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2005-05-25 - Jornal A Voz de Portugal

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Ano XLV • Nº 21

email: jornal@avozdeportugal.com A VOZ DE PORTUGAL, 25 de Maio

WWW .AVOZDEPORTUGAL. COM de 2005 - Página

25 de Maio de 2005

44 anos ao serviço da comunidade

GRELHADOS SOBRE CARVÃO

MAÎTRE CARROSSIER

8261 BOUL. ST-LAURENT Prop. Elvis Soares

(514) 389-0606

4231 Boul. St-Laurent, Montréal, H2W 1Z4

Mas a fé é que nos salva

Instruir e Educar Benjamim Silva

Lançamento da Primeira Pedra no Parque dos Açores…

P. 03-04 P. 05 P. 06 P. 08 P. 14 P. 15-16

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Chegou o dia! Ver pág. 8

O Benfica é campeão Foto de Michael Estrela

Nesta edição

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Fax: (514) 284-6150

Texto e fotos de António Vallacorba

Aproxima-se o fim do ano lectivo e com ele chega a atribuição de notas, as classificações, os certificados e os diplomas. A alunos e… professores são atribuídos valores de maior ou menos significado, mas que pretendem reconhecer os conhecimentos adquiridos pelos alunos e transmitidos (ou veiculados) pelos professores. “Prontos” (como dizem os portugueses de lá), este está acabado; até ao próximo ano escolar. Se nos debruçarmos sobre o panorama educativo mundial e, mais concretamente, sobre a paisagem educativa portuguesa, pouco mais vislumbramos que uma actividade instrutiva que, por vezes, se esforça por ser “nova” mas que, por inércia, não ultrapassa a velha rotina. Passemos às definições: “Instruir é ensinar, leccionar, adestrar, informar, esclarecer, transmitir conhecimento”. Sem margem para dúvidas foi isto que se fez ou que se intentou fazer. Daí não mais de estranhar a frustração daqueles agentes de ensino bem formados que ao findar cada ano lectivo (ou mesmo antes) mudam de ocupação, sujeitandose até a inferior estatuto profissional e a menor remuneração. Os que continuam lá vão prolongando a frustração até ao nível patológico dos estados neuróticos… Cont. na pág. 2

Revista de imprensa Opinião Crónica da economia O futuro das nossas tradições Formula 1 Desporto: Futebol

Tel.: (514) 284-1813 - 1 866 684-1813

O ponto final

O Benfica é finalmente campeão. 11 anos depois o povo volta a sair à rua e a gritar a plenos pulmões: “O Benfica é campeão”. Dúvidas houvesse de que este é o maior clube de Portugal e a noite de ontem deixou-o bem claro. Milhões de pessoas festejaram o ansiado título pelos mais recônditos cantinhos do País, dando largas a uma alegria que esteve escondida durante muito tempo. O Porto encheuse de benfiquistas, Lisboa também, o Estádio da Luz registou mais uma enchente e o aeroporto conheceu mais um vendaval. Tudo devido a uma e só razão. O Benfica é campeão. Uma vitória bonita e que merece ser celebrada. Parabéns, Benfica.

Ver pág. 8

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Manchete Instruir e Educar

Xutos e Pontapés em Toronto Cont. da pág. 1

“Educação é vida, mudança contínua, adaptação a meios em ininterrupta evolução” (G. Rouma). “Esforço dirigido no sentido da formação ou modificação da conduta humana” (A.M. Aguayo). Podíamos continuar a citar uma legião de notáveis pedagogos, mestres e inspiradores de tais “agentes de ensino bem formados”. Nas últimas dezenas de anos é tónica de cada manual de Pedagogia e de Didáctica a necessidade de se alargar, ou melhor, aprofundar o ensino até ao complexo educacional; cada novo programa publicado não deixa de salientar os factores educativos; através dos tempos e dos espaços não há desacordo: não basta ensinar, é forçoso educar! Todavia… quantos são os professores que com honestidade poderão responder que têm educado!? Se as respostas excederem umas tão escassas quanto honrosas afirmativas… melhor será olhar à nossa volta! Para além das queixas que além de frequentes são ampla-

mente justificadas (dimensão das classes, horário docente, programas, remuneração, avaliação…) falta ao professor uma sincera e adequada colaboração dos organismos oficiais e, acima de tudo, da família dos alunos. Abundam comissões e associações onde em estatutos pormenorizadamente elaborados constam impecáveis objectivos. Porém, quando em situação problemática, tendem à crítica negativa, em desfavor do apoio indispensável e tão necessário ao professor. Meditemos, então, sobre o parecer do grande pedagogo Aguayo: “Durante muitos séculos, o ensino se reduziu à instrução do jovem, porque a família desempenhava a contento a sua função educativa. Hoje que a família está em decadência, senão em dissolução, pede-se à escola que intervenha em tudo”. Para em tudo intervir (ou quase tudo…) as escolas precisam, mais do que nunca, da vossa colaboração! Ajudemnas a educar!

CONCURSO DE DATAS HISTÓRICAS I- No dia 18 de Maio publicámos cinco acontecimentos históricos aos quais falta a data. Hoje publicamos outros cinco. II- As respostas escritas, isto é, as datas desses dez acontecimentos, deverão ser recebidas (por mão própria, carta ou fax) em A VOZ DE PORTUGAL, 4231 Boul. St-Laurent, Montréal, Québec, H2W 1Z4, fax (514) 284-6150, até ao dia 01 de Junho de 2005. III- No dia 08 de Junho, A VOZ DE PORTUGAL publicará o nome dos primeiros classificados. IV- Em caso de igualdade, o vencedor será decidido por meio de sorteio e terá como prémio o livro CRÓNICAS DO BENIM… E DA ALMA (Pe. José Maria Cardoso), oferecido pelo nosso Editor Eduino Martins. ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS 6 – O Brasil proclama a sua independência 7 – Proclamação da República Portuguesa 8 – Fim da II Guerra Mundial 9 – Morte de Luís de Camões 10 – Morte de Eça de Queirós

DATAS ? ? ? ? ?

Nancy Martins O conjunto rock que toca para os portugueses há mais de 25 anos esteve de passagem em Toronto no último fim de semana. Todas as gerações se juntaram numa mesma pista de dança para assistir ao concerto canadiano da Tournée 3 de-sejos.

que consolam sempre ouvir. O palco era modesto (a minha alegre casinha...) mas os Xutos não precisam de grandes artificios para fazerem um grande espectáculo. Foi sufi-

ciente tocarem e cantarem com toda a energia que tinham e num só instante contagiariam os fãs. Valeu mesmo a pena deslocação até Toronto para assistir ao vivo ao concerto dum conjunto que marcou a música portuguesa e que reúne todas as idades numa mesma paixão.

O espectáculo ainda nem tinha começado e já audiência cantava e saltava enquanto esperava pelos seus ídolos. Estavam todos animados dado que a festa já tinha começado para muitos com a vitória do Benfica poucas horas antes. As expectativas eram grandes, mas os Xutos e Pontapés com uma grande experiência de palco, não deixaram ninguém decepcionado. Começaram com modas do último album “Mundo ao contrário” para terminar com os clássicos que todos já conhecem de cor mas

ÉDITEUR Eduíno Martins DIRECTEUR HONORAIRE Armando Barqueiro DIRECTEUR Benjamim Silva DIRECTEUR ADJOINT António Vallacorba RÉDACTEUR EN CHEF Sylvio Martins RÉDACTEUR ADJOINT Kevin Martins

Gustavo Fernandes nentes economistas do País, mas nem todas parecem ter o mesmo impacto na situação econômica. O Estado tem a obrigação e o dever de servir cada vez melhor os portugueses, elevar-lhes o nível e a qualidade de vida, com o menor custo possível e sem ser à custa daqueles que ganham o pão com o suor do seu rosto. Tal como estão e evoluíram nos últimos cinco anos, as contas públicas não enquadram e por mais austeridades transversais, vendas de “jóias ou ouro” que seja possível negociar, a situação de desequilíbrio das contas públicas continua. Reduzir ou retirar regalias, congelar promoções, restringir o acesso e moderar aumentos na função publicam diminuem o peso das despesas com o pessoal do Estado, mas reduz também o poder aquisitivo de mais de 700 mil funcionários, bem como a capacidade de consumo destes e das suas famílias, não contribuindo para diminuir o desemprego. Aumentar impostos indirectos sobre bens de consumo, gera de imediato novas receitas para o Estado, mas trava o consumo dos trabalhadores do

CENTRE DENTAIRE DR. CATHERINE LUU DENTISTERIE GÉNÉRALE, ESTHÉTIQUE ET PROTHÈSES NOUSACCEPTONS LE BIEN-ÉTRE SOCIAL, LACARTE D'ASSURANCE MALADIE, L'ASSURANCE DENTAIRE JOUR • SOIR • SAMEDI • URGENCES

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Sócrates tem a liberdade de escolha O primeiro–ministro José Sócrates tem a liberdade de escolha para impor as soluções que a situação econômica do País exige, mesmo correndo o risco de ver o seu partido penalizado, nas próximas eleições autárquicas, devido às medidas impopulares para estancar a hemorragia das contas públicas. As opiniões dividem-se entre o deixar cair as promessas eleitorais e agir em função da gravidade da situação econômica, como defende o ex-presidente da República Mário Soares, ou privilegiar os interesses partidários e aqueles que querem continuar a enganar o Zé Povinho. Trata-se de uma situação delicada, cuja diferença reside na escolha entre o País e o partido, à qual José Sócrates não pode nem deve adiar por muito mais tempo para que a sua credibilidade, enquanto chefe do Governo, não venha a deteriorar-se nem colocar em causa a confiança que os eleitores que conferiram. Muitas têm sido as receitas para solucionar a crise das contas públicas, as opiniões nos mais variados órgãos de comunicação social têm-se multiplicado na boca dos mais emi-

La Voix du Portugal The Voice of Portugal

angle Mont-Royal

527-8701

sector privado. Por outro lado, onerar a poupança por cortes de benefícios fiscais ou o adiamento de obras públicas prioritárias, contribuem para um maior encaixe e para o controlo da despesa pública, mas tem efeito negativo no investimento global. Quaisquer que sejam as medidas restritivas, inadiáveis, não podem limitar-se ao seu anúncio de austeridade em nome de uma expansão futura, que nunca mais chega, mas ser explícito com verdade e rigor a escolha de cada medida e quais os seus efeitos positivos a curto, médio e longo prazo. Por seu turno, o PS tem de cerrar fileiras em torno do seu Governo, apoiar o seu secretário-geral (José Sócrates) e falar a uma só voz, mesmo que venham a ser penalizados nas eleições autárquicas, mas fazendo a diferença com a oposição de facilitismo. Reflectindo, o que se sabe é que este discurso do défice tem uma história, que começou no último Governo de António Guterres, acentuou-se com Durão Barroso e com Manuela Ferreira Leite nas Finanças. Santana Lopes, que anunciou o fim da austeridade e Bagão Félix têm uma enorme responsabilidade por o País estar à beira de um défice de quase sete por cento. Certamente sem o seu discurso de facilitismo esse número seria menor. No entanto, Santana Lopes e Bagão Félix, por muitos erros que tenham cometido, só estiveram no Governo nove meses. Os responsáveis talvez tenham outros nomes. Para isso era necessário saber qual o montante do défice de quando Durão Barros e Manuela Ferreira Leite assumiram o Governo, e qual o seu valor de quando saíram.

COLLABORATEURS: Au Québec: Antero Branco Elisa Rodrigues Diamantino de Sousa Dinora de Sousa Gerald Tremblay Helder Dias J.J. Marques da Silva João Mesquita José de Sousa Maria Conceição Correia Manuel Carvalho Mario Carvalho Natércia Rodrigues Pe. José Maria Cardoso Victor Hugo En Ontario: Manuel Alves Louro (Toronto) Fernando Cruz Gomes (Toronto) Augusto Cerqueira (Ottawa) Au Portugal: Augusto Machado Gustavo Fernandes Lagoas da Silva Manuel Rodrigues Maria Helena Martins Miguel Carvalho Rui Costa Pinto SECTION JUVÉNILE: Organisatrice de la section: Susana Sequeira Collaborateurs : Anthony Nunes Kevin Antunes Maria Calisto Miguel Felix PHOTOGRAPHE: Antero Branco António Vallacorba Filipe Estrela José Rodrigues Michael Estrela ADMINISTRATION Kevin Martins INFOGRAPHIE: Sylvio Martins PUBLICITÉ: Conceição Ferreira Eduardo Leite Kevin Martins RPM Extérieur du Québec: Lingua Ads Services Portugal: PortMundo Promoção Cultural e Publicidade Ldª. Os textos, fotos e ilustrações publicados nesta edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, não vinculando, directa ou indirectamente, o cariz editorial e informativo deste jornal.

Courrier de deuxième classe; Numéro de contrat: 1001787 Dépôt legal à la Bibliothèque nationale du Québec et à la Bibliothèque nationale du Canada

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Revista de imprensa Despiste na A2 provoca três mortos e dois feridos graves Três pessoas morreram e duas ficaram gravemente feridas na sequência de um despiste ocorrido segunda-feira na autoestrada do Sul (A2), perto de São Bartolomeu de Messines, concelho de Silves (Algarve), disse fonte policial. De acordo com a Brigada de Trânsito da GNR, o acidente ocorreu cerca das 16:15 horas, ao quilómetro 234, entre o Nó de Messines e as portagens de Paderne, no sentido Norte/Sul. Segundo a mesma fonte, a viatura com cinco ocupantes entrou em despiste, «talvez devido a excesso de velocidade», e capotou, provocando a morte a três pessoas e ferimentos graves nas outras duas. Trata-se do acidente com maior gravidade ocorrido naquela auto-estrada na região algarvia. As vítimas foram todas transportadas para o Hospital do Barlavento, em Portimão.

Apartamento do Papa à venda no eBay por um euro O apartamento onde o actual Papa Bento XVI morou está à venda no eBay por uma base de licitação de um euro. Bento XVI viveu no apartamento, que se situa na Wurzerstrasse, em Bona, Alemanha, entre 1959 e 1963, quando se dedicava ao ensino de Teologia na Universidade de Bona. No mês passado foi vendido o automóvel do Papa por 182 mil euros.

Suspensão de multas aos produtores de leite O Governo Regional dos Açores, de acordo com o secretário regional da Agricultura e Florestas (SRAF), em conjunto com o ministro da Agricultura do Governo da República, suspendendo os pagamentos das multas aos produtores de leite açorianos, relativamente ao ano 2002/03. “Ao contrário daqueles que, tendo exercido o poder no Governo da República, e que, sendo dos Açores, remetiam o problema para a Comissão Europeia, demonstrando insensibilidade para com os produtores açorianos, o Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, pugnou pela ilegalidade das multas aplicadas, num combate titânico que só mereceu o apoio das organizações de produtores e seus dirigentes (associações agrícolas e Federação Agrícola dos Açores) e a abnegação de um dos eleitos pelos Açores ao Parlamento Europeu” – palavras da nota informativa da SRAF.

