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MENTALIDADE DE ESCRAVO O C a m i nh o da Pr o f e ci a
MENTA L I DA DE DE ES C RAV O
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M ANUE L CR UZ NE TO
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C o m o o p r ó p r i o l i v r o e x p l i c a , e st a o b r a p r e t e nd e a lert ar o leit or para a n ec essid a d e d e a v a l i a r nã o a p e na s a sua f o r m a i nd i v i d ual de pen sar e de ag ir, mas t a m b é m o p e nsa m e nt o so c i a l , c o l e c t i v o , e nã o se c on formar apen as c om o q u e t e r c e i r o s d i z e m , a ssum i nd o i sso c o m o c e r t o e b om, sem q u alq u er q u est ion am e nt o . P e r c e b i , a o l o ng o d a m i nh a e x p e r i ê nc i a p r o fi ssi on al e v iv ên c ia soc ial, q u e e f e c t i v a m e nt e , c o m o a l g ué m j á t e r á d i t o , nó s a c a b amos por n os t ran sformarmos na qui l o que p e nsa m o s que so m o s e c r e m o s que não é possív el esperar n ov os r e sul t a d o s usa nd o a m e sm a f o r m a d e p e nsa r e d e a g ir – pois ac redit o q u e g ran de p a r t e d o s no sso s suc e sso s o u i nsuc e sso s na v i d a depen dem da n ossa forma de p e nsa r , d a f o r m a c o m o v e m o s o m und o e d e c o m o n os v emos in seridos den t ro d e l e , e nã o d e m e r o s a c a so s, d e st i no o u a z a r e s. A c redit o t ambém q u e se n ão e st a m o s sa t i sf e i t o s c o m a qui l o que so m o s h o j e , nã o proc u remos as c au sas lon g e d e nó s. C o m e c e m o s p o r a na l i sa r a no ssa f o r m a d e pen sar, a n ossa men t alidade. C o m o f a z e r i sso é o a ssunt o que o l i v r o p r e t e nd e abordar. A p r i nc i p a l m o t i v a ç ã o p a r a e st a o b r a é p a r t i l h a r c om o leit or t u do o q u e apren d i o u p ud e o b se r v a r a o l o ng o d a m i nh a p r ó p r i a c amin hada, em espec ial da o p o r t uni d a d e e d o p r i v i l é g i o que t i v e e c o nt i nuo a t er, de t roc ar ideias, c on hec e r e x p e c t a t i v a s, t e m o r e s e a nsi e d a d e s, c o m p e ssoas q u e se en c on t rav am e o ut r o s que a i nd a se e nc o nt r a m no s m a i s a l t o s p o st os da direc ç ão polít ic a do m e u P a í s, o que m e l e v o u a a d o p t a r um a no v a p o st u ra peran t e a v ida, de bu sc ar o “ p o r quê d a s c o i sa s” e a nã o m e d e i x a r l e v a r a p en as por aq u ilo q u e os meu s o l h o s m o st r a m e o s m e us o uv i d o s c a p t a m . C o m e ssa no v a p o st ur a , p r e t e nd o l e v a r o l e i t o r a olhar para o t odo, rec on hec e nd o que o “ t o d o ” t e m um a h i st ó r i a que o f und a men t a, q u e a realidade de hoje é , na v e r d a d e , c o nse quê nc i a d e t ud o o que o c o r r e u n o passado, proc u ran do c om i sso e x p l i c a r a r e a l i d a d e so c i a l e e sp i r i t ua l que v i vemos e as formas de a t ran sformar. O c a m i nh o d a p r o f e c i a p r e t e nd e l e v a r o l e i t o r a c ompreen der q u e as profec ias e x i st e m , t a l c o m o , p o r e x e m p l o , “ o so nh o a m e r i c an o” , ou “ a rot a da seda” . A g o st i nh o N e t o p r o f e t i z o u p a r a A ng o l a ( p o r que a profec ia é c omu n ic ada ao l í d e r ) que e l a se r i a “ t r i nc h e i r a fi r m e d a r e v o l uç ã o em Á fric a” , e o seu prog resso e d e se nv o l v i m e nt o só se p o d e m c o nc r e t i z a r na p e rspec t iv a dessa profec ia, q u e é p r e c i so c o m p r e e nd e r e a ssum i r . E , c o m o é j á m e u c o st um e e p r á t i c a , o s a r g um e nt os apresen t ados n est a obra e st ã o e sse nc i a l m e nt e b a se a d o s na s E sc r i t ur a s S a gradas ( a Bíblia c rist ã) , bem c o m o na s e x p e r i ê nc i a s d a m i nh a p r ó p r i a c a m i nhada, c omo referi ac ima. O d i c i o ná r i o d e l í ng ua p o r t ug ue sa sust e nt a a m a i o r i a das defi n iç ões n ela c on t idas.
