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O Batalhão Académico de 1645

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O BATALHÃO ACADÉMICO DE 1846-1847

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Neste volume compendiaram-se os mais relevantes documentos relativos ao Batalhão Académico de 1846-1847, em que duzentos Académicos de Coimbra pegaram em armas contra o despotismo cabralista. O lugar central é ocupado pela reprodução da Notícia histórica desse Batalhão (Coimbra, 1888), da autoria de António dos Santos Pereira Jardim, que participou pessoalmente nas suas duas fases: a primeira, na sequência da Revolta do Minho (Maria da Fonte), em abril de 1846, até ao afastamento de Costa Cabral; e a segunda, após a Emboscada palaciana de 6 de outubro, até ao fim da Guerra da Patuleia (junho de 1847). A Relação dos Voluntários Académicos, com notas biográficas de todos os seus membros, da autoria de António Jardim, é acompanhada de evocações deste Professor da Faculdade de Direito, da narrativa das vicissitudes das campanhas, por António João Fortes (com destaque para a Ação do Alto do Viso, em 1 de maio de 1847), da história do Hino do Batalhão Académico (por Joaquim Martins de Carvalho) e da Batalha de Torres Vedras, em 22 de dezembro de 1846 (por D. António da Costa de Sousa de Macedo). Em anexo, reproduz-se a correspondência trocada pelo então Visconde de Sá da Bandeira, comandante do Exército popular nas províncias do Sul, incluindo vários membros do Batalhão Académico, com os representantes das Potências estrangeiras cuja intervenção haveria de subjugar uma das mais populares revoluções portuguesas: a Revolução da Patuleia.

Ao longo dos séculos, os estudantes da Universidade de Coimbra organizaram-se em Batalhões Académicos, quer para defesa da independência nacional, como foi o caso em 1645, face à ameaça de invasão castelhana, no âmbito da Guerra da Restauração (1641-1668), e em 1808-1811, resistindo às três invasões francesas, no quadro da Guerra Peninsular (1807-1814), quer para a defesa da liberdade dos seus concidadãos contra ameaças de despotismo, como em 1826-1828 e 1830-1834, enfrentando o absolutismo miguelista, e em 1846-1847, reagindo ao cabralismo (Revolta do Minho ou da Maria da Fonte e Revolução da Patuleia). Na sequência da edição de O Corpo Militar Académico de 1808 a 1811 e de O Batalhão Académico de 1846-1847, no presente volume recolhem-se elementos relevantes para o enquadramento histórico do Batalhão Académico de 1645, constituído em resposta a solicitação dirigida por D. João IV ao Reitor da Universidade de Coimbra, D. Manuel de Saldanha, que pessoalmente comandou os 630 estudantes, organizados em 6 companhias e enquadrados por alguns professores, que marcharam para o Alentejo, em defesa da praça de Elvas, ameaçada pelas tropas espanholas. Para além da reprodução do estudo de Augusto Mendes Simões de Castro, Jornada da Universidade de Coimbra a Elvas em 1645 (Elvas, Tipografia Progresso, 1901), reorganizam-se e complementam-se as recolhas de documentos coevos, designadamente correspondência entre D. João IV e D. Manuel de Saldanha e relatos da jornada por participantes nela, feitas por Simões de Castro e prosseguidas por Manuel Lopes de Almeida (1940) e por Lígia Cruz (1982). Reelaboraram-se e atualizaram-se os elementos recolhidos por esta última relativos à organização e composição do Batalhão Académico. Finalmente insere-se uma seleção da vasta produção poética que o evento suscitou, quer de natureza narrativa (poema de Simão Torresão Coelho), quer jocosa (poemas de João Sucarelo Claramonte e de Santos de Sousa).

O BATALHÃO ACADÉMICO DE 1645

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O CORPO MILITAR ACADÉMICO DE 1808 A 1811

O BATALHÃO ACADÉMICO DE 1645

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Recolha de textos, introdução e notas por Mário Araújo Torres

Neste volume reuniram-se as memórias das campanhas do Corpo Militar Académico da Universidade de Coimbra, integrado por largas centenas de estudantes e professores, ao longo das três invasões francesas, escritas por participantes nelas: dois Lentes de Cânones, Fernando José Saraiva Fragoso de Vasconcelos (Manteigas, 1745 Coimbra, 1810), comandante do Corpo Militar de Lentes e Doutores em 1808 e Coronel do Corpo Militar Académico em 1809, que comandou no terreno toda a campanha de 1809, de Coimbra ao Porto e depois na Marcha às Fronteiras da Beira; e José Inácio da Rocha Peniz (Moura, 1759 - Porto, 1811), Furriel do Corpo Militar de Lentes e Doutores em 1808 e Major do Corpo Militar Académico em 1809; o Lente de Metalurgia, José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 1763 - Rio de Janeiro, 1838), Sargento do Corpo Militar de Lentes e Doutores e Major do Corpo Militar Académico em 1808, Tenente-Coronel do mesmo Corpo em 1809 e Coronel e Comandante em 1810-1811; e dois estudantes de Leis, Alexandre Tomás de Morais Sarmento (Baía, 1786 - Lisboa, 1840), 1.º Visconde do Banho, e Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva (Parnaíba / Piauí, 1787 - Rio de Janeiro, 1852), ambos soldados dos Corpos Militares Académicos de 1808 e de 1809. A obra deste último, O Patriotismo Académico, publicada no Rio de Janeiro, em 1812, é agora pela primeira vez editada em Portugal, e contém a mais completa relação dos factos ocorridos ao longo das campanhas, representando a ampliação do seu opúsculo Narração das Marchas e Feitos do Corpo Militar Académico desde 31 de março, em que saiu de Coimbra, até 12 de maio, sua entrada no Porto, publicado em Coimbra em 1809. Reproduzem-se e atualizam-se as listagens da organização e composição dos diferentes Corpos, organizada por Maria Ermelinda de Avelar Soares Fernandes Martins, Coimbra e a Guerra Peninsular, 2 volumes, Coimbra, Tipografia da Atlântida, 1944.


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