Défice: Bruxelas prepara processo contra Portugal Se o Governo português confirmar que o saldo negativo das contas públicas ultrapassará o limite de 3 por cento do PIB este ano A Comissão Europeia prepara-se para abrir um procedimento de défice excessivo contra Portugal, se o Governo português confirmar que o saldo negativo das contas públicas ultrapassará o limite de 3 por cento do PIB este ano. Em declarações à agência Lusa, a porta-voz do comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários afirmou que Bruxelas aguarda, apenas, que Lisboa entregue o Programa de Estabilidade e Crescimento actualizado, o que deverá acontecer até ao final deste mês. “Mantém-se a intenção de preparar um relatório sobre as contas públicas portuguesas, tendo em conta a sua deterioração, depois da análise do Programa de Estabilidade actualizado, que esperamos para breve”, disse a porta-voz do comissário Joaquin Almunia. O relatório sobre as contas públicas é o primeiro passo do procedimento por défice excessivo previsto no artigo 104º do Tratado de Maastricht. O ministro de Estado e das Finanças, Luís Campos e Cunha, anunciou hoje, em Lisboa, que o défice público para este ano apurado pela comissão independente liderada pelo governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, era de 6,83 por cento.

Paquistanês detido em Viseu Suspeito de ter assaltado bombas de combustível na cidade A PSP de Viseu anunciou hoje a detenção de um jovem paquistanês suspeito de ter assaltado umas bombas de combustível na cidade após ter agredido a funcionária que se encontrava de serviço, na madrugada de domingo. O comandante da PSP de Viseu, Simões de Almeida, disse à Agência Lusa que o jovem, de 22 anos, e um outro cidadão paquistanês que participou no assalto, “seriam conhecidos da funcionária, de nacionalidade búlgara”. Segundo a mesma fonte, os dois homens terão agredido a funcionária, levando de seguida entre 800 e mil euros da caixa registadora” do estabelecimento, situado na estrada do Sátão, em S. João da Carreira. “Fugiram a pé para o interior do bairro de S. João da Carreira, apanharam um táxi e fugiram para Mangualde, onde tentaram sair da viatura sem pagar”, contou. Segundo Simões de Almeida, “um deles conseguiu fugir, mas o outro ficou retido na viatura”, depois de o taxista ter accionado o dispositivo SOS e telefonado, via 112, para a PSP de Viseu, que pediu a intervenção da GNR de Mangualde. O presumível assaltante foi mantido sob detenção e foi hoje apresentado ao Ministério Público de Viseu, onde estava ainda a ser ouvido ao início da tarde. Segundo o comandante da PSP, “o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras informou que o detido está em situação irregular em Portugal”. O segundo paquistanês ainda não foi encontrado, “mas está identificado”, acrescentou.

ONU: António Guterres é o novo Alto Comissário para os Refugiados António Guterres é o novo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral.O ex-primeiro-ministro português foi escolhido de entre uma lista que integrava o francês Bernard Kouchner, antigo ministro da Saúde e ex-representante especial da ONU no Kosovo, o australiano Gareth Evans, presidente do International Crisis Group, em Bruxelas, e o tunisino Kamel Morjane, Alto-Comissário adjunto para os refugiados.O dinamarquês Soren Jenssen-Petersen, representante especial da ONU no Kosovo, a ex-comissária europeia e eurodeputada italiana Ema Bonino, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros sueco, Hans Dahlgren, e Mark Verwilghen, ministro da Economia, da Energia, do Comércio Externo e das Políticas Científicas da Bélgica completavam a lista divulgada no final de Março.

Comunidade em Londres está bem e coesa O Bispo do Funchal, Dom Teodoro de Faria e o secretário regional dos Recursos Humanos estão em Londres, a participar nas comemorações do Dia da Madeira, organizadas pela comunidade madeirense naquela cidade. Dom Teodoro de Faria e Brazão de Castro foram unânimes em salientar a união existente na comunidade. O governante apelou à participação política de uma comunidade composta por cerca de 100 mil pessoas. A comunidade madeirense no Reino Unido está bem, plenamente integrada e sem grandes problemas. A constatação, unânime, foi transmitida ao JM, pelo Bispo do Funchal, Dom Teodoro de Faria, e pelo secretário regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro, durante as comemorações do Dia da Madeira em Londres. Dom Teodoro de Faria sublinhou que é a primeira vez em que participa nas comemorações do Dia da Madeira (antecipado para Maio pela comunidade madeirense) em Londres, embora já tivesse estado em semelhantes comemorações noutros locais do mundo. E elogiou a organização do evento.

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Tel.: (514) 844-0116 Fax: (514) 844-9053

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Recorrer ao crédito para pagar as propinas Embora considere que «as propinas não são muito caras», o reitor da Universidade da Madeira (UMa), Pedro Telhado, diz que o apoio social aos alunos acaba em «montantes muito baixos». Uma das soluções que apontou para minorar a situação dos alunos com dificuldades financeiras seria a contracção de empréstimo. Muitos dos alunos têm dificuldades em pagar as propinas exigidas pelas universidades portuguesas. Sobretudo, nos últimos anos em que se verificou um aumento substancial das mesmas. O problema é reconhecido pelo reitor da Universidade da Madeira, embora considere que «as propinas não são muito caras». No entanto, é da opinião que o apoio social aos alunos acaba em «montantes muito baixos» o que faz com que tenham dificuldades em pagar as propinas. Uma das soluções apontadas por Pedro Telhado para minorar a situação dos alunos com dificuldades financeiras seria a contracção de empréstimo. «Deveria haver um sistema do sector público de apoio financeiro aos estudantes», disse. O atraso no pagamento das propinas é algo que, nos dias de hoje, é normal acontecer. Quando assim acontece, a instituição de ensino contacta o aluno a dar conta da situação, alertando-o para os riscos que corre no caso de não as actualizar. Embora haja quem não pague, o reitor da UMa referiu que as propinas acabam sempre por ser pagas por alguém. «O custo do Ensino Superior é sempre pago por alguém: ou é pelo próprio, ou então por algumas pessoas que não têm nada a ver, através dos seus impostos. A falta de dinheiro é para muitos motivo de desistência dos cursos. Dois em cada cinco alunos do Ensino Superior (40%) não concluem o curso devido a dificuldades económicas. A situação que está a ser aproveitada por algumas instituições bancárias que já criaram linhas de crédito a alunos universitários. UMa já tem curso póslaboral Há muitas pessoas que, mesmo já inseridas no meio laboral, gostariam de tirar um curso superior. No entanto, o horário de trabalho não permite que haja uma conciliação com o estudo intensivo que é necessário ter no superior. Existem universidades no País, que ministram cursos à noite, no horário pós-laboral, dando assim a possibilidade de estar a trabalhar, pagar as propinas e concluir o curso. Na Universidade da Madeira existe apenas um curso à noite que é o curso de Ciências Políticas. «Só temos este curso de ciências da cultura, porque temos vagas superiores aos outros cursos», disse o reitor. Sobre esta matéria, Pedro Telhado referiu no entanto que, além de só existir uma turma para satisfazer o pós-laboral, o problema reside no facto de tal envolver custos acrescidos. Outro problema apontado prende-se com o facto de os estudantes mais jovens, muitos sem transporte próprio, tivessem que estar na universidade até muito tarde. Racionalização de disciplinas O problema da carga horária no ensino português, nomeadamente no Secundário, é uma preocupação que já foi manifestada pelas entidades sindicais. No entanto, o mesmo também se verifica nos cursos do Ensino Superior. O reitor da Universidade da Madeira (UMa) admitiu a situação que, no seu entender, deverá ser ultrapassada para benefício dos próprios alunos. De acordo com Pedro telhado, há muitas horas de contacto entre os alunos e os professores e que, por isso, «os alunos têm que ser mais responsabilizados pela sua própria investigação e estudo». Mas, para isso, precisam de tempo para o fazer.

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Revista de Imprensa Défice atinge os 6,83 por cento em Março (actual.) O défice português era de 6,83 por cento em Março. O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças, Campos e Cunha, após o encontro de Vítor Constâncio com o primeiro-ministro, que serviu para a entrega do relatório sobre o estado das contas públicas. Para terça-feira está marcado um Conselho de Ministros extraordinário com vista à aprovação de medidas de combate ao défice.

Nenhuma taxa de serviço Preços competitivos aos dos bancos Aberto segunda a sábado Troca excelente de euros e dólares US

Governo vai alterar comparticipação

Marques Mendes contra aumento de impostos

O Governo vai apresentar propostas de alteração à comparticipação dos medicamentos. As ideias serão apresentadas dentro de um mês na altura em que for divulgado o Orçamento Rectificativo. A informação foi avançada por uma fonte do gabinete do ministro da Saúde, no dia em que foi conhecido um estudo encomendado pelo Infarmed e que recomenda a liberalização dos preços dos genéricos. A investigação aconselha também que a comparticipação do Estado em medicamentos que tenham genéricos passe por uma mudança do próprio regime, baseando-se no tratamento recomendado para as doenças e não no fármaco em si. Desta forma, «a taxa de comparticipação passaria a estar ligada ao diagnóstico e não ao medicamento», sendo que a indexação do apoio financeiro concedido pelo Estado estaria ligada «ao tratamento recomendado para cada doença específica». O presidente do Infarmed, Rui Ivo, «considera que é um modelo possível, que obviamente tem que ter instrumentos de apoio para acontecer». O responsável considera ainda que esta alteração pode «beneficiar os pacientes no sentido de introduzir uma maior equidade pelo facto de haver hoje diferenças que podem não ser justificadas relativamente ao financiamente de determinadas patologias». Rui Ivo esclarece ainda que a liberalização dos preços dos genéricos não significa o fim dos benefícios das comparticipações e pode até conduzir a redução do custo dos mesmos. Segundo a actual legislação, que estabelece a definição do preço do genérico, se um laboratório baixar o preço deste medicamento já não poderá voltar a subi-lo.

Marques Mendes está contra um eventual aumento de impostos. Na apresentação do candidato PSD/PP à câmara de Vila do Conde, o líder social-democrata disse que o Executivo não pode exigir mais sacrifícios se não reduzir a despesa do Estado. O presidente do PSD avisou o Governo de que os sociais-democratas se oporão a qualquer tentativa de aumento de impostos caso não haja «coragem para emagrecer o Estado». «Digo ao primeiro-ministro: não ceda à tentação de os aumentar enquanto não houver a coragem para emagrecer o Estado e gastar menos», afirmou Marques Mendes, na apresentação do candidato PSD/PP à Câmara de Vila do Conde, Santos Cruz. O líder social-democrata, que adiou para a «altura própria» uma reacção às medidas que o Governo pretende pôr em prática para equilibrar as contas públicas após a divulgação das conclusão por parte da Comissão Constâncio, realçou que o Estado «não tem o direito de pedir sacrifícios se não o primeiro a dar o exemplo de os fazer». «A pedra de toque para o sucesso ou insucesso [das medidas] é a coragem para reduzir a despesa do Estado. Gasta mais, tem de gastar menos. Qualquer outra política será injusta», concluiu.

ITÁLIA

3960 Boul. St-Laurent (514) 845-5115

Falamos português e italiano

Bruxelas lança procedimento por défice excessivo O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Joaquin Almunia, vai iniciar um procedimento contra a Itália por causa do défice excessivo que se cifrou nos anos de 2003 e 2004 em 3,1 por cento, anunciou segundafeira passada a porta-voz, Amelia Torres.

BBCGreve contra plano de despedimentos O protesto contra um plano que prevê o despedimento de

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FARO

PS promete hospital e Via do Infante sem portagens Faro vai ter um hospital central e a Via do Infante não vai ter portagens. Promessas de José Sócrates deixadas esta sexta-feira, por Jorge Coelho, na capital algarvia. Jorge Coelho levou até Faro as garantias que lhe foram transmitidas pelo primeiro-ministro José Sócrates: «Há duas coisas que são uma realidade do PS. Uma é que vai haver hospital central de faro, quer os nossos adversários queriam quer não. Outra é que com o PS não vai haver portagens na Via do Infante». Na apresentação pública de José Apolinário, candidato socialista à câmara de Faro, Jorge Coelho disse que é preciso acabar com a «arrogância e o folclore» na capital algarvia. «Chegou a hora de acabar com o folclore em Faro, chegou a hora de acabar com a arrogância em Faro, e chegou a hora de ter um amigo em Faro, e esse amigo é José Apolinário».

CLONAGEM TERAPÊUTICA

quatro mil trabalhadores da BBC levou jornalistas e outros funcionários da empresa a entrarem em greve. A paralização de 24 horas desta segunda-feira está a afectar as emissões de rádio e televisão. Os jornalistas e técnicos da BBC iniciaram esta segundafeira uma greve de 24 horas, em protesto contra um plano da empresa, anunciado em Março, que prevê o despedimento de quatro mil pessoas, consideradas «redundantes ao funcionamento da empresa» pelo novo director da estação Mark Thompson. O plano da BBC prevê não só o despedimento de 20 por cento dos seus efectivos, como também a privatização de alguns serviços que permitiriam a esta empresa pública poupar cerca de 514 milhões de euros por ano. A paralisação provocou alguns problemas na emissão de algumas rádios e televisões da BBC, levando à não transmissão de alguns programas ou à perturbação de outros. Este é o primeiro de quatro dias de greve previstos para a BBC. A União Nacional de Jornalistas e os sindicatos Bectu e AMICUS já indicaram que irão cumprir paralisações no dia 31 de Maio e 1 de Junho, bem como num outro dia ainda não marcado. Com estas datas, os sindicatos decidiram não prejudicar a emissão de grande eventos como o torneio de ténis de Wimbledon, que será televisionado pela BBC.

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Embriões humanos clonados pela primeira vez Dois grupos de investigadores conseguiram clonar, pela primeira vez, embriões humanos. O anúncio foi feito esta sextafeira, no Reino Unido. Os avanços anunciados podem ser benéficos para a substituição de órgãos sem se correr o risco de rejeição. Dois grupos de investigadores, um britânico e outro sul-coreano, conseguiram clonar pela primeira vez embriões humanos. A equipa britânica, do “Centre for Life” da Universidade de Newcastle (noroeste de Inglaterra) criou três embriões clonados, os primeiros na Europa. O grupo de cientistas conseguiu produzir com êxito um blastocito (um diminuto embrião nas primeiras etapas de formação) clonado de uma célula humana através de transferência nuclear. Já a equipa coreana, cujo trabalho está numa fase mais avançada do que a equipa britânica, conseguiu criar mais de 60 embriões clonados, a partir dos quais puderam fabricar células estaminais compatíveis com o ADN de uma pessoa. Para estes cientistas, a investigação abre novas perspectivas no tratamento de doenças como a diabetes e a doença de Alzheimer, ou substituir órgãos defeituosos sem correr o risco da rejeição de transplantes. Trata-se de «um passo em frente gigantesco para a ciência, até ao dia em que algumas das doenças mais devastadores poderão ser tratadas graças às células estaminais terapêuticas», declarou o prof. Woo Suk Hwang, da Universidade Nacional de Seul, que chefiou a equipa sul-coreana. Os progressos só poderão, no entanto, ser aplicados em pacientes daqui a vários anos.

CINEMA

«Alice», de Marco Martins, premiado em Cannes O filme de Marco Martins, «Alice», recebeu hoje o prémio «Regards Jeunes» para o Melhor Filme da Quinzena dos Realizadores, no 58º Festival Internacional de Cannes. «Alice» é a primeira longa-metragem do cineasta.


