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Desporto
GRUPO C : BULGÁRIA
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GRUPO C : DINAMARCA selecção jogam unidos e têm disciplina e maturidade para esconderem a juventude de muitas das unidades da equipa.
Perfil da equipa: Bulgária O maior feito da Bulgária foi a conquista do quarto lugar no Campeonato do Mundo de 1994, com uma equipa que gravitava em volta do brilho de Hristo Stoitchkov. Nova esperança A geração de ouro do Mundial de 94 desapareceu, mas foi com uma equipa jovem que os búlgaros conseguiram um lugar em Portugal, vencendo o Grupo 8 e deixando pelo caminho a Croácia, Bélgica e Estónia. Os homens de Plamen Markov acreditam que têm as aptidões necessárias para darem luta na fase final.
bém provou ser um consistente goleador. Avançado forte O avançado Dimitar Berbatov é outro jogador que deu nas vistas na campanha de qualificação da Bulgária. Alto e forte, pode não ter o toque especial que caracteriza os grandes avançados mundiais, mas há muito que conseguiu provar que a sua força e habilidade finalizadora podem intimidar qualquer defesa adversária.
Glórias do passado O próprio Stoitchkov encontrou ecos das glórias do passado na actual colheita. “Têm uma boa equipa com muitas promessas e, mais importante ainda, um bom espírito de grupo,” disse ao uefa.com. “São boas notícias para a Bulgária, pois são ainda muito jovens e poderão jogar juntos por muitos anos. Estes são tempos fantásticos para os adeptos.” Memórias desagradáveis Longe vão as desilusões do último jogo de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2002 - uma humilhante goleada frente à República Checa e que marcou o fim da era do antecessor de Markov, Stoycho Mladenov. Apesar de interrompidas as glórias do passado, a nova equipa tem muito para oferecer. Futuro brilhante Na Bulgária, muitos pensam que a fase final do EURO 2004™
Presença de Petrov Tal como na selecção de 1994, iluminada pelo brilho de Stoitchkov, a equipa da moderna Bulgária muito deve ao seu jovem capitão, o médio Stilian Petrov, do Celtic FC. Um astuto organizador e um exemplo de liderança, pelo elevado rendimento e leitura de jogo no meio-campo da Bulgária. Postura renovada A retirada dos dois últimos veteranos da campanha de 1994 durante a qualificação para o UEFA EURO 2004™ o defesa Radostin Kishishev e o inspirado capitão Krassimir Balakov, deixaram a Bulgária em banho-maria por uns tempos, mas sob a batuta de Petrov, a selecção conseguiu recuperar a postura. Extremo habilidoso O capitão é habilmente apoiado pelo extremo Martin Petrov - sem qualquer tipo de grau de parentesco com Stilian Petrov, mas suficientemente sintonizado com o pensamento dos seus companheiros de equipa para passar a qualquer um. Trabalhador incansável, o jogador do VfL Wolfsburg tam-
Jesper Gronkjær, que pode alinhar em qualquer dos flancos, e Dennis Rommedahl, do PSV Eindhoven, são, normalmente, os jogadores que actuam como extremos, o que lhes dá um lugar de realce na equipa de Olsen, já que têm a função de romper as defensivas adversárias.
Perfil da equipa: Dinamarca A Dinamarca, ainda que com um Schmeichel e dois Laudrups a menos, continua a ser uma força de referência no que respeita ao futebol internacional. Grandes dinamarqueses No Campeonato do Mundo de 2002, a selecção nórdica saiu de cabeça erguida do denominado “Grupo da Morte”, com vitórias frente a França e ao Uruguai antes de, nos oitavos-de-final, assolada por lesões ter perdido, por 3-0, com a Inglaterra. Depois, conseguiu de forma surpreendente o apuramento para o UEFA EURO 2004™ quando estava num grupo onde constavam a Roménia, Noruega e Bósnia-Herzegovina. Memórias agradáveis Recordados pela equipa de sonho dos anos 80 e pela formação que se sagrou Campeã da Europa de 1992, na Suécia, os dinamarqueses orgulhamse de serem uma selecção bem organizada que não vacila nos momentos mais importantes.
Equipa de apoio Estes três jogadores são as maiores esperanças da Bulgária, mas outros qualificados futebolistas, como o jovem do Portsmouth FC Svetoslav Todorov e o servo-montenegrino Zoran Jankovic, que pediu a nacionalidade búlgara para poder juntar-se à equipa de Markov, dá uma imagem ameaçadora à frente de ataque. Defesas experientes Na defesa, solidez é a chave, com um leque de jogadores experientes, como Predrag Pazin e Ivailo Petkov. Porém, a Bulgária de Markov vale, acima de tudo, pelo conjunto de todas as partes. Os elementos da
talvez tenha vindo cedo para a equipa de Markov, que poderá muito mais nas vistas daqui a uns anos. Esse até pode ser o caso, mas os seus adversários em Portugal serão muito pouco inteligentes se subestimarem o que a Bulgária pode fazer.
