A noite de 17 de Março de 2026 ficará, para sempre, gravada na memória de todos os Sportinguistas como uma das raras ocasiões em que o futebol transcende o jogo e se transforma em memória coletiva.
Quarenta e três anos depois, o Clube volta a inscrever o seu nome entre os oito melhores da Europa. Um feito histórico, inesquecível e profundamente memorável, construído com alma, coragem e uma crença inabalável, depois de uma primeira-mão adversa na Noruega.
Desde o primeiro minuto, nas bancadas, quase 50 mil Sportinguistas assumiram o seu papel com uma entrega ab-
43 ANOS DEPOIS…
UM FEITO HISTÓRICO, INESQUECÍVEL
E PROFUNDAMENTE MEMORÁVEL, CONSTRUÍDO COM ALMA, CORAGEM E UMA CRENÇA INABALÁVEL.
soluta. Houve apoio, houve voz, houve fé. E foi essa comunhão entre equipa e adeptos que alimentou a convicção de que a remontada não era apenas um sonho distante, mas uma possibilidade real.
O futebol vive destes momentos. De noites em que o impossível parece ceder perante a força da vontade colectiva. De equipas que, mesmo perante a adversidade, escolhem acreditar. E este Sporting CP acreditou – sempre. Lutou por cada bola, superou cada obstáculo e transformou a desvantagem numa afirmação categórica de ambição.
Mais do que uma vitória, foi uma demonstração de identidade. De um clube que não se resigna, que honra a sua História e
que escreve novas páginas com a mesma grandeza com que recorda as antigas.
Este apuramento não é apenas um marco competitivo – é um símbolo do caminho, do crescimento e da ambição que definem o presente e projectam o futuro.
Que esta noite sirva de inspiração para tudo o que ainda está por conquistar.
Há vitórias importantes. E depois há aquelas que ficam para sempre.
Esta é uma delas.
PROPRIEDADE: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL DIRECTORA: MAFALDA BARBOSA • MJBARBOSA@SPORTING.PT COORDENADOR‑ADJUNTO: LUÍS SANTOS CASTELO LSCASTELO@SPORTING.PT REDACÇÃO: FILIPA SANTOS LOPES FALOPES@SPORTING.PT; MARIA GOMES DE ANDRADE MGANDRADE@ SPORTING.PT; NUNO MIGUEL SIMAS • NQSIMAS@SPORTING.PT; XAVIER COSTA XRCOSTA@SPORTING.PT FOTOGRAFIA: ISABEL SILVA; JOÃO PEDRO MORAIS; JOSÉ LORVÃO COLABORADOR PERMANENTE: JUVENAL CARVALHO AGENDA E RESULTADOS: JOÃO TORRES • JBTORRES@SPORTING. PT EDITOR E SEDE DA REDACÇÃO: ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE, RUA PROFESSOR FERNANDO DA FONSECA, APARTADO 4120, 1501‑806 LISBOA, PORTUGAL TELEFONE: +351 217 516 155 E‑MAIL: MEDIA@SPORTING.PT NIF: 500 766 630 REGISTO ERC: 100313 TIRAGEM: 9500 EXEMPLARES DEPÓSITO LEGAL: 48492/91 DISTRIBUIÇÃO: VASP DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA, S.A., QUINTA DO GRAJAL – VENDA SECA 2739‑511 AGUALVA CACÉM IMPRESSÃO: FUNCHALENSE: RUA DA CAPELA DA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, Nº 50 MORELENA 2715 029 PÊRO PINHEIRO ESTATUTO EDITORIAL: HTTPS://WWW.SPORTING.PT/PT/JORNAL/ESTATUTO‑EDITORIAL ASSINATURAS: E‑MAIL: ASSINATURAJORNAL@SPORTING.PT LINHA SPORTING 707 20 44 44 INTERNACIONAL +351 30 997 1906 (segunda a sexta‑feira das 10h00 às 20h00)
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CLUBE ELEIÇÕES 2026
FREDERICO VARANDAS VENCE ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL COM 89,47% DOS VOTOS
NA QUARTA ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL MAIS CONCORRIDA DA HISTÓRIA VERDE E BRANCA, QUE A LISTA B VENCEU POR LARGA MARGEM (89,47%), FREDERICO VARANDAS FOI REELEITO PRESIDENTE CONSELHO DIRECTIVO DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL.
Texto: Filipa Santos Lopes
Fotografia: João Pedro Morais
Frederico Varandas foi reeleito
Presidente do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal na Assembleia Geral Eleitoral que decorreu no passado sábado, dia 14 de Março, no Pavilhão João Rocha. Num universo de 14.337 votantes válidos, a Lista B recolheu a preferência de 12.897 Associados (89,96%), enquanto a Lista A, encabeçada pelo candidato Bruno Sá, foi a escolha de 919 Sócios verdes e brancos (6,41%). 506 (3.53%) eleitores votaram em branco e existiram ainda 15 (.010%) votantes nulos.
Assim, e num total de 75.005 votos, a Lista B recolheu 67.106 (89,47%) contra 4.710 votos na Lista A (6,28%). Existiram 3.115 votos em branco (4.15%) e 74 votos nulos (0.10%).
JOÃO PALMA: “SÓCIOS DO SPORTING CP VOTARAM DE FORMA EXPRESSIVA”
Estes resultados foram anunciados por João Palma, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting CP. No Hall VIP do Estádio José Alvalade, e quando os apontavam para cerca das 23h00, o dirigente começou por agradecer “aos sócios do Sporting CP que votaram e que o fizeram, apesar de não ser dia de jogo, de forma expressiva”.
“Depois, agradecer às duas listas –aos seus mandatários, a Dra. Andreia Sorreluz e o Dr. Miguel Ribeiro Telles, e aos delegados que estiveram presentes durante o acto eleitoral –, pela forma muito cordial como tudo decorreu. Houve um excelente ambiente no Pavilhão João Rocha,
muita colaboração de parte a parte. Quero saudar a forma muito correcta como tudo decorreu e o ambiente extraordinário com que vivemos o Sporting CP”, acrescentou o dirigente, que cessa funções com o final deste mandato.
João Palma comentou ainda os resultados, lembrando que “o universo de votos aumentou imenso e, em função disso, a votação foi mais expressiva”.
“É sinal de que as pessoas estão de alguma forma satisfeitas com o que se tem vindo a fazer no Clube. É sinal de que estão contentes e querem continuar neste trajecto. Penso que é a mensagem que se pode tirar daqui: o reconhecimento pelo trabalho que se está a fazer”, frisou.
A fechar, o dirigente deixou uma mensagem de despedida e agradecimento aos Associados verdes e brancos.
“Aproveito para agradecer aos Sócios do Sporting Clube de Portugal, todos
sem excepção, pelo respeito com que sempre me trataram, a consideração que sempre recebi, e por todas as mensagens de apoio, que ainda hoje foram muito insistentes. Estou profundamente grato pela forma como me trataram. Tentei ser também respeitoso com todos e penso que o consegui», afirmou João Palma, que falou ainda sobre o futuro do Clube e a sua sucessão na presidência da Mesa da Assembleia Geral.
“Considero estarem reunidas todas as condições para que o Sporting CP possa continuar o trajecto que tem vindo a seguir. O Sporting CP continua bem entregue, designadamente na Mesa da Assembleia Geral. O meu amigo e colega, o Dr. Pedro Almeida Cabral, fará seguramente um trabalho melhor do que o meu. É pelo menos isso que desejo, e confio que assim será”, frisou.
“Acredito que este trajecto de consolidação do Sporting CP, a nível financeiro muito importante, continuará, e do ponto de vista desportivo também. Quero continuar a ganhar e a festejar vitórias”, concluiu.
FREDERICO
VARANDAS:
“OS SÓCIOS SENTEM QUE O SPORTING CP É UM CLUBE ESTÁVEL”
Conhecidos os resultados, Frederico Varandas, presidente reeleito do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal, também esteve presente no Hall VIP do Estádio José Alvalade, onde destacou o espírito de missão, a “responsabilidade e a humildade” com que encara mais um ciclo de quatro anos ao serviço do Clube.
Na sua primeira intervenção como presidente reeleito, Frederico Varandas começou por dirigir uma palavra ao adversário nas eleições.
“A primeira palavra vai para o concorrente Bruno Sá, Sócio do Sporting
CP, que entendeu a candidatar-se. Sai derrotado, mas quando se vem a jogo com a intenção de fazer algo pelo nosso Clube, na verdade nunca se perde. É de louvar o seu espírito democrata e o seu espírito de luta, de tentar trazer as suas ideias para o Sporting CP», afirmou, antes de agradecer à massa Associativa do Clube, que acorreu em grande número ao momento eleitoral.
“A segunda palavra vai para os Sócios do Sporting Clube de Portugal. A conclusão que tiro destas eleições é que somos um clube de Sócios felizes por viver uma das melhores fases da História do Sporting CP. Um clube que vive dos seus Sócios, mas vive sobretudo do activismo dos seus Sócios em relação à vida participada no seu Clube”, apontou Frederico Varandas, para quem o resultado eleitoral representa também uma validação do caminho iniciado em 2018 pela Direcção por si liderada.
“Os Sócios querem um Sporting CP que continue o rumo começado por esta Direcção em 2018. Vencemos por quase 90% dos votos. Muito orgulho, muita responsabilidade, mas também a humildade de termos vencido com este resultado expressivo”, acrescentou. Já a missão para os próximos quatro anos, assegura, mantém-se inalterada.
“Continuar a fazer o Sporting CP crescer, continuar o Sporting CP ganhador, fazer um Sporting CP que orgulhe e que continue a fazer os Sportinguistas muito felizes. Este é o nosso papel. Espero, daqui a quatro anos, ter a massa Associativa do Sporting CP muito feliz, tal como é hoje”, disse, a fechar a sua declaração.
Ladeado por Pedro Almeida Cabral, candidato eleito à presidência da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal, e João Teives, candidato eleito à presidência do Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting Clube de Portugal, Frederico Varandas respondeu depois às perguntas dos jornalistas.
Resultados da Assembleia Geral Eleitoral
CRESCIMENTO DO NÚMERO DE SÓCIOS
Questionado sobre o aumento de Sócios que em si votaram por comparação com 2022, o presidente do Conselho Directivo optou por sublinhar o crescimento do número de Associados do Clube e recordou o momento em que assumiu a presidência do Sporting CP, há oito anos. “Tem a ver com um trabalho de oito anos, mas também com o facto de existirem mais Sócios e mais Sócios que votam. A responsabilidade é a mesma. Não vou dormir eufórico. Lembro-me perfeitamente de há oito anos estar lá fora, muita gente ao meu lado muito feliz, e eu estar já focado na missão. E a missão era pôr o Sporting CP onde está hoje, em primeiro lugar. Somos o Clube que venceu mais títulos desde 2018. Muitos achavam que éramos loucos, mas conseguimos. E hoje vou deitar-me já preocupado com o dia de amanhã, para continuarmos exactamente nesta posição”, garantiu.
ESTABILIDADE COMO BASE DO SUCESSO
O dirigente destacou ainda a estabilidade institucional que, na sua opinião, tem sido determinante para o sucesso recente do Clube.
“Recebemos um voto de confiança, sinal da vitalidade e da saúde que hoje o Sporting CP tem. É preciso recuar muitas, muitas décadas para encontrar uma direcção com 12 anos de mandato. E os Sócios do Sporting CP têm de entender que esta é uma premissa fundamental e que está na base do sucesso. Fiquei feliz pelo número de Sócios que vieram votar. Os Sócios sentem que o Sporting CP é um clube estável e o principal mérito é deles. São eles o garante desta estabilidade. São eles que dão força para os Órgãos Sociais eleitos estarem aqui, quatro, oito, doze anos, o que eles entenderam. Quando se olha para trás, a duração média de um presidente de uma Direcção era de dois anos e pouco, e hoje falar-se em doze anos de mandato é algo extraordinário”, frisou.
INVESTIMENTO NO PATRIMÓNIO
Já sobre o futuro, Frederico Varandas destacou como prioridade o investimento no património do Clube, com particular enfoque na requalificação do Estádio José Alvalade. “Nós temos um objectivo muito vin-
cado e foi claro na nossa campanha. Iniciámos um processo de requalificação do nosso património, de investimento. Vão ser três anos extremamente exigentes para cumprir as obras que nós vamos querer fazer. Obras que serão, literalmente, game changers para o nosso Sporting CP. Vão ser exigentes, mas vamos conseguir.
E não tenho dúvida nenhuma que em 2029 teremos um espaço, o Estádio José Alvalade, simplesmente fantástico. Será admirável e um orgulho para todos os Sportinguistas. Vai exigir trabalho, vai exigir muita dedicação, vai exigir muito rigor, porque vamos fazer isto acompanhado do que todos os Sócios querem, que é o Sporting CP continuar a lutar por títulos”.
DUAS PRIORIDADES PARA O FUTURO
No essencial, resumiu o presidente, os próximos anos assentam em dois grandes objectivos.
“Se resumir o que quero no Sporting CP, em duas prioridades… Uma, títulos. Segunda, crescer o número
de Sócios do Sporting CP. E para nós fazermos isto, precisamos de ir crescendo em vários sectores. E um deles é o investimento do património, aumentar a experiência do adepto e do Sócio, aumentar a receita, o que vai permitir investir no Clube, torná-lo ainda mais competitivo, estando mais próximo de continuar a vencer”.
SEGUNDO PRESIDENTE COM MAIOR LONGEVIDADE NO CLUBE
Frederico Varandas sublinhou também que não procura reconhecimento a título individual, apesar de dar agora início a um mandato que o colocará atrás de João Rocha como o presidente com mais anos ao serviço do Sporting CP.
“Quando estamos aqui, nós os três, que somos os presidentes dos Órgãos Sociais eleitos, mais a nossa equipa que está ali atrás e que nos acompanha desde 2018, não pensamos no Frederico Varandas. O que queremos que fique na memória dos Sportinguistas é que, de 2018 até 2030, o Sporting CP ganhou muito e cresceu muito. Isso é a única coisa que nos interessa”, rematou.
Frederico Varandas, presidente do Conselho Directivo, prepara-se para assumir o terceiro mandato
João Palma, que cessa funções como Presidente da MAG, anunciou os resultados
CLUBE
ÓRGÃOS SOCIAIS TOMARAM POSSE PARA TERCEIRO MANDATO
“CONTINUEMOS A CAMINHAR, A CRESCER E A VENCER. A MISSÃO CONTINUA COM A MESMA FORÇA, CORAGEM E HONRA”, GARANTIU O PRESIDENTE FREDERICO VARANDAS APÓS TOMAR POSSE NO AUDITÓRIO ARTUR AGOSTINHO, ONDE TAMBÉM DISCURSARAM OS PRESIDENTES DOS OUTROS DOIS ÓRGÃOS ELEITOS, BEM COMO JOÃO PALMA, PRESIDENTE CESSANTE DA MAG.
Texto: Xavier Costa Fotografia: João Pedro Morais
Quatro dias depois da vitória eleitoral, os Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal tomaram posse numa cerimónia decorrida no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade. A Direcção encabeçada por Frederico Varandas foi reconduzida na liderança dos destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos, avançando para um terceiro mandato.
João Palma, presidente cessante da Mesa da Assembleia Geral (MAG), inaugurou a sessão para se despedir. “Terminam hoje oito anos que dediquei ao Sporting CP com elevado sentido de missão”, disse, destacando-os como “anos magníficos” da sua vida, “vividos com uma intensidade fantástica”.
De seguida, mostrou-se confiante no rumo que o Clube vai continuar a trilhar. “Tenho a certeza de que com estes Órgãos Sociais o Sporting CP não só continuará bem como melhor. Desde há oito anos para cá temos subido na escala, portanto não tenho nenhuma dúvida de que esse empenho vai continuar nos próximos quatro anos”, concluiu João Palma, chamando de seguida o seu sucessor, Pedro Almeida Cabral, o novo presidente da MAG – era vice no mandato anterior –, que foi o primeiro a tomar posse e, desde então, conduziu a cerimónia.
“Sempre achei que devia retribuir mais ao Sporting CP do que aquilo que o Clube me dava. Foi uma constante na minha vida e foi assim que procurei exercer os cargos que tive na MAG. Acho que exercer um cargo nos Órgãos Sociais é o maior orgulho e responsabilidade que um Sportinguista pode ter, pondo o Clube em primeiro lugar. Sempre fui assim nestes oito anos de exercício de cargos no Sporting CP e é assim que tenciono ser nos próximos quatro”, garantiu nas suas primeiras declarações, realçando também que o traba-
lho da MAG vai seguir a mesma linha orientadora.
“Procurámos sempre que os Sócios viessem, participassem na vida do Clube, exercessem o seu direito de voto e participação em total liberdade e sem qualquer constrangimento. Acho que os meus predecessores também merecem esse elogio, porque conseguimos com que houvesse uma estabilidade muito grande. Temos de continuar a fazer o mesmo, porque só um clube que dá essa liberdade aos Sócios é que é um clube vivo e que tem a necessária solidez institucional. É essencial para que o clube continue a crescer como tem crescido”, apontou Pedro Almeida Cabral.
Foram, depois, empossados todos os membros do três Órgãos: Mesa da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Disciplinar e Conselho Directivo, por esta ordem.
