15 DE junho DE 2011
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Dia de Portugal N
o seu discurso do dez de Junho, “Dia de Portugal e das Comunidades”, o presidente da República, insistiu no grave problema do despovoamento do interior e com o défice alimentar português, sugerindo que se deverá criar, um programa de repovoamento agrário do interior, criando oportunidades de sucesso para jovens agricultores. Atualmente, existem em Portugal 220 mil agricultores (ao todo são 400 mil em Portugal) a receber subsídios da União Europeia para não plantar ou cultivar a terra. Trata-se de lavradores que se encontram no “regime de pagamentos únicos”, que apenas os obriga a manterem “agricultáveis”, ou seja, em condições para voltarem a ter produção nos terrenos de onde arrancaram o que lá tinham. Só para dar uma ideia aos leitores e segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas, entre 1999 e 2009, o país perdeu 25% das explorações agrícolas e 110 mil agricultores. É de salientar que Portugal produz apenas 20% dos cereais que consome. O restante tem que importar. Numa nota positiva que diz respeito à carne de suínos e aves, o nosso país é auto-suficiente. Já a carne bovina, 50 por cento, vem do exterior – de Espanha e América do Sul. O país importa também 100% das matérias-primas para transformação do açúcar. Re ci O presidente lembra também que, cl e po “o país importa hoje cerca de r fa vo Cont. na página 2 r
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Boicote cívico
F1: Jenson Button, Vence corrida histórica M
ontreal abriu as suas portas mais uma vez, para receber dignamente este monstruoso circuito da Formula 1. Milhares de adeptos deste maravilhoso desporto, oriundos das mais variadas cidades da América do Norte e do resto do mundo, estiveram aqui presentes no Circuito Gilles Villeneuve, para de bem perto poderem apreciar estas fabulosas máquinas,assim como melhores pilotos do mundo. MOSTI MONDIALE 2000 • MARCO •os514-728-6831 Já na quinta feira, dia de portas aberE PUB PAGE 1 • 1 PUBLICATION: 2 FÉVRIER 2011 tas, este publico ávido da Formula 1 a visitar os stands para poA VOZ DE PORTUGAL • 4231-B, BOUL. ,apressou-se ST-LAURENT, MONTREAL (QC) H2W 1Z4 Continuação na página 15
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2 CRÓNICAS
Dia de Portugal
Augusto Machado Cont. da página 1 seis mil milhões de euros de bens agrícolas para consumo, sendo que as nossas exportações chegam apenas aos três mil milhões de euros. Um défice alimentar destas dimensões não tem razão de ser num país como o nosso. Temos de desenvolver um programa de repovoamento agrário do interior, criando oportunidades de sucesso para os nossos jovens agricultores que cada vez mais procuram emprego no estrangeiro, e acrescenta, “o interior do país contém grandes oportunidades, nomeadamente na agricultura e no turismo que não as temos aproveitado por uma razão muito simples: perdeu-se capital humano para o fazer. Só em 2010, 23,760 foi o número de portugueses que saíram do país à procura de emprego noutros países”. Quem viaja pelo interior do país é visível o despovoamento; apenas se vêem pessoas idosas, quase todas com mais de sessenta anos; aldeias sem crianças. “Os jovens emigraram; aqui só ficaram os velhos; já não nascem crianças há mais de 10 anos”, constatou o Sr. Cerqueira residente num lugarejo isolado nos confins do interior do concelho de Arcos de Valdevez, homem melancólico, de cabeça baixa como que estivesse a falar com o cão e o gato que o acompanhavam à porta da sua modesta casa sentado num banco de pedra. Há quantos anos se anda a pedir a revalorização do interior do país?, pouco ou nada se tem feito. Temos um território que funciona a duas velocidades – progresso no Litoral enquanto no Interior, o povo continua à espera que os políticos cumpram aquilo que prometem na altura das eleições – as pessoas estão fartas de promessas e projectos só no papel... No seu longo discurso, Cavaco Silva alertou o país dizendo que, “é preciso produzir mais e melhor, mas sobretudo produzir diferente, tirando partido das condições favoráveis do nosso clima”. Todos sabemos que o interior do país está cada vez mais despovoado. Em muitas aldeias, permanecem apenas os mais idosos, tantas vezes deixados à solidão e ao esquecimento. Muitos campos foram abandonados, o que antes produziam alimentos para as populações, hoje são autênticos matagais de tojo e silvas – grandes extensões de mato à espera dos piromaníacos que se divertem a incendiar Portugal. É o Individualismo, ou a individualidade
Que conquista a felicidade? José da Conceição
O individualismo é amigo da solidão, e ambos fecham as portas à felicidade. O individualismo é uma característica doentia da personalidade, onde se nota uma grande carência de solidariedade, onde os seus próprios interesses passam, antes das necessidades dos outros. A individualidade, por sua vez é ancorada na segurança, na determinação, na capacidade de escolha. É portanto, uma característica muito mais saudável da personalidade. Infelizmente desenvolvemos frequentemente o individualismo, e não a individualidade. O que impede por sua vez, a conquista da felicidade. A felicidade, não é herança genética, nem um privilégio, é uma eterna construção, os reis com todo o seu poder tentaram aprisioná-la, mas ela não se deixou prender, os milionários tentaram comprá-la, mas ela não se deixou vender. Ela diz procurem-me nas decepções, nas dificuldades, nas coisas anónimas. A felicidade, é ser capaz de dizer, eu errei, ter a sensibilidade de dizer preciso de ti, ter a ousadia de dizer eu te amo, ter a humildade de viver as suas emoções, chorar e rir quando se está triste ou alegre. Os erros corrigem as rotas, e as lágrimas acertam os caminhos. Devemos ser actores no palco da nossa existência, libertar a nossa criatividade, e não nos deixarmos invadir por coisas tristes, porque os nossos maiores inimigos estão dentro de nós, nunca nos devemos deixar derrotar, ou perturbar por pensamentos, que nos roubam a nossa tranquilidade, e, o prazer de viver.
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15 DE junho - 2011 Muito Bons Somos Nós
Boicote cívico D
izer que a fundação da SATA Air Açores foi uma prova da tenacidade açoriana do pós-Guerra é constatar uma evidência. Creditar à SATA Air Açores uma responsabilidade significativa no desenvolvimento da autonomia açoriana é pecar por defeito. À SATA Air Açores devem os açorianos, em parte, a identificação entre as ilhas. À SATA Air Açores devem os portugueses, em parte, a descoberta dessas ilhas. Mas à SATA Air Açores, ou à sua subsidiária SATA Internacional (ambas empresas públicas, parcialmente sustentadas pelo orçamento regional), devem os açorianos, os portugueses e quem quer que visite os Açores uma colecção expressiva de injustiças – mais expressiva ainda desde que, com o apoio da capital, uma pequena parcela da capacidade dos voos Lisboa-Açores-Lisboa passou a dispor de tarifas reduzidas. Durante décadas, a SATA Internacional, que tinha, tivera ou teria rotas para a América, a Madeira ou as Canárias, exigiu um gateway para Lisboa. Os açorianos juntaram-se-lhe em coro, porque acreditavam que a concessão desse gateway à companhia regional – que poderia receber os passageiros numa ilha e depois distribuí-los pelas restantes – resultaria numa efectiva concorrência à TAP, levando à redução generalizada dos preços. Ingénua convicção: para ganhar a rota de Ponta Delgada, a SATA não hesitou em coligar-se com a TAP, passando a voar em code-share com ela para as (agora) quatro rotas Lisboa-AçoresLisboa – e, entretanto, a joint-venture manteve desde o princípio todas as desvantagens de um cartel, sem alguma vez oferecer um só dos benefícios de um verdadeiro code-share. Ou seja: não só o preço das passagens se manteve escandalosamente alto (grosso modo, entre € 190 e € 390 para um voo entre o continente e as ilhas, dez vezes mais do que aquilo que um português pode gastar para ir a Berlim ou a Dublin), como os direitos adquiridos por um passageiro na relação com uma das companhias se mantêm até hoje por reconhecer pela outra. Exemplo aleatório: um cliente regular da TAP, com cartão de passageiro frequente “Silver” e um saco e golfe entre as malas, tem direito, num voo “code-share” (notem-se as aspas) operado pela TAP,
Joel Neto a check-in prioritário, 35+5 kg de bagagem, 15 kg extra para o saco desportivo e duas publicações para leitura a bordo; pelo contrário, e se, apesar do “codeshare”, a aeronave for SATA, espera sentadinho, tem direito a apenas 20+5 kg de bagagem, precisa de pedir para levar o saco de golfe (o que fica sujeito a aprovação) – e, se quiser ler, pois que leia a revista da companhia. A situação é injusta há uma década. Paciência. Para um forasteiro, visitar as ilhas não tem preço. Para um local, sair de vez em quando da ilha menos preço ainda tem. Só que, já este ano, Carlos César fez contas ao mandato, decidiu-se por um último brilharete e garantiu que 10% dos lugares de cada avião fossem ocupados por tarifas de € 88, € 99 ou € 146. Pois a medida não tardou a explodir, também ela, na cara dos passageiros: não só conseguir esses bilhetes se verificou um suplício, como (sobretudo) a SATA – e isto mesmo tendo ganho fluxo e facturação com a mudança – passou a usar a “benesse” como argumento emocional. Resultado: se há 25 pessoas a voar a preços reduzidos, então nem uma das 250 que ocupam o avião pode, por exemplo, ultrapassar sequer em 0,5 kg o peso limite da sua bagagem. Por cada quilo, como é de lei, são sete euros – e ainda há dias eu vi um passageiro pagar 10,5 euros depois de lhe ter sido cobrado 1,5 kg de excesso, rigor que nem a TAP tem coragem de praticar. Os Açores são uma das regiões economicamente mais deprimidas da Europa ocidental. Para muitos passageiros SATA/TAP, dez euros fazem mesmo a diferença – e cem podem ser o fim do mundo. E o que faz a SATA? Vampiriza o erário público, legitima a manutenção das tarifas altas, colecciona novas subvenções, aplica todas as coimas que pode aos passageiros (a bagagem é apenas um dos expedientes desta nova sanha taxatória) – e depois ainda se põe a voar para a Madeira ao preço da chuva. Ah, sim, esqueciame: esta mesma SATA, sustentada pelo erário público açoriano, voa para o Funchal por € 68. Pois eu só vejo uma solução: o boicote colectivo. Por mim, tão depressa não torno a voar na SATA Internacional. A SATA Internacional, neste momento, é um insulto ao meu povo.
UE repreende Alemanha A
UE lançou críticas públicas à estratégia de comunicação das autoridades alemãs relativamente ao surto de infecção pela bactéria E.coli, cuja origem continua desconhecida. Para John Dalli, comissário da UE para a Saúde, o foco da infecção está circunscrito, “é um problema alemão, não europeu”, daí que tenha
pedido prudência para evitar alertas como aqueles que erradamente visaram os pepinos espanhóis e rebentos de legumes na Baixa Saxónia. “É crucial que as autoridades não se precipitem nas informações sobre a fonte do surto quando não forem científicas”, disse Dalli, alargando a ‘mira’ aos outros Estados-membros. O comissário falava em Estrasburgo, durante uma sessão do Parlamento Europeu. De seguida, uma reunião de emergência entre os ministros da Agricultura viria a aprovar um fundo de 150 milhões de euros para ajudar os agricultores afectados. Lideradas pela Espanha, as reacções foram negativas e tiveram efeitos horas depois, com o Comissário Europeu da Agricultura, Dacian Ciolos, a anunciar uma “melhoria substancial” das compensações iniciais. A oferta exacta foi divulgada. À medida que o volume de testes cresce, sempre com resultados negativos, o mesmo sucede com o número de mortos: são já 25 vítimas registadas.