Tácticas certas O treinador Morten Olsen tem grandes conhecimentos tácticos e incentiva as suas equipas a jogarem de forma coesa, rápida e em contraataque, como forma de apanhar desprevenidos os adversários. Adoptando ocasionalmente o 4-3-3, Olsen preferiu no Campeonato do Mundo o 42-3-1, um sistema mais disciplinado, com Jon Dahl Tomasson, avançado do AC Milan, a alinhar sozinho na frente. Homem-golo Tomasson, que mantém a média de um golo assinado em cada dois jogos pela selecção, foi o melhor marcador da Dinamarca na fase de qualificação,
conseguindo cinco golos em oito jogos. Guarda-redes seguro Thomas Sørensen, guardaredes do Aston Villa FC, calçou as luvas do lendário Peter Schmeichel e a equipa não perdeu nenhuma das suas capacidades defensivas. Muitos advogaram que a saída de Schmeichel iria significar o fim da Dinamarca enquanto potência do futebol europeu. No entanto, Sørensen, que detém o recorde da Premiership [liga ingle-
sa] para o maior número de jogos sem sofrer golos ao longo de uma temporada, é um grande talento. Defesa forte À frente de Sørensen, Thomas Helveg será, talvez, o jogador mais importante dos quatro que compõem o sector defensivo. A estrela do Milan pode jogar a lateral direito, defesa central e trinco, mas a Dinamarca apresenta-se ao melhor nível quando Helveg alinha ao lado de Martin Laursen, no centro do terreno, com Niclas Jensen e René Henrikson a ocuparem os respectivos lugares no eixo da defesa. Maestros do meio-campo Nos quatro lugares da frente, ocorre uma dura competição. O avançado do Chelsea FC
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Sand no ataque Como segundo ponta-delança joga, habitualmente, Ebbe Sand, do FC Schalke 04, no apoio mais directo a Tomasson. Porém, caso Sand ou Tomasson - que foi o segundo melhor marcador do Coreia/ Japão, com quatro golos - não se apresentem na melhor forma, Peter Løvenkrands e Martin Jørgensen não se farão rogados em aproveitar a deixa para ocuparem as vagas. Muitas opções Løvenkrands, ponta-de-lança do Rangers FC, é apontado por muitos como o sucessor de Jørgensen, que marcou na derrota, por 3-2, frente ao Brasil, nos quartos-de-final do Campeonato do Mundo de 1998. Joga melhor no apoio a
Tomasson e, nos últimos jogos de qualificação, tem sido preferido em vez de Sand.
Adversário de respeito Seja qual for a opção de Olsen para os quatro lugares da frente, é certo que nenhuma equipa poderá facilitar, caso se depare com Helveg, Jensen, Rommedahl e Tomasson. Poucas pessoas fora da Dinamarca acreditam que os nórdicos consigam ir além dos quartosde-final, mas o mesmo aconteceu antes do Euro 92 e veja-se o resultado.
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GRUPO C : ITÁLIA
jogo de qualificação, com um triunfo frente ao acessível Azerbaijão. Mestres da defesa A força da Itália continua a residir na defesa. O guardião
criativo Francesco Totti. Problema a dobrar O lado positivo deste esquema é a possibilidade de incluir no mesmo onze dois nomes de peso: Del Piero e Totti. Porém, com tal dupla em campo, a Itália pode ressentir-se de alguma falta de criatividade na linha intermediária. Tal como fez no Campeonato do Mundo da Coreia do Sul e Japão, Trapattoni deve apostar fortemente em Totti para conduzir o jogo da Itália no Europeu de Portugal, dando assim preferência àquele que será o mais tecnicamente dotado e criativo de todos os avançados transalpinos. Por outro lado, o momento de forma de Christian Vieri, um dos atacantes de maior rendimento na última década, também será muito importante.
Equipa equilibrada Os italianos podem ter escorregado um pouco no apuramento e sido eliminados nos oitavos-de-final do Campeonato do Mundo de 2002, mas continuam a formar uma equipa muito equilibrada e recheada de jogadores de extrema qualidade. Treinador de sucesso O facto de a selecção ser orientada pelo mais conceituado treinador italiano, Giovanni Trapattoni, garante que os transalpinos serão um adversário de peso para equipas como a França, Portugal e Alemanha no próximo Europeu, que terá início em Junho de 2004. Grupo difícil Como é hábito, o apuramento da Itália para Portugal foi tudo menos um passeio tranquilo. Integrada num grupo difícil, onde se incluíram o País de Gales, a Sérvia e Montenegro, a Finlândia e o Azerbaijão, a formação de Trapattoni progrediu com dificuldade rumo à qualificação, empatando (1-1) na vista à Servia e Montenegro, na segunda jornada, e sofrendo uma derrota em Cardiff, quatro dias depois, frente a uma rejuvenescida selecção galesa. Apuramento directo Uma goleada (4-0) imposta ao então líder País de Gales, em Itália, devolveu aos “Azzurri” a dependência dos seus próprios resultados para garantirem o apuramento directo, consolidado em Outubro, no último
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GRUPO C : SUÉCIA
Perfil da equipa: Itália A Itália esteve a um passo de vencer o último Campeonato Europeu e não é surpresa para ninguém enquadrar a selecção transalpina entre as favoritas à vitória no UEFA EURO 2004™
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titular Gianluigi Buffon, que falhou o UEFA EURO 2000™ devido a uma fractura numa mão, está ansioso por dar nas vistas no seu primeiro Europeu. À frente dele, Alessandro Nesta (AC Milan) e Fabio Cannavaro (Internazionale FC) constituem uma dupla de centrais merecidamente reconhecida como poderosa. Sistema flexível Mas, ao avançar para os sectores mais adiantados, obtémse uma ideia mais precisa do conjunto italiano. O sistema de 4-4-2 definido por Trapattoni contempla flexibilidade e trabalho duro, bem como médios tenazes que desempenham bem o papel de extremos. Esquema alternativo Toda esta versatilidade significa que a equipa pode actuar com uma linha de quatro defesas, seguida de três médios e outros tantos avançados (4-33), com Alessandro Del Piero a funcionar como elo de ligação atrás de Christian Vieri e do
Segundo lugar em 2000 Desde que rendeu Dino Zoff, depois de a Itália ter sido finalista vencida no EURO 2000™ Trapattoni, que conquistou tudo o que há para ganhar nas competições de clubes, ainda não foi capaz de alcançar um grande êxito no comando técnico da selecção. Pela geração de talentos que tem sob a sua alçada, Trapattoni leva a imprensa italiana a acreditar que o treinador pode conquistar o êxito que tem vindo a perseguir. Confiar no êxito Nesta, figura de proa numa defesa que durante a campanha de apuramento somou 524 minutos sem conceder um golo, acredita firmemente que a Itália pode ser bem sucedida em Portugal: “Quanto estamos em forma, ninguém nos pára. Em 2002, fomos eliminados de um Campeonato do Mundo onde poderíamos ter feito muito melhor. Vamos trabalhar para que o mesmo não aconteça em Portugal”.
