Ano XLV • Nº 39
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WWW. AVOZDEPORTUGAL .COM 1212 dedeOutubro A Voz de Portugal, Outubro de de 20052005
GRELHADOS SOBRE CARVÃO
MAÎTRE CARROSSIER
8261 BOUL. ST-LAURENT Prop. Elvis Soares
(514) 389-0606
4231 Boul. St-Laurent, Montréal, H2W 1Z4
Tel.: (514) 284-1813 - 1 866 684-1813
Fax: (514) 284-6150
Mais de meio milhão de votos fugiu ao PS Nas eleições legislativas de Fevereiro passado, o PS alcançou o seu melhor resultado de sempre, ficando acima dos dois milhões e meio de votos. Se os socialistas esperavam segurar nas autárquicas uma parte desses 2,588 milhões de votos, foi esperança vã. No domingo, os candidatos do PS contabilizaram 1,926 milhões de votos, ou seja, o PS viu fugir-lhe por entre os dedos 660 mil eleitores que há apenas oito meses votaram em José Sócrates.Embora o PS seja o primeiro partido a recusar comparações entre as legislativas e as autárquicas, assim como leituras nacionais dos resultados, é também quem mais tem destacado como positivo o seu resultado final em termos de votos. Sem fazer comparações com Fevereiro, mas sim com as autárquicas de há quatro Cont. na pág. 2
Boa Vontade
TEMPESTADE VINCE
Um dia, há muito tempo, um rei colocou uma grande rocha impedindo um caminho. Escondeu-se e ficou a ver se alguém tirava a tremenda pedra. Alguns passaram simplesmente dando uma volta. Muitos culparam o rei por não manter os caminhos desimpedidos, mas ninguém fez nada para tirar a pedra do caminho. Um camponês, que passava por ali com uma carga de verduras, viu a pedra, aproximouse dela e, colocando a sua carga no chão, procurou arrastar a pedra a beira do caminho, o que conseguiu depois de muito esforço. Enquanto recolhia de novo a sua carga, viu uma bolsa no chão, justamente onde tinha estado a pedra. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota do rei dizendo que o ouro era a recompensa para a pessoa que removesse a pedra do caminho.O camponês aprendeu nesse dia que cada obstáculo pode estar disfarçando uma oportunidade.
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Chuvas fortes, rajadas de vento até hoje
Foto de Michael Estrela
Mariza na Voz de Portugal
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A Imigração no Quebeque
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Sismo: Mais de 40.000 mortos O violento sismo que atingiu sábado o sul da Ásia fez mais de 950 mortos no Estado de Caxemira indiano, anunciou segunda-feira um porta-voz da polícia indiana. O abalo de terra de magnitude 7,6 na escala aberta de Richter fez igualmente “mais de 3.000 feridos”, acrescentou o responsável, em Srinagar, capital de Verão da parte indiana de Caxemira. As autoridades precisaram que o balanço da catástrofe poderá agravar-se à medida que as equipas de socorro conseguirem chegar a aldeias isoladas nas encostas dos Himalaias. “Há mais de 12.000 pessoas que vivem em aldeias onde as equipas de socorro ainda não chegaram, porque todas as estradas estão cortadas”, explicou um representante do
Chuvas fortes, rajadas de vento de 100 quilómetros/hora e trovoadas vão atingir, terçafeira, Portugal continental como conse-quência da tempestade tropical «Vince», que domingo se formou entre os Açores e as Canárias, informou esta segunda-feira o Instituto de Meteorologia. Em conferência de imprensa, o meteo-rologista José da Costa Teso explicou que as más condições meteorológicas previstas «são consequências do furacão que terça-feira, cerca das seis horas da manhã, já estará numa fase dissipada», a perder força. Cont. na pág. 2
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TEMPESTADE VINCE
Agenda Comunitária Abertura oficial dos Imóveis Predial e Intelligence Prêt Imóveis Predial convida todos os seus clientes, amigos e a comunidade portuguesa em geral a visitar o seu novo local, no dia 18 de Outubro. O “Dia de Abertura” oficial realizar-se-á das 9h00 às 21h00, com a presença de políticos municipais. Um vinho de honra e acepipes serão servidos. Para mais informações: Imóveis Predial, 7849, St-Denis, em Montreal. Telefone: (514) 845-7201
22º Aniversário da Associação Portuguesa do Espírito Santo A A.P.E.S. celebra o seu 22º aniversário no próximo sábado, 15 de Outubro, pelas 20h00, com jantar e baile. O sarau será animado pelo DJ Ilha Verde. Custo: Adultos: 25 aniversários; crianças até aos 10 anos: 10 aniversários. Reserve os seus bilhetes pelo telefone : (514) 254-4647 ou (514) 354-7276. A associação esta situada no 6024, rua Hochelaga em Montreal.
Centro de Acção Sócio-Comunitária de Mtl. O Centro de Acção Sócio-Comunitária de Montreal (CASCM) deseja informar os seus membros que terá lugar na terça-feira dia 18 de Outubro de 2005 pelas 18h00 uma assembleia geral especial para adopção do relatório financeiro anual. Esta assembleia terá lugar na sede do CASCM, seja no 32 boul. St.Joseph oeste em Montreal. CASCM: (514) 842-8045. ASSEMBLEIA GERAL ESPECIAL Data : 18 de Outubro de 2005 Horario : 18h00 às 18h30 Acolhimento e inscrições dos membros 18h30 às 19h00 Assembleia geral especial
Actividades para a 3ª idade O Centro de Acção Sócio-Comunitária de Montreal informa que as actividades dirigidas às pessoas de idade recomeçam no dia 13 de Outubro. Como habitualmente, as actividades têm lugar no nosso local que, como sabem, fica situado no 32 do Boul. St-Joseph Oeste. Tal como nas sessões anteriores, as actividades têm lugar três vezes por semana, às terças, quartas e quintas das 2h15 às 5h da tarde. A programação para a sessão do Outono é a seguinte:Terças-feiras: Ginástica e clube de Francês. Quartas-feiras: Programação variada, tal como sessões de informação, saídas, cinema, almoços comunitários, etc. Quintas-feiras: Artesanato. Todas as pessoas de 55 anos e mais, estão convidadas a participar nestes encontros onde reina a boa disposição, a camaradagem e um grande espírito de equipa. Para mais informações o telefone a contactar é o seguinte: 842-8045.
Casa dos Açores do Quebeque Confraternização de ex-combatentes do Ultramar Convívio de ex-combatentes do Ultramar Português na semana do 17 Outubro. Nos dias 19, 20 e 21 estará patente na sede da Casa dos Açores uma exposição de fotografias, artefactos, memórias de todos aqueles que prestaram serviço no Ultramar português. Por esta razão, pede-se a todos os excombatentes que tenham fotos, medalhas, estatuetas, condecorações, etc., que os queiram expor, que o façam o mais breve possível, contactando por isso a Casa dos Açores, a fim de se reservar espaço no salão nobre. No sábado, dia 22, às 18H30, na Igreja de Santa Cruz, haverá missa por alma de todos os militares falecidos. Seguidamente à 19H30, no subsolo da mesma igreja terá lugar um jantar de confraternização. O serão será animado por Duarte & DJ-XMen.Para informações adicionais, contacte Casa dos Açores, tel. (514) 388.4129.
Chuvas fortes, rajadas de vento até hoje Segundo José da Costa Teso, «os efeitos da tempestade tropical só se vão sentir nas próximas 12 a 18 horas, sendo previsível que o território continental, em especial as terras altas e o litoral, seja atingido por fortes chuvadas, rajadas de vento e trovoadas». «Estas condições meteorológicas são o resultado de
uma conjugação da tempestade com uma frente fria e uma depressão», explicou. O Instituto de Meteorologia prevê uma melhoria nas condições meteorológicas a partir de quarta-feira, embora devam continuar os aguaceiros. Entretanto, a Protecção Civil (SNBPC) aconselhou as pessoas a fechar as janelas e as portas e a
vitórias à tangente, é marginal em relação ao PSD. Ou seja, embora não se possa, com rigor, atribuir a cada partido os votos das coligações, na sua grande maioria serão capital do PSD, que tem muito mais peso a nível local - tanto que o CDS aceitou que fosse o parceiro a indicar os candidatos a estas câmaras. Visto assim, é discutível que o PS possa cantar vitória em número de votos.erosão nos centros urbanos. A vantagem do PSD é notória também numa análise dos resultados nos concelhos com mais população. Aí, fica patente que é sobretudo nos centros urbanos que se desenha a vitória socialdemocrata.Nos vinte municípios com mais população todos acima de cem mil habitantes, representando, juntos, cerca de 4 milhões de pessoas , o PSD venceu em dez, em metade dos casos coligado. O PS conquistou seis, a CDU dois e outros dois foram para candidatos independentes (Isaltino e Valentim, em Oeiras e Gondomar).Olhando apenas para os candidatos dos dois maiores partidos (e, de novo, com a ressalva de que o PSD estava coligado em vários municípios),
DIRECTEUR Benjamim Silva DIRECTEUR ADJOINT António Vallacorba ADMINISTRATION ET RÉDACTION Kevin Martins
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os sociais-democratas conseguem, nestes vinte municípios, 699 mil votos, enquanto os socialistas se ficam pelos 597 mil. Mais de cem mil votos de diferença, favoráveis ao PSD, que dão conta da erosão do PS nos grandes centros urbanos. prejuízo à esquerda. Na análise de câmaras ganhas e perdidas, o PSD conquistou 13 autarquias ao PS, que pagou na mesma moeda. O maior prejuízo para os socialistas foi inflingido pela CDU. Sete câmaras do PS passaram para os comunistas, enquanto o inverso só aconteceu em duas. O PS perdeu outras duas câmaras para os independentes e ganhou uma, e ainda resgatou um concelho ao CDS e outro ao MPT. No saldo final, o PS perdeu quatro câmaras em relação a 2001, ficando com 109. O PSD, por seu lado, com 158 autarquias, tem menos uma que há quatro anos. Perdeu três câmaras para independentes, mas lucrou duas com o CDS. Quanto ao PCP, cresceu para 32 presidências de câmara, à custa do PS. O único município do CDS era independente em 2001, e o único do Bloco não mudou de cor.
RÉDACTEUR EN CHEF ET INFOGRAPHISTE Sylvio Martins COLLABORATEURS: Au Québec: Antero Branco Elisa Rodrigues Diamantino de Sousa Dinora de Sousa Francisca Marques Helder Dias J.J. Marques da Silva João Mesquita José de Sousa Maria Conceição Correia Manuel Carvalho Mario Carvalho Natércia Rodrigues Pe. José Maria Cardoso Victor Hugo Vitália Rodrigues En Ontario: Manuel Alves Louro (Toronto) Fernando Cruz Gomes (Toronto) Augusto Cerqueira (Ottawa) Au Portugal: Augusto Machado Gustavo Fernandes Lagoas da Silva Manuel Rodrigues Maria Helena Martins Miguel Carvalho Rui Costa Pinto SECTION JUVÉNILE: Organisatrice de la section: Susana Sequeira Collaborateurs : Anthony Nunes Jullien Thomet Kevin Antunes Maria Calisto Miguel Felix
PUBLICITÉ: Conceição Ferreira Eduardo Leite Ethnique Média Kevin Martins RPM Extérieur du Québec: Lingua Ads Services Portugal: PortMundo Promoção Cultural e Publicidade Ldª. Os textos, fotos e ilustrações publicados nesta edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, não vinculando, directa ou indirectamente, o cariz editorial e informativo deste jornal. Courrier de deuxième classe; Numéro de contrat: 1001787 Dépôt legal à la Bibliothèque nationale du Québec et à la Bibliothèque nationale du Canada
Assurances Pierre G. Séguin Inc. Seguros e serviços financeiros
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ÉDITEUR Eduíno Martins
DISTRIBUIÇÃO: Nelson Couto José Eliso Moniz
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Hebdomadaire fondé le 25 avril 1961
CARICATURISTE: Nemo
A Casa dos Açores do Quebeque celebra o 27.º aniversário, sábado dia 15 de Outubro, e convida todos os sócios e amigos. O jantar terá inicio às 19H30. O serão será animado por D.J. Night Productions. O preço: não sócios-25 aniversários, sócios20 e crianças até aos 12 anos, 12 aniversários.Reserve desde já os seus lugares e venha celebrar connosco este grandioso acontecimento.A Casa dos Açores fica situada no 229 Rua Fleury Oeste e o número de telefone é o (514) 388-4129.
