P A R Q U E
E L E C
Tayane Camargo Salles Oliveira
UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES TAYANE CAMARGO SALLES 11151505548
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO II PARQUE DE ESPORTE, LAZER, EDUCAÇÃO E CULTURA DE SANTA ISABEL
Professora Orientadora: Martha Lucia Cardoso Rosinha
Mogi das Cruzes, SP 2019
1
UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES TAYANE CAMARGO SALLES 11151505548
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO II PARQUE DE ESPORTE, LAZER, EDUCAÇÃO E CULTURA DE SANTA ISABEL
Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Mogi das Cruzes como parte dos requisitos para a avaliação da banca
Professora Orientadora: Martha Lucia Cardoso Rosinha Mogi das Cruzes, SP 2019
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TAYANE CAMARGO SALLES TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO PARQUE DE ESPORTE, LAZER, EDUCAÇÃO E CULTURA DE SANTA ISABEL Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Mogi das Cruzes como parte dos requisitos para a avaliação da banca Aprovado em: ________________________
BANCA EXAMINADORA _______________________________________ Professora Orientadora Arquiteta Martha Lucia Cardoso Rosinha Universidade de Mogi das Cruzes
___________________________________________
___________________________________________
Professor Convidado
Arquiteto Convidado
Universidade de Mogi das Cruzes
3
Dedico este trabalho ao meu Avô Paulo (in memoriam) que sempre me ajudou em sua vida. Á minha mãe por tudo que fez e ainda faz por mim. A meu esposo que sempre me ajudou sem medir esforços e foi meu companheiro em muitas madrugadas.
4
Agradeço A Deus pela oportunidade. A meu esposo por sempre me acompanhar nas visitas técnicas. E a todos os professores que fizeram parte da minha formação contribuindo com seus conhecimentos.
5
O trabalho de um arquiteto é sempre uma obra educacional ainda que não seja ele um professor. Entretanto, quando se juntam mestre e arquiteto então uma obra poderá ser duplamente exaltada. (Arquiteto Hélio Duarte)
6
RESUMO O adensamento urbano acarretou grandes mudanças nas cidades, apropriações de áreas verdes para expansões dos centros urbanos e para atender a demanda viária só aumentou com o passar do tempo, causando grandes agressões ao meio ambiente. Entender essa evolução contribuiu para o desenvolvimento deste trabalho, que teve como objeto de estudo os parques urbanos, e qual a sua relação com o avanço das cidades, e a necessidade da implantação de um parque na cidade de Santa Isabel – SP que é carente de áreas de lazer e de contato com a natureza mesmo contendo mais de 80% de sua área dentro da lei de proteção aos mananciais. Analisando através de pesquisas, consultas bibliográficas, estudos de caso e visitas técnicas, para melhor compreender essa relação do parque com a cidade e com os visitantes, observando através das análises o impacto e a importância de um parque para a cidade, constatando que além de uma área de esportes, lazer, educação e cultura um parque precisa de infraestrutura para se manter e não cair no abandono. Palavras-Chave: Parque. Adensamento Urbano. Contemplação. Sustentabilidade.
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LISTA DE ILUSTAÇÕES Figura 1 - Blenheim, Inglaterra: primeiro momento, 1705 ................... 20
Figura 13 - Parque do Ibirapuera .......................................................... 27
Figura 2 – Esquema dos trabalhos de Haussmann, 1853 -1870............ 21
Figura 14 - Jardim e Mural projetados por Burle Marx no Parque (1995) .............................................................................................................. 28
Figura 3 - Birkenhead Park, Inglaterra, 1843........................................ 21 Figura 15 - Figura 28 - Parque do Povo (2005) .................................... 29 Figura 4 - Central Park (Nova York), 1858. ......................................... 22 Figura 16 - Parque Prefeito Mário Covas (2019) ................................. 29 Figura 5 - Prospect Park, Brooklyn (Nova York), 1865. ...................... 22 Figura 17 - Acesso principal ao Parque Educativo ............................... 31 Figura 6 - Riverside Estate (Chicago), 1869. ........................................ 23 Figura 18 - Acesso escada interna ........................................................ 31 Figura 7 - Sistema de Parques de Boston, de 1876 a 1890. .................. 23 Figura 19 - Vista área da área da implantação do projeto .................... 32 Figura 8 - Passeio Público, projeto de Auguste Glaziou de 1875 - RJ . 24 Figura 20 - Fachada .............................................................................. 32 Figura 9 - Parque do Flamengo – RJ (1996) ......................................... 25 Figura 21 - Setorização ......................................................................... 33 Figura 10 - Parque Tenente Siqueira Campos ...................................... 25 Figura 22 - Corte AA ............................................................................ 33 Figura 11 - Parque Dom Pedro II em obras (1920)............................... 26 Figura 23 - Elevação Oeste ................................................................... 33 Figura 12 - Viaduto Glicério em 1971, mostrando o Complexo viário do Parque Dom Pedro II............................................................................. 26
Figura 24 - Setorização ......................................................................... 35
8
Figura 25 - Painel Externo – Piso Inferior (B.M) ................................. 35
Figura 38 - Planta do Parque ................................................................ 46
Figura 26 - Parque Canino .................................................................... 35
Figura 39 - Lago Cruz de Malta ........................................................... 46
Figura 27 - Vista aérea Residência Olivo Gomes ................................. 36
Figura 40 - Vista do mirante ................................................................. 46
Figura 28 - Residência Olivo Gomes .................................................... 36
Figura 41 - Aquário subterrâneo em 2011 ............................................ 47
Figura 29 - Vista área do Parque Passeio Público ................................ 37
Figura 42 - Aquário desativado ............................................................ 47
Figura 30 - Ponte ................................................................................... 37
Figura 43 - Croqui Interno .................................................................... 47
Figura 31 - Portal da Entrada ................................................................ 38
Figura 44 - Acesso Sala Verde ............................................................. 48
Figura 32 - Setorização ......................................................................... 43
Figura 45 - Minicidade com pista para educação de trânsito infantil ... 48
Figura 33 - Vista Panorâmica do Playground 02 com acesso pela Rua
Figura 46 - Espaço Pet cercado ............................................................ 48
Peixoto Gomide..................................................................................... 43 Figura 47 - Placa de Setorização do Parque ......................................... 49 Figura 34 - Espelho d’água vazio ......................................................... 43 Figura 48 - Entrada do Parque da Cidade com ciclovia contornando a Figura 35 - Vista Panorâmica do Parque .............................................. 44
área ........................................................................................................ 49
Figura 36 - Croqui de Implantação ....................................................... 44
Figura 49 - Espaço Multiuso................................................................. 50
Figura 37 - Caminho cimentado para acesso aos sanitários.................. 45
Figura 50 - Quiosque ............................................................................ 50
9
Figura 51 - Setorização Interna do Parque ............................................ 51
Figura 64 - Nascimento do sol ao leste as 6:30 da manhã .................... 59
Figura 52 - Pista da Escola Mirim de Trânsito ..................................... 51
Figura 65 - Incidência solar as 12:00 horas .......................................... 59
Figura 53 - Caminho para acesso a área infantil ................................... 51
Figura 66 - Estudo de Insolação e Ventos Predominantes ................... 60
Figura 54 - Demarcação do Território de Santa Isabel ......................... 55
Figura 67 - Mapa de Análise do Uso e Ocupação do Solo – Santa Isabel .............................................................................................................. 61
Figura 55 - Mapa de Zoneamento de Santa Isabel ................................ 56 Figura 68 - Mapa de Análise do Gabarito de Altura - Santa Isabel ...... 61 Figura 56 - Relevo de Santa Isabel ....................................................... 57 Figura 69 - Mapa de Análise das Áreas Permeáveis - Santa Isabel ...... 61 Figura 57 - Vegetação em Santa Isabel ................................................. 57 Figura 70 - Mapa de Análise do Sistema Viário - Santa Isabel ............ 61 Figura 58 - Imagem área por satélite do terreno ................................... 57 Figura 71 - Ecotelhado Branco ............................................................. 70 Figura 59 - Acesso pela Avenida Pres. Getúlio Vargas ........................ 58 Figura 72 - Esquema de funcionamento do Ecotelhado ....................... 70 Figura 60 - Interno do terreno com vista a esquerda para a rua José Bueno ............................................................................................................... 58
Figura 73 - Cisterna Vertical Modular.................................................. 72
Figura 61 - Interno do Terreno (parte plana) ........................................ 58
Figura 74 - Filtro da Cisterna................................................................ 73
Figura 62 - Aclive ao fundo do terreno ................................................. 58
Figura 75 - Representação do Sistema de Jardim Autoirrigável .......... 73
Figura 63 - Acesso viário ao terreno ..................................................... 59
Figura 76 - Vidro Termocrômico ......................................................... 74
10
Figura 77 - Esquema do vidro insulado termocrômico ......................... 75
Figura 81 - Playground de madeira plástica Ecopex ............................ 77
Figura 78 - Detalhamento do piso drenante .......................................... 76
Figura 82 - Deck modular de madeira plástica Madeplast ................... 77
Figura 79 - Piso Fulget Resinado .......................................................... 76
Figura 83 - Pastilhas Pet ....................................................................... 77
Figura 80 - Piso Fulget Resinado .......................................................... 76
11
SUMÁRIO
3.2 ESTUDOS DE CASO NACIONAIS ............................................ 34
1 INTRODUÇÃO ................................................................................ 16
3.2.1 Parque da Cidade – Roberto Burle Marx ..................................... 34
1.1 INTRODUÇÃO AO TEMA ......................................................... 16
3.2.1.1 Parecer crítico ............................................................................ 36
1.2 PROBLEMATIZAÇÃO................................................................. 17
3.2.2 Parque Passeio Público ................................................................ 37
1.3 OBJETIVO ..................................................................................... 18
4 VISITAS TÉCNICAS ....................................................................... 42
1.4 JUSTIFICATIVA ........................................................................... 18
4.1 Parque Tenente Siqueira Campos ................................................... 42
2 FUNDAMENTAÇÃO ...................................................................... 20
4.1.1 Parecer crítico............................................................................... 43
2.1 DEFINIÇÃO DO TEMA .............................................................. 20
4.2 Parque Prefeito Mário Covas .......................................................... 44
2.2 REVISÃO HISTÓRICA SOBRE O TEMA ................................. 20
4.2.1 Parecer crítico............................................................................... 45
3 ESTUDOS DE CASOS..................................................................... 31
4.3 Parque Jardim da Luz...................................................................... 45
3.1 ESTUDOS DE CASO INTERNACIONAL ................................. 31
4.3.1 Parecer crítico............................................................................... 46
3.1.1 Parque Educativo de Marinilla...................................................... 31
4.4 Parque dos Eucaliptos ..................................................................... 47
3.1.1.1 Parecer crítico ............................................................................ 34
4.4.1 Parecer crítico............................................................................... 48
1
4.5 Parque da Cidade – Jacareí .............................................................. 48
6.1 PERFIL DO USUÁRIO ................................................................ 63
4.5.1 Parecer crítico ............................................................................... 50
6.2 PROGRAMA DE NECESSIDADES ............................................ 64
4.6 Parque Botyra Camorim Gatti ......................................................... 50
6.3 CONCEITO ................................................................................... 66
4.6.1 Parecer crítico ............................................................................... 51
6.4 PARTIDO ...................................................................................... 67
5 ÁREA DE INTERVENÇÃO ............................................................ 54
6.5 FLUXOGRAMA ............................................................................ 68
5.1 HISTÓRICO DA CIDADE DE SANTA ISABEL ....................... 54
7 TECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE ................................... 70
5.2 DADOS ESTATÍSICOS MUNICIPAIS ....................................... 54
7.1 ECOTELHADO BRANCO .......................................................... 70
5.3 ZONEAMENTO E LEGISLAÇÃO MUNICIPAL ...................... 55
7.1.1 Como Funciona ............................................................................ 70
5.4 ASPETOS FÍSICOS ....................................................................... 56
7.1.2 Uso e Aplicações .......................................................................... 70
5.5 LOCAL DE IMPLANTAÇÃO ...................................................... 57
7.1.3 Benefícios ..................................................................................... 71
5.6 ESTUDO SOLAR .......................................................................... 59
7.2 CISTERNA VERTICAL ................................................................ 71
5.7 ANÁLISE DO ENTORNO ........................................................... 60
7.2.1 Uso e Aplicações .......................................................................... 72
6 ESQUEMAS ESTRUTURANTES................................................... 63
7.3 JARDIM AUTOIRRIGAVÉL ....................................................... 73
2
7.3.1 Uso e Aplicações .......................................................................... 73
8.1 GUARITA ...................................................................................... 79
7.3.2 Benefícios ..................................................................................... 73
8.2 SANITÁRIOS ................................................................................ 79
7.4 VIDRO TERMOCRÔMICO......................................................... 74
8.3 EQUIPAMENTOS DE GINÁSTICA .......................................... 80
7.4.1 Como Funciona ............................................................................ 74
8.4 LANCHONETE ............................................................................ 80
7.4.2 Uso e Aplicações .......................................................................... 75
8.5 ADMINISTRAÇÃO ...................................................................... 80
7.4.3 Benefícios ..................................................................................... 75
8.6 MUSEU .......................................................................................... 81
7.5 DRENANTE RESINADO MASTER (PISO FULGET) .............. 75
8.7 EDUCACIONAL ........................................................................... 81
7.6 MADEIRA PLÁSTICA .................................................................. 76
9 O PROJETO........................................................................................83 CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................132
7.7 PASTILHA PET ............................................................................ 77
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................134
8 MATERIAIS E ACABAMENTOS .................................................. 79
3
4
1 INTRODUÇÃO
1 INTRODUÇÃO
centros urbanos e permitiu uma integração do homem com o meio
1.1 INTRODUÇÃO AO TEMA
ambiente.
O grande aumento populacional vem trazendo significativos impactos
[...] uma unidade física muito diversificada ele recebe igualmente um público muito variado – a criança que tem em suas dependências os primeiros contatos com a flora e a fauna; o escolar que inicia em suas dependências as primeiras aulas de educação ambiental e constata as maravilhosas interações biológicas que são muitas vezes simples na aparência; o estudante universitário que pode realizar em um ambiente construído pelo homem suas primeiras pesquisas; o visitante que busca a paz e a beleza que só a natureza proporciona; o fotografo amador e o profissional que registram imagens de rara delicadeza; o professor que pode realizar importantes experimento em condições de campo; o preservacionismo que encontra no Parque a expressão viva de sua luta, enfim um local onde todos podem ter, resguardadas suas aspirações particulares, um ponto de convívio harmônico. (LEITÃO FILHO, AZEVEDO, 1989, p.11)
nos centros urbanos, o crescimento desenfreado e desorganizado nas cidades vem destruindo recursos naturais e fazendo uso inapropriado de diversas áreas verdes. A construção de prédios e empreendimentos que visam aparentemente o desenvolvimento do país, trouxeram um retrocesso na qualidade de vida que é oferecida a população. Aumento da poluição, condições insalubres, pobreza e o difícil contato com o meio ambiente, são alguns dos danos causados pelo avanço urbano, diversas medidas vêm sendo tomadas por órgãos públicos, municipais, estaduais e por iniciativas privadas para conter esses impactos. Contudo a luta pelo urbano evoluído e sustentável é um dever
No trecho citado acima, temos uma definição simples e tão atual, que
de todos, sendo indispensável a conscientização de todas as partes.
demonstra o elo dos parques com o urbano e com toda uma população, Dentre as medidas adotadas, os parques estão ganhando destaque nos
contribuindo para a preservação das áreas verdes e para o avanço da
centros urbanos e sendo de suma importância para as cidades, segundo
sociedade. Contudo, mesmo com a implantação de parques em diversas
Macedo e Sakata (2010, p.13) definem “[...] parque como um espaço
áreas para tentar diminuir o impacto do crescimento urbano e propiciar
livre público estruturado por vegetação e dedicado ao lazer da massa
uma integração maior com o meio ambiente, outro fator vem sendo posto
urbana. O parque público, como o conhecemos hoje, é um elemento
em pauta, que é a manutenção e infraestrutura destes locais.
típico da grande cidade moderna, estando em constante processo de
Um levantamento feito pelo Instituto Semeia em abril de 2018 aponta
recodificação”, desta forma se tornou muito mais do que os pulmões dos
que 47% da população entrevistada não frequentam os parques urbanos
16
devido à falta de segurança, seguido pelas más instalações ou até falta
(2011) e Critérios gerais para a Implantação de um parque ecológico de
delas como os sanitários, a precária iluminação, além da falta de
Hermógenes de Freitas Leitão Filho e Dennis Baganha Azevedo.
equipamentos de esporte e lazer ¹.
