O Podcast Oficial do Sporting CP FUNDADO EM 31 MARÇO 1922 • N.º 3796 • QUINTA-FEIRA, 3 DEZEMBRO 2020 • SPORTING.PT • SEMANAL • ANO 98 • 1€ (IVA INCLUÍDO) • DIRECTOR: ANDRÉ BERNARDO
O MAIS ANTIGO JORNAL DE CLUBE DO MUNDO
2 - SPORTING 3796
EDITORIAL
INSIDE SPORTING* André Bernardo
08h30 | Academia Cristiano Ronaldo O André Igreja prepara o computador para editar um filme e começa o dia com duas certezas: a primeira é que seja qual for a hora a que chegue à Academia, o Paulinho já lá está. A segunda é que hoje vamos publicar o 6.º episódio do Inside Sporting. Eu começo o dia com uma certeza: terei de ir à Academia hoje porque ontem esqueci-me da carteira no estúdio durante as filmagens do primeiro episódio do “ADN de Leão” – que será o primeiro podcast oficial do Sporting CP. 08h45 | Estádio José Alvalade Consulto o report com os resultados do dia anterior e com o fecho do mês e é com enorme satisfação que confirmo o registo de dois recordes. O primeiro com o recorde de receita de vendas on-line com o melhor registo de sempre, cerca de três vezes superior ao ano anterior, fechando assim da melhor forma a aposta na campanha de Green November. Estes resultados são também consequência da alteração natural de comportamento do consumo para o on-line em virtude dos tempos pandémicos. O segundo recorde registado é o número de adesões à campanha de débito directo, superando já as dez mil, o que representa um crescimento seis vezes superior ao valor total conseguido nos últimos cinco anos. Parabéns aos Sócios e adeptos do Clube. Estes recordes são deles que, apesar do momento complicado, gritam sempre mais alto “EU SOU SPORTING SEMPRE!” 09h38 | Academia Cristiano Ronaldo Recebo o vídeo do novo Inside e no primeiro plano vêem-se as estacas espetadas no relvado. O míster Tiago retira as mesmas. O resto… é ir ao canal de Youtube do Sporting CP e ver o episódio completo. 10h00 | Estádio José Alvalade Reunião de visita técnica ao Multidesportivo com um parceiro e vários departamentos. Estamos a preparar o futuro do Sporting CP e este projecto, que vai ganhar vida em 2021, será uma peça fundamental para a transformação do Clube. Ainda é cedo para revelar…
12h03 | Recebemos a proposta da Unlock (bebida energética) para a decoração dos bancos de suplentes. Vamos ter bancos inovadores cheios de “energia” e que vão chamar a atenção de forma original. 15h25 | Passo pela impressora para apanhar a maqueta com a nova decoração da Academia, pego no carro e vou até Alcochete. 16h07 | Academia Cristiano Ronaldo Entro no novo estúdio, com três dias de vida útil, que acabámos de “inventar” na Academia e sento-me para ver o primeiro episódio do ADN de Leão, ainda por editar. O podcast “ADN de Leão” é a nova plataforma com a qual pretendemos dar seguimento à nossa ambição de que os Sócios e adeptos do Clube conheçam melhor e “por dentro” o seu grande amor revelando uma parte mais desconhecida e “íntima” da vida do Sporting CP. Neste caso, num registo mais descontraído que permite conhecer mais de perto o ADN dos Leões, atletas e outros, que são moléculas fundamentais da nossa identidade. O primeiro convidado é João Mário e a nossa host a Joana Cruz. Obrigado João e muito bem-vinda Joana. Parabéns a ambos e a todos os colaboradores do Sporting CP que tornaram este projecto possível. 19h06 | Redes Sociais do SCP Publicamos o sexto Inside Sporting. 08 de Dezembro de 2020 | 19h06 | Youtube | Spotify | Sporting TV | Plataformas de Podcast Na próxima terça-feira, às 19h06, não perca a estreia do primeiro podcast oficial do Sporting CP – “ADN de Leão” – em formato áudio e vídeo. *Nota: o texto do editorial de hoje segue o formato da rubrica Inside Sporting (publicada nas redes sociais e no canal do Clube) por motivos de recurso de estilo
PROPRIEDADE: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL DIRECTOR: ANDRÉ BERNARDO COORDENADOR EXECUTIVO: VÍTOR FRIAS || VRFRIAS@SPORTING.PT REDACÇÃO: LUÍS SANTOS CASTELO || LSCASTELO@SPORTING.PT; MARIA GOMES DE ANDRADE || MGANDRADE@SPORTING.PT; PEDRO FERREIRA || PSFERREIRA@ SPORTING.PT ; XAVIER COSTA || XRCOSTA@SPORTING.PT FOTOGRAFIA: JOSÉ LORVÃO; MÁRIO VASA; PEDRO ZENKL COLABORADORES PERMANENTES: JUVENAL CARVALHO; PEDRO ALMEIDA CABRAL; TITO ARANTES FONTES AGENDA E RESULTADOS: JOÃO TORRES || JBTORRES@SPORTING.PT EDITOR E SEDE DA REDACÇÃO: ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE, RUA PROFESSOR FERNANDO DA FONSECA, APARTADO 4120, 1501-806 LISBOA, PORTUGAL TELEFONE: +351 217 516 155 E-MAIL: MEDIA@SPORTING.PT NIF: 500 766 630 REGISTO ERC: 100313 TIRAGEM: 9500 EXEMPLARES DEPÓSITO LEGAL: 48492/91 DISTRIBUIÇÃO: VASP, QUINTA DO GRAJAL – VENDA SECA 2739-511 AGUALVA CACÉM IMPRESSÃO: WGROUP ESTRADA DE SÃO MARCOS, Nº 27, 2735-521 AGUALVA CACÉM ESTATUTO EDITORIAL: HTTPS://WWW.SPORTING.PT/PT/JORNAL/ESTATUTO-EDITORIAL ASSINATURAS: E-MAIL: ASSINATURAJORNAL@SPORTING.PT LINHA SPORTING 707 20 44 44 INTERNACIONAL +351 30 997 1906 (segunda a sexta-feira das 10h00 às 20h00)
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FUTEBOL
1920 2001
LENDAS DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL
Nascido no dia 21 de Dezembro de 1920, Octávio dos Santos Barrosa é, ainda hoje, um dos defesas com mais jogos disputados e o quinto com mais golos marcados na história verde e branca. O Sporting CP foi o único emblema que representou ao longo de toda a carreira, assumindo um papel fundamental na conquista de cinco Campeonatos Nacionais, três Taças de Portugal e quatro Campeonatos de Lisboa. Mais tarde, viria também a ser dirigente dos Leões em três ocasiões distintas, tendo falecido no dia 21 de Fevereiro de 2001, aos 80 anos, quando era o Sócio n.º 112 do Clube.
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OCTÁVIO
BARROSA
Texto: Pedro Ferreira Fotografia: Museu Sporting – Centro de Documentação
ATLETA E ADEPTO DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL EM IGUAL DOSE, OCTÁVIO BARROSA COMPLETARIA NO PRÓXIMO DIA 21 DE DEZEMBRO A MARCA REDONDA DOS 100 ANOS DE IDADE, RAZÃO MAIS DO QUE SUFICIENTE PARA RECORDARMOS UMA CARREIRA REPLETA DE SUCESSOS E DEDICADA EM EXCLUSIVO AOS LEÕES. Há jogadores que se dedicam a coleccionar as camisolas dos clubes por onde passam e depois há outros que dedicam a carreira a um único emblema. Este último caso, cada vez mais raro nos dias que correm, exemplifica na perfeição o percurso de Octávio Barrosa, atleta que não conheceu outra camisola a não ser a do Sporting CP ao longo de toda a sua caminhada desportiva. Apaixonado pelo Clube desde criança, o ex-jogador tornou-se Sócio dos Leões em 1934, quando tinha apenas 14 anos, dando início a uma ligação de sucesso com o emblema de Alvalade. Em 1937, ingressou na formação de juniores Leonina, onde actuava como defesa, tendo ainda passado pela equipa de reservas antes de ser promovido ao plantel principal. Muito inteligente dentro de campo e detentor de uma impressionante capacidade física, Octávio Barrosa estreou-se finalmente na formação principal no dia 2 de Janeiro de 1941, pelas mãos do técnico Joseph Szabo, na vitória em casa do CF Os Unidos por 3-7, em jogo referente à segunda jornada do Campeonato Nacional 1940/1941. Da equipa titular desse encontro faziam ainda parte outros nomes sonantes do universo verde e branco como João Cruz, Azevedo ou Adolfo Mourão. Mais tarde, entre 1946 e 1949, quando era já habitual titular e actuava como médio-centro, fez parte de um dos períodos mais bonitos da história do Clube ao integrar a lendária equipa que ficou conhecida como os Cinco Violinos, em que se incluía a famosa linha avançada composta por Fernando Peyroteo, Jesus Correia, Vasques, Travassos e Albano, tendo desempenhado um papel fundamental na conquista do primeiro tricampeonato português de sempre. Internacional pela selecção portuguesa em sete ocasiões, o antigo atleta voltou a recuar no terreno já na fase final da carreira, passando a actuar no lado direito da defesa. Quando se preparava para pendurar as chuteiras, acedeu ao pedido da Direcção, na altura presidida por Ribeiro Ferreira, para continuar a jogar durante mais uma época, tendo inclusive recusado receber os prémios de jogo a que tinha direito, prova inequívoca do amor e dedicação ao Clube que sempre defendeu. Feitas as contas, num total de dez temporadas na equipa principal verde e branca, entre 1940 e 1950, Octávio
Octávio Barrosa é o quinto defesa mais concretizador da história do Sporting CP
Barrosa disputou 200 jogos oficiais e marcou 17 golos, números que fazem dele o quinto defesa mais concretizador da história do Sporting CP, logo atrás do actual capitão, Sebastián Coates, que chegou aos 19 tentos após bisar na partida da Taça de Portugal diante do SG Sacavenense. Ainda antes de passar a integrar a equipa principal do conjunto de Alvalade, dedicara-se igualmente ao atletismo, sempre de Leão ao peito, tendo mesmo conquistado um Campeonato Regional de 300 metros nas categorias de principiantes e juniores, em 1939. Mais tarde, aventurou-se também no ténis, modalidade que ganhara relevância no Clube na década de 1940 e na qual chegou a sagrar-se, já depois de 1950, campeão nacional da 3.ª categoria em equipas. Em 1948, foi galardoado com a Medalha de Mérito e
Equipa que ganhou ao FC Porto por 2-4 em 1947
Dedicação ao Sporting CP, sendo também distinguido como Sócio benemérito dois anos depois, pela devoção e todo o trabalho desenvolvido em prol do emblema verde e branco. Além disso, foi ainda vogal do Conselho Directivo entre 1951 e 1952, director do departamento de futebol entre 1962 e 1963 e vice-presidente do Clube entre 1984 e 1986, sob a liderança de João Rocha. Passados todos estes anos, Octávio Barrosa, que foi também um dos fundadores do Grupo Stromp e integrou ainda o Conselho Leonino, continua a ser uma das figuras incontornáveis da história verde e branca. O esforço, a dedicação e a devoção que sempre demonstrou de Leão ao peito deram origem à glória que é hoje, mesmo que tenham passado mais de 70 anos desde a sua última aparição no relvado.
ANUNCIO_Jornal_SCP_25,3x33,5cm_3 Dezembro.pdf 1 23/10/2020 16:13:27
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FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL
POTE CADA VEZ MAIS CHEIO DE OURO PEDRO GONÇALVES MARCOU OS DOIS GOLOS DA REVIRAVOLTA DO SPORTING CP – QUE SEGUE LÍDER ISOLADO – NA VITÓRIA SOBRE O MOREIRENSE FC. COM NOVE TENTOS, O CAMISOLA 28 CIMENTOU A LIDERANÇA DA LISTA DE MELHORES MARCADORES DA LIGA NOS. Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: José Lorvão, Pedro Zenkl
Em apenas oito jogo realizados esta temporada, Pedro ‘Pote’ Gonçalves já leva nove golos – todos para a Liga NOS. Aos 22 anos, o futebolista do Sporting Clube de Portugal é cada vez mais uma certeza e uma aposta certeira dos Leões, que contaram com mais dois golos da sua autoria na vitória sobre o Moreirense FC por 2-1 no último sábado. Em duelo para a oitava jornada da Liga NOS realizado no Estádio José Alvalade, o emblema verde e branco chegou às seis vitórias consecutivas (cinco para o campeonato) e cimentou a sua posição como líder isolado da tabela classificativa. Pedro Gonçalves, por sua vez, bisou pela quarta vez em 2020/2021 e é o melhor marcador da Liga NOS. Depois da goleada imposta ao SG Sacavenense (1-7) para a Taça de Portugal, Rúben Amorim voltou a colocar Antonio Adán, Pedro Porro, Zouhair Feddal, Nuno Mendes, João Palhinha e Pedro Gonçalves no onze inicial. As duas equipas cumpriram um minuto de silêncio em homenagem a Diego Maradona e Vítor Oliveira, duas grandes figuras do futebol internacional (o primeiro) e português (o segundo) que morreram recentemente e deixaram grandes legados, e o árbitro Vítor Ferreira apitou para o início da partida. Foi o Sporting CP a primeira equipa a demonstrar vontade de criar perigo, mas o Moreirense FC surpreendeu tudo e todos ao inaugurar o marcador logo ao terceiro minuto. D’Alberto colocou a bola no coração da área visitada e Luís Neto, na tentativa de cortar, enviou a bola para a própria baliza. 0-1 para os minhotos em casa do líder da Liga NOS.
