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04-06-2011

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6 DE ABRIL DE 2011

ANO 50

BRAS IRO

Le plus ancien journal de langue portugaise au Canada

8261 BOUL. ST-LAURENT Prop.: Elvis Soares

0 5

A VOZ DE PORTUGAL

grelHadoS SoBre carvão

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O nosso Portugal M

uitos portugueses experimentam hoje um sentimento de tristeza – as pessoas andam preocupadas e até deprimidas. E não é para menos... Já existe um número elevado de famílias que perderam as suas casas por falta de pagamento das prestações. O nosso querido País está a atravessar um período difícil. Esta crise económica, dizem, é o resultado de vários anos o país andar a gastar aquilo que não tinha e os seus cidadãos a viver acima dos seus meios. Há seis anos que Portugal estava em défice excessivo. É de notar que a dívida pública (em percentagem do PIB) em 2002 era de 53,7 e a previsão para 2011 é de 97,3. Mas afinal, perguntam os portugueses, o que é que fez aumentar o défice? Segundo a notícia divulgada no JN tudo se deve às derrapagens de empresas públicas, por exemplo, a REFER, o Metro de Lisboa, o Metro do Porto, a RTP e, sobretudo, o buraco financeiro deixado pela falência dos bancos BPN e BPP. E como uma “desgraça nunca vem só”, no sector financeiro, os bancos também sofrem corte no ‘rating’. A Standard & Poor’s (S&P) cortou o ‘rating’ dos bancos portugueses tornando os juros mais caros. Para quem se habituou a viver nos dois lados do Atlântico, isto não é fácil, meus amigos! Custa muito ver e sentir a Continuação na página 2

anos

e cl ci e R

ACTION-PAGE INC • BENJAMIN ROY • 514-750-2545 • AVRIL 2011 FORMAT : 10,00 PO L X 16 AGATES H • COULEURS : CMYK • LANGUE : PORTUGAIS JOURNAL A VOZ DE PORTUGAL • 4231-B, BOUL. SAINT-LAURENT • MONTRÉAL (QC) H2W 1Z4 T. 514.284.1813 F. 514.284.6150 • PUB@AVOZDEPORTUGAL.COM

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Dragões vencem na Luz e arrecadam o 25º título da sua história

FC Porto campeão nacional

Página 15

Usina japonesa despeja milhares de toneladas de água radioativa no oceano

A

operadora da central nuclear de Fukushima começou nesta segunda-feira a jogar 11.500 toneladas de água levemente radioativa no oceano para permitir a reparação do sistema de resfriamento dos reatores e evitar uma catástrofe pior do que a de Chernobyl. Enquanto isso, o Japão indicou que o desastre ocorrido no dia 11 de março no nordeste do país e o acidente nuclear posterior poderão ter um impacto

em sua política ambiental. O sistema de fornecimento de energia Mais de três semanas depois da tragé- dos seis reatores ficou fora de funciodia, o registro provisório da polícia é namento, causando a paralisação das de 12.157 mortes confirmadas e 15.496 bombas de resfriamento do combustídesaparecidos, que tiveram seus corpos vel nuclear. Quatro reatores começalevados provavelmente pelo mar. ram a aquecer de forma perigosa, proA central Fukushima Daiichi (N°1), vocando explosões e o vazamento de localizada próximo ao 2000 Oceano Pacífi- •fumaça radioativa. MOSTI MONDIALE • MARCO 514-728-6831 co, cerca de 250 km Depois de2011 ter jogado incessantemente Eao norte de Tóquio PUB PAGE 1 • 1 PUBLICATION: 2 FÉVRIER e de seus 35 milhões de habitantes, não milhares de toneladas de água nas insresistiu a uma onda gigante de 14 me- talações, trabalhadores, bombeiros e A VOZ DE PORTUGAL • 4231-B, BOUL. ST-LAURENT, MONTREAL (QC) H2W 1Z4 tros. Continuação na página 3 T. 514.284.1813

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2 CRÓNICAS SEMANAIS

6 DE ABRIL - 2011

Boca do Inferno

Muito Bons Somos Nós

Sensibilidade e bons censos

E

Esta crise tem os dias contados Joel Neto

Ricardo Araújo Pereira

mbora os dados não tenham sido ainda compilados e processados, já é possível tirar uma conclusão a partir dos Censos 2011: a população portuguesa é maior do que o Instituto Nacional de Estatística pensava. Ao longo dos primeiros dias de recenseamento, o site do INE foi várias vezes incapaz de suportar a quantidade de cidadãos que pretendiam introduzir os seus dados. Num povo que tradicionalmente deixa tudo para a última hora, esta urgência recenceadora não pode deixar de se estranhar. Creio que o motivo da precipitação é evidente: os portugueses querem responder ao questionário enquanto ainda têm dinheiro para pagar a internet. O preenchimento dos questionários requer conhecimentos profundos de filosofia, o que pode contribuir para que os cidadãos se demorem no site mais do que seria de esperar. O INE pede, e cito, respostas “com rigor”, caso contrário o cidadão “estará a impedir a nitidez e o rigor do retrato do País e das medidas que, a partir dele, vierem a ser tomadas”. No entanto, na questão sobre o modo como se exerce a profissão, o INE indica: “Se trabalha a recibos verdes mas tem um local de trabalho fixo dentro de uma empresa, subordinação hierárquica efetiva, e um horário de trabalho definido deve assinalar a opção ‘trabalhador por conta de outrem’”. Ou seja, neste ponto, o INE pretende rigor na falta de rigor. Há que ser rigoroso na bandalheira. Quem preenche o inquérito tem o dever de ser verdadeiro na aldrabice que vai prestar. Filosoficamente, é uma operação complexa. Se o cidadão se encontra numa situação laboral ilegal, deve assinalar que se encontra numa situação laboral legal. Se não o fizer, “estará a impedir a nitidez e o rigor do retrato do País e das medidas que, a partir dele, vierem a ser tomadas.” Seria triste que, por causa de uma informação verdadeira mas fornecida com pouco rigor, fossem tomadas medidas para resolver um problema que existe mas torna o retrato do País um pouco menos nítido. A orientação do INE devia mesmo estender-se a outras perguntas. Há mais áreas de atividade cuja resposta menos rigorosa pode contribuir para desfocar o retrato do País. No capítulo laboral, fazia falta uma indicação a profissionais habitualmente esquecidos: “Se o cidadão furta autorrádios, deve assinalar a opção ‘trabalhador independente na área das tecnologias’”. Na área da habitação, haveria que orientar algumas respostas: “Se reside debaixo da ponte, deve assinalar a opção ‘morador em open space com vista para o rio’.” Só assim é possível tirar um retrato mais rigoroso e nítido a um País. Embora ninguém saiba que país é esse.

astRÓloGo – cURanDeiRo

pRof. mestRe aiDaRa

Não há sofrimento sem solução… Por esta razão chegou ao nosso País o grandioso astrólogo, curandeiro africano, conhecido mundialmente Mestre Aidara, com 20 anos de experiência do seu trabalho. Ajuda a resolver qualquer que seja o seu caso, mesmo à distância com rapidez, eficácia e garantia: Amor, dinheiro, má sorte, tristezas, angústias, invejas, assombrações, maus-olhados; afastar amantes e inimigos; impotência sexual, mau vício, etc. Seja qual for o problema, eu resolvo com resultados positivos, com honestidade e sigilo absoluto. Não deixe agravar o seu caso, desabafe comigo.

514-374-2395

A VOZ DE PORTUGAL Le plus ancien journal de langue portugaise au Canada

Falo português

C

ultivo com o dinheiro, nunca o escondi, uma relação complicada. Nasci para ser rico, e isso talvez explique muito. Por outro lado, tenho feito um esforço. Às vezes, quase compreendo o funcionamento da economia. Entretanto, e para cobrir as pontas soltas, integrei a máxima que um homem deve integrar aos trinta e cinco: “Reduz as necessidades/ se queres passar bem.” Nada de que não vos tenha já falado aqui. A não ser talvez quanto à citação de Jorge Palma, por esta altura bastante uncool. Mas eu ando assim. Qualquer dia mato esta personagem e construo outra, amiguinha dos animais, elogiosa para com a condução das senhoras, militante da bem-aventurança e opositora feroz de tudo o que faça colesterol. Apetece-me ser mais bonzinho. De qualquer maneira, ainda não começo hoje. Hoje venho à vossa presença prestar o meu contributo, ainda que modesto, à nossa missão comum de combate à crise. De há uns meses a esta parte, quase todas as minhas contas domésticas vêm erradas. É mais ou menos o mesmo que me acontece com o extracto bancário, à excepção de que é tudo ao contrário: no banco tenho sempre menos dinheiro do que penso (e o mais provável é que as contas estejam bem feitas), no resto devo sempre mais do que julgo (e a surpresa é se as contas não estiverem erradas). Se gasto dois quilowatts de luz, cobram-me três. Se consumo três metros cúbicos de água, cobram-me quatro. Há umas semanas, telefonei duas vezes para Madrid – cobram-me dois telefonemas para Sidnei. Uns meses antes, aluguei no videoclube quatro filmes malandros, para desenjoar – no fim do mês a factura dizia que eu tinha alugado oito filmes do Al Pacino. Foi precisamente aqui que comecei a desconfiar, porque desde o Padrinho III que desisti de ver filmes do Al Pacino. Acontece que, assim que puxei o fio, veio a meada toda atrás. E o que venho agora propor-vos é que, se estiverem em iguais preparos, se juntem a mim: paguem tudo a toda a gente e calem a boquinha. Dá um jeito enorme à economia, que precisa de circulação de dinheiro. E dá-vos um jeito ainda maior a vós, que precisam de circulação de

sangue. É que, ou um homem paga tudo aquilo que lhe cobram a mais nas suas facturas mensais e depois calase bem caladinho, a ver se não lhe cobram mais ainda no mês seguinte, ou tem de integrar na rotina mensal dois dias absolutamente suicidas, o primeiro passado ao telefone e o segundo na Loja do Cidadão. Ao telefone, será o suplício do costume. Digitado o número, o computador deixá-lo-á onze minutos e trinta e nove segundos a ouvir Vivaldi. Atendido o telefonema, a mocinha levará quarenta e três segundos só para se apresentar e dar-lhe as boas-vindas. Feita a pergunta, o computador deixá-lo-á novamente sete minutos e vinte e quatro segundos a ouvir Vivaldi. E, respondida enfim a sua pergunta – “Mas como é que os senhores arranjam sempre maneira de me cobrar mais dez ou quinze ou vinte por cento do que devem, caramba?” –, você terá, em todo o caso, de ir à Loja do Cidadão no dia seguinte, ainda por cima com a Primavera a latejar na cabeça. Nesta, já se sabe, é pior ainda. Primeiro, você tira uma senha e vai-se sentar ao lado de um tipo que cheira mal. Depois, o número da sua senha aparece no visor precisamente quando, em aflição, você deu um salto à casa de banho, para refrescar-se um bocadinho da mal-cheirosa companhia. Finalmente, e duas horas depois, terá conseguido falar com o atendimento, a nova mocinha terá corrigido o problema com um belíssimo sorriso nos lábios e você terá ficado, enfim, a saber a razão do engano: “Foi emitida uma factura de valor superior.” Note-se que ninguém a emitiu: nem a menina, nem o chefe da menina, nem o patrão da menina que há dois anos lhe anda a ir ao bolso à razão de cinco, dez, quinze euros por mês de pequenos enganos. A factura “foi emitida”. Emitiu-se. E, se não foi ela que se emitiu a si própria, então, pronto: foi “o sistema”. Mas você quer mesmo mais este full time job? Pois então faça como eu: pague e cale-se, que para o mês que vem talvez não seja pior. FMI para quê? BCE para que diabo? Esta crise tem os dias contados – e vai resolver-se, como de costume, com dinheiro em movimento.