75, Napoléon Montréal H2W 1K5
4231, Boul. St-Laurent Montréal (Québec) H2W 1Z4 Tél.: (514) 284-1813 1-866-684-1813 FAX: (514) 284-6150 E-Mail: jornal@avozdeportugal.com Site web: www.avozdeportugal.com
PHOTOGRAPHE: Edgar Silveira Filipe Estrela José Rodrigues Michael Estrela
27.º Aniversário da Casa dos Açores
Tels.:(514) 282-9976 (514) 288-5177 Fax: (514) 848-0133
Cont. da pág. 1 terem cuidados redobrados nas estradas por causa da possível formação de lençóis de água devido às fortes chuvas e rajadas de vento previstas ontem. A tempestade «Vince» está a deslocar-se no Oceano Atlântico para leste-nordeste a cerca de 20 quilómetros por hora.
Mais de meio milhão de votos fugiu ao PS anos, o PS tem chamado a atenção para dois aspectos por um lado, tem mais votos do que em 2001; por outro, consegue uma votação superior à do PSD. Assim é. Nas autárquicas de 2001, o PS teve quase 1,8 milhões de votos, agora ultrapassou a marca de 1,9 milhões. Este resultado, por seu lado, significa mais 400 mil votos do que teve o PSD no domingo.No entanto, esta é uma leitura que não leva em conta o fenómeno das coligações. Há quatro anos, o resultado do PS não incluía os votos de Lisboa, onde os socialistas estavam coligados com a CDU. A coligação recebeu 130 mil votos. Outra coligação dos socialistas, com o CDS, teve 25 mil votos. Ou seja, bastaria o desdobramento destes resultados para que, em 2001, o PS tivesse sensivelmente o número de votos deste ano.Por outro lado, os votos do PSD - 1,5 milhões no domingo - não incluem as 60 coligações dos social- -democratas. Se aos resultados do PSD isolado juntarmos os votos das coligações, o score sobe para 2,1 milhões de votos, sendo certo que, na maioria dos casos, o peso do CDS, podendo ter sido decisivo para
La Voix du Portugal The Voice of Portugal
Oficial
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Jovem diz ter sido A Imigração no Quebeque abusado por Herman José O nome de Herman José voltou a ser referido no julgamento Casa Pia. O jovem que está a depor, considerada a principal testemunha do processo, garante ter sido vítima de abusos sexuais por parte do apresentador, numa casa em Azeitão. O jovem falou em Herman José na última pergunta colocada na audiência de hoje. Questionado pela defesa de Carlos Cruz, a testemunha garantiu ter sido abusado sexualmente pelo apresentador numa casa em Azeitão. Após esta resposta, o advogado Ricardo Sá Fernandes perguntou à testemunha se tinha sido Carlos Silvino da Silva (“Bibi”) a levá-lo ao encontro do humorista. Mas neste momento o jovem pediu para falar com os seus advogados, já que a defesa decidiu não que a testemunha não devia responder à questão, com o argumento de poder incorrer em procedimento criminal. Os advogados da Casa
Pia fizeram uma declaração para acta considerando que este tipo de perguntas e a respectiva resposta podem levar a que a testemunha incorra em
responsabilidade criminal. Os advogados lembraram que já no decurso do julgamento foram movidos contra o mesmo jovem queixas crime pelos representantes legais do ex-deputado socialista Paulo Pedroso e pelo antigo líder do PS Ferro
Rodrigues, por declarações prestadas em tribunal. A juíza presidente do colectivo deu razão aos representantes do jovem, considerando que a lei é expressa nesta matéria e que ao assistente cabe o direito de não responder se entender que a resposta pode levar a procedimento criminal contra si. Quem não gostou da decisão foi a defesa de Carlos Cruz, que, num longo requerimento, alegou que o tribunal não pode decidir desta forma, porque o facto de impedir a formulação deste tipo de questões põe em causa o direito de defesa dos arguidos. No requerimento, o advogado, que não prestou declarações aos jornalistas, terá vincado que, através deste tipo de questões, a defesa de Carlos Cruz pretende demonstrar que o jovem está a mentir e que existe «uma mentira colectiva que é preciso dissipar», adiantou a mesma fonte.
Sismo: Mais de 40.000 mortos Cont. da pág. 1 governo, Nayeem Akhter. “Não sabemos nada deles”, acrescentou. Cerca de 5.000 habitações terão sido também destruídas
fectado pelo abalo telúrico, dirigiu um pedido de assistência à NATO, que incide sobre o envio de meios aéreos (entre os quais helicópteros
gues ao Paquistão”, declarou o secretário dos Negócios Estrangeiros indiano, Shyam Saran, à imprensa em Nova Deli. O porta-voz do ministério dos
pelo sismo no Caxemira indiano, segundo estimativas oficiais. Entre 30.000 e 40.000 pessoas morreram em consequência do sismo que atingiu sábado o Paquistão, o Afeganistão e a Índia. O sismo que atingiu o sul da Ásia terá morto entre 30.000 a 40.000 pessoas só no Paquistão, anunciou uma fonte da UNICEF e um responsável oficial iraquiano. “O governo indicou-nos que entre 30.000 a 40.000 pessoas tinham sido mortas”, disse à France Presse Júlia Leverton, porta-voz da Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Um alto responsável das autoridades paquistanesas confirmou à France Presse, sob anonimato, a informação de que o balanço poderá chegar aos 40.000 mortos e a mais de 60.000 feridos. Uma outra fonte militar disse que “uma geração inteira perdeu- se” no sismo. O Paquistão, fortemente a-
especializados em salvamento e transporte), equipamentos diversos e víveres, indicou Carmen Romero, uma portavoz da organização em Bruxelas. Entretanto, a Índia anunciou que o Paquistão aceitou a sua proposta de assistência, tendose Nova Deli comprometido a fazer chegar àquele país 25 toneladas de ajuda. “O primeiro-ministro [Manmohan Singh] ordenou que sejam reunidas de urgência mercadorias e que sejam entre-
Negócios Estrangeiros indiano, Navtej Sarna, sublinhou que se trata da primeira vez que tal acontece entre duas potências nucleares rivais que se confrontaram militarmente diversas vezes no passado, por causa da região disputada de Caxemira. O Paquistão considera que o processo de paz em curso entre Islamabad e Nova Deli, destinado a solucionar todos os conflitos bilaterais, já dura há demasiado tempo, em particular no que diz respeito à região de Caxemira.
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A Senhora Lise Thériault que participou recentemente em várias actividades públicas na região da Capital Nacional, no âmbito da Semana quebequense de encontros multiculturais onde o tema foi. Juntos e diferentes para realizar o Quebeque de amanhã. Em Montreal, em Quebeque e em diversas regiões, diversas actividades convidavam os quebequenses de todas as origens a descobrir a riqueza da diversidade etnocultural. A Ministra Thériault assistiu a diferentes
2004, 54% dentre eles, conheciam o Francês à chegada ao país. Recordemos que o governo lançou em Maio 2004, o plano de acção Des valeurs partagés, des intérêts communs que comporta medidas inova-doras, nomeadamente no relativo ao acom-panhamento personalizado dos recém chegados, a facilidade das diligências junto das ordens profissionais e dos organismos de regularização, assim que um acesso rápido às medidas de franci-sação e aceleração do processo de aprendizagem.
“ateliers” de sensibilização das relações interculturais junto dos jovens da escola secundária De la Seigneurie à Beauport. Decorreu depois na Assembleia Nacional, sob a presidência da Ministra da Imigração, a cerimónia de recepção a 200 novos imigrantes, que se estabeleceram em várias regiões da Província. Este tipo de cerimónia visa a sublinhar a importância da integração dos imigrantes à sociedade quebequense e reconhecer publi-camente a sua contribuição à vitalidade cultural, económica e demográfica do Quebeque. “A contribuição da imigração e das comunidades culturais é bem real presentemente e será ainda mais com a diversificação crescente do Quebeque. Para já, a imigração representa 63% do crescimento da população activa do Quebeque e prevê-se que ela represente a totalidade daqui a dez anos”— declarou a ministra Lise Thériault. Na verdade, os novos imigrantes que se estabelecem no Quebeque são jovens, o que contribuiu a reduzir o envelhecimento da população. Eles são também qualificados e, em
De resto, no respeitante aos dados sobre a presença na assistência-emprego das pessoas nascidas no estrangeiro, deve lembrar-se tratar-se de um fenómeno transitório natural nos recémchegados. Com efeito, a percentagem diminui rapidamente durante o processo de integração e isso é ainda mais verdadeiro quando se trata de trabalhadores escolhidos pelo Quebeque no estrangeiro. O Governo criou o “Programme d’aide à intégration des immigrantes et des minorités visibles en emploi (PRIIME)» que permite justamente de responder às necessidades das pessoas que sentem mais dificuldades no mercado do trabalho. De resto, o novo guia “Apprendre le Québec” visa a melhor preparar os candidatos no estrangeiro e a acompanhá-los de maneira mais pessoal e mais adaptada a fim de facilitar a sua integração no Quebeque, acrescentou a Ministra. “Repito: a imigração é uma responsabilidade comum e todos os seus actores governamentais, privados e comunitários, devem meter ombros à roda a fim de fazer um verdadeiro projecto de sociedade. É aí que se encontra o futuro do Quebeque”, concluiu a Ministra.
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A Voz de Portugal, 12 de Outubro de 2005
Mariza na Voz de Portugal Entrevista conduzida por Sylvio Martins e fotos de Michael Estrela
A Voz de Portugal: Sabemos que é natural de Moçambique e que foi devido à paixão do seu pai “Que só ouvia Fado” e também a uma promessa que ele fez, que a Mariza abraçou a carreira fadista. Creio porém saber que aprecia outros estilos de música. Qual o género musical que coloca em segunda posição nas suas preferências? Mariza: A pergunta é complicada porque eu gosto de todos os géneros de música. Eu acho que era o Kellington que dizia existirem dois tipos de música. A boa e a má. Procuro sempre ouvir a boa, mas isso depende do lado em que se pensa estar a boa. Mas eu ouço todos os tipos de música. Desde a música clássica ao Rock and roll, ouço tudo. Por isso não faço uma eleição do meu segundo género musical preferido. Gosto de todos. Música é música.
público é tímido, o espectáculo torna-se mais morno, todavia, se o público presta atenção a cada nota, é alegre e expressa-se, tornase num espectáculo mais animado.