Pedro Gonçalves já leva nove golos em 2020/2021 – todos para a Liga NOS
A resposta do Sporting CP, contudo, foi praticamente imediata. Nuno Mendes recuperou a bola, partiu para o contra-ataque e lançou Nuno Santos na esquerda. O camisola 11 cruzou para Pedro Gonçalves, que, num lance algo confuso, aproveitou os erros do guarda-redes Mateus Pasinato e de Fábio Pacheco para reestabelecer o empate (1-1). A equipa Sportinguista assumiu, em definitivo, as rédeas do desafio e instalou-se completamente no meio-campo ofensivo. Com João Palhinha a ‘varrer’ tudo o que lhe aparecia à frente e a tranquilizar os colegas, o Sporting CP foi-se aproximando várias vezes da
baliza do Moreirense FC. Foi assim aos 15 minutos, quando Coates, de cabeça, ficou muito perto do 2-1, e aos 22 minutos, altura em que um excelente cruzamento de Nuno Santos encontrou Andraž Šporar, que por sua vez cabeceou à trave – e Pasinato ainda teve de se esticar para evitar que a bola entrasse a seguir. Assistido por Pedro Gonçalves pouco depois da meia hora de jogo, Nuno Santos também teve o golo nos pés, mas a finalização não foi a mais feliz e a bola acabou nas mãos do guarda-redes do Moreirense FC. Ao intervalo, o marcador assinalava mesmo 1-1, ainda que o Sporting CP já tivesse feito o suficiente para merecer
estar na frente. O segundo tempo começou de forma bastante diferente do primeiro e com um ritmo bem menos intenso, o que se reflectiu nas oportunidades de golo. A primeira surgiu apenas aos 59 minutos: passe de Nuno Santos a partir da esquerda e Šporar a finalizar sem sucesso. Rúben Amorim tirou depois Nuno Mendes e colocou em campo Jovane Cabral, passando Nuno Santos a ocupar a posição até então detida pelo camisola 5. O jogo estava a precisar de mais espectáculo e emoção e Pedro Gonçalves percebeu isso mesmo aos 69 minutos, altura em que se viu com espaço fora da área do Moreirense FC e rematou em arco. A bola bateu na barra e
na linha de golo antes de sair – seria um verdadeiro golaço caso tivesse entrado. O Moreirense FC, ainda assim, parece não ter aprendido com o aviso e, seis minutos depois, tratou de perder a bola no mesmo sítio e dar espaço a Pedro Gonçalves. Num lance tirado a papel químico do anterior, a única coisa que mudou foi o remate; se antes, o camisola 28 atirou em arco para o poste mais distante, desta vez rematou em força e para a esquerda. Pasinato não ficou muito bem na fotografia, mas o maior mérito vai para Pedro Gonçalves, que voltou a arriscar e conseguiu apontar o 2-1. Na jogada seguinte, Pedro Porro rematou forte para,
SPORTING 3796 - 7
Liga NOS
J
V
E
D
G
P
1.º Sporting CP
8
7
1
0
21-5
22
2.º SC Braga
8
6
0
2
13-7
18
3.º SL Benfica
8
6
0
2
19-10
18
4.º FC Porto
8
5
1
2
19-10
16
5.º FC Paços de Ferreira 8
4
2
2
10-8
14
6.º Vitória SC
8
4
1
3
6-7
13
7.º CD Nacional
8
2
4
2
8-8
10
8.º CD Santa Clara
8
3
1
4
7-8
10
9.º Rio Ave FC
8
2
4
2
5-7
10
10.º FC Famalicão
8
2
3
3
11-16
9
11.º CD Tondela
8
2
2
4
6-14
8
12.º Gil Vicente FC
8
2
2
4
7-9
8
13.º B SAD
8
1
5
2
3-5
8
14.º Moreirense FC
8
2
2
4
6-9
8
15.º Portimonense SC
8
2
1
5
6-11
7
16.º Boavista FC
8
1
4
3
10-15
7
17.º CS Marítimo
8
2
1
5
9-13
7
18.º SC Farense
8
1
2
5
9-13
5
O golo da reviravolta muito festejado em Alvalade
O 1-1 (esquerda) e o 2-1 (direita) de Pedro Gonçalves
desta vez, Pasinato defender com qualidade e Rúben Amorim colocou mais dois jovens em campo: Matheus Nunes e Tiago Tomás substituíram João Mário e Šporar, respectivamente. Mais tarde, foi o goleador Pedro Gonçalves a sair para o lugar de Vitorino Antunes. Até ao final, a situação esteve relativamente controlada por
parte do Sporting CP, que conseguiu assim uma merecida vitória que, tendo em conta as oportunidades falhadas, apenas pecou por escassa ante um Moreirense FC eficaz. Os Leões somam agora 22 pontos, continuam líderes isolados da tabela classificativa da Liga NOS e visitam o FC Famalicão no próximo sábado, 5 de Dezembro, às 18h00. >>
28 de Novembro de 2020 | Liga NOS – 8.ª jornada | Estádio José Alvalade
SPORTING CP Pedro Gonçalves (8’, 75’)
2 -1 (1-1 ao intervalo)
MOREIRENSE FC Neto (3’ autogolo)
Sporting CP: Antonio Adán [GR], Pedro Porro, Luís Neto, Sebastián Coates [C], Zouhair Feddal, Nuno Mendes (Jovane Cabral, 61’), João Palhinha, João Mário (Matheus Nunes, 78’), Pedro Gonçalves (Vitorino Antunes, 84’), Nuno Santos, Andraž Šporar (Tiago Tomás, 78’). Treinador: Rúben Amorim. Suplentes não utilizados: Luís Maximiano [GR], Gonçalo Inácio, Eduardo Quaresma, Daniel Bragança, Bruno Tabata. Disciplina: cartão amarelo para Nuno Santos (78’).
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AMORIM DESTACOU JUSTIÇA E NÃO ESQUECEU VÍTOR OLIVEIRA João Palhinha não deu hipóteses aos adversários no meio-campo
De cabeça, Šporar acertou na trave do Moreirense FC
Um abraço sentido entre Luís Neto e Pedro Gonçalves
Foi cumprido um minuto de silêncio em homenagem a Diego Maradona e Vítor Oliveira
Terminada a partida, Rúben Amorim esteve no Auditório Artur Agostinho para responder às perguntas dos jornalistas. Contudo, antes de analisar o jogo, o treinador verde e branco lembrou Vítor Oliveira e deixou uma mensagem à família e amigos. “Antes de mais, quero enviar um abraço à família do míster Vítor Oliveira. O Vital [treinador de guarda-redes do Sporting CP] foi um grande amigo dele e teve um dia difícil. Privei duas vezes com ele e apesar de não sermos amigos é estranho recebermos a notícia. Em nome do Sporting CP e da equipa, um grande abraço para família e amigos”, começou por dizer, falando depois do “muito justo” triunfo sobre o Moreirense FC. “A atitude do Sporting CP é sempre igual. Umas vezes bem, outras nem tanto, mas tentámos sempre arranjar soluções para o golo. As equipas também se fecham e jogam. Na primeira parte, tivemos várias oportunidades à frente da baliza em que faltou o último passe ou
o último toque. O jogo complicou-se um bocado. Sofremos um golo contra o que estava a acontecer na partida. Reagimos bem e pensei que íamos marcar logo a seguir. Tornou-se um pouco complicado, mas acaba por ser muito justo”, referiu. Sobre o actual momento da equipa, Rúben Amorim preferiu não valorizar demasiado o actual primeiro lugar na Liga NOS e voltou a frisar que tudo pode mudar em pouco tempo. “Estamos muito no início. Há muito campeonato pela frente. Vamos jogar a um campo muito difícil [na próxima jornada] e depois temos a Taça de Portugal e a Taça da Liga. São três jogos que nos podem mudar completamente a época e a visão que têm desta equipa. Temos muito a melhorar como se viu hoje, mas já temos alguma coisa bem feita. Os adeptos nunca se vão queixar da atitude da equipa porque é a nossa forma de estar. Parabéns a eles”, afirmou. Questionado sobre se a ausência
da Liga Europa é um benefício, o técnico explicou que os Leões também sofreram as consequências da eliminação da prova continental. “O importante é ganharmos os nossos jogos. É sempre tão difícil e queremos tanto ganhar que há que aproveitar todos os minutos. Levámos com a parte má e com todas as críticas quando fomos eliminados. Há o lado bom e o lado mau. Aproveitamos cada minuto porque sabemos que é muito importante e os nossos jogos são sempre muito difíceis”, reconheceu. Rúben Amorim comentou ainda o excelente momento de Pedro Gonçalves. “O Pedro Gonçalves está numa fase boa e a colher os frutos dos colegas, que percebem bem os movimentos dele. Está num excelente momento de forma. Não parece ansioso na hora de rematar e as coisas acontecem naturalmente. Espero que para a semana, contra um clube que bem conhece [FC Famalicão], possa repetir se treinar bem durante a semana”, desejou.
10 - SPORTING 3796
FUTEBOL ANÁLISE
MARADONA, O EXTRATERRESTRE um canto de letra ou de trivela, Diego Maradona arrancava em força, ou numa roleta “à Zidane”, ou perguntava ao guarda-redes adversário para que lado queria a bola num livre com barreira, que todas estas jogadas acabavam da mesma forma, com um golo.
Rodrigo Pais de Almeida
O meu mundo tremeu no dia 25 de Novembro de 2020 com o desaparecimento, aos 60 anos de idade, de Diego Armando Maradona. Estou seguro de que os Sportinguistas me perdoarão as linhas que lhe dedico hoje neste espaço. Merece-o ele e o Jornal de clube mais antigo do Mundo. Quando entro numa das incessantes discussões entre apaixonados por futebol sobre quem foi o melhor jogador de sempre nunca digo Diego Maradona. Porquê? Porque simplesmente o acho de um nível impossível de comparar seja com quem for. O tema pode originar horas de discussão sobre os atributos para a eleição do melhor jogador do planeta apenas porque Diego Maradona parecia de outro que não a Terra. Quem viveu o futebol nas décadas de 1980 e 1990 viu um jogador marcante, diferenciado, de uma qualidade técnica acima de todos os outros, pleno de capacidade física e capaz de carregar uma equipa ou uma selecção literalmente às costas seja para a primeira vitória do scudetto na sua história (SSC Napoli) ou para um título mundial (Argentina). Diego Maradona enchia os estádios uma hora antes do início dos jogos para os adeptos idolatrarem o especial aquecimento. Diego Maradona era capaz de um slalom de 60 metros deambulando sobre sucessivos adversários ou de fazer um passe letal com o mesmo comprimento. Diego Maradona era o verdadeiro número 10. Diego Maradona corria um campo inteiro. Com a mesma leveza que marcava
Do AA Argentino Juniors ao FC Barcelona. Do SSC Napoli ao CA Boca Juniors. Na Bombonera ou no Azteca. Na selecção argentina ou mesmo como treinador. Por onde passou o astro argentino deixou sempre uma marca indelével. Mas Diego Maradona era mais que um jogador de futebol, era um ícone, uma personagem sem igual. Um ser humano de coração enorme, generoso, solidário, de sangue quente, mas que pela raça, atitude, irreverência, forma de estar frontal e que pensava pela sua própria cabeça o tornavam único e inigualável pelo carisma que transmitia aos seus milhões de fãs, legião a que eu pertenço. O futebol para ele era arte. Era paixão. Era tudo. Diego Maradona não se esgotava dentro do relvado. A mística que carregava a cada segundo dentro de campo era também como vivia a sua vida a 200% em todos os momentos. Ele é um ídolo pelo seu todo. Um herói único. Um Deus do futebol. O mais humano de todos os deuses. Quem insiste em confundir as polémicas da sua vida pessoal e privada com o que foi Diego Maradona no futebol sabe zero de desporto. Diego Maradona já aos 15 anos numa entrevista em Vila Fiorito dizia que só queria ser campeão do mundo pela sua pátria e ajudar os seus pais a sair do bairro pobre nos arredores de Buenos Aires onde nasceu. Ele nunca quis ser conhecido por ser um modelo de vida, simplesmente viveu a vida à sua maneira. À maneira de Diego, com tudo e a toda a velocidade. Ele sempre quis ser o Diego e não o que a sociedade queria que ele fosse. Um desportista de carácter único e apaixonante.
