no entorno do parque, o local conta com uma Central de Informações Turística Paulista (CIT Paulista) administrada pela empresa de turismo e eventos da cidade, sanitários acessíveis, paraciclos, acesso à internet além das pérgulas.

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Figura 95 - Paraciclo ao lado do CIT

Figura 96 - Ponto de coleta de descarte de Lixo Eletrônico

Fonte: Arquivo da autora (2019) Fonte: Arquivo da autora (2019) Figura 97 - Caminho cimentado para acesso aos sanitários

Figura 98 - Sanitários

Fonte: Arquivo da autora (2019) Fonte: Arquivo da autora (2019) Figura 99 - Barras de alongamento instaladas no deck

Fonte: Arquivo da autora (2019)

Figura 100 - Pérgula extensa pelo meio do parque

Fonte: Arquivo da autora (2019)

Figura 101 - Mesa com bancos de cimento

Figura 102 - Bosque

Fonte: Arquivo da autora (2019)

Fonte: Arquivo da autora (2019)

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Figura 103 - Bosque com vegetação mais densa

Fonte: Arquivo da autora (2019)

4.2.1 Parecer crítico O parque é um dos mais novos em São Paulo, contudo já apresenta alguns sinais de falta de manutenção, principalmente no pergolado que em certos locais está sem os parafusos, e nos cuidados com a vegetação ao longo das áreas. Contudo se tornou mais um local de refúgio da movimentada Avenida Paulista, trazendo um ar mais puro e leve para os paulistanos. Tabela 6 - Análise de Swot - Parque Prefeito Mário Covas TABELA DE ANÁLISE PONTOS POSITIVOS

PONTOS NEGATIVOS

- Massa vegetativa diversificada e de - Falta de cuidados no caminho do bosque. preservação da área da Paulista.

- Poucos pontos de iluminação noturna,

- Sanitários acessíveis e em boas mesmo levando em consideração que o condições, bem como o caminho que se parque funciona somente até as 18h. percorre pelo parque. - Deck com barras de alongamento. AMEAÇAS

OPORTUNIDADES

- Risco nos pergolados devido à ausência - Colocar mais informações no parque como de alguns parafusos.

as espécies existentes no local. - Construção do muro que cerca o parque ao lado direito, que hoje se encontra apenas com tapume.

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4.3 Parque Jardim da Luz Visita Técnica realizada em 03 de março de 2019. O parque Jardim da Luz está localizado na Praça da Luz no bairro do Bom Retiro em São Paulo, com uma área de 113.400m². Diversos são os relatos desde a consolidação do parque, conhecido originalmente como Horto Botânico, em 1825 foi aberto ao público e depois de passar por uma remodelação ficou conhecido como Jardim da Luz em 1838. Passou por diversos problemas desde a falta de verba como a escassez no abastecimento de água. No ano de 1893 teve início a construção do Grupo Escolar Prudente de Morais e do Liceu, hoje a atual Pinacoteca do Estado de São Paulo, dentro da área do Parque. No ano de 2000 a Pinacoteca começou a utilizar a áreas externa para expor esculturas ao ar livre. Figura 104 – Vista área do parque por Satélite

Fonte:www.google.com/maps (2019) Editado por: Tayane Camargo Figura 105 - Acesso pela Estação da Luz

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 106 - Vista do parque para o Museu da Língua Portuguesa

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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Figura 107 - Lago ao fundo da Pinacoteca

Fonte: Arquivo da Autora (2019) Figura 108 – Planta do Parque

Fonte: Macedo, Sakata (2010, p.178) Editado por: Tayane Camargo

O local conta com uma grande vegetação, tendo árvores exóticas, jardins, bosques, cascatas, coreto, academia ao ar livre, gruta, além de mais de 73 espécies segundo os dados da prefeitura de São Paulo. Um dos grandes destaques é o famoso lago em formato da Cruz de Malta, com relatos desde 1841 (figuras 109). 69


Figura 109 - Lago Cruz de Malta

Figura 110 - Cruz Malta vista do Mirante do Parque

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Perto do lago da cruz de malta, estรก localizado a gruta com uma cascata e acima delas o mirante que permite uma excelente visรฃo do parque. Figura 111 - Cascata

Figura 112 - Gruta

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 113 - Acesso ao mirante

Figura 114 - Acesso ao mirante

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 115 - Vista do mirante

Figura 116 - Vista do mirante

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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Figura 117 - Coreto do Parque

Figura 118 - Sanitários

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

4.3.1 Parecer crítico O Parque contém uma rica vegetação, com recantos sinuosos, um relevo pleno, diversas áreas agradáveis e de merecida contemplação, passou junto com a cidade pelo processo de urbanização e sendo oficialmente o primeiro parque urbano do Estado de São Paulo. Contudo o local enfrenta muitos problemas, possuí uma carência na infraestrutura, preservação e manutenção em diversos pontos do parque. Pisos irregulares, árvores caídas, e preenchimento em concreto em uma árvore que provavelmente está com a vida comprometida (figuras 119, 120 e 121 e 122). Figura 119 - Passeio irregular no parque

Figura 120 - Desníveis que podem causar acidentes

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 121 - Árvore caída perto da entrada do parque

Figura 122 - Preenchimento em concreto feito no tronco da árvore

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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Outro caso que chamou muito a atenção é a desativação do aquário subterrâneo (figura 123 e 126), porém não somente a desativação como o abandono e a falta de manutenção evidente no local, aonde foi possível observar até mesmo peixes mortos e servindo de alimento para os outros (figura 127). Figura 123 - Aquário subterrâneo em 2011

Figura 124 - Espelho d’água localizado acima do aquário

Fonte: Arquivo da Autora (2011) Fonte: Arquivo da Autora (2011) Figura 125 - Espelho d’água contendo somente água da chuva

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 126 - Aquário desativado

Fonte: Arquivo da Autora (2019) Figura 127- Peixe morto encontrado no lago

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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Tabela 7 - Análise de Swot - Parque Jardim da Luz TABELA DE ANÁLISE PONTOS POSITIVOS

PONTOS NEGATIVOS

- Grande extensão da massa vegetativa;

- Piso irregular em diversos pontos;

- Espaço para apresentações e eventos - Poucos pontos de bebedouros devido a culturais;

extensão do parque;

- Áreas amplas e diversificadas;

- Falta de mesas e locais para alimentação;

- Local agradável e com excelente contato - Tamanho da grama; com a natureza.

- Conservação das lixeiras.

AMEAÇAS

OPORTUNIDADES

- Perigo no caminho ao parque devido aos - Melhorar o calçamento do parque; desníveis irregulares, causando tropeços e - Implantação de locais para alimentação ou possíveis quedas, além do trajeto inviável piquenique; para pessoas com mobilidade reduzida;

- Instalação de novas lixeiras;

- Queda de árvores;

- Revitalização nas áreas destinadas as

- Possível contaminação nas áreas de água atrações culturais. parada e que não recebem manutenção.

- Revitalização de todos os lagos, fontes e do aquário.

4.4 Parque dos Eucaliptos Visita Técnica realizada em 07 de março de 2019. O Parque dos Eucaliptos está localizado na Avenida Nove de Julho no Jardim Pereira do Amparo na cidade de Jacareí, com uma área de 28.000m², funcionando todos os dias das 6h às 20h, um local tradicional criado na década de 70. O local vem passando por diversas modificações ao longo dos anos, algumas revitalizações e implantação de novas áreas, como por exemplo a pista de skate que foi feita a partir de um lago artificial que havia no local preservando o seu desenho original (figura 129 e 130).

