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2004-05-05 - Jornal A Voz de Portugal

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A VOZ DE PORTUGAL, 5 de Maio de 2004 - Página

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Na Região Açores O “24 de Abril” dá mesmo que pensar

O alargamento da União Europeia Desde sábado último que a Europa teve alterações no seu contexto sócio-político. A partir da meia-noite da sexta-feira, dez novos países se juntaram aos 15 existentes, sob a bandeira azul estrelada da União Europeia. Viveram-se momentos de grande alegria nesses novos estados membros duma Europa, unida em torno do mesmo tipo de economia e de objectivos políticos comuns.

Fernando Cruz Gomes Talvez não seja verdade. Talvez que os articulistas que o dizem – e nem sabemos porquê, José Andrade está em primeiríssimo lugar... – não tenham razão, quando afirmam, preto no branco, que o governo de Carlos César... já foi. Isto é, já não está no prazo certo. E, assim, são capazes de não ter razão os que afirmam viver-se, hoje, nos Açores, um ambiente mais ou menos de medo, de pressão política... de receio pelo que o (ainda) Poder regional pode pensar e fazer. Por nós... recusamo-nos a acreditar. Era lá possível... que houvesse algo parecido com perseguição ideológica! Era lá possível que um qualquer funcionário público – público… não partidário, hem? – tivesse medo de revelar as suas cores partidárias, porque o chefe todo poderoso “era capaz de se zangar” e de retaliar na primeira oportunidade que surgisse? Será que alguém acredita que haja empresários, dirigentes associativos e, até, jornalistas que são pressionados – primeiro com palavras meigas de quanto baste e, depois, no estilo mais ou menos caceteiro (salvo seja…) – para se manterem “quietos” e não olharem para uma cor que, felizmente, está cada vez mais a surgir no horizonte político dos Açores? Perguntas… que nos recusamos a responder. Perguntas que encerram em si, até, se quiserem, a negação completa do que os homens-chave do (ainda) Governo Regional dizem, a toda a hora, e sempre que podem, sobretudo se tiverem por perto uma câmara de Televisão. E recusamonos a responder, na certeza de que não podem ser… realidades. Era lá possível ! É que o tal 25 de Abril Ver

19 de.COM junho de52002 WWW.AVOZDEPORTUGAL DE Maio de 2004

Por todo o lado se festejou com grandes manifestações populares e fogos de artifício multicores, qual deles o mais impressionante e belo, assinalando o acontecimento. Na Hungria, nas margens do Danúbio, portanto um rio que na sua passagem banha nove estados europeus, nem todos membros da União, os cidadãos fizeram honras às especiarias culinárias oferecidas pelas embaixadas de todos os países da UE e toda a gente teve direito a pequenas lembranças, como aquele participante que agitando as bandeiras da Alemanha e da UE, com uma bola nas cores da Polónia e

Uma Ilha. Quantas cidades?

Ver

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Injustiça no último minuto

Entre a campanha eleitoral municipal de Novembro de 2001 e Maio de 2004, dois mundos se opõem. Muito se tem falado, discutido, planeado, estruturado e reestruturado, sobre a fusão e “desfusão” de Montreal. Muita água correu sob as pontes dos nossos rios e ribeiras, muita neve caiu e fez praguejar os automobilistas, sobretudo quando, não recolhida, escondia crateras enormes, perigosas, onde pneus e mecanismos de direcção rebentavam nas bocarras profundas e largas, no asfalto das ruas da cidade. Porquê tanta tinta? Porquê tanta agitação? Recordemos os factos. Há cerca de quarenta anos o “Maire” Jean Drapeau anunciou, com a mesma veemência que o rei D.Pedro IV lançou o grito de Ipiranga em 1822, — Montreal “Uma Ilha, Uma Cidade”. Na época este grito foi mais ou menos ouvido e nada seguido. A ideia, porém, ficou e, como o futuro iria provar nos princípios deste século, fez o seu caminho, engrossando com personalidades e diversos empreendedores, por entre bastantes contestatários também, sob a direcção de um

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Benfica quase, quase na Liga dos Campeões Um golo de Geovanni, quase no final do jogo, deu ao Benfica uma preciosa vitória sobre o Sporting, com a equipa “encarnada” quase a assegurar o segundo posto, a uma jornada do fim da Superliga de futebol. Ver

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A VOZ DE PORTUGAL, 5 de Maio de 2004 - Página

Manchetes Uma Ilha. Quantas cidades? Cont. da pág. 1

Calmamente, sem grandes vagas, num estilo muito pessoal, Pierre Bourque procurou apoios e desenvolveu ideias. Porém, a batalha da fusão municipal só se iniciou um ano mais tarde, quando se manifestou de forma categórica a intenção do governo provincial de avançar com a reforma em profundidade, do mundo municipal montrealense. A partir desse momento, formaram-se os dois

entusiasta da vida municipal que é, e creio será sempre, Pierre Bourque. Em Dezembro de 1995, Pierre Bourque anuncia “uma nova via de futuro” e “parceria entre a peritagem pública e o saber fazer privado”, na Câmara de Comércio de Montreal metropolitano, ou seja, a eventual privatização de grandes sectores da administração municipal. O seu objectivo era o de se subtrair ao

campos antagonistas que se manteriam nas suas posições durante largo tempo. De um lado Pierre Bourque e a ideia de unificação das cidades limítrofes e do outro, as 27 edilidades que tenazmente se opunham a essa união, concordando timidamente apenas com um aumento de poderes da CUM. Entretanto, nas vésperas do Natal de 2000, a Lei 170 ecoou como uma bofetada às administrações das cidades de periferia que tinham organizado um vasto movimento de resistência e significava uma estrondosa vitória para as pretensões do “Maire” Pierre Bourque. Algumas semanas mais tarde o “Maire” de Verdun,

monstro financeiro que rói a cidade onde, sendo 80% do seu financiamento proveniente das “taxes foncières”, mantêm o orçamento sujeito às flutuações do mercado imobiliário. A ideia foi combatida de vários lados e Québec rejeita a ideia em Abril de 1997, ficando na prateleira todas as intenções de privatização anunciadas. Mas a ideia de “Uma Ilha, Uma Cidade” manteve-se nos carris. Pelo menos nos da linhaférrea de Pierre Bourque. Em 1999, encontramo-lo percorrendo com o seu varão de peregrino a ilha e outros locais do Québec, defendendo a ideia de fusão das municipalidades adjacentes a Montreal.

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Georges Bossé, anunciava a criação de um partido político, contrariando as intenções de alguns dos seus colegas que preferiam contestar juridicamente a lei. Enquanto Bourque percorria os futuros “arrondissements” de Montreal, a portas fechadas, elementos do novo partido municipal, escolhiam um chefe por entre alguns candidatos. Georges Bossé, VeraDanyluc, Michel Prescott e Gérald Tremblay. Prometendo nada fazer para contrariar a intenção de “desfusão” dos presidentes camarários da periferia no caso de vitória eleitoral, Gérald Tremblay foi escolhido para candidato à presidência da Câmara Municipal de Montreal. Anunciando como seu eventual presidente de Executivo o “Maire” de Saint Léonard, Frank Zampino, Tremblay sofreu a animosidade de Vera Danyluc e de Michel Prescott, que durante bastante tempo o criticaram de não aplicar ao interior do partido, as mesmas ideias democráticas que preconizava para a nova cidade. As sondagens indicavam então uma certa vantagem para Pierre Bourque que caminhava confortavelmente graças, em parte, à divisão do voto, por entre as forças em liça. Em Julho, o juiz Maurice Lagacé do Tribunal Superior denega as 18 municipalidades que haviam contestado a Lei sobre a fusão e Michel Prescott pôs um termo ao RCM, partido moribundo, sem alma nem forças, após o seu Congresso de algumas semanas antes e submete-se a Gerald Tremblay, dando assim nascimento ao partido da União dos cidadãos da Ilha de Montreal. As máslínguas pretendem que os accionistas do novo partido tenham pago cerca de 80 mil dólares, total das dívidas do RCM, em compensação da submissão. Inicia-se então um ciclo de grande estima e consideração dos presidentes camarários das redondezas para com Geral Tremblay, confiados no compromisso por este tomado face à situação de desmembramento e também, às afirmações de Jean Charest, na altura candidato a Primeiro-Ministro. O tempo viria a demonstrar, uma vez mais, como a palavra de muitos homens públicos vale menos que o papel onde é registada. Passado o 4 de Novembro, a linguagem de Tremblay começou a mudar e fiel a si próprio, falava em modos que só ele poderia compreender. Tergiversando constantemente, iludindo respostas, falando sem nada dizer, Tremblay somou erros e “gaffes”, demonstrou partidarismos e conflitos de interesse, permitindo a confirmação de contratos de milhões de dólares sem cadernos de encargos, utilizou serviços de

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aumentaram e os serviços foram reduzidos”. E continua: ”O orçamento da Câmara de Montreal foi aumentado de 3,600 biliões para 3,800. Deste total, 75% são destinados ao pagamento de salários. Ora as convenções com o pessoal não estão todas assinadas e neste momento, há já um aumento de 2 % que se juntará aos 75% destinados a salários no próximo ano, eliminando assim qualquer possibilidade de economia”.. Documentação oficial e estudos da Secor nas mãos, Luís Miranda provou sem sombra de dúvidas, a disparidade das informações vinculadas por gente que opera sem rigor, criando ondas de desmobilização por entre os cidadãos. Por isso, Luís Miranda já realizou vários encontros com os residentes de Anjou para, docuVer

empresas onde ele era accionista e toma decisões desagradáveis para as administrações das municipalidades limítrofes. Fazendo uma administração indiferente às reivindicações e às experiências dos antigos “maires”, Tremblay reduziu consideravelmente os orçamentos de funcionamento das ex-cidades que desse modo, se viram na obrigação de cortar nos serviços prioritários habituais aos seus concidadãos, ao mesmo tempo que o discurso do “Maire” se afastava do compromisso tomado antes das eleições. Em face de muitos tumultos ao interior do seu partido, Tremblay decidiu avançar com o seu projecto de reorganização municipal, cujo objectivo principal é o de impedir a “desfusão”.Esta posição

passando das afirmações de Jean Charest de permitir um voto livre aos cidadãos sobre uma possível “desfusão” a uma campanha para procurar demonstrar e convencer os mesmos cidadãos “das vantagens” da fusão… Fusão, desfusão, confusão O cidadão normal não sabe onde pôr a cabeça. Estudos contraditórios sucedem-se uns após outros, dizendo aquilo que os seus mentores querem ouvir, consoante o campo onde se acantonam. Eles servem apenas de campanhas de medo, criando mirabolantes fantasmas de alarmantes aumentos de taxas que, no caso de Anjou, se concretizará antes por uma baixa, já garantida por Luís Miranda. Fui encontrá-lo no seu escri-

desconcertante do chefe do partido provocou a demissão de Luís Miranda, presidente do “arrondissement” de Anjou e da sua colega a vereadora Andrée Hénault que passaram a dedicar-se à elaboração dum programa de apoio à Lei 9 que em princípio, permitirá a anulação da Lei 170, segundo critérios não muito claros do Ministro dos Assuntos Municipais, Claude Fournier. Este também fez “volte-face” várias vezes,

tório da Câmara de Anjou, numa manhã ensolarada desta Primavera tardia, e mais uma vez, pude constatar o seu grande apego, a sua grande disponibilidade e exaltação pela “sua” cidade. “O que eu posso dizer hoje— diz-me um Luís Miranda descontraído e senhor de si, é que aquilo que dizíamos em 2000 se confirmou. Ou seja, a fusão imposta pelo governo do Québec na época, não funciona, as taxas