Além das biografias consultadas, o conhecimento em projetos existentes
O presente trabalho tem como objetivo a implantação de um parque na
é de suma importância para melhor entender o funcionamento dos
cidade de Santa Isabel – SP, na Avenida Presidente Getúlio Vargas a
parques. Com isso foram feitas visitas em São Paulo, no Parque Jardim
mais ou menos 800 metros do centro da cidade, seguindo o programa de
da Luz, no Tenente Siqueira Campos e no Parque Prefeito Mário Covas,
necessidades estipulado e respeitando os índices urbanísticos, em um
na cidade de Jacareí a realização das visitas no Parque dos Eucaliptos e
terreno que conta com uma área em torno de 123 mil metros quadrados,
no Parque da Cidade e no Parque Botyra em Mogi das Cruzes. Através
um local que possa oferecer benefícios à cidade e aos moradores, bem
da análise feita nos estudos de caso, foi possível observar quesitos de
como suprir a falta de áreas de lazer para a população.
implantação, setorização bem como a utilização de materiais para serem
Para a elaboração do mesmo, foi feito uma pesquisa para descobrir a
utilizados nas áreas de apoio.
origem e influências dos parques pelo mundo, que ocorreram desde os
Com base nas informações que foram obtidas e dos projetos analisados,
tempos antigos com base nos grandes jardins, projetos de Haussmann no
foi possível compreender a importância da implantação de um parque na
início dos anos de 1850 para Paris foram muito importantes para a
cidade de Santa Isabel e como deverá ser o seu desenvolvimento.
criação dos primeiros parques, além do trabalho do arquiteto – paisagista ________________________
Olmsted pela américa e seu destaque para o Central Park de Nova York. Os conhecimentos passados por Rosa Grena Kliass no seu livro Parque
¹ SEMEIA, Instituto. Parques do Brasil – Percepções da População. Abril de 2018. Disponível em: <http://semeia.org.br/relatorios/semeia_parquesdobrasil_percepcoes.pdf>. Acesso em: 18 de fevereiro às 8:00.
Urbanos de São Paulo (1993) e o livro Parques Urbanos no Brasil (2010) de Silvio Soares Macedo e Francine Gramacho Sakata foram fundamentais para o desenvolvimento do projeto, além da contribuição
1.2 PROBLEMATIZAÇÃO
de Sun Alex em Projeto Praça: convívio e exclusão no espaço público
O grande aumento da população nos centros urbanos, causaram o afastamento de muitas áreas verdes, contudo a solução vem sendo ao
17
longo do tempo a criação dos parques para diminuir esse impacto. A
1.4 JUSTIFICATIVA
cidade de Santa Isabel mesmo contendo mais de 80% da sua área
O abandono e a falta de infraestrutura nas áreas públicas de lazer são os
territorial dentro da lei de proteção aos mananciais (Lei n° 9.866, de 28
principais motivos do desinteresse da população, bem como a localização
de novembro de 1997), possuí um déficit de áreas de lazer que se
desses espaços oferecidos. Os munícipes de Santa Isabel contam com
integrem com a natureza, de forma bem projetada e com a infraestrutura
pontos turísticos na cidade como as cachoeiras e a represa do Jaguari,
necessária para o funcionamento do local. Atualmente a cidade conta
contudo são áreas de lazer e integração com a natureza em áreas rurais,
com um Parque Municipal, porém seus atrativos são apenas uma quadra
o que dificulta o acesso para grande parte da população ou se torna um
de areia, um campo de futebol e a pista de caminhada, não possuindo
obstáculo devido ao tempo de percurso, principalmente para aqueles que
áreas de apoio e de uso essencial para a população. Toda essa falta de
querem um momento rápido de descanso e algumas horas de lazer.
infraestrutura aos visitantes vem causando um maior número de
A implantação do Parque ELEC seria uma maneira de assegurar a
desinteresse pela visitação ao local, algo que vem sendo crescente em
preservação da massa vegetativa existente no terreno escolhido, além de
muitos parques e em diversas áreas públicas espalhadas pelos centros
agregar áreas que possam propiciar lazer, oferecendo atrativos
urbanos.
esportivos, e contribuir para atividades de educação e cultura á toda a população. A utilização da arquitetura sustentável para construção das
1.3 OBJETIVO
áreas de apoio no parque seria indispensável, assim como toda a
O objetivo deste trabalho é demonstrar através de pesquisas, visitas e
infraestrutura necessária para o bom funcionamento do local.
estudos mediante a apuração dos fatos, a necessidade e importância da implantação de um parque na cidade de Santa Isabel, um local que possa oferecer qualidade de vida, sustentabilidade e proteção ao meio ambiente, além de complementar a cidade com áreas de esporte, lazer, educação e cultura, contribuindo com o desenvolvimento geral da cidade e despertar ainda mais o interesse dos turistas pelo local.
18
19
2 FUNDAMENTAÇÃO DO TEMA
2 FUNDAMENTAÇÃO
reproduzir cenários naturais e românticos de campos ondulados e
2.1 DEFINIÇÃO DO TEMA
florestas, adaptados a terrenos rugosos e ao clima úmido inglês”, ficando conhecidos como os jardins paisagens.
[...] Consideramos como parque todo espaço de uso público destinado à recreação de massa, qualquer que seja o seu tipo, capaz de incorporar intenções de conservação e cuja estrutura morfológica é auto-suficiente, isto é, não é diretamente influenciada em sua configuração por nenhuma estrutura construída em seu entorno. (MACEDO, SAKATA 2010, p.14)
Figura 1 - Blenheim, Inglaterra: primeiro momento, 1705
2.2 REVISÃO HISTÓRICA SOBRE O TEMA A evolução dos Parques se deve ao grande processo de urbanização da cidade, na qual foi sendo modificado ao longo da história, fazendo parte de diversos momentos importantes para toda a população. Para se entender o surgimento dos parques urbanos, o relato de suas influências Fonte: Alex (2011, p.63)
é indispensável. Não deixando de lado o mundo antigo, encontra-se relatos do século VI
Contudo o termo parque segundo Kliass (1993, p.20) surge com certa
a. C. sobre os jardins suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas
relevância no final do século XVIII na Inglaterra, porém ganha forças no
do mundo antigo, que foi edificado a mando do rei Nabucodonosor II
seu desenvolvimento apenas cem anos depois. É entre 1850 e 1860, na
para sua esposa Amitis.
Europa que de acordo com Kliass é feita “[...] a inserção de parques nas estruturas urbanas, com ênfase na França, especificamente por ocasião
Os parques foram inspirados nos jardins ingleses, que buscavam retratar
do plano de reformulação do centro de Paris, idealizado pelo barão
o romantismo em parceria com a natureza, pertenciam ao palácio com
Georges Eugene Haussmann, prefeito de Sena no período de Napoleão
direito a visitação do público mediante a abertura dos portões. Segundo
III”. Por volta da segunda metade do século XIX é elaborado por
Alex (2011, p.62) os jardins franceses e holandeses “[...] procuravam
20
Haussmann os sistemas de parques que se interligam com as grandes
Londres se destaca não somente pelos grandes jardins dos palácios, mas
avenidas.
sobretudo pelo destaque dos empreendimentos imobiliários que na época
A figura 3 mostra o plano urbanístico do barão Haussmann e Les
foram formulados por iniciativas privadas, e criaram as famosas cidades
promenades, jardins et parcs (passeios, jardins e praças) do engenheiro
jardins, e os projetos de loteamentos e parque público como o
paisagista Jean Charles Alphonse Alphand, durante a renovação urbana
Birkenhead, empreendimento que destaca Kliass (1993, p.20) em seu
de Paris, na qual contém os dois grandes parques Vicennes e o Bois de
livro o “[...] Buxton Pavilion Gardens e o Birkenhead Park, de autoria de
Boulogne, e destaque para o Buttes Chaummont que conecta as avenidas.
Joseph Paxton. Este último foi visitado por Olmsted e o inspirou na elaboração do Central Park de Nova York”.
Figura 2 – Esquema dos trabalhos de Haussmann, 1853 -1870
Figura 3 - Birkenhead Park, Inglaterra, 1843.
Fonte: Alex (2011, p.66) Fonte: Benevolo (1997, p.592)
Na América se destaca o arquiteto – paisagista Frederick Law Olmsted
A complementação das paisagens com o uso de outros elementos
(1822-1903) que foi responsável pelo Movimento de Parques
construtivos quebrou a formalidade dos então espaços verdes, com
Americanos, com grande destaque para o projeto do Central Park de
formas mais irregulares de maneira proposital, bem como o uso de
Nova York nos Estados Unidos, que propunha atender à necessidade de
pedras, estátuas e grandes folhagens.
áreas de lazer devido a acelerada expansão urbana².
21
[...] De 1830 a 1850, Nova York passou por dois grandes incêndios e duas epidemias de cólera...A questão de saúde pública, exacerbada por essas epidemias de cólera, foi decisiva para a aquisição de uma grande área a fim de construir um parque e descongestionar a cidade. (ALEX, SUN, 2011, p.68)
Olmsted e Vaux produziram o Prospect Park do Brooklyn em Nova York em 1865, fazendo o oposto do retângulo do Central Park, projetando uma área de aproximadamente 2 milhões de metros quadrados em forma de um pentágono (figura 7).
A partir disso surge o concurso para o projeto do Central Park (1858) na
Juntos impactaram também no meio urbanístico com Riverside Estate de
qual Olmsted ganha e trabalha junto com o arquiteto inglês Calvert Vaux
Chicago em 1869, que foi um dos primeiros subúrbios-jardins que
com uma área de 3.400.000 m², Segundo Olmsted (1928, p.45/46 apud
segundo Alex (2011, p.71) era um “[...] Conceito de parque aplicado ao
Kliass, 1993, p.19) “[...] Duas classes de melhoramentos deveriam ser
desenho residencial fora da cidade: uma alternativa voltada
planejadas com este propósito: uma, dirigida a assegurar ar puro e
exclusivamente para as classes mais inteligentes afortunadas.” (figura 8).
integral para atuar sobre os pulmões; outra, para atuar como paliativo,
Figura 5 - Prospect Park, Brooklyn (Nova York), 1865.
por impressões na mente e estimulando a imaginação”. ________________________ ² KLIASS, Rosa Grena. Parques urbanos de São Paulo e sua evolução na cidade. São Paulo: Pini, 1993. Figura 4 - Central Park (Nova York), 1858.
Fonte: Alex (2011, p.69)
Fonte: Alex (2011, p.67)
22
as condições de saúde, saneamento e embelezando a cidade ³. O modelo
Figura 6 - Riverside Estate (Chicago), 1869.
de cidades – jardins e das interligações de avenidas serviram de inspirações para a América do Sul, bem como no Uruguai e no Brasil. Figura 7 - Sistema de Parques de Boston, de 1876 a 1890.
Fonte: Alex (2011, p.71)
Olmsted desenvolve com a colaboração de Jonh Olmsted e Charles Eliot o sistema de parque em Boston no ano de 1876 a 1890 que ganhou
Fonte: Alex (2011, p.72)
destaque por dotar mais de 8 milhões de metros quadrados de área verde,
________________________
composto por mais de cinco parques na qual a prefeitura buscou por meio
³ ALEX, Sun. Projeto da praça: convívio e exclusão no espaço público. 2. ed. São Paulo: SENAC São Paulo, 2011.
do planejamento urbano direcionar o crescimento das cidades, visando Diferente dos outros lugares, no Brasil a implantação dos parques surgiu
[...] O parque é criado, então, como uma figura complementar ao cenário das elites emergentes, que controlavam a nova nação em formação e que procuravam construir uma figuração urbana compatível com a de seus interlocutores internacionais, especialmente ingleses e franceses. (MACEDO, SAKATA 2010, p.16)
não devido a expansão da massa urbana, mas como um cuidado com a paisagem devido a vinda de Dom João VI, como relata Macedo e Sakata no trecho abaixo:
23
Figura 8 - Passeio Público, projeto de Auguste Glaziou de 1875 - RJ
Essa chegada acarretou diversas transformações no Rio de Janeiro, como as inúmeras transformações urbanas, neste contexto surgiu os primeiros parques públicos como conhecemos hoje, datado de 1783 o Passeio Público no Rio de Janeiro (figura 10) é o parque urbano mais antigo no país, passando por uma grande reforma em 1862, segundo Macedo e Sakata, 2010: [...] sua origem precede a própria constituição do país como nação. Criado em 1783 por ordem do vice-rei Luís de Vasconcelos de Sousa, foi concebido por mestre Valentim da Fonseca e Silva segundo um traçado extremamente geométrico, inspirado nas tradições de desenho do jardim clássico francês e construído em área alagadiça conquistada ao mar. (MACEDO, SAKATA 2010, p.18)
Foto: Arquivo Geral do Acervo da cidade do Rio de Janeiro Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.16
O famoso Jardim Botânico do Rio de Janeiro (figura 11) de 1808 foi criado inicialmente para acervo e cultivo de especiarias vindas da Índia por Dom João VI contanto com um acervo de mais de 8 mil espécies paisagísticas. No Segundo Império o primeiro parque público é projetado em 1873 por Auguste François Marie Glaziou, o Campo de Santana (figura 12) seguiu o padrão romântico inspirados nos parques e jardins de Paris, sendo palco de diversos eventos da época e de festas populares. 1816, sendo transformado em espaço público em 1876 com projeto de Diversos projetos de parques se destacaram no Rio de Janeiro, como o
Glaziou, além da grande contribuição dos projetos paisagísticos de
Quinta da Boa Vista (figura 13) que foi residência da família real até
Roberto Burle Marx, como no Parque do Flamengo (figura 14) de 1961. 24
Figura 9 - Parque do Flamengo – RJ (1996)
A partir desse momento diversos outros parques foram sendo criados, buscando a inserção do urbano com o meio vegetativo, sendo na maioria das vezes criados pelo poder Municipal e Estadual, contudo a iniciativa privada teve grande importância na expansão de parques pela cidade “[...] como é o caso do Parque Villon, hoje Parque Siqueira Campos, conservado como parque privado por dezenove anos até tornar-se propriedade do município.” (KLIASS, 1993, p.27), sendo inaugurado em 1892 como uma área particular e aberto ao público em 1911, sendo conhecido popularmente como Trianon (figura 16).
Foto: Silvio Macedo Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.149
Figura 10 - Parque Tenente Siqueira Campos
Em São Paulo o início dos parques começa com o Horto Botânico no bairro do Bom Retiro, muitos são os relatos da sua criação, mas de acordo com o Guia dos Parques Municipais publicado pela prefeitura do Estado (2012) sua inauguração é de 1825, e após passar por uma remodelação ficou conhecido com Jardim da Luz em 1838, sendo tombado pelo CONDEPHAAT em 1981 (figura 15). Foto: Silvio Macedo Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.183
salão de baile, sendo adquirido como espaço público pela prefeitura no ano de 1939 4.
O Parque da Aclimação teve sua origem por volta de 1892 que segundo Macedo o local foi aberto como um parque zootécnico e botânico, no ano
Não se pode deixar de lado um dos parques que melhor representa essa
de 1920 contava com espaço para exposições, restaurante, botes e até
evolução na cidade de São Paulo bem como o processo de ocupação do
25
Figura 12 - Viaduto Glicério em 1971, mostrando o Complexo viário do Parque Dom Pedro II
seu entorno, o Parque Dom Pedro II, construído a partir da ocupação da várzea do Carmo do Rio Tamanduateí, contou com o projeto paisagístico do francês E. F. Cochet em 1911, com sua construção em torno de 1914 e 1922, representando grande evolução para a cidade em torno do rio. Figura 11 - Parque Dom Pedro II em obras (1920)
Fonte: Kliass (1993, p.122)
________________________ 4
MACEDO, Silvio Soares; SAKATA, Francine Gramacho. Parques urbanos no
Foto: Ivo Justino. Fonte: Acervo do Museu da cidade de São Paulo Disponível em: www.acervodacidade.prefeitura.sp.gov.br
Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2010.
