C A R L OS A LBE RT O A L V E S
Cânt ico do N atal
POESI A DE M A RI A J O A N A C O U T O
DIHAMBA D Y A K W IJI Y A D Y A M A RI A J O A N A C O U T O Mwinbu
wa Uvalelu

CÂNTICO DO NATAL
POESIA DE MARIA JOANA COUTO
MWIMBU WA UVALELU
DIHAMBA DYA KWIJIYA DYA MARIA JOANA COUTO
(1948-1962)
Título | Dijina dya divulu
Cântico do Natal – Poesia de Maria Joana Couto | Mwimbu wa Uvalelu – Dihamba dya kwijiya dya Maria Joana Couto (1948-1962)
Autor | Mubangedi
Carlos Alberto Alves
Edição gráfica | Mubangeledi wa divulu mo makina
Edições Vírgula® (Chancela Sítio do Livro)
Tradução para kimbundu (falado entre Luanda, Cuanza Norte e Malanje)
Mário Luís Pereira (Kakalunga)
Ilustrações | Kidikisu kya: Magda Aiela
Arranjo de capa | Divunga: Ângela Espinha
Paginação | Ubangelu wa mbandu ya papela ya madivulu: AldaTeixeira
1.ª edição Lisboa, janeiro| Utundisu wadyanga Lisboa, 2026
ISBN: 978-989-9284-10-4
Depósito Legal | Kijila kya dilundilu: 557555/25
© Carlos Alberto Alves
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Oijila yoso yatokala ko mutu yosunguluke, kala kijila kya kindala. Okubangulula kwa divulu didi ni kudifumanesa, mu kifwa kyoso kyoso, se kixikinu, kya jimbandu jya divulu anga divulu dyamuvimba, ukexilu wenyo anga ubiluka kituxi kyafwamena kijila kuditakula kwa mukwa kituxi mwenyo.
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Kilembelu kya ndunda: outokalelu wamuvimba wa divulu didi watokala ngo kwa mubangedi wa divulu didi, mwene ngo wala ni ndunda ya yoso yosoneke mwenyomo, kwila itene kwibana kwa Sítio do Livro mbandu ya divulu anga mu kifwa kyamuvimba.
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CARLOS ALBERTO ALVES
CÂNTICO DO NATAL
POESIA DE MARIA JOANA COUTO
MWIMBU WA UVALELU
DIHAMBA DYA KWIJIYA DYA MARIA JOANA COUTO
(1948-1962)
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À Sãozinha e à Maria Teixeira que gostam do Natal. Kwa Sãozinha ni Maria Teixeira kwila azola ouvalelu.
Em memória de José Carlos Barradas Alves da Cunha (1954-2024) com quem estive no primeiro Natal em Portugal.
Mu ujimbulwilu wa José Carlos Barradas Alves da Cunha (1954-2024) kwila ngakexile ni mwene mu Uvalelu wadyanga mu Ixi ya Putu.

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Índice| Kibatwilu kya maka
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Introdução
Este livro é o resultado de um projeto de investigação independente iniciado em 2018.
É o segundo de uma série de escritos para dar a conhecer algumas mulheres que nasceram em Angola e que, por diversas razões, foram forçadas a viverem e a trabalharem fora do seu país natal, independentemente da sua origem social, ideias políticas, religião, cor da pele, entre outros.
1 Carlos Alberto Alves, Angola como memória viva. 13 escritoras entre Prosa e Poesia, Lisboa: Primeiro capítulo, 2023, 175 páginas. Preview
O primeiro livro deste projeto foi publicado em 20231 e teve como finalidade reunir depoimentos de escritoras naturais de Angola (no século XX) que, por diversos motivos, tiveram que deixar a sua terra natal.
Neste livro serão disponibilizados alguns poemas alusivos ao Natal, escritos entre 1948 e 1962, por Maria Joana Couto, que os publicou em dois jornais da Figueira da Foz, cidade portuguesa do distrito de Coimbra.
Dos 9 poemas referentes ao Natal, 6 poemas foram publicados pelo jornal Notícias da Figueira, no período cronológico entre 1948 e 1962, e 3 poemas foram publicados pelo jornal O Figueirense, no período temporal entre 1950 e 1951.
A pesquisa foi realizada na Biblioteca Municipal do Porto, na Biblioteca Municipal de Coimbra e na Biblioteca da Figueira da Foz, em 2022.
Os poemas respeitantes ao Natal reproduzidos neste livro foram ilustrados pela brasileira Magda Aielo, em setembro de 2022, a quem agradeço a colaboração.
Maria Joana Couto nasceu em Novo Redondo, atual Sumbe, Angola, no dia 9 de agosto de 1909.
Filha de Albertina Isabel da Silva, irmã do soba do Amboim, e de António Couto, português que iniciou a plantação de café no Amboim, em finais do século XIX, tendo sido considerado um dos roceiros mais ricos de Angola2 por ser produtor de oleaginosas, explorador de marinhas de sal, proprietário das Fazendas da Boavista, da Nova Ereira, da Boa Entrada e de uma casa comercial em Porto Amboim.
