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Jornal Sporting n.º 4071

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UM NOME ETERNO, UM LEGADO QUE

CONTINUA

AURÉLIO

PEREIRA DEIXOU UMA HERANÇA QUE PERMANECE VIVA, INTOCÁVEL E INSPIRADORA.

Um ano após Aurélio Pereira nos ter deixado, o Sporting Clube de Portugal presta-lhe uma homenagem que transcende o simbolismo: a primeira edição do Torneio Aurélio Pereira.

Mais do que uma competição, este torneio nasce como um tributo àquele que foi, indiscutivelmente, uma das figuras mais marcantes da História do Sporting CP.

Falar de Aurélio Pereira é falar da essência da formação verde e branca. É recordar um homem cuja visão, dedicação e sensibilidade para o talento moldaram gerações de jogadores que viriam a marcar não só o Clube, mas também o futebol português e internacional.

Este torneio carrega consigo um peso emocional inevitável. É  memória, é saudade, mas é sobretudo continuidade. Porque o legado de Aurélio Pereira não se mede apenas nos nomes

sonantes que descobriu, mas na cultura de formação que ajudou a construir – uma cultura baseada no rigor, na paixão e na crença inabalável no talento jovem.

Ao reunir jovens promessas sob o nome de quem tanto fez por elas, o Sporting CP reafirma a sua identidade. Relembra que a formação não é apenas um pilar estratégico, mas uma verdadeira marca do ADN do Clube.

Nesse sentido, o Torneio Aurélio Pereira é também um compromisso com o futuro – um futuro que continuará a honrar os princípios que o “Senhor Formação” tão bem defendeu.

Aurélio Pereira deixou uma herança que permanece viva, intocável e inspiradora. Porque há nomes que não se apagam – transformam-se em eternidade. E Aurélio Pereira é, para sempre, um deles.

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MAFALDA BARBOSA

HOMENAGEM

NA LOJA DO MESTRE AURÉLIO NASCERAM OS MELHORES

DO MUNDO

COMEÇOU NA FORMAÇÃO DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL COMO JOGADOR, MAS FOI COM OS SEUS MÉTODOS PEDAGÓGICOS E VISÃO PARA CAPTAR CRAQUES QUE AURÉLIO PEREIRA ACABOU POR TRANSFORMÁ-LA NUMA DAS MAIORES REFERÊNCIAS DO FUTEBOL MUNDIAL. UM ANO DEPOIS DA SUA PARTIDA, A MARCA DO “SENHOR FORMAÇÃO” PERMANECE VIVA E O JORNAL SPORTING RECORDA O SEU PERCURSO, A SUA HISTÓRIA E O SEU LEGADO.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: Centro de Documentação – Museu Sporting

Antes de ser o nome e a referência que hoje representa, Aurélio Pereira foi apenas um miúdo de bola nos pés. A entrar na sempre espinhosa fase da adolescência, o jovem de 14 anos deu os primeiros toques nos então ‘principiantes’ do Sporting Clube de Portugal, orientados por José Travassos.

Terá sido dos ensinamentos e inevitáveis raspanetes do ‘Zé da Europa’ que Aurélio bebeu as primeiras importantes lições. Isso deu a entender, pelo menos, nas muitas referências que ao seu mestre, com palavras elogiosas e um respeito palpável, foi fazendo ao longo da vida. Dele e de Juca, que o treinou duas temporadas depois, numa equipa de juniores onde um tal de Vítor Damas começava a despontar. “O senhor Travassos tinha muita paciência para ensinar os miúdos”, contou, em 2016, em entrevista ao Observador, algo que dele tantos craques dizem também Ali, naquele ano de 1961, entre treinos e jogos começava uma ligação inquebrável e familiar ao futebol. Apesar de o talento de Aurélio, como cedo se revelou também, ser outro.

“Foi um amor eterno ao Sporting CP, onde entrou com 14 anos e eu com 13. Posteriormente, prossegui uma carreira mais longa e fui campeão nacional [de seniores]… foi uma paixão que partilhámos”, recordou Carlos Pereira, antigo lateral-direito e treinador-adjunto do Clube, visivelmente emocionado no velório do seu irmão e companheiro de vida, que morreu há um ano, a 8 de Abril de 2025. Já antes, o antigo futebolista, que além da dobradinha em 1973/1974 conquistou também uma Taça de Portugal na temporada anterior, explicara como começou a carreira dos

irmãos Pereira de verde e branco.

“O nosso pai deu-nos uma educação muito rígida e sempre nos transmitiu a ideia de que o mais importante era a escola. Confesso que nunca pensei que ele nos desse autorização para jogar no Sporting CP”, disse em 2013, numa entrevista aos meios de comunicação verdes e brancos. Foi o ‘dedinho’ de um tio a mudar, de forma indirecta, o destino do futebol português. “Tivemos a sorte de termos um tio que era um grande Sportinguista e que ficou uns dias na nossa casa, coincidindo com os nossos treinos de captação. Ele acabou por convencer o meu pai, que nos concedeu autorização para jogarmos no Sporting CP”, acrescentou Carlos Pereira.

DO RELVADO PARA OS BANCOS

Para Aurélio, depois, seguiram-se a maioridade e um par de anos fora de Alvalade, já em clubes de menor dimensão. Em 1966/1967, com apenas 19 anos, pendurou definitivamente as botas, mas não ficaria muito tempo longe da sua grande paixão. No início da década de 1970, por sugestão do irmão, assumiu a liderança da equipa de juvenis do “Fófó”, o Clube Futebol Benfica, e levou-a, pela primeira vez na sua história, aos Campeonatos Nacionais. Não se ficou por aí. Subiu aos juniores e, em 1972/1973, com apenas 25 anos, já liderava a equipa principal do histórico emblema lisboeta.

Um crescimento meteórico, que de alguma forma antecipava já o talento que viria a definir toda a sua carreira: a capacidade de ver mais cedo e de ir mais longe. Foi breve a experiência, contudo. Na temporada seguinte, Aurélio regressou ao Sporting CP, por iniciativa de Hilário, e encontrou no Clube do seu coração um lugar definitivo. Durante cerca de duas décadas, trabalhou directamente no futebol de formação verde e branco, e, com o seu toque de Midas, transformou-a na referência nacional e internacional que é hoje.

A cada esquina, descobriu talentos. Mas fez mais do que isso: acompanhou gerações, moldou percursos e conquistou títulos, entre os quais os Campeonatos Nacionais de juvenis de 1983/1984 e de 1986/1987.

Porém, mais do que as vitórias, Aurélio começava a consolidar uma ideia centrada, sobretudo, no crescimento individual do jogador. Uma forma de olhar o jogo a partir da base, com atenção ao detalhe e ao potencial físico e emocional de cada um. Um pioneiro, já nessa altura o seu método era admirado. Há mais de 40 anos, o Jornal Sporting de 22 de Dezembro de 1982 dedicava-lhe um parágrafo de louvável enaltecimento. “Com uma obra muito válida no campo da iniciação desportiva e particularmente vocacionado para as grandes e sublimes tarefas de formação dos jovens que cada vez em maior número diariamente demandam as nossas também cada vez mais acanhadas instalações, Aurélio Pereira viu justamente premiada a sua acção

Aurélio Pereira chegou ao Sporting CP como futebolista, então com 14 anos

quase anónima, longe das grande parangonas”, dizia-se, a propósito do Prémio Stromp na categoria ‘Técnico’ que recebera dias antes.

QUATRO DÉCADAS A DESCOBRIR TALENTOS

A sua metodologia inovadora ganhou estrutura a Julho de 1988, quando Aurélio deixou os bancos e assumiu novas funções. Com apenas um colaborador, criou o Departamento de Recrutamento e Formação e mudou o ponto de partida do futebol jovem em Portugal. Numa época em que o recrutamento passava sobretudo pelos treinos de captação e pela observação directa e pontual, Aurélio foi audaz, mais do que perspicaz, e inventou uma nova forma de ‘boca a boca’.

Numa carta enviada aos Sócios de norte a sul do país, pediu-lhes referências, nomes, pistas. Sem o formalizar, construiu uma rede nacional de “olheiros” que aproximava o Clube de todo o território e lhe permitia chegar primeiro ao talento. O impacto foi imediato e duradouro. O Sporting CP passou a antecipar-se e a garantir que nos campos de Alvalade estavam todos aqueles que prometiam fazer a diferença. Depois, cabia a Aurélio Pereira e seus pares formá-los. Profissional completo, pelas suas mãos transformadoras e pacientes, tal como as de José Travassos, passaram jogadores que marcariam diferentes gerações do futebol nacional, mas também tantos outros que, longe dos maiores palcos ou com menor reconhecimento, ainda hoje trazem essa escola consigo. Do actual plantel dos Leões, e apenas a título de exemplo, Gonçalo Inácio e Daniel Bragança chegaram ao Clube ainda sob a sua batuta. E é fácil fazer as contas: Aurélio Pereira esteve na coordenação do Departamento de Recrutamento e Formação desde 1988 até à época 2018/2019, tinha já 72 anos. Foram quatro décadas. Demorará, ainda, largas temporadas até que os relvados se despeçam do último jogador que Aurélio Pereira descobriu.

UM EXEMPLO

PARA TODOS E POR TODOS AMADO

Para muitos desses atletas, o “Senhor Formação” foi mais do que o treinador ou o olheiro que os catapultou. Com métodos que extravasavam o relvado, assumiu-se uma presença constante e referência próxima, quase como uma segunda, muitas

vezes primeira, figura paterna. Em momentos decisivos do crescimento de centenas de jovens rapazes, esteve lá. Uma ligação que, anos mais tarde, aquando da morte, seria evocada com saudade.

“Foi como um segundo pai para muitos de nós mais novos e que chegávamos ao Sporting CP vindo de outras cidades para o centro de estágio. Um segundo pai e um bom conselheiro”, recordou Jorge Cadete à edição 4021 do Jornal Sporting “Foi o meu pai desportivo e também

o meu segundo pai entre os 11 e os 15 anos, ajudou-me muito em todos os aspectos. A mim e a muitos outros. Ele descobriu centenas de jogadores e acho que só um historiador poderia fazer o levantamento do impacto que ele teve”, acrescentou Paulo Futre, “o primeiro jogador que ele descobriu a ter êxito mundial”. Outro deles foi Nani, a quem tampouco faltaram palavras de apreço.

“Foi um excelente homem, um grande profissional, um dos melhores naquilo que lhe competia e vai ser re-

cordado para sempre por tudo aquilo que deu ao Sporting CP e ao futebol português. Sempre foi muito sério e leal e sempre teve uma postura de vencedor e campeão, transmitindo-nos isso a todos nós de uma forma muito descontraída e alegre”, lembrou. Louvores a que Dani deu eco. “Dos 11 aos 18 anos via-o todos os dias e ele tinha sempre um sorriso fácil, um olhar ternurento e um amor único. Sempre foi muito atento à vida, ao crescimento e as vicissitudes de todos nós, tinha sempre uma palavra

e uma piada para contar quando as coisas nos corriam bem e quando não corriam, fazendo-nos sempre ver o lado positivo das coisas”, partilhou, entre os testemunhos de outros nomes relevantes do futebol nacional, como Carlos Xavier, Hugo Viana ou Adrien Silva.

A MELHOR FORMAÇÃO DO MUNDO

Com a construção da Academia Cristiano Ronaldo – jogador e estrutura o expoente máximo do trabalho de Aurélio Pereira – e a progressiva profissionalização do departamento, essa visão inicial, centrada na sensibilidade de um homem só, ganhou escala.

O Sporting CP passou a formar também os seus próprios olheiros e equipas técnicas e consolidou um modelo que permitia não apenas descobrir o talento, mas acompanhá-lo de forma estruturada até à equipa principal. Foi nesse contexto que a formação Leonina se afirmou como uma das mais reconhecidas do mundo e continua, até hoje, a ser a única a ter formado dois vencedores da Bola de Ouro, Luís Figo e Cristiano Ronaldo. A dimensão do trabalho de Aurélio Pereira ultrapassou, naturalmente, o Clube. A histórica equipa portuguesa que venceu o UEFA Euro 2016 foi baptizada com a expressão “Os Aurélios”, reflexo do número significativo de jogadores (10) identificados e formados sob a sua influência. Um dos inúmeros reconhecimentos colectivos que Aurélio Pereira recebeu em vida.

O “Mestre Aurélio”, como também ficou conhecido, foi distinguido com o Prémio Stromp em diferentes categorias, e foi também Leão de Ouro, Medalha de Mérito Desportivo da Cidade de Lisboa, Ordem de Mérito da UEFA, Quinas de Ouro e Comendador da Ordem da Instrução Pública. Em 2012, o relvado principal da Academia herdou o seu nome, uma homenagem que juntou muitos dos jogadores que ajudou a lançar e que, de certa forma, são também capítulos que contam a sua biografia. E se a história terrena de Aurélio Pereira terminou aos 77 anos, a sua herança é um epílogo permanente. Eixo central do ADN formativo do Sporting CP, atravessa gerações, contextos e equipas. Um ano após a sua morte, esse carácter identitário, histórico e tão saudoso ganha uma nova expressão com a criação do primeiro Torneio Aurélio Pereira. Não como gesto isolado, mas como prolongamento natural de um caminho que começou há muitas décadas.

Luís Figo e Cristiano Ronaldo, nomes maiores da extensa lista de jogadores descobertos pelo “Senhor Formação”
Como treinador, venceu dois títulos de juvenis

FUTEBOL FORMAÇÃO TORNEIO AURÉLIO PEREIRA

LEGADO PERDURA NO TORNEIO AURÉLIO PEREIRA

ENTRE SEXTA-FEIRA E DOMINGO, REAL MADRID CF, REAL BETIS BALOMPIÉ, PSV E MANCHESTER CITY FC JUNTAM-SE AO SPORTING

CP NO PÓLO SCP LISBOA, NO ESTÁDIO UNIVERSITÁRIO, PARA HOMENAGEAR O ‘SENHOR FORMAÇÃO’. AO JORNAL SPORTING, PAULO GOMES, ADRIEN SILVA, CARLOS PEREIRA E DANIEL BRAGANÇA EXPLICARAM A IMPORTÂNCIA DE GARANTIR QUE O LEGADO DE AURÉLIO PEREIRA PERDURE PARA SEMPRE.

Texto: Luís Santos Castelo

Fotografia: Isabel Silva, José Lorvão, Museu Sporting – Centro de Documentação

De forma a celebrar e alimentar o legado de Aurélio Pereira, que partiu há um ano, o Sporting Clube de Portugal vai organizar, nos próximos dias, uma competição de futebol de formação em sua homenagem.

Entre amanhã, sexta-feira, e domingo, realiza-se a primeira edição do Torneio Aurélio Pereira no Pólo

SCP Lisboa, no Estádio Universitário, nos escalões sub-11 e sub-13. Com a presença dos espanhóis do Real Madrid CF e Real Betis Balompié, dos neerlandeses do PSV e dos ingleses do Manchester City FC, a prova internacional tem como objectivo, precisamente, celebrar a obra de Aurélio Pereira e homenagear o ‘Senhor Formação’.

Depois de ter participado (e vencido) um sem-número de competições internacionais de futebol de formação, tanto em Portugal como no estran-

geiro, é a vez do Sporting CP fazer jus ao estatuto de conceituada academia de talentos e organizar um torneio com uma motivação muito especial.

PAULO GOMES:

“PESSOA MAIS IMPORTANTE DA HISTÓRIA DO FUTEBOL DE FORMAÇÃO DO SPORTING CP”

Em declarações ao Jornal Sporting, Paulo Gomes, co-director-geral da Academia Cristiano Ronaldo, explicou as razões da criação do Torneio Aurélio Pereira.

“O que motivou a criação do torneio foi fazer uma homenagem ao sr. Aurélio um ano depois do seu falecimento, que foi uma perda muito grande para nós. Com este torneio, queremos, também, homenagear toda a formação do Sporting CP.

Desde sempre, o Sporting CP já participou em milhares de torneios e

está, pela primeira vez, a organizar um torneio internacional com uma dimensão muito boa. Os clubes que vão participar são de topo europeu na formação, ainda que as suas equipas seniores também sejam muito reconhecidas. O importante era ter bons clubes formadores que nos possam mostrar algo diferente do que fazemos. Nesse sentido, vamos ter encontros técnicos para trocar experiências com esses clubes, o que vai ser muito importante”, começou por dizer.

O Torneio Aurélio Pereira vai ter lugar no Pólo SCP Lisboa, no Estádio Universitário

O dirigente, que considera que Aurélio Pereira foi e “é a pessoa mais importante da História do futebol de formação do Sporting CP”, garantiu que o legado deixado “vai ser eterno, assim como o de outras pessoas que trabalharam em condições diferentes das de hoje”.

“Todas essas pessoas construíram a Academia e foram-nos passando esses ensinamentos. Esse é o legado dele e de quem trabalhou na formação do Sporting CP. O Sporting CP sempre foi reconhecido pela sua formação e vai continuar a ser. Continuamos a estar entre as cinco melhores Academias do Mundo e isso é muito importante", frisou. Na Academia Cristiano Ronaldo, as referências a Aurélio Pereira são várias.

