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2020 O MELHOR DE
FUNDADO EM 31 MARÇO 1922 • N.º 3800 • QUINTA-FEIRA, 31 DE DEZEMBRO 2020 • SPORTING.PT • QUINZENAL • ANO 98 • 1€ (IVA INCLUÍDO) • DIRECTOR: ANDRÉ BERNARDO
O MAIS ANTIGO JORNAL DE CLUBE DO MUNDO
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UM CONTO DE NATAL André Bernardo
A famosa obra literária “Um Conto de Natal” de Charles Dickens conta a história de Ebenezer Scrooge, personagem que é visitado por três espíritos que o fazem viajar pelo Passado, Presente e Futuro. Imbuído ainda do espírito natalício, e assumidamente não fugindo ao clichê, aproveitei e arrastei a estrutura narrativa da obra-mestra de Dickens para este editorial. Passado Há 19 anos que o Sporting CP não passava o ano na primeira posição da Liga NOS. Uma certa narrativa criada em redor do espírito dos 19 natais passados parecia criar a ideia de que um destino fatídico estava traçado ao Sporting CP no futebol, escrito nalgum oráculo que não permitia um futuro alternativo ao Clube. Para as maldições e os oráculos “não existirem” importa ter a consciência de que para ter resultados diferentes é preciso fazer as coisas de maneira diferente, com uma visão futura muito clara, com tenacidade, com tempo e colocando sempre o Sporting CP à frente de qualquer agenda pessoal. No basquetebol, e tal como na época passada, também passaremos o réveillon em primeiro lugar 24 anos depois de termos recuperado a modalidade em 2019. 2020 foi um ano marcado pela COVID-19 e por todos os seus efeitos nefastos, mas penso que temos de nos focar no que está ao nosso alcance de controlar e que foi positivo. Por isso mesmo, nesta edição do Jornal damos destaque ao melhor de 2020. Para mim, o melhor de 2020 é a constatação de que nos últimos dois anos, apesar da pandemia, temos vindo a consolidar um modelo assente em quatro pilares – Pessoas, Estrutura, Sistemas de Suporte e Interacção com o Sócio – e com quatro eixos de actuação bem definidos – Verdade Desportiva, Formação, Transformação Digital e Melhoria da Experiência no Ecossistema Sporting. Na reportagem central de hoje relembramos os mais relevantes momentos deste desafiante ano. Apesar de ser passado muito recente não posso deixar de enaltecer que antes de ontem o Sporting CP venceu a 8.ª Taça de Portugal de Futsal – a 3.ª consecutiva. Feito inédito na modalidade e que coloca o Clube com o maior número de títulos nesta competição em Portugal.
Presente O Presente é uma consequência inevitável do passado e há algumas novidades que o ano de 2020 trouxe ao universo Sportinguista e que são dados adquiridos hoje em dia: 1) o novo cartão de Sócio poderá também ser cartão de Gamebox e, assim que os torniquetes o permitirem, o cartão já terá tecnologia contactless; 2) a próxima vez que pisar a Praça Centenário terá uma majestosa estátua de Leão, esculpida à mão, a recebê-lo; 3) segunda-feira é dia de Raio-X na Sporting TV; 4) terça-feira é dia de podcast ADN de Leão; 5) quarta-feira poderá ser um dia de Inside Sporting; 6) quinta-feira é dia do (renovado) Jornal Sporting; A última novidade é que o último dia de 2020 será passado em primeiro lugar no futebol, sem medo de sermos felizes, mas com os pés bem assentes na terra para o que aí vem. Futuro O Futuro é por natureza incerto, mas também é consequência inevitável daquilo que fazemos no Presente. Vamos entrar em campo no futebol, assim como nas restantes modalidades, com a confiança de primeiro classificado e a humildade de último. Vamos encarar cada dia como cada jogo, um a um, conscientes daquilo que somos, da prudência que o contexto exige, do longo caminho que ainda há para percorrer, mas com uma visão e foco bem claros, sabendo onde queremos chegar. Já o disse num anterior editorial: estamos a trabalhar para que “2021 não seja como 2021”* e para trazer várias novidades disruptivas ao Universo Leonino. Bem-vindo 2021!!! O futuro é Sporting Sempre! *referência ao editorial do dia 26 de Novembro, onde escrevi que “os Sportinguistas vão poder ver porque 2021 não será como ‘2021’ em alusão ao anúncio de 1984 da Apple cujo claim é “A 24 de Janeiro, a Apple Computer lançará o Macintosh. E tu verás porque 1984 não será como ‘1984’”
PROPRIEDADE: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL DIRECTOR: ANDRÉ BERNARDO COORDENADOR EXECUTIVO: VÍTOR FRIAS || VRFRIAS@SPORTING.PT REDACÇÃO: LUÍS SANTOS CASTELO || LSCASTELO@SPORTING.PT; MARIA GOMES DE ANDRADE || MGANDRADE@SPORTING.PT; PEDRO FERREIRA || PSFERREIRA@ SPORTING.PT; XAVIER COSTA || XRCOSTA@SPORTING.PT FOTOGRAFIA: JOSÉ LORVÃO; MÁRIO VASA; PEDRO ZENKL COLABORADORES PERMANENTES: JUVENAL CARVALHO; PEDRO ALMEIDA CABRAL; TITO ARANTES FONTES AGENDA E RESULTADOS: JOÃO TORRES || JBTORRES@SPORTING.PT EDITOR E SEDE DA REDACÇÃO: ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE, RUA PROFESSOR FERNANDO DA FONSECA, APARTADO 4120, 1501-806 LISBOA, PORTUGAL TELEFONE: +351 217 516 155 E-MAIL: MEDIA@SPORTING.PT NIF: 500 766 630 REGISTO ERC: 100313 TIRAGEM: 9500 EXEMPLARES DEPÓSITO LEGAL: 48492/91 DISTRIBUIÇÃO: VASP, QUINTA DO GRAJAL – VENDA SECA 2739-511 AGUALVA CACÉM IMPRESSÃO: WGROUP ESTRADA DE SÃO MARCOS, Nº 27, 2735-521 AGUALVA CACÉM ESTATUTO EDITORIAL: HTTPS://WWW.SPORTING.PT/PT/JORNAL/ESTATUTO-EDITORIAL ASSINATURAS: E-MAIL: ASSINATURAJORNAL@SPORTING.PT LINHA SPORTING 707 20 44 44 INTERNACIONAL +351 30 997 1906 (segunda a sexta-feira das 10h00 às 20h00)
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LENDAS DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL
Manuel Pedro Gomes nasceu em Parceiros de São João, em Torres Novas, a 16 de Outubro de 1941. Chegou ao Sporting CP com 15 anos e pintou toda a sua carreira de verde e branco. No total, foram 17 anos de Leão ao peito, jogando na equipa principal entre 1961 e 1973. O polivalente defesa lateral foi peça fulcral na épica caminhada da Taça das Taças de 1963/1964 e contribuiu também para a conquista de três Campeonatos Nacionais e três Taças de Portugal. Com 20 anos de idade, Pedro Gomes estreou-se na equipa principal dos Leões a 31 de Dezembro de 1961, uma efeméride que hoje completa 59 anos e que nos leva a recordar um Leão ímpar dentro das quatro linhas.
FUTEBOL
1941
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PEDRO
GOMES
Texto: Xavier Costa Fotografia: Centro de Documentação – Museu Sporting, José Lorvão
DA ESTREIA, HÁ PRECISAMENTE 59 ANOS, ATÉ AO FIM DE UMA CARREIRA TOTALMENTE VERDE E BRANCA. FORAM 17 ANOS DE LEÃO AO PEITO E UMA HISTÓRIA DE AMOR À CAMISOLA COMO POUCAS, ILUSTRADA AINDA COM VÁRIOS TÍTULOS, ENTRE OS QUAIS A GLÓRIA EUROPEIA EM 1963/1964. NESTA EDIÇÃO REVISITÁMOS O TRAJECTO LEONINO DE PEDRO GOMES COM O SEU TESTEMUNHO EXCLUSIVO. A vida de Pedro Gomes cruzou-se desde muito cedo com o Sporting Clube de Portugal. Aos 15 anos, impressionou num treino de captações e integrou a equipa de principiantes dos Leões. “O sonho era envergar a camisola do Sporting CP em qualquer categoria. Mas, claro, depois dos principiantes vinham os juniores e depois então os seniores. Tinha essa aspiração”, disse Pedro Gomes em declarações exclusivas ao Jornal Sporting. Ora, a 31 de Dezembro de 1961, há precisamente 59 anos, o jovem de apenas 20 anos faz a sua estreia na equipa principal, o primeiro passo de um longo e bem-sucedido trajecto de Leão ao peito. “Foi contra o CD Cova da Piedade, para a Taça de Portugal. Quando soube que ia jogar fiquei muito feliz, naturalmente, e acho que as coisas me correram bem. Fui titular e joguei o jogo todo como defesa direito, embora tivesse os pés bem assentes no chão e sabia que aquilo era provisório, até porque seria talvez para fazer descansar alguns colegas. No entanto, foi uma grande alegria, uma estreia é sempre uma estreia”, recordou Pedro Gomes. Começou como avançado na formação, mas rapidamente recuou para lateral, posição onde se iria destacar ao longo de toda a carreira. “Adaptava-me bem a um lado e ao outro e entregava-me sempre a fundo, dava tudo o que tinha”, afirmou. Pouco depois da sua estreia, Pedro Gomes começou a merecer mais oportunidades pela mão do treinador Juca e “na Taça das Taças de 1963/1964 já era titularíssimo a defesa-direito”, apontou. Uma prova de boa memória
Um Leão desde sempre
para os Leões e na qual Pedro Gomes só não participou na primeira eliminatória com a Atalanta BC, fazendo os restantes nove jogos que levaram ao maior feito europeu do futebol do emblema de Alvalade. Para Pedro Gomes, essa conquista foi o momento mais especial da sua carreira: “Ultrapassámos o Manchester United FC, que naquela altura dominava a Europa. Na segunda mão, em Alvalade, ganhámos por 5-0 e ainda podiam ter sido mais. Depois, passámos o Olympique Lyonnais, que era também uma grande equipa. Já tínhamos feito o famoso jogo frente ao APOEL FC [16-1], e na final tivemos pela frente o MTK”, disse, revivendo o percurso verde e branco. Os dois jogos e a épica reviravolta frente aos ‘red devils’ de George Best (o qual marcou directamente), Bobby Charlton e Dennis Law são uma das melhores memórias que guarda dessa epopeia. “Em Manchester, digamos que o árbitro não foi muito bom para nós e o jogo não foi assim tão desequilibrado para terem ganho 4-1. Depois, em Alvalade, nós acreditámos sempre – e ainda bem – que podíamos dar a volta, e demos [5-0]. Foi uma alegria que ninguém dessa altura se esquecerá. O estádio estava repleto. Havia público nas pistas de atletismo, muito perto do relvado. Foi uma noite de Glória Leonina, disso não temos dúvidas. É algo que eu nunca vou esquecer”, lembrou Pedro Gomes em declarações ao Jornal Sporting. Ora, pela dificuldade do trajecto até à final, Pedro Gomes sentiu que aquela era a grande oportunidade Leonina na Europa. “No primeiro jogo temos de agradecer ao Figueiredo. Marcou dois golos, um quase impossível desde a linha de fundo que fez o 3-3. Na finalíssima ganhámos, claro, com o ‘cantinho’ do Morais. Nesse lance eu estava fora da área, não era muito alto por isso não me metia ao barulho e ficava à entrada da grande área. Tive uma vista privilegiada para o golo. O mérito é todo para o Morais. Ele já nos jogos do campeonato tentava os cantos directos”, explicou. Levantado o troféu, a festa foi enorme: “Lembro-me de ficar quase nu (risos). Os adeptos do Sporting CP invadiram o campo, levaram-me a camisola e os calções, andaram connosco às cavalitas... Foi uma festa enorme. Já em Lisboa foi uma loucura. Nas imediações do aeroporto estava tudo cheio à nossa espera”, recordou Pedro Gomes com detalhe. Além da Taça das Taças, o defesa lateral dos Leões conquistou três campeonatos (1961/1962, 1965/1966 e 1969/1970) e três Taças de Portugal (1962/1963, 1970/1971 e 1972/1973). “Na final de 1971, o Zé Carlos era o capitão e saiu lesionado, ficando eu com a braçadeira. No entanto, no final do jogo, ganhámos por 4-1 ao SL Benfica, fui buscá-lo ao banco, levei-o lá acima e ele é que recebeu a taça”, contou. Jogou na equipa principal entre 1961 e 1973, mas apenas por duas vezes assinou um golo. No entanto, o dado é curioso: “Só fiz dois e curiosamente à mesma equipa, contra o Rangers FC. Lá fiz um, arranquei pelo centro do terreno e fiz um chapéu ao guarda-redes. Depois,
Pedro Gomes fez nove jogos na caminhada até à conquista da Taça das Taças. No final, entregou-a ao então lesionado Hilário
em Alvalade, marquei na sequência de um canto, um grande golo também”, descreveu. Fruto do seu protagonismo nos Leões, Pedro Gomes jogou também pela selecção nacional (nove jogos) e ajudou os ‘magriços’ a conseguir a primeira qualificação de sempre para o Mundial, em 1966. Contudo, uma lesão iria afastar o lateral da fase final da competição. “Fui um jogador muito feliz por todas as conquistas que acumulei, mas tive várias lesões: parti o nariz, um braço, os dois ossos de uma perna...”, enumerou Pedro Gomes. Assim, em 1973, encerra a carreira, toda ela de Leão ao peito: “Foram 17 anos de carreira, toda no Sporting CP, uma vida. Entrei aos 15 e saí aos 32 anos, cheguei a ser o oitavo jogador com mais jogos na história do Clube. Fui-me habituando, sentia-me em casa, nunca quis sair e foi um contrato para toda a vida”, rematou orgulhoso. Seguiu-se então uma longa carreira de treinador, em vários clubes portugueses e, curiosamente, em 1984/85, o ex-lateral Leonino regressa ao Sporting CP como adjunto de John Toschak, com quem criou uma relação especial. No entanto, a sua ligação ao Clube não acabaria por aí. Pedro Gomes foi o responsável por descobrir Oceano Cruz, que se tornaria capitão e uma figura incontornável dos Leões. “Quando treinava o CD Nacional, fui buscá-lo ao Odivelas FC e depois levei-o para o Sporting CP. Via a entrega e a dedicação ao jogo que ele tinha, um jogador com muita força, dinâmico e com técnica. A utilidade no futebol está na entrega total e isso o Oceano fazia, era um exemplo”, considerou em declarações exclusivas ao Jornal Sporting.
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TRIUNFO DIFÍCIL E SABOROSO PARA FECHAR 2020 ANO CIVIL TERMINA COM DURA VITÓRIA DO SPORTING CP NO JAMOR SOBRE A BELENENSES SAD POR 1-2. LEÕES CONTINUAM, ASSIM, LÍDERES ISOLADOS DA TABELA CLASSIFICATIVA DA LIGA NOS. Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: Mário Vasa
O objectivo principal era conquistar os três pontos num terreno complicado e fechar 2020 de forma isolada no primeiro lugar da tabela classificativa e esse foi conseguido. A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal foi, no último domingo, ao Estádio Nacional vencer a Belenenses SAD por 1-2 na 11.ª jornada da Liga NOS e, mesmo sem protagonizar uma exibição fantástica, cumpriu com o pretendido. O Leão segue líder e vai entrar em 2021 nessa condição. Gonçalo Inácio e Bruno Tabata foram as novidades no onze inicial em comparação com a recepção ao SC Farense, substituindo Zouhair Feddal, lesionado, e Nuno Santos, que passou para o banco de suplentes. O início da partida não podia ter sido melhor e o marcador foi inaugurado logo aos cinco minutos, quando Tabata levou a bola ao longo de várias dezenas de metros num contra-ataque e serviu Tiago Tomás dentro da área. O avançado formado em Alcochete rodou, trocou as voltas aos defesas e, com o pé esquerdo, rematou para o fundo das redes. Mais um belo golo do futebolista de 18 anos – o quinto em 2020/2021 pela equipa principal.
