

MAFALDA BARBOSA
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MAFALDA BARBOSA
No Sporting Clube de Portugal a ética não é um conceito abstracto. É uma prática diária. Um compromisso silencioso. É a forma como entramos em campo, como formamos jovens, como respeitamos adversários e como honramos o nosso legado.
Falar de valores no Sporting CP é falar de identidade. De um ADN feito de exigência, ambição, responsabilidade e sentido colectivo. Um ADN que não se esgota nas vitórias – embora as procure sempre – mas que se afirma, sobretudo, na forma como as alcança.
A cultura do Clube construiu-se sobre pilares sólidos: rigor na gestão, transparência nas decisões, aposta na formação e profunda ligação aos Sócios e adeptos.
Num contexto em que o desporto profissional enfrenta desafios complexos – financeiros, regulatórios e sociais –, o Sporting CP afirma-se como um exemplo de equilíbrio entre ambição desportiva e responsabilidade económica. Os resultados apresentados pela SAD, com um lucro de 32 milhões de euros no primeiro semestre de 2025/2026, são mais do que um indicador financeiro. São a prova de um caminho estruturado, planeado e coerente.
Este desempenho não surge por acaso. Resulta de uma estratégia que alia competência técnica, visão de longo prazo e fidelidade aos princípios que sempre distinguiram o Clube. Resulta da valorização de activos, da confiança na formação, da capacidade de competir ao mais alto nível e, simultaneamente, de garantir estabilidade e sustentabilidade.
No Sporting CP, o sucesso financeiro não substitui a identidade – reforça-a. Permite investir melhor, crescer com solidez e proteger o futuro das próximas gerações.
Ser Sporting é assumir que a grandeza se constrói todos os dias, dentro e fora das quatro linhas. É representar Portugal nos fóruns internacionais com a mesma excelência com que se defende o Clube dia-a-dia. É saber que o nosso ADN é o que nos orienta.
Num tempo em que o futebol global se transforma a um ritmo acelerado, o Sporting CP mantém-se fiel a si próprio. Evolui sem perder a essência. Compete sem renunciar à ética.
No Sporting CP ganhar é importante, mas ganhar sem abdicar dos nossos valores é inegociável.
PROPRIEDADE: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL DIRECTORA: MAFALDA BARBOSA • MJBARBOSA@SPORTING.PT COORDENADOR‑ADJUNTO: LUÍS SANTOS CASTELO LSCASTELO@SPORTING.PT REDACÇÃO: FILIPA SANTOS LOPES FALOPES@SPORTING.PT; MARIA GOMES DE ANDRADE MGANDRADE@ SPORTING.PT; NUNO MIGUEL SIMAS • NQSIMAS@SPORTING.PT; XAVIER COSTA XRCOSTA@SPORTING.PT FOTOGRAFIA: ISABEL SILVA; JOÃO PEDRO MORAIS; JOSÉ LORVÃO COLABORADOR PERMANENTE: JUVENAL CARVALHO AGENDA E RESULTADOS: JOÃO TORRES • JBTORRES@SPORTING. PT EDITOR E SEDE DA REDACÇÃO: ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE, RUA PROFESSOR FERNANDO DA FONSECA, APARTADO 4120, 1501‑806 LISBOA, PORTUGAL TELEFONE: +351 217 516 155 E‑MAIL: MEDIA@SPORTING.PT NIF: 500 766 630 REGISTO ERC: 100313 TIRAGEM: 9500 EXEMPLARES DEPÓSITO LEGAL: 48492/91 DISTRIBUIÇÃO: VASP DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA, S.A., QUINTA DO GRAJAL – VENDA SECA 2739‑511 AGUALVA CACÉM IMPRESSÃO: FUNCHALENSE: RUA DA CAPELA DA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, Nº 50 - MORELENA 2715-029 PÊRO PINHEIRO ESTATUTO EDITORIAL: HTTPS://WWW.SPORTING.PT/PT/JORNAL/ESTATUTO‑EDITORIAL ASSINATURAS: E‑MAIL: ASSINATURAJORNAL@SPORTING.PT LINHA SPORTING 707 20 44 44 INTERNACIONAL +351 30 997 1906 (segunda a sexta‑feira das 10h00 às 20h00)
ATLETA DO SPORTING CP LEVOU PELA PRIMEIRA VEZ A BANDEIRA DE PORTUGAL AO MASTRO MAIS ALTO DE UMA COMPETIÇÃO DESPORTIVA INTERNACIONAL.
Texto: Nuno Miguel Simas Fotografias: Museu Sporting – Centro de documentação
A 28 de Fevereiro de 1976, no País de Gales, Carlos Lopes ganhou para Portugal o primeiro título mundial na História. Foi nos Mundiais de corta-mato, que o atleta do Sporting Clube de Portugal se tornou o melhor do planeta, num terreno sempre difícil, em pleno Inverno britânico, ao ultrapassar todas as vicissitudes de uma prova sempre imprevisível.
Carlos Lopes recordou ao Jornal Sporting esta extraordinária conquista. “Não precisava dessas coisas de chegar com muita

antecedência. Chegámos na véspera da corrida, para vermos o percurso e quais as maiores dificuldades. Tinha subidas, descidas, terreno plano, mas nestas coisas, na minha mente tinha que isto é igual para todos”, começou por dizer com a simplicidade desarmante de um grande Campeão, para quem as dificuldades sempre foram oportunidades para ultrapassar e mostrar que nada o assustava.
Carlos Lopes falou do primeiro título mundial na História do desporto português e da carreira que construiu como algo de grandioso. “Ter sido o primeiro atleta português a ganhar um Campeonato do Mundo tem um grande simbolismo para mim.

Foi o primeiro título mundial para Portugal, foi um grande momento, o primeiro em que se começou realmente a acreditar que o desporto português podia bater-se com os melhores de qualquer outro país.1976 foi um grande ano para mim, até porque depois fui vice-campeão nos Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá e as pessoas começaram a acreditar que poderia vir a ser Campeão olímpico, o que aconteceu oito anos depois, nos Jogos de Los Angeles”, relembrou.
Sobre a prova de corta-mato no País de Gales, Carlos Lopes recordou o quanto gostava de correr naquele tipo de terrenos: “Era um homem feliz em cima dos terrenos de corta-mato, sempre gostei da natureza e naquela corrida fugi como uma lebre. Nasci em Viseu e treinei no Fontelo e naquela envolvência era um pulmão extraordinário, fazia lembrar o que encontrámos lá fora, o mesmo em Lisboa, onde eu ia muito para Monsanto, para fazer subidas e descidas”.
Carlos Lopes, que em 1985 foi Campeão do Mundo de corta-mato em Lisboa, só olhava em frente nas corridas e em cortar a meta antes de todos os outros. “Em 1985, no Mundial de Lisboa, vieram cinco ou seis africanos atrás de mim e fui eu quem ganhou”, mas em concreto sobre a prova no País de Gales, que representou o primeiro título mundial, sentiu-a como se estivesse em Portugal.
“Não estava muito frio lá, estava bom, Inverno muito idêntico ao nosso, estava tudo preparado para mim”, disse, relembrando a figura de Moniz Pereira, seleccionador nacional de Portugal desta especialidade do atletismo: “Creio que só eu e ele acreditávamos que eu seria Campeão do Mundo”.
Certo é que a partir de 28 de Fevereiro de 1976 com o título mundial de Carlos Lopes, Portugal começou a ser visto com outros olhos pelo Mundo do desporto.
“Começaram a ser criadas condições para Portugal lutar por grandes feitos. Naquele tempo não havia centros de treinos, era tudo feito de maneira muito diferente”, disse o ex-atleta, que explicou como era a mentalidade competitiva em que assentava a forma de encarar as provas: “Sempre fui um inconformado, sempre quis mais e mais, olhei sempre para a frente”, resumiu o grande Campeão Carlos Lopes, que só por altura dos 50 anos do título mundial reviu a prova, ainda a preto e branco, num dia que coloriu de grande alegria o país e claro, o Sporting Clube de Portugal.

Bruno Sá tem visitado Núcleos do Sporting com um objetivo claro: ouvir os sportinguistas onde eles vivem, sentem e constroem diariamente o Clube. Figueira da Foz, Alverca, Vila do Conde, Marinha Grande e Nazaré foram palco de encontros marcados pela proximidade, pelo diálogo franco e por sessões de esclarecimento detalhadas sobre o programa que apresenta na sua candidatura à presidência do Sporting Clube de Portugal.
Bruno Sá ouviu os sócios, respondeu a perguntas e explicou as linhas orientadoras do seu projeto. Houve preocupação com o futebol, mas também com as modalidades, com a sustentabilidade financeira e, acima de tudo, com a relação entre o Clube e a sua massa associativa.
Em cada local visitado, ficou evidente que o Sporting vive nas famílias que passam o amor leonino de geração em geração e nos seus sócios e nos seus Núcleos. Foi nesse espírito que Bruno Sá justificou a impossibilidade de aceitar as datas propostas para o debate com o atual presidente, Frederico Varandas, devido a compromissos previamente agendados no âmbito destas visitas. Os encontros já marcados com sócios e Núcleos — organizados com grande esforço e antecedência — não poderiam ser desconsiderados.
Adelino Santos
Presente na sessão de esclarecimento no Núcleo da Figueira da Foz
“Conhece os assuntos e que acompanha a realidade do Sporting”
“O Bruno Sá foi consistente e demonstrou estar bem informado sobre os diversos dossiês do Clube, especialmente nas modalidades — uma área que nos preocupa e que, muitas vezes, fica na sombra do futebol. Nota-se que
acompanha a realidade do Sporting de forma abrangente. O debate e o confronto de ideias fortalece o Clube. Caso Bruno Sá seja eleito poderá haver uma aproximação entre o Clube e os seus Núcleos.”
Leandro Campos
Vice‑Presidente do Núcleo Sportinguista de Vila do Conde Presente na sessão de esclarecimento no Núcleo Sportinguista de Vila do Conde
“Temas fundamentais”
“A visita de Bruno Sá deixou-nos uma impressão bastante positiva. O candidato abordou temas fundamentais, sobretudo a relação com os sócios e com os Núcleos, especialmente aqueles que se encontram mais longe de Lisboa. A proximidade é essencial, pois é difícil assegurar condições para que os nossos sócios acompanhem a equipa com regularidade. Mesmo num contexto de sucesso desportivo, existem aspetos que podem e devem ser melhorados. O Bruno Sá toca nesses pontos.”
José Silva
Vice Presidente do Núcleo Sportinguista de Alverca Presente na sessão de esclarecimento no Núcleo Sportinguista de Alverca
‘Candidatura corajosa’
“Esta candidatura é corajosa e identifiquei-me com ela. Num contexto de sucesso desportivo, especialmente no futebol — que é naturalmente a modalidade que maior atenção recebe — avançar com uma candidatura alternativa exige determinação e convicção. Trata-se de um exercício democrático importante. Mesmo quando se está a ganhar, é essencial continuar a discutir o Sporting, refletir sobre o
seu rumo e garantir que ninguém considere que o processo eleitoral é uma formalidade.”
José Pires
Presente na sessão de esclarecimento no Núcleo da Marinha Grande
‘A alternância e o debate são fundamentais numa insti‑ tuição democrática’
“Esta candidatura é saudável e necessária. Num Clube como o Sporting, deve existir sempre oposição. Nunca me revi totalmente na atual Direção e considero que a alternância e o debate são fundamentais. Mesmo que existam aspetos organizativos a melhorar, muitos preferem manter o rumo quando os resultados desportivos aparecem. O Bruno Sá apresenta pontos interessantes. Destaco a relação entre a Direção e os sócios. Nos últimos anos, sinto que houve um afastamento e um desgaste desnecessários nessa ligação e que os sócios a adeptos estão a ser maltratados.”
Raúl Batista
Presidente do Núcleo Sportinguista da Nazaré
Presente na sessão de esclarecimento no Núcleo Sportinguista da Nazaré
‘Intenção clara de reforçar a aproximação entre os nú cleos e o Sporting Clube de Portugal’
“O ponto que mais me chamou a atenção na sua intervenção foi a intenção clara de reforçar a aproximação entre os Núcleos e o Sporting. Essa é uma questão estrutural e antiga. Ao longo dos anos, as várias Direções que passaram pelo Clube nem sempre deram aos Núcleos a atenção que merecem. Os Núcleos são as verdadeiras embaixadas do Sporting.”

O Programa de Acção 2026–2030 do Sporting Clube de Portugal reforça uma visão integrada do Clube enquanto ecossistema global, capaz de articular desporto, entretenimento e lifestyle numa lógica de criação de valor sustentável. Este ciclo estratégico aprofunda a transformação iniciada, colocando as pessoas, a experiência e a marca no centro da acção institucional.
A área de Bem Estar constitui o primeiro eixo estruturante. O Sporting Clube de Portugal reafirma o compromisso com a excelência das condições de treino, competição e recuperação, reconhecendo que a performance sustentável começa no cuidado com as pessoas. A valorização integral do atleta, a melhoria contínua da experiência do Sócio e o reforço da ligação à comunidade são prioridades estratégicas. O Clube assume-se como agente activo de impacto social, promovendo inclusão, igualdade de oportunidades e bem-estar físico e mental.
No domínio do Entretenimento, o Sporting Clube de Portugal posiciona-se como uma plataforma viva ao longo
de todo o ano. A transformação do Estádio José Alvalade num espaço multifuncional permitirá acolher eventos culturais, iniciativas museológicas e experiências diferenciadas em dias de jogo e fora deles. A integração do complexo na dinâmica urbana reforça a proximidade com a cidade e contribui para o aumento estrutural de receitas não dependentes da competição desportiva.
A área de Lifestyle projecta a marca Sporting como referência cultural contemporânea. O reforço do posicionamento estratégico, a expansão do merchandising próprio e o desenvolvimento de colaborações ampliam a presença do Sporting Clube de Portugal em diferentes geografias e públicos. A personalização da experiência e a criação de plataformas de coprodução fortalecem o envolvimento dos Sócios e adeptos, promovendo afinidade multigeracional e relevância global.
A integração dos princípios ESG (Environmental, Social and Governance) constitui um pilar transversal. Ambientalmente, o Clube aposta na eficiência energéti-
ca, na gestão responsável de recursos e na redução de emissões. Socialmente, reforça programas de educação, inclusão e apoio a comunidades vulneráveis. Em termos de governação, consolida práticas de transparência, integridade e prestação de contas, alinhadas com padrões internacionais
A Fundação Sporting assume um papel determinante como braço operativo do impacto social, estruturando iniciativas com objectivos mensuráveis e parcerias estratégicas. Esta integração assegura coerência entre ambição competitiva e responsabilidade social.
Com este modelo, o Sporting Clube de Portugal afirma-se como instituição moderna, inovadora e comprometida com o desenvolvimento sustentável.
O ciclo 2026–2030 será marcado pela consolidação desta abordagem integrada, reforçando a identidade leonina e projetando o Clube para uma relevância crescente no panorama nacional e internacional.
ELEIÇÕES 2026
TENDO EM VISTA A PRÓXIMA ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL ORDINÁRIA DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, CONVOCADA PARA O PRÓXIMO DIA 14 DE MARÇO, OS DOIS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DO CONSELHO FISCAL E DISCIPLINAR (CFD) JUSTIFICAM O PASSO ASSUMIDO E DÃO CONTA DA SUA EXPERIÊNCIA PARA O CARGO, BEM COMO DA ABORDAGEM QUE GUIARÁ O EXERCÍCIO DE FUNÇÕES.
LISTA A
O que o leva a candidatares a este cargo?