V.P.: Porquê Montreal na sua rota deste ano? Mariza: Porque sempre fui bem recebida aqui. O público tem sido sempre extraordinário e por isso cada vez que me desloco ao Canadá faço questão de vir a Montreal. O público sempre foi generoso comigo. Assim, espero que apreciem o espectáculo de hoje e este novo disco que aqui lhe apresento com novas tonalidades. V.P.: Conhece-se a sua paixão pela genuinidade das coisas. A Mariza é toda naturalidade. Como se sente quando após uma digressão pelo estrangeiro, regressa às suas origens portuguesas e ao seu bairro da adolescência? Mariza: É como carregar baterias. Sempre que regresso é como o filho que volta a casa. É a ocasião de visitar amigos, de ir à Mouraria, confraternizar com os meus pais, visitar locais onde passei a infância e tudo isto é sempre muito a correr porque o tempo é pouco. Mas faz bem este carregar de baterias, este renovar de energias, para depois voltar à estrada e fazer novos concertos. V.P.: E já agora, qual o cantor que mais aprecia? Mariza: Aprecio vários entre os quais nomeio Carlos do Carmo e Camané.
V.P.:A sua carreira internacional é longa e impressionante, apesar da sua jovem idade. Apreciada e sempre bastante aplaudida por plateias tão diferentes e tão iguais ao mesmo tempo, como no Egipto ou na Dinamarca e sem preocupações de susceptibilidades, qual o espectáculo internacional que mais apreciou? Mariza: Todos os espectáculos são especiais porque têm a ver com o público. A partir do momento em que se sobe ao palco e que se encara o público, todo ele é especial. Aliás eu não olho para as pessoas como público, mas sim como uns amigos que me vêm visitar. E então todos eles são muito especiais. A partir do momento em que se começa a cantar e existe uma ligação entre mim, a minha música e as pessoas, todo o espectáculo é especial. Posso salientar alguns, mas não no sentido de terem sido os melhores, apenas porque tiveram qualquer coisa que me marcou, como o realizado no Olympia, um outro na abertura da temporada no Walt Disney Concert Hall com a Filarmónica de Los Angeles, ou ainda em Nova Iorque no mítico Hollywood Bowl, por exemplo, e recordo aqui o espectáculo do dia 6 de Setembro, junto à Torre de Belém em Lisboa, que teve a assistência de 30 mil pessoas, onde apresentei o produtor Jacques Morelenbaum responsável deste meu último trabalho discográfico e mostrei um pouco ao meu público português do trabalho que fiz no Brasil. São imagens que vão ficando. Obviamente todos os espectáculos são todos especiais. De resto nunca faço um Concerto igual. Quem costuma ir aos meus concertos vê isso. É certo que existe uma coluna dorsal que comanda a estrutura dos temas dos concertos e a partir daí constrói-se o espectáculo porém, a continuação tem muito de espontâneo e depende muito do tipo de público que assiste. Se o
V.P.: Tendo actuado em conceituadas salas de espectáculos por todo o mundo, qual é a que onde se sente mais próxima do público? Mariza: Tenho tido a sorte de ter actuado em algumas das melhores salas de espectáculos do mundo. Cada qual tem a sua particularidade bem específica. Numas sentimos o público perto, como se estivéssemos numa festa familiar, noutras o público encontra-se fisicamente mais afastado, no entanto, sente-se o calor da sua presença nos seus aplausos e isso é suficiente para me sentir “em casa”.
V.P.: A Fundação Amália Rodrigues distinguiu-a recentemente com o Prémio Amália Rodrigues Internacional, por ser a artista que mais tem divulgado a música portuguesa além fronteiras. Mariza: É sempre agradável ser-se reconhecida pelo trabalho que realizamos porém, se agradeço e aprecio todas as distinções com que honorificam, devo dizer que em nada alteram a minha maneira de ser e de estar no mundo porque no fundo, do que eu gosto mais é de cantar. V.P.: Julgo saber que a Mariza não considera justo que a comparem com a Amália por achar que não atingiu ainda uma certa “antiguidade” no Fado. Todavia, a sua ficha internacional em nada fica a dever à Diva. Os exemplos são muitos e as críticas internacionais e nacionais não deixam lugar a dúvidas. Não será então um pouco exagerada a sua apreciação? Mariza: Eu acho que não posso ser comparada a Amália, pela simples razão que vivemos em épocas diferentes, e os estilos são, obviamente, diferentes também. Por isso torna-se difícil qualquer comparação. Amália viveu numa época que foi sua, num tipo de sociedade desse tempo, com as suas características bem próprias e eu encontro-me no meio duma geração diferente na sua forma de agir e de pensar. Ela percorreu o mundo levando Portugal consigo e eu estou ainda no começo da minha carreira. V.P.: Amália é certo, teve grandes autores e compositores que lhe ofereceram Fados que galvanizaram multidões. Porém a Mariza tem igualmente um assinalável reportório originário de excelentes poetas, como Florbela Espanca, Mourão Ferreira, Vasco Graça Moura e tantos outros. Entre todos os seus Fados tem algum que aprecia mais particularmente? Mariza: Eu ainda não escrevo. Talvez um dia o faça. Por isso utilizo poemas de autores com quem me identifico. António Boto, Eugénio de Andrade, Florbela Espanca. Também canto Max. Aprecio muito Max. O título que mais gosto de cantar é Primavera, inscrito no meu segundo CD “Fado Curvo”. É dedicado à minha avó Marta, de quem gosto muito. V.P.: Sendo o Fado uma forma de viver, de estar na vida, será que o projecto do Dr. Santana Lopes com a finalidade de que esta expressão musical seja considerada Património Mundial irá avante? Mariza: O Projecto lançado pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Santana Lopes é muito importante. Porém irá demorar muitos anos, talvez uma geração mesmo, antes de ser considerado. Espero que veja a luz.
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V.P.: É conhecida a sua preocupação pela pobreza das populações através do mundo. A Mariza foi uma das signatárias dum documento baptizado “Pobreza Zero” juntamente com outros artistas de nomeada cujo objectivo não é de angariar donativos mas antes, recolher assinaturas, vozes de personalidades com o fim consciencializar o público para os graves problemas que afectam os povos mais desprotegidos. Qual é a situação presente dessa iniciativa? Mariza: O objectivo é de reduzir para metade a pobreza extrema e a fome, alcançar o ensino primário universal, combater as doenças graves e apoiar países em desenvolvimento. Estou empenhada activamente na “Pobreza zero” sobretudo, desde que participei no concerto Live 8. Esta campanha que se inicia em Portugal faz-me estar mais atenta aos problemas internacionais, sobretudo em África. V.P.: Quais os projectos para o futuro duma senhora que já alcançou a celebridade? Mariza: Ser feliz O tempo corria. Correu rápido. Mariza era esperada para vocalizações antes de entrar em cena. Deixamo-la com a convicção profunda de termos tido o privilégio de durante alguns minutos, havermos convivido com uma artista que sendo admirada por milhares de pessoas em todo o mundo, mantém uma simplicidade encantadora, vivendo o dia a dia com muita naturalidade. A saudade, porém, também faz parte do seu quotidiano. Sendo ela um meio de divulgação da língua e cultura portuguesas no estrangeiro, as suas longas ausências do país, ajudaram-na a melhor absorver esse sentimento da emigração portuguesa, usando-o para “cantar melhor”. E é isso que ela faz. Bem-vinda Mariza. E até sempre.
A Voz de Portugal, 12 de Outubro de 2005
Imprensa portuguesa da diáspora entre a paixão e a falta de apoios Ana Cristina Pereira Na génese de cada jornal das comunidades portuguesas tende a estar o entusiasmo de um emigrante. Mas nem sempre a boa vontade se confunde com amadorismo, pois há títulos com gente competente, boa qualidade informativa e organização. De um modo geral, dão notícias de Portugal e da comunidade emigrante, mas não ignoram aquilo que é relevante do país de acolhimento. Corre a Suíça aos fins-de-semana, a aproveitar a folga dos laboriosos conterrâneos. “Isto é uma paixão”, diz Adelino Sá. Gasta “aos 600 euros de telefone por mês”; em sete anos teve “três carros”. Sete anos são a idade da Gazeta Lusófona, que fundou na base do “amadorismo puro”. O mensário, com uma tiragem de cinco mil exemplares, “é uma fábrica caseira”, como a maior parte dos jornais da diáspora. Mas Adelino Sá encontra “muita satisfação” no seu trabalho. Esforçou-se para aprender o ofício, tem carteira profissional. E “as pessoa habituaram-se ao jornal”. Contam com ele para saber coisas sobre os compatriotas e até sobre a Suíça. A tradição vem de longe. Já no período posterior à revolução liberal de 1820, surgiram diversos jornais nos círculos de emigrantes políticos em França e em Inglaterra. Alguns integravam virtuosíssimos da escrita, como Almeida Garrett. “Já não é assim”, lamenta Mário Santos, do Portugal Post (Alemanha). Hoje, “vistos de Portugal, os jornais da diáspora podem parecer de qualidade inferior”, admite António Cardoso, director da Vida Lusa e do Encontro (França). “Vinga um certo amadorismo, mas também há gente muito competente em órgãos de comunicação das comunidades”. O Luso-Americano (EUA), por exemplo, conta com uma redacção permanente de sete jornalistas e com mais de 30 colaboradores. O Portugal Post tem três jornalistas a tempo inteiro, 30 colaboradores e 10 colunistas (alguns bem conhecidos). O Século de Joanesburgo (África do Sul) até possui gráfica. “Fomos, talvez, o primeiro jornal da imigração a estar informatizado, instalamos computadores em 1974”, orgulha-se o director daquele semanário, Varela Afonso. Cada um, volta António Cardoso, cumpre a sua função social. Preenche uma espécie de vazio. “A imprensa do Canadá não está virada para os grupos étnicos”, explica António Perinu, do Sol Português. Nem a dos outros países. Que resta aos perto de cinco milhões de portugueses? Há uns anos, recorda Mário Santos, “o Governo alemão encomendou um estudo sobre a comunidade portuguesa e os media. O que liam? A que órgão de informação tinham acesso? Chegou à conclusão que não tinham nada”. Foi neste cenário que nasceu o Portugal Post. De um modo geral, estes jornais dão notícias de Portugal e da comunidade emigrante, mas não ignoram aquilo que é relevante do país de acolhimento. O factor língua é determinante na gestão desses equilíbrios. Há quem privilegie a informação do país de destino “para que os portugueses não se sintam à margem”, como faz José Luís Correia, no Contacto (Luxemburgo). Pegue-se na edição de 7 de Setembro: a manchete é “Portugal com um pé no Mundial”, mas as cinco primeiras páginas são sobre o Grão-Ducado. E há quem privilegie o noticiário da saudade, como Odair Sene, no Mundo Lusíada (Brasil), que dá muita “política, economia e sociedade” de Portugal. “A grande notícia é a que é útil”, defende Fernando Santos, do Luso-Americano. Num número da Gazeta Lusófona, por exemplo, cabem assuntos como a noite de gala Miss/Mister Portugal/Zurique e o festival organizado pelo Rancho Estrelas de Portugal, mas também uma entrevista a uma portuguesa que trabalha nos serviços da Central do Segundo Pilar a explicar que os emigrantes não têm de entrar em pânico por causas das pensões. A “qualidade é afectada, mas estes jornais não deixam de ser apreciados pelos locais”. Basta ver, nota António Cardoso, “o nível de expansão dos títulos nacionais em países como a França: é catastrófico”. Talvez, como diz Mário Santos, “porque a imprensa portuguesa não olha como deve ser para as comunidades: só olha quando há mortos, quando há sangue...” Odair Sene queixa-se da falta de apoio. A única ajuda que tem recebido do Estado português é uma assinatura da Lusa e, mesmo assim, sem fotografias: “Tanto incêndio em Portugal e não tinha uma foto para colocar na capa, já viu?” Uma forma de ultrapassar algumas dificuldades era trocar notícias - uma prática que alguns jornais já têm, mas que ainda não é generalizada. Como estes títulos, quando registados em Portugal, ficam enquadrados no grupo da imprensa regional, também beneficiam de porte-pago. A Gazeta Lusófona é um dos que aproveita. Mas para isso é preciso ter escritório em Portugal, imprimir em Portugal (por causa do controlo de tiragem), despesas que muitos não podem ou simplesmente não querem suportar. A perspectiva de Fernando Santos é paradigmática quando considera que estes jornais, como os outros, têm de se reger pela lógica do mercado: “Nos EUA não estamos habituados a ajudas: quem não consegue sobreviver fecha”. Acha que, “se não houvesse apoios, era melhor: os bons tinham mais leitores”.