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Hebdomadaire fondé le 25 avril 1961 Publié par A Voz de Portugal DIRECTEUR: Armando Barqueiro; ÉDITEUR: Eduîno Martins REDACTEUR EN CHEF Luís Tavares Bello; COLLABORATEURS – Au Québec: José de Sousa, Pedro Mello e Castro, Helder Dias, Carlos De Sousa, Benjamim Silva, António Vallacorba, Adelaide Vilela, Maria Conceição Correia, Vítor Gonçalves, Cristina Proença Mayo, Daphnè Santos-Vieira, José Manuel Costa, Natércia Rodrigues Maria Calisto, Pe. José Maria Cardoso, Raúl Mesquita et Amadeu Moura; En Ontario: Fernando Cruz Gomes, Manuel Alves Louro, Fátima Toste (Toronto) et Augusto Cerqueira (Otava). Au Portugal: Augusto Machado, Joel Neto et Lagoas da Silva; COMPOSITION ET MONTAGE: Sylvio Martins PHOTOGRAPHES: Manuel Ribeiro ; SERVICE À LA CLIENTÈLE: Kevin Martins PUBLICITÉ: Kevin Martins, Eddy Silva, Carlos de Sousa, Martin Carpentier et Silvina Ferreira; PUBLICITÉ À L ’EXTÉRIEUR DU QUÉBEC:

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Os textos (e ilustrações) de Opinião publicados nesta edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, não vinculando, directa ou indirectamente, o cariz editorial e informativo deste jornal.

j Courrier de deuxième classe; Numéro de contrat: 1001787 Dépôt legal à la Bibliothèque nationale du Québec et à la Bibliothèque nationale du Canada


A VOZ DE PORTUGAL, 5 de Maio de 2004 - Página 3

O Governo continua empenhado em defender os interesses de todos os açorianos O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, considerou ontem, na ilha Graciosa, que o último ano de cada legislatura, que é, como os restantes, um tempo de trabalho, não pode ser caracterizado por episódios como o que se verificou no início da reunião de hoje com o Conselho de Ilha, quando alguns dos seus elementos, alegando falta de quórum do próprio conselho, abandonaram os respectivos trabalhos.

O presidente, em declarações posteriores à comunicação social, referiu, a propósito, que o Governo, por via da legislação em vigor, é obrigado a visitar todas as ilhas, em cada ano, e aí reunir o seu conselho e encontrar-se com as entidades locais. É uma obrigação que Carlos César cumpre com gosto, pois trata-se de uma forma de aproximação do Governo aos problemas locais e de consulta a todos aqueles que tenham mandato de representação. Este ano, continuou o presidente, tem sido notada, em diversas ocasiões, por via de comandos partidários, designadamente do PSD, a introdução de factores de perturbação que são alheios ao que as pessoas mais gostariam. Carlos César acredita que nenhum graciosense terá achado graça ao facto dos seus representantes, em vez de estarem reunidos com o Governo, terem-se comportado da forma como o fizeram, acentuando que o dever deles é ajudar o Governo, quer criticando, quer apresentando propostas, independentemente, do partido a que pertençam. No que lhe diz respeito, o seu Governo continuará a trabalhar em prol de uns Açores mais modernos e em defesa dos interesses de todos os açorianos, razão pela qual os membros do Governo, na presença dos elementos do Conselho de Ilha que optaram por participar na referida reunião, fizeram um balanço da actividade governativa na ilha Graciosa. Assim, e no âmbito da Secretaria Regional da Educação e Cultura, foi salientada a recuperação, quase total, do parque escolar da ilha, num investimento público superior aos 5,3 milhões de euros. Neste particular foi destacada a obra em curso na Escola Básica, Integrada e Secundária cujo desenvolvimento está de acordo com o programa estabelecido. Em matéria de incentivos para a fixação de pessoas na ilha, o secretário regional teve oportunidade de referir a abertura do Governo ao estabelecimento de medidas de discriminação positiva, lembrando, a esse respeito, que está

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para apreciação na Assembleia Legislativa Regional um diploma que se destina, justamente, a dar cobertura legal à criação de incentivos que, em cada uma das ilhas mais pequenas, ajudem à fixação de activos. No domínio da Secretaria Regional da Habitação e Equipamentos, foi referido o facto de o Governo já ter procedido, nos últimos sete anos, à atribuição de 2,2 milhões de euros destinados ao sector da habitação na ilha Graciosa. No que se refere aos programas habitacionais, foi, pelo secretário regional, anunciado o lançamento do concurso público para atribuição de mais quatro lotes no Loteamento das Dores, em Santa Cruz e destinados à autoconstrução. No sector das estradas regionais, o Governo investiu até ao ano passado, 1,8 milhões de euros em trabalhos de pavimentação, correcção de curvas, estacionamentos e sinalização rodoviária. Neste particular, de salientar que se encontra em fase de conclusão a empreitada de reabilitação e repavimentação da estrada entre Santa Cruz e a Praia, numa extensão de 5,2 quilómetros e num investimento público de 620 mil euros, bem como a segunda fase de protecção da falésia dos Fenais, esta com um

de construção de um núcleo de recreio integrado no porto de pescas a implementar na Praia. A este respeito, o secretário regional, garantiu que será tida uma atenção especial no que se refere à reposição da areia, melhorando, assim, a pequena praia existente naquela zona. No que se refere ao processo

da reabilitação e requalificação das Termas do Carapacho, prosseguem os estudos para a localização de novos poços com águas com características adequadas aos tratamentos medicinais daquelas termas. Em matéria de turismo, foi, uma vez mais, lembrada a importância da construção de um hotel de qualidade na ilha, por intermédio de parcerias entre interesses públicos e privados, o que é tido como um factor determinante para o desenvolvimento do turismo local. No domínio da Secretaria Regional da Agricultura e Pescas foram salientados, para além da já referida consignação do porto de pesca da Praia, os

Dia da Europa na Madeira Alberto João Jardim é uma das presenças confirmadas nas comemorações do Dia da Europa, um evento organizado pela Casa da Europa da Madeira (CERNE). Cabe ao presidente do Governo Regional encerrar, com a conferência intitulada “Uma Experiência Europeia”, o ciclo de colóquios que se inicia, no próximo dia dez, com uma prelecção, a cargo do eurodeputado Sérgio Marques, subordinada ao tema “O Projecto da Constituição Europeia e o Tratado de Maastricht”. Para além do chefe do Executivo madeirense e de Sérgio Marques, as celebrações do Dia da Europa contam ainda – anunciou, ontem, o presidente da CERNE, João Henrique

investimentos ao nível das embarcações de pesca e dos melhoramentos e equipamentos em pequenos portos, resultantes, muitos deles, da parceria mantida com a Associação de Pescadores Graciosenses que é tida como muito positiva. São, igualmente, significativos, os investimentos feitos nos caminhos de penetração e florestais, com montantes superiores a 165 mil euros, nos últimos anos na Graciosa, e com um reforço, para este ano, de 269 mil euros para a conservação, manutenção e melhoria daqueles caminhos. No que se refere ao grande projecto de abastecimento de água à lavoura, estão em fase de recuperação seis tanques que vão servir, justamente, aquele objectivo.

Leia A Voz de Portugal o seu jornal à quarta-feira

Gonçalves – com o contributo do ex-secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Luís

Amado. De referir que este ciclo de

conferências terá início pelas 18h00 e decorrerá no auditório da Casa-Museu Frederico Freitas. Para o próximo domingo, Dia da Europa, está prevista a realização de uma acção de sensibilização com distribuição de material informativo sobre a União Europeia e sobre estas comemorações que, este ano, assumem particular relevância graças à adesão de dez novos membros. A par das acções comemorativas, a Casa da Europa da Madeira promove, em parceria com a Universidade Complutense de Madrid, o curso de formação sobre a Europa intitulado “Jean Monnet”, a iniciar-se já na próxima sexta-feira.

Acidente mata trabalhador Um trabalhador ucraniano faleceu ontem nas obras do túnel entre a Ribeira da Lapa e o Curral das Freiras, após ter sido atropelado por uma betoneira, ao início da manhã. O acidente de trabalho deuse por volta das 8:30 horas, no início do túnel, no extremo da Ribeira da Lapa, quando a vítima procedia à montagem de cabos eléctricos. Ao que tudo indica, o operário tropeçou de cima de uma plataforma e caiu para o solo, onde ficou estendido, no preciso momento em que circulava uma betoneira, resultando assim no fatídico atropelamento. A vítima, de nome Viktor Opanasenko, com cerca de 30 anos, ainda foi assistida pelos Bombeiros Voluntários de Câmara de Lobos e pela EMIR, mas já nada havia a fazer para salvar a vida deste operário.

Bandeiras da Europa na Madeira

custo superior a 112 mil euros. Ainda no que se refere à melhoria das condições de segurança nas estradas regionais, o Governo vai abrir as propostas para a reabilitação de dois novos troços (Fonte do Mato/ Canada Longa e São Mateus/ Fenais) numa extensão de 5,5 quilómetros. Durante este ano, o Governo procederá, também, à correcção da curva do Rebentão, na freguesia da Luz, bem como aos arranjos urbanísticos de diversos miradouros. No âmbito da acção da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, o grande investimento público na ilha é a construção do Lar de Idosos da Praia que já está em fase de conclusão e que ascende a 2,3 milhões de euros. Na saúde, o secretário regional confirmou que estão previstas obras de grande reparação do Centro de Saúde de Santa Cruz e aquisição de novos equipamentos, e anunciou que deverá chegar em breve, à ilha Graciosa, mais um médico de clínica geral. Quanto à Secretaria Regional da Economia, o destaque vai para a consignação da obra

Açores & Madeira

O hastear das bandeiras dos novos Estados-membros da União Europeia marcou, em Estrasburgo, a entrada de mais 162 eurodeputados, que participaram, pela primeira vez, oficialmente nos trabalhos do hemiciclo europeu. Um momento histórico, acompanhado pelo som do “Hino à Alegria”, que ficará na memória de todos os europeus, e que

Também a Polícia de Segurança Pública se deslocou ao local para tomar conta da ocorrência. Compareceram ainda o delegado de saúde – que tem como

função, neste caso, confirmar o óbito da vítima, para que possa ser removida –, e também a Inspecção Regional de Trabalho, que averiguará as causas deste acidente. O falecido, ao que apurámos, trabalhava para a Indutora, uma das empresas subemprei-

tadas a laborar neste túnel, nas instalações eléctricas. O corpo, após a fase de averiguações, foi removido pela agência funerária, para as instalações de medicina legal, do Hospital Central do Funchal. As secretarias regionais do Equipamento Social e dos Recursos Humanos lamentaram ontem o acidente e garantiram que serão apuradas responsabilidades e as causas do acidente. Já o Sindicato dos Trabalhadores de Construção Civil mostrou-se preocupado com mais esta morte numa obra do Governo Regional. Diamantino Alturas responsabiliza, em parte, as obras feitas à pressa, para que sejam inauguradas antes das eleições, e denuncia a falta de condições de segurança naquela obra, que fez ontem a 5ª vítima mortal, desde o ano passado.