“Acompanho o Sporting CP desde criança, cresci a viver o Clube, a celebrar vitórias, a sofrer nas derrotas e a sentir o que significa pertencer a esta grande instituição. Essa ligação não é circunstancial, faz parte da minha identidade e é precisamente por esta ligação profunda que sinto uma responsabilidade acrescida em assumir esta candidatura. Quando se gosta verdadeiramente deste clube não se pode ficar apenas na bancada. Há momentos em que é preciso dar o passo e seguir em frente. Candidato-me por sentir o dever, pelo respeito pela História do Sporting CP e, sobretudo, pelos Sócios. Quero colaborar com a minha experiência profissional ao serviço de um órgão determinante para a credibilidade, sustentabilidade e confiança do Clube. Para mim não é apenas uma função institucional, é um compromisso pessoal com o Sporting CP.”
Que experiência traz para liderar o órgão que fiscaliza e disciplina o Clube?
“Trago uma experiência sólida na área da contabilidade, fiscalidade e análise de risco devido à gestão, ao longo de vários anos, de uma empresa de elevada responsabilidade técnica e cumprimento rigoroso das obrigações legais. Estou habituado a realizar demonstrações financeiras com espírito crítico, a identificar riscos antes de se materializarem e a trabalhar com responsabilidade sobre as decisões que têm impacto real nas organizações. Considero igualmente essencial a capacidade de traduzir as matérias técnicas e complexas em informação clara e compreensível. Num clube com a dimensão do Sporting CP, fiscalizar com rigor é fundamental e é por aí que temos de ir.”
Na sua perspectiva, qual é a função mais relevante do CFD para garantir a boa gover‑ nação do Clube?
“É garantir a integridade e sustentabilidade da governança do Clube. Isso implica assegurar o cumprimento dos Estatutos, da lei, fiscalizar a gestão financeira com independência e prevenir riscos que possam comprometer o futuro do Sporting CP. Implica, também, reforçar uma cultura de responsabilidade, transparência e prestação clara perante os Sócios.
A governação não se mede apenas pelo cumprimento formal das regras, mede-se pela confiança que os Sócios depositam na instituição e no Clube.”
Como deve o CFD actuar quando identifica riscos ou irregularidades que possam afectar a sustentabilidade do Sporting CP?
“Deve actuar com rigor técnico, independência e sentido institucional. Em primeiro lugar, apurar os factos com objectividade e fundamentação e, depois, comunicar de forma clara aos órgãos competentes e recomendar medidas correctivas adequadas. O objectivo não é criar instabilidade, mas proteger o Clube. Deve-se também assegurar que os Sócios são informados com clareza, responsabilidade e transparência, sem alarmismo. É prestar contas com maturidade, respeito e proximidade.”
Como é que se pode medir o sucesso do trabalho desenvolvido pelo CFD?
“O sucesso mede-se, acima de tudo, pela confiança e tranquilidade dos Sócios. Se as contas forem claras e compreensíveis, se não existirem surpresas financeiras, se os riscos forem identificados atempadamente e se houver estabilidade institucional, estaremos a cumprir a nossa missão. Muitas vezes, o melhor trabalho de um órgão fiscal é aquele que não se vê, porque preveniu problemas antes de surgirem. Quando os Sócios sentem que o Clube é gerido com rigor, transparência e proximidade significa que o CFD está a funcionar como deve.”
LISTA B
O que o leva a candidatares a este cargo?

“Nestes últimos oito anos temos tido um caminho difícil, mas muito fructuoso. O Sporting CP tem manifestado uma enorme vitalidade e crescimento e não estou só a falar dos títulos, que são a expressão de todo o trabalho feito. Falo do próprio clube. Temos batido, constantemente, o recorde de sócios, de atletas inscritos nas modalidades, reforçámos a posição na SAD, garantindo a sua autonomia e readquirimos património, como o Alvaláxia. Um caminho difícil, mas sempre assente no equilíbrio financeiro e no respeito pelo Sporting CP como um clube de valores. A nossa convicção - minha e da equipa que lidero no CFD - é que podemos continuar a dar o nosso contributo para que o Sporting CP continue a crescer e assente nestes pilares de forma a termos um Sporting CP cada vez mais forte, melhor e mais pujante. É isso que nos move.”
Que experiência traz para liderar o órgão que fiscaliza e disciplina o Clube?
“Ao longo destes últimos anos, temos tido uma experiência muito intensa e isso dá-nos - a mim e à equipa que dirijo - uma enorme experiência e um conhecimento profundo do Clube em todas as suas vertentes. É essa experiência que temos para continuar a perseguir os nossos objectivos para tornar o Sporting CP cada vez mais forte.”
Na sua perspectiva, qual é a função mais relevante do CFD para garantir a boa gover‑ nação do Clube?
“Como o próprio nome indica, tem uma natureza dual: de órgão de fiscalização, como um Conselho Fiscal normal, e depois tem uma competência disciplinar. Diria que as duas se complementam para garantir um respeito pelos Estatutos e pelo engrandecimento e reforço da instituição Sporting CP. Uma faceta menos conhecida do CFD e que reforça o ADN de clube de valores: nos últimos dois mandatos, temos tido uma acção proactiva no combate à violência no desporto. Isto faz-se em diálogo com as autoridades competentes, como a APCVD [Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto], e sempre que existe alguma infracção com a instauração da competente acção disciplinar. Como digo, estas duas vertentes de fiscalização e disciplinar, juntas, complementam-se para engrandecer o Sporting CP.”
Como deve o CFD actuar quando identifica riscos ou irregularidades que possam afectar a sustentabilidade do Sporting CP?
“Prima facie, de forma preventiva e permanente. A nossa abordagem tem sido sempre de acompanhamento permanente, ao longo do ano, da execução do orçamento. Isto faz-se com reuniões constantes, quer com membros do Conselho Directivo das áreas financeiras, quer com o departamento financeiro, quer com os nossos auditores, tanto do Clube como da SAD. Este tipo de trabalho permite-nos identificar os diversos temas relevantes e de forma proactiva podemos dar resposta ao mesmo e esse acompanhamento faz com que cheguemos ao fim do ano com um conhecimento profundo das contas. Por outro lado, falando de outra competência do CFD, que não é só emitir pareceres relativamente às contas do exercício, permite-nos ter uma visão muito objectiva e concreta da adequação daquilo que é o plano e o orçamento para o ano. A melhor forma é estar sempre em cima do problema, de forma permanente e preventiva.”
Como é que se pode medir o sucesso do trabalho desenvolvido pelo CFD?
“O que mede o sucesso do CFD será sempre o engrandecimento da instituição e a sua qualificação. O Sporting CP estar cada vez mais forte em todas as vertentes, desportiva, financeira e social, deve ser aquilo que nos move e aquilo que deve nortear o nosso contributo. O Sporting CP tem de estar sempre acima de tudo, tem de estar sempre em primeiro.”

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL
“OS ADEPTOS, O ESTÁDIO, O CLUBE, O AMOR QUE EU TINHA. ISSO CONTINUA E É O MESMO QUE ME FAZ CONTINUAR NO SPORTING CP”, GARANTIU O JOGADOR DE 26 ANOS, QUE MANTÉM A CLÁUSULA DE RESCISÃO DE 60 MILHÕES DE EUROS.
Texto: Filipa Santos Lopes, Luís
Santos Castelo
Fotografia: João Pedro Morais
O Sporting Clube de Portugal anunciou ontem, quarta-feira, a renovação do contrato de Francisco Trincão, da equipa principal de futebol, até 2030,
com a cláusula de rescisão a manter-se nos 60 milhões de euros.
A vestir de verde e branco desde 2022, o internacional português prolonga assim a ligação ao emblema de Alvalade, por quem já representou quase 200 vezes e conquistou duas Ligas Portugal (2023/2024 e
2024/2025) e uma Taça de Portugal (2024/2025).
Dos 45 golos marcados ao serviço do Sporting CP, 11 foram já em 2025/2026, uma temporada onde também já jogou 38 vezes divididas entre UEFA Champions League, Liga Portugal, Taça de Portugal, Supertaça e Taça da Liga.

Nas primeiras palavras após a renovação do contrato, que foi celebrado no Teatro Politeama, em Lisboa, Francisco Trincão garantiu sentir-se “óptimo”.
“É uma grande sensação. Era algo que já estava a ser falado há algum tempo e agora concretizou-se. Estou muito feliz por poder continuar de Leão ao peito”, começou por dizer aos meios de comunicação do Clube. Questionado sobre o que o fez querer renovar, o Leão de 26 anos explicou que as razões foram as mesmas que o fizeram mudar-se para Alvalade em 2022: “Os adeptos, o Estádio, o Clube, o amor que eu tinha. Isso continua e é o mesmo que me faz continuar no Sporting CP”.
Em relação aos melhores momentos vividos de verde e branco, Francisco Trincão foi claro. “Ser Campeão e ir ao Marquês é sempre uma experiência única. Acho que a segunda vez ainda foi melhor do que a primeira”, considerou.
Um dos destaques desta temporada tem sido a prestação na UEFA Champions League, tendo o
Sporting CP ficado na sétima posição da fase de liga e saltado directamente para os oitavos-de-final, onde vai enfrentar os noruegueses do FK Bodø/Glimt. Na melhor competição de clubes do planeta, Francisco Trincão já soma quatro golos em 2025/2026.
“Estamos contentes. Ao passarmos nos oito primeiros, poupámos dois jogos, o que foi bom. Tivemos agora um sorteio difícil, mas estamos motivados por continuar na competição”, admitiu o jogador que já foi utilizado em diferentes posições do ataque de Rui Borges.
“Tento responder sempre da melhor forma, seja à esquerda, à direita ou onde o míster precisar de mim. Hoje, sou um jogador mais completo e maduro e consigo fazer bastantes coisas dentro do jogo”
Por fim, Francisco Trincão deixou uma mensagem aos Sportinguistas: “Que continuem a fazer o que têm feito até agora, a apoiar até ao fim. Tem dado resultado, principalmente esta época, e contamos sempre com o apoio deles”.


“TODOS SABEM A LIGAÇÃO QUE TENHO AO SPORTING CP DESDE PEQUENO”

Em entrevista ao Jornal Sporting depois do momento da renovação, Francisco Trincão reforçou o sentimento que nutre pelo Sporting CP.
O que representa renovar contrato com o Sporting CP e prolongar esta ligação ao Clube por mais temporadas? É um sentimento fantástico. Estou muito feliz por esta renovação. Agora, é dar continuidade ao trabalho que temos feito e continuar a somar o maior número de vitórias possível.
Muitas vezes, os jogadores falam da importância de encontrar um “lugar certo” num momento decisivo da carreira. Esta é já a sua quarta época de Leão ao peito. Sente que foi isso que aconteceu consigo no Sporting CP – que chegou ao seu “lugar certo”?
Sim, toda a gente sabe a ligação que tenho ao Sporting CP desde pequeno. É um Clube que me diz muito, com o qual me identifico e estou muito satisfeito por poder continuar.
Quando chegou a Alvalade tinha apenas 22 anos. Olhando para
trás, sente que aqui cresceu não apenas como jogador, mas tam‑ bém como pessoa?
Sim, claro. Já aqui estou há alguns anos e acaba por ser um crescimento normal. Sinto que sou hoje um jogador mais completo, mas muito o devo aos meus colegas de equipa, que me ajudam a ser melhor todos os dias.
O que é que mais o marcou nestes anos de Sporting CP? Houve muitos momentos que me marcaram, mas, obviamente, os títulos que conquistámos são sempre especiais. Tive e tenho o privilégio de partilhar o balneário com grandes jogadores e isso deixa-me muito feliz.
O Sporting CP apostou em si ainda muito jovem. Sente que esta renovação e o prolongar da ligação também o confirmam como um dos jogadores mais importantes do Clube no século XXI?
Num clube como o Sporting CP, todos os jogadores são importantes. Todos contam. Obviamente que fico feliz pelo reconhecimento de toda a gente, dos adeptos, do Clube… Isso deixa-me muito feliz. Mas agora quero, acima de tudo, continuar o trabalho que tenho vindo a fazer e ser melhor a cada dia.
Com alguns meses ainda por disputar em 2025/2026, igualou já o registo de golos da última temporada. Sente que está a viver uma fase particularmente positiva da sua carreira? A melhor, talvez? Sim, acho que a época está a correr-me bem, mas tenho de focar-me mais no colectivo. Temos desafios importantes pela frente e vamos dar tudo para os alcançar.
A fechar, que mensagem deixa aos adeptos que o apoiam incon dicionalmente desde o primeiro dia?
Sentimos muito o apoio dos adeptos. Queremos continuar a trabalhar da melhor forma para conseguirmos mais títulos para o Sporting CP. Que nos continuem a apoiar até ao fim.
Primeiro número no futebol? 62.
Jogador favorito na infância? Cristiano Ronaldo.
O que seria se não fosse jogador de futebol?
Jogador de ténis.
Cortar o cabelo ou rapar o bigode? Depende, mas talvez tirar o bigode.
Alcunha no balneário? Trincas, Trinky, Francisco, Chico.
Como gostaria de ser lembrado en quanto jogador?
Pela elegância.
Um jogo do Sporting CP que vai recor dar para sempre?
Final da Taça de Portugal contra o SL Benfica [2024/2025].
Como se sente por ter renovado com o Sporting CP?
A pessoa mais feliz do Mundo.
FRANCISCO TRINCÃO NO SPORTING CP
192 JOGOS
45 GOLOS
3 TÍTULOS (Liga Portugal 2023/2024 e 2024/2025 e Taça de Portugal 2024/2025)
FRANCISCO TRINCÃO EM 2025/2026
38 JOGOS
11 GOLOS
FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL
DE FORMA JUSTA, SPORTING CP BATEU FC PORTO POR 1-0 COM (MAIS UM) GOLO DE LUIS SUÁREZ E ESTÁ MAIS PERTO DE CHEGAR À
FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL QUANDO AINDA FALTA OUTRO CLÁSSICO, MAS EM RECINTO RIVAL.
Texto: Luís Santos Castelo
Fotografia: Isabel Silva, José Lorvão
A meio da eliminatória, o Sporting Clube de Portugal está em vantagem após bater o FC Porto por 1-0 na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.
Na última terça-feira, a equipa principal de futebol dos Leões venceu o clássico com um golo de Luis Suárez, já na segunda parte, e ficou mais perto de garantir um lugar no Jamor. Os Leões chegaram às 15 vitórias consecutivas no Estádio José Alvalade, numa série que começou em Outubro e que contou com três encontros da UEFA Champions League (um deles contra o Paris Saint-Germain, actual Campeão Europeu). Se vencer o FK Bodø/ Glimt a 17 de Março, o Sporting CP iguala o recorde de 16 triunfos seguidos em casa conseguidos em 1973/1974.
A segunda-mão vai acontecer apenas em Abril e vai definir quem segue para a final da prova-rainha, onde também vai estar o AD Fafe ou o SCU Torreense – que empataram a uma bola no jogo no Minho e vão voltar a estar frente-a-frente em Torres Vedras.
Para mais um grande jogo, o Estádio José Alvalade teve lotação esgotada e praticamente 50.000 espectadores que foram responsáveis por um grande ambiente, motivado por uma
03.03.2026
Taça de Portugal Meias-finais - 1.ª mão Estádio José Alvalade
SPORTING CP FC PORTO
1 0
0-0 ao intervalo Luis Suárez (62’ P)
Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Freseda, Ousmane Diomane, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (João Simões, 65’), Geny Catamo (Daniel Bragança, 84’), Francisco Trincão (Nuno Santos, 84’), Luís Guilherme (Pedro Gonçalves, 65’) e Luis Suárez. Treinador: Rui Borges. Disciplina: cartão amarelo para Geny Catamo (30’) e Morten Hjulmand (45+3’).

vistosa coreografia. Com tudo pronto, o clássico começou e o Sporting CP repetiu o onze inicial que havia superado o GD Estoril Praia quatro
dias antes.
O primeiro momento perigoso até foi do FC Porto, com um cruzamento de William Gomes que assustou,
mas que seguiu directamente para fora, mas não demorou muito até o emblema verde e branco assentar o jogo e começar a dominar a partida.