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Opinião As eleições autárquicas de Outubro Menus afrodisíacos

O país no vermelho

Alberto João Jardim

Augusto Machado

Rui Costa Pinto

As eleições autárquicas na Madeira tiveram sempre características muito especiais. O mesmo Povo soberano que já por oito vezes mandatou os sociais-democratas para a governação do arquipélago, com inteligência percebeu que o Desenvolvimento Integral passava, também, por uma coesão articulada, de pessoas, esforços e meios, do Governo Regional com as Câmaras Municipais. Inteligentemente, o Povo soberano compreendeu que os resultados pretendidos, na sua ousadia e velocidade de concretização, necessitavam de um modelo lógico e sólido, não perturbado por uma disseminação de conflitos localizados. Não se pode estudar as razões do sucesso da Autonomia Política, nestes vinte e nove anos, sem considerar também factor essencial, o espírito de equipa, quer em pessoas, quer em instrumentos materiais e financeiros, que felizmente vingou, foi constante, entre o Governo Regional e Munícipios. No fundo, em vez de separações egoístas e incovenientes, do tipo cada um puxar para seu lado, conseguiu-se estabelecer uma identificação racional e pujante, num projecto único e eficaz. Foi a Doutrina de que o projecto Madeira é um só, Deputados, Governantes e Autarcas são os seus «braços armados». Obviamente que nem tudo saiu perfeito. Obviamente que até seria intelectualmente desonesto que, nesta e em qualquer outra obra humana, se exigisse a perfeição. Mas, ninguém com bom senso se atreverá a afirmar que a Região Autónoma ficou aquém daquilo que colectiva e racionalmente sonhámos. Todos sabem, mesmo que finjam não o reconhecer, que o realizado, o concretizado, o pulo económico, social e cultural que demos, há vinte e nove anos atrás nem os mais optimistas o previam. O segredo para este sucesso, também assenta no trabalho de equipa, político-administrativo, que se soube estabelecer e cultivar. E quando se fala de «novo ciclo» para a vida do arquipélago, obviamente que esta estratégia até tem mais interesse em mantê-la reforçada. Embora, nestes vinte e nove anos, por quantos «novos ciclos» a Madeira passou?… E a verdade, é que a «receita» vingou sempre. Poder-se-á recordar que, em vários mandatos, os sociais-democratas não fizeram o pleno dos onze Municípios. Chegou a haver dois da Oposição. Mas quem observar desapaixonadamente esses momentos, também pode já retirar conclusões pedagógicas. A trapalhada que os socialistas fizeram, sempre que na titularidade municipal. Trapalhada, na medida em que nunca sabiam o que queriam, eram de uma hesitação permanente e catastrófica, sem capacidade de decisão e de ver longe. Desta trapalhada, resultou uma quase paralisia de investimentos autárquicos, e mais uma preocupação de a Câmara ser um meio para combater politicamente os sociais-democratas. Como se esta fosse a prioridade, como se a prioridade não fosse o bem-estar de todos os Municípes, independentemente das respectivas opções políticas. Basta ver a diferença de desenvolvimento entre esses «períodos socialistas» e os «períodos sociaisdemocratas» que se lhes seguiram! É abominável que os socialistas tivessem prejudicado as populações à sua responsabilidade autárquica, fazendo fé nessa estratégia absurda de, através da paralisia administrativa, provocar um descontentamento que eles julgavam ir atingir os sociais-democratas! E de duas coisas não se pode acusar a governação social-democrata, nesses «períodos». A de não ter mantido, nesses Concelhos, o mesmo ritmo de investimento que nos outros. A realidade é visível para quem não sofra de memória curta. E o não ter propiciado os meios financeiros necessários, e por igual critério, a todas as Câmaras Municipais. A documentação, bem como as Entidades fiscalizadoras, bem provam a equidade de tratamento. Quem não fez o que outros, depois, foram capazes de fazer, foi porque não quis ou não teve competência. Costumo dizer que as eleições autárquicas não são fáceis de fazer. Principalmente ao nível de Freguesia, a Cultura madeirense, nas suas qualidades e defeitos como outra qualquer, alimenta-se muito das rivalidades e quezílias pessoais, em nome das quais por vezes se esquece o essencial — o projecto comum — para nos perdermos em acessórios individualistas, até mesmo egoístas. Esquecendo que o «óptimo», na prática, revela-se inimigo do «bom», bem como a «obra», no mínimo, só pode ser COLECTIVA, de equipa grande. Esquecendo, também, que se tem de ir renovando com prudência, sem afectar coesões indispensáveis, fazendo, ao ritmo certo, aparecer na vida pública os bons Quadros que as novas gerações vão propiciando. Felizmente que a Educação generalizada que ao longo destes tempos vem aperfeiçoando o Povo Madeirense, acabou por estabelecer uma maturidade democrática maior.

Só faltava mais esta. Menus afrodisíacos. As pessoas são capazes de tudo fazer para conseguirem o prazer do amor: afrodisia. Aquela força que gera apetites sexuais. Ostras ou salmão. Abacate, tomate e goiaba. E não estamos a falar de uma nova dieta, mas de alguns dos alimentos mais cobiçados para preparar pratos cheios de segundas intenções. Dizem que não fazem milagres, mas ajudam... Quem abre um restaurante de comida afrodisíaca pode acreditar que a ideia vai ser um sucesso. Seja por mera curiosidade ou porque há sempre alguém que já experimentou e não tem dúvidas do sucesso da experiência, a verdade é que os alimentos afrodisíacos têm cada vez mais adeptos. O desejo de impressionar o/a parceiro/a serve de desculpa para justificar o crescente interesse nos alimentos considerados afrodisíacos – ervas, plantas, frutas e doces – que por isso estão a ganhar espaço na culinária mundial. Chakall, professor de aulas de comida afrodisíaca na escola Aulas de Cozinha, em Oeiras, garante que não tem dúvidas sobre o poder da confecção destes alimentos, desde que “sejam seguidas algumas regras”. Conhecedor e detector de alguns segredos em forma de ingredientes, bem melhores que o famoso “pau de cabinda”, o cozinheiro conta que já foi testemunha dos “efeitos secundários” de uma dessas refeições. “Já assisti à situação de um casal que, após um jantar extremamento erótico-afrodisíaco, decidiu ter relações sexuais à frente de todos”, relembra. Chakall refere que cada alimento tem propriedades positivas e negativas. Com as gorduras saturadas a destruir qualquer desejo ardente, os benefícios surgem a partir do momento em que na ementa constem alimentos como a batata doce, agrião, ameixas ou frutos secos como a amêndoa, avelã ou amendoim. O professor adianta que, “a vitamina A ajuda a contornar os problemas de impotência, enquanto a vitamina B é uma regeneradora das hormonas”. Abacate à mesa. Mais do que uma questão psicológica, Nuno Nunes, representante da Associação Nacional de Nutricionistas, explica que alimentos como o cacau, amendoim, tomate, alecrim ou hortelã e ginseng contêm a feniletilamina, substância responsável pela sensação do prazer. Mas não é apenas este composto que atiça os desejos. Para além de um excelente antioxidante, a vitamina E é também uma substância imprescindível na reprodução e estimulação sexual. “Para os antigos aztecas do México, o abacate era conhecido por “awakatl” (testículos), pois perceberam que o fruto tinha um poder afrodisíaco”, acrescenta o nutricionista. Todavia, e apesar destas verdades científicas e porque as coisas nem sempre correm como se espera, o melhor é não esperar que a comida resolva tudo. Embora seja verdade que alguns alimentos e formulações culinárias são ricos em compostos e vitaminas necessárias para desencadear o acto sexual, há outros factores que se devem tomar em conta, tais como os ambientes ou até mesmo o aspecto do prato apresentado. Seja qual for a ementa escolhida, o melhor é não deixar a questão por mãos alheias e fazer o gostinho ao dente.

Os portugueses vivem ao ritmo dos sucessos do futebol, enquanto a economia e as finanças públicas continuam a somar desaires. Chegou a triste realidade.Com o fim do campeonato de futebol, que consagrou a vitória do Benfica, depois de um jejum de onze anos, o país prepara-se para conhecer a dimensão do desastre das finanças públicas.Depois da euforia desportiva, que vai varrer o país, para comemorar os vencedores da Liga e da Taça de Portugal, uma série de números negros vão impor uma realidade sombria, que está a fazer tremer até os mais optimistas.Apesar de todas as vicissitudes que se viveram no futebol ao longo do ano, que culminaram no processo do Apito Dourado , os portugueses ainda continuam a encontrar no desporto-rei o único alimento para a alma. De facto, à excepção dos êxitos desportivos, não há muitos motivos para festejar na economia e na contabilidade pública.Um défice estimado da ordem dos 6,83%, uma economia a crescer abaixo da média europeia e a permanente ameaça do crescimento do desemprego são indicadores suficientemente graves para fazer soar todas as campainhas de alarme.Mais do que a confirmação de uma classe dirigente incapaz, os números das contas públicas atestam o falhanço de uma geração de economistas que passou pelo poder, nas duas últimas décadas. O primeiro-ministro, no debate mensal, no Parlamento, vai anunciar as medidas para combater a situação. É uma oportunidade de ouro para conciliar o país político com o país real.Os portugueses estão há muito preparados para enfrentar o caos nas finanças. O que ainda não perceberam é se o governo socialista também está preparado para assumir as suas responsabilidades.O tempo da gestão do silêncio acabou. Agora, José Sócrates tem de falar claro para arrancar o país das garras da crise.Passado o tempo da euforia despesista , chegou a hora de pagar a factura.Depois da dissolução de uma maioria parlamentar, em Dezembro de 2004, governar com seriedade, sem populismos e megalomanias irresponsáveis, passou a ser a única forma de garantir a permanência no poder e de ganhar eleições.

Conhecer as contas Henrique Monteiro Pela segunda vez, em menos quatro anos, somos confrontados com o facto de a situação orçamental ser pior do que a prevista. Em 2002, Durão Barroso fez o célebre discurso da «tanga» e com isso eximiu-se a cumprir a sua principal promessa eleitoral - baixar os impostos. Em 2005, embora o Governo guarde um prudente silêncio, já se sabe - basta interpretar as palavras do Governador do Banco de Portugal - que se prepara igualmente para inflectir algumas das promessas feitas. De situações como estas podemos retirar duas hipóteses, ambas bastante tristes: ou os Governos desconhecem totalmente a realidade quando fazem os seus programas, ou conhecem-na, mas omitem-na de forma a poderem fazer promessas sugestivas (baixar os impostos, ou aumentar prestações sociais, por exemplo). Se o caso é o primeiro, diremos que é absolutamente anormal que um partido que a todo o momento pode ser Governo, como é o caso do PS ou do PSD, não saiba o que se passa quanto em matéria de contas do Estado. E, se os estados-maiores não sabem, imagine-se o que saberá um cidadão eleitor, por muito esclarecido que queira estar. Se o caso é o segundo, estamos perante uma mistificação inaceitável que não merece contemplações. A omissão da real situação de forma a fazer propostas mais atractivas, que já se sabe não poderem ser cumpridas, equivale a uma traição ao eleitorado. Seja um caso ou o noutro é urgente e necessário criar mecanismos que assegurem transparência orçamental. Para que o desconhecimento não possa ser evocado e, mais do que isso, não possa sequer ser verdadeiro.

Festa da Amizade Sábado 4 de Junho às 18h30 Na igreja St-Enfant Jésus, no 5035 St-Dominique

Ementa: Sopa e Salada Lombo de porco com batatas e legumes Sobremesa e café

Animado pelo Conjonto Tropical Os Bilhetes estão à venda na Padaria Lajeunesse, Terra Nossa Brasil, Padaria Notre-Maison, Jl Couture. Para mais informações tel. Maria Melo ao 514. 274.1990 ou Garette Silva ao 514.272.5629

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Vária Portugueses pobres e falidos vão apertar ainda mais o cinto Jorge Castro Os escândalos políticos e a corrupção sucedem-se a um ritmo africanista, mas Lisboa vai cantando e rindo Portugal parece estar no princípio do fim. Tem quase 500 mil desempregados para uma população activa de 5,5 milhões, valor nunca visto nos últimos 22 anos. Os escândalos políticos e a corrupção sucedem-se a um ritmo africanista. Onde está a solução? Há quem diga que é preciso trabalhar mais e ganhar menos, que é preciso aumentar os impostos, acabar com empregos vitalícios, aumentar a idade da reforma e diminuir os benefícios fiscais, congelar os vencimentos. No entanto, ainda ninguém disse que a única saída é acabar com estes políticos. Está visto que eles não são a solução para o problema mas, isso sim, o problema para a solução. Conta-se que um ministro disse que não, que antes não angolano recebeu, em Luanda, era rico. E em jeito de quem um ministro português. Sim- quer dar explicações, convidou pático, o ministro angolano o outro a ir até à janela. convidou o outro para ir lá a - Está a ver aquela urbanizacasa. O ministro português ção? - Sim - respondeu o portu(seja do PS, do PSD, do PP ou (in)dependente) foi e ficou guês. - Pois ela foi adjudicada por espantado com a bela vivenda. Com um ordenado de minis- 100 milhões. Mas, na verdade, tro como é que o meu amigo só custou 90... - disse o angoconseguiu tudo isto? Não me lano, piscando o olho. Tempos depois, o ministro diga que era rico antes de ir angolano foi de viagem a Lispara o Governo? O ministro angolano sorriu, boa. O português quis retribuir

a simpatia e convidou-o a ir lá a casa. Era um palácio. O angolano nem queria acreditar, gaguejou perguntas sobre como era possível um homem público ter uma mansão daquelas. O português levou-o à janela. - Está a ver aquela enorme extensão de sobreiros? - Não. - Pois. Entre os desempregados, são as mulheres que cada vez mais têm dificuldade em encontrar emprego. Igualmente preocupante é o desemprego de longa duração (há mais de um ano sem emprego). Isso mesmo foi admitido pelo secretário de Estado do Trabalho e Formação Profissional, Fernando Medina, reconheceu que “a situação do desemprego é difícil”, sobretudo em “algumas regiões do país” como o Norte, onde o INE identifica uma taxa de desemprego 8,7%, superior à média nacional. Trata-se, sobretudo, dos distritos mais industrializados, como Porto e Braga onde se sucedem os casos de empresas a encerrar e empresários a levantar voo...

Para fazer face ao problema, Fernando Medina adiantou que o Governo tem pronto um plano acção. Numa primeira fase, pretende desenvolver uma “acção preventiva junto das empresas com dificuldades”, “mobilizando os diversos investimentos públicos” antes que atinjam um ponto de ruptura. De seguida, está previsto um plano de “prevenção junto das pessoas”, nomeadamente com formação profissional. Por último, uma “acção reparadora para aqueles que já se encontram na situação de desemprego”. Com todo este cenário, a que se junta um défice superior a 7%, os portugueses (sobretudo os que são trabalhadores dependentes) já deixaram de ter a corda no pescoço. Estarão melhor? Não. O que acontece é que já não têm pescoço. Assim sendo, sejam quais forem as cores dos políticos “made in Portugal”, o que espera os portugueses são mais impostos, salários congelados, menos reformas e políticos e gestores públicos a viverem à grande e à francesa. Tudo até que, um dias destes, a barriga vazia obrigue os portugueses a dizer: Basta!

Exposição de arte popular Silvia Pedroso expõe os seus trabalhos de arte popular no próximo domingo, dia 29, na sala da Missão do Centro Comunitário Santa Cruz. É uma ocasião única para apreciar, ou obter quadros, caixas e artigos de cerâmica coloridos e “diferentes” para embelezar e dar cor à sua sala ou a sua cozinha. A exposição estará aberta da 9h00 às 17h00 da tarde. A artista estará presente à partir da 13h00. Se não tem nenhuma actividade especial nesse dia, venha confraternizar e apreciar mais um valor artístico da nossa comunidade.