João Teives, reconduzido presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar, também discursou na cerimónia e começou por agradecer aos membros cessantes “todo o empenho, dedicação e competência que demonstraram”, passando a “desejar máximo sucesso” aos membros eleitos. “Esse sucesso será o sucesso do nosso Clube”, acrescentou, antes de “reafirmar um inabalável compromisso com os Sócios”.
“O cumprimento dos Estatutos, o reforço da qualidade global da instituição Sporting CP em todas as suas vertentes e a persecução consistente, estruturada e determinada do trabalho” são alguns dos objectivos traçados para este Órgão, realçando “um enfoque especial ao combate a todas as formas de violência no desporto”. “É a mais nobre honra podermos servir a maior potência desportiva nacional e uma das maiores da Europa. O Sporting CP vem sempre primeiro. Viva o Sporting Clube de Portugal”, finalizou João Teives. Frederico Varandas, presidente reeleito, foi o último a ser chamado ao púlpito, onde discursou para encerrar
a cerimónia. Cumprimentado o Sócio Bruno Sá, candidato da derrotada lista A – presente no Auditório –, e depois de agradecer a “lealdade e coragem” de João Palma, o líder do emblema de Alvalade deixou uma primeira nota sobre o acto eleitoral. “Temos de reflectir quando temos quatro mil pessoas que votaram por correio e que viram os seus votos inválidos pela complexidade e exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030”, alertou, considerando, no entanto, que os Sócios votaram “de forma clara e inequívoca” na continuidade. “Querem que o Sporting CP continue a percorrer o caminho a que demos início em Setembro de 2018. Hoje, a par da época dos ‘Cinco Violinos’, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados, o Sporting CP voltou a ter uma mentalidade e cultura de vitória. Desde 2018, é o
clube que mais venceu no futebol e nas modalidades em Portugal. Hoje os Sócios vivem do presente, um presente de orgulho e Glória. Somos Bicampeões Nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa. Os Sócios merecem-no por tudo o que passaram nos últimos 40 anos”, realçou, traçando como “grande objectivo” para este terceiro mandato a conclusão de uma obra “emblemática e marcante”, que, considera, vai “colocar o clube noutra dimensão”.
“Acabar a renovação do Estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa. Vai ser preciso muita capacidade de execução, muito rigor e investimento”, atentou, virando o foco para o lado desportivo e, acima de tudo, para os valores que vão continuar a guiar a liderança verde e branca, porque “para o Sócio do Sporting CP, mais importante do que
vencer é a forma como se vence”. “Não prometemos, nem venceremos sempre, no desporto é difícil fazer promessas, mas sobre a forma de estar na vida podemos fazê-lo. Na derrota ou na vitória, actuaremos sempre com ética, integridade e dignidade. Valores imprescindíveis e obrigatórios para o cargo que hoje ocupo. Prometemos que jamais jogaremos sujo e baixo, jamais mancharemos o nome do Sporting CP e respeitaremos e trataremos os nossos adversários como nós gostaríamos de ser tratados. Mas também responderemos com força quando formos atacados com mentiras e calunias e denunciaremos as práticas lamentáveis que ainda existem no futebol português”, sublinhou Frederico Varandas. “Continuemos a caminhar, a crescer e a vencer. A missão continua com a mesma força, coragem e honra”, sentenciou o presidente dos Leões, terminando a tomada de posse.
“O Sporting CP voltou a ter uma mentalidade e cultura de vitória”, enalteceu Frederico Varandas, presidente reeleito
CLUBE
MESA ASSEMBLEIA GERAL
Pedro Jorge Gonçalves Pereira de Almeida Cabral Presidente MAG | 9.908-0
Miguel Augusto Ferreira Vinagre Vice-Presidente MAG | 12.284-0
José Henrique Bastos de Castro Costa Pinto Secretário MAG | 15.869-0
Ana Rita Martins Ventura da Cunha Calvão Secretária MAG | 18.482-0
João Pedro Ferreira de Almeida e Silva Secretário MAG | 7.529-0
Frederico Nuno Faro Varandas Presidente CD | 5.427-0
André da Costa Cabral Bernardo Vice-Presidente CD | 32.050-0
Francisco Albuquerque Salgado Zenha Vice-Presidente CD | 14.017-0
Maria José Engrola Serrano Vice-Presidente CD | 33.096-0
Pedro José Correia de Barros de Lancastre Vice-Presidente CD | 6.916-0
Miguel Ingenerf Duarte Afonso Vogal CD | 2.443-0
Alexandre Jorge Matos Ferreira Vogal CD | 2.600-0
Miguel Maria do Nascimento Nogueira Leite Vogal CD | 19.303-0
Rodrigo Pais Rodrigues de Almeida Vogal CD | 24.797-0
Vasco Manuel Freitas Matos Vogal CD | 11.956-0
Gonçalo Ribeiro Soares de Albuquerque Vogal CD | 14.016-0
CONSELHO FISCAL E DISCIPLINAR
João Frederico de Freitas Teives Henriques Presidente CFD | 8.138-0
Pedro Jorge Cabral da Silva Nunes Vice-Presidente CFD | 9.138-0
Pedro do Ó Barradas de Oliveira Ramos Membro Efectivo CFD | 25.979-0
João Maria Serpa Pimentel Cota Dias Membro Efectivo CFD | 45.585-7
Frutuoso Pires Mateus Membro Efectivo CFD | 2.184-0
Carlos António Antolin da Cunha Ramalho Membro Efectivo CFD | 1.244-0
Francisco Miguel Casco Batista Membro Efectivo CFD | 6.769-0
FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL
HOLLYWOOD EM ALVALADE PARA CHEGAR AOS ‘QUARTOS’
DE FORMA ÉPICA, O SPORTING CP VIROU O NEGATIVO 3-0 NA NORUEGA COM UM 5-0 (APÓS PROLONGAMENTO) EM CASA, SUPERANDO O FK BODØ/ GLIMT NUM DOS MAIS MEMORÁVEIS JOGOS DA HISTÓRIA DO CLUBE. ENCONTRO MARCADO, AGORA, COM O ARSENAL FC NOS QUARTOS-DE-FINAL DA UEFA CHAMPIONS LEAGUE.
Texto: Luís Santos Castelo
Fotografia: Isabel Silva, João Pedro Morais, José Lorvão
Não é a primeira vez que, em 2025/2026, escrevemos no Jornal Sporting que se tratou de um dos melhores e mais importantes jogos europeus da História do Sporting Clube de Portugal, mas a equipa principal de futebol liderada por Rui Borges teima em continuar a amealhar feitos incríveis.
De forma absolutamente épica, numa história que parece ter saído de um
17.03.2026
UEFA Champions League
Oitavos-de-final - 2.ª mão
Estádio José Alvalade
SPORTING CP FK BODØ/ GLIMT
5 0
1-0 ao intervalo
3-0 no final do tempo regulamentar 4-0 ao intervalo do prolongamento
Gonçalo Inácio (34’), Pedro Gonçalves (61’), Luis Suárez (78’ P), Maxi Araújo (92’), Rafael Nel (120+1’)
guião de Hollywood, os Leões viraram a complicada derrota por 3-0 na Noruega, na primeira mão, e golearam o FK Bodø/Glimt por 5-0 no Estádio José Alvalade na terça-feira, assegurando assim a passagem aos quartos-de-final da UEFA Champions League.
Depois do 3-0 no final dos 90’, num jogo de sentido único e em que, tendo em conta a atitude demonstrada pelos Bicampeões Nacionais, era impossível não atingir o difícil objectivo, o Sporting CP continuou por cima e Maxi Araújo fez o decisivo quarto golo. Em cima do apito final, o jovem Rafael Nel fechou as contas e confirmou a passagem à fase seguinte, onde o conjunto verde e branco vai defrontar os ingleses do Arsenal FC a 7/8 e 14/15 de Abril.
Ao longo dos dias que antecederam ao encontro, era impossível não reconhecer o sentimento de esperança no universo Sportinguista, mesmo tendo em conta a duríssima tarefa que estava pela frente. Prova disso foi o facto de os bilhetes terem esgotado, com o Estádio José Alvalade a ter quase 50000 adeptos e uma atmosfera memorável. Das bancadas, os Sportinguistas viram Rui Borges operar algumas alterações nos titulares em relação ao jogo da semana passada, com Georgios Vagiannidis, Ousmane Diomande, João Simões e Luís Guilherme a darem lugar a Maxi Araújo, Eduardo Quaresma, Hidemasa Morita e Pedro Gonçalves.
A entrada verde e branca fez-se a todo o gás. Com uma garra que surpreendeu o FK Bodø/Glimt, a primeira ocasião chegou logo aos
3’ e numa jogada protagonizada por dois dos melhores em campo: Maxi Araújo brilhou na esquerda e cruzou para Francisco Trincão cabecear ligeiramente por cima numa tremenda ocasião. Logo a seguir, o internacional português foi servido por Geny Catamo e tentou picar sobre o guarda-redes Nikita Haikin, mas falhou o alvo.
Sem permitir o adversário respirar, o Sporting CP continuou a pressionar de forma clara. Pedro Gonçalves atirou à baliza aos 8’, o mesmo minuto em que Francisco Trincão viu o seu remate ser bloqueado. Pouco depois, um corte de Maxi Araújo acabou por lançar Luis Suárez na profundidade, com o colombiano a dar trabalho a Nikita Haikin.
Só dava Sporting CP e Pedro Gonçalves ficou a centímetros de res-
ponder ao cabeceamento de Maxi Araújo com a finalização aos 13’.
Seguiu-se, aos 16’, o primeiro ataque do FK Bodø/Glimt, mas Kasper Høgh não terminou o contra-ataque da melhor forma.
Do outro lado, e da zona da meia-lua, tanto Francisco Trincão como Pedro Gonçalves procuraram o golo, que chegou mesmo aos… 34’: canto de Francisco Trincão da direita e cabeceamento certeiro de Gonçalo Inácio para o fundo das redes. A esperança era cada vez maior e Alvalade explodiu com o 1-0.
Até ao intervalo, destaque para o remate de Pedro Gonçalves defendido por Nikita Haikin e para a única ocasião dos visitantes em todo o encontro: canto e cabeceamento de Odin Bjørtuft à barra, com a bola a tocar mais uma vez na trave.
Os primeiros minutos da segunda metade foram animados. De livre directo, Patrick Berg rematou para defesa de Rui Silva e, na resposta, Geny Catamo apareceu ao segundo poste para atirar contra a malha lateral. Rui Silva voltou a ser chamado na investida de Sondre Brunstad Fet, mas o Sporting CP voltou a dominar por completo o desafio.
Geny Catamo, Pedro Gonçalves e Morten Hjulmand - autor de uma tremenda exibição - insistiram de forma cada vez mais perigosa e, finalmente, o merecido 2-0 apareceu a meia-hora dos 90’. Um fenomenal passe de Geny Catamo lançou Luis Suárez na velocidade e o colombiano, já na área, deu para a esquerda, onde Pedro Gonçalves apareceu para finalizar e deixar o vulcão Leonino em erupção. A história estava cada vez mais perto de ser escrita. Rui Borges começou a mexer na equipa e tirou Eduardo Quaresma para colocar Zeno Debast, de regresso ao activo. Pouco depois, Hidemasa Morita e Pedro Gonçalves deram lugar a Daniel Bragança e Nuno Santos. Zeno Debast, aos 71’, atirou de longe para boa defesa de Nikita Haikin.
A encostar o FK Bodø/Glimt às cordas, o Sporting CP conquistou um pontapé de penálti a praticamente 15 minutos do fim quando o árbitro Sandro Schärer, depois de consultar o VAR, assinalou mão na bola na área nórdica. Chamado a converter, Luis Suárez marcou outra vez e fez o 3-0 que empatava a eliminatória, mas
Maxi Araújo fez o 4-0, no início do prolongamento, que deixou o Sporting CP em vantagem na eliminatória
A reviravolta começou na cabeça de Gonçalo Inácio, que inaugurou o marcador
RUI BORGES: “CONTINUAR A SONHAR”
No final, um naturalmente muito satisfeito Rui Borges marcou presença na conferência de imprensa no Auditório Artur Agostinho.
Feito conseguido
era um resultado que não chegava, como se viu na velocidade com que o ponta-de-lança agarrou na bola e a levou de volta para o meio-campo.
O Sporting CP queria acabar com as
contas no tempo regulamentar e, nesse sentido, continuou à procura do golo. Nikita Haikin negou o bis a Luis Suárez e o tento a Francisco Trincão aos 80’ com uma bela in-
“Para mim, é uma vitória. Acreditava muito e disse-o no final do jogo em Bodø, apesar do jogo menos bem conseguido. Os jogadores acreditaram e perceberam o que não fomos capazes individualmente e colectivamente. Falámos sobre o que tínhamos de fazer para ter uma noite histórica e foi o que aconteceu. Pensamos já no FC Alverca. Acredito que vamos falar deste jogo daqui a muitos anos e deixa-me feliz continuar a marcar a história do Sporting CP. Os jogadores merecem esta vitória, merecem ser exaltados. Pode ser que, depois de hoje, continuem a achar que o treinador não tem capacidade para o Sporting CP. Esquecem-se que o treinador foi Campeão Nacional e fez a Dobradinha. Peço mais respeito. Não era o jogo em Bodø a dizer o que é a equipa do Sporting CP.
Sou muito positivo e o jogo e hoje demonstra isso mesmo. Tivemos de passar pelo 3-0 e se hoje temos a felicidade de disputar este jogo é porque se havia equipa capaz da reviravolta era a nossa, que estava a ser posta à prova.
Sou um sortudo, faço o que mais gosto e tenho a minha família comigo. Os que duvidam vão continuar a duvidar. Que continuem, quanto mais duvidem mais eu ganho e o meu trajecto fala por mim. (…) Acho que faltou respeito ao treinador do Sporting CP numa derrota pesada nossa, que foi apenas uma derrota em meses em que a equipa tem sido fantástica. (…) Esta vitória é épica e merece respeito”.
Até onde o Sporting CP pode ir na UEFA Champions League
“É continuar a sonhar e acreditar no que poderemos ser capazes, independentemente do adversário. Ganhámos a uma equipa que nos venceu 3-0 e que vinha de cinco vitórias seguidas contra equipas candidatas a vencer a competição. Estamos nos oito melhores da Europa, como tinha acontecido na fase de liga”.
Dedicatória
“É uma vitória especial e dedico-a à minha família. Sei como o meu filho sofre, por ser jovem, ser do futebol e amar o pai. E à minha maior estrela, o meu avô”.
tervenção e Nuno Santos, aos 83’ e após um canto, acertou no poste. Assim, o apito final chegou com 3-0 e duelo seguiu para prolongamento. No tempo extra, o Sporting CP aproveitou o ímpeto para resolver a questão logo no segundo minuto: grande passe de Nuno Santos a descobrir Daniel Bragança na esquerda e este a dar para Francisco Trincão, que por sua vez assistiu Maxi Araújo. O uruguaio coroou uma exibição memorável com um golo absolutamente decisivo que causou uma das maiores festas vistas no novo Estádio José Alvalade.
Golo de Rafael Nel
“Fiquei feliz por ele por ser mais um golo, porque ele merecia e porque a equipa merecia. Foi estupendo no que deu em dez minutos, demonstrou força e capacidade de pressão. Tem trabalhado imenso para esta oportunidade, foi o culminar de um sonho. A equipa dá um carinho enorme a quem sobe da equipa B e o festejo foi uma felicidade por tudo o que estava a acontecer”.
Intensidade
“Foram 120 minutos de uma intensidade altíssima, como era exigido. Tínhamos de a ter e sabíamos isso. Conhecíamos o melhor FK Bodø/Glimt, mas o FK Bodø/Glimt não conhecia o melhor Sporting CP. A equipa quis demonstrá-lo. É uma grande e histórica vitória, mas apenas uma vitória que nos deixa nos oito melhores da Europa”.
Elogios do treinador do FK Bodø/Glimt
“Fico feliz pelo reconhecimento, assim como também reconheci a qualidade do adversário quando perdemos. É uma grande equipa e não é por ter perdido 5-0 hoje que deixou de ser. Só valoriza ainda mais a nossa reviravolta. Fico muito orgulhoso dos meus jogadores, que merecem esse louvor mais do que ninguém”.
Jogo perfeito?
“Claramente que sim, se não fosse assim não tínhamos eliminado o FK Bodø/Glimt. Disse que tinha de ser um jogo perfeito e extraordinário e foi o que aconteceu. A equipa não perdeu o raciocínio e a estratégia, não entrou em desespero. Pedi isso ao intervalo, para não pensarem na reviravolta, mas sim no 2-0”.
Adeptos
“Não há palavras para descrever Alvalade hoje desde o momento em que subi ao relvado. Dava para sentir que ia ser diferente. Foram extraordinários. Têm sido muito bons, mas precisamos deles sempre assim. Se havia estádio em que era possível, era este e ficou demonstrado”.
FK Bodø/Glimt
“É uma grande equipa em termos defensivos, uma das melhores da Europa. Jogou contra uma das melhores da Europa a nível ofensivo, o Sporting CP”.