Com mais bola e presente de forma constante no meio-campo ofensivo, o Sporting CP foi-se aproximando da baliza contrária e ameaçou aos 12’, quando Hidemasa Morita serviu Francisco Trincão e este, em zona frontal, procurou o remate, mas acertou em Luis Suárez. No entanto, pouco depois, surgiu uma verdadeira ocasião de golo quando Geny Catamo assistiu Iván Fresneda, que foi da direita para o meio e, com o pior pé, atirou a passar muito perto do poste. Alvalade gostou, aplaudiu e a equipa cresceu. Claramente por cima dos visitantes, o Sporting CP voltou a ficar perto do golo aos 20’, minuto em que Luís Guilherme bateu um pontapé de canto da esquerda para Geny Catamo, de primeira e sem deixar cair, rematar forte à entrada da área, mas por cima.
Seguiram-se muitas e longas paragens causadas pelos jogadores do FC Porto caídos no relvado; prova evidente disso foram os muito pouco comuns dez minutos de tempo adicional dados pelo árbitro Cláudio Pereira na primeira parte. Tal facto interrompeu sucessivamente o ímpeto que o Sporting CP vinha demonstrando, o que permitiu aos dragões aguentar a baliza a zeros até ao intervalo e aproximar-se em duas ocasiões: Pepê, aos 34’, e William Gomes, aos 45’, atiraram com perigo, mas, em ambos os casos, a bola foi desviada para canto.
O 0-0 continuou para a segunda parte, que se iniciou com outro cruzamento muito perigoso, mas agora de Geny Catamo à procura de Luís Guilherme, tendo aparecido o corte. Logo a seguir, o moçambicano atirou para defesa tranquila de Diogo Costa. Do outro lado, e ainda nos primeiros instantes da metade final, Alan Varela disparou do meio da rua e acertou no poste Leonino. Era, no entanto, o Sporting CP quem estava melhor no jogo e voltou a tentar inaugurar o marcador num cabeceamento de Ousmane Diomande para nova intervenção de Diogo Costa, ao qual se seguiu um remate de Rodrigo Mora sem perigo. Perigoso foi, isso sim, o livre
batido por Francisco Trincão em que a bola sobrou para Geny Catamo ao segundo poste, tendo o camisola 10 procurado algum colega no coração da área, mas não teve sucesso. Aos 59’, surgiu o momento mais decisivo da partida. Luis Suárez fez magia na esquerda e ofereceu o golo a Iván Fresneda, que acertou
no poste e a bola foi ter com Morten Hjulmand, que sofreu falta na área portista. Cláudio Pereira assinalou pontapé de penálti e, chamado a converter, Luis Suárez enganou Diogo Costa, fez Alvalade explodir de alegria e chegou à notável marca dos 30 golos de Leão ao peito. As ocasiões de golo ficaram cada

vez mais escassas no que restou da partida. João Simões e Pedro Gonçalves substituíram Hidemasa Morita e Luís Guilherme aos 65’ e Seko Fofana rematou para fora de seguida. O Sporting CP conseguiu dois contra-ataques ameaçadores aos 74’ e 79’, com Francisco Trincão e Geny Catamo, respectivamente,
a falhar o alvo. Na reacção, Jakub Kiwior tentou o empate de longe, mas só conseguiu chegar à bancada. Aos 84’, Francisco Trincão e Geny Catamo deram lugar a Nuno Santos e Daniel Bragança e o único momento de perigo até ao apito final chegou aos 90+1’, momento em que Luis Suárez podia ter bisado, mas
não acertou na bola como queria. Terminado o clássico, 1-0 para o Sporting CP, a melhor equipa em campo e a que mais tentou vencer, e vantagem na eliminatória. Os Bicampeões Nacionais voltam à Liga Portugal já este sábado, 7 de Março, com uma deslocação ao reduto do SC Braga às 18h00.
Ao intervalo do clássico, a equipa masculina de basquetebol subiu ao relvado para ser homenageada e ovacionada pela recente conquista da Taça de Portugal - com triunfo sobre o FC Porto, na final, por 84-86 -, com o troféu a ser exibido aos Sportinguistas pelo plantel.


No final, Rui Borges marcou presença na conferência de imprensa no Auditório Artur Agostinho e respondeu às perguntas dos jornalistas.
Análise ao jogo
“No geral, fomos melhores. Queríamos ganhar, fosse 1-0, 2-0 ou 2-1. Vamos ter outros 90 minutos intensos em que vamos querer muito ganhar. Em casa do adversário, é certo, mas vai ser um jogo como tem sido. A primeira parte teve
muitas paragens a tentar matar o ritmo do jogo, teve pouco tempo útil. O FC Porto faz muitas faltas e tenta não deixar o Sporting CP entrar no seu jogo. Estamos a ganhar 1-0 e agora pensamos no jogo do SC Braga, que vai exigir muito de nós e para o qual temos de recuperar”.
15 jogos consecutivos a vencer em Alvalade
“Quero e gosto de marcar a história do Sporting CP. Sou feliz no Sporting CP e sou feliz porque faço o que mais amo. O resto será sempre consequência do meu trabalho”.
Gesto de Luis Suárez
“Talvez tenha feito o gesto para algum jogador do FC Porto pelas bolas roubadas no Dragão”.
Arbitragem
“No tablet vejo as imagens do jogo para tentar melhorar a minha equipa, não procuro por gestos. Não vou comentar a arbitragem, evito ao máximo fazê-lo. (…) O adversário está mais focado no Sporting CP do que no FC Porto. Também posso dizer que, desde que sou treinador do Sporting CP, nunca vi dez minutos de compensação na primeira parte por paragens. Podia comentar outros lances do jogo e se formos à procura encontramos sempre algum coisa para ser discutida”.
Impacto da vitória
“Não dá garantias nenhumas. Pode dar confiança. Foi o quarto jogo consecutivo sem sofrer golos, já perdi a conta do número
de jogos seguidos em que fazemos golos. Continuamos o nosso caminho com muita personalidade e vontade de vencer. Sábado temos um jogo difícil em Braga e é importante recuperar bem. Há que manter a equipa no máximo de energia para defrontar um grande adversário que vai exigir tanto ou mais de nós do que foi exigido hoje”.
Táctica
“Tentou ludibriar as referências, o FC Porto começou a colocar o Pepê para dentro com o Rodrigo Mora a pegar no jogo mais baixo. Tentou mexer com as marcações e, em alguns momentos, conseguiu ter mais tempo. Ganhou tempo e tirou-nos alguns momentos mais certos para pressionar mas não conseguiu entrar no nosso bloco. Tentaram atrair o Ousmane Diomande para a largura, mas a equipa esteve muito concentrada, rigorosa e comunicativa”.
Morten Hjulmand
“Dos melhores jogos que o vi fazer no Sporting CP. Fez um grande jogo. Grande líder, grande capitão e grande exemplo do que é ser jogador do Sporting CP”.
Pedro Gonçalves
“Começou no banco por gestão. Estava predefinido que ia ter algum tempo de jogo para ganhar forma física e confiança. A capacidade física ainda não está na intensidade e exigência do jogo para começar de início. Estando bem, é um grande jogador e torna o Sporting CP ainda mais forte”.
ANTIGO JOGADOR LEONINO ESTEVE PRESENTE NO CLÁSSICO E PRESENCIOU A VITÓRIA DE UM CLUBE QUE CONSIDERA SER “MUITO GRANDE”. “VOLTAR AQUI
Texto: Luís Santos Castelo
Fotografia: Miguel Braga, José Lorvão
Entre os quase 50.000 espectadores presentes no Estádio José Alvalade para o clássico entre a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal e o FC Porto, houve um muito especial: Jérémy Mathieu esteve presente e acompanhou ao vivo o triunfo dos Leões no clássico.
Hoje com 42 anos e já com as chuteiras penduradas, o francês vestiu de verde e branco entre 2017/2018 e 2019/2020 e destacou-se pela enorme qualidade como defesa, assim como pelos grandes golos apontados, principalmente de livre directo. Tornou-se um favorito entre o Sportinguistas.
À margem da visita a Alvalade, Jérémy Mathieu não escondeu a satisfação por marcar presença
no clássico e matar saudades.
“Fico sempre feliz por estar aqui, ver os jogadores e o jogo. O sentimento de voltar a Alvalade?
Fico muito contente, acima de tudo por ver toda a gente. O Sporting CP é um clube muito grande para mim. Voltar aqui é sempre especial”, disse à Sporting TV
Sobre a sua passagem pelos Leões, o antigo atleta admitiu que se tratou de “uma parte muito importante” da sua longa e titulada carreira.
“Senti-me muito feliz no Clube”, acrescentou.
Apesar de já ter deixado o Sporting CP há seis anos, o gaulês revelou que continua a acompanhar o dia-a-dia do universo verde e branco:
“O Sporting CP está muito bem e espero que continue assim. (…) O Clube está num bom momento, ganhou quase tudo nos últimos anos. Este ano, continua na luta por todos. (…) Vejo

sempre os jogos, envio mensagens às pessoas que conheço. Continuo em contacto”.
Por fim, Jérémy Mathieu reforçou a satisfação por “ver que as pessoas ficam felizes” e não esquecem o que fez ao serviço do Sporting CP. “Assim como eu fico por estar de volta. (…) Fico muito feliz pelo carinho que recebi aqui”, concluiu.
Jérémy Mathieu representou, ainda, FC Sochaux-Montbéliard e Toulouse FC, em França, e Valencia CF e FC Barcelona, em Espanha. Para além do que amealhou de verde e branco, conquistou a UEFA Champions League em 2014/2015, assim como a Supertaça Europeia e o Campeonato do Mundo de Clubes, ambos em 2015. Levantou, ainda, vários troféus domésticos, incluindo a Liga Espanhola por duas vezes. Foi internacional por França em cinco ocasiões.
OS NÚMEROS DE JÉRÉMY MATHIEU NO SPORTING CP
106 JOGOS
9 GOLOS
6 COMPETIÇÕES DISPUTADAS (UEFA Champions League, UEFA Europa League, Liga Portugal, Taça de Portugal, Supertaça e Taça da Liga)
3 TÍTULOS
(Taça de Portugal 2018/2019, Taça da Liga 2017/2018 e 2018/2019)

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL
LEÕES DEFRONTAM O FK BODØ/GLIMT NUMA ELIMINATÓRIA INÉDITA ENTRE DUAS DAS EQUIPAS QUE MAIS TÊM BRILHADO NESTA EDIÇÃO DA UEFA CHAMPIONS LEAGUE. DEPOIS DE UMA FASE DE LIGA DE GRANDE NÍVEL DO SPORTING CP E DE UM PERCURSO NOTÁVEL DOS NORUEGUESES, O DUELO ENTRE LEÕES E NÓRDICOS SERÁ TAMBÉM MARCADO PELAS EXIGENTES CONDIÇÕES CLIMATÉRICAS DO CÍRCULO POLAR ÁRCTICO.
Texto: Filipa Santos Lopes
Fotografia: João Pedro Morais
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal já conhece o adversário nos oitavos-de-final da UEFA Champions League. O sorteio realizado em Nyon, na passada sexta-feira, ditou um confronto inédito com o FK Bodø/Glimt, vice-campeão norueguês e uma das equipas revelação da edição 2025/2026 da prova.
Depois de garantir o apuramento directo para esta fase com um muito celebrado sétimo lugar na Fase de Liga, os Leões entram agora na fase a eliminar com a ambição de continuar a afirmar-se entre a elite europeia.
A primeira-mão está agendada para o dia 11 de Março, em Bodø, com a decisão marcada para a semana seguinte, no Estádio José Alvalade – recinto onde caberiam, um por um e ainda sobraria espaço, todos os
50.000 habitantes da pacata cidade norueguesa que é berço do FK Bodø/ Glimt.
O adversário, em época de estreia na Liga dos Campeões, chega a esta fase depois de uma campanha igualmente consistente. Surpreendente, sobretudo. A presença nos oitavos-de-final representa um marco histórico para o clube de Bodø, que tem construído a sua afirmação internacional através de um futebol ofensivo, dinâmico e de forte identidade colectiva. O percurso europeu começou ainda em Agosto, quando eliminou o Sturm Graz por 6-2 na Champions Path, mas o melhor estava guardado para este ano civil. Já lá vamos.
No arranque da Fase de Liga, os nórdicos somaram três empates, frente a Slavia Praha, Tottenham e Borussia Dortmund, e três derrotas, diante de Galatasaray, AS Monaco e Juventus FC. Em 2026, duas inesperadas vitórias frente aos colossos Manchester
City e Atlético de Madrid valeram aos noruegueses o 23.º lugar na Fase de Liga e a presença no play-off Frente a frente com o Internazionale FC, que terminara em 10.º, o FK Bodø/Glimt voltou a surpreender a Europa do futebol. Em casa, a formação norueguesa venceu os transalpinos por 3-1 e, na semana seguinte, voltou a impor-se em pleno Giuseppe Meazza, por 2-1. Isto apesar de não competir a nível nacional desde 30 de Novembro de 2025: a Eliteserien, liga local que disputou taco a taco e até à última jornada, escapou-lhe por um ponto.
Agora, a consistência exibida frente a adversários de topo e a capacidade para competir dentro e fora de casa confirmam que o Sporting CP terá pela frente um adversário que não pode, nem deve, ser desvalorizado. Até porque a deslocação ao norte da Noruega trará também desafios particulares.

O Aspmyra Stadion, casa do FK Bodø/ Glimt, situa-se acima do Círculo Polar Árctico e nele o futebol joga-se em relvado sintético, muito devido às condições climatéricas extremas que dificultam a manutenção de um campo natural durante grande parte do ano. Em Março, quando os Leões aterrarem em Bodø, as temperaturas ainda se mantêm frequentemente próximas dos zero graus e podem ser acompanhadas por fortes ventos, chuva ou mesmo neve.
O Sporting CP enfrenta, por isso, um duplo e duro desafio a abrir a eliminatória: joga perante um adversário muito moralizado enquanto precisará
de se adaptar a um contexto climático e competitivo exigente. Por outro lado, e com a segunda partida marcada para o Estádio José Alvalade, o conjunto liderado por Rui Borges procurará levar a decisão para Lisboa em posição favorável e manter intacta a ambição europeia. Em busca de uma histórica e inédita presença nos quartos-de-final da competição, e depois de uma campanha também ela para os livros na Fase de Liga, a equipa verde e branca quer continuar a escrever uma página marcante no seu percurso internacional e afirmar-se entre os oito melhores da Europa.
BERNARDO PALMEIRO: “VAMOS FAZER TUDO PARA SEGUIR EM FRENTE”
Após o sorteio realizado na Suíça, Bernardo Palmeiro enalteceu a presença do Sporting CP nos oitavos-de-final da UEFA Champions League e deixou elogios ao FK Bodø/Glimt, mas sublinhou que os Leões de tudo farão para seguir em frente na eliminatória.
“Antes de mais, é um prazer estar aqui. Estamos muito felizes por estarmos nesta fase, entre os melhores clubes da Europa e do mundo. Em relação ao sorteio, sabíamos que seria sempre muito difícil.
O Real Madrid FC é um dos melhores clubes do mundo e o FK Bodø/ Glimt está a fazer uma temporada fantástica. Mas estamos aqui para competir e vamos fazer tudo para seguir em frente”, começou por dizer, em declarações à UEFA.
O director-geral do futebol profissional dos Leões antecipou uma eliminatória exigente, sublinhando as dificuldades que as equipas sentem habitualmente na deslocação à Noruega.
“Se olharmos para o passado recente, todos os grandes clubes que jogaram no terreno do FK Bodø/Glimt tiveram muitas dificuldades. Esperamos um jogo muito duro fora, mas basta ver que depois foram a Milão vencer o Internazionale FC. Vai ser muito, muito difícil. Vamos ter de nos preparar muito bem, mas estamos felizes por estar aqui. Fizemos uma excelente primeira fase e queremos continuar”, referiu. Com a equipa ainda envolvida em todas as competições nacionais, Bernardo Palmeiro reforçou a importância de manter o foco jogo a jogo.
“Agora estamos concentrados no próximo jogo. Serão dois encontros muito difíceis e também temos as competições internas, nas quais lutamos por todos os títulos. É pensar partida a partida e, na UEFA Champions League, focarmo-nos no que podemos fazer frente ao FK Bodø/Glimt para tentar seguir para a próxima fase”, concluiu.
FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL
NA RECEPÇÃO AO GD ESTORIL PRAIA, A ENTRADA VERDE E BRANCA FOI A ‘TODO O GÁS’ E ISSO AJUDOU A SIMPLIFICAR TUDO BEM CEDO. O GOLEADOR LUIS SUÁREZ, QUE JÁ É O MELHOR MARCADOR DA LIGA, ‘BISOU’ NOS PRIMEIROS 16 MINUTOS, MAS O JOGO NÃO ACABOU SEM QUE DANIEL BRAGANÇA – A PASSE DE NUNO SANTOS – COLOCASSE O PONTO FINAL NO MARCADOR. PELA TERCEIRA JORNADA SEGUIDA, OS LEÕES DE RUI BORGES VENCEM E NÃO SOFREM QUALQUER GOLO.
Texto: Xavier Costa Fotografia: Isabel Silva, José Lorvão
De volta ao Estádio José Alvalade, tudo começou da melhor forma e acabou, também, em altas. A equipa principal de futebol do Sporting CP superou o GD Estoril Praia por 3-0, na última sexta-feira, no duelo da 24.ª jornada da Liga Portugal. Assim, depois da vitória do FC Porto (65 pontos) que abriu esta ronda, o Sporting CP (61) mantém-se na perseguição com os mesmos quatro pontos de distância para o primeiro lugar. Para enfrentar o conjunto canarinho de Ian Cathro (sétimo lugar com 33 pontos), que chegava a Alvalade como uma das equipas em melhor forma da Liga, Rui Borges aproveitou a fórmula vencedora de Moreira de
27.02.2026
Liga – 24.ª Jornada
Estádio José Alvalade
SPORTING CP GD ESTORIL PRAIA
3 0
2-0 ao intervalo
Luis Suárez (6’, 16’), Daniel Bragança (90+4’)
Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda (Georgios Vagiannidis, 83’), Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (João Simões, 72’), Geny Catamo (Daniel Bragança, 83’), Francisco Trincão (Nuno Santos, 83’), Luís Guilherme (Souleymane Faye, 72’), Luis Suárez. Treinador: Rui Borges. Disciplina: cartão amarelo para Iván Fresneda (63’) e Maxi Araújo (87’).
Cónegos (0-3) e repetiu exactamente o mesmo ‘onze’. Pedro Gonçalves, de volta após suspensão, esteve no banco de suplentes, tal como Nuno Santos e Rafael Nel, ambos de regresso às opções face às ausências de Ricardo Mangas e Fotis Ioannidis, que se juntaram a Giorgi Kochorashvili e Zeno Debast nos indisponíveis.
O relvado, antes do apito inicial, foi palco de homenagem ao atletismo [ver caixa] e, depois, foi tomado por um vendaval verde e branco assim que a acção começou, e logo pontuada com uma ‘explosão’ de alegria entre os 46102 espectadores presentes. Corria apenas o sexto minuto quando Francisco Trincão deu uma curva perfeita à bola para servir a entrada de rompante na área de Luis Suárez e este, com um toque, fez aquilo que melhor sabe: o golo, capítulo em que já reina isolado na Liga. 1-0 madrugador em Alvalade, mas o Sporting CP continuou ‘mandão’ e de pé (quente) no acelerador. Logo a seguir, Trincão voltou a lançar Suárez, que desta vez viu Joel Robles tapar a baliza com uma defesa por instinto e Luís Guilherme, na recarga, atirou muito por cima. No entanto, não foi preciso esperar muito para que os festejos e o nome de Luis Suárez voltassem a fazer-se sentir nas bancadas. Um magistral passe picado de Morten Hjulmand isolou o camisola 97, que depois de dominar a bola com classe voltou a atirar a contar (22 golos na Liga). 16 minutos de uma entrada demolidora dos Leões e, em especial, do avançado verde e