73


Figura 128 – Delimitação do parque

Fonte: www.google.com/maps (2019) Editado por: Tayane Camargo

Figura 129 - Fase de obras na pista de skate

Figura 130 - Piscina de skate

Foto: Daniel Arnoni Fonte: http://www.odvo.com.br/portfolio/parquedos-eucaliptos/ (2006)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

O parque possuí estacionamento, área com academia de ginástica ao ar livre, lago artificial, playground na areia para as crianças, área para shows, além da construção da minicidade que conta com pista de educação de trânsito infantil. Figura 131 - Estacionamento do Parque

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 132 - Acesso principal

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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Figura 133 - Aparelhos de ginástica

Figura 134 - Aparelhos de ginásticas

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 135 - Lago

Figura 136 - Playground

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 137 - Área para shows Figura 138 - Minicidade com pista para educação de trânsito infantil

Fonte: Arquivo da Autora (2019) Fonte: Arquivo da Autora (2019)

No parque os visitantes encontram o Jardim dos Sentidos, a Sala Verde que é um projeto coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, que visa o incentivo de áreas socioambientais que possam oferecem informações e uma formação ambiental, dedicada para projetos, ações e programas educacionais voltados para essa área. Além da ligação direta com a bilbioteca municipal.

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Figura 139 - Jardim dos Sentidos

Figura 140 - Lago inativo no jardim dos sentidos

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 141 - Acesso Sala Verde

Figura 142 - Interno da Sala

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 143 - Detalhes construtivos da laje em frente a sala verde

Figura 144 - Rampa para acesso a Sala Verde

Fonte: Arquivo da Autora (2019) Fonte: Arquivo da Autora (2019) Figura 145 - Acesso pelo parque a Biblioteca

Figura 146 - Biblioteca Municipal

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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O parque ainda é equipado com adminsitração local, sanitários, área para funcionários separada com estoque de materiais, ferramentas e sanitários, além de alguns quiosques, bebedouro, deck elevado perto do lago, e um local separado e cercado para quem desejar caminhar com o seu cãozinho. Figura 147 - Área para Funcionários

Figura 148 - Quiosque com bebedouro

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 149 - Detalhe da elevação do deck

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 150 - Espaço Pet cercado

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 151 - Croqui Interno

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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4.4.1 Parecer crítico O parque conta com uma área bem distribuída, contudo a vegetação acaba sendo escassa. Poucas áreas sombreadas principalmente perto dos playgrounds e nos locais aonde se encontra os bancos, pois a quantidade é pouca. Algumas áreas encontram-se desativadas como o possível lago no jardim dos sentidos, além das manutenções que poderiam ser mais contínuas já que o parque possuí um quadro fixo de funcionários. Tabela 8 - Análise de Swot - Parque dos Eucaliptos TABELA DE ANÁLISE PONTOS POSITIVOS

PONTOS NEGATIVOS

- Localização no centro da cidade;

- Poucas árvores com copas largas, o que

- Todas as áreas acessíveis;

acaba deixando os visitantes exposto ao sol

- Área para cães restrita;

diretamente;

- Sala Verde.

- Falta de cuidados com a piscina de skate. - Desativação do lago no Jardim dos Sentidos

AMEAÇAS

OPORTUNIDADES

- Risco de insolação, devido ao parque não - Reativação do lago no Jardim dos Sentidos; possuir tantos locais com sombreamento;

- Lixeiras com coleta seletiva; - Sinalizações;

4.5 Parque da Cidade – Jacareí Visita Técnica realizada em 07 de março de 2019. O Parque da Cidade de Jacareí está localizado na Avenida Engenheiro Davi Monteiro Lino, 489 no centro com uma área de 42 mil m², inaugurado em dezembro de 2008 com funcionamento diário das 6h às 22h.

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Figura 152 – Vista área do Parque por Satélite

Fonte: www.google.com/maps (2019) Editado por: Tayane Camargo

O parque possuí estacionamento externo com tarifas pela zona azul, conta com um quadro de funcionários fixos divididos em dois períodos, além de patrulhamento constante da guarda municipal. Oferecendo diversas atividades a população, principalmente o projeto de revitalização urbana para interligar os bairros ao parque da cidade de forma acessível e pela extensão das ciclovias. Figura 153 - Entrada do Parque da Cidade com ciclovia contornando a área

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 154 - Acesso principal pela Portaria 1

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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Figura 155 - Portaria 1

Figura 156 - Portaria 2

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019) Figura 157 - Entrada Administração

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

A sede administrativa do parque fica em uma das casas reformadas da antiga rede ferroviária, cortando um córrego seco a área do parque e o seu entorno atualmente são utilizadas para comemorações que ocorrem na cidade. O painel (figura 158) locado nas três entradas no parque, permite aos visitantes se localizar e conhecer as atividades que o local oferece. Figura 158 - Placa de Setorização do Parque

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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Figura 159 - Pergolados

Figura 160 - Playground 1

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 161 - Playground 2

Figura 162 - Quadra de TĂŞnis

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 163 - Quadra Poliesportiva

Figura 164 - Palco

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 165 - Fonte Desativada

Figura 166 - Lanchonete

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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Figura 167 – Sanitários Acessíveis

Figura 168 - Quadra de Futsal/Handebol

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 169 - Administração do Parque

Figura 170 - Academia da Melhor Idade

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 171 - Espaço Multiuso

Figura 172 - Jardim Japonês

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 173 - Jardim Japonês

Figura 174 - Quiosque

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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4.5.1 Parecer crítico O local conta com uma boa infraestrutura, segurança feita pela guarda municipal, sanitários amplos e acessíveis, sinalizações, área de estacionamento e oferece diversas atividades aos visitantes. Entretanto mesmo apresentando um quadro fixo de funcionários para o cuidado diário com o local, algumas áreas do parque estão esquecidas, como a fonte com espelho d’água que está desativada e servindo de depósito para água da chuva e sujeira e o lago no jardim japonês que não recebe tantos cuidados. Outro fator é que o parque não possui uma vegetação apropriada, principalmente em dias ensolarados tendo poucas áreas sombreadas, o que acaba diminuindo o número de visitantes.

Tabela 9 - Análise de Swot - Parque da Cidade - Jacareí TABELA DE ANÁLISE PONTOS POSITIVOS

PONTOS NEGATIVOS

- Guarda Municipal;

- Pouca cobertura vegetal;

-

Arquitetura

preservada

na

sede - Áreas inativas e com poucos cuidados;

administrativa;

- Cheiro do córrego dentro do parque.

- Áreas acessíveis. AMEAÇAS

OPORTUNIDADES

- Acúmulo de sujeira na fonte inativa, e até

- Expandir as atividades culturais para atrair

mesmo a proliferação de larvas e outros a população; insetos dependendo da demora na limpeza - Aumentar a cobertura vegetal com árvores no local.

apropriadas para sombreamentos;

- Mobiliários em condições de risco, como - Instalar mais bancos e ponto para a a mesa e pingue-pongue no espaço contemplação da natureza. multiuso.

4.6 Parque Botyra Camorim Gatti Visita Técnica realizada em 08 de março de 2019. Localizado na Avenida Dr. Cândido Xavier de Almeida e Souza – Vila Partenio em Mogi das Cruzes, O Parque Municipal de Recreação e Lazer Professora Botyra Camorim Gatti,

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conta com uma área de 30.824,17m², e foi criado a partir da Lei n° 3.792 em 18 de dezembro de 1992. Figura 175 – Vista área do parque com descrição do entorno

Fonte: www.google.com/maps (2019) Editado por: Tayane Camargo Figura 176 - Acesso Parque Botyra

Figura 177 - Circulação horizontal do parque

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

O local passou por uma revitalização em 2011, segundo o site da Prefeitura de Mogi das Cruzes o parque recebeu novos equipamentos como a Academia de Terceira Idade, Primeira Idade e a Inclusiva para pessoas com deficiência. De um lado do parque está locado a pista de skate, espaço comunitário com mesas e bancos e a escola mirim de trânsito, do outro lado o parque conta com parque infantil, os equipamentos de ginástica, quadras e sanitários.