campanha de qualificação avançava. Meio-campo consistente O meio-campo é, habitualmente, composto por uma linha de quatro elementos. Andreas Jakobsson, Mikael Nilsson, Andres Svensson e Fredrik Ljungberg foram os jogadores mais utilizados, usando como principal arma o poder físico e os lançamentos longos, especialmente o duo composto por Svensson e Ljundgberg, que actuam no futebol inglês.
Perfil da equipa: Suécia A derrota frente à Letónia no último encontro, quando já havia assegurado o primeiro lugar no seu grupo, poderá ter impedido uma qualificação invencível - a última remonta a 1997 - mas a Suécia volta a marcar presença numa grande competição internacional. Para além disso, o seu desempenho excepcional no Grupo 4 de qualificação para o UEFA EURO 2004™ frente à Polónia, Hungria, Letónia e San Marino, sugere uma formação deter-minada a tornar-se um sucesso na fase final.
Mudanças em análise A campanha de qualificação da selecção sueca sofreu algumas reviravoltas. Tommy Söderberg acabou com a especulação em redor do seu futuro e anunciou que, após a fase final, abandonaria o cargo de cotreinador, deixando o comando técnico entregue apenas a Lars Lagerbäck. E o produtivo avançado Henrik Larsson retirou-se da selecção, após um breve regresso. Mesmo assim, esses golpes não afastaram a Suécia do trilho das vitórias. Vitórias consecutivas Isso parecia pouco provável quando os nórdicos começaram a campanha de qualificação de forma decepcionante,
averbando empates com a Letónia e a Hungria, depois de um trajecto na fase final do Campeonato do Mundo que terminou com a eliminação na segunda fase, perante o Senegal. Contudo, a Suécia esteve ao seu melhor nível nos quatro jogos frente a San Marino e à Polónia, disputados entre Junho e Setembro de 2003, apontando 16 golos sem sofrer nenhum e conquistando os 12 pontos que haveriam de levá-la a Portugal. Guarda-redes de futuro
Essas importantes partidas sem sofrer qualquer golo são fruto da excelente organização defensiva dos suecos. Andreas Isaksson pode ter feito a sua estreia na baliza da selecção sueca com apenas 20 anos, mas foi o camisola 1 que defendeu as redes nessas quatro vitórias, afastando Magnus Hedman. Defesa definida Com um quarteto defensivo perfeitamente definido - Olof Mellberg, Michael Svensson, Erik Edman e Teddy Lucic - a Suécia evidencia uma estabilidade na defesa que lhe permitiu trocar de guarda-redes e até reforçar progressivamente a força de ataque à medida que a
Avançados de renome Larsson pode não representar mais a sua selecção, mas a equipa continua a não ter falta de avançados. Zlatan Ibrahimovic, avançado de 22 anos que representa o AFC Ajax, já provou toda a sua classe na Liga dos Campeões, e a sua disciplina parece melhorar com a idade. Marcus Allbäck, substancialmente mais experiente, juntamente com Andersson e Mattias Jonson - que, em Junho, quebrou um jejum de golos em jogos internacionais com um “hat-trick” frente a San Marino - são igualmente finalizadores de nível internacional. Difíceis de bater Apesar de possuir um equipa recheada de talento, o problema da Suécia reside no facto de, normalmente, não conseguir repetir nas fases finais as magnificas exibições conseguidas durante as campanhas de qualificação. A solução para o problema poderá residir na grande consistência que tanto tem contribuído para o sucesso nos apuramentos. Os nórdicos não sofreram mais do que um ou dois golos nas fases finais do Campeonato da Europa de 2000 e do Campeonato do Mundo de 2002 mas, por outro lado, também só marcaram mais do que um golo frente à selecção argentina, durante o último Mundial. Imaginação no ataque A chave para o sucesso da Suécia no torneio de Portugal poderá estar no aparecimento de jogadores como Ibrahimovic, capazes de acrescentar imaginação e eficácia na zona de finalização. A Suécia é, reconhecidamente, uma equipa difícil de bater - tudo o que necessita agora é de se tornar numa formação complicada de se impedir de ganhar.
