Ano XLIV • Nº 50
email: jornal@avozdeportugal.com A VOZ DE PORTUGAL, 29 de Dezembro
AVOZDEPORTUGAL. COM de WWW 2004 -.Página
29 de Dezembro de 2004
GRELHADOS SOBRE CARVÃO
MAÎTRE CARROSSIER
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Manchetes Descoberta em local de futuro empreendimento em Lisboa Rodrigo de Matos Aqui há (pré) História Arqueólogos, geólogos e antropólogos trabalham juntos para compreender o passado da capital. Vestígios do que era Lisboa há mais de seis mil anos e durante as várias ocupações subsequentes estão a ser descobertos numa acção de exploração arqueológica de grande dimensão, que está a mudar o que se sabia sobre a evolução da cidade. Os trabalhos decorrem na Encosta de Santana, ao Martim Moniz, onde nascerá um empreendimento urbanístico, depois de terminada a intervenção arqueológica. De pedaços de instrumentos e fogueiras da Idade da Pedra (do Neolítico), a estruturas de habitações da ocupação islâmica, passando por peças de artesanato da Idade do Bronze e os restos do que foi um dia uma necrópole romana, o potencial arqueológico da zona é enorme e está a ser explorado de forma exaustiva. São cerca de dois mil metros quadrados, dos quais já foram escavados 850. “Na zona do casco antigo da cidade, não temos uma área com esta dimensão nem com esta intensidade de ocupação em período pré-histórico, nem com níveis tão antigos preservados como estes”, considera Vasco Santos, arqueólogo do Museu da Cidade.
O passar dos séculos é visível nas várias camadas de terreno que se foram formando graças à própria dinâmica da encosta. Exemplo disso são os coluviões – desprendimentos de terras ao longo da encosta – que, quando mais fortes, arrastavam tudo o que estivesse à frente, deixando cobertas estruturas e objectos de uma determinada época. Os vestígios mais antigos ali encontrados datam do final do quinto milénio a.C., em pleno período Neolítico. “Além de vestígios de acampamentos, como conchas e lareiras, temos muitos restos de talhe de sílex resultantes da sua preparação para a produção de artefactos”, assinala Vasco Santos, arqueólogo do Museu da Cidade. “Mas temos comparativamente muito poucos artefactos, o que nos leva a supor que aqui podia ser uma zona especializada no talhe do sílex, sendo depois as peças levadas para outros sítios”, explica entusiasmado. Relativamente à Idade do Bronze (1800 - 800, a.C.), foram encontradas evidências mais conclusivas sobre a fixação efectiva de pessoas na zona. “Já aparecem mais estruturas, que podem indiciar uma ocupação com um carácter permanente. A nível no Neolítico não podemos afirmar que eles estives-
sem constantemente aqui. Podia ser uma coisa mais sazonal”, explica. ESPAÇO DEVE SER VALORIZADO Para Vasco Santos, os achados que têm sido feitos na Encosta de Santana vêm alterar o que sabíamos da cidade de Lisboa. “Em relação à Idade do Bronze e ao Neolítico, é exagerado falar em ‘revolução’, mas isto vem acrescentar muita informação à pouca que tínhamos e aos dados dispersos que íamos tendo pontualmente nesta zona da cidade.” Nos trabalhos em curso participam cinco arqueólogos,
uma antropóloga, um geólogo, um geoarqueólogo, dois técnicos de conservação e restauro, uma historiadora, e de 15 a 18 operários. A intervenção em curso vai contemplar duas fases distintas: a primeira compreende a escavação do subsolo, que vai sofrer o impacto da obra de engenharia; a segunda prevê a recuperação e a valorização da Torre do Jogo da Péla e dos troços de muralha que
ainda conserva. Os estudiosos não consideram que o valor arqueológico do local justifique a anulação da obra para ali prevista. “É evidente que não podemos ter a pretensão de preservar tudo aquilo que encontramos pois aí entraríamos em conflito com as necessidades da própria cidade”, considera a arqueóloga Manuela
JORNALISNO, A MELHOR PROFISSÃO DO MUNDO Num extenso trabalho sob o título “Jornalismo: A Melhor Profissão do Mundo”, publicada no Observatório da Imprensa, entre outras coisas, dizia Gabriel Garcia Márquez: “Há uns cinquenta anos não estavam na moda as escolas de jornalismo. Aprendia-se nas redacções, nas oficinas, no botequim do outro lado da rua, nas noitadas de sexta-feira. O Jornal era todo ele uma fábrica que formava e informava sem equívocos e gerava opinião num ambiente de participação no qual a moral era conservada no seu lugar.” E mais adiante: “A prática da profissão, ela própria, impunha a necessidade de se formar uma base cultural, e o ambiente de trabalho se encarregava de incentivar essa formação. A leitura era um vício profissional. Os autodidatas costumavam ser ávidos e rápidos, e os daquele tempo, fomo-los de sobra para seguir abrindo caminho na vida para a melhor profissão do
CENTRE DENDAIRE DR. CATHERINE LUU DENTISTERIE GÉNÉRALE, ESTHÉTIQUE ET PROTHÈSES NOUSACCEPTONS LE BIEN-ÉTRE SOCIAL, LACARTE D'ASSURANCE MALADIE, L'ASSURANCE DENTAIRE JOUR•SOIR•SAMEDI•URGENCES
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Papineau Autobus45
Leitão. “O que se vai fazer no futuro, e penso que a EPUL estará sensibilizada para esta matéria, é aproveitar a valorização que se vai fazer destas estruturas defensivas e reservar um espaço onde se possa expor fotografias, documentação e informação sobre o resultados da escavação.”
angle Mont-Royal
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LL.B.
Lagoas da Silva mundo – como nós a chamávamos. Alberto Lleras Camargo, que foi sempre jornalista e duas vezes presidente da Colômbia, não tinha sequer o curso secundário.” E abordando o tema das escolas de jornalismo, referia o escritor “que na sua maioria, os formados chegam com deficiências flagrantes, com graves problemas de gramática e ortografia, e dificuldades para uma compreensão reflexiva dos textos. Alguns gabam-se de poder ler de trás para a frente um documento secreto no gabinete de um ministro, de gravar diálogos fortuitos sem prevenir o interlocutor, ou de usar como notícia uma conversa que de antemão se combinara como confidencial.” Tal como no passado, esta é ainda hoje em Portugal, a verdade do jornalismo do nosso tempo, um jornalismo praticado por muitos na base do pouco saber e sobretudo na falta de ética. Em Portugal, o desemprego entre os jornalistas, sobretudo entre os jovens licenciados em jornalismo, deve-se em parte, ao facto das Faculdades terem lançado no mercado mais jornalistas do que aqueles que o próprio mercado podia absorver, daí a luta de muitos deles para conseguirem um posto de trabalho ou manterem o que têm, quando o têm. Mas, para além do desemprego entre os jornalistas, esta situação é igualmente responsável pelo mau jornalismo que hoje se pratica, um jornalismo que é, em muitos casos, baseado na subserviência à cadeia hierárquica, que vai das redacções às administrações. Mas o receio do desemprego, é também um dos factores do jornalismo que se pratica em Portugal, um jornalismo que poderemos considerar, em alguns casos, de nível pouco correcto e pouco sério, quer quanto à abordagem dos temas, quer quanto à concepção das peças e muitas vezes até, quanto ao tratamento das notícias, esquecendo alguns jornalistas que o seu dever é informar e sobretudo formar, o que em ambos os casos se deve fazer com isenção e verdade.
A Voz de Portugal na Internet www. avozdeportugal.com
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La Voix du Portugal The Voice of Portugal 4231, Boul. St-Laurent Montréal (Québec) H2W 1Z4 Tél.: (514) 284-1813 1-866-684-1813 FAX: (514) 284-6150 E-Mail: jornal@avozdeportugal.com Site web: www.avozdeportugal.com Hebdomadaire fondé le 25 avril 1961 ÉDITEUR Eduíno Martins DIRECTEUR Armando Barqueiro DIRECTEUR ADJOINT Benjamim Silva RÉDACTEUR EN CHEF Sylvio Martins RÉDACTEUR ADJOINT Kevin Martins COLLABORATEUR SPÉCIAL Raúl Mesquita COLLABORATEURS: Au Québec: Amélia Oliveira Vaz António Vallacorba Gerald Tremblay Helder Dias J.J. Marques da Silva José de Sousa José Manuel Costa Joviano Vaz Maria Conceição Correia Manuel Carvalho Mario Carvalho Natércia Rodrigues Pe. José Maria Cardoso En Ontario: Manuel Alves Louro (Toronto) Fernando Cruz Gomes (Toronto) Augusto Cerqueira (Ottawa) Au Portugal: Augusto Machado Joel Neto Lagoas da Silva Manuel Rodrigues Maria Helena Martins SECTION JUVÉNILE: Organisatrice de la section: Susana Sequeira Collaborateurs: Anthony Nunes Cristina Proença Mayo Julien Thomet Maria Calisto Miguel Felix PHOTOGRAPHE: António Vallacorba José Rodrigues Michael Ribeiro ADMINISTRATION/ SERVICE À LA CLIENTÈLE: Kevin Martins INFOGRAPHIE: Sylvio Martins DISTRIBUTION: Nelson Couto Elisio Moniz PUBLICITÉ: Carlos Sousa Conceição Ferreira Eddy Silva Eduardo Leite Kevin Martins RPM Ethnique Media Extérieur du Québec: Lingua Ads Services Portugal: PortMundo Promoção Cultural e Publicidade Ldª. Os textos (e ilustrações) de Opinião publicados nesta edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, não vinculando, directa ou indirectamente, o cariz editorial e informativo deste jornal.
