E é nesse espaço, entre a queda e o silêncio, que começa o verdadeiro reencontro.
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Com uma voz íntima e autêntica, Celeste de Andrade conduz o leitor por temas como amor, perda, identidade, fé e renascimento, mostrando que, mesmo nas fases mais escuras, existe sempre uma centelha capaz de reacender a vida.
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Este não é apenas um livro de poesia. É um caminho. Um espelho. Um abraço silencioso para quem já caiu ... e decidiu levantar-se.
ENTRE CINZAS E LUZ
Entre Cinzas e Luz é uma travessia emocional e espiritual, onde cada poema revela fragmentos de dor, descoberta e transformação.
CELESTE DE ANDRADE
Há momentos na vida em que tudo se desfaz o amor, as certezas, a própria identidade
ENTRE
CINZAS E
LUZ
POESIAS DE UMA ALMA QUE ESCOLHEU RENASCER
Celeste de Andrade é uma autora apaixonada pela escrita, encontrando nas palavras uma forma de expressar emoções, reflexões e experiências que marcam a condição humana. Através da poesia, transforma sentimentos em versos que convidam o leitor a mergulhar em temas como o amor, a fé, a esperança, a saudade e a superação. Natural de Angola e residente em Portugal, construiu o seu percurso entre diferentes culturas e vivências, enriquecendo a sua visão do mundo e da vida. A escrita surgiu como um espaço de encontro consigo mesma e com os outros, dando voz a pensamentos e emoções que ultrapassam fronteiras. Nesta obra, a autora partilha uma coleção de poemas que nasceram da observação da vida, da introspeção e da crença de que cada palavra pode tocar um coração e inspirar uma nova perspetiva.
Das cinzas da dor nasce a luz da alma www.sitiodolivro.pt
CELESTE DE ANDRADE
Este é o seu contributo para celebrar a beleza dos sentimentos e a força transformadora da poesia.
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Celeste de Andrade
ENTRE CINZAS E LUZ
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Poemas de Renascimento da Alma
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FICHA TÉCNICA
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título: Entre Cinzas e Luz – Poemas de Renascimento da Alma autora: Celeste de Andrade edição: edições Vírgula ® (Chancela Sítio do Livro) revisão: Mário Potes grafismo de capa: Ângela Espinha paginação: Alda Teixeira
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1.ª Edição Lisboa, agosto, 2026
isbn: 978-989-9284-19-7 depósito legal: 566610/26
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© Celeste de Andrade
Todos os direitos de propriedade reservados, em conformidade com a legislação vigente. A reprodução, a digitalização ou a divulgação, por qualquer meio, não autorizadas, de partes do conteúdo desta obra ou do seu todo constituem delito penal e estão sujeitas às sanções previstas na Lei.
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Declinação de Responsabilidade: a titularidade plena dos Direitos Autorais desta obra pertence apenas ao(s) seu(s) autor(es), a quem incumbe exclusivamente toda a responsabilidade pelo seu conteúdo substantivo, textual ou gráfico, não podendo ser imputada, a qualquer título, ao Sítio do Livro, a sua autoria parcial ou total. Assim mesmo, quaisquer afirmações, declarações, conjeturas, relatos, eventuais inexatidões, conotações, interpretações, associações ou implicações constantes ou inerentes àquele conteúdo ou dele decorrentes são da exclusiva responsabilidade do(s) seu(s) autor(es).
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Índice
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Dedicatória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Prefácio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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PARTE I Queda e Despertar
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Entre Cinzas e Luz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Padrão do amor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A Traição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Comece. Recomece. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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PARTE II Raízes e Memórias
Ramos de Alecrim na Madrugada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Amor Imenso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Minha Juventude nostálgica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Há Luz à Tua Espera . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O Jardim do seu Sorriso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
29 32 35 39 42
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A vitrine da Vida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ela Eu Quero Para Mim . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Em espírito e em verdade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A Órbita da Alma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O estúpido do meu amor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Eu Aprendi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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Quem tem tias, Tem Tudo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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PARTE III Amor e Intimidade
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O filho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Bailarina do Sim . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Hotel de Sandton City . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Há Riso no teu Caminho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sensualidade Energética . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Doce de Mel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Onde o Risco Vira Amor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O Abraço do Amor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
69 72 75 78 80 83 85 90
PARTE IV Renascimento
O Lugar Onde Mora a Paz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95 Reciprocidade e Ternura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99 Minha Alma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102 Toca-me sempre . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
Renascimento – Depois da última Cinza . . . . . . . . .
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Dedicatória Este livro é dedicado a todas as almas que já caminharam
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por vales de silêncio, dor e recomeço.
Àqueles que já sentiram o coração partir
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e, ainda assim, encontraram coragem para continuar a amar.
Dedico também às mulheres fortes
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que transformam as suas quedas em sabedoria e as suas lágrimas em luz.
Dedico em especial à família,
núcleo forte e primário na sociedade,
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onde aprendi que amar
é entrega com virtudes. E a todos os leitores
que, entre cinzas e tempestades, nunca deixaram morrer a centelha da esperança.