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Animem-se portugueses!...
Euforias e depressões Augusto Machado Agora que as eleições autárquicas terminaram e com elas acabou também o alarido e as exaltações dos participantes, espera-se que as pessoas voltem à normalidade. Os vencedores continuarão a celebrar e os derrotados, esses, valer-se-ão dos antidepressivos para os ajudar a esquecer a derrota. Antigamente as pessoas deprimidas iam para a taberna beber uns copos para aliviar o mal-estar do desalento e da tristeza, hoje dirigem-se às farmácias à procura da pílula mágica. Houve quem fizesse um estudo sobre o consumo de medicamentos e tenha chegado à conclusão de que Portugal é o país europeu que mais gasta em medicamentos, nomeadamente se forem comparados indicadores como sejam o gasto nestes bens relativamente ao orçamento da Saúde (27 por cento em Portugal contra 18 da média europeia). Os portugueses consomem no seu quotidiano medicamentos para todos os fins e em muitas circunstâncias que, porventura, não se justificariam. O mesmo estudo revela um elevado nível de automedicação, que no nosso país é de cerca de 38 p.p. para os cidadãos com escolaridade mais baixa (ensino básico); não é por acaso que a grande maioria dos episódios de intoxicação (49 p.p.) são reportados ao Instituto Nacional de Emergência Médica se devem a medicamentos. Afinal de que doenças padecem os portugueses? O estudo verifica com especial atenção os consumos de alguns tipos de medicamentos para tratar doenças do foro psíquico, ou seja; tranquilizantes, sedativos e antipsicóticos – não esquecendo os antidepressivos – cada português consome, em média, três embalagens por ano. Isto porque estes quatros grandes grupos de produtos somam, entre todos, vendas de 30 milhões de unidades. As pessoas têm dificuldade em controlar a ansiedade e os seus impulsos: é só observar o comportamento absurdo dos fanáticos da bola nos diferentes estádios de futebol; se o clube ganha tornam-se excessivamente eufóricos e provocadores, se a equipa perde, aí arrasam tudo e todos e entram em profunda depressão. E porque é necessário ir trabalhar no dia seguinte, ocorrem à automedicação. O estudo verifica também que em Portugal utilizam-se anualmente cerca de 250 milhões de unidades de todos os tipos de medicamentos (25 em média por cidadão), o que representa um valor de facturação na ordem dos dois milhões de euros. Daí a pergunta: se os que não pertencem ao leque dos que não utilizam habitualmente medicamentos, quem é, então, que consome as 25 embalagens dos que não consomem? Há muita gente a tomar doses excessivas ou desnecessárias neste país de altos- e-baixos, onde há mais baixos do que altos. O grande negócio nos dias de hoje, é a venda de antidepressivos e a ida ao psiquiatra ou ao psicólogo para recuperar a auto-estima. Muito se fala de desenvolvimento económico. Ora aí está uma indústria que tem crescido: a industria farmacêutica. Pena é o país não crescer noutros sectores da economia. Nunca é demais lembrar que segundo dados oficiais em matéria de desenvolvimento, Portugal já foi ultrapassado por países como a Grécia, Letónia e republica Checa.
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Luis Barreira Eureka! Portugal acaba de ser classificado em 22º lugar, em termos de competitividade económica, numa lista de 117 países de todo o Mundo. À nossa frente, 21 Países, entre os quais: os Estados Unidos da América, a Finlândia, a Suécia e o Japão. Atrás de nós, uma longa lista de 96 países, entre os quais: o Luxemburgo, Israel, a Espanha, a França e a Bélgica. Admirados não é? Também eu! Mais admirado fico quando constato que, a apreciação que está na base desta classificação, é centrada sobre: indicadores estatísticos, a opinião dos decisores económicos e de chefes de empresas, com base na avaliação da situação macro-económica, do estado das instituições públicas e do desenvolvimento tecnológico. Afinal em que ficamos? Perguntaremos nós... Se temos uma das mais competitivas economias do mundo, porque é que as coisas não melhoram?... Se a nossa situação macro-económica é boa, porque é que nos martelam sucessivamente com o “estado miserável” da economia portuguesa? Se as nossas instituições públicas funcionam, porque raio passamos a vida a dizer mal delas? Se o nosso desenvolvimento tecnológico nos coloca em 22º lugar, num ranking de 117 países, porque é que nos lamentamos do atraso do nosso aparelho produtivo? Se tudo isto nos coloca entre os grandes e acima de muitos deles, porque é que não resulta? A resposta pode ser simples ou complexa, mentirosa ou verdadeira, mas faz-nos pensar!... Se em 2004 ocupávamos a 24 posição e, em 2005, passámos 22º, é porque estamos no caminho certo do nosso desenvolvimento. Mas, a avaliar pela constatação dos nossos governantes, da classe política, do patronato e do povo trabalhador em geral, a situação económica portuguesa, em 2005, é ainda pior do que em 2004. Isto só pode significar uma de duas coisas: ou andamos todos a mentir uns aos outros, ou, de facto, somos um país altamente competitivo, com uma situação macro-económica favorável, mas uma micro-economia detestável; um conjunto de instituições públicas aptas a funcionar, em excelentes condições, mas que não funcionam e um conjunto de empresas, instituições e “massa cinzenta”, das mais avançadas, mas sem uma orientação políticoeconómica adequada. Em suma, e acreditando que o País “vai mal”, só me resta acreditar que “somos bons”, mas não sabemos o que fazer com isso! Temos um Ferrari, mas só sabemos meter a marcha atrás! Se tal for verdade, isso compromete-nos a todos: os que produzem e os que deverão orientar o sentido da nossa produção. Uns e outros são essenciais, porque a responsabilidade é mútua e as compensações não podem deixar de o ser. A não ser que o nosso elevado índice de produtividade, que agora se constata, assente exclusivamente nos baixos salários praticados. Isso equivaleria a ter um Ferrari com pneus furados!....Muito longe do modelo de desenvolvimento desejável dos nossos “colegas” nórdicos, que ocupam as primeiras posições da tabela. Seja qual for a razão deste resultado, ela deveria provocar uma onda de auto-estima, superior àquela que invade os nossos estádios, sempre que uma equipa de futebol portuguesa ganha uma competição internacional. Se por mais não fosse,... que o seja pela simples razão de que, sem a economia a funcionar, não à dinheiro para comprar bilhetes de ingresso, diminuem as receitas dos clubes, os ordenados dos jogadores e perderíamos “competitividade futebolística”.
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A Voz de Portugal, 12 de Outubro de 2005
Horóscopo Semanal
O idoso…
Dra. Maria Helena Martins
Sylvio Martins
CARNEIRO (21 de Março - 19 de Abril) Carta da Semana: 3 de Ouros, que significa Poder. Amor: Esteja atento aos sinais do destino. Pode encontrar a sua alma-gémea e nem reparar. Saúde: Certifique-se que está tudo bem com o seu organismo. A prevenção é a melhor forma de evitar problemas graves. Dinheiro: É possível que perca um objecto de grande valor sentimental. Número da Sorte: 67 Números da Semana: 10, 20, 30, 14, 1, 5
O Dia Nacional do Idoso foi estabelecido em 1999 pela Comissão de Educação do Senado Federal e serve para refletir a respeito da situação do idoso em toda a parte, seus direitos e dificuldades. A população no mundo está ficando cada vez mais velha e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por volta de 2025, pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta. E foi pensando nos idosos do districto de Jeanne Mance, no Plateau Mont-Royal, que Rose Carone, candidata a Conselheira
TOURO (20 de Abril - 20 de Maio) Carta da Semana:Cavaleiro de Ouros, que significa Maturidade. Amor: Os nativos que estão sozinhos podem conhecer uma pessoa bastante interessante. Saúde : Canalize a sua energia para actividades de lazer ao ar livre. Dinheiro: Evite arranjar problemas onde eles não existem. Aceite as críticas dos seus colegas. Eles não querem o seu mal, apenas o querem ajudar. Número da Sorte: 76 Números da Semana: 25, 44, 11, 26, 39, 6 GÉMEOS (21 de Maio - 20 de Junho) Carta da Semana: Valete de Paus, que significa Confiável. Amor: tenha coragem não receie revelar os seus segredos ao seu melhor amigo. Saúde : Previna-se das picadas de insectos. Dinheiro: No momento certo saiba utilizar os truques que tem guardados. Pode vir a lucrar muito com este tipo de atitude. Número da Sorte: 33 Números da Semana: 6, 3, 2, 1, 10, 11 CARANGUEJO (21 de Junho - 22 de Julho) Carta da Semana: 9 de Espadas, que significa Crueldade. Amor: Faça uma análise aos comportamentos que tem vindo a adoptar, pois, por vezes, pode não estar a ser muito correcto na forma como se relaciona com os seus familiares. Saúde: Inicie um tratamento para emagrecer, mas antes disso consulte o seu médico e aposte nos produtos naturais. Dinheiro: Antes de assinar um contrato importante, verifique todas as cláusulas para não sair prejudicado. Número da Sorte: 59 Números da Semana: 22, 25, 1, 4, 16, 24 LEÃO (23 de Julho - 22 de Agosto) Carta da Semana: Rainha de Copas, que significa Confiança. Amor : Saiba reconhecer os seus erros. Por vezes o seu orgulho não o deixa perceber de que lado está a razão. Saúde: Concentre-se na resolução de uma disfunção de cariz sexual. Dinheiro: Por ser uma pessoa honesta e íntegra, o seu chefe deposita em si uma enorme confiança e é provável que o recompense com um convite para trabalhar directamente com ele. Número da Sorte: 49 Números da Semana: 11, 13, 15, 26, 25, 22 VIRGEM (23 de Agosto - 22 de Setembro) Carta da Semana: Valete de Espadas, que significa Intelecto. Amor : Mantenha a calma e não se deixe abalar por uma pequena discussão com a sua mãe. Saúde : Cuidado com a sua coluna. Dinheiro: Utilize a sua inteligência e destreza mental para resolver um assunto relacionado com o bom funcionamento da empresa onde trabalha. Número da Sorte: 61 Números da Semana: 10, 20, 1, 4, 7, 6 BALANÇA (23 de Setembro - 22 de Outubro) Carta da Semana: O Mundo, que significa Fertilidade. Amor: Semana muito protegida. O ambiente em casa vai ser muito feliz. Saúde : Procure o seu médico. Há já muito tempo que necessita de fazer um check-up. Dinheiro: Este período tende a ser muito produtivo e cheio de trabalho. Aproveite estas boas energias para investir no seu futuro. Número da Sorte: 21 Números da Semana: 6, 9, 8, 5, 2, 1
de Ville e Natércia Rodrigues, candidata a Conselheira d’arrondissement, decidiram passar uma tarde com um grupo de idosos. Eles vieram em grande número e ficaram contentíssimos ao passar toda aquela tarde num ambiente acolhedor. Homenageamos a 3ª Idade, a maravilhosa idade da sabedoria, das
experiências vividas e do amor desprendido dos avós, e escutamos varias histórias deles. Devíamos, tentar pegar dos mais velhos a experiência e sabedoria de vida que anos de luta e observação os ajudaram a ter. Que tal nos deixarmos contagiar por essa bagagem de conhecimento, para virmos a ser, quem sabe, jovens e adultos mais interessantes e respeitáveis? Respeitar e ouvir o idoso é respeitar a nós mesmos. “ Você é idoso quando sonha... você é velho quando apenas dorme. Você é idoso quando ainda aprende... você é velho quando já nem ensina. Você é idoso quando se exercita... você é velho quando somente descansa. Você é idoso quando tem planos... você é velho quando só tem saudades.”