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Notícias Sócrates critica Governo por operação “absurda”
Ronaldinho jogador Mundial do Ano de 2004
O secretário-geral do PS disse hoje que era “previsível” o chumbo do Eurostat à cedência de património do Estado, que considerou uma operação “absolutamente absurda” e um “truque” para tentar “disfarçar o falhanço na consolidação orçamental”.A Comissão Europeia chumbou hoje a proposta do governo português para ceder temporariamente o direito de exploração de alguns imóveis do Estado, que permitiria encaixar receitas extraordinárias e manter o défice orçamental abaixo dos três por cento do Produto Interno Bruto (PIB).”Estava-se a ver que isto ia acontecer porque os truques do Governo para tentar disfarçar o falhanço das contas públicas eram de tal forma eviden-
O futebolista brasileiro Ronaldinho, médio ofensivo dos espanhóis do Barcelona, foi hoje nomeado, em Zurique (Suíça), jogador do Ano de 2004 pela Federação Internacional de Futebol (FIFA).Ronaldinho, 24 anos, conquistou pela primeira vez este troféu, que é atribuído com base nos votos dos seleccionadores e capitães das equipas nacionais, e sucedeu no palmarés ao francês Zinedine Zidane (Real Madrid), coroado
tes, ultrapassavam os limites da razoabilidade, que, mais cedo ou mais tarde, isto iria acontecer”, afirmou Sócrates.O líder falava num encontro com a Juventude Socialista na discoteca People.”Tratava-se de uma operação absolutamente absurda e foi pelo facto de ser absurda que certamente foi chumbada”, acrescentou o secretário-geral do PS, acusando o Governo de ter “perdido por completo a cabeça ao decidir vender edifícios do Estado para depois ficarem a pagar renda”.José Sócrates disse ainda que “o espectáculo de hoje com o chumbo do Eurostat” serviu para mostrar aos portugueses o “falhanço na consolidação orçamental”.
Mais de 1,2 milhões de portugueses navegaram na “web” em Novembro Mais de 1,2 milhões de portugueses utilizaram a Internet a partir do lar durante o mês de Novembro, de acordo com os resultados do estudo Netpanel, divulgados esta semana pela empresa Marktest.Em média, por dia, 454.000 indivíduos com quatro anos e mais utilizaram a Internet em suas casas no referido período, o que corresponde ao mesmo valor verificado em Outubro.No total, foram consultadas mais de 962 milhões de páginas, tendo o tempo de navegação mensal superado 09 milhões e 700 mil horas, numa média de 324 mil horas por mês e de 07 horas e 48 minutos por utilizador.Em Novembro, o domínio “sapo.pt” manteve-se em primeiro lugar
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no top de utilizadores únicos, com 876 mil.O domínio “msn .com” continua igualmente na segunda posição, com 760 mil utilizadores únicos, e o “goo gle.pt”, com 752 mil, ocupa a terceira posição.Na quarta posição do `ranking’ está o “passport.com”, com 619 mil utilizadores únicos, seguido do domínio “iol.pt”, que se posiciona em quinto lugar, com 528 mil.Para além dos motores de busca, portais e sites de `email’, que são já presença habitual neste top, é ainda de salientar a presença de domínios como o “cgd.pt”, na 11ª posição, subindo 05 posições relativamente a Outubro, e o “my tmn.pt” (na 13ª posição, tendo subido 04 lugares).
em 1998, 2000 e 2003 e quinto este ano.Na classificação de 2004, Ronaldinho totalizou 620 pontos, tendo suplantado o avançado francês Thierry Henry (Arsenal), segundo como em 2003 com 552 pontos, e o avançado ucraniano Andrei Shevchenko (AC Milão), terceiro classificado com 253 pontos e vencedor da Bola de Ouro de 2004 da revista France Football.
Jorge Sampaio recebe Santana, Bagão e Constâncio na terça-feira O Presidente da República recebe terça- feira o primeiroministro, o ministro das Finanças e o Governador do Banco de Portugal, em reuniões destinadas a avaliar a situação económica e financeira, disse à Lusa fonte de Belém.A reunião semanal de trabalho com o primeiro-ministro, que deveria ocorrer na
quinta-feira, foi antecipada para terça-feira às 10:00 e, por sugestão de Jorge Sampaio, vai contar também com a presença do ministro das Finanças.Durante o dia de hoje, foi agendada uma reunião com o Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, para terça-feira às 14:45.
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Opinião As Opiniões em retrospectiva Raul Mesquita Neste ano que se termina avancei opiniões sobre diversos temas que nem sempre — o que é bom e reconfortante, obtiveram consenso entre os nossos leitores. Porque considero que é impossível estar nas boas graças de Deus e do Diabo, tento transportar para as colunas do Jornal, o meu ponto de vista sobre tal ou tal situação, sem preocupações de melindres ou de palavrinhas mansas e sorrisos inocentes, pronto a observar as gesticulações de uns quantos nababos cá do burgo. Procuro alertar situações de interesse geral, contabilizando afirmações e compromissos de gente responsável e dependente do apoio popular, ou retratar situações à luz da verdade dos acontecimentos mesmo se, muitas vezes, colidindo com certas “senhoridades”.
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Comecei 2004 a 7 de Janeiro com um texto sobre Norton de Matos, o General democrata que em Angola fez trabalho exemplar mas que teve a “triste ideia” de sugerir a Salazar, a emancipação gradual da Província. Apoiado por centenas de eleitores, candidatou-se em 1948 à Presidência da República. Salazar, obcecado pela preservação do bloco social e político-ideológico do regime propõe a recandidatura do velho marechal Carmona. Não tendo conseguido de Salazar a garantia de condições de democraticidade indispensáveis, Norton de Matos anunciou num comício em Lisboa, a desistência da sua candidatura. Na semana seguinte debrucei-me sobre os problemas salariais da função pública em Portugal, paralelamente com a necessidade de uma maior responsabilidade profissional, quer a nível de produtividade, quer a nível de qualidade, pontualidade e permanência nos serviços públicos. Ao mesmo tempo que apelava para a imprescindível consciência de portugalidade dos empresários nacionais, a fim de abstraírem das garras espanholas as empresas que são a base da nossa economia. Manifestei depois alguns comentários sobre as tradicionais promessas eleitorais das campanhas federal e provincial, sobressaindo a falsidade dos políticos, Paul Martin e Jean Charest que, uma vez mais, tiveram linguagens bem diferentes uma vez instalados no cadeirão de primeiro-ministro respectivo. Um outro tema focado foi o do rebentar da bomba do ano. O escândalo das comanditas, cuja análise da Justiça ainda não está terminada, deu que falar e a cada passo mais se definem as implicações de Jean Chrétien e Paul Martin, apesar dos teatrais desmentidos dos dois protagonistas. Até à data, o escândalo das comanditas é a maior vigarice na História do Canadá. Seguiram-se depois alguns escritos que andaram à volta da aparente solidariedade dos chicos-espertos que mais não é, no fundo, que o florescente cinismo e a hipocrisia na nossa comunicação social, devidos por vezes a despeitos mal contidos. Em Abril, o meu ovo da Páscoa, foi para uma senhora que se mostrou indignada por não lhe ter tirado e publicado o retrato nas páginas do Jornal algumas semanas antes. Não considerando a minha explicação a descontente senhora acusou-me de mau jornalista. É evidente que o burlesco da situação sendo de tal modo ridículo, não me ocasionou qualquer embaraço. As chorudas subvenções atribuídas à companhia de navegação do primeiro-ministro Martin e a questão do despedimento da marinhagem canadiana em favor de navegantes filipinos, foi o tema de uma outra opinião. Entretanto realizaram-se na Covilhã três congressos sobre a Lusofonia onde, o distinto professor e sociólogo Paquete de Oliveira afirmou em certo momento da sua alocução “A lusofonia não passa muitas vezes de um conceito para encobrir, de modo sobretudo retórico e de fácil propaganda política, aquilo que poderia ser uma realidade da maior afirmação cultural e social da força duma língua comum.” “E” como Enteado e “C” como Confrarias, foi o título que dei a um texto sobre a problemática do ensino da Língua Pátria tão desprezado, pelas chamadas autoridades oficiais sendo o “C”, para as confrarias que se formam e desfazem na diáspora, ao som de amizades superficiais. O culto do doutorismo, da notoriedade pessoal, faz perder a desejável visão de conjunto, metendo os dois olhos num só buraco: o umbigo. Ainda em Maio, defendi a desmistificação do 25 de Abril de 74, colocando o movimento na sua real perspectiva. Ou seja, uma revolta genuinamente militar que devido à abdicação do Governo, se transformou em política. Nos inícios da campanha eleitoral federal e querendo cair nas graças da população da Terra-Nova, Paul Martin fez perseguir em meados de Maio, barcos de pesca portugueses nas águas internacionais, acusando-os de “fora da lei”(…). Não foi de resto, a minha única intervenção sobre as estratégias tormentosas do Primeiro-ministro, nas suas muitas tentativas para influenciar os votos a seu favor. Pronunciei-me mais tarde sobre os colaboradores da imprensa étnica que sendo indispensáveis a qualquer periódico, não deverão no entanto exigir a publicação de auto-elogios, de louvores préfabricados, procurando por disfarçadas chantagens atingir
