

EDIÇÃO 1072 • FEVEREIRO DE 2026 • www.smetal.org.br
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EDIÇÃO 1072 • FEVEREIRO DE 2026 • www.smetal.org.br
Os fios da manipulação atravessam a Câmara e é hora de romper com o poder invisível que ignora os trabalhadores. Movimentos sindicais e sociais protocolam a cassação com a caneta, mas se o Legislativo ignorar o papel, responderemos com a mobilização da nossa categoria
Convocação para Assembleia Geral!
Decisão sobre os rumos do PPR terá votação online entre os dias 25, a partir das 9h, a 27/2 até às 17h, e encontro presencial no dia 27/2 na sede do Sindicado às 18h. Sua participação é muito importante!


A quem a Câmara de Sorocaba serve? A omissão contra o povo é revoltante
É revoltante assistir ao que aconteceu na Câmara Municipal de Sorocaba. Protocolamos um pedido legítimo de Comissão Processante, fundamentado em denúncias gravíssimas de corrupção, no afastamento judicial do prefeito Rodrigo Manga e em um rombo catastrófico de R$700 milhões nas contas públicas. No entanto, a maioria do Legislativo escolheu fechar os olhos.
Ao vetar a investigação, a Câmara não ignorou apenas um documento assinado por lideranças sindicais e sociais; ela ignorou a indignação de cada cidadão e cidadã que vê o patrimônio da nossa cidade ser arruinado. O papel do vereador é fiscalizar. Quando o Legislativo se nega a investigar um governo cercado de escândalos na saúde, educação e superfaturamento de prédios, ele deixa de ser a “Casa do Povo” para se tornar um puxadinho de interesses políticos.
Não podemos aceitar passivamente que uma cidade com o potencial industrial de Sorocaba seja notícia por escândalos policiais enquanto a população sofre com a incerteza e a falta de serviços básicos.
Nossa posição como Sindicato é clara e inegociável: estamos e sempre estaremos na defesa do trabalhador e da trabalhadora”
Quando falamos de um déficit de R$700 milhões, estamos falando de dinheiro que deveria estar nos postos de saúde, na melhoria das escolas e na infraestrutura que garante o emprego da nossa base metalúrgica. Quem paga essa conta é o povo, que enfrenta filas e insegurança enquanto aqueles que deveriam investigar preferem o silêncio cúmplice.
A votação da Comissão Processante serviu, ao menos, para tirar as máscaras. Agora a cidade sabe quem são os vereadores que dizem combater a corrupção no discurso, mas que na prática sustentam o indefensável. Ficou claro quem está ali pelo bem do município e quem está apenas protegendo aliados em troca de favores.
Para nós, do movimento sindical, a luta nunca foi fácil e nada nos foi dado de graça. A mobilização pelo que acreditamos sempre foi nossa maior ferramenta, e é dela que lançaremos mão agora.
Não vamos aceitar que Sorocaba seja tratada como um balcão de negócios. Se a Câmara se recusa a fiscalizar, o povo não se recusará a lutar. A indignação que sentimos hoje é o combustível para a resistência de amanhã.