Com o 4-0, o Sporting CP estava apurado, mas nem por isso permitiu ao FK Bodø/Glimt começar a tomar as rédeas do embate. Na verdade, os noruegueses apenas se aproximaram da baliza de Rui Silva por uma vez, num cabeceamento de Andreas Helmersen sem perigo aos 114’, já com Ousmane Diomande e Souleymane Faye em campo (saíram Maxi Araújo e Francisco Trincão). Quem voltou a marcar foi mesmo o emblema de Alvalade. Rafael Nel, que havia substituído Luis Suárez pouco antes para se estrear na UEFA Champions League, recebeu a
bola de Daniel Bragança e atirou uma bomba para o fundo das redes. Agora sim, não havia dúvidas: o Sporting CP garantiu a passagem aos quartos-de-final num momento inexplicável para o jovem avançado de 20 anos.
O embate terminou pouco depois e o plantel viveu, com os Sportinguistas, um momento que não deixou ninguém indiferente, festejando um grande feito da história europeia do Clube.
Os Leões vão, agora, regressar à Liga Portugal, onde visitam o FC Alverca às 18h00 de domingo, 22 de Março.
Estreia de sonho para Rafael Nel na UEFA Champions League premiada com o golo do 5-0
O capitão Morten Hjulmand encheu o meio-campo e brilhou
Pedro Gonçalves fez o 2-0 e Luis Suárez, de penálti, empatou as contas na eliminatória com o 3-0
FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL
BODØ, A CIDADE DO VENTO, DO MAR E DO FUTEBOL
NO NORTE DA NORUEGA, ACIMA DO CÍRCULO POLAR ÁRCTICO, VIVE UM FENÓMENO IMPROVÁVEL DO FUTEBOL EUROPEU: O FK BODØ/ GLIMT. UM CLUBE MOLDADO PELA ADVERSIDADE CLIMÁTICA, PELA PARTICULARIDADE GEOGRÁFICA E POR UMA IDENTIDADE COLECTIVA MUITO VINCADA, QUE NOS ÚLTIMOS ANOS SE TRANSFORMOU NUMA DAS HISTÓRIAS MAIS FASCINANTES DO VELHO CONTINENTE.
Texto: Filipa Santos Lopes
Fotografia: José Lorvão
Há poucas temporadas, o duelo entre Leões e noruegueses dificilmente cruzaria o imaginário do adepto comum de futebol. Em 2017, o FK Bodø/Glimt disputava a segunda liga norueguesa e, no seu palmarés, repousavam apenas duas distantes Taças da Noruega (1975 e 1993) e um título da segunda divisão local (2013), ao qual se somaria outro conquistado no final dessa temporada. A subida de divisão significou uma viragem absoluta na realidade do clube da pequena cidade de Bodø, um lugar moldado pelo mar e pelo vento, duas presenças constantes que ajudam a definir o ritmo de vida no norte da Noruega. Hoje com cerca de 50 mil habitantes, foi praticamente destruída durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruída depois do conflito, razão pela qual o seu traçado urbano é simples, funcional e surpreendentemente compacto. Ao fundo, assomam-se as montanhas nevadas que enquadram a região e onde nasce o Saltstraumen, o rio com a mais forte corrente do mundo. Tudo parece acontecer a poucos minutos de distância. O pequeno ae-
roporto fica a escassos instantes do Aspmyra Stadion, casa do FK Bodø/
Glimt, e o centro da cidade é logo ali. Essa proximidade torna Bodø fácil de percorrer e quem chega rapidamente aprende a calcorrear sem mapa as suas ruas. A cada passo, veem-se bandeiras amarelas do clube local, uma imagem que faz lembrar o ambiente promovido por Luiz Felipe Scolari em Portugal durante o Euro’2004, quando o entusiasmo se espalhava pelas fachadas.
Foi neste contexto singular que o FK Bodø/Glimt – “o relâmpago de Buda”, como se pronuncia em norueguês – construiu a sua ascensão. Nos últimos nove anos, conquistou quatro ligas locais (2020, 2021, 2023, 2024) e afirmou-se nas competições da UEFA, primeiro na Conference League, depois na Europa League e agora, pela primeira vez, na maior prova de clubes do mundo. Sem competir internamente desde Novembro, os noruegueses foram crescendo na prova. Depois de um
início irregular na Fase de Liga, a equipa deu um salto competitivo já
em 2026, com vitórias marcantes frente ao Manchester City FC e ao Atlético de Madrid, que abriram caminho à presença no play-off Seguiu-se uma eliminatória memorável frente ao Internazionale FC, com triunfos em casa (3-1) e em pleno Giuseppe Meazza (2-1), que colocaram o FK Bodø/Glimt nos oitavos-de-final. Com um futebol ofensivo e dinâmico, o conjunto de Kjetil Knutsen recebeu o Sporting CP num relvado sintético e debaixo de uma sensação térmica de dois graus negativos. O resultado contundente de há uma semana (3-0) parecia escrevinhar mais uma página de história para os herdeiros dos vikings. Mas o futebol, como o vento cortante que atravessa Bodø, muda de direcção sem aviso. De regresso a Lisboa, num Estádio José Alvalade carregado de expectativa, os Leões responderam com personalidade, intensidade e inabalável crença. A desvantagem foi sendo anulada com naturalidade e ambição até se transformar numa noite inolvidável para os Sportinguistas. O triunfo por 5-0 não só anulou o 3-0 da primeira-mão como entrou directamente para a galeria das noites mais importantes de quase 120 anos de tantas glórias.
A região de Saltstraumen é um dos postais de Bodø
Noruegueses e Leões protagonizaram uma eliminatória europeia inesquecível
Toda a cidade vive o FK Bodø/Glimt com paixão
FUTEBOL EQUIPA B
DIFERENÇA MÍNIMA, CASTIGO MÁXIMO
DE CANTO E JÁ A CAMINHO DA RECTA FINAL, O GD CHAVES ABATEU OS JOVENS LEÕES E LEVOU A MELHOR NUM JOGO EQUILIBRADO E REPARTIDO NAS OCASIÕES, SOBRETUDO NA ANIMADA PRIMEIRA PARTE. EQUIPA B CONTINUA EM BUSCA DE INVERTER O MAU MOMENTO.
Texto: Xavier Costa
Fotografia: Isabel Silva
De volta ao Estádio Aurélio Pereira, a equipa B de futebol do Sporting CP perdeu com o GD Chaves por 0-1, na passada sexta-feira, num dos jogos que inaugurou a jornada 26 da Liga 2. Neste ‘choque’ entre duas das equipas menos batidas da prova, João Gião lançou um ‘onze’ inicial com duas mudanças relativamente ao da jornada anterior: Rayan Lucas e Flávio Gonçalves regressaram à titularidade, saindo Rodrigo Dias (cumpriu ciclo de amarelos) e Samuel Justo.
O GD Chaves, que vindo de duas vitórias nas anteriores três jornadas começara a inverter o seu pior momento da época (sete jogos seguidos sem vencer), entrou mais objectivo e, logo nos instantes iniciais, teve nos pés de Ktatau um remate – desviado num defesa – que não passou
nada longe do poste. Mas os jovens Leões, assim que conseguiram ter a bola por mais tempo, criaram uma ocasião ainda mais flagrante, na qual só faltou melhor finalização de Paulo Cardoso, que recebeu uma bola de ‘bandeja’ de Flávio Gonçalves e não soube bater a saída rápida do guardião Vozinha.
Depois, o encaixe momentâneo a meio-campo rompeu-se mais perto do intervalo e voltou a ser a equipa flaviense a entrar com mais perigo na área adversária, primeiro com um pontapé seco de Ktatau que Diego Callai sacudiu e, pouco depois, valeu um corte importante de David Moreira junto à baliza. Apesar disso, de novo, o Sporting CP respondeu da melhor forma e, desta vez, com golo de Paulo Cardoso, só que o VAR detectou fora-de-jogo (42 cms) no início da jogada e o 1-0 foi anulado. Ainda antes do intervalo, o GD Chaves
– sempre com muita velocidade nas alas – também ficou muito perto de inaugurar o marcador, que se manteve intacto, desta feita graças a uma defesa por instinto de Callai, com o pé, negando o golo a Reinaldo, que apareceu sozinho na cara do golo. Uma primeira parte repleta de acção e boas oportunidades, embora com as balizas fechadas a ‘sete chaves’, tal como continuariam e novamente com o VAR a intervir. Depois de uma ‘mancha’ decisiva de Callai que deu canto, os transmontanos aproveitaram a bola parada para marcar, contudo também com posição irregular na jogada. Ficou, apenas, o aviso, mas esta seria mesmo a receita do sucesso, posteriormente. Embora superado este susto, os comandados de João Gião continuaram com dificuldades, quer para pressionar, quer para progredir com bola e, por isso, o técnico apostou em Mateo
Tanlongo e Gabriel Silva como primeiras ‘cartadas’ a partir do banco e, mais tarde, em Samuel Justo. Ainda assim, o ascendente do GD Chaves continuou a pairar, mesmo sem mais aproximações perigosas até perto do fim, quanto tudo se decidiu. Então, à entrada para o último quarto de hora, depois de avistar o 0-1 num quase autogolo de David Moreira, no canto subsequente o emblema de Trás-os-Montes foi mesmo feliz. O central Tiago Simões, em antecipação, cabeceou na cara de Callai e acabou por resolver a partida e sentenciar a quarta derrota seguida dos jovens Leões pela margem mínima. De imediato, João Gião ainda apostou em Zaïd Bafdili e Lucas Anjos para o esforço final do Sporting CP, mais com o ‘coração’ e alguns cruzamentos, mas também pelo quarto jogo seguido não houve golo verde e branco e, por isso, o golpe flaviense ficou sem resposta na Academia Cristiano Ronaldo.
Com este resultado, o GD Chaves (36 pontos) aproximou-se do Sporting
CP (38), que caiu de quarto para o quinto posto, agora em igualdade pontual com a UD Leiria e a equipa B do FC Porto. Na próxima jornada, os jovens Leões vão em busca de inverter o momento actual em casa do CD Feirense.
13.03.2026
Liga Portugal 2 – 26.ª Jornada
0-0 ao intervalo
Tiago Simões (76’)
Sporting CP: Diego Callai [GR], Mauro Couto, Bruno Ramos, João Muniz, David Moreira, Eduardo Felicíssimo (Samuel Justo, 71’), Rayan Lucas (Zaïd Bafdili, 78’), Manuel Mendonça [C] (Lucas Anjos, 78’), Paulo Cardoso, Flávio Gonçalves (Mateo Tanlongo, 62’), Rafael Nel (Gabriel Silva, 62’). Treinador: João Gião. Disciplina: cartão amarelo para David Moreira (57’), Gabriel Silva (88’) e Mateo Tanlongo (90+5’).
JOÃO GIÃO: “JOGO ACABA POR DECIDIR‑SE NOS DETALHES”
No final da partida, o treinador verde e branco fez o rescaldo da derrota em declarações à Sporting TV
“Foi um jogo muito equilibrado entre duas equipas a querer jogar. O GD Chaves conseguiu ligar algum jogo na primeira parte, mas acho que foi equilibrada. Nós com mais bola e aproximações, mas acho que as oportunidades foram repartidas. Pena aquele golo anulado, porque foi uma boa jogada nossa. O jogo acaba por decidir-se nos detalhes. Num canto, facilitámos e a este nível paga-se caro. O jogo acabou por definir-se aí”, resumiu, embora tenha elogiado a forma como a equipa lutou por outro resultado.
“A equipa tentou, teve atitude, tentou pressionar O GD Chaves e acho que perdemos energia na segunda parte. Não foi o nosso melhor jogo, mas foi uma exibição sólida e competente. Podíamos ter tido mais criatividade, porque tivemos muita posse, sobretudo na primeira parte, mas não posso apontar nada em termos de atitude”, sublinhou o técnico, sem dúvidas de que a equipa está capacitada para inverter a actual série de maus resultados.
“A equipa já virou um momento assim. Desde o primeiro dia que digo que seria uma época muito difícil. Viemos praticamente com o mesmo plantel da Liga 3, estes jogadores estão a ter os seus primeiros 20 jogos neste nível e isso reflecte-se. O nível físico, de foco e exigência é diferente, mas vamos dar a volta a isto, certamente. Já o provámos no passado”, reforçou, por fim.
Paulo Cardoso ainda fez o 1-0 na primeira parte, mas o VAR anulou-o por fora-de-jogo
Estádio Aurélio Pereira
FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA
RESPOSTA NA LIGA ENCURTA DIFERENÇA PARA A LIDERANÇA
APÓS A DURA ELIMINAÇÃO NA TAÇA DA LIGA, AS LEOAS RECOMPUSERAM-SE E, GRAÇAS A UM GOLO SOLITÁRIO – MAS MUITO MERECIDO – DE FLOR BONSEGUNDO, SOMARAM A TERCEIRA VITÓRIA SEGUIDA NA PROVA. COM 28 PONTOS NO SEGUNDO LUGAR, O SPORTING CP REAPROXIMOU-SE DO SL BENFICA (33), QUE EMPATOU NESTA JORNADA.
Texto: Xavier Costa
Fotografia: Isabel Silva
De regresso à Liga, a equipa principal feminina de futebol do Sporting CP recebeu e venceu o CS Marítimo por 1-0, no passado domingo, em partida da 13.ª jornada da Liga.
Para enfrentar o oitavo e antepenúltimo classificado, que vinha de duas derrotas consecutivas, Micael Sequeira apostou num ‘onze’ similar ao do jogo anterior, efectuando apenas uma alteração no meio-campo: Cláudia Neto foi titular ao invés de Matilde Nave.
E o jogo começou bem vivo, com aproximações a ambas as áreas, mas o ascendente verde e branco não tardou a ganhar mais volume.
Depois de Flor Bonsegundo ter ensaiado o primeiro remate à baliza, à figura da guardiã Bárbara Santos, só um corte no último momento evitou que Jeneva Gray rematasse em excelente posição.
As leoas da Madeira, no entanto, também mostraram as garras na primeira parte, graças a uma sequência de pontapés de canto consecutivos. Por duas vezes, valeram as intervenções atentas de Anna Wellmann e, na cobrança seguinte, a central Gabriela Zidoi apareceu solta ao segundo pos-
te, mas não conseguiu enquadrar o cabeceamento.
Apesar do maior controlo verde e branco, tudo seguiu empatado e sem golos rumo ao segundo tempo, onde as Leoas afinaram a pontaria, não totalmente, mas de forma suficiente. Logo aos 48’, um cruzamento de Daniela Arques encontrou o desvio certeiro, de cabeça, de Flor Bonsegundo, porém a argentina estava fora-de-jogo – decisão que o VAR corroborou.
O Sporting CP teve de continuar a insistir e, para isso, teve em Flor Bonsegundo a melhor ‘arma’. Depois de num lance as insulares terem ficado perto de fazer autogolo, a internacional argentina tentou a sua sorte de longe e atirou ligeiramente ao lado, mas aos 63’ encontrou mesmo o fundo das redes. Isolada com mestria a passe interior de Jeneva Gray, Bonsegundo não vacilou e no cara-a-cara com a guarda-redes picou com classe para assinar finalmente o merecido 1-0. Quarto golo da experiente jogadora na temporada, o primeiro para a Liga.
MICAEL
SEQUEIRA: “CONSEGUIMOS O MAIS IMPORTANTE”
Estreia a marcar na Liga da internacional argentina acabou por ser determinante 15.03.2026
Uma vantagem que só não foi logo aumentada por manifesta infelicidade e usando a fórmula do CS Marítimo na primeira parte. Foram três cantos seguidos e três oportunidades: Carolina Santiago cabeceou à malha lateral, Érica Cancelinha teve o seu remate barrado na ‘hora H’ e, na mais perigosa de todas, Daniela Arques acertou em Bárbara Santos, que por instinto evitou o 2-0.
Só que quando o jogo estava de sentido único, a equipa madeirense ficou muito perto de surpreender. Do nada, Sade Heinrichs subiu no terreno e de muito longe acertou na barra. Um lance que deu nova vida ao CS Marítimo, que ganhou outro fôlego para espreitar o ataque com mais frequência, embora as Leoas tenham tido novamente uma chance soberana para matar o encontro. Fruto de alguma sorte nos ressaltos, Flor Bonsegundo isolou-se e, com tudo para ‘bisar’, rematou por cima.
Até ao fim, Matilde Nave ainda ameaçou, também, o 2-0 e as insulares tentaram uma réplica, sobretudo, muito esforçada, mas já nada mudou no resultado.
Resposta dada na Liga, que na próxi-
ma jornada reserva às Leoas a deslocação a casa do SCU Torreense.
Aproveitando o deslize do SL Benfica, é com crença total que o Sporting CP vai encarar a recta final do Campeonato [ver caixa].