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Figura 178 - Setorização Interna do Parque

Fonte: Arquivo da Autora (2019) Figura 179 - Pista de Skate

Figura 180 - Mobiliário

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 181 - Pista da Escola Mirim de Trânsito

Figura 182 - Caminho para acesso a área infantil

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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Figura 183 - Parque Infantil

Figura 184 - Bebedouro Ativo

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 185 - Sujeiras nos bebedouros

Figura 186 - Bebedouro acessĂ­vel inativo

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 187 - Bebedouro com apenas um lado funcionando

Figura 188 - Aparelhos de GinĂĄstica

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 189 - Quadra de Areia

Figura 190 - Mato crescendo na quadra de areia

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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Figura 191 – Administração

Figura 192 - Sanitários

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 193 - Quadra Poliesportiva

Figura 194 - Pavimentação do Parque

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 195 - Desníveis na pavimentação

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

4.6.1 Parecer crítico O Parque Botyra não possuí nenhum tipo de gradil, tendo assim seu espaço aberto ao público a qualquer momento, contudo isso acaba atraindo muitos moradores de rua que utilizam de algumas áreas do local. Pode-se notar os maus cuidados nos mobiliários do parque e principalmente na falta de limpeza nos bebedouros que estão em funcionamento. Pouca cobertura vegetal, em especial nas mesas e área do parquinho, a falta de acessibilidade nos banheiros e os desníveis na pavimentação do parque são alguns dos motivos que afastam a população do local.

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Tabela 10 - Análise de Swot - Parque Botyra Camorim Gatti TABELA DE ANÁLISE PONTOS POSITIVOS

PONTOS NEGATIVOS

- Localização do parque a outros - Pouca cobertura vegetal; equipamentos urbanos;

- Bebedouros acessíveis sem funcionamento;

- Distribuição dos espaços;

- Banheiros sem acessibilidade;

- Grande movimentação de pessoas - Falta de manutenção nas quadras. devido ao Terminal Estudantes e a Universidade de Mogi das Cruzes. AMEAÇAS

OPORTUNIDADES

- Pisos irregulares o que pode causar - Regularização da via pavimentada do acidentes, em especial dificuldade no parque; acesso para cadeirantes e carrinhos de - Colocação de Lixeiras com coletores; bebês;

- Implantação de bebedouros adequados;

- Contaminação devido ao acúmulo de - Colocação de placas de sinalização. sujeira depositada nos bebedouros.

88


Tabela 11 - Comparativo entre as Visitas TĂŠcnicas

89


5 ÁREA DE INTERVENÇÃO 5.1 HISTÓRICO DA CIDADE DE SANTA ISABEL A história se inicia por volta do século XVIII quando mineradores vindos do Vale do Paraíba começaram a se instalar na região. Sendo um dos primeiros municípios a compor o vale e estando na rota do sentido São Paulo ao Rio de Janeiro, a população foi desenvolvendo o comércio, a pecuária e a agricultura. Em janeiro de 1812 deixou de ser fazenda e foi elevada a freguesia (Paróquia de Santa Isabel) por intermédio do Bispo de São Paulo, Frei Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade. Em 25 de junho do mesmo ano passa a ser Vila Santa Isabel em referência a rainha de Portugal, Isabel Aragão. Foi por ordem de um decreto da Regência do Império, em nome do Imperador Dom Pedro II que a Vila foi emancipada do território de Mogi das Cruzes em 1832, tendo sua primeira eleição em 1833 com a criação da Câmara Administrativa para a região. Tendo a mão de obra escrava muito utilizada pelos então donos das fazendas Maximinio Antônio de Camargo, Fernandes Cardoso e o Major Guilhermino Mendes de Andrade, a abolição chegou em fevereiro na cidade alguns meses antes da Lei Áurea de maio de 1888. O primeiro bairro de Santa Isabel conhecido com 13 de maio justamente pela abolição foi habitado por estes escravos, e no local como marco desta liberdade foi construído um Obelisco. Após essa abolição antecipada do Maximinio os negros viram trabalhadores mediante a um salário, movimentando assim o comércio e mudando a economia do local. O preconceito após a abolição ainda existiu por muito tempo, na qual os negros não podiam frequentar nem mesmo a Igreja do Rosário localizada na praça da bandeira, construindo assim sua própria capela para São Benedito em frente ao Obelisco que foi o marco do fim da escravatura.

5.2 DADOS ESTATÍSICOS MUNICIPAIS Segundo dados do IBGE (2018) Santa Isabel conta com 56.792 mil habitantes, está inserida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e na microrregião de Guarulhos. Faz divisa ao Norte com o município de Igaratá, ao Sul com Arujá e Mogi das Cruzes, com Jacareí e Guararema ao Leste e a Oeste com Nazaré Paulista e Guarulhos.

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Figura 196 - Localização de Santa Isabel no Estado de São Paulo

Fonte: www.ibge.gov.br (2019)

Tendo uma área total de 363,303 km², possuí 82,7% de sua área dentro da lei de preservação aos mananciais (Lei n° 9.866, de 28 de novembro de 1997), bem como o decreto n° 55.662 de 30 de março de 2010 como proteção do Parque Estadual do Itaberaba e a Reserva Particular do Patrimônio Natural de Ibirapitanga (RPPN). Figura 197 - Demarcação do Território de Santa Isabel

Fonte: www.google.com/maps (2019)

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A grande maioria das construções no município são de caráter residencial com ocupação de baixa densidade e com predominância horizontal, tendo segundo a planta inicial da cidade um grande número de lotes irregulares com área menor que 250m² e dentro dos limites estabelecidos pela preservação ambiental. Segundo a Prefeitura o município contem 17 núcleos em processo de regularização fundiária, com um total de 3.600 famílias, sendo aproximadamente 14.400 pessoas.

5.3 ZONEAMENTO E LEGISLAÇÃO MUNICIPAL O Plano Diretor de 29 de março de 2016 se baseia no planejamento e no desenvolvimento da cidade, levando em consideração a distribuição espacial correta da população e nas atividades econômicas exercidas no município, buscando evitar e corrigir o crescimento urbano desenfreado com as ocupações irregulares bem como os efeitos negativos sobre o meio ambiente. Segundo o ordenamento o território está dividido em macrozonas de ambiente natural e ambiente urbano, sendo classificadas em: ▪

Macrozona de Restrição à Ocupação;

▪

Macrozona de Ocupação dirigido;

▪

Macrozona de Recuperação Ambiental;

▪

Macrozona de Desenvolvimento Econômico;

▪

Zonas Especiais.

Nas Zonas Especiais varia de acordo com sua vocação, geográfica, econômica, cultural e devido a fatores urbanísticos e ambientais, estas zonas classificam-se em: ▪

I - Zonas Especiais de Interesse Social – ZEIS;

▪

II - Zonas Especiais de Proteção Ambiental – ZEPAM;

▪

III - Zona Especial de Corredores de Desenvolvimento Estratégico – ZECDE;

▪

IV - Zonas Especiais de Urbanização Diferenciada – ZEUD.