Desde o nome dado ao principal campo, onde jogam a equipa principal feminina, a equipa B e tantas outas, ao mural à porta do espaço de refeições, é notório o esforço que é feito para que o que Aurélio Pereira representa não saia das cabeças de quem está diariamente em Alcochete. Uma prova da relevância de tamanha figura na vida dos jovens atletas foi dada no funeral de Aurélio Pereira, há um ano, quando João Simões (hoje com 19 anos e na equipa principal) e Bernardo Busatori (15 anos e nos sub-15), ambos formados de verde e branco, proferiram algumas palavras em representação da própria Academia Cristiano Ronaldo.

Nesse sentido, Paulo Gomes recordou que são vários os jogadores que ainda estão no Sporting CP e que chegaram a partilhar vários momentos com Aurélio Pereira: “Os jogadores que estão a chegar à equipa principal ainda passaram por ele. Mesmo não estando tão presente, vinha à Academia com muita regularidade para estar connosco. Gostava muito de conversar, contar as suas histórias e experiências ao almoço. São coisas que nunca mais vamos esquecer. O sr. Aurélio vai ser eterno no Sporting CP e na Academia e, nesse sentido, os jogadores também não o esquecem”.

Novamente sobre o Torneio Aurélio Pereira, Paulo Gomes garantiu que os adversários “foram escolhidos a dedo”: “Temos duas equipas espanholas, uma inglesa e uma neerlandesa. São diferentes tipos de futebol, de treino e de estilo de jogo. Felizmente, todas as equipas aceitaram logo à primeira”. Para alimentar essa troca de contextos, os já mencionados encontros técnicos vão acontecer depois das jornadas competitivas para “abordar a experiência de cada clube nestes escalões”. “Só trocando ideias é que podemos evoluir e fazer críticas a

nós próprios”, afirmou Paulo Gomes. Nesses momentos, o Sporting CP vai explicar aos presentes quem foi Aurélio Pereira de forma a fazer entender aos outros clubes a relevância deste nome no reconhecido futebol de formação Leonino – e português, tendo em conta que a Selecção

Nacional Campeã da Europa em 2016 foi apelidada de ‘Os Aurélios’ por ter um total de dez jogadores que passaram pela formação do Sporting CP. De forma a passar, também, os valores do eclectismo do Sporting CP no Torneio Aurélio Pereira, está previsto que as equipas estejam no Pavilhão João Rocha para o jogo entre a equipa masculina de basquetebol e a UD Oliveirense, este sábado.

Por fim, Paulo Gomes apelou à presença dos Sportinguistas: “O torneio é aberto e vai ser realizado nas nossas instalações do Pólo SCP Lisboa, nos campos 5, 6 e 7 do Estádio Universitário. Todos os Sportinguistas que queiram ver bons jogos de futebol de formação estão convidados a partir de sexta-feira, 10 de Abril”.

ADRIEN SILVA:

“AURÉLIO

PEREIRA É REFERÊNCIA INTERNACIONAL”

Adrien Silva, formado no Sporting CP e antigo capitão da equipa principal, é um dos padrinhos da primeira edição do Torneio Aurélio Pereira. Ao Jornal Sporting, o ex-jogador –

que terminou a carreira em 2025 –revelou as razões que o levaram a juntar-se ao projecto.

“Foi-me feito um convite pelo Sporting CP e, para mim, era impensável pensar noutra coisa que não aceitar. Pela importância que o sr. Aurélio teve como amigo e pelas consequências que teve na minha carreira. O legado fala por si. É uma referência internacional no desenvolvimento e evolução dos jovens. Foi dos primeiros a fazê-lo com esta

capacidade e produtividade que teve nos números de jogadores que chegaram à equipa principal. Foram muitos nomes várias equipas internacionais”, começou por dizer. Campeão da Europa em 2016 pela Selecção Nacional, Adrien tem “muitas recordações” com Aurélio Pereira: “A primeira foi o impacto que teve em convencer os meus pais para me deixarem ir viver para a Academia, que era a quatro horas da minha casa. Tinha 12 anos e ia viver

com outros jovens, não era fácil, e ele foi muito importante em transmitir a confiança. Foi essencial para me tornar um atleta de alto rendimento. Ao longo dos anos, tive muitos outros momentos com ele. Era uma pessoa que seguia os atletas, não servia apenas para convencer os atletas a virem para o Sporting CP. É quase uma figura paternal. Foi chave para não desistir, deu-me conselhos nos vários momentos de dúvida”, afirmou. Tal como com muitos outros atletas que passaram pelas suas mãos, Aurélio Pereira não abandonou o contacto com Adrien Silva quando este passou para a ala profissional e teve uma carreira internacional. “Mantivemos esse contacto muito mais frequente e íntimo, até com a família dele. Era uma constante troca de ideias e de amizade”, revelou o antigo médio, que considera que honrar o legado de Aurélio Pereira “não pode ser só uma homenagem, tem de ser uma constante lembrança para alimentar o que foi criado e lançado por ele”. “Não podemos deixar morrer esta imagem de marca que é nossa. É por isso que os outros clubes copiaram, porque as coisas foram feitas de uma maneira produtiva”, acrescentou. Nos seus anos na formação verde e branca, Adrien Silva – hoje com 37 anos – participou, também ele, em vários torneios, o que proporcionava um sentimento “muito especial”. “Éramos quase sempre a equipa a bater, estávamos muito à frente em termos de qualidade. A nossa geração foi campeã todos os anos graças

Paulo Gomes explicou que “o sr. Aurélio vai ser eterno no Sporting CP e na Academia e, nesse sentido, os jogadores também não o esquecem”
“A nossa geração foi campeã todos os anos graças ao trabalho do sr. Aurélio”, recordou Adrien Silva

ao trabalho do sr. Aurélio”, recordou. Por fim, Adrien Silva, que visitou a Academia Cristiano Ronaldo com a família há alguns meses, comentou o actual momento do Sporting CP: “Estou muito feliz, não só por ganhar, mas também por termos encontrado estabilidade institucional. Foi algo que, infelizmente, não tive no meu período. Que continuem a lutar e a ganhar, que é o que se quer. Para os meus filhos, crescer a ganhar é muito

mais motivador, mas eles já eram Sportinguistas antes disso”.

CARLOS PEREIRA: “AGRADEÇO POR ESTA HOMENAGEM, QUE É MUITO MERECIDA”

Aurélio Pereira era irmão de Carlos, hoje com 77 anos e dono, também,

de uma gigante história no Sporting CP. Primeiro como jogador, na formação e na equipa principal, tendo sido Campeão Nacional, e depois como treinador da formação e membro da equipa técnica de Paulo Bento. Ao Jornal Sporting, admitiu que “é um grande orgulho partilhar com ele vários momentos da sua história do Sporting CP, que foi longa e com muitos êxitos”. “Colocou muitas vezes o seu cunho pessoal no

crescimento de muitos jovens que, mais tarde, viriam a ser grandes jogadores, como Cristiano Ronaldo ou Luís Figo”, disse, agradecendo “ao presidente Frederico Varandas e ao Paulo Gomes por esta homenagem, que é muito merecida”.

Ao lado de Aurélio na vida e no desporto, Carlos Pereira foi “testemunha presencial da forma como foi, muitas vezes, um pai, um educador, um amigo de muitos jovens jogadores”. “Não é fácil estarem longe das famílias e ele foi sempre um ombro amigo. Teve uma grande influência no crescimento e na conduta de muitos eles”, adicionou.

No Torneio Aurélio Pereira, Carlos Pereira não tem dúvidas de eu “a homenagem é o ponto mais alto do evento”, mas considera que o momento pode ser inesquecível, também, para os jovens jogadores que vão enfrentar outros emblemas de grande calibre.

“Vão ter a lembrança de defrontarem grandes clubes europeus. Será um motivo de orgulho poderem dizer que já jogaram contra estes emblemas. É uma página importante na história do Sporting CP e na vida dos jogadores”, referiu, reforçando, depois, a relevância de destacar o legado de Aurélio Pereira: “É bom para se perceber a razão de ele ser uma parte muito integrante do crescimento destes jovens, que vão ter orgulho de ter participado”.

Por fim, Carlos Pereira descreveu o irmão Aurélio como “uma pessoa muito bem-disposta e alegre”: “Um bom contador de anedotas, transmitia alegria ao seu redor e angariou essa simpatia das pessoas. Era muito cordial e respeitador, foi um exemplo em termos comportamentais para todos os jovens. Não há adjectivos suficientes para qualificar o meu irmão”.

DANIEL BRAGANÇA: “SR. AURÉLIO

FOI MUITO IMPORTANTE NA MINHA CARREIRA”

Aos meios de comunicação do Sporting CP, Daniel Bragança também deixou um testemunho sobre Aurélio Pereira.

“O sr. Aurélio foi muito importante na minha carreira. Tive o privilégio de trabalhar com ele, principalmente na formação e na Academia, e sinto-me privilegiado por isso. O sr. Aurélio marcou gerações e gerações e a minha foi uma delas. Vou recordar o sr. Aurélio sempre com o máximo respeito e carinho por tudo o que fez por mim e outros jogadores. Mais do que ver talento, ele via pessoas e era aí que se diferenciava”, disse o médio da equipa principal que já leva quase 20 anos de ligação ao emblema de Alvalade.

Daniel Bragança era um dos vários jogadores do actual futebol profissional Leonino que falavam regularmente com Aurélio Pereira – que fazia chamadas telefónicas ou enviava mensagens a desejar boa sorte para os jogos e a perguntar como estavam – nos últimos anos da sua vida.

Adrien Silva deu a conhecer a Academia Cristiano Ronaldo à família em Novembro de 2025
Carlos Pereira (quando jogava no CF “Os Belenenses”) e Aurélio Pereira

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

DERROTA INJUSTA, ELIMINATÓRIA ABERTA

GOLO SOFRIDO EM CIMA DO APITO FINAL LEVA SPORTING CP A LONDRES EM DESVANTAGEM, MAS COM A CERTEZA DE QUE PODE

DISPUTAR A PASSAGEM ÀS MEIAS-FINAIS COM O ARSENAL FC.

Texto: Luís Santos Castelo

Fotografia: Isabel Silva

A tarefa já não era fácil e ficou mais complicada, mas continua a ser possível fazer história. A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu, na terça-feira, por 0-1 com o Arsenal FC na primeira-mão dos quartos-de-final da UEFA Champions League e leva as decisões para Londres, onde o segundo jogo vai ter lugar dia 15.

o Arsenal FC começou a estabilizar. Conhecidos pela qualidade nas bolas paradas, os londrinos, através do pé de Martin Ødegaard, ameaçaram de livre directo, mas Ousmane Diomande cortou. No canto consequente, Noni Madueke bateu directamente para a trave e Martin Ødegaard atirou ao lado na recarga.

Jogo equilibrado e uma bola em cada ferro, mas o jogo acalmou e ficou bem menos intenso. Mais posse para o Arsenal FC, mas menos oportunidades para os dois lados e só se destacaram mais dois tiros com maior intenção até ao intervalo: um de Ousmane Diomande, de longe, para fora, e outro de Martin Ødegaard, também de fora da área, para defesa segura de Rui Silva. No final da primeira parte, 0-0 no marcador.

O início podia ter sido de sonho, uma vez que, logo aos seis minutos,

A eliminatória está, assim, completamente em aberto, principalmente se os Leões voltarem a entrar em campo olhos nos olhos com o actual líder da Premier League, como fizeram no Estádio José Alvalade. Um golo de Kai Havertz já depois dos 90’, e contra a corrente do jogo, ditou a vitória e a vantagem britânica, mas David Raya até teve mais trabalho no jogo do que Rui Silva e o Sporting CP merecia, pelo menos, o empate. Com mais de 50.000 adeptos nas bancadas e um grande ambiente, digno do jogo em questão, Rui Borges operou várias alterações no onze, com Georgios Vagiannidis, Zeno Debast, Eduardo Quaresma, Ricardo Mangas, Daniel Bragança e Rafael Nel a darem lugar a Iván Fresneda, Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, João Simões e Luis Suárez. Do outro lado, um muito aplaudido Viktor Gyökeres regressava a uma casa onde foi muito feliz.

Ousmane Diomande decidiu fazer, de trivela, um dos melhores passes desta edição da UEFA Champions League e lançou Maxi Araújo, que ficou em boa posição e rematou forte, mas acertou na trave, com David Raya ainda a tocar com a ponta dos dedos e

a realizar uma grande intervenção.

Pouco depois, o uruguaio voltou a ameaçar, mas desta vez falhou a baliza por pouco. Pouco depois, David Raya voltou a trabalhar, mas agarrou a bola de Geny Catamo.

O Sporting CP estava por cima, mas

Depois do descanso, o Arsenal FC continuou a controlar mais as incidências, procurando criar perigo por Leandro Trossard, num remate sem a pontaria necessária aos 49’, e por Martin Ødegaard, que obrigou Rui Silva a defender para canto. No entanto, o Sporting CP foi crescendo e Francisco Trincão, assistido pelo sempre interventivo Maxi Araújo, rematou cruzado e ao lado pouco depois.

Logo nos minutos iniciais, Maxi Araújo enviou uma bola à trave dos gunners
David Raya defendeu várias tentativas de Geny Catamo
Mais de 50.000 espectadores encheram o Estádio José Alvalade

RUI BORGES: “SE HÁ GRANDES DESAFIOS, É PARA ESTA EQUIPA”

No final, Rui Borges marcou presença no Auditório Artur Agostinho para responder às perguntas dos jornalistas.

Série terminada de 17 vitórias consecutivas em Alvalade

“Jogadores merecem reconhecimento e mérito. É um grupo fantástico que merece marcar a história do Sporting CP e essa foi mais uma forma de o fazer. É um recorde que um dia vai ser batido e que nos deixa felizes. Alvalade é, cada vez mais, uma fortaleza”.

Análise ao jogo

“Foi um jogo equilibrado. Tirando o canto que foi à barra e um remate defendido pelo Rui Silva, o Arsenal FC só teve o golo. Temos três oportunidades claras de golo que foram boas defesas do guarda-redes do Arsenal FC. Eles com as suas armas, nós com as nossas, duas grandes equipas e um jogo competitivo. Não merecíamos sair com a derrota, mas o futebol é isto. Já ganhámos depois dos 90’, hoje perdemos. Se há grandes desafios, é para esta equipa. Vamos procurar algo inédito em Londres, onde acredito que vamos dar uma boa resposta”.

Viktor Gyökeres

“Perguntei se ele e a família estava bem e disse-lhe que estava feliz por ele. Merece o reconhecimento dos Sportinguistas. Ajudou-me imenso a ser Campeão Nacional, deu tudo enquanto esteve no Sporting CP. Marcou a História do campeonato português e do Sporting CP e será sempre muito bem-vindo aqui. Merece ser aplaudido”.

Esperança em passar “Sim, claramente. Sabemos que é uma grande equipa

que vai jogar em sua casa, mas a nossa equipa gosta de grandes desafios. Acredito muito numa boa resposta em Londres”.

Segunda mão

“Temos desafios seguidos de grau de exigência grande, mas sou muito equilibrado e o meu problema agora chama-se CF Estrela da Amadora. Tenho de ganhar e preciso de pensar na forma como o vou fazer. Ainda há muitos dias até aos jogos do Arsenal FC, SL Benfica e FC Porto. Gosto de pensar no presente e o presente é o CF Estrela da Amadora”.

Adeptos

“Não há palavras para descrever a energia e o apoio que nos deram do início ao fim. Já depois do final do jogo, sentir o carinho é importante para os jogadores. Perdemos contra uma grande equipa, mas batemo-nos com os melhores e é isso que queremos. Um pequeno pormenor saiu-nos caro e já aconteceu ao contrário. Demonstra o equilíbrio da eliminatória e os adeptos viram atitude, coragem e qualidade na equipa”.

Bolas paradas do Arsenal FC “Em alguns momentos, há faltas claras. É um momento muito específico e uma equipa com um poder atlético muito grande. Os duelos são difíceis. São duas boas equipas nas bolas paradas, somos a melhor equipa em Portugal nesse aspecto e os quartos melhores da Europa. A equipa demonstrou essa capacidade, mesmo sendo difícil”.

Apoio Sportinguista em Londres

Aos 62’, Rui Borges tirou João Simões para colocar Daniel Bragança. Os britânicos conseguiram chegar ao golo logo a seguir por intermédio de Martin Zubimendi, mas o árbitro

Daniel Siebert anulou o lance depois de recorrer ao VAR por fora-de-jogo de Viktor Gyökeres. O sueco testou

Rui Silva aos 67’, mas o guarda-redes verde e branco defendeu facilmente.

Para o quarto de hora final, deu muito mais Sporting CP do que Arsenal FC e com Geny Catamo em destaque. O internacional por Moçambique concluiu um bom ataque colectivo aos 78’ com um remate perigoso e, já nos dez minutos finais e com Rafael Nel em campo (saiu Pedro Gonçalves), ficou ainda mais perto do golo: grande trabalho de Luis Suárez pela direita e cruzamento para Geny Catamo – trocaram de papéis – cabecear e David Raya defender com muita qualidade. O 1-0 ali tão perto.