Maria Joana Couto, no ano em que completou 10 anos de idade, foi enviada pelo pai para Lisboa, cidade onde concluiu a instrução primária e o exame de admissão ao liceu.
Por causa de problemas de saúde, ficou algum tempo sem estudar, seguindo depois para Coimbra, onde foi aluna interna do Colégio Português, onde iniciou a escrita de versos e concluiu o curso de piano.
Depois de alguns anos a viver em Portugal, em 1931, ano em que completou 22 anos de idade, retorna para Angola, e após a morte do pai, ocorrida em 19383, com 29 anos de idade, vem novamente para Portugal, onde manteve contac-
2 Jornal A Província de Angola, 15/08/1934, p. 60.
3 Jornal A Província de Angola, 03/11/1938, p. 2.
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tos com Maria Lamas, conhecida pelo seu ativismo político, que a encorajou a ler e a escrever.
Privou com Ernesto Tomé, poeta figueirense, com José Nunes Figueiredo, professor de Português, em Coimbra, e com Maria José de Figueiredo Assalino, poetisa, que a tratava carinhosamente por Joaninha.
Casada com Paulo Nunes da Silva, com raízes familiares na Figueira da Foz, ela passa a chamar-se Maria Joana Couto Nunes da Silva. Desse casamento nasceu o único filho, José Eduardo Nunes da Silva, conhecido por Zeca.
Durante a década de 50, Maria Joana Couto publicou livros com poesia e um livro em prosa, dedicou-se ao teatro infantil, sendo alguns dos seus trabalhos representados por estudantes; frequentou o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, fundado em 1958, e os seus trabalhos artísticos chegaram a ser expostos coletivamente e individualmente; concorreu ao 1.º Concurso Literário Bienal, promovido em 1951 pelo Departamento Cultural da Associação dos Naturais de Angola, com o poema “Vénus Negra”, assinando “Uma Angolana”4 para a identificar perante o júri do Departamento Cultural da Associação dos Naturais de Angola, constituído pelos escritores Augusto Casimiro, João de Barros, Julião Quintinha e Lília da Fonseca, que atribuíram menção honrosa ao poema “Vénus Negra”.
O livro Estrelas no Deserto (Poemas Africanos), publicado em 1959, dá continuidade ao primeiro livro de poe-
4 Mário de Oliveira, A Formação da Literatura Angolana (18511950), Lisboa: INCM, 1997, pp. 386-387. Preview
sia Braseiro Ardente (Poemas Africanos), editado em 1954, quando Maria Joana Couto completou 45 anos de idade. O livro é dedicado ao pai e à sua mãe: “uma Mãe é sempre uma mãe, seja qual for a sua cor, a sua condição, a sua raça, a sua mentalidade.”5 Portanto, alguns poemas de Maria Joana Couto fazem parte da Antologia de Poesias Angolanas6, que veio a público em 1957.
Maria Joana Couto viveu vários anos na Figueira da Foz, onde foi colaboradora nos jornais locais, publicando poesia e prosa, até 1962, altura em que foi viver para Coimbra.
Com 54 anos de idade, Maria Joana Couto publicou o romance Sol Tropical, considerado pela autora uma lição de vida, dedicado às amigas Ana Maria Picão Tello Barradas, Ana Maria, e ao professor do Liceu de Coimbra, D. João III, José Nunes de Figueiredo.
É desconhecida, até ao momento, a data do seu falecimento, ocorrido em Portugal, país onde desembarcou após ter vivido em Angola, entre 1969 e 1975.
Na sequência da mudança de regime político, tanto em Portugal como em Angola, alguns escritores e escritoras emergiram, ganhando notoriedade, enquanto outras passaram a ter menos visibilidade.
A obra poética de Alda Lara, para citar um exemplo, ganhou visibilidade, como se pode constatar na divulga-
6 Maria da Conceição Nobre, Antologia de Poesias Angolanas, Nova Lisboa: Câmara Municipal, 1957. Preview
5 Maria Joana Couto, Estrelas do Deserto: Poemas Africanos, Coimbra: Coimbra Editora, 1958, p. 11.
ção da sua obra poética, assim como os estudos disponíveis sobre a sua obra7.
Embora, a obra poética de Maria Joana Couto foi referida em algumas publicações8.
No entanto, Maria Joana Couto não consta na publicação Antologia de Poesia Pré-Angolana (1948-1974)9 nem na Antologia de Poesia Angolana. Entre a Lua, o Caos e o Silêncio: a Flor10 .
De destacar o facto de que Maria Joana Couto é referida no livro Autores e Escritores de Angola, 1642-201511; como artista plástica, poetisa, ficcionista e animadora de teatro infantil, no Dicionário de Autores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa12 .
12 Aldónio Gomes e Fernanda Cavacas, Dicionário de Autores de Preview
7 Ana Paula Ribeiro Tavares, Mulheres Africanas em Trânsito: Homenagem a Alda Lara, Vila Nova de Famalicão: Humus, 2023, 501 páginas.