Digam-me uma criança nascida nos anos 70 ou 80 do século passado, que ame futebol, e que nunca tenha sonhado ser Diego Maradona? Uma apenas. Não existe. Quantos de nós cresceram a ver Diego Maradona e passaram a gostar tanto de futebol muito para além do seu reinado nos relvados? É essa a magnitude e a verdadeira dimensão de Diego Maradona. Ele é simplesmente… universal! Nota final para a competente vitória da equipa do Sporting CP sobre o Moreirense FC em jogo a contar para a Liga NOS e que permitiu manter a vantagem de quatro pontos para os seus mais directos perseguidores. O
Sporting CP dominou por completo o seu adversário com muita competência no processo defensivo onde não permitiu nenhum remate enquadrado na sua baliza em 90 minutos (apenas a infelicidade de Luís Neto permitiu ao Moreirense FC adiantar-se no marcador com um autogolo). Quando tinha a bola, a equipa trabalhava sobre a defesa mais recuada e organizada do adversário tendo criado para além dos dois golos de Pedro Gonçalves, duas bolas na barra da baliza adversária e proporcionado quatro defesas de grande nível a Mateus Pasinato. Quando leio alguns comentários sobre a falta de brilhantismo desta vitória após o total domínio da
equipa do Sporting CP recordo as palavras do também desaparecido esta semana Vítor Oliveira (aproveitando para uma nota de pesar a toda a sua família). Dizia ele que alguns adeptos acham que a equipa pela qual torcem joga sempre sozinha, sem adversário, e que apenas ela pode jogar ou ganhar. Recordo que se colocarem as 16 melhores equipas do mundo na Liga NOS, vai continuar a haver vitórias, derrotas e empates. E pasmem-se os meus caros leitores, vai continuar a haver apenas um campeão e a descerem duas equipas, mesmo estando perante as melhores 16 equipas do mundo.
SPORTING 3796 - 11
FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL
RUMO A FAMALICÃO LÍDER ISOLADO DA LIGA NOS, O SPORTING CP DEMONSTRA TER A ENGRENAGEM BEM OLEADA NA ANTECÂMARA PARA MAIS UM ENCONTRO, DESTA FEITA FRENTE AO FC FAMALICÃO, EQUIPA QUE É DETENTORA DA PIOR DEFESA NA PRESENTE EDIÇÃO DA PROVA E QUE FOI ALVO DE UMA REVOLUÇÃO NA ÚLTIMA JANELA DE TRANSFERÊNCIAS. Texto: Pedro Ferreira Fotografia: Mário Vasa
Confirmada a quinta vitória consecutiva na Liga NOS, diante do Moreirense FC, o Sporting CP volta a entrar em campo já no próximo sábado, na deslocação ao terreno do FC Famalicão, em jogo referente à nona jornada da competição (18h00). Actualmente no décimo lugar da tabela classificativa, com nove pontos, os famalicenses vêm de um desaire em casa do FC Paços de Ferreira, por 0-2, e somam um registo de duas vitórias, três empates e três derrotas na prova. Contrariamente ao último adversário dos Leões, esta é uma equipa que marca e sofre muito, sendo detentora da pior defesa da Liga NOS, com 16 golos encaixados, e do quarto melhor ataque, com 11 golos apontados, somente atrás dos três grandes e do SC Braga. Considerada a sensação da prova na temporada passada, a formação liderada por João Pedro Sousa viu sair 19 peças do plantel na última janela de mercado, algumas delas cruciais, tais como Toni Martínez, para o FC Porto, Uroš Račić, que está de volta ao Valencia CF ou… Pedro Gonçalves, jogador em grande destaque no Sporting CP que vai regressar, pela primeira vez, a uma casa que bem conhece e na qual foi figura de relevo na época passada. Para fazer face às saídas, foram contratados atletas na sua maioria jovens, sendo que alguns deles pegaram mesmo de estaca no onze titular. No centro da defesa, destaque para Srđan Babić, sérvio de 24 anos que é o reforço mais utilizado e que conta já no currículo com um Mundial sub-20 e três campeonatos sérvios conquistados, enquanto no meio-campo as principais figuras de relevo têm sido Joaquín Pereyra, atleta de 21 anos que chegou por empréstimo dos argentinos do CA Rosario Central, e Bruno Jordão,
Jovane Cabral disputa a posse de bola com Pedro Gonçalves, que representava o FC Famalicão na época passada
ex-SC Braga que está cedido pelo Wolverhampton FC. Na frente de ataque, é Fer Valenzuela, de 23 anos, quem tem estado em maior evidência, apesar de somar apenas dois golos marcados num total de nove jogos. Dos jogadores que se mantiveram no plantel desde a época passada, nota de destaque para Gustavo Assunção, trinco que assume um papel fulcral na manobra da equipa, Riccieli, que é presença habitual no centro da defesa, e Rúben Lameiras, avançado que é o melhor marcador da equipa com quatro golos apontados em sete jogos, mas que está em dúvida para o encontro de sábado após ter falhado as duas últimas partidas devido a lesão. Relativamente às outras ausências para este jogo, o treinador João Pedro Sousa ainda não sabe se vai poder contar com os lesionados Anderson Oliveira e
Leonardo Campana, sendo que Diogo Queirós, central emprestado pelo FC Porto, está em dúvida depois de ter testado positivo à COVID-19. Em situação semelhante encontra-se Vaná Alves que cumpre isolamento após ter contactado com uma pessoa infectada, devendo ceder o lugar a Ivan Zlobin ou Luiz Júnior, guardião de apenas 19 anos que integra o plantel de juniores, mas que foi chamado à titularidade nas duas últimas partidas. Se olharmos para o Sporting CP, que lidera a Liga NOS com o melhor ataque da prova, Rúben Amorim já deverá ter à disposição para este jogo Gonzalo Plata, dado que o internacional equatoriano foi reintegrado nos trabalhos da equipa na quarta-feira, após testar negativo para a COVID-19. Em sentido inverso, Nuno Mendes está em risco de não estar disponível, depois
de se ter ressentido de uma contusão no pé esquerdo sofrida ao serviço da selecção nacional sub-21. De resto, o técnico verde e branco conta com todas as peças disponíveis para atacar mais um encontro e manter o primeiro lugar isolado da tabela. Quanto ao histórico de confrontos entre as duas equipas, é caso para dizer que o conjunto de Alvalade leva larga vantagem.
Num total de 23 encontros, os Leões venceram 19, empataram dois e perderam outros dois, somando 70 golos marcados contra apenas 22 sofridos. Ainda assim, não deixa de ser curioso que as duas únicas derrotas tenham sido amealhadas na temporada passada, um cenário que em nada influencia as pretensões de quem persegue a sexta vitória consecutiva na Liga NOS.
ÚLTIMO ONZE DO FC FAMALICÃO Luiz Júnior Edwin Herrera
Srđan Babić
Riccieli
Gil Dias
Gustavo Assunção Iván Jaime Jhonata Robert
Joaquín Pereyra
Marcello Trotta
Fer Valenzuela
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OPINIÃO
FUTEBOL SUB-23
O PREÇO DA LIDERANÇA!!!
Tito Arantes Fontes
Ganhámos no fim-de-semana, num jogo que parecia querer começar bem, se complicou logo no início quando sofremos um golo quase fortuito (que se veio a demonstrar ser mesmo fortuito… pois não mais sofremos um remate à nossa baliza!) e imediatamente vimos e sentimos o confirmar do ADN desta equipa: mantém o foco, exibe confiança, reitera a sua forma de jogar… sabe o que tem de fazer e como fazer! Empatámos pouco depois… e podíamos ter ido claramente a ganhar para intervalo se tivéssemos aproveitado uma das várias oportunidades que construímos durante essa primeira parte! Mas, desafortunados, incluindo com remates estrondosos na barra (o primeiro uma cabeçada do Šporar e o segundo num extraordinário pontapé do Pote!), fomos sofrendo até Rúben Amorim “mexer” na equipa… e ter influenciado decisivamente o aparecimento do que tanto queríamos: o golo da vitória! E chegou… mais uma vez através do nosso Pedro Gonçalves, o “pote de ouro” que estava cá em Portugal, que não deu azo a “novelas apalhaçadas” e que – de modo decisivo – se afirmou já como o melhor jogador do nosso campeonato nacional! Terminado o jogo… bom, terminado o jogo chegou de imediato o coro de “cientistas da bola” que se corroem afundados em inveja com as vitorias do Sporting CP e o seu exemplar início de época! Assistimos, pois, a um espectáculo degradante… na busca permanente dos
“favorecimentos” com que o Sporting CP tenha sido eventualmente “brindado”… a verdade é que frases que ouvimos noutros jogos e com outros intervenientes de cores “celestiais” ou “diabólicas” foram rápida e imediatamente esquecidas… ah, para onde foram os “raciocínios” sobre “mãos” fortuitas, ressaltos de bola imprevisíveis?... tudo se perdeu, tudo se esqueceu… o que antes se disse sofreu agora “tratos de polé”… foi a triste constatação de que para este tipo de gente tudo vale… vale sempre tudo! Porque “eles” nada disseram, muito pelo contrário, no momento do maior “roubo” deste campeonato… o penálti a favor do Sporting CP no jogo com o FC Porto e que foi, ao arrepio das regras e da verdade desportiva, “invertido” e escamoteado pelo tal de VAR! Ou seja, fomos escandalosamente prejudicados nesse jogo, à vista de todos… e nessa altura “eles” logo mostraram ao que vinham e qual a sua “missão”: difundir “hossanas” ao “poder bicolor” e atacar, massacrar em tudo quanto tenha a ver com o Sporting CP! Chegámos, na minha opinião, ao ponto em que sim, começam mesmo a preocupar-se connosco… estávamos “mortos” e – afinal – estamos vivos! E bem vivos! Ora essa preocupação vaise “agigantar”… e temos de estar preparados e unidos! Vão querer atacar-nos com tudo! Temos consciência de que temos de continuar com os “pés no chão”, jogo a jogo. Com humildade. Com trabalho! E com o apoio de todos. E todos é mesmo de todos! Nisto temos de estar unidos! Nisto é o Sporting CP que está em causa! Os “dias difíceis” estão a chegar… rapidamente! E vamos mesmo ser “atacados”… cada vez mais, por todos e por todos os lados! É o preço da liderança! ATÉ MORRER!!! EU SOU SPORTING!!! VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!
DESAIRE NO DÉRBI EFICÁCIA DO SL BENFICA DIFICULTOU A REACÇÃO LEONINA.
Texto: Xavier Costa Fotografia: Pedro Zenkl
Na passada terça-feira, a equipa sub-23 do Sporting Clube de Portugal saiu derrotada frente ao SL Benfica por 0-3, em jogo da décima jornada do grupo B da primeira fase da Liga Revelação. A formação encarnada foi eficaz nos momentos certos, dificultando a reacção dos jovens Leões, que ficaram desde cedo em desvantagem no marcador. O jogo começou equilibrado e com um ritmo elevado, com as equipas a procurarem com afinco a posse da bola. Aos nove minutos, o SL Benfica conseguiu transformar em golo a sua primeira oportunidade por Gerson Sousa e, depois, Ronaldo Camará fez o segundo à passagem dos vinte minutos. O Sporting CP procurava construir com critério para reagir à
desvantagem, mas a equipa adversária mantinha-se organizada e, quando em posse, baixava o ritmo para atrair a pressão e sair rápido em contra-ataque. Num desses momentos, o guardião Leonino Diogo Almeida levou a melhor sobre o avançado adversário no um contra um. Ofensivamente, o conjunto de Filipe Pedro não encontrava os caminhos para a baliza adversária. Depois de atirar por cima (23’), Bernardo Sousa voltou a tentar a sua sorte desde fora da área, mas atirou para defesa fácil de Samuel Soares. Os jovens Leões tentavam soltar-se, mas o marcador não sofreu alterações até ao intervalo. A abrir o segundo tempo, com os Leões à procura de reentrar na partida, o SL Benfica beneficiou de um pontapé de penálti, convertido por Luís Lopes. Atrás do resultado, Filipe Pedro promoveu
várias alterações e, daí em diante, o Sporting CP teve mais posse e aproximou-se da área adversária com mais unidades. Aos 70 minutos, o central Rafael Fernandes arrancou desde a sua posição, ganhou a linha para cruzar, mas Joelson Fernandes não conseguiu atirar à baliza. Pouco depois, após boa jogada verde e branca, foi a vez de Renato Veiga atirar desenquadrado. O conjunto de Filipe Pedro jogava completamente instalado no meio campo adversário, contudo, até ao apito final, o golo não surgiu. Assim, o Sporting CP fica a quatro pontos da B SAD, que tem menos um jogo e ocupa o último lugar do pódio, cujos lugares garantem o acesso à fase de apuramento de campeão. Na próxima jornada, os jovens Leões visitam o terreno da B SAD, um encontro agendado para as 15h00 do dia 7 de Dezembro.
Adeus a Maria Lucília de Almeida Franco Maria Lucília de Almeida Franco, ex-funcionária do Sporting Clube de Portugal e Sócia número 51486-0, faleceu no passado dia 13 de Novembro, aos 90 anos. O Sporting Clube de Portugal foi, desde sempre, o seu Clube de coração e durante muitos anos, a sua casa. A ex-funcionária começou o seu percurso ainda na Rua do Passadiço e serviu os Leões durante várias décadas. Ao longo do seu trajecto de vida, marcado por uma dedicação ímpar ao Clube de Alvalade, Maria Lucília transmitiu os valores do Sporting CP à sua família, nomeadamente à filha, Dália Franco, também ela funcionária do Sporting CP a quem o Jornal Sporting endereça as mais sentidas condolencias.