Gabriel Martinelli ainda tentou mudar o rumo dos acontecimentos com um tiro forte travado por Rui Silva, mas o Sporting CP voltou a ameaçar por… Geny Catamo para mais uma intervenção de David Raya. Luis Suárez ainda procurou a recarga, mas não teve sucesso.

Contra a corrente do jogo, e já aos 90+2’, Kai Havertz apareceu na cara

de Rui Silva e enviou a bola para o fundo das redes, deixando o Arsenal FC numa injusta vantagem no marcador e na eliminatória. Até ao apito final, o Sporting CP carregou e encostou o adversário às cordas, mas não conseguiu o empate.

O emblema de Alvalade visita, agora, o CF Estrela da Amadora para a Liga Portugal (domingo, 11 de Abril, 20h30) e regressa à UEFA Champions League no dia 15, deslocando-se a Londres para disputar a segunda-mão da eliminatória em casa do Arsenal FC.

“Em Londres, farão a diferença no apoio para conseguirmos vencer uma grande equipa que vai jogar em casa”. 07.04.2026

0-0 ao intervalo Kai Havertz (90+1’)

Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda, Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio [C], Maxi Araújo, Hidemasa Morita, João Simões (Daniel Bragança, 62’), Geny Catamo, Francisco Trincão, Pedro Gonçalves (Rafael Nel, 79’) e Luis Suárez. Treinador: Rui Borges. Disciplina: cartão amarelo para Hidemasa Morita (31’).

LANDO NORRIS EM ALVALADE

Lando Norris, piloto britânico da McLaren e actual Campeão do Mundo de Fórmula 1, esteve presente no Estádio José Alvalade e acompanhou o jogo frente ao Arsenal FC e recebeu uma camisola das mãos de Frederico Varandas.

“Marcou a História do campeonato português e do Sporting CP e será sempre muito bem-vindo aqui”, disse Rui Borges sobre Viktor Gyökeres
José Alvalade

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

A SEXTA‑FEIRA DE RAFAEL NEL

EM NOITE DE SEXTA-FEIRA SANTA, OS LEÕES ENTRARAM A PERDER, CONSEGUIRAM A CAMBALHOTA NO MARCADOR, MAS PRECISARAM DE SABER SOFRER PARA GARANTIR UM DIFÍCIL MAS INCONTESTÁVEL TRIUNFO.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: Isabel Silva, José Lorvão

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o CD Santa Clara por 4-2, em jogo da 28.ª jornada da Liga Portugal. A abrir a ronda, os Leões ‘rugiram’ mais alto e reaproximaram-se da liderança, que está agora a cinco pontos.

Após a pausa internacional, a contas com diversas condicionantes físicas e também com o castigo de Luis Suárez, Rui Borges fez cinco alterações em relação ao onze que há cerca de duas semanas venceu o FC Alverca. Assim, o técnico – que bateu um recorde com 52 anos e leva agora 17 jogos consecutivos a vencer no Estádio José Alvalade – promoveu Ricardo Mangas, Zeno Debast, Georgios Vagiannidis, Daniel Bragança e o aniversariante Rafael Nel à titularidade.

Uma prenda para o avançado, pela primeira vez a começar um encontro

03.04.2026

Liga Portugal – 28.ª jornada Estádio José Alvalade

SPORTING CP CD SANTA CLARA 4 2

3-1 ao intervalo

Pedro Gonçalves (21’ P), Daniel Bragança (39’), Francisco Trincão (42’), Rafael Nel (90+6’)

Gustavo Klismahn (3’), Gonçalo Paciência (89’)

Sporting CP: Rui Silva [GR], Hidemasa Morita (Morten Hjulmand, 67’), Zeno Debast, Pedro Gonçalves (Maxi Araújo, 46’), Geny Catamo (Flávio Gonçalves, 88’), Georgios Vagiannidis, Francisco Trincão, Daniel Bragança [C] (João Simões, 60’), Eduardo Quaresma, Rafael Nel e Ricardo Mangas (Souleymane Faye, 67’). Treinador: Rui Borges. Disciplina: cartão amarelo para Francisco Trincão (24’), Georgios Vagiannidis (76’) e Morten Hjulmand (90+7’).

de início, numa noite na qual também o camisola 23 teve motivos para celebrar: com a braçadeira de capitão no braço, o médio cumpriu o jogo 150 de Leão ao peito. E ambos foram fundamentais para a vitória, mas já lá vamos.

Ainda antes do apito inicial, ao relvado subiram quatro Leões que, nos últimos meses, elevaram bem alto o eclectismo verde e branco: Diogo Abreu e Pedro Ferreira, que venceram a medalha de bronze por equipas no trampolim individual no Campeonato do Mundo, Filipe Marques, que ‘herdou’ a medalha de bronze de paratriatlo nos Jogos Paralímpicos de 2024 após desclassificação de outro atleta, e Gerson Baldé, novo campeão do mundo de salto em comprimento em pista curta.

Também Hidemasa Morita, Nuno Santos e Gonçalo Inácio foram ovacionados pelos cerca de 46.000 Sportinguistas presentes, estes pelas marcas de 150, 200 e 250 jogos, respectivamente, ao serviço do Clube.

Apesar do ambiente de festa, o jogo começou mal para os Leões e, aos três minutos, o CD Santa Clara inaugurou o marcador: à entrada da

Em dia de aniversário, Rafael Nel estreou-se a titular e coroou excelente exibição com o último golo da partida

área, Lucas Soares cruzou na profundidade, à procura da cabeça de Fernando, mas foi Gustavo Klismahn quem apareceu, na sobra, para de primeira fazer o 0-1.

O Sporting CP projectou-se para o ataque, embora com pouco ritmo, e aos dez minutos Pedro Gonçalves teve nos pés a primeira ocasião para o empate: bem colocado à entrada da área, o médio disparou por cima do alvo. Aos 14’, o camisola 8 voltou a ficar perto do golo, mas a defensiva visitante desviou para canto o cabeceamento do internacional português.

Com os verdes e brancos a crescer na partida, à terceira foi de vez: aos 21 minutos, Geny Catamo sofreu falta na grande área e Pedro Gonçalves, na ausência de Luis Suárez, converteu de forma exemplar o castigo máximo. Guarda-redes para um lado, bola

para outro e tudo igual em Alvalade. Os Leões podiam ter consumado a reviravolta cinco minutos depois, mas Gabriel Batista, na baliza açoriana, negou a Hidemasa Morita um golo cantado. Com a ponta da luva, o brasileiro afastou para canto o desvio do médio verde e branco, que, a aparecer bem ao primeiro poste, saltou mais alto do que a defensiva adversária e ‘penteou’ o esférico para uma grande intervenção do guardião insular.

Sem conceder espaço ao CD Santa Clara, os Leões de Rui Borges continuaram à procura do segundo golo, que aos 39 minutos chegou mesmo, depois de uma magnífica jogada de entendimento entre Rafael Nel e Daniel Bragança. Progredindo rapidamente no meio do terreno com uma sequência de toques curtos, os dois protagonizaram uma belíssima

combinação: o avançado, mais descaído para a esquerda, entregou no momento certo ao médio, que surgiu na área entre os centrais adversários e finalizou de primeira para o 2-1. A vencer na partida, o Sporting CP não precisou de esperar muito tempo para voltar a celebrar. Aos 42 minutos, Hidemasa Morita, um dos Leões com sinal mais no encontro, tentou o remate do meio da rua, mas Gabriel Batista defendeu para a frente. Rafael Nel, muito oportuno, recuperou a posse da bola, que devolveu ao japonês quando Francisco Trincão entrava na área pela esquerda. Foi para ele que o esférico seguiu: o extremo atirou cruzado e fez o golo que permitiu aos verdes e brancos descer mais tranquilos para os balneários. Ao intervalo, os protagonistas foram outros. A equipa de ginástica acrobática e os Leões do voleibol su-

Pedro Gonçalves fez o 15.º golo da temporada
Daniel Bragança finalizou jogada de entendimento com Rafael Nel e consumou a reviravolta

biram ao relvado para receber um merecido aplauso pelas recentes conquistas da Taça de Portugal nas suas modalidades. De regresso ao futebol para os segundos 45 minutos, Rui Borges fez sair Pedro Gonçalves e lançou Maxi Araújo no encontro. Atrás do prejuízo, o CD Santa Clara esboçou uma tenta-

tiva de reacção nos minutos iniciais da etapa complementar, ainda que sem assustar Rui Silva, que aos 51’ e aos 52’ encaixou tranquilamente os remates de Gabriel Silva e Welinton Torrão.

Dois minutos depois, do lado oposto do terreno, Maxi Araújo apareceu bem pela ala e cruzou à boca

da baliza, onde Rafael Nel esperava para finalizar. A linha mais recuada dos açorianos, contudo, mostrou-se atenta e desviou o cruzamento do recém-entrado uruguaio.   Com o encontro mais morno nesta fase, só à hora de jogo os Leões se voltaram a aproximar com perigo da baliza insular. Francisco Trincão descobriu Rafael Nel, novamente em boa posição, mas o jovem avançado não conseguiu acertar bem na bola. Segundos depois, o técnico Leonino promoveu nova troca: Daniel Bragança saiu e, já com João Simões em campo, os anfitriães continuaram a gerir o jogo a seu prazer.

Aos 67 minutos, Rui Borges fez mais uma substituição, esta dupla, e Morten Hjulmand e Souleymane Faye saltaram para o terreno de jogo. Com os minutos a avançar e pouca história para contar, o CD Santa Clara chegou novamente ao golo aos 82 minutos.

Porém, o tento dos insulares foi anulado após intervenção do vídeo-árbitro, que assinalou uma falta no início

RUI BORGES: “VITÓRIA NÃO SOFRE QUALQUER CONTESTAÇÃO”

No final da partida, Rui Borges, que se tornou o técnico com mais vitórias consecutivas no Estádio José Alvalade (17), esteve presente no Auditório Artur Agostinho, onde analisou o triunfo verde e branco.

Exibição de Rafael Nel “Fez uma boa exibição, mas não tinha a obrigação de fazer esquecer ninguém. Tinha a obrigação de fazer o seu melhor, aquilo que faz em treino e na equipa B em jogo. Fez um belíssimo jogo, percebeu bem o que tinha de dar ao colectivo e depois veio ao de cima o talento individual. Está preparado, sabíamos disso, e deu uma resposta muito boa, tal como toda a equipa. Tem crescido imenso e o jogo que fez demonstrou isso. Mostrou claramente que está aqui para ajudar e para ser solução na equipa principal mais vezes. Tem noção daquilo em que é bom e daquilo em que tem de melhorar. Esse é meio caminho andado para ter sucesso e ser melhor. Tem melhorado imenso no jogo técnico, no jogo de ‘parede’, de frente, de apoio, e é um miúdo muito competitivo, que desgasta uma defesa. É muito intenso e, particularmente, gosto muito dessas suas capacidades. Não tenho dúvidas de que será um jogador importante no futuro do Sporting CP”.

Análise à partida

“Era importante darmos uma clara demonstração do nosso grupo e eles fizeram-no. Estiveram ligados, num jogo em que sofremos logo um golo nos primeiros minutos, e no único lance que, se calhar, o CD Santa Clara tem na primeira parte. A equipa manteve-se fiel ao que tinha de fazer e à nossa ideia de jogo, tranquila e confiante.

Fomos crescendo com o jogo, criando várias oportunidades e chegámos ao final da primeira parte com um 3-1 mais do que merecido. Na segunda parte fomos controlando também e o CD Santa Clara acaba por acreditar nos últimos minutos, num lance que temos controlado e em que uma pequena distracção nossa permite que façam o 3-2. Tirando isso, o CD Santa Clara apostou sempre nas bolas longas. Tem um jogo muito próprio, físico, intenso e competitivo, mas mesmo nesse patamar demos uma grande resposta: muitas vezes de homem para homem, expostos a alguns problemas no ataque à profundidade, fomos controlando. A vitória não sofre qualquer contestação”.

Exibição de Pedro Gonçalves é recado?

“O mister Roberto Martínez sabe, de certeza, aquilo com que pode contar. Se o chamou é porque está atento àquilo que ele tem feito no Sporting CP.

[A substituição] foi apenas gestão. Temos de perceber que ele esteve algum tempo parado. Esperávamos que tivesse tido alguns minutos na Selecção para ganhar confiança e um acréscimo na parte física, mas, por tudo o que será o mês, achámos ideal que fizesse apenas 45 minutos e fez bons 45 minutos. Tínhamos o jogo minimamente controlado, senti que a equipa estava bem e optámos por gerir”.

Ausência de Iván Fresneda

“Acordou febril. Estava convocado, mas ficou indisponível e foi para casa por doença”.

Polémica com o FC Porto

“Honestamente, já falou quem tinha de falar. Assino por baixo tudo aquilo que o Presidente

da jogada, e com o Sporting CP ainda a vencer por 3-1, Flávio Gonçalves entrou em campo a tempo de testemunhar mais um golo dos açorianos, este legal, aos 89 minutos. Com o jogo relançado e muita emoção a acompanhar o tempo extra, os Leões souberam sofrer e, ao cair do pano, Rafael Nel – eleito o melhor

jogador em campo – sentenciou o encontro com um merecido golo para embelezar um aniversário que nunca esquecerá. Lançado na profundidade por Eduardo Quaresma, o avançado progrediu descaído pela direita, num lance já à sua imagem, e sozinho de frente para a baliza, rematou rasteiro para o 4-2 final.

disser, já o afirmei várias vezes. Falou o mister  Ricardo Costa, é do Sporting CP e estou com os meus até à morte. Acredito muito na sua palavra, porque o conheço, sei do seu carácter e da sua personalidade. Falou quem tinha de falar”.

Equipa ‘adormeceu’?

“Estou feliz por tudo aquilo de que a equipa foi capaz. Não houve adormecimento nenhum. É natural que o ritmo tenha caído, por todos as condicionantes, mas a equipa esteve bem. O CD Santa Clara aproveitou uma desconcentração nossa, apenas e só isso. Por tudo aquilo de que fomos capazes - igualar duelos, estar competitivos e intensos no homem a homem - fico muito feliz pela resposta da equipa”.

Golos pela banda esquerda

“ O CD Santa Clara estava a defender num 4-4-2 pouco intenso nas acelerações para pressionar e dava-nos muito tempo para encaixar no meio-campo ofensivo. À direita tínhamos dupla largura, porque os extremos, por estarem preocupados em sair em ataque rápido, depois, num segundo momento, deixam de olhar para referências. O [Georgios] Vagiannidis podia criar muitas superioridades ali e nós já temos mais jogadores por lá também, como o Francisco Trincão e o Geny Catamo.

A linha defensiva do CD Santa Clara demora algum tempo a alargar e sabíamos que, quando a bola entrasse em largura, se houvesse acelerações interiores, podíamos criar perigo por essas demoras. Foi o que aconteceu na primeira parte. Depois, aquilo que o Dani [Bragança] nos dá... ele e o [Hidemasa] Morita dão um pouco aquilo

que o Morten [Hjulmand] também nos dá com bola: clareza, calma e tranquilidade. A nossa linha defensiva olha para ali e sente confiança porque eles têm essa capacidade de jogo curto e de jogo longo. O Dani dá-nos uma maior mobilidade do que o Morten, são jogadores com características diferentes, apesar de, com bola, darem coisas parecidas em alguns momentos. Fico feliz por ele, tem crescido imenso e tem-se tornado um jogador diferente do que era, mas um jogador importante e com qualidade reconhecida por todos. Feliz por vê-lo voltar num bom momento após uma longa paragem. É mérito dele e é continuar o caminho”.

Superar o recorde que pertencia a Mário Lino

“Fico feliz por, de alguma forma, continuar a marcar a história do Sporting CP, mas dou o mérito aos jogadores. São eles que ficam marcados por essas 17 vitórias consecutivas, mais do que eu”.

Alterações no onze inicial “O [Gonçalo] Inácio veio tocado da Selecção, o Morten estava doente, mas hoje já não tinha febre e acabou por ir a jogo. Ainda por cima, vinha de 110 minutos de jogo na sua Selecção, o Maxi [Araújo] fez dois jogos também... achámos que a sua energia seria mais importante num segundo momento do que num primeiro. Se tivesse colocado o Maxi, se calhar teria de o tirar aos 50 minutos. Pelo desgaste e por tudo o que será este mês, não apenas o próximo jogo, temos de conseguir gerir o esforço de todos e mantermo-nos competitivos. Foi essa a gestão que fizemos com os jogadores que ficaram no banco”.

Tiago Pereira e Gonçalo Sousa mostraram a Taça de Portugal de voleibol aos Sportinguistas
Diogo Abreu, Pedro Ferreira, Filipe Marques e Gerson Baldé foram alguns dos homenageados da noite

FUTEBOL EQUIPA B

SOCO NO ESTÔMAGO MUITO DEPOIS DOS 90’

PENÁLTI NA COMPENSAÇÃO PERMITIU AO FC PENAFIEL CONCLUIR A REVIRAVOLTA CONTRA A EQUIPA B LEONINA.

Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: Isabel Silva

A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu, no sábado, por 1-2 na recepção ao FC Penafiel na 28.ª jornada da Liga Portugal 2, com o golo que ditou o desaire a surgir bem para lá dos 90’ e de pontapé de penálti.

Numa manhã de muito sol no Estádio

Aurélio Pereira, e com a estreia de Zaïd Bafdili a titular a ser a principal novidade no onze inicial escolhido por João Gião, os dois conjuntos entraram em campo a participar na campanha ‘A melhor defesa é a prevenção’, promovida pela Fundação do Futebol – Liga Portugal e pelo Governo com o objectivo de sensibilizar e mobilizar os cidadãos para a importância da limpeza e gestão dos terrenos florestais como forma de reduzir o risco de incêndios e proteger o território.

O Sporting CP começou por cima e dominou a primeira metade, tendo procurado o golo logo no segundo minuto, quando uma boa jogada terminou com um remate de Mauro Couto para defesa fácil de Joan Femenías. O FC Penafiel procurou responder de bola parada e, após cantos, tanto Davo como João Miguel falharam o alvo.

04.04.2026

Liga Portugal 2 – 28.ª jornada

Estádio Aurélio Pereira

SPORTING CP FC PENAFIEL

1 2

1-0 ao intervalo

Paulo Cardoso (21’)

Aos 21’, um grande trabalho colectivo desmarcou Lucas Anjos, que procurou servir Zaïd Bafdili, mas a bola não saiu nas melhores condições. Contudo, o defesa visitante não cortou bem e Paulo Cardoso, muito rápido, apareceu ao segundo poste para atirar forte e inaugurar o marcador na Academia Cristiano Ronaldo. Pouco depois, Gonçalo Negrão testou Diego Callai de longe, mas sem perigo, e, aos 27’, Paulo Cardoso arrancou de forma fantástica pela esquerda e atrasou para Mauro Couto, que, à entrada da área, ficou muito perto do segundo do emblema de Alvalade.

Álvaro Santos (77’), Reko (90+7’ P)

Sporting CP: Diego Callai [GR], Bruno Ramos, João Muniz, David Moreira [C], Rodrigo Dias (Daniel Costa, 72’), Rayan Lucas (Eduardo Felicíssimo, 72’), Samuel Justo, Zaïd Bafdili (Manuel Mendonça, 63’), Mauro Couto, Lucas Anjos (Mateo Tanlongo, 80’) e Paulo Cardoso (Gabriel Silva, 80’). Treinador: João Gião.

Disciplina: cartão amarelo para Bruno Ramos (24’ e depois do final do jogo) e Diego Callai (81’), cartão vermelho para Bruno Ramos (depois do final do jogo).

Mais perto do intervalo, Joan Femenías teve de intervir num lance com Zaïd Bafdili em destaque e, de seguida, Mauro Couto descobriu Lucas Anjos com um grande passe e este serviu Samuel Justo, que conseguiu tirar um adversário da frente e rematar, mas contra outro jogador do FC Penafiel.

Até ao final da primeira parte, destaque para uma defesa de Diego Callai numa investida de Soma Anzai. Quando o árbitro apitou para o descanso, 1-0 no marcador.

O FC Penafiel voltou melhor do descanso, aproximando-se da área

Sportinguista com muito mais regularidade. Gonçalo Negrão, duas vezes, e Davo, num gesto acrobático, procuraram ameaçar o conjunto de João Gião, assim como Soma Anzai, que cabeceou ao lado.

Na resposta, Zaïd Bafdili deu lugar a Manuel Mendonça (53’) e, aos 65’, Paulo Cardoso surgiu com espaço na

esquerda e tentou oferecer o golo a Lucas Anjos, mas surgiu o corte para canto. A cerca de 20 minutos dos 90’, Rayan Lucas e Rodrigo Dias (que estava em dificuldades físicas) deram lugar a Eduardo Felicíssimo e Daniel Costa.

Aos 76’, a melhor ocasião do Sporting CP no segundo tempo: de

novo, Paulo Cardoso teve espaço e velocidade do lado esquerdo e enviou uma bola que atravessou a área até ao segundo poste, onde Daniel Costa finalizou… por cima. À grande oportunidade verde e branca seguiu-se o golo do empate do FC Penafiel por intermédio de Álvaro Santos. João Gião reagiu com as trocas de Lucas Anjos e Paulo Cardoso por Mateo Tanlongo e Gabriel Silva, sendo que Álvaro Santos até esteve muito perto de bisar aos 82’, quando rematou ligeiramente ao lado.

Na baliza oposta, Mauro Couto encontrou Gabriel Silva com um belo cruzamento e o avançado cabeceou para fora.

O Sporting CP tinha mais bola nos instantes finais e teve uma gigante oportunidade de voltar à vantagem aos 90+4’, quando Manuel Mendonça trabalhou bem e assistiu Gabriel Silva, que estava muito bem posicionado para marcar, mas permitiu o corte no momento do remate. O balde de água fria surgiu logo a seguir, quando o árbitro Márcio Torres assinalou pontapé de penálti na área visitada por mão na bola. Reko converteu e fez o 1-2 final para o FC Penafiel.

Os Leões vão, agora, visitar o SC Farense às 14h00 de sábado, 11 de Abril.

JOÃO GIÃO: “O FUTEBOL FOI DURO CONNOSCO”

Após o apito final, João Gião analisou o encontro. “O futebol, hoje, foi duro connosco. Esta modalidade é feita disto mesmo e é por isso que tem a paixão que tem. Acho um jogo bem conseguido da nossa parte. Boa primeira parte, foi justo irmos para o intervalo a ganhar e foi pena não termos feito o 2-0. Tivemos três, quatro oportunidades. Na segunda parte, contra uma boa equipa que está a lutar pela vida, tivemos alguns problemas nos primeiros minutos, mas voltámos a equilibrar. Quem veio do banco ajudou a dar nova energia e quando temos o 2-0 para fazer sofremos o 1-1. O FC Penafiel já estava satisfeito com o empate e ainda estou para perceber como conseguimos falhar o 1-2. Na transição, cometemos o penálti num erro não forçado. A alto nível, estes detalhes pagam-se caro”, disse à Sporting TV no final da partida.

O treinador verde e branco comentou, também, o facto de nunca ter repetido um onze inicial: “É para isso que serve uma equipa B. Ainda ontem estiveram dois jogadores na equipa principal que normalmente estão connosco [Rafael Nel e Flávio Gonçalves]. Oportunidade para outros que deram uma boa resposta. É esse o nosso projecto, a nossa primeira função. Estou satisfeito com quem entrou. O Zaïd Bafdili, por exemplo, ainda não tinha jogado de início na Liga Portugal 2 e deu uma excelente resposta”.

Mauro Couto, que jogou os 90 minutos, também esteve na zona de entrevistas rápidas e deu o seu ponto de vista sobre o desafio da 28.ª jornada da Liga Portugal 2.

“Nos primeiros dez minutos, ainda estávamos a ver o que ia dar e depois conseguimos instalar o jogo. Criámos as nossas oportunidades e dominámos a primeira parte toda. Na segunda parte, voltámos a entrar à espera de acontecer alguma coisa. Quando começámos a crescer, tivemos oportunidades para fazer o 2-0 e não fizemos. Num bom golo, fizeram o 1-1 e o penálti foi azar”, referiu o jogador de 20 anos.

Paulo Cardoso fez o golo dos Leões em Alcochete

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

AUTORITÁRIO REGRESSO AOS TRIUNFOS

AS LEOAS DE MICAEL SEQUEIRA, COM UMA EXIBIÇÃO PERSONALIZADA, GARANTIRAM OS TRÊS PONTOS NUM “DOS MELHORES JOGOS”

QUE REALIZARAM, ESTA TEMPORADA, NO TAPETE VERDE DO ESTÁDIO AURÉLIO PEREIRA.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: Isabel Silva

A equipa principal feminina de futebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e derrotou o SC Braga por 3-1, no passado sábado, em jogo da 15.ª jornada da Liga. Um triunfo importante para as Leoas, que, com uma exibição bem conseguida, venceram e convenceram. Para a recepção às minhotas, Micael Sequeira fez duas alterações relativamente ao onze que, na última jornada, enfrentou o SCU Torreense. O técnico verde e branco promoveu, assim, Telma Encarnação e Joana Martins à titularidade, com a médio a voltar às opções iniciais após a grave lesão sofrida em Outubro.

Numa tarde solarenga no Estádio Aurélio Pereira, foram das verdes e brancas as melhores iniciativas da partida, mas pertenceu ao SC Braga a primeira grande oportunidade de golo. Aos nove minutos, Malu Schmidt surgiu na área após uma desmarcação e rematou a centímetros do poste esquerdo da baliza de Anna Wellmann.

Com o jogo vivo e repartido, foi a equipa da casa a inaugurar o marcador pouco depois, aos 11 minutos. Numa jogada de insistência pela esquerda, Telma Encarnação entrou na área e, perante a saída da guardiã bracarense, fez a bola passar por cima com uma picadinha de pé esquerdo, numa finalização de grande qualidade e frieza.

O Sporting CP cresceu com o golo e, ao quarto de hora, Jeneva Hernández-Gray ficou perto de dilatar a vantagem. A canadiana ‘encheu o pé’ à entrada da área e só uma intervenção segura de Íris Esgueirão impediu o segundo das Leoas. Quem não marca, sofre, dita a gíria popular, e foi isso mesmo que aconteceu. Após uma

04.04.2026

Liga – 15.ª jornada Estádio Aurélio Pereira

SPORTING

3 1

2-1 ao intervalo

Telma Encarnação (11’, 86’), Érica

Malu Schmidt (18’ P)

Cancelinha (43’)

Sporting CP: Anna Wellmann [GR], Ashley Barron, Mackenzie Cherry, Érica Cancelinha, Cláudia Neto (Carla Armengol, 69’), Brenda Pérez [C], Joana Martins (Daniela Arques, 75’), Jeneva Hernández-Gray, Carolina Santiago (Flor Bonsegundo, 75’), Beatriz Fonseca (Georgia Eaton-Collins, 69’) e Telma Encarnação (Samara Lino, 90’). Treinador: Micael Sequeira. Disciplina: cartão amarelo para Beatriz Fonseca (34’) e Joana Martins (72’).

disputa de bola entre Mackenzie Cherry e Malu Schmidt já na grande área, a equipa de arbitragem assinalou grande penalidade a favor do SC Braga. Da marca de onze metros, a brasileira bateu Anna Wellmann e restabeleceu a igualdade aos 18 minutos.

Com tudo igual no marcador, também em campo o jogo se manteve equilibrado e muito disputado. Mais afastadas das balizas nesta fase, as duas equipas foram tentando encontrar espaços e, aos 31 minutos, Jeneva Hernández-Gray descobriu Beatriz Fonseca na profundidade. Já sem grande ângulo, a ala ainda tentou um cruzamento-remate, mas sem a melhor direcção. Aos 43 minutos, o golo acabou mesmo por surgir, mas não foi à primeira, nem tampouco à segunda. Na sequência de um pontapé de canto, Ashley Barron voou mais alto do que tudo e todas e cabeceou à barra; depois, na recarga, Telma Encarnação tentou um pontapé-moinho que Íris Esgueirão desviou como pôde para o poste; à terceira, e de vez, Érica Cancelinha, atenta na pequena área, empurrou a bola para o fundo das redes.

Numa tarde de bom futebol, foi com o 2-1 favorável às Leoas que as equipas recolheram aos balneários. Já no regresso após o intervalo, foi o SC Braga quem surgiu mais ‘atrevido’ e, aos 48 minutos, a inevitável Malu Schmidt rematou ligeiramente por cima do alvo.

A reacção verde e branca não se fez esperar e, no minuto seguinte, foi a também oportuna Telma Encarnação a tentar o bis, mas com o

mesmo desfecho. Com o passar dos minutos, o encontro jogava-se sobretudo no meio-campo e, à hora de jogo, escasseavam as oportunidades flagrantes.

Foi então que Maribel Flores recuperou uma bola na pressão e, em velocidade, serviu Malu Schmidt, valendo o corte providencial de Mackenzie Cherry já na área a afastar o perigo. Aos 69 minutos, Micael Sequeira mexeu no tabuleiro e lançou Georgia Eaton-Collins e Carla Armengol. A espanhola trouxe energia ao jogo e, na primeira vez que tocou na bola, disparou uma ‘bomba’ pela esquerda, forçando Íris Esgueirão a (mais) uma defesa apertada. Seguiu-se então uma sequência ‘de loucos’, depois de 25 minutos mais mornos. Ainda nesse minuto, Maria Miller acelerou pelo corredor direito, rematou e acertou em cheio no poste da baliza de Anna Wellmann. Na jogada seguinte, e quando ninguém o antecipava, Telma Encarnação respondeu na mesma moeda: de muito longe, tentou um chapéu de aba larga à guardiã minhota, mas a bola voltou a embater com estrondo na barra.

O técnico verde e branco voltou a mexer e chamou Flor Bonsegundo e Daniela Arques para os últimos quinze minutos da partida, período em que o Sporting CP se mostrou muito sólido e, aqui e ali, a protagonizar momentos de fino recorte. Seguras a contrariar as investidas bracarenses, as Leoas foram controlando o resultado e acabaram mesmo por ampliar a vantagem a cinco minutos do fim.

MICAEL SEQUEIRA: “DOS MELHORES JOGOS QUE FIZEMOS EM CASA”

Após o triunfo frente ao SC Braga, Micael Sequeira destacou a qualidade da exibição verde e branca e a forma como a equipa reagiu ao golo sofrido. “Globalmente, foi um bom jogo. Penso que estivemos bem nos diferentes momentos. Acabámos por fazer três bons golos, com mais duas bolas nos postes que também poderiam ter dilatado a vantagem. Foi uma boa vitória, uma boa resposta do grupo perante um adversário que valorizou muito a vitória e a quem não tínhamos conseguido vencer este ano”, começou por dizer o técnico, em declarações à Sporting TV, antes de deixar elogios às suas Leoas.

“É de realçar a atitude que as minhas jogadoras tiveram. Quiseram ganhar desde o primeiro minuto e foram à procura disso”, frisou, realçando ainda a capacidade de resposta perante o empate.

“Podia ter provocado, emocionalmente, um golpe muito duro, mas a equipa manteve-se concentrada naquilo que tinha de fazer: ser protagonista do jogo, ter mais bola. Penso que foi dos melhores jogos que fizemos aqui em casa e as jogadoras estão de parabéns”, destacou ainda Micael Sequeira.

A fechar, o técnico não teve dúvidas quanto aos objectivos para a recta final do campeonato: “ganhar os três jogos”, garantiu.

Tudo começou numa jogada colectiva de excelência, na qual Carla Armengol, a surgir pela direita, testou os reflexos de Íris Esgueirão – que desviou a bola pela linha de fundo com mais uma excelente intervenção. Na sequência do pontapé de canto, Telma Encarnação elevou-se e, de cabeça, fez o seu sexto golo na Liga, o segundo da partida e o tento da tranquilidade definitiva.

Aos 90 minutos, a avançada ainda deu lugar a Samara Lino sob um forte aplauso, mas o marcador já não sofreria alterações. Segue-se agora uma pausa para compromissos internacionais, antes de o Sporting CP voltar à acção frente ao Rio Ave FC, no fim-de-semana de 25 de Abril.

Telma Encarnação, a melhor jogadora em campo, abriu e selou o marcador

FUTEBOL FORMAÇÃO SUB-23

REVIRAVOLTA MERECIDA NA SEGUNDA PARTE

GUILHERME SANTOS E DÉLCIO AURÉLIO, ESTE

Texto: Luís Santos Castelo

Fotografia: Isabel Silva

A equipa sub-23 de futebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu, na segunda-feira, o SC Braga por 2-1 na 11.ª jornada da fase de apuramento de campeão da Liga Revelação. O triunfo foi conseguido nos 45 minutos finais, depois do 0-1 ao intervalo.

O início da partida não sorriu aos Leões, que sofreram golo logo aos seis minutos graças a uma boa finalização de Daniel Rozzuvaylo. Na tentativa de resposta, Kauã Oliveira rematou de longe, mas muito para fora, enquanto Nuno Patrício obrigou Tiago Leitão, guardião verde e branco, a defender com segurança.

Aos 24’, os minhotos ficaram desfalcados quando João Salvador viu o cartão vermelho directo por travar Sandro Ferreira quando este ia isolado para a baliza. O momento acabou por mudar a toada, permitindo ao Sporting CP começar a dominar cada vez mais as incidências.

Viu-se logo aos 27’, quando Guilherme Santos, na recarga após um primeiro tiro contra a barreira, fez com que o guarda-redes Romário Cunha se tivesse de esticar. Mais perto do intervalo, Kauã Oliveira bateu um livre directamente para fora.