O nosso Portugal

Augusto Machado

Continuação da página 1 evolução desta crise que parece não ter fim. Este nosso querido Portugal precisa de políticos mais competentes, como aliás, já os houve no passado. Esta atitude irresponsável do deixa andar, do salve-se quem puder, do quem vier a trás que feche a porta, tem que acabar. Quantos povos, na face deste planeta, gostariam de ter um país como o nosso; esta beleza natural, à beira mar plantado e, sobretudo, um clima moderado – a inveja de muitos – de certeza que não o deixariam cair no descrédito internacional e nem enriqueceriam à custa do erário publico. Hoje é difícil encontrar alguém (decerto que ainda os haverá, embora raros) que não se envolva na política ou em negócios com o Estado a não ser pela ganhunça. A “choldra ignóbil” corrompendo tudo, confundindo verdade e mentira e espoliando tudo e todos. As próprias palavras deixaram de merecer confiança. O Partido Socialista é tão socialista quanto o Partido Social- Democrata é social-democrata e expressões como “Estado-social” ou “Justiça social”, na opinião de quem paga impostos, perderam qualquer significado. Daqui a dois meses os portugueses irão outra vez a votos. E, como a grande maioria,

descontente e desconfiada, que se obstem não conta, os mesmos elegerão de novo os mesmos. Que farão, mais uma vez, o mesmo. Eis algumas opiniões de alguns portugueses sobre a crise económica: “A culpa não é de quem gasta mas de quem empresta. Quem nos tem vindo a emprestar os largos milhões pagos a juros exorbitantes é que tem culpa da nossa situação. Quanto mais nos emprestam mais gastamos e não conseguimos parar este círculo vicioso. Outros acreditam que com a eventual vinda da ajuda externa do FMI, a situação no país não irá melhorar durante os próximos anos”. Em trinta e sete anos de democracia muito pouco se tem feito para diminuir a disparidade entre ricos e pobres. Falta em Portugal uma classe média mais forte, aquela que paga impostos, porque os pobres não pagam porque não têm dinheiro e os ricos, esses, fazem investimentos. Também, ao longo dos anos, o país não aprendeu a enfrentar os piratas dos mercados internacionais, o temporal da ondulação das “agências de rating”. É o capitalismo selvagem...

A Voz de Portugal - Hebdomadaire fondé le 25 avril 1961 | 4231-B, Bl. St-Laurent, Québec, Canada H2W 1Z4 - Tél.: (514) 284-1813 | Fax: (514) 284-6150 | jornal@avozdeportugal.com | www.avozdeportugal.com | Distribution gratuite | Dépôts legaux à la Bibliothèque nationale du Québec et à la Bibliothèque nationale du Canada. Tous droits réservés. Toute reproduction totale ou partielle est strictement interdite sans notre autorisation écrite. Les auteurs d’articles, photos et illustrations prennent la responsabilité de leurs écrits.

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6 DE ABRIL - 2011

Notícias em breves 8.188 queixas Os serviços privados são os mais visados nas 8.188 reclamações dos utentes de cuidados de saúde que chegaram à Entidade Reguladora da Saúde em 2010. A maioria das queixas era relacionada com privados: 4.018 com internamento e 3.554 sem internamento. As restantes distribuíram--se pelo público com internamento (115), público sem internamento (66), social com internamento (255) e social sem internamento (180). Em 2009, a ERS teve 7.848 queixas. Taxas não são constitucionais A Confederação do Comércio de Portugal (CCP) vai aconselhar os sócios a exigir às câmaras o fim das taxas de publicidade sobre anúncios nas fachadas de edifícios privados. Segundo a CCP, um parecer de Marcelo Rebelo de Sousa diz que as taxas “são verdadeiros impostos”, sendo a sua criação inconstitucional. Disney abre novo resort A Walt Disney vai abrir um novo parque temático e resort em Xangai, na China. ESPANHA: Zapatero não se recandidata O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, anunciou que não se vai recandidatar nas eleições legislativas de 2012.

NOTÍCIAS

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Usina japonesa despeja milhares Operação resíduos de toneladas de água radioativa limpa operadores autoridades remeteram para o Ministério PúContinuação da página 1 no oceano Asblico oito processos relativos a operadores de

soldados conseguiram impedir que as barras de combustíveis ficasse superaquecidas, evitando assim uma catástrofe nuclear muito mais grave do que a de Chernobyl, em 1986. Mas esta operação provocou enormes inundações nas salas e nas galerias subterrâneas, que foram invadidas por milhares de toneladas de água radioativa, dificultando o trabalho de reparação da rede elétrica e dos circuitos de resfriamento. O porta-voz da proprietária da central, Tokyo Electric Power (TEPCO), lembrou que a água contaminada tinha se acumulado nas salas de máquinas, em particular na do reator 2, com um índice de radioatividade superior a 1.000 milisieverts por hora, o que impede qualquer atividade humana. “É necessário esvaziar depósitos usados para o tratamento de dejetos. Mas esses depósitos estão atualmente cheio de 10.000 toneladas de água levemente radioativa. É preciso retirá-la”, explicou. O representante da TEPCO afirmou que essa operação, que vai durar cinco dias, não terá consequências para a saúde. Parte da água contaminada procedente do reator 2 é jogada no oceano por uma brecha de 20 centímetros descoberta em uma fossa situada acima do nível do mar. “Não houve mudanças significativas na quantidade de água que vaza. Não

conseguimos o principal objetivo de conter o vazamento de água”, disse o porta-voz da TEPCO. Enquanto continuava a corrida contra o relógio para impedir uma catástrofe incontrolável na usina de Fukushima Daiichi, os funcionários japoneses que acompanham as negociações internacionais da ONU sobre o clima sugeriram que o Japão poderá revisar para baixo suas metas de redução das emissões de carbono. O acidente nuclear obrigará o Japão a revisar a sua ambiciosa meta de reduzir em 25% as emissões de CO2 antes de 2020, em comparação com o nível de 1990, segundo informações da imprensa. Essa meta pode ser revisada, declarou Hideki Minamikawa, vice-ministro japonês do Meio Ambiente, em Bangcoc. No campo econômico, aumentam os temores de uma crise ainda maior do que se esperava. Uma pesquisa feita nesta segunda-feira sugere que o golpe pode ser massivo. O Banco do Japão indicou que, segundo a pesquisa trimestral Tankan, a previsão da confiança das importantes empresas manufatureiras japonesas para o trimestre de abril a junho cairá a 2 pontos, levando-se em consideração os efeitos do terremoto e do tsunami, contra +3 para as empresas consultadas antes da tragédia.

A VOZ DE PORTUGAL

gestão de resíduos e foram encerradas instalações a 38 operadores nas mais de 1.000 acções de inspecção realizadas desde o arranque da ‘Operação Resíduos’. Segundo dados do Ministério do Ambiente, desde Dezembro de 2009 – altura em que começou esta mega-fiscalização às empresas de resíduos – cumpriram-se 1.052 acções de inspecção, em 185 não foram detectadas infracções e houve 113 casos corrigidos. “Em muitos casos foram instaurados processos de contra-ordenação e/ou emitidas ordens para regularização da situação de ilegalidade”, acrescenta a tutela. Os dados, apurados até meados de Março, indicam ainda que três operadores de gestão de resíduos ficaram com as licenças suspensas e a outros dois a licença foi mesmo revogada. Três operadores viram material seu apreendido no âmbito da ‘Operação Resíduos’ e nos casos de reincidência foram feitas cinco apreensões de veículos pesados de transporte de mercadorias/contentores e duas máquinas retroescavadoras. Os dados oficiais dão ainda conta de uma detenção em Sintra.

Governo nega tudo

O

secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros garante que apenas uma nomeação foi feita após a demissão do primeiroministro, dizendo que todas as 156 nomeações e promoções publicadas após essa data foram assinadas antes. “É completamente falso” que tenham sido feitas 156 nomeações depois de 23 de Março, afirma João Tiago Silveira, negando que, apesar de demissionário, o Executivo PS tenha contratado e promovido aqueles 156 funcionários.


4 NOTÍCIAS DOS AÇORES E DA MADEIRA

Há 20 anos nas generalidades João Rocha

A

certaram: iniciei a carreira profissional a 1 de Abril de 1991, no “Diário Insular”. Também no dia de petas, sete anos mais tarde, ingressei nos quadros da “A União” e por cá ando.