Semana açoriana Quarta-feira dia 25 à 20h: Conferência pelo Pe. José Vieira Arruda: Introdução à sociedade Açoriana. Estreia do filme: Quando o Mar Galgou a Terra. Quinta-feira dia 26 às 20h: Conferência pelo Pe. José Vieira Arruda: O Mito do Divino na Consciência Colectiva do Povo Açoriano. Sexta-feira dia 27 às 18h: Distribuição das Pensões do Divino Espirito Santo. Abertura do Impérios do Divino Espírito Santo no recinto do Centro Comunitário Português de Laval. Ass. Portuguesa de Nossa Senhora de Fátima, 1815 Favreau, Chomedey, Laval.

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Crónica da economia QUEM ESTÁ SEGURO? Jorge De Pina 514-770-9974 Para responder a esta questão vamos ter que falar da origem dos seguros e da sua essencia. Antes, iremos recordar o título da primeira página do jornal de Montréal, já alguns dias: “ 40 000$ POUR RAPATRIER LEUR PÈRE ! Sans assurance, il fait un ACV au Mexique “ esta é mais uma das realidades vivida por uma pessoa que nunca quis pegar alguns minutos e compreender as vantagens dos seguros. Nós seguramos os nossos carros anos após anos e não metemos em questão, sòmente quando chega o momento em que um conselheiro financeiro nos perguntar: terias dez ou quinze minutos para nós vermos conjuntamente, as vantagens por ti e a tua família de procurares uma proteção em caso de acidente ?E lá vem o eterno, é melhor na próxima semana ! Na realidade o seguro vida não é obrigatório como o seguro automovél e não gostamos de pensar que os acidentes podem nos atingir. A verdade é que os seguros, principalmente o seguro vida, imaginados pelos povos antigos para socorrer suas necessidades de proteção, nunca teve tanta utilidade como no mundo que hoje vivemos. Ora, examinando nós as vantagens que um segurado tem todas as vezes que na sua vida há uma causa para a intervenção da Companhia, vê-se que estas excedem muito o sacrificio feito, pois que nem proporção há entre a quantia que recebe e os prémios que tem pago. Nestas condições, podemos concluir que a existencia das Companhias de Seguros é de uma utilidade absoluta, para não dizer, de uma necessidade imperativa. Dado que não podemos por em causa os méritos dos produtos de seguros devemos comprender as proteções que melhor se adquam às nossas necessidades.E pequenas questões como estas: 1. O que é e para que serve a proposta de seguro? 2. Que benefícios fiscais estão associados a este tipo de investimento?

O cantinho da poesia Não subas depressa Nunca subas depressa Quando precisão não há A maior queda começa No salto que agente dá.

Também não incomodes Aquele que quer subir Porque se o fizeres não podes Subir ao alto sem cair.

Sobe, mas devagarinho, Nunca dês empurrões Íngrime é o caminho E podes dar tropeções

Tudo quer subir na vida Dê o resto onde der Mas nem sempre a subida Se dá como agente quer.

Ao subir vai com cautela Sem a ninguém fazeres mal Não sejas o barco à vela No meio dum vendaval.

Feliz quem devagar sobe Gente velha ou gente nova Como a paciência de Job Que o diabo pôs à prova.

Ao subires olha primeiro No que tens à tua roda Não queiras ser interesseiro Vê se nada te incomoda.

José Eliso Moniz

Fala Fala a sério e fala no gozo Fá-la p’la calada e fala claro Fala deveras saboroso Fala barato e fala caro Fala ao ouvido fala ao coração Falinhas mansas ou palavrão Fala à miúda mas fá-la bem Fala ao teu pai mas ouve a tua mãe Fala francês fala béu-béu Fala fininho e fala grosso Desentulha a garganta levanta o percoço Fala como se falar fosse andar Fala com elegância - muito e devagar. Alexandre O´Neill


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Saudade Testemunho dum Imigrante Os Países também emigram Manuel Louro I - EM CADA HOMEM SE INCARNA A ALMA DO SEU PAÍS Ao escutar a canção de Roger Whitteker - “Moi j’ai quitté mon pays bleu” - em que exprime, numa linguagem maravilhosa de palavras, música e voz, a sua nostalgia das fronteiras do passado, certamente que todo o emigrante, em qualquer parte da terra, ressente e vive nesta canção, espelho e eco dum sonho longínquo, a sua história pessoal. Surpreendido e com um aperto no coração descobre, emocionado, que tendo deixado também um dia o seu país natal, este país nunca o deixou, sempre o acompanha como a voz duma consciência omnipresente. Esta doce presença ausente imprime sua força inefável em cada gesto da vida nova, como a fonética da língua materna impregna, da sua graça e cor, cada palavra e frase da nova língua que adoptou. Se, é verdade (segundo as leis da biogenética e da psicologia) que o rosto humano reflecte não apenas o carácter e a personalidade de cada indivíduo mas também os traços fisionómicos da sua linhagem genealógica, não é menos verdade que em cada homem se reincarna a “alma”geográfica, social, histórica e cultural do país que o viu nascer, que o alimentou, vestiu, cultivou, desenvolveu e educou, pois que o homem é, incontestavelmente, o produto do seu meio natural, (tudo o que o rodeia exerce sobre ele influência decisiva maior ainda na tenra idade) e é através da natureza física que cada ser humano se identifica e se manifesta. Deste modo, e porque o homem é essencialmente um ser de comunicação, o emigrante descobre, cedo ou tarde, o desejo e a necessidade inevitáveis de se exprimir sem vanglória, “explicando” o país que “implica”, mistificando-o, aureolando-o e cantando-o até, como a água do regato que gargareja e cantarola, ao longo do caminho acidentado do seu destino, a glória das origens, fonte distante donde brotou, berço mimoso das suas primeiras carícias. O emigrante, por mais humilde que seja e não obstante as dificuldades que viveu na sua terra, “canta e espalha por toda a parte…” a sua pátria, transportando-a nos germes da sua raça, na sua voz e mais ainda, na alma e no coração. Sente necessidade de manifestar bem alto o sentimento escondido e tímido de tantos outros que olham, sem palavras nem murmúrios, os farrapos da sua história tão parecida, tecida de coragem heróica, de sangue e lágrimas, de alegria e felicidade, de trabalhos, dores e penas. Este emigrante, imaginário ou real, vive intensamente o emocionante monólogo da solidão, não sabendo por vezes mais do que balbuciar as palavras “merci” ou “thank you” a todo o gesto anónimo vindo das mãos benévolas dum estrangeiro. Mas o emigrante, ao bater à porta da consciência do país da sua escolha, é portador desta grande e nobre mensagem: Nenhum emigrante, em qualquer parte da terra, é mendigo, apátrida, “nómada” ou estrangeiro, mas cidadão e co-proprietário, de direito e de facto, da pátria comum que ajudou a construir algures e cuja riqueza, grande como a sua alma, é por ele dada a conhecer, compartilhada e oferecida generosamente a todos os que, como ele, se empenham em construir juntos, a verdadeira TERRA DOS HOMENS, Lugar de luz e de paz, onde faz bem viver e cujas fronteiras desafiam as do coração universal. O seu “saco às costas” não é singular, é o saco de todos os homens. Tal é o ideal do país emigrante que atravessou o Oceano no “barco” dos seus filhos, que vogou discretamente em direcção ao Canadá hospitaleiro, belo e grande, para com ele viver na harmonia, no respeito e na amizade. Este velho país colega, mais do que a sonoridade do seu nome e mais do que a beleza e riqueza da sua vasta história, traz consigo e vem oferecer-lhe toda a densidade e integridade do seu ser em mãos fiéis plenamente abertas. Este velho país amigo, no meu caso, é Portugal. II- CADA PAÍS SE DEFINE NO ESPAÇO PELA HISTORIA DO SEU POVO Portugal, lindo “jardim de flores à beira mar plantado”, “brinquinho que a Europa traz na orelha...”, rectângulo lusíada de “nobre povo, nação valente e imortal...”, este pequeno mas grande país, pela sua posição topográfica - de costas voltadas para a Europa

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- viu-se irremediavelmente forçado, desde o seu nascimento há oito séculos, a olhar, noite e dia, o espaço infinito do Oceano Atlântico (Alegoria da Caverna de Platão?...) em cujas águas convulsivas de perigos, o céu azul reflecte a multiforme fisionomia da sua beleza e cuja atracção irresistível encheu de acontecimentos sublimes as mais belas páginas da sua história. Oh! Portugal de Abril, dos cravos, de Fátima, do fado da saudade!... O carácter deste país modelou a alma do seu povo. No coração da sua história, toda ela se anima sobre a terra e sobre o finar, numa paradoxal mistura de coragem e de lirismo, de bravura e de doce humanismo, de combatividade e de mística, numa melancólica “saudade” feita de agressividade amorosa e de amor trepidante, de contentamento descontente, de fogo que aquece sem queimar, de doce tormento que convida o coração a uma perpétua alerta. Gente do mar, ( “Heróis do mar...”, assim começa o hino nacional) intrépidos conquistadores, bravos guerreiros, fieis amorosos, os descobridores do Globo, missionários da Cruz levando nas “caravelas” o sonho e o ideal das descobertas com a mensagem do Evangelho. São os primeiros a chegar em todo o lado e voltando à Pátria, trazem consigo a certeza vivida e o sentimento figurado que o horizonte visual não é o limite do espaço, e que o espaço do tempo ultrapassa, sem medida, a curva fictícia e monótona do Sol dos nossos olhos, para se, unir ao ponto ómega da unidade na diversidade e da grandeza. Poetas, cosmólogos, cientistas, astrónomos, navegadores... os portugueses fizeram do seu país o centro do universo que mergulhou a alma até aos quatro cantos do mundo, trazendo a si os cinco continentes da Terra, dando ao mundo novos mundos. “As armas e os barões assinalados, que da ocidental praia lusitana., por mares nunca dantes navegados”... assim cantava CAMÕES nos Lusíadas , a imortal epopeia dos portugueses, inspirados pelas descobertas marítimas. Vasco da Gama, Fernão de Magalhães, Afonso de Albuquerque, Gago Coutinho, Infante D. Henrique, Nuno Álvares Pereira, Luís de Camões... que plêiade de heróis da Pátria! Santo António de Lisboa, S. Francisco Xavier (o missionário das Índias), S. João de Brito, Santa Isabel Rainha..., e quantos outros que povoam o Céu! A história portuguesa é longa, acidentada e bela. E casa momento desta majestosa epopeia deu ao tempo a policromia do seu espaço, na unidade duma quarta dimensão que só a inteligência conhece. O passado vive-se no presente e os dois determinam o futuro dos homens e das nações. Um povo que vive profundamente a densidade da sua história através dos pergaminhos evitarmos da memória é necessariamente um povo do tempo. Um povo que insufla a sua presença na terra e no mar, consciente do seu destino (fado) no infinito que o rodeia, é evidentemente um povo do espaço. ‘’Eis o “espaço e o tempo” do meu país de origem! Eis o eco zumbidor dum murmúrio que vem de longe, o grito do meu espaço que viverá em mim para além do moinho do tempo que a terra desenhou - lá onde não haverá mais nem espaço nem tempo mas o eterno presente! Foi assim que um povo gravou seu nome indelével no solo lusitano e que o heroísmo dos seus descobridores a tenacidade de tantos emigrantes escreveram em terra, mar e nos ares a palavra PORTUGAL. “Saudade” III- BANDEIRA DO EMIGRANTE

Presença da ausência na lembrança do passado Romagem às origens dum princípio sem princípio Retrato colorido duma vida já vivida Um álbum sempre aberto com imagens do caminho Mirante sobre as nuvens, sobre o tempo e sobre o espaço Varanda sobre os campos do labor de cada um Farol que alumia o roteiro do navio quando está longe da terra Montanha escarpada que se sobe e que se desce sem fadiga a toda a hora Janela transparente que se abre e que se fecha sem que a luz desapareça Melodia que se escuta, sempre a mesma e sempre nova Sinfonia incompleta dum autor desconhecido Mistério desvendado que ninguém pode esconder Romance duma folha que o Outono fez cair Lamúria inconsciente dum bébé que não tem mãe Memória para os jovens das histórias da infância Rosário do velhinho à lareira do seu fim Regato que murmura, que corre, canta e volteja E que mais se avoluma à medida que se afasta Saudade!... meiga saudade Aroma de alecrim Doçura maternal Perfume de amizade Amor, sonho e tristeza Vitória e derrota Labuta e descanso Pobreza e riqueza Revolta e gratidão Poeira em rodopio Abrigo, paz e guerra Pecado, graça e perdão Espinho que penetra e cujo mal não atormenta Doença sem ter cura suportada em silêncio Agulha que reúne, numa teia de ilusão, os farrapos da existência Balada solitária pela borda do caminho Passeio à tardinha nos carreiros do destino Romance sem ter título Espaço num só ponto História num capítulo Amor de eterno encontro Viagem duma seta Momento duma aurora A mais pequena recta Entre o foi e o agora Saudade!... quem a não Na carta de um ausente? Saudade!... quem a não viu Nos olhos de tanta gente? Saudade!... quem a não viu Passar a todo o instante... E entrar como surpresa Em casa do emigrante? Saudade!... palavra rara Património e riqueza Que nenhuma língua tem Só a língua portuguesa

“Nossa Senhora das Dores Tem sete espadas no peito Saudade tem sete letras Que ferem do mesmo jeito” (Coimbra, Penedo da Saudade)

Saudade são sete letras Que se dizem sem falar Que se cantam sem ter voz E se rezam a chorar

Saudade são sete estrelas “Sete estrelas” do emigrante Que apontam as paragens Dessa terra tão distante

Rainha de Portugal Senhora da Conceição Teu manto é a saudade Sáudade o meu coração!