Contudo, com a formulação do Plano das Avenidas em 1930 e colocado
Outros surgiram devido as suas próprias condições físicas, bem como a
em prática por Prestes Maia em 1938, o foco passo a ser o sistema viário
ocupação do vazio que é o caso do Parque do Ibirapuera na Vila Mariana
da grande cidade, afetando assim o espaço do parque, causando
criado no IV Centenário da cidade em 1954 5.
dificuldade no uso e sua descaracterização mais tarde devido a criação de viadutos e terminais de ônibus.
26
Figura 13 - Parque do Ibirapuera
Carmo (figura 22) no bairro de Itaquera, que atualmente conta com mais de 2.388.930m² de área segundo o Guia dos Parques Municipais de São Paulo (2012). Em meados dos anos 70 segundo Macedo, Sakata (2010, p.198) “[...] o bairro do Jabaquara foi submetido a um plano de renovação urbana em função da instalação da linha norte-sul do metrô paulistano e do Plano de Reurbanização de Conceição, o qual possibilitou a implantação do parque.” Surge então em 1980 o Parque Conceição em função da
Foto: Silvio Macedo. Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.39
desapropriação de três lotes com grandes jardins e com densas
O Parque Alfredo Volpi conhecido como o Bosque do Morumbi (figura
arborizações.
21) surge em 1966 sendo implantado em uma área de nascentes, com
O processo de desapropriação da antiga Fazenda Chácara Figueira
inauguração em 1971, mantendo sempre o foco na natureza o parque
Grande comandado pela Prefeitura em 1987 gerou a implantação do
utiliza de brinquedos feitos dos próprios eucaliptos.
Parque Ecológico Chico Mendes que foi aberto ao público no ano seguinte, com foco no uso cultural e de lazer e ainda permite pesquisas e
________________________
conhecimentos voltados para o meio ambiente.
5
KLIASS, Rosa Grena. Parques urbanos de São Paulo e sua evolução na cidade. 1. ed., São Paulo: Pini, 1993
Inspirados no modelo Riverside (figura 8) diversos loteamentos no Brasil foram criados como o Jardim América e o Jardim Europa em meados de 1930, esse processo de crescimento e valorização imobiliária motivou a
Em 1976 a partir das terras do loteamento da Fazendo do Carmo pertencentes a Oscar Americano de Caldas Filho, surge o Parque do criação de outros parques, como é o caso do Parque Burle Marx perto
empresário Baby Pignatari e teve o projeto paisagístico feito pelo próprio
das margens do rio Pinheiros, que no final da década de 40 era casa do
Roberto Burle Marx em frente à casa projetada por Oscar Niemeyer.
27
Em 1991 o local passou por uma restauração paisagística que foi
Brenna, Aflalo e Gasperini Arquitetos. O setor esportivo é se separado
realizada pelo próprio Burle Marx, e a elaboração do parque foi
por uma marquise do restante do parque que contém o setor institucional
coordenado pela arquiteta paisagista Rosa Kliass, sendo aberto ao
com pavilhões culturais, possibilitando a utilização das quadras no
público em 1995.
período noturno. [...] Graças ao seu desenho sinuoso no setor destinado ao passeio contemplativo e assimétrico nos setores esportivo e institucional, ao uso do solo-cimento para boa parte dos caminhos, ao trabalho de modelagem do relevo em suaves morrinhos e ao aproveitamento de estruturas existentes para criação de pergolados e passarelas, o Parque da Juventude tem um aspecto inédito. (MACEDO, SAKATA 2010, p.210)
Figura 14 - Jardim e Mural projetados por Burle Marx no Parque (1995)
Mesmo com as grandes construções imobiliárias muitos bairros sofrem com a falta de áreas verdes ao entorno, e foi essa escassez de praças e parques na região do Itaim Bibi que fez com que a prefeitura retomasse uma grande área que estava ocupada apenas por campos de futebol e com a ajuda de uma construtora que arcou com os custos da implantação, Foto: Ana Castro. Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.208
inaugurando em 2008 o Parque do Povo (figura 28) com uma área de 112.000m².
A partir da desativação do Complexo Penitenciário do Carandiru foi construído entre 2003 e 2005 o Parque da Juventude com arquitetura paisagística de Rosa Grena Kliass e participação no projeto de José Luiz
28
Figura 15 - Figura 28 - Parque do Povo (2005)
Parque Municipal, com uma área em torno de 406 mil m², contudo até a conclusão deste trabalho os projetos para a construção do mesmo estavam parados 6.
Foto: Silvio Macedo Fonte: Macedo, Sakata, 2010, p.212
Em 2010 é inaugurado o Parque Prefeito Mário Covas (figura 29) com uma área de 5.369m² após um decreto em abril de 2008 vinculando a área ao Parque Tenente Siqueira Campos na Avenida Paulista. Figura 16 - Parque Prefeito Mário Covas (2019)
________________________ 6
FOHA UOL. Projeto da Prefeitura de SP prevê Campo de Marte como parque e
sem
aviões.
Disponível
em:
<https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/11/projeto-da-prefeitura-de-sp-prevecampo-de-marte-como-parque-e-sem-avioes.shtml>. Acesso em: 03 de maio de 2019 às 9:30. Fonte: Arquivo da Autora
Em 2017 o então prefeito de São Paulo, João Doria firmou um acordo com a União para destinar parte do terreno do Campo de Marte em um
29
30
3 ESTUDOS DE CASOS
Figura 18 - Acesso escada interna
3 ESTUDOS DE CASOS 3.1 ESTUDOS DE CASO INTERNACIONAL 3.1.1 Parque Educativo de Marinilla Localizado na cidade de Marinilla na Colômbia o projeto da Equipe Mazzanti do Parque Educativo conta com uma área de 700m². Figura 17 - Acesso principal ao Parque Educativo
Foto: Rodrigo Dávila Fonte:www.archdaily.com.br (2017)
O projeto foi implantado nas proximidades da várzea do rio que corta a cidade, contando com as quadras da Unidade de Esportes Rámon Emilio Arcila no nível inferior do terreno, com
Foto: Rodrigo Dávila. Fonte:www.archdaily.com.br (2017)
a Instituição Acadêmica, e no topo localiza-se
Sendo uma iniciativa do ex-governador do departamento de Antioquia, Sérgio Fajardo em abril de
o Ginásio Poliesportivo e o Coliseu Municipal
2015 que propunha a construção de 80 parques educativos que incentivem as pesquisas em arte,
o principal estádio da cidade (Figura 34), e na
cultura e tecnologia, oferecendo qualificação com treinamentos frequentes aos professores e
separação dos dois níveis está o Parque
proporcionando aos moradores novos espaços públicos, de forma incompleta porém cumprindo a
Educativo de Marinilla na borda do talude .
maior parte das funções iniciais, a obra foi entregue em pouco mais de seis meses.
O projeto foi implantado nas proximidades da várzea do rio que corta a
Arcila no nível inferior do terreno, com a Instituição Acadêmica, e no
cidade, contando com as quadras da Unidade de Esportes Rámon Emilio
topo localiza-se o Ginásio Poliesportivo e o Coliseu Municipal o
31
principal estádio da cidade (Figura 34), e na separação dos dois níveis
Figura 20 - Fachada
está o Parque Educativo de Marinilla na borda do talude . Figura 19 - Vista área da área da implantação do projeto
Foto: Rodrigo Dávila Fonte:www.archdaily.com.br (2017)
Segundo o Arquiteto Giancarlo a escolha da forma e o material foram devido ao cronograma apertado da construção, porém buscando atender Foto: Sérgio Gomez. Fonte:www.archdaily.com.br (2017)
ao conforto e a funcionalidade, além do uso da iluminação e ventilação
A concepção do projeto foi a partir de formas geométricas abertas que
natural. No interior o deck de madeira permite a geração de calor sem
pudessem se expandir ao longo do tempo e permitir conexões e
interferir no restante do conjunto, assim como os revestimentos
adaptações de acordo com a necessidade do local. A estrutura metálica
avermelhados nas salas (Figuras 39 e 40) buscaram dar um destaque para
suspensa chama a atenção, assim como as fachadas que são cobertas por
as atividades realizadas no local
painéis pré-fabricados de malha expandida, o que facilitou a montagem do edifício
32
Figura 21 - Setorização
LEGENDA:
Fonte:www.archdaily.com.br (2017) Editado por: Tayane Camargo
Figura 22 - Corte AA
Figura 23 - Elevação Oeste
33
3.1.1.1 Parecer crítico
Com os autos e baixos a fábrica passou por diversas mudanças, em
A ideia principal da construção consiste em oferecer um sistema de
especial na sua gestão que em 1933 passou a ter como presidente o Sr.
integração da população com a natureza, o que ocorre devido a escolha
Olivo Gomes. Em 1935 o local passa por uma crise, e Olivo propõe
dos materiais para a concepção do edifício, o uso da malha perfurada
melhorias para a vida dos operários como escola industrial, consultório
permite essa visibilidade de quem está dentro com o entorno, além do
dentário, farmácia, até mesmo um mercado para operários. Começa com
máximo aproveitamento solar, e com um sistema construtivo limpo,
um complexo agro-industrial com produção de leite, arroz, café, avelã
rápido e fácil, proporcionando aos moradores um espaço para estudos e
entre outros.
pesquisas, bem como para as manifestações culturais que são bem fortes
Com essa expansão Olivo adquire as terras em torno da tecelagem bem
na cidade.
como as fazendas da Boa Vista, a Santana do Rio Abaixo, a Pilão Arcado, a Fazendo do Cipó e a Chácara São José. Por volta de 1950 Olivo
3.2 ESTUDOS DE CASO NACIONAIS
conhece o arquiteto Rino Levi devido ao contato de seus filhos com o
3.2.1 Parque da Cidade – Roberto Burle Marx
Clube dos Artistas em São Paulo, surge então o projeto da construção da nova residência Gomes (figuras 48 e 49) com uma arquitetura moderna,
Localizado na cidade de São José dos Campos na Avenida Olivo Gomes,
contendo o projeto paisagístico de Roberto Burle Marx.
100 no bairro de Santana, o Parque da Cidade conhecido também como
Com sua morte em 1957 a empresa passa a ser gerenciada pelos filhos,
Parque Municipal Roberto Burle Marx, conta com uma área
ao passar do tempo a empresa enfrenta diversos problemas políticos –
960.160,17m², funcionando todos os dias das 6h às 18h.
econômicos e entre a década de 70 e 80 acaba contraindo muitas dívidas, A área que hoje é destinada ao Parque da Cidade, foi da antiga Fábrica
entregando assim em 1993 parte de seus bens para o Governo do Estado.
de Tecelagem Parahyba criada em 1925 pelos então acionistas na época Ricardo Severo da Fonseca Costa e Carlos Leôncio de Magalhães, e como diretores o Dr. Paulo de Moraes Barros, Eduardo da Fonseca Costa e José Severo Dumont da Fonseca, entre outros.
34
Figura 24 - Setorização
SETOR 1 – Este Setor é voltado a atividades esportivas individuais ou de pequenos grupos, a atividades de lazer, brincadeiras e jogos, bem como as atividades de maior impacto como eventos esportivos organizados, espetáculos musicais, manifestações artísticas e festas de porte. SETOR 2 – Este Setor é voltado ao lazer contemplativo, a brincadeiras, jogos e atividades esportivas individuais ou de pequenos grupos, e que tenham baixo impacto. Figura 25 - Painel Externo – Piso Inferior (B.M)
Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016 Figura 26 - Parque Canino
Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016 (p.55)
Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016
Surge então em julho de 1996 o Parque da Cidade “Roberto Burle Marx” em São José dos Campos. Tendo o patrimônio tombado pelo Comphac – 35
Figura 28 - Residência Olivo Gomes
Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural, e a Residência Olivo Gomes e os jardins de Burle Marx tombados pelo Condephaat. Figura 27 - Vista aérea Residência Olivo Gomes
Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016
Além do lindo jardim projetado por Burle Marx e os painéis decorativos, o parque abriga uma rica diversidade de espécies da flora, compondo com os lagos, ilhas artificiais e bosques. Playground, teatro arena, museu
Fonte: Plano Diretor do Parque da Cidade – Roberto Burle Marx/2016
do Folclore, borboletário são algumas das atrações disponíveis no local. Um espaço que permite a integração com a natureza e contato com os animais como as famosas capivaras, graças, papagaios, macacos e
3.2.1.1 Parecer crítico
tucanos, também oferece aos visitantes espaço para prática de exercícios,
O Parque da Cidade conta com uma grande área verde, contendo em
recreações, atividades culturais e para educação ambiental. O local conta
pontos estratégicos uma massa arbórea mais densa e em outros pontos
com uma área dedicada aos cães com equipamentos de treinamento,
áreas mais abertas, o que torna o ambiente mais agradável, até mesmo
bebedouros e depósito para os dejetos dos cães.
nos dias de muito sol. A rica arquitetura de Rino Levi enaltece
36
juntamente com o projeto paisagístico de Burle Marx o parque,
Passeio Público inaugurado em 02 de maio de 1886 sendo o primeiro
valorizando ainda mais todo o conjunto da obra.
parque para os curitibanos. Dessa forma o rio foi canalizado e com a mudança no curso da água, a
3.2.2 Parque Passeio Público
construção dos lagos e canais passou a ser alimentado por poços
Localizado no centro de Curitiba na Rua Carlos Cavalcanti, o parque
artesianos, sendo a primeira grande obra de saneamento da cidade, além
municipal Passeio Público possuí uma área de 69.285m² com
de ter sido o local aonde a primeira lâmpada elétrica foi acessa em 1887.
funcionamento de terça a domingo das 6h às 20h.
Figura 30 - Ponte
Figura 29 - Vista área do Parque Passeio Público
Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/haus/paisagismo-jardinagem/os-130-anosde-historia-do-passeio-publico/
Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/haus/paisagismo-jardinagem/os-130-anosde-historia-do-passeio-publico
Segundo o site da Prefeitura de Curitiba no local está instalado a sede do
A proposta inicial em 1857 era da criação de um Jardim Botânico com
Departamento de Proteção e Conservação da Fauna e abriga pequenas
foco nas atividades agrícolas em torno da área pantanosa do Rio Belém,
espécies da Fauna que permaneceram no local desde que o Zoológico
porém na época o presidente da província do Paraná Alfredo
(que era no parque do Passeio Público) foi transferido para o Parque
D’Escragnolle Taunay (1843-1899), propôs a criação de uma área que
Iguaçu em 1982, devido ao nível de barulho e a demanda de espaço, além
pudesse ter integração dos moradores com natureza, surge então o
das diversidade da Flora o parque conta com restaurante, playground,
37
aquário, terrário, sanitários, ponte, posto da Polícia Militar, pedalinhos
muitos moradores deixaram de visitar o local devido à falta de segurança,
que são muito utilizados pelos visitantes, ciclovia e bicicletário7.
a transferência da base da Polícia Militar diminuiu a quantidade de
Conta ainda com uma réplica do antigo portão de entrada do Cemitério
rondas e aumentou o número de usuários de drogas dentro do parque
de Cães de Paris, que foi desenhado pelo arquiteto Bouvard a convite do
além dos registros de assalto. Sem o olhar dos policiais e da fiscalização,
então prefeito em 1912 Cândido de Abreu para a realização de uma
os usuários têm utilizado de áreas mais afastadas e cobertas para o
reforma no parque (figura 65).
consumo de drogas, como é o caso do lago seco que fica abaixo do aquário.
Figura 31 - Portal da Entrada
________________________ 7
PORTAL DA PREFEITURA DE CURITIBA. Parques e bosques - Passeio público. Disponível em: <http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/parques-e-bosques-passeiopublico/324>. Acesso em: 28 de fevereiro de 2019 às 7:30.
________________________
Foto: Anderson Tozato Fonte: https://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=20427#&panel1-3
8
GAZETA DO POVO. Violência no Passeio Público dispara com desativação no módulo da PM. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/curitiba/violencia-no-passeio-publico-disparacom-desativacao-do-modulo-da-pm-32gce9ig9x9rx0yrm2tyjcjqc/>. Acesso em: 28 de fevereiro de 2019 às 10:40
Mesmo sendo o primeiro parque da cidade e o único incluso na grande área central de Curitiba, o parque tem passado por algumas crises. Segundo uma matéria publicada pelo site Gazeta do Povo (2018) 8,
38
Tabela 1 - Comparativo entre os Estudos de Caso
PARQUE EDUCATIVO DE MARINILLA
PARQUE DA CIDADE – ROBERTO
PARQUE PASSEO PÚBLICO
BURLE MARX
Localização
Marinilla – Colômbia
São José dos Campos - SP
Curitiba – SP
Acesso
1,2 km do centro
3,8km do centro
Centro da cidade
Área total
700m²
960.160,17m²
69.285m²
Data
2015
1996
1886
Espaços interativos e multiusos para a
Área contemplativa e de preservação,
Lago para pedalinhos, contemplação e
população, salas de aula para diversas
atividades esportivas, lazer e
preservação da fauna e da flora, pista
atividades.
recreação.
de caminhada.