8 Laura Cavalcanti Padilha, Bordejando a margem (escrita feminina, cânone africano e encenação de diferenças), Scripta, Belo Horizonte, v.8, n.º 15, p. 260, 2.º se,. 2004; Marilúcia Mendes Ramos, “Imagem de Angola nas representações do feminino em narrativas angolanas”, in Fábio Mário Silva (Org.), O Feminino nas Literaturas Africanas em Língua Portuguesa, Lisboa: CLEPUL, 2014, pp. 15-21.
9 Pires Laranjeira, Antologia da Poesia Pré- Angolana (1948-1974), Porto: Afrontamento, 1976.
10 Irene Guerra Marques e Carlos Ferreira (Org.), Antologia de Poesia Angolana. Entre a Lua, o Caos e o Silêncio: a Flor, Lisboa: Guerra e Paz, 2021, 704 p.
11 Tomás Lima Coelho, Autores e Escritores de Angola, 1642-201, Lisboa: Perfil Criativo, 2016.
São igualmente mencionados na bibliografia do estudo Notícias da Literatura Angolana13 os livros de poesia e o único romance14 publicado por Maria Joana Couto.
Quando Alda Lara faleceu em 1962, com 32 anos de idade, Maria Joana Couto tinha 53 anos, com livros publicados.
Por conseguinte, Alda Lara concluiu o curso de medicina, manteve contacto com a Casa de Estudantes do Império (CEI), criada durante o Estado Novo na década de 40, enquanto viveu em Portugal.
Para dizer a verdade, a Maria Joana Couto não lhe são conhecidas ligações com a CEI, assim como os seus escritos não constam nas suas publicações, nem participou no 1.º Encontro dos Escritores de Angola que teve lugar em Sá da Bandeira (atual Lubango), decorrendo de 19 a 27 de janeiro de 1963, assim como nenhum dos seus escritos fazem parte da Coleção Imbondeiro, onde constam escritos de Lilia da Fonseca (nascida em Benguela, em 1906, autora da novela “A mulher que amou uma sombra”, em 1941; três anos depois publicou o romance “Panguila”, que expõe a sociedade colonial daquele tempo), Lygia Fagundes Telles e Maria Perpétua Candeias da Silva. Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, Lisboa: Caminho, 1997, p. 255.
13 Francisco Soares, Notícias da Literatura Angolana, Lisboa: INM, 2001, p. 320.
14 Maria Joana Couto, Sol Tropical, Coimbra: Coimbra Editora, 1963. Preview
Com efeito, no Encontro de Escritores de Angola ocorrido em 1963, refletiu-se sobre como definir a cultura e literatura angolana e seus efeitos diante dos condicionalismos raciais.
Deste modo, em 1963 foi publicada pela Imbondeiro, em Sá da Bandeira, a Antologia Poética Angolana, em que apenas reúne a poesia de duas poetisas: Alda Lara e Amélia Veiga.
Pode-se deduzir que Joana Couto não se assumiu angolana, actuando e publicando como poeta portuguesa? Não obstante, em 1968, ano em que Maria Joana Couto completou 59 anos de idade, venceu o prémio do soneto em Nova Lisboa, atual província do Huambo.
Couto: “Oração ao Mar” (1953); Alda Lara: “Mar” (1949)]; a negritude [Alda Lara: “Irmão Negro!” (1957?); Maria Joana Couto: “Vénus Negra” (1950?)]; o Natal e o Ano Novo [Alda Lara: “Natal” (1943) e “Salvé Ano Novo!” (1943); Maria Joana Couto: “Cântico do Natal” (1950) e “Ao Ano Novo” (1950)]. Na década de 50, tinha em preparação um livro sobre a Figueira da Foz (não foi possível saber se chegou a Preview
É claro que Maria Joana Couto concluiu os estudos primários em Lisboa, onde chegou aos 10 anos de idade, e os estudos liceais em Coimbra, ao passo que Alda Lara frequentou a escola primária em Angola e terminou o ensino liceal em Lisboa, onde chegou aos 17 anos de idade.
Como se pode verificar, apesar da diferença de idade, Maria Joana Couto e Alda Lara escreveram poesia e prosa.
Note-se que, na poesia que ambas escreveram, foi possível identificar três temas comuns: o mar [Maria Joana
ser concluído), onde em 1957 o seu poema “Sonho. Ao mar da Figueira”15 teve uma menção honrosa nos jogos florais.
A Agência Geral do Ultramar, cuja finalidade era contribuir para a valorização da presença portuguesa nas ex-colónias africanas, em junho de 1967, escreveu ao diretor da PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) para pedir informação sobre a idoneidade de Maria Joana Couto, viúva na altura, por causa da publicação do livro Cinzas de uma Fogueira Longe, com o qual volta novamente ao tema da negritude com o poema “Dançarina negra”, e aludindo à angústia existencial com o poema “Sem rumo”.