Gonçalo Inácio e o desvio enganou Antonio Adán. Logo a seguir, os visitados podiam ter consumado a reviravolta quando beneficiaram de um pontapé de penálti após uma alegada falta do guarda-redes Leonino; a decisão de Rui Costa, diga-se, foi bastante duvidosa. Contudo, na conversão, Miguel Cardoso atirou para defesa de Adán, que impediu dessa forma o 2-1 para a Belenenses SAD. Quem não marca, sofre e foi isso mesmo que aconteceu. Aos 23 minutos, Tiago Tomás sofreu um empurrão na área azul e foi assinalado mais um pontapé de penálti. João Mário foi o marcador de serviço e, ao contrário do que aconteceu na outra baliza, não falhou. 1-2 para o Sporting CP, que voltou a estar em vantagem. Foi o primeiro golo do médio internacional português desde que regressou a Alvalade. Até ao intervalo, destaque para os remates de Pedro Porro e Nuno Mendes para duas defesas de Kritciuk e ainda para a ocasião de Tiago Tomás, que tentou o golo depois de um grande erro do guarda-redes da Belenenses SAD, mas um defesa cortou para canto. Pelo meio, Adán ia segurando Os Leões não tiveram tarefa fácil no Jamor, mas conquistaram os três pontos
A primeira parte, ainda assim, jogou-se a um ritmo bastante alto e a Belenenses SAD não
demorou muito a empatar. Foi aos 14 minutos, quando Miguel Cardoso rematou contra
27 de Dezembro de 2020 | Liga NOS - 11.ª jornada | Estádio Nacional, Oeiras
BELENENSES SAD Miguel Cardoso (14’)
1-2 (1-2 ao intervalo)
SPORTING CP Tiago Tomás (5’) João Mário (24’ penálti)
Sporting CP: Antonio Adán [GR], Pedro Porro, Luís Neto, Sebastián Coates [C], Gonçalo Inácio, Nuno Mendes (Antunes, 78’), João Palhinha (Matheus Nunes, 78’), João Mário, Bruno Tabata, Pedro Gonçalves (Nuno Santos, 68’) e Tiago Tomás (Andraž Šporar, 83’). Treinador: Rúben Amorim. Suplentes não utilizados: Luís Maximiano [GR], Gonzalo Plata, Cristián Borja, Daniel Bragança e Eduardo Quaresma. Disciplina: cartão amarelo para Antonio Adán (17’), Gonçalo Inácio (63’) e Luís Neto (82’).
Tiago Tomás, de 18 anos, apontou o quinto golo da temporada
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o 1-2 ao ser o autor de duas intervenções de excelência. Final da primeira parte com o Sporting CP em vantagem. Depois de uns 45 minutos tão ricos no que a oportunidades de golo e momentos importantes diz respeito, era normal que a segunda metade não fosse igual. Ainda assim, a Belenenses SAD ameaçou com alguns remates para defesas seguras de Adán. Aos 61 minutos, Gonçalo Inácio não esteve longe do golo no seguimento de um pontapé de canto e, pouco depois, foi Pedro Porro a criar um dos mais brilhantes lances individuais da noite: finta perfeita sobre um adversário e remate forte a passar a centímetros do poste. Rúben Amorim trocou alguns jogadores e, ao longo da segunda parte, lançou Nuno
Santos, Vitorino Antunes, Matheus Nunes e Andraž Šporar para os lugares de Pedro Gonçalves, Nuno Mendes, João Palhinha e Tiago Tomás, respectivamente. A Belenenses SAD ia tentando tudo para reestabelecer o empate, mas reduziu as esperanças quando, já dentro do último quarto de hora, Tomás Ribeiro foi expulso com o segundo cartão amarelo. Até ao final, destaque para um golo anulado à Belenenses SAD por fora-de-jogo. Final da partida e 1-2 no marcador. Não foi o melhor jogo do Sporting CP em 2020/2021, mas a turma verde e branca fez o suficiente para vencer e levar os três pontos no autocarro na curta deslocação até Alvalade. O Leão segue sozinho no topo da Liga NOS.
“BELENENSES SAD ADAPTOU-SE MELHOR AO RELVADO”
A defesa do pontapé de penálti por parte de Adán
O golo de João Mário teve uma dedicatória especial
Terminado o desafio, Rúben Amorim fez a análise do que se passou dentro das quatro linhas e admitiu algumas dificuldades na adaptação ao relvado do Estádio Nacional, que estava em más condições. “O que fica são os três pontos. Foi um jogo muito complicado. Já sabíamos [que ia ser assim]. A Belenenses SAD adaptou-se melhor ao relvado, nós tivemos alguma dificuldade. Aí, o Petit [treinador da Belenenses SAD] esteve melhor do que eu, na preparação do jogo. Quisemos construir por trás quando o terreno estava pior. A Belenenses SAD adaptou-se melhor, lançava na frente e jogava a partir daí. Era o que devíamos ter feito. Preparamos o jogo de forma diferente e num relvado diferente, mas não é desculpa porque as duas equipas jogaram no mesmo relvado. Lançámos várias vezes, o Tiago Tomás apareceu bem numa ou noutra situação. Atrás, quando devíamos meter a bola mais na frente, ganhar a segunda bola e jogar a partir daí, fazíamos o contrário e saíamos a jogar. Eles [jogadores] são trabalhados desde que estamos cá para jogar assim, mas devíamos ter feito ao contrário. (...) Eles deram tudo, o que faltou foi o treinador preparar melhor o jogo para estas condições. Eles estão de parabéns porque dão tudo e agarram-se uns aos outros. Não está fácil ganhar nenhum jogo, mas esta equipa é muito difícil de bater. Na primeira parte dividimos muito jogo e na segunda também, mas não demos tanto espaço para a Belenenses SAD jogar”, disse o treinador verde e branco aos jornalistas. Rúben Amorim reforçou a ideia de que “é muito cedo” para estar a pensar em objectivos para o final da Liga NOS e agradeceu também a presença de muitos Sportinguistas à chegada ao Jamor. “Os atletas começam a ficar habituados. Já tem acontecido várias vezes. Eles agradecem muito o apoio, assim como a estrutura. Sabemos que os Sportinguistas estão connosco e os jogadores têm de sentir isso. É sempre bom chegar a um estádio e sentir que temos muita gente. São milhões de pessoas com a equipa e daí a nossa força”, referiu. O técnico comentou também a exibição de Gonçalo Inácio, assegurando que “está preparado e é uma opção válida para jogar”, e revelou que a saída de Nuno Mendes no segundo tempo se deveu a “algum cansaço”.
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FUTEBOL ANÁLISE
ANO NOVO, A MESMA UNIÃO
Rodrigo Pais de Almeida
O ano de 2020 encerrou com mais três pontos para a equipa do Sporting CP ao vencer no maltratado relvado do Jamor a Belenenses SAD por 1‑2 com Tiago Tomás em plano de destaque ao marcar o primeiro golo (após assistência de Bruno Tabata) e a sofrer a falta que concedeu a grande penalidade superiormente convertida por João Mário Eduardo. Líder da Liga NOS após 11 jornadas, 29 pontos conquistados cedendo apenas dois empates até ao momento (e ambos recheados de polémica…).
Um pecúlio digno de registo. Há 19 anos que o Sporting CP não festejava o réveillon na liderança e todos nos recordamos bem de como acabou essa Liga. Passou o primeiro terço da Liga NOS e o Sporting CP utilizou até ao momento 22 jogadores de 10 nacionalidades diferentes. Consolidou um onze base, uma forma única de jogar assente numa estrutura táctica que tem encantado os Sportinguistas e com o plantel mais jovem da Liga vai liderando com dois pontos de avanço sobre o seu eterno rival. Utilizou 10 jogadores sub‑23, e destes três jogadores ainda com idade de júnior (dois deles no onze base da equipa). Temos o melhor ataque da prova, a defesa menos batida, o melhor marcador, a revelação do campeonato, o melhor jogador jovem, isto tudo sem ter jogadores convocados para a selecção nacional A.
Privilegiando por um lado a posse de bola e por outro o bom posicionamento defensivo no momento da perda da mesma, Rúben Amorim surpreendeu todas as equipas da Liga NOS até ao momento. Uma defesa a três no momento ofensivo com Coates no vértice e Feddal / Luís Neto bem abertos para possibilitarem a troca de bola e progressão da mesma (colocando os adversários com a primeira linha defensiva bem aberta e mais vulnerável). Gonçalo Inácio e Borja já dividiram minutos na ausência do internacional marroquino, ao invés do capitão e do poveiro que são totalistas a titulares na Liga. Eduardo Quaresma já mostrou estar à espreita da estreia na Liga NOS e já jogou para a Taça da Liga com bom rendimento. Um meio campo povoado no corredor central por dois talentos de dimensão
mundial como João Mário Eduardo e João Palhinha que proporcionam a circulação de bola necessária para ludibriar os adversários e criar espaços interiores, e nas alas por Pedro Porro e Nuno Mendes (com o jovem português em duas ausências a dar minutos a Antunes). Dois alas muito ofensivos e com capacidade para dotar os corredores de profundidade, e a fecharem na linha da defesa a cinco quando é preciso evitar a progressão no terreno por parte dos adversários. Matheus Nunes e Daniel Bragança, embora menos utilizados têm mostrado que apesar da sua tenra idade são dois valores a ter em conta e com elevado grau de competência têm surgido em quase todos os jogos em bom plano. No apoio ao avançado há que destacar Pedro Gonçalves e Nuno Santos. Dois excelentes reforços que têm mostrado quer a sua veia concretizadora (Pedro Gonçalves é mesmo o melhor marcador da Liga até ao momento com 10 golos nos 10 jogos em que jogou) quer a sua apetência para as assistências e jogo interior na área dos adversários. Jovane Cabral e Bruno Tabata (até porque Gonzalo Plata tem sido utilizado mais nos corredores quando a equipa precisa de maior pendor ofensivo) em diferentes momentos desta temporada têm mostrado que não é por falta de alternativas nestas posições que a equipa irá baixar o seu rendimento pois têm cumprido sempre que foram chamados. Na frente o ainda júnior Tiago Tomás tem dividido os minutos com o internacional esloveno Andraž Šporar com ligeira vantagem para o jovem português. Um mais de dinâmica na movimentação e com capacidade de ruptura no meio e nas alas, outro
mais posicional e com maior presença na área e no jogo de costas para a baliza dos adversários, permitem estilos diferentes na abordagem ao último reduto do campo consoante o que o jogo / adversário estão a pedir naquele momento. Faltam dois terços da Liga NOS. Falta a Taça da Liga e a Taça de Portugal. Em bom português “a procissão ainda vai no adro”, mas há conquistas que são irrefutáveis e que não podem ser negligenciadas. Por um lado, o futuro do Sporting ao consolidar‑se como líder da Liga NOS com a equipa mais jovem de Portugal augurando um futuro promissor a estes jovens jogadores e a uma aposta clara e inequívoca na Academia de Alcochete (agora Academia Cristiano Ronaldo). Por outro a reconquista do orgulho Sportinguista de todos os seus Sócios e adeptos. Pela qualidade e domínio dos jogos. Pela juventude e pujança apresentada. Pela raça e união dos incansáveis jogadores. Pela competência e superior comunicação da equipa técnica e staff. Pelo esforço feito pelos funcionários e dirigentes. Pelas campanhas e amostras sucessivas de orgulho Leonino nas redes sociais (“Eu Sou”, #OndeVaiUmVãoTodos, etc.), nos meios do Clube e na Loja Verde. Os resultados ajudam muito, mas creio que o momento de união que vivemos não é casual. É fruto de apostas claras e concretas em pessoas. E nas pessoas certas! Que o novo ano nos permita estar no seu decorrer pelo menos tão felizes e unidos como estamos hoje no terminus deste 2020. Um bom ano Sportinguistas! E em qualquer lugar, em qualquer momento, e em todas as circunstâncias.... Viva o Sporting Clube de Portugal!
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FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL
OPINIÃO
EM ALVALADE PARA O PONTAPÉ DE SAÍDA EM 2021
ARBITRAGEM SEM HONRA (MAIS EPISÓDIOS!)... E HONRA NO FUTSAL E NO BASQUETEBOL!!!
O SPORTING CP, LÍDER ISOLADO DA LIGA NOS, RECEBE NO PRIMEIRO JOGO DO NOVO ANO O SC BRAGA, QUARTO CLASSIFICADO. REENCONTRO ENTRE VÁRIAS CARAS CONHECIDAS, NUM JOGO HISTÓRICO E COM SALDO POSITIVO PARA OS LEÕES. Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: José Lorvão
O Sporting Clube de Portugal e o SC Braga defrontam-se neste sábado, às 18h00, em jogo da 12.ª jornada da Liga NOS. Um encontro que vai colocar frente a frente, no Estádio José Alvalade, o primeiro e o quarto classificados do campeonato nacional. Os Leões chegam a esta partida, a primeira de 2021, na liderança isolada da Liga NOS com 29 pontos, resultado de nove vitórias e dois empates, sendo até este momento a única equipa que ainda não perdeu na prova. Por sua vez, o SC Braga ocupa a quarta posição da tabela classificativa com 24 pontos, conseguidos com oito vitórias, tendo perdido em três ocasiões. Na última jornada da Liga, o Sporting CP foi ao Estádio do Jamor vencer a Belenenses SAD por 1-2, com golos de Tiago Tomás e João Mário, enquanto a formação bracarense se deslocou ao Bessa e venceu o Boavista FC por 1-4. Sporting CP e SC Braga, que já mediram forças em todas as principais competições do futebol português – Liga, Taça de Portugal, Supertaça e Taça da Liga –, vão encontrar-se oficialmente pela 150.ª vez com o saldo a ser claramente positivo para os Leões, que somam 91 vitórias contra 35 do SC Braga, tendo-se registado o empate em 23 ocasiões. Ainda assim, nos últimos anos, os jogos entre os dois emblemas têm sido bastante renhidos e de resultado quase imprevisível. Na Liga da temporada passada, o Sporting CP venceu em Alvalade (2-1) e o Braga venceu na ‘Pedreira’ (1-0). Este jogo, além de marcar o encontro entre dois clubes históricos de Portugal, marcará também o reencontro entre ÚLTIMO ONZE DO SC BRAGA Matheus Ricardo Esgaio Rolando Raúl Silva Nuno Sequeira Fransérgio Al Musrati João Novais Iuri Medeiros Paulinho Ricardo Horta
Tito Arantes Fontes
Wendel marcou o primeiro golo da vitória Leonina na época passada em Alvalade (2-1)
várias caras conhecidas. Rúben Amorim defronta a equipa em que esteve antes de rumar ao Sporting CP, em Março de 2020, assim como o treinador de guarda-redes Jorge Vital, que esteve 18 épocas em Braga, e João Palhinha jogará diante da formação que representou nas últimas duas temporadas por empréstimo do Sporting CP. Do outro lado estarão ainda três jogadores formados em Alcochete, Rui Fonte, Ricardo Esgaio e Iuri Medeiros, e também Carlos Carvalhal, que orientou a equipa principal de futebol do Sporting CP em 2009/2010.
