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Centro cultural e fundação Bem-te-vi

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CENTRO CULTURAL E FUNDAÇÃO BEM-TE-VI TALITA LIMA MOURÃO


SUMÁRIO 1- O LUGAR ............................................................................................................ 04 2- NOME DO PROJETO ........................................................................................... 06 3- ANÁLISES DO TERRENO ................................................................................... 07 4- O TERRENO ....................................................................................................... 08 5- DESENVOLVIMENTO DA VOLUMETRIA ............................................................ 09 6- SETORIZAÇÃO ...................................................................................................13 7- PROGRAMA ........................................................................................................14 8- PLANTAS DO PROJETO ......................................................................................15 9- ESTRUTURA ...................................................................................................... 20 10- CORTE LONGITUDINAL ..................................................................................... 22 11- IMAGENS 3D DO PROJETO ............................................................................... 23


CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA ARQUITETURA E URBANISMO

PROFESSORA : ANA CAROLINA DRUMOND ALUNA : TALITA LIMA MOURÃO

CENTRO CULTURAL E FUNDAÇÃO BEM-TE-VI

BRASÍLIA-DF, 23 DE JUNHO DE 2021

" Não é a toa que a arquitetura torna-se exuberante quando projeta obras ligadas á esfera cultura. O caráter monumental diz que a própria beleza é um discurso ligado à Cultura como posse. Um Centro Cultural feio seria uma contradição. Tudo isso leva a apontar para a supremacia do caráter formal dos prédios que proliferam com essa denominação sobre a sua própria razão de existir. " (Luís Milanesi, 2003)


LOCALIZAÇÃO E HISTÓRICO O terreno está localizado no cruzeiro novo, região administrativa do Distrito Federal. Cruzeiro é dividida em Cruzeiro Velho, formado por edificações residenciais unifamiliares; e Cruzeiro Novo, composto por edifícios de 4 pavimentos.

CRUZEIRO A região administrativa foi formada por pioneiros da capital federal, Brasília, principalmente famílias de funcionário públicos vindas do Rio de Janeiro. As primeiras construções, conjuntos de casas geminadas no Cruzeiro Velho, se iniciaram em 1958. Na década de 1970, Cruzeiro foi expandida com a construção do Cruzeiro Novo, formado por prédios de 4 pavimentos. Se consolida como um dos melhores lugares de se morar, por estar perto da capital.

SETORIZAÇÃO O Cruzeiro está situado na Unidade de Planejamento Territorial Central - UPT I, que abrange também as RA do Plano Piloto, Sudoeste/Octogonal e Candangolândia.

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Fig. 02 - Vista aérea da RA


CARACTERÍSTICAS DA RA Segundo o PDAD 2018 a idade média do cruzeiro é de 38,4 anos. Trata- se de uma cidade diversificada. A população é distribuida em arranjos familiares com casais (sem filhos) em maior quantidade, monoparental (feminino) seguida de casal (com 1 filho), casal (com 2 filhos), unipessoal, outro perfil e casais (com 3 filhos).

A PDAD 2018 aponta que a população urbana da RA Cruzeiro era de 31.079 pessoas; 54,1% do sexo feminino; 45,9 % do sexo masculino;

Fonte: *PDAD 2018

A renda domiciliar estimada foi de R$ 8.471,7, que resulta em um valor médio por pessoa de R$ 3.749,4. 86,4% dos entrevistados declararam possuir automóvel, 7% informaram ter motocicleta e 36,2% disseram possuir bicicleta. 65,2% declararam se conectar por meio próprio, 11,3% conecta por meio de outra pessoa; 77,4% informaram ter acesso de banda larga própria.

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O NOME Porque Bem-te-vi ?

O nome Bem-te-vi tem sentido de visão e foi usada de duplo sentido, tanto pela fauna do Local que será implantado o edifício onde o Bem-tevi é um dos pássaros mais populares, quanto por a cidade ser um dos melhores lugares para se morar por estar perto da capital.

10 KM

FAUNA

VISÃO

LUGAR

PROXIMIDADES DO LOCAL COM PARQUES 3

+INTEGRAÇÃO Natureza Moradores do local Pedestres Conectar

2

1 Parcão lazer para cachorro; 4

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2 Bosque do Sudoeste; 3 Parque ecologico das sucupiras; 4 Parque da cidade

Fig. 06 - Mapa mostrandos os parques


ANÁLINSES DO TERRENO Condicionantes

Análise viária

vias de transito rápido; via arterial;

via coletora; via local;

Fachadas com necessidade de tratamento

Transporte Público

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O TERRENO

Avenida das Mangueiras-Q. 1311, Lote 02.

