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2019-12-24 - Jornal A Voz de Portugal

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Natal

ANnéeS 59 | éDItion #33 | mardi, le 24 Décembre 2019

Conto de Natal

- Mãe, ouvi falar na Escola que houve um bebé que nasceu num estábulo e estava cheio de frio. Quem foi? Vive na nossa rua? Assim perguntou o menino mais novo da família de sete filhos, uns daqui outros de acolá, que a senhora Almerinda abrigava nos últimos oito anos de relação com o pescador Manuel da Grota. Ver página 2 Ver página 9

Mais um simplesmente, a juntar a tantos outros que passamos. Uns melhores outros piores assim é o ritmo da vida, chegou o tempo de reunirmos com família e amigos, assim mandam a tradição.

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Tradições

A Missa do Galo é uma eucaristia celebrada à meia-noite, e assinala o nascimento de Jesus, na noite de 24 para 25 de Dezembro. Reza a lenda que à meia-noite do dia 24 um galo teria cantado, anunciando a vinda Ver página 11 do Messias.


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O Natal chegou e com ele um mundo de alegria e paz. Claro que o ideal seria todo mundo conhecer esse estado de harmonia, mas com esperança um dia será possível. O Natal é a época mais mágica do ano! Jornal a voz de portugal, edição da terça-feira 24 de dezembro de 2019 | o seu jornal ainda Mais atraente do que nunca!

SERVIÇOS consulares

Embaixada de Portugal em Otava T.: 613.729.0883 Consulado Portugal em Montreal T.: 514.499.0359

ASSOCIAÇÕES E CLUBES

Associação dos Pais ASS. nossa senhora de fátima Ass. Portuguesa do Canadá Ass. Portuguesa de Lasalle Ass. Portuguesa de Ste-Thérèse Ass. DA Terra Quebequente Casa dos Açores do Quebeque Centro do Divino Espírito Santo CÍrculo de Rabo de Peixe Clube Oriental de Montreal Clube Portugal de Montreal comunidade angolana de mtl festival Portugal INTERNACIONAL Liga dos combatentes Sport Montreal e Benfica

CENTROS

Ajuda à Família Ação Sócio Comunitário

T.: 514.495.3284 T.: 450.681.0612 T.: 514.844.2269 T.: 514.366.6305 T.: 450.435.0301 T.: 514.237.3994 T.: 514.388.4129 T.: 514.353.1550 T.: 514.843.8982 T.: 514.342.4373 T.: 514.844.1406 T.: 514.619.5932 T.: 514.923.7174 T.: 514.844.1406 T.: 514.273.4389 T.: 514.982.0804 T.: 514.842.8045

ESCOLAS T.: 450.681.0612 T.: 514.844.1011

Portuguesa de laval Santa cruz

FILARMÓNICAS

Divino Espírito Santo portuguesa de montreal

IGREJAS

Missão Santa Cruz Missão de NOSSA SRA. de Fátima

grupos Folclóricos

Campinos do Ribatejo cana verde Estrelas do Atlântico Ilhas do Encanto Praias de Portugal

T.: 514.844.1774 T.: 514.982.0688 T.: 514.844.1011 T.: 450.687.4035 T.: 514.648.8343 T.: 514.618.9087 T.: 450.681.0612 T.: 514.388.4129 T.: 514.844.1406

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editorial

Natal jorge matos

M

ais um simplesmente, a juntar a tantos outros que passamos. Uns melhores outros piores assim é o ritmo da vida, chegou o tempo de reunirmos com família e amigos, assim mandam a tradição. Pena é que ao longo do ano não nos lembremos que todos os dias deveriam ser Natais, Claro que o Deus menino não nasceria todos os dias como é óbvio, mas refiro-me simplesmente ao saber confraternizar. Ter mais compreensão nos casos em que devemos ser, mais cooperativos com a comunidade quando é o caso. Porque de pior pode acontecer numa comunidade ou num grupo de pessoas, de maior ou menor dimensão, é a divisão que leva à crítica gratuita, à calúnia fácil e ao desentendimento geral, ora é isto que se tem notado na nossa comunidade. É triste. Há um certo número de comportamentos que se tornam bem nocivos na sociedade civil. Mas, serão ainda mais graves, nos seus

efeitos destruidores. Desejo de que no futuro se possível, pensarmos antes de fazer ou dizer, para não ferir a integridade de cada um, termino com uma mensagem simples. Tenho a convição que o futuro será mais aberto ao diálogo à compreensão e à confraternização.

Da administração do jornal A Voz de Portugal, e na mensagem do seu diretor, desejamos a toda à comunidade em geral um Feliz Natal, e um Feliz Ano Novo.

Arte rica em magnésio texto: Ricardo Araújo Pereira

A

peça de arte chamada Comedian, que consiste numa banana colada à parede com fita adesiva, merece uma profunda reflexão. Infelizmente, eu não sou capaz de a fazer. O que a minha capacidade intelectual me permite levar a cabo é um pequeno historial das atitudes para com a arte das pessoas que não percebem nada de arte. Creio que as pessoas que não percebem nada de arte começaram por olhar para a arte com bastante admiração. “Que bonito, o artista olhou para um rosto e desenhou um rosto que é sem tirar nem pôr.” Estava tudo bem e ninguém se irritava. Mesmo os aborrecidos quadros de naturezas-mortas eram apreciados porque a fruta pintada parecia mesmo fruta verdadeira. Depois assistimos a uma fase em que as pessoas que não percebem nada de arte olhavam para a arte com desdém. “Isto também o meu filho que tem cinco anos faz na escola” era um comentário frequente. Objectos artísticos como a peça Comedian inauguram, a meu ver, uma nova era. “Se o meu filho que tem cinco anos fizer isto na escola leva uma lambada” será, parece-me, o próximo estribilho a soar em museus e galerias. As

pessoas que não percebem nada de arte estarão simultaneamente certas e erradas. Se, na escola, os seus filhos de cinco anos colarem bananas na parede, em princípio, serão mais repreendidos pelo desperdício de comida do que louvados pela criatividade artística. Mas, se bem me lembro, quando uma criança pequena acaba de comer não é raro haver banana na parede. Juntamente com papa, talvez, que é provavelmente o factor que distingue a arte da falta de educação. Sucede que, depois de o artista Maurizio Cattelan ter afixado a banana à parede, o artista David Datuna dirigiu-se à obra e comeu a banana. Produzindo, também ele, arte. Se, na escola, um pequeno artista comer a obra de outro pequeno artista também será, quase de certeza, castigado. Depois de regressar do hospital. Em entrevista à CNN, Datuna disse que não tinha comido uma banana, tinha comido um conceito – o que levanta mais questões complexas, quer do ponto de vista artístico, quer do ponto de vista digestivo. O artista que come o conceito apropria-se dele? Quanto tempo depois de comer um conceito se pode tomar banho? São problemas fascinantes. Entretanto, este debate sobre arte deu-me fome. Vou comer uma banana. Daquelas antigas, sem conceito, para que não me caia mal.

4231-B, Boul. St-Laurent, H2W 1Z4, Tél.: 514 284.1813 | Cél.: 514 299.1593 www.avozdeportugal.com | jornal@avozdeportugal.com ISSN: 0049-6790 | cn 99700654

Fondateurs: Elísio de Oliveira, José Simões Silvestre; Éditeur: Sylvio Martins | administratrice: Marie Moreira Directeur: Jorge Matos | directRICE-adjointE: Francisca Reis | Rédacteur en chef: Mário Carvalho | rédacteur adjoint: Antero Branco | Collaborateurs: António Pedro Costa, Creusa Raposo, Guénaël Revel, Hélder Dias, José da Conceição, José de Sousa, Jorge Correia, José Costa, Maria da Conceição Brasil, Maria Helena Martins, Manuel Neves, Ricardo Araújo Pereira, Telmo Barbosa, Tony Saragoça, Vítor Gonçalves | FOTOGRAPHEs: Humberto Cabral, João Arruda | Équipe conseiller: António Cabral, Roberto Carvalho.

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Feliz Natal

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Le journal “La Voix du portugal”, édition du mardi, le 24 décembre 2019 | le journal encore Plus attrayant que jamais !

Apoiar os órgãos de comunicação social?

e locais. O que verdadeiramente ameaça hoje a independência dos media é o reduzido número de leitores de jornais, a fragilidade de muitas empresas, a dependência da publicidade das recente conferência sobre o financiamento autarquias, as publireportagens, etc. Nas rádios dos media promovida pelo Sindicato locais, a evolução também não tem sido positiva, dos Jornalistas e as intervenções do Presidente da República colocaram de novo o tema dos incentivos estatais ao setor na agenda mediática. A comunicação social desempenha um serviço de interesse público essencial para a vitalidade do regime democrático, pelo que, de facto, o Estado não pode alhear-se das condições concretas em que ela desempenha as suas funções. É verdade que os media estão integrados num mercado de livre iniciativa, pelo que compete sobretudo às empresas assegurarem os recursos essenciais para a sua atividade. Mas o seu enfraquecimento pode afetar a sua liberdade e o pluralismo. Não basta garantir a liberdade de criação de empresas e os direitos dos apesar dos incentivos: um crescente número de jornalistas. É preciso assegurar tanto o direito a estações tem a sua produção realizada fora dos informar como o direito a ser informado, tal como concelhos para onde emitem e desvaloriza, por falta aliás reconhece a Constituição, que prevê (artigo de meios financeiros, a componente informativa e 38.º, n.º 4) a existência de apoios estatais aos media. de proximidade. Os incentivos constituem igualmente uma ajuda aos Por outro lado, os apoios ou incentivos estatais consumidores, pelo que o Estado deve preocupar- não impedem nem atrasam a modernização, se com a rentabilidade de empresas cuja atividade a adaptação às novas formas de consumo e a é decisiva para assegurar a liberdade e o pluralismo inevitável mudança dos media. Existe de facto esse da comunicação social. No entanto, neste contexto risco: os incentivos podem contribuir para atrasar de maior oferta informativa continua a justificar-se necessárias mudanças estruturais nas empresas esse apoio estatal? Os novos media alargaram de ou para ocultar eventuais ineficiências ou uma facto, substancialmente, a oferta informativa, dando deficiente gestão empresarial e a sua adequação a muitos cidadãos a ideia de que, tendo acesso a a novas tecnologias ou formas de consumo. Mas, muita informação gratuita, podem prescindir dos em contrapartida, a concorrência entre empresas, órgãos de comunicação tradicionais. potenciada pela existência de incentivos, obriga Porém, com esses novos media surgiram não os media a evoluir e a acompanhar as mudanças apenas um novo modelo de negócio como no setor. Os incentivos não devem limitar-se à também novos problemas, nomeadamente no rigor comunicação social regional e local. É verdade informativo. Continua insubstituível o papel da que a comunicação social regional e local tem comunicação social, sobretudo a que resistir ao especificidades próprias relacionadas com a imediatismo sem ética nem deontologia e à ditadura limitação do público-alvo, com reflexos no volume dos clickbaits. Mas há agora, mais do que antes, de investimentos publicitários. E, no caso da novos desafios no setor: muitos dos novos media, imprensa, há ainda a relação com os emigrantes a que temos acesso, por exemplo, através das redes e com os naturais daquela região ou cidade sociais, exercem a sua atividade sem jornalistas que vivem longe, o que implica um reforço da nem qualquer escrutínio legal e regulatório, não distribuição por via postal. Mas a crise em todos prevendo a lei — que já deveria ter sido alterada há os media, incluindo nomeadamente as publicações alguns anos… — qualquer obrigação nesse sentido periódicas de âmbito nacional, tal como o processo ou sanção. Grande parte dos países europeus, desde logo a França (mais de mil milhões de euros em 2017, dos quais cerca de 260 milhões em subsídios diretos) e os países escandinavos, cujos regimes de incentivos são tradicionalmente muito diversificados e abrangentes, tem adequado o modelo de apoios ao novo contexto mediático. Nesses países, o regime de incentivos, diretos e indiretos, continua a ser consensual. Em Portugal, os apoios à imprensa existem desde 1974, mas de uma forma mais consistente e detalhada desde 1987. Os incentivos às rádios locais foram criados em 1997. Todavia, o montante dos incentivos diretos e indiretos tem diminuído claramente nas últimas duas décadas: em 2003, o montante global atingia os 17 milhões de euros, mas em 2018 não ultrapassou os quatro milhões… Não são os subsídios estatais que ameaçam a independência dos media regionais Alberto Arons de Carvalho jornal público