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15 de junho - 2011
Notícias em breves Espanha: Jovem “indignado” “acampado” em Madrid descobriu que ganhou a lotaria Um dos “indignados” que protestou durante quatro semanas junto à Porta do Sol contra a crise descobriu hoje que ganhou 1,3 milhões de euros na lotaria, enquanto estava acampado no centro da capital espanhola. Obesidade: Nova vacina reduz o apetite e aumenta o gasto de calorias A endocrinologista Mariana Monteiro, que lidera a equipa de investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) do Porto, explicou à Agência Lusa que esta nova vacina terapêutica demonstrou que “através da supressão da atividade da hormona estimulante do apetite (grelina) em ratinhos, os animais diminuíram a ingestão de alimentos e aumentaram o gasto de calorias”. Contudo, salientou a investigadora, a transposição destes resultados para o domínio humano obriga à realização de muitos outros estudos, que deverão prolongar-se por vários anos.
Cavaco Silva: “Portugal não pode falhar”
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Presidente da República aproveitou o discurso do 10 de Junho para lançar um alerta: “Não podemos falhar. Os custos seriam incalculáveis. Assumimos compromissos perante o exterior e honramo-nos de não faltar à palavra dada” O Presidente da República alertou hoje que Portugal não pode falhar, pois os custos seriam “incalculáveis”, sublinhando a importância de honrar os compromissos assumidos com o exterior. Numa intervenção em que começou logo por ‘avisar’ que “Portugal é mais do que a vida dos partidos e o ruído dos noticiários” e que uma das principais funções do chefe de Estado “consiste, precisamente, em ver mais além do que a política do dia a dia”, Cavaco Silva deixou apenas uma nota sobre a atualidade, frisando que não se pode falhar. “Não podemos falhar. Os custos seriam incalculáveis. Assumimos compromissos perante o exterior
e honramo-nos de não faltar à palavra dada”, sublinhou, notando que “é Portugal inteiro que tem de se erguer nesta hora decisiva, um tempo de sacrifícios, de grandes responsabilidades”. O Presidente da República classificou o despovoamento do interior como “um dos grande problemas nacionais”, defendendo um “incentivo especial” das políticas públicas a favor das empresas que aí se fixam e criam riqueza. “O despovoamento do interior configura-se, nos nossos dias, como um dos grandes problemas nacionais”, afirmou o chefe de Estado, numa intervenção na sessão solene do Dia de Portugal, em Castelo Branco. Preconizando o desenvolvimento de uma “estratégia clara de revalorização do interior do País”, através do incentivo e do apoio ao “espírito indomável” dos que aí vivem e trabalham, Cavaco Silva alertou para a necessidade de “evitar dois caminhos”.
Sismo de 5,5 graus na escala de Richter volta a abalar Christchurch
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ma portuguesa residente em Christchurch descreveu à Lusa os momentos de pânico que viveu com a sua família quando o carro em que viajavam foi parcialmente engolido por um buraco criado depois do sismo que abalou a Colabore região. Elia Ribeiro, que viveu o sismo com o de 6,3 graus de fevereiro, voltou a ser nosso jornal apanhada pelos três abalos que afetaram
a cidade neozelandesa, incluindo um de 6 graus, que causou pelo menos 10 feridos. Segundo explicou à Lusa, estava em casa com o marido e a filha mais nova, de dois anos, quando se sentiu o abalo mais forte que “voltou a deitar tudo para o chão em casa”.
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Inspecção do imóvel Quando faz uma promessa de adquirir um imóvel, um agendamento chamado Anexo «B» deve ser parte integrante do acordo de compra no quale deve indicar a sua intenção de que a oferta feita é conditional à inspecção do imóvel e um período para a inspecção deve ser especificado.
inspecionar a casa e quatro dias adicionais para permitir que leia o relatório de inspecção do inspector que inspecionou o imóvel.
Digamos que fez inspecionar a casa no terceiro dia seguinte à aceitação da oferta de compra, tera ainda oito dias para ler o relatório. E claro que esses cálculos são feitos se o tempo Este período é habitualemente de mentionado no Anexo «B» foi de sete dias. Então, depois da aceita- sete dias. ção da oferta, tem sete dias para
Pensamento da semana
“Esta é a essência da ciência: faça uma pergunta impertinente e cairá no caminho da resposta pertinente”. – j. Bronowski A VOZ DE PORTUGAL
NOTÍCIAS
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QR Code
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nicialmente usado para catalogar diferentes partes na construção de veículos, hoje o “QR Code” é usado no gerenciamento de inventário em uma grande variedade de indústrias. Desde 2003, estão sendo desenvolvidas aplicações direccionadas para ajudar os usuários na tarefa de adicionar dados em telefones celulares usando a câmara fotográfica. Os”QR Codes”são muito comuns também em revistas e propagandas, onde usam-se os códigos para guardar endereços e URLs, além de informações pessoais detalhadas, no caso de cartões de visitas, facilitando muito a inserção destes dados em agendas de telefones celulares. Esse código tem sido utilizado para distribuição de informações de contacto, pois não é necessário um leitor apropriado. Ou seja, ao invés de digitar manualmente em seu celular, basta tirar uma foto da imagem do código e através de um software instalado no celular os dados são convertidos. A imagem ao lado, por exemplo, traz meus dados pessoais e um link para esse blog. A empresa Kaywa oferece todo o serviço, gratuitamente. A Denso-Wave, empresa que criou o código, desenvolveu um site sobre o projecto, onde é possível obter softwares para PC que geram e fazem a leitura do código QR. A partir desta edição o jornal vai ter o seu código para poder entrar directamente na edição PDF do jornal da semana com o seu telemóvel que tem a aplicação QR, quer seja Blackberry ou IPhone.
4 CRÓNICAS
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Os quatro meses Chafariz que leva a que aí vêm...Alberto João Jardim terreno Divino João Rocha O
“Um chafariz a jorrar cerveja! O milagre repete-se anualmente, desde 1998, sempre a 15 de Agosto”. Faça de conta o leitor de que se trata de uma notícia no jornal. Acha que falta algum pormenor para completar a informação? ´ Em condições normais faltaria a referência à localização do evento, mas, no caso em concreto, estava tudo escrito só com “Um chafariz a jorrar cerveja!”. O chafariz é emblemático por fazer jorrar cerveja em tarde de toirada das Festas do Império do Lameirinho. Com uma existência que remonta a 1858, a sua recuperação vinca a amizade que une Augusto Santos “Bola” e José Maria “da Adega de São Mateus”, bem como as respectivas famílias. A cerveja, que jorra do chafariz, é apenas um pormenor do verdadeiro significado da iniciativa - um genuíno tributo à amizade. E pela rota da amizade chegase inevitavelmente à partilha e fraternidade. Aí, já nos encontramos em terreno Divino. Trazidas para os Açores na época do seu povoamento e decorrendo entre a Páscoa até ao final de Verão, as Festas do Espírito Santo resumem a história de um Povo nas relações com o Sagrado, com a terra e com ele próprio. É a invocação à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade que espontaneamente acode à boca de cada açoriano nos momentos mais dolorosos da sua existência. Estas aflições são depois traduzidas
no pagamento de Promessas ou Votos. As Festas ao Divino Espírito Santo relevam, na sua essência, fraternidade e igualdade entre todos. E os “bodos” reproduzem exactamente isto, ou seja, o sentido de partilha. O “bodo” traduz-se na distribuição de pão, carne e vinho. E todos os participantes nos festejos podem comer a sopa do Divino Espírito Santo, a alcatra, o pão e beber o vinho de cheiro. Na ilha Terceira, cada freguesia, ou Império, faz ainda “das tripas coração” para conseguir a toirada mais afamada de cada ano. Nas festas ao Divino, aliás, há sempre espaço para o sagrado e o profano. Os devotos pagam as suas promessas, fazem oferendas, rezam nos terços, mas também nunca esquecem a riquíssima componente social resultante de cada festa de Império. Nos arraiais, um olhar mais maroto de um rapaz leva, muitas vezes, a destinatária donzela ao altar, enquanto que numa toirada à corda (desculpem lá os fervorosos aficcionados...) o “quinto toiro”, traduzido nos comes e bebes na tasca ou moradia de familiar ou amigo, pode muito bem ser a parte mais animada na festa. Na Toirada do Chafariz, no Lameirinho, a norma é mais certa do que o destino. E este livro, da autoria de Liduíno Borba, autêntico resgatador/preservador da cultura popular, será garantidamente “um sucesso”. * Prefácio do livro “Chafariz da Cerveja”, que será lançado ao público a 17 de Junho.
Expensive Soul na Festa do Chicharro
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s portugueses Expensive Soul e os luso canadianos Starlight vão actuar na Festa do Chicharro, que decorre entre 21 e 24 de Julho na Ribeira Quente, em São Miguel, anunciou a organização deste festival de verão. O festival, que não se realizou no ano passado devido a dificuldades financeiras da Câmara da Povoação, volta a decorrer este ano, contando apenas com o apoio logístico da autarquia, segundo revelaram os responsáveis da Associação Cultural e Desportiva Maré Viva, que organiza o evento. A Festa do Chicharro abre a 21 de Julho com uma noite dedicada aos êxitos musicais dos anos 70, 80 e 90, que serão interpretados por
bandas regionais, estando previsto para o dia seguinte o concerto dos Expensive Soul. Na noite de 23 de Julho sobem ao palco os luso canadianos Starlight, que a organização considera “a mascote do festival”. O festival, além de bandas locais e regionais, conta ainda com dj’s, grupos de folclore e violas e uma prova de pesca desportiva, encerrando a 24 de Julho com um espectáculo de fogo de artifício. A entrada no recinto da festa é livre na quinta-feira e no domingo, sendo apenas paga na sexta-feira e no sábado. O bilhete para os dois dias custa 7,5 euros, enquanto a entrada para cada um dos dias custa cinco euros.
