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Correspondência Epistolar do Bispo Português Manuel Nunes Gabriel (1975-1996) Volume 3

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Introdução e Organização

Ana Luísa Silva e Carlos Alberto Alves

CORRESPONDÊNCIA

EPISTOLAR do Bispo Português

Manuel Nunes Gabriel

(1975-1996) Volume

FICHA TÉCNICA

título: Correspondência Epistolar do Bispo Português Manuel

Nunes Gabriel (1975-1996) – Volume 3

introdução e organização: Ana Luísa Silva e Carlos Alberto Alves

edição: edições Ex-Libris ® (Chancela Sítio do Livro)

arranjo de capa: Ângela Espinha paginação: Alda Teixeira

1.ª Edição

Lisboa, maio 2026

isbn: 978-989-9198-50-0

depósito legal: 562919/26

© Ana Luísa Silva, Carlos Alberto Alves

Todos os direitos de propriedade reservados, em conformidade com a legislação vigente. A reprodução, a digitalização ou a divulgação, por qualquer meio, não autorizadas, de partes do conteúdo desta obra ou do seu todo constituem delito penal e estão sujeitas às sanções previstas na Lei.

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publicação e comercialização:

www.sitiodolivro.pt publicar@sitiodolivro.pt (+351) 211 932 500

ÍNDICE

Introdução – Correspondência Missionária: Angola e Portugal nas Cartas de D. Manuel Nunes Gabriel ......... 7 Ana Luísa Silva e Carlos Alberto Alves

Introdução – Correspondência

Missionária: Angola e Portugal

nas Cartas de D. Manuel

Nunes Gabriel

Ana Luísa Silva e Carlos Alberto Alves

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«Para muitos, as sociedades contemporâneas estão a provocar rupturas no campo das heranças e das expectativas, como se de sociedades amnésicas – padecendo, segundo alguns, de uma espécie de mnemotropismo – se tratasse. Serão tais mudanças fruto da maneira como o homem de hoje experiência o tempo, vivendo-o como um simples somatório de momentos com hiatos entre si, e não como um fieri construído, indissocialvelmente, pela recordação e pela esperança? E, como prova desta crise, aponta-se, amiúde, o que se passa no actual empolamento do problema da memória (e do esquecimento).» Fernando Catroga1

Este livro que tem entre mãos foi concluído numa altura marcada pela busca de afetos, de emoções, de compromissos positivos e de esperança em melhores tempos. O objetivo da publicação é tornar acessível 160 epístolas do espólio do bispo português Manuel Nunes Gabriel, nascido em 1912, na Fundada, em Vila de Rei, e falecido em Portalegre, em 1996, ano em que completaria 84 anos.

É claro, portanto, que as epístolas foram escritas entre 1975 e 1996, das quais 52 foram redigidas pelo bispo português Manuel Nunes Gabriel e as 108 epístolas restantes foram endereçadas ao bispo português. Note-se, no entanto, que, das cartas recebidas pelo bispo português, 62 epístolas foram escritas por bispos e sacerdotes, 18 cartas por freiras da congregação de

1 Fernando Catroga, Os passos do homem como restolho do tempo. Memória e fim do fim da História, Coimbra: Edições Almedina, 2016, páginas 27-28.

S. José de Cluny, do Santíssimo Salvador e pelas Clarissas de Malanje e do Cuanza Sul, 29 por leigas e leigos; das cartas enviadas pelo bispo português, 5 foram enviadas para as freiras de vida ativa e de clausura, apenas 1 carta foi endereçada a uma leiga e 14 cartas a leigos, 23 cartas a sacerdotes de várias nacionalidades, 8 enviadas a bispos e 1 carta enviada ao Papa João Paulo II.

No entanto, a correspondência está organizada por ordem cronológica, tal como fizemos nos dois livros já publicados. Neste livro, foram atribuídos 25 títulos ao conjunto de cartas reproduzidas. Não será reproduzida nenhuma fotografia, uma vez que o projeto prevê a edição de um livro com fotografias cedidas pela família do bispo português para esse fim.

Com este livro e com os livros já publicados e os que estão a ser preparados, não pretendemos estudar o pensamento e a ação do bispo português Manuel Nunes Gabriel, mas disponibilizar informação que poderá ser cruzada com outras fontes, sejam elas primárias ou secundárias, manuscritas, publicadas ou não divulgadas, para que seja possível estudar o pensamento e a ação missionária do bispo Manuel Nunes Gabriel durante o período colonial (Estado Novo) e pós-colonial em Angola, primeiro como ex-colónia portuguesa e depois como Estado independente.