Em resposta, a delegação da PIDE de Coimbra, onde a escritora passou a residir desde o segundo semestre de 1962, informou que “embora não lhe sejam conhecidas atividades políticas, é conhecida como de ideologia política adversa às instituições vigentes, moralmente, nada consta em seu desabono.”16 As pesquisas realizadas, até ao momento, não permitem avançar mais elementos sobre o posicionamento político da escritora.
As pesquisas realizadas, até ao momento, não permitem avançar mais elementos sobre o posicionamento político da escritora.
Dedicou-se também ao ensino da música, ao teatro infantil, sendo alguns dos seus trabalhos representados por estudantes; frequentou o Círculo de Artes Plásticas
15 Jornal O Figueirense, 29/03/1958, p. 2.
16 Torre do Tombo, Arq. PIDE/DGS, SC/SR 1769/67, NT 3592, folha 4. Preview
de Coimbra e os seus trabalhos artísticos chegaram a ser expostos coletivamente e individualmente, como mostra a fotografia que reproduzo neste livro, que foi gentilmente cedida pela Anabela Couto, sobrinha-neta de Maria Joana Couto, no mês de janeiro de 2022, via correio eletrónico, que muito agradeço.
Concluindo, o pai de Alda Lara pertencia à burguesia colonial de Benguela, e o pai de Maria Joana Couto, à burguesia colonial do Cuanza Sul.
“Filha do Ultramar”, como Maria Joana Couto escreveu sobre si mesma, em 195317, deixou-se persuadir pela política lusotropicalista adotada pelo Estado Novo português18.
17 Jornal O Figueirense, Ano 34, n.º 2903, 02/05/1953, p. 2.
18 Cláudia Castelo, “O Modo Português de Estar no Mundo”. O Lusotropicalismo e a Ideologia Colonial Portuguesa (1933-1961), Porto: Afrontamento, 1999.
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Odimatekenu
Odivulu didi dyene ongolela ya kixinde kya kisotelu mu kifwa kya kuditumina mu dye kyamateka mu muvu wa 2018.
Oisoneku iyi isoneku ya kaiyadi yosoneke ni kisukilu kya kwijidisa kwa amoxi a ahetu, akwangola anga, moxi ya ilungisu ndumba, aabangesa kulayela dikanga dya ixi ya, kikale ahetu ana asenguluka, kikale we hanji ahetu ana, akwa kitadi, kala mutu ni kilunji kye kya kukudisa oixi ye, anga we hanji kala mutu ni nzambi ye ku muxima, kala mutu ni kiba kye ku mukutu, mu kaxi ka ima yakamukwa hanji.
Odivulu dyadyanga dyatokala mu kixindi kiki aditundixile mu muvu wa 202319 ni kisukilu kya kubongolola matangelu ma asoneki a akwangola (mu kitangana kya hama jiyadi ya mivu) kwila (mukonda maka mavudile we kya) alungile kuxisa oixi ya.
Mu divulu didi oisoneku yatundu kuwaba yondomoneka mu, isoneku yatokala ku Uvalelu, yosoneke mu kaxaxi ka mivu ya 1948 ni mivu ya 1962, omusoneki mwenyo dijina dye amwixana Maria Joana Couto, mwene anga witundisa mu mikanda iyadi yatokala mu mbonge ya Figueira da Foz,
19 Carlos Alberto Alves, Angola como memória viva. 13 escritoras entre Prosa e Poesia, Lisboa: Primeiro capítulo, 2023, 175 páginas.
mbonge ya putu mu kibatulu kyonene ni dijina dya Coimbra mwenyomo.
Mu kaxi ka vwa ya isoneku iyi yatundu kuwaba yatokala mu Uvalelu, samanu mu dya aitundixile kwa jolonale
Notícias da Figueira, mu kaxi ka mivu ya 1948 ni mivu ya 1962, kitatu kya anga aitundisa mu jolonale ni dijina dya O Figueirense, mu kaxi ka mivu ya 1950 ni mivu ya 1951.
Okisotelu kiki akibangele mu kaxi ka Inzo ya Madivulu ya disengele dya Porto, Inzo ya Madivulu ya disengele dya Coimbra ni Inzo ya Madivulu ya disengele dya Figueira da Foz mu muvu wa 2022. Oisoneku iyi yatundu kuwaba yatokala ku Uvalelu yobangulule mu divulu didi ailembekesa kwa mukwa ixi ya Brasil dijina dye amwixana Magda Aielo, mu mbeji ya katutu mu muvu wa 2022, kyenyeki anga ngimusakidila kyavulu mwene mukonda dya ukalakalu we wenyo wonene. Maria Joana Couto amuvwalela mu disengele dya Novo Redondo, lelu Sumbe, mwa Ngola, mu kizuwa kya 9 ya mbeji ya sepa mu muvu wa 1909. Omanya dijina dye mu mwenyu amwixana Albertina Isabel da Silva, wakexile pange ya soba ya kisengele kya Amboim, opaya wakexile mukwa putu, mu mwenyu odijina dye anga amwixana António Couto, mwenyo anga umateka ni ukuninu wa mabya ma kafe mu Amboim mwenyomo we kya, mu kizumbukilu kya kwinyi ni nake dya hama, mutu wenyo anga amwijiya we hanji kuma mutu wakexile mu kaxaxi ka akwa kitadi mu ixi ya Ngola20 mukonda wakexile
