6 DE JANEIRO DE 2010
ANO 50
A VOZ DE PORTUGAL
GRELHADOS SOBRE CARVÃO
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Le plus ancien journal de langue portugaise au Canada
8261 BOUL. ST-LAURENT Prop.: Elvis Soares
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Ano Novo, vida nova
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odos os anos, na passagem do velho para o novo ano, as pessoas fazem resoluções. Há o estafado desejo de, “vou deixar de fumar” ou, “vou emagrecer uns quilos”, ou então há os que pensam em muitas aventuras como; aqueles que se lançam de um avião agarrados a um pára-quedas, outros que se precipitam do alto de uma ponte ao melhor estilo do bungee jumping, tenham eles a idade que tiverem, verdadeiros intrépidos aventureiros. Claro que desafios como estes são só para alguns dos mais destemidos, e não estão entre as preferências da generalidade dos mortais, muito embora, admita-se, a aventura não escolhe idades – até porque estão em voga, as viagens-experiência, radicais ou não, estão abertas a qualquer um, podendo-se escolher entre muitas actividades que vão desde caminhadas às canoagens e no Inverno temos o gelo e a neve para nos divertirmos en plein air. Todavia, no que se refere à saúde e ao bemestar físico, não convém contrair qualquer tipo de indicação médica, porque a “emoção” dos 20 não é a mesma aos 60 ou 70 anos de idade, e, por isso, o melhor é não apanhar grandes sustos ao fazer esforços exagerados... para bem da “máquina”... que é quase perfeita. Eis algumas das actividades à medida de quem gosta de aventuras... com moderação! As caminhadas por paisagens campestres são um exercício físico suave e bastante agradável. Vulgarmente apelidadas de trekking, são uma excelente opção para quem optou por uma vida saudável, acima de tudo por ser uma das actividades físicas mais completas, a que se alia a possibilidade de contacto directo com a Natureza à medida que o passeio avança. Benefícios para a saúde: segundo os médicos de família, reduz o risco de ataques cardíacos; reduz a tensão arterial e o colesterol; ajuda a controlar o peso; combate a osteoporose; aumenta a orientação, a flexibilidade, a força e a coordenação motora. Obrigatório: levar na mochila água Continuação na página 2
Façamos! F
açamos do ano 2010, o ano da protecção do património português em Montreal e suas regiões. Acabamos de ultrapassar com a Festa dos Reis, o último episódio que nos transporta a dois milénios atrás sem observar perda de entusiasmo ou confraternização. Daí, portanto, pensar não ferir delicadas sensibilidades, se relembrar nestas linhas, algumas das ideias que afloraram em épocas passadas, com o intuito de salvaguardar a portugalidade vigente nestas paragens. Por diversas razões— quase sempre as mesmas— esses esforços de alguns bem intencionados ficaram-se pelo caminho. Como cada vez mais se torna tortuosa a caminhada que se projecta no horizonte, talvez não seja totalmente má ideia de reflectir sobre hipóteses ou alternativas, analisando frontalmente as problemáticas inerentes sem as esconder debaixo do tapete. Partindo do princípio de que uma boa vida tem como base o sentido daquilo que pretendemos para nós em cada momento e daquilo que realmente vale como objectivo a atingir, deveremos
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Ver Páginas 14 e 15
então, circunscrever as grandes ideias na perspectiva do possível. E elas existem, as possibilidades. Bastará ostracizar vaidades pessoais e colocar o esforço em realizações do indispensável, para a continuação do nome português no novo mundo. Todos sabemos das dificuldades com que se debatem grande parte dos nossos comerciantes bem como, os dirigentes do meio associativo. Toda a gente encontra razões mas não se avançam soluções. E dia a dia a situação agravase. Há anos atrás, avancei a ideia duma associação de comerciantes, baseada na compra em conjunto dos diversos artigos, para diminuição dos custos e poderem assim aproximar-se dos preços praticados nas grandes superfícies. Para isso a Caixa de Economia, segundo moldes a estabelecer, poderia servir de garante aos fornecedores e toda a gente ganharia. Por outro lado, a ideia há anos lançada para a criação duma Câmara de Comércio Portuguesa (chegou a existir um “baptismo” que não foi longe), continua a ser primordial a organização de eventos a nível Mostipara Mondiale 2000 1 octobre 2008 local e provincial, a fim de relançar para A Voz de Portugal
a ribalta o que por cá existe e o que de lá poderia vir. No campo associativo, conhecem-se as dificuldades das direcções de vários organismos, para se manterem em flutuação. Falta de membros, falta de pagamento de quotas de muitos outros, falta de participação e falta de interessados em arcar com as responsabilidades das direcções. Será talvez ocasião de voltarmos um pouco ao passado. Não como sofá onde se repouse a relembrar tristezas, antes como trampolim para o novo decénio. Parece certo o facto de haverem muitas associações que se disputam a mesma clientela. Porque não, então, fundir as interessadas num só organismo comum, onde cada qual teria um ou mais representantes na direcção e que organizariam actividades em conjunto e, de quando em quando, uma especial dedicada ao Dia de cada um dos grupos aliados? Poderia chamar-se a Federação dos Organismos Portugueses e desse modo garantir uma certa vivacidade colectivista. Talvez se pudesse caminhar para o estabelecimenContinuação na página 2
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