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A VOZ DE PORTUGAL, 5 de Maio de 2004 - Página

Continente Morais Sarmento nega intervenção na GALP O ministro da Presidência, Nuno Morais Sarmento, veio esta segunda-feira negar que o primeiro-ministro, Durão Barroso, lhe tenha entregue a tutela «política» do dossier da venda de capital da GALP. A notícia, publicada esta segunda-feira no Diário Económico refere que o chefe do Executivo quer evitar a repetição do que o jornal designa «caso Portucel» no negócio de alienação de, pelo menos, 33,34% do capital da petrolífera nacional. Em comunicado, Morais Sarmento esclarece que o dossier da GALP, «como todos os relativos a vendas de participações do Estado ou operações de privatização é, sob

orientação do primeiro-ministro, da responsabilidade dos ministros da Economia e das Finanças». O ministro esclarece ainda que a intervenção da Presidência do Conselho de Ministros, através do ministro da Presidência, «verifica-se no assunto em questão, como nos outros que se referiram, limitada à sua confirmação jurídica e articulação com o processo legislativo». Por outras palavras, a intervenção de Morais Sarmento «ocorre no dossier GALP nos precisos termos em que se verificou na operação de privatização da PORTUCEL e em nada altera as competências e responsabilidades do ministro da Economia».

Durão Barroso confia dossier Galp a Morais Sarmento Segundo o Diário Económico de segunda- feira, o chefe do Executivo quer evitar a repetição do que o jornal designa «caso Portucel» no negócio de alienação de, pelo menos, 33,34% do capital da petrolífera nacional. A operação de venda de parte do capital da Galp Energia – para a qual concorreram quatro consórcios – terá, assim, a tutela «técnica» de Carlos Tavares e de Manuela Ferreira Leite, os ministros da Economia e das Finanças, respectivamen-

te, e a tutela «política» de Morais Sarmento. Durão Barroso escolheu um dos seus «homens de confiança» porque quer garantir que não se repetem episódios como a da privatização da Portucel, «processo que afectou o ministro da Economia, mas também a imagem do próprio Governo», refere o jornal, recordando o chumbo que marcou o fracasso, no ano passado, de uma primeira tentativa de conclusão da segunda fase da reprivatização da papeleira.

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Vice-presidente da Câmara de Gondomar foi suspenso O único preso preventivo do caso Apito Dourado José Luís Oliveira foi esta segunda-feira suspenso das funções de vicepresidente da Câmara de Gondomar. A decisão foi tomada em reunião da autarquia, que decidiu suspender o também presidente do Gondomar Sport Clube por um período de um ano. Segundo a Rádio Renascença, este cargo não vai ser ocu-

Comunidades querem escolas portuguesas no estrangeiro

pado por ninguém e as funções de José Luís Oliveira vão ser distribuídas por vários vereadores. Quanto a Castro Neves, outro dos envolvidos no caso Apito Dourado, apresentou uma justificação para não marcar presença na reunião, uma vez que não pode entrar em contacto com Valentim Loureiro, por decisão da juíza Ana Cláudia Nogueira.

Governo quer limitar crescimento das despesas com pessoal a 2,9% O Governo pretende limitar o crescimento das despesas com pessoal do Estado, entre 2005 e 2007, a 2,9%, segundo o Relatório sobre a Execução e Oritentação da Despesa Pública (REODP), divulgado esta segunda-feira. Para alcançar este objectivo, o Governo defende a manutenção da contenção salarial e a redução do número de funcionários públicos a uma taxa de 1,9% ao ano. De acordo com o REODP, o peso das despesas com pessoal no sector público deverá cair para os 13,6% do PIB em 2007, 1,3 pontos percentuais abaixo do nível registado no ano passado. Em relação ao peso das despesas com pessoal do Estado, o Governo prevê que

este diminua dos 8,8% do PIB em 2005 para os 8,4% em 2007. A contenção das despesas com pessoal deverá ser mais apertada no sector da Educação Não Superior, devido ao peso que este detém no total das despesas com pessoal, devendo o seu crescimento ser limitado a uma taxa anual de 2,5%, defende ainda o relatório. Quanto ao défice, o REODP frisa que para se alcançar um défice de 1,1% do PIB em 2007 será necessário que a Administração Central reduza o défice de 3,1% em 2004 para 1,5% em 2007 e que as Administrações Regionais e Locais mantenham ao longo de todo o período um saldo nulo, «sintonizando as suas despesas em função das receitas».

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O número de trabalhadores efectivos da Administração Pública diminuiu em 4.694 no ano passado, a primeira redução desde 1995, ano em que perdeu 6.822 efectivos, indica o Relatório sobre Execução e Orientação da Despesa Pública (REODP) divulgado esta segunda-feira.Estes valores não incluem os militares e forças de segurança. O emagrecimento da Administração Pública não foi uniforme, com a Administração Central a reduzir o número de efectivos em 6.213, e as Administrações Local e Regional registaram aumentaram o número de funcionários em 977 e 542, respectivamente. A Administração Pública contava, no final do ano passado, com 608.434 efectivos, um valor superior em mais de 100 mil trabalhadores face aos 506.179 funcionários registados em 1995. O maior crescimento registou-se entre 1998 e 2001, com cerca de 73 mil trabalhadores a engordarem as fileiras da Administração Pública. Este período correspondeu à regularização da situação de trabalhadores com vínculo precário, que foram integrados nos quadros da Função Pública.

Conselheiros pretendem dar um contributo para a Lei de Bases do Sistema Educativo O Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) na Suíça propôs à Assembleia da República e ao Governo a criação de escolas portuguesas no estrangeiro e a integração do Português nos planos curriculares dos países de acolhimento. A proposta consta de uma recomendação dos sete conselheiros da Suíça hoje enviada ao secretário de Estado

portuguesas e a manutenção de leitorados de português em universidades estrangeiras deve ser feita por agentes legalmente qualificados. O CCP propôs igualmente que o Estado apoie as iniciativas de associações portuguesas e de entidades estrangeiras que contribuam para a divulgação e estudo do português, desde que tais iniciativas garantam os mesmos padrões de qualidade pedagógica e administrativa que as ofertas actualmente

das Comunidades, José Cesário e a todos os grupos parlamentares da Assembleia da República. Os conselheiros pretendem, desta forma, dar um contributo para a Lei de Bases do Sistema Educativo, actualmente em debate na especialidade. De acordo com o CCP na Suíça, a divulgação e o estudo da língua e da cultura portuguesas devem traduzir-se no «incentivo e apoio» da sua inclusão nos planos curriculares dos países de acolhimento de emigrantes e à criação de escolas portuguesas. Os conselheiros sugeriram que a manutenção de uma rede pública de cursos de língua e cultura portuguesas complementar aos sistemas educativos estrangeiros, a criação de escolas

previstas. Para os membros do Conselho das Comunidades Portuguesas na Suíça, compete ao Ministério da Educação definir as normas gerais do ensino do português no estrangeiro, nomeadamente quanto ao seu funcionamento e aos seus aspectos pedagógicos, técnicos e administrativos, no que deverá ser apoiado em termos logísticos pelo ministério dos Negócios Estrangeiros. O Conselho das Comunidades Portuguesas, órgão de consulta do Governo para as questões da emigração, é composto por 96 membros e é tutelado por um Conselho Permanente constituído por 15 elementos. O CCP é ainda constituído por secções regionais e locais.

EUA levam tropas africanas para Iraque Os EUA pretendem constituir em África uma força militar de intervenção rápida de 75 mil homens para missões de

tamento de Estado e pelo Pentágono. Angola terá sido um dos países africanos convidados a fazer parte do programa, mas

estabilização e manutenção da paz. A situação no Iraque, bem como a recente intervenção no Haiti e a necessidade de libertar as tropas americanas de «tarefas que podem ser executadas por outros», são as razões invocadas pelo Depar-

rejeitou a proposta, segundo o EXPRESSO soube em Luanda. Um alto funcionário do Ministério dos Assuntos Exteriores explicou: «A adesão a tal força acarretar-nos-ia o risco de transportar para Angola os horrores do terrorismo».

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A VOZ DE PORTUGAL, 5 de Maio de 2004 - Página 5