Partido Social Democrata da Madeira concretizou a sua quadragésima quarta vitória eleitoral, desde a sua fundação há trinta e sete anos. Contribuiu assim para a vitória nacional do Partido, a qual permite a Pedro Passos Coelho formar um novo Governo da República, em coligação. O PSD/Madeira manteve os seus quatro Deputados, o dobro dos dois que os doze Partidos da Oposição conseguiram eleger. O facto do PS e do CDS terem eleito esses dois Deputados, um cada, nem por isso estabelece qualquer deles como “alternativa” ao PSD, pois não há qualquer proximidade entre os cinquenta por cento sociais-democratas e os quinze e catorze por cento do PS e do CDS respectivamente. Mantém-se, portanto, uma Oposição madeirense inflacionada num invulgar número de Partidos, continuando estilhaçada e sem um único projecto alternativo credível. Aliás, o único denominador comum aos Partidos da Oposição, na Madeira, é ser anti-PSD, desde a extrema-direita e direita até aos socialistas e comunistas. Esta Oposição mistura no seu anti-PSD, desde visões de sociedade fascista ou conservadora até às socialistas «caviar» e comunistas. O que lhes torna impossível apresentar ao eleitorado qualquer coisa mínima de alternativa aos autonomistas sociais-democratas, pois não existe na História e no mundo qualquer modelo político que corresponda a uma salada como esta. Aliás, é grotesca a forma de todos estes Partidos da Oposição madeirense se referirem à longevidade da governação social-democrata. Como se a vontade soberana do Povo, ao eleger, estivesse subordinada a prazos (está anti-democraticamente no caso dos Autarcas), e como se o que contasse, fosse o “tempo de serviço” e não a obra incontestavelmente feita, quer no campo das infraestruturas, quer no campo do social, quer na educação, desporto e cultura. E, a acentuar mais o ridículo da Oposição na Madeira, está o facto de aqueles que criticam a longevidade da governação autonomista social-democrata, estarem praticamente à frente dos respectivos Partidos, tanto quanto os dirigentes do PSD. Ou melhor, enquanto nos Partidos da Oposição não há renovação porque os seus conhecidos
A VOZ DE PORTUGAL
e estafados dirigentes não querem largar o tacho, apesar de derrotas umas atrás das outras, e desta maneira impedem um arejar necessário, positivo e inadiável nos respectivos Partidos, é no Partido Social Democrata da Madeira que, apesar de poder, até se assiste a uma maior e frequente renovação de Quadros. Se não é de esperar que a Oposição mude alguma coisa nos próximos quatro meses que faltam para as eleições regionais, aposto que mesmo depois destas, continuaremos a aturar as mesmas carinhas sustentadas pelo “partido da comunicação social”, este lóbi de políticos travestidos de “jornalistas”, a prestar um grande serviço ao Partido Social Democrata, sem dar por isso. E explico porquê, embora o atavismo político desses travestidos, geralmente derivado de razões traumáticas do foro psíquico, também esteja convencido de que anda a fazer um grande “papel”. É que os estilhaços que são a Oposição na Madeira, tornam-se sobejamente fragmentados a fim de poder haver lugar para tantos candidatos a “políticos importantes”. Ora, quando o “partido da comunicação social” omite propositadamente o Princípio da Proporcionalidade e o Princípio do Contraditório, para já nem sequer falar das violações sujas que fazem dos Princípios da Objectividade, da Verdade e do Interesse Público, Princípios que são praticados nas Democracias civilizadas, mas não na comunicação “social” esquerdóide do arquipélago, quando, tontinhos, se metem ufanos nestas diabruras, mais não fazem do que promover toda a mediocridade que marca a Oposição madeirense. Desde tresloucados, a palhaços, a analfabetos e a incultos, mesmo que alguns apareçam bem vestidinhos e com ar sério, o “partido da comunicação social” faz o favor de promover tal tipo de gente todos os dias e até à exaustão, suscitando o repúdio das pessoas civilizadas, nomeadamente élites regionais, inclusive mesmo de aqueles que não se revejam no Partido Social Democrata. Ou não andará por aqui, parte das explicações para o exagerado nível de abstenção na Madeira?... Faltam quatro meses para as eleições regionais, em Outubro. Apesar de já não haver tempo para que mudanças nos dirigentes dos Partidos da Oposição local, criem qualquer problema ao Partido Social Democrata, este não pode se deixar adormecer. Também para nós faltam só quatro meses. Cada eleição é diferente de outra. Daqui até Outubro, partimos do ponto zero. Temos todos de estar já a trabalhar. Sobretudo conversar com aqueles que ainda não perceberam o seu erro em se abster e, desta forma, arriscando-se a destruir trinta e cinco anos de mudança única na Madeira, para A entregar ao que representa a maior falta de nível e de responsabilidade na comunidade madeirense. Já bastam aqueles que, rafeiros, só lhes interessa o bota-abaixo e se agradam com a covardia das insinuações caluniosas e injuriosas que, reles, nada provam. É disto que as pessoas estão à mercê injustamente... dada a «justiça» que temos!
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Greves no horizonte N
otem o contra-senso, estamos a sair das eleições onde a população acabou de votar num governo maioritário e uma estabilidade e quem vem punir o país? É o sindicato dos Correios do Canada que anuncia uma greve rotativa. Imaginem se já não bastam as voltas que as cartas dão. É o sindicato dos agentes das reservas e serviço aos clientes da Air Canada que dão os seus avisos da greve. Se calhar não sabem que as campainhas aéreas a baixo custo estão a voar aos 4 cantos do mundo menos no Canadá. Querem apostar que os sindicatos dos Caminhos de Ferros não vão ficar para atrás? Todas as sociedades onde o interesse público deveria ser estimado e respeitável.
FÉRIAS EM PORTUGAL
Região de Lisboa
Coordenação de Jorge De Pina - AQUI CANADÁ 5
O budget sem pompas nem trombones Jorge De Pina E
m plenas festas da Francofolies, Formula 1 e a estrela americana a cantar no centro Bell por duas noites, ninguém parece se preocupar com o orçamento. Mesmo se não nos preocupamos podemos dizer que foi um grande sucesso não só para o Canadá, e muito mais para o Quebec. Em primeiro, as finanças do Quebec vai receber 220 mil milhões prometidos durante a campanha e materializado num documento de 408 páginas que eu confesso não o li por inteiro. Mais um título atirador: As baixas dos Impostos para estimular o crescimento e o emprego. Em segundo, este plano bem acolhido quer pela classe empresarial, quer pela classe operária no Quebec, faz com que se esqueçam do Partido Quebecois à deriva e as cartas do « Monsieur Parizeau ». Em terceiro lugar é um orçamento de coragem inusual porque prevê eliminar o prejuízo orçamental em 2014 – 2015, o que quer dizer que passávamos a não gastar além das nossas possibilidades, como muitos países fazem e o cúmulo são os Estados Unidos da América.
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E
m qualquer tempo visitar Lisboa é sempre maravilhoso. Para quem chega, é redescobrir o Castelo de São Jorge com o seu Festival do Fado, é redescobrir as Festas de Lisboa com um concerto de encerramento para o 30 de Junho. Onde, as vozes de Carlos do Carmo, Cristina Branco e Mariza se associam à Orquestra Metropolitana. E redescobrir o rio Tejo com o seu dia da Marinha, 25 de Junho, como uma exposição no Cais das Colunas e ver mais de sessenta embarcações de extrema raridade. Ainda partir ao Largo São Domingos de Benfica e admirar os jardins do Palácio dos Marqueses de Fronteira. Tudo isso e muito mais é visitar Lisboa sobre os novos ângulos e entrar numa viagem que não tem preço. Não esqueçam de irem ao site www.visitlisboa. com para outras informações.
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6 POLITICA
15 DE junho - 2011
E volta a ter razão N
ão há muitos dias, ainda durante a campanha eleitoral, foi possível perceber, por intervenções de Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Carlos Garcia, líder da ASFIC/PJ, que se estaria a preparar uma espécie de transferência da investigação criminal da área do Ministério da Justiça para o da Administração Interna, tema sobre que pude escrever um outro texto, mostrando os riscos de uma tal solução para o exercício pleno dos direitos, liberdades e garantias. Na altura, pude mostrar esses mesmos riscos, para lá de reconhecer a razão que assistia a Carlos Garcia, ao referir que tal representaria o fim da Polícia Judiciária, sem dúvida uma referência de grande qualidade ao nível do imaginário coletivo, embora esteja longe de realizar o que plenamente estaria ao seu alcance. Mas pude por igual referir que uma tal mudança, indo supostamente ao encontro e alguma atitude política mais economicista, era, acima de tudo, de natureza política, passando a referida investigação criminal e ficar muito mais dependente do poder político, e mais distante e menos controlável pelo Ministério Público. De resto – estaremos cá para ver… – estou firmemente convencido de que o atual Partido (designado de) Socialista, já sem a liderança ativa do ainda Primeiro-Ministro, José Sócrates, embarcará facilmente numa tal impensável iniciativa política, que nem mesmo Salazar aplicou, como referiu Carlos Garcia. Não deixa de ser irónico constatar o que a ainda atual oposição disse sobre o cargo que Mário Mendes
Hélio Bernardo Lopes
ocupou até há pouco, e as alterações que então foram operadas, e como, num ápice, tudo mudou para uma posição política diametralmente oposta à então defendida pela atual oposição. O que se não diria, por mil e um dos nossos políticos e opinadores de serviço, se José Sócrates tivesse ganho esta última eleição e se determinasse a realizar uma tal impensável mudança? Ui, ui!!! E que é feito dos funcionários da nossa Polícia Judiciária, sempre tão céleres nas críticas ao Governo que ainda se mantém? E por onde andam os nossos sindicatos de magistrados, sempre tão críticos da governação de José Sócrates, de Alberto Costa e de Alberto Martins? E que têm Mário Soares e Jorge Sampaio – não refiro António Ramalho Eanes, uma vez que, quase com toda a certeza, concordará com qualquer política que venha da direita – a dizer de uma tal iniciativa, já tão abertamente anunciada? Claro que esta apontada reforma não tem necessariamente que atingir a independência dos Tribunais – até ver… –, porque estes continuarão a julgar o que lhes chegar, mas limitará sempre, e fortemente, a capacidade de controlo do Ministério Público sobre a investigação criminal. Estou agora convicto de que irá ser implementada uma histórica reforma que Laborinho Lúcio tentou, ao tempo da governação de Cavaco Silva, mas que não conseguiu ser aplicada: a possibilidade das novas autoridades judiciárias poderem iniciar uma investigação, durante cerca de um mês, por exemplo, apenas informando, uma vez por semana, o Ministério Público. Ou seja, e no fundo da realidade: a possibilidade de ser a investigação criminal operada (praticamente) sem o controlo de magistrados. Se assim for, bom, será um retrocesso histórico, civilizacional e uma limitação objetiva das liberdades, direitos e garantias dos cidadãos. Será o fim completo da credibilidade da investigação criminal e do Sistema de Justiça. Será uma espécie de Estado Novo, mas sem os inspetores adjuntos de segurança a exercer o papel dos atuais juízes de investigação criminal. Um inquestionável retrocesso nos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Os procuradores passarão a ser meros advogados do Estado, incumbidos de acusar em seu nome e com base na investigação sem controlo, feita pelas autoridades judiciárias. Se vier a ser esta a nova estrutura da investigação criminal entre nós, bom, cair-se-á, com toda a facilidade, em situações similares às ocorridas em Inglaterra com os Seis de Birmingham, os Quatro de Guil-
ford, os Sete Maguire, ou como em Itália, por razões sobejamente conhecidas. Ou, até, em França, onde o caso que envolve Jacques Chirac e a família nunca mais chega ao fim… Talvez os Tribunais continuem a ser independentes do poder político, mas passará a existir uma elevadíssima probabilidade deste passar a condicionar a investigação criminal. Este sentido das coisas voltou ontem mesmo a ser referido em nova entrevista de Carlos Garcia ao i, corroborando o que o Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho e Pinto, há dias explicou numa curta entrevista: vê riscos na junção da investigação criminal ao nível do Ministério da Administração Interna, por via de uma espécie de fusão deste com o tradicional e histórico Ministério da Justiça. Bons, ao que parece, e para já, só os detentores de soberania ainda não perceberam a omnipresença de tais riscos. Eu ainda consigo acreditar, com alguma boa vontade, diga-se, em que o Bloco de Esquerda e o PCP reagirão a uma tal iniciativa, tal como, por exemplo, por parte da nossa eurodeputada, Ana Gomes. Mas, e os nossos juristas de maior referência? E os (designados) socialistas, que logo reprovaram a velha ideia de Álvaro Laborinho Lúcio? E os nossos homens da Polícia Judiciária, desde os mais antigos aos atuais? E os nossos magistrados? E os mais referentes académicos das áreas dos Direitos Penal e Processual Penal? Pois, eu dou aqui a minha opinião expectante sobre tais reações: simplesmente não surgirão. Impor-se-á, isso sim, o silêncio conivente, de molde a minimizar chatices, porque agora está aí, com os riscos políticos que sempre referi, a tal Maioria, Governo, Presidente, mas da direita política. E não foi ontem possível ouvir pela voz de António Barreto que é preciso mudar de Constituição? E não nos veio logo referir Viriato Soromenho Marques que o que Barreto defendeu foi mesmo o início da IV República, a tal desde sempre defendida por Alberto João Jardim? Portanto, mais palavras para quê?! Por fim, um aviso: toda esta mudança, inevitavelmente, com maior ou menor visibilidade, terá de acarretar um qualquer regresso de um mecanismo de tipo censório. Para mim, tal constitui uma lídima evidência. Mas, com a ajuda de Deus, cá estaremos todos para ver aonde irá dar a Revolução de 25 de Abril…
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15 de junho - 2011
COMUNIDADE
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades...Natércia Rodrigues
Antes das férias… José Sousa
O
A
10 de junho é uma data de referência mundial ricos e um recital de versos de Camões deram o gospara as comunidades portuguesas e ela realça os to cultural ao evento. O Conjunto Expressions conlaços de fraternidade entre os países. seguiu levar muitas pessoas à pista de dança e mais Após alguns meses de planificação eis que pela pri- tarde houve a presença de Alex que pela primeira vez meira vez se celebrou o Dia 10 de Junho, dia de Por- cantou uma canção que faz parte do seu último trabatugal, de Camões e das Comunidades não no recinto lho. Para encerrar esta noite foram convidadas todas da Igreja de Santa Cruz em Montreal, mas sim na as Associações que trabalharam e contribuíram para cidade circunvizinha de Laval. Houve uma descen- o sucesso da noite e o Sr. Cônsul mostrou-se muito tralização e até reconheço que contente pedindo a união para foi uma excelente ideia que o Sr. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, se poder fazer sempre mais e Dr. Fernando Demée de Brito e melhor. Pela primeira vez tiMuda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, a Comissão organizadora teve. vemos um Cônsul que no Dia Tomando sempre novas qualidades. Para desgosto de alguns que de Portugal esteve com o seu estão habituados a verem estas povo do principio ao fim. PaContinuamente vemos novidades, celebrações na baixa e para alerabéns Sr. Doutor! Diferentes em tudo da esperança; gria de outros que não tiveram Nós portugueses represenDo mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades. que descer até à baixa e quebrar tamos uma força geradora de a cabeça em procura de estacioriqueza que se confunde com O tempo cobre o chão de verde manto, namento. a própria vida de Montreal, Que já coberto foi de neve fria, A Comissão organizadora era E em mim converte em choro o doce canto. Laval, e do Canada, mas às composta pelo Clube Oriental vezes ouvimos que a nossa E, afora este mudar-se cada dia, Português de Montreal, O Clube gente gosta muito de DiviOutra mudança faz de mor espanto: Português de Montreal, o Centro sões. Durante este dias em Que não se muda já como soía. de Ajuda à Família, a Casa dos que se falava do Dia de PortuLuís de Camões Açores do Quebeque e o Cengal, pude comprovar que iria tro Comunitário Português de haver mais divisões. A verdaLaval. Houve o içar da bandeira com a Filarmónica de é que a Caixa Portuguesa apresentou um recital no Portuguesa de Montreal, seguindo-se o discurso do mesmo dia e um restaurante decide também comeCônsul Geral de Portugal em Montreal, Dr. Fernando Demée de Brito. Clementina Santos, Conselheira das Comunidades, também marcou presença assim
como o Sr. Padre Carlos Dias da paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Seguiu-se um vinho de Porto e a
morar em grande o Dia de Portugal. Isto prova uma vez mais que as divisões na comunidade continuam! É importante que neste dia a comunidade venha desfrutar dos sons e sabores da comunidade portuguesa.
