OS ESCUDEIROS DO LEÃO FUNDADO EM 31 MARÇO 1922 • N.º 3793• QUINTA-FEIRA, 12 DE NOVEMBRO 2020 • SPORTING.PT • SEMANAL• ANO 98 • 1€ (IVA INCLUÍDO) • DIRECTOR: ANDRÉ BERNARDO
O MAIS ANTIGO JORNAL DE CLUBE DO MUNDO
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EDITORIAL
OS ESCUDEIROS DO LEÃO Miguel Braga
SÃO OS VERDADEIROS ESCUDEIROS DOS TEMPOS MODERNOS, FIÉIS COMPANHEIROS DE LUTA, INDEPENDENTEMENTE DOS RESULTADOS, NAS HORAS BOAS E NAS MENOS BOAS, SEMPRE PRESENTES NA LONGA ESTRADA DA COMPETIÇÃO. SÃO TAMBÉM OS PRIMEIROS A CHEGAR E OS ÚLTIMOS A SAIR DEPOIS DE SUADAS AS CAMISOLAS
Nesta edição do Jornal Sporting damos a conhecer os guardiões da nossa camisola. São eles que cuidam, preparam e estimam o equipamento com que os nossos atletas entram em campo. São os verdadeiros escudeiros dos tempos modernos, fiéis companheiros de luta, independentemente dos resultados, nas horas boas e nas menos boas, sempre presentes na longa estrada da competição. São também os primeiros a chegar e os últimos a sair depois de suadas as camisolas (páginas 14 a 18). São anos e anos dedicados ao Clube, aos jogadores, ao Desporto Nacional. A todos, o nosso muito obrigado. O último fim-de-semana foi novamente 100% vitorioso. Onde entrámos em campo, conseguimos trazer a vitória, elevando o nome do nosso Clube, construindo as bases de uma época que se apresenta longa, difícil, num contexto nunca vivido, com as bancadas dos estádios e dos pavilhões ainda despidas de adeptos. Vivemos, de facto, numa altura única, mas contamos e queremos contar com o apoio de todos os Sportinguistas. Esperamos que em breve, ou o mais rapidamente que as nossas autoridades permitirem, possamos contar com todos nas bancadas a apoiar as nossas equipas e os nossos atletas. Este terá de ser o caminho do Sporting CP. Uma palavra também para um dos maiores atletas de sempre do nosso país, Bessone Basto, uma lenda Leonina viva, homem de vários desportos, atleta de excelência que provou o seu valor em mais do que uma modalidade. É de homens assim que é feita a nossa História, do seu suor, das suas vitórias e superações. A grandeza do Sporting é também carregada nos seus ombros (páginas 3 e 4).
Os campeonatos ainda agora começaram, mas é de assinalar o facto de o Sporting CP estar na frente em mais do que uma modalidade. No futsal, a equipa de Nuno Dias tem o registo imaculado de sete vitórias em sete jogos, sendo que até ao momento Cardinal é o máximo goleador da prova com nove golos e Merlim o rei das assistências, com oito. No basquetebol, depois da extraordinária vitória na Taça de Portugal, os Leões de Luís Magalhães também se encontram invictos, liderando a prova com cinco vitórias em outros tantos jogos. No hóquei em patins, os pupilos de Paulo Freitas cederam apenas um empate e conquistaram seis triunfos, liderando também a classificação. No andebol o campeonato está ao rubro e a equipa de Rui Silva implacável, com nove vitórias em nove partidas. Last but not the least, no futebol conseguimos o melhor arranque dos últimos anos, com a equipa de Rúben Amorim na frente da Liga NOS, sendo até à data a única equipa sem derrotas do campeonato. As exibições e os golos de Pedro Gonçalves, a segurança de uma defesa comandada pelo nosso capitão, a consistência de João Palhinha e a magia de João Mário, a presença de vários jogadores oriundos da nossa formação, a garra contagiante de Nuno Santos, mas especialmente o espírito de grupo construído, são factores que permitem a todos sonhar. Neste caso, tão importante como sonhar, será fazê-lo com os pés bem assentes na terra, nunca fugindo do objectivo delineado por toda uma estrutura: jogo a jogo, apenas e somente isso. As contas serão feitas no final.
PROPRIEDADE: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL DIRECTOR: ANDRÉ BERNARDO COORDENADOR EXECUTIVO: VÍTOR FRIAS || VRFRIAS@SPORTING.PT REDACÇÃO: LUÍS SANTOS CASTELO || LSCASTELO@SPORTING.PT; MARIA GOMES DE ANDRADE || MGANDRADE@SPORTING.PT; PEDRO FERREIRA || PSFERREIRA@ SPORTING.PT FOTOGRAFIA: JOSÉ LORVÃO; MÁRIO VASA; PEDRO ZENKL COLABORADORES PERMANENTES: JUVENAL CARVALHO; PEDRO ALMEIDA CABRAL; TITO ARANTES FONTES AGENDA E RESULTADOS: JOÃO TORRES || JBTORRES@SPORTING.PT EDITOR E SEDE DA REDACÇÃO: ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE, RUA PROFESSOR FERNANDO DA FONSECA, APARTADO 4120, 1501-806 LISBOA, PORTUGAL TELEFONE: +351 217 516 155 E-MAIL: MEDIA@SPORTING.PT NIF: 500 766 630 REGISTO ERC: 100313 TIRAGEM: 9500 EXEMPLARES DEPÓSITO LEGAL: 48492/91 DISTRIBUIÇÃO: VASP, QUINTA DO GRAJAL – VENDA SECA 2739-511 AGUALVA CACÉM IMPRESSÃO: WGROUP ESTRADA DE SÃO MARCOS, Nº 27, 2735-521 AGUALVA CACÉM ESTATUTO EDITORIAL: HTTPS://WWW.SPORTING.PT/PT/JORNAL/ESTATUTO-EDITORIAL ASSINATURAS: E-MAIL: ASSINATURAJORNAL@SPORTING.PT LINHA SPORTING 707 20 44 44 INTERNACIONAL +351 30 997 1906 (segunda a sexta-feira das 10h00 às 20h00)
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ANDEBOL DESPORTOS AQUÁTICOS
1945
LENDAS DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL
Nascido no dia 9 de Novembro de 1945, António de Almeida Bessone Basto completou na passada segunda-feira 75 anos de idade. Ao longo da sua carreira, praticou modalidades como natação, caça subaquática, judo, karaté, basquetebol, ténis, ténis de mesa ou râguebi. Além de ter representado a equipa de pólo aquático do Sporting CP, conquistou ainda sete Campeonatos Nacionais e três Taças de Portugal de andebol pelos Leões.
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BESSONE
BASTO
Texto: Pedro Ferreira Fotografia: Museu Sporting - Centro de Documentação
NOME INCONTORNÁVEL DO DESPORTO NACIONAL, ANTÓNIO BESSONE BASTO FOI UM DOS MAIS ECLÉCTICOS ATLETAS DA HISTÓRIA DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, TENDO CONQUISTADO MAIS DE 1500 MEDALHAS E TROFÉUS EM MODALIDADES TÃO DISTINTAS COMO A NATAÇÃO, O ANDEBOL OU A CAÇA SUBAQUÁTICA Nascido numa família de desportistas, Bessone Basto aprendeu a nadar com a ajuda da mãe, quando tinha apenas três anos, conquistou a primeira medalha aos oito, numa prova em que atravessou o rio Tejo a nado, entre a Trafaria e Algés, e foi internacional pela primeira vez aos 12. Tudo isto enquanto era ainda uma criança, mas já todos adivinhavam o que aí vinha. Já durante a década de 1960 viria a tornar-se na figura maior da natação nacional, dominando em quase todos os estilos e distâncias. Foi campeão ibérico três vezes consecutivas nas estafetas 4x100 e 4x200 metros livres,
venceu os Jogos Luso-Brasileiros em duas ocasiões e representou a selecção portuguesa em oito provas internacionais. Numa delas, esteve presente em Leipzig, na Alemanha, para disputar o Campeonato da Europa, ficando em 22.º lugar nos 1500 metros livres, 23.º nos 200 metros costas e 33.º nos 400 metros estilos. Depois do seu pai, Rodrigo Bessone Basto, ter participado nos Jogos Olímpicos de Helsínquia, em 1952, o filho, António, seguiu-lhe as pisadas e elevou ao mais O ex-atleta fez da caça subaquática uma das suas paixões alto nível a bandeira portuguesa nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. Apemundo quando tinha apenas 18 anos de idade. sar da 17.º posição alcançada nos 400 metros estilos, é Além da natação – que era uma actividade de Verão –, o de enaltecer a presença no maior evento desportivo do ex-atleta praticava também pólo aquático, tendo mesmo chegado a representar o Sporting CP nesta modalidade. Ainda assim, foi no andebol que voltou a ser figura de relevo, passando a representar a formação sénior do Sporting CP em 1963 e integrando a mítica equipa que ficou conhecida como “Os Sete Magníficos” – dominaram o andebol português na década de 1960 e sagraram-se pentacampeões nacionais. No total, e ao longo das 13 temporadas em que vestiu de verde e branco, o ex-guarda-redes ajudou a conquistar sete campeonatos e três Taças de Portugal. A juntar a isto, de destacar também o facto de os Leões não terem perdido qualquer jogo nas épocas 1968/1969 e 1970/1971. Na selecção nacional, Bessone Basto acumulou 45 internacionalizações. Já na década de 1970, o histórico desportista regressou à água e dedicou-se à caça submarina, sagrando-se três vezes campeão nacional individual, duas em duplas e dez por equipas. Como não podia deixar de ser, foi também presença assídua na selecção e representou Portugal em 15 ocasiões, terminando o Mundial de 1975 no sétimo lugar da classificação. Durante a longa carreira desportiva, o ex-atleta praticou ainda judo, karaté, basquetebol, ténis, ténis de mesa e râguebi, modalidades que fizeram dele um desportista de excelência, alguém que personificou na perfeição o verdadeiro significado do esforço, dedicação, devoção e glória exigidos a todos aqueles que vestem de Leão ao peito.
Bessone Basto, em baixo à direita, na equipa de andebol do Sporting CP em 1967/1968
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FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL
LEÃO GOLEADOR SEGUROU A LIDERANÇA ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DEVOÇÃO… E UM INÍCIO DE GLÓRIA
Sporting CP confirmou o bom momento com uma goleada no Estádio D. Afonso Henriques, um dos campos mais complicados da Liga
Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: José Lorvão
O lema do Sporting Clube de Portugal tem sido levado à risca pela equipa orientada por Rúben Amorim que, ao fim de sete jornadas da Liga NOS, lidera a prova de forma isolada com o melhor ataque (19 golos marcados) e a defesa menos batida (4 golos sofridos), indo para mais uma paragem para compromissos das selecções no topo da classificação – um lugar que bem merece fruto de seis triunfos e um empate. Além disso, a formação Leonina vence e convence pela atitude em campo, tendo triunfado
novamente sem contestação e bom futebol no passado sábado em casa do Vitória SC. No Estádio D. Afonso Henriques o rei foi Pedro Gonçalves, numa noite em que voltou a bisar, mas só recebeu o título devido a um bom jogo da equipa verde e branca que continua a mostrar qualidade, alegria e vontade de fazer melhor.
NUNO SANTOS NA VEZ DE TIAGO TOMÁS À espera de um jogo de dificuldade elevada, num dos campos mais difíceis do campeonato português, Rúben
Amorim mexeu pouco no onze inicial, relativamente ao encontro da ronda anterior (CD Tondela, 4-0), colocando apenas Nuno Santos na vez de Tiago Tomás.
Assim, o Sporting CP entrou em campo com Adán, Neto, Coates, Feddal, Porro, João Mário, João Palhinha, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves,
Šporar e Nuno Santos. Um onze pouco diferente do último, que confirmou o bom momento Leonino e resultou em mais uma goleada.
7 de Novembro de 2020 | Liga NOS – 7.ª jornada | Estádio D. Afonso Henriques
VITÓRIA SC
0-4 (0-2 ao intervalo)
SPORTING CP Nuno Santos (11’) Pedro Gonçalves (43’, 55’) Jovane Cabral (75’)
Sporting CP: Antonio Adán [GR], Luís Neto, Sebastián Coates [C], Zouhair Feddal, Pedro Porro (Gonzalo Plata, 79’), João Palhinha, João Mário (Matheus Nunes, 58’), Nuno Mendes, Pedro Gonçalves (Daniel Bragança, 79’), Andraž Šporar (Tiago Tomás, 66’), Nuno Santos (Jovane Cabral, 66’). Treinador: Rúben Amorim. Suplentes não utilizados: Luís Maximiano, Gonçalo Inácio, Cristián Borja, Rodrigo Fernandes. Disciplina: cartão amarelo para Pedro Porro (39’).
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ADÁN É O TOTALISTA MENOS BATIDO E TAMBÉM… ASSISTE Adán é, à sétima jornada da Liga NOS, o guarda-redes totalista com menos golos sofridos. Atrás de si, só estão mesmo os guarda-redes com menos de três jogos ou André Moreira que sofreu o mesmo número de golos, mas em cinco jogos. O
‘POTE’ DE GOLOS
João Mário fez o primeiro aviso e voltou a dar qualidade e segurança ao jogo Leonino
JOÃO MÁRIO DEIXOU O AVISO, NUNO SANTOS ABRIU O MARCADOR O aviso foi deixado logo no primeiro minuto de jogo por João Mário que, do ‘meio da rua’, atirou à barra da baliza vimaranense, até que aos 11 minutos, e já depois de outras oportunidades, o Sporting CP abriu mesmo o marcador com golo de Nuno Santos, assistido por Pedro Gonçalves. O Vitória SC tentou depois responder e de bola parada Suliman quase marcou de cabeça, após livre batido por Quaresma, mas Adán levou a melhor.
PEDRO GONÇALVES BISOU COM ASSISTÊNCIA DE… ADÁN Do outro lado, o Sporting CP continuou a pressionar
à procura de aumentar a vantagem, mas só chegou ao 0-2 muito perto do intervalo. Foi aos 43 minutos, numa jogada de Šporar e Porro que o lateral entregou atrasado para Pedro Gonçalves marcar. Os Leões foram, assim, para o intervalo a vencer por 0-2 e, no recomeço da partida, o Vitória SC ainda reduziu por André André, mas o árbitro Hugo Miguel não validou o golo por fora-de-jogo, que o VAR confirmou. Assim, o Sporting CP continuou a jogar com uma vantagem confortável no marcador que aumentou, aos 55 minutos, com novo golo de Pedro Gonçalves e assistência de… Adán. Sim, o guarda-redes aproveitou um livre a favor do Sporting CP à entrada da sua área para bater longo e desmarcar Pedro Gonçalves que, perto da área contrária, ganhou à defesa vimaranense e bisou.
espanhol sofreu apenas quatro, deixando ainda a baliza a zeros em quatro dos sete jogos disputados. Além disso, frente ao Vitória SC, o experiente guardião colocou o nome na lista de assistências, ao assistir Pedro Gonçalves para o 0-3.