A RECTA FINAL DAS LEOAS NA LIGA
J14 SCU TORREENSE (FORA)
J15 SC BRAGA (CASA)
J16 RIO AVE FC (CASA)
J17 SL BENFICA (FORA)
J18 RACING POWER FC (CASA)
No fim da partida, o treinador do Sporting CP analisou a vitória conseguida, especialmente importante depois da eliminação sofrida na Taça da Liga durante a semana. “Acho que na primeira parte entrámos bem, criámos algumas dinâmicas interessantes, mas faltou mais finalização e chegada ao último terço. Hoje era um jogo difícil, porque na quarta-feira sofremos uma pancada muito forte. Sofrer o golo aos 90’ e ser eliminados nos penáltis, como já tínhamos sido na Europa… Foram dias duros e hoje queríamos muito ganhar, porque podíamos reduzir a desvantagem para o SL Benfica”, atentou. A tudo isso, juntou-se, na opinião do técnico, alguma “falta de frescura física”, mas ressalvou a forma como a equipa foi capaz de se sobrepor a “muitas condicionantes” perante um CS Marítimo que “queria muito pontuar”, considerou. “Conseguimos o mais importante, agora faltam cinco jogos e vamos procurar ganhá-los todos. Estamos a cinco [pontos] do nosso objectivo”, apontou Micael Sequeira, realçando a “dinâmica positiva” das Leoas na Liga – três vitórias seguidas e oito jornadas já sem perder.
FUTEBOL FORMAÇÃO UEFA YOUTH LEAGUE
JOVENS LEÕES MERECIAM BEM MAIS EM MADRID
DESAIRE
DO SPORTING CP POR 2-1 EM CASA DO REAL MADRID CF NA UEFA YOUTH LEAGUE.
Texto: Nuno Miguel Simas Fotografia: Isabel Silva
A equipa do Sporting CP terminou, na última quarta-feira, a participação na UEFA Youth League, ao perder por 2-1 na casa do Real Madrid CF, nos quartos-de-final da competição europeia.
Um resultado injusto para os jovens Leões, que mereciam bem mais do jogo na capital espanhola, com mais de dez remates à baliza, dois dos quais aos postes e uma muito boa demonstração de qualidade do conjunto Leonino orientado por João Gião.
A formação verde e branca jogou sempre de igual para igual frente ao conjunto madridista, num encontro que mostrou o bom nível dos jovens Leões, em jogo com muitos remates às balizas – cerca de 30 remates no total – com as duas equipas empenhadas em jogar de olhos postos no ataque.
A primeira grande oportunidade do jogo pertenceu ao Sporting CP, num remate ao poste de Gabriel Silva, com 19 minutos de jogo, após passe de Flávio Gonçalves – vários bons entendimentos entre os dois avançados Leoninos, já com o Sporting CP a ter uma contrariedade bem cedo e a ter de fazer uma substituição forçada, à entrada dos 15’, por lesão do defesa central,
18.03.2026
UEFA Youth League Quartos-de-final
Estádio Alfredo Di Stéfano, Madrid
REAL MADRID CF SPORTING CP
2 1
1-1 ao intervalo
Jacobo Ortega (51’), Roberto Martin (64’)
Lucas Taibo, rendido por Rafael Camacho.
Flávio Gonçalves (43’)
Sporting CP: Miguel Gouveia [GR], Daniel Costa, Rafael Mota, Lucas Taibo (Rafael Camacho, 15’) (Sandro Ferreira, 74’), Afonso Lee (Leonardo Varela, 74’), Eduardo Felicíssimo [C], Ivanildo Mendes (Duarte Tomás, 57’), Zaid Bafdili, Gabriel Silva (Miguel Almeida, 74’), Flávio Gonçalves, Rayhan Momade. Treinador: João Gião. Disciplina: cartão amarelo para Gabriel Silva (20’), Daniel Costa (86’) e João Gião (87’).
Roberto Martin teve aos 29’, um remate de trivela ao lado, na resposta da equipa da casa, num jogo com muitos despiques a meio-campo. Depois de tentativas de Daniel Costa, num cruzamento e de um remate de Rafael Camacho, bem perto do intervalo a equipa Leonina adiantou-se no marcador, com Flávio Gonçalves a aproveitar com categoria um atraso mal medido de um defesa do Real Madrid CF. À saída do guarda-redes da equipa ‘blanca’, Flávio Gonçalves atirou colocado e abriu o marcador.
O Sporting CP mostrava muito boa organização e tinha Miguel Gouveia sempre seguro na baliza, quando chamado a intervir.
Ainda antes do apito para o intervalo, uma oportunidade para cada uma das equipas e do lado Leonino, Rayhan Momade a ter um remate forte de pé esquerdo, ao lado, após passe de Ivanildo Mendes.
No segundo tempo, o Real Madrid CF entrou mais forte e teve cedo um remate ao poste, depois de pontapé de canto.
O Sporting CP nunca se atemorizou e aos 50’, num contra-ataque, bem servido por Daniel Costa, Flávio Gonçalves voltou a causar muito perigo na área da equipa da casa. Mais eficaz foi o Real Madrid CF, que praticamente a seguir fez o empate, por Jacobo Ortega, depois de se desmarcar descaído para a esquerda do ataque dos donos da casa.
A formação de João Gião mostrou sempre ambição e voltou a ficar perto do golo no lance a seguir, com Daniel Costa a rematar com muita intenção, mas o guarda-redes da equipa espanhola defendeu a direcção de remate do lateral direito.
Esteve mais perigoso nessa fase o Sporting CP, com Bafdili a atirar à malha lateral da baliza do Real Madrid CF, antes de chegar nova grande oportunidade Leonina. Gabriel Silva
correspondeu a muito bom cruzamento de Daniel Costa na direita e cabeceou muito bem, mas ao poste. A velha máxima de quem não marca sofre aconteceu pouco depois, com a equipa da casa a marcar aos 64 minutos, por Roberto Martin, em remate colocado à entrada da área, sem hipóteses para Miguel Gouveia. Sempre inconformado, o Sporting CP não desistiu de recuperar no marcador, mas os remates de Bafdili e de Rayhan Momade não encontraram o fundo da baliza da equipa do Real Madrid CF, pese embora o perigo criado.
O técnico João Gião tentou forçar o ataque com três substituições a partir do banco, mas o Real Madrid CF susteve a vontade Leonina e o jogo terminou com desaire do Sporting CP por 2-1, resultado que não belisca o muito bom nível de jogo e a qualidade exibicional mostrados pela equipa Leonina no Estádio Alfredo Di Stéfano.
JOÃO GIÃO:
No final da partida, João Gião, técnico da equipa do Sporting CP fez a análise para os meios de comunicação do Clube.
“Os rapazes mereciam outro desfecho. Estou muito orgulhoso daquilo que fizeram, frente a uma equipa que sabíamos que do ponto vista técnico é superior a nós. Acho que montámos bem o plano estrategicamente. É verdade que demos mais bola ao adversário, também mérito deles. Fomos conseguindo a espaços condicioná-los na primeira parte. Saímos ao intervalo a vencer, apesar de as oportunidades que eles também foram tendo, mas defendemos muito bem, fomos rigorosos e agressivos”, referiu o técnico.
João Gião considerou que os segundos 45 minutos foram marcados pelo equilíbrio, ainda que com mais oportunidades para o Sporting CP. “Uma segunda parte em que tivemos o 0-2 na cara do guarda-redes e não o fizemos e no lance a seguir eles empatam o jogo. Foi uma segunda parte foi muito dividida, oportunidades para os dois lados. Embora nós tenhamos tido duas bolas nos postes. É pena a primeira derrota ao nono jogo nesta competição ditar a eliminação, perante um grande rival, mas acho que o Sporting CP sai muito dignificado deste jogo e a formação do Sporting CP também”, finalizou.
Flávio Gonçalves em lance com jogador do Real Madrid CF, num jogo com exibição de muito bom nível do Sporting CP frente ao Real Madrid CF na UEFA Youth League
SUB‑19: TARDE PARA ESQUECER EM GAIA
A equipa sub-19 de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu, na última sexta-feira, por 6-0 no terreno do FC Porto para a sétima jornada da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional.
O primeiro quarto de hora no Estádio Dr. Jorge Sampaio, em Vila Nova de Gaia, foi animado. Ameaçou primeiro o FC Porto, num cabeceamento de Eduardo Ferreira, e Leonardo Varela respondeu com um forte remate defendido por Antoni Nikolov. Pouco depois, aos 9’, foi a vez de Alexandre Tverdohlebov negar o golo a Eduardo Ferreira com uma intervenção tranquila. Seguiu-se uma tentativa de Miguel Almeida que saiu ao lado quando tinha um ângulo complicado e Eduardo Ferreira, mais uma vez, procurou marcar, mas viu Alexandre Tverdohlebov voltar a intervir. Aos 16’, contudo, o FC Porto conseguiu mesmo chegar ao golo quando Bernardo Lima apareceu com espaço na área e cabeceou para o fundo das redes.
Na reacção, o Sporting CP podia ter empatado quando Leonardo Varela, assistido por João Rijo, acertou na trave. Logo a seguir, Leonardo Tavares rematou muito por cima e, aos 28’, Miguel Almeida foi lançado na profundidade e atirou à malha lateral, com Antoni Nikolov ainda a tocar para canto.
Os Leões estavam por cima, mas o FC Porto dobrou a vantagem aos 33’ e novamente graças à cabeça de Bernardo Lima, desta feita após um pontapé de canto. Até ao intervalo, os azuis e brancos conquistaram um pontapé de penálti por mão na bola. Na conversão, Tverdohlebov defendeu o penálti de Eduardo Ferreira, mas Duarte Cunha chegou à recarga e facturou. No final da primeira parte, 3-0 no marcador.
A entrada no segundo tempo acabou por ser desastrosa e acabou com quaisquer esperanças de recuperação. O FC Porto marcou aos 51’, numa finalização de Mateus Mide em que João Rijo tentou cortar, mas sem sucesso, e aos 54’, desta feita num autogolo de Jakub Stasiak após cruzamento da direita.
José João Gomes mexeu, então, na equipa, colocando Cleusio Garrafa no lugar de Leonardo Tavares, e João Rijo ameaçou aos 70’, com uma boa defesa de Antoni Nikolov para canto. A 20 minutos dos 90, Jakub Stasiak e Sergio Siza deram lugar a Santiago Fernandes e José Mendes.
Já depois de uma fantástica intervenção de Alexandre Tverdohlebov num forte tiro de longe de Tiago Silva (76’), o Sporting CP mexeu pela última vez com as entradas de Argyris Christodoulou e Erik Ingebrethsen para as saídas de Leonardo Varela e Miguel Almeida.
Aos 90’, o FC Porto chegou ao 6-0 final com golo de Francisco Fernandes. Os jovens Leões vão, agora, visitar o SL Benfica.
OPINIÃO
13.03.2026
Campeonato Nacional Sub 19 Ap. Campeão – 7.ª Jornada Estádio Dr. Jorge Sampaio, Vila Nova de Gaia
3-0 ao intervalo
Bernardo Lima (16’, 33’), Duarte Cunha (44’), Mateus Mide (51’), Jakub Stasiak (54’ AG), Francisco Fernandes (90’)
Sporting CP: Alexandre Tverdohlebov [GR], André Machado, Jakub Stasiak (Santiago Fernandes, 70’), Diego Coxi, João Rijo, Leonardo Tavares (Cleusio Garrafa, 56’), Sergio Siza (José Mendes, 70’), Sandro Gambôa, Miguel Almeida [C] (Erik Ingebrethsen, 83’), Leonardo Varela (Argyris Christodoulou, 83’) e Frederico Gomes. Treinador: José João Gomes. Disciplina: cartão amarelo para Sandro Gambôa (41’).
UM FEITO ÉPICO PARA MAIS TARDE RECORDAR
JUVENAL CARVALHO
Épico, histórico, fabuloso, inesquecível, arrebatador, magnânimo. Estas, e ainda outras palavras, poderiam sintetizar um dos mais belos momentos da História do futebol do Sporting Clube de Portugal, aquele que foi vivido numa noite que ficará marcada para todo o sempre da nossa História, a de 17 de Março de 2026.
62 anos depois da inesquecível vitória, também por 5-0, frente ao Manchester United, a História haveria repetir-se, agora na presença de 49.155 Leões no Estádio José Alvalade que não deixaram de acreditar e fizeram, qual vulcão em erupção, a equipa não desistir de lutar por aquilo que, no fundo, todos sonhavam. Uma reviravolta épica ante os noruegueses.
E foi um Leão ferido no orgulho, aquele que, depois de uma exibição menos conseguida em terras nórdicas ante o Bodø/ Glimt, entrou no jogo para os comer, um termo pouco simpá-
tico, mas que se aplica na plenitude a este momento. Um Leão que além de ferido no orgulho, conciliou uma vontade infinita a uma classe arrebatadora que levaria ao êxtase milhares e milhares de Leões, desde o Estádio – onde tive o privilégio de estar – até aos que assistiram via televisão nos mais diversos locais do planeta.
Se 1964, pelo que representou então, ainda hoje é recordado por todos aqueles privilegiados que o viveram, este será igualmente um momento épico para mais tarde recordar. Que orgulho nestes rapazes orientados pelo míster Rui Borges que, injustiçados por críticas excessivas que lhes fizeram no jogo da primeira-mão, se superaram e conseguiram aquilo que tão feliz deixou a família Leonina.
Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. Este é o nosso lema. O nosso ADN está nele simbolizado.
Jamais esqueceremos a noite épica de 17 de Março de 2026, por ter sido a da passagem aos quartos-de-final da Champions League. Mas aqui chegados, porque não sonhar com mais. Sonhar que, apesar da valia do Arsenal FC, que será o nosso próximo opositor, tudo é possível. O sonho, como na Pedra Filosofal de Manuel Freire, comanda a vida. E, quem sabe, repetimos a vitória frente ao Arsenal, conseguida recentemente na
SUB‑17: DOMÍNIO SEM EFICÁCIA DITA DESAIRE
A equipa sub-17 de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu na visita ao FC Famalicão (1-0), na manhã do passado domingo, em jogo da sétima jornada da fase de apuramento de campeão. Apesar do domínio ao longo de toda a partida, na qual os jovens Leões orientados por Pedro Pontes somaram 19 remates contra apenas quatro do adversário, a falta de eficácia acabou por justificar o resultado. Já os anfitriões souberam aproveitar as suas ocasiões e marcaram o solitário golo do triunfo aos 66 minutos. Os juvenis verdes e brancos voltam à competição apenas em Abril, com nova deslocação, desta feita ao terreno do Vitória SC.
15.03.2026
Campeonato Nacional Sub‑17
Ap. Campeão – 7.ª Jornada Campo n.º 1 Academia FC Famalicão
0
0-0 ao intervalo João Marta (66’)
Sporting CP: Afonso Redondo [GR], Salvador Fortuna (José Garrafa, 75’), Mário William, Alexandre Rosado, Francisco Cabeçana [C], Rodrigo Nogueira, David Almeida (Manuel Costa, 82’), Francisco Simões (Diego Farinha, 60’), Martim Ribeiro, Afonso Marques (José Lino, 82’) e Vítor Conceição (Victor Bastianele, 60’). Treinador: Pedro Pontes. Disciplina: cartão amarelo para Salvador Fortuna (30’), Francisco Simões (57’) e Mário William (87’).
Europe League, onde ainda temos bem presente a obra-prima conseguida por Pedro Gonçalves, em Londres. Estamos lá. Estamos vivos. Somos o Sporting Clube de Portugal, e fizemos ouvir o imenso rugido do Leão pelo Mundo. E se na Europa estamos vivos, em Portugal estamos igualmente com tudo em aberto no Campeonato e na Taça de Portugal. No próximo domingo será em Alverca para a prova máxima do futebol português. Acreditar até ao fim, é o lema e não iremos perder o foco. Termino, soltando em forma de escrita, um imenso rugido do Leão. Spooorting!
P.S 1 – Frederico Varandas foi reeleito presidente com 89,47% dos votos. O sucesso dele será o sucesso do Sporting Clube de Portugal. Felicidades, presidente!
P.S 2 – Parabéns ao voleibol pela conquista da sexta Taça de Portugal do nosso historial. Agora, depois da conquista dos dois troféus oficiais já disputados, antes havíamos vencido a Supertaça, o próximo objectivo é o Campeonato Nacional e a obtenção do pleno. Força, Leões. Nós acreditamos em vocês.
FIFA VOLTA A VISITAR ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE
COMITIVA FOI RECEBIDA POR ANDRÉ BERNARDO E FICOU A CONHECER AS PRINCIPAIS TRANSFORMAÇÕES REALIZADAS NO RECINTO NOS ÚLTIMOS ANOS.
Texto: Luís Santos Castelo
Fotografia: João Pedro Morais
O Estádio José Alvalade foi palco, na quinta-feira da semana passada, de mais uma visita técnica da FIFA com o objectivo de avaliar as condições do recinto no âmbito do processo de selecção dos estádios que vão receber jogos do Campeonato do Mundo de 2030, organizado por Portugal, Espanha e Marrocos.
A comitiva da entidade que supervisiona o futebol internacional, com sede em Zurique, na Suíça, foi recebida por André Bernardo, vice-presidente do Sporting CP, membro do Conselho de Administração da SAD e Chief Strategy and
Operations Officer, que comandou a visita. Os elementos de vários departamentos da FIFA puderam ver as principais transformações realizadas no Estádio José Alvalade desde a última visita técnica, como o fecho do fosso, o aumento da capacidade do estádio e o novo relvado.
O grupo acompanhou, ainda, a evolução das intervenções que tiveram como objectivo melhorar a experiência dos adeptos e a funcionalidade do recinto: foram criados novos espaços interiores, requalificadas áreas de circulação e introduzidos novos camarotes e áreas de hospitalidade. Destaque também para a aquisição do Alvaláxia, que permitirá criar um entertainment hub em Alvalade.