Sim
Sim
Sim
Principais Áreas
Áreas de Apoio Fonte: Elaborado pela autora
Tabela 2 - Análise de SWOT dos Estudos de Caso PONTOS NEGATIVOS
AMEAÇAS
OPORTUNIDADES
- Iluminação e Ventilação natural beneficiada - Aproveitamento Topográfico do Terreno
- Pouca sinalização interna dos ambientes - Acesso apenas por escadas para quem faz uso das quadras
- Fácil acumulo de poeira e entrada de insetos devido a malha perfurada que envolve a fachada,
- Expandir as áreas pelo entorno do parque sem que seja necessário a movimentação de
PARQUE EDUCA TIVO DE MARINI LLA
PONTOS POSITIVOS
39
PARQUE DA CIDADE – ROBERTO BURLE MARX
- Arquitetura de montagem rápida e simples.
PARQUE PASSEIO PÚBLICO
- Valorização do local devido as arquiteturas existentes; - Projeto paisagístico de Burle Marx; - Vegetação Densa e agradável em diversos pontos.
- Grande Massa Vegetativa - Diversas espécies da Fauna e da Flora - Diversidade nas atividades oferecidas - Alimentação no Local
esportivas no nível inferior, o que dificulta a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida.
- Algumas áreas do parque possuem difícil acesso; - Irregularidades no piso; - Quantidade de Sanitários e distância.
além da entrada de água nos dias chuvosos.
- Perigo de carrapatos no local devido ao grande número de capivaras.
- Perigo de assaltos no local devido a diminuição de policiamento no local. - Algumas áreas sem gradil ou barreira de proteção
- Falta de segurança - Área abandonadas - Lagos desativados
Fonte: Elaborado pela autora
40
terra, devido ao sistema de montagem sobre pilotis. - Implantação de uma rampa com acesso das quadras descobertas até o nível da edificação. - Implantação de vegetação já desenvolvida para a valorização do local. - Aumentar o número de sanitários em pontos chaves; - Implantar mais bebedouros e lixeiras; - Criar atividades que convidem as pessoas a utilizar frequentemente o local; - Construção de uma lanchonete ou restaurante. - Revitalizar os lagos e fontes - Realizações de Atividades culturais para atrair a população - Um espaço que ofereça a história e a trajetória do Parque para o conhecimento de toda a população. - Reforço no patrulhamento e na iluminação noturna.
41
4 VISITAS TÉCNICAS
4 VISITAS TÉCNICAS
como algumas espécies exóticas e outras nativas plantadas para
4.1 Parque Tenente Siqueira Campos
complementar a grande variedade de vegetação no local, ao todo são registradas 135 espécies, sendo 8 ameaças de extinção como a Cabreúva,
Visita Técnica realizada em 03 de março de 2019.
o chichá e o palmito-jussara segundo os dados da prefeitura de São Paulo.
Localizado em São Paulo na Rua Peixoto Gomide número 949, no bairro
A área possui como atrativo a Trilha do Fauno, com destaque para a
Jardim Paulista, com acesso principal pela Avenida Paulista, o parque
escultura de Victor Brecheret bem como a Aretusa de Francisco
mais conhecido como Trianon conta com uma área de 48.600m² com
Leopoldo Silva.
funcionamento diariamente das 6h às 18h, sendo obra do paisagista
Voltado para atividades de contemplação o parque conta com bosque que
francês Paul Villon.
compõem este cenário, com bancos espalhados pelo trajeto sendo alguns
Em meados de 1880 o empreendedor Joaquim Eugênio de Lima comprou
deles com a própria madeira das árvores caídas. Outras opções
juntamente com seus sócios, todos os terrenos do alto da região, tendo
disponíveis no Trianon são os playgrounds e a academia ao ar livre para
como eixo principal a Avenida Paulista. Preservando os dois quarteirões
os adultos. Áreas de apoio também são oferecidas como sanitários,
de mata tropical, graças ao replantar de árvores cortadas, é inaugurado
bicicletário e administração do local.
em 1892 o Parque Villon, como uma área particular, somente dezenove
O parque conta com uma topografia em declive que foi bem distribuída
anos depois o parque foi aberto ao público e doado a prefeitura em
com as trilhas e bosque, com uma paginação feita em pedras portuguesas,
meados de 1924. Ficou popularmente conhecido como Trianon devido
e tendo a mata nativa como grande destaque o local foi tombado pelo
ao clube da Elite construído alguns anos depois pelo arquiteto Ramos de
CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico,
Azevedo (1851-1928), sendo batizado de Parque Tenente Siqueira
Arqueológico, Artístico e Turístico ) e pelo CONPRESP (Conselho
Campos somente em 1931 em homenagem ao herói da Revolta
Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental
Tenentista.
da Cidade de São Paulo).
Sendo a única área com reserva remanescente da Mata Atlântica contendo espécies como jequitibá, pau-ferro, cedro, araribá-rosa, bem
42
Figura 32 - Setorização
4.1.1 Parecer crítico A concepção do parque preservou bem os aspectos do terreno e da vegetação local com uma grande e agradável massa arbórea, contudo alguns aspectos poderiam ser melhorados. Como a acessibilidade aos sanitários, o aumento da quantidade de bebedouros no local, além de uma manutenção mais cuidadosa, como a retirada de árvores caídas, o cuidado com os equipamentos locais, e uma revigorada em algumas áreas, como no espelho d’água que se encontra vazio a tanto tempo (figuras 88 e 89). Figura 34 - Espelho d’água vazio
Fonte: Ilustração de Marcelo Pacheco no Guia do Parque Trianon Editado por: Tayane Camargo
Figura 33 - Vista Panorâmica do Playground 02 com acesso pela Rua Peixoto Gomide
Fonte: Arquivo da autora (2019)
Fonte: Arquivo da autora (2019)
43
Figura 36 - Croqui de Implantação
4.2 Parque Prefeito Mário Covas Visita Técnica realizada em 03 de março de 2019. Localizado na Avenida Paulista 1853, Bela Vista em São Paulo, o Parque Prefeito Mário Covas possuí uma área de 5.396m², sendo inaugurado em janeiro de 2010 após o decreto de abril de 2008 (Decreto n° 49.418) e que vincula a área ao Parque Municipal Tenente Siqueira Campos, funcionando diariamente das 7h às 18h. Na década de 70, o local abrigava os jardins da residência Vila Fortunato da família Thiollier, que foi demolida em 1972. No ano de 1991 o CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) deu início ao
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
processo de tombamento do terreno e estabeleceu diretrizes para a sua
O parque apresenta uma vegetação variada que compõe o bosque,
ocupação, para que a vegetação existente fosse preservada.
ornamentado por aráceas, bromeliáceas, além de abacateiro, cedro, figueira-da-índia entre outras, além de contar com 31 espécies
Figura 35 - Vista Panorâmica do Parque
catalogadas na fauna. Além do bosque no entorno do parque, o local conta com uma Central de Informações Turística Paulista (CIT Paulista) administrada pela empresa de turismo e eventos da cidade, sanitários acessíveis, paraciclos, acesso à internet além das pérgulas.
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
44
O parque Jardim da Luz está localizado na Praça da Luz no bairro do
Figura 37 - Caminho cimentado para acesso aos sanitários
Bom Retiro em São Paulo, com uma área de 113.400m². Diversos são os relatos desde a consolidação do parque, conhecido originalmente como Horto Botânico, em 1825 foi aberto ao público e depois de passar por uma remodelação ficou conhecido como Jardim da Luz em 1838. Passou por diversos problemas desde a falta de verba como a escassez no abastecimento de água. No ano de 1893 teve início a construção do Grupo Escolar Prudente de Morais e do Liceu, hoje a atual Pinacoteca do Estado de São Paulo, dentro da área do Parque. No ano de 2000 a Pinacoteca começou a utilizar a áreas externa para expor esculturas ao ar Fonte: Arquivo da autora (2019)
livre. O local conta com uma grande vegetação, tendo árvores exóticas, jardins,
4.2.1 Parecer crítico
bosques, cascatas, coreto, academia ao ar livre, gruta, além de mais de
O parque é um dos mais novos em São Paulo, contudo já apresenta alguns
73 espécies segundo os dados da prefeitura de São Paulo. Um dos
sinais de falta de manutenção, principalmente no pergolado que em
grandes destaques é o famoso lago em formato de Cruz de Malta, com
certos locais está sem os parafusos, e nos cuidados com a vegetação ao
relatos desde 1841 (figura 109). Perto do lago da cruz de malta, está
longo das áreas. Contudo se tornou mais um local de refúgio da
localizado a gruta com uma cascata e acima delas o mirante que permite
movimentada Avenida Paulista, trazendo um ar mais puro e leve para os
uma excelente visão do parque
paulistanos.
4.3 Parque Jardim da Luz Visita Técnica realizada em 03 de março de 2019.
45
Figura 38 - Planta do Parque
Figura 40 - Vista do mirante
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
4.3.1 Parecer crítico O Parque contém uma rica vegetação, com recantos sinuosos, um relevo pleno, diversas áreas agradáveis e de merecida contemplação, passou Fonte: Macedo, Sakata (2010, p.178) Editado por: Tayane Camargo
junto com a cidade pelo processo de urbanização e sendo oficialmente o primeiro parque urbano do Estado de São Paulo. Contudo o local enfrenta
Figura 39 - Lago Cruz de Malta
muitos problemas, possuí uma carência na infraestrutura, preservação e manutenção em diversos pontos do parque. Pisos irregulares, árvores caídas, e preenchimento em concreto em uma árvore que provavelmente está com a vida comprometida. Outro caso que chamou muito a atenção é a desativação do aquário subterrâneo (figura 123 e 126), porém não somente a desativação como o abandono e a falta de manutenção evidente no local, aonde foi possível
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
observar até mesmo peixes mortos e servindo de alimento para os outros.
46
Figura 41 - Aquário subterrâneo em 2011
Figura 43 - Croqui Interno
Fonte: Arquivo da Autora (2011) Figura 42 - Aquário desativado
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
O local vem passando por diversas modificações ao longo dos anos, algumas revitalizações e implantação de novas áreas, como por exemplo a pista de skate que foi feita a partir de um lago artificial que havia no local preservando o seu desenho original (figura 129 e 130). O parque possuí estacionamento, área com academia de ginástica ao ar livre, lago artificial, playground na areia para as crianças, área para
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
shows, além da construção da minicidade que conta com pista de
4.4 Parque dos Eucaliptos
educação de trânsito infantil.
Visita Técnica realizada em 07 de março de 2019.
No parque os visitantes encontram o Jardim dos Sentidos, a Sala Verde
O Parque dos Eucaliptos está localizado na Avenida Nove de Julho no
que é um projeto coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, que
Jardim Pereira do Amparo na cidade de Jacareí, com uma área de
visa o incentivo de áreas socioambientais que possam oferecem
28.000m², funcionando todos os dias das 6h às 20h, um local tradicional
informações e uma formação ambiental, dedicada para projetos, ações e
criado na década de 70. 47
programas educacionais voltados para essa área. Além da ligação direta
Figura 46 - Espaço Pet cercado
com a biblioteca municipal. O parque ainda é equipado com adminsitração local, sanitários, área para funcionários separada com estoque de materiais, ferramentas e sanitários, além de alguns quiosques, bebedouro, deck elevado perto do lago, e um local separado e cercado para quem desejar caminhar com o seu cãozinho. Figura 44 - Acesso Sala Verde
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
4.4.1 Parecer crítico O parque conta com uma área bem distribuída, contudo a vegetação acaba sendo escassa. Poucas áreas sombreadas principalmente perto dos playgrounds e nos locais aonde se encontra os bancos, pois a quantidade é pouca. Algumas áreas encontram-se desativadas como o possível lago
Fonte: Arquivo da Autora (2019) Figura 45 - Minicidade com pista para educação de trânsito infantil
no jardim dos sentidos, além das manutenções que poderiam ser mais contínuas já que o parque possuí um quadro fixo de funcionários.
4.5 Parque da Cidade – Jacareí Visita Técnica realizada em 07 de março de 2019. O Parque da Cidade de Jacareí está localizado na Avenida Engenheiro Davi Monteiro Lino, 489 no centro com uma área de 42 mil m²,
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
48
inaugurado em dezembro de 2008 com funcionamento diário das 6h às
Figura 47 - Placa de Setorização do Parque
22h. O parque possuí estacionamento externo com tarifas pela zona azul, conta com um quadro de funcionários fixos divididos em dois períodos, além de patrulhamento constante da guarda municipal. Oferecendo diversas atividades a população, principalmente o projeto de revitalização urbana para interligar os bairros ao parque da cidade de forma acessível e pela extensão das ciclovias. A sede administrativa do parque fica em uma das casas reformadas da antiga rede ferroviária, cortando um córrego seco a área do parque e o
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
seu entorno atualmente são utilizadas para comemorações que ocorrem
Figura 48 - Entrada do Parque da Cidade com ciclovia contornando a área
na cidade. O painel (figura 158) locado nas três entradas no parque, permite aos visitantes se localizar e conhecer as atividades que o local oferece.
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
49
diário com o local, algumas áreas do parque estão esquecidas, como a
Figura 49 - Espaço Multiuso
fonte com espelho d’água que está desativada e servindo de depósito para água da chuva e sujeira e o lago no jardim japonês que não recebe tantos cuidados. Outro fator é que o parque não possui uma vegetação apropriada, principalmente em dias ensolarados tendo poucas áreas sombreadas, o que acaba diminuindo o número de visitantes.
4.6 Parque Botyra Camorim Gatti Fonte: Arquivo da Autora (2019)
Visita Técnica realizada em 08 de março de 2019.
Figura 50 - Quiosque
Localizado na Avenida Dr. Cândido Xavier de Almeida e Souza – Vila Partenio em Mogi das Cruzes, O Parque Municipal de Recreação e Lazer Professora Botyra Camorim Gatti, conta com uma área de 30.824,17m², e foi criado a partir da Lei n° 3.792 em 18 de dezembro de 1992. O local passou por uma revitalização em 2011, segundo o site da Prefeitura de Mogi das Cruzes o parque recebeu novos equipamentos como a Academia de Terceira Idade, Primeira Idade e a Inclusiva para
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
pessoas com deficiência. De um lado do parque está locado a pista de
4.5.1 Parecer crítico
skate, espaço comunitário com mesas e bancos e a escola mirim de
O local conta com uma boa infraestrutura, segurança feita pela guarda
trânsito, do outro lado o parque conta com parque infantil, os
municipal, sanitários amplos e acessíveis, sinalizações, área de
equipamentos de ginástica, quadras e sanitários.
estacionamento e oferece diversas atividades aos visitantes. Entretanto mesmo apresentando um quadro fixo de funcionários para o cuidado
50
Figura 51 - Setorização Interna do Parque
Figura 53 - Caminho para acesso a área infantil
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
4.6.1 Parecer crítico
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
O Parque Botyra não possuí nenhum tipo de gradil, tendo assim seu
Figura 52 - Pista da Escola Mirim de Trânsito
espaço aberto ao público a qualquer momento, contudo isso acaba atraindo muitos moradores de rua que utilizam de algumas áreas do local. Pode-se notar os maus cuidados nos mobiliários do parque e principalmente na falta de limpeza nos bebedouros que estão em funcionamento. Pouca cobertura vegetal, em especial nas mesas e área do parquinho, a falta de acessibilidade nos banheiros e os desníveis na
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
pavimentação do parque são alguns dos motivos que afastam a população do local.