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GRUPO D : ALEMANHA
Perfil da equipa: ALEMANHA Até mesmo os mais entendidos em futebol sabem que o melhor é não considerar a Alemanha como vencida antes do início de um campeonato. Uma grande potência A sua exibição no Campeonato do Mundo de 2002, onde perdeu na final, por 2-0, com o Brasil, provou que a Alemanha - mesmo sem Franz Beckenbauer, Lothar Matthäus e Jürgen Klinsmann - continua a ser uma das grandes potências no mundo do futebol. Difícil qualificação A sua exibição na campanha para o UEFA EURO 2004™ foi consistente, ainda que pouco espectacular. Agrupada com a Islândia, a Escócia, a Lituânia e as Ilhas Faroé, esperava-se que a Alemanha tivesse dificuldade em se qualificar. A equipa de Rudi Völler venceu todos os jogos mas teve de se esforçar para marcar golos, dependendo em grande medida da sua fraca defesa para garantir o apuramento para Portugal. Estrelas mundiais Antes do Campeonato do Mundo de 2002, a Alemanha era criticada pela sua táctica negativa e pelo facto de não ter nomes famosos a integrar as suas fileiras. No entanto, algumas exibições surpreendentes do médio Michael Ballack e do guarda-redes Oliver Kahn acabaram por calar alguns dos críticos. Novo Beckenbauer De facto, as exibições de Ballack e do capitão Kahn ambos a integrarem o FC Bayern München - serão decisivas para o sucesso da Alemanha em Portugal. Ballack, considerado o sucessor de Beckenbauer, é um médio completo.
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Não só marca golos por prazer como também tem habilidade para fazer grandes passes, roubar a bola e jogar de cabeça. Quarteto do meio-campo A táctica directa de Völler esquece frequentemente o meio-campo alemão mas, quando solicitado, Ballack consegue equiparar-se ao organizador de jogo Sebastian Deisler no que respeita a criatividade. Mais empenho que habilidade O recente sucesso da Alemanha tem-se baseado mais na dedicação do que na habilidade, com o incansável Jens Jeremies, juntamente com Bernd Schneider, a apoiar os quatro defesas. Infelizmente para Völler, Ballack é a única estrela alemã genuína e a emoção da selecção. Grave problema A principal preocupação do treinador é a dificuldade da equipa em marcar golos, o que fez das corridas de Ballack desde o meio-campo a principal garantia para a qualificação. A decepcionante exibição no jogo em que empataram, por 11, em casa, com a Lituânia evidenciou este problema.
Classe de Kuranyi Völler dependeu muito do ponta-de-lança Miroslav Klose para marcar os golos no Campeonato do Mundo da Coreia/ Japão. No entanto, o jogador do 1. FC Kaiserslautern tem ficado no banco de suplentes nos últimos jogos, e são Fredi Bobic e Kevin Kuranyi que têm ocupado as duas posições atacantes. Adaptação é crucial Com o controverso ponta-delança Carsten Jancker excluído da selecção, as oportunidades de a Alemanha ser bem sucedida em Portugal podem estar dependentes de os três avançados se adaptarem devidamente a um torneio internacional. Defesa determinada Uma área em que Völler pode confiar é na defesa, que está admiravelmente organizada pelo guardião. Kahn, que completará 35 anos durante o EURO 2004™, foi eleito melhor jogador do Campeonato do Mundo de 2002 World Cup, devido a algumas exibições admiráveis. Quatro defesas sólidos Kahn continua a ser um dos melhores guarda-redes do mundo, revelando enorme agilidade para a idade e dominando a sua grande-área e os seus fiéis defesas. Os quatro defesas incluem os centrais Marko Rehmer e Christian Wörns e as estrelas em ascensão Arne Friedrich e Christoph Metzelder. Missão cumprida É surpreendente como Völler conseguiu trazer esta equipa até à final do Campeonato do Mundo de 2002 mas, sendo a melhor selecção da Europa, não há motivos para não acreditar que a Alemanha conquiste o seu quarto Campeonato Europeu. Afinal, há muito para dizer sobre a sua eficiência, coesão e organização.
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GRUPO D : HOLANDA
Perfil da equipa: HOLANDA HolandaAbençoada, por tradição, com grandes talentos individuais, pareceu estranho que a Holanda só tenha mostrado o seu potencial no último jogo da fase de apuramento para o UEFA EURO 2004™. “Hat-trick” de Van Nistelrooij Ultrapassada pela República Checa na corrida pelo apuramento automático no Grupo 3, e depois de falhar a qualificação para o Campeonato do Mundo de 2003, a equipa de Dick Advocaat foi derrotada em Glasgow pela Escócia, por 1-0, na primeira mão do “play-off”. Quatro dias depois, a história acabou por ser bem diferente em Amesterdão e os holandeses ganharam por 6-0, com golos de Wesley Sneijder, André Ooijer, Frank de Boer e um “hat-trick” de Ruud van Nistelrooij. Este resultado deu a entender que a selecção “laranja” pode repetir em Portugal o título europeu que conquistou em 1988. Equipa flexível Edwin van der Sar é o guarda-redes escolhido por Advocaat, mas, à sua frente, a equipa é flexível, podendo jogar em 3x5x2 ou 4x4x2 - na Escócia, começou com o segundo esquema, mudando depois para o primeiro - com um toque de “futebol total”, que é a marca do país. Na posição de lateral direito, Michael Reiziger, Giovanni van Bronckhorst e André Ooijer foram todos utilizados. Os experientes Frank de Boer e Jaap Stam são os centrais, mas Reiziger também foi opção. Phillip Cocu e Boudewijn Zenden ocuparam o lugar de lateral esquerdo. Talento no meio-campo Edgar Davids, Andy van der Meyde, Mark van Bommel e
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Cocu e os extremos Clarence Seedorf, Zenden e Marc Overmars fizeram parte da invejável lista de jogadores de meiocampo que Advocaat tem à disposição. Wesley Sneijder ganhou um lugar nos últimos jogos da qualificação, tal como Rafael van der Vaart, que era ainda um “teenager” quando o apuramento começou, acabando, no entanto, por integrar a equipa, jogando mesmo por vezes como avançado. Opções de ataque Essa evolução foi impressionante, já que os holandeses contam com Ruud van Nistelrooij, Patrick Kluivert, Roy Makaay e Jimmy Floyd Hassel-
baink como opções para o ataque. Geralmente, Van Nistelrooij e Kluivert foram titulares, embora tenham perdido o lugar em alguns momentos da fase de qualificação, marcados pontualmente pela tensão gerada por maus resultados. Derrota em Praga De facto, tudo correu mal à Holanda no jogo de Praga, com a República Checa. Davids foi expulso antes do quarto de hora, na sequência de uma falta sobre Karel Poborský cometida dentro da área, e Jan Koller converteu a correspondente grande penalidade. Poborský dilatou o marcador para os checos antes do intervalo e, depois de Van der Vaart ter reduzido a desvantagem aos 60 minutos, Milan Baroš estabeleceu o resultado final nos últimos segundos da partida, obrigando os holandeses a disputar o “play-off”, independentemente da vitória sobre a República Moldava, por 5-0, no jogo seguinte. Regresso à boa forma O alarme soou depois da derrota por 1-0 sofrida na Escócia, selada com um golo de James McFadden, mas, na segunda mão, tudo foi diferente. O “hat-trick” de Van Nistelrooij foi a prova de que, quando a Holanda está em forma, não há muitas selecções que a possam bater.