parte musical iniciou com Fátima Miguel. Houve a participação dos ranchos folclóricos Estrelas do Oceano, Ilhas de Encanto da Casa dos Açores e o rancho Português de Montreal de Santa Cruz. Grupos folcló-
Esta é uma boa altura para realçar a nossa cultura e a boa vontade daqueles que trabalharam com afinco e orgulho para a continuidade do nosso Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.
Esta semana no Montreal Magazine: 16 de Junho: Dia dos Açores na Casa dos Açores 18 de Junho: Especial A Voz de Portugal A VOZ DE PORTUGAL
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ntes das férias, queria terminar a minha humilde colaboração na Voz de Portugal numa boa, mas, tenho que chegar à conclusão que a vida está sempre em movimento, e, por vezes assistes a certas emissões da TV quebequense, em que Portugal está em relevo. O nosso País tem bons vinhos, boa cozinha, boa música, os portugueses normalmente são, como se diz em francês “des bons vivants”. Mas, quando a simpaticíssima Helena Loureiro, chefe do Portus Calle sai das suas panelas e se põe a qualificar os jornais da comunidade, digamos que ela sai um pouco longe dos fogões, acho que ela não tem competência, para categorizar o trabalho de voluntários que como eu, dou o máximo num português simples e saboroso, como a nossa cozinha, para que o jornal chegue às mãos dos nossos compatriotas uma vez por semana. Aqui não há melhor nem pior, há uma grande vontade de colaborar, informar e dar o nosso melhor, eu falo em nome de todos os jornais da nossa comunidade, não estamos a vender frango no churrasco nem caldo verde, há pura e simplesmente, uma vontade de informar do que se passa no dia-a-dia da nossa comunidade. Numa outra ordem de ideias, e isto, sempre na intenção, de dar o máximo de transparência no que eu escrevo no jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio, fiquei iminente quando li na Voz de Portugal, que a simpaticíssima Natércia, nossa excelente colaboradora, “era uma fervente”, como dizer.....o CDS/PP corre nas suas veias. Um “pouquinho” de imparcialidade Natércia! Voltando ao programa da TV, foi excelente mesmo para a nossa comunidade, para dar a conhecer sobre os nossos excelentes vinhos, a nossa cozinha, que o Portus Calle divulga muito, os fadinhos com o Joe Medeiros na guitarra portuguesa, muito bem acompanhado pelo Luís Costa e o Valadas, que não precisa apresentação, mas, tocando e muito bem o contrabaixo, bravo Chico. A Cristina Rodrigues foi uma classe no programa “Des kiwis et des Hommes” na Rádio Canadá. Boas férias a todos.
8 COMUNIDADE
Festa do Espírito Santo na Missão de Santa Cruz “O tempo prega-nos partidas mas o Espírito Santo não” - foram as palavras do Padre José Maria no início da missa de domingo de Pentecostes, precisando depois, na homilia, dizendo assim: “Amigos, reconsidero o que disse há pouco; afinal o Espírito Santo também nos pode pregar partidas, quando fazemos planos de vida e eles nos saem trocados, por razões só que Ele conhece.” Após ouvirmos estas palavras, veio-nos à mente, a doença do nosso director António Vallacorba e da esposa Clotilde. Em vez de ser o António Vallacorba a fazer esta reportagem, recorremos a um par de colaboradores que frequentaram a festa em algumas alturas – durante o terço, em que o altar do Espírito Santo teve, como ponto de convergência de todos os olhares, a imponente imagem de Nossa Senhora dos Anjos, padroeira da freguesia de Água de Pau.
Terço cantado, liderado pela Conceição com acompanhamento de acordeão, tocado com maestria por Salomão, e acompanhado de ferrinhos. Hora de oração seguida de variadas e deliciosas comidas, oferecidas pelos mordomos – Manuel e Fátima Torres, de pareceria com os Amigos de Água do Pau - e por senhoras da comunidade. A carne guisada servida no sábado, depois do terço final e da missa solene, foi temperada a preceito pela Lúcia e guisada com ajuda de uma equipa de trabalho constituída por homens e senhoras, incluindo três senhoras da Associação de Hochelaga, uma bonita colaboração entre ilhas e associações que enobrece a causa das Grandes Festas açorianas. Esta equipa de senhoras fez uma directa na cozinha, da noite de sábado para domingo, como já vai sendo costume nestas Festas, para todos se assegurarem que as sopas estariam prontas logo após a missa. A procissão - e particularmente a de regresso ao salão – fez-se debaixo de chuva. Mesmo assim, ainda foi possível reunir todos os elementos diante da escadaria da igreja, para os momentos solenes em que as bandas de Montreal e de Laval, prestam homenagem aos responsáveis pela festa, seus familiares e colaboradores. Missa solene com to-
que de clarim no momento mais sagrado, assim como o elevar das bandeiras do Espírito Santo por amigos de Água de Pau. Ocupou lugar de destaque, em ambos contextos, a rainha da festa, Sabrina Pontes, ladeada das damas de honor, Diana Calisto e Felícia Moniz. A rainha foi também quem distribui os pãezinhos às crianças quase no final da missa, antes das coroações e muito apropriadamente, pois é ela que, com as suas damas, quem faz o elo entre a geração actual dos mordomos e a juventude, os mordomos de amanhã. O dinâmico duo Eddie Sousa e Sylvie Pimentel maram a festa com animado bailarico, em que os homens, infelizmente, nunca parecem sentir, com a mesma intensidade do que as senhoras, o chamamento da música para um pezinho de dança. Pena, por a dança é também uma excelente forma de exercício, ajudando a fazer a digestão de uma refeição substanciosa. Tal como a carne guisada, as sopas foram benzidas pelo senhor padre, sendo depois servidas por homens vestidos de T-shirts de azul-claro, com o brasão de Água do Pau, e por senhoras usando belos aventais brancos, debruados a negro, onde se podia ver estampada a imagem da Senhora dos Anjos, a mesma que agraciava as
O meu dia de Camões C
15 de junho - 2011
Miguel Félix
omo hoje é uma tradição, dia de Camões, de Portugal e das Comunidades, o meu dia começou à frente da televisão, onde às 9 horas pude ver uma emissão culinária e cultura dedicada a Portugal. Todos os anos, a emissão Des kiwis et des hommes, na Radio Canada, celebra o Dia de Portugal. Este ano, eles convidaram Helena Loureiro e David Barros do restaurante Portus Calle, a fadista Cristina Rodrigues e outros portugueses da nossa comunidade. Para continuar o meu dia,
dins Caixa Portuguesa, Emanuel Linhares, ofereceu os seus comprimentos e relembrou o trabalho da instituição da comunidade. Do mesmo modo, anuncia, que a Desjardins Caixa Portuguesa decidiu de aumentar a sua ajuda aos mais jovens, para que eles possam construir o seu futuro. A Caixa, espera assim, participar na luta contra o abandono escolar. Também, ele nos convida a passar pela Caixa para ver a exposição, que foi inaugurada, no dia de Portugal, e é representada com as moedas,
fui beber uma bica e cantei o hino de Portugal passando ao lado do Parque de Portugal. Acabei esse magnífico dia de Portugal num recital de clássicos açorianos, oferecido pela Desjardins, Caixa Portuguesa. O recital era tocado pelo Quinteto Lusitania e Música, composto de Danilo Bogo, Ignrid Hollerrbach, Josiane Bell, Félix Savignac, Mário Giroux, Filipe Baptista, como cantor. Interpretou 15 canções, dos quais,6 clássicos populares dos Açores e 9 Baladas e fado de Coimbra, as 300 pessoas presentes na Igreja Saint-Jean-Baptiste, puderam aproveitar com prazer a riqueza da cultura portuguesa. Durante o intervalo, o presidente do Conselho de administração da Desjar-
que estiveram em circulação nos Açores. A presidente do Movimento das Caixas Desjardins, Monique Leroux, esteve igualmente presente no recital e ofereceu os seus comprimentos aos espectadores e deu os seus parabéns ao Quinteto, concluindo, com felicitações a toda a comunidade portuguesa pelo 10 de Junho. Como é a tradição, foi oferecido no final, um porto de honra, na sacristia da Igreja. Parabéns à Desjardins Caixa Portuguesa por ter oferecido aos portugueses, aos luso-descendentes e aos quebequenses a oportunidade de assistir ao recital e de oferecer ao pessoal de Montreal, em geral, de celebrar com orgulho o Dia de Camões.
gravatas azuis escuras dos homens da procissão. Calcula-se que foram servidas para cima de mil sopas, incluindo as cinquenta que foram para fora, uma das quais para o nosso director hospitalizado, que ficou comovido com a atenção dispensada pela organização das Festas de 2011. Enquanto a chuva caia lá fora de enxurrada até cerca das 19h, as duas bandas de música regalaram os comensais com dois concertos de música. As sortes foram tiradas cerca das 21h. Candidato a mordomo havia um homem influente e experimentado nas lides da mordomia, Ildeberto Silva, e a esposa, Graça Silva. Está portanto assegurada em Sta. Cruz, a festa de 2012. E aos mordomos de 2011, Manuel e Fátima Pontes, e a filha Sabrina, obrigada e bom descanso já que, apesar de enlutados pela morte de vossas mães, a vossa festa honrou a comunidade. A VOZ DE PORTUGAL
15 de junho - 2011
COMUNIDADE
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Lançamento da coleção Brisa: Brasil N
o último sábado , dia 4 de junho Nancy Bento criadora e estilista da marca de moda praia Brisa: Brasil, lançou sua nova coleção de biquinis para o Verão 2011, com uma festa brasileira ao ar livre nos jardins da sua residência. A música brasileira suave do tipo “lounge”, a decoração por meio de plantas e flores exóticas e o sol gostoso da tarde, proporcionaram o clima verdadeiramente tropical e brasileiro, refletindo a essência desta marca de
moda praia. À chegada os convidados foram recebidos com um cocktail e a
famosa caipirinha brasileira preparada cuidadosamente pelo noivo da designer, Marcos Salvador, original de São Paulo.