JOVANE E MATHEUS SAÍRAM DO BANCO PARA SENTENCIAR O MARCADOR Com 0-3 no marcador, Rúben Amorim começou a fazer alterações na equipa, colocando Matheus Nunes no lugar de João Mário e depois Jovane Cabral e Tiago Tomás nos lugares de Nuno Santos e Šporar. Três mexidas que em nada alteraram o sentido do jogo e que permitiram ao Sporting CP continuar a mostrar qualidade e a marcar, conseguindo o 0-4 com dois jogadores que começaram o jogo no banco: marcou Jovane Cabral, assistido por Matheus Nunes. À entrada para os últimos dez minutos, Pedro Gonçalves ainda ameaçou fazer o hat trick, mas desta feita Bruno Varela evitou o golo verde e branco, na última grande oportunidade do jogo e momentos antes de ‘Pote’ e Porro saírem para Daniel Bragança e Gonzalo Plata irem a jogo nos minutos finais de mais um jogo bem conseguido do Sporting CP.
Pedro Gonçalves bisou pelo segundo jogo consecutivo e já leva sete golos em sete jornadas da Liga NOS, sendo neste momento o melhor marcador do campeonato. ‘Pote’ é ainda o jogador que mais vezes bisou na prova, três até agora.
Matheus Nunes entrou bem na partida e assistiu Jovane Cabral para o 0-4
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RÚBEN AMORIM: “OS JOGADORES DÃO TUDO” Rúben Amorim mostrou-se naturalmente satisfeito com o triunfo do Sporting CP diante do Vitória SC (0-4), que permitiu aos Leões continuarem na liderança isolada da Liga NOS antes de mais uma paragem para selecções. “É sempre positivo, estaria a mentir se dissesse que não tem importância, mas para mim é mais relevante manter esta dinâmica e ir para a paragem com um jogo bem conseguido. Temos de perceber que estamos apenas no início de um processo. É muito importante ir para a paragem com uma vitória, mais do que com a liderança, e pela forma como jogámos hoje”, disse. “Sabíamos que iria ser um jogo difícil, mas a equipa correspondeu bem. Até ao primeiro golo, tivemos várias oportunidades e depois de marcar baixámos as linhas. O Vitória SC reagiu porque é uma boa equipa, mas chegámos ao segundo golo no fim da primeira parte, depois não entrámos bem na segunda, mas fizemos o terceiro golo com a nossa forma de jogar e ainda o quarto, e até podíamos ter feito mais. Foi um bom jogo da equipa”, referiu, alertando: “Ainda temos coisas a melhorar e gerir de
forma mais eficaz o jogo, e se o golo anulado tivesse sido validado podia complicar, mas não há dúvidas quanto ao vencedor e quanto à qualidade que apresentámos”. Nesse sentido, o técnico elogiou a equipa verde e branca. “Jogamos sempre no limite, fazemolo desde o início da época. E quando digo no limite, não é o limite do que os jogadores podem fazer, é do que têm para dar. Não lhes peço mais do que isso. Fazemos o que treinamos e quando as coisas não correm bem, eles compensam-se uns aos outros. Por isso, mais do que os resultados, é a forma como encaram os jogos que não vai desiludir os Sportinguistas. Quando dão tudo o que têm, não são obrigados a mais”. Assim, o treinador Leonino disse que os jogadores do Sporting CP podem e devem festejar este triunfo, sabendo que, obviamente, nada está ganho: “Temos de estar felizes, quero que os jogadores estejam a fazer uma festa no balneário. Não ganharam nada, mas ganharam o jogo, ganharam bem e têm de se divertir, mas daqui a dois dias têm de estar preparados para começar de novo”.
NETO: “ESTE GRUPO É ESPECIAL” Neto também falou após a vitória Leonina em Guimarães, mostrando-se satisfeito com o resultado e com a atitude da equipa. “Vínhamos com a estratégia bem definida. Queríamos entrar fortes, intensos e a pressionar, e claro que marcar cedo ajudou. Tivemos uma pequena quebra na primeira parte, mas com o 0-2 voltámos a estar bem e falámos ao intervalo sobre o que era preciso melhorar. Face aos jogadores rápidos que temos na frente, se defendermos bem, sabemos que podemos fazer mossa e depois ainda entrou gente fresca. E, como tem sido hábito, quem entra ajuda sempre e é por
isso que este grupo é tão especial”, disse o internacional português. “Confiamos muito no que nos é pedido nos treinos e nos jogos. Sabemos que está a ser feito um grande trabalho e queremos ser o mais exigentes possível e não facilitar. A mensagem é dar sempre o nosso melhor, dar 200 por cento em todos os momentos. O grupo está muito competitivo, todos entram para ajudar e temos miúdos que podem fazer o trabalho de quem está lá dentro. Isso deixa-nos felizes”, referiu ainda o central, que nesta partida ganhou todas as disputas em que esteve envolvido.
PEDRO GONÇALVES ELEITO O MÉDIO DO MÊS DA LIGA NOS Pedro Gonçalves foi eleito o médio do mês da Liga NOS em Setembro/Outubro pelos treinadores principais da competição. O jogador do Sporting Clube de Portugal, que em quatro jogos disputados nesse período foi totalista e marcou três golos, arrecadou 46,67 por cento dos votos.
NUNO SANTOS CHEGOU AOS 100 JOGOS E IGUALOU A MELHOR MARCA DE GOLOS Nuno Santos cumpriu diante do Vitória SC o jogo 100 na Liga portuguesa, números alcançados ao serviço de quatro emblemas diferentes e que começaram a ser escritos em 2015/2016. O extremo Leonino festejou o centenário com um golo, o terceiro da época, igualando a melhor marca pessoal de golos no campeonato – obtida em 2018/2019 com a camisola do Rio Ave FC.
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FUTEBOL ANÁLISE
O RUGIDO DA JOVEM EQUIPA LEONINA
Rodrigo Pais de Almeida
O primeiro minuto de jogo no sempre difícil Estádio Afonso Henriques mostrou ao que vinha o líder da Liga NOS. Um primeiro momento de desequilíbrio na sequência de um passe de rutura de João Mário (após um toque genial de Nuno Mendes) isola Šporar que obriga o guarda-redes do Vitória SC a sair da baliza, e uma bola na barra num remate de pé esquerdo do camisola 17 Leonino após sentar literalmente um adversário. O Sporting CP vinha para mostrar a evolução categórica da sua jovem equipa, para vencer e para manter a liderança! O primeiro golo já pecava por tardio. O Sporting CP dominava todos os momentos de jogo e o adversário raramente chegava ao último terço do campo. Nuno Santos e Pedro Gonçalves, ambos após movimentos de abertura no espaço de Šporar (que continua a demonstrar a sua qualidade imensa de movimentação e leitura das fases de jogo) materializaram o domínio de uma equipa que demonstrava serenidade e lucidez a defender, critério e dinâmica no ataque, e era simplesmente letal nos momentos de reacção à recuperação e perda de bola. A forma singular como o Sporting CP obtém o segundo e o quarto golo, após recuperação e condução de bola em progressão no
rectângulo de jogo por parte do seu médio de transporte (João Mário num e Matheus Nunes noutro), sempre em busca de linhas de ruptura e desmarcação por colegas mais adiantados mostram a capacidade da equipa de Rúben Amorim de criar depois de bloquear o jogo ofensivo do adversário. Uma equipa que em vantagem sabe defender bem, com muitos jogadores, múltiplas coberturas, compacta e a tirar linhas de passe e espaço, e que após a recuperação de bola escolhe onde e em que timing quer atacar, se na profundidade ou na largura, se em posse ou em transição. O pragmatismo na abordagem ao jogo especialmente depois da vantagem de dois golos conseguida ao intervalo é inviolável do ponto de vista de argumentos. A equipa baixava e compactava o bloco defensivo, saía rapidamente e com muitos jogadores na transição ofensiva e era letal a criar espaços e a finalizar oportunidades de golo. O Sporting CP continuava a ser a única equipa que rematava à baliza em quantidade e qualidade, e apenas por uma vez o adversário fez sentir um calafrio nos Sportinguistas. O resultado é inquestionável e a vitória convincente antes de uma paragem para selecções que precede a primeira aparição da equipa de Rúben Amorim para a sempre tradicional Taça de Portugal que tantas boas memórias traz aos Sportinguistas. O Sporting CP é líder da Liga NOS no final da 7.ª Jornada com quatro pontos de avanço face aos seus perseguidores e, sobretudo, apresenta uma equipa que joga um futebol que transborda alegria, confiança e enche de orgulho os Sportinguistas.
Nota final para o quanto merecido este momento é! Para o Clube, Sócios, estrutura, equipa técnica e jogadores. Nestes momentos por vezes tememos pela juventude desta equipa. Do treinador. Como irão reagir às adversidades? Como suplantarão as adversidades que fazem parte do seu percurso? Se há coisa que aprendi com as múltiplas experiências ao
longo da minha vida desportiva é a importância do “momento não moldar o nosso carácter”. Existem dois tipos de pessoas. As que cedem à pressão do momento moldando o carácter, e aquelas que mantendo sempre a sua lucidez, coerência e valores são imperturbáveis, e cujo carácter é independente do momento mais ou menos favorável.
Esse tem sido um dos segredos de Rúben Amorim e desta equipa. O momento é apenas isso, o momento. O carácter é inatacável e imutável! Que nós os Sportinguistas que amam o Clube e que ainda duvidavam, nos deixemos contagiar pela demonstração de enorme carácter desta gente que ansiamos ver ao vivo e a cores no Estádio José Alvalade!
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FUTEBOL FORMAÇÃO
FUTEBOL EQUIPA B
SUB-23 SEGUEM IMPARÁVEIS
MAIS TRÊS PONTOS PARA O SPORTING CP
LEÕES VENCEM CD COVA DA PIEDADE PELA MARGEM MÍNIMA E SOBEM AO SEGUNDO LUGAR COM O MELHOR ATAQUE DA LIGA REVELAÇÃO
LEÕES TAMBÉM LIDERAM O CAMPEONATO DE PORTUGAL – SÉRIE G, DEPOIS DO TRIUNFO DIANTE DO GD FONTINHAS PEDRO MARQUES BISOU E LIDERA LISTA DE MELHORES MARCADORES
Texto: Pedro Ferreira Fotografia: Pedro Zenkl
A equipa sub-23 do Sporting Clube de Portugal continua imparável depois de, na passada sexta-feira, ter derrotado o CD Cova da Piedade por 1-0, alcançando o quarto triunfo consecutivo no grupo B da Liga Revelação. Naquele que foi o primeiro jogo da segunda volta da prova, o único golo contou com a assinatura de Bruno Tavares – segundo do jogador na temporada – através da conversão de um pontapé de penálti aos 48 minutos. Com este resultado, a equipa comandada por Filipe Pedro subiu ao segundo lugar do grupo B com 12 pontos, apenas menos um do que o CS Marítimo, equipa que tem, ainda assim, dois jogos em atraso. Além disso, os Leões são também detentores do melhor ataque da prova com 13 golos marcados. No rescaldo da partida, o técnico verde e branco, Filipe Pedro, mostrou-se muito satisfeito com a exibição da sua equipa. “Sabíamos que ia ser um jogo muito difícil. Quando jogámos fora contra o CD Cova da Piedade criaram-nos dificuldades e hoje foi igual. Na primeira parte eles tiveram algumas ocasiões, e na segunda, connosco já a ganhar, a mesma coisa. Sentimos o CD Cova da Piedade a crescer na segunda metade e optámos por juntar as linhas, defender um pouco mais baixo e segurar o resultado visto que não estávamos a conseguir chegar à baliza com tanta facilidade. Ainda assim, conseguimos uma
ou duas ocasiões para ampliar a vantagem. É de relevar o facto de não termos sofridos golos, que era um objectivo nosso já há algum tempo”, referiu. Já Renato Veiga, médio que entrou à passagem da hora de jogo para ajudar a segurar o resultado, considerou que os jogadores verdes e brancos foram “uns Leões dentro de campo”. “Foi um jogo à Sporting CP, muito bem conseguido da nossa parte e com muito mérito do adversário também. O CD Cova da Piedade obrigou-nos a uma partida muito difícil e nós conseguimos responder da melhor forma. Por vezes, os jogos não terminam com nota artística. Foi uma vitória suada, a quarta consecutiva”, rematou. Na próxima jornada, os Leões deslocam-se a casa do GD Estoril Praia no dia 21 de Novembro.
6 de Novembro de 2020 | Liga Revelação – Grupo B – 7.ª jornada | Estádio Aurélio Pereira
SPORTING CP Bruno Tavares (48’)
1-0
CD COVA DA PIEDADE
(0-0 ao intervalo)
Sporting CP: Diogo Almeida [GR], Hevertton Santos, Chico Lamba, Rafael Fernandes, Babacar Fati (Gonçalo Costa, 61’), Bernardo Sousa (Lucas Dias, 45’), João Daniel Santos, Duarte Carvalho (Renato Veiga, 61’), Bruno Tavares (Gonçalo Batalha, 87’), Nicolai Skoglund (Paulo Agostinho, 61’), Tiago Ferreira. Treinador: Filipe Pedro. Suplentes não utilizados: Vasco Gaspar [GR], Rodrigo Rêgo, Carlos Silva, Edson Silva, Tiago Santos, Diogo Alves. Disciplina: cartão amarelo para Duarte Carvalho (53’), Gonçalo Costa (89’).
Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Mário Vasa
A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu, no domingo passado, no Estádio Aurélio Pereira, em Alcochete, o GD Fontinhas por 2-1 em jogo da sexta jornada da Série G do Campeonato de Portugal. Filipe Celikkaya apostou de início em André Paulo, João Ricciulli, Eduardo Quaresma, Edu Pinheiro, Tomás Silva, Bruno Paz, Mees de Wit, Geny Catamo, Pedro Marques, Loide Augusto e Joelson Fernandes, num jogo disputado debaixo de chuva e com um relvado muito molhado, que nem sempre permitiu jogar tão bem e tomar as melhores decisões. Ainda assim, a vitória verde e branca começou a ser construída logo nos minutos iniciais da partida com dois golos de Pedro Marques, aos três e aos dez minutos. Um resultado que permitiu aos Leões gerir melhor o encontro e fazer face às adversidades. No entanto, a formação açoriana não baixou os braços e conseguiu reduzir por Neto Menacho, aos 22 minutos, deixando o jogo em aberto. Só que na primeira metade não houve mais golos. 2-1 foi o resultado com que se foi para o intervalo e que Pedro Marques teve a oportunidade de alterar, aos 53 minutos, de pontapé de penálti, após sofrer falta na área, mas o avançado Leonino permitiu a defesa do guarda-redes do
GD Fontinhas. Assim, apesar de algumas oportunidades criadas, o resultado alcançado ainda antes da meia hora de jogo manteve-se até ao final com o Sporting CP a conquistar mais um triunfo e a subir – à condição – à liderança isolada da Série G. Pedro Marques com mais estes dois golos, também subiu ao topo da lista de melhores marcadores desta série, com quatro golos. A formação só volta agora a jogar no final do mês, no dia 29, diante do GD Fabril Barreiro.