Mesmo longe de ser brilhante a Matemática e também despassarado com as efemérides, dei conta que laboro no jornalismo há precisamente 20 anos. Sou do tempo em que só existiam telefones com fios, os computadores não albergavam a Internet, as máquinas fotográficos eram de rolo, o correio seria tudo menos electrónico e as moedas e notas valiam escudos. Fisicamente aprendi a jogar com a relatividade. Houve cabelo em debandada da cabeça, mas tenho colegas que continuam carecas. O peso é quase o mesmo e estabilizei a altura nos 1,84 metros. Enfim, não terei ficado menos bonito, até porque tenho a vantagem de ser feio. A minha secretária mantém o habitual estado de sítio e perdi

Arménia Teixeira

Advogada O’Hanlon Sanders Teixeira 4460, rua Sherbrooke Oeste Westmount, QC, H3Z 1E6 Tel. 514-985-0965 Fax: 514-985-0005 4999, boul. Saint-Charles, bur. 200-A Pierrefonds, QC, H9H 3M8 Fax: 514-624-8632

toda a esperança quanto à estética na caligrafia. Pelo ângulo profissional, recordo, em termos regionais, a mudança do PSD para o PS na governação. Mirando Angra, lembro-me da bela baía destroçada pela marina, a existência de um só hotel, a Praça Velha sem esplanada e discussão, mas com bancos com costas e engraxadores. No desporto, pouco ou nada mudou. O Porto ganhava quase sempre e o Sporting, para mal dos meus pecados, estendeu as derrotas às eleições. Numa projecção futurista, espero ser surpreendido com duas notícias verdadeiramente bombásticas: a compra da dívida pública portuguesa por uma associação de mendigos e Paulo Futre a expressar-se fluentemente em chinês. Sem querer fulanizar a questão, pagava para lançar o seguinte título: É oficial, sou milionário. Fixando-me no presente, continuo a gostar muito do que faço e do cheiro a tinta nas folhas do jornal. Brigo e rio com os colegas e exercito, o máximo possível, o prazer de fustigar assessores de imprensa e seres similares. Agradeço, do fundo do coração, a todos que me ajudaram e aturaram ao longo desta caminhada. Escrevi cerca de 400 crónicas Sou capaz de afirmar que adquiri um certo know-how na profissão. Vou mesmo arriscar: alcancei o estatuto que qualquer jornalista garboso aspira – o do especialista em generalidades. E, genericamente escrevendo, dou-me por feliz.

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6 DE ABRIL - 2011 Os Açores e as suas gentes

A unidade ‘Caçadores2’ embarcou para S. Miguel

O

António Vallacorba

Com o apoio da sinopse de efemérides

batalhão de voluntários da rainha e o ‘Caçadores 2’ embarcaram a 6 de Abril de 1832 para a ilha de São Miguel. No dia 4 de Abril, aniversário natalício da rainha, o Duque de Bragança mandou reunir, no campo do Relvão, toda a tropa que guarnecia a ilha, passando-a em revista sob o seu comando. Ordenou as salvas do estilo às quais corresponderam as fortalezas e navio de Guerra fundeados na baía. Em seguida, dirigiuse Sua Majestade Imperial para a Igreja da Sé onde assistiu a um solene ‘Te-Deum’ precedido duma eloquente oração, proferida pelo padre Marcos Pinto Soares Vaz Preto, capelão da sua casa. Passou em revista no dia seguinte, em ordem de marcha, aos batalhões de voluntários da rainha e ao nº 2 de Caçadores que manobraram sob as suas ordens. No dia 6, pelas 9 horas da manhã, formavam estes batalhões no largo campo do Relvão onde afluiu grande número de povo, seguindo depois em marcha para o cais de embarque, acompanhados pelo Duque de Bragança que a tudo assistiu, soltando vivas à rainha D. Maria II e à Carta Constitucional, a que a tropa e o povo correspondiam entusiasticamente. E lá partiram para a Ilha de São Miguel. D. Pedro embarcava pelas 3 horas da madrugada no dia seguinte no vapor ‘Superb’, com o Conde de Vila Flor e seus ajudantes de campo, para a Ilha do Faial, onde mandara organizar um arsenal de marinha. Ali chegou pela uma hora da tarde, sendo-lhe prestadas as honras reais. As forças desembarcadas em São Miguel aguardavam ali a chegada de D. Pedro para a sua partida para o Mindelo, onde se haviam de bater.


6 DE ABRIL - 2011

Quebeque promove os alimentos locais

U

ma nova campanha foi lançada pelo ministério da Agricultura a fim de pôr em valor os alimentos produzidos no Quebeque. O ministro Pierre Corbeil defende-se bem de querer forçar o consumidor nas suas escolhas, mas espera no entanto influenciar mais pessoas a, regularmente, optarem por produtos do Quebeque. Durante as campanhas, o consumidor foi convidado a pôr o Quebeque “no seu prato”. Do parecer do ministro, esta chamada não somente foi ouvida, como as pessoas foram sensibilizadas à importância da compra local, para os produtores daqui. Pierre Corbeil considera que durante os três últimos anos, o número de alimentos certificados por Aliments Québec passou de 4000 a mais de 12000. De acordo com ele, fazer o gesto de escolher os seus produtos é uma maneira de reforçar a economia e de ajudar a indústria alimentar. A compra local diminui igualmente a destabilização ambiental, diminuindo a utilização do transporte e por conseguinte, dos gases com efeito de estufa.

Desjardins aumentará o pagamento mínimo com Visa

coordenação de miguel félix -

Montreal regista um excesso de 192 milhões para 2010 U m Inverno excepcionalmente com pouca neve, uma decisão abonatória do Supremo Tribunal e uma redução consistente das despesas, eis a receita utilizada pela administração Tremblay, para terminar o ano 2010, com um confortável excesso de 192 milhões de dólares. Trata-se do maior excesso há mais

de uma década, após um ligeiro défice de 500.000$ o último ano. Este balanço “é em parte circunstancial”, AvrilAlan 2011de Sousa, o Vice-Presidente do Coreconheceu 1/2 page mité executivo dacmyk Cidade de Montreal, que apresentou o relatório financeiro. A vitória de Montreal no Supremo Tribunal, relativa a um litígio de impostos

O

movimento Desjardins aumentará o pagamento mínimo mensal sobre as suas cartas de crédito, no âmbito de uma série de iniciativas destinadas a promover a educação financeira. A presidente da instituição financeira, Monique Leroux, anunciou que os detentores de cartas emitidas por Desjardins deverão pagar 5% do seu saldo, a partir de Outubro, em vez dos actuais 3%. “Queremos conduzir este saldo mínimo para um montante de 5% a contar deste Outono e após um período de transição, de maneira a conduzir uma gestão talvez mais responsável do crédito”, disse. “Porque é evidente que, se reembolsar apenas 3%, demorará muito tempo antes que chega a reembolsar, por exemplo, 1000 $ de dívidas” acrescentou. Desjardins tornar-se-á assim o emissor de carta Visa cujo pagamento mínimo será mais elevado no Canadá. Este aumento afectará contudo um número limitado de 4 milhões de detentores de cartas de crédito Desjardins, ou seja menos de 1% deles, que mensalmente pagam apenas o mínimo.

5

fundiários com a Sociedade de Rádio-Canadá e o Porto de Montreal em Abril passado, rendeu-lhes 54,2 milhões, um contributo imprevisto, mas, não recorrente. As fracas precipitações de neve no último mês do ano 2010, permitiram poupar 33 milhões. Além disso, o vigor inesperado do mercado imobiliário de Montreal, permitiu à Cidade de encaixar 27 milhões a mais que o previsto, em direitos de mutação. Alan de Sousa, contudo, quis moderar o apetite dos que esperam ver este excesso transformar-se em baixa de impostos fundiários. Dos 192 milhões, é necessário deduzir três montantes que não foram precisados: o défice do orçamento de aglomeração, um montante para equilibrar o orçamento de 2011 e a parte das freguesias para os excessos que eles mesmos geraram. “Permanecerão apenas 14 milhões, que vamos pôr na nossa reserva de 45 milhões. Bem, 14 milhões, sobre um orçamento de 4,5 mil milhões, é mínimo. Não se pode reduzir os impostos sobre acontecimentos circunstanciais como os dos quais aproveitámos em 2010”.

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Ponte Champlain: milhares de cabos de aço galvanizado

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M

ilhares de metros de cabos de aço, correm ao longo das estruturas de betão da ponte Champlain, ao longo das vigas, transversalmente, de uma extremidade à outra das cabeças de pilares. Sobre os lados, cabos de aço formam “bestas” que aliviam as vigas de uma parte do peso, dos milhares de camiões que passam cada dia, sobre a ponte mais utilizada no Canadá. Com o objectivo de fazer reparações, a sociedade federal das Pontes Jacques-Cartier e Champlain (PJCC) fez instalar 56 captores que transmitem por fibra óptica, dados sobre o comportamento de certos componentes da ponte, à passagem de veículos pesados. No caso de superação crítica, o sistema é programado para alertar por telefone celular os responsáveis desta vigilância. Até agora, nenhum alerta foi transmitido. A oxidação corrói a ponte Champlain do interior. “Depois de 50 anos, ‘a bruma de sal’ que envolve a ponte no Inverno, infiltrou-se até ao interior das vigas e corroeu os cabos de aço que asseguravam a resistência. De acordo com os relatórios produzidos para PJCC pela firma Delcan, tornados público há duas semanas, as vigas laterais, de cada lado da ponte, e, as vigas sobre as quais se apoiam, sofreram os prejuízos mais importantes, e são tão sérios, que o risco de um desmoronamento total ou parcial de um espaço entre duas vigas não pode ser afastado”.