branco que tudo descomplicou. Na resposta do GD Estoril Praia, que não conseguiu discutir a posse de bola inicialmente, Ricard Sánchez não foi além de um tímido remate para as mãos de Rui Silva. Já do outro lado, Geny Catamo só não aumentou mais a diferença no marcador porque, depois de trocar as voltas ao seu opositor, acertou muito mal na bola no momento da finalização, já no interior da área. Trincão tentou a sua sorte também, mas o remate saiu à figura de Robles.
De imediato, as ‘rotações’ da partida baixaram até ao intervalo e a formação visitante aproveitou para ter mais bola e, ainda, voltar a visar a baliza de Rui Silva, que com uma ‘estirada’ atenta sacudiu para canto o remate em jeito de João Carvalho. O 2-0, construído bem cedo, seguiu para a segunda parte, onde o Sporting CP – mais agressivo – até entrou com outra velocidade nos processos, mas o GD Estoril Praia também mostrou mais argumentos para discutir o jogo e a bola.
A abrir, Suárez deixou mais um aviso, desta feita de fora da área, que Joel Robles resolveu com dificuldade, tal como Rui Silva, mas junto à relva, perante um perigosíssimo pontapé cruzado de Rafik Guitane, pouco depois. Com os Leões a falharem nas ligações, a equipa da Linha, que chegou a Alvalade com o quarto melhor ataque (à frente do FC Porto) da Liga, aproveitou para ter mais protagonismo, roubando bolas e saindo rápido para o ataque, como foi prova disso um remate desenquadrado de Pedro Carvalho.



Assim, com o controlo verde e branco a diminuir, Rui Borges mexeu à passagem do minuto 70 para lançar João Simões e Souleymane Faye, com este último a dar um primeiro ‘esticão’ quase de imediato, porém o remate saiu muito frouxo. Já a seguir, o golo pareceu iminente pelos pés de Maxi Araújo – após trabalho de um irrequieto Geny na direita – e só não aconteceu porque um defesa estava no caminho da baliza e cortou para canto.
As mexidas fizeram bem ao Sporting CP, que voltou a encontrar-se em campo e após mais uma dose de substituições o golo voltou a ficar à vista. Georgios Vagiannidis, Daniel Bragança e Nuno Santos – em estreia

No fim da partida, o treinador do Sporting CP analisou a vitória clara em conferência de imprensa, no Auditório Artur Agostinho do Estádio José Alvalade.
A exibição rubricada
“Entrámos muito bem, fortes, porque era importante criar desconforto ao GD Estoril Praia, que é uma equipa com qualidade no processo ofensivo. Fomos proactivos na reacção à perda e com bola fomos muito dinâmicos, com muita variabilidade de posição e com qualidade chegámos a zonas de finalização e aos dois golos a atacar as costas da linha adversária. Fizemos uma grande primeira parte. Na segunda, falhámos muitos passes e deixámos o GD Estoril Praia ganhar confiança, tendo mais bola no nosso meio-campo. Ainda assim, mantivemo-nos muito concentrados. A dupla de centrais fez um grande jogo e acho que o Gonçalo Inácio fez um dos seus melhores jogos. Conseguimos manter-nos ‘ligados’ e fomos conseguindo sair, também, criando real perigo. Depois, a malta que entrou deu-nos calma e energia extra. Uma segunda parte mais de controlo sem bola, uma primeira com bola, mas um jogo muito competente da nossa parte”.
Razão por Pedro Gonçalves não ter saído do banco “Não entrou por não se sentir a cem por cento. Então, optámos por não o expor a alguma coisa e, de alguma forma, geri-lo”.
FK Bodø/Glimt no caminho da UEFA Champions League
“É uma grande equipa e que tem ganho a grandes
‘DOBRADINHA’
na Liga – foram lá para dentro e o lateral grego recolheu uma bola na área para atirar à figura de Joel Robles. Tudo estava decidido, mas não sentenciado. Isso coube a uma dupla que está de regresso após longos calvários: Nuno Santos, sobre a esquerda, lançou um passe a ‘rasgar’ na área para Bragança e o canhoto, que continua com muita apetência para marcar, rodou e ludibriou o seu marcador directo antes de finalizar por baixo do guardião estorilista para assinar o 3-0 final já em período de descontos e dar mais volume ao décimo jogo consecutivo sem perder (9V 1E).
Na Liga, o Leão soma e segue e não desarma na perseguição à liderança.
equipas da Europa. Desengane-se quem pensar que foi bom o sorteio para nós. É uma equipa muito competitiva, intensa e que nos vai criar muitos problemas. Se está nos oitavos-de-final é porque tem muita qualidade e ganhou a grandes equipas. Até lá ainda temos o FC Porto para a Taça e o SC Braga para a Liga, dois jogos que vão exigir muito de nós e teremos de estar preparados para eles”.
Terceiro golo construído por Nuno Santos e Daniel Bragança
“Senti que, infelizmente, a vida dá lesões. Gostava que não tivessem passado por isso. O Dani está a crescer em termos de confiança e está a ganhar a parte física, porque a qualidade técnica e a visão de jogo são fora do normal. Feliz por ganhar essa confiança a fazer golos, principalmente. A decisão do Nuno é fenomenal. O Dani fez um trabalho excepcional no golo, na ameaça e na finalização, mas o passe do Nuno, que parece simples, é simples para ele. Dá-me vontade de rir porque gostava de o ter a cem por cento. Ele é diferenciado, mas está ciente de que a paragem foi longa e precisa de tempo para ser o melhor Nuno. Muito feliz por ter os dois em campo, porque são jogadores sempre necessários no relvado”.
Luis Suárez já fez esquecer Gyökeres?
“Já disse que penso só nos que tenho. Tem feito uma grande época e fez dois golos, mas perdeu mais bolas do que é normal. Nem tudo é perfeito, mas fez um bom jogo. Tem sido importante na equipa, mas ele é espelho do colectivo”.
Plano de jogo para esta partida
“A variabilidade é a nossa imagem: não deixar os adversários confortáveis nas marcações. Sabíamos que o GD Estoril Praia ia pressionar alto, é uma equipa que joga bem e, ofensivamente, tem uma identidade parecida com a nossa. Nós fizemos uma boa primeira parte, mas tivemos dificuldades à esquerda nas marcações. Sentimos que era importante ligar mais longe e, depois, entrar de frente para o jogo com a linha que visse de trás. Com o decorrer do jogo fomos percebendo que, quando o Luis baixava, a linha defensiva do GD Estoril Praia parava e não acompanhava os rasgos das segundas linhas. Umas vezes conseguimos antecipar essas coisas, outras entendemos isso durante o jogo”.
Antes do apito inicial, as equipas de atletismo (masculina e feminina) do Sporting CP subiram ao relvado com os dois títulos conquistados nos Campeonatos Nacionais em pista curta e foram brindados com muitos aplausos nesta noite de casa praticamente cheia.

O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL ESTEVE PRESENTE NA OITAVA EDIÇÃO DO BUSINESS OF FOOTBALL SUMMIT, EVENTO ORGANIZADO PELO FINANCIAL TIMES E UM DOS MAIS PRESTIGIADOS FÓRUNS INTERNACIONAIS DEDICADOS À INDÚSTRIA DO FUTEBOL.
Texto: Filipa Santos Lopes
Fotografia: Financial Times
Pelo terceiro ano consecutivo, o Clube de Alvalade foi convidado a partilhar a sua visão estratégica para o sector no Business of Football Summit, sendo o único emblema português presente num universo de convidados que reúne algumas das mais influentes organizações do futebol mundial, como a Premier League, LaLiga, Serie A e UEFA, e clubes como Chelsea FC, Juventus FC e Paris Saint-Germain.
Representados por André Bernardo, chief strategy and operations officer do Sporting CP, os verdes e brancos integraram o painel “Stadiums as an asset class – Is investing in football’s building boom a safer way in?”, que reuniu dirigentes e especialistas internacionais para debater, durante aproximadamente 35 minutos, o impacto económico e estratégico dos novos estádios no futebol europeu.
Na abertura do debate, o dirigente verde e branco foi questionado sobre o plano estratégico apresentado pelo Sporting CP em Setembro de 2024 e sobre a forma como o Clube pretende posicionar-se num contexto em que os estádios assumem um papel cada vez mais central enquanto plataformas de entretenimento e geração de receitas.
“Definimos um objectivo estratégico claro e fomos públicos em relação a ele: queremos tornar-nos uma referência enquanto hub global de entretenimento. Projectamos duplicar as nossas receitas nos próximos dez anos. Acreditamos que existia muito valor por explorar e que pode ser desbloqueado através da transformação do estádio num verdadeiro centro de entretenimento”, começou por explicar, detalhando ainda as
características específicas que colocam o Sporting CP numa posição particularmente favorável para concretizar essa ambição.
“Temos uma localização privilegiada, a cinco minutos do aeroporto e a 15 minutos de metro do centro da cidade. O nosso estádio foi concebido com um centro comercial integrado. Foi vendido no passado, readquirimo-lo e faz parte do nosso plano para os próximos dez anos. Queremos que o estádio funcione como uma plataforma e um ecossistema que sirva os dias de jogo, os dias sem jogo e múltiplas linhas adicionais de receita”, precisou.
Num momento em que os clubes enfrentam a desaceleração das
receitas provenientes dos direitos televisivos e uma crescente pressão regulamentar para diversificar fontes de rendimento além da venda de jogadores, o debate centrou-se também na aposta no investimento em infraestruturas capazes de responder às necessidades actuais da indústria.
Por toda a Europa, muitos são os clubes que têm, assim, apostado na construção de novos estádios ou na requalificação profunda dos existentes, com o objectivo de gerar receitas não apenas em dia de jogo, mas todos os dias da semana. Da mesma forma, estes espaços permitem reforçar a ligação aos adeptos através de espaços multifuncionais capazes de acolher concertos, eventos desportivos e demais experiências.
“Podemos seguir dois caminhos: investir ou não investir. E existe um custo associado a não investir. Após
a construção do estádio, estivemos praticamente 16 anos sem realizar investimentos estruturais, e isso teve consequências muito negativas, dentro e fora de campo. O caso de investimento é, para nós, mais sólido do que o caso de não investimento”, frisou André Bernardo, que salientou, ainda assim, que projectos desta envergadura devem assentar em pressupostos sólidos e adaptados à realidade específica de cada clube e de cada mercado.
“Qualquer plano de negócios é tão bom quanto a credibilidade dos seus pressupostos. Não existe uma solução única para todos. É necessário avaliar quanto faz sentido investir em função da realidade específica de cada clube. No nosso caso, identificámos um potencial significativo por explorar”, frisou. O painel abordou também o crescente interesse de investidores

neste tipo de projectos, vistos cada vez mais como uma nova classe de activos no universo do desporto e do imobiliário, bem como os diferentes modelos de financiamento, refinanciamento e gestão de dívida associados a estas mais modernas infraestruturas.
“Trabalhámos o nosso plano com entidades independentes especializadas em estudos de viabilidade, realizámos análises de mercado aprofundadas e contámos com o apoio de consultoras internacionais e agências de rating. Houve um processo rigoroso de validação. Além disso, quando estávamos a angariar financiamento, parte das obras já estava em curso. Fechámos o fosso do Estádio em tempo recorde e os investidores puderam ver que estávamos a concretizar aquilo que prometíamos, o que reforçou a credibilidade do projecto. Contámos com 11 investidores, provenientes de vários sectores. Isso demonstra claramente o apetite existente para este tipo de activo”, apontou o dirigente.
Em análise esteve ainda a necessidade de garantir que a modernização dos estádios contribui para melhorar a experiência dos adeptos, sem transferir, contudo, encargos excessivos para aqueles que, com a sua paixão, são a verdadeira alavanca de qualquer emblema.
“Temos uma abordagem integradora. Não vemos estes factores como opostos. Pelo contrário, reforçam-se mutuamente. Em muitos casos, os adeptos são duplamente beneficiados. Projectamos multiplicar por dez o número de visitantes do museu e do estádio. Estamos a responder a uma procura que não estava a ser satisfeita. Isso gera receitas adicionais que serão reinvestidas no Clube, melhorando directamente a experiência dos adeptos”, frisou.