ESCORPIÃO (23 de Outubro - 21 de Novembro) Carta da Semana: Ás de Espadas, que significa Sucesso. Amor: Durante esta semana sentirá necessidade de ficar no aconchego do lar a ouvir a sua música favorita ou a ler um bom livro. Saúde: Evite passar demasiadas horas em frente ao televisor porque os seus olhos podem ressentir-se. Dinheiro: O sucesso está no seu caminho. Mantenha a sua postura firme e tranquila. Número da Sorte: 51 Números da Semana: 7, 4, 8, 17, 27, 45 SAGITÁRIO (22 de Novembro - 21 de Dezembro) Carta da Semana: 6 de Copas, que significa Nostalgia. Amor : Faça uma visita a um familiar e, juntos, recordem momentos divertidos que passaram juntos. Saúde : Não faça demasiados esforços pois os seus ossos estão muito frágeis. Dinheiro: Os trabalhos relacionados com a educação e o ensino estão favorecidos. Número da Sorte: 42 Números da Semana: 6, 9,8, 4, 1, 10 CAPRICÓRNIO (22 deDezembro - 20 de Janeiro) Carta da Semana: 4 de Ouros, que significa Problemas Financeiros. Amor: Procure estar atento ao comportamento do seu par. Não se deixe enganar. Saúde : É possível que se sinta um pouco febril e indisposto. É provável que isso se deva a uma alergia primaveril. Dinheiro: Mantenha a lucidez pois só desta forma poderá conseguir arranjar forma de liquidar as suas dívidas. Número da Sorte: 68 Números da Semana: 3, 36, 39, 25, 14, 11 AQUÁRIO (21 de Janeiro - 18 de Fevereiro) Carta da Semana: 5 de Paus, que significa Fracasso. Amor: Confie na sua intuição e dê uma oportunidade aquela pessoa que acabou de conhecer. Saúde: Momento indicado para tratar da saúde da sua pele. Faça uma limpeza facial e hidrate o seu corpo com um creme de boa qualidade. Dinheiro: Invista num negócio que lhe poderá garantir um futuro próspero. Número da Sorte: 27 Números da Semana: 2, 5, 8, 7, 4, 1 PEIXES (19 de Fevereiro - 20 de Março) Carta da Semana: O Papa, que significa Sabedoria. Amor: É provável que venha a descobrir algo que o faça terminar uma relação amorosa de longa data. Saúde: Tendência para a depressão e o pessimismo. Dinheiro : Perante uma situação complicada aja com a sabedoria adquirida pela sua experiência de vida. Número da Sorte: 5 Números da Semana: 5, 26, 14, 4, 5, 7
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60º aniversário de João Damião de Sousa Guilherme Álvares Cabral Realizou-se Sábado 24 de Setembro de 2005 na Casa dos Açores do Quebeque uma festa surpresa a João Damião de Sousa pelos seus sessenta anos de nascimento, cuja data é 23 do mesmo mês mas festejada no dia imediato, por ser fim-de-semana e a aproveitar a disponibilidade e a ocasião de se realizar tão festivo acontecimento. Foi, realmente uma grande surpresa. João Damião não esperava, nem imaginava o que lhe iria acontecer. Ia jantar naquela noite com a sua mulher e filhos ao restaurante Vieux-Duluth ou Casa Greque. Os filhos foram buscá-lo à hora de ir ao restaurante Disseram-lhe que iam passar pela Casa dos Açores aonde a mãe se encontrava lá ocupada com assuntos inesperados... Dirigiram-se para a associação, entraram e não encontraram ninguém na sala do bar. Subiram para a sala de recepção. O João abriu a porta. Acenderam-se as luzes. Deparou--se-lhe uma enorme quantidade de calor humano. Perto de uma centena de amigos esperavam-no para comemorar aquele feliz aniversário. Um bufete, oferecido por toda aquela gente, composto por uma diversidade de imensos pratos e doçarias, para deliciarem aquele saboroso jantar. João Damião, muito sensibilizado, agradeceu toda aquela amizade e acrescentou que aquele dia era muito importante para si. Era o dia do seu aniversário e uma nova etapa na sua vida. Iase reformar; ia para a reforma. A festa continuou por toda a noite com alegria e boas disposições, acompanhada e abrilhantada pela música da discoteca móvel do grande amigo da Casa dos Açores, o senhor Vinagre. João Damião é director do conselho de administração da Casa dos Açores, tendo sido várias vezes presidente. Este ano ocupa as funções de secretário. Acompanhado da sua esposa tem-se dedicado incansavelmente a esta causa importante e nobre que é a continuidade da existência dessa valiosa associação, com alicerces sólidos e fortes. Têm resistido a uma minoria da nossa comunidade, que com meios próprios, tentam abatê-la e rebaixála... Como os alicerces são sólidos e fortes, não é fácil destruir os anos de trabalho de todos aqueles directores e amigos que trabalharam para a sua construção. Para João Damião e a sua família, muitas felicidades e que o João goze a sua reforma por muitos e muitos anos.
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Banda de Nossa Senhora dos Milagres
Celebração de aniversário muito condigna Texto e fotos de António Vallacorba A mais nova das três filarmónicas comunitárias, a Banda de Nossa Senhora dos Milagres (BNSM), conquanto ainda na primavera da sua vida institucional, está mais velhinha (no bom termo da expressão), pois acaba de celebrar a passagem do seu nono aniversário. A feliz efeméride foi assinalada com a realização de um auspicioso jantar-dançante, sábado passado, 8 do corrente, no salão paroquial da Igreja Saint-Enfant-Jesus, perante um número apreciável de festejantes e num ambiente assaz alegre e de bom efeito visual nas cores e luz.
candidata por Jeanne-Mance, Natércia Rodrigues; Dimitrios Koufogiorgas; Serge Malaison e Rose Camone; Martine Carrière, Anie Samson e Richard Théorêt, candidatos também, respectivamente, a conselheiros e a presidentes de Juntas de Freguesias. O jantar, tal como era de esperar, pois foi confeccionado por Norberto Lima, revestiu-se de boa qualidade, privilegiando prato de camarão com “linguini”, cardo verde, prato de lombo de vitela, etc., tendo como sobremesa as delícias de várias mesas com doçaria e frutas. As filarmónicas são uma das manifestações mais populares do povo açoriano. Rara é a freguesia ou lugar onde não exista uma banda para acompanhar as procissões, os cortejos e animar os arraiais. Por arrastamento, algo semelhante acontece um pouco por quase toda a nossa diáspora do Canadá e Estados Unidos. Curioso que, alguns dias antes desta efeméride se houvesse celebrado o Dia Mundial da Música - esse fogo de alma que recria os homens e glorifica Deus. É, pois, imperativo preservar e
acarinhar esta popular expressão do nosso património cultural comunitário, criando motivações e interesse para a música nos jovens. A discoteca J. G. Night Productions (Jeff Gouveia) e o duo Patrick & Jomani realizaram um excelente trabalho na animação do espectáculo e do baile, garantes, pois, de uma noite bem passada. O serão foi ainda bastante movimentado em termos de arrematações, dirigidas por Duarte Faria, venda de rifas, etc., sendo igualmente aniversariantes, o jovem Kévin e a sra. Arlete Sousa. Por outro lado, fez-se registar a apresentação do livro de
É de registar, no entanto, o interesse que o acontecimento terá merecido da parte dos orgãos da Comunicação Social, na medida em que estiveram presentes representantes dos programos radiofónicos “Portugalíssimo” e da Rádio Centre-Ville; da imprensa escrita, A Voz de Portugal e o LusoPresse, assim como do programa televisivo, Montréal Magazine. Outrossim, a Associação Portuguesa do Espírito Santo, a Casa dos Açores do Quebeque, a Associação Saudades da Terra Quebequente e a Associação dos Pais de Montréal foram algumas das colectividades que se dignarem fazer representar. Paralelamente, a política esteve fortemente representada com membros da Équipe Bourque/Vision Montréal, nas pessoas do próprio líder, Pierre Bourque, que proferiu algumas palavras sobre as eleições autárquicas de 6 de Novembro próximo; da nossa
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poesia “Passado e o Presente”, de Serafim Almeida, de Brampton, Ontario, e de cuja venda uma percentagem do custo é favor de uma organização contra o cancro. A Banda de Nossa Senhora dos Milagres, fundada em 1996 e ligada à Associação Portuguesa do Espírito Santo, é dirigida por: Duarte Faria, presidente; José Lima, vice-presidente; Pedro Cordeiro, tesoureiro; Francisco Fonseca, secretário; Victor Machado e Humberto Tavares, directores; Leonardo Aguiar, maestro; e Agostinho Braga, contramestre. Parabéns à BNSM, com votos de contínua prosperidade e de longa vida.
A Voz de Portugal, 12 de Outubro de 2005
Recital na Capela Histórica do Bom Pastor
Alexandre da Costa esteve no seu melhor Texto e fotos de Anónio Vallacorba
Alexandre da Costa esteve à altura do seu prestígio e fama na quinta-feira passada, durante a auspiciosa abertura oficial da nova temporada de concertos de La Chapelle histórique du Bon-Pasteur, maison de la musique. O acontecimento, certamente pouco frequente em actividades culturais desta natureza entre nós, foi promovido pelo Consulado-Geral de Portugal em Montréal, com o apoio do Instituto Camões e dos Serviços de Cultura da Cidade de Montréal. O virtuoso violinista e pianista luso-canadiano teve uma actuação de eleição, muito bem acompanhado pelo multifacetado pianista americano, Matt Herskowitz, perante numerosa assistência, na sua maioria franco-canadiana, e assaz entusiástica nos calorosos aplausos com que distinguiu a exibição dos executantes. A primeira parte deste empolgante recital abriu, logo após algumas palavras de saudação da parte do nosso cônsul, dr.