Pedro Marques, que marcou os dois golos Leoninos, nos festejos com Loide Augusto e Joelson Fernandes
8 de Novembro de 2020 | Campeonato de Portugal – 6.ª jornada – Série G | Estádio Aurélio Pereira
SPORTING CP Pedro Marques (3’, 10’)
2-1 (2-1 ao intervalo)
GD FONTINHAS Neto Nemacho (23’)
Sporting CP: André Paulo [GR], Bruno Paz [C], João Ricciulli, Eduardo Quaresma, Mees de Wit, Edu Pinheiro, Tomás Silva, Pedro Marques, Loide Augusto, Geny Catamo (Elves Baldé, 89’), Joelson Fernandes (Marco Túlio, 72’). Suplentes não utilizados: Hugo Cunha, Bernardo Sousa, Flávio Nazinho, Tiago Rodrigues, Mitrovski. Treinador: Filipe Celikkaya. Disciplina: cartão amarelo para Eduardo Quaresma (49’).
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OPINIÃO
FUTEBOL FEMININO
GUIMARÃES… SIM, ATÉ PARECE SIMPLES!!!
Tito Arantes Fontes Fomos no sábado à noite a Guimarães, berço da nacionalidade! E que bem que jogámos. Categórico! Pujante! Entrada de Leão! Jogo controlado! Quase todo o jogo foi mesmo muito bem controlado. E aquela permanente sensação de que qualquer percalço seria sempre resolvido. A mesma sensação, aliás, que temos quando atacamos… a sensação de que todos os nossos ataques podem resultar em golo! Parece simples! Até parece mesmo simples! Mas não, não é! É fruto do trabalho, da dedicação, do empenho, da devoção, do querer, do esforço! Dá gosto ver esta equipa a jogar. O melhor ataque e a melhor defesa do campeonato. Líder incontestado à 7.ª jornada. Com quatro pontos de avanço sobre a dupla de segundos classificados e sete sobre o quarto classificado. Todos favoritos para este campeonato, no qual – nós, Sporting CP – iríamos fazer figura de corpo presente, lambendo continuadamente as nossas feridas. Esse foi o “programa” apresentado e anunciado em todos os areópagos do nosso futebol. Repetido à exaustão por todos os “cientistas” do ludopédio nacional. Bem, mas depois… depois começou o campeonato nacional e esses seres… do alto da sua cátedra demoraram a ver, demoraram a acreditar… demoraram a perceber… porque eles, esses “pseudocientistas”, afinal não percebem nada de nada! Não percebem nada de bola! Sim, dessa, da “redondinha”! Mas o Rúben Amorim, sim! O Rúben Amorim percebe! O tal que era caro demais, que não valia nenhum milhão… quanto mais dez! Calaram-se, esses “crânios” calaram-se! Essas “luminárias” fundiram-se! E oxalá assim continuem… reduzidas ao triste espectáculo de terem de balbuciar tropegamente razões para desdizerem o que ainda há escassas
semanas bolsavam… quando se entretinham com fel a denegrir o Sporting CP! E impiedosamente calcavam em cima do nome do nosso grande amor… o Sporting Clube de Portugal!!! Mas este Clube, este nosso SCP, é gigante, é enorme, é lendário! E – qual fénix – renasce, renasce sempre! Agora temos um grande treinador, uma bela equipa, fizemos óptimas e cirúrgicas contratações, mantivemos os jogadores experientes que deveriam compor o nosso balneário, promovemos enormes talentos da nossa Academia! Mas – na altura em que esse trabalho foi feito, jogador a jogador, um por um – eles não viram, eles não perceberam… eles nem sonharam… porque eles, afinal, de bola… nada sabem! De Sporting nada percebem! E agora nós, Leões, estamos todos na hora de – em uníssono e com os pés bem assentes no chão – apoiarmos o nosso SCP! Ajudarmos. Acarinharmos a nossa equipa. Vamos ter no futuro, mais breve que tarde, horas difíceis. Pois bem, preparemos esses momentos para em unidade nos defendermos! Porque só unidos poderemos vencer! E sim, em cima de nós, virá desabar o dilúvio desse obscuro, tentacular e subterrâneo “poder bicolor”, que – atarantado, roído pela inveja, pelo ciúme – espreita a sua hora, a hora de nos destruir, pela insídia, pelo veneno, pela deslealdade! Entretanto, enquanto o SCP fazia o seu “trabalho de formiga”, outros – quais “cigarras” – prepararam a sua equipa com muitas dezenas de milhões… e que belos espectáculos têm proporcionado! Palhaçadas contínuas! Hilariantes! E conseguiram mesmo “truplicar” o anedotário nacional! Uns pândegos… essas autênticas toupeiras de circo! E que – depois de terem eleito o seu “koreano” líder – todos os dias continuam a ver nascer novas buscas, novas suspeitas… até se gozar a bom gozar no nosso planeta Terra com o prémio que o nosso povo já lhes atribuiu… o Prémio Buskas!!! Por último, nas modalidades vamos também de “vento em popa”… o aperitivo na tarde de sábado foi, aliás, a bela vitória sobre os dragões, dizimados com quatro golos sem apelo nem agravo no nosso fantástico Pavilhão João Rocha! VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!
LEOAS ARRASADORAS SPORTING CP LIDERA A LIGA BPI E TEM A MELHOR DEFESA E O MELHOR ATAQUE DA PROVA. ESTE SÁBADO HÁ JOGO COM O SL BENFICA QUE PODERÁ DITAR UM LÍDER ISOLADO
13 golos num só jogo com hat trick de Raquel Fernandes e Ana Borges e várias estreias a marcar
Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Mário Vasa
A equipa principal de futebol feminino do Sporting Clube de Portugal também continua na liderança do Campeonato Nacional, com cinco vitórias em igual número de jogos e tem, igualmente, a melhor defesa – três golos sofridos – e o melhor ataque – 37 golos marcados – da prova. Só na última jornada, disputada no domingo passado, as comandadas de Susana Cova marcaram 13 desses 37 golos, num jogo em que o Sporting CP foi totalmente superior e venceu de forma tranquila o GDC A-dos-Francos em jogo da sexta jornada da primeira fase da Liga BPI. Depois de adiada a quinta
ronda, devido às limitações impostas pelo Governo e pela Direcção-geral da Saúde, as Leoas mostraramse com vontade de competir, apresentaram um bom futebol e criaram várias oportunidades de golo, tendo aproveitado a maior parte delas e ainda visto Luiza Jesus negar algumas. No entanto, ao intervalo a formação verde e branca já vencia por 7-0 com golos de Tatiana Pinto, Raquel Fernandes (2), Nevena Damjanović – na marca de 11 metros, Ana Borges, Andreia Jacinto e Fátima Pinto. Na segunda metade marcaram ainda Mónica Mendes, na marca de grande penalidade, e Rita Fontemanha e Raquel Fernandes,
Nevena Damjanović e Ana Borges (2) ainda voltaram a fazer o gosto ao pé, mas Ana Borges viu o ferro negar-lhe o poker. Ainda assim, a tarde foi mesmo de festa uma vez que, além do que a equipa Leonina mostrou dentro de campo, este jogo marcou o regresso de Carolina Mendes à competição, após lesão, e as estreias a marcar de Tatiana Pinto, Mónica Mendes, Rita Fontemanha e da jogadora da formação verde e branca Andreia Jacinto. As Leoas voltam a jogar este sábado, às 11h00, em casa do SL Benfica, num jogo que poderá ditar um líder isolado, uma vez que ambas as equipas se encontram em igualdade pontual.
8 de Novembro de 2020 | Liga BPI – 6.ª jornada | Estádio Aurélio Pereira
SPORTING CP Tatiana Pinto (6’), Raquel Fernandes (17’, 40’, 52’), Nevena Damjanović (pen. 24’, 54’), Ana Borges (28’, 56’, 66’), Andreia Jacinto (36’), Fátima Pinto (42’), Mónica Mendes (pen. 60’) , Rita Fontemanha (87’)
13 - 0
GDC A-DOS-FRANCOS
(7-0 ao intervalo)
Sporting CP: Inês Pereira [GR], Joana Marchão (Carlyn Baldwin, 46’), Nevena Damjanović [C] (Mónica Mendes, 58’), Wibke Meister, Bruna Costa, Andreia Jacinto, Fátima Pinto (Amanda Perez, 46’), Tatiana Pinto (Rita Fontemanha, 46’), Ana Borges, Ana Capeta, Raquel Fernandes (Carolina Mendes, 58’). Suplentes não utilizadas: Patrícia Morais, Marta Ferreira. Treinador: Susana Cova.
AF SPORTING ANIVERSARIO SUPERBOCK ANUNCIO.pdf
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03/11/2020
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PARABÉNS, SUPER BOCK. 93 ANOS DE SABOR AUTÊNTICO!
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CLUBE COLABORADORES
OS ESCUDEIROS DO LEÃO A PARTIR DOS BASTIDORES, OS TÉCNICOS DE EQUIPAMENTOS GARANTEM QUE TUDO ESTÁ PRONTO PARA QUE OS JOGADORES ENTREM EM CAMPO FOCADOS APENAS EM CONQUISTAR A VITÓRIA. ALÉM DE PREPARAREM TODO O MATERIAL DE TRABALHO, TÊM TAMBÉM UM PAPEL FUNDAMENTAL NO SEIO DO BALNEÁRIO E ENORME INFLUÊNCIA JUNTO DOS JOGADORES. FIQUE A CONHECER AS MELHORES HISTÓRIAS DOS ROUPEIROS DA EQUIPA PRINCIPAL DE FUTEBOL E DAS CINCO MODALIDADES DE PAVILHÃO LEONINAS
Texto: Pedro Ferreira Fotografia: Pedro Zenkl
Quando os vemos no banco, seja no Estádio José Alvalade ou no Pavilhão João Rocha, é difícil perceber qual é, ao certo, a importância de um técnico de equipamentos no seio de um balneário. Para quem observa de fora, pode parecer fácil lavar a roupa e dobrá-la, mas ser roupeiro de uma equipa profissional implica muito mais do que isso. “Se falha alguma coisa, o técnico de equipamentos é o culpado. Ainda assim, os treinadores dão-nos muito valor. As pessoas mais importantes dos clubes são os roupeiros pois nunca podem falhar. Toda a gente erra, mas o roupeiro é quem tem de ter mais coisas na cabeça: botas, equipamentos, águas e muito mais. Não pode faltar nada, ainda para mais se for num
jogo no estrangeiro. Cá dentro, ainda há margem, lá fora não há hipótese”, começou por dizer Paulinho, figura histórica do emblema verde e branco que integra a equipa técnica do futebol principal. “Dá-me gozo quando os jogadores chegam, dirigem-se ao local deles e têm lá tudo, não me pedem nada. Quando pedem, já fico com a pulga atrás da orelha. Pode ser algo de novo, mas coisas habituais acontece poucas vezes. Para mim esse é ponto alto, eles terem ali tudo o que precisam. Essa é a nossa função, trabalhamos para que não lhes falte nada”, explica João Reis, outro dos técnicos de equipamentos integrado na equipa de Rúben Amorim. Nas modalidades, o foco é o mesmo, como nos conta Cláudio
Teixeira, responsável pela equipa de basquetebol. “Tudo tem de estar direito e arrumadinho para que eles possam estar ao mais alto nível. Um bom equipamento é meio caminho andado para eles jogarem bem. (…) Já era adepto do Sporting CP antes de vir para esta função, mas não fazia ideia do trabalho que está por trás. O facto de agora vivenciar este outro lado, fez-me perceber que quem está de fora não conhece esta realidade. As pessoas pensam que é só chegar, jogar e ganhar, mas não”, confidencia. Para Carlos Camões, que chegou ao andebol verde e branco em 2009, as falhas acontecem quando os técnicos de equipamentos estão mais confiantes, ideia corroborada por Carlos Alves, do futsal,
que não esconde que “fica sempre aquele bichinho por não sabermos se falta algo”. Até porque, se falha alguma coisa, “baralha logo as coisas e a entrada em campo pode não ser a mesma”, considera Rui Frazão, responsável pelo voleibol. Ainda assim, a verdade é que, além de tratarem da roupa, das chuteiras, das águas e de todos os outros materiais necessários, os técnicos de equipamentos têm outra função que é tão ou mais importante: estar perto dos jogadores. “Mais importante do que tratar dos equipamentos e deixar as chuteiras prontas, é eles saberem que podem contar connosco, seja para o que for. Fazemos questão de o demonstrar, inclusivamente fora do trabalho, como já aconteceu. Mais do que
colegas, somos amigos deles e estamos lá para ajudar”, revela Rúben Caixeiro, mais um dos três roupeiros da equipa técnica liderada por Rúben Amorim. “Temos uma óptima relação com os jogadores. Há treinadores que dizem na brincadeira que os roupeiros são a peça mais importante num balneário porque sabem tudo. Os jogadores às vezes dizem-nos coisas que não dizem a mais ninguém. Nós temos de ter a capacidade de filtrar isso e às vezes aconselhá-los. Vale o que vale, eles podem ouvir ou não, mas nós queremos sempre fazer o melhor para defender o Sporting CP. Eu digo-lhes que gosto muito deles, mas acima de tudo está o Sporting CP, e eles não podem levar isso a mal”, conta-nos João Reis.
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PAULINHO GAMA
Nome: Paulo Jorge Gama Nascimento: 30/01/69 (51 anos) Equipa: futebol No Clube desde: 1985
A VEDETA CAPUCHO E OS CONSELHOS DE AMIGO Além de tratar dos equipamentos, Paulinho faz ainda questão de estar sempre perto dos jogadores, muitas vezes para apoiá-los em momentos mais difíceis ou mesmo para aconselhá-los. “A pessoa que mais chamei à parte foi o Capucho. Ele chegou aqui antes do tempo do Carlos Queiroz a dizer que já era vedeta
e eu avisei-o: tens de ter os pés bem assentes no chão porque estão cá outros jogadores com mais anos de casa: Figo, Cadete, Paulo Torres, Filipe, Costinha, etc. Avisei-o, ele ouviu e tornou-se num grande jogador”, começou por dizer. “Estou constantemente a avisar os jogadores que os amigos não são os que estão lá fora, são os que estão cá dentro. Enquanto jogas futebol tens muitos amigos, mas quando a carreira acaba já ninguém quer saber. Muitos desses amigos estão ali só para se aproveitarem, estou sempre a dizer-lhes. Depois é ouvi-los dizer que deviam ter ouvido os meus conselhos”, concluiu.
A CAMISOLA RASGADA E AS PAZES COM JOSÉ MOURINHO Depois de terem trabalhado juntos em Alvalade, Paulinho e José Mourinho protagonizaram um episódio caricato quando o técnico rumou ao FC Porto. No final de um clássico na temporada 2003/2004, o técnico de equipamentos queria trocar a camisola de Rui Jorge pela de Vítor Baía mas, segundo reza a história, o special one rasgou a camisola do jogador Leonino. “Falei com o José Mourinho mesmo depois desse episódio. Fizemos as pazes, aquilo foi o calor do jogo. Quando se tem a cabeça quente pode
JOÃO REIS
Nome: João Manuel Pereira Reis Nascimento: 07/10/70 (50 anos) Equipa: futebol No Clube desde: 2005
QUANDO UM IMPREVISTO ACONTECE, TODOS NOTAM Apesar de serem muitos poucos os que observam o trabalho dos técnicos de equipamentos, quando um erro acontece em pleno relvado, todos notam. Para João Reis, esta foi uma das situações mais caricatas que lhe aconteceu. “O jogo tem uma visibilidade muito maior do que o treino, qualquer erro é notado. Lembra-se daquele
pormenor da camisola do Nani, quando jogou com o símbolo ao contrário? Estava a sair do relvado e a minha mulher na altura enviou-me uma fotografia desse momento, caiu-me tudo. As camisolas tinham vindo da loja e eu tinha confirmado, só que está tudo tão mecanizado e são tantas camisolas que não reparei. Tem de se ter muita responsabilidade”, referiu.