A implantação do objeto de estudo está localizada em uma área classificada como Macrozona de ocupação dirigida com qualificação e adensamento urbano, sendo a área mínima de 250m², o coeficiente de aproveitamento igual a 2 e a taxa de permeabilidade equivale a 10%.

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Figura 198 - Mapa de Zoneamento de Santa Isabel

Fonte: Secretaria de Planejamento, Obras, Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente (2016)

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5.4 ASPETOS FÍSICOS O município é formado por uma topografia irregular, formado pelas ramificações da Serra da Mantiqueira, cortada por diversas ravinas e coberta por uma vegetação quase inexplorada, sendo característica da Mata Atlântica. Com um clima subtropical, Santa Isabel possuí temperatura entre 26 a 31 graus Celsius no verão, e uma média no inverno de 14 a 24 graus Celsius. Figura 199 - Relevo de Santa Isabel

Fonte: www.google.com.br/maps (2019) Figura 200 - Vegetação em Santa Isabel

Fonte: www.google.com.br/maps (2019)

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5.5 LOCAL DE IMPLANTAÇÃO O terreno escolhido para a implantação do Parque contém uma área de 123.335,60m², localizado na Rua José Bueno com a Avenida Presidente Getúlio Vargas, perto do centro urbanizado e com fácil acesso por um dos principais eixos do município a Avenida Manoel Ferraz de Campos Salles. Figura 201 - Imagem área por satélite do terreno

Fonte: www.google.com.br/maps (2019)

No interior do terreno encontra-se algumas ruas internas e galpões que antes eram utilizados para a criação de galinhas. Boa parte do terreno está em nível plano com a Av. Presidente Getúlio Vargas, o desnível do terreno está na Rua José Bueno com acesso para o loteamento do Jardim Eldorado, e a parte dos fundos do terreno é composto por um aclive de 80 metros.

Figura 202 - Acesso pela Avenida Pres. Getúlio Vargas

Figura 203 - Interno do terreno com vista a esquerda para a rua José Bueno

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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Devido à falta de manutenção na área, houve um grande aumento do pasto e de árvores não nativas. Classificada segundo a legislação municipal como uma área dentro do perímetro urbano e em uma Macrozona de Ocupação Dirigida que é caracterizada por áreas de interesse para a consolidação ou implantação de usos urbanos ou rurais, desde que sejam respeitados os índices estabelecidos para a zona que são de 250m² de lote mínimo, coeficiente de aproveitamento igual a 2, taxa de permeabilidade de 10% e taxa de ocupação de 50%. Figura 204 - Interno do Terreno (parte plana)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 205 - Aclive ao fundo do terreno

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Figura 206 - Interno do Terreno

Figura 207 - Interno do Terreno

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

O mapa viário (figura 208) indica o acesso ao terreno escolhido pelos três portais da cidade, sendo o primeiro pela Avenida Coronel Bertolo que está a 2,00 km e dá acesso a Rodovia Presidente Dutra com ligação para a cidade de São Paulo, Rio de Janeiro e Jacaréi. O segundo acesso é feito pela Avenida Manoel Ferraz de Campos Salles localizado a 1,9 km fazendo ligação com a Rodovia Vereador Albino Rodrigues Neves para a cidade de Arujá. E a terceira 96


rota é feita pela rua Sebastião Claudiano a 1,6 km do terreno, dando acesso a Rodovia Prefeito Joaquim Simão para a cidade de Igaratá. Figura 208 - Acesso viário ao terreno

Fonte: www.google.com.br/maps (2019) Editado por: Tayane Camargo

5.6 ESTUDO SOLAR As figuras 209 e 210 indicam o nascimento do sol as 6 horas e 30 minutos ao leste do terreno, bem como a incidência solar nele ao 12:00 horas. Figura 209 - Nascimento do sol ao leste as 6:30 da manhã

Fonte: www.googleearth.com.br (2019) Editado por: Tayane Camargo

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Figura 210 - Incidência solar as 12:00 horas

Fonte: www.googleearth.com.br (2019) Editado por: Tayane Camargo

O estudo abaixo demonstra a orientação solar em torno da área de implantação, bem como os ventos predominantes na região de Santa Isabel que vem do Leste como indicado nas setas abaixo (figura 211). Figura 211 - Estudo de Insolação e Ventos Predominantes

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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5.7 ANÁLISE DO ENTORNO Os levantamentos a seguir foram feitos em torno da área de intervenção considerando um raio de 800 metros. No mapa de uso e ocupação do solo (figura 212) é possível observar ocupações residenciais, algumas institucionais como escolas próximas a região, bem como o grande fluxo comercial devido a ligação com as principais avenidas da cidade. O índice de elevação das construções no entorno analisado é de dois pavimentos com algumas construções térreas (figura 213). Boa parte do entorno acima do terreno escolhido é cercado por vegetações como demonstra o mapa das áreas permeáveis (figura 214). As vias locais em torno do terreno permitem uma velocidade de até 30km/hora, e as avenidas destacadas como vias coletoras permitem 40km/hora conforme o mapa do sistema viário (figura 215). Figura 212 - Mapa de Análise do Uso e Ocupação do Solo – Santa Isabel

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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Figura 213 - Mapa de Anรกlise do Gabarito de Altura - Santa Isabel

Fonte: Arquivo da Autora (2019) Figura 214 - Mapa de Anรกlise das ร reas Permeรกveis - Santa Isabel

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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Figura 215 - Mapa de Anรกlise do Sistema Viรกrio - Santa Isabel

Fonte: Arquivo da Autora (2019) Figura 216 - Mapa de Anรกlise dos Cheios e Vazios - Santa Isabel

Fonte: Arquivo da Autora (2019)

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6 DIRETRIZES E PREMISSAS As informações descritas neste capítulo se remetem exclusivamente a NBR 9077, NBR 9050, ao Código Sanitário do Estado de São Paulo, ao Código de Obras e Edificações da Lei nº 11.228/92 , ao Decreto nº 12.342 de setembro de 1978 e a Lei nº 551 de 31 de dezembro de 1969, tendo seu conteúdo retirados do mesmo para aplicação do projeto. 6.1 NBR 9077 A NBR 9077 de 2001 determina que a largura das saídas deve ser dimensionada em função do número de pessoas que por elas deva transitar, observados os seguintes critérios: os acessos são dimensionados em função dos pavimentos que servirem à população; as escadas, rampas e descargas são dimensionada sem função do pavimento de maior população, o qual determina as larguras mínimas para os lanços correspondentes aos demais pavimentos, considerando-se o sentido da saída. As larguras mínimas das saídas, em qualquer caso, devem ser as seguintes: 1,10 m, correspondendo a duas unidades de passagem e 55 cm, para as ocupações em geral, ressalvado o disposto a seguir, 2,20 m, para permitir a passagem de macas, camas e outros. Os acessos devem satisfazer às seguintes condições: permitir o escoamento fácil de todos os ocupantes do prédio, permanecer desobstruídos em todos os pavimentos, ter pé-direito mínimo de 2,50 m, com exceção de obstáculos representados por vigas, vergas de portas, e outros, cuja altura mínima livre deve ser de 2,00 m. As distâncias máximas a serem percorridas para atingir um local seguro (espaço livre exterior, área de refúgio, escada protegida ou à prova de fumaça), tendo em vista o risco à vida humana decorrente do fogo e da fumaça, devem considerar: o acréscimo de risco quando a fuga é possível em apenas um sentido, o acréscimo de risco em função das características construtivas da edificação, a redução de risco em caso de proteção por chuveiros automáticos, a redução de risco pela facilidade de saídas em edificações térreas. Em edificações térreas, pode ser considerada como saída, para efeito da distância máxima a ser percorrida, qualquer abertura, sem grades fixas, com peitoril, tanto interna como externamente, com altura máxima de 1,20 m, vão livre com área mínima de 1,20 m² e nenhuma dimensão inferior a 1,00 m. As portas das rotas de saída e aquelas das salas com capacidade acima de 50 pessoas e em comunicação com os acessos e descargas devem abrir no sentido do trânsito de saída. 102