“Ao readquirirmos e integrarmos o centro comercial na proposta de valor do estádio, estimamos multiplicar por cinco as receitas nos próximos dez anos. Trata-se, novamente, de captar uma franja de interesse que não estava a ser servida”.
A transformação, como apontou André Bernardo, passa igualmente pela componente digital e por novas formas de relação com os Sócios.
“Introduzimos um mercado secundário de bilhetes e um sistema de recompensas com cashback. São investimentos que permitem aos Sócios revender o lugar de época quando não podem assistir ao jogo e beneficiar de programas de fidelização que antes não existiam”, e esta oferta, tal como redesenho do Estádio José Alvalade, visa reforçar identidade e experiência.
“Estamos a redesenhar o estádio para aumentar a identidade e reforçar a marca. Melhorámos acessos, torniquetes, implementámos cartões digitais com tecnologia
NFC, renovámos cadeiras, iluminação, zonas de hospitalidade. São melhorias concretas que elevam a experiência”.
Por isso, destaca André Bernardo,
a lógica de preço funciona com “preços segmentados”, onde “não se trata necessariamente de pagar mais, mas de oferecer mais e melhor”.
CRESCIMENTO ESTRUTURAL E SUCESSO DESPORTIVO CAMINHAM LADO A LADO
Já na fase final do painel, e perante uma questão sobre o impacto destes investimentos no rendimento desportivo, o dirigente Leonino estabeleceu a ligação directa entre crescimento estrutural e performance dentro de campo.
“Somos bicampeões e conquistámos três campeonatos nos últimos cinco anos. Se duplicarmos receitas nos próximos dez anos, estamos perante uma mudança estrutural. Num contexto em que algumas linhas de receita, como os direitos televisivos, tendem a estabilizar, esta transformação torna-se essencial, sobretudo num mercado como o português”, especificou.
“Ao reforçarmos a nossa estrutura operacional, tornamo-nos mais eficazes na gestão de plantel. Podemos investir mais em salários, scouting e desenvolvimento, reter jogadores por mais tempo e negociar com maior poder. Isso gera um círculo virtuoso: melhores condições fora de campo conduzem a melhores resultados dentro de campo, e esses resultados reforçam novamente a sustentabilidade do Clube”, concluiu. Além do representante da SAD Leonina, participaram no painel o presidente dos espanhóis do RCD Mallorca, Andy Kohlberg, e ainda Manuel Gutiérrez, vice-presidente de European Sports Finance da Morningstar DBRS, uma agência internacional de notação financeira, e Sam O’Gorman, Associate Partner da McKinsey, uma consultora global de estratégia e gestão.
A presença do Sporting CP neste encontro internacional volta, assim, a reforçar o posicionamento do Clube como uma referência europeia na reflexão estratégica sobre o futuro do futebol, contribuindo activamente para o debate em torno da inovação, sustentabilidade e desenvolvimento da indústria.
COM VÁRIOS DESTAQUES E RECORDES.
A Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD publicou, no passado sábado, o Relatório e Contas consolidado referente ao primeiro semestre de 2025/2026, tendo como principal destaque o resultado líquido de 32 milhões de euros, mais do dobro em relação ao mesmo período de 2024/2025.
Foi o quinto exercício consecutivo com resultados positivos, estando também em evidência o apuramento directo, através dos oito primeiros na fase de liga, para os oitavos-de-final da UEFA Champions League, o que já garantiu receitas totais de 67 milhões de euros – dos quais 41,4 milhões são reconhecidos neste semestre.
Registaram-se rendimentos de 110,2 milhões de euros com transferências de jogadores, incluindo a maior venda de sempre do emblema de Alvalade (Viktor Gyökeres para o Arsenal FC por 65,8 milhões de euros, já deduzida a comissão de venda), e o
maior investimento da história no plantel Leonino (98,9 milhões de euros).
Sem contar com transacções de jogadores, a Sporting SAD registou rendimentos operacionais no valor de 95,8 milhões de euros, impulsionados por máximos históricos na venda de Gamebox (9,6 milhões de euros, sendo considerados 4,2 milhões para este exercício), merchandising (11 milhões) e hospitalidade (5,4 milhões de euros).
Foi constituída a Sporting Entertainment e assegurada a captação de investimento no montante global de 225 milhões de euros, um passo que a Sporting SAD considera “estruturante para a execução do Plano Estratégico Future is Coming 24–34, permitindo acelerar a concretização das suas iniciativas e reforçar a capacidade operacional e económica do Clube”.



À SEMELHANÇA DO QUE TEM ACONTECIDO NAS ÚLTIMAS TEMPORADAS, A ACADEMIA CRISTIANO RONALDO, CASA DO FUTEBOL DE FORMAÇÃO DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, VOLTOU A SER RECONHECIDA COM O CERTIFICADO DE ENTIDADE FORMADORA CINCO ESTRELAS ATRIBUÍDO PELA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL (FPF).
Texto: Filipa Santos Lopes Fotografia: Sporting CP
À semelhança do que tem acontecido nas últimas temporadas, a Academia Cristiano Ronaldo, casa do futebol de formação do Sporting Clube de Portugal, voltou a ser reconhecida com o certificado de entidade formadora cinco estrelas atribuído pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
A entrega das placas de certificação, referente à temporada 2024/2025, contempla o futebol masculino e feminino de formação e confirma o es-
tatuto de excelência das estruturas formativas verdes e brancas, que há muito desenvolvem um trabalho contínuo na formação de jovens atletas e seres humanos.
Também o futsal masculino e feminino de formação foi novamente distinguido com a categoria máxima, depois de ter recebido o ‘selo’ de cinco estrelas em ambas as vertentes pela primeira vez na temporada 2023/2024. Uma distinção que reforça a identidade do Sporting CP como Clube ecléctico e de formação por excelência. Na cerimónia, que decorreu numa unidade hoteleira em Lisboa e contou
com a presença de Pedro Proença, o Sporting CP fez-se representar por Frederico Gonçalves, coordenador do futebol feminino de formação, Paulo Gomes e Tomaz Morais, co-directores gerais da Academia Cristiano Ronaldo, e Diogo Domingos, secretário técnico do futsal.
Além do reconhecimento colectivo, o jovem guarda-redes Alexandre Tverdohlebov, que esta temporada soma já minutos nas equipas sub-19 e sub-23 do Sporting CP, foi homenageado pela sua participação na recente conquista do Campeonato do Mundo de sub-17.


Rui Buzaco, espe ‑ cialista em Medicina Geral e Familiar na Clínica CUF Estádio José Alvalade – Lisboa
Envelhecer não é sinónimo de parar. Pelo contrário: manter-se activo é, hoje, uma das formas mais eficazes de ganhar qualidade de vida, autonomia e bem-estar, ao longo dos anos. Quando falamos em envelhecimento ativo, falamos sobretudo em preservar os chamados anos de vida saudável, ou seja, anos vividos com independência, menos limitações e maior capacidade para fazer aquilo que nos dá prazer. O exercício físico tem aqui um papel central, inclusive para as pessoas com doenças crónicas, como hipertensão arterial, diabetes ou doença osteoarticular. Nestes casos, o exercício regular ajuda a controlar a doença, reduz sintomas e melhora a capacidade funcional. Um grande estudo europeu recente, denominado SPRINTT Project – que acompanhou pessoas com mais de 70 anos, já com algum grau de fragilidade e doenças crónicas –, mostrou que um programa regular de exercício físico e acompanhamento nutricional, adaptado a cada pessoa e mantido ao longo do tempo, conseguiu reverter o declínio funcional, de forma muito significativa.
É importante desfazer a ideia, muitas vezes irrealista, de que envelhecer bem exige um estilo de vida “perfeito”. O exercício deve, idealmente, ser completo, incluindo actividade aeróbia, treino de força e exercícios de equilíbrio, fundamentais para a independência e para a prevenção de quedas. Mas não tem de ser igual para todos: pode passar por caminhar, dançar, fazer exercícios simples em autonomia, entre tantas outras alternativas. O mais importante é que seja ajustado a cada pessoa, às suas limitações e objectivos, definidos com o médico assistente e, sempre que possível, acompanhado por uma equipa de saúde multidisciplinar, que ajude a tornar este percurso mais seguro, eficaz e sustentável ao longo do tempo.
No final de contas, o exercício é também prazer, convívio e integração – porque envelhecer em movimento é investir em mais autonomia, mais participação e mais vida nos anos que temos pela frente.


Texto: Nuno Miguel Simas
Fotografia: Isabel Silva
A equipa B do Sporting CP perdeu, no passado sábado, em casa, frente ao Leixões SC, por 0-1, na 24.ª jornada da Liga Portugal 2, num jogo aquém do habitual dos comandados de João Gião, que apesar das tentativas na segunda parte, esbarraram na organização defensiva da formação de Matosinhos, que conseguiu marcar o único golo do jogo, no primeiro tempo.
Foi um jogo com uma parte de domínio de cada uma as equipas – mais forte o Leixões SC no primeiro tempo, ascendente da formação verde e branca nos segundos 45 minutos, embora tivesse faltado maior discernimento no último passe e na finalização ao conjunto Sportinguista. No final das contas, impôs-se a equipa de Matosinhos, que aproveitou melhor o tempo de jogo em que teve o vento a favor – um factor com o
qual a equipa B Leonina não se deu bem a jogar contra, nos 45 minutos iniciais.
À passagem do quarto-de-hora do jogo, o árbitro foi rever um lance na área Leonina e assinalou grande penalidade contra a equipa B Leonina, ao castigar mão de Salvador Blopa. Chamado a marcar, Bica atirou colocado e inaugurou o marcador para a equipa do Leixões SC.
Aos 27’, Rafael Barbosa rematou com algum perigo, ao lado da baliza da equipa B Leonina. À meia-hora, depois de uma boa ligação de ataque, Bica teve um remate muito perigoso, de pé esquerdo, já na grande área Leonina, que passou perto da baliza e aos 31’, Rafael Barbosa conseguiu isolar-se e rematar para o fundo da baliza de Diego Callai, mas o golo foi anulado, por fora de jogo do médio da formação visitante.
A jogar contra o vento, a equipa B do Sporting CP estava com dificuldades para sair do ‘colete de forças’
a meio-campo em que a formação do Leixões SC procurava condicionar as transições da formação Leonina, que estava mais retraída, sem conseguir chegar junto à área defensiva da equipa do Leixões SC.
Aos 43’, numa falta a meio-campo, Amadu Baldé foi expulso, por segundo cartão amarelo, numa falta sobre Mauro Couto. Nos oito minutos de compensação da primeira parte, a equipa B do Sporting CP instalou-se no meio-campo adversário, mas sem efeitos práticos.
No segundo tempo, a jogar a favor do vento, a equipa B Leonina criou perigo logo aos 55’, com Paulo Cardoso a trabalhar bem na esquerda e a cruzar para Rafael Nel [entrado na segunda parte] quase a chegar a tempo de desviar ao segundo poste.
Com total domínio territorial, a equipa B do Sporting CP teve aos 79’, um remate de Manuel Mendonça à
Aos 84’, na área, Rafael Nel não ficou longe de desviar com sucesso para a baliza da formação do Leixões SC e num forcing final, a equipa B Leonina carregou perto da área do Leixões SC, mas sem sucesso.
28.02.2026
Liga Portugal 2 – 24.ª Jornada Estádio Aurélio Pereira
SPORTING CP LEIXÕES SC
0 1
1-1 ao intervalo
Bica (18’ P)
Sporting CP: Diego Callai [GR], Tanlongo (Zaïd Bafdili, 58’), David Moreira [C], Rodrigo Dias (Eduardo Felicíssimo, 74’), Bruno Ramos, Flávio Gonçalves, Salvador Blopa (Lucas Anjos, 74’), Mauro Couto, Gabriel Silva (Rafael Nel, 46’), Paulo Cardoso, Samuel Justo (Manuel Mendonça, 74’). Treinador: João Gião. Disciplina: cartão amarelo para Flávio Gonçalves (51’).
JOÃO GIÃO: “NA
No final da partida, o técnico Leonino, João Gião, fez a análise aos meios de comunicação do Clube.
“A equipa devia ter feito muito mais. O Leixões SC é um justo vencedor. Foram melhores do que nós. Entraram muito melhor do que nós, mais ambição, mais intensidade do que nós. Na primeira meia-hora de jogo não parecíamos nós, pouco intensos nos duelos, pouco agressivos, pouca ‘fome’ para querer ganhar este jogo. Já tive oportunidade de lhes dizer e tenho de me incluir, como é lógico, sou o máximo líder. Na segunda parte tentámos ir atrás, como era a nossa obrigação. Creio que não foi uma questão de energia, ou de entrega, mas de definição no último terço, que também não a tivemos. Não criámos o número de oportunidades suficientes para virar o jogo. Estou aqui há um ano e nunca tive obrigação de os chamar a atenção em termos de atitude, de valores e hoje, pela primeira vez, após esta primeira parte obriga-me a fazê-lo”. João Gião reconheceu que o cansaço poderá também ter estado na origem de uma exibição, em alguns momentos, menos conseguida: “Alguns jogadores cansados, como é lógico, após a UEFA Youth League a meio da semana. Porém num clube grande como o Sporting CP, onde se querem estar preparados para jogar a este nível têm de se habituar a jogar de três em três dias, com a máxima intensidade e o máximo foco. Não o fizemos e isso paga-se caro”, finalizou.
CLUBE INICIATIVAS
NUMA TARDE LÚDICA E DE PARTILHA, ASHLEY BARRON, ANNA WELLMANN, BRITTANY RAPHINO, MACKENZIE CHERRY E SAMARA LINO JOGARAM E TROCARAM HISTÓRIAS COM AS CRIANÇAS DO PROJECTO YOUNG BIRDS, QUE USA O DESPORTO – O FUTEBOL, EM ESPECIAL – PARA INTEGRAR E CAPACITAR JOVENS DE CONTEXTOS DESFAVORECIDOS E COM NECESSIDADES ESPECIAIS E, SOBRETUDO, MIGRANTES E REFUGIADOS.
Texto: Xavier Costa
Fotografia: João Pedro Morais
Diz-se que o futebol é a coisa mais importante de entre as menos importantes, mas também pode ajudar a fazer a diferença naquilo que mais importa: a vida das pessoas, em particular dos mais novos. Com esse intuito nasceu o projecto Young Birds da Cruz Vermelha Portuguesa, que na quarta-feira da semana passada contou com a ajuda da equipa feminina de futebol do Sporting CP para proporcionar uma tarde diferente e especial às suas crianças. As cinco futebolistas visitaram a EB 2,3 Pintor Almada Negreiros, na Alta de Lisboa, para conhecer e interagir com um grupo de 30 crianças oriundas de países tão diferentes, como Índia, Afeganistão, Angola, Brasil, Paquistão, mas também de Portugal, entre outros. Trocaram-se histórias, vivências e, claro, fotografias e autógrafos, porque Leoas e Young Birds partilham, acima de tudo, a paixão pelo futebol, desporto que o projecto usa para ajudar a integrar e capacitar os seus jovens.
PLATAFORMA COMUM
“O futebol tem uma linguagem universal, aproxima e é inspirador. É um instrumento muito importante e tem uma grande responsabilidade”, destacou Paulo Mota, fundador e líder do Young Birds. Por isso, a oportunidade de juntar as jogadoras Leoninas às suas crianças num jogo – com duas bolas gigantes que não podiam cair ao chão – era imperdível e foi um sucesso completo, tal foi o entusiasmo que tomou conta do pavilhão escolar.
“Em redor de uma bola torna-se tudo mais fácil e tudo fica mais fácil, também, quando toda a gente coopera. Há duas palavras que têm de ser essenciais nos dias de hoje: empatia e compaixão. À volta daquela bola não houve barreiras, era simplesmente um grupo de pessoas a jogar e a cooperação resume aquilo que
temos de fazer”, explicou sobre o momento mais lúdico da tarde.
“Honestamente, acho que saio com os braços bastante cansados (risos). Não estava preparada para tanta acção com bola! Foi muito divertido”, disse, por sua vez, Mackenzie Cherry, defesa do Sporting CP, rendida ao momento vivido na Alta de Lisboa e promovido pela Fundação Sporting em conjunto com a Cruz Vermelha. “Foi uma tarde realmente bem passada. Pudemos falar e conhecer muitos miúdos, trocámos as nossas histórias e, por isso, foi refrescante perceber o quanto gostamos de desporto e quanto é que isso nos tem dado. Eles tiveram vidas difíceis e isso muda a nossa perspectiva em relação ao que nós conseguimos e fizemos”, considerou a central de 26 anos. Foi “muito positivo”, corroborou, a seguir, a sua colega Samara Lino: “É muito importante que haja projectos assim, em que as crianças possam ver o desporto como uma maneira de conseguirem encontrar soluções para as suas vidas”.
“Ao contactarmos de perto com estas realidades faz-nos pensar que o futebol é muito pequeno comparativamente à vida, mas poder usá-lo para ajudar as pessoas é o mais importante”, frisou a centrocampista de 27 anos, concluindo: “São uma inspiração para nós e acho que nós também o somos para eles”. E entre a alegria dos muitos jovens presentes, Zareen Daraqshah e Amir Qasemi foram os porta-vozes disso mesmo, num português irrepreensível. “Gostei muito de falar com elas e, por isso, queria dizer-lhes obrigado por terem estado connosco”, disse a jovem indiana de 16 anos, secundada pelo pequeno Amir, de 12. “Sou do Sporting CP e, por isso, gostei muito de as ter aqui”, atirou o jovem vindo do Afeganistão há quatro anos. “Eu fiz-lhes perguntas de futebol. Quero continuar a jogar e ser o melhor jogador do mundo”, acrescentou. Ambos coincidem, ainda, na importância que o projecto Young Birds tem tido na sua nova vida por cá. “Estou em Portugal há sete anos e, desde aí, a minha vida mudou. Gosto mui-

to deste projecto, porque ensinou-me muitas coisas”, valorizou Zareen. “O início foi muito difícil, não conhecíamos a língua, era difícil até ir ao supermercado, mas agora é tudo mais fácil. Fiz muitos amigos aqui”, contou, por seu turno, o mais novo.
O projecto começou em 2020 “com um pequeno grupo de jovens do Afeganistão”, explicou o fundador Paulo Mota, e a evolução tem sido crescente a todos os níveis. “Eu era educador e achei que o futebol era uma boa ferramenta a trabalhar com eles. Fizemos uma equipa com seis jovens, entrámos numa prova, a Community Champions League e no primeiro ano ganharam uma liga de prata e foi-nos atri-
buído o prémio Futebol para Todos da FPF”, lembrou.
Agora, o projecto já está em quatro escolas em Lisboa, soma seis equipas desportivas – também já com voleibol – e conta com cerca de 140 participantes. “É feito para eles e construído por eles”, acrescentou o responsável, agradecendo também a ligação que tem sido reforçada junto do Sporting CP. “A parte social do Clube tem sido extremamente importante”, justificou. Já no ano passado o emblema de Alvalade e a Fundação Sporting promoveram um encontro com este projecto.
Para encerrar a tarde da melhor maneira, as atletas Leoninas distribuíram brindes pelas crianças como recordação do momento partilhado, mas os Young Birds também surpreenderam a Fundação Sporting ao oferecerem uma pintura da sua autoria como forma de agradecimento.