20 Jornal A Província de Angola, 15/08/1934, p. 60.
we hanji omubangedi wa idima ya jimbutu jya kutundisa maji, anga uditakula we hanji mu ufunu wa kubangulula menya ma kalunga ka menya mu kifwa kya mongwa, mwene anga ukala we hanji omwadi wa idima ni dijina dya Boavista ni idima ya Nova Ereira ni Boa Entrada ni inzo ya kusumbila ni kusumbisa mu disengele dya Porto Amboim mwenyomo we kya.
Kyoso kyazubu kubanga dikwinyi dya mivu, otata ya Maria Joana Couto anga umutumisa ku putu mu disengele dya Lisboa, mu mbonge iyi anga uzuba kudilonga odimatekenu dya xikola, kenyeki anga ubita dingi mu izame anga amubana okixikanu kya kubokona mu liceu mwenyomo we kya. Mukonda wakexile ni maka ma kudisanzela, waxala se kuya ku xikola itangana yakalelaku, anga kyoso kyabiti oitangana yenyeye anga ubokona mu disengele dya Coimbra mu Dilongelu ni dijina dya Colégio Português, kwenyoko anga umateka ni isoneku yabeta kuwaba, anga udilongesa we mu ufunu wa kuxikila omadimba we kya. Mu ixi ya putu mwene walayele mivu mwenyomo anga, mu muvu wa 1931, omuvu wa kubangela 22 a mivu, uvutuka mwa Ngola anga, kyoso kyafu paya mu muvu wa 193821, ni 29 ya mivu, wiza dingi ku putu, anga udibana ni mutu dijina dye amwixana Maria Lamas, amwijiya mukonda dya ubangelu we mu kudikisa jinjila jya ukudilu wa ixi ya kwenyoko, ukexilu wenyo wene wamuswinisa kutanga ni kusoneka we kya.
21 Jornal A Província de Angola, 03/11/1938, p. 2. Preview
Wadibanene we hanji ni mutu dijina dye amwixana Ernesto Tomé, musoneki wa isoneku yabeta kuwaba we, watokala mu disengele dya Figueira da Foz, mulongixi wa dizwi dya putu mu mbonge ya Coimbra ni muhatu wakamukwa hanji dijina dye amwixana Maria José de Figueiredo Assalino, musoneki wa isoneku yabeta kuwaba we, mutu yu wakexile kumwixana mu dijina dya Joaninha.
Anga usokana ni mutu dijina dye amwixana Paulo Nunes da Silva, ni mazoma ya miji mu disengele dya Figueira da Foz ukexilu wenyo wene umubangesa kukala ni dijina dya Maria Joana Couto Nunes da Silva. Oukaza wenyo wamutundisa mona umoxi ngo ni dijina dya José Eduardo Nunes da Silva, amwijiya mu dijina dya Zeca.
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Munzungule wa mivu wa 50, Maria Joana Couto anga utundisa madivulu ma isoneku yabeta kuwaba ni divulu dyakamukwa hanji mu kifwa kya kusoneka ni ukambelu wa mimbu anga ukalakala we hanji mu kyatokala kwa kizangetela kya kutonekena ni twana twofele, sayi we hanji maukalakalu me molondekese kwa akwaxikola; anga wiza jinge we mu Círculo de Artes Plásticas de Coimbra wotungise mu muvu wa 1958, omaukalakalu me anga makexile kumadikisa we hanji mu kifwa kya kisangela ni mu kifwa kya ubeka; anga udisangela mu 1.º Concurso Literário Bienal, wobandese mu muvu wa 1951 ku mbandu ya Departamento Cultural da Associação dos Naturais de Angola, ni kisoneku kyabeta kuwaba“Vénus Negra”, ni ndimbu ixi “Uma Angolana”22
22 Mário de Oliveira, A Formação da Literatura Angolana (18511950), Lisboa: INCM, 1997, pp. 386-387.
ni amumone kwa ya asola yo wejiya mu kaxi ka yo kejiya mu Departamento Cultural da Associação dos Naturais de Angola, wobange kwa asoneki Augusto Casimiro, João de Barros, Julião Quintinha ni Lília da Fonseca, enya anga amubana kitangelu kyaximana.