DIRETORIA EXECUTIVA
de Organização Wagner Aparecido Bueno
Diretor Executivo Francisco Lucrécio Junior Saldanha
Diretor Executivo Marcelo José da Silva (Marcelinho)
Câmara de Sorocaba barra investigação de apontamentos do TCE,
A Câmara Municipal de Sorocaba protagonizou um dos episódios mais graves de sua história recente ao rejeitar a abertura de Comissão Processante para investigar o mandato do prefeito afastado, Rodrigo Manga.
Por maioria, os vereadores optaram por não instaurar a investigação, mesmo diante de denúncias que envolvem possíveis irregularidades na saúde e na educação, além de um rombo de R$700 milhões nas contas públicas, apontado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Não se trata de antecipar o julgamento ou substituir o papel do Judiciário. Trata-se de cumprir o dever constitucional de fiscalizar o Executivo. A Comissão Processante não é condenação, é instrumento de apuração. Ao barrar sua abertura, a maioria do Legislativo envia um sinal preocupante à população: o de que investigar pode ser inconveniente. O presidente do Sindicato, Leandro Soares, autor da denúncia que pedia a
abertura da comissão, destacou que a decisão ignora o momento vivido pela cidade.
“É inadmissível afirmar que não há elementos quando há investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. A Câmara tinha a responsabilidade de permitir que os fatos fossem apurados com transparência”, afirmou.
Sorocaba vive dificuldades concretas: falta de médicos, escassez de medicamentos, problemas na educação e serviços públicos pressionados. Quando há questionamentos sobre a gestão dos recursos públicos, a resposta esperada é transparência. Não blindagem política.
O Sindicato reafirma que seguirá defendendo a apuração rigorosa dos fatos e o respeito ao dinheiro público, que pertence à população trabalhadora. Fiscalizar é dever. Transparência não é favor. E a democracia exige responsabilidade.
Recursos públicos refletem na vida do trabalhador e de sua família
A decisão da Câmara não é um tema distante da rotina nas fábricas. Quando denúncias envolvem recursos destinados à saúde, à educação, ao transporte e às contas públicas, o impacto atinge diretamente a classe trabalhadora. A discussão não se restringe ao campo político: trata-se da qualidade do atendimento no posto de saúde utilizado pela família, da estrutura da escola onde estudam os filhos, do transporte público que garante o deslocamento diário até o trabalho.
Muitos pensam que não recai de forma imediata sobre cada metalúrgico, mas é necessário entender que os
Redação Egle Lima Amanda Lima Monteiro
Projeto Gráfico e Editoração Cássio de Abreu Freire

efeitos alcançam dependentes e toda a população que depende dos serviços públicos e que pagam impostos. Para o Izídio de Brito, vereador metalúrgico, a questão ultrapassa disputas partidárias. “Quando falamos em investigação e transparência, estamos falando de garantir que o dinheiro público seja aplicado corretamente. Quem mais sofre quando faltam recursos na saúde e na educação é o trabalhador e sua família”, afirmou. Transparência e fiscalização não são entraves administrativos, mas instrumentos para assegurar direitos básicos e proteger a população que vive do próprio trabalho.
Sindicato do Metalúrgicos de Sorocaba e Região
Sede Sorocaba: Tel. (15) 3334-5400
Cel. (15) 99714-9534 (WhatsApp) Rua Júlio Hanser, 140 - Sorocaba SP www.smetal.org.br
Atendimento: Segunda a sexta-feira das 8h às 18h


investigação e ignora denúncias graves contra prefeito afastado, mesmo diante TCE, maioria dos vereadores rejeita abertura de Comissão Processante


Movimentos sindicais e sociais estiveram presentes tanto no dia do protocolo do pedido quanto na sessão que votou sua abertura. A mobilização acompanhou os dois momentos, pressionando pela instalação da Comissão Processante e cobrando transparência. As entidades afirmam que, diante da negativa da Câmara, seguirão utilizando instrumentos democráticos de organização e mobilização em defesa dos direitos da população de Sorocaba.

Manga. Saiba quem são os que não querem transparência.




Não estamos falando de julgamento antecipado, mas de responsabilidade institucional. Quando há denúncias graves, investigações em curso e questionamentos sobre recursos públicos, a obrigação da Câmara é permitir a apuração transparente dos fatos. Impedir a investigação não protege a cidade, apenas enfraquece a confiança da população nas instituições.”
Leandro Soares













Instalada em novembro de 2025, após forte pressão popular e em meio à investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de corrupção na Prefeitura de Sorocaba, a CPI da Saúde foi encerrada pela Câmara sem ouvir todas as pessoas investigadas que deveriam. A decisão foi anunciada pelo vereador Cristiano Passos (Republicanos), também relator da CPI, após oitivas realizadas a portas fechadas, sem transmissão pela TV
Câmara e sem a presença da imprensa. A comissão também não aprofundou a apuração junto às unidades citadas nas denúncias, como a UPA do Éden e a UPH da Zona Norte. Para quem depende da saúde pública, o encerramento sem ouvir os investigados reforça a cobrança por mais transparência e responsabilidade com os recursos que são da população trabalhadora.