DÁ GOSTO JOGAR AO ATAQUE
PATROCINADOR OFICIAL DA EQUIPA DE VOLEIBOL E BASQUETEBOL DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL
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CLUBE INICIATIVAS
SPORTING CP ENTRA NO UNIVERSO DOS PODCASTS ‘ADN DE LEÃO’ É O NOME DO PODCAST SEMANAL OFICIAL DO CLUBE VERDE E BRANCO QUE TEM JOANA CRUZ COMO APRESENTADORA. JOÃO MÁRIO É O ADN DE LEÃO PRIMEIRO CONVIDADO, COM O EPISÓDIO DE ESTREIA A SER LANÇADO A 8 DE DEZEMBRO NAS PLATAFORMAS DE PODCASTS, NO CANAL DE YOUTUBE DO SPORTING CP E NA SPORTING TV.LOGO ORIGINAL Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: Pedro Zenkl
O Sporting Clube de Portugal vai ter o seu primeiro podcast oficial. Designado por ‘ADN de Leão’, o programa marca a entrada do emblema de Alvalade num universo que tem estado em clara expansão e vai ter como apresentadora Joana Cruz, animadora da RFM, uma das maiores rádios do país e conhecida Sportinguista. O primeiro convidado foi João Mário, jogador da equipa principal de futebol, e o Jornal Sporting esteve presente na gravação do episódio. ‘ADN de Leão’, que estreia na próxima terça-feira, 8 de Dezembro, vai ter periodicidade semanal e cada episódio tem duração prevista de entre 30 a 40 minutos. O objectivo é ficar a conhecer melhor atletas ou técnicos – de futebol e modalidades – que defendem as cores do Sporting CP actualmente, assim como figuras que já o fizeram noutros tempos e que
deixaram saudades nos Sócios e adeptos Leoninos pelos feitos conseguidos. Contudo, e ao contrário do habitual quando nomes ligados ao desporto dão entrevistas ou participam em programas, a conversa não se vai focar apenas na competição; Joana Cruz vai procurar um lado mais pessoal e humano que, muitas vezes, não é conhecido e fica colocado de parte. Tudo com os Sportinguistas em mente, até porque um dos maiores desejos de qualquer adepto é sentir que conhece cada vez melhor aqueles que admira – e é precisamente isso que vai acontecer no podcast ‘ADN de Leão’. Apesar de existirem vários podcasts de desporto em Portugal, alguns mesmo dedicados exclusivamente ao Sporting CP, a entrada oficial do Clube neste universo marca uma inovação que o coloca mais perto dos Sócios e adeptos. O primeiro episódio do ‘ADN de Leão’ vai estar disponível a
João Mário e Joana Cruz em estúdio no ‘ADN de Leão’
8 de Dezembro, em formato áudio, nas habituais plataformas de podcasts e, em formato vídeo, no canal de YouTube do Sporting CP, assim como na Sporting TV.
“QUE ESTE SEJA UM GRANDE INÍCIO” No final da gravação do primeiro episódio do podcast ‘ADN de Leão’, Joana Cruz fez um balanço da sua estreia enquanto apresentadora do novo projecto do Sporting CP e não poupou os elogios a João Mário, o primeiro convidado. “É uma emoção muito grande estar aqui na minha primeira flash interview. Entrei em campo com confiança porque senti que estava com um grande jogador e tinha de estar à altura da energia dele. Não fiquei surpreendida porque já esperava um ‘senhor’. Já tinha essa ideia do João Mário e é um senhor, de facto, educado, com bons valores e bons princípios.
O logótipo do podcast ‘ADN de Leão’, que estreia na próxima terça-feira
É um menino de ouro. Gostei muito dele”, referiu a radialista em declarações aos meios de comunicação Leoninos, reforçando depois que foi uma estreia em grande. “Foi um bom início, senti que sim. Espero que lá em casa também achem que sim. Continuamos com confiança para o que aí vem. Que este seja um grande início para mostrar um ADN de Leão fortíssimo”, acrescentou. Questionada sobre onde pretende chegar nas conversas que vai ter com os convidados, Joana Cruz destacou o lado mais pessoal das figuras Leoninas que vão estar presentes no ‘ADN de Leão’. “Quero, sobretudo, tirar deles aquilo que lhes está no ADN de Leões, que são, mas de pessoas, também. Perceber um bocadinho melhor e sentir um bocadinho melhor como é que são no dia-a-dia, como é
a visão deles da vida. Perceber isso vai ser uma descoberta interessante”, afirmou, continuando. “Queremos surpresas e acredito que as vamos ter”, disse ainda. Por fim, Joana Cruz revelou que o ‘ADN de Leão’ permite juntar quatro das suas grandes paixões: “o Sporting CP, a comunicação, a rádio e a televisão”.
“GOSTO DESTA RESPONSABILIDADE” Também João Mário falou com o Jornal Sporting e, nas primeiras palavras proferidas, devolveu os elogios a Joana Cruz e admitiu que fugir um pouco do futebol foi uma experiência muito positiva. “Para nós, é muito bom fazer coisas diferentes. Gosto muito. É um lado mais pessoal. Gostei muito do programa. A Joana [Cruz] é óptima. Acima de
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CENÁRIO PROVOCA ELOGIOS O cenário do ‘ADN de Leão’ é um dos pontos altos do podcast. Numa sala da Academia Sporting que foi completamente renovada de forma a estar preparada para as gravações dos programas, uma mesa separa os dois cadeirões onde estão Joana Cruz e o convidado, estando ainda em grande destaque uma estante repleta de produtos do Sporting CP. “Uma pessoa ‘ultra-mega-fanática’ do Sporting CP há-de ter um cantinho destes lá em casa. Temos ali tudo. Espero, eventualmente, até usar umas cartas para jogar e vou pedir algumas ‘moedinhas’ para ajudar o mealheiro do Sporting CP que ali tenho mesmo ao lado. É um cenário que está a condizer com o sentido de casa e de estarmos descontraidamente à conversa”, frisou Joana Cruz, sendo que João Mário também ficou satisfeito com o que encontrou. “É o cenário perfeito, o mundo Leonino. Tenho a certeza de que as pessoas vão gostar”, disse o futebolista verde e branco.
“Quero que as pessoas conheçam um pouco mais de mim. Fiquei muito contente por fazer isto”, referiu João Mário
tudo, [quis] dar a conhecer um pouco mais às pessoas que gostam do Sporting CP e às pessoas que gostam de mim”, começou por dizer o médio internacional português. Sobre a ‘pressão’ de ter sido o primeiro convidado do podcast ‘ADN de Leão’, o futebolista
de 27 anos explicou que ficou satisfeito com a chance de se poder dar a conhecer ainda melhor aos Sportinguistas. “Gosto desta responsabilidade. Agradeço ao Sporting CP e ao departamento de comunicação por me ter dado esta oportunidade. Gostei muito e, acima de tudo, espero que os Sportinguistas também gostem. (...) Obviamente, gostamos todos de falar da parte futebolística. Mas, cada vez mais, há a parte humana e a parte pessoal. Quero que as pessoas conheçam um pouco mais de mim. Fiquei muito contente por fazer isto”, contou. Com muitos anos de Sporting CP, onde foi formado, João Mário mostrou-se feliz por ver a evolução do Clube para as novas formas de comunicar com os Sócios e adeptos. “Há que dar os parabéns ao departamento de comunicação. Desde o ano em que saí
[2016] até agora o Sporting CP cresceu muito e evoluiu bastante nesse aspecto. Vivemos num mundo moderno, num mundo de tecnologias. Temos todos de nos adaptar e de dar os parabéns por este grande crescimento”, reconheceu. Por fim, João Mário destacou a importância de criar mais laços com os Sportinguistas, principalmente numa fase em que não é permitida a presença de espectadores nos jogos. “Não estou, de todo, acostumado a jogar sem adeptos no Sporting CP. É uma realidade completamente nova. Tudo o que pudermos fazer para estarmos cada vez mais perto [dos adeptos], iremos fazer. Espero que seja uma questão que possa voltar rapidamente à normalidade. Eu, pelo menos, detesto jogar sem os adeptos do Sporting CP”, concluiu. >>
O QUE É UM PODCAST?
“Perceber um bocadinho melhor e sentir um bocadinho melhor como é que são no dia-a-dia, como é a visão deles da vida”, disse Joana Cruz sobre os convidados
Um podcast é uma forma de publicação de conteúdo multimédia, maioritariamente em formato de áudio ou vídeo, na internet para que os utilizadores possam ouvir, ver ou descarregar o programa em qualquer altura. Em Portugal, a cultura de podcasts cresceu bastante nos últimos anos. Do desporto à política, passando por inúmeras outras áreas, os podcasts têm conquistado cada vez mais ouvintes e espectadores, seja através de grandes grupos de comunicação ou de podcasters independentes.
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OPINIÃO
TODOS SOMOS MARADONA
Miguel Braga
Se é verdade que o muro de Berlim caiu em 1989, esse também foi o ano em que Deus veio a Portugal para jogar contra o Sporting Clube de Portugal. Diego Armando Maradona chegou, foi visto e não venceu, deixando tudo em aberto para o jogo da segunda mão, no mítico San Paolo. A 27 de Setembro desse mesmo ano, tinha então 15 anos, tive de me recorrer da cumplicidade de um ou outro amigo para conseguir escapar aos deveres escolares impostos: o Sporting CP jogava a eliminatória com o todo poderoso SSC Napoli, que na época anterior tinha vencido a Taça UEFA (e que nesse ano voltaria a consagrar-se campeão de Itália). Além de El Pibe, a equipa napolitana contava com um leque de jogadores que eram presença assídua em Mundiais e Europeus – apesar de termos uma nova geração de portugueses habituados a essas andanças da selecção nacional, nos anos 80 do século passado nem sempre íamos a estas fases da competição e apenas uma vez o fizemos com brilho. Entre as estrelas da formação italiana estavam nomes como os italianos Ciro Ferrara e Andrea Carnevale ou os brasileiros Alemão e Careca. Do lado do Sporting CP também tínhamos as nossas armas: Tomislav Ivković, Luizinho, Pedro Venâncio, Oceano, Carlos Manuel, Marlon Brandão ou Fernando Gomes. Lembro-me que éramos vários jovens Leões dispostos a berrar pela equipa a mais de 2700 quilómetros de distância e que não foi pela falta do nosso apoio que a fortuna do futebol não esteve do nosso
lado – ficou teimosamente do lado do então Deus na terra. Depois de 120 minutos de futebol, resultado novamente a zeros e decisão através dos pontapés da marca de penálti. Os primeiros encontraram defesa nas mãos dos guarda-redes, os segundos repousaram nas redes e na terceira ronda o SSC Napoli passou para a frente depois de Marlon atirar ao poste. Marcaram ambos os jogadores na quarta e na quinta e última ronda, Maradona avançou com a confiança que o caracterizava para a área. A conversa que se passou a seguir será uma das mais famosas entre jogadores, com o nosso Ivković a fazer uma aposta de 100 dólares com o astro argentino de como iria defender o remate. E assim foi: naqueles dias, defender um penálti de Maradona era mais ou menos a mesma coisa que entrar num ringue de boxe e sobreviver a Mike Tyson ou correr mais rápido que Carl Lewis sem ajuda de esteróides – a primeira derrota de Tyson aconteceu em Fevereiro de 1990, às mãos de James “Buster” Douglas; Ben Johnson fez história ao bater Lewis e os recordes mundiais dos 100 metros, em 1987 e 1988, mas acusou positivo no doping nos Jogos Olímpicos de Seul e caiu em desgraça. De regresso a San Paolo, Ivković defendeu e Carlos Manuel empatou o jogo, seguindo-se o “quem falha perde” no desempate por grandes penalidades. Ciro Ferrara fez a sua parte e Fernando Gomes rematou colocado e violentamente… à barra. Estava desfeito o sonho, estava também desfeito Ivković que saiu do relvado lavado em lágrimas, conhecia o seu final a esperança verde e branca da glória europeia, aos pés daquele que foi considerado por muitos o mais genial jogador de futebol de todos os tempos. Sou de uma geração que não viu Pelé a jogar, mas teve a sorte de acompanhar Maradona e, mais tarde, Messi e Ronaldo. Pelo meio, ficaram centenas de pequenos génios, de jogadores de eleição. Mas Maradona era outra coisa. Era Deus na terra com uma bola nos pés – e, se fosse preciso, na mão.
Foi uma experiência diferente para João Mário, que trocou o equipamento pela maquilhagem, o relvado pelo estúdio e e a bola pelo microfone
QUEM É JOANA CRUZ? Aos 42 anos, Joana Cruz é uma das vozes mais conhecidas da rádio portuguesa. É animadora na RFM, onde está desde muito jovem, estando por isso confortável no papel de anfitriã do podcast verde e branco. A paixão de Joana Cruz pelo Sporting CP não é novidade. Tendo colaborado com o emblema de Alvalade anteriormente, a locutora faz questão de demonstrar o seu Sportinguismo nas redes sociais e, antes da pandemia de COVID-19, era presença regular no Estádio José Alvalade.