51
Tabela 3 - Comparativo entre as Visitas TĂŠcnicas
52
53
5 ÁREA DE INTERVENÇÃO
5 ÁREA DE INTERVENÇÃO
Após essa abolição antecipada do Maximinio os negros viram
5.1 HISTÓRICO DA CIDADE DE SANTA ISABEL
trabalhadores mediante a um salário, movimentando assim o comércio e mudando a economia do local. O preconceito após a abolição ainda
A história se inicia por volta do século XVIII quando mineradores vindos
existiu por muito tempo, na qual os negros não podiam frequentar nem
do Vale do Paraíba começaram a se instalar na região. Sendo um dos
mesmo a Igreja do Rosário localizada na praça da bandeira, construindo
primeiros municípios a compor o vale e estando na rota do sentido São
assim sua própria capela para São Benedito em frente ao Obelisco que
Paulo ao Rio de Janeiro, a população foi desenvolvendo o comércio, a
foi o marco do fim da escravatura.
pecuária e a agricultura. Em janeiro de 1812 deixou de ser fazenda e foi elevada a freguesia (Paróquia de Santa Isabel) por intermédio do Bispo
5.2 DADOS ESTATÍSICOS MUNICIPAIS
de São Paulo, Frei Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade.
Segundo dados do IBGE (2018) Santa Isabel conta com 56.792 mil
Em 25 de junho do mesmo ano passa a ser Vila Santa Isabel em
habitantes, está inserida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP)
referência a rainha de Portugal, Isabel Aragão. Foi por ordem de um
e na microrregião de Guarulhos. Faz divisa ao Norte com o município de
decreto da Regência do Império, em nome do Imperador Dom Pedro II
Igaratá, ao Sul com Arujá e Mogi das Cruzes, com Jacareí e Guararema
que a Vila foi emancipada do território de Mogi das Cruzes em 1832,
ao Leste e a Oeste com Nazaré Paulista e Guarulhos.
tendo sua primeira eleição em 1833 com a criação da Câmara
Tendo uma área total de 363,303 km², possuí 82,7% de sua área dentro
Administrativa para a região.
da lei de preservação aos mananciais (Lei n° 9.866, de 28 de novembro
Tendo a mão de obra escrava muito utilizada pelos então donos das
de 1997), bem como o decreto n° 55.662 de 30 de março de 2010 como
fazendas Maximinio Antônio de Camargo, Fernandes Cardoso e o Major
proteção do Parque Estadual do Itaberaba e a Reserva Particular do
Guilhermino Mendes de Andrade, a abolição chegou em fevereiro na
Patrimônio Natural de Ibirapitanga (RPPN).
cidade alguns meses antes da Lei Áurea de maio de 1888. O primeiro bairro de Santa Isabel conhecido com 13 de maio justamente pela abolição foi habitado por estes escravos, e no local como marco desta liberdade foi construído um Obelisco. 54
com as ocupações irregulares bem como os efeitos negativos sobre o
Figura 54 - Demarcação do Território de Santa Isabel
meio ambiente. Segundo o ordenamento o território está dividido em macrozonas de ambiente natural e ambiente urbano, sendo classificadas em:
Fonte: www.google.com/maps (2019)
▪
Macrozona de Restrição à Ocupação;
▪
Macrozona de Ocupação dirigido;
▪
Macrozona de Recuperação Ambiental;
▪
Macrozona de Desenvolvimento Econômico;
▪
Zonas Especiais.
Nas Zonas Especiais varia de acordo com sua vocação, geográfica,
A grande maioria das construções no município são de caráter residencial
econômica, cultural e devido a fatores urbanísticos e ambientais, estas
com ocupação de baixa densidade e com predominância horizontal,
zonas classificam-se em:
tendo segundo a planta inicial da cidade um grande número de lotes irregulares com área menor que 250m² e dentro dos limites estabelecidos
▪
I - Zonas Especiais de Interesse Social – ZEIS;
pela preservação ambiental. Segundo a Prefeitura o município contem 17
▪
II - Zonas Especiais de Proteção Ambiental – ZEPAM;
núcleos em processo de regularização fundiária, com um total de 3.600
▪
III - Zona Especial de Corredores de Desenvolvimento Estratégico – ZECDE;
famílias, sendo aproximadamente 14.400 pessoas. ▪
5.3 ZONEAMENTO E LEGISLAÇÃO MUNICIPAL
IV - Zonas Especiais de Urbanização Diferenciada – ZEUD.
O Plano Diretor de 29 de março de 2016 se baseia no planejamento e no desenvolvimento da cidade, levando em consideração a distribuição
A implantação do objeto de estudo está localizada em uma área
espacial correta da população e nas atividades econômicas exercidas no
classificada como Macrozona de ocupação dirigida com qualificação e
município, buscando evitar e corrigir o crescimento urbano desenfreado
55
adensamento urbano, sendo a área mínima de 250m², o coeficiente de aproveitamento igual a 2 e a taxa de permeabilidade equivale a 10%. Figura 55 - Mapa de Zoneamento de Santa Isabel
5.4 ASPETOS FÍSICOS O município é formado por uma topografia irregular, formado pelas ramificações da Serra da Mantiqueira, cortada por diversas ravinas e coberta por uma vegetação quase inexplorada, sendo característica da Mata Atlântica. Com um clima subtropical, Santa Isabel possuí temperatura entre 26 a 31 graus Celsius no verão, e uma média no
Fonte: Secretaria de Planejamento, Obras, Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente (2016)
inverno de 14 a 24 graus Celsius.
56
Figura 56 - Relevo de Santa Isabel
Figura 58 - Imagem área por satélite do terreno
Fonte: www.google.com.br/maps (2019) Fonte: www.google.com.br/maps (2019) Figura 57 - Vegetação em Santa Isabel
No interior do terreno encontra-se algumas ruas internas e galpões que antes eram utilizados para a criação de galinhas. Boa parte do terreno está em nível plano com a Av. Presidente Getúlio Vargas, o desnível do terreno está na Rua José Bueno com acesso para o loteamento do Jardim Eldorado, e a parte dos fundos do terreno é composto por um aclive de 80 metros.
Fonte: www.google.com.br/maps (2019)
5.5 LOCAL DE IMPLANTAÇÃO O terreno escolhido para a implantação do Parque contém uma área de 123.335,60m², localizado na Rua José Bueno com a Avenida Presidente Getúlio Vargas, perto do centro urbanizado e com fácil acesso por um dos principais eixos do município a Avenida Manoel Ferraz de Campos Salles. 57
interesse para a consolidação ou implantação de usos urbanos ou rurais,
Figura 59 - Acesso pela Avenida Pres. Getúlio Vargas
desde que sejam respeitados os índices estabelecidos para a zona que são de 250m² de lote mínimo, coeficiente de aproveitamento igual a 2, taxa de permeabilidade de 10% e taxa de ocupação de 50%. Figura 61 - Interno do Terreno (parte plana)
Fonte: Arquivo da Autora (2019) Figura 60 - Interno do terreno com vista a esquerda para a rua José Bueno
Fonte: Arquivo da Autora (2019) Figura 62 - Aclive ao fundo do terreno
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
Devido à falta de manutenção na área, houve um grande aumento do pasto e de árvores não nativas. Classificada segundo a legislação municipal como uma área dentro do perímetro urbano e em uma Macrozona de Ocupação Dirigida que é caracterizada por áreas de
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
58
O mapa viário (figura 208) indica o acesso ao terreno escolhido pelos três portais da cidade, sendo
5.6 ESTUDO SOLAR
o primeiro pela Avenida Coronel Bertolo que está a 2,00 km e dá acesso a Rodovia Presidente Dutra
As figuras 209 e 210 indicam o nascimento do
com ligação para a cidade de São Paulo, Rio de Janeiro e Jacaréi. O segundo acesso é feito pela
sol as 6 horas e 30 minutos ao leste do terreno,
Avenida Manoel Ferraz de Campos Salles localizado a 1,9 km fazendo ligação com a Rodovia
bem como a incidência solar nele ao 12:00
Vereador Albino Rodrigues Neves para a cidade de Arujá. E a terceira rota é feita pela rua Sebastião
horas.
Claudiano a 1,6 km do terreno, dando acesso a Rodovia Prefeito Joaquim Simão para a cidade de Igaratá.
Figura 64 - Nascimento do sol ao leste as 6:30 da manhã
Figura 63 - Acesso viário ao terreno
Fonte: www.googleearth.com.br (2019) Editado por: Tayane Camargo Figura 65 - Incidência solar as 12:00 horas
Fonte: www.google.com.br/maps (2019) Editado por: Tayane Camargo Fonte: www.googleearth.com.br (2019) Editado por: Tayane Camargo
59
O estudo abaixo demonstra a orientação solar em torno da área de implantação, bem como os ventos predominantes na região de Santa Isabel que vem do Leste como indicado nas setas abaixo (figura 176).
5.7 ANÁLISE DO ENTORNO Os levantamentos a seguir foram feitos em torno da área de intervenção considerando um
Figura 66 - Estudo de Insolação e Ventos Predominantes
raio de 800 metros. No mapa de uso e ocupação do solo (figura 212) é possível observar ocupações residenciais, algumas institucionais como escolas próximas a região, bem como o grande fluxo comercial devido a ligação com as principais avenidas da cidade. O índice de elevação das construções no entorno analisado é de dois pavimentos com algumas construções térreas (figura 213). Boa parte do entorno acima do terreno escolhido é cercado por vegetações como demonstra o mapa das áreas permeáveis (figura 214). As vias locais em torno do terreno permitem uma velocidade de até 30km/hora, e as avenidas destacadas como
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
vias coletoras permitem 40km/hora conforme o mapa do sistema viário (figura 215).
60
Figura 67 - Mapa de Análise do Uso e Ocupação do Solo – Santa Isabel
Figura 69 - Mapa de Análise das Áreas Permeáveis - Santa Isabel
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
Figura 68 - Mapa de Análise do Gabarito de Altura - Santa Isabel
Figura 70 - Mapa de Análise do Sistema Viário - Santa Isabel
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
Fonte: Arquivo da Autora (2019)
61
62
6 ESQUEMAS ESTRUTURANTES
6 ESQUEMAS ESTRUTURANTES
que procuram um local tranquilo para fugir da correria do dia a dia,
6.1 PERFIL DO USUÁRIO
descansando em uma rede com uma boa sombra fresca, lendo, fotografando ou fazendo a contemplação da natureza. Para os amantes
O público para o qual o parque está sendo projetado procura atrair
dos pets que querem um local que ofereça um espaço para o seu cãozinho
crianças de 0 a 10 anos que vão acompanhadas de seus pais, para um
se divertir e brincar com segurança, para aqueles que querem um passeio
passeio, um piquenique, um local que ofereça o contado com a natureza,
agradável com seus parceiros em um local convidativo, conservado e
ensinando e educando desde pequeno a importância do verde em nossa
seguro.
vida, aulas de trânsito infantil que estimulam e divertem a criançada , além de uma área segura para que as crianças divirtam-se de modo que
Assim também é para a fase idosa acima dos 60 anos, que cada vez mais
seus pais consigam observá-las
procuram espaços para praticarem alongamentos, caminhadas, prática de exercícios, jogos com os amigos aproveitando a vida de maneira
Jovens entre 11 e 19 anos, que a maioria das vezes saem com amigos
saudável e cuidando da saúde, e nada melhor do que fazer isso em um
após a aula para aplicar algum conhecimento, para aqueles que estão à
local que atenda suas necessidades, sendo acessível, oferecendo conforto
procura de um local tranquilo para ler um bom livro, para o grupo de
e apoio e permitindo o contato e a contemplação com a natureza.
amigos que querem ensaiar uma música, para os que amam esportes e querem treinar futebol, vôlei, exercícios ou simplesmente poder
Nesse público também se encontra os turistas de todas as faixas etárias
aproveitar o tempo vago com atividades que sejam do seu agrado.
citadas acima, que querem conhecer o novo e descobrir o que o parque da cidade pode oferecer, ampliar seus conhecimentos, conhecer um
Na fase adulta considerada de 20 a 59 anos, temos aqueles que não
pouco da história da cidade e aprender sobre a natureza.
dispensam a caminhada pela manhã ou no finalzinho da tarde, aqueles
63
6.2 PROGRAMA DE NECESSIDADES Tabela 4 - Programa de Necessidades ÁREAS MÍNIMAS (m²)
AMBIENTE
QUANTIDADE
ATIVIDADE
Quadra Poliesportiva Quadra de Futsal Quadra de Tênis
2 1 1
SETOR ESPORTIVO Local para o desenvolvimento de atividades esportivas e de jogos. Local para o desenvolvimento de atividades esportivas e de jogos. Local para o desenvolvimento de atividades esportivas e de jogos.
Tênis de Mesa
5
Jogo de mesa para a diversão de grupos.
Pista de Skate
1 Para grupo de 40 a 50 pessoas
Área destinada exclusivamente para skatistas realizarem manobras, disputas e torneiros.
432m² cada 800m² 176m² 10m² para cada mesa 250m²
Prática de exercícios e alongamentos.
200m²
AMBIENTE
QUANTIDADE
ATIVIDADE
ÁREAS MÍNIMAS (m²)
Área para piqueniques Área Pet Playground Pista de Caminhada Jardins Bosque Espelho d’água Redário
1 1 2 1 10
SETOR LAZER Realizar refeições. Espaço cercado para os pets, com brinquedos. Área para as crianças brincarem e interagirem uma com as outras. Circuito para caminhada e corrida dos visitantes. Contemplação Contemplação Contemplação Descanso, contemplação, sossego.
AMBIENTE
QUANT.
ATIVIDADE
Equipamentos de Ginástica
Área para exposições/palestras Museu da Cidade Concha Acústica
1 1 1
SETOR CULTURAL Área destinada a todo tipo de exposições e apresentações, como de fotos, trabalhos artísticos, quadros e esculturas. Peças e artefatos que contam a história da cidade, bem como um pouco da cultura local. Apresentações teatrais, shows e performances artísticas.
64
200 m² 60 m² 80 m² 1000 m² A definir A definir A definir 50 m² ÁREAS MÍNIMAS (m²) 300 m² 50 m² 100m²
AMBIENTE
QUANTIDADE
ATIVIDADE
ÁREAS MÍNIMAS (m²)
SETOR EDUCACIONAL Áreas expositivas para educação ambiental
1
Sala Verde
1
Educação de Trânsito Infantil
1
Horta comunitária
1
Espaço de Leitura
1
AMBIENTE
QUANTIDADE
Exposições e realizações de aulas ambientais com suporte para os alunos. Local que oferece informações e formação ambiental, dedicada a projetos, ações e programas educacionais voltados para o meio ambiente. Ensino das regras de trânsito para as crianças a fim de ensinar os cuidados em forma de uma brincadeira. Área destinada ao plantio de verduras e legumes que os próprios visitantes e os alunos da região irão cuidar. Espaço destinado para leitura dos visitantes e de alunos em períodos de atividades externas. ATIVIDADE
300 m²
30 m² 70 m² 50 m² ÁREAS MÍNIMAS (m²)
SETOR DE APOIO ADMINISTRATIVO Guarita
1
Controle de acesso.
Sala de Administração Sala de Equipamentos DML
1 1 2
Administrar e organizar tudo referente ao parque. Guardar e armazenar equipamentos utilizados no parque. Limpar e armazenar produtos de limpeza.
Sanitários
2
Higiene Pessoal
Copa Quadro de energia Reservatório
1 -
Preparo de refeições rápidas. Distribuição de energia. Armazenagem de água.
Lixeira
-
Armazenagem de resíduos por um curto período.
65
3,00 m² + sanitário acessível 15 m² 8,00 m² 6,00 m² 1,20m² sendo sua dimensão mínima de 1,20 m² 20 m² 3,00 m² para dois coletores
ÁREAS MÍNIMAS (m²)
AMBIENTE
QUANTIDADE
ATIVIDADE
Lanchonete Estoque lanchonete
1 1 Coletivo: 1 bacia sanitária, 1 mictório (masculino) e 1 lavatório para cada grupo de 20 pessoas. 25 -
Venda e preparo de lanches rápidos para consumo dos visitantes mediante a compra. Estocar alimentos e descartáveis para uso da lanchonete.
30 m² 4 m²
Higiene Pessoal
1,20 m² sendo sua dimensão mínima de 1,20m²
Beber água. Apoio para bicicletas temporário Parar carros
35 m² A definir
SETOR DE APOIO AO PÚBLICO
Sanitários Bebedouros Paraciclos Estacionamento
6.3 CONCEITO A correria do dia a dia, o adensamento urbano, a falta de tempo e tantos outros fatores acabaram por distanciar as pessoas da natureza, o mundo tecnológico afastou mais ainda o ser humano dessas áreas, criando o mecanismo de casa e trabalho. Contudo, muitos ainda procuram espaços para simplesmente desconectar da vida atarefada e poder descansar com o ar puro da natureza, mas acabam encontrando algumas dificuldades, seja no acesso, na segurança, ou na falta de infraestrutura nesses espaços. A implantação do parque tem como objetivo propor melhorias na qualidade de vida da população, oferecendo áreas de lazer acessíveis na cidade, que venham acompanhadas de atividades educativas e culturais, com espaço para práticas esportivas e buscando demonstrar a importância da valorização, integração e da preservação da natureza.