M A N U E L C R UZ N E TO
Medo I g norân c ia
MANUEL DA CRUZ NETO , cas ad o, nas ceu na ald eia Munh unga Nzam b a d e Baixo, Com una d a Q uizenga, Município d e Cacus o, Pr ovíncia d e Malanje, aos 2 4 d e Junh o d e 1958. Aos 5 anos d e id ad e foi r es id ir com o s eu pai, que er a enfer m eir o, nas ins talações r es id enciais d a Com panh ia d e Manganés d e Angola, nas Minas d o S aia, actual Pr ovíncia d o Kwanza Nor te, tend o aí concluíd o o ens ino pr im ár io. Aos 10 anos d e id ad e ingr es s ou no S em inár io Colégio d e S ão Jos é, na cid ad e d e Malanje, ond e concluiu o 5º ano liceal em 1973, após o qual s e tr ans fer iu par a o então L iceu Ad r iano Mor eir a par a fazer o 1º ano d o cur s o com plem entar (6º ano), entr e 1973 e 1974 , inter r om pid o pelo ad vento d a ind epend ência em 1975. Entr e 1976 e 1984 (quand o r ecom eçou os es tud os acad ém icos ), fr equentou em Cub a um cur s o b ás ico d e Z ootecnia e Nutr ição Anim al, na es cola Jes us Menénd ez, em Havana, tend o tr ab alh ad o, no r egr es s o em 1978, na F áb r ica d e Rações em L uand a e pos ter ior m ente em Malanje, antes d e integr ar o s er viço m ilitar ob r igatór io, entr e finais d e 1979 e 1981. Em 1982 ingr es s ou no Banco Nacional d e Angola, ond e fez car r eir a até 1996, tend o pas s ad o pelas d ir ecções d e Es tud os e Es tatís tica, Ges tão d e Res er vas e Em is s ão e Cr éd ito, nas funções d e ges tão. Entr e 1984 e 1989, fr equentou a F aculd ad e d e Econom ia d a Univer s id ad e Agos tinh o Neto, tend o-s e licenciad o na es pecialid ad e d e Contab ilid ad e e F inanças . Entr e 1996 e 2 008 exer ceu funções d e Vice-Minis tr o d o Com ér cio e, entr e 2 008 e 2 010, as d e Vice-Minis tr o d as F inanças . A par tir d e 2 013 exer ceu as funções d e S ecr etár io-Ger al d o Pr es id ente d a Repúb lica e, entr e 2 016 e 2 017, as d e Minis tr o e Ch efe d a Cas a Civil d o Pr es id ente d a Repúb lica. Entr e 2 017 e 2 02 3, exer ceu funções d e Deputad o d a As s em b leia Nacional, e a par tir d e 2 02 3 exer ce funções d e Juiz Cons elh eir o d o Tr ib unal d e Contas . Ao longo d o s eu per cur s o, es pecialm ente no exer cício d e car gos políticos , s em pr e pr es tou atenção aos as pectos or ganizativos , d es tacand o o que d iz r es peito a atitud es e com por tam entos d os agentes púb licos e d os cid ad ãos em ger al. A for m a d e pens ar e d e agir na ad m inis tr ação púb lica levou a que pas s as s e a d ed icar -s e ao es tud o d os com por tam entos h um anos , o que o levou a pr od uzir a s ua pr im eir a ob r a “Mentalid ad e d e Es cr avo” e, na continuid ad e, a pr es ente.