Boletim de Notícias da Sopro Boletim de
Abril de 2004
Notícias
N.º 12
n.º12
SOPRO
Abril de 2004
Edição provada para uso exclusivo dos sócios
Índice
EDITORIAL
Ano 2003 Aldeia de Chimpaca
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Semana das Missões
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Feira de Artesanato
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Contentor para Moçambique
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Sopas Solidárias
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SOPRO online!
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Pagamentos de Quotas e Bolsas
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Benefícios Fiscais
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Universidade de Verão
6
Ceia de Natal
6
Projecto Missionário
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Campo de TrabalhoTestemunho
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Ano 2004 Nova Direcção da Sopro
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Plano de Actividades
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Projectos de Verão
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Calendário/Actividades
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Comissões da Sopro
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A Solidariedade acontece! Os dicionários definem o que é a solidariedade mais ou menos com estas palavras: “solidariedade: relação de fraternidade, de camaradagem, de recíproco auxílio, que existe entre os diversos membros de uma comunidade e faz com que todos se sintam como uma família». Deixando as definições académicas, podemos dizer que a solidariedade é uma exigência da nossa condição de pessoas. Do ponto de vista físico e biológico, só podemos existir em estreita dependência dos outros. Somos seres em relação. Podemos ver que, actualmente, a solidariedade acontece! Vemos como há pessoas que, com espírito de solidariedade, renunciam, por exemplo, a umas férias superficiais e optam por dedicar o seu tempo livre ao serviço dos mais pobres e humildes. São pessoas que trabalham a cuidar das crianças, sujam as mãos a limpar as habitações, cuidam de idosos… são pessoas voluntárias. Quando há alguma calamidade como, por exemplo, um tremor de terra, - como aconteceu em Moçambique, inundações, incêndios, como aconteceu o ano passado no nosso país - e outras catástrofes da natureza que fazem numerosas vítimas, surge um sentimento de solidariedade. As pessoas unem-se para juntar bens essenciais e dinheiro em benefício das vítimas. O mesmo acontece quando há calamidades causadas pelo homem, como são as guerras. E vemos como a solidariedade faz com que cheguem às vítimas das guerras auxílios de que necessitam. A história de cada dia, que se escreve nos jornais, está cheia de gestos de solidariedade. Podemos, assim, constatar que os outros necessitam de nós. Sê solidário e contribui para a felicidade daqueles que te rodeiam. A Direcção da SOPRO
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ALDEIA DE CHIMPACA A actual aldeia de Chimpaca começou por ser chamada de Regedoria Farneira. Com o passar dos tempos, o facto dos caminhos de ferro terem um depósito de abastecimento de água na região e se usarem esses tanques para encarcerar corpos no tempo de guerra fez com que a região se passasse a denominar de Tanque. O primeiro habitante da região foi o Sr. Domingos Bengala Davunga no dia 13 de Dezembro de 1976. No tempo da Frelimo, este senhor vivia numa casa de aluguer e querendo mudar essa situação pediu ao seu grupo dinamizador para viver nesta região que se enquadrava naquilo que designavam de célula 4. O grupo
nesta mesma região. A ave deste comerciante, Amade Maumede, diz-se que cantava frequentemente emitindo sons como Paaca, Paca, Paaca... e a população ouvindo este cantar começou a relacioná-lo com o proprietário passando a ouvir-
se desde comentários como "vamos
à
l oj a
do
A denominação de aldeia de chimpaca apareceu numa fase posterior devido a uma ave de grande porte de um comerciante que tinha alugado uma loja
Para garantir a sua sobrevivên-
cia as pessoas dedicam-se essencialmente à venda de bolos fritos, peixe seco e car-
pás s ar o
que canta Paaca", "foste à loja do Paca", ... até "estive com o sr. Chimpaca". Desta forma, as palavras que inicialmente eram referidas ao cantar do pássaro transformaram-se para designar o nome da região. A região tem à volta de 3000 m2 e 300 habitantes.
vendo que se tratara de uma zona pantanosa não habitada permitiu que ele o fizesse e desde aí muitos se foram juntando em seu redor caracterizando essa zona na altura como zona fresca.
com matope) toda a casa. Os telhados são feitos de chapa não garantindo que a chuva entre no seu interior daí que no inverno as casas se tornem muito húmidas e frias.