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A VOZ DE PORTUGAL


6 ECONOMIA / POLÍTICA

Comentário Semanal de Economia e Mercados

Semana de 28 de Março a 1 de Abril Economia Europeia – Terão os dados da semana passada trazido consigo a pólvora necessária para disparar o canhão do BCE? a semana que antecedeu a realização de mais uma Reunião de Política Monetária do Banco Central Europeu (BCE), que decorrerá no próximo dia 7 de Abril, os dados macroeconómicos conhecidos vieram, de um modo geral, exercer uma pressão adicional sobre a Autoridade Monetária, no sentido de esta poder, já nesta reunião de Abril, concretizar a subida de taxas de juro que havia sinalizado na reunião anterior. Primeiro, os indicadores de Actividade continuaram a revelar-se consistentes com uma manutenção da recuperação económica em curso e, no arranque do ano, a um ritmo elevado. O Indicador de Sentimento Económico encontra-se a sinalizar uma expansão em cadeia do PIB de 0.8%, no 1ºT2010, um valor que poderá, mesmo, concretizar-se, designadamente depois de a economia ter crescido menos do que o esperado, no 4ºT2010 (+0.3%), afectada pelas condições climatéricas adversas então sentidas, sendo agora expectável uma certa recuperação. Segundo, os dados sobre o Mercado Laboral continuaram a sustentar a ideia de inversão de ciclo. A Taxa de Desemprego diminuiu 0.1 p.p., em Fevereiro, para 9.9%, depois de se ter mantido nos 10.0% nos três meses anteriores, ao passo que as leituras de Março das Expectativas dos Empresários e dos Consumidores continuaram a sugerir a continuação da melhoria desde mercado. Finalmente, os indicadores de Preços evidenciaram uma intensificação das pressões inflacionistas superior à esperada. A Inflação terá acelerado de 2.4% para 2.6%, sendo de realçar, também, a nova forte aceleração observada pelas Expectativas de Inflação dos Consumidores (para um máximo desde Junho de 2008, quando a Refi Rate estava nos 4.0%), algo que o BCE tem vindo a referir ser primordial controlar – não apenas as dos consumidores, mas as de todos os agentes económicos –, para que a aceleração da Inflação não conduza a efeitos de segunda ordem, esses sim, passíveis de criar pressões inflacionistas a médio prazo, o horizonte relevante para efeitos de Política Monetária. É, assim, expectável que o BCE opte, efectivamente, por efectuar uma subida da Refi Rate, de 1.00% para 1.25%. Mesmo que não o faça já na próxima quinta-feira, o nosso cenário central, baseado quer nos vários discursos dos decisores da Autoridade, quer nas indicações dadas pelos nossos modelos do tipo Regra de Taylor, é de que seja efectuada uma subida de taxas no 2ºT2010, prevendo-se mais duas subidas (igualmente de 25 p.b.) até final do ano, levando a que a Refi Rate termine o ano nos 1.75%. No entanto, a verdade é que os referidos dados divulgados na semana passada trouxeram, também, aspectos que poderiam levar a Autoridade a optar por uma maior flexibilização da sua Política Monetária, ou seja, pelo adiar do início das subidas de taxas: i) a recuperação da Actividade continua a revelar-se geograficamente divergente; ii) o Mercado Laboral continua, ainda, muito deteriorado (a Taxa de Desemprego encontra-se apenas 0.2 p.p. abaixo do máximo desde Julho de 1998 observado em Outubro) e a recuperar de uma forma igualmente muito desequilibrada; iii) continuam as ser as Commodities as principais responsáveis pela aceleração dos Preços, mantendo-se a questão da adequabilidade do recurso à Política Monetária para combater pressões inflacionistas que decorram de “choques da oferta”. A estes factores junta-se um outro – os potenciais impactos sobre a recuperação económica mundial do recente terramoto no Japão –, o qual, estando ainda rodeado de bastante incerteza, poderia, pelo menos, legitimar um “esperar para ver” por parte do BCE. Rui Bernardes Serra e José Miguel Moreir

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O direito à imaginação é livre (1) Hélio Bernardo Lopes

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uas razões fundamentais determinaram a realização deste meu escrito: as palavras recentes de António Barreto, hoje claramente um homem ligado às ideias neoliberais, e as de Manuel Jacinto Nunes, que em tempos expôs a Salazar, e com toda a sinceridade e naturalidade, que não se identificava com os fundamentos doutrinários da Constituição de 1933 e com a sua aplicação na vida corrente do Estado. Com esta finalidade, terei de aqui historiar um pouco o modo como se chegou ao estado em que hoje se encontra o País, e os escolhos que se nos levantam para ao mesmo fornecer uma solução, estimando, naturalmente a sentimento, uma probabilidade para se conseguir um êxito por via de tal solução. Quando se pretende entender a realidade portuguesa, o primeiro dado que tem de ter-se em conta é a localização geográfica de Portugal: um país periférico, sem outros contactos terrestres a não ser com Espanha, o tal país de onde, nos termos de um histórico ditado popular digno de registo, nunca é de esperar bom vento nem bom casamento. Com uma área idêntica à da Dinamarca, Portugal tem metade da sua população e não possui o caráter de centralidade daquele país, envolto, como está, pela Suécia, Noruega e Alemanha, estando igualmente a poucas horas de vários outros. De resto, foi por essa mesma razão que a Dinamarca, num ápice, se viu envolta na II Guerra Mundial, ao contrário de Portugal, que escapou a uma tal saga. Estávamos aqui, longe do centro da Europa. Tenho dito, e já por várias vezes, que Portugal se viu invadido, ao longo da sua História, por países diversos, como se deu com a Espanha e com a França, mas nunca invadiu nenhum desses países nem qualquer outro. E nesses casos, invariavelmente, foi o recurso ao apoio inglês que permitiu a retoma da soberania. Recordo, a este propósito, uma inesquecível conversa na Praça do Restauradores com o meu antigo colega de liceu, Victor Jabouille, lamentavelmente já fora da nossa companhia, e que presidia, por essa altura, ao Conselho Diretivo da Faculdade de Letras de Lisboa. A dado passo, apontei-lhe o momumento que ali se encontra no centro, e dizendo-lhe: estás a ver ali, Batalha de Almeida… E logo dele recebi esta resposta rápida: mas a malta perdeu a batalha! Pois, também no prosseguimento desta batalha a inversão acabou por vir a ter lugar, já muito mais próximo de Lisboa, mas com a ajuda inglesa. Uma situação que se repetiu com uma frequência histórica reiterada. Por razões diversas, a verdade é que acabámos por aventurar-nos no mar, realizando a grande epopeia dos Descobrimentos. Não deixo, como é evidente, de ter por este feito um orgulho enorme, mas tenho dito, e também por vezes diversas, que tal feito nunca poderá valer só por si, mas também pelas repercussões que o mesmo teve sobre quem o realizou. Neste sentido, tenho dito esta graçola a diversos amigos ou conhecidos: a Terra é redonda, pelo que as nossas naus, tal como as dos restantes Estados, tiveram dois desfechos, ou foram ao fundo, ou aportaram a um qualquer lugar. Se, neste último caso, tais lugares não tivessem ainda recebido a visita de nenhum Estado europeu, bom tal descoberta passou a ser da nossa autoria, mas havia depois que mantê-la na nossa posse e promover-lhe o desenvolvimento. E foi

colabore com o nosso jornal A VOZ DE PORTUGAL

aqui que as coisas se perderam. Ao longo do tempo, e enquanto conservámos esses territórios, fomos extraindo dos mesmos especiarias diversas, que para aqui eram trazidas, e mesmo ouro e outras riquezas. Mas a verdade é que, dentro do que sei da nossa História, ao chegar aqui, já uma boa parte dessa riqueza se encontrava hipotecada. E, do ponto de vista político, a saga do Mapa Cor-de-Rosa mostrou bem, e ainda muito antes, o que Miguel Sousa Tavares nos relata no seu excelente, EQUADOR: Portugal não conseguia cumprir os seus compromissos, livremente estabelecidos com os outros Estados europeus com possessões em partes diversas do Mundo, mormente com a Inglaterra. Aquele binómio comportamental entre o governador, Bernardo Vasconcelos, e o cônsul britânico constitui para mim, indubitavelmente, uma medida do abismo que separa o nosso País da Inglaterra em matéria de vontade nacional. Uma tal realidade é uma natural consequência cultural da referida localização geográfica periférica do País. Ora, todo o nosso tempo constitucional, certamente com coisas boas, foi marcado por mil e uma vicissitudes, hoje já muito bem estudadas e conhecidas. Destas, merece uma referência a não deixar passar todo o tempo da I República, com as esperanças que concitou e com o modo como acabou por soçobrar, tendo lá pelo meio toda a convulsão social que se conhece, incluindo os diversos homicídios políticos e sem mais nem menos, mas também a nossa própria participação no primeiro grande conflito mundial, e apenas com a finalidade e garantir a continuação do Ultramar Português sob nossa soberania. Ao final, como se sabe bem, mau grado no situarmos do lado vencedor, nada recebemos do espólio dos vencidos. Seguiu-se o tempo da II República, que conseguiu pôr ordem a níveis diversos, que também realizou coisas bastante boas, mas que não nos retirou do histórico lugar que vinha de trás: a cauda da Europa. Aponta-se-lhe hoje a falta de liberdade plena, a proibição dos partidos e toda a parafernália necessária para conseguir um tal desiderato. Mas a verdade é que os portugueses, que não são, naturalmente, contra as liberdades, direitos e garantias dos nossos dias, já hoje apontam os partidos e os políticos com os responsáveis primeiros do estado atual das coisas, o que, tendo algum fundamento de razão, não é a principal causa do referido estado. Até que surgiu o Movimento das Forças Armadas, dando corpo à Revolução de 25 de Abril. Bom, lá regressou uma vastíssima gama de direitos, liberdades e garantias – como dizia Álvaro Cunhal, as mais amplas liberdades –, bem como os partidos políticos. Simplesmente, a coisa nunca funcionou completamente bem, que foi a razão de Portugal, por duas vezes, ter de recorrer ao Fundo Monetário Internacional. É verdade que, naquela parte estritamente formal da nossa vida política, mormente no respeitante às eleições, tudo funcionou bem, mas também o é que as expectativas dos portugueses no funcionamento da democracia se foram lentamente degradando. De resto, a adesão dos portugueses à democracia nunca foi coisa muito forte e omnipresente. Quem tenha já vivido, no mínimo, o mesmo que eu – mais de seis décadas –, terá percebido muito bem uma tal realidade. E não deixa de ser interessante constatar hoje que, logo desde o início do funcionamento desta nossa III República, se foi vendo o falhanço, em momentos fundamentais, do nosso Sistema de Justiça. Dois casos ilustram muito bem esta realidade: o atentado de Camarate e o caso das FP 25. Dois casos a que se podem juntar o caso de Macau, visto na sua globalidade, os diversos casos que foram surgindo em domínios da Saúde, o caso do Bolama, o do tal fundo militar ultramarino, por aí fora.


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COMUNIDADE

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Mário Silva abre Campanha N

o dia 26 de Março de 2011 o liberal Membro do Parlamento para a área da Davenport, Mário Silva lançou sua campanha para a sua reeleição nas 41º Eleições Federais do Canadá.