Odivulu Estrelas do Deserto (isoneku yabeta kuwaba yatokala akwa Afidika) dyotundise mu muvu wa 1959, dibangamanesa odivulu dyadyangele kya mu kifwa kya isoneku yabeta kuwaba ni dijina dya Braseiro Ardente (isoneku yabeta kuwaba) dyotundise mu muvu wa 1954, muvu kwila Maria wakexile kya ni 45 ya mivu yamuvimba. Odivulu didi mwene wadikanesa kwa tata ni mama anga usoneka we hanji kala kiki: ‘omama mutu una ukala jinga mu kifwa kya mama, kibange kima mbe ukala ni kiba kyengi, mbe wala mu ukexilu ki kyadifwangana ni ukexilu wa atu engi, kikale we hanji mbe ukala ni kilunji kyengi’23. Mukonda dya kiki pe, sayi hanji isoneku ina yabeta kuwaba yosoneke kwa Maria Joana Couto yatokala ku isoneku yabeta kuwaba yobongolole mu divulu ni dijina dya Antologia de Poesias Angolanas24 , dyala kya ku mbanji ya atu tunde mu muvu wa 1957. O Maria Joana Couto anga ulayela mu disengele dya Figueira da Foz mivu yavulu, mwenyomo anga ukalakala we mu itenda ya kubangela jijolonale, anga utundisa we hanji isoneku yabeta kuwaba ni isoneku yakambe mwimbu ndu mu muvu wa 1962, omuvu
24 Maria da Conceição Nobre, Antologia de Poesias Angolanas, Nova Lisboa: Câmara Municipal, 1957. Preview
23 Maria Joana Couto, Estrelas do Deserto: Poemas Africanos, Coimbra: Coimbra Editora, 1958, p. 11.
yu anga uya kwengi, mu mbonge ya Coimbra anga utungila mwenyomo. Ni 54 ya mivu kya, Maria Joana Couto anga utundisa odivulu dya kutangela mambu ma kukemba ni dijina dya Sol Tropical, kwila mwene wixi odivulu didi dyala ni kifwa kya dilongesu dya mwenyu, divulu dyolumbile kwa makamba me omajina ma menyama: Ana Maria Picão Tello Barradas, Ana Maria, ni mulongixi wa Liceu de Coimbra, D.
João III dijina dye amwixana José Nunes de Figueiredo.
Okizuwa kya kufwa kwe ki mutu wakijiya, ndu mwene mu kizuwa kya lelu, wafile ku putu, kwebi kwatulukile mu kutundila mwa Ngola mwebi watungile mu kaxaxi ka muvu wa 1969 ni muvu wa 1975.
Mu wendelelu wa ubilukilu wa utuminu ku ixi ya putu ni ku ixi ya Ngola, sayi asoneki a mala ni asoneki a ahetu amonekena, kyenyeki anga afumana, aba asoneki akamukwa alembwa kukala mu kitala kyene kimoxi.
Omadivulu mabeta kuwaba matokala kwa musoneki wa muhatu dijina dye amwixana Alda Lara, ngamubanga ngo kifikilu kimoxi, mabixila bu maku ma ndumba ya atu, kala mutu woso woso utena kumamwena kuma amatundisa kyavulu mwene, kala we hanji omalongesu matokala madivulu menyama.
Sumbala kiki pe, omadivulu ma musoneki ni dijina dya Maria Joana Couto anga amatangela mu madivulu makamukwa we25.
25 Laura Cavalcanti Padilha, Bordejando a margem (escrita feminina, cânone africano e encenação de diferenças), Scripta, Belo Horizonte, v.8, n.º 15, p. 260, 2.º se,. 2004; Marilúcia Mendes Ramos, “Imagem de Preview
Akiki, o Maria Joana Couto alembwa kumutela mu divulu ni kifwa kya Antologia de Poesia Pré-Angolana (1948-1974)26 ne mwene ngo mu dibongolwelu dya asoneki dyakamukwa ni dijina dya Antologia de Poesia Angolana.
Entre a Lua, o Caos e o Silêncio: a Flor27 .
Kyakutundisa okwila kuma Maria Joana Couto amutele mu divulu dya kubongolola asoneki ni dijina dya Autores e Escritores de Angola, 1642-201528; mu kifwa kya mubangedi wa itekelu, musoneki wa isoneku yabeta kuwaba, musoneki wa mambu matokala ku jihaba ni ukalakalu wa muswinixi mu dizangetelu dya kutonokena ni anandenge mu Dicionário de Autores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa29 .
Amatangela we hanji mu kibongolokelu kya madivulu ma kudilongesa ni dijina dya Notícias da Literatura Angolana30 Angola nas representações do feminino em narrativas angolanas”, in Fábio Mário Silva (Org.), O Feminino nas Literaturas Africanas em Língua Portuguesa, Lisboa: CLEPUL, 2014, pp. 15-21.
26 Pires Laranjeira, Antologia da Poesia Pré- Angolana (1948-1974), Porto: Afrontamento, 1976.
27 Irene Guerra Marques e Carlos Ferreira (Org.), Antologia de Poesia Angolana. Entre a Lua, o Caos e o Silêncio: a Flor, Lisboa: Guerra e Paz, 2021, 704 p.
28 Tomás Lima Coelho, Autores e Escritores de Angola, 1642-201, Lisboa: Perfil Criativo, 2016.
29 Aldónio Gomes e Fernanda Cavacas, Dicionário de Autores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, Lisboa: Caminho, 1997, p. 255.