As casas são construídas com pedra, pau-pique e matope porque se trata do material mais acessível na região. Este é um tipo de construção que resiste normalmente dois anos e meio, exigindo, para que tal não aconteça, que todos os anos se matique (cobrir 2
vão e ao trabalho da machamba (horta), existindo várias famílias que não conseguem obter alimentos para uma refeição durante todo dia. Há um poço que é utilizado por
toda a região mas que não tem
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SEMANA DAS MISSÕES— MAIO 2003 COLÓQUIO “Educação para a Justiça e Solidariedade” De 24 a 31 de Maio de 2003 comemorou-se a semana das missões no Colégio La Salle em colaboração com a Sopro. Neste âmbito foi realizado um Colóquio sobre "Educação para a Justiça e Solidariedade", na Biblioteca Municipal de Barcelos (24 de Maio de 2003). Neste estiveram presentes elementos da OIKOS – Cooperação e Desenvolvimento, do Comércio Justo (ALTERNATIVA- Associação para a promoção do Comércio Justo), Pr. José Antunes (Missionários do Verbo Divino) e, claro muitos sócios da Sopro.
Caminhada Solidária, com o lema “Avançamos Juntos por um Mundo Melhor”. No dia 31 de Maio de 2003, Sábado, realizou-se mais uma Caminhada Solidária, desta vez com o lema (Avançamos Juntos por Moçambique, onde participaram mais de 200 pessoas, na sua maioria jovens. Caminhamos pelas aldeias do Concelho de Barcelos, visitando a igreja de Barcelinhos, Gamil, Várzea, Airó, Adães, Stª Eugénia e Barcelos (Senhor da Cruz). Correu tudo bem e caminhamos sempre com muita alegria e boa disposição. O principal objectivo foi a angariação de fundos para a realização Projectos Missionários de solidariedade com os mais pobres.
Descanso e carimbagem dos cartões
Passagem por Adães
Chegada a Barcelos—Fim da Caminhada
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FEIRA DE ARTESANATO DE BARCELOS De 26 de Julho a 4 de Agosto decorreu a Feira de Artesanato de Barcelos, com a participação da Sopro, através de uma Tômbola. A tômbola teve como objectivos: - Angariar fundos monetários (através de rifas); - Divulgar a Sopro e as suas Actividades, Campanhas e Projectos; - Sensibilizar a população para a Justiça e Solidariedade. Agradecemos a todos os Sócios e amigos da Sopro que contribuíram com o seu tempo, boa disposição e boa vontade colaborando na Tômbola da Sopro. Todas as pessoas que queiram disponibilizar-se para colaborar/ajudar nas próximas tômbolas podem contactar a direcção da Sopro, pois toda a ajuda será bem vinda.
CONTENTOR DE MATERIAL ESCOLAR PARA MOÇAMBIQUE—Chimpaca No dia 14 de Junho, carregamos um contentor com material escolar e vestuário para Moçambique, mais concretamente para a aldeia de Chimpaca. Os padrinhos das crianças de Chimpaca tiveram a oportunidade de enviar alguns presentes para os seus afilhados. Agradecemos a participação de todas as pessoas envolvidas neste trabalho.
SOPAS SOLIDÁRIAS Durante o ano de 2003, a Sopro organizou 2 sopas solidárias uma no Colégio La Salle e outra em Tamel S. Veríssimo. Queremos continuar a realizar este tipo de eventos, pois permite dar a conhecer às pessoas o que acontece no nosso mundo e o que podemos fazer para que este seja um pouco mais justo. Se gostavas que na tua freguesia se realizasse uma sopa solidária, contacta-nos! Os objectivos das Sopas Solidárias continua a ser o convite a todas as pessoas a serem solidárias, jantando apenas uma sopa e desembolsando uma quantia superior ao valor da mesma. Pretendemos que sintam um pouco mais o valor e as dificuldades de tantas pessoas, em ter algo para comer. Se quiseres organizar uma sopa solidária na tua freguesia, contacta-nos! Teremos muito gosto em ajudar. 4
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SOPRO online!