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FUTSAL
GOLEADA COM FICHA LIMPA DEPOIS DO EMPATE NO DÉRBI FRENTE AO SL BENFICA, A EQUIPA DE FUTSAL DO SPORTING CP REGRESSOU ÀS VITÓRIAS DIANTE DO PORTIMONENSE SC NUM JOGO EM QUE OS LEÕES NÃO SOFRERAM GOLOS PELA SEGUNDA VEZ ESTA ÉPOCA. Texto: Pedro Ferreira Fotografia: Pedro Zenkl, José Lorvão
A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal venceu, na passada terça-feira, o Portimonense SC por 0-6, em jogo da 12.ª jornada da Liga Placard. No encontro que assinalou o regresso de Guitta à baliza após uma breve ausência devido a lesão, o Portimonense SC, equipa em que actua o ex-Leão Divanei, demonstrou querer discutir o resultado desde os instantes iniciais, mas foi sol de pouca dura. Aos quatro minutos, no seguimento de um pontapé de canto no flanco direito, Alex Merlim, o rei das assistências
da Liga Placard (15), encontrou Cavinato em boa posição e o ítalo-brasileiro, depois de ajeitar a bola com um primeiro toque, materializou o favoritismo Leonino com um remate colocado. Estava assim inaugurado o marcador em Portimão. Aos nove minutos, sem surpresa, chegou o segundo da contagem. Novo canto para os Leões, desta vez do lado esquerdo do ataque, com Pany Varela a servir na perfeição João Matos. Sozinho à entrada da área, o capitão verde e branco encheu bem o pé e desferiu um remate certeiro de primeira. Foi o terceiro golo de João Matos em dois jogos consecutivos depois do bis
apontado frente ao SL Benfica. Com 13 minutos jogados, o Sporting CP voltou a aumentar novamente a vantagem num lance muito bem trabalhado pelos jogadores Leoninos, dando ainda mais justiça ao resultado. Lançado por Guitta, Pauleta descobriu Tomás Paçó completamente sozinho dentro da área e o jovem fixo, de primeira, ofereceu o sexto golo da temporada a Erick. Estava feito o 0-3. Ainda antes do intervalo, quando o marcador contabilizava 17 minutos, Zicky Té, pivô que beneficiou da ausência de Cardinal por opção técnica, aproveitou uma falha da defesa adversária para recuperar a bola ainda no meiocampo do Portimonense SC, servindo depois Tomás Paçó, jovem produto da formação de Alvalade que fixou o resultado em 0-4 antes do período de descanso. No regresso dos balneários, o Sporting CP continuou a controlar mesmo sem acelerar muito e o quinto golo surgiu com naturalidade. Zicky Té iniciou a jogada com um passe delicioso de calcanhar para Tomás Paçó e o jogador verde e branco ofereceu o golo de bandeja a Cavinato, que teve apenas de encostar. Foi o bis do ítalo-brasileiro na partida que chegou assim ao 15.º golo da temporada na Liga Placard e é
1 de Dezembro de 2020 | Liga Placard – 12.ª jornada | Pavilhão Desportivo da Boavista
PORTIMONENSE SC
0-6 (0-4 ao intervalo)
SPORTING CP Diego Cavinato (4’, 29’) João Matos (9’) Erick (13’) Tomás Paçó (17’) Alex Merlim (33’)
Sporting CP: Guitta [GR], João Matos [C], Diego Cavinato, Alex Merlim, Zicky Té, Gonçalo Portugal [GR], Bernardo Paçó [GR], Tomás Paçó, Erick Mendonça, Mamadú Ture, Diogo Santos, Pany Varela, Pauleta, Rocha. Treinador: Nuno Dias. Disciplina: cartão amarelo para Rocha (9’).
cada vez mais líder destacado na lista de melhores marcadores. Com o avançar do cronómetro, o Portimonense SC demonstrava cada vez mais dificuldades em discutir o resultado e aos 13 minutos da segunda parte surgiu o 0-6. Alex Merlim arrancou pelo lado esquerdo em velocidade, tirou um adversário do caminho e, bem ao seu estilo, rematou de ‘bico’ para o fundo da baliza adversária. Estava assim atingida a meia dúzia de golos, num jogo em que o Sporting CP foi melhor em quase todos os momentos. Nos últimos minutos, quando os Leões apresentavam já uma equipa muito jovem em que se incluía por exemplo o
guarda-redes Bernardo Paçó ou o jovem ala de apenas 18 anos Diogo Santos, o Portimonense SC ainda colocou em campo o guarda-redes avançado na tentativa de chegar, pelo menos, ao empate, mas já não havia tempo para mais. Com este triunfo, o segundo da temporada sem sofrer golos, o conjunto verde e branco continua na liderança partilhada da Liga Placard, com os mesmos 34 pontos do SL Benfica, sendo ainda detentor do melhor ataque da prova com 76 golos marcados. Os Leões voltam a entrar em campo já no próximo sábado, na recepção ao CF “Os Belenenses”.
DÉRBI DOS DÉRBIS TERMINOU EMPATADO 3-3 Ainda antes do triunfo sobre o Portimonense SC, na passada sexta-feira, o Sporting CP defrontou o eterno rival SL Benfica pela primeira vez esta época, em jogo da 11.ª jornada da Liga Placard que terminou empatado 3-3. Numa partida que colocou frente-a-frente o melhor ataque e a melhor defesa do campeonato, os encarnados foram os primeiros a marcar, por intermédio de Robinho, mas o empate chegou com a assinatura de Taynan. Logo depois, 1-2
para o SL Benfica através de Arthur, que fechou o resultado ao intervalo. Na segunda parte, aos 32 minutos, João Matos voltou a igualar o marcador, só que instantes depois as águias colocaram-se novamente em vantagem com um golo de Tayebi. A apenas 25 segundos do fim, o capitão João Matos fez o bis e selou o placard em 3-3. Com este resultado, ambas as equipas perderam os primeiros pontos na Liga Placard esta época.
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PARCEIROS
SPORTING CP E INETUM RENOVAM LIGAÇÃO O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL E A INETUM, ANTES ROFF, RENOVARAM A LIGAÇÃO, QUE MANTÊM HÁ SEIS ANOS NO FUTSAL, POR MAIS QUATRO TEMPORADAS. por dizer o presidente verde continuar ligada ao Sporting e branco Frederico Varandas, CP, referindo: “Para nós é um Uma parceria que até ao acrescentando: “A INETUM é o privilégio ter esta parceria com o momento celebrou em conjunto exemplo do parceiro que temos Sporting CP há seis anos. É um 16 títulos, entre os quais a Liga de saber cuidar porque o Clube parceiro que nós preservamos e dos Campeões de futsal, e que vive dos Sócios e dos adeptos, gostamos muito”. se quer manter vitoriosa, como mas também dos parceiros que “As parcerias são boas quando referiram os representantes das acreditam no Sporting CP, que são boas para todos. É muito duas entidades após o encontro vence na quadra, e que também bom para nós porque o Sporting acreditam na marca Sporting CP”. CP, como uma equipa de topo entre o Sporting CP e o SL Benfica, que marcou a primeira e de nível mundial, dá-nos “É muito importante e ficamos aparição da INETUM nas notoriedade, tal como nós muito contentes com esta camisolas Leoninas. renovação. Esperemos que venha ajudamos o Sporting CP a ter com mais títulos, idealmente “Era ROFF, hoje é INETUM, mas consigo um nome de referência europeus”, referiu o dirigente o conceito e a filosofia da parceria não só em Portugal, como fora mantêm-se. É um parceiro de também”, disse Francisco Febrero, Leonino. grande peso para o Sporting CP O CEO da INETUM Francisco 17:18finalizando: “Não tenhamos AF SPORTING NATAL PRODUTO JORNAL SCP MEIA.pdf 1 24/11/2020 e é o exemplo daquilo que é uma Febrero também deu conta dúvidas que os 16 títulos se vão parceria de sucesso”, começou da satisfação da marca por multiplicar nos próximos anos”.
Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Pedro Zenkl
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O presidente Frederico Varandas com o CEO da INETUM, Francisco Febrero
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HÓQUEI EM PATINS
OPINIÃO
‘D10S’ VESTIU O MANTO SAGRADO
Juvenal Carvalho
A capa do nosso Jornal da passada semana, numa homenagem tão bonita como bem conseguida a ‘D10S’, retratou um momento de que todos os que como eu estiveram em Alvalade nessa noite de 12 de Setembro de 1989, se orgulham. O de ter visto, nem que fosse por breves momentos, Diego Armando Maradona de manto sagrado vestido, e de sorriso aberto. O momento foi após o jogo da primeira eliminatória da então Taça UEFA. Ficou para todo o sempre. Sobretudo para os Leões mais novos, que souberam do momento agora, e que não viram a magia e o perfume do futebol daquele que para mim, se não o melhor – é sempre discutível e o nosso Cristiano Ronaldo leva a que o nosso coração para ele penda –, será pelo menos o mais genial jogador de todos os tempos que alguma vez vi jogar. Sou, a nível de futebol, um romântico inveterado. Gosto de jogadores que façam da bola o seu brinquedo. Que espalhem magia. Que tenham aquele dom só ao alcance dos verdadeiros predestinados. Diego Maradona tinha tudo isso. Era simplesmente único e genial. A sua lenda irá perdurar no tempo. Ele era o “10” e eu, amante do futebol espectáculo, é a posição do terreno com que me deleito com a magia dos craques que aí jogam. Por isso, e desde criança, embora o nosso Sporting CP tenha desde a baliza aos chamados “matadores” uma história imensa de craques, é os “10” que me fascinam e que destaco dos demais. E de criança, aquela que a
memória do tempo me permite lembrar, até aos dias de hoje, fez com que, e até porque as homenagens se devem fazer em vida, decidir prestar o meu tributo aos meus “magos” Leoninos dessa posição. Por ordem temporal começo por Samuel Fraguito, simplesmente arrebatador tecnicamente, e por Salif Keita, o maliano dos pés de ouro. Era muito menino, mas lembro-me bem deles. Posteriormente, já mais adolescente, lembro o “mago” António Oliveira, quanta classe tinha naqueles pés; e na década de 1990, já em fase adulta, quanto foi o privilégio de ver jogar ao mesmo tempo Krassimir Balakov, toneladas de génio, e Luís Figo, não tanto um “10”, mas com uma classe que fez dele o melhor do mundo. Também desse tempo o tão incompreendido, mas tão genial Pedro Barbosa, que pintava puras obras de arte ao seu ritmo, até ao presente com Bruno Fernandes, também ele não bem um “10”, mas com um génio pouco comum. O único em actividade e que não sei ainda onde irá parar num estrelato que está nos seus pés. Vai ser de topo mundial, seguramente. Ter tido o privilégio de ter visto tão ilustres talentos de Leão ao peito, com o manto sagrado vestido, foi arrebatador. Com a morte de Dieguito – que descanse em paz, e obrigado pelo que me (nos) proporcionou –, recordei os meus ‘D10S’, de verde e branco, com as devidas proporções, como é óbvio. Sou fã da magia do futebol em estado puro. Qual poesia. Fui obviamente fã do “mago das pampas” e de todos os “mágicos” Leoninos que referenciei. Não vi outros craques e muitos mais houve anteriormente, porque cheguei ao mundo dos vivos a meio do percurso de vida do Sporting Clube de Portugal, mas o que já vi foi arrebatador. O desporto-rei é isto. Feito destes mágicos que dão brilho a um espectáculo tão bonito. P.S. – Por falar em jogadores de classe. Pedro Gonçalves tem tudo para ser um ‘Pote’ de talento!
LEÕES MANTÊM LIDERANÇA ISOLADA SPORTING CP É A ÚNICA EQUIPA QUE AINDA NÃO PERDEU NO CAMPEONATO NACIONAL E TEM MAIS TRÊS PONTOS DO QUE O SEGUNDO CLASSIFICADO, APÓS MAIS DUAS VITÓRIAS NUM ESPAÇO DE QUATRO DIAS. Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Pedro Zenkl
Depois do triunfo caseiro diante do Riba D’Ave HC por 4-2, no sábado passado, com uma exibição que mereceu várias críticas de Paulo Freitas, a equipa principal de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal venceu, na terça‑feira, o SC Tomar por 1-4 com uma exibição de encher o olho. À procura de manter a liderança isolada na primeira fase do Campeonato Nacional, à 12.ª jornada prova, os Leões foram superiores em toda a linha, numa pista de dimensões máximas, e venceram de forma justa e confortável. Ainda assim, ao intervalo a formação verde e branca só vencia por 0-1 com golo de João Souto, marcado aos 10 minutos de jogo, conseguindo depois na segunda metade traduzir a superioridade em golos. Para isso valeu também Gonzalo Romero, que marcou os três golos Leoninos da segunda parte. O SC Tomar ainda conseguiu reduzir, através de Hernâni Diniz, quando o Sporting CP já vencia por 0-3, mas não conseguiu
assustar os Leões que deram uma resposta positiva ao jogo menos conseguido da ronda anterior, num encontro em que o capitão Pedro Gil não esteve devido a lesão. Assim, a formação verde e branca
continua na liderança isolada do Campeonato Nacional, com mais três pontos do que o segundo classificado, o OC Barcelos, e é até ao momento a única equipa que ainda não perdeu na prova.
