Alberto Bravo
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POESIA Poemas Ocasionais - Lua de Marfim, 2012 Territórios - edições Vírgula, 2016
Dramaturgias sem palco
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O palco é uma geometria convencionada retirada da desordem das cenografias de rua. O cenário é um compromisso falho. Um espaço confinado, condensado e significante em si mesmo, que não se confunde no espaço público, nem tem de considerá-lo sequer, compõe a essência da composição teatral. A personagem não poderá pretender ser a pessoa mas um lote de fantasias acerca dela. Se o fizer, haverá pelo menos abuso de confiança. E no todo ressoam as palavras evidentemente, mas, sobretudo, o seu silêncio nostálgico, a sombra do que foi dito que nos persegue como um eco de texto. Entretanto, os teatros de horror amontoam-se no mundo dos homens sem considerar metáforas ou alegorias. O horror é teatral e o espectador é solicitado pelos maus actores do verismo, alugados ao serão. Todos abertos para salas vazias, palcos na sombra exibem actuações espectrais exactamente ao lado. O autor, embaraçado por algumas Dramaturgias sem Palco, empurrado para o fundo, possivelmente interroga-se, inconclusivo.
OBRAS PUBLICADAS:
PROSA Nébula - Chiado Editora, 2014
Dramaturgias sem palco Alberto Bravo
Ínsula - edições Vírgula, 2015 Tábula - edições Vírgula, 2018