A comitiva da FIFA recebida em Alvalade
Estiveram presentes elementos de vários departamentos da entidade que supervisiona o futebol internacional
André Bernardo, vice-presidente do Sporting CP, membro do Conselho de Administração da SAD e Chief Strategy and Operations Officer, foi o anfitrião
Evolução das transformações do Estádio José Alvalade foram o foco
MODALIDADES VOLEIBOL
RECUPERAÇÃO ÉPICA RUMO À SEXTA TAÇA DE PORTUGAL
NUMA FINAL DISPUTADA LITERALMENTE ATÉ AO ÚLTIMO PONTO, OS VERDES E BRANCOS FORAM MAIS FELIZES E FECHARAM DE FORMA PERFEITA UM FIM-DE-SEMANA ONDE NEM SEMPRE EXISTIU INSPIRAÇÃO, MAS JAMAIS FALTOU ESPÍRITO DE SUPERAÇÃO.
Texto: Filipa Santos Lopes
Fotografia: João Pedro Morais
A equipa masculina de voleibol do Sporting Clube de Portugal venceu o SL Benfica (2-3) e conquistou, na tarde do passado domingo, a sexta Taça de Portugal do seu palmarés. Depois da Supertaça no arranque de 2025/2026, a prova rainha é o segundo troféu dos Leões de João Coelho esta temporada. No Pavilhão Municipal de Albufeira, os verdes e brancos, que eliminaram a AA Espinho no dia anterior (3-1), subiram à quadra com Edson Valencia, Jonas Aguenier, Sergey Grankin, Lourenço Martins, Kelton Tavares, Jan Galabov e o líbero Nicolas Perrén e o Sporting CP foi liderando os primeiros parciais sempre pela margem mínima (0-1, 1-2, 2-3).
As águias saltaram para a frente no 4-3, mas Lourenço Martins rapidamente restabeleceu a igualdade e Kelton Tavares, com um ás, devolveu a vantagem aos Leões. O equilíbrio continuou, contudo, a marcar o ritmo do encontro, com as duas equipas a pontuar sobretudo em side-out e o bloco duplo de Lourenço Martins e Kelton Tavares a aparecer em bom plano (10-11).
Com tudo igual no marcador na fase intermédia do set, o Sporting CP pecava maioritariamente no serviço quando Kelton Tavares voltou a cravar um ás que devolveu a liderança aos Leões (18-19). Ainda no serviço do camisola 6, os verdes e brancos forçaram o erro adversário e alcançaram uma vantagem de dois pontos, que Jonas Aguenier aumentou com um bloco providencial (18-21).
15.03.2026
Taça de Portugal – Final Pavilhão Municipal de Albufeira
22-25, 28-26, 23-25, 25-21 e 21-23
Sporting CP: Tiago Pereira [C] (1), Jan Galabov (9), Sergey Grankin (3), Kelton Tavares (20), Edson Valencia (28), Li Yongzhen, Gonçalo Sousa [L], Tiago Barth, Jonas Aguenier (9), Jan Pokeršnik (6), Armando Velasquez, Nicolas Perrén [L], Mads Kyed Jensen (1) e Lourenço Martins (10). Treinador: João Coelho.
Porém, o técnico encarnado pediu um time-out que permitiu ao SL Benfica ameaçar a recuperação (21-22). Na fase final, Lourenço Martins travou o ímpeto encarnado com um potente ataque, Jonas Aguenier voltou a aparecer no bloco para deixar os verdes e brancos a um ponto de fechar o set e Tiago Pereira entrou para selar o 22-25.
O Sporting CP manteve a toada no arranque do segundo set (1-2), com Kelton Tavares novamente em destaque, mas o SL Benfica respondeu (7-3) rapidamente, explorando alguns problemas verdes e brancos na recepção e na construção ofensiva. Jonas Aguenier, com um toque subtil na rede, ainda reduziu (7-4), mas com as águias melhores no encontro (9-4), João Coelho pausou de imediato o jogo.
Sergey Grankin, com um toque artístico que apanhou desprevenida a defensiva encarnada, fez o 9-5 na bola de retoma e também Jan Galabov, a fazer uso da sua força característica, atacou para o 10-6. O SL Benfica parecia, ainda assim, mais confortável e ia gerindo a margem (12-8), quando Kelton Tavares subiu ao segundo andar para, com um bloco, reduzir novamente a diferença (12-9).
Com o Sporting CP finalmente a crescer no jogo, Edson Valencia lançou mais um ataque imparável (13-12) e, com o bloco a entrar, os Leões empataram o parcial - o que levou o
banco encarnado a pedir time-out. De pouco valeu, já que o Sporting CP parecia embalado e, forçando o erro adversário, consumou mesmo a reviravolta (13-14).
O jogo entrou então num novo registo de liderança repartida (16-16) até que o SL Benfica conseguiu criar uma almofada de dois pontos (18-16). Com uma falha encarnada no serviço, os verdes e brancos voltaram a colar-se e a diferença mínima foi-se prolongando com o avançar do set (19-18). As águias ainda tentaram disparar (21-18), mas os Leões reagiram (21-21) e, num bom jogo de voleibol, a incerteza começava a pontuar cada bola.
Com uma atitude competitiva valiosa, o Sporting CP agarrou a liderança (21-22) e, apesar de o SL Benfica ainda ter empatado, Lourenço Martins voou imparável para o 22-23 e depois para o 22-24. Porém, com o 0-2 na mão, os
“Eu gosto é de ganhar, com maior ou menor dificuldade, mas fica mais uma vez o exemplo de que esta equipa não vira a cara à luta. Pensamos o jogo a cada ponto e o grupo está de parabéns: quem me secundariza no staff e todos estes jogadores. Ninguém lhes vai nunca dizer que não é possível. Mesmo estando a fazer algumas asneiras durante o jogo, mesmo com menos clarividência em algumas acções, podendo melhorar muito, porque recuperando o quinto set estragámos muito serviço, estou profundamente satisfeito porque esta equipa dá sempre tudo aquilo que tem e tem competência para chegar a estes momentos e decidir.
Isto pode cair para qualquer um. O SL Benfica é uma grande equipa, isto é um dérbi, com muitos momentos de emoção e tensão elevada. A equipa nunca deu uma bola por perdida, qualquer que fosse o resultado. Não posso deixar de estar satisfeito, mas a época não acabou. Os play-offs vão começar agora, a parte mais importante da época. Isto vai galvanizar-nos, galvaniza os adeptos, consolida um projecto que leva três anos. Portanto, muito satisfeito”.
Leões precipitaram-se e desperdiçaram dois set points (24-24). Já nas vantagens, e depois de uma disputa digna de um grande dérbi, a sorte sorriu aos encarnados, que fecharam o parcial por 28-26 e empataram o jogo. O Sporting CP voltou a começar melhor o terceiro set (1-2), beneficiando de duas falhas dos rivais no serviço. Com Kelton Tavares a fechar bem de um lado e Jan Galabov do outro, o Clube de Alvalade chegou rapidamente ao 1-4, margem que foi prolongando (5-8). Contudo, uma sequência de erros não forçados permitiu ao SL Benfica uma aproximação provisória (6-8), que os Leões sacudiram numa boa sequência de serviços de Lourenço Martins (6-10). Sergey Grankin, imperial no bloco, fez o 7-11 e foi também através de uma defesa sólida na rede que os Leões aumentaram a vantagem para cinco pontos (7-12).
Leões consumaram a reviravolta na ‘negra’ e celebrararam o segundo título da temporada
JOÃO COELHO
TIAGO PEREIRA, CAPITÃO DE EQUIPA
“Em primeiro lugar, agradecer a esta massa adepta, que hoje veio forte e em grande número para nos ajudar. É um título que nos fugiu o ano passado e que tínhamos como grande objectivo recuperar esta época. Foi um jogo muito bem disputado, definido nos detalhes e que podia ter caído para qualquer lado. Agora, no último set, houve vários match points para cada lado e o SL Benfica é um digno vencido.
Quero mandar um beijinho lá para casa, para a minha mulher, para a minha filha e para o outro filho ou filha que vem aí, mais um Sportinguista.
Esta equipa trabalha muito. Se calhar é a melhor equipa que me lembro de ter no Sporting CP em termos de foco, trabalho e dedicação e tem sido uma constante ao longo da época. O primeiro lugar na fase regular já não acontecia há muito tempo e demonstra isso. Temos tudo para ser ainda mais felizes daqui para a frente, falta um troféu e nós queremos muito ir buscá-lo e conquistar o triplete esta época”.
JAN GALABOV
“Sinto-me exausto, é a única palavra que me ocorre no momento (risos).
Acho que jogar estes jogos difíceis, especialmente perante o SL Benfica, pode dar-nos sempre mais confiança. Por isso, espero e acredito que com todo este trabalho árduo vamos ter sucesso nos play-offs também. Foi um jogo muito duro, incrivelmente equilibrado, e acho que a sorte e Deus também contaram”.
JAN POKERŠNIK
“Estou muito feliz pela vitória, ainda me estou a habituar a vencer tantos troféus numa única temporada, mas espero que consigamos também o próximo. A chave do triunfo foi lutarmos até ao final, com mais emoção. Acho que eles também mereciam vencer, mas fomos melhores”.
O russo aparecia inspirado nesta fase e, a servir bem, obrigou o SL Benfica a esforços redobrados. No bloco, Kelton Tavares e Jan Galabov também pareciam em crescendo (9-15) e o Sporting CP galvanizou-se. O zona 4 checo voou para mais um ponto, colocando os verdes e brancos a sete, e Edson Valencia surgiu com dois ataques consecutivos a encaminhar os Leões para um aparentemente rápido fecho de set (10-18).
Apesar de os encarnados ainda terem esboçado uma reacção (12-18), tudo corria bem aos pupilos de João Coelho (12-20), que conduzidos por Jan Galabov e Lourenço Martins estavam cada vez mais próximos do 2-1. O SL Benfica, porém, vendia caro a vantagem e voltou a criar dificuldades à recepção Leonina, encarrilando uma sequência muito positiva (19-22) que obrigou João Coelho a pedir pausa técnica. Moralizados, os encarnados reduziram a diferença pouco a pouco (21-23) e, a defender bem, obrigaram os Leões a jogar ao seu melhor nível para, com um ataque de Edson Valencia, alcançar o set point (21-24). Nessa fase, o SL Benfica ainda colou (23-24), invocando os fantasmas do set anterior, mas Lourenço Martins fechou mesmo o 2-1 com um remate fulminante para gáudio da ruidosa bancada pintada em tons de verde.
A correr atrás do resultado, o SL Benfica entrou melhor no quarto set (6-2), quando Edson Valencia surgiu para quebrar o bloco encarnado e fazer o 6-3. O venezuelano puxou pelos Leões, que a defender de forma mais consistente e a pensar melhor o jogo, conseguiram equilibrar a contenda e empatar as contas (8-8).
O SL Benfica, porém, voltou a explorar algumas fragilidades na recepção e cavou nova vantagem (13-10), que Sergey Grankin ainda tentou suster (13-11), mas sem grande impacto (15-11). Os encarnados seguiam lançados e, com os níveis de eficácia do serviço a baixar, os Leões evidenciavam dificuldades para travar o rumo do set (18-14).
Apesar de Jan Galabov ter voado com tudo para o 19-15, o SL Benfica entrou na casa dos 20 pontos e começava, assim, a cheirar a ‘negra’ em Albufeira. João Coelho parou o jogo, o Sporting CP ainda aproximou (21-19), mas os encarnados aproveitaram o menor índice de eficácia dos Leões para fechar o parcial em 25-21. No set decisivo, a dar o tom para aquilo que se seguiria, o primeiro ponto começou disputado e longo. Caiu para o lado do SL Benfica, que no serviço concedeu o empate (1-1). Ainda assim, as águias foram mais fortes nesta fase do encontro, enquanto o Sporting CP denotava dificuldade em ultrapassar o moralizado conjunto encarnado (8-4).
Os Leões não desistiram e Kelton Tavares, com uma cravada, reduziu para três de diferença (8-5), aparecendo também na rede para bloquear uma ofensiva encarnada e fazer o 8-6. Consistente, o SL Benfica defendeu-se bem (10-7), mas os verdes e brancos continuavam a dar tudo em cada bola (10-8). Num dérbi intenso, bem disputado, tal como esperado, e que podia ter caído para qualquer um dos lados, o Sporting CP conseguiu reduzir a diferença com um excelente serviço de Edson Valencia (12-11) e Jan Pokeršnik respondeu de imediato com um ataque importantíssimo (13-12).
SERGEY GRANKIN
“Toda a gente está feliz e eu também estou feliz, sou feliz no Sporting CP. Não foi talvez o nosso melhor jogo, mas acho que não precisamos de pensar nisso agora. Vencemos o título, toda a gente fez o seu melhor e isso é o mais importante”.
LOURENÇO MARTINS
“Inacreditável como fomos buscar esta negra. É também reflexo do trabalho que fazemos, não dar um jogo por perdido. Agradecer a esta malta toda que veio, é inacreditável a quantidade de Sportinguistas que se fizeram ouvir e no final foram determinantes. Dar também os parabéns aos vencidos, foram um óptimo adversário, como têm sido sempre. Sabemos o que queremos, sabemos que ainda há um campeonato para ganhar, mas hoje é dia de festejar e vamos fazer isso.
Queremos muito que os Sportinguistas continuem a vir, queremos muito estar nestes momentos. Sabemos a exigência que é estar no Sporting CP e nós queremos continuar a ganhar troféus frente aos Sportinguistas, seja onde for”.
NICOLAS PERRÉN
JONAS AGUENIER
“Disse que se ganhasse todos os títulos pelo Sporting CP falaria em português e agora preciso de o fazer (risos). Estou muito feliz, muito cansado, mas foi um jogo incrível. Não foi o meu melhor jogo a nível individual, mas saber que todos os meus colegas podem entrar em campo e jogar é fantástico”
“Muito feliz, não há palavras. Depois de um jogo tão intenso e longo, custa-nos ainda falar, respirar, estamos com a pulsação acelerada, mas estamos muito felizes. Trabalhamos para estes momentos”.
KELTON TAVARES
“A equipa chegou a uma altura em que era preciso toda a gente dar um passo à frente, subir o nível, porque ou era sacrifício máximo ou não conseguíamos o resultado. Fiquei muito feliz porque nenhum de nós deixou de acreditar. Estávamos todos conscientes de que éramos capazes de virar o set, apesar da diferença muito grande, e ninguém deu o jogo por acabado. Muito feliz pela forma como conquistámos este título, e agora é descansar, celebrar. Acho que nós merecemos muito isto”.
ARMANDO VELÁSQUEZ
“É muito satisfatório porque isto é produto do trabalho que fazemos diariamente. Estou feliz, dedico isto à minha família, à minha mulher e à minha filha, e a todo o Sporting CP”.
Kelton Tavares brilhou em Albufeira
O esloveno voltou a brilhar no momento certo para empatar tudo a 13-13 e, com os nervos à flor da pele e muita emoção, o Sporting CP deu uma épica volta ao marcador (14-13). O SL Benfica, porém, voltou a deixar tudo igual e, numa luta titânica pelo troféu, a indefinição estendeu-se, com o Sporting CP a desperdiçar três match points (17-17).
Os encarnados, a servir para ganhar o jogo, também desperdiçaram a vantagem e, de match point em match point (21-21), ficava cada vez mais evidente que seriam uma pitada de sorte e o talento individual a decidir a partida. E foi o talento de Kelton Tavares, imponente no bloco final, a fazer o jogo pender definitivamente para os Leões, que fecharam o quinto set por 21-23 e voltaram a erguer uma muito ambicionada e festejada Taça de Portugal.
TIAGO BARTH
“É um sentimento de dever cumprido e muita alegria por ver o que esta equipa tem vindo a construir. Mesmo nas dificuldades permanecemos juntos, e também com o apoio dos adeptos, que foi incrível. Apoiaram-nos o tempo inteiro. Há aquela frase do Sporting CP que diz ‘jogamos sempre em casa’ e hoje sentimos isso. A equipa adversária também sente. Parecia que estávamos a jogar no Pavilhão João Rocha, mesmo longe de casa”.
GONÇALO SOUSA
“Todos os momentos que fomos amealhando ao longo desta época, que já vai longa, ajudaram-nos hoje. Tivemos um bocadinho de sorte, de querer também, e acho que a nossa qualidade, por termos passado por esses adversários e pelo contexto que vivemos esta época, ajudou. Por isso é importante continuarmos nestes palcos, a jogar estas finais, para quando chegarmos a estes momentos decisivos conseguirmos dar sempre mais.
Sentimos o apoio dos adeptos desde o aquecimento e não apenas nos momentos finais. Essa presença é extremamente importante para nós e queria deixar-lhes uma palavra de agradecimento, porque foram definitivamente mais um.
Estes dois títulos deixam-nos com boas perspectivas e vamos continuar a trabalhar para o próximo também. Espero que haja energia para festejar durante muito tempo, porque não se ganha todos os dias”.