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efémeras famas. Nos finais de Junho defendi com orgulho a escolha do então Primeiro-ministro português para o cargo de Presidente da União Europeia, contra a inveja de uns quantos maliciosos maldizentes. Jovens de ontem e de hoje num só objectivo: Portugal, foi motivo para um escrito sobre a juventude de origem portuguesa e o seu posicionamento no meio comunitário, salientando a necessidade da sua participação na construção duma nova maneira de se inserir na sociedade quebequense. Seguiram-se considerações sobre os resultados eleitorais e os malabarismos de Paul Martin e do seu tenente quebequense Jean Lapierre, “o centurião”,procurando iludir a população com promessas e manifestações vazias de senso. Referi-me depois a determinadas deturpações de intenções, que nunca poderão descobrir nos meus textos. Sou contra a crítica por criticar. Porém, devem reduzir-se ao mínimo—para não dizer eliminar completamente, as banalidades que por vezes se publicam nos jornais. Deve procurar-se aumentar a qualidade dos escritos. Os custos astronómicos do Metro em Laval põem em evidência o paradoxo da exigência de cadernos de encargos para construções públicas e a comparação da inteligência de Brian Mulroney ao desdém de Paul Martin, foram outros tantos temas que se seguiram. Neste último campo, o das decisões e acções tomadas durante o primeiro ano do actual governo federal, o muito respeitável e liberal jornal La Presse publicou no domingo 12 de Dezembro, uma análise nesse sentido e numa escala de 10 atribui um pobre 4 ao governo de Paul Martin. A monstruosidade humana teve uma vez mais um ícone. O massacre de Beslan, Rússia, onde tantas crianças e alguns adultos pereceram nas mãos de selvagens sob capas de revoltosos, serviu par ilustrar que há sempre energúmenos prontos a tudo, a fim de defenderam as suas posições políticas de modo irresponsável, como foi o caso da diplomacia francesa.No texto sob o tema Promessas Assimétricas, tentei descrever o encontro entre os primeiros-ministros das províncias canadianas com o seu homólogo federal, respeitante à transferência de fundos destinados à saúde e na semana seguinte pronunciei-me sobre a posição de certos democratas, que são encarnado de uma lado e vermelho do outro… As eleições autárquicas nos Açores e Madeira, fez sobressair— uma vez mais—, o estilo provocador e fanfarrão de Alberto João Jardim, sempre na brecha para lançar as suas “botadas” em ataques a todos os de quem não gosta, seja qual for a razão. O escândalo—para alguns—, da ocupação como guarda numa escola privada de um ex-assassino conhecido, ressaltou a incoerência duma percentagem elevada de cidadãos sobre a problemática da reinserção dos ex-detidos na sociedade e uma semana depois dissertei sobre a virtude que é a mãe de todos os vícios, na definição dos pecados dos santos-homens… Pescar em alto mar, sugeria ao Primeiro-ministro português, antes da sua demissão, de continuar as reformas e a aplicação de leis, visando impedir a fuga das taxas dos ”tubarões”, continuando os bons princípios anunciados, alargando a faina e ir pescar no alto mar… O caso da Casa Pia, cujo julgamento já começou, agita paixões de todo o tipo. Acusações levianas foram feitas a acusados e esperase que o comportamento dos implicados e dos suspeitos, permita um esclarecimento total do caso, sem a intervenção da “justiça” popular. A crise já eterna da Língua Portuguesa que não é respeitada por aqueles que são pagos para garantirem a sua perenidade no continente americano, realçou a fragilidade da opção portugalidade. A tentativa da imposição de tribunais islâmicos por dirigentes muçulmanos de Montreal, também foi tema nestas colunas. Por fim, a situação um tanto caótica da até há pouco florescente empresa Bombardier, sublinha um outro paradoxo: o da má gestão numa das maiores multinacionais canadianas, atingindo algumas centenas de trabalhadores portugueses que na antiga Sorefame, construíam carruagens para o metropolitano e para a CP. Um novo ano se anuncia. Continuaremos na mesma via de informação e análise de situações de carácter público que interessem portanto, à maioria dos nossos concidadãos. Até lá, passem Festas Felizes.
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Opinião Crianças que sofrem num mundo indiferente
As crianças esquecidas
Augusto Machado Para mais de mil milhões de crianças a infância é uma experiência brutal. As principais razões são a pobreza, sida e conflitos armados. São revelações do 10º relatório anual sobre a situação mundial da infância elaborado pela UNICEF. Pena é que estas infelizes crianças apenas são lembradas pela quadra do Natal. O dia de aulas começara há poucas horas. De súbito, o som de tiros nas proximidades gelou o sangue do professor e alunos da escola de Uvira, uma aldeia da província de Kivu Sul, na República Democrática do Congo (RDC). Com uma voz calma para evitar o pânico, o docente pediu aos alunos que se deitassem no chão. David (nome fictício) e os colegas obedeceram em silêncio e ali ficaram até os combates acalmarem. Depois, correram o mais depressa possível. Alguns em direcção às suas casas. Outros para a floresta. David foi um dos que tentaram alcançar as habitações da aldeia. Mas ao chegar encontrou a casa deserta. Os pais e os irmãos já tinham fugido. “Pelo menos espero que tenha sido isso que lhes aconteceu”, pensou. O pior estava ainda para vir. Encontrado perto da sua casa por um grupo de homens armados, foi forçado a juntar-se às forças rebeldes que lutavam contra o então o presidente Mobutu, tal como muitas outras crianças. Deram-lhe duas opções: Lutar para libertar o país ou ser morto ali mesmo. David optou pela primeira hipótese. Tinha 12 anos. E os pais e os irmãos nunca mais os voltou a ver. Nos meses que se seguiram recebeu treino militar e de disciplina até ser enviado para a linha da frente. “No início, conta ele, estava muito assustado. Mas armado com uma Kalashnikov era uma questão de matar ou morrer. Além disso davam-nos drogas para nos tornar bravos e fortes. Seguiram-se sete meses de combate nas matas da RDC. “Quando chegávamos à aldeia, cercávamo-la e depois atacávamos. Levávamos os rapazes da aldeia connosco para combater. Então parecia-me bem porque foi o que me aconteceu. Mas também não tínhamos escolha, porque eles matavam-nos se não obedecêssemos”, contou aos responsáveis da UNICEF em Kinshasa 4 anos depois de se ter tornado numa criança-soldado. Este poderia ser um caso isolado. Infelizmente não é: David é uma
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das 20 mil crianças que nos últimos anos foram recrutadas para combater na RDC. E vítima de uma das três razões que, de acordo com o relatório da UNICEF sobre a situação mundial da infância, privam as crianças de “um crescimento saudável e num ambiente protector”: os conflitos armados. Para a organização, em conjunto com a pobreza e a sida, a guerra transforma a infância numa “experiência brutal”. Durante os anos 90 morreram 3,6 milhões de pessoas em conflitos armados. Cerca de metade eram crianças. A directora do Programa de Protecção às Crianças da UNICEF, Karin Landgren, considera os conflitos um “assalto letal à infância”. A especialista recorda que nos últimos 14 anos, para além das mortes, pelo menos seis milhões foram gravemente feridas ou afectadas directamente pelos conflitos. Aos maus tratos e traumas psicológicos, em especial na África subsariana, juntam uma outra tragédia – daquelas que não se vêem nem se sentem – que percorre as veias dos afectados. Para o qual não existe cura conhecida: a SIDA. A SIDA afecta a vida das crianças de duas formas, qualquer delas catastrófica. Primeiro há os que são infectados pelo VIH e cuja esperança de vida é extremamente reduzida e depois de igual importância, estão aqueles cujos pais sucumbem à doença obrigando crianças de tenra idade a assumir o papel de chefe de família. De acordo com o relatório da UNICEF, as crianças cujos pais morrem têm uma maior probabilidade de embarcarem nas piores formas de escravidão infantil: agricultura, prostituição ou tráfico humano. Para todas as crianças do mundo inteiro votos para que haja menos apatia e melhor qualidade de vida, sobretudo mais Alimento, Saúde, Educação, Igualdade e Protecção. Tenham um Feliz e próspero Ano Novo!