As portas devem ter as seguintes dimensões mínimas de luz: 80 cm, valendo por uma unidade de passagem; 1,00 m, valendo por duas unidades de passagem; 1,50 m, em duas folhas, valendo por três unidades de passagem. Determina que as escadas secundárias, não destinadas a saídas de emergência, mas que podem eventualmente servir como devem ter os pisos em condições antiderrapantes e que permaneçam como tais com o uso, ser dotadas de corrimãos, atendendo ao prescrito de apenas um corrimão para escadas com até 1,20m de largura, dispensando corrimãos intermediários, ser dotadas de guardas em seus lados abertos, e respeitando as dimensões dos pisos e espelhos devem ser constantes sendo que para os pisos são considerados um valor ideal entre 0,28m e 0,32m e para os espelhos entre 0,16m e 0,18m de altura. 6.2 NBR 9050 De acordo com a NBR 9050 de 2015 as áreas de qualquer espaço ou edificação de uso público ou coletivo devem ser servidas de uma ou mais rotas acessíveis. Áreas de uso restrito, como casas de máquinas, barriletes, passagem de uso técnico e outros com funções similares, não necessitam atender às condições de acessibilidade. As diretrizes estabelecidas pela NBR 9050 afirmam ainda que todo parque, praça ou local turísticos que possuam pavimentação, mobiliários ou equipamentos edificados, devem ser dotados de rotas acessíveis, bem como garantir o máximo de acessibilidade nas áreas ambientais garantindo legalmente a preservação dessas áreas. Segundo a NBR 9050 a circulação pode ser feita de forma horizontal ou vertical, sendo a vertical realizada por escadas, rampas ou equipamentos eletromecânicos sendo considerada acessível quando receber no mínimo duas formas de descolamento vertical, atendendo as especificações descritas para os revestimentos que devem ter superfície regular, firme e estável, não trepidante para dispositivos com rodas e antiderrapante sob qualquer condição (seco ou molhado). Defini que para a inclinação transversal da superfície deve ser de até 2 % para pisos internos e de até 3 % para pisos externos. A inclinação longitudinal da superfície deve ser inferior a 5 %. Inclinações iguais ou superiores a 5 % são consideradas rampas e, portanto, devem ter inclinação entre 6,25% e 8,33% sendo recomendável criar área de descanso nos patamares, com 103


largura livre mínima recomendável para as rampas em rotas acessíveis é de 1,50 m, sendo o mínimo admissível de 1,20 m e contendo corrimãos. Os patamares no início e no término das rampas devem ter dimensão longitudinal mínima de 1,20 m. Entre os segmentos de rampa devem ser previstos patamares intermediários com dimensão longitudinal mínima de 1,20 m, os patamares situados em mudanças de direção devem ter dimensões iguais à largura da rampa. Para os corredores devem ser dimensionados de acordo com o fluxo de pessoas, assegurando uma faixa livre de barreiras ou obstáculos. As larguras mínimas para corredores em edificações e equipamentos urbanos são: 0,90 m para corredores de uso comum com extensão até 4,00 m, 1,20 m para corredores de uso comum com extensão até 10,00 m; e 1,50 m para corredores com extensão superior a 10,00 m, 1,50 m para corredores de uso público, maior que 1,50 m para grandes fluxos de pessoas.

6.2.1 Locais de Esporte Lazer e Turismo A NBR 9050 determina que todas as portas existentes na rota acessível, destinadas à circulação de praticantes de esportes que utilizem cadeiras de rodas do tipo “cambadas” devem possuir vão livre de no mínimo 1,00 m, incluindo as portas dos sanitários e vestiários. Nas arquibancadas deve ser atendido ao descrito das normas específicas. Uma rota acessível deve interligar os espaços para pessoas com cadeiras de rodas e os assentos para pessoas com mobilidade reduzida e pessoas obesas, às áreas de apresentação, incluindo quadras, vestiários e sanitários. As áreas para prática de esportes devem ser acessíveis, exceto os campos gramados, arenosos ou similares. Os sanitários e vestiários acessíveis devem estar localizados tanto nas áreas de uso público quanto nas áreas para prática de esporte.

6.2.2 Calçadas De acordo com a NBR 9050 a largura da calçada pode ser dividida em três faixas de uso, conforme definido em faixa de serviço: serve para acomodar o mobiliário, os canteiros, as árvores e os postes de iluminação ou sinalização. Nas calçadas a serem construídas, recomendase reservar uma faixa de serviço com largura mínima de 0,70 m; faixa livre ou passeio: destinase exclusivamente à circulação de pedestres, deve ser livre de qualquer obstáculo, ter inclinação transversal até 3 %, ser contínua entre lotes e ter no mínimo 1,20 m de largura e 2,10 m de 104


altura livre; faixa de acesso: consiste no espaço de passagem da área pública para o lote. Esta faixa é possível apenas em calçadas com largura superior a 2,00 m. Serve para acomodar a rampa de acesso aos lotes lindeiros sob autorização do município para edificações já construídas. O acesso de veículos aos lotes e seus espaços de circulação e estacionamento deve ser feito de forma a não interferir na faixa livre de circulação de pedestres, sem criar degraus ou desníveis, sendo permitido a existência de rampas nas faixas de serviços. Os rebaixamentos de calçadas devem ser construídos na direção do fluxo da travessia de pedestres. A inclinação deve ser constante e não superior a 8,33 % (1:12) no sentido longitudinal da rampa central e na rampa das abas laterais. A largura mínima do rebaixamento é de 1,50 m. O rebaixamento não pode diminuir a faixa livre de circulação, de no mínimo 1,20 m, da calçada.

6.2.3 Estacionamento Segundo a NBR 9050 há dois tipos de vagas reservadas: para os veículos que conduzam ou sejam conduzidos por idosos e para os veículos que conduzam ou sejam conduzidos por pessoas com deficiência. A sinalização vertical das vagas reservadas deve estar posicionada de maneira a não interferir com as áreas de acesso ao veículo, e na circulação dos pedestres. As vagas para estacionamento para idosos devem ser posicionadas próximas das entradas, garantindo o menor percurso de deslocamento. As vagas para estacionamento de veículos que conduzam ou sejam conduzidos por pessoas com deficiência devem: contar com um espaço adicional de circulação com no mínimo 1,20 m de largura, quando afastadas da faixa de travessia de pedestres. Esse espaço pode ser compartilhado por duas vagas, no caso de estacionamento paralelo, perpendicular ou oblíquo ao meio fio; estar vinculadas à rota acessível que as interligue aos polos de atração; estar localizada de forma a evitar a circulação entre veículos; ter piso regular e estável; o percurso máximo entre a vaga e o acesso à edificação ou elevadores deve ser de no máximo 50 m. Todo estacionamento deve garantir uma faixa de circulação de pedestre que garanta um trajeto seguro e com largura mínima de 1,20 m até o local de interesse. Este trajeto vai compor a rota acessível.