66
6.4 PARTIDO A escolha do local para implantação do projeto na área central da cidade, visou a facilidade no acesso da população ao parque, para que a mesma possa fazer um uso contínuo. Com a locação de espaços que irá atrair os diversos públicos, será um convite para que todos possam usufruir das dependências do parque. Para que haja uma integração do público com a natureza, será oferecido um espaço que permitirá o contado direto com as plantas fazendo a criação de mudas e mostrando o jeito certo do plantio. Juntamente com esse contado o parque propõe a educação ambiental buscando ensinar a importância da natureza e os cuidados que devem ser tomados, mostrando de forma criativa e fácil para que todos possam aprender, até mesmo para aqueles que passam apenas por curiosidade no local, mas que consigam identificar as espécies existentes bem como informações distribuídas pelo parque. O uso de materiais sustentáveis e alternativos para a construção do parque, será um exemplo para os visitantes que é possível construir de forma limpa sem agredir o meio ambiente, além da captação da água da chuva, energia fotovoltaica e outros sistemas que visam a sustentabilidade do local. Devido ao grande aclive no terreno, o projeto buscará fazer o mínimo de movimentação de terra possível, até mesmo devido aos índices urbanísticos permitidos para a área. Partindo da criação de áreas setorizadas, mas interligadas por todo o parque, através de caminhos que se cruzam fazendo a conexão com um eixo central, com formas mais orgânicas, mantendo a paisagem como elemento principal.
67
6.5 FLUXOGRAMA
68
69
7 tecnologia e sustentabilidade
7 TECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE
seco, uma película protetora é formada tornando a superfície
7.1 ECOTELHADO BRANCO
termicamente refletora, o que significa que cerca de 90% dos raios solares serão refletidos e não absorvidos, gerando uma redução de 35%
Os sistemas de Ecotelhado e Telhado Verde estão ganhando cada vez
na temperatura interna do ambiente.
mais espaços nos cenários urbanos. Contudo muitas coberturas não suportam o peso de um telhado verde, devido a estruturas antigas ou não
Figura 72 - Esquema de funcionamento do Ecotelhado
adaptáveis, sem falar no custo de instalação e manutenção que pode não se enquadrar no bolso de muitos. Para isso outra alternativa vem sendo adotada, o Ecotelhado Branco, formulado a partir de água que contém nano-esferas ocas de cerâmica, misturadas á resinas e aditivos. Figura 71 - Ecotelhado Branco
Fonte: Elaborado pela autora (2019)
7.1.2 Uso e Aplicações Esse sistema pode ser aplicado em diversos locais segundo o Manual do Ecotelhado, dentre eles estão: Galpões, Armazéns, Residências, Tanques, Silos, Supermercados, Shoppings Centers, Granjas e
Fonte: www.ecotelhado.com
Frigoríficos, Containers, Ônibus e baús de caminhões. As coberturas
7.1.1 Como Funciona
mais indicadas são as de concreto, fibrocimento, metálica, fibra,
Esse tipo de sistema é recomendado para as áreas externas que recebem
cerâmica e plástico (exceto polietileno).
uma grande quantidade de radiação solar, fazendo com que a temperatura interna desde ambiente seja reduzida. Depois que o produto é aplicado e
70
Ao fazer as aplicações as superfícies devem estar limpas e livres de
A eficiência energética também é priorizada pois diminui o consumo de
poeiras, umidade ou óleo. Para garantir ainda mais essa limpeza é
energia elétrica devido ao ar condicionado, além da redução de até 50%
utilizado um sistema de hidrojateamento a uma pressão mínima de 1600
na temperatura do substrato, auxiliando também na troca térmica.
Psi, para fazer a remoção de fungos, partes soltas da cobertura ou
Esse sistema contém garantia de 5 aos com durabilidade de até 20 anos,
qualquer outra substância que possa dificultar a qualidade do produto. A
com a aplicação o nível de dilatação diminui, e aumenta-se a proteção
aplicação consiste em 3 demãos, sendo de 250 micrômetro, respeitando
contra a corrosão nas superfícies que são metálicas, além da proteção
um intervalo de 4 horas entre cada aplicação e em sentido cruzado, para
contra bactérias e fungos. Além de seu baixo peso que é de 300g/² com
as superfícies que foram de aço carbono metálico (não galvanizado) usar
espessura de 300µm não comprometendo em nada a estrutura, ainda
primer.
reduz em até 30% o ruído de impacto de chuva com uma espessura de
Durante o processo de aplicação deve ser manter o ambiente ventilado,
apenas 0,25 mm.
fazer o uso devido dos materiais de segurança, e com uso somente de um profissional habilitado. O produto pode ser aplicado por rolo, por um
7.2 CISTERNA VERTICAL
pulverizador de alta pressão (Airless) ou por pistola.
A grande demanda de água utilizada em uma edificação gera preocupações em relação aos gastos além do aumento das enchentes.
7.1.3 Benefícios
Entretanto o sistema de captação e reaproveitamento de água da chuva
Dentre as reduções já citadas como a diminuição da temperatura interna
vem gerando muita economia, e graças ao sistema de cisternas esse uso
do ambiente em 35% e a refletância de 90% nas coberturas, esse sistema
vem sendo possível.
segundo estudos científicos confirma que a cada 10m² de área tratada com isolante refletivo Ecotelhado Branco compensam o equivalente a 1 tonelada de emissão de CO2 na atmosfera.
71
7.2.1 Uso e Aplicações
basta identificar a calha aonde a cisterna será instalada e fazer um corte na
Esse aproveitamento de forma sustentável, permite a utilização
horizontal instalando o filtro, feito isso basta escolher a saída que deseja para a
dessa água armazenada para formas não potáveis como a
instalação da torneira. Figura 73 - Cisterna Vertical Modular
irrigação de jardins, descargas dos vasos sanitários, lavagem de quintais dentre outros. A NBR 15527/2007 determina as diretrizes que devem ser seguidas para garantir a qualidade através do sistema de aproveitamento da água da chuva. A figura 4 é o modelo de cisterna vertical de 1000 litros é da empresa Tecnotri, que conta com outros tipos de cisterna. A escolha desse tipo de sistema se deu devido ao fato de ser uma instalação simples, sem grandes custos e que pode ser implantada facilmente nas dependências das áreas de apoio do parque. Feita de material 100% reciclado, contém vedação total, com aditivo UV14 que são estabilizadores para combater a degradação ao material sofrida pelos raios UV, contém proteção antimicrobiana que garante a segurança da água mesmo não sendo potável contra a proliferação de fundos e
Fonte: www.cisternas.tecnotri.com.br
1
bactérias . A cisterna deve ser instalada em um local nivelado e estruturado com capacidade para suportar 1 tonelada, feito isso
________________________ 1
TECNOTRI. Cisternas – Kit Reúso de Água. Maio de 2019. Disponível em: < https://cisternas.tecnotri.com.br/produto/cisterna-vertical-modular-1000-litros-kit-reuso-de-agua/ >. Acesso em: 30 de abril às 18:00.
72
Figura 74 - Filtro da Cisterna
Ele consiste em pedestais e tubos de irrigação, além das placas de piso elevado fabricadas em polipropileno termoplástico que criam um vão para o reservatório de água, o que assegura a umidade do solo e a irrigação dos jardins. Figura 75 - Representação do Sistema de Jardim Autoirrigável
Fonte: Manual de Instalação do Kit Reúso de Água
7.3 JARDIM AUTOIRRIGAVÉL A partir do aproveitamento da água da chuva para a própria irrigação, esse sistema sobre lajes não necessita do uso de energia elétrica, bombas ou qualquer outro mecanismo automático ou manual Fonte: www.remaster.com.br
para funcionar.
7.3.1 Uso e Aplicações A aplicação do piso elevado pode ser em qualquer local, funcionando como um lençol freático artificial, possibilidade o uso de diversos tipos de vegetações.
7.3.2 Benefícios O sistema possibilita o aumento de áreas verdes nos centros urbanos, contribuindo para a redução de poluentes, a retenção da água da chuva sob o piso elevador o que minimiza os impactos das enchentes, e a irrigação por capilaridade.
73
Além dessas vantagens, o jardim ainda possibilidade não somente a criação de vegetação rasteira, mas também de espécies de grande porte, reduzindo assim as ilhas de calor e aumentando o conforto térmico.
7.4.1 Como Funciona No processo de produção do vidro termocrômico, ele recebe uma película de PVB de alta tecnologia que causa uma alteração na sua cor devido as variações de temperatura. Dessa forma a película absorve o calor quando a luz solar entra em contato com o vidro deixandoo mais escuro. Essa transmissão da luz visível para dentro das edificações pode variar de 4
7.4 VIDRO TERMOCRÔMICO
a 60% com a tecnologia, a cor dos vidros usados e a composição do laminado.
Um vidro aparentemente simples que utiliza apenas
Sendo assim no passar do dia o vidro vai se esfriando e a película ficando mais clara, e no
do calor do sol (raios infravermelhos) para fazer a
período da noite ou em dias nublados o vidro fica transparente.
alteração de sua cor, desta forma quanto mais intenso for o sol e direto ao vidro, mas escuro ele se torna sem intervenção externa ou mecânica. Figura 76 - Vidro Termocrômico
Fonte: http://blog.skkits.com.br/index.php/2017/04/08/vidrotermocromico-um-vidro-inteligente/
74
Figura 77 - Esquema do vidro insulado termocrômico
sacadas. O vidro termocrômico deve ser laminado ou insulado de laminado sem nenhuma restrição de uso. Quando o mesmo é aplicado com placas de low-e que são revestimentos extrafinos de metais e óxidos metálicos que proporcionam baixa emissividade de calor, eles podem aumentar o desempenho térmico.
7.4.3 Benefícios Por não precisar de manutenção e nem de conexões elétricas ou fiações o custo de energia já diminui, além da redução dos custos com ar condicionado, iluminação artificial e aquecimento em até 50% do consumo de energia total de um edifício, proporcionando ainda um ambiente com a luz natural e causando bem-estar para as pessoas que utilizam do espaço.
7.5 DRENANTE RESINADO MASTER (PISO FULGET) A utilização de pisos drenantes se tornaram muito comum em diversas áreas públicas, facilitando assim o escoamento da água da chuva. A maioria desses pisos utilizavam o Fonte: http://blog.skkits.com.br/index.php/2017/04/08/vidrotermocromico-um-vidro-inteligente/
7.4.2 Uso e Aplicações Esse tipo de material pode ser aplicado em qualquer tipo de esquadria, sendo ela fixa ou deslizante, com
cimento como componente, contudo perceberam que por mais que ele ajudasse com a descida de água no solo poderia acabar contaminando o solo. Sendo assim foi desenvolvido o Piso Fulget Resinado que é feito a base de resina com pedras naturais e não oferecem nenhum risco ao solo. Sua instalação é rápida, prática e limpa, além de permitir muitas combinações, cores e desenhos, além de ser mais barato que o Fulget a base de cimento.
aplique em portas, janelas ou envidraçamento de
75
Figura 78 - Detalhamento do piso drenante
Figura 80 - Piso Fulget Resinado
Fonte: www.masterplate.com.br
7.6 MADEIRA PLÁSTICA De acordo com o site TEM Sustentável a madeira plástica ou ecológica
Fonte: www.masterplate.com.br
como muitos conhecem, tem suas qualidades firmadas em três pilares:
* - Piso Fulget Resinado Figura 79
Em âmbito ecológico, é uma madeira reciclável, faz uso da recuperação de matérias-primas e evita o descarte incorreto de resíduos industriais e a emissão de CO2.
*
Socialmente, gera empregos e contribui com os profissionais de cooperativas de reciclagem.
*
E na esfera econômica, por evitar gastos com o despejo dos sedimentos da indústria, apresentar alta durabilidade e dispensar manutenção constante.
Fonte: www.masterplate.com.br
76
Figura 81 - Playground de madeira plástica Ecopex
7.7 PASTILHA PET As pastilhas feitas com até 85% de garrafas pets reciclados, são criadas pela empresa Rivesti Revestimentos Ecológicos, sua fabricação é totalmente sustentável, não utiliza água, não gera resíduo e a demanda de energia elétrica é baixa. Segundo dados da empresa a cada m² delas evita a emissão de 3 Kg de CO/2 na atmosfera e retira 66 garrafas PET do meio ambiente. A redução da utilização de proddutos que não se decompõe são de
Fonte:www.temsustentavel.com.br
extrema importância, assim como a economia circular, na qual a
Possuí diversas outras vantagens como o fato de não precisar de
produção de bens deve estar baseada na redução, reutilização,
envernizamento, não enferrujar, não sofrer com rachaduras, ser resistente
recuperação e reciclagem de materiais e energia. A utilização da PET
a umidade, além de ser imune a pragas e fundos, dentre diversas outras
vem crescendo não somente no Brasil, mas como em diversos países.
coisas.