CALENDÁRIO DA EQUIPA SUB-23 NA FASE DE APURAMENTO PARA A TAÇA REVELAÇÃO* 1.ª jornada | 05/01/2021: Sporting CP vs. Portimonense SC 2.ª jornada | 09/01/2021: CD Cova da Piedade vs. Sporting CP 3.ª jornada | 16/01/2021: Rio Ave FC vs. Sporting CP 4.ª jornada | 23/01/2021: Sporting CP vs. Vitória SC 5.ª jornada | 26/01/2021: AA Coimbra vs. Sporting CP 6.ª jornada | 02/02/2021: Sporting CP vs. Boavista FC 7.ª jornada | 06/02/2021: SL Benfica vs. Sporting CP 8.ª jornada | 13/02/2021: Portimonense SC vs. Sporting CP 9.ª jornada | 16/02/2021: Sporting CP vs. CD Cova da Piedade 10.ª jornada | 20/02/2021: Sporting CP vs. Rio Ave FC 11.ª jornada | 27/02/2021: Vitória SC vs. Sporting CP 12.ª jornada | 06/03/2021: Sporting CP vs. AA Coimbra 13.ª jornada | 13/03/2021: Boavista FC vs. Sporting CP 14.ª jornada | 03/04/2021: Sporting CP vs. SL Benfica *(datas prévias apenas para referência)
A décima primeira jornada do Campeonato Nacional de futebol trouxe mais do mesmo... ou seja, intervenção directa, nefasta e decisiva da arbitragem nos jogos e até nos resultados dos três grandes! O Sporting CP foi – mais uma vez e de modo clamoroso! – claramente prejudicado! Adán defendeu uma bola, chocou na sequência do lance com o jogador da Belenenses SAD... e, vá lá saber‑se porquê, o árbitro (o “vermelhusco” Rui Costa!) marca de imediato pontapé de penálti contra o SCP! E cartão amarelo para o Adán! O VAR (André Narciso de seu nome!), esse, ficou caladito... nem tugiu, nem mugiu... deixou seguir o monumental erro do inefável Rui Costa! E isto depois de no primeiro minuto o mesmo Rui Costa ter perdoado evidente cartão amarelo a jogador azul por falta (entrada dura) sobre o Palhinha... mesmo nas suas barbas! Lembrar a propósito o jogo do Gil Vicente FC em que o Palhinha – em Alvalade! – levou com amarelo logo no primeiro minuto! Critérios à la Rui Costa... vale tudo, sempre tudo... desde que em prejuízo do SCP! Já para os lados da Luz assistimos a um miserável espectáculo de hiperproteção da arbitragem à “toupeiral” agremiação! O primeiro golo é precedido de evidente falta da “estrela alemã” que por lá pulula... o árbitro (outro “vermelhusco” nosso conhecido... esse mesmo, o Tiago Martins!) está perto... não viu... e o VAR (a excelsa figura do Bruno Esteves) não quis ver! Não contentes perdoaram ainda a expulsão ao Otamendi por acumulação de amarelos! E como se não bastasse ainda quiseram pôr a “cereja em cima do bolo”... e escamotearam vergonhosamente aos 75 minutos um monumental penálti a favor do desgraçado do Portimonense SC, último classificado! Inenarrável que o VAR – ao menos o VAR – não tenha assinalado esse evidentíssimo penálti! Um roubo! Já o “celestial” clube do “apito dourado” continua a fazer jus aos seus pergaminhos
quanto a favores da arbitragem nacional! Com efeito... só desse modo se consegue perceber como é que o Baró não foi expulso aos 30 minutos de jogo com segundo amarelo... ou há outra justificação? A verdade é que o arbitro Hélder Malheiro viu... viu mesmo, como bem se percebe nas imagens de televisão, mas não quis punir... perdoou... porquê? Porque Baró é jogador do todo poderoso FCP! Esse mesmo Hélder Malheiro desmonstrou também (e neste caso ainda bem!) como é que o malvado critério do Rui Costa no acima referido penálti do Adán estava mesmo errado... é que aos 47 minutos de jogo o guarda-redes do FCP cortou primeiro uma bola perigosa do ataque do Vitória SC, chocou depois com jogador vimaranense e o árbitro nada marcou... considerou um choque normal, sem falta de nenhum dos jogadores! Curioso é que o VAR também nada tenha assinalado... e quem era esse VAR? Quem era... pois, o mesmo Rui Costa que marcou o penálti contra o SCP, dois dias antes, em jogada idêntica! Escandalosa mesmo esta desavergonhada e despudorada dualidade de critérios! É contra isto que o SCP tem – semana a semana e continuadamente! – de lutar! Sozinho! Perante “isto”... muito e grave... esperamos, continuamos à espera dos comentários, comunicados, posições do Conselho de Arbitragem... sim, esse mesmo órgão que foi tão lesto a comentar um lance, e só um, do jogo do SCP em Famalicão... obviamente para dizer que o SCP não tinha razão no lance do golo do Coates... quando tinha toda a razão! Onde está ele agora? Desaparecido, envergonhada e hipocritamente desaparecido... Ou seja, temos o Conselho de Arbitragem calado e remetido ao silêncio... e temos essa outra nefasta associação do futebol português que dá pelo nome de APAF também cobardemente calada e silenciosa... provavelmente ambos festejando com gáudio as lamentáveis exibições dos seus tutelados e associados neste último fim-de-semana! Futsal – mais uma Taça de Portugal! A terceira consecutiva! Goleada das “boas” sobre o SC Braga... que o Salvador lá teve de embrulhar e engolir! Está o SCP de parabéns com mais este título! Basquetebol – bela vitória sobre o FCP no João Rocha! E o SCP segue invicto e isolado no primeiro lugar do campeonato nacional! VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!
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CLUBE ANO DE 2020
OS MOMENTOS DO ANO LEONINO
FICA PARA TRÁS UM ANO DESPORTIVO ATÍPICO. SEM PÚBLICO NAS BANCADAS DE PAVILHÕES E ESTÁDIOS DURANTE A MAIOR PARTE DO ANO, VÁRIAS COMPETIÇÕES CANCELADAS E ADIADAS E, COM A RETOMA, MUITAS FORAM AS MUDANÇAS NOS CALENDÁRIOS E A INCERTEZA QUE ASSOLOU O DESPORTO. NO ENTANTO, APESAR DE TODAS AS DIFICULDADES, O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL CONSEGUIU PROPORCIONAR VÁRIOS MOTIVOS PARA SORRIR. ORA, ENTRE CONQUISTAS, MOMENTOS MARCANTES E FEITOS INÉDITOS, O ECLECTISMO LEONINO OFERECEU BOAS RAZÕES PARA RECORDAR 2020 DE FORMA POSITIVA. Texto: Inês Coelho, Xavier Costa Fotografia: José Lorvão, Mário Vasa, Pedro Zenkl
ENTRADA DE LEÃO EM 2020/21: ARRANQUE HISTÓRICO E LIDERANÇA NO CAMPEONATO
Rúben Amorim foi apresentado como o novo treinador do Sporting CP em Março e, depois de terminar 2019/20, pôs mãos à obra para a nova época. O percalço europeu a abrir 2020/2021 não abalou a equipa e a partir daí o arranque dificilmente podia ter sido melhor: em onze jornadas, os Leões somaram nove vitórias e dois empates, igualando a melhor prestação do Sporting CP à 11.ª jornada desde a época 1991/1992 e acabou 2020 como a única formação sem derrotas na Liga NOS. Na Taça da Liga e Taça de Portugal seguiu em frente nas eliminatórias disputadas. O acerto nos reforços permitiu ao jovem treinador subir o nível da equipa, criando um conjunto também jovem e dotando‑o de uma identidade vincada e ofensiva (melhor ataque da Liga NOS – 26 golos). O futebol dos Leões tem recolhido imensos elogios, a simbiose com os adeptos ficou plasmada no movimento #OndeVaiUmVãoTodos e a aposta na formação é real: no total, o plantel conta com dez jogadores formados em Alcochete. O início Leonino é prometedor e a estatística também o corrobora. Fechado o capítulo de 2020, chegam as páginas em branco de 2021. Para Rúben Amorim não há dúvidas, o caminho continua a ser feito jogo a jogo.
A equipa feminina somou o décimo Campeonato Nacional de Clubes de pista ao ar livre
Hóquei em patins, futsal e basquetebol fecharam 2020 no primeiro lugar
DÉRBI Q.B E, NOVE MESES DEPOIS, A CONQUISTA DA TAÇA NO FUTSAL
do complexo de Alcochete receberam o nome de sete figuras: Vítor Damas (campo n.º 2), Manuel Fernandes (campo n.º 3), Hilário da Conceição (campo n.º 4), Cinco Violinos (campo n.º 5), Luís Figo (campo n.º 6), Rui Jordão (campo n.º 7) e Paulo Futre (campo n.º 8). Hoje, todos os escalões da formação verde e branca cruzam‑se diariamente com referências que tanto fizeram de Leão ao peito. Depois das intervenções realizadas na Academia, também os espaços do Pólo do Estádio Universitário de Lisboa (EUL) sofreram alterações para melhorar as condições aos técnicos e aos jovens atletas, dos
Quando a pandemia de COVID‑19 teve os seus primeiros efeitos em Portugal, em Março, disputou‑se um dérbi de futsal em condições nunca vistas: sem público nas bancadas – uma excepção que viria a tornar‑se a regra em 2020. Fora da quadra o ambiente era estranho, mas dentro das quatro linhas os Leões de Nuno Dias foram iguais a si próprios e venceram por 3‑5. Contudo, no dia seguinte a prova seria suspensa. Nove meses volvidos e ainda sem público no pavilhão,
Matosinhos acolheu os jogos em falta. O tempo passou, mas a ambição Leonina manteve‑se. Depois de chegar à final, ao vencer o CR Leões de Porto Salvo (1‑5), no jogo decisivo levou a melhor também sobre o SC Braga/AAUM por 1‑7. Assim, o primeiro título (e único em disputa) do ano chegou na última semana de 2020 para o futsal Leonino.
RENOVAÇÕES DOS ESPAÇOS NA ACADEMIA E NO PÓLO EUL Tudo começou em Maio, à semelhança do que aconteceu com o nome da Academia, agora, Academia Cristiano Ronaldo, também os campos
O futsal Leonino alcançou um feito inédito a nível nacional com a conquista da 3.ª Taça de Portugal consecutiva
seis aos 13 anos, que entram no Sporting CP.
ADN DE LEÃO NA EQUIPA PRINCIPAL
Um, dois, três… até seis jovens Leões formados no Clube subiram à equipa principal, pela mão de Rúben Amorim, para fazer a sua estreia no Sporting Clube de Portugal ao longo do ano e todos integram o plantel para 2020/2021. Ainda em 2019/2020, aquando do reatar do campeonato após a paragem forçada pela pandemia, abriram‑se as portas da primeira equipa a Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Tiago Tomás e
Nuno Mendes foi um dos seis jovens que se estreou na equipa principal
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Joelson Fernandes, que, por esta ordem, fizeram as suas estreias na equipa principal do Sporting CP. Já em 2020/2021, chegaram as primeiras oportunidades de Daniel Bragança e Gonçalo Inácio. Na presente época, todos eles têm desfrutado de minutos ‑ excepto o jovem Joelson Fernandes ‑ e Nuno Mendes (1081 minutos e um golo) e Tiago Tomás (841 minutos e cinco golos) destacam‑se como o 6.º e o 10.º jogadores, respectivamente, mais utilizados
consecutiva e a 15.ª dos Leões.
GLÓRIA NO BASQUETEBOL 40 ANOS DEPOIS
Pela primeira vez, as cinco modalidades de pavilhão vão jogar entre a elite europeia na mesma época
O basquetebol voltou aos títulos em ano de estreia
por Rúben Amorim em 2020/2021. Uma aposta que demonstra que o futuro verde e branco começa no presente, um futuro que, ademais, está devidamente salvaguardado: os seis jovens renovaram os seus vínculos ao longo de 2020, prolongando‑o até 2025, como é o caso de Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Tiago Tomás e Gonçalo Inácio. Além dos estreantes, é de notar que, neste momento, o plantel orientado por Rúben Amorim conta ainda com Luís Maximiano, João Mário, João Palhinha e Jovane Cabral, todos eles também ‘produtos’ da formação do Sporting CP.
Rubén Amorim foi apresentado em Março
a elite europeia. No entanto, a grande novidade em 2020 foi a qualificação do basquetebol para a FIBA Europe Cup, uma vez que os Leões não pisavam um palco europeu na modalidade há 42 anos. Além disso, modalidades como o ténis de mesa e o goalball também amplificaram o rugido do Leão aos quatro cantos do velho continente. Em 2020/2021, poucos recintos desportivos terão tanta acção europeia como o Pavilhão João Rocha.
SPORTING CLUBE DE PORTUGAL… E DA EUROPA
HEGEMONIAS A VERDE E BRANCO
Pela primeira vez, o Clube qualificou, na mesma temporada, as cinco modalidades de pavilhão (andebol, basquetebol, futsal, hóquei em patins e voleibol) para a elite europeia. O futsal e o hóquei em patins – ambos ainda campeões europeus em título ‑ têm apontado sucessivamente ao trono mais alto do continente. Já as equipas de andebol, este ano na EHF European League, e a de voleibol, na CEV Challenge Cup, vão procurando o seu espaço entre
O atletismo é das modalidades que mais títulos deu ao Clube e em 2020 voltou a fazer jus ao seu estatuto vencedor quando, em Agosto, a equipa feminina de atletismo conquistou o décimo título consecutivo nos Campeonatos Nacionais de Clubes de pista ao ar livre ‑ o 50.º troféu em 78 edições. Para não fugir à regra, a hegemónica equipa masculina de ténis de mesa fechou a temporada 2019/2020 sagrando‑se pentacampeã nacional e a abrir 2020/2021 conquistou a Supertaça, a sexta
Jorge Fonseca conquistou medalha inédita
Em época de estreia, após a reactivação da modalidade mais de duas décadas depois, a Liga Placard foi cancelada e restava então a final four da Taça de Portugal, que seria adiada para Outubro, para procurar um troféu. Meses depois, os Leões estavam esfomeados e, no Pavilhão Multiusos de Odivelas, foram imparáveis e levantaram a Taça de Portugal, o que não acontecia desde 1980.
venceram os três jogos na fase de apuramento de campeão e levantaram o troféu. 2020 marcou também o adeus de Madjer. Ficam para a história os seus mais de mil golos em 587 jogos pela selecção nacional, que muito contribuíram para a conquista de três Mundiais e cinco Europeus. Cinco foi também o número de vezes que foi considerado o melhor jogador do mundo. Acima de todos na areia ‑ considerado o melhor de sempre pela France Football ‑ foi um Leão como poucos, dentro e
O Sporting CP sagrou-se campeão nacional em futebol de praia
Ultrapassado o Vitória SC na meia‑final, no jogo decisivo o Sporting CP derrotou o rival FC Porto por 78‑87 e conquistou a sexta Taça de Portugal do seu palmarés, logo na época de estreia.
COROA NAS AREIAS E ABDICAÇÃO DO ‘REI’ MADJER Depois dos títulos em 2010 e 2016, os Leões continuavam à procura do terceiro campeonato, que chegaria em Outubro. Na Nazaré, a equipa orientada por Zé Maria acabou com a fome de títulos,
fora das areias.
DESPEDIDAS MARCANTES E O INCOMBUSTÍVEL MIGUEL MAIA
2020 viu ciclos fecharem‑se, uns começaram e outros simplesmente renovam‑se: aos 49 anos, Miguel Maia renovou a sua ligação ao Clube, continuando a jogar com o emblema que leva ao peito e, ao mesmo tempo, carrega no coração. Em sentido oposto, 2020 foi também um ano de despedidas marcantes. Depois de 16 temporadas de Leão ao peito divididas por duas passagens, Deo tornou‑se o futsalista com mais jogos pelo Clube (604 jogos). 295 golos e 26 títulos depois, aos 37 anos, o pequeno Deo saiu como um dos maiores do futsal verde e branco. Ambos decisivos no reerguer verde branco no andebol, Carlos Carneiro encerrou a sua carreira no Sporting CP e Ivan Nikčević, quase 400 golos depois, disse adeus ao Clube após quatro temporadas de sucesso. Por sua vez, Mathieu chegou
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EU SOU A campanha ‘EU SOU – ADN SPORTING’ integrou a 200 Best Digital Artists, da Archive
a Alvalade com uma carreira recheada de títulos e habituado a pisar os maiores palcos do futebol. No entanto, o levantar da Taça de Portugal em 2019 fê‑lo ir às lágrimas. Escolheu o Sporting CP para encerrar a carreira depois de uma inesperada lesão e saiu como um dos melhores centrais a vestir a listada verde e branca.
foram seleccionadas para integrar a edição de 2020/2021 da 200 Best Digital Artists da Archive.
YouTube do Sporting CP. A terminar o ano, foi ainda lançado ‘ADN de Leão’, o podcast oficial do Sporting CP, conduzido pela Sportinguista Joana Cruz, que procura nos seus convidados um lado mais pessoal e humano, muitas vezes desconhecido da família verde e branca. Pelo estúdio Leonino já passaram João Mário, Manuel Fernandes, Patrícia Mamona e Sebastián Coates. Com periodicidade semanal, o podcast tem uma duração média de 30 a 40 e minutos e está disponível nas habituais plataformas de podcasts e, em formato vídeo, no canal de YouTube do Clube, assim como na Sporting TV.