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Carlos Oliveira, com a Terceira Sonata para Violino, de Eugène Ysaye, seguindo-se as românticas composições, Miragens I & II, do compositor português, Luis de Freitas Branco; extractos da peça Romeu e Julieta, de Serge Prokofiev, e “Scherzo”, de Johannes Brahms. “Romance”, novamente de Luis de Freitas; “Tzigane”, de Maurice Ravel; “Airs Tziganes”, do espanhol Pablo de Sarasate, e, finalmente, As Csardas, de Vittorio Monti, preencheram espectacularmente a segunda parte, num crescendo extasiante com cada peça que ia sendo executada. E se “As Csardas de Monti” contínua a ser uma das peças mais favoritas para o violino, contudo a “Tzigane”, de Ravel, uma composição bastante difícil de executar, foi simplesmente arrebatante, com o Alexandre a alcançar a sublimidade, tal foi a força da exibição, quão perfeita foi a sua ténica! No final, a assistência, de pé, rendeu-se-lhe completamente embevecida e, insistindo com as salvas de palmas, foi obsequiada com aquilo que deverá ter constituído a primeira vez que muitos de nós ouvimos nestas circunstâncias: um trecho de música de “jazz”, da autoria de Jimmy Hendrix, adaptado pelo Alexandre e pelo Matt para o reportório clássico.. Simplestemente deslumbrante! O acontecimento culminou com um Porto de Honra, numa
sala adjacente e com a colaboração de Chez le Portugais (Henrique Laranjo), com a presença dos dois talentosos artistas em mui agradável momento de confraternização O Alexandre partiria no dia seguinte para Portugal, para efectuar um concerto no Mosteiro dos Jerónimos, no domingo, dia 9 do corrente, a convite do dr. Jorge Sampaio, Presidenete da República conforme informou durante as suas breves palavras, antes do intervalo, de agradecimento, sobre a sua afectividade lusa e acerca da sua recente digressão pela Europa, em virtude do que, actuara, inclusivamente, nas cidades do Porto e de Lisboa.
Entretanto, e para que conste, convém lembrar que, depois de 50 anos de emigração, já é altura de a cultura erudita ir ao encontro do povo. Não obstante a acepção generalizada entre as elites de que eventos como este deverão ser realizados em espaços nobres como o de La Chapelle histórique du Bon-Pasteur, contudo temos duas igrejas e salas nobres para semelhantes acontecimentos. Temos a certeza de que a música clássica não saíria diminuida. Aliás, o próprio Matt Herskowits exibiu-se em mangas de camisa e a Mariza já não canta o fado como a Amália Rodrigues o fazia, de xaile preto sobre os ombros. Já o poeta Rudyard Kipling nos ensina que os reis, os presidentes e os doutores é que devem descer ao nível do povo, por impossibilidade de este subir ao nível deles. Foi apenas uma sugestão.
10/11/2005, 5:09 PM
Colheita anual Pela sétimo ano consecutivo, realizouse com o patrocínio de Alfred Dallaire “Memória”, a colheita de maçãs no Monte Santo Hilário, que contou com a presença de 55 pessoas, entusiastas desde a chegada ao local, naquele 2 de Outubro cheio de luz e calor dum Sol de Verão. Já no autocarro, graciosidade de Alfred Dallaire “Memória”, a alegria era transbordante porque se advinhava um dia bem passado naqueles pomares ricos em cor e sabores.Para o próximo ano, há já a promessa de alguém levar uma grelha para se poderem assar frangos no local, habitualmente preparado para receber a caravana e a esperança de aumentar o grupo de veraneantes de modo a se ocuparem dois autocarros.Aguardamos a próxima edição desta tradicional colheita, agradecendo a gentileza de Alfred Dallaire “Memória”.
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A Voz de Portugal, 12 de Outubro de 2005
Estas são de graça... Dois homens encontram-se num bar: -O meu filho é mais estúpido que o teu! -Não é nada! -Então vamos fazer uma aposta. -Tudo bem, apostamos 1000 paus. -Ok. Gaspar, anda cá. -Sim pai? -Toma 20 escudos para ires alí à loja comprar uma TV a cores. -Está bem. E o miudo sai pela porta do bar com os 20$00 na mão... E o outro homem chama o filho e diz: -Vai lá a casa e vê se eu lá estou. -Está bem pai. Por acaso os dois miudos encontram-se na rua e comentam: -O meu pai é mais estúpido que o teu! -Não é! -Então vê bem: o meu pai deu-me 20 paus para ir comprar uma TV a cores e nem sequer disse a côr que queria! -Então e o meu? Disse-me para ir a casa ver se ele lá estava e nem sequer me deu a chave!
Manuel de Arriaga Primeiro Presidente Constitucional da República Portuguesa Manuel José de Arriaga Brum da Silveira nasceu na cidade da Horta em 1840 e pertencia a uma família da aristocracia açoriana. Formou-se em Letras e foi professor de Inglês do Ensino Liceal. Em 1876 fez parte da Comissão de Reforma da Instrução Secundária. Filiado no Partido Republicano, pertencia ao seu Directório quando rebentou a revolta do 31 de Janeiro de 1891. Candidatou-se a deputado pela Madeira tendo sido eleito. Passados alguns anos voltou a assumir funções parlamentares, distinguindo-se na luta
Três sacerdotes conversam sobre várias questões relacionadas com a Fé, a igreja e o celibato dos padres. - Voçês acreditam que nós ainda iremos poder assistir ao casamento dos padres, nos nossos dias? pergunta um. - Nós, certamente que não, responde um dos outros. Mas, os nossos filhos talvez....
Syriana George Clooney vestiu a pele de um veterano operativo da CIA, para contar as histórias de bastidores, na luta pelo petróleo, entre o Ocidente e o Médio Oriente. O trailer esta online no site da Yahoo e levanta um pouco o véu da trama escaldante de Syriana. Clooney engordou uns quilos valentes e nada nestas imagens revelam o actor sensual e atraente que tem sido a sua imagem de marca. Matt Damon volta a entrar em mais um filme com o parceiro de Ocean’s Eleven, embora num lado diferente da trama. A luta para controlar o petróleo já deu origem a guerras e está no centro de muitas quezílias entre o Ocidente e o Médio Oriente. Um conflito que existe há muito tempo e que em “Syriana” é explorado com intensidade, em que os interesses das companhias petrolíferas e do Governo dos EUA prevalecem contra tudo e contra todos.
Estes bichinhos vão fazer sucesso no próximo verão
- Para a semana vou a Paris! - Levas a tua mulher? - Por acaso se fores à Madeira levas bananas?
A DreamWorks Animation vai lançar mais um filme de animação em 2006. Bruce Willis empresta a voz a R.R., um “guaxinim” muito especial, em “Over the Hedge”. Os criadores de Shrek continuam imparáveis. Em “Over the Hedge” debruçam-se sobre a natureza e criaram um grupo de animais fofinhos que assistem à destruição da floresta em que vivem. Quando ficam encurralados no meio de um bairro residencial, tudo é novo e estranho e sentem-se assustados. Um esperto “guaxinim”, animal muito conhecido nos EUA por andar à volta das latas do lixo, será a salvação daquele grupo de animais ingénuos, e será R.J. que vai ajudá-los a sobreviver no seu novo habitat. Além de Bruce Willis, também Steve Carrell, William Shatner, Garry Shandling e Wanda Sykes dão o seu contributo a “Over the Hedge”, dando vida aos bicharocos, que prometem fazer rir miúdos e graúdos, no próximo verão.
Foto da semana
O 7º Dia contra as instituições monárquicas e contra a corrupção. Entretanto participava activamente em comícios que se realizavam em Lisboa e os seus discursos inflamados contribuíam para aumentar o número de adeptos da causa republicana. Depois do 5 de Outubro foi deputado às Constituintes e, no dia 24 de Agosto de 1911, tomou posse do cargo de Presidente da República. O seu mandato foi muito agitado e cheio de dificuldades porque os diferentes partidos republicanos que então se formaram não se conseguiam entender. Além disso instalou-se um clima de agitação social, com tentativas de reposição da monarquia, inúmeras reivindicações e greves que levaram a sucessivas quedas do governo. Só entre 1911 e 1914 tomaram posse oito governos. Em Janeiro de 1915, Manuel de Arriaga dissolveu o Parlamento e consentiu que se instalasse a ditadura de Pimenta de Castro. As reacções não se fizeram esperar. Os opositores reuniram-se, o Presidente da República foi declarado fora da lei e, logo em Maio, rebentou uma revolução que repôs a ordem democrática e o forçou a demitir-se. Manuel de Arriaga além de político e professor foi também escritor. Deixou vários livros de ensaios, contos e poesia.
Duas famílias disputam durante largos anos os limites das suas propriedades, localizadas numa cidade do interior de Espanha. As discórdias já derramaram muito sangue até que Isabel, a adolescente primogénita de uma das duas famílias decide averiguar a verdadeira origem desta disputa tão atroz. Ajudada por Chino, o seu primeiro namorado, Isabel descobre que tudo se deve a um antigo amor não correspondido, cuja recordação ainda bate nas veias de Luciana que não está disposta a esquecer e exige dos seus irmãos a vingança que, como mulher, não pode levar a cabo com as suas próprias mãos. Uma vingança que a cidade inteira pagará com o seu sangue.
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A Voz de Portugal, 12 de Outubro de 2005
Valores Comunitários: Lúcia Belo Dinora e Diamantino de Sousa Continuamos com as nossas entrevistas de pessoas ligadas, de uma forma ou de outra, à cultura portuguesa e às suas tradições. Hoje, iremos conversar com uma fadista/cançonetista da nossa comunidade. A nossa entrevistada de hoje é Lúcia Belo.
Voz de Portugal: Lúcia, para começar e para as pessoas que não te conhecem gostaria que nos fizesses um pequeno relato de quem é a Lúcia Belo, de onde vêm e como veio parar a Montreal? Lúcia Belo: Nasci na Terceira e vim para o Canadá em 1969 com apenas 10 anos de idade. Tenho três filhos, a mais nova, a Ashley, com dez anos de idade. A Ashley também gosta de cantar, mas somente, como ela diz, “quando está inspirada”. VP: Lúcia, se tivermos em consideração aquilo que cantas, como defines o teu estilo: fadista ou cançonetista? Qual o que te dá mais prazer na tua carreira? LB: Eu considero-me mais como uma cançonetista e não única e simplesmente uma fadista. O estilo que eu canto aqui no Solmar é na realidade aquele que mais gosto porque me permite tirar partido de diversas interpretações e de diversas orientações musicais. Se interpretasse apenas fado isso não seria possível. VP: Todos temos uma tendência para fazer algo que por qualquer razão um dia despertou em nós determinados sentimentos. De onde te vem esta paixão de cantar? LB: Esta paixão para cantar tenho-a desde pequena. Quando estávamos em casa eu gostava de ajudar minha mãe e ela tinha sempre discos a tocar. Naquela altura eu já me punha a trautear tudo o que tocava, quer Amália quer outros artistas. O meu pai tocava guitarra, e aos fins-de-semana havia sempre um convívio com outras pessoas, quer na nossa casa quer noutro local. Como eu tinha aquela tendência para cantar, pediam-me sempre para o fazer e é daí que vem essa minha paixão. Comecei com fados da Amália, depois fado canção e mesmo canções de revista. Como já disse, desde pequena que gosto muito de cantar, mas desde o falecimento da minha irmã fiquei com uma maior predisposição para cantar músicas mais tristes.
diferente; como é que se faz essa transição? LB: É claro que no início é algo de complicado porque não temos aquela entrada a que estamos habituados no fado tradicional, mas depois à medida que vamos evoluindo conseguimos adaptar-nos. Posso dizer que gosto imenso do piano para acompanhamento do fado, acho que é algo de diferente que traz um certo valor e inovação e faz realçar a voz. VP: Já que estamos a falar de acompanhamento do fado ao piano. Existe agora uma nova tendência para acompanhar o fado de uma forma algo diferente e temos casos bem conhecidos como por exemplo a Mariza e os Madredeus. O que achas desta nova tendência? LB: A juventude de hoje adora esta nova forma de se cantar o fado porque se traduz numa interpretação que é muito diferente da do fado tradicional. Se não fosse a introdução dessa nova sonoridade as pessoas talvez não aderissem tanto ao fado. Existem aqueles que dizem que esta nova tendência tira o valor ao fado mas, na parte que me toca, eu acho que pelo contrário ela vai permitir que um maior número de pessoas venham a conhecer o fado e isso é muito bom. Contudo, ainda continuamos a ter artistas de grande valor e que mantêm o fado tradicional para preservar as nossas raízes. VP: Aqui no Solmar, a maioria os clientes são de outras origens que a Portuguesa, Como é que eles acolhem o fado? LB: Aquilo que eu tenho visto é que os nossos clientes, de uma maneira geral, respeitam o fado e tentam perceber este estilo musical. Muitas vezes temos pessoas que sem perceberem uma palavra de português ficam completamente emocionados apenas pelo cariz da música e da voz, pelo sentimento que o fado transmite e pelo contexto e clima de nostalgia que rodeia o fado, e isso dános muita alegria.