SUB-23 DO SPORTING CP DEIXAM ESCAPAR OS TRÊS PONTOS FRENTE AO LEIXÕES SC (1-2).

Texto: Nuno Miguel Simas Fotografia: João Pedro Morais
A equipa sub-23 do Sporting Clube de Portugal perdeu, na última terça-feira, frente ao Leixões SC, por 1-2, na oitava jornada da fase de apuramento de campeão da Liga
03.03.2026
Liga Revelação – Ap. Campeão 8.ª Jornada | Estádio Aurélio Pereira
SPORTING CP LEIXÕES SC
1 2
1-1 ao intervalo
Lucas Taibo (90+1’) Arthur Baggio(32’), Miguel Rajani (90+7’)
Sporting CP: Alexandre Tverdholebov, Daniel Costa (Duarte Tomás, 46’), Miguel Alves [C], Lucas Taibo, Rafael Mota (Atanásio Cunha, 46’), Guilherme Santos (Rafael Camacho, 79’), Ivanildo Mendes (Martim Peixoto, 75’), Kauã Oliveira, Manuel Kissanga, Sandro Ferreira (Délcio Aurélio, 46’), Rayhan Momade. Treinador: Filipe Neto. Disciplina: cartão amarelo para Lucas Taibo (34’) e Atanásio Cunha (54’).
Revelação, a primeira da segunda volta.
Um resultado muito penalizador para os jovens Leões, que sofreram o golo decisivo na última jogada do jogo, nos sete minutos de compensação, na sequência de um contra-ataque e quando o Sporting CP tentava ainda a vitória.
Miguel Rajani numa recarga fez o golo do 1-2, que foi um rude golpe para os esforços Leoninos, ainda que com pouca eficácia – os Leões desperdiçaram várias oportunidades, entre as quais uma grande penalidade nos segundos 45 minutos.
Aos dois minutos, Daniel Costa cruzou na direita para cabeceamento de Ivanildo Mendes, um pouco ao lado da baliza do Leixões SC. A primeira parte não teve grandes oportunidades e aos 32’, um passe transviado na zona defensiva do Sporting CP foi interceptado por Arthur Baggio, que rematou colocado de pé esquerdo na área e inaugurou o marcador.
Aos 43’, uma excelente saída de bola de Miguel Alves descompensou a defesa do Leixões SC, ao fazer
uma grande abertura para Rayhan Momade. O ala cruzou para o segundo poste para Daniel Costa, que apareceu bem, com o remate a sair por cima, um momento claro de golo, que tinha sido antecedido por uma tentativa de Ivanildo Mendes na área, com o médio a não acertar em cheio na bola.
Na segunda parte, aos 50’, uma bola que desviou nas costas de Kauã Oliveira, quase traía Alexandre Tverdohlebov e entrava na baliza Leonina. Aos 53’, Ivanildo Mendes puxou para o pé esquerdo e rematou à figura do guarda-redes do Leixões SC, que voltou a mostrar serviço aos 64’, com boa defesa em remate de Manuel Kissanga, na área. No minuto a seguir, Manuel Kissanga foi derrubado na área, em lance sancionado com grande penalidade. Guilherme Santos atirou forte, com o guarda-redes da equipa de Matosinhos a adivinhar a direcção do remate e a defender.
Aos 74, Miguel Rajani ganhou espaço na meia esquerdo e rematou forte, ao lado, na melhor oportunidade até então da equipa visitante nos
segundos 45 minutos. O Sporting CP procurou exercer cada vez mais pressão, com Rafael Camacho, na área, com o pé esquerdo, a rematar de primeira, mas por cima, após bom lance de Duarte Tomás.
Já em tempo de compensações, Duarte Tomás, que entrou no início da segunda parte e mexeu muito com o jogo pela irreverência dos dribles e pela velocidade, serviu Lucas Taibo, que subiu à área adversária para dar mais presença Leonina perto da baliza adversária e o central empatou.
Percebeu-se que o Sporting CP ainda queria tirar mais do jogo, contudo o balanceamento ofensivo deixou espaço para um contra-ataque concluído, à segunda por Miguel Rajani, para o 1-2 do Leixões SC, na última jogada do jogo e já sem tempo para o Sporting CP ir atrás de nova reacção.
Um resultado bastante injusto para o Sporting CP, que teve maior iniciativa atacante, mais remates e posse de bola, mas pagou factura da não correspondente eficácia para as oportunidades criadas.
A equipa sub-15 de futebol do Sporting Clube de Portugal visitou e venceu, no sábado, o GD Estoril Praia por 0-2 na quinta jornada da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional. Os Leões construíram o justo triunfo no segundo tempo, tendo sido superiores do início ao fim.
O marcador foi inaugurado aos 52’ pelo capitão Laurindo Mendonça, seguindo-se o 0-2, aos 67’, da autoria de Igor Ribeiro.
O emblema de Alvalade vai, agora, receber o FC Paços de Ferreira (sábado, 7 de Março, 17h00, Estádio Aurélio Pereira).
28.02.2026
Campeonato Nacional Sub 15 Ap. Campeão – 5.ª Jornada Campo n.º 2 Centro de Treino e Formação Desportiva, Estoril GD ESTORIL PRAIA SPORTING CP
0 2
0-0 ao intervalo Laurindo Mendonça (52’), Igor Ribeiro (67’)
Sporting CP: Tiago Gimo [GR], João Rodrigues (Dinis Oliveira, 55’), Bernardo Lavos, Nicolás Aparício, Martim Sousa (Daniel Lopes, 63’), Luís Gonçalves (Tiago Pereira, 63’), Igor Ribeiro, Jacobo Aparício (Vasco Ferreira, 55’), Laurindo Mendonça [C] (David Terna, 55’), David Makinde e Aladje Mussa (Borine Nanque, 63’). Treinador: João Lourenço. Disciplina: cartão amarelo para Aladje Mussa (4’), David Terna (63’) e Bernardo Lavos (77’).
PRIMEIRA DERROTA VERDE E BRANCA NA FASE DE APURAMENTO DE CAMPEÃO DEU-SE DE FORMA DRAMÁTICA: COM UM GOLO SOFRIDO DE LIVRE DIRECTO NOS DESCONTOS.
Texto: Xavier Costa
Na ilha de São Miguel, nos Açores, a equipa sub-19 de futebol do Sporting CP perdeu com o CD Santa Clara por 2-1, no passado domingo, em partida da quinta jornada da fase final do Campeonato Nacional do escalão.
Com esta primeira derrota, os jovens Leões (dez pontos) caíram para o segundo lugar da tabela, ultrapassados pelo FC Porto (11).
Frente a um emblema açoriano que ainda não tinha vencido nesta fase final, tudo começou da pior forma para os juniores do Sporting CP.
À passagem do minuto sete, um roubo de bola na zona defensiva dos Leões permitiu uma jogada de insistência que deu em golo de Danilson Sá, oportuno na recarga na pequena área. Três jogos depois, a formação verde e branca voltou a sofrer um golo.
Só perto do intervalo é que os jovens Leões - mais controladores - conseguiram aproximar-se da baliza insular, o que bastou para ser recompensados com o empate ainda no primeiro tempo. Depois de Frederico Gomes ter protagonizado uma investida pela esquerda à qual
faltou apenas um desvio à boca da baliza, o mesmo camisola 11 aproveitou a sobra num canto e só com o guarda-redes pela frente atirou certeiro para o fundo das redes. No segundo tempo voltou a toada de equilíbrio, mas só o Sporting CP ameaçou verdadeiramente ‘saltar’ para a frente do resultado nos Açores, especialmente na parte final. No reatamento, Sérgio Siza não conseguiu direccionar da melhor forma um pontapé de ‘ressaca’ na área e já mais tarde, na recta final do jogo, viu uma ‘mancha’ de José Roxo evitar males maiores perante
GOLOS SOFRIDOS EM MOMENTOS DECISIVOS, QUANDO OS LEÕES ESTAVAM POR CIMA, DITARAM O DESFECHO FINAL.
Texto: Luís Santos Castelo
Fotografia: Isabel Silva
A equipa sub-17 de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu, no domingo, por 3-0 na deslocação ao reduto do SL Benfica para a quinta jornada da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional. O primeiro remate do dérbi pertenceu às águias, com Bernardo Nunes a testar Afonso Redondo, que respondeu de forma segura. Pouco depois, ainda nos minutos iniciais, Martim Ribeiro teve o golo nos pés, mas falhou na bola e deixou escapar a oportunidade.
Do outro lado, Benjamim Semedo ameaçou de cabeça, falhando o alvo por pouco, e o Sporting CP chegou mesmo a colocar a bola no fundo das redes aos 15’, mas o lance foi interrompido por fora de jogo. Não demorou muito até Afonso Marques, em posição frontal, rematar por cima.
Aos 19’, o emblema de Alvalade conseguiu a melhor ocasião até então, tendo David Almeida dado para Afonso Marques e este atirado para boa defesa de Filippo Gaidão. Martim Ribeiro ainda ficou perto de chegar à recarga.
Por cima do jogo, o Sporting CP voltou a ficar perto de inaugurar o marcador no momento em que David Almeida rematou e a bola passou muito perto do poste. Na reacção, Benjamin Semedo voltou a cabecear, agora para defesa simples de Afonso Redondo.
Logo a seguir a rematar para fora, Martim Almeida saiu lesionado aos 35’, dando lugar a Francisco Simões. O final da primeira parte foi, contudo, fatal para os visitantes, uma vez que o SL Benfica conquistou um pontapé de penálti contra a corrente do jogo. Chamado a converter, Tomás Almeida não falhou e levou os encarnados a vencer de forma injusta por 1-0 ao intervalo.
A entrada na segunda metade foi mais um duro golpe nas aspirações Leoninas: aos 47’, e já depois de Afonso Redondo defender facilmente um tiro de Tomás Almeida, Benjamim
o seu cruzamento-remate rasteiro. Até ao fim, os comandados de José João continuaram a rondar a área açoriana e ainda tiveram nos pés de Brandão Batista um promissor remate frontal, porém também saiu ligeiramente ao lado. Parecia que a igualdade estava para ficar, até que um livre mesmo em cima da meia-lua da área Leonina mudou inesperadamente o rumo dos acontecimentos.
Fruto dessa falta, Sandro Gamboa viu o segundo amarelo e respectivo vermelho e, pior ainda, João Oliveira surpreendeu William Lodmell na cobrança e atirou colocado para fazer o 2-1 já em período de descontos. Na sequência dos festejos, o CD Santa Clara também ficou reduzido a dez unidades e o Sporting CP, num canto, ainda avistou o empate à última hora, porém o central Jakub Stasiak falhou por muito pouco o desvio de cabeça. Estava confirmado o cruel balde de água fria.
Semedo apareceu em boa posição e fez o 2-0 para o SL Benfica.
O Sporting CP correu atrás de ainda mais prejuízo e começou à procura de reduzir através de Francisco Simões, autor de um remate desviado para canto. Seguiram-se as entradas de Paulo Rodrigues, Diego Farinha e Vítor Conceição (saíram Salvador Fortuna, David Almeida e José Garrafa), mas foi o SL Benfica a voltar a marcar a meia-hora dos 90’, agora por Bernardo Nunes.
O 3-0 sentenciou o encontro e pouco mais se jogou, acabando as opor-

Campeonato Nacional Sub‑19 Ap. Campeão – 5.ª Jornada Campo de Futebol do Bom Jesus, Ribeira Grande – Ilha de São Miguel CD SANTA CLARA SPORTING CP
1-1 ao intervalo
Danilson Sá (7’), João Oliveira (90+4’)
Frederico Gomes (45+1’)
Sporting CP: William Lodmell [GR], André Machado, Jakub Stasiak, Diego Coxi, João Rijo (Duarte Rosa, 76’), Leonardo Tavares (Simão Soares, 63’), Sandro Gamboa, Leonardo Varela (Estefânio Domingos, 63’), Sérgio Siza (Brandão Batista, 88’), Frederico Gomes, Miguel Almeida [C] (José Mendes, 63’. Treinador: José João. Disciplina: cartão amarelo para Miguel Almeida (41’), Sandro Gamboa (52’ e 90+2’), João Rijo (72’), Duarte Rosa (85’) e Jakub Stasiak (90+8’). Vermelho a Sandro Gamboa (90+3’).
Na próxima jornada, os juniores do Sporting CP recebem o Rio Ave, em Alcochete.
tunidades de golo de parte a parte. Paulo Rodrigues e Francisco Simões ainda tentaram marcar, sem sucesso, e houve tempo para a troca de Afonso Marques por Leonardo Paulin. Nada mais se alterou e o Sporting CP saiu do Seixal com a derrota. Na próxima jornada, os Leões recebem o Rio Ave FC (domingo, 8 de Março, 11h00, Estádio Aurélio Pereira).
01.03.2026
Campeonato Nacional Sub 17 Ap. Campeão – 5.ª Jornada Benfica Campus, Seixal SL BENFICA SPORTING CP
3 0
1-0 ao intervalo
Tomás Almeida (45’ P), Benjamim Semedo (47’), Bernardo Nunes (61’)
Sporting CP: Afonso Redondo [GR], Salvador Fortuna (Paulo Rodrigues, 58’), Mário Almeida, Alexandre Rosado, Francisco Cabeçana, Rodrigo Nogueira, David Almeida (Diego Farinha, 58’), Martim Almeida [C] (Francisco Simões, 35’), Martim Ribeiro, Afonso Marques (Leonardo Paulin, 72’) e José Garrafa (Vítor Conceição, 58’). Treinador: Pedro Pontes. Disciplina: cartão amarelo para Salvador Fortuna (37’) e José Garrafa (56’), cartão vermelho para Martim Almeida (56’). 01.03. 2026
Convoca-se a Assembleia Geral de LEÕES DE PORTUGAL – ASSOCIAÇÃO DE SOLIDARIEDADE SPORTINGUISTA, IPSS, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 22.º n.º 2 alínea b) e n.º 5 dos Estatutos, para reunir, em sessão ordinária, no próximo dia 26 de março, às 17:30 horas, na sede social, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ponto 1 - Apreciação e votação do relatório e contas do exercício de 2025 e do competente parecer do Conselho Fiscal.
Se, à hora marcada, não houver o quórum legalmente previsto, a Assembleia funcionará, em segunda convocação, meia hora depois, com qualquer número de associados presentes.
Os documentos para apreciação e votação estarão disponíveis aos associados, para consulta, na sede social e nas horas normais de expediente, a partir do dia 18 de março.
Lisboa, 5 de março de 2026
O PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA-GERAL
Carlos Alberto Ribeiro Pinto de Abreu