Na verdade, foi com este intuito que foi pensado este projeto de investigação que já disponibilizou cerca de 102 cartas, 4 telegramas, 1 homilia e 1 comunicado2. Na realidade, em 1975, ano em que o bispo português Manuel Nunes Gabriel comple-

2 Ana Luísa Silva, Carlos Alberto Alves, Correspondência epistolar entre o bispo português Manuel Nunes Gabriel e o bispo angolano Eduardo André Muaca (19751993), 1ª ed. Lisboa: Ex-Líbris, 2024, 197 páginas; Ana Luísa Silva, Carlos Alberto Alves, Correspondência epistolar entre o bispo português Manuel Nunes Gabriel

tou 63 anos, retornou a Portugal, país de onde partiu como missionário para Angola em 1933, ano em que completou 21 anos. Na década de 80, regressou para Luanda, onde foi capelão no hospital Josina Machel (ex-Maria Pia), retornando a Portugal, com 80 anos, em 30 de abril de 1993, porque o seu estado de saúde, causado pelo paludismo, impedia a sua presença em Luanda, após quase quatro anos como capelão no hospital da capital política angolana. Já em Portalegre, nos meses de setembro/outubro de 1993, teve uma crise de saúde que obrigou à intervenção de especialistas para o seu tratamento. Em 1994, na primeira quinzena de julho, teve de fazer uma operação às cataratas e dois anos depois, em 1996, veio a falecer em Portalegre, no Dia Mundial das Missões, com 83 anos, sendo os seus restos mortais transladados em 2013 para a Sé Catedral da diocese de Malanje, criada em 1957, elevada a arquidiocese em 2011. Assim, as 52 epístolas foram escritas durante o período em que o bispo Manuel Nunes Gabriel residiu em Portalegre, desde 1980 até 1984, 1994 e 1996, e na Fundada, sua terra natal, desde 1975 até 1976, 1978 e 1982. Apenas uma carta, dirigida a D. Giovanni de Andrea, Delegado Apostólico em Angola entre 1975 e 1983, foi escrita em Lisboa. É correto, porém, afirmar que a correspondência reproduzida neste e nos dois livros já publicados é suscetível de várias perspetivas de leitura, dependendo do método de análise adotado, seja ele literário, político, religioso, quer seja numa perspetiva colonial e pós-colonial. Se, por um lado, o catolicismo foi um meio para manter o poder colonial, por outro, os católicos mostraram a sua oposição contra o poder colonial e posicionaram-se em defesa da independência política, sendo muitos deles

e os bispos da Conferência Episcopal de Angola e S. Tome (1975-1996), 1.ª ed. Lisboa: Ex-Libris, 2025, 121 páginas.

alunos do seminário de Luanda, onde o bispo Manuel Nunes

Gabriel foi professor e reitor durante as décadas de 1930 a 1950. Todavia, o que foi escrito nas linhas anteriores pode ser comprovado, por exemplo, com a transcrição de algumas frases da carta, com data de 1 de abril de 1961, que o arcebispo de Luanda, D. Moisés Alves de Pinho, escreveu ao bispo de Nova Lisboa, D. Daniel Gomes Junqueira, quando D. Manuel Nunes

Gabriel era bispo de Malanje:

«Para os africanos, tudo o que não seja protestar contra a prisão de padres nativos e de numerosos leigos detidos pela PIDE3, tudo o que não seja reconhecer-lhes direito à independência, e isso já, sem demora, desagradará.

O elemento europeu, por sua vez, desejará a afirmação sob o ponto de vista governamental, desejará a consagração da política de integração. Não o fazendo, vamos passar por estar incondicionalmente ao lado dos africanos e contra o Governo.»4

A correspondência do espólio do bispo português publicada neste livro e nos outros pode também ser lida tendo em consideração a protomemória, a memória subjetiva ou coletiva, e a metamemória; se a correspondência for lida com recurso à protomemória, dará enfase a socialização, se for lida com base na memória, acentuará a recordação; por último, se lida tendo como foco na metamemória, irá sublinhar as representações de caráter comemorativo. É importante realçar que a protomemó-

3 Polícia Internacional e de Defesa do Estado, criada em 1945, em substituição da PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), nascida em 1933, transformada em 1969 em Direção Geral de Segurança (DGS), sendo extinta em 1974.