Está localizado em frente à avenida das mangueiras, responsável por fazer a divisão entre o cruzeiro novo e velho, o terreno é localizado na esquina de um lote na área do cruzeiro novo, e está cercado principalmente por edifícios de até 4 pavimentos. Está em uma das áreas mais movimentadas do bairro, onde há um fluxo intenso de pessoas, pois se trata da avenida principal do espaço. Tem uma boa localização, perto de alguns pontos principais da área, como Feira e Ginásio, sendo, um marco para os moradores e frequentadores do espaço.

O terreno oferece uma série de parametros que irá afetar o partido arquitetônico. É um terreno relativamente plano, com curvas de níveis bem suaves, então comecei destacando a escala dos prédios respeitando isso e trabalhando de alguma forma, os prédios estão dispostos de forma paralela ao terreno como mostra a fig. e isso ajudou a iniciar o conceito de angulos de visão. O ponto de partida para o desenvolvimento do projeto, foi partir de uma análise dos melhores visuais do terreno;

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DESENVOLVIMENTO DA VOLUMETRIA N

(

(

(

90°

L

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O

90°

(

(

( 90°

S Foi proposto inicialmente quatro blocos, dispostos no sentido Norte, Sul, Leste e Oeste em relação ao terreno. Porém limitaria a ter angulos de visão

Atravéz da orientação solar, nota-se que as fachadas receberiam luz direta e ficariam muito expostas ao sol, então foi recortado esses blocos deixando elas inclinadas;

Então foi rotacionado esse blocos de forma que eles ficassem com angulos de 90°;

Logo após foi conectado esses blocos, deixando com que o bloco central direcionasse os fluxos e uma permeabilidade entre eles.

Foi criado mais um bloco central que pudesse distribuir os fluxos para os outros blocos;

E o final ocasionou diferentes ângulos de visão, de dentro pra fora.

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VISÃO DO OBSERVADOR DE DENTRO PARA FORA

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ESTUDOS DA FORMA 1

2

Resolveu-se trabalhar com diferenças de altura de fora para dentro da edificação também;

Atravéz desses blocos, surgiu então a volumetria;

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Logo foi pensado na setorização dos espaços e as adiçoes e subtrações foram ficando mais claras;

E esse foi o processo da final da forma. Ocasionando ângulos de visão de fora para dentro da edificação também.

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VISÃO DO OBSERVADOR DE FORA PARA DENTRO

visão do observador

Edificação

Observador

Observador

Observador

Edificação

Observador

Edificação visão do observador

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Edificação

visão do observador

visão do observador

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SETORIZAÇÃO O centro cultural foi pensado para ser uma edificação que permita seu uso com flexibilidade e integração, tendo em vista a preocupação com a proteção da identidade local, pensando em materiais, técnicas e vegetaçoes disponiveis na região, mas sem deixar de ser um espaço envolvente, confortavel e dinâmico. Com o intuito de interferir diretamento no público alvo, o programa de necessidades foi dividido em 6 setores, cada um com seus espaços e suas especificidade.

INTELECTUAL

CULTURAL, COMERCIAL E ADMINISTRATIVO

CULTURAL E SERVIÇOS

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O PROGRAMA Mirante

Optou-se por um programa diversificado e que permitisse que o edifício admitisse uma grande variedade de funções, desde áreas contemplativas com espaços de permanência e apreciação, até espaços de aprendizagem e relaxamento. Trata-se de um ambiente fluído que permite diferentes vivências dentro do espaço e busca atender a uma diversidade de público e intenções

Mezanino

Biblioteca

Salas e oficinas multiusos

Cinema ao ar livre

PAVIMENTO SUPERIOR

Área de alimentação

Acessos Principais

Banheiros e Administração

Foyer Bilheteria

Mirante Bibliotecas Cinema Salas Oficinas

Praça de alimentação Foyer Auditório Camarins

Apoio Técnico do auditório Auditório Camarins

Espaços Multiusos Exposições Administração

Mezanino Bilheteria Espaços de Permanência

TÉRREO Área de exposições

Escadarias de acesso a exposições

Vestiários, área tecnica, copa, DML

Estacionamento Rampa de acesso ao subsolo

SUBSOLO

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PLANTAS DO PROJETO


IMPLANTAÇÃO A implantação do conjunto favorece o acesso por quase todo o perímetro do terreno, resultando em uma permeabilidade que atenda aos diversos fluxos de pedestres e de automóveis, que podem acessar vindos a partir dos prédios residenciais próximos e da avenida das mangueiras, que fica na divisa com o cruzeiro velho. Esta aposta de múltiplas entradas tem por fim abraçar os visitantes criando uma extensão do espaço público e direcionando os fluxos de acordo com sua setorização. Sempre respeitando a escala dos prédios e as preexistências do lugar. A praça criada na frente do terreno foi pensada em adaptá-la com a paisagem existente no entorno, bem como os tons dos prédios quanto da grama seca de Brasília durante o período de estiagem. Foram propostos amplos canteiros com formatos angulares que fizessem a continuidade dos caminhos e direcionassem ao edifício. De vegetação forrageira e arvores bastantes verticais que contribuem para manter os tons de verde nas entradas e áreas nobres, além de destacar os planos minimalistas do conjunto arquitetônico, resultando em bastante sombra ao longo da praça, favorecendo o conforto térmico e bloqueando os ruídos de carros para dentro da edificação. As grandes árvores existentes em torno do complexo foram mantidas.