A Todos os que leram, anunciaram, patrocinaram e colaboraram, desejamos um Feliz Ano 2005
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A separação das águas Rui Costa Pinto As eleições antecipadas podem resultar num empate técnico, como em 2002, com a abstenção a ganhar terrenoOs portugueses estão cansados das mesmas caras, das mesmas desculpas e das mesmas promessas no momento em que os partidos apelam ao voto. Em vez de pactos de regime, que apenas servem para esconder que o rei vai nu, e de referendos fora de horas, os líderes partidários têm o dever de lutar pela afirmação dos seus programas políticos, sem omitir a política de alianças. Quando António Guterres fugiu, em 2002, aliás, contra a vontade de José Sócrates, as sondagens também davam esmagadoras maiorias ao maior partido de oposição. O resultado foi bem diferente, pois Durão Barroso ganhou por uns escassos pontos percentuais. Apesar do clima de euforia, no Largo do Rato, que se deve, certamente, à quadra festiva, em 20 de Fevereiro de 2005, pode repetir-se o resultado das últimas legislativas, com o PS e o PSD separados por uma unha negra. Para evitar este cenário, que significaria mais uns anos de pântano, José Sócrates tem de revelar ao país, claramente, o que vai fazer, no caso de não alcançar a maioria absoluta: Está disponível para governar com os comunistas ou com os bloquistas? Ou melhor, está disponível para formar um governo minoritário? José Sócrates, com a sua pose arrogante, de sempre, comporta-se como um vencedor antecipado, convencido que tem a maioria absoluta no bolso. Do outro lado da barricada, Santana Lopes e Paulo Portas assumem o papel de meninos bem comportados e humildes. Os outsiders- comunista e bloquistas -, esperam para ver, revelando aqui e ali sinais de abertura a uma maioria de esquerda no Parlamento. Nas próximas eleições, os portugueses que votam à direita partem em vantagem, pois sabem com o que contam. O entendimento entre Santana e Portas favorece a transparência da política portuguesa. Por sua vez, à esquerda, o líder do PS, teimosamente, insiste no tabu das alianças. A obsessão pela maioria absoluta, ainda que seja legítimo pedi-la, não contribui para a criação de um cenário pós-eleitoral estável e cristalino. Com mais do mesmo no PPD-PSD e no CDS-PP, com a velha tralha guterrista agarrada a Sócrates, ou vice-versa, com o Bloco de Esquerda angustiado por ter chegado o momento da verdade e com os comunistas ainda mais fechados e ortodoxos, há um forte risco do aumento da taxa de abstenção. A única forma de combater a abstenção é a afirmação dos programas e das alianças de cada um dos partidos.
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Alma Juvenil O Bebé do Ano 2004
Foto da semana
Anedotas do Tony
Continuamos a publicação de alguns dos nossos “leitores do futuro”. Entretanto continuamos a incentivar os nossos “leitores do presente”, para que nos enviem as fotografias dos seus bebés nascidos no ano 2004, acompanhadas dos respectivos nomes, datas de nascimento, nomes dos pais e número do telefone, para: Concurso Bebé 2004, A Voz de Portugal, 4231 boul. St-Laurent, Montréal, Qc H2W 1Z4. No mês de Janeiro 2005, efectuaremos um sorteio entre todas as “carinhas bonitas” que até lá tenhamos recebido. Para mais informações contactem-nos pelo tel. (514)284-1813, de Segunda a Sexta, das 09h00 às 17h00.
Qual é cúmulo da lentidão? É uma pessoa ir correr sozinha e ficar em 2º lugar. Estavam duas cobras no deserto e diz uma para a outra: -Ó amiga achas que somos venenosas? -Não sei, porque perguntas? -Porque acabei de trincar a língua. Estavam duas vacas e diz uma para a outra: -Muuuuuuuuuuu. E logo depois diz a outra: -Tiraste-me as palavras da boca. Relações Sabe que relação existe entre: A pomba A mulher A velhinha A solteira O solteiro O viúvo A pomba é o passarinho da Paz A mulher é a Paz do passarinho A velhinha tem o passarinho em Paz A solteira não conhece nem o passarinho nem a Paz O solteiro não deixa o passarinho em Paz O viúvo não pode viver em Paz, com a falta do passarinho
Foto de Michael Ribeiro Jordan Oliveira Lopes Nasceu: 15 de Junho de 2004 Mãe: Teresa Oliveira Pai: António Lopes
Um anjo em Montreal
Alentejanos
A verdadeira razão de dar uma prenda Antigamente, a festa do Natal era conhecida como a festa da Luz. As famílias juntavam-se nesses longos períodos escuros e frios do Inverno para decorar o pinheiro com velas, bem comer, rir-se, divertir-se e também trocar algumas prendas pequeninas. Nos dias de hoje, a festa do Natal é diferente. Nós nos juntamos nas lojas para comprar grandes prendas, muitas prendas, só prendas! Até que a razão de dar essa prenda é esquecida; deves lembrar alguém em que penses, nele ou nela. A prenda não precisa de ser grande, porque é a ideia que conta. Então, esperamos que as pequenas tradições do Natal continuem e que a razão de celebrar esta festa não seja esquecida. Bom Natal para todos!
David Manuel Williams Silva Nasceu: 28 de Julho de 2004 Mãe: Loverne Williams Pai: Carlos Silva
Luisa Pires Escola Portuguesa Santa Cruz, 6a classe
O Natal veio do céu Miguel Serrano
Dylan Rosa Durand Nasceu: 12 de Setembro de 2004 Mãe: Marlene Rosa Pai: Normand Durand
Lucas Miguel Bastos Nunes Nasceu: 24 de Janeiro de 2004 Mãe: Helena Bastos Pai: Florent Nunes
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Foi mesmo na noite de Natal que ouviram o Pai dizer, enquanto a Mãe começava a gritar, “morreu mesmo agora...nos meus braços, aflito de todo...e tão pequenino...tão pequenino! Que mal faz uma criança para sofrer tanto assim!?” Aconchegaram-se mais porque nesse momento sentiram mais frio. A casa grande e escura e os gritos da Mãe arrastados pelo andar do Pai alongavam a tristeza dos seus olhos tristes. O falar do Pai tudo tornara mais doloroso. Aquele homem que nunca tinham visto chorar, assustava-os. Tinham tanto frio! Os pés nus dançavam na parede em frente com tamanhões de gigantes. Entretinham-se a vê-los tomar formas estranhas. Mexiam os dedos, levantavam as pernas e as sombras traçavam fantasias, causas secretas de crianças perdidas nessa noite fria...fria. A lembrança do irmão morto só lhes acudia às sacudidelas, com o latir do vento e os gemidos da Mãe. Então as sombras dos pés tinham mais sombra, mais noite e não as olhavam. Eram três crianças, dos quatro aos dez anos-dois dedos de vida assustada já com luta e fadiga. Todos magros, todos parecidos na tristeza e vagos no semblante que os cercava. No olhar tinham muitas perguntas e muito do céu. Sabiam do irmão, tão pequenino que cabia numa caixa de sapatos, estar doente. Mesmo agora, depois das palavras do Pai, assim o julgavam, porque de resto não compreendiam, tinham medo de compreender. Da doença do pequenino dissera a Mãe quando falara em febres altas e falta de remédios, souberam-na pelo Pai que se zangava mais do que habitual e mais gritava contra o raio da vida. Mas julgar que ele morresse...A morte não existe. -O nosso menino, Mãe? -Foi para o céu. Abriram muito os olhos. Não sabiam porque tinha ido o menino para o céu, mas também não se preocuparam. O pequenino, que cabia numa caixa de sapatos, não tinha morrido, vivia no céu. Estava longe como o tio do Brasil, que escrevia de ano a ano. O candeeiro (pobrezinho!) tão somenos para vencer o escuro! Vacilava. Não havia de vacilar! O Pai andava lá no sótão para trás e para diante, como a vida da nossa gente. Que faria? A Mãe gemia baixinho. Parecia mesmo um rato chiando. O mais velho dos meninos guardava todos os papéis que apanhava. Estava farto de ler aquele rasgão de folha de um livro, que trouxera enrolando os cinco tostões de café, e não havia
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Uma equipa de alentejanos vai a casa de um doutor levantar o guarda-roupa para restaurar. Entretanto chega o doutor e pergunta: - Só vêm os dois para levantar um guarda-roupa tão, pesado? -Não, viemos três - respondeu um deles. -Onde está o outro?...perguntou o doutor. -Está dentro do guarda-roupa a segurar os cabides.
Já chegou o NATAL Maria Calisto Natal, a festa mais bonita, a festa da família, do amor e da paz, já está à porta. As ruas iluminadas, a alegria das crianças e a ânsia delas para saberem o que o Pai Natal lhes vai trazer, tudo isto nos lembra que Natal não é só uma festa. Para nós cristãos, esta festa nos lembra o nascimento de Jesus, nosso Salvador. Celebrar Natal é celebrar o nascimento de Jesus, é celebrar a festa da família. Pelo Natal, temos prendas, fazemos uma ceia com os nossos familiares; mas os prisioneiros, os que vivem nas ruas, como deve ser triste para eles passar o Natal sem o calor da família, dos amigos, sem um lar. A todos vocês, nossos leitores, um Feliz Natal cheio de paz, amor e alegria. Que possamos todos esquecer as nossas mágoas, os nossos problemas, pelo menos por este dia tão especial. Não se esqueçam no dia 24 de Dezembro à meia-noite, de irem para trás da janela para verem se podem ver a ESTRELA de BELÉM, conhecida por estrela dos desejos. Quem sabe se ela não vai passar pela sua casa? BOAS FESTAS A TODOS E DIVIRTAM-SE!!! maneira de o compreender. E soletrava mais uma vez: A noite tem beleza e eu sofro./De que servem as estrelas e o luar branco?/De que servem os risos da multidão./ E as palavras amigas ? De que serve o implorar duma prece?/De que serve o sonho? Se Tudo/Só vem a mim pelos caminhos da dor! Que queria aquilo dizer? Era bonito, mas, talvez, triste. Ou seria ele que estava triste? A Mãe desenrolou-se do seu canto e foi lá acima ao marido. E se saísse? Tentou e os irmãos seguiram-no receosos de estarem sós. Abriu a porta de mansinho e escarafunchou com a cabecinha o escuro da noite. A sua casa morava sem vizinhos e as ruas da vila tinham preguiça de se estender até ela. Saíu. Os irmãos imitaram-no. - Está frio! - Além longe há luz. - É na vila. - Nesta noite há montras tão bonitas. - Eh, vamos lá, mano. -Não, o Pai zanga-se. Levantou mais a cabecinha e os outros fizeram o mesmo. - Eina, tanta luz! - Bem catitas, não mano? - Querias uma? - Eu queria. E como a apanhavas? - Ora, subia a uma árvore muito alta e era logo. Limpinho. - Estejam calados. As estrelas não se apanham. Estão no céu. - É verdade, Rui, é verdade - e ficou-se a pensar no papel que guardara e dizia: Se Tudo só vem a mim pelos caminhos da dor. Agora sim, já atinava com aquilo. Não era nada triste, não, não era triste.