Por fim, no último minuto do tempo regulamentar da metade inicial, Guilherme Santos voltou a testar Romário Cunha de fora da área, provocando uma excelente defesa para canto. Para o segundo tempo, Atanásio Cunha e Rafael Mota deram lugar a Daniel Ciesielski e Ivanildo Mendes e o Sporting CP cresceu muito, conseguindo entrar muito bem. A pressionar o adversário, tanto Manuel Kissanga como Délcio Aurélio e Rayhan Momade tentaram a sua sorte nos primeiros minutos.

06.04.2026

Liga Revelação

Ap. Campeão – 11.ª jornada

Estádio Aurélio Pereira

SPORTING CP SC

0-1 ao intervalo

Guilherme Santos (55’ P), Délcio Aurélio (90+2’)

Aos 54’, o recém-entrado Ivanildo Mendes – autor de uma boa exibição - sofreu falta na área bracarense e o árbitro Rui Madeira assinalou pontapé de penálti. Chamado a converter, Guilherme Santos não desiludiu e fez o empate no marcador.

Continuou por cima o Sporting CP, que criou várias oportunidades para consumar a reviravolta. Kauã Oliveira, a pouco mais de meia-hora do fim, recuperou a bola no ataque e deu o golo a Manuel Kissanga, mas este atirou contra um defesa. Pouco depois, Manuel Kissanga juntou-se a Sandro Ferreira em mais duas substituições, desta vez para as entradas de Martim Peixoto e Diogo Martins.

Cheirava a golo do Sporting CP, mas cada vez mais parecia que o 1-1 ia ser a realidade final. Contudo, aos 90+2’, Guilherme Santos voltou a estar em destaque e lançou Rayhan Momade na esquerda com um passe de génio. O camisola 11, por sua vez, assistiu Délcio Aurélio no coração da área e o angolano finalizou para o segundo poste, apontando o primeiro golo de verde e branco e dando a vitória ao Sporting CP. Pouco mais se jogou e o 2-1 prevaleceu com naturalidade e justiça. Os jovens Leões vão, agora, visitar o SCU Torreense (terça-feira, 14 de Abril, 15h00).

FILIPE NETO: “VITÓRIA ASSENTA‑NOS BASTANTE BEM”

Daniel Rozzuvaylo (6’)

Sporting CP: Tiago Leitão [GR], Konstantin Nikitenko (Edgar Sequeira, 82’), Atanásio Cunha (Daniel Ciesielski, 45’), Miguel Alves [C], Rafael Mota (Ivanildo Mendes, 45’), Guilherme Santos, Délcio Aurélio, Kauã Oliveira, Sandro Ferreira (Diogo Martins, 62’), Manuel Kissanga (Martim Peixoto, 62’) e Rayhan Momade. Treinador: Filipe Neto. Disciplina: cartão amarelo para Guilherme Santos (35’), Kauã Oliveira (66’) e Miguel Alves (88’).

Na resposta do SC Braga, Daniel Rozzuvaylo procurou o bis com um remate por cima, com Miguel Alves, do outro lado, também a procurar marcar, mas de longe. Aos 72’, nova grande chance: Guilherme Santos lançou Délcio Aurélio com um grande passe, mas Romário Cunha venceu o cara-a-cara com o jogador Leonino.

Pouco depois, um grande cruzamento de Ivanildo Mendes encontrou a cabeça de Diogo Martins, que falhou o alvo por muito pouco. Já nos dez minutos finais, Edgar Sequeira entrou para o lugar de Konstantin Nikitenko e estreou-se pelos sub-23 do Sporting CP. Logo a seguir, Délcio Aurélio colocou a bola na área e Diogo Martins rematou… ao poste.

No final, Filipe Neto analisou o encontro. “Até à expulsão [do jogador do SC Braga], o jogo estava a ter uma toada diferente. O SC Braga estava muito bem no jogo e nós estávamos com algumas dificuldades. Depois da expulsão, o jogo mudou um pouco. Conseguimos criar muito mais situações de finalização e o SC Braga baixou bastante. Podíamos ter marcado mais golos, mas a vitória assenta-nos bastante bem”, começou por dizer à Sporting TV. Para o treinador verde e branco, “esta equipa nunca teve falta de confiança”. “Se virmos todos jogos, lutámos pelo resultado em todos com a excepção de um. Simplesmente não conseguimos concretizar os nossos golos, mas nunca foi falta de confiança. Hoje, realmente, contra dez estivemos mais próximos da baliza adversária, mas jogar contra blocos baixos não é fácil. A equipa demonstrou, mais uma vez, resiliência ao dar a volta. Ganhámos e queremos ganhar mais vezes, mas sempre com os padrões da Academia de formar jogadores para estarem em patamares mais altos. Já foram utilizados 50 jogadores na Liga Revelação e muitas estreias absolutas”, acrescentou. Délcio Aurélio, autor do golo da vitória já depois dos 90’, também marcou presença na zona de entrevistas rápidas: “A partida foi muito difícil e as equipas estiveram bem. Durante a semana, trabalhámos para conseguir a vitória hoje e foi o que fizemos. (…) Ao intervalo, o míster pediu calma e paciência para chegarmos à baliza e fazer golos. Estamos todos felizes pela vitória. (…) [Marcar] é uma sensação única. Desde que cheguei ao Sporting CP que trabalhei para isso. Fiz o meu golo, foi a minha estreia a marcar e estou muito feliz”.

Délcio Aurélio resolveu o jogo ao marcar pela primeira vez com a camisola do Sporting CP

FUTEBOL FORMAÇÃO SUB-19

GOLO AO CAIR DO PANO PREMIOU JOVENS LEÕES

NUM DÉRBI NEM SEMPRE BEM, MAS CERTAMENTE MUITO DISPUTADO, SPORTING CP E SL BENFICA DIVIDIRAM PONTOS. OS JOVENS

LEÕES DE JOSÉ JOÃO, QUE ESTIVERAM A VENCER MAS PERMITIRAM A REVIRAVOLTA AOS RIVAIS, CONSEGUIRAM O JUSTO EMPATE NOS INSTANTES FINAIS DE UMA PARTIDA ONDE, COM CARÁCTER E PERSONALIDADE, SE MOSTRARAM A BOM NÍVEL DURANTE OS 90 MINUTOS.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: João Pedro Morais

A equipa sub-19 de futebol do Sporting Clube de Portugal empatou com o SL Benfica (2-2), no passado sábado, em jogo da oitava jornada da fase de apuramento de campeão de juniores. Um dérbi eterno com cambalhotas no marcador, muita alma e bom futebol, que terminou com a divisão de pontos e uma exibição convincente dos jovens Leões. Numa primeira parte com a posse de bola repartida, mas com uma entrada muito forte do Sporting CP, foram os verdes e brancos quem mais vezes e com mais perigo se aproximou da área adversária. Aos 11 minutos, Sérgio Siza deu o primeiro aviso: o remate, à entrada da área, saiu à figura de Leonardo Lopes. Já aos 15 minutos, Miguel Almeida esteve muito perto de inaugurar o marcador. Isolado após uma recuperação alta, o capitão rematou, mas o guardião do SL Benfica negou o primeiro golo verde e branco. Um minuto depois, aos 16’, André Machado também ameaçou, mas o cabeceamento do defesa saiu às malhas laterais.

04.04.2026

Campeonato Nacional Sub 19

Ap. Campeão – 8.ª jornada Benfica Campus (Campo n.º 1), Seixal SL BENFICA SPORTING CP

2 2

0-0 ao intervalo Tiago Rodrigues (59’), Jaden Umeh (67’) Jakub Stasiak (51’), João Rijo (90+3’)

Sporting CP: Alexandre Tverdohlebov [C], André Machado, Jakub Stasiak (Santiago Fernandes, 64’), Diego Coxi, Afonso Lee (João Rijo, 81’), Sandro Gamboa (Argyris Christodoulou, 81’), Frederico Gomes, Rafael Camacho, Miguel Almeida [C], Leonardo Varela (Estefânio Rúben, 73’) e Sérgio Siza (José Mendes, 73’). Treinador: José João. Disciplina: cartão amarelo para Rafael Camacho (57’) e Sandro Gamboa (74’).

Do outro lado, aos 18 minutos, os visitantes criaram perigo na sequência de um livre, mas Alexandre Tverdohlebov respondeu com segurança e segurou a bola a dois tempos. Já aos 34 minutos, foi a vez de Frederico Gomes voltar a testar a atenção do guardião das águias, que voltou a fechar os caminhos para a sua baliza. Superiores no tapete verde, os Leões acabaram por chegar à vantagem no arranque do segundo tempo. Antes, aos 50’, Leonardo Lopes ainda desviou para o poste o remate de Rafael Camacho, mas nada conseguiu fazer aos 52 minutos. Na sequência de um pontapé de canto, Jakub Stasiak

apareceu no coração da área para fazer o 1-0, depois de um primeiro cabeceamento de Sandro Gamboa ao segundo poste. A resposta do SL Benfica surgiu, contudo, pouco depois, aos 60 minutos. Numa transição rápida, os encarnados chegaram às imediações da área do Sporting CP e, após um primeiro remate de meia-distância, Tiago Rodrigues apareceu na cara de Alexandre Tverdohlebov para finalizar.

Apesar do golpe, a equipa de José João manteve a atitude e continuou à procura do golo. Aos 64’, Miguel Almeida tentou novamente o remate, mas a bola saiu por cima do

alvo. Porém, aos 68’, foi mesmo o SL Benfica a concretizar a reviravolta, num livre directo de muito longe de Jaden Umeh.

Os Leões não baixaram os braços.

Aos 71 minutos, Miguel Almeida voltou a estar em evidência, desta vez com um remate ao lado, e a insistência leonina acabaria por ser premiada nos instantes finais: aos 90+4’, João Rijo apareceu fulgurante à entrada da área para resolver uma jogada de ressaltos, fez o 2-2 e trouxe justiça ao desempenho dos jovens Leões ao longo dos 90 minutos.

Na próxima jornada, o Sporting CP volta a jogar fora de portas, desta vez no terreno da UD Leiria.

JOSÉ JOÃO: “RESULTADO ACABA POR

SER JUSTO”

Após o empate frente ao SL Benfica, José João destacou o equilíbrio do encontro e a resposta dada pelos seus jogadores, num “jogo competitivo entre duas boas equipas”.

“Foi um jogo maduro, até para estes jovens de sub19. Nem sempre bem jogado, mas com uma grande entrega das duas partes. Um jogo muito nivelado, onde o resultado acaba por ser justo”, começou por dizer o técnico, em declarações à  BTV, responsável pela transmissão televisiva do encontro, antes de destacar a entrega da equipa até ao apito final. “O Sporting CP acaba por fazer golo nos últimos momentos, num jogo em que tivemos mais chances e poderíamos ter feito o segundo golo mais cedo. Mas, no fundo, fica uma boa imagem da nossa equipa”, frisou, apontando ainda melhorias no comportamento colectivo dos seus jogadores. “Vínhamos de um jogo há três semanas, uma derrota muito pesada contra outro rival. Não diferimos muito em termos de atitude, mas o que é facto é que hoje tivemos mais rigor naquilo que são os nossos posicionamentos e nas nossas tomadas de decisão. Conseguimos nivelar o jogo com um rival muito forte e acaba por ser um jogo extremamente equilibrado, contra uma equipa que também é colectivamente muito forte”, rematou o técnico.

Golo de João Rijo trouxe outra justiça ao resultado

FIM DA PRIMEIRA VOLTA COM (MAIS) UMA VITÓRIA

A FECHAR A PRIMEIRA VOLTA, OS VERDES E BRANCOS IGUALAM O FC PORTO NO TOPO DA TABELA CLASSIFICATIVA, COM 20 PONTOS, E PROLONGAM UM MOMENTO DE FORMA MUITO POSITIVO, AGORA COM CINCO VITÓRIAS CONSECUTIVAS.

Texto: Filipa Santos Lopes Fotografia: Isabel Silva

A equipa sub-15 de futebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o Vitória SC por 2-0, na manhã da passada terça-feira, em jogo da nona jornada da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional de iniciados.

Com a ameaça de chuva a pairar sobre o relvado do Estádio Aurélio Pereira, foi dos Leões a primeira jogada de perigo do encontro, aos cinco minutos. Valeu o corte de João Salgado, a tirar ‘o pão da boca’ a Aladjé Mussa, que, já dentro da área e de frente para a baliza, se preparava para alvejar o alvo.

Aos 11 minutos, o avançado voltou a ameaçar, desta vez de meia distância.

Após um bom cruzamento pela direita, o camisola 11 armou um remate à meia-volta, à entrada da área, mas a bola saiu ligeiramente por cima do travessão.

O Vitória SC respondeu aos 13 minutos. Numa jogada de insistência pela esquerda, Renato Incanha trabalhou bem no bico da área e rematou em arco. O vitoriano teve pontaria a mais e a bola embateu com estrondo na barra da baliza de Joaquim Cabeçana.

07.04.2026

Campeonato Nacional Sub 15 Ap. Campeão – 9.ª jornada Estádio Aurélio Pereira

SPORTING CP VITÓRIA SC

2 0

1-0 ao intervalo

David Makinde (36’, 76’)

Sporting CP: Joaquim Cabeçana [GR], João Rodrigues (César Sousa, 50’), Salmán Umarji, Borine Nanque, Martim Sousa (Simão Margato, 50’), Luís Gonçalves [C] (Duarte Amado, 80’), Igor Ribeiro (Bernardo Busatori, 50’), Jacobo Aparício (Daniel Lopes, 56’), Diego Monteiro (Vasco Ferreira, 56’), David Makinde (Edson Cotta, 80’) e Aladjé Mussa (Laurindo Mendonça, 56’). Treinador: João Lourenço.

Os verdes e brancos voltaram a estar perto do golo aos 18 minutos. Na sequência de um pontapé de canto, Diego Monteiro cabeceou no coração da área, na tentativa de servir um colega em melhor posição. Sem sofrer qualquer desvio, o esférico passou a centímetros do poste esquerdo. Dois minutos depois, Aladjé Mussa, com um detalhe individual delicioso, conduziu pela esquerda e descobriu David Makinde na pequena área. O ‘10’ não acertou bem no remate e a bola, sem força e pouco enquadrada, perdeu-se pela linha de fundo.

O jogo manteve-se vivo e, aos 32 minutos, Aladjé Mussa, lançado na profundidade, apareceu novamente na cara de Guilherme França. Desta vez, o remate saiu à figura, directamente para as mãos do guardião visitante.

Aos 36 minutos, os verdes e brancos chegaram ao já merecido golo. David Makinde, à sua imagem, conduziu veloz pela esquerda, deixou um adversário para trás e entrou na área, onde foi derrubado em falta. Foi o próprio a assumir a responsabilidade e, com um remate colocado ao ângulo, inaugurou o marcador da marca dos 11 metros.

Até ao intervalo, prevaleceu o equilíbrio. Nuns 40 minutos em que o Sporting CP revelou maior assertividade na chegada e na definição dos lances, os Leões acabaram por justificar a vantagem mínima com que recolheram aos balneários.

No arranque do segundo tempo, foi o Vitória SC, contudo, quem surgiu com mais bola e presença no último terço. Os vimaranenses, à procura de outro resultado, apostaram sobretudo nas transições rápidas para se aproximarem de zonas mais adiantadas do terreno.

Não surpreende, assim, que, aos 50 minutos, João Lourenço tenha promovido três alterações de uma assentada: o técnico verde e branco remodelou o corredor esquerdo na totalidade e lançou César Sousa, Bernardo Busatori e Simão Margato no jogo.

Cinco minutos depois, os Leõezinhos podiam ter feito o 2-0. David Makinde, agora pela direita, voltou a ‘trocar os olhos’ à defensiva adversária e cruzou para Diego Monteiro, mas o guardião visitante chegou primeiro e evitou males maiores. No minuto seguinte, o Sporting CP fez mais três alterações, o que obrigou João Lourenço a delinear um novo desenho táctico. Já com Daniel Lopes, Vasco Ferreira e Laurindo Mendonça em campo, Bernardo Busatori, à entrada da área, procurou o golo e ficou a milímetros de o conseguir.

Aos 62’, o Vitória SC voltou a criar pelo corredor esquerdo, numa boa combinação entre Renato Incanha e Eduardo Tereso, que, já em zona perigosa, rematou para um desvio providencial a evitar o golo.

Ataque de um lado, resposta do outro: aos 66 minutos, David Makinde voltou a deixar para trás a marcação e, desequilibrador, descobriu Simão Margato dentro da área. A finalização não foi a melhor, mas no ar ficava a sensação de golo iminente para qualquer uma das equipas.

E foi, sem surpresa, o virtuoso jogador verde e branco quem acabaria por ser premiado, aos 76 minutos, depois de mais um lance individual de excelência. Sozinho e em progressão, David Makinde galgou metros sem oposição. Já no momento de finalização, rematou ‘em chapéu’ para bisar e sentenciar a partida. Uma obra de arte, num autêntico momento de David contra Golias, perante vários adversários que não tiveram pernas para o travar. Duarte Amado e Edson Cotta ainda entraram para dar o seu contributo nos minutos finais, mas o marcador já não sofreria alterações. Sempre mais criteriosos com bola e seguros sem ela, os Leões confirmaram uma vitória justa, com o peso do talento individual no último terço sustentado pela consistência colectiva.