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GRUPO D : LETÓNIA
Perfil da equipa: LETÓNIA Tendo conquistado apenas quatro pontos na campanha de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2002, em que ficou no quarto lugar, atrás da Croácia, Bélgica e Escócia, e tendo até empatado com San Marino, em Riga, com um público de apenas cerca de 500 adeptos, poucos imaginavam a Letónia na fase final do UEFA EURO 2004™. Vitória no “play-off Mas, desde o primeiro jogo, em que empatou com a Suécia, a Letónia deixou uma imagem de candidata ao apuramento e, apesar das derrotas frente à Polónia e Hungria, estas duas selecções perderam o acesso ao “play-off” para os letões. Depois, a Turquia - semi-finalista do Mundial de 2002 - perdeu 1-0, em Riga, e a recuperação de uma desvantagem de dois golos, em Istambul, valeu à Letónia a primeira participação numa fase final desde a independência. Aposta no contra-ataque Então, como é que a Letónia passou de selecção que nunca ficara nos primeiros três lugares de um grupo para uma com lugar entre as 16 principais europeias? A chave foi a aposta no contra-ataque feita pelo treinador Aleksandrs Starkovs que, em 2001, sucedeu a Gary Johnson, depois do empate com San Marino. A utilização do 4-4-2 baseado na pressão e em desequilíbrios rápidos rendeu dividendos. Kolinko preponderante Aleksandrs Kolinko é o habitual guarda-redes e os seis jogos em que não sofreu golos, em dez disputados, foram vitais para o sucesso letão. Aleksandrs Isakovs e Dzintars Zirnis foram os laterais, durante a
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fase de qualificação, apesar de Olegs Blagonadezdins também ter alinhado. Igors Stepanovs e o experiente Mihails Zemlinskis asseguraram o centro da defesa. Extremos fundamentais Valentins Lobanovs tem um papel fundamental no meio campo, actuando como trinco, com Jurijs Laizans e Vitalis Astafjevs também no centro, formando um triângulo fundamental na manobra da Letónia. Imants Bleidelis alinha na ala direita e Andrejs Rubins na esquerda, ambos com deveres ofensivos e defensivos, e importantes no ataque, graças à sua rapidez.
Força de ataque Na frente, Maris Verpakovskis encontrou a forma ideal nos últimos jogos da qualificação - incluindo frente à Turquia - tendo em Rimkus o parceiro habitual. No entanto, Marians Pahars regressou aos eleitos nos jogos da segunda volta, passando a ser mais uma opção, tal como Andrejs Prohorenkovs.
Vitória na Polónia O empate a zero com a Suécia, no início da campanha, deixou claro o valor da nova táctica. No mês seguinte, um golo de Laizans valeu uma vitória soberba frente à Polónia, que levou a Letónia ao primeiro lugar do grupo. Apesar de a viagem a San Marino, em Novembro de 2002, ter reavivado tristes memórias, um golo de Carlo Valentini no último minuto valeu uma vitória pela margem mínima. Primeiro contratempo Com o recomeço da fase de qualificação, em Abril de 2003, San Marino perdeu (3-0) em Riga, depois de o primeiro golo de Prohorenkovs ter sido seguido por dois de Bleidelis. Em Junho, veio a primeira derrota, com Verpakovskis a colocar a Letónia - ainda no comando do grupo - em vantagem, na Hungria, mas a equipa da casa acabaria por vencer o encontro, por 3-1. Finalmente, em Setembro, a Suécia estabeleceu-se no primeiro lugar da secção, após a Polónia ter vencido, por 2-0, em Riga. Porém, quatro dias depois, uma vitória, por 3-1, frente à Hungria, resultante de dois golos de Verpakovskis e um de Bleidelis, manteve a Letónia na luta pelo apuramento. Qualificação assegurada Em Outubro, veio a vitória decisiva (1-0), ante a já apurada
Suécia, com Verpakovskis a colocar um ponto final na série de 25 jogos dos nórdicos sem derrotas. A Turquia era apontada como favorita, quando o sorteio ditou um confronto com a Letónia. Mas os homens de Strakovs venceram, em Riga, graças a Verpakovskis e, apesar de ter estado a perder, por 2-0, aos 64 minutos do jogo de Istambul, Laizans e Verpakovskis marcaram os golos que valeram o acesso a um inesperado lugar em Portugal.