VP: O Solmar sempre se empenhou em ter um artista a cantar para os seus clientes. Há a quanto tempo estás aqui a cantar? LB: Já lá vão três anos. No início convidavam-me de vez em quando para fazer uns serões, depois surgiu a oportunidade de actuar todas as noites e passei a ser a cantora do restaurante. VP: Durante muito tempo tivemos oportunidade de ver a Lúcia Belo participar em diversas noites de fado e outros eventos. Depois a Lúcia praticamente desapareceu dos espectáculos que se faziam. Há alguma razão especial para esse desaparecimento? LB: Não há razão nenhuma especial. Eu comecei a cantar no Solmar, e, como estava ocupada praticamente todas as noites, deixei de poder actuar noutros locais. De vez em quando aparece uma oportunidade de ir actuar numa ou noutra colectividade, mas como isso acontece poucas vezes é essa a razão que deixaram de me ver tanta assiduidade na nossa comunidade.
VP: Além de cantar, o que é que a Lúcia gosta fazer quando sai do Solmar e vai para casa? LB: Eu gosto muito de ouvir todo o tipo de música e também de ler, principalmente romances que acabam bem; nada de coisas violentas. É assim que ocupo os meus tempos livres. VP: Projectos para o futuro. Existe alguma coisa na forja? LB: Todos nós temos projectos que gostaríamos que fossem levados a bom porto. Eu gosto imenso de cantar e gostaria de poder continuar nesta profissão. Sei que é um caminho bastante difícil e para se poder fazer alguma coisa com valor é necessário muito trabalho e por vezes difícil de coordenar com a nossa vida pessoal, mas estou a fazer tudo o que é possível para conseguir esse objectivo. VP: Se fizermos uma pequena retrospectiva da tua vida em termos artísticos; como consideras o teu balanço? LB: Francamente penso que este balanço tem um saldo bastante positivo. Estou a fazer um trabalho que adoro e posso dizer que nunca me senti tão bem como neste momento em que o trabalho que faço me traz uma imensa alegria em termos de carreira. Ainda por cima aquilo que faço é com paixão e isso dá-me enorme satisfação pessoal e profissional.
VP: Tu estás actualmente a trabalhar com uma pessoa que tem muito talento como é o caso do Carlos Ferreira. Qual é o teu maior desafio quando vais cantar noutros locais e não encontras, como é o caso aqui no Solmar, o mesmo tipo de acompanhamento? LB: Não é de querer estar a levar a mal aos outros músicos da nossa comunidade, mas uma coisa que eu tenho aqui com o Carlos é a sua grande honestidade em termos de trabalho. Sempre que é necessário ele corrige-me e trabalhamos as músicas até acharmos que estão boas. Aquilo que o Carlos mais gosta é que a pessoa se saia bem e por isso põe-nos à vontade e com mais confiança. A maior parte das vezes isto não acontece quando vamos actuar noutros locais e com outras pessoas, e este pequeno detalhe faz imediatamente uma grande diferença.
VP: Já tens ido aos Estados Unidos para participar em alguns espectáculos, principalmente na zona de New Bedford. Em termos comparativos como é que tu consideras a aceitação do fado por parte destes dois públicos? LB: Existe uma grande diferença em termos de aceitação por parte do público. Quando vamos aos Estados Unidos as pessoas respeitam os artistas, estão atentos e em silêncio, pelo menos quando actuamos. Não existe aquela barulheira nem o desinteresse que se observa quando se faz uma noite de fado aqui em Montreal e
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que tanto prejudica a nossa actuação. É absolutamente impossível interpretar um fado com sentimento, ou muito menos o cantor ser capaz de se concentrar nos acordes da guitarra e da viola, quando metade de uma sala se empenha em fazer uma algazarra ensurdecedora. É evidente que o artista que não sente a cumplicidade do público e que chega à conclusão que “está a cantar para o boneco”, acaba por perder a motivação e acaba por fazer uma actuação de menor qualidade, e, é isso faz uma grande diferença.
VP: Para terminar, em termos pessoais quais os artistas que tu mais aprecias e quais os fados que tu mais gostas de cantar? LB: Nós temos bons valores em Portugal. Gosto muito da Mariza, da Dulce Pontes, do Carlos do Carmo, da Hermínia Silva e muitos mais, mas tenho um carinho muito especial pela Amália Rodrigues. Em termos de fado para eu cantar, gosto muito de todos aqueles que me trazem uma mensagem. Não tenho uma preferência especifica mas aqueles que mais me inspiram a alma e que me dão gosto de cantar são fados como por exemplo ‘Lágrima’ e ‘Barco Negro’. Em termos de canção adoro por exemplo ‘Memories’. Como podem deduzir adoro todas as músicas que me toquem os sentimentos e o coração. Chegamos assim ao fim de mais uma entrevista, desta vez com a Lúcia Belo, que amavelmente nos deu a conhecer mais um pouco de si. Sabemos que a Lúcia tem na forja um projecto interessante, mas respeitamos o seu silêncio face a este projecto e desejamos-lhe que concretize todos os seus objectivos.
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VP: Cantar fado com o acompanhamento tradicional da viola e guitarra e cantar o fado com o acompanhamento ao piano exige um posicionamento de voz e uma predisposição
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A Voz de Portugal, 12 de Outubro de 2005
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No passado dia 27 de Setembro de 2005, faleceu em Montreal, com a idade de 53 anos, a Sra. Teresa Rodrigues, natural de Santa-Cruz, Madeira, Portugal, casada com o Sr. Gaetano Guido. Deixa na dor seu esposo, sua filha Nancy (Pedro), seus netos Kevin, David e Jenna, seus irmãos Vasco (Florinda Teixeira), João (Maria Quintal) e Maria Iria (Carlos Quintal), seus sobrinhos (as), primos (as) assim como muitos outros familiares e amigos(as). Uma missa de corpo presente teve lugar na Igreja da Missão Santa Cruz, presidida pelo Rev. Padre José Maria Cardoso, coadjuvada pelo Diácono António Ramos e animada em cânticos pelo Grupo Coral Santa Cruz, sob a regência da Sra. Inês Gomes, seguindo depois o cortejo fúnebre em direcção ao Cemitério Notre-Dame-des-Neiges, onde foi a sepultar, ao lado de seus Pais, descansando para a eternidade. A família vem por este meio agradecer a todos os que com sua presença, gestos e palavras de amizade os reconfortaram nestes momentos difíceis da sua vida. A todos o nosso sincero Obrigado e Bem-Hajam. Os serviços funerários estiveram a cargo de: Magnus Poirier inc. 6825, rua Sherbrooke este Montréal,Québec. Tel: 514-727-2847 Director: José Teixeira
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José Amaral Vieira 1940 - 2005
Faleceu ontem, 11 de Outubro de 2005, em Montreal, com 65 anos de idade, José Amaral Vieira, natural da Ribeira Quente, São Miguel, Açores, filho de João Linhares Vieira e de Rosa Carvalho Amaral, já falecidos. Deixa na dor suas irmãs Salomé (João Arruda), Eduarda (João da Silva), seu irmão Manuel (Marta Costa), sua cunhada Sara Silva, sobrinho(a)s, assim como outros familiares e amigos. Os serviços fúnebres estão a cargo de: Alfred Dallaire | MEMORIA 1120, Jean-Talon este, Montreal 514. 277.7778 www.memoria.ca Eduino Martins O velório do defunto realiza-se hoje, 12 de Outubro, das 14h às 17h, e das 19h às 22h, e amanhã, a partir das 8h30. Seguir-se-á o funeral, na Missão Santa Cruz, pelas 10h, seguindo depois o cortejo fúnebre para o cemitério Notre-Dame-des-Neiges, onde irá sepultar. A família, muito sensibilizada, vem por este meio, agradecer a todas as pessoas as muitas provas de carinho e amizade que lhe forem dadas por ocasião do funeral do seu ente querido, bem como a todas aquelas que, por qualquer forma, lhe tenham manifestado o seu sentimento de pesar por tão infausto acontecimento. A todos um sincero Obrigado e Bem-Hajam.
A POESIA, NA PALAVRA E NO QUEIXUME Há na poesia música celeste Que repercute em som harmonioso Quando espiritualmente é sobreveste Do amor, no Verbo certo, e jubiloso.
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FLORISTA
Verbo, ou Palavra original, conteste Das emoções, ou sentimento e gozo Que dá certeza a quem, ó sim, proteste, Depois da dor, fruir também repouso!
FLEURISTE FLORATERIA 90 AV. Des Pins O. 514.288.4548 Fax.: 514.288.0225
FOTÓGRAFOS
FOTO ESTRELA
Teresa (Terri) Rodrigues 1952 - 2005
Cantinho da poesia
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TIPOGRAFIAS
Porém chora no lar, canta na igreja, Mente na fé, ou no papel que seja Depositário inerte, fingidor...
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Será saudade, grito, Numa ausência de si, Estar longe de quem J.
FUNERAIS
ALFRED DALLAIRE|MEMORIA www.memoria.ca 4231 St-Laurent Eduino Martins, Cel.: 514.277.7778 514.862.2319
ou queixume, quando resume lhe seja amor! J. Marques da Silva
Quadras à toa
I Com licenca para entrar Neste canto da poesia E quero a todos saudar Segundo a hora do dia II Saudar velho e novo Rapazes e raprigas Um abraco para o povo Que gosta destas cantigas III Saudo saudavel e doente Com uma quadra em flores Da Madeira ao Continente As nove ilhas dos Acores
ALFRED DALLAIRE Groupe Yves Legaré 1350 Autoroute 13, Laval 514.595.1500 Víctor Marques 514.570.9857
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RAMADA BLAINVILLE www.hotelramadablainville.com 1136 Boul. Labelle 450.430.8950
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IV A quadra é o espaco Aonde fala a minha razao É nela que também faco Chorar o meu coracao IV Vai um abraco faternal Para este povo de valores Para a voz de Portugal E Todos os seus leitores Mario Carvalho
A Voz de Portugal, 12 de Outubro de 2005
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Casamento elegante A Sala de recepções Renaissance acolheu no dia 17 de Setembro os nubentes Vera e Benny, que ali foram confraternizar com inúmeros convidados, após a cerimónia religiosa onde uniram os seus destinos pelos laços sagrados do casamento. Os recém casados são filhos de José e Eduarda Félix, pais da Vera e de Susette e Balbino Sá (falecido), pais do Benny. Foram apadrinhados por Eddy Sá e Marta Félix. Alegre recepção, muitas manifestações de amizade dos familiares e amigos, tendo os noivos seguido em viagem de Lua de Mel para Riviera Maya, no México. As maiores felicidades aos dois.