A

de deslocalização e concentração das rádios locais, impõem uma profunda revisão do modelo e âmbito dos incentivos. Incluindo, mesmo considerando a transferência de competências para a ERC concretizada nos últimos anos, um reforço da estrutura da administração pública afeta às políticas para a comunicação social, cuja integração numa entre seis unidades orgânicas da Direção de Serviços da Presidência do Conselho de Ministros, não dependente do ministro da Cultura e com um pequeno número de quadros, continua a constituir um erro, nomeadamente agora que foi nomeado um secretário de Estado para o Cinema, Audiovisual e Media, depois de vários anos de evidente desvalorização das políticas públicas para a comunicação social. Nas últimas semanas, surgiram, sobretudo oriundas de entidades do setor dos media, diversas propostas de novos incentivos, desde estímulos fiscais às assinaturas de publicações periódicas, a oferta de assinaturas anuais a jovens, isenções do pagamento de IVA, a extensão às autarquias locais da obrigação de reservar aos órgãos de comunicação social regionais e locais uma percentagem da sua publicidade institucional até à integração das rádios locais no leque de órgãos de comunicação que transmitem tempos de anten eleitorais. Não é fácil nem adequado opinar sobre cada uma deste vasto conjunto de propostas sem uma avaliação rigorosa do seu custo-benefício. Importa, todavia, que o poder político a faça com urgência!


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O Natal chegou e com ele um mundo de alegria e paz. Claro que o ideal seria todo mundo conhecer esse estado de harmonia, mas com esperança um dia será possível. O Natal é a época mais mágica do ano! Jornal a voz de portugal, edição da terça-feira 24 de dezembro de 2019 | o seu jornal ainda Mais atraente do que nunca!

poemas da

semana

História Antiga

Era uma vez, lá na Judeia, um rei. Feio bicho, de resto: Uma cara de burro sem cabresto E duas grandes tranças. A gente olhava, reparava e via Que naquela figura não havia Olhos de quem gosta de crianças. E, na verdade, assim acontecia. Porque um dia, O malvado, Só por ter o poder de quem é rei Por não ter coração, Sem mais nem menos, Mandou matar quantos eram pequenos Nas cidades e aldeias da nação. Mas, por acaso ou milagre, aconteceu Que, num burrinho pela areia fora, Fugiu Daquelas mãos de sangue um pequenito Que o vivo sol da vida acarinhou; E bastou Esse palmo de sonho Para encher este mundo de alegria; Para crescer, ser Deus; E meter no inferno o tal das tranças, Só porque ele não gostava de crianças. Miguel Torga

A Noite de Natal

Em a noite de Natal Alegram-se os pequenitos; Pois sabem que o bom Jesus Costuma dar-lhes bonitos. Vão se deitar os lindinhos Mas nem dormem de contentes E somente às dez horas Adormecem inocentes. Perguntam logo à criada Quando acorde de manhã Se Jesus lhes não deu nada. – Deu-lhes sim, muitos bonitos. – Queremo-nos já levantar Respondem os pequenitos. Mário de Sá-Carneiro

Para Onde Passou a Lucidez Do Mundo josé da conceição

O

s dias que passam, repetem-se e, são todos iguais! Sobre tudo quando não temos tempo para nos darmos de conta da realidade que nos rodeia, e, que nos envolve! Porque com a velocidade com que o tempo passa, e com todas as ocupações que temos: trabalhar, criar os filhos, leva-los à escola, e, ao médico quando é necessário, nunca paramos de correr, e, sobretudo quando somos constantemente bombardeados com toda a classe de publicidade, acabamos por não ter tempo nem para pensar em nós próprios. Claro que a minha mente começou a ficar um pouco mais lúcida desde que entrei na minha reforma. E com tudo isto, não posso deixar de pensar nas guerras que continuam desde que o mundo é mundo, onde matam e ferem gente todos os dias. Não me falem da ciência! Desde o tempo da pré-história, o homem é egoísta, e, igual a si mesmo. A ciência onde ele avançou foi precisamente dentro do campo da tecnologia para preencher o seu laser, e o seu conforto. Dentro do campo da espiritualidade em vez de avançar, ele recua no tempo! Eles já não querem formar pensadores dentro das universidades, precisamente para eles não se darem de conta da triste realidade em que vivem. Se repararmos bem, os filmes de guerra que são projectados no cinema ou na televisão são cada vez mais sanguinários; tudo isto no intuito, de levarem as pessoas a pensar que as guerras têm lógica de existir, e, assim tudo isto se banaliza, e o crime passa a ser normal e gratuito, sem deixar suspeita.

Como se costuma dizer, uma imagem vale mil palavras: pois não à duvida que existem imagens minuciosamente estudadas na televisão, “tipo lavagem de cérebro”, muito tendenciosas no propósito de influenciarem e predestinarem as pessoas a acreditar naquilo que eles muito bem querem! Inclusivamente legalizam as drogas para trazerem metade da população adormecida. Não há duvida que vivemos num mundo diabólico. Nesta vida, tudo o que fazemos determina quem nós somos. Somos nós diferentes de todos os outros animais? Se tal é o caso, eu gostaria de ser um animal! O animal mata para comer! O homem é o predador de si mesmo, mata e assassina em alta escala para se sentir viril atrás de uma arma, e, também não esquecendo os grandes negócios que essas guerras acarretam em beneficio daqueles que as fomentam. Creio que já nem silêncios nos restam para resgatar todas as duvidas incutidas no nosso espírito. Imprevistas são as tempestades que nos surgem. A feroz impiedade espreita-nos nas esquinas do desespero. Mas quem somos nós afinal? Para nos deixarmos manipular como se fossemos um rebanho de ovelhas? Aqueles que nos dirigem não vêm de outro planeta, são homens iguais a nós! Dá-me impressão que as pessoas têm medo de reagir! Tudo isto me leva a acreditar que a nossa lucidez anda muito por baixo. Como toda a gente posso estar errado em muita coisa que digo, mas de uma coisa tenho quase a certeza: existe uma grande percentagem dos lideres deste planeta, que há muitos anos não se vêm ao espelho, precisamente por terem vergonha de ver o que está por de trás da sua maquilhagem social.


Feliz Natal

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Le journal “La Voix du portugal”, édition du mardi, le 24 décembre 2019 | le journal encore Plus attrayant que jamais !

Mensagem de Natal da Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas Caras e caros compatriotas,

É

com satisfação que dirijo esta mensagem a todos os portugueses e lusodescendentes que compõem a diáspora portuguesa, por ocasião da quadra festiva do Natal e do Ano Novo. Os portugueses residentes no estrangeiro dignificam o nome do país pela forma harmoniosa como se integram nas sociedades de acolhimento. Mas também pela sua capacidade de empreender e de inovar, criando empresas, associações, projetos sociais e outras iniciativas de grande valor para o interesse comum. Deram e continuam a dar muito a Portugal, contribuindo de forma marcante para fazer do nosso país, um país melhor, mais coeso e aberto ao Mundo. Queremos que a ligação entre Portugal e os seus

cidadãos dispersos pelos diferentes países do Mundo se reforce cada vez mais. Nas dimensões cívica, política, cultural e linguística. Mas também na sua relação com a administração pública portuguesa. Em 2020, sob a orientação do Ministro dos Negócios Estrangeiros, vamos continuar a trabalhar para que seja possível responder com maior celeridade, e eficácia, às necessidades dos portugueses residentes no estrangeiro. Neste sentido encontra-se em fase avançada um importante trabalho de elaboração de um novo Modelo de Gestão Consular, que apostará fortemente na inovação, na modernização administrativa e na desmaterialização e simplificação de processos. O objetivo passa por tornar mais fácil e cómodo o recurso aos serviços consulares por parte dos cidadãos. No ano que se avizinha desejo também prosseguir uma política de proximidade com a diáspora portuguesa. As visitas que realizarei ao estrangeiro constituirão uma oportunidade para realizar um diálogo profundo com os cidadãos, com as associações, com os empresários portugueses e com os conselheiros das comunidades portuguesas. Enfim, com todos aqueles que fazem parte integrante das comunidades portuguesas nos diferentes países e territórios e vivem o seu pulsar quotidiano, valorizando a dupla pertença aos países de acolhimento, bem como a sua herança cultural portuguesa. Só através da análise e do diálogo aprofundado com os portugueses no estrangeiro será possível enfrentar os desafios que se colocam na promoção do associativismo, no ensino da língua, na boa integração nos países de acolhimento, nos

momentos de emergência e de proteção consular e, principalmente, nas situações de dificuldade e de carência económica. Continuaremos a ter um olhar especialmente atento à situação dos portugueses que vivem no Reino Unido e na Venezuela. Estes sabem que podem sempre recorrer aos serviços consulares e diplomáticos portugueses. No caso do Reino Unido, estamos convictos de que o processo de candidatura à autorização de residência (Settlement Scheme) no contexto do Brexit continuará a decorrer com normalidade, tal como se verificou em 2019. Gostaria ainda de fazer uma alusão aos atos eleitorais - eleições todos os que seguem as páginas sociais europeias e eleições legislativas - realizados no da Embaixada e muito particularmente ano que agora finda. Estes foram os primeiros aos portugueses do Canadá apresento atos eleitorais a terem lugar após a aprovação os meus mais sentidos votos de Feliz Natal. do recenseamento automático dos portugueses no estrangeiro. Na eleição para o Parlamento Europeu a votação da diáspora praticamente triplicou, face a 2014. No caso da eleição para a Assembleia da República, a votação nas diferentes forças políticas aumentou cinco vezes. Estes são sinais evidentes da vontade dos portugueses no estrangeiro participarem na vida política nacional e de, por essa via, reforçarem a sua vinculação ao país de origem.