No passado sábado, dia 28 de Fevereiro, bateu-me a saudade. Nos novos tempos, que são os da tecnologia, tudo está à distância de um click. Tudo nos chega de todo o Mundo. Parece tudo tão fácil. E, de facto, é. Incontornavelmente fácil.
Ao fazer a minha pesquisa matinal pelas redes sociais, vejo no site oficial do nosso Clube a efeméride de que nesse dia, no ano de 1943, passaram no tempo 83 anos, nasceu em São Manços, Évora, aquele que foi o melhor jogador do mundo de todos os tempos de hóquei em patins. Sim, falo de António Livramento.
Falo da saudade daquele que me fez as delícias de criança, e que tratava por “tu” a bola, que parecia sorrir sempre que chegava aquele stick de onde saiam verdadeiras obras de arte.
Era pura magia cada movimento, cada drible, cada momento que invariavelmente dava em golo ou em assistência para um dos seus colegas de equipa.
Era eu ainda muito jovem quando aquele “cinco”, que era uma verdadeira dream team, formada por António Ramalhete, Júlio Rendeiro, João Sobrinho, Chana e António Livramento destruía literalmente quem lhe aparecia pela frente, mas já crescido o suficiente para acompanhar aquele trajecto de 1977 que nos deu a primeira das quatro Champions League, então ainda designada de Taça dos Campeões Europeus.
António Livramento, apesar de ter representado os rivais, será alguém que marcou um tempo dourado do hóquei em patins do nosso Sporting Clube de Portugal, numa História que jamais se apagará.
Partiu muito cedo, em 1999, ainda com 56 anos de idade, aquele que depois de jogador fantástico, quis o destino que o fosse igual enquanto treinador. Um fazedor de campeões, num percurso também ele iniciado de Leão ao peito. Que na década de 80 conseguiu, com um grupo de “meninos” como, entre outros, Gelásio, Paulo Almeida, Paulo Alves, Vítor Fortunato e Pedro Alves, ser campeão nacional e transformar aqueles jovens de então, numa equipa arrebatadora.
Uma lenda que perdurará na minha (nossa) memória de Leão e que, quis o destino, o viesse a conhecer pessoal-
mente mais tarde, quando com ele me cruzava na Nave de Alvalade – as secções de basquetebol e de hóquei em patins eram próximas, e da boca desse “monstro” ouvi estórias deliciosas desses momentos que então vivi efusivamente nas bancadas. Quanto privilégio o meu. António Livramento ficou indelevelmente na nossa grandiosa História. Num Clube com tantas referências, ele é uma das que são indelevelmente eternas e que tanto orgulho o símbolo do Leão tem no seu incomparável trajecto. As Lendas nunca morrem. A saudade que me bateu foi apenas física. Porque, no coração, António Livramento estará para sempre presente.
Obrigado por tudo, grande Campeão. A magia era o seu nome do meio.
P.S – Depois das vitórias ante o GD Estoril Praia para o Campeonato, e na primeira-mão da meia-final da Taça de Portugal frente ao FC Porto, que nos leva em vantagem tangencial para o Dragão, segue-se o SC Braga de novo para o Campeonato já no sábado, e o Bodo Glimt, na quarta-feira, para a Champions League. Estamos em todas as competições para ganhar. Somos o Sporting Clube de Portugal. Lutar por todas as conquistas é o nosso desígnio.
Texto: Nuno Miguel Simas Fotografia: João Pedro Morais
Christian Moga vai continuar a jogar de Leão ao peito. O andebolista prolongou a ligação aos Bicampeões Nacionais e expressou a alegria pela opção de continuar no emblema Leonino.
“Sinto-me bem por continuar no Sporting CP, a crescer e a evoluir”, explicando os motivos para ter vontade de continuar de Leão ao peito: “Gostei do projecto é muito e vejo-me a evoluir mais dentro deste projecto e é isso que me faz ficar no Sporting CP”, disse aos meios de comunicação do Clube.
Moga referiu que se sente com vontade de continuar a ajudar o Sporting CP a conquistar títulos: “Claro que sim, essa é a vontade de qualquer atleta, de ganhar sempre, com os títulos que temos, é continuar a ganhar e ganhar sempre”.
O jogador Leonino não escondeu o desejo de continuar a ver o Sporting CP a brilhar nos grandes palcos europeus. “Está a ser maravilhoso e espectacular jogar a EHF Champions League. É uma Liga a nível mundial que temos nos clubes. A ambição de estar lá é forte, de sentir aquela sensação de estar na final-four”, disse sobre o desejo de chegar ainda mais longe na principal prova de clubes de andebol a nível europeu.
Sobre o contributo dado pelo sporting CP para a evolução individual que está a apresentar, o jogador Leonino sentenciou: “Passo a passo, sinto-me a evoluir cada vez mais desde que cheguei. O nosso treinador, o Ricardo Costa, é um bom treinador, que me está a ajudar muito, assim como toda a equipa que me ajuda a evoluir cada vez mais”.
Moga entende que o sentido de grupo no Sporting CP é um dos segredos para o sucesso da equipa: “O nosso balneário é uma família e isso ajuda muito, existe comunhão na equipa. Dentro do campo temos a facilidade de nos encontramos ‘de olhos fechados’. Podemo-nos encontrar porque somos mais unidos”.
O jogador falou também da cumplicidade entre a equipa de andebol do Sporting CP e os adeptos
Sportinguistas. “Sentimos muito o apoio dos adeptos, tem sido cada vez maior e é muito bom estar na nossa casa com o apoio deles. Isso dá-nos mais vontade de querer vencer os jogos que jogamos cá”, salientou o jogador.
Moga deixou ainda uma mensagem aos Sportinguistas: “Continuem a apoiar-nos, que nós vamos fazer o nosso dever: ganhar os jogos em campo, com o vosso apoio”.
Carlos Carneiro, coordenador de andebol do Sporting CP, deu mostras de muita satisfação pela continuidade de Christian Moga no Clube. “O Moga é um jogador muito específico, é um atleta difícil de encontrar, acresce que é muito profissional, querido por toda a gente, muito trabalhador.
Está a entrar no auge da sua carreira, portanto não fazia sentido não haver uma tentativa de prolongar o contrato e felizmente conseguimos. Estamos muito contentes com a permanência do Moga, é uma peça fundamental”, referiu.
Carlos Carneiro apontou Moga como um dos jogadores que “faz parte do núcleo duro da equipa. Consideramos que ainda está numa fase ascendente, é um jogador com muita energia, pouco propenso a lesões, sempre 100 por cento focado, um jogador de equipa, com muitos aspectos que nós valorizamos, além da qualidade e da especificidade das suas características, que nós apreciamos muito e que sabemos que hoje-em-dia é algo difícil de encontrar”.
Para finalizar, o coordenador do andebol Leonino salientou a imediata boa adaptação de Moga, desde o primeiro dia no Sporting CP. “Sentimos desde o início que o Moga se enquadrou muito bem, foi muito bem-recebido e ele próprio também se deu muito bem com todos. Sabemos que vivemos um momento muito bom de resultados e isso potencia muitas vezes o estado de espírito e valorizamos muito o aspecto social, a personalidade do aleta e o Moga enquadra-se no que nós gostamos: é trabalhador, profissional, respeita o Clube, dá tudo pelo Clube e é boa pessoa, o que é fundamental. Estamos rodeados de boas pessoas, de pessoas inteligentes e de qualidade técnica”.


A MARCHA INVENCÍVEL DOS LEÕES DE RICARDO COSTA NÃO PÁRA. O TRIUNFO CONTROLADOR SOBRE O VITÓRIA SC ALARGOU O PLENO
DE INVENCIBILIDADE PARA AS 20 VITÓRIAS EM 20 JOGOS NO CAMPEONATO.
Texto: Xavier Costa
Fotografia: José Lorvão
Mês de Março iniciado, também, com o melhor pé e sob o mesmo ritmo dos triunfos. No Pavilhão João Rocha, a equipa de andebol do Sporting CP recebeu e superou o Vitória SC com um expressivo 4027, no último domingo, em jogo referente à 21.ª jornada da primeira fase do Campeonato Nacional. Com o pleno de vitórias a chegar às 20 (e 60 pontos), os Leões de Ricardo Costa continuam invencíveis e inabaláveis na liderança isolada quando têm apenas dois jogos em falta nesta fase.
Perante um emblema vimaranense em plena luta por um lugar na zona média da tabela, o Sporting CP – sem Natán Suárez nas opções – acelerou rapidamente o seu jogo e antes dos primeiros cinco minutos já vencia por 7-2. O capitão Salvador Salvador comandou as operações, quer a marcar, quer a assistir. A eficácia verde e branca caiu a seguir - com mérito, também, do guardião Miguel Loureiro – e o Vitória SC aproveitou para encurtar até 9-7, mas a entrada de Martim Costa ajudou os Leões a afinar de novo a pontaria. Assim, um livre de sete metros de Orri Þorkelsson e uma transição concluída por Edy Silva voltaram a dar um ‘esticão’ no resultado (148) à entrada para os últimos dez minutos da primeira parte. Essa margem continuou a aumentar rumo ao intervalo e até chegou aos oito de diferença (18-10), mas uma ponta final mais perdulária dos Bicampeões Nacionais abriu a ‘porta’ para que o conjunto de Guimarães assinasse o último golo para fixar o 19-12 no fim dos primeiros 30 minutos.
Para o segundo tempo, Ricardo Costa apostou em Carlos Álvarez e Diogo Branquinho nas pontas e em Mohamed Ali na baliza e a toada do jogo fez-se inicialmente de ‘golo cá, golo lá’ e até foi o Vitória SC a sair melhor deste período. Com muita mobilidade no ataque e máximo acerto, a distância reduziu-se para quatro golos de forma

consistente (21-17, 23-19 e, mais tarde, 28-24).
Embora a vitória verde e branca nunca tenha estado em causa, só mais perto do fim é que começou a ganhar contornos bem mais esclarecedores. De novo, Salvador assumiu a ‘batuta’ na definição de transições rápidas, fruto de erros acumulados pelos desgastados vimaranenses, e num abrir e fechar de olhos o Sporting CP ‘disparou’ para um expressivo 36-25 a cinco minutos do fim.
Até à última buzina, o duelo teve sentido único e, por isso, a diferença não parou de aumentar até ao 4027 final. Þorkelsson, com oito golos, foi o melhor marcador do encontro.
Nota: O desfecho do jogo frente ao KS Iskra Kielce a contar para a EHF Champions League, disputado ontem à noite, só foi conhecido após a hora de fecho desta edição do Jornal Sporting

“OBJECTIVO CUMPRIDO”
Após mais um triunfo, o técnico-adjunto dos Leões fez o rescaldo do embate com o Vitória SC (40-27) em declarações à Sporting TV “Penso que hoje falhámos muito na finalização e os guarda-redes do adversário também apanharam muitas bolas”, considerou inicialmente, realçando, no entanto, o sentimento de dever cumprido sem sobressaltos. “O objectivo principal era ganhar o jogo e penso que o conseguimos de forma distinta, toda a gente participou e temos de pensar, também, na fase em que vamos ter. No final de contas, objectivo cumprido”, sublinhou Ricardo Candeias.
01.03.2026
Campeonato Nacional Fase Regular – 21.ª Jornada Pavilhão João Rocha
SPORTING CP VITÓRIA SC
40 27
19-12 ao intervalo
Sporting CP: Edy Silva (4), Emil Berlin (1), Carlos Álvarez, Kiko Costa (4), Jan Gurri (3), Pedro Martínez (1), Salvador Salvador [C] (6), Orri Þorkelsson (8), Mamadou Gassama (2), Andre Kristensen [GR], Diogo Branquinho (3), Filipe Monteiro, Christian Moga, Martim Costa (6), Mohamed Ali [GR], Victor Romero (2). Treinador: Ricardo Costa. Disciplina: exclusão de dois minutos para Christian Moga
MODALIDADES FUTSAL
EM CASA DO CRC QUINTA DOS LOMBOS, ASSIM QUE OS LEÕES AFINARAM A PONTARIA ARRANCARAM CEDO E COM TUDO PARA A GOLEADA. AMANHÃ, JOGA-SE NO PAVILHÃO JOÃO ROCHA A PASSAGEM ÀS MEIAS-FINAIS DA UEFA FUTSAL CHAMPIONS LEAGUE.
Texto: Xavier Costa Fotografia: FPF
Em Carcavelos, a equipa de futsal do Sporting CP derrotou o CRC Quinta dos Lombos por 1-9, no passado sábado à noite, em encontro da 17.ª jornada da fase regular da Liga. Na primeira parte, os Leões de Nuno Dias souberam forçar e aproveitar os erros adversários para construir uma vitória inequívoca, avolumada sem apelo nem agravo na segunda parte. A cinco rondas do fim, o Sporting CP continua no segundo lugar (43 pontos), a seis pontos de distância do líder SL Benfica. Perante um conjunto de Carcavelos vindo de quatro derrotas seguidas mas a lutar por um lugar nos play-offs, o Sporting CP – sem Bernardo Paçó, Bruno Maior, Pauleta e Zicky Té nas opções – entrou por cima, mas não conseguiu marcar logo no arranque. Rocha, depois de contornar o guardião, teve tudo para o fazer, mas não acertou na baliza
28.02.2026
Liga – Fase Regular – 17.ª Jornada Pavilhão Desportivo dos Lombos
CRC QUINTA DOS LOMBOS SPORTING CP
1 9
0-4 ao intervalo
Iury Bahia (pp 22’)
Diogo Santos (14’)
Rocha (15’, 31’)
Tomás Paçó (16’)
Bruno Pinto (pp 16’)
Wesley (34’)
Felipe Valério (38’)
Henrique Rafagnin (40’)
Ivan Chishkala (40’)
Sporting CP: Gonçalo Portugal [GR], Henrique Rafagnin [GR], Rafael Ruela, Tiago Rodrigues, Tomás Paçó, Diogo Santos, Wesley, João Matos [C], Allan Guilherme, Felipe Valério, Ivan Chishkala, Bruno Pinto, Alex Merlim, Rocha. Treinador: Nuno Dias. Disciplina: cartão amarelo para Rocha (8’), Merlim (12’) e Tomás Paçó (13’).
e, depois, Allan Guilherme desviou para o ferro um remate fortíssimo de Henrique Rafagnin.
Mais soberana ainda foi a chance que teve Bruno Pinto, de penálti (por braço na bola de Gonçalo Sobral), mas o guardião Pedro Nunes adivinhou o lado e manteve o marcador inalterado. Antes disso, o CRC Quinta dos Lombos deixou também uma ameaça, com Tomás
Silva a atirar ao poste num ataque rápido.
Já a partir dos 14 minutos tudo mudou por completo. Tanto que no espaço de apenas quatro minutos o Sporting CP passou do nulo para 0-4, aproveitando sobretudo uma série de erros adversários. Aquele que tudo espoletou foi um roubo de bola de Diogo Santos ao guarda-redes Tiago Pinto para inaugurar o marcador a bel-prazer, quando os Leões até estavam ‘tapados’ por faltas.
Logo a seguir, o mesmo Tiago Pinto foi expulso por entrada fora de tempo sobre Rocha, deixando a sua equipa em inferioridade numérica, algo que os comandados de Nuno Dias também capitalizaram. Solto a partir da direita, Rocha atirou cruzado para o 0-2, vantagem dilatada logo a seguir por Tomás Paçó, fruto de um violentíssimo pontapé cruzado bem ao seu estilo.
Este período arrasador a verde e branco só terminou quando o CRC Quinta dos Lombos fez a sua sexta falta e Bruno Pinto, chamado à conversão, atirou certeiro entre as pernas do guardião para assinar o 0-4 e o seu 20.º golo na Liga, cuja lista de melhores marcadores lidera de forma isolada. Antes do intervalo, o ala ainda teve mais um livre à disposição, porém errou o alvo. Os papéis inverteram-se logo no arranque da segunda parte, mas de forma insuficiente para mudar o rumo da partida. Iury Bahia aproveitou um penálti para bater Gonçalo Portugal e reduzir a diferença no marcador para 1-4 e, logo