As Leoas seguem para 2021 com um registo imaculado
com 30 pontos em 12 jogos (nove vitórias e três empates). Já em cima da buzina de 2020, o basquetebol também garantiu a liderança na Liga Placard para a passagem de ano. Os Leões venceram o FC Porto, na passada quarta‑feira, por 63‑57 e distinguiram‑se como a única equipa do campeonato que soma por vitórias os 11 jogos disputados.
IMPARÁVEL JORGE FONSECA Apesar das circunstâncias, o ano de Jorge Fonseca serviu para continuar a enriquecer o seu palmarés. Em Novembro, o judoca Leonino alcançou o terceiro lugar e a respectiva medalha de bronze na categoria de ‑100 kg no Campeonato Europeu de judo, em Praga, na República Checa. O judoca do Sporting CP venceu
2020 assinalou a despedida de Madjer
Ao pentacampeonato, os Leões juntaram a Supertaça
INSIDE SPORTING E PODCAST Inside Sporting CP e o Podcast ‘ADN de Leão’ chegaram para estreitar a relação entre o Clube e os adeptos, num ano em que a pandemia obrigou as pessoas a ficarem em casa.
Também Mathieu encerrou a carreira de Leão ao peito
A rubrica Inside Sporting CP permite aos adeptos acompanhar de perto momentos habitualmente restritos, como são os treinos da equipa principal. Os vídeos podem ser vistos através das redes
o georgiano Varlam Liparteliani e subiu ao pódio europeu pela primeira vez. Depois de um ano desportivo atípico e durante o qual chegou inclusive a estar infectado com COVID‑19, o atleta Leonino deu a volta por cima e fechou 2020 com um feito inédito na sua carreira.
CAMPANHA EU SOU Duas das imagens da Campanha ‘EU SOU – ADN SPORTING’
João Mário estreou o podcast oficial do Clube
sociais do Clube ou no canal de
ANO DAS LEOAS No rinque, em campo ou sobre as ondas, o ano atípico não travou as conquistas das atletas Leoninas. A formação verde e branca do hóquei em patins, terminou a primeira fase da Zona Sul do Campeonato Nacional no primeiro lugar, tal como a equipa de futebol feminino, que fechou o ano na liderança do campeonato, somando por vitórias todos os jogos disputados, entre os quais
se destaca o triunfo em casa do SL Benfica por um claro 0‑3. Já sobre as ondas, Teresa Bonvalot, com apenas 20 anos, continua a alimentar o já impressionante palmarés. A surfista do Sporting CP sagrou‑se, no mês de Setembro, campeã nacional pela terceira vez – a primeira de Leão ao peito.
MODALIDADES DE PRIMEIRA (POSIÇÃO) EM 2020 Fecham‑se as cortinas de 2020 e as equipas de futsal, hóquei em patins e basquetebol do Sporting CP vão festejar a passagem de ano no primeiro lugar dos seus respectivos campeonatos e sem conhecer o sabor da derrota. O futsal Leonino soma 40 pontos em 14 jogos (13 vitórias e um empate), liderando em igualdade pontual com o rival SL Benfica. O conjunto de Nuno Dias vai destacando‑se também pelo ataque demolidor, que acumula uns impressionantes 89 golos. A equipa de hóquei em patins sobressai pela sua solidez defensiva (defesa menos batida – 23 golos) e lidera o campeonato de forma isolada
OUTROS MOMENTOS 2020 foi um ano de muitas mudanças. Por sua vez, o Sporting CP manteve‑se no caminho traçado e, num contexto difícil, conseguiu dar um passo em frente em várias áreas do Clube, e que agora recordaremos. No início do ano, o autocarro da equipa e o Jornal Sporting mudaram o seu visual. Num ano particularmente exigente, o Sporting CP não se demitiu da sua responsabilidade social, criando o Dia do Voluntário e procurou aproximar os Sportinguistas do Clube, através da iniciativa ‘Alvalade em Casa’ e do novo filtro ‘ADN Sporting’. Em 2020, foi feita ainda a renumeração dos sócios e a criação de um novo cartão. Requalificaram‑se espaços e deu‑se nova vida a outros, homenageando figuras eternas do universo Leonino: da baliza Vítor Damas até aos novos nomes das portas do estádio, inaugurou‑se também a estátua do Leão na Praça Centenário e redecoraram‑se os balneários de Alvalade. Ainda em 2020, e entre muitos outros momentos, o Sporting CP quis relembrar uma lenda que já não está entre nós, criando a camisola vintage de homenagem a Jordão e fez regressar a casa um filho do Leão: João Mário.
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FUTSAL
A TAÇA DE PORTUGAL É NOSSA! DEPOIS DE ULTRAPASSAR O CR LEÕES DE PORTO SALVO NAS MEIAS‑FINAIS, O SPORTING CP CONFIRMOU O FAVORITISMO E VENCEU A FINAL DIANTE DO SC BRAGA POR 1‑7, TORNANDO-SE NA PRIMEIRA EQUIPA A VENCER O TROFÉU TRÊS VEZES CONSECUTIVAS. Texto: Pedro Ferreira Fotografia: Pedro Zenkl
NUNO DIAS: “FOMOS A MELHOR EQUIPA NESTA COMPETIÇÃO”
O momento em que o capitão João Matos levantou a Taça de Portugal
Interrompida no passado mês de Março devido à paragem provocada pelo início da pandemia de COVID‑19, a Taça de Portugal referente à época 2019/2020 conheceu finalmente o seu vencedor na passada terça‑feira, com o Sporting CP a tornar‑se no primeiro Clube, com uma vitória por 1‑7 frente ao SC Braga, a conquistar por três vezes de seguida a prova rainha do futsal nacional. Depois de ter eliminado o CR
Leões de Porto Salvo no jogo das meias‑finais, a turma de Alvalade voltou a apresentar‑se no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos determinada em levar o ‘caneco’ para casa, com Nuno Dias a apostar na titularidade de Guitta, Erick, Alex Merlim, Taynan e João Matos. Os primeiros instantes da partida revelaram um domínio total do Sporting CP, que encostou o adversário às cordas e chegou por
diversas vezes com perigo à baliza de Vítor Hugo, mas o guarda‑redes adiou ao máximo a manutenção do nulo no marcador com boas intervenções entre os postes da baliza minhota. Sem surpresa, os Leões acabariam por abrir o activo quando estavam decorridos apenas seis minutos, por intermédio de Pauleta. Depois de uma recuperação de bola ainda no meio‑campo Leonino, Erick arrancou em direcção à
No rescaldo da vitória, o treinador do Sporting CP, Nuno Dias, reconheceu que a conquista do troféu foi uma excelente prenda de aniversário, dado que o técnico completou 48 anos na passada segunda‑feira. “Mesmo não podendo ter a família Sportinguista nas bancadas para festejarmos todos juntos esta conquista, foi um bom presente. Vencemos de forma categórica, não deixámos qualquer dúvida de que fomos a melhor equipa nesta competição, que felizmente terminou da melhor forma para nós”, começou por dizer ao Jornal Sporting após o encontro. “Fizemos uma primeira parte extraordinária. Tirando o facto de termos atingido o limite de faltas muito cedo”, continuou. “Na segunda parte, o SC Braga foi à procura do resultado e acreditou, pensando que um golo os voltava a colocar no jogo. Foi isso que aconteceu depois de desperdiçarmos algumas oportunidades, o SC Braga marcou com mérito de penálti. Depois, há um momento em que o jogo fica instável e um golo poderia ter relançado o encontro. Ainda assim, mantivemo‑nos serenos e conseguimos dilatar a vantagem, pelo que o quarto e quinto golos acabaram com o jogo”, referiu, deixando ainda um agradecimento a Léo, Deo e Alex, jogadores que contribuíram para esta conquista nos jogos disputados na época passada. baliza adversária e descobriu o internacional português ao segundo poste, que teve apenas de encostar para o fundo das redes. Cerca de um minuto depois, numa jogada de insistência, chegou o 0‑2. Após um primeiro remate de Cardinal,
a bola sofreu uma carambola antes de sobrar para Pany Varela que, de primeira, não perdoou e dilatou a vantagem diante de um SC Braga que demonstrava claras dificuldades em conter a avalanche ofensiva dos Leões. A meio da primeira parte,
29 de Dezembro de 2020 | Taça de Portugal 2019/2020 – Final Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos
SC BRAGA Bruno Cintra (25')
1‑7 (0‑3 ao intervalo)
SPORTING CP Pauleta (6’, 32’), Pany Varela (7’) Diego Cavinato (11’), Erick (35’) Cardinal (39’), Alex Merlim (40’)
Sporting CP: Guitta [GR], Pauleta, Alex Merlim, Erick e João Matos [C], Gonçalo Portugal [GR], Taynan, Mamadú Ture, Diogo Santos, Diego Cavinato, Pany Varela, Zicky Té, Taynan, Cardinal e Rocha. Treinador: Nuno Dias.
Mamadú Ture, Tomás Paçó e Zicky Té eternizaram os festejos desta conquista
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PANY VARELA: “ANDAMOS SEMPRE ATRÁS DAS CONQUISTAS” Também Pany Varela se mostrou muito feliz pelo resultado alcançado diante dos bracarenses, confidenciando que a conquista da Taça de Portugal “é especial por muitos motivos”. “O ano passado não houve campeão, o que faz com que esta seja a principal competição em termos nacionais. Além disso, visto que estamos a viver um momento tão ímpar, é sempre importante que os atletas contribuam da melhor forma possível, ou seja, com a conquista de títulos. (…) Andamos sempre atrás das conquistas porque vivemos disso, quem joga no Sporting CP não pode pensar de outra forma a não ser vencer sempre em todas as competições”, referiu, revelando estar já “a pensar no próximo título”
Rocha ficou muito perto do terceiro com um remate que esbarrou com violência na barra, mas pouco depois seria Guitta a desequilibrar com uma incursão no ataque que culminou num remate forte, de meia distância, travado a tempo da recarga certeira de Cavinato. Estava feito o terceiro golo da contagem. Nos minutos que antecederam o período de descanso, já com Guitta a fixar‑se no centro do terreno e a assumir quase sempre a primeira fase de construção, João Matos e Taynan ainda beneficiaram de duas oportunidades soberanas para distanciar ainda mais o Sporting CP no marcador, mas os remates encontraram pela frente Vítor Hugo e, mais uma vez, o ferro da baliza bracarense. Ao intervalo, vantagem merecida de 0‑3 para os Leões.
SEGUNDA PARTE DE MENOR FULGOR, MAS COM MAIS GOLOS No regresso dos balneários, o SC Braga entrou mais atrevido na procura pelo golo e roubou algum protagonismo ao Sporting CP, que diminuiu a intensidade e entregou a iniciativa do jogo ao adversário nos momentos iniciais da primeira parte. Ainda assim, a primeira grande ocasião de golo pertenceu aos Leões, com Cavinato a servir Zicky Té ao segundo
poste, na sequência de uma jogada de contra‑ataque, mas o jovem formado em Alvalade não conseguiu dar a melhor direcção ao remate. Na resposta, ainda antes de estarem cumpridos os primeiros cinco minutos, o SC Braga reduziu para 1‑3 na conversão de um pontapé de penálti, o que fez com que os comandados de Nuno Dias reagissem e voltassem a controlar as hostes, embora com menos fulgor do que na primeira metade. A nove minutos do último soar da buzina, o Sporting CP voltou a construir uma vantagem de três golos, num lance em que Guitta foi novamente decisivo. Bem
ao seu estilo, o guarda‑redes ganhou metros até ao centro do terreno, lateralizando depois para Erick, que serviu na perfeição Pauleta. Estava confirmado o bis do jogador Leonino e o 1‑4 no marcador que tornava a missão do SC Braga cada vez mais impossível. Pouco depois, Bruno Guimarães colocou todas as fichas em jogo e apostou no guarda‑redes avançado, mas seria a formação verde e branca a dilatar novamente a distância no marcador, com Erick a aproveitar uma perda de bola do SC Braga para rematar, ainda antes da linha de meio‑campo e com a baliza aberta, para o quinto golo da contagem. Mesmo em vantagem numérica nos lances de ataque, o SC Braga acabou por não tirar partido dessa situação e, já nos derradeiros instantes, ainda sofreu mais dois golos, da autoria de Cardinal e Alex Merlim, que aproveitaram o cansaço e a falta de discernimento dos bracarenses para selar o resultado final e confirmar a conquista da Taça de Portugal. Com este triunfo, o Sporting CP tornou‑se na primeira equipa portuguesa a vencer esta competição três vezes seguidas, passando a ser também o emblema com mais troféus no palmarés: oito num total de 23 edições.
JOÃO MATOS: “ENTRÁMOS COM A AMBIÇÃO DE CONQUISTAR ESTE TÍTULO” Logo após o encontro, João Matos, capitão verde e branco que participou em todas as oito Taças de Portugal conquistadas pelo Sporting CP, sublinhou que “é sempre magnífico ganhar títulos e contribuir para o sucesso da equipa”. “A atitude, o empenho, a vontade e a determinação têm de estar presentes em todos os jogos, caso contrário não somos dignos de jogar no Sporting CP. Isso aconteceu nesta final four, entrámos com a mentalidade adequada em ambos os jogos e com a ambição máxima de conquistar títulos, porque o Sporting CP vive disso e queremos oferecer títulos aos adeptos. Entrámos em campo sem vacilar e não deixámos o adversário criar muitas ocasiões, apesar de o SC Braga ter conseguido encostar‑nos ao nosso meio‑campo em alguns momentos”, frisou, considerando que os Leões demonstraram toda a sua superioridade “tanto na meia‑final como na final”.
OPINIÃO
REGRESSOS E CONDIÇÕES
Miguel Braga
Acabar o ano com a conquista de mais um título é sempre motivo de celebração. Foi em Matosinhos, no Centro de Desportos e Congressos local, que a equipa de Nuno Dias venceu o SC Braga por uns expressivos e categóricos 7-1, trazendo para casa mais uma Taça de Portugal de futsal (a oitava do Clube e a terceira consecutiva), esta referente ainda à época de 2019/2020. Uma demonstração de força e qualidade Leonina: parabéns! Uns dias antes, a equipa de Rúben Amorim lutou com a Belenenses SAD para conquistar mais três pontos da Liga NOS e acabar este ano marcado pela pandemia de COVID-19 na frente da classificação. Foi um jogo complicado, mas onde vai um vão todos e a união e solidariedade da equipa voltou a prevalecer perante um adversário três vezes mais faltoso com o Sporting CP (26 faltas contra 16 do Sporting CP) do que tinha sido dois meses antes com o outro rival de Lisboa (apenas oito faltas contra 14 do SL Benfica). De assinalar mais uma estreia a titular de um jovem de 18 anos formado na Academia do melhor do mundo, o central Gonçalo Inácio, de quem Bruno
Fernandes falou assim em Dezembro de 2019: “Há outro central dos juniores de quem eu gosto muito. Esquerdino… Já falei nele várias vezes. Gonçalo Inácio. É isso! É um jogador que se vier a treinar connosco algum dia pode vir a aprender muito com o Mathieu. Estamos a falar em dimensões diferentes, mas o estilo de jogo é muito idêntico”. Uma palavra também para outro jovem de 18 anos, o avançado Tiago Tomás, para quem 2020 foi um ano de emoções fortes: começou nos sub-23, emprestou talento aos juniores para a fase final do Campeonato, juntando-se mais tarde ao plantel sénior, estreando-se na equipa ainda no Verão e acabando o ano a titular e a marcar. Que continue humilde e trabalhador. E neste caminho verde e branco de sucesso. O final do ano também nos deu a conhecer um pouco mais do nosso capitão Coates, sobre a sua personalidade e importância de ter homens assim a liderar o balneário. Seja no Spotify, no YouTube ou na Sporting TV, este é um episódio do podcast ‘ADN de Leão’ que todos os Sportinguistas deviam ouvir (ou ver). Seja no futebol, no futsal ou em qualquer modalidade, este foi um ano marcado pelo impacto da pandemia da COVID-19. A todos os que continuaram a trabalhar, revelando uma resiliência única e uma perseverança que será determinante para o novo ano que começa amanhã, desejos de um óptimo 2021 livre de erros do passado e com os olhos no futuro. Esse futuro começa agora.