Mensagem de Natal e Ano Novo

A

Neste domínio encontra-se em curso a criação de um Grupo de Trabalho conjunto entre o Ministério da Administração Interna e o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Caberá a este grupo de trabalho analisar o relatório que caracteriza o modo como decorreu a votação para a Assembleia da República no estrangeiro e propor alterações e ajustamentos, para que o processo possa ser mais simples e funcional para os cidadãos da diáspora. A todas e todos, desejo Festas Felizes e um excelente ano de 2020, com saúde e muito sucesso pessoal e profissional. Berta Nunes Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas

Esta é a época do ano em que procuramos a fraternidade, o amor, a compaixão a solidariedade e muito particularmente a paz. Claro que as tradições, os presentes, a árvore de Natal e a gastronomia ajudam à festa e criam o ambiente propício a que os sentimentos que enunciei se manifestem. E os canadianos sabem bem festejar o Natal. Para quem está longe e saudoso da sua terra não há tempo como este. Tudo são memórias e memórias boas. Mas no Canadá essas saudades podem ser atenuadas com recurso à abundante via associativa e através do acesso bastante facilitado a tudo o que sejam as tradições portuguesas. O Natal no Canadá pode pois ser também um Natal português. Muito Boas Festas! João da Câmara Embaixador de Portugal no Canadá


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O Natal chegou e com ele um mundo de alegria e paz. Claro que o ideal seria todo mundo conhecer esse estado de harmonia, mas com esperança um dia será possível. O Natal é a época mais mágica do ano! Jornal a voz de portugal, edição da terça-feira 24 de dezembro de 2019 | o seu jornal ainda Mais atraente do que nunca!

Conferência de S. Vicente Paulo

Os cabazes de Natal da Missão Santa Cruz Manuel Neves

C

onferência de S. Vicente Paulo procedeu à distribuição dos cabazes de Natal da Missão Santa Cruz. Pois que sobre esta equipa de benévolos que é chefiada pela presidente Olga Loureiro que ao longo dos anos vem procedendo a recolha de donativos para que esta obra se realiza por esta altura de Natal para com os mais pobres da nossa comunidade e que este ano distribui por volta

contribuído com os donativos colocados na igreja quer seja alimentos ou dinheiro. A organização agradece também a Mercearia Sá e Filhos, Inter Marché Universal, e a Padaria Notre Maison pela grande ajuda que deram e a todos os benévolos que têm contribuído para que este evento seja realizado todos os anos. Com um muito obrigado e desejando umas boas e felizes festas de Santo Natal e de um ano de muitas prosperidades 2020. o que é a fundação S. Vicente Paulo? Vicente de Paulo foi um sacerdote católico

a sua obra na missão caritativa de S. Vicente de Paulo. A acção humilde de Ozanan e dos seus companheiros, que silenciosamente levavam aos marginalizados, além do pão, uma palavra de alento e esperança, de acordo com os ditames do Evangelho, teve grande reflexo na sociedade da época, o que motivou a que dentro de pouco tempo as Conferências se difundissem por toda a Europa e volvido pouco mais de meio século já estavam vastamente implantadas em Portugal.

de 50 cabazes. Os benévolos da conferência de São Vicente Paulo agradecem todos que têm

francês, nascido em 1581, faleceu em 1660 e foi declarado santo pelo Papa Clemente XII em 1737. Inspirado pelo seu amor a Deus e aos pobres, S. Vicente de Paulo foi o criador de muitas obras de amor e caridade. A sua vida é uma história de doação aos irmãos pobres e de amor a Deus. A Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP), também conhecida por Conferências de São Vicente de Paulo ou Conferências Vicentinas, é um movimento católico de leigos que se dedica, sob o impulso da justiça e da caridade, à realização de iniciativas destinadas a aliviar o sofrimento do próximo, em particular dos social e economicamente mais desfavorecidos, mediante o trabalho coordenado de seus membros. As Conferências Vicentinas tiveram o seu início nos bairros humildes de Paris em 1833, devido à dedicação de Frederico Ozanan, que inspirou


Feliz Natal

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Le journal “La Voix du portugal”, édition du mardi, le 24 décembre 2019 | le journal encore Plus attrayant que jamais !

Maélie, uma Linda História para Todos Sylvio Martins

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emana após semana o jornal A Voz de Portugal apresenta lindas história e nesta época natalícia podemos ver ainda mais história que vale a pena publicar neste vosso jornal. Maélie foi internada em terapia intensiva em março de 2017 aos 5 anos de idade. Quando ela chegou o seu coração estava a funcionar a 7% da sua capacidade. Ela então iniciou uma longa jornada que durará um ano, durante a qual terá que esperar para um novo coração, conetada ao coração de Berlim, um órgão mecánico que permite que ela possa viver até ao transplante. Seus entes queridos, sua equipe de assistência e voluntários fizeram de tudo para criar um ambiente ao seu redor que preservasse sua vida cotidiana quando criança. Eles se certificaram de que cada festa fosse

celebrada, que seu quarto fosse decorado o tempo todo, para todas as estações e todas as ocasiões. Toneladas de fantasias de princesa foram guardadas no seu quarto, ela recebeu presentes em abundância, mas também a visita da Rainha das Neves, Pai Natal, personalidades famosas... Com a sua energia e vontade de viver, Maélie

adorava cuidar das outras crianças, garantindo que elas fossem felizes. Ela semeou alegria em todos os lugares ao seu redor! Ela adorava dar presentes para suas amigas, assar bolos que ela dividia com todo o andar, andar de bicicleta nos corredores. Todas essas

atividades a ajudaram a viver melhor este ano, quando ela estava confinada à terapia intensiva. Uma nova estrela nasceu no ceu na sexta-feira, dia 9 de março de 2018, quando Maélie deixou este mundo. A sua força e carismo continua em todos e nasceu uma fundação Maélie AlfaroFortier visa continuar a dar vida à sua energia e alegria de viver, através de iniciativas para humanizar os cuidados intensivos. O seu pai com toda a equipa do “Métro plus Supermarché Anjou” situado no 7172, rua Bombardier em Anjou, fizeram várias atividades no dia 14 de dezembro para poder angariar fundo para esta fundação e ao mesmo tempo, dar um lindo sorriso a estas crianças doentes no hospital Sainte Justine. Esta angariação de fundos recolheu 2500$ e foi para comprar lindas prendas para esta crianças e ao mesmo tempo “Métro plus Supermarché Anjou” ofereceu toda a comida para esta secção do hospital. Um gesto sensacional deles. Parabéns Emmanuel Freitas por ter ajudado nesta angariação de fundos para estas crianças.


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O Natal chegou e com ele um mundo de alegria e paz. Claro que o ideal seria todo mundo conhecer esse estado de harmonia, mas com esperança um dia será possível. O Natal é a época mais mágica do ano! Jornal a voz de portugal, edição da terça-feira 24 de dezembro de 2019 | o seu jornal ainda Mais atraente do que nunca!

Paralelo 38

O Natal do Vale das Canas texto: João Gago da Câmara

N

a cozinha, ao fundo do estreito e comprido corredor decorado com vasos de verduras, estava, junto à janela vistosa pró mar, a árvore de Natal, a mais bonita que já se vira por ser a sua. A mulher era a responsável por tamanha beleza e tinha com ela, ali, junto ao obrigatório mar que os cercava, todo o tempo do mundo. As lâmpadas cintilavam atrás das janelas. À frente da casa, caía a escarpa de pedra basáltica que se precipitava no mar. As luzes de Natal das casas do Vale das Canas, durante as escuras noites de dezembro, eram farol para os barcos pesqueiros de boca aberta. É ali a Relva. O homem desta crónica de Natal conhecia quase todos os pescadores das redondezas, por lidar com eles na compra do seu alimento de eleição, o chicharro. Montava a sua mota de caixa atrás e, quase todos os dias, pelas madrugadas azuis, ia esperar os barcos ao porto para comprar o peixe fresco que o regalava. Na cozinha, ao fundo do estreito e comprido corredor decorado com vasos de verduras, estava, junto à janela vistosa pró mar, a árvore de Natal, a mais bonita que já se vira por ser a sua. A mulher era a responsável por tamanha beleza e tinha com ela, ali, junto ao obrigatório mar que os cercava, todo o tempo do mundo. Nada acontecia. Porém, na época festiva, o cheiro a cedro e a musgo de enfeites e do presépio da casa trespassava as portas e janelas e invadia a rua, perfumando-a. O nosso homem, como agricultor que era, tinha a tez crispada de sal, de sol e de frentes frias do sudoeste. Trabalhava até ao fim da luz do dia. Fazia uns quantos alqueires de terra que confrontavam com a pista do aeroporto de Ponta Delgada. A mulher acompanhava-o e, não raramente, ajudava-o no amanho da terra. Certo Natal, decidiram, sabe-se lá porquê, queimar as canas que abrigavam as novidades da rispidez do vento e, foi tal a intensidade das chamas ao

Emanuel Rego Representante de hipoteca Desjardins

Sempre disposto a vos servir na vossa língua: português, francês e inglês

lado da pista que a direção do aeroporto teve que interditar o tráfego aéreo, até que os bombeiros extinguissem o incêndio. O nosso casal, ao ouvir as sirenes, meteu-se na mota e pernas para que te quero. Vale das Canas outra vez. A motoreta não andava, arrastava-se, face ao peso da consorte do agricultor. A obesidade da ocupante esvaziava-lhe as rodas. E, retalhada que estava por soldaduras de 50 anos de martírio, a mota perdera irremediavelmente resistência e deixara de oferecer segurança. Nesta tarde de fuga, como sabemos, e também de véspera de Natal, o cansado veículo rasgava penosamente

ele pudesse compreender o extravio. E foi a muito custo, como quem se ergue de um golpe de espanto, que notou a ausência da caixa-atrás. Afinal, o sumiço era maior do que supusera. Incluía também parte da mota o que explicava o desaparecimento da mulher. Ela e meia mota foram-se. A caixa-atrás, num dos solavancos do motociclo desprendera-se. Provavelmente ela gritara. Mas quem a poderia ouvir em aflição? Nada a fazer! Era voltar atrás e resgatar a desafortunada. Foi o que fez. E lá estava ela, numa curva do caminho, sentada na caixa da carrinha. Sem um arranhão. Do fogo ateado,

a paisagem, na ânsia de galgar rapidamente as irregularidades da canada para se acoitarem na segurança da casa do Vale das Canas. Foi assim que entre fumos e ruídos inconvenientes do motor da mota, que não tinha escape nem panela, que algo aparentemente inexplicável aconteceu. O nosso agricultor chegou a casa sem mulher. Por mais que olhasse o ar transparente que ocupava o lugar onde ela deveria estar, esta não aparecia. Volatizara-se, esfumara-se sem que

não se soube mais nada, o que era bom, pois as notícias más correm depressa. Boas prendas de Natal. Escapara de boa nas terras junto ao aeroporto e salvara a mulher. Era aproveitar e saborear a ceia de peixe e o “Menino mija”, isto é, beber os licores de chá e de maracujá ciosamente guardados para a Noite de Natal à beira da árvore iluminada junto à janela da cozinha no Vale das Canas.