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Http://www.sopro.pt.vu
Está on-line o Website da SOPRO. Este pode ser consultado em
www.sopro.pt.vu Pretendemos desenvolver este website com cada vez mais informação, sobretudo útil para os sócios e amigos da sopro. Este website dispõe de informações sobre a nossa ONGD, suas actividades e notícias. Visita-nos e faz-nos uma critica, enviando um e-mail para sopro@bigfoot.com. A construção e actualização do site da sopro está sob a responsabilidade de Miguel Novais (mnovais@sapo.pt).
PAGAMENTOS DE QUOTAS E BOLSAS Informamos todos os sócios e padrinhos que as quotas e bolsas em atraso e as do ano corrente, se encontram em período de pagamento. Assim, quem pretender realizar esta operação por Multibanco basta seguir as instruções: ÷Outras Operações ÷Transferência Interbancária ÷ NIB:0035-200800036050030-39 ÷ Quantia: (Quota = 10 €; Bolsa de Padrinho = 20 €). O seu nome aparecerá nos registos de pagamentos e a quantia será dada como entregue. Tal como o fazemos neste momento, todos os anos será enviado numa das comunicações o recibo dos pagamentos que poderá servir para os descontos do seu IRS.
BENEFÍCIOS FISCAIS No quadro 9 do anexo H do modelo 3 da Declaração de rendimentos IRS, por força da lei nº 16/2001 de 22 de Junho, é possível consignar 0,5% do imposto liquidado para benefício ou de instituições religiosas (artº 32, nº4 da referida lei) ou de instituições particulares de solidariedade social (IPSS) ou de pessoas colectivas de utilidade publica (exemplo da SOPRO) (art. Nº32 nº6 da mesma lei). Se desejarem que 0,5% do vosso imposto de IRS seja revertido a favor da SOPRO - devem assinalar o seguinte número de Contribuinte 503 725 072. Contamos com a vossa colaboração.
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A SOPRO NA UNIVERSIDADE DE VERÃO vimento de “boas práticas” nas ongs. As anteriores Universidades de Verão realizaram-se entre 1997 e 2000, e foram acolhidas por países como a Itália, a França e a Áustria. Agora, em Portugal, o tema pode ser explorado favorecendo, entre outros aspectos, o conhecimento e partilha de diferentes práticas referentes à articulação entre a Educação para o Desenvolvimento e o meio escolar; a visão da escola quer como um conceito em relação com a comunidade envolvente, quer enquanto agente da Educação para o Desenvolvimento; e a analise da relação entre ONGD e Escolas (ou entre Educação Não-Formal e Educação Formal) do ponto de vista institucional e no contexto da Educação para o desenvolvimento.
A Plataforma Portuguesa das ONGD organizou pela 1a vez no nosso pais uma Universidade de Verão. Entre 27 de Outubro e 2 de Novembro de 2003, 120 representantes de ONG da União Europeia, dos países em processo de adesão à União Europeia, e de alguns países do Sul, reuniram-se para debater “O Papel da Educação para o Desenvolvimento nas Escolas”. A SOPRO esteve presente nessa semana enviando como representante a Lurdes Amaral. A Universidade de Verão é um curso de formação com a duração de uma semana onde profissionais dos mais variados contextos discutem e reflectem sobre temas e práticas relacionados com as diferentes formas de intervenção e de articulação entre as ONGs. O objectivo central é proporcionar o desenvol-
RECOLHA E DISTRIBUIÇÃO ALIMENTAR Sob a responsabilidade de Bruno Guimarães, tem-se desenvolvido uma Recolha e Entrega alimentar a famílias carenciadas. Neste momento, existem algumas freguesias do nosso concelho tem beneficiado com este projecto, tais como: Arcozelo, Cristelo, Encourados e Barcelos. Os interessados em conhecer melhor este projecto devem contactar o responsável através do telm. 933328556.