EDSON VALENCIA
“Foi tão duro como estávamos à espera. Já estávamos prontos porque é pouco usual os dérbis não terem esta intensidade. Estou muito feliz por, juntamente com a equipa, dar um espectáculo merecido aos nossos adeptos. Foi incrível estar tanta gente num pavilhão tão distante de Lisboa. Estamos muito orgulhosos e temos energia para mais dois ou três jogos (risos).
O mais importante é não deixar de acreditar, porque trabalhamos muito forte no dia a dia.
LI YANGZHEN
“É o meu primeiro título em Portugal e estou muito feliz. Senti que a nossa equipa foi melhor. Temos um bom treinador, bons jogadores e vencemos”.
Em momentos críticos é quando é preciso lembrar todo o trabalho que fazemos diariamente: muitos treinos, muita união. Temos um grupo com muita alegria e nota-se que conseguimos dar reviravoltas, acreditar uns nos outros e puxar uns pelos outros para atingir os objectivos.
Também a nível pessoal tinha uma dívida com a equipa porque não nos conseguimos apurar, por isso estou naturalmente muito satisfeito”.
MADS KYED JENSEN
“Sinto-me muito bem. Acho que foi um jogo incrível e parabéns também ao SL Benfica, porque o jogo foi muito equilibrado. Estamos muito felizes pela vitória.
Jogámos unidos e o Kelton [Tavares] esteve incrível no bloco e no serviço, mas foi uma vitória da equipa. Espero vencer também o campeonato”.
PEDRO ABECASIS
“Estivemos muito bem, foi um jogo muito bom contra o nosso rival e tivemos mais garra no fim. Foi isso que fez a diferença para conseguirmos ganhar. Sabe muito bem ter esta medalha ao peito, um título que não tínhamos vencido no ano passado”.
Tiago Pereira levantou (literalmente) uma Taça de Portugal muito celebrada
MODALIDADES VOLEIBOL
KELTON TAVARES E GONÇALO SOUSA RENOVAM
CENTRAL E LÍBERO CONTINUAM DE LEÃO AO PEITO DEPOIS DE TEREM CONQUISTADO VÁRIOS TÍTULOS NOS ÚLTIMOS ANOS.
Texto: Nuno Miguel Simas Fotografia: Isabel Silva
O Sporting Clube de Portugal renovou as ligações a Kelton Tavares e Gonçalo Sousa, jogadores da equipa masculina de voleibol.
KELTON TAVARES
O central renovou contrato num desenlace que o deixou orgulhoso, notou aos meios de comunicação do Clube.
“É um sentimento de muito orgulho, também de honra e de prazer continuar a representar as cores do Sporting CP. Já são vários anos e é sempre um motivo de muito orgulho continuar a trabalhar aqui, poder representar este grande clube que tem estado a crescer. Temos estado a conseguir bons resultados, temos estado a trabalhar bastante para isso e agora é continuar este trabalho, sempre com muito esforço, muita energia e garra. Sinto-me em casa e isso também é muito importante”. Kelton Tavares falou do sentimento de estar em casa como um factor que pesou para querer continuar no Sporting CP. “Já conheço as pessoas daqui, já me sinto completamente em casa, estou completamente à vontade em comparação com o primeiro dia e fui sempre bastante bem recebido. Agora o à-vontade é muito maior e sinto que consigo dar ainda mais por causa disso. Conheço toda a gente, já sei o que tenho no dia-a-dia e é um sentimento muito bom poder estar a trabalhar num ambiente destes, com as condições que temos. É sempre bastante bom ter essas condições e poder continuar numa situação dessas”.
“Cheguei aqui [ao Sporting CP] tinha 21 anos, era um miúdo, ainda estava a saber o que era treinar numa equipa profissional, saber o que era jogar a primeira divisão, saber também o que era o Sporting CP. Permitiu-me evoluir bastante, permitiu-me treinar e dar sempre o máximo e depois, com as oportunidades nos jogos, fez-me evoluir de forma tremenda. O jogador que sou agora também é graças a isso e também sou grato por isso”.
O internacional português avaliou também o crescimento do próprio Sporting CP na modalidade. “Nem sei se tenho palavras para isso, mas sempre que posso e consigo olhar para trás, é sempre com muito orgulho, principalmente por tudo o que alcançámos até agora, pelo que trabalhamos no dia-a-dia, todo o esforço de cada um de nós. É sempre bastante gratificante conseguir esses resultados e poder desfrutar desses momentos com os nossos colegas, com os nossos adeptos, porque juntos somos uma família. É bastante gratificante conseguir esses resultados. Queremos sempre mais e acredito que vai passar por aí, ir à procura de mais e de melhor, sempre, nos anos que estão para vir”.
Kelton Tavares deixou ainda uma mensagem aos Sportinguistas: “Que continuem sempre a apoiar e a acreditar em nós, que apareçam nos jogos e puxem por nós, porque o apoio deles é importante. Da minha parte, é sempre o espírito de entrega, garra em todos os jogos,
em todos os treinos e poder, junto com eles, conseguir dar bons resultados ao Clube, trazer títulos, porque o Sporting CP vive disso. Estamos aqui para isso e é o mais importante, na minha opinião”.
João Fidalgo, coordenador do voleibol do Sporting CP, assinalou a importância de renovar com Kelton Tavares. “É uma satisfação muito grande. O Kelton tem um percurso que fala por ele aqui dentro do Clube. Um atleta que chegou muito jovem à procura do seu espaço e que foi encontrando em cada oportunidade o caminho para crescer dentro do Clube. Representa tudo aquilo em que nós acreditamos aqui, é um atleta de enorme qualidade, com uma entrega muito grande desde o primeiro dia. Para nós, é uma satisfação mesmo muito grande e um orgulho poder ter contribuído para este crescimento do atleta, mas, mais do que isso, que o atleta tenha conseguido agarrar todas essas oportunidades para fazer este caminho que está à vista de todos. É hoje uma certeza do voleibol português, é internacional
português e é com muita satisfação que renovamos o vínculo com ele”.
GONÇALO SOUSA
O líbero expressou contentamento por continuar a fazer parte do projecto de voleibol do Clube. “Antes de mais, agradecer pela confiança depositada em mim para mais esta renovação e dizer que estou muito feliz. Agradeço este voto do Sporting CP, de toda a gente que contribuiu para que isto acontecesse, porque me sinto bem cá. Gosto muito do Clube, gosto muito do que tem sido feito, principalmente no voleibol, nestes anos em que aqui estou. A renovação é boa, foi natural. Prometo trabalho”, disse aos meios de comunicação Leoninos.
A estabilidade faz-se de manter uma linha de continuidade, que depois se possa reflectir em bons resultados.
As ambições são claras: “O objectivo é manter e, se calhar, ganhar ainda mais estabilidade, podermo-nos afirmar como o maior clube português
de voleibol, continuar a participar nas competições em que participámos este ano, sempre com o objectivo de ganhar e, para além disso, acreditar no trabalho que tem sido feito dia-a-dia, todas as semanas, com este grupo de trabalho, com as pessoas que nos acompanham, porque tem sido um trabalho bem feito e os resultados estão à vista”.
Continuar a jogar na CEV Champions League é um passo importante para elevar competitividade na equipa Leonina, na análise do voleibolista. “Temos de garantir esta continuidade e, principalmente, competir mais vezes a este nível [CEV Champions League] porque são jogos que nos dão outro tipo de adversidades e que nos põem realmente à prova. O caminho é este e vejo esta renovação também nesse sentido”.
Mensagem aos Sportinguistas:
“Primeiro, prometer trabalho e a mesma forma de estar que entreguei nestes últimos anos e também pedir para continuarem a acreditar em nós e a comparecer nos pavilhões pelo país fora para nos apoiarem, porque esse apoio é sempre sentido e muito bem vendo”.
João Fidalgo sublinhou a grande qualidade de Gonçalo Sousa. “O Gonçalo é um exemplo do que tem sido a evolução de um atleta dentro da estrutura do Clube. Chegou ao Clube como uma grande promessa da posição, já tinha alguma experiência de primeira divisão, mas chegar a um clube como o Sporting CP tem o seu quê de afirmação e os atletas têm de se chegar à frente nos momentos decisivos e o Gonçalo tem-no feito. Acreditamos que o vai continuar a fazer, é um atleta da Selecção Portuguesa, acreditamos mesmo muito no Gonçalo. Representa também a alma e a raça que nós gostamos de ver em campo e que os Sportinguistas também gostam de o ver em campo. É jovem, mas até costumo brincar com ele a dizer que é um ‘velho jovem’, no bom sentido da maturidade. Está a fazer o caminho dele e não temos dúvidas de que continuará em plano elevado no Clube. Queremos continuar com ele nesta luta constante pelos títulos nacionais, pela afirmação internacional e daí a ideia de renovar connosco”.
Kelton Tavares e Gonçalo Sousa são internacionais pela Selecção Nacional
CLUBE DIA DO PAI
DIA DO PAI PINTADO DE VERDE E BRANCO
CHEN SHI CHAO E DIOGO CHEN, IVAN KOSTOURKOV E MARIA KOSTOURKOVA, TIAGO, AMANDA E RAFAEL BARTH, EDO BOSCH E XANO
EDO: QUATRO CONJUNTOS DE PAIS E RESPECTIVOS FILHOS QUE REPRESENTAM O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL E QUE FALARAM COM O JORNAL SPORTING PARA CELEBRAR O DIA DO PAI – 19 DE MARÇO.
Texto: Filipa Santos Lopes, Luís
Santos Castelo, Nuno Miguel Simas
Fotografia: João Pedro Morais, Miguel Braga
CHEN SHI CHAO E DIOGO CHEN
São dos pais e filhos mais conhecidos no universo Sportinguista, onde já levam várias décadas de presença. O pai, Chen Shi Chao, chegou a Alvalade em 1989 para jogar e treinar ténis de mesa, enquanto o filho, Diogo Chen, já nasceu num berço verde e branco. Hoje, continuam ambos a representar o Sporting CP como treinador e jogador, respectivamente. A ligação de Chen e Diogo é, por isso, muito intensa dado o número de horas que passam juntos – e há muito tempo. “No início, quando o Diogo era muito pequeno, o importante para mim era que ele começasse a ‘cheirar’ o ténis de mesa. No início, ninguém sabe jogar, mas queria que ele soubesse o que era fazer parte da modalidade. O irmão dele começou a jogar primeiro e percebi cedo que não ia dar para ser tão bom. Com o Diogo, vi que tinha jeito. Os movimentos, o ritmo, estava tudo correto”, disse Chen Shi Chao ao Jornal Sporting Apesar de “não ser fácil separar o papel de pai do papel de treinador”, Chen Shi Chao, de 65 anos, consegue e tem de o fazer, até porque lidera uma equipa profissional e muito titulada. Para Diogo Chen, de 29, o pai fá-lo muito bem: “A partir do momento em que entramos aqui, somos jogadores e sou tratado como o resto da equipa. Foi sempre fácil. Trabalhar com o meu pai pode ser bom, mas também mais desafiador. É bom porque temos, talvez, mais química”. Quando comparado com o pai, que já não viu jogar no pico da carreira, Diogo Chen explicou ter um estilo muito diferente.
“Ele era mais defensivo. Eu não queria ser assim e quando comecei a jogar percebi que era mais atacante”, frisou, tendo o pai concordado e revelado que percebeu tais diferenças
muito cedo: “Ele é muito forte no serviço. Desde criança que é muito forte a nível técnico”.
Durante alguns anos, Diogo esteve longe de Lisboa e do pai. Viveu na Alemanha, onde treinava “numa sala gigante com vários jogadores de nível mundial” e ainda no Porto, onde trabalhava diariamente no Centro de Alto Rendimento de Ténis de Mesa, em Vila Nova de Gaia, com a Selecção Nacional. Esses anos não foram fáceis para Chen Shi Chao, que consegue reconhecer, contudo, os benefícios para a carreira desportiva e profissional do filho. “Foi difícil e não eram só coisas boas, mas foi bom para ele viver e treinar
com outros jogadores, principalmente por terem diferentes estilo de jogo no treino”, destacou. Resumindo, trata-se de uma dupla de pai e filho com muito Sporting CP nas veias. Chen Shi Chao passa “o dia no Sporting CP, todos os dias”, Diogo Chen gosta “muito deste clube”, do qual é um “grande adepto”. Para além disso, devem ao emblema Leonino a possibilidade de passarem muito mais tempo juntos do que seria possível noutra vida qualquer. “Não é normal alguém trabalhar tão perto com um familiar a fazer algo de que gosta todos os dias. Nem toda a gente tem essa sorte, é muito raro isso acontecer”, concluiu Diogo, com
o pai a reforçar esse sentimento. “Se o meu filho não estivesse no Sporting CP, quase não o via. Ter a família aqui é muito bom. (...) Tenho sorte, com certeza. Tenho muito orgulho no meu filho, assim como a minha mulher”, finalizou Chen Shi Chao.
IVAN KOSTOURKOV E MARIA KOSTOURKOVA
Na casa dos Kostourkov, o basquetebol também se senta à mesa. Presença incontornável nas conversas da família, prolonga-se para lá dos treinos e dos jogos, como uma
constante que atravessa os dias. Mais do que profissão ou paixão, é uma linguagem comum a Ivan e Maria, que pela primeira vez na carreira envergam o mesmo símbolo, ainda que a representar diferentes equipas. Ivan e a mulher, Mariyana, construíram carreiras ligadas à modalidade, Maria cresceu entre “o pó dos pavilhões” e, sem que alguma vez lhe fosse mostrado o caminho, acabou por encontrar no basquetebol um lugar natural. “Obviamente, crescer com os meus pais no basquetebol, e ver o sucesso que tiveram, inspirou-me”, confessou a jogadora, em conversa com o Jornal Sporting, “mas nunca foi nada imposto”. O contexto existia desde sempre, a decisão foi sua: “Acabei por ir fazer uns treinos, adorei e hoje estamos aqui”, resumiu. Ivan descreve essa realidade familiar com uma mistura de humor e verdade desarmante. “A família Kostourkov é basquetebol”, resume. Para o bem e para o mal, como conta entre risos. “Chego a casa e, em vez de ver uma série ou um filme, a minha filha e a minha mulher estão a ver jogos”. Aquilo que pode, à primeira vista, parecer um excesso é, para eles, uma forma confortável de convivência. “Nós adoramos tudo isto”, diz, já mais a sério. Por isso, Ivan fala com entusiasmo do encontro de olhares dentro de casa, onde cada um acrescenta a sua leitura. “É muito interessante cruzarmos as nossas opiniões e discutir o jogo”, explica. As primeiras memórias da internacional portuguesa não passam tanto por momentos de competição, mas pela presença constante da saltitona bola laranja. “Lembro-me de que estava sempre no pavilhão”, conta. “E de viajar com as equipas da minha mãe”. Nessa altura, os pais tinham já deixado de jogar, o que ajuda a explicar a ausência de recordações dentro de campo, mas não fora dele. Ivan enquadra esse crescimento muito particular: longe da família alargada, entre Portugal e a Bulgária, os três acabaram por se fechar ainda mais entre si. “Nós não temos aqui familiares… ela cresceu à volta da
Diogo Chen e Chen Shi Chao
nossa casa, passava muitas horas nos nossos treinos. Só nos conhecia a nós e aos nossos treinadores. Acho que numa fase inicial, a Maria não gostava de basquetebol, porque lhe tirava alguma atenção dos pais, mas depois integrou-se e gostou muito”, partilha.
Maria confirma o efeito dessa vivência: “A nossa família é muito unida. Talvez mais do que o normal”. E explica porquê: “Eu cresci muito isolada. Então, tínhamos de estar ainda mais unidos, para…”. “…sobreviver”, completa o pai. É também por isso que o basquetebol nunca foi, para Maria, um tema do qual precisasse de desligar. Pelo contrário, é precisamente aí que se sente mais próxima da família. “O basquetebol apaixona-me”, conta. E admite, sem hesitar: “A mim custar-me-ia era chegar a casa e não poder falar sobre o jogo”.
Esse ambiente analítico e de partilha ajudou-a a desenvolver uma leitura mais crítica e exigente. Do seu próprio jogo “Aprendi isto deles, por terem uma visão muito crítica do basquetebol”, reconhece. “E os meus pais, como treinadores, vêem as coisas de maneira diferente da dos jogadores. Hoje, acho que sou a primeira a perceber os meus erros, antes até de eles mos dizerem”. Ivan admite que nem sempre é fácil separar totalmente o olhar de pai do olhar de treinador, mas a relação constrói-se com equilíbrio. “Eu não lhe dou conselhos que ela não peça”, garante. “Mas ela chega e diz-me: ‘o que pensas?’… e aí já tenho abertura para algo”. Maria confirma essa dinâmica especial. “Peço a opinião dos meus pais para todas as decisões da minha vida. Pequenas ou grandes. É uma opinião que eu respeito muito”. Mais do que palavras, porém, aquilo que verdadeiramente fica para a poste, posição que também o pai assumia em quadra, é o exemplo. “Não destacaria um conselho, mas sim o exemplo que me dão no dia a dia”, sublinha. “No profissionalismo, na exigência… tudo o que fazem têm de fazer muito bem e eu também sou assim”.