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O Natal chegou e com ele um mundo de alegria e paz. Claro que o ideal seria todo mundo conhecer esse estado de harmonia, mas com esperança um dia será possível. O Natal é a época mais mágica do ano! Jornal a voz de portugal, edição da terça-feira 24 de dezembro de 2019 | o seu jornal ainda Mais atraente do que nunca!

Annus horribilis II? A rainha Isabel II vai reflectir sobre outro ano difícil eventualmente, emergir mais forte — e que os traumas deste ano podem criar as fundações para uma mudança para uma família real com menos uando a rainha Isabel II do Reino membros, que é um velho desejo do futuro rei, o Unido fizer o seu discurso de dia de príncipe Carlos. Natal à nação, encerra um dos anos O herdeiro foi uma peça fundamental para o mais difíceis do seu longo reinado. afastamento de André, que efectivamente foi Nos últimos 12 meses, o marido recebeu despedido do seu emprego, diz o historiador um aviso da polícia por ter estado envolvido especializado em família real Robert Lacey. num acidente, os netos William e Harry desentenderam-se publicamente e o terceiro filho, André, ficou ainda mais emaranhado no escândalo sobre a sua ligação a Jeffrey Epstein, o financeiro americano caído em desgraça por cometer abusos sexuais. “Pior não podia ser”, disse à Reuters a biógrafa real Penny Junor. Em 1992, quando a rainha falou em annus horribilis, referia-se ao colapso dos casamentos de três dos seus filhos — incluindo o do príncipe Carlos, o herdeiro, casado com a princesa Diana — e o incêndio que danificou seriamente o castelo de Windsor. “Obviamente, ela não vai usar a mesma frase”, diz Junor, “mas suspeito que em muitos aspectos este ano foi pior”. Em Janeiro, o marido de 98 anos de Isabel I, Filipe, esteve envolvido num acidente em Sandringham, a propriedade da família no Leste de Inglaterra. Teve que abdicar da sua carta de condução depois de a polícia lhe ter dado um aviso por conduzir sem cinto de segurança. O neto Herry e a sua mulher americana, Meghan, enfrentaram histórias cada vez mais hostis na imprensa, culminando com um processo aberto pelo casal contra contra uma série de tablóides. Harry também disse que ele e o irmão se tinham afastado, sem dar pormenores. A própria rainha envolveu-se num imbróglio político devido ao “Brexit”, a saída do Reino Unido da União Europeia, ao suspender o Parlamento em Setembro a pedido do primeiroministro Boris Johnson, o que foi considerado inconstitucional pela mais alta instância judicial do país. Mas a maior carga negativa foi provocada pela ligação de André a Epstein, e às acusações de que o príncipe teve relações sexuais com uma adolescente de 17 anos. “De alguma forma, é uma tragédia, mas é uma A entrevista que o filho da rainha deu à BBC mais-valia ver Carlos a ter um papel positivo em Novembro, negando a acusação de ter nos acontecimentos”, acrescenta Lacey, que foi tido qualquer comportamento impróprio, foi consultor na popular série da Netfix The Crown. considerada pelos media britânicos um desastre, “Ao fim de 20 anos, Carlos está finalmente a o que levou a afastar-se da vida pública. conseguir impor a sua vontade.” Porém, o ano pode não se saldar num completo Para assinalar os 50 anos de reinado de Isabel desastre. II, em 2020, mais de uma dezena de membros da “A maior parte das pessoas vai olhar para 2019 família real apareceram na varanda do Palácio como um ano não muito bom para a instituição de Buckingham. Uma década depois, estavam monárquica, mas a rainha sai-se bastante bem”, lá apenas a rainha, o marido, Carlos e a mulher, diz Dickie Arbiter, secretário de imprensa da Camila, e os filhos deste, William, com a mulher, rainha de 1988 a 2000. “A monarquia evoluiu ao Kate, e Harry. longo de mil anos. Teve muita coisa contra ela, Para Lacey, se André dominou as notícias nos mas sobreviveu. Sobreviveu a 1992 e sobreviveu jornais e nos noticiários, ofuscando mesmo a à abdicação [de Eduardo VIII] em 1936, e vai dado momento as recentes eleições legislativas, sobreviver a 2019”. a decisão do Supremo Tribunal em setembro Alguns dizem mesmo que a família pode, teve mais significado, já que provavelmente Michael Holden jornal público

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proclamou o fim das poucas prerrogativas que restavam à monarquia, questionando o seu papel constitucional no futuro. “Pode ter reduzido o monarca a um papel essencialmente cerimonial”, diz Lacey. “Este inédito envolvimento do Supremo Tribunal não questiona a existência da monarquia — por enquanto. Mas se certas decisões e prerrogativas vão passar a ser controladas, ou retiradas, por

que razão tem o primeiro-ministro de continuar a ir falar semanalmente com a rainha?”, questiona o especialista. Já se viu que vai haver muito que conversar à mesa de Natal da família real — que se chama a si própria A Firma —, que se reúne em Sandringham na semana que vem. Uma das pessoas com cujo apoio podem contar é o arcebispo de Cantuária, Justin Welby, líder espiritual de 80 milhões de anglicanos. “Penso que não podemos esperar que eles sejam santos sobre-humanos porque ninguém é assim”, disse numa entrevista à The Big Issue, uma revista que ajuda os sem-abrigo. “Todos cometem erros, todos são humanos. Não faço comentários sobre os membros da família real, mas posso dizer que estou abismado com a dádiva deles a este país”.


Feliz Natal

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Conto de Natal | Representação no Ano 2019 texto: Prof.ª Maria da Conceição Brasil

- Mãe, ouvi falar na Escola que houve um bebé que nasceu num estábulo e estava cheio de frio. Quem foi? Vive na nossa rua? Assim perguntou o menino mais novo da família de sete filhos, uns daqui outros de acolá, que a senhora Almerinda abrigava nos últimos oito anos de relação com o pescador Manuel da Grota. Naquela casa jamais se havia feito um presépio, por muito pequeno e simples que fosse, a celebrar o Natal Cristão. Somente uma árvore com algumas bolas coloridas e fios brilhantes e dourados lembravam o período das festas de 24 de Dezembro. Era bonito. As crianças e adolescentes, filhos do casal uns, filhos de cada um em particular vindos de primeiros casamentos ou uniões de corpo que não de alma, gostavam

daqueles dias de festa em que também as iguarias da época preenchiam a mesa saciando de forma mais abundante os estômagos que, nos outros dias do ano, ficavam com um “buraquinho” por preencher atendendo ao elevado número de bocas a sustentar. - Que ideia a da tua Educadora em falar desse bebé! Assim respondeu a mãe à pergunta inconveniente do filho mais pequenino. Não tem mais que fazer? Estás na escola para aprender. Não é para te meterem disparates na cabeça. – Ora essa! Um bebé num estábulo. E tu sabes, porventura, o que é um estábulo? Olha que eu não sei. Virando as costas ao menino que estava à espera de uma resposta para a questão que o preocupava, a senhora Almerinda retirou-se para o quintal onde havia as roupas para estender (- que chuva e humidade é esta que não acaba! Ainda vou ter que secar a roupa com o ferro.). O menino de três anos de idade, com o cabelo encaracolado loiro e a carinha rosada, sentouse na cadeira da cozinha a matutar. - Quem será que tem razão? A mãe ou a educadora? Penso que na minha escola as professoras conhecem mais coisas importantes do que a mãe. E se não for verdade? Amanhã pergunto baixinho para os outros meninos não gozarem de mim. Ouvi vários a dizer que havia esse menino nas suas casas pelo Natal. Mas, como podem estar em tantas casas? Penso que só há um. O dia seguinte chegou com a sua manhã plena de um sol de Dezembro que parecia tremer de frio e um céu azul como o manto

de uma rainha. E a criança, filha da senhora Almerinda, percorreu a pé, no seu passo miúdo de menino, a distância que separava a casa da rua do Lameiro onde residia e a escola local. O pensamento continuava em cuidados por causa daquele bebé. Chegou um quarto de hora antes do início das actividades escolares. A educadora da sua sala já estava à porta. - Entra Rui. Sentate aqui enquanto esperamos pelos teus colegas. O menino, meio envergonhado, encostou-se à parede fronteiriça àquela aonde se encontravam os armários destinados a arrumar os trabalhos a completar a cada dia. - Professora, arriscou, corando de vergonha. É verdade que existe um bebé que nasceu numa manjedoira? Onde está ele? A senhora quer-me

levar a vê-lo? Ela sorriu docemente para aquela infância desprovida da beleza que o Menino Jesus trouxe a tantas crianças ao longo dos últimos 2019 anos. Respondeu, então: - Rui, senta-te no meu colo. Vou contar-te a linda história de Nossa Senhora, S. José e do seu filho, o Menino Jesus. Aconteceu há muito tempo, em Belém, cidade pequena… Nessa noite, deitado aos pés da cama onde dormia com mais três irmãos, Rui olhou através da janela o céu escuro de uma noite fria e ouviu cantar: “Glória a Deus nas Alturas e Paz na Terra a todos os meninos do Mundo. Entreviu, então, um bebé vestido de branco, com uma coroa de luz que lhe sorria através das nuvens do céu. Adormeceu com a canção a embalá-lo.


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O Natal chegou e com ele um mundo de alegria e paz. Claro que o ideal seria todo mundo conhecer esse estado de harmonia, mas com esperança um dia será possível. O Natal é a época mais mágica do ano! Jornal a voz de portugal, edição da terça-feira 24 de dezembro de 2019 | o seu jornal ainda Mais atraente do que nunca!