105


6.2.4 Sanitários A NBR 9050 determina que os sanitários, banheiros e vestiários acessíveis devem obedecer aos parâmetros desta Norma quanto às quantidades mínimas necessárias, localização, dimensões dos boxes, posicionamento e características das peças, acessórios barras de apoio, comandos e características de pisos e desnível. Os espaços, peças e acessórios devem atender aos conceitos de acessibilidade, como as áreas mínimas de circulação, de transferência e de aproximação, alcance manual, empunhadura e ângulo visual. Os sanitários, banheiros e vestiários acessíveis devem localizar-se em rotas acessíveis, próximas à circulação principal, próximas ou integradas às demais instalações sanitárias, evitando estar em locais isolados para situações de emergências ou auxílio, e devem ser devidamente sinalizados, recomenda-se que a distância máxima a ser percorrida de qualquer ponto da edificação até o sanitário ou banheiro acessível seja de até 50 m. banheiros e vestiários devem ter no mínimo 5 % do total de cada peça instalada acessível, respeitada no mínimo uma de cada. Quando houver divisão por sexo, as peças devem ser consideradas separadamente para efeito de cálculo; recomenda-se que nos conjuntos de sanitários seja instalada uma bacia infantil para uso; deve ter dimensão mínima de 1,50m acrescido do comprimento da bacia com tubo de ligação em sua extensão e 0,80m para área de transferência acrescido de no mínimo 0,40m do eixo da bacia ao prumo da barra de apoio de pessoas com baixa estatura e de crianças. O Código Sanitário determina que tenham instalações sanitárias com, pelo menos 1 bacia sanitária e um lavatório, para cada sexo, contendo somente bacia sanitária: 1,20 m², com dimensão mínima de 1,00 m; contendo bacia sanitária e lavatório: 1,50 m², com dimensão mínima de 1,00m.

6.2.5 Bebedouros De acordo com a NBR 9050 a bica deve ser do tipo de jato inclinado, estar localizada no lado frontal do bebedouro, permitir a utilização por meio de copos e ser de fácil higienização. Devese instalar bebedouros com no mínimo duas alturas diferentes de bica, sendo uma de 0,90 m e outra entre 1,00 m e 1,10 m em relação ao piso acabado. O bebedouro de altura de bica de 0,90 m deve ter altura livre inferior de no mínimo 0,73 m do piso acabado, e deve ser garantido a aproximação frontal.

106


6.2.6 Ornamentação da paisagem e ambientação urbana – vegetação A NBR 9050 esclarece que o plantio e manejo da vegetação devem garantir que os elementos (ramos, raízes, plantas entouceiradas, galhos de arbustos e de árvores) e suas proteções (muretas, grades ou desníveis) não interfiram nas rotas acessíveis e áreas de circulação de pedestres. Nas áreas adjacentes às rotas acessíveis e áreas de circulação de pedestres, a vegetação não pode apresentar as seguintes características: espinhos ou outras características que possam causar ferimentos; raízes que prejudiquem o pavimento; princípios tóxicos perigosos. Quando as áreas drenantes de árvores estiverem invadindo as faixas livres do passeio, devem ser instaladas grelhas de proteção, niveladas em relação ao piso adjacente.

6.2.7 Assentos Públicos A NBR 9050 determina que os assentos devem apresentar: altura entre 0,40 m e 0,45 m, medida na parte mais alta e frontal do assento, largura do módulo individual entre 0,45 m e 0,50 m, profundidade entre 0,40 m e 0,45 m, medida entre a parte frontal do assento e a projeção vertical do ponto mais frontal do encosto, ângulo do encosto em relação ao assento entre 100º a 110º. Os assentos devem estar implantados sobre uma superfície nivelada com o piso adjacente. Deve ser garantido um Módulo de Referência (M.R) ao lado dos assentos fixos, sem interferir com a faixa livre de circulação.

6.2.8 Centros de Leitura Nas bibliotecas e centros de leitura, todo o mobiliário deve atender as especificações para a acessibilidade bem como um terminal de consulta acessível. Pelo menos 5 %, com no mínimo uma das mesas, devem ser acessíveis, conforme descrições já citadas, recomenda-se, além disso, que pelo menos outros 10 % sejam adaptáveis para acessibilidade. A largura livre nos corredores entre estantes de livros deve ser de no mínimo 0,90 m de largura. Nos corredores entre as estantes, a cada 15 m, deve haver um espaço que permita a manobra da cadeira de rodas. Recomenda-se atender às necessidades de espaço para circulação e manobra.

6.2.9 Mesas A NBR 9050 prevê que pelo menos 5%, com no mínimo uma, do total de mesas destinadas a jogos ou refeições devem estar dispostas em locais acessíveis e facilmente identificadas, 107


permitindo a aproximação frontal do cadeirante bem como uma circulação adjacente que permita um giro de 180º, as superfícies acessíveis deverão ter largura mínima de 0,90m e a altura de 0,75m e 0,85m do piso acabando, com altura de 0,73m livre sob o tampo e com profundidade livre de 0,50m de modo que permita que a pessoa em cadeira de rodas (P.C.R.) tenha a possibilidade de avançar sobre a mesa ou superfície, sendo recomendável que 1pelo menos outros 10% seja adaptáveis para acessibilidade.

6.3 Código Sanitário do Estado de São Paulo, nº 12.342 de setembro de 1978 6.3.1 Reservatório Segundo o Código Sanitário do Estado de São Paulo, Decreto n. 12.342 de setembro de 1978 sempre que o abastecimento de água não puder ser feito com continuidade e sempre que for necessário para o bom funcionamento das instalações prediais será obrigatória a existência de reservatórios prediais. A capacidade mínima dos reservatórios prediais, adicional à exigida para combate a incêndios, será equivalente ao consumo do prédio durante vinte e quatro hora e calculada segundo os critérios fixados pela ABNT. Os reservatórios prediais deverão ser construídos e revestidos com materiais que não possam contaminar a água; ter a superfície lisa, resistente e impermeável; permitir fácil acesso, inspeção e limpeza; possibilitar esgotamento total; ser suficientemente protegidos contra inundações, infiltrações e penetrações de corpos estranhos; ter cobertura adequada; ser equipados com torneira de boia na tubulação de alimentação, à sua entrada, sempre que não se tratar de reservatório alimentado por recalque; ser dotados de extravasor com diâmetro superior ao da canalização de alimentação, havendo sempre uma canalização de aviso, desaguando em ponto perfeitamente visível; ser providos de canalização de limpeza, funcionando por gravidade ou por meio de elevação mecânica.

6.3.2 Lanchonete O Código Sanitário define que os depósitos de matéria-prima, adegas e despensas terão: paredes revestidas de material cerâmico vidrado até a altura de 2,0 m, no mínimo; pisos revestidos de material cerâmico ou equivalente; aberturas teladas; portas com mola e com proteção, na parte inferior, à entrada de roedores. As cozinhas terão: área mínima de 10 m², não podendo a menor dimensão ser inferior a 2,5 m; piso revestido de material cerâmico; paredes revestidas até a 108


altura mínima de 2,0 m com material cerâmico vidrado e daí para cima pintadas a cores claras com tinta lavável; aberturas teladas; portas com mola; dispositivos para retenção de gorduras em suspensão; mesas de manipulação constituídas somente de pés e tampo, devendo este ser feito ou revestido de material liso, resistente e impermeável; água corrente fervente, ou outro processo comprovadamente eficiente para higienização das louças, talheres e demais utensílios de uso; pias, cujos despejos passarão obrigatoriamente por uma caixa de gordura. As copas obedecerão às mesmas exigências referentes às cozinhas, com exceção da área, a qual deverá ser condizente com as necessidades do estabelecimento a critério da autoridade sanitária. As copas-quentes obedecerão às mesmas exigências relativas às cozinhas, com exceção da área, que terá, no mínimo, 4,00 m².