Figura 83 - Pastilhas Pet Figura 82 - Deck modular de madeira plástica Madeplast
Fonte: www.conexaoplaneta.com.br Fonte: www.temsustentavel.com.br
77
8 materiais e acabamentos 78
8 MATERIAIS E ACABAMENTOS
8.2 SANITÁRIOS
8.1 GUARITA
Cobertura: ➢ Laje Impermeabilizada i=3% com Ecotelhado Branco
Cobertura:
Paredes Externas:
➢ Laje Impermeabilizada i=3% com Ecotelhado Branco
➢ Revestimento Esmaltado Granilhado Borda Bold Marrom Claro
➢ Madeira Teca para o Pergolado
32,5 x 56,5 cm
➢ Cobertura de Vidro Laminado
➢ Tinta Suvinil Acrílica Fosco Camurça
Paredes Externas:
Paredes Internas:
➢ Tinta Suvinil Acrílica Verde Primavera
➢ Pastilhas Pet
➢ Tinta Suvinil Látex Acrílica Fosca Verde Musgo
➢ Pintura Suvinil Látex na cor branca
Paredes Internas:
Piso:
➢ Tinta Suvinil Toque de Seda Acetinado Gelo Seco
➢ Porcelanato Portinari Pérola Polido 45x45cm
Piso:
Complementos:
➢ Piso Eliane Cerâmico Esmaltado Acetinado Borda Bold Branco
➢ Caixa Fortlev 1750 Litros
45x45cm
➢ Cuba Canoa Grande 54cm em Vidro Temperado Premium |
Complementos:
Branca Oval pia Apoio Lavatório
➢ Caixa Fortlev 310 Litros
➢ Torneira hidrogeradora cilíndrica de mesa para lavatório
➢ Kit Completo Bacia com Caixa Acoplada Flex KP.380.17 Deca
1188.C.HG
➢ Cuba de Apoio Retangular 40,5x37,5cm Branco Lorenzetti
➢ Kit Completo Bacia com Caixa Acoplada Flex KP.380.17 Deca
➢ Misturador Monocomando Lavatório Bica Alta 2885 Level
➢ Mictório de Louça com Sifão Integrado M-713 GE17 Branco
Cromado Deca
Deca
79
➢ Bacia para banheiro PNE com abertura e caixa acoplada 35.008 /
➢ Marquise em estrutura metálica com acabamento em placas de
35.009
ACM Amarelo Brilho
➢ Lavatório e Barra de Apoio Banheiro Deficiente - 31.111/53.024
Paredes Internas: ➢ Tinta Suvinil Toque de Seda Acetinado Gelo Seco Piso:
8.3 EQUIPAMENTOS DE GINÁSTICA
➢ Porcelanato Líquido Autonivelante Branco Polipox
Cobertura:
Complementos:
➢ Laje Impermeabilizada i=3% com Ecotelhado Branco ➢ Madeira Teca para o Pergolado
➢ Caixa Fortlev 1000 Litros
➢ Cobertura de Vidro Laminado
➢ Porta de Aço de Rolo na cor Preta
Paredes: ➢ Tinta Esmalte Brilhante Cor e Proteção Suvinil Marrom
8.5 ADMINISTRAÇÃO
➢ Painel de Madeira Ripada
Cobertura: ➢ Laje Impermeabilizada i=3% com Ecotelhado Branco
Piso: ➢ Deck de madeira com borda de acabamento
Paredes Externas: ➢ Tinta Suvinil Acrílica Fosca Papel Picado ➢ Acabamento em Cimento Queimado na Platibanda
8.4 LANCHONETE
➢ Brises Horizontais de Madeira
Cobertura:
Paredes Internas:
➢ Telha Termoacústica Trapezoidal i=5%
➢ Tinta Acrílica Acetinada Toque de Seda Suvinil Papel Jornal
Paredes Externas:
Piso:
➢ Porcelanato Elizabeth Esmaltado HD Alamo Royal AD 16,5 x
➢ Porcelanato Delta Avorio Bege Polido Retificado 80x80 cm
101 cm
(Administração)
➢ Tinta Suvinil Látex PVA Branco
80
➢ Porcelanato Croma Polido Retificado 87,7x87,7cm Branco
➢ Mosaico Pedra Natural Ferrugem MP 2110 Marrom 30 x 30 cm ➢ Tinta Acrílica Semi Brilho Suvinil Marrom Sussuro
Portinari (Refeitório e Sala de Equipamentos) ➢ Porcelanato
Portinari Pérola Polido 45x45cm
(Sanitários
➢ Brises Deslizantes de Madeira
e
➢ Painel Amadeirado
DML) Complementos:
Paredes Internas:
➢ Caixa Fortlev 1750 Litros
➢ Tinta Acrílica Semi Brilho Suvinil Creme De Canela
➢ Tanque Duplo Inox 1025x400x230mm Embutir Monobloco
Piso: ➢ Piso vinílico Beaulieu XL PU na cor Pulmice
Strake (DML) ➢ Cuba de Apoio Quadrada 40,5cm Branca (Sanitário)
Complementos:
➢ Torneira Lavatório Mesa Level 1197 C26 Deca (Sanitário)
➢ Caixa Fortlev 1000 Litros
➢ Kit Completo Bacia com Caixa Acoplada Flex KP.380.17 Deca
➢ Tanque de Encaixe Tramontina Hera 30 L em Aço Inox Polido
(Sanitário)
50x40 cm
➢ Mictório de Louça com Sifão Integrado M-713 GE17 Branco
➢ Cuba de Apoio Quadrada 40,5cm Branca (Sanitário) ➢ Torneira Lavatório Mesa Level 1197 C26 Deca (Sanitário)
Deca (Sanitário) ➢ Bacia para banheiro PNE com abertura e caixa acoplada 35.008 /
➢ Kit Completo Bacia com Caixa Acoplada Flex KP.380.17 Deca
35.009 (Sanitário)
(Sanitário)
➢ Lavatório e Barra de Apoio Banheiro Deficiente - 31.111/53.024 (Sanitário)
8.7 EDUCACIONAL
8.6 MUSEU
Cobertura: ➢ Telha Termoacústica Trapezoidal i=5%
Cobertura: ➢ Telha Termoacústica Trapezoidal i=5%
Paredes Externas: ➢ Tinta Suvinil Látex PVA Branco
Paredes Externas:
81
➢ Brises Verticais Deslizantes de Madeira ➢ ACM Verde Água para revestir a Platibanda ➢ ACM Solid Pure White para revestir a Platibanda Paredes Internas: ➢ Tinta Emborrachada Suvinil Verde Tecnológico ➢ Tinta Acrílica Acetinada Toque de Seda Suvinil Papel Jornal Piso: ➢ Piso Vinílico Idea Aspen 122x20cm Durafloor
82
83
9 o projeto
N.Q
W
L
RU A
MA R
NE GR O
S
3 27
25
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26 645
6 8
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645 644
20
1 29
19
S
18
16
17
8 21 643
8 6
3 28 14 643
R
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645
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15
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6 644
12 3
8
5
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6
643 S
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IXOTO
IXO TO
9
7
10
4
PE
641
LO
13
2
29 27
AV. PRESID ENTE VAR G
642
1
AS
RUA BENEDITO R.DE CAMARGO
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3
RIA
NO
643
ESC. 1:1500
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
GUARITA 01
JOGOS DE MESA E CAMPO DE BOCHA PISTA DE SKATE PLAYGROUND QUADRA FUTSAL QUIOSQUES
ABRIGO DE LIXO
LAGO COM PONTE PISTA DE CAMINHADA E DE CICLISMO CHURRASQUEIRAS
16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29
Piso Drenante Resinado Cinza (Fulget) TRILHA
MUSEU
Piso Drenante Intertravado
Piso Emborrachado ElastaMold (Pista de Caminhada) Piso Emborrachado ElastaMold (Pista de Ciclismo)
ESTACIONAMENTO
PARACICLOS
LANCHONETE
Prancha 2
85
6
643 S
N N.Q
W
L
NE GR O
S
RU A
MA R
9
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4 641 643
AV. PRES IDENTE VARG
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3
Planta Chave Sem Escala
13
2
R. BENEDITO R. DE C.
RU
A FL
OR
IAN
OP
EIX
OTO
R. FLORIANO P.
Piso Drenante Resinado Cinza (Fulget)
29
Piso Drenante Intertravado
27
AV. PRESI
DENTE VA
642
1
Piso Emborrachado ElastaMold (Pista de Caminhada) Piso Emborrachado ElastaMold (Pista de Ciclismo)
RGAS (Diversas cores)
ESC. 1:500
Prancha 3
86
N
643
7 5
6 4
2
645
3 1
INFERNO
15
N.Q
W
6
L
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A
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S
12 3 11
EIX
OTO
R. FLORIANO P.
OP
644
E VARGAS
R. BENEDITO R. DE C.
RU
AV. PRESIDENT
A FL
OR
IAN
5
8
Planta Chave Sem Escala
ESC. 1:500
Piso Drenante Resinado Cinza (Fulget)
Piso Emborrachado ElastaMold (Pista de Ciclismo)
Piso Emborrachado ElastaMold (Pista de Caminhada)
Prancha 4
87
N
643
21
N.Q
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MA
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RO
S
28
R. FLORIANO P.
IAN
OP
EIX
OTO
Piso Drenante Resinado Cinza (Fulget) AV. PRES
IDENTE VARG
AS
R. BENEDITO R. DE C.
RU
A FL
OR
ESC. 1:500
Planta Chave Sem Escala
Prancha 5
88
N.Q
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L
RU A
MA R
NE GR O
S
20
1 19
29
A FL
OR
IAN
OP
EIX
OTO
R. FLORIANO P.
AV. PRESIDENT
E VARGAS
S
18
16
R. BENEDITO R. DE C.
RU
N
Planta Chave Sem Escala
17 Piso Drenante Resinado Cinza (Fulget) Piso Drenante Intertravado
643
ESC. 1:500
Prancha 6
89
Piso Drenante Resinado Cinza (Fulget) N
S A
RA
A
S
G
G
A
A
V
V
12 8
41
Trilha
PA
PA
RA
M O CA TO RR S O S
Piso Drenante Intertravado
3
26
27
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24
N.Q
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NE GR
645
6 22 TO
R. FLORIANO P.
AV. PRESIDENT
E VARGAS
R. BENEDITO R. DE C.
RU
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OR
IAN
O PE
IXO
23
645
Planta Chave Sem Escala
644 ESC. 1:500
Prancha 7
100
NC: Jacaranda macrantha NP: Caroba Floresce: Set. a Out. Altura: 5 a 10 metros
NC: Attalea dubia NP: Palmeira-indaiá Floresce: Ago. a Dez. Altura: 10 a 20 metros
NC: Tabebuia impetiginosa NP: Ipê-Roxo-de-Bola Floresce: Set. a Out. Altura: 8 a 12 metros
NC: Bauhinia forficata NP: Pata-de-vaca Floresce: Out. a Jan. Altura: 5 a 10 metros
NC: Handroanthus vellosoi NP: Ipê-Amarelo Floresce: Jul. a Ago. Altura: 6 a 12 metros
NC: Eugenia uniflora NP: Pitangueira Floresce: Ago. a Dez. Altura: 3 a 5 metros
NC: Tapirira guianensis NP: Pau-Pombo Floresce: Jun. a Nov. Altura: 8 a 14 metros
NC: Senna macranthera NP: Pau-fava Floresce: Dez. a Abr. Altura: 6 a 8 metros
NC: Aspidosperma parvifolium NP: Guatambu Floresce: Ago. a Nov. Altura: 10 a 30 metros
NC: Senna macranthera NP: Guapuruvu Floresce: Ago. a Out. Altura: 20 a 30 metros
NC: Euterpe edulis NP: Palmito Jussara Floresce: Set. a Dez. Altura: 5 a 12 metros
NC: Caesalpinia peltophoroides NP: Sibipiruna Floresce: Set. a Nov. Altura: 6 a 16 metros
NC: Peltophorum dubium NP: Guarucaia Floresce: Dez. a Mar. Altura: 15 a 25 metros.
NC: Trema micrantha NP: Crindiúva Floresce: Set. a Jan. Altura: 5 a 12 metros.
NC: Syagrus romanzoffiana NP: Jerivá Floresce: Set. a Mar. Altura: 6 a 15 metros.
NC: Vochysia tucanorum NP: Pau-de-tucano Floresce: Nov. a Jan. Altura: 8 a 12 metros.
NC: Chorisia speciosa NP: Paineira-rosa Floresce: Set. a Dez. Altura: 12 a 30 metros.
M
NC: Aegiphila sellowiana NP: Tamanqueiro Floresce: Dez. a Jan. Altura: 4 a 7 metros.
NC: Eugenia pyriformis NP: Uvaia Floresce: Ago. a Nov. Altura: 4 a 10 metros.
NC: Luehea divaricata NP: Açoita-cavalo-miúdo Floresce: Mar. a Jul. Altura: 15 a 30 metros.
NC: Psidium cattleyanum NP: Araçá Floresce: Jul. a Dez. Altura: 1 a 9 metros.
NC: Heliocarpus popayanensis NP: Jangada-brava Floresce: Jun. a Jul. Altura: 5 a 10 metros.
NC: Phytolacca dioica NP: Cebolão Floresce: Ago. a Out. Altura: 12 a 25 metros.
NC: Chrysophyllum marginatum NP: Aguaí Floresce: Set. a Nov. Altura: 10 a 20 metros.
NC: Matayba elaeagnoides NP: Camboatã-branco Floresce: Set. a Nov. Altura: 6 a 15 metros.
NC: Copaifera langsdorffii NP: Copaíba Floresce: Out. a Mar. Altura: 5 a 15 metros.
NC: Dictyoloma vandellianum NP: Tingui-preto Floresce: Fev. a Mai. Altura: 4 a 7 metros.
NC: Croton floribundus NP: Capixingui Floresce: Out. a Jan. Altura: 6 a 10 metros.
NC: Allophylus edulis NP: Chal-chal Floresce: Set. a Nov. Altura: 6 a 10 metros.
NC: Cecropia pachystachya NP: Embaúba Floresce: Set. a Out. Altura: 4 a 8 metros.
NC: Simira sampaioana NP: Araribá Floresce: Dez. a Jan. Altura: 6 a 9 metros.
NC: Rauvolfia sellowii NP: Casca-d'anta Floresce: Set. a Nov. Altura: 5 a 10 metros.
NC: Campomanesia phaea NP: Cambuci Floresce: Ago. a Nov. Altura: 3 a 5 metros.
NC: Tabernaemontana hystrix NP: Jasmim-do-campo Floresce: Out. a Nov. Altura: 12 a 15 metros.
NC: Hymenaea courbaril NP: Jatobá Floresce: Set. a Dez. Altura: 15 a 30 metros.
NC: Erythrina speciosa NP: Mulungu Floresce: Jul. a Set. Altura: 3 a 6 metros.
NC: Eugenia involucrata NP: Cerejera Floresce: Jun. a Set. Altura: 5 a 15 metros.
NC: Ficus glabra NP: Figueira Floresce: Mai. a Jun. Altura: 4 a 30 metros.
NC: Schinus terebinthifolius NP: Aroeira-pimenteira Floresce: Set. a Jan. Altura: 5 a 10 metros.
NC: Caesalpinia leiostachya NP: Pau-ferro Floresce: Dez. a Jun. Altura: 15 a 30 metros.
NC: Tibouchina granulosa NP: Quaresmeira Floresce: Mar. a Jun / Set. a Dez. Altura: 8 a 12 metros.
NC: Licania tomentosa NP: Oiti Floresce: Jun. a Ago. Altura: 6 a 15 metros.
NC: Tibouchina mutabilis NP: Manacรก-da-serra Floresce: Dez. a Mar. Altura: 6 a 12 metros.
NC: Cedrela fissilis NP: Cedro Floresce: Set. a Jan. Altura: 10 a 25 metros. NC: Guarea guidonia NP: Marinheiro Floresce: Nov. a Dez. Altura: 15 a 20 metros.
NC: Schinus molle NP: Aroeira-salsa Floresce: Out. a Jan. Altura: 5 a 10 metros. NC: Tipuana tipu NP: Tipuana Floresce: Set. a Dez. Altura: 9 a 15 metros.
NC: Pinus pinea NP: Pinheiro-manso
NC: Dendrocalamus strictus NP: Bambu maciço Altura: 8 a 20 metros.
NC:Nelumbo nucifera NP: Flor-de-lótus Floresce: Mar. a Set. Altura: 50cm
NC: Tilandsia cyanea NP: Tilândsia-azul Floresce: Uma vez ao ano
NC: Pistia stratiotes NP: Alface d’água Altura 05 á 15 cm
NC: Agave attenuata NP: Agave-dragão Altura: 1.2 a 1.8 metros.
NC: Cynodon dactylon NP: Grama-bermuda
NC: Heliconia rostrata NP: Helicônia Floresce: Dez. a Mar. Altura: 1.2 a 3.6 metros.
NC: Zoysia japonica NP: Grama-esmeralda
NC: Mosteira Deliciosa NP: Costela-de-adão Altura: Até 1 metro
NC: Paspulum notatum NP: Grama-batatais
NC: Alcantarea imperialis NP: Bromélia Imperial Altura: 0,9 a 1,2 metros.
Caroba
Pitangueira
Cedro
Pau-fava
Tingui-preto
Casca-d'anta
Marinheiro
Guapuruvu
Chal-chal
Jasmim campo
Figueira
Mulungu
Pau-ferro
Pau-pombo
Sibipiruna
Pau-de-tucano
Guatambu
Guarucaia
Tamanqueiro
Cambuci
Palmito-jussara
Oiti
Aroeira-piment. Aroeira-salsa
Palmeira-indaia Paineira-rosa
Pata-de-vaca
Cerejeira
Uvaia
Jangada-brava
Quaresmeira
Capixingui
Tipuana
Alface-d'agua
Manaco da serra Pinheiro-manso
Prancha 13
106
Playground verificar projeto
7 2.50
10.97
S
66.4
5.00
54.97 20.00
16.00 N N.Q
6.00
12.77
NE GR O MA R RU A
TO EIX O
OTO EIX OP IAN OR AS
R. BENEDITO R. DE C.
Planta Chave Sem Escala
RGAS
Guarita Verificar Projeto
66.57 7.87
DENTE VA
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AV. PRESI
A FL
5.00
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Verificar projeto
22.66
3.93
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3.00
Paraciclos
10.44
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2.0
7
4.3 5.20
verificar projeto
R. FLORIANO P.
RU
12.00
2.20
L
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NO P
18.01
RU AF LO RIA
4.50
15.60 5.97
.74 15 .18 11
43.6 8
27.00
40.00
Jogos verificar projeto
6.02
35.23
23.77
W
36.73
31.82
4.11
ESC. 1:500
Prancha 14
107
N
Playground verificar projeto
3.00
7.88
58.8 0
Churrasqueiras verificar projeto
te o ne ojet o h r nc ar p a L fic ri ve
N.Q
W
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S
A
3.00
8.96
com troncos de madeira
R. FLORIANO P.
4.07 6.05
AV. PRESIDENT
10.08
A FL
OR
IAN
OP
EIX
OTO
6.16
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Talude
veri fi proj car eto 2
Quiosques verificar projeto
6.84
7.11
11.81
13.03
Pista de Skate verificar projeto
64.08
E VARGAS
R. BENEDITO R. DE C.
RU
39.8 3
2.00
4.00
3.32
RU
Lago
MA R
NE GR
O
16.5
1
Ponte
Planta Chave Sem Escala
ESC. 1:500
Prancha 15
108
33.13
Playground verificar projeto 3.0
N
3.55
2
2 2.2
32.15 33.55
N.Q
verificar projeto
W
Churrasqueiras verificar projeto
L
12.4
1
0
2.9
RU A
MA
R
NE G
RO
S
3.00 3.00
Modelo seguido para o reflorestamento, Sendo de 3 em 3 metros o plantio.