CEIA DE NATAL 2003
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PROJECTO MISSIONÁRIO 2003 biologia) - são pessoas que tomaram conhecimento do projecto pela ligação que mantém com o colégio de La Salle e tem habitualmente uma participação activa em acções de solidariedade, um interesse especial pela realidade dos países em vias de desenvolvimento e um conhecimento aprofundado sobre o funcionamento das ONGs espanholas. A sua formação para este projecto especifico, tal como em anos anteriores, foi assegurada pela Sopro com a realização de encontros onde foram explorados aspectos em torno do Código Deontológico do Voluntário, do que significa ser comunidade num projecto, do processo de inculturação, entre outros aspectos.
O Projecto Missionário do Verão passado da Sopro foi elaborado com o intuito de promover o desenvolvimento do sector pedagógico da escola João XXIII, no Bairro da Manga, cidade da Beira - Moçambique. Na continuidade de projectos anteriores, ao longo de sensivelmente 40 dias, 5 voluntários investiram todos os seus esforços na realização de tarefas educativas sinalizadas como essenciais para esse desenvolvimento: • a monitorização da produção de materiais e instrumentos de baixo custo para uso pedagógico nas aulas de educação física • o acompanhamento e formação de educadores do ensino primário no que respeita à planificação teórico-prática das actividades e diversificação de estratégias de acção
Da avaliação efectuada, tanto os voluntários como a
• a dinamização das aulas de Educação Física no ensino primário por forma a aumentar o gosto e interesse de professores e alunos para a realização desta actividade • a participação e colaboração activa com a escola dentro do “projecto Esbamana” na organização de uma jornada pedagógica para professores de várias escolas da província.
comunidade dos irmãos da Escola João XXIII vêm a participação como bastante positiva. Os primeiros como “enriquecedora e a repetir”, os segundos como “extremamente positiva”, valorizando a máxima ajuda que todos deram nos vários os domínios. De salientar ainda no que respeita à avaliação do projecto, a formação dada aos educadores de Infância porque a préprimária abriu apenas neste ano na escola, não existindo planos educativos nem recursos adequados para
Paralelamente a estes objectivos, dada a formação e experiência de trabalho dos voluntários, foram também prestados serviços de ajuda no centro hospitalar local e de organização logística de selecção e catalogação
esse fim.
Na Sopro estamos muito satisfeitos com mais este contributo efectivo de ajuda aos mais pobres, esta ajuda que se configura de inicio como pequena em termos de tempo e recursos mas que se transforma e se torna grande quando se abrem caminhos em termos de relação humana, aprendizagens e sonhos.
de livros. Os voluntários deste projecto são todos de origem espanhola, - Maria José Resúa (Educadora), Virgínia Alonso Paz (Psicopedagoga), Manuel Garcia (professor de Química), Barbara Paz (enfermeira) e Javier Sanchez (Irmão Lassalista com licenciatura em
Rita Magalhães
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CAMPO DE TRABALHO - VERÃO 2003 Pediram-me que escrevesse algumas palavras sobre um projecto de campo de trabalho, onde estive integrada este verão, o verão de 2003. Mas, para poder falar um pouco sobre a minha experiência e também sobre os resultados que de lá trouxe, devo referir, primeiramente, quem esteve ligado, a quem pertence e de que forma me envolvi nele. De qualquer das maneiras, o que vou falar sobre quem esteve ligado ao projecto é muito pouco, porque, a bem dizer, não tenho muita informação das organizações envolvidas. Em primeiro lugar, o local onde obtive toda a informação, tanto das organizações como do projecto foi o P. E. S. (Ponto Encontro Social). Este espaço encontra-se ainda em fase de estruturação e de desenvolvimento, mas pretende ser um centro de formação, de partilha de experiências, de serviço cristãos e de crescimento. Todas as actividades têm como objectivo final aproximar as pessoas de Deus, de fazê-las saboreá-lo internamente para serem mais felizes.