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GRUPO D : REPÚBLICA CHECA
com a bola, mas obviamente fatal no ar, Koller terá, ainda assim, de estar no seu melhor para conseguir afastar da equipa principal o prodígio do Liverpool, Milan Baroš. Guarda-redes distinto O jovem guarda-redes, Petr Cech, foi-se tornando a primeira escolha de Brückner. Actualmente a jogar em França, foi, juntamente com Baroš e o defesa Zdenek Grygera, um dos veteranos da selecção checa que surpreendentemente venceu o Campeonato da Europa de Sub-21.
Perfil da equipa: REPÚBLICA CHECA A República Checa pode não ter um grande leque de jogadores por onde escolher, mas a quantidade que falta à equipa de Karel Brückner é largamente compensada pela qualidade. Boa campanha Saíram triunfantes da qualificação do Grupo 3, ultrapassando mesmo a Holanda. Com um conjunto de futebolistas a jogar na primeira divisão de alguns dos melhores campeonatos da Europa, a selecção da República Checa possui o talento e estilo dos italianos, aliados à persistência dos alemães. Jogadores com estilo Não é de estranhar que a selecção apresente nas suas fileiras alguns dos melhores jogadores da “Bundesliga” [Campeonato Alemão] e da Série A. O jogador que mais se destaca é Pavel Nedved, que está ao serviço da Juventus FC - um médio da ala esquerda com poder, ritmo e habilidade para marcar golos depois de organizar o jogo. O brilhante Nedved Muita gente reconheceu que Nedved foi o jogador que mais se evidenciou na UEFA Champions League de 2002/03 e que a sua ausência, por motivo de suspensão, do jogo da final, em que a Juventus perdeu por grandes penalidades com o AC Milan, foi o factor que decidiu o resultado. O excelente Poborský Igualmente credenciado está o ex-lateral do Manchester United FC e SL Benfica, Karel Poborský. O jogador pode constituir uma ameaça pela ala direita e vai tentar repetir a forma brilhante que levou a República Checa à final do
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EURO 96™ e o tornou um nome conhecido na Europa. Os jogadores médios Há uma enorme variedade de jogadores para o meio-campo e, por isso, a escolha tornase difícil. Não é por acaso que o médio do PFC CSKA Moskva, Jirí Jarošik, foi o jogador mais caro de sempre a integrar um clube russo, enquanto Vladimír Šmicer, do Liverpool FC, acrescenta alguma agressividade a um meio-campo cheio de elegância. O génio do Dortmund Nenhuma análise do meiocampo checo estaria completa sem uma referência a Tomá Rosický, do BV Borussia Dortmund. Rápido e com grande controlo sobre a bola, o jovem formou-se na academia do AC Sparta Praha, tal como muitos dos seus companheiros de equipa, e tem grande capacidade para inverter o jogo. Ponta-de-lança esmagador Ele constituirá certamente uma das armas mais eficazes para os avançados, que serão liderados pelo gigante Jan Koller. Inesperadamente hábil
Defesa inexperiente Cech tem a responsabilidade de comandar uma defesa relativamente inexperiente, onde também se inclui Tomáš Hübschman - um jovem defesa do Sparta, considerado por muitos como uma das grandes promessas da Europa. Juventude e experiência Há uma agradável mistura de juventude e experiência na selecção checa. Após ter falhado o apuramento para as fases finais dos Campeonatos do Mundo de 1998 e 2002 e ter jogado aquém das expectativas no EURO 2000™, a selecção está, neste momento, verdadeiramente determinada em mostrar que é tão boa quanto os elogios que tem recebido. Apostar na confiança “Na última campanha [para o Campeonato do Mundo] perdemos muito respeito por não nos termos qualificado”, disse Šmicer ao uefa.com. “Agora, queremos voltar e reclamar esse respeito porque, enquanto equipa, temos bons jogadores e só precisamos é de mais confiança”. Se adquirirem essa confiança em Portugal, serão um temível adversário para qualquer selecção.
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ESTÁDIO DE GUIMARÃES D. AFONSO HENRIQUES
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ESTÁDIO DE LISBOA: JOSÉ ALVALADE
a Câmara Municipal de Guimarães tinha duas opções: construir um estádio de raiz em terreno camarário ou reconstruir o Estádio D. Afonso Henriques, que se situa em plena zona urbana. Tendo o centro histórico sido considerado Património da Humanidade pela UNESCO, a opção do município recaiu na dinamização de toda a área.