“ESTE É O SPORTING CP QUE TEM DE APARECER EM TODOS OS JOGOS” Um Sporting CP com atitude e compromisso incríveis. Quando assim é, quando apresentamos níveis de concentração e atitude elevados, o resultado normalmente é a vitória e aqui conseguimos conciliá-la com uma boa exibição. A equipa esteve muito bem e saiu de Tomar com uma vitória clara e justa, conseguida com muita qualidade”, disse Paulo Freitas após o jogo em Tomar.
28 de Novembro de 2020 | I Divisão – 11.ª jornada | Pavilhão João Rocha
SPORTING CP Platero (23’), Gonçalo Nunes (33’), Verona (34’), Telmo Pinto (49’)
4-2 (Intervalo 1-0)
RIBA D’AVE HC João Pedro (32’) Fortunato (39’)
Sporting CP: Ângelo Girão [GR], Telmo Pinto, Pedro Gil [C], Alessandro Verona, Alvarinho. Jogaram ainda: Matías Platero, Gonçalo Nunes, Ferran Font, João Souto. Treinador: Paulo Freitas. Disciplina: cartão azul para Matías Platero (4’) e Ferran Font (19’).
1 de Dezembro de 2020 | I Divisão – 12.ª jornada | Pavilhão Mun. Cidade Tomar
SC TOMAR
1-4
Hernâni Diniz (43’)
(Intervalo 0-1)
SPORTING CP João Souto (10’) Gonzalo Romero (38’, 40’, 49’)
Sporting CP: Ângelo Girão [GR], Matías Platero, Gonzalo Romero, Alessandro Verona e João Souto. Jogaram ainda: Telmo Pinto, Ferrant Font, Toni Pérez e Alvarinho. Treinador: Paulo Freitas.
SPORTING 3796 - 21
VOLEIBOL
ANDEBOL
SPORTING CP CONSOLIDA SEGUNDO LUGAR
VITÓRIA NO CAMPEONATO, DERROTA NA EUROPA
SÉTIMA VITÓRIA CONSECUTIVA NO CAMPEONATO NACIONAL CONFIRMA BOM MOMENTO DOS LEÕES.
LEÕES VENCERAM NO SÁBADO EM CASA DO SC HORTA, MAS PERDERAM NA TERÇA-FEIRA DIANTE DO USAM NÎMES GARD.
Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Mário Vasa
Depois de receber e vencer, no domingo passado, a AA São Mamede por 3-0 (25-14, 25-12 e 28-26), em jogo da 11.ª jornada da primeira fase do Campeonato Nacional, a equipa principal de voleibol do Sporting Clube de Portugal foi, na terça-feira, a Viana do Castelo vencer pelo mesmo resultado a equipa sensação da prova em jogo da 13.ª ronda. Apesar do grande equilíbrio verificado no primeiro set em casa do VC Viana, os Leões conseguiram colocar-se na frente do marcador e venceram por 23-25, enquanto no segundo a equipa liderada
por Gersinho mostrou-se muito superior e venceu de forma mais folgada por dez pontos de diferença (15-25). No terceiro e último set, voltou a assistir-se a um maior equilíbrio entre as duas formações, mas a equipa verde e branca voltou a mostrar-se mais forte nos minutos finais e fechou o placard com novo triunfo folgado: 15-25. Assim, com a sétima vitória consecutiva no Campeonato Nacional, o Sporting CP consolidou o segundo lugar na tabela e é de forma isolada nessa posição que recebe, no próximo domingo, no Pavilhão João Rocha, o Ala de Nun’Álvares de Gondomar.
28 de Novembro de 2020 | I Divisão – 11.ª jornada | Pavilhão João Rocha
SPORTING CP
3-0
AA SÃO MAMEDE
Texto: Maria Gomes de Andrade
Depois do triunfo sobre o SC Horta (24-30), no sábado passado, em partida da 12.ª jornada do Campeonato Nacional, a equipa principal de andebol do Sporting Clube de Portugal foi surpreendida, na terça-feira, pelo USAM Nîmes Gard (26-30) em jogo contar para a quinta ronda do Grupo B da EHF European League. A formação orientada por Rui Silva até entrou bem no jogo e ainda esteve a vencer por uma margem de três golos, mas os franceses conseguiram virar o resultado (5-6) e, apesar de o Sporting CP ter empatado várias vezes, a partir dos 9-10 não perderam mais o controlo do marcador, indo
28 de Novembro de 2020 | I Divisão – 12.ª jornada | Pavilhão Desp. Horta
(25-14, 25-12 e 28-26)
Sporting CP: Renan Purificação (12), Éder Levi (6), André Saliba (16), José Rojas (6), Hélio Sanches (8), Bruno Alves (5), João Fidalgo [L], José Cunha (2), Gil Meireles [L], Miguel Maia [C]. Treinador: Gersinho.
SC HORTA
1 de Dezembro de 2020 | I Divisão – 13.ª jornada | Pavilhão Mun. Santa Maria Maior
VC VIANA
0-3
para o intervalo a vencer por 12-15. No início da segunda metade, os Leões ainda conseguiram encurtar a desvantagem, mas a formação gaulesa manteve-se na frente e conseguiu mesmo chegar aos cinco golos de diferença (15-20), contando também com uma boa exibição do guardaredes Teodor Paul. Ainda assim, com cerca de 20 minutos para dar a volta ao encontro, a equipa verde e branca mostrou argumentos para virar o resultado e conseguiu aproximar-se do marcador, mas após falhar o empate (23-23), o USAM Nîmes Gard voltou a cavar uma diferença mais confortável e acabou por vencer por quatro golos.
24 - 30
SPORTING CP
(Intervalo 9-19)
SPORTING CP
(23-25, 15-25 e 15-25)
Sporting CP: Renan Purificação (12), Robinson Dvoranen (10), Victor Hugo (2), Bruno Alves, Éder Levi (6), Paulo Victor (13), Gil Meireles [L], João Fidalgo [L]. Treinador: Gersinho.
DOIS TRIUNFOS DIANTE DO BOAVISTA FC A equipa feminina de voleibol do Sporting Clube de Portugal também fez dois jogos nos últimos dias, ambos diante do Boavista FC e venceu os dois encontros por 3-0. O primeiro, a contar para a 13.ª jornada da fase regular do Campeonato Nacional, jogou-se no domingo, em casa da equipa axadrezada, e o Sporting CP venceu pelos parciais de 22-25, 14-25 e 17-25. Já o segundo, referente à 14.ª ronda, jogou-se a Sul, e a equipa orientada por Rui Pedro Costa levou a melhor nos três sets por 29-27, 25-16 e 25-11.
Sporting CP: Aljoša Čudić [GR], Théo Clarac, Duarte Seixas, Dmytro Doroshchuk (1), Francisco Tavares (8), Frankis Carol [C] (3), Joel Ribeiro (1), Nuno Roque (2), Pedro Valdés (6), Salvador Salvador (3), Darko Đukić (2), Arnaud Bingo (2), Tiago Rocha (2). Treinador: Rui Silva.
1 de Dezembro de 2020 | EHF European League – Grupo B – 5.ª jornada | Pavilhão João Rocha
SPORTING CP
26 - 30
USAM NÎMES GARD
(Intervalo 12-15)
Sporting CP: Manuel Gaspar [GR], Aljoša Čudić [GR] (1), Tiago Rocha (2), Frankis Carol [C] (10), Arnaud Bingo (1), Pedro Valdés (3), Nuno Roque, Darko Đukić (3), Dmytro Doroschchuk, Francisco Tavares (1), Salvador Salvador (5), Joel Ribeiro, António Machado, Théo Clarac. Treinador: Rui Silva.
22 - SPORTING 3796
FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL
“VAI SER UMA BATALHA ENTRE DUAS DAS EQUIPAS MAIS FORTES EM PORTUGAL” JAMES ELLISOR, CAPITÃO DA EQUIPA DE BASQUETEBOL DO SPORTING CP, FEZ A ANTEVISÃO DO CLÁSSICO DE SÁBADO DIANTE DO FC PORTO QUE VAI OPOR OS DOIS PRIMEIROS CLASSIFICADOS DA LIGA PLACARD. Texto: Pedro Ferreira Fotografia: Pedro Zenkl
Prestes a terminar a paragem de cerca de três semanas provocada pelos compromissos das selecções nacionais, que estiveram a disputar a préqualificação para o Mundial de 2023, é tempo de o basquetebol do Sporting CP voltar à acção e à Liga Placard. Actualmente na liderança da prova, os Leões são a única equipa, a par do próximo adversário FC Porto (que tem um jogo em atraso), com um registo 100% vitorioso esta temporada. Apesar da boa forma que os comandados de Luís Magalhães têm vindo a apresentar desde o arranque da época, que resultou já na conquista da Taça de Portugal 2019/2020 precisamente contra o FC Porto, há cerca de dois meses, o capitão verde e branco James Ellisor admite que o interregno competitivo foi benéfico para o grupo, até porque permitiu que a equipa recuperasse os índices físicos tendo em vista o regresso às provas nacionais. “Apesar de não termos jogado nas últimas três semanas, acho que foi uma boa paragem para que a equipa e os jogadores pudessem descansar. Temos vindo a trabalhar de forma muito intensa desde Agosto e este período ajudou a que nos pudéssemos preparar para o
“SERIA MUITO BOM SE PUDÉSSEMOS CONTAR COM A PRESENÇA DOS ADEPTOS”
James Ellisor foi o MVP da final da Taça de Portugal conquistada já esta época diante do FC Porto
que aí vem”, começou por dizer, virando desde logo baterias para o clássico do próximo sábado diante dos dragões. “Vai ser um jogo difícil, ambas as equipas são muito bem orientadas. De acordo com os nossos jogos anteriores contra eles, são uma formação muito táctica e que contrata sempre bons jogadores. Temos de estar preparados, vai ser uma batalha entre duas das equipas mais fortes de Portugal pela liderança do campeonato. Vai ser um jogo divertido e interessante de seguir”, garantiu. Apesar de os azuis e brancos nunca terem conseguido derrotar o Sporting CP desde o regresso do basquetebol sénior masculino a Alvalade, James Ellisor não poupa elogios ao
adversário e dá a receita para que o conjunto verde e branco saia vencedor deste encontro. “O FC Porto conhece os pontos fortes e fracos de todos os adversários. A maior dificuldade que nos podem criar é abrandar o ritmo de jogo e fazerem muitas faltas, porque somos uma equipa que actua a uma intensidade elevada e que corre em todo o campo. Eles, por outro lado, são mais tácticos e gostam de jogar ‘cinco para cinco’. Ainda assim, se colocarmos em campo aquilo que melhor sabemos fazer e conseguirmos ser fortes na defesa, vamos alcançar a vitória”, sublinhou. O jogo entre Sporting CP e FC Porto, referente à oitava jornada da Liga Placard, terá transmissão em directo na RTP2 a partir das 11h00 do próximo sábado.
05/12 – Sábado Modalidade: Basquetebol Competição: Liga Placard – 8.ª jornada Jogo: Sporting CP vs. FC Porto Horário e local: 11h00 – Pavilhão João Rocha Transmissão: Directo
Tal como tem acontecido desde o início da temporada, os adeptos verdes e brancos não vão poder comparecer nas bancadas do Pavilhão João Rocha para apoiar a equipa de basquetebol Leonina. Apesar de reconhecer que é algo a que os jogadores já estão habituados, James Ellisor admite que o plantel tem saudades do calor dos Sportinguistas. “Seria muito bom se pudéssemos contar com a presença dos nossos adeptos. Ainda assim, temos vindo a jogar os últimos três meses sem o apoio deles vindo das bancadas e temos de lidar com isso. Temos muitas saudades, mas sabemos que eles estão a apoiar-nos desde as suas casas. Espero que com o avançar da época eles possam regressar e estar junto de nós”, afirmou.
“AS PRÓXIMAS SEMANAS VÃO SER UM GRANDE DESAFIO PARA NÓS” Depois da paragem de três semanas devido aos compromissos das selecções nacionais, o mês de Dezembro vai ser muito intenso para os Leões. O Sporting CP vai defrontar todos os sete primeiros classificados, à excepção do Imortal BC, o que inclui o SL Benfica, a UD Oliveirense e, claro, o FC Porto. Depois, logo no início de Janeiro, segue-se ainda a estreia na FIBA Europe Cup frente aos israelitas do Nes Ziona. “As próximas semanas vão ser um grande desafio para nós. Vamos jogar contra as equipas mais fortes da Liga Placard e realizar a nossa estreia na FIBA Europe Cup, o que é muito entusiasmante porque temos estado à espera desta oportunidade há muito tempo. Vai ser algo novo para o grupo, mas acho que estamos muito ansiosos para entrar em campo. O nosso plantel é constituído por jogadores mais novos e outros mais experientes, creio que temos muitas opções e vamos estar prontos”, assegurou.