Quanto à coleção, uma mini boutique foi montada no solário da casa, onde os biquinis estavam disponíveis para as clientes experimentarem e comprarem. Havia atendimento para aquelas que precisassem. “Fiquei muito feliz com os resultados da festa. O ambiente proporcionou exatamente a essência da marca que era o
que eu queria comunicar aos convidados, sendo algo verdadeiramente brasileiro, jovem e moderno.” Comentou a estilista Nancy Bento (Brisa:Brasil). “Todos os modelos da coleção foram desenhados por mim e ajudei na parte da produção das peças. As peças serão vendidas separadamente, as clientes podem montar os seus próprios biquinis. Tendo em conta o estilo diferenciado dos biquinis, os tecidos e acaba-
é razoável. O meu objetivo é que o produto seja acessível à maior quantidade de pessoas possível, que se iden-
tificarem com o estilo da marca, pouco importa a idade ou nacionalidade”, acrescentou a jovem criadora. Locais de venda: Studio Brisa Brasil, 7005 Av.Wiseman Apt 6, Tel: (514) 245-8286. Solo Boutique: 1328 av. Laurier este. Fly Boutique: 1970 Ste Catherine West.
mento de muitíssima boa qualidade, o preço das peças a ser comercializadas
A VOZ DE PORTUGAL
10 VARIEDADE
15 DE junho - 2011
Agenda comunitária Associação Portuguesa do West Island
Convida todos os sócios e amigos a assistirem à festa do Divino Espirito Santo. Dia 18 de Junho: Pelas 19H00 carne guizada . Para animar a festa a presença de Fátima Miguel Dia 19 de Junho: Pelas 14H00 na Igreja de St. Luc, missa e coroação. seguindo para a Associação, onde serão servidas as sopas do Divino Espírito Santo. São todos bem vindos. Para mais informação: 514-684-0857 ou José Almeida 514 - 867-6426.
anedotas
Após meses de expectativas e de muitos planos, um homem, que por acaso se chamava Zé conseguiu sequestrar a filha de um empresário riquíssimo. A família da menina estava já preocupadíssima pois o sequestrador, dois dias depois do sequestro ainda não havia entrado em contacto com a família da vítima. Foi quando receberam um pacote contendo uma mão “decapitada” dentro e o seguinte aviso do sequestrador, para provar que não estava para brincadeiras: “Esta é a minha mão, a próxima é a da sua filha”. Estavam um Português, um Inglês, e um francês no inferno. O diabo vira-se para eles e diz: - Pois bem, quem quiser escapar do purgatório tem que me trazer um material qualquer que eu não consiga derreter. Vocês naquela sala têm tudo que existe na terra. Escolham e tragam cá. Vai o Francês, e traz um aço especial usado um reactores nucleares, preparado para aguentar com altas temperaturas. O diabo agarra no aço com as mãos, e conforme vai apertando, o aço vai-se derretendo todo. Vai o Inglês e traz um barro especial, usado para recolher amostras de lava no interior de vulcões. O diabo agarra no barro com as mãos, e conforme vai apertando, o barro vai-se derretendo todo. Vai o Português, e aparece com duas bolinhas, uma verde e outra amarela. O diabo agarra as bolinhas com as mãos, e começa a apertar. Apesar das várias tentativas, as bolinhas não derretiam. O diabo tentava, tentava, mas nada. Vira-se para o Português e pergunta: Ouve lá, o que isto? - M&M’s, derrete-se na boca, e não nas mãos! Estágio da selecção, os jornalistas estavam a fazer uma reportagem sobre os tempos livres dos jogadores. Chegou a vez do nosso querido J. Pinto. Quando lhe perguntaram o que ele costumava fazer nos tempos livres do estágio, ele “inteligentemente” diz: “Costumo fazer (isto), (aquilo), (aqueloutro), ver TV, ler...”. Vai daí, o jornalista pergunta-lhe:... então e o que costuma ler?... Jornais? J.P. - Sim. Jornalista - E livros, não lê?... J.P. - Sim... CLARO! Por acaso, ando a ler agora um, que até tenho em cima da mesinha de cabeceira... Jornalista - Ah sim, então e qual é o titulo do livro? J.P. - (um pouco embaraçado) Hum... Hum... Não me lembro...
palavras cruzadas
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Horizontais 1. O que tem o poder de julgar. Que se refere à Polónia. 2. Traja. Número pelo qual se divide outro. 3. A si mesmo. Água no estado sólido. Contr. da prep. a com o art. def. o. 4. Certo benefício de que gozam as comunidades indianas. Pessoa que dança, em relação àquela com quem dança. 5. Sofreram (fig.). 6. Einstêinio (s.q.). Exprime a ideia de dois, duas vezes (pref.). Graceja. Forma antiga de mim. 7. Região da atmosfera, a partir de 80 Km de altitude, fortemente ionizada. 8. Planeta que gira em volta da Terra e que lhe serve de satélite. Árvore leguminosa cesalpinácea. 9. A mim. Dar asas a. A ti. 10. Tornar nédio. Oferecer. 11. Lançar as sementes. Cada um dos pequenos orifícios da derme. Verticais 1. Direito. Monarca. Senão. 2. Servi-me de. Pomposo. 3. Imposto Automóvel (abrev.). Contr. da prep. em com o art. def. a. Despido. Indica lugar, tempo, modo, causa, fim e outras relações (prep.). 4. Marmelo molar. Designa diferentes relações, como posse, matéria, lugar, providência (prep.). 5. Demasiado. Camareira. 6. Coluna que sustenta uma construção. Bolo ou presente que os padrinhos dão pela Páscoa aos afilhados ou os paroquianos aos párocos. 7. Germe (fig.). Espigar. 8. Medida itinerária chinesa. Aflorar. 9. Aquelas. O espaço aéreo. Grito de dor, de alegria. Contr. da prep. de com o art. def. o. 10. Filtraram. Amarrar. 11. Discurso. Um milhar. Herdade limitada por marcos (ant.).
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Boca do Inferno
O autor que pensava Ricardo Araújo Pereira de menos A
obra de José António Saraiva chama-se O Cão Que Pensava Demais, e agradará sobretudo àqueles leitores que já não se entusiasmam com livros acerca de cães que pensam apenas o suficiente. O segundo romance de José António Saraiva, ex-diretor do Expresso e atual diretor do Sol, foi recebido com uma estranha indiferença. O primeiro livro, O Último Verão na Ria Formosa, teve justo destaque no Expresso, que assinalou a “segurança e maturidade” do estreante. Mas do segundo, que confirma os méritos do escritor, o Expresso não diz nada. Vá lá uma pessoa perceber os jornalistas. A obra chama-se O Cão Que Pensava Demais, e agradará sobretudo àqueles leitores que já não se entusiasmam com livros acerca de cães que pensam apenas o suficiente. Muito resumidamente, é a história de um guarda-noturno que tem medo do escuro. Menos resumidamente, é a história de um guarda-noturno que tem medo do escuro, que encontra na rua um cão vadio, que por sua vez encontra na rua uma senhora vadia. O guarda-noturno passa a coabitar com o cão vadio e a senhora vadia mas, visto que os vadios se detestam mutuamente, vê-se forçado a dar um tiro num deles, não interessa muito qual. As personagens são inesquecíveis. Na página 18, o protagonista entra numa tasca e declara: “Sou o novo guarda-noturno aqui na zona e só entrei por entrar.” Mais à frente, confessa que “na leitaria só falava por falar” (p. 25). De regresso à tasca, admite: “Venho aqui por vir” (p.27), e coloca a hipótese de o taberneiro, que lhe tinha oferecido uma bica, ter “dito aquilo por dizer” (p. 29). “Eu odiava falar por falar”, adianta o guarda-noturno na página 113. Sobre o cão vadio, informa que “o Messias não ia para a cama só por ir” (p. 129) e, quando o cão lhe destrói a casa, interroga-se se o bicho tinha apenas querido “estragar por estragar” (p. 322). Um pouco antes, o guarda-noturno já tinha ponderado “viajar por viajar” (p. 189). Neste ponto, o leitor menos sofisticado acredita que o autor esteve a escrever por escrever. É uma conclusão precipitada. Saraiva deseja que a história fique clara, e por isso conta-a várias vezes. A expressão “como já disse” faz quatro aparições (pp. 133, 300, 384 e 389), acompanhada das variantes “como também já disse” (p. 141), “já o disse” (p. 212), “como julgo que já disse” (p. 244), “já o disse neste relato” (p. 263). “já o disse e repeti” (p. 297), “como disse” (p. 325) e “como eu disse no relato” (p. 401). “Como já expliquei” apaIGREJA BATISTA
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rece apenas três vezes (pp. 68, 97 e 127), mas há ainda um “como já deixei explicado atrás” (p. 43), um “já expliquei que” (p. 127) e um “como expliquei há pouco” (p. 130). Surpreende, por isso, que haja apenas dois “como os meus leitores já sabem” (pp. 52 e 383) e um “de que já também falei várias vezes no decurso deste relato” (p. 295). Como o facto de já ter falado, dito ou explicado qualquer coisa nunca impede Saraiva de voltar a falar, dizer ou explicar, o livro tem 400 páginas. O guarda-noturno, recentemente desempregado da Docapesca, não tem razões de queixa da sua nova profissão: tirando o facto de não gostar de ser guarda nem apreciar a noite, o ofício de guarda-noturno é um sonho tornado realidade. Só há três tipos de noite de que ele não gosta: as muito calmas, as muito agitadas e as que não são uma coisa nem outra. De resto, a variedade das peripécias é igualmente estimulante, quer para a personagem quer para os leitores: “O dia e a noite seguintes foram iguais aos anteriores” (p.89), “O dia seguinte foi igual ao anterior” (p. 95), “Tudo continuava como há dois anos” (p. 156). A vida sexual do guarda-noturno é igualmente variada. Primeiro deixa-se seduzir por uma moradora da sua área de vigilância: “Vi aproximar-se dos meus olhos um matagal escuro, afundei lá o nariz e a boca e fiquei muito tempo” (p. 125). Mais tarde, entrevê a nudez da prostituta a quem dá abrigo: “O que me atraiu mais a atenção foi o triângulo, espesso e enorme, que tinha ao fundo da barriga” (p. 182). Finalmente, envolve-se com uma criada de servir: “O que mais me atraiu o olhar, no entanto, foi a barriga lisa acabando numa floresta de pelos” (p. 268). O guarda-noturno de Saraiva apresenta-se aqui rebelde e insurrecto, uma vez que é insensível ao apelo de Eduardo Catroga para que certos assuntos deixem de ser discutidos. Quando não está a informar o leitor de que as personagens estão a “fazer as suas necessidades” ou a “vestir o pijama” (pp. 34, 129, 171, 385, etc.), há dois grandes temas que Saraiva não perde de vista: o trabalho e a comida. O guarda-noturno interessa-se por várias áreas de conhecimento (“com muita pena minha, esqueci tudo o que aprendera sobre stocks de peixe congelado”, p. 37) e gosta muito de ver trabalhar. Na farmácia (“aquilo era um espetáculo!”, p. 142), no talho (“gostava de ver preparar um frango” mas “mesmo os trabalhos mais simples, como preparar os lombos de carne de vaca ou de porco, ou as costeletas de borrego, eram bons de ver”, p. 144) ou nos Pastéis de Belém (“aquilo fascinava-me”, p. 303). No capítulo “O insuportável tempo das obras” há um primeiro foco de tensão entre o guarda e a mulher, porque ele não tem interesse em assistir a obras, enquanto ela confessa: “Sempre tive uma atração por obras” (p. 283). É como diz a canção: não se ama alguém que não gosta tanto de ouvir o martelo pneumático como nós. Quanto à comida, é rara a ementa que não é infligida ao leitor ao longo da obra. A descrição minuciosa da ingestão de um bife com batatas fritas (quase toda a página 349) ou as informações sobre a vida intestinal do cão (“o Messias tolerava mal o borrego”, p. 111) são pontos altos de um relato que revela um autor que tem todos os sentidos alerta - menos o do ridículo. Não se pode ter tudo.