4 Arquivo PIDE/DGS, processo 2668/54, SC, SR, Manuel Joaquim Mendes das Neves, pasta 1, NT 2752, folhas 486-488.

ria e a memória são espontâneas e a metamemória realça aquilo que pode ser considerado memória coletiva e histórica.

O livro está dividido em 25 partes, assim distribuídas:

Em “Delegado Apostólico”, estão transcritas 5 cartas escritas pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, 4 cartas escritas entre 1975 a 1983, enviadas a bispos, e 1 carta ao Papa João Paulo II; 10 cartas foram enviadas ao bispo Manuel Nunes Gabriel, 1 carta enviada por D. Giovanni De Andrea, em 1975, 1 carta enviada pelo Cardea Rossi em 1976; 1 carta pelo Cardeal Giuseppe Sensi, em 1981, 2 cartas pelo Cardeal Agnelo Rossi, 1 carta em 1982 e outra carta em 1983; 1 carta de D. Fortunato Baldelli, em 1983; 1 carta de D. Sante Portalupi em 1983; 1 carta de Mons. L. Ghidoni em 1983; 1 carta de D. Salvatore Asta de 1984, e, finalmente, 1 carta da Nunciatura Apostólica de Lisboa de 1984.

Em “Solidariedade e Apoio à Expansão da Rádio Renascença”, estão reproduzidas 3 cartas escritas pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, 1 escrita em 1975 e as outras 2 em 1981, 1 carta foi enviada ao diretor da “Nova Terra”, 1 carta ao diretor do jornal “O Dia” e outra carta ao presidente do Conselho de Gerência da Rádio Renascença; o bispo Manuel Nunes Gabriel recebeu 3 cartas, 1 carta do Conselho de Gerência da Rádio Renascença, de 1980, 1 carta do diretor do Jornal “O Dia”, de 1981, 1 carta do jornal “Vida Social”, de 1984 e, finalmente, 1 carta de 1993 da Liga dos Amigos da Rádio Renascença.

Em “Línguas de Angola”, estão reproduzidas 2 cartas, 1 carta enviada ao bispo Manuel Nunes Gabriel pelo senhor Dinis Amaral, responsável do Instituto de Investigação Científica de Angola (IICA), escrita em 1976, e respetiva resposta escrita em 1976 pelo bispo Manuel Nunes Gabriel. Preview

Em “Tempos de Transformação”, está trasladada 1 carta enviada ao padre Abílio Ribas, escrita em 1978 pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, que recebeu 2 cartas, uma escrita em 1978 e outra escrita em 1984 pelo padre Abílio Ribas.

Em “Assuntos Financeiros, Eclesiásticos e Pessoais”, são copiadas 5 cartas enviadas pelo bispo Manuel Nunes Gabriel ao padre Ismael Baptista, 1 carta escrita em 1975, 2 em 1982, 1 escrita em 1983 e outra carta escrita em 1984; o bispo Manuel Nunes Gabriel recebeu apenas 1 carta escrita em 1982 pelo padre Ismael Baptista.

Em “Lutas Invisíveis”, estão descritas 2 cartas escritas pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, em 1976, 1 carta foi enviada a Irmã Madalena e outra endereçada ao Sr. António Carvalho Simões, que aborda a questão relacionada com as contas da Arquidiocese de Luanda até dezembro de 1975, altura em que a irmã Maria Madalena tomou posse da Tesoureira da Arquidiocese, a pedido do Arcebispo de Luanda, Eduardo André Muaca, temas referidos nos livros publicados em 2024 e em 2025; 3 cartas foram enviadas ao bispo Manuel Nunes Gabriel, sendo 2 cartas escritas pela irmã Madalena, em 1976, e outra carta escrita pelo presidente da Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de Foz de Arouce, Lousã, em resposta ao pedido de informação sobre o paradeiro do senhor António Simões, que tinha sido tesoureiro da Arquidiocese de Luanda.

Em “Fé e Adversidade”, estão catalogadas cartas escritas pelo bispo Manuel Nunes Gabriel. Das 3 cartas, 1 carta escrita em 1980 foi enviada ao padre Quirino Houdijk, 1 escrita em 1983 enviada ao padre Marcel Danner e a carta escrita em 1994 enviada ao padre Anastácio Cahango, que veio a ser bispo auxiliar de Luanda; o bispo Manuel Nunes Gabriel recebeu 8 cartas, 1 escrita em 1980 pelo padre Quirino Houdijk, 2 escritas pelo padre António Van den Hurk, 1 carta de 1980

e outra de 1981; 1 carta foi escrita pelo padre João de Brito Mayamba, em 1981; 1 carta escrita pelo padre Flaviano Petterlini, em 1982; 2 cartas escritas em 1983, 1 carta enviada pelo padre Félix Dechambre e outra pelo padre Pedro Luís Scarpa, que veio a ser bispo auxiliar de Luanda e bispo da diocese de Ndalatando e, finalmente, 1 carta escrita em 1994 pelo padre Juan Luna.