O melhor presépio António Pedro Costa

Carneiro: Carta Dominante: 5 de Espadas, que significa Avareza. Amor: Não seja malhumorado, cultive diariamente o otimismo. Saúde: Faça alguns exercícios físicos, mesmo em sua casa. Dinheiro: Não deixe para amanhã aquilo que pode fazer hoje. Números da Sorte: 1, 3, 18, 19, 22, 29 Touro: Carta Dominante: Os Enamorados, que significa Escolha. Amor: Exprima os seus sentimentos sem medo de ser ridículo. Saúde: Cuidado com o frio. Dinheiro: Momento favorável. Números da Sorte: 8, 11, 36, 45, 47, 49 Touro: Carta Dominante: Os Enamorados, que significa Escolha. Amor: Exprima os seus sentimentos sem medo de ser ridículo. Saúde: Cuidado com mudanças de temperatura. Dinheiro: Momento favorável. Números da Sorte: 8, 11, 36, 45, 47, 49 Gémeos: Carta Dominante: A Justiça, que significa Justiça. Amor: Deixe o orgulho de lado e peça desculpa quando errar. Saúde: Agasalhese, pois está sensível a constipações. Dinheiro: Cuidado com os gastos supérfluos. Números da Sorte: 5, 15, 29, 33, 34, 40 Leão: Carta Dominante: 3 de Copas, que significa Conclusão. Amor: Se existir desconfianças entre o casal, será difícil a harmonia. Saúde: Na saúde em geral não se sentirá muito bem. Dinheiro: Poderá ter tendência para gastar mais do que habitualmente. Números da Sorte: 7, 22, 36, 45, 48, 49 Virgem: Carta Dominante: Ás de Espadas, que significa Sucesso. Amor: Sentir-se-á irresistível e sentimental. Saúde: Combata bloqueios. Dinheiro: Oportunidade para concluir um projeto com êxito. Números da Sorte: 2, 14, 22, 29, 37, 47 Balança: Carta Dominante: 3 de Paus, que significa Iniciativa. Amor: Não viva obcecado com a ideia de perder a pessoa que tem ao seu lado. Saúde: Não se desleixe e cuide de si. Dinheiro: As suas economias estão a descer, tenha algum cuidado. Números da Sorte: 11, 32, 38, 39, 44, 47 Escorpião: Carta Dominante: 5 de Ouros, que significa Perda, Falha. Amor: Procure ser mais extrovertido, só tem a ganhar com isso. Saúde: Cuidado com as correntes de ar, está com tendência para se constipar. Dinheiro: Se pretende investir, esta é uma boa altura para o fazer. Números da Sorte: 7, 15, 19, 23, 32, 41 Sagitário: Carta Dominante: Rei de Ouros, que significa Inteligente, Prático. Amor: Festeje as datas importantes da sua relação. Saúde: Vá ao médico, nem que seja por rotina. Dinheiro: Pense bem antes de tomar qualquer tipo de decisão nesta área. Números da Sorte: 2, 14, 21, 24, 28, 33 Capricórnio: Carta Dominante: 10 de Paus, que significa Sucessos Temporários, Ilusão. Amor: A harmonia reina na sua família. Saúde: Previna-se contra otites. Dinheiro: As suas finanças poderão sofrer uma quebra acentuada. Números da Sorte: 1, 12, 26, 36, 44, 46 Aquário: Carta Dominante: Rainha de Copas, que significa Amiga Sincera. Amor: Se não disser aquilo que sente verdadeiramente, ninguém o poderá adivinhar. Saúde: Cuidado com o excesso de açúcar no seu sangue, pois poderá ter tendência para diabetes. Dinheiro: Este é um período em que pode fazer uma pequena extravagância, mas não se exceda. Números da Sorte: 2, 13, 37, 45, 47, 49 Peixes: Carta Dominante: 10 de Ouros, que significa Prosperidade, Riqueza e Segurança. Amor: Não deixe que o seu orgulho fira a pessoa que tem a seu lado. Saúde: Faça uma caminhada por semana e verá como a sua circulação sanguínea vai melhorar. Dinheiro: Tente fazer um pé-de-meia, pois mais tarde poderá vir a precisar de um dinheiro extra. Números da Sorte: 4, 18, 19, 26, 37, 42

É

verdade, que os tempos em que vivemos, as vicissitudes da vida poderão não trazer, aparentemente, motivos para se celebrar efusivamente o Natal, pois em muitos lares da nossa Região poderá haver muitos bens materiais, mas pode faltar a união e a concórdia entre as pessoas. No entanto, embora sejam importantíssimos para nos trazer estabilidade emocional, alegria e matar a fome, esta festa está para além dos bens materiais, pois ela é uma ocasião para estreitarmos os laços da família e das relações sociais e sobretudo uma oportunidade para disponibilizarmos mais tempo para viver o mistério do nascimento do Menino Jesus. O maior segredo desta festa é que só a vivemos na sua plenitude, quando contribuímos para ajudar a irradiar o espírito de Natal junto dos mais fragilizados: pobres, crianças, idosos e doentes, que vivem na solidão de quatro paredes, fazendo-nos aperceber melhor como é frágil da vida do ser humano e impelindo-nos a um empenho em favor da justiça e da solidariedade. Por outro lado, nos dias que correm, o verdadeiro espírito desta festa está a esvair-se com o mundo virtual. Até há poucos anos, era uma alegria

receber um postal de Natal dos nossos amigos e dos nossos familiares da América ou do Canadá, não apenas porque dentro traziam alguns dólares, mas também porque ajudavam a enfeitar a árvore ou os vidros das janelas das nossas casas. Já desapareceu da memória coletiva este belo costume. No entanto, nas lojas encontramos coisas bonitas,

árvores lindas, bonecos de neve encantadores, laços vermelhos e figuras estilizadas, que são atrativas, mas onde está a gruta de Belém, Nossa Senhora, o burrinho, a vaquinha, e cada vez menos o Menino Jesus? Nos nossos dias, já é antiquado desejar Feliz Natal, trocando-se os votos por apenas “boas festas”. Trata-se da introdução paulatina do paganismo na história do Menino Jesus, já que não o conseguem de outra forma. Curioso verificar o interesse que os ateus gostam de despoletar, sempre que se aproxima o Natal ou a Páscoa: descobrem os descendentes dos filhos de Jesus, encontram o túmulo onde Ele foi sepultado e outros devaneios de quem não acredita em nada, nem em si próprios. É caso para dizer: louvado seja Deus por tão grandes e assombrosos prodígios. Neste tempo de Natal, gostaria de mandar uma mensagem de solidariedade e de esperança tanto aos que acreditam e aos que nem se dispõem a acreditar, nesta celebração de mais um aniversário do nascimento do Menino Jesus, que veio até nós, assumindo todas as vicissitudes dos seres humanos, numa gruta da periferia de Belém. O Natal só acontecerá se deixarmos que Jesus nasça no melhor dos presépios, que é o nosso coração. A todos um feliz e santo Natal.


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Tradições de Natal em Portugal e nos Açores Creusa Raposo Licenciada em Património Cultural e mestre em Património, Museologia e Desenvolvimento pela Universidade dos Açores.

A

Missa do Galo é uma eucaristia celebrada à meia-noite, e assinala o nascimento de Jesus, na noite de 24 para 25 de Dezembro. Reza a lenda que à meia-noite do dia 24 um galo teria cantado, anunciando a vinda do Messias. Tradicionalmente, depois da missa, as famílias voltam para casa, colocam a imagem do Menino Jesus no Presépio e distribuem os presentes. Todos os anos na noite de consoada é também possível acompanhar na televisão a celebração pelo Papa da Missa do Galo no Vaticano. A realização desta celebração ocorre com cânticos próprios da época. “Hino Português” é uma das versões da música Adeste Fidelis na Europa. Apesar da sua autoria ser incerta é frequentemente atribuída ao rei D. João IV de Portugal. A todos um Bom Natal é uma canção do Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras, composta por César Batalha e com letra de Lúcia Carvalho. Estreou-se em 1980 e através da sua presença frequente em programas de rádio e televisão, tornou-se rapidamente uma das melodias de Natal mais populares em Portugal. Outro exemplo aqui apresentado intitula-se: Eu hei-de dar ao Menino. Música tradicional portuguesa, com origem na cidade de Évora. Apesar da letra ser do século XVIII, a sua melodia só foi composta nos anos trinta do século XX, pela pianista Gertrudes Cartaxo.

Bacalhau com todos: Fonte: www.teleculinaria. pt/receitas/doces-e-sobremesas/bolo-rei-de-chocolate

A Consoada, tradição portuguesa cujo nome deriva do latim “consolata” que significa “consolar”, é a ceia de Natal que reúne a família numa farta mesa com vários pratos e doçaria típica da época. Anteriormente as Vigílias que celebravam o nascimento de Jesus eram realizadas em jejum e que ao longo dos séculos foi abolido e substituído pela Consoada. Este rito é alvo ainda de algumas lendas, como a de que a mesa não deve ser levantada, nem a louça usada deve ser lavada, assim como as sobras da refeição, por respeito aos entes queridos da família. Actualmente o bacalhau com batata e couve cozida é um dos pratos tradicionais portugueses mais confeccionado para a ceia de Natal, fazendo também parte da tradição portuguesa o peru assado ou o polvo. O Bolo Rei é um bolo tradicional português que se consome na altura do Natal e até ao dia de Reis. A forma redonda com um buraco ao centro, insinua uma coroa com os frutos secos e frutas cristalizadas que lhe dão cor. O seu nome alude aos três Reis Magos. A origem do bolo-rei remonta, ao que se sabe, ao tempo dos romanos. Estes tinham por hábito eleger o rei da festa durante os banquetes festivos, o que era feito tirando à sorte uma fava. A Igreja Católica aproveitou o facto deste jogo

ser característico do mês de Dezembro e decidiu relacioná-lo com a Natividade e com a Epifania. O bolo que inspirou o bolo rei português surgiu em França como Gâteau dês Róis. Popularizado em Portugal no século XIX segue uma receita originária do sul de Loire. É um bolo em forma de coroa feito de massa lêveda. A documentação indica que a primeira casa onde se vendeu bolo rei em Portugal foi a Confeitaria Nacional, em Lisboa, por volta de 1870. Os presentes dos Magos: ouro, incenso e mirra, traduzem-se na côdea, aroma e frutas secas e cristalizadas, respectivamente. A sua aparência alude facilmente a uma coroa de ouro incrustada de pedras preciosas. A sua confecção foi proibida na Europa aquando da Revolução Francesa e em Portugal com a implantação da República, alterando o nome para “Bolo Presidente”, no entanto, não vingou. Possuíam até aos finais do século passado uma fava, porcelana, brinde em ouro ou metal e que dariam sorte a quem o encontrasse.