JOÃO LOURENÇO: “CONSEGUIMOS AGARRAR‑NOS UNS AOS OUTROS”

Após o apito final, João Lourenço mostrou-se feliz pelo triunfo dos jovens Leões num “jogo equilibrado e difícil”. “Uma equipa do Vitória SC com muita qualidade no seu processo ofensivo, que nos causou dificuldades pela mobilidade que apresenta. Tivemos de estar bem organizados, muito juntos, até porque a equipa estava desgastada. Viemos de um fim-de-semana muito exigente, com dois torneios, duas finais e muitos jogos”, começou por analisar o técnico, em declarações à Sporting TV

“Conseguimos agarrar-nos uns aos outros, proteger a nossa baliza e, depois, quando tivemos de ir para a frente e tentar ferir o adversário, acabámos por consegui-lo”, resumiu João Lourenço, que uma vez mais reforçou total confiança em todo o grupo de trabalho.

Assim, o treinador verde e branco garantiu que operou oito substituições não apenas pelo cansaço, mas porque os seus jogadores “merecem”, de forma igual, ter a oportunidade de mostrar o seu jogo. “Fizeram todos um bom torneio em termos competitivos e nós confiamos em todos. É importante dar-lhes experiências deste nível para que continuem a evoluir”, apontou.

Em igualdade pontual com o FC Porto no topo da tabela, João Lourenço valorizou o processo acima da classificação.

“É bom estar nos lugares cimeiros, claro, mas acima de tudo é importante continuar a evoluir como temos vindo a fazer. Percebermos para onde queremos caminhar e continuar a fazê-lo em cada treino e em cada jogo”, rematou o técnico.

Autor dos dois golos da partida, também David Makinde se mostrou satisfeito com a exibição da equipa.

“Acho que jogámos bem. Foi uma semana difícil, mas estivemos bem e fomos mais eficazes na finalização. Estou muito feliz com os meus golos”, afirmou o Leão de 14 anos, que destacou o papel dos colegas e da equipa técnica nesse bis.

“Só tive sorte, foi graças a eles e queria agradecer-lhes”, atirou David Makinde, que não escondeu a ambição para a segunda volta do campeonato.

“[A liderança] é claramente onde queremos estar”, garantiu, a fechar.

David Makinde, com um bis, foi decisivo

OPEN DAY

Vem treinar como uma Leoa

19 de abril

10h00 – 12h00

Raparigas nascidas entre 2012 e 2017

Multidesportivo, Estádio José Alvalade

Inscreve-te já

MODALIDADES HÓQUEI EM PATINS

DANILO RAMPULLA: “GANHAR COM A NOSSA SELECÇÃO É UM SENTIMENTO ÚNICO”

JUNTO A ‘NOLITO’ ROMERO E FACUNDO BRIDGE, DANILO RAMPULLA CONQUISTOU A TAÇA DAS NAÇÕES PELA ARGENTINA E O CAMISOLA DEZ REVELOU-SE O HERÓI DA FINAL COM UM ‘BIS’. EM DECLARAÇÕES À SPORTING TV, O HOQUISTA RECUPEROU AS SENSAÇÕES DO TORNEIO, ONDE ENFRENTOU COLEGAS DE EQUIPA TAMBÉM E JÁ FEZ MIRA ÀS VÁRIAS FRENTES QUE SE SEGUEM DE LEÃO AO PEITO.

Texto: Xavier Costa Fotografia: João Pedro Morais, José Lorvão

Com a tradicional Taça das Nações ( Coupe des Nations ), um torneio já centenário (iniciados em 1921), Montreux, na Suíça, voltou a ser o epicentro do melhor hóquei em patins de selecções. Houve muitos Leões em acção e o trio argentino composto por Danilo Rampulla, Gonzalo Romero e Facundo Bridge saiu de lá com as melhores razões para sorrir: a albiceleste venceu a prova pela segunda edição consecutiva.

“Foi muito bom. Ganhar com a nossa selecção é um sentimento único. No torneio acho que fomos de menos a mais, em crescendo como equipa. Tivemos um jogo na fase de grupos que nos magoou um pouco [derrota por 5-2 com a Itália], mas depois tivemos essa desforra na final [2-0]. Correu muito bem. Temos uma equipa que dá sempre tudo até ao último minuto e isso ficou demonstrado na pista”, deu conta Rampulla, o herói argentino na Taça das Nações, já de regresso.

Depois de a Argentina ter passado no grupo A como segunda classificada (seis pontos), atrás da Itália (nove), o camisola dez do Sporting CP começou a brilhar e com muito impacto nas meias-finais. Frente a Portugal, com Xano Edo na baliza e Rafa Bessa na pista, Rampulla assistiu para os dois primeiros golos da sua selecção

e ainda apontou o terceiro (1-3), contribuindo para a passagem à final e, ao mesmo tempo, para a eliminação lusa – Portugal acabou no terceiro lugar por ter vencido a Espanha (32) no jogo de atribuição do lugar. E na grande decisão o avançado foi novamente o protagonista: com uma forte stickada aos oito minutos e um golo fácil na baliza deserta já no último minuto, ‘bisou’ contra a Itália do colega Alessandro Verona e resolveu tudo.

Apesar dessa influência notável, Rampulla preferiu distribuir os méritos por toda a equipa. “Fomos todos muito fundamentais. O hóquei é um jogo muito colectivo, onde o primordial é a defesa. Tivemos essa atitude e isso levou-nos, neste caso, a que eu pudesse marcar, mas podia ter sido outro. Acho que a forma como defendemos foi o que nos definiu como equipa”, valorizou.

Certo é que a veia goleadora de Rampulla na Taça das Nações já estava a ser evidenciada de Leão ao peito, destacando-se como o melhor marcador do plantel verde e branco (43 golos) na sua época de estreia no Clube.

Ainda ao serviço da Argentina, Romero e Bridge também deixaram a sua marca com um golo cada na partida frente ao Montreux HC (7-1) na fase de grupos. Verona, ao serviço de Itália, também marcou ao mesmo adversário, além de ter inaugurado o marcador na meia-final vencida à

Espanha com recurso a prolongamento (6-4).

“É sempre um pouco difícil jogar contra os colegas, mas há muito respeito entre nós, sabemos que faz parte da nossa profissão. Acho que tivemos todos um bom desempenho a nível individual”, considerou Danilo

Rampulla, assegurando de imediato que o foco já está no Sporting CP e, por isso, os objectivos voltam a ser comuns a todos.

“Já falei com todos e acho que estamos todos contentes pelo progresso e, agora, já estamos a pensar no Clube e nesta recta final. Vai ser muito

importante para nós”, acrescentou o avançado de 27 anos, sem dúvidas de que esta já frutífera temporada “ainda pode melhorar”. “Acho que chegamos à fase de decisões. Vamos ter a Taça de Portugal, depois a WSE Champions League, o Campeonato... Temos muita coisa pela frente”, traçou.

Rampulla brilhou com a Argentina e foi decisivo para o troféu
Houve vários Leões em acção na Taça das Nações

MODALIDADES ANDEBOL

QUATRO GOLOS DE VANTAGEM NA BAGAGEM PARA A POLÓNIA

FRENTE AO PODEROSO CONJUNTO POLACO, OS LEÕES DE RICARDO COSTA MOSTRARAM, UMA VEZ MAIS, ESTAR AO NÍVEL DOS MAIORES CLUBES DA EUROPA E PARTIRAM COM VANTAGEM PARA A SEGUNDA E DECISIVA PARTIDA, QUE SE DISPUTOU JÁ APÓS O FECHO DESTA EDIÇÃO.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: João Pedro Morais

A equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o SPR Wisła Płock por 33-29, na passada quinta-feira, em jogo da primeira-mão do  play-off de acesso aos quartos-de-final da EHF Champions League. A segunda-mão da eliminatória disputou-se na noite de ontem, já após o fecho de edição do Jornal Sporting.

Com posse de bola a abrir o jogo, o Sporting CP inaugurou o marcador cedo (1-0) e, a fechar de forma competente os caminhos para a sua baliza, foi adiando o primeiro golo visitante, que só chegou perto dos três minutos de jogo (1-1). Na jogada seguinte, os Leões passaram novamente para a frente, por intermédio de Francisco Costa, que de mão quente fez o segundo golo dos verdes e brancos e da conta pessoal, mas o SPR Wisła Płock conseguiu inverter o resultado (2-3). Orri Þorkelsson repôs o empate desde a linha de sete metros e, em superioridade numérica, o Sporting CP voltou a agarrar a liderança com um bom golo de Martim Costa.

Aos oito minutos, a aproveitar bem algum desacerto dos polacos no ataque, os Leões cavaram pela primeira vez uma diferença de mais de um golo no marcador (5-3), que, pela mão de Francisco Costa e após falhanços de um lado e do outro, conseguiram mesmo dilatar (7-4).

Com Mohamed Ali a fechar a baliza e um ambiente arrepiante no Pavilhão João Rocha, os verdes e brancos continuaram por cima do jogo e, aos 15 minutos, já venciam por 10-6. Aos 17’, e mesmo com os Leões em inferioridade numérica, o guardião egípcio voltou a

brilhar e defendeu um livre de sete metros, Jan Gurri fez o 11-7 e, depois, Orri Þorkelsson finalizou na perfeição uma excelente jogada colectiva e deixou a diferença em cinco golos (12-7) - o que levou o treinador do SPR Wisła Płock a pedir pausa técnica.

Mohamed Ali, porém, continuava inspiradíssimo e, com uma enorme defesa, negou mais um golo aos polacos. Quem na resposta não falhou foi Carlos Álvarez, que aos 20 minutos e com um belo chapéu assinou o 13-7.

A fazer uma exibição irrepreensível nas duas metades da arena, o Sporting CP duplicou em número os golos visitantes (14-7) e, com os níveis de concentração elevadíssimos, mantinham a diferença de sete golos com três minutos para fechar o primeiro tempo (17-10).

Com o cronómetro a acelerar para o intervalo, ainda houve tempo para mais um golpe de génio de Mohamed Ali e para Martim Costa colocar a diferença em oito golos, antes de o SPR Wisła Płock fixar o 19-12 com que as equipas desceram para os balneários.

Com o regresso para a segunda parte, repetiu-se também a história da primeira: Mohamed Ali, a assumir-se de forma inevitável como o grande protagonista da partida, negou o golo aos polacos nos seus dois primeiros ataques e Salvador Salvador apareceu para um 20-12 muito celebrado pelos Sportinguistas.

Os Leões galvanizaram-se, o contrário aconteceu com os visitantes, e rápida e naturalmente

os comandados de Ricardo Costa chegaram aos dez golos de diferença. A vencer por 23-13 aos 35 minutos, o Sporting CP impôs o seu ritmo, controlou de forma segura as incidências da partida e, apesar da tentativa de reacção do SPR Wisła Płock, mantinha-se confortável no encontro (27-19 aos 44’).

A partir daí, os Leões deram mostras de alguma quebra, e, há quatro minutos sem marcar, abriram espaço para que os visitantes, a correr atrás do prejuízo, continuassem a recuperar um resultado que abrisse melhores perspectivas para a segunda-mão (27-22).

Ricardo Costa pediu então  time-out, mas Orri Þorkelsson voltou a falhar dos sete metros quando, conscientes da importância do momento, as bancadas do Pavilhão João Rocha voltaram a fazer-se ouvir de forma ruidosa. Martim Costa desbloqueou por fim o nó aos 50 minutos (28-23) e, já com André Kristensen na baliza, o camisola 79 voou logo depois para o 29-24. A assumir a responsabilidade nos minutos finais, foi também do lateral-esquerdo o 30.º golo verde e branco no jogo. Aos 54 minutos, quando o Sporting CP vencia por 31-26, o técnico visitante voltou a pausar o encontro, mas, sérios até ao fim da partida, os Leões souberam sofrer – com o ferro da baliza e o talento de Mohamed a ajudar – e viajaram até à Polónia com uma preciosa diferença de quatro golos (33-29) e os quartos-de-final a acenar, já Ali...

RICARDO

COSTA:

“CONTENTE COM AQUILO QUE FIZEMOS”

Após o triunfo frente ao SPR Wisła Płock, Ricardo Costa esteve presente em conferência de imprensa, onde analisou a exibição verde e branca e perspectivou o jogo da segunda-mão.

Análise ao jogo

“Acho que foi um grande jogo de andebol. Mesmo se ganhássemos por oito ou nove golos, não sairia daqui com a sensação de que a eliminatória está fechada. Acho que fizemos um grande trabalho. Quebrámos na segunda parte, tal como o SPR Wisła Płock na primeira, não apenas pela componente física, mas porque eles também melhoraram a nível defensivo. O guarda-redes apanhou mais bolas, nós também falhámos algumas oportunidades claras de finalização que nos podiam manter numa diferença maior… mas se me dissessem que este seria o resultado ao fim de 60 minutos assinaria por baixo. Por isso, contente com aquilo que fizemos. Sabemos que vamos passar por dificuldades em Plock e que podemos fazer algumas coisas melhor, e é nisso que nos vamos concentrar”.

Resposta de uma grande equipa eu ropeia após os problemas no Dragão “Não temos de provar nada a ninguém, só a nós. Somos uma grande equipa e temos vindo a mostrar isso. Dificilmente coisas como as por que passámos nos abalam e a nossa resposta damo-la dentro de campo. Somos uma equipa forte, unida, uma equipa em que ‘onde vai um, vão todos’. Não temos, nem eu, nem eles, de provar nada a ninguém. Somos um só e por isso damos este tipo de respostas”.

A chave para segurar a eliminatória “Será um jogo completamente diferente na casa do nosso adversário, vai ser duro, mas não devemos pensar nos quatro golos e temos de encarar o jogo como uma final e jogar como jogámos aqui”.

Cobiça de outros emblemas “Há anos que somos cobiçados e ainda aqui estamos. Não é de hoje e é normal que não seja só o Ricardo, o Kiko e o Martim: temos um conjunto de jogadores de topo mundial, mas convivemos com esta realidade há cinco ou seis anos e cá estamos nós”.

Mohamed Ali, com uma exibição de enorme categoria, foi decisivo para a vitória Leonina
Sporting CP: Edy Silva (1), Emil Berlin, Carlos Álvarez (1), Francisco Costa (10), Jan Gurri (3), Pedro Martínez, Salvador Salvador [C] (3), Orri Þorkelsson (6), Mamadou Gassama, André Kristensen [GR], Diogo Branquinho, Filipe Monteiro, Christian Moga, Martim Costa (9), Mohamed Ali e Victor Romero. Treinador: Ricardo Costa.

MODALIDADES BASQUETEBOL

VENCERAM E CONVENCERAM

SC VASCO DA GAMA NÃO CONSEGUIU TRAVAR OS LEÕES EM MATOSINHOS.

Texto: Luís Santos Castelo

A equipa masculina de basquetebol do Sporting Clube de Portugal visitou e venceu, no passado sábado, o SC Vasco da Gama por 81-112 na 19.ª jornada da fase regular da Liga. O quarto inicial, em que os Leões en-

04.04.2026

Liga – Fase regular – 19.ª jornada Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos

23-25, 18-30, 21-26 e 19-31

Sporting CP: Brandon Johns Jr. (12), Uwais Razaque, Maleeck HardenHayes (13), Miguel Correia (12), Rui Palhares (16), Francisco Amarante (15), Claude Robinson (4), André Cruz (13), João Fernandes (2), Malik Morgan (15) e Stephan Swenson (10). Treinador: Luís Magalhães.

traram com Miguel Correia, Francisco Amarante, Maleeck Harden-Hayes, João Fernandes e Brandon Johns Jr., foi o mais equilibrado. Francisco Amarante apontou os seis pontos inaugurais do emblema de Alvalade e Maleeck Harden-Hayes fez o primeiro dos vários triplos conseguidos neste período.

Com uma grande assistência de João Fernandes, Francisco Amarante fez o 10-11 e, pouco depois, também acertou de três. Malik Morgan conseguiu dois triplos e André Cruz lançou mais um, mas o SC Vasco da Gama também estava forte e no final do primeiro quarto o marcador assinalava a ligeira vantagem de 23-25. Os dez minutos que se seguiram foram completamente diferentes.

O Sporting CP entrou a todo o gás graças às mãos quentes de Rui Palhares, Stephan Swenson, André Cruz e Claude Roobinson e registou um parcial positivo de 2-17, trans-

formando um resultado equilibrado num confortável 25-42.

Os nortenhos conseguiram melhorar nos últimos instantes da primeira metade, mas não impediram mais dois triplos de Malik Morgan e, ao intervalo, a diferença era de 14 pontos (41-55).

Se a tarefa já estava complicada para o adversário, o Sporting CP tratou de acabar com as dúvidas no terceiro quarto. Com pontos de Brandon Johns Jr., Stephan Swenson, Maleeck Harden-Hayes e Francisco Amarante, o fosso chegou aos 20 pontos (43-63).