Isenção do IR beneficia mulheres negras e trabalhadoras
Nas últimas semanas, os nossos dirigentes estiveram presentes nas portas das fábricas dialogando sobre: calendário 2026, dias-ponte e informando sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000. Saiba mais no portal www.smetal.org.br






Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil beneficia principalmente mulheres negras e trabalhadoras domésticas. Ficam isentas 92% das mulheres negras, 88% dos homens negros e 97% das domésticas com carteira assinada. A medida eleva a renda líquida, fortalece o orçamento familiar e ajuda a enfrentar desigualdades sociais e raciais no mundo do trabalho.
Conexão de Oportunidades garante 92 empregos em comunidade de Sorocaba

A ação realizada na comunidade Santa Rosa entrevistou 368 pessoas e resultou na contratação imediata de 92 trabalhadores. A iniciativa foi construída pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, em parceria com a CUFA, Grupo Panna e Somos+ Cidadania, levando seleção presencial, orientação profissional e inclusão para dentro da periferia.
O SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICA E DE MATERIAL ELÉTRICO DE SOROCABA E REGIÃO CONVOCA todos os trabalhadores integrantes da categoria profissional, ASSOCIADOS OU NÃO ao Sindicato, para participarem da ASSEMBLEIA ELETRÔNICA GERAL EXTRAORDINÁRIA, que realizar-se-á no período compreendido entre às 09h00, do dia 25/02/2026 (quarta-feira), até às 17h00, do dia 27/02/2026 (sexta-feira), no sítio eletrônico do Sindicato (www.smetal.org.br), e da ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA em continuidade àAssembleia Eletrônica Geral Extraordinária, que realizar-se-á no dia 27de fevereiro de 2026, às18h00, em primeira convocação e às18h30, em segunda convocação,na sede do Sindicato, localizada na Rua Júlio Hanser, nº 140, Bairro Lageado, Sorocaba/SP., com a seguinte ordem do dia:com a seguinte ordem do dia:
a) Leitura, discussão e aprovação da Ata da Assembleia anterior; b) Ratificação do Sindicato como legítimo negociador;
c) Discussão e deliberação sobre os critérios de negociação de acordos de Participação nos Lucros e Resultados;
d) Discussão e deliberação sobre os critérios e valores da Cota de Custeio Negocial;
e) Discussão e deliberação sobre a autorização coletiva para o desconto da Cota de Custeio Negocial;
f) Outros assuntos de interesse da categoria. Sorocaba, 19 de fevereiro de 2026.
LEANDRO CANDIDO SOARES
Revo irá pagar FGTS e consignados após mobilização dos trabalhadores

Após denúncia de atraso no FGTS e não repasse de consignados, trabalhadores aprovaram aviso de greve em assembleia. A pressão garantiu que a empresa protocolasse no Sindicato um cronograma de pagamento dos débitos. Segundo a direção sindical, o plano começou a ser cumprido, resultado direto da mobilização da categoria.
Após mobilização, ZF apresenta melhorias no restaurante
Denúncias feitas em 2024 sobre a má qualidade da alimentação deram início a um processo de cobrança que durou 475 dias. A mobilização do Sindicato, CSE (Comitê Sindical de Empresa) e dos trabalhadores resultou na reinauguração do restaurante da ZF na Planta 2, com mudanças na estrutura e no contrato da alimentação. A empresa também anunciou ajustes na qualidade e na oferta das refeições.
Metalúrgicos de Sorocaba debatem Campanha Salarial
Dirigentes do Sindicato participaram de reunião da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM) da CUT-SP para organizar a campanha salarial 2026. Foram debatidos eixos da negociação, calendário de mobilização e pautas nacionais como redução da jornada, fim da escala 6x1 e isenção de IR sobre a PPR. As assembleias na base devem começar até abril.
Sindicatos se unem em apoio a vítimas de chuvas em Taubaté
Sindicato e o Banco de Alimentos (BAS) entregaram 2,5 toneladas de mantimentos para as vítimas das chuvas em Taubaté. A ação reforça a “Campanha SOS Taubaté” do Sindmetau, amparando famílias que perderam tudo nos alagamentos que atingem o Vale do Paraíba. Para o Sindicato, a mobilização demonstra que a organização da categoria é, acima de tudo, humanitária.