Em “Jubiléu e Missão”, estão reproduzidas 4 cartas escritas pelo bispo Manuel Nunes Gabriel ao padre João Freitas Alves, 1 carta escrita em 1981, outra escrita em 1982 e 2 cartas em 1983; serão dadas a conhecer 7 cartas escritas pelo padre João de Freitas Alves, que foram endereçadas ao bispo Manuel Nunes Gabriel, sendo 1 carta escrita em 1981, 2 cartas em 1982, 4 cartas escritas em 1983 e 1 carta escrita pelo padre Eduardo Videira, com data de 1981. Quem foi o padre João Freitas Alves? Foi nomeado administrador apostólico da diocese de S. Tomé5, em 1980, altura em que foi trabalhar para as missões de S. Tomé e Príncipe, onde já esteve algumas vezes quando foi superior provincial dos Claretianos, tendo participado, em novembro de 1980, na reunião da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé, conhecido também pelo acrónimo CEAST. Até 1984, o padre João Freitas Alves levou a cabo a ação importante trabalho missionário, tendo focado a sua ação na evangelização da família, na formação dos leigos e promoção das

5 Terra natal do padre Horácio Sacramento Neto (1932-2019), vigário-geral da diocese de S. Tomé entre 1975 e 1980. Por razões políticas vai para Portugal, país onde colaborou nas paróquias da Amadora (1980-1988) e de Santa Maria de Belém (1988-2016). Autor de vários livros, com realce para Milongo (Lisboa, Soc. Astória, 1986), que deu origem a série produzida pela Rádio e Televisão de Portugal (RTP) sobre a vida nas roças de cacau na sua terra natal.

vocações masculina e feminina, tendo também organizado os 450 anos da fundação da diocese de S. Tomé. Após a sua morte por acidente de viação, em 7 de janeiro de 1984, em Luanda, onde viajou para participar numa reunião da Conferencia Episcopal de Angola e S. Tomé, foi sepultado no cemitério de S. João da Vargem, em S. Tomé, onde chegou como missionário em setembro de 1980. O padre João Alves foi substituído interinamente pelo padre claretiano Alberto Rosado Fileno até 1985, altura em que o bispo Abílio Ribas, espiritano, tomou posse na diocese no dia 24 de fevereiro daquele ano, tendo sido bispo daquela diocese até 2006.

Em “Igreja em Malanje”, estão reproduzidas 3 cartas escritas pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, sendo 1 carta enviada ao padre Horácio Nogueira, com data de 1981, 1 carta enviada às irmãs Clarissas de Malanje, em 1983, e outra endereçada às irmãs Clarissas do Cuanza Sul, escrita em 1983; 5 cartas recebidas pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, 1 carta escrita em 1981 pelo padre

Horácio Nogueira, 1 carta escrita em 1983 pelas irmãs Clarissas de Malanje e 3 cartas escritas em 1983 pelas irmãs M. del Socorro, Maria Fabiola e das irmãs Clarissas de Malanje.

Em “Igreja em Angola”, registou-se 1 carta enviada pelo bispo Manuel Nunes Gabriel ao Cónego Isaías, em 1981, e 2 cartas remetida pelo Cónego Isaías ao bispo Manuel Nunes Gabriel, 1 escrita em 1981 e outra escrita em 1983.

Em “Portugal, Espanha e Angola”, estão catalogadas 2 cartas enderaçadas pelo bispo Manuel Nunes Gabriel ao padre Francisco Arraibi, 1 carta escrita em 1981 e outra carta escrita em 1982; o padre Francisco Arraibi escreveu ao bispo Manuel Nunes Gabriel 2 escritas em 1982, 1 carta escrita em 1983 e 3 cartas escritas em 1984.

Em “Angola e Congo”, estão transcritas 2 cartas, datadas de 1981 e 1982, enviadas pelo bispo Manuel Nunes Gabriel

ao padre belga Bontinck; 6 cartas foram enviadas pelo padre Bontinck ao bispo Manuel Nunes Gabriel, 1 carta foi escrita em 1981, 2 cartas foram escritas em 1990, 1 carta foi escrita em 1993 e, por fim, 2 cartas foram escritas em 1994.

