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Mambos da Banda | Volume II

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Pedro Bélgio (poeta e dramaturgo)

www.sitiodolivro.pt

Com o apoio de:

mambos da banda volume ii Mário de Jesus José Moniz nasceu em Luanda, no Bairro Rangel, no ano de 1985. Apesar de ser formado em Electrónica e Telecomunicação e Engenharia Informática, gosta de escrever poesia nos seus tempos livres. Em 2018, publicou a sua primeira obra poética intitulada A Deus Agradeço a Minha Poesia; seguindo-se Uma Rosa para Dona Rosa, em 2019; e Uma Nova História, em 2020. Estreou-se, em 2021, na ficção infantil com a publicação da obra As Lições do Menino Zango. Em 2022, editou o livro Mambos da Banda - Volume I e, ainda, o 2.º volume do livro As Lições do Menino Zango e A Estrela do Meu Bairro, também de ficção infantil. Em 2023, publicou Pombinhos do Amor (Poesia) e As Aventuras de Lukuxi, Kakuxi e Kikuxi de cariz infantil.

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mÁrio moniz

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Este livro foi escrito de forma a prender a atenção de todos os leitores e pesquisadores. Mário Moniz apanhou-nos de surpresa ao dar continuidade a esta série de contos, com a subtil forma de escrita onde o tradicional e o moderno se cruzam num abraço perfeito. Em Tambi há um ralhete geral para aqueles que só voltam para apoiar nos óbitos, pois enquanto estamos vivos é que precisamos da verdadeira ajuda, porque aqui vizinho é família. Ele volta a chamar o mais velho Uanhenga Xitu, desde o texto “Bombó molhou” ao “Velha Rosa”. A técnica usada nas narrativas onde durante os diálogos surge o bilinguismo é recorrente e mostra que a passagem de testemunho foi feita de forma exímia. Um detalhado relatório de denúncias, um manual de instruções para a boa convivência em Luanda, um referencial físico e prático para filantropia e bússola para a solidariedade comunitária. Aqui, Mário Moniz partiu o mealheiro da boa convivência social e deixou em cada porta uma moeda mágica, para que não se repitam os erros do passado. Logo no primeiro conto, vemos o que há de normal em Luanda no quesito desabafo, o que seria uma consulta ao terapeuta de casais é transformada numa conversa informal, levando o paciente a revelar-se de todas as formas possíveis e fazendo com que receba a ajuda de que realmente precisa. Há, neste livro, uma gritante denúncia à fuga à paternidade e uma pedra basilar é aqui colocada correctamente numa chamada de atenção à desagregação das famílias; também a questão da mulher viúva ou separada é aqui incluída na preocupação com o futuro das crianças. Mário Moniz coloca-nos em xeque ao obrigar o leitor a reflectir sobre a injustiça dos novos casais, em que o homem se nega a cuidar de crianças da mulher que já vem com filhos de outra relação. Os perigos nas estradas de Luanda são chamados e expostos aqui, desde as pedonais retiradas da Via Expressa ao pula-pula da Robaldina em Viana, onde morrem dezenas de pessoas na busca de água potável. Boa viagem. Deixe-se perder na leitura e no final do livro volte para contar o que encontrou. Mário Moniz tem por mérito e competência as chaves do mundo literário, recebe aqui liberdade para continuar e a proibição de parar.

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