Destaque ainda para os dois vistosos triplos de Maleeck Harden-Hayes e, pelo meio, para a jogada de alley-oop finalizada por Brandon Johns Jr. com assistência de Stephan Swenson. João Fernandes fez os últimos pontos Sportinguistas no terceiro quarto e o marcador assinalava 62-81 com apenas dez minutos pela frente.

BASQUETEBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

RESPOSTA PORTENTOSA

NÃO EVITA O TUDO OU NADA EM CARCAVELOS

NA ABERTURA DOS PLAY-OFFS, AS LEOAS ATÉ REAGIRAM EM GRANDE FRENTE ÀS VENCEDORAS DA FASE REGULAR, MAS ACABARAM POR QUEBRAR NO FIM E, ASSIM, FICAM OBRIGADAS A VENCER NO REDUTO ADVERSÁRIO.

Texto: Xavier Costa

No primeiro jogo dos quartos-de-final dos  play-offs da Liga, disputado na passada sexta-feira, a equipa feminina de basquetebol do Sporting CP perdeu com o CRC Quinta dos Lombos por 69-80. No único jogo desta eliminatória a ser jogado no Pavilhão João Rocha, intensidade foi a palavra de ordem desde o início. No marcador, o acerto de Dayna Rouse ajudou a manter tudo

equilibrado inicialmente, mas quando a bola deixou de entrar o conjunto visitante juntou velocidade à já assente superioridade no jogo interior e conseguiu distanciar-se em 8-16. Duas boas ações de Luana Serranho ainda relançaram as Leoas, embora não conseguissem ir para lá do 12-20 no fim dos primeiros dez minutos.

A seguir, o Sporting CP até melhorou nos ressaltos em ambos os cestos, porém ainda sem a pontaria necessária no ataque e, por isso, o CRC

SÉRGIO RAMOS: “TORNÁMOS O JOGO FÁCIL”

No final, Sérgio Ramos analisou o encontro. “O SC Vasco da Gama joga muito bem em contra-ataque, em campo aberto, sente-se confortável nesse tipo de jogo. Queríamos evitar esse tipo de pontos e não fizemos isso bem no primeiro quarto, tivemos demasiados turnovers. Depois, corrigimos. Não fazendo turnovers, as coisas tornaram-se mais fáceis porque, jogando em meio-campo, o SC Vasco da Gama depende de poucos jogadores. Tapámos essas peças importantes e limitámos a acção”, começou por dizer ao Jornal Sporting, continuando.

“Tivemos o mérito de não tirar o pé e continuar com a mesma intensidade. Tornámos o jogo fácil contra uma equipa que está a lutar pela permanência, o que a torna perigosa. (...) Criámos algumas vantagens e procurámos o homem livre. É sempre mais fácil lançar sem oposição e o resultado também espelha essa nossa preocupação”, frisou o treinador-adjunto Leonino.

No quarto final, o Sporting CP não só conseguiu gerir com qualidade como, também, aproveitou para aumentar a diferença. Miguel Correia ia organizando o ataque e, também facturando, inclusive de três pontos, ao mesmo tempo que combinava bem com o poste Rui Palhares – autor de uma excelente exibição.

Malik Morgan protagonizou uma jogada de 2+1, Miguel Correia registou mais um triplo e o vencedor estava

claramente anunciado numa exibição competente e em que o favoritismo verde e branco foi confirmado. Com naturalidade, o encontro terminou com 81-112 para o Sporting CP. Com 16 pontos, Rui Palhares foi o melhor marcador Leonino, sendo que oito jogadores de Luís Magalhães chegaram aos dois dígitos. Os Leões vão, agora, receber a UD Oliveirense às 18h30 de sábado, 11 de Abril.

Quinta dos Lombos - implacável em transição - aproveitou para continuar a ‘disparar’ no marcador, primeiro até 13-27 e ao intervalo chegou a um penalizador 26-46. A clara diferença de eficácia nos lançamentos (23%54% ao intervalo) foi determinante na primeira parte, mas a segunda seria bem diferente.

As Leoas mostraram que ainda estavam bem vivas logo no reatamento do duelo e neste terceiro período (parcial de 32-22) marcaram mais

pontos do que nos outros dois em conjunto. Com outra solidez atrás e embaladas, sobretudo, por uma renovada eficácia nos triplos, devolveram consistentemente a margem de dez pontos ao resultado. Simone Costa (43-58) e Nany Carvalho (5161), com dois lançamentos certeiros cada, brilharam neste fantástico parcial verde e branco.

O CRC Quinta dos Lombos respondeu, também, na mesma moeda, mas o 58-68 deixou tudo em aberto para os últimos dez minutos no Pavilhão João Rocha. Uma ‘janela’ de oportunidade que o Sporting CP quis aproveitar com mais uma entrada em grande e que valeu para dar continuidade à impressionante recuperação até um apertado e promissor 65-68, que, no entanto, foi o ponto final da valente resposta verde e branca. Até à última buzina, multiplicaram-se os  turnovers e as faltas e foram as visitantes a sair melhor paradas – decisivamente – desta fase mais anárquica e já não houve fulgor Leonino para voltar a responder.

Sporting CP e CRC Quinta dos Lombos voltam a enfrentar-se no sábado (18h15), desta feita em Carcavelos, e só a vitória interessa para evitar a eliminação e forçar um jogo de tudo ou nada, que também teria de ser jogado no Pavilhão Desportivo dos Lombos – factor casa não pertence ao Sporting CP, uma vez que terminou em oitavo na fase regular e o CRC Quinta dos Lombos em primeiro.

03.04.2026

Liga – Play-offs

Quartos-de-final – Jogo 1 Pavilhão João Rocha

69 80

12-20, 14-26, 32-22, 11-12

Sporting

CP: Márcia Carvalho, Simone Costa (16), Mariana Barros, Nany Carvalho (6), Catarina Martins, Maria Kostourkova (4), Emma Huff, Luana Serranho (20), Ana Urbano, Emília Ferreira [C] (2), Dayna Rouse (21), Maria Oliveira. Treinador: João Pedro Vieira.

MODALIDADES FUTSAL

LEÕES NA FINAL EIGHT DA TAÇA DE PORTUGAL

A MAGIA DA TAÇA PASSOU PELO PAVILHÃO JOÃO ROCHA: O SPORTING CP RECEBEU O AMIGOS DE CERVA ADRC, FORMAÇÃO DO SEGUNDO ESCALÃO, EM JOGO DOS OITAVOS-DE-FINAL DA PROVA RAINHA. APESAR DA NATURAL SUPERIORIDADE VERDE E BRANCA, A NOITE FOI DE FESTA PARA AMBOS OS CONJUNTOS E, MUITO SÉRIOS NA ABORDAGEM À PARTIDA, OS LEÕES CONFIRMARAM A PRESENÇA NA FASE DE TODAS AS DECISÕES.

Texto: Filipa Santos Lopes Fotografia: José Lorvão

A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o Amigos de Cerva ADRC por 11-1, na noite do passado sábado, e carimbou a passagem à  final eight da Taça de Portugal. Um encontro inédito entre os Leões de Nuno Dias e a formação do distrito de Vila Real que, a disputar pela primeira vez a subida à primeira divisão nacional, viveu um dos momentos mais marcantes da sua história ao visitar o Pavilhão João Rocha, numa eliminatória especial. Naturalmente superiores, os verdes e brancos inauguraram cedo o marcador. Felipe Valério, com um fenomenal remate ao ângulo, fez o 1-0 com dois minutos de jogo e colocou na frente os Leões, muito sérios na abordagem à partida.

Sempre em alta rotação, os verdes e brancos mantiveram o controlo da posse de bola e, nos primeiros minutos, não concederam espaços ao Amigos de Cerva ADRC para ten-

04.04.2026

Taça de Portugal – Oitavos-de-final Pavilhão João Rocha

SPORTING CP AMIGOS DE CERVA ADRC

11 1

5-1 ao intervalo

Felipe Valério (2’, 27’), Tomás Paçó (5’), Bruno Pinto (7,’ 40’), Diogo Santos (11’, 23’), Ivan Chishkala (16›), Rocha (21’, 33’), Bruno Maior (40’) Zezinho (12’)

Sporting CP: Gonçalo Portugal [GR], Tiago Rodrigues, Tomás Paçó, Diogo Santos, Wesley, João Matos [C], Felipe Valério, Bernardo Paçó [GR], Ivan Chishkala, Bruno Pinto, Alex Merlim, Bruno Maior e Rocha. Treinador: Nuno Dias.

tar surpreender. Aos cinco minutos, surgiu, sem surpresa, o 2-0: na sequência de um pontapé de canto, Alex Merlim fez a bola sobrevoar toda a quadra e Tomás Paçó, de primeira, rematou forte para ampliar a vantagem.

Sem tirar o pé do acelerador, o Sporting CP continuou a empurrar o adversário para junto da sua baliza e chegou ao 3-0 aos sete minutos.

Numa recuperação alta, Alex Merlim ganhou o esférico e soltou de imediato em Bruno Pinto que, na passada e de frente para a baliza, finalizou com simplicidade.

O domínio verde e branco manteve-se e, apesar de um primeiro remate dos visitantes, aos dez minutos, foi novamente o Sporting CP a fazer mexer o marcador pouco depois. Aos 11 minutos, na sequência de mais um canto, Diogo Santos aproveitou o espaço à entrada da área e, com um remate rasteiro, assinou o 4-0. No minuto seguinte, e num dos raros momentos de aproximação à baliza verde e branca, o Amigos de Cerva ADRC chegou mesmo ao golo. Após um primeiro remate de Nuno Faria, Zezinho apareceu oportuno na recarga para fazer o 4-1, um tento efusivamente celebrado pelas dezenas de apoiantes que, desde Ribeira da Pena, viajaram cerca de 1000 quilómetros para assistir à partida. Apesar do golo sofrido, o rumo do jogo não se alterou. O Sporting CP manteve-se por cima e foi acumulando ocasiões, mas esbarrou consecutivamente nas boas defesas de Rui Teixeira. Ainda assim, aos 16 minutos, o guardião nada pôde fazer para evitar que os Leões chegassem à mão cheia: numa boa combinação entre Tiago Rodrigues e Ivan Chishkala, o russo surgiu bem posicionado e finalizou com conta, peso e medida. Até ao intervalo, o cenário manteve-se: o Sporting CP instalado no meio-

-campo ofensivo e o guardião visitante a evitar números mais expressivos, como aconteceu aos 18 minutos, quando Wesley tentou surpreender com um remate à meia-volta, de muito longe. O descanso chegou, assim, com o 5-1 no marcador e uma réplica valorosa dos visitantes, que nos últimos segundos do primeiro tempo até podiam ter reduzido.

Se a primeira parte terminou sem mais golos, a segunda começou literalmente com novo tento verde e branco. Logo aos nove segundos, Diogo Santos assistiu Rocha que, à boca da baliza, apenas teve de encostar para a meia-dúzia.

Sem abrandar o ritmo, os Leões continuaram instalados no meio-campo ofensivo e, aos 23 minutos, chegaram ao 7-1: pela direita, Tomás Paçó conduziu e serviu Diogo Santos que, de primeira e com um remate rasteiro, bisou na partida.

Apesar do resultado, Rui Teixeira continuava em evidência entre os postes, adiando por várias vezes um marcador ainda mais dilatado. Nada pôde fazer, no entanto, aos 27 minutos, quando Felipe Valério, servido por Wesley na sequência de mais um canto, disparou uma autêntica bomba para o 8-1.

Sem conseguir sair com critério, o Amigos de Cerva ADRC raramente se aproximou da baliza de Gonçalo Portugal, ainda que, aos 30 minutos, tenha ficado perto de voltar a marcar. Valeu o corte de Tiaguinho a evitar que Zezinho surgisse em boa posição. Aos 33 minutos, novo bis: Bruno Pinto assistiu Rocha que, descaído sobre a esquerda, tirou Rui Teixeira do caminho com uma finta de corpo e, pelo ‘buraco da agulha’, colocou a bola no fundo das redes para o 9-1. Com pouco mais de três minutos para jogar, o conjunto visitante voltou a ameaçar, desta vez por Libânio, que tentou surpreender Gonçalo Portugal

de muito longe, mas sem dar ao remate a melhor direcção.

Até final, o Sporting CP ainda teve de ultrapassar a resistência de Carlos Martins, guardião suplente dos visitantes, que protagonizou duas intervenções de grande nível, negando o golo a Ivan Chishkala e Bruno Maior. Ainda assim, os Leões fecharam a contagem com mais dois golos no último minuto. A 30 segundos do fim, Bruno Pinto concluiu uma rápida transição para fazer o décimo golo e, pouco depois, Bruno Maior assinou o 11-1 final, com um remate de pé esquerdo após um pormenor técnico de grande qualidade. O Sporting CP cumpriu e carimba, assim, a passagem à fase de todas as decisões da Taça de Portugal, onde vai defender o troféu do qual é o actual detentor.

NUNO DIAS: “A MELHOR FORMA DE RESPEITAR O ADVERSÁRIO É SERMOS SÉRIOS”

Após a vitória, Nuno Dias destacou “a boa exibição” numa eliminatória onde, frente a “uma equipa de um escalão inferior”, os Leões foram sempre sérios.

“Sabíamos que o Amigos de Cerva ADRC ia encontrar dificuldades. É normal, é uma equipa com menos recursos, mas lutaram e fizeram tudo por tudo para levar um bom resultado, com uma massa adepta sempre a ajudá-los, a torcer por eles e a viver o jogo”, começou por dizer o técnico, em declarações à Sporting TV, garantindo que a melhor forma de “respeitar qualquer adversário” passa precisamente por encarar cada desafio “com a máxima seriedade possível”.

“O melhor que podíamos fazer para responder a isso era fazer uma boa exibição. Mesmo com o resultado avolumado, manter sempre os níveis de concentração e procurar ainda mais”, frisou Nuno Dias, que deixou uma mensagem elogiosa ao seu grupo.

“Mantivemos sempre a mesma postura séria e fomos sempre à procura de mais. Os jogadores estão de parabéns pela entrega e pela forma como jogaram”, destacou, antes de felicitar também o adversário “pela forma como se entregou ao jogo”.

Nuno Dias garante que essa urgência de vencer faz, de resto, parte da identidade da equipa verde e branca - que, com 29 golos nos últimos quatro jogos, se tem mostrado particularmente eficaz.

“Esta também é a nossa maneira de ser e de estar: procurar sempre mais, ir sempre à procura do melhor resultado possível, não nos contentarmos com aquilo que está a acontecer. Não deixamos o jogo morrer e vamos sempre à procura de mais, independentemente do marcador. Hoje foi mais um exemplo disso. Acho que fizemos um bom jogo e os números dos últimos jogos falam por si”, rematou.

Leões de Nuno Dias de pé quente: marcaram 29 golos nos últimos quatro jogos

MODALIDADES VOLEIBOL

CAMPEÃO ENTRA A MANDAR NAS ‘MEIAS’ DOS PLAY-OFFS DA LIGA

A JOGAR EM CASA, OS LEÕES DE JOÃO COELHO DERAM UMA INEQUÍVOCA DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA COLECTIVA DIANTE DO VITÓRIA SC PARA COMEÇAR EM VANTAGEM A DISCUSSÃO POR UM LUGAR NA FINAL. SPORTING CP JÁ LEVA 14 TRIUNFOS CONSECUTIVOS.

Texto: Xavier Costa

Fotografia: João Pedro Morais

No Pavilhão João Rocha, a equipa masculina de voleibol do Sporting CP superou o Vitória SC por 3-0, na passada sexta-feira, no primeiro jogo das meias-finais dos  play-offs da Liga. Assim, os Leões colocaram-se na frente da eliminatória, que nesta fase já é discutida à melhor de cinco, ou seja, são necessárias três vitórias para seguir em frente.

Diante do conjunto vimaranense, os comandados de João Coelho impuseram a lei do mais forte de maneira irrepreensível, mas tudo começou com equilíbrio de forças. No primeiro set, Jonas Aguenier ajudou a dar corpo ao ascendente verde e branco, dominando junto à rede para fixar uma diferença de três pontos (11-8) e, mais tarde, evitar a aproximação vimaranense. Algo que, no entanto, se confirmou mesmo com o 15-15 e que a indefinição Leonina no serviço prolongou, até que Jan Galabov assumiu a bola e tudo mudou.

A servir, o checo massacrou a recepção adversária, assinou três ‘ases’ e levou o Sporting CP rapidamente do 20-18 ao 24-18, antes de que um ataque falhado do Vitória SC selasse o 1-0 em sets.

Já a seguir os Leões de João Coelho prontamente deram sentido único

03.04.2026

Liga – Play-offs

Meias-finais – Jogo 1

Pavilhão João Rocha

0

25-19, 25-17 e 25-20

Sporting

ao parcial, sem resposta à altura por parte dos visitantes – condicionados, também, por terem jogado um terceiro jogo nos ‘quartos’ na passada terça-feira. Um bloco de Galabov seguido de ‘ás’ de Jan Pokeršnik marcaram as primeiras distâncias (11-7), rapidamente dilatadas para um claro 18-10, graças a um bloco de Aguenier e pontos consecutivos de Sergey Grankin e, outra vez, Pokeršnik.