Três estórias de ex-combatentes... A face escondida da História Amadeu Moura A lei que acorda aos ex-combatentes o tempo de tropa para efeitos da pensão começou mal, muito mal, e, mesmo se já adoptada, ainda vai fazer correr muita tinta. Como muitas outras leis portuguesas foi feita, apressadamente, em cima do joelho. Depois, aparecem os casos que o legislador, porque atabalhoado e muito dono do seu nariz, não previu. Surgem as contestações e, segundo o seu impacto na opinião pública, lá vai o legislador refazer os “deveres”. Desde a sua apresentação pública, quantos emendas já não foram feitas? E espero que ainda haja mais algumas. Porque a actual lei exclui os militares que não foram às colónias mas que cumpriram o serviço militar obrigatório. Porquê? Pergunto eu. Ao restringir esta medida aos que estiveram no “teatro das operações” o governo glorifica uma guerra e uma política desastrosa que foi para o país. Para o governo PSD/CDS quem não foi à guerra não é merecedor! No entanto, três exemplos demonstrativos de como tudo é enganador... 1º Cabo Joaquim Hortaliça Era motorista. Um dia, à noite, conduzindo um jeep, adormeceu ao volante na recta de Pegões. Enfaixou-se num pinheiro. Vítima de um brutal acidente de viação, dizia o relatório do acidente. Não teve direito a honras militares. O caixão foi despachado para a terra do moço. Desconhece-se se a família recebeu alguma indemnização. 1º Sargento Zé Nabo Veterano das guerras luso-africanas, onde se defendia a percepção do mundo segundo o conceito do Botas de Santa Comba, o sargento Zé Nabo, depois de uma noite bem passada numa cubata com uma linda mulata, no regresso ao aquartelamento, vencido pelo cansaço, despistou-se, sai da picada e cai ao rio. Um crocodilo, aliado objectivo de um dos movimentos de libertação angolanos, MPLA, FNLA, UPA ou UNITA , abocanha o desgraçado do sargento. Morreu herói! Ao serviço da missão civilizadora da pátria. Teve funeral com toque de clarim e salva de armas. Foi condecorado a título póstumo. Coube à viúva receber a condecoração das mãos do grande almirante que foi o Américo Thomaz (com H e Z) no desfile do Dia de Camões. A pensão parece que é choruda. E a viúva que ainda era jovem casou com um colega do defunto marido que também morreu, mais tarde, em “combate”... Fuzileiro-naval Zé das Couves Jovem impetuoso de 20 anos só gostava da acção. Alistou-se voluntariamente nos “fuzos”. Participou nas missões mais difíceis. Fez parte do comando que assassinou Amílcar Cabral na Guiné. Esteve em Angola. Moçambique também fez parte do seu roteiro militar. Vivia com o perigo e necessitava da sua dose diária de adrenalina nas veias. Maravilhado, acabou por se apaixonar pela Africa. Por lá ficou. Que ganhou ele com o seu voluntariado no teatro das operações? Nada!!! É tão simples como isso. Como ele vive num país que não tem acordo de segurança social com Portugal, o Zé das Couves não tem direito a receber um tusto! Moral da história Quem foi para o teatro das operações e voltou (há que tirar vantagens eleitorais dos antigos combatentes...), tem direito a receber. Quem esteve em todos os teatros de operações africanos (quem está longe não vota...) e por lá ficou, nickles! Quem é que disse que os nossos legisladores não são bons? Do melhor que há... Faço votos que os senhores deputados da “emigração” ou pela “emigração” ou “emigrantes” e os conselheiros sempre prontos a elogiarem as patetices pseudo formadoras do SECP, tenham a coragem de vir a terreiro dizer que esta lei é iníqua, absurda e que deve ser emendada. Não deve ser o local e o país onde as pessoas vivem que deve determinar o direito a receber uma pensão mas sim o facto de terem sido alistados. Estiveram ou não na tropa? Se sim, devem ter direito, independentemente se vivem em Odivelas, em Toronto, em Maputo ou em Tambouctou! Para já os guineenses... depois, os angolanos, moçambicanos, timorenses, indianos... Estava eu a fechar esta crónica quando me chega uma notícia de truz! Quinze mil guineenses, que lutaram ao lado da tropa portuguesa, enviaram uma petição ao ministro da Defesa, Paulo Portas, a exigir o pagamento da pensão de ex-combatente! A Direita portuguesa trauliteira, que sempre glosou e fez chacota com a descolonização que se seguiu ao “25 de Abril”, vai ter de

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Raul Mesquita Muito se tem falado nos últimos tempos, sobretudo agora que se sopraram as 30 velas no bolo, de um certo 25 de Abril. Data que relembra o avanço daquilo que ficaria conhecido pela Revolta dos Capitães traz à memória também, todas as dificuldades do percurso entre as Caldas da Rainha e Lisboa onde, a cada passo, a incerteza, o perigo de confrontos com as forças fiéis do regime, devem ter mantido os corajosos elementos da coluna militar, num permanente quemvive. Poucos foram todavia os sobressaltos sofridos. A Companhia do RI1 que no Rossio pareceu esboçar um movimento de intransigência, acabou por se colocar às ordens de Salgueiro Maia e este continuou o seu rumo até à portas do Quartel do Carmo. Entretanto o brigadeiro Junqueira dos Reis procurará matar a revolução e o comandante da coluna. Deu mesmo ordens de fogo sobre Salgueiro Maia que o alferes comandante do carro de combate M47 não cumpriu. Cerca da uma e meia da tarde o medo instalou-se nas forças vivas, públicas e militares, que se encontravam cercando o Quartel do Carmo, à vista de um héliocanhão que sobrevoou durante algum tempo o sector. O Allouette acabou porém por abandonar a zona sem disparar um só tiro. Após um período de reflexão e recusando o recurso à força que lhe aconselhavam os oficiiais da GNR e do seu Estado Maior, Marcelo Caetano respondeu ao ultimato, rendendo-se aos militares de Abril, depois de ter entregue o Governo ao General Spínola. Cumpria-se o destino. Portugal enveredava na senda duma democracia da qual poucos conheciam os valores e menos ainda as obrigações. O país transfigurou-se. Fizeram-se transformações de alto a baixo numa sociedade onde a portugalidade tem o seu quê de particular. É que nós nunca fazemos nada como os outros. Até mesmo as revoluções. Com avanços e recuos, a revolução dos cravos atravessou períodos conflituosos, dominada por um espírito Leninista que a ninguém convinha, salvo a uns quantos saudosistas recém entrados de Moscovo. O povo, esse, festejava a mais não poder e o país dir-se-ia que nos primeiros tempos estavas parado, assistindo ao nascimento em profusão de toda uma gama de ideologias e outros tantos partidos políticos. Sem qualquer representação digna desse nome claro.Porém, para além da euforia duma vitória que não se previa tão fácil, devemos recordar de que o Movimento dos Capitães foi, principalmente, um movimento militar e não político. Ele nasceu da contestação dos capitães que desesperavam das frequentes comissões no Ultramar e das consequências da formação de capitães milicianos que uma vez terminados os cursos rápidos em Mafra, eram colocados nos batalhões expedicionários e — porque ex-oficiais milicianos dos finais dos anos 50 — eram considerados com maior antiguidade que os capitães de carreira, saídos da Academia, nos princípios dos anos 60 e portanto, superiores a eles pela antiguidade. Situação inadmissível para estes últimos que tentaram em várias ocasiões sensibilizar o Ministro do Exército e os Chefes de Estado Maior Inter-Armas, mas sem sucesso. Daí a revolta dos capitães e o consequente movimento do 25 de Abril.Convirá não esquecer que quando nas vésperas da Revolução, os chefes do movimento, prevendo uma possível capitulação de Marcelo Caetano, se encontraram com o General Spínola a fim de obter a sua colaboração, este lhes terá respondido que se vencessem podiam contar com ele.O 25 de Abril tem sido sempre comemorado como Dia da Liberdade. É certo. Foi efectivamente a partir desta data que com um pacifismo surpreendente, a revolução substituiu um regime arcaico e obsoleto, por uma democracia tipo ocidental, tendo-se registado um desenvolvimento enorme não só a nível económico como nas mentalidades. Duma maioria, pelo menos. Se conseguirmos esquecer os negros anos do gonçalvismo e da falência das reservas que ele provocou, o 25 de Abril tem resultados positivos mesmo se não foram ainda atingidos todos os aspectos fundamentais da revolução. Resta a esperar que o povo se convença de que nem só de festas e romarias,de foguetes e vivas, vive a Pátria. E de que um longo caminho o espera na rotunda dos caminhos da História. assumir as consequências da “sua exemplar colonização”! Vai ser bonito assistir às piruetas do Paulo Portas...

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2004-05-04, 17:55

Opinião Do Atlântico à fronteira da Rússia A nova União Europeia Augusto Machado Desde o dia um de Maio a União Europeia (UE) estende-se por uma área de quatro milhões de quilómetros quadrados. Passou de 15 para 25 Estadosmembros. Tem 20 línguas oficiais e a população aumentou de 375 milhões para 450 milhões de habitantes. Em termos populacionais, é agora o maior mercado único do mundo e o segundo em termos económicos. Era a reunificação da Europa esperada desde longa data. Foi o culminar do processo iniciado em 1989 com a queda do Muro de Berlim. A consolidação da democracia e da estabilidade na Europa Central e de Leste. Os novos Estados-membros São: Polónia, Hungria, República Checa, Estónia, Lituânia, Eslovénia, Eslováquia, Chipre (a parte grega) e Malta. É interessante observar como a Casa Branca vê esta Europa com 25 Estados-membros. No final de 2003, num almoço em Washington, Romano Prodi, presidente da Comissão Europeia, entusiasticamente falou sobre o alargamento europeu, referindo que em 2004 a UE teria 450 milhões de habitantes e o seu território iria desde o Atlântico até à Rússia. Depois de ouvir em silêncio, George Bush respondeu: “Romano, perece o Império Romano”. A verdade é que o presidente norte-americano não é o único a associar a União Europeia a uma ordem imperial. Tal como nos impérios clássicos, há um centro que lidera e que iniciou a integração política. A expansão territorial é um processo permanente e exige a adopção de valores políticos, económicos e sociais. Quando isso não acontece os impérios caem. Por esta Europa fora fazem-se exposições ou se organiza colóquios sobre a “unidade europeia”, a história começa sempre com projectos sobre a “paz perpétua” apoiados na ilusão imperial da Europa. E, naturalmente, Bruxelas será a “nova Roma”. Mas nem tudo são rosas. Surgem as desconfianças nacionais. Um dos grandes problemas da política europeia é o fosso que se tem criado entre o discurso oficial - e politicamente correcto – e a realidade política. Sejamos francos, a França e a Alemanha têm sido e continuarão a ser os Estados-membros privilegiados desta nova Europa. Depois do alargamento, a UE tem agora o maior desafio que se coloca aos “impérios”: a estabilização e a definição das suas fronteiras. Os entendidos dizem que a Europa não é um continente com uma distinção geográfica distinta. Olhando bem para o mapa, percebe-se que é uma península da Ásia. Daí a dificuldade histórica em distinguir-se claramente os dois continentes. Não é por acaso que muitos utilizam a expressão – Eurásia. Historicamente, a solução mais comum para o problema causado pela geografia foi definir a Europa segundo critérios religiosos, culturais e políticos. E eis o sarilho que surge – o problema da Turquia. Oficialmente, este país continua a ser um potencial candidato à União Europeia, mas na realidade são cada vez mais aqueles que pensam não ser possível integrá-la utilizando critérios políticos e económicos para não permitir a sua adesão. Mas há outro argumento o qual já é empregue pelos partidos de direita na Alemanha e na França: a Turquia seria o país mais populoso da União e, dados os critérios de ponderação de votos, passaria a ser um dos grandes – um grande incómodo para a França, Alemanha, Grã-Bretanha e Itália. Quanto a Portugal, graças ao alargamento, já não somos o país mais pobre da UE. Como tal, e já a partir do próximo orçamento comunitário, em 2007, o nosso país deixará de ser um dos maiores beneficiários dos fundos comunitários. Embora continuemos na cauda da Europa em termos de desenvolvimento e de competitividade e, infelizmente, a termos de recursos humanos menos qualificados, um ambiente empresarial mais burocrático e uma fiscalidade menos competitiva.