Bolo Rei | Fonte: www.teleculinaria.pt/receitas/doces-esobremesas/bolo-rei-de-chocolate

Na estação do Inverno com início a 21 de Dezembro e fim a 21 de Março o Natal marca o primeiro período desta época. O interior das casas e ruas é decorado misturando diferentes tradições, uma latina e mediterrânica e outra germânica e anglo-saxónica. O feriado de 8 de Dezembro consagra a Virgem Maria sob o título de Imaculada Conceição. Este dia foi escolhido pelo Papa Pio IX em 1854 em confirmação da condição de Maria como esposa de José. No nosso tempo este dia é marcado, para além de iniciativas de foro comercial, pelo início das comemorações natalícias, principalmente na decoração exterior dos lares com luzes coloridas em redor dos jardins, portas e janelas açorianas. Nos Açores a documentação aponta singelas referências ao presépio já no século XVI e no seguinte surgem as primeiras “lapinhas” de cunho conventual. Nas centúrias seguintes as figuras de barros produzidas por artesãos locais, tomaram proporções populares contendo apenas as figuras principais, geralmente em cima de uma cómoda no quarto de cama do casal e por vezes coexistindo com os altares dedicados ao Menino Jesus. Este Menino podia ser em madeira, barro ou gesso pintado, que era rodeado por velas, por ramagens de laranja e tangerina (incluindo os citrinos) e ainda por trigo e ervilhaca. As figuras do presépio apresentavam-se em barro pintado e geralmente de tamanhos reduzidos. Mais tarde passou a ser montado no chão ou sob pequena armação, decorado com musgo e “musgão”, nascido nas pastagens. Surgiram novas figuras como os pastores e ovelhas que se juntaram às figuras iniciais: o Menino Jesus, Maria, José, o Burro, a Vaca e os Reis Magos, originando reproduções dos hábitos e costumes locais e ainda de edificações emblemáticas da

localidade. Actualmente a grande oferta de mercado influencia na diversidade de presépios existentes nas residências. Alguns conservam as figuras de barro, outros optam por porcelana ou pelos novos materiais como o acrílico e de traços contemporâneos. Pode manter-se até à Epifania ou Dia das Estrelas.

Detalhe de presépio em São Miguel, 2018. Fonte: Fotografia gentilmente cedida pela Junta de freguesia de Fajã de Baixo.

Os postais decoravam os lares, quer junto ao altar do Menino Jesus, quer ao pé do forno ou ao pé da árvore, com os votos de boas festas da família que estava emigrada principalmente na América do Norte, até pelo menos aos finais dos anos 90 do século passado. Nos Açores a árvore de Natal que se popularizou pelas moradias, ao longo da centúria de oitocentos, começou por ser constituída por pés de laranjeira e ramagens de tangerina, anteriormente citadas. Aqui algumas crianças deixavam os piúgos ou sapatinhos, na esperança que na manhã de Natal o Menino Jesus tivesse deixado alguma fruta ou guloseima. Antes de se colocar as prendas na árvore, o local mencionado era o forno, onde as crianças deixavam o sapatinho na chaminé. No último século esta árvore, por vezes de material sintético, tomou grandes dimensões e passou a ser decorada com adereços bastante variados e coloridos. Optamos ainda por exibir frequentemente a árvore de Natal na sala, próximo das janelas e portas envidraçadas, proporcionando a comunicação com o exterior. Figura ainda no exterior junto às casas da câmara, igrejas e juntas de freguesia das várias localidades açorianas. A véspera de Natal celebrada na Missa do Galo e na Consoada, reúne a família numa farta mesa, com pratos e doçaria típicos portugueses, constituídos pelo bacalhau, polvo, carnes de porco, cabrito e mais recentemente o perú, e ainda o Arroz Doce, o Bolo Rei, o bolo inglês de frutas, entre outros. Durante o século XIX e inícios do XX a família reunia-se à mesa para celebrar no almoço do dia 25 - o “dia da festa” - onde degustavam, não a comida tradicional do Natal, como hoje, mas sim os alimentos típicos das épocas festivas, geralmente caldos de galinha, galinha assada, massa sovada e figos passados. Por esta altura as famílias percorriam as casas dos familiares para verem o Menino e saborearem os licores e compotas caseiros, típicos da época, com grande destaque para o licor de tangerina. Era frequente a expressão: “correr meninos” a fim de desejarem as Boas Festas e ainda “mijinha do Menino Jesus” ou “o Menino mija?”, que se perlongava e ainda se mantém até ao Ano Novo. Este texto não segue o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa.


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O Natal chegou e com ele um mundo de alegria e paz. Claro que o ideal seria todo mundo conhecer esse estado de harmonia, mas com esperança um dia será possível. O Natal é a época mais mágica do ano! Jornal a voz de portugal, edição da terça-feira 24 de dezembro de 2019 | o seu jornal ainda Mais atraente do que nunca!

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Horizontais: 1. Relativo ao gelo. 5. Etileno. 8. Ato ou efeito de vir. 9. Ave de rapina (plural). 10. Lugar onde circulam carros. 11. Excreta (plural). 12. Relativo ao ouvido (plural). 14. Faz as pessoas chorarem. 17. Engolir. 18. O eu de qualquer pessoa. 19. Gênero de poesia no qual o poeta canta as suas emoções (plural). 20. Arma branca com um ou dois gumes. 21. Afeição. 22. Semelhante ao leite. ingredientes: 500 g farinha 4 c. de sopa de açúcar 1 c. de chá de fermento 1 c. de café de sal 4 gemas S 1 dl leite meio-gordo 0,5 dl vinho branco 60 g manteiga derretida 1 lt óleo (para fritar) 2 c. de açúcar sopa em pó

preparação: 1. Numa tigela misture a farinha com o açúcar, o fermento e o sal. 2. Faça uma cova no meio e deite as gemas, o leite, o vinho branco e a manteiga derretida. Amasse bem até obter uma massa lisa e uniforme. 3. Embrulhe a massa em película aderente e deixe descansar 5 a 6 horas. 4. Estenda a massa em tiras com a ajuda do rolo, recorte as filhoses com uma carretilha e frite-as em óleo bem quente. 5. Escorra sobre papel absorvente e, na altura de servir, polvilhe com o açúcar em pó.

Verticais: 1. Administração, gestão. 2. Até agora, até então. 3. Ferro magnético. 4. Forma de se raciocinar. 5. Desfazer, dissipar. 6. Mordomo. 7. Banda de rock britânica. 11. Ato de evacuar. 13. Leite transformado pela ação da fermentação bacteriana. 15. Abacate, em inglês. 16. Projétil guiado dotado de propulsão própria. 17. Quarta letra do alfabeto grego. 18. Madeira preta e dura. 20. Muhammad ___, boaxeador americano.


Feliz Natal

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EMPREGOS

PAVÉ BOISBRIAND

A melhor equipa de “pavé-uni” no Quebeque, procura pessoa com experiência para a colocação de “pavé-uni”. Precisa-se também de uma pessoa para trabalhar no betão e finalização de piscina.

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Precisa-se de caixeiro para os sábados da meianoite às 14h30 ou outros turnos são disponíveis. Enviar o seu CV para janis@schwartzdeli.com ou deixar o CV no 3895 Boul. St-Laurent. Jardim de infância “Garderie” está a procura de um cozinheiro para fazer almoço, refeição ligeira para 70 crianças e um pouco de limpeza. 514-729-3336

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O Natal chegou e com ele um mundo de alegria e paz. Claro que o ideal seria todo mundo conhecer esse estado de harmonia, mas com esperança um dia será possível. O Natal é a época mais mágica do ano! Jornal a voz de portugal, edição da terça-feira 24 de dezembro de 2019 | o seu jornal ainda Mais atraente do que nunca!

Décimo Aniversário dos filmes de Natal do Canal Hallmark

contratado para decorar o marco icónico. Quando eles se juntam para preparar a exposição, acabam desfrutando uma série de tradições de férias juntos e acabam para se apaixonarem-se. As tensões logo aumentam, pois Jessica deve descobrir suas prioridades românticas e decidir com quem ela passará o Natal no Plaza.

O

Sylvio Martins

tempo natalício é sempre um momento mágico para as família através do mundo, especialmente nos Estados Unidos com pessoas “Carolers” nas ruas, encontrar o Pai Natal, ver e espreitar o que as crianças gostam para fazer uma surpresa no dia de Natal.

Mas o tempo mais importante não são as compras mas os momentos juntos em família para ver, sim, os filmes de Natal. Todos os anos apanhamos 20 a 30 filmes de natal e todas as noites e aos fins de semana estamos a ver estes filmes, alguns clássicos outros do canal Hallmark. Este ano é o décimo aniversário dos filmes de Natal no canal Hallmark, e este ano é incrível a quantidade e qualidade de filmes que estão a apresentar.

Double Holiday Rebecca é uma pessoa concentrada na sua carreira e uma oportunidade de ser vice-presidente foi apresentada. Quando a CEO da empresa pede a Rebecca e um companheiro de escritório, que é insuportável, Chris. E, é o seu principal concorlote de árvores de Natal. Lá, ele encontra Julie, rente na promoção. Os dois devem organizar a uma professora de astronomia que sempre olha festa de Natal da empresa. para as estrelas a procura de esperança. Enquanto o espírito natalino o invade, ele começa a se apaixonar por Julie. Ele descobre ao mesmo tempo a alegria de ajudar os outros. Check Inn to Christmas Quando Julia Crawley, uma advogada de Nova Iorke volta a sua cidade natal, Rocky Mountain, e à adorável pousada de sua família para o feriado, ela se encontra no centro de uma disputa de gerações com a família que administra a outra pousada da cidade.

Merry & Bright A história começa quando Cate (Jodie Sweetin), Ela percebe pouco a pouco que será uma avenCEO da companhia “Merry & Bright Candy tura com muito trabalho juntos. Chris aprende Cane”, encontra Gabe (Andrew Walker) durante mais sobre as tradições de Hanukkah de Rebeca movimentada temporada de Natal. Ela supõe ca e a sua família, enquanto ela também começa que Gabe é o pretendente que sua mãe bema vê-lo não como um concorrente mas como um intencionada está tentando estabelecer quando, amigo. na realidade, ele trabalha para a “Empire Corporate Recovery”, que foi contratada para À medida que a competição em andamento en- Picture a Perfect Christmas dar uma olhada mais de perto na operação da tre as duas pousadas aumenta, o romance “proi- O filme gira na história de um fotógrafo de desbido” floresce entre Julia e Ryan Mason, cuja portos radicais que volta para casa para o feriado família administra a pousada que é o grande con- para cuidar da sua avó e acaba ajudando uma vicorrente de sua família. zinha que precisa de ajuda.

“Merry & Bright” e encontrar maneiras de tornar a empresa mais rentável. Quando Cate e Gabe começam a trabalhar juntos, eles encontram maneiras de elevar os negócios e descobrem que eles têm mais em comum do que um senso comercial mais experiente. Christmas Under the Stars Quando Nick, um banqueiro que está focando a sua vida na carreira, é demitido da sua empresa na época do Natal, ele aceita um emprego num

Christmas at the Plaza Com a chegada do Natal na cidade de Nova Iorke, Jessica, uma historiadora está envolvida num relacionamento romântico em declínio, é contratada para criar uma exposição em homenagem à história do Natal no “Plaza Hotel”. Lá, ela encontra Nick, um belo decorador que foi

Com tudo isso, podem beber um bom café ou chá juntos em casalinhos para ver estes lindo filmes romanticos e ao mesmo tempo sentir o bom sentimento natalício e paz que é o assunto principal de todos estes filmes de Natal.