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A Voz de Portugal, 12 de Outubro de 2005
Treinador está seguro administração de saída
BREVES Scolari pode continuar com as «Quinas» após 2006. O futuro de Scolari após o Mundial de 2006 ainda não está definido. Mas o técnico coloca a possibilidade de continuar à em Portugal, tudo dependendo dos resultados alcançados pela equipa das Quinas, que já garantiu presença na prova, faltando apenas o jogo com a Letónia. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Moreira continua ausente mas Ricardo Rocha recuperou. Moreira continua a não treinar no Benfica e a possibilidade da sua ausência do «clássico» de sábado no Dragão ganha forma. A inflamação no joelho de que sofre o jogador não mostra sinais de evolução pelo que o guardião continua a fazer tratamento no ginásio. Ao invés, Ricardo Rocha está OK. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Sumaríssimo a Petit nasce de queixa do FC Porto. O processo sumaríssimo instaurado a Petit, pela Comissão Disciplinar da Liga, teve como origem um requerimento apresentado pelo FC Porto. Em causa uma entrada dura do médio encarnado sobre o vimaranense Targino, no último jogo da Liga, não sancionada em termos disciplinares. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ «Objectivo é ganhar no Dragão», diz Mantorras. Depois de ter ajudado a selecção angolana a garantir o inédito apuramento para o Campeonato do Mundo, Mantorras regressou a Lisboa já com o «clássico» do próximo sábado, frente ao FC Porto, no pensamento ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Jorge Costa recupera para o Benfica. O defesa-central do FC Porto, Jorge Costa, desde há um mês entregue ao departamento médico, integrou o treino , sem limitações, o mesmo acontecendo com o colega de posição, Pedro Emanuel ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ José Roquette apela à calma no Sporting. José Roquette, presidente que antecedeu Dias da Cunha no comando dos destinos do Sporting, comentou a situação periclitante que o clube atravessa, apelando à calma no universo leonino ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
O presidente do Conselho Directivo dos leões iniciou, na passada terça-feira, um período de reflexão tendo em vista o “aperfeiçoamento do trabalho no Grupo Sporting”. Quase uma semana depois, o líder dos leões, no editorial do jornal Sporting, deixa uma mensagem de tranquilidade aos sócios e simpatizantes leoninos quanto às mudanças a operar, no que ao futebol diz respeito, na estrutura da SAD. “Sei como assegurar as condições de trabalho capazes de nos trazer os resultados que ainda podemos alcançar e todos desejamos “, pode ler-se no trecho do texto publicado no site do clube. Dias da Cunha insurge-se contra “a lista telefónica de hipotéticos treinadores para o Sporting quando é clara a posição do prof. José Peseiro como técnico do Sporting” e envia ainda um recado à oposição: “Há forças interessadas em destruir o
trabalho que o Sporting tem vindo a desenvolver e que, por isso mesmo, não perdem uma oportunidade para tentar forçar o desastre. O líder leonino continua a defender José Peseiro até ao limite, mas não é de descurar a possibilidade de, nos próximos dias, serem divulgadas mudanças efectivas na SAD, com a saída dos administradores Paulo Andrade e Rui Meireles. Andrade, ao que tudo indica, abandonará todos os cargos que exerce no Grupo Sporting, enquanto Meireles cingirá a sua acção à área financeira, na qual tem grandes responsabilidades dentro do universo leonino na qualidade de presidente da Sporting Gestão e da Sporting Património e Marketing, outras duas empresas do grupo. Está ainda por definir se Dias da Cunha manterá o cargo de presidente da SAD.
Ao telefone eles entenderam-se
Figo falhou quarto «penalty» consecutivo
UMA conversa telefónica entre Gilberto Madail, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e Luiz Felipe Scolari, o seleccionador, pôs termo a eventuais divergências. Um problema que não o chegou a ser, nascido de interpretações excessivas das declarações dos dois, após o jogo com o Liechtenstein. Scolari fica mesmo até ao final do Campeonato do Mundo. A pretensa ingerência de Gilberto Madail no trabalho de Luiz Felipe Scolari, ou assim o seleccionador o terá entendido, com as críticas do presidente da FPF quanto à exibição da Selecção frente ao Liechtenstein, dizendo ser preciso rever a finalização e pedindo reflexão sobre o assunto, motivaram uma minicrise que não chegou a passar disso mesmo. Scolari reagiu na conferência de imprensa após a partida, abrindo a porta a uma saída prematura, antes do Mundial, caso os responsáveis estivessem insatisfeitos e fosse essa a vontade deles. O que não acontece. Um aviso subtil de que não admitiria interferências no seu trabalho, que surtiu efeitos.
Luís Figo falhou diante do Liechtenstein o seu quarto «penalty» com a camisola da Selecção nacional. O craque do Inter ultrapassou assim Jordão e Oceano, os outros nomes grandes do historial das quinas que falharam três castigos máximos. Figo tem quatro golos em oito tentativas. Oceano quatro em sete. O registo de Jordão é bem pior: um golo em quatro «penalties» tentados. Curiosamente, Figo falhou pela segunda vez no Municipal de Aveiro, o que já havia acontecido em Novembro de 2003, num particular diante da Grécia. Antes, o número 7 da selecção estreara-se a falhar diante da Escócia, em Novembro de 2002, num jogo em Braga. E depois disso também falhou com a Suécia, em Coimbra, num particular antes do Euro-2004. Durante os 12 meses em que Portugal não contou com Figo, a equipa nacional beneficiou apenas de um «penalty», convertido por Pauleta na goleada (5-0) sobre o Luxemburgo. Agora, poderia pensar-se que o ponta-de-lança, que persegue o «record» de Eusébio, seria o escolhido para marcar a falta cometida sobre si próprio na área do Liechtestein.
Selecção Nacional Sub-21 Portugal - Letónia
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Trinta anos depois da independência, o povo voltou a sair à rua. O trânsito era louco, verdadeira hora de ponta a meio da noite. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena e diga-se que a alma deste povo é gigante. Por um dia esqueceu-se o sofrimento, celebrou-se e gritou-se bem alto: «Alemanha é nossa... A Nigéria já era.» Arrepiante: golo de Akwá e um salto enorme. Faltavam alguns minutos para o jogo terminar e até ao derradeiro minuto cantou-se o hino. As armas não se calaram há muito e pela primeira vez foi o povo que gritou bem alto... «Vitória!». Antes, sofreu-se muito. 1- 0 para a Nigéria. 2-0 para a Nigéria. A Nigéria não vai perder, nem sequer empatar. Apreensão. O golo tardava, roíam-se as unhas. As imagens da televisão chegavam uns segundos mais tarde que os sons da rádio. Jogada do ataque de Angola e as pessoas olharam umas para as outras quando alguém gritou golo como um louco. Breves instantes depois a emoção espalhou-se. Foi mesmo golo. Não é guerra, é paz. Não é sofrimento, é festa. Ruas cheias de carros, bandeiras, cachecóis, buzinas. Ninguém dormiu. Gritouse... Angola!
FÓRMULA 1 KIMI RAIKKONEN vence no Japão Kimi Raikkonen “in extremis” venceu este fim de semana o Grande Prémio do Japão, penúltima prova deste Mundial 2005.Largando da última posição da grelha, o finlandês livrou uma verdadeira luta, ultrapassando tudo e todos para nas voltas finais ultrapassar Giancarlo Fisichella “Renault”, líder da corrida. Fernando Alonso “Renault” (embora com o seu monolugar bastante competitivo, sofreu de uma má estratégia nas entradas das “boxes”), acabaria por subir ao terceiro lugar no pódio. Desta feita, os dois pilotos da Renault conseguiram uma pontuação conjunta capaz de desalojar a McLaren do comando no Mundial dos Construtores. Quando todos os olhos se apontavam para Ralf Schumacher e Jenson Button, que podiam oferecer uma vitória em casa (a Toyota ou a Honda), não foi preciso esperar muito, pois algumas voltas rodadas e a corrida conhecia efectivamente outro dono. A corrida foi repleta de emoções, a começar pela primeira volta, quando Takuma Sato da “Bar” e Rubens Barrichello seguiram a direito na primeira curva. Rodando pela gravilha, acabaria o brasileiro por visitar as “boxes” com um pneu furado. Ainda na primeira volta, Juan Pablo Montoya “McLaren” bateu na entrada das “boxes” (culpabilizando Jacques Villeneuve “Sauber”) ocasionando a intervenção do carro de segurança. Como estes acidentes não
Marco Tábuas quer vencimento...mas também estabilidade. O plantel do V. Setúbal já tem salários em atraso, quando a temporada ainda está no início. Os jogadores treinam-se como se na fosse mas querem uma solução até ao final da semana e que não passará apenas pela entrega do «cheque». ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Selecção feminina começa a preparar apuramento para o Mundial. A Selecção feminina inicia no próximo dia 1 de Novembro a fase de qualificação para o Mundial de 2007, defrontando a Suécia, em Alcochete. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Mundial2006: Brasil e Alemanha favoritos de Arrigo Sacchi. O director de futebol do Real Madrid, o italiano Arrigo Sacchi, considera Brasil e Alemanha seus favoritos para a conquista do Campeonato do Mundo do próximo ano. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Bilhetes para o Mundial só depois do sorteio. A venda dos ingressos para o Mundial-2006 atribuídos pela FIFA à FPF não começará antes do início do próximo ano, segundo anunciou o organismo que rege o futebol português ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Inter negoceia Michel Salgado. O Inter de Milão, adversário do FC Porto no Grupo H da Liga dos Campeões, prepara-se para investir no espanhol Michel Salgado, lateraldireito do Real Madrid
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Angola apurada para o Mundial 2006
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Hélder Dias chegavam, Takuma Sato “Bar” mais uma vez foi a origem de um outro acidente, vitiman-do Jarno Trully “Toyota” que seria obrigado a abandonar a prova, completando Sato a corrida na 13ª posição, mas... desclassificado da prova pelos Comissários da FIA. Michael Schumacher “Ferrari”, que no final da corrida disse “ter gostado da briga com Fernando Alonso e que teria sido divertido com Kimi Raikkonen”, estava contentíssimo por ter garantido o terceiro lugar no Mundial de Construtores, dizendo: ”Considerando o nosso equipamento, o resultado final não é assim tão ruim”.
Classificação final no Japão 1. Kimi Raikkonen (FIN) 2. Giancarlo Fisichella, (ITA) 3. Fernando Alonso (ESP) 4. Mark Webber (AUS) 5. Jenson Button (ING) 12. Jacques Villeneuve (CAN) 13. Tiago Monteiro (POR) Próximo encontro a 16 de Outubro, no grande Prémio da China, que será transmitido na noite de sábado para domingo pela Rádio-Canada. Quanto às “qualifs”, essas serão apresentadas pela RDS na noite de sexta-feira. Ate lá, seja prudente nas estradas. No AR e para seguir a F1, escute a RÁDIO CLUBE MONTREAL - a sua rádio, 24 horas por dia em sua casa e na sua língua.
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