Saudade... meiga saudade Magia que enfeitiça Calor que tanto queima Orvalho e tempestade Silêncio e barulho Ciclone e bonança Cegueira e loucura Corrida que não cansa

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Recordação Mas a fé é que nos salva Cont. da pág.1 Na Missão Portuguesa Santa Cruz, a comunidade esteve novamente em ambiente festivo, em virtude da realização da solenidade do Senhor Santo Cristo dos Milagres no sábado,

rosa para a nossa comunidade, dignou-se integrar na procissão a ministra provincial da Imigração e Comunidades Culturais, Lise Thériault, que se fez acompanhar da sua asses-

domingo e segunda-feira. E, tal como sucedeu em S. Miguel, sob condições atmosféricas menos favoráveis. Não obstante, fez-se a tão aguardada e vistosa procissão

sora, Anabela Monteiro. Nesse aspecto, relevo, também, para a presença de outras entidades cívicas, tais como Francisco Salvador, conselheiro das Comunidades Portuguesas; Eduardo

sem a presença da chuva, mas cujo trajecto, pela ameaça que aquela apresentava, levou o desfile apenas até à Rua Marie Anne. Nesse maior dia festivo, já chovia durante a mui nobre celebração eucarística, presidida pelo padre Marco Faria, natural da Bretanha, mas a prestar serviço na Ilha Terceira, e que até nós se deslocou para nos ajudar a viver mais intensamente esta bonita tradição do nosso povo. Com acompanhamento pelo Coral do Senhor Santo Cristo dos Milagres, foram também celebrantes o padre José M. Cardoso, padre José V. Arruda, padre Lourenço Ruba e o padre António Araújo, coadjuvados pelo diácono António Ramos. Numa distinção muito hon-

Dias, notário; Manuel Puga, hoteleiro; e Eduino Martins, da firma Alfred Dallaire, entre outros. Eram 17h00 quando saiu o guião, tendo estado as nossas três filarmónicas locais no acompanhamento à Veneranda Imagem e ao clero. No demais, tratou-se dum desfile bastante imponente, nele se incorporando também as várias associações, ranchos folclóricos e outras colectividades recreativas; direcções de festas, irmandades, estudantes e a exuberância de crianças vestidas de anjos; muitos cavalheiros com opas, centenas de devotos em cumprimento de promessas; grupos afectos à Missão de Santa Cruz e à de Nossa Senhora de Fátima de Laval, etc. Pelas ruas onde passou a

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procissão, a adversidade do tempo não chegou a obstar à presença de milhares de fiéis, centenas dos quais, forasteiros vindos de cidades do Ontário e de outras desta província, cada um guardando para si um pedido, uma promessa ou um agradecimento ao Senhor dos Milagres, de cuja imagem o seu olhar se deixava espreitar por entre as flores do respectivo andor. Recolhida a procissão, a Comissão de Festas ofereceu uma recepção aos convidados que se integraram naquela, seguindo-se o arraial, abrilhantado pela Filarmónica Portuguesa de Montreal e por ranchos folclóricos, enquanto no subsolo da igreja decorreu um muito animado baile, com o conjunto “Reflex”, para além das actuações de Ana Patrícia e Steve Vieira. O culto ao S. Santo Cristo, ao qual o amor e a devoção da Madre Teresa da Anunciada ajudaram a dar a grandeza actual, data do ano de 1700 na ilha de S. Miguel. Numa região de vulcões em actividade constante e de sismos frequentes, a fé era o único refúgio da população. Com um altar no coração de cada açoriano, presentes pelo mundo fora, a sua acesa devoção e saudade levaram à realização da primeira procissão entre nós, em Maio de 1966, no antigo Parque Jarry. Naquele dia, como hoje, as lágrimas traduziram a comoção dos que, com os olhos pesarosos, olhavam o semblante da Veneranda Imagem e lhe imploravam cânticos de misericórdia. A 39ª edição destas festas, teve início no sábado, com a mudança da imagem em desfile pelo parque da igreja, acompanhado pela Banda de Nossa Senhora dos Milagres, seguido de missa, arraial animado por aquela filarmónica, tendo o baile sido abrilhantado pelo conjunto “Reflex”. Com encerramento na segunda-feira, dia feriado nacional, o programa de actividades religiosas e profanas apontava para celebração da missa do dia, arraial abrilhantado pela Filarmónica do Divino Espírito Santo de Laval; e actuação dos artistas Ana Patrícia e Steve Vieira, a par do conjunto Renovação, arrematações, serviço de bazar, etc. Felicitamos a Missão e a Comissão de Festas por mais esta solenidade do “Ecce Homo”. E, se não teve o brilhantismo por que tanto se esperava, não foi por falta de vontade e empenho de todas as pessoas envolvidas. O tempo assim o ditou.

Lançamento da Primeira Pedra no Parque dos Açores…

Chegou o dia! Texto de Natércia Rodrigues e fotos de José Rodrigues Há muitos anos que vários pais tentaram adoptar a crian-

Prescott, Vice-Presidente da Comissão Executiva e Conselheiro do Distrito de Jeanne Mance que concluiu dizendo: “Bem integrado no meio urbano e à imagem da comunidade açoriana, o futuro parque dos Açores será uma área

trativo da Caixa de Economia dos Portugueses de Montreal também nos deixou com algumas palavras “como não sou político e com medo de me esquecer do que vou dizer, tomei o tempo de escrever alguma coisa…”. Veio depois Natércia Rodrigues, Directora da Arte e Cultura da Casa dos Açores do Quebeque, que muito trabalhou ultimamente neste projecto, também agradeceu a todos e apresentou a parte cultural. O rancho folclórico As Nove Maravilhas de Ste. Therese, um grupo juvenil que celebrou há dias o seu primeiro aniversário, veio trazer-nos um pouco de calor e alegria interpretandonos alguns números. Eles deixaram-nos com pena, mas cederam o espaço ao próximo grupo, O Praias de Portugal que também celebrou há dias o vigésimo segundo aniversário. O Praias é composto por um grupo infantil e um grupo adolescente. Embora num chão de cimento arrebentado, conseguiram alegrar este evento

ça…agora a criança já foi adoptada! Há 14 ou 15 anos que algumas pessoas como o Norberto Aguiar, Raul Mesquita, Manuel António Pereira e Jorge Couto, entre outros, vinham tentando adoptar o parque dos Açores. Era um sonho que to-

onde todos se podem sentir bem, tanto crianças, como adultos ou idosos”

dos queriam ver concretizado. Sábado, dia 21 de Maio de 2005, eis que houve o lançamento da primeira pedra, “la

D. Etelvina Pereira, VicePresidente da Casa dos Açores do Quebeque, que na ausência do Presidente, o Sr. Gil Couto,

trazendo-nos muita cor e alegria. Houve depois um porto de honra, oferta do Sr. Emanuel Linhares, e vários acepipes que a Casa dos Açores do Quebeque preparou para que todos juntos pudéssemos confraternizar. Os trabalhos neste parque irão começar em breve e estão avaliados em cerca de $500,000. Irá haver muitas árvores, arbustos, flores, um grande relvado, lampadários e finalmente a parte de recreio

première pelletée de terre”, pelas 14H00. É um parque com uma dimensão de 2,340 m2, situado ao sul da Rua Rachel e entre a rua De Bullion e avenida Hotel-deVille. Estava até um dia desagradável pois parece que o sol se esqueceu de estar connosco, mas o calor humano das cerca de trezentas pessoas presentes foi muito importante neste evento. O mestre de cerimónia, Marc Antoine Fournier anunciou a presença da Perfeita do Arrondissement Le Plateau e membro da Comissão Executiva, a Mme. Helene Fotopulos, que nos endereçou algumas palavras explicando que nesta área, a comunidade açoriana tinha que ser reconhecida pela contribuição trazida à vida do Plateau-Mont-Royal. Seguiu-se com o Sr. Michel

agradeceu a todos os que de uma maneira ou de outra trabalharam para que este projecto se tivesse tornado uma realidade. Sr. Emanuel Linhares, Presidente do Conselho Adminis-

para as crianças será reconstruída para melhor servir as expectativas destas. Talvez que depois de tudo pronto, haja uma surpresa… quem sabe, vamos esperar, um ano, com paciência!

Foto de Michael Estrela

Festas do S. Santo Cristo com tempo instável

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Vária Procissão do Trabalho, em Vila Franca

AS COMEMORAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO

O cortejo mais vistoso dos Açores

MANTER A IDENTIDADE Texto e fotos de António Vallacorba

festeja euforicamente o Arcanjo S. Miguel, com a famosa Procissão do Trabalho. Muitos milhares de pessoas acorrem à antiga capital da ilha, para homenagearem o orago da sua Igreja Matriz e padroeiro da

Depois de vãs tentativas ao longo dos anos, proporciou-seme finalmente desta vez assistir às muito singulares festas de S. Miguel Arcanjo, em Vila Franca do Campo, antiga capital micaelense, no seu verdadeiro dia, 8 de Maio. E digo “verdadeiro dia”, porque a festa fica sempre dependente do fim-de-semana em que se celebra a solenidade

maior ilha açoriana. Da vetusta Igreja da Matriz, sai uma procissão, velha de mais de quatrocentos anos, com restos das antigas corporações mediévicas: a procissão de S. Miguel Arcanjo, única nos

do Senhor Santo Cristo dos Milagres, que é, segundo o calendário litúrgico e como se sabe, cinco semanas depois da Páscoa. Tal como me referi numa edição prévia, foi pena o tempo, com muita chuva e vento, não ter colaborado No entanto, deu

Açores e em todo o Portugal, onde vão representados todas as artes e ofícios com os seus membros à volta do respectivo santo-patrono, levados em andores ricamente adornados. Denominou-a, por isso, o padre Ernesto Ferreira a “Procissão do Trabalho”.

para apreciar devidamente as actividades principais desta bonita e antiga tradição vilafranquense. Qualquer que seja, portanto, o dia em que se realiza, todos os anos Vila Franca do Campo

Abre o extenso cortejo cívico com a nau de S. Pedro Gonçalves, aos ombros dos homens do mar, de opas brancas e cabeções azuis – o azul das ondas e branco da espuma. Além da classe marítima, vão as outras

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classes sociais: S. Crispim é acompanhado pelos sapateiros; Santo António segue com os oleiros; Santo Antão pertence aos lavradores; Santa Catarina vai com os barbeiros; S. João com os pedreiros; S. José com

os carpinteiros; a Senhora do Egipto pertence aos arrieiros; o Menino Jesus aos escuteiros (previamente fora dos alfaiates); a Senhora da Paz aos militares; S. Vicente de Paulo vai com os vicentinos; o Beato Nuno Àlvares Pereira pertence às classes liberais e, a encerrar a longa fila dos santos patronos, surge S. Miguel Arcanjo calcando aos pés o Anjo rebelde. Numa outra e muito curiosa actividade desses dias festivos, é a da visita que se faz pelas ruas até às casas dos mordomos, onde se encontram expostas, no sábado à noite e no domingo, as imagens dos santos-patronos das classes que irão representar-se na respectiva procissão. Cada quarto, virado para a via pública, é ricamente adornado e obedecendo aos temas das respectivas artes, ofícios ou acontecimentos históricos, tal como no caso de Nossa Senhora do Egipto, em que estava encenada a fuga da Sagrada Família para aquele país e que ganhou o primeiro prémio, no habitual concurso patrocionado pela edilidade local. Antiga como é a Procissão do

Jorge Couto Da Silva Manter a tradição. É este o espírito que preside aos festejos em honra da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Com mais ou menos dias de festas, com diferentes maneiras de cozinhar ou com acréscimos importados de outras paragens, é o mesmo sentimento que une todos os açorianos e emigrantes espalhados por esse mundo neste tempo dedicado ao Espírito Santo. Falando com pessoas de outras décadas, nota-se que a festa de antigamente era mais esperada e, consequentemente mais apreciada e vivida. A abundância verificada nestes dias de festejo era única no ano e, como tal, aguardada com expectativa. Era dia de estrear os vestidos e os sapatos novos, com a mala a condizer. O tempo ensoleirado convidava a limpezas de fundo nas casas, depois de um longo Inverno que obrigava a estar de portas e janelas fechadas. Havia mais alegria no ar e parece que havia mais o espírito fraterno e de partilha que esteve na origem destas festividades. Com as mesas fartas dos nossos tempos e as solicitações sem fim, o Espírito Santo deixou de ser o que era pois, manter a tradição significa trabalhar arduamente para que nada falte no dia da festa e só quem conhece pode compreender o

Trabalho, já no século XVI, a Câmara Municipal estabelecia uma penalidade para os mecânicos que nela se não incorporassem com as insígnias dos seus ofícios e com os castelos ou paus torneados e ornados de ramalhetes que era uso os mesteres levarem na procissão do Corpo de Cristo e nas cerimónias públicas das Câmaras. Os vilafranquenses, ciosos dos seus pergaminhos históricos, conservam, ainda, em toda a sua pureza, esta festa de S. Miguel e a sua bela procissão e que, juntamente com o S. João da Vila e a solenidade do Senhor da Pedra, são das expressões mais populares do povo micaelense.

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valor que o Espírito Santo tem na diáspora e nas ilhas. Por isso, é impor-tante inserir os mais novos neste culto e dar-lhes a conhecer o legado que foi transmitido dos nossos antepassados, para que tomem consciência de que também eles têm de o perpetuar. Se assim não for, corremos o risco de amanhã este culto passar ao esquecimento, pois a festa só se faz com trabalho que, realizado em equipa é bem mais fácil de ser levado a cabo. O que importa é que a nossa fé não seja abalada pelo tempo, e embora o Espírito não se alimente de carne e sopas, a verdade é que as mesmas figuram como a esmola que se dá em nome d’Ele. Costumamos dizer que hoje já não há pobres – até há, mas mais em termos de espírito do que propriamente em termos de carência de bens - mas quem é que não aprecia umas sopinhas em honra do Senhor Espírito Santo? Quem é que não gosta do convívio que se gera à volta do Império com a afamada massa sovada e as arrematações? Quem é que não pára para escutar os acordes das nossas filarmónicas em cima da tribuna alegrando os arraiais, onde não falta a quermesse, o bar e os petiscos? Tudo isto é nosso e nos distingue como ilhéus e povo com fé arreigada à Terceira Pessoa da

Santíssima Trindade. É preciso manter as nossas tradições com tudo o que elas possam ter de positivo para o nosso crescimento pessoal, religioso e cultural e não apenas para constar. Não nos podemos é centrar à volta do acessório esquecendo o essencial, já que “nem só de pão vive o homem”. A festa não é só sopas, carne, massa e vinho. É muito mais do que isso. Essa é a apenas a parte material. E o espiritual? Não podemos resumir o Espírito Santo a um banquete ou usar este culto para realizar mais uma festa e convidar os nossos amigos. Antes de fazermos, é preciso saber porque fazemos, qual o espírito que presidiu a tudo isto. Qual o significado desta festa, como nasceu e porque é que se tem tanto trabalho? Inovar, sem perder a essência, é salutar, e lutar para manter aquilo que nos caracteriza é fundamental, pois um povo sem identidade é um povo que não existe, marchando no deserto da vida sem ideais ou abjectivos. O seu rasto não constará da História.

Quem acredita trabalha; quem trabalha é conhecido; o conhecimento é que marca e projecta e faz com que outros sigam este caminho.


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Alma juvenil Esta é de graça... Um alentejano dirige-se a uma farmácia e pede um saco de água quente. O farmacêutico informou-o que de momento esse artigo estava esgotado e perguntou para que efeito era o dito cujo. Tendo o compadre respondido que era para aquecer os pés nas noites frias, o farmacêutico aconselhou um gato aos pés da cama, que não era a mesma coisa, mas sempre ajudava. Na manhã seguinte volta o alentejano à farmácia completamente arranhado, mãos, braços e cara num estado deplorável; visivelmente impressionado pergunta o farmacêutico: - Então compadre, o gato era bravo? Ao que responde o desgraçado: - Não compadre, até era manso, mas você havia de ver a trabalheira que foi meter-lhe a água lá para dentro. P: Poderia descrever o suspeito? R: Ele tinha estatura mediana e usava barba. P: E era um homem ou uma mulher? P: Que idade tem seu filho? R: 38 ou 35, não me lembro. P: Há quanto tempo ele mora com você? R: Há 45 anos.