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Star Wars: A Ascensão Skywalker

U

m fim que, na verdade, é apenas a expansão de um desfecho já visto há muito, muito tempo. Star Wars: A Ascensão Skywalker não só representa a comunhão de oito filmes lançados ao longo de 42 anos como também se propõe a finalizar a história do principal pilar de seu universo cinematográfico: a família Skywalker. Com tal alicerce e novos núcleos de personagens, inseridos pela primeira vez em O Despertar da Força, está a receita para que a ação e o imediatismo se unam a tudo o que já conhecemos: o lado do bem, o lado do mal, a Força e, em meio a tudo isso, a nostalgia. Em especial, é o último elemento que dita o tom do Capítulo IX, pois para J. J. Abrams - que retorna ao posto de diretor após Rian Johnson comandar Os Últimos Jedi - é muito claro que agradar aos fãs é fator determinante no capítulo final. Mas, ainda que suas escolhas narrativas sejam condizentes com o que os filmes prévios indicavam, a contemplação que reside em Star Wars é deixada de lado para que um dinamismo desenfreado tome conta de cada ato. Com isso, é difícil comparar A Ascensão

que o passado seja apagado - em especial o que se diz respeito à ligação entre Rey e Kylo Ren. Mas o embate criativo sob o mesmo enredo (uma espécie “disse-não-disse”) não parece ser tão impactante quanto a ausência física de Carrie Fisher neste capítulo. As cenas de arquivo reaproveitadas em A Ascensão Skywalker mostram-se um pouco deslocadas e, infelizmente, não entregam tantas falas ou interação de Leia com o restante do elenco. Contudo, a essência da personagem se manifesta de forma bem clara, incluindo no breve

Skywalker com O Retorno de Jedi, mesmo com a inevitável reflexão sobre algumas semelhanças bem demarcadas. Cada personagem da nova geração pode se encaixar como uma nova versão da fase clássica, especialmente Rey (Daisy Ridley, a versão feminina de Luke) e Kylo Ren (Adam Driver, tão conflituoso quanto Anakin). Porém, tirando tais arquétipos que já trazem nostalgia por si só, o que é explícito é a necessidade de se contar uma história complexa com inúmeras divisões mesmo que com pouco tempo para ir fundo em cada detalhe. Em Star Wars como um todo, a missão vem atrás de missão; tudo é descoberto durante um ato heroico, uma viagem espacial ou no diálogo com um personagem misterioso. Abrams novamente tem essa narrativa como guia, mas em menor escala que em O Despertar da Força. A principal questão aqui é que há mais dinamismo técnico (se estendendo à montagem, que mexe com o peso sentimental de algumas situações) do que a contemplatividade que ditou as demais trilogias. Isto não é necessariamente um demérito, mas pode diminuir a imersão emocional com os principais personagens expostos em tela - como quando Lando Calrissian (Billy Dee Williams) entra em cena, por exemplo. Ao mesmo tempo em que vai contra certos passos dados por Johnson em Os Últimos Jedi, alguns incontestáveis, Abrams concede espaço a escolhas precisas que fazem a história andar sem

treinamento Jedi que realiza com Rey. Suas ações, ainda que breves, influenciam passagens-chave da história e, de certa forma, não precisam de palavras. Não há como dizer que não emociona, e tal resultado só acontece graças aos eventos precursores que Johnson escreveu. O dinamismo já citado de A Ascensão Skywalker demonstra certa pressa de Abrams em encerrar arcos com cenas que vão de um lado para o outro da galáxia - e sem tantas transições de tela, diga-se de passagem. Tratando-se de um grande encerramento, não há nada de surpreendente na abordagem. Mas, antes de finalizá-los, o diretor dá impulso a alguns (re)inícios que não são totalmente explicados, como o retorno de Palpatine (Ian McDiarmid). Mais do que em qualquer filme da saga Star Wars, este capítulo é movido pela ação e reação imediata, não pelo silêncio que diz tudo ou a absorção de diálogos longos e densos, que poderiam garantir uma imersão maior às perspectivas individuais de cada personagem. Ao pegar o trem andando, o espectador precisa comprar todas as ideias impostas que já estão em plena execução. Não há tempo para reflexão; seja nas cenas mais agitadas como nas breves pausas do confronto final, frases e aparições que remetem à trilogia original surgem aos montes, entregando a dose de nostalgia necessária para carregar o enredo sem nunca tirar de vista a magnitude deste universo. Finn (John Boyega) e Poe (Oscar

Isaac) são os regentes da guerra, por assim dizer, e atuam como guias a todos os locais e percalços até chegarmos ao duelo contra a Primeira Ordem. Duelo este que exemplifica a percepção de que a união se faz um a um, assim como a força. Paralelamente à guerra, o tempo para segurar os grandes mistérios é realmente curto. Não que eles sejam entregues de forma pouco empenhada, mas é certo dizer que as escolhas feitas já devem ter passado pela cabeça de muitos fãs ao longo dos últimos anos. Isso não tira o impacto que é o

de ver tais direcionamentos acontecendo de fato, mas nenhuma alternativa pode ser definida como ousada ou fora da curva (como muitos definem Os Últimos Jedi, por exemplo). Mas a direção de Abrams contempla um resultado interessante e realmente genuíno ao envolver Rey e Kylo, as peças-chave para a trilogia, e encerra seus arcos aproveitando bastante a dinâmica entre Ridley e Driver, bem como as emoções e os conflitos vivenciados por ambos até aqui. Dividindo o protagonismo com louvor, é interessante ver como ambos são tão diferentes e, ainda assim, complementares em ideias e temores internos. O ponto alto de toda a nova trilogia culmina no relacionamento entre Rey e Kylo, que acaba por ser o elemento mais próximo do existencialismo. Ainda mais do que a Força em si, dúvidas, medos e bravura em uníssono comprovam que ainda há de se aproveitar a verdadeira essência do que George Lucas idealizou: a chance de moldar seu próprio destino mesmo quando tudo aponta para o contrário. A Ascensão Skywalker garante ótimos momentos ao longo da projeção graças ao cuidado de Abrams em traçar uma jornada visualmente impressionante e, por que não?, a um caprichoso fan-service. Apesar de se ater a algumas soluções um tanto óbvias e à familiaridade deste universo que se expande cada vez mais, o longa pode não se aventurar tanto nas incógnitas da galáxia ou entregar duelos tão épicos quanto os anteriores, mas ao menos se mantém fiel ao que introduziu há tantos anos. Como homenagem, funciona por dar espaço aos antigos e aos novos; como conclusão, por administrar (ainda que com certa urgência) tantos núcleos que, por fim, tornam-se paralelos. O nome Skywalker deixou de ser apenas um nome há muito tempo. Além de sempre ter ressoado pelas galáxias como o significado de esperança, agora também pode ser relacionado à liberdade de simplesmente ser.


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O Natal chegou e com ele um mundo de alegria e paz. Claro que o ideal seria todo mundo conhecer esse estado de harmonia, mas com esperança um dia será possível. O Natal é a época mais mágica do ano! Jornal a voz de portugal, edição da terça-feira 24 de dezembro de 2019 | o seu jornal ainda Mais atraente do que nunca!

Carta ao Pai Natal dos meninos Bruno, Sérgio e Silas Pedro Sepúlveda Maisfutebol.iol.pt Querido Pai Natal,

coitadinhos. Quem também faz imensas birras é o Jorge Mendes, quando ponho a jogar outros meninos que não os dele. Se puderes dar-lhe mais um ou dois clubes para ele se entreter, agradecia imenso.

Em 2019 fui um bom menino e até ganhei um campeonato, vê lá bem. Portei-me tão bem, mas tão bem, que entrei no quadro de honra. Por isso, se não te importares, gostava muito que Jesus ficasse no Brasil. Sabes, Pai Natal, eles lá são muito católicos, especialmente durante o mercado de transferências, e a mim ajuda-me a dormir. Ontem foram duas valerianas e um xanax, e mesmo assim não preguei olho a pensar nele. Estou um caco. Mas o que queria mesmo no sapatinho eram bilhetes para o Festival Panda. E nem é tanto para mim, é mais para os meus meninos, que fazem imensas birras nos jogos da Champions. Já agora e se não for pedir muito, orienta-me Não estão habituados a deitar-se tão tarde, aí um curso de Muay Thai para o presidente. Ouve lá, ó Pai Natal, Ficas já a saber que não vou à bola contigo, e com esse fatinho vermelho até me dás a volta

Olá Pai Natal, Eu sou um rapaz simples e por isso os meus pedidos não são complicados. Acima de tudo, este Natal eu queria uma equipa de futebol. Achas que é possível? Prometeram dar-me uma e até agora nada. E nem têm que ser grandes craques. Já ficava satisfeito com dois laterais a sério, um central que não fizesse autogolos ou um ponta-de-lança que marcass... um ponta-de-lança, vá, para quê complicar as coisas? Se preferires, e para te simplificar o serviço, põeme mais dez Brunos Fernandes no pinheirinho e fica a coisa resolvida. Ah, quase que me esquecia! Se ainda estiver dentro das tuas possibilidades, também adorava ter um diretor desportivo. Parece que é caro e aqui já não sobrou dinheiro depois de pagar o Rosier. Outro grande favor que me fazias: se puderes, pões o Jesé mudo? Já nos custa ter que ouvir os

ao estômago. Devias ser isento a dar presentes, e infelizmente não és. Aposto que o Bruninho Lage recebe tudo o que pede, e eu nem um lateral direito de jeito recebi até hoje. Para te redimires, sugiro que me dês um Aboubakar em ferro galvanizado, que esta versão de vidro não está a funcionar. Outra coisa que desejava: saber como se faz para gostar de pessoas. Tipo relacionar-me com outros seres humanos sem lhes querer ir aos focinhos. Isso será mesmo possível ou é apenas um mito urbano? Eu, por exemplo, não consigo falar com jornalistas ou com o Francisco J. Marques sem querer arrancar-lhes os olhos, ou olhar para o Uribe sem querer cortar-lhe a cabeça. Por falar no Uribe, tenho um pedido muito especial a fazer-te: será que dava para ele se separar da mulher e ela ficar solteira? Não é para mim, é para um amigo. Este próximo pedido faz todo o