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FUTSAL TAÇA DE POR •
RTUGAL 2019/2020
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OPINIÃO
MODALIDADES BASQUETEBOL
UM 2021 ‘À SPORTING’
Juvenal Carvalho
Poucas horas após este jornal estar impresso nas vossas mãos, ou através da plataforma digital, estará quase a expirar um ano que, do ponto de vista humano nada, ou quase nada, nos trouxe de positivo. No entanto, o positivismo em cada um de nós tem que fazer escola. Desistir é coisa para os fracos. E a palavra fraco não rima com a família Leonina. Por isso, e porque o novo ano está prestes a iniciar‑se, é tempo de erradicar de vez o velho e malfadado 2020 e fazer pedidos renovados de esperança para um 2021 de retoma da vida rumo à normalidade. Qual de nós, nas célebres doze passas da passagem de ano, por mais atípico que seja o momento, não vai pedir algo pelo nosso Sporting Clube Portugal? A resposta é fácil. Todos pediremos, além de um futuro humano e social diferente, também muito sucesso desportivo para o nosso Clube. É inerente à nossa condição de sportinguistas uma inabalável confiança para os tempos vindouros. E, como a grande maioria de vocês, eu não fujo à regra. Não só irei pedir sucesso, como acredito no mesmo. O ADN do Sporting CP é feito de sucesso. Teremos que continuar a honrar os fundadores, que no já tão longínquo ano de 1906 nos quiseram um Clube grande... tão grande como os maiores da Europa.
Que 2021 faça crescer em troféus aquele que é o Museu mais ganhador do desporto português. É nesse pressuposto, o de termos uma história de conquistas, que não o queremos diferente em 2021. Do futebol às modalidades, queremos conquistas. Sabendo que temos adversários que irão esgrimir argumentos fortes para nos combater, também sabemos que as nossas armas são fortes e que um Leão só se baixa para beijar o símbolo. Em todos nós existe a secreta esperança de vivermos momentos de exaltação Leonina. Que no futebol consigamos inverter uma espiral de insucesso e que voltemos a acreditar num Portugal de Norte a Sul pincelado de ‘verde e branco’. Que nas modalidades as vitórias sejam uma realidade aquém e além fronteiras. Sim, porque como dizia em tempos um homem do desporto, com o tão célebre “deixem‑me sonhar”. E é nesse sonho feito de esperança numa bonita realidade, que eu me junto a milhares e milhares de Leões, que das grandes cidades às aldeias mais recônditas deste país, bem como nas comunidades emigrantes, querem um 2021 repleto de sucesso para as nossas cores. Todos somos poucos, porque não há divergências pontuais que nos façam desviar do mesmo desejo para aquilo que temos comum, o de títulos para o nosso Sporting Clube de Portugal. Aguardamos‑te então, 2021. Que sejas um ano ‘à Sporting’. P.S. – O passado dia 25 de Dezembro foi triste. Morreu um Leão imenso com sotaque do Norte. Morreu o José Maria Saraiva Gonçalves. O Sporting CP ficou muito mais pobre. Até sempre, enorme Leão!
POUCOS PONTOS CHEGARAM PARA ATINGIR A LIDERANÇA ISOLADA LEÕES BATEM FC PORTO POR 63‑57 EM JOGO QUE SEPAROU LEÕES E DRAGÕES NA TABELA CLASSIFICATIVA. Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: José Lorvão
Num duelo com poucos pontos marcados pelas duas equipas, o Sporting Clube de Portugal recebeu e superou o FC Porto no Pavilhão João Rocha por 63‑57 num desafio da oitava jornada da fase regular da Liga Placard de basquetebol. A vitória, que aconteceu na última terça‑feira, permitiu aos Leões isolarem‑se no topo da tabela classificativa com 100% de triunfos. O melhor início pertenceu aos visitantes, que se colocaram na frente por 2‑8, mas um parcial verde e branco de 13‑0 mudou o rumo dos acontecimentos (15‑8). Forte nos ressaltos ofensivos, o Sporting CP ia beneficiando também de um John Fields imparável a partir da linha de lance livre. Assim, o primeiro quarto terminou com o resultado de 15‑11. Segundo quarto e a confirmação de que os pontos iam ser poucos. Um bom cesto de James Ellisor (23‑14) e um grande afundanço de João Fernandes (25‑14) foram dos poucos pontos altos de um quarto em que o Sporting CP conseguiu controlar e até aumentar em quatro pontos a vantagem. Ao intervalo, o resultado era um curto 27‑19, revelador das baixas percentagens nos dois lados do campo. A grande arma do FC Porto no terceiro quarto foi o recém‑contratado Jalen Riley, que deu trabalho à defesa
Diogo Ventura esteve em claro destaque ao marcar 24 pontos
Leonina e marcou muitos pontos, mas a resposta não tardou: um endiabrado Diogo Ventura não deu hipóteses aos adversários que via à frente, fosse dos dois ou dos três pontos ‑ e até da linha de lance livre. O base do Sporting CP apontou mesmo nove pontos consecutivos sem resposta e fechou o quarto em 48‑38. A diferença não sofreu grandes alterações no início do último
quarto, sendo que o FC Porto acelerou nos instantes finais na esperança de impedir a vitória do Sporting CP, mas não conseguiu. O marcador fechou aos 63‑57 com um triplo de Diogo Ventura, melhor marcador do desafio com 24 pontos. A turma de Luís Magalhães afastou‑se desta forma do FC Porto e é, agora, líder isolada da Liga Placard, sendo a única formação só com vitórias.
ANTÓNIO PAULO: “DEFESAS TIVERAM PREPONDERÂNCIA” No final do encontro, António Paulo, treinador‑adjunto dos Leões, falou aos jornalistas na conferência de imprensa. “O jogo foi marcado, fundamentalmente, por duas características. Em primeiro lugar, pelo facto de serem duas equipas que se conhecem muito bem e o resultado traduz a capacidade de scouting das equipas. Anularam‑se mutuamente. As defesas tiveram preponderância. Foi um jogo entre duas equipas que ainda não tinham perdido e foi marcado por uma ansiedade natural
que fez com que as duas equipas cometessem erros. Estas duas características marcaram o jogo e o resultado traduz isso”, começou por dizer no auditório do Pavilhão João Rocha, continuando. “A aproximação e o afastamento do resultado é fruto da dinâmica. Um ou dois triplos mudam o jogo. O jogo passou por isso. Temos o mérito de nunca ter perdido o comando da liderança e nunca ter permitido o FC Porto passar para à frente. Isso deixou‑nos com confiança para chegar ao final e ganhar”, destacou.
29 de Dezembro de 2020 | Liga Placard ‑ 8.ª jornada | Pavilhão João Rocha
SPORTING CP
63 ‑ 57
FC PORTO
(15‑11, 12‑8, 21‑19 e 15‑19)
Sporting CP: Travante Williams (8), Francisco Amiel, John Fields (9), Shakir Smith (2), Cândido Sá, Diogo Ventura (24), João Fernandes (8), Cláudio Fonseca, Diogo Araújo, Pedro Catarino, Jalen Henry (4) e James Ellisor [C] (8). Treinador: Luís Magalhães.
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ENTREVISTA DIOGO VENTURA E FRANCISCO AMIEL
LEÕES DE SANGUE MOÇAMBICANO Diogo Ventura e Francisco Amiel nasceram em Portugal e já representaram diferentes escalões da selecção lusa, mas as raízes africanas continuam a influenciar as suas vidas. Ambos filhos de pais basquetebolistas moçambicanos, os atletas do Sporting CP – que são amigos desde crianças – seguiram‑lhes as pisadas e são hoje figuras da modalidade a nível nacional. Ao Jornal Sporting, explicaram a importância de Moçambique nas suas vidas, falaram sobre a longa amizade que os une e mostraram‑se felizes por vestirem de verde e branco. Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: Pedro Zenkl Aos 26 e 24 anos, respectivamente, Diogo Ventura e Francisco Amiel atravessam excelentes fases das suas carreiras. Ingressaram na equipa sénior masculina de basquetebol do Sporting Clube de Portugal em 2019, quando esta regressou ao activo, são ambos da margem Sul do Tejo, são amigos desde crianças e já haviam jogado juntos no mais alto escalão da modalidade. Mas há ainda mais que os une: são ambos filhos de basquetebolistas moçambicanos e, por isso, levam Moçambique no sangue e no coração. Ao Jornal Sporting, os dois bases falaram sobre a forma como essas raízes africanas foram e continuam a ser importantes na escolha do basquetebol
e no desenvolvimento enquanto atletas, recordando também os tempos em que não imaginavam que, em 2020, fossem colegas em Alvalade a lutar por títulos e a competir na Europa.
MOÇAMBIQUE NA ALMA Pedro Ventura e Álvaro Amiel, pais de Diogo e Francisco, começaram a jogar basquetebol em Moçambique quando este país ainda era uma colónia portuguesa. A modalidade era muito popular na região e a qualidade abundava, sendo tanta que muita era
importada para clubes em Portugal, mesmo depois do 25 de Abril. “Os famosos retornados, quando voltaram [para Portugal], trouxeram muita qualidade ao basquetebol português. Têm uma maneira de estar no desporto diferente. São muito competitivos, duros a jogar, intensos. Isso, aliado ao talento que eles tinham, trouxe muita qualidade”, explicou Diogo Ventura. Francisco Amiel concorda e não tem dúvidas de que essa óbvia qualidade influenciou a geração a que pertence. “Algumas das maiores referências do basquetebol português vieram de Moçambique. Alguns estiveram aqui, no Sporting CP, como o Nélson Serra ou o Mário Albuquerque. Acredito
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que o facto de terem sido figuras com impacto no basquetebol português passou para a nossa geração. Muitos descendentes de moçambicanos continuam no mundo do basquetebol”, lembrou. A história de Álvaro Amiel é mais conhecida entre os Sportinguistas e já foi contada no Jornal Spor‑ ting. O pai de Francisco jogou em Moçambique, na Beira, e, já em Portugal, chegou a ser júnior do Sporting CP. Mais tarde, foi adjunto de Nélson Serra antes da secção ser extinta em 1995. Já Pedro Ventura jogou em Maputo e, em Portugal, esteve em vários clubes com alguma dimensão na modalidade. “ Quando veio para Portugal, não teve a felicidade de jogar no Sporting CP, mas jogou em bons clubes. Não chegou ao nível em que estamos agora – e ele vai ficar chateado por eu dizer isto. Chegou a equipas seniores, mas nunca tinha um papel preponderante. Representou as selecções jovens portuguesas e fez um bom percurso. Foi treinador também, mas o trabalho tira‑lhe algum tempo e não quis continuar”, revelou Diogo Ventura, que tem também outros familiares com peso na história do desporto em Moçambique.
"ALGUMAS DAS MAIORES REFERÊNCIAS DO BASQUETEBOL PORTUGUÊS VIERAM DE MOÇAMBIQUE" FRANCISCO AMIEL Tanto Francisco como Diogo já estiveram em Moçambique. O primeiro esteve em Maputo em 2010, ao serviço da selecção nacional sub‑16 nos Jogos Desportivos da CPLP, e não esqueceu essa memória. “Para mim, foi incrível porque nunca tinha ido a Moçambique. Fui a Maputo, à capital. Infelizmente, não pude ir à Beira, de onde é a maior parte da minha família, mas adorei. Tivemos a oportunidade de passear bastante. Lá, era inverno, mas o tempo estava óptimo. Estivemos na praia a comer camarões, jogar futebol e fomos à água. Adorei as pessoas. Tínhamos um rapaz moçambicano chamado Isaías que trabalhava à frente do hotel e que nos acompanhou para todo o lado. Era quase o nosso guia, ainda que não de forma oficial. Foi incrível, adorei. E o Pavilhão do Maxaquene… O meu pai já me tinha falado e foi uma experiência gira. O nosso jogo contra o Moçambique foi o jogo que abriu os Jogos da CPLP desse ano, pelo que estavam lá todas as delegações de todos os países e ainda os adeptos de Moçambique. Foi a primeira vez que joguei numa arena grande e cheia”, recordou. Já Diogo Ventura esteve em Moçambique para aquelas que considera “as melhores férias que alguma vez” teve. “Passámos o Natal e a passagem de ano com a família que temos lá. Já conhecia a família toda porque já tinham vindo a Portugal, mas estar nas raízes da minha família foi muito bom. Aliado a tudo isso, o país é incrível. Lá, era verão. Passar o Natal e a passagem de ano de t‑shirt e calções é uma realidade completamente diferente. Passámos a meia‑noite na praia. Recordo‑me também de que apanhámos em Maputo um campeonato africano de femininos [em basquetebol]. Não me recordo muito bem dos jogos, mas lembro‑me de entrar no pavilhão, que estava completamente cheio, e quando foi o primeiro cesto da selecção moçambicana foi um barulho tal que parecia um vulcão em erupção. O
meu pai já esperava aquilo, eu e a minha mãe assustámo‑nos completamente. Entrámos no espírito e, em termos de ambiente, foi dos melhores jogos que experienciei”, assegurou. E as histórias contadas pelos pais? Francisco Amiel diz que o pai Álvaro fala “muito dos tempos em Moçambique em que passava a vida a jogar e a ver jogos ao vivo”. “Ele diz com muito orgulho e saudade que passava fins‑de‑semana inteiros no pavilhão a ver os escalões todos até aos seniores. Era uma modalidade muito popular no país e era o delírio. Ele fala disto com muita saudade”, adicionou. Já Pedro Ventura, pai de Diogo, tem “várias discussões” com o filho porque “diz que na altura é que era e que agora não são tão bons”. “Entretanto, já mudou de opinião, mas muitas pessoas daquela geração que acham que os miúdos de hoje não têm talento. Discuto com o meu pai e digo que o jogo, hoje, é muito mais físico e atlético. Mas admito que eles eram mais intensos e mais duros. Por vezes, chegavam a situações extremas. Há uma história com o Eustácio Dias, jogador muito conhecido do basquetebol português e moçambicano, em que ele jogava com uma agulha com as meias e, antes dos lances livres, espetava a agulha nas pernas dos adversários e seguia jogo. Hoje, seria impensável. Se alguém o fizer, será erradicado da modalidade”, referiu Diogo Ventura. Tudo isto faz com que ambos os jogadores sintam que também representam Moçambique, apesar de terem vivido sempre em Portugal. “Sem dúvida que Moçambique nunca vai sair dos nossos corações e das nossas cabeças. Nunca nos vamos esquecer desse país. As nossas raízes vêm de lá e não há como o esquecer”, admitiu Diogo Ventura, enquanto Francisco Amiel destacou a importância “não esquecer as raízes e perceber o efeito que têm” em si. “Moçambique vai fazer sempre parte da nossa vida”, garantiu.
AMIGOS DESDE (QUASE) SEMPRE Os dois Leões são amigos há muito tempo. Têm idades próximas, cresceram na mesma área e jogaram ambos basquetebol desde crianças. Para além disso, marcavam ambos presença nos Encontros de Moçambicanos, que juntavam jovens atletas ligados ao basquetebol moçambicano. Ainda assim, contam ao Jornal Sporting, nunca imaginaram chegar a esta idade a jogarem juntos numa equipa de topo em Portugal. “Ninguém imagina uma coisa dessas. Já nos conhecemos desde crianças e lembro‑me perfeitamente desses encontros. Era um dos pontos altos do ano. Adorava passar esse dia a jogar basquetebol com pessoas que não via tanto durante o ano. Mas não, nunca imaginava. (…) Voltarmos a encontrar‑nos num Clube como o Sporting CP, a lutarmos pelo que estamos a lutar e a fazer o que estamos a fazer até agora nunca imaginei. Fico muito orgulhoso”, admitiu Diogo Ventura. Em 2013/2014, contudo, tiveram uma pequena amostra da experiência que vivem actualmente. Jogaram ambos no Sport Algés e Dafundo, no escalão mais alto do basquetebol nacional, e têm várias memórias. "O Diogo da altura era o Diogo de agora. Sempre deu tudo em prol da equipa, nunca arranjou problemas. Obviamente que está melhor jogador, tal como eu espero estar. Entendemo-nos bem, apesar de jogarmos na mesma posição. Isso ajuda a química da equipa", contou Francisco, com Diogo a lembrar
também que os dois colegas passavam "muito tempo juntos". "Lembro-me perfeitamente desses tempos. Estávamos numa altura da nossa vida completamente diferente. Estava no primeiro ano da faculdade e o Francisco estava no secundário. Tinha acabado de tirar a carta e ele nem a tinha. Dava-lhe boleia muitas vezes, o que fez com que a nossa relação fosse ainda mais forte fora do campo. Lembro de ele ser um jovem que se integrou perfeitamente na equipa, como faz em todo o lado. Nisso, somos idênticos e conseguimos criar um bom ambiente. Lutamos por um lugar na mesma posição, mas sempre com o máximo respeito um pelo outro", considerou.