Davenport a visão da nossa comunidade e do nosso país, uma visão de compaixão, responsabilidade fiscal e carinho”, disse Mário Silva. O escritório da Campanha Mário Silva está localizado na 1411 Du-

representante em Otava”, afirmou Silva. Mário Silva foi eleito pela primeira vez como Membro do Parlamento pela área da Davenport em 2004 e foi reeleito em 2006 e 2008. Anteriormente, ele trabalhou com a comunidade como seu Conselheiro Municipal na cidade de Toronto e tem um longo historial de envolvimento comunitário e serviços à comunidade. “Vou continuar a lutar por aqueles que são mais vulneráveis, pelos residentes mais idosos que lutam para sobreviver e pelas famílias e os jovens que são o futuro da nossa comunidade e do nosso país”, continuou Mário Silva. Mário Silva deixou claro que ele vai continuar a lutar contra os cortes de impostos para grandes empresas do governo conservador e também contra o seu plano de desperdício em gastar $30 biliões de dólares americanos em aviões de caça. Ele mantém que esses biliões de dólares são mais bem gastos nas necessidades dos canadianos mais idosos, famílias e jovens. “Em vez de gastar biliões de dólares em aviões de caça ou de acolher uma cimeira do G-20 por um fim-de-semana que custou um bilião de dólares, três vezes mais do que este governo pretende gastar com os idosos, precisamos de uma liderança real que coloca os trabalhadores, famílias e idosos canadianos primeiro”, disse Silva. O escritório de campanha Mario Silva está aberto e todos os voluntários são encorajados a contactar o escritório e envolverem-se numa das eleições mais importantes e históricas do Canadá.

“O Nosso escritório está aberto agora, os nossos voluntários já estão a trabalhar e eu estou ansioso para compartilhar mais uma vez com o povo da área

fferin Street ao norte de Dupont Avenue. “Estou orgulhoso de meu registo de serviço ao povo da área da Davenport e do meu trabalho em seu nome como seu

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8 COMUNIDADE

Alex Câmara: “Voltei”

E de que maneira! H

á dias, na exuberante festa do Convívio dos Amigos da Vila de Rabo de Peixe, tive o prazer de estar e passar o serão com um dos nossos mais representativos talentos locais, o popular Alex Câmara, que me ofereceu o

António Vallacorba

seu mais recente CD, ‘Voltei’, quando o tornava acessível ao público em geral e tendo do respectivo custo contribuído cinco dólares, para a nobre causa da luta para vencer o cancro do seio. Convenhamos, não é todos os dias

que se proporciona a qualquer cronista sentar-se à mesma mesa juntamente com os seus pais, de um artista tão procurado e admirado, sendo para ale do mais, o artista convidado para actuar durante um super-espectáculo e ao mesmo tempo, num ambiente tão íntimo e familiar. ‘Puro ritmo, é como se poderá caracterizar ‘Voltei’, particularmente por via do seu penúltimo trecho, ‘Quando o Amor Vai’, deste último e feliz CD do Alex. Trata-se de uma gravação bilingue, contendo 10 canções, que abre com ‘This Is My Song’ e encerrando com ‘Pulsar dos Tambores’. Pelo meio, descobrem-se alguns dos seus maiores êxitos, com sugestivos títulos tais como ‘Vem Amigo’, ‘Deixa Ela Sonhar’, ‘A Primeira Rosa’, ‘Garden of Love’ e ‘O Amor Vai Voltar’; ‘Diz Que Me Amas’ ‘Legs And All’, ‘Quando o Amor Vai’ e, finalmente, o já citado ‘Pulsar dos Tambores’. ‘Quando O Amor Vai’… Tal como em muitos exemplos e em palavras como que escritas especificamente para o cantor, tem-se aí um grito de protesto de quando não se é mais amado, numa canção plena de ritmo, fulgor e voluptuosidade (sensualidade). Diria mesmo que são canções ‘pessoais’, as quais ao escutarem-se individualmente, logo se tornam ‘nossas’, como quase escritas exclusivamente para nós. E, claro, é algo muito

pessoal e que nos identifica diferentemente dos demais. Eis, pois, o que ‘Voltei’ vos propor-

ciona. Formidável! Parabéns, com votos de contínuo sucesso. Por óbvias razões, a comunidade necessita de mais jovens como o Alex, que a distingue sobremaneira localmente e se destaca com tanta dignidade e orgulho por outras cidades da diáspora portuguesa. Oxalá que apareçam outros jovens a imitá-lo.

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bém se protege sobre tudo o que declarou sobre a sua casa. Você poderá também relatar todos os trabalhos realizados na sua casa desde que é proprietário, e se tem facturas para apoiar os trabalhos efectuados, ainda melhor. A prova de facturas põe um comprador em inteira confiança. Se você não compreende as implicações deste documento, no momento da assinatura, peça a um dos seus filhos que estaja presente.

Pensamento da semana

«A maneira de ajudar os outros é provar-lhes que eles são capazes de pensar». Helder Camara A VOZ DE PORTUGAL


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A VOZ DE PORTUGAL Le plus ancien journal de langue portugaise au Canada

Grande Gala para festejar o aniversário do Jornal

anos

Domingo 1 de Maio às 12h NO Centre des congrès Renaissance 7550 BOUL. HENRI-BOURASSA E. Para celebrar os 50 anos da A Voz de Portugal, o mais antigo jornal em língua portuguesa no Canadá, organiza-se uma tarde de gala: toy

12H00 - COQUETEL E PETISCOS QUENTES E FRIOS 13H00 - ALMOÇO BEBIDAS REFRIGERANTES E VINHOS TINTO E BRANCO INCLUÍDOS durante o almoço CAFÉ - CAPPUCCINO - ESPRESSO CAFÉ REGULAR OU CHÁ

vencedor de Operação Triunfo, Jorge Portel “O Alentejano”

18H30 - UMA SURPRESA!

Lançamento do

Livro dos 50 anos do Jornal Novos preços: Com Almoço e espectáculo

60.00 Aniversários Adultos 15.00 Aniversários Crianças até 12 anos EO seu conjunto

Só espectáculo, a partir das 15h

20.00

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Não haverá bilhetes à porta

Para mais informações:

escritório: 514-284-1813 Telemóvel: 514-862-2319 Marta raposo

debbie pacheco

Escritório de representação

4245 Boul. St-Laurent Mtl, Qc, H2W 1Z4 Tél.: 514-281-0702


10 COMUNIDADE

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receita da semana

Quiche de Delícias do Mar e Atum

Dificuldade: Preço: Origem: Portugal

Ingredientes: Creme Fraîsche light; 1 embalagem de massa quebrada fresca; 8 palitos de delícias do mar; 1 lata de atum; 1 cenoura ralada; 1/2 cebola pequena; 4 ovos: Queijo Emmental ralado; 1 dl de leite; Sal e pimenta. Preparação: Bater os 4 ovos com 5 colheres de sopa cheias de creme fraîshe. Temperar com sal e pimenta e juntar o leite. Forrar a forma untada com azeite com a massa quebrada. Tapar o fundo da forma com o queijo Emmental ralado. Colocar por cima o atum, as delícias cortadas às rodelas, a cebola e a cenoura ralada. Deitar o preparado por cima e polvilhar com queijo emmental ralado. Colocar no forno a cerca de 160ºC, até estar sólido.

AGenda COMUNITária Vamos falar de poesia

Adelaide Ramos Vilela apresenta no 17 de Abril de 2011, pelas 13h00, no Hotel Holiday Inn-Montreal-Midtown, 420, Sherbrooke, O, Montreal, a sua mais recente obra poética, HORIZONTES DE SAUDADE. Reserve: 514-353-2701 ou 514-622-2702

Romaria de 2011 Sexta-feira Santa - 22 de Abril

Informa-se a comunidade portuguesa de Montreal que para inscrever-se à Romaria da Sexta-feira Santa, dia 22 de Abril, deve comunicar com o Mestre dos Romeiros, Duarte Amaral 450-625-7053, ou com o contramestre, Luis de Melo 514-844-4351.

11º campeonato de Sueca

A Associação Portuguesa do West Island organisa um grandioso jantar dançante para o 11º campeonato de sueca, no sábado 16 de Abril, pelas 19h00, com o tema do Futebol Português. 514 867-6426.

Baile da Pinha

O Clube Oriental Português de Montreal organiza o tradicional baile da Pinha no sábado 9 de Abril pelas 19h30. Ao mesmo tempo informamos que há jantares todas as sextas-feiras

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Como controlar (e lidar) com o ciúme N

ão consegue resistir a fazer cenas de cúme por tudo e por nada? Ou tem um namorado que a ofende constantemente porque não confia em si* Há quem defenda que, em doses moderadas, o ciúme pode ser um estimulante para a relação. Mas a fronteira entre o que é normal e o que é patológico pode ser muito ténue e ultrapassada, dando azo a situações de grande violência. “Sou uma ciumenta crónica. O ciúme tolda-me completamente o raciocínio”, confessa Rita Alexandra, 27 anos. Esta gestora de contas já deu consigo a imaginar o namorado em múltiplos cenários e a fazer contas de cabeça para saber onde ele esteve em determinado dia. “Um dia destes telefonei-lhe para casa e a mãe disseme que ele não tinha dormido em casa uma noite daquela semana. Fiquei maluca de ciúme e telefonei a uma amiga para desabafar. Uma hora depois aparece ele à porta, todo contente. Afinal tinha estado a ver o jogo do Sporting e... o pior é que me lembrei, depois, que a noite em que ele não foi dormir a casa da mãe foi porque a passou comigo.” Sentimos ciúme quando “receamos perder o nosso parceiro amoroso e a fonte de satisfação que a relação representa para a nossa vida afectiva e emocional. O ciúme traduz, então, o interesse no envolvimento, no compromisso e na manutenção do relacionamento amoroso”, explica Maria de Lurdes Leal, psicóloga e autora da tese ‘Ciúme Sexual - percurso para um delírio da infidelidade’. “Se não há razões para ter ciúmes, invento” Mas este sentimento pode atingir o limiar do doentio e dar origem à ruptura da relação. “O ciumento patológico duvida permanentemente da sinceridade e fidelidade do parceiro que, por isso, sofre um clima de suspeita constante. Dominado pelo medo terrífico de perder o parceiro para um rival, este ciumento controla os passos e restringe a liberdade do alvo de ciúme. Invade o seu espaço pessoal e a sua interioridade. Fere os seus sentimentos com acusações infundadas e, muitas vezes, insultuosas, e acaba por destruir o vínculo da relação amorosa”, explica a psicóloga. “Tive um namorado que acabou com tudo, porque já não aguentava os meus ciúmes. Às vezes sou mesmo impossível, tão chata. Sou muito ciumenta e manifesto-o sempre com discussão, ora porque ele está a olhar para aqui, ou para ali... Perco o controlo, apesar de depois voltar a mim. Pior: se não há razões para ter ciúmes, invento”, confessa Madalena Correia, 27 anos, técnica de informática. E vai mais longe: “Para mim é impossível imaginar uma relação sem ciúme. Quando deixo de ter ciúmes significa que o amor chegou ao fim.” “Ofendia-me, e chegou a levantar-me a mão” A grande questão, quando se fala de ciúme, é perceber qual o limite, para que este sentimento não se torne insuportável para ambas as partes. “O meu primeiro namorado era extremamente afectuoso. Era, mesmo, um doce de pessoa, sempre atento a tudo para me satisfazer. Mas, a certa altura, comecei a aperceber-me de algumas atitudes estranhas”, comenta Luísa Santos, 29 anos, professora. “Acompanhava-me para todo o lado e ainda me telefonava todas as noites.” Mas o pior estava para vir. “Ao fim de ano e meio de namoro estávamos entre amigos e, em conversa, um deles atreveu-se a mandar um piropo. Foi uma coisa completamente inocente, mas o Zé passou-se e fez uma cena horrível, chegando a ser agarrado pelos restantes amigos para que não se pegassem. Foi bastante constrangedor. A partir daí foi o descalabro. Ofendia-me, inventando situações que só existiam na cabeça dele, e chegou a levantar-me a mão. Foi a gota de água. Por muito que gostemos de outra pessoa, temos sobretudo de gostar de nós e de preservar o nosso bem-estar.” Para que a fronteira do suportável não seja ultrapassada, é fundamental que as pessoas se dêem conta dos A VOZ DE PORTUGAL