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Vária O MISTÉRIO DA GARDÉNIA Compilação de Amélia Oliveira-Vaz
O que escrevo é narrado por Marsha Arons que conta como começou a receber todos os anos pelo Natal uma flor muito bela e perfumada, a Gardénia. Eu recebi a minha primeira Gardénia numa véspera de Natal, tinha doze anos. Nenhuma mensagem a acompanhava. Depois, ano após ano, no mesmo dia, eu recebia uma flor que marcava de perfume e beleza a festa do Natal. Tentei saber quem a enviava, mas o florista sempre dizia que não sabia quem era. Os anos passaram e eu renunciei a saber quem era o expedidor de tal oferta. Passei a me contentar com a beleza da flor mágica exalando um perfume capitoso, de uma brancura perfeita, que eu recebia sempre num saco de papel de seda cor de rosa pálido. O benfeitor anónimo conseguia inflamar a minha imaginação. Minha mãe partilhava os meus sonhos, querendo sempre saber se eu tinha ajudado alguém que me agradecia daquela maneira. Seria a vizinha que eu ajudava a retirar do seu automóvel
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as suas compras. Ou seria o velho senhor do outro lado da rua, para quem eu retirava da caixa o seu correio, para que ele não saísse, descendo os degraus cobertos de neve. Mas era a ideia do príncipe encantador a que mais me seduzia. Sonhos da minha adolescência, pensando sempre se seria um ou outro rapaz que me olhava mais do que outro. Do sonho à realidade há uma distância. Tinha 17 anos quando um jovem me quebrou o coração, afastando-se depois de nos frequentarmos. Nessa noite chorei até tarde. Minha mãe citou-me uma frase do escritor Americano Ralphe Emerson: “fica sabendo que quando os falsos deuses partem, os verdadeiros deuses aparecem” . Um mês antes de receber o diploma no fim dos estudos secundários, o meu pai morreu com uma crise cardíaca. Muito tempo sofri com o desgosto e o sentimento de abandono. Medo e cólera me atormentavam, pensando que o meu pai não veria os momentos mais impor-
tantes da minha vida. Para a ocasião do fim dos estudos secundários, eu e a mamã corrêramos as lojas de vestidos para comprar um para o baile. O desgosto do desaparecimento do meu pai, tirara o meu gosto de ir ao baile de fim do ano. O vestido era lindo com metros e metros de tecido transparente branco com pontos azuis. Na véspera do baile, a minha mãe pôs o vestido estendido no divã. Eu não queria vesti-lo, mas a minha mãe dava ao vestido, ao baile e ao diploma, uma grande importância. Ela queria que eu compreendesse que na vida há sempre momentos de magia e que eu me identificasse à Gardénia, aquela flor tão bela, resistente e perfeita que eu continuava a receber em cada Natal com a aura do mistério e do encanto. Eu casei muito nova e recebia sempre a Gardénia. Tinha vinte e dois anos e um primeiro filho, quando minha mãe morreu. Foi nesse ano pelo Natal que eu cessei de receber a Gardénia que durante dez anos perfumara e enchera de mistério e beleza a minha vida de jovem mulher.
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Comunidade Reflexões para o Natal À procura do menino em Jesus António Vallacorba Segundo o que nos ensina a Bíblia, o Menino Jesus foi circuncidado quando tinha oito dias (Lucas 2, 21). Segue-se, imediatamente, um período bastante vago, de omissão física
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e de tempo, na medida em que apenas nos é revelado que “o Menino crescia e rebusteciase, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele”. Mais adiante, consta-
tamos que Ele tinha 12 quando quando fora ao Templo, e “sentara-se entre os doutores, ouvindo-lhes e fazendo-lhes perguntas” (Lucas 2, 41). À excepção destas breves passagens, mais nenhuma outra narrativa se encontra naquele sagrado livro que nos fale da infância de Jesus. Porquê? Certamente que Jesus foi criança e, como tal, deve ter tido amigos com os quais passou momentos agradáveis (ou não tanto assim, convenhamos) durante os dias despreocupados da sua meninice, absorto em brincadeiras próprias de jovens e dos tempos em que vivia. Estranho a pouca informação existente a partir do dia do nascimento de Cristo e o da sua ida ao Templo (já com 12 anos!), não obstante de, entre um evento e o outro, se poder especular sobre as suas andanças pela oficina de carpintaria do pai, S. José. É como se subitamente o tempo tivesse parado na sua correria irrevocável! Será possível que nenhum amiguinho de Jesus – ou quem quer que fosse! – tivesse deixado um traço testemunhal desses dias de infância com o seu futuro Mestre? Que ter-seia passado para que assim fosse? Intriga-me, pois, esse “vazio” na vida do Menino, na medida em que gostaria de saber o que teriam pensado os amigos e colegas do Jesus-pequenino – dessa criança prodígiosa que, mais tarde, iria transformar para todo o sempre os corações dos homens e das mulheres. Seja como for, fecho neste momento os meus olhos e deixo a mente vaguear livremente no tempo e no espaço até à mais de 2.000 anos atrás. Concentro-me num grupo de crianças a brincar numa das ruas poirentas de
Nazaré, alheios ao calor e à fadiga, mas entregues ao simples prazer da brincadeira. Mais abaixo, quase no extremo daquela área residencial, Maria prepara a mesa para uma das refeições do dia. Depois, vai à porta da rua para saber do paradeiro do seu filho. Quando Ele finalmente lhe aparece, repreende-O, dizendo: -Não é prudente andares a brincar longe de casa. Ademais, teu pai poderá não gostar dos amigos com quem andas. Ao que o Menino responde com uma pergunta: -Qual pai? Acto contínuo, e explicando que fora convidado para o aniversário do seu amigo Escariotes, beija a mãe, e põe-se a caminho. Em casa de Judas, é grande a algazarra entre a criançada, enquanto a mãe do homenageado prepara a mesa com uma merenda de peixe fumado, “bagels”, azeitonas, tâmaras e figos secos. Inexplicavelmente, e contra a corrente do ambiente de fraternidade e camaradagem que parece pairar entre toda a garotagem, a certa altura Escariotes começa toda uma “palestra” cuja intenção era a de provocar o Menino, mas que, afinal, e bem vistas as coisas, não passavam, de facto, de elogios. Pelo menos na parte inicial. -Vocês não O acham estranho? -, e pôs-se a descrever como Jesus era diferente dos demais. -Fico com a distinta impressão que Ele deseja distinguir-se de nós! – continuou, passando a descrever os muitos exemplos com que O caracterizavam e que para Judas eram uma anormalidade. Especificando, disse como Ele era reservado e pensativo. Que nunca praticava más acções, mas sendo verdade o contrário. -Até as aves vêm pousar no
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seu ombro! Os seus olhos, serenos e tímidos, penetram-nos no mais fundo da alma! Entretanto, faz-se um silêncio enorme entre todos. E quando se pensava que Escariotes havia terminado, eis que este depois se pôe com comentários mais graves e insinuosos a que, finalmente, deu termo com esta expressão: -Até parece uma menina! Presentemente, Jesus prepara-se para sair. Ao encaminharse para a porta, dá meia-volta e, falando mais para si do que para
Neste seu estado de meditação, todo Ele se mostra ser o paradigma da serenidade e o dum espírito extra-terreste! Entrementes, Jesus desperta perante o alvoroço que se ouve da criançada saindo da casa do Escariotes e em correria para o espaço livre, onde alegremente se entregam à brincadeira. O Menino volta a fechar os olhos, quando subitamente lhe toca no ombro a mais débil daquelas criancinhas suas amigas. -O que foi? – indaga o
qualquer um ou uma em particular, pergunta: -Foi para isto que me convidaram? – E sai. Mais ninguém profere coisa alguma, mas mantendo-se todos calados e cabisbaixos, num gesto vizivelmente eivado de cumplicidade e cobardia perante toda a derrogatória dirigida ao Menino. Lá fora, Jesus dirige-se para uma árvore das imediações, senta-se e, inclinando a cabeça para trás, o seu rosto ergue-se para o espaço, como a querer alcançar o limite dos céus.
Menino. -Estamos numa competição para ver qual de nós levanta a pedra mais pesada, mas ninguém bate o Judas. Importas-te de me ajudar a erguer uma mais pesada do que a dele? Ao que o Menino responde: -E quem é que depois vai ajudar ao Judas Escariotes? Oh, como teria sido bom brincar lado a lado com Menino, onde competição alguma jamais teria o gosto amargo da derrota! “Boas Festas e Feliz Ano Novo”. *Baseado num conto russo.