a seguir, ainda obrigou Henrique Rafagnin a mostrar reflexos entre os postes.
Ainda assim, o Sporting CP continuou com tudo sob controlo e até teve boas ocasiões para aumentar de novo a vantagem, mas nem Felipe Valério, nem Ivan Chishkala tiveram sucesso na finalização. Eficácia que só Rocha (‘bis’) teve, aos 31 minutos, numa recarga para fazer o 1-5 que acabou com qualquer esperança dos visitados.
O CRC Quinta dos Lombos ainda foi em busca de um último esforço apostando no guarda-redes avançado, contudo deu-se o efeito oposto e os Leões, através de Wesley, aproveitaram a baliza deserta para chegar ao 1-6. Nos minutos finais, Nuno Dias pro-
“AVOLUMAR DO RESULTADO TORNOU‑SE NATURAL”
Após a goleada, o treinador do Sporting CP fez o rescaldo da vitória em declarações ao Canal 11, responsável pela transmissão do encontro.
“Penso que o jogo, nos primeiros sete ou oito minutos, foi algo equilibrado enquanto não marcámos, apesar de termos tido ascendente e algumas oportunidades. Depois de passarmos para a frente [do marcador] o jogo tornou-se mais simples e a equipa soltou-se mais. O avolumar do resultado tornou-se natural. Penso que os primeiros minutos da segunda parte também não foram bons e foi quando sofremos um golo”, resumiu.
moveu a estreia absoluta de mais um jovem da formação, neste caso Rafael Ruela, de 18 anos, e o Sporting CP sentenciou o resultado com três golos de ‘rajada’. Felipe Valério flectiu da esquerda para dentro para marcar, Rafagnin subiu ao ataque para fazer o mesmo, tal como Ivan Chishkala, que ‘encheu’ o pé direito para fechar as contas à ‘bomba’ em Carcavelos.
Retomado o caminho dos triunfos na Liga, os Leões voltam ao palco europeu para o dérbi de todas as decisões. Amanhã, sexta-feira (20h00), o Pavilhão João Rocha acolhe o embate com o SL Benfica da segunda mão dos ‘quartos’ da UEFA Futsal Champions League, onde o Sporting CP tem de inverter a desvantagem (4-3) trazida da Luz.
“O resultado não deixa dúvidas, principalmente quanto à seriedade com que os jogadores encararam o jogo. O objectivo neste momento passa por sermos a melhor [equipa] da segunda volta e se o conseguirmos é sinal de que melhoramos e que estaremos mais preparados”, atentou ainda o técnico verde e branco, reforçando que o foco principal esteve sempre neste jogo e não no importante duelo europeu de sexta-feira com o SL Benfica. “Apesar da estratégia para o jogo ter de ver em alguns momentos com o que queremos preparar para sexta-feira, quando chegámos aqui não estou a pensar em gerir o que quer que seja. Quero é fazer um bom jogo, que os jogadores aproveitem a oportunidade para marcar, ganhar, jogar bem e prepararem-se da melhor maneira para o que vem a seguir”, sublinhou Nuno Dias.
SPORTING CP SOFRE DESAIRE POR 7-6 EM CASA DO OC BARCELOS, NOS SEGUNDOS FINAIS, DEPOIS DE RECUPERAR DE QUATRO E CINCO GOLOS DE DESVANTAGEM.
Texto: Nuno Miguel Simas
A equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal perdeu, no passado domingo, em casa do Óquei Clube de Barcelos, por 7-6, em partida a contar para a jornada 18 do Campeonato.
Um desaire num jogo cheio de incidências, frente a um adversário de grande valia, tal como o Sporting CP, num jogo até à última, em que a formação Leonina deu uma grande demonstração de carácter e de alma, ao recuperar de desvantagens de 4-0, 5-1 [ao intervalo] e depois de 6-3, até empatar o jogo a seis golos e, depois, a sofrer o golo que acabaria por ser o decisivo, a seis segundos para o final, no embate entre os Campeões do Mundo – Sporting CP – e os Campeões da Europa – o OC Barcelos.
Foi um jogo electrizante, a fazer justiça ao estatuto conquistado por duas equipas de enorme valia. O início de
jogo do OC Barcelos foi avassalador. Em oito minutos, a formação da casa marcou quatro golos, tendo tirado também proveito de uma suspensão de dois minutos por cartão azul a Alessandro Verona.
Taxa elevada de aproveitamento e um resultado nos minutos iniciais que confirmava a dificuldade da tarefa Leonina na casa da equipa minhota.
Pouco a pouco, o Sporting CP começou a assentar o seu jogo, a exibir as virtudes que fazem da formação Leonina um conjunto que além da qualidade, nunca desiste.
Rafael Bessa, em desvio na área após jogada de Danilo Rampulla reduziu para 4-1, mas a equipa da casa ainda marcaria um quinto golo nos primeiros 25 minutos, por Franco Ferruccio, que bisou na etapa inicial – os outros golos da equipa de Barcelos no primeiro tempo foram marcados por Vieirinha, Carlos Ramos e Iván Morales.
No segundo tempo, o Sporting CP deu uma grande demonstração de qualidade colectiva e do valor individual dos seus jogadores. Facundo Navarro num grande remate, muito colocado, reduziu para 5-2 e Alessandro Verona em novo remate colocado fez o 5-3, mas a 10.ª falta do Sporting CP ‘levou’ Kyllian Gil para a marca de livre directo, com o hoquista a fazer o 6-3, na recarga a uma primeira tentativa perante Xano Edo. Faltavam quatro minutos para o final do jogo. Depois, o Sporting CP deu uma lição de acreditar, de esforço e alma de grupo. No espaço de cerca de três minutos, o Sporting CP marcou três golos, também a jogar em power-play, devido a um cartão azul a um hoquista da formação da casa. Alessandro Verona, Rafael Bessa e Danilo Rampulla – este num remate estupendo, com muito pouco ângulo – empataram o jogo para o Sporting CP a seis golos e com a equipa da casa à beira da décima falta. Faltava
BASQUETEBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA
Texto: Luís Santos Castelo
A equipa feminina de basquetebol do Sporting Clube de Portugal perdeu, no último domingo, no recinto do BC Barcelos por 76-63 na 20.ª jornada da fase regular da Liga. Entraram melhor as minhotas, que chegaram ao 12-3. As Leoas recuperaram para 14-10, mas o BC Barcelos voltou a acelerar e fechou o primeiro quarto na frente por 24-13.
Os dez minutos que se seguiram foram fatais e o Sporting CP não conseguiu equilibrar a partida, chegando ao intervalo a perder por 43-22. Era precisa uma tremenda reacção depois do descanso e foi o que aconteceu. Dayna Rouse e Nany Carvalho estavam de mão quente dos três pontos e o Sporting CP conseguiu reduzir rapidamente até aos 47-37. Um novo triplo de Dayna Rouse deixou a diferença em apenas um dígito (51-42).
Emma Huff, também de três, apontou os últimos pontos do terceiro quarto e o Sporting CP conseguiu relançar a partida, perdendo por 53-45 com dez minutos pela frente. No entanto, o BC Barcelos conseguiu corrigir o que tinha acabado de fazer mal e equilibrou o desafio, mesmo perante uma Emma Huff inspirada e a acertar vários triplos. As visitadas geriram bem a vantagem e conseguiram deixar o Sporting CP a uma distância confortável.
01.03.2026
Campeonato Nacional
Fase Regular – 18.ª Jornada Pavilhão Municipal de Barcelos
OC BARCELOS SPORTING CP 7 6
5-1 ao intervalo
Vieirinha (4’), Carlos Ramos (5’), Franco Ferruccio (8’, 22’), Iván Morales (7’, 50’), Kyllian Gil (46’)
Rafael Bessa (17’, 47’), Facundo Navarro (27’), Alessandro Verona (45’, 49’), Danilo Rampulla (48’)
Sporting CP: Xano Edo [GR], Henrique Magalhães, Gonzalo Romero, Danilo Rampulla, Facundo Navarro, Diogo Barata, Facundo Bridge, Alessandro Verona, Rafael Bessa, Zé Diogo Macedo [GR]. Treinador: Edo Bosch. Disciplina: cartão amarelo para Danilo Rampulla (34’). Cartão azul para Alessandro Verona (6’) e Diogo Barata (21’).
cerca de um minuto e meio para o fim.
O Sporting CP tentou de tudo e acreditou que poderia ganhar o jogo, mas num ressalto, com cerca de seis segundos para o final, a bola sobrou para Ivan Morales, que fez o 7-6 definitivo.
Um castigo injusto para o Sporting CP, mas que não apaga a certeza da fibra, qualidade e das legítimas aspirações da equipa Leonina em todas as competições em que está envolvida – Campeonato, claro está, incluído.
“ESTOU
No final, o técnico da formação Leonina, Edo Bosch, fez a análise do jogo aos meios de comunicação do Clube. “Foi mais uma prova de grade carácter dos meus jogadores. Só uma equipa muito grande seria capaz de ir ‘buscar’ o jogo e fazer o que fez na segunda parte, depois de estar a perder por 5-1, com os primeiros minutos de jogo difíceis e um resultado de 4-0. Tinha de ser no colectivo, não no individual e pouco a pouco fomos recuperando no marcador, com uma grande alma, com uma grande fibra, entrega e vontade da nossa equipa. Saímos tristes com o resultado, mas com muito orgulho do que fizemos aqui em Barcelos na segunda parte. Os Sportinguistas podem confiar em nós. Ainda há muito para jogar, as decisões das competições ainda vão chegar e demos aqui uma enorme demonstração de personalidade e de equipa, num rinque difícil, frente a uma grande equipa, campeã da Europa. Como treinador tenho de ver que não é só qualidade, mas a alma conjunta que mostrámos. Estou muito orgulhoso dos meus jogadores”.
Até ao final, destaque para alguns bons momentos de Luana Serranho, mas a reacção não chegou para evitar o desaire por 76-63.
Com 18 pontos, Emma Huff foi a Sportinguista em maior destaque. Nany Carvalho (15 pontos) e Dayna Rouse (10) também estiveram em evidência no ataque. As Leoas vão, agora, receber o SC Coimbrões às 15h00 deste sábado, 7 de Março, no Pavilhão Domingos Fernandes, em Lisboa.
01.03.2026
Liga – Fase Regular – 20.ª Jornada Pavilhão Escola Secundária de Barcelos
BC BARCELOS SPORTING CP 76
24-13, 19-9, 10-23 e 23-18
MODALIDADES VOLEIBOL
REVIRAVOLTA EM CASA DO SC ESPINHO MANTÉM LEÕES ‘EMBALADOS’ ATÉ À ÚLTIMA JORNADA, ONDE MAIS UM PASSO – UM PONTO APENAS – ASSEGURA A CONQUISTA DO PRIMEIRO LUGAR RUMO AOS PLAY-OFFS. DESDE 2017/2018 QUE O SPORTING CP NÃO O CONSEGUE.
Texto: Xavier Costa
Soma e segue com o primeiro objectivo na Liga cada vez mais perto. A equipa masculina de voleibol do Sporting CP visitou e bateu o SC Espinho por 1-3, no sábado, em encontro relativo à 21.ª e penúltima jornada da primeira fase da Liga. Chegados aos 60 pontos e às 20 vitórias (consecutivas) na prova, os Leões de João Coelho estão muito perto de garantir a ida aos play-offs como primeiros classificados, ou seja, com a vantagem do factor casa do seu lado.
Na Nave Desportiva de Espinho, deu-se um passo decisivo para aproximar esse objectivo, contudo, o início não foi o melhor. Em busca de ‘vingar’ a recente eliminação na Taça de Portugal sofrida às mãos do Sporting
CP, a equipa da casa entrou a mandar (7-2). Os Leões ainda ripostaram, encurtando a diferença para 11-10, mas não conseguiram ir mais além.
O SC Espinho soube manter-se no comando com segurança e, assim, chegou aos 25-16 e deu o primeiro golpe na partida (1-0 em sets).
A necessária reacção verde e branca, no entanto, não tardou a fazer-se sentir. O segundo set começou mais discutido ponto-a-ponto e rapidamente o Sporting CP assumiu o controlo, ‘disparando’ com eficiência de 9-11 para 10-15, embora tenha sido obrigado a aplicar-se até ao fim.
Com o conjunto nortenho a forçar duas margens mínimas, a qualidade a servir de Lourenço Martins ajudou a manter as distâncias (18-21), bem como um ponto superiormente tra-
balhado e concluído por Jan Galabov (20-23) – seria um dos grandes destaques individuais. Ainda assim, só num incerto 23-25 ficou garantida a igualdade, graças a um bloco bem conseguido em conjunto por Kelton Tavares e Edson Valencia. Com o jogo de volta à ‘estaca zero’, os comandados de João Coelho confirmaram que o ímpeto mudou de mãos de vez ao arrancarem o terceiro set de forma autoritária (6-11 e 8-14).
Depois, a potência de Valencia fez a diferença para desequilibrar tudo a favor dos Leões, que depois de chegarem ao 15-22 e 17-24 contaram com um serviço falhado pelo adversário (18-25) para consumar a reviravolta na partida. Feito isso, não mais os Campeões Nacionais cederam na liderança e
o 10-17 alcançado no quarto set foi ilustrativo da superioridade verde e branca. Simplificado o caminho para a vitória em Espinho, esta foi selada em beleza: com um ás, Kelton Tavares assinou o 21-25 final. Mais um triunfo Leonino e o primeiro objectivo nesta Liga está cada vez mais perto.
Para garantir esse primeiro lugar, na última jornada em falta, o Sporting CP receberá a AA Espinho, no Pavilhão
João Rocha, a depender apenas de si. Neste momento, os Leões têm vantagem em termos de vitórias (20-19) e pontos (60-57) sobre o SL Benfica, que, no entanto, ainda pode igualar ambos os registos na última jornada e sobrepor-se no terceiro critério de desempate, o rácio entre sets ganhos e perdidos no total. Aos Leões basta,
A equipa principal feminina de voleibol do Sporting Clube de Portugal perdeu, no passado domingo, em casa do Leixões SC, por 3-1, em partida a contar para a 21.ª jornada da fase regular da Liga. Um desaire tangencial na perda de dois parciais, com as Leoas a cederem em quatro sets, quando chegou a haver a perspectiva de o encontro ser resolvido em cinco sets, ou seja, na chamada ‘negra’.
O jogo foi equilibrado, com excepção do terceiro set, em que o Sporting CP apresentou dificuldades agravadas na recepção – talvez a maior lacuna da equipa Leonina orientada por Rui
Pedro Silva, aliada à agressividade bem-sucedida do Leixões SC no serviço – a formação de Matosinhos conseguiu fazer 14 pontos de serviços directos.
O Sporting CP entrou melhor e ganhou o primeiro set por 23-25, com bons ataques de diversas zonas do campo e um serviço muito funcional para causar problemas à equipa do Leixões SC. Leslie Tagle fez a diferença definitiva no primeiro set, com um excelente serviço par o 23-25 final.
O equilíbrio do primeiro set foi recriado no segundo parcial, com tudo muito nivelado e nenhuma das equipas a conseguir vantagem superior a dois pontos.
O empate a 24 pontos já indicava
decisão do set nas vantagens e o 2524 não foi sequer jogado, uma vez que o Sporting CP foi penalizado por alegada demora numa substituição. Como a equipa Leonina já tinha um cartão amarelo, foi sancionada com um cartão vermelho que deu perda de ponto e as Leoas sentiram esse facto, para perderam o ponto seguinte e o set por 26-24.
No terceiro parcial, o Sporting CP acumulou algumas falhas na recepção, que somadas à força do bloco e de serviço do Leixões SC, motivaram a perda do set por 25-16, com o Sporting CP a ter mais uma contrariedade. Anahí Tosi teve de sair, com queixas num pé.
No quarto set, o Sporting CP não
entrou bem, mas reagiu com muita bravura, coragem e vários momentos de qualidade. Ao 6-1 inicial para a equipa da casa, responderam pouco depois as Leoas para passarem de 11-7 para 11-12, com Amanda Cavalcanti a servir bem e tanto Ana Clara Nunes (central), como Tainá Alessandra e Ingrid Pereira (zonas quatro) a conseguirem acrescentar no remate e no bloco e Kanna Hanazawa a render bem Ozge Kinasts na distribuição.
O equilíbrio dessa fase estendeu-se até final do set, com o Leixões SC a impor-se a 25-23, para uma vitória por 3-1 frente ao Sporting CP. Na próxima jornada, o Sporting CP recebe o SC Braga.
por isso, pontuar na derradeira jornada para assegurar o primeiro lugar.
28.02.2026
Liga – Fase Regular – 21.ª Jornada Nave Desportiva de Espinho
25-16, 23-25, 18-25 e 21-25
Sporting CP: Tiago Pereira [L] (1), Jan Galabov
Tavares
Sergey
Edson
Gonçalo Sousa
Pedro Abecasis, Tiago Barth, Jonas Aguenier (8), Jan Pokeršnik, Armando Velásquez, Nicolás Perren [L], Mads Kyed Jensen, Lourenço Martins (8). Treinador: João Coelho.
01.03.2026
Liga – Fase Regular – 21.ª Jornada Nave Ilídio Ramos, Senhora da Hora LEIXÕES SC SPORTING CP 3 1
23-25, 26-24, 25-16 e 25-23
Sporting CP: Maria Carlos Marques [L], Jéssica Miranda (12), Sofia Pereira, Inês Teixeira, Amanda Cavalcanti (10), Leslie Tagle (12), Anahí Tosi (11), Ozge Kinasts (1), Tainá Alessandra (8), Jady Gerotto, Ingrid Pereira (3), Daniela Loureiro [L] [C], Kanna Hanazawa (1), Ana Clara Nunes (9). Treinador: Rui Pedro Silva.