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planta baixa subsolo O programa de serviços: áreas de funcionários, oficinas de manutenção e depósitos situam-se com acessos independentes pelo estacionamento no subsolo e pelo térreo com sanitários e vestiários. As outras instalações sanitárias estão dispostas entre o restaurante e a parte administrativa no térreo, no pavimento superior está na entrada das salas.

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1- ESCADA 2- RECEPÇÃO 3- EXPOSIÇÕES 4- BANHEIROS 5- ESCADA PRINCIPAL 6- ESCADA DE INCÊNDIO 7- ELEVADORES 8- COPA 9-VESTIÁRIOS 10-DML 11- DEPÓSITO GERAL 12- MANUTENÇÃO 13- GARAGEM 14- RAMPA DE ACESSO O SUBSOLO

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planta baixa térrea O espaço do hall de entrada de pé direito duplo, funciona como a transição para o programa comercial (restaurante) e administrativo, logo na entrada direciona a visão do visitante ao ponto focal que é a escada helicoidal monumental de madeira onde conecta o espaço intelectual do pavimento superior e o cultural no subsolo. 6

ACESSO PRINCIPAL

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1- hall de entrada 2- RECEPÇÃO 3- escada de incêndio 4- ESCADA PRINCIPAL 5- ELEVADORES 6- restaurante 7- escada de acesso ao mirante 8- sala de reuniões 9-banheiros 10- sala do diretor 11- DEPósito 12- sala do curador 13- recepção administrativa 14- auditório 15 - palco 16 - camarins

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13 ACESSO

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planta baixa PAVIMENTO SUPERIOR O edifício está regido por um sistema de acessos diferenciados que vincula aos distintos tipos de usuários com as zonas de uso que vão desde a maior concorrência, com atividades mais massivas e públicas materializadas, as salas de aula e biblioteca na parte posterior da edificação ficou mais controlado, o mirante tem acesso pelo restaurante atravez de uma escada helicoidal e pôr fim um terraço e um mini cinema na parte inferior do terreno onde os prédios vizinhos possam ter uma boa visão para o terraço.

1- mirante 2- mezanino 3- ESCADA PRINCIPAL 4- biblioteca 5- escada de incêndio 6- elevadores 7- terraço 8- cinema ao ar livre 9-banheiros 10- sala de pintura 11- sala de música 12- sala de desenho 13- sala de artesanato

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estrutura

LAJE DO PAVIMENTO SUPERIOR VIGAS DI PAVIMENTO SUPERIOR

LAJE DO MEZANINO VIGAS DO TÉRREO PILARES DO TÉRRO LAJE NERVURADA DO SUBSOLO PAREDE ESTRUTURAL DO SUBSOLO

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estrutura E MATERIAIS O Centro Cultural projetado propõem trabalhar o conceito de energia passiva a partir da utilização de aberturas, criando possibilidades de ventilação cruzada, e disposição dos materiais de modo a otimizar a iluminação e resfriamento natural dos ambientes. A fim de proporcionarem melhor sensação térmica aos ambientes, maximizando a eficiência energética no fornecimento das energias naturais, foi levado em consideração estudos de insolação e ventos para composição das fachadas e cobertura do projeto. A composição da estrutura praticamente determina a materialidade do objeto: concreto na estrutura total do edifício, forro e revestimentos de madeira. Para esquadrias, há as portas pivotantes com aço e vidro com vãos de 2 metros cada esquadria. As aberturas e integrações com o ambiente externo são propositais, auxiliando na estética, ventilação e iluminação natural.

concreto

aço

madeira

vidro

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CORTE LONGITUDINAL

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IMAGENS 3D DO PROJETO


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VISTA DA FACHADA PRINCIPAL


VISTA DO MIRANTE PARA A PRAÇA

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VISTA DO TERRAÇO


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VISTA DA ESCADA PRINCIPAL


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VISTA DA ESCADA PRINCIPAL EM OUTRO ÂNGULO


VISTA DO RESTAURANTE

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VISTA DO RESTAURANTE EM OUTRO ÂNGULO


VISTA DA ESCADARIA QUE DESCE A EXPOSIÇÃO

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