C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
Coimbra Doutora (Coimbra, 1910) Boa Gente (Coimbra, 1911) Palavras sobre a Expressão no Teatro (Lisboa, 1912) Livro de Horas (1908-1911) / (1908-1911) Sentido do Humanismo (Coimbra, 1914) Outro Mundo (Coimbra, 1917) Ana Maria (Coimbra, 1918) Caras e Corações (1912-1920) (Coimbra, 1921) Seara Nova (Lisboa, 1922) Ana, a Kalunga (Lisboa, 1926) O Berço (Lisboa, 1928) Dois Nacionalismos – L’Action Française e o Integralismo Lusitano (Lisboa, 1929) Um Sorriso de Santo António (Lisboa, 1929) A Reconquista das Liberdades (Porto, 1930) Santo António no Teatro Português (Guimarães, 1931) Pedras para o Templo (Porto, 1933) Força e Beleza (Lisboa, 1934) Areias de Portugal (Porto, 1935) A Beira Baixa ao Serviço da Nação (Lisboa, 1935) Aula Régia (Porto, 1937) Pátria Morena (Porto, 1937) Direito e Doutores na Sucessão Filipina (Lisboa, 1938) Mulheres na Conquista e Navegação (Lisboa, 1938) Amar e Servir (Porto, 1940) Painéis Quinhentistas de Santa Cruz da Graciosa: (Lisboa, 1941) Lagoa Escura (Lisboa, 1941) Descobrindo Ilhas Descobertas (Porto, 1942) Insurreição da Carne (Lisboa, 1944) Folhas do Meu Cadastro – Volume I (1911-1925): (Lisboa, 1945) O Príncipe Real (Lisboa, 1945) Dona Luísa de Gusmão, Duquesa e Rainha (Lisboa, 1947) Modos de Ver (Lisboa, 1947) Oferenda (Lisboa, 1950) Heroísmo de Caridade (Guimarães, 1950) Infante D. Duarte de Bragança: (1605-1649) (Lisboa, 1952) Folhas do Meu Cadastro – Volume II: (1926-1952) (Lisboa, 1986) Publicou ainda dezasseis opúsculos com reprodução de dissertações académicas, conferências e separatas de artigos em revistas. Colaborou em diversos jornais e revistas.
Coimbra Doutora foi o título dado por Hipólito Raposo à edição em livro, em 1910, da sua Memória sobre tradições universitárias de Coimbra, com que concorreu e foi premiado nos Jogos Florais Hispano-Portugueses de Salamanca, de 1909, onde descreve as fases principais da história da instituição universitária portuguesa, desde a fundação em Lisboa em 1290 por D. Dinis, passando pelo ambiente do século XV até ao esplendor após a transferência para Coimbra em 1537, o declínio subsequente à entrada dos jesuítas e instalação da Inquisição, ao ressurgimento dos estudos com a reforma pombalina, até ao século XIX e a luta pela modernização e europeização. Não se limitou somente à história institucional, traçando impressivos quadros da vivência quotidiana dos membros da Universidade, suas praxes e costumes. Conclui a obra com transcrições de poesias constantes de manuscritos descobertos, graças ao seu labor investigatório, na Biblioteca Joanina, designadamente sobre a jornada da Academia a Elvas, em 1645, na Guerra da Restauração. Ainda escolar em Coimbra, Hipólito Raposo editou o seu Livro de Horas, cobrindo o período de 1908 a 1911, onde, em pequenos capítulos, evoca monumentos e suas histórias (Mosteiro de Lorvão e Santa Comba), lentes (Avelino Calisto e Paiva Pita), estudantes (Diogo Polónio), a famosa Maria Marrafa (servente de estudantes e distribuidora de sebentas), artistas famosos (Mimi Aguglia), e diversos episódios da sua vivência coimbrã. Com diversos condiscípulos seus (entre eles, Alberto de Monsaraz, Alberto da Veiga Simões, António Sardinha, Luís de Almeida Braga, Luís Cabral de Moncada, Manuel Eugénio Massa, Manuel Paulo Merêa), integrou o grupo, de tendências literárias, designado por Exhoterikos, de cujo órgão – a Treiskaidekopeia – se publicou um único número, reproduzido no presente volume.
www.sitiodolivro.pt
HIPÓLITO RAPOSO COIMBRA DOUTORA [TRADIÇÕES UNIVERSITÁRIAS DE COIMBRA]/LIVRO DE HORAS (1908-1911)
PRINCIPAIS OBRAS PUBLICADAS
HIPÓLITO RAPOSO COIMBRA DOUTORA [TRADIÇÕES UNIVERSITÁRIAS DE COIMBRA]
LIVRO DE HORAS (1908-1911)
Recolha de textos, introdução e notas por
Mário Araújo Torres
José Hipólito Raposo nasceu em S. Vicente da Beira (Castelo Branco), a 13 de fevereiro de 1885. Filho de João Hipólito Raposo e de Maria Adelaide Gama, no seio de uma família de agricultores, profundamente religiosa, ingressou em 1902 no Seminário da Guarda, donde seria expulso em 1904, devido a atitudes de independência e frontalidade, que sempre o caraterizaram. Cursou o ensino secundário no Liceu de Castelo Branco, finalizando-o no Liceu de Coimbra, cidade onde se matriculou na Faculdade de Direito em 1906, formando-se em 1911. Ain da e s t uda n te, dis t in g uiu- s e pe la frequente colaboração na imprensa periódica (crónicas semanais no Diário de Notícias) e publicou os primeiros livros, sobre temas históricos e literários. Terminado o curso, enveredou pelo ensino (Conservatório Nacional e Liceu Passos Manuel) em Lisboa, onde se fixou. Em 1914 foi um dos fundadores do movimento político-cultural Integralismo Lusitano. Teve papel relevante no pronunciamento monárquico de Monsanto, em 1919, tendo sido demitido das funções públicas que exercia e condenado a prisão no Forte de S. Julião da Barra. Cumprida a pena de prisão, exilou-se em Angola (1922-1924), dedicando-se à advocacia. De regresso a Portugal, continuou a exercer a profissão de advogado e publicou diversas obras políticas, literárias e históricas. Reintegrado no cargo de professor do Conservatório (1926), prosseguiu a sua atividade de doutrinador político independente. Em 1940, a publicação da obra Amar e Servir, em cujo prólogo tecia críticas à Salazarquia, provocou de novo a sua demissão das funções públicas e a sua prisão, com subsequente deportação para a Ilha Graciosa. Hipólito Raposo faleceu em Lisboa, a 26 de agosto de 1953, deixando uma vasta obra publicada sobre temas políticos, históricos, literários e artísticos.