Com tudo bem encaminhado, o experiente distribuidor russo continuou a espalhar a sua magia – enganou tudo e todos no 21-14 – e o Sporting CP seguiu a passos largos para o 2-0 no resultado. A diferença chegou a fixar-se nos nove pontos (24-15), mas acabou em 25-17, cujo ponto foi assinado por Pokeršnik de forma enfática.

O emblema de Guimarães ainda conseguiu voltar às vantagens no terceiro set (12-14 e 15-17), que, no entanto, seria o último, desta feita pela força da reacção dos actuais Campeões Nacionais, mas obrigados a reagir e a aplicarem-se a fundo, desta vez.

Na recta final do parcial, Valencia ajudou a manter a pressão sobre o adversário, que soçobrou num ataque para devolver a liderança ao Sporting CP, alargada ainda por um serviço directo de Kelton Tavares (20-18). O Vitória SC ainda teve uma primeira resposta (20-20), mas insuficiente para travar o ímpeto verde e branco. Grankin foi à rede fazer o 23-20, Valencia causou muitos estragos desde a linha de serviço e Galabov colocou o ponto final (2520) neste autoritário primeiro jogo das meias-finais.

Leões e vimaranenses voltam a enfrentar-se no sábado (15h00), desta feita em Guimarães, no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, onde uma nova vitória deixa tudo na mão do Sporting CP em busca da grande final. Esse é o grande objectivo, mas o foco está em exclusivo no próximo encontro, garantiu João Coelho após o triunfo [ver caixa].

“É UM GRUPO MUITO

Confirmada a entrada a vencer nas meias-finais, o treinador dos Leões analisou o jogo com o Vitória SC na flash da Sporting TV “O jogo nem sempre foi bem jogado, mas nesta altura interessa controlar as emoções e nos momentos certos conseguimos a agressividade e os níveis de consistência que se exigem. Conseguimos colocar muitas dificuldades ao Vitória SC, o nosso ataque foi crescendo com o jogo e acho que conseguimos controlar as operações. A série é longa e o adversário merece-nos o máximo respeito, porque está a fazer uma excelente época”, valorizou.

Quanto à consistência que a equipa tem demonstrado, já com 14 vitórias consecutivas, o técnico verde e branco realçou a seriedade como a base de tudo. “É um grupo muto compenetrado no que tem de fazer. Passando piores ou melhores momentos, a cara desta equipa é a mesma. Não larga o jogo, não desrespeita o adversário e isso tem-nos permitido controlar e obter os resultados”, considerou João Coelho, já de olhos postos no reencontro em Guimarães.

“Queremos estar na final, mas para isso temos de ganhar, primeiro, em Guimarães. Queremos ganhar o próximo jogo e só o próximo jogo, porque só isso nos pode levar ao que mais nos importa”, traçou.

JOÃO COELHO:
CP: Tiago Pereira [C], Jan Galabov (11), Sergey Grankin (4), Kelton Tavares (7), Edson Valencia (17), Li Yongzhen, Gonçalo Sousa [L], Tiago Barth, Jonas Aguenier (10), Jan Pokeršnik (10), Armando Velásquez, Nicolás Perren [L], Mads Kyed Jensen. Treinador: João Coelho.
Missão cumprida com total segurança pelos Campeões em título
Grankin deixou detalhes de muita qualidade na partida

MODALIDADES VOLEIBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

NÃO CAIU PARA O LADO CERTO

LEOAS EM DESVANTAGEM NAS MEIAS-FINAIS DEPOIS DE UM JOGO MUITO EQUILIBRADO EM BRAGA.

JOÃO MACEDO: “RESULTADO NÃO ABALA EM NADA”

A equipa feminina de voleibol do Sporting Clube de Portugal perdeu, no passado sábado, por 3-2 no primeiro jogo das meias-finais dos play-offs da Liga.

As Leoas venderam cara a derrota num embate muito renhido e vão, agora, receber o adversário no Pavilhão João Rocha na sexta-feira, dia 10 de Abril.

No jogo que abriu a série entre o segundo (SC Braga) e terceiro (Sporting CP) emblemas da fase regular, Jéssica Miranda, Amanda

3 2

25-18, 21-25, 25-20, 22-25 e 15-12

Sporting CP: Maria Carlos Marques [L], Jéssica Miranda (17), Amanda Cavalcanti (9), Leslie Tagle (17), Anahí Tosi (20), Özge Kırdar Kinasts, Tainá Alessandra (3), Jady Gerotto (10), Ingrid Felix, Daniela Loureiro [C] [L], Kanna Hanazawa e Ana Clara Nunes (2). Treinador: João Macedo.

OPINIÃO

Cavalcanti, Leslie Tagle, Anahí Tosi, Özge Kırdar Kinasts e Daniela Loureiro começaram do lado verde e branco.

O início foi, como se esperava, equilibrado. Para o 3-5, Jady Gerotto brilhou com um ‘penálti’ e, pouco depois, Amanda Cavalcanti protagonizou um grande bloco para o 9-9. O SC Braga, contudo, começou a ganhar alguma vantagem (14-9), mas o Sporting CP, graças a um parcial de 4-0 com Anahí Tosi no serviço, empatou a 17-17 - grande ponto de Jéssica Miranda.

No entanto, as minhotas conseguiram voltar a acelerar e fecharam o set por cima, chegando ao 1-0 com 25-18 no marcador.

Era preciso reagir e foi precisamente o que aconteceu no segundo set. Anahí Tosi entrou com tudo e brilhou no bom início Leonino 2-6, 4-9 e 7-12). O SC Braga encostou no 12-13, primeiro, e no 18-19, depois, sendo que Tainá Alessandra (13-17) deu espectáculo no bloco pelo meio.

Também no bloco, mas em dois pontos consecutivos, Amanda Cavalcanti permitiu ao Sporting CP voltar a cavar uma vantagem no resultado, deixando as contas em 18-23. Sem surpresas, Anahí Tosi fechou o set em 21-25

OS HERÓIS DO TIKTOK

Sou, por forma de estar, longe das guerras de guerrilha que, cada vez mais, proliferam no desporto. Detesto até aqueles que, para disfarçar as suas lacunas, assim numa espécie de papas e bolos, que servem somente para enganar os tolos e para desviar as atenções, falam mais do Sporting Clube de Portugal, do que das instituições que lhes pagam os principescos ordenados. Mas uma coisa não sou, e essa é ser ingénuo. E por não o ser, o que sinto no ar é um ódio puro ao Sporting CP por parte daqueles dois que se digladiavam para ver de quem é que era o “título” de quem era mais beneficiado do que quem, e que disputavam entre si os lugares de decisão. Era mesmo o tempo, e que longo ele foi, em que eles, de poleiro, e carregados de cinismo, queriam um “Sporting mais forte e que fazia falta ao futebol português”.

Agora, sinais dos tempos, as suas conferências de imprensa são mais a falar de nós do que do clube deles. Sintomático

e estabeleceu o 1-1.

Seguiu-se o set mais desequilibrado da partida. O SC Braga entrou forte, chegou ao 11-3 e o Sporting CP nunca conseguiu disputar a vitória. Tainá Alessandra conseguiu uma grande bola (15-8) e Leslie Tagle um ás (17-10) que motivaram uma ligeira aproximação (21-16), mas as visitadas chegaram ao 2-1 graças ao 25-20. Mais uma vez, o emblema de Alvalade respondeu com um belo quarto set. Ao início renhido seguiram-se dois excelentes e importantes pontos de Jady Gerotto e um grande bloco de Leslie Tagle (12-14).

O Sporting CP chegou ao 15-19, mas o SC Braga encostou a 19-20. Foi preciso voltar à melhor forma e ter uma ponta final de grande nível, tendo Leslie Tagle assumido o comando e deixado a equipa a um ponto do 2-2. O 2225 aconteceu mesmo, mas partiu da mão de Jéssica Miranda, que levou o desafio para a ‘negra’.

Por fim, no quinto e último set, o SC Braga demonstrou um ligeiro ascendente, mas sempre com o Sporting CP perto. Anahí Tosi fez o 1010 e Amanda Cavalcanti, com um ás, deixou as visitantes na frente no ponto seguinte, mas voltaram a ser as locais a fechar melhor e a

que os estamos a incomodar muito. Sintomático que isso lhes provoca um sentimento de querer um regresso ao passado. Dos tempos em que valia tudo. Mesmo tudo. Como disse alguém: “Habituem-se”. Hoje existe VAR, que pela condição humana também erra, mas que pôs fim a uma mentira, em forma de sistema, que não nos deixava sonhar sequer em pensar ganhar. Bonitas eram as graçolas que nos dirigiam, de barriga cheia, do “nem chegam ao Natal”. Que bonito era então. Era tudo paradisíaco em forma de mentira.  Mas como no velho ditado português dos “cães ladram e a caravana passa”, podem continuar a jogar pouco no campo e a jogar tudo nas redes sociais, que nós estamos vivos e na luta por tudo. Se ganhamos ou não, logo se verá. Nós estamos na luta, já outros nem por isso. E, sinceramente, não acredito que mesmo com estas manobras de diversão nos façam desviar do nosso caminho. E a prova de que isso é real está consubstanciada na opinião de quem quer ser intelectualmente honesto – uns não o conseguem – que somos, apesar de não liderarmos o campeonato, o clube que mais e melhor joga futebol dentro dos relvados. E isso, por mais que os “artistas” o queiram escamotear, não o conseguem. São bons, com o devido respeito, é a falar para surdos sem a tradução de mímica. Usam de uma ironia com cara de quem todos lhe devem e ninguém lhes paga, para en-

No final, João Macedo analisou a partida.

“Podia estar a falar de questões mais técnicas ou tácticas, como a incapacidade em controlar a Thainalien Castillo, do SC Braga, mas foi decidido nos detalhes. O resultado não abala em nada a confiança, preparação e força do nosso grupo. O próximo jogo é em casa e temos tempo, agora, para analisar este jogo, limar arestas e ter outro resultado, esperamos”, começou por dizer na zona de entrevistas rápidas d’A Bola TV. O treinador Leonino não tem dúvidas de que “quem assistiu ao jogo ficou com a certeza de que vão ser umas meias-finais longas e muito competitivas”. “As duas equipas bateram-se de frente e proporcionaram um belo espectáculo desportivo”, acrescentou.

fazer o 15-12 – e consequente 3-2 e 1-0 na eliminatória.

O segundo jogo das meias-finais acontece já amanhã, sexta-feira, às 20h00 no Pavilhão João Rocha.

treterem tontinhos que comem desse alimento que se dá aos burros. Mas felizmente nem todos, mesmo que sejam adeptos ou associados dos seus clubes são consumidores de palha.  A nós cabe-nos continuar a trilhar o nosso caminho. Aquele que nos tem levado ao sucesso onde conta, que é dentro do campo. Os outros, que continuem fortes nos “TikTok’s” desta vida. Onde se têm revelado poderosos. A azia deles é sinónimo de que estamos fortes e que os incomodamos muito.  Que assim o continuem, que nós cá estaremos para os contrariar dentro dos relvados. Onde, após o VAR do seu desencanto, e parafraseando o nosso antigo treinador Paulo Bento, em entrevista recente, nos trouxe para a ribalta devido ao patamar de igualdade que o mesmo passou a proporcionar. E isso é tudo o que eles não queriam, saudosos que estavam dos velhos hábitos e do status quo instalado durante décadas.

P.S 1 – Continuamos na luta pelo “Tri”. No próximo sábado, será na Amadora. Faltam-nos sete “finais” e ainda é tudo possível.

P.S 2 – Chegados aos quartos-de-final da Champions League, foi inglória a derrota ao cair do pano ante o poderoso Arsenal. Em Londres será difícil, mas não impossível. Acreditem, rapazes!

JUVENAL CARVALHO
Texto: Luís Santos Castelo

BREVES

ATLETISMO: PATRÍCIA SILVA ESTREOU‑SE NOS 5KMS COM RECORDE NACIONAL

Fotografia: João Pedro Morais

No Urban Trail de Lille, Patrícia Silva correu pela primeira vez a distância dos cinco quilómetros e fixou logo um novo recorde de Portugal (15’20), tendo terminado a prova no 12.º lugar. José Carlos Pinto também esteve em acção na cidade francesa e foi oitavo classificado (13’13), tendo ficado a três segundos do seu recorde pessoal e, também, nacional.

RESULTADOS

ANDEBOL

Seniores Liga Campeões Sporting CP 33-29

Martelo 4 kg

2.º Malika Anacleto 33,04 m

Seniores Liga SC Vasco Gama 81-112 Sporting CP FEMININO

Seniores Liga Sporting CP 69-80 Qta. Lombos

Sub 22 Camp. Nac. 1.ª div.

Sporting CP 65-68 CF “Os Belenenses” Sporting CP 53-61 CJ Boa Viagem

ESGRIMA

MASCULINO

Juniores Camp. Mundo

Sub 19 Camp. Nac. 1.ª div.

Sub 16 Camp. Nac. 2.ª div. S17

CP B 7-0 CD Portalegrense

Sub 15 Camp. Nac. 1.ª div Sporting CP 2-0 Vitória SC

Sub 15 East Mallorca Cup

CP (7 V / 2 D)

Sub 15 Ibercup Cascais 2.º Sporting CP (6 V / 1 D)

Sub 14 Ibercup Cascais

Sporting CP (2 V

Absolutos

1.º

Absolutos

Absolutos

2.º Lafaete Saraiva 12,13 m

3.º Carla Mendes 11,65 m

4.º Eliane Varela 10,27 m

5.º Malika Anacleto 9,74 m

6.º Gentilânia Simão 9,64 m Disco 1 kg

1.º Lafaete Saraiva 43,48 m

2.º Adarlene Binta 43,05 m

4.º Carla Mendes 34,35 m

5.º Eliane Varela 28,97 m

6.º Sara Sousa 27,98 m

7.º Márcia Gomes 26,88 m

Sabre

143.º José Lima (1 V / 5 D)

Sabre equipas

37.º Portugal (Matias Moreira, Gonçalo Monteiro e José Lima) - 1 D

Cadetes Camp. Mundo

Sabre

107.º Gonçalo Moreno (6 D)

Espada

131.º Francisco Louro (6 D)

ESPORTS

MASCULINO

Futebol Virtual 3.ª etapa eLiga

Portugal

Fase final

5.º Sporting CP (1 V /1 D)

FUTEBOL

MASCULINO

Seniores Liga Sporting CP 4-2 CD Santa Clara

Seniores Liga Campeões

Sporting CP 0-1 Arsenal FC

Equipa B Liga 2

Sporting CP B 1-2 FC Penafiel

Sub 23 Liga Revelação

Sporting CP 2-1 SC Braga

11/04 – SÁBADO

Competição: Liga – 20.ª jornada Jogo: Sporting CP vs. UD Oliveirense

e local: 18h30 – Pavilhão João Rocha

Sub

Sub 12 Ibercup Cascais

(5 V / 2 D)

Sub 11 Ibercup Cascais 5.º Sporting CP (2 V / 1 E / 2 D) FUTSAL

MASCULINO

Seniores Liga AD Fundão 1-7 Sporting CP

Seniores Taça Portugal Sporting CP 11-1 Amigos Cerva ADRC

Sub 19 Camp. Nac.

Sporting CP 12-1 GRD Sanjoanense

Sub 17 Camp. Nac.

12/04 – DOMINGO

EM PATINS

Competição: CN – 23.ª jornada

Sporting CP 7-2 SC Braga

Sub 15 Camp. Nac. Sporting CP 20-0 AM Granja

FEMININO

Seniores Camp. Nac. 2.ª div. EDC Gondomar 1-5 Sporting CP

Equipa B Taça AFL Sporting CP B 0-2 CF “Os Belenenses”

HIPISMO MASCULINO

Saltos CSN A Golegã Prova de 6 anos

7.º Kiko Stilwell (Quinta de Foja) Prova de 1,10 m 27.º Kiko Stilwell (Quinta de Foja)

HÓQUEI EM PATINS

MASCULINO

Sub 19 Camp. Nac. CD P. Arcos 1-4 Sporting CP

Sub 17 Camp. Nac. Sporting CP 9-3 HC Mealhada

Sub 15 Camp. Nac. HC Vasco Gama 0-5 Sporting CP

Sub 13 Camp. Nac. Sporting CP 4-1 CD P. Arcos PÓLO AQUÁTICO

Jogo: Sporting CP vs. SC Tomar Horário e local: 15h00 – Pavilhão João Rocha Transmissão: directo e exclusivo ANDEBOL Competição: CN 1 – Grupo A – 2.ª jornada Jogo: Sporting CP vs. AA Águas Santas

e local: 18h30 – Pavilhão João Rocha

Training Camp

29 de Junho a 3 de Julho

20 a 24 de Julho

27 a 31 de Julho

3 a 7 de Agosto

Costa da Caparica | 08h30 às 17h30

Dos 6 aos 17 anos Número Limitado de Vagas

Mais informações: modalidades@sporting.pt

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