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Comunidade
português”, talvez pela forma como o Francisco interpreta a música popular portuguesa, tendo em Gonzaga, sem dú-
lugares, mas acima de tudo inventar diferentes olhares”. Por isso, sua é a proposta de uma viagem “pelo património musical do nosso e de outros países, interpretado através da sonoridade inconfundível do acordeão”. Francisco Raimundo integra há vários anos a banda do músico/cantor Pedro Barroso, com quem tem percorrido o
vida, um grande mestre na divulgação da música popular brasileira. Para este talentoso beirão, que estudou piano, composição e jazz e é actualmente professor de educação musical e músico profissional “A verdadeira viagem da descoberta, não é partir para diferentes
país e o mundo, actuando para significativas comunidades portuguesas. Sempre receptivo a novas experiências, iniciou um projecto que alia a sonoridade inconfundível do acordeão com a força das percussões étnicas do jovem músico tomarense Beto, cuja primeira divulgação de-
“Ecos na Lusitânia”
Musical instrumental de Francisco Raimundo António Vallacorba Por gentileza da nossa comum amiga, sra. Olga Pereira, foi-me facilitado o contacto com o mundo maravilhoso do acordeão, através do último trabalho discográfico de Francisco Raimundo, o CD “Ecos na Lusitânia – Música Instrumental”. Foi, é assaz gratificante ouvilo nesta recolha da música popular portuguesa, no tema que dá título a esta gravação; “Além-Tejo/Paisagens”; “O Bailarico/Dança de Roda”; “Valsinha Popular”, “Aras” e “Mariazinha”; “Marcha do Casal” e “Fado Menor”. Por outro lado, é de realçar o tema “O Zé do Harmónio”, em harmónio (acordeão diatótico), dedicado ao pai; o trecho “Tirolese” e o tango “Tomo Y Obligo”, de Carlos Gardel/M. Romero. Refira-se, a propósito, que estas duas últimas interpretações foram na devida altura apresentadas a solo no programa SIC 10 Horas, tendo como convidados os bailarinos argentinos, Guillermo e Elina, professores de tango e radicados em Lisboa. Paralelamente, além da música tradicional e de autores portugueses, Francisco Raimundo tem apresentado temas originais e feito abordagens da música do mundo, tradicional, popular e clássica. Natural da Beira Baixa, há quem lhe chame o “Gonzaga
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St-Vincent-Ferrier Pe. Carlos José Santos Dias Mensagem Festiva à comunidade A Comunidade Portuguesa de Saint-Vincent-Ferrier tem nesta quadra festiva o seguinte horário das celebrações: 31 de Dezembro de 2004:
correu na FNAC, de Cascais, em Janeiro de 2003. O presente CD, com gravação, misturas, direcção e produção de Pedro e Francisco Raimundo, é uma edição da FRA – Animação e Produções Artísticas, de Lisboa.
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Missa do Te Deum: 18h00 01 de Janeiro de 2005: Santa Maria, Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz: 18h00 02 de Janeiro: Dia de Reis: 12h00 Para toda a comunidade
portuguesa e para todos os organismos que de alguma maneira a apoiam e ajudam a manter a nossa cultura, votos de Boas Festas e as maiores felicidades para o Novo Ano que se aproxima. Que ele seja aproveitado por todos para vencermos barreiras e dificuldades, a fim de sermos realmente uma família.
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Comunidade Tradição Açoriana e de grande importância que através de
à escolha das vitrinas. A tarefa não foi fácil para o júri, pois que
foram eles: Coco Rico, A Gogo Lounge, Barbeau e Quincaillerie Azores. No entanto o que mais votos teve, foi o Coco Rico. O patrocinador deste concurso foi a Caixa de Economia
um Açoriano, o Emanuel Linhares, foi rapidamente aceite aquando há alguns anos atrás a ideia foi apresentada à Societé de Developpement. Quatro anos mais tarde a tradição continua e eis que a participação este ano foi mais ou menos de cinquenta comerciantes na boulevard St. Laurent entre a rua Sherbrooke e a Ave. Mont-Royal. Um júri foi escolhido para no dia 25 de Novembro proceder
cada comerciante decorou à sua maneira e estavam todas muito bonitas. Na quinta feira, dia 16 de Dezembro e mais precisamente Chez les Portugais houve a entrega dos prémios aos vencedores. Houve quatro prémios de $250.00 cada e foram entregues aos seguintes comércios: Bijouterie Rosas de Portugal, Friperie SaintLaurent, Zed Objets e La Godasse. Os prémios de $1,000.00 também foram outros quatro e
dos Portugueses e estiveram presentes à entrega dos prémios, o presidente da SDBSL, o Sr.Gordon Berstein, Sr.Michel Prescott Conselheiro Municipal, Sr. Emanuel Linhares Presidente do CA da CEPM e o Sr. Ghislain Dufour , Vice Presidente do SDBSL, entre outas pessoas da comunidade Portuguesa e Quebecoise. E como se desenrolou o resto do serão Chez les Portugais? O
O Dia das Montras… Natércia Rodrigues
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seu proprietário, Henrique Laranjo está de parabéns pois que a abundância dos petiscos e dos vinhos foi realmente muito apreciado por todos. Uma visita a este local é mandatória. E eis que uma tradição açoriana, o Dia das Montras, atravessou o Atlântico, chegou a Montreal e está ganhando cada ano mais adeptos. Tanto os organizadores como os participantes estão orgulhosos de poderem continuar com este acontecimento que tanto embeleza esta rua nesta altura de Festas. Esta artéria, para o ano de 2005 irá celebrar cem anos. A “Main” sempre foi e será muito conhecida de todos, pois foi nesta zona que os primeiros emigrantes se íam acomodando para além também de dividir a parte este e leste da cidade.
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Vária Ao correr da pena Principais acontecimentos de 2004
substancial dos preços do Seguro-Medicamentos apesar da sua promessa de diminuir estes custos 23 - Em Rimouski commemora-se o nonagésimo aniversário do naufrágio do Empress of Ireland que custou a vida a 1012 pessoas a 30 de Maio de 1914 ao largo de Sainte-Luce-sur-Mer 24 - Comemora-se o sexagésimo aniversário do desembarque dos aliados na Normandia 25 - Bernard Landry, antigo Primeiro Ministro do Quebeque e actual Chefe da oposição contrai matrimónio com a cantora Chantal Renaud 26 - Os Canadianos reelegem um Governo Liberal minoritário 27 - A Grécia ganha o Euro 2004 contra Portugal por 1-0 28 - Um relatório das Nações Unidas revela que mais de 38 milhões de pessoas sofrem da Sida 29 - O CRTC decide de encerrar a controversa estação de Rádio CHOI-FM 30 - A bactéria C.Dificil faz 100 vítimas em 18 meses no Centro Hospitalar de Sherbrooke 31 - Realizam-se em Atenas os vigésimos oitavos jogos olímpicos da era moderna 32 - A equipa de futebol Impact ganha o Campeonato da Associação de leste da Liga A 33- O barril de petróleo atinge o preço recorde de 50 dólares U.S. 34 - O ex-Primeiro Ministro do Quebeque Lucien Bouchard é eleito Presidente do Conselho de Administração da Orquestra Sinfónica de Montreal 35 - Mais de 31.000 pessoas assistem ao último encontro dos Expos que foi transferido para Washington 36 - O Presidente Georges Bush foi eleito Presidente dos Estados Unidos para um segundo mandato de quatro anos
Joviano Vaz A pedido do meu bom amigo Silvio Martins chefe de redacção deste Jornal procurei coligir para os nossos leitores os principais acontecimentos deste 2004 que se acaba. É sempre bon reflectir sobre o que se passou. Mas ao mesmo tempo tenho de admitir que esta missão é extremamente difícil devido ao limitado espaço de que se dispõe. Tive de folhear muita coisa e tive de servir-me naturalmente da Internet que me foi de uma grande ajuda. Eis o resultado do que li e escolhi. 1 - Por via de uma proclamação real, 248 anos depois dos factos, a Inglaterra e o Canadá reconhecem os sofrimentos dos milhares de Acadianos que foram deportados em 1755 2 - O filme “ As Invasões Bárbaras “ de Denys Arcand recebe o prémio do melhor filme não europeu no concurso European Film Awards 3 - O Partido Conservador do Canadá fusiona com a Aliança Canadiana 4 - Paul Martin é nomeado vigésimo primeiro-ministro do Canada 5 - O ex-ditador do Iraque, Sadam Hussein é capturado pelos soldados americanos 6 - O antigo Chefe do Partido Progressista Conservador do Canadá, Robert Stanfield morre aos 89 anos 7 - O avião celebra os seus 100 anos 8 - Um primeiro caso de vaca louca é identificado nos Estados Unidos 9 - A administração americana decide de acordar o estatuto de prisioneiro de guerra a Saddam Hussein 10 – O Seminário Maior de Montreal anuncia que os futuros padres deverão submeter-se a um teste do Sida antes de serem aceites como seminaristas 11 - O Arcebispado de Montreal renuncia depois devido a inúmeras pressões à ideia de fazer este teste aos novos seminaristas 12 - Louise Arbour, juiz do Supremo Tribunal de Justiça do Canadá é nomeada Alto-comissário dos Direitos do Homem nas Nações Unidas 13 - Na Rússia o Presidente Vladimir Poutine é facilmente eleito 14 - A Nasa descobre um novo planeta em orbita em volta do sol 15 - O casamento entre pessoas do mesmo sexo é autorizado no Quebeque 16 - Celebra-se o primeiro aniversário da guerra no Iraque 17 - Stephen Harper é eleito Chefe do novo Partido Conservador do Canadá 18 - O Chefe da Diplomacia Americana Collin Powell admite que as provas da ameaça iraquiana não eram sólidas 19 - Cerca de 19 milhões de galinhas são abatidas na Colúmbia Britânica para impedir a gripe aviária 20 - Restos do avião francês do escritor Antoine de St-Exupery desaparecido em 1944 são identificados 21 - O preço da gasolina no Quebeque atinge preços jamais alcançados 22 - O Ministro da Saúde do Quebeque confirma um aumento
Registei até aqui os principais acontecimentos de 2004 no mundo e no Canadá. Termino com o registo de homens célebres que partiram deste mundo no ano corrente. 1 - O Padre Roland Leclerc, animador da emissão “Le Jour du Seigneur” 2 - Loris Azzaro, costureiro e especialista de perfumes 3 - O actor Pierre Daignault autor também de grandes sucessos televisivos 4 - Claude Ryan, antigo jornalista e homem político, ex-chefe do Partido Liberal do Quebeque 5 - Guy Provost, homem de teatro e de televisão 6 - O pintor Guido Molinari inovador no campo da pintura 7 - Paul Berval actor de grande talento 8 - Claude Nougaro, poeta e mágico das palavras da canção francesa 9 - Mimi D Estée, conhecida actriz do teatro e da televisão 10 - Peter Ustinov, actor britânico e embaixador da Unicef 11 - Serge Turgeon, actor e administrador 12 - Jean-Louis Gagnon, jornalista 13 - Ronald Reagan, antigo Presidente dos Estados Unidos 14 - Marlon Brando, legendário actor que participou em mais de 40 filmes 15 - Serge Reggiani, cantor e actor francês de origem italiana 16 - Fouad Farhat, presidente fundador das “Lunetteries Farhat”, inovador no campo da óptica visual 17 - Françoise Sagan, monstro sagrado da literatura françesa Aqui termino este Correr da Pena especial sobre os principais acontecimentos de 2004, assim como o registo de alguns homens e mulheres célebres que faleceram neste mesmo ano. Espero ter cumprido o objectivo que em tempo devido me fixei.