3.00 3.00
ESC. 1:500
AV. PRES
IDENTE VARG
AS
R. BENEDITO R. DE C.
RU
A FL
OR
IAN
OP
EIX
OTO
R. FLORIANO P.
Planta Chave Sem Escala
de acordo com o perfil em aclive do terreno.
Prancha 16
109
3.00
15.24
Guarita Verificar Projeto
N
Paraciclos 2.20
N.Q
10.5 21.00 3
W
L
RU
A
MA R
NE GR O
S
verificar projeto
56.32
S
OTO EIX OP IAN A FL OR
AV. PRES
IDENTE VARG
AS
verificar projeto
R. BENEDITO R. DE C.
RU
ADM verificar projeto
R. FLORIANO P.
Planta Chave Sem Escala
12.78
28.44 0
3.0
ESC. 1:500
Prancha 17
110
N
RA RA MO CA TO RR S O S
53.26
A
V
V 8
41
12
Educacional verificar projeto
verificar projeto
G
A
A
S
G
A
S
PA
PA
verificar projeto
1 4.6 1 1
N.Q
6.0
W
L
0
Playground verificar projeto
RU
A
25.40
4.00
6.0 0
MA R
NE GR
O
S
3.03
8.00
31.10
19.46
verificar projeto
6.0 0 TO
R. FLORIANO P.
IXO
7.16
O PE
6.96
AV. PRESIDENT
E VARGAS
R. BENEDITO R. DE C.
RU
A FL
OR
IAN
Museu verificar projeto
Planta Chave Sem Escala
ESC. 1:500
Prancha 18
111
N
L
Pergolado
Platibanda
0.15
Platibanda
1.00
0,05
0,10
2.20
1.00 0.80
3.83
1.20
2.20
8.00
1.60
1.90
2.70
1.65
A
Laje impermeabilizada i=3%
0.60
GUARITA
A
Laje impermeabilizada
310L i=3%
0.15
4.70
3.00
3.00
2.70
2.70
1.00
S
1.20
B
O
GUARITA
B
CORTE AA ESC:1/150
GUARITA ESC:1/150
P2 14x20
P5 14x20
.60 2.91 1.60
3.00
V6
V2 P3 14x20
V8
V7
V4
V5
V3
2.85
V1
310L
P6 14x20
2.85
P1 14x20
1.00
3.80
1.09
Platibanda
4.80
P4 14x20
P7 14x20
P8 14x20
CORTE BB ESC:1/150
ESC. 1:100
Pergolado em madeira teca com cobertura de vidro
PARQUE
Acabamento em Tinta
ELEC
Acabamento em Tinta
SANTA ISABEL
GUARITA - LAY OUT ESC:1/150
ESC:1/150
localizados. :
GUARITA Prancha 19
112
D
N
O
10.00
com cobertura de vidro
L
5.00
S
C
C
8.00
8.00
8.00
D
ESC. 1:200
ESC. 1:200
Laje Impermeabilizada i=2 %
4.80
V8
4.35
Cano com correntes para o escoamento
V7
V4
V3
4.80
P6 20x20 V5
4.10
V1
4.00
P5 20x20
P2 20x20
1.00
7.80
7.80 P1 20x20
0,15
V2 P3 20x20
V6 P4 20x20
P7 20x20
0,10
CORTE DD ESC. 1:200
P8 20x20
:
ESC. 1:200
1.00
Platibanda
Pergolado com Cobertura de Vidro
Laje impermeabilizada i=2%
Laje impermeabilizada i=2% Cano com correntes para o escoamento
2.02
4.10
Painel Ripado
Deck de madeira com borda de acabamento
CORTE CC ESC. 1:200
0,15
0,10
Prancha 20
113
F 4.63 N
P1 14x20
O
L
P2 14x20 V1
4.50
4.50
4.63 P3 14x20
V5
V4
FEMININO
7.15
MASCULINO
V3
S
E
7.00 7.00
E
V2 P5 14x20
P4 14x20
P6 14x20
F
ESC. 1:150 ESC. 1:150 Platibanda em concreto revestida
1.30
Platibanda Laje impermeabilizada i=3%
1750L Cano com correntes para o escoamento
1.60
2.80
0.80
Revestimento Esmaltado Granilhado Borda Bold Marrom Claro
0,10 SANI. MAS.
SANI. FEM.
CORTE EE ESC. 1:150
ESC. 1:150
CORTE FF ESC. 1:150
3.00
.60
1750L
1.80
2.80
0.80 1.60
ESC. 1:150
: 1750L
1.10
1.33
Platibanda
Prancha 21
114
N
14.50
2.90
L
27.00
O
S
Cobertura de madeira laminada colada
G
3.60
6.84
CAMPO DE BOCHA
0.60
Detalhe da cobertura Sem Escala
0,10
G
0,00
CORTE GG ESC. 1:250
29.00
JOGOS DE MESA
JOGOS DE MESA E CAMPO DE BOCHA ESC. 1:250
ESC. 1:250
:
JOGOS DE MESA Prancha 22
115
N
O
L
27.50 7.00 2.00 2.50
10.00
S
2.00
1.00
2.50
10.50
2.50 2.50
7.00 5.00
RAMPA
RAMPA
0.50 2.50 2.00
: RAMPA
RAMPA
H
H
I
I
8.25 RAMPA
4.00
RAMPA
2.00 2.20
2.60
2.20 2.00
0,10
1.10
0.55
1.50
0.80
PISTA DE SKATE ESC. 1:200
0,05
1.40 0.50
CORTE HH ESC. 1:200
CORTE II ESC. 1:200
PISTA DE SKATE Prancha 23
116
23 .89
29.25
16.87
7 5
6 4 2
3
1 NO
19.30
21.28
FER IN
.43
27
9.8
0
PLAYGROUND II ESC. 1:250
30.36 PLAYGROUND IV ESC. 1:250
PLAYGROUND I ESC. 1:250
:
PLAYGROUND III ESC. 1:250
PLAYGROUNDS Prancha 24
117
3.06
3.06
N
L
3.06
S
3.06
O
6.00 J
3.06
3.06
J
3.06
3.06
2.50 4.06
QUIOSQUES ESC. 1:100
Pilar de madeira
0,05
CORTE JJ ESC. 1:100
ESC. 1:100
:
QUIOSQUES Prancha 25
118
L
N
S
5.80 P2 14x20
P3 14x20
P4 14x20
2.70
2.85
1.80
2.85
1.80 2.70
K
1.80 2.70
O
P1 14x20
K
5.80 ABRIGO DE LIXO ESC. 1:100 ESC. 1:100
:
0.50
Platibanda
2.80
trapezoidal i=5%
0,10
0,05
CORTE KK ESC. 1:100
ESC. 1:100
ABRIGO DE LIXO 119 Prancha 26
N
O
L
3.50
S
4.70 CHURRASQUEIRA ESC. 1:100 :
Mureta de tijolinho h=1,50m
Churrasqueira de tijolinho
0,10
ESC. 1:100
0,05
ESC. 1:100
CHURRASQUEIRA Prancha 27
120
S
3.10
P5 14x20 V1 V8
V6
V4
V5
P8 14x20 V2
P7 14x20 V2
V2
P4 14x20
P9 14x20
V2
P10 14x20
2.95
P11 14x20
P12 14x20V3
V3
P13 14x20 V3
V8
Atendimento V6
2.95
P6 14x20
Despensa
4.03
V1
V5
Despensa
L
P3 14x20 V1
V4
Atendimento
P2 14x20 V1
2.35
L
P1 14x20
Preparo
2.15
Preparo
3.10
V7
7.00
7.00 2.00 2.20 2.00 2.20
O
P14 14x20
V3
P15 14x20
M
LANCHONETE ESC. 1:150
ESC. 1:150 Platibanda impermeabilizada com i = 3%
LANCHONETE - LAY OUT ESC. 1:150
0.60
3.50
1.90
Caixa para esconder
2.50
1.20
1.00
1.30
trapezoidal i=5%
1.00
0,15
0,05
CORTE LL ESC. 1:150
Porcelanato Esmaltado Alamo Royal AD
Platibanda Caixa para esconder trapezoidal i=5%
Marquise em estrutura
Calha
Marquise
:
1.30
ACM amarelo
1.20
2.20 1.00
de rolo
ESC. 1:150
CORTE MM ESC. 1:150
3.50
N
4.03
V7
L
M
0,15
0,05
LANCHONETE Prancha 28
121
O
O N
S
horizontais em madeira
DML
Sala de Equipamentos
5.00
5.00
1.95
4.50 1.95 1.70
1.70
Masculino
4.50
3.45 3.90 3.90 Feminino
N
2.05
2.05
L
1.80
1.80
N
3.45
ADMINISTRATIVO ESC. 1:150
ADMINISTRATIVO - LAY OUT ESC. 1:150
O
:
5.13
3.58
P1 14x20
P2 14x20
P3 14x20
P4 14x20 V2
2.20
V1
4.05 P5 14x20 V3
P10 14x20
4.05 P8 14x20
P7 14x20
P6 14x20 V3
V3
P12 14x20
V5
V4
P16 14x20
V4
P17 14x20
.70
P15 14x20 P18 14x20
P14 14x20
P13 14x20
4.65
P11 14x20
P9 14x20 V3
V6
P19 14x20
P21 14x20
P20 14x20
ESC. 1:150
Prancha 29
122
Platibanda
1.50
Platibanda
1750L
CORTE NN ESC. 1:150
W.C. MASC.
W.C. FEM.
W.C. PNE
0,00
3.20
2.20
0.80 1.60
3.04
3.14 1.00 0,10 W.C. PNE
1.20
1.00 3.14 1.20
2.20
1.60 .80
.94
Brise Horizontais
1750L
.94
Laje Impermeabilizada com i = 3%
W.C. FEM.
CORTE OO ESC. 1:150
Acabamento em cimento queimado
Pintura na cor papel picado
ESC. 1:150
ESC. 1:150
Prancha 30
123
35.53 11.00
2.26
2.00 1.60
2.00
2.26
11.00
1.80
1.60
5.00
1.60
1.60
1.60
10.20
20.00
10.00 6.00
1.60
6.00
1.60
7.66
1.60
7.66
1.60
6.00
ESC. 1:150 :
Prancha 31
124
N
P O
L
3.00
S
Brises
5.74
DML
Masculino
1.97
Feminino
2.70
Q
14.33
5.10 4.14
Q
1.65
3.55
10.00 MUSEU - LAY OUT ESC. 1:150 MUSEU ESC. 1:150
P
:
MUSEU Prancha 32
125
N
O
L
S
17.22 P2 14x20
V6
V5
5.49
Platibanda Painel Amadeirado
1.50
V1
P1 14x20
trapezoidal i=5%
P6 14x20
2.20
V5
0,10
V6
0,00
CORTE PP ESC. 1:150 P7 14x20
P8 14x20
1.50
V6
V5
V3
Brises deslizantes
1.00 0,10
W.C. FEM.
ESC. 1:150
1.20
2.20
9.80
P10 14x20
2.20
V4
1000L
0.60 3.00
P9 14x20
1000L
1.60
4.30
4.25
V2
2.20
P5 14x20
1.00
P4 14x20
1.20
P3 14x20
3.00 2.20
Calha
0,00
W.C. MASC.
CORTE QQ ESC. 1:150
MUSEU Prancha 33
126
Acabamento em tinta
Mosaico em pedra natural ferrugem marrom
Painel Amadeirado
ESC. 1:150
Brises deslizantes
ESC. 1:150
MUSEU Prancha 34
127
R
N
O
L
9.07
S
Deslizantes
8.00
5.35
7.00
:
Sala de Aula
Sala Verde
S
S
8.00
5.00 EDUCACIONAL ESC. 1:150
EDUCACIONAL - LAY OUT ESC. 1:150 R
EDUCACIONAL Prancha 35
128
1.00
Platibanda
3.00 2.20
8.10
1.80
0.15
trapezoidal i=5%
0,00
0,10
1.00
0.60
P2 14x25
P1 14x25
CORTE RR ESC. 1:150
1.00
trapezoidal i=5%
0.15
V4
V3
9.07
Platibanda
V1
P4 14x25
2.20
CORTE SS ESC. 1:150
1.63
P3 14x25
0.60
S
2.20
L
0.60
O
2.20 3.00
N
P5 14x25
Brises deslizantes
5.50
V4
V3
P6 14x25
ESC. 1:150 P7 14x25
V2
P8 14x25
V2
P9 14x25
ESC. 1:150 ESC. 1:150
EDUCACIONAL Prancha 36
129
R16.00
N
O
L
S
31.94 PA
R26.75
RAM
0.15
ESC. 1:250
8.85
Casca de Concreto armado
0,40 0,00
ESC. 1:250
ESC. 1:250
:
Prancha 37
130
MAQUETE ELETRÔNICA Prancha 38
131
MAQUETE ELETRÔNICA Prancha 39
132
MAQUETE ELETRÔNICA Prancha 40
133
9 CONSIDERAÇÕES FINAIS
9 CONSIDERAÇÕES FINAIS Durante todo o processo de formação das cidades foram muitos os impactos urbanos causados, a expansão das áreas para atender a demanda populacional que cresceu repentinamente em alguns centros, fez como que muitas áreas verdes fossem ocupadas, tanto para servir ao sistema viário como para os empreendimentos imobiliários. Os parques antes criados apenas por embelezamento, ganharam um papel de destaque, para tentar combater as condições insalubres em que a população estava e oferecer um ar mais puro para a cidade. O próprio poder público em muitos casos observou a necessidade e a importância do verde para a população, e juntamente com iniciações privadas criou diversos parques a partir de áreas verdes existentes ou de partes de fazendas e jardins das grandes casas espalhadas pelo Brasil. Com foco inicial nas áreas de contemplação, aos poucos outras atividades foram sendo implantadas aos parques, como áreas de lazer para as famílias, locais para práticas de esportes, e áreas que são destinadas a uma educação ambiental e cultural. A proposta da criação do Parque ELEC na cidade de Santa Isabel se deu devido à ausência de áreas de lazer no centro da cidade, cercada por vegetações mais de 80% de toda a sua área está dentro da lei de preservação aos mananciais, com isso o pequeno centro fica carente de um espaço que proporcione contato com a natureza sem que a população se desloque tanto para aproveitar as belezas da cidade. Com implantação do mesmo, essa relação com a natureza irá se intensificar a trazer muitos benefícios tanto aos moradores quando aos turistas que passam pela cidade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALEX, Sun. Projeto da praça: convívio e exclusão no espaço público. 2. ed. São Paulo: SENAC São Paulo, 2011. 291 p. ARCHDAILY. Parque educativo de marinilla / el equipo de mazzanti. Disponível em: </www.archdaily.com.br/br/875567/parqueeducativo-de-marinilla-el-equipo-de-mazzanti> issn 0719-8906>. Acesso em: 20 fevereiro de 2019 às 12:37. AU. Edifícios. Disponível em: <http://au17.pini.com.br/arquiteturaurbanismo/266/giancarlo-mazzanti-projeta-escola-suspensa-comestrutura-metalica-e-fachada-370716-1.aspx>. Acesso em: 28 de fevereiro 2019 às 15:38. AVENTURAS EM FAMÍLIA. São José dos Campos - Parque da Cidade Roberto Burle Marx. Disponível em: <http://aventurasemfamilia2016.blogspot.com/2016/03/sao-jose-doscampos-parque-da-cidade.html>. Acesso em: 28 de fevereiro de 2019 às 14:55. A.V. NAD. Documentário – Santa Isabel – SP (Parte 1) 13 de maio. Youtube, 20 maio 2018. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=K0X4JmG6uzo>. Acesso em: 14 de março de 2019 às 16:42. BENEVOLO, Leonardo. História da cidade. São Paulo: Perspectiva, 1997. 729 p. BRASIL. ABNT NBR 9050:2015. 3ª Ed, atual. 2015. BRASIL. ABNT NBR 9077:2001. 3ª Ed, atual. 2001.
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Universidade de Mogi das Cruzes 2019