Fotos da semana

O futuro das nossas tradições Maria Calisto Apesar de um tempo bastante fresco no passado domingo, a festa em honra do Senhor Santo Cristo teve o seu sucesso, mesmo se este ano participaram um pouco menos de pessoas. Todos os anos, milhares de fiéis reúnem-se na Missão de Santa Cruz para uma homenagem a este Santo do povo açoriano, que aquece os corações dos jovens e menos jovens. Os portugueses têm uma grande FÉ por este Santo a quem pedem sempre ajuda nos momentos em que precisam. O Senhor Santo Cristo dos Milagres é um santo em que todos acreditam. Mas a realidade é que não se sabe se a imagem do Senhor Santo Cristo poderá sobreviver no futuro, porque infelizmente os jovens estão cada vez menos implicados nos organismos da comunidade. Os jovens são o futuro da comunidade, mas se não ajudarem os menos jovens, se não aprenderem como organizar as coisas, não poderão ensinar aos filhos e então tudo o que os nossos antepassados fizeram um dia acabará. Há muitos jovens em todas as festas portuguesas, mas infelizmente eles só querem divertir-se. Porque é que os jovens já não se implicam nos organismos comunitários? Será que é a culpa dos estudos, do trabalho ou simplesmente porque não têm nenhum interesse na comunidade. Quando vejo senhores de uma certa idade levar uma imagem de um Santo, fico a pensar o que será que vai acontecer dentro de 50 anos. Quem vai continuar as nossas tradições? Que o Senhor Santo Cristo abençoe as famílias de todas as casas. Senhor Santo Cristo Rogai por nós Dai-nos sempre a fé Para que a sua imagem Fique sempre gravada nos nossos corações.

Norton

Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida, parabéns a você,nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. A Voz de Portugal deseja ao Artista Libério Lopes que festejou os seus 50 anos de vida numa festa com amigos, familiares, e uma animação muito festivo.

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Os Norton lançaram, recentemente, o EP “Make Me Sound”, um registo pop e com influências indie. São mais um bom exemplo de como, e quando há empenho e vontade, é possível fazer música com qualidade em Portugal. Originários de Castelo Branco, os Norton nasceram de uma espécie de fusão entre dois projectos que partilhavam membros comuns, os Alien Picnic e os Oscillating Fan. Quando ouvimos o EP de estreia, “Make Me Sound”, somos levados a crer que esta foi uma boa opção. Sabem que para singrar em Portugal é preciso muito trabalho e estão dispostos a isso. Os Norton nasceram da fusão de dois projectos. Porquê? Norton - Os Alien Picnic estavam a passar por uma fase má e estava a ficar difícil fazer coisas. E nos Oscillating Fan estávamos muito limitados. Éramos um trio e não conseguíamos fazer a música que queríamos com apenas três elementos. Como ambas as bandas tinham elementos em comum decidimos fazer a experiência de juntar as duas bandas. Resultou, comprámos algum material novo para conseguir criar novas ambiências e começámos a compor, tudo isto em Maio de 2002. Como é que definem a vossa sonoridade? Norton - Depende um pouco... há quem diga que ao vivo soamos diferente de estúdio, talvez uma mistura de indie mais pop e mais electrónica, não sabemos! Também depende dos temas. Temos músicas mais ambientais e melancólicas e temos músicas mais alegres. Depende do estado de espírito na altura da composição. Nós não gostamos muito de catalogar a nossa música, deixamos isso para quem vai colocar o nosso e.p. nas prateleiras das lojas. Realmente vocês exploram, e em “Make Me Sound”, vertentes mais próximas da indie e do pop, mas ao vivo já recorrem bastante à electrónica. Isso significa que, e num próximo trabalho, os Norton vão apresentar-se diferentes? Norton - É provável que sim, mas vai depender um bocado da nossa vontade na altura. A ideia é aliar as guitarras indie à electrónica e com a leveza da pop. Mesmo em “Make Me Sound” já se pode ouvir algo de electrónica mas talvez ainda de uma forma muito tímida. Provavelmente num próximo trabalho vá estar mais presente. Não temos intenções de deixar a vertente indie e pop, o que não quer dizer que no futuro se altere esta vontade. Vamos esperar para ver… Ainda sobre “Make Me Sound”, o que vos levou a escolher a Bor land para editar o EP em parceria com a Skud & Smarty? Norton - Os Norton, desde o início da sua formação, que estão ligados à Skud & Smarty, editora que tem dado muitas provas de trabalho e dedicação à música nacional, principalmente no interior do país. Os primeiros concertos de Norton foram em conjunto com os Alla Polacca e foi aí que conhecemos o Rodrigo e o Leonel. Desde o início que a relação foi muito boa, e uma vez que eles fazem parte da Bor Land e demonstraram desde sempre serem pessoas com grande vontade e empenho em trabalhar pela musica.

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The Island

Este está a ser um excelente ano para os fãs de Scarlett Johansson, que vão poder vê-la pela terceira vez no grande ecrã. Depois de A Love Song For Bobby Long ao lado de John Travolta e de In Good Company, onde contracenou com Dennis Quaid, vai chegar a vez de estrear, embora só no dia 18 de Agosto, The Island. Este filme de ficção científica, realizado por Michael Bay (Pearl Harbor) conta também com a representação de Ewan McGregor. Num futuro longínquo, a clonagem tornou-se uma forma de conseguir peças sobresselentes para os humanos. Mantidos numas instalações secretas, sem contacto com o mundo exterior, os clones vivem na ignorância. É-lhes incutido o sonho de serem escolhidos para a Ilha, um paraíso onde tudo é perfeito. Quando as personagens de Ewan e Scarlett descobrem a verdade, fogem e deparam-se com um mundo e uma realidade que não tinha nada a ver com o que sempre imaginaram. Depois tem que escapar a uma perseguição intensa por parte dos seus criadores. O novo trailer para The Island já está online no http://movies.yahoo.com/feature/theisland.html, e o site oficial (www.theisland-themovie.com) está recheado de surpresas.

Man of the House Afinal Quem Manda Aqui? Roman Sharp (Jones) é um ranger do Texas sisudo cuja missão é proteger um grupo de cheerleaders que teste-munharam um crime. Para o fazer, Roman tem de se transformar no seu treinador, preocupar com dietas e evitar que elas saiam às escondidas para se encontrarem com os namorados...

Jeux d’Enfants Amor ou Consequência Julien e Sophie conheceram-se com oito anos em alturas traumáticas. Ele assistiu à morte da mãe, ela era a chacota dos colegas na escola. Um dia Julien foi em seu socorro, e desde então tornaram-se grandes amigos. Juntos, criaram um preverso e íntimo jogo, mas na passagem da adolescência para a idade adulta a sua relação nunca passou da amizade.

Pas de Repos pour les Braves Os Bravos Não Têm Descanso Basile Matin é jovem, mas sabe que vai morrer. Igor também é jovem, mas aborrece-se com o estudo e o trabalho. Mesmo sem a compreender, fica fascinado com a história de Basile. Got, um misto de jornalista, detective e sem-abrigo, fica também apaixonado...


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Vária Literatura Infantil Conjunto de obras escritas, muitas vezes ilustradas, produzidas para divertimento ou instrução de crianças. Perrault, Charles v. tb. Andersen, Hans Christian; Fábula; Fada; Grimm, Jacob e Wilhelm; Machado, Maria Clara; Monteiro Lobato, José Bento As lendas e tradições folclóricas de todos os povos, transmitidas oralmente de geração em geração, são a principal fonte inspiradora da literatura infantil. Denomina-se literatura infantil o conjunto de obras escritas, muitas vezes ilustradas, que são lidas por crianças. O gênero abrange desde clássicos da literatura mundial até livros quase sem texto, compostos somente de ilustrações. Os temas incluem contos de fadas, fábulas e lendas transmitidos pela tradição oral, aventuras etc. Um critério satisfatório para distinguir o gênero é o consumo: consideram-se infantis obras que, escritas ou não para crianças, são lidas e apreciadas por elas. Origens - O folclore se revelou um tesouro imenso de contos, tradições e lendas, extraordinariamente semelhantes entre si nas mais diversas partes do mundo. Conhecem-se, por exemplo, mais de 300 versões da história da Gata Borralheira, na Europa, no Egito, na Índia e entre os índios norteamericanos. A intenção pedagógica parece ter marcado os primeiros textos dirigidos a crianças, como o indiano Panchatantra (Cinco capítulos), do século VI a.C., em que preceitos morais são transmitidos por um brâmane a três jovens discípulos, por meio de narrativas e fábulas. Na Idade Média, os manuscritos lidos para as crianças eram também voltados para a formação religiosa, como as vidas de santos. Algumas obras didáticas usadas então agradavam muito

especialmente às crianças: fábulas de Esopo, romances cavalheirescos, bestiários, livros de viagens e várias coleções de contos, como o Gesta romanorum, escrito em latim, com fábulas asiáticas. Na Inglaterra, o questionário em latim do bispo Aldhelm despertou grande interesse, devido aos numerosos enigmas e charadas que continha. Sobre a natureza das coisas, do venerável Beda, incluía, tanto quanto possível, o conhecimento da época sobre os planetas e estrelas. O Elucidarium, de santo Anselmo, era uma enciclopédia infantil. Séculos XV e XVI - No século XV foram publicados os primeiros livros impressos para crianças, entre eles A Book of Courtesy (1477; Um livro de boas maneiras), do impressor inglês William Caxton. Ao mes-

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mo tempo, circulavam na França os livretos de lendas antigas e contos populares, vendidos pelos ambulantes na rua. Esse material, quase sempre folclórico e, portanto, anônimo, chegou à Inglaterra em traduções conhecidas como chap-books, muito em voga até o século XVII. O primeiro livro para crianças a usar ilustrações foi Orbis sensualium pictus (1654; O mundo dos sentidos em pinturas), do pedagogo tcheco Jan Amos Comenius, destinado a ensinar latim e ciências.

Em Contes de ma mère l’Oye (1696; Contos da carochinha), o francês Charles Perrault reuniu algumas das melhores narrativas da tradição oral, como A Bela Adormecida no bosque, Chapeuzinho Vermelho, A Gata Borralheira, O Pequeno Polegar e outros. A partir de Perrault, o conto de fadas assumiu o papel de vigamestra que desempenha há séculos na literatura infantil de todo o mundo. A orientação didática do livro intencionalmente feito para crianças está representada, no século XVII, pelo trabalho moralista de Fénelon, que dedicou ao duque de Borgonha, neto de Luís XIV, suas Aventuras de Telêmaco (1699). Séculos XVIII e XIX - Os contos de As mil e uma noites, de origem árabe, foram traduzidos por Antoine Galland, entre 1704 e 1717, para o francês e, a partir daí, para as demais línguas européias. Em 1744, o livreiro inglês John Newbery publicou A Little Pretty Pocket Book (1744; Um bonito livrinho de bolso), ilustrado com gravuras e flores douradas. Émile (1762), de Jean-Jacques Rousseau, teve grande influência sobre os livros infantis escritos no início do século XIX no Reino Unido, na França e na Alemanha. O princípio do crescimento espontâneo e normal da criança dentro de um ambiente natural adequado proclamado por Rousseau foi, no entanto, mal compreendido pelos escritores e educadores da época, que impregnaram a literatura infantil de informações escolares e princípios moralizantes. As maiores surpresas da literatura infantil — livros escritos para adultos que tiveram êxito principalmente entre crianças e adolescentes — aconteceram no século XVIII, com duas obras notáveis: Robinson Crusoe (1719), de Daniel Defoe, e Gulliver’s Travels (1726; As viagens de Gulliver), de Jonathan Swift. A história de Robinson Crusoé, aventureiro que triunfa sobre o meio adverso, foi bem aceita pelos adultos, que o adaptaram para oferecer às crianças como um fascinante manual de sucesso pessoal. Já As viagens de Gulliver, sátira social, chocou o público adulto, mas, expurgadas as “inconveniências”, restou a fantasia, irresistível

para crianças, de um homem comum transformado em gigante na terra dos anões. Século XIX - No início do século XIX, duas obras marcaram profundamente a história da literatura infantil. A primeira foi Kinder-und Hausmärchen (1812-1815; Histórias para as crianças e a família), conhecida como Contos de Grimm, resultado de uma pesquisa feita pelos alemães Jacob e Wilhelm Carl Grimm. Compreendia mais de 200 narrativas de fundo popular, muitas delas recolhidas em fontes da mitologia nórdica, que se imortalizaram em todo o mundo. Branca de Neve e os sete anões, João e Maria e Os músicos de Bremen, entre outras, deram origem a adaptações no mundo inteiro. A outra foi a obra do dinamarquês Hans Christian Andersen, revelada com a coleção Eventyr (1835; Contos de fadas), que teve sucesso imediato. Em contos como O patinho feio e O soldadinho de chumbo, a humanização de bichos e objetos inanimados é particularmente criativa. A grande aceitação dos contos de fadas teve pelo menos duas conseqüências importantes sobre a evolução da literatura infantil. Em primeiro lugar, impôs o predomínio do lúdico sobre o instrutivo. Em segundo, contribuiu para a definição de um gênero especificamente voltado para crianças. Entre as melhores obras escritas deliberadamente para crianças ou

Louisa May Alcott. O italiano Carlo Lorenzini, sob o pseudônimo de Carlo Collodi, publicou, em fascículos, sua obraprima Le aventure di Pinocchio (1881-1883; As aventuras de Pinóquio). A história do boneco que se transforma em menino de verdade tornou-se imortal e fascina crianças de todos os países em versões literárias e cinematográficas. Literatura juvenil - No século XIX iniciou-se a produção deliberada de literatura para o público adolescente. Destacam-se alguns romances históricos de Walter Scott e Alexandre Dumas; obras de Charles Dickens; além de Treasure Island (1883; A ilha do tesouro) de Robert Louis Stevenson; The Adventures of Tom Sawyer (1876; As aventuras de Tom Sawyer) e The Adventures of Huckleberry Finn (1884; As aventuras de Huckleberry Finn), do americano Mark Twain; The Last of the Mohicans (1826; O último dos moicanos), de Janes Fenimore Cooper; e, finalmente, Cuore (1886; Coração) do italiano Edmondo de Amicis. Entre as obras para jovens, nenhuma foi mais célebre que a do autor francês Júlio Verne. Suas inúmeras histórias, entre elas Le Voyage au centre de la Terre (1864; Viagem ao centro da Terra), Vingt mille lieues sous les mers (1870; Vinte mil léguas submarinas) e Le Tour du monde en quatre-vingt jours (1873; A volta ao mundo em 80 dias), valorizaram-se ainda