Em “Fundação D. Moisés Alves de Pinho”, são reproduzidas cartas que foram enviadas pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, 1 carta foi escrita em 1981 e enviada ao senhor Mello Vieira, 2 cartas escritas em 1982, 1 carta enviada ao senhor Pereira Coelho e outra ao senhor João Meira; 4 cartas escritas em 1983, que foram enviadas aos senhores Moreno, Gabriel, Manuel Moreira e João Meira; das 8 cartas recebidas pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, 4 foram escritas em 1981 e foram enviadas aos senhores José Vieira, Rogério Martins, Manuel Moreno e J. Pereira Coelho; 1 carta escrita em 1982 foi enviada ao senhor Raul Pombo, 1 carta escrita em 1983 foi enviada ao senhor Manuel Moreno e, finalmente, 2 cartas escritas em 1984 foram enviadas ao senhor Raul Pombo.

Em “Pastoral e Relações Fraterna”, são reproduzidas: 1 carta, escrita pelo bispo Manuel Nunes Gabriel em 1983, e enviada ao bispo português Serafim de Sousa Ferreira e Silva; 5 cartas expedida pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, entre as quais 3 foram enviadas aos bispos portugueses Alberto Cosme do Amaral e Eurico Dias Nogueira, em 1982, e outra enviada ao bispo Serafim de Sousa Ferreira e Silva, em 1984; 2 cartas foram remetidas pelo bispo Mannuel Nunes Gabriel aos bispos portugueses, na década de 90, 1 carta ao bispo Albino Cleto, em 1992, e outra carta foi endereçada ao bispo Américo do Couto Oliveira, em 1996.

Em “Santo António e Eventos Eclesiásticos”, são descritas 3 cartas, 2 escritas em 1981, 1 carta enviada ao Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, e 2 cartas, 1 carta com data de 1981 e outra de 1996, enviadas ao bispo português D. António

dos Reis Rodrigues; 4 cartas do bispo Manuel Nunes Gabriel, sendo 2 cartas remetidas ao Cardeal-Patriarca de Lisboa, em 1981 e em 1991, e 2 cartas endereçadas ao bispo português D. António dos Reis Rodrigues, em 1981.

Em “Missão Portuguesa em Joanesburgo”, está catalogada 1 carta, data de 1981, enviada pelo padre Manuel de Freitas e respetiva resposta do bispo Manuel Nunes Gabriel.

Em “Festa de Nossa Senhora das Angústias”, são transcritas 2 cartas enviadas ao bispo Manuel Nunes Gabriel pelo padre Júlio Rosa, em 1982, e as respetivas respostas.

Em “Viagens e Projetos”, é reproduzida 1 carta endereçada ao bispo Manuel Nunes Gabriel pelo padre João Lopes, em 1981, e a resposta do bispo.

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Em “A Vida”, não será reproduzida nenhuma carta escrita pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, mas 7 cartas enviadas ao bispo português, sendo 1 carta sem data enviada pelo senhor Joaquim Hilário, 3 cartas escritas em 1982, enviadas pelos senhores Manuel Moreira, Joaquim da Rocha e José Igreja; 1 carta, escrita em 1983, enviada por António Nunes, 2 cartas, de 1991, 1 escrita por (? letra ilegível) e outra escrita pelo senhor Marques Silva, em 1991.

Em “Testemunhos”, estão catalogadas 2 cartas escritas pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, 1 escrita em 1983 e a outra em 1991, enviadas à irmã angolana Benigna Morais, cuja resposta foi escrita em 1983, e à irmã Francesa Dominique, que não respondeu. Estão reproduzidas 12 cartas enviadas por freiras, incluindo a resposta da irmã angolana, escritas entre 1982 e 1994 pelas irmãs Maria de Jésus, S. Fernandes, Cândida, Lúbia Bonfante, Margarida Oliveira, Júlia, Mónica, Chantal, Maria Idoate, Maria Dias que escreveu 2 cartas, 1 em 1993 e outra em 1994.

Em “Diplomacia Discreta”, estão transcritas 2 cartas, ambas escritas em 1982, enviadas ao bispo Manuel Nunes Gabriel pelo senhor Daniel Júlio Chipenda e pelo professor David Joaquim Júlio, este referido no livro publicado em 2024. A resposta do bispo à carta do professor David Júlio não tem data e a carta enviada ao senhor Daniel Chipenda tem a data de 1982.