Palavras Cruzadas Horizontais
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1 - Cada uma das varas a que se atrela o cavalo nos veículos; Casca da caneleira. 2 2 - Mineral zonado, considerado uma variedade de ágata fina; Lista. 3 3 - Frutos da româzeira; Cozinhara. 4 - A primeira mulher; Ferro temperado (pl.); Obrservar. 4 5 - Prejuízo; Alumínio (s.q.); Irmâ. 6 - O m.q arameu. 5 7 - Brotara. 8 - Filtrai; Aplica; Fama (fig.) 6 9 - Família; Rente; Nome masculino. 10 - Matizas; Gruvura a cores. 7 11 - Aplicar; Acreditar. 12 - Casualidades; Guarnecera de asas. 8
Verticais 1- Varal; Canela. 2- Onix; Rol. 3- Romãs; Cozera. 4- Eva; Aços; Ver. 5- Dano; Al; Mana. 6- Arâmico. 7- Emanara. 8- Coai; Dá; Aura. 9- Lar; Raso; Rui. 10- Irisas; Cromo. 11-Dar; Crer. 12- Acosos; Asara.
Horizontais
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GÉMEOS (21 de Maio - 20 de Junho) Carta da Semana: 3 de Espadas, que significa Amizade, Equilíbrio. Amor: A cumplicidade existente entre o casal é meio caminho andado para o seu equilíbrio emocional. Saúde: Adopte uma alimentação baseada em verduras e frutas. Dinheiro: Poderá surgir uma proposta de trabalho aliciante. Número da Sorte: 53 Números da Semana: 1, 3, 9, 11, 29, 36. CARANGUEJO (21 de Junho - 22 de Julho) Carta da Semana: Ás de Ouros, que significa Harmonia e Prosperidade. Amor: Viva a sua relação ardentemente e sem preconceitos. Saúde: Incrivelmente, esta semana o seu optimismo estará mais saliente. Dinheiro: No seu ambiente de trabalho, mantenha pulso firme para atingir os objectivos que deseja concretizar. Número da Sorte: 65 Números da Semana: 5, 25, 29, 39, 42, 48. LEÃO (23 de Julho - 22 de Agosto) Carta da Semana: 8 de Ouros, que significa Esforço Pessoal. Amor: A sua relação tem tudo para dar certo. Invista mais na sua felicidade. Saúde: Apesar dos seus problemas, tente não depender tanto de anti-depressivos. Dinheiro: Não seja tão apegado a bens materiais. Dê mais valor aos sentimentos. Número da Sorte: 72 Números da Semana: 7, 11, 20, 29, 30, 40. VIRGEM (23 de Agosto - 22 de Setembro) Carta da Semana: 9 de Paus, que significa Força na Adversidade. Amor: Lute com afinco contra as adversidades que poderão surgir na sua relação. Saúde: Tendência para instabilidades ao nível do humor. Dinheiro: Poderá sentir que não se faz a devida justiça no seu emprego. Número da Sorte: 31 Números da Semana: 12, 28, 29, 31, 39, 49. BALANÇA (23 de Setembro - 22 de Outubro) arta da Semana: 2 de Copas, que significa Amor. Amor: Não tem motivos para se preocupar, brinde ao amor. Saúde: Atenção à gula, o seu esforço em manter a linha poderá ser em vão. Dinheiro: Tem passado por grandes desafios, mas esta semana poderá ser decisiva para mostrar o quanto vale Número da Sorte: 38 Números da Semana: 11, 36, 39, 43, 47, 49. ESCORPIÃO (23 de Outubro - 21 de Novembro) Carta da Semana: Valete de Copas, que significa Lealdade, Reflexão. Amor: Não se entregue às dificuldades, tente através da compreensão chegar a um consenso com o seu par. Saúde: Possivelmente vai desejar estar mais isolado, mas não o faça. Procure conviver mais com os seus amigos. Dinheiro: Contenha-se, pois nem sempre deve dizer aquilo que realmente pensa, pode prejudicar-se bastante. Número da Sorte: 47 Números da Semana: 8, 9, 17, 21, 28, 34.
AQUÁRIO (21 de Janeiro - 18 de Fevereiro) Carta da Semana: Rei de Paus, que significa Força, Coragem e Justiça. Amor: Não dê ouvidos a quem não merece, aja por si próprio. Saúde: O seu organismo demonstrará através do cansaço o seu esgotamento. Dinheiro: Poderá surgir a oportunidade que esperava, para argumentar sobre os seus direitos laborais. Número da Sorte: 36 Números da Semana: 20, 30, 40, 42, 44, 48.
1- Vereda; Clima. 2- Ova; Voar. 3- Romana; Árida. 4- Anã; Orei; Sãs. 5- Lisa; Am; Raro. 6-Camadas. 7- Colinas. 8- Aros; Cã; Ocra. 9- Noz; Mora; Rés. 10- Eleva; Aurora. 11- Rena; Rum. 12- Apara; Gaiola
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TOURO (20 de Abril - 20 de Maio) Carta da Semana: 8 de Copas, que significa Concretização, Felicidade. Amor: A sua vida sentimental atravessa uma fase bastante positiva. Desfrute-a bem. Saúde: A sua tranquilidade proporcionará um bom equilíbrio físico e emocional. Dinheiro: A sua vida financeira encontra-se num período de expansão. Não desperdice as oportunidades que possam surgir. Número da Sorte: 44 Números da Semana: 21, 28, 30, 33, 38, 39.
CAPRICÓRNIO (22 deDezembro - 20 de Janeiro) Carta da Semana: 7 de Espadas, que significa Novos Planos, Interferências. Amor: Opte pela via do diálogo para resolver qualquer situação na sua vida amorosa. Saúde: Poderá sentir-se mais irritado. Dinheiro: O seu mau feitio poderá pôr em causa a permanência no seu emprego. Número da Sorte: 57 Números da Semana: 17, 23, 39, 45, 48, 49.
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1 - Caminho estreito; Meio ou ambiente. 10 2 - Ovário de peixe; Ser impelido no ar ou pelo vento. 3 - Natural de Roma; Seca. 11 4 - Mulher pequena; Rezei; Saudáveis. 5 - Plana; Antemeridiano (abr.); Pouco frequente. 12 6 - Revestimento de uma superfície, com tinta. 7 - Outeiros. 8 - Anéis; Cabelo branco; O m.q. ocre. 9 - Fruto da nogueira; Reside; Rente. 10- Promove; Claridade que precede o nascer do dia. 11- Mamífero ruminante da fam. dos Cervídeos; Aguardente de melaço. 12- Afia; Caixa gradeada que serve de prisão aos animais.
Dra. Maria Helena Martins CARNEIRO (21 de Março - 19 de Abril) Carta da Semana: 3 de Copas, que significa Conclusão. Amor: Esteja mais disponível para as necessidades dos seus filhos. Saúde: Dê mais atenção à forma como organiza a sua semana, sentir-se-á muito cansado. Dinheiro: Óptimo período para colocar em prática as suas ideias. Número da Sorte: 39 Números da Semana: 17, 20, 25, 29, 32, 33.