Especial do dia da mãe Canja Mexilhão ou entrada da casa Peixe do dia Bacalhau à Portuguesa Camarão à Marilou Leitão à Bairrada Carré de borrego Provençal Bife à Lisboeta Pudim Flam ou Bolo de chocolate Ementa para crianças com menos de 10 anos O restaurante Marilou deseja um dia feliz a todas as mães


A VOZ DE PORTUGAL, 5 de Maio de 2004 - Página 6

Comunidade Salão dos vinhos e bebidas espirituosas de Montreal de 2004 Por Amadeu Moura

Este evento, que se realiza de dois em dois anos, é sempre esperado com expectativa pelas gentes ligadas, sobretudo, ao mundo do vinho já que as outras bebidas são um pouco secundárias no mercado do Quebeque. O mundo dos vinhos está em grande metamorfose. Os países tradicionais como os gigantes, França, Itália e Espanha, marcam presença notável e ainda atraem o grande número de visitantes mas, dentro em pouco, os países emergentes vão dar cartas. Que papel nos caberá a nós, Portugal, país tradicional e também emergente? A ver vamos, como diz o cego... Portugal esteve presente e com relativa importância. O ICEP, em parceria com o Instituto de Vinho do Porto, tinha um quiosque dito “oficial”. Muitos representantes de produtores portugueses fizeram vir especialistas de Portugal para apresentarem e comenta-

rem os seus vinhos. Enólogos de casas portuguesas fizeram palestras. Especialistas canadianos foram encarregados de falarem sobre “Portugal” e sobre os “Os vinhos do Douro e do Porto”. A Alivin, por seu lado, teve uma presença notável, com um quiosque próprio, o que representa um grande esforço financeiro para promover os vinhos nacionais. Mas, quer no quiosque do ICEP, quer em todos os outros quiosques que apresentavam vinhos portugueses, as novidades eram, praticamente, nulas. Provava-se o que se já encontra à venda nos importadores privados ou nas lojas da SAQ. Será a melhor estratégia a seguir? Pessoalmente, duvidamos. O Salão em si, tal como o outro salão sobre o vinho do Porto, terá de ser repensado. Os moldes em que assenta, não são os mais indicados. O visitante tem de pagar 15$ para entrar e depois ainda tem de comprar os cupões para provar vinhos, que lhe ficam mais baratos cá fora! As reacções de alguns visitantes eram negativas. Pouco espaço e poucas zonas para degustar calmamente os vinhos. Assim não compensa, diziam eles. Tirando os profissionais que estavam lá por obrigação, o povo, o potencial comprador dos vinhos e é, no fundo, para ele que o salão se faz, acha que não recebe o equivalente

do dinheiro despendido. Quem quererá repensar a fórmula do salão? SAQ ou agentes promocionais? Ou os dois? Quem dá os primeiros passos? Aguardemos, pois o futuro está em jogo. O Quiosque ICEP (pequena nota pessoal) Era com uma certa expectativa que esperava o primeiro evento em que participaria o ICEP depois do escritório de Montreal ter sido decapitado. Manifestei, na altura, os meus receios ao ex-MNE, Martins da Cruz e outras autoridades governamentais portuguesas, quanto às consequências negativas que daí poderiam advir. Que não, que não, ficará tudo sob-controlo a partir de Toronto, disseram eles. Os receios confirmaram-se. Primeiro salão: nenhum órgão de comunicação social português de Montreal foi convida-

imperdoável e este gravíssimo: o único folheto desdobrável para distribuição ao público, era UNILINGUE inglês? E isto no Quebeque, o maior parceiro económico de Portugal no Canadá! O maior importador de Vinho do Porto per capita. Esta falta de profissionalismo é de bradar aos céus. E, para culminar, o vinho vendido nos balcões do ICEP era mais caro do que nos representantes. Por exemplo, o Barca Velha no ICEP custava 12 $ e na Ferreirinha o preço era de 10$. Sei que me podem dar explicações técnico administrativas para justificar a questão. Eu ponho-me no papel do consumidor: Porquê uma diferença de preço e para mais no quiosque governamental, perguntará ele? Não caberia também ao

do! Fomos, todos, sobranceiramente ignorados. Outro erro

ICEP trazer novidades para este mercado potencial em vez de se limitar a servir os mesmos vinhos que se encontravam nos outros quiosques? Esta duplicação não será gastar dinheiro para tão poucos resultados práticos? Os meus receios transformaram-se em certezas, para mal dos nossos pecados. Mas como está tudo sob-controlo fico a aguardar por melhores dias... e pela correcção dos erros...

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Perdoa eu pensar assim… como poderia eu imaginar que uma mãe fosse capaz de matar um filho. Fiquei desnorteado! Agora que estou aqui no outro mundo, junto a outro amigo que teve a mesma sorte, sei que foste tu. O meu amigo disse-me que há mães que matam os filhos antes de eles nascerem. Mãe, como foste capaz de me matar? Será que querias ir de viagem a algum lado ou comprar algo para a casa com os gastos que ias ter comigo? Escutaste o que os outros te dizeram, não é verdade? O teu coração, esse não o escutaste, pois deixaste que me cortassem aos bocados e me atirassem para dentro de uma saca do lixo! Assim, tu negaste-me tudo… poderia ter sido um bom filho, um bom amigo e um bom pai! Sabes, estive a conversar com Deus o outro dia e Ele disse-me muita coisa e muitas delas poderias ter sido tu a contar-mas. Mamã, embora eu te perdoe, peço-te que digas a todas as tuas amigas e a todas as futuras mães que nunca cometam esse crime monstruoso que tu cometeste. Envio-te muito carinho e muitos beijinhos neste dia da Mãe. Feliz dia das Mães

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Carta à minha mãe: Querida mamã

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Denis Paiva Dia das Mães No dia 8 de Maio, Dia das Mães, vai estar em Montreal o “homem-espectáculo”, Denis Paiva. Numa organização de Eddy Silva e contando com a participação de Fátima Miguel, Joe&Duarte e o DJ-Xmen, este grandioso baile-espectáculo terá lugar no Salão da Igreja de Santa Cruz, 60 Rachel Oeste pelas 19 horas. Os bilhetes para este evento já se encontram à venda e para mais informações contactar (514)288-3019.


A VOZ DE PORTUGAL, 5 de Maio de 2004 - Página 7

Uma Ilha. Quantas cidades? mentos oficiais em apoio, provar o bem fundado da sua dialéctica. E tem sido bem compreendido pelas centenas de pessoas que têm participado nessas assembleias. Quis então saber qual o grau de participação dos portugueses residentes, mas fiquei desiludido com a resposta. Contam-se pelos dedos duma mão, aqueles que se deslocaram a essas reuniões, portanto importantes, para uma boa compreensão do problema e assim poderem decidir com conhecimento de causa, sobre a opção que mais lhe agrade. O negativismo português apenas permite as lamúrias após os

Anjou emitido pela Câmara de Montreal é, na média, de 167 mil dólares, o estudo apresentado indica 130 mil para a mesma casa…Do mesmo modo, o estudo da companhia de que o presidente parece ser um dos conselheiros especiais de Jean Charest, indica um orçamento para Anjou de 72 milhões de dólares, enquanto que a Câmara de Montreal indica 89M. Onde passaram os 17 milhões que faltam? Isto prova apenas que jogam com os números da maneira que melhor lhes convém. Mesmo no caso das despesas das comissões de transição formadas para a execução do referendo previsto, os núme-

afirmando novas despesas de “réamenagement” de locais (….) não necessários porque bons os existentes; reorganização de serviços e actividades, mais que duvidosa actividade porque nada mudou e tudo o necessário existe como dantes. Mais à frente o relatório fantasmagórico afirma que no caso de “desfusão” de Anjou, a cidade necessitará dum investimento de 400 mil dólares para os seus serviços de recursos humanos. É uma outra aberração já que a cidade de Anjou não tem absolutamente nenhuma necessidade de modificar os serviços e pessoal que possui. Toda esta ginástica de números contraditórios servem, repito, apenas para estabelecer a confusão e procurar desse modo desencorajar os

dramas. Continuamos a comparar e a dissecar o estudo da Secor com os documentos oficiais da Câmara de Montreal. Apercebemo-nos então que o valor da avaliação é diferente entre os dois documentos. Enquanto que o valor duma moradia em

ros dançam ao som de músicas bem preparadas. Assim prevêse uma despesa de 230 mil dólares para a efectivação do referendo quando as eleições municipais normais, pouco ultrapassaram até hoje, os 100 mil. O relatório continua com os seus números cinzentos

cidadãos a irem votar. É por assim dizer, uma campanha para o abstencionismo da população, talvez o único meio para o não cumprimento de promessas feitas. Recorde-se que a cidade de Anjou sempre forneceu aos seus residentes excelentes serviços, possui um

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Manchetes

produtivo parque industrial, um grande centro comercial e edifícios que abrigam centenas de escritórios de empresas diversas, para além de acolhedoras esplanadas e “bistros”, que se enquadram com harmonia num meio ambiente cheio de cor e alegria, por entre uma gama de bons restaurantes e jardins floridos onde é agradável viver. O referendo que se aproxima poderá devolver aos anjevins o prazer e a qualidade de vida que usufruíam antes da fusão forçada e Luís Miranda compromete-se a restabelecer o equilíbrio fiscal e a pelo menos, repor as taxas municipais ao mesmo nível que antes tinham. Sabe-se que certos dos antigos “Maires” que eram ferrenhos adversários das fusões viraram a casa recentemente. O elevado salário que recebem, em alguns casos 5 a 6 vezes superior ao que antes recebiam, pode ser uma parte da explicação... Como exemplo fica o caso do vereador de Anjou e antigo companheiro de Luís Miranda, Carol Beaupré, que tinha um salário de 16 mil dólares por ano no tempo de Anjou cidade e que agora, passado para o lado Tremblay, recebe a linda soma de 82 mil dólares anuais! É evidente que este viracasaca vão preocupar-se mais em defender a porta-moedas do que os interesses das populações que dizem servir. Montreal, Junho 2004. Uma Ilha. Quantas cidades?