seus sentimentos e conversem sobre eles. “Se alguém começa por sentir um ciúme normal, mas não o assume, optando por ocultá-lo ou dissimulá-lo, vai permanecer vigilante, tenso, aflito, desconfiado, na procura constante da confirmação das suas suspeitas, o que compromete severamente a confiança e a comunicação autêntica entre o casal. Este ciúme provoca sofrimento em quem o sente, no parceiro que o suscita e sabota os fundamentos da relação amorosa, torna-se patológico”, defende Maria de Lurdes Leal. E, em casos extremos o ciúme pode levar ao crime, ou a actos tresloucados, como foi o caso noticiado nas televisões de um jovem de Viseu que queimou a namorada com ácido. O sal da relação... ou talvez não! Muitas pessoas defendem que o ciúme é, de facto, um tempero da vida amorosa. “Faz-me falta uma pitadinha de ciúme, para dar gostinho à relação”, considera Catarina Costa, 27 anos, secretária. A mesma opinião tem Luísa. “Os ciúmes, na medida certa, fazem bem ao ego. Afinal, se ele sente ciúme é porque me acha bastante boa e alvo dos desejos de outras pessoas. Mas o que é demais é moléstia.” Maria de Lurdes Leal clarifica estas ideias. “O ciúme é um ingrediente intrínseco das relações amorosas. Quando amamos alguém desejamos ardentemente manter-nos como único e exclusivo depositário do seu amor. Isto é, não admitimos repartir o seu amor com ninguém. A intrusão, na parceria amorosa, de um terceiro elemento é vista e sentida como uma forte ameaça à manutenção e qualidade da relação. Por outras palavras, a intromissão de um rival faz tremer os alicerces da nossa segurança afectiva e emocional.” E se os casos de homens ciumentos dão mais nas vistas, pela sua violência, ainda há muito a ideia de que são as mulheres quem mais ‘buzina’ ao ouvido dos seus companheiros, com dúvidas constantes. Porém, o ciúme parece ser mais uma questão de personalidade do que de género, como afirma a psicóloga. “Existe a crença bastante difundida de que as mulheres são mais ciumentas que os homens. Mas as investigações conduzidas acerca desta matéria não o sustentam. O que acontece é que a forma como se manifesta tende a ser diferente em função do sexo do ciumento. Duma forma geral as mulheres tendem a ser mais expansivas na expressão dos seus sentimentos em geral, e do ciúme, em concreto. Por sua vez, os homens são tendencialmente mais retraídos, usam de maior reserva nas suas manifestações emocionais. Como são menos expansivos, muitas vezes o esforço de contenção a que isso obriga gera uma tensão emocional de tal forma insustentável que quando ‘explodem’ protagonizam condutas extremamente violentas, que infelizmente constituem notícias demasiadas vezes.” Os perigos de fazer pirraça Apesar de todo o desconforto que este sentimento pode gerar, fazer ciúmes ainda é uma estratégia bastante utilizada por ambos os sexos. “Apercebi-me de que o meu namorado tinha ciúmes de um amigo comum. Comecei a tomar cada vez mais cafezinhos com esse amigo. Aproveitei-me da situação, porque ele, tal como muitos homens, tem a estúpida mania de me dar como segura”, revela Rita Alexandra. Mas, para Maria de Lurdes Leal, fazer ciúmes é, acima de tudo, um jogo de poder. “Quando alguém recorre a esta táctica, o que na realidade pretende, mesmo que disso não tenha consciência, é fomentar uma situação de disputa, de rivalidade, para recuperar, manter ou alcançar o controlo e o domínio na relação amorosa.” E a psicóloga vai ainda mais longe: “Pode até iludir-se acreditando que o seu objectivo é não perder o amor do seu parceiro, mas quem provoca ciúme na pessoa que diz amar não tem amor para oferecer, precisa, isso sim, de ser amado e para isso não hesita em recorrer a este tipo de manipulação.”


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CULTURA

Pérolas na Internet Manuel Carvalho

W

illiam Henry Gates III, (Seattle, 28 de outubro de 1955) mais conhecido como Bill Gates, é um magnata, filantropo e autor norte-americano, que ficou conhecido por fundar junto com Paul Allen a Microsoft, a maior e mais conhecida empresa de software do mundo em termos de valor de mercado.

5. Vender jornais velhos ou trabalhar durante as férias, não te diminui socialmente. Os teus avós, têm outra palavra para isso: chamam-lhe oportunidades... 6. Se fracassares, não é por culpa dos teus pais. Por isso, não lamentes os teus erros, mas sim aprende com eles. 7. Antes de nasceres, os teus pais não eram tão críticos como o são hoje.

Nova fase

disponível no Outono 2011

Gates ocupa atualmente o cargo de presidente não-executivo da Microsoft, além de ser classificado regularmente como a pessoa mais rica do mundo, posição ocupada por ele de 1995 a 2007, e em 2009. É um dos pioneiros na revolução do computador pessoal. (Wikipédia) Estes conselhos aos jovens estudantes, atribuídos a Bill Gates, chegam regularmente, desde há alguns anos, à minha caixa de correio electrónico. Podem ser díscutíveis mas é forçoso reconhecer que encerram uma boa dose de verdade e de pragmatismo. 1. A vida não é fácil. Acostuma-te a isso. 2. O mundo não se preocupa com a tua auto-estima. O mundo espera que faças alguma coisa útil por ele, antes de te sentires bem contigo próprio. 3. Não ganharás $ 6.000 por mês, mal saias da escola. Não serás vice-presidente de uma empresa, com carro e telefone ao teu dispor, sem antes teres conseguido comprar os teus próprios carro e telefone. 4. Se achas que o teu professor é exigente e rude, espera até teres um Chefe. Este, não terá pena de ti!

Só ficaram assim por terem de pagar as tuas contas, lavar as tuas roupas e ainda por cima, ouvir-te dizer que são “ridículos”. Por isso, antes de “salvares o planeta” para a próxima geração, ao quereres corrigir os erros da geração dos teus pais, tenta é limpar o teu próprio quarto! 8. A tua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Nalgumas escolas, já nem repetes o ano e dão-te todas as oportunidades que forem precisas para acertares. Bom, isto não se parece em nada com a vida real... Nela, se pisares o risco, estás despedido. Rua!!!! Por isso, faz tudo como deve ser logo à primeira. 9. A vida não se divide em semestres. Não terás sempre os verões livres e é pouco provável que os outros empregados te ajudem a fazer as tuas tarefas no fim de cada período. 10. A televisão não é a vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar de ir ao bar ou à discoteca, e irem trabalhar. 11. Sê simpático com os CDFs (aqueles estudantes que os outros julgam que são uns patetas). Há uma grande probabilidade de vires a trabalhar para um deles... A VOZ DE PORTUGAL

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12 EM DESTAQUE

6 DE ABRIL - 2011

Com eleições à vista CARNEIRO (21 de Março - 19 de Abril)

Amor: Sentir-se-á muito alegre e bem disposto. Aproveite bem este momento. Preocupe-se em ser bom e justo pois será feliz! Saúde: Esteja mais atento às suas necessidades fisiológicas. Dinheiro: Assuma com responsabilidade os seus compromissos profissionais. Honre a sua palavra. Pensamento positivo: Não desanimo perante as dificuldades nem desisto dos meus sonhos! Números da Sorte: 1, 18, 22, 40, 44, 49

TOURO (20 de Abril - 20 de Maio)

Amor: Fomente o entendimento com a sua cara-metade. Aposte no diálogo e na compreensão para revigorar a sua relação. Saúde: Consuma alimentos ricos em ferro. Dinheiro: Poderá enfrentar uma situação difícil no seu ambiente laboral. Procure estar longe dos conflitos. Pensamento positivo: eu sei que o momento mais importante da minha vida é o “agora”. Números da Sorte: 6, 14, 36, 41, 45, 48

GÉMEOS (21 de Maio - 20 de Junho)

Amor: Torne os seus sonhos em realidade, declarando o seu amor à pessoa que preenche o seu coração. Saúde: Semana sem grandes problemas ao nível da saúde. Mantenha o equilíbrio. Dinheiro: Avalie bem as suas potencialidades, pois as mudanças de ocupação estão favorecidas. Pensamento positivo: Agradeço a Deus a graça da Vida que se renova a cada dia. Números da Sorte: 7, 22, 29, 33, 45, 48

CARANGUEJO (21 Junho - 22 de Julho)