DIAS FELIZES DE VERDE E BRANCO Hoje, tanto Diogo como Francisco estão muito satisfeitos a jogar de Leão ao peito sob as ordens do treinador Luís Magalhães, outra figura do basquetebol nacional com sangue e raízes moçambicanos. “Ele, de vez em quando, gosta de mandar algumas bocas de Moçambique. Algumas para nós, mas a maioria para o Jeremias [Manjate]”, admitiu Francisco Amiel, falando de Jeremias Manjate, jovem poste moçambicano que integra o plantel Leonino. “O Jeremias tem uma capacidade atlética muito boa. Aqui, no Sporting CP, é complicado porque os colegas de posição dele são muito experientes, mas nos treinos nota‑se que ele consegue, cada vez mais, competir contra jogadores deste calibre. (…) É interessante porque vemos o John Fields, que é um jogador com influência na nossa equipa, a ficar ‘maluco’ nos treinos porque o Jeremias está em cima dele a jogar duro. Já vi muitas vezes o Fields a sair chateado porque não conseguia fazer o jogo dele como esperava”, acrescentou. Diogo Ventura corroborou com Francisco Amiel, explicando que Jeremias Manjate “é um jogador importantíssimo na equipa, ao contrário do que as pessoas possam pensar”. Individualmente, os dois não podiam pedir mais. Consideram que estão no Clube certo e no momento certo. “Tem sido muito bom. Venho de uma realidade diferente, no basquetebol universitário americano, onde tinha um papel muito específico na equipa. Habituei‑me a isso e evolui muito como jogador. Aqui, no Sporting CP, temos muita liberdade dentro da equipa e tem sido bom porque permite‑me voltar a tocar em alguns pontos do meu jogo que não toquei nos EUA. Temos todas as condições no Pavilhão João Rocha para treinarmos e fazermos ginásio”, afirmou Francisco. Para Diogo Ventura, estar no Sporting CP é igualmente especial e com outras razões à mistura: agora, o atleta consegue viver exclusivamente do e para o basquetebol. “A nível individual, estou a viver os melhores anos da minha vida no Sporting CP. Há dois anos, antes de vir para o Sporting CP, acordava às 7h30 para ir trabalhar com um horário normal e treinava depois no Barreiro. Trabalhava numa empresa transitária, que fazia importação e exportação de carga e contentores, que era a área que estudei. (…) Gostava do que fazia no trabalho, mas jogar basquetebol, para nós, não é trabalhar. Fazemos o que gostamos. Nunca acordamos e pensamos que nos vamos meter num computador ou enviar emails. Vamos jogar basquetebol, que é o que mais gostamos. Estou a viver os melhores anos da minha vida e estou muito contente por estar aqui”, concluiu.
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ENTREVISTA ÂNGELO GIRÃO E ZÉ DIOGO MACEDO
“O SPORTING CP NÃO TEM UM TITULAR E UM SUPLENTE, TEM UM QUE JOGA MAIS E OUTRO QUE JOGA MENOS” Ângelo Girão e Zé Diogo Macedo competem pelo mesmo lugar na equipa de hóquei em patins liderada por Paulo Freitas, mas à conversa com o Jornal Sporting mostraram que isso não os impede de se admirarem um ao outro. Entre muito risos, os guardiões recordaram o difícil ano de 2020, deram conta do ambiente familiar da equipa Leonina e apontaram aos próximos objectivos. Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Pedro Zenkl Chega ao fim 2020. Este foi o ano mais complicado da vossa carreira? Ângelo Girão (AG): Foi, sem dúvida. Treinámos pouco, a época passada terminou a meio – e ficámos com a sensação de que podíamos ter sido campeões nacionais – e depois tudo aquilo que se seguiu: a incerteza de voltarmos aos rinques e os quase cinco meses parados. Foi uma fase muito dura e foi, certamente, o pior ano da minha carreira. Zé Diogo Macedo (ZDM): Sim. Sem dúvida que sim. O Girão disse tudo. Foi isso mesmo.
AG: Não, nem pensar. Só podíamos ter ganhado um título e fizemos tudo para o ganhar, mas infelizmente perdemos nos penáltis que são sempre uma lotaria. Na minha opinião, fomos melhores do que o SL Benfica, mas não conseguimos ganhar o troféu. No entanto, para mim, o pior deste ano, foi não poder fazer aquilo que mais gosto que é jogar hóquei em patins.
Como é que é ser suplente dele, que dizem ser o melhor guarda-redes do Mundo? ZDM: É incrível. Para aprender, não há nada melhor do que ser suplente dele e jogar com ele. É o melhor guarda-redes do Mundo e para mim é um gosto trabalhar com ele. Dá-me a oportunidade de ser melhor todos os dias e de evoluir dia após dia.
O que esperam agora de 2021? AG: Esperamos ganhar muitos títulos. Entramos sempre para ganhar e em 2021 não vamos fugir à regra.
“O ZÉ É UM DOS MELHORES GUARDA-REDES PORTUGUESES” ÂNGELO GIRÃO
“O PIOR DE 2020 FOI NÃO PODER JOGAR” ÂNGELO GIRÃO
Zé Diogo, espera um ano com mais jogos ou a baliza está bem entregue ao Ângelo? ZDM: Não sei. A menos que o Girão se lembre de levar alguns cartões azuis (risos). Logo se vê, depende dos jogos e de como estiverem a correr. Para mim está tudo bem quando o Girão está a jogar, ele joga muito.
E o Ângelo sente que a baliza está segura quando o Zé Diogo vai a jogo ou fica inquieto? AG: Não fico nada inquieto. Além disso, o Sporting CP não tem um titular e um suplente, mas sim um que vai jogando mais e outro que joga menos. Toda a gente reconhece uma qualidade enorme ao Zé. Sempre que
E não terem conquistado nenhum título é a pior recordação deste ano?
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entrou ou foi chamado a intervir nunca falhou à equipa. É um dos melhores guarda-redes portugueses. O que têm aprendido um com o outro? É natural que o Zé Diogo aprenda mais com o Ângelo, mas de certeza que o Ângelo também aprende com o Zé Diogo... ZDM: Muita coisa. Apesar de lutarmos pelo mesmo lugar, o Girão ajuda-me muito tanto nos treinos como nos jogos. Corrige-me, ajuda-me a melhorar... AG: Apesar de lutarmos pelo mesmo lugar, temos uma relação muito boa, tanto dentro como fora de campo. Por isso, ajudamo-nos e corrigimo-nos um ao outro. Não é por eu jogar mais vezes do que ele, que ele não me diz nada ou não me ajuda. Até porque sabemos que isso é bom para a equipa e para nós, que assim também melhoramos. O Zé Diogo está há 17 épocas no Sporting CP e o Ângelo há sete. Que balanço fazem do percurso até aqui? ZDM: Um óptimo balanço. Tem sido sempre um percurso em crescendo. Comecei na Casa do Gaiato, ainda em infantil, e fui sempre subindo de escalão e até de divisão, passando por vários pavilhões – Livramento, São João da Talha e agora Pavilhão João Rocha – e já conquistei vários títulos. Quando aqui cheguei, em pequenino, não sonhava com metade do que já aqui vivi, nem estar onde estou. Nessa altura, era quase impossível achar que o Sporting CP iria ter a equipa que tem e ganhar tudo o que já ganhou. AG: Gostava de fazer um aparte antes responder. Às vezes fala-se nos símbolos do Sporting CP, e de atletas que estão cá há muitos anos, e são poucos os que estão aqui há tantos anos como o Zé. Não são só aqueles que jogam mais que importam, o Zé tem a mesma importância que os outros. Acho que ele tem pouca visibilidade, mas é um símbolo do Sporting CP. Nós todos o respeitamos e admiramos muito. É um elemento fundamental no nosso balneário, que representa muito bem o hóquei em patins do Sporting CP. (...) AG: Partilho da ideia dele, ainda que tenha uma visão mais redutora porque cheguei apenas quando o hóquei em patins passou para modalidade oficial do Clube. Fui muito criticado quando vim para cá por ser uma escolha de risco. Vinha da AD Valongo, que tinha acabado de ser campeã, e tinha outras propostas. Os primeiros anos, até ser formada uma estrutura consistente, foram complicados, mas felizmente conseguimos ir conquistando alguns títulos até chegar aos maiores. Se perguntassem a alguém, mesmo à pessoa mais optimista, se o Sporting CP iria conseguir nestes anos os títulos que conseguiu, a pessoa diria que era impossível. Na altura achavam que o Ângelo estava a dar um passo ou mais atrás... AG: Sim. O Sporting CP não era candidato ao título, tinha uma equipa construída à pressão e só tinha garantido a permanência na última jornada, mas logo no primeiro ano como modalidade oficial conseguimos conquistar a Taça CERS, fomos à final da Taça de Portugal e por pouco não ficámos nos quatro primeiros lugares do campeonato, que dão acesso à Liga dos Campeões. Não foi uma escolha fácil, nem bem aceite. Agora todos querem representar o Sporting CP. O que é que o liga ao Sporting CP, Zé Diogo? ZDM: Esta relação familiar. Estou aqui há 17 épocas, gosto das pessoas com quem trabalho e damo-nos todos muito bem. Somos mesmo uma família, por isso sinto-me muito bem aqui.
E ao Ângelo o que é que o continua a prender aqui? AG: É exactamente aquilo que o Zé disse: é o facto de sermos uma família. Já estive noutros balneários e sei que não é fácil criar estas dinâmicas de grupo e esta maneira de estar, esta amizade e entreajuda que nós temos. E estão satisfeitos pela época que o Sporting CP está a fazer até este momento? ZDM: Não fiquei contente com o facto de não termos vencido a Taça 1947, mas ainda há muitas coisas para ganhar e por isso está tudo bem. AG: Eu estou muito satisfeito com aquilo que temos feito, mas é como o Zé disse: perdemos uma Taça, um dos nossos objectivos, e essa foi a única coisa que não me agradou até agora.
“SE NÃO FOSSEMOS A FAMÍLIA QUE SOMOS NÃO GANHÁVAMOS TANTO” ZÉ DIOGO MACEDO Ainda assim, mesmo nos momentos menos positivos, sobressai sempre a vossa união. O espírito de família que falavam, é a peça-chave do vosso sucesso? ZDM: É, porque com base nesse espírito lutamos todos uns pelos outros e todos damos o melhor de nós dentro e fora de campo. Há raça, há querer e se não fossemos a família que somos as coisas não corriam tão bem, nem ganhávamos tanto. AG: Esse espírito é a peça-chave, mas claro que também tem de haver qualidade, trabalho e competência. Ainda assim, como nas outras equipas também há, acho que no final é isso que acaba por fazer a diferença. E essa união vai para além do rinque? AG: Sim, porque quase todos nós somos de fora e por isso quando os jogos acabam vamos uns cinco ou seis jantar ou combinamos qualquer coisa fora do Clube. Agora, por causa da pandemia, não podemos fazer isso. Uma vez que o espírito é tão bom... quem é o mais engraçado da equipa? ZDM: Não sei... AG: ... o Nolo [Gonzalo Romero]. Não, é melhor não dizermos que é ele se não depois não se cala (risos). O Alvarinho tem piada fina agora e o Verona está sempre na brincadeira. ZDM: O Romero vai ficar amuado... AG: Ele é engraçado, mas é muito chato. ZDM: Sim, é. AG: Isto vai ser tudo divulgado? (risos) Vamos fazer de novo então... o Nolo é muito engraçado, rimo-nos muito com ele, mas é um bocado chato. É engraçadíssimo só durante cinco minutos... E o mais introvertido? ZDM: É o Gonçalo [Nunes]. AG: Sim, é ele, de longe. É uma pessoa que demora a ganhar confiança, mas quando ganha fala mais. Há algum DJ de serviço ou não? ZDM (aponta para Girão): (risos) E é bom? ZDM: É só música brasileira. AG: Não é nada, às vezes ponho um ‘reggaetonzinho’. ZDM: É bom, é. Eu pessoalmente gosto.
Mais ninguém pode assumir esse cargo? AG: Pode, o Nolo às vezes também põe uma ‘musiquinha’, mas eu é que costumo andar sempre com o telemóvel atrás. E eles criticam a música que o Ângelo põe? AG: Às vezes, sim, mas depois perguntam-me que música era aquela... E dançam ou não? AG: Dançam quando o prof [Paulo Freitas] deixa. Dançam bem? AG: Dançamos. É cada bailarino que as pessoas não têm noção... nem queiram saber. E quem é que se veste melhor? ZDM: Eu, sem dúvida. AG: Não Zezinho, por amor de Deus. Vou ficar chateado se não for eu, pá. Vá, todos menos o Souto... o Souto é o pior. Porquê? AG: Vem com pijamas da Massimo Dutti e coisas incríveis, que não lembram nem ao menino Jesus. ZDM: Eu acho que o Ferran é o pior. Sapatilhas da Kawasaki... AG: Isso foi quando chegou, sim, mas o galego agora está melhor... é um diamante polido. E o Paulo Freitas é tão sério e focado como o vemos no banco? ZDM: ... responde tu, Girão. AG: Não, o Freitola tem aquela personalidade um bocado complicada durante os jogos, mas depois cá fora é mais um do grupo, faz bom ambiente, e tem momentos divertidos, mas nós temos de saber distinguir que o Paulo é uma coisa fora do rinque e tem de ser outra dentro. Desde que o Paulo chegou, os resultados falam por si e isso é o mais importante. É treinador de se chatear muito ou quando se chateia é mesmo com razão? ZDM (pensa): ... AG: A pergunta é mais quando é que ele não se chateia? (risos) Ainda assim, esses sermões têm resultado. Que outras coisas é que não podem faltar para esta equipa continuar a ter sucesso? AG: Qualidade, investimento e todo o trabalho invisível que é feito por pessoas como o nosso team manager e a restante equipa técnica, que são pessoas que não se vêem, mas que também fomentam o espírito que temos. Isto tudo aliado à competência e ao nosso ambiente familiar, faz-nos estar sempre mais perto de ganhar. E os adeptos fazem falta? ZDM: Se fazem… Já nem me lembro do que é um pavilhão cheio. AG: Sim, eles dão-nos uma força incrível. Sem eles, em alguns momentos, fica mais difícil de ganhar. E no meio de tantos títulos, quais ou que conjunção deles querem conquistar ainda conquistar no Sporting CP? AG: O próximo. Ainda não ganhei a Taça de Portugal, nunca a ganhei sequer, mas se me disserem que ganho todos os anos o campeonato ou a Liga dos Campeões, assino já por baixo e não quero a taça. ZDM: Também me falta a Taça de Portugal e a II Divisão, mas quero sempre ganhar todos os que disputamos.