Introdução ENTIDADE: Vitória Sport Clube LOTAÇÃO: 30.000 lugares sentados ARQUITECTO: Eduardo Guimarães JOGOS: Dois jogos da fase de grupos INAUGURAÇÃO: 25 de Julho de 2003 Remodelação Implantado na zona urbana da Cidade-Berço, as suas quatro bancadas sofreram uma profunda remodelação e ampliação, tendo a capacidade total do estádio sido aumentada para 30.000 lugares. Esta é a nova casa do Vitória Sport Club, criado pela juventude
vimaranense dos anos 20 - uma juventude privilegiada, estudantil e filha da sociedade industrial e proprietária que dirigia a terra. Dinamizar a área urbana Quando a cidade de Guimarães foi escolhida para uma das sedes do UEFA EURO 2004™,
Perto do Castelo Uma vez que o estádio se encontra numa das zonas mais bonitas da cidade, junto ao castelo mais famoso de Portugal, toda a obra foi pensada tendo em conta a harmonia arquitectónica quer do interior quer do exterior. Integrado no jardim que envolve o Castelo, são poucos os que à primeira vista dizem estar perante um estádio de futebol. “Um estádio muito bonito” O Director do Torneio, António Laranjo, afirmou tratar-se de uma obra notável. “Os visitantes ficarão encantados por poderem entrar num estádio, olhar à volta e desfrutar a paisagem. Está concebido numa relação muito boa entre o interior e o exterior”.
ESTÁDIO DE LEIRIA - Dr. MAGALHÃES PESSOA
“Cinco estrelas” O recinto já viu reconhecida a sua qualidade, com a classificação de cinco estrelas, atribuída pela UEFA aos recintos de elevada qualidade. O organismo que tutela o futebol europeu, escolheu também este estádio, para ser o palco da Taça UEFA na época de 2005.
Introdução ENTIDADE: Sporting Clube de Portugal LOTAÇÃO: 52.000 lugares sentados ARQUITECTO: Tomás Taveira JOGOS: 3 jogos da fase de grupos, um jogo dos quartos-definal e uma meia-final INAUGURAÇÃO: 6 de Agosto de 2003 Grande estádio Finalmente o desejo do Visconde de Alvalade está completo: “Este será um clube tão grande como os maiores da Europa...” E para uma grande equipa, um grande estádio.
Implantado numa zona urbana contígua ao antigo estádio, o projecto do novo recinto integra-se num conjunto mais vasto, com componentes desportiva e imobiliária, abrangendo habitação, comércio e serviços.
ESTÁDIO DE LISBOA: DA LUZ
totalmente cobertas. Detalhes técnicos O antigo recinto foi submetido a significativos trabalhos de melhoramento. As instalações de apoio estão distribuídas entre o piso 0 e o piso 1.
Introdução ENTIDADE: Câmara Municipal de Leiria LOTAÇÃO: 30.000 lugares sentados ARQUITECTO: Tomás Taveira JOGOS: Dois jogos da fase de grupos INAUGURAÇÃO: 19 de Novembro de 2003 Na terra do pinhal de Leiria, de onde saiu a madeira que serviu para construir as caravelas dos Descobrimentos, implantado na zona urbana e integrado no actual complexo
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desportivo, o projecto contemplou um aumento da capacidade do estádio, de cerca de 11.000 lugares, para 30.000 lugares, com recurso à construção de três novas bancadas
Vista para o castelo A forma do estádio está relacionada com a sua inserção na paisagem da cidade. A cobertura ondulante permite a vista para o castelo de Leiria, que “olha” lá do alto para o estádio. Trata-se, sem dúvida, de uma das mais-valias desta obra inovadora. Inauguração A selecção de Portugal goleou, a 19 de Novembro de 2003, a congénere do Koweit, por 8-0, em jogo de carácter particular que marcou a inauguração do remodelado Estádio Dr. Magalhães Pessoa. Para a história fica, ainda, o nome de Pauleta, autor do primeiro golo no “novo” estádio.
Local de concertos Tal como o velho estádio de Alvalade, o Sporting pretende que o novo recinto sirva para a realização de grandes concertos. Para conseguir manter essa reputação, os proprietários do estádio estudaram cuidadosamente as condições acústicas da infra-estrutura de forma a poderem atrair as maiores estrelas da música. Recepção ao Manchester United O recinto recebeu o primeiro encontro a 6 de Agosto, dia em que o Sporting defrontou o Manchester United FC num encontro amigável. A cerimónia de inauguração, à qual assistiram 52 mil pessoas, contou ainda com um espectáculo musical e um “show” multimédia. cidade para 65 mil lugares sentados, totalmente cobertos e com instalações de elevado nível, foi classificado como um estádio cinco estrelas pela UEFA. Haja luz De facto, o estádio foi especificamente desenhado para incluir pormenores condizentes com o seu nome, como o aproveitamento da luz natural. O novo recinto, foi construído ao lado do antigo, e tem capacidade para 65.000 espectadores.
Introdução ENTIDADE: Sport Lisboa e Benfica LOTAÇÃO: 65.000 lugares sentados ARQUITECTO: Damon Lavelle JOGOS: Três jogos da fase de grupos, um jogo dos quartos-de-final e a final INAUGURAÇÃO: 25 de Outubro de 2003 O clube que nasceu numa farmácia em Belém é hoje o proprietário do maior estádio do país; o novo recinto cons-
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truído nos terrenos adjacentes ao antigo estádio, congrega áreas de lazer, entretenimento e espaços culturais. Com capa-
Palco da final Em 2004, depois de celebrado o 100º aniversário do SL Benfica e os 50 anos da construção do antigo Estádio da Luz, o novo recinto será o palco da final do UEFA EURO 2004™. Inauguração O SL Benfica assinalou a inauguração do novo Estádio da Luz, que receberá, a 4 de Julho de 2004, a final do UEFA EURO 2004™, com um triunfo por 2-1 no jogo particular realizado com os uruguaios do Club Nacional de Football, de Montevideu.