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Não há sofrimento sem solução… Por esta razão chegou ao nosso País o grandioso astrólogo, curandeiro africano, conhecido mundialmente Mestre Aidara, com 20 anos de experiência do seu trabalho. Ajuda a resolver qualquer que seja o seu caso, mesmo à distância com rapidez, eficácia e garantia: Amor, dinheiro, má sorte, tristezas, angústias, invejas, assombrações, maus-olhados; afastar amantes e inimigos; impotência sexual, mau vício, etc. Seja qual for o problema, eu resolvo com resultados positivos, com honestidade e sigilo absoluto. Não deixe agravar o seu caso, desabafe comigo.
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A VOZ DE PORTUGAL
Falo português
15 de junho - 2011
MULHER ACTIVA
Como casar com um príncipe P
ríncipes há poucos, mas como nunca se sabe, cá fica um guia de caça em 10 lições. 1 - Seleccionar alvo - Os melhores príncipes são os dos reinos do norte. São mais descontraídos, não tem de ter lições de protocolo durante dez anos, e a sogra não vai ao seu palácio todos os dias endireitar-lhe os quadros de cavalos. Desvantagem: tem de aprender sueco ou qualquer uma dessas línguas que parece que
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AVÔ DA SEMANA
‘corrida contra o cancro/racismo’.
6 - Dar-se com as pessoas certas - Se continuar a ir beber umas cervejolas e comer percebes a casa do Zeca, é pouco provável que encontre um príncipe. 7 - Nascer para isso - Se não lhe chamavam ‘princesa’ quando tinha quatro anos e hoje em dia é capaz de passar sem um estremecimento de alma pelo corredor cor de rosa dos hipermercados, é capaz de vogar sem parar diante das coroas de plástico, das asas cor de rosa e dos tamancos de lantejoulas, esqueça. Não só não nasceu para o ofício como não é digna dele. 8 - Ter um avô merceeiro e/ou taxista - Fica sempre bem nas fotos de família para provar que a Casa Real é democrata e gosta de se misturar com o povo, isto se não sacar um príncipe inglês onde acham que se fez de propósito e se está a gozar com eles, e portanto tentam por todos os meios fazer desaparecer o avô merceeiro para dentro da arca frigorífica dos repolhos ou atirar o avô taxista por uma ribanceira. 9 - Comprar uma escova eléctrica - Daquelas que aspiram o cabelo até ficar completamente liso. Ninguém pode ser uma princesa com ar de quem participou no casting para o ‘Lost’.
se está com vontade de vomitar ou num filme do Ingmar Bergman ou as duas coisas. Aqui ao lado, agora que o Felipe nos enganou com outra, já só resta a geração seguinte. O mais velho parece que só tem 10 anos, mas se a diferença de idades não a incomoda, pode começar a aprender castelhano.
10 - Destruir Passado Comprometedor - Livrar-se daquelas fotos eróticas que o seu último namorado lhe tirou, aquelas em que está vestida de coelhinha com uma cenoura na boca, e aquelas que se infiltraram na net ninguém sabe como. Basicamente, destruir tudo o que não queira ver estampado nas páginas de todas as revistas, de Lisboa ao Burundi. Se não se importa que o rei do Burundi veja as suas fotos vestida de lingerie comestivel avance, mas só vai encontrar um daqueles príncipes bananas que vão transmitir genes banas aos
Lasanha de Fiambre e Espinafres
Preparação: Saltear as folhas de espinafres num pouco de azeite e alho picado. Escorrer bem o líquido que se forma. Cortar o fiambre aos pedaços. Ligar o forno a 180ºC. Juntar o fiambre e o queijo ralado aos espinafres escorridos. Misturar com o bechamel a gosto e envolver bem. “Forrar” um pirex com um fio de bechamel, colocar folhas de lasanha e a mistura alternadamente. Terminar com placas de lasanha, bechamel e cobrir com pão e queijo ralados. Levar ao forno, tapado com folha de alumínio, por cerca de 45 minutos. Destapar e deixar gratinar.
3 - Infiltrar-se na televisão - Até conseguir apresentar telejornal. Para o povo, apresentar um telejornal é a mesma coisa que ser princesa e os príncipes hoje em dia gostam de provar que são capazes de se comportar como povo. Se não conseguir infiltrar-se na televisão sueca ou luxemburguesa e vomitar notícias em estrangeiro, desalojar choninhas de serviço no telejornal. Desalojar o Rodrigo Guedes de Carvalho não se aconselha porque ele é maior do que nós.
5 - Ter cuidado com a roupa - Não usar t-shirts com dizeres do tipo: ‘Boa Comó Milho’. Aliás, o ideal é não usar t-shirts fora da hora de jogging. T-shirt só pode usar se for Chanel e disser qualquer coisa a começar por: ‘solidariedade com as vítimas de’ ou
receita da semana
Ingredientes: Pão ralado q.b.; 150 gr de queijo ralado (foi a olho); 250 gr de fiambre; 2 dentes de alho; Azeite q.b.; Espinafres em folha q.b.; Placas de lasanha; 500 ml de molho bechamel.
2 - Ser loira - Verdadeira ou falsa não interessa, porque nenhum homem, mesmo que seja príncipe, dá pela diferença. Ser magra, por muito que nos custe, é ainda mais importante do que ser loira. Se se for gorda, só pode casar casar com um príncipe se já de si for princesa, porque todas as plebeias são obrigadas pela Imprensa a pesar 48 quilos. Se não pesar 48 quilos, todas as semanas vão aparecer fotografias tremidas da sua barriga nas revistas cor de rosa durante o seu fim de semana nas Maurícias com uma seta a apontar para a barriga e a legenda: “A princesa pode estar grávida!”
4 - Ser esperta - Convém decorar umas coisas inteligentes para se dizer em jantares, tipo: “O Executivo arrisca-se a protelar a divulgação da sua proposta de revisão do Código de Trabalho”, mesmo que não queira dizer nada.
Parabéns ao DJ XMEN
SUDOKU
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filhos (os genes bananas, como se sabe, são sempre dominantes). Além disso, arrisca-se a que o senado o faça desistir do trono, caso em que todo o trabalho terá sido em vão, porque terá nas mãos um banana igual a oitocentos mil bananas por esse mundo fora, com a gravante de falar qualquer coisa nórdica e com pouca sorte ainda usar touca de rendinhas e socas e cantar a Heidi nos momentos íntimos. A VOZ DE PORTUGAL
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12 ECONOMIA
15 DE junho - 2011 Comentário Semanal de Economia e Mercados
PIB do 1ºT2011 contraiu ligeiramente menos do que o inicialmente avançado CARNEIRO (21 de Março - 19 de Abril)
Carta Dominante: Valete de Espadas, que indica uma pessoa Vigilante. Amor: Vai precisar muito do carinho do seu par. Procure ter uma vida de paz e amor. Saúde: Estará cheio de energia. Dinheiro: Esteja atento pois poderá ter boas oportunidades de trabalho. Números da Sorte: 11, 25, 26, 38, 44, 49 Pensamento positivo: Estou atento às oportunidades que surgem.
TOURO (20 de Abril - 20 de Maio)
Carta Dominante: 6 de Copas, que significa Nostalgia. Amor: Poderá sentir saudades da sua infância. Ao aceitar o passado todas as mágoas se dissiparão e você viverá em paz! Saúde: Cuidado com o aparelho digestivo. Dinheiro: Tenha cuidado com os falsos amigos, pois nem sempre as pessoas que nos sorriem são as mais verdadeiras. Números da Sorte: 1, 5, 17, 22, 36, 40 Pensamento positivo: Concentro-me mais no presente!
Rui Bernardes Serra e José Miguel Moreira
A
semana passada, em Portugal, ficou essencialmente marcada, do ponto de vista da divulgação de indicadores económicos, pela publicação da estimativa final do Produto Interno Bruto (PIB) do 1ºT2011, que apontou para uma queda trimestral de 0.6%, a 2ª consecutiva, idêntica à observada no trimestre anterior e representando uma revisão em alta de 0.1 p.p. face ao valor avançado na estimativa rápida do INE, há cerca de um mês atrás.
GÉMEOS (21 de Maio - 20 de Junho)
Carta Dominante: 4 de Espadas, que significa Inquietação, agitação. Amor: A paixão poderá invadir o seu coração. O optimismo é próprio de quem procura estar bem com a vida fazendo com que os outros também estejam. Saúde: Estável. No entanto, esteja atento. Dinheiro: Seja cauteloso, não gaste de mais. Números da Sorte: 9, 11, 22, 36, 44, 47 Pensamento positivo: Sossego o meu coração através da Fé.
CARANGUEJO (21 Junho - 22 de Julho)
Carta Dominante: 7 de Ouros, que significa Trabalho. Amor: Tenha paciência com os defeitos dos outros. Lembre-se que também os tem. Por muitos erros que os outros possam cometer, não os critique, dê-lhes antes a oportunidade de os corrigirem! Saúde: Poderá sofrer de dores de cabeça. Dinheiro: Nada o preocupará. Números da Sorte: 2, 29, 31, 36, 44, 49 Pensamento positivo: Empenho-me com trabalho na conquista dos meus objectivos.
LEÃO (23 de Julho - 22 de Agosto)
Carta Dominante: Rei de Copas, que significa Poder de Concretização, Respeito. Amor: A sua relação estará em profunda harmonia. Olhe tudo com amor, assim a vida será uma festa! Saúde: Cuidado com o sistema nervoso. Dinheiro: A sua vida financeira tem tendência para melhorar significativamente. Números da Sorte: 9, 17, 19, 25, 33, 39 Pensamento positivo: Sei que tenho o poder de concretizar os meus sonhos.
VIRGEM (23 de Agosto - 22 de Setembro)
Carta Dominante: 2 de Copas, que significa Amor. Amor: Antes de falar, pense bem naquilo que vai dizer. Não julgue o seu próximo, procure não pensar mal das pessoas! Saúde: Faça análises com maior regularidade. Dinheiro: Poderá ter a oportunidade de aumentar a sua capacidade financeira. Números da Sorte: 8, 11, 29, 36, 44, 49 Pensamento positivo: O Amor ilumina o meu coração.
BALANÇA (23 de Setembro - 22 de Outubro)
Carta Dominante: o Papa, que significa Sabedoria. Amor: Invista e dê mais de si na sua relação. A sua felicidade depende de si! Saúde: Não se desleixe e zele por si. Dinheiro: Pense bem antes de pôr em causa o seu dinheiro. Números da Sorte: 3, 6, 19, 35, 47, 48 Pensamento positivo: A minha intuição é a mais sábia conselheira!