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Prefácio Há momentos na vida em que a alma precisa de falar. Não com a voz que o mundo escuta, mas com aquela
Este livro nasce desse lugar.
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que nasce no silêncio mais profundo do coração.
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Entre quedas, renascimentos, dúvidas e descobertas,
cada poema carrega fragmentos de vida — emoções cruas e reflexões que brotam da experiência humana de amar,
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perder, recomeçar e voltar a acreditar.
A poesia raramente surge na tranquilidade. Ela nasce quando a alma precisa de se reorganizar, quando o coração encontra na palavra um abrigo para continuar
Pr
a caminhar.
Estas páginas falam de amor — mas não apenas do amor romântico.
Falam do amor que cura, do amor que liberta, do amor que nos obriga a olhar para dentro e a percorrer as profundezas da própria alma. 9
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Falam também de luz — aquela que se revela depois de atravessarmos as nossas sombras.
um convite à consciência,
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Cada poema é um convite: à aceitação das próprias fragilidades
e à descoberta de que, mesmo entre as cinzas, existe
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sempre uma centelha capaz de reacender a esperança.
Se estas palavras encontrarem eco dentro de quem as lê, então o propósito desta obra terá sido cumprido.
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Porque a poesia só se completa quando deixa de pertencer ao autor
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e passa a viver dentro do coração de quem a sente.
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w ie PARTE I
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Queda e Despertar
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Entre Cinzas e Luz
existe o silêncio da alma.
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Um silêncio denso,
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Antes de existir o amor,
feito de perguntas
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sem resposta.
Guardei virtudes
em pequenas fotografias, espalhadas por álbuns
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que eu mesma criei e de caminhos
que a vida insiste em fechar.
Foi nesse silêncio, quase tímido, que aprendi a olhar para dentro. 13
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Descobri em mim as cinzas — restos de incêndios antigos, histórias mal resolvidas,
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abraços que nunca chegaram a tempo.
Mas também encontrei algo maior.
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Debaixo das cinzas,
havia uma centelha.
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Pequena,
quase invisível, mas viva.
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Era a luz.
A luz que nasce
quando a alma decide
não permanecer no lugar da dor.
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Ent re Cinza s e Luz
A luz que surge quando o coração aprende
não é perder-se em alguém,
Este livro
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mas encontrar-se primeiro.
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que amar
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não é apenas poesia.
É travessia.
A travessia de uma alma que caiu,
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se levantou
e escolheu transformar as próprias cinzas em luz.
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Padrão do amor Na liberdade da partilha do amor,
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quebrei os padrões da liberdade.
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Sem reconhecer o meu caminho, recebi os seus ramos de jasmim
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e o seu anel de rubim.
Envaideci minha alma.
Quebrei os meus ideais,
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seguindo a caminhada do padrão do amor.
Esgotei a minha benquerença e perdi a afabilidade.
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Ent re Cinza s e Luz
Por um instante, já não era eu —
No dar e receber,
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simplesmente não eu.
o fundamento dos princípios
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secou com os padrões.
ev
Já não era sobre padrões, mas sobre o fogo
que queimava por dentro, e a luz que oscilava
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por não pertencer àquele moinho que corroía a essência
dos verdadeiros padrões do amor.
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A Traição Adiei por décadas o punhal oculto na sombra da perfídia,
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enquanto a minha alma gritava por socorro. Socorro para abraçar a ilusão
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sem ter de atravessar o véu da deslealdade.
Mas não sabia eu
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que os gritos da ilusão nascem, muitas vezes,
apenas para naufragar nas promessas deixadas ao vento.
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A traição não matou o amor;
matou apenas a ilusão de que ele era eterno. Porque quem conhece a sombra da perfídia aprende a reconhecer a luz do verdadeiro amor.
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Ent re Cinza s e Luz
A traição não chegou com gritos, veio em silêncio, disfarçada de verdade. Trazia o rosto da confiança
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e o peso cruel da deslealdade.
Foi uma ferida que o tempo se encarregou de suavizar,
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mas que ensinou o coração a seguir em frente.
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A mente perdeu-se no instante presente e compreendeu que a traição
não precisava de ser atendida,
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nem justificada.
Ela não cabe na verdade de uma alma inocente.
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E foi assim que a honestidade adormeceu entre nuvens claras, deixando que os pedaços reconstruídos da existência
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se erguessem apenas com os restos do passado.
Dos escombros da confiança,
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nasceu a sabedoria.
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Das cinzas da ilusão, ergueu-se a força.
E da dor da traição,
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floresceu a liberdade de voltar a acreditar, não nos outros,
mas primeiro em si mesma.
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Ent re Cinza s e Luz
Comece. Recomece.
Mas não permaneça
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Comece e recomece.
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no mesmo degrau da inconsciência.
Ignorar não é não saber — é fechar os olhos
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quando a alma já implora por luz.
Os astros caminham em silêncio e, sem pedir licença,
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transformam os dias.
Carregam no ventre do céu arco-íris de esperança,
cores que atravessam tempestades para nos lembrar
que a luz nunca desiste de voltar. 21
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