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ESTÁDIO DO BESSA - SÉC. XXI Bancada Poente Em Janeiro de 2000, iniciouse a construção da Bancada principal – Poente – onde se situam os balneários, tribuna de Imprensa e zonas VIP. Foi inaugurada a 9 de Novembro de 2001, tendo sido posteriormente testada em jogos da UEFA Champions League.
ENTIDADE: Boavista Futebol Clube LOTAÇÃO: 30.000 lugares sentados ARQUITECTO: Grupo 3, Arquitectos Associados JOGOS: Três jogos da fase de grupos INAUGURAÇÃO: 30 de Dezembro de 2003 Implantado numa zona urbana de referência na cidade do Porto, o Estádio do Bessa integra-se num complexo desportivo em desenvolvimento, caracterizando-se pela construção de quatro novas bancadas, com todos os lugares cobertos, num projecto que faz recordar
os estádios ingleses. Sempre em acção O Boavista foi o único clube que nunca deixou de jogar no seu estádio durante todo o processo de reconstrução. Os trabalhos começaram em Junho de 1998. A bancada Nas-
Dois topos A Bancada Norte foi demolida no final da época 2001/ 2002, em Abril de 2002, tendo os trabalhos de construção começado após o reposicionamento e rebaixamento do relvado. A bancada Sul foi a última a ser erguida. Todo o processo de remodelação teve em conta a área envolvente e trata-se de uma notável obra de integração. Inauguração O Estádio do Bessa foi inaugurado a 30 de Dezembro de 2003, num jogo entre o Boavista FC e o Málaga CF, que terminou empatado a zero.
O futebol moderno foi introduzido em Portugal em 1884 por Guilherme Pinto Basto, que havia regressado recentemente de Inglaterra. No entanto, foi preciso esperar quatro anos para que se realizasse o primeiro jogo oficial, nos arredores de Lisboa, na pitoresca vila costeira de Cascais. O primeiro estádio O arranque do futebol como um fenómeno popular manteve-se discreto, até que em 1893 um grupo de Cascais aproveitou para formar uma equipa constituída por expatriados ingleses. Nesse mesmo ano foi construído o primeiro campo de futebol no centro de Lisboa, no Campo Pequeno, no local onde hoje se encontra a Praça de Touros. O primeiro campeonato A I Grande Guerra Mundial travou o desenvolvimento do futebol, mas em 1921 assistiu-se ao primeiro encontro internacional de Portugal, que redundou numa derrota por 3-1 fren-
ESTÁDIO DO PORTO - DRAGÃO jecto integra-se no conjunto da Cidade Desportiva e imobiliária, uma área de 3.000 metros quadrados, entre a Av. Fernão Magalhães, VCI e o Bairro de S. Roque da Lameira. Estão projectadas as construções de um centro comercial, uma área residencial e um pavilhão multiusos.
Introdução ENTIDADE: Futebol Clube do Porto LOTAÇÃO: 52.000 lugares sentados ARQUITECTO: Manuel Salgado JOGOS: Três jogos da fase de grupos, incluindo o jogo inaugural, um jogo dos quartos-de-final e outro das meias-finais. INAUGURAÇÃO: 16 de Novembro de 2003 Jogo de abertura Implantado numa zona urbana contígua ao Estádio das Antas, o novo estádio do FC Porto será o palco da cerimónia de abertura e do jogo inaugural do UEFA EURO 2004™.
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Com um “design” arrojado foi já classificado pela UEFA como um estádio cinco estrelas. Cidade Desportiva Com capacidade para mais de 50.000 espectadores, o pro-
Desporto
A história do futebol português cente, a primeira a ser reconstruída, ficou pronta em 4 de Agosto de 1999.
Introdução
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Grande requalificação O Director do Torneio, António Laranjo, salienta as implicações do Estádio do Dragão na zona envolvente: “É, talvez, o estádio que causa mais impacto em toda a área que o rodeia. Devido às dificuldades causadas pela sua localização, foi necessário um grande trabalho de escavação antes de o trabalho de construção propriamente dito pudesse iniciar-se”. Futuro brilhante Se a acção no relvado conseguir rivalizar com o esforço e entusiasmo da arquitectura de Manuel Salgado, todos os que visitarem o Estádio do Dragão no verão desfrutarão de uma excelente ex-periência.
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te a Espanha, e à realização do primeiro campeonato nacional, uma competição por eliminatórias ganha pelo FC Porto, em Junho. Em 1926, foi fundada a Federação Portuguesa de Futebol, e o desporto ganhou raízes fortes na sociedade. Os três grandes Já nessa altura, FC Porto, Benfica e Sporting, a par do Belenenses, dominavam o panorama a nível nacional, algo que se cimentou ainda mais quando começou o Campeonato da I Divisão, em 1938/39. O FC Porto foi, mais uma vez, o primeiro clube a conquistar a prova. Apesar de, na altura, Portugal ainda não ser uma das potências do futebol europeu, a verdade é que o país foi um dos membros fundadores da UEFA, em 1954, e em apenas uma década tornou-se numa das forças dominantes. O Pantera Negra Béla Guttmann garantiu, então, a contratação de um adolescente moçambicano de
quem ouvira falar aquando de uma visita ao barbeiro, em Lisboa. Um ano depois, Eusébio
marcava o golo decisivo na vitória por 5-3 sobre o Real Madrid na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. O “pantera negra” não se ficou por aí e elevou, nos dez anos seguintes, o Benfica e Portugal a patamares nunca antes imaginados, assumindo-se como o melhor marcador do Mundial de 1966, com a selecção nacional portuguesa a terminar a prova no terceiro lugar.
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