Horóscopo Semanal Dra. Maria Helena Martins CARNEIRO (21 de Março - 19 de Abril) Carta da Semana: Ás de Copas, que significa Principio do Amor, Grande Alegria. Amor: Semana propícia a novos encontros amorosos. Saúde: A sua boa disposição, contagiará os que o rodeiam. Dinheiro: Semana pouco favorável a novos investimentos. Número da Sorte: 37 Números da Semana: 1, 5, 8, 7, 10, 30 TOURO (20 de Abril - 20 de Maio) Carta da Semana: 4 de Copas, que significa Desgosto. Amor: Poderá ser injusto com a sua cara-metade. Saúde : Controle os níveis de açúcar existentes no seu sangue. Dinheiro: Tendência para se exaltar sem razão com um colega de trabalho. Número da Sorte: 40 Números da Semana: 5, 1, 14, 18, 11, 2 GÉMEOS (21 de Maio - 20 de Junho) Carta da Semana: 3 de Paus, que significa Iniciativa. Amor: Visite um familiar que já não vê a algum tempo. Saúde: Cuide da sua pele. Dinheiro: Grandes mudanças a nível profissional. Número da Sorte: 25 Números da Semana: 1, 21, 23, 29, 32, 33 CARANGUEJO (21 de Junho - 22 de Julho) Carta da Semana: Cavaleiro de Paus, que significa Viagem longa, Partida Inesperada. Amor: Poderá receber um convite irrecusável. Saúde: Semana indicada para fazer um exame geral. Dinheiro : Tendência para gastos supérfluos. Número da Sorte: 34 Números da Semana: 9, 14, 18, 22, 33, 44 LEÃO (23 de Julho - 22 de Agosto) Carta da Semana: Ás de Paus, que significa Energia, Iniciativa. Amor: Dê mais atenção à sua cara-metade. Ela precisa muito do seu ombro amigo. Saúde: Poderá sofrer um grande descontrole nervoso. Dinheiro: Os problemas financeiros tirar-lhe-ão algumas noites de sono. Número da Sorte: 23 Números da Semana: 11, 20, 28, 29, 30, 36 VIRGEM (23 de Agosto - 22 de Setembro) Carta da Semana: Rei de Paus, que significa Força, Coragem e Justiça. Amor: Seja mais compreensivo com o seu par. Saúde: Modere os condimentos. O excesso de sal é-lhe prejudicial. Dinheiro: Período favorável ao desenvolvimento dos seus projectos. Número da Sorte: 36 Números da Semana: 8, 12, 17, 19, 30, 48 BALANÇA (23 de Setembro - 22 de Outubro) Carta da Semana: Cavaleiro de Copas, que significa Proposta Vantajosa. Amor: Dê mais atenção aos seus filhos. Saúde: Evite ambientes poluídos. Dinheiro : A sua situação financeira sofrerá algumas alterações. Número da Sorte: 48 Números da Semana: 1, 14, 25, 36, 47, 49 ESCORPIÃO (23 de Outubro - 21 de Novembro) Carta da Semana: Rei de Copas, que significa Poder de Concretização, Respeito. Amor: Terá a capacidade de perdoar o mal que lhe fizeram. Saúde: Poderá sofrer de problemas no estômago. Dinheiro: A sua opinião profissional será valorizada. Número da Sorte: 50 Números da Semana: 2, 15, 24, 26, 41, 42 SAGITÁRIO (22 de Novembro - 21 de Dezembro) Carta da Semana: A Estrela, que significa Protecção, Luz. Amor: Invista mais no seu relacionamento. Saúde: Semana indicada para se dedicar ao exercício físico. Dinheiro: Com empenho, alcançará o êxito que tanto deseja e merece. Número da Sorte: 17 Números da Semana: 1, 14, 25, 36, 47, 49 CAPRICÓRNIO (22 deDezembro - 20 de Janeiro) Carta da Semana: 5 de Espadas, que significa Avareza. Amor: Aprenda com os seus erros, de modo a não cometêlos segunda vez. Saúde: O cansaço tomará conta de si. Dinheiro: Seja mais determinado nos objectivos a que se propõe. Número da Sorte: 55 Números da Semana: 8, 22, 39, 41, 48, 49 AQUÁRIO (21 de Janeiro - 18 de Fevereiro) Carta da Semana: Ás de Ouros, que significa Harmonia e Prosperidade. Amor: Será elogiado pela sua tolerância e compreensão. Saúde: O bem-estar físico vai acompanhá-lo durante toda a semana. Dinheiro: Poderá receber uma quantia considerável de dinheiro. Número da Sorte: 65 Números da Semana: 2, 14, 19, 23, 25, 29

lidas por elas estão os livros de Lewis Carroll (Charles Dodgson), sobretudo Alice’s Adventures in the Wonderland (1865; Alice no país das maravilhas) e Through the Looking-Glass (1872; Alice no país dos espelhos). Consagradas pelas crianças, são pioneiras em humor de nonsense e ludismo verbal. Entre os clássicos que ganharam fama universal no século XIX figuram ainda as histórias da condessa de Ségur (Sophie Rostopchin) e da americana

mais no século XX pelo que trazem de antecipações tecnológicas. Júlio Verne fixou os primeiros traços do gênero conhecido como ficção científica. No final do século destacou-se The Jungle Book (1894; Mogli, o menino lobo), de Rudyard Kipling. Por meio de vigorosa narrativa, Kipling exalta um heroísmo duvidoso, cujo pano de fundo é a superioridade colonial inglesa.

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PEIXES (19 de Fevereiro - 20 de Março) Carta da Semana: 5 de Ouros, que significa Falha. Amor: Tendência para romper definitivamente com uma situação que já há muito tempo lhe causava mau estar. Saúde: Sentir-se-á mais enérgico se praticar desporto. Dinheiro: Boas oportunidades de negócio. Número da Sorte: 69 Números da Semana: 8, 22, 39, 41, 48, 49 Contacte-nos : 21 318 25 99, 96 371 73 73 , 91 727 48 26 ou mhelenamartins@netcabo.pt Consulte o Site www.astromhm.com e obtenha mais informações.


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Manuel Pimentel 1920 - 2005

Faleceu em Montreal, no dia 22 de Maio de 2005, com a idade de 84 anos, o Manuel Pimentel, natural da Ribeira Quente, São Miguel, Açores, esposo da D. Maria Costa. Deixa na dor sua esposa, seus filhos Manuel (Lurdes Linhares), Eduarda (Antonio Pires), João (Ana Maria de Sousa), José Norberto (Fernanda de Oliveira) e Antonio (Françoise Theorete), seus irmãos Antonio (Maria Gloria) e Paulo (Madalena), seus netos e bisnetos, assim como muitos familiares e amigos. Os serviços fúnebres estiveram a cargo de: Alfred Dallaire | MEMORIA 4231, boul. St-Laurent, Montreal 514. 277.7778 www.memoria.ca Eduino Martins O funeral tem lugar hoje, quarta-feira, 25 de Maio, na Missão Santa Cruz, seguindo depois o cortejo fúnebre para o cemitério Notre-Dame-des-Neiges, onde irá sepultar. A família vem por este meio, agradecer a todas as pessoas que se dignaram a tomar parte nas cerimónias fúnebres ou que, de qualquer forma, se lhes associaram na dor. A todos um sincero Obrigado e Bem-Hajam. Renovam profunda gratidão pelas presenças amigas na liturgia do 7o dia em sufrágio pela sua alma, que se realiza, Sábado 28 de Maio, pelas 18h30, na Missão Santa Cruz.

Hortença Correia

Faleceu em Longueuil, no dia 19 de Maio de 2005, com 93 anos de idade, a D. Hortença Correia, natural de Rabo de Peixe, São Miguel, Açores, esposa do já falecido José Vieira Medeiros. Deixa na dor seus filhos Orania (Jeremias Tavares Ferreira), Sizaltina, Maria José (Tibério da Ponte Melo), Manuel (Espírito Santo da Silva), Rosa (Sebastiano de Sousa Andrade) e Eduarda (João Carvalho), seus netos, bisnetos e trisnetos, assim como muitos outros familiares e amigos. Os serviços fúnebres estiveram a cargo de: Alfred Dallaire | MEMORIA 4231, boul. St-Laurent, Montreal 514. 277.7778 www.memoria.ca Eduino Martins O funeral teve lugar ontem, 24 de Maio, na Missão Santa Cruz, seguindo depois o cortejo fúnebre para o cemitério Notre-Dame-des-Neiges, onde foi a sepultar. A família vem por este meio, agradecer a todas as pessoas que se dignaram a tomar parte nas cerimónias fúnebres ou que, de qualquer forma, se lhes associaram na dor. A todos um sincero Obrigado e Bem-Hajam. Renovam profunda gratidão pelas presenças amigas na liturgia do 7o dia em sufrágio pela sua alma, que se realiza hoje, quarta-feira 25 de Maio, pelas 18h30, na Missão Santa Cruz.

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Kimi Raikkonen o Rei em Mónaco

TIAGO MONTEIRO 13º na corrida Hélder Dias

mesmo sítio) e que originou o embate de J.Villeneuve, Ralf Schumacher e David Coulthard. Na corrida o nosso desagrado vai directamente ao acidente “gratuito” provocado por Jacques Villeneuve, tendo como vítima o seu companheiro de equipa Filipe Massa. Incrivelmente depois de saber que Filipe Massa estava

Kimi Raikkonen foi “Rei” nas ruas do principado e o iceman finlandês ao serviço da McLaren+Mercedes vence pela segunda vez consecutiva, ameaçando ao mesmo tempo o reinado de Fernando Alonso (Renault). Kimi conheceu um excelente fim de semana, ao dominar não somente nas qualificações, como também na própria corrida, a ponto de não se sentir pressionado em nenhum momento das 78 voltas que oficializam o percurso. Evidentemente

CURSOS DE INGLÊS E FRANCÊS As pessoas interessadas em frequentar os cursos de Inglês ou Francês na UTL, no próximo ano lectivo, devem inscrever-se, desde agora, na secretaria.As aulas serão às terças e quintas com dois horários. - Horário da noite- 18h30 às 21h30 - Horário da tarde- 13h00 às 16h00. O ano lectivo começa a meados de Setembro

Conferência São Vicente de Paulo A conferência de São Vicente de Paulo organiza no Salão Nobre, 60 rua Rachel, Oeste em Montreal um grande bazar dias 27, 28, 29 de Maio de 2005 das 9h00 às 20h00. Vende-se roupa, calçado, artigos de decoração, cozinha. etc. Há também refeições, bifanas, café e bolos.

Casa dos Açores do Quebeque A Casa dos Açores do Quebeque, tem a honra e o prazer de convidar todos os sócios e amigos ao lançamento do livro “Memórias De Um Baleeiro” por Nun’Álvares de Mendonça, que terá lugar na sexta feira, dia 27 de Maio às 18H30. A apresentação será feita pelo Dr. Victor Rui Dores que acompanha o autor, vindo ambos directamente dos Açores. A ementa será: Sopa, bacalhau grelhado, café e bolo. Custo: 15 baleeiros. O Grupo Recordações irá iniciar o programa e haverá mais tarde música para dançar. A Casa dos Açores sita no 229 Rua Fleury O. e o no. de tel. é 388-4129.

Espirito Santo de Laval

que houve surpresas neste Mónaco de 2005: os Williams+BMW que depois de um começo bastante difícil, subiram ao pódio com os dois monolugares, Nick Heidfeld em segundo lugar e Mark Webber em terceiro. Os restantes lugares couberam a Fernando Alonso (Renault), J.P.Montoya (McLaren), Ralf Schumacher (Toyota), Michael Schumacher (Ferrari) e Rubens Barrichello (Ferrari). Fernando Alonso (Renault) ainda rodou até ao seu primeiro pits em segundo lugar, mas, com falta de aderência, rapidamente perdeu o seu rendimento e o piloto espanhol, embora continuando como líder deste Campeonato do Mundo, terminou a prova em quarto lugar. Tiago Monteiro, que largou da décima quinta posição e pela primeira vez atrás dos Minardi de Christijan Albers e Patrick

numa posição de conseguir alguns pontos para a sua equipa, (mesmo acusando problemas de pneumáticos) o piloto quebequense tenta uma infortunada ultrapassagem vitimando-se não somente ele, como também o seu próprio colega. Valha-nos Deus! Será que Jacques não gostou de ser “comido” na largada por Filipe? Casos como este são verdadeiramente lamentáveis. Jacques no final da corrida comentava: “O meu carro estava bem, os meus pneus também. É triste, pois podíamos ter juntado mais uns pontos para a equipa, mas o meu trabalho consistia em ir ultrapassar todos os que estavam à minha frente (incluindo Filipe). Com um pouco mais de paciência, talvez a manobra saísse mais frutuosa! Finalmente o grande prejudicado neste género de acidentes é a própria equipa e Peter Sauber foi categórico : “O que se passou hoje é a coisa mais triste que uma equipa possa viver”, comentava furioso o patrão. Outro caso de ”mau gosto” aos olhos de Rubens Barrichello neste Grande Prémio de Mónaco foi efectivamente a ultrapassagem de Michael Schumacher na última curva e na última volta roubando o sétimo lugar a Rubens Barrichello! Será que depois do mau começo de temporada que

Dias 27-28 -29 de Maio de 2005. Sexta feira: 20h00 Abertura dos Impérios. Grupos folcloricos: As Nove Maravilhas, Ilhas de Encanto, Conjunto Reflex. Sábado 18h00: Celebração da Eucaristia. 19h00: Mudança da Coroa para o Império. 19h30 chegada dos carros das pensões. Grupos folcloricos Grupo folclórico juventude do clube Lusitania de East Providence. Arraial abrilhantado pela bando do Divino Espirito Santo de Laval e Ilhas do Encanto. 24h00: Caldo da meia-noite. Domingo10h00: Bodo de leite, 11H00 cortejo e de seguida a celebracao da Eucaristia, Grupo Folclorico: Estrelas do Atlântico, Conjunto Reflex, Arraial filarmónica portuguesa de Montreal, às 16h00 serão servidas as sopas do Divino Espirito Santo. 21h00 Sorteio e Domingas do Divino Espírito Santo 2006.

Friesacher, completou mais uma vez a sua corrida terminando-a na décima terceira posição. Tiago concentrou-se, sobretudo, em fazer o mínimo de erros, para não bater nas barragens de protecção, chegando mesmo a ter que afinar o controlo de tracção (anti-patinagem) para a chuva. O facto da entrada do carro de segurança (safety-car) em pista também veio piorar a situação, pois os pneumáticos perderam eficácia ao arrefecer. Quando a

corrida recomeçou andou seis volta até retomar confiança nos seus pneus. A eficácia de Tiago é de 100%, pois levou uma vez mais o seu Jordan EJ15 a cortar a meta. “Temos muito trabalho para fazer e toda a equipa terá que se empenhar para conseguirmos alcançar os nossos objectivos” concluiu Tiago Monteiro satisfeito com a sua prestação. Tiago Monteiro que orgulhosamente vestiu a camisola da Selecção Portuguesa com o seu nome nas costas, oficializando-o como apoiante da equipa: “É uma honra para mim, estarei sempre que me for possível presente para apoiar a nossa Selecção, sou na verdade um verdadeiro fâ” dizia Tiago. Dos acontecimentos mais notáveis neste fim de semana destaca-se o acidente de Ralf Schumacher durante as qualificações destruindo completamente o seu Toyota. O acidente foi provocado por J.P.Montoya quando regressava aos pits a baixa velocidade (86,4 km/h quando na volta anterior cravava 278,3 km/h no