Na Região Açores O “24 de Abril” dá mesmo Cont. da pág. 1 deu-se há trinta anos e há quem, nos arraiais “rosas” de todo o País se considere quase dono e senhor de certos ideais que foram, por essa altura, restaurados. Não acreditamos. E quando estivermos com alguns dos colegas que assim escrevem… havemos de os interrogar. Duramente. Sobretudo, repito, ao José Andrade, um jovem que costuma tratar por tu a verdade, dissecar com bisturi de mestre as realidades açóricas e… não iria navegar em águas tão turvas assim… Ou nós vimos mal ou então… É que, no manto diáfano da fantasia – e só nele… - ainda acreditamos que o Sr. Carlos César é socialista. Vive os ditames daquilo que é, afinal, um passo atrás (e só um passo atrás) do outro “ismo” que os malandros da Europa inteira têm vindo a recusar. Não. Nos Açores não deverá haver essas coisas esquisitas que alguns cronistas dizem. Medo de se assumir como militante (ou simples simpatizante) deste ou daquele Partido? Receio de entrar em actividades mesmo sociais ou culturais de uma determinada Câmara (ou Junta) que não sejam da cor (que era) dominante? Gente a agir e a falar, em função do subsídio estatal? – Não. Não acreditamos. Isto seria, afinal, con-

fundir o Governo de todos com o partido (e o compadrio) de alguns. Não. Não acreditamos. Até por conhecermos, de facto, muitos e bons meninos… verdadeiramente democratas que enxameiam ainda hoje os corredores do Palácio de Santana, cuja chave é ostentada pelo Sr Carlos César, um homem impoluto… que todos (ou quase todos) admiram. Ele não deixaria que alguém das suas hostes navegasse nas águas da pressão, da ameaça, do aviso, da infâmia, afinal. E como não acreditamos… deixamos aqui lavrado um (quase) protesto. Viva o senhor em causa… mai-los seus rapazes! Porque deles é, por enquanto… o reino dos céus rosa de uma certa Região Açores! E depois, ao analisar alguns casos... aquele “malandro” – é mesmo um “malandrão”... – do José Andrade ainda diz que, em alguns casos, vivemos no “24 de Abril”! Irra! É mesmo demais... dizer verdades tão duras assim. Quando pudermos... vamo-nos zangar!

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Espectáculo “Henrique Cipriano” Bem distribuído pelo “Carteiro” & Amigos

Sábado passado, foi lançado o 1º Festival do Círculo dos Amigos do Concelho de Ponta Delgada, com um super-espectáculo pelo artista de eleição que reconhecemos em Henrique Cipriano, o seu conjunto, José Manuel Lima (o carteiro), vindos expressamente de Toronto, e o novo agrupamento “Pre-Ex”. Numa apresentação da De Mellody Music, este agradável evento, com jantar, decorreu no salão paroquial da Igreja StEnfant-Jesus, perante uma apreciável assistência. De facto, muito maior do que aquela verificada aquando da última vez que o Henrique esteve nesta cidade. Foi numa daquelas noites com pouca movimentação festiva na comunidade. Daí que, para além das pessoas já com bilhetes marcados, mui-tas outras houvessem procu-rado “desesperada-mente” algo com

Texto e fotos de António Vallacorba que se entreter e à volta de um dotas “picantes” e “doces”. bom repasto, como foi o caso do Contudo, conhece-se o talento desta noite do 1º de Maio, con- dum artista logo a partir das feccionado pelo conhecido duo pequenas “subtilezas” e “inoda especialidade, José e Ângelo cências”. Veja-se este exemplo: -Onde moras? de Sousa. -Com meu irmão. Adivinhava-se um serão bem -E teu irmão? passado. E assim aconteceu, -Mora comigo. cabendo ao “Carteiro” dar o -E vocês? tom ao espectáculo, como tem -Moramos juntos. sido hábito. Henrique Cipriano, eternaDizem que é mais difícil fazer rir do que fazer chorar. Mas se mente jovem – isso é que é assim é, o José Manuel Lima sorte! -, continua a passear o

extra-especial em cantar para os seus antigos amigos e amigas. Contrariamente ao que fora anunciado, não foi o conjunto “Exagone” que actuou, mas uma sua versão, por via da fusão daquele com o “Prestige”. O novo grupo, com três elementos de cada, passou a chamar-se de “PreEx”, ou seja, “pre” de Prestige e “ex” de Exagone. É, pois, constituído por Eddy Sousa, cançonetista; Tony Carvalho, baixo; Joe Rebelo e Francisco Raposo, guitarristas; o Mike, à bateria, e o Paulo, nas teclas. Pelo que se pôde apreciar e ouvir deste novel agrupamento,

seu talento pelos palcos onde actua. E, nesta noite, não foi excepção, até porque, sendo um ex-residente desta cidade, onde conta com inúmeras admiradoras, nele se viu um gosto

agora muito mais homogéneo, a fusão resultou em cheio, com notabilidade para uma melhor harmonização de sons e de um reportório mais vasto e diversificado.

não teve problema algum. Munido de material novo, acabou, sim, mas por fazer rir e chorar, porque houve quem chorasse de rir! Evidentemente, houve ane-

Comunidade No baile que abrilhantou, o público respondeu bem, ao participar activamente nos momentos de evasão, tão necessários à boa disposição individual e contribuindo para o

drigues, por mor da passagem do seu aniversário. Saudamos os casais Luis e Suzy Tomé e o Pedro e a Silvina Sousa pelo sucesso deste primeiro festival de artistas ponta

agrado geral da festa. Festa, aliás, redobrada para um dos elementos da organização deste serão, o Steve Ro-

delgadenses, fazendo votos para que o próximo tenha ainda maior êxito.

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Manchetes O alargamento da União Europeia Raul Mesquita Cont. da pág. 1

dos Estados Unidos e da Rússia juntas. Porém, para além destes números impressionantes e das vantagens económicas que possam advir para os novos aderentes, o aspecto mais importante será talvez, a junção, a cicatrização das discórdias, das dilacerações, que marcaram a velha Europa durante decénios, no século passado. É evidente que se este alargamento trará bastantes modificações a nível da organização da União Europeia, o mesmo acontecerá no que respeita às relações internacionais. Qual será então o impacto que estes dez países terão sobre a nova Europa? Haverá uma influência sobre o Canadá e os Estados Unidos? O alargamento — processo longo e difícil Esta fase só foi possível iniciar-se após o desmembramento do comunismo em 1989. A queda do muro de Berlim foi o detonador dum processo de reconciliação com alguns países de Este, que desde logo deram sinais positivos de adesão, pelas intervenções dos seus dirigentes. Havia porém muito trabalho a fazer e a prioridade era da instalação nesses estados, duma economia de mercado livre e duma democracia pluralista e estável. Sob o totalitarismo comunista depois de longos anos, a passagem a um regime de democracia não era coisa fácil, por não existirem as estruturas políticas, económi-cas e

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jurídicas necessárias para uma adesão imediata.

Assim, a preparação a este processo iniciou-se com um plano de reformas económicas e democráticas em 1989, com a criação do Programa Faro, que no princípio se destinava principalmente à Polónia e à Hungria, por serem os primeiros que se libertaram do jugo comunista. Outros programas favorecendo a modernização da agricultura e o desenvolvimento de administrações modernas e eficazes foram instaurados, acompanhando o investimento de várias dezenas de milhões de dólares anuais, e em Março de 1998, começaram verdadeiramente as negociações para a adesão definitiva dos países candidatos, que respeitassem os critérios de admissibilidade. Estes, tal que definidos num encontro dos chefes de Estado em 1993, são: -a existência de instituições estáveis que possam garantir a democracia, Estado de direito,

os direitos do Homem e a protecção das minorias. - a existência duma economia de mercado viável, capaz de fazer face às pressões concorrenciais e às forças do mercado interior da EU. - ter capacidade de assumir

as obrigações respeitantes da adesão e subscrever-se aos objectivos da União. Os novos Estados membros devem também dispor de uma administração pública capaz de aplicar a legislação europeia. Quais as vantagens para a Europa? O alargamento da EU fecha um período importante da História. Em 1946 os Acordos de Yalta, assinados pelos aliados da segunda guerra mundial, partilharam a Europa e assistiuse depois, a uma radicalização dos comunistas, que criaram a Este, uma importante zona de países satélites, sob seu controlo. Neste primeiro de Maio, em Dublin, catorze anos após a queda do muro de Berlim, a mesma Europa reunifica-se, com a junção de dez novos Estados originários sobretudo, do centro e do leste do território europeu. Acontecimento histórico de grande importância, é-

o também sob o aspecto económico. Porém, que desafios se apresentam aos actuais dirigentes da União Europeia, para gerirem eficazmente a entrada destes novos Estados? O primeiro — e não é pequeno, trata-se de criar uma união estável, pacífica e próspera que das margens do Atlântico se estende até às fronteiras da Rússia e Ucrânia. Por outro lado, deverá ser eliminada a diferença de nível de vida entre as populações dos novos Estados e os restantes membros da União Europeia. Ora sabendose que o PIB de um cidadão dos DEZ representa apenas 46% dum habitante comunitário actual, não será difícil de compreender que há muito trabalho a fazer. Ou em outros termos a UE tem “du pain sur la planche”. Aquando da entrada de Portugal em 1986, o PIB nacional situava-se a 53% da média europeia. Na opinião do comissário europeu para a economia, serão necessários 25 anos para que os dez novos membros atinjam o nível de vida dos actuais. E no caso da Polónia, que os seus 38,6 milhões de habitantes ultrapassam 50% dos recém entrados, consideram-se necessários 30 anos para alcançarem a média comunitária europeia. Várias questões à espera de respostas se apresentam aos dirigentes europeus, principalmente no que respeita às interrogações sobre os custos do alargamento, das possíveis vagas de imigrantes dos países mais pobres, ao risco dos empreiteiros mudarem as suas empresas de local, à data em que os DEZ se juntarão ao Euro, etc. Passada a euforia do reencontro entre países que se encontravam afastados, digamos mesmo isolados do resto da Europa, tenhamos presente as dificuldades da unificação da Alemanha sob um mesmo tipo de economia, como exemplo dos problemas que se apresentam e para cuja resolução é preciso muita compreensão e paciência da parte das populações. Roma e Pavia não se fizeram num dia — é talvez a expressão que melhor caracterizará a situação. A UE terá que investir na construção de pontes, estradas e outras infra-estruturas nos novos países, mas o alargamento não deve ser visto apenas como despesas imediatas mas também como receitas, se considerarmos que os DEZ representam 75 milhões de novos consumidores e um leque de mão-de-obra qualificada e a baixo custo. De um modo geral o custo médio da mão-deobra nos países agora aderentes é cinco vezes inferior ao que se verifica no grupo dos QUINZE. Deve também salientar-se de que uma das grandes inquietações para os países da União antes do 1º Maio, era o risco de uma imigração massiva. Todavia, como ao longo dos anos do processo de adesão à Europa comunitária já muitas empresas beneficiaram das fronteiras livres sobre certos produtos, é pouco provável um movimento imigratório digno de registo. Por outro lado, lembra-se que todos os países têm direito durante sete anos, das suas fronteiras. Recorde-se também, que desde a queda do muro de