JOGAR EM ALVALADE É JOGAR… FORA À primeira vista, preparar um jogo em casa seria mais fácil do que fora. Ainda assim, segundo João Reis, “jogar em Alvalade é como se fosse fora” porque é “necessário trazer todo o material da Academia”. Já os jogos fora de Portugal, são o mais difícil teste para os técnicos de equipamentos, até porque há muito esforço físico envolvido. “Temos de levar tudo para o estrangeiro porque não há margem de erro e nunca sabemos que tempo vai fazer. Agora com a internet é mais fácil, mas temos de ir preparados para a chuva, o frio e tudo mais. Temos de carregar tudo do avião
acontecer a qualquer um. Depois de ter visto que errou, quando fomos a Inglaterra jogar contra o Chelsea FC, fez as pazes comigo. Chamou-me ao gabinete dele, ofereceu-me uma camisola assinada por toda a equipa e ficou tudo bem”, revelou.
BOBBY ROBSON, OS SAPATOS ENGRAXADOS E OS CINCO EUROS Ao longo dos anos em que se tem dedicado ao Sporting CP, Paulinho viu treinadores irem e virem, mas ele ficou sempre. Assim sendo, são muitas as histórias que tem para contar, como uma que envolve o já falecido Sir Bobby Robson. “Ele chegava sempre de manhã à cabina, de fato, e a primeira coisa que dizia era para eu lhe engraxar os sapatos. Eu fazia o que ele pedia e dizia que ele tinha de pagar porque a graxa era cara. Ele perguntava quanto era e eu dizia-lhe que eram cinco euros. Enganava-o e metia um pouco de água para dar aquela pasta preta que depois metia nos sapatos. Depois, dizia-lhe que a graxa tinha acabado, e pedia-lhe mais cinco euros. Era todos os dias. Olhava para o Mourinho e para o Manuel Fernandes e eles perguntavam-me porque é que eu engraxava os sapatos dele”, contou. para a carrinha e vice-versa. Quando jogamos fora, é sempre muito trabalhoso. Quando o árbitro apita para dar início à segunda parte, é porque correu tudo bem”, contou.
O FANTÁSTICO LUÍS NETO E AS AMIZADES QUE ARREPIAM Com os técnicos de equipamentos a constituírem uma parte importante no seio do balneário, não é de estranhar que, ao fim de algum tempo, se tornem mais um dos integrantes dessa família. De acordo com João Reis, isto nota-se antes e depois da passagem dos jogadores pelo Clube. “Por exemplo, o Luís Neto é uma pessoa fantástica e o capitão Sebastián Coates é top, são pessoas que nos tratam muito bem e que estão sempre dispostas a ajudar. Ainda agora, quando houve esta situação da quarentena, tive vários jogadores a ligarem-me e a perguntar se precisava de alguma coisa. Alguns já não estão cá e isso para nós é gratificante. O caso do Rui Patrício, que me ligou e mostrou-se disponível para ajudar no que fosse preciso. São pessoas espectaculares. Estou a dizer isto e fico arrepiado”, referiu.
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RÚBEN CAIXEIRO
Nome: Rúben Manuel Nunes Caixeiro Nascimento: 24/05/1987 (33 anos) Equipa: futebol No Clube desde: 2008
AS CHUTEIRAS PREFERIDAS DE MARCUS WENDEL As chuteiras são uma das ferramentas que podem ter influência no desempenho dos jogadores. Segundo Rúben Caixeiro, há quem use sempre as mesmas por uma questão de conforto, e outros que pensam que determinadas chuteiras dão sorte porque marcaram em jogos consecutivos com elas. “O Marcus Wendel, quando chegou ao Sporting CP, conseguiu fazer uma época inteira com as mesmas botas a treinar e a jogar. As primeiras chuteiras que ele mandou vir foram as mesmas que usou a temporada toda. Eram as únicas que lhe ficavam confortáveis. Foi algo que eu nunca tinha visto e só as trocou porque eles chegaram ao fim da linha, senão não trocava”, começou por dizer. “Há sempre um ou outro que para calçar umas botas novas é uma carga de trabalhos porque magoa uma unha, um calcanhar ou é muito dura
CLÁUDIO TEIXEIRA
Nome: Cláudio Lucas Guedes Teixeira Nascimento: 18 de Outubro 1996 (24 anos) Equipa: basquetebol No Clube desde: 2019
A DÍVIDA DE JOÃO FERNANDES E A SUPERAÇÃO DE PEDRO CATARINO Também no basquetebol, o técnico de equipamentos tem grande importância, muitas vezes pela influência que tem junto dos jogadores. Segundo Cláudio Teixeira, este efeito já se notou em diversas situações. “Tento sempre puxar pelos jogadores quando eles estão mais em baixo. Por vezes, pelo facto de fazermos uma aposta ou darmos um pouco de competitividade a certa questão, eles acabam por superar-se. Por exemplo, já disse que se fizessem cinco triplos pagava um almoço ou um jantar. O João Fernandes ainda está a deverme. Já aconteceu também apostar um almoço com o Pedro Catarino e mais dois ou três jogadores”, revelou. “O Pedro Catarino, na meia-final da Taça de Portugal, não esteve tão bem
na planta do pé. Às vezes temos de estar ali a meter água quente, a dobrar e a encolher a bota para ver se ficam confortáveis nos pés. Tem de ser assim porque os pés fazem parte do material de trabalho destes”, afirmou.
DANIEL BRAGANÇA É UMA DAS VÍTIMAS DAS BRINCADEIRAS Tal como João Reis, também Rúben Caixeiro criou uma boa relação com os jogadores do plantel principal. Apesar de ter vários com quem se dá bem, há alguns com quem brinca mais e que, admite, sofrem um pouco às suas mãos. “Tenho vários com quem me dou bem, brinco e gozo com eles. O Neto é um deles, uma pessoa espectacular. Dou-me muito bem também com o Luís Maximiano porque já o conheço há muitos anos. Já o Daniel Bragança, é o jogador com quem brinco mais. Coitado, tem de haver sempre uma vítima (risos). Também me dou muito bem com o André Paulo e com o Cristián Borja, mas no geral dou-me bem com todos. Estes são aqueles com quem me dou melhor e por vezes digo em tom de brincadeira que é com eles que faço bullying (risos)”, brincou. e estava chateado no final. Quando chegámos ao hotel, falei com ele com mais calma e disse-lhe que tudo ia melhorar. No jogo seguinte, ele esteve exímio na defesa e contribuiu imenso para a vitória. No final, abracei-me a ele e disse-lhe que valeu a pena e que a partir daí era sempre a melhorar”, referiu.
O ERRO QUE LEVOU JEREMIAS MANJATE PARA A BANCADA Dada a quantidade de equipamentos que transportam diariamente, é normal que, por vezes, alguma coisa falhe e seja preciso arranjar uma solução. Nesta história específica, Cláudio Teixeira não teve outra opção se não substituir a camisola de Travante Williams pela de outro jogador, que acabou por ficar na bancada. “Eu até fiquei um pouco embaraçado na altura. Fomos jogar aos Açores na época passada e eu esqueci-me da camisola do Travante Williams. Eu acho que a camisola ia no saco, mas quando fui ver não estava. Fiquei um bocado triste porque tivemos de deixar o Jeremias Manjate de fora para se poder utilizar a camisola dele. Resolvemos dessa maneira,
AS FOTOS DO FACEBOOK NO BALNEÁRIO E A FORMA DE VESTIR DE SEYDOU DOUMBIA
Além das brincadeiras, há também muitas partidas que fazem parte do ambiente de balneário. Para Rúben Caixeiro, houve duas situações que merecem ser contadas e que envolvem Marcos Acuña e Seydou Doumbia, dois jogadores que já não estão em Alvalade. “Houve uma altura em que os jogadores tinham a mania de ir ao Facebook e penduravam as minhas fotos no balneário, aconteceu algumas vezes. O Acuña gostava muito de me ameaçar com isso e estava sempre a dizer que ia buscar uma foto minha e metia no balneário”, começou por dizer. “Tivemos cá o Doumbia e ele tinha uma maneira de vestir muito característica. Era sempre vítima de bullying porque todos os dias a roupa dele estava pendurada ou alguém a vestia e tirava fotos. Chegaram a enrolar-lhe o telemóvel em fita adesiva e ele não o conseguia atender. Era uma vítima, aquilo era bullying (risos). Já todos passaram por essa situação, não há ninguém eu possa dizer que não tenho sofrido com isso”, contou. mas fiquei triste por ele. Ele não me cobrou, mas vi na cara dele que ficou triste e pedi-lhe desculpa. Foi uma situação única, aprendi com o erro”, considerou.
A ENTREAJUDA ENTRE OS TÉCNICOS DE EQUIPAMENTOS Concentrados no quartel-general das modalidades verdes e brancas, a maioria dos roupeiros cruza-se diariamente nos corredores do Pavilhão João Rocha. De acordo com Cláudio Teixeira, a relação entre eles é a melhor e a amizade criada permite-lhes trabalhar em conjunto quando é necessário. “O basquetebol, o voleibol e o hóquei em patins são as modalidades que estão mais presentes aqui no Pavilhão João Rocha e, portanto, eu, o Rui Frazão e o Marco Lopes ajudamo-nos sempre que é preciso. Levamos e trazemos roupa uns dos outros e acabamos por criar uma simbiose engraçada. Mesmo com os jogadores de diferentes modalidades acontece o mesmo, acabam por falar dos jogos uns dos outros. É um ambiente muito bom o que se vive aqui”, frisou.
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MARCO LOPES
Nome: Marco António Dento da Silva Teixeira Lopes Nascimento: 20/04/1975 (45 anos) Equipa: hóquei em patins No Clube desde: 2001
À DESCOBERTA DA OFICINA DE PATINS E CAPACETES DO HÓQUEI Marco Lopes não trata apenas da roupa. Além dessa função, tem também a responsabilidade de ser o mecânico de todo o material inerente à modalidade, tal como os patins e os capacetes. “Tudo isto requer manutenção porque depois os jogadores não andam e não quero que a culpa seja minha (risos). A minha função é montar o patim e dar manutenção aos rolamentos, aos travões e aos amortecedores de borracha. Tudo isso é o meu trabalho, manter tudo a 100% para eles poderem estar bem dentro da pista. O mecânico de hóquei
é muito importante e quase todos os clubes o têm. Imagine que se parte um trem num jogo ou qualquer coisa. Ou o jogador não jogava mais, ou tens alguém para resolver esse problema rapidamente”, começou por dizer. “A parte da mecânica é a que dá mais gozo. Gosto de resolver coisas que parecem impossíveis. Às vezes há parafusos que não saem, há botas que para desmontar o parafuso começa a rodar. Por vezes estou aqui sozinho e só eu sei o que digo e não digo (risos). Mas vai-se resolvendo sempre”, frisou.
DESAFIOS DE ÚLTIMA HORA NA FINAL DA TAÇA CONTINENTAL Para Marco Lopes, o maior desafio que teve até hoje no hóquei em patins aconteceu na final da Taça Continental, em Barcelona, no ano de 2015. “No dia da adaptação à pista, os jogadores entraram e mudei as rodas a todos. Estava tudo preparado e, no dia seguinte de manhã, fui ao recinto do jogo – o Palau Blaugrana – ver como estava tudo. Quando chegámos lá para jogar estava completamente diferente. Tive de mudar tudo a todos os jogadores em apenas dez minutos para conseguirmos jogar. Estava sozinho a tratar desta questão e foi muito complicado”, referiu.
AS DORES NAS COSTAS E O COLCHÃO OFERECIDO POR PAULO FREITAS Mais do que apenas técnico de equipamentos, Marco Lopes é também uma peça importante na equipa técnica. Prova disso foi o gesto de Paulo Freitas para com o roupeiro pouco antes da final da Liga dos Campeões.
CARLOS ALVES
Nome: Carlos José Frias Alves Nascimento: 03/07/69 (51 anos) Equipa: futsal No Clube desde: 2015
OS GUARDA-REDES FICARAM SEM CAMISOLAS. E AGORA? Ao longo dos cinco anos em que tem vindo a trabalhar como técnico de equipamentos, Carlos Alves conta que
apenas por uma vez se esqueceu de levar algum do material necessário. Neste caso específico, foram os guarda-redes os visados. “Num dia em que fomos jogar para a Taça de Portugal, esqueci-me das camisolas todas de guarda-redes. Tive a sorte de levar as camisolas que seriam habitualmente utilizadas pelos jogadores em situação de guarda-redes avançado. Dei essas aos guarda-redes e pronto, lá se fez o jogo”, conta.
“Um dia cheguei a Alvalade cheio de dores nas costas e disse ao Paulo Freitas que se calhar tinha de trocar de colchão. Estávamos perto da final da Liga dos Campeões e ele disse-me que, se ganhássemos a Liga dos Campeões, ia comprar-me um colchão. E aconteceu, ganhámos e, passadas duas semanas, ele disse-me que não se tinha esquecido. Fomos comprar um colchão e as dores nas costas passaram (risos)”, contou.
EM CAMISOLA QUE GANHA, NÃO SE MEXE Tal como em todos os outros desportos, também no hóquei as superstições têm um papel importante no desempenho das equipas. Neste caso específico, foi o cumprir de uma superstição que terminou com a conquista da Liga dos Campeões. “No dia da final, o jogo era FC Porto vs. Sporting CP, ou seja, estávamos a jogar na nossa casa, mas oficialmente não. Temos uma superstição com as camisolas de guarda-redes em que, enquanto estivermos a ganhar, jogamos sempre com a mesma cor. Se perdemos, experimentamos outra. Nesse momento, estávamos numa boa fase e tínhamos vindo a jogar com a camisola preta de guarda-redes. O senhor do FC Porto e o árbitro italiano vêm ter comigo e dizem que temos de mudar. Eu disse que não porque, se forem ver, é FC Porto vs. Sporting CP e não o contrário. Ou seja, quem tinha de mudar era a equipa da casa. Jogámos com a camisola preta e ganhámos a Liga dos Campeões. Às vezes estas coisas parecem não importar muito, mas importam”, sublinhou. “As amizades que tenho feito até agora são uma recordação. Como se costuma dizer, o Clube fica, nós vamos, e as amizades que tenho com eles vão ficar para sempre no fundo do coração. Alguns já se foram embora e as amizades continuam. Ainda apanhei jogadores como Marcão, Paulinho, Fortino, Dieguinho, Deo e Alex. Se me esquecer de algum, peço desculpa”, referiu.
OS CROMOS ACTUAIS E OS MAIS ANTIGOS
OS MELHORES MOMENTOS DE VERDE E BRANCO
Com o passar dos anos, foram muitas as amizades criadas entre os jogadores e Carlos Alves, sendo que alguns deles já não estão em Alvalade. Por outro lado, o técnico de equipamentos revela que existem alguns “cromos” na equipa actual dos Leões. “Actualmente, há quatro cromos que são o Erick, o Pany Varela, o Gonçalo Portugal e o João Matos. Há muitas brincadeiras, também faz bem para tirar um bocadinho do stress”, começou por dizer, olhando depois para o passado.