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a Ferrari vive, irá viver agora um mau relacionamento entre os seus pilotos? Depois que chegou a Ferrari, o piloto brasileiro desentendeu-se pela primeira vez com o hepta-campeão do Mundo Michael Schumacher: “Um campeão do mundo como Michael não precisa fazer estas coisas. Nós poderíamos ter abandonado a corrida com esta manobra, eu não faria o mesmo”, disse Rubens ao jornal Italiano Gazzetta dello Sport. Schumacher por sua vez pediu desculpas ao seu companheiro dizendo: “Eu peço desculpas a Rubens, mas estas coisas acontecem. Eu tive a oportunidade, pensei que poderia passar e passei. Entendo que ele não esteja feliz”. A partir do próximo G.Prémio em Nurburgring haverá nova mudança no que respeita as qualificações. Com o acordo de todas as equipas a FIA anunciou uma só sessão qualificativa ao sábado. Agora esperamos no próximo domingo o G.P. da Europa, para ver até que ponto a BAR, que terminou o seu castigo de dois Grandes Prémios, poderá fazer frente à Renault, McLaren, Williams, Ferrari, Toyota, Red Bull, Sauber, Jordan e Minardi na luta pela obtenção do Campeonato do Mundo 2005. Classificação Final deste Grande Prémio do Mónaco 2005 1. Kimi Raikkonen (Finlândia), McLaren 2. Nick Heidfeld (Alemanha), Williams 3. Mark Webber (Austrália), Williams 4. Fernando Alonso (Espanha), Renault 5. Juan Pablo Montoya (Colômbia), McLaren Classificação do Mundial de Pilotos 1. Fernando Alonso (Espanha), Renault, 49 2. Kimi Raikkonen (Finlândia), McLaren, 27 3. Jarno Trulli (Itália), Toyota, 26 4. Mark Webber (Austrália), Williams, 18 5. Nick Heidfeld (Alemanha), Williams, 17 Classificação do Mundial de Construtores 1. Renault, 63 2. McLaren-Mercedes, 51 3. Toyota, 43 4. Williams-BMW, 35 5. Ferrari, 21


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Viva o futebol Impact soma e segue… Kevin Antunes O Impacto conquistou mais três pontos no passado sábado ao vencer os Raging Rhinos de Rochester por 2-1. Os dois golos foram apontados na segunda parte, depois dos azuis e brancos estarem a perder por uma bola a zero. O Impact jogou em Rochester o último jogo antes da apresentação oficial em Montreal. O jogo começou mal para a equipa de Nick DeSantis, que viu os seus sofrerem o primeiro golo aos 26 minutos, por intermédio de Shaun Tsakiris. Alguns minutos depois, os Rhinos acertaram em cheio no poste de Greg Sutton, o guarda-redes Montrealense. O Impact só conseguiu dar a volta ao resultado na segunda parte, quando entrou em campo a nova aquisição (chegado em troca a semana passada dos Lynx de Toronto), Ali Gerba, que entrou aos 51 minutos no lugar de Kevin Wilson, e em escassos minutos, fez a sua presença sentir-se. Aos 60 minutos, Gerba completou um curto passe de Nevio Pizzolito e, quando já só faltavam cinco para terminar a partida, completou um belo passe de Patrick Leduc, para ganhar o jogo. O Impact vinha desta maneira a dar a volta ao resultado e arrecadar mais três pontos. De sublinhar que Zé Roberto jogou de início e Antonio Ribeiro entrou como substituto na Segunda parte. O Impact regressa assim a casa com quatro vitórias e dois empates, depois dos primeiros seis jogos do campeonato terem sido jogados fora de casa. Finalmente, a décima-segunda apresentação oficial da história do Imapct de Montreal terá lugar no próximo Domingo, dia 29 de Maio pelas 16 horas, no Complexo Desportivo Claude-Robillard, contra os Raging Rhinos de Rochester.

Boavista já prepara a nova época O Boavista não parece disposto a perder muito tempo e está já a preparar a próxima temporada. Nesse sentido, foi hoje comunicado que Martelinho, em final de contrato, não integra a equipa que vai disputar a edição da SuperLiga de 2005/2006 sob o comando de Carlos Brito, antigo treinador do Rio Ave. O Boavista anunciou, igualmente, que não vai exercer os direitos de opção sobre Ambassa e Felipe Flores, sendo que Milhazes e João Pedro vão ser cedidos temporariamente. Os responsáveis «axadrezados» explicam que estas decisões foram tomadas em consonância com a nova equipa técnica, liderada por Carlos Brito, que será coadjuvado por Pedro Barny, fazendo questão de realçar que se devem exclusivamente a motivos técnicos e de gestão do plantel.

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Viva o futebol “Habemus Campione” Quando Pedro Henriques apitou para o final da partida no Bessa, a reacção de todo o staff benfiquista, de todos os milhares que “nadaram” na onda vermelha e de milhões de adeptos espalhados por todo o mundo, foi algo de indescritível que se expressou de forma perfeita através de reacções de entusiasmo, de alegria e, porque não dizê-lo, de loucura. A massa humana que este Benfica arrasta é realmente assustadora, no bom sentido. E isso ficou visível nesta noite e madrugada de domingo para segunda-feira. Um título universal O título celebrou-se em todas as cidades, vilas e aldeias, de norte a sul do país, mas a festa “ganhou pernas” para ultrapassar fronteiras e ganhar vida na Suíça, Canadá, Estados Unidos, Luxemburgo, Angola, África do Sul, Brasil, Cabo Verde, Alemanha, França, enfim... Quanto ao Porto, cidade onde se decidiu o título, foi ontem uma nação... benfiquista. O encarnado pintou as ruas da invicta e só uma estátua se “salvou” do encanto benfiquista. De facto, foi estranho ver alguns adeptos de azul e branco vestidos ocuparem o monumento da Avenida dos Aliados e a festejarem... o segundo lugar. Felizmente, os adeptos do Benfica não têm por hábito apoderar-se de estátuas, nem dar largas à alegria quando não são campeões. No entanto, respeitese a atitude de cada um. A longa viagem dos campeões Todo o staff do Benfica rumou, então, do Bessa até ao Aeroporto Sá Carneiro no topo de um enorme veículo de caixa aberta. O trajecto foi demorado, muito demorado mesmo, devido aos milhares e milhares de benfiquistas do Norte que fizeram questão de felicitar o novo campeão. Os jogadores, loucos de alegria, saltavam e cantavam com o povo. Muitos deles viviam a sua primeira noite enquanto campeões e isso notava-se nos seus olhos. Entretanto, em Lisboa, desde cedo que o Marquês de Pombal e os Restauradores foram dois pontos de romaria, mas assim que se soube que a equipa iria viajar para a Luz, mais de 50 mil pessoas para lá rumaram e criaram um ambiente fenomenal. Um espectáculo arrepiante O slbenfica.pt esteve no relvado da Catedral até às cinco da manhã e pode assegurar ao leitor que a festa que se fez nas bancadas da Luz foi realmente arrepiante. Todos saltavam e cantavam, à excepção de um bebé que dormia num banco, enrolado num cachecol, o que deixou o seu pai duplamente satisfeito. Enquanto que os animadores de serviço (onde se destacava Daniel Oliveira) impunham o ritmo e puxavam por milhares e milhares de gargantas, vários quilómetros quadrados circundantes da Luz enchiam-se de adeptos. O trânsito parou, a cerveja jorrou, os cachecóis ganharam vida, as bandeiras uniramse ao vento... Enfim, era a magia no ar. Nos ecrãs gigantes da Luz, viam-se imagens da equipa a desfilar no Porto, a despedir-se da Invicta no Aeroporto Sá Carneiro perante muitos milhares de adeptos. Passavam já das duas da manhã quando o avião que transportava a equipa aterrou no Aeroporto da Portela, onde nova massa humana recebeu os heróis. O relógio avançava para as quatro da manhã e cerca de 50 mil pessoas permaneciam nas bancadas, nunca se cansando de fazer a festa, fabricando coreografias de grande esplendor visual, cantando temas como “Glorioso SLB, Glorioso SLB”, “Ninguém pára o Benfica” ou “Campeões, campeões. Nós somos campeões”. O grito do “Rei” Mas o momento mais alto vivido na Luz antes da chegada dos campeões, foi a presença de Eusébio no centro do relvado. A forma como o público ouviu as palavras do “Rei” e como o saudou, de seguida, foi realmente arrepiante. De tal forma que Eusébio não

se conteve e gritou no centro do terreno: «Nunca ninguém gritou com tanta força a palavra campeão!» Momentos depois, Eusébio dizia-nos que «esta conquista vai ficar na história», não se esquecendo daquele que considerou ser sempre seu «amigo». «O Benfica é campeão graças ao meu amigo Trapattoni, porque ele sempre foi campeão por onde passou. É um grande treinador e eu sempre acreditei nele. Por outro lado, os jogadores e a direcção são outros dos grandes obreiros destes momentos. Obrigado a eles e a esta moldura humana incrível», desabafou. Música, águias, heróis e... a invasão Entretanto, muitas eram as bandas que desfilavam no palco colocado estrategicamente no centro do relvado. Da Weasel, Anjos, Ruth Marlene, João Portugal, Dina e, claro, UHF, que fizeram soar o “Sou, sou... Sou, sou... Benfica” perante a loucura vivida nas bancadas, eram alguns dos mais aplaudidos. No total, foram mais de 30 as bandas que desfilaram ao longo da noite... até que se ouviu a frase mais esperada: «Os nossos heróis chegaram à Luz». De seguida o silêncio. Uma criança grita: «Vitória, vem!», mas devido ao fumo gerado pelos foguetes a águia não faz o seu habitual voo picado. À segunda tentativa... o delírio. A Vitória aterra mesmo na relva e o seu tratador chora de emoção. Entretanto, Paixão deu a conhecer a Glória, a outra águia de estimação dos benfiquistas, aos adeptos do primeiro anel, bem como aos muitos VIPs rendidos ao seu porte. E assim se passaram mais alguns minutos de grande anseio. O ambiente estava ao rubro, mais do que nunca. De tal forma que as barreiras de segurança foram mesmo quebradas e muitos milhares invadiram o relvado, obrigando os jogadores a correrem para os balneários. E foi já nesse canto sagrado do plantel que ouvimos Luisão dizer que «gostaria de ficar neste maravilhoso clube», bem como Nuno Assis confessar querer «conquistar a dobradinha», enquanto que Nuno Gomes lembrava que «nem por sonhos» quer perder a final da Taça. Moreira lembrava «a semana mais feliz» da sua vida por duas razões: «O nascimento da minha filha e o facto de ser campeão pelo Benfica, depois de ter sido anteriormente enquanto júnior». Enfim, foi a loucura na Luz... mas um pouco por todo o mundo também.

Curiosidade Giovanni Trappatoni ganhou o seu quarto título na última jornada, o que não deixa de ser significativo num total de nove cam-peonatos conquistados pelo mestre italiano. Trap já em 76/ 77, 80/81 e 81/82, sempre ao serviço da Juventus, precisara de esperar pelo derradeiro desafio para festejar, ele que ao todo venceu seis campeonatos de Itália pela Juve e um pelo Inter de Milão. Fora de portas ganhou a Bundesliga com o Bayern de Munique e a SuperLiga com o Benfica.

Carlos Freitas «de saída» A reunião do Conselho de Administração da SAD do Sporting já terá provocado uma «baixa». Carlos Freitas, um dos homensfortes do futebol dos «leões», terá apresentado a demissão ao presidente Dias da Cunha. A intenção de abandonar vinha já a ser ponderada por Carlos Freitas há algum tempo, mas resta saber se o pedido de demissão será (ou não) aceite. A reunião ainda decorre no edificio Visconde de Alvalade, onde já não está Carlos Freitas, pelo que se aguarda a saída dos responsáveis «leoninos» para confirmar a saída do director-geral, que estava no clube desde 1999.

55.000 recebem equipa na Luz O Estádio da Luz manteve domingo cerca de 55.000 adeptos do Benfica até bem dentro na madrugada à espera dos heróis regressados do Porto, local onde conquistaram o título de campeão após 11 temporadas de jejum. No entanto, os festejos ficaram marcados pela invasão pacífica do terreno de jogo por parte de alguns adeptos do anel inferior, que motivou o recolher prematuro dos jogadores aos balneários, apesar do desespero do “speaker” de serviço e dos constantes assobios da restante assistência, que pretendia saborear mais tempo junto com os campeões. A tomada do palco aconteceu a partir dos dois topos, onde habitualmente estão instaladas as claques organizadas. Ansiada chegada A comitiva benfiquista chegou em voo fretado ao Aeroporto da Portela por volta das 02.30 e foi saudada por milhares de fãs ansiosos. O trajecto da aerogare até à Luz foi acompanhado por muitos que pretendiam ver de perto os seus ídolos. O autocarro que transportava a equipa demorou cerca de uma hora a cumprir o percurso até ao estádio, com o público depois a receber em apoteose os novos campeões – entraram um a um no relvado–, no momento mais alto da noite. Antes da chegada, os adeptos presentes na Luz assistiram ao desfile de várias bandas, entre as quais Da Weasel, que cantou “Nina”, “para Pinto da Costa ouvir”, e os UHF, que interpretaram o seu “Sou Benfica”, imediatamente antes de jogadores, técnicos e dirigentes tomarem o palco, logo depois das 04.00 horas. “We are the champions”, dos Queen, e o tradicional hino da águia, interpretado por Luís Piçarra, foram cânticos entoados quase em uníssono pelos mais de 50.000 presentes. Os adeptos dos ‘No Name Boys’ exibiam uma faixa original com a inscrição “Habemus Campione”, ao passo que em redor do recinto a onda mexicana fazia a delícia dos aficionados.

Benfica campeão Onze anos depois do festejo anterior, o Benfica é o campeão ajustado a uma SuperLiga geradora de surpresas da primeira à última jornada. No Bessa, os encarnados entraram em campo a precisarem de um ponto, marcaram primeiro, consentiram um golo estranho e, depois, geriram em simultâneo os nervos, os espaços e algum futebol. Terminada a partida, os benfiquistas concluíram que, afinal de contas, em termos pontuais eram campeões desde a semana passada. Acontece é que só o souberam já muito perto do final do confronto de ontem, quando a Académica marcou no Dragão e empatou a partida com o FC Porto. Os portistas, que precisavam de ganhar para alimentarem qualquer esperança, acabaram por esbanjar o 24º ponto em casa e ficaram-se pelo segundo lugar, que dá acesso directo à Liga dos Campeões, ao passo que o Sporting, que perdeu em casa com o Nacional (2-4) terá de disputar a terceira pré-eliminatória de acesso à Champions. Oito dias verdadeiramente terríveis na vida dos leões, espaço de tempo suficiente para somarem três derrotas: na Luz foi o adeus ao título; em Alvalade esvaiu-se o sonho da Taça UEFA; outra vez em casa, desperdiçaram a oportunidade de uma despedida condigna dos seus fiéis adeptos, que provavelmente ainda não teriam digerido as desfeitas anteriores. Motivos para festejar teve também o Vitória de Setúbal, uma vez que tem garantido o acesso à Taça UEFA na sua condição de finalista da Taça de Portugal, independentemente de ganhar ou não o troféu, uma vez que o Benfica é o outro finalista e disputará a Liga dos Campeões. Os restantes lugares da UEFA, já decididos há uma semana, vão para Braga e Guimarães

Viva o Benfica Vamos sorrir e cantar E alegrar nossos corações; Agora podemos gritar Que somos os Campeões! Lutaram sempre com fervor, No Estádio souberam provar: Jogadores e treinadores, Com mérito souberam ganhar. Se esta quadra aqui fica É porque me sinto contente! Orgulho-me por ser do Benfica, Orgulho-me do seu presidente. Acabou o apito dourado E tantos golos ilegais; Este título está conquistado, Agora ninguém nos pára mais. Com alegria agora salto; Também salta meu coração. A Águia voa sempre mais alto Que o Dragão e o Leão! A Águia chegou a cair Em momento mais complicado. Olha para os outros agora a sorrir; Voa alto e à vontade. Ser Benfiquista é ser vaidoso, Como o Benfica não há igual! Viva este clube glorioso, O Maior de Portugal! Autoria de Carlos Martins 22 de Maio de 2005

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2005-05-25 - Jornal A Voz de Portugal by sylvio martins - Issuu