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Berlim, empresas alemãs já investiram para cima de 22 biliões de Euros na Europa central e de Este e que os DEZ beneficiaram de investimentos estrangeiros na ordem de 115 biliões de Euros. E para os mais receosos de eventuais vagas de imigração, pode recordar-se os casos das adesões da Espanha e de Portugal que tendo suscitado na época as mesmas preocupações, nunca foram concretizadas. Na realidade, só se porá a questão de imigrações massivas se os países não souberem accionar a máquina do crescimento, do desenvolvimento entre portas, aproveitando-se das facilidades e dos apoios da UE. Resta agora provarem nos próximos dois anos uma boa gestão e estabilidade de trocas, a fim de poderem aderir à zona euro, próxima etapa do alargamento. E, finalmente, este alargamento da União e as futuras adesões que se vislumbram no horizonte, são para além das consequências económicas directas, realidades da preservação da paz. A Europa e a política internacional No seguimento do Tratado de Maastrich entrou em vigor em 1993 a PESC— Política estrangeira e segurança comum da União Europeia, que visa fundamentalmente o reforço da segurança de todos os seus membros, a democracia, a paz e a cooperação internacional. Seis anos mais tarde, tendo adoptado a PESD — Política europeia de segurança e defesa, a União dotou-se de meios que lhe permitem ocupar um lugar de relevo no mundo, funções que a estabilidade política lhe confere, defendendo no respeito do direito a ordem internacional. Com a entrada de dez novos membros, a União Europeia, forte dos seus 453 milhões de habitantes, tornar-se-à na primeira potência económica mundial. Paralelamente, a sua força defensiva é considerável e poderá ser garantia de estabilidade num mundo incerto e cheio de armadilhas, tendo já actuado em missões militares

na Bósnia e em África, com assinalável êxito. A criação do posto de Ministro dos Negócios Estrangeiros da União é um bom passo no estabelecimento duma política comum, falando duma só voz, em nome dos vinte e cinco países membros. Igualmente, os esforços que se desprende actualmente para a

redacção do texto final duma Constituição Europeia, conduzirão a um instrumento que servirá de alicerce para uma Europa mais alargada. E confrontada a novos desafios. Assim, depois de ter transformado profundamente países que há dez anos apenas viviam numa economia administrada e agora demonstram êxitos de mercados livres e rentáveis, a União é solicitada pelos estados vizinhos ao estabelecimento duma cooperação efectiva, como acontece com a Rússia, a Ucrânia e os países do Magh-

reb.A pergunta que se faz nos tempos que correm é: quando acabará o alargamento. No presente, dois países — a Bulgária e a Roménia, esperam o consentimento para aderirem em 2007 à União, continuando as negociações preliminares e os esforços para reunirem os critérios exigíveis. No caso da Turquia, põe-se o problema dos Direitos do Homem e da Democracia, inexistentes no país. Só depois de estabelecido um Estado de Direito e a garantia de protecção das minorias, se iniciará o processo de eventual adesão. Depois virá a Croácia, que já mostrou interesse em aderir à UE, sendo provável que se manifeste o interesse dos outros países dos Balcãs. Menos certos serão os interesses dos países da AELE — Associação Europeia de “Libreéchange”, a Islândia, a Noruega e a Suiça. As negociações com a Noruega foram finalizadas duas vezes mas rejeitadas outras tantas vezes pelo povo em referendos. Quanto à Suiça, que fez pedido oficial em 1992, decidiu de não continuar o processo de adesão. Por ora temos uma Europa dos vinte e cinco. Porém, quantos serão em 2012? 33 ou 36? Os limites da União Europeia poderão, eventualmente, absorver os países dos Balcãs ocidentais, Servia-Montenegro, Bósnia-Herzégovine, Macedónia e a Albânia. E ainda, a médio ou longo prazo, a Ucrânia, a Bielorussa, a Moldávia, a Geórgia ou a Arménia. Durante a elaboração do projecto de Constituição europeia, foi tentado, por proposição, definir as fronteiras da União. Mas a proposta não teve seguimento.

A Voz de Portugal Novos números de telefones (514) 284-1813 Fax: (514) 284-6150


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Comunidade Lançamento da FPTV SIC em Montreal Por Conceição Correia Realizou-se na passada quarta-feira na Associação Portuguesa do Canadá, perante a maioria dos Órgãos de Comunicação Comunitários e algumas dezenas de pessoas convidadas, o lançamento da estação televisiva FPTV SIC sediada em Toronto, a qual está a partir de agora disponível em Montreal através da Vidéotron Illico. Passamos pois a citar algumas palavras que o Presidente da FPTV Frank Alvarez dirigiu aos presentes.

com várias companhias de cabo, começamos finalmente a ver a luz verde no fundo do túnel. E é com imenso prazer que hoje, através desta conferência de imprensa, vos anuncio o lançamento oficial de FPTV nas áreas do Grande Montreal e Gatineau, através da Vidéotron. A FTPV é uma estação de televisão digital transmitindo 85% da grelha de programas da SIC Internacional e os restantes 15% em conteúdo local.

“A FPTV,é um canal digital em língua portuguesa que está no ar 24 horas por dia, sete dias por semana, que foi lançado em Setembro 2001, através da Rogers Cable, para toda a província do Ontário. Desde o seu lançamento temos recebido imensas chamadas de portugueses espalhados por todo o Canadá, a demonstrar o seu interesse pelo novo canal de televisão. Após longas negociações

A criação deste canal foi uma iniciativa da CIRV FM, a única estação de rádio FM de raíz portuguesa no Canadá, fundada em Junho de 1986. A FTPV apresenta no Canadá, a grelha de programação mais popular e dinâmica de Portugal, a SIC. Nessa programação incluemse programas desportivos, incluindo futebol ao vivo, telenovelas, filmes, comédia e humor, incluindo o Herman SIC

com Herman José, Talk shows, documentários, programas infantis, notícias de Portugal e do mundo, cobrindo ao mesmo tempo os acontecimentos que envolvem a Comunidade Portuguesa do Canadá. A partir do próximo mês de Setembro, a FPTV apresentará semanalmente programação local envolvendo a Comunidade Portuguesa de Montreal e para o efeito contamos com o vosso apoio. Portanto se está interessado em ter em sua casa 24 horas de televisão em português contacte a companhia de cabo Vidéotron ou um dos distribuidores portugueses como Carlos Frazão da ABC Electronics, Luís Pereira da Lumar

Electronics ou Mike Moniz da Dumoulin.” Após esta intervenção de Frank Alvarez seguiu-se um período de respostas e um Porto de Honra que selou este lançamento oficial.

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MARIA CARREIRO TAVARES 1918 - 2004

No passado dia 22 de Abril de 2004, faleceu em Montreal, com a idade de 85 anos, a Sra. D. Maria Carreiro Tavares, natural da freguesia do Porto Formoso, e viuva do Sr. Manuel Tavares. Deixa na dor seus filhos, António (Diane), Manuel (Denise), Maria (Tibério), Margarida (João) e Natalia (Francisco); seus netos Kimberly, Nancy, Eric, Annie, Linda, Suzie, Connie, Danny, Tracy, Patrick e Sofia; seus bisnetos Jacqueline, Gabrielle, John-Michael, Amanda, Jessica, Roxanne, Zacharie, Mathieu, Alexandre, Jeremie e Olivier, assim como muitos outros familiares e amigos. Uma missa de corpo presente teve lugar na Igreja Santa Cruz, presidida pelo Rev.do Padre Laurensius Ruba e animada em cânticos pela Sra. Filomena Amorim, seguindo depois o cortejo fúnebre em direcção ao cemitério Notre-Dame des Neiges, onde foi a sepultar, descansando para a eternidade, junto do seu esposo. A família vem por este meio agradecer a todos os que com sua presença, palavras e gestos de amizade os reconfortaram nestes momentos difíceis da sua vida, A todos o nosso sincero Obrigado e Bem-Hajam. Os serviços funerários estiveram a cargo de: MAGNUS POIRIER inc. 6520, rua St-Denis, Montreal. Tel: 514-727-2847 Director: JOSÉ TEIXEIRA

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Guia do Consumidor CÂMBIO DO DÓLAR CANADIANO EM PORTUGAL

EM 03-05-2004

1EURO=1.6435C 1EURO=1.6435Cd UM SERVIÇO DO MILLENNIUM BCP (514) 287-3370

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Comunidade

A VOZ DE PORTUGAL, 5 de Maio de 2004 - Página 14

Alexandre da Costa em Recital A Companhia Kalipso Productions tem o prazer de apresentar o espectáculo do violinista solista de renome internacional Alexandre da Costa, na 5ª feira 20 de Maio, na sala Pierre-Mercure do Centro Pierre Péladeau. Trata-se de uma oportunidade única para o público montrealense de ver Alexandre da Costa em cena. Aquando esta noite excepcional, Alexandre da Costa interpretará obras do seu reportório com o célebre violino STRADIVARUS “Baumgartner” de 1689. Ele oferecerá ao público uma interpretação como primeira mundial de Solitário, obra composta especialmente para Alexandre da Costa por Robert Lafond, assim que interpretações de J.S.Bach, W.A.MOzart, M. de Falla e P.Sarasate. Para além disto, nesta ocasião especial, o violinista decidiu alternar as execuções só e acompanhado. Ele será assim rodeado de 3 talentosos artistas que o acompanherão em cena:o jovem pianista americano Matt Herskowitz, o alto e chefe de orquestra quebequense Jean-Philippe Tremblay e a bailarina flamenga Maria Parisella. Presentemente vivendo em Viena de Áustria, Alexandre da Costa, nascido em Montreal, tem desenvolvido a sua carreira através da América, Europa e Ásia. Durante os dez últimos anos, Alexandre deu mais de 500 recitais e concertos como solista em várias partes do mundo. No Canadá foi solista convidado por diversas orquestras, dentre as quais a Orquestra Sinfónica de Montreal e a Orquestra Metropolitana. Em 2002, ele ganhou o Prémio da Fundação Sylva Gelber, atribuído pelo Conselho das Artes do Canadá e mais recentemente, o Prémio do Banco de Instrumentos do Conselho das Artes do Canadá concedeu-lhe o empréstimo do célebre violino STRADIVARIUS “Baumgartner” de 1689 para os próximos três anos. Infos: www.alexandredacosta.com Bilhetes à venda no Réseau Admission (514) 790-1245

Administradores do Totta visitam Estiveram de visita às instalações da representação do Totta em Montreal, o senhor Dr. Eduardo Stock Cunha e o senhor Engenheiro João Morais, sendo o primeiro administrador do banco e o segundo responsável para o continente americano. Gente de grande afabilidade, prestaram-se com delicadeza às questões dos representantes da informação que ali se deslocaram para se informaram das razões desta

visita maratona pois que percorreram em cinco dias várias áreas da Nova Inglaterra, Toronto e Montreal. Para além dos produtos conhecidos e oferecidos do modo habitual nos balcões do Totta em condições excelentes para a diáspora, insistiram aqueles dois altos funcionários no “bijou” Totta ou seja, o seu Cartão Ligeiro com o qual, o cliente pode fazer todo o tipo de transacções e, ponto importante,

Sport Montreal e Benfica Dia das Mães O Benfica de Montreal anuncia um excelente almoço comemorativo do Dia das Mães, a realizar nas instalações do Clube, 100 Bernard Oeste, com o telefone (514) 273-4389, a partir das 12H45. Com uma esmerada ementa composta de bifinhos com camarão, a festa anuncia-se rija, estando a animação musical a cargo do Conjunto Contact. Venha então passar um agradável domingo com a família benfiquista e verá que não se arrepende. Os preços são muito abordáveis: 20 benficas para os sócios, 23 para os não sócios e 10 para crianças dos 6 aos 12 anos. A lotação é limitada. Aproveita-se para informar de que a 6 de Junho se realizará um torneio de tiro aos pratos e a 7 de Agosto o 1ºTorneio Anual de Golf. Para mais informações contacte a sede. caso em cada viagem a Portugal gaste um mínimo equivalente de 500 euros em compras ou de qualquer outra forma, não lhe serão debitados quaisquer encargos. Esta visita insere-se numa avaliação dos potenciais do mercado e os dois dignitários levaram na bagagem boas perspectivas de desenvolvimento e demonstrarem satisfação com aquilo que viram e puderam analisar. Proximamente faremos reportagem mais desenvolvida.