SAGITÁRIO (22 de Novembro - 21 de Dezembro) Carta da Semana: 5 de Espadas, que significa Avareza. Amor: Demonstre, espontaneamente, as suas emoções, não finja que não sente aquilo que realmente sente. Saúde: A sua semana poderá ser muito agitada, não se deixe abalar. Dinheiro: Doseie o seu desejo de vencer, aja sempre com honestidade. Número da Sorte: 55 Números da Semana: 7, 18, 19, 27, 29, 36.
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Verticais
Horóscopo Semanal
12/21/2004, 5:44 PM
PEIXES (19 de Fevereiro - 20 de Março) Carta da Semana: 5 de Paus, que significa Fracasso. Amor: Alguma instabilidade familiar. Saúde: Ligeira tendência para enxaquecas. Dinheiro: Poderá ganhar consciência que não está a conciliar plenamente a vida familiar com a profissional. Número da Sorte: 27 Números da Semana: 9, 18, 21, 32, 39, 47.
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12
Guia do Consumidor CÂMBIO DO DÓLAR CANADIANO EM PORTUGAL
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Consulado Geral de Portugal em Montreal Ex-Combatentes O Consulado Geral de Portugal em Montreal apresenta os seus cumprimentos à Comunidade Portuguesa residente na área da sua jurisdição e informa que acabou de ser informado de que por despacho de S. Ex.a o Secretário de Estado de Defesa e Antigos Combatentes, foi prorrogado até 31 de Dezembro de 2004 o prazo de entrega do requerimento para a contagem de tempo da prestação de serviço militar por ex-combatentes, para efeitos de aposentação e reforma.
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Finanças Eurostat rejeita “aluguer” de património Governo tem 10 dias para encontrar alternativas Lucília Tiago e Teresa Costa A Comissão Europeia, presidida por Durão Barroso, chumbou a proposta do Governo de Santana Lopes para manter o défice português abaixo dos 3% do PIB, e que previa a uma espécie de aluguer de longa duração de imóveis do Estado. O Governo tem agora 10 dias para sair deste impasse. As hipóteses passam pela venda o património, pela integração de mais fundos de pensões ou por furar novamente o limite do Pacto. A informação foi confirmada pelo gabinete do primeiro-ministro, embora nada tenho sido avançado oficialmente em Bruxelas, pelo
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Eurostat, organismo de estatística da União Europeia. Santana Lopes foi informado da decisão quando se preparava para viajar para o Porto (ver pág. 3). Já ontem à noite manteve uma reunião com o ministro das Finanças, Bagão Félix. Hoje, o assunto deverá ser analisado na reunião que o primeiro-ministro irá manter com o presidente da República, na qual irá participar o ministro das Finanças. Trata-se do encontro de trabalho habitual que foi antecipado por causa do Natal. À tarde, Jorge Sampaio recebe o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio. A proposta de Bagão Félix relativa aos imóveis previa um encaixe de 500 milhões de euros com a operação de leasing de longa duração de património do Estado (lease and lease back) anunciada na semana passada.
A VOZ DE PORTUGAL, 29 de Dezembro de 2004 - Página 1 3
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Recordemos Euro 2004 Sonho que se tornou em pesadelo
guiram os jogos pela televisão no mundo inteiro. O Estádio da Luz foi inaugurado no dia 25 de Outubro de 2003. A Grécia foi a nona equipa a ser campeã da Europa e foi a primeira vez que uma equipa grega conseguiu ser seleccionada para os jogos. Para os partidários gregos isto era um sonho, e mais sonho foi
um hóspede que deixou a FIFA surpreendida. Portugal tinha uma boa equipa, um excelente treinador mas a sorte não esteve com ele. Mesmo se perderem os nossos jogadores podem andar com a cabeça alta porque deram uma boa exibição. Os gregos tinham uma muito boa defesa e jogavam
um jogo ainda nada está perdido. Este Verão foi um momento em que a comunidade portuguesa se uniu e onde o orgulho de ser português não tinha idade, não tinha sexo. Bandeiras, camisolas, bonés, vendas, sacos, colares e muito mais, tudo era símbolo da nossa altivez, do nosso sonho de ver o nosso país campeão da Europa. Milhões de pessoas assistiram
de ver que no primeiro jogo
aos jogos em Portugal e muitos milhões de outras pessoas se-
ganharam. Portugal foi um hóspede muito acolhedor, foi
unidos, o contrário da equipa das Quinas. Também foi através deste torneio que Rui Costa anunciou a sua reforma a nível internacional. Em cada vitória de Portugal, aqui em Montreal, os portugueses encontravamse no boulevard Saint-Laurent, para festejar. Viva Portugal, Força Portugal eram as palavras mais ouvidas em cada vitória. Era festa, era alegria era um sonho e tudo isto na alegria e na paz. Perdemos o Euro, mas ainda não perdemos o campeonato do mundo. Os nomes mais ouvidos dos jogadores foram Cristiano Ronaldo, o mais jovem deste torneio, Pauleta, o nosso açoriano, Nuno Gomes, Rui Costa, o rebelde das Quinas, Deco, o nosso porcelana, Figo, o papai dos jogadores, Costinha, Maniche, Andrade, Ricardo Carvalho e sem esquecer o Ricardo. Para os gregos foram, Nikopolidis, Dellas, Kapsis, Seitaridis, Fyssas, Charisteas, Giannkopoulos et Vryzas. Depois de terem perdido no jogo de abertura, as duas equipas (Grécia e Portugal) encontraram-se de novo a quatro de Julho para o ultimo e decisivo jogo. Quando Portugueses e Gregos tinham a certeza que era Portugal que acabaria campeão, a realidade foi outra. O Estádio da Luz estava coberto mais de verde e vermelho e do outro lado um pouco
dia aqui na cidade de Montreal, onde muitos Portugueses
guardaram uma esperança e só diziam Força Portugal, foi só
estavam confiantes, a decepção era tão grande que muitos perderem a confiança de ver sua equipa ir à final. Outros
Texto por Maria Calisto e fotos de Sylvio Martins O ano 2004, foi um ano cheio de emoções e de momentos históricos. O primeiro casamento homosexual; Guy Cloutier acusado de abuso sexual; o Lock out no hockey e muito mais, mas para nós portugueses espalhados no mundo inteiro, o que nos deixou na altivez e um pouco na decepção foi o EURO 2004 em Portugal, nosso País, nossa nação. Vamos através das páginas do nosso jornal relembrar os momentos de alegria, mas também os de tristeza. Como poder acabar esta última edição da Voz de Portugal, do ano 2004, sem falar pela ultima vez deste grandioso momento que começou
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com uma derrota e que acabou infelizmente da mesma maneira. Foi assim que no passado dia 12 de Junho do ano 2004, Portugal foi o país europeu mais visitado e mais falado através o mundo inteiro. Foi neste mesmo ano que duas grandiosas equipas se afrontaram pela primeira vez e que abrilhantaram o campeonato europeu. A Grécia, considerada como uma das piores equipas da liga europeia, consegui levar a vitória e também foi a única a conseguir ganhar à equipa das Quinas. Os jogos começaram a 12 de Junho e a Grécia infelizmente para nós, deixou Portugal derrotado 1-0. Neste mesmo
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Recordemos Euro 2004 menos de azul e branco (não cores açorianas para Pauleta, mas para os gregos) Este foi um jogo onde os nervos não ficaram atrás. A cada momento estávamos à espera de um milagre. Nesta ocasião, a cantora portuguesa-canadiana Nelly Furtado interpretou a canção do evento FORÇA. Até Jorge Ferreira, escreveu uma canção para o EURO. Tanta esperança, tanta alegria que se tornou em lágrimas. A vontade era muita, o sonho quase realidade, mas pelo menos fomos até à final. As Quinas ficaram em segundo lugar, mas em primeiro nos nossos corações. Final memorável, jogo nervosismo, derrota comovedora mas jogo honesto e excitante. Depois de uma pesquisa, aqui vão os momentos considerados os mais grandiosos deste final. Aos 14 minutos: Miguel e Cristiano Ronaldo quase marcam, mas Nikopolidis consegue meter a bola fora. Dois minutos mais tarde, Ricardo salva um golo contra Charisteas. Aos 24 minutos de jogo Maniche remata, mas infelizmente a bola passa ao lado direito de Nikopolidis. Foi aos 57 minutos (16 horas aqui em Montreal) que Charisteas salta mais alto que Costinha e que deu a vitória à Grécia. Depois deste golo as Quinas jogaram o tudo por tudo, mas foi um pouco tarde. Com tudo isto o EURO 2004, terminou e a Grécia ganhou. Muitos dizem que foi um jogo roubado, que a vitória era de Portugal, mas não podemos negar que o jogo foi direito e honesto. Viva Portugal por teres sido um hóspede à altura, viva as Quinas por terem ido até
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ao fim, mas parabéns à Grécia por esta vitória. Com tudo isto agora o EURO é do passado e só pensamos no torneio mundial que é para muito breve. Desta vez seremos os campeões. A todos os nossos leitores UM FELIZ ANO NOVO e voltaremos em 2005 para a nova edição do nosso jornal A VOZ DE PORTUGAL. VIVA PORTUGAL E FORÇA PARA A TAÇA MUNDIAL!!!
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A VOZ DE PORTUGAL, 29 de Dezembro de 2004 - Pรกgina
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