Amor: Contribua para a harmonia familiar com uma boa base de compreensão. Saúde: Avalie o seu estado de saúde de uma forma consciente. Procure o seu médico de família. Dinheiro: O seu desempenho profissional será recompensado mas não monetariamente. O reconhecimento será feito através de um diálogo incentivador. Pensamento positivo: Agradecer é sempre a melhor maneira de merecer! Números da Sorte: 8, 17, 22, 24, 39, 42

LEÃO (23 de Julho - 22 de Agosto)

Amor: Combine um jantar onde possa reunir todas as pessoas que são importantes para si. Ajudá-lo-á a sentirse melhor. Não troque o verbo Ser pelo verbo Ter. Saúde: Evite abusar do café, pois pode provocar-lhe fortes dores abdominais. Dinheiro: Mostre o que vale e será bem sucedido. Não tema demonstrar as suas verdadeiras capacidades. Pensamento positivo: Tenho o poder de corrigir os meus erros, porque sei que tudo tem solução. Números da Sorte: 3, 7, 11, 18, 22, 25

VIRGEM (23 de Agosto - 22 de Setembro)

Amor: Entenda os pontos de vista do seu par e procure entender que cada pessoa tem a sua própria personalidade. Saúde: Viverá momentos de grande agitação mental. Tire uma hora no final do dia para relaxar. Dinheiro: Dê mais valor às relações entre os colegas. O bom ambiente ajuda a aumentar a qualidade do trabalho. Pensamento positivo: Eu venço as dificuldades com determinação e coragem, eu sei que sou capaz! Números da Sorte: 1, 8, 17, 21, 39, 48

BALANÇA (23 de Setembro - 22 de Outubro)

Amor: Procure passar mais tempo com a sua família. Será benéfico para todos. Saúde: Tendência para algum mau humor e irritabilidade. Faça exercícios de auto-controlo. Dinheiro: Aprenda a ser um bom gestor das suas poupanças. Aos poucos irá ver a diferença na sua conta. Logo pela manhã pense nos deveres que tem a cumprir. Pensamento positivo: Eu sei que todos os dias são bons dias, por isso esforço-me diariamente para melhorar. Números da Sorte: 7, 11, 18, 25, 47, 48

ESCORPIÃO (23 de Outubro - 21 de Novembro)

José Carlos de Vasconcelos

I

remos para eleições com os partidos ou a dizerem a verdade e serem penalizados ou a mentirem, pelo menos mascararem a verdade, para ganhar votos. Vêm aí eleições, quando seriam menos desejáveis. O debate, na Assembleia da República, das várias moções de rejeição do PEC 4, foi um bom exemplo de: a) como todos atribuem as “culpas” aos outros, sem reconhecerem as próprias, que são muitas e de vários lados; b) uma sucessão de monólogos, quando é indispensável um autêntico diálogo; c) uma soma de posições contraditórias ou divergentes, que se juntam só para derrubar um Governo, num momento em que um país se encontra numa situação (quase?) desesperada; d) a condenação legítima, por parte do maior partido da oposição, da substância de propostas, mas sem apresentar alternativas, embora afirmando-se de acordo com as suas metas. No caso, até houve peças parlamentares, oratórias, de qualidade, por parte dos líderes parlamentares do PS, Francisco Assis, e do PSD, Miguel Macedo. Depois de cada um falar, o cidadão comum terá sido levado a concluir que a razão estava do seu lado. E a verdade é que ambos tinham uma parte dela; mas não tinham a outra... Ao não informar o Presidente,

e negociar com o PSD, o conteúdo do PEC 4, José Sócrates desencadeou a situação que o levaria a demitir-se. Ao recusar qualquer diálogo ou hipótese de a “sanar”, o PSD mostrou desejá-la ou admiti-la, apesar dos riscos e consequências. Consumada a demissão, o líder do PSD, com uma postura formalmente moderada e responsável, em relação à substância das medidas que preconiza já teve de se desdizer, quanto à subida de impostos, e de se contradizer, ao afirmar que a razão do voto contra o novo PEC foi “ele não ir tão longe quanto devia”. O que já suscitou críticas no seu partido. E assim iremos para eleições, com os partidos ou a dizerem a verdade sobre o que, se Governo, terão de fazer, sendo por isso penalizados; ou a mentirem, pelo menos mascararem a verdade, para ganhar votos. Face à sua prática anterior, não será difícil adivinhar que via escolherão. Nem adivinhar que a campanha eleitoral aumentará as divisões e a conflitualidade, sendo mais difíceis, depois dela, a convergência e os consensos indispensáveis para vencer a tormenta - aliás, só vencível com outra Europa, outro mundo, outro modelo económico e social que não esta selva em que hoje vivemos. Haverá esperança de mudarem a prática e não ser assim?

Coisas do corisco

C

omo é que vou entrar neste assunto..? Não é fácil, mas é necessário, porque estamos sendo… e aí é que vai talvez mexer com muita boa gente da nossa comunidade, mas pronto já é tempo de dizer certas verdades, comidos por tolos… Há muitas festas que se fazem na cave de certas Igrejas em que se junta muita boa gente portuguesa que, vou ser sincero, são servidos de uma maneira que não honra a nossa reputação de boa cozinha. A verdade é para ser dita, fora à parte algumas

Amor: Opte pela tolerância para resolver os seus problemas afectivos. Veja a tolerância como uma virtude. Saúde: Faça uma alimentação mais equilibrada. O seu organismo agradecer-lhe-á. Dinheiro: Semana muito favorável sob o ponto de vista profissional. O seu trabalho será reconhecido. Preocupe-se em ser bom e justo pois será feliz! Pensamento positivo: procuro ser tolerante para com todas as pessoas que me rodeiam. Números da Sorte: 4, 6, 7, 18, 19, 33

José de Sousa

festas que são organizadas por restaurantes portugueses e certas pessoas que sabem trabalhar nos fogões, há muitos aprendizes de feiticeiros – que digo eu –, cozinheiros e sai uma poção que, sendo feita por aprendizes, tem gosto a tudo, porque é mágica, só não é comestível... Eu sei do que estou falando porque já lidei um pouco nestas andanças mas, felizmente, sempre fiz questão de trabalhar com gente séria e que sabe o que faz. Não quero acusar ninguém em particular e o chapéu serve a quem servir, mas por favor honrem a nossa cozinha porque ela é simples e saborosa e não se esqueçam que nas nossas festas, muita gente não portuguesa está lá pela nossa cozinha e pela nossa música.

SAGITÁRIO (22 de Novembro - 21 de Dezembro)

Amor: Evite conflitos com familiares por causa de assuntos financeiros. Dê um passo de cada vez em prol da harmonia. Saúde: Sentir-se-á cheio de energia e vitalidade. Aproveite para praticar exercício físico. Dinheiro: Procure não exigir tanto dos outros, quando não dá o melhor exemplo aos seus subordinados. Pensamento positivo: sei usar a minha inteligência para alcançar os meus objectivos. Números da Sorte: 1, 8, 42, 46, 47, 49

CAPRICÓRNIO (22 Dezembro - 20 de Janeiro)

Amor: Trabalhe mais o seu lado espiritual. Os olhos são a janela da alma, procure que o seu olhar seja brilhante. Saúde: Procure fazer uma vida mais saudável. Alie a alimentação equilibrada à prática de exercício físico. Dinheiro: Uma promoção poderá recompensar o seu esforço. A partir de agora aja de forma a corresponder a este voto de confiança. Pensamento positivo: Procuro criar harmonia na minha vida todos os dias. Números da Sorte: 7, 13, 17, 29, 34, 36

AQUÁRIO (21 de Janeiro - 18 de Fevereiro)

Amor: Os laços familiares fortalecer-se-ão e a paixão vai tomar conta de si. Saúde: Ingira bastantes líquidos. Será uma excelente forma de combater o calor. Dinheiro: Rentabilize o seu dinheiro e invista em algo que lhe garanta amealhar alguns lucros. Precisa de alguma coisa? Procure-a! Pensamento positivo: O Amor alegra o meu coração. Números da Sorte: 5, 25, 36, 44, 47, 49

PEIXES (19 de Fevereiro - 20 de Março)

Amor: Um pequeno desentendimento poderá fazer com que ponha em risco uma amizade de longa data. Mantenha a calma. Você agrada a Deus quando pratica a caridade! Saúde: O seu descontentamento com a sua silhueta levá-lo-á a pensar, seriamente, em fazer uma dieta. Dinheiro: A sua força de vontade será determinante para ultrapassar um desafio profissional. Continue empenhado. Pensamento positivo: Acredito que tenho força para vencer todos os desafios. Números da Sorte: 1, 3, 24, 29, 33, 36

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†

13

Joaquim Bernardo da Silva 1937 - 2011

Faleceu em Montreal, no dia 31 de Março de 2011, com 73 anos de idade, Joaquim Bernardo da Silva, natural de Vidais, Caldas da Rainha, Leiria, Portugal, esposo de Maria Maximiano. Deixa na dor a sua esposa, seus filhos Joaquim, Abílio e Zélia, cunhados (as), sobrinhos (as), assim como restantes familiares e amigos. Os serviços fúnebres estão a cargo de: Alfred Dallaire | MEMORIA 1120, Jean-Talon Este, Montreal 514-277-7778 www.memoria.ca Eduino Martins O velório tem lugar hoje, quarta-feira 6 de Abril, das 14h às 17h e das 19h às 21h, e amanhã, quinta-feira, a partir das 9h30. Seguir-se-á o funeral, com missa de corpo presente, às 11 horas, na Igreja Santa Cruz. Irá a sepultar, em cripta, no Mausoléu St-Martin, em Laval. A família vem por este meio agradecer a todas as pessoas que, de qualquer forma, se lhes associaram neste momento de dor. A todos o nosso obrigado pelo vosso conforto. Bem Hajam.

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Nos nossos corações para sempre. Será celebrada uma missa em sua memória na sexta-feira 8 de Abril, às 18h30, na Igreja de Santa Cruz.