30 Francisco Soares, Notícias da Literatura Angolana, Lisboa: INM, 2001, p. 320. Preview
omadivulu mabeta kuwaba ni divulu dya kutangela mambu ma kukemba dyotundise kwa Maria Joana Couto.
Kyoso kyafu Alda Lara mu muvu wa 1962 ni 32 a mivu, omusoneki Maria Joana Couto wakexile ni 53 a mivu anga omadivulu me wamatundixile we kya
Mbebu, Alda Lara anga uzumbuka okudilonga oufunu wa kusanzesa atu ala ni mauhaxi, anga ukala we hanji mu kudibana ni Casa de Estudantes do Império (CEI), wobangele munzungule wa Estado Novo munzungule wa mivu ya 1940, kyoso kyakexile hanji ku putu kwenyoko.
Mu kutangela kidi, omusoneki Maria Joana Couto ki mutu wejiya se wakexile kudibana ni CEI, ne mwene ngo oisoneku ye ki aitundixile mu kaxi ka madivulu amatundixile mu CEI mwenyomo, mwene anga ulembwa we hanji mu kukala mu disangelu dyadyanga mu disengele dya Sá da Bandeira (lelu ni dijina dya Lubango), tunde mu kizuwa kya 19 ndu mu kizuwa kya 27 kya mbeji yadyanga ya muvu wa 1963, kala we hanji ne mwene ngo kisoneku kimoxi kyalembwa kubokona kisangelu kya mbondo mu putu exi Colecção Imbondeiro kwebi kwadisangela oisoneku ya musoneki odijina dye amwixana Lilia da Fonseca (amuvwalela mu disengele dya Benguela, mu muvu wa 1906, mubangedi wa haba “omuhatu kwila wazolele kilembeketa”, mu muvu wa 1941; Mivu itatu yabitile kya anga utundisa divulu ditangela mambu ma kukemba ni dijina dya ‘’Panguila’’, dilondekesa okisangela kya utuminu wa kaputu mu kitangana kyenyeki), Lygia Fagundes Telles e Maria Perpétua Candeias da Silva.
Mu kifwa kyenyeki pe, mu kisangela kya Asoneki a Ngola mu putu exi Escritores de Angola yabitile mu Preview
muvu wa 1963, atu akexile kwenyoko anga abanzela kyebi kyajimbulula okudimina ni kusonekena kwa Ngola ni yoso itenena kwitundisa tunde kwenyoko ku polo ya maukexilu matokala ku mbutu.
Mu kifwa kiki pe, mu muvu wa 1963 oditundixilu dya madivulu dijina dye Imbondeiro anga ditundisa, mu disengele dya Sá da Bandeira odibongolwelu dya asoneki abeta kuwaba atokala mwa Ngola mu putu exi Antologia Poética Angolana, kwenyoko anga abongolola we hanji oasoneki aiyadi a ahetu omajina ma: Alda Lara ni Amélia
Veiga. Manyi omusoneki dijina dye Joana Couto walembwa kudimonekesa mu kifwa kya musoneki wa Ngola mu kuditundisa kuma musoneki wa ixi ya putu? Sumbala kiki pe, mu muvu wa 1968, muvu wa 59 wa mivu ye, anga ulungila musendu wa isoneku yabeta kuwaba mu disengele dya Nova
Lisboa, lelu ni dijina dya disengele dya Huambo mu ixi ya Ngola we kya. Kyakidi mwene kwila Maria Joana Couto wazubile odilongesu dyadyangele mu putu mu disengele dya
Lisboa, kwebi kwatudile ni dikwinyi dya mivu anga ukudisa okudilongesa kwe mu liceu mu mbonge ya Coimbra, mu kifwa kyakamukwa Alda Lara anga udilongesa mu xikola yadyanga mu ixi ya Ngola anga uzumbuka okudilongela kwe kwa kaxaxi mu ixi ya putu mu disengele dya Lisboa mwebi watulukile ni 17 ya mivu mwenyomo.
Kala mutu utena we hanji kwimona, sumbala oasoneki enya ki kyadisokela mu mivu ya, Maria Joana Couto ni Alda Lara asonekene isoneku yabeta kuwaba ni kusoneka kwakambe mwimbu we hanji. Preview
Tumone we hanji kwila, mu kisoneku kya, twatenena kumona omatekelu ma dyambu madisokela: okalunga ka menya (Maria Joana Couto: “okusambela kwa kalunga” (1953); Alda Lara: “Mar” (1949)]; okifwa kya ambundu [Alda Lara: “Opange ya Mbundu!” (1957?); Maria Joana Couto: “Vénus Negra” (1950?)]; Ouvaleu ni Muvu wa Wobe [Alda Lara: “Ouvalelu” (1943) e “Salvé Muvu wa Wobe!” (1943); Maria Joana Couto: “Mwimbu wa Uvalelu” (1950) e “Kwa Muvu wa Wobe” (1950)]. Mu mivu ya 1950 uyudikila divulu dyatokala ku Figueira da Foz (kikakijiya mbe dyazubile kudibangela) kwebi mu muvu wa 1957 odihamba dye ni dijina “Nzoji kwa Kalunga ka menya ka Figueira”31 dyatambula kijingu mukonda dyawabele kuditangela mu yela ya itulu mwenyomo.