6.4 Código de Obras e Edificações da Lei nº 11.228/92 6.4.1 Sala de Administração De acordo com Código de Obras e Edificações da Lei nº 11.228/92 as salas administrativas devem ter 7,00m² por pessoa.

6.4.2 Copa O Código de Obras e Edificações da Lei nº 11.228/92 estabelece que as aberturas para aeração e insolação dos compartimentos poderão estar ou não em plano vertical e deverão, observado o mínimo de 0,60m² (sessenta decímetros quadrados) ter dimensões proporcionais à área do compartimento de, no mínimo: 10% (dez por cento) para insolação de compartimentos do "GRUPO C" ( depósitos em geral, com área superior a 2,50m²,cozinhas, copas e lavanderias).

6.4.3 Quadro de Energia Segundo o Código de Obras e Edificações da Lei nº 11.228/92 as salas de medidores de energia elétrica e gás deverão também constituir-se em Setores de Incêndio, delimitados por elementos resistentes ao fogo RF-120 (piso/parede) e RF-60 (portas).

6.4.4 Deposito de Material de Limpeza O Código de Obras e Edificações da Lei nº 11.228/92 estabelece que as aberturas para aeração e insolação dos compartimentos poderão estar ou não em plano vertical e deverão, observado o 109


mínimo de 0,60m² (sessenta decímetros quadrados) ter dimensões proporcionais à área do compartimento de, no mínimo: 10% (dez por cento) para insolação de compartimentos do "GRUPO C" ( depósitos em geral, com área superior a 2,50m²,cozinhas, copas e lavanderias).

6.5 Lei nº551 de 31 de dezembro de 1696. 6.5.1 Águas Pluviais De acordo com a Lei nº 551 do município de Santa Isabel as águas pluviais dos telhados, pátios ou áreas pavimentadas em geral, não poderão escoar para os lotes vizinhos. Executa-se o caso em que não existirem vielas sanitárias e o imóvel possuir servidão garantida pelas leis vigentes, ou quando canalizadas dentro dos lotes vizinhos com a devida anuência de seus proprietários e a necessária aprovação da Prefeitura. As paredes de prédios ou dependências e os muros não poderão arrimar terra dos canteiros, jardins ou quintais, sem que seja revestido e impermeabilizado convenientemente de modo a não permitir a passagem da umidade para o lado da mesma parede. Nas construções feitas no alinhamento das vias públicas, as águas pluviais dos telhados serão canalizadas. Os condutores serão embutidos nas fachadas para as vias públicas e ligados às sarjetas.

6.5.2 Pés – Direitos Nos pavimentos térreos destinados ao comércio ou indústria, 4,00 m, nos demais casos, 2,50m. Os pisos intermediários, tais como: galerias, mezaninos, giraus, etc., executados entre o piso e o forro de um compartimento comum, somente serão permitidos quando os pés direitos resultantes tenham a dimensão mínima de 2,50m, e a divisão vertical do compartimento assim formado seja constituída de peitoris ou balaústres. A área do piso intermediário a que se refere o artigo anterior, não poderá ultrapassar a 50% (cinquenta por cento) da área do piso principal.

6.5.3 Espaços Livres Destinados a Insolação, Ventilação e Iluminação Para os efeitos de insolação, ventilação e iluminação, todos os compartimentos deverão ter aberturas diretas para os logradouros públicos ou espaços livres do próprio lote, sendo que essas poderão estar em qualquer plano, acima daquele do piso do compartimento. As dimensões dos espaços livres serão contadas em planta, entre as projeções das saliências (beirais, balcões, pórticos etc), exceto no caso das fachadas voltadas para os quadrantes NE ou NW. Os vãos de 110


iluminação e ventilação deverão ter área superior a 1/8 (um oitavo) da área do piso do compartimento a que atendam. Nas áreas de serviço será exigido janela em toda a extensão externa, com um mínimo de 0,50 m de altura. Os poços de ventilação terão uma das dimensões de no mínimo 0,60 m sendo a outra igual a menor dimensão do compartimento a que serve. Em qualquer caso de ventilação mecânica em de ar condicionado será obrigatória a apresentação do projeto por profissional especializando, acompanhado do memorial descritivo, contendo a especificação do equipamento, os dados e os cálculos necessários.

6.5.4 Áreas Mínimas para aberturas As aberturas destinadas a insolação, ventilação e iluminação, terão as áreas mínimas seguintes: um oitavo (1/8) da área útil do compartimento, quando voltada para logradouro, área de frente ou área de fundo, um sétimo (1/7) da área útil do compartimento, quando voltada para corredores, um sexto (1/6) da área útil do compartimento quando voltada para espaço livre fechado, em qualquer caso será respeitado o mínimo de sessenta (60) m². No mínimo metade das áreas fixadas neste artigo deverá ser destinadas à ventilação Toda e qualquer modificação de loteamento deverá garantir, para as construções existentes, as condições de insolação, iluminação e ventilação estabelecidas neste capítulo.

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7 ESQUEMAS ESTRUTURANTES 7.1 PERFIL DO USUÁRIO O público para o qual o parque está sendo projetado procura atrair crianças de 0 a 10 anos que vão acompanhadas de seus pais, para um passeio, um piquenique, um local que ofereça o contado com a natureza, ensinando e educando desde pequeno a importância do verde em nossa vida, aulas de trânsito infantil que estimulam e divertem a criançada , além de uma área segura para que as crianças divirtam-se de modo que seus pais consigam observá-las Jovens entre 11 e 19 anos, que a maioria das vezes saem com amigos após a aula para aplicar algum conhecimento, para aqueles que estão à procura de um local tranquilo para ler um bom livro, para o grupo de amigos que querem ensaiar uma música, para os que amam esportes e querem treinar futebol, vôlei, exercícios ou simplesmente poder aproveitar o tempo vago com atividades que sejam do seu agrado. Na fase adulta considerada de 20 a 59 anos, temos aqueles que não dispensam a caminhada pela manhã ou no finalzinho da tarde, aqueles que procuram um local tranquilo para fugir da correria do dia a dia, descansando em uma rede com uma boa sombra fresca, lendo, fotografando ou fazendo a contemplação da natureza. Para os amantes dos pets que querem um local que ofereça um espaço para o seu cãozinho se divertir e brincar com segurança, para aqueles que querem um passeio agradável com seus parceiros em um local convidativo, conservado e seguro. Assim também é para a fase idosa acima dos 60 anos, que cada vez mais procuram espaços para praticarem alongamentos, caminhadas, prática de exercícios, jogos com os amigos aproveitando a vida de maneira saudável e cuidando da saúde, e nada melhor do que fazer isso em um local que atenda suas necessidades, sendo acessível, oferecendo conforto e apoio e permitindo o contato e a contemplação com a natureza. Nesse público também se encontra os turistas de todas as faixas etárias citadas acima, que querem conhecer o novo e descobrir o que o parque da cidade pode oferecer, ampliar seus conhecimentos, conhecer um pouco da história da cidade e aprender sobre a natureza.

112


7.2 PROGRAMA DE NECESSIDADES Tabela 12 - Programa de Necessidades AMBIENTE

QUANTIDADE

ATIVIDADE

ÁREAS MÍNIMAS (m²)

SETOR ESPORTIVO Quadra Poliesportiva

2

Quadra de Futsal

1

Quadra de Tênis

1

Tênis de Mesa

5

Pista de Skate

1

Equipamentos de Ginástica

Para grupo de 40 a 50 pessoas

Local para o desenvolvimento de atividades esportivas e de jogos. Local para o desenvolvimento de atividades esportivas e de jogos. Local para o desenvolvimento de atividades esportivas e de jogos. Jogo de mesa para a diversão de grupos. Área destinada exclusivamente para skatistas realizarem manobras, disputas e torneiros. Prática de exercícios e alongamentos.