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ENTREVISTA SARA MOREIRA
“O MEU SONHO CONTINUA A SER CONQUISTAR UMA MEDALHA OLÍMPICA” A carreira de Sara Moreira é uma maratona que dura há mais de uma década. Desde 2014 no Sporting Clube de Portugal e depois de tantos quilómetros percorridos, ilustrados com vários títulos europeus e nacionais, a atleta vai continuar a correr de Leão ao peito. Depois de olhar para trás, aos 35 anos ainda não vê a meta e segue o seu caminho com a ambição e a paixão como combustíveis para mais uma época. Texto: Mónica Barros, Xavier Costa Fotografia: José Lorvão O que significa continuar a representar o Sporting CP? É muito importante para mim continuar nesta família na qual estou há seis anos e onde tenho vindo a construir uma relação de amizade e profissionalismo com todos. Acho também que é muito importante para a estabilidade, emocional e financeira, poder continuar ligada e a dar o meu melhor pelo Clube pela aposta que têm feito em mim. Fiquei muito feliz por terem continuado a apostar em mim e cá estou para mais uns anos de Leão ao peito. Ainda se recorda dessa decisão e dos primeiros dias? Lembro-me perfeitamente. A primeira competição que fiz foi a maratona de Nova Iorque, onde fui terceira classificada e teve um impacto muito grande no Clube. Três semanas depois, já com a listada verde e branca, fiz um corta-mato e não esperava tanto apoio dos adeptos. Eu vinha de um clube que era basicamente só de atletismo, o Maratona Clube de Portugal, e não tínhamos o apoio que senti nesses primeiros instantes no Sporting CP. Claro que tinha a noção da grandeza do Clube, mas não tinha a noção de que os adeptos vibravam tanto com o atletismo. Foi algo que me atraiu muito e que me fez realmente sentir o que era o espírito do Sporting CP, algo muito importante para mim naquele momento. É um dos grandes nomes do meio-fundo e fundo em Portugal. Como é que tudo começou? Comecei por brincadeira, fui gostando e as coisas foram acontecendo de uma forma natural. A verdade é que nunca fiz outras disciplinas, não havia grandes meios. Treinávamos na rua e em parques, lembro-me de correr até no parque de estacionamento do CD Aves. A distância de corrida foi aumentando, os títulos também foram aparecendo - o que é sempre importante para nos motivar -, mas foi sempre uma paixão e continua a ser esse sentimento que me continua a mover.
também joga, quando na hora certa consegues ser a tua melhor versão. Sinceramente, nunca pensei que fosse concretizar esse sonho tão cedo. Tinha 22 anos. Depois, os outros dois foram momentos completamente diferentes porque a responsabilidade era maior. No entanto, estar em três JO foi sem dúvida das coisas mais especiais da minha carreira. As medalhas são especiais, mas o espírito olímpico é algo que nos marca a todos. Ultrapassa o desporto em si, é algo muito mais cultural e inexplicável. Mais difícil é contabilizar as suas presenças em Mundiais e Europeus e as medalhas conquistadas. É difícil eleger os principais, mas se tivesse de destacar um momento seria a primeira vez em que fui campeã da Europa como sénior, em Gotemburgo, no ano de 2013. A partir daquele momento senti que se foi possível uma vez, voltaria a sê-lo. É aquele clique. Até lá só sonhava e trabalhava para isso, mas as medalhas que me levaram até lá também foram muito importantes, bem como as derrotas. Vale muito pelo caminho, pelo processo, porque não são momentos isolados. Eu aprendi sempre muito mais nas minhas derrotas do que nas minhas vitórias. Que significado tem para si o histórico dia 10 de Julho de 2016? Foi um dia incrível, mas quatro dias antes tinha desistido na prova de 10 000 metros do Campeonato Europeu e fiquei muito desiludida. Nesses quatro dias foi uma luta constante para me convencer de que estava realmente preparada. Ora, no dia da meia-maratona acordei decidida e fazer com que isso chegue à cabeça, por vezes, é a única coisa que falta. Parti confiante e foi uma corrida
Qual é a sensação de terminar uma maratona? Não há nada como uma maratona. Terminar, em si, é um acto quase heróico. Já participei em muitas provas, ganhei medalhas e obviamente que é um sentimento muito bom, mas ao terminar uma maratona sentes-te diferente. É, para mim, a prova mais especial de todas. Já participou em três Jogos Olímpicos (JO). Qual é a sensação? Em 2008, nos meus primeiros JO, senti-me uma privilegiada. Não chega ser bom atleta. Há muitos exemplos de bons atletas que não chegam ao patamar olímpico. Ali, é a excelência dos melhores. Acredito que a ‘estrelinha’
Sara Moreira é uma das mais importantes atletas em Portugal
de grande luta interior, também daí as minhas lágrimas no final. Foi um dia histórico para Portugal obviamente, porque depois das nossas medalhas vimos todos juntos como a selecção de futebol se sagrou Campeã da Europa. Como se sente por contribuir também para o palmarés do Sporting CP? Foi sempre o Clube de referência para mim, onde estavam sempre nomes maiores do atletismo. Eu vi sempre o Sporting CP como algo que eu gostaria de representar e felizmente aconteceu. Entretanto, chegar ao Clube e fazer parte da equipa que conquistou pela primeira vez uma Taça dos Clubes Campeões Europeus de pista foi algo que me marcou. O prof. Mário Moniz Pereira foi sempre alguém muito presente no atletismo e em mim e nós ainda conseguimos conquistar esse troféu com ele em vida. Foi algo muito especial para mim saber que vou fazer parte para sempre de um momento histórico para o Clube. Ainda juntámos o corta-mato, o que a nível feminino não tinha acontecido e isso é história. O Sporting CP é o maior e melhor Clube, quer em Portugal, quer até na Europa e contribuir para o seu palmarés é algo que me enche de orgulho e me motiva para continuar a trabalhar para dar mais vitórias. Para a nova temporada, apesar da incerteza, o que se pode esperar de Sara Moreira? Podem esperar de mim aquilo que eu sempre dei: o meu melhor, em prol dos objectivos do Clube, que são também os meus. Neste ano em que tudo está diferente do habitual, é muito difícil de prever, no entanto eu tenho estado a fazer o meu trabalho, dia após dia, sempre com a certeza de que, independentemente do momento, vou estar preparada para dar o meu melhor e conseguir os melhores resultados. Estou preparada eventualmente para o nacional de estrada, o nacional de corta-mato. A Taça dos Campeões de crosse ainda não sabemos se irá realizar-se, mas estarei certamente preparada. O que falta conquistar? Falta sempre alguma coisa, temos sempre objectivos. O meu sonho continua a ser conquistar uma medalha olímpica. Parece só um sonho, mas eu acredito que poderá vir a ser possível. Em termos de Clube há muitas conquistas para atingir. Gostaria de ser campeã nacional de corta-mato e quero ainda fazer parte das equipas que poderão conquistar tanto a Taça dos Campeões de crosse como a Taça dos Campeões de pista. Depois, é estar nas várias frentes sempre motivada e determinada a dar o melhor pelo Clube, pois para mim só assim faz sentido.
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ENTREVISTA CARLOS NASCIMENTO
“O TOPO DA CARREIRA DE UM ATLETA É CHEGAR AO PATAMAR OLÍMPICO” Veloz nas distâncias curtas como um verdadeiro Leão, Carlos Nascimento é um dos atletas mais rápidos de Portugal e vai continuar a correr com a listada verde e branca. Aos 25 anos, dos Mundiais e Europeus às provas domésticas, o velocista Leonino revisitou a sua carreira, à qual ainda procura juntar a primeira participação olímpica. Texto: Mónica Barros, Xavier Costa Fotografia: José Lorvão Que significado tem esta renovação de contrato? Já é um percurso de alguns anos, os quais recordo com muito carinho porque foram anos em que consegui conquistar coisas bastante importantes individual e colectivamente. Foram anos em que me fui desenvolvendo enquanto atleta e pessoa e o Sporting CP está em todos esses patamares que fui subindo na minha carreira, mas também nos que desci por motivos menos bons. O Clube esteve sempre lá. Para mim, é realmente muito importante saber que vou estar mais um ano com esta família, sobretudo num ano de Jogos Olímpicos. Espero que tudo corra pelo melhor. Como é que começou no atletismo e porquê a velocidade? Surgiu por brincadeira na escola, quando em educação física tínhamos aulas de atletismo e os professores tiveram a capacidade de perceber que havia ali algum talento para a velocidade. Por coincidência, o meu treinador, que já me conhece desde que nasci, esteve ligado ao atletismo durante muitos anos. Sabendo da situação, acabou por me aconselhar a ir treinar ao meu antigo clube, na Faculdade de Desporto. Desde aí percebemos que havia algum talento para a velocidade e foi assim que tudo começou. O que mais o fascina na disciplina? É a adrenalina, acima de tudo. Sabemos que é uma prova tão curta que nada pode falhar ali, as coisas têm de ser realmente bem feitas. Além disso, acho também que a prova dos 100 metros acaba por ser a prova rainha do atletismo, porque é a que move mais interessados na modalidade e a que suscita mais emoções nas pessoas que estão a ver. Poder fazer parte de um lote de atletas que pode transmitir isso ao público e o saber, para nós, que na hora é o tudo ou nada muda tudo. Sempre gostou de acompanhar as provas de velocidade? Lembro-me desde muito novo de ver atletismo, havia essa cultura na minha família. Lembro-me de, em 2004, nos Jogos Olímpicos de Atenas, quando o Francis Obikwelu foi vice-campeão olímpico com recorde europeu, ter ficado completamente fascinado por tudo o que envolvia a competição em si. A forma como os atletas corriam, tudo aquilo mexia comigo. Por coincidência ou não, acabei por vir parar a esse número e é excelente.
experiência, porque o topo da carreira de um atleta é chegar ao patamar olímpico. Por isso, claro, já estou a sonhar com esse momento há alguns anos. Estou a trabalhar para isso e, se tudo correr bem, espero estar nos próximos Jogos Olímpicos. Como foram as primeiras experiências em Mundiais e Europeus? O primeiro impacto é sempre um choque porque em Portugal, sobretudo nos escalões jovens, estamos habituados a ser um pouco destacados dos restantes e a concorrência não era muita, efectivamente. Quando cheguei lá fora foi aí que percebi que como nós há imensas pessoas e só quem trabalha a sério é que vai marcar a diferença lá fora. Essa dificuldade inicial abanou-me um bocado, mas o meu treinador sempre me alertou para a importância do trabalho. O que o atrai nos 60 metros em pista coberta? Sinceramente, não consigo explicar, mas prefiro os 60 metros. Os próximos resultados ditam que à partida é onde sou melhor, até porque tenho os recordes desde juvenil até sub-23. Isso pode dizer alguma coisa, mas relativamente aos 100 metros fiquei perto de vários recordes nacionais em vários escalões, mas é uma adrenalina diferente. Nessa prova podemos recuperar de alguma forma na corrida, já nos 60 metros, se uma coisa mínima falha, já terá um grande impacto no resultado. Esse não querer falhar é o que mais me motiva e me faz gostar mais dessa distância. Ainda se recorda do dia em que os fez em 6,63 segundos? Foi um ano particularmente mau na minha vida pessoal e o atletismo foi um refúgio muito grande. Fiz um ano excelente ao nível de treinos e lembro-me de chegar a essa prova em grande forma e a sentir que aquele ia ser o dia. Coincidiu ter um aquecimento e uma recuperação muito
Participar nos Jogos Olímpicos é o grande objectivo? O sonho de qualquer atleta, acho, é o de passar por essa Carlos Nascimento mostrou-se muito feliz por continuar de Leão ao peito
bons. Cheguei à prova com as condições todas reunidas, contra bons adversários e a adrenalina lá em cima. Fiz essa marca que significou os mínimos para os Mundiais daquele ano. Foi dos principais marcos da minha vida. Como foi saborear o título nos Jogos Europeus, em 2019? Quando comecei a ver a lista de concorrentes percebi que, de facto, era possível lutar por uma medalha, porque estava num bom momento de forma. O facto de estar naquele ambiente, que acaba por ser um pouco olímpico – estávamos todos na mesma zona, até de diversas modalidades – ajudou a que conseguisse chegar lá e ultrapassar as dificuldades para lutar pela medalha. Os seus actuais 10,13 segundos nos 100 metros até onde permitem sonhar? Acreditamos que é possível um dia baixar dos dez segundos. Claro que não é fácil, tenho de estar num momento de forma perfeito. No entanto, é possível estar na casa dos dez segundos ‘rasos’. Quando consegui essa excelente marca dos 10,13 segundos, abriram-se muitas portas em termos de patrocínios e meetings para poder estar nos grandes palcos. Que detalhes é que podem ser trabalhados para baixar dos dez segundos? Temos atletas e treinadores muito bons em Portugal. O que acho que pode mudar para atingir o nível do Francis [Obikwelu], à parte das suas características físicas, é ter um país que olhe para estas modalidades com outros olhos para que os atletas com potencial possam evoluir. De resto, é muito treino, mas reforço que acho que há em Portugal potencial para voltar a baixar dos dez segundos e espero que isso aconteça. Apesar da indefinição, quais as metas para esta temporada? Ainda estamos um pouco ‘às cegas’ e já perdemos o Mundial de pista coberta, que foi adiado, mas espero que aconteça o Europeu de pista coberta para participar na prova dos 60 metros. De resto, é competir lá fora bastantes vezes para ganhar esse andamento, porque faz a diferença e tudo o que forem provas internacionais que me ajudem a chegar ao tão desejado sonho, que são os Jogos Olímpicos, são bem-vindas. Um dos objectivos que estabeleço é o de chegar aos clubes e conseguir o melhor resultado possível. Acho que nos últimos quatro, cinco anos tenho estado bem. Ganhei quase sempre, o que é bastante satisfatório.
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ADN DE LEÃO LOGO ORIGINAL
PODCAST
TT NO ‘ADN DE LEÃO’ TIAGO TOMÁS É O CONVIDADO DO QUINTO EPISÓDIO DO PODCAST OFICIAL DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL. O AVANÇADO VERDE E BRANCO VAI SER O PRÓXIMO NOME SONANTE DO UNIVERSO VERDE E BRANCO A ESTAR FRENTE‑A‑FRENTE COM A APRESENTADORA JOANA CRUZ, NUMA CONVERSA QUE SE PREVÊ MUITO ANIMADA E RECHEADA DE HUMOR COMO TEM SIDO HABITUAL. Texto: Pedro Ferreira Fotografia: José Lorvão
Com apenas 18 anos, o jogador formado em Alcochete tem sido uma das peças em destaque na excelente campanha da equipa de Rúben Amorim esta temporada, com o técnico a confiar‑lhe a titularidade nas últimas quatro partidas. Tiago Tomás soma já cinco golos apontados em 15 jogos (falhou apenas um encontro esta temporada), destacando‑se como o segundo melhor marcador da equipa depois de ter feito o gosto ao pé em todas as competições, excepto na Taça da Liga. Se analisarmos estes dados com maior detalhe, chegamos à conclusão que o avançado está também actualmente no topo da lista dos melhores marcadores nos cinco principais campeonatos europeus, isto tendo em conta o lote de atletas nascidos a partir do ano 2002. O atleta Leonino partilha o primeiro lugar dessa lista com
Tiago Tomás com a apresentadora do podcast, Joana Cruz
Ansu Fati, do FC Barcelona, e Florian Wirtz, do Bayer 04 Leverkusen, duas das maiores promessas do futebol mundial. No seu primeiro jogo europeu de sempre, no passado mês
Tiago Tomás autografou a camisola de Joana Cruz
de Setembro, Tiago Tomás estreou‑se com um golo contra o Aberdeen FC, tornando‑se no jogador mais jovem de sempre a marcar pelos Leões nas provas da UEFA em dia de estreia, com
18 anos, três meses e nove dias, assim como o segundo jogador Leonino mais jovem de sempre a marcar em jogos europeus, superado apenas por Litos. Na época passada foi
protagonista de uma ascensão meteórica, e depois de se ter destacado ao apontar 28 golos em 28 jogos pelos sub‑17, passou a representar os sub‑19, formação ao serviço da qual voltou a assinar um registo impressionante para um ‘miúdo’ que tinha apenas 17 anos, totalizando 13 golos marcados em 17 jogos. Mais tarde, seria ainda chamado para ajudar a equipa sub‑23 na fase derradeira da temporada. A chegada de Rúben Amorim a Alvalade, na recta final de 2019/2020, fez com que tivesse as primeiras oportunidades na equipa principal e realizasse a sua estreia de Leão ao peito diante do Gil Vicente FC. Apesar de não ter somado qualquer golo nos cinco jogos que disputou, fez crescer água na boca de todos os Sportinguistas e estendeu a passadeira verde e branca para uma época de sucesso como a que tem vindo a realizar até ao momento. Depois de João Mário, Manuel Fernandes, Patrícia Mamona e Sebastián Coates já terem passado pelo estúdio onde é gravado o ‘ADN de Leão’, na Academia Sporting, agora foi a vez do jovem atleta destapar um pouco o véu e tornar‑se no terceiro jogador do actual plantel Leonino a revelar uma das suas facetas menos conhecidas até aqui. Tal como todos os episódios anteriores, o ‘ADN de Leão’ com Tiago Tomás vai para o ar na próxima terça‑feira, dia 5 de Janeiro, às 19h06, nas plataformas habituais de podcasts, e pode ainda ser visto no canal oficial do Sporting CP no YouTube e na Sporting TV.