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A VOZ DE PORTUGAL, 5 de Maio de 2004 - Página 15

Desporto

Liga Honra Benfica quase na Liga dos Campeões Vitória de Setúbal e Penafiel garantem subida à Superliga Cont. da pág. 1 O Sporting dominou o “derby” para o segundo lugar, mas foi o Benfica a conseguir o único golo do jogo, aos 88 minutos, que praticamente “vale” o acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.Para que o quadro não se confirme seria necessário que no próximo fim-desemana o Benfica perdesse, em casa, com a União de Leiria, e que o Sporting assegurasse os três pontos no terreno do “a-

flito” Guimarães. As contas relativas ao acesso à Taça UEFA clarificaram-se, com o Sporting de Braga e o Marítimo a ganharem os seus compromissos para se juntarem ao Nacional da Madeira no grupo de quatro clubes (o

outro é o Sporting ou o Benfica). O Rio Ave, que ainda luta pelo quinto lugar, é que não poderá ter uma “estreia” na Europa do futebol, já que não procedeu em tempo útil à sua inscrição. Quanto à definição da última equipa a descer à Liga de Honra, tudo se complicou, com nada menos que cinco equipas ainda com a “corda na garganta”, depois da última jor-

nada de hoje. Alverca, Belenenses, Académica, Guimarães e Gil Vicente são as equipas em perigo de se juntar aos já virtualmente despromovidos Paços de Ferreira e Estrela da Amadora.

MAI pede análise dos incidentes Ministro quer perceber o que poderá ser melhorado a nível da segurança O ministro da Administração Interna, Figueredo Lopes, afirmou hoje ter pedido aos serviços do Ministério uma análise dos incidentes registados no encontro de futebol de do-

mingo entre o Sporting e o Benfica, em Alvalade. À margem da cerimónia evocativa

Classificação 1 FC Porto: 2 Benfica: 3 Sporting: 4 Nacional: 5 Sp.Braga: 6 Rio Ave: 7 Marítimo: 8 U.Leiria: 9 Boavista: 10 Moreirense: 11 Beira-Mar: 12 Gil Vicente: 13 Guimarães: 14 Académica: 15 Belenenses: 16 Alverca: 17 P.Ferreira: 18 E.Amadora:

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do 93º aniversário da GNR, que decorreu hoje em Belém, Figueiredo Lopes disse ter solicitado aos responsáveis do Ministério da Administração Interna «um exame da situação» para verificar o que poderá ser melhorado a nível da segurança. No encontro de

domingo, elementos da claque do Sporting invadiram o relvado, tendo demorado alguns minutos até que as forças de segurança controlassem a situação. Figueredo Lopes afirmou que «felizmente a situação foi controlada», mas garantiu que, no que respeita ao seu ministério, será feita uma análise dos acontecimentos para que as forças de segurança possam «continuar a melhorar».

D. CORUNHA 0 FC PORTO 1 (Derlei 59' gp) FC Porto na final da Liga dos Campeões

(Lusa) - O Vitória de Setúbal e o Penafiel garantiram hoje a subida à Superliga de futebol, depois de terem vencido e empatado com a Naval e o Leixões, respectivamente, em jogos da 33ª e antepenúltima jornada da Liga de Honra.O Vitória de Setúbal (segundo com 61 pontos) e o Penafiel (terceiro com 60) juntam-se assim ao Estoril (líder com 64), que também já tinha garantido a subida à Superliga, mas que nesta ronda perdeu fora com o Felgueiras (2-0).Um golo do sadino Manuel José, aos 39 minutos, foi suficiente para o conjunto orientado por Carlos Carvalhal vencer a Naval por 1-0 e garantir a sexta vitória fora de portas na competição e aproximar-se do líder.Apesar de Amaral ter empatado o jogo aos 90 minutos - Folha deu vantagem para os da casa aos sete minutos -, o Penafiel pôde fazer a festa da subida à Superliga, 12 anos depois da última vez em que esteve entre os “grandes” do futebol português.O Varzim (quarto com 57) fez a sua obrigação, vencendo em casa o já despromovido União da Madeira (1-0), com um golo de Quim Berto, aos 55 minutos, através da marcação de uma grande penalidade, mas de nada valeu, porque com o empate do Penafiel e por estar em desvantagem no confronto directo com o “onze” orientado por Manuel Fernandes, já não consegue chegar ao terceiro lugar.Ao empatar em casa com a Ovarense 2-2, o Portimonense (16º classificado com 38) caiu na zona de despromoção, devido às vitórias do Felgueiras (15º

Classificação 1 Estoril: 2 V.Setúbal: 3 Penafiel: 4 Varzim: 5 Maia: 6 Salgueiros: 7 Naval: 8 D. Aves: 9 Ovarense: 10 D. Chaves: 11 Feirense: 12 Santa Clara: 13 Leixões: 14 Marco: 15 Felgueiras: 16 Portimonense: 17 Sp.Covilhã: 18 U.Madeira:

64 61 60 57 48 47 46 45 43 43 42 42 41 40 39 38 26 26

Resultados Rio Ave - FC Porto, 1-0 U.Leiria - Boavista, 2-0 E.Amadora - V.Guimarães, 0-1 Sp.Braga - Académica, 2-1 P. Ferreira - Belenenses, 1-1 Alverca - Nacional, 2-1 Beira-Mar - Moreirense, 1-0 Marítimo - Gil Vicente, 2-0 Sporting - Benfica, 0-1

Programa da 34ª jornada: Benfica – U.Leiria V.Guimarães - Sporting Académica – E.Amadora Belenenses – Sp.Braga FC Porto - Paços Ferreira Nacional - Rio Ave Moreirense - Alverca Gil Vicente - Beira-Mar Boavista - Marítimo

com 39) e do Marco (14º com 40).A turma de Portimão bem cedo viu-se em desvantagem de dois golos - Leandro, aos 10 minutos, e Evilar, aos 16, marcaram para os forasteiros -, mas ainda na primeira metade Artur Jorge Vicente (aos 33 minutos) reduziu a diferença e Cavaco, aos 69, fez o resultado final.O

Felgueiras alcançou uma importante vitória em casa frente aos estorilistas, fruto de dois golos na segunda parte: Lixa, aos 55 minutos, deu vantagem ao conjunto orientado por Diamantino Miranda e, aos 83, Toy fez o resultado final.Em Santa Maria da Feira, o Marco alcançou a sua quarta vitória fora de portas, ao bater Feirense por 32, depois de ter estado a perder por 2-0, com dois golos de Carlos Pinto - aos 21 m. e aos 48, este na marcação de uma grande penalidade.Com uns últimos vinte minutos de gran-

de fulgor ofensivo, o Marco deu a volta ao marcador: Rui Gomes (71) reduziu para 2-1, Ramos empatou aos 80, e Ico (83), também de grande penalidade.

Resultados D.Chaves - Varzim, 0-1 U.Madeira - Penafiel, 1-3 Leixões - Portimonense, 2-2 Ovarense - Feirense, 2-2 Marco - Naval 1º Maio, 4-2 V.Setúbal – Sp.Covilhã, 2-1 Maia - Salgueiros, 3-2 D.Aves - Felgueiras, 1-0 Estoril - Santa Clara, 1-0

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Regiões de Portugal Belmonte Em Belmonte nasceu Pedro Álvares Cabral, no ano de 1467 ou 1468, segundo filho de Fernão Cabral e Isabel Gouveia. Pertencendo a uma alta categoria nobiliárquica, a sua ascendência nobre remonta aos alvores da independência portuguesa, sendo plena de nomes ilustres como o do seu trisavô Álvaro Gil, alcaide-mor da Guarda, que resistiu às forças militares de D. João I de Castela, mantendo-se fiel ao Mestre de Avis. Laços antigos ligavam a família a esta vila: Fernão Cabral, seu pai, era Alcaide-mor do castelo, assim como o tinham

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sido todos os primogénitos desde o reinado de D. João I. Quando, no Verão de 1499, D. Manuel pretende enviar à Índia uma nova armada com o objectivo da criação de um sistema de alianças favoráveis à actividade comercial portuguesa no Oriente, a sua escolha para comandante supremo da nova expedição recai em Pedro Álvares Cabral. Este não foi escolhido por se tratar de um navegador experimentado — com efeito esta tratou-se da 1ª e única grande viagem realizada por Cabral— mas por reconhecidas qualidades como chefe militar e diplomata, aliadas a uma razoável cultura, “homem fidalgo, de

bom saber”, segundo referência de Gaspar Correia nas “Lendas da Índia”. As qualidades militares demonstrara-as em terras marroquinas, cujos feitos são assinalados em carta régia de 12 de Abril de 1497. Assim se transforma Pedro Álvares Cabral no Almirante da

Brasil era celebrado a 3 de Maio. Após esta viagem, o Almirante retirou-se para as suas propriedades em Santarém onde veio a falecer, votado a um estranho anonimato. O grito do Ipiranga reabilitou esta importante figura, na busca

segunda esquadra que efectivamente foi à Índia, mas passando pelo Brasil já que ao transporem os navios o Atlântico meridional, foi avistada a costa oriental sul-americana, aportando na Ilha de Vera Cruz, em 22 de Abril de 1500.

brasileira de um passado, funcionando Pedro Álvares Cabral e a carta de Pêro Vaz de Caminha como verdadeiros atestados históricos de uma “nação” de independência recente. Cabral, importante nome na História do Brasil, é, parte inte-

Esta data só há pouco tempo chegou a consenso, pois por erros de interpretação cronológica e até aos anos 40 do século passado, o achamento do

grante da nossa história, e as suas origens e berço devem ser lembradas, preservadas e acarinhadas por todos nós.

A Voz de Portugal “mudou de casa” 4231, Boul. St-Laurent Montreal Qc. H2W 1Z4 Tel.: (514)284-1813 ou 1-866-684-1813 Fax: (514)284-6150

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