Integrado numa equipa que está habituada a conquistar títulos, tanto a nível nacional como internacional, Carlos Alves recorda os dois momentos mais especiais desde que chegou ao Sporting CP. “O primeiro foi quando fui campeão pela primeira vez, em Braga, até porque sou Sportinguista. Essa foi uma das primeiras alegrias que tive, e depois a mais importante foi quando fomos campeões europeus. É algo que vai ficar sempre na memória”, sublinhou.
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CARLOS CAMÕES Nome: Carlos Alberto Pestana Camões Nascimento: 23/11/75 (44 anos) Equipa: andebol No Clube desde: 2009
A CAMISOLA DA SORTE, OS JOGADORES SUPERSTICIOSOS E A ESPECIFICIDADE DOS PIVÔS Já com mais de dez anos de casa, Carlos Camões viu inúmeros atletas passarem pelo Sporting CP e não esquece as manias de cada um. Depois de admitir que leva sempre mais camisolas dos pivôs para os jogos por causa do contacto físico, o técnico de equipamentos recordou as exigências de alguns jogadores. “Enquanto o Pedro Solha tinha de jogar sempre com as camisolas térmicas dele, o Frankis Carol, que não liga muito à roupa, gosta de jogar com o punho dele. Já o Ivan Nikčević era um jogador muito supersticioso, ficava com tudo o que era equipamento dele e tomava conta das coisas. O Tiago Rocha, por exemplo, joga com una camisola térmica toda rota porque é a camisola da sorte dele. O João Pinto tinha de ter uma com manga à cava que era a que ele usava sempre”, afirmou.
RUI FRAZÃO Nome: Rui Paulo Silveira de Serra Frazão Nascimento: 11/05/74 (46 anos) Equipa: voleibol No Clube desde: 2020
E QUANDO O TÉCNICO DE EQUIPAMENTOS SE ESQUECE DE UMA CAMISOLA? Apesar de ter chegado ao Sporting CP apenas este ano, Rui Frazão tem já algumas histórias caricatas para contar. Entre elas, uma em que se esqueceu da camisola de um jogador, isto num jogo fora de casa. “Tivemos uma situação dessas no meu primeiro jogo, que foi o da Supertaça contra a AJ Fonte do Bastardo. Deixei no balneário o equipamento de sábado para domingo e, de um dia para o outro, desapareceu a camisola número 20 do Miguel Maia Sá. Solução: fomos buscar a do dia anterior para ele jogar. Resolveu-se sem grande problema, mas com um sufoco de última hora. Foi bom porque agora tenho o dobro da atenção sempre”, garantiu.
A HORA DO CAFÉ COM A ARMADA BRASILEIRA Apesar da atenção que é exigida aos técnicos de equipamentos, nem só de seriedade se faz o dia-a-dia. No voleibol,
O TRABALHO ACRESCIDO COM A ROUPA POR CAUSA DA RESINA Contrariamente a todas as outras modalidades de pavilhão, o andebol tem a especificidade de utilizar resina para que a bola cole mais facilmente às mãos dos jogadores. Para Carlos Camões, esta é uma questão que o obriga a um trabalho adicional. “Tenho de ter um cuidado com a roupa que os meus colegas não precisam de ter. Por exemplo, para ter as camisolas limpas tenho de ir para a lavandaria no dia a seguir ao jogo. (…) Vou para lá e ponho Supergel para amolecer a resina e sair na lavagem. Senão, a roupa fica toda manchada. Se for a lavar sem Supergel, vai ficar com a resina e na lavagem não sai. Se depois vai à máquina de secar, coze e fica manchada para sempre. Por isso é que tenho um equipamento para os treinos de musculação e outro para jogarem. Não dá para fazer esse trabalho todos os dias, é impensável”, revelou.
UMA BRINCADEIRA QUE ENVOLVEU UMA COBRA DE DOIS METROS Em mais uma brincadeira promovida pelos jogadores, Carlos Camões conta-nos um dos maiores sustos que por exemplo, Rui Frazão criou uma rotina de beber café com a armada brasileira. “Nesta época entraram seis brasileiros novos no grupo, tal como eu. Isso ajudou um pouco na integração. Trouxe uma máquina de café para a minha sala no Pavilhão João Rocha e compramos sempre a meias as cápsulas. No fundo, bebemos os cafés que quisermos (risos). Quando acaba, compramos mais. Há um valor destinado a cada um, e é essa relação saudável que temos aqui em torno do café”, revelou.
A ATENÇÃO À PRESSÃO DAS BOLAS Além do equipamento, Rui Frazão é também o responsável por encher as bolas e verificar a pressão. Caso algo não esteja conforme esperado, os jogadores chamam-no logo à atenção. “Temos de encher as bolas e manter a pressão correcta. O Gersinho é um estudioso da arte de treinar e gosto muito dele por isso. Ele tem muita atenção aos pormenores. Se nos jogos utilizamos bolas com uma certa pressão, porque é que havemos de treinar com mais ou menos do que isso? Mantemos uma uniformidade para chegarmos ao jogo e a mão que bate na bola já não estranhar. Por exemplo, quando chegámos para jogar a meia-final
apanhou quando os atletas decidiram entreter-se a pregar-lhe uma partida que envolveu um dos seus medos: cobras. “O João Antunes, que era nosso pivô, fazia criação de cobras. Numa sexta-feira, em que não tínhamos jogo no fim-de-semana, alguns iam para o Norte e para outros locais. Trouxeram as malas de viagem e, quando começaram o treino, eu entrei no pavilhão e senti que estavam a falar de mim. Desconfiado, vi logo que estavam a tramar alguma e fui ao balneário. Eles tinham comprado uma cobra falsa e puseram num cesto. Eu descobri aquilo e guardei no cacifo de um deles. Vim para a minha sala e comecei a pensar que tinha descoberto o que eles estavam a pensar fazer, e eles estavam furiosos”, começou por dizer. “No fim do treino chamaram-me e eu, como já tinha descoberto, fui ao balneário armado em bom. Eles fecharam a porta, o João Antunes pegou numa cobra verdadeira de quase dois metros e ela ficou a olhar para mim. No Multidesportivo, o balneário do andebol é de um lado e o do futsal do outro, com os chuveiros no meio para dar para os dois, mas as paredes não vão até cima. Consegui saltar as paredes, bati no tecto e caí no balneário do futsal. Depois andei a correr e eles atrás de mim com a cobra, parei uma hora depois e ainda tinha o coração a saltar do peito”, concluiu. da Supertaça com o SL Benfica, entregámos aos jogadores um carrinho com bolas e eles olharam logo para mim a dizer que a bola estava vazia. Ando sempre com uma mochila em que tenho uma bomba e o medidor de pressão para ver se está tudo bem. Quando isso falha eles notam logo”, afirmou.
PARA JOGADORES GRANDES, EQUIPAMENTOS À MEDIDA Numa modalidade em que a maioria dos jogares tem uma altura e um peso superiores ao comum, Rui Frazão conta-nos quais as preferências e os tamanhos das camisolas de cada jogador. “Os líberos e o Hugo Vinha são os que vestem os números mais pequenos, abaixo do XXL. A partir daí, é de XXL para cima. O Paulo Víctor, o Victor Hugo, o Robinson Dvoranen e o Hélio Sanches, por exemplo, vestem o XXXXL”, começou por dizer, revelando ainda um hábito de André Saliba. “O André Saliba tem uma mania. Ele tem duas camisolas de treino XXL e outra que é XXXL. Para o treino da tarde, que é sempre na quadra, ele pede sempre a XXL porque é mais justa e, dessa forma, pode efectuar melhor os remates”, revelou.
20 - SPORTING 3793
MODALIDADES HÓQUEI EM PATINS
LEÃO VENCE CLÁSSICO E SEGUE INVICTO SPORTING CP CONFIRMOU BOM INÍCIO DE TEMPORADA, SOMOU MAIS UM TRIUNFO IMPORTANTE E CONTINUA NA LIDERANÇA ISOLADA DO CAMPEONATO NACIONAL. VITÓRIA POR 4-2 FRENTE AO FC PORTO COM GOLOS DE TELMO PINTO, PEDRO GIL E GONZALO ROMERO Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Mário Vasa, Pedro Zenkl
O Sporting Clube de Portugal segue líder isolado na primeira fase do Campeonato Nacional de hóquei em patins, depois de no sábado passado receber e vencer, no Pavilhão João Rocha, o FC Porto por 4-2 em jogo da oitava jornada. Os Leões são a única equipa da prova que ainda não perdeu, têm seis vitórias e um empate em sete jogos – a sexta jornada joga-se apenas no final deste mês –, 31 golos marcados e 13 sofridos, têm mais três pontos do que o segundo classificado, o SL Benfica, e deixaram o FC Porto, que tem menos um jogo, a nove pontos de distância. O Sporting CP vs. FC Porto fez jus ao nome de Clássico, foi bem disputado e teve várias oportunidades de golo, mas a formação orientada por Paulo Freitas entrou melhor e desde cedo ameaçou a baliza defendida por Xavi Malian, que foi sabendo contornar as investidas Leoninas e negou a Ferran Font a primeira
Contudo, no recomeço da partida, o guarda-redes verde e branco não conseguiu evitar o 2-1 marcado por Gonçalo Alves, na conversão de um livre directo. O ex-jogador Leonino, ainda tentou depois o 2-2, numa grande penalidade, após livre directo, mas aí Ângelo Girão levou a melhor. O Sporting CP procurava aumentar a distância no marcador e conseguiu-o aos 38 minutos, através de Gonzalo Romero que não desperdiçou mais um lance de bola parada e fez o 3-1, um golo muito festejado pelo argentino que depois ainda teve tempo para marcar um golaço, aos 45 minutos. O FC Porto também ainda marcou, a segundos do encontro terminar, mas não conseguiu evitar aquilo que parecia certo desde o início: a vitória do Sporting CP.
Verona, João Souto e Romero nos festejos do bis do argentino e do 4-1 para o Sporting CP
grande oportunidade de abrir o marcador, num livre directo. Ainda assim, aos nove minutos, o guardião azul e branco não conseguiu travar
o remate de Telmo Pinto, que colocou o Sporting CP em vantagem. Uma vantagem que foi aumentada dois minutos depois com golo de Pedro Gil, na sequência de mais uma excelente jogada Leonina. 2-0 aos 11 minutos de jogo e até ao intervalo, uma vez que, apesar das ocasiões criadas de parte a parte e de o FC Porto ter mesmo ameaçado reduzir, na baliza verde e branca voltou a estar um gigante Ângelo Girão.
O espírito que ajuda a manter a liderança
7 de Novembro de 2020 | I Divisão – 8.ª jornada | Pavilhão João Rocha
SPORTING CP Telmo Pinto (9’) Pedro Gil (11’) Gonzalo Romero (38, 45’)
4-2
FC PORTO Gonçalo Alves (28’, 50’)
(2-0 ao intervalo) Capitão Pedro Gil fez o 2-0 frente ao FC Porto
Sporting CP: Ângelo Girão [GR], Gonzalo Romero, Ferran Font, Alessandro Verona, Toni Pérez. Jogaram ainda: Telmo Pinto, Matías Platero, Pedro Gil [C], João Souto. Treinador: Paulo Freitas.
SPORTING 3793 - 21
OPINIÃO
O RUGIDO DO LEÃO
Telmo Pinto abriu o marcador frente à ex-equipa
Ângelo Girão foi gigante na baliza Leonina
Juvenal Carvalho
“O SPORTING CP É UM JUSTO LÍDER PELO QUE TEM VINDO A FAZER” Paulo Freitas mostrou-se naturalmente satisfeito com o triunfo do Sporting CP sobre o FC Porto (4-2), que permitiu à formação verde e branca manter a liderança isolada no Campeonato Nacional. “O jogo foi repartido, assim como a posse de bola e as oportunidades, mas os níveis de eficácia foram diferentes e fomos nós os mais eficazes. Por isso, foi uma vitória justa que espelha aquilo que se passou dentro de pista”, começou por dizer o treinador Leonino, comentando ainda a liderança isolada na prova. “O Sporting CP é um justo líder pelo que tem vindo a fazer, e isso é inequívoco”, disse, justificando: “Não estou surpreendido
porque os meus jogadores dão-me essa garantia. Sabemos a forma como trabalhamos e confiamos nas nossas capacidades e no nosso grupo”. “A minha equipa é uma grande equipa e para mim é um gosto enorme liderá-la”, reforçou. Nesse sentido, o técnico verde e branco referiu que todos os jogadores foram importantes neste triunfo: “Já disse várias vezes que o Girão é o melhor guarda-redes do Mundo, mas ele também percebe que sozinho não consegue fazer nada. Todos foram importantes, até os dois que não jogaram, mas que permitiram o trabalho que fizemos neste microciclo”. “Dentro do balneário são todos iguais e todos tiveram importância”, acrescentou.
LEOAS DEMOLIDORAS A equipa feminina de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu, no passado domingo, a APAC Tojal por 13-0 em jogo da sétima jornada do Campeonato Nacional disputado no Pavilhão João Rocha. Os golos Leoninos foram apontados por Rita Lopes (6, 19 e 22’), Inês Florêncio (7’), Sofia
Moncóvio (12, 22 e 35’), Rute Lopes (24’), Ana Catarina Pereira (38’) e Margarida Florêncio (39, 40, 40 e 41’). A formação verde e branca, que é segunda classificada na prova, voltou a jogar na quartafeira no rinque da SHC Massamá, já depois do fecho desta edição do Jornal Sporting.
Depois de um sábado completamente ganhador, com vitórias no hóquei em patins ante o FC Porto, e com dose tripla de conquistas frente aos vimaranenses em basquetebol, voleibol e futebol, e todas elas em forma de passear classe, eis que no domingo de manhã, e com uma noite bem dormida, com o sono dos justos de um Leão feliz, acordei cedo não só para ler a imprensa, mas sobretudo para ver a equipa B de futebol, onde estão na forja mais Leõezinhos para dar o salto – saltou-me à vista a forma como Pedro Marques cheira o golo –, mas vê-se classe sobretudo naquele colectivo, quando terminado o jogo com mais uma vitória e a confirmação da liderança, e no intervalo do começo de mais uma conquista do nosso voleibol – mais tarde também o futsal haveria de dar mais um “chocolate”, continuei sintonizado na Sporting TV e vi o sempre fantástico programa Porta 10-A. E se todos eles são com vultos da vida Leonina, este foi com uma referência da minha adolescência, e que simbolizou como poucos o momento vivido nos dias de hoje pelas equipas representativas do Sporting CP: garra, alma, alegria e fome de conquista. Falo de António Nogueira.