,
-
cisamente, neste local que eu tive conhecimento da SOPRO. Ao deparar-me com a informação que estava exposta e também depois de contactar os
n.º12 Testemunho Mónica Juzarte Pereira
organizadores, obtive, assim, acesso a toda a informação do projecto que se iria realizar no período de Agosto de 2003. Foi então que, sabendo de todo o projecto e a forma como este estava a ser orientado, passei para a fase de integração como voluntária na construção da dita habitação. Antes de todo o projecto começar, houve um período de preparação e desenvolvimento de acções que estiveram também na base de todo o projecto de campo de trabalho. As acções baseavam-se sobretudo em três grandes pilares: Comunidade, Oração e Serviço. Ora,
foi dentro do espírito de integração na Comunidade em que íamos servir, pela Oração diária e partilha, pela amizade, confiança, disponibilidade com os elementos do grupo e pelo serviço de voluntariado e solidariedade que todo o projecto foi desenvolvido. Durante este período foi-me impossível estar presente, mas todo o trabalho nele desenvolvido tinha como 8
objectivo estimular e desenvolver em cada pessoa um espírito mais aberto e de inter-ajuda, não só com o grupo que iria participar, mas também com a família a quem iríamos ajudar. Contudo, sem qualquer tipo de orientação e de preparação não houve da minha parte qualquer desânimo, pois vontade e motivação nunca faltaram para que eu ingressasse no projecto. Até à data, sentia que um dia havia de participar num projecto com estas características, mas nunca soube como desenvolver nem como procurar em participar. Neste sentido, foi com grande vontade, motivação e espírito de ajuda, existentes logo à partida, que participei no projecto. Sem conhecer o grupo de trabalho, sem ter qualquer experiência de construção civil, ali fui eu encontrar outras experiências e outras riquezas que foram bem maiores e mais gratificantes como a partilha, a confiança, testemunho, experiência de serviço gratuito e voluntariado, entre outros. Assim, posso desde já falar da experiência que trouxe do projecto, pois o que tenho a dizer fez de mim uma outra pessoa, fez-me olhar e acreditar em mim e nos outros de outra forma. Acreditem que
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Continuação do testemunho E assim foi. Os resultados foram para além das minhas expectativas. E sempre que eu regresso ao local e observo que o espírito de ajuda e a vontade de acabar este projecto ainda continua, faz com que eu olhe para dentro de mim e veja que o pedacinho do meu trabalho, do meu esforço e da minha vontade, deu origem a um espaço, a uma casa, e que uma família vai passar a poder viver melhor, com outra alegria e conforto. Se todos nós fizermos um pouquinho que seja em ajudar o próximo, receberemos não o pouquinho que demos, mas um pedaço de riqueza e de paz que daí pode resultar.
extraíram. Estou certa que nenhum deles poderá falar o contrário, pois acredito que o espírito e a convivência foram iguais dentro de cada um de nós. Na verdade, a vontade não acabou, e a motivação é cada vez maior. Sempre que puder e estiver ao meu alcance, serei das primeiras a dizer “também quero lá estar”, “também quero ajudar e participar”. Fomos um grupo de pessoas das mais variadas idades, que se juntaram com as suas vontades e motivações e
colaboraram no projecto. Do grupo faziam parte: a Ana Isabel, a Isabel, o Luís, o Márcio, a Mónica, a Rita, o Sérgio, a Sílvia, a Susana e o Victor. O Sr. José e o Sr. Manuel, duas pessoas contratadas pelo Presidente da Junta de Freguesia, com o seu espírito sempre jovem e aberto, mostraram e ensinaram-nos um pouco da sua experiência profissional. Com eles trabalhámos diariamente e com eles aprendemos muito. Estiveram também presentes outras pessoas que encontraram no seu tempo um pedacinho livre e uma grande vontade em nos apoiar e parti-
Acredito que todos aqueles que viveram e passaram comigo os momentos que passei, também poderão falar um pouco de como foi a sua experiência e dos resultados que de lá
NOVA DIRECÇÃO DA SOPRO (2004) Nos últimos tempos, a direcção da Sopro sofreu algu-
Presidente
António Oliveira
Vice-presidente
mas alterações. Procuramos dar continuidade aos Órgãos Sociais da Sopro que nos últimos anos dirigiram a nossa ONG. Assim,
Ir. Luís Lopez
Tesoureiro
Paulo Félix
Secretária
Patrícia Pereira
procedeu-se a uma renovação dos quadros directivos, dando assim um sinal, quer da vitalidade da Sopro, quer da dis-
1ª Vogal
Miguel Novais
ponibilidade dos sócios para assumir funções directivas na
2ª Vogal
Ana Rita Lopes
3ª Vogal
Rita Magalhães
4ª Vogal
Ir. Pedro Falcão
5ª Vogal
Abílio Costa
Sopro. Desta forma assumimos o nossa responsabilidade em cumprir o plano de actividades.