Quando surgiu a oportunidade de voltar a Portugal e integrar o projecto do Sporting CP na temporada de regresso à primeira Liga feminina, esse diálogo voltou a ser terreno de conforto e garantia. Ivan, treinador-adjunto da equipa masculina, explicou-lhe a dimensão do Clube, a exigência de vestir uma camisola com peso e a realidade de um contexto diferente de tudo o que já tinha vivido.
“O meu pai já estava no Sporting CP há alguns anos, e eu vi sempre a forma como o Clube trabalha, a exigên-
cia e a qualidade. Por isso, não tive dúvidas quando recebi o convite”, recorda.
Na altura, a poste estava fora há cerca de uma década. Fez a universidade nos Estados Unidos da América e acumulou experiências em várias ligas europeias de topo, mas distantes do núcleo familiar. Jogar em Portugal trouxe-lhe, por isso, mais do que um novo desafio desportivo. “Para mim é muito bom. Agora ela está connosco e é sempre melhor ter uma pessoa como ela ao meu lado”, admite Ivan. Maria, por sua vez, diz estar a “aproveitar” cada segundo de proximidade recuperada. Convidado a destacar aquilo que mais admira em Maria, Ivan procura afastar-se do papel de pai. “A Maria teve muitas dificuldades. Quando vim da Bulgária, vim com a minha mulher, mas ela foi para fora sozinha, conciliou o estudo e o basquetebol, criou um ambiente confortável para ela”, diz, antes de destacar aquilo que nem sempre é visível. Mais do que os números ou os momentos de destaque na quadra, o técnico valoriza a capacidade de resiliência da herdeira. “A Maria, para ajudar a Selecção Portuguesa de Basquetebol, decidiu rescindir o contrato que tinha na Polónia e ficar três meses absolutamente parada, para não forçar uma lesão que já tinha. Jogou com muitas dores, dores insuportáveis. Foi MVP e Portugal conseguiu ganhar à Sérvia e classificar-se pela primeira vez para o Europeu. Foi operada logo depois. Ela é uma guerreira”, elogia. Maria escuta esse reconhecimento com naturalidade e devolve o elogio. Para si, essa forma de estar é indissociável da postura que sempre reconheceu nos pais. “É normal, porque cresci a vê-los fazer a mesma coisa. Para mim, nunca foi opção ser de outra maneira”, garante. Talvez seja isso que melhor define a história de Ivan e Maria. A forma como puxam pelo melhor um do outro. Entre sonhos ainda por cumprir, há quem imagine já um projecto de treino conjunto, onde a experiência de pai e filha possa proporcionar a mais crianças aquilo que sempre existiu dentro da casa às costas dos Kostourkov: a paixão pelo basquetebol.
TIAGO BARTH, AMANDA BARTH E RAFAEL BARTH
O pai Tiago, de 37 anos, é bem conhecido dos Sportinguistas. Central da equipa masculina de voleibol desde 2021, já conquistou a Liga, a Taça de Portugal e a Supertaça. Os
Maria Kostourkova e Ivan Kostourkov
Rafael, Amanda e Tiago Barth
filhos são bem mais novos; Amanda tem 14 anos e também joga voleibol no Sporting CP, mas na formação, enquanto Rafael, de 11, veste igualmente de verde e branco, mas no andebol.
“É muito bom ter a minha família no Sporting CP. Já passei por vários clubes e é a primeira vez que estou num que tem várias modalidades com formação. Joguei em clubes em que era só uma equipa e se tivesse formação era algo mais avançado, para quando fossem mais velhos. No Sporting CP, dá para começar muito novo”, explicou Tiago Barth. Vindo do Brasil, o central chegou a Portugal em 2021 para usar o Leão ao peito e os filhos, nessa altura, praticavam desporto de forma mais recreativa. Pouco depois, ambos entraram no universo do Sporting CP.
“O meu pai está familiarizado com o Clube e com a modalidade, o que me motivou a querer começar também. Peço-lhe ajuda, assim como à minha mãe, para ter noção das coisas que posso melhorar no voleibol e para ter mais conhecimento do Sporting CP. (...) Cheguei a Portugal muito nova e estava-me a adaptar a outro país. Gostei muito da estrutura do Sporting CP e aproximei-me mais do Clube quando comecei a jogar voleibol. Comecei a sentir-me mais ligada quando começaram os treinos e os jogos”, contou Amanda. Rafael considerou ser “muito bom partilhar o clube” com o pai. “Se ele não jogasse no Sporting CP, teria de jogar noutro clube que não seria o mesmo dele”, lembrou. O lateral-esquerdo da formação do andebol verde e branco começou no voleibol, tal como os pais e a irmã, mas “não agradava tanto”. “A modalidade seguinte que experimentei foi o andebol. Gostei e fiquei até agora”, adicionou.
Amanda é oposta, ao contrário do pai, que é central, mas foi o próprio Tiago que sugeriu a posição: “Ir para oposta antes de central foi uma dica minha. No voleibol, o oposto tem um protagonismo um pouco maior e queria que ela tivesse essa oportunidade”.
Nas bancadas, nos jogos dos filhos, Tiago Barth tenta manter-se “o mais calmo possível”, até porque entende “como é estar a começar e estar lá dentro”. “Se eles estiverem à procura de apoio e virem que o pai está nervoso não é positivo. Tanto eu como a mãe, que também jogou voleibol, damos as dicas em casa. Tentamos deixá-los o mais tranquilos possível”, disse ainda. Já os filhos gostam muito “de ter os pais nos jogos”, assegurou Rafael. “Vemos os jogos do nosso pai des-
de muito pequenos e gosto muito, mas também sinto o apoio dele nos nossos jogos. É muito importante para nós”, frisou Amanda. Sobre o futuro, Tiago não escondeu que “gostava que fossem atletas”, mas rejeita qualquer obrigação, sendo o mais importante que “sigam a vocação deles”, seja ela qual for. Para já, Amanda pensa em estudar Direito, enquanto Rafael em Biologia – sempre em conjunto com as carreiras de atletas.
Por fim, as duas partes demonstraram carinho mútuo. Amanda destacou o “orgulho” no que Tiago “fez no voleibol, mas também orgulho nele enquanto pai”. “É uma pessoa muito forte. Tanto na vida pessoal como desportiva, ele é incrível e foi sempre um bom exemplo”, afirmou. Rafael, que gosta muito de “acompanhar de perto os títulos e os jogos, principalmente os importantes”, do pai, gosta de Tiago “do jeito que ele é” e de “passar tempo com ele, conversar, brincar, jogar”.
Na resposta, Tiago Barth não escondeu a felicidade de ser pai de Amanda e Rafael: “O meu sonho sempre foi ser pai e não podia ser mais perfeito. Que continuem assim e que sejam muito felizes. Espero
que possam continuar a bela trajectória que estão a fazer e que tenham muito sucesso na vida”.
EDO BOSCH
E XANO EDO
No balneário do hóquei em patins do Sporting CP, há quem festeje de forma especial este Dia do Pai. A relação de pai e filho é mais vivida fora dos rinques, no retiro do ambiente de competição, mas, ao Jornal Sporting, Edo Bosch e Xano Edo, pai e filho e treinador e guarda-redes de hóquei em patins, abriram o livro de como vivem esta ligação familiar e de como a modalidade em questão é tão geracional na família Bosch. “Sim, o hóquei é uma paixão passada de pais para filhos. Já veio do meu pai e do meu tio, que ganharam títulos pela Selecção Espanhola, para mim e eu depois transmiti ao Xano. O hóquei em geral é um desporto de famílias e, no nosso caso, é mais um exemplo”, começou por dizer Xano Edo ao Jornal Sporting, ideia corroborada por Xano Edo. “Sinto o hóquei como uma herança de família. Tal como dizia o meu pai, cresci a ver hóquei, a ver jogos do
meu pai, foi algo a que me habituei, tornou-se numa paixão de família, que se transmitiu até agora e tem corrido bem”, disse, entre muito sorrisos, o guarda-redes da equipa de hóquei em patins verde e branca. Xano Edo confessou que tinha, em criança e na adolescência, o sonho de ser como o pai, a guardar uma baliza de hóquei em patins. “Sem dúvida. Tenho a perfeita noção do que ele [Edo Bosch] foi no seu momento. Foi considerado uma lenda no desporto, um exemplo para tantas pessoas e inclusivamente para mim. O meu objectivo sempre foi o de ser igual ou melhor e era uma brincadeira que fazíamos desde pequeno. Tenho perfeita noção de que é extremamente complicado chegar ao nível a que o meu pai chegou. Oxalá algum dia, quererá dizer que as coisas estão muito bem”. O melhor presente não era algo material, como os patins, mas os dois poderem viver em conjunto o gosto pela modalidade. “Vivíamos o hóquei de segunda-feira a domingo, todas as semanas e, quando ele precisou, tentei que ele tivesse sempre os melhores materiais, ter os melhores conselhos para crescer e fazer uma grande carreira. Como
pai e como treinador, estou muito orgulhoso do trajecto que ele está a fazer. Espero que continue e seja muito feliz, como eu fui no hóquei, porque o hóquei deu-me muita coisa, muitos amigos, muitas alegrias e espero que ele também consiga levar tudo isso”, disse o técnico Leonino.
Edo Bosch releva que, entre os dois, cedo começou a haver uma competição em forma de brincadeiras familiares para ver quem defendia mais. “Mesmo em casa, improvisávamos uma baliza, ele colocava-se e eu atirava coisas. Eu tentava corrigi-lo, era difícil, havia umas pequenas ‘guerras’, mas eu sempre vi que ele queria muito [ser guarda-redes] e que trabalhava muito para chegar onde chegou”.
Xano Edo confirma que competição saudável entre pai e filho nas brincadeiras foi algo que nunca faltou. “Sim, houve sempre competição no bom sentido. Havia uma altura em que lhe dizia ‘Melhor do que tu’ e ele dizia sim, sim, um dia vais lá chegar”, completando Edo Bosch: “Que continue assim que vai ser muito feliz”. Edo Bosch reconhece que o hóquei em patins é um desporto caro, em que se deve aprender a patinar desde muito cedo, algo que, não fosse a história do tal pai, tal filho, não era especialidade para nenhum. “O meu pai também não era grande patinador e começou a dar treino de sapatilhas”, disse, a rir, Xano, com Edo a dizer que ainda tentaram que fosse defesa, como o pai, ou avançado. “Vi rapidamente que não dava, que a posição em que podia encaixar era na baliza e a verdade é que só há duas gerações de guarda-redes: eu e o Xano”.
Xano Edo descreveu Edo Bosch como pai. “Como pai, é fantástico. É um privilégio ser filho do homem que é o meu pai, tenho muita sorte por ele ser uma referência em todos os aspectos, também no hóquei, e para mim ele é uma grande ajuda e uma grande inspiração”.
Edo Bosch descreve Xano Edo, como filho, também com grande orgulho. “Ele é muito dedicado, muito respeitador. Para mim, é um orgulho tê-lo como filho. Muitas vezes dizem-me que a educação do meu filho, desde pequeno é fantástica, que ele sabe comportar-se, sabe fazer tudo e, como pai, melhor ou pior jogador de hóquei, o que queremos é que os nossos filhos tenham os valores certos, que sejam pessoas a querer o bem nesta sociedade e acho que o Xano tem a parte de ser um bom desportista, tem os valores certos, pratica-os e isso é aquilo que, como pai, me orgulha mais”.
Xano Edo e Edo Bosch
MODALIDADES ANDEBOL
A TODA A VELOCIDADE PARA AS ‘MEIAS’ DA TAÇA DE PORTUGAL
OS LEÕES, QUE VENCERAM A PROVA NAS ÚLTIMAS QUATRO EDIÇÕES, DERAM CONTINUIDADE À DEFESA DO SEU TROFÉU COM UMA EXIBIÇÃO EM CRESCENDO QUE SE TORNOU ARREBATADORA FRENTE AO CF ‘OS BELENENSES’. O CS MARÍTIMO, A DUAS MÃOS, É O ÚLTIMO OBSTÁCULO RUMO À FINAL.
Texto: Xavier Costa Fotografia: José Lorvão
Mais um passo seguríssimo em frente. No regresso ao Pavilhão João Rocha, a equipa de andebol do Sporting CP recebeu e bateu o CF ‘Os Belenenses’ por 46-28, no passado domingo, na eliminatória dos quartos-de-final da Taça de Portugal. Foi com alta intensidade que o Sporting CP entrou (5-1), mas a eficácia no ataque caiu e o emblema do Restelo aproveitou inicialmente para se manter por perto no marcador (6-4 e 10-8). Orri Þorkelsson, do lado verde e branco, foi o mais fiável, especialmente na linha dos sete metros. Tudo começou a desequilibrar-se para os Leões à entrada para os derradeiros dez minutos da primeira parte, após o cartão vermelho exi-
bido a Duarte Seixas, ponta do CF ‘Os Belenenses’ formado no Sporting CP. Sem guarda-redes adversário, os comandados de Ricardo Costa endureceram a defesa, recuperaram várias bolas e saíram sem oposição para golos fáceis. Assim, Carlos Álvarez, Victor Romero e Pedro Martínez fizeram o marcador ‘disparar’ para 17-10.
Sob esta fórmula de sucesso, mantendo a baliza fechada a ‘sete chaves’, a diferença no resultado não parou de aumentar a toda a velocidade até ao intervalo, quando já vigorava um expressivo 24-12.
E no arranque do segundo tempo, com Salvador Salvador e Þorkelsson em destaque, os Leões continuaram imparáveis e sem travões: decorridos pouco mais de dez minutos, a vantagem chegou aos 35-16. O capitão
verde e branco, pouco depois, ainda fixou a diferença nos dois dígitos (3717). Golpes sucessivos e demasiado duros para os azuis, que já não tive-
15.03.2026
Taça de Portugal – Quartos-de-final
Pavilhão João Rocha
SPORTING CP CF “OS BELENENSES”
46 28
24-12 ao intervalo
Sporting CP: Edy Silva (1), Emil Berlin (5), Carlos Álvarez (5), Kiko Costa (3), Jan Gurri (2), Pedro Martínez (1), Salvador Salvador [C] (6), Orri Þorkelsson (10), Mamadou Gassama (1), André Kristensen [GR], Diogo Branquinho (3), Filipe Monteiro (1), Christian Moga, Martim Costa (4), Mohamed Ali [GR], Victor Romero (4). Treinador: Ricardo Costa. Disciplina: dois minutos de exclusão para Edy Silva.
ram qualquer reacção possível. Sem história até final, Ricardo Costa aproveitou o jogo, também, para gerir o plantel e todos deram o seu contributo – apenas Christian Moga não marcou – até ao inequívoco 46-28 final, que selou a passagem às meias-finais da Taça de Portugal. Desde 2021/2022 que a Taça de Portugal de andebol é levantada pelos Leões, que nesta edição conti-
nuam na rota e cada vez mais perto desse conquista. Para isso, primeiro, têm de superar o CS Marítimo numa meia-final a duas mãos, a primeira na Madeira (15 de Abril) e a segunda no Pavilhão João Rocha (18 de Abril). No entanto, no imediato, as atenções viram-se de novo para o Campeonato Nacional, cuja fase final está prestes a começar e na primeira jornada o Sporting CP tem de visitar o FC Porto.
RICARDO
COSTA: “ESTAMOS
EM TODAS AS FRENTES”
Após o triunfo e respectiva passagem às meias-finais da Taça de Portugal, o treinador do Sporting CP fez o rescaldo da partida na flash da Sporting TV
“Não foi um jogo tão fácil como os números ditam. Os primeiros 15 minutos são muito bons do adversário, com as ideias muito claras. No time-out, tivemos de mudar a atitude e muitos jogadores e a partir daí conseguimos desequilibrar o jogo e mandámos. Na segunda parte foi o avolumar do resultado. Parabéns ao CF ‘Os Belenenses’ pela atitude competitiva”, elogiou, sem esconder a importância desta passagem.
“Era um jogo importante para as nossas contas, para passar mais uma fase da Taça de Portugal. Era a nossa maior responsabilidade”, atentou Ricardo Costa, apontando com ambição à fase de todas as decisões que se aproxima.
“O mais importante é não pensar no que já conquistamos, mas sim ter a ambição de continuar a vencer. Acho que mostramos essa vontade. Agora, temos de esperar o próximo adversário e o regresso dos atletas depois da paragem de selecções para entrar em todas as decisões. Estamos em todas as frentes”, destacou, traçando um objectivo claro: “Afrontar estes dois meses de competição com a maior ambição possível e que sejam cheios de títulos”.
Þorkelsson
MODALIDADES BASQUETEBOL
SEXTA VITÓRIA CONSECUTIVA PARA OS LEÕES
NUM JOGO EM QUE CHEGOU A TER UMA VANTAGEM CONFORTÁVEL, MAS PERMITIU AO GALITOS FC REENTRAR NA DISCUSSÃO, O SPORTING CP SOUBE RESPONDER NOS MOMENTOS DECISIVOS E CONFIRMOU MAIS UMA VITÓRIA, A SEXTA CONSECUTIVA EM TODAS AS COMPETIÇÕES.