Um Leão, que chegado tarde – 29 anos – ao Clube do seu coração desde menino, não deixou de pincelar a sua marca com a conquista de um Campeonato Nacional e uma Taça de Portugal, na dobradinha de 1981/1982, e deixou sobretudo aquilo que expressou na entrevista. Uma vontade indomável, em que espalhou classe, mas sobretudo uma garra inusitada e uma vontade de vencer que acabaria por surgir de forma natural. Falou com estima de Malcolm Allison – o célebre “Big Mal”, treinador campeão dessa época, bem como de todos os colegas de equipa de então, mas sobretudo do “trio maravilha” formado por António Oliveira, Manuel Fernandes e Rui Jordão, que eram na realidade de uma categoria ímpar. Foi um recordar de tanta coisa da minha parte enquanto o ouvia deliciado. E ao recuar no tempo com a forma emocionada com que António Nogueira falava do “seu” Sporting CP, situei‑me também no momento actual. Vejo na nossa equipa de futebol, bem como nas restantes modalidades, uma vontade e uma alegria de jogar que nos garante um momento que nos pode trazer alegrias futuras. Sabemos todos que estamos ainda numa fase inicial da época desportiva. Mas como também todos o sabemos, o caminho faz-se caminhando. E parece que estamos a trilhar o caminho certo que nos pode fazer ouvir bem alto o Rugido do Leão. Termino como por vezes ecoa no estádio e no pavilhão através do nosso speaker. Continua, Sporting... continua!
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MODALIDADES VOLEIBOL
DERROTA NÃO IMPEDIU SEGUIR EM FRENTE NA EUROPA… SPORTING CP GARANTIU NA ALEMANHA A PASSAGEM AOS OITAVOS-DE-FINAL DA CEV TAÇA CHALLENGE Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Pedro Zenkl
A equipa principal de voleibol do Sporting Clube de Portugal garantiu, na terça-feira à noite, a passagem aos oitavos-de-final da CEV Taça Challenge. Os Leões até perderam na Alemanha frente ao HG Giesen, por 3-2, mas como tinham vencido por 3-0 no Pavilhão João Rocha, na semana passada, só precisavam de vencer dois sets para seguir em frente na prova e isso foi conseguido. Já a formação alemã, a precisar de vencer por 3-0 ou 3-1 para continuar na Europa, entrou bem na partida e aproveitou alguns erros do Sporting CP para vencer o primeiro set por 25-22, mas os Leões recuperaram nos dois seguintes e acabaram por vencer por 21-25 e 22-25 e, assim, garantir o objectivo a meio do encontro.
No quarto set, os alemães voltaram a estar melhor e venceram por 25-18, naquele que foi o set com uma maior diferença pontual, forçando assim a ‘negra’, na qual também se superiorizaram (15-12), mas o triunfo por 3-2 em nada alterou o desfecho da eliminatória na qual o Sporting CP foi melhor, no conjunto das duas mãos, e mereceu seguir em frente.
… DEPOIS DE UM FIM-DE‑SEMANA VITORIOSO EM PORTUGAL
10 de Novembro de 2020 | CEV Taça Challenge – dezasseis-avos-de-final – 2.ª mão | Volksbank Arena, Hildesheim
HG GIESEN
3-2
SPORTING CP
(25-22, 21-25, 22-25, 25-18, 15-12)
Sporting CP: Victor Hugo (6), PV (22), Robinson Dvoranen (11), Renan Purificação (6), Bruno Alves (1), Hélio Sanches (10), João Fidalgo [L], Gil Meireles [L], Éder Levi, André Saliba (4), Miguel Maia [C], José Rojas (2). Treinador: Gersinho.
“APESAR DA DERROTA, FIZEMOS TRÊS BONS SETS” Gersinho mostrou-se naturalmente satisfeito com a passagem do Sporting CP aos oitavos-de-final da CEV Taça Challenge, apesar da derrota na Alemanha frente ao HG Giesen na segunda mão dos dezasseis-avos-de-final da prova. “Apesar da derrota, fizemos aqui três bons sets. No primeiro cometemos alguns erros de contra-ataque e isso dificultou-nos
a vitória nesse parcial, mas conseguimos depois recuperar no segundo e no terceiro estivemos muito bem. A equipa está a amadurecer aos poucos, mas no aspecto mental, foi difícil jogar depois de termos garantido a qualificação, e perdemos por causa disso. Ainda assim, o principal objectivo foi cumprido”, disse o treinador Leonino.
“QUEREMOS IR O MAIS LONGE POSSÍVEL NA EUROPA” Miguel Maia também falou após a partida na Alemanha, falando da importância do jogo disputado no Pavilhão João Rocha para seguir em frente na prova. “Entrámos melhor na eliminatória, ganhámos em nossa casa, onde somos muito fortes, e aqui fomo-nos superando, mas nem sempre estivemos bem. Eles acabaram por ter supremacia
no primeiro set, mas depois conseguimos melhorar e anular alguns pontos fortes deles. Ainda assim perdemos o jogo, mas acabamos por conquistar aquilo que era mais importante: a passagem à próxima eliminatória”, referiu o experiente jogador, revelando: “Queremos ir o mais longe possível na Europa. Esse é o pensamento desta equipa”.
Leões venceram no sábado o Vitória SC (0-3) e no domingo o Clube K (3-0) Antes de garantirem os oitavos-de-final da CEV Taça Challenge, os Leões disputaram dois jogos do Campeonato Nacional no fim-de-semana passado. O primeiro no sábado, em Guimarães, frente ao Vitória SC e o segundo no domingo, no Pavilhão João Rocha, diante do Clube K. Ambos terminaram com o triunfo verde e branco por 3-0. Diante do Vitória SC, o Sporting CP venceu os sets pelos parciais 13-25, 19-25 e 17-25. Já frente ao Clube K, em que Gersinho aproveitou para rodar a equipa, os Leões venceram os parciais por 25-20, 25-19 e 25-17. Estes resultados, o primeiro a contar para a 13.ª jornada da prova e o segundo para a segunda ronda – que estava e atraso – permitiram à formação verde e branca subir ao quarto lugar da tabela, numa altura em que tem menos um jogo do que dois dos três primeiros classificados.
AF SPORTING NOVOS EQUIPAMENTOS 3F JORNAL SCP 4EQUIP.pdf
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26/10/2020
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EQUIPAMENTOS OFICIAIS 20/21 À VENDA NA LOJA VERDE
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OPINIÃO
MODALIDADES ANDEBOL
PARAGEM NÃO TRAVOU SENDA DE VITÓRIAS
PAUSA
SPORTING CP VENCEU A AD SANJOANENSE POR 36-22 Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Pedro Zenkl
Pedro Almeida Cabral
Aproveitando a pausa para os jogos das selecções, é altura de fazer um balanço do percurso da nossa equipa no campeonato. Sete jogos disputados e o Sporting CP lidera a classificação com seis vitórias e um empate contra o FC Porto. É a equipa que mais vezes marcou, com 19 golos, tendo sempre concretizado, pelo menos, dois golos. Aliás, nos últimos três jogos, marcou, ao todo, 11. Também somos a equipa que menos golos sofreu, com apenas quatro tentos concedidos. Somente por uma vez o Sporting CP sofreu dois golos, contra o FC Porto. Em quatro das seis vitórias, a nossa baliza manteve-se inviolada, sem que Adán tivesse de ir buscar a bola ao fundo das redes. Números que demonstram consistência defensiva, oportunidades de golo e um colectivo empenhado. E que acabam por ter reflexo nalgumas prestações individuais: Pote é o melhor marcador da primeira liga, com sete disparos certeiros, sendo até dos jogadores europeus que mais rapidamente está a marcar golo, como indica o sempre interessante GoalPoint. Uma prestação que não surge por acaso. Houve uma profunda renovação que se tem revelado acertada.
No último jogo, contra o Vitória SC, alinharam como titulares pelo Sporting CP nada mais nada menos do que oito jogadores que no ano passado não faziam parte da equipa. Já falámos de Pote. Mas também temos de falar de Adán, Feddal, Porro, Nuno Santos, Palhinha e João Mário. Tal como de valores que começam a ser seguros: Nuno Mendes, Tiago Tomás, Matheus Nunes e Daniel Bragança. Isto numa equipa que deixou de contar com Mathieu, Vietto, Acuña e Wendel. Afinal, não houve uma renovação, houve sim uma autêntica revolução. O Sporting CP mudou muito desde a época passada. Mas mudou muitíssimo bem. Sobretudo porque contratou quem precisava para onde precisava, desde a baliza até à frente. Tendo feito negócios que demonstram acompanhamento atento da realidade do futebol nacional. O caso de Nuno Santos é exemplar. O extremo, que mostrava muita qualidade no Rio Ave FC, não sendo titular indiscutível, leva três golos e três assistências. Palavra final para Rúben Amorim, que aplica as suas convicções tácticas de forma convicta e é um exímio comunicador, para dentro e para fora. A forma como preparou a préépoca e como tem gerido os recursos da Academia confirma o seu valor. Um balanço nesta altura é apenas isso, um balanço. A longa caminhada do campeonato ainda agora começou. Falta muito futebol. Mas há algo que podemos dar como assente: este é o Sporting CP que Sócios e adeptos querem ver jogar.
O Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu, na terça-feira à noite, no Pavilhão João Rocha, a AD Sanjoanense por 36-22 em jogo da nona jornada do Campeonato Nacional andebol 1. Após duas semanas sem jogar, devido à paragem para
selecções, os Leões regressaram à competição com o mesmo chip e venceram a formação de São João da Madeira de forma relativamente fácil. Ainda assim, na primeira metade do encontro a defesa muito subida da equipa
visitante impediu os Leões de jogarem ao ritmo a que estão habituados, mas não foi suficiente para travar a superioridade verde e branca e ao intervalo o Sporting CP já vencia por 14-10. A segunda metade acabou por ser melhor, a um ritmo mais ao gosto dos Leões, e, depois de 14 golos apontados na primeira parte, na segunda a equipa Leonina apontou 22 e acabou a partida com uma diferença igual ao número de golos que apontou na primeira meia hora de jogo. Além do bom resultado, que permitiu aos comandados de Rui Silva manterem a liderança na prova com nove vitórias em igual número de jogos, este encontro serviu para dar minutos aos jovens jogadores da formação verde e branca, que mostraram qualidade e foram fundamentais para o resultado final. António Machado, de apenas 16 anos, estreou-se e anotou dois golos.
“NA SEGUNDA PARTE FIZEMOS AQUILO QUE QUERÍAMOS” Rui Silva também se mostrou naturalmente satisfeito com este triunfo, após 15 dias sem jogar nos quais o Sporting CP, apesar das várias ausências, aproveitou para “corrigir algumas coisas e melhorar outras para uma série de jogos importantes” que se aproximam. “Defensivamente não estivemos tão bem na primeira parte e, apesar de termos conseguido criar uma boa vantagem, a AD Sanjoanense foi inteligente e aproveitou alguns erros nossos, aproximando-se no resultado. Já a segunda parte foi distinta. Fizemos aquilo que queríamos, criámos mais dificuldades e aumentámos as transições e foi assim que marcámos mais golos”, disse o treinador, admitindo porque é que o nível da primeira metade não foi tão alto: “Quando jogamos contra equipas que jogam em bloco muito baixo e ataques muito longos, adormecemos e o jogo fica muito monótono”. Rui Silva dedicou esta vitória a Tiago Rocha, jogador que perdeu recentemente o pai e que o técnico gostava de ter visto na selecção portuguesa que esteve reunida nos últimos dias e que contou com os Sportinguistas Manuel Gaspar e Salvador Salvador. 10 de Novembro de 2020 | Campeonato Nacional Andebol 1 – 9.ª jornada | Pavilhão João Rocha
SPORTING CP
36 - 22
AD SANJOANENSE
(14-10 ao intervalo)
Sporting CP: Manuel Gaspar[GR], Pedro Valdés (3), Théo Clarac (2), Frankis Carol (5), Arnaud Bingo (6), Jens Schöngarth (1), Darko Đukić (4), Nuno Roque, Salvador Salvador (4), Carlos Ruesga (1), Joel Ribeiro (1), Francisco Tavares (5), Tiago Rocha (2), Čudić [GR], Nilton Melo, António Machado (2). Treinador: Rui Silva.
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MODALIDADES BASQUETEBOL
FUTSAL
LÍDER NO BASQUETEBOL…
… ASSIM COMO NO FUTSAL
SPORTING CP VOLTOU A ULTRAPASSAR A CENTENA DE PONTOS NUMA PARTIDA E VENCEU O VITÓRIA SC POR NÚMEROS EXPRESSIVOS. LEÕES MANTÊM-SE NO PRIMEIRO LUGAR DO CAMPEONATO NACIONAL COM CINCO VITÓRIA EM IGUAL NÚMERO DE JOGOS
SPORTING CP VENCEU O FC AZEMÉIS POR 8-1 E SEGUE LÍDER DO CAMPEONATO NACIONAL. CARDINAL É O MELHOR MARCADOR DA PROVA (9), SEGUIDO POR CAVINATO (8)
Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Mário Vasa
A equipa principal de futsal do Sporting Clube de Portugal continua imparável no Campeonato Nacional e segue líder da prova, com mais três pontos do que o segundo classificado e soma 49 golos marcados e dez sofridos. Além disso, Cardinal é o melhor marcador da prova, com nove golos, seguido por Cavinato, com oito. Neste início de temporada, Alex Merlim também se destaca na liderança, mas ao nível das assistências, com oito. Para esses números contribuiu também o encontro do último domingo, no qual os Leões receberam e venceram, no Pavilhão João Rocha, o FC Azeméis por 8-1 em jogo da sétima jornada da primeira fase da Liga Placard. Uma partida que confirmou, uma vez mais, a superioridade verde e branca, mas na qual a equipa visitante até foi a primeira a marcar.
A equipa principal de basquetebol do Sporting Clube de Portugal também continua líder do Campeonato Nacional, neste caso partilhando o topo da tabela com a UD Oliveirense que soma os mesmos dez pontos do que os Leões em cinco jogos. Os comandados de Luís Magalhães seguem invictos, após receberem e vencerem, no passado sábado, o Vitória SC por 112-71 em jogo da sexta jornada da Liga Placard disputado no Pavilhão João Rocha. Os Leões estiveram sempre na frente do marcador, sem dar hipóteses à formação vimaranense, que foi incapaz de controlar o poderio ofensivo do Sporting CP, num jogo em que o trabalho defensivo foi fundamental, mas no qual o Vitória SC ainda
venceu um período. No primeiro a equipa verde e branca venceu por 29-16, indo depois para o intervalo na frente do marcador por 49-37, mas o segundo período foi mais dividido e os visitantes venceram-no por 20-21. No terceiro, os Leões voltaram a superiorizar-se, triunfando ainda de forma mais confortável, (32-15), e no derradeiro mantiveram o ritmo e levaram a melhor por 31-19. Assim, o Sporting CP acabou por vencer por larga margem. Pedro Catarino e John Fields foram os melhores marcadores do Sporting CP, com 22 pontos cada um, mas o melhor marcador do encontro foi Brandon Parrish, do Vitória SC, que chegou aos 25 pontos. O Sporting CP volta a jogar este sábado em casa do FC Barreirense.
Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Pedro Zenkl
Tal como tinha acontecido na ronda anterior, a meio da semana passada (1-14, GRC Dínamo Sanjoanense), a formação orientada por Nuno Dias voltou a permitir que o adversário abrisse o marcador, logo no primeiro minuto de jogo, mas depois embalou para mais um triunfo expressivo. Cavinato começou por empatar a partida e, pouco depois, os Leões já venciam por 3-1 com golos de Cardinal e João Matos, e esse resultado manteve-se até ao intervalo. Na segunda metade, o Sporting CP geriu o jogo, mas não o marcador e apontou mais cinco golos. Cardinal chegou ao hat trick, o jovem da formação Mamadú marcou dois e Pauleta também fez o gosto ao pé. Na próxima jornada a equipa Leonina desloca-se à quadra do CR Candoso, em jogo que já está marcado para as 11h00 deste sábado.