Aquelas assembleias gerais estão cada vez mais duras e o pobrezinho é obrigado a ir às trombas dos malandros que o agridem verbalmente. Esta malta jovem não respeita ninguém, pá! Por falar em presidente, também podes dar-lhe o Benfica europeu que ele tanto deseja? Eu não tenho conseguido e já não o posso ouvir mais com essa lenga-lenga. Está velhinho, coitado. Um abraço deste teu amigo Bruno, Um Natal glorioso para ti, Ho Ho Ho! PS. Se por acaso tiveres por aí perdido algum João Félix, eu não me importo de ficar com ele. Tenho um RDT para a troca. É um rapaz muito sossegado. Se o puseres em frente a uma baliza, por exemplo, ele não dá trabalho nenhum. Bruno Miguel Lage Estádio da Luz Av. Eusébio da Silva Ferreira 1500-313 Lisboa sentido e já vais perceber porquê. Visto esta ser uma das equipas do Porto menos pornográficas dos últimos anos, gostaria muito de receber uma subscrição do Sexy Hot, a filmografia completa da Mia Khalifa, e o clássico «Anita vai ao quartel dos bombeiros». Não é para mim, é para a minha equipa. Por fim, gostava que me repusesses o stock de gel para o cabelo, e as baterias do Pepe. Ele já não agride ninguém há mais de um ano e estou a ficar preocupado. Já agora, dá para tirares aquele sorriso da cara do Nakajima? Irrita-me. E pronto, ó Pai Nataleco de meia-tigela, era isto que queria. Se quiseres dar, ótimo, se não quiseres, tou-me a cagar! Porta-te, Sérgio Paulo Conceição Estádio do Dragão, Via Futebol Clube do Porto 4350-415 Porto assobios das bancadas, ainda temos que levar com o rei do regaetton no balneário? Mal por mal, prefiro os assobios. Finalmente, o meu último pedido é tanto pessoal como profissional: um transplante capilar. Pessoalmente, já tenho mais entradas do que a nossa defesa quando joga o Ilori. Profissionalmente, os treinadores carecas não duram muito tempo aqui em Alvalade. O último treinador que ficou cá mais épocas tinha risco ao meio e tranquilidade. E eu não tenho nem uma coisa nem outra. Já agora, por acaso não tens aí algum curso de treinador completo, não? Era só curiosidade. Boas festas e saudações leoninas Jorge Manuel Silas Estádio de Alvalade Rua Professor Fernando da Fonseca 1501-806 Lisboa


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Benfica: Bruno Guimarães foi discutido em Lisboa

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Benfica fez contactos informais com vista à possível contratação de Bruno Guimarães, médio do Athletico Paranaense. Ao que o Maisfutebol apurou, as condições de um eventual negócio foram analisadas recentemente em Lisboa, por ocasião da visita

de Giuliano Bertolucci e Kia Joorabichian, dois dos empresários que gerem a carreira do médio (a par de Alexis Malavolta). Eleito para a equipa ideal do Brasileirão 2019, Bruno Guimarães confirmou, na cerimónia de entrega dos prémios anuais, que o Atlético de Madrid tem direito de preferência para a compra do seu passe, mas a imprensa brasileira tem dado conta de uma hesitação do emblema espanhol em avançar para a aquisição. O médio do Athletico Paranaense tem uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros, mas a transferência estará dependente de um valor ligeiramente acima dos 20 milhões de euros, de acordo com as últimas informações. O Benfica está disposto a libertar uma quantia elevada para recrutar um jogador que seja uma garantia imediata para essa zona do terreno. Daí que as águias tenham encetado também contactos com vista a uma eventual contratação de Julian Weigl, conforme admitido recentemente pelo empresário do médio do Borussia Dortmund.

O reencontro com Frank Lampard correu mal a José Mourinho

J

osé Mourinho e Frank Lampard passaram por muito juntos e havia uma relação de professor e aluno entre o técnico português e o médio inglês nos tempos em que estiveram no Chelsea. Reencontraram-se como colegas de profissão,

e Lampard provou que está a aprender bem o ofício, com o seu Chelsea a triunfar no derby londrino, frente ao Tottenham de Mourinho, por 0-2, em jogo da 18.ª jornada da Premier League inglesa. Ambos trocaram elogios no lançamento deste reencontro e confessaram admiração mútua, mas não houve lugar a sentimentalismos naquela que é uma das rivalidades mais ferozes de Londres. Em campo, o jovem Chelsea do seu jovem treinador mostrou-se sempre superior e justificou plenamente o triunfo que construiu na primeira

parte. Logo aos 12’, Willian recebeu a bola no flanco esquerdo, flectiu para o centro do terreno e arrancou um remate que não deu quaisquer hipóteses ao guardião dos “spurs”. Em cima do intervalo, foi o médio brasileiro a fazer o 0-2, na conversão de um penálti que castigou uma falta do guardaredes Lazzaniga sobre Marcos Alonso. A capacidade de reacção do Tottenham ficou reduzida com a expulsão de Son, aos 62’, após um pontapé a Rudiger. Mourinho aceitou a superioridade do Chelsea na primeira parte, mas ironizou quanto à expulsão de Son e à reacção de Rudiger no lance. “A culpa é nossa em ambos os golos. Fomos muito melhores na segunda parte, mas perdemos um jogador e é muito difícil jogar assim contra uma equipa que tem bons jogadores. Espero que o Rudiger recupere depressa das costelas partidas, de certeza que partiu umas quantas”, afirmou o português. Em Watford, o Manchester United sofreu mais uma derrota embaraçosa, desta vez no terreno do último classificado, por 2-0. Depois de uma primeira parte sem golos, o Watford colocou-se em vantagem aos 50’.

PTS J

1-Benfica 39 2-FC Porto 35 3-Sporting 26 4-FC Famalicão 24 5-V. Guimarães 21 6-Rio Ave 19 7-V. Setúbal 19 8-Boavista 18 9-CD Tondela 18 10-SC Braga 18 11-Moreirense 17 12-Gil Vicente 17 13-Belenenses SAD 15 14-Marítimo 15 15-Santa Clara 14 16-Portimonense 12 17-P. Ferreira 11 18-CD Aves 6

14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14

14ª Jornada

V

13 11 8 7 5 5 4 4 5 5 4 4 4 3 3 2 3 2

E

D

0 1 2 1 2 4 3 4 6 3 4 5 7 3 6 4 3 6 3 6 5 5 5 5 3 7 6 5 5 6 6 6 2 9 0 12

GM GS

37 28 24 26 24 17 8 12 14 16 18 14 11 15 10 11 10 15

5 6 15 25 17 16 10 13 17 17 19 16 21 23 18 20 22 30

15ª Jornada

04/01 CD Aves 10:30 Santa Clara 13/12 Portimonense 1-1 Rio Ave Boavista 10:30 Portimonense 14/12 Marítimo 1-0 Boavista Belenenses SAD 13:00 SC Braga Benfica 4-0 FC Famalicão V. Guimarães 15:30 Benfica V. Setúbal 1-0 CD Aves 15/12 Moreirense 2-1 Belenenses SAD 05/01 Rio Ave 10:00 Marítimo Paços de Ferreira 10:00 Moreirense Gil Vicente 2-2 V. Guimarães CD Tondela 10:00 Gil Vicente SC Braga 0-1 P. Ferreira Sporting 12:30 FC Porto 16/12 Santa Clara 0-4 Sporting FC Famalicão 15:00 V. Setúbal FC Porto 3-0 CD Tondela

P J V E D GM GS

1-Farense 2-Nacional 3-Leixões 4-Varzim 5-CD Mafra 6-Estoril Praia 7-SC Covilhã 8-GD Chaves 9-Académico de Viseu 10-UD Oliveirense 11-Feirense 12-Vilafranquense 13-FC Porto B 14-Académica OAF 15-Benfica B 16-FC Penafiel 17-CD Cova Piedade 18-Casa Pia

33 31 23 23 22 22 20 19 18 17 15 15 15 15 14 14 8 7

14 14 14 14 13 13 13 13 13 13 13 13 14 13 13 13 14 13

11 9 6 6 6 7 6 6 5 5 3 4 3 4 3 3 2 2

0 4 5 5 4 1 2 1 3 2 6 3 6 3 5 5 2 1

3 1 3 3 3 5 5 6 5 6 4 6 5 6 5 5 10 10

22 21 19 18 21 23 18 17 13 16 13 18 18 16 13 13 9 10

10 9 15 17 16 16 14 17 15 16 13 21 21 17 20 14 25 22

15ª Jornada

14ª Jornada

04/01 Leixões 6:00 FC Penafiel UD Oliveirense 10:00 CD Mafra CD Cova Piedade 10:00 GD Chaves Estoril Praia 12:15 Feirense 05/01 Farense 6:15 Benfica B Académico de Viseu 10:00 Nacional FC Porto B 10:00 Académica OAF Casa Pia 10:00 SC Covilhã Vilafranquense 12:15 Varzim

05/10 Nacional 4-1 FC Porto B 16/11 Varzim 1-3 Farense 21/12 Leixões 0-0 CD Cova Piedade 28/12 FC Penafiel 6:00 Estoril Praia Académica OAF 12:15 UD Oliveirense 29/12 SC Covilhã 6:15 Benfica B Feirense 10:00 Casa Pia CD Mafra 10:00 Académico de Viseu GD Chaves 12:15 Vilafranquense

Fase de Grupos Grupo A

J P

1-SC Braga 3 2-Paços de Ferreira 3 3-Marítimo 3 4-FC Penafiel 3

9 4 2 1

Grupo B

1-V. Guimarães 2-Benfica 3-V. Setúbal 4-SC Covilhã

J P 3 3 3 3

7 3 2 2

2019/10/13 SC Braga 2-1 Marítimo FC Penafiel 1-2 P. Ferreira 21/12/2019 Marítimo 0-0 FC Penafiel P. Ferreira 1-4 SC Braga

03/12/2019 SC Covilhã 15:15 Benfica 04/12/2019 Setúbal 13:45 Guimarães 21/12/2019 V. Setúbal 3-0 Benfica V. Guimarães 2-2 SC Covilhã

Grupo C

Grupo D

1-Sporting 2-Rio Ave 3-Portimonense 4-Gil Vicente

J P 3 3 3 3

6 4 4 3

05/10/2019 Portimonense 1-1 Rio Ave 2019/12/04 Gil Vicente 0-2 Sporting 2019/12/21 Rio Ave 0-1 Gil Vicente 2019/12/21 Portimonense 2-4 Sporting

1-FC Porto 2-GD Chaves 3-Casa Pia 4-Santa Clara

J P 3 3 3 3

9 6 3 0

2019/11/16 Casa Pia 0-1 GD Chaves 2019/12/05 Casa Pia 0-3 FC Porto 2019/12/21 Santa Clara 1-2 Casa Pia 2019/12/21 GD Chaves 2-4 FC Porto

Meias-Finais 21/01/2020 SC Braga 14:45 Sporting 22/01/2020 V. Guimarães 14:45 FC Porto

Taça de Portugal Quartos-de-Final

2020/01/15 FC Porto 11:00 Varzim Académico de Viseu11:00 Canelas 2010 Benfica 11:00 Rio Ave Paços de Ferreira 11:00 FC Famalicão


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