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PLANO DE ACTIVIDADES 2004 Países em Desenvolvimento Campanha de Padrinhos Projectos de Educação para o Desenvolvimento (Pontes com África, Loja de Comércio Justo – Alternativa, Solidariedade Locais do Norte e Sul) Ajuda de Emergência a um PED. Projecto de Verão 2004 (Chimpaca, Inhambane, Educação e Vida, Zé Doca, Projecto Curso Técnico de Informática)
Educação para a Solidariedade Caminhada Solidária Sopa Solidária Sensibilização em Várias Paróquias Palestra Exposições em Escolas dos Projectos da SOPRO Tômbolas em Festas e Feiras Acompanhamento e dinamização do grupo “SOPROJOVENS” Colaboração na semana das missões do Colégio La Salle
Apoio Local Projectos de Apoio Local (Fornelos / Vila Cova, Galegos S. Martinho, Voluntariado de educação com crianças necessitadas - aos Sábados de manhã) Ceia de Natal Apoio à Campanha de Natal do Colégio La Salle Colaboração com entidades públicas e concelhias (PDIB, IRS...) no apoio a casos de necessidade Estabelecer contactos e criar parcerias com outras ONGs. Banco Alimentar
Outros Angariação de novos sócios Contínua actualização das Bases de Dados da SOPRO Contínua actualização da Página WEB Aquisição de Artigos da SOPRO Envio de Boletins e Comunicações da SOPRO Materiais de divulgação (panfletos, brochuras, etc.) Realizar um vídeo sobre a SOPRO
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PROJECTOS DE VERÃO 2004
Rita Magalhães
Projectos de Cooperação para o Desenvolvimento Os programas e projectos de cooperação para o desenvolvimento destinam-se a providenciar apoio a comunidades e países desfavorecidos em recursos e oportunidades. Inscrevem-se numa perspectiva de longo prazo, de modo a garantir viabilidade e pertinência para as populações e pressupõem sempre o envolvimento activo das populações na construção do seu desenvolvimento auto-sustentado. Nome do Projecto
Projecto Educação e Vida (envio de 4 voluntários)
Projecto Zé Doca (Apoio financeiro para a construção da biblioteca)
Projecto Curso Técnico De Informática (Apoio financeiro) Projecto Inhambane (envio de 4 voluntários)
Projecto Chimpaca (envio de 2 voluntários)
Enquadramento Pretende-se prestar apoio a comunidade educativa de uma escola da região de Ananindeua no estado do Para na zona Norte do Brasil tendo em vista o desenvolvimento da escola e comunidade envolvente uma vez que se trata de uma população bastante empobrecida.
Objectivos Apoiar e colaborar no desenvolvimento do sector pedagógico da escola Desenvolver trabalhos comunitários Educar para a solidariedade
Trata-se de um projecto de construção e organização de uma biblioteca no bairro de Zé doca no estado de Maranhão (Brasil) que perspectiva o desenrolar de actividades que promovem a participação e desenvolvimento económico e social do bairro em questão.
Construir uma biblioteca e um sector de expediente que favoreça o acesso de todos os membros da comunidade escolar e local a um espaço e recursos educativos que permitam suprir as dificuldades e aspirações sentidas pela população em termos de cultura e informação.
Este projecto visa a integração de um curso técnico de Informática no programa de formação profissional desenvolvido pelos educadores lassalistas na Vila Guilhermina em São Paulo –Brasil.