ESCORPIÃO (23 de Outubro - 21 de Novembro)
Carta Dominante: 7 de Copas, que significa Sonhos Premonitórios. Amor: Estará muito sensível. Levará a mal certas coisas que lhe digam. Não dê tanta importância a assuntos triviais. Dê sempre em primeiro lugar um bom exemplo de conduta! Saúde: Imponha um pouco mais de disciplina alimentar a si próprio. Dinheiro: Tendência para gastos excessivos. Números da Sorte: 2, 11, 19, 26, 29, 34 Pensamento positivo: Eu acredito nos meus sonhos!
SAGITÁRIO (22 de Novembro - 21 de Dezembro)
Carta Dominante: 5 de Espadas, que significa Avareza. Amor: Não seja mal-humorado para os que lhe são queridos. Plante hoje sementes de optimismo, amor e paz. Verá que com esta atitude irá colher mais tarde os frutos da alegria. Saúde: Faça alguns exercícios físicos mesmo em casa. Dinheiro: Não deixe para amanhã aquilo que pode fazer hoje. Números da Sorte: 4, 10, 15, 22, 29, 36 Pensamento positivo: Eu sei dar valor a tudo o que tenho!
CAPRICÓRNIO (22 Dezembro - 20 de Janeiro)
Carta Dominante: Cavaleiro de Copas, que significa Proposta Vantajosa. Amor: Um amigo poderá declarar uma paixão por si. Domine a sua agitação, permaneça sereno e verá que tudo corre bem! Saúde: Cuide melhor da sua alimentação. Dinheiro: Pode ter uma nova proposta de trabalho. Números da Sorte: 1, 4, 17, 21, 29, 33 Pensamento positivo: O meu coração ajuda-me a escolher aquilo que é melhor para mim.
AQUÁRIO (21 de Janeiro - 18 de Fevereiro)
Carta Dominante: o Eremita, que significa Procura, Solidão. Amor: Tente adaptar-se a uma nova vida, não esteja dependente de ninguém. Que o seu sorriso ilumine todos em seu redor! Saúde: Lembre-se que se não estiver de boa saúde dificilmente conseguirá atingir os seus objectivos, cuide mais de si! Dinheiro: Pense bem antes de pôr em marcha qualquer tipo de projecto. Números da Sorte: 9, 26, 28, 31, 39, 47 Pensamento positivo: Encontro as respostas de que preciso dentro do meu coração.
PEIXES (19 de Fevereiro - 20 de Março) Carta Dominante: a Imperatriz, que significa Realização. Amor: Apague de uma vez por todas as recordações do passado que não o fazem feliz, esteja em paz consigo. Olhe em frente e verá que existe uma luz ao fundo
do túnel! Saúde: Não se auto-medique, procure o seu médico. Dinheiro: boa altura para fazer um investimento desde que analise bem a situação. Números da Sorte: 8, 12, 19, 25, 33, 44 Pensamento positivo: Sei que posso realizar os meus projectos, eu acredito em mim!
Analisando as variações em cadeia, na Óptica da Despesa, esta estimativa final confirmou as nossas expectativas relativamente às fortes quedas do Consumo Privado e dos Gastos Públicos, se bem que, no primeiro caso, a descida se tenha revelado bem mais intensa do que a perspectivada. Pelo contrário, as Exportações acabaram por crescer menos do que havíamos antecipado, mas com o contributo para o crescimento do PIB das Exportações Líquidas (Bens e Serviços) a revelar-se bem mais intenso do que o previsto, dada a forte queda das Importações. Acresce que, contrariando as indicações dadas pelos dados mensais do INE, o Investimento em Capital Fixo (FBCF) acabou por não conseguir evitar a contracção, com o acréscimo no segmento da Construção a ser insuficiente para travar as quedas nos restantes segmentos – com destaque para os de Material de Transporte e de Máquinas e Equipamentos –, ao passo que a Variação de Existências apresentou, como antecipado, um contributo negativo, corrigindo do inesperado contributo positivo observado no 4ºT2010. Na Óptica da Produção, refira-se que o VAB (com Impostos) acabou por cair menos 0.1 p.p. do que o PIB, ou seja, 0.5%, mas apresentando um decréscimo homólogo superior ao observado pelo PIB (-0.9% vs -0.7%, no caso do PIB). O sector da Construção registou o comportamento trimestral mais favorável, depois de, no trimestre anterior, ter-se destacado exactamente pela razão oposta, representando o primeiro acréscimo dos últimos 3 trimestres. Igualmente pela positiva, a Indústria conseguiu registar um crescimento, pelo 2º trimestre A VOZ DE PORTUGAL
nos últimos 3, devendo ter sido impulsionada, essencialmente, pela melhor dinâmica externa da economia, um resultado que acaba, de certa forma, por ser notável, num trimestre que terá sido especialmente marcado pelas medidas de austeridade implementadas pelo Governo, e que, já no trimestre precedente, haviam condicionado fortemente as expectativas dos agentes económicos e, nesse sentido, o Investimento empresarial. Como é natural, face à forte queda apresentada pelo Consumo Privado, foram, essencialmente, os Serviços os responsáveis pela descida da actividade económica, no 1ºT2011, com o sector do Comércio, Restaurantes e Hotéis a destacar-se pela negativa, depois de já ter caído, embora residualmente, no trimestre anterior, seguido dos Outros Serviços, que desceram pelo 4º trimestre consecutivo. Os Serviços de Transportes, Actividades de Informação e Comunicação e a Energia, Água e Saneamento também viram diminuído o nível da actividade, é verdade que de uma forma relativamente mais modesta, mas, no 1º caso, representando já a 4ª queda consecutiva. Refira-se que esta queda trimestral do PIB foi inferior à assumida pela Comissão Europeia e pelo FMI no âmbito do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro proposto por aquelas duas entidades e pelo Banco Central Europeu (a chamada Troika) nas previsões anuais para a economia portuguesa (-2.2%, em 2011 e -1.8%, em 2012). Esta performance, associado ao facto da infor-
mação actualmente disponível para o actual trimestre também não se revelar compatível com uma descida tão intensa do PIB como o previsto por aquelas entidades, poderá levar a que a economia portuguesa possa surpreender pela positiva. Mas para tal é fundamental que, na vertente da Consolidação das Finanças Públicas, não sejam necessárias medidas adicionais para além das que já estão negociadas com a Toika.
15 de junho - 2011
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Missa de corpo presente teve lugar Segunda-feira 13 de Junho de 2011 às 10 horas na igreja Santa Cruz em Montreal. Foi a sepultar no cemitério Notre-Dame des Neiges. Missa do sétimo dia na quarta-feira às 18h30. A família vem por este meio agradecer a todas as pessoas que, de qualquer forma, se lhes associaram neste momento de dor. A todos o nosso obrigado pelo vosso conforto. Bem Hajam.
MEMORANDUM PARA TI MARLENE LOPES Mais uma vez te vou recordar. Sendo assim, este, o meu dever. Depois de 15 anos passados. Coisa que ninguém mais, se põe a fazer.
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Benfica: «há um esboço» para a transferência de Dedé
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edé está a par do interesse do Benfica e aguarda pela desfecho das negociações entre o clube encarnado e o Vasco da Gama. O defesa-central de 22 anos mostra-se entusiasmado com a perspectiva de rumar a Portugal. «O Dedé tem interesse em ir para o Benfica, é um grande clube que luta por títulos em Portugal e está a par das conversas. Faltam os detalhes formais, determinantes para o negócio. Quere-
Valtinho: «Massacrei o Maradona e ensinei o Figo a conduzir»
mos resolver esta questão o mais rapidamente possível», remata o empresário. Dedé tem 22 anos, elevada estatura (1, 92 metros e 88 quilos) e cartel no Brasil, afirmando-se como um dos melhores na sua posição. Pode custar cerca de 4 milhões de euros. Luisão, Jardel e Roderick vão continuar ao serviço do Benfica, ao contrário de Sidnei, cedido ao Besiktas na próxima temporada.
“Mourinho não devia falar dos árbitros”
“Mourinho não devia falar dos árbitros nem mostrar aquela lista” é a opinião de Rubén de la Red, que não gostou de ver José Mourinho criticar o juiz Clos Gómez, em Dezembro passado, após a vitória sobre o Sevilha. Para o antigo jogador do Real Madrid, agora adjunto nos juvenis merengues, o técnico português devia deixar as críticas para quem de direito. “Um treinador do Real Madrid não tem de fazer aquele papel. O que acon-
tece em campo todos vêem e devem ser outras pessoas a falar”, argumentou, ainda, Rubén de la Red, em declarações ao Canal+Liga, nesta quarta-feira. O ex-médio, de 26 anos, comentou, também, a demissão de Jorge Valdano. “Florentino disse que queria a Champions e que para ele Mourinho é o melhor. E se teve de escolher entre o treinador e o director desportivo, acho que a resposta está dada”, disse apenas.
NÃO ACREDITE EM BRUXAS... MAS QUE ELAS EXISTEM, EXISTEM! ÍNDIO CURANDEIRO DE NASCIMENTO A bruxaria destrói olhares, amizades e até a sua própria saúde. As pessoas possuídas por bruxaria não acreditam em nada nem em ninguém, por estarem amarradas a forças negativas. Venha visitar-me e eu resolvo os seus problemas. Eu consigo currar aquilo que os outros não conseguem... Eu tenho a solução que provávelmente já foi dito por outros. Eu não digo, EU FAÇO, EU CUMPRO e dou uma GARANTIA TOTAL!
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ntigo médio do Sporting recorda o jogo mais marcante da sua carreira e o maior sermão que apanhou na vida. Na sequência da reportagem com Carlos Kaiser, reencontrámos Valtinho. Para quem não se lembra, este antigo médio jogou em Portugal entre 1986 e 1993. Primeiro no Sp. Braga (19861989), depois no Sporting (1989/90), novamente no Sp. Braga e finalmente no Penafiel (1991/92) e no P. Ferreira (1992/93). Duro, senhor de um grande pontapé, temerário, Valtinho encheu o meio-campo em Braga e tornou-se numa unha do leão idealizado por Jorge Gonçalves. 21 anos depois fala ao Maisfutebol sobre o jogo mais marcante da sua carreira. O jogo em que marcou Diego Armando Maradona. “Nápoles-Sporting na Taça UEFA. Perdemos nas grandes penalidades. Massacrei o Maradona durante o tempo todo, fiz três ou quatro entradas duríssimas sobre ele e no final fui eleito o melhor em campo. Ele insultou-me várias vezes e eu só me ria. Ganhei uma cigarrilha de prata que guardo até hoje em casa”, relembra Valtinho, agora com 44 anos. “Ironicamente, o Alemão lesionoume e não pude marcar o meu penálti. Tínhamos uma bela equipa. O Ivkovic era um guarda-redes doido, o Venâncio, o Douglas, o Luisinho, o Fernando Gomes. Que saudades desses tempos. Envio um abraço para todos eles”. Nesses tempos, o Sporting tinha no plantel principal um menino ainda jú-
nior: Luís Figo. Dentro de campo, Valtinho não tinha muito para lhe ensinar. O talento do extremo já extravasava o nível médio do plantel. Fora dos relvados a conversa era outra. “O rapaz ia de autocarro para os treinos. Eu já tinha dois bons automóveis. A partir de dada altura comecei a ficar com ele e com o Amaral depois de cada sessão de trabalho. Fui eu que os ensinei a conduzir, a pedido deles. O Figo tinha muita mais habilidade no relvado do que atrás do volante. Até metia impressão”, conta Valtinho, entre gargalhadas. O treinador dessa equipa era Manuel José. “Cadê ele? Está no Egipto? Nossa, certo dia humilhou-me em frente a todo o plantel. Mas mereci. Eu tinha 23 anos, vivia sozinho e fazia algumas asneiras. Uma vez saí à noite e fui apanhado. Na manhã seguinte pôs-me no centro do balneário e deume um sermão inacreditável. Nunca mais fiz o mesmo”. Treinei o Diego Maurício: é um craque» Antes das despedidas, Valtinho faz questão de falar um pouco sobre o seu trabalho no Flamengo. Depois de ter estado na equipa técnica dos juniores durante alguns anos, assumiu recentemente o comando dos juvenis. E recomenda «fortemente» um jogador aos clubes portugueses. “Treinei o Diego Maurício e não tenho dúvidas em dizer que é um craque. Faz golos de toda a forma e feitio. Tem 19 anos e já é uma das principais figuras do Flamengo. Adoraria vê-lo num grande clube português”.