Odikombwelu dya Yoso Yatokala ku Mbandu Yengi ya Kalunga ka Menya mu putu adixanena Agência Geral do Ultramar, kwila okisukilu kye kyakexile kusangela pala kuswidila oukalelu wa utuminu wa kaputu mu jixi jya Afidika jyakexile moxi ya utuminu wa kaputu, mu mbeji ya kanake ya muvu wa 1967, yene yasonekene omutumini wa PIDE (Pindu Ikala we mu ixi ya dikanga mu kulangela o Ixi ya Putu) mu kukala mubingila matangelu matokala mu jindunge jya Maria Joana Couto, mu kitangana kyenyeki wakexile kya mu ukexilu wa mutudi, mukonda dya utundilu wa divulu dijina dye Cinzas de uma Fogueira Longe, ni divulu didi anga uvutuka dingi mu matekelu ma dyambu dya
31 Jornal O Figueirense, 29/03/1958, p. 2.
maubanzelu ma ambundu ni kisoneku ni dijina dya ‘’mukini wa mbundu ya muhatu’’ mu kutangela we hanji omukondo wa ukalelu wa mutu ni kusoneka kwabeta kuwaba odijina dye (kilungilu seku) mu dizwi dya putu aitangela kala kiki “sem rumo”
O PIDE yatokala mu disengele dya Coimbra kwebi omusoneki wenyo wa muhatu watungile tunde mu kaiyadi ka sambwadi ya mbeji mu muvu wa 1962 anga imuvutwila mu “kwila kuma sumbala ki mutu wakijiya se mwene wakexile mu kudibukumukina ni utuminu wa Kaputu, amwijidile ngo kuma wakexile mubana dikunda kwa ilunji yoso ya kaputu se kilunji kya kubongolola atu pala kudikwata ni utuminu wenyo”32.
32 Torre do Tombo, Arq. PIDE/DGS, SC/SR 1769/67, NT 3592, folha 4. Preview
Oisotelu yobange ndu mwene mu izuwa ya lelu ilembwesa mutu kukala mu kwambela kwebi kwakexile okubanzela kwe kwatokala mu kaxaxi ka ilunji ya kaputu ni ilunji ya asuludi a Ngola.
Wakalakala we hanji mu ufunu wa kulongesa mwimbu, mu kizangetelu kya anandenge, omaukalakalu we anga amalondekesa kwa alongixi; wendele jinge o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, oukalakalu we anga aulondekexile ni akwa mu kifwa kya kisangela ni mu kifwa kya ubeka, kala kyodikise mu kilembeketa kya ima kidisangela mu divulu didi, kwila Anabela Couto mwene wangibene, mwebu mu kifwa kya mulaula wa Maria Joana Couto, mu mbeji
yadyanga ya muvu wa 2022, tunde mu kuleyu eletoloniku kya, kyenyeki anga ngimuximana kyavulu mwene.
Mu kuzumbuka, otata ya Alda Lara watokalele kwa atumini a disengele dya Bengela; otata ya Maria Joana Couto anga utokala kwa atumini a kaputu mu disengele dya Kwanza Sul.
Mona a ixi yala kumbandu kuna kwa kalunga kamenya, kala Maria Joana Couto mwene wadisonekene mu muvu wa 195333, mwene anga udixisa mu ilunji ina ya kaputu exi okaputu ene ngo akexile ni ilunji ya kukongolola kyambote mungongo omindele ni ambundu mu kudibanena kyambote, ilunji yokwatese kwa atumini a kaputu mu kifwa kya Estado Novo português34.
34 Cláudia Castelo, “O Modo Português de Estar no Mundo”. O Lusotropicalismo e a Ideologia Colonial Portuguesa (1933-1961), Porto: Afrontamento, 1999. Preview
33 Jornal O Figueirense, Ano 34, n.º 2903, 02/05/1953, p. 2.
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Sobre palhinhas d’oiro e sem calor. O Deus Menino, símbolo da fé.
Da Virgem Santa e de S. José, Recebe as honras do mais puro amor!
E os pastorinhos, cheios de fervor E irmanados nessa mesma fé, Dos arredores e, de longe, até, Trazem ofertas para o Salvador!
35 Jornal Notícias da Figueira, 25 de dezembro de 1948, p. 1.
Ku tandu dya jinyangu jya ulu jyakambe ni munza
Omona Nzambi, kibindu kya kixikinu.
Kya Kilumba Kikola ni Kikola kya José, Utambula we hanji oujitu wa kuzola kwabeta ni kuzela!
Anga oakwa kabila, ni kulakama kwavulu
Mu kifwa kya jipange mu kixikinu kyene kimoxi, Tunde mu masambwa, ndu mwene dikanga
Ene anga abekela ilumbu kwa Mubuludi!
36 Jornal Notícias da Figueira, 25 de dezembro de 1948, p. 1.
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