Em “Exílio e Saudade”, não será reproduzida nenhuma carta escrita pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, mas 4 cartas escritas pela senhora Fernanda Leitão ao bispo em 1982, 1983, 1984 e em 1996, sendo esta carta publicada no Semanário Católico “A Ordem”, após a morte do bispo Manuel Nunes Gabriel, na edição do Semanário Católico, em 5 de dezembro de 1996.

Em “Esperança”, é transcrita 1 carta, escrita em 1984 pela senhora Maria do Carmo e a resposta do bispo Manuel Nunes Gabriel.

Em “Convite e Agradecimento”, não será reproduzida nenhuma carta escrita pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, mas 2 cartas remetidas ao bispo pela Câmara Municipal de Vila de Rei, em 1991.

Por fim, em “Igreja e Restaurações”, não será transcrita nenhuma carta escrita pelo bispo Manuel Nunes Gabriel, mas apenas 3 cartas recebidas que foram escritas em 1995 pelo padre cuja identidade não foi possível desvendar porque a assinatura da carta original não é legível.

Para concluir, a nossa gratidão é estendida aos que direta e indiretamente nos têm ajudado a concretizar este projeto. Agradecemos também os estímulos de encorajamento que temos recebido, assim como as críticas construtivas.

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Delegado Apostólico de Angola Preview

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De D. Manuel Nunes Gabriel a D. Giovanni De Andrea Lisboa, 11 de Dezembro de 19756

Excelência Reverendíssima,

Faço votos sinceros por que se encontre bem de saúde e que tenha desaparecido de vez o paludismo e os outros incómodos.

Regressei ontem de Roma, onde tratei dos assuntos que ali me levaram. Agradeço a V. Excia. Revma. os seus bons serviços na Cúria Romana, que facilitaram a solução de alguns problemas.

Fui recebido pelo Santo Padre, que se mostrou de uma grande amabilidade e profundamente comovido com os problemas de Angola. Ofereceu-me um cálice e o cardeal Villot escreveu-me também uma carta muito amável em nome do Santo Padre. Fui recebido igualmente pelos senhores cardeais Villot e Rossi.

Foi aceite a minha renúncia à Arquidiocese. A notícia deve ser publicada em 7 de Janeiro próximo.

Pediram-me para continuar como Administrador Apostólico de S. Tomé até se decidir o que mais convém para aquela diocese e quanto à Delegação Apostólica a que ficará a pertencer.

Vão escrever a V. Excia. Revma. sobre estes assuntos. Na Propaganda Fide ocupa-se dos assuntos dos antigos territórios portugueses Mons. Ghidoni, que esteve na Nunciatura do Brasil.

6 Cópia de carta original.

Espero ir para a minha terra natal depois de amanhã. Se V. Excia Revma. precisar de me escrever, o endereço é FUNDADA – B.B. – PORTUGAL.

Com a demora dos correios, aproveito já a ocasião para apresentar a V. Excia. Revma. os votos de Santas Festas do Natal e de Ano Novo muito feliz, que Deus ajude Angola a vencer a tragédia em que ela está a debater-se.

Subscrevo-me mtº dedº em Cristo,

20 de Dezembro de 19757

Excelência Reverendíssima,

Agradeço-Lhe pela sua carta cordial do dia 11 passado e, pela minha parte, formulo-Lhe os melhores votos de Bom Natal e Bom Ano. Escrevo-Lhe, por isso, hoje mesmo para Lhe assegurar que o recordei particularmente na oração por ocasião do seu aniversário, um dos poucos que pode passar em Fundada, na sua terra natal, depois dos muitos passados em Angola.

A minha saúde melhora pouco a pouco: espero recuperar-me completamente em breve.

E a nossa vida aqui em Luanda prossegue como habitualmente. Pessoalmente, continuo a ser optimista e a esperar por uma aurora de paz e serenidade. Certamente não é fácil a expectativa, mas esperemos que será muito mais bela a aurora. Imagino que Lhe será difícil adaptar-se ao frio de Fundada, tanto quanto, para mim, é agora difícil adaptar-me ao calor de Luanda, mas o Senhor nos conceda saúde suficiente para O poder servir onde nos coloca.

Renovo os mais cordiais votos de Boas Festas e, unidos na oração, procuraremos passá-las no melhor modo possível.

Creia-me sempre seu devotadíssimo no Senhor, Giovanni De Andrea

7 Carta original, em papel timbrado da Delegação Apostólica de Angola, escrita em italiano.

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