Texto: Filipa Santos Lopes
Fotografia: João Pedro Morais
A equipa masculina de basquetebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o Galitos FC por 78-73, em jogo da jornada 16 da fase regular da Liga. A atravessar a melhor fase da temporada, agora com seis vitórias consecutivas em diferentes competições, os Leões de Luís Magalhães superiorizaram-se ao lanterna-vermelha da prova e continuam a cimentar a sua posição nos lugares cimeiros da tabela. Com Malik Morgan, Stephan Swenson, Maleeck Harden-Hayes, Claude Robinson e Brandon Johns Jr. no cinco inicial, os verdes e brancos não entraram bem na partida e desperdiçaram as duas primeiras posses de bola (0-3). Stephan Swenson, com uma excelente iniciativa individual, reduziu e logo depois, da linha de lance livre, Maleeck Harden-Hayes igualou o marcador. Contudo, os Leões apareciam algo perdulários nos tiros exteriores e viram os visitantes distanciar-se (37). À terceira, porém, foi mesmo de vez e Malik Morgan voltou a fixar a diferença mínima com um triplo de muito longe (6-7). Ainda assim, o Galitos FC, que entrou em quadra com excelente atitude competitiva, aproveitou algumas falhas do Sporting CP na transição ofensiva para chegar rapidamente ao 6-11, série que Malik Morgan interrompeu com mais um triplo.
Miguel Correia, na sua primeira tentativa, consumou a reviravolta desde a linha de três pontos (12-11) e, na jogada seguinte, Claude Robinson ampliou a vantagem. Com qualidade no jogo interior, a formação do Barreiro não deixava os Leões fugir (18-15), mas Miguel Correia voltou a aparecer com mais um triplo (2115). Já perto da buzina do primeiro quarto, o Galitos FC também marcou e fechou o período com um equilibrado 21-18.
travado em falta após uma jogada individual rapidíssima, tenha voltado a reduzir logo depois. O Sporting CP ameaçava crescer e confirmou-o com mais um oportuno roubo de bola que permitiu a Rui Palhares, na bandeja, fixar a igualdade (30-30).
construída sobretudo na forte fase final do segundo período e que não espelha com total exactidão as dificuldades que os Leões sentiram ao longo do primeiro tempo.
te a sete pontos. Porém, a confiança da equipa visitante crescia e, com um triplo e um roubo de bola, o Galitos FC conseguiu ficar a apenas uma posse de bola do empate (57-55). O técnico verde e branco pausou de imediato o jogo, mas novo turnover no ataque permitiu aos visitantes recuperar a bola e fazer mesmo o 5757, numa jogada de grande recorte técnico. Até final do quarto, os Leões ainda conseguiram saltar novamente para a frente, a castigar da linha de lance livre (61-57), mas o aviso estava dado para os derradeiros minutos. Com tudo por decidir no quarto período, as equipas demoraram a reencontrar o caminho para o cesto. Foram os visitantes a fazê-lo primeiro (61-59), enquanto o Sporting CP, com mais de dois minutos já gastos no cronómetro, continuava sem pontuar. Não espantou, por isso, que o Galitos FC tenha empatado com mais um afundanço, até que Miguel Correia, de três pontos, voltou a colocar os Leões na frente (64-61).
Sporting CP: Brandon Johns Jr. (6), Uwais Razaque, Maleeck HardenHayes (4), Miguel Correia (11), Rui Palhares (9), Francisco Amarante (10), Claude Robinson (4), André Cruz (12), João Fernandes [C], Malik Morgan (13) e Stephan Swenson (9). Treinador: Luís Magalhães.
O segundo período começou com o Galitos FC a aproximar-se no marcador (21-20) e, num reinício marcado por algum desperdício de parte a parte, os visitantes voltaram a passar para a frente, dilatando a vantagem da linha de lance livre (21-26). Com uma tapinha, Francisco Amarante reduziu e Rui Palhares também apareceu no ressalto ofensivo para fazer o 25-26. Com dificuldades para acertar as primeiras tentativas, os Leões mostravam-se igualmente permeáveis atrás quando André Cruz converteu um lance livre, deixando o Sporting CP a uma posse do empate.
Porém, o Galitos FC respondeu com um bom ataque ao cesto e selou o 2630, ainda que Francisco Amarante,
O Sporting CP passou então para a frente em grande estilo: André Cruz afundou com estrondo para o 32-30 e incendiou as bancadas do Pavilhão João Rocha. A equipa verde e branca parecia novamente confortável em quadra e o técnico do Galitos FC parou o jogo. Com um tiro de muito longe, os visitantes ainda voltaram a aproximar-se (34-33), mas Rui Palhares, de mão quente, respondeu com uma finalização à tabela (37-33).
A tentar segurar a vantagem nos minutos finais da primeira parte, os Leões subiram claramente de rendimento e valeram-se dos dotes de atirador de Stephan Swenson para esticar a diferença para 43-34, coroando uma fase demolidora da equipa verde e branca que recuperou da desvantagem e passou a controlar o ritmo do encontro.
Assim, ao intervalo, o Sporting CP recolhia aos balneários com uma vantagem de dois dígitos (45-34),
Os verdes e brancos começaram da melhor forma o terceiro quarto, com novo tiro exterior de Francisco Amarante (48-34), e pouco depois foi Brandon Johns Jr. a estrear-se a marcar na partida com um afundanço espectacular (50-38). O Galitos FC reduziu com um triplo (50-41), mas, numa jogada colectiva de excelência, Francisco Amarante serviu Stephan Swenson, que devolveu na mesma moeda (53-41).
Com dez pontos de diferença e cinco minutos por jogar, os visitantes encurtaram na tabela (53-45) e continuaram a aproximar-se no marcador. André Cruz, com um excelente movimento debaixo do cesto, devolveu aparente tranquilidade (55-46) à equipa da casa, mas algum desacerto no ataque voltou a permitir ao Galitos FC reduzir distâncias e encetar uma recuperação significativa (55-50).
Sem soluções ofensivas nesta fase, Luís Magalhães promoveu nova rotação e André Cruz, da linha de lance livre, deixou o Sporting CP novamen-
A tentar contrariar os níveis de eficácia muito baixos, Luís Magalhães promoveu nova rotação, mas os forasteiros passaram mesmo para a frente (64-65). Malik Morgan, recém-entrado, devolveu a vantagem ao Sporting CP com um triplo importantíssimo e o jogo, muito disputado, continuou taco a taco (69-67).
Com cesto e falta, Maleeck HardenHayes disse “presente” num momento essencial da partida e, a pouco mais de três minutos da buzina final, o norte-americano fez o 72-67. Com o Sporting CP a aumentar a agressividade no momento defensivo, os Leões construíram uma almofada de sete pontos (76-69) que, a um minuto do fim, o Galitos FC ainda reduziu com um triplo. Na resposta, Francisco Amarante fez uma ponte aérea para uma finalização brilhante de Brandon Johns Jr., que afundou para o 78-72, e nos últimos segundos o Sporting CP geriu a margem com inteligência, tirando tempo ao relógio e defendendo de forma competente até selar o triunfo por 78-73.
Francisco Amarante somou dez pontos frente ao Galitos FC
MODALIDADES HÓQUEI EM PATINS
LEÕES NA FINAL FOUR DA TAÇA DE PORTUGAL
TRIUNFO DO SPORTING CP FRENTE AO HC TURQUEL POR 5-2 NO PAVILHÃO JOÃO ROCHA.
Texto: Nuno Miguel Simas Fotografia: João Pedro Morais
A equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal apurou-se, na última terça-feira, para a final four da Taça de Portugal, após vencer o HC Turquel por 5-2, em partida realizada no Pavilhão João Rocha.
Um triunfo indiscutível, com bons momentos da formação Leonina que deu, assim, mais um passo na defesa do troféu conquistado na temporada anterior.
Com 21’15 para jogar Gonzalo Romero, numa emenda perto da baliza, obrigou João Governo a grande defesa e com 19’38 para jogar, Danilo Rampulla rematou à trave da baliza da formação visitante.
Com 16’30 para jogar, num contra-ataque depois de uma perda de bola dos Leões, Miguel Vicente encostou para o fundo da baliza Leonina, após assistência de Martim Costa e inaugurou o marcador para a equipa visitante.
O Sporting CP continuou a imprimir ritmo forte, com triangulações rápidas e intencionais e com 11’04 para jogar, Facundo Navarro desviou à boca da baliza um remate de longe do capitão Gonzalo Romero e empatou o jogo.
Navarro ficou perto de bisar com 9’55 para o intervalo, em grande jogada individual, mas João Governo voltou a fechar a baliza – foi o melhor jogador em campo nos primeiros 25 minutos
17.03.2026
Taça de Portugal – Quartos-de-final Pavilhão João Rocha
e evitou várias vezes ocasiões de golo do Sporting CP. Não teve, no entanto, qualquer possibilidade de travar um remate indefensável de Diogo Barata, com 7’10 para o intervalo, no 2-1 do Sporting CP. Praticamente na jogada a seguir, uma defesa ‘impossível’ de João Governo impediu o 3-1 a Facundo Navarro, numa fase electrizante do jogo e que antecedeu uma pausa técnica, a cerca de cinco minutos para o intervalo.
Foi em situação de power-play, ou seja, com mais um jogador em pista devido a cartão azul a um hoquista do HC Turquel, que o Sporting CP fez o 3-1, num remate de muito boa execução de Gonzalo Romero, com 25 segundos para o intervalo e já com o HC Turquel à beira da décima falta (tinha nove por essa altura).
No final dos primeiros 25 minutos, o Sporting CP estava na frente por 3-1 frente ao HC Turquel.
Sporting CP: Rafael Bessa, Diogo Barata, Danilo Rampulla, Alessandro Verona, Roc Pujadas, Facundo Navarro, Xano Edo [GR], Henrique Magalhães, José Diogo [GR], Gonzalo Romero [C]. Treinador: Edo Bosch.
No segundo tempo e dentro dos primeiros cinco minutos, Gonzalo Romero (em remate de longe) e Facundo Navarro (junto à área) quase faziam o 4-1 e com 16’40 para jogar, o Sporting CP teve um livre directo,
pela décima falta da equipa do HC Turquel, contudo Gonzalo Romero viu João Governo defender-lhe o remate. Com 9’46 para jogar e já depois de pelo menos duas extraordinárias defesas do guarda-redes do HC Turquel perante remates de Roc Pujadas e de Alessandro Verona, o mesmo Verona fez o 4-1, em remate muito colocado, depois de assistência de Gonzalo Romero.
O mesmo Gonzalo Romero teve brilhante assistência para Rampulla fazer o 5-1 à boca da baliza, com 6’37 para jogar, quando o Sporting CP jogava com mais um hoquista em pista, por novo azul a um jogador do HC Turquel.
Até final, foi gerir o tempo e a vantagem, que seria ainda reduzida por Salvador André, em boa execução, num contra-ataque, com 1’44 para jogar, numa vitória convincente da equipa Leonina sobre o HC Turquel. Diogo Barata teve a três segundos do fim uma ocasião para marcar, mas isolado viu o guarda-redes da formação visitante defender e o jogo terminou com o resultado de 5-2 a favor do Sporting CP.
EDO BOSCH: “OBJECTIVO FOI CUMPRIDO”
Após a vitória, o treinador da equipa de hóquei em patins do Sporting CP, Edo Bosch, fez a análise aos meios de comunicação do Clube. “O nosso objectivo era ganhar e passar à final four, às decisões da Taça de Portugal e o objectivo principal do jogo de hoje foi cumprido. O HC Turquel é uma equipa que está a crescer, que está a fazer bem as coisas, uma equipa jovem, que corre muito e era preciso ter algum cuidado. Nós tivemo-lo, na defesa estivemos muito bem, acho que no total eles [HC Turquel] chegaram talvez 16 vezes à nossa baliza, mas muitas foram de remates de longe. Nós criámos muitas ocasiões, o guarda-redes [do HC Turquel] voltou a estar muito bem, em destaque e acho que fizemos o jogo que tínhamos de fazer, sério, eram os quartos-de-final da Taça, nunca iria ser um passeio, o HC Turquel fez muito bem para estar aqui e nós sabíamos que ia ser difícil, mas creio que tanto no ataque, como na defesa, sabíamos o que tínhamos de fazer e fizemo-lo durante os 50 minutos”, assinalouo técnico. Para finalizar, Edo Bosch indicou o caminho a seguir: “É continuar, estar mais tranquilo, temos uma defesa em que temos de estar muito bem fisicamente e a comunicar, estamos a melhorar esses aspectos, porque sabemos que a partir de agora começam as finais e as decisões dos três títulos em jogo e estamos a crescer, estamos bem. O jogo de hoje mostrou que a equipa está bem, está forte, que quer mais e que vai lutar para ter mais”.
Danilo Rampulla ensaia o remate de meia-distância, no jogo em que Sporting CP carimbou a passagem à final four da Taça de Portugal, frente ao HC Turquel (5-2)
BREVES
CLUBE: SPORTING CP NO SPRING MARKET STYLISTA COM NOVIDADES PARA O BOM TEMPO
FUTSAL: LEÕES DEFRONTAM
O Sporting Clube de Portugal voltará a marcar presença no Spring Market Stylista, que se realiza nos próximos dias 21 e 22 de Março, na FIARTIL, no Estoril, entre as 10h00 e as 19h00. Num evento que cruza moda, lifestyle e marcas nacionais de referência, o Clube preparou várias novidades pensadas para acompanhar os dias mais amenos que marcam a chegada da Primavera. Assim, e ao longo do fim-de-semana, os visitantes poderão passar pelo espaço verde e branco, onde encontrarão diferentes iniciativas e surpresas – a começar por uma activação especial, que promete envolver todos os visitantes do mercado. Entre os momentos mais aguardados está também a presença do Jubas, a mascote Leonina que vai animar o ambiente e proporcionar momentos de interacção com miúdos e graúdos.
O Sporting CP preparou ainda uma oferta exclusiva, disponível apenas durante os dias do evento e que será revelada apenas no local. Além disso, quem visitar o stand verde e branco terá a oportunidade de ver de perto as peças da nova colecção Sporting x Scalpers, “A Roar Beyond Time”, que estará em destaque no espaço. Num ambiente descontraído e já com a Primavera no ar, a participação no Spring Market Stylista pelo terceiro ano consecutivo volta, assim, a colocar o Sporting CP num espaço que cruza criatividade, tendências e experiências de lifestyle, reforçando a ligação do Clube aos seus adeptos e aproximando-o de novos públicos.
FUTEBOL: RITA FONTEMANHA
EMBAIXADORA EM PROJECTO DO SINDICATO DOS JOGADORES
Rita Fontemanha, capitã da equipa principal feminina de futebol do Sporting Clube de Portugal, esteve presente no lançamento do projecto “As Embaixadoras – Suja a tua Camisola por uma Causa”, promovido pelo Sindicato dos Jogadores. A iniciativa reúne seis futebolistas que, consideradas “modelos para a classe e agentes de transformação social”, vão procurar fomentar o debate e a sensibilização em torno de temas relevantes para o desenvolvimento e valorização do desporto no feminino. A capitã do Sporting CP, que assume o papel de embaixadora do empreendedorismo, sublinhou a necessidade de as jogadoras prepararem o futuro para além da carreira desportiva. “A primeira mensagem [que queremos passar] é a de que a nossa identidade não começa nem acaba naquilo que somos enquanto jogadoras de futebol. Existem planos A, planos B, existe aquilo que somos dentro do campo e também fora dele”, explicou, em declarações aos canais oficiais do Sindicato dos Jogadores. Assim, a internacional portuguesa defende que é essencial apostar na formação e no desenvolvimento pessoal. “Apostem na educação, apostem também no trabalho fora das quatro linhas e aproveitem a vida nesse sentido, porque a vida não acaba quando o futebol termina”, sublinhou.
Rita Fontemanha destacou ainda a importância de o Sporting CP estar representado numa iniciativa deste género, considerando que os valores do Clube estão alinhados com os princípios d’ “As Embaixadoras”. “O Sporting CP é conhecido por ser um clube com muitos bons valores e princípios. Um dos lemas do Sporting CP é formar jovens para depois formar grandes atletas e, no caso deste projecto, é exactamente a mesma coisa: formar pessoas para formar grandes atletas. Tenho muito a aprender com o Sporting CP e tento transmitir, fora do campo, esses mesmos princípios”, concluiu.
CT CARTAGENA NA FINAL FOUR DA UEFA FUTSAL CHAMPIONS LEAGUE
A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal vai reencontrar o CT Cartagena nas meias-finais da final four da UEFA Futsal Champions League, que se realiza na Pesaro Futsal Arena, em Itália, entre os dias 8 e 10 de Maio.
O sorteio, que aconteceu na Câmara Municipal da cidade transalpina, ditou que Leões e bicampeões espanhóis voltem assim a cruzar caminhos – depois de, na edição anterior, terem discutido o terceiro e quarto lugar da competição.
Na outra meia-final, o IB Palma, campeão em título, mede forças com o Etoile Lavalloise MFC.
TÉNIS DE MESA:
TRÊS TÍTULOS NO CAMPEONATO NACIONAL
O ténis de mesa verde e branco esteve em grande este fim-de-semana, no Pavilhão Municipal de Vila Nova de Gaia.
Aos 19 anos, Matilde Pinto sagrou-se pela primeira vez Campeã Nacional Sénior de singulares e, em pares mistos com Bode Abiodun, ajudou a conquistar também o título de Campeões Nacionais de Pares Mistos. João Soldado, por sua vez, sagrou-se Campeão Nacional Individual S21.