2010-11-17 - Jornal A Voz de Portugal

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17 DE NOVEMBRO DE 2010

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Associação de Professores de Português dos Estados Unidos da América e Canadá realizou este fimde-semana um fórum em Manassas, Virgínia, em prol da defesa da profissionalização e de uma maior aposta do Governo português no ensino da língua portuguesa. “Os nossos desafios concentram-se na inserção do ensino da língua portuguesa no ensino oficial norte-americano e em apoiar as escolas comunitárias credíveis, com professores que estejam preparados para ensinar português como segunda língua, ou seja, como língua estrangeira”: disse à agência Lusa o presidente da associação, Diniz Borges. Continuação na página 3

verdade incomoda

C

aríssimo senhor Norris. Obrigado por me permitir trazer a lume algumas das suas afirmações e outras dos seus mais próximos colegas da cena municipal. Como deve ter observado deixei tempo suficiente entre a publicação das suas diatribes e este apontamento, que pretende apenas repor a verdade das coisas e dos factos, para o deixar saborear uma vã glória no espaço duma semana. Curioso que o rol das suas lamentações tem um não sei quê de “déjà vu” como a lenga-lenga dum velho e estafado 78 rotações… Sem tropeço digo-lhe que persisto e assino tudo quanto disse no texto de que não terá gostado. É o seu direito. E sou-lhe também muito franco ao dizerlhe que não tenho qualquer razão válida de contrição. Tenho pena mas não posso chorar. O que afirmo não é mais que aquilo que o senhor Norris disse num encontro realizado a seu pedido, logo após as eleições de Novembro, no restaurante Chez le Portugais. Recordase? Não esqueça, senhor Norris, de que estavam outras testemunhas. Nesse mesmo momento, manifestei-lhe total desacordo às intenções de redução drástica da circulação automóvel no boulevard de St-Laurent, fazendo-lhe notar a vida comercial que dá vida ao sector. E, recordo-me bem de lhe ter dito que, compreendendo a falta de Continuação na página 2

“Português” nas escolas

A crise e o impacto social E m Portugal, que se saiba, ainda não se morre de fome. Mas há notícias de que já há escolas a abrir refeitórios ao fim-de-semana para saciar crianças que, sem essa ajuda, chegariam com fome às aulas na segunda-feira. Sabese também que são cada vez mais os portugueses da classe média que recorrem à sopa dos pobres ou aos cabazes do Banco Alimentar contra a fome, pessoas que nas cantinas comunitárias comem viradas para a parede, pois têm vergonha de serem reconhecidas. Lê-se nos jornais, vê-se na televisão, não se pode ignorar: há uma nova pobreza na sociedade, mesmo aqueles

que até há bem pouco tempo levavam uma vida relativamente confortável. É uma realidade com que também nos confrontamos nas ruas, quando encontramos pedintes e sem-abrigo que, percebe-se pelos modos e pela roupa, caíram há muito pouco tempo nessa situação. É gente traída pelo Estado e pelas expectativas ilusórias que este lhes criou. Hoje muitos portugueses que só tentam sobreviver à tona da água foram “traídos pelo Estado”, não porque tal tenha acontecido, mas porque o Estado deixou de os subsidiar – ou seja, o Mosti Mondiale 2000 11 novembre 2010 Estado os traiu porque os tratou como A Voz de Portugal

dependentes e, depois, quando entrou em crise financeira (outros já dizem bancarrota) abandonou-os. Ora quem se habitua à dependência perde o sentido de responsabilidade e de iniciativa própria, tende a deixar de ser um cidadão produtivo e responsável e torna-se num cliente – mais um a viver à custa do Estado e das cantinas comunitárias. Um Estado social que cria dependentes aprisiona-os nos limites da sua pobreza. Já uma sociedade de Bem-Estar que promova um envolvimento responsável da cidadania criará condições para a sua emancipação económica. “É Continuação na página 2

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