Coentrão: “O Benfica também me devia estar agradecido”
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TESTEMUNHAS REAIS: Eu fui um hoA nossa filha apaixonou-
mem muito trabalhador, há seis meses comecei a sentir-me muito fraco, também me apareceram pontos vermelhos nas minhas pernas, os doutores não descobriram a razão da minha condição física, mas, com a primeira consulta com o SHAMAN através da leitura do tarot e da palma da mão, eu encontrei a razão. Eu estava sob a influência de um bruxedo que tentou paralisar - me, agora estou liberto de todo, agradeço a SHAMAN. VIDAL DO LEO
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Lateral já só pensa no Real Madrid e diz que a decisão está tomada
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ábio Coentrão diz a sua decisão de rumar ao Real Madrid está tomada. O lateral volta a falar do clube espanhol como um sonho e diz que não pensa noutra via para o seu futuro. Em entrevista ao jornal “As”, publicada no dia seguinte a um comunicado
-se pelo filho de um grande amigo, eles decidiram viver juntos, mesmo quando as famílias se opuseram. A nossa filha desde desse momento começou a sentir sintomas estranhos no seu corpo e o seu parceiro começou a sentir o mesmo.
Tudo isso como resultado do ciúme e inveja de um membro da família que queria separa-los, graças ao XAMÃ eles foram liberados de todos os males e agora eles estão a planear o casamento com o consentimento das nossas famílias, obrigado Xamã. BRYAN
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do Benfica a reafirmar que o jogador só sai por 30 milhões, Coentrão começa
A VOZ DE PORTUGAL
por dizer que fez uma boa época, mas perturbada no final por já estar a pensar no salto na sua carreira: “O final foi duro, porque queria trabalhar e queria que as coisas me saíssem bem para dar o salto na minha carreira, no caso para o Real Madrid. Custou-me trabalhar no relvado com a selecção. Quem viu o jogo pôde perceber que não era o Coentrão verdadeiro.” À pergunta sobre se o Benfica se portou mal com ele, o lateral diz que não lhe compete a si falar disso, mas ao seu empresário, Jorge Mendes. “Tenho boa relação com Vieira, o Benfica está no meu coração. Tentou que eu ficasse, claro, mas a minha decisão está tomada. Tenho gratidão ao Benfica, mas o Benfica também devia estar agradecido”, afirma. “Eu ajo com o coração. No Verão passado fiquei no Benfica porque o sentia, do coração. Fui sempre sincero. Agora a minha cabeça está no Real Madrid e tenho de ir para lá”, reforça.
15 de junho - 2011
DESPORTO
F1: Jenson Button, Vence corrida histórica derem tirar uma fotografia e quem sabe regressar a casa com um autografo do seu piloto preferido e os pilotos também estiveram presentes pois os mais credenciados ao título juntaram-se aos seus adeptos e com eles trocaram impressões e assinaram autógrafos . Que bela manha e que boa surpresa “ acabei de ter o autógrafo do Vettel bem como uma fotografia com ele“, disseme um conterrâneo português ao passar por mim, verdadeiramente encantado e feliz! Na verdade não é preciso muito para voltarmos a nossa infância. Na Sexta-Feira, manhã lindíssima,
os estrados começaram a encher-se, e com ela a corrida as entrevistas por parte de todos os membros da média ali presentes. Falei um pouco com Sergio Perez, da equipa Sauber, sobre o malogrado acidente no Mónaco. Antes mesmo de lhe formular qualquer pergunta, entusiasmado respondeu-me “tenho luz verde dos médicos para poder participar no grande prémio este fim-de-semana, graças a Deus”. No entanto esta noticia vinda da parte dos responsáveis clínicos durou pouco tempo, pois Sérgio Perez depois de ter participado nos treinos livres desta manha e ter concluído a primeira sessão num espectacular décimo primeiro lugar, ressentiu certas tonturas e os mesmos médicos imediatamente lhe mostraram a luz vermelha, impedindo o mexicano de participar neste Grande Prémio do Canadá. Nos testes livres desta manhã ha que sublinhar o acidente do actual Campeão do Mundo, Sebastian Vettel de Red Bull contra o já célebre “muro do Quebeque”. Os primeiros livres terminaram com Nico Rosberg da Mercedes, superando Alonso, Schumacher, Massa, Button, Hamilton, Barrichello, DiResta, Heidfeld e Hulkemberg. Na segunda parte do dia , Fernando Alonso da Ferrari , fez a volta mais rápida, forçando Vettel a contentar-se com o segundo melhor tempo do dia. Este treino ficou marcado com três acidentes : A Sutil da Force Índia, Kobayashi da Sauber, que também não resistiu a
tentação de beijar o muro. Devido a este acidente, saiu a bandeira vermelha e a subsequente interrupção dos treinos. Após o recomeço dos ensaios, novo acidente desta vez Ambrósio da Virgin Racing, furando bateu forte. Sábado, as portas do circuito abriram-se bem cedo e não tardou para que as bancadas se enchessem com adeptos em delírio muitas, mesmo muitas bandeiras de todas as equipas e de vários países, entre elas também uma enorme de Portugal. Para os adeptos deste desporto, o cenário era fantástico.A festa do automobilismo ver a festa da Formula 1 continua bem viva em Montreal. Começa a terceira fase dos treinos e não tardou para que Sebastian Vettel nos mostrasse porque razão ele é o verdadeiro comandante deste Campeonato do Mundo 2011, fazendo o melhor tempo, no entanto Fernando Alonso não baixava os braços e posicionava o bico do seu monolugar nas traseiras do Red Bull de Vettel. Lewis Hamilton e Michael Schumacher dos quais não se esperava melhor do que um 6º e 7º lugar, respectivamente, estiveram entre os mais rápidos. Chegava a hora da verdade! Com uma estratégia diferente os McLaren, de Lewis Hamilton e Jenson Button, não conseguiram melhor que um quinto e sétimo lugar respectivamente. Ao contrário dos dias precedentes,
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Hélder Dias
dedos. Fechou o pódio Mark Webber na terceira posição. O alemão Michael Schumacher chegou a ocupar o segundo lugar e por pouco não ganhava um lugar no pódio, pois o terceiro lugar esteve ao seu alcance, seguido de Vitaly Petrov e do brasileiro Felipe Massa. À que salientar o facto de Button ter recebido uma penalidade e ter fei-
O sétimo lugar foi para o Japonês Kamui Kobayashi que fez uma grande prova em Montreal. Jaime Alguersuari ficou em oitavo e Rubns Barrichello em nono. Em décimo e para fechar a zona de pontuação ficou Sebastien Buemi. Podemos sem dúvida completar dizendo que o Grande Prémio do Canadá, por todas as peripécias que nele se desenrolaram, foi definitivamente o
to seis passagens pela zona dos “Pit”, nada disto impediu uma segunda parte de corrida excepcional e o título bem merecido.
mais excitante de toda esta temporada. Próximo encontro GP da Europa em Valencia Espanha.
Resultados finais deste Grande Prémio do Canadá 1-Jenson Button (ING/McLaren) 2-Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) 3-Mark Webber (AUS/Red Bull) 4-Michael Schumacher (ALE/Mercedes GP) 5-Vitaly Petrov (RUS/Renault)
domingo começou chuvoso e friorento aqui no circuito com as bancadas completamente cheias. Chegaram as 13 horas, e depois de ouvirmos o Hino Nacional do Canadá interpretado pela cantora Quebequense IMA. Depois de mais de uma hora de espera, a prova foi relançada, e para a alegria e satisfação dos “fans” desta modalidade, valeu a pena esperar. Depois de 5 voltas com o carro de segurança na pista, esta foi declarada suficientemente segura para a saída da bandeira verde e assim permitir a continuação e o fim da prova. O grande vencedor seria o inglês Jenson Button .Na segunda posição Sebastian Vettel, que perdeu a corrida na última volta. O inglês partiu para cima de Vettel, que pressionado por este, cometeu um erro fatal e viu assim, uma quinta vitória lhe escorregar entre os A VOZ DE PORTUGAL
15 de junho - 2011
16 COMUNIDADE
Caixa Geral de Depósitos Chegou ao Canadá A
Caixa Geral de Depósitos foi fundada a 10 de Abril de 1876 tendo sido estabelecida como um banco estatal cujas funções principais eram a recepção de depósitos e a gestão da dívida pública. Subsequentemente a sua actividade operacional foi alargada à banca de investimentos e de poupanças. Em 1988 constitui-se o grupo CGD com a tomada de participações maioritárias no Banco Nacional Ul-
única instituição, o Banco Caixa Geral), na África do Sul (Mercantile Lisbon Bank Holdings), em Moçambique (Banco Comercial de Investimento), Cabo Ver-
até que em 2001 ocorreu a fusão por incorporação do BNU na CGD tendo desaparecido esta marca, excepto em Macau, onde o BNU continua como ban-
de (Banco Interatlântico, SARL e Banco Comercial do Atlântico) e EUA (Crown Bank). Em 2000 iniciou-se o processo de integração das estruturas comerciais e centrais da CGD e do BNU
co universal, emissor de moeda e agente do tesouro. Nesse mesmo ano o banco deu início à estruturação das suas participações financeiras por áreas de negócio através da criação de holdings sectoriais. Em 2011, O maior grupo bancário e segurador português inaugurou a semana passada o seu primeiro escritório de representação no Canadá, um espaço no coração de Toronto que coloca o mais novo reforço da presença internacional da Caixa Geral de Depósitos frente ao Consulado-Geral de Portugal nesta cidade, no 425 University Avenue. A gerente, que recentemente trocou o escritório de Bruxelas pela maior cidade canadiana, indicou como objectivo principal deste espaço “ir ao encontro das necessidades desta comunidade portuguesa, através de uma sólida presença no mercado e do desenvolvimento de fortes relações”. A localização escolhida para isso é perfeita, numa das mais emblemáticas avenidas, zona de grande movimento e visibilidade, e centro comercial e financeiro da cidade. Recorde-se que no primeiro trimestre de 2010, cerca de 25 por cento dos resultados líquidos da Caixa tiveram origem na actividade internacional e os responsáveis estão optimistas em relação a esta nova representação. A cerimónia de inauguração foi assistida pelo Embaixador de Portugal em Otava, Pedro Moitinho de Almeida, pelo Cônsul-geral de Portugal em Toronto, Júlio Vilela, e pelo adido social neste posto consular, Fernando Gonçalves, para além de vários outros convidados. Algumas horas depois, a CGD organizava um jantar comemorativo da abertura do seu Escritório de Representação no Canadá, realizado no hotel Four Seasons, ao qual estiveram presentes várias das entidades oficiais que tinham estado presentes ao cocktail de inauguração e individualidades ligadas à comunidade portuguesa e ao sector financeiro canadiano. A CGD surge em 34.º lugar nesta prestigiada lista, situado entre o Banco de Montreal (31.º) e o CIBC (37.º), dois dos cinco grandes bancos canadianos.
tramarino (BNU) e na Fidelidade que haviam sido transformadas em sociedades de capitais exclusivamente públicos. No ano de 1993 o banco alterou a sua designação para CGD,S.A. quando se transformou numa empresa de capitais exclusivamente públicos assumindo as características de um banco universal.
Posteriormente o Grupo efectuou aquisições de bancos a nível internacional: na Espanha (Banco Luso Español, Banco de Extremadura e Banco Siméon, sendo que estes três bancos se fundiram numa
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