7 de Novembro de 2020 | Liga Placard – 6.ª jornada | Pavilhão João Rocha
8 de Novembro de 2020 | Liga Placard – 7.ª jornada | Pavilhão João Rocha
112 - 71
8-1
SPORTING CP
VITÓRIA SC SPORTING CP
(29-16, 20-21, 32-15, 31-19)
Sporting CP: Diogo Ventura (7), Travante Williams (19), James Ellisor (11), John Fields (22), João Fernandes (12). Jogaram ainda: Francisco Amiel (2), Shakir Smith (3), Pedro Catarino (22), Diogo Araújo (5), Jalen Henry (3), Cláudio Fonseca (6). Treinador: Luís Magalhães.
Cavinato (4’) Cardinal (7’, 32’, 36’) João Matos (9’) Mamadú (30’, 40’)
FC AZEMÉIS
(3-1 ao intervalo) Ruan Silvestre (1’)
Sporting CP: Bernardo Paçó [GR], João Matos [C], Cavinato, Alex Merlim e Rocha. Suplentes: Gonçalo Portugal, Tomás Paçó, Erick, Mamadú Ture, Pany Varela, Pauleta, Fernando Cardinal, Diogo Santos, Zicky. Treinador: Nuno Dias. Disciplina: cartão amarelo para Alex Merlim (2’), Pany Varela (6’).
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MODALIDADES ANTEVISÕES
CONVOCATÓRIA
NUNO DIAS: “ESTAMOS BEM E É ASSIM QUE QUEREMOS CONTINUAR” OS LEÕES JOGAM ESTE SÁBADO EM CASA DO CR CANDOSO
Convoca-se a Assembleia Geral dos Leões de Portugal – Associação de Solidariedade Sportinguista, IPSS, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 22.º n.º 2 alínea c) dos Estatutos, para reunir, em sessão ordinária, no próximo dia 30 de Novembro, às 18h30, na sede social, com a seguinte ordem de trabalhos: Ponto Um - Apreciação e votação do Orçamento e Plano de Actividades para o ano de 2021. Se à hora marcada não houver o quórum legalmente previsto, a Assembleia funcionará, em segunda convocação, meia hora depois, com qualquer número de associados presentes. Os documentos para apreciação e votação estarão disponíveis aos Associados para envio via electrónica, sob pedido, a partir do dia 30 de Novembro. A Assembleia-Geral decorrerá no estrito cumprimento das normas e directivas emanadas pela Direção-Geral da Saúde, no âmbito da pandemia de COVID-19. Lisboa, 6 de Novembro de 2020
O PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA-GERAL
(Carlos Alexandre Antão Valente Coutinho)
Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Mário Vasa
A equipa principal de futsal do Sporting Clube de Portugal desloca-se, neste sábado, à quadra do CR Candoso para disputar a partida referente à oitava ronda da primeira fase do Campeonato Nacional. Nuno Dias referiu que “nesta altura o CR Candoso tem apenas cinco pontos e menos um jogo do que nós”, mas que “tem uma equipa melhor do que a do ano passado e que andará sempre a lutar pelos lugares de acesso ao play off”. “O CR Candoso tem um conjunto mais experiente e com mais qualidade do que no ano passado, com jogadores que têm muita experiência e que não vão acusar a pressão de enfrentar o Sporting CP porque estão habituados a jogar em grandes palcos. Por isso, espero uma partida complicada”, disse o treinador Leonino ao Jornal
Sporting, referindo: “Apesar disso, de certeza que estaremos preparados para fazer um bom jogo e conquistar mais uma vitória”. “Conhecemos as dificuldades, porque analisámos bem o CR Candoso, mas como sempre a nossa principal preocupação é com o nosso trabalho e com aquilo que poderemos fazer para contrariar os obstáculos que vamos encontrar”, sublinhou Nuno Dias. Nas duas últimas jornadas os Leões golearam os adversários, mas estiveram em desvantagem em ambos os jogos, contudo o técnico referiu que essa coincidência não é preocupante. “Não tenho grande explicação para isso, aconteceu, mas mais importante é a forma como demos a volta a essas situações e os números expressivos que conseguimos”, justificou.
“Por isso, se tivermos de começar sempre os jogos a perder, mas dermos a volta como até aqui, por mim tudo bem”, acrescentou Nuno Dias, falando ainda dos dez golos sofridos até ao momento: “Não são números preocupantes e também não estou preocupado com isso porque os golos não têm surgido por más prestações defensivas.
Por acaso até já fui ver os números das épocas anteriores e não são muito diferentes dos desta à sétima jornada, teremos mais um ou dois sofridos, mas, por outro lado, desde que estou no Sporting CP, também nunca tínhamos marcado tantos golos até esta jornada. Por isso, acho que estamos bem e é assim que queremos continuar”.
PAULO FREITAS: “OLHAMOS SEMPRE PARA O ADVERSÁRIO COMO SE FOSSE DO TOPO DA TABELA” SPORTING CP DESLOCA-SE NESTE DOMINGO A CASA DA AJ VIANA A equipa principal de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal desloca-se, neste domingo, a casa da AJ Viana para disputar o encontro da nona jornada da primeira fase do Campeonato Nacional. Paulo Freitas não espera facilidades, mas sabe que os Leões irão manter “a mesma seriedade, o mesmo empenho e a mesma qualidade” apresentada até ao momento e, assim, estarão mais perto de ultrapassar mais este adversário. “Tradicionalmente, a AJ Viana é um adversário complicado quando joga em casa, sobretudo
com os seus adeptos que agora não estarão na bancada, e é uma equipa que costuma ter a lição muito bem estudada quando joga contra equipas teoricamente favoritas. Já demostrou isso mesmo esta época frente ao SL Benfica e ao FC Porto, no Dragão, por isso temos de estar preparados para isso”, começou por dizer o treinador Leonino ao Jornal Sporting. Ainda assim, o Sporting CP estará, como de costume, mais focado em si mesmo e naquilo que pode controlar. “Temos assumido essa postura e estamos sempre muito mais focados no nosso
modelo de jogo e no que temos de fazer bem, mas respeitamos o adversário e observámo-lo para percebemos quais os pontos que poderemos explorar”, disse Paulo Freitas, acrescentando: “Por isso, esperamos conseguir fazer o mesmo que até aqui: conquistar mais um triunfo e com isso prepararmo-nos também para o embate seguinte”. Nesse sentido, o treinador não teme que o facto de a AJ Viana ser, à partida, um dos adversários mais fáceis até ao momento, altere a atitude da equipa: “Não, a nossa equipa é muito forte, não só do ponto de vista técnico
e táctico, mas também psicológico e é nesse ponto que tentamos marcar a diferença. Encaramos todos os jogos da mesma forma e sabemos da importância de ser assim porque senão poderemos ser surpreendidos”. “Não deixamos nunca de assumir o nosso favoritismo, mas olhamos sempre para o adversário como se fosse do topo da tabela e, por isso, não nos interessa o momento classificativo em que esteja. Respeitamo-lo, mas focamo-nos mais no nosso momento, no nosso objectivo e naquilo que queremos”, afirmou Paulo Freitas.
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CLUBE SÓCIOS
ADEUS A JAIME FERNANDES Jaime Leandro Fernandes, ex--atleta do Sporting Clube de Portugal e Sócio número 480-0, faleceu em Agosto, aos 86 anos. O Sporting CP foi desde muito cedo um dos seus grandes amores e, no final da década de 1950, Jaime Fernandes chegou mesmo a representar o emblema de Alvalade, tendo realizado várias corridas de pista e estrada no antigo Estádio José Alvalade. Jaime Fernandes venceu vários títulos no motociclismo e contribuiu para enriquecer a história do Clube. O ex-atleta passou o amor pelo Sporting CP ao filho Nuno Fernandes (Sócio n.º 1987-0) e aos netos Bernardo Fernandes (Sócio n.º 28.1920) e Martim Fernandes (Sócio n.º 36.547-0), que são Associados do Clube desde os primeiros dias de vida.
NOTA
1.º Festival de Pista do Sporting CP em 23 de Julho de 1958
Na edição anterior do Jornal Sporting escrevemos que o colaborador Gomes Ribeiro faleceu de “doença prolongada e após ter sido infectado com o novo coronavírus”, mas Gomes Ribeiro não foi Meia Pag Jornal SCP Camisola Jordão.pdf 1 08/10/20 11:24 infectado com o novo coronavírus. Por esse lapso, que agora corrigimos, pedimos desculpa aos familiares de Gomes Ribeiro e a todos os nossos leitores.
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ENTREVISTA JOÃO VIEIRA
“NÃO OLHO PARA ESTES JOGOS OLÍMPICOS COMO A MINHA ÚLTIMA PARTICIPAÇÃO” João Vieira, fundista do Sporting Clube de Portugal, renovou o contrato que o liga ao Clube Leonino. Em entrevista aos meios de comunicação do Sporting CP, o atleta verde e branco falou sobre o porquê de ter escolhido a marcha, os inúmeros títulos e medalhas conquistados, as metas para a nova época e a caminhada rumo aos Jogos Olímpicos de Tóquio Fotografia: Mário Vasa O que significa renovar uma ligação já longa com o Sporting CP? Tenho uma relação de dez anos com o Clube cheia de sucessos e alguns insucessos, mas foram mais os sucessos. Estou muito grato por continuar a representar este grande Clube.
Lembro-me, foi em Agosto. Por acaso depois ganhei uma medalha de prata num Campeonato da Europa, mas já tinha decidido com as pessoas do Sporting CP vir para cá. Foi com bastante alegria porque sou Sportinguista desde pequenino, desde os tempos do Carlos Lopes e dos gémeos Castro.
Ainda se lembra do primeiro dia quando abraçou o desafio do Sporting CP?
Identifica-se com os valores do Sporting CP: o eclectismo, o esforço, a dedicação, a devoção e a glória?
Sim, isso simboliza também o João Vieira, por tudo aquilo que tenho demonstrado ao longo destes dez anos. Foi muito fácil renovar contrato com o Clube. Porque escolheu a marcha? Havia uma atleta da minha terra, em Rio Maior, que tinha sido medalhada num Campeonato da Europa de juniores. Desde esse momento, todos os atletas no meu antigo emblema começaram a praticar marcha. Também
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me dediquei a essa especialidade, juntamente com o meu irmão gémeo, que chegou a ser meu adversário, até vir para o Sporting CP. A marcha foi a disciplina que me deu mais alegrias e mais sucesso na minha carreira desportiva. Por isso é que faço marcha atlética há 33 anos.
“TENHO 56 TÍTULOS DE CAMPEÃO NACIONAL SÉNIOR, MAIS SETE NOS ESCALÕES JOVENS E SOU 51 VEZES INTERNACIONAL PELO MEU PAÍS” O que o continua a apaixonar na marcha? Marchar é um prazer que tenho e que pratico quase diariamente, por todos os resultados que tenho trazido ao Clube e a Portugal. Todos me têm apoiado nesta decisão de continuar a fazer marcha atlética e vou fazê-lo enquanto conseguir trazer excelentes resultados para o Sporting CP e para o país. Tem contabilizados quantos títulos já conquistou? São 56 títulos de campeão nacional sénior, mais sete nos escalões jovens e já fui 51 vezes internacional pelo meu país. É muito gratificante para a mim e para o Sporting CP. Consegue escolher o mais especial? Não consigo porque são tantos títulos. Ainda por cima, os últimos, com a camisola do Sporting CP, foram todos especiais. O que lhe permite continuar a superar a concorrência com o passar dos anos? Quando vou para o treino não penso em ganhar provas em Portugal e sim na qualidade dos meus oponentes a nível internacional. Tenho de pensar apenas em mim, até porque muitas vezes o meu principal adversário sou eu próprio.
“SOU SPORTINGUISTA DESDE PEQUENINO, DESDE OS TEMPOS DO CARLOS LOPES E DOS GÉMEOS CASTRO”
tivemos de treinar. Desde treinar com calor e humidade ou até fazê-lo durante a noite. Essa prova teve um sabor especial para mim e para a minha treinadora porque foi uma batalha bastante difícil que tive de vencer. Com 43 anos, é o atleta mais velho a ser medalhado em Mundiais. Superou ou confirmou as expectativas que tinha para essa prova? Quando participo numa prova nunca sou favorito a vencer medalhas. Fui lá para me ganhar a mim próprio porque as condições eram bastante diferentes daquelas a que estamos habituados. Quando parto para uma prova, o primeiro objectivo é terminá-la. Aquela foi delineada com a minha treinadora: ia partir devagar para ter forças para a parte final e conseguir concluí-la. A partir dos 38 km senti que tinha capacidade para ganhar uma medalha e iniciei o ataque a partir desse momento. Na altura descreveu a prova como um “inferno” devido ao calor e à humidade. Foi a prova mais difícil que realizou? Para mim foi a mais difícil e a que mais me deu prazer. Tive de tirar muito do meu corpo para poder adaptar-me àquelas condições. Não é só um trabalho físico, também na parte mental tive a ajuda do psicólogo do Sporting CP. Estamos todos gratos por ter concluído aquela prova com uma medalha. Neste caso, fiquei para a história do desporto mundial por ser o atleta mais velho a subir ao pódio. Há mais algum momento que gostasse de destacar? Todas as medalhas têm um significado especial. Desde a medalha de bronze no Campeonato da Europa de Gotemburgo, em 2006, até à medalha de prata, que ganhei devido à desclassificação de um atleta por doping, no Europeu de Barcelona em 2010. Foram medalhas gratificantes para mim porque ninguém acreditava que ia ganhar uma medalha, mas eu cheguei lá, lutei com os outros adversários e conquistei-as. São momentos que vão ficar para a história e vou recordá-los para sempre.
“MUITAS VEZES O MEU PRINCIPAL ADVERSÁRIO SOU EU PRÓPRIO”
O que podemos esperar do João Vieira para Tóquio 2021? Toda a gente sabe que falta um diploma olímpico no meu palmarés, estou a lutar e a trabalhar para isso. Posso lá chegar e não conseguir, mas tenho vindo a tentá-lo sempre. Vou lá com a mesma postura com que me tenho apresentado até hoje que é chegar lá e apresentar-me na melhor forma possível. Foi duro quando a COVID-19 adiou esse grande objectivo? Foi duro, mas tenho de proteger a minha saúde e a da minha família. Foi um pouco complicado a nível psicológico porque me fui um abaixo depois de me terem transmitido que não ia haver Jogos Olímpicos este ano. Houve momentos em que passei muito mal porque não me apetecia treinar nem sair de casa mas, a partir de certa altura, meti na cabeça que tinha um contrato para cumprir e decidi que ia continuar a treinar e cumprir os meus objectivos até ao final da época. Quais as metas, tanto a nível nacional como internacional, para a nova época? Estou a treinar e já tenho a pré-época bem adiantada. O calendário está definido, assim como o planeamento até aos Jogos Olímpicos. Vou continuar a trabalhar para poder estar em Tóquio a 100% para lutar pelo meu objectivo. Ainda assim, quero ganhar títulos nos Campeonatos de Clubes e Nacionais pelo Sporting CP. É especial participar nestas provas nacionais? Para mim é bastante especial porque sou português e, por isso, quero estar sempre presente num Campeonato de Portugal para tentar vencer mais um título. É o que tem acontecido nos últimos anos e eu apresento-me sempre para ganhar. Ainda por cima, com o Sporting CP atrás de mim a apoiar-me, ainda tenho mais força. Olha para estes Jogos Olímpicos como uma última participação? Não penso assim porque ainda tenho em mente fazer mais um Campeonato do Mundo, e isso vai acontecer dois anos antes da outra edição dos Jogos Olímpicos. Foi essa a meta que tracei para mim juntamente com a minha treinadora. É esse o meu objectivo, quero continuar a ganhar provas pelo Sporting CP e depois vêm os objectivos individuais que são os Jogos Olímpicos, Mundiais e Europeus.