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A VOZ DE PORTUGAL Le plus ancien journal de langue portugaise au Canada

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Me. LUCIEN BERNARDO

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Me. EDUARDO DIAS

Em honra do meu querido pai Fez um ano no dia 19 de Março que uma luz se apagou dentro do meu coração e só ficou solidão. Pai, vieste para o Canadá, em 1957, um jovem homem cheio de sonhos. Muito trabalhaste, sempre à tua maneira, nunca te queixaste, até um dia, mais tarde, a tua companhia formaste: Les Couvreurs Augusto Moniz inc. Agora, depois de te ires embora, é que tenho escutado como foste uma legenda, muita gente tocaste, com tuas histórias e bondade. Às vezes, ainda penso que estás a falar comigo. Mas, com todo o silêncio, o meu coração começa a chorar. Ele chora de tristeza e solidão. Papá, tu eras o meu pai, o meu amigo e também o meu patrão. Às vezes olho para a porta para ver se te vejo entrar, mas na realidade, tu partiste para um mundo melhor, para poderes descansar, mas eu tenho a certeza de que um dia te vou encontrar. Papá, foste-te embora, mas agora vou lutar muito para continuar o que tu começaste. Adeus, desta tua filha que te adorava, e ainda te adora.

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14 DESPORTO

6 DE ABRIL - 2011 Sporting pelo poço abaixo

Figo vê F.C. Porto como um justo campeão

L

uís Figo considera que o F.C. Porto mereceu o título 2010/11, lembrando que numa prova de regularidade como o campeonato é complicado ganhar quem não tenha feito por isso. “Quando se trata de um campeonato, ganha aquele que merece, porque é uma prova de regularidade. E quando

o consegue quando faltam ainda algumas jornadas para o “terminus” do campeonato, é sinal de que foi superior em todos os aspectos e só há que felicitar e congratular todos aqueles que o tornaram possível”, afirmou o

Processo eleitoral foi uma vergonha e não deve acabar por aqui

ex-jogador numa visita à Escola Básica 2/3 da Bela Vista, em Setúbal, em declarações reproduzidas pela Agência Lusa. Para além do título dos dragões, Figo comentou a saída de Carlos Queiroz do comando técnico da selecção, criticando duramente os responsáveis da Federação. “O professor é uma pessoa pela qual eu tenho respeito. Não estou de acordo com todas as decisões tomadas por ele em todo este processo no comando da selecção nacional, mas acho que as pessoas têm de ser directas e honestas quando procuram um seleccionador novo e, também, quando o querem despedir”, afirmou. O antigo jogador de Sporting, Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão considera mesmo que não houve consideração pelo treinador durante todo o processo. “Quando necessitam de um treinador para dirigir a seleção nacional é o melhor do Mundo e, quando têm que o despedir, despedem-no da pior forma possível”, resumiu.

Andebol: Benfica Vettel pondera passa às “meias” aderir a greve Benfica venceu os sérvios do

O

Radnicki Kragujevac por 29-21, na Luz, e apurou-se para as “meias”

Esqui tem novo campeão

J

oão Pedro Lopes é o novo campeão nacional de esqui alpino, anunciou a Federação de Inverno de Portugal.

S

ebastian Vettel, campeão do Mundo de F1, disse ao jornal alemão Die Welt que pode haver uma greve de pilotos para protestar contra as novas regras, nomeadamente a introdução em 2011 de uma asa traseira ajustável. “Se a situação se agravar e se tornar perigosa, temos o poder de fazer entender a nossa posição”, avisou.

M

as é impossível não achar que ficou algo de muito mal explicado em toda a história. Quando toda a comunicação social avançou com a informação da vitória iminente de Bruno de Carvalho isso não resultou certamente de um delírio colectivo. Quando os apoiantes da lista C se dirigiram a Alvalade não foi por impulso de inspiração estelar. Mais: quando os próprios adversários reconheceram a derrota, em público e em sobretudo em privado, não estariam a integrar de livre vontade um qualquer número de circo. Soares Franco bem avisara, logo pela manhã, que a multiplicação de listas e soluções era sinal de divisionismo, mais que de vitalidade. É difícil, neste domingo de pós-guerra, imaginar o que espera o Sporting. Anuncia-se que Bruno de Carvalho pode impugnar o acto eleitoral; provavelmente outras listas movimentar-se-ão e não é de excluir, em tese, a possibilidade de o caso ir parar aos tribunais. Entretanto o clube pára. Ou pior: prossegue a sua queda teimosa por um poço negro abaixo, sem que se perceba exactamente onde está o fundo (não, não é um

A VOZ DE PORTUGAL

Alexandre Pereira (MF)

trocadilho fácil com fundos de investimento). Uma coisa é certa, e já o seria mesmo antes da reviravolta das cinco da manhã: um clube da dimensão que o Sporting quer manter não pode ter um processo eleitoral tão arcaico. É uma vergonha a primeira informação oficial sobre resultados ser prestada mais de oito horas - isso, oito horas! - depois de terem fechado as urnas. Mais: Bruno de Carvalho foi ao palanque acalmar os seus apoiantes numa altura em que era tão fiável a informação da vitória de Godinho Lopes como fora, nas longas horas anteriores, a sua própria. Não sei se o voto tem de ser electrónico ou de braço no ar. Sei que no século XXI isto não é admissível. Presumo que o processo eleitoral esteja muito longe de terminado. E temo que Godinho Lopes reúna muito poucas condições para um mandato estável e tranquilo depois de todo este nevoeiro. A não ser que a dupla Duque/Freitas opere um milagre e a nova equipa de futebol desate a ganhar jogos, na próxima época, como cão que pisa vinha vindimada.


6 DE ABRIL - 2011 Dragões vencem na Luz e arrecadam o 25º título da sua história - Líderes continuam invictos na Liga

FC Porto campeão nacional O FC Porto venceu o Benfica na Luz e sagrou-se campeão nacional da época 2010/11. Foi a segunda vez que os dragões comemoraram um título na casa dos encarnados – a primeira foi em 1939/40. No que toca a questões extra jogo refira-se que voltaram a registar-se incidentes antes do clássico começar.

A polícia teve mesmo de disparar, nas imediações do estádio, tiros de borracha sobre adeptos encarnados, que arremessavam pedras e bolas de golfe sobre adeptos portistas. No seguimento dessa acção houve várias detenções e feridos. No que diz respeito ao que interessa, que é o jogo, aos 8 minutos o FC Porto pôs-se na frente do marcador: Guarín tentou um centro na linha de fundo e a bola entrou entre Roberto e o poste. Ummonumental frango do guardião espanhol. O Benfica chegou ao

empate aos 17m, de penálti. Otamendi derrubou Jara e Saviola converteu o castigo máximo. Foi também de penálti, cometido por Roberto sobre Falcao, que o FC Porto se recolocou em vantagem, iam decorridos 26m. O autor do golo foi Hulk. Pouco depois da meia hora de jogo, os encarnados podiam ter empatado, mas Helton defendeu o remate de Saviola já dentro da área. Se na 1.ª parte a partida foi equilibrada, nos primeiros 25m da 2.ª o FC Porto foi superior ao Benfica, mas por culpa dos da casa. Os dragões dispuseram de duas ocasiões para marcar depois de perdas de bola dos encarnados: primeiro foi Javi García que perdeu para Moutinho, este abriu em Falcao, mas Roberto defendeu; depois Sidnei errou mas o colombiano, na cara de Roberto, atirou ao lado. Aos 70m, Otamendi foi expulso e o Benfica melhorou, apesar de Cardozo, que tinha entrado na 2.ª parte, também ter sido expulso. Só que na grande oportunidade de empatar e adiar o título do FC Porto, Gaitán, nos descontos, atirou ao poste. Por isso, parabéns ao FC Porto, que até pode terminar a época invicto.

A VOZ DE PORTUGAL

DESPORTO

15

1ª liga - LIGA zon SAGRES 1-FC Porto 2-Benfica 3-Sp. Braga 4-Sporting 5-V. Guimarães 6-Nacional 7-P. Ferreira 8-Marítimo

71 55 40 39 34 34 33 31

9-Rio Ave 10-U. Leiria 11-Beira-Mar 12-Olhanense 13- Académica 14-V. Setúbal 15-Naval 16-Portimonense

30 30 29 28 28 24 20 19

RESULTADOS

próxima jornada

Sexta-feira (1 Abril) U. Leiria 1-3 Marítimo Sábado (2 Abril) Académica 1-0 Portimonense Beira-Mar 1-2 Sp. Braga Domingo 3 Abril) Rio Ave 2-0 V. Setúbal Olhanense 1-3 Naval V. Guimarães 1-1 Sporting Benfica 1-2 FC Porto Segunda-feira (4 Abril) Nacional 1-0 P. Ferreira

Sexta-feira (8 de Abril) Marítimo-Nacional 15:15 Sábado (9 de Abril) Sporting-Académica 15:15 Domingo (10 de Abril) V. Setúbal-U. Leiria 11:00 P. Ferreira-Rio Ave 11:00 Beira-Mar-Olhanense 11:00 Portimonense-FC Porto 13:15 Naval-Benfica 15:15 Segunda-feira (11 de Abril) Sp. Braga-V. Guimarães 15:15

Taça de Portugal 1ª Mão

V. Guimarães - Académica FC Porto - Benfica

1-0 0-2

2ª Mão

0-0 19/04

LIGA ORANGINA 2010/2011 1-Oliveirense 2-Feirense 3-Trofense 4-Gil Vicente 5-Arouca 6-Leixões 7-Aves 8-Estoril

39 39 38 36 33 32 32 32

9-Santa Clara 10-Moreirense 11-Belenenses 12-Freamunde 13-Penafiel 14-Fátima 15-Varzim 16-Sp. Covilhã

RESULTADOS

próxima jornada

Estoril 2-2 Trofense Oliveirense 0-1 Feirense Belenenses 3-0 Freamunde Varzim 1-1 Leixões Penafiel 0-0 Aves Gil Vicente 3-0 Santa Clara Moreirense 1-1 Sp. Covilhã Fátima 1-0 Arouca

Santa Clara-Oliveirense Arouca-Penafiel Feirense-Varzim Freamunde-Fátima Sp. Covilhã-Belenenses Leixões-Estoril Gil Vicente-Moreirense Trofense-Aves

Apuramento Euro 2012 Resultados jogos amigável Portugal 2-0 Finlândia Portugal 1-1 Chile Apuramento do Euro 2012 Portugal VS Noruega Chipre VS Portugal Portugal VS Islândia Dinamarca VS Portugal

2011-03-29 2011-03-26 04-06-2011 02-09-2011 07-10-2011 11-10-2011

31 29 27 27 26 22 22 22


6 DE ABRIL - 2011

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