06/12 – Domingo Modalidade: Futsal Competição: Liga Placard – 13.ª jornada Jogo: Sporting CP vs. CF “Os Belenenses” Horário e local: 15h00 – Pavilhão João Rocha Transmissão: Directo e exclusivo
Modalidade: Voleibol Competição: Campeonato Nacional Feminino – 16.ª jornada Jogo: Sporting CP vs. Castêlo da Maia GC Horário e local: 11h00 – Pavilhão João Rocha Transmissão: Directo e exclusivo
Meia Pag Jornal SCP Oficinas Leoninas.pdf
Meia Pag Jornal SCP Museu SCP.pdf
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ENTREVISTA VÂNIA SILVA
VÂNIA SILVA: “SÃO 19 TÍTULOS DE CAMPEÃ NACIONAL E ESTE ANO QUERO MAIS UM” Mais uma renovação na equipa feminina de atletismo do Sporting Clube de Portugal. Desde 2008 de Leão ao peito, Vânia Silva tornou-se um nome incontornável no lançamento do martelo nacional. Quebrou o recorde português até deixá-lo nos 69,55 metros e soma, no total, 19 títulos de campeã de Portugal na disciplina. Apesar da longa carreira, Vânia continua com o entusiasmo do primeiro dia. Texto: Mónica Barros, Xavier Costa Fotografia: José Lorvão É o prolongar de uma ligação que já vai longa. É verdade, já lá vai mais de uma década, sempre com um espírito positivo, porque esta é uma grande equipa e eu adoro estar no Sporting CP. Como é que surgiu a oportunidade de se juntar ao Clube? Numa prova em Espanha, fiquei no quarto com uma atleta do Sporting CP. Ela perguntou-me: ‘Porque é que nunca vieste para o Sporting CP?’. Ao que eu respondi: ‘Porque nunca me convidaram.’ Passado algum tempo, o prof. Moniz Pereira veio falar comigo e assim foi, do nada cheguei ao Clube. O Sporting CP desde sempre tentou ter os melhores atletas e a verdade é que os conseguiu juntar, formando uma grande equipa. Que momentos escolheria como os mais especiais da Leão ao peito? O mais especial foi quando em 2011 bati o recorde nacional [fixando-o nos 69,55m] e dei oito pontos ao Sporting CP na Taça dos Clubes dos Campeões Europeus. Foi o mais importante porque dei o máximo de pontos à equipa e juntei-lhe um recorde nacional. Com esse tipo de contributos, sente que já está na história de um Clube ecléctico? Já estou, felizmente, porque conquistámos por duas vezes a Taça dos Clubes Campeões Europeus. Vai ficar sempre na minha memória e na dos Sportinguistas. Ainda assim, pertencer, por si só, a uma grande equipa como esta já é um grande orgulho. Quando teve o primeiro contacto com o atletismo e com o lançamento do martelo? Sinceramente, no início nem sabia o que era o martelo, até que num treino me disseram para experimentar. Foi giro, ao começar, cair, atirar o martelo contra a rede e lançar sem saber fazê-lo, mas pronto, devagarinho, como tudo exige, foi-se melhorando. Nesse momento imaginava-se a ficar na história da disciplina a nível nacional? Nunca imaginei, aliás até houve um treino em Lisboa em que estava presente o professor Renato Carnevali e o Paulo Reis levou-me lá para que ele me conhecesse. No final do treino, o Renato disse ao Paulo: ‘Não percas tempo com esta que não vale a pena’ (risos). Afinal estava enganado, felizmente (risos).
Bateu o recorde nacional por 13 vezes, lembra-se dessas primeiras conquistas? O primeiro recorde nacional que bati foi em São Jacinto e foi no Dia da Mãe, porque lembro-me de ligar à minha e dizer-lhe que tinha feito os mínimos e que ia a França. No entanto, isto foi passo a passo. Tanto eu como o Paulo Reis [treinador] começámos juntos a caminhada e fomos passo a passo, evoluindo sem grandes sonhos, porque também não sabíamos até onde podíamos chegar. Nunca imaginei participar nuns Jogos Olímpicos (JO), mas agora acredito que todas as atletas que se empenhem podem conseguir atingir muitas vezes os seus objectivos. Como foi estar presente nos Jogos Olímpicos? A primeira vez que fui, em 2004, houve uma grande
disputa entre mim e a Sónia Alves, porque ambas tínhamos a marca mínima para participar e, depois, houve uma prova que decidiu quem ia e felizmente ganhei eu. Em Atenas, fiquei um pouco decepcionada, porque estava à espera de uma coisa mais grandiosa. A aldeia olímpica não era tão cuidada como as outras que, mais tarde, pisei. Ainda assim, estar lá presente é um sonho maravilhoso. Depois, procurei sempre alcançar os mínimos para participar em todos os JO possíveis. Apesar de ter participado também em 2012, em 2016 ainda tentei, mas no ano anterior tive uma lesão que me impediu. Foi um dos momentos mais difíceis de lidar na sua carreira? O mais difícil foi, talvez, em 2001, quando me magoei nas costas e faltei a uma competição. Embora a lesão
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de 2015 tenha sido complicada, também sabia que já seria muito difícil conseguir participar nos JO em 2016, mas, claro, o sonho está lá. Quando me lesionei, aceitei, simplesmente. Ainda nos palcos internacionais, qual o momento que guarda ao estar entre a elite da disciplina? Posso dizer que fui uma felizarda, porque coincidi com a Teresa Machado. Conviver com ela foi muito bom, como atleta, porque ela estava sempre a motivar-me. Foi muito importante no meu percurso. Nos vários Mundiais e Europeus estávamos sempre as duas, partilhávamos o quarto e eu estava sempre atrás dela, era a Teresa Machado! Como foi o momento quando conseguiu estabelecer o ainda actual recorde nacional? Foi em 2011, em Vila Real de Santo António. Curiosamente, estava com a equipa e eles começaram a aquecer, quando o habitual era ser eu a primeira a fazê-lo. Aí percebi que a prova tinha sido adiantada e ninguém me avisou. Comecei a aquecer à pressa, entrei na pista e fiz um nulo ainda no aquecimento. Quando começou a prova abri logo com 65 metros, o que é bom. Depois fiz 67, de seguida 68 e, por fim, os 69,55 metros. Se calhar, se fossem mais lançamentos teria chegado aos 70 metros, que era o meu sonho. Na altura, foi o quebrar de um marco, até a nível internacional. Teve essa percepção? Foi muito bom. Quando vi a marca que tinha atingido fartei-me de gritar e de saltar, foi um momento inesquecível. No momento tive a noção de que tinha sido um lançamento longo, mas o quanto não sabia ao certo.
Ficaria feliz se, daqui a uns anos, a sua marca fosse superada? Desportivamente, convém sempre que o recorde seja superado e que alguém em Portugal faça mais de 70 metros, que é uma marca ao mais alto nível. Os lançamentos evoluem todos os anos e quem vem atrás tem de ter sempre esse objectivo. Acredita que já hoje é uma referência para atletas que dão os primeiros passos na disciplina? Antigamente, os estágios eram mais próximos e conhecíamos as pessoas mais facilmente, agora é diferente. Praticamente só nos conhecem e contactam connosco nas provas. Mas sei de atletas que seguem a minha carreira com entusiasmo e que querem superar-me, e acho bem que pensem assim. Em território nacional vai dominando o lançamento do martelo há largos anos. Vencer um campeonato é sempre importante. Acho que são 19 títulos de campeã nacional e este ano quero chegar aos 20. Era um número bonito de atingir. Desses, creio que somei 17 de forma consecutiva. Começou também a competir no lançamento do martelão. Como tem sido essa experiência? O martelão já fazia parte do meu treino e no campeonato de veteranos temos as duas disciplinas. Quando fui a Espanha ao Europeu vi que o recorde continental era de 18,05 metros. Pareceu-me possível de alcançar e de há dois anos para cá tenho conseguido evoluir. Neste momento, o recorde do mundo no martelão é meu com 19,40 metros. É uma especialidade recente para mim em competição, mas que adoro.
Mesmo para alguém que já bateu tantos recordes, esse teve um sabor especial? Nunca tinha batido um recorde mundial. Não tem a visibilidade do lançamento do martelo, apesar de a técnica ser semelhante, mas é sem dúvida saboroso ser a detentora dessa marca. Além da carreira desportiva, a Vânia também se mantém ligada ao desporto através do ensino. Mesmo terminando a minha carreira, quero manter-me ligada ao desporto, porque é uma coisa que nasceu comigo. Já tenho 27 anos de atletismo, mas por enquanto é para continuar a treinar e dar o meu máximo. Apesar das actuais condicionantes, o que é que ainda ambiciona para esta época? O melhor possível seria dar novamente os oito pontos ao Sporting CP no campeonato, ser campeã de Portugal e participar na Taça das Nações por Portugal, trazendo o máximo de pontos possíveis. Depois, mais tarde, se vier realmente a acontecer, ambiciono a participação no Campeonato Europeu de veteranos. Já começa a projectar um ano para encerrar a carreira? Não, eu gosto muito de atletismo. Enquanto o corpo me deixar quero continuar, quando disser que já chega, paro inclusive nos veteranos. O que gostaria de dizer aos Sportinguistas depois da sua renovação? O meu obrigada por me terem acolhido na família Leonina. Pedir-lhes que me continuem a apoiar, mas no fundo um obrigada.
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ENTREVISTA JÉJÉ VIDAL
“É UMA HONRA E UMA GRANDE RESPONSABILIDADE” Jéjé Vidal junta-se ao surf do Sporting Clube de Portugal. O surfista tem 21 anos, nasceu em São Tomé e Príncipe, e depois de se destacar no seu país mudou-se para Portugal, onde tem contado com a ajuda do surfista João Macedo, que lhe “estendeu a mão” e lhe tem dado a oportunidade de crescer no surf. Em entrevista ao Jornal Sporting, Jéjé Vidal deu-se a conhecer, manifestando-se feliz com este novo desafio. Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: José Lorvão
Bem-vindo ao Sporting CP, Jéjé. Antes de mais: como nasceu a paixão pelo surf? Foi em 2010. Estava sentado à beira-mar, na praia de Santana, em São Tomé, e um português, Pedro Almeida, estava na água a surfar. Nessa altura, nem sequer sabia de que desporto se tratava, mas fiquei entusiasmado por experimentar. Fui para casa e tirei um pedaço de tábua de madeira da minha cama e fui aventurar-me no mar. Foi assim que tudo começou. E como é que esta paixão virou um assunto sério? Foi quando percebi que não conseguia parar de pensar no surf. Era algo que me fazia feliz e que me trazia energia positiva. Actualmente, o surf está sempre presente no meu dia-a-dia e, para além dos treinos diários, também dou algumas aulas. Acabou por lhe mudar a vida... Sim, o surf abriu-me muitas portas. Se não tivesse aparecido, dificilmente seria quem sou hoje e provavelmente não estaria a viver em Portugal. No entanto, terminar o percurso escolar sempre foi uma das minhas prioridades – estou no último ano do curso de Animação e Turismo Náutico – e, por isso, nem sempre consigo dedicar o tempo que queria ao surf.
“TIREI UM PEDAÇO DE TÁBUA DE MADEIRA DA MINHA CAMA E FUI AVENTURAR-ME NO MAR” E quando não pode ir surfar, o que faz? Quando não há ondas e tenho mais tempo livre faço pesca submarina, que é um passatempo que gosto bastante e, para mim, é muito gratificante poder comer algo que pesquei. Anda sempre perto do mar, então. Não tem medo? O mar é uma obra da natureza e, por isso, respeito-o. É o mar que me dá a oportunidade de praticar o desporto que tanto gosto. Sempre que estou lá dentro procuro perceber o meu limite e obedecer ao mar.
Medo, todos temos. Acho que não há ninguém que lá vá e diga que não tem medo. Todos nós temos, mas devemos saber controlá-lo. Já apanhou algum grande susto? Já. Foi nos Açores, na praia de Monte Verde. Aconteceu uns dias antes do mundial de juniores, em 2016. Era um dia de mar grande e estava a decorrer uma etapa do WQS. Não havia ninguém na água, entrei e comecei a remar para o outside. Entretanto, apareceu um set de ondas bem grandes e o meu leash rompeu-se. Fiquei assustado, não era capaz de sair de lá sem ajuda. Estava muito agueiro, com muita corrente e um mar bastante agitado. A solução foi enfrentar o momento, remar contra a corrente e dar o meu melhor para chegar à areia, mas quase perdi os sentidos.