432m² cada

800m²

176m² 10m² para cada mesa 250m²

200m²

SETOR LAZER Área para piqueniques

1

Área Pet

1

Playground

1

Pista de Caminhada

1

Jardins Bosque Espelho d’água

-

Redário

10

AMBIENTE

QUANTIDADE

Realizar refeições. Espaço cercado para os pets, com brinquedos. Área para as crianças brincarem e interagirem uma com as outras. Circuito para caminhada e corrida dos visitantes. Contemplação Contemplação Contemplação Descanso, contemplação, sossego.

ATIVIDADE

200 m² 60 m²

80 m²

1000 m² A definir A definir A definir 50 m²

ÁREAS MÍNIMAS (m²)

SETOR CULTURAL

113


AMBIENTE

QUANTIDADE

ATIVIDADE

ÁREAS MÍNIMAS (m²)

SETOR CULTURAL

Área para exposições/palestras

1

Museu da Cidade

1

Concha Acústica

1

Área destinada a todo tipo de exposições e apresentações, como de fotos, trabalhos artísticos, quadros e esculturas. Peças e artefatos que contam a história da cidade, bem como um pouco da cultura local. Apresentações teatrais, shows e performances artísticas.

300 m²

50 m²

100m²

SETOR EDUCACIONAL

Áreas expositivas para educação ambiental

1

Sala Verde

1

Educação de Trânsito Infantil

1

Horta comunitária

1

Espaço de Leitura

1

Exposições e realizações de aulas ambientais com suporte para os alunos. Local que oferece informações e formação ambiental, dedicada a projetos, ações e programas educacionais voltados para o meio ambiente. Ensino das regras de trânsito para as crianças a fim de ensinar os cuidados em forma de uma brincadeira. Área destinada ao plantio de verduras e legumes que os próprios visitantes e os alunos da região irão cuidar. Espaço destinado para leitura dos visitantes e de alunos em períodos

300 m²

30 m²

-

70 m²

50 m²

114


de atividades externas.

SETOR DE APOIO PÚBLICO

Lanchonete

1

Estoque lanchonete

1

Bebedouros

Coletivo: 1 bacia sanitária, 1 mictório (masculino) e 1 lavatório para cada grupo de 20 pessoas. -

Paraciclos

25

Sanitários

Estacionamento

-

Venda e preparo de lanches rápidos para consumo dos visitantes mediante a compra. Estocar alimentos e descartáveis para uso da lanchonete.

Higiene Pessoal

Beber água. Apoio para bicicletas temporário Parar carros

30 m²

4 m²

1,20 m² sendo sua dimensão mínima de 1,20m² 35 m² A definir

SETOR DE APOIO ADMINISTRATIVO Guarita

1

Sala de Administração

1

Sala de Equipamentos

1

DML

2

Sanitários

2

Copa

1

Quadro de energia

-

Reservatório

-

Lixeira

-

Controle de acesso. Administrar e organizar tudo referente ao parque. Guardar e armazenar equipamentos utilizados no parque. Limpar e armazenar produtos de limpeza. Higiene Pessoal Preparo de refeições rápidas. Distribuição de energia. Armazenagem de água. Armazenagem de resíduos por um curto período.

3,00 m² + sanitário acessível 15 m²

8,00 m² 6,00 m² 1,20m² sendo sua dimensão mínima de 1,20 m² 20 m² -

3,00 m² para dois coletores

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7.3 CONCEITO A correria do dia a dia, o adensamento urbano, a falta de tempo e tantos outros fatores acabaram por distanciar as pessoas da natureza, o mundo tecnológico afastou mais ainda o ser humano dessas áreas, criando o mecanismo de casa e trabalho. Contudo, muitos ainda procuram espaços para simplesmente desconectar da vida atarefada e poder descansar com o ar puro da natureza, mas acabam encontrando algumas dificuldades, seja no acesso, na segurança, ou na falta de infraestrutura nesses espaços. A implantação do parque tem como objetivo propor melhorias na qualidade de vida da população, oferecendo áreas de lazer acessíveis na cidade, que venham acompanhadas de atividades educativas e culturais, com espaço para práticas esportivas e buscando demonstrar a importância da valorização, integração e da preservação da natureza.

7.4 PARTIDO A escolha do local para implantação do projeto na área central da cidade, visou a facilidade no acesso da população ao parque, para que a mesma possa fazer um uso contínuo. Com a locação de espaços que irá atrair os diversos públicos, será um convite para que todos possam usufruir das dependências do parque. Para que haja uma integração do público com a natureza, será oferecido um espaço que permitirá o contado direto com as plantas fazendo a criação de mudas e mostrando o jeito certo do plantio. Juntamente com esse contado o parque propõe a educação ambiental buscando ensinar a importância da natureza e os cuidados que devem ser tomados, mostrando de forma criativa e fácil para que todos possam aprender, até mesmo para aqueles que passam apenas por curiosidade no local, mas que consigam identificar as espécies existentes bem como informações distribuídas pelo parque. O uso de materiais sustentáveis e alternativos para a construção do parque, será um exemplo para os visitantes que é possível construir de forma limpa sem agredir o meio ambiente, além da captação da água da chuva, energia fotovoltaica e outros sistemas que visam a sustentabilidade do local. Devido ao grande aclive no terreno, o projeto buscará fazer o mínimo de movimentação de terra possível, até mesmo devido aos índices urbanísticos permitidos para a área. Partindo da criação 116


de áreas setorizadas, mas interligadas por todo o parque, através de caminhos que se cruzam fazendo a conexão com um eixo central, com formas mais orgânicas, mantendo a paisagem como elemento principal.

117


7.5 ORGANOGRAMA

118


7.6 FLUXOGRAMA

119


7.7 SETORIZAÇÃO

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8 CONSIDERAÇÕES FINAIS Durante todo o processo de formação das cidades foram muitos os impactos urbanos causados, a expansão das áreas para atender a demanda populacional que cresceu repentinamente em alguns centros, fez como que muitas áreas verdes fossem ocupadas, tanto para servir ao sistema viário como para os empreendimentos imobiliários. Os parques antes criados apenas por embelezamento, ganharam um papel de destaque, para tentar combater as condições insalubres em que a população estava e oferecer um ar mais puro para a cidade. O próprio poder público em muitos casos observou a necessidade e a importância do verde para a população, e juntamente com iniciações privadas criou diversos parques a partir de áreas verdes existentes ou de partes de fazendas e jardins das grandes casas espalhadas pelo Brasil. Com foco inicial nas áreas de contemplação, aos poucos outras atividades foram sendo implantadas aos parques, como áreas de lazer para as famílias, locais para práticas de esportes, e áreas que são destinadas a uma educação ambiental e cultural. A proposta da criação do Parque ELEC na cidade de Santa Isabel se deu devido à ausência de áreas de lazer no centro da cidade, cercada por vegetações mais de 80% de toda a sua área está dentro da lei de preservação aos mananciais, com isso o pequeno centro fica carente de um espaço que proporcione contato com a natureza sem que a população se desloque tanto para aproveitar as belezas da cidade. Com implantação do mesmo, essa relação com a natureza irá se intensificar a trazer muitos benefícios tanto aos moradores quando aos turistas que passam pela cidade.

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APÊNDICE A – Estudos Preliminares

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