Organizar e Implementar um curso técnico de Informática
Este projecto visa a Recuperação de uma aldeia empobrecida na zona de Inhambane em Moçambique. As actividades a realizar estão ainda a ser analisadas mas as necessidades são varias e urgentes.
O projecto Chimpaca visa Assegurar o desenvolvimento sustentável de uma comunidade moçambicana empobrecida, fomentando a valorização da sua identidade cultural e encorajando a criação de uma rede de relações, laços e trocas estreitas com a comunidade portuguesa nos domínios cultural, social e económico.
Construção de infra-estruturas varias Dinamização de actividades e formação com a comunidade local Efectuar um diagnóstico físico e sociológico da Aldeia de Chimpaca. Uma segunda fase está agendada para o próximo ano, e terá como objectivo organizar, orientar e implementar alguns dos projectos já em estudo Uma segunda fase está agendada para o próximo ano, e terá como objectivo organizar, orientar e implementar alguns dos projectos já em estudo.
CRITÉRIOS ADOPTADOS NA SELECÇÃO DOS PROJECTOS:
1. 2. 3. 4. 5.
Todos os projectos tem como principal área de intervenção a Educação. Embora não vinculados a uma zona fixa entende-se que há projectos que exigem continuidade (Projecto de Chimpaca). Os projectos procuram fomentar a interacção dos voluntários com a comunidade local e promover a participação desta nas actividades realizadas. Existência de condições mínimas de segurança para os participantes. Possibilidade de poder conjugar as nossas ideias com as necessidades que são sinalizadas pelas instituições que estão nos locais de trabalho. 11
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CALENDÁRIO E ACTIVIDADES PARA 2004 Abril
20 a 25
Maio
Junho
22 a 29
• 5 de Junho: Colóquio
• Participação da • Semana das Sopro no enconMissões: tro em Dublin - Acticivades • ———— Escolares do Projecto “Pontes • Preparação dos com Africa” Projectos de - 29 Caminhada Verão • Solidária
———— • Preparação dos projectos de Verão
———— Preparação dos Projectos de Verão ———— Sopa Solidária
Julho
Agosto
Setembro
• Preparação dos • Projectos de • Tõmbolas e Feira Projectos de Verão Verão: Moçamde Artesanato bique e Brasil ———— ———— • Projectos de Verão:Moçambique • Tômbolas e Feira de Artesanato e Brasil
———— • Campos de Tabalho ———— • Sopa Solidária ———— • Tômbolas
———— • Sopa Solidária
COMISSÕES DA SOPRO A Direcção da Sopro encontra-se a funcionar através de comissões. Desta forma, poderemos fazer mais e melhor, pois todos nós (sócios, voluntários e amigos da sopro) poderemos dar um contributo. Por isso, se desejam participar em alguma destas comissões, contactem os responsáveis. Contamos com a tua ajuda! •
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ÁREA DE SENSIBILIZAÇÃO – PUBLICIDADE Responsável: Miguel Novais (telm. 965112738 ou mnovais@sapo.pt) ÁREA DE PROJECTOS E VOLUNTARIADO LOCAL Responsável: Pedro Falcão (telm. 963656417 ou Pedro_falcao@lasalle.es) ÁREA DE FORMAÇÃO E VOLUNTARIADO EM PED Responsável: Rita Magalhães (telm. 933411006 ou ritammagalhaes@clix.pt) ÁREA DE FINANCIAMENTO Responsável: António Oliveira (telm- 933609749 ou antoniopedrosaoliveira@iol.pt)
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Propriedade:
ONGD—SOPRO Solidariedade e Promoção Rua Irmãos de La Salle s/n 4755 - 054 Barcelinhos, BCL Telefone:
351 253 831 249 Fax: 351 253 833 353
Internet: http://sopro.pt.vu Email:
sopro@bigfoot.com Responsável: Miguel Novais Colaboração: Rita Magalhães Ana Rita Lopes Mónica Juzarte Nuno Campos Tiragem: 500 exemplares