3 DE NOVEMBRO DE 2010
ANO 50 GRELHADOS SOBRE CARVãO
BRAS IRO 8261 BOUL. ST-LAURENT Prop.: Elvis Soares
514-389-0606
Nº 42
A VOZ DE PORTUGAL Le plus ancien journal de langue portugaise au Canada
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O pior cego é aquele que não quer ver
A
s pessoas recusam-se a aceitar a realidade. Continuam a gastar o que têm e o que não têm. Um país que produz 100 não pode indefinidamente gastar 120. Isto é para quem ainda têm emprego, porque os desempregados, esses, vivem a crédito... e o pior é quando a conta chega ao fim do mês. O outro dia, quando me deslocava ao Porto, ouvia na rádio que os trabalhadores de empresas públicas defendem que o corte de salários não é para eles. Trabalhadores da TAP, Caixa Geral de Depósitos, Carris, CP, Refer, Águas de Portugal, Estradas de Portugal, Banco de Portugal, etc., etc., ainda esperam que o Governo volte atrás na decisão. Isto só mostra que apesar dos alertas e avisos, existe uma grande parte da população portuguesa que se recusa a perceber a gravidade da situação financeira em que o país se afundou. É assim para o comum dos mortais, quando vai à Banca pedir emprestado paga mais de juros quanto maior for o risco de um dia não conseguir pagar. E quem pede toda a vida não pode ter intenção de pagar em vida e vai passando a dívida para as gerações futuras. Este hábito traiçoeiro de consumir mais do que aquilo que produzimos e viver para além dos nossos meios, mais tarde ou mais cedo, alguém terá de pagar a factura, se não formos nós serão as futuras gerações. É caso para dizer que o pior cego é mesmo aquele que não quer ver. O Estado e as empresas do sector público andaram durante anos a viver como se fossemos um país de ricos, mas todos acabaram por acordar que Continuação na página 2
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OE 2011:
Ainda há esperança Página 3 Agora, limpem-se ao guardanapo! C ada vez que nestas páginas expresso opiniões sobre a imbecilidade dos aprendizes politiqueiros que infestam o nosso quotidiano, sobretudo nos últimos anos, aparecem logo uns quantos que na vida têm apenas como direcção a conveniência, a criticar-me nas “eruditas”mesas das tavernas locais, somente porque como as lapas, são dos que se incrustam ao poder, procurando beneficiar das atenções daqueles que exploram a inércia e a imbecilidade em que progressivamente, caiu grande parte da população. O exemplo mais flagrante surgiu agora com o plano de estacionamento apresentado pelo “Maire” da freguesia do Plateau- Mont-Royal, com
o escarnecimento que uma vez mais demonstra, em penalizar os residentes e os comerciantes do bairro e, muito especial e empenhadamente, os frequentadores do boulevard de St-Laurent. O homem necessita ser seguido por psiquiatra. E é urgente. O aspecto demoníaco do personagem, a quem faltará apenas a boina com estrela — numa pobre imitação dos revolucionários sul-americanos, totalitários e ecomunistas, é menos preocupante que as decisões saídas da sua diabólica mentalidade e da vontade de reduzir o sector a uma aldeia da pré história, no tipo das civilizações desaparecidas da América pré-colombiana. Mosti Mondiale 2000 1Aumentar octobre 2008 o número de lugares pagos e A Voz de Portugal
— mais uma vez, — o custo dos parcómetros, prolongando o período pagável até à uma hora da noite, pode contribuir à ruína de certos comércios pela desertificação da clientela. A “missão”que este “iluminado” parece ter recebido de guru desconhecido, deixa pensar tratar-se de um frustrado que prolonga ideologias retrógradas, convencido da legitimidade da sua obsessão de eliminar a utilização dos automóveis. E, ao mesmo tempo, visa um lucro acrescido de 6 milhões de dólares, com estas medidas draconianas. O objectivo que pretenderá atingir prender-se-á com a entrega da freguesia aos residentes, afastando de vez todos os Continuação na página 2
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