“O SURF ABRIU-ME MUITAS PORTAS, SEM ELE NÃO TERIA VINDO PARA PORTUGAL” Tirando os sustos, que fazem parte deste desporto, qual foi o momento mais especial até agora? Para ser sincero, aconteceu fora de água e antes desse grande susto. Foi quando o Miguel Ribeiro e o Paulo Pichel foram a minha casa, em São Tomé e Príncipe, e me disseram que tinha sido escolhido para representar o meu país no mundial de surf de juniores de 2016. Entretanto, uma vez que vive em Portugal, agora pretende a dupla nacionalidade, não é? Sim e, infelizmente, o processo atrasou bastante devido à pandemia. Quanto mais rápido conseguir tratar do assunto no SEF, mais depressa resolverei a questão da nacionalidade e poderei competir em Portugal. Infelizmente, sem a nacionalização não poderei participar nos campeonatos nacionais. Ainda assim, o atraso nesse processo não o impediu de chegar ao Sporting CP. Está feliz por isso? Claro, o Sporting CP é um clube com muita história
desportiva. É uma honra e uma grande responsabilidade fazer parte desta grande família. Estou muito feliz por ser um dos surfistas que irá representar o Clube e também estou feliz por representar o meu país no Clube. Espero ficar aqui muitos anos.
“ESTOU MUITO FELIZ POR REPRESENTAR O CLUBE E TAMBÉM POR REPRESENTAR O MEU PAÍS NO CLUBE” O que pode o Jéjé acrescentar a este projecto? Espero contribuir com as minhas qualidades para o tornar mais forte. Até porque acho que o facto de o Sporting CP ser um Clube com bastante relevância e com valores bem fortes, só pode trazer coisas boas ao surf. Vai, certamente, elevá-lo e colocá-lo no seu devido lugar e eu quero ajudar. Posto isto, quais são os seus objectivos para 2021? No plano desportivo, o meu primeiro objectivo é concluir o processo de nacionalização para poder competir em Portugal. No plano pessoal, é terminar o curso de Animação e Turismo Náutico.
JÉJÉ VIDAL Nome: Edmilson da Cruz Camblé Data de nascimento: 30 de Dezembro de 1998 Origem: São Tomé e Príncipe Peso e altura: 70 kg e 1,76 m Posição: regular Alcunha no surf: Jejé Vidal Manobra preferida: aéreo 360 Ídolo na modalidade: John John Florence Ondas preferidas: todas em São Tomé e em Portugal as da Praia dos Coxos (Ericeira), Supertubos (Peniche) e Carcavelos (Cascais)
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ENTREVISTA LUÍS PERLOIRO
“ESPERO TRAZER MUITOS BONS RESULTADOS” Também Luís Perloiro se junta a este projecto verde e branco. O surfista português tem 22 anos, compete desde os 11, e é visto como uma das maiores promessas do surf nacional, tendo chegado recentemente à final no Bom Petisco Cascais Pro frente a Frederico Morais. Ao Jornal Sporting, Luís Perloiro falou da carreira e deu conta dos objectivos que se seguem agora ao lado do Sporting CP. Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: José Lorvão
Bem-vindo também ao Sporting CP, Lula. E começamos também pelo início... como nasceu a paixão pelo surf? Nasceu quando tinha apenas seis ano. O meu pai levou-me a surfar e fiquei logo apaixonado. E quando é que passou a competir? Foi aos 11 anos, altura em que comecei a levar a modalidade mais a sério, mas, ainda assim, até aos 18 anos era mais um hobby. Só depois disso, quando fui campeão nacional sub-18, é que decidi dedicar-me ao surf a tempo inteiro. Passou, portanto, por várias etapas até chegar aqui... Sim, competi nos campeonatos juniores nacionais dos sub-12 aos sub-18 e, depois disso, comecei a dedicar-me ao WQS e à Liga MEO Surf, dando maior ênfase ao WQS. Desde os 18 anos que treino todos os dias e vivo o meu sonho, a competir nacional e internacionalmente. E opina como o Jéjé de que é preciso respeitar o mar? Claro, o mar sempre me impôs respeito e haverá sempre de o fazer. Há dias mais acessíveis do que outros, mas temos sempre de respeitar o mar. Também já apanhou algum grande susto? Um ligeiro susto em Sunset, no Havai, num dia de
“DESDE OS 18 ANOS QUE TREINO TODOS OS DIAS E VIVO O MEU SONHO” mar grande. Aconteceu na primeira vez a surfar lá. Parti o leash e tive de nadar 20 minutos sem prancha até chegar a terra, sempre a levar com ondas. E, por outro lado, que momentos mais espectaculares é que o surf já lhe proporcionou? Já houve vários episódios que me marcaram. Por exemplo, ter a oportunidade de surfar no Sri Lanka enquanto via elefantes selvagens a tomar banho no mar, a 100 metros de distância, ou fazer uma viagem de 25 horas de carro, entre ilhas na Indonésia, por
causa de um vulcão em erupção que fez com que todos os voos fossem cancelados.
“VEJO MUITO POTENCIAL NO PROJECTO QUE O SPORTING CP ESTÁ A DESENVOLVER”
Ainda assim, devido à pandemia, nos últimos meses foi obrigado a estar afastado dessas experiências, não foi? Teve de ser. Foram meses diferentes. Estive mais tempo em casa e com a minha família. Apesar de tudo, aprendi bastante e foi importante para dedicar tempo a uma série de coisas que não conseguiria fazer se estivesse em regime normal de treino e competições. Aproveitei para ver muitos vídeos de surf, para fazer cursos on-line, trabalhar a nível mental e emocional, e muitas outras coisas.
E o que pode o Lula dar ao Sporting CP? Espero fazer crescer o projecto e trazer muitos bons resultados para o Clube, ao mesmo tempo que cresço com ele. A meu ver é importantíssimo que os grandes clubes comecem a entrar também no surf, dado que é uma modalidade que está a crescer muito em Portugal, e admiro o Sporting CP por ter sido o primeiro a fazê-lo. Tenho a certeza de que foi uma excelente decisão.
“FINAL FRENTE AO KIKAS FOI A PROVA DE QUE ESTOU NO CAMINHO CERTO”
“É IMPORTANTÍSSIMO QUE OS GRANDES CLUBES COMECEM A ENTRAR NO SURF”
Que objectivos é que tiveram de ser redefinidos? Neste ano diferente e com tudo em standby acabei por não me focar nos objectivos estabelecidos no início do ano. Um deles foi ficar no top 5 da Liga Meo, que até acabei por cumprir, mas, sinceramente, nem pensei nisso ao longo do ano porque nem sabia se o campeonato nacional iria acontecer ou não.
Para finalizar, quais são os objectivos para 2021? Entrar no top 10 do WQS Europeu, e a nível nacional ainda não decidi.
O certo é que, apesar de tudo, chegou à final no Bom Petisco Cascais Pro, frente ao Frederico Morais... Sim, é verdade. Foi excelente para terminar o ano. Claro que gostava mais de ter vencido, mas fazer uma final, ainda por cima frente ao Kikas, foi uma prova de que estou no caminho certo e que tenho de continuar a trabalhar. Está no caminho certo e agora juntou-se ao Sporting CP. Porquê esta escolha? Porque vejo muito potencial no projecto que o Sporting CP está a desenvolver na área do surf. Além disso, é um Clube com o qual me identifico e no qual acredito que posso crescer ao fazer parte dele.
E para o futuro, mais a longo prazo? O principal objectivo a longo prazo passa, sem dúvida, por qualificar-me para o WCT de 2025.
LUÍS PERLOIRO Data de nascimento: 15 de Julho de 1998 Origem: Portugal Peso e altura: 73 kg e 1,82 m Posição: goofy Alcunha no surf: Lula Manobra preferida: tubo Ídolo na modalidade: Frederico Morais e Ítalo Ferreira Ondas preferidas: Desert Point (Indonésia), Pipeline (Havai) e Supertubos (Peniche, Portugal)
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CLUBE CONQUISTAS
“FOI COMO BATER À PORTA DO BALNEÁRIO E ENTRAR” DE LEITURA IMPRESCINDÍVEL PARA TODOS OS SPORTINGUISTAS, O NOVO LIVRO SPORTING CLUBE DA EUROPA É UMA AUTÊNTICA ENCICLOPÉDIA DOS TÍTULOS EUROPEUS CONQUISTADOS PELAS MODALIDADES LEONINAS NO SÉCULO XXI. EM POUCO MAIS DE 200 PÁGINAS, SÃO MUITAS AS HISTÓRIAS INÉDITAS CONTADAS NA PRIMEIRA PESSOA PELOS TREINADORES, ATLETAS E DIRIGENTES QUE PROTAGONIZARAM ALGUNS DOS MOMENTOS MAIS MARCANTES DA HISTÓRIA VERDE E BRANCA. Texto: Pedro Ferreira
Já está disponível o novo livro que revela as histórias não contadas dos 16 títulos europeus conquistados pelas modalidades do Sporting CP desde a viragem do milénio. Intitulada Sporting Clube da Europa, a obra, da autoria do jornalista da Sporting TV Nuno Miguel Simas, leva-nos numa viagem pelos bastidores de alguns dos momentos mais relevantes do universo Leonino.
"SÃO QUASE 50 TESTEMUNHOS, HISTÓRIAS INCRÍVEIS QUE SÃO AGORA CONTADAS, ALGUMAS DELAS INÉDITAS" Com prefácio de Manuel Moura dos Santos, a publicação tem como alicerces os testemunhos de atletas, treinadores e dirigentes e foi o resultado de uma ideia antiga posta em prática durante o confinamento do início de 2020. Segundo Nuno Miguel Simas, o produto final é uma peça de “exaltação do ideal Sportinguista“ que “convida os leitores a
mergulharem na história das modalidades do Clube”.
"[O LIVRO] É UM POUCO O LEMA DO SPORTING CP: ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DEVOÇÃO E GLÓRIA" “É um pouco o lema do Sporting CP: esforço, dedicação, devoção e glória. São quase 50 testemunhos, histórias incríveis que são agora contadas, algumas delas inéditas. Bastantes peripécias, muita camaradagem, união e superação. Foi como bater à porta do balneário e entrar para agora contar”, começou por dizer em declarações exclusivas ao Jornal Sporting, revelando que há “muitos episódios de bastidores e curiosidades” de fazer crescer água na boca aos leitores. “Tem diversos depoimentos de figuras ligadas aos títulos como o Paulo Freitas ou o Ângelo Girão, do hóquei, o Nuno Dias e o João Matos, do futsal, o Bosko Bjelanovic e o Pedro Solha, do andebol, o Pedro Soares, o Jorge Fonseca e o Nuno Martinho, do
Informações Título: Sporting Clube da Europa Autor: Nuno Miguel Simas Lançamento: 3 de Dezembro Locais de venda: www.primebooks.pt e Loja Verde (brevemente) Preço: 15 €
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Nuno Miguel Simas é jornalista da Sporting TV
judo, e ainda o Carlos Silva e Para Nuno Miguel Simas, a o Carlos Lopes, do atletismo, e escrita desta obra teve como a Márcia Ferreira, do goalball. objectivo dar continuidade a Há também muitas histórias um trabalho de documentação de superação e de jogadores mais profundo que ainda não que tiveram de jogar com tinha sido alvo de atenção após dores, por exemplo”, referiu, a viragem do século. levantando um pouco “Quis deixar por escrito um a ponta do período que não está tão Pubvéu. Jornal SCP_Wash here_24,8x16.pdf 1 31/08/20 12:12
documentado em comparação com tudo o que vem de trás, desde a conquista da Taça das Taças, em 1964, passando pela gloriosa década de 1970, com o hóquei em patins, e, mais tarde, nos anos 80 do século passado, os títulos no atletismo. Quis transpor tudo o que vem depois disso para as páginas deste livro para que esses feitos e histórias fossem eternizados no tempo, até porque estes atletas merecem ser recordados. Fica à disposição de todos os que queiram conhecer os bastidores dessas enormes conquistas”, afirmou. Ilustradas com uma selecção de fotografias escolhidas a dedo, as cerca de 200 páginas da publicação reúnem também histórias contadas pelos profissionais da Sporting TV e do Jornal Sporting que estiveram a acompanhar
cada uma das caminhadas europeias lado a lado com os heróis Leoninos.
“QUIS DEIXAR POR ESCRITO UM PERÍODO QUE NÃO ESTÁ TÃO DOCUMENTADO EM COMPARAÇÃO COM TUDO O QUE VEM DE TRÁS" “Juntámos-lhe também a vivência dos profissionais que estiveram nessas provas e viveram-nas por dentro. A partilha, a atmosfera e muitas histórias da parte deles, com fotografias da autoria de dois dos fotógrafos oficiais do Clube, José Lorvão e Mário Vasa, e dois antigos colaboradores do Jornal Sporting. É um livro bastante completo”, disse. No final, não perca também um resumo escrito por
Bessone Basto, que ficou conhecido como o senhor eclectismo e praticou quatro modalidades diferentes no Sporting CP, acompanhado por uma lista completa com os nomes de todos os atletas que se sagraram campeões europeus de Leão ao peito. Com o Natal à porta e tendo em conta a situação atípica que vivemos, este livro, que é de leitura obrigatória para todos aqueles que respiram Sporting CP, poderá ser adquirido na Loja Verde (ficará disponível em data a definir durante o mês de Dezembro) ou de forma imediata através de encomenda on-line no site da editora (www.primebooks.pt). Se preferir esta última via, poderá ainda usufruir de descontos até 50% em livros da mesma temática e oferecer aos seus entes mais queridos um Natal pintado a verde e branco.
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