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CLUBE PARCEIROS
UM AMOR INTERMINÁVEL
A MATOSCAR
UMA HISTÓRIA TRAZIDA PELA NOS, PARCEIRA LEONINA, COM A COLABORAÇÃO DO SPORTING CP. ‘UM AMOR INTERMINÁVEL’ APRESENTA SETE MINIFILMES DE AMOR AO CLUBE.
SPORTING TV DÁ A CONHECER OS PARCEIROS DO SPORTING CP NO PROGRAMA SPORTING CORPORATE.
A NOS, parceira Leonina, trouxe-nos neste Natal uma história de ‘Um Amor Interminável’ de um neto e um avô, que venceram um passatempo da operadora de telecomunicações, ao Sporting Clube de Portugal. João Patrício, o neto, e Américo Nicolau, o avô, representam um amor, igual ao de tantos Sportinguistas, que passa de geração em geração e mostram que o Sporting CP consegue tornar ainda mais especiais alguns laços e momentos familiares. Quando era pequeno, o João, Sócio 68.467, passava muito tempo em casa dos avôs e, por isso, acabava por ver vários jogos do Sporting CP na companhia do avô Américo, até que um dia esse ritual simbólico se tornou obrigatório, após uma reviravolta Leonina. “Uma vez o Sporting CP estava a perder ao intervalo, o meu avô chegou e o Sporting CP fez a reviravolta para o 5-3”, recordou o neto, falando do jogo da Taça de Portugal diante do SL Benfica, na época 2007/2008. “Aí começou a tradição de não podermos ver os jogos afastados. É a nossa superstição”, admitiu. “Acho que o mais importante não é o lugar. O mais importante mesmo é a companhia um do outro. É isso que torna especial esta ligação. O sofá pode mudar, pode mudar a televisão, pode mudar tudo, mas se o avô estiver ao lado é sempre diferente”, comentou João. Ainda assim, nos últimos meses tem sido difícil juntar neto e avô, devido à pandemia, mas a NOS e o Sporting CP conseguiram juntá-los não para assistirem a um jogo dos Leões, mas para pisarem juntos o relvado do Estádio José Alvalade, a casa de todos os Sportinguistas, que é palco do futebol e lugar de todas as emoções.
Neto e avô não conseguiram esconder a emoção, nem na visita a Alvalade, nem quando foram surpreendidos com as mensagens de João Mário e Sebastián Coates – elogiando a bonita história que os liga – e uma camisola do Sporting CP, com o nome um do outro, para que possam estar “juntos”
quando o Sporting CP jogar, mesmo que tenham de estar longe fisicamente, e de Leão ao peito. O certo é que o avô jamais se quer separar do Clube do coração e daquele que o liga ainda mais ao neto: “Quando morrer quero levar a bandeira do Sporting CP e a dos bombeiros”
A Sporting TV tem dado voz aos parceiros do Sporting Clube de Portugal com um programa que lhes é totalmente dedicado e que se chama ‘Sporting Corporate’. Com a apresentação da radialista Catarina Miranda, a rúbrica tem sido transmitida à segunda-feira à noite. No episódio desta semana, o ‘Sporting Corporate’ foi até Évora e deu a conhecer a empresa A MatosCar, parceira Leonina desde 2018, que tem também ligação sentimental ao Sporting CP. A MatosCar nasceu em 1986, em Portalegre, e hoje em dia está presente em Castelo Branco Beja,
Guarda, Fundão e Évora – onde tem uma megastore –, contando com 362 colaboradores no interior do País. Esta empresa familiar, actualmente sob a administração de Pedro Matos, filho do fundador, e onde também trabalha a irmã Paula, que é directora de marketing, pertence ao Grupo A MatosCar, que tem ainda a A MatosCar Beiras e a Lubripor. O grupo representa mais de vinte marcas de automóveis e, além da venda de automóveis novos e usados, fornece serviços de manutenção e assistência devidamente autorizados pelas marcas representadas.
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INICIATIVAS FUNDAÇÃO SPORTING
MISSÃO: AJUDAR QUEM MAIS PRECISA SPORTING CP E FUNDAÇÃO SPORTING EM CAMPO PARA LEVAR ESPERANÇA NESTA JORNADA NATALÍCIA. Texto: Inês Coelho
Doação à República Centro Africana numa iniciativa integrada na Missão da União Europeia (EUTM RCA)
O Sporting Clube de Portugal e a Fundação Sporting continuam atentos e a desenvolver acções de solidariedade junto de quem mais precisa. As duas entidades entregaram alimentos, material didático e roupas ao Centro Social de Santo André, ao Centro Educativo Navarro de Paiva e ao Centro Educativo da Bela Vista. De seguida, rumaram ao interior e a primeira paragem desta viagem solidária foi Portalegre.
Em colaboração com o Núcleo do Sporting CP da cidade a Fundação Sporting entregou roupa, material de apoio ao estudo e outros presentes ao Internato Masculino de Santo António e ao Internato Feminino de Nossa Senhora da Conceição. Joaquim Conde, presidente do Núcleo, enalteceu o espírito solidário do Sporting CP, considerando que “os grandes clubes se mostram também com
estes actos de solidariedade”. Depois dos jovens de Portalegre, foi a vez de visitar as crianças institucionalizadas no Centro de Acolhimento “Os Cucos”, em Elvas, às quais foram entregues brinquedos, em parceria com o Núcleo do Sporting CP da cidade. Carlos Cambóias, presidente do Núcleo, mostrou‑se muito satisfeito com a iniciativa: “Esta acção vem no seguimento do excelente trabalho que o Sporting Clube de Portugal tem vindo a fazer, nomeadamente a Fundação Sporting, que está a percorrer o País para entregar presentes e outros artigos a quem mais precisa”, referiu o responsável. A Santa Casa da Misericórdia de Beja, a Câmara Municipal de Cascais, o Centro Social e Paroquial de Santo André, o Comité Olímpico para os refugiados e o Alto Comissariado para os Refugiados também receberam diverso material doado pela Fundação Sporting. Foram ainda entregues brinquedos ao Agrupamento de Escolas de Penalva do Castelo, à Missão ONU na República Centro Africana e à Boba Studio E7G, um projecto de
Entrega de presentes no auditório da Misericórdia de Portalegre
intervenção comunitária que tem como objectivo promover a inclusão social das crianças e jovens do concelho da Amadora. Realizaram‑se, igualmente, iniciativas para recolha de alimentos, como a que decorreu no Sarau de Natal da ginástica do Sporting CP. Sócios e figuras Sportinguistas especialmente afectados pela crise receberam, ainda, cabazes personalizados. Maria Serrano, vice‑presidente do Sporting CP e da Fundação Sporting e responsável pela Expansão e Núcleos, explicou que “estas acções inserem‑se naquela que é a missão da Fundação”, que ao longo do ano desenvolve várias iniciativas que agora estão condicionadas devido à pandemia, mas que “fazem
parte do ADN do Sporting Clube de Portugal”. Ainda assim, a Fundação Sporting pretende continuar a realizar estas acções noutros pontos do país, logo que sejam atenuadas as medidas restritivas. Afinal, o verde foi sempre a cor da esperança.
Brinquedos entregues à Boba Studio E7G, na Amadora
FUNDAÇÃO E MODALIDADES ENTREGARAM CABAZES NO PÓLO EUL SPORTING CP E FUNDAÇÃO SPORTING EM CAMPO PARA LEVAR ESPERANÇA NESTA JORNADA NATALÍCIA. Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Pedro Zenkl
A Fundação Sporting voltou a levar a cabo neste Natal a acção solidária que tem promovido nos últimos anos, por esta altura, no Pólo EUL, onde treinam e jogam os escalões mais jovens do futebol de formação do Sporting Clube de Portugal, entregando cabazes
para as famílias dos pequenos futebolistas que mais precisam. Desta vez, a par da Fundação Sporting, os responsáveis pela angariação de alimentos foram os atletas das modalidades que inclusive se deslocaram ao Pólo EUL para entregar os cabazes com alimentos e adereços do Sporting CP. Acabou, por isso, por ser também uma acção diferente
para João Matos, do futsal, Bruno Alves, do voleibol, James Ellisor, do basquetebol e Ana Catarina Ferreira, do hóquei em patins, que estão mais habituados a andar pelo pavilhão e desta vez, além de participarem nesta acção solidária, visitaram as instalações do futebol de formação verde e branco na Cidade Universitária de Lisboa.
Filipe Vedor, director do Pólo EUL, à conversa com João Matos e Ana Catarina
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CLUBE INICIATIVAS
FÉRIAS À LEÃO A EDIÇÃO DE NATAL DAS OFICINAS LEONINAS CHEGA AO FIM NAQUELA QUE É, TAMBÉM, A ÚLTIMA SEMANA DO ANO. TEMPO AGORA PARA FAZER BALANÇOS E OUVIR OS DESEJOS DOS PEQUENOS LEÕES PARA O FUTURO. Texto: Inês Coelho Fotografia: Pedro Zenkl
Laura Guerreiro e Santiago Fialho, Leões participantes nas Oficinas Leoninas
As Oficinas de Natal, projecto organizado pela Academia de Talentos Leoninos (ATL), avançaram para a última semana, com os pequenos Leões a preencherem, mais uma vez, todas as vagas disponíveis. Ao longo dos últimos dias, crianças entre os seis e os 14 anos, aproveitaram as férias escolares para trabalhar de forma lúdica e pedagógica conteúdos relacionados com os direitos humanos, cidadania, interculturalidade ou reciclagem, sem nunca esquecer actividades que transmitem a Cultura Sporting CP, como a visita‑jogo ‘Não te percas no
Museu’, em parceria com o Museu Sporting. Daniela Pinto, monitora na ATL, fez um balanço muito positivo da primeira semana do projecto: “Recebemos muitos comentários positivos dos encarregados de educação e das crianças que participaram. Foi um sucesso”, disse. “Algumas crianças pediram aos pais para ficar na ATL ou vir cá todos os dias”, confessou Ariana Garcia, monitora do projecto, em declarações ao Jornal Sporting. Na hora de eleger a actividade preferida, a opinião dos pequenos Leões foi unânime, a ‘Missão Verde ‑ Reciclar
é Cuidar’, deixou a grande maioria das crianças rendidas. Foi o caso de uma das Leoas participantes, Madalena Machado, de oito anos, que não quis perder a oportunidade de repetir a experiência da semana anterior, voltando a inscrever‑se para participar na última semana do programa. Também, Santiago Fialho e Laura Guerreiro, de oito e dez anos, respectivamente, não esconderam o entusiasmo no momento de contar o que aprenderam: “Já aprendemos inglês, a reciclar e a fazer fantoches”, referiram. Durante os dias 21, 22 e 23 de Dezembro, os participantes desenvolveram actividades relacionadas com a época natalícia, por isso, nos últimos dias do projecto e do ano, ‑ 28, 29 e 30, foi tempo de ouvir os desejos dos pequenos Leões para o futuro, que já sonham com o Sporting CP Campeão. Também as monitoras da ATL, não esconderam o desejo de voltar a realizar as Oficinas na Páscoa, mas sobretudo as tão tradicionais Férias de Leão. A Academia de Talentos Leoninos está de portas abertas
Edição de Natal das Oficinas Leoninas
Oficina da Reciclagem
Actividade ‘Missão Verde – Reciclar é Cuidar’
Ariana Garcia e Daniela Pinto, monitoras na ATL
todo o ano, das 10h00 às 18h00, com serviço de apoio ao estudo, explicações e ateliers artísticos e
lúdico‑pedagógicos, garantindo o cumprimento de todas as medidas de higiene e segurança.
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RESULTADOS BASQUETEBOL MASCULINO Seniores - Liga Placard Sporting CP 63-57 FC Porto
ESPORTS MASCULINO
Equipa - eLiga Portugal 5.ª jornada: Sporting CP 6-7 Vitória SC Quartos-de-final: Vitória SC 1-5 Sporting CP
FUTEBOL MASCULINO
FUTSAL MASCULINO
Seniores - Taça de Portugal Meias-finais: CR Leões P. Salvo 1-5 Sporting CP Final: SC Braga 1-7 Sporting CP - VENCEDOR
Seniores - Liga NOS Os Belenenses SAD 1-2 Sporting CP
AGENDA BASQUETEBOL SÁBADO, 2 DE JANEIRO 15H00
Seniores SPORTING CP vs. AD Ovarense 12.ª jorn. Liga Placard Pavilhão João Rocha
DOMINGO, 3 DE JANEIRO 15H00
Seniores SPORTING CP vs. AD Ovarense Oitavos-de-final Taça Portugal Pavilhão João Rocha
02/01 – Sábado
FUTEBOL SÁBADO, 2 DE JANEIRO 18H00
Seniores SPORTING CP vs. SC Braga 12.ª jorn. Liga NOS Estádio José Alvalade
DOMINGO, 3 DE JANEIRO 11H00
Seniores Fem. CS Marítimo vs. SPORTING CP 9.ª jorn. Liga BPI Campo n.º 2 Comp. Desp. CS Marítimo (Funchal, Madeira)
FUTSAL DOMINGO, 3 DE JANEIRO 11H00
Seniores Fem. CR Golpilheira vs. SPORTING CP 6.ª jorn. Zona sul Camp. Nac. 1.ª Div. Pav. Desp. Mun. Golpilheira (Batalha)
11H00
Seniores SPORTING CP vs. Eléctrico FC 15.ª jorn. Liga Placard Pavilhão João Rocha
EQUIPAMENTOS OFICIAIS 20/21
QUARTA-FEIRA, 6 DE JANEIRO 20H00
Seniores Fem. GC Vilacondense vs. SPORTING CP 15.ª jorn. Camp. Nacional 1.ª Div. Pav. Parque Jogos Vila do Conde
Seniores SC Espinho vs. SPORTING CP 3.ª jorn. 2.ª fase Camp. Nacional 1.ª Div. Pav. Nave Desp. Espinho
TERÇA-FEIRA, 5 DE JANEIRO 20H00
Seniores Fem. SPORTING CP vs. SL Benfica 10.ª jorn. Camp. Nacional 1.ª Div. Pavilhão João Rocha
03/01 – Domingo
Modalidade: Basquetebol Modalidade: Futsal Competição: Liga Placard - 12.ª jornada Competição: Liga Placard - 15.ª jornada Jogo: Sporting CP vs. AD Ovarense Jogo: Sporting CP vs. Eléctrico FC Horário e local: 15h00 - Pavilhão João Rocha Horário e local: 11h00 - Pavilhão João Rocha Transmissão: Directo e exclusivo Directo e exclusivo AF SPORTING NOVOS EQUIPAMENTOS 3F JORNALTransmissão: SCP MEIA 4EQUIP.pdf 2 26/10/2020
À VENDA NA LOJA VERDE
VOLEIBOL DOMINGO, 3 DE JANEIRO 16H00
*Agenda sujeita a alterações após o fecho de edição. Para mais informações consulte a agenda em sporting.pt
05/01 – Terça-feira Modalidade: Basquetebol Competição: Taça de Portugal - oitavos-de-final Jogo: Sporting CP vs. AD Ovarense Horário e local: 15h00 - Pavilhão João Rocha 18:26 Transmissão: Directo e exclusivo
Modalidade: Voleibol Competição: Campeonato Nacional feminino - 10.ª jornada Jogo: Sporting CP vs. SL Benfica Horário e local: 20h00 - Pavilhão João Rocha Transmissão: Directo e exclusivo
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