O segredo é ter vontade de superar sempre o que fez anteriormente? Muitas vezes fala-se em bater o recorde pessoal e, neste momento, não falo nisso. Falo sim em atingir títulos, quero ganhar todos os títulos em Portugal nas provas em que compito. O meu dia-a-dia é treinar para conseguir vencer essas competições. Tendo em conta os grandes palcos internacionais, há alguma prova mais marcante? A mais marcante foi este último Campeonato do Mundo de Doha, em que fui vice-campeão numa prova bastante difícil e com várias condicionantes para as quais
Vai para os quintos Jogos Olímpicos da carreira. Quais as melhores memórias dessas passagens no maior palco do desporto mundial? A maior desilusão que tive no atletismo até hoje foi ir aos Jogos Olímpicos de Sidney e não competir porque tinha febre e uma otite. Para um atleta, ir aos Jogos Olímpicos é um mundo porque estão todas as modalidades representadas. São dez mil atletas na aldeia olímpica, é o ponto mais alto para qualquer desportista. Sempre que estive presente foi porque me considero um dos melhores atletas do mundo. Não é qualquer atleta que vai aos Jogos Olímpicos.
O fundista Leonino tem 56 títulos de campeão nacional de seniores
“CONSIDERO-ME UM DOS MELHORES ATLETAS DO MUNDO”
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CLUBE MUSEU
MUSEU MAIS VERDE! Texto: Joana Loureiro, Magda Viana – Museu Sporting - Conservação e Restauro Fotografia: David Felgueira – Museu Sporting
Os museus são hoje lugares inquietantes e desafiadores. Comportam coreografias fortemente emocionais. Despertam memórias, envolvem e interpelam, apelando ao pensamento crítico. São, de forma consciente e deliberada, participantes activos nos debates contemporâneos que afectam a vida e o bem-estar. A pegada ambiental e o seu impacto presente e futuro na vida do planeta tem sido um dos temas mais debatidos a nível global. Esta discussão em torno do conceito de sustentabilidade surge a partir do encontro de ideias relacionadas com a forma como a sociedade vê, explora e gere recursos limitados, e a busca de alternativas de preservação do ambiente, através da introdução de novas abordagens e metodologias. Ninguém nem nenhuma instituição desportivo e/ou cultural pode ficar indiferente a esta urgência e demitir-se, na prática, por pequenos e grandes actos, da sua responsabilidade numa matéria vital que a todos diz respeito.
Suportes de exposição para bola de hóquei em patins (à esquerda) e bola de basquetebol (à direita) elaborados a partir de materiais reutilizados (K-Line)
O Museu Sporting para além de repositório da História e Memória do Clube, procura também reflectir pedagogicamente nos seus actos, nas suas práticas e gestos quotidianos, o compromisso com um Sporting CP mais verde, recentemente comunicado como desígnio do Clube. Como é que backdrops ganham novos usos no museu? A necessidade fez o engenho: a falta de suportes museográficos que simultaneamente servissem objectivos de conservação e estabilidade, recuperados de materiais de desperdício, amáveis para os objectos a expor, ou em reservas, levou a equipa do Museu a arregaçar as mangas e criar suportes expositivos para diversos objectos da colecção a partir da reutilização de materiais. Trata-se de um expediente que cumpre a dupla função de responder a uma necessidade prática de obter suportes muito específicos que são onerosos e difíceis de encontrar no mercado e de contribuir para dar novo uso a materiais de rápido desgaste que iriam inevitavelmente para o lixo. Placas em K-Line são um material comumente utilizado em eventos do Clube para informação publicitária ou indicativa. Os suportes desenvolvidos foram pensados para os troféus de râguebi (figuras 1 e 2) e bolas de basquetebol e de hóquei (figura 3). A necessidade de elaborar estes suportes surge de uma carência museográfica particular destes objectos. No caso dos troféus de râguebi, por se manifestarem de forma bastante distinta dos restantes títulos da colecção (são placas em madeira), não possuem por si uma sugestão de leitura simples. Relativamente às bolas, estas são objectos fisicamente instáveis devido à sua fisionomia, pelo que se torna indispensável a criação de ferramentas que
Processo de construção dos suportes de exposição dos troféus de râguebi a partir de materiais reutilizados (K-Line)
Troféus de râguebi com suportes de exposição elaborados a partir materiais reutilizados (K-Line)
permitam a sua imobilidade e segurança. Do ponto de vista da conservação, o K-Line é um material estável tanto a nível físico como químico, sendo muito utilizado em situações de acondicionamento e exposição de objectos. Mais do que o reaproveitamento destes materiais, existe uma mudança de conceito, uma nova vida de algo que poderia ser obsoleto, que neste caso contribui para a longevidade e divulgação do património do Sporting Clube de Portugal. O Museu Sporting junta-se assim à onda verde da sustentabilidade, contribuindo para a consciencialização de uma cultura ambiental que a todos diz respeito.
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RESULTADOS ANDEBOL MASCULINO
BILHAR MASCULINO
Seniores - Camp. Nacional Andebol 1
Carambola - 3.ª fase do 1.º Open Nacional
Sporting CP - AD Sanjoanense
Joaquim Alves (2 V)
FEMININO
Seniores - Liga BPI Sporting CP 13-0 GDC A-dos-Francos
Ricardo Belo (1 V / 1 D)
ATLETISMO MASCULINO
Francisco Rodrigues (1 V / 1 D) Leonardo Horta (2 D) Rui Lopes (2 D)
Corta-Mato de Abertura AAL Benjamins B: 6.º Francisco Ribeiro 2’30’’ Feminino Corta-Mato de Abertura AAL Benjamins A: 2.º Maria Fitas 2’37’’ Infantis: 10.º Constança Ferraz 4’49
BASQUETEBOL MASCULINO
Equipa B - Camp. Nac. 2.ª Divisão EFF Setúbal 0-7 Sporting CP
Seniores - Liga NOS
FUTSAL MASCULINO
Seniores - Camp. Nac. 1.ª Divisão Sporting CP 4-0 GDCAAA Guilhabreu
TIRO À BALA MASCULINO
HÓQUEI EM PATINS MASCULINO
Vitória SC 0-4 Sporting CP
Seniores - Camp. Nacional 1.ª Divisão Sporting CP 4-2 FC Porto
Equipa B - Camp. Portugal
Equipa B - Camp. Nacional 3.ª Divisão CD Paço Arcos B 5-4 Sporting CP
Sporting CP 2-1 GD Fontinhas
Seniores - Liga Placard
Sub-23 - Liga Revelação
Sporting CP 112-71 Vitória SC
Sporting CP 1-0 CD Cova Piedade
Sub-23 - Camp. da Europa -73 kg: João Fernando (1 V / 1 D) -100 kg: Diogo Brites (1 D)
TÉNIS DE MESA MASCULINO
Seniores - Liga Placard Sporting CP 8-1 FC Azeméis
FUTEBOL MASCULINO
JUDO MASCULINO
FEMININO
Seniores - Camp. Nacional Sporting CP 13-0 APAC Tojal
Camp. Reg. Centro Ar Comprimido Pistola 10 m Seniores: 1.º Domingos Rodrigues 567 (10x); 4.º Licínio Santos 559 (11x); 5.º Francisco Silva 558 (12x); 14.º Marco Martins 537 (10x); 18.º Pedro Fonseca 529 (3x); 19.º Pedro Lourenço 526 (4x); 21.º Eduardo Paiva 520 (3x) Carabina 10 m Seniores: 2.º Gonçalo Diogo 609.8; 6.º Nuno Miranda 594.8 Carabina 10 m Juniores: 1.º Elgar Rosário 575.7; 2.º João Camacho 531.6 Pistola 10 m Veteranos: 8.º António Carvalho 518
(4x); 12.º Filipe Faria 483 (4x); 18.º João Almeida 475 (5x); 25.º António Bandeira 356 (1x) Carabina 10 m Veteranos: 1.º Rui Alves 570.5; 2.º António Diogo 565.5
FEMININOS
Camp. Reg. Centro Ar Comprimido Pistola 10 m Seniores: 6.º Cláudia Antunes 488 (8x) Carabina 10 m Seniores: 2.º Sofia Santos 608.3 Pistola 10 m Veteranos: 3.º Carla Gil 518 (9x)
TRIATLO FEMININO
Elite - Taça do Mundo de Valência 15.º Helena Carvalho 58’19’’
VOLEIBOL MASCULINO
Seniores - Camp. Nacional 1.ª Divisão Vitória SC 0-3 Sporting CP Sporting CP 3-0 Clube Kairós Seniores - Taça Challenge TSV Giesen Grizzlys - Sporting CP
AGENDA ANDEBOL SÁBADO, 14 DE NOVEMBRO 11H00 Seniores Vitória FC vs. SPORTING CP 10.ª jorn. Camp. Placard Andebol 1 Pav. Antoine Velge (Setúbal) 17h00 Equipa B CDE Camões vs. Sporting CP 6.ª jorn. Zona 3 Camp. Nac. 2.ª Div. Esc. Sec. Ramada (Lisboa)
ATLETISMO DOMINGO, 15 DE NOVEMBRO 8H30 Formação SPORTING CP Montepio OctaKids III Pista Mun. Prof. Moniz Pereira (Lisboa)
BASQUETEBOL SÁBADO, 14 DE NOVEMBRO 11H00 Seniores FC Barreirense vs. SPORTING CP 7.ª jorn. Liga Placard Pav. Mun. Prof. Luís Carvalho (Barreiro)
FUTEBOL SÁBADO, 14 DE NOVEMBRO 11H00 Seniores Fem. SL Benfica vs. SPORTING CP 7.ª jorn. Liga BPI Estádio da Tapadinha (Lisboa)
DOMINGO, 15 DE NOVEMBRO 11H00 Equipa B Fem. SPORTING CP vs. Seia FC 5.ª jorn. Zona Sul Camp. Nac. 2.ª Div. Campo n.º 5 Academia Sporting
QUARTA-FEIRA, 18 DE NOVEMBRO 20H30 Seniores Fem. CF Benfica vs. SPORTING CP 5.ª jorn. Liga BPI Acad. Jogador (Odivelas)
FUTSAL SÁBADO, 14 DE NOVEMBRO 11H00
Seniores CR Candoso vs. SPORTING CP 8.ª jorn. Liga Placard Pav. Desp. CR Candoso (S. Martinho Candoso, Guimarães)
11H00
Seniores Fem. SPORTING CP vs. ARCD Venda Luísa 4.ª jorn. Zona Sul Camp. Nac. 1.ª Div. Pavilhão João Rocha
QUARTA-FEIRA, 18 DE NOVEMBRO 19H00 Seniores SPORTING CP vs. Viseu 2001 ADSC 9.ª jorn. Liga Placard Pavilhão João Rocha
HÓQUEI EM PATINS DOMINGO, 15 DE NOVEMBRO 11H00
Seniores AJ Viana vs. SPORTING CP 9.ª jorn. Camp. Nacional 1.ª Div. Pav. Mun. José Natário (Viana do Castelo)
11H00
Seniores Fem. UD Vilafranquense vs. SPORTING CP 8.ª jorn. Zona Sul Camp. Nac. Pav. UD Vilafranquense (Vila Franca de Xira)
NATAÇÃO SÁBADO, 14 DE NOVEMBRO 9H30 - 18H30 Juniores e Seniores 19 atletas SPORTING CP Torneio Zonal Sul Piscinas Mun. Leiria
Seniores Fem. SPORTING CP vs. SL Benfica 3.ª jorn. Fase reg. Camp. Nac. Div. Honra (XV) Campo n.º 2 Estádio Univ. (Lisboa)
TÉNIS DE MESA SÁBADO, 14 DE NOVEMBRO 15H00 Seniores SPORTING CP vs. GD Toledos 5.ª jorn. Camp. Nac. 1.ª Div. Multidesportivo Estádio José Alvalade
DOMINGO, 15 DE NOVEMBRO 10H00 Seniores Fem. CTM Mirandela vs. SPORTING CP 4.ª jorn. Camp. Nac. 1.ª Div. Pav. Reginorde (Mirandela)
Seniores Viana VC vs. SPORTING CP 13.ª jorn. Camp. Nacional 1.ª Div. Pav. Mun. Sta. Maria Maior (Viana do Castelo)
DOMINGO, 15 DE NOVEMBRO 9H00 Seniores Fem. SPORTING CP vs. Clube Kairós 11.ª jorn. Camp. Nacional 1.ª Div. Pavilhão João Rocha
11H30 Seniores SPORTING CP vs. Castêlo Maia GC 1.ª jorn. Camp. Nacional 1.ª Div. Pavilhão João Rocha
Equipa B SLU Serpense vs. SPORTING CP 3.ª jorn. Zona sul Camp. Nac. 2.ª Div. Honra Casa do Povo de Serpa
17H00 Equipa B CP Serpa vs. SPORTING CP 2.ª jorn. Zona sul Camp. Nac. 2.ª Div. Honra Casa do Povo de Serpa
15/11 – Domingo
17/11 – Terça-feira
Modalidade: Voleibol Competição: Campeonato Nacional feminino – 11.ª jornada Jogo: Sporting CP vs. Clube K Horário e local: 09h00 – Pavilhão João Rocha Transmissão: Directo e exclusivo
Modalidade: Andebol Competição: EHF European League – Grupo B – 3.ª jornada Jogo: Sporting CP vs. Füchse Berlin Horário e local: 19h45 – Pavilhão João Rocha Transmissão: Directo e exclusivo
Modalidade: Voleibol Competição: Campeonato Nacional – 2.ª jornada Jogo: Sporting CP vs. Castêlo da Maia GC Horário e local: 11h30 – Pavilhão João Rocha Transmissão: Directo e exclusivo
VOLEIBOL SÁBADO, 14 DE NOVEMBRO 11H30
14H00
DOMINGO, 15 DE NOVEMBRO 9H00 - 18H00 Juniores e Seniores 19 atletas SPORTING CP Torneio Zonal Sul Piscinas Mun. Leiria
RÂGUEBI SÁBADO, 14 DE NOVEMBRO 10H00
*Agenda sujeita a alterações após o fecho de edição. Para mais informações consulte a agenda em sporting.pt
18/11 – Quarta-feira Modalidade: Futsal Competição: Liga Placard – 9.ª jornada Jogo: Sporting CP vs. Viseu 2001 Horário e local: 19h00 